Diolinux - O modo Linux e Open Source de ver o Mundo

Responsive Ad Slot

Mostrando postagens com marcador aplicativos. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador aplicativos. Mostrar todas as postagens

Google e o seu possível Android Q convergente

Nenhum comentário

quinta-feira, 16 de maio de 2019

Um sistema convergente é o sonho de muitos amantes da tecnologia. Que tal utilizar uma aplicação em seu smartphone e ao chegar em casa prosseguir com a mesma tarefa em uma tela maior, no modo desktop. Esse é o desejo de muitos usuários, e a Google não quer ficar de fora dessa.

appss-aplicativos-convergentes-android-modo-desktop-samsung-dex-canonical-ubuntu-phone-pureos-purism-linux-

A Canonical, empresa responsável pelo Ubuntu, tentou pôr em prática essa proposta com seu Ubuntu Phone. Infelizmente não foi bem sucedida. A Purism está trabalhando em um smartphone com essa proposta, utilizando aplicações desktops que se moldam ao mobile etc. A gigante coreana Samsung, desenvolveu o Dex, com seus aparelhos Samsung da linha Galaxy mais premium, vem possibilitando o funcionamento do Ubuntu nesses aparelhos com o Linux on Dex, até mesmo sua versão do Android.

Agora a Google também embarca nos aplicativos convergentes. Durante a Google I/O 2019, sua conferência para desenvolvedores, a empresa demonstrou a evolução de suas API's e incentivou os desenvolvedores a compatibilizar seus apps com o escalonamento de tela, com a adição de um modo desktop. A Google não entrou em detalhes se o Android Q teria um modo desktop, uma dock semelhante aos Samsungs para "morphar" em um funcionamento desktop, mas foi enfática na compatibilização e criação de apps com função desktop.

Possibilidades e mais possibilidades…


Esse incentivo da Google, em meu ponto de vista, pode estar atrelado à 3 coisas. Primeiro, um planejamento que de fato o Android Q possuirá um modo desktop. Segundo, ela pode estar visando a integração de apps Android no Chrome OS, afinal mesmo com aplicações Android funcionando normalmente em seus Chromebooks, eles são pensados para o mobile. E terceiro alguma parceria com uma empresa, estilo Samsung, que possui o Dex.

appss-aplicativos-convergentes-android-modo-desktop-samsung-dex-canonical-ubuntu-phone-pureos-purism-linux-chromeos

Das três possibilidades que imaginei, creio que as duas primeiras são as mais plausíveis, claro que nada impede um combo de ambas, inclusive um pezinho da Samsung (😁😁😁).

E você, acha que em breve teremos um modo desktop no Android? Uma coisa é certa, a Google não está enfatizando a compatibilidade com um "modo desktop" a toa, tem "caroço nesse angu".

Continue esse assunto em nosso fórum Diolinux Plus, até o próximo post.

Te aguardo aqui no blog Diolinux, SISTEMATICAMENTE! 😎
_____________________________________________________________________________
Viu algum erro ou gostaria de adicionar alguma sugestão a essa matéria? Colabore, clique aqui.


Google Duo recebe função chamadas em grupo

Nenhum comentário

quarta-feira, 15 de maio de 2019

A Google domina diversos setores da tecnologia e sem sombra de dúvidas quando se pensa em buscas ou smartphones, lá existe "um pezinho da Google, para não falar o seu domínio nesses mercados (😕😕😕).

google-duo-android-app-aplicativo-web-chamadas-video-audio-grupo-webcam-comunicação

O Duo é o aplicativo de chamadas em áudio e vídeo da Google. Conhecido por ser muito econômico e eficiente, mesmo com internet de baixa conexão, 3G, o aplicativo da gigante das buscas manteve-se no mercado, ao contrário da sua "resposta ao WhatsApp" o Google Allo.

Substituto do Hangouts?


Antes da última atualização, o Google Duo só efetuava chamadas em particular, entretanto após o update uma funcionalidade que lembra o Hangouts foi adicionado.

google-duo-android-app-aplicativo-web-chamadas-video-audio-grupo-webcam-comunicação

Com a nova versão é possível criar grupos com seus contatos, e efetuar uma chamada com várias pessoas, semelhante ao Hangouts. No entanto a funcionalidade está presente apenas na versão mobile do app e em alguns países, o Brasil está entre eles, então pode comemorar (😊😊😊).

google-duo-android-app-aplicativo-web-chamadas-video-audio-grupo-webcam-comunicação

Sua versão web ainda não foi contemplada com o recurso, mas creio que seja questão de tempo. Como nem todos os países receberam esta novidade, talvez a opção só venha ao aplicativo web quando estiver liberado para todos os países.

Ao menos no momento, não creio que o Duo substitua o Hangouts, porém olhando a longo prazo me parece sensato essa substituição.

Baixe o app diretamente da Google Play para Android, App Store para iOS ou use a versão web.

E você, utiliza o Google Duo? Até hoje ele não me deixou na mão, e foi o que melhor funcionou com meu "belíssimo pacote de dados 2g/3g".

Que tal acessar nosso fórum Diolinux Plus e continuar esse bate-papo sobre apps Android?

Até o próximo post, SISTEMATICAMENTE! 😎
_____________________________________________________________________________
Viu algum erro ou gostaria de adicionar alguma sugestão a essa matéria? Colabore, clique aqui.


Google lança transcrição de voz em tempo real no Android

Nenhum comentário

quarta-feira, 13 de março de 2019

Empresas de tecnologia sempre estão em constante desenvolvimento, seja em sua mentalidade ou visão perante as transformações do mercado, como o aprimoramento de seus produtos e serviços. Ao decorrer dos anos a Google veio se tornando líder em diversos segmentos, como inteligência artificial. Ela é uma poderosa aliada para tarefas de reconhecimento facial, estudos do comportamento do usuário e transcrição de voz.

transcrição-narrar-voz-ditar-gboard-android-google

Em seus últimos lançamentos o Gboard, teclado da Google para Android, vem recebendo atenção especial da empresa, com a possibilidade de uma digitação por voz de forma rápida e totalmente offline. Depois de inúmeros testes, a funcionalidade foi aprimorada graças a tecnologia de inteligência artificial, sem a necessidade de uma conexão com a internet, essa nova forma de transcrever o áudio em texto, é obtida graças a um poderoso sistema que funde diversos componentes de reconhecimento de voz, criando um único mapa neural que transforma o sinal de onda sonora em seu texto equivalente.

transcrição-narrar-voz-ditar-gboard-android-google

Essa nova maneira de transcrever a voz, é mais rápida que a forma convencional, pois não exige o acesso a internet, e tendo passos adicionais que poderiam atrasar o processo, como acesso aos servidores Google e depender da velocidade de internet do aparelho, entre outras coisas. E mesmo na hipótese de estar utilizando o Gboard em modo offline,  essa nova implementação tem uma latência e tempo de resposta menor, sendo superior à aplicação atual.

Caso esteja preocupado com o tamanho exigido para essa funcionalidade em seu aparelho, não se preocupe, se antes durante seu desenvolvimento esse espaço em disco pudesse ser requisitado em até 2GB, agora com o aprimoramento do software, apenas 85MB é reivindicado.

Aparelhos que terão tal funcionalidade


Em primeiro momento, apenas os aparelhos Pixel, Pixel 2 e Pixel 3 receberão essa novidade, os quais estiverem definidos com a linguagem “inglês americano”, caso possua algum citado na lista, basta acessar a opção: Gboard settings > Voice typing > Faster voice typing e habilitar o recurso, no entanto creio ser uma questão de tempo para que tal funcionalidade esteja disponível em outros aparelhos e idiomas, assim como a assistente de voz da Google em seu lançamento. Lembrando que você pode utilizar a transcrição de áudio offline atualmente, porém sem a precisão e os aprimoramentos contidos nessa nova implementação do Gboard. 

E você gostou da novidade? Está ansioso para testar em seu Android? Deixe nos comentários sua opinião e se utilizaria a transcrição de voz no robozinho verde?

Te espero até o próximo post no blog Diolinux, SISTEMATICAMENTE! 😎

_____________________________________________________________________________
Viu algum erro ou gostaria de adicionar alguma sugestão a essa matéria? Colabore, clique aqui.


Microsoft torna Open Source seu app calculadora

Nenhum comentário

quinta-feira, 7 de março de 2019

Há quem diga que a Microsoft apenas está preparando o terreno para num futuro próximo “se apropriar” do Linux e do mundo Open Source, ainda existe quem afirma que com o Satya Nadella a postura da empresa mudou e que a MS adaptou-se ao mercado, porém sempre existirá a dúvida pairando na mente, de quem viveu aquela época obscura da empresa.

calculadora-app-windows-10-opensource-codigo-aberto-ms-mit

Inegavelmente com o passar dos anos, a Microsoft veio disponibilizando cada vez mais o código de seus softwares, em 2014 o Microsoft .NET Framework teve parte do seu código disponibilizado, também teve o motor do JavaScript em seu “finado” browser Edge (em breve a atual versão do Edge, será baseado no Chromium), o Chakra, parece que a empresa está “cedendo” ao padrão de mercado, o “jeito Open de Ser”, e desta vez mais uma aplicação entra na lista, o app de calculadora do Windows 10.

calculadora-app-windows-10-opensource-codigo-aberto-ms-mit

Distribuído sobre a licença de código aberto MIT, o app de calculadora do Windows 10, que é desenvolvido com o XAML, Azure Pipeline e Universal Windows Platform (UWP). Disponível no Github, todo o cronograma de desenvolvimento da aplicação, assim como a possibilidade de sugerir funcionalidades ou implementações, estará ao alcance dos desenvolvedores, e por ser Open Source, seu código pode ser utilizado em outros projetos.

Algo interessante para os novos desenvolvedores que pretendem utilizar de tais tecnologias, é ver como a MS utiliza seus padrões de desenvolvimento, uma forma eficaz de ver todo o processo e familiarizar-se com tais ferramentas.

E você acha que a MS está a cada dia indo em rumo ao Open Source? Será que no futuro o Windows será de código aberto? Algo interessante e que também pode entrar em discussão, ao se pensar numa Microsoft mais aberta, é seu pacote universal de programas, pauta de um Diocast, intitulado “Esse Windows ainda vai virar Linux?”, caso não tenha acompanhado basta ouvir todo esse bate-papo. 

Te espero no próximo post, e lembre-se, seja educado e respeite a opinião alheia, não esqueça de compartilhar o blog Diolinux, SISTEMATICAMENTE! 😎

_____________________________________________________________________________
Viu algum erro ou gostaria de adicionar alguma sugestão a essa matéria? Colabore, clique aqui.


Agora você pode testar aplicações em beta no Flatpak

Nenhum comentário

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2019

Não é de hoje que venho falando que soluções como: AppImage, Snap e Flatpak são o futuro de distribuição de apps no Linux, e a cada momento novas funcionalidade e recursos são implementados nestes formatos de empacotamento. O Flatpak acabou de receber uma funcionalidade muito interessante para entusiastas da tecnologia.

flathub-flatpak-canal-repositorio-beta-teste

No dia 19 deste mês, em um comunicado no blog do Gnome, foram anunciados novos recursos do Flathub, em meio às novidades, algumas com foco nos desenvolvedores de softwares, um recurso muito interessante foi adicionado ao repositório, a possibilidade de obter instalações de programas em estágio beta em Flatpak.

O Snap possui algo semelhante, chamado de “canal beta”, dando o poder nas mãos do usuário, de qual versão do software ele está disposto a instalar em seu sistema, uma versão considerada estável ou uma versão “teste”, em que recursos recém implementados ou em desenvolvimento podem fazer parte.

Com essa nova opção, entusiastas poderão testar as versões betas de seus softwares, com a segurança e tranquilidade que uma aplicação em SANDBOX pode oferecer, sem medo de bugs que possam comprometer seu sistema operacional.

Repositório Beta do Flathub


O objetivo deste repositório é possibilitar aos desenvolvedores que usuários comuns testem suas aplicações, para eventuais lançamentos de versões estáveis de suas aplicações.

Para isso o próprio Github da aplicação será utilizado neste repositório beta, descomplicando o procedimento e tendo uma maior velocidade ao oferecer tais apps.

Para adicionar a opção do repositório beta em seu sistema, basta executar o seguinte comando:

flatpak remote-add flathub-beta https://flathub.org/beta-repo/flathub-beta.flatpakrepo

Em seguida instalar a versão beta do aplicativo desejado: (Como exemplo utilizei a Engine de jogos Godot)

flatpak install --user flathub-beta org.godotengine.Godot

Ao instalar uma versão beta e outra estável do mesmo aplicativo, eles serão adicionados em paralelo no sistema. Porém, apenas um será exibido no menu de aplicativos de sua distribuição.

Você pode mudar a exibição de qual versão, sendo na respectiva ordem [01 | 02] em que o primeiro parâmetro será o app a ser exibido.

flatpak make-current org.godotengine.Godot [beta|stable]

Através do terminal existe a opção de escolher qual versão executar, inclusive existem duas formas de executar a versão beta do app:

flatpak run --branch=beta org.godotengine.Godot

ou

flatpak run org.godotengine.Godot//beta

Neste primeiro momento essa alternativa está disponível apenas via terminal, sendo apenas questão de tempo para ter implementações gráficas, seja na loja de apps ou DEs.

O que achou da novidade? Será interessante conferir as versões betas dos programas, e quem sabe descobrir novas funcionalidades, além de contribuir em seu amadurecimento para as versões estáveis. 

Te espero como de costume, aqui no blog Diolinux, SISTEMATICAMENTE, até a próxima! 😎

_____________________________________________________________________________
Viu algum erro ou gostaria de adicionar alguma sugestão a essa matéria? Colabore, clique aqui.


Google aconselha desenvolvedores criarem Apps 64bits

Nenhum comentário

quinta-feira, 17 de janeiro de 2019

Processadores 64 bits oferecem diversas vantagens sobre os de arquitetura 32 bits, mas parece que nem todo desenvolvedor visa criar aplicativos em versão 64 bits. Isso “obrigou” a Google a dar o ultimato. Calma que não é todo esse alarde que alguns veem fazendo.

apps-playstore-google-64bits

Nesta Terça-feira, 15 de Janeiro, Vlad Radu, gerente de produtos da Google, anunciou no blog de desenvolvedores Android, os planos da empresa para o futuro do Android em relação a arquitetura de processador dos aplicativos.

A intenção é que processadores em tal arquitetura, tirem maior proveito ao executar apps em 64 bit. Atualmente, nem todas aplicações possuem sua variante em 64 bits, limitando um smartphone de 64 bits obrigando os aparelhos a utilizarem as versões 32 bits, e por consequência, não extraírem o máximo de desempenho, como foram projetados.

O fim dos 32 bits? Será?


Com o pronunciamento, algumas dúvidas ficaram no ar. Não que a nota pelo gerente da Google foi confusa, pelo contrário, mas alguns portais de tecnologias noticiaram que seria o fim dos aplicativos em 32 bits na Play Store.

Para quem esse requisito se aplica?


A proposta da Google é de que no dia 1º de Agosto de 2021, a Play Store deixe de dar suporte 32 bits para aparelhos que suportam 64 bits. Isso não significa que smartphones com processadores 32 bits sejam afetados. Os apps em 32 bits não acabarão, apenas donos de aparelhos com suporte 64 bits, passarão a extrair o máximo de seus gadgets. Pois existirão versões de apps apropriadas, não obrigando a utilizar 32 bits.

Se essa transição for feita com sucesso, provavelmente as pessoas não vão perceber nenhuma diferença em relação a disponibilidade de Apps, ainda que talvez sintam um melhor desempenho em alguns, o que é uma coisa boa, sem dúvida.

Salvo algumas exceções, como jogos feitos na Unity 5.6 em 32 bits, até o prazo de 2021, poderão manter suas versões de 32 bits, sem a necessidade de uma 64 bits.

Aplicações segmentadas ao Wear OS, Android TV, ou pacotes não destinados aos usuários do Android 9 Pie ou posterior, também não se enquadrarão nesta obrigatoriedade.

Uma tarefa perfeitamente possível


Para maior parte dos desenvolvedores Android a mudança será relativamente simples. Visto que as linguagens que dominam o desenvolvimento de apps Android são, o Java e Kotlin, e não precisam de alterações de código para suportar ambas arquiteturas, 32 bits e 64 bits.

A Google está esperançosa em tecnologias de inteligência artificial, machine learning (aprendizado de máquinas), e dispositivos mobiles mais imersivos. O suporte ao 64 bits prepara todo ecossistema para tais inovações, permitindo novos recursos avançados.

Assim como nos desktops, o próximo passo é deixar a era de 32 bits para trás nos smartphones.

Você possui algum smartphone com processador 64 bits? Pensava que os 32 bits iriam acabar? Deixe nos comentários o que acha disso tudo.

Até o próximo post, aqui no blog Diolinux, nos vemos, SISTEMATICAMENTE! 😎

_____________________________________________________________________________
Viu algum erro ou gostaria de adicionar alguma sugestão a essa matéria? Colabore, clique aqui.


Programas Adobe no Linux, será que eles são tão necessários?

Nenhum comentário

segunda-feira, 23 de julho de 2018

Quando se fala em migração, muitas vezes um dos motivos citados como um empecilho, principalmente para quem trabalha na área de design é a questão das ferramentas disponibilizadas pela Adobe, esse assunto já deu muito pano pra manga aqui no blog e no canal, e hoje vamos discutir um pouco mais sobre ele.






Sem dúvida nenhuma, a história do Linux e Adobe já é algo bem antigo, apesar da Adobe ter aplicações compatíveis com Linux, ainda existem alguns programas que não estão disponíveis para o pinguim, como o Photoshop e Lightroom por exemplo.

Sem dúvida, muitas pessoas que começam a aprender sobre design gráfico, começam a aprender através do Photoshop ou aprendem a criar vídeos para a internet através do Premiere ou After effects. Então, quando migramos para algumas distros Linux, acabamos sentindo falta desses programas, ou até deixando de migrar pela ausência deles.

Como já falamos algumas vezes aqui no blog e até mesmo no canal, muitas vezes achamos atrelando o resultado final desejado com determinado programa utilizado sendo que não é exatamente o programa que te trará esse resultado, e sim as funcionalidades encontradas nele. Isso quer dizer que devemos procurar as funcionalidades quando migramos e não os nomes. Você pode utilizar programas como o GIMP no lugar do Photoshop, o Inkscape no lugar do Illustrator, o Kdenlive no lugar do Premiere, assim como o Blender no lugar do After Effects, sendo que com todos eles podem lhe trazer o mesmo resultado que os produtos da Adobe, você só precisa aprender a utilizá-los.

Muitas pessoas acabam deixando de migrar por causa das ferramentas, pois já estão acostumadas a utilizá-las e o processo acaba se tornando mais rápido. Mas será que esse tempo que você economiza vale o investimento das licenças para utilizar o serviço? Independentemente de sua resposta ter sido sim ou não, aqui não há certo ou errado para nenhuma das respostas, pois cada um escolhe qual o momento certo de aprender algo novo.

No vídeo abaixo, discutimos um pouco sobre a influência dos programas Adobe na migração de usuários para o Linux. A Adobe vem trabalhando com a Google para transformar o Photoshop em um sistema de streaming. Futuramente pode ser que o Photoshop chegue ao Linux através do cloud computing, mas provavelmente a forma de trabalho seria um pouco diferente do que conhecemos hoje.



Se você ainda está na dúvida de que isso é possível, confira também a história Designer Nangil Rodrigues que já atuou em várias grandes empresas e utiliza somente softwares que rodam em cima de Linux para desenvolver as suas atividades.



Apesar da popularidade dos programas da Adobe, de fato, em alto nível de produção, como o Cinema por exemplo, eles não são o "padrão da indústria", dando espaço para softwares como Nuke, DaVinci Resolve e Fusion, Avid MC, Maya, que são softwares, que em sua maioria rodam no Linux. 

O softwares da Adobe já foram utilizados em cenários do tipo, mas eles são realmente mais populares em filmakers mais modestos, youtubers e agências.

Neste universo onde Blender e Krita crescem cada vez mais, Kdenlive se mostra uma alternativa interessante ao lado de LightWorks e DaVinci Resolve, mesmo em suas versões grátis, aliando-se a um mercado que precisa sempre economizar o máximo possível e ao mesmo tempo manter ou aumentar o desempenho, não se pode descartar a utilização de Linux, Hollywood é um ótimo exemplo disso.

Conte pra gente se você acha que os softwares da Adobe são indispensáveis para você e o porquê. 

Espero que esse post tenha lhe ajudado e até mais! :)
_____________________________________________________________________________
Viu algum erro ou gostaria de adicionar alguma sugestão a essa matéria? Colabore, clique aqui.


Linux e suas dificuldades para migrar!

Nenhum comentário

terça-feira, 10 de julho de 2018

A questão de migração pode ser interpretada de diversas formas, tem pessoas que migram para alguma distribuição Linux por que querem, tem pessoas que usam o Linux e nem sabem (temos o Android por exemplo), assim como existem pessoas que migram para o Linux por conta de trabalho, não necessariamente por uma escolha pessoal. Apesar de hoje em dia o Linux ser a base de diversos projetos, ainda existem muitas dificuldades encontradas pelo usuário final, que prejudicam a migração para esse universo.






Para que o usuário final possa usar tranquilamente Linux, é preciso que saiba como o sistema operacional que está utilizando funciona. Quando falamos em “como funciona”, não é necessariamente saber quais são os processos que estão por trás do sistema operacional, como o kernel controla o acesso a memória, como o sistema operacional é estruturado. O usuário precisa conseguir realizar todas as atividades que são necessárias para ele, como coisas simples do dia a dia e se sentir confortável com isso.

Se você sente a necessidade de conhecer tudo sobre o sistema, como ele realmente funciona, e todas as suas funcionalidades, ótimo! Porém, não podemos negar que muitos usuários não tem o interesse de saber como tudo funciona, desde que possa fazer suas atividades está tudo “OK”, e não há problema nisso. Eu mesma, quando iniciei nesse universo só queria saber se o resultado pretendido, que era fazer as minhas atividades sem problemas, seria satisfeito e aos poucos fui me interessando mais sobre o assunto. 

Nem todas as interfaces são intuitivas ao extremo, especialmente se a pessoa utilizou Windows por muitos anos. No canal já foi abordado algumas vezes o assunto de "a melhor distribuição para quem está começando", e apesar de existirem algumas que são facilmente recomendáveis, não há como negar que existe algo muito interessante na exploração das opções até você encontrar a que mais se adequa às suas necessidades ou ao seu perfil de usuário.



Quando comecei a usar Linux, fui apresentada ao Ubuntu com Unity e gostava muito , pois era muito prático e com um visual que me agravada, tanto que foi difícil me convencer a trocar de interface. Depois comecei a usar Linux Mint, o qual o visual não me agradou muito, mas a experiência acabou sendo tão boa que convenci meu chefe a rodar em vários computadores da empresa em que trabalho.

Nesse processo podemos dizer que algumas coisas acabam afastando os usuários ou prejudicando a sua adaptação. Uma das coisas mais difíceis da migração, na minha opinião, é saber onde as coisas estão posicionadas, como instalar as coisas, onde procurá-las e como procurá-las. Se você é criador de conteúdo, procure sempre pensar em formas de fazer tutoriais e explicar que possam ser utilizados por usuários iniciantes também, ou sinalize caso seu tutorial seja para um usuário intermediário ou avançado para que as pessoas que acessem não vejam aquilo como algo difícil, ou impossível de fazer, e usem isso como uma desculpa para parar de tentar.

Outra dificuldade encontrada são os programas utilizados, às vezes achamos que o que precisamos é exatamente “daquele” programa, mas na verdade o que precisamos é da sua funcionalidade. Levei um tempinho para me acostumar a essa ideia. Mantive dual boot por um ano simplesmente para usar o pacote Office da Microsoft, até me dar conta de que o que procurava eram simplesmente as funcionalidades que encontrava nesses programas. 

Busque as coisas não pelo nome do programa e sim pelas suas funcionalidades, como “editor de texto” ao invés de “Word” por exemplo. Isso com certeza vai de abrir um leque muito maior de oportunidades de encontrar aquilo que você procura, muitas vezes encontrando soluções até melhores do que a que você estava acostumado.

Apesar de ter citados alguns pontos relacionados ao conteúdo produzido e um pouco da minha experiência de usuária, acredito que, grande parte da desistência ocorre pela falta de interesse do usuário em esforçar-se para adquirir um novo conhecimento e optar falar que o produto “não é bom”, do que revelar que não tinha vontade de conhecer e se adaptar há algo novo no momento. Isso também já aconteceu comigo, mas acabei revendo meus conceitos. 

Veja que não há problema em você não estar interessado em aprender algo novo no momento, desde que não justifique essa falta de interesse colocando empecilhos negativos no conteúdo, e isso vale para qualquer coisa na vida que se propor a aprender em sua vida. Enfim, no vídeo abaixo você encontra a opinião do Dionatan sobre os desafios da migração e o que se pode fazer para facilitá-la.





Até a próxima!
_____________________________________________________________________________
Viu algum erro ou gostaria de adicionar alguma sugestão a essa matéria? Colabore, clique aqui.


Como instalar o OBS Studio 21.1 nas versões 14.04/16.04/18.04 do Ubuntu

Nenhum comentário

quarta-feira, 4 de abril de 2018

Quando falamos em captura de tela ou em transmissão para a internet, o primeiro programa que vem a nossa cabeça é o famoso OBS (OBS Studio). Pois ele é grátis open-source (código aberto), assim podendo receber melhorias e plugins de terceiros, o que aumenta as suas capacidades. E ele também é usado por YouTubers que fazem tutoriais ensinando algo no seu computador, como também o pessoal gamer usa para transmitir as suas partidas online.





Depois dessa pequena "intro" explicando a serventia do OBS, vamos ensinar a instalar a última versão do programa  para as versões 14.04, 16.04 e 18.04 do Ubuntu e seus derivados, como o Mint, ou seja, as últimas versões LTS.


Nessa nova versão foram corrigidos alguns bugs, como o travamento de  inicialização do OBS, falhas relacionadas aos scripts também foram corrigidas.

A lista completa das correções você pode acessar aqui.

Para instalar essa nova versão do OBS, vamos utilizar o terminal, mas nada que seja complicado, ok? 😉

Para abrir ele (terminal) vamos pressionar as seguintes teclas simultaneamente:  "Ctrl + Alt + T" ou procurar por "terminal" no menu da sua distro.

Depois de ter feito isso, você vai digitar (ou copiar e colar) no terminal essa linha de comando:
sudo add-apt-repository ppa:obsproject/obs-studio
E depois vai pressionar a tecla Enter  e digitar a sua senha.

Dica: Se você ainda estiver usando o Ubuntu 14.04 LTS, será necessário acrescentar este ppa para a biblioteca FFmpeg: 
sudo add-apt-repository ppa:kirllshkrogalev/ffmpeg-next
Feita essa primeira etapa, vamos atualizar o sistema e instalar o OBS com os seguintes comandos:
sudo apt-get update 
sudo apt-get install obs-studio -y
Dica:  É possível instalar programas no Ubuntu via PPA sem utilizar o Terminal, para entender como isso funciona, leia este artigo aqui do blog.

Pronto! Agora é só esperar o término do processo no terminal e acessar o programa no menu do seu sistema.

Se precisarem de mais uma "forcinha" para configurar o OBS, temos um vídeo, explicando com maiores detalhes:




E nesse simples passo a passo, você vai ter o OBS sempre atualizado na sua distro. :)

Dica: Aprenda a configurar Streamlabs no OBS.

Conte pra gente nos comentários se você tem mais alguma dica para o OBS.

Espero que tenham gostado, até uma próxima e um forte abraço.

_____________________________________________________________________________
Viu algum erro ou gostaria de adicionar alguma sugestão a essa matéria? Colabore, clique aqui.


Os Apps mobile como conhecemos estão morrendo?

Nenhum comentário

sábado, 28 de outubro de 2017

Quando a Apple lançou seu primeiro smartphone em 2007, eles nem imaginavam o impacto que ele teria na indústria móvel. Além de ser o primeiro Smartphone da companhia, esse lançamento também marcou o nascimento do mercado de Apps de terceiros (que, ironicamente, não eram suportados oficialmente pelo dispositivo). Em 2008, tendo testemunhado o sucesso destes “Apps”, a Apple lança oficialmente a sua AppStore e partir daí começa a construir um dos braços dessa industria milionária que hoje o pessoal de Cupertino divide majoritariamente com a Google e o seu Android.

O futuro dos Apps Mobile







Avançando para 2017, nós temos lojas de aplicativos para todas plataformas, oferecendo inúmeros aplicativos para tudo e mais um pouco. Desde aplicativos de qualidade de vida, até de produtividade,  e coisas realmente inúteis, como um aplicativo de ventilador... 😑

As lojas de “apps” tornaram-se repletas à medida que cada vez mais os desenvolvedores de aplicativos tentam ganhar dinheiro com essa moda que emplacou nos últimos anos, Apps para TUDO.

Apesar dessa crescente, de acordo com a empresa de pesquisa “BI Intelligence”, “o boom dos aplicativos móveis acabou”. Hora vejamos... será mesmo? Se realmente for, então o que isso significa para o mercado dos aplicativos? Estarão os “Apps móveis morrendo?" Vamos observar alguns fatos.

O estudo da “BI Intelligence” declara que o volume médio de downloads dos top 15 desenvolvedores de aplicativos, tanto da plataforma da Apple, quanto na da Google, caiu 20% no último ano. Isso se deve a vários motivos aparentes, apesar de a teoria mais popular é a de as pessoas já não procuram aplicativos especializados e preferem escolher 1 aplicativo apenas que tenha várias funcionalidades, ao invés de 5 aplicativos que podem fazer o mesmo, mas com interfaces diferentes e as empresas (algumas ao menos) já sabem disso, veja o que o Facebook vem fazendo com Instagram, WhatsApp e o Messenger, tirando o Instagram que tem um propósito ligeiramente diferente, todos tem basicamente os mesmos recursos, fazendo com que, pelo menos em tese, você só precise de um deles se estiver em busca apenas de funcionalidades.

Um reflexo disso é que vejo cada vez menos pessoas falando em algo que estava na ponta da língua de todos há algum tempo atrás, o Snapchat. Agora o Instagram tem a cada dia mais recursos semelhantes e alguns até a mais, se compararmos. Tá percebendo? Quando as pessoas tiverem que escolher entre um e outro geralmente vão escolher o que tiver mais funcionalidades.

Para agravar esse problema, a experiência web é cada vez melhor e as pessoas conseguem acessar facilmente ao mesmo tipo de conteúdo em seus browsers, enquanto que antes tinham de usar um aplicativo para ter uma experiência confortável. Podemos até mencionar o próprio Facebook aqui como um dos exemplos, conheço muitas pessoas que passaram a acessar a rede do Smartphone através do Browser e não do App, fazendo com que se economize também um espaço na memória interna do aparelho, que já anda bem lotada na maior parte dos casos.

Esse aspecto é algo que a indústria dos cassinos móveis e websites como Casino.org abraçaram, com uma quantidade de jogos populares no mercado que podem ser acessados a partir do browser do seu celular, ultrapassando a necessidade de download e atualizações sem fim por parte do consumidor.

Adicionalmente, muitos dos aplicativos estão repletos de anúncios e, por isso, não é de admirar que as pessoas utilizem o seu browser quando necessitam de fazer algo rápido e eficientemente.

Curiosamente este aspecto de acessar conteúdo na nuvem também está relacionado com outra vertente, a qual não vou me aprofundar neste artigo, que é a dos Chromebooks. Por fim, o último "prego no caixão do mercado dos aplicativos", segundo a pesquisa, é o surgimento de novas plataformas como a tecnologia “wearable” e sem tela, que são dispositivos vestíveis, como Smartwatches e demais, cujos desenvolvedores se focam em simples e intuitivos (e muitas vezes incorporados) aplicativos com funcionalidades básicas e sem o incômodo de anúncios e notificações sem fim, até pela questão de conforto em lidar com este tipo de coisas em telas mínimas ou inexistentes.

Aplicativos vestíveis

Então é isso? Os aplicativos estão mesmo morrendo? No geral, eu diria que morrer é uma palavra muito forte, mas de fato o mercado está mudando. Faça uma reflexão aqui comigo e veja se você não se encaixa também.

Há alguns anos atrás (quando você comprou o seu primeiro Smartphone talvez) era comum você vasculhar e instalar Apps para simplesmente testar ou estender recursos do próprio software que vinha no aparelho. Quer um exemplo? Programas para fotografia.

Atualmente boa parte dos sistemas operacionais já carrega um App de câmera capaz de fazer pequenas edições nas imagens, aplicar filtros e realizar reparos, em alguns casos, quando o hardware permite, esses Apps te dão inclusive acesso ao ajuste manual para que a foto saia exatamente como você quer. Há não muito tempo atrás você iria precisar de Apps de terceiros para ter estes recursos. Hoje você baixa muito menos Apps, só instala o que você realmente gosta e precisa e costuma ser fiel a uma certa gama de Apps que você se acostumou a usar.

No meu caso, eu diria que o tipo de App que tem mais rodízio no meu Smartphone são games, os demais são os mesmos há muito tempo!

Apesar de o número de downloads ter atenuado no último ano (ou seja, não continuou a moda exponencial em que estava), o lucro dos aplicativos viu um aumento de 40% em 2016, indicando que "nem tudo está perdido" e indicando que a forma com que se ganha dinheiro com os aplicativos vem mudando também. Muitas vezes eles vão se tornar pontos de acesso para um serviço que vai ser a real fonte de lucro, como a Netflix por exemplo, que ganha dinheiro não com o App em si, mas com o serviço para o qual o App serve de ponte de interação.

O mundo dos aplicativos está passando por um renascimento, uma evolução. Entregar conteúdo único e principalmente não atrapalhar o usuário com anúncios e distrações, além de trazer funcionalidades realmente úteis parece ser o caminho mais saudável atualmente, além disso, fornecer uma interface simples e que não dependa tanto de atualizações para melhorias pode ser outro caminho interessante.

O que você acha? Você percebeu essa mudança na forma com que os Apps são tratados? Percebeu a mudança na forma com que você utiliza os aplicativos? Deixe seu comentário.

Até a próxima!

Fonte

_____________________________________________________________________________
Viu algum erro ou gostaria de adicionar alguma sugestão a essa matéria? Colabore, clique aqui.


Anbox - O projeto que quer integrar Apps de Android nas distros Linux de Desktop

Nenhum comentário

segunda-feira, 17 de abril de 2017

Todas as pessoas que não analisaram à fundo a questão tem esta dúvida. Se Android é Linux, por que os Apps de Android não rodam nas distros de Desktop, como Debian, Ubuntu, Manjaro, Fedora, etc?

Além de responder esta pergunta, hoje você conhecerá o projeto Anbox, que tem exatamente este objetivo.

Android Anbox - Run Apps on Linux Desktop




Nesta semana eu recebi diversas mensagens sobre o Anbox, seja por e-mail, seja por Facebook, Twitter, no canal e até pessoalmente, acredite se quiser, ou seja, esse software chamou muito a atenção das pessoas pela sua proposta.

Abstraindo o lado técnico, resumidamente, o Anbox permite que você rode aplicativos Android na sua distribuição Linux de desktop de forma "quase" que nativa.

Sinceramente, desde que funcione bem, eu não me importo na definição técnica de nativa ou não, o mesmo vale para  Wine com os Apps de Windows.

Como eu não gosto de simplesmente colocar as coisas "do nada" aqui para vocês, eu resolvi fazer vários testes antes, mas antes de conversamos sobre isso, me deixe responder a questão levantada no início do artigo. Se Android também é Linux, por que a sua distro não roda os Apps do "sistema do robozinho?"

Estrutura de um sistema Android

Vejamos à partir da imagem acima que foi retirada diretamente do site do Android, o que a sua distro de Desktop tem de semelhante com o Android? Se você olhou pro "tijolinho" vermelho, o Kernel, então você acertou.

Se você acompanha o Diolinux no canal do YouTube, nas redes sociais, etc, deve ter percebido que frase mais repetida deve ter sido: "Linux é um Kernel", nada além disso. Pois bem, de fato é isso mesmo, só pra enfatizar.

Distribuições Linux são sistemas operacionais (para desktops, smartphones, servidores, IoT, etc) que usam o Kernel Linux como base de projeto. O chamado "Linux de Desktop" segue um certo padrão que vai além de simplesmente usar o Kernel Linux apenas, mas outras bibliotecas, ferramentas, servidores gráficos, servidores de som, são comuns entre as distros, por isso programas que rodam no Ubuntu costumam rodar no Fedora, programas que rodam no Manjaro costumam rodar no openSUSE e assim por diante. Muitas destas ferramentas são originárias do projeto GNU (e tantas outras também não são), como o próprio Bash, muito popular em várias distros (praticamente todas), incluindo até o macOS da Apple.

O Android é diferente. Ele também usa o Kernel Linux, assim como a sua distro de desktop, mas o que vem acima do Kernel é que é diferente de um sistema de "desktop Linux" comum. São bibliotecas e frameworks diferentes, e como Kernel por si só não roda nada (a função do Kernel é criar uma "ponte" entre aplicativos e hardware), temos esta incompatibilidade. O simples fato de Ubuntu e Android compartilharem o mesmo tipo de Kernel não os faz rodar o mesmo tipo de aplicação. De forma simples, é basicamente isso. O Kernel dos Smartphones também é comumente construído somente com os drivers de dispositivos e recursos que o próprio Smartphone terá, procurando otimizar o sistema e torná-lo mais veloz, é por isso que o Android que a Samsung usa no Galaxy você pode instalar no Moto Z, e vice-e-versa, sendo que esta regra vale para qualquer fabricante praticamente, só estou dando exemplo.

É o mesmo que acontece entre aplicações do macOS e sistemas com Kernel BSD, apesar do Darwin (Kernel do macOS) ter suas raízes no BSD, a "parte que roda" as aplicações do sistema é diferente, gerando a incompatibilidade.

Agora é que vem o Anbox


Anbox é um nome muito inteligente e que exprime de forma compacta o funcionamento do projeto. Anbox, Android in a Box. Sendo que o funcionamento do projeto, consiste em utilizar um container para rodar o sistema.

Quando li pela primeira vez sobre o Anbox, lembrei-me do Shashlik, estão lembrados? Mas lendo um pouco mais sobre o projeto acabei descobrindo que eles funcionam de jeitos bem diferentes.

Enquanto projetos como o Shashlik o outros disponíveis para Linux para rodar Apps de Android, como o Genymotion (Genymobile), onde um sistema Android com Kernel próprio é emulado e as aplicações são rodadas desta forma, no caso do Anbox, ele promove uma camada de abstração diferente, utilizando o próprio Kernel do sistema, o que, segundo os desenvolvedores, garante uma melhor integração com o próprio sistema.

O Anbox não virtualiza o Android, ele simplesmente cria essa compatibilidade com os recursos necessários para fazer os Apps rodarem sobre o próprio Kernel Linux da distribuição.


Este vídeo foi produzido pelos próprios desenvolvedores do Anbox e mostra o que seria o funcionamento do programa na prática.

Não funcionou tão bem... pelo menos para mim


Tudo bem, como está no site mesmo, o Anbox ainda é um alpha, então tem muito trabalho por vir ainda, porém, eu realmente não consegui nem sequer testá-lo direito, instalei ele, mas o programa simplesmente não roda.

Teoricamente, o Anbox foi testado no Ubuntu 16.04 LTS através de pacotes Snap e assim ele deveria funcionar, aliás, esta é a forma de distribuição principal do programa. Sem Shell Script, sem deb ou rpm, sem PPA, sem Flatpak (por enquanto), apenas via Snap.

Felizmente você pode usar os Snaps em qualquer distribuição, ainda que os testes tenham sido apenas no Ubuntu.

Bom, eu tentei... juro!

Usei o Ubuntu 16.04 LTS, usei o Ubuntu 16.10, o Ubuntu 17.04, o Deepin 15.4 RC2 e o Manjaro 17, tentei usar o pacote Snap em todos e tive o mesmo resultado, nada

Como o código do Anbox está no Git, a galera do Arch já "mexeu os pauzinhos" e temos uma versão do AUR do Anbox, procure pelo pacote "anbox-git", porém, nem esse funcionou.

Por isso, convido você a testar, caso você faça funcionar, seria muito bom se você compartilhasse através dos comentários os seus resultados e como você fez para rodar o Anbox também.

Teoricamente, você precisa instalar o snap:
sudo snap install anbox-installer
E depois de instalado, você precisa rodá-lo:
anbox-installer
ou:
snap run anbox-installer
Será necessário digitar o número "1" no Script para escolher a opção de instalar e depois será necessário digitar em caixa alta "I AGREE" para aceitar os termos do programa, se tudo der certo, você terá o Anbox no menu do seu sistema. Até aqui eu sempre cheguei, mas nunca consegui abrir ele. 

De qualquer forma, é um projeto que promete, se conseguirmos esta integração será ótimo, muito mais aplicações  estarão disponíveis para Linux nos destkops também.

Vale a pena ficar de olho, até a próxima!
_____________________________________________________________________________
Viu algum erro ou gostaria de adicionar alguma sugestão a essa matéria? Colabore, clique aqui.




Como usar o Evernote no Linux

Nenhum comentário

sexta-feira, 11 de março de 2016

O Evernote é um dos aplicativos mais populares quando se fala de anotações, porém ele não tem originalmente um cliente desktop para Linux, muitas pessoas utilizam a versão feita pela comunidade para ele chamada de Everpad, mas a minha solução para o caso de hoje é diferente.

Como usar o Evernote no Linux




Eu passei a utilizar ativamente o Evernote nesta semana e é realmente uma software muito útil. Na verdade eu uso além do Evernote o Google Keep - Veja como usar o Google Keep no Linux - mas ele acabou se tornando um bom complemento graças as extensões do Google Chrome.

Falando em Google Chrome, é através dele que você terá acesso ao Evernote, mesmo que você o tenha instalado só para usar este tipo aplicativo e prefira outros browsers para navegar normalmente.

Como vamos precisar instalar o Google Chrome pode ser interessante ver o nosso tutorial que ensina você a instalar o Chrome no Ubuntu (serve para outras distros mais populares). A diferença para esta versão do Evernote para o Everpad é que este só funciona se você tiver acesso à internet no computador.

Evernote no Linux

Como instalar e configurar o App no Evernote no seu sistema


Se você já instalou o Google Chrome agora só é necessário instalar o Aplicativo do Evernote Web, basta clicar no botão abaixo.
Depois de instalado, vamos precisar fazer uma pequena modificação para que ele funcione como um aplicativo convencional e você possa fixá-lo no seu menu um na barra de aplicativos do seu sistema.

Criando atalho

Clique com o botão direito do mouse sobre o ícone do Evernote Web e clique em "Criar atalhos...", nesta opção ira se abrir  a janela acima onde você pode criar atalhos na área de trabalho do seu sistema e também no menu, eu recomendo criar o atalho do menu do sistema, na área de trabalho é opcional, se você mudar de ideia basta voltar aqui e criar os atalhos novamente.

Depois de criar os atalhos, precisamos configurar para o Evernote abrir como um App e não apenas e uma nova aba, para fazer isso, clique novamente com o botão direito do mouse sobre o ícone dele e vá até a opção "Informações sobre o aplicativo" e na janela que se abrir selecione a opção "Abrir como janela", assim ele vai funcionar como um WebApp.

Evernote Linux

E é basicamente isso, agora quando você clicar ele o Evernote vai se abrir como uma App simples, basta você ficar ele na barra lateral do Ubuntu se você usa o sistema ou na barra de tarefas do seu sistema, seja qual for a interface, se esta for a sua preferência.

Dicas adicionais


Para melhorar a integração com o Chrome eu estou utilizando uma outra extensão do Evernote que permite salvar instantaneamente conteúdos na internet no seu Evernote chamada de "Evernote Web Clipper", pode ser interessante instalar também os aplicativos do Evernote no seu Smartphone, assim você pode ter as notas sincronizadas em ambos os dispositivos.

Até a próxima!
_____________________________________________________________________________
Viu algum erro ou gostaria de adicionar alguma sugestão a essa matéria? Colabore, clique aqui.




AppImage - Rodando Apps em qualquer distribuição Linux

Nenhum comentário

segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

Um novo projeto está surgindo com a proposta de transformar a forma com que podemos acessar determinados programas no Linux, o AppImage permite que você rode um aplicativo em qualquer distribuição Linux sem a necessidade de fazer uma instalação tradicional, funcionando basicamente como se fossem aplicativos portáteis.

AppImage Linux




Como eu comentei, o funcionamento dos programas é semelhante as aplicações portáteis, mas ele também tem semelhança com o sistema de instalação de programas do Mac OS X e com a nova proposta do Ubuntu com o empacotamento Snappy. Cada aplicativo funciona de maneira independente com todas as suas dependências inclusas dentro de apenas um arquivo, aliás, este é um conceito que o projeto AppImage tem, one app = one file ou seja "um programa = um arquivo".

Atualmente o gerenciamento de pacotes do Linux faz com que as distribuições tenham maneira muito diferentes de instalar os programas, algumas mais fáceis do que outras, e alguma realmente mais complicadas para usuários que não são avançados. Se não bastasse isso cada distro costuma ter uma base de software que nem sempre vai atender completamente a vontade do usuário que quer uma versão diferente do programa, sem se preocupar com dependências, que quer aquela facilidade de baixar e rodar o programa com poucos cliques.

Conhecendo o projeto AppImage e baixando aplicativos


Para conhecer o projeto AppImage basta clicar no botão abaixo:


Dentro do site basta você escolher o pacote que você quer baixar, as aplicações são de 64 bits e o projeto ainda está no  início mas todos os que eu pude testar funcionaram normalmente. Ao baixar uma aplicação ela será como um outro binário qualquer que funciona com dois cliques desde que configuradas as permissões de execução corretamente.

AppImage

No arquivo que você baixar basta clicar com o botão direito sobre ele, ir na opção "propriedades" e na janela que se abrir (esta acima) vá até a aba "permissões" e nela marque a opção de "Permitir execução do arquivo como um programa" e marque o acesso para o seu usuário para "Leitura e escrita", feche e agora basta dar dois cliques.

Ainda existem poucos programas infelizmente mas em breve a biblioteca deve aumentar, se você é desenvolvedor você pode encontrar o AppImage no GitHub. Até o Linus Torvalds comentou o o projeto positivamente.

AppImage por Linus Torvalds

_____________________________________________________________________________
Viu algum erro ou gostaria de adicionar alguma sugestão a essa matéria? Colabore, clique aqui.




3 Games leves e viciantes para Android para você jogar nas horas vagas

Nenhum comentário

quarta-feira, 6 de maio de 2015

Que tal usar o seu tempo ocioso para alguma diversão? Boa ideia não é? Então hoje vamos lhe mostrar 3 games fantásticos e muito leves para você passar o seu tempo livre, venha conferir:


Diversão sem exigir muito do seu Smartphone


Confesso que não resisto a sempre ter um game ou outro no meu Smartphone, eles são muito úteis quando você está na fila de um banco, esperando ônibus, e cá entre nós, são úteis também naquela aula chata da faculdade!

Hoje todo mundo tem um Smartphone no bolso, são muitos modelos e opções para se escolher, cada um com sua configuração de hardware, uns mais potentes e outros menos, de qualquer forma sempre vai haver aquele jogo que insiste em travar no seu celular.

E como a ideia de hoje aqui não é te estressar e sim mostrar para você ótimos passa-tempos vamos listar aqui 3 games muito divertidos e viciantes que rodam em qualquer aparelho, seus downloads também são bem pequenos, todos menores do que 30 MB, pronto para uma procrastinação? Então vamos lá! :)

1 - Pou - "Um jogo multijogo"


Pou e seus games

Pessoas que viveram a sua infância em meados dos anos 90 talvez lembrem dos 'Tamagotchis" aqueles brinquedinhos que tínhamos que cuidar de um bichinho virtual, dar comida e o caramba a quatro.

Pou é muito popular sem dúvida e tem exatamente estas características que os "Tamagotchis" tinham que encantavam as crianças daquela época, você deve se lembrar o porque você parou de brincar com os ditos "bichinhos virtuais", você simplesmente cresceu achou que aquilo "era coisa de criança".

E não meu amigo, não estou sugerindo que você fique tomando conta do Pou (apesar de ser divertido, admita!), o que acontece é que dentro do Pou existem vários games diferentes inspirados em vários outros games, como Flappy Bird e Candy Crush, entre muitos outros, assim você baixa um jogo e na verdade ganha um "pack" de jogos para acabar com a sua produtividade.

Parece um bom negócio não é? Ideal para ignorar o mundo enquanto você espera o seu ônibus chegar.


2 - Run - Sim é só isso!

Run

Tudo bem que o nome não é lá dos mais criativos mas tenho certeza que você vai curtir muito gastar os seus minutos ociosos com esta obra!

Games neste estilo, "Run", já são consagrados em dispositivos móveis, Temple Run e Subway Surfers que os digam.

Run tem uma pegada diferentes de outros games do gênero, o gráfico é mais simples mas a proposta é pra lá de interessante, você vai controlar "um feijão com pernas" (sério, não sei que porcaria é aquilo!); tocando do lado direito da tela você pula e com o lado esquerdo você pode controlar os direcionais, o cenário é em 3D e tem um fundo espacial (gostei disso!), você pode dar andar em 360º no cenário todo, pulando os espaços vazios.

Parece fácil à primeira vista mas depois vai acelerando, duvido você largar o jogo antes de atingir o nível 15, duvido!


3 - Show do Bilhão, porque "milhão é para os fracos"


Sabe o que é legal? Um bilhão de dólares

Sempre lembro daquela frase do filme "A rede social" que conta a história por trás do Facebook:

Um milhão de dólares não é legal... sabe o que é legal? Um bilhão de dólares.
É seguindo esta ideia que temos o nosso terceiro game, aposto que o Silvio Santos jamais pensou que o programa que ele protagonizou há muito tempo atrás continuaria tão popular com o passar dos anos, mas no fundo tem até uma certa lógica, nós adoramos medir os nossos conhecimentos!

Jogos de perguntas e respostas são sempre divertidos e o "Show do Bilhão 2015" não é diferente, parece que o pessoal achou que um milhão era pouca coisa e resolveu estender o prêmio para mais alguns dígitos, assim o game não acabava tão cedo.

Tudo bem que no final você não ganha nada mesmo, a não ser saber que você é a pessoa mais inteligente da sua rua, mas ele é ótimo para jogar sozinho e com amigos também, leve, viciante e divertido, quer mais?


Muito bom hein? Mas não vai colocar a culpa em mim se aquela redação que você precisa fazer está atrasada, é pra jogar quando tiver horários vagos e não para criar os horários vagos para jogar, combinado? :P

Curte Android? Então confere aqui embaixo as novidades mais quentes!


--------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
Viu algum erro ou gostaria de adicionar alguma sugestão a essa matéria? Colabore, clique aqui.
Blog Diolinux © all rights reserved
made with by templateszoo