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Canonical vai ajudar a British Telecom na migração do 5G na UK

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terça-feira, 13 de agosto de 2019

O 5G é uma tecnologia que está vindo para mudar o cenário de conexão móvel, pois ela permite Downlink de 20 Gbps, Uplink de 10 Gbps, latência de menos de 1ms e um número de conexões simultâneas extremamente grande, algo em torno de 1 milhão/km² (100X da 4G).

Canonical vai ajudar a British Telecom na migração do 5G na UK





Uma das maiores operadoras da Europa e do mundo, a British Telecom ou BT, fechou uma parceria muito importante com outra grande empresa do ramo de tecnologia, a Canonical (responsável pelo sistema operacional Ubuntu), que usando tecnologia OpenStack, irá  levar o seu 5G para todo Reino Unido e para os clientes em todo o mundo.

A Canonical vai oferecer um Gerenciamento de Infraestrutura Virtual (Virtual Infrastructure Manager, VIM) open source, que fará parte do programa de Virtualização com Função de Rede (Network Function Virtualisation, NFV) da BT. Com isso, a telecom vai conseguir suprir às demandas necessárias do 5G, além de conseguir acompanhar as constantes mudanças na rede.

Para que o VIM seja implementado de forma completa, está sendo utilizado o Juju da Canonical, junto com o Charms DevOps tools Metal-as-a-Service (MaaS), provendo assim as ferramentas necessárias para a “cloud” da BT. Completando o “time”, o “core” do 5G vai estar sobre o Ubuntu Advantage for Infrastructure, assim dando suporte e gerenciamento contínuo para toda a rede 5G da BT. A rede da telecom conta com 30 milhões de clientes móveis e 10 milhões de banda larga fixa.

“Vou ser honesto, quando começando as observar potenciais parceiros, eu não estava considerando a Canonical, porque, francamente, eu ainda não tinha ouvido falar deles exatamente. Claro, eu conhecia o Ubuntu, mas nada muito além disso, porém, na fase de testes e requisição por propostas, foi claro que eles tinha incríveis capacidades e pessoas inteligentes, e compartilhando dos nossos ideais.  A Canonical está nos provendo com soluções ‘cloud-native”, que são a nossa base, para que possamos criar uma rede inteligente e com grande alcance. Utilizando tecnologias open source vamos assegurar juntos que possamos entregar a nossa promessa de ampla cobertura, e permitir-nos a liderança mundial de experiência de internet 5G para nossos clientes.” comentou Neil McRae, BT Group's chief architect, sobre a escolha da Canonical.

“BT é reconhecida no Reino Unido por eficiência, flexibilidade e inovação através de uma arquitetura aberta, que percebe o valor para cada modo de trabalhar, e permite a entrega de novas tecnologias e serviços 5G.  Estamos felizes em trabalhar com eles na fundação deste projeto que vai levar a internet 5G da BT para seus clientes”, comenta o CEO da Canonical, Mark Shuttleworth sobre a escolha.

Este artigo não acaba aqui, continue trocando uma ideia lá no nosso fórum.

Espero você até a próxima, um forte abraço.
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Suporte do plugin Snap no Fedora pode não acabar, entenda

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sexta-feira, 26 de julho de 2019

Algumas semanas atrás escrevi um artigo citando que Richard Hughes, um dos principais engenheiros de software da Red Hat, tinha anunciado na lista de discussão dos desenvolvedores do Fedora que o plugin do Snap na Gnome software seria “desativado” no Fedora 31. O assunto rendeu, vários pontos de vistas e questões técnicos foram abordados na lista e tudo indica que o resultado será diferente.

plugin-snap-canonical-gnome-software-fedora

Antes de tudo, leia a postagem sobre o tema para entender melhor essa situação. Uma das alegações de Hughes para desativar o plugin que faz a integração da Gnome Software com os Snaps, era que o projeto Fedora não poderia ter sobre si a responsabilidade do plugin e nem manter tal. Além de outros assuntos técnicos, como a Gnome Software realmente não gerenciar esse tipo de pacote. No entanto, parece que a Canonical, empresa responsável pelo formato, está interessada na manutenção e suporte dessa plugin em outros sistemas. Ao menos foi o que deu a entender com as declarações de um de seus desenvolvedores, Robert Ancell.

Engenheiro de software da Canonical e membro da equipe do desenvolvimento do desktop Ubuntu, Robert Ancell também participou da lista de discussões sobre o tema e declarou que a Canonical se importa com a possibilidade de integração de seu plugin com a Gnome Software em outros sistemas: “Deixe-me garantir que estamos comprometidos em manter o complemento […]. Queremos ter certeza de que está disponível para qualquer usuário do GNOME Software que queira usar o Snaps, independentemente da distro que estiver usando”. 

Meu entendimento da situação foi que a Canonical está trabalhando em uma experiência separada e adaptada para o Ubuntu, porque eles têm necessidades extras, mas tudo isso foi construído no GNOME Software em primeiro lugar”.

Sabemos que a Canonical vem desenvolvendo uma nova loja para o Ubuntu, pensada nos Snaps. Também faz sentido a empresa não abandonar a manutenção do plugin Snap para outros sistemas que usem a Gnome Software. Afinal, isso limitaria o alcance de seu formato de empacotamento, dificultando ainda mais a aceitação por parte de outras distribuições. Ancell informa que não sabia dessa situação dentro do projeto Fedora e que gostaria de ter entrado nessas conversas (junto aos mantenedores do Snap na distro) anteriormente e que está comprometido em fornecer uma boa experiência para os usuários de Snap no Fedora.

Ancell deixa claro que a Canonical solicitou a ele, para que mais detalhes não fossem informados: “Me pediram para não distribuir detalhes sobre as conversas até que fizessem uma declaração pública, que ainda não foi feita. Não estou confortável com a situação, mas também temos que fazer alguma coisa”.

Será que a Canonical vai se comprometer em manter seu plugin Snap para a Gnome Software, mesmo com uma nova loja em desenvolvimento? Como abordei anteriormente, faz sentido eles investirem nisso, pois, o Snap estaria facilmente acessível para outros usuários Gnome e convenhamos, parece que as demais distribuições estão se focando no Flatpak. 


E você o que acha de toda essa questão? Participe de nosso fórum Diolinux Plus e fique por dentro das novidades.

Até o próximo post, SISTEMATICAMENTE! 😎

Fonte: Fedora.
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Atualize o Ubuntu agora, para corrigir falha no Kernel

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terça-feira, 23 de julho de 2019

Alguns bugs que afetavam o kernel Linux no Ubuntu foram corrigidos hoje pela Canonical. Caso utilize o Ubuntu ou derivados é de extrema importância manter seu sistema em dia, com essas atualizações, problemas podem ser evitados.

updaee-vulnerabilidade-falha-bug-erro-kernel-linux-ubuntu-LTS-16.04-18.04-19.04

As falhas atingem tanto o Ubuntu 19.04, como suas LTS (Ubuntu 16.04/18.04). A correção dos problemas foi lançada hoje e são elas:

  • CVE-2019-11487: Vazamento de números inteiros no kernel Linux ao referir-se a paginação, ocasionando possíveis problemas ao liberar memória. Essa falha pode ocasionar brechas para um invasor localmente, executar códigos maliciosos ou um DoS Attack (ataque de negação de serviço). Essa falha não afeta as versões LTS;
  • CVE-2019-11599: Um invasor localmente poderia ocasionar um DoS Attack ou expor informações pessoais. Outra falha que não afeta as versões LTS;
  • CVE-2019-11833: A implementação do sistema de arquivos ext4 no kernel Linux em alguns momentos, não encerrava corretamente o processo de memória. Um invasor local poderia ter acesso às informações confidenciais por meio deste processo de memória no kernel;
  • CVE-2019-11884: A implementação do HIDP (Bluetooth Human Interface Device Protocol) em algumas ocasiões, não verificava corretamente as requisições terminadas em NULL (vazias). Com isso um invasor localmente poderia usar essa falha para expor informações privadas (da memória do kernel);
  • CVE-2019-11085: O driver gráfico da Intel i915 no kernel em alguns momentos, não restringia corretamente os intervalos mmap. Um invasor local poderia por meio desta falha, lançar um DoS Attack e desligar abruptamente a máquina, como executar códigos arbitrários. Essa falha não afetava o Ubuntu 19.04, mas sim as LTS;
  • CVE-2019-11815: Foi descoberto que a implementação do protocolo RDS (Reliable Datagram Sockets), que por padrão vem desabilitado no Ubuntu, caso ativo poderia dar a um invasor local a possibilidade de efetuar um DoS Attack ou possivelmente executar um código malicioso. Essa falha também afeta as LTS 16.04/18.04, o Ubuntu 19.04 não é afetado.

Lembrando que é altamente perigoso continuar utilizando o Ubuntu 18.10, pois, o mesmo perdeu suporte. Acesse essa postagem e saiba mais.

Para usuários do Ubuntu 16.04/18.04 e 19.04 é de extrema importância atualizar o sistema. Mesmo as falhas sendo consideradas medianas, por “obrigatoriamente” limitar o invasor a estar localmente durante os ataques, não é indicado tardar as atualizações de segurança em hipótese alguma.

Você pode utilizar a aplicação “Atualizador de Programas” e efetuar a instalação de seu Ubuntu. Se preferir utilizar o terminal, eis o comando:

sudo apt update && sudo apt dist-upgrade

Faça parte de nosso fórum Diolinux Plus, até o próximo post, SISTEMATICAMENTE! 😎

Fonte: Ubuntu.
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Uma das coisas que eu mais "odiava" nos Snaps, agora é passado!

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segunda-feira, 15 de julho de 2019

Eu não sei se alguém da Canonical anda vendo os meus vídeos no YouTube, mas finalmente eles arrumaram o "bug" que impedia que as aplicações Snap usassem o próprio tema do Ubuntu de forma correta. A mudança não é perfeita, mas melhora consideravelmente as condições.

Temas dos Snaps






Os pacotes no formato Snap tem alguns objetivos específicos, como criar uma forma fácil de desenvolvimento e distribuição de softwares através das várias versões do Ubuntu (de desktop à servidor, até IoT), contemplar outras distros Linux, além de oferecer um ambiente Sandbox, mais seguro para o usuário, onde as aplicações rodam.

A premissa é muito boa, mas na prática, para utilização de um usuário desktop do Ubuntu, algumas coisas ainda ficavam "no meio do caminho". 

Quem gosta de personalizar o Ubuntu com temas acabou percebendo que algumas das aplicações em Snap ficavam descaracterizadas ao mudar o tema, permanecessando com tema Adwaita do GNOME, caso do Yaru (tradicional) não foi fosse utilizado, essa mescla de temas acabava criando uma variação visualmente desagradável. 

Isse comportamento em relação aos temas acontece porque os Snaps não buscam por temas nos diretórios tradicionais do sistema, o que acontece por conta da condição de Sandbox que os aplicativos estão submetidos. Enquanto uma aplicação instalada tradicionalmente com o "apt" usa os diretórios:

/usr/share/themes
/home/$USER/.themes

Os Snaps buscam seus temas em um diretório como:
/snap/gtk-common-themes/1313/share/themes
Diretórios Snap
Lista de temas suportados pelos Snap atualmente

Inclusive, repare na lista que aparece na imagem acima. Todos estes temas agora funcionam perfeitamente com pacotes Snap. Você pode instalar eles tranquilamente, da mesma forma que sempre fez, e os pacotes Snap vão reconhecê-los.

Como é possível observar, a lista conta com alguns dos temas mais comuns da atualidade, inclusive em suas variações "Dark". Um, curiosamente especial, dessa lista é o "Matcha", que é o que o Manjaro vem utilizando ultimamente, o que pode indicar que realmente a história do Manjaro adotar os Snaps seja verdade. Vamos aguardar para ter certeza.

A sua cabeça de hacker já está coçando?


Tomara que sim, é por isso que eu gosto de você! 😀 Então, talvez você tenha pensado que seria "só copiar" o seu tema para essa pasta e o tema passaria a funcionar com os Snaps.

Copiando Snaps

O que acontece aqui é que os Snaps são "Read-Only", por questão de estrutura de segurança, ou seja, nada pode escrever dentro de um Snap (é um dos fatores que o torna mais seguro) sem que o Snap seja reconstruído, e esse, infelizmente, é o down side de toda essa questão. Para que os softwaes em Snap suportem um determinado tema é preciso que a Canonical adicione o tema em específico ao snap "gtk-common-themes".

Quase lá!


Minha reclamação em relação aos Snaps era justamente esse fator de blending com o restante do sistema, como comentei no artigo e vídeo "Como configuro meu Ubuntu para produtividade". 

Um dos pontos para remoção de alguns Snaps que vinham como padrão, era justamente essa questão de não combinar com o tema que eu queria usar, e olha que eu nem modifico muito o sistema, eu simplesmente mudo para o "modo dark" do tema padrão do Ubuntu, o "Yaru Dark", e até mesmo o tema da própria Canonical ficava bugado, ao menos até agora.


A tematização, por mais que faça parte da cultura Linux, há muito tempo é menos importante para um produto final, que precisa ter um visual agradável "out of the box", com a adição desses temas, os Snaps ficam mais versáteis e se encaixam melhor com as propostas dos sistemas que forem utilizá-los.

Talvez seja interessante a Canonical criar um tópico no fórum deles para acatar a adição de temas votados pela comunidade, adicionando aos poucos os que as pessoas mais gostam, ou criar uma forma de que os temas sejam lidos sem a ação deles diretamente, o que tornaria as coisas mais práticas para todos.

Apesar de ser um pouco chato não ter suporte a todo e qualquer tipo de tema, na minha opinião, esse é uma troca viável, quando o que se tem como resultado é um ambiente mais seguro e prático.

Me chame de detalhista, mas um coisa que poderia melhorar é o cursor do mouse sobre alguns Snaps, como o Spotify, que não respeitam o tema padrão também. Esse tipo de coisa não interfere em absolutamente em nada na utilização do software, entretanto, uma somatória de detalhes bem cuidados acaba gerando um todo aprimorado.

Continue o debate no nosso fórum.

Até a próxima!
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Designer do Software Livre, é a sua chance de brilhar!

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quinta-feira, 4 de julho de 2019

O Ubuntu 19.10 sairá em meados de Outubro, e um dos componentes abertos para ajuda da comunidade pela Canonical é a escolha dos wallpapers do sistema. O que pode ser uma grande oportunidade para você, designer, colocar o seu trabalho artístico em um dos sistemas Linux mais populares do mundo.

Concurso de Wallpapers do Ubuntu EOAN Erminie






Will Cooke, diretor da divisão Desktop da Canonical, anunciou a abertura do concurso de Wallpapers do Ubuntu 19.10 Eoan Ermine. Da mesma forma com que aconteceu com a versão 19.04 Disco Dingo, os interessados em colaborar com o Ubuntu neste segmento são encorajados a participar e enviar seus trabalhos através do fórum do Ubuntu.

São só Wallpapers, certo?


Com certeza, são "só" papéis de parede, mas é a sua escolha de ver a situação como oportunidade ou "perda de tempo". Especialmente você, que trabalha com fotografia e/ou design, e usa ferramentas Open Source, é muito interessante mostrar que um bom trabalho pode ser feito usando tais ferramentas, no entanto, obviamente a Canonical não se importa com a ferramenta que você usa, o importante é o resultado. Muitas vezes é legal fazer algo simplesmente porque é divertido, você ainda lembra como é isso? 😊

Regras


Apesar de não existirem muitas restrições, há, sim, algumas condições para que você possa enviar uma imagem:

- Propriedade: Você precisa ter os direitos autorais das imagens que você submeter ao concurso, os competidores são incetivados a denunciar imagens que não correspondam aos seus supostos "donos", caso flagrem algum competidor usando de imagens sem autorização;

- Tamanho: Não é necessário fazer upload da imagem em tamanho real no fórum, no entanto, será necessário uma imagem com a resolução 3840x2160px para a parte final do concurso, caso a imagem seja selecionada para essa etapa do processo;

- Qualidade: Como já mencionado, a imagem final deve ter 3840x2160, imagens muito menores que isso não vão escalar muito bem em diferentes telas (inclusive, esse tamanho mesmo não fica bom em monitores ultrawide). Da mesma forma, imagens com muita compressão não vão ficar boas, e imagens que não tiverem uma boa qualidade não serão aceitas. Imagens que tenham marcas d'agua, logos, nomes e coisas do tipo não serão aceitas, caso você queira usar uma imagem sua que tem algo do tipo, você deve remover antes de enviar para o concurso;

- Licenças: A sua imagem (ou imagens, porque você pode mandar mais de uma) deve estar licenciada sob a CC BY-SA 4.06 ou CC BY 4.03, se você não especificar uma licença no seu post, então, será assumide que você está licenciando a imagem sob  CC BY-SA 4.0. O ato de entrar no concurso diz à Canonical que você aceita estes termos e condições.

O melhor dos melhores!


Há um fato interessante sobre a sua imagem estar no Ubuntu 19.10: Aparentemente, o Ubuntu 20.04 LTS não terá um concurso de wallpapers dessa mesma forma, ao invés disso, ele terá uma seleção entre os melhores wallpapers entre o Ubuntu 19.04 e o 19.10, perpetuando o trabalho de diversos artistas em uma versão de grande importância para o mundo da tecnologia por vários anos.

Will Cooke comenta que ainda não existem datas, pois dependerá um pouco da quantidade de submissões que forem feitas, depois disso, será feita uma votação aberta para a comunidade pelos papéis de parede no fórum do Ubuntu, onde qualquer um poderá votar. 

Aproveite a oportunidade para mostar o seu trabalho! Inclusive, temos vários tópicos no nosso fórum onde o pessoal compartilha os seus wallpapers favoritos, confira aqui.

Até a próxima!
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Sistema de arquivos ZFS parece estar chegando ao instalador do Ubuntu 19.10

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quarta-feira, 3 de julho de 2019

A Canonical vem trabalhando em sua versão de curto período de suporte, o Ubuntu 19.10, e experimentando algumas tecnologias. Recentemente a polêmica decisão do fim do suporte aos pacotes 32 bits repercutiu bastante, algo planejado para o Ubuntu 19.10 e no final a empresa acabou voltando em sua decisão. No entanto, passos importantes estão sendo dados em seu sistema, e o suporte em testes para o ZFS é um deles.

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Você pode estar se perguntando: “Que raios é isso de ZFS?” ZFS é um sistema de arquivos combinado em um gerenciador de volume lógico, implementado por uma equipe da Sun Microsystems lá em meados de 2001. Um sistema de arquivos (File System) utilizado para armazenar, organizar e acessar os dados de um computador de forma efetiva. Vários dispositivos fazem uso de um File System: CDs’, DVD’s, Blu-ray, HDs, SSDs, cartões de memória, pendrives e tudo em que se possa armazenar de forma lógica (no sentido “computacional da palavra”, se é que isso existe 😂😂😂) dados.

Fortemente cobiçado por possuir características valiosas para um servidor como: RAID, compressão, criptografia transparente, autocorreção, redimensionamento do tamanho de blocos, capacidade monstruosa para o armazenamento de dados (256 quadrilhões de zettabytes) e muito mais, o ZFS é tido como o futuro do sistema de arquivos por muitos profissionais da área. Citando apenas uma vantagem prática do ZFS, imagine um administrador que possua algum disco com falha, caso o mesmo estivesse utilizando ZFS, ele poderia recuperar parcialmente (ou totalmente, conforme o estado do disco) seus arquivos. No caso de um RAID5 entre múltiplos discos, o ganho de performance seria monstruoso, pois, ao invés de separar os pequenos arquivos em diversas cópias espalhadas no disco, o ZFS cria espelhos destes pequenos arquivos, evitando cálculos desnecessários de paridade. Obviamente que tais características não são importantes para todos os tipos de usuários, entretanto, para administradores de sistemas ou servidores é algo “que brilha os olhos”.

Para os interessados, é possível utilizar o ZFS no Ubuntu conforme sua wiki oficial, todavia o recurso está sendo implementado diretamente no instalador Ubiquity do Ubuntu 19.10 de forma experimental, aumentando a gama de possibilidades de usuários mais avançados (podendo ser habilitado no ato da instalação do sistema). Caso se interesse por um assunto mais técnico sobre File systems, o vídeo a seguir do canal Toca do Tux, é uma mina de conhecimento.


Quer saber mais sobre o ZFS? Recomendo uma playslist sobre o assunto, também do Gabriel do Toca do Tux (falei que era uma mina de conhecimento 😁😁😁). 

Participe de nosso fórum Diolinux Plus, até o próximo post, SISTEMATICAMENTE! 😎

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Linux Mint revela melhorias no ambiente gráfico e novidades

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Quem chega ao mundo Linux, muito provavelmente, se depara com a indicação do Linux Mint para começar a usar o pinguim (muito boa opção por sinal), assim não sentindo tanto a mudança de sistema e atenuando também a curva de aprendizagem. Para quem está habituado com o Mint, já virou tradição esperar os posts mensais com as novidades sobre o sistema.


Linux Mint revela melhorias no ambiente gráfico e novidades






A espera acabou e eis que o tão aguardado post “toma vida” e traz algumas coisas interessantes sobre o sistema.

No começo da nota, Clement Lefebvre (líder do projeto), agradece aos apoiadores e as doações que o projeto recebeu, também comenta com  empolgação sobre a próxima versão BETA do Linux Mint (provavelmente ele esteja falando do Mint 19.2), com as melhorias e recursos que estão sendo implementadas. Complementou que o ciclo de desenvolvimento foi “meio conturbado”, mas que agora está tudo bem.

Novidades vindo no Mint 


A primeira novidade anunciada, é a possibilidade de “pinar” (fixar) itens no Nemo (o gerenciador de arquivos do Mint). Esse novo recurso permite que você destaque pastas ou arquivos para que eles apareçam sempre no topo das listas, facilitando a sua organização. Isso realmente é muito útil para quem sempre tem vários arquivos ou pastas que precisa acessar constantemente, apesar de existirem formas diferentes de fazer isso, a função de "pinagem" parece ajudar.



Outra novidade que chega ao Nemo são as ações condicionais, esse recurso pode ser usado  quando você clica com o botão direito do mouse em um arquivo, onde é possível ver as ações disponíveis para ele, que até hoje eram genéricas. Com o Nemo 4.2, essas ações poderão conter scripts ou comandos externos, e assim dar condições específicas para o arquivo em questão. Um exemplo dado no post é: Se você tem um arquivo de vídeo em .mkv e tem 4GB, e está precisando dividir ele, basta clicar com o botão direito do mouse e clicar em “Dividir”. Como falaram, o “céu é o limite” para essa nova tecnologia que está chegando no Nemo 4.2.

Um recurso muito útil foi adicionado ao Menu do Cinnamon,  a diferenciação dos programas instalados no sistema. Por exemplo, se você instalar o Gedit, ele aparecerá como “Editor de Texto”, assim como o Xed. Na nova atualização, eles terão uma distinção, com o nome na frente.



Isso também vale para os programas instalados via Flatpak. Se um programa já veio por padrão nos repositórios e você instalou uma versão via Flatpak, este terá o nome "Flatpak" entre parênteses.

Como no exemplo do Glade.




Essas mudanças são realmente úteis, pois ajuda na hora de “bater o olho” e identificar os aplicativos.

Outra novidade foi na atualização da MintBox, parceria entre o Linux Mint e a Compulab. A nova versão é a MintBox 3, baseado no Airtop 3, vindo logicamente com o Linux Mint mais atual. São duas configurações “não definitivas”, mas que por hora são:

1. Configuração básica: Com um Core i5 (6 núcleos), 16 GB de RAM, 256 GB EVO 970, módulo Wi-Fi e FM-AT3 FACE.  US$1543 (na cotação atual do dólar, R$3,84, sai aproximadamente R$5.900,00 )

2. High end: Com Core i9, GTX 1660 Ti, 32 GB de RAM, 1 TB EVO 970, WiFi e Módulo FACE FM-AT3. US$2698 (na cotação atual do dólar, R$3,84, temos o valor de R$10.400,00 )

A questão da Canonical e os 32 bits


Os desenvolvedores apontam que a falta de desenvolvimento desse repositório por parte do Ubuntu faria com que o Linux Mint também fosse um sistema de 64 bits apenas em futuros lançamentos, mas mencionaram que pacotes como Wine e Steam são importantes para eles, sendo assim, eles estudariam as possibilidade de continuar a oferecer tais recursos, talvez até mesmo de forma semelhante ao Ubuntu.

Segundo a informação, “até 2020” é considerado um tempo bom o suficiente para pensar nessas questões e definir como será o futuro em relação a isso caso a Canonical decida realmente encerrar o suporte durante esse ciclo que, supostamente, por conta do tempo de suporte da LTS do Ubuntu, duraria até 2025.

Os desenvolvedores também comentaram sobre os pacotes Snap e o estudo para incorporá-los nativamente ao Linux Mint, apontando várias questões de ordem mercadológica que fazem eles preferirem inicialmente o formato Flatpak, você pode ler mais sobre isso no blog oficial do Linux Mint.

Ansioso para a nova versão do Linux Mint? Nós diga aí nos comentários o que espera dele.

Este artigo não acaba aqui, continue trocando uma ideia lá no nosso fórum.

Espero você até a próxima, um forte abraço.

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Steam se pronuncia sobre o caso Ubuntu, e reforça apoio ao Linux

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sexta-feira, 28 de junho de 2019

Com toda a polêmica provocada pela Canonical, com o fim do suporte aos pacotes de 32 bits (i386) e da possível perda de suporte a Steam, e ter voltado atrás na decisão, eis que, finalmente, a Valve se pronuncia via Pierre-Loup através do blog oficial da empresa.


 Steam se pronuncia sobre o caso Ubuntu, e reforça apoio ao Linux





Desde o anúncio da  intenção de finalizar o suporte dos pacotes de 32 bits até toda a repercussão que causou, a única manifestação da Valve (Steam), tinha sido através do perfil pessoal do desenvolvedor da Valve, Pierre-Loup, que até então não “refletia” muito o posicionamento da empresa. Mas agora é de forma oficial.

No comunicado, agora oficinal, o próprio Pierre-Loup, menciona as notícias e discussões em torno do tema “Fim do suporte a pacotes de 32 bits” no Ubuntu, linkando o comunicado feito pela Canonical em seu Discourse. Falou também que após esse comunicado, eles (sim ele se colocou como um porta voz da Steam no caso), estariam oficialmente não recomendando o Ubuntu 19.10 e versões posteriores para os usuários. O que é importante frisar aqui é que eles também não estariam “desrecomendando” o Ubuntu, seria mais uma questão de não apoiar claramente um único sistema, como foi feito antigamente, colocando um link para download do Ubuntu na página da Steam Linux inclusive, abrindo margem para trabalhar de forma mais próxima com outras comunidades Linux, incluindo a própria Canonical e o Ubuntu.

O desenvolvedor da Valve comenta sobre o suporte para às bibliotecas de 32 bits ser essencial e necessária,  não somente para a execução do app da Steam, mas principalmente por serem necessárias para vários jogos que estão na Steam e que somente estão disponíveis em 32 bits, ou seja, elas são importantes para manter os clientes da Valve com produtos que funcionem em suas compras. Pierre-Loup também comentou a decisão da Canonical de voltar atrás e até a versão 20.04 LTS esses pacotes estariam disponíveis, o que daria muito mais tempo do que alguns poucos meses até Outubro, que é quando o 19.10 sairá. Segundo Pierre, eles não ficaram “animados” com esse cenário, mas que essa atitude foi bem-vinda.

A Canonical tratou de tranquilizar as pessoas afirmando que trabalhará com a comunidade para incluir as libs necessárias para que tudo funcione, tanto na versão 19.10, quando na 20.04 LTS, de fato, nada foi falado até então em relação ao que bem depois, mas tudo é “conversável” sem sombra de dúvidas. No fundo a Steam sabe, que não só no Linux, mas no Windows também, as bibliotecas e componentes de 32 bits estão em contagem regressiva e é preciso criar tecnologias que permitam que clientes da Steam de 10 anos daqui em diante  possam instalar os games de hoje, da mesma forma que os clientes de hoje possam rodar os games que compraram a 10 anos atrás.

Esse é o tipo de desafio que nenhuma outra empresa de games enfrentou até agora, a Valve é pioneira em proporções em muitos sentidos nesse mercado, não existem modelos a serem seguidos, mas muito provavelmente qualquer que seja a tecnologia adotada no futuro, outras empresas vão se basear na própria Valve muito provavelmente.

É como se não tivesse acontecido?


No fim das contas parece que se você tivesse fechado os olhos e ouvidos para esse assunto nas últimas duas semanas e simplesmente seguisse com a sua vida, nada realmente teria mudado e, de fato, a programação segue a mesma. Ubuntu 19.10 vem aí e a Steam está com ele, assim como era de se esperar. Apesar disso, talvez esse tenha sido um indicativo para a Valve que talvez deva pensar em formas mais universais de manter o cliente Steam, assim como pensar em tecnologias que possam substituir essa necessidade de tecnologia legada, afinal, pode não ser agora, pode não ser daqui a alguns anos, mas o momento da arquitetura 32 bits se aposentar completamente é iminente. 

No final do comunicado, ele dedicou dois parágrafos sobre suporte ao Linux e o compromisso da Valve com ele. São eles:

“O cenário do Linux mudou drasticamente desde que lançamos a versão inicial do Steam para ele e, como tal, estamos repensando como queremos abordar o suporte à distribuição daqui para frente. Existem várias distribuições no mercado hoje que oferecem uma ótima experiência em jogos de desktop, como Arch Linux, Manjaro, Pop! _OS, Fedora e muitos outros. Trabalharemos mais de perto com muitos outros mantenedores de distribuição no futuro. Se você está trabalhando em tal distribuição e não sente que seu projeto tem uma linha direta de contato conosco, por todos os meios, se comunique diretamente com um representante.

Dito isto, não temos nada específico para anunciar neste momento sobre quais distribuições serão suportadas no futuro; espere mais notícias sobre isso nos próximos meses. Continuamos comprometidos em apoiar o Linux como uma plataforma de jogos, e continuamos a impulsionar numerosos esforços de desenvolvimento em recursos e drivers que esperamos ajudar em melhorar a experiência em jogos no desktop em todas as distribuições; falaremos mais sobre alguns exemplos disso em breve.”

Me parece claramente um recado bem dado da Valve para a Canonical, deixando claro que não gostou nada da atitude e que vai procurar apoiar outras distribuições também, assim não ficando “refém” da Canonical (Ubuntu), como ela não queria ficar da Microsoft (Windows).

Provavelmente o maior erro da Canonical não foi sugerir o encerramento dos 32 bits, até porque todos esperam que isso aconteça em algum momento, o maior problema foi chegar com essa “decisão em forma de comunicado” e não em forma de consulta, para avaliar o quanto as pessoas precisam de tais recursos, em outras palavras, faltou medir o impacto da decisão. Em conversar particulares com Will Cooke, líder da sessão de desktop da Canonical, fica claro o quanto ele entende a questão de que “nossas decisões afetam milhões de pessoas e por isso temos que pensar bem sobre cada questão”, o que não pareceu na época do anúncio, mas acabou se confirmando com a admissão do problema e a “volta ao normal”.

Será que o Ubuntu está precisando de um concorrente forte? Tenho certeza de que mal não faria.
Este artigo não acaba aqui, continue trocando uma ideia lá no nosso fórum.

Espero você até a próxima, um forte abraço.

Artigo co-escrito por Ricardo e Dionatan

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Agora você pode instalar duas versões diferentes do mesmo App no Ubuntu via Snap

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quarta-feira, 26 de junho de 2019

Os pacotes Snap que são desenvolvidos pela Canonical ganharam uma nova funcionalidade para quem é dev e precisa testar várias versões do mesmo snap, ou para quem simplesmente gostaria de ter duas versões do mesmo aplicativo, um recurso relativamente comum dentro do Android.

Agora você pode instalar duas versões diferentes do mesmo App no Ubuntu via Snap





O anúncio desta funcionalidade experimental foi feito no blog oficial do Ubuntu. Nele nos é informado que a partir da versão 2.36 do snapd foi adicionado o suporte a instalação paralela dos snaps, sendo que cada snap é isolada do outras, tendo assim as suas próprias configurações, interfaces, serviços, etc.


Se você ainda não tem o Snap habilitado no seu sistema, temos esse tutorial de como fazer isso, no Ubuntu ele já está habilitado por padrão, mas este novo recurso pode ser virtualmente usado em qualquer distro com o suporte ao empacotamento criado pela Canonical. Feita a instalação, vamos habilitar essa nova função experimental com o seguinte comando:

snap set system experimental.parallel-instances=true

Com isso você vai poder instalar versões diferentes do aplicativo, não é necessário passos adicionais. 

Como instalar duas versões do mesmo aplicativo via Snap?


Para isto, você precisa atribuir um identificador para ele, para que você possa distingui-lo dos outros. Essa identificação é uma sequência alfanumérica de até 10 caracteres. Vamos tomar como o exemplo o VLC Player.
Podemos identificar ele como “vlc_1”, que teoricamente não existe, mas que o snapd agora pode “entender”. Para instalar esse VLC, basta digitar o seguinte comando: 

snap install vlc_1

Como você pode perceber, como o recurso é experimental, ainda é feito via linha de comando, mas quem sabe no futuro não mude, né? 😁

Você pode escolher instalar usando vlc_1 ; vlc_2 ; vlc_3 e assim por diante, tendo a liberdade para escolher como melhor entender e respeitando os 10 caracteres totais.

Quando você escolhe ter instalações paralelas, o snapd baixará o pacote snap uma única vez e depois configura as versões separadamente. Por exemplo, você pode instalar em sequência essas versões diferentes, como, por exemplo:

snap install vlc_1 vlc_2

Para remover, basta digitar qual versão você quer:

snap remove vlc_2

Você também pode “transformar” esses snaps, usando os canais Candidate, Beta e Edge. 

Vamos supor o seguinte cenário: Você instala o VLC via snap normalmente (sudo snap install vlc) para o uso do dia a dia, mas você quer testar as versões Candidate dele, dessa forma, o terminal você deve digitar o seguinte comando: 

snap install --candidate vlc_2

Assim você terá duas versões do VLC Player no sistema






Isso pode ser feito com qualquer snap disponível, basta seguir a seguinte “regrinha” : sudo snap install [nome do snap] _ [identificador para ele], como nos exemplos acima citados, ou nomedosnap_identificadorparaele.

Um alerta para quem se aventurar a duplicar os Snaps

No comunicado da Canonical, existe uma espécie de “disclaimer” sobre esse recurso novo:

“Para todos os efeitos práticos, estes serão aplicativos individuais com seus próprios diretórios e dados. De certa forma, isso é bastante conveniente, mas pode ser problemático se seus snaps exigirem acesso exclusivo aos recursos do sistema, como sockets ou portas. Se você tiver um snap que execute um serviço, apenas uma instância poderá se vincular a uma porta pré-definida, enquanto as outras vão falhar. Por outro lado, isso é bastante útil para testar o modelo servidor-cliente ou como os diferentes aplicativos dentro do snap funcionam uns com os outros. As colisões de ‘namespace’ e os métodos para compartilhar dados usando diretórios comuns são descritos detalhadamente na documentação. As instalações paralelas oferecem uma grande flexibilidade, mas é importante lembrar que a maioria dos aplicativos é projetada para ser executada individualmente em um sistema.”

Se você gosta de testar novas versões, essa novidade vai lhe ajudar, pois, só vai precisar baixar uma única vez o snap do aplicativo e depois criar as instâncias para teste.

Nós conte aí nos comentários o que achou da novidade.

Este artigo não acaba aqui, continue trocando uma ideia lá no nosso fórum.

Espero você até a próxima, um forte abraço.


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Canonical se vê “obrigada” a voltar atrás no caso do suporte a 32 bits no Ubuntu 19.10

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terça-feira, 25 de junho de 2019

Recentemente a Canonical, dona do Ubuntu, fez o anúncio do fim ao suporte para pacotes de 32 bits (i386), já no Ubuntu 19.10, assim "matando de vez" a tecnologia. Fizemos um artigo recente abordando o assunto.

Canonical se vê “obrigada” a voltar atrás no caso do suporte a 32 bits no Ubuntu 19.10






Com o fim do suporte a esses pacotes, muitos projetos poderiam "sofrer" para se adaptar, como a Steam, Lutris e o Wine, como os casos mais famosos que poderiam entrar na "dança". E as reações já começaram.

O primeiro a se manifestar, foi o fundador do Lutris, Mathieu Comandon, em seu Twitter, com a seguinte frase:


Tradução: "Se você trabalha na remoção de suporte para jogos antigos em sistemas Linux, eu vou lutar contra você. E eu vou bater em você." , , e complementou também:

Tradução: "O Lutris runtime é totalmente inútil por si só. Contamos com várias bibliotecas críticas para estarem presentes em um sistema. Esses são fornecidos no nível da distribuição."
O segundo a se manifestar sobre a decisão da Canonical, foi Ethan Lee, dev da CodeWeavers (empresa essa que tem parceria com a Valve no Projeto Proton), que deu as seguintes declarações no seu Twitter:
Tradução: ("Puxa, considerando que esse tamanho de amostragem tão pequena, não ficarei surpreso o quanto eles ficarão desapontados com os resultados, quando realmente testarem a ideia já anunciada por um dia inteiro!" 

Por fim, o tweet que gerou toda a repercussão, foi do especialista da Valve, Pierre-Loup Griffais, lançando uma "bomba-relógio" sobre a Canonical, dizendo o seguinte:

Tradução: "Ubuntu 19.10 e  futuras releases não serão oficialmente suportado pela Steam ou recomendado aos nossos usuários. Vamos avaliar maneiras de minimizar essa ruptura para os usuários existentes, mas também mudaremos nosso foco para uma distribuição diferente,  que atualmente ainda não foi decidido (TBD = to be determined)."

Depois da tempestade, será que vem o arco-íris?

Tudo isso aconteceu em um final de semana, onde esse turbilhão “aterrissou” no mundo Linux. Já nesta Segunda-feira (24), vários portais estrangeiros e brasileiros noticiaram a “bomba”, mas não dando ênfase na nota da Canonical em seu blog, algo que pra mim é muito ruim, mas enfim. Dada a repercussão, a Canonical soltou uma nota em seu blog oficial, coisa rara de se ver, especialmente no segmento desktop do blog,, ainda mais para o público gamer e por “tabela” o usuário doméstico. A nota começa com: “Graças a enorme quantidade de feedback deste fim de semana dos gamers, do Ubuntu Studio e da comunidade WINE, vamos mudar nosso plano e construir pacotes de 32 bits (i386) selecionados para o Ubuntu 19.10 e 20.04 LTS. Vamos colocar em prática um processo de comunidade para determinar quais pacotes de 32 bits são necessários para suportar software legado, podendo adicionar a essa lista libs no pós-lançamento se perdermos algo que é necessário. Também trabalharemos com o WINE, o Ubuntu Studio e as comunidades de jogos para usar a tecnologia de contêineres para abordar o fim da vida útil das bibliotecas de 32 bits. Continuará sendo possível rodar aplicativos antigos em versões mais recentes do Ubuntu. O Snaps e o LXD permitem que tenhamos ambientes completos de 32 bits e bibliotecas integradas para resolver esses problemas a longo prazo.” A nota completa em inglês você pode conferir aqui. Tem um vídeo no canal, em que se aborda esse tema também. Você pode conferir ele logo abaixo.


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Espero você até a próxima, um forte abraço.

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Veja o novo codinome do Ubuntu 19.10 e de todas as versões já lançadas

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quarta-feira, 8 de maio de 2019

O Ubuntu 19.04 foi lançado há pouquíssimo tempo, e a Canonical já está em pleno vapor com o desenvolvimento da próxima versão de seu sistema. E há uma curiosidade nos lançamentos do Ubuntu, seus codinomes peculiares, então saiba qual o nome da próxima versão da distro mais famosa do mundo Linux. (Não me crucifiquem, acessem essa matéria e entenderão a afirmativa).


O Ubuntu tem como costume utilizar uma combinação de nomes para os codinomes de suas versões. Essa "brincadeira" é uma "marca registrada do Ubuntu", sendo utilizado pela distribuição desde seu primeiro lançamento em Outubro de 2004.

Como "via de regra" o nome é composto de um adjetivo mais um animal que seguem o alfabeto e ambas possuem as mesmas iniciais, e são combinações um tanto que inusitadas. Veja loga abaixo todos os codinomes do Ubuntu (até o momento).


Versão Codinome Data de lançamento
Ubuntu 4.10 Warty Warthog 20 de outubro de 2004
Ubuntu 5.04 Hoary Hedgehog 8 de abril de 2005
Ubuntu 5.10 Breezy Badger 13 de outubro de 2005
Ubuntu 6.06 LTS Dapper Drake 1 de junho de 2006
Ubuntu 6.10 Edgy Eft 26 de outubro de 2006
Ubuntu 7.04 Feisty Fawn 19 de abril de 2007
Ubuntu 7.10 Gutsy Gibbon 18 de outubro de 2007
Ubuntu 8.04 LTS Hardy Heron 24 de abril de 2008
Ubuntu 8.10 Intrepid Ibex 30 de outubro de 2008
Ubuntu 9.04 Jaunty Jackalope 23 de abril de 2009
Ubuntu 9.10 Karmic Koala 29 de outubro de 2009
Ubuntu 10.04 LTS Lucid Lynx 29 de abril de 2010
Ubuntu 10.10 Maverick Meerkate 10 de outubro de 2010
Ubuntu 11.04 Natty Narwhal 28 de abril de 2011
Ubuntu 11.10 Oneiric Ocelot 13 de outubro de 2011
Ubuntu 12.04 LTS Precise Pangolin 26 de abril de 2012
Ubuntu 12.10 Quantal Quetzal 18 de outubro de 2012
Ubuntu 13.04 Raring Ringtail 25 de abril de 2013
Ubuntu 13.10 Saucy Salamander 17 de outubro de 2013
Ubuntu 14.04 LTS Trusty Tahr 17 de abril de 2014
Ubuntu 14.10 Utopic Unicorn 23 de outubro de 2014
Ubuntu 15.04 Vivid Vervet 23 de abril de 2015
Ubuntu 15.10 Wily Werewolf 22 de outubro de 2015
Ubuntu 16.04 LTS Xenial Xerus 21 de abril de 2016
Ubuntu 16.10 Yakkety Yak 13 de outubro de 2016
Ubuntu 17.04 Zesty Zapus 13 de abril de 2017
Ubuntu 17.10 Artful Aardvark 19 de outubro de 2017
Ubuntu 18.04 LTS Bionic Beaver 26 de abril de 2018
Ubuntu 18.10 Cosmic Cuttlefish 18 de outubro de 2018
Ubuntu 19.04 Disco Dingo 18 de abril de 2019
Ubuntu 19.10 Eoan Ermine ?? de Outubro de 2019
Ubuntu 20.04 LTS ??? ?? de Abril de 2020

Como noticiado aqui no blog Diolinux, através das daily builds do Ubuntu 19.10, ficamos sabendo a primeira parte do codinome do sistema, sendo o adjetivo “Eoan”. O nome me chamou a atenção, tendo segundo o dicionário Collins um significado como: “de, ou relativo a, o amanhecer”. Em outros dicionários o adjetivo é relacionado a “do leste”, e ao escrever o post sobre o desenvolvimento inicial do Ubuntu 19.10, logo me veio à mente a segunda parte do nome (que julgava ser um forte candidato), “Eagle”. A lógica era simples: “relativo a o amanhecer, do leste”, pensei no Sol e sua relação com o leste e o lado do nascente e poente do Sol. O “amanhecer” também remetia a nossa grande estrela amarela que fortalece os kryptonianos (essa fica para os geeks 😁😁😁). Logo o animal com a inicial “E” e que majestosamente se aproxima do Sol, era a águia. Veja a capa que fiz com essa ideia na cachola.



Eu não poderia estar mais equivocado (erroooooou), o novo codinome do Ubuntu 19.04 é “Eoan Ermine”. Parece que a imponente águia não foi a resposta correta. O animal Ermine, é um tipo de doninha de rabo curto, também conhecida como “Arminho”, mas que tem como nome científico Mustela erminea L., 1758. O animal é característico das florestas temperadas, árticas e sub-árticas da Europa, Ásia e América do Norte.


O Arminho é comumente usado em outros países para descrever uma pessoa com casaco ou pele muito branca, pois as espécies de localidades que atingem baixas temperaturas possuem um pelo branco como a neve. Outra curiosidade é que o pelo do Arminho é usado para revestir as vestes de importantes figuras que se sentam na Câmara de Lordes britânicos.

O que podemos esperar do Ubuntu 19.10?


Sem sombra de dúvidas essa versão é muito importante para a próxima versão “Stable” do sistema, afinal ela antecede o Ubuntu 20.04 LTS. O Ubuntu 19.10 é “a última” chance de algum recurso novo entrar no 20.04, que é focado em estabilidade, sendo o 19.10 a porta de entrada para novidades e experimentações.

No momento já sabemos que o Ubuntu 19.10 contará com o Gnome 3.34, uma tela inicial de boas-vindas renovada, suporte à instalação do ZFS etc.

Está ansioso para o lançamento do Ubuntu 19.10? Que tal continuar esse assunto lá em nosso fórum Diolinux Plus? Até o próximo post, SISTEMATICAMENTE! 😎

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Ubuntu 14.04 LTS chega ao "fim da vida"

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segunda-feira, 29 de abril de 2019

Como noticiamos no ano passado, a Canonical, empresa que mantém o Ubuntu, estava planejando o “fim da vida” do Ubuntu 14.04 LTS para a grande maioria dos seus clientes e que pretendia oferecer um serviço EMS (Extended Security Maintenance) para quem precisasse usar tal versão do Ubuntu quando o mesmo perdesse o seu suporte tradicional, isso acontecerá em 30 de Abril de 2019.

 Ubuntu 14.04 LTS chega ao "fim da vida"






Como falamos naquele artigo, a Canonical já estava informando os usuários desta versão do Ubuntu que o suporte iria se encerrar em Abril de 2019, orientando aos utilizadores que fizessem o upgrade para a versão 16.04 LTS do Ubuntu, para que eles pudessem ter mais tempo de suporte, ou mesmo para a versão 18.04 LTS.

Vamos lembrar que o Ubuntu 14.04 LTS foi lançado em 17 de Abril de 2014 e contou com 5 anos de suporte.

No comunicado feito no oficial blog, a empresa comenta o seguinte:

“A disponibilidade do ESM para o Ubuntu 14.04 significa que o fim da vida do Ubuntu 14.04 LTS Trusty Tahr em Abril de 2019 não deve impactar negativamente os esforços de segurança e conformidade de uma organização. A Canonical coloca a segurança no coração do Ubuntu, em nossas práticas, processos, conformidade e na arquitetura de nossos produtos.”

A Canonical também colocou um link de contato para que essas empresas e organizações que precisam adquirir maior tempo de suporte, possam facilmente se comunicar e fazer a solicitação.. Para maiores informações clique aqui.

Espero você no próximo post, forte abraço.

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Microsoft comemora “dia do Pinguim” com Linux

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sexta-feira, 26 de abril de 2019

Aos longínquos anos 90 e começo dos anos 2000, a Microsoft via o Open Source e o Linux como inimigos a serem “abatidos e eliminados”, de fato, em certa época Steve Ballmer, então CEO, chegou a falar que o Linux era um “câncer” para a MS. Anos depois a empresa mudou bastante neste sentido, especialmente à partir de 2016.


 Microsoft comemora “dia do Pinguim” com Linux





Feito esse parênteses, hoje a Microsoft é mais próxima ao Open Source e do Linux, tanto que tem o Azure, o WSL e alguns apps portados para a plataforma, como o Skype e o Visual Studio Code. E quem sabe o navegador Edge e talvez o Microsoft Office 365, falaremos mais adiante.

Em referência ao #WorldPenguinDay (ao bicho mesmo), a conta de oficial da Microsoft que “cuida” da divulgação Open Source da empresa, fez um Tweet aproveitando a a oportunidade e “chamando” a comunidade a compartilhar quais projetos Open Source as pessoas mais gostavam:



Vários projetos foram mencionados, como o GNOME, KDE, Manjaro, Ubuntu, Pop!_OS, entre outros, como você pode ver na tread do Tweet acima.

Mas um comentário me chamou a atenção e a resposta a ele. O usuário Raywon Teja Kari, perguntou quando veríamos um porte do Microsoft Office 365 para Linux. E a conta da Microsoft respondeu, informando que ele deveria entrar no UserVoice do Office 365 e votar para isso, mais ou menos como aconteceu no caso da Adobe.



Se você quiser votar e ajudar a trazer o Microsoft Office 365 para o Linux, basta acessar aqui.

Um “ponto negativo”, pelo menos para mim, foi a ausência de empresas grandes do setor, como Canonical, IBM/Red Hat e a Suse (até o fechamento desta edição, elas não interagiram com o tweet, somente foram mencionadas)

Mas, tirando isso, acho muito importante essa guinada da Microsoft nesses últimos anos em apoiar o Linux e o OpenSource, isso mostra que o mesmo pode ser mais um aliado do que “um câncer a ser combatido”.

Este artigo não acaba aqui, continue trocando uma ideia lá  no nosso fórum, aproveite e conte pra gente qual o seu projeto Open Source favorito e viva o pinguim!

Espero você até a próxima, um forte abraço.

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