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LibreOffice e GIMP são vítimas da “maldição do macOS Catalina”

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sexta-feira, 25 de outubro de 2019

LibreOffice e GIMP estão entre as vítimas da “maldição Catalina”, assim como alguns programas no novo macOS, usuários estão enfrentando problemas.

macos-libreoffice-gimp-segurança-catalina-monaje-mac-apple-mackbook-gatekeeper

O macOS 10.15 Catalina foi lançado recentemente, com algumas novidades em suas aplicações, recursos e visual. Contudo, alguns inconvenientes provindos da nova política da Apple, que visa proteger seus usuários que utilizam softwares de terceiros, aborrecem usuários e desenvolvedores. 

Para mais detalhes do lançamento do macOS Catalina 10.15, assista o vídeo do MacMagazine, especializado em conteúdos voltados ao mundo da maçã.


Antes de adentrar ao assunto desta matéria, confira um vídeo na perspectiva de alguém que usa Linux diariamente ao utilizar o sistema operacional da Apple. É interessante notar as experiências que um usuário habituado ao Linux, possa ter com o sistema da maçã.


“Maldição Catalina”


Apelidado por vários usuários mac, como “maldição Catalina/maldição do Catalina” a forma que a Apple resolveu proteger seu sistema de possíveis ameaças vem ocasionando alguns transtornos para donos de computadores da empresa. Ao menos usuários sem conhecimento de tais mudanças e que estão sendo pegos de surpresa.

No início do mês a Apple lembrou aos desenvolvedores, por meio de nota, que os aplicativos da App Store e de fora, deverão ser autenticados para serem executados por padrão no macOS Catalina. Caso esses softwares não autenticados pela Apple sejam utilizados no sistema, avisos e alguns erros em seu funcionamento, poderão ocorrer.

“Para proteger ainda mais os usuários no macOS Catalina, estamos trabalhando com desenvolvedores para garantir que todos os softwares, distribuídos na App Store ou fora dela, sejam assinados ou autenticados pela Apple. Isso dará aos usuários mais confiança de que o software que eles baixam e executam, independentemente de onde eles o obtêm, foram verificados quanto a problemas de segurança conhecidos”.

Os desenvolvedores então são convidados a autenticarem suas aplicações perante a empresa, assim conseguindo um certificado digital de desenvolvedor, enviando seus aplicativos para avaliação. Após ser atestada a segurança do app, um ticket virtual é adicionado ao executável que o aprova perante o Gatekeeper (o recurso de segurança do macOS que verifica se os programas são seguros para execução).

Contudo, ao tentar executar o LibreOffice no macOS Catalina, uma mensagem com apenas duas opções é apresentada aos usuários, sendo elas: “Mover para lixeira” e “Cancelar”

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A equipe do LibreOffice afirma que “seguiu devidamente as instruções” e que o programa “foi reconhecido pela Apple”. Você pode ver essa alegação diretamente no blog oficial da The Document Foundation, responsável pelo LibreOffice. 

No link acima, a equipe do LibreOffice demonstra como contornar essa situação, enquanto tudo não é resolvido. Se você é usuário de macOS e gosta do LibreOffice, talvez seja interessante proceder conforme eles informam.

Outros softwares vêm enfrentando alguns problemas, devido a esse novo funcionamento do sistema, o programa de edição de imagens GIMP também entra na lista. Especificamente em seu caso, alguns problemas de permissão começam a aparecer ao tentar acessar arquivos em locais, como Área de trabalho e Documentos.

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Uma das hipóteses deste mau funcionamento, é que a devida janela de diálogo não está sendo chamada, ocasionando este bug. Usuários estão contornando esse empecilho, utilizando o GIMP via terminal e acessando seus arquivos desta mesma forma. Para mais detalhes, acesse o tópico de discussão de usuários da Apple.

A “maldição Catalina” não está apenas sob programas de código aberto, pelo contrário, softwares proprietários também estão sendo afetados. Um exemplo que posso citar é quanto ao app de configuração/gestão de mouse e teclados o Logitech Options, que precisa de uma série de passos para funcionar adequadamente no sistema.

Enfim, a medida de segurança é bem interessante, entretanto não parece ter sido implementada satisfatoriamente. Há quem diga que forçar tal segurança é um erro da empresa, e vários amantes da Apple estão aconselhando e atrasando as atualizações de seus sistemas. 

O que você acha sobre esse assunto? Deixe nos comentários a sua opinião.

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Sistema de impressão CUPS 2.3 lançado, confira as novidades

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terça-feira, 27 de agosto de 2019

A Apple anunciou recentemente o lançamento da nova versão do CUPS, a empresa é a responsável pelo sistema de impressão livre, utilizado em seu sistema e na maioria das distribuições Linux. 

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O CUPS 2.3 veio com algumas novidades e mudanças, começando por sua licença. Anteriormente utilizando GPLv2 e LGPLv2, agora passa para a licença Apache 2.0, o que permite a utilização do código do CUPS por outras empresas e produtos, sem a preocupação de compatibilidades com a GPLv2 e LGPv2. Assim, até outros projetos de código aberto da Apple serão compatíveis com a nova licença adotada (Por exemplo, o Swift, WebKit e mDNSResponder).

A questão de licenças é muitas vezes algo confuso de se entender, e que acaba limitando vários projetos por obrigatoriamente ter que manter licenças compatíveis ou impedindo o uso de código proprietário junto a softwares livres.

A licença Apache 2.0 é compatível com a GPLv3, porém, incompatível com a GPLv2. Para resolver este impasse, uma exceção especial foi adicionada ao contrato de licença para código sob as licenças GPLv2 / LGPLv2.

Novidades do CUPS 2.3


O CUPS não se limitou a mudança de sua licença, pelo contrário, novos recursos foram adicionados, segue as principais características:

  • Suporte para os presets e o atributo “finish”, no protocolo IPP Everywhere (isso permite que ferramentas definam dinamicamente uma impressora na rede, enviar solicitações, executar operações de impressão diretamente ou através de intermediários);
  • Implementação da visualização do estado de suspensão de novos trabalhos de impressão no comando “ipstart”;
  • Novo utilitário ippeveprinter, com implementação de um servidor IPP Everwhere (permitindo a execução de comandos para cada trabalho de impressão ou um software cliente);
  • Suporte para autenticação HTTP Digest e SHA-256 para biblioteca libcups;
  • Regras que seguem as especificações de modelos de impresoras, como: Lexmark E120n, Lexmark Optra E310, Zebra, DYMO 450 Turbo, Canon MP280, Xerox e HP LaserJet P1102;
  • Correção de vulnerabilidades que ocasionaram estouro do buffer designados para o processamento de dados inválidos (CVE-2019-8696 e CVE-2019-8675);
  • Implementação do protocolo para compartilhamento de acesso às impressoras Bonjour, fornecendo os nomes DNS-SD ao registrar as impressoras na rede;
  • Adição do suporte a gravação de atributos ippserver em arquivos, no utilitário ipptool;
  • Adicionado suporte às opções MinTLS e MaxTLS ao SSLOptions, possibilitando a escolha de qual TLS utilizar;
  • Adição do suporte a diretiva UserAgentTokens ao “client.conf”;
  • Atualização do serviço Systemd para execução do cupsd;
  • O Ipoptions agora pode trabalhar com impressoras IPP Everwhere que não estejam adicionadas à fila de impressão;
  • Adicionado corretamente o suporte ao modo de impressão na frente ao driver IPP Everwhere;
  • Remoção dos utilitários cupsaddsmb e cupstestdsc. 

Para mais informações acesse o repositório do Github da Apple, especificamente o do CUPS, por este link.

Como instalar o novo CUPS 2.3 no Ubuntu e derivados


Até o momento essa nova versão não está disponível nos repositórios oficiais do Ubuntu, geralmente esse processo demora alguns dias. Recomendo que seja paciente e espere a atualização. No entanto, se for um “apressadinho”, você poderá compilar diretamente do Github. Mas, só faça isso se tem a plena consciência de como proceder. Abaixo irei demonstrar a compilação do código fonte do CUPS 2.3. Faça por sua conta e risco.

Baixando o código fonte do CUPS 2.3:

wget https://github.com/apple/cups/releases/download/v2.3.0/cups-2.3.0-source.tar.gz

Descompactando o pacote:

tar xzvf cups-2.3.0-source.tar.gz

Entrando no diretório criado:

cd cups-2.3.0

Enfim, pondo as mãos na massa e compilando (seguindo os comandos na ordem):

./configure

make

make check

sudo make install

Para finalizar, reinicie o serviço ou o sistema para que a nova versão seja executada.

Aposto que muitos não sabiam que a “dona Apple” era a responsável pelo sistema de impressão CUPS (😁️😁️😁️).

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Até o próximo post, te espero aqui no blog Diolinux, SISTEMATICAMENTE! 😎

Fonte: Ubunlog, Apple.
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Novos Mac Mini com chip T2 bloqueiam Linux

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quarta-feira, 7 de novembro de 2018

Os novos “Mac Mini” da Apple estão vindo com os novos chips de segurança T2, e dentro das novidades estão a criptografia APFS no sistema de armazenamento, validação do Secure Boot e UEFI, manipulação do ID Touch, entre outras funcionalidades.


 Novos Mac Mini com chip T2 bloqueiam Linux






O T2 restringe bastante o processo de inicialização e verifica cada etapa do processo usando chaves de criptografia assinadas pela Apple. E com isso trazendo uma dor de cabeça para quem quiser usar Linux nessas máquinas.

Por padrão, as máquinas da Apple são habilitadas para não permitir nenhum sistema operacional, nem mesmo o Microsoft Windows, mas se você quiser instalar o sistema vai precisar habilitar a opção no Assistente Boot Camp,  assim ele instalará o certificado Windows Production CA 2011,autenticando os sistemas da Microsoft para serem usados nos equipamentos da Apple. Mas….

Isso não instala e não habilita o suporte aos certificados UEFI da Microsoft, esse certificado é usado por muitos parceiros da Microsoft, dentre eles algumas empresas que oferecem distribuições Linux, como Canonical (Ubuntu), Red Hat/IBM (Fedora), Suse (openSUSE) entre outras, e assim não possibilitando a instalação das distribuições Linux nos Macs Mini.

Na hora da instalação do sistema, você terá uma tela com os vários níveis de segurança oferecidos pela Apple, como Full Security, Medium Security e No Security (como se observa na imagem abaixo).



Você pode clicar aqui para ter maiores informações de cada opção ali apresentada.


Até o momento ainda não foi adicionado o suporte para o UEFI, o que possibilitaria a instalação de sistemas Linux nos hardwares da Apple com esse novo chip de segurança T2, mesmo desabilitando os métodos de segurança os usuários ainda não conseguiram dar boot com Linux. Se tiver algum update sobre o caso vamos atualizar o artigo trazendo as novidades, então fique ligado no blog. =)


Se você quiser acompanhar a “saga” dos usuários, pode acompanhar através deste fórum.

Um agradecimento ao pessoal do Phoronix que trouxe essa notícia à “luz do dia”.

Um forte abraço e até a próxima.
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Google vem trabalhando no suporte do Apple Magic Trackpad 2 no Linux

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segunda-feira, 8 de outubro de 2018

O Magic Trackpad 2 é um touchpad da Apple que funciona com e sem fio e tem uma área muito maior que o Magic Trackpad original.

Google vem trabalhando no suporte do Apple Magic Trackpad 2 no Linux





Quando foi lançado em 2015 ainda não se “sonhava” em trazer o suporte para o Linux (tem muita gente querendo ver esse suporte virar realidade). Houve na época um módulo no Kernel que fazia o Magic Trackpad 2 funcionar no modo com fio e um outro módulo HID que fazia o modo sem fio funcionar, mas nada de forma “oficial” e no mainline do Linux. 

Mas isso está pra mudar muito em breve, graças aos engenheiros da Google.

O engenheiro Sean O’Brien da equipe de desenvolvimento do Chrome OS vem trabalhando em uma solução no kernel Linux para suportar o Magic Trackpad 2 nas suas duas formas (com e sem fio, via bluetooth) e assim trazer o suporte nativo desse aparelho da Apple ao mundo Linux.

  

O patch já passou por duas revisões de outros devs do Google e do Chrome OS e agora chega na sua possível última revisão antes de “ganhar a vida”. O patch conta com 149 linhas para dentro do kernel.

Se você quiser acompanhar o projeto basta acessar aqui e aqui. dois links 

O Magic Trackpad 2 custa em média de US$120 a US$130

E quem trouxe essa boa nova, foi o pessoal do Phoronix

Espero você até a próxima e um forte abraço.
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Apple está contratando desenvolvedores de Linux? Como assim?

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segunda-feira, 2 de abril de 2018

Se você acha que até hoje que a Microsoft é uma inimiga do Linux (por incrível que pareça tem gente que até hoje acredita nisso), vocês não fazem ideia de como a Apple odeia Linux (ou ao menos odiava até semana passada). 

Apple contratando desenvolvedores Linux








A Apple é famosa por tentar contratar Linus Torvalds para trabalhar no desenvolvimento do macOS e abandonar o desenvolvimento do kernel Linux. Linus não aceitou, mesmo com a insistência de Steve Jobs. Bom, decisão feita, Linus diz que hoje fica muito feliz de ter feito a "escolha correta". 

Me lembro de já ter lido Steve Jobs falando mal do Linux depois deste caso e já li Steve Wozniak (um dos fundadores da Apple) comentando o oposto sobre Linux em seu blog:

"Associar o Macintosh ao Linux pode ser a coisa mais positiva que a Apple poderia fazer para ser mais aceita em todos os lugares."

Agora, depois de quase sete anos após a morte de Steve Jobs, a Apple está contratando desenvolvedores do Kernel Linux. O que será que a Apple está tramando? Migrar para Linux? Mais uma gigante vindo para o pinguim? Melhorar a sua infraestrutura interna de servidores e serviços? Difícil saber, mas é realmente muito curioso.
Outra coisa que me ocorreu, por conta da descrição do cargo, é que a Apple pode estar tentando explorar as possibilidade do Kernel Linux como o Android faz, para assim implementar funcionalidades no iOS. Claro que tudo isso são suposições, também pode ser apenas um ramo de estudos da empresa que não vai se converter em produto de forma imediata.
apple-contratando-desenvolvedores-do-kernel-linux
Só para registrar o momento.

A vaga pode ser conferida no Linkedin. Os candidatos devem ter "sólido conhecimento em Linux", com pelo menos cinco anos de experiencia na parte de Linux em embarcados.

Até a próxima!
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É o "fim da estrada" para o Desktop?

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sábado, 31 de março de 2018

Esses dias estive conversando com alguns amigos sobre o formatos Flatpak e Snap, que já foram largamente comentados aqui no blog. Debatemos como esses pacotes beneficiam o Linux no Desktop, porém, por que ainda querer o desktop se há rumores dele estar acabando? Coletei algumas informações e resolvi debater o assunto, confira:

Desktop Linux





Essa não é a primeira vez que declaram o fim do desktop. No livro A cabeça de Steve Jobs relataram  que o ano 2000 foi um ano bem difícil para o desktop com o "bum" da bolha ponto-com que fez com que as vendas dos equipamentos caíssem drasticamente deixando toda a industria preocupada. Nessa ocasião Steve Jobs fez uma apresentação que no slide continha a frase:
AMADO PC, 1976-2000, DESCANSE EM PAZ.
O que Jobs fez foi apresentar as duas primeiras eras do computador, sendo a primeira das planilhas, a segunda da internet e agora estaríamos vivendo a terceira era dos computadores, que seria um estilo de vida digital onde pessoas tinham vários tipos de dispositivos (celular, aparelho de CD/DVD, MP3  etc...) e através do computador, estes dispositivos se comunicavam (como se fosse um hub).

Bill Gates (Microsoft) e Craig Barret (Intel) também disseram coisa parecida sobre o estilo de vida digital na mesma semana (estranha coincidência...). De qualquer forma, essa atitude mostrou que a afirmação que o fim do desktop estava errada. Por fim, o desktop não morreu naquela época e até hoje permanece.

O desktop voltou a apresentar declínio de vendas nos tempos atuais, porém a mesma tática utilizada por Jobs, Gates e Craig naquela época pode de repente não funcionar hoje. De qualquer forma, apresentando outros dados, podemos observar que mais uma vez esta afirmação está errada.

Entrevistando a Endless, em Junho do ano passado, foi-nos apresentado que 5.8 bilhões de habitantes no planeta de mais de 7 bilhões não possuem acesso a computador. Então como o mercado de desktop está em declínio sendo hipoteticamente tão mal explorado?


Não somente dados da Endless Computers, mas ano passado estive em um evento da AMD (via imprensa, como Diolinux) e foi constatado que na verdade o que vem acontecendo é que:

1 - A comercialização de computadores para pessoas físicas declinou sim, mas no mercado de varejo.
2 - A comercialização de equipamento individuais de computadores (como memória, fonte e etc) aumentou. Então as pessoas estão preferindo comprar as peças individuais e montar ou mandar montar seus computadores.

3 - As pessoas passaram a investir mais em peças melhores para permanecerem mais tempo com os computadores (o que eu acho uma ideia interessante).

O que é certo é que o mercado de Smartphones vem crescendo cada vez mais e o Android e o iOS, desbancando o Windows, que reina nos Desktops.

Um dia ele vai morrer?


Pode ser que sim, o desktop venha a morrer, como pode ser que não. Não se sabe ao certo ainda; somente o futuro dirá. Mas por hora o que é certo é que este é um período que já aconteceu e foi revidado e que hoje há ainda muito mercado a ser explorado. Não somente em expansão de área geográfica, mas também em novas tendencias de mercado que podem surgir.

Enquanto existirem tarefas que são realizadas de forma mais prática e eficiente em um desktop, eles continuarão a existir, acho que é tão simples quanto isso.

Até a próxima!
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Bug dos processadores Intel pode afetar também processadores ARM e AMD

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quinta-feira, 4 de janeiro de 2018

Ontem nós publicamos aqui no blog uma notícia sobre um bug que afeta os processadores Intel dos últimos 10 anos, onde a correção para o problema poderia afetar consideravelmente o desempenho dos mesmos, em alguns casos causando até 30% de perda de potência.

Processadores com bug






Algumas horas depois, essa notícia repercutiu pelo mundo e as empresas, comunidades e desenvolvedores começaram a se manifestar. A Microsoft que, como tínhamos informado ontem, iria lançar a correção para o Windows na próxima Terça-feira, como de costume para este tipo de atualização, resolveu lançar um atualização de emergência hoje mesmo e ela já está disponível, assim como a correção para Linux, que saiu ainda ontem, para macOS, ainda não temos informações.

A Intel finalmente se pronunciou sobre o caso comentando que este problema pode afetar outros CPUs também, como os da AMD e os ARM, no entanto, não desmentiu o fato do problema de redução de desempenho.

Na noite de ontem o blog sobre segurança da Google comentou que o "Project Zero", programa da empresa que busca encontrar falhas em produtos de outras companhias também, entrou na jogada mostrando quais eram as falhas que foram detectadas e confirmou as informações da Intel, dizendo que a falha pode realmente comprometer processadores de outros fabricantes também, não somente os do "lado azul".

A AMD respondeu rápido a essas possibilidades, dizendo que seus engenheiros analisaram as falhas apontadas pela Google:

AMD Bug

Basicamente, a primeira das três variáveis de ataque pode ser corrigida via update de software e não deve afetar o desempenho dos chips, no segundo caso, a diferença de arquitetura parece não tornar os CPUs AMD como vetores para ataque e no último caso, existem diferenças nas arquiteturas dos processadores da AMD que impedem a falha de ser explorada, ou seja, para o "lado vermelho da força" de todos os males, ainda é o menor.

A ARM Holdings nãos e pronunciou sobre o caso ainda e a Intel diz estar trabalhando em correções de firmware que poderão ajudar aos desenvolvedores de sistemas operacionais a contornar o problema.

Segundo a Google, até mesmo os Chromebooks podem ser afetados, mas a correção para ele se dá em passos simples, basta garantir que ele esteja atualizado e ativar o seguinte parâmetro:

 chrome://flags/#enable-site-per-process

No dia 24 de Janeiro deve ser lançado o Chrome 64, juntamente com a atualização para o Chrome OS, o que deve resolver o problema nos equipamentos, no Android, o problema pode ser um pouco maior, visto a fragmentação de atualizações que existe caso o problema seja confirmado em processadores ARM, mas ainda não temos informações o suficiente para falar sobre isso, não ficou claro se essa falha afeta os processadores dos iPhones também.
Para mais informações fique ligado aqui no blog e sempre mantenha os seus sistemas operacionais atualizados.
Até a próxima!
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Microsoft quer um "mundo sem senhas"

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Recentemente o blog de notícias da Microsoft publicou um artigo muito interessante a respeito das senhas que usamos em nossos dispositivos. A empresa comenta sobre o problema de segurança e praticidade que existe na forma tradicional de proteger sistemas.

Senhas e segurança






As senhas baseadas em caracteres são extremamente comuns, mas mesmo as mais complexas, quando não estão aparadas por outras camadas de segurança, podem deixar qualquer sistema inseguro.

Trocar as senhas, memoriza-las, armazenar os seus conteúdos através de um outro serviço gerenciado por uma senha mestra com 72 caracteres alfa numéricos, tudo isso é muito pouco prático e infelizmente, não é tão seguro quanto gostaríamos. Por conta disso, as empresas de tecnologia estão implementando novos recursos em seus produtos para substituir a ação de digitar uma senha, confirmar um código, desbloqueio em duas ou três etapas, etc.

O uso de digitais não é uma tecnologia recente, mas acabou se tornando algo relativamente comum em Smartphones há pouco tempo. Indo um pouco além disso, Apple e Microsoft já colocaram para funcionar em grande escala o sistema de reconhecimento facial para desbloqueio do sistema operacional e para fazer operações especiais, como compras em aplicativos.

O blog da Microsoft comenta que atualmente 70% dos dispositivos com Windows 10 que rodam em computadores que conseguem usar o Windows Hello como alternativa a senha estão usando a tecnologia, dando um feedback estatístico para a empresa de que as pessoas realmente preferem algo mais cômodo do que digitar as senhas. A ideia é que esse tipo de tecnologia, não só pelas mãos da Microsoft, seja a mais utilizada ao longo do tempo, tentando garantir muito mais confiabilidade para os equipamentos.

Em Dezembro do ano passado, pesquisadores alemães constataram que o sistema de detecção facial que o Windows Hello utiliza poderia ser facilmente burlado caso o computador que o está usando não possua os recursos necessários para fazer uma análise correta, o teste foi feito em um modelo da Dell, o mesmo problema não ocorre do Surface PRO por exemplo, o que mostra que não estamos preparados ainda para receber essa tecnologia de forma 100% eficiente, mas estamos no caminho.

Correções que chegaram ao Windows com o "Fall Creators Update" ajudaram a deixar o sistema de detecção facial mais seguro, evitando o problema que os pesquisadores haviam encontrado na ocasião.

Não agradando a todos


Como era de se esperar, esse tipo de postura não agrada a todos (nada nunca agrada a todos), especialmente as pessoas que se preocupam com privacidade na tecnologia. 

Um sistema desse tipo é mais eficiente do que qualquer governo para credenciar pessoas com dados pessoais e fotos de diversos estilos, incluindo impressões digitais e até mesmo a sua voz. Quem defende a privacidade, clama por ferramentas que sejam transparentes e tenham o código aberto, como este feito em Python e que utiliza Machine Learning.

O ideal seria que essas ferramentas, mesmo no Windows ou no macOS (e até no Android), tivessem uma maior transparência, até para que o modelo de desenvolvimento open source permita uma evolução mais rápida e segura para essas ferramentas. O que pode inviabilizar isso de acontecer é que muitas vezes esse tipo de tecnologia acaba se tornando um produto diferencial das empresas, muitas delas optando por deter o seu grande trunfo, é compreensível, claro, mas em se tratando de segurança, o ideal seria que todos pudessem se utilizar da melhor tecnologia possível, sem ficar refém de alguma plataforma ou hardware que funciona na base de um firmware proprietário.

O que você acha disso? Será que sistemas como o Face ID e o Windows Hello serão o padrão do futuro?

Até a próxima!
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Os meus 3 destaques no novo iPhone X

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quarta-feira, 13 de setembro de 2017

A Apple mostrou detalhes do iPhone X que deixou muitas pessoas curiosas e como sempre, deixou muitas pessoas querendo ter o aparelho. Na internet eu percebi comentários divididos sobre as novidades, pessoas que adoraram o novo iPhone misturam-se aos que acham que é "mais do mesmo". Deixe-me dar os meus "3 palitos" sobre o assunto.

iPhone X





Acho importante ao falarmos das novidades, colocarmos um asterisco nas *novidades, pois a maior parte das tecnologias apresentadas pela Apple é de fato uma novidade, mas apenas no iPhone, muitas delas, semelhantes, inferiores e superiores, já existem no mercado de Smartphones há um bom tempo.

Eu não vou explicar todas as novidades detalhadamente, ao invés disso, vou recomendar a leitura do artigo dos nossos amigos do Pplware de Portugal, vou simplesmente destacar as coisas 3 coisas que eu realmente achei interessante.

1 - Autonomia de bateria e AirPower


Uma das coisas que os donos de iPhone podem ser dar ao luxo de reclamar é que autonomia da bateria do aparelho não costuma ser muito boa. No iPhone X a Apple promete melhorar isso de maneira incisiva, porém, não seria a primeira vez que essa promessa aparece, então vale a pena esperar pra ver antes de dizer algo a mais. Já o AirPower é um recurso interessantíssimo, ele também não é novidade no mundo dos Smartphones, mas está se tornando mais comum e é bom ver que a Apple resolveu seguir um padrão genérico e não adotar um hardware próprio, isso permite que você possa carregar o iPhone X em docks que vão funcionar em qualquer aparelho, independente dele ser da Apple.

Air Power
A tecnologia "Air Power" permite carregar os aparelhos sem a necessidade de cabos

2 - Animojis


Esse tipo de coisa é aquele tipo de coisa "inútil" que daqui a pouco todas as marcas vão estar fazendo também. Os Animojis apresentados são uma forma curiosa de utilizar o recurso que faz parte do dia a dia de tantas pessoas. Hoje a gente chama de frescura, daqui a pouco todos estão usando... só aguarda.

Animojis

Basicamente a câmera do iPhone consegue mapear o rosto do usuário e transmitir as suas expressões para o Emoji, que se torna animado, você pode gravar uma mensagem de voz também ao mesmo tempo e o Emoji vai captar o movimento da sua boca e reproduzi-lo. Esses Emojis Animados, ou "Animojis", como foram chamados, podem ser enviados através do App de mensagens para os contatos dos usuários

3 - A tela


Telas que predominam a frente completa do aparelho também não são necessariamente uma novidade, mas a versão da Apple me parece muito bem ajustada, sendo uma tela de ótima qualidade realmente. Uma tela razoavelmente grande também, mas não grande demais, de 5,8 polegadas (assim como o Galaxy S8), a tela tem uma resolução de 2436x1125 com 458 ppi, tecnologia HDR, HDR10 e Dolby Vision, além do 3D Touch, que garante uma interação e diferente e interessante com os aplicativos.

Tela do iPhone X


Por conta da tela que aproveita todo o espaço frontal, o botão home que existia "desde sempre" foi removido, fazendo com que a forma de interação com o aparelho seja diferente também, a Siri agora será chamada por um botão que fica na lateral do iPhone. Realmente, muito bonita.

Outros destaques e preço


Existem outras novidades interessantes, como a utilização Face ID no lugar o Touch ID, o processador Dual Core A11 Neural Engine, que faz uso de Machine Learning para fazer o iPhone aprender sobre o usuário, estando diretamente relacionado ao reconhecimento facial, entre outras coisas.

A câmera dupla que virá nele também é uma boa pedida e a atualização do iOS para a versão 11 também era uma melhoria já esperada.

Este provavelmente (avaliando no momento), será o iPhone mais caro da história, sem impostos, apenas convertendo, ele deve custar cerca de R$ 4.400,00. UM COMPLETO ABSURDO, ainda mais que os recursos novos, ainda que sejam ótimas adições, não são nada inovadores, ou pelo menos (e na minha opinião), não inovadores o suficiente para custar o que custam.

O aparelho estará à venda à partir do dia 3 de Novembro e pré-compras poderão ser feitas à partir de 27 de Outubro.

Agora chegou a sua vez de participar, o que você achou desse novo lançamento da Apple?

Até a próxima!
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Privacidade extrema! Mozilla lança Firefox Focus para Android e iOS

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quinta-feira, 6 de julho de 2017

A Mozilla lançou uma nova versão do Firefox chamada de "Focus" com o objetivo em trazer privacidade online para os usuários. Muitos navegadores prometem esse tipo de coisa, mas a Mozilla elevou o Focus a um nível que eu ainda não tinha visto.

Privacidade online



A ideia por trás do Firefox Focus é muito simples: "Navegue como se ninguém estivesse olhando"

O conceito é simples de fato, mas tornar isso possível é uma história completamente diferente. Para atingir essa finalidade o Focus é capaz de bloquear os ditos "rastreadores" online, além disso ele traz ferramentas simples e intuitivas que permitem que você limpe o seu histórico, senhas e cookies, além de bloquear automaticamente propagandas nos sites.

O Focus não é um substituto ao Firefox tradicional, tanto que dentro dele mesmo você tem uma opção para abrir a página no navegador tradicional, você pode ver ele quase como um complemento para o seu navegador principal.

A remoção de componentes rastreadores tem prós e contras, dependendo do que você deseje, ao mesmo tempo que pode deixar a sua navegação mais rápida por carregar menos elementos na página, também pode causar uma aparência quebrada nos sites que necessitam de determinados complementos para a sua estrutura ou funcionalidade. Bloquear anúncios também pode ter uma prerrogativa negativa do ponto de vista do sustento dos sites que você gosta, mas, exatamente pensando nisso, o próprio Focus possui um botão em suas configurações que permite que você habilite os elementos em páginas específicas.

A minha surpresa


Eu instalei ele no meu Android e pensei em tirar alguns prints para mostrar as funções dele por aqui, acontece que o Focus bloqueia qualquer rastreio no aparelho, inclusive os prints. A função simplesmente não funciona com ele aberto. Tentei espelhar ele através do AirDroid para capturar as telas e o resultado foi esse:

Focus Firefox

Mais uma tela preta. Ok, legal essa função! Me surpreendeu de verdade. Mas será que ele evita gravações de vídeo também?

Usei o programa que eu sempre uso para fazer os vídeos sobre Android do canal, o AZ ScreenRecorder, e para minha surpresa, ao abrir o Focus eu consegui navegar normalmente, mas ao consultar a gravação em vídeo tive a mesma tela preta enquanto navegava por ele.

Olha Mozilla, duas palavras: "para béns."

O único jeito de te mostrar alguma coisa é tirando uma foto do celular. (ele possui versão para iOS também)

Firefox Focus
Reprodução: TechCrunch
O design do App é muito belo e com uma paleta de cores agradável, me lembrou a do "Suicide Squad" um pouco até. Simples e direto ao ponto, você abre o App, digita o site que você quer, habilita ou desabilita os rastreadores e ao sair, há um botão de lixeira que permite que você limpe tudo de uma vez. Muito prático.
Vale o teste com certeza, até a próxima!

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Chrome OS tem maior participação de mercado do que outras distribuições Linux

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quinta-feira, 23 de março de 2017

Em Maio do ano passado eu publiquei aqui no blog uma matéria interessante que falava sobre a adesão dos Chromebooks nos EUA, na época os dados mostravam que eles tinham vendido, em unidades, mais do que os MacBooks, que são um equipamento de preferência de boa parte dos norte-americanos. Hoje tenho um outro dado interessante para compartilhar.

Chrome OS é o Linux mais usado em desktops




É a segunda vez que vou falar do StatCounter nesta semana, a primeira foi quando comentei sobre o Android tornar-se o principal sistema do mundo quando o assunto é acesso à internet. Mas agora vamos falar de outro sistema da Gooogle, o ChromeOS.

Para quem não conhece muito bem, o ChromeOS é um sistema operacional que abastece os Chromebooks, que são notebooks dedicados ao acesso à internet e aplicações em nuvem, no EUA eles acabaram se tornando uma opção viável para muitas pessoas que usam apenas o computador para navegar ou que trabalham diretamente através de um browser, que é o meu caso inclusive, em 90% do tempo.

O StatCounter costuma liberar boletins parciais de tempos em tempos e desta vez um dado chamou a atenção, o ChromeOS tem mais market share do que as outras distros Linux somadas aparentemente.

Chrome OS na frente de Linux

Como podemos ver na imagem, a pesquisa foi levantada no período de um ano, entre Fevereiro de 2016 e Fevereiro de 2017, levando em consideração uma certa gama de acessos em sites, ou seja, ele não representa a realidade absoluta, mas possui um bom teor amostral, ainda que o restante deixado de fora pudesse mudar este valores drasticamente.

Nos EUA, assim como praticamente em todo o mundo, o Windows da Microsoft lidera com uma boa folga com seus 74,1%, em segundo lugar temos o macOS da Apple com pouco mais de 20% e depois temos o ChromeOS com quase 3,5%, o Linux vem depois com 1,47%...

Mas "pera" aí um minutinho....


Castiel

Eu gostaria de entender o porque esses sites que fazem a contagem de sistemas operacionais não entendem Linux como o que ele é: Um Kernel.

O ChromeOS é um sistema baseado em Linux também que usa uma versão modificada do Gentoo como base, então... por que não contar tudo o que tem Kernel Linux como "Linux"?

- Ah! Mas Linux não é um sistema operacional completo, é só um Kernel!

Pois é, concordo, então podemos seguir a lógica aplicada e separar por sistemas (distros), Ubuntu, Mint, Debian, Fedora, Red Hat, ChromeOS, Android e assim por diante, "Linux", por assim dizer, também é o ChromeOS neste caso, assim como Linux é o Kernel do Android e em toda a lista o pessoal conta separado não sei por qual motivo, sinceramente, Linux como Kernel, não deveria nem fazer parte das listas, as distros sim, o que as pessoas usam não é O LINUX (não apenas ele), é o sistema operacional que carrega este núcleo, seja ele o ChromeOS, o Ubuntu, Android ou qualquer outro.

... voltando


Apesar do ChromeOS ter conquistando um público interessante nos EUA, ele não conseguiu fazer muito sucesso fora de lá e fora de países desenvolvidos, o motivo? Simples, qual cidade brasileira tem sinal de Wi-Fi aberto ou por um preço acessível em todo local? Pois é, não tem.

Não que isso seja uma regra nos EUA, mas digamos que seja muito melhor que aqui neste aspecto (talvez, não só neste), mas em fim, não somente o Brasil cabe nesta deficiência de internet, como muitos outros países e como o ChromeOS fica muito limitado sem conexão, ainda que hoje em dia muitas coisas funcionem offline, ele perde um pouco de seu propósito.

Esse tipo de coisa parece estar fazendo a Google remodelar o ChromeOS, ou pelo menos o espaço de de mercado que ele ocupa, para algo novo, maior e melhor, até o momento sem muitas informações mas o projeto Andromeda dá alguns indícios.

E no Brasil, como é?


Como eu fiquei curioso com os dados, ainda que eu não concorde 100% com eles, resolvi descobrir quais as estatísticas do StatCounter para o Brasil, vamos olhar primeiro a plataforma Desktop:

Sistemas operacionais no Brasil

Aqui no Brasil a vantagem do Windows é descomunal, levando-se em consideração os dados do StatCounter ao menos. 

Com quase 92% de utilizadores, ele é o sistema predominante, a Apple continua em segundo mas com praticamente 1/4 de usuários, se compararmos com os dados dos EUA, muito se deve aos preços brasileiros dos Macs, sem dúvida.

No gráfico brasileiro "o Linux" ocupa a terceira posição com 1,22% dos utiilizadores e o ChromeOS não chega a atingir 1%, por motivos fáceis de entender, os Chromebooks em alguns casos custam o mesmo que os outros Notebooks e ainda tem a questão da internet, que eu já tinha comentado e tem um 1% desconhecido ali também que pode ser Linux, BSD, ou qualquer outra coisa, até mesmo o Windows, talvez sejam pessoas que navegam usando o TOR ou algo do tipo, sinceramente, não sei.

Agora o gráfico dos dispositivos móveis, especificamente os Smartphones:

Ranking de sistemas operacionais móveis no Brasil

Quando o assunto é Mobile, o Android é o Bayern de Munique dos sistemas operacionais, com quase 84%, ele domina amplamente o mercado (engraçado que aqui eles não contam como Linux, ainda que ele use o Kernel também, ainda não entendi por quê disso...), em segundo temos o iOS, como já era esperado com praticamente 10% dos utilizadores, o restante dos usuários se diluem entre usuários de Windows e outras plataformas menores que não fica claro exatamente qual sistema seria, sendo que o Windows tem pouco mais de 2,5% de utilizados.

Dispositivos móveis também são Tablets, então vamos dar uma olhada nesta categoria:

Market Share de Tablets no Brasil

Aqui eu confesso que tive uma surpresa! Quer dizer que metade das pessoas que tem Tablet no Brasil, tem iPad? Tá bom então...

Segundo os dados da StatCounter Android e iOS estão praticamente empatados e o Windows não tem 1% neste segmento, agora... não me pergunte "o que ser" este Linux ali na lista, se não é o Android, não faço ideia do que seja. Que outro sistema baseado em Linux é vendido no mercado móvel brasileiro além do Android? Se souber comenta aí, fiquei curioso. E mais uma vez, eles separando Android de Linux, quando eles são a mesma coisa. 

Nos EUA o iPad domina o mercado completamente com cerca de 70%, com o Android com apenas 21% e o Windows chegando a quase 0,5%.

E aí, conta pra mim que conclusão você tira destes dados! :)

Até a próxima!

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Microsoft Edge é o navegador menos seguro do concurso Hacker Pwn2Own de 2017

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quarta-feira, 22 de março de 2017

Parece que o ano não começou tão bem para o novo Internet Explorer navegador da Microsoft, o Edge. Ele tomou o lugar do famigerado IE no Windows 10, apesar de todo o marketing de segurança que a empresa fez, o browser se mostrou na competição Pwn2Own de 2017 o navegador menos seguro.

Microsoft Edge Hackeado


O site Tom's Hardware pulicou uma matéria comentando sobre o último Pwn2Own, uma maratona hacker que visa testar a segurança dos navegadores de internet e de uma série de outros softwares, os hackers que conseguirem explorar falhas de segurança nos navegadores são recompensados com prêmios em dinheiro.

Cada equipe pode escolher qual será o seu alvo, normalmente as escolhas são baseadas em estudos prévios para saber em qual software o ataque será direcionado, normalmente as equipes escolhem aqueles que eles acreditam que tem uma maior chance de atingir o objetivo e receber o prêmio, os valores também variam de acordo com o impacto que o hack tem no sistema ou no browser.

O grande "vencedor" do evento de 2017 foi o Microsoft Edge, o navegador foi hackeado 5 vezes na maratona e de formas diferentes, sendo que uma delas foi capaz de afetar até mesmo o Kernel do Windows, podendo comprometer o sistema como um todo, a equipe 360 Security, que descobriu essa falha, recebeu o prêmio de 105 mil dólares.

O segundo colocado ficou com o Safari, navegador dos sistemas da Apple, ele foi hackeado 4 vezes, porém, uma das falhas que foram utilizadas para invasão já estão corrigidas na nova versão beta do browser que a Apple deverá liberar em breve para os usuários. Então podemos considerar 3 para ele.

Logo após tivemos o Mozilla Firefox, com apenas uma invasão confirmada, no ano passado o Firefox nem foi testado no evento porque os competidores julgaram que seria muito fácil de invadi-lo. Na melhor posição, no caso a última, ficou o Google Chrome/Chromium, que não foi hackeado nenhuma vez.

Neste tipo de evento, os softwares normalmente recebem uma quantidade diferente de tentativas de invasão, o Firefox por exemplo, recebeu duas e foi hackeado em uma, o Chrome recebeu apenas uma que falhou, e assim por diante, como o site Tom's Hardware explica, os alvos mais visados pelos hackers normalmente provém de estudo prévios que são feitos, fazendo com que os especialistas escolham os que é provável que tenham sucesso, como o Chrome tem se mostrado seguro nos últimos tempos, menos pessoas estão tendo interesse, pois fica mais difícil ganhar o prêmio.

Apesar de eu achar que esse tipo de atividade pode ser influenciada por patrocínio, como por exemplo a Google pagar para as pessoas procurarem hackear o Edge, não podemos esquecer que o contrário também poderia ser verdadeiro, afinal, dinheiro não é problema lá pelos lados de Redmond. 

Independente do que cause o resultado, ele é importante, o ideal é que você que usa o Windows 10 com o Edge procure uma alternativa. Como o projeto do Chrome e o Firefox são projetos abertos, fica mais fácil de torná-los mais seguros por conta do modo de desenvolvimento, ou seja independendo do motivo, o Edge foi efetivamente hackeado e forma agressiva, ainda que simplesmente ter código aberto não signifique qualidade, como podemos ver no ano passado a situação do Firefox.

Curiosamente, este tipo de informação chega aos usuários ao mesmo tempo que a Microsoft começou a investir em publicidade dentro do Windows 10, muitas vezes anunciando seus próprios produtos através da interface do sistema, eu mesmo me deparei nesta semana com um Pop-Up que diz "O Microsoft Edge é mais rápido e seguro que o Google Chrome, mude agora para ele!", esse tipo de marketing acaba confundindo os usuários mais leigos, o que me parece ser prejudicial.

O que podemos fazer como usuários, é cobrar que todos os softwares, especialmente os que tem acesso á internet, não somente navegadores, independe de quem os desenvolva, tenham suas falhas de segurança corrigidas o mais rápido possível, afinal, não é porque Firefox e Chrome tiveram notas melhores neste evento que eles não  podem possuir falhas, não é mesmo? O Edge, bom, por  mais que a Microsoft se esforce e até force um pouco a utilização dele, ele continua vivendo o estigma do Internet Explorer.

Até a próxima!
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Absurdo! Governo gasta quase 340 mil reais em computadores da Apple

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quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) do Brasil confirmou hoje a licitação para compra de 12 iMacs, o computador All in One da Apple, pela "bagatela" de 339 mil reais. São cerca de 28 mil reais por computador.

iMacs do Governo




Parece que a crise financeira é só pra gente mesmo, o povo! Enquanto isso... o que você faria com 339 mil reais? Quitaria todas as suas dúvidas e quem sabe até compraria uma apartamento? Um carro? Talvez uma dezena de carros?

Algumas pessoas preferem comprar 12 computadores.

Os produtos da Apple tem muita qualidade, todos sabemos, mas no Brasil os preços são surreais, ainda assim, se você, COM O SEU DINHEIRO, decidir comprar um deles, eu não tenho o direito de falar muito, mas quando um órgão público usa o NOSSO dinheiro de impostos (que não são poucos) para gastar de uma forma que qualquer pessoa que entenda um mínimo de informática sabe que é completamente desnecessária, aí nós temos um GRANDE problema meu amigo.


O preços exorbitantes incluem a garantia estendida de 36 meses para os dispositivos. A configuração escolhida pelo STJ contempla um Intel Core i7 quad-core de 4.0 GHz, 32 GB de memória RAM DDR3 e SSD de 256 GB. Além disso, eles possuem tela Retina de 27 polegadas e resolução 5K, assim como GPU AMD Radeon R9 M395X com 4 GB de Vram.

Se você pegar os 339 mil propostos e dividir por 12, você vai ver que cada máquina sai por 28 mil reais. O mais curioso é que a máquina mais cara que a Apple vende em seu site nos modelos de iMac custa "apenas" 17 mil, porém, de fato ela é inferior a este modelo pretendido pelo STJ. Acredito que ela tenha alguns adicionais, como uma placa de vídeo com mais memória, além do suporte estendido e os acessórios....

Ah é! Esqueci de comentar, além dos iMacs, a licitação cobre também um Magic Mouse 2 e um Magic Keyboard para cada computador, afinal de contas, por que usar um teclado e mouse mais "barato"? Tipo um da Razer, né? (a que ponto chegamos?)

Agora vem a melhor parte...


A "justificativa" para comprar um iMac com tela retina com resolução 5k é: "os iMac possuem melhor performance na edição de imagens em alta resolução".

Minha reação ao ficar sabendo dessa licitação de iMacs


E espera que a licitação para comprar o Photoshop para editar as imagens em alta resolução ainda nem saiu. 😒

Será que só eu sou o gênio que percebeu que você consegue editar imagens com uma máquina muito, MAS MUITO, menos poderosa do que isso? Você conhece alguém (fora da Pixar) que consegue usar 32 GB de RAM para editar uma imagem? Amigo... nem que estivesse jogando BF1 ao mesmo tempo!

Fora isso... o dinheiro, é o nosso dinheiro! Dinheiro nosso sendo gasto com algo que é possível resolver sem custo algum usando Linux! Ou mesmo gastando MUITO menos usando Windows. Não tenho nada contra a Apple, o problema nem está nela, neste aspecto ao menos, tirando os valores, mas será que o mínimo a se fazer numa situação como esta não seria estudar a solução mais barata e eficaz para contornar a situação?

Só sei que precisamos de um "Lava Bits" nesse país, ou no mínimo alguém mais consciente no ramo da tecnologia, já chega o nosso "querido" Kassab querendo limitar a internet. Pode ter certeza que tem muita grana sendo gasta com licenças com coisas que poderiam ser resolvidas de outra forma.

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