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Canonical procura novo engenheiro para trabalhar com Ubuntu Desktop

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sexta-feira, 30 de novembro de 2018

A Canonical, empresa que desenvolve a distro Linux Ubuntu, anunciou que está com vagas abertas para novos profissionais que devem ajudar a melhorar o sistema operacional, para ser mais específico, a vaga é para Software Engineer para o time de desenvolvimento do Ubuntu Desktop.

Canonical procura por Engenheiro de Sofware






Para quem imaginava que a Canonical estava deixando o Desktop do Ubuntu de lado, uma vaga para esta função mostra que empresa ainda se preocupa com o segmento que o deu tanta popularidade a distro. Segundo o anúncio, a empresa busca um engenheiro de Software para se unir ao time de Desktop do Ubuntu. 

Essa equipe é responsável por entregar o Ubuntu para computadores tradicionais e usuários domésticos, que é, segundo as palavras do anúncio, "um dos mais populares sistemas operacionais baseados em Linux da atualidade", afirmando que "o Ubuntu prima por ser o melhor sistema operacional baseado em Open Source da existência", nas palavras da Canonical.

Um dos desafios particulares do "Ubuntu Desktop Team" é manter todos os pacotes que a empresa suporta atualizados e com alta qualidade de funcionamento e segurança, desde pacotes que fazem referência a coisas mais básicas do sistema, como gestores de rede, bluetooth, gerenciadores de áudio, até a própria interface GNOME Shell e as aplicações do ecossistema GNOME.

A anúncio afirma que um engenheiro de software bem sucedido no cargo deve ver o futuro do Ubuntu com paixão e ter um "mindset" ajustado com os ideais do modelo Open Source, ao mesmo tem que precisa ter uma ampla e inovadora organização, ter uma boa comunicação. Segundo o anúncio, ser bom em relacionamentos é tão substancial quanto ser muito bom tecnicamente. 

O trabalho também envolve em fazer algumas viagens por ano, geralmente com duração de uma semana inteira. O trabalho pode ser feito de qualquer home office, em qualquer lugar do mundo, porém, se a pessoa morar na Europa ou estiver na costa leste dos EUA (ou no mesmo fuso horário) seria preferível.

Sobre as principais responsabilidades do cargo


A vaga lista algumas funções que o candidato(a) deve cumprir para exercer a função na empresa, como:

- Acompanhar e fazer a manutenção de alguns componentes centrais do Ubuntu Desktop, como alguns já mencionados anteriormente no texto. Isso envolve debugar problemas complexos de qualquer tipo de pacote que o Ubuntu e Canonical suportem, além de trabalhar diretamente com as equipes de desenvolvimento Upstream, como o time de desenvolvimento do GNOME;

- Garantir que os trabalhos sejam feitos com performance e qualidade;

- Trabalhar com os pacotes Snap, ferramentas que envolvam os pacotes Snap e a integração deles com o Ubuntu Desktop;

- Trabalhar com outros times da Canonical para entregar as funções acordadas pelo desenvolvimento e ajudar a levar essas funções para o Ubuntu Desktop em cada lançamento, a cada seis meses, dentro do cronograma.

- Quando necessário, trabalhar respondendo a assuntos e problemas envolvendo usuários finais e usuários comerciais da empresa.

Habilidade requiridas e experiência


Toda vaga de emprego tem alguns pré-requisitos e elementos que são bem vistos e/ou obrigatórios, para este caso não seria diferente. Coisas que serão observadas na hora de contratar um novo funcionário:

- Uma clara paixão pelo futuro do Ubuntu;

- Uma demonstração clara de contribuição com algum projeto Open Source;

- Uma boa experiência com C/C++, preferencialmente em algum projeto Open Source;

- Conhecimento em tecnologias que formam o Ubuntu Desktop como o GNOME, D-Bus, Xorg/Wayland, etc;

- Estar a par de ferramentas open source de desenvolvimento e das metodologias utilizadas para a criação do Ubuntu, como o Git, o Launchpad, o empacotamento em .deb, apt, dpkg, debhelper, etc;

- Excelente lógica, capacidade de resolver problemas e habilidade de análise de bugs;

- Inglês fluente, especialmente Inglês técnico;

- Estar confortável com comunicação online e colaboração através de listas de e-mails, IRC e Wiki;

- Habilidade de ser produtivo em um projeto globalmente distribuído, sendo disciplinado em relação a motivação, acordos de entrega e prazos.

Além destes itens, existem também alguns que são especialmente bem vistos e podem contar como "um pontinho a mais" para o candidato:

- Experiência com a comunidade GNOME;

- Já ser um desenvolvedor Debian ou Ubuntu;

- Estar desperto para metodologias e ferramentas de desenvolvimento ágeis.

Se você gostou da ideia de trabalhar com o Ubuntu, você pode submeter a sua candidatura através deste site.

Até a próxima!
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Canonical releva: Ubuntu 18.04 LTS agora terá suporte de 10 anos!

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quinta-feira, 15 de novembro de 2018

Em comentários proferidos no mais recente OpenStack Summit, Mark Shuttleworth, fundador e CEO da Canonical, empresa que desenvolve o Ubuntu, anunciou uma extensão magnífica no suporte do Ubuntu 18.04 LTS.

Ubuntu LTS com 10 anos de suporte






Em um keynote no OpenStack Summit, acontecendo em Berlin, Alemanha, o fundador da Canonical, Mark Shuttleworth, anunciou que o Ubuntu 18.04 LTS, lançado em Abril de 2018, que originalmente tinha 5 anos de suporte a atualizações de segurança e manutenção, agora passará para 10 anos, dobrando o período de tempo que as empresas e desenvolvedores poderão utilizar o mesmo sistema em seus produtos e empreendimentos.

"Eu estou feliz em anunciar que o Ubuntu 18.04 será suportado por 10 anos", comenta Shuttleworth. "Em parte porque existem 'horizontes' de longos períodos onde certos tipos de indústrias, como as financeiras e de telecomunicações, assim como as indústrias de IoT (Internet das Coisas), desenvolvem serviços e produtos que são mantidos por pelo menos uma década", complementa. Essa nova condição faz com que o Ubuntu seja uma opção interessante para estes mercados também.

Em declarações no mesmo keynote, o CEO da Canonical comenta que a empresa aprendeu ao trabalhar com o mercado que tempo de suporte importa muito e pode ser um grande diferencial. Recentemente, Mark Shuttleworth havia declarado que a venda da Red Hat para IBM poderia beneficiar a Canonical e, aparentemente, essa é uma das primeiras medidas a serem tomadas pela empresa britânica para se tornar mais competitiva no segmento.

No evento Mark complementou as duas declarações sobre a venda da Red Hat, dizendo que a aquisição da empresa por outra gigante não é necessariamente uma surpresa, dizendo saber que a Red Hat realmente vendia e valia muito dinheiro, apenas não imaginava que alguma companhia acordaria em pagar 34 bilhões de dólares por ela, o que é um valor pegou todos de surpresa, não só Shuttleworth, sem dúvidas.

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Mark Shuttleworth comenta que compra da Red Hat pela IBM pode ajudar o Ubuntu

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quarta-feira, 7 de novembro de 2018

Mark Shuttleworth fez uma postagem no blog do Ubuntu, comentando sobre a aquisição da Red Hat pela IBM e que isso é uma boa notícia para o Ubuntu.

 Mark Shuttleworth comenta que compra da Red Hat pela IBM pode ajudar o Ubuntu






Como noticiamos semana passada, a Red Hat foi vendida para a IBM pela bagatela de 34 bilhões de dólares e assim se tornando a maior compra feita no mundo corporativo de tecnologia. E o dono da Canonical se pronunciou sobre o assunto

Na postagem, Mark parabenizou a Red hat pelo papel feito perante a implementação do Open Source como uma alternativa altamente viável do UNIX, assim tendo um papel fundamental neste movimento. Ainda complementou que “a aquisição é uma uma progressão significativa do open source para o quadro mainstream”. Mas não deixou de dar aquela alfinetada na Red Hat, visto que eram concorrentes nos segmentos de IoT, Cloud, Kubernetes, OpenStack, com as seguintes declarações:

“Nos últimos dois anos, muitos clientes proeminentes da Red Hat selecionaram o Ubuntu e contrataram a Canonical para criar uma infraestrutura e soluções de código aberto mais eficientes e enxutas para novas iniciativas e importantes. Entre eles, contamos com os principais bancos, empresas de telecomunicações, governos, universidades, companhias aéreas, seguradoras, gigantes da tecnologia e conglomerados de mídia. Vários têm falado publicamente e com crescente confiança, de seu sucesso no Ubuntu.”

Se você quiser ler o post original de Mark, clique aqui.

Também debatemos o assunto no Diolinux Friday Show, onde colocamos as nossas ideias e como isso poderia impactar em outras empresas que oferecem Linux (como a Canonical e Suse) e também se o Fedora seria afetado.

Também é bom ver que a Canonical esteja atenta nos movimentos do mercado e se posicionando como uma força para em áreas bem lucrativas, como a “Cloud Public”, “OpenStack”, Governos, Universidades entre outras.

Mark Shuttleworth é um homem de negócios e aproveitou o momento para fazer um “jabá” da sua empresa, apresentando-a como uma solução para aqueles que não gostam da IBM e são clientes Red Hat. O que você achou das declarações?

Até a próxima!
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Canonical libera as estatísticas sobre o Ubuntu 18.04 LTS

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sexta-feira, 19 de outubro de 2018

Quando o Ubuntu 18.04 LTS foi lançado em Abril deste ano, o qual você pode ver a nossa cobertura neste artigo, a Canonical implementou uma ferramenta ”nova” no Ubuntu (que já existia em outras distros, como o Debian) que coletava alguns dados do computador do usuário, como o tipo do processador, quantidade de memória ram, HD, resolução da tela e etc. 


O que os dados mostram - Ubuntu Data Colletion






Muita gente ficou desconfiada, mas a grande maioria colaborou, e agora a Canonical mostra esses números.

Uma dúvida que não foi sanada por eles, é “ Quantos computadores participaram dessa pesquisa”, entretanto, segundo os dados liberados, 66% das pessoas que instalaram o Ubuntu 18.04 LTS aceitaram em enviar os dados referentes a instalação para a empresa.

Não foi possível mensurar a porcentagem de pessoas que estavam instalando o Ubuntu em uma VM ou em um computador “real”, por isso esses dados não ficaram claros no relatório.

Um dado apresentado também foi o tempo médio de instalação do Ubuntu nos computadores, que ficou na média de 18 minutos,  tendo algumas instalações chegando aos incríveis 8 minutos, muito provavelmente usando SSD e com uma internet muito rápida ou sem a opções de “download enquanto instala” ativadas.

Nós comentamos no último "Diolinux Friday Show" do canal a repercussão destes números, enquanto você confere os gráficos, confira o vídeo também:


Outra coisa que eles mostraram, foram números relacionados a CPU, GPU, quantidade de memória RAM, partição e tamanho da HD. Mostraremos abaixo. No gráfico abaixo, o “número de CPUs” representa a quantidade de núcleos do processador do usuário:

-  63% usam de 1 a 3 CPU e 27% usam de 4 a 6; além disso, 8% usam processadores com mais de 7 núcleos. .


-  51% usa de 1 a 4 GB de memória RAM, 31% de 5 a 8 e 13% de 12 a 24 GB;


- 79% dos usuários tem HD de até 500GB, 13% de 501 a 2TB e 7% com mais de 2TB;


-  54% das pessoas apagam o HD e fazem uma instalação limpa, 21% preferem a instalação manual, enquanto 8% preferem apagar e reinstalar o Ubuntu.


-  50% dos usuários tem uma única partição, 32% usam 2, 12% usam 3 e apenas 3% usam 4 ou mais partições.


Outro ponto que podemos destacar, são quais tipos de resolução de monitor o usuário está usando e 3 se destacaram, foram:

-  1920x1080 com 28% ; 

- 1366x768 com 25% ;

-  800x600 com 11% ;


Por último e não menos importante, foi mostrado quais países o Ubuntu vem sendo instalado e temos alguns dados bem interessantes. O EUA ainda concentra a maioria dos usuários, mesmo que haja distorções pela utilização da instalação padrão mas não muda muita coisa. Agora vem a surpresa, Brasil, Índia, China e a Rússia se destacam por usarem o Ubuntu em relação a Europa, Ásia e Oceania.

Ainda no blog do Ubuntu, Will Coke deixou a seguinte mensagem no final do seu post:

“Obrigado a todos que compartilharam seus dados. Compartilharei mais informações sobre o dados  assim que puder e adoraríamos saber a sua opinião sobre esses insights sobre os nossos usuários do Ubuntu.”

Se você quiser ver os posts originais, tanto do Will Coke, quanto das estatísticas, basta clicar aqui e aqui.

Muito legal saber desses números e que a comunidade está interessada mesmo em ajudar, pena que eles não divulgaram a quantidade de computadores que participaram, mas já é um começo.

Agora comente aí o que você achou desses números, você ajudou a criar esses dados?

Espero você até uma próxima e um forte abraço!
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Canonical quer saber: " O que faria você usar os pacotes snap ainda mais?"

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terça-feira, 16 de outubro de 2018

Em post lançado no seu blog, a Canonical, através do Igor Ljubunčić, trouxe alguns números interessantes sobre a adoção do Snap pelos desenvolvedores e usuários.


Canonical quer saber: " O que faria você usar os pacotes snap ainda mais?"





No artigo, Igor menciona que às duas últimas LTS do Ubuntu puderam tornar os Snaps mais robustos e acessíveis, assim trazendo solidez ao sistema de empacotamento e dando tranquilidade para os devs poderem portar os seus apps.

No primeiro gráfico que ele mostra, é dito que os números de dispositivos rodando os snaps teve um aumento de 40% e que também teve um aumento de 59% no número de aplicativos via snap e isso só nos últimos seis meses.


O Ubuntu 18.04 é, segundo Igor, a plataforma mais popular a usar os pacotes snaps com um crescimento de 63%, com a versão 16.04 vindo em segundo lugar. Tudo isso no mesmo período de 6 meses.

Outras distribuições Linux também registraram um aumento na utilização dos Snaps, como o Linux Mint que teve um aumento de 31%, sistemas baseados no Debian de 20% e sistemas baseados no Arch tiveram um crescimento forte na casa dos 14%. No atual momento são mais de 50 distribuições Linux com suporte aos Snaps.

Mais um dado interessante que foi divulgado foi a adoção dos pacotes Snaps pela comunidade. Nos últimos 6 meses foi observado um aumento de 26% dos apps disponibilizados e assim compatibilizando mais de 4000 snaps disponíveis nos repositórios estáveis . Um feito tremendo da comunidade Canonical.

Também nós últimos 6 meses segundo o post, houve um aumento de 60% no número de desenvolvedores interessados nos snaps e suas vantagens.Também foi constatado um aumento de 62% na participação nos fóruns do Snapcraft e no Launchpad - com mais bugs a serem reportados.


Com esses números o Igor faz a seguinte chamada no post:

“Em outras palavras, gostaríamos de perguntar: O que faria você começar a usar os pacotes snap como desenvolvedor ou usuário? Que tipo de funcionalidade você gostaria de ver incluída? Como você imagina isso facilitando sua vida? Para entrar na lista de discussão e dar a sua opinião, entre aqui.”

Muito interessante esses números sobre a adesão do Snap entre as distros e também entre os devs e usuários, isso mostra que é um modelo viável e que tem muito espaço para crescer. Aproveite e participe da lista que eles disponibilizaram.

Espero você até a próxima e um forte abraço.
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Canonical chama usuários do Ubuntu para testar Nvidia PRIME

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quarta-feira, 3 de outubro de 2018

O Nvidia PRIME é uma tecnologia que permite que os usuários de Linux utilizem de forma estável e funcional os computadores que possuem hardwares comutáveis, ou seja, que possuem dois chips gráficos, ou ainda, que possuem placas gráficas híbridas, como também é como de ser designado. Para melhorar a experiência de quem possui estar hardware no Ubuntu a Canonical precisa da sua ajuda.


Nvidia Prime no Ubuntu






Através do Community Hub do Ubuntu a Canonical anunciou uma chamada de voluntários para testar o Nvidia Prime remodelado para o Ubuntu 18.04 LTS e o Ubuntu 18.10.

Segundo os desenvolvedores, o Ubuntu 18.04 LTS, lançado no início deste ano, marcou a transição do Ubuntu para uma nova forma de trabalhar com os drivers Nvidia, o que, infelizmente, somado a mudança de gestor de login (LightDM do Unity, para GDM do GNOME) fez com que laptops com placas híbridas (Intel+Nvidia) parassem da funcionar da forma com que eles funcionavam no Ubuntu 16.04 LTS e anteriores. 

Os problemas que os usuários enfrentaram neste sentido eram randômicos, mas alguns deles acabavam gerando uma maior consumo de energia, mesmo quando a GPU com maior performance estava desativada e também a incapacidade de mudar o perfil de desempenho sem precisar reiniciar o computador.

A Canonical afirma que está trabalhando no porte dos recursos existentes no Ubuntu 16.04 com Unity para o GNOME (ou o GDM), assim trazendo esta funcionalidade de volta com maior eficiência. Ambos os problemas mencionados devem ser corrigidos para o Ubuntu 18.10, que deverá ser disponibilizado em alguns dias (você pode baixar o Beta aqui no momento) e depois será entregue ao Ubuntu 18.04 LTS, assim que os resultados dos testes forem positivos.

A empresa pede a comunidade de usuários Ubuntu que usam a versão 18.04 LTS e possui placas híbridas que reportem os erros e problemas eventuais encontrados nesta configuração através do Launchpad.

Will Cooke também comenta que quem deseja testar o recurso experimental pode seguir um certo procedimento, entretanto, esses testes não são indicados para leigos ou pessoas que usam a máquina para produtividade, é ideia é instalar os recursos e reportar os bugs, porque, provavelmente eles vão aparecer.

Como ativar esse recurso experimental?


Segundo o material divulgado pela Canonical, são apenas alguns passos:

1 - Habilite o repositório "bionic-proposed", você pode fazer isso através do aplicativo "Programas e atualizações".

2 - Crie um arquivo neste diretório:
/etc/apt/preferences.d/proposed-updates
No arquivo você deve colocar este conteúdo:

Package: *
Pin: release a=bionic-proposed
Pin-Priority: 400

3 - Atualize os repositórios:
sudo apt-get update
4 - Por último, instale os novos pacotes vindos deste novo repositório para testar:
sudo apt install nvidia-driver-390/bionic-proposed gdm3/bionic-proposed ubuntu-drivers-common/bionic-proposed nvidia-prime/bionic-proposed nvidia-settings/bionic-proposed libnvidia-gl-390/bionic-proposed libnvidia-compute-390/bionic-proposed libnvidia-decode-390/bionic-proposed libnvidia-encode-390/bionic-proposed libnvidia-ifr1-390/bionic-proposed libnvidia-fbc1-390/bionic-proposed

Reinicie o computador para começar a testar e lembre-se de reportar os problemas para ajudar no desenvolvimento do sistema.

Até a próxima!
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Canonical vai oferecer suporte estendido de segurança para o Ubuntu 14.04 LTS

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quinta-feira, 20 de setembro de 2018

Foi anunciado ontem, dia 19 de Setembro, pela Canonical em seu blog que o Ubuntu 14.04 LTS “Trusty Tahr” terá o pacote de manutenção de segurança estendido oferecido aos seus usuários, permitindo assim que a versão ainda seja utilizada, a medida promete impactar especialmente Corporações, Organizações, Administradores de Sistema e entre outros. O “fim da vida” (EOL) desta versão do Ubuntu acontece em Abril de 2019.


Canonical vai oferecer suporte estendido de segurança para o Ubuntu 14.04 LTS






O Ubuntu 14.04 LTS foi lançado em Abril de 2014 com o Codinome Trusty Tahr, trazendo várias melhorias na época para o Nautilus, Unity entre outros. Você pode conferir o vídeo que fizemos na época mostrando o sistema.

           

Com o fim do suporte bem próximo (2019) e com muitos usuários ainda usando o Ubuntu 14.04 LTS, a Canonical lançou o ESM (Extended Security Maintenance) que requer o investimento de  US$150/ano para desktops e US$750/ano para servidores, conforme a necessidade dos clientes.

Segundo a Canonical, esse suporte é voltado especificamente para os usuários que precisam ter essa versão instalada em seu parque de TI e recomenda para o usuários domésticos que utilizem as versões mais estáveis e recentes do Ubuntu (hoje se encontrado-se na versão 18.04 LTS). E ainda declararam:

As organizações usam o [Ubuntu] ESM para tratar as questões de segurança enquanto gerenciam os processos de atualizações para versões mais recentes do Ubuntu, com total suporte para as mesmas. A capacidade de planejar as atualizações dos aplicativos em um ambiente à prova de falhas continua a ser o principal motivo para a adoção do ESM por elas.”

Assim o Ubuntu 14.04 ESM vai oferecer updates com correções de segurança para o Kernel do Ubuntu e entre outros updates essenciais para o sistema.

O ESM é parte do programa Ubuntu Advantage, onde a organizações ou empresas por exemplo podem escolher os planos.

Interessante ver esse cuidado da Canonical com os usuários que ainda usam uma versão “antiga” do sistema dela, cuidado esse que ela começou com a versão 12.04 LTS do Ubuntu.

Mas diga aí nos comentários se você já usou o Ubuntu 14.04 e em qual distro Linux você está usando nos dias de hoje.

Um forte abraço e até a próxima.
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Conheça os novos recursos adicionados ao GNOME 3.30

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sexta-feira, 7 de setembro de 2018

Foi lançado nesta quarta-feira (5) a 35ª versão do GNOME, chegando na versão 3.30 e com o nome de  “Almería”. O lançamento ocorreu após 6 meses da versão 3.28 ter “ganho a luz do dia”.

Conheça os novos recursos adicionados ao GNOME 3.30






A nova versão do GNOME conta com 24.845 alterações no seu código e contou com aproximadamente 801 colaboradores. O nome “Almería” foi uma homenagem para a equipe de organização da GUADEC, que é a principal conferência anual do GNOME e que neste ano aconteceu em Almería - Espanha.

Novas funcionalidades do Gnome 3.30


⏺ Desempenho do desktop melhorado

O pessoal do Gnome focou em melhorar a fluidez e rapidez do GNOME e assim consumindo menos recursos do computador, isso inclui a correção do problema de “vazamento” memória do GNOME Shell que se encontra presente. Isso foi possível, graças aos devs da Canonical e da Red Hat,  juntamente com a comunidade para abordar e corrigir essas questões.

Outra melhoria foi a atualização do GNOME Javascript (GJS) para o SpiderMonkey60, que é a versão mais recente do JavaScript Engine, procurando otimizar o desempenho do ambiente gráfico.

       GNOME 3.30 Desktop


 ⏺ Novo visual do Nautilus

O Nautilus, gerenciador de arquivos do GNOME, teve melhorias também, como o refinamento e simplificação dos principais recursos, como o  comportamento da barra de pesquisa e a melhora da fluidez dos ícones quando são redimensionados.

Outras mudanças são incluem a substituição dos botões na barra onde fica o caminho das pastas e agora tem um visual mais sutil e “clean”. A pesquisa foi integrada também à barra e agora você pode acessar o caminho clicando com o botão direito em cima, exibindo-o em um menu suspenso.

       GNOME 3.30 Features - Nautilus




Melhor gerenciamento dos pacotes Flatpaks

O GNOME Software vai receber melhorias para o gerenciamento dos pacotes Flatpack, além de receber os updates vindos diretamente do flathub, assim recebendo as versões mais recentes e estáveis dos aplicativos,você também poderá escolher se quer receber os updates automaticamente e se quer também receber notificações sobre eles.


       Automatic Flatpak Updates

 ⏺ Programa nativo de Podcasts

O GNOME 3.30 vai trazer um programa nativo para os amantes dos Podcasts. Nele você vai poder gerenciar as suas assinaturas diretamente da área de trabalho, além poder controlar a reprodução, pausando e mudando de faixa Outra funcionalidade presente é a possibilidade de baixar os novos episódios, além de poder importar episódios de outros dispositivos.

      GNOME Podcasts App

 Para maiores informações sobre o GNOME 3.30, você pode acessar os links do projeto aqui e aqui.

O GNOME 3.30 vai ser lançado junto com a nova versão do Ubuntu, a 18.10 em 5 de Setembro de 2018. Conte-nos nos comentários se você usa o GNOME e se está esperando essas melhoras com entusiasmo, qual novidade mais lhe agradou?

Até uma próxima e um forte abraço


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Compreendendo o Tempo de vida das versões do Ubuntu

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quarta-feira, 15 de agosto de 2018

O Ubuntu é uma distro muito importante no cenário de servidores e desktops e seu tempo de suporte, além de influenciar na escolha pelo usuário de qual versão utilizar, também influencia diretamente nas distros que são flavors ou versões derivadas do sistema da Canonical. Você já deve ter se deparado com os gráficos disponibilizados no site da Canonical exemplificando o tempo de suporte de cada versão de seu sistema e agora, nós vamos dar uma olhada mais de perto nesses gráficos para que você compreenda melhor.






O gráfico abaixo (retirado do site da Canonical) basicamente está dividido em ano (na parte inferior) e ao lado você encontra as releases do Ubuntu onde encontram-se também as versões que ainda não saíram.

A parte em laranja escuro que você está vendo são atualizações de hardware e manutenção, mostrando que durante aquele período que está determinado, aquela versão do sistema pode receber versões novas do Kernel que vão sendo implementadas e correções que sejam necessárias como bugs por exemplo. Após um período de tempo depois do lançamento de cada versão LTS (long term support) a versão do sistema simplesmente vai ter atualizações de manutenção (laranja claro) para corrigir algumas coisas de segurança e bugs que aparecerem na distro, não ocorrendo mais muitas atualizações no próprio sistema, pois quando um sistema LTS entra no modo “manutenção” uma outra LTS já terá sido lançada e vários usuários já estarão migrando para esta nova versão. 

Por padrão, as versões LTS do Ubuntu também utilizaram softwares LTS, geralmente tudo o que for Long term Support (LTS), vai ser incluído nos repositórios do Ubuntu, mantendo-se na mesma versão enquanto não for lançaao uma nova versão LTS desse software.

Assim que o período de tempo de suporte passa, o sistema simplesmente “congela” e você não recebe mais atualizações, sendo que o único jeito de você continuar conseguindo consultar o repositório é adicionando o repositório old releases do Ubuntu, o qual até fizemos um post aqui no blog, apesar de ser apenas uma ajuda momentânea até você fazer a troca de versão.

Ainda sobre o gráfico mostrado acima, nele você encontra as Standard releases (em cinza), que são versões intermediárias que não são LTS. As versões LTS no Ubuntu, são lançadas a cada dois anos e entre cada versão LTS, você encontra três lançamentos Standard que são um tipo de versões "beta" para teste daquilo que virá na próxima LTS e só possuem 9 meses de suporte, por isso não são aconselháveis em projetos de longo prazo. Geralmente essas versões são lançadas em Outubro do mesmo ano de lançamento de uma LTS,  em Abril e outra em Outubro do ano seguinte e consecutivamente outra versão LTS. 

No vídeo abaixo, foram respondidas algumas dúvidas sobre as versões do Ubuntu. Nele você encontra explicações detalhadas e exemplos sobre as versões do sistema e seu tempo de suporte.



Até a próxima!

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Canonical vai acabar com Alphas e Betas do Ubuntu

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quarta-feira, 25 de abril de 2018

O ciclo de desenvolvimento do Ubuntu vem mudando ao longo dos anos, tanto para as versões de teste quanto para as finais. Desta vez quem deve entrar para a lista de "milestones" extintos são as ISOs Alpha e Beta.






O desenvolvedor da Canonical Simon Quigley, comentou na lista de e-mails do Ubuntu a vontade de alterar a forma com que os lançamentos das imagens de teste do sistema acontecem.

A ideia é deixar de oferecer imagens ISO de versões congeladas Alpha e Beta para o próximo ciclo do Ubuntu, o 18.10, que será lançado em Outubro e manter apenas as Daily Builds, elegendo alguns dias da semana como "dias de teste" onde devem ocorrer chamados para a comunidade ajudar a testar o sistema.

A decisão parece estar sendo tomada em conjunto e acordo com os desenvolvedores dos Flavors do Ubuntu.

Se formos analisar, o Ubuntu mudou bastante ao longo do tempo quando o assunto são "lançamentos". Antigamente as LTS do Ubuntu para Desktop tinham suporte por apenas 3 anos e a versão para servidores 5, agora temos o mesmo tempo para ambos. As versões non-LTS tinha suporte por 18 meses, agora são apenas 9. O próprio lançamento da ISO Alpha no Ubuntu (propriamente dito) foi abandonada há alguns anos, somente algumas flavors mantiveram a tradição.

Mudanças são bem-vindas sempre, especialmente se for, neste caso, para tornar o Ubuntu melhor, facilitando a aprimorando o sistema de testes e detecção de bugs. Talvez com o sucesso do formato Snap de pacotes no futuro o Ubuntu possa se tornar Rolling Release, nunca se sabe. Sei que este é o desejo de muitos.

Lembrando que ser Rolling Release não obriga a distro a ser Bleeding Edge, como o Arch Linux por exemplo. O modelo apenas trata da forma de atualização, um exemplo de distro Rolling sem ser Bleeding Edge na atualidade é o Deepin.

Se essa mudança da extinção dos Alphas e Betas realmente for implementada, os "sabores" do Ubuntu também seguirão o mesmo formato. Atualmente você pode baixar uma ISO do Ubuntu em seu estado atual de desenvolvimento a qualquer momento através das daily builds.

O que você acha adas alterações, concorda?

Comente logo abaixo, até a próxima! :)
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GNOME 3.28 melhorará a sua performance com a ajuda da Canonical

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quinta-feira, 12 de abril de 2018

Desde que a Canonical anunciou o abandono do Unity em prol do GNOME Shell como interface principal do Ubuntu que muito vem se especulando em como a empresa ajudará a comunidade. Lembramos que quando a decisão foi tomada, a GNOME Foundation deu uma calorosa "boas vindas" à empresa de Mark Shuttleworth. 

Ubuntu ajudará a melhorar o GNOME 3.28







O  lançamento da nova LTS do Ubuntu estará disponível em breve para o público e alguns detalhes no entorno do GNOME ainda precisam ser ajustados, para tornar esta versão de longo suporte mais estável e polida.

Daniel van Vugt, um dos desenvolvedores da Canonical, anunciou uma serie de bug fixes que deverão ser incorporados ao GNOME 3.28 (a versão que virá com o Ubuntu 18.04 LTS), incluindo a correção para o problema de leak de RAM, que relatamos aqui no blog há algumas semanas e outras melhorias que deverão impactar positivamente a performance do GNOME Shell.

Uma das melhorias esperadas será no compositor de janelas Mutter, a nova versão será mais eficiente ao exibir as animações, transições e efeitos do sistema.

Alguns usuários do Arch Linux já fizeram alguns testes e a diferença é notável:


As otimizações também devem impactar na forma com que o GNOME Shell trata o caching de GPU, deixando o processador com menos carga também, o que gera o resultado de maior eficiência do ambiente gráfico no hardware.

As correções feitas pela Canonical devem ser adicionadas ao GNOME Vanilla, o que vai ajudar outras distros que trabalham com o Shell automaticamente.

Vamos aguardar as novidades para vermos  se as implementações realmente farão uma boa diferença no Ubuntu e nos demais sistemas que usam o GNOME Shell como interface.

Tudo indica que o novo Ubuntu será lançado no dia 26, então não vamos precisar esperar muito! :)

Até a próxima!

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Canonical pretende coletar dados dos computadores dos usuários com o Ubuntu 18.04 LTS

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quinta-feira, 15 de fevereiro de 2018

Will Cooke, um dos engenheiros da Canonical, comentou através das listas de e-mail do Ubuntu que o sistema da empresa deverá passar a coletar dados dos computadores dos usuários para fins de melhorar o processo de engenharia e correção de bugs, além de gerar informações valiosas para o mercado Linux.

Ubuntu 18.04 Coletando dados






O anúncio de Cooke nos traz as seguintes informações:

"Olá estimados,

Nós queremos poder focar os nossos esforços de engenharia em coisas que realmente importam para os usuários, para poder fazer isso nos precisamos de mais informações sobre em que hardware o Ubuntu está rodando e quais são as condições de uso do sistema.

Nós gostaríamos de adicionar um 'checkbox' no instalador do sistema explicitando esta função (e permitindo que os usuários a desliguem) ao lado de linhas que digam algo como "enviar informações de diagnóstico para ajudar a melhorar o Ubuntu'.

Essa função deverá estar marcada como ativa por padrão.

O resultado de ter esta caixa marcada será:

- A informação da instalação será enviada através de HTTPS para um serviço rodado pelo time Canonical IS. A informação será salva no disco e enviada no primeiro boot, uma vez que haja conexão com internet. O arquivo conterá a seguinte informação e estará disponível para avaliação do usuário antes de ser enviado:

ꔷ Versão do Ubuntu (flavor);
ꔷ Versão do Ubuntu (16.04, 17.10, 18.04, etc);
ꔷ Conexão com internet ou não;
ꔷ CPU utilizado;
ꔷ RAM;
ꔷ Tamanho das unidades de armazenamento;
ꔷ Resolução da tela;
ꔷ Modelo da GPU;
ꔷ OEM (empresas que vendem o Ubuntu pré-instalado);
ꔷ Localização (baseada na seleção que o usuário fizer no instalador, nenhum IP será enviado);
ꔷ Tempo que a instalação demorar;
ꔷ Se o login automático está habilitado ou não;
ꔷ Qual o layout de partições selecionado (dual boot ou não por exemplo);
ꔷ Se os softwares de terceiros estão habilitados ou não na instalação (codecs, etc.);
ꔷ Se a opção de 'baixar atualizações enquanto instala' está ativada;
ꔷ Se o LivePatch do Kernel está habilitado ou não.

O Popcon será instalado. Ele permite que os engenheiros possam entender quais são os pacotes do Ubuntu que os usuários mais gostam, fazendo com que seja mais fácil identificar em quais pacotes os esforços de correções de bugs devem ser mais fortes.

O famoso e incômodo "error apport" será configurado para enviar os dados do erro automaticamente sem interromper mais o usuário.

Todo esse material será disponibilizado de forma pública como forma de transparência e isso nos permitirá mostrar para todos o percentual de usuários que usa o Ubuntu em computadores Dell por exemplo, em um determinado ano ou mês.

O documento 'Ubuntu privacy policy' será atualizado para refletir essa mudança. Qualquer usuário pode simplesmente optar por desativar esse envio de informação apenas desmarcando o "checkbox", o qual apenas modificará um parâmetro simples que pode ser verificado em código: 'diagnostics=false'. 

Haverá uma caixa para desativar essa funcionalidade do próprio painel de controle do GNOME que acompanhará o Ubuntu 18.04 LTS.

E para reiterar, o serviço de coleta de informações NUNCA armazenará informações pessoais, como o seu IP, nome dos seus arquivos, ou relacionados.

Nós esperamos o seu feedback valoroso nos comentários."

OK. Um anúncio muito importante, interessante e que certamente merece um debate. Sinta-se a vontade para expressar a sua opinião através dos comentários, mas não sem antes ler esta segunda parte do artigo. 

Para eliminar as dúvidas...

Mas o Ubuntu já não coletava dados?


Então, sim. Mas não. Pelo menos não como o Stallman comentava. Vamos lá, temos dois tópicos neste aspecto. A lente da Amazon no Unity (que agora não é mais o ambiente padrão) e o "error apport".

A lente da Amazon

Acho que até hoje muita gente não entendeu qual era o propósito da Dash do Unity, e veja bem, até a Microsoft entendeu, porque o menu de pesquisa do Windows 10 faz extamente o que o Unity fazia, só que de forma diferente.

A ideia era você jogar um termo da Dash, como "Pink Floyd" e ela te trazer resultados locais e na internet.

Em "resultados locais" a lente te traria arquivos que estão no seu disco que continham os meta dados "Pink Floyd".

Como resultado das buscas online, a Dash também te sugeriria resultados na internet para o termo pesquisado. Logo você encontraria artigos na Wikipedia sobre "Pink Floyd", fotos no Flicker, etc. (se estas lentes estivessem ativadas, claro). Por conta da parceria da Amazon com a Canonical, a lente da Amazon (que também sempre pôde ser desligada) já vinha ativada por padrão e como a Amazon é uma loja, ao pesquisar por "Pink Floyd" você recebia sugestões de produtos relacionados ao tema dentro da Amazon.

Os seus dados pessoais nunca foram utilizados (acho que poucos leram a documentação) dessa forma. Essa lente simplesmente funcionava como um "sistema de afiliados", dando alguma renda para a Canonical caso o usuário comprasse algo por ali.

Ou seja, a Dash funcionava como um buscador da internet qualquer, como o Google, só que mostrava um resultado considerando apenas sites específicos que você poderia habilitar e desabilitar. Particularmente eu sempre achei muito legal a ideia, até achava que poderiam haver outras lentes para serviços mais interessantes, como o próprio Google mesmo. Lembro que tinha uma que permitia que você pesquisasse no Yahoo direto da Dash. Curiosamente, este conceito é hoje em dia aplicado no menu de pesquisa do EndlessOS e é muito legal (e pesquisa no Google inclusive! 😃)

O error apport

Esse "cara" extremamente chato é aquela janela de erro que aparecia volta e meia mesmo sem ter acontecido nada de relevante para você. Ele importunava tando a galera que a gente fez até um post ensinando a desabilitar/remover ele do Ubuntu.

O error apport (apesar de invasivo) é eficaz ao mostrar bugs eventuais que o próprio sistema detecte, no entanto, era necessário uma ação prática do usuário para enviar as informações do erro pra Canonical e muitas vezes as pessoas acabavam fechando ele sem fazer o envio, coisa que poderia ajudar a empresa a melhorar o sistema.

O Ubuntu tem muitos usuários não técnicos e você sabe muito bem o que quem não entende de informática faz quando vê uma janela de erro, né? 

Essa função também podia ser desabilitada dentro da aba "privacidade" do Unity Control Center.

Coleta de dados é sempre controverso


Eu mesmo já critiquei a prática algumas vezes, mas tudo depende de como as coisas são feitas. Se você é desenvolvedor, sabe o quando um feedback de qualidade pode ajudar a melhorar o seu projeto ou produto, com um sistema operacional não seria diferente.

Uma coisa é você coletar dados em um sistema fechado onde você não tem como ter (tecnicamente) certeza de quais são os dados coletados, de que forma e para onde eles vão, incluindo informações pessoas muitas vezes. Outra totalmente diferente é ter uma plataforma completamente transparente e Open Source que só coleta informações de hardware e software, respeitando a privacidade individual, não é?

Windows, macOS, Android, iOS, etc, já fazem uso da coleta de dados para melhorar o sistema (e talvez pra outras coisas também) há muito tempo. A grande diferença aqui está na transparência, em um sistema de código aberto você realmente pode ver o que está sendo coletado e de que forma. O senhor Cooke inclusive foi bem enfático nisso em seu anúncio na lista de e-mails.

Que malefício isso pode trazer?

Bom, quem não gosta de rastreamento de nenhum tipo tá bem ferrado poderá sempre escolher um outro sistema para usar. A Canonical fazer isso pode abrir precedentes para que outros façam, talvez de forma não tão transparente? Talvez. Mas como todo "talvez", é melhor ver o que pode acontecer antes de condenar e conspirar. Ainda assim, ter um botão de "desligar" é uma liberdade importante.

As pessoas que não gostam de ser rastreadas por nada... bom, provavelmente elas não estão nem lendo este artigo. Afinal, Facebook, Google, YouTube, etc fazem a sua parte nessa máquina de indexação muito bem.

O que essa mudança pode trazer de positivo?

Na verdade, muito mais coisa do que parece. Eu sempre fui favorável a isso, especialmente por um aspecto que eu vou comentar mais abaixo.

Continua lendo aí! 😎

Eu ainda utilizo o Ubuntu com uma certa frequência, mas confesso que depois da mudança do Unity e abandono do projeto para Smartphones, abdicando em parte do Desktop, eu perdi um pouco do interesse nele diretamente. Ainda assim, eu utilizo para a produção dos vídeos do canal (nos últimos tempos pelo menos) um derivado direto, o Linux Mint. Estou com o Ubuntu 18.04 pre-alpha instalado em máquina virtual e em máquina real justamente para ajudar a reportar bugs para o desenvolvimento do sistema, no entanto, esse é um comportamento de uma parcela mínima de usuários do Ubuntu e certamente não é o suficiente para ter uma noção geral de onde o Ubuntu roda.

Uma das coisas que eu gostei no anúncio foi a transparência, deixando mais do que claro tudo o que vai acontecer, como e através de que. Isso é um ótimo sinal.
Talvez eles tenham aprendido a lição com a lente do Unity, que apesar de não fazer nenhum mal na prática, foi introduzida de forma controversa e sem todas as explicações que a comunidade Linux gosta.

Outra coisa boa é que cada ponto comentado para coleta de informação, além de ignorar a identidade do usuário, me parece justificável, vocês não acharam? Todas me parecem ter um função clara, levando dados importantes aos desenvolvedores, que ajudarão os mesmos a tomar decisões e focar em coisas importantes.

Destaques da utilidade dos dados coletados


Pelo que foi descrito, a opção (que pode ser desmarcada) simplesmente coleta informações que o instalador do Ubuntu tem acesso, ou seja, a configuração que você fez para instalar o sistema e em qual hardware.

Sei que pode ser difícil de imaginar, mas a Canonical estima que possua de 25 a 40 milhões de usuários somente no Desktop com o Ubuntu e diferente de distros que "focam em" ou tem um público menor, a variedade de hardware que o Kernel Linux do Ubuntu tem que lidar, assim como seus programas, somadas as condições de uso e interfaces diferentes (temos flavors do Ubuntu com praticamente todas as interfaces populares) é inimaginável. A combinação de variáveis diferentes e que podem eventualmente dar problemas é monstruosa!

Como diagnosticar problemas dessa forma em uma plataforma tão ampla?

A coleta de informações sobre o hardware, além de ajudar os desenvolvedores a entender qual o perfil geral de máquinas em que os usuários estão rodando o Ubuntu, tem um efeito colateral que eu considero extremamente interessante e valioso para o mercado Linux em geral e para nós.

Nós finalmente poderemos saber QUANTAS INSTALAÇÕES ATIVAS DO UBUNTU EXISTEM, em outras palavras, poderemos saber quantas pessoas usam Ubuntu no mundo, ou um valor aproximado disso com uma margem de erro muito mais baixa do que qualquer estatística gerada por mecanismos de pesquisa "super confiáveis". E o melhor, como os dados serão públicos para que qualquer usuário possa consultar, nós mesmos poderemos contar e ver se as pessoas que usam Ubuntu usam mais Intel ou AMD, Nvidia, AMD ou Intel para vídeo, etc.

O Ubuntu sempre foi o "ponta de lança" do mundo Linux para o mercado tradicional, juntamente com o Kali Linux para o "mundo hacker", os dois formam "a cara do Linux" para quem não é do meio, goste você ou não. Se o Ubuntu atrair desenvolvedores interessados a lançar softwares para Linux, todos ganham! Ainda mais agora com os Snaps e Flatpaks que rodam em qualquer sistema, assim como os AppImage.

Eu não sei se você entende as implicações disso, mas um dos maiores problemas para as distros Linux abarcarem parte do mercado Desktop é provar que realmente existe uma quantidade grande o suficiente de usuários que justifique o desenvolvimento de uma ferramenta qualquer.

O único jeito de contar usuários sem coletar dados pessoais (na minha opinião) é coletar o número de instalações do sistema. Assim uma desenvolvedora de jogos ou de um software (como o Evernote que diz até hoje que não tem usuários Linux o suficiente para lançar um cliente nativo) poderá usar estes dados para estimar o mercado. 

Como o Ubuntu é uma distro comercial, os parceiros OEM, como a Dell, que vendem as máquinas com Ubuntu, também tem interesse em saber se os usuários continuam usando o sistema depois da compra e essa é uma das formas de provar este conceito, além de facilitar em caso de suporte.

O próprio Linux Mint possui uma ferramenta para a coleta de informações também, só que o processo é manual, não automático. Ao carregar os dados do sistema dentro do Aplicativo "Informações do sistema", o Linux Mint joga de forma anônima um relatório público de dados do sistema, repositório e hardware do computador para o Git, resultado que pode ser acesso e compartilhado por qualquer um. Aqui você ver o report da minha máquina atual por exemplo. O que Canonical pretende fazer é semelhante, só que automatizado.

Fato curioso: Dentro do mundo Linux o Ubuntu não é a primeira distro a fazer isso. A Red Hat faz isso também (de outra forma, mas faz) e a Endless faz isso com o EndlessOS. Tudo isso serve para mostrar para os seus clientes o quanto popular você é.

Outro ponto que eu achei interessante é o monitoramento dos pacotes mais instalados. Assim você pode criar um ranking de downloads dos programas preferidos (é uma coisa interessante para os Softwares Centers), assim como faz o Linux Deepin atualmente que possui uma categoria de "Aplicativos preferidos" que é baseado simplesmente em quantas vezes um pacote é baixado na Store, mas além desse fator "estético" existe também a motivação para foco em correção de bugs de pacotes que afetam muitos usuários.

Exemplo: Digamos que existam 100 downloads do GIMP e 10 downloads do editor de imagens Pinta. Ambos possuem um bug. Pergunta: Em qual os desenvolvedores devem focar primeiro?

A dedução lógica é "no que tem mais usuários", no bug que afeta mais pessoas. 

O único jeito de saber isso é sabendo quais pacotes são mais usados.

Eu usei o exemplo de dois softwares gráficos correlatos, mas expanda essa visão para outras coisas, como bibliotecas, drivers e até mesmo o Kernel.

Outro exemplo: Usuários que usam o "Cheese" (programa para Webcam do GNOME) estão tendo problemas com uma Webcam que não funciona. Com a coleta de dados é possível que os desenvolvedores saibam qual o Kernel que está rodando na máquina e em qual hardware. Muitas vezes o usuário não está com o sistema atualizado e é isso que está causando o problema. Sabendo que o problema está na atualização, não há necessidade de dedicar esforços para corrigir um bug que já foi corrigido, tudo isso de forma automatizada, graças a mineração de dados.

Atualmente, além do usuário ter enviar deliberadamente  o bug para o Launchpad (o que requer um esforço extra e em alguns casos conhecimento técnico), alguém tem que verificar se este bug é realmente um bug do sistema ou se é algo causado pelo usuário e com ajuda das métricas de desenvolvimento ranquear este bug em uma lista de prioridades, considerando quantidade de impacto, gravidade (se afeta a segurança ou não), se o problema é no Ubuntu, na Câmera, no App de Câmera, do Driver, etc. São muitas variáveis.

Além de coletar dados é importante conseguir organizá-los de uma forma que seja prático e ágil a identificação destes problemas.

Pra finalizar...


Eu até já tinha comentado sobre isso durante o texto, mas algo que eu achei muito legal é que eles vão disponibilizar os dados coletados para consulta, assim eu posso ir lá e ver o que é mais usado, quase do mesmo modo que o "Steam Survey" nos mostra os hardwares e softwares mais utilizados dentro da Steam.

Até o momento as declarações me agradaram. Eu nunca deixei ou deixaria de usar o Ubuntu por conta de coleta de informações, e para quem se importa, sempre haverão outras opções, só não vale reclamar muito disso usando o Facebook, né? Por que não faria o menor sentido essa picuinha seletiva.

Para além disso, as promessas são boas, mas vamos ver a implementação deste plano na prática. Coleta de informações pode ser realmente muito benéfica, mas precisa ser feita com total transparência para que mantenham a confiança dos usuários e dos clientes da Canonical. Felizmente eles parecem estar no caminho certo, esperamos que não desviem.

P.S.: A ideia de fazer o "error apport" não ser invasivo é uma das melhores que eu já ouvi nos últimos anos de desenvolvimento do Ubuntu, ele só dava a impressão de "Ubuntu bugado" mesmo ele tendo os mesmos bugs que outros sistemas Linux que simplesmente não possuem um sistema para exibir os erros. 

Duas palavras pra vocês: "para béns". 😂

Deixe-me saber o que você pensa à respeito do assunto? :)

Até a próxima!

Fonte
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