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Linux e Blender - OrtogOnBlender, projeto brasileiro para ajudar fabricantes de próteses e parafusos cirúrgicos

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sexta-feira, 30 de novembro de 2018

Em setembro de 2017 foi iniciado o desenvolvimento do OrtogOnBlender, um add-on orientado ao planejamento de cirurgias ortognáticas que de uma maneira simplista, corrige deformações faciais em adultos.

Linux e Blender - OrtogOnBlender, projeto brasileiro para ajudar fabricantes de próteses e parafusos cirúrgicos






O objetivo do add-on sempre foi facilitar a vida dos usuários iniciantes ao empacotar uma série de comandos em um botão e oferecer características que não estão presentes no Blender nativo, como a importação de tomografias computadorizadas e digitalização de objetos por fotos (fotogrametria).

Hoje, um ano depois, o OrtogOnBlender foi usado em um grande número de planejamentos de casos reais e sou procurado todos os dias por especialistas da área da saúde interessados em utilizar a plataforma, bem como por empresas e profissionais para ministrar aulas do add-on.

“Geralmente ensino os conceitos básicos e depois vou evoluindo para comandos mais complexos, mas desta vez algo diferente aconteceu. Fui contratado por uma empresa que já utiliza o Blender (rodando no Linux!) há mais de dois anos. O objetivo deles era conhecer um pouco mais do OrtogOnBlender e, logo, usar o Blender de forma mais presente no workflow reduzindo o tempo do planejamento digital”, comenta Cícero Moraes, idealizador do projeto OrtogOnBlender.

A empresa em questão é a PROMM Indústria de Equipamentos Cirúrgicos. Fundada no ano de 1993, sempre desenvolveu próteses de modo manual, até que o responsável técnico, Msc. Eng.º Eubirajara Medeiros, começou a estudar o Blender e, aos poucos, foi sendo bem-sucedido na digitalização do processo manual de planejamento, até que, em 2016, o programa passou a ser utilizado de forma ampla.

O curso de Computação Gráfica 3D Avançada Aplicada às Ciências da Saúde chegou em um bom momento, posto que parte do processo, como a reconstrução de tomografias computadorizadas, por exemplo, era feita em um programa externo. Agora passará a ser feita "dentro do Blender" com o OrtogOnBlender.
Além disso, os funcionários passarão a utilizar a fotogrametria para digitalizar a face dos pacientes que recebem os procedimentos cirúrgicos, de modo a projetar o pós-cirúrgico digital e acompanhar a evolução dos tratamentos. É importante informar que a visualização do pós-cirúrgico digital é executada e acompanhada apenas pela equipe e pelos cirurgiões, sendo vetada ao paciente, por razões éticas e legais.

A partir de agora, o caminho natural da parceria entre a PROMM e o OrtogOnBlender tende a ampliar o know-how relacionado a automatização de processos de reconstrução de tomografias em 3D, dinâmica de tecidos moles e uso do Python script para demais cálculos e projeções necessários no campo da confecção de próteses faciais e cranianas. 

O projeto OrtogOnBlender teve origem com o nosso grande amigo e excepcional profissional, Cícero Moraes, ele já concedeu entrevistas para o canal e você pode conferir abaixo:




Para instalar o OrtogOnBlender no Linux, basta seguir esse tutorial na pagina do projeto.

Espero você ate uma próxima e um forte abraço.
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Programas Adobe no Linux, será que eles são tão necessários?

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segunda-feira, 23 de julho de 2018

Quando se fala em migração, muitas vezes um dos motivos citados como um empecilho, principalmente para quem trabalha na área de design é a questão das ferramentas disponibilizadas pela Adobe, esse assunto já deu muito pano pra manga aqui no blog e no canal, e hoje vamos discutir um pouco mais sobre ele.






Sem dúvida nenhuma, a história do Linux e Adobe já é algo bem antigo, apesar da Adobe ter aplicações compatíveis com Linux, ainda existem alguns programas que não estão disponíveis para o pinguim, como o Photoshop e Lightroom por exemplo.

Sem dúvida, muitas pessoas que começam a aprender sobre design gráfico, começam a aprender através do Photoshop ou aprendem a criar vídeos para a internet através do Premiere ou After effects. Então, quando migramos para algumas distros Linux, acabamos sentindo falta desses programas, ou até deixando de migrar pela ausência deles.

Como já falamos algumas vezes aqui no blog e até mesmo no canal, muitas vezes achamos atrelando o resultado final desejado com determinado programa utilizado sendo que não é exatamente o programa que te trará esse resultado, e sim as funcionalidades encontradas nele. Isso quer dizer que devemos procurar as funcionalidades quando migramos e não os nomes. Você pode utilizar programas como o GIMP no lugar do Photoshop, o Inkscape no lugar do Illustrator, o Kdenlive no lugar do Premiere, assim como o Blender no lugar do After Effects, sendo que com todos eles podem lhe trazer o mesmo resultado que os produtos da Adobe, você só precisa aprender a utilizá-los.

Muitas pessoas acabam deixando de migrar por causa das ferramentas, pois já estão acostumadas a utilizá-las e o processo acaba se tornando mais rápido. Mas será que esse tempo que você economiza vale o investimento das licenças para utilizar o serviço? Independentemente de sua resposta ter sido sim ou não, aqui não há certo ou errado para nenhuma das respostas, pois cada um escolhe qual o momento certo de aprender algo novo.

No vídeo abaixo, discutimos um pouco sobre a influência dos programas Adobe na migração de usuários para o Linux. A Adobe vem trabalhando com a Google para transformar o Photoshop em um sistema de streaming. Futuramente pode ser que o Photoshop chegue ao Linux através do cloud computing, mas provavelmente a forma de trabalho seria um pouco diferente do que conhecemos hoje.



Se você ainda está na dúvida de que isso é possível, confira também a história Designer Nangil Rodrigues que já atuou em várias grandes empresas e utiliza somente softwares que rodam em cima de Linux para desenvolver as suas atividades.



Apesar da popularidade dos programas da Adobe, de fato, em alto nível de produção, como o Cinema por exemplo, eles não são o "padrão da indústria", dando espaço para softwares como Nuke, DaVinci Resolve e Fusion, Avid MC, Maya, que são softwares, que em sua maioria rodam no Linux. 

O softwares da Adobe já foram utilizados em cenários do tipo, mas eles são realmente mais populares em filmakers mais modestos, youtubers e agências.

Neste universo onde Blender e Krita crescem cada vez mais, Kdenlive se mostra uma alternativa interessante ao lado de LightWorks e DaVinci Resolve, mesmo em suas versões grátis, aliando-se a um mercado que precisa sempre economizar o máximo possível e ao mesmo tempo manter ou aumentar o desempenho, não se pode descartar a utilização de Linux, Hollywood é um ótimo exemplo disso.

Conte pra gente se você acha que os softwares da Adobe são indispensáveis para você e o porquê. 

Espero que esse post tenha lhe ajudado e até mais! :)
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Computação Gráfica 3D com Software Livre Aplicada às Ciências da Saúde

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quarta-feira, 24 de janeiro de 2018

Hoje eu vou compartilhar com vocês um conteúdo extremamente rico produzido pelo meu grande amigo Cícero Moraes, um dos maiores referências mundiais em reconstrução facial utilizando softwares 3D de código aberto, como o Blender. Confira agora a história que o Cícero tem pra te contar:

OrtogOnBlender






Sempre gostei de aprender coisas novas e também de compartilhar os conhecimentos adquiridos. Desde 1996 quando fiz meu primeiro curso envolvendo informática (operador de microcomputador) eu sabia que a computação gráfica iria revolucionar com as suas inúmeras possibilidades.


No final dos anos da década de 1990 não haviam muitas possibilidades didáticas. A internet não era tão ampla como agora, ainda mais na cidade em que eu vivo, então sites como o Youtube e outros que ajudam na compreensão de qualquer tema estavam fora de cogitação. Era necessário aprender pelos manuais, estes escritos em inglês, um idioma que eu não compreendia e claro, a outra opção era por tentativa e erro.

Neste cenário, os programas que se destacavam eram os mais acessíveis e fáceis. Me lembro que conheci um tal de Floorplan Plus 3D, que cabia em um disquete e permitia que modelássemos uma casa em 2D e ao mesmo tempo ela era convertida em uma cena tridimensional. Era fantástico, mas as pessoas queriam mais, não bastava um 3D com aspecto de desenho, a clientela desejava sombras, brilhos e reflexões.

Diante disso estendi os estudos e cheguei até o Corel Dream 3D. Com ele eu pude criar cenas com sombra e textura, o que causou grande espanto na época e me proporcionou os primeiros ganhos com computação gráfica 3D.

Depois disto estudei o 3D Studio Max e outras ferramentas, mas conforme o tempo ia passando, mais claro ficava o fato de que eu não poderia participar de tudo aquilo, ao menos da forma que eu desejava.

No início dos anos 2000 tomei conhecimento do Linux e fiquei maravilhado. A minha primeira experiência não foi das melhores, posto que mal consegui mexer no sistema, mas não desisti e em 2005 passei a usar apenas ele nos meus computadores.

Sou muito grato a área de arquitetura, afinal foi o meu ganha pão durante muitos anos. No entanto eu queria mais desafios, passei para a área de publicidade e finalmente em 2011, depois de um episódio traumático onde reagi a um assalto e tomei um tiro de raspão na cabeça, decidi me dedicar ao campo de reconstrução facial forense, este me abriu muitas portas em projetos ligados a arqueologia e pavimentou a estrada rumo às ciências da saúde.

Em 2014 conheci o Dr. Everton da Rosa, um cirurgião bucomaxilo que me procurou para aprender a trabalhar com o Blender e utilizá-lo no planejamento de cirurgias ortognáticas, procedimentos que corrigem deformações faciais em adultos.

Essa parceria foi evoluindo e conforme postavamos os nossos progressos, muitos colegas do Dr. Everton começaram a pedir por cursos. Assim o fizemos e criamos o primeiro Curso Prático de Computação Gráfica Aplicada às Ciências da Saúde.

Os problemas


Tudo correu muito bem com o curso, mas percebemos que o pessoal da área da saúde sofria um pouco para absorver o conteúdo. Não que lhes faltasse capacidade, pelo contrário, o problema estava muito mais atrelado a falta de tempo. Todo mundo que já estudou computação gráfica, sabe que dedicação e convivência com os programas são necessários para o seu domínio.

O que vemos, ao menos no Brasil, é um quadro onde os especialistas da área da saúde precisam trabalhar em vários empregos e também cuidar dos seus consultórios. Sobra pouco tempo para se dedicarem a uma ferramenta nova e diga-se de passagem, o mercado de tecnologia muda muito rapidamente e é impossível acompanhar todas as possibilidades que ele apresenta.

Para resolver essa questão comecei a criar uma série de arquivos pré configurados para o curso. Isso eu fazia desde 2001, quando comecei a ministrar cursos de informática. Mas apenas fornecer esses arquivos não resolvia o problema da absorção de conhecimento.

Vou explanar melhor. Imagine que um especialista pretenda fazer um planejamento de cirurgia facial. Ele vai precisar primeiramente, converter uma tomografia computadorizada em uma superfície 3D correspondente a anatomia desejada, por exemplo, pele e ossos.

A maioria das tomografias digitais são arquivos DICOM, uma sequência de imagens em escala de cinza que contém fatias de áreas determinadas do corpo. Neste caso, o especialista recebe a tomo (tomografia) da cabeça do seu paciente. Essa tomo nada mais é do que uma matriz tridimensional composta por uma série de imagens “empilhadas” conhecida como voxel data. Grosso modo, as partes mais duras como os ossos são claras, as partes mais vazias ou menos duras tendem a ser mais escuras. Então, escolhendo uma área de interesse, levando em conta essa intensidade, é possível filtrar uma parte específica da anatomia.

A primeira coisa que o especialista precisará fazer é abrir essa tomo em um software de visualização e reconstrução 3D. Em seguida ele seleciona a área de interesse, segmenta esta área e finalmente gera o 3D dela. Depois ele precisa exportar este arquivo e importar dentro do Blender para proceder com as osteotomias, que nada mais são do que cortes nos ossos.

Até aí tudo bem, difícil mas não impossível. O problema é que estamos falando de malhas 3D orgânicas advindas de reconstrução tomográfica… elas são pesadíssimas e os cálculos de corte que são efetuados através de booleanas não funcionam com as ferramentas nativas do Blender, que foram projetadas para gráficos menos complexos.

Como resolver isso? Simples, buscando uma alternativa externa. Neste caso através do programa standalone de cálculos booleanos chamado Cork. Trata-se de um programa acessado por linha de comando que procede com booleanas complexas e realmente dá conta do recado. O problema mora justamente na parte da linha de comando, ensinar isto a profissionais da saúde que nunca haviam trabalhado com 3D é desgastante tanto para eles quando para o professor.

Você, caro leitor, está compreendendo o tamanho do problema? Pois é, nós não apenas compreendemos ele, mas o vivemos na pele.

Uma atividade que era para ser rápida, como importar uma tomo e começar a trabalhar com ela se convertia em uma atividade sem fim e olha que isto não se tratava nem do começo do procedimento total, que ainda envolvia a movimentação destas partes e a gravação da dinâmica para o estudo da abordagem cirúrgica, bem como a criação de guias que auxiliariam os profissionais a saberem exatamente onde deveriam cortar nos ossos.

O primeiro addon a gente nunca esquece


Eu sempre gostei de programação. Nunca havia me envolvido seriamente com ela, mas não deixava de ler acerca desta tecnologia, familiarizando-me com os conceitos abordados.

Um belo dia, depois do nosso primeiro curso de 3D voltado às ciências da saúde, resolvi tentar empilhar os comandos mais utilizados em um canto da interface do Blender. Após anos e anos ministrando cursos eu sabia muito bem das dificuldades do alunos e o objetivo era colocar em um espaço quase tudo o que eles precisavam.

Assisti a uma série de vídeo tutoriais, li bastante sobre o assunto e fui montando aos trancos e barrancos essa pequena interface. Os dias foram passando e percebi que poderia estender as capacidades do nosso humilde addon. Mais do que simplesmentes empilhar botões, comecei a agrupar funções em um único botão.

Por exemplo, a maioria dos profissionais de saúde pretender imprimir o resultado dos seus trabalhos para estudá-los melhor. Muita gente acha que basta pegar qualquer volume 3D e enviá-lo para uma impressora e esta o materializará diretamente, mas as coisas não funcionam assim. O arquivo precisa passar por um tratamento que basicamente limpa qualquer incongruência da superfície a “fecha todos os buracos” para então sim, seguir para a impressão.

No Blender é possível limpar uma malha por via de um modificador chamado Remesh. Com ele a superfície é convertida em uma série de planos de 4 lados, as partes que estão separadas podem ser apagadas e o objeto fica pronto para ser impresso.

O que fiz no addon foi criar um botão que atribui ao objeto selecionado o comando Remesh já com todas as configurações necessárias para permitir uma boa impressão.

Agora, vamos imaginar a solução para o problema proposto mais acima, quando discutimos as dificuldades de se importar uma tomo e se proceder com as osteotomias. Além de podermos agrupar uma série de comandos em um botão, também podemos criar sequências de comandos que inclusive, chamam programas externos.

Isso é possível por que o Python, que é a linguagem de scripts do Blender, conta com uma série de bibliotecas para os mais diversos fins. Um deles é a possibilidade de executar aplicativos externos já com os argumentos necessários, como se fosse diretamente pela linha de comando, ou seja, podemos criar um botão que “faz coisas que o Blender não faz” como importar arquivos DICOM diretamente em 3D e também proceder com cortes complexos utilizando um algoritmo robusto de boolean!

Foi justamente o que fizemos no addon OrtogOnBlender.

O OrtogOnBlender


O OrtogOnBlender funciona como uma lista composta com a sequência de passos a ser seguida pelo especialista. Ele está em constante evolução e por conta disto, decidimos focar a documentação em arquivos editáveis e centralizados, de modo que o usuário sempre terá ao seu alcance informações atualizadas acerca do addon.



Para baixá-lo, acesse esse link: https://github.com/cogitas3d/OrtogOnBlender

Para instalar no Windows, há um passo a passo que também pode ser seguido pelos usuários do Linux: https://goo.gl/hZvakD

Abaixo, segue uma descrição inédita acerca das seções do addon.

Importa Tomo


Como abordado acima, antes de iniciarmos o planejamento cirúrgico é necessários reconstruirmos as peças de interesse a partir de uma tomografia computadorizada.

Há tempos atrás essa tarefa era composta de muitas etapas, o que se mostrava bastante cansativo para aqueles que estavam iniciando com os estudos. Depois de muita pesquisas e testes, encontramos o Dicom2Mesh, uma aplicação que reconstrói um STL (formato de arquivo 3D) a partir de uma sequência de arquivos DICOM. Parece mágica! Mas claro, é pura tecnologia. Com uma linha de comando você informa onde está o diretório dos arquivos DICOM, qual a área de interesse desejada e qual será o arquivo de saída.
Importa Tomo

ꔷ Reconstrução da Tomografia
   ꖴ O que fizemos foi criar uma sequência de comandos que geram o 3D a partir do Dicom2Mesh, importam para o Blender e ainda parenteiam a pele ao ossos, assim, quando o usuário move o crânio a pele o acompanha, ainda que esta seja um objeto independente.

ꔷ Referências Gráficas
  ꖴ Trata-se de um conjunto de linhas que, apesar de parecer simples para um usuário contumaz de programas de modelagem 3D, é complicado de se configurar por parte de um iniciante, ao passo que se torna indispensável para o mesmo no tocante a alinhar o crânio a um plano conhecido.

Importa Tomo 3D/Moldes


Há casos em que o usuário do addon ou prefere reconstruir a malha em um programa externo como o Slicer 3D a afins, ou já conta com esta malha reconstruída. Ele pode então importar o arquivo que quase sempre se trata de um STL.


Mais do que isso, esta seção também serve para importar moldes das arcadas superior e inferior. No planejamento de Ortognática isto muitas vezes é necessário, posto que os dentes reconstruídos através da tomografia podem apresentar distorções causadas por restaurações ou aparelhos dentários.

Zoom Cena


Uma das primeiras coisas que um usuário de programas de modelagem 3D aprendem é justamente as ferramentas de zoom a visualização de cena.


No entanto, nem sempre os sistemas operacionais permitem o uso do mouse ou teclas de atalho como deveriam. Soma-se isso ao fato de alguns teclados não contarem com o teclado numérico lateral, que é essencial para os comandos de zoom e visualização.

A interface do Blender permite que movamos as seções para cima e para baixo, isso possibilita ao usuário manter as ferramentas de visualização sempre próximas a etapa de trabalho atual.

Cria Fotogrametria


Trata-se de outro destaque do OrtogOnBlender. Basta setar o diretório onde se encontram as fotografias da face e clicar no algoritmo desejado que a digitalização por fotogrametria acontece automaticamente.

O addon então importa o arquivo resultante e ainda centraliza o zoom na peça escaneada.


ꔷ Iniciar Fotogrametria
   ꖴ Ao clicar neste botão os cálculos de fotogrametria são feitos por uma solução conjunta entre o OpenMVG e o OpenMVS.

ꔷSMVS+ Meshlab
   ꖴ Ao clicar neste botão os cálculos de fotogrametria são feitos por uma solução conjunta entre o MVE/SMVS e o Meshlab.

Por que oferecer estas duas opções e não apenas uma?

Por que nem sempre uma ferramenta funciona em todas as situações. Oferecer duas opções permite ao usuário um número maior de chance de sucesso. Por exemplo, para digitalizar faces o SMVS oferece melhores resultados na maioria das vezes. Quando falamos em digitalização de objetos como moldes e crânios, o OpenMVG+OpenMVS tem se saído melhor.

Para ilustrar melhor seguem dois experimentos envolvendo as ferramentas fornecidas pelo addon comparadas a aplicações fechadas.

ꔷ Protocolo Geral para Digitalização de Faces Voltado ao Planejamento de Cirurgia Ortognática e Rinoplastia - Comparação entre Ferramentas


ꔷ Poderia a fotogrametria aberta ser uma alternativa para a Ortodontia 3D?

Alinha Faces


As ferramentas de fotogrametria livre fornecem excelentes resultados, no entanto elas são deficientes no quesito alinhamento e redimensionamento. Pensando justamente em como resolver o problema é que essa seção foi criada.




ꔷ Alinhamento e Redimensionamento
           ꔷ É dividido em três passos. O usuário entra em modo de edição e seleciona três pontos da face. Os dois primeiros são de uma medida conhecida, como a distância entre os limites dos olhos, por exemplo.
                   ꔷ Alinha com a câmera: Ao clicar no botão o triângulo criado pelos três pontos é alinhado com a câmera, então sabemos que esse objeto é o parâmetro de alinhamento.
                   ꔷ Medida Real: Aqui o usuário coloca a medida real da distância em mm.
                ꔷ  Alinha e redimensiona: Sabendo o parâmetro de alinhamento e o de escala, o objeto é finalmente alinhado em relação a origem global (0,0,0) e redimensionado para a escala real.
ꔷ Alinha por Pontos
       ꔷ Aqui o usuário alinha a face escaneada por fotogrametria com a face reconstruída da tomografia computadorizada.

Por que alinhar uma estrutura que já existe? Simples, a estrutura advinda da tomografia não contém textura. Já o modelo digitalizado por fotogrametria contém a textura da face do paciente. Mesmo que se trate do mesmo rosto, a ausência de textura causa estranheza posto que faltam informações acerca da estrutura facial do paciente. É como comparar um rosto real com uma estátua monocromática. Em outros programas o usuário pode projetar uma foto na tomografia, mas isso implica em possíveis problemas, o principal deles é que uma foto frontal não contém informações da laterais e algumas regiões podem “escorrer” causando estranheza também. Além do mais, a fotogrametria é tão simples e a textura fica tão boa, que torna a projeção de imagens algo desnecessário.

Importar Fotogrametria


O addon oferece a opção do usuário importar uma fotogrametria, ou mesmo digitalização efetuada em software externo.


Além disso, depois de gerada ou importada a digitalização, é necessário selecionar a região de interesse. A forma mais fácil é criar um círculo lateral que servirá de parâmetro para um corte.

O addon não apenas secciona a malha facial, como automaticamente apaga os excessos e o círculo criado.

Importar Cefalometria



No planejamento de cirurgia ortognática não há um consenso sobre o melhor método de alinhamento da cabeça. Em face disto, colocamos à disposição do usuário a possibilidade deste importar uma imagem da cefalometria digital, de modo que a utilize como parâmetro de alinhamento.

Osteotomia


Esta seção contém as ferramentas de osteotomias ou cortes nos ossos. É através destes cortes que os especialistas poderão reconfigurar a face do paciente de modo a solucionar problemas respiratórios e estruturais.


A primeira parte agrupa uma série de botões que criam planos de cortes pré-definidos. O usuário também poderá proceder com os cálculos booleanos e ainda separar as osteotomias automaticamente.

A segunda parte é composta pelas ferramentas de configuração das osteotomias. O usuário não apenas nomeia e pigmenta cada uma delas, mas já as atrela a dinâmica do mole.

Dinâmica do Mole


Esta é uma das menores seções, mas que curiosamente contém o maior trecho de código.


Isto se explica por que botão “Configura Dinâmica Mole” agrupa uma sequência complexa de comandos que criam áreas de influência e deformação na face tomando como referência o volume das osteotomias.

É fascinante atestar que anos de estudo puderam se resumir em apenas um clique.

Criação do Splint


A referência que o cirurgião tem para fazer os cortes e fixar as osteotomias no mundo real são os chamados splints. Eles funcionam como guias cirúrgicos tendo como parâmetro de encaixe a ponta dos dentes.




O OrtogOnBlender permite que o especialista controle o tempo e os deslocamento das osteotomias. Ao trabalhar estes conceitos o especialista pode criar um splint baseado tanto na movimentação da maxila quando da mandíbula.

Os desafios na implementação do OrtogOnBlender


Apesar de todo o trabalho dedicado ao addon ele apresenta uma série de desafios e pontos que precisam ser melhorados.

ꔷ Instalação

- Problema: Mesmo com todas as facilidades presentes, é um árduo trabalho para um usuário iniciantes instalar o OrtogOnBlender. As implementações completas estão disponíveis para o Linux e o Windows já compiladas, no entanto ainda não portadas para o MacOSX forçando os usuários deste sistema a compilarem uma série de aplicativos através do Homebrew.

- Solução: O interessado no uso do OrtogOnBlender poderá baixar ou adquirir o Linux 3DCS, uma distribuição instalada diretamente em um pendrive bootável.

ꔷ Dinâmica do mole atrelada aos bones

- Problema: A movimentação das osteotomias são feitas através de bones. Isso pode ser um desafio para usuários iniciantes.

- Solução: Já estamos implementando um sistema baseado na movimentação direta das osteotomias. Veja o funcionamento prévio aqui: https://youtu.be/rFCZL0xeOI4

ꔷ Alinhamento automático das osteotomias e captura de pontos conhecidos

- Desafio: Alguns aplicativos de planejamento de cirurgia ortognática oferecem a possibilidade de alinhar automaticamente as osteotomias, bem como capturam uma série de pontos (colocados pelo usuários), informando qual foi o deslocamento destes objetos.

- Solução: Ainda que o Blender ofereça os dados de movimentação e rotação de um objeto, estamos implementando um sistema que captura estes dados em pontos específicos. Esta implementação também funcionará para alinhar ou pré-alinhar algumas peças se assim for necessário. Veja o funcionamento prévio no seguinte link: https://youtu.be/an5XXhqu8Xw


Linux 3DCS, uma solução simples e robusta


Como abordado logo acima, um dos grandes problemas relacionados a instalação do OrtogOnBlender mora na necessidade de configurar outros addons e instalar ou mesmo compilar uma série de aplicativos.

Instalar o que está disponível é uma tarefa aceitável até para um usuário iniciantes, mas pedir para este usuário compilar um programa já é um pouco demais. Então, como podemos resolver a vida daqueles que gostariam apenas de testar o addon, sem ter que perder uma tarde inteira configurando-o? Muito simples.

Uso o Blender desde 2005, com já comentei aqui. Uma das grandes vantagens deste sistema é a sua flexibilidade. Isso implica dizer que podemos adaptá-lo a muitas e inusitadas situações. É possível, por exemplo, instalar o Linux em um pendrive como se esse fosse um HD e isso abre as portas para muitas possibilidades.

O projeto Linux 3DCS nasceu da necessidade dos nossos alunos terem em suas mãos um sistema completo e a disposição, baseado em software livre, sem que para isso tivessem que baixar uma série de programas.

Começamos o projeto como um teste e agora estamos distribuindo aos novos alunos, pendrives com o sistema instalado. Basta configurar a BIOS rapidamente que eles podem começar a usufruir de um workflow totalmente configurado, com todos os programas necessários e contentes pelo fato de não terem que investir o seu precioso tempo na configuração de tudo aquilo.

Mas, e os usuários que não são nossos alunos e que desejarem usar o Linux 3DCS? Bem, eles podem:

ꔷ Baixar uma imagem disponível para download e clonar em um pendrive;

ꔷ Baixar a imagem e rodar em uma máquina virtual;

ꔷ Pedir para a nossa equipe gravar um pendrive e pagar pelo serviço;

ꔷ Fazer um dos nossos cursos presenciais :)

Para aqueles que se interessaram neste projeto, o link para mais informações e download está aqui: https://github.com/cogitas3d/Linux3DCS

Conclusão


Ainda estamos engatinhando nesta onda de desenvolvimento de software e distro Linux, as nossas alternativas não são aquelas padronizadas pelo mercado ou menos pela comunidade, mas acima de tudo, estamos entregando duas coisas:

1) Projetos que são abertos e disponíveis para download;

2) Documentação necessária para a instalação e compreensão das ferramentas envolvidas.

Esperamos manter essa animação e o foco necessário para resolvermos os problemas um a um e poder fornecer ferramentas que sejam úteis para a sociedade e que realmente façam a diferença.

Grato pela leitura.

Cicero Moraes 3D Designer

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Aprenda a editar vídeos no Blender em uma hora!

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segunda-feira, 8 de maio de 2017

É Blender é um dos softwares de código aberto mais poderosos e mais aceitos da indústria, apesar dele ser mais conhecido no ramo da modelagem 3D, o software tem várias outras funções, entre elas a edição de vídeo. E que senhor editor, hein?! Hoje vamos aprender a domar essa fera, vem com a gente que vai ser moleza!

Como editar vídeos com o Blender




Vamos explorar à fundo a edição de vídeo no Blender, esse vídeo aqui foi preparado em conjunto com o nosso professor o Diolinux EAD, Júlio César, onde vamos tirar as principais dúvidas e mostrar de forma extremamente simples como você pode usar o Blender para editar vídeos. Em menos de uma hora você já vai estar conseguindo fazer as suas primeiras edições.



E agora é a hora da surpresa!


Dominando o Blender
O Blender é como o Dodge do Velosos e Furiosos, depois que você "domar o bicho", o céu é o limite!

Pra ficar mais fácil ainda de dominar essa fera, nós criamos um curso de edição de vídeo com Blender para você não ter mais dúvidas sobre o quanto essa ferramenta poderá ser poderosa, a boa nova é que se você está vendo este post entre os dias 7 à 9 de Maio de 2017, você tem a chance de comprar o curso pelo valor da Netflix, isso mesmo! Só R$ 19,90! E você ainda receberá uma aula extra grátis de introdução ao ambiente 3D do Blender, são 20 minutos extras de aula só para quem comprar na promoção de lançamento, depois deste dia os preços voltarão ao normal! A aula extra é somente para os compradores da promoção de lançamento!

Clique ai em cima pra detonar na edição com o Blender!
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Até a próxima!
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Blender - Como renderizar projetos 3D com GPU NVIDIA (CUDA) no Ubuntu e no Linux Mint

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sexta-feira, 5 de maio de 2017

O Blender é um poderoso programa de manipulação 3D, como Maya, 3D Studio Max e Cinema 4D.  O programa traz consigo dois motores de renderização, o Blender Render, mais antigo, e o Cycles Render, mais moderno e com simulação de luz mais realista. Mas renderizar um projeto 3D pode ser algo muito pesado e demorado. O Cycles Render, felizmente, aceita renderização via placa de vídeo, ou seja, via GPU (o Blender Render somente aceita renderização via CPU).

Renderizar via GPU proporcionará uma economia enorme de tempo. A diferença de tempo de renderização entre CPU e GPU pode superar os 50%.

Render GPU - Blender




Antes de continuar com a explicação, alguns avisos: 

-Este tutorial usou o Ubuntu 16.04 (versão LTS) como base, mas deve funcionar em todos os derivados, incluindo o Linux Mint, no qual nós também testamos.

-Você não conseguirá renderizar via GPU se seu projeto requerer mais memória do que sua placa de vídeo possui;

-Se você usou algum recurso 3D que ainda não é suportado via GPU, também não será possível usar sua placa de vídeo. Mas a cada versão nova do Blender o suporte à GPU aumenta.

Passo 1: Instalar do ToolKit


Para trabalhar com renderização utilizando CUDA, você precisa obviamente de uma placa Nvidia e também precisa que os drivers estejam instalados corretamente, use de preferência os drivers mais recentes para o seu sistema.

O primeiro passo para usar a renderização via GPU é instalar o toolkit do CUDA (que é a tecnologia de GPGPU da NVIDIA, cujo objetivo é permitir programação de propósito geral via GPU). Para instalar o toolkit via repositório padrão do Ubuntu ou do Linux Mint, execute o comando:
sudo apt install nvidia-cuda-toolkit nvidia-modprobe
Após, reinicie o sistema operacional.

Passo 1 (Alternativo): Instalação do ToolKit 

Antes de passar ao passo 2, também é possível instalar o toolkit através do site da NVIDIA, se você instalou pelo terminal, não é necessário fazer este passo. Para tanto, acesse o link https://developer.nvidia.com/cuda-downloads. Uma vez no site, siga o roteiro abaixo.

1 - Escolha Linux

Nvidia CUDA Linux

2 - Escolha a arquitetura x86_64 (essa é a arquitetura dos PCs, sejam desktops ou notebooks);

Nvidia CUDA Linux

3 - Escolha sua distribuição (aqui usaremos o Ubuntu);

Nvidia CUDA Linux

4 - Escolha a versão do Ubuntu. As duas opções listadas são LTS. Se seu Ubuntu for mais recente, escolha a versão para Ubuntu 16.04 (Essa seria a opção para o Linux Mint 18.x também);

Nvidia CUDA Linux

5 - Escolha o tipo de instalador. Recomendo usar a versão deb. Há duas variações, local e network. A versão local conterá todos os arquivos, e pesará cerca de 1.9GB. A versão network é apenas um instalador básico, e durante a instalação ele fará o download dos arquivos necessários.

Nvidia CUDA Linux

Nvidia CUDA Linux

Após baixar, instale o pacote deb. Quando a instalação terminar, execute os seguintes comandos:
sudo apt update
sudo apt install cuda
Reinicie seu computador. Após, abra o Blender.

Passo 2: Configurando o Blender para renderizar por GPU


Com o Blender aberto, vá no menu "File > User preferences…", no menu que se abre, clique na aba "System". No canto inferior esquerdo, onde está escrito "Cycles Compute Device", escolha "CUDA". Após, clique em "Save User Settings".

Configurando Blender para usar CUDA

Agora você ativou o uso de GPU no Blender, porém ainda é preciso alterar mais uma opção, no painel Render, para dizer ao Blender se ele deve usar a GPU no projeto corrente ou não. Então vá até o painel Render. Uma vez lá, na opção Device, escolha GPU Compute.

Blender Render

Durante a renderização a imagem é dividida em regiões, que por padrão possuem 64x64 pixels. O tamanho dessas regiões interfere no tempo de renderização. Valores pequenos são ideias para CPU, mas para GPU o valor 256x256 pixels é o mais adequado. Para alterar o tamanho das regiões, ainda no painel Render, expanda a aba Performance. Uma vez lá, na opção Tiles, altere os valores de x e y para 256.

Blender Render

Agora você já pode utilizar o Blender com toda a sua potência para renderizar os seus trabalhos. Esta foi mais uma contribuição do nosso parceiro, amigo e professor do Diolinux EAD, Júlio César, então fica aqui o meu muito obrigado, eu testei todo o processo no Linux Mint 18.1 também, e funciona perfeitamente.

Até a próxima!
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Edição de vídeo com Blender, uma ferramenta poderosa e pouco explorada!

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quarta-feira, 3 de maio de 2017

O Blender 3D é uma ferramenta extremamente poderosa e gratuita que você pode utilizar no Windows, no Linux e no macOS, um de seus vastos recursos é a edição e a composição de vídeo, vamos falar um pouco sobre isso.

Blender para edição de vídeo



O texto à seguir foi escrito pelo nosso professor do Diolinux EAD, Júlio César Fernandes Neto, confira:

Olá. É a primeira vez que escrevo para o blog Diolinux, então agradeço ao Dionatan pela oportunidade de conversar com vocês sobre edição de vídeo com Blender.

Nos segmentos dominados por soluções proprietárias, o uso de pirataria se amonta. Mas o uso de pirataria frequentemente é uma tentativa de se manter na zona de conforto. Não há problema algum se você prefere as soluções proprietárias, cada um possui as próprias necessidades. Mas por que não expandir o espectro de alternativas?

A dominância de mercado não possui relação linear com a qualidade de um produto. Sendo assim, muitas pessoas tardam a buscar alternativas que podem lhes livrar de um custo financeiro, ou das dores de cabeça da pirataria.

Confira também: Blender Velvets para edição de vídeo.

Eu produzo vídeos para o YouTube, a série chamada Cosmos de Carlos Sagaz (uma homenagem em forma de paródia para Cosmos, de Carl Sagan). Eu usava o pacote Adobe, mas estava disposto a substituir todas as minhas soluções por alternativas gratuitas, especialmente após o After Effects ter apresentado uma falha que quase deitou a perder cenas nas quais eu já havia investido muito tempo. 

Para minha imensa surpresa, surgiu o Blender.

Blender é um programa de manipulação 3D, e é muito poderoso. A Blender Foundation de tempos em tempos lança curta-metragens feitos com Blender, claro. Um exemplo muito bacana é o curta Sintel, que está disponível no YouTube. Não apenas no YouTube, pois você pode baixar todo o projeto 3D usado, e estudá-lo. Atualmente está em produção o filme Agent 327, o plano é lançá-lo como um longa-metragem nos cinemas.


Blender não é apenas - como se isso fosse pouco - um manipulador 3D. Ele também possui um compositor de vídeo. Isso significa que ele tem potencial no mínimo parelho ao After Effects. Mas há um detalhe adicional muito relevante. After Effects é um compositor 2D, com alguma capacidade 3D. Blender é nativamente 3D, isso significa que ele faz o que a solução da Adobe não faz.

Além de composição, o Blender também possui um editor de vídeo, que é meu ponto neste artigo. O compositor tem por finalidade a criação de efeitos digitais sofisticados, enquanto a premissa de um editor é simplesmente criar uma sequência temporal para o vídeo (inclusive importando as cenas feitas no compositor), adicionar transições e efeitos que sejam simples o bastante para não exigir um compositor. O editor de vídeo do Blender apresenta RGB parade e outros tipos de gráficos que nos ajudam muito a controlar cor e contraste. Também é possível adicionar máscaras e efeitos animados via keyframes e camadas de ajuste, apenas para exemplificar alguns atributos presentes no Blender que são considerados avançados. Sem falar as meta strips, que possuem fim semelhante às Sequences no Premiere.

Montei acampamento no compositor do Blender por ele ter idiossincrasias que me agradaram muito, como os atalhos nativos e a maleabilidade da linha de tempo. Também fiquei surpreso com a estabilidade do programa, coisa que não senti em minha experiência com Kdenlive.

Há uma série de fatores, subjetivos e objetivos, que nos fazem escolher tal ou qual solução. Deixo então, como palavras finais neste artigo, um convite para que experimentem o Blender como seu editor de vídeo e, quiçá, como seu manipulador 3D.

E se você está pensando: "Poxa, seria bacana um curso sobre isso!" Bom, você não perde por esperar, fique ligado no blog e no canal Diolinux nos próximos dias.

Até a próxima!
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O que o Blender pode fazer por um profissional da área de 3D?

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quinta-feira, 20 de outubro de 2016

Ahh o Blender! Que software magnífico! Tão completo e "diferente" (no bom sentido), que eu mesmo apanho pra utilizar. O Blender é um daqueles programas que muita gente sabe que é poderoso (às vezes não sabe o quanto), mas que muitas vezes é tido como coplicado e acaba não recebendo as devidas atenções, então o blog Diolinux traz até você o Cícero Moraes, um dos maiores profissionais na área de 3D do Brasil, que é alguém que usa o Blender de maneira primorosa para o seu trabalho.

Tudo sobre o Blender 3D





Para tentar desmistificar o Blender, pelo menos um pouco, é  que nós convidamos o Cícero para um bate-papo. O Blender é um programa muito complicado de categorizar, visto que ele pode servir para finalidades bem diversas, dentre elas certamente um dos maiores destaques é a modelagem 3D, porém, ela não é a única boa feature do programa, além disso, podemos destacar também a engine gráfica para desenvolvimento de jogos, edição de vídeo e composição.

Confira abaixo a nossa entrevista com o Cícero e veja o case de sucesso e o potencial do Blender para o mercado 3D.



Você pode consultar os links e endereços comentados na entrevista logo abaixo;

E-book: https://goo.gl/z0730K

Blender Brasil Facebook: https://goo.gl/P59gwZ

http://www.blendernation.com/

https://blenderartists.org/forum/

https://www.blender.org/

https://www.facebook.com/ciceromoraes3d

http://www.ciceromoraes.com.br/blog

Blender Velvets: https://goo.gl/DbgLhG

PhotoGIMP: https://goo.gl/BRhHIo

Sintel: https://goo.gl/Evx9Js

Até a próxima!_____________________________________________________________________________
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Conheça "Oranguerrilla", um novo fillme feito completamente com Software Livre

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quinta-feira, 3 de março de 2016

Esta é mais uma prova de que é possível utilizar softwares livres para produção audiovisual profissional, conheça agora "Oranguerrilla", um projeto de Turi Scandurra.

Oranguerrilla




Sempre que possível eu gosto de mostrar projetos grandiosos feitos com ferramentas nativas do Linux, muita gente ainda acha que por (atualmente pelo menos) o Linux não possuir o pacote da Adobe por exemplo a produção audiovisual fica comprometida, o que de fato, não é uma verdade.


Quem acompanha o nosso canal deve ter visto que recentemente nós postamos um vídeo o nosso amigo Elias da Silveira fez um desenho incrível do Deadpool usando o GIMP, no desenho ele usou o GIMP no Ubuntu, porém o GIMP é um programa multiplataforma e roda no Windows e no Mac também, curiosamente, acabei encontrando outro desenho feito no GIMP, desta vez rodando no Windows, do Deadpool com o Colossus, igualmente muito bom.



Com isso você já pode ter uma ideia do que o GIMP é capaz, mas ele não é o único, o artista Turi Scandurra, usou o GIMP, o Blender e o Pencil2D para criar uma animação de extrema qualidade.

Conheça "Oranguerrilla", um novo fillme feito completamente com Software Livre


O projeto foi feito usando 100% Software Livre misturando técnicas 2D com 3D, a história conta como duas crianças fazem para cuidar de um laranjal, e combatem um espremedor mecânico mal, que já foi útil para a comunidade, mas agora estáenferrujado e ineficiente.

The Making of Oranguerrilla from Turi Scandurra on Vimeo.

Quero agradecer ao meu amigo Cadunico pela dica da produção, você pode encontrar mais informações sobre o projeto clicando aqui.
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7 programas para trabalhar com audiovisual e design no Linux

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segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

Trabalhar com Design e com produção de conteúdo multimídia no Linux não é mais um problema hoje em dia, se fosse eu estaria passando fome, mas talvez o que falte ainda seja a divulgação das ferramentas disponíveis, então, hoje vamos abrir espaço para um leitor e amigo do blog chamado Elias Nunes, ele também possui um canal no YouTube chamado Fosloks e dá algumas dicas para quem quer trabalhar com estas ferramentas.

Design com Linux






Com certeza você já deve ter se perguntado sobre a possibilidade da produção audiovisual usando Linux. Então, vamos lá!

Hoje em dia é possível fazer bastante coisa com Linux, com isso muitos perguntam: Posso trabalhar com audiovisual usando Linux?

A resposta óbvia é sim! Claro, acredito que todos querem uma melhor explicação sobre isso eu separei uma listinha básica comparativa para você entender melhor quais são as alternativas que você tem no "sistema do pinguim".

Para se trabalhar com audiovisual, você com certeza deve saber como funciona um editor de vídeo, imagem e áudio. Então basicamente o conceito usado é o mesmo em vários softwares de edição, mudando apenas a interface e alguns atalhos, mas com funcionalidades iguais.

Hoje em dia existe uma enorme quantidade de canais no youtube que utilizam o Linux e suas ferramentas na produção de seus conteúdos, que é o caso do Diolinux, Toca do Tux, Tuxter Games, entre vários outros canais. Todos eles fazem uso das ferramentas disponíveis para o pinguim: KDEnlive, GIMP, Natron, Blender, etc.

Recomendo vocês darem uma passada no canal TVguarapa onde tem várias dicas de edição, assim você fica mais familiarizado com os programas que estão disponíveis. E mais uma vez digo: Sim, é possível trabalhar com audiovisual usando Linux, e claro, fazendo isso você terá diversas vantagens, como por exemplo: Não terá gastos com Licenças de software, o que é muito comum em sistemas proprietários.

Veja uma lista abaixo com programas do windows e suas respectivas alternativas:

Alternativas a programas Windows

Claro existe muito mais alternativas as quais não citei neste artigo!

Bom, basicamente você pode fazer tudo o que quiser, basta um certo esforço para se acostumar com os programas existentes na plataforma, isso claro, depende de seu esforço e dedicação ao iniciar o uso destes softwares!
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Nota do blog


Quero agradecer ao Elias Nunes pela colaboração e convidá-los a conhecer o canal dele, basta clicar aqui. Para complementar ainda mais a excelente lista que ele produziu, vou deixar uma dica bacana aqui para você, se você se interessou por alguns dos programas que o Elias comentou saiba que existem várias matérias sobre todos eles aqui no blog, basta você clicar aqui e digitar o nome do programa para o qual você deseja saber mais informações. Essa ferramenta de pesquisa pode ser utilizada para buscar outros conteúdos também.

Até a próxima!

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Edição de vídeo com Blender: Migrando do Kdenlive para o Blender

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segunda-feira, 9 de novembro de 2015

O Blender é uma ferramenta muito poderosa e multiuso, seu uso primordial é para trabalhar com modelagem 3D, porém, ele pode ser usado como editor de vídeos também. Hoje vamos aprender a deixar o Blender configurado para edição e mais parecido com as funções do Kdenlive.

Usando o Blender para editar vídeos

Migrando do Kdenlive para o Blender


Estava eu falando com o Rafael do canal, TV Guarapa, sobre edição de vídeo no Linux e trocando algumas figurinhas, eu comentei com ele sobre a minha dificuldade de usar o Blender para editar vídeos, ele não é nada prático se comparado com o Kdenlive, que é o editor que eu uso atualmente, porém, as versões mais recentes do Kdenlive estão apresentando alguns bugs chatos, sobretudo em sistemas operacionais que não estejam rodando o KDE, então agora você um pouco do resultado desta conversa.

O Rafael entende muito de Blender e já criou várias playlists de tutoriais de Blender (você pode conferir no canal dele), desta vez ele produziu dois vídeos para auxiliar você a configurar o Blender para edição de vídeo deixando o "workflow" dele semelhante ao do Kdenlive, confira:



O Blender


Você encontra o Blender na Central de Programas do Ubuntu e no repositório de qualquer distribuição, entretanto, pode ser que a versão que está na Central de Programas não seja a mais recente, para ter a versão mais recente você pode adicionar o PPA: ppa:thomas-schiex/blender

Clique no menu do sistema, pesquise pelo aplicativo "Programas e Atualizações", dentro dele clique no botão "Adicionar", na janela que aparecer coloque o PPA acima, como no exemplo abaixo, posteriormente clique em "Adicionar Fonte", clique em "Fechar", agora é necessário fazer a atualização dos repositórios, se quando você fechar aparecer uma janela pedindo a atualização você pode fazer essa atualização apenas confirmando a ação, caso contrário, procure no menu do sistema pelo aplicativo "Atualizador de Programas" e deixe ele fazer uma atualização.


Adicionando repositório do Blender
Clique na imagem para ampliar

Se você já tem o Blender instalado, provavelmente através do aplicativo "Atualizador de Programas" você atualizará o mesmo, caso contrário, basta instalar o software pela Central de Programas do Ubuntu clicando no botão abaixo:

Com isso você terá a última versão do Blender, se você quiser fazer o processo acima via terminal basta rodar o seguinte comando:
sudo add-apt-repository ppa:thomas-schiex/blender -y && sudo apt-get update && sudo apt-get install blender -y
Até a próxima!
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