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Raspberry Pi 4 recebe suporte do Arch Linux através do RaspArch

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segunda-feira, 19 de agosto de 2019


O Arch Linux agora pode ser rodado no novo Raspberry Pi 4, a versão renovada do projeto, que contéḿ um processador Quad-Core 1.5GHz 64-bit ARM Cortex-A72 CPU, com até 4GB RAM, e placas on-board dual-band 802.11 b/g/n/ac Wi-Fi e Bluetooth 5.0 (BLE), através do projeto RaspArch, além da versão tradicional para processadores ARM.


Arch Linux no Raspberry Pi






A distro RaspArch, com a Build 190809, está pronta para download com suporte para a nova versão do Raspberry Pi. A indústria aponta que uma das "feature killers" da nova versão da placa é o suporte para 4K, com duas portas HDMI, tornando ele ainda mais interessante para projetos que envolvam gráficos.

O RaspArch é, na verdade, uma remasterização do "Arch Linux ARM", o arquivo original tem cerca de 250 MB de tamanho, mas o RaspArc traz ferramentas por padrão, como o ambiente gráfico LXDE, Pulse Audio, Firefox, GIMP, etc; o que faz a instalação em si crescer um pouco mais. O Kernel Linux está na versão 4.19.

Apesar de se tratar um Arch Linux, o projeto foca em trazer experiência out-of-the-box, com várias coisas disponíveis na própria ISO e facilitar a instalação. A ISO de instalação é completamente grátis e open source.

Você gosta do Raspberry? Converse com outros apaixonados por tecnologia no nosso fórum.

Até a próxima!
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Comandos básicos para quem está chegando ao Arch Linux e Manjaro

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quarta-feira, 10 de julho de 2019

Se você está chegando ao mundo Linux e está começando nele através do Arch Linux ou do Manjaro, esses comandos vão lhe ajudar e muito na sua jornada no sistema. Vamos falar do gerenciador de pacotes pacman.

Comandos básicos para quem está chegando ao Arch Linux e Manjaro






Esse artigo também serve para quem estiver vindo da base Debian/Ubuntu e está procurando os comandos equivalentes ao apt. Lembrando de sempre verificar se os comandos estão digitados da forma correta, para não haver falhas.


Vamos fazer em um “esqueminha de tabela”, onde em cima fica o(s) comando(s) base Debian/Ubuntu e em baixo fica os comandos para Arch Linux e Manjaro, fecho? Então bora lá.

Vamos começar pelo básico, que é atualizar os pacotes do sistema.

sudo apt-get update / sudo apt update              

pacman -Sy = sincroniza os repositórios.
pacman -Su = procura por atualização.
pacman -Syu = sincroniza os repositórios/procura por atualização.

Quando se precisa fazer uma atualização dos pacotes e das dependências:

sudo apt-get upgrade / sudo apt upgrade / sudo apt-get dist-upgrade / sudo apt full-upgrade

sudo pacman -Syyu = sincronização total/procura por atualização.
sudo pacman -Syy = sincroniza os repositórios do Manjaro Linux.


Quando precisamos procurar algum programa via terminal, utilizamos esses comandos:

apt-cache search nome_do_pacote  /  apt search nome_do_pacote

sudo pacman -Ss nome_do_pacote = procura por um pacote.

Feito isso, chegou a hora de instalar o(s) pacote(s), e é uma tarefa bem fácil. No Manjaro / Arch Linux tem uns “Plus”:

sudo apt-get install pacote / sudo apt-get install pacote 1 pacote 2 … / sudo apt-get install -y pacote / ainda sudo apt install pacote

sudo pacman -S nome_do_pacote = instala um pacote

sudo pacman -Sw nome_do_pacote = apenas baixa o pacote e não o instala.

Após encontrar o pacote desejado e instalado, caso queira  ver o “Sobre” ou “About” do pacote, usamos os seguintes comandos:

apt-cache show nome_do_pacote (mostrando o cache local dele) ou o apt show pacote

sudo pacman -Si nome_do_pacote = mostra informações de um pacote não instalado.

sudo pacman -Qi nome_do_pacote = mostra informações do pacote já instalado.

sudo pacman -Se nome_do_pacote = instala apenas as dependências.

Já na remoção de algum pacote, temos duas opções no Arch Linux / Manjaro, uma removendo somente o pacote ou removendo o pacote e suas dependências, os comandos são:

sudo pacman -R nome_do_pacote = remove um pacote.

sudo pacman -Rs nome_do_pacote = remove o pacote junto com as dependências não usadas por outros pacotes.

Se você precisar de mais parâmetros e ajuda, acesse diretamente no terminal, digitando pacman -h ou pacman --help ou acessando os links de ajuda da Wiki do Arch Linux, que alguns estão em inglês, mas nada que o Google Tradutor não ajude 😉, outros estão em português.

Links da Wiki do Arch Linux: Link 1 , Link 2 e Link com todos comandos detalhados.

Espero que esse guia básico tenha lhe ajudado. 😁😉

Confiram também o tutorial completo sobre Arch Linux que tem lá no canal, confiram abaixo

          

Ou se você preferir usar o pamac, mostramos ele no vídeo sobre o Manjaro

          

Este artigo não acaba aqui, continue trocando uma ideia lá no nosso fórum.

Espero você até a próxima, um forte abraço.

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Arch Linux para iniciantes - Como instalar o sistema passo a passo!

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domingo, 7 de julho de 2019

Chegou o grande dia, hoje vamos produzir um tutorial passo a passo para você instalar o "temido" Arch Linux no seu computador. Ao final, além de uma sensação de satisfação e um sorriso "hacker" na sua cara, espero que você diverta-se com o seu novo sistema. 😀

Arch Linux instalação passo a passo






Eu acho o Arch um sistema muito interessante, mas assim como eu vejo gente se frustrar quando testa o Kali Linux pela primeira vez e não consegue fazer a coisas, eu vejo algumas pessoas se decepcionando com o Arch de forma errônea, simplesmente por não entender a proposta do sistema.

Citando a própria Wiki do Arch Linux:

"Eu sou um completo iniciante no Linux. Eu deveria usar o Arch?

Se você é um iniciante e deseja usar o Arch, você deve estar disposto a investir tempo para aprender um novo sistema, e aceitar que o Arch é projetado como uma distribuição de 'faça você mesmo'; é o usuário que monta o sistema.

O Arch é projetado para ser usado como um servidor? Um desktop? Uma estação de trabalho?

O Arch não foi projetado para nenhum tipo de uso específico. Em vez disso, ele é projetado para um determinado tipo de usuário. O Arch visa usuários competentes que gostam de sua natureza 'faça você mesmo' e que a exploram ainda mais para moldar o sistema para atender às suas necessidades exclusivas. Portanto, nas mãos de sua base de usuários alvo, o Arch pode ser usado praticamente qualquer propósito. Muitos usam o Arch em seus desktops e estações de trabalho. E, claro, o archlinux.org é executado no Arch."

Falando em Wiki, à partir de agora ela é a sua "bíblia". É nela que você vai encontrar praticamente todas as informações necessárias para configurar ou ajustar o Arch Linux. Este tutorial foi baseado nela completamente, mas foi modificado, pensando no meu perfil de usuário e de forma a tornar esse processo mais simples de entender.

OBS: Você vai ter que "gostar" de ler manuais, não tem jeito. Ter um conhecimento prévio de Linux e seus comandos, independente da distro (falo de comandos de manipulação mesmo, não gerenciamento de pacotes), vai te ajudar muito.

Este também não é um dos tutoriais que você simplesmente vai copiar e colar tudo o que aparecer, é importante que você entenda o processo e adapte a sua realidade.

No fim das contas, o processo mais "complicado" para se instalar o Arch é a instalação, que é feita manualmente, na forma original do sistema, entretanto, existem diversos scripts na internet que te ajudam nessa tarefa. Obviamente você é livre para escolher o caminho que quiser, mas supõem-se que para obter "aquele nível alto de personalização", você deve fazer a instalação de forma manual, o que é discutível, mas é exatamente o que vamos fazer.

Fazendo o download do Arch Linux


Você encontra a ISOs para download do Arch Linux aqui. Depois é só usar um programa como o Etcher para criar um pen drive bootável da distro, como você faria com qualquer outra.

O Arch Linux é uma distribuição Rolling Release, então, não realmente importa tanto a "idade" da ISO que você tiver ou for baixar, ela poderá ser atualizada tranquilamente para a versão mais atual. Eventualmente ISOs mais recentes vão fornecer certos recursos novos, como um Kernel Linux mais recente, o que pode te ajudar a rodar em certos hardwares. De forma geral, meu conselho é sempre baixar a versão mais recente antes de uma instalação.

Conferindo o seu computador para rodar o Arch Linux


O Arch Linux pode rodar em modo BIOS-Legacy ou EUFI, então eu recomendo que você consulte o setup da sua BIOS para verificar como o modo de Boot está configurado, além desativar o Secure Boot, caso ele esteja ativado. Saber isso é importante para quando formos instalar o bootloader no sistema.

A instalação do Arch Linux


Eu fiz todo o processo de instalação em vídeo, assim fica mais simples e você ver claramente cada etapa, logo abaixo, coloquei todos os comandos utilizados e observações, com dicas para facilitar a sua vida. Praticamente "tudo" neste tutorial pode ser feito de forma diferente, se você quiser, mas eu tentei organizar e fazer as coisas de uma forma que dê menos dor de cabeça.

Confira o vídeo com o passo a passo completo:


* Abaixo você encontra os comandos usados no vídeo acima.

O primeiro passo é ajustar o seu teclado, eu utilizo teclados com padrão em Inglês, se você este o seu caso, você não necessariamente precisa alterar o layout dele, porém, caso você use um teclado Brasileiro, ABTN2 (padrão no Brasil), você pode carregar as teclas assim:
loadkeys br-abnt2
Esse carregamento de layout é válido somente para o movo live.

Toda a instalação do Arch precisa de acesso à internet, por isso é importante que você esteja conectado. Por padrão, temos o DHCP ativado no sistema, então, a menos que você tenha um tipo de internet onde seja necessário configurar o IP diretamente na máquina, essa parte não será problema, você pode verificar se você tem conexão "pingando" para algum site, como:
ping google.com 
Caso não exista conexão, vamos precisar configurá-la. Existem várias formas de fazer isso, mas as mais simples são:

Caso você tenha Wi-Fi:
wifi-menu
Abre um diálogo simples de escaneamento de rede, permitindo que você selecione com o teclado a rede desejada, digite a senha e pronto.

Caso você precise configurar a sua rede cabeada, confira estas informações.

Conectou? Bom também! Vamos continuar!

O próximo passo é conferir as suas partições, isso é definitivamente algo particular, por isso vou usar o meu exemplo, e você pode fazer como desejar. Em meu notebook, tenho um SSD de 240GB que será completamente tomado pelo Arch Linux, sem dual boot, caso você deseje fazer dualboot, tome cuidado para não apagar as partições do seu sistema.


Existem vários utilitários para se trabalhar com particionamento, um dos mais populartes é o fdisk. O comando:
fdisk -l
Vai te mostrar todos os seus dispositivos, no meu caso, o primeiro disco é o que vou usar para fazer a instalação, desse modo, ele é o /dev/sda.




Rodando o comando:
fdisk -l /dev/sda
Conseguimos ver todas as partições existentes no disco. Apesar do fdisk ser uma competente ferramenta para tal, eu prefiro usar o cfdisk para fazer o particionamento, ele é "mais gráfico" e vai ser mais fácil para quem não está acostumado. 

Basta rodar:
cfdisk /dev/sda
Vamos ter que criar 3 ou 4 partições (4 no caso e você querer usar uma partição como SWAP ao invés de um swapfile). Caso seja necessário, você deve criar uma nova tabela a partição, escolha GPT se você usar UEFI, se for usar BIOS-legacy, pode ser MBR.

No meu caso ficou:

/dev/sda1 (500MB para o /boot/efi)
/dev/sda2 (50GB para /)
/dev/sda3 (todo o resto para o /home)
/dev/sda4 (2GB para swap)

Lembre de fazer o cfdisk escrever as partições e de marcar a partição que receberá o GRUB (no meu caso a /dev/sda1/ como BIOS bootavel em "type") . O próximo passo é formatá-las:

mkfs.fat -F32 /dev/sda1
mkfs.ext4 /dev/sda2 
mkfs.ext4 /dev/sda3
mkswap /dev/sda4 
Obviamente, você pode preferir outros sistemas de arquivos, além do Ext4, se for o caso, consulte a Wiki do Arch para entender melhor cada comando, ou vefique o manual do mkfs.

Pontos de montagem


O próximo passo é fazer a montagem das partições do sistema, atente-se que será necessário criar algumas pastas para poder fazer a montagem.
mount /dev/sda2 /mnt
mkdir /mnt/home
mkdir /mnt/boot
mkdir /mnt/boot/efi (se for usar EUFI) 
mount /dev/sda3 /mnt/home
mount /dev/sda1 /mnt/boot/efi
swapon /dev/sda4
Feitos os pontos de montagem, você pode querer alterar os mirros do Arch para, quem sabe, fazer o download mais rápido, esse passo é opcional, mas pode ser feito editando o arquivo (estou usando o editor 'nano' nesse caso):
nano /etc/pacman.d/mirrorlist 
Você pode mover o mirror desejado para cima, ou simplesmente comentar com um # os que você não quiser que sejam usados.

Particularmente eu não altero os mirrors, é algo pessoal. O próximo passo é a instalação dos pacotes base do Arch nas partições que você criou:
pacstrap /mnt base 
Algumas pessoas sugerem o "base-devel" também, que são arquivos para desenvolvedores, particularmente não vejo a necessidade de instalá-los, mas se você quiser, apenas acrescente-os ao comando, ficando assim:
pacstrap /mnt base base-devel
Essa parte costuma demorar um pouco, então tome um café ou um chá.  🍵

Feita essa parte, vamos gerar a nossa tabela FSTAB, que vai dizer para o sistema onde estão montadas cada uma das partições, faremos isso usando este comando:
genfstab -U -p /mnt >> /mnt/etc/fstab
Esse "-U" ali "no meio da turma" é para que seja usados os IDs dos discos no FSTAB, ao invés dos rótulos, se tiver dúvidas de como o FSTAB funciona, confira aqui:


Você pode verificar se o arquivo foi gerado com sucesso e o seu conteúdo com:
cat /mnt/etc/fstab
No meu caso, tenho de ter 4 partições, cada qual com suas descrições. Caso algo esteja errado, use um editor de textos para configurar corretamente.

Agora é hora de mudar para dentro do sistema


Até o momento, o que estávamos fazendo eram configurações que eram jogadas para dentro de /mnt, onde o sistema estava montado, agora, vamos mudar para dentro do nosso sistema em processo de instalação com:
arch-chroot /mnt
Uma vez logado no seu sistema (repare que o terminal mudou de aparência), tudo o que você fizer agora, ficará em definitivo no seu Arch Linux. 

Você pode alterar data e hora depois, quando instalarmos uma interface, assim como o fuso horário, mas se você quiser fazer isso agora, manualmente (como manda a 'bíblia'), você pode fazer também, precisamos criar um link simbólico mais ou menos assim:
ln -sf /usr/share/zoneinfo/Região/Cidade /etc/localtime
No meu caso, usando horário de Brasília:
 ln -sf /usr/share/zoneinfo/America/Sao_Paulo /etc/localtime
Podemos também sincronizar o relógio com as informações da BIOS, se ela estiver correta, o seu relógio também estará, ainda que todo mundo use o horário da internet praticamente hoje em dia:
 hwclock --systohc
O nosso próximo passo é configurar o idioma do sistema, alterando o arquivo locale.gen, faça isso descomentando a linha "pt_BR.UTF-8 UTF-8" com o comando:
nano /etc/locale.gen
Salve e saia e gere o arquivo assim:
locale-gen
Agora, podemos configurar a variável de linguagem em locale.conf, usando este comando:
 echo LANG=pt_BR.UTF-8 >> /etc/locale.conf
Caso você queira usar o teclado com o layout abnt2 (não é o mseu caso), use este comando:
echo KEYMAP=br-abnt2 >> /etc/vconsole.conf
Temos agora uma série de configurações que pode ser feita, tanto agora, quanto depois da instalação em si, mas, para fins de deixar o seu sistema "mais pronto", vamos editar o nome do host para rede:
nano /etc/hostname
Geralmente eu coloco o nome "arch" aqui, mas pode ser qualquer nome que você queira, apenas tenha ele em mente para editar o /etc/hosts:
nano /etc/hosts
Dentro desse arquivo adicione:

127.0.0.1      localhost.localdomain            localhost
::1               localhost.localdomain            localhost
127.0.1.1     meuhostname.localdomain    meuhostname 

Em "meuhostname", nesse caso, seria "arch", sem aspas.

Vamos configurar agora a senha nova para o seu usuário root:
passwd
Digite duas vezes a sua nova senha e não a esqueça! (Anote-a se for necessário)

Você pode criar outros usuários se você quiser agora, mas isso também pode ser feito depois, pela interface, o que acaba sendo mais simples. De toda forma, como exemplo, você pode criar um ususário com o seu nome:
useradd -m -g users -G wheel nome_desejado_para_o_usuario
Vamos aproveitar a ocasião para instalar alguns pacotes que serão úteis na pós instalação do sistema:
pacman -S dosfstools os-prober mtools network-manager-applet networkmanager wpa_supplicant wireless_tools dialog sudo
Caso você já tenha criado outro usuário, e tenha instalado o "sudo" como eu fiz, é preciso adicionar o seu usuário dentro do arquivo "sudoers":
 nano /etc/sudoers
Ao final do arquivo adicione "USER_NAME   ALL=(ALL) ALL", por exemplo:
dionatan ALL=(ALL) ALL
Salve e saia.

Você pode criar um usuário usando o "useradd" normal, sem usar parâmetros, como você faria em outras distros, porém, esse comando "cru" no Arch Linux, não cria a sua pasta de usuário na home, então você pode criar ela manualmente, por exemplo:
mkdir /home/dionatan
E então mude a home para lá com:
usermod -d /meu/novo/home -m dionatan

Instalando o GRUB 


Essa é uma parte onde muita gente "se perde", pois existem dois caminhos para se seguir, se você usar:

##BIOS##

pacman -S grub
grub-install --target=i386-pc --recheck /dev/sda
cp /usr/share/locale/en\@quot/LC_MESSAGES/grub.mo /boot/grub/locale/en.mo

##EUFI##

pacman -S grub-efi-x86_64 efibootmgr
grub-install --target=x86_64-efi --efi-directory=/boot/efi --bootloader-id=arch_grub --recheck
cp /usr/share/locale/en\@quot/LC_MESSAGES/grub.mo /boot/grub/locale/en.mo
E por fim, vamos gerar o arquivo de configurações do Boot:

grub-mkconfig -o /boot/grub/grub.cfg
Chegamos ao final da instalação padrão, digite "exit" ou pressione "Ctrl+D" e use o comando "reboot" para reiniciar o computador, remova o pen drive da máquina.

Depois da instalação


Depois de reiniciar o seu computador, já com o Arch Linux instalado no seu HD/SSD, logue-se com o usuário root para fazer mais algumas modificações, o nome do usuário é "root", sem aspas, e a senha, é a que você definiu com o passwd.

Precisamos conectar o nosso sistema à internet novamente, mais uma vez, você pode usar o wifi-menu para conectar a uma rede wireless, ou então, usar o networkmanager que instalamos antes:
wifi-menu
systemctl status NetworkManager
systemctl start NetworkManager
Com a sua internet funcionando, vamos instalar alguns pacotes básicos para o funcionamento de qualquer interface, vamos atualizar o sistema e instalar o Xorg inicialmente:
pacman -Sy
pacman -S xorg-server 
Vamos instalar agora os drivers de vídeo:

##Intel##
pacman -S xf86-video-intel libgl mesa
##Nvidia##
pacman -S nvidia nvidia-libgl mesa
##AMD##
pacman -S mesa xf86-video-amdgpu
Caso você esteja usando o Arch em uma máquina virtual, como o Virtualbox, instale estes pacotes:
pacman -S virtualbox-guest-utils virtualbox-guest-modules-arch mesa mesa-libgl
Daqui por diante, depende um pouco do que você vai querer instalr como interface, se vai ser GNOME, KDE Plasma, XFCE, etc.

##GNOME##
pacman -S gdm
systemctl enable gdm
Observe que neste caso, grupos de pacotes (meta-pacotes) como o "gnome", instalam um conjunto amplo de aplicações (semelhante ao que o Fedora Linux entrega por padrão), se você quiser uma instalação mais enxuta, selecione os pacotes manualmente, como "gnome-shell", "gedit", etc. 
pacman -S gnome gnome-terminal nautilus gnome-tweaks gnome-control-center gnome-backgrounds adwaita-icon-theme
Você também pode querer instalar um outro navegador ou qualquer outro pacote, como o Firefox:
pacman -S firefox 
#KDE Plasma##
pacman -S sddm
systemctl enable sddm
pacman -S plasma konsole dolphin
##XFCE (instalado com GDM ou SDDM)##
 pacman -S xfce4 xfce4-goodies xfce4-terminal
Para outros ambientes, mais uma vez, consule a Arch Wiki. Independente de qual ambiente você escolha, ative agora o Network Manager no boot do sistema para que a sua internet volte funcionando 100%.
systemctl enable NetworkManager
Agora é só reiniciar o sistema.

Se tudo deu certo, você tem um novo Arch Linux, logue-se via interface com o seu usuário Root e aproveite para criar um novo usuário tradicional para que você use o sistema confortavelmente sem problemas de segurança, lembre-se de adicioná-lo ao arquivo sudoers, se quiser usar o sudo para rodar os comandos.

Por fim, quero deixar aqui alguns links de referência para utilização deste material, eles pode ajudar a tirar algumas eventuais dúvidas que surjam no processo de instalação.

- Wiki: Install Guide em Português
- Instalação do GRUB

Isso é tudo pessoal, eu tentei produzir o conteúdo mais denso que eu pude, até o momento, sobre a instalação do Arch Linux, espero sinceramente que o material de ajude na sua jornada.

Se puder, ajudede-nos a compartilhar o conhecimento, espalhando este artigo e o nosso vídeo.

Até a próxima!
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Top 3 melhores apps de captura de tela no Linux

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sábado, 6 de julho de 2019

Há quem prefere simplesmente fazer uma captura de tela, entretanto, outros usuários querem mais. Tem horas que uma mera ilustração não resolve, e você terá que “desenhar” para que o outro não fique com dúvidas. Quase soa como aquele ditado “você quer que eu desenhe?”. Nesses momentos, uma ferramenta com mais recursos é uma boa solução.

captura-tela-linux-mac-windows-ksnip-flameshot-deepin-screenshot-foto-monitor-printscreen-captura-janela-appimage-deb-rpm-fedora-ubuntu-mint-arch-manjaro

Antes de apresentar meu top 3, quero deixar claro que não estou colocando em ordem de “o melhor para o pior”. Na realidade as 3 opções se parecem bastante, mesmo mudando sua forma de trabalho, o resultado será praticamente o mesmo.

Flameshot


O Flameshopt esbanja praticidade e facilidade em seu uso, inclusive temos um post dedicado a ele. Você poderá adicionar setas, formas geométricas, texto, ocultar informação, selecionar apenas o desejado, mudar as cores dos objetos inseridos e muito mais. Para instalar o Flameshot em sua distribuição, acesse o post que citei anteriormente. O Flameshot também está na maioria dos repositórios.

captura-tela-linux-mac-windows-ksnip-flameshot-deepin-screenshot-foto-monitor-printscreen-captura-janela-appimage-deb-rpm-fedora-ubuntu-mint-arch-manjaro

Caso esteja no Ubuntu, Mint ou derivado, utilize o comando para instalar:

sudo apt install flameshot

Instalação no Fedora:

sudo dnf install flameshot

Instalação no Manjaro, Arch:

sudo pacman -S flameshot

Ksnip


A vantagem do Ksnip sobre os outros desta lista é ser multiplataforma, assim, não importa se você está usando Linux, Windows ou macOS. Sua lógica de funcionamento é a mais peculiar. Ao invés de aplicar as alterações “em tempo real” durante a captura de tela, o programa primeiro faz a screenshot para depois dar a possibilidade de adições de elementos. Você pode baixar o Ksnip diretamente de seu Github. Para Linux existem 3 opções: DEB (Debian, Ubuntu e derivados), RPM (Fedora, openSUSE, etc) e o pacote em AppImage. Este último com a vantagem da portabilidade, sem a necessidade de instalação, além, de rodar em diversas distribuições. Caso não saiba como executar esse tipo de formato, acesse essa postagem.

captura-tela-linux-mac-windows-ksnip-flameshot-deepin-screenshot-foto-monitor-printscreen-captura-janela-appimage-deb-rpm-fedora-ubuntu-mint-arch-manjaro

Deepin Screenshot


A próxima aplicação da lista, confesso que depois que passei a usar não consegui ficar sem, é o Deepin Screenshot. Uma ferramenta simples, mas bem completa. Também possui funcionalidades de: adição de formas geométricas, setas, blur, texto, seleção de área específica, etc. O Deepin Screenshot vem nativamente em sua distribuição de origem, como esperado, mas a aplicação encontra-se na maior parte das distribuições Linux. No caso do Ubuntu 18.04 e superior, Linux Mint 19 e superior, Fedora 30 e superior, por exemplo. Pesquise por “Deepin” na loja de seu sistema e verá o programa. 

captura-tela-linux-mac-windows-ksnip-flameshot-deepin-screenshot-foto-monitor-printscreen-captura-janela-appimage-deb-rpm-fedora-ubuntu-mint-arch-manjaro

Caso esteja no Ubuntu, Mint ou derivado, utilize o comando para instalar:

sudo apt install deepin-screenshot

Instalação no Fedora:

sudo dnf install deepin-screenshot

Instalação no Manjaro, Arch:

sudo pacman -S deepin-screenshot

Curiosamente as 3 aplicações são desenvolvidas em Qt, e fica ao seu critério qual utilizar. O Flameshot destaca-se na quantidade de opções e por adicionar um ícone na bandeja de seu sistema. Já o Ksnip é uma escolha perfeita para quem utiliza mais de um sistema e gostaria da mesma aplicação em ambos. Outro ponto, é sua forma peculiar de funcionamento. Podendo agradar a uns e outros não. Por fim, o Deepin Screenshot preza por simplicidade e tem a comodidade de estar na maioria dos repositórios oficiais. Claro, que com ambas as ferramentas você poderá criar capturas de telas mais elaboradas de forma prática. Os tutoriais que escrevo para o blog Diolinux são com o auxílio do Deepin Screenshot. Em eventuais manutenções ou auxílios, já cheguei utilizar a ferramenta.

Faça parte de nosso fórum Diolinux Plus, até o próximo post, SISTEMATICAMENTE! 😎
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Configure o seu mouse Logitech no Linux com o Piper

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terça-feira, 28 de maio de 2019

Recentemente comprei um mouse Logitech G203, em breve devo fazer uma review dele no nosso canal do YouTube, mas posso dizer que, à primeira vista, parece um ótimo custo benefício. Você também pode ver algumas fotos dele no meu Instagram.

Logitech e Linux








O mouse por si só permite as configurações de DPI através de um botão na região central, algo bem tradicional até em modelos desse tipo, mas ele tem algumas funções que podem ser melhor configuradas via software, como a função dos botões e as cores do RGB, além do DPI e o Polling Rate.

No Windows essas configurações são feitas através do Logitech Software e este mesmo software ainda não tem versões para Linux, ainda que o mouse funcione perfeitamente, não sendo, por tanto, o mesmo caso do meu mouse Razer.



Existe um driver chamado "Libratbag" que suporta dispositivos Logitech, Etekcity, GSkill, Roccat e Steelseries, que possui uma interface chamada "Piper" que funciona perfeitamente com o meu novo G203.

Instalando o Piper e o Libratbag


Driver e Interface não são a mesma coisa, como o hábito com o Windows nos força a pensar, prova disso é que podemos usar várias interfaces diferentes para o mesmo driver Razer (openRazer), então, vamos primeiro instalar o nosso driver "libratbag".

As distros oficialmente suportadas são o Ubuntu, Fedora, Arch Linux, openSUSE e Debian (versão 10 em diante) e o procedimento de instalação pode ser visto no github.

No Ubuntu, você pode instalar o driver diretamente do repositório, usando um Software como o Synaptic, procurando pelo pacote: ratbagd

Se preferir usar o terminal, o comando é este:
sudo apt install ratbagd
Depois disso é só instalar a interface Piper, o que pode ser feito via Flatpak, através do Flathub, ou através de um repositório PPA.

- Veja como instalar um PPA no Ubuntu sem usar o terminal

Se preferir fazer pelo terminal, você pode usar estes comandos:
sudo apt-add-repository ppa:libratbag-piper/piper-libratbag-git
sudo apt install piper 
O interessante de usar o PPA é que você também recebe a versão mais recente do driver "libratbag" assim que ele sair.

Funções e configurações do Piper 


As funções disponíveis obviamente aparecem de acordo com o modelo do mouse, no meu caso, temos as seguintes opções:

Controle RGB Mouse Logitech

Podemos configurar o LED RGB que o mouse possui, usando cores sólidas, onde você pode escolher a cor que deseja, você também pode usar o padrão, que é o "Cycle", onde as cores ficam trocando. No App você pode mudar a intensidade da iluminação e o intervalo das trocas, também há a opção "Breathing", que faz com que as cores acendam e apaguem como se o mouse estivesse "respirando", daí o nome, inclusive; também há a opção de desligar as luzes.

Controle de teclas Logitech Linux

Os botões do mouse também podem ser configurados individualmente para fazer coisas diferentes, incluindo alguns macros prontos, ou modelos que você pode criar.

Controle de DPI Linux Mouse

A página inicial permite que você altere o polling rate do mouse, nesse caso entre 500 e 1000 Hz, e também faça modificações no DPI do mouse, que neste caso vai até 8000, podendo fazer ajustes intermediários em cada valor com uma barra deslizante, permitindo qualquer  valor desejado dentro do intervalo, até o máximo.

Não deixa nada a desejar


Você pode até dizer que o Piper não tem a interface mais linda de todas, mas definitivamente ela não é nada ruim e em termos de funcionalidades, não deixa nada a desejar em relação ao aplicativo da própria Logitech, o que o torna uma excelente alternativa de mouse para se usar com Linux. 

Antes de sair instalando o "libratbag" e o Piper para configurar o seu mouse, vale a pena consultar a lista de dispositivos suportados pelos desenvolvedores do driver, você pode fazer isso consultando o GitHub do projeto.

Será que a minha mira vai melhorar agora? Para descobrir, acesse o nosso canal na Twitch, tem live jogando no Linux todo dia por lá! 

Até a próxima!
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Projeto Antergos chega ao fim

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quarta-feira, 22 de maio de 2019

Uma das mais tradicionais distros Linux, que se baseava no Arch, vai encerrar as suas atividades depois de 7 anos. Considerada por muitos, uma distro “de fácil” uso para quem quisesse entrar no “mundo Arch”.


Projeto Antergos chega ao fim




Em comunicado em seu site, que foi nesta terça-feira (21), os principais devs do projeto, Dustin, Alex e Gustau, agradeceram o apoio e os incentivos que receberam da comunidade ao longo desses 7 anos. Quando começaram a monitorar quantos downloads eram feitos, começando em 2014, chegaram na marca de 931.439 vezes que o Antergos foi baixada.

No comunicado diz o seguinte:

“Hoje estamos anunciando o fim deste projeto. Como muitos de vocês provavelmente perceberam nos últimos meses, não temos mais tempo livre suficiente para manter adequadamente o Antergos. Chegamos a essa decisão porque acreditamos que ao continuar negligenciando o projeto seria um enorme desserviço à comunidade. Realizar essa ação agora, enquanto o código do projeto ainda funciona, oferece uma oportunidade para que os desenvolvedores interessados ​​aproveitem o que consideram útil e iniciem seus próprios projetos.

Para os usuários do Antergos existentes: não há necessidade de se preocupar com seus sistemas instalados, pois eles continuarão recebendo atualizações diretamente do Arch. Em breve, lançaremos uma atualização que removerá os repositórios do Antergos em  seu sistema, juntamente com todos os pacotes específicos do Antergos que não sirvam mais devido ao término do projeto. Quando isso for concluído, todos os pacotes instalados no repositório Antergos que já estiverem no AUR começarão a receber atualizações de lá.”

Eles também falaram que o Fórum e a Wiki do Antergos ficarão “no ar” até que os usuários migrem para outras soluções. Também mencionaram que não pretendem manter eles por mais que 3 meses.

É uma pena um projeto tão tradicional e que ajudou muitas pessoas esteja “fechando as portas”, mas no mundo Linux, sempre que um projeto é encerrado outro vem para substituir, temos vários exemplos por aí e o mais popular para isso provavelmente é o Manjaro.

Comente aí nos comentários se você já usou o Antergos e qual foi a sua experiência com ele.

Este artigo não acaba aqui, continue trocando uma ideia lá  no nosso fórum.

Espero você até a próxima, um forte abraço.

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YACReader, o seu leitor de HQs no Linux

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quinta-feira, 31 de janeiro de 2019

Se você é um aficionado por HQs, tem algumas delas baixadas no seu Ubuntu,Linux Mint ou outra distro Linux, e precisa de algum leitor pensado para essa função, o YACReader veio para lhe ajudar.

 YACReader, o seu leitor de HQs no Linux






Muitos que vem chegando no mundo Linux estão procurando programas para facilitar o seu dia a dia com tarefas triviais, como ler quadrinhos. O YACReader foi uma grata surpresa ao procurar por programas para essa tarefa.

Algumas características do YACReader




O YACReader é escrito em C++ e tem código aberto, com ele você pode ler arquivos nos seguintes formatos: rar, zip, cbr, cbz, tar, pdf, 7z and cb7,jpeg ,gif ,png , tiff e bmp.

Outras características interessantes:
  • Transições bonitas, personalizáveis ​​e suaves como um “fluxo de HQ”;
  • Leitura de página dupla;
  • Traduções disponíveis para Holandês, Francês, Alemão, Português (brasileiro), Russo e Turco;
  • Opção para usar aceleração de hardware;
  • Suporte multiplataforma para Linux, Windows, macOS e iOS;
  • Suporte a Tags;
  • Modo de navegação rápida;

Para mais informações sobre o YACReader, basta acessar o site deles.




O software é disponibilizado em .deb (Ubuntu, Linux Mint, Debian, Deepin, elementary OS, etc), em .rpm (Fedora, openSUSE, etc) e através do AUR (Arch Linux, Manjaro, Antergos, etc.), de modo que você pode escolher na página de downloads o adequado para a sua distro.

Agora você vai poder ler às suas HQs na sua distro e não perder mais aquela saga que você tanto ama. 😀

Espero você no próximo post, forte abraço.
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Fazendo a pós-instalação do Arch Linux com i3+Polybar+Pywal

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sábado, 25 de agosto de 2018

O Arch Linux é uma distro que permite que você customize a instalação de todos os pacotes de software que farão parte do seu sistema, mas por ser, em sua forma padrão, uma distro de configuração bastante manual, é natural "perder tempo" configurando o Arch para deixar ele do seu jeito. No artigo de hoje o nosso amigo Marcos, do canal Terminal Root, vai te dar algumas dicas de pós-instalação do Arch Linux, ideal para quem quer um ambiente minimalista.

Arch Linux - Pós-instalação






O i3 é um Window Manager muito minimalista, mas ele fica melhor quando personalizado. Neste artigo vamos falar sobre ele com a pós-instalação do Arch Linux do i3 (clique aqui para ver um vídeo sobre i3 no Ubuntu Minimal), Polybar, Pywal e mais dos aplicativos listados abaixo de forma Automatizada com Shell Script!

Os pacotes necessários para este tutorial serão:
  • xorg;
  • fonts;
  • lightdm;
  • xterm;
  • firefox;
  • e bash-completion.

Após a instalação do Arch Linux, muitas pessoas perdem muito tempo para deixá-lo pronto pro uso com i3, Polybar e Pywal, nesse caso utilizamos Shell Scripts que automatizam e aceleram todo o processo.

Instalamos o wget, pois ele só existia no CD de boot do Arch . Após baixamos nosso software para pós-instalação automatizada, damos permissão de execução ao programa, verificando quais opções estão disponíveis com o parâmetro --help e otimizamos o espelho de rede, para que as instalações fiquem mais rápidas com o parâmetro --mirror.

Criamos e configuramos um usuário para ser o sudo. E então efetuamos a pós-instalação com nosso aplicativo ninja 😎 !!! Após finalizado, vamos reiniciamos o sistema.

passwd
pacman -Syu
pacman -S wget
wget terminalroot.com.br/pos-arch.in
chmod +x pos-arch.in
./pos-arch.in --help
./pos-arch.in --mirror
./pos-arch.in --sudouser [seu-usuario]
./pos-arch.in --install
reboot

Após iniciar sessão gráfica no i3 , instalamos o Polybar e o Pywal com outro Shell Script Ninja: o Popy
git clone https://gitlab.com/terminalroot/popy.git
cd popy && ./popy.in --all
Além de outras dicas complementares que podem ser consultadas assistindo o vídeo abaixo:


Aprenda a criar aplicativos semelhantes ao pos-arch.in e o popy de forma PROFISSIONAL e EXTREMAMENTE AVANÇADA, se você ainda não tem muitos conhecimentos em Shell Script e está procurando uma forma eficaz de aprender do zero? Ou quem sabe você já possui conhecimentos em Shell mas quer evoluir e aprender a criar manuais, processos, games, animações, instaladores e muito mais? Então não deixe passar a oportunidade de conhecer o "Curso Extremamente Avançado de Shell Script" que oferecemos junto com a galera do Terminal Root, são 3 cursos pelo preço de um, conheça aqui.

Links Úteis

Até a próxima!
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Feral Interactive libera "Game Mode" para Linux

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terça-feira, 10 de abril de 2018

A principal empresa de portes de jogos para Linux, a Feral Interactive, anunciou uma nova ferramenta Open Source para ajudar a otimizar o desempenho de jogos no Linux. Trata-se de um daemon e uma lib que permitem que os games extraiam mais desempenho dos processadores.

Linux Game Mode






O chamado "Game Mode" da Feral Interactive, que está trazendo ainda nesta semana o "Rise of the Tomb Raider" pra Linux e macOS, consiste em fazer com que o game consiga alocar "mais atenção" do processador para assim melhorar o desempenho do mesmo.

O recurso foi criado especialmente para ajudar os jogadores que possuem apenas Placas Intel HD Graphics para jogar ou alguma outra APU AMD, onde em ambos os casos, o desempenho do jogo está diretamente ligado ao desempenho do CPU.

Ainda assim, mesmo jogadores que tenham placas de vídeo dedicada (da Nvidia por exemplo), poderão tirar alguma vantagem do recurso.

Como funciona e como instalar


O "Game Mode" é algo que funciona em Background no sistema e altera o comportamento do "CPU Governor" para uma aplicação em específico, no caso um jogo. O recurso consiste em uma espécie de "combo" de biblioteca e daemon que permite aos jogos requisitarem certas otimizações para o kernel de forma temporária.

O código da ferramenta está disponível no GitHub para os interessados em testar.

A ideia não é incluir o recurso diretamente nos jogos atualmente, sendo algo que o usuário deve tomar a liberdade para si de usar ou não, mas em tese, nada impede que existem implementações diferentes do futuro.

Para instalar no seu sistema (apenas distros baseadas em Ubuntu e Arch) você deverá fazer a instalação via linha de comando, trata-se de um ajuste avançado, mas não necessariamente complicado.

Precisamos de algumas dependências antes:

(Ubuntu, Linux Mint, elementary OS e derivados)
sudo apt install meson libsystemd-dev pkg-config ninja-build git
(Arch, Manjaro e derivados):
sudo pacman -S meson systemd ninja git 
Os demais comandos são iguais para qualquer distro:
git clone https://github.com/FeralInteractive/gamemode.git 

cd gamemode
./bootstrap.sh
Depois disso, reinicie o computador para que o Daemon inicie já junto com o sistema e observe se tudo inicializa corretamente. Você pode pressionar a tecla "F8" para verificar a inicialização em modo "verbose" para ter mais informações.

Depois disso você precisa indicar manualmente que o jogo deve usar este recurso, o que teoricamente pode ser feito com um comando assim:
LD_PRELOAD=/usr/\$LIB/libgamemodeauto.so ./game
Onde "./game" no final é o caminho e binário do jogo, mas no caso da Steam, fica mais simples, basta editar os parâmetros de inicialização.

Clique com o botão direito do mouse sobre o jogo na sua biblioteca Steam, vá em propriedades e depois clique em "Set Launch Options" e cole o seguinte comando:
LD_PRELOAD=$LD_PRELOAD:/usr/\$LIB/libgamemodeauto.so %command%
Assim como está na imagem:

Diolinux tesde Game Mode Feral Interative

Clique no "Ok" e jogue normalmente.

Testes preliminares e desempenho


Claro que é cedo para dizer qualquer coisa, o projeto acabou de ser anunciado e ainda deve receber muitas melhorias e otimizações, mas a primeira vista a impressão foi boa.

Eu vou instalar alguns games mais pesados para fazer alguns testes e verificar, mas testei com dois jogos, Rocket League e Ballistic Overkill e os resultados foram interessantes.

Os jogos são relativamente leves e a máquina é potente (Ryzen 7, 16 GB de RAM DDR4 de 3000 Mhz, SSD e um GTX 1060 de 3 GB), mas ainda assim tive uma pequena melhoria.

Em ambos os jogos eu obtive uma média de 10 a 15 FPS acima do "normal" sem essa modificação. Ambos os jogos já rodavam muito acima dos 100 FPS, então a diferença em game não se torna grande, ainda mais em uma máquina assim, no caso do Ballistic Overkill por exemplo, o game chega a passar de 200 FPS.

Ambos os jogos foram testados com todos os gráficos, texturas e filtros nas opções de qualidade máxima.

Pretendo fazer testes em hardware mais modesto, onde ali sim, espero ter resultados mais animadores.

Se você testar, compartilhe conosco o resultado através da sessão de comentários, lembre de informar o hardware do computador, distro, qual e game e qual configuração gráfica você estava usando e se possível, mencione um "antes e depois".

Para deixar de usar o "Game Mode" no jogo, basta tirar o parâmetro de inicialização do lançador da Steam. Outra coisa que esperamos do futuro é que existe uma forma mais simples para aplicar esta funcionalidade, exigindo menos conhecimento técnico, funcionando talvez como um pacote de software, como qualquer outro que você instala dando dois cliques, ou que seja uma função já incorporada nos próprios jogos.

Bom proveito!
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Conheça a nova "Central de Aplicativos" do Manjaro Linux/Antergos/Arch

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quarta-feira, 20 de setembro de 2017

Recentemente o gerenciador de pacotes do Arch e seus derivados, PAMAC, recebeu um pequena, porém importante, atualização e acrescentou um visual mais intuitivo e fácil de se utilizar.

Manjaro Linux novo PAMAC





A nova mudança vai tornar o Manjaro, Antergos (e relacionados) muito mais simples para usuários domésticos, com simples botões para instalar e remover os programas, sem necessidade alguma da utilização do terminal. Nós produzimos um vídeo para mostrar te como funciona o novo PAMAC, confira:



O que você achou da atualização?
Até a próxima!
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Vídeo conta como o Arch Linux foi criado

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terça-feira, 8 de agosto de 2017

O Arch é uma distribuição Linux de origem canadense e que caiu no gosto de milhares de pessoas ao redor do mundo, hoje vamos entender como foi o nascimento de um dos sistemas que mais conseguiram levar o conceito KISS (Keep It Simple, Stupid!) para o público.

Arch Linux - A história da Distro






Os nossos amigos do canal Oficina do Tux produziram um vídeo muito bacana para contar para você como foi a origem de uma das distribuições mais icônicas do mundo Linux, o Arch Linux. Recoste na cadeira e acompanhe a acensão da fera:


O Arch Linux foi desenvolvido originalmente pelo canadense Judd Vinet. Seu desenvolvimento sempre foi aplicado ao minimalismo e simplicidade de código, esperando sempre que o usuário seja a parte determinante para trazer a coesão que o mesmo espera para o sistema. Um dos grandes destaques do Arch, como é chamado, é sem dúvida o gestor de pacotes Pacman (Package Manager), que foi escrito especialmente para o sistema e é utilizado até hoje para instalar, remover, pesquisar e fazer o upgrade de pacotes do sistema, ou seja, fazer a gestão de software.

O Arch Linux utiliza o chamado modelo Rolling Release de lançamento, isso significa que não existem "versões" do Arch como temos no Ubuntu ou no Debian. O usuário instala o sistema apenas uma vez e vai apenas atualizando, ou pelo menos, esta é a premissa. 

Outro grande destaque é o repositório AUR (Arch User Repository), que como o significado da sigla indica, é o repositório da comunidade de usuários/desenvolvedores do Arch Linux, onde você encontrará pacotes para praticamente qualquer programa disponível para Linux.

Recomendamos a leitura de :




Até a próxima!
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