Diolinux - O modo Linux e Open Source de ver o Mundo

Responsive Ad Slot

Mostrando postagens com marcador Ubuntu. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Ubuntu. Mostrar todas as postagens

Crie mapas mentais no Linux com o Heimer

Nenhum comentário

quinta-feira, 4 de julho de 2019

Mapas mentais podem auxiliar em muito a organização de ideais evitando a perda de detalhes, algo que aparenta ser trivial pode ditar o destino de um projeto. Afinal, caso não seja planejado adequadamente, mesmo sendo de extremo valor, as possibilidades do fracasso são altíssimas e quase eminente. Soluções no mercado existem aos montes, e Heimer é uma boa opção.


Heimer é um programa para criação de mapas mentais, organizados e de forma descomplicada. Com versões para Windows e Linux, a aplicação é escrita em Qt e possui o código aberto. Você pode acessar o Github do projeto e verificar mais informações, caso assim o queira.

Ao contrário de alguns aplicativos do gênero, na qual me aventurei a utilizar, o Heimer é intuitivo e direto ao ponto. Quando o foco é mapear suas ideias, a “última coisa que você quer” são inúmeras opções que atrapalhem seu fluxo criativo.


Algumas características do Heimer que não posso deixar de citar:

  • Interface fácil de usar;
  • Muito rápido;
  • Zoom através de atalhos do teclado ou mouse;
  • A possibilidade de salvar e carregar arquivos no formato .AZL (baseado em XML);
  • Exportação do diagrama em PNG;
  • Fluxogramas baseados em node;
  • Adição rápida de rótulos, textos e borda do nó;
  • Animações fluídas;
  • Desfazer e refazer no software;
  • Grade ajustável;
  • Traduções em inglês, finlandês, francês e italiano (acesse o Github do projeto e contribua com o português);
  • Versão para Windows e Linux;
  • Diversos formatos de empacotamento para Linux;
  • Comprometimento em manter o programa 100% livre para sempre.

Veja como é criar seus mapas mentais no Heimer:


Instalação do editor de mapas mentais Heimer


Através deste link você encontrará diversas versões do Heimer para instalação. Aos usuários do Windows, baixe o instalador em “.EXE” e proceda como de costume. No Linux você pode proceder de algumas maneiras, tendo mais liberdade em qual formato de pacote prefere usar. Para as versões LTS do Ubuntu, no momento deste artigo a 16.04 e 18.04, existem dois pacotes em DEB. Se preferir utilizar em outro sistema baseado em Linux, caso ele não esteja nos repositórios de sua distro, o AppImage é uma ótima opção. Se ainda não sabe como executar arquivos deste formato no Linux, essa postagem será “uma mão na roda”. Para usuários do Ubuntu, outra possibilidade é pesquisar diretamente da loja pelo Heimer e instalar o app no formato Snap.


Já usuários de outros sistemas, que não possuem o Snap configurado, proceda conforme essa postagem e habilite esta opção. Instalar via terminal também é uma opção, se esse for seu intuito, segue os comandos:

Instalação do Heimer Snap via terminal:

sudo snap install heimer

Execução via terminal: 

snap run heimer

Caso queira, desinstalar o app:

sudo snap remove heimer

Um software desta natureza é indispensável para mentes criativas ou projetos complexos. A simplicidade do Heimer, sem demasiadas opções, chamaram minha atenção. Particularmente gosto de utilizar ele no formato AppImage, mas isso é um gosto pessoal. Como testo várias distribuições, e nem sempre quero instalar todos os programas que uso, uma rápida conferida em algum projeto por meio do AppImage se torna bem cômodo.

Conhecia do Heimer? Que tal ficar por dentro de todas as novidades? Acompanhe os assuntos em nosso fórum Diolinux Plus e aprenda mais.

Até o próximo post, compartilhe essa postagem, SISTEMATICAMENTE! 😎
_____________________________________________________________________________
Viu algum erro ou gostaria de adicionar alguma sugestão a essa matéria? Colabore, clique aqui.


Sistema de arquivos ZFS parece estar chegando ao instalador do Ubuntu 19.10

Nenhum comentário

quarta-feira, 3 de julho de 2019

A Canonical vem trabalhando em sua versão de curto período de suporte, o Ubuntu 19.10, e experimentando algumas tecnologias. Recentemente a polêmica decisão do fim do suporte aos pacotes 32 bits repercutiu bastante, algo planejado para o Ubuntu 19.10 e no final a empresa acabou voltando em sua decisão. No entanto, passos importantes estão sendo dados em seu sistema, e o suporte em testes para o ZFS é um deles.

file-system-sistema-arquivo-linux-ubuntu-19.10-canonical-zfs-ubiquity-

Você pode estar se perguntando: “Que raios é isso de ZFS?” ZFS é um sistema de arquivos combinado em um gerenciador de volume lógico, implementado por uma equipe da Sun Microsystems lá em meados de 2001. Um sistema de arquivos (File System) utilizado para armazenar, organizar e acessar os dados de um computador de forma efetiva. Vários dispositivos fazem uso de um File System: CDs’, DVD’s, Blu-ray, HDs, SSDs, cartões de memória, pendrives e tudo em que se possa armazenar de forma lógica (no sentido “computacional da palavra”, se é que isso existe 😂😂😂) dados.

Fortemente cobiçado por possuir características valiosas para um servidor como: RAID, compressão, criptografia transparente, autocorreção, redimensionamento do tamanho de blocos, capacidade monstruosa para o armazenamento de dados (256 quadrilhões de zettabytes) e muito mais, o ZFS é tido como o futuro do sistema de arquivos por muitos profissionais da área. Citando apenas uma vantagem prática do ZFS, imagine um administrador que possua algum disco com falha, caso o mesmo estivesse utilizando ZFS, ele poderia recuperar parcialmente (ou totalmente, conforme o estado do disco) seus arquivos. No caso de um RAID5 entre múltiplos discos, o ganho de performance seria monstruoso, pois, ao invés de separar os pequenos arquivos em diversas cópias espalhadas no disco, o ZFS cria espelhos destes pequenos arquivos, evitando cálculos desnecessários de paridade. Obviamente que tais características não são importantes para todos os tipos de usuários, entretanto, para administradores de sistemas ou servidores é algo “que brilha os olhos”.

Para os interessados, é possível utilizar o ZFS no Ubuntu conforme sua wiki oficial, todavia o recurso está sendo implementado diretamente no instalador Ubiquity do Ubuntu 19.10 de forma experimental, aumentando a gama de possibilidades de usuários mais avançados (podendo ser habilitado no ato da instalação do sistema). Caso se interesse por um assunto mais técnico sobre File systems, o vídeo a seguir do canal Toca do Tux, é uma mina de conhecimento.


Quer saber mais sobre o ZFS? Recomendo uma playslist sobre o assunto, também do Gabriel do Toca do Tux (falei que era uma mina de conhecimento 😁😁😁). 

Participe de nosso fórum Diolinux Plus, até o próximo post, SISTEMATICAMENTE! 😎

_____________________________________________________________________________
Viu algum erro ou gostaria de adicionar alguma sugestão a essa matéria? Colabore, clique aqui.


Linux Mint revela melhorias no ambiente gráfico e novidades

Nenhum comentário
Quem chega ao mundo Linux, muito provavelmente, se depara com a indicação do Linux Mint para começar a usar o pinguim (muito boa opção por sinal), assim não sentindo tanto a mudança de sistema e atenuando também a curva de aprendizagem. Para quem está habituado com o Mint, já virou tradição esperar os posts mensais com as novidades sobre o sistema.


Linux Mint revela melhorias no ambiente gráfico e novidades






A espera acabou e eis que o tão aguardado post “toma vida” e traz algumas coisas interessantes sobre o sistema.

No começo da nota, Clement Lefebvre (líder do projeto), agradece aos apoiadores e as doações que o projeto recebeu, também comenta com  empolgação sobre a próxima versão BETA do Linux Mint (provavelmente ele esteja falando do Mint 19.2), com as melhorias e recursos que estão sendo implementadas. Complementou que o ciclo de desenvolvimento foi “meio conturbado”, mas que agora está tudo bem.

Novidades vindo no Mint 


A primeira novidade anunciada, é a possibilidade de “pinar” (fixar) itens no Nemo (o gerenciador de arquivos do Mint). Esse novo recurso permite que você destaque pastas ou arquivos para que eles apareçam sempre no topo das listas, facilitando a sua organização. Isso realmente é muito útil para quem sempre tem vários arquivos ou pastas que precisa acessar constantemente, apesar de existirem formas diferentes de fazer isso, a função de "pinagem" parece ajudar.



Outra novidade que chega ao Nemo são as ações condicionais, esse recurso pode ser usado  quando você clica com o botão direito do mouse em um arquivo, onde é possível ver as ações disponíveis para ele, que até hoje eram genéricas. Com o Nemo 4.2, essas ações poderão conter scripts ou comandos externos, e assim dar condições específicas para o arquivo em questão. Um exemplo dado no post é: Se você tem um arquivo de vídeo em .mkv e tem 4GB, e está precisando dividir ele, basta clicar com o botão direito do mouse e clicar em “Dividir”. Como falaram, o “céu é o limite” para essa nova tecnologia que está chegando no Nemo 4.2.

Um recurso muito útil foi adicionado ao Menu do Cinnamon,  a diferenciação dos programas instalados no sistema. Por exemplo, se você instalar o Gedit, ele aparecerá como “Editor de Texto”, assim como o Xed. Na nova atualização, eles terão uma distinção, com o nome na frente.



Isso também vale para os programas instalados via Flatpak. Se um programa já veio por padrão nos repositórios e você instalou uma versão via Flatpak, este terá o nome "Flatpak" entre parênteses.

Como no exemplo do Glade.




Essas mudanças são realmente úteis, pois ajuda na hora de “bater o olho” e identificar os aplicativos.

Outra novidade foi na atualização da MintBox, parceria entre o Linux Mint e a Compulab. A nova versão é a MintBox 3, baseado no Airtop 3, vindo logicamente com o Linux Mint mais atual. São duas configurações “não definitivas”, mas que por hora são:

1. Configuração básica: Com um Core i5 (6 núcleos), 16 GB de RAM, 256 GB EVO 970, módulo Wi-Fi e FM-AT3 FACE.  US$1543 (na cotação atual do dólar, R$3,84, sai aproximadamente R$5.900,00 )

2. High end: Com Core i9, GTX 1660 Ti, 32 GB de RAM, 1 TB EVO 970, WiFi e Módulo FACE FM-AT3. US$2698 (na cotação atual do dólar, R$3,84, temos o valor de R$10.400,00 )

A questão da Canonical e os 32 bits


Os desenvolvedores apontam que a falta de desenvolvimento desse repositório por parte do Ubuntu faria com que o Linux Mint também fosse um sistema de 64 bits apenas em futuros lançamentos, mas mencionaram que pacotes como Wine e Steam são importantes para eles, sendo assim, eles estudariam as possibilidade de continuar a oferecer tais recursos, talvez até mesmo de forma semelhante ao Ubuntu.

Segundo a informação, “até 2020” é considerado um tempo bom o suficiente para pensar nessas questões e definir como será o futuro em relação a isso caso a Canonical decida realmente encerrar o suporte durante esse ciclo que, supostamente, por conta do tempo de suporte da LTS do Ubuntu, duraria até 2025.

Os desenvolvedores também comentaram sobre os pacotes Snap e o estudo para incorporá-los nativamente ao Linux Mint, apontando várias questões de ordem mercadológica que fazem eles preferirem inicialmente o formato Flatpak, você pode ler mais sobre isso no blog oficial do Linux Mint.

Ansioso para a nova versão do Linux Mint? Nós diga aí nos comentários o que espera dele.

Este artigo não acaba aqui, continue trocando uma ideia lá no nosso fórum.

Espero você até a próxima, um forte abraço.

_____________________________________________________________________________
Viu algum erro ou gostaria de adicionar alguma sugestão a essa matéria? Colabore, clique aqui.


Kdenlive que se cuide? O editor de video Olive vem aí!

Nenhum comentário

terça-feira, 2 de julho de 2019

No mundo do software livre é pouquíssimo comum de algo assim acontecer, mas sempre que um projeto se destaca um pouco mais dos outros concorrentes, acaba acontecendo uma certa "estagnação", justamente porque o risco de "perder o trono" fica mais distante, talvez este seja um reflexo natural de como o ser humano por trás de cada um desses projetos funciona. Para o bem ou para mal (mas suponho que especialmente para o bem), o projeto Kdenlive tem um projeto que promete concorrência para o título de "melhor editor de vídeo open source".

Olive Editor de vídeo






Para mim o Kdenlive ainda é a melhor opção Open Source para fazer edições e o DaVinci Resolve é a melhor opção grátis, disparado, mas como concorrência é sempre bem-vinda, hoje você conhecerá o Olive!

O projeto é recente, começou a ser desenvolvido e divulgado em Novembro de 2018 e tem grandes ambições, segundo os desenvolvedores:

"Olive é um projeto para entregar edição de vídeo e composição de alta qualidade para todos, de forma gratuita e Open Source. O projeto almeja ser um opção completa para o Adobe Premiere Pro, Apple Final Cut Pro e o Vegas PRO sem comprometimentos. Uma solução poderosa, e ainda assim amigável para novatos, mas especialmente eficiente para as pessoas criativas em todo o mundo."

O projeto começou enquanto o desenvolvedor se dizia "um criador de conteúdo frustrado com o landscaping da cena de softwares de edição, confuso com esquemas de pagamento, falta de aplicativos que fossem multiplataforma, e softwares de baixa qualidade", isso o levou a um antigo interesse de desenvolver um editor de vídeo que combinasse os recursos favoritos dele e excluísse toda a burocracia e com sorte, todos os bugs que ele tinha com os demais editores.

Essa é basicamente a descrição contida no projeto do Patreon do editor e você também pode conferir o código fonte da aplicação no GitHub, onde é possível encontrar versões do software para Windows e macOS, além de Linux.

Quais funcionalidades ele tem?


Olive Editor

Ainda em estágio Alpha de desenvolvimento, o software tem muito a evoluir, o que torna muito interessante o seu feedback. Atualmente ele é simples em recursos, mas já pode servir para alguns trabalhos igualmente simples ou amadores.

O Olive tem suporte para uma ampla gama de codecs e formatos, assim como o Kdenlive, suporte para multitrack com separação automática de áudio dos vídeos e ferramentas de manipulação espacial e movimentação em plano cartesiano. 

Acompanham o editor um gama pequena, porém, útil, de ferramentas para manipulação dos arquivos na timeline. Se você pretende colocar textos e títulos simples no seu vídeo, isso já é possível também, e de uma forma simples e confortável.

O que ele NÃO pode fazer?


Possibilidades do Olive

A lista do que o Olive não consegue fazer é, na verdade, muito grande, mas novamente, trata-se de um software em estágio Alpha, que até pode, mas não deveria ser usado em produção.

Não existe possibilidade de trabalhar com correção de cores, efeitos de áudio são pouquíssimos, trabalhar com multi-câmera também é complicado e as transições são simples. Ainda é um pouco complicado manipular os arquivos na Timeline, no momento em que testei, nem mesmo o conjunto de atalho "CTRL+Z" para desfazer as suas ações estava funcionando, sendo necessário usar um botão na interface. Inclusive, a questão de atalhos de teclado é bem precária no momento também.

A renderização do software me parece "OK", mas nada surpreendente.

O Kdenlive é, sem dúvida, muito superior ainda, então se você busca um software que seja Open Source, ele ainda é a  melhor opção. 

Confira a review completa do editor!



Como baixar o Olive no Linux e testar?


Você pode baixar o Olive diretamente do site oficial, lá você encontra opções para Windows e macOS também.

download editor olive para linux

Talvez a forma mais prática de simplesmente testar a aplicação seja usar os arquivos AppImage que o projeto disponibiliza, no entanto, existem também versões em Flatpak e Snap, além de um PPA e muito mais.

Nos meus testes a versão em Flatpak, do Flathub, foi a escolhida.

No fim das contas, na minha opinião, o Olive está pronto somente para quem quer fazer edições simples, com cortes e junções, talvez um texto, algumas imagens sobrepostas e talvez uma música de fundo e efeitos sonoros, qualquer coisa além disso seria "pedir demais" no momento.

Faça parte de nossa comunidade e não perca nenhuma assunto do mundo da tecnologia, acesse o fórum Diolinux Plus, e fique por dentro das novidades.
Depois de testar nos conte o que você achou!

Até a próxima!
_____________________________________________________________________________
Viu algum erro ou gostaria de adicionar alguma sugestão a essa matéria? Colabore, clique aqui.


"Arrastar e Soltar" apps para pastas, pode estar chegando ao Gnome-Shell

Nenhum comentário
O Gnome-Shell não é conhecido por embarcar incontáveis recursos em seu ambiente, essa fama fica com o Plasma do KDE, muitas vezes sua simplicidade demasiada pode não agradar todo tipo de usuário. Seu menu de aplicativos é composto por uma grade de apps, e alguns estão em pastas, porém, o usuário não tem a liberdade de criar novas pastas ou adicionar apps as existentes (ao menos não por padrão).

apps-pasta-folder-gnome-shell-extensão-linux-ubuntu

Parece bobagem dar foco a algo tão “trivial”. Afinal, são apenas pastas na grade de aplicativos. Por mais absurdo que isso pareça, o recurso é esperado há muito tempo. Será que agora vai? Aparentemente graças ao desenvolvedor brasileiro do GNOME, Georges Stavracas, o recurso “Arrastar e Soltar” de apps para pastas já existentes em outras interface, está chegando ao Gnome-Shell. Até o momento o que podemos ver no gitlab do Gnome são algumas funcionalidades planejadas, e outras “funcionando razoavelmente bem”. Veja logo abaixo uma demonstração, do canal baby WOGUE do recurso.


Arrastar e soltar apps em pastas


  • Mover aplicativos da grade para pastas (implementado);
  • Mover aplicativos de pastas para a grade de ícones (implementado);
  • Crie uma nova pasta ao passar o mouse no ícone de um aplicativo (em desenvolvimento).

Animações adicionadas


  • Escala nos ícones movidos para pastas (implementado);
  • Escala e ícone de posição ao passar o mouse (em desenvolvimento).

Infelizmente não é possível criar as pastas nativamente, apenas mover os apps. Provavelmente o recurso chegará ao Gnome-Shell 3.34 de forma oficial. 

Extensão para os “apressadinhos” (utilizo há tempos) 


O recurso ainda não chegou oficialmente ao Gnome-Shell, na real ele “até existe”, mas está bem “escondidinho” e nativamente ainda é bem complicado utilizá-lo. Como no Gnome-Shell as extensões podem “quebrar aquele galho” e caso você queira utilizar essa função, pode instalar a extensão Appfoldes management extension.

apps-pasta-folder-gnome-shell-extensão-linux-ubuntu-apppfoldes-management-extension

Com ela você poderá criar pastas, adicionar e remover aplicativos de forma bem prática (como deveria ser por padrão 😉😉😉). Não sabe como adicionar extensões ao seu Gnome-Shell? Essa postagem é perfeita para você, um ótimo passo-a-passo.

Aprendi a gostar do GNOME, mas confesso que algumas opções seriam válidas. Compreendo a filosofia de minimalismo do projeto, no entanto, algumas coisas deveriam ser reavaliadas. Felizmente o Georges Stavracas vem fazendo um ótimo trabalho dentro da comunidade, e o GNOME aparenta estar mais aberto.

Participe de nossa comunidade, e fique por dentro de todas as novidades através do fórum Diolinux Plus.

Até o próximo post, SISTEMATICAMENTE!

_____________________________________________________________________________
Viu algum erro ou gostaria de adicionar alguma sugestão a essa matéria? Colabore, clique aqui.


Polo - Um gerenciador de arquivos surpreendente para Linux

Nenhum comentário

segunda-feira, 1 de julho de 2019

Apesar de existirem muitas opções dentro do mundo Linux para gerenciadores de arquivos, como o Nautilus do GNOME e o Dolphin do KDE, além outros usados em ambientes específicos, como o Nemo do Cinnamon e o Thunar do XFCE, pode ser que você queira algo diferente, por isso, hoje você vai conhecer um projeto chamado "Polo".

Polo File Manager





O Polo é um gerenciador de arquivos bem versátil, com vários recursos diferentes. Seu desenvolvedor é "Teejee2008", um produtor de software para Ubuntu de longa data. Apesar do desenvolvedor ter focado muito da sua vida a desenvolver softwares para o Ubuntu, o Polo File Manager não necessariamente precisa ser usado com ele, ou mesmo com a interface GNOME Shell, podendo ser usado em outras distros e interfaces também.

Polo File Manager

Apesar do visual aparentemente simplista, não se engane, os menus e organização do Polo oferecem recursos avançados e variados. Ainda em Beta, você pode encontrar uma descrição completa dos recursos do Polo no site oficial, entrentanto, podemos destacar:

• Múltiplos painéis, podendo-se dividir os espaços verticalmente e horizontalmente, criando assim até 4 espaços separados. Esse modo pode ser ativado pela tecla de atalho F4;

• Existem várias formas diferentes de visualizar os arquivos também, além da navegação em abas, já tradicional. Listas, ícones e até mesmo o modo Media View completam a gama de opções;

• O Polo também incorpora um gerenciador de dispositivos, favoritos e muito mais!

Polo File Manager e seus recursos


Além destes recursos bacanas, mas até certo ponto "comuns", o Polo também tem alguns recursos mais avançados como:

• Ações para manipulação de PDF, como unir e separar arquivos e páginas, adicionar senhas, rotacionar o PDF, etc;

• Opções avançadas para montagens de ISOs, desde a opção de bootar diretamente em um máquina virtual KVM, caso esteja instalada obvivamente, até criar um pen drive bootável com a ISO;

• Existem opções para manipular imagens, como rotacionar, redimencionar, reduzir a qualidade, otimizar imagens em PNG, converter para outros formatos, reduzir cores, etc;

• Checagem de  SHA2-256 e SHA2-512 diretamente do gestor de arquivos, para que você possa verificar a integridade de arquivos que baixe, como ISOs de distros Linux;

• Ferramenta para download automático de vídeos do YouTube, integrando o popular youtube-dl a uma interface mais amigável;

• E integração com serviços de Cloud Storage, como Dropbox e Google Drive via RClone.

Como fazer o download do Polo File Manager?


Talvez você já tenha se empolgado para testar essa nova ferramenta, mas é importante alertar novamente que se trata se um software em estágio Beta de desenvolvimento, ou seja, bugs são esperados. Mais do que isso, o software está todo em Inglês, apesar de isso não ser um grande problema, é o tipo de coisa que pode afastar algumas pessoas.

Na página de download você encontra pacotes .deb em 32 e 64 bits para download, compatível com Ubuntu e derivados, além disso, também estão disponíveis arquivos contendo o código fonte da aplicação e um instalador com a extensão .run, que deve funcionar em outras distribuições também, e que foi testado no Fedora, Arch e Debian.

Dica 1: No caso de baixar o arquivo .deb, basta dar dois cliques e fazer a instalação. Depois de instalado você encontra a aplicação no menu do seu sistema.

Dica 2: Caso você opte pela opção em .run, basta rodar usando este comando:

# 64-bit 
sudo sh ./polo*amd64.run 
# 32-bit
sudo sh ./polo*i386.run

Em seu GitHub, o desenvolvedor do Polo nos mostra também a possibilidade de fazer uma instalação via PPA, usando o terminal:

sudo apt-add-repository -y ppa:teejee2008/ppa
sudo apt-get update
sudo apt-get install polo-file-manager
Ao utilizar o PPA, você recebe atualizaçães automaticamente quando houverem novos lançamentos, juntamente com as atualizações tradicionais do seu sistema. Caso você não goste, ou prefira usa a interface ao invés do Terminal para adicionar o PPA, confira este artigo.

Limitações 


Como todo software Beta, são esperados bugs, e como todo software Open Source, você é incentivado a reportar ao desenvolvedor para que eles sejam corrigidos.

Mesmo conseguindo utilizar o meu tema de ícones (Yaru Dark), o Polo foi desenvolvido com o tema Arc-Dark em mente, de forma que ele não vai respeitar o seu tema GTK completamente. Alguns trechos de texto também podem ficar com problemas, especialmente os que contém caracteres especiais comuns na língua portuguesa, mas incomuns na inglesa, como o "ç" e palavras que possuem acentuação.

Para ajudar o projeto a melhorar, você pode fazer doações para o dev via Paypal, Patreon ou Bitcoin.

Faça parte de nossa comunidade e não perca nenhuma assunto do mundo da tecnologia, acesse o fórum Diolinux Plus, e fique por dentro das novidades.

Lembre de nos contar o que você achou do Polo e até a próxima!

_____________________________________________________________________________
Viu algum erro ou gostaria de adicionar alguma sugestão a essa matéria? Colabore, clique aqui.

Tusk, refinado cliente Evernote desktop

Nenhum comentário
Evernote é um programa destinado à organização de diversas informações pessoais, sejam notas rápidas, listas, ou o que possa ser expresso em texto. Sua utilização é bem comum, tanto em plataformas mobiles, como desktop. Mesmo sendo um serviço pago e que muitas empresas e profissionais utilizam, o Evernote possui uma versão gratuita e caso queira mais opções, vale a pena investir em sua assinatura. Tenha suas notas ao alcance em apps para smartphones, via web ou desktop. 

cliente-desktop-evernote-linux-tusk-appimage-snap-snapcraft-ubuntu-open-source

Atualmente o Linux não possui um cliente desktop oficial do Evernote, entretanto, a comunidade desenvolveu uma opção de código aberto com muitas funcionalidades. Caso queira utilizar o Evernote no Linux, em seu desktop, estará bem servido de diversas alternativas. Em especial, irei demonstrar um dos meus favoritos, um aplicativo chamado Tusk.

Evernote no Linux


Para os usuários que tem alguma dúvida quanto a procedência do Tusk, e argumentam que não utilizam nada “extra-oficial”. Saibam que até o Evernote indica o Tusk, como uma alternativa no Linux. Essa questão, somado ao fato de ser open source (acesse o Github do projeto), transparece segurança e comprometimento por parte dos desenvolvedores da aplicação.

cliente-desktop-evernote-linux-tusk-appimage-snap-snapcraft-ubuntu-open-source

Instalando o Tusk em sua distribuição Linux


Você pode utilizar o Tusk em diferentes formatos, por exemplo: AppImage e Snap. O interessante destes novos formatos de empacotamento, é sua compatibilidade com diversos sistemas. O AppImage traz a vantagem da portabilidade e controle de versão (pois, você simplesmente pode continuar usando uma versão antiga) e o Snap atualizações automáticas. Vale mencionar que tanto a versão em AppImage como a Snap, são mantidas pelo próprio desenvolvedor do software.

cliente-desktop-evernote-linux-tusk-appimage-snap-snapcraft-ubuntu-open-source

A versão em AppImage pode ser baixada neste link, para executá-lo basta dar as devidas permissões e dois cliques sobre o arquivo. Esse post ensina como executar esse tipo de aplicativo. No Ubuntu o Snap já vem configurado por padrão, caso utilize outra distribuição, acesse o passo-a-passo que fizemos para configurar o Snap em seu sistema, é muito simples.

Comando para instalar o Tusk Snap via terminal:

sudo snap install tusk

Caso deseje remover a aplicação:

sudo snap remove tusk

Você pode instalar diferentes versões do Tusk, seja uma em beta ou release candidate. Para isso adicione o parâmetro conforme a opção desejada (“--beta”, “--edge”, “--candidate”), mas esteja ciente que nestes casos bugs podem aparecer. Logo abaixo, demonstro como instalar a versão beta do programa.

sudo snap install tusk --beta

Lembrando que a loja do Ubuntu (Gnome Software) possui integração com os Snaps (o Discover do KDE também), não sendo obrigatório a instalação via terminal do Tusk.

cliente-desktop-evernote-linux-tusk-appimage-snap-snapcraft-ubuntu-loja-open-source-gnome-software

Você utiliza o Evernote? Se a resposta for sim, considere experimentar o cliente desktop Tusk. Acesse o site oficial da aplicação para mais informações.

Faça parte de nossa comunidade e não perca nenhuma assunto do mundo da tecnologia, acesse o fórum Diolinux Plus, e fique por dentro das novidades.

Até o próximo post, te espero aqui no blog Diolinux, SISTEMATICAMENTE! 😎
_____________________________________________________________________________
Viu algum erro ou gostaria de adicionar alguma sugestão a essa matéria? Colabore, clique aqui.

Papéis de parede diferentes em cada monitor no Ubuntu

Nenhum comentário

domingo, 30 de junho de 2019

Quem utiliza mais de um monitor no Ubuntu talvez já se deparou com a impossibilidade de utilizar papéis de parede distintos em cada desktop. Essa limitação do Gnome-Shell pode ser contornada com um simples programa.

wallpaper-dois-monitores-gnome-ubuntu-hydrapaper

O HydraPaper é um gerenciador de papéis de parede com suporte multi-monitor para o GNOME. Através dele a utilização de diferentes wallpapers em cada monitor será uma realidade. Para ser sincero, o HydraPaper utiliza uma biblioteca Python chamada Pillow e mescla ambas imagens, configurando-as como um único wallpaper com a opção “Estender” habilitada. Parece uma gambiarra que contorna o “problema”, mas sejamos honestos, “o mundo é dos mais espertos” (😁😁😁).

Funcionamento do HydraPaper


No meu caso possuo 2 monitores de resoluções diferentes, e o HydraPaper funciona muito bem em ambos. Ao executar o programa pela primeira vez, você deve adicionar o caminho das pastas que estão seus wallpapers. Basta clicar no primeiro ícone superior à esquerda (uma pasta), logo em seguida no símbolo de “+” e navegar até o local de suas imagens.

wallpaper-dois-monitores-gnome-ubuntu-hydrapaper-linux-fllatppak-flathub

Caso não apareça as imagens, não se desespere, clique novamente no ícone da “pasta” e “marque e desmarque a chave seletora”.

wallpaper-dois-monitores-gnome-ubuntu-hydrapaper-linux-fllatppak-flathub

Clique no ícone que representa o seu monitor, e em seguida na imagem que quer configurar como seu wallpaper. Repita o processo para cada monitor.

wallpaper-dois-monitores-gnome-ubuntu-hydrapaper-linux-fllatppak-flathub

Na segunda aba do programa ficam as imagens selecionadas como favoritas, para adicionar a essa categoria, clique com o botão direito do mouse sobre a imagem e a opção aparecerá.

wallpaper-dois-monitores-gnome-ubuntu-hydrapaper-linux-fllatppak-flathub

O mesmo processo vale para remover dos favoritos.

wallpaper-dois-monitores-gnome-ubuntu-hydrapaper-linux-fllatppak-flathub

Ao escolher as imagens que deseja setar como wallpaper, clique no ícone de “aceitar”.

wallpaper-dois-monitores-gnome-ubuntu-hydrapaper-linux-fllatppak-flathub

Outras configurações estão presentes na aplicação, nada muito customizável, porém, opções, como: setar randomicamente os wallpapers, mudar o atalho padrão para fechamento do HydraPaper, selecionar os papéis de parede com o duplo clique, visualizar os favoritos, apagar todos os favoritos ou o cache, estão presentes.

wallpaper-dois-monitores-gnome-ubuntu-hydrapaper-linux-fllatppak-flathub

Instalando o HydraPaper em seu sistema


A instalação do HydraPaper é feita por meio do Flatpak, então, um dos requisitos é ter o mesmo e o repositório do Flathub configurados em seu sistema. Esse post é um passo-a-passo bem intuitivo (após configurar pesquise por “HydraPaper” diretamente na loja), inclusive ele demonstra até como habilitar a instalação de pacotes Flatpak via loja do Ubuntu. Já para quem prefere a praticidade do terminal, utilize os comandos, mas antes configure o Flatpak em seu sistema:

Adicione o repositório do Flathub:

flatpak remote-add --if-not-exists flathubhttps://flathub.org/repo/flathub.flatpakrepo

Instale o HydraPaper:

flatpak instalar flathub org.gabmus.hydrapaper

Esse comando lhe permite executar o HydraPaper via terminal, não vejo muita necessidade, pois, ele aparecerá junto a suas aplicações:

flatpak run org.gabmus.hydrapaper

A remoção é através deste comando:

flatpak uninstall org.gabmus.hydrapaper/x86_64/stable

Utilizo diariamente o HydraPaper, julgo indispensável para quem possui mais de um monitor e gosta personalizar seu desktop.

Participe de nosso fórum Diolinux Plus e fique por dentro das novidades, a galera gosta de personalizar o sistema.

Até o próximo post, SISTEMATICAMENTE! 😎
_____________________________________________________________________________
Viu algum erro ou gostaria de adicionar alguma sugestão a essa matéria? Colabore, clique aqui.


Transferência de arquivos no Linux com o Teleport

Nenhum comentário

sábado, 29 de junho de 2019

Em alguns momentos, é necessário transferir arquivos entre os computadores. Existem diversas formas para isso, entretanto, há momentos que valorizamos pela praticidade, evitando configurações. Resumindo: só queremos transferir um arquivo para outro computador na rede local (😋😋😋).

teleport-envio-transferir-wifi-arquivo-rede-local-linux-flarpak-flathub-snap-snapcraft-ubuntu-mint

O Teleport é uma aplicação voltada para essa situação em específico, ele não conta com diversos ajustes ou configurações de usuário e privacidade. A ideia por trás do software possui uma única premissa, transferir arquivos sem mais complicações (teleportando “literalmente” 😁😁😁).

Entendendo o funcionamento do programa


Como abordado anteriormente, o Teleporte visa ser simples e direto. Ao iniciar o programa, uma tela indicando o nome do seu computador e logo abaixo a possibilidade de escolher entre as máquinas conectadas em sua rede local (que também estejam executando o Teleport).

teleport-envio-transferir-wifi-arquivo-rede-local-linux-flarpak-flathub-snap-snapcraft-ubuntu-mint

Poucas coisas podem ser configuradas no Teleport, como o nome do seu device.

teleport-envio-transferir-wifi-arquivo-rede-local-linux-flarpak-flathub-snap-snapcraft-ubuntu-mint

No menu “hambúrguer” existirá a possibilidade de escolher o local onde os arquivos enviados por outros computadores serão armazenados. Por padrão é o diretório “Downloads”, acabei mudando para outro.

teleport-envio-transferir-wifi-arquivo-rede-local-linux-flarpak-flathub-snap-snapcraft-ubuntu-mint

Para enviar um arquivo é bem fácil. Escolha uma máquina em sua rede local, também executando o app Teleport. Clique em “Send File”, selecione o arquivo e aguarde a transferência. Ao menos quando testei nenhuma mensagem de progresso foi apresentada, esse detalhe é muito importante e não existe.

teleport-envio-transferir-wifi-arquivo-rede-local-linux-flarpak-flathub-snap-snapcraft-ubuntu-mint

Para efetivar a transferência a outra máquina terá que aceitar o envio, clicando em “Save” ou recusando em “Decline”.

teleport-envio-transferir-wifi-arquivo-rede-local-linux-flarpak-flathub-snap-snapcraft-ubuntu-mint

Instalando o Teleport em sua distro Linux


Você pode verificar se a aplicação existe nos repositórios de sua distribuição, no caso do Linux Mint o Teleport pode ser instalado por sua loja de aplicativos. O programa é distribuído via Flatpak, caso não tenha ele configurado acesse essa postagem. A loja do Ubuntu possui a capacidade de integração com os Flatpaks, habilite esse recurso e instale o Teleport graficamente (assim como o Linux Mint).

teleport-envio-transferir-wifi-arquivo-rede-local-linux-flarpak-flathub-snap-snapcraft-ubuntu-mint-loja-gnome-software

Outra forma de adquirir o Teleport é via Snap, no caso do Ubuntu basta pesquisar normalmente na loja. Linux Mint e outras distribuições precisam ter configurado o Snap. Segue o link do post com o passo-a-passo.

Para os amantes do terminal, irei demonstrar via Flatpak e logo em seguida via Snap.

Instalando o Teleport Flatpak via terminal


Adicione o repositório do Flathub:

flatpak remote-add --if-not-exists flathubhttps://flathub.org/repo/flathub.flatpakrepo

Instale o Teleport:

flatpak install flathub com.frac_tion.teleport

Esse comando lhe permite executar o Teleport via terminal, não vejo muita necessidade, pois ele aparecerá junto a suas aplicações:

flatpak run com.frac_tion.teleport

A remoção é através deste comando:

flatpak uninstall com.frac_tion.teleport/x86_64/stable

Instalando o Teleport Snap via terminal


Adicione a versão Snap em seu sistema com o comando:

sudo snap install teleport --edge

Sua execução pode ser com tal comando:

snap run teleport

Para remover:

sudo snap remove teleport

Fica claro que a intenção do Teleport é ser simples, no entanto, essa simplicidade peca em alguns casos. Por exemplo, não é possível enviar arquivos em lotes ou diretórios, limitando-se apenas a arquivos únicos. Essa característica pode ser contornada compactando os arquivos em um só, mas isso pode acabar com a praticidade e proposta de ser algo rápido. Outro ponto que me deixou confuso, foi a ausência de uma barra de progresso evidenciando o fim da transferência do arquivo. Notei que arquivos com espaços em seus nomes recebem uma “singela alteração em sua nomenclatura”. O Teleport é software livre e caso queira reportar bugs ou solicitar novos recursos, acesse o Gitlab do projeto.

teleport-envio-transferir-wifi-arquivo-rede-local-linux-flarpak-flathub-snap-snapcraft-ubuntu-mint

Sua intenção é transferir rapidamente um pequeno arquivo de uma máquina para outra na rede loca? Caso tenha respondido sim, o app é perfeito para sua utilização. Agora se pensa em compartilhar lotes em massa via rede, o Teleport não foi feito para você.

Participe de nosso fórum Diolinux Plus e fique por dentro das novidades.

Até o próximo post, SISTEMATICAMENTE! 😎
_____________________________________________________________________________
Viu algum erro ou gostaria de adicionar alguma sugestão a essa matéria? Colabore, clique aqui.


Steam se pronuncia sobre o caso Ubuntu, e reforça apoio ao Linux

Nenhum comentário

sexta-feira, 28 de junho de 2019

Com toda a polêmica provocada pela Canonical, com o fim do suporte aos pacotes de 32 bits (i386) e da possível perda de suporte a Steam, e ter voltado atrás na decisão, eis que, finalmente, a Valve se pronuncia via Pierre-Loup através do blog oficial da empresa.


 Steam se pronuncia sobre o caso Ubuntu, e reforça apoio ao Linux





Desde o anúncio da  intenção de finalizar o suporte dos pacotes de 32 bits até toda a repercussão que causou, a única manifestação da Valve (Steam), tinha sido através do perfil pessoal do desenvolvedor da Valve, Pierre-Loup, que até então não “refletia” muito o posicionamento da empresa. Mas agora é de forma oficial.

No comunicado, agora oficinal, o próprio Pierre-Loup, menciona as notícias e discussões em torno do tema “Fim do suporte a pacotes de 32 bits” no Ubuntu, linkando o comunicado feito pela Canonical em seu Discourse. Falou também que após esse comunicado, eles (sim ele se colocou como um porta voz da Steam no caso), estariam oficialmente não recomendando o Ubuntu 19.10 e versões posteriores para os usuários. O que é importante frisar aqui é que eles também não estariam “desrecomendando” o Ubuntu, seria mais uma questão de não apoiar claramente um único sistema, como foi feito antigamente, colocando um link para download do Ubuntu na página da Steam Linux inclusive, abrindo margem para trabalhar de forma mais próxima com outras comunidades Linux, incluindo a própria Canonical e o Ubuntu.

O desenvolvedor da Valve comenta sobre o suporte para às bibliotecas de 32 bits ser essencial e necessária,  não somente para a execução do app da Steam, mas principalmente por serem necessárias para vários jogos que estão na Steam e que somente estão disponíveis em 32 bits, ou seja, elas são importantes para manter os clientes da Valve com produtos que funcionem em suas compras. Pierre-Loup também comentou a decisão da Canonical de voltar atrás e até a versão 20.04 LTS esses pacotes estariam disponíveis, o que daria muito mais tempo do que alguns poucos meses até Outubro, que é quando o 19.10 sairá. Segundo Pierre, eles não ficaram “animados” com esse cenário, mas que essa atitude foi bem-vinda.

A Canonical tratou de tranquilizar as pessoas afirmando que trabalhará com a comunidade para incluir as libs necessárias para que tudo funcione, tanto na versão 19.10, quando na 20.04 LTS, de fato, nada foi falado até então em relação ao que bem depois, mas tudo é “conversável” sem sombra de dúvidas. No fundo a Steam sabe, que não só no Linux, mas no Windows também, as bibliotecas e componentes de 32 bits estão em contagem regressiva e é preciso criar tecnologias que permitam que clientes da Steam de 10 anos daqui em diante  possam instalar os games de hoje, da mesma forma que os clientes de hoje possam rodar os games que compraram a 10 anos atrás.

Esse é o tipo de desafio que nenhuma outra empresa de games enfrentou até agora, a Valve é pioneira em proporções em muitos sentidos nesse mercado, não existem modelos a serem seguidos, mas muito provavelmente qualquer que seja a tecnologia adotada no futuro, outras empresas vão se basear na própria Valve muito provavelmente.

É como se não tivesse acontecido?


No fim das contas parece que se você tivesse fechado os olhos e ouvidos para esse assunto nas últimas duas semanas e simplesmente seguisse com a sua vida, nada realmente teria mudado e, de fato, a programação segue a mesma. Ubuntu 19.10 vem aí e a Steam está com ele, assim como era de se esperar. Apesar disso, talvez esse tenha sido um indicativo para a Valve que talvez deva pensar em formas mais universais de manter o cliente Steam, assim como pensar em tecnologias que possam substituir essa necessidade de tecnologia legada, afinal, pode não ser agora, pode não ser daqui a alguns anos, mas o momento da arquitetura 32 bits se aposentar completamente é iminente. 

No final do comunicado, ele dedicou dois parágrafos sobre suporte ao Linux e o compromisso da Valve com ele. São eles:

“O cenário do Linux mudou drasticamente desde que lançamos a versão inicial do Steam para ele e, como tal, estamos repensando como queremos abordar o suporte à distribuição daqui para frente. Existem várias distribuições no mercado hoje que oferecem uma ótima experiência em jogos de desktop, como Arch Linux, Manjaro, Pop! _OS, Fedora e muitos outros. Trabalharemos mais de perto com muitos outros mantenedores de distribuição no futuro. Se você está trabalhando em tal distribuição e não sente que seu projeto tem uma linha direta de contato conosco, por todos os meios, se comunique diretamente com um representante.

Dito isto, não temos nada específico para anunciar neste momento sobre quais distribuições serão suportadas no futuro; espere mais notícias sobre isso nos próximos meses. Continuamos comprometidos em apoiar o Linux como uma plataforma de jogos, e continuamos a impulsionar numerosos esforços de desenvolvimento em recursos e drivers que esperamos ajudar em melhorar a experiência em jogos no desktop em todas as distribuições; falaremos mais sobre alguns exemplos disso em breve.”

Me parece claramente um recado bem dado da Valve para a Canonical, deixando claro que não gostou nada da atitude e que vai procurar apoiar outras distribuições também, assim não ficando “refém” da Canonical (Ubuntu), como ela não queria ficar da Microsoft (Windows).

Provavelmente o maior erro da Canonical não foi sugerir o encerramento dos 32 bits, até porque todos esperam que isso aconteça em algum momento, o maior problema foi chegar com essa “decisão em forma de comunicado” e não em forma de consulta, para avaliar o quanto as pessoas precisam de tais recursos, em outras palavras, faltou medir o impacto da decisão. Em conversar particulares com Will Cooke, líder da sessão de desktop da Canonical, fica claro o quanto ele entende a questão de que “nossas decisões afetam milhões de pessoas e por isso temos que pensar bem sobre cada questão”, o que não pareceu na época do anúncio, mas acabou se confirmando com a admissão do problema e a “volta ao normal”.

Será que o Ubuntu está precisando de um concorrente forte? Tenho certeza de que mal não faria.
Este artigo não acaba aqui, continue trocando uma ideia lá no nosso fórum.

Espero você até a próxima, um forte abraço.

Artigo co-escrito por Ricardo e Dionatan

_____________________________________________________________________________
Viu algum erro ou gostaria de adicionar alguma sugestão a essa matéria? Colabore, clique aqui.

Estrutura de diretórios do Linux, como funciona?

Nenhum comentário

quinta-feira, 27 de junho de 2019

Tudo que é novo tende a parecer complicado, e digo "parecer" porque muitas vezes é apenas uma percepção baseada na sua experiência anterior. Muito provavelmente você iniciou a sua jornada na computação com o sistema operacional Windows, da Microsoft, e por conta disso acabou se adaptando à lógica do "Disco C" e seus "Arquivos de programas", o que pode causar estranheza eu se deparar com uma organização de um Unix-like.

Diretórios do mundo Linux







Windows e Linux evoluíram de formas diferentes, o Linux inclusive é muito mais parecido com qualquer outro sistema com raízes no Unix. Quem já explorou o sistema de arquivos do macOS talvez se deparado com um organização parecida com a do Linux inclusive.

Na verdade, o Windows, considerando a maior parte dos sistemas operacionais existentes, é o que tem uma das organizações mais diferentes, mas por ser tão familiar para as pessoas nos desktops, o “padrão” do restante do mercado é que acaba sendo esquisito. É um simples efeito colateral da popularidade do sistema da Microsoft.

A hierarquia de diretórios do Linux não é mais difícil ou mais fácil, é o tipo de coisa que é simplesmente diferente. Tanto o Disco C do Windows, quanto a "/" do Linux servem para a mesma coisa, mas fazem isso de formas diferentes.


Esse layout que podemos observar, segue, em maior parte, o chamado FHS, "Filesystem Hierarchy Standard", um padrão mantido pela Linux Foundation, que não necessariamente é mantido por todas as distros, mas é encorajado que seja (e geralmente é) para que seja mais simples desenvolver softwares que sejam compatíveis com a maior quantidade de distros.

Para que servem cada uma das pastas dentro da raiz?




/bin

Muitos dos nomes que a gente vai ver aqui são abreviações, bin, nesse caso, faz referência a "binary", ou "binário'. 

Nesse diretório você encontra os executáveis de diversos programas do lista, como o bash, cat, ls, firefox, etc. Aqui dentro também pode existir links simólicos e shell scripts, que são rotinas de comandos que são executadas em sequência.

De certa forma, você pode comparar com a pasta “Disco C:\ Arquivos de Programas” no Windows, com a diferença de que aqui, apenas os executáveis estão presentes e eles não são separados por fabricante ou algo assim, eles apenas aparecem em ordem alfabética.

Seria como se quase todos os .exe dos programas instalados no seu Windows estivessem dentro de uma mesma pasta.

No Windows você tem a separação por pastas e subpastas e quase todos os arquivos dos seus programas estão dentro delas, incluindo imagens e bibliotecas, as DLLs, atualmente em uma instalação de 64 bits do Windows, você ainda tem a pasta de diretório voltada para os programas de 32 bits que estão instalados, separando um pouco as coisas.

Windows directories

Assim como no Windows, onde alguns arquivos vão parar em outras pastas, como dentro da famosa "system32", no Linux, os programas separam seus arquivos em pastas diferentes também. Em suma, aqui em binários, ou /bin, você encontra os programas do seu sistema.

/boot

É uma pasta muito importante, por isso, não mexa aqui se realmente não for necessário. Como o nome sugere, essa é a pasta que contém os arquivos necessários para o seu computador iniciar. Como o seu bootloader, o GRUB, as entradas do Kernel disponíveis para ele e até mesmo o binário do memtest.

/cdrom

Esse diretório é um diretório legado, ele praticamente não tem mais serventia, a menos que você tenha um computador com um drive de CD-DVD, se for esse o caso, provavelmente a imagem do seu disco será montada aqui, quando você inserir o seu CD-ROM, os dados irão aparecer aqui dentro.

/dev

É a abreviação para “devices”, e como eu já falei diversas vezes, "tudo no Linux são arquivos". Então, em outras palavras, dentro dessa pasta você encontrará arquivos que correspondem ao seu hardware, arquivos que podem ser configurados e que podem mudar a forma com que um determinado “device” está funcionando. 

O seu HD, o SSD, são representados por arquivos dentro deste diretório. É por isso que as unidades são chamadas de "/dev/sda algum número", ou "/dev/sdb algum número", o número na verdade só aparece quando houver partições.

/etc

O nome já foi alvo de várias discussões, como a abreviação de “edit do config”, mas reza a lenda que o próprio Dennis Ritchie teria dito que a intenção era que fosse "et cetera", desde a época do Unix.

Independente do nome, a função dessa pasta é manter os arquivos de configuração do sistema “system wide”, ou seja, para todos os usuários do sistema, e não configurações específicas para um usuário. Essas configurações espefícicas para um usuário específico ficam em outro diretório, este próximo que veremos agora.

/home

É uma pasta muito importante, é onde ficam os usuários comuns do sistema, dentro dela você encontra pastas com os nomes dos usuários cadastrados na máquina, muito provavelmente você vai encontrar aqui uma pasta com o nome que você escolheu para o seu usuário na instalação do sistema.

Dentro dessa pasta, por sua vez, você também encontra uma região onde o seu usuário normal tem completo domínio, incluindo pastas que representam o seu desktop, seus documentos, imagens, downloads, etc.

Essa é a pasta que aparece quando você abre o seu gestor de arquivos. Mas ela é muito mais do que parece, porque ela também contém uma série de arquivos ocultos que armazena configurações e preferências de aplicativos que você tenha instalado para o seu próprio usuário, ao contrário do que acontece no /etc, o que é encontrado aqui, em termos de configurações, afeta somente o seu usuário. 

/lib
/lib32
/lib64
/libx32

Todas elas são pastas que contém bibliotecas de software para o sistema operacional e os aplicativos instalados. Um novo programa instalado pode adicionar libs nessas pastas e a palavra "lib", como você deve imaginar, é a abreviação de “library”, biblioteca em inglês.

As libs podem ser comparadas com as DLLs do Windows, são bibliotecas que podem ser usadas pelos binários do sistemas contidos em /bin e /sbin (que a gente ainda não falou sobre) para fazer os seus softwares efetuarem suas funções.

Diferenciando uma das outras, /lib é onde libs multiarquitetura vão parar, /lib32 para as de 32 bits e /lib64 para as de 64 bits, a pasta /libx32 é menos comum de ser usada, mas existem alguns softwares que podem usar um tipo específico de lib, usando x32 ABI, algo que você não realmente precisa saber agora, mas caso exista alguma lib assim, ela vai parar ali.

/media

É a pasta onde serão montados automaticamente as unidades removíveis do seu sistema, como o seu pen drive, HD Externo, ou mesmo, se você tiver um outro disco conectado ao seu computador, é aqui que vai aparecer. Os dispositivos são montados aqui automaticamente pelo sistema operacional, incluindo unidades de rede.

/mnt

É um irmão do /media, é a abreviação de “mount”, e ele é pensado para ser um ponto de montagem de unidades de disco feitas pelo próprio usuário manualmente editando o arquivo de configurações FSTAB que fica dentro de /etc.

Você pode fazer a montagem que você quiser, onde você quiser, mas esse diretório é uma sugestão amigável. 

/opt

O seu nome se refere a palavra “optional”, é nessa pasta que geralmente se encontram softwares instalados por fabricantes que vendem computadores com Linux ou por softwares proprietários, ou que simplesmente querem organizar todas as suas informações principais em um único diretório, afinal, é “opcional”. O Google Chrome fica aqui, o DaVinci Resolve também, etc. 

/proc

É onde você encontra arquivos que contém informações sobre o sistema e processos dele. Ele é um diretório virtual, esses arquivos não realmente existem no seu disco, eles são criados toda vez que você inicia o computador. Cada processo possui um arquivo ou diretório aqui, então digamos que eu queira saber mais sobre o processo do gnome-shell.
Nós podemos olhar no monitor do sistema qual é o ID do processo do gnome-shell, também chamado de “PID”, ou “process Identity” em inglês, repare que temos um número, esse número corresponde a uma pasta ou diretório dentro de /proc, esses arquivos são gerados pelo próprio Kernel Linux.

/root

Se você entendeu a função de do /home, fica bem simples de entender o /root. Ele é como o diretório /home, só que para o usuário Root, ele fica separado do diretório de usuários tradicionais para que ele possa ter permissões especiais de acesso e também como uma medida de segurança, você pode colocar o seu /home em outro disco e se ele falhar, você ainda assim você vai ter o usuário Root para tentar fazer algum reparo. Dentro dele ficam todos os arquivos de configuração de aplicações que o usuário Root utilizar, realmente bem parecido com a /home.

/run 

Esse é outro diretório virtual, ele não existe fisicamente no seu disco, ele é carregado na memória do computador quando você liga a máquina e também é apagado toda vez que você desliga. O nome "run" vem de “runtime”, ele armazena informações sobre o sistema desde o último boot, como usuários logados, daemons que estão rodando, etc. As distros podem usar esse diretório de formas diferentes e ele é relativamente novo nessa árvore, se comparado com muitos outros.

/sbin

Este diretório é como o /bin, ele armazena binários também, e o "S" no nome é para designar “system binaries”, que são programas que só podem ser acessados pelo administrador do sistema, como o comando “useradd” para adicionar novos usuários, que precisa ser rodado com o sudo com como Root.

/snap

É um dos diretórios mais novos, dentro dele você encontra os arquivos para os pacotes Snap que a Canonical vem desenvolvendo nos últimos anos. O suporte a pacotes Snap é padrão no Ubuntu e nas suas flavors e alguns derivados, como Zorin OS, essas distros vão exibir esta mesma pasta. Qualquer distro pode usar Snaps praticamente, mas se o sistema não oferecer eles de fábrica, muito provavelmente este diretório não vai existir.

/srv 

É a abreviação de “services”, no seu desktop ela provavelmente vai estar vazia, mas se você estiver rodando um servidor web ou um servidor FTP, você pode armazenar aqui os arquivos que serão acessíveis para outros usuários. O interessante dessa pasta ser separada nesse caso, é que você pode montar ela a partir de um disco separado também, deixando os seus arquivos isolados, ela também está na raiz do sistema, o que é bom para segurança, permitindo que você monte um sistema de permissões diferente em /var/www por exemplo.

/sys

É a abreviação de “system”, e é um diretório que existe desde sempre praticamente, é uma forma de você interagir diretamente com o Kernel Linux, é onde são armazenados drivers e firmwares por exemplo, ou módulos, como são chamados no Linux. Assim como o /run que a gente viu antes, esse diretório também não mantém arquivos no seu disco, ele é criado toda vez que você liga o computador.

/tmp 

Esse é o diretório de arquivos temporários, onde os programas podem armazenar arquivos que serão usados durante uma sessão. Os arquivos aqui devem ser apagados durante cada reboot, alguns distros implementam o /tmp usando um sistema de arquivos virtual chamado tmpfs, que roda na sua memória RAM. 

A pasta /tmp também pode guardar arquivos de recuperação, por exemplo, eu estive editando um áudio uma vez do Audacity, um software excelente, e uma das poucas, se não a única vez que ele crashou, ele conseguiu repor o projeto buscando por arquivos que estavam nessa pasta.

/usr

Esse é um diretório que mudou bastante ao longo da história do Unix e de seus filhos, como o macOS. USR, de meu conhecimento, pode significar duas coisas, não sei se existe uma certa, mas as duas fazem sentido: Pode significar “User”, como em usuário, ou “Unix System Resources”. 

Antigamente era onde a pasta dos usuários, hoje o /home, ficava. Aqui você encontra arquivos de programas e bibliotecas que são úteis para os usuários mas que não são considerados vitais para o funcionamento básico do sistema. Dentro desse diretório você encontra o diretório “local”, que é onde programas instalados via código fonte geralmente vão parar.

/var

O nome vem do nome “variable”, é um diretório que armazena arquivos que são esperados que aumentem de tamanho, como as runtimes dos pacotes flatpak, uma alternativa bem comum aos Snaps que nós comentamos antes.

Aqui você pode encontrar arquivos de backup, logs, cache de softwares do sistema operacional e não do usuário comum, o cache do usuário comum fica dentro de uma pasta oculta .cache dentro da home de cada um dos usuários em /home.

Não é tão difícil, é?


É curioso pensar nisso, mas como geralmente os usuários comuns não tem necessidade de alterar ou deixar arquivos nas pastas da raiz do Linux, não é incomum encontrar pessoas que usam alguma distro Linux há vários anos mas nunca se deu ao trabalho de aprender para que servem cada uma dessas pastas. 

Até a próxima!
_____________________________________________________________________________
Viu algum erro ou gostaria de adicionar alguma sugestão a essa matéria? Colabore, clique aqui.


Blog Diolinux © all rights reserved
made with by templateszoo