Diolinux - O modo Linux e Open Source de ver o Mundo

Responsive Ad Slot

Mostrando postagens com marcador Unity. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Unity. Mostrar todas as postagens

Ubuntu Touch ganha versão 64-bits ARM, entre outras novidades

Nenhum comentário

terça-feira, 12 de novembro de 2019

A UBports, fundação que tomou a responsabilidade em manter o Ubuntu Touch, após o mesmo ter sido descontinuado pela Canonical, recentemente anunciou a disponibilidade para download das imagens de 64 bits do sistema.
ubuntu-touch-ganha-versao-arm-64-bits-entre-outras-novidades

O Ubuntu Touch é um sistema operacional convergente, para smartphones e tablets. Desenvolvido e inicialmente mantido pela Canonical (empresa responsável por criar e manter o Ubuntu), o Ubuntu Touch desde a sua origem, sempre foi um projeto ambicioso e inovador. Conforme mencionado anteriormente, a ideia era que o sistema fosse convergente, sendo assim um sistema operacional para dispositivos móveis, que também poderia ser utilizado com mouse e teclado ao ser conectado em um monitor de computador.

A proposta inicial do Ubuntu Touch era ser o sistema operacional padrão dos Ubuntu Phones, porém, pelos motivos que você pode conferir neste artigo, o mesmo foi descontinuado pela Canonical na mesma ocasião em que a empresa também abandonou o projeto Unity.

Porém, tratando-se de Open Source, quando um software é descontinuado não necessariamente significa que este ficará esquecido, perdido no tempo. Como bem sabemos, por ter o seu código aberto, qualquer pessoa ou equipe com o conhecimento necessário pode “tomar as rédeas” do projeto para si, e dar continuidade ao mesmo da forma que bem entender.

Dessa forma foi criada a UBports. Uma fundação sem fins lucrativos, criada por Marius Gripsgard, Ricardo Mendonza, Jan Sprinz, Florian Leeber e Ewald Pierre com o objetivo inicial de dar continuidade ao projeto do Ubuntu Touch. Sem abrir mão da ideia de futuramente também abraçar ou até mesmo criar outros projetos.

A UBports vem mantendo o Ubuntu Touch desde então, que já pode ser instalado em vários modelos de dispositivos oficialmente suportados. Todavia, até pouco tempo atrás, o sistema estava disponível apenas na sua versão de 32 bits. Realidade essa que acaba de mudar.

O vídeo abaixo é o registro de uma live stream (em inglês) feita por três dos desenvolvedores do projeto, na qual é oficialmente anunciada a disponibilidade das imagens ARM 64.


Para aquelas pessoas com a agenda cheia, que não tem tempo para assistir o anúncio oficial, ou para aqueles que não tem um bom entendimento da língua inglesa, veja a seguir um resumo do que foi anunciado. Segundo a UBports:

Dispositivos ARM 64-bits já estão no mercado há relativamente bastante tempo, porém, desde que o Ubuntu Touch foi criado, sempre funcionou apenas em 32 bits. Recentemente percebemos que ter uma versão ARM de 64 bits é muito mais útil do que pensado anteriormente. E não apenas quando se trata de dispositivos com mais de 4GB de RAM.

A UBports também lançou a versão nativa para Ubuntu Phone dos apps TELEports 0.6.0, e Telegram. Foi anunciado também que a interface de usuário Unity 8, bem como o servidor de exibição Mir 1.x, já estão disponíveis na versão de desenvolvimento do Ubuntu Touch. Muito provavelmente, que chegará na versão estável ainda este ano.

Embora seja algo óbvio, é sempre bom ressaltar que testar a versão em desenvolvimento do Ubuntu Touch, bem como de qualquer outro software, é indicado apenas para usuários que estejam dispostos a ajudar no desenvolvimento reportando bugs, e não esperam grande estabilidade do sistema.

Por fim, penso que o Ubuntu Touch, a cada update, vem cada vez mais se tornando um excelente sistema operacional. Porém, por vários motivos, sendo o principal deles a baixa disponibilidade de apps, não acho que o Ubuntu Touch chegará a ser popular. Ao menos nos próximos anos.

Mesmo assim pretendo testá-lo assim que possível, quando tiver um smartphone extra, pois realmente não pretendo instalá-lo no meu smartphone principal, ao menos por hora.

Você já testou, ou tem curiosidade em testar o Ubuntu Touch? O quê você pensa sobre as novidades, e o caminho que o projeto vem tomando? Conte-nos nos comentários!

Você gosta de Linux e tecnologia? Tem alguma dúvida ou problema que não consegue resolver? Venha fazer parte da nossa comunidade no Diolinux Plus

Isso é tudo pessoal! 😉

________________________________________________________________________________
Viu algum erro ou gostaria de adicionar alguma sugestão a essa matéria? Colabore, clique aqui.



Ainda vale a pena usar o Ubuntu 18.04 LTS?

Nenhum comentário

segunda-feira, 21 de outubro de 2019

A Canonical acaba de lançar a última versão não LTS até, seu próximo sistema de longo suporte, o Ubuntu 20.04 LTS. Aliás, já cobrimos o lançamento do Ubuntu 19.10. Mas, a pergunta que não quer calar: ainda vale a pena utilizar o Ubuntu 18.04?

ubuntu-canonical-linux-distro-open-source-livre-software-lts

O Ubuntu 20.04 LTS é aguardado com muito apreço pelos usuários, tendo em vista todas as otimizações e novidades de sua recém lançada versão 19.10 (momento curiosidade: você sabia que o codinome do Ubuntu 20.04 já foi revelado? Saiba mais em nossa matéria). Contudo, o Ubuntu 18.04 é um sistema com um longo período de atualizações. Sabemos que conforme o tempo passa, as versões LTS vão ficando mais maduras e lapidadas. 

Antes de nos aprofundarmos um pouco mais, voltemos alguns anos. Com o fim do Unity 7 (de ser empregado como interface padrão), a Canonical resolveu adotar o GNOME Shell. Uma escolha sensata e já aguardada, não é segredo para ninguém que a empresa utilizava a DE em versões passadas do Ubuntu, e continuou a adotar aplicações do ecossistema GNOME (mesmo após desenvolverem o Unity 7).

Veja logo abaixo um comparativo entre GNOME-Shell e Unity 7:


Chegamos a 2018, após algumas versões do Ubuntu com o GNOME-Shell por padrão, em que a empresa constrói sua LTS. Nessa época já se discutia sobre uma repaginada visual do sistema, entretanto seu novo tema Yaru não foi considerado maduro o suficiente e deixou de ser adotado. Ok! O visual não foi tão lapidado, mas até que fizeram uns ajustes rápidos no tema. Todavia, a interface parecia estar pesada demais, e com sérios problemas de vazamento de memória.


A versão do GNOME no Ubuntu com o tempo recebeu correções de bugs, mas por conta de ser uma LTS ficou estagnada. O GNOME está longe de ser esse monstro pintado por alguns, porém são notórias as melhorias em suas últimas releases.

Vale apena ou não usar o bendito Ubuntu 18.04 LTS?


Estou com o Ubuntu 18.04 LTS instalado em minha máquina, e trabalhando com ele desde seu lançamento (mais ou menos uma semana depois, para ser sincero 😁️😁️😁️). Faço todas as minhas tarefas com ele, trabalho, edito, jogo, estudo e muito mais.

Para ser honesto com vocês, o sistema tem atendido minhas expectativas e não perco tempo resolvendo problemas. Simplesmente faço minhas tarefas do cotidiano, mas já estou me planejando a migrar para às novas versões. Mas o porquê dessa minha decisão?

O Ubuntu 18.04, por ser um sistema focado em estabilidade, entrega uma enorme gama de aplicativos e é compatível com uma maioria esmagadora de apps de terceiros (a exemplo o Insync). Mas peca em entregar uma versão relativamente antiga do GNOME-Shell e um visual antiquado. Não digo que o GNOME esteja inutilizável, como alguns querem pintar. Afinal, estou com ele neste exato momento em meu computador principal. Fiz até testes para desmistificar falácias sobre a interface, demonstrando na prática e não apenas ficando no campo das idéias. 


Não obstante, querer comparar o GNOME 3.28 com o 3.34 é como “por um gavião para competir em voo com uma águia”. A diferença é mais que notória.

Por na balança os seus objetivos, é o segredo, para chegar a conclusão se ele vale ou não manter o Ubuntu 18.04 em seu computador.

Ele está funcionando bem em seu hardware? 

Se não existir aparente motivo para uma troca, melhor deixar como está. A não ser que goste de desbravar e conhecer os novos detalhes. Atualmente o Ubuntu 18.04 encontra-se em minha máquina principal e também de meu irmão caçula. Sendo que ele é mais hard core quando o assunto é jogatina, não tem um dia que ele não esteja jogando. Seja na Steam, via Proton, algum emulador, Wine, etc. O Ubuntu 18.04 está atendendo muito bem ao seu uso diário. Obviamente que algumas customizações são necessárias, pois como mencionado, o visual é bem antiquado. Uma extensão que não conseguimos ficar sem é o “Unite”. Você pode saber mais acessando nossa postagem, se quer economizar espaço em tela ela é perfeita. Caso não saiba instalar extensões no GNOME Shell, recomendo outro post.

A nova versão atende todos os requisitos de seus softwares?

Mudar para outro sistema não é assim tão “vamo que vamo”. Mesmo sendo o Ubuntu, uma versão difere bastante de outra. Com isso, alguns softwares poderão não estrar compatíveis em um primeiro momento, por conta das libs diferentes e coisas do tipo. É comum os PPA’s levarem algum tempinho até serem plenamente compatíveis. A maioria das empresas empacota seus softwares pensando nas versões LTS, entretanto graças aos novos formatos de empacotamento esse encalço pode ser contornado em muitos casos.

Tendo ciência que versões não LTS duram apenas 9 meses, vale mesmo a pena formatar, ou atualizar para a próxima versão?

Essa sempre acaba sendo uma dúvida dos iniciantes, inclusive pessoas acabam confundindo o Ubuntu 19.04 com uma LTS. Por conta de sua numeração terminar com “04”.

Você pode entender todo esse processo de desenvolvimento e releases, com um vídeo bem didático e de fácil compreensão.


Dependo de suas respostas, vale a pena testar algo novo. 

Já para os outros sabores do Ubuntu, não vejo uma mudança significativa para justificar sair da base 18.04 LTS. Não sei quanto a você, mas sempre indico as LTS. Mas sempre tem uma exceção, não é mesmo? Eis que o Ubuntu 18.04 é uma delas.

Não me entenda mal, o sistema está longe de ser ruim. No entanto, em minha concepção, essa foi a pior LTS do Ubuntu. E não culpo a Canonical, a transição nunca é um momento agradável e com grandes frutos imediatos. O resultado demora um pouco, e pelo andar da carruagem podemos dizer que o Ubuntu está rendendo bons frutos com seus recentes lançamentos.

Resumindo


O 18.04 ainda vale a pena, mas caso queira experimentar e se beneficiar das melhorias do GNOME (e também está disposto a não ter a comodidade de uma LTS), recomendo o teste de uma nova versão. Digo “teste”, pois seria imprudência afirmar a mudança sem ao menos tirar suas próprias conclusões.

Usuários de flavours, como o Kubuntu, por exemplo, não vejo vantagens em sair do 18.04. Se deseja um KDE Plasma mais recente, usar o KDE Neon seria uma decisão mais sensata.

Uma mudança de LTS para não LTS, em minha perspectiva, só se torna interessante para usuários da versão principal com GNOME. Obviamente, que você é livre para usar a que bem entender. Longe de mim, cercear a sua liberdade de escolha.

Veja se os PPA's que utiliza são suportados, se as libs das aplicações que usa são atendidas, assim migrar pode ser uma boa pedida. Se for mais precavido, tenha em mente que em “time que tá ganhando, não se mexe”. Não desinstale seu sistema que funciona ao seu agrado, só por “moda”.

No fim, quem usa o sistema é você, e quem julga se vale ou não também é você. Estou pensando seriamente em migrar, só esperando um pouquinho mais e avaliando a situação. Confesso que estou inclinado em mudar de versão nessa minha máquina de trabalho, tudo isso devido aos testes que venho fazendo de sistemas, como o Fedora, Ubuntu 19.04 e Ubuntu 19.10. Volto a mencionar, o sistema tem me atendido e não passo por dificuldades ou me estresso com ele. Já customizei de modo a se encaixar perfeitamente em meu fluxo de trabalho e usabilidade. Uma possível mudança é motivada por experimentar as novidades e sentir um gostinho do Ubuntu 20.04 em meu dia-a-dia.

Você utiliza o Ubuntu 18.04 LTS e pretende migrar para os últimos lançamentos?

Faça parte de nosso fórum Diolinux Plus, e fique por dentro das novidades.

Até o próximo post, que vou fuçar mais numas distros Linûx, SISTEMATICAMENTE! 😎


Viu algum erro ou gostaria de adicionar alguma sugestão a essa matéria? Colabore, clique aqui.


Mark Shuttleworth: "...A comunidade ficou com raiva de ambos Unity"

Nenhum comentário

quinta-feira, 16 de maio de 2019

O então CEO da Canonical e criador do Ubuntu, Mark Shuttleworth, através de uma entrevista para o canal “TFiR: Open Source & Emerging Technologies” expôs sua opinião sobre diversos assuntos relacionados ao Ubuntu e consequentemente ao mundo Linux. Então saiba o que pensa Shuttleworth…

ceo-canonical-linux-ubuntu-mark-shuttlework-flatpak-appimage-snap-chromeos-padrão-unity7-unity8

Mark é conhecido por ter opiniões “fortes” e plenas convicções em sua forma de pensar, algo que aprecio, porém pensar “fora da caixinha” ou ser enfático em algo pode gerar situações não tão agradáveis, ainda mais quando lidamos com seres humanos. Logo abaixo você verá as partes que mais me chamaram atenção, da breve entrevista.

Porque o desktop Linux/Ubuntu falhou?


Esse é basicamente um dos questionamentos feitos à Mark e o mesmo fala sobre a dificuldade de enfrentar um público tão exigente, composto em sua maioria por desenvolvedores de software. Mas porque é difícil agradar aos usuários Linux? Parece que isso está relacionado a maleabilidade e poder que o Linux acaba dando aos usuários que é “um público que gosta de mudar as coisas, têm suas próprias opiniões e não quer o mesmo que os outros”, diz ele. Ainda sobre o mesmo assunto, Mark afirma que não adianta argumentar e dizer que por exemplo: “esta é a melhor mesa”, pois a resposta será algo como: “não é a melhor para mim”. Realmente devido a pluralidade de escolhas nós usuários de Linux, acabamos customizando/adaptando o sistema ao nosso uso, entretanto mesmo que sejamos criteriosos não vejo isso como um real impedimento. Afinal, todo usuário consciente tem dentro de si um bom senso do que é bom para um todo. Ao menos eu sou assim e você também pensa assim? (❔❓❔) 

Sobre o Unity, Shuttleworth diz ter aprendido a lição: “Eu achava que estávamos fazendo um trabalho realmente bom, um ótimo trabalho, mas as pessoas não gostavam de ser pressionadas, então agora eu penso em dar suporte ao GNOME, KDE, MATE; e dar aos desenvolvedores a liberdade de escolher o que quiserem”.

Outra descoberta é saber que Shuttleworth gosta bastante do Chrome OS, e acredita que o “não sucesso do Linux nos desktops” foi devido “...não inventamos nada no desktop Linux que foi muito avançado em seu tempo” ao contrário da Google com sua distro Linux. “Eu amo o que os caras do Chrome OS fazem , porque é essencialmente uma visão futurista do desktop como uma extensão da web, e é por isso que eles merecem seu sucesso, porque estavam dispostos a criar algo que não existia em um mundo onde para maioria das pessoas a área de trabalho é algo que se parece com o Windows”. E “Na comunidade de software livre, só nos permitimos falar sobre coisas que se parecem com algo que já existe e estamos nos definindo como uma série de bifurcações e fragmentações ", diz ele. 

O “engraçado” deste último comentário de Mark, é que isso se parece muito com o atual posicionamento da Canonical, dá para perceber que ele ainda sente “um aperto no peito” por ter “abandonado” a ideia de convergência no Ubuntu. Isso evidencia-se num trecho da entrevista, logo após falar que a comunidade não se permite coisas novas: "Foi algo que achei muito difícil com o Unity, porque pensei que articulamos uma visão de convergência ... e creio que acontecerá; E que o iOS e o Mac vão convergir. Estávamos dez anos à frente, mas a comunidade não nos deixou fazer isso, o que é loucura".


Mas o que acho interessante é que a comunidade ficou com raiva de ambos Unity. E não entendo esse comportamento”.

Talvez eu (HenriqueAD) estivesse em uma bolha, porém mesmo ouvindo reclamações sobre o Unity, num aspecto geral sempre o vi como “a cara do Ubuntu”. Sei que fora do mundo Linux, o Unity era algo que chamava a atenção, ele foi justamente um dos motivos de me aproximar do Ubuntu. Outro aspecto é que de fato a comunidade criticava fortemente o projeto do Unity 8, todavia a Canonical “deu alguns motivos”, justamente por adiar várias vezes o seu lançamento, criando uma desconfiança sobre o quão maduro e bom seria a interface. Não esqueçamos que o Unity 8 nos foi “vendido” como algo revolucionário, a tão “endeusada” convergência. 

Entendo que deve ser difícil trabalhar em algo e pessoas criticarem o tempo todo, só que damos tanto peso as críticas que abafamos os elogios. E no meu ponto de vista esse foi o erro de Mark, claro que seus esforços no desenvolvimento do Unity 8 e Ubuntu Phone estavam criando um rombo nos cofres da empresa. Me parece que ele esperava maior engajamento da comunidade e no desenvolvimento, que abraçassem a ideia, talvez isso teria evitado “o rio de dinheiro desperdiçado no projeto”. Alegar que “a comunidade não nos deixou fazer isso” é algo muito forte. Nem sempre ideias boas são abraçadas pelas massas, mas afirmar que a “culpa” foi da comunidade, me soa muito estranho.

Linux e sua fragmentação


Ao ser questionado sobre a fragmentação no desktop Linux, de projetos que são “teoricamente” redundantes, que apenas um seria necessário (Snap, Flatpak e AppImage são exemplos citados), Shuttleworth respondeu: “Creio que uma das grandes coisas no Linux e software livre é que ela atrai pessoas que querem ser diferentes , que querem mudar as coisas. Isso é genial, é um grupo incrivelmente engenhoso, mas torna um pouco difícil conseguir o que você está pedindo, para criar algo que funcione para todos”.

Outra pergunta feita a Mark, foi sobre a imensidão de distribuições Linux, e se apenas uma não seria melhor. O criador do Ubuntu logo respondeu que isso só seria possível se o Linux tivesse sido de código fechado, e não seria de fato Linux. 

Muitas pessoas “não param para refletir” o quanto é caro desenvolver o Linux, que ele só foi possível como é hoje, graças aos milhões de dólares de diversas empresas envolvidas, desenvolvedores e a comunidade. Sem isso até poderia existir algo semelhante, mas não tão gigantesco e dominando diversos setores e mercados como o pinguim. Seu “aparente fracasso” apenas foi no desktop, e como tudo, tendemos a olhar apenas o “lado mais fraco” de determinada coisa ou situação.

Logo abaixo está a entrevista em inglês, com Mark Shuttleworth.


E você o que achou sobre a entrevista? Continue esse assunto em nosso fórum

Até o próximo post, SISTEMATICAMENTE! 😎
_____________________________________________________________________________
Viu algum erro ou gostaria de adicionar alguma sugestão a essa matéria? Colabore, clique aqui.


Unity 2019.1 lançado, com a versão para Linux saindo da fase Experimental

Nenhum comentário

quinta-feira, 18 de abril de 2019

A Unity é uma game engine muito famosa e utilizada em grandes games do mercado e em outros projetos também, como animações, aplicações para Arquitetura/Engenharia e Construção, Mobile entre outros. Agora quem quiser abranger essas áreas e utilizar Linux para isso, poderá de forma mais tranquila.


 Unity 2019.1 lançado, com a versão para Linux saindo da fase Experimental






Até nesta versão do Unity, o editor para Linux era tratado como Experimental pelo pessoal do Unity Technologies, e tendo algum “delay” de lançamento em relação as versões para Windows e macOS, mas agora não mais. Conforme anúncio feito no blog oficial, agora a versão para Linux está como Preview e assim receberá os updates junto com as outras plataformas.



Para eles chegarem neste resultado para Linux, tiveram que dar algumas prioridades de configurações na plataforma e que são bem interessantes, como:

- Sistemas Operacionais suportados oficialmente inicialmente são o Ubuntu 16.04, 18.04 e CentOS 7 com  arquitetura x86-64;

- Ambiente de desktop GNOME rodando em cima do X11;

- Driver de vídeo proprietário da Nvidia e o Mesa Driver para AMD (por hora nada de Intel para GPUs.);

- High-Definition Render Pipeline com melhorias e com menos ajustes (mas alguns problemas ainda permanecem, porém menores), com melhorias no suporte para Vulkan no Linux;

- Correção da mensagem "o jogo não está respondendo" em desktops com GNOME.

A lista de melhorias, correções de bugs e funções novas é enorme, tornando a leitura muito massiva e cansativa. Mas se você quer conferir todas elas, pode conferir o post lá no blog oficial do Unity.

Muito bom ver que uma ferramenta importante para desenvolvimento de games e outros projetos, está agora disponível de forma não experimental para Linux, assim abrindo o leque de opções para os devs poderem usar qualquer sistema operacional. E também poder ver alguns erros em jogos que utilizam Unity serem corrigidos também.

Este artigo não acaba aqui, continue trocando uma ideia lá  no nosso  fórum

Espero você até a próxima, um forte abraço.

_____________________________________________________________________________
Viu algum erro ou gostaria de adicionar alguma sugestão a essa matéria? Colabore, clique aqui.


Veja como instalar o tema Plata, baseado no último lançamento do Material Design

Nenhum comentário

terça-feira, 20 de novembro de 2018

Se você gosta de modificar a sua distro Linux e deixar ela com a sua cara, o sistema operacional do pinguim mais simpático da internet deixa você fazer isso. =)


 Veja como instalar o tema Plata, baseado no último lançamento do Material Design






Tem vários temas, ícones e interfaces gráficas para você escolher e assim escolher a opção que mais lhe agrada.

O novo tema para GTK chega para ser mais uma opção para você escolher, e ter opção sempre é bom não é? O nome do tema é Plata, desenvolvido pelo usuário  tista500 que você pode conferir no GitLab.O tema se baseia na última versão do Material Design e tem 3 variações, regular (mixed), Lumiere (Light) e a Noir (dark).

Instalação


Para utilizar o tema você vai precisar ter o GTK+ 3.20.x, 3.22.x, 3.24x e o GTK+2 instalados na sua distro. Ele tem também suporte aos seguintes desktops environments (DE):  Gnome Shell (e Flashback), Cinnamon, XFCE, MATE, LXDE, e Budgie Desktop. As DEs que ainda não tem suporte são o Patheon (elementary OS), Unity 7 e o Gnome Shell customizado pela Canonical, mas você pode usar por sua conta, ele provavelmente funcionará com alguns detalhes quebrados talvez..

Algumas imagens do tema Plata.





Você tem a opção de compilar o tema e ajustar mais ainda a sua maneira, podendo acessar o GitLab do projeto aqui.

Para instalar o tema, precisamos adicionar o PPA do projeto, vamos utilizar o terminal para colocar 3 comandinhos bem simples. Se você preferir adicionar o PPA de forma gráfica, sem usar o terminal, confira esse artigo do blog.

Primeiro vamos abrir o terminal, podendo ser aberto através da combinação de teclas Ctrl+Alt+T ou procurando por “terminal” no menu da sua distro.

Depois vamos pôr este comando. Você pode simplesmente copiar e colar:

sudo add-apt-repository ppa:tista/plata-theme -y && sudo apt update && sudo apt install plata-theme -y

Feito isso é só esperar a instalação acabar e depois ir na ferramenta de customização da sua distro e mudar o tema.

Ter opções de temas nunca é demais né ? rs.

Espero você até uma próxima e um forte abraço.
_____________________________________________________________________________
Viu algum erro ou gostaria de adicionar alguma sugestão a essa matéria? Colabore, clique aqui.


Como instalar a interface Unity no Ubuntu 18.04 LTS

Nenhum comentário

segunda-feira, 30 de abril de 2018

É engraçado o quanto a interface Unity foi criticada no passado e hoje muitas pessoas tem falado o quanto gostavam dela. Pois bem, o novo Ubuntu 18.04 LTS já chegou e com o ele o novo ambiente GNOME Shell para a distro, no entanto, ainda é possível utilizar o Unity como opção de uma forma muito simples.

Como instalar a interface Unity no novo Ubuntu 18.04 LTS






Apesar da Canonical ter abandonado o projeto Unity, o Unity 7 (que nós vamos instalar) ainda está nos repositórios da distro e receberá um pouco de atenção, correção de bugs e coisas similares (sem acréscimo de novas funcionalidades) porque o Ubuntu 16.04 LTS, que usa esta interface por padrão, tem suporte até 2021. Já o Unity 8 por outro lado agora é mantido pela comunidade UBports, que vem tentando criar a cada dia mais compatibilidade de software com diferentes modelos de Smartphone.

Se você baixou o Ubuntu 18.04 LTS com GNOME e gostaria de utilizar o Unity como interface padrão, saiba que há uma forma muito simples fazer isso, basta instalar a "sessão Unity" que a "mágica" acontece.

Para isso abra o terminal e rode o seguinte comando:
sudo apt install unity-session
Esse comando vai baixar todos os pacotes necessário para fazer a interface Unity 7 funcionar no seu Ubuntu 18.04 LTS, após isso será necessário reiniciar o computador (encerrar a sessão apenas não funcionou pra mim).

Ao voltar na inicialização, na tela de login, clique no ícone da engrenagem e selecione "Unity" como sessão desktop, ao se logar você já estará no velho e conhecido Unity. O Unity funciona apenas com o X.org, ao contrário do GNOME, que também funciona com Wayland.

Quer saber uma coisa irônica? 

Antigamente o pessoal reclamava muito do Unity ter bugs, mas hoje, junto com o XFCE talvez, esta é uma das interface mais estáveis que existem para Linux, justamente por não receber grandes incrementos de funcionalidades desde 2014 aproximadamente, com o time da Canonical apenas corrigindo bugs e otimizando a interface.

Unity no Ubuntu 18.04 LTS

Você pode até utilizar os temas para Linux no Ubuntu com Unity normalmente, veja:

Unity no Ubuntu 18.04 LTS

Ubuntu com Unity

Se você desejar voltar a utilizar versão com GNOME, basta mudar na tela de login novamente.

Até a próxima!

_____________________________________________________________________________
Viu algum erro ou gostaria de adicionar alguma sugestão a essa matéria? Colabore, clique aqui.



Como assim? O renascimento do Ubuntu Unity?

Nenhum comentário

terça-feira, 28 de novembro de 2017


Com o lançamento que tivemos por parte da Canonical no último mês de Outubro, tivemos a primeira versão do Ubuntu a carregar um desktop "full GNOME", incluindo o Shell, deixando de lado pela primeira vez em quase 7 anos a interface Unity que se tornou uma marca registrada do sistema.


Ubuntu com Unity continua vivo






Antes de contar para você sobre o Ubuntu Unity será (ou poderá ser) eu gostaria de fazer uma breve reflexão sobre o tópico; na verdade, eu até já fiz essa reflexão na minha palestra "Dossiê Diolinux" que você pode assistir no YouTube. Eu lembro como se fosse hoje o quanto os membros da "comunidade" Linux criticavam o Unity (não que ele não merecesse críticas para algumas coisas, mas passou muito do ponto em alguns casos) e agora se vê um movimento contrário, cheio de "órfãos" da interface. Percebeu isso também ou foi só nas minhas timetines?

Na palestra eu falei sobre a questão do "só dá valor quando perde" e no fundo, acho que a comunidade Linux ainda critica demais iniciativas de dentro da própria comunidade, pessoas que tentam fazer pequenos ou grandes gestos dentro delas que de uma forma ou de outra vai levar software livre e a cultura de tecnologia adiante, como o eventual "massacre" de críticas que acontece em projetos nacionais. Talvez esteja na hora de pensarmos em somar e não subtrair, não acha? 

OK. Pulando a parte da minha "meia reclamação" de hoje, vamos falar sobre o Ubuntu Unity. Pois é, realmente o projeto parece estar de volta.

O Ubuntu Unity Remix


Quando a Canonical anunciou o GNOME Shell como interface dos futuros Ubuntus eu lembro que nos comentários as pessoas pediram se não poderíamos ter um "sabor" (a.k.a. flavor) do sistema com o Unity, o "UUbuntu" ou algo do tipo, assim como existe Xubuntu (XFCE+Ubuntu), Kubuntu (KDE+Ubuntu) e por aí vai.

Eu lembro que eu sugeri justamente este nome "Ubuntu Unity Remix", pensando melhor, acho que só "Ubuntu Unity" seria uma escolha mais "marketeira", mas nomes à parte, toda vez que alguém me perguntava sobre a volta do Unity eu dizia algo (que na minha cabeça faz sentido) que contrariava algumas pessoas.

O Unity é um plugin do Compiz, um compositor de janelas que já fora muito mais popular do que é hoje, especialmente na época do GNOME.

Mas qual o problema disso?


Não é exatamente um problema, no entanto, a questão é que manter o Unity do jeito que ele é atualmente não é apenas manter a interface, pura e simplesmente, é manter o Compiz também. 

Por sua vez, o Compiz é um software que não recebe tanta atenção da comunidade (Acho que o pessoal do MATE costuma dar uma força até), dentro do Launchpad a última informação que se tem de atuação dos desenvolvedores de alguma forma data de 2015, como se não bastasse, ainda tem todo o trabalho de aplicar Patches em softwares do GNOME para que eles encaixem-se na interface à partir do Ubuntu 18.04 LTS, como no Nautilus por exemplo, GNOME Agenda, entre outros que acompanhariam e que não acompanhariam o sistema. Afinal, o sistema não é feito apenas de softwares que acompanham a distro, mas também dos aplicativos de terceiros que tem que manter uma coesão visual com o restante do sistema.

Não considero impossível, mas os voluntários/desenvolvedores vão precisar de ajuda, sem dúvida, então se você curtir o projeto e cute o Unity, aí está uma forma de você colaborar com a comunidade Linux.

Ainda está no começo


Apesar de eu ter visto vários veículos de comunicação falando sobre a "volta do Ubuntu Unity" a verdade é que o projeto está apenas no início, com pessoas fazendo pequenos experimentos para ver como as coisas funcionam. Na minha opinião, o "Unity novo" poderia ser apenas um Shell para o GNOME, até certo ponto parecido com o que a própria Canonical está fazendo, seria melhor do que manter softwares que estão com pouco suporte, como o Compiz, ainda mais depois da Canonical deixá-lo de lado.

O resultado provavelmente seria algo parecido com o Zorin Shell do Zorin OS, o Endless Shell, do Endless OS, entre outros.

O Unity ainda está disponível no repositório do Ubuntu e estará no futuro, mas simplesmente instalar o "Unity Session" não vai garantir uma experiência sólida por vários fatores, inclusive visuais e se não houver um desenvolvimento ativo, com o tempo talvez ele nem fique mais completamente compatível com as novas gerações do GNOME por conta do GTK atualizado e outros fatores.

Os desenvolvedores que estão tentando trazer o Ubuntu Unity de volta criaram uma ISO com o gestor de arquivos Caja (o gestor do MATE Desktop Enviroment) no lugar do Nautilus, talvez para justamente evitar o que eu dizia de ter que aplicar patches no gestor do GNOME.

Um fator de colabora para isso é que o "Munity", que é um Tweak da interface MATE que existe no Ubuntu MATE nativamente e transforma a interface "GNOME 2 Like" tradicionalista em algo muito parecido do Unity em usabilidade, já mostra um pouco de como o caminho pode ser. Tirando o comportamento da Dash, o restante já está bem parecido e funcional.

Quer testar o Ubuntu Unity?


Quer testar o novo Ubuntu Unity Remix (Ubuntu 17.10)? Então basta acessar esse link com informações e o link para download, os desenvolvedores estão buscando por feedback dos interessados sobre essas primeiras builds.

Inclusive, parece que já entraram em contato para poder transformar esta em uma flavor oficial do Ubuntu, assim como Ubuntu MATE, Xubuntu, Lubuntu, etc. A Canonical parece estar favorável com o projeto.

Eu sempre gostei muito do Unity e acho que foi a melhor interface de todos os sistemas, independente de plataforma (Windows, macOS, Linux), no quesito "aproveitamento" de espaço na tela, algo muito bom de se usar com computadores com telas menores. Sempre pensei que para o usuário, seria melhor se ao invés de abandonar o Unity 8 e o 7, a Canonical tivesse ficado com o desenvolvimento do 7, ou criado um shell que replicasse a experiência no GNOME (talvez isso até aconteça).

Nos resta torcer e ajudar o projeto, quem sabe saium bons frutos dali, se você for lá e simplesmente dizer que está acompanhando e torcendo, tenho certeza de que será um grande incentivo para que está fazendo.

Se você quiser saber mais sobre o "lado desenvolvedor" no mundo Linux, sugiro a entrevista com o Georges Basile Stavracas que eu postei no canal recentemente, lá você vai entender como pequenos gestos de apoio fazem diferença, passe lá e assista (ou ouça).  O Georges trabalha no Endless OS e no GNOME, foi muito interessante pegar a perspectiva que ele passou.

Até a próxima!

_____________________________________________________________________________
Viu algum erro ou gostaria de adicionar alguma sugestão a essa matéria? Colabore, clique aqui.


Primeiras daily builds do Ubuntu 17.10 já estão disponíveis para download

Nenhum comentário

quinta-feira, 27 de abril de 2017

Seguindo a tradição, logo depois de um lançamento como o do recente Ubuntu 17.04 Zesty Zapus, que finalizou o alfabeto, temos as primeiras construções diárias da próxima versão, o Ubuntu 17,10 que sairá em Outubro.

Ubuntu 17.10 Artful Aardvark


O Ubuntu 17.10 de codinome "Artful Aardvark" (isso mesmo, voltou no início do alfabeto), já está recebendo as suas primeiras construções diárias, chamadas em inglês de ""daily builds", assim como seus repositórios já foram abertos para o recebimento dos softwares deste ciclo.

Esta versão está muito longe de estar pronta para a utilização do usuário comum, como comentei, ele será lançado somente em Outubro e não é recomendado para pessoas que não tenham a intenção a ajudar a desenvolver o sistema.

As primeiras ISOs estão disponíveis aqui.

O que podemos esperar do Ubuntu 17.10?


A disponibilidade das primeiras ISOs do ciclo 17.10 é um gancho perfeito para falar sobre as coisas que deverão chegar com esta nova versão.

Como você bem deve saber, a Canonical resolveu descontinuar o Unity como interface padrão do Ubuntu, além disso, outros projetos acabaram ficando de lado, pessoas foram demitidas da empresa e setores reformulados.
O local onde essas mudanças serão mais sentidas é justamente o Desktop, que para mim é a parte mais sensível do projeto, não financeiramente falando, mas no aspecto de relação com o usuário final de computador.

Na versão 17.10 nós teremos o Gnome Shell como interface e o Wayland como servidor gráfico, abraçando a maior parte das soluções colocadas pelo projeto Gnome. 

Até o momento, pelas informações que se tem, nós teremos um Gnome puro no Ubuntu 17.10, o que do ponto de vista do usuário final não seria a melhor escolha, pois o Gnome necessita de uma série de complementos para conseguir ter os mesmos recursos que o Unity anteriormente tinha.

Falando em Unity, ele ainda estará nos repositórios caso alguém deseje instalar. Até o momento, não sei de nenhuma comunidade que queira continuar desenvolvendo funções para ele, ou desenvolvendo ele em si, entretanto ele estará disponível. Apesar desta informação deixar os fãs do Unity menos preocupados, é bom alertar que ele não será tão "bem integrado" ao Gnome como antes, a Canonical costumava aplicar vários patches e modificações para fazer com que os Apps do Gnome funcionassem de forma integrada ao Unity, como o Nautilus por exemplo, algo que deixará de acontecer, então os aplicativos poderão ficar "estranhos" no Unity do 17.10, para quem for utilizar.

É provável que o Ubuntu 17.10 chegue com o Gnome 3.26, mas ainda não foi confirmado, outra coisa que ainda não foi definida é se o Ubuntu passaria a utilizar o GDM ou continuaria utilizando o LightDM como gestor de login, particularmente acho o LightDM mais belo, porém, com essa ideia de "all GNOME" de Mark Shuttleworth, não me admiraria se o GDM fosse o padrão também.

O calendário de lançamentos para o Ubuntu 17.10 Artful Aardvark é o seguinte: 

- 29 de Junho - Alpha 1
- 27 Julho - Alpha 2
- 31 Agosto - Beta 1
- 28 de Setembro - Beta final
- 19 de Outubro - Versão final

O que você espera do Ubuntu 17.10? Pretende utilizar? Sei que é muito cedo para qualquer comentário mais técnico, mas será um lançamento importante, pois é onde teremos uma prévia da próxima LTS que sai em Abril de 2018.

Até a próxima!
_____________________________________________________________________________
Viu algum erro ou gostaria de adicionar alguma sugestão a essa matéria? Colabore, clique aqui.




United - O tema para KDE Plasma que transforma a sua interface no Unity

Nenhum comentário

domingo, 23 de abril de 2017

É curioso de se observar que tantos projetos com o intuito de copiar a funcionalidade do Unity tenham aparecido depois da notícia da Canonical descontinuar a interface, parece que mais pessoas gostavam dele do que se imaginava, enfim, mostrando o quanto o KDE pode ser personalizável mais uma vez, a comunidade criou um tema para o Plasma que imita a funcionalidade e aparência do Unity.

KDE Plasma Unity Theme




O KDE Plasma é incrivelmente personalizável e versátil e praticamente consegue imitar o funcionamento de qualquer outra interface gráfica, neste aspecto ele é simplesmente imbatível. Os usuários de Plasma que querem uma experiência semelhante ao Unity através desta interface, seja qual a distro que utilizem, poderão fazê-lo através de um tema chamado United.

Confira o vídeo do canal Livre Software que ensina você a fazer esta customização:


Bacana não é? Claro que esta é somente uma das possibilidades que o Plasma nos oferece, como você gosta de utilizar o KDE no seu computador? Coloque os prints nos comentários e até a próxima! :)
_____________________________________________________________________________
Viu algum erro ou gostaria de adicionar alguma sugestão a essa matéria? Colabore, clique aqui.




Comunidade de usuários cria o Yunit, um fork do Unity 8

Nenhum comentário

terça-feira, 11 de abril de 2017

Agora que a "poeira" causada pela notícia bombástica de encerramento de grandes projetos como o Ubuntu para Smartphones e interface Unity pela Canonical está baixando, como todo bom projeto de código aberto, os projetos iniciados pela Canonical ganham continuidade pela comunidade de usuários.

Yunit Ubuntu




O projeto parece não ter avançado em absolutamente nada ainda, além de forkear o projeto da Canonical e disponibilizar em um repositório próprio no GitHub, mas também não era de se esperar muito mais que isso, dado o fato do abandono por parte da Canonical ser recente.

Ainda assim, além de informar que que o Unity8 continua, ou melhor, o "Yunit", continua, vale ressaltar o poder que um projeto de código aberto tempo. Desde que hajam pessoas capacitadas e com vontade de continuar, projetos de código aberto são praticamente "imortais".

Não posso julgar um trabalho que nem começou ainda, mas espero para ver o que vai acontecer, se esse pessoal vai se focar na convergência também ou vai se focar em criar uma experiência para Smartphones e Tablets apenas ou ainda focar no Desktop.

Querendo ou não, eu fiquei curioso para testar um Unity 8 com desenvolvimento completo no Desktop.

Até a próxima!
_____________________________________________________________________________
Viu algum erro ou gostaria de adicionar alguma sugestão a essa matéria? Colabore, clique aqui.




Como será o futuro do Ubuntu SEM o Unity?

Nenhum comentário

sexta-feira, 7 de abril de 2017

Pois é pessoal, essa foi sem sombra de dúvidas as notícias mais "bombástica", por assim dizer, do ano no mundo Linux. Nós falamos e noticiamos o fim do Unity 8 e do Ubuntu Phone nesta semana e muitas pessoas se interessaram pelo assunto, foram mais de 60 mil acessos apenas neste artigo, mas algo que eu percebi na maior parte dos comentários foi uma dualidade entre pessoas que já não gostavam muito do Unity e/ou preferiam o Gnome e pessoas que gostavam do Unity e ficaram chateadas com a notícia.

O futuro do Ubuntu sem o Unity




Eu vou tentar brincar de "olho de Tandera" com você e te dar a "visão além do alcance", pois o fim do Unity (ou quase) pode mudar os rumos do Ubuntu como conhecemos, então, eu quero falar sobre as possíveis consequências desta decisão.



Uma grande surpresa!


Apesar dos mais pessimistas acharem que o Ubuntu Phone nunca teve realmente chance, para mim, a "causa mortis" do projeto foi ver o que a Samsung fez com o novo Galaxy S8 (não que tenha sido isso mesmo, mas o conceito que o envolve), além da necessidade de focar onde dá lucro. Sei que nem todos se encaixam aqui, mas se você já tentou empreender algum negócio sabe que esse tipo decisão difícil é sumariamente fundamental.

Convergência do Galaxy S8
Samsung Galaxy S8 no modo "convergente"

A Samsung trouxe para o Android a dita "interface convergente", uma marca forte, com Android, o sistema operacional mais utilizado do mundo, trouxe para o mercado exatamente o conceito que o Ubuntu Phone estava brigando para trazer, claro, com algumas diferenças, pois o Ubuntu com Unity 8 tinha a intenção de rodar aplicativos convencionais de Desktop nos Smartphones também, mas quando se olha em sentido prático, realmente o Android sai na frente, não há nem sequer competição.

Ainda assim, o anúncio de Mark Shuttleworth, criador da Canonical, pegou todos de surpresa, até então não havia sequer um indício de que o projeto fosse efetivamente acabar, ao menos, não de forma tão drástica.

Particularmente, como eu já tinha falado neste vídeo, a versão 18.04 LTS, que deve ser lançada daqui a um ano aproximadamente, faria o sucesso ou o fracasso do Ubuntu e do Unity 8, parece que Mark resolveu não apostar.

Desde que foi anunciado, o Unity 8 chamou a nossa atenção, o conceito de convergência, a nova aparência, novas funcionalidades, tudo isso despertou um interesse extremo no sistema.

Com o tempo e promessas adiadas, depois de pouco mais de 3 anos de espera, tivemos os primeiros aparelhos com Ubuntu, mas a versão destkop nunca ficou realmente pronta. Ao mesmo tempo que ansiedade pela nova interface aumentava no Desktop e os esforços eram concentrados nela, o Unity 7, versão utilizada no Destkop até então, acabou deixando de receber grandes upgrades como o Ubuntu teve outrora, deixou de incrementar funcionalidades, algo que é quase fatal para um sistema que busca mais e mais usuários, especialmente domésticos.

Paradoxalmente, o Ubuntu neste meio tempo ganhou mais popularidade do que nunca, tornou-se a distro Linux mais utilizada do mundo depois do Android, virou sinônimo de Linux na internet  e para a indústria, abarcou cerca de 40 milhões de usuários ao redor do mundo apenas na versão Desktop, ainda assim, as versões para servidor, cloud e IoT do Ubuntu fizeram ainda mais sucesso, Dustin Kirkland, gerente de produto da Canonical, chegou a afirmar que juntando todas as plataformas em que o Ubuntu estava presente, mas de 1 bilhão de pessoas eram usuários do sistema, de forma direta ou indireta e o Unity era facilmente reconhecido em fotos mundo à fora.

Realmente, fomos pegos de surpresa.

O Unity realmente acabou?


Neste momento eu gostaria de me atentar para um detalhe que pode ser divisivo e acabar com o Ubuntu da forma que o conhecemos, a distro simples e para usuários comuns no Desktop, então você precisa prestar atenção.

Tirando a Canonical, as outras duas principais empresas que mantém distros Linux de forma direta são a SUSE e a Red Hat, e o que ambas tem em comum? O foco empresarial em servidores e suporte. E o que mais elas tem em comum? Não tem um foco no usuário doméstico. Sacou?

Mark comentou em seu anúncio que o Ubuntu 18.04 LTS voltaria a usar Gnome e que o Unity 8 e o Ubuntu para Smartphones, assim como a convergência e o servidor gráfico Mir, tinham acabado, ainda que ele continuasse acreditando que esse é o futuro, a Canonical provavelmente não estaria nele. Aqui é que entram os detalhes das lacunas deixadas por ele.

Voltar a "usar o Gnome" não significa que o Ubuntu 18.04 LTS vá usar o Gnome Shell necessariamente, tecnicamente isso são coisas diferentes, ou ainda, não quer dizer que o Ubuntu vá ter o mesmo Gnome que o Fedora tem, por exemplo.  

Seria possível a Canonical criar uma interface em cima do Gnome Shell que tenha a mesma funcionalidade do Unity? Até porque ele disse que o Unity 8 tinha acabado, mas não falou nada sobre o 7 ou o que iria acontecer com ele.

Ontem eu estava brincando com o Ubuntu Gnome 17.04 Beta, que ainda receberá um vídeo para o canal, e com algumas extensões e temas eu fiz um "Unity" do Gnome, a usabilidade fica bem parecida até, dá uma olhada na aparência:

Ubuntu 18.04 Fake com GUnity?
Ubuntu 18.04 Fake com GUnity?

Não estou dizendo que é isso que vai acontecer, mas seria coerente pensar desta forma para não impactar os usuários de Unity demais e manter a usabilidade do sistema.

Por outro lado, se a Canonical estiver se tornando uma nova Red Hat ou SUSE eu tenho más notícias pros usuários comuns, me incluindo aqui.

Isso significaria que o Ubuntu para Desktops receberia um Gnome Shell "puro", assim como é o Ubuntu Gnome hoje em dia, e a preocupação com os usuários de Desktop diminuiria, de certa forma, desperdiçando o bom nome no mercado consumidor comum que o Ubuntu tem atualmente, coisa que até agora nenhuma outra distro conseguiu.

O Ubuntu para Desktop será o mesmo Ubuntu para Desktop que nós conhecemos? Ou será algo mais parecido com o Fedora que é um "campo de testes" comunitário do Red Hat Enterprise Linux?

Isso realmente só o tempo nos dirá, confesso que torço para que seja a primeira opção, caso contrário, não vejo mais motivos para usar o Ubuntu como sistema de Desktop indicando-o para qualquer tipo de usuário. Ele vai continuar sendo simples, fácil e tudo mais, como é agora, mas ferramentas facilitadoras e a preocupação com a experiência do usuário de Desktop mais básico não seriam mais preocupação, fazendo do Linux Mint, elementary OS, Deepin e do Manjaro (dependendo da evolução) opções mais interessantes para "arrastadores de mouse".

O que sobrará depois do Unity?


Existem muitas coisas importantes que irão se acabar com o final do Unity, isto é, do Unity 7 especialmente. Podemos lamentar pelo Unity 8, Mir e pelos Ubuntu Phones, mas ainda assim é algo que nós nunca realmente tivemos, então a sensação de perda é muito menor, não se pode dizer o mesmo da versão 7.

Como tanto o Unity 7, como o Unity 8, são projetos abertos, não seria de desacreditar uma continuação por uma comunidade interessada, como aparentemente já está acontecendo com o Unity 8, mas sinceramente, certos recursos do Unity 7 não estão presentes em nenhuma outra distro de forma nativa atualmente.

O HUD por exemplo, a ferramenta que permite que você pesquise dentro dos menus das aplicações apenas pressionando a tecla "Alt" é algo que eu não vi em nenhum lugar, o aproveitamento de espaço que o Unity tem é incomparável, afinal, não é somente "esconder as barras" e pronto, com o Unity além de ter todo o campo de visão você ainda tem todas as ferramentas do sistema a sua disposição, as barras das janelas que se integram com a barra superior e os menus globais são coisas muito boas também. Concentrar as ações no lado esquerdo da tela faz com que você precise mexer menos o mouse também.

Tirando isso, que são recursos que podem se implementados em outras interfaces, talvez no próprio Ubuntu mesmo com Gnome, o que se perde mesmo caso do Unity 7 e seu conceito de usabilidade e aparência deixem de existir completamente, é a grande marca que ele criou.

Veja bem, a maior parte das distros utiliza um ambiente gráfico que outras distros também utilizam, o Gnome do Fedora não é muito diferente do Ubuntu Gnome, do Gnome do SUSE ou do Manjaro, visualmente falando, e isso vale para qualquer outra interface, mas o Unity, além de ter um visual peculiar, remetia diretamente ao Ubuntu, do mesmo jeito que quando você vê uma barra em cima com uma dock embaixo você lembra do Mac, ou um painel inferior com um "menu iniciar" você lembra do Windows (ou do KDE), quando você via um sistema com barra na esquerda você associava ao Ubuntu, abandonar isso é ruim pra marca, ruim pro marketing, ruim pro Ubuntu. 

Para você ter uma ideia, tem gente que acha que qualquer Gnome é o Kali Linux, isso é um problema de falta de identidade mercadológica que fará muita falta pra qualquer sistema que queira atingir o usuário comum... a menos que essa não seja mais a intenção.

O meu receio e o meu anseio


Independente do que aconteça, o meu respeito pelo Ubuntu e pela Canonical continuam. Graças a eles (e talvez ao Google) é que eu posso trabalhar com tudo o que trabalho hoje em dia, eu tenho uma relação enorme de gratidão com o Ubuntu pelo que o Diolinux se tornou, foi falando do Ubuntu que as coisas começaram a acontecer na minha vida, foi quase uma retro-alimentação.

Meu receio é que com o abandono deste projeto (Unity) o Ubuntu deixe de receber incrementos de ferramentas para facilitar a vida do usuário comum. Antigamente, quando a Canonical lançou uma Central de Aplicativos no Ubuntu isso foi revolucionário, quando adicionaram uma opção para instalar drivers facilmente, isso foi igualmente revolucionário, criar o HUD e novas formas de interação foram diferenciais, mas nos últimos anos, desde 2014 aproximadamente, isso deixou de acontecer (muito em parte pelos esforços da equipe de engenheiros sobre o Unity 8), será que isso voltará a acontecer?

Meu anseio é para que sim! Além de torcer para que o sistema volte a ser revolucionário como sempre foi no Desktop, é bom ver que algumas coisas tomaram definição. Com o Mir fora da jogada finalmente o Wayland tem apoio de todas as distros mais famosas e quem sabe ele se desenvolva mais rápido, será mais fácil até mesmo para as empresas que desenvolvem drivers, além disso, os Snaps vieram pra ficar, de todos os projetos que iniciaram por conta da convergência, este foi o que deu mais certo.

Os pacotes Snaps são uma forma simples de distribuir softwares para Linux (isso mesmo, qualquer distro) e podem permitir que mais desenvolvedores tenham interesse em liberar programas para o sistema graças a existência deste padrão. Sei que existe o formato FlatPak também, mas particularmente acho que os Snaps, além de um nome melhor (marketing é tudo), possuem maior facilidade de operação e manuseio, além de já possuir um grande repositório se comparado com a iniciativa concorrente.

O fim do Unity pode significar um recomeço ainda mais forte para o Ubuntu nos Desktops ou a sua despedida de vez, deixando o trono para outras distros derivadas provavelmente.

Vale lembrar que o Unity 7 permanecerá ativo com o Ubuntu 16.04 LTS até 2021 pelo menos, que é quando o seu suporte deve terminar, então, caso você queira continuar usando a interface, você ainda tem bastante tempo desde que mantenha esta versão do sistema sempre atualizada.

Eu continuarei a usar o Ubuntu, talvez com menos intensidade no futuro dependendo do que aconteça, mas o Ubuntu sempre será a distro que consegue sacudir o mundo Linux e o Mark Shuttleworth sempre será o cara que não tem medo de sonhar, tentar, arriscar, errar, voltar atrás e fazer tudo de novo. Talvez falte um pouco dessa gana na gente mesmo, não é?

É como se diz, se você nunca falhou em nada, talvez nunca tenha tentado fazer algo realmente grandioso.

O que você acha de tudo isso? Até a próxima!
_____________________________________________________________________________
Viu algum erro ou gostaria de adicionar alguma sugestão a essa matéria? Colabore, clique aqui.




Adeus Unity! Canonical abandonará interface e Ubuntu voltará à interface Gnome!

Nenhum comentário

quarta-feira, 5 de abril de 2017

O fim de uma era se encerra meus amigos! Pelas palavras do próprio Mark Shuttleworth, criador do Ubuntu e da Canonical, "é hora de crescer e olhar para o futuro" e aparentemente, o futuro é sem o Unity, tanto o 7, quanto 8. A próxima LTS do Ubuntu que sairá em 2018 já trará a nova "velha" interface no sistema, o Gnome Shell.

Ubuntu 18.04 LTS virá com Gnome




Espera! Espera! Primeiro coloca tocar essa música e depois continua lendo!


O chefão da Canonical, Mark Shuttleworth, publicou no site de Insights do Ubuntu uma notícia que abalou o mundo open source, o fim do Unity, o fim do Mir e o fim do Ubuntu para Smartphones!

Exatamente! Depois de praticamente 7 anos de desenvolvimento, a interface Unity que causou tanta controvérsia está deixando o Ubuntu. A mudança é mais radical e corajosa do que se possa pensar.

Mark informa em seu texto que o Ubuntu é líder em servidores, internet das coisas e é o sinônimo de Linux para o mercado consumidor final, disse que ainda acredita que a convergência seja realmente o futuro, mas que neste campo provavelmente a Canonical não estará atuando. Existiriam vários fatores de mercado que dificultariam essa investida e dinheiro gasto em desenvolvimento que não tratá retorno tão cedo não parece ser uma boa ideia.

Mark Shuttleworth

É preciso muita coragem para parar todos os projetos, respirar e dizer: Vamos deixar quase uma década de trabalho para trás e focar nos resultados. Recentemente eu diz um vídeo comentando os pontos que eu acredito serem os principais responsáveis pela popularidade do Linux (ou a falta dela) no mercado, no vídeo eu comentei que acreditava que a Canonical iria "tomar um rumo" em breve, caso o Unity 8, Ubuntu Phone, etc dessem certo no mercado mobile seria A VITÓRIA, ou simplesmente abandonando o barco e focando onde dá mais lucro, servidores e internet das coisas, resumidamente, assim como Red Hat e SUSE fazem hoje em dia, o que aumenta o meu receio sobre como será o Ubuntu para desktops daqui pra frente. Bom, o "titio" Mark resolveu parar tudo antes que muito dinheiro fosse gasto em algo que levaria anos para ser funcional e perderia completamente o timing do mercado.

E o "Dionatan Diná" estava certo, só não pensei que teríamos a confirmação tão cedo.

Junto com o abandono do projeto Unity, vão embora também o projeto do Ubuntu para dispositivos móveis, o que remove um setor inteiro da empresa praticamente, assim como o servido gráfico Mir, Mark comenta que a próxima LTS do Ubuntu, o Ubuntu 18.04 que sairá em Abril do próximo ano já conterá a interface Gnome Shell como padrão, voltando às raízes.

Coisas que não ficam claras


O motivo da Canonical se voltar para o mercado que lhe dá mais lucro não chega a ser segredo, é um tanto quanto óbvio que essa seria uma manobra esperada de qualquer empresa que preze pelo seu patrimônio, contudo, será que estaremos vendo o Ubuntu para Desktops morrer?

Mark diz que não: O Ubuntu Desktop é parte importante do projeto, entretanto, colocar o Gnome de volta como interface padrão também trará uma menor carga para o desenvolvimento da interface, uma vez que ela é comunitária, deixando a Canonical focar mais onde lhe interessa, a questão para mim é, será que ainda teremos investimentos nesta área por parte da empresa? 

Quando digo "investimentos", quero dizer recursos facilitadores de configuração que tornaram o Ubuntu mais fácil de ser utilizado, ou ele simplesmente "seguirá o fluxo" ficando mais parecido com o projeto Fedora em relação ao Red Hat?

O que acontecerá com o projeto Ubuntu Gnome? Com essa decisão, o projeto parece perder a sua utilidade e membros da equipe poderão integrar a nova equipe de desenvolvedores do Ubuntu Desktop?

O que podemos tirar de bom disso tudo?


Eu sou um otimista, ainda que o Unity tenha sido a minha interface preferida durantes os últimos anos, a volta do Gnome como interface padrão pode resolver alguns "problemas", como por exemplo: Agora todos sabem que o novo servidores gráfico será o Wayland e ponto final, Mir está fora da jogada e os esforços podem ser concentrados em um padrão novamente, o que eu acho ótimo, no entanto so Snaps do Ubuntu continuam e eles me parecem mais funcionais e fáceis de serem manuseados que os pacotes FlatPak do projeto Gnome, poderíamos padronizar aqui novamente, fica mais fácil para todos, certo?

Então, sai Unity, sai Mir, fica Snap, até porque o empacotamento é ótimo para internet das coisas e servidores.

Outro aspecto positivo é que a Canonical voltará a apoiar ativamente um Desktop Enviroment comunitário, fazendo com que ele se desenvolva mais rápido, pelo menos, assim esperamos.

Ubuntu Gnome 17.04


Eu cheguei a testar o beta do Ubuntu Gnome 17.04, inclusive, teremos vídeo em breve no canal sobre os betas, e de certa forma, ali temos um vislumbre do futuro agora mesmo! Gostei do que ví, eu cheguei a ser um usuário ativo do Gnome logo que o Gnome 3 foi lançado até a versão 3.4, depois mudei para o Unity e não saí mais, então me adaptar a interface de volta não seria um grande problema, acredito, entretanto, outras distros como o Linux Mint e o Deepin talvez tomem o posto do Ubuntu de vez como distribuições para "Desktop Medium User", visto a gama de trabalho embarcado nelas para torná-las extremamente amigáveis para o usuário final, só o tempo dirá.

O que você achou das mudanças?

_____________________________________________________________________________
Viu algum erro ou gostaria de adicionar alguma sugestão a essa matéria? Colabore, clique aqui.




Blog Diolinux © all rights reserved
made with by templateszoo