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O problema com os Processadores Intel (AMD e ARM) é mais importante e perigoso do que você imagina!

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sexta-feira, 5 de janeiro de 2018

Nem só de boas notícias vive o blog e como segurança é a pauta da semana graças aos problemas de design com os processadores (especialmente Intel) colocando em risco os dados de praticamente todos os usuários, vamos olhar profundamente para o caso e analisar até onde esse erro pode nos afetar.

Eu te mostro a profundidade da toca do coelho





Como o assunto é extremamente complexo, eu chamei o meu amigo e especialista em segurança, Alberto Azevedo, para poder contar para você o tamanho do drama.

Se quiser conhecer um pouco melhor, confira o vídeo que fizemos na Campus Party de Pato Branco - PR no final do ano passo:



O mundo entrou em pânico nesta semana. A razão é simples, vieram à público duas vulnerabilidades extremamente graves que afetam virtualmente (praticamente) todos os processadores em uso no mundo! 

Logo que as informações foram divulgadas, chegaram outros ainda mais "desconcertantes". A primeira era de que a falha já havia sido comunicada aos fabricantes a nada menos do que SEIS meses e a segunda de que Brian Krzanich, CEO da Intel, "malandramente" vendeu nada menos que METADE de suas ações, ficando com o mínimo que ele legalmente poderia ficar quando soube das falhas há alguns meses atrás. 

A razão para as fabricantes estarem sabendo disso há tanto tempo e não terem feito nada (e Brian Krzanich ter feito o que fez) é simples: As falhas, e principalmente seus impactos e dificuldades no processo de correção, são muito mais graves do que você pode imaginar.

Começando pelo começo


O ano era 1946 e um matemático húngaro de nome John von Neumann, com sua equipe de pesquisadores no IAS (Princeton Institute for Advanced Studies), desenvolveu um novo modelo computacional onde uma máquina digital conseguia armazenar seus programas no mesmo espaço de memória que os dados, podendo assim manipular tais programas. Isso resolvia uma série de limitações que o modelo fixo, adotado até então, possuía. Isso porque até então os computadores não eram tão 'programáveis" até então, mas praticamente "desenhados" para a função para que eram designados. Eram concebidos os desenhos esquemáticos de como ele faria aquilo, isso era escrito, e pronto.

Seria como se você criasse um computador "capaz de fazer bolo de chocolate", ele teria a única e exclusiva capacidade de fazer bolo de chocolate pro resto da vida. Caso você quisesse mudar isso, ou "ensinar" ele a fazer um novo tipo de cobertura, você enfrentaria um processo extremamente penoso, em que seria preciso reprojetar a máquina como um todo, podendo levar semanas para criar um novo programa no ENIAC e voltar a trabalhar.

Diagrama computacional

O modelo de Von Neumann era revolucionário, mudava radicalmente a forma de como as coisas eram feitas e criava inúmeras novas possibilidades para a computação. Ele possibilita que a máquina tratasse as instruções recebidas e essa a capacidade de tratar as instruções como os dados é o que faz montadores, compiladores e outras ferramentas de programação automatizada possíveis. 

Era sensacional!

No entanto, haviam problemas e críticas, a primeira e mais óbvia mesmo à época era o gargalo. O canal de transmissão de dados entre a CPU e a memória leva ao que ficou conhecido como "gargalo de von Neumann". A troca de dados limitada (taxa de transferência) entre a CPU e a memória em relação à quantidade de memória era problemática desde aquela época. 

Na maioria dos computadores modernos, a troca de dados entre o processador e a memória é muito menor do que a taxa com que o processador pode trabalhar. Isso limita seriamente a velocidade de processamento, que poderia ser muito mais eficiente, principalmente quando o processador é exigido para realizar o processamento de grandes quantidades de dados. A CPU é constantemente forçada a esperar por dados que precisam ser transferidos para, ou a partir da, memória. Como a velocidade da CPU e o tamanho da memória têm aumentado muito mais rapidamente que a taxa de transferência entre eles, o gargalo se tornou mais um problema, um problema cuja gravidade aumenta com cada geração de CPU.

Uma vez que os programas estão sendo armazenados no mesmo espaço que os dados, alterar o programa pode ser extremamente prejudicial, quer por acidente ou uma falha no design, um programa com defeito pode alterar outros programas ou até mesmo o sistema operacional. Vários matemáticos, dentre eles Alan Turing, se opunham ao modelo de Von Neumann apontando as falhas matemáticas no processo e escreveram artigos propondo outros modelos, mas o envolvimento de Neumann no projeto Manhattan e projeto ENIAC, fez com que sua concepção para o EDVAC alcançasse maior circulação, e o resto é história.


Voltando ao problema atual dos processadores


Essa limitação na arquitetura que já causou inúmeros problemas que foram sendo mitigados/resolvidos ao longo do tempo, por exemplo, praticamente todas as vulnerabilidades de memória que tivemos nos últimos anos tiram proveito dessa escolha de design, hoje mostrou seu verdadeiro potencial destrutivo. 

Não estou culpando Von Neumann pela falha de hoje, os culpados são as centenas de engenheiros que vieram posteriormente e não tiveram peito para fazer o que vão ter que fazer agora. Um completo redesign e reestruturação da arquitetura face aos novos desafios e realidade da computação atual.

Isso porque (spoiler alert!), a vulnerabilidade que foi nomeada Spectre, a principio, simplesmente não pode ser corrigida com um patch!!!

Ela vai exigir um redesign dos processadores. Você está entendendo, caro leitor?
Virtualmente todos, eu repito, TODOS os processadores em uso no mundo hoje precisarão ser TROCADOS!!!! Está entendendo porque a toca do coelho é mais profunda? Esta entendendo porque os fabricantes não fizeram nada até agora, mesmo tendo tido seis meses para fazer? Bom, o Brian fez, vendeu todas as ações que ele podia, porque ele sabia há meses o que o mundo ficou sabendo agora. Veja, não existe nem capacidade de produção para realizar as trocas que precisam ser feitas. O assunto é muito sério.

Antes de continuarmos, vamos explorar e explicar rapidamente os problemas.

Os problemas


Meses atrás alguns pesquisadores de segurança independentes e outros dentro do projeto "Google Project Zero" descobriram duas vulnerabilidades nos processadores que foram chamadas de Meltdown e Spectre. Elas permitem que atacantes maliciosos roubem/acessem todo o conteúdo de memória de computadores, celulares, e servidores. A primeira, chamada de Meltdown, está limitada à processadores Intel e quebra o isolamento existente entre as aplicações do usuário e o sistema operacional. Você pode achar mais informações aqui, além de ver uma PoC aqui e aqui.

Para essa vulnerabilidade existem alguns patchs de correção que já estão sendo disponibilizados, porém elas causarão uma redução na capacidade de processamento que pode variar entre 5% e 30%. Ao passo que será um certo incomodo para o usuário final perder cerca de 30% da capacidade de processamento de sua estação, você, caro leitor, faz alguma ideia do impacto financeiro que isso significa para uma Amazon por exemplo? 

Amazon, Microsoft, Google, entre outros grandes players do mercado de cloud, terão prejuízos astronômicos porque de uma hora pra outra seu parque computacional simplesmente não acomodará mais o uso que vem sendo feito dele. Note que enquanto em seu computador, um atacante pode roubar informações suas, em um servidor virtualizado ele pode roubar informações de todas as pessoas/empresas que estão acomodadas naquele virtualizador. Estamos falando de senhas, dados, chaves de criptografia, qualquer coisa.

Agora veja que o patch de correção, embora exista para o caso do Meltdown, precisa ser aplicado por cada administrador de sistemas da terra em seu sistema operacional. Lembram do WannaCry? Aquela vulnerabilidade foi descoberta e já havia uma correção disponível há meses no Windows. 

Está entendendo o problema? 

Pior é que o Meltdown pode ser explorado por qualquer script-kiddie com acesso a um computador e dois neurônios funcionais.

Sobre a Spectre...


Já por sorte a exploração da Spectre é mais complexa de ser realizada, e digo sorte, porque como foi dito, teoricamente simplesmente não existe correção possível para a vulnerabilidade. Será necessário um redesign completo dos processadores e Intel, AMD e ARM teriam de fazer um recall completo de todos os processadores já fabricados, na pratica, os problemas serão resolvidos somente no próximo ciclo de vida dos hardwares, ou seja, sentiremos os efeitos pela próxima década. Basicamente o que ocorreu é que na ânsia e guerra pela performance e capacidade, as fabricantes se tornaram desleixadas com a segurança. Não é de hoje que isso é questionado por pesquisadores de segurança no mundo inteiro. Tanto que muitos equipamentos de missão crítica são equipados com os chamados processadores seguros. Processadores feitos por empresas como a Kryptus, empresa estratégica de defesa nacional pertencente aos amigos Gallo e Henrique e o seu Secure Crypto-processor (SCuP) ou os Secure Processors, fabricados pela Broadcom por exemplo.

A Spectre foi chamada dessa maneira pois explora o que chamamos de "capacidade de execução especulativa dos processadores". 
Processadores modernos usam técnicas como branch prediction e speculative execution para maximizar a performance. Lembram do gargalo do Von Neumann? Essas são algumas das técnicas adotadas pra tentar mitigar esse problema. Na prática se o destino dos dados de um branch dependem de dados que ainda estão sendo lidos na memória, a CPU vai tentar "especular" (adivinhar/prever) qual é esse destino e executar na frente. Quando os dados de fato chegarem, ela irá confirmar ou descartar essa previsão. O ataque consiste em abusar dessa capacidade especulativa dos processadores e induzir a vítima a realizar operações que não iriam ocorrer normalmente, o que leva ao vazamento de informações via side-channel. 

Você pode ver um exemplo de implementação aqui. Embora seja possível mitigar os efeitos da Spectre via micro-code, a solução só vai ocorrer através de um redesign dos processadores, o que absolutamente não ocorrerá de forma rápida. 

O problema é que na guerra entre segurança e velocidade, foram sendo feitas concessões em nome da performance. A conta está chegando agora.

A solução é trocar os CPUs


Finalizando


No fim das contas esse incidente pode trazer resultados positivos. O primeiro deve ser uma profunda reflexão por parte do mercado e do perigo em se ficar dependente de tão poucos fornecedores de hardware, veja, o mercado de processadores está literalmente nas mãos de três empresas. Somos totalmente dependentes delas, de suas vontades e de suas decisões. Outro benefício será uma maior atenção e importância a ser dada às questões de segurança. Esse dilema já é antigo, Segurança x Velocidade. 

"Se você tem um baú, colocar um cadeado nele o deixará mais seguro, mas vai levar mais tempo para abri-lo e fecha-lo todas as vezes que você precisar fazer isso durante o dia."

E nessa discussão até hoje a performance tem sempre vencido a segurança, pode ser que isso mude um pouco agora. Outra vantagem vai ser o fato de que tecnologias como Field-Programmable Gate Array (FPGA) e Complex Programmable Logic Device(CPLD) devem ganhar mais relevância, uma vez que apresentam muito mais recursos e possibilidades de personalização do que as tecnologias em uso hoje.

Resumindo, a solução não vai ser simples a Intel está claramente tentando acalmar os animos, mas a questão é muito séria. Como foi dito, a Meltdown pode ser explorada até pela minha filha de cinco anos, já a Spectre pode ser explorada por pessoal mais qualificado, por agentes do estado, ou patrocinados por ele. O que levanta a pergunta: Há quanto tempo você acha que a NSA, por exemplo, pode estar explorando essas falhas secretamente? Agora pense. 

Ambas as vulnerabilidades podem ser exploradas até mesmo via browser, como a Mozilla publicou e a correção de uma delas implica na perda de até 30% de performance e a outra não tem correção definitiva possível, a não ser a troca do processador, o que implicaria em um recall completo de todos os processadores já fabricados em uso e a sua substituição por novos com um redesign que nem existe ainda. 

Mesmo que as fabricantes estivessem dispostas a ir a falência para tentar fazer isso em tempo record, esse tecnologia ainda não foi criada, visto que um projeto completo de um novo processador pode levar anos, além disso, não temos capacidade de produção para esse volume. 

Consegue entender agora porque as fabricantes elas não fizeram nada de muito concreto nesses seis meses em que sabem das falhas? Consegue entender as implicações disso tudo?

Bem-vindo ao Cybergeddon!

Agradecimentos


Gostaria de deixar os meus cumprimentos e agradecimentos ao Alberto J. Azevedo pela abordagem clara e consiga, você pode ler alguns artigos que ele publica eventualmente no Medium, de hoje em diante, espere ver alguns conteúdos dele aqui no blog também, sejam autorais ou co-escritos.

Até a próxima!
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Saiba mais sobre o suporte futuro da AMD no Linux

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AMD e Linux são duas coisas que costumavam não se dar muito bem, pelo menos não quando o assunto era "placas de vídeo", mas com o tempo, a postura da empresa mudou de forma radical, tornando-se uma empresa que suporta vários projetos de código aberto.

Linux e AMD






Com o lançamento do Kernel Linux 4.15, nós teremos a inclusão 130 mil linhas de código provindas da AMD, essas melhorias devem melhorar a compatibilidade e performance dos produtos da empresa com o sistema do pinguim.

Para você entender um pouco melhor a relação da empresa com o mundo Linux nós entrevistamos Alfredo Heiss, representante da AMD no Brasil. Na entrevista nós conversamos sobre o suporte a driver para placas de vídeo pelo Kernel e como a empresa trabalha com projetos de código aberto.



Será que finalmente teremos um suporte equivalente ao da Nvidia no Linux? 2018 está só começando e promete muito!

Deixe a sua opinião nos comentários e até a próxima!
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Bug dos processadores Intel pode afetar também processadores ARM e AMD

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quinta-feira, 4 de janeiro de 2018

Ontem nós publicamos aqui no blog uma notícia sobre um bug que afeta os processadores Intel dos últimos 10 anos, onde a correção para o problema poderia afetar consideravelmente o desempenho dos mesmos, em alguns casos causando até 30% de perda de potência.

Processadores com bug






Algumas horas depois, essa notícia repercutiu pelo mundo e as empresas, comunidades e desenvolvedores começaram a se manifestar. A Microsoft que, como tínhamos informado ontem, iria lançar a correção para o Windows na próxima Terça-feira, como de costume para este tipo de atualização, resolveu lançar um atualização de emergência hoje mesmo e ela já está disponível, assim como a correção para Linux, que saiu ainda ontem, para macOS, ainda não temos informações.

A Intel finalmente se pronunciou sobre o caso comentando que este problema pode afetar outros CPUs também, como os da AMD e os ARM, no entanto, não desmentiu o fato do problema de redução de desempenho.

Na noite de ontem o blog sobre segurança da Google comentou que o "Project Zero", programa da empresa que busca encontrar falhas em produtos de outras companhias também, entrou na jogada mostrando quais eram as falhas que foram detectadas e confirmou as informações da Intel, dizendo que a falha pode realmente comprometer processadores de outros fabricantes também, não somente os do "lado azul".

A AMD respondeu rápido a essas possibilidades, dizendo que seus engenheiros analisaram as falhas apontadas pela Google:

AMD Bug

Basicamente, a primeira das três variáveis de ataque pode ser corrigida via update de software e não deve afetar o desempenho dos chips, no segundo caso, a diferença de arquitetura parece não tornar os CPUs AMD como vetores para ataque e no último caso, existem diferenças nas arquiteturas dos processadores da AMD que impedem a falha de ser explorada, ou seja, para o "lado vermelho da força" de todos os males, ainda é o menor.

A ARM Holdings nãos e pronunciou sobre o caso ainda e a Intel diz estar trabalhando em correções de firmware que poderão ajudar aos desenvolvedores de sistemas operacionais a contornar o problema.

Segundo a Google, até mesmo os Chromebooks podem ser afetados, mas a correção para ele se dá em passos simples, basta garantir que ele esteja atualizado e ativar o seguinte parâmetro:

 chrome://flags/#enable-site-per-process

No dia 24 de Janeiro deve ser lançado o Chrome 64, juntamente com a atualização para o Chrome OS, o que deve resolver o problema nos equipamentos, no Android, o problema pode ser um pouco maior, visto a fragmentação de atualizações que existe caso o problema seja confirmado em processadores ARM, mas ainda não temos informações o suficiente para falar sobre isso, não ficou claro se essa falha afeta os processadores dos iPhones também.
Para mais informações fique ligado aqui no blog e sempre mantenha os seus sistemas operacionais atualizados.
Até a próxima!
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Correção em falha de processadores Intel pode acabar reduzindo o desempenho do CPU em até 30%

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quarta-feira, 3 de janeiro de 2018

O ano mal começou e a Intel já está tendo problemas de segurança com seus processadores. Os processadores Intel, tanto x86 quanto x64, fabricados nos últimos 10 anos podem ter seu desempenho fortemente afetado devido a necessidade de uma atualização a nível de kernel dos sistemas operacionais, sejam eles Windows, macOS ou Linux.

CPU Intel problemas de segurança










Geralmente esse tipo de problema é corrigido via update de firmware, mas desta vez isso não será o suficiente. Os desenvolvedores de sistemas operacionais terão de fazer alterações do Kernel para evitar a falha e isso pode acabar reduzindo a performance dos processadores da Intel em até 30%, variando de acordo com o modelo.
O problema não está completamente claro pois até o momento em que eu escrevo este artigo a Intel não se manifestou claramente sobre o caso. O que se sabe, até então, é que esse erro afeta a forma com que o Kernel dos sistemas operacionais  lidam com instruções do CPU, isso acaba fazendo com que o Kernel não consiga gerenciar corretamente as permissões de acesso, dando margem para que atacantes pudessem ter acesso ao user space do sistemas operacionais e conseguir acesso a senhas e informações sigilosas em muitos casos.

Além dos processadores convencionais de desktop, a falha também afeta processadores de servidores e ambientes em nuvem, como Amazon EC, Google Compute Engine e Microsoft Azure.

No Linux a atualização para corrigir a falha já está disponível, então apenas mantenha os seu sistema atualizado, logo a atualização deve chegar até você (se já não chegou), para Windows, a Microsoft deve lançar na próxima semana a atualização para a correção, a Apple parece estar trabalhando no caso também, mas  ainda não há previsão de quando a correção estará disponível para os usuários da "maçã".

Com a atualização, a ideal é que o Kernel não possa ser mais acessado por nenhum processo em execução, o que consequentemente irá aumentar o esforço do processador para executar os seus processos, impactando a performance, o que pode ter efeitos diferentes de CPU para CPU.

Para conseguir isso os desenvolvedores precisam separar completamente a memória do kernel do KPTI (Isolamento da Tabela de Página do Kernel). Esta atualização leva o Kernel a um endereço completamente separado, então, ele fica invisível para um processo em execução, evitando os ataques.

A AMD não perdeu a viagem e aproveitou, claro, para ressaltar que seus processadores estão livres dessa falha.

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AMD deve abrir o código do seu driver Vulkan para Linux antes do Natal

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quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

Um belo presente de Natal para os usuários de Linux donos de hardware AMD, finalmente será lançado o driver open source da empresa com suporte ao Vulkan.

AMD Vulkan Linux





Há quase dois anos ouvidos sobre o driver Vulkan da AMD para Linux, este que inicialmente seria de código fechado, mas tornou-se código aberto. Agora ele está praticamente pronto e deverá ser publicado antes do final do ano.


Este é o resultado dos últimos dois anos de trabalho da AMD com tecnologias abertas e será o que podemos chamar de "driver oficial" para a plataforma, ele possui uma base de código compartilhada entre os sistemas operacionais Linux e Windows, respeitando as diferenças de cada plataforma.

Saiba mais sobre o assunto aqui.

Agradecemos ao leitor Vagnarok pela dica, até a próxima!

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Kernel Linux 4.15 terá melhor suporte para placas AMD

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quinta-feira, 23 de novembro de 2017

Boas novas para os usuários Linux que vão aderir às novas gerações de placas de vídeos da AMD, a nova versão do Kernel Linux trará suporte nativo para elas de forma aprimorada.

AMD no Kernel Linux 4.15






Nesta semana eu e o Gabriel, que trabalha no Diolinux comigo (e no canal Toca do Tux), tivemos uma reunião com o pessoal da AMD (em breve teremos conteúdo para o canal Diolinux) e colhemos algumas boas novidades.

O futuro Kernel Linux 4.15, que ainda será liberado, vem com mais de 130 mil linhas de código novas provindas da AMD, suportando especialmente a nova arquitetura Vega. O novo Kernel virá com o AMDGPU DC, que é uma implementação de código para o driver AMDGPU DRM. Ele trará suporte para o "atomic mode-setting", suporte para as placas RX Vega out-of-the-box, suporte para Raven Ridge, Audio HDMI/DP e até mesmo para o FreeSync e mais alguns recursos que a AMD vem implementando em seus últimos produtos.

Até o momento o AMDGPU DC será habilitado por padrão somente em hardware Vega, no entanto, implementações para outros hardwares poderão ser feitas manualmente pelo usuário ou talvez pelas próprias distribuições Linux conforme elas empacotarem seus drivers.

Existem alguns testes muito consistentes mostrando que o desempenho das novas Vega no Linux são muito bons, o suficiente para competir, pelo menos em parte, com o suporte que a Nvidia dá para o Linux atualmente. Se isso realmente acontecer seŕa ótimo para o mercado. 

O fato interessante aqui é que você não vai precisar instalar drivers para utilizar essas placas, basta conectá-las ao seu computador e o suporte será nativo. As futuras gerações da AMD para Linux prometem, fique ligado no Diolinux para acompanhar o material que produzimos e até a próxima!
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AMD e Lenovo fecham parceria para trazer processadores AMD pro 12 e Ryzen para os ThinkPads

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sexta-feira, 8 de setembro de 2017

Neste semana a gigante chinesa, Lenovo, anunciou uma nova parceria com a AMD para trazer processadores da empresa para a linha ThinkPad.

AMD e Lenovo






No mercado de Notebooks e portáteis (do mesmo segmento) a Intel vem dominando nos últimos anos, assim como foi na linha High-End no desktop antes da chegada dos Ryzen, que chegaram para deixar o mercado mais competitivo.

Agora a AMD pretende recuperar o território perdido neste segmento também.


Os novos produtos da Lenovo serão voltados inicialmente para o mercado corporativo e governamental e trarão os processadores AMD PRO A12, porém, em breve eles deverão dar lugar aos processadores Ryzen também, que equiparão os modelos A275 e A475 da Lenovo.

Além dos processadores, algumas variações dos novos modelos da Lenovo deverão trazer GPUs Radeon R7, completando um hardware que seria full AMD. É interessante comentar que o A275 poderá contar com até 16 GB de RAM DDR4, e o A475 com até 32 GB.

ThinkPad


Ambos poderão ser configurados com opções de SSD de até 512 GB ou até 1 TB de HDD. O consumidor ainda poderá contar com leitor de digitais e conectividade 4G LTE. Tela sensível ao toque  é um item opcional. Os dois modelos serão equipados ainda com várias conexões físicas, incluindo USBs tipo A e uma conexão USB-C.

O A47, que terá tela de 14’’, chega ao mercado internacional no dia 15 de Setembro por US$ 849,00 ( algo R$ 2.600,00 convertendo sem impostos), e o A275 deverá chegar em Outubro por US$ 869,00 (algo como R$ 2.700,00 convertendo sem impostos). Não há informações sobre a venda deles no Brasil ainda.



A Lenovo, é claro, não deixará de vender os computadores com processadores Intel e GPU Nvidia, mas é bom ver os consumidores terão mais opções. A linha ThinkPad não é das mais baratas, mas quem sabe a iniciativa da Lenovo motive outras fabricantes a fazer o mesmo também, não é verdade?

Até a próxima!

Fonte
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Novas placas de vídeo AMD Vega tem performance surpreendente com drivers Open Source

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quinta-feira, 17 de agosto de 2017

Será que finalmente estamos chegando perto de um bom suporte em placas de vídeo no Linux por parte da AMD? Se depender da nova linha Vega da empresa, os usuários Linux podem deixar de se preocupar tanto com drivers.

Radeon Vega no Linux






O pessoal da Phoronix fez uma extensa review com benchmarks dos novos modelos de placas da AMD, as Radeon Vega, modelos 56 e 64. Os resultados obtidos com drivers de código aberto não foram menos do que surpreendentes!

Escolher uma placa de vídeo para jogar no Linux nos últimos anos tem sido sinônimo de ser cliente da Nvidia, como comentamos em um dos últimos Diolinux DROPS do canal:


Porém, com a evolução dos drivers e com as novas gerações de placas chegando, isso pode mudar um pouco.

Radeon Vega

Segundo a análise feita pelo site Phoronix, a linha Vega torna-se atualmente a melhor opção para usuários de Linux que não querem depender da instalação de drivers proprietários. As Radeon Vega tem um bom desempenho utilizando os drivers de código aberto contidos no próprio Kernel Linux, sendo inclusive melhores do que o AMDGPU PRO, de forma surpreendente.

Por serem placas relativamente baratas em comparação com as concorrentes da Nvidia, pelo menos fora do Brasil, elas tem um ótimo custo por frame para quem deseja utilizar drivers open source.

O desempenho é bom, mas ainda pode melhorar


Os analistas comentaram que apesar do desempenho ser considerado muito superior em relação a gerações passadas com o driver de código aberto, ainda são necessárias otimizações para esta nova arquitetura, pois mesmo que o resultado tenha sido animador, se comparado ao suporte ao Windows, elas ainda ficam um pouco atrás e também ficam um pouco atrás das concorrentes da Nvidia com driver proprietário, mesmo no Linux.

Você pode conferir todo o relatório dos gráficos de benchmarks em games com API diferentes e também com benchmarks sintéticos acessando este endereço, basta navegar pelas páginas.

Até a próxima!
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Ubuntu ganha compilação do Kernel para placas de vídeo AMD com driver AMDGPU DC embutido

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quinta-feira, 10 de agosto de 2017

Os proprietários de placas de vídeo da AMD de arquiteturas mais recentes poderão utilizar um Kernel específico com driver AMDGPU embarcado no Ubuntu ou no Linux Mint.

AMDGPU Ubuntu Kernel







Fiquei sabendo hoje de algo muito interessante através do site Phoronix, agora temos um kernel Linux para o Ubuntu com suporte para o driver AMDGPU DC pré-instalado, o pacote parece ter sido feito pelos próprios mantenedores do site.

Este driver AMDGPU DC tem suporte a várias tecnologias novas da AMD e está entrando no Kernel 4.12.x, que ainda não está no Ubuntu por padrão. O "DC display code" provê suporte para áudio HDMI/Display Port para placas modernas da empresa, assim como suporte para HDMI 2.0, suporte para a Radeon Vega, atomic mode-setting e mais algumas coisas.  Este é um pacote experimental que você pode testar por conta e risco, basta fazer o download do .deb aqui.

Se você não se sente seguro em fazer ajustes mais avançados como este, sabemos que muitos leitores do blog são iniciantes, evolvendo o Kernel do sistema, simplesmente NÃO FAÇA! Estes ajustes feitos neste pacote experimental deverão entrar no Kernel do Ubuntu no futuro naturalmente. Se você não está com pressa para usá-los, pode cruzar os braços e clicar no próximo artigo.


Até a próxima!
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AMD está preparando um novo driver para Linux com suporte para FreeSync

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quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

Eu ainda vou comprar hardware AMD para jogar no Linux, mas até o momento o sonho ainda está um pouco distante, o suporte da Nvidia no sistema do pinguim continua sendo um pouco superior, tanto pela variedade de drivers, quanto pela eficiência, mas aos poucos a AMD começa a nos dar esperanças de um futuro melhor.

AMD Linux Driver




A AMD está trabalhando em uma nova versão de seu driver de vídeo ara Linux que vai apoiar mais placas, além de incluir novos recursos como suporte ao FreeSync.

Novo Driver de vídeo para Linux

Aparentemente os novos recursos farão apenas parte do driver proprietário, o AMDGPU PRO, enquanto que o AMDGPU, também poderá se beneficiar dele, mas não terá todos os recursos da versão PRO.

Você pode conferir o slide de apresentação da AMD aqui e você pode baixar o novo driver AMDGPU PRO diretamente no site da AMD também.

A instalação até o momento só tem suporte oficial para o Ubuntu 16.04 LTS e para o Red Hat EL, no site você encontra também os tutoriais para instalação.
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Drivers Oibaf para melhorar o desempenho em jogos no Ubuntu

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sábado, 30 de julho de 2016

Quem usa Linux com placas gráficas Intel, e especialmente AMD, depende muito dos drivers de código aberto para o bom funcionamento do sistema, porém, os drivers que as distribuições normalmente trazem não são os mais otimizados e recentes, tudo isso pode ser corrigido no Ubuntu e em seus derivados com os drivers Oibaf, sem a necessidade de mudança de Kernel.







Este PPA Oibaf traz drivers otimizados para Intel, AMD e Nvidia, com otimizações de OpenGL e outras configurações para tentar tirar o máximo proveito da sua placa gráfica.

Como não tenho nenhuma placa AMD, não pude fazer testes nelas, instalei no meu Notebook com Ubuntu e placa Intel HD Graphics 3000 e tive um bom desempenho com jogos na Steam, para placas Nvidia, ainda é melhor utilizar o driver fornecido por este outro repositório, o PPA Graphics Nvidia do Ubuntu.

Apesar de não possuir hardware AMD, eu pude testar no Notebook da minha namorada, este sim com uma placa da AMD simples e o resultado foi satisfatório. O notebook dela é um pouco fraco, então, juntando estes drivers com a dica de deixar o Unity que ela tanto gosta no modo de Low GFX, o desempenho do notebook melhorou consideravelmente.

Baseado nos testes que eu fiz, acredito que vale apena usar este repositório caso você tenha placas Intel e AMD e use drivers open source, os mesmos que vem com o Kernel Linux do Ubuntu ou algum derivado, apenas se você usa o computador para jogar ou usar algum software que exija um maior desempenho em 3D, caso contrário, você pode usar o próprio driver do Kernel sem problemas.

Testando

Como testar não custa nada, se você quiser fazer a experimentação abra o terminal e cole os seguintes comandos:
sudo apt-add-repository ppa:oibaf/graphics-drivers
sudo apt-get update
sudo apt-get dist-upgrade
Depois disso reinicie o seu sistema e faça os seus testes, caso algo não funcione de acordo, desinstale usando os comandos:
sudo apt-get install ppa-purge
sudo ppa-purge ppa:oibaf/graphics-drivers
Depois de testar volte aqui e comente o que aconteceu, assim vamos poder ajudar mais pessoas, até a próxima!


SteamOS 2.80 beta traz novo editor Unity3D

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terça-feira, 31 de maio de 2016

Semana passada tivemos aqui no Diolinux a notícia da nova atualização recebida pelo Unity 3D para Linux. Nesta semana recebemos a informação Beta do SteamOS 2.80 com novos recursos, sendo que um deles faz referência justamente ao Unity 3D.






O SteamOS 2.80 está em sua nova versão Beta; e essa nova versão traz consigo suporte para driver GPU da AMD (incluindo driver RC1 da AMD GPU PRO com Vulkan e com a API de apresentação e de decodificação VDPA). Esse novo driver só estava habilitado para a geração Bonaire. Mas agora ele estará disponível outros em versão testing.

O SteamOS 2.80 traz também consigo a recente atualização do editor de jogos Unity 3D que o Linux recebeu e que pode ser conferido aqui no blog Diolinux:
Notícia de jogos que vem simultaneamente junto com  a do SteamOS é a do Atari Vault. Dois meses depois do lançamento para o Windows, agora está disponível também para Linux a Atari Vault, que  é uma coleção de jogos para Arcade dos anos 70. É... talvez isso não soe como grande vitória para muitos, mas está valendo. Se a Atari começou a desenvolver jogos para Linux, se torna mais uma aliada.



Para os que gostam de jogos de corrida, agora está disponível o F1 2015, que é baseado na nova geração de motor EGO da Codemasters:


Até a próxima!

Fonte
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Unigine Heaven/Valley - Plataforma de Benchmark gráfico para Linux, Windows e Mac

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segunda-feira, 30 de maio de 2016

Estou pretendendo fazer alguns vídeos no futuro do canal do Diolinux envolvendo benchmarks entre sistemas operacionais, então, nada melhor do que encontrar uma plataforma de benchmark fixa para fazer uma análise, para isto é que a Unigine Heaven sai servir, sendo compatível com Linux, Windows e Mac.

Benchmark Linux Unigine Heaven




A Unigine Heaven tem uma versão paga também, porém, a versão free "já dá pro gasto", como se diz.

O programa serve para você fazer testes de stress no seu hardware gráfico, tanto usando DirectX, quanto OpenGL, como a ferramenta tem versões para Linux, Windows e Mac, é possível comparar os 3 sistemas, pelo menos sob a API open source.

Existem várias opções para você customizar o teste, com processamento de tesselação e filtros Anti-Aliasing para que você possa ver até onde a sua placa vai. A Unigine Heaven é compatível com Nvidia, AMD e Intel e pede para você dê preferencia por usar drivers proprietários no Linux para ter uma melhor experiência.

Download e utilização


Para baixar, basta acessar essa página, existe também a versão Unigine Valley, que basicamente muda o tipo do cenário utilizado nos Benchmarks, você testar com as duas se quiser. O arquivo tem pouco mais de 270 MB de tamanho para ser baixado.

O arquivo baixado tem a extensão .run, em tese você pode executá-lo dando dois cliques, caso isso não seja possível, verifique se nas propriedades do arquivo o mesmo está marcado para ser executado como um programa.

Unigine Heaven Ubuntu


Dando dois cliques nele e rodando-o, uma pasta com o nome do software será criada na pasta em que você está, se você salvou o arquivo na Área de Trabalho por exemplo, uma pasta será criada ali, dentro desta pasta você vai encontrar os arquivos para executar a Unigine Heaven (ou Valley), basta dar dois cliques no arquivo "heaven" se você estiver usando a Unigine Heaven, ou no arquivo "valley", se você estiver utilizando a Unigine Valley.

Agora é partir para os testes! :)
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AMD liberá o código da nova linha de GPUs Polaris para melhorar o driver aberto AMDGPU

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segunda-feira, 28 de março de 2016

A nova geração de processadores gráficos da AMD está sendo chamada de "Polaris" e em breve ela terá suporte nativo do Kernel Linux, possivelmente antes mesmo de seu lançamento algumas linhas de código já sejam inclusas no Kernel a fim de ter o suporte garantido quando o hardware for lançado.

AMD Linux




No momento alguns Patches estão disponíveis para aplicação no Kernel Linux para trazer suporte para a linha Polaris. Estas placas deverão sair mais ou menos no meio deste ano, a inclusão oficial do suporte da tecnologia Polaris no Kernel Linux deverá acrescentar cerca de 67 mil linhas de código ao núcleo.
Leia também: Comparativo de desempenho entre placas Nvidia e AMD no Linux
O suporte nativo através do Kernel e do driver open source AMDGPU deverá ser padrão no Kernel Linux 4.6 ou mais tardar, no Kernel 4.7. Apesar do suporte da AMD ainda deixar a desejar é bom saber que ele estão pensando no suporte para Linux da próxima geração um bom tempo antes dela ser lançada, isso, em tese, poderá fazer com que o desempenho nas placas AMD no Linux melhore consideravelmente, ou que pelo menos eles tenham tempo de otimizar os drivers.

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AMD vs Nvidia - Comparativo de desempenho no Linux

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quinta-feira, 24 de março de 2016

Com a chegada da API Vulkan e do desenvolvimento de novos drivers de vídeo é normal as pessoas se perguntarem qual a melhor opção para se jogar no Linux. Temos aqui um comparativo de desempenho usando OpenGL e Vulkan em uma série placas diferentes em um teste feito pelo pessoal da Phoronix, vamos analisar os números.

AMD vs Nvidia  - Linux Benchmarks




Nós que acompanhamos o cenário de games no Linux temos um conceito formado por experiência e diversos testes  que nos dizem que a AMD ainda "não chegou lá" quando se fala em desempenho no Linux, mas será que a diferença é tão grande assim em favor da Nvidia? É isso que vamos ver, pois o "fator Vulkan" veio para fazer diferença.

Nvidia vs AMD
Imagem: Phoronix

Recentemente, tanto AMD, quanto Nvidia lançaram drivers para Linux com suporte para o Vulkan, o benchmarks foi realizado com a última versão beta do AMDGPU e com o Nvidia 364.12 no Ubuntu 16.04 LTS (que ainda não saiu) comparando o OpenGL com o Vulkan.

O hardware utilizado foi:

- Xeon E3-1280 v5 Skylake 3.7GHz
- Placa-mãe MSI C236A Workstation
- 16GB de DDR4-2133 EUDIMM
- 120GB Samsung SSD 850

As placas de vídeo utilizadas podemos ver através dos gráficos:

Vulkan e OpenGL - AMD vs Nvidia

No gráfico acima nós vemos um comparativo entre as placas usando OpenGL (azul) e Vulkan (Vermelho), podemos ver  como o Vulkan traz mais FPS para as placas.

Abaixo vemos uma "corrida" entre as placas usando OpenGL, em alguns resultados podemos ver retornos positivos por parte da AMD, mas mesmo assim ainda é necessário um maior trabalho por parte da empresa.

Nvidia vs AMD

Nvidia vs AMD

Nvidia vs AMD

O que você achou? Podemos ver uma evolução interessante já não é? O meu conselho para quem deseja montar um PC para jogar  no Linux é ainda aposta em hardware Nvidia, pois ele parece, em linhas gerais, ter um melhor suporte.
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Kernel Linux 4.5 traz melhorias para driver AMDGPU

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sexta-feira, 18 de março de 2016

Linus Torvalds liberou a nova versão do Kernel Linux, a versão 4.5 traz algumas novidades interessantes, especialmente para donos de placas de vídeo da AMD.

Kernel Linux 4.5 AMDGPU



A nova versão do Kernel traz uma boa notícia para os usuários da AMD, como você deve ter ficado sabendo o suporte para drivers proprietários for cortado pela empresa, obrigando os usuários que quiserem usar distribuições mais atualizadas a usar o driver open souce, o AMDGPU.
- Como instalar qualquer versão do Kernel Linux no Ubuntu
Ontem nós postamos uma matéria com os benchmarks comparando o driver proprietário com o driver open source em games e pudemos observar que em linhas gerais o AMDGPU (open source) ainda não oferece a mesma qualidade, porém, felizmente aos poucos ele vai melhorando. Com o lançamento no Kernel Linux 4.5 teremos uma melhora neste sentido.

Na versão 4.5 do Kernel foi adicionado suporte experimental para Powerplay no AMDGPU, isso deve melhorar a gestão de energia para quem usa placas AMD em Noteobooks e também melhorar um pouco o desempenho em jogos. Além da otimização do driver AMD, a nova versão do Kernel melhora o suporte de escalabilidade do sistema de arquivos Btrfs.

Saiba mais no site do Kernel.
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Ubuntu 14.04 com driver proprietário da AMD vs Ubuntu 16.04 com driver open source

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quinta-feira, 17 de março de 2016

Os benchmarks entre as duas versões são importantes para ilustrar o quanto os usuários de placas AMD podem ser afetados com a notícia do não suporte por parte da empresa da nova versão do servidor X que deve acompanhar as distribuições Linux à partir de Abril. Por conta deste empasse a Canonical, empresa por trás do Ubuntu, anunciou que apenas drivers de código aberto farão parte dos recursos do sistema, pelo menos em primeira instância, e isso deverá afetar as demais distribuições também, pelo menos as que usarem a mesma versão do X.

fglrx vs amdgpu




Para quem não entendeu as siglas, o fglrx é o driver proprietário da AMD para Linux até então, porém a empresa decidiu investir do desenvolvimento do driver open source, o AMDGPU, com a ajuda da comunidade Linux e das empresas que trabalham com o sistema, ele é um driver que vem diretamente com o Kernel Linux e em tese você não precisa instalá-lo, ao fazer a instalação do sistema a própria distribuição vai detectar a placa de vídeo que você está usando e vai ativar o driver correto.

O problema para os usuários da AMD, como eu comentei no vídeo abaixo, é que o AMDGPU tente a entregar menos desempenho que o driver proprietário, pelo menos por enquanto, a esperança é que ele melhore ao longo do tempo, para agravar a situação, quem quiser usar o driver proprietário no Ubuntu 16.04 LTS não poderá por conta da compatibilização que não foi feita por parte da AMD.




Para termos uma noção do quanto essa mudança afetará que tem hardware AMD e prefere usar Linux para jogar o pessoal da Phoronix fez um Benchmark comparando os dois drivers em ambos os sistemas, vamos analisar os gráficos.

Os testes foram realizados com as seguintes placas:

  • R9 270X
  • R9 285
  • R9 290
  • R7 370
  • R9 Fury

O Hardware utilizando em conjunto com estas placas no testes foi:

- Processador Intel Xeon E3-1280 v5 @ 4.00GHz (8 Núcleos)
- Placa-mãe MSI C236A WORKSTATION (MS-7998) v1.0
- Memória RAM 16GB (modelo não especificado)
- SSD 120GB Samsung 850

Benchmarks entre AMDGPU e driver proprietário

Benchmarks entre AMDGPU e driver proprietário

Benchmarks entre AMDGPU e driver proprietário

Benchmarks entre AMDGPU e driver proprietário

Estes foram os testes principais, com os os games mais populares, porém existem mais com resultados semelhantes que você pode conferir no site da Phoronix.

Podemos observar que em alguns casos o AMDGPU apresentou desempenho melhor do que o driver proprietário, como no Bioshock Infinite, podemos observar um ganho também em relação ao driver open source anterior existente no Ubuntu 14.04 LTS, mas mesmo assim, na maioria dos testes o drive proprietário ainda oferece um melhor desempenho.

Agora temos que esperar para ver como será o desenvolvimento do AMDGPU e torcer que com a integração dele com o Vulkan as coisas melhores.

Até a próxima!
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