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Mais desempenho com GPUs AMD antigas com o ACO

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sexta-feira, 31 de janeiro de 2020

O compilador de shaders ACO (Amd Compiler) que foi desenvolvido pela Valve, tendo como objetivo melhorar o desempenho de jogos no Linux em chips gráficos AMD, recentemente foi compatibilizado com GPUs mais antigas, da microarquitetura GCN 1.0, e de imediato demonstra uma melhora de cerca de 9% no desempenho em jogos.

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Este artigo é totalmente focado no compilador de shaders ACO, e para obter um entendimento completo do conteúdo a seguir é extremamente necessário que você já saiba do que se trata. Caso você ainda não tenha ouvido falar sobre o assunto, fortemente recomendo que leia o artigo que fizemos explicando como surgiu e quais benefícios o ACO pode trazer aos usuários “comuns”.

Conforme já falamos aqui no blog, o ACO tem surtido excelentes resultados quando o assunto é jogos no Linux, porém, até alguns dias atrás o mesmo não possuía boa compatibilidade com os hardwares mais antigos, da microarquitetura GCN 1.0 (famílias Oland, Cape Verde, Pitcairn e Tahiti).

Todavia, nos últimos dias os desenvolvedores do Mesa Driver incluíram no software novas linhas de código que devem fazer com que GPUs mais antigas, como alguns modelos das séries HD7000, R5, R7 e R9 passem a ter uma compatibilidade muito mais aprimorada com o ACO.

Conforme podemos observar a seguir em alguns testes realizados pelo Phoronix, nos jogos Rise of the Tomb Raider e Shadow of the Tomb Raider, apenas por passar a utilizar o ACO foi notada uma melhora de cerca de 9% na taxa de quadros. 

Os testes mostrados nos gráficos abaixo foram realizados em uma Radeon HD 7950, utilizando o benchmark próprio do Rise of the Tomb Raider, com os gráficos no “high” e resolução em 1080p.




A seguir você confere uma repetição dos testes acima, porém agora com a qualidade gráfica no “lowest” (mais baixo).




Agora vamos aos testes realizados com o benchmark próprio do Shadow of the Tomb Raider, também com a Radeon HD 7950, em 1080p, primeiro com gráficos no “high” e em seguida no “lowest”.



As novas implementações do ACO estão presentes no Mesa Driver 20.0 (versão em desenvolvimento/instável), que pode ser utilizada no Fedora, Mint, Ubuntu e derivados seguindo as instruções neste artigo.

Lembrando que para poder utilizar o ACO em GPUs AMD mais antigas, das microarquiteturas GCN 1.0 e 2.0, é necessário que o driver AMDGPU esteja ativado. Caso você não saiba qual driver está em uso, ou como ativar o “correto”, já temos artigos prontos para solucionar o seu problema. 😄

No último Diolinux Friday Show que fizemos (o qual você pode conferir abaixo na íntegra), uma das minhas “previsões” para 2020 foi justamente darmos um grande passo no desempenho de jogos no Linux através do ACO. É claro que é muito cedo para termos quaisquer certezas, mas se continuar nesse ritmo, poderei me juntar ao Ricardo (CanalOCaraDoTI) no time dos “Gurus do Open Source”. 😀


Agora chegou a sua vez de opinar, e quem sabe até fazer as suas “previsões” para o futuro do ACO e dos jogos no Linux. Não passe despercebido, expresse a sua opinião nos comentários abaixo! 😁

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AMD lança driver linux para sensores em notebooks com o CPU Ryzen

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quinta-feira, 16 de janeiro de 2020

Usuários de laptops equipados com os processadores AMD Ryzen finalmente poderão utilizar funcionalidades relacionadas a sensores como giroscópio e acelerômetro no Linux.

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Já tem bastante tempo desde que a comunidade começou a questionar a AMD sobre o funcionamento de sensores como giroscópio e acelerômetro em dispositivos móveis equipados com os processadores AMD Ryzen. Para obter tal compatibilidade seria necessária a criação de um driver para o Sensor Fusion Hub, que deveria ser incluído no Kernel Linux, assim possibilitando o funcionamento correto de tais sensores.

Ainda em 2018 a AMD se pronunciou sobre o assunto, e afirmou que estava trabalhando em um driver, que deveria ficar pronto até a segunda metade de 2019. Apesar do atraso, eis que na segunda semana de janeiro deste ano (2020) a AMD finalmente libera o driver, que foi chamado de “amd-sfh-hid”, e proporcionará uma total compatibilidade entre o Sensor Fusion Hub e o Kernel Linux, assim fazendo com que os sensores destes dispositivos passem a funcionar de forma nativa em potencialmente qualquer distro Linux.

Os sensores “Sensor Fusion Hub” são equivalentes aos “Intel Sensor Hub”, quem já são suportados pelo Kernel Linux desde o seu lançamento, quando o Kernel Linux ainda estava na versão 4.9. Agora usuários da AMD finalmente poderão tirar proveito dessa funcionalidade de forma nativa em qualquer distribuição Linux.

Todavia, as quase 2500 linhas de código do driver que foram recebidas pela equipe de desenvolvimento do Kernel Linux precisarão de um tempo para serem completamente integradas ao Kernel, sendo que é perfeitamente possível que este processo já tenha sido totalmente finalizado na versão 5.6 do Linux.

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Fonte: Phoronix

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Os drivers Vulkan para AMD no Linux

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sexta-feira, 27 de dezembro de 2019

Já fizemos um artigo bem completo sobre os drivers para as GPUs AMD no Linux, assim como também já falamos sobre os drivers Nvidia. Agora chegou a vez de falarmos sobre os drivers para a API gráfica Vulkan que funcionam com as GPUs AMD.

os-drivers-vulkan-para-amd-no-linux

Quando se trata de rodar aplicativos em Vulkan no Linux em hardware AMD, além dos drivers Mesa e AMDGPU, as aplicações também utilizam um driver para o Vulkan, podendo ser o RADV ou o AMDVLK.

Para ter um melhor entendimento desse artigo, é extremamente importante que você tenha um conhecimento ao menos razoável sobre os drivers de vídeo AMD disponíveis para Linux, do contrário, talvez você fique um pouco perdido ao se deparar com alguns nomes como AMDGPU, AMDGU-PRO, Radeon, Mesa e etc. Caso você não saiba o que é cada um desses drivers, primeiro leia o artigo que fizemos sobre os drivers AMD no Linux, e só depois continue a leitura desse artigo. Dessa forma garantimos que você terá a melhor experiência possível ao absorver o conteúdo aqui disponibilizado.

RADV


O driver RADV, que em conjunto com o driver de vídeo e o Mesa é responsável por prover o funcionamento das aplicações em Vulkan no Linux, está incluso no AMDGPU. Portanto é o driver Vulkan utilizado na grande maioria dos sistemas Linux rodando em uma máquina com um chip gráfico da AMD.

O RADV é open source, mantido pela comunidade, e é o driver Vulkan que possui um melhor desempenho em jogos, embora a diferença não seja assim tão grande. O RADV apenas não está presente em sistemas que rodam sobre chips gráficos mais antigos, pois estes utilizam o driver Radeon, que por sua vez não suporta Vulkan.

Mais detalhes sobre o driver Radeon podem ser encontrados no artigo sobre drivers AMD linkado no início deste artigo, e também neste artigo.

AMDVLK


O driver AMDVLK tem a mesma função do RADV, porém este foi desenvolvido e é mantido pela própria AMD. O AMDVLK está integrado ao driver AMDGPU-PRO, e possui um desempenho em jogos um pouco inferior quando comparado ao RADV, embora possa ser uma melhor escolha para quem utiliza o computador para trabalhos como edição de vídeo ou modelagem 3D.

Assim como o AMDGPU-PRO, o AMDVLK possui compatibilidade com um número bem limitado de distribuições, sendo elas o Red Hat Enterprise Linux 7.5, Ubuntu 16.04 e Ubuntu 18.04. Tanto o Fedora quanto as “flavours” do Ubuntu não são suportados oficialmente.

Mais detalhes sobre o AMDGPU-PRO também pode ser encontrados no nosso artigo sobre drivers AMD.

Embora esteja incluso no AMDGPU-PRO, o AMDVLK também pode ser instalado nas distros compatíveis que estejam utilizando o AMDGPU. Para instalar no Ubuntu 16.04 ou 18.04 você pode instalar o arquivo em .deb que pode ser encontrado na página de releases oficial do projeto no Github.

O vídeo abaixo mostra um comparativo realizado pelo Claudio do canal Sr Rob Linux Brasil, comparando o desempenho de jogos e benchmarks sintéticos entre o RADV e o AMDVLK.


Você já sabia da existência desses drivers, ou já testou o AMDVLK? Conte-nos nos comentários.

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Versão 19.3 do Mesa Driver é lançada com o ACO da Valve, e muitas outras novidades

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sexta-feira, 20 de dezembro de 2019

Recentemente foi lançada a versão 19.3 do Mesa Driver, contando com um número massivo de correções de bugs, mudanças e novas funcionalidades. Confira agora os principais destaques desta nova versão.

mesa-driver-19.3-lancado-valve.ACO-muitas-novidades

O Mesa Driver é responsável por fazer a comunicação entre as GPUs e APUs Intel e AMD com as APIs gráficas OpenGL e Vulkan. Caso você não esteja familiarizado com os diferentes drivers de vídeo disponíveis para Linux, este artigo sobre os Drivers AMD é certamente um bom lugar para começar a aprender sobre isso.

Um número extremamente grande de novidades estão presentes na nova versão do Mesa Driver, e entre essas novidades também estão presentes muitas correções para grandes jogos, rodando de forma nativa ou via Wine/DXVK/Proton. Confira abaixo os destaques:

• Corrigido o bug que fazia com que o jogo Dead Rising 4 apresentasse instabilidades em momentos aleatórios durante a gameplay;
• Resolvido o problema que ocasionava em uma renderização bugada dos cabelos no jogo Star Wars: Jedi Fallen Order;
• Sombras escuras apareciam aleatoriamente no rosto do personagem Talion, no jogo Middle Earth: Shadow of Mordor;
• Corrigido o problema que fazia com que as sombras “flickassem” nos jogos Tropico 6 e SuperTuxKart;
• Melhorada a performance do jogo Heroes of the Storm, que havia sofrido uma queda com o Mesa 19.1.1 em GPUs Polaris;
• Corrigidos “glitches” gráficos ao utilizar o driver RADV na versão em Vulkan do jogo Middle Earth: Shadow of Mordor;
• Em alguns casos o chão aparecia sem textura/preto no jogo Dirt 4;
• O minimapa não aparece mais de forma “bugada” no jogo Nier: Automata.

Além do que foi citado acima, um dos principais destaques desta nova versão do Mesa Driver é a presença do Mesa ACO, um compilador de shaders desenvolvido pela Valve, sobre o qual já falamos neste artigo.

Outro destaque importante é que agora os usuários da versão 19.3 poderão utilizar o Vulkan Overlay Layer de forma “out of the box”, já que o mesmo também é uma das novas implementações da nova versão. O Vulkan Overlay Layer é um software que permite aos usuários, através de um HUD, fazer o monitoramento do seu hardware durante jogos e outras aplicações em tela cheia que façam uso da API Vulkan.

mesa-vulkan-overlay
Mesa Vulkan Overlay
Caso você esteja ouvindo falar do Vulkan Overlay Layer pela primeira vez, queira saber mais sobre ele, e também sobre outras formas de monitoramento de hardware em jogos no Linux, confira esse artigo que fizemos sobre o assunto.

O post original citando todas as implementações presentes na versão 19.3 do Mesa Driver pode ser encontrado aqui.

Nos próximos dias publicaremos um artigo sobre como instalar as versões mais novas do Mesa Driver em várias distribuições, então fique ligado! 😉

O quê você achou das novidades que estão chegando na versão 19.3 do Mesa? Você já testou o ACO, ou o Vulkan Overlay Layer? Conte-nos nos comentários!

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Mesa ACO recebe implementações para melhorar o desempenho de jogos

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quinta-feira, 28 de novembro de 2019

Recentemente o compilador de shaders ACO recebeu melhorias com o objetivo de reduzir em grande parte o número de operações de memória utilizadas pelo software, o que deve melhorar o desempenho de jogos e outras aplicações 3D.

mesa-aco-recebe-implementacoes-para-melhorar-o-desempenho-de-jogos

O ACO é um compilador de shaders desenvolvido pela Valve, com o objetivo de substituir o “LLVM Shader Compiler”, que atualmente é o padrão na versão atual do Mesa Driver na maioria das distros. Para tirar um melhor proveito do conteúdo deste artigo, é muito importante que você saiba o que é um compilador de shader, e por sua vez o ACO. Caso você não saiba do que se trata, fortemente recomendo que leia o artigo que escrevemos sobre o assunto.

Agora que você já sabe do que estamos falando, vamos às novidades.

Na última segunda-feira (25), a equipe de desenvolvimento do Mesa Driver incluiu no código do mesmo uma implementação que já estava sob revisão há quatro meses. Se formos analisar o tempo que foi necessário manter tal implementação em revisão, não é preciso ser um profissional de T.I. para perceber que trata-se de algo bastante complexo. Seguindo a lógica, uma implementação com um nível relativamente alto de complexidade também trará grandes benefícios.

Tal implementação, que entre os desenvolvedores está sendo chamada de “load/store vectorizer”, é uma contribuição do desenvolvedor Rhys Perry. O que ela faz é, de forma simplificada, diminuir a quantidade de código com que o compilador de shaders precisa trabalhar para executar determinadas tarefas. Esse comportamento faz com que o número de operações de memória simultâneas também seja reduzido, e quanto menor for este número, menor serão os tempos de carregamento, e mais alta será a taxa de FPS.

Até o presente momento, foram realizados testes com dois jogos, sendo eles Nier: Automata e GTA V. Nesses testes foi notada uma diminuição no número de operações de memória de 13% e 15%, respectivamente. Vale ressaltar que os benefícios devem ser visíveis em outros jogos além dos dois que foram testados, bem como outras aplicações 3D. 

Essas implementações deverão estar disponíveis para os usuários na versão 20.0 do Mesa Driver, que deverá ser lançado como estável no final de Fevereiro.

Já dissemos isso várias vezes aqui no Diolinux, e volto a dizer como cada vez mais fico surpreso, e animado com a velocidade com que “o Linux” vem evoluindo como uma plataforma para jogos, especialmente nos últimos dois ou três anos. É realmente impressionante!

Agora diga-nos qual é a sua opinião sobre o assunto. Será mesmo que algum dia “o Linux” chegará a ser uma plataforma de jogos considerada “mainstream”?

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Versão 5.4 do Kernel Linux chega recheada de novidades

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terça-feira, 26 de novembro de 2019

A versão 5.4 do Kernel Linux acaba de ser lançada, com uma “feature” um tanto polêmica, aprimoramentos para o driver AMDGPU, uma lista de dispositivos periféricos que devem funcionar de forma “plug and play”, e muito mais.

versao-5.4-do-kernel-linux-chega-recheada-de-novidades

A mais nova versão do Kernel Linux acaba de sair do forno, e com ela saiu também a amada e odiada “feature” chamada” Lockdown. Para aquelas pessoas que estão preocupadas com a função Lockdown estar potencialmente ferindo a sua liberdade, a boa notícia é que a mesma não estará ativada por padrão nesta versão do kernel. Todavia, isso não necessariamente significa que a função não estará ativada em todas as distribuições, já que cada distro poderá decidir entre ativá-la, não ativá-la, ou até mesmo removê-la.

Você não sabe o que é esse tal de Lockdown? Então dê uma olhada no artigo que fizemos assim que a notícia veio a público!

Deixando as polêmicas um pouco de lado, a nova versão do kernel também trará várias melhorias referentes as GPUs AMD. A partir desta versão, o driver AMDGPU passou a suportar as famílias de GPUs Navi 12, Navi 14, Arcturus, e as famílias de APUs Dali e Ryzen 4000 que serão lançadas em 2020.

As principais melhorias para GPUs AMD geralmente são lançadas tendo como foco principal os hardwares mais recentes, que fazem uso do driver AMDGPU. Caso você possua uma GPU mais antiga, ou não sabe qual é o driver que você está utilizando (e não estou falando sobre o Mesa Driver), confiram os nossos artigos sobre os drivers AMD no Linux, e sobre como utilizar a melhor opção de driver para a sua GPU AMD antiga.

Partindo para a área dos processadores, o Kernel 5.4 está trazendo suporte para os CPUs Intel da família “Tiger Lake”, e aprimoramentos para o sistema de “color management” para dispositivos utilizando o driver de código aberto da Nvidia, o Noveau.

Máquinas equipadas com hardwares que utilizam a arquitetura ARM, como por exemplo alguns modelos de laptops da Asus, HP e Lenovo, também não foram deixados de lado. Agora o Kernel Linux possui suporte para os processadores Qualcomm Snapdragon 835 SoC, e 850 SoC. Também foi adicionado suporte a alguns processadores utilizados em dispositivos móveis, como por exemplo o Snapdragon 410, que está embarcado em modelos como os Samsung Galaxy A3 e A5. O quê pode ser uma boa notícia para os desenvolvedores do Plasma Mobile e Ubuntu Touch.

Além do que foi abordado acima, várias outras melhorias também foram feitas neste lançamento. Dentre elas, podemos destacar:

• Adicionado relatório de temperatura para processadores AMD Ryzen da série 3000;
• Sistema de arquivos para máquinas virtuais VirtIO-FS foi aprimorado, o que deve melhorar o compartilhamento de pastas entre a máquina real e as virtuais;
• Versões atualizadas dos drivers do sistema de arquivos exFAT;
• O sistema de arquivos XFS agora permite modificações de diretório maiores, e o faz de forma mais rápida;
• Adicionado suporte para dispositivos de rede RTL8125;
• Melhoria no gerenciamento de energia Intel TCC.

Vários dispositivos periféricos foram compatibilizados, e assim entraram para a enorme lista daqueles que funcionam de forma “plug and play” nas distros Linux. Confira a seguir quais são estes dispositivos:

• MobileStudio Pro 13;
• Mouse Logitech G700;
• Mouse/teclado Logitech Lightspeed;
• Receptores Creative SB0540;
• Painel touchscreen Smart Tech;
• Sintonizador de TV Mygica T230C.

Cada nova versão do Kernel Linux sempre traz um número enorme de correções de bugs e novas funcionalidades, desta forma, cobrimos o que julgamos ser mais relevante. Todavia, se você tem interesse em mergulhar mais a fundo no mar de informações disponíveis sobre a nova versão do Kernel do Pinguim, você pode acessar a documentação oficial do Kernel Linux.

Se você for um usuário recém chegado ao mundo Linux, talvez esteja se perguntando se vale a pena atualizar o Kernel da sua distro, a fim de poder tirar proveito de todas as novidades. Não precisa ficar “quebrando a cabeça, jovem gafanhoto”. O vídeo a seguir, apesar de ser do tempo em que o Dionatan ainda tinha mais cabelo na cabeça do que na cara um pouco antigo 😁, ainda é extremamente atual quando o assunto é atualização de Kernel.


Caso você queira se aprofundar ainda mais no assunto, ou simplesmente você é uma pessoa que prefere ler a assistir vídeos, este artigo sobre atualização e versões do Kernel Linux é certamente um ótimo complemento ao vídeo acima.

Sempre fico fascinado em ver o quão longe, e quão rapidamente projetos livres e de código aberto podem crescer. E as proporções colossais que chegam a atingir. É com esse pensamento que estou acabando de escrever este artigo, por isso gostaria que vocês, caros leitores, me dessem a sua opinião sobre o seguinte:

Quais razões vocês acreditam serem as responsáveis por alguns projetos, que inicialmente não possuem grandes equipes ou investimentos financeiros, conseguirem chegar tão longe, e literalmente mudar para melhor as vidas de tantas pessoas?

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AMD OverDrive será compatível com GPUs Navi no Kernel 5.5

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sexta-feira, 22 de novembro de 2019

A versão do driver AMDGPU que estará presente no Kernel Linux 5.5 contará com a compatibilidade do assistente de monitoramento e overclock de GPU, o AMD OverDrive, com a série de GPUs “RX 5000 Navi”.

amd-overdrive-sera-compativel-com-gpu-navi-no-kernel-linux-5.5

AMD OverDrive no Linux?


Overclock de placas de vídeo não é algo tão presente no mundo Linux, ao menos não tanto quanto ocorre entre os usuários de Windows.Talvez a razão para isso seja que por falta de meios intuitivos para tais ajustes, os usuários Linux acabam não se interessando muito por esse tipo de coisa ou se desanimando no meio do processo. Acredito que o real motivo seja que não temos um software semelhante a, por exemplo, o MSI Afterburner.

Na verdade, tenho certeza que muitas das pessoas que estão lendo esse artigo agora estão surpresas por terem acabado de descobrir a existência do AMD OverDrive para Linux, não é? Então sim, essa funcionalidade está disponível para GPUs que utilizam o driver AMDGPU.

Se você não sabe qual driver a sua GPU está utilizando, ou se você não sabe nada sobre os drivers da AMD no Linux, este artigo irá tirar todas, ou quase todas as suas dúvidas sobre o assunto.

Porém, calma lá, dê uma segurada nessa euforia! O AMD OverDrive no Linux ainda não funciona da mesma forma que no Windows, e não existe uma interface gráfica na qual você pode simplesmente dar alguns cliques e fazer toda a “mágica”. O processo de utilização do OverDrive no Linux, no presente momento, funciona apenas via linha de comando, e é um procedimento relativamente complexo.

Inclusive, diga nos comentários se você quer saber mais sobre como utilizar essa tecnologia no Linux, e quem sabe possamos fazer um artigo sobre o assunto. :)

Implementações no AMDGPU para GPUs Navi


Além do suporte as GPUs Navi por parte do OverDrive, nessa nova versão do AMDGPU também estarão presentes correções no gerenciamento de tensão para hardwares SMU7 com tabelas de tensão personalizadas, bem como correções de manipulação de limites de tensão para hardwares SMU11, entre outros.

É importante deixar claro que a implementação do OverDrive para as GPUs Navi não tem nenhuma relação direta com a AMD, pois foi feita pela comunidade. Mais especificamente, foi o desenvolvedor Matt Coffin, que fez sozinho todo o trabalho, no que aparentemente foi a sua primeira contribuição para o AMDGPU.

Conclusão


Considerando que overclock em GPUs é algo bastante utilizado por usuários Windows, acredito que o desenvolvimento de uma interface gráfica para gerenciar o uso de tal funcionalidade no Linux, oficialmente suportada pela AMD, seja apenas questão de tempo. Acredito que usuários Linux tenham tanto interesse em utilizar tal funcionalidade quanto usuários Windows, porém, a grande maioria não tem o conhecimento, tempo livre, ou disposição para aprender a utilizar tal funcionalidade via linha de comando.

Aliás, já passou o tempo em que usuários Linux precisam ser “power users” para poderem utilizar as distros. Hoje em dia, é perfeitamente possível instalar, configurar e utilizar uma distro Linux sem utilizar o terminal, como você pode conferir no vídeo logo abaixo.


Dito isso, já passou da hora de a AMD dar aquela “forcinha”, e desenvolver, ou ao menos contribuir com o desenvolvimento de uma interface gráfica para o OverDrive.

Por fim, como tudo tem um lado positivo e outro negativo, na minha opinião o fato de a AMD ter aberto o código dos seus drivers, ao contrário da Nvidia, acaba diminuindo a responsabilidade que a mesma teria em desenvolver essas soluções, uma vez que a comunidade está empenhada em realizar tais tarefas. O quê pode acabar não sendo nada bom para nós, usuários.

Você costuma fazer overclock em GPU? Sente falta de uma forma facilitada de executar tais tarefas no Linux? Caso a resposta seja “sim”, recomendo fortemente que entrem em contado com a AMD, e dêem esse feedback. Quem sabe se muitos clientes solicitarem, eles atendam ao pedido. 😁

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Fonte: Phoronix


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AMD anuncia entrada para o time "Patron" na Blender Foundation Development

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quinta-feira, 24 de outubro de 2019

Nesta quarta-feira (23), mais uma empresa de peso entrou para o time “Patron” da Blender Foundation Development, “engrossando” esse seleto grupo de empresas.


AMD anuncia entrada para o time "Patron" na Blender Foundation Development





Foi anunciado no Twitter oficial da fundação, que a AMD agora faz parte dos “Patron” da fundação, assim se juntando a Epic Games e a NVIDIA, essa última anunciamos a entrada dela nesta matéria bem completa para você conferir.




“Hoje a AMD ingressou ao Fundo de Desenvolvimento da Blender Foundation no nível Patron. Investiremos no desenvolvimento geral, na migração do Vulkan e para manter as tecnologias AMD bem suportadas por nossos usuários. Muito obrigado!”
Logo em seguida, foi a vez do Twitter oficial da AMD, fazer um tweet falando da entrada na fundação.

“A AMD tem orgulho de se juntar ao Fundo de Desenvolvimento da Blender Foundation como “Patron”, contribuindo para o sucesso das excelentes ferramentas de código aberto do Blender e mantendo as tecnologias AMD bem suportadas por todos os usuários.”

O nível Patron (Patrono ou Patrão), significa que a AMD estará destinando pelo menos €120 mil (na conversão atual, algo em torno de R$540 mil) por ano.

Mais uma vez, estamos vendo grandes empresas investindo “rios de dinheiro” em projetos open source, como o Blender, Krita e entre outros. Enfim estão percebendo o grande potencial de tais ferramentas e assim fazendo o famoso “Win-Win”, onde todos ganham e impulsionam o crescimento dos projetos.

Este artigo não acaba aqui, continue trocando uma ideia lá no nosso fórum.

Espero você até a próxima, um forte abraço.



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Tudo o que você precisa saber sobre os drivers AMD no Linux

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quarta-feira, 11 de setembro de 2019

Você é aquele cara que viu a live do Diolinux na Twitch, e através dela ficou sabendo que, sim, Linux roda jogos? Você acabou de instalar a sua primeira distribuição Linux e não vê a hora de rodar seus jogos com a sua GPU AMD, mas qual driver instalar? Como saber qual está instalado? E qual é o melhor?

tudo-o-que-voce-precisa-saber-sobre-os-drivers-amd-no-linux

O gerenciamento dos drivers AMD nos sistemas baseados em Linux é algo muito simples, mas mesmo assim ainda há muita desinformação sobre isso internet a fora. Uma grande parte dos usuários iniciantes acaba aprendendo erroneamente que o driver de vídeo para GPUs AMD no Linux é apenas o Mesa Driver. Quando, na verdade, não é bem assim. Além do Mesa Driver também existem mais três drivers disponíveis para GPUs AMD, sendo eles: ‘Radeon’, ‘Amdgpu’ e ‘Amdgpu-pro’.

Quais são os drivers, e quais as diferenças entre eles?


Mesa Driver: O Mesa Driver ou Mesa3D é uma implementação para APIs gráficas multiplataforma que trabalha com os drivers Open Source dos chips gráficos da AMD, Intel e Nvidia. No Linux o Mesa Driver é responsável por implementar - leia-se: pôr para funcionar - as APIs gráficas OpenGL e Vulkan.

Radeon: Este é o driver de vídeo Open Source legado para GPUs AMD. Sendo assim, é o driver utilizado nos chips mais antigos da marca. Todas as placas de vídeo das séries Radeon HD 2000, 3000, 4000, 5000, 6000, 7000 e 8000, bem como alguns modelos das séries R5, R7 e R9 utilizam este driver por padrão em todas as distribuições Linux. Além de geralmente o driver Radeon possuir um desempenho inferior ao seu sucessor (o Amdgpu), este também não possui suporte a API Vulkan.

AMDGPU: O ‘amdgpu’ é o driver de vídeo Open Source mais recente para AMD, sendo o padrão para todas as placas mais atuais da marca. Possui suporte completo a Vulkan e é o driver que possui o melhor desempenho em jogos.

AMDGPU-PRO: O ‘amdgpu-pro’ está incluso no pacote ‘Radeon Software’, e é aquele driver que pode ser baixado no site da AMD, porém, não vem instalado por padrão em nenhuma das principais distros. O ‘Amdgpu-pro’ pode ser uma boa opção para quem trabalha com softwares de edição de áudio, vídeo, imagens ou modelagem 3D. Porém, se tratando de jogos não possui um desempenho tão bom quanto as suas alternativas, e definitivamente não é recomendado para o usuário “comum”. Justamente por não ser focado neste tipo de usuário, a sua versão atual, 19.03, é compatível apenas com o Ubuntu 18.04.3, Red Hat Enterprise Linux 8.0 e 7.6, CentOS 8.0 e 7.6, e SUSE Enterprise Linux 15. O ‘Amdgpu-pro’ só pode ser instalado em GPUs que sejam compatíveis e estejam rodando ‘Amdgpu’.

Todas as distribuições Linux que são direcionadas ao usuário final - Ubuntu, Linux Mint, Manjaro, Deepin, entre outras... - já possuem os drivers Mesa, Radeon e Amdgpu instalados por padrão. Você simplesmente não precisa instalar nada. 😀

Como saber qual driver estou utilizando?


Independente de qual seja o modelo da sua GPU, ela com certeza faz uso do Mesa Driver, mas como saber se estou utilizando ‘Radeon’ ou ‘Amdgpu’?

É uma consulta muito simples! Abra um terminal e rode os dois comandos abaixo na seguinte ordem:

lspci -k | grep radeon

lspci -k | grep amdgpu

Os comandos retornarão o seguinte:

Kernel driver in use: “Aqui será exibido o nome do driver que você está utilizando, ‘Radeon’ ou ‘Amdgpu’.”

Kernel modules: “Aqui aparecerá com quais drivers o seu chip gráfico é compatível. ‘Radeon’, ‘Amdgpu’ ou em alguns casos ambos.”
driver-amdgpu-no-terminal-linux
Nesse caso o driver em uso e único disponível é o 'Amdgpu'.
Alguns modelos de placas das séries Radeon HD 7000, HD 8000, R5, R7 e R9 são compatíveis com ambos os drivers. Porém, o suporte ao ‘Amdgpu’ nesses modelos é experimental. Sendo assim, o driver ‘Radeon’ é o que vem ativado por padrão.

Como já foi dito, além de o driver ‘Radeon’ possuir um desempenho inferior, este também não roda Vulkan. Sendo assim, se você pretende rodar jogos com Vulkan, bem como obter um melhor desempenho nessas GPUs, será necessário ativar o ‘Amdgpu’ manualmente.

Já publicamos aqui no blog um artigo ensinando a ativar o ‘Amdgpu’ em todos o modelos que suportam ambos os drivers, bem como listando quais modelos são esses.

Devo atualizar meus drivers?


Os drivers ‘Radeon’ e ‘Amdgpu’ estão inclusos no Kernel Linux. Sendo assim, os mesmos são atualizados automaticamente sempre que o Kernel é atualizado. Então talvez você esteja se perguntando: Devo atualizar o meu Kernel à fim de obter os drivers mais recentes? Isso me dará mais desempenho?

Atualizar o Kernel envolve muito mais do que apenas drivers de vídeo. Sabendo disso, já fizemos um artigo completo falando sobre todos os prós, contras, e se realmente vale a pena atualizar o Kernel.

Já o Mesa Driver está instalado por padrão na grande maioria das distribuições Linux, mas não está inserido no Kernel. Sendo assim, ele pode ser atualizado individualmente. O que é recomendado se você utilizar uma distro de lançamento fixo, como o Ubuntu ou Linux Mint.

Para saber como atualizar o Mesa Driver no Ubuntu e Linux Mint veja este artigo.

Instalando o Radeon Software (Amdgpu-pro)


Se após ter lido a introdução sobre o ‘Amdgpu-pro’ neste artigo você percebeu que o mesmo se encaixa no seu perfil de usuário e decidiu instalá-lo, por sua conta e risco, siga as instruções abaixo:

Obs.: O tutorial abaixo foi feito no Ubuntu 18.04.3 LTS. O processo de instalação pode ser ligeiramente diferente nas outras distribuições suportadas.
• Acesse a página de suporte da AMD, selecione o modelo da sua GPU e clique em ‘Enviar’.

pagina-de-suporte-da-amd

• O driver está disponivel para quatro distribuições Linux e geralmente não funciona nas suas derivações. Escolha qual versão você deseja e clique em ‘Download’.

pagina-de-download-de-drivers-da-amd

• Após ter concluído o download, extraia o conteúdo do arquivo com extensão “.tar.xz” que você baixou. Abra a pasta na qual os arquivos foram extraídos. Localize o arquivo ‘amdgpu-pro-install’, clique nele com o botão direito do mouse, vá à aba ‘Permissões’ e marque a caixa de seleção ‘Permitir execução do arquivo como um programa’.

shell-script-amd-linux

• Clique com o botão direito do mouse em qualquer área em branco dentro da pasta em que está localizado o arquivo ‘amdgpu-pro-install’, depois clique em ‘Abrir no terminal’.
instalando-amdgpu-pro-no-linux

Dentro do terminal digite o seguinte:

./amdgpu-pro-install

Pressione ‘Enter’ e aguarde. A instalação poderá levar vários minutos.

Assim que a instalação estiver finalizada, reinicie o seu computador. Pronto, o driver ‘Amdgpu-pro’ já está instalado na sua máquina.

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Como ativar o driver correto para a sua GPU AMD "antiga" no Linux

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terça-feira, 10 de setembro de 2019

Você utiliza aquela GPU AMD um pouco antiga no Linux e não está conseguindo rodar jogos com Vulkan, nem obter um desempenho satisfatório? Talvez o quê você precise seja apenas ativar o driver correto. Veja agora como ativar o melhor driver para GPUs das famílias ‘Sea Islands’ e ‘Southern Islands’ no Linux.



As placas de vídeo AMD possuem dois drivers que podem vir ativados por padrão nas distribuições Linux, sendo eles ‘Radeon’ e ‘Amdgpu’. O que define qual deles vem ativado por padrão é o modelo da sua GPU. As GPUs muito antigas geralmente são compatíveis apenas com o driver ‘Radeon’, enquanto os modelos mais atuais utilizam o ‘Amdgpu’. Porém, existem duas das famílias de GPUs da AMD que são compatíveis com ambos os drivers. Estou falando das ‘Sea Islands’ e ‘Southern Islands’.

Nestas GPUs a compatibilidade com o ‘Amdgpu’ está em fase experimental, por isso o mesmo não vem ativado por padrão, sendo necessário ativá-lo manualmente através de um procedimento simples e rápido.

Abaixo está uma lista de todos os modelos de GPUs das famílias ‘Sea Islands’ e ‘Southern Islands’. Caso a sua GPU esteja nessa lista, então o procedimento provavelmente será necessário.



Existe um comando muito simples que nos dirá se a GPU em uso no momento é ou não compatível com o ‘Amdgpu’. Simplesmente copie o comando abaixo, cole-o no terminal e pressione ‘Enter’:

lspci -k | grep amdgpu

Serão exibidas duas linhas semelhantes à essas:

Kernel driver in use: radeon

Kernel modules: radeon, amdgpu

O driver que aparece na linha “Kernel driver in use” é o que está ativado no momento, já o conteúdo da linha “Kernel modules” são os drivers que estão disponíveis para uso. Se o comando acima não retornou nada, então a sua GPU é compatível apenas com o driver ‘Radeon’.

Se no seu caso o driver em uso no momento for o ‘Amdgpu’, então você não precisa fazer mais nada, a melhor opção já está ativada. Porém, se o driver em uso no momento for o ‘Radeon’, e o ‘Amdgpu’ estiver aparecendo como disponível, siga o procedimento abaixo para ativá-lo:

Como ativar o 'Amdgpu' na minha 'Sea Island' ou 'Southern Island'?


Primeiro vamos editar o arquivo de configurações do Grub para que durante o boot o sistema saiba que deve utilizar o ‘Amdgpu’.

sudo nano /etc/default/grub

Você terá uma tela parecida, mas não necessariamente idêntica a esta abaixo:


Ao final da linha “GRUB_CMDLINE_LINUX”, antes do fechar aspas, cole a linha:

radeon.cik_support=0 amdgpu.cik_support=1 radeon.si_support=0 amdgpu.si_support=1

Deverá ficar parecido com o exemplo abaixo:


Agora para salvar pressione a combinação de teclas “Control + O” e “Enter”. Então feche o editor de texto com “Control + X”.

Para ativar as novas configurações, é necessário atualizar o Grub com o comando abaixo:

No Linux Mint, Ubuntu e derivados:

sudo update-grub

No Fedora:

sudo grub2-mkconfig -o /boot/grub2/grub.cfg

No Manjaro, Arch e derivados:

sudo grub-mkconfig -o /boot/grub/grub.cfg

Reinicie a máquina, e pronto!

Se você rodar novamente o comando “lspci -k | grep amdgpu” verá que o driver em uso agora é o ‘Amdgpu’.

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CEO da AMD confirma nova placa de vídeo com arquitetura NAVI

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terça-feira, 20 de agosto de 2019

A atual presidente e CEO da AMD, Lisa Su, confirmou durante a reunião de acionistas da empresa, alguns rumores que circulavam no mercado de hardwares.


Lisa Su deixou claro que a AMD já estaria trabalhando em uma placa NAVI, que faz uso dos novos chips de 7 nm da empresa. Há algum tempo, rumores indicavam que a AMD estava desenvolvendo um novo modelo da nova geração de suas GPUs. Com a confirmação da CEO da AMD, essa é a primeira vez que a companhia aborda oficialmente esse equipamento.

Podemos observar que os rumores se confirmam a cada dia, dando maior força a essas especulações. Provavelmente essa nova GPU vem para substituir a atual linha Radeon VII, que foca no segmento de alta performance. Os rumores indicam que seu codinome será “Navi 12”, mas Lisa Su não revelou mais informações, apenas confirmou que a empresa vem trabalhando no equipamento, sem dar mais detalhes.

Analistas da área acreditam que as placas NAVI do segmento de alta performance (que serão superiores as Radeon VII, provavelmente serão chamadas de RX 5800 XT) e deverão ser lançadas ainda neste ano de 2019.

É interessante relembrar que durante a Computex de 2019, um climão pairou entre Lisa Su e Jensen Huang, CEO da Nvidia. Huang criticou as GPUs Radeon VII por não suportarem a tecnologia Ray tracing. Na época, Lisa Su se recusou a comentar e simplesmente respondeu que a AMD daria maiores detalhes sobre seus planos no decorrer deste ano. Evidentemente o Ray tracing é muito importante e provavelmente a AMD não ficaria atrás de sua concorrente. Tudo indica que os novos modelos de suas GPUs Navi suportarão a tecnologia.

Ansioso para os novos modelos de GPUs AMD?

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Até o próximo post, SISTEMATICAMENTE! 😎

Fonte: TechPowerUp.
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Linux 5.2 chega com quase 600 mil novas linhas de código

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terça-feira, 9 de julho de 2019

No Domingo (7), Linus Torvalds lançou mais uma versão do Kernel Linux, contando com cerca de 596.000 novas linhas de códigos submetidas, ou seja, temos muitas coisas nova nessa nova versão do Kernel Linux.

Kernel 5.2 é oficialmente lançado






A primeira grande novidade é referente a Logitech, que ajudou a melhorar os drivers dos seus receptores wireless, como o Logitech Bluetooth “dongle” usado no teclado MX5500 e no receptor Logitech Unifying. Outro ponto, é que agora qualquer periférico da marca que trabalhe na frequência de 2,4 GHz (mouse, teclado, etc), vão poder retransmitir o status da bateria (quando disponível) para as GUIs dos desktops.

Uma adição que vai beneficiar muitos usuários, é o novo driver Wi-Fi da Realtek (mac80211) que tem suporte para os chips de rede wifi Realtek 802.11ac. O rtw88 agora suporta os firmwares RTL8822BE e RTL8822CE, contando com suporte também para modelos USB e SDIO futuramente.

Houve também um acréscimo no suporte para os computadores single-board da  linha Orange, com versões baseadas no  Allwiner (Orange Pi 3), Rockchip (Orange Pi RK3399) e também a  Nvidia Jetson Nano.

Também estão introduzindo a primeira “feature” do Sound Open Firmware (SOF), projeto encabeçado por Intel e Google, criando uma plataforma de código aberto para a criação de firmwares para processadores de áudio.

Outras melhorias e adições no Kernel 5.2 foram:

⏺ GeForce GTX 1650 recebeu suporte para o Nouveau;

⏺ Várias melhorias em laptops com  AMD Ryzen;

⏺ Otimização em dispositivos ARM;

⏺ Suporte para Intel Comet Lake;

⏺ Preparação para as novas AMD EPYC CPUs;

⏺ Suporte para hibernação sendo reativado no Intel Baytrail & Cherrytrail

Para mais detalhes técnicos, você pode consultar aqui e aqui.

Se você quiser experimentar essa versão do Kernel, pode utilizar a ferramenta UKTools, caso use Ubuntu ou algum derivado, ou baixar os pacotes manualmente, tais procedimentos são recomendados apenas para usuários avançados. Se você usa outras distros, como Fedora e Manjaro, provavelmente as atualizações estarão disponíveis em breve.

Este artigo não acaba aqui, continue trocando uma ideia lá no nosso fórum.

Espero você até a próxima, um forte abraço.

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GPUs “AMD Radeon” em smartphones

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terça-feira, 4 de junho de 2019

Após ter anunciado uma parceria com a Samsung, a empresa norte-americana AMD, teve um crescimento de 7% em suas ações na bolsa de valores (Nasdaq). Então uma grande mudança de mercado poderá acontecer.

amd-samsung-qualcomm-snapdragon-nasdaq-smartphone-radeon-nvidia-nintendo-switch-microsoft-xbox

Em 2009 a AMD vendeu sua divisão Imageon, de processadores para celulares, para a Qualcomm. Agora a empresa faz uma parceria com a sul coreana Samsung, esquentando o mercado mobile e fomentando a concorrência dos processadores Samsung contra os da Qualcomm. Maiores detalhes não foram revelados, porém, sabemos que a AMD licenciará sua propriedade intelectual (IP) de processadores gráficos a Samsung. A utilização será em dispositivos móveis, sendo quaisquer tipos de gadgets inclusos nessa premissa, incluindo obviamente os smartphones da empresa.

“Esta parceria estratégica estenderá o alcance de nossos processadores gráficos Radeon de alto desempenho para o mercado de telefonia móvel, expandindo significativamente a base de usuários e o ecossistema de desenvolvimento Radeon”, afirma Lisa Su, atual presidente-executiva da AMD. 

Com isso a Samsung pagará royalties a AMD ao utilizar sua tecnologia. É interessante citar que nos consoles a AMD é “campeã”, pois, tanto a Sony quanto a Microsoft utilizam soluções gráficas da empresa. Já o Nintendo Switch possui um processador gráfico NVIDIA.

Essa notícia me alegrou bastante, fico muito empolgado com as possibilidades. Conforme uma empresa desenvolve e aperfeiçoa seus produtos, a concorrência é “obrigada” a fazer o mesmo ou ficar para trás. No final da história, somos nós consumidores que saímos beneficiados.

Curtiu a novidade? Faça parte de nosso fórum Diolinux Plus e continue esse assunto.

Até o próximo post, SISTEMATICAMENTE! 😎

Fonte: Reuters.
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