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Debian 10 poderá vir com Wayland por padrão

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terça-feira, 14 de maio de 2019

O Debian é sem dúvidas uma das distribuições Linux mais famosas e adoradas pela comunidade. Seja por sua estabilidade monstruosa ou por ser a "mãe" de uma infinidade de distribuições. Conhecido por "ir com calma", o Debian é cauteloso na incorporação de novas tecnologias ao projeto. Entretanto parece que com o Wayland será diferente.

debian-10-buster-wayland-xorg-gnome-shell

Wayland é um compositor de janelas, digamos que graças a ele você consegue ver a interface gráfica. Seu antecessor, Xorg, é amplamente utilizado na maioria das distribuições Linux (Android e Chrome OS estão fora dessa lista), mas parece que o Wayland vem ganhando seu espaço.

Wayland no Debian 10


Ao contrário do sistema de inicialização systemd, o Wayland será adotado "quase que imediatamente" se levarmos em consideração o quão conservador o Debian é. O anúncio foi dado pelo engenheiro de software da Red Hat, Jonathan Michael Thomas, reportado no site JMTD.

A decisão final não foi arbitrária, e sim pautadas em duas questões.

O Debian Buster optou por trazer o Gnome-Shell como ambiente de desktop padrão (estão até reavaliando essa questão na versão Jessie do Debian);

A equipe do Gnome optou oferecer por default o Wayland, assim sendo, a equipe do Debian decidiu ir ao encontro com o posicionamento do Gnome. 

Outro motivo é devido a recursos da tecnologia e código de maior compreensão (e facilidade de manutenção).

Wayland maduro o suficiente?


Muitos afirmam que o Wayland não é estável o suficiente, e lotado de bugs. É evidente que o mesmo possui alguns problemas com softwares como o Synaptic e OBS Studio. Temos que considerar que com o Wayland muita coisa mudou, comparado ao Xorg, e é esperado algumas incompatibilidades. No entanto parece que estão trabalhando para compatibilizar o Wayland, ao invés de impossibilitaram o uso ou até mesmo retirarem dos repositórios (as aplicações incompatíveis que lá estão).

Como toda e qualquer nova tecnologia é necessário um "empurrãozinho" para sua adoção, quem sabe agora que mais sistemas Linux estão trazendo a sessão Wayland como padrão (o Fedora quem o diga 😜), a tecnologia evolua. Ou empresas como a Nvidia, comecem a dar atenção e compatibilizar seus drivers (No momento apenas o Nouveau funciona com Wayland, significando resumidamente: “Nadica de gameplays hardcores”).

E você o que achou sobre o Wayland vindo como padrão do Debian 10?

Que tal continuar esse assunto em nosso fórum Diolinux Plus?

Até o próximo post, te espero aqui no blog Diolinux, SISTEMATICAMENTE! 😎
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Como instalar o utilitário HPLIP 3.19.3 para gerenciar Impressoras e Multifuncionais da HP no Linux

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sexta-feira, 3 de maio de 2019

Hoje em dia, muitas distros já instalam e gerenciam as impressoras, e uma das marcas mais populares é a HP. Por padrão a distros já trazem os drivers no Kernel Linux. Vale salientar também que a HP faz parte dos membros “Silver” da Linux Foundation, como noticiamos neste artigo.


 Como instalar o utilitário HPLIP 3.19.3 para gerenciar Impressoras e Multifuncionais da HP no Linux






O que muitos que chegam ao mundo Linux não sabem, é que existe um utilitário para gerenciar os produtos de impressão da HP, chamado de HPLIP.




Você não obrigatoriamente precisa utilizá-lo, visto que o aplicativo “Impressoras”, que provavelmente acompanha a sua distro e faz uso do CUPs pode dar conta do recado para a maior parte das coisas, porém, se quiser um “algo a mais” com as impressoras da empresa, o HPLIP é a sua opção.

Nesta nova versão do software, foi acrescentado o suporte para o Fedora 29(64-bit), Open Suse 15(64-bit),  Manjaro 18.0(64-bit), RHEL 7.6(64-bit), Debian 9.7(64-bit), LinuxMint 19.1(64-bit) e Ubuntu 18.10(64-bit). Para instalar ele, você tem algumas opções.

A primeira é buscar no gerenciador de pacotes da sua distro por “hplip”, e nesse caso a versão pode variar.. Por exemplo, no Ubuntu 19.04 ainda está na versão 3.19.1 e a versão nova não pode ser instalada corretamente (durante os testes para este artigo).

A segunda forma é baixar o .run do site da HP para a sua distro e instalar ele pelo terminal (que não é nenhuma “Guerra Infinita”).



Depois de baixar o .run, você precisa dar as devidas permissões. Salve na pasta que quiser, mas recomendo salvar em alguma que você tenha acesso fácil e com permissões de modificação, como a sua pasta home, ou a sua pasta de downloads 

Para dar permissão de execução ao instalador, basta fazer como na imagem abaixo. Clique com o botão direito sobre o arquivo, vá até “propriedades” e na aba de “permissões”, marque a caixa que permite a “execução como um programa”, conforme indicado.



Depois disto, abra um terminal na pasta onde está o arquivo .run que você baixo. Isso pode ser feito geralmente clicando com o botão direito em um espaço em branco na pasta e selecionando a opção “abrir em um terminal” no menu de contexto que aparecer, ou algo similar.

No terminal que se abrir, você deve digitar o seguinte comando: rodar o seguinte comando

./hplip-3.19.3.run

Aí é só esperar as instruções no terminal e segui-las.

Nesta nova versão, foi adicionado o suporte a esses novos modelos:

-HP OfficeJet Pro All-in-One 9010 
-HP OfficeJet Pro All-in-One 9020
-HP OfficeJet All-in-One 9010
-HP PageWide XL 4100 Printer
-HP PageWide XL 4100 MFP
-HP PageWide XL 4600 Printer
-HP PageWide XL 4600PS MFP
-HP Color LaserJet Managed MFP E77422a
-HP Color LaserJet Managed MFP E77422dv
-HP Color LaserJet Managed MFP E77422dn
-HP Color LaserJet Managed MFP E77428dn
-HP LaserJet MFP E72425a
-HP LaserJet MFP E72425dv
-HP LaserJet MFP E72425dn
-HP LaserJet MFP E72430dn
-HP LaserJet Managed MFP E62655dn
-HP LaserJet Managed MFP E62665hs
-HP LaserJet Managed Flow MFP E62665h
-HP LaserJet Managed Flow MFP E62675z
-HP LaserJet Managed Flow MFP E62665z
-HP LaserJet Managed E60155dn
-HP LaserJet Managed E60165dn
-HP LaserJet Managed E60175dn
-HP Color LaserJet Managed E65150dn
-HP Color LaserJet Managed E65160dn
-HP Color LaserJet Managed MFP E67650dh
-HP Color LaserJet Managed Flow MFP E67660z

Para efetuar o download do HPLIP 3.19.3 baixar clicar aqui ou aqui.

Este artigo não acaba aqui, continue trocando uma ideia lá  no nosso fórum.

Espero você até a próxima, um forte abraço.

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Linux App Store, encontre AppImages, Snaps e Flatpaks num só lugar!

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AppImage, Snap ou Flatpak? Eis uma dúvida de muitos usuários Linux, sejam novatos ou não. E caso queira saber um pouco mais sobre cada um e suas diferenças, temos um artigo super especial comparando os 3 formatos. No entanto caso já tenha “passado dessa fase”, e já utiliza aplicativos nesses formatos, o post é especialmente para você.

linux-app-store-flatpak-appimage-snap-deb-rpm-loja-programas-aplicativo-ubuntu-deepin-fedora-manjaro-mint

Em meu cotidiano faço uso de diversos softwares, sejam para produção do meu canal OSistemático ou até mesmo para escrever os artigos aqui no blog Diolinux (afinal é necessário criar as capas e tudo mais). E aplicações nos formatos AppImage, Snap e Flatpak são recorrentes em minha rotina, e creio que na de muitos usuários também. Entretanto para descobrirmos novos AppImages teremos que acessar o AppImageHub (ou site da aplicação), e pesquisar pelo mesmo. Já para encontrar os Snaps, podemos ir até a Snap Store e os Flatpaks no Flathub. Obviamente que algumas distribuições permitem adição de repositórios destes formatos em suas lojas, tornando o processo mais cômodo. Porém, e nos outros casos? E se existisse um lugar que agregasse a pesquisa dos programas em AppImage, Snap e Flatpak? Eis que lhes apresento à “Linux App Store”.

Encontre 3 formatos de pacotes em um só lugar!


A ideia é simples, aguardada por muitos, e desconhecida pela maioria. O site “linuxappstore.io” tem como proposta principal agregar e centralizar a pesquisa dos pacotes universais para Linux. Denominado de “Linux App Store”, o projeto é recente está ainda na versão 1.0.0, mas muito promissor. Software livre, o código da Linux App Store, está disponível no Github e é desenvolvido sobre as tecnologias JavaScript, Python e C#. 

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“Mal conheço, mas já considero pacas!”


Além de agregar os 3 formatos universais, em um futuro próximo, possivelmente a intenção é oferecer pacotes RPM e DEB, no entanto esse não é o foco principal do projeto. Sua construção é pautada em tecnologias web, para melhor integração indiferente da interface gráfica ou sistema e tem como pretensão centralizar as pesquisas e instalações dos formatos AppImage, Snap e Flatpak. Atuando de forma intermediária ao acesso de tais pacotes, em uma única interface.

linux-app-store-flatpak-appimage-snap-deb-rpm-loja-programas-aplicativo-ubuntu-deepin-fedora-manjaro-mint

No momento a Linux App Store, não traz recursos essenciais como categorias e modos de filtragem mais elaborados. Todavia já foram reportadas em seu Github, o desejo por essas funções. Sejamos pacientes, com o tempo novas características serão incorporadas ao projeto tornando-o mais eficiente.

Outro aspecto da Linux App Store, é fazer uso de outros sites (AppImageHub, Flatpak e SnapCraft), mesmo que seja possível pesquisar pelos 3 formatos ao mesmo tempo, filtrar escolhendo um ou outro, ainda ao selecionar o programa você será redirecionado ao site referente ao tipo de pacote, algo que não chega a incomodar, entretanto poderia ser feito na própria loja.

Tenha em mente que o projeto não é algo oficial e relacionado aos pacotes, AppImage, Flatpak e Snap, sendo algo comunitário e sem o suporte dos encabeçadores destes formatos.

Se gosta de estar por dentro sobre AppImage, Snap e Flatpak, recomendo o grupo “Flatpak, Snap e AppImage” no Telegram, ele tem como foco esse tipo de assunto. Estou sempre por lá também. 

E você gostou da Linux App Store? Eu curti bastante, e estava contando as horas até alguém por essa ideia em prática.

Continue em nosso fórum Diolinux Plus esse assunto. Até o próximo post, te espero, SISTEMATICAMENTE! 😎

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Teste automaticamente seu computador com o utilitário Hardware Probe

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terça-feira, 26 de março de 2019

No mundo da informática é comum passarmos por problemas envolvendo hardware, seja incompatibilidades, desgaste natural ou quaisquer outros tipos de defeitos. Testar componente por componente atrás de um possível erro, nem sempre é uma tarefa simples. É comum quando alguém está nos ajudando através de um fórum (lá no Diolinux Plus por exemplo) perguntar sobre a versão do kernel, qual o nosso sistema, hardware etc; E nem sempre o usuário sabe prontamente como conseguir tais informações.

utilitario-informação-hardware-probe-info-componentes-pc-linux

O utilitário Hardware Probe é perfeito para tais situações, com ele você poderá conseguir informações de seus componentes e ao mesmo tempo efetuar um breve teste automático, que pode dar uma pista de qual hardware está com mau funcionamento.

Além de verificar a operabilidade do seu computador, você contribui com um banco de dados de hardware no Linux, auxiliando o estudo de Teste de Confiabilidade Real no HDD/SSD e os desenvolvedores Linux

utilitario-informação-hardware-probe-info-componentes-pc-linux

Ao rodar o teste (após a instalação um ícone aparecerá no menu de seu sistema), o terminal se abrirá e uma URL permanente para visualização do probe do computador será gerada, copie e abra em seu navegador favorito. Com diversas informações úteis para diagnósticos de possíveis problemas, esses dados podem ser compartilhados para consultas de componentes (devices), logs e periféricos do hardware em questão, simplificando todo o processo. 

Algo a salientar, é que seus dados pessoais não são capturados pelo Hardware Probe, mantendo o anonimato e coletando apenas informações necessárias, então calma que endereços IPs, MACs, serials, hostname, username, etc; Não serão coletados.

utilitario-URL-informação-hardware-probe-info-componentes-pc-linux

Instalando o utilitário Hardware Probe em seu sistema


O Hardware Probe está disponível oficialmente no seu Github em diversos formatos, RPM, DEB, Snap, AppImage e o pessoal do Flathub também disponibilizou em Flatpak.

No Linux Mint pesquise no Gerenciador de Aplicativos por: “Hardware Probe” e instale a versão em Flatpak que aparecerá na loja.

utilitario-informação-hardware-probe-info-componentes-pc-linux-mint-flatpak

Instalação do Hardware Probe Flatpak via terminal.

flatpak install flathub org.linux_hardware.hw-probe

Caso queira usar a versão em Flatpak no Ubuntu, acesse esse post de como configurar o suporte a esse tipo de empacotamento no sistema da Canonical e seus derivados.

No Ubuntu pesquise no Software Ubuntu por: “Hardware Probe” e instale a versão em Snap.

utilitario-informação-hardware-probe-info-componentes-pc-linux-ubuntu-snap

Instalação do Hardware Probe Snap via terminal.

sudo snap install hw-probe 

Já se deseja a versão Snap no Linux Mint ou outras distros, veja como adicionar o suporte ao seu sistema no seguinte post.

Como informado anteriormente, existem outros formatos como RPM, DEB e AppImage, você pode baixá-los diretamente do Github do projeto por esse link, no entanto testei o software em duas versões diferentes do AppImage e ao menos no Ubuntu o mesmo não funcionou, em Flatpak e Snap seu funcionamento foi perfeito. 

utilitario-informação-hardware-probe-info-componentes-pc-linux

Com esse utilitário será bem simples compartilhar as informações de seu hardware e sistema, então aconselho a sempre quando postar alguma dúvida de algum problema em seu hardware no fórum Diolinux Plus, adicionar juntamente a URL com as infos, assim as pessoas poderão ter uma base na hora de te auxiliar.

E você conhecia o Hardware Probe? Que tal continuar essa discussão sobre esse programa lá em nosso fórum Diolinux Plus

Espero você até a próxima postagem, aqui no blog Diolinux, SISTEMATICAMENTE! 😎

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Linux Deepin 15.9.2 beta vai mudar a sua base de repositórios para o Debian Stable

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terça-feira, 19 de março de 2019

A novidade veio diretamente do blog oficial deles, com o anúncio de mudança da base dos repositórios, que agora vão ser Debian Base. Segundo a equipe do Deepin, trazendo mais estabilidade e confiabilidade ao sistema.


 Linux Deepin 15.9.2 beta vai mudar a sua base de repositórios para o Debian Stable






Para a nova versão do Deepin, a 15.9.2, os repositórios dos 30 aplicativos nativos que são instalados nele foram para o repositório do Debian Stable, antes eles estavam no Debian Unstable. No comunicado, deram a seguinte declaração sobre a mudança:

Por que migrar para o Debian Stable do Unstable?

A migração para o repositório Stable do Debian é para melhorar a estabilidade e segurança subjacentes. Os softwares que estão no repositório Stable do Debian, foram rigorosamente testados e são relativamente estáveis, com o devido suporte da equipe de segurança do Debian para manter as atualizações de segurança em tempo hábil. Além disso, as atualizações dos pacotes de software no repositório Stable do Debian garante um ambiente seguro e estável. Para os aplicativos que são mais usados, eles serão atualizados e mantidos pela equipe de desenvolvimento do Deepin com o objetivo de acompanhar as atualizações no prazo de uma semana.

Com essa mudança, o pessoal do Deepin quer melhorar a segurança dos apps usados no sistema, melhor estabilidade do Sistema Operacional deles, melhor compatibilidade com apps de terceiros e um melhor suporte comercial para empresas.

Alguns softwares que serão atualizados pela equipe do Deepin seriam: Google Chrome, Mozilla Firefox, LibreOffice entre outros que estão com versões antigas no repositório Stable do Debian.

Para ver o anúncio deles, acesse o post neste link.

Considerações da equipe do Diolinux


Dionatan : “De forma geral a distro pode ficar mais estável, mas isso pode vir com o preço de versões menos atualizadas de certos Apps, entretanto, atualmente a base do desktop do Deepin é feita por eles mesmos, então provavelmente isso não afetará nesse sentido, outro ponto é que a Deepin Store vem recebendo mais e mais flatpaks, o que pode aumentar a disponibilidade de versões mais recentes de softwares como o kdenlive (que pode ser usado como AppImage também), a grande questão é, como ficarão os drivers de vídeo para quem gosta de jogar? se eles permanecerem na mesma versão do Debian Stable isso pode ser um problema (contornável, mas um problema).”

Ricardo: “De um lado teremos a estabilidade e robustez do Debian Stable, onde as implementações, melhoramentos e afins são testadas até a exaustão, assim tentando “limar” uma grande parte de erros e bugs. Mas do outro lado temos um problema com tecnologias novas e drivers de vídeos, no caso da NVIDIA. Primeiro pode ser que alguns programas sejam afetados por falta de libs mais recentes que não estão no repositório Stable, mas que o pessoal do Deepin “garantiu” que vão arrumar isso, só o tempo dirá se vão conseguir. Eles podem contornar isso utilizando os Snaps e Flatpaks na Deepin Store, sendo uma possibilidade. Outra coisa é os drivers para NVIDIA, visto que a última versão lançada é a 418.43 (na data desta publicação) e no Debian Stable está na versão 390.xx, que por exemplo não traz as implementações completas do Vulkan, aí o pessoal do Deepin teria que abrir backports para habilitar a instalação dos drivers novos. Creio que mudar para os repositórios do Debian Stable é uma aposta de 50/50, onde tudo pode certo ou tudo dar errado, mas ao meu ver, eles deveriam voltar para a base Ubuntu e assim garantir uma melhor compatibilidade com programas e drivers. Esperar para ver.”


HenriqueAD: “Como mencionado por meus colegas acima, essa mudança pode ocasionar alguns transtornos referente ao versionamento dos drivers, vejo muitas reclamações de usuários na base atual do Deepin, e fico com um certo receio se tais mudanças de fato vão tornar o sistema mais estável, ou apenas incompatível com diversas libs. No cenário atual alguns apps (disponíveis na loja) contam com tais problemas de dependências, o Discord é um exemplo, e não sei se a equipe do Deepin terá infraestrutura para uma tarefa desse porte, outro contra seria para instalação de pacotes de fora da loja, que seguem em sua maioria os lançamentos do Ubuntu LTS, e não são compatíveis com o Debian Stable, dificultando a experiência do usuário. Apostar em tecnologias como Flatpak, Snap e AppImage é uma ótima forma de contornar possíveis dores de cabeça.”

Você pode contribuir com a sua opinião, lá no nosso fórum, onde comentaram sobre o tema, acesse o tópico aqui

Espero você até a próxima, um forte abraço.
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Kernel Linux 5.0 lançado, mas você realmente precisa atualizar?

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quinta-feira, 7 de março de 2019

Linus Torvalds lançou no dia 3 de Março deste ano (2019) mais uma versão do Kernel Linux, chegando na numeração 5.0 e assim trazendo algumas correções de bugs, melhorias e otimizações pontuais no código do Kernel, além da melhor compatibilização com alguns dispositivos e trazendo o FreeSync da AMD embutido no Kernel.

 Kernel Linux 5.0 lançado, mas você realmente precisa atualizar?






Com o lançamento do Kernel Linux 5.0, veio algumas novidades que já estavam sendo preparadas e que agora chegaram em seu mainline dele. Algumas novidades trazidas foram:

● Suporte para o AMD Radeon FreeSync;
● Suporte para a nova VegaM;
● Suporte para o NVIDIA Xavier
● Melhoramento nos gráficos do Intel Icelake Gen11
● Suporte inicial para os SoCs NXP i.MX8;
● Suporte para Allwinner T3, Qualcomm QCS404 e NXP Layerscape LX2160A;
● Intel VT-d Scalable Mode com suporte para o Scalable I/O Virtualization;
● Novos drivers Intel Stratix 10 FPGA;
● Correções para F2FS, EXT4 e XFS;
● Btrfs file-system com suporte de restauração dos arquivos de swap;
● AgFscrypt Adiantum da Google agora é suportado com ajuda a criptografia rápida de dados em hardware low-end. Isso substitui o algoritmo Speck pela NSA;
● Melhorias no driver Realtek R8169;
● Suporte de alta resolução para rolagens da Logitech;
● Driver para tela sensível ao toque de Raspberry Pi;
● Melhoria aos drivers de notebooks com arquitetura x86;
● Aprimoramento de segurança para o Thunderbolt;
● Suporte para a placa Chameleon96 Intel FPGA;
● Melhor gerenciamento de energia;

No comunicado, Linus Torvalds disse que está contente com o lançamento e que a próxima janela de desenvolvimento está aberta, para a versão 5.1, e que já tem várias solicitações chegando para analisar e processar.  Mas o que chamou a atenção, foi essa declaração no final do comunicado na lista de discussão do projeto, em que ele diz o seguinte:

As mudanças gerais para todas as versões do “5.0” são muito maiores. Mas eu gostaria de ressaltar (mais uma vez) que não fazemos lançamentos baseados em recursos, e que o "5.0" não significa nada mais do que isso. Os números para a série 4.x estavam ficando grandes o suficiente para que eu ficasse sem dedos na mão e dos pés para contar.”.

Caso queira ver um compilado técnico mais completinho, o pessoal do Phoronix fez esse trabalho árduo. Agora se você deseja ver a lista de discussão em que Linus Torvalds fez o anúncio, você pode conferir neste link.

Aí você me pergunta: “ Será que devo atualizar o Kernel do meu sistema?”, e então lhe respondo: “Depende meu caro Padwan, depende.”, e vou tentar explicar o porque do “Depende”. Usando como base um dos mantenedores e membro da Linux Foundation, Greg Kroah-Hartman.

Vou dar uma breve descrição de cada “versão” do Kernel que são lançadas e assim tirar algumas dúvidas que sempre aparecem aqui no blog, no canal do YouTube e no Diolinux Plus.

Versão Mainline do Kernel


Essa versão é o que falamos que “acabou de sair do forno”, na qual você pode instalar em sua distro. Mas tome cuidado, pois essa versão não tem as correções, melhorias e patchs da distro que você usa, podendo ocorrer instabilidades no sistema. Ela é recomendada para entusiastas ou quem quer testar novas funcionalidades ou compatibilidades de hardware “hiper novos”. Se você é um desses, fizemos um artigo de como fazer a troca, usando o programa UKUU (Ubuntu Kernel Update Utility). Também temos um artigo de como instalar os pacotes .deb, no caso do Ubuntu, e para acessar o mainline dele, basta acessar este link.

Última versão estável (Stable)


Quando o Kernel é lançado como “Stable” (Estável), quer dizer que é o mais recente em que a comunidade de desenvolvedores declaram como tal. Isso acontece a cada 3 (três) meses, em que um versão stable é lançada, contendo as últimas correções de bugs e suporte aos hardwares mais recentes. Essa versão é comumente usada na maioria das grandes distribuições, como Ubuntu, Fedora, openSUSE entre outras. Além de ter sido testado pelos 4.000 desenvolvedores do projeto.

Último lançamento da versão LTS (Long-term support)


Se você tem um hardware que precisa de implementações que não venham diretamente do mainline do Kernel Linux, como por exemplo os equipamentos de IoT, a última versão lançada do Kernel LTS é uma boa escolha. A sigla LTS, que quer dizer Long-term support ou Suporte a longo prazo, contém as últimas correções de bugs no Kernel, mas não tem nenhum novo recurso adicionado, sem suporte a novos hardwares implementados e também não obtém as mais recentes melhorias de desempenho do Kernel. Esse tipo de Kernel LTS “novo” é utilizado por usuários que gostam de não se preocupar com os upgrades constantes das versões Stables, que ocorrem a cada 3 meses, já as versões LTS “novas” são atualizadas pelo menos uma vez por ano. Ainda segundo Greg, quem escolhe esse tipo de Kernel, tem que estar bem ciente que o suporte pode ser difícil por parte dos devs, pois os mesmos usam como base a versão Stable. E se você reportou um problema/bug, o dev perguntará “a última versão estável tem esse problema?”. Então tem que ter essa noção.

Versões mais antigas do LTS


Essa versão do Kernel tem um suporte de pelo menos de 2 anos, entretanto às vezes pode se estender por conta de grandes distribuições Linux tem maior suporte, como o caso do Debian ou as SLES.

Empresas como a Google e que fazem parte da Linaro, investiram para que esses kernels perdurem ainda mais, de uma forma “beeemmm resumida”, os chips SoC são desenvolvidos com base em Kernels com mais de 2 anos de suporte e eventualmentetem mais de 2 milhões de linhas adicionadas ao longo do tempo para mantê-los funcionando de forma segura. Se esses LTS forem interrompidos após 2 anos, o suporte da comunidade também vai cessar e com isso não terão mais correções sendo feitas, ocasionando em milhões de dispositivos sem a segurança necessária e estando por aí “flutuando”, e as empresas não querem isso para si e para seus clientes, obviamente.

E na data desta publicação, as versões do Kernel são:

Só para ilustrar melhor, o meu Asus Zenfone 4 Selfie usa o Kernel 3.18.71 com correções feitas e mantidas pela Asus, agora imagina se isso acaba “da noite para o dia”, seria bem complicado.

Então, na hora que você for mudar de Kernel em sua distro, pense muito bem antes de sair trocando “ a torto e direita”, pois pode ser que o problema que você esteja enfrentando não seja do Kernel, e sim de uma instalação mal feita do driver de vídeo, de um programa ou a simples curiosidade de mexer no Linux. 😜

Espero você no próximo post, forte abraço.

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Novo update do Windows 10 1903, permite acesso aos arquivos do Linux pelo Explorer

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quarta-feira, 20 de fevereiro de 2019

Já não é novidade que a Microsoft vem se aproximando do Linux e do Open Source, pode ser com a liberação de mais 60k de patentes ou na criação de sistemas operacionais como o Azure ou com o WSL (Windows Subsystem for Linux). E mais uma novidade vem por aí.

 Novo update do Windows 10 1903, permite acesso aos arquivos do Linux pelo Explorer






Windows Explorer com mais capacidades


Em uma postagem feita em seu blog oficial, no dia 15 Fevereiro (2019), feita por Craig Loewn, Gerente de Projeto para WSL, a Microsoft fez os anúncios das novidades. Nesta postagem, Craig fala também em melhorias no gerenciamento e configuração na utilização da linha de comando.

Acessar arquivos do Linux pelo Windows, antigamente poderia acarretar na perda dearquivos e corrupção de dados, ou menos na inacessibilidade completa, o que será possível agora  sem esses contratempos, pontua Craig.

A implementação é feita atualmente pelo WSL


Para acessar os arquivos do Linux, basta abrir a sua distro favorita e conferir se você está  no diretório /home. Com isso basta digitar o seguinte comando:

explorer.exe.



Com isso, você pode acessar os seus arquivos normalmente e fazer as tarefas normais, como copiar, colar, arrastar arquivos para outros locais. Além de poder usar o menu do VSCode no diretório do WSL.



Na parte da linha de comando, você pode encontrar os arquivos com o seguinte comando:

\\wsl$\<running_distro_name>\

No exemplo abaixo, foi usado o Debian.



Para conferir o post completo e com mais informações, você pode acessar o seguinte link.

Ainda fica a questão das capacidades do Explorer de conseguir acessar partições reais de uma distro Linux em dual boot com o Windows, mas em tese, se há essa capacidade no gerenciador de arquivos do sistema da Microsoft dentro do WSL, fazer isso funcionar fora dele, para leitura de pelo menos o sistema de arquivos EXT4, parece um passo plausível.

Espero você no próximo post, forte abraço.
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Windows VS Linux - Instalação de programas

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sexta-feira, 8 de fevereiro de 2019

Cada sistema possui suas particularidades, e nos baseados em Linux não é diferente, prova disso é que existem diversas maneiras de se instalar programas no sistema do pinguim,. Através deste pequeno comparativo entre Windows e Linux, verá que mesmo seja diferente, isso não significa necessariamente que no Linux as opções são inferiores ou mais complexas. 

windows-linux-programas-instalar

Programas no Windows


No sistema da Microsoft os usuários estão familiarizados com o clássico “NEXT, NEXT, NEXT, FINISH”, avançando em etapas durante a instalação dos aplicativos. Mas não existe apenas uma forma de se obter aplicações no Windows, e veremos algumas opções da atualidade.

“EXE” e “MSI”


Esses são formatos nos moldes do já citado “avançar”, basta dar dois cliques e ir seguindo o fluxo de instalação do programa, mas na maioria dos casos a atenção deve ser redobrada, pois ocorre de no ato da instalação, softwares de terceiros serem instalados sem que o usuário perceba.

Instaladores em etapas geralmente significam que existem configurações a serem feitas pelo próprio usuário, sendo necessário conhecimento para que nada de equivocado seja instalado ou ajustado, é uma método popular, sem dúvida, especialmente pelo hábito, mas que foi suplantado por instalações à partir de uma loja, como no Android, onde você troca os vários cliques por um único.

“BAT”


Os programas em “.bat” são feitos para execução no terminal do Windows, isso mesmo, no Windows também se usa terminal, podendo ser um instalador ou até mesmo uma aplicação.

“Portable”


São aplicações portáteis, na qual sua execução não necessita de uma instalação, com possibilidade de ser transportado e iniciado em uma mídia removível. Podem ser um arquivo “exe”, “msi”, etc.

Loja


Esta é uma funcionalidade existente nas distribuições Linux e no macOS há bastante tempo, mas que estreou no Windows, comparando, há pouco tempo, e que ainda não é tão difundida entre os utilizadores do “Janelas”, com algumas ferramentas ausentes, como o Firefox por exemplo, os usuários ainda cultivam velhos hábitos e muitas vezes permanecem na insaciável caça por executáveis internet à fora.

Programas no Linux


No Linux as formas e variedades de se obter aplicativos são abundantes, e por existirem diversas distribuições, nem sempre existe um padrão ao distribuir programas na plataforma.

“DEB” e “RPM”


São pacotes para instalação de aplicativos, algo parecido com os instaladores em “.exe”/”.msi”, mas sem a necessidade de inúmeros processos e cliques em opções de “avançar”, quando instalados em modo gráfico.

“AppImage”


Assemelham-se aos “portable” do Windows, sem a obrigatoriedade de instalação, também podem ser executados num pendrive, pois carregam suas dependências. Temos diversos materiais de como instalar os AppImage e onde encontrá-los para download.

“Flatpak” e “Snap”


Considerados o futuro da distribuição de programas no Linux (o AppImage também participa da lista), trazem diferenciais e tecnologias que no momento estão em alta, como SANDBOX, e outros benefícios. Não sabe como instalar um Flatpak no sistema? Aprenda neste post, encontre diversos Flatpaks para download, e saiba sobre os Snaps aqui. 

Quando falamos em novas formas de empacotamento no Linux, sempre paira uma dúvida: “AppImage, Flatpak ou Snap?” Qual escolher? Por sorte temos a resposta dessa dúvida cruel.

Veredito sobre as formas de distribuição de programas no Linux e Windows


Tanto o Windows, como o Linux, tem suas formas de compor e gerir aplicativos, e dúvidas comuns surgem em nossas mentes, isso é extremamente normal, em meio a tantas possibilidades e diferenças, acabamos por confundir alguns aspectos destas tecnologias.

Pensando nisso criei em meu canal OSistemático, uma animação explicando sobre cada formato, seu funcionamento, e comportamento do Linux e Windows ao gerenciar componentes para o funcionamento de suas aplicações. Você irá aprender de uma vez por todas o que significa “Sandbox”, “Core”, “dll”, “Runtimes”, quais as diferenças entre esses formatos e outros que não listei aqui como: “tar.gz”, “sh” e muito mais.


Acessem o vídeo, uma animação super completa e sem “tecnés”, ou termos rebuscados que mais confundem do que esclarecem, muito obrigado e deixem nos comentários suas opiniões.

Até o próximo post, te espero aqui no blog Diolinux, SISTEMATICAMENTE!

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YACReader, o seu leitor de HQs no Linux

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quinta-feira, 31 de janeiro de 2019

Se você é um aficionado por HQs, tem algumas delas baixadas no seu Ubuntu,Linux Mint ou outra distro Linux, e precisa de algum leitor pensado para essa função, o YACReader veio para lhe ajudar.

 YACReader, o seu leitor de HQs no Linux






Muitos que vem chegando no mundo Linux estão procurando programas para facilitar o seu dia a dia com tarefas triviais, como ler quadrinhos. O YACReader foi uma grata surpresa ao procurar por programas para essa tarefa.

Algumas características do YACReader




O YACReader é escrito em C++ e tem código aberto, com ele você pode ler arquivos nos seguintes formatos: rar, zip, cbr, cbz, tar, pdf, 7z and cb7,jpeg ,gif ,png , tiff e bmp.

Outras características interessantes:
  • Transições bonitas, personalizáveis ​​e suaves como um “fluxo de HQ”;
  • Leitura de página dupla;
  • Traduções disponíveis para Holandês, Francês, Alemão, Português (brasileiro), Russo e Turco;
  • Opção para usar aceleração de hardware;
  • Suporte multiplataforma para Linux, Windows, macOS e iOS;
  • Suporte a Tags;
  • Modo de navegação rápida;

Para mais informações sobre o YACReader, basta acessar o site deles.




O software é disponibilizado em .deb (Ubuntu, Linux Mint, Debian, Deepin, elementary OS, etc), em .rpm (Fedora, openSUSE, etc) e através do AUR (Arch Linux, Manjaro, Antergos, etc.), de modo que você pode escolher na página de downloads o adequado para a sua distro.

Agora você vai poder ler às suas HQs na sua distro e não perder mais aquela saga que você tanto ama. 😀

Espero você no próximo post, forte abraço.
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Como instalar o DaVinci Resolve via .deb com o MakeResolveDeb

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sexta-feira, 4 de janeiro de 2019

Muitos profissionais da área de audiovisual vêm ao longo dos anos migrando os seus trabalhos para a solução da Blackmagic Design, com o DaVinci Resolve, que é multiplataforma (Windows, macOS e Linux). Apesar de excelente, o poderoso DaVinci Resolve para Linux tem um “probleminha”, ele só tem suporte para Red Hat ou CentOS, assim “limitando” as opções de quem quiser usar por exemplo, a base Debian (Ubuntu, Mint e derivados), para contornar esse problema, o o arquiteto de TI, Daniel Tufvesson, está propondo uma solução chamada “MakeResolveDeb”, através do projeto dele, vamos instalar a poderosa ferramenta em sistemas com base Debian, Ubuntu e Mint.


 Como instalar o DaVinci Resolve via .deb com o MakeResolveDeb






O projeto


O intuito do Daniel é facilitar a instalação do Davinci Resolve, visto que, segundo ele, existem muitos tutoriais de como fazer esse processo de instalação, mas são muitos confusos e alguns podem até deixar o sistema instável, aqui no blog você encontra um destes tutoriais, eu não chamaria ele de confuso, mas definitivamente não coisa de iniciante.
O método que o Daniel lançou é o “MakeResolveDeb”, um script que usa o instalador oficial do Resolve e o transforma em um pacote .deb, para que seja possível instalar dando dois cliques

Para cada versão do DaVinci Resolve é feita uma versão nova do ‘MakeResolveDeb”, assim limitando a quantidades de testes necessários antes de cada lançamento, visto que esse processo é feito no “tempo livre” do Daniel.

Baixando o MakeResolveDeb


Você precisa baixar a mesma versão do “MakeResolveDeb” e do DaVinci Resolve, garantindo assim a compatibilidade e funcionalidade do processo, por exemplo, a versão atual é a 15.0 do DaVinci Resolve, então você deverá baixar a versão idêntica ou mais recente, que no caso seria a 15.0-2, do MakeResolveDeb.

Feito isso você tem que deixar os dois pacotes no mesmo diretório ou pasta, para não ocasionar erros e imprevistos.Tanto o Davinci Resolve, quanto o MakeResolveDeb, serão baixados no formato .tar.gz, basta descompactá-los, ao final do processo você deverá ter os seguintes arquivos:

- DaVinci_Resolve_Studio_15.0_Linux.run
- DaVinci_Resolve_Studio_15.0_Linux.zip
- Linux_Installation_Instructions.pdf
- makeresolvedeb_15.0-2.sh.tar.gz
- makeresolvedeb_15.0-2.sh

O arquivo *.run é importante para o processo junto com o *.sh, então não os exclua.

Executando o MakeResolveDeb


Quando estiver tudo pronto, vamos para a parte onde iremos reempacotar o DaVinci Resolve para o formato .deb usando o script, 

O makeresolvedeb_15.0-2.sh  precisa saber qual versão do DaVinci você está usando, se a “normal” ou a versão “Studio”, a versão grátis ou a paga, em outras palavras, para isso você precisar por o indicador na hora de executar o .sh. Isso pode ser feito de duas formas:

./makeresolvedeb_15.0-2.sh studio  

ou


./makeresolvedeb_15.0-2.sh lite

O procedimento pode demorar alguns minutos dependendo do hardware do seu PC e o quanto você tem de espaço de armazenamento. Se houver algum problema, será informado no terminal, mas se não ocorrido nada de errado, vai aparecer uma última linha dizendo “[DONE]” e número de erros igual a 0.

Instalando o pacote .deb


Depois de tudo ocorrer de forma bem sucedida, o .deb já pode ser instalado no seu sistema baseado no Debian, Ubuntu, Mint ou derivados. A Blackmagic Design não fornece as dependências que você vai precisar, então é preciso verificar se todos os verificar se todos os pacotes necessários estão instalados, eles são requeridos pelo Resolve antes de continuar a instalação. Depois disso você pode instalar o Resolve de duas formas, via terminal ou dando dois cliques. Se for o caso do terminal, você vai usar o utilitário dpkg para fazer a instalação, apenas observe a versão que você está instalando, se é a normal ou a studio.

sudo dpkg -i davinci-resolve-studio_15.0-2_amd64.deb

ou

sudo dpkg -i davinci-resolve_15.0-2_amd64.deb

Uma observação importante, caso a versão ou o nome do pacote mude, você precisa alterar o comando para garantir que ele funcione, os dois comandos acima são exemplos.

Se tudo ocorrer bem, você terá o DaVinci Resolve 15 instalado no seu Debian, Ubuntu, Mint e derivados. Se precisar de suporte adicional ao MakeResolveDeb, você pode entrar no site do Daniel.

O DaVinci Resolve é mais que um editor de vídeos extremamente profissional, hoje ele também é um compositor de gráficos, graças a integração com o Fusion, sem falar em uma das ferramentas pelas quais ele é mais reconhecido, a correção de color com color grading. Ele é um programa muito pesado e é muito interessante ter um computador com 16GB de RAM e placa de vídeo dedicada para roda-lo de forma satisfatória.

Espero você na próxima, forte abraço.

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Top 5 - Distros Linux para usar em servidores

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quinta-feira, 18 de outubro de 2018

A tecnologia Open Source é extremamente versátil, mas sem dúvida, um local onde ela se destaca é na infraestrutura de serviços e da própria internet. O Linux é muito popular neste segmento e por isso hoje você vai conhecer cinco distribuições Linux  que você provavelmente vai esbarrar ao trabalhar com servidores.

Linux para Servidores





É importante conhecer as distribuições Linux mais famosas neste segmento para poder ser preparar melhor para o mercado de trabalho, caso você deseje trabalhar com servidores Linux, claro, ou simplesmente para saber dar algumas indicações em caso de necessidade.

O termo "servidor" é, por si só, muito vago. O ponto importante é atividade que "o dito cujo" irá realizar, em outras palavras, "o que ele irá servir". 

Certamente existem distribuições construídas para atender determinadas demandas que são excelentes, como RockStor, Open Media Vault, Zentyal, etc. Na verdade, qualquer distribuição Linux com foco em servidores pode ser aplicada para cada uma das atividades que existe uma solução desenvolvida especificamente, basta aprender a configurá-la e colocar o serviço para funcionar.

Na lista de hoje entrarão distribuições Linux que podem ser usadas para propósitos genéricos e são reconhecidas no mercado como excelentes opções.

- Debian


O Debian é uma das principais distribuições Linux do mundo, utilizada por grandes projetos de missão crítica, como os sistemas que controlam a estação espacial internacional. Naturalmente todas as distribuições focados em servidores são estáveis, mas este é um assunto que o Debian leva muito a sério, a ponto de você relacionar as duas palavras facilmente. Precisa de um servidor estável? O Debian é uma ótima opção!


O "filho do Debian" também tem lugar garantido neste segmento. O sistema é também um dos mais populares no mundo dos servidores, utilizado em vários sistemas onde intermitência é importante, como laboratórios de meteorologia. Por ser muito popular nos desktops também, é certamente um local com muita documentação e tutoriais, assim como o Debian, para se começar a planejar o seu servidor.


Mudando para "o lado RPM da força", começamos com o Red Hat EL, mantido por uma da maiores empresas do mundo nos segmento de infraestrutura de T.I utilizando tecnologias Open Source. O Red Hat é tão confiável e estável que é utilizado para controlar os submarinos do exército dos EUA, mas claro, sua aplicabilidade não se resume aí.


Curiosamente, a popularidade do RHEL faz com que o CentOS seja tão famoso quanto. O CentOS é conhecido como " a versão grátis do Red Hat" e é usado largamente por serviços de Hospedagem, como os nossos amigos da HostGator, que atuam em vários locais ao redor do mundo.

Pela grande documentação presente para o Red Hat Enterprise Linux ser correspondente ao CentOS, ele também costuma ser a escolha para infraestrutura de diversas empresas de tamanhos diferenciados.


A SUSE é uma das empresas pioneiras no uso do Linux e de software Open Source para infraestrutura. Atualmente a empresa atravessa uma nova e interessante fase, com maior orçamento e independência e é extremamente popular, especialmente na Europa. O Yast (Yet Another Setup Tool) talvez seja a "feature killer" do SUSE para o mercado.

Repare uma coisa...


Repare que eu não coloquei números na minha lista, especialmente porque eu não acredito que exista uma ordem de "melhor para pior" ou vice e versa, estas são, sem dúvidas, as mais famosas distros do mercado, entretanto, elas não são as únicas, outras que poderiam entrar facilmente numa lista como esta são o Oracle Linux, da Oracle e o ClearOS, da Intel, entre outras, mas de toda forma, a lista precisava ter um fim.

As informações aqui contidas podem te ajudar a dar uma direção para os seus estudos e testes de sistemas operacionais, seja para se preparar para o mercado de trabalho, seja para uma certificação. Apesar disso, nada impede que você tenha um favorito, qual a versão do Linux que você mais gosta de usar em servidores?

Até a próxima!
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4K Video Downloader - Para salvar os vídeos que marcaram a sua vida

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quarta-feira, 19 de setembro de 2018

Sempre que encontramos algum vídeo na internet e gostamos muito dele, vem a pergunta na nossa cabeça “ Como posso salvar ele no meu computador?”, mesmo em tempos de streaming de alta qualidade, podem haver momentos onde ter o vídeo offline pode ter algumas vantagens, como poder consumir os DioCasts a qualquer hora sem depender de conexão com a internet,e pesquisamos sempre achávamos soluções não satisfatórias. Até agora, pois o 4K Video Downloader vai te ajudar nessa tarefa.


 4K Video Downloader - Para salvar os vídeos que marcaram a sua vida






O 4K Video Downloader é um aplicativo que vai lhe auxiliar para salvar os vídeos dos sites mais populares, como YouTube, Facebook, Vimeo  entre outros.

Primeiramente vamos baixá-lo através do site oficial deles, e podendo escolher 2 opções para Linux, um para a base Debian/Ubuntu/Mint sendo .deb e o outro para as outras distros sendo no formato tar.gz2, temos um vídeo no canal explicando como usar esse formato.

Feito a instalação você vai abrir o programa e aceitar os termos.




Logo depois aparecerá a tela onde você vai poder colar o link do vídeo do site da onde você quer salvar ele. Basta você copiar o link e clicar no ícone verde escrito “colar link”.


Depois vai abrir uma janela onde você vai ver as informações do vídeo e também onde você quer salvar ele.



E por último vai aparecer uma tela mostrando o progresso, aí é só esperar o término e dar play no vídeo.. Muito simples, né? =)

Uma dica muito útil e boa para quem quer salvar aquele vídeo inesquecível, ou que precisa salvar aquela trilha sonora para aquele momento memorável. Mas atenção, muitos vídeos online possuem direitos autorais que restringem os downloads, então tome cuidado para não violar as regras de nenhum site ou criador de conteúdo.


Espero você até uma próxima e um forte abraço!
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