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Linux Deepin 15.9.2 beta vai mudar a sua base de repositórios para o Debian Stable

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terça-feira, 19 de março de 2019

A novidade veio diretamente do blog oficial deles, com o anúncio de mudança da base dos repositórios, que agora vão ser Debian Base. Segundo a equipe do Deepin, trazendo mais estabilidade e confiabilidade ao sistema.


 Linux Deepin 15.9.2 beta vai mudar a sua base de repositórios para o Debian Stable






Para a nova versão do Deepin, a 15.9.2, os repositórios dos 30 aplicativos nativos que são instalados nele foram para o repositório do Debian Stable, antes eles estavam no Debian Unstable. No comunicado, deram a seguinte declaração sobre a mudança:

Por que migrar para o Debian Stable do Unstable?

A migração para o repositório Stable do Debian é para melhorar a estabilidade e segurança subjacentes. Os softwares que estão no repositório Stable do Debian, foram rigorosamente testados e são relativamente estáveis, com o devido suporte da equipe de segurança do Debian para manter as atualizações de segurança em tempo hábil. Além disso, as atualizações dos pacotes de software no repositório Stable do Debian garante um ambiente seguro e estável. Para os aplicativos que são mais usados, eles serão atualizados e mantidos pela equipe de desenvolvimento do Deepin com o objetivo de acompanhar as atualizações no prazo de uma semana.

Com essa mudança, o pessoal do Deepin quer melhorar a segurança dos apps usados no sistema, melhor estabilidade do Sistema Operacional deles, melhor compatibilidade com apps de terceiros e um melhor suporte comercial para empresas.

Alguns softwares que serão atualizados pela equipe do Deepin seriam: Google Chrome, Mozilla Firefox, LibreOffice entre outros que estão com versões antigas no repositório Stable do Debian.

Para ver o anúncio deles, acesse o post neste link.

Considerações da equipe do Diolinux


Dionatan : “De forma geral a distro pode ficar mais estável, mas isso pode vir com o preço de versões menos atualizadas de certos Apps, entretanto, atualmente a base do desktop do Deepin é feita por eles mesmos, então provavelmente isso não afetará nesse sentido, outro ponto é que a Deepin Store vem recebendo mais e mais flatpaks, o que pode aumentar a disponibilidade de versões mais recentes de softwares como o kdenlive (que pode ser usado como AppImage também), a grande questão é, como ficarão os drivers de vídeo para quem gosta de jogar? se eles permanecerem na mesma versão do Debian Stable isso pode ser um problema (contornável, mas um problema).”

Ricardo: “De um lado teremos a estabilidade e robustez do Debian Stable, onde as implementações, melhoramentos e afins são testadas até a exaustão, assim tentando “limar” uma grande parte de erros e bugs. Mas do outro lado temos um problema com tecnologias novas e drivers de vídeos, no caso da NVIDIA. Primeiro pode ser que alguns programas sejam afetados por falta de libs mais recentes que não estão no repositório Stable, mas que o pessoal do Deepin “garantiu” que vão arrumar isso, só o tempo dirá se vão conseguir. Eles podem contornar isso utilizando os Snaps e Flatpaks na Deepin Store, sendo uma possibilidade. Outra coisa é os drivers para NVIDIA, visto que a última versão lançada é a 418.43 (na data desta publicação) e no Debian Stable está na versão 390.xx, que por exemplo não traz as implementações completas do Vulkan, aí o pessoal do Deepin teria que abrir backports para habilitar a instalação dos drivers novos. Creio que mudar para os repositórios do Debian Stable é uma aposta de 50/50, onde tudo pode certo ou tudo dar errado, mas ao meu ver, eles deveriam voltar para a base Ubuntu e assim garantir uma melhor compatibilidade com programas e drivers. Esperar para ver.”


HenriqueAD: “Como mencionado por meus colegas acima, essa mudança pode ocasionar alguns transtornos referente ao versionamento dos drivers, vejo muitas reclamações de usuários na base atual do Deepin, e fico com um certo receio se tais mudanças de fato vão tornar o sistema mais estável, ou apenas incompatível com diversas libs. No cenário atual alguns apps (disponíveis na loja) contam com tais problemas de dependências, o Discord é um exemplo, e não sei se a equipe do Deepin terá infraestrutura para uma tarefa desse porte, outro contra seria para instalação de pacotes de fora da loja, que seguem em sua maioria os lançamentos do Ubuntu LTS, e não são compatíveis com o Debian Stable, dificultando a experiência do usuário. Apostar em tecnologias como Flatpak, Snap e AppImage é uma ótima forma de contornar possíveis dores de cabeça.”

Você pode contribuir com a sua opinião, lá no nosso fórum, onde comentaram sobre o tema, acesse o tópico aqui

Espero você até a próxima, um forte abraço.
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Kernel Linux 5.0 lançado, mas você realmente precisa atualizar?

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quinta-feira, 7 de março de 2019

Linus Torvalds lançou no dia 3 de Março deste ano (2019) mais uma versão do Kernel Linux, chegando na numeração 5.0 e assim trazendo algumas correções de bugs, melhorias e otimizações pontuais no código do Kernel, além da melhor compatibilização com alguns dispositivos e trazendo o FreeSync da AMD embutido no Kernel.

 Kernel Linux 5.0 lançado, mas você realmente precisa atualizar?






Com o lançamento do Kernel Linux 5.0, veio algumas novidades que já estavam sendo preparadas e que agora chegaram em seu mainline dele. Algumas novidades trazidas foram:

● Suporte para o AMD Radeon FreeSync;
● Suporte para a nova VegaM;
● Suporte para o NVIDIA Xavier
● Melhoramento nos gráficos do Intel Icelake Gen11
● Suporte inicial para os SoCs NXP i.MX8;
● Suporte para Allwinner T3, Qualcomm QCS404 e NXP Layerscape LX2160A;
● Intel VT-d Scalable Mode com suporte para o Scalable I/O Virtualization;
● Novos drivers Intel Stratix 10 FPGA;
● Correções para F2FS, EXT4 e XFS;
● Btrfs file-system com suporte de restauração dos arquivos de swap;
● AgFscrypt Adiantum da Google agora é suportado com ajuda a criptografia rápida de dados em hardware low-end. Isso substitui o algoritmo Speck pela NSA;
● Melhorias no driver Realtek R8169;
● Suporte de alta resolução para rolagens da Logitech;
● Driver para tela sensível ao toque de Raspberry Pi;
● Melhoria aos drivers de notebooks com arquitetura x86;
● Aprimoramento de segurança para o Thunderbolt;
● Suporte para a placa Chameleon96 Intel FPGA;
● Melhor gerenciamento de energia;

No comunicado, Linus Torvalds disse que está contente com o lançamento e que a próxima janela de desenvolvimento está aberta, para a versão 5.1, e que já tem várias solicitações chegando para analisar e processar.  Mas o que chamou a atenção, foi essa declaração no final do comunicado na lista de discussão do projeto, em que ele diz o seguinte:

As mudanças gerais para todas as versões do “5.0” são muito maiores. Mas eu gostaria de ressaltar (mais uma vez) que não fazemos lançamentos baseados em recursos, e que o "5.0" não significa nada mais do que isso. Os números para a série 4.x estavam ficando grandes o suficiente para que eu ficasse sem dedos na mão e dos pés para contar.”.

Caso queira ver um compilado técnico mais completinho, o pessoal do Phoronix fez esse trabalho árduo. Agora se você deseja ver a lista de discussão em que Linus Torvalds fez o anúncio, você pode conferir neste link.

Aí você me pergunta: “ Será que devo atualizar o Kernel do meu sistema?”, e então lhe respondo: “Depende meu caro Padwan, depende.”, e vou tentar explicar o porque do “Depende”. Usando como base um dos mantenedores e membro da Linux Foundation, Greg Kroah-Hartman.

Vou dar uma breve descrição de cada “versão” do Kernel que são lançadas e assim tirar algumas dúvidas que sempre aparecem aqui no blog, no canal do YouTube e no Diolinux Plus.

Versão Mainline do Kernel


Essa versão é o que falamos que “acabou de sair do forno”, na qual você pode instalar em sua distro. Mas tome cuidado, pois essa versão não tem as correções, melhorias e patchs da distro que você usa, podendo ocorrer instabilidades no sistema. Ela é recomendada para entusiastas ou quem quer testar novas funcionalidades ou compatibilidades de hardware “hiper novos”. Se você é um desses, fizemos um artigo de como fazer a troca, usando o programa UKUU (Ubuntu Kernel Update Utility). Também temos um artigo de como instalar os pacotes .deb, no caso do Ubuntu, e para acessar o mainline dele, basta acessar este link.

Última versão estável (Stable)


Quando o Kernel é lançado como “Stable” (Estável), quer dizer que é o mais recente em que a comunidade de desenvolvedores declaram como tal. Isso acontece a cada 3 (três) meses, em que um versão stable é lançada, contendo as últimas correções de bugs e suporte aos hardwares mais recentes. Essa versão é comumente usada na maioria das grandes distribuições, como Ubuntu, Fedora, openSUSE entre outras. Além de ter sido testado pelos 4.000 desenvolvedores do projeto.

Último lançamento da versão LTS (Long-term support)


Se você tem um hardware que precisa de implementações que não venham diretamente do mainline do Kernel Linux, como por exemplo os equipamentos de IoT, a última versão lançada do Kernel LTS é uma boa escolha. A sigla LTS, que quer dizer Long-term support ou Suporte a longo prazo, contém as últimas correções de bugs no Kernel, mas não tem nenhum novo recurso adicionado, sem suporte a novos hardwares implementados e também não obtém as mais recentes melhorias de desempenho do Kernel. Esse tipo de Kernel LTS “novo” é utilizado por usuários que gostam de não se preocupar com os upgrades constantes das versões Stables, que ocorrem a cada 3 meses, já as versões LTS “novas” são atualizadas pelo menos uma vez por ano. Ainda segundo Greg, quem escolhe esse tipo de Kernel, tem que estar bem ciente que o suporte pode ser difícil por parte dos devs, pois os mesmos usam como base a versão Stable. E se você reportou um problema/bug, o dev perguntará “a última versão estável tem esse problema?”. Então tem que ter essa noção.

Versões mais antigas do LTS


Essa versão do Kernel tem um suporte de pelo menos de 2 anos, entretanto às vezes pode se estender por conta de grandes distribuições Linux tem maior suporte, como o caso do Debian ou as SLES.

Empresas como a Google e que fazem parte da Linaro, investiram para que esses kernels perdurem ainda mais, de uma forma “beeemmm resumida”, os chips SoC são desenvolvidos com base em Kernels com mais de 2 anos de suporte e eventualmentetem mais de 2 milhões de linhas adicionadas ao longo do tempo para mantê-los funcionando de forma segura. Se esses LTS forem interrompidos após 2 anos, o suporte da comunidade também vai cessar e com isso não terão mais correções sendo feitas, ocasionando em milhões de dispositivos sem a segurança necessária e estando por aí “flutuando”, e as empresas não querem isso para si e para seus clientes, obviamente.

E na data desta publicação, as versões do Kernel são:

Só para ilustrar melhor, o meu Asus Zenfone 4 Selfie usa o Kernel 3.18.71 com correções feitas e mantidas pela Asus, agora imagina se isso acaba “da noite para o dia”, seria bem complicado.

Então, na hora que você for mudar de Kernel em sua distro, pense muito bem antes de sair trocando “ a torto e direita”, pois pode ser que o problema que você esteja enfrentando não seja do Kernel, e sim de uma instalação mal feita do driver de vídeo, de um programa ou a simples curiosidade de mexer no Linux. 😜

Espero você no próximo post, forte abraço.

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Novo update do Windows 10 1903, permite acesso aos arquivos do Linux pelo Explorer

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quarta-feira, 20 de fevereiro de 2019

Já não é novidade que a Microsoft vem se aproximando do Linux e do Open Source, pode ser com a liberação de mais 60k de patentes ou na criação de sistemas operacionais como o Azure ou com o WSL (Windows Subsystem for Linux). E mais uma novidade vem por aí.

 Novo update do Windows 10 1903, permite acesso aos arquivos do Linux pelo Explorer






Windows Explorer com mais capacidades


Em uma postagem feita em seu blog oficial, no dia 15 Fevereiro (2019), feita por Craig Loewn, Gerente de Projeto para WSL, a Microsoft fez os anúncios das novidades. Nesta postagem, Craig fala também em melhorias no gerenciamento e configuração na utilização da linha de comando.

Acessar arquivos do Linux pelo Windows, antigamente poderia acarretar na perda dearquivos e corrupção de dados, ou menos na inacessibilidade completa, o que será possível agora  sem esses contratempos, pontua Craig.

A implementação é feita atualmente pelo WSL


Para acessar os arquivos do Linux, basta abrir a sua distro favorita e conferir se você está  no diretório /home. Com isso basta digitar o seguinte comando:

explorer.exe.



Com isso, você pode acessar os seus arquivos normalmente e fazer as tarefas normais, como copiar, colar, arrastar arquivos para outros locais. Além de poder usar o menu do VSCode no diretório do WSL.



Na parte da linha de comando, você pode encontrar os arquivos com o seguinte comando:

\\wsl$\<running_distro_name>\

No exemplo abaixo, foi usado o Debian.



Para conferir o post completo e com mais informações, você pode acessar o seguinte link.

Ainda fica a questão das capacidades do Explorer de conseguir acessar partições reais de uma distro Linux em dual boot com o Windows, mas em tese, se há essa capacidade no gerenciador de arquivos do sistema da Microsoft dentro do WSL, fazer isso funcionar fora dele, para leitura de pelo menos o sistema de arquivos EXT4, parece um passo plausível.

Espero você no próximo post, forte abraço.
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Windows VS Linux - Instalação de programas

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sexta-feira, 8 de fevereiro de 2019

Cada sistema possui suas particularidades, e nos baseados em Linux não é diferente, prova disso é que existem diversas maneiras de se instalar programas no sistema do pinguim,. Através deste pequeno comparativo entre Windows e Linux, verá que mesmo seja diferente, isso não significa necessariamente que no Linux as opções são inferiores ou mais complexas. 

windows-linux-programas-instalar

Programas no Windows


No sistema da Microsoft os usuários estão familiarizados com o clássico “NEXT, NEXT, NEXT, FINISH”, avançando em etapas durante a instalação dos aplicativos. Mas não existe apenas uma forma de se obter aplicações no Windows, e veremos algumas opções da atualidade.

“EXE” e “MSI”


Esses são formatos nos moldes do já citado “avançar”, basta dar dois cliques e ir seguindo o fluxo de instalação do programa, mas na maioria dos casos a atenção deve ser redobrada, pois ocorre de no ato da instalação, softwares de terceiros serem instalados sem que o usuário perceba.

Instaladores em etapas geralmente significam que existem configurações a serem feitas pelo próprio usuário, sendo necessário conhecimento para que nada de equivocado seja instalado ou ajustado, é uma método popular, sem dúvida, especialmente pelo hábito, mas que foi suplantado por instalações à partir de uma loja, como no Android, onde você troca os vários cliques por um único.

“BAT”


Os programas em “.bat” são feitos para execução no terminal do Windows, isso mesmo, no Windows também se usa terminal, podendo ser um instalador ou até mesmo uma aplicação.

“Portable”


São aplicações portáteis, na qual sua execução não necessita de uma instalação, com possibilidade de ser transportado e iniciado em uma mídia removível. Podem ser um arquivo “exe”, “msi”, etc.

Loja


Esta é uma funcionalidade existente nas distribuições Linux e no macOS há bastante tempo, mas que estreou no Windows, comparando, há pouco tempo, e que ainda não é tão difundida entre os utilizadores do “Janelas”, com algumas ferramentas ausentes, como o Firefox por exemplo, os usuários ainda cultivam velhos hábitos e muitas vezes permanecem na insaciável caça por executáveis internet à fora.

Programas no Linux


No Linux as formas e variedades de se obter aplicativos são abundantes, e por existirem diversas distribuições, nem sempre existe um padrão ao distribuir programas na plataforma.

“DEB” e “RPM”


São pacotes para instalação de aplicativos, algo parecido com os instaladores em “.exe”/”.msi”, mas sem a necessidade de inúmeros processos e cliques em opções de “avançar”, quando instalados em modo gráfico.

“AppImage”


Assemelham-se aos “portable” do Windows, sem a obrigatoriedade de instalação, também podem ser executados num pendrive, pois carregam suas dependências. Temos diversos materiais de como instalar os AppImage e onde encontrá-los para download.

“Flatpak” e “Snap”


Considerados o futuro da distribuição de programas no Linux (o AppImage também participa da lista), trazem diferenciais e tecnologias que no momento estão em alta, como SANDBOX, e outros benefícios. Não sabe como instalar um Flatpak no sistema? Aprenda neste post, encontre diversos Flatpaks para download, e saiba sobre os Snaps aqui. 

Quando falamos em novas formas de empacotamento no Linux, sempre paira uma dúvida: “AppImage, Flatpak ou Snap?” Qual escolher? Por sorte temos a resposta dessa dúvida cruel.

Veredito sobre as formas de distribuição de programas no Linux e Windows


Tanto o Windows, como o Linux, tem suas formas de compor e gerir aplicativos, e dúvidas comuns surgem em nossas mentes, isso é extremamente normal, em meio a tantas possibilidades e diferenças, acabamos por confundir alguns aspectos destas tecnologias.

Pensando nisso criei em meu canal OSistemático, uma animação explicando sobre cada formato, seu funcionamento, e comportamento do Linux e Windows ao gerenciar componentes para o funcionamento de suas aplicações. Você irá aprender de uma vez por todas o que significa “Sandbox”, “Core”, “dll”, “Runtimes”, quais as diferenças entre esses formatos e outros que não listei aqui como: “tar.gz”, “sh” e muito mais.


Acessem o vídeo, uma animação super completa e sem “tecnés”, ou termos rebuscados que mais confundem do que esclarecem, muito obrigado e deixem nos comentários suas opiniões.

Até o próximo post, te espero aqui no blog Diolinux, SISTEMATICAMENTE!

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YACReader, o seu leitor de HQs no Linux

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quinta-feira, 31 de janeiro de 2019

Se você é um aficionado por HQs, tem algumas delas baixadas no seu Ubuntu,Linux Mint ou outra distro Linux, e precisa de algum leitor pensado para essa função, o YACReader veio para lhe ajudar.

 YACReader, o seu leitor de HQs no Linux






Muitos que vem chegando no mundo Linux estão procurando programas para facilitar o seu dia a dia com tarefas triviais, como ler quadrinhos. O YACReader foi uma grata surpresa ao procurar por programas para essa tarefa.

Algumas características do YACReader




O YACReader é escrito em C++ e tem código aberto, com ele você pode ler arquivos nos seguintes formatos: rar, zip, cbr, cbz, tar, pdf, 7z and cb7,jpeg ,gif ,png , tiff e bmp.

Outras características interessantes:
  • Transições bonitas, personalizáveis ​​e suaves como um “fluxo de HQ”;
  • Leitura de página dupla;
  • Traduções disponíveis para Holandês, Francês, Alemão, Português (brasileiro), Russo e Turco;
  • Opção para usar aceleração de hardware;
  • Suporte multiplataforma para Linux, Windows, macOS e iOS;
  • Suporte a Tags;
  • Modo de navegação rápida;

Para mais informações sobre o YACReader, basta acessar o site deles.




O software é disponibilizado em .deb (Ubuntu, Linux Mint, Debian, Deepin, elementary OS, etc), em .rpm (Fedora, openSUSE, etc) e através do AUR (Arch Linux, Manjaro, Antergos, etc.), de modo que você pode escolher na página de downloads o adequado para a sua distro.

Agora você vai poder ler às suas HQs na sua distro e não perder mais aquela saga que você tanto ama. 😀

Espero você no próximo post, forte abraço.
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Como instalar o DaVinci Resolve via .deb com o MakeResolveDeb

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sexta-feira, 4 de janeiro de 2019

Muitos profissionais da área de audiovisual vêm ao longo dos anos migrando os seus trabalhos para a solução da Blackmagic Design, com o DaVinci Resolve, que é multiplataforma (Windows, macOS e Linux). Apesar de excelente, o poderoso DaVinci Resolve para Linux tem um “probleminha”, ele só tem suporte para Red Hat ou CentOS, assim “limitando” as opções de quem quiser usar por exemplo, a base Debian (Ubuntu, Mint e derivados), para contornar esse problema, o o arquiteto de TI, Daniel Tufvesson, está propondo uma solução chamada “MakeResolveDeb”, através do projeto dele, vamos instalar a poderosa ferramenta em sistemas com base Debian, Ubuntu e Mint.


 Como instalar o DaVinci Resolve via .deb com o MakeResolveDeb






O projeto


O intuito do Daniel é facilitar a instalação do Davinci Resolve, visto que, segundo ele, existem muitos tutoriais de como fazer esse processo de instalação, mas são muitos confusos e alguns podem até deixar o sistema instável, aqui no blog você encontra um destes tutoriais, eu não chamaria ele de confuso, mas definitivamente não coisa de iniciante.
O método que o Daniel lançou é o “MakeResolveDeb”, um script que usa o instalador oficial do Resolve e o transforma em um pacote .deb, para que seja possível instalar dando dois cliques

Para cada versão do DaVinci Resolve é feita uma versão nova do ‘MakeResolveDeb”, assim limitando a quantidades de testes necessários antes de cada lançamento, visto que esse processo é feito no “tempo livre” do Daniel.

Baixando o MakeResolveDeb


Você precisa baixar a mesma versão do “MakeResolveDeb” e do DaVinci Resolve, garantindo assim a compatibilidade e funcionalidade do processo, por exemplo, a versão atual é a 15.0 do DaVinci Resolve, então você deverá baixar a versão idêntica ou mais recente, que no caso seria a 15.0-2, do MakeResolveDeb.

Feito isso você tem que deixar os dois pacotes no mesmo diretório ou pasta, para não ocasionar erros e imprevistos.Tanto o Davinci Resolve, quanto o MakeResolveDeb, serão baixados no formato .tar.gz, basta descompactá-los, ao final do processo você deverá ter os seguintes arquivos:

- DaVinci_Resolve_Studio_15.0_Linux.run
- DaVinci_Resolve_Studio_15.0_Linux.zip
- Linux_Installation_Instructions.pdf
- makeresolvedeb_15.0-2.sh.tar.gz
- makeresolvedeb_15.0-2.sh

O arquivo *.run é importante para o processo junto com o *.sh, então não os exclua.

Executando o MakeResolveDeb


Quando estiver tudo pronto, vamos para a parte onde iremos reempacotar o DaVinci Resolve para o formato .deb usando o script, 

O makeresolvedeb_15.0-2.sh  precisa saber qual versão do DaVinci você está usando, se a “normal” ou a versão “Studio”, a versão grátis ou a paga, em outras palavras, para isso você precisar por o indicador na hora de executar o .sh. Isso pode ser feito de duas formas:

./makeresolvedeb_15.0-2.sh studio  

ou


./makeresolvedeb_15.0-2.sh lite

O procedimento pode demorar alguns minutos dependendo do hardware do seu PC e o quanto você tem de espaço de armazenamento. Se houver algum problema, será informado no terminal, mas se não ocorrido nada de errado, vai aparecer uma última linha dizendo “[DONE]” e número de erros igual a 0.

Instalando o pacote .deb


Depois de tudo ocorrer de forma bem sucedida, o .deb já pode ser instalado no seu sistema baseado no Debian, Ubuntu, Mint ou derivados. A Blackmagic Design não fornece as dependências que você vai precisar, então é preciso verificar se todos os verificar se todos os pacotes necessários estão instalados, eles são requeridos pelo Resolve antes de continuar a instalação. Depois disso você pode instalar o Resolve de duas formas, via terminal ou dando dois cliques. Se for o caso do terminal, você vai usar o utilitário dpkg para fazer a instalação, apenas observe a versão que você está instalando, se é a normal ou a studio.

sudo dpkg -i davinci-resolve-studio_15.0-2_amd64.deb

ou

sudo dpkg -i davinci-resolve_15.0-2_amd64.deb

Uma observação importante, caso a versão ou o nome do pacote mude, você precisa alterar o comando para garantir que ele funcione, os dois comandos acima são exemplos.

Se tudo ocorrer bem, você terá o DaVinci Resolve 15 instalado no seu Debian, Ubuntu, Mint e derivados. Se precisar de suporte adicional ao MakeResolveDeb, você pode entrar no site do Daniel.

O DaVinci Resolve é mais que um editor de vídeos extremamente profissional, hoje ele também é um compositor de gráficos, graças a integração com o Fusion, sem falar em uma das ferramentas pelas quais ele é mais reconhecido, a correção de color com color grading. Ele é um programa muito pesado e é muito interessante ter um computador com 16GB de RAM e placa de vídeo dedicada para roda-lo de forma satisfatória.

Espero você na próxima, forte abraço.

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Top 5 - Distros Linux para usar em servidores

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quinta-feira, 18 de outubro de 2018

A tecnologia Open Source é extremamente versátil, mas sem dúvida, um local onde ela se destaca é na infraestrutura de serviços e da própria internet. O Linux é muito popular neste segmento e por isso hoje você vai conhecer cinco distribuições Linux  que você provavelmente vai esbarrar ao trabalhar com servidores.

Linux para Servidores





É importante conhecer as distribuições Linux mais famosas neste segmento para poder ser preparar melhor para o mercado de trabalho, caso você deseje trabalhar com servidores Linux, claro, ou simplesmente para saber dar algumas indicações em caso de necessidade.

O termo "servidor" é, por si só, muito vago. O ponto importante é atividade que "o dito cujo" irá realizar, em outras palavras, "o que ele irá servir". 

Certamente existem distribuições construídas para atender determinadas demandas que são excelentes, como RockStor, Open Media Vault, Zentyal, etc. Na verdade, qualquer distribuição Linux com foco em servidores pode ser aplicada para cada uma das atividades que existe uma solução desenvolvida especificamente, basta aprender a configurá-la e colocar o serviço para funcionar.

Na lista de hoje entrarão distribuições Linux que podem ser usadas para propósitos genéricos e são reconhecidas no mercado como excelentes opções.

- Debian


O Debian é uma das principais distribuições Linux do mundo, utilizada por grandes projetos de missão crítica, como os sistemas que controlam a estação espacial internacional. Naturalmente todas as distribuições focados em servidores são estáveis, mas este é um assunto que o Debian leva muito a sério, a ponto de você relacionar as duas palavras facilmente. Precisa de um servidor estável? O Debian é uma ótima opção!


O "filho do Debian" também tem lugar garantido neste segmento. O sistema é também um dos mais populares no mundo dos servidores, utilizado em vários sistemas onde intermitência é importante, como laboratórios de meteorologia. Por ser muito popular nos desktops também, é certamente um local com muita documentação e tutoriais, assim como o Debian, para se começar a planejar o seu servidor.


Mudando para "o lado RPM da força", começamos com o Red Hat EL, mantido por uma da maiores empresas do mundo nos segmento de infraestrutura de T.I utilizando tecnologias Open Source. O Red Hat é tão confiável e estável que é utilizado para controlar os submarinos do exército dos EUA, mas claro, sua aplicabilidade não se resume aí.


Curiosamente, a popularidade do RHEL faz com que o CentOS seja tão famoso quanto. O CentOS é conhecido como " a versão grátis do Red Hat" e é usado largamente por serviços de Hospedagem, como os nossos amigos da HostGator, que atuam em vários locais ao redor do mundo.

Pela grande documentação presente para o Red Hat Enterprise Linux ser correspondente ao CentOS, ele também costuma ser a escolha para infraestrutura de diversas empresas de tamanhos diferenciados.


A SUSE é uma das empresas pioneiras no uso do Linux e de software Open Source para infraestrutura. Atualmente a empresa atravessa uma nova e interessante fase, com maior orçamento e independência e é extremamente popular, especialmente na Europa. O Yast (Yet Another Setup Tool) talvez seja a "feature killer" do SUSE para o mercado.

Repare uma coisa...


Repare que eu não coloquei números na minha lista, especialmente porque eu não acredito que exista uma ordem de "melhor para pior" ou vice e versa, estas são, sem dúvidas, as mais famosas distros do mercado, entretanto, elas não são as únicas, outras que poderiam entrar facilmente numa lista como esta são o Oracle Linux, da Oracle e o ClearOS, da Intel, entre outras, mas de toda forma, a lista precisava ter um fim.

As informações aqui contidas podem te ajudar a dar uma direção para os seus estudos e testes de sistemas operacionais, seja para se preparar para o mercado de trabalho, seja para uma certificação. Apesar disso, nada impede que você tenha um favorito, qual a versão do Linux que você mais gosta de usar em servidores?

Até a próxima!
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4K Video Downloader - Para salvar os vídeos que marcaram a sua vida

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quarta-feira, 19 de setembro de 2018

Sempre que encontramos algum vídeo na internet e gostamos muito dele, vem a pergunta na nossa cabeça “ Como posso salvar ele no meu computador?”, mesmo em tempos de streaming de alta qualidade, podem haver momentos onde ter o vídeo offline pode ter algumas vantagens, como poder consumir os DioCasts a qualquer hora sem depender de conexão com a internet,e pesquisamos sempre achávamos soluções não satisfatórias. Até agora, pois o 4K Video Downloader vai te ajudar nessa tarefa.


 4K Video Downloader - Para salvar os vídeos que marcaram a sua vida






O 4K Video Downloader é um aplicativo que vai lhe auxiliar para salvar os vídeos dos sites mais populares, como YouTube, Facebook, Vimeo  entre outros.

Primeiramente vamos baixá-lo através do site oficial deles, e podendo escolher 2 opções para Linux, um para a base Debian/Ubuntu/Mint sendo .deb e o outro para as outras distros sendo no formato tar.gz2, temos um vídeo no canal explicando como usar esse formato.

Feito a instalação você vai abrir o programa e aceitar os termos.




Logo depois aparecerá a tela onde você vai poder colar o link do vídeo do site da onde você quer salvar ele. Basta você copiar o link e clicar no ícone verde escrito “colar link”.


Depois vai abrir uma janela onde você vai ver as informações do vídeo e também onde você quer salvar ele.



E por último vai aparecer uma tela mostrando o progresso, aí é só esperar o término e dar play no vídeo.. Muito simples, né? =)

Uma dica muito útil e boa para quem quer salvar aquele vídeo inesquecível, ou que precisa salvar aquela trilha sonora para aquele momento memorável. Mas atenção, muitos vídeos online possuem direitos autorais que restringem os downloads, então tome cuidado para não violar as regras de nenhum site ou criador de conteúdo.


Espero você até uma próxima e um forte abraço!
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Chrome OS agora tem suporte para instalar pacotes no formato .deb

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quinta-feira, 16 de agosto de 2018

O site Chorme Unboxed, através do seu colaborador Gabriel Brangers, descobriu que agora é possível instalar programas no formato .deb (Debian Linux Packages) no Chrome OS da Google, o sistema baseado em Linux da empresa, que roda nos Chromebooks.

Chrome OS agora rodará Apps .deb de Linux






Ele descobriu essa compatibilidade enquanto “fuçava” no canal de desenvolvimento "Canary" do Chrome OS, com algumas pequenas modificações, foi possível instalar um pacote .deb no sistema.

Nos testes, ele usou o instalador da Steam para descobrir se teria suporte para a sua GPU e para sua surpresa, a instalação ocorreu sem nenhum problema.

Outro site que noticiou tal compatibilidade foi o XDA Developers, informando que em códigos acrescentados recentemente no Chrome OS foi adicionado suporte aos pacotes .deb, onde o programa “Arquivos” ficaria responsável pelo gerenciamento e facilitando a vida do usuário, que não precisaria ter interação direta com o terminal ou coisa do tipo, pois os programas no formato .deb seriam instalados em “containers”. O projeto de compatibilidade é chamado de Crostini, como mostramos neste outro artigo do blog.

Na minha opinião, creio que isso vem para facilitar o contato do usuário comum com o mundo Linux e sem traumas (como alguns insistem em fazer), e também podendo trazer empresas como Adobe e Autodesk, como exemplos, para portarem os seus aplicativos para Linux, já que ter uma empresa como a Google por traz do sistema pode ser um fator motivacional.

Comente o que você acha dessa compatibilidade do Chrome OS com os pacotes .deb, será que isso pode trazer alguma mudança no mercado?

Até a próxima!
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Linux Mint Debian Edition (LMDE) 3 "Cindy" Beta está disponível para download!

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terça-feira, 31 de julho de 2018

A nova versão do Linux Mint (Debian Edition), também conhecida pela sigla "LMDE", está chegando a uma nova release e agora você pode testar o Beta da versão 3 com Cinnamon.

Linux Mint Debian Edition 3 Beta





A versão 3 do Linux Mint Debian Edition (LMDE) chegou ao seu Beta, o momento em que usuários mais experientes são convidados a participar da campanha de "caça a bugs" para o lançamento da versão final, que recebeu o codinome de "Cindy".

O LMDE, para você que não conhece, é o Linux Mint com praticamente todas as suas ferramentas tradicionais, só que baseado no Debian, ao invés do Ubuntu, como na versão principal. O LMDE também é desenvolvido pela mesma equipe do Linux Mint e é uma das versões oficiais da distro, no entanto, ele não recebe a mesma urgência de desenvolvimento que a versão baseada no Ubuntu (ao menos no momento), o que não significa que ele seja feito "de qualquer jeito" também, mas um bom exemplo disso é que ele está saindo praticamente um mês depois do lançamento da versão 19 do Mint "tradicional".

A versão "Debian Edition" do Linux Mint é considerada por eles uma "distro de backup" para o projeto, caso, por qualquer motivo, a versão com base Ubuntu se torne inviável. O objetivo da distro também é, como os desenvolvedores deixam claro na nota oficial, provar para eles mesmos que seria possível fazer o Linux Mint sem o Ubuntu e entender quanto trabalho eles teriam para colocar o sistema para funcionar caso o Ubuntu "desaparecesse".

Você pode encontrar as notas de lançamento da versão LMDE 3 Beta neste endereço. É importante conferir as notas para conhecer os bugs já reportados e os que estão ainda em aberto, assim como as correções possíveis para problemas já identificados, para fazer o download da versão basta acessar este link, onde você encontra as ISOs para download direto e também o torrent.

Para rodar o LMDE você precisa de no mínimo:

- 1GB RAM (recomendado 2GB);
- 15GB de espaço em disco (recomendado 20GB);
- Resolução mínima de 1024×768

As ISOs de 64 bits são recomendadas para computadores mais modernos, de 2007 em diante, e conseguem bootar em computadores que usem UEFI ou BIOS, já a versão de 32 bits é recomendada apenas para processadores de 32 bits, em computadores mais antigos e só consegue trabalhar com BIOS.


Conte pra gente, você gosta de usar a versão Debian do Linux Mint? Qual a sua experiência com o LMDE?

Até a próxima!
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Compilação de código fonte torna programas realmente mais rápidos?

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sexta-feira, 4 de maio de 2018

Durante a live de comemoração dos sete anos do blog Diolinux, debatemos a questão do ganho de desempenho do Gentoo através da compilação de programas. Será que isso é real mesmo?






Gentoo Linux é conhecido pelo seu desempenho baseado na estratégia de compilação de código fonte diretamente na máquia que será utilizada. A lógica é o seguinte:
Como os programas dos repositórios das distribuições são compilados em máquinas que possuem processadores diferentes da sua (algo que é incerto de se saber), isso pode acarretar em certa perda de desempenho. Portanto compilando os programas na mesma máquina que irá utilizá-lo acaba acarretando no melhor aproveitamento do desempenho.
Mas esse conceito em certo aspecto é teórico, em outro não; as próprias ferramentas de desenvolvimento do Android são disponibilizadas em forma de código fonte para poder extrair o melhor proveito do hardware após compila-la.

Somente o fato de compilar programas diretamente na máquina não é garantia melhor aproveitamento de desempenho do hardware, especialmente se o usuário não souber como fazer isso. Pode ser, na verdade, que a situação piore ao invés de melhorar. Existem mais fatores a serem considerado antes de concluirmos e julgarmos que a compilação do código fonte é o fator chave desse conceito.

Eu já havia até mesmo feito um vídeo no meu canal debatendo o assunto quando me disseram que o FreeBSD utilizando o UFS ou ZFS possuía melhor desempenho do que do Linux e expliquei em detalhes. Confiram o vídeo:


Da mesma forma que um filesystem não é a única característica que influencia no ganho de desempenho de um sistema operacional,  compilar código fonte diretamente na máquina também não. Alguns fatores que influenciam para isso são:
  • Configuração especifica para o hardware (exemplo disso é o kernel que deve ser configurado para a família correta do seu processador e não a versão genérica. Utilizar microcódigos do processador também ajuda;
  • Makefile personalizado (as comunidades Gentoo e Funtoo fazem isso muito bem);
  • Patches de correções desenvolvidos pelas próprias comunidades Gentoo e Funtoo (esse é um ponto importantíssimo que as comunidades Gentoo/Funtoo fazem adicionando seus patches para melhorar o desempenho);
  • Fazer uso de compiladores e bibliotecas corretas;
  • Filesystem
  • init system (inclusive a comunidade Gentoo criou o Openrc exatamente com esse propósito. O systemd vem apresentando melhor desempenho até mesmo que o Openrc).
Querem prova que até mesmo pacotes binários podem proporcionar bom desempenho? A própria distribuição Clear Linux é prova de fogo disso, que vem aprimorando o desempenho do Linux mesmo tendo pacotes binários, inclusive trabalhando para tornar o Steam em um programa 64 bits nativo.

 Alguns dos seus resultados podem ser conferidos no próprio Phoronix:

Teste de Benchmark Linux

Teste de Benchmark Linux

Teste de Benchmark Linux


Outros dois grandes exemplos disso são as distribuições Alpine Linux por adotar o musl ao invés da Glibc e o LLVM no lugar do GCC.

A distribuição Debian que vem ganhando melhoria de desempenho de uma versão para a outra, um dos fatores para esse sucesso também foi por estar adotando o LLVM no lugar do GCC e há planos de migrar da Glibc para a musl.

Muitas vezes distribuições source based não serão a melhor solução para o ganho de desempenho; na verdade ela pode até mesmo se tornar uma dor de cabeça ao invés de uma solução e você se frustrar. O que deve ser analisado para adoção de uma distribuição source based é a sua necessidade (quando adotar ou não) assim como o Google fez no caso do ChromeOS e a Apple vem fazendo com o iOS.

Um debate legal. É isso aí, um abraço e falou :)
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Rodando pacotes .deb sem instalar

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quarta-feira, 2 de maio de 2018

Quando conhecemos Linux, uma das coisas que nos surpreende é a variedade de opções para tudo; dentre estas estão os diferentes empacotamentos oferecidos pelas distribuições. Bora conferir como os pacotes Debian funcionam?

olhando-os-pacotes-da-familia-debian






Bom, a maioria de nós veio do mundo Windows e lá conhecemos o famoso ".exe" que é um executável de instalação dos programa (isso oscila também a cada programa). Os usuários de Mac OS X conhecem o ".dmg". já quando chegamos no mundo Linux nos deparamos com uma variedade de diferentes de pacotes como ".deb", ".rpm", ".tgz", ".apk" e vai saber lá o que mais.

Apesar de nos gerar certa confusão, pois a principio não sabemos o que é um pacote (e muito mais por que existe mais de um formato), esse é um dos fatores proporcionados pela liberdade no Linux e muitos deles surgiram em uma época onde houve a necessidade (seja ela pela ausência de um empacotamento ou por necessidades empresariais).

Existem até mesmo distribuições que utilizam empacotamentos de outras distribuições sendo que não é uma derivação (o SuSE por exemplo que não deriva do Red Hat) e existe até mesmo distribuições que derivam de uma e utilizam gerenciadores de pacotes  de outra, como é o caso do antigo Dam Small Linux, que derivava do Debian e usava o comando rpm, além do antigo Conectiva, que era um Red Hat e usava o APT.

Neste vídeo resolvi explicar como o empacotamento ".deb" funciona internamente e rodamos o programa sem até mesmo a necessidade da instalação.



Essa tarefa que realizei neste vídeo pode ser realizada em qualquer distribuição (lembrando que pode variar a cada pacote, tendo a ausência de dependências).

Podemos até mesmo fazer isso com pacotes ".rpm" ou ".tgz".

Antigamente (nunca achei que iria usar esse termo: "antigamente") tínhamos pacotes ".deb" do Debian e ".deb" do Ubuntu e um não instalava no outro e hoje temos um ".deb" misto (vamos dizer assim). Na verdade até hoje temos pacotes assim e quando a Microsoft lançou sua primeira versão do Skype para Linux, assim que adquiriu a empresa, a solução para mim foi exatamente fazer o processo do vídeo pois só havia versão para Ubuntu. Agora temos também o ".udeb".

Isso acontece até mesmo nas distribuições Red Hat; basta tentar instalar pacote do Fedora no CentOS ou vice e versa que verá o problema acontecer.

Até mesmo os ".rpm" do SuSE são diferentes e se tornam incompatíveis com os do Fedora, Red Hat, CentOS e assim por diante. Esse é na verdade uma característica ruim do Linux e por isso hoje trabalham para termos um pacote unificado onde o mesmo programa é instalado em qualquer distribuição e qualquer versão; na verdade (como é comum acontecer no propósito da liberdade) começam a surgir vários assim ;)

Por hora é isso, um abraço e valeu!
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Nova versão do GIMP finalmente está disponível!

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sábado, 28 de abril de 2018

Depois de praticamente 6 anos de desenvolvimento a versão 2.10 do manipulador de imagens GIMP está disponível para download e com várias novidades interessantes, confira:

Lançado GIMO 2.10






Os desenvolvedores anunciaram a versão 2.10 do GIMP através do site oficial do programa listando os destaques desta que, segundo eles, é uma GRANDE atualização para o GIMP.

Dentre as principais novidades desta atualização temos:

- O processamento de imagem está próximo de ser completamente portado para GEGL, permitindo um melhor aproveitamento multi-thread e aceleração de hardware para o processamento dos pixels;

-  O gerenciamento de cor agora é um recurso nativo do GIMP, a maior parte das áreas de preview e widgets são gerenciáveis;

- Muitas ferramentas foram melhoradas, como a ferramenta de seleção inteligente (varinha mágica*), ferramenta de transformação, entre outras;

- Houve melhorias para os usuários do GIMP que fazem pintura digital, agora com suporte para pincéis do MyPaint e incremento de funcionalidades para facilitar a criação de desenhos baseados em simetria e rotação;

- Suporte inicial a telas de alta densidade de pixel (HiDPI);

- Novo visual, agora o GIMP tem temas nativos embutidos com o software, dando um visual mais profissional à aplicação, os temas ainda possuem variações de tonalidade, claro, escuro, cinza e uma opção que permite usar o tema gtk do sistema.

Realmente existem muitas, muitas coisas novas! Você pode conferir todas as notas de lançamento diretamente no site oficial, onde você encontra até pequenos vídeos para demonstrar a funcionalidade das novas ferramentas.

Como testar a nova versão do GIMP?


GIMP 2.10


No site do GIMP o modo "oficial" de fazer o teste é através de um pacote Flatpak, no caso do Ubuntu, será necessário rodar estes comandos para utilizar:
sudo apt install flatpak
flatpak install https://flathub.org/repo/appstream/org.gimp.GIMP.flatpakref

Instalando o novo GIMP via Flatpak

Porém, é possível instalar também via PPA, para saber como fazer isso, consulte este artigo aqui do blog.

O processo via Flatpak serve virtualmente para qualquer distribuição, consulte a documentação do seu sistema para entender como ativar o recurso, caso ele ainda não esteja ativo. Este artigo do blog sobre Flatpak pode ajudar também.

Para rodar o GIMP instalado via Flatpak no Ubuntu você deve usar este comando:
flatpak run org.gimp.GIMP
No Linux Mint, que já possui integração com o FlatHub, basta procurar pela versão do GIMP em Flatpak na loja de aplicativos ou, alternativamente, usar o PPA.

Uma coisa que vale observar é que o GIMP é um App muito comum dentro do repositório das distros, então em mais ou menos tempo ele também deverá ficar disponível para todos desta forma, geralmente distros rolling release trazem a versão antes das demais, como o Arch, Manjaro e o Fedora, que mesmo não sendo Rolling, costuma ser bem atualizado.

Um "problema" com o GIMP


O GIMP é um software excelente, que se fosse pago, seria com certeza muito caro! Não sei se você já parou para pensar nisso, mas um software da robustez do GIMP é entregue para você gratuitamente e ainda com o código fonte aberto. Incrível, não?

Estou falando sobre isso porque em meio às notas de lançamento desta nova versão do GIMP eu encontrei um dado muito curioso.

Colaboradores do GIMP

O GIMP é um projeto feito de forma completamente comunitária. Desde 1997, segundo o site, apenas em um mês (Agosto de 2003) é que o GIMP teve mais de 20 colaboradores simultâneos, 21 para ser mais exato.

Olhando a Timeline podemos ver que em vários momentos tivemos apenas 3 pessoas (em todo o mundo) ativas no desenvolvimento do GIMP, a informação mais recente é de Fevereiro de 2018, com 12 pessoas ativas.

E isso diz muito respeito a toda demora para lançar uma grande atualização como esta que temos o prazer de anunciar hoje. Uma equipe reduzida e não assalariada como esta, eu diria que o que vemos é praticamente um milagre de esforço, boa vontade e competência técnica.

Levanto este tópico porque acho pertinente a discussão em torno do assunto. Já vi muitas pessoas reclamarem do GIMP pelos mais diversos motivos, mas será que estas mesmas viram esta situação? Geralmente as pessoas comparam o Photoshop com o GIMP, mesmo com a Adobe tendo um time inteiro e muito bem pago para incrementar o Photoshop ano a ano, o pessoal do GIMP continua fazendo um bom trabalho, que para muitos usuários até ultrapassa ou no mínimo equivale ao produzido pela Adobe, e não esqueça, o programa é de graça para você, disponível nas três principais plataformas e ainda te dão o código fonte. Repito, é incrível.

Talvez com isso as críticas ao GIMP sejam mais brandas de agora em diante, porém, há outro viés que vale a pena ser comentado. Existem alguns softwares que nasceram no Linux para serem utilizados por artistas e produtores de conteúdo em todas as plataformas que encontraram seu caminho ao se organizarem de uma forma diferente.

O Blender, o Krita e até mesmo o Kdenlive são ótimos exemplos. Será que não seria importante haver uma modificação na forma com que o GIMP é trabalhado para que ele gere alguma renda para podermos ter vários desenvolvedores fixos no projeto? 

Criar uma fundação como o Blender e o Krita fizeram acabou ajudando os dois a se destacarem até fora do "mundo Linux". Se este é o caminho eu não tenho certeza, mas o GIMP merece mais atenção e depender apenas de doação e boa vontade pode até funcionar, mas leva muito mais tempo, como vimos neste lançamento que demorou 6 anos para acontecer.

Algo que nem todos pensam, mas se você gosta do GIMP e adoraria incrementar funções nele, nada impede que você trabalhe no software e crie uma empresa para prestar suporte para o mesmo, assim como muitas fazem com uma distro Linux qualquer ou outros softwares como o LibreOffice, por que não com o GIMP?

Que tal patrocinar o projeto? Quem tem realmente condição e tira proveito do GIMP poderia bancar um desenvolvedor. O GIMP poderia criar uma campanha do tipo "adote um desenvolvedor" e entregar benefícios a estes colaboradores, como suporte e criação de ferramentas para atender a necessidades dos mesmos antes. 

Talvez isso ajudasse no desenvolvimento, uma empresa como a Collabora, que trabalha com o LibreOffice, só que com o GIMP. O que você acha da ideia?

Até a próxima!

* "Varinha mágica" é nome da ferramenta de função semelhante do Adobe Photoshop, geralmente as pessoas entendem melhor do que se trata através da expressão.
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