Diolinux - O modo Linux e Open Source de ver o Mundo

Responsive Ad Slot

Mostrando postagens com marcador chrome os. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador chrome os. Mostrar todas as postagens

Chrome OS 78 chega com novidades e aprimoramento com apps Linux

Nenhum comentário

quinta-feira, 7 de novembro de 2019

Confira as novidades da versão 78 do sistema do Google, e o aprimoramento de aplicações Linux no Chrome OS.

google-chrome-sistema-operacional-chromebook-laptop-apps-linux-web-browser-desktop-virtual-overview

Donos de Chromebooks devem estar alegres com as mais recentes mudanças no Chrome OS 78. O sistema do Google é muito famoso no meio estudantil, chegando a bater de frente com o Microsoft Surface nos EUA. Com as mudanças que estão sendo implementadas, mais usuários poderão ser atraídos. 

Temos uma review do Chrome OS demonstrando o sistema em funcionamento e avaliando se vale ou não apena comprar um Chromebook:


O suporte para as aplicações Linux no Chrome OS não é de hoje. O recurso vem sendo compatibilizado desde 2018, com a possibilidade dos pacotes DEB poderem ser instalados, unindo as facilidades da web, com apps comuns no mundo Linux sendo acessados offline. 

Veja no início desta implementação, aplicativos de Linux rodando no Chrome OS:


Fica bem interessante pensar aonde as coisas chegarão, caso todo esse trabalho continue adiante. No ano de 2019, por exemplo, parece que o foco principal, além das soluções de bugs, é essa compatibilidade com softwares Linux. Cada atualização vêm sendo minuciosamente ajustada para rodar programas do Linux. Inclusive vários modelos de 2019 passaram a vir com o suporte para aplicativos Linux. Muitos poderão se perguntar, mas qual a dificuldade se o Chrome OS também é baseado em Linux? Pois bem! Ser baseado em Linux, não quer dizer necessariamente que as tecnologias serão compatíveis entre si. Além disso, o Chrome OS não compartilha dos mesmos elementos, comumente semelhantes em outras distribuições. Um que posso citar, é o seu servidor de janelas. Nas distros é comum você utilizar ou o Xorg, ou Wayland.

Apps Linux no Chrome OS 78 e muito mais


Agora é possível salvar e restaurar backups dos arquivos e aplicativos Linux localmente, em armazenamento externo ou na nuvem via Google Drive. O suporte a GPU passa a vir ativado por padrão, oferecendo uma experiência decente e tornando tudo mais fluido ao utilizar esses apps.

As configurações foram divididas, tornando tudo ainda mais organizado, como aprimorado o suporte à impressão. A exibição das impressoras, suportadas, é automaticamente reconhecida sem prévia configuração por parte do usuário. Recursos novos no Chrome OS 78, não faltam e features, como Picture in Picture (PiP) no Youtube compõe algumas das novidades. Outras alterações que são interessantes citar são: melhorias visuais no aplicativo Arquivos tornando mais intuitivo as informações de todo o progresso, a capacidade do Chromebook “acordar” ao utilizar a conexão USB para determinados casos de uso, adição do Click-to-Call, facilitando chamadas telefônicas de usuários Android, novos atalhos de teclado e uma das principais mudanças em sua interface gráfica, sendo a criação de desktops virtuais e interações com o Overview.

Com aspectos que lembram ambientes conhecidos no Linux, GNOME Shell, DDE e Pantheon Shell. 

Desktops virtuais no Chrome OS 78:

google-chrome-sistema-operacional-chromebook-laptop-apps-linux-web-browser-desktop-virtual-overview

Overview no Chrome OS 78, e adição de desktops virtuais:

google-chrome-sistema-operacional-chromebook-laptop-apps-linux-web-browser-desktop-virtual-overview

Detalhes mais simples e pontuais foram adicionados, mas creio que sejam mais relevantes aos usuários do sistema e ficaria maçante mencionar um a um.

“Agora você pode criar até 4 desktops virtuais distintos. Os desktops virtuais são para se concentrar em um único projeto ou para alternar rapidamente entre várias janelas”, diz o Google nas notas de versão.

Se você, assim como eu, não tem um Chromebook. Não fique triste, talvez uma solução paliativa seja “fazer seu próprio Chromebook”. Uma forma interessante é através do CloudReady, conforme o vídeo logo abaixo.


Ainda não tive o prazer de pegar um equipamento desses em minhas mãos, sempre estou pesquisando sobre o sistema e confesso que sua interface é uma de minhas favoritas (em quesito beleza). Gostaria de brincar um pouco com um Chromebook, de preferência um que suporte a instalação de apps Linux.

Você possui um Chromebook? Qual sua opinião sobre o sistema do Google? Particularmente penso bem semelhante ao Linus Torvalds, quando o assunto é Chrome OS.

Quer saber a opinião do criador do Linux, sobre o sistema do Google e mais assuntos? Acesse essa postagem e saiba mais.

Faça parte de nosso fórum Diolinux Plus e não perca nenhuma novidade.

Até o próximo post, te espero aqui no blog Diolinux, SISTEMATICAMENTE! 😎

Fonte: Softpedia.


Viu algum erro ou gostaria de adicionar alguma sugestão a essa matéria? Colabore, clique aqui.


Pixelbook Go será o sucessor do Pixelbook e com tela em 4k

Nenhum comentário

quinta-feira, 26 de setembro de 2019

O Google é conhecido mundialmente pelos seus produtos que ajudam as pessoas no dia a dia, como o GDrive, Google Chrome, Gmail, GDocs. Nos últimos tempos, vem também investindo no Google ChromeOS, o seu sistema operacional para “suportar” todos esses serviços, da forma que a empresa achar melhor.

Pixelbook Go será o sucessor do Pixelbook e com tela em 4k





O Google também vem investindo em hardware, mais precisamente nos laptops Pixelbooks. Esses já vem com o Google ChromeOS instalado “de fábrica” vamos assim dizer e são feitos diretamente pelo Google.

Diferente da sua primeira versão, o Pixelbook Go vem para dar mais enfoque as tarefas do dia a dia, como criar planilhas, documentos, ver vídeos, navegar na internet e por aí vai. Isso tudo dentro do ChromeOS e com integração dos serviços com os apps, mais ou menos parecido com o que a Apple faz no seu ecossistema, com o iOS e macOS.


Segundo informações levantada pela pessoal do site 9to5Google, o Pixelbook Go vai ser voltado para portabilidade e mobilidade, sendo assim extremamente leve. A construção dele seria em uma “liga de magnésio” para que isso fosse possível. Também foram reveladas algumas especificações técnicas do laptop, como:

● Tela de 13,3” com proporção de 16:9 e podendo ser em FullHD ou em 4K;
● Processadores podendo ser Intel Core i3, i5 e i7;
● Memória RAM podendo ser de 8GB ou 16GB;
● Armazenamento podendo variar de 128GB ou 256GB;
● Dois alto-falantes potentes de primeira linha e dois microfones na frente (não especificados os modelos de fabricantes);
● Câmera frontal de 2MP que pode capturar 1080p a 60fps;
● Os componentes são muitos parecidos com o Pixel Slate, como o Chip Titan C, o WiFI e Bluetooth.
● Os conectores continuam iguais ao Pixelbook, tendo portas USB-C e conector de 3.5mm para fone de ouvidos.

Segundo a estimativa do site, o Pixelbook Go ficaria na faixa dos US$799 ou mais. 

Se eu tivesse a possibilidade de ter um desses Pixelbooks ou até mesmo um Chromebook feito pelo Google, gostaria muito de testar eles para ver “até onde o sistema aguenta” e ver quais limitações teriam. Ainda acho que o Google deveria ter uma dessas belezinhas com uma GPU dedicada e talvez ver como o sistema se sairia em jogos, edições de vídeo e afins. Quem sabe em um futuro breve.

Este artigo não acaba aqui, continue trocando uma ideia lá no nosso fórum.

Espero você até a próxima, um forte abraço.

_____________________________________________________________________________
Viu algum erro ou gostaria de adicionar alguma sugestão a essa matéria? Colabore, clique aqui.

Dell e Google fecham parceria para a área empresarial

Nenhum comentário

quinta-feira, 29 de agosto de 2019

O Google fechou mais uma parceria recente para diversificar o seu portfólio de produtos. Agora “atacando” o terreno dominado pela Microsoft com o Windows.

Dell e Google fecham parceria para a área empresarial






O Google é um gigante da tecnologia e isso ninguém dúvida, tendo produtos como YouTube, Waze, Google Maps, Gmail, GDrive, G Suits entre outros. Agora ele quer abocanhar mais uma fatia, o setor empresarial. Para isso, fechou uma parceria com a Dell e assim lançar dois modelos de Chromebook Enterprise, o Dell Latitude 5400 e Dell Latitude 5300 2-in-1. 

O primeiro custando US$699 (cerca de R$2.900,00) e o segundo custando US$819 (cerca de R$3.400,00). Ambos vindo com Core i7 de 8.ª geração, 32 GB de memória RAM e 1 TB de SSD para armazenamento, USB-C e o Dell ProSupport 24/7.



Conforme entrevista ao site The Verge, John Solomon, vice-presidente do Google Chrome OS no Google, a Dell não vai ser “exclusiva” e que eles vão querer o sistema do Google embarcado (OEM) em mais fabricantes, como Lenovo e HP por exemplo.

"Estamos lançando com a Dell primeiro ... mas no futuro voltaremos a fazer isso de forma mais ampla com o ecossistema. Enterprise é mais uma maratona do que um “tiro curto” (sprint). Para o Google, este é um momento chave para realmente mostrarmos que estamos falando sério sobre o ramo Enterprise. Este não é apenas um projeto que "bem, você sabe que é como um experimento, vamos ver como é." Este é um compromisso a longo prazo e sério.”




Vale mencionar, que os novos Chromebooks poderão rodar aplicativos Linux, como noticiamos nesta matéria.

Será que começaremos a ver uma popularização do Linux, através do Chrome OS, assim trazendo mais público para o “Mundo do Pinguim”? Como o Linus Torvalds comentou em uma entrevista recente? Se eu fosse apostar uma “paçoquita e uma guaraná dollynho”, creio que isso será só o começo e se “deslanchar” rápido no meio empresarial, pode chegar ao usuário doméstico bem rápido. Mas só o tempo dirá. Infelizmente não deram prazo para chegarem ao Brasil.

Este artigo não acaba aqui, continue trocando uma ideia lá no nosso fórum.

Espero você até a próxima, um forte abraço.
_____________________________________________________________________________
Viu algum erro ou gostaria de adicionar alguma sugestão a essa matéria? Colabore, clique aqui.


Google lança o Chrome OS 75, com novidades para os apps Linux e na segurança do sistema

Nenhum comentário

sexta-feira, 28 de junho de 2019

O Google desenvolve o ChromeOS, o seu sistema operacional baseado em Linux, que é embarcado em chromebooks de empresas como Dell, Asus, Lenovo, Acer, HP, Samsung. E a empresa de Mountain View lançou mais uma release do seu sistema.

Google lança o Chrome OS 75, com novidades para os apps Linux e na segurança do sistema





O ChromeOS 75 chegou ao canal estável, na versão 75.0.3770.102, com algumas novidades para os aplicativos Linux, melhorias no aplicativo Arquivos. 

Nesta versão, foi apresentada uma nova funcionalidade para o “Controle de Pais”, onde vai ser possível limitar o tempo gasto das crianças no ChromeOS

Ainda que em fase Beta, o suporte de aplicativos desenvolvidos para Linux no ChromeOS vem se desenvolvendo rapidamente. Antes já se podia rodar alguns programas, como GIMP, agora os apps poderão acessar os dispositivos Android através de uma conexão USB.

Outro que recebeu melhorias, foi o aplicativo Arquivos, que agora tem suporte para aplicativos de arquivos fornecidos por terceiros. Foi utilizado APIs do Android DocumentsProvider.

Na parte de segurança, o ChromeOS 75 trouxe várias mitigações no quesito vulnerabilidades de hardware Intel MDS (Microarchitectural Data Sampling). Em seu documento de suporte, o Google explica como funciona o MDS:

O Microarchitectural Data Sampling (MDS) é um grupo de vulnerabilidades que permite que um invasor leia dados potencialmente confidenciais. Se os processos do Chrome forem atacados, esses dados confidenciais podem incluir o conteúdo do site, bem como senhas, números de cartão de crédito ou cookies. As vulnerabilidades também podem ser exploradas para ler a memória do host de dentro de uma máquina virtual ou para um aplicativo Android ler a memória de processo privilegiada (por exemplo, keymaster).”

Neste documento, eles listam os dispositivos afetados e mais detalhes técnicos. Se você quiser conferir, pode acessar ele através deste link.
Este artigo não acaba aqui, continue trocando uma ideia lá no nosso fórum.

Espero você até a próxima, um forte abraço.

_____________________________________________________________________________
Viu algum erro ou gostaria de adicionar alguma sugestão a essa matéria? Colabore, clique aqui.

Conheça o editor de imagens vetoriais Boxy SVG

Nenhum comentário

segunda-feira, 24 de junho de 2019

O editor de imagens vetoriais Boxy SVG tem como foco, usuários “não técnicos”, bem como designers e desenvolvedores profissionais. Com uma interface inspirada em programas conceituados, Inkscape, Sketch e Adobe Illustrator. O Boxy SVG tem como premissa ser simples, familiar e completo. Sejam trabalhos como, criação de ícones, banners, gráficos ou ilustrações, a ferramenta “quer entrar no páreo entre os atuais gigantes do desenho vetorial”.

boxy-svg-inkscape-adobe-illustrator-sketch-icone-imagem-vetorial-banner-site-layout-web-design-linux-windows-chrome

O programa é proprietário e conta com versões para Linux, Chrome OS, macOS, Windows e até um web app. Algumas características do Boxy SVG, são:

  • Interface limpa e intuitiva;
  • Interface inspirada em softwares conceituados no mercado (Inkscape, Sketch e Adobe Illustrator);
  • Compatibilidade total com o formato aberto SVG;
  • Possibilidade em salvar os arquivos em SVG e SVGZ;
  • Exportação em PNG, JPG, WebP, PDF e HTML5;
  • Integração com o site/banco de imagens Pixabay;
  • Integração de fontes do Google;
  • Guias manuais, guias inteligentes e grade;
  • Operações de caminho (unir, cruzar, subtrair, excluir, fechar, inverter, etc.);
  • Operações de organização (alinhar, girar, inverter, ordenar, agrupar, etc.).

boxy-svg-inkscape-adobe-illustrator-sketch-icone-imagem-vetorial-banner-site-layout-web-design-linux-windows-chrome

Outro aspecto que podemos observar no Boxy SVG é seu foco em desenvolvedores web, facilitando a criação dos layouts e sites. Para esse público alvo, alguns pontos importantes podem ser evidenciados, como:

  • Mecanismo de renderização baseado em cromo;
  • Inspetor de código SVG e CSS semelhante ao Chrome Dev Tools;
  • Limpeza da saída SVG, preservando as IDs, classes, títulos e outros metadados;
  • Suporte de edição de sprites em SVG.

boxy-svg-inkscape-adobe-illustrator-sketch-icone-imagem-vetorial-banner-site-layout-web-design-linux-windows-chrome

Instalando o Boxy SVG


Como anteriormente mencionado, o software é multiplataforma. Acesse o site oficial do Boxy SVG, nele você encontrará os links para cada sistema. A versão Linux está no formato Snap.

boxy-svg-inkscape-adobe-illustrator-sketch-icone-imagem-vetorial-banner-site-layout-web-design-linux-windows-chrome-snap-ubuntu

Caso ainda não possua o Snap configurado em seu sistema, essa postagem demonstra como é simples esse passo. Para usuários do Ubuntu, basta pesquisar na loja e efetuar a instalação normalmente.

boxy-svg-inkscape-adobe-illustrator-sketch-icone-imagem-vetorial-banner-site-layout-web-design-linux-windows-chrome-snap-loja-ubuntu

Se preferir instalar via terminal ou a loja de sua distribuição não possuir integração com os pacotes Snap, também é muito simples:

Comando para instalar:

sudo snap install boxy-svg

Comando para remover:

sudo snap remove boxy-svg

Utilizei o Boxy SVG e efetuei diversos testes, e mesmo não sendo um artista profissional não encontrei muitas dificuldades com a interface do programa. Claro, que uma adaptação pode ser necessária. No meu caso utilizo o Inkscape para compor as personagens do OSistemático e com o Boxy SVG as coisas não são exatamente iguais ao Inkscape. Isso é bom, mesmo com forte inspiração nele e outros programas vetoriais, o Boxy SVG tem sua própria identidade.

A questão é: você substituiria o programa que usa atualmente pelo Boxy SVG? Vale o teste, porém, a migração no meu caso não (já não sei quanto ao seu 😁😁😁).

Participe de nosso fórum Diolinux Plus, se gosta de desenho vetorial, lá encontrará outros artistas…

Até o próximo post, como sempre, SISTEMATICAMENTE! 😎
_____________________________________________________________________________
Viu algum erro ou gostaria de adicionar alguma sugestão a essa matéria? Colabore, clique aqui.

Mark Shuttleworth: "...A comunidade ficou com raiva de ambos Unity"

Nenhum comentário

quinta-feira, 16 de maio de 2019

O então CEO da Canonical e criador do Ubuntu, Mark Shuttleworth, através de uma entrevista para o canal “TFiR: Open Source & Emerging Technologies” expôs sua opinião sobre diversos assuntos relacionados ao Ubuntu e consequentemente ao mundo Linux. Então saiba o que pensa Shuttleworth…

ceo-canonical-linux-ubuntu-mark-shuttlework-flatpak-appimage-snap-chromeos-padrão-unity7-unity8

Mark é conhecido por ter opiniões “fortes” e plenas convicções em sua forma de pensar, algo que aprecio, porém pensar “fora da caixinha” ou ser enfático em algo pode gerar situações não tão agradáveis, ainda mais quando lidamos com seres humanos. Logo abaixo você verá as partes que mais me chamaram atenção, da breve entrevista.

Porque o desktop Linux/Ubuntu falhou?


Esse é basicamente um dos questionamentos feitos à Mark e o mesmo fala sobre a dificuldade de enfrentar um público tão exigente, composto em sua maioria por desenvolvedores de software. Mas porque é difícil agradar aos usuários Linux? Parece que isso está relacionado a maleabilidade e poder que o Linux acaba dando aos usuários que é “um público que gosta de mudar as coisas, têm suas próprias opiniões e não quer o mesmo que os outros”, diz ele. Ainda sobre o mesmo assunto, Mark afirma que não adianta argumentar e dizer que por exemplo: “esta é a melhor mesa”, pois a resposta será algo como: “não é a melhor para mim”. Realmente devido a pluralidade de escolhas nós usuários de Linux, acabamos customizando/adaptando o sistema ao nosso uso, entretanto mesmo que sejamos criteriosos não vejo isso como um real impedimento. Afinal, todo usuário consciente tem dentro de si um bom senso do que é bom para um todo. Ao menos eu sou assim e você também pensa assim? (❔❓❔) 

Sobre o Unity, Shuttleworth diz ter aprendido a lição: “Eu achava que estávamos fazendo um trabalho realmente bom, um ótimo trabalho, mas as pessoas não gostavam de ser pressionadas, então agora eu penso em dar suporte ao GNOME, KDE, MATE; e dar aos desenvolvedores a liberdade de escolher o que quiserem”.

Outra descoberta é saber que Shuttleworth gosta bastante do Chrome OS, e acredita que o “não sucesso do Linux nos desktops” foi devido “...não inventamos nada no desktop Linux que foi muito avançado em seu tempo” ao contrário da Google com sua distro Linux. “Eu amo o que os caras do Chrome OS fazem , porque é essencialmente uma visão futurista do desktop como uma extensão da web, e é por isso que eles merecem seu sucesso, porque estavam dispostos a criar algo que não existia em um mundo onde para maioria das pessoas a área de trabalho é algo que se parece com o Windows”. E “Na comunidade de software livre, só nos permitimos falar sobre coisas que se parecem com algo que já existe e estamos nos definindo como uma série de bifurcações e fragmentações ", diz ele. 

O “engraçado” deste último comentário de Mark, é que isso se parece muito com o atual posicionamento da Canonical, dá para perceber que ele ainda sente “um aperto no peito” por ter “abandonado” a ideia de convergência no Ubuntu. Isso evidencia-se num trecho da entrevista, logo após falar que a comunidade não se permite coisas novas: "Foi algo que achei muito difícil com o Unity, porque pensei que articulamos uma visão de convergência ... e creio que acontecerá; E que o iOS e o Mac vão convergir. Estávamos dez anos à frente, mas a comunidade não nos deixou fazer isso, o que é loucura".


Mas o que acho interessante é que a comunidade ficou com raiva de ambos Unity. E não entendo esse comportamento”.

Talvez eu (HenriqueAD) estivesse em uma bolha, porém mesmo ouvindo reclamações sobre o Unity, num aspecto geral sempre o vi como “a cara do Ubuntu”. Sei que fora do mundo Linux, o Unity era algo que chamava a atenção, ele foi justamente um dos motivos de me aproximar do Ubuntu. Outro aspecto é que de fato a comunidade criticava fortemente o projeto do Unity 8, todavia a Canonical “deu alguns motivos”, justamente por adiar várias vezes o seu lançamento, criando uma desconfiança sobre o quão maduro e bom seria a interface. Não esqueçamos que o Unity 8 nos foi “vendido” como algo revolucionário, a tão “endeusada” convergência. 

Entendo que deve ser difícil trabalhar em algo e pessoas criticarem o tempo todo, só que damos tanto peso as críticas que abafamos os elogios. E no meu ponto de vista esse foi o erro de Mark, claro que seus esforços no desenvolvimento do Unity 8 e Ubuntu Phone estavam criando um rombo nos cofres da empresa. Me parece que ele esperava maior engajamento da comunidade e no desenvolvimento, que abraçassem a ideia, talvez isso teria evitado “o rio de dinheiro desperdiçado no projeto”. Alegar que “a comunidade não nos deixou fazer isso” é algo muito forte. Nem sempre ideias boas são abraçadas pelas massas, mas afirmar que a “culpa” foi da comunidade, me soa muito estranho.

Linux e sua fragmentação


Ao ser questionado sobre a fragmentação no desktop Linux, de projetos que são “teoricamente” redundantes, que apenas um seria necessário (Snap, Flatpak e AppImage são exemplos citados), Shuttleworth respondeu: “Creio que uma das grandes coisas no Linux e software livre é que ela atrai pessoas que querem ser diferentes , que querem mudar as coisas. Isso é genial, é um grupo incrivelmente engenhoso, mas torna um pouco difícil conseguir o que você está pedindo, para criar algo que funcione para todos”.

Outra pergunta feita a Mark, foi sobre a imensidão de distribuições Linux, e se apenas uma não seria melhor. O criador do Ubuntu logo respondeu que isso só seria possível se o Linux tivesse sido de código fechado, e não seria de fato Linux. 

Muitas pessoas “não param para refletir” o quanto é caro desenvolver o Linux, que ele só foi possível como é hoje, graças aos milhões de dólares de diversas empresas envolvidas, desenvolvedores e a comunidade. Sem isso até poderia existir algo semelhante, mas não tão gigantesco e dominando diversos setores e mercados como o pinguim. Seu “aparente fracasso” apenas foi no desktop, e como tudo, tendemos a olhar apenas o “lado mais fraco” de determinada coisa ou situação.

Logo abaixo está a entrevista em inglês, com Mark Shuttleworth.


E você o que achou sobre a entrevista? Continue esse assunto em nosso fórum

Até o próximo post, SISTEMATICAMENTE! 😎
_____________________________________________________________________________
Viu algum erro ou gostaria de adicionar alguma sugestão a essa matéria? Colabore, clique aqui.


Misterioso Fuchsia OS aparece na Google I/O 2019

Nenhum comentário

sexta-feira, 10 de maio de 2019

Envolto em segredos e muitas "teorias", por parte do público geral, o Fuchsia OS é um sistema em pleno desenvolvimento pela Google. Uns dizem que ele será o substituto do Android e Chrome OS, enquanto outros teorizam que sua atuação será na internet das coisas, entretanto parece que nem mesmo a Google decidiu o foco final de seu produto.

fuchsia-google-android-chrome-iot-vr

Durante sua conferência para desenvolvedores deste ano, a Google I/O 2019, foram revelados diversas novidades sobre tecnologias, apps e smartphones da Google. E não é que o Fuchsia estava entre um desses pronunciamentos. Na realidade de forma discreta, entretanto podemos saber um pouco mais sobre o sistema.

Em um de seus pronunciamentos, a Google revelou a expansão de seu SDK Flutter, que é um kit de ferramentas para criação de interfaces de apps para Android e iOS. Com um post dedicado sobre o Flutter a Google informou que seu SDK está totalmente compatibilizado com a Web, e é executado sobre sistemas como: Windows, macOS e o Fuchsia OS.

Mais revelações sobre o Fuchsia


Em uma entrevista no podcast para o site The Verge, mais revelações sobre o Fuchsia vieram ao público. Um dos participantes, Hiroshi Lockheimer, chefe do Android e Chrome, compartilhou algumas informações sobre o sistema. Lockheimer explicou que o Fuchsia tem como foco "alavancar o estado da arte em termos de sistemas operacionais" e incorporar o conceito do Fuchsia em outros sistemas.

Falando um pouco mais sobre o SO, ele confirmou que o Fuchsia será um sistema completamente novo, desenvolvido com todas as experiências e lições aprendidas com todos esses anos de Android e Chrome OS.

Lockheimer enfatizou que o Fuchsia está em pleno desenvolvimento, porém tudo é muito novo e experimental, insinuando a possibilidade de que o sistema não será um substituto do Android e Chrome OS, e sim focado em produtos baseados em internet das coisas, como dispositivos para casa, wearables e quem sabe dispositivos VR.

Já o vice-presidente sênior da Google acredita que "há muito espaço para diferentes sistemas operativos, com focos e especializações distintas", sugerindo que de fato o Fuchsia não está sendo desenvolvido para substituir os atuais sistemas da Google, pelo contrário, atuando em outras áreas da tecnologia.

E aí o que acha sobre toda essa situação? Fique ligado no blog Diolinux, e conforme novas revelações apareçam você ficará sempre informado.

Continue esse bate-papo em nosso fórum Diolinux Plus, até o próximo post, SISTEMATICAMENTE! 😎
_____________________________________________________________________________
Viu algum erro ou gostaria de adicionar alguma sugestão a essa matéria? Colabore, clique aqui.


Chromebooks vendidos em 2019, vão vir com suporte a aplicativos de Linux

Nenhum comentário

quinta-feira, 9 de maio de 2019

A Google I/O 2019 veio com grandes anúncios e novidades para os devs e usuários de Android. Umas dessas novidades é utilizar os apps de Linux no ChromeOS.


 Chromebooks vendidos em 2019, vão vir com suporte a aplicativos de Linux





O suporte para apps Linux foi lançado de forma “formal”  no ano passado (2018) na versão 69 do ChromeOS através de uma ferramenta de containers chamada “Crostini”, desde então, vem contando com melhorias e correções.
Na versão 75 do ChromeOS, o recurso ainda se encontra como Beta, mas já está se tornando popular entre os usuários, principalmente entre os desenvolvedores.

Para funcionar os aplicativos de Linux dentro do ChromeOS, os usuários vão precisar habilitar a função, assim liberando todas as funcionalidades do Linux Desktop que conhecemos, como as ferramentas de linha de comando, utilitários de user-space de forma nativa, tudo isso graças a tecnologia de containers. 

Há uma melhoria de recursos como, aceleração de hardware, suporte a gráficos e som, que já estão em fase de conclusão. Foi adicionado também o suporte aos apps de Linux, a possibilidade de utilizarem as portas USBs dos Chromebooks.

E o melhor de tudo, os aplicativos de Linux serão integrados ao ChromeOS e não como se fossem rodados em uma máquina virtual.

Por enquanto os Chromebooks recomendados para uma experiência satisfatória, são os high-end, como os Acer Chromebook Spin 13, Samsung Chromebook Pro, ou Google Pixelbook 2R. Para rodar “um sistema dentro do outro”, esses Chromebooks oferecem um processador potente (família Core da Intel), memória ram e armazenamentos “fartos”, assim podendo executar os apps de uma forma tranquila. E como falaram que os todos os Chromebooks vendidos em 2019 terão este suporte, é de se esperar que os mais modestos também venham com essa facilidade, rodando os Apps melhor ou pior, dependendo das suas capacidades, como já ocorre hoje em qualquer computador.
Esse recurso também torna possível a utilização de pacotes “universais” no Chromebook, como os Flatpak.

Este artigo não acaba aqui, continue trocando uma ideia lá  no nosso fórum.

Espero você até a próxima, um forte abraço.
_____________________________________________________________________________
Viu algum erro ou gostaria de adicionar alguma sugestão a essa matéria? Colabore, clique aqui.


Linus Torvalds está correto? O motivo da impopularidade do Linux nos Desktops

Nenhum comentário

sexta-feira, 19 de abril de 2019

Algumas pessoas me mercaram nas redes sociais para que eu comentasse sobre uma matéria publicada no Olhar Digital sobre algumas declarações de Linus Torvalds, vamos discutir sobre isso um pouco?

Linus Torvalds sobre o Linux Desktop






Antes de mais nada, é interessante que você leia o artigo original do Olhar Digital, ele basicamente é uma transliteração de um vídeo de Linus Torvalds, no mesmo bate-papo lendário onde ele manda o dedo do meio para a Nvidia.


Esse vídeo é de 2012 e o artigo do Olhar Digital mistura alguns conceitos atuais com os antigos. No mundo da tecnologia muita coisa muda em 7 anos, no mundo Open Source então, nem se fala, ainda assim, na minha opinião, Torlvads tinha e tem razão.

Desktop é o único lugar que o Linux não tomou conta, segundo Linus Torvalds


O vídeo é muito interessante de fato, quando questionado sobre o Desktop ser ainda o único lugar onde o Linux não domina, Torvalds deixa transparecer um pouco de frustração, afirmando que "O Desktop era a intenção inicial dele ao desenvolver o Linux, e atualmente é o único lugar onde o Linux não obteve maior popularidade".

O motivo disso, segundo ele, é principalmente o fato de distros Linux geralmente não virem pré-instaladas com os computadores e laptops que as pessoas compram. "Ninguém quer ter que baixar e instalar um sistema operacional para usar um computador", comenta.

Ele está certo?


Apesar de muita coisa (mesmo!) ter mudado de 2012 para cá, de fato, as pessoas, de forma geral, não formatam seus computadores e instalam sistemas. Isso geralmente é tarefa dos técnicos e dos usuários que gostam de trabalhar com informática.

Muito da impopularidade do Linux está atrelada a isso, sem sombra de dúvidas. A popularidade também acaba afetando, por tabela, outras tecnologias, softwares e serviços desse entorno.

Quer um exemplo?

Por que softwares de alta qualidade de Hollywood, como Nuke, Lightworks, Maya, Blender e DaVinci Resolve possuem versões para Linux e o Adobe Premiere, After Effects, não?

Porque na indústria de Hollywood, Open Source é um padrão e uma tendência, Linux é utilizado nas produções, nesse meio (que é um nicho), o Linux é um dos padrões, enquanto os softwares da Adobe, ainda que vislumbrem os blockbusters de vez em quando, geralmente são conhecidos por serem usados por estúdios menores e por semi-profissionais, que aprenderem a usar Windows e querem ser atendidos dessa forma, além do macOS, é claro.

Não é certo ou errado, bom ou ruim, é apenas uma constatação de como as coisas são.

O caso do Android

Linus comenta que o sucesso do Linux através do Android se deve ao fato do sistema já vir pré-instalado nos dispositivos, coisa que nunca aconteceu em larga escala no desktops, de fato.

Atualmente é possível trocar ROMs de Android, mas é uma pequena parcela da população que faz isso, sendo que grande parte nem sequer sabe que existe essa possibilidade.

O Chrome OS seria a saída?


Lá em 2012, Torlvalds já comentava sobre os Chromebooks e seu Chrome OS. Este é um projeto da Google, que assim como o Android, também usa o Kernel Linux.

Usando o Google Trends, é possível ver uma crescente de interesse por eles nos EUA, porém, essa crescente existe basicamente por lá. É o tipo de dispositivo que ainda não atingiu todo o seu potencial.

Torvalds já comentou diversas vezes que acredita que provavelmente o meio do Linux conseguir chegar aos lares das pessoas em seus laptops é através da popularização destes dispositivos, ou mesmo de um Android Desktop, e eu acredito que ele esteja correto.

E as outras distros?


Em muitos casos o mundo Linux é movido à paixão. Existem dezenas de projetos para finalidades diferentes, mas nos restringindo ao desktop, vemos os principais jogadores deste tabuleiro focarem em um tipo de usuário desktop, e não em qualquer um.

Ubuntu, Fedora, Pop!_OS, elementary OS, Linux Mint, Manjaro e Solus OS, são bons exemplos disso.

Cada qual tem um foco ligeiramente diferente e procura oferecer ferramentas para facilitar a vida de seus usuários, mas de fato, geralmente tais usuários tem um nível técnico um pouco acima. Você pode até achar que qualquer um consegui instalar um sistema Linux hoje em dia, mas somente o fato de instalar um sistema operacional, como comentou Linus Torvalds, te torna um usuário diferente da maioria.

Dos integrantes dessa a lista, vários deixaram claro que estão focando nos famosos "Creators, Makers, Builders", como em nossa entrevista com o pessoal da Sytem76, fabricante de computadores com Linux e desenvolvedora do Pop!_OS:


Eu acho perfeitamente possível grande parte (e não a maior necessariamente) da população usar Linux sem maiores problemas, provavelmente em um número que nunca passará o Windows, mas com plenas capacidades de superar o macOS.

Eis um gráfico interessante para você ver:

Interesse de pesquisa sobre Linux no mundo

Esse é um gráfico do Google Trends. O Google é local ideal para fazer medições de popularidade, é onde as pessoas, de forma geral e majoritária, vão para buscar informações.

A análise é feita com uma coleta de dados de 2004 em diante, sendo que ela se torna mais confíável, segundo a própria Google, de meados de 2006 à 2008 em diante, onde foram feitos ajustes na sensibilidade do algorítimo de busca.

A linha azul corresponde ao macOS da Apple, da vermelha ao Ubuntu da Canonical, e a amarela ao termo Linux (relacionado a Software) de uma forma geral.

Podemos ver que o interesse em software Linux é maior do que o interesse em macOS, perdendo apenas em algumas regiões do mundo que geralmente falam Inglês, como EUA, Canadá, Austrália, África do Sul, etc. Equando que o Interesse por Linux aparece em larga escala na Europa e no Brasil, assim como o Ubuntu, que não é maior do que o interesse por Linux de forma geral no Brasil, mas é a distro com maior relevância neste sentido.

O termo "Linux" é algo bem genérico para ser considerado, apesar das distros usuarem o Kernel Linux, elas não são o mesmo sistema operacional, ainda que tenham várias coisas em comum. 

Vemos o Ubuntu ser muito popular no Reino Unido por exemplo, que é a sede física da Canonical (ou uma delas), mas não tanto assim nos EUA, por exemplo. 

O Interesse pelo Ubuntu e por Linux ao redor do mundo em comparação com o macOS, mostra que existe sim um mercado disposto a explorar coisas novas, a ponto de mesmo que as pessoas não tenham tantas opções de computadores com Linux pré-instalado, ainda gere dados de interesse o suficiente para criar estes números.

O Windows neste gráfico fica muito acima dos demais sistemas operacionais:

Sistemas operacionais
Windows em Verde

Ainda que, assim como os demais, venha perdendo interesse pelo público por conta da acenção dos Smartphones, muito provavelmente. Basta comparar com o interessante pelo Android e sua acenção nos últimos anos:

Android em Roxo

Então seria um caso perdido para outras distros, que não o Chrome OS?


Bom, depende: Você está correndo para algo? Você realmente precisa que alguma distro Linux se torne o sistema mais popular de todos?

Se perguntasse a mim, eu diria que não, eu não preciso. Mas também diria que sim, seria bom se fosse um pouco mais popular para equilibrar a balança. Nenhum tipo de monopólio é interessante e muitas pessoas poderiam se beneficiar de uma popularidade  maior. Existem muitos casos que as pessoas usam Windows porque precisam, não porquê querem.

Há algum tempo eu precisava trabalhar de terno (algo que eu nunca gostei), eu precisava daquilo por conta do tipo do emprego, mas eu nunca quis aquilo para mim de fato, tanto que acabei saindo do local e esse foi um grande motivo. Eu me sentia desconfortável e ninguém gosta de se sentir obrigado a algo, especialmente quando tem considerações contrárias quanto a isso. Aposto que é o caso de muitas pessoas por aí usando Windows.

A verdade é que as distros de desktop Linux estão cada vez mais amigáveis, e sim, elas tem muito potencial de crescimento e são feitas para agradar quem se agradar por elas basicamente. 

Elas existem para te dar escolhas, para evitar que você fique preso a algo que você eventualmente não goste, por exemplo:


Neste vídeo, intitulado "Para você que está de saco cheio do Windows", eu mostrei que podem, sim, haver alternativas, ainda que não seja para todo mundo, será para muita gente.

O feedback é fantástico, você pode ver pela quantidade de visualizações e pelos comentários.

Eu continuo sendo um fã de tecnologia, gosto do Windows e do macOS e acho eles soluções incríveis para diversos problemas (porque no fim é para isso que serve a tecnologia, te ajudar a resolver problemas), eu só não acho que são irretocáveis e nem únicos e que em muitos casos, Linux pode ser mais eficiente ou uma solução mais confortável por diversos motivos.

Parte do nosso trabalho no Diolinux é ajudar outras pessoas que também gostam de usar Linux e querem ajudar uns aos outros a fazer isso.

Eu continuo usando Linux no meu Desktop para produção de vídeos, edição de imagens e músicas, textos e games (sim, games! Confira o nosso canal na Twitch) simplesmente porque me atende, porque eu gosto, porque prefiro, porque me sinto mais feliz e satisfeito com isso, se nada mudar em alguns anos e o Linux não crescer mais no Desktop, muito provavelmente eu continuarei usando Linux por um único motivo: Porque funciona e permite que eu faça tudo o que eu preciso fazer por ele.

Não tenho motivo para "alergias" a outros sistemas, usar Linux me permitiu ver um mundo mais amplo, além do que eu pensava que era um computador ou sistema operacional, abriu tanto a minha visão a ponto de eu ver que nem o Linux é perfeito, muito pelo contrário, mas que o mundo é feito de mais coisas do que "janelas" e "maçãs", ainda que eu adorece apreciar a vista de uma bela "janela", comendo uma "McIntosh" suculenta.

Até a próxima!

_____________________________________________________________________________
Viu algum erro ou gostaria de adicionar alguma sugestão a essa matéria? Colabore, clique aqui.


Google revela projeto de Stream de jogos para o Chrome

Nenhum comentário

terça-feira, 2 de outubro de 2018

Cada vez mais o mundo do conteúdo na internet  muda. Hoje você já pode ouvir as suas músicas preferidas, ver seus vídeos, filmes e séries na hora que você quiser, no aparelho que você quiser, com a qualidade que você quiser e tudo isso pagando um valor geralmente acessível, então, por que seria diferente com jogos?

Novo programa de Stream de games para Chrome






Jogos via Streaming não são necessariamente uma novidade, existem (e existiram) vários serviços neste sentido e por mais que ainda vejamos, especialmente no Brasil, vários problemas por conta da qualidade da nossa internet, certamente este é um futuro possível para a indústria dos games.

Algumas empresas, como a Valve, podem estar mirando este mercado através de serviços como o Steam Link, porém, geralmente quando a Google coloca as mãos em algo, as pessoas prestam mais atenção.


Nesta semana a empresa anunciou um novo produto, ainda em fase de testes e disponível apenas nos EUA no momento, chamado "Project Stream", a ideia é levar os jogos de computador para o Google Chrome (e por consequência para o Chrome OS, por consequência para o Linux) através de Streaming.

O primeiro jogo disponível para os "Beta Testers" é nada mais, nada menos, do que o lançamento "Assassin's Creed: Odissey". A Google exibiu um gameplay oficial em um de seus canais do YouTube mostrando o jogo rodando em 1080p a 60 FPS pelo serviço de Streaming:


Os desafios para a implementação de um serviço assim envolvendo jogos são grandes e perfeitamente conhecidos. É preciso que as pessoas tenham uma boa estrutura e qualidade de internet, de fato, entretanto, a outra ponta também é importante e sabemos que se tem alguém com imenso poder computacional por aí, esse "alguém" é a Google.

Considerando que tanto os clientes, quanto os servidores, tenham uma boa conexão com a internet, o desafio é fazer com que imagens com gráficos extremamente bem elaborados funcionem bem em um ambiente de streaming com mínima latência.

Caso esse tipo de serviço se torne viável no futuro, serviços onde você paga um valor mensal para jogar os games que quiser podem se tornar realidade, assim como implementações onde será possível jogar games com grande qualidade em Smartphones por exemplo, jogando todo o trabalho da execução de um jogo para um servidor.

Essa prática permitiria, em tese, que usuários com computadores modestos em especificações, como é o caso de vários Chromebooks por exemplo, pudessem experienciar um gameplay fluído e de alta qualidade gráfica.

Há algum tempo nós testamos e mostramos para vocês um serviço chamado "Parsec", que tem uma lógica semelhante, onde você aluga computadores de alto desempenho para acessá-os remotamente e jogar todos os games que quiser em qualquer plataforma, confira:


Quem sabe um dia teremos games na Play Store que são feitos para computador, mas rodem no seu Smartphone, Chromebook ou no Google Chrome, como se fossem instalados na sua máquina. Parece ler um longo caminho até lá, mas a cada projeto novo, estamos um passo mais perto disso.

Nas palavras de AC/DC:

"Is a long to the top if you wanna rock 'n roll!"

O que você achou da ideia? Acha que streaming de jogos será uma realidade no futuro?

Até a próxima!
_____________________________________________________________________________
Viu algum erro ou gostaria de adicionar alguma sugestão a essa matéria? Colabore, clique aqui.


Chrome OS agora tem suporte para instalar pacotes no formato .deb

Nenhum comentário

quinta-feira, 16 de agosto de 2018

O site Chorme Unboxed, através do seu colaborador Gabriel Brangers, descobriu que agora é possível instalar programas no formato .deb (Debian Linux Packages) no Chrome OS da Google, o sistema baseado em Linux da empresa, que roda nos Chromebooks.

Chrome OS agora rodará Apps .deb de Linux






Ele descobriu essa compatibilidade enquanto “fuçava” no canal de desenvolvimento "Canary" do Chrome OS, com algumas pequenas modificações, foi possível instalar um pacote .deb no sistema.

Nos testes, ele usou o instalador da Steam para descobrir se teria suporte para a sua GPU e para sua surpresa, a instalação ocorreu sem nenhum problema.

Outro site que noticiou tal compatibilidade foi o XDA Developers, informando que em códigos acrescentados recentemente no Chrome OS foi adicionado suporte aos pacotes .deb, onde o programa “Arquivos” ficaria responsável pelo gerenciamento e facilitando a vida do usuário, que não precisaria ter interação direta com o terminal ou coisa do tipo, pois os programas no formato .deb seriam instalados em “containers”. O projeto de compatibilidade é chamado de Crostini, como mostramos neste outro artigo do blog.

Na minha opinião, creio que isso vem para facilitar o contato do usuário comum com o mundo Linux e sem traumas (como alguns insistem em fazer), e também podendo trazer empresas como Adobe e Autodesk, como exemplos, para portarem os seus aplicativos para Linux, já que ter uma empresa como a Google por traz do sistema pode ser um fator motivacional.

Comente o que você acha dessa compatibilidade do Chrome OS com os pacotes .deb, será que isso pode trazer alguma mudança no mercado?

Até a próxima!
_____________________________________________________________________________
Viu algum erro ou gostaria de adicionar alguma sugestão a essa matéria? Colabore, clique aqui.


Como usar o novo visual do Google Chrome (Material 2)

Nenhum comentário

domingo, 22 de julho de 2018

A Google parece estar trabalhando em uma renovação visual para o Chrome a fim de comemorar o décimo aniversário do navegador em Setembro, mas por que esperar até lá, não é verdade?

Google Chrome New Design






A ideia do projeto é renovar um pouco o visual já clássico pra não dizer velho do Google Chrome para a comemoração do décimo aniversário, o tema continua sendo o "Material", porém, nominado agora como "Material 2". 

Como usar o novo tema no seu Chrome/Chromium


O primeiro passo é ter uma versão compatível com o novo tema, a versão compatível é a 67, mas se você não estiver usando ela, é possível fazer o download a partir do site oficial ou instalar uma versão do repositório dev da sua distro.

Com o seu Google Chrome aberto com o tema normal, digite na barra de endereços:
chrome://flags/#top-chrome-md
Assim você deverá chegar  a esta página:

Configuração Material 2 no Chrome

Na opção "UI Layout the browsers' top chrome" altere a opção "Default" para "Refresh":

Configuração do Chrome

Depois de selecionar a opção basta reiniciar o browser e você terá acesso ao novo visual.

Você perceberá na própria omnibox a diferença no visual e nas abas também. Talvez com o tempo novos detalhe sejam implementados, este visual também deve refletir no visual do Chrome OS também.

E aí, gostou das mudanças?

Até a próxima!
_____________________________________________________________________________
Viu algum erro ou gostaria de adicionar alguma sugestão a essa matéria? Colabore, clique aqui.


Veja aplicativos de Linux rodando no Chrome OS

Nenhum comentário

quarta-feira, 16 de maio de 2018

Nesta semana nós noticiamos aqui no blog que os Chromebooks estarão aptos a rodar aplicativos comuns do mundo Linux através de containers e não demorou para aparecerem os primeiros testes na internet, confira:

Chrome OS rodando Linux Apps






O canal "Chrome Unboxed" produziu um vídeo muito interessante sobre a nova feature disponível atualmente apenas no Pixelbook. A possibilidade de rodar aplicativos que são comuns do mundo Open Source, como GIMP, Inkscape e até mesmo jogos ainda está em fase de testes, mas promete muito.

Apesar de a maior parte dos serviços que as pessoas utilizam hoje em dia (falando de público doméstico) poder ser acessada através de um simples browser, ainda existem certas tarefas nas quais aplicativos que rodam instalados no sistema operacional tem preferência, como é o caso de edição de vídeos por exemplo.

No vídeo demonstrativo em questão você pode ver o YouTuber mostrando o Inkscape rodando através de um container, ele parece rodar muito bem, sem travamentos ou engasgos, pelo menos ao realizar atividades simples como as que foram feitas:


Na demonstração podemos ver até mesmo o game Open Source "Open Arena" sendo executado, porém, com baixíssimo desempenho, o que é um claro indicativo de que ainda se faz necessário muitas otimizações para gráficos 3D, ainda assim não torna a "demo" menos impressionante.

Cada usuário tem suas preferência e seu modo de trabalhar, mas eu me agrado muito com a forma com que o Chrome OS funciona, com compatibilidade com Apps Android e talvez com maior compatibilidade para Apps Linux "tradicionais" no futuro ele possa ser o meu sistema padrão. Quem sabe, né?

Até lá temos muito o que observar ainda, então fique ligado no Diolinux para saber mais e me conte o que você achou desta bela demonstração.

Até a próxima!
_____________________________________________________________________________
Viu algum erro ou gostaria de adicionar alguma sugestão a essa matéria? Colabore, clique aqui.


Blog Diolinux © all rights reserved
made with by templateszoo