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NVIDIA se junta à Blender Foundation Development

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quinta-feira, 10 de outubro de 2019

O Blender é umas das mais famosas ferramentas para modelagem em 3D, tanto que é usada por Hollywood em alguns dos seus filmes, além de dar base também em alguns jogos que utilizam ela, como da Ubisoft , Epic Games e Valve por exemplo. Agora receberá mais uma gigante, à NVIDIA.

NVIDIA se junta à Blender Foundation Development






O anúncio foi feito no Twitter oficial  do Blender, comentando que a entrada da NVIDIA, possibilitaria à adição de mais dois devs no projeto.

“A NVIDIA se juntou ao Blender Foundation Development com o nível Patron. Isso permitirá que mais dois desenvolvedores trabalhem no desenvolvimento principal do Blender e mantenham a tecnologia de GPU da NVIDIA bem suportada por nossos usuários. Obrigado à NVIDIA pela confiança em nosso trabalho!”





O nível Patron (Patrono ou Patrão), significa que a NVIDIA estará destinando pelo menos €120 mil (na conversão atual, algo em torno de R$540 mil) por ano.

Também rendeu um comentário do Presidente da Blender Foundation, Ton Roosendaal, no tweet de anúncio, dizendo o seguinte:


“Nós trabalhamos muito bem com a equipe da NVIDIA ao longo dos anos. Estou muito feliz em ver que isso agora, está consolidado com a sua associação como membro no Fundo de Desenvolvimento. Bem-vindos à comunidade!”. 

Isso é muito bom de se ver, grandes empresas focando e dando suporte para projetos open sources, como o Blender. Esses tipos de aportes financeiros são de suma importância, pois assim os projetos podem continuar “vivos”, vamos assim dizer. Creio que outros projetos populares poderiam seguir o mesmo caminho e assim evoluir ainda mais os seus “produtos”.

Este artigo não acaba aqui, continue trocando uma ideia lá no nosso fórum.


Espero você até a próxima, um forte abraço.
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ACO: Implementação para o Mesa Driver desenvolvida pela Valve

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sexta-feira, 27 de setembro de 2019


Em Julho deste ano, a Valve anunciou estar trabalhando no projeto ACO (AMD Compiler). Um novo compilador de shaders projetado para melhorar o desempenho de jogos em GPUs AMD no Linux. 

aco-implementacao-para-mesa-driver-desenvolvida-pela-valve

Falando em termos muito leigos e de forma extremamente resumida: o compilador de shaders é o software utilizado pela sua GPU para produzir efeitos, pós processamento, e os níveis de cor apropriados para uma imagem a ser exibida na sua tela.

O compilador de shaders incluso no Mesa Driver atualmente, e que todos nós utilizamos, é apenas uma pequena parte de um grande projeto chamado LLVM (Low Level Virtual Machine). Justamente por ser apenas uma parte em um projeto maior, os mantenedores do LLVM tem foco em manter o software funcional e estável, mas não em otimização para jogos.

O motivo para isso é que o projeto LLVM é massivo, e um compilador de shaders veloz não faz muita diferença na maioria dos casos. Em jogos, por outro lado, a velocidade com que o compilador de shaders consegue trabalhar pode ser a diferença entre você conseguir ou não jogar um jogo.

Com isso em mente, a Valve começa a criar do zero, o seu próprio compilador de shaders. Tendo como principal objetivo criar um software desde o início pensado e projetado para aprimorar o desempenho de jogos no Linux. Eis que o dia chegou, e no dia 19 de Setembro deste ano (2019) todas as mais de 25.000 linhas de código do ACO foram incluídas no Mesa Driver 19.3.

À princípio o compilador da Valve funcionará apenas com o driver RADV (Driver Vulkan incluso no AMDGPU) em jogos e aplicações que utilizam a API Vulkan. Ao que tudo indica, o ACO também será compatibilizado com OpenGL, mas não por agora.

Apesar de já estar incluso no Mesa 19.3, por ainda estar em fase experimental, o ACO não vem ativado por padrão. Para ativá-lo é necessário utilizar a variável “RADV_PERFTEST=aco” em cada aplicação que você deseja executar utilizando o compilador.

Confira abaixo resultados de testes da própria Valve comparando o desempenho do ACO com o LLVM, no final de Março, quando o desenvolvimento ainda estava muito menos avançado do que agora:

teste-comparativo-entre-o-mesa-driver-com-aco-llvm

O teste retratado na imagem abaixo foi feito pelo Renato do blog FastOS, no dia 5 de Setembro, no jogo Rise of the Tomb Raider.

teste-comparativo-aco-vs-llvm-fastos

Confira o artigo completo no blog FastOS.

Embora a versão atual do ACO tenha sido incluída no Mesa Driver, o desenvolvimento de novas funcionalidades continuará acontecendo em paralelo com esta versão, por fora do Mesa Driver, até estarem estáveis o suficiente para serem incluídas no Mesa.

Por ainda estar em fase de testes, o ACO pode apresentar bugs e ainda não é recomendado ao usuário comum. Porém, se você quer ajudar no desenvolvimento do software, testando e reportando bugs, com certeza será de grande ajuda para os desenvolvedores. Quanto mais testes forem feitos em jogos e hardwares diferentes, mais informações os desenvolvedores terão para aprimorar o software.

Para reportar bugs ou fazer sugestões acesse este link.

O quê você acha sobre o ACO? Eu não penso que uma empresa como a Valve desenvolveria um software dessa proporção sem a certeza de um bom resultado. Quanto a se o ACO realmente será melhor que o LLVM, só o tempo e os testes dirão.

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Por hoje é tudo pessoal! 😉

Fontes: Phoronix, Steam.

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A evolução do Steam Play

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quinta-feira, 26 de setembro de 2019

Assim como qualquer outro serviço, a Steam com certeza tem seus defeitos. Todavia, não é de agora que a Valve, proprietária da Steam, vem desenvolvendo serviços com o objetivo de melhorar a experiência dos seus usuários. E algumas vezes, até nos permitindo economizar dinheiro.

a-evolucao-do-steam-play

Hoje em dia podemos abrir o nosso cliente Steam no Linux, Windows ou MacOS. Pesquisar entre as promoções, comprar nossos jogos, e então instalá-los em qualquer sistema operacional compatível. Muitos de vocês talvez estejam pensando: “Normal. Se eu paguei pelo jogo, posso jogá-lo no sistema que eu achar melhor.” Não é?

Bem, sim! Mas nem sempre foi assim.

Nos primeiros anos de Steam, se você comprasse um jogo no Windows, poderia jogá-lo apenas no Windows. Caso você quisesse jogá-lo também no MacOS, teria que comprar o mesmo jogo novamente em sua versão para MacOS. E isso era normal. Assim como no mundo dos consoles, se você compra um jogo de PlayStation, não pode jogá-lo em um Xbox.

Até que em 2010, cerca de dois anos antes do lançamento da primeira versão estável do cliente Steam para Linux, a Valve anuncia a primeira versão do Steam Play. O objetivo inicial do Steam Play era garantir que os jogadores pudessem jogar os seus jogos em qualquer plataforma suportada, e não necessariamente apenas na qual o jogo foi comprado.

Oito anos após o seu lançamento, a Steam Play dá um passo gigante, que viria a mudar a realidade sobre jogos no Linux. Em 21 de Agosto de 2018, a Valve anuncia uma parceria com a CodeWeavers no desenvolvimento do Proton. Um fork do Wine, com adição de alguns patches e de alguns outros projetos, como o DXVK.

Já temos artigos no blog falando sobre o Proton, Wine, Steam Play e DXVK.

À partir daquele momento, do dia para a noite, milhares de jogos nativos de Windows passaram a rodar no Linux. E tudo o que você precisava fazer era clicar em “Instalar”, e depois em “Jogar”.

Hoje, mais de um ano após o lançamento do Proton, podemos dizer que as coisas evoluíram e estão evoluindo de maneira bastante rápida. No momento em que o Proton foi lançado, cerca de 2000 jogos passaram a rodar no Linux. Hoje, segundo o ProtonDB, já são mais de seis mil jogos funcionais no Linux.

O site ProtonDB é uma base de dados que reúne informações sobre jogos testados no Linux, a fim de manter os usuários informados sobre quais jogos funcionam, e o quão bem funcionam. Quais não funcionam. E quais carecem de alguns ajustes.

O ProtonDB obtém os seus dados à partir dos próprios usuários. Dezenas de milhares de usuários já reportaram o funcionamento de milhares de jogos. Nesses reports os usuários informam: se o jogo funcionou ou não, como funcionou, por quanto tempo o jogo foi testado, se foi necessário algum ajuste para que o jogo funcionasse, e quais ajustes. Também informam qual o seu hardware e sistema operacional.

Hoje, no dia em que estou escrevendo este artigo, já foram feitos 58.558 reports, de 9.473 jogos diferentes, dos quais 6.307 são funcionais.

O MacOS possui cerca de 2.500 jogos nativos na Steam. O número de jogos nativos para Linux é mais ou menos a metade. Porém se considerarmos todos os jogos de Windows que rodam no Linux sem a necessidade de ajustes através do Steam Play, é seguro dizer que muito mais jogos rodam no Linux do que no MacOS.

As vantagens para nós, Linux gamers, vão muito além de apenas jogos que não funcionavam e passaram a funcionar. Tantos jogos passando a funcionar tão bem em uma plataforma, farão com que muitas pessoas passem a utilizar essa plataforma para jogar. Consequentemente fazendo com que mais desenvolvedoras passem a produzir mais jogos nativos para o sistema.

Não apenas mais jogos, mas também “melhores” jogos. É claro que, algo ser melhor ou pior é subjetivo. Mas se considerarmos os jogos AAA como “os melhores”, já que estes são de fato os melhores para a maioria das pessoas, então a cada dia que passa a plataforma Linux está tendo mais dos melhores jogos de forma nativa. O quê em muito deve-se a Valve, a CodeWeavers e a Steam Play.

É claro que eu não estou dizendo que a Valve e a CodeWeavers iniciaram esse projeto com o objetivo de fazer caridade para os usuários Linux, únicamente pela bondade dos seus corações. Enquanto a Steam depender de sistemas proprietários como Windows e MacOS para vender seus jogos e manter o seu negócio. Logo significa que a Valve, de certa forma, depende da Microsoft e da Apple para sobreviver.

Aumentar o market share de sistemas operacionais de código aberto no mundo dos jogos também aumenta a porcentagem de clientes da Steam que não dependem de um sistema fechado para rodar os seus jogos. E lentamente a Valve vai se libertando da dependência de softwares de propriedade de outras empresas.

É claro que isso não é uma garantia de que a Valve conseguirá se libertar por completo dessas outras empresas. Mas mesmo assim, cada usuário do Windows ou MacOS que passa a utilizar a Steam no Linux faz com que cada vez valha mais a pena para a Valve trabalhar no Proton.

Parafraseando Piratas do Caribe: “É apenas um bom negócio.”

Mas os benefícios não param por aí. Os beneficiados com tudo isso não somos apenas nós, usuários de Linux. Guardadas as devidas proporções, todos os gamers de quaisquer sistemas operacionais tem algum benefício nisso. As distribuições Linux se tornarem cada vez mais viáveis para jogos é sinônimo de concorrência. E como diz o ditado: “Concorrência é sempre bom.”

Eu com certeza penso que, se tratando de jogos no Linux, as coisas estão e continuarão ficando cada vez melhores. Mas e você, o quê acha sobre o mercado dos games no Linux atualmente? Acha que o crescimento é realmente a tendência? Ou tudo não passa de “fogo de palha” e “papo furado”?

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Por hoje é tudo pessoal! :)

Fontes: Steam, GamingOnLinux.

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Proton 4.11 é lançado com muitas novidades para gamers Linux

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quinta-feira, 1 de agosto de 2019

A semana começou agitada para quem gosta de games e é usuário de Linux. Primeiro foi a NVIDIA lançando versões novas de drivers, agora a Valve trazendo uma nova versão do Proton e uma nova ferramenta de sincronização de objetos nos jogos. 

Proton 4.11 é lançado com muitas novidades  para gamers Linux





A primeira novidade é em relação ao Proton, que chegou com várias melhorias, correções de bugs e um salto na sua versão. Começando com a versão, que antes era a 4.2-9 e agora foi para 4.11, assim seguindo a mesma versão do Wine. Com isso trouxe:

● 3300 melhorias do Wine para o Proton e 154 patches do Proton 4.2 não são mais necessários ou foram para o upstreamed.

DXVK atualizado para a versão 1.3;

FAudio atualizado para a versão 19.07;

● Corrigido o input lag e adicionado suporte a rumble em alguns jogos que utilizam a Engine Unity;

Dentro deste update do Proton, dois se destacam, como a adição do D9VK e a mudança de alguns “módulos’ para Windows PE.

Sobre o D9VK, ele está vindo embutido em modo experimental, tendo que ser ativado manualmente no momento. O D9VK vinha sendo testado desde Junho, de acordo com o dev Joshua Ashton. Agora a Valve vai estar financiando de forma mais direta. Para ativar o D9VK nos jogos e assim experimentá-lo, você vai precisar colocar o seguinte parâmetro no jogo dentro da Steam: PROTON_USE_D9VK=1 %command%

A outra novidade é a mudança de alguns módulos do Wine, que antes eram em libs feitas no Linux e agora estão sendo construídas sobre as libs do Windows PE. Isso pode ajudar na compatibilidade de alguns sistemas de DRM e anti-cheat, conforme vai avançando o trabalho, a compatibilidade vai ficando mais madura e eficiente.

Para mais detalhes sobre essa versão do Proton, pode ser consultada aqui.

Agora a outra grande novidade é o começo dos testes do fsync, para melhorar a sincronização em processos a ser baseado no futex. Quando a Valve começou o desenvolvimento do Proton, encontrou problemas com jogos multi-threaded, assim trabalhou em conjunto com a CodeWeavers e desenvolveu um patchset, o “esync”, para resolver esses problemas. A princípio funcionou, mas precisava de várias configurações e poderiam causar problemas de exaustão nos aplicativos.

Por isso a Valve preferiu trabalhar em uma nova solução, o fsync. Com essa nova funcionalidade, o ganho nos games é esperado, visto que vai ser trabalhado junto ao kernel, tanto que a Valve mandou uma sugestão de mudança, para que ela seja “acomodada” no Kernel Linux.

Se você quiser testar esse kernel modificado pela Valve e testar às melhorias do fsync, eles publicaram um tutorial de como fazer isso.

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Espero você até a próxima, um forte abraço.
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Steam se pronuncia sobre o caso Ubuntu, e reforça apoio ao Linux

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sexta-feira, 28 de junho de 2019

Com toda a polêmica provocada pela Canonical, com o fim do suporte aos pacotes de 32 bits (i386) e da possível perda de suporte a Steam, e ter voltado atrás na decisão, eis que, finalmente, a Valve se pronuncia via Pierre-Loup através do blog oficial da empresa.


 Steam se pronuncia sobre o caso Ubuntu, e reforça apoio ao Linux





Desde o anúncio da  intenção de finalizar o suporte dos pacotes de 32 bits até toda a repercussão que causou, a única manifestação da Valve (Steam), tinha sido através do perfil pessoal do desenvolvedor da Valve, Pierre-Loup, que até então não “refletia” muito o posicionamento da empresa. Mas agora é de forma oficial.

No comunicado, agora oficinal, o próprio Pierre-Loup, menciona as notícias e discussões em torno do tema “Fim do suporte a pacotes de 32 bits” no Ubuntu, linkando o comunicado feito pela Canonical em seu Discourse. Falou também que após esse comunicado, eles (sim ele se colocou como um porta voz da Steam no caso), estariam oficialmente não recomendando o Ubuntu 19.10 e versões posteriores para os usuários. O que é importante frisar aqui é que eles também não estariam “desrecomendando” o Ubuntu, seria mais uma questão de não apoiar claramente um único sistema, como foi feito antigamente, colocando um link para download do Ubuntu na página da Steam Linux inclusive, abrindo margem para trabalhar de forma mais próxima com outras comunidades Linux, incluindo a própria Canonical e o Ubuntu.

O desenvolvedor da Valve comenta sobre o suporte para às bibliotecas de 32 bits ser essencial e necessária,  não somente para a execução do app da Steam, mas principalmente por serem necessárias para vários jogos que estão na Steam e que somente estão disponíveis em 32 bits, ou seja, elas são importantes para manter os clientes da Valve com produtos que funcionem em suas compras. Pierre-Loup também comentou a decisão da Canonical de voltar atrás e até a versão 20.04 LTS esses pacotes estariam disponíveis, o que daria muito mais tempo do que alguns poucos meses até Outubro, que é quando o 19.10 sairá. Segundo Pierre, eles não ficaram “animados” com esse cenário, mas que essa atitude foi bem-vinda.

A Canonical tratou de tranquilizar as pessoas afirmando que trabalhará com a comunidade para incluir as libs necessárias para que tudo funcione, tanto na versão 19.10, quando na 20.04 LTS, de fato, nada foi falado até então em relação ao que bem depois, mas tudo é “conversável” sem sombra de dúvidas. No fundo a Steam sabe, que não só no Linux, mas no Windows também, as bibliotecas e componentes de 32 bits estão em contagem regressiva e é preciso criar tecnologias que permitam que clientes da Steam de 10 anos daqui em diante  possam instalar os games de hoje, da mesma forma que os clientes de hoje possam rodar os games que compraram a 10 anos atrás.

Esse é o tipo de desafio que nenhuma outra empresa de games enfrentou até agora, a Valve é pioneira em proporções em muitos sentidos nesse mercado, não existem modelos a serem seguidos, mas muito provavelmente qualquer que seja a tecnologia adotada no futuro, outras empresas vão se basear na própria Valve muito provavelmente.

É como se não tivesse acontecido?


No fim das contas parece que se você tivesse fechado os olhos e ouvidos para esse assunto nas últimas duas semanas e simplesmente seguisse com a sua vida, nada realmente teria mudado e, de fato, a programação segue a mesma. Ubuntu 19.10 vem aí e a Steam está com ele, assim como era de se esperar. Apesar disso, talvez esse tenha sido um indicativo para a Valve que talvez deva pensar em formas mais universais de manter o cliente Steam, assim como pensar em tecnologias que possam substituir essa necessidade de tecnologia legada, afinal, pode não ser agora, pode não ser daqui a alguns anos, mas o momento da arquitetura 32 bits se aposentar completamente é iminente. 

No final do comunicado, ele dedicou dois parágrafos sobre suporte ao Linux e o compromisso da Valve com ele. São eles:

“O cenário do Linux mudou drasticamente desde que lançamos a versão inicial do Steam para ele e, como tal, estamos repensando como queremos abordar o suporte à distribuição daqui para frente. Existem várias distribuições no mercado hoje que oferecem uma ótima experiência em jogos de desktop, como Arch Linux, Manjaro, Pop! _OS, Fedora e muitos outros. Trabalharemos mais de perto com muitos outros mantenedores de distribuição no futuro. Se você está trabalhando em tal distribuição e não sente que seu projeto tem uma linha direta de contato conosco, por todos os meios, se comunique diretamente com um representante.

Dito isto, não temos nada específico para anunciar neste momento sobre quais distribuições serão suportadas no futuro; espere mais notícias sobre isso nos próximos meses. Continuamos comprometidos em apoiar o Linux como uma plataforma de jogos, e continuamos a impulsionar numerosos esforços de desenvolvimento em recursos e drivers que esperamos ajudar em melhorar a experiência em jogos no desktop em todas as distribuições; falaremos mais sobre alguns exemplos disso em breve.”

Me parece claramente um recado bem dado da Valve para a Canonical, deixando claro que não gostou nada da atitude e que vai procurar apoiar outras distribuições também, assim não ficando “refém” da Canonical (Ubuntu), como ela não queria ficar da Microsoft (Windows).

Provavelmente o maior erro da Canonical não foi sugerir o encerramento dos 32 bits, até porque todos esperam que isso aconteça em algum momento, o maior problema foi chegar com essa “decisão em forma de comunicado” e não em forma de consulta, para avaliar o quanto as pessoas precisam de tais recursos, em outras palavras, faltou medir o impacto da decisão. Em conversar particulares com Will Cooke, líder da sessão de desktop da Canonical, fica claro o quanto ele entende a questão de que “nossas decisões afetam milhões de pessoas e por isso temos que pensar bem sobre cada questão”, o que não pareceu na época do anúncio, mas acabou se confirmando com a admissão do problema e a “volta ao normal”.

Será que o Ubuntu está precisando de um concorrente forte? Tenho certeza de que mal não faria.
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Espero você até a próxima, um forte abraço.

Artigo co-escrito por Ricardo e Dionatan

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Valve trabalha em novo visual de seu cliente Steam desktop

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segunda-feira, 10 de junho de 2019

A Valve está planejando um redesign em seu cliente de jogos Steam. Graças a um vazamento, podemos vislumbrar esse novo visual, obviamente que o mesmo está inacabado, mas possibilitando um vislumbre do resultado, quando finalizado.

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Em sua conta no Twitter, o perfil SteamDB relatou que “Uma versão em andamento da nova interface do cliente Steam vazou através de uma atualização para o lançador CSGO chinês.” O visual já tinha sido revelado anteriormente pelo site Engadget, porém, o vazamento atual mostrou a navegação na interface e muito mais detalhes.

O SteamDB compartilhou algumas capturas de telas e podemos ver um layout, que ao menos “quando vi em primeiro momento”, lembra bastante a organização da Twitch, em sua aba “Procurar”. Veja o novo visual do cliente Steam.

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Repare que agora as artes dos jogos na Steam também são semelhantes às da Twitch, lembrando as capas dos jogos em mídia física. Aliás, que tal acompanhar nossas lives diárias? Acesse este link e nos siga.

valve-novo-design-cliente-steam-desktop-linux-windows-mac-pc-twitch

O novo design mantém os jogos em uma coluna na esquerda, em lista, e na direita reorganiza várias categorias, como games mais jogados, atualizações dos jogos, lista de amigos, etc.

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Existem novos recursos, deixando mais organizado a interface. Através de “tags”, será possível encontrar jogos em sua biblioteca. Na nova página “Eventos”, transmissões ao vivo, partidas, torneios e muito mais são exibidas.

Isso não é uma mockup ou uma “pegadinha de mau gosto”


É comum ver internet afora postagens com mockups de interfaces sendo tidas como verdadeiras. Para só depois de acessar o link, a “verdade vir à tona”. Sei que isso é chato, porém, não é o caso. Esta nova interface do cliente Steam não é apenas um conceito. Portanto, embora o redesenho da Steam esteja em constante desenvolvimento, e o trabalho não esteja acabado, ele já está em um patamar bem desenvolvido. Quem sabe essa nova reformulação acabe chegando ainda esse ano. Se você for ”um apressadinho” (😁😁😁), acalme-se, a Valve informou que planeja disponibilizar uma versão beta até o final do verão (Mais ou menos em Setembro nos EUA).

Veja logo abaixo um vídeo da Valve News Network, demonstrando, na prática o novo visual da Steam.


Gostou das mudanças no cliente da Valve? Particularmente gostei de muita coisa, outras me pareceram estranhas, mas ainda não é uma versão final. Então, fiquei bem animado.

Participe de nosso fórum Diolinux Plus, a galera adora uma boa jogatina.

Até o próximo post, te espero aqui no blog Diolinux, SISTEMATICAMENTE! 😎

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Valve negocia com empresas de anticheat e pode abrir mais portas para os jogos no Linux

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quarta-feira, 15 de maio de 2019

Uma das coisas que impedem uma certa migração em “massa” para o Linux, é a questão dos jogos. Jogos populares como Fortnite, PUGB, Raibow Six entre outros ainda não funcionam por causa dos anti-cheats, como o EAC (Easy Anti Cheat) e o BattlEye.



Valve negocia com empresas de anticheat e pode abrir mais portas para os jogos no Linux





O assunto “Jogos + Linux” sempre rendeu intermináveis debates, mas depois do surgimento do projeto PROTON da Valve, onde abriu a possibilidade de jogar games desenvolvidos só para Windows no Linux, por exemplo alguns games como o OverWatch (que fazemos lives lá na Twitch), League of Legends (LOL), World of Warcraf (WoW), Warframe, The Witcher 3, GTA V, Sekiro: Shadows Die Twice e entre outros. 

Isso só foi possível graças ao pessoal do  DXVK, do Wine, da CodeWeaver, do Vulkan (Khronos) e da Valve também, que viu a possibilidade de uma nova tecnologia para os jogos da sua vasta biblioteca ( mais ou menos 30 mil títulos).

Mesmo com todos esses esforços, ainda tinha algumas coisas a serem resolvidas, como os jogos onlines e os seus anticheats.

Os mais populares jogos online, usam os anticheats EAC (Easy Anti Cheat) e o BattlEye, o que barra alguns jogos não-nativos, como os já mencionados Fortnite, PUGB, Raibow Six (R6), que “olham” o Wine/Proton como um meio de trapaça. Tanto que no começo do DXVK, Proton e afins, alguns jogos até chegaram a funcionar, mas depois de alguns updates, estão até hoje bloqueados.

Mas isso pode mudar..


No começo do ano, mais precisamente em Fevereiro, o pessoal do GaminOnLinux tentou contato com o pessoal do EAC, sobre a possível parceria com a Valve para trazer o anticheat para o SteamPlay. Eles não tiveram sucesso na resposta, como podem ver no artigo deles, mas um usuário do Reddit fez uma pergunta muito parecida e obteve a seguinte resposta:


“Agradecemos o seu contato!

Enquanto ao Easy Anti-Cheat, ele já suporta jos ogos nativos do Linux, infelizmente ainda não é compatível com o Steam Play. Estamos atualmente trabalhando com a Valve para trazer o suporte para o Steam Play também. No entanto, neste momento não podemos prometer uma data de lançamento.

Nossas desculpas pelo inconveniente. Apesar dos problemas, espero que você tenha um ótimo dia!”

Só isso já seria uma notícia muito boa, tendo em vista que um dos anticheats mais usado no mercado, já se “move” para a compatibilização com o SteamPlay/Wine/Proton.

Ainda teve meio que uma “confirmação” disso, quando no meio da polêmica se o EAC ia parar de funcionar ou não no Linux, um usuário do Twitter perguntou para a conta da Epic Games pq não tinha uma compatibilidade do EAC para o Wine. Então eis que a conta da própria EAC (que foi comprada pela Epic Games) respondeu.

“WINE/EAC a compatibilidade atualmente está em um estado beta, com vários jogos cuja a ajuda apreciamos, mas é necessário um trabalho significativamente maior para chegar a um nível adequadamente estável para todos.” 

Então podem esperar muito em breve, jogos como Fortnite rodando no Linux através do Wine por exemplo.

Outra empresa que trabalha com sistemas anticheats, a BattlEye, deu uma boa notícia também. O pessoal do GamingOnLinux  novamente entrou em contato com a BattlEye, perguntando se ainda mantinham o posicionamento de darem suporte somente a jogos nativos de Linux. E para a surpresa de todos, eles estão mudando de “pensamento”, e a resposta ao GamingOnLinux foi a seguinte:




“Atualmente nós não temos oficialmente suporte ao Wine, mas estamos trabalhando com a Valve para adicionar suporte ao Proton (SteamPlay) na Steam."

Se isso realmente acontecer galera, veremos novos tempos acontecendo para os “lados do Pinguim”. Pois jogos do momento e que são “febre” poderão rodar no Linux e assim atrair mais usuários para a plataforma e consequentemente aumentando a relevância dela frente às empresas.

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Espero você até a próxima, um forte abraço.

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Proton 4.2 chega ao Steam Play Linux com mais de 2400 problemas corrigidos

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sexta-feira, 29 de março de 2019

A Valve anunciou nesta semana o lançamento da versão 4.2 do Proton (saindo da versão 3.16), a ferramenta que é capaz de rodar os games de Windows no Linux como se fossem nativos através da Steam.

Proton 4.2 chega ao Linux






Segundo as informações do GitHub da Valve, foram mais de 2400 modificações e problemas corrigidos na versão 4.2, se comparada com a versão 3.16, que era a que estava sendo usada até então, incluindo correções para jogos como Resident Evil 2 e Devil May Cry 5.

Devil May Cry

Foram 166 patches aplicados ao Proton 3.16 que não são mais necessários no na versão mais nova. Entre as novidades temos:

- Atualização do DXVK para versão 1.0.1;
- Atualização do FAudio para a versão 19.03-13-gd07f69f;
- Correções para o comportamento do mouse em Resident Evil 2 e Devil May Cry 5;
- Correções para os games NBA 2K19 e 2k18 e muito mais!

Entre outras coisas, temos também melhorias para Vulkan para games que usam realidade virtual, games que são baseados em GDI e uma série de melhorias de usabilidade, que vai desde fontes, até problemas com alt+tab em jogos.

Com o recente lançamento da versão mais recente do Wine, tivemos uma bela atualização também no CrossOver, que vale a pena conferir.

Está cada vez mais fácil jogar os grandes games no Linux e é bom ver que existe um desenvolvimento constante neste sentido.

Acompanhe-nos em nosso canal de games para conferir as novidades.

Até a próxima!

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Epic Games lançará loja própria para concorrer com a Steam, cliente para Linux está no radar.

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quarta-feira, 5 de dezembro de 2018

A Epic Games anunciou no seu blog nesta Terça-feira (4), o lançamento da Epic Games Store, concorrente direta da Steam, que é mantida pela Valve. Segundo a Epic Games, a plataforma dela será mais rentável aos devs.


Epic Games lançará loja própria para concorrer com a Steam, cliente para Linux está no radar.






O anúncio foi feito pelo fundador da Epic Games, Tim Sweeney, comentando que “depois de 5 anos desenvolvendo um ecossistema com pagamentos em diversas formas de pagamentos”, com o Launcher deles e a Unreal Engine para PC e Mac, graças ao crescimento em grande escala do Fortnite, estaria na hora de entregar o algo a mais para os desenvolvedores.

Ainda segundo Tim, a Epic quer entregar uma loja com recompensas justas aos devs e também um relacionamento direto com eles, assim facilitando a comunicação.

Agora vem a fala dele que deixou muita gente esperançosa, e eu me incluo nelas =), foi a seguinte:

“Em breve lançaremos a Epic Games Store e vamos começar uma longa jornada para avançar na causa de todos os desenvolvedores. A loja será lançada com um conjunto de jogos, com uma curadoria manual para PC e Mac, depois será aberta de forma mais ampla para outros jogos e para o Android e outras plataformas abertas ao longo de 2019.”

Bom, como o pessoal do blog GamingOnLinux comentou, qual plataforma “aberta” poderia ocupar esse espaço? Muito provavelmente o Linux. E isso não seria nenhum absurdo, pois como comentamos em Agosto, no artigo Hollywood junta-se a Linux Foundation para criar a Academy Software Foundation, umas das empresas a “abraçar” o Linux foi a Epic Games, então ela lançar a sua plataforma para ele não seria nada anormal ou fora do padrão, visto que a Unreal Engine 4 já funciona no Linux e isso não seria o empecilho de porte para jogos para o Pinguim.

Outra cartada da Epic Games, é atrair os desenvolvedores através do lado financeiro da plataforma, dando uma parte maior do que a Valve oferece, mesmo ela mudando às políticas, em que ela diz o seguinte:

“ A partir de 1º de outubro de 2018 (i.é., não contando a receita acumulada anterior a este período), quando um jogo arrecadar mais de US$ 10 milhões no Steam, a divisão da receita do aplicativo será ajustada para 75%/25% no que for arrecadado para além desses US$ 10 mi. A partir de US$ 50 milhões, a divisão da receita será ajustada para 80%/20% no que for arrecadado para além desses US$ 50 mi. A receita conta pacotes do jogo, conteúdos adicionais, venda de conteúdo dentro do jogo e a tarifa do jogo cobrada em transações no Mercado da Comunidade Steam. A nossa expectativa é que essa alteração recompensará os efeitos de rede positivos gerados por desenvolvedores de grandes jogos, alinhando os seus interesses com os do Steam e da comunidade em geral.” - Valve via blog oficial.

Já a Epic Games vai oferecer 88% para todos os devs que forem utilizar a sua plataforma e ainda não cobrará os tradicionais 5% de royalties de quem utiliza a sua Engine para games, mostrando um gráfico em sua apresentação para facilitar o entendimento:



Para mais detalhes do anúncio, você pode acompanhar no blog oficial da Epic Games.


Acho que o Linux vai ser a plataforma “misteriosa”, além do Android, e para mim é uma atitude acertada, concorrência sempre é bem vinda e assim faz com que a Valve trabalhe também para não ficar para trás,  assim melhorando o seu serviço. Também acho que a provável chegada da Epic Games no Linux, vai ser muito benéfica, pois assim teríamos mais uma grande empresa do mundo do jogos apostando no sistema do pinguim e isso pode trazer mais empresas para ele, porque não pensar em Blizzard e Ubisoft? Nunca se sabe. 


O que você acha que vai acontecer com a nova concorrente da Steam?

Até uma próxima e um forte abraço.

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Novo game da Valve, Artifact é lançado oficialmente com versão para Linux

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sexta-feira, 30 de novembro de 2018

A Valve é certamente uma das empresas mais queridas pelos gamers, seja por manter a plataforma Steam, um meio consideravelmente acessível de comprar jogos para computador, seja pelos seus famosos jogos, como Counter Strike, Dota 2, Half Life, entre outros. Acontece que depois de vários anos sem lançar novos títulos, a empresa finalmente lançou o seu novo game de cartas, Artifact, que claramente chega para ser um concorrente do HearthStone, um dos jogos de sucesso da Blizzard.

Game Artifact da Valve






Finalmente a versão final de Artifact chegou à Steam. O game segue a linha do clássico "card game" e teve a contribuição de um dos criadores do famoso game de cartas, Magic, Richard Garfield, com a intenção para torná-lo um pouco mais complexo, seguindo o exemplo do próprio Dota 2 em relação a outros mobas.

Artifact é feito para ser jogado online, player vs player, com batalhas através de 3 campos, chamados de "lanes", assim como em Dota 2, inclusive, essa semelhança não é à toa, o game em si é baseado no universo de Dota 2, jogo também disponível para Linux, gratuitamente, desenvolvido igualmente pela Valve.

A ideia mercadológica do jogo é que os jogadores possam comprar e vender cartas no mercado da Steam. O título foi lançado para Linux, Windows e macOS, porém, há planos para o próximo ano de chegarem versões para Android e iOS também.


Recepção e concorrência


Ainda é cedo para dizer o quão bem sucedido o game está sendo, mas dentre as recepções recentes, vemos muitos usuários se queixando, especialmente por conta do preço, ao mesmo tempo que muitos elogiam a criatividade para renovar um card game, algo que parece tão tradicional. Na Steam as avaliações são consideradas "Neutras" até o momento, coisa que geralmente acontece quando o game divide mutias opiniões.

Particularmente gosto de games de cartas, sou um fã de Yu-Gi-Oh! desde criança e já me aventurei um pouco com HearthStone, que inclusive, tem algumas mecânicas bem similares com as de Artifact, porém, minha crítica inicial se resume ao preço e a forma de comercialização do jogo.

Ao contrário de Dota 2, gratuito, que possui um grande mercado de itens colecionáveis interessantes, mas que não influenciam diretamente no gameplay, ou seja, não é um jogo "pay to win", Artifact ainda requer um pouco de "role play" para termos noção de qual caminho ele seguirá, abrindo possibilidade para um formato que me desagrada bastante, assim como muitos outros jogadores, tenho certeza.

Atualmente o jogo custa mais de R$ 70,00 no Brasil, cerca de USD 20,00 fora do país, o que é um valor consideravelmente alto para um jogo no formato, sem desmerecer card games, que como eu disse, sou muito fã. Além disso, ainda teremos o mercado de cartas, que até o momento não ficou claro para mim se permitirá comprar cartas que deem maior vantagem em relação a outros jogadores e não serão apenas "aparência". 

Se realmente isso acontecer, além de ser pago inicialmente, para se manter competitivo, você ainda terá de pagar mais...

Outros games concorrentes, como HearthStone, também possuem seus próprios mercados, mas são ao menos gratuitos para jogar, dão a chance do jogador testar e ver se realmente se interessa pelo jogo, seguindo um modelo mais tradicional. O próprio Duel Links da Konami, tem também várias formas de você gastar dinheiro em cartas e packs, mas é, ao menos, grátis para você experimentar. Assim como Gwent, da CD Project Red, game de cartas baseado no universo do game "The Witcher".

Quem sou eu para dizer o que a Valve deve fazer, mas cobrar pelo jogo, ainda mais um valor tão alto, vai fazer com que ele fique menos popular certamente, especialmente aqui no Brasil. 20 dólares é um valor tecnicamente acessível nos EUA, mas o valor do jogo precisa de um reajuste para o mercado Brasileiro, outro jogo muito famoso da Valve, CS:GO, sai por menos de R$ 30,00 atualmente, se Artifact chegar perto disso, será mais competitivo, talvez até mais justo. Pode ser que o preço baixe ao longo do tempo, mas se você quiser jogar agora, terá de pagar mais por isso.

A versão para Linux


Artifact foi lançado para Linux no "day 1", assim como as versões de Windows e macOS, para jogar o game no Linux os pré-requisitos mínimos são os seguintes:

  • Sistema operacional: Ubuntu 16.04 ou mais recente
  • Processador: Intel i5, 2.4 Ghz ou melhor
  • Memória: 4 GB de RAM
  • Placa de vídeo: GPU com suporte a Vulkan, Nvidia, AMD ou Intel
  • Rede: Conexão de internet banda larga
  • Armazenamento: 5 GB de espaço disponível
  • Placa de som: OpenAL Compatible Sound Card
Como podemos ver, tirando o requisito do Vulkan, o jogo é relativamente acessível, curiosamente, a versão de Linux tem 2GB a menos de tamanho para Download, comparado a versão de Windows, assim como a de macOS.

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Evoluções dos projetos DXVK, PROTON e WINE depois do apoio da Valve

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terça-feira, 16 de outubro de 2018

Desde o anúncio da Valve com a implementação do Proton, uma parceria feita com a CodeWeavers, várias melhorias vem acontecendo em outros projetos como o DXVK, WINE e o próprio VULKAN.

Evoluções dos projetos DXVK, PROTON e WINE depois do apoio da Valve






No começo do ano de 2018 fomos apresentados ao projeto DXVK, que a princípio faria uma camada de conversão entre a API DirectX 11 para o VULKAN, assim possibilitando que alguns jogos pudessem rodar no Linux, como por exemplo o  GTA V. E até meados de Julho o seu progresso era muito bom e vinha trazendo várias melhorias e correções de bugs que essa implementação acarreta.

Na mesma linha víamos o projeto VULKAN, API gráfica que concorre com a API da Microsoft, ganhando mais linhas de código, melhorias e correções de bugs que vinham melhorando a performance dos jogos que utilizam a API de forma nativa ou através do DXVK.

A outra ferramenta que veio ganhando melhorias aceleradas foi o projeto WINE (Wine is not an emulator), que até 2018, tinha implementações sendo “soltas” de forma pragmática e conservadora, sempre apostando no “jogo seguro” para não cometer erros.

Mas tudo isso mudou de forma rápida e positiva em meados de Julho, quando a Valve fez o anúncio bombástico do projeto Proton, que resumidamente, faria com que jogos feitos somente para Windows rodarem no Linux.

Com o anúncio do projeto Proton todos estes projetos cresceram de forma acelerada surpreendendo a cada lançamento. 

Primeiro foi o projeto VULKAN, que dá uma base sólida para todo o projeto Proton, que vem ganhando a cada lançamento mais e mais melhorias e implementações em seu código, chegando na versão 1.1 e marcando presença nas principais Engines do mercado como a CryEngine, idTech, Unity, Source e Unreal Engine. Com isso, as desenvolvedoras de jogos que optarem por usar VULKAN vão poder portar os seus jogos de forma “suave” para Linux e sem maiores transtornos, mesmo usando o projeto Proton.

Já o segundo que veio ganhando um aprimoramento acelerado foi o DXVK. Se no começo do ano ele dependia de uma equipe reduzida, hoje eles contam com o apoio da gigante da indústria dos Games,  Valve. Quando a Valve anunciou a sua ferramenta de compatibilidade, comentou que já vinha dando apoio para o pessoal do DXVK. Por isso que muitos da comunidade Linux viram o rápido crescimento do projeto. A última versão dele já tem suporte para DX10 e DX11, além de terem iniciado os testes para poder incorporar o DX9 ao projeto DXVK.

Por último e não menos importante, temos o WINE, o nosso “velho guerreiro” que sempre nos ajudou a rodar vários jogos e programas no passado e hoje tem um papel fundamental nessa nova era dos games no Linux. Ele tem papel fundamental pois a CodeWeavers (empresa por trás da versão comercial do Wine, o CrossOver) fechou parceria com a Valve e acelerou a versão do WINE para a Steam , e o projeto original que podemos usar gratuitamente vem se beneficiando diretamente por isso, visto que ultimamente tem saído várias versões do WINE e com um monte de melhorias vindo dos reports da Steam, fora os que a comunidade já reporta no site e fóruns do próprio WINE.

Para usar o VULKAN você vai precisar dos drivers mais recentes para a sua GPU, sendo Intel, AMD e NVIDIA.

Para AMD e Intel você precisa usar o Mesa Driver 18.1 ou posterior. Já para NVIDIA você vai precisar usar o Driver Proprietário nas versões mais recentes, as versões Beta. Até o momento está na versão 396.54.09 ou o 410.57.

Para saber mais sobre o projeto VULKAN, basta acessar o site deles. Para acompanhar o projeto DXVK, é só acompanhar eles no GitHub.

É muito legal ver essa evolução das ferramentas que venham a possibilitar os jogos para Linux e trazendo mais opções para os consumidores. Como falei em um Diolinux Friday Show, creio que a próxima a aderir ao projeto Proton é a Battlenet, dona do Overwatch, World of Warcraft e Diablo pois o catálogo dela é pequeno e mais fácil de administrar.

Mas agora conte aí nos comentários, o que você espera dessa evolução do projeto Proton e tudo aquilo que ele “Puxa” junto.

Um forte abraço e até a próxima.
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Feliz Aniversário Linux, pelos seus 27 anos de alegrias e conquistas

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domingo, 26 de agosto de 2018

Na data de 25 de Agosto,  o nosso querido e amado Linux completa 27 anos de existência com muitas batalhas, conquistas, “baixas”, mas o mais importante é ter trazido a liberdade de escolha para os seus users, e isso é muito bom.

Feliz Aniversário Linux, pelos seus 27 anos de alegrias e conquistas






Corre nas comunidades Linux que o maior projeto open source do mundo tem dois aniversários, um sendo comemorado em 5 de Outubro e o outro no dia 25 de Agosto.

A primeira data (05/10/1991) foi quando lançada a primeira versão do Kernel Linux, que foi uma adaptação do Linus Torvalds do Minix para os seus propósitos.

Já a segunda data (25/08/1991) foi quando o Linus Torvalds lançou o primeiro sistema operacional baseado no Kernel Linux, que em suas palavras era “apenas um hobby, nada grande ou profissional.”, o e-mail você pode conferir na imagem abaixo.


Algumas curiosidades sobre o Linux


Aqui vamos mostrar algumas curiosidades sobre o Kernel Linux bem bacanas, confiram:

A primeira versão acabada do Kernel Linux (0.01), tinha 10.239 linhas ;

● Linux domina em 100% no top 500 supercomputadores mais rápidos do mundo;
       
● Atualmente Linus Torvalds escreve menos de 1% do código do Kernel Linux, que agora tem o foco no gerenciamento e ajudando outros devs com os seus códigos no Kernel;

● O “hobby” de Linus Torvalds a princípio iria se chamar “FreaX” (junção das palavras “free” e “Unix”, mas ainda bem que o jovem Torvalds aceitou a indicação do dono do servidor onde ele hospedava o projeto e assim mudando para Linux (Linus e Unix) como conhecemos hoje em dia.

● O Linux é usado em programas espaciais da NASA e da ESA por exemplo, também é usado por outros órgãos do governo americano como: Unit States Post Office, os tribunais federais da justiça; Federal Aviation Administration (FAA) e a frta de submarinos da USNavy;

● Empresas grandes do setor de tecnologia usam o sistema do pinguim, como a Google, Facebook, Amazon, Space X, Panasonic, CISCO, Twitter, Dell, IBM, Microsoft (sim, ela mesma usa e tem um, o Azure) entre outras;


● 80% de Hollywood usa Linux de forma direta ou indiretamente, como mencionamos em um artigo recente do blog.

● De acordo com a Google, mais de 2 bilhões de usuários ativos usando o Android (sistema baseado no kernel linux).

● Linux domina o setor de “internet das coisas” ou IoT, com a Canonical liderando esse mercado junto com o Google.

Essas são só algumas das curiosidades que podemos listar sobre o Linux, que se fossemos por todas aqui no blog, levaríamos anos (sic). =)

Futuro do Linux


Nessa parte vai ser opinião minha, Ricardo, sobre o que eu acho que vai acontecer com o Linux em um cenário geral da coisa.

Primeiramente creio que as empresas do setor de tecnologia irão abraçar mais ainda o Linux, depois dos acontecimentos recentes, como a adoção de Hollywood e da Valve e com isso poderemos ver mais projetos incríveis, como o DxVk, Krita, Steamplay e além de alavancar projetos mais conhecidos, como o WINE, GIMP, Inkscape e Kdenlive por exemplo.

Creio eu também que alguns aplicativos como os da Adobe possam vir para o Linux, assim trazendo uma parcela boa de usuários. E também creio que em algum momento a Microsoft libere a versão nativa para Linux do Office, isso também traria outra parcela boa de usuários.

Já na parte Gamer, bom, creio eu que depois da notícia bombástica da Valve ao trazer o Proton “a luz do dia” para compatibilizar os games que ainda não tinham versões para Linux e assim facilitar para as desenvolvedoras esse “meio de campo”, isso vai trazer outra parcela “gigante” de usuários, especialmente aqueles que usam dual boot (Windows+Linux) e que estavam esperando essa oportunidade para sair do sistema operacional de Redmond. 

Mas isso é o que eu acho apenas e observo que pode acontecer muito em breve, como também posso “quebrar a cara” e nada disso acontecer rs.
Mas diga aí nos comentários como você conheceu o Linux e como o utiliza no seu dia a dia, se é no desktop, notebook ou celular.

Até uma próxima e um forte abraço.

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Artifact - Valve lança teaser de novo Card Game de DOTA

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quarta-feira, 9 de agosto de 2017

Fazia muito tempo que não tínhamos lançamentos de novos jogos vindos diretamente da Valve, a dona da plataforma Steam, mas hoje os fãs da empresa (e aparentemente de DOTA 2) tiveram uma boa surpresa com o teaser de Artifact, ainda que nem todos concordem com isso...

Artifact DOTA Card Game






Depois de um grande hiato em lançamentos, parece que em 2018 a Valve vai retomar o lançamento de um título de produção própria. Os games da empresa são idolatrados por muitos e são alguns dos mais jogados do mundo atualmente, incluindo ambientes competitivos, como CS:GO e DOTA 2.

Enquanto muitos esperam ansiosamente um novo "Left 4 Dead" ou um novo "Half Life", a Valve parece estar planejando lançar um Card Game, assim como a Konami e o seu clássico "Yu-Gi-Oh!".

Podemos ver pelo vídeo que o jogo deverá seguir a temática do DOTA, o que automaticamente tende tende a nos lembrar "HearthStone", da Blizzard, ou ainda "GWENT", do universo de "The Witcher".

Não temos muitas informações sobre como exatamente será o game, tudo o que temos é um teaser que foi lançado pela empresa do que parece ser o canal oficial do jogo no YouTube.


Curiosamente o vídeo teaser de "Artifact" está sendo altamente negativado pelos usuários do YouTube, muitos reclamam que gostariam de um novo jogo dentro das franquias já existentes ao invés de "mais um jogo de cartas". De qualquer forma, o game está previsto para ser lançado em 2018, sem maiores detalhes.

Tudo indica que haverá suporte para Linux e Vulkan também, o que você achou da ideia da Valve?

Até a próxima!
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