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Proton 5.0-1 é lançado baseado no Wine 5.0, com novidades

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sábado, 8 de fevereiro de 2020

Nesta sexta-feira (7), a ferramenta de compatibilidade para jogos da Valve em parceria com a CodeWeavers, o Proton, teve um importante update no seu código e chegou na versão 5.0-1, assim se baseando na versão 5.0 da ferramenta de compatibilidade WINE (só reforçando "Wine Is Not an Emulator" ou “WINE não é um emulador”). 


 Proton 5.0-1 é lançado baseado no Wine 5.0, com novidades






Com essa nova versão, algumas coisa receberam um update como o DXVK e FAudio por exemplo. As melhorias foram:

● Wine atualizado para a versão 5.0. Desde o último grande lançamento do Proton, o Wine passou por mais de 3500 patches, que agora estão integradas ao Proton. 207 patches do Proton 4.11 foram criados upstreamed ou não são mais necessários;

● Os jogos que usam Direct3D 9 agora passarão a usar o DXVK para renderização por padrão. Usuários sem suporte ao Vulkan podem retornar ao renderizador wined3d baseado em OpenGL com a opção de configuração PROTON_USE_WINED3D;

● Integração aprimorada do cliente Steam. Isso torna mais jogos que usam Denuvo jogáveis, incluindo Just Cause 3, Batman: Arkham Knight, Abzu e muito outros;
● Novos ambientes no Proton relatarão uma versão mais recente do sistema operacional, que alguns jogos mais recentes exigem. Os ambientes existentes não serão alterados automaticamente;

● O Wine 5.0 inclui o início do suporte real a múltiplos monitores. Espere grandes melhorias nessa área em breve;


● Suporte aprimorado ao som surround para jogos mais antigos.


● Atualizado o DXVK para a v1.5.4 e o FAudio para 20.02;

Esse update estava sendo muito aguardado pela comunidade e parece que não decepcionou. O grande destaque aqui foi a possibilidade de rodar os games Just Cause 3 e Batman: Arkham Knight, coisa que não estava sendo possível através da Steam e somente via Lutris em alguns casos. Isso graças a melhor integração do Proton com os games que possuem DRM e sendo assim “não sendo um estranho no ninho” aos “olhos” do DRM Denuvo. Arrisco a dizer que pode ser um grande passo para mais jogos virem a funcionar, sendo esses games "um grande início da compatibilização com DRM e até provavelmente os famosos Anticheats" e assim possibilitando os jogos online.

Para ver a release, você pode conferir aqui.

Este artigo não acaba aqui, continue trocando uma ideia lá no nosso fórum, o Diolinux Plus. Espero você até a próxima, um forte abraço.



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SteamPlay Proton série 4.11-x recebe várias melhorias

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quinta-feira, 19 de dezembro de 2019

Um projeto que ganhou os holofotes em 2019 foi o Proton da Valve, projeto esse que “trocando em miúdos”, faz com que os jogos feitos para Windows rodarem no Linux na Steam, através do DXVK e do Wine. Esse projeto é uma parceria entre a Valve e a CodeWeavers.

SteamPlay Proton série 4.11-x recebe várias melhorias






Nas últimas versões do Proton, 4.11-9 e 4.11-10, houveram algumas melhorias e correções bem importantes, que possibilitaram alguns jogos a rodarem melhor além de compatibilizar o Halo: The Master Chief Collection. Confira abaixo essas melhorias:

4.11-10:


● Halo: The Master Chief Collection agora é jogável! Usuários em distribuições mais antigas (com gnutls anteriores do que a 3.5.4) precisarão do cliente Steam Beta por enquanto. Alguns modos de jogo estão desativados devido à falta do suporte ao EasyAntiCheat.



● Principais melhorias no controle do mouse. Em nossos testes, isso melhorou o comportamento do mouse Fallout 4, Furi e Metal Gear Solid V.

● Adicionado novo modo de escala para número inteiro, fornecendo pixels nítidos ao fazer a escala. Isto pode ser habilitado com esta variável de ambiente: WINE_FULLSCREEN_INTEGER_SCALING=1.
● Arrumado alguns problemas de mapeamento do controle. Sabe-se que isso melhora os jogos da Telltale com os controles Xbox, Cuphead e ICEY ao usar os controles PlayStation 4 por Bluetooth.

● Melhora no processamento do “gamepad force feedback”, especialmente para controles em volantes.

● Arrumado o travamento do Metal Gear Solid V na inicialização.

● Corrigido a regressão de desempenho no controle de Xbox.

● A taxa de quadros do Trine 4 não deve mais ser bloqueada em 30 FPS.

● Corrigido falhas frequentes no IL-2 Sturmovik.

● D9VK atualizado para 0.40-rc-p (esse já incorporado ao DXVK, leia mais aqui)

● FAudio atualizado para 19.12.

● Correções diversas de erros do DXVK.

4.11-9:


● Corrigido a regressão de desempenho na versão 4.11-8 que afetava os jogos de 32 bits usando o DXVK e o D9VK.

● Corrigido o report de pouca memória da GPU para determinadas GPUs.

● Restaurado o force feedback do controle de volante.

● Corrigido falha ao iniciar o Crazy Machines 3 com determinadas GPUs.

O Github com todas as releases, você pode conferir aqui. Se preferir baixar o Proton 4.11-10 (última versão até o momento), você pode acessar aqui e se precisar do FAQ do Proton, você pode acessar neste link.

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A evolução do Steam Play

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quinta-feira, 26 de setembro de 2019

Assim como qualquer outro serviço, a Steam com certeza tem seus defeitos. Todavia, não é de agora que a Valve, proprietária da Steam, vem desenvolvendo serviços com o objetivo de melhorar a experiência dos seus usuários. E algumas vezes, até nos permitindo economizar dinheiro.

a-evolucao-do-steam-play

Hoje em dia podemos abrir o nosso cliente Steam no Linux, Windows ou MacOS. Pesquisar entre as promoções, comprar nossos jogos, e então instalá-los em qualquer sistema operacional compatível. Muitos de vocês talvez estejam pensando: “Normal. Se eu paguei pelo jogo, posso jogá-lo no sistema que eu achar melhor.” Não é?

Bem, sim! Mas nem sempre foi assim.

Nos primeiros anos de Steam, se você comprasse um jogo no Windows, poderia jogá-lo apenas no Windows. Caso você quisesse jogá-lo também no MacOS, teria que comprar o mesmo jogo novamente em sua versão para MacOS. E isso era normal. Assim como no mundo dos consoles, se você compra um jogo de PlayStation, não pode jogá-lo em um Xbox.

Até que em 2010, cerca de dois anos antes do lançamento da primeira versão estável do cliente Steam para Linux, a Valve anuncia a primeira versão do Steam Play. O objetivo inicial do Steam Play era garantir que os jogadores pudessem jogar os seus jogos em qualquer plataforma suportada, e não necessariamente apenas na qual o jogo foi comprado.

Oito anos após o seu lançamento, a Steam Play dá um passo gigante, que viria a mudar a realidade sobre jogos no Linux. Em 21 de Agosto de 2018, a Valve anuncia uma parceria com a CodeWeavers no desenvolvimento do Proton. Um fork do Wine, com adição de alguns patches e de alguns outros projetos, como o DXVK.

Já temos artigos no blog falando sobre o Proton, Wine, Steam Play e DXVK.

À partir daquele momento, do dia para a noite, milhares de jogos nativos de Windows passaram a rodar no Linux. E tudo o que você precisava fazer era clicar em “Instalar”, e depois em “Jogar”.

Hoje, mais de um ano após o lançamento do Proton, podemos dizer que as coisas evoluíram e estão evoluindo de maneira bastante rápida. No momento em que o Proton foi lançado, cerca de 2000 jogos passaram a rodar no Linux. Hoje, segundo o ProtonDB, já são mais de seis mil jogos funcionais no Linux.

O site ProtonDB é uma base de dados que reúne informações sobre jogos testados no Linux, a fim de manter os usuários informados sobre quais jogos funcionam, e o quão bem funcionam. Quais não funcionam. E quais carecem de alguns ajustes.

O ProtonDB obtém os seus dados à partir dos próprios usuários. Dezenas de milhares de usuários já reportaram o funcionamento de milhares de jogos. Nesses reports os usuários informam: se o jogo funcionou ou não, como funcionou, por quanto tempo o jogo foi testado, se foi necessário algum ajuste para que o jogo funcionasse, e quais ajustes. Também informam qual o seu hardware e sistema operacional.

Hoje, no dia em que estou escrevendo este artigo, já foram feitos 58.558 reports, de 9.473 jogos diferentes, dos quais 6.307 são funcionais.

O MacOS possui cerca de 2.500 jogos nativos na Steam. O número de jogos nativos para Linux é mais ou menos a metade. Porém se considerarmos todos os jogos de Windows que rodam no Linux sem a necessidade de ajustes através do Steam Play, é seguro dizer que muito mais jogos rodam no Linux do que no MacOS.

As vantagens para nós, Linux gamers, vão muito além de apenas jogos que não funcionavam e passaram a funcionar. Tantos jogos passando a funcionar tão bem em uma plataforma, farão com que muitas pessoas passem a utilizar essa plataforma para jogar. Consequentemente fazendo com que mais desenvolvedoras passem a produzir mais jogos nativos para o sistema.

Não apenas mais jogos, mas também “melhores” jogos. É claro que, algo ser melhor ou pior é subjetivo. Mas se considerarmos os jogos AAA como “os melhores”, já que estes são de fato os melhores para a maioria das pessoas, então a cada dia que passa a plataforma Linux está tendo mais dos melhores jogos de forma nativa. O quê em muito deve-se a Valve, a CodeWeavers e a Steam Play.

É claro que eu não estou dizendo que a Valve e a CodeWeavers iniciaram esse projeto com o objetivo de fazer caridade para os usuários Linux, únicamente pela bondade dos seus corações. Enquanto a Steam depender de sistemas proprietários como Windows e MacOS para vender seus jogos e manter o seu negócio. Logo significa que a Valve, de certa forma, depende da Microsoft e da Apple para sobreviver.

Aumentar o market share de sistemas operacionais de código aberto no mundo dos jogos também aumenta a porcentagem de clientes da Steam que não dependem de um sistema fechado para rodar os seus jogos. E lentamente a Valve vai se libertando da dependência de softwares de propriedade de outras empresas.

É claro que isso não é uma garantia de que a Valve conseguirá se libertar por completo dessas outras empresas. Mas mesmo assim, cada usuário do Windows ou MacOS que passa a utilizar a Steam no Linux faz com que cada vez valha mais a pena para a Valve trabalhar no Proton.

Parafraseando Piratas do Caribe: “É apenas um bom negócio.”

Mas os benefícios não param por aí. Os beneficiados com tudo isso não somos apenas nós, usuários de Linux. Guardadas as devidas proporções, todos os gamers de quaisquer sistemas operacionais tem algum benefício nisso. As distribuições Linux se tornarem cada vez mais viáveis para jogos é sinônimo de concorrência. E como diz o ditado: “Concorrência é sempre bom.”

Eu com certeza penso que, se tratando de jogos no Linux, as coisas estão e continuarão ficando cada vez melhores. Mas e você, o quê acha sobre o mercado dos games no Linux atualmente? Acha que o crescimento é realmente a tendência? Ou tudo não passa de “fogo de palha” e “papo furado”?

Você gosta de Linux e tecnologia? Tem alguma dúvida ou problema que não consegue resolver? Venha fazer parte da nossa comunidade no Diolinux Plus

Por hoje é tudo pessoal! :)

Fontes: Steam, GamingOnLinux.

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