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Ubuntu vem de fábrica em novo computador

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terça-feira, 15 de janeiro de 2019

Não é de agora que falamos que para o Linux se tornar popular nos desktops não basta apenas uma distribuição fácil, como um Ubuntu ou Linux Mint, mas é necessário marketing voltado ao usuário comum, e máquinas com o sistema pré-instalado.

pc-linux-hardware-ubuntu

E foi isso que uma fabricante do Reino Unido acaba de fazer. Especializada em oferecer sistemas Linux customizados, a Entroware lança no mercado Europeu uma máquina que atrai os olhares, não apenas pelo seu sistema operacional, mas pelo hardware, em corpo único e muito bonito.

Equipado com um monitor fosco de 24 polegadas, resolução full hd, por ser All-In-One, mantém simplicidade e elegância, sem um gabinete separado, tendo alto-falantes embutidos. Perfeito para usuários mais casuais que desejam usá-lo em: escritórios, escolas, uso comercial, etc. 

Além da tela de 24 polegadas, por baixo do capô, esse AIO da linha denominada Ares, conta com:

pc-ubuntu-linux-hardware

Hardware

  • Processador: Intel Core-i3 8100, 3.6GHz
  • Memória RAM: 8GB, clock 2400MHz
  • Armazenamento: SSD 120GB 

Conectividade

  • 1x DisplayPort,
  • 1x HDMI
  • 4x USB Hi-Speed 2.0
  • 2x xUSB SuperSpeed 3.1
  • 2x Entradas de áudio (entrada do microfone, e saída de áudio).
  • 1x Entrada Ethernet RJ-45
  • Intel Wireless-AC
  • Bluetooth.

Seu valor nesta configuração de entrada é de cerca de 829 Euros, podendo ser customizado para ter maior capacidade, se tornando um computador mais high-end, que acompanha um processador intel Core-i7 8700, 4,6GHz, 32GB de RAM e um SSD NVMe de 2TB, mais um SSD adicional de 4TB.

Estão disponíveis duas opções, Ubuntu Mate ou Ubuntu (com Gnome Shell). Com uma garantia oferecida pela empresa de 3 anos.

Gostaria de máquinas assim sendo oferecidas com Linux de fábrica no Brasil? A Dell vem oferecendo ótimas alternativas com Ubuntu instalado. Já pensou se uma empresa distribuir computadores aqui em terras tupiniquins, com distros como: Mint, Manjaro, KDE Neon, Fedora, Deepin, etc? Seria muito interessante, e se o marketing fosse feito da forma correta, usuários enfim poderiam saber, que existe alternativa ao Windows e macOS.

Confesso que fiquei tentado em adquirir uma máquina assim, e você curte All-In-One? Deixe nos comentários se gostaria de ver mais hardwares com Linux sendo comercializados no Brasil (mas não falo de empresas que usam unicamente para baratear os custos hein!).

Te espero no próximo post, e lembre-se, compartilhe o Diolinux, SISTEMATICAMENTE!
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Ubuntu pretende facilitar instalação de drivers para Gamers

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sexta-feira, 11 de janeiro de 2019

A chegada do Steamplay usando o Proton (DXVK+Wine) e trazendo a possibilidade de se poder jogar uma quantidade de jogos que antes só se tinha no Windows, “forçou” as empresas que mantém os drivers para Linux “ a se mexerem” também, como NVIDIA e AMD, e assim trazer as implementações e melhorias que o VULKAN proporciona.


Ubuntu pretende facilitar instalação de drivers para Gamers





Prezando pela estabilidade das suas versões LTS, o Ubuntu não traz às versões mais recentes dos drivers da NVIDIA, AMD e Intel (e sim os “estáveis”), e algumas funcionalidades e tecnologias podem não estar presentes no sistema, como a implementação completa do VULKAN e entre outras.

Para adicionar os drivers de vídeos mais recentes dessas empresas, precisamos recorrer aos PPAs (Personal Package Archive) r e assim desfrutar dessas tecnologias novas. Adicionar não é nenhuma tarefa difícil, tanto que já fizemos alguns posts aqui no blog explicando como proceder e tudo mais, mas sabemos que ainda tem pessoas que podem encontrar alguma dificuldade para tal procedimento. Sendo via terminal ou não.

Vendo isso, o jornalista da Forbes, Jason Evangelho, fez um questionamento em seu Twitter, perguntando o porque que o Ubuntu não tinha feito ainda uma ferramenta gráfica para adicionar os PPAs dos drivers e assim facilitar a vida dos gamers que estão vindo do Windows.

Eis que alguém da Canonical, empresa essa que mantém o Ubuntu, responde. E não foi “qualquer pessoa” que respondeu e sim alguém de “gabarito”. Quem respondeu ao tweet do Jason foi o Will Cooke, Diretor da Canonical responsável pela área de desenvolvimento do desktop. E a resposta foi positiva.

Segundo Cooke, a Canonical tem planos para o próximo ciclo de desenvolvimento (Ubuntu 19.04/19.10???) adicionar algumas GUI (Interfaces gráficas de interação) para tornar a adição desses PPAs mais fáceis, ou como ele disse “pointy-clicky”.

Jason questionou se seria possível selecionar o PPA apropriado para a sua GPU e a resposta do Cooke foi que sim, que eles facilitariam o acesso aos drivers Betas das empresas. Se quiser ver o Tweet original, basta clicar na imagem abaixo.



Esse tipo de facilidade questionada pelo Jason e prontamente respondida por Cooke, mostrando que a Canonical está atenta na guinada em que se deu nos últimos 6 meses, depois da “bomba” chamada Proton (Valve/Steam) e que deu uma “remexida” das boas, fazendo assim as empresas melhorarem os seus produtos no Linux, desde o pessoal do Lutris até em empresas como Canonical, NVIDIA, AMD e Intel. 

Podemos ter bons frutos ao longo de 2019 e não podemos ficar surpresos se o Linux pegar mais corpo e popularidade nos desktops através dessas iniciativas, que para quem já usa Linux possa ser algo “pequeno”, mas pra quem vem de outra plataforma ou que nunca teve um contato agradável com Linux, pode fazer uma grande diferença e fazer com que a pessoa possa se sentir “em casa”.

Espero você até o próximo post, forte abraço.
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Como instalar o DaVinci Resolve via .deb com o MakeResolveDeb

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sexta-feira, 4 de janeiro de 2019

Muitos profissionais da área de audiovisual vêm ao longo dos anos migrando os seus trabalhos para a solução da Blackmagic Design, com o DaVinci Resolve, que é multiplataforma (Windows, macOS e Linux). Apesar de excelente, o poderoso DaVinci Resolve para Linux tem um “probleminha”, ele só tem suporte para Red Hat ou CentOS, assim “limitando” as opções de quem quiser usar por exemplo, a base Debian (Ubuntu, Mint e derivados), para contornar esse problema, o o arquiteto de TI, Daniel Tufvesson, está propondo uma solução chamada “MakeResolveDeb”, através do projeto dele, vamos instalar a poderosa ferramenta em sistemas com base Debian, Ubuntu e Mint.


 Como instalar o DaVinci Resolve via .deb com o MakeResolveDeb






O projeto


O intuito do Daniel é facilitar a instalação do Davinci Resolve, visto que, segundo ele, existem muitos tutoriais de como fazer esse processo de instalação, mas são muitos confusos e alguns podem até deixar o sistema instável, aqui no blog você encontra um destes tutoriais, eu não chamaria ele de confuso, mas definitivamente não coisa de iniciante.
O método que o Daniel lançou é o “MakeResolveDeb”, um script que usa o instalador oficial do Resolve e o transforma em um pacote .deb, para que seja possível instalar dando dois cliques

Para cada versão do DaVinci Resolve é feita uma versão nova do ‘MakeResolveDeb”, assim limitando a quantidades de testes necessários antes de cada lançamento, visto que esse processo é feito no “tempo livre” do Daniel.

Baixando o MakeResolveDeb


Você precisa baixar a mesma versão do “MakeResolveDeb” e do DaVinci Resolve, garantindo assim a compatibilidade e funcionalidade do processo, por exemplo, a versão atual é a 15.0 do DaVinci Resolve, então você deverá baixar a versão idêntica ou mais recente, que no caso seria a 15.0-2, do MakeResolveDeb.

Feito isso você tem que deixar os dois pacotes no mesmo diretório ou pasta, para não ocasionar erros e imprevistos.Tanto o Davinci Resolve, quanto o MakeResolveDeb, serão baixados no formato .tar.gz, basta descompactá-los, ao final do processo você deverá ter os seguintes arquivos:

- DaVinci_Resolve_Studio_15.0_Linux.run
- DaVinci_Resolve_Studio_15.0_Linux.zip
- Linux_Installation_Instructions.pdf
- makeresolvedeb_15.0-2.sh.tar.gz
- makeresolvedeb_15.0-2.sh

O arquivo *.run é importante para o processo junto com o *.sh, então não os exclua.

Executando o MakeResolveDeb


Quando estiver tudo pronto, vamos para a parte onde iremos reempacotar o DaVinci Resolve para o formato .deb usando o script, 

O makeresolvedeb_15.0-2.sh  precisa saber qual versão do DaVinci você está usando, se a “normal” ou a versão “Studio”, a versão grátis ou a paga, em outras palavras, para isso você precisar por o indicador na hora de executar o .sh. Isso pode ser feito de duas formas:

./makeresolvedeb_15.0-2.sh studio  

ou


./makeresolvedeb_15.0-2.sh lite

O procedimento pode demorar alguns minutos dependendo do hardware do seu PC e o quanto você tem de espaço de armazenamento. Se houver algum problema, será informado no terminal, mas se não ocorrido nada de errado, vai aparecer uma última linha dizendo “[DONE]” e número de erros igual a 0.

Instalando o pacote .deb


Depois de tudo ocorrer de forma bem sucedida, o .deb já pode ser instalado no seu sistema baseado no Debian, Ubuntu, Mint ou derivados. A Blackmagic Design não fornece as dependências que você vai precisar, então é preciso verificar se todos os verificar se todos os pacotes necessários estão instalados, eles são requeridos pelo Resolve antes de continuar a instalação. Depois disso você pode instalar o Resolve de duas formas, via terminal ou dando dois cliques. Se for o caso do terminal, você vai usar o utilitário dpkg para fazer a instalação, apenas observe a versão que você está instalando, se é a normal ou a studio.

sudo dpkg -i davinci-resolve-studio_15.0-2_amd64.deb

ou

sudo dpkg -i davinci-resolve_15.0-2_amd64.deb

Uma observação importante, caso a versão ou o nome do pacote mude, você precisa alterar o comando para garantir que ele funcione, os dois comandos acima são exemplos.

Se tudo ocorrer bem, você terá o DaVinci Resolve 15 instalado no seu Debian, Ubuntu, Mint e derivados. Se precisar de suporte adicional ao MakeResolveDeb, você pode entrar no site do Daniel.

O DaVinci Resolve é mais que um editor de vídeos extremamente profissional, hoje ele também é um compositor de gráficos, graças a integração com o Fusion, sem falar em uma das ferramentas pelas quais ele é mais reconhecido, a correção de color com color grading. Ele é um programa muito pesado e é muito interessante ter um computador com 16GB de RAM e placa de vídeo dedicada para roda-lo de forma satisfatória.

Espero você na próxima, forte abraço.

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OpenToonz agora está disponível para ser instalado via Snap

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quinta-feira, 3 de janeiro de 2019

No seu perfil oficial no Twitter, o Ubuntu anunciou que o OpenToonz está agora nos seus repositórios oficiais via Snap e que vai poder ser instalado em qualquer distro que tenha suporte para o snapd.


 OpenToonz agora está disponível para ser instalado via Snap






Na tarde desta Quinta-feira (3), o Ubuntu mostrou que o OpenToonz, umas das ferramentas de animação 2D mais populares mundialmente, agora está disponível para instalação via Snap. Em um primeiro momento o Snap do programa é suportado pela comunidade Snapcraft, mas que não fecha as portas para que a equipe possa se juntar e dar updates frequentes e afins.



Como instalar o OpenToonz?


Instalar o OpenToonz é muito simples, mas antes, se você está em um sistema que não tem o snapd instalado (é esse carinha que vai habilitar o snap na Distro),temos um artigo bem completo explicando como instalar ele, confira.

Como ele ainda não aparece nas lojas que suportam o snap, vai ser preciso por hora usar o terminal, mas não significa que em um futuro bem próximo ele não esteja já nas lojas, por hora o processo é o seguinte:
Abra o terminal e digite o seguinte comando:

sudo snap install opentoonz

Aí é só esperar a instalação terminar e depois procurar o OpenToonz no menu da sua distro favorita.  😁

Com esse simples movimento, podemos ver que o formato Snap da Canonical pode ser uma porta de entrada para as empresas no mundo Linux, como comentamos no Diolinux Friday Show, facilitando a sua migração para a plataforma e derrubar alguns “mitos”, como a fragmentação do sistema e a impossibilidade de atender a todas as diferentes distros, mas que com a utilização do Snap isso “cai por terra”.

Diga aí nos comentários se você usa o OpenToonz e se gostou da novidade dele ser distribuído via Snap.

 Espero você na próxima, forte abraço.

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Como instalar a última versão do Mesa Driver no Ubuntu e Linux Mint

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sexta-feira, 28 de dezembro de 2018

O Mesa Driver é um driver de vídeo de código aberto que é utilizado em praticamente todas as distribuições Linux, o projeto Mesa libera drivers de código aberto para placas Nvidia, Intel e AMD, e hoje você vai aprender a atualizar os drivers do Ubuntu sem precisar alterar a versão do Kernel.

Mesa Driver



Essa dica pode ajudar muito você que usa Ubuntu ou algum sistema derivado e quer ter os drivers abertos mais recentes para melhorar os FPS dos games, quem sabe até melhorar autonomia da bateria do seu Notebook devido as otimizações.

Este PPA de Mesa Driver é recomendado especialmente para quem usa drivers open source, especialmente quem usa chip Intel ou AMD, quem usa Nvidia pode muito bem usar os proprietários seguindo este outro tutorial e desempenho será melhor.

Alterar componentes gráficos pode ser algo sensível no sistema, então prossiga sabendo que caso algo dê errado, você terá que reverter o processo.

Se você prefere fazer as coisas sem utilizar o terminal, acesse este tutorial.

Recomendo instalar o PPA Purge para remover os pacotes caso haja algum problema.
sudo apt install ppa-purge
Você pode verificar a sua versão do Mesa Driver instalado usando o seguinte comando:
glxinfo | grep "OpenGL version"
Agora vamos adicionar o PPA do Mesa Driver, rode no terminal:
sudo add-apt-repository ppa:paulo-miguel-dias/pkppa
Este comando acima adiciona o repositório dos drivers, agora podemos atualizá-lo e depois atualizar o sistema para receber os novos pacotes:
sudo apt update && sudo apt dist-upgrade
Depois de atualizado, você precisa reiniciar o computador, você pode rodar novamente o comando para verificar a versão do Mesa Driver e ver em qual versão você está. 

Caso algo saia errado ou por qualquer outro motivo você queria remover os drivers e voltar ao normal use:
sudo ppa-purge ppa:paulo-miguel-dias/pkppa
Depois da remoção você deve reiniciar o computador e você estará de volta com os drivers originais do sistema.

Até a próxima!
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Como instalar Yu-Gi-Oh! Duel Links (PC) no Linux via Steam Play

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quinta-feira, 27 de dezembro de 2018

Duel links é o atual popular título da Konami da franquia milionária Yu-Gi-Oh! O game vem fazendo muito sucesso, sendo lançado primeiramente para dispositivos móveis, tendo mais de 10 milhões de downloads na Google Play, posteriormente chegando aos PCs pela Steam, onde é gratuito e disponibilizado para Windows originalmente, mas graças ao Proton e ao Steam Play você pode jogar no Linux como se fosse um game nativo.

duel-links-steam-play-proton-linux






O procedimento para fazer a instalação é realmente simples, porém, é necessário fazer um pequeno ajuste para rodar o jogo perfeitamente. Primeiro eu vou te explicar como fazer a instalação, depois eu te explico o porque da instalação precisar ser feita dessa forma.

Como fazer a instalação do Duel Links no Linux


Existe aqui um pequeno passo a passo, sendo que alguns destes passos não são necessários caso você já utilize o Steam Play com o Proton para outros games.

1 - Nas configurações do seu cliente Steam, ative a compatibilidade com o Steam Play

Temos um artigo aqui no blog explicando o passo a passo para habilitar a ferramenta, com dois ou três cliques você consegue ativar a funcionalidade, basta conferir aqui. Se você já tem o Steam Play ativado, esse passo pode ser desconsiderado.

2 - Faça o download do Game

O Duel Links é um game bem pequeno no seu download inicial, mal chegando aos 100 MB de tamanho, ainda que requeira até 4GB de espaço em disco caso você queira baixar as imagens das cartas em alta resolução. Procure pelo game na Steam e instale normalmente, mas não clique em jogar ainda.

Em tese, isso deveria ser o suficiente, ou seja, é o mesmo processo que você faria no Windows, entretanto, o Duel Links necessita do Net Framework 4.5 para rodar, no Windows o game considera que essa dependência já está instalada, pois geralmente está (caso não esteja, mesmo no Windows, você precisará instalar), já no Linux, obviamente ela não está instalada, por se tratar de um componente Windows.

O jogo precisa também do DirectX, do VCrun, entre outras dependências, porém estas são instaladas ao clicar em "jogar" ou "play" pela primeira vez, como a maior parte dos games. Como você deve estar imaginando, a grande questão aqui é instalar o Net Framework 4.5 no Steam Play, no prefixo do Proton do Duel Links.

Eu sei, até soa meio complicado, mas não é, vai por mim.

3 - Instale o Winetricks

Vamos precisar do Winetricks para instalar esse complemento, além de ter o próprio Wine instalado para evitar estes problemas, precisamos dos seguintes pacotes:
  • wine64 
  • wine32-preloader 
  • winetricks
Você pode procurar por eles no seu gerenciador de pacotes ou loja de aplicativos e instalar um por um, no caso do Ubuntu, com a GNOME Software como loja, esse tipo de pacote não é encontrado, então você pode usar o Synaptic para isso, já no Linux Mint, você tem esse recurso através da loja do sistema.

WINE-LINUX-INSTALL
Gerenciador de pacotes do Linux Mint
Caso você use outra distribuição, consulte o gerenciador de pacotes da sua distro e procure pelos pacotes mencionados. Caso você use Ubuntu ou Linux Mint, é possível instalar todos os pacotes com um comando único no terminal:
sudo apt install wine64 wine32-preloader winetricks -y
O próximo passo é instalar, via Winetricks, o pacote dotnet4.5, que referencia o Netframework 4.5.

Para fazer isso, o Winetricks pode ser aberto pelo menu, ele é uma aplicação gráfica, porém, atente-se para escolher o diretório onde o game (Duel Links) está instalado, originalmente no Steam Play ele fica nesse diretório:

home/dionatan/.steam/steam/steamapps/compatdata/601510/pfx

Onde o nome dionatan deve ser substituído pelo nome do seu usuário, selecionando a opção de instalar complementos e adicionando o DotNet4.5, entretanto, eu acho mais fácil rodar outro comando simples que vai fazer todo o processo por você:
WINEPREFIX=/home/$USER/.steam/steam/steamapps/compatdata/601510/pfx winetricks dotnet45
Não sei se você percebeu, mas se você quiser fazer tudo de uma vez pelo terminal, algo quase mágico que o Linux proporciona, você pode instalar os programas necessários e "aplicar o patch" no jogo copiando e colando este único comando no terminal, tudo de uma vez:
sudo apt install wine64 wine32-preloader winetricks -y && WINEPREFIX=/home/$USER/.steam/steam/steamapps/compatdata/601510/pfx winetricks dotnet45
Simples e rápido.

4 - Agora é só jogar! 

Com este pequeno ajuste é possível jogar o game normalmente, basta clicar em "Play" ou "Jogar", aguardar a instalação daqueles componentes que o jogo precisa e logar com a sua conta. O ideal é ter a sua conta atrelada ao perfil da Konami para poder recuperar os seus decks do game que você joga no Smartphone.

Seguem algumas telas do game rodando no Linux Mint 19.1:

Linux Mint Duel Links

Linux Mint Duel Links

Linux Mint Duel Links

Linux Mint Duel Links

Como melhorar a situação?


O game roda perfeitamente bem, sem travamentos, engasgos ou qualquer outra coisa, porém, sabemos que ele não é um primor de porte. Parece que Konami simplesmente jogou o Duel Links dentro do Unity 3D e exportou para PC, e não se preocupou nem em adicionar todas as dependências que o jogo precisa para instalação na primeira "run" do jogo.


Felizmente rodar ele no Linux, apesar do ajuste, hoje em dia é muito simples, mas poderia ser ainda mais, caso esse passo fosse desnecessário, e é aí que você entra. Fale com a Konami no Twitter, mande e-mails e peça pela simples inclusão desse pacote no instalador do jogo, provavelmente até quem joga no Windows vai se beneficiar.

Até a próxima e que o coração das cartas esteja com você!
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TOP 10 Games para Linux via Steamplay (2018)

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terça-feira, 18 de dezembro de 2018

Até parece que foi outro dia em que se fosse montar uma lista de TOP 10 de games no Linux, provavelmente seria motivo de chacota ou ficaríamos presos aos games que viriam nas distros. Hoje não mais. Confira agora o TOP 10 dos jogos que rodam via Steamplay no Linux.


 TOP 10 Games para Linux via Steamplay (2018)







Essa lista não coloca os games do melhor para o pior ou qualquer coisa do tipo, nela vamos mostrar que alguns games famosos já rodam no Linux e vamos nos dar ao “luxo” de excluir os que rodam nativamente, como Dota2, CS:GO, Rocket League, Hitman, Tomb Raider, Dirty Rally, entre muitos outros.


Usamos como base o site ProtonDB para escolher alguns dos games que vamos mencionar aqui. Os games que escolhemos para começar essa lista são:

- Warframe (classificado como Silver no ProtonDB):
Warframe é um jogo de ação free-to-play online em um mundo de ficção científica. Você pode jogar tanto seguindo uma história quanto ir montando o seu enredo. Além de poder jogar com os amigos online.

          

- The Elder Scrolls V: Skyrim Special Edition (classificado como gold no ProtonDB)

        

Skyrim é um jogo RPG feito pela Bethesda e publicado pela The Elders Scrolls. No jogo você é livre para explorar o mapa da sua maneira. O jogo se passa 200 anos depois dos eventos de Oblivion.

- Age of Empires II HD (classificado como Silver no ProtonDB)

Bom, esse jogo dispensa apresentações né, 😄 . Um clássico dos jogos de estratégia e agora numa versão em HD, AoE II (carinhosamente chamado pelos jogadores) está funcionando no Linux e muito bem obrigado. Que tal conquistar umas vilas hein??

        

- PES 2019 (classificado como Silver no ProtonDB)

Esse é outro jogo que dispensa apresentações. Uma das franquias de sucesso do e-sports dos últimos 20 anos, PES ainda vem arrebatando vários e vários fãs ao redor do mundo, além é claro de ter o FIFA como o seu maior rival. Enquanto o game da Ea Games não fica compatível com o Linux, o game da Konami já roda via Steamplay.

        

- GTA V (classificado como gold no ProtonDB)

Se eu não mencionasse esse jogo na lista, muito provavelmente daria um “rebu danado” nos comentários. GTA V é outro game que dispensa apresentações e é um dos games de mundo aberto mais famoso da atualidade. Lançado em 2013 mas ainda arrastando uma legião de fãs ao redor do mundo.

      

The Witcher III (classificado como gold no protondb)

O Bruxo mais querido do mundo dos games também está rodando no Linux. O game é um RPG de mundo aberto, tipo GTA V, e com histórias desafiadoras para o player. A trilogia inteira roda no Linux, o 1 e 3 rodando via Steamplay/Wine e o 2 rodando de forma nativa.

        

Batman Arkham Origins e City (classificados como gold e silver no ProtonDB respectivamente)

E não poderia faltar nessa lista, o Morcegão mais “brabo” dos games, o Batman. Com esses dois jogos da Trilogia Arkham, podemos ter várias horas de gameplay com o “Maior detective do mundo”. O jogo Arkham Asylum ainda apresenta algumas inconsistências em algumas pcs e configurações, e assim recebendo o selo “Bronze” no ProtonDB

       

       


METAL GEAR SOLID V: THE PHANTOM PAIN (classificado como gold no ProtonDB)

Não podemos esquecer do agente mais furtivo e que adora uma caixa de papelão mais que um gato (#brinks 😂), estamos falando do Solid Snake. Se você gosta da franquia e gostaria de rodar esse último game dela no Linux, você vai poder.

      

Subnautica  (classificado como Silver no ProtonDB) *Obs.: Funciona perfeitamente via Lutris com a instalação da Epic Store Games.

Já se você gosta de explorar o mar com temática futurista e uma pegada Sci-Fi, esse jogo é para você. Depois de um acidente com a sua nave, você cai num planeta totalmente desconhecido e precisando coletar recursos para sobreviver e depois sair o mais rápido possível de lá.


      

DARK SOULS III  (classificado como gold no ProtonDB)

E para fechar essa lista, nada mais nada menos que uns dos jogos de RPG da nova geração mais difícil de se jogar, segundo os jogadores que morrem nele ( 😛 ). Esse jogo vem conquistando a galera e a crítica dando altas notas para ele. E você vai poder jogar no Linux e tentar não morrer “1 zilhão de vezes”. 😂

      

Esses são alguns games que separamos para mostrar que títulos famosos (os chamados Triple A) estão funcionando no Linux.  Se você quiser saber se o seu jogo está funcionando com o steamplay ou se quer saber se funciona antes de comprar, recomendo consultar o site ProtonDB, ele é muito útil, lá você pode também dar os seus próprios feedbacks de qualquer game da Steam que você esteja rodando no Linux,. Vá na aba Contribute e veja o passo a passo, caso você não se dê muito bem com Inglês, use o Google Tradutor e você não deve ter maiores problemas..

Agora monte a sua lista dos TOP 10 dos games que rodam no steamplay e mostre pra gente aí nos comentários. 😀

E acompanhe o nosso canal la na Twitch também, lives de seg a sex sempre jogando algum jogo.

Espero você até uma próxima e um forte abraço.
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2019 no mundo Linux - O que vai a acontecer?

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O ano de 2018 foi realmente incrível para o Linux, com várias novidades em relação ao Kernel, Steam trazendo o projeto Proton à vida, vários projetos ganhando relevância e apoio, além de uma divulgação maior pela mídia.


 2019 no mundo Linux - O que vai a acontecer?





No post de hoje vamos “brincar” um pouco de “adivinhar o futuro do Linux nos desktops”, pois em outras áreas ele já “reina” de forma bem consolidada e com folga.

 Exemplos como NASA, NASDAQ, Down Jones, Google, Facebook, Twitter, Tesla e entre outras empresas e órgãos públicos usando Linux não faltam. A última empresa a aderir ao Linux nos seus servidores foi a Epic Games, utilizando o Kubernetes para dar o suporte ao Fortnite.

O que eu acho que vai acontecer?


Bom, começou como uma brincadeira pois alguns meses antes do lançamento do Steamplay e do projeto Proton, o editor que vos fala, tinha feito um vídeo falando do projeto DXVK e do Atari (sim, ele mesmo e ainda existe, só não sabemos quando vai sair =) ), e que eles seriam as revelações deste ano e que ajudaria a puxar o Linux para a popularidade nos desktops. O Atari ainda não deu o ar das graças, mas o Steamplay sim e com ele milhares de jogos que estavam só para Windows agora funcionam no Linux.

A última bomba que noticiamos aqui no blog e no canal foi o movimento que a comunidade fez no fórum da Adobe pedindo o porte do Adobe Cloud Creative, temos grandes chances disso acontecer.

Agora as previsões para o Linux em 2019:


- Adobe vindo para o Linux, usando o Ubuntu como base;

- Epic Games vai lançar a Store deles para Linux, nos mesmos moldes da Steam;

- Além do Edge ter uma versão para Linux, aposto que o Office 365 na versão básica (Word, Excel e Outlook);

- Blizzard pode vir para Linux também, trazendo o WoW, o seu carro chefe como desbravador. Visto que os jogos delea ja rodam em sua maioria sem problemas no Wine/Lutris;

- Mais jogos serão compatíveis com o Steamplay, assim ficando “de fora” só os games que ainda usarem anticheats, como Denuvo ou parecidos;

- Aposto que NVIDIA e AMD vão melhorar mais ainda os seus drivers para Linux, além de disponibilizar ferramentas e recursos presentes até o momento no Windows;

- E porque não pensar, Fortnite para Linux (mesmo que seja somente para o Ubuntu), isso já vai ser uma grande vitória.

Bom, essas são as minhas ”previsões” para 2019 no Linux e espero muito que se concretize,você pode dizer até que eu sou super otimista, mas pensar de forma negativa não ajuda em nada também.


Deixa aí nos comentários, qual a sua previsão para o Linux em 2019? O que você acha que pode acontecer?

Espero você na próxima, grande abraço.

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Estilo Long Shadow - Novo tema de ícones para Linux

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sexta-feira, 14 de dezembro de 2018

Se você estiver procurando uma opção bacana de tema de ícones para a sua distro Linux e pretende colocar um tema bem estilizado e com um conceito um tanto diferente, especialmente se você curtir as famosas “long shadows”, você vai adorar o tema “Shadow”.

 Estilo Long Shadow - Novo tema de ícones para Linux










O Shadow é um tema flat para GNOME 3.10+ e interfaces “filhas” Na versão 4 contém mais de 980 ícones de apps e mais de 2200 ícones para o sistema e afins.




Instalando o tema Shadow


Baixe o tema à partir do GitHub ou do "GNOME Look", ele virá em um pacote compactado (zip), basta extrair o tema do arquivo compactado para a pasta .icons (ponto icons) dentro da sua pasta pessoal. Depois é só fazer a alteração do tema pelo software adequado a sua interface gráfica.



No Linux Mint você pode usar as próprias configurações do sistema e no Ubuntu, use o GNOME Tweaks.

Quem deseja fazer o processo de instalação pelo terminal pode seguir os seguintes passos:

git clone https://github.com/rudrab/Shadow.git

mv Shadow-master /home/$USER/.icons/

Se for pelo Gnome-Look, basta baixar e extrair o .tar.xz dentro da pasta “icons” que você criou

Feito isso, agora você pode desfrutar do novo tema para o seu sistema.
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As extensões resolverão a "falta de desktop" no GNOME?

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quarta-feira, 12 de dezembro de 2018

Enquanto ambientes gráficos como KDE Plasma e Cinnamon Desktop estão ampliando cada vez mais as opções voltadas para o desktop, o GNOME vai na contramão desse movimento e abandona esse conceito, ao menos de forma nativa. A promessa é que essas funcionalidades voltem através de uma extensão chamada "Desktop Icons", além de toda uma família de extensões disponíveis que acrescentam funcionalidades, mas será que isso se resolve com uma extensão?

GNOME Desktop Icons






Desde o lançamento da versão 3.0, que trouxe o novo Shell para o GNOME, o comportamento padrão da interface é não possuir um desktop ativo, porém, essa função era "habilitável" através de uma pequena configuração no Nautilus, o gestor de arquivos do projeto. Isso deixou de ser possível recentemente com a versão 3.30 do GNOME, onde as funcionalidades que tornavam o Nautilus capaz de gerenciar a Área de trabalho foram removidas do código da aplicação.

Para contornar esse problema, a comunidade de desenvolvedores do GNOME acabou criando uma extensão que tenta trazer essas mesmas funcionalidades para o desktop GNOME, porém, ela ainda não está completamente finalizada e continua sendo uma extensão, e não uma função nativa do ambiente.


Um problema de filosofia de trabalho?


Recentemente tivemos uma série de entrevistas no canal com um dos desenvolvedores brasileiros do GNOME, onde foram comentadas várias coisas importantes e interessantes sobre o desenvolvimento do projeto, incluindo os motivos para a remoção de alguns componentes, vale a pena conferir. Uma das coisas que me chamou a atenção no discurso foi a retidão da forma de trabalho do GNOME, o que traz coisas boas e ruins ao projeto, discutivelmente.

O GNOME tem como viés um padrão de excelência técnico, optando por deixar de implementar coisas se elas não forem implementadas da forma considerada "correta", como os ícones de indicadores, como Telegram, Dropbox, Skype, Steam, etc. O GNOME também visa ser pioneiro em tecnologia, simplicidade e eficiência, além de criar tendências.

Que o projeto foi inovador, eu não tenho a menor dúvida, o projeto GNOME, ao lado do KDE, é responsável por uma massiva produção de aplicativos para, virtualmente, todas as funcionalidades imagináveis no mundo Linux, sendo um projeto muito maior que do "somente" o GNOME Shell, a interface, ainda que seja justamente ali que todos esses softwares acabem convergindo.

Esse viés de trabalho que parece quase imutável divide muitas opiniões, me arrisco a dizer que ser mais flexível com algumas coisas faria bem para o projeto.

Dividindo opiniões desde o início


As críticas ao GNOME ter mudado drasticamente a forma de se usar o computador para algo muito diferente da "metáfora de desktop" reconhecida por qualquer um que usou um computador na vida , seja Windows, seja macOS, não são recentes, com o tempo as pessoas foram entendendo e se acostumando, mas ainda assim, exemplos de mudanças não faltam.

Ainda assim, mostrar o GNOME pela primeira vez para alguém que nunca o utilizou, ou que só usou Windows vai causar comentários do tipo:

- Nossa, que bonito!
- Onde abre o menu?
- Não tem minimizar?
- Onde desliga?
- Por não consigo criar uma pasta na área de trabalho?

Unity
Unity do Ubuntu 17.04


Antes do GNOME 3 já existiam muitas interfaces diferentes, mas só depois dele é que tantas outras se criaram. 

Não sei a sua idade e nem a quanto tempo você conhece/usa Linux, mas na época do Ubuntu 10.04 LTS nós tínhamos uma "disputa" entre GNOME 2 e KDE 3/4, onde XFCE, LXDE e interfaces baseadas em linha de comando eram menos populares, junto com algumas outras ainda menos populares hoje em dia.

Depois do lançamento do GNOME 3, tivemos o nascimento do Unity, do Cinnamon, do Budgie Desktop, do MATE, do Deepin Desktop, e tivemos uma grande acensão de ambientes como o XFCE, além disso, tivemos várias distros modificando o Desktop GNOME porque a opção padrão simplesmente não agradou, como o Zorin Desktop, o Endless Shell e o próprio Ubuntu recentemente, além disso, ainda temos a crescente popularidade de extensões como Dash to Dock e Dash to Panel, que modificam consideravelmente a forma com que se usa a área de trabalho do computador.

  • Por que as pessoas simplesmente não usam o GNOME como ele foi feito para ser?
  • Por que a maior parte dos projetos que tem como público alvo o usuário DESKTOP não usa o GNOME PURO?
  • Qual é o perfil de utilizador das distros que usam o GNOME puro?
  • O GNOME é feito para agradar a quem?
São perguntas que eu gostaria que você respondesse no seus comentários logo abaixo.

Muitas interfaces forkeadas ou iniciadas do GNOME


Essa grande criação, com certeza, não foi uma coincidência. Analisemos:

- Cinnamon: Nasceu depois da equipe do Mint tentar usar o GNOME com um pacote de modificações chamado MGSE (Mint Gnome Shell Extensions), que tentava manter o viés Desktop tradicional;

- Unity: Nasceu por parte do desagrado do GNOME 3 pela Canonical, parte pela intenção da empresa em colocar o Ubuntu em dispositivos diferentes;

- Budgie Desktop: É uma reimaginação do GNOME 3 "como ele deveria ter sido", criado pelo projeto Solus para ser uma interface com base GNOME, mas diferenciada;

- Deepin Desktop: Originalmente o Deepin usava customizações do GNOME também, mas depois  desistiu e decidiu fazer usa própria interface baseando suas aplicações em Qt, não GTK.

- Zorin Desktop e Endless Shell: Continuam usando o GNOME como motor, mas criaram um Shell diferente que usa os mesmos elementos organizados de forma diferente, procurando respeitar mais o modo mais tradicional de desktop.

- MATE: A saudade do GNOME 2 foi tanta, que eles decidiram continuar da onde a equipe GNOME, que passou a focar do GNOME 3, parou.

De certa forma foi todas as mudanças foram positivas, pois temos mais opções atualmente, ao mesmo tempo que muitos talentos foram dispersados entre vários projetos diferentes, fazendo o projeto GNOME Vanilla, como a equipe do GNOME o planeja, perder popularidade.

Atualmente as distros que usam o GNOME "puro" são geralmente sistemas onde a interface é secundária, onde focam os serviços na parte "enterprise" e profissional, Red Hat, SUSE, Fedora Workstation, CentOS, Debian, Pop!_OS (esse usa temas diferentes), são alguns exemplos.

Todas as distros que tem foco em serem acessíveis ao Desktop e ao usuário comum mudam o GNOME consideravelmente, incluindo o próprio Endless OS e seu Endless Shell, que é um sistema que trabalha de forma bem próxima do time do GNOME.  O Endless fez um extensa pesquisa sobre os hábitos dos usuários e familiaridade, intuitividade com o sistema, será que o GNOME não pode tirar boas ideias dali?

Distros atuais que são populares em desktops e estão em evidência incluem: Ubuntu, Linux Mint, elementary OS, Deepin e Manjaro, onde ou elas não usam o GNOME, ou usam ele modificado.

Resolvendo com extensões


Tornou-se comum, até uma piada praticamente, que "tudo no GNOME" precisa de extensões, o que tem até um pequeno fundo de verdade. 

Não tenho dúvidas de que existem pessoas que usam o GNOME puro, sem extensões, mas elas provavelmente não são um grande número e principalmente, elas fazem parte de um nicho de usuários que é, ou próximo do desenvolvimento do GNOME, ou um núcleo de usuários avançados, mais purista. 

Gnome Desktop Icons
"Oh que legal, agora  o GNOME removeu a função de 'não ter ícones no desktop' ;) Bom trabalho Carlos!"


O que eu mais vejo "na várzea" são pessoas mudando muito o GNOME para atender às suas necessidades, até pouco tempo atrás existia uma extensão até para atualizar automaticamente a lista de redes Wi-Fi, coisa que mudou nas versões mais recentes do ambiente felizmente.

A filosofia do projeto é estreita e direta, mas ela não precisa ser imutável!

Uma decisão que seria muito acertada, do meu ponto de vista, seria observar quais extensões as pessoas mais utilizam para entender quais as funcionalidades as pessoas buscam e então adicioná-las ao sistema como um recurso nativo, planejado e integrado.

Se as pessoas usam muito o Dash to Dock ou o Dash to Panel, isso é um claro indicativo de que as pessoas acham menos produtivo manter os ícones escondidos, para citar um exemplo.

O GNOME pode tentar forçar o mercado a aceitar os seus padrões, mas será que essa força realmente faz diferença? Qual foi a última vez que você viu alguém desenvolver alguma aplicação (de fora do mundo Open Source) pensando em GTK ou GNOME? Talvez existam casos, mas eu não consegui pensar em exemplos.

Quando você faz parte de um nicho, você não dita tendências geralmente, você se adapta a elas. Mesmo que você tenha personalidade para fazer diferente e influenciar um pouco, o quanto isso trará de benefício efetivo para quem usa o software? É uma reflexão a se fazer.

Utopia do GNOME?


O objetivo do GNOME é utópico, mas isso não é necessariamente um problema. Fazer com que os desenvolvedores implementem as funções como eles gostariam e planejaram essas implementações seria o ideal, mas ele será possíve?

Toda vez que eu vejo alguém falando que algo é ruim porque é uma suposta "utopia', eu não consigo ver com bons olhos. 

Utopias são boas.

A utopia serve para nos apontar uma direção, algumas pessoas se esforçam para viver a utopia antes do momento de todos as condições estarem favoráveis, geralmente fazendo esforço e eventualmente sacrifícios para tal.

Eu penso de forma mais prática, afinal, existem vários níveis diferentes de adoção de uma ideia até que ela se torne padrão. 

A paz mundial é um utopia, mas nem por isso é uma ideia descartável (por ser uma utopia) e que deva deixar de ser perseguida, porém, existirão sempre "meios termos" até esse objetivo final e utópico, muitos deles não são tão ruins assim.

Eu aposto que você gostaria da paz mundial, ou da extinção da fome, mas se você tivesse que escolher entre: Ou você tem zero de fome ou você tem a situação atual e uma situação onde você tem pelo menos 90% a menos de fome do que agora, qual você preferiria?

Para exemplificar com o suporte a indicadores do GNOME, por exemplo, a situação atual é exatamente essa: Ou os devs implementam como o GNOME gostaria ou não faz parte do projeto.

Quem fica sem a função, no fim das contas, é quem só queria usar o software, será que não existe um meio termo? Será que não seria possível oferecer e melhorar essa função até que a solução ideal aparecesse?

É como a ideia de software livre. Algumas pessoas defendem a ideia de que tudo no mundo dos programas de computador deveria ser aberto, livre, open source, como quiser chamar, e eu tenho certeza de que se tudo fosse viável, esse seria um mundo ideal muito interessante de se viver, porém, para caminharmos para isso, é preciso que parte dos usuários use software livre, depois uma maior parte, depois uma maior parte ainda, assim até ir caminhando cada vez mais para essa "utopia livre", querer cortar o caminho e viver esse momento agora vai requerer sacrifícios que nem todos querem ou podem fazer, usando a lógica de que, ou é livre ou eu não uso, não me parece conquistar muitas pessoas.

Fazer transições graduais é um processo menos traumático e que facilita a aceitação, em alguma momento será preciso dar passo maiores, mas se tudo estiver bem fundamentado, até esses passos mais largos serão melhores aceitos.

Desktop Icons


A tentativa é válida, e como você viu no vídeo do início do artigo, a extensão já tem vários bons recursos, ainda que alguns estejam faltantes, mas ainda assim é uma extensão. É algo que você terá de esperar a distro implementar por conta própria, como é o caso do Ubuntu, ou como algo que você, como usuário terá de buscar.

Extensões, assim como em navegadores, servem para ampliar as funcionalidades básicas do software, mas no GNOME, as extensões servem, em alguns casos, para trazer justamente funções básicas que, apenas na minha, estrita e individual opinião, deveriam fazer parte do ambiente de forma nativa, permitindo que a equipe de desenvolvedores e tradutores atue de forma mais direta, sem necessidade de haver de prestar atenção com a compatibilidade da extensão com a versão do Shell.

O GNOME continua sendo um dos meus projetos favoritos, é por isso que eu falo sobre ele, endosso, incentivo o uso e elogio, por esse mesmo motivo é que eu critico quanto acho que tenho que criticar, lamento que eu simplesmente não consiga ser produtivo no GNOME Shell padrão, o próprio layout da interface ignora completamente tudo o que qualquer um que usou um computador não Linux anteriormente tenha aprendido, algumas pessoas gostarão dessa novidades, outras nunca mais voltarão.

A solução para o Desktop virá com essa extensão? É cedo para dizer, mas provavelmente se não for dessa forma, provavelmente não será de nenhuma outra.

O que você acha?
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Adobe quer saber: Você teria a Creative Suite do Linux?

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Muitos que começam a sua jornada no mundo Linux perguntam se as ferramentas da Adobe (Photoshop, Lightroom, IllustratorPremiere, etc.) tem versões para o sistema, pois já estão acostumadas a usarem tais ferramentas e mudar para outra acarretaria em uma curva de aprendizado que nem todos estão dispostos a fazer


 Adobe quer saber: Você teria a Creative Suite do Linux?





A Adobe muitas vezes alegou que o Linux não teria uma base muito grande para se ter o “investimento” e portar as suas mais famosas ferramentas para o pinguim, tanto que em 2011 eles emitiram uma nota através de seu  gerente de produto, Carey Burgess, dizendo que o pacote Adobe Creative Cloud estava no radar dos engenheiros para fazer o porte, mas que estavam sem condições de fazer aquilo no momento.

Recentemente, um usuário questionou no Twitter da Adobe, o porquê deles ignorarem o porte para Linux, especificamente do Adobe Premiere, perguntando se era custoso fazer o porte e se tinha um pedido do mercado para isso. Em resposta a esse usuário, a conta da Adobe comentou que a Engenharia deles "tem recursos limitados e não há uma demanda grande o suficiente para uma versão Linux do Premiere ainda…" (será mesmo?). A conta da Adobe ainda pediu para acessar o link do fórum para o pessoal votar e deixar um comentário. Veja o tweet abaixo.


Para se ter uma ideia da força e de um possível mercado que poderia ser aberto, o jornalista da Forbes, Jason Evangelho, fez uma pesquisa no seu Twitter com uma amostragem de 1600 votos, onde ele perguntava qual fator ainda impedia para que as pessoas que usam macOS e Windows mudassem para Linux e 25% das pessoas votaram na opção de “Não ter uma versão dos aplicativos da Adobe”, seguido por 23% “ Não ter suporte a hardware” e 43% para “Games”. Você pode conferir aqui a pesquisa.

Isso mostra que o mercado de Linux pode crescer muito rápido se uma empresa como a Adobe abraçasse o sistema, observando seus benefícios.

Enquanto isso não acontece, temos aplicativos que podem ser usados plenamente e com um grau de satisfação alto. Temos o GIMP e com o nosso complemento PhotoGimp pode deixar a vinda para o Linux muito mais suave e facilitada

Tem também o Inkscape para quem precisa fazer vetorizarão de imagens que tem uma qualidade muito alta. Outro software que vem ganhando notoriedade é o Kdenlive para edição de vídeos, responsável pela produção do canal Diolinux no YouTube

Até o momento enquete conta com mais de 4266 votos e 1172 comentários pedindo o porte dos programas da Adobe para Linux. Conforme print abaixo.





Para votar e deixar o seu comentário, acessem o link.

Isso mostra que o mercado vem aos poucos voltando os seus olhos para os sistemas open sources, tendo o Ubuntu como carro chefe, assim se abrindo para essa nova parcela da população, o que pode impulsionar a adesão de mais pessoas ao Linux, seja através de distros como Ubuntu e Linux Mint, ou outras.

Até uma próxima e um forte abraço.
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Canonical procura novo engenheiro para trabalhar com Ubuntu Desktop

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sexta-feira, 30 de novembro de 2018

A Canonical, empresa que desenvolve a distro Linux Ubuntu, anunciou que está com vagas abertas para novos profissionais que devem ajudar a melhorar o sistema operacional, para ser mais específico, a vaga é para Software Engineer para o time de desenvolvimento do Ubuntu Desktop.

Canonical procura por Engenheiro de Sofware






Para quem imaginava que a Canonical estava deixando o Desktop do Ubuntu de lado, uma vaga para esta função mostra que empresa ainda se preocupa com o segmento que o deu tanta popularidade a distro. Segundo o anúncio, a empresa busca um engenheiro de Software para se unir ao time de Desktop do Ubuntu. 

Essa equipe é responsável por entregar o Ubuntu para computadores tradicionais e usuários domésticos, que é, segundo as palavras do anúncio, "um dos mais populares sistemas operacionais baseados em Linux da atualidade", afirmando que "o Ubuntu prima por ser o melhor sistema operacional baseado em Open Source da existência", nas palavras da Canonical.

Um dos desafios particulares do "Ubuntu Desktop Team" é manter todos os pacotes que a empresa suporta atualizados e com alta qualidade de funcionamento e segurança, desde pacotes que fazem referência a coisas mais básicas do sistema, como gestores de rede, bluetooth, gerenciadores de áudio, até a própria interface GNOME Shell e as aplicações do ecossistema GNOME.

A anúncio afirma que um engenheiro de software bem sucedido no cargo deve ver o futuro do Ubuntu com paixão e ter um "mindset" ajustado com os ideais do modelo Open Source, ao mesmo tem que precisa ter uma ampla e inovadora organização, ter uma boa comunicação. Segundo o anúncio, ser bom em relacionamentos é tão substancial quanto ser muito bom tecnicamente. 

O trabalho também envolve em fazer algumas viagens por ano, geralmente com duração de uma semana inteira. O trabalho pode ser feito de qualquer home office, em qualquer lugar do mundo, porém, se a pessoa morar na Europa ou estiver na costa leste dos EUA (ou no mesmo fuso horário) seria preferível.

Sobre as principais responsabilidades do cargo


A vaga lista algumas funções que o candidato(a) deve cumprir para exercer a função na empresa, como:

- Acompanhar e fazer a manutenção de alguns componentes centrais do Ubuntu Desktop, como alguns já mencionados anteriormente no texto. Isso envolve debugar problemas complexos de qualquer tipo de pacote que o Ubuntu e Canonical suportem, além de trabalhar diretamente com as equipes de desenvolvimento Upstream, como o time de desenvolvimento do GNOME;

- Garantir que os trabalhos sejam feitos com performance e qualidade;

- Trabalhar com os pacotes Snap, ferramentas que envolvam os pacotes Snap e a integração deles com o Ubuntu Desktop;

- Trabalhar com outros times da Canonical para entregar as funções acordadas pelo desenvolvimento e ajudar a levar essas funções para o Ubuntu Desktop em cada lançamento, a cada seis meses, dentro do cronograma.

- Quando necessário, trabalhar respondendo a assuntos e problemas envolvendo usuários finais e usuários comerciais da empresa.

Habilidade requiridas e experiência


Toda vaga de emprego tem alguns pré-requisitos e elementos que são bem vistos e/ou obrigatórios, para este caso não seria diferente. Coisas que serão observadas na hora de contratar um novo funcionário:

- Uma clara paixão pelo futuro do Ubuntu;

- Uma demonstração clara de contribuição com algum projeto Open Source;

- Uma boa experiência com C/C++, preferencialmente em algum projeto Open Source;

- Conhecimento em tecnologias que formam o Ubuntu Desktop como o GNOME, D-Bus, Xorg/Wayland, etc;

- Estar a par de ferramentas open source de desenvolvimento e das metodologias utilizadas para a criação do Ubuntu, como o Git, o Launchpad, o empacotamento em .deb, apt, dpkg, debhelper, etc;

- Excelente lógica, capacidade de resolver problemas e habilidade de análise de bugs;

- Inglês fluente, especialmente Inglês técnico;

- Estar confortável com comunicação online e colaboração através de listas de e-mails, IRC e Wiki;

- Habilidade de ser produtivo em um projeto globalmente distribuído, sendo disciplinado em relação a motivação, acordos de entrega e prazos.

Além destes itens, existem também alguns que são especialmente bem vistos e podem contar como "um pontinho a mais" para o candidato:

- Experiência com a comunidade GNOME;

- Já ser um desenvolvedor Debian ou Ubuntu;

- Estar desperto para metodologias e ferramentas de desenvolvimento ágeis.

Se você gostou da ideia de trabalhar com o Ubuntu, você pode submeter a sua candidatura através deste site.

Até a próxima!
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