Diolinux - O modo Linux e Open Source de ver o Mundo

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Top 5 - Distros Linux para usar em servidores

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quinta-feira, 18 de outubro de 2018

A tecnologia Open Source é extremamente versátil, mas sem dúvida, um local onde ela se destaca é na infraestrutura de serviços e da própria internet. O Linux é muito popular neste segmento e por isso hoje você vai conhecer cinco distribuições Linux  que você provavelmente vai esbarrar ao trabalhar com servidores.

Linux para Servidores





É importante conhecer as distribuições Linux mais famosas neste segmento para poder ser preparar melhor para o mercado de trabalho, caso você deseje trabalhar com servidores Linux, claro, ou simplesmente para saber dar algumas indicações em caso de necessidade.

O termo "servidor" é, por si só, muito vago. O ponto importante é atividade que "o dito cujo" irá realizar, em outras palavras, "o que ele irá servir". 

Certamente existem distribuições construídas para atender determinadas demandas que são excelentes, como RockStor, Open Media Vault, Zentyal, etc. Na verdade, qualquer distribuição Linux com foco em servidores pode ser aplicada para cada uma das atividades que existe uma solução desenvolvida especificamente, basta aprender a configurá-la e colocar o serviço para funcionar.

Na lista de hoje entrarão distribuições Linux que podem ser usadas para propósitos genéricos e são reconhecidas no mercado como excelentes opções.

- Debian


O Debian é uma das principais distribuições Linux do mundo, utilizada por grandes projetos de missão crítica, como os sistemas que controlam a estação espacial internacional. Naturalmente todas as distribuições focados em servidores são estáveis, mas este é um assunto que o Debian leva muito a sério, a ponto de você relacionar as duas palavras facilmente. Precisa de um servidor estável? O Debian é uma ótima opção!


O "filho do Debian" também tem lugar garantido neste segmento. O sistema é também um dos mais populares no mundo dos servidores, utilizado em vários sistemas onde intermitência é importante, como laboratórios de meteorologia. Por ser muito popular nos desktops também, é certamente um local com muita documentação e tutoriais, assim como o Debian, para se começar a planejar o seu servidor.


Mudando para "o lado RPM da força", começamos com o Red Hat EL, mantido por uma da maiores empresas do mundo nos segmento de infraestrutura de T.I utilizando tecnologias Open Source. O Red Hat é tão confiável e estável que é utilizado para controlar os submarinos do exército dos EUA, mas claro, sua aplicabilidade não se resume aí.


Curiosamente, a popularidade do RHEL faz com que o CentOS seja tão famoso quanto. O CentOS é conhecido como " a versão grátis do Red Hat" e é usado largamente por serviços de Hospedagem, como os nossos amigos da HostGator, que atuam em vários locais ao redor do mundo.

Pela grande documentação presente para o Red Hat Enterprise Linux ser correspondente ao CentOS, ele também costuma ser a escolha para infraestrutura de diversas empresas de tamanhos diferenciados.


A SUSE é uma das empresas pioneiras no uso do Linux e de software Open Source para infraestrutura. Atualmente a empresa atravessa uma nova e interessante fase, com maior orçamento e independência e é extremamente popular, especialmente na Europa. O Yast (Yet Another Setup Tool) talvez seja a "feature killer" do SUSE para o mercado.

Repare uma coisa...


Repare que eu não coloquei números na minha lista, especialmente porque eu não acredito que exista uma ordem de "melhor para pior" ou vice e versa, estas são, sem dúvidas, as mais famosas distros do mercado, entretanto, elas não são as únicas, outras que poderiam entrar facilmente numa lista como esta são o Oracle Linux, da Oracle e o ClearOS, da Intel, entre outras, mas de toda forma, a lista precisava ter um fim.

As informações aqui contidas podem te ajudar a dar uma direção para os seus estudos e testes de sistemas operacionais, seja para se preparar para o mercado de trabalho, seja para uma certificação. Apesar disso, nada impede que você tenha um favorito, qual a versão do Linux que você mais gosta de usar em servidores?

Até a próxima!
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4K Video Downloader - Para salvar os vídeos que marcaram a sua vida

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quarta-feira, 19 de setembro de 2018

Sempre que encontramos algum vídeo na internet e gostamos muito dele, vem a pergunta na nossa cabeça “ Como posso salvar ele no meu computador?”, mesmo em tempos de streaming de alta qualidade, podem haver momentos onde ter o vídeo offline pode ter algumas vantagens, como poder consumir os DioCasts a qualquer hora sem depender de conexão com a internet,e pesquisamos sempre achávamos soluções não satisfatórias. Até agora, pois o 4K Video Downloader vai te ajudar nessa tarefa.


 4K Video Downloader - Para salvar os vídeos que marcaram a sua vida






O 4K Video Downloader é um aplicativo que vai lhe auxiliar para salvar os vídeos dos sites mais populares, como YouTube, Facebook, Vimeo  entre outros.

Primeiramente vamos baixá-lo através do site oficial deles, e podendo escolher 2 opções para Linux, um para a base Debian/Ubuntu/Mint sendo .deb e o outro para as outras distros sendo no formato tar.gz2, temos um vídeo no canal explicando como usar esse formato.

Feito a instalação você vai abrir o programa e aceitar os termos.




Logo depois aparecerá a tela onde você vai poder colar o link do vídeo do site da onde você quer salvar ele. Basta você copiar o link e clicar no ícone verde escrito “colar link”.


Depois vai abrir uma janela onde você vai ver as informações do vídeo e também onde você quer salvar ele.



E por último vai aparecer uma tela mostrando o progresso, aí é só esperar o término e dar play no vídeo.. Muito simples, né? =)

Uma dica muito útil e boa para quem quer salvar aquele vídeo inesquecível, ou que precisa salvar aquela trilha sonora para aquele momento memorável. Mas atenção, muitos vídeos online possuem direitos autorais que restringem os downloads, então tome cuidado para não violar as regras de nenhum site ou criador de conteúdo.


Espero você até uma próxima e um forte abraço!
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Chrome OS agora tem suporte para instalar pacotes no formato .deb

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quinta-feira, 16 de agosto de 2018

O site Chorme Unboxed, através do seu colaborador Gabriel Brangers, descobriu que agora é possível instalar programas no formato .deb (Debian Linux Packages) no Chrome OS da Google, o sistema baseado em Linux da empresa, que roda nos Chromebooks.

Chrome OS agora rodará Apps .deb de Linux






Ele descobriu essa compatibilidade enquanto “fuçava” no canal de desenvolvimento "Canary" do Chrome OS, com algumas pequenas modificações, foi possível instalar um pacote .deb no sistema.

Nos testes, ele usou o instalador da Steam para descobrir se teria suporte para a sua GPU e para sua surpresa, a instalação ocorreu sem nenhum problema.

Outro site que noticiou tal compatibilidade foi o XDA Developers, informando que em códigos acrescentados recentemente no Chrome OS foi adicionado suporte aos pacotes .deb, onde o programa “Arquivos” ficaria responsável pelo gerenciamento e facilitando a vida do usuário, que não precisaria ter interação direta com o terminal ou coisa do tipo, pois os programas no formato .deb seriam instalados em “containers”. O projeto de compatibilidade é chamado de Crostini, como mostramos neste outro artigo do blog.

Na minha opinião, creio que isso vem para facilitar o contato do usuário comum com o mundo Linux e sem traumas (como alguns insistem em fazer), e também podendo trazer empresas como Adobe e Autodesk, como exemplos, para portarem os seus aplicativos para Linux, já que ter uma empresa como a Google por traz do sistema pode ser um fator motivacional.

Comente o que você acha dessa compatibilidade do Chrome OS com os pacotes .deb, será que isso pode trazer alguma mudança no mercado?

Até a próxima!
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Linux Mint Debian Edition (LMDE) 3 "Cindy" Beta está disponível para download!

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terça-feira, 31 de julho de 2018

A nova versão do Linux Mint (Debian Edition), também conhecida pela sigla "LMDE", está chegando a uma nova release e agora você pode testar o Beta da versão 3 com Cinnamon.

Linux Mint Debian Edition 3 Beta





A versão 3 do Linux Mint Debian Edition (LMDE) chegou ao seu Beta, o momento em que usuários mais experientes são convidados a participar da campanha de "caça a bugs" para o lançamento da versão final, que recebeu o codinome de "Cindy".

O LMDE, para você que não conhece, é o Linux Mint com praticamente todas as suas ferramentas tradicionais, só que baseado no Debian, ao invés do Ubuntu, como na versão principal. O LMDE também é desenvolvido pela mesma equipe do Linux Mint e é uma das versões oficiais da distro, no entanto, ele não recebe a mesma urgência de desenvolvimento que a versão baseada no Ubuntu (ao menos no momento), o que não significa que ele seja feito "de qualquer jeito" também, mas um bom exemplo disso é que ele está saindo praticamente um mês depois do lançamento da versão 19 do Mint "tradicional".

A versão "Debian Edition" do Linux Mint é considerada por eles uma "distro de backup" para o projeto, caso, por qualquer motivo, a versão com base Ubuntu se torne inviável. O objetivo da distro também é, como os desenvolvedores deixam claro na nota oficial, provar para eles mesmos que seria possível fazer o Linux Mint sem o Ubuntu e entender quanto trabalho eles teriam para colocar o sistema para funcionar caso o Ubuntu "desaparecesse".

Você pode encontrar as notas de lançamento da versão LMDE 3 Beta neste endereço. É importante conferir as notas para conhecer os bugs já reportados e os que estão ainda em aberto, assim como as correções possíveis para problemas já identificados, para fazer o download da versão basta acessar este link, onde você encontra as ISOs para download direto e também o torrent.

Para rodar o LMDE você precisa de no mínimo:

- 1GB RAM (recomendado 2GB);
- 15GB de espaço em disco (recomendado 20GB);
- Resolução mínima de 1024×768

As ISOs de 64 bits são recomendadas para computadores mais modernos, de 2007 em diante, e conseguem bootar em computadores que usem UEFI ou BIOS, já a versão de 32 bits é recomendada apenas para processadores de 32 bits, em computadores mais antigos e só consegue trabalhar com BIOS.


Conte pra gente, você gosta de usar a versão Debian do Linux Mint? Qual a sua experiência com o LMDE?

Até a próxima!
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Compilação de código fonte torna programas realmente mais rápidos?

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sexta-feira, 4 de maio de 2018

Durante a live de comemoração dos sete anos do blog Diolinux, debatemos a questão do ganho de desempenho do Gentoo através da compilação de programas. Será que isso é real mesmo?






Gentoo Linux é conhecido pelo seu desempenho baseado na estratégia de compilação de código fonte diretamente na máquia que será utilizada. A lógica é o seguinte:
Como os programas dos repositórios das distribuições são compilados em máquinas que possuem processadores diferentes da sua (algo que é incerto de se saber), isso pode acarretar em certa perda de desempenho. Portanto compilando os programas na mesma máquina que irá utilizá-lo acaba acarretando no melhor aproveitamento do desempenho.
Mas esse conceito em certo aspecto é teórico, em outro não; as próprias ferramentas de desenvolvimento do Android são disponibilizadas em forma de código fonte para poder extrair o melhor proveito do hardware após compila-la.

Somente o fato de compilar programas diretamente na máquina não é garantia melhor aproveitamento de desempenho do hardware, especialmente se o usuário não souber como fazer isso. Pode ser, na verdade, que a situação piore ao invés de melhorar. Existem mais fatores a serem considerado antes de concluirmos e julgarmos que a compilação do código fonte é o fator chave desse conceito.

Eu já havia até mesmo feito um vídeo no meu canal debatendo o assunto quando me disseram que o FreeBSD utilizando o UFS ou ZFS possuía melhor desempenho do que do Linux e expliquei em detalhes. Confiram o vídeo:


Da mesma forma que um filesystem não é a única característica que influencia no ganho de desempenho de um sistema operacional,  compilar código fonte diretamente na máquina também não. Alguns fatores que influenciam para isso são:
  • Configuração especifica para o hardware (exemplo disso é o kernel que deve ser configurado para a família correta do seu processador e não a versão genérica. Utilizar microcódigos do processador também ajuda;
  • Makefile personalizado (as comunidades Gentoo e Funtoo fazem isso muito bem);
  • Patches de correções desenvolvidos pelas próprias comunidades Gentoo e Funtoo (esse é um ponto importantíssimo que as comunidades Gentoo/Funtoo fazem adicionando seus patches para melhorar o desempenho);
  • Fazer uso de compiladores e bibliotecas corretas;
  • Filesystem
  • init system (inclusive a comunidade Gentoo criou o Openrc exatamente com esse propósito. O systemd vem apresentando melhor desempenho até mesmo que o Openrc).
Querem prova que até mesmo pacotes binários podem proporcionar bom desempenho? A própria distribuição Clear Linux é prova de fogo disso, que vem aprimorando o desempenho do Linux mesmo tendo pacotes binários, inclusive trabalhando para tornar o Steam em um programa 64 bits nativo.

 Alguns dos seus resultados podem ser conferidos no próprio Phoronix:

Teste de Benchmark Linux

Teste de Benchmark Linux

Teste de Benchmark Linux


Outros dois grandes exemplos disso são as distribuições Alpine Linux por adotar o musl ao invés da Glibc e o LLVM no lugar do GCC.

A distribuição Debian que vem ganhando melhoria de desempenho de uma versão para a outra, um dos fatores para esse sucesso também foi por estar adotando o LLVM no lugar do GCC e há planos de migrar da Glibc para a musl.

Muitas vezes distribuições source based não serão a melhor solução para o ganho de desempenho; na verdade ela pode até mesmo se tornar uma dor de cabeça ao invés de uma solução e você se frustrar. O que deve ser analisado para adoção de uma distribuição source based é a sua necessidade (quando adotar ou não) assim como o Google fez no caso do ChromeOS e a Apple vem fazendo com o iOS.

Um debate legal. É isso aí, um abraço e falou :)
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Rodando pacotes .deb sem instalar

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quarta-feira, 2 de maio de 2018

Quando conhecemos Linux, uma das coisas que nos surpreende é a variedade de opções para tudo; dentre estas estão os diferentes empacotamentos oferecidos pelas distribuições. Bora conferir como os pacotes Debian funcionam?

olhando-os-pacotes-da-familia-debian






Bom, a maioria de nós veio do mundo Windows e lá conhecemos o famoso ".exe" que é um executável de instalação dos programa (isso oscila também a cada programa). Os usuários de Mac OS X conhecem o ".dmg". já quando chegamos no mundo Linux nos deparamos com uma variedade de diferentes de pacotes como ".deb", ".rpm", ".tgz", ".apk" e vai saber lá o que mais.

Apesar de nos gerar certa confusão, pois a principio não sabemos o que é um pacote (e muito mais por que existe mais de um formato), esse é um dos fatores proporcionados pela liberdade no Linux e muitos deles surgiram em uma época onde houve a necessidade (seja ela pela ausência de um empacotamento ou por necessidades empresariais).

Existem até mesmo distribuições que utilizam empacotamentos de outras distribuições sendo que não é uma derivação (o SuSE por exemplo que não deriva do Red Hat) e existe até mesmo distribuições que derivam de uma e utilizam gerenciadores de pacotes  de outra, como é o caso do antigo Dam Small Linux, que derivava do Debian e usava o comando rpm, além do antigo Conectiva, que era um Red Hat e usava o APT.

Neste vídeo resolvi explicar como o empacotamento ".deb" funciona internamente e rodamos o programa sem até mesmo a necessidade da instalação.



Essa tarefa que realizei neste vídeo pode ser realizada em qualquer distribuição (lembrando que pode variar a cada pacote, tendo a ausência de dependências).

Podemos até mesmo fazer isso com pacotes ".rpm" ou ".tgz".

Antigamente (nunca achei que iria usar esse termo: "antigamente") tínhamos pacotes ".deb" do Debian e ".deb" do Ubuntu e um não instalava no outro e hoje temos um ".deb" misto (vamos dizer assim). Na verdade até hoje temos pacotes assim e quando a Microsoft lançou sua primeira versão do Skype para Linux, assim que adquiriu a empresa, a solução para mim foi exatamente fazer o processo do vídeo pois só havia versão para Ubuntu. Agora temos também o ".udeb".

Isso acontece até mesmo nas distribuições Red Hat; basta tentar instalar pacote do Fedora no CentOS ou vice e versa que verá o problema acontecer.

Até mesmo os ".rpm" do SuSE são diferentes e se tornam incompatíveis com os do Fedora, Red Hat, CentOS e assim por diante. Esse é na verdade uma característica ruim do Linux e por isso hoje trabalham para termos um pacote unificado onde o mesmo programa é instalado em qualquer distribuição e qualquer versão; na verdade (como é comum acontecer no propósito da liberdade) começam a surgir vários assim ;)

Por hora é isso, um abraço e valeu!
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Nova versão do GIMP finalmente está disponível!

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sábado, 28 de abril de 2018

Depois de praticamente 6 anos de desenvolvimento a versão 2.10 do manipulador de imagens GIMP está disponível para download e com várias novidades interessantes, confira:

Lançado GIMO 2.10






Os desenvolvedores anunciaram a versão 2.10 do GIMP através do site oficial do programa listando os destaques desta que, segundo eles, é uma GRANDE atualização para o GIMP.

Dentre as principais novidades desta atualização temos:

- O processamento de imagem está próximo de ser completamente portado para GEGL, permitindo um melhor aproveitamento multi-thread e aceleração de hardware para o processamento dos pixels;

-  O gerenciamento de cor agora é um recurso nativo do GIMP, a maior parte das áreas de preview e widgets são gerenciáveis;

- Muitas ferramentas foram melhoradas, como a ferramenta de seleção inteligente (varinha mágica*), ferramenta de transformação, entre outras;

- Houve melhorias para os usuários do GIMP que fazem pintura digital, agora com suporte para pincéis do MyPaint e incremento de funcionalidades para facilitar a criação de desenhos baseados em simetria e rotação;

- Suporte inicial a telas de alta densidade de pixel (HiDPI);

- Novo visual, agora o GIMP tem temas nativos embutidos com o software, dando um visual mais profissional à aplicação, os temas ainda possuem variações de tonalidade, claro, escuro, cinza e uma opção que permite usar o tema gtk do sistema.

Realmente existem muitas, muitas coisas novas! Você pode conferir todas as notas de lançamento diretamente no site oficial, onde você encontra até pequenos vídeos para demonstrar a funcionalidade das novas ferramentas.

Como testar a nova versão do GIMP?


GIMP 2.10


No site do GIMP o modo "oficial" de fazer o teste é através de um pacote Flatpak, no caso do Ubuntu, será necessário rodar estes comandos para utilizar:
sudo apt install flatpak
flatpak install https://flathub.org/repo/appstream/org.gimp.GIMP.flatpakref

Instalando o novo GIMP via Flatpak

Porém, é possível instalar também via PPA, para saber como fazer isso, consulte este artigo aqui do blog.

O processo via Flatpak serve virtualmente para qualquer distribuição, consulte a documentação do seu sistema para entender como ativar o recurso, caso ele ainda não esteja ativo. Este artigo do blog sobre Flatpak pode ajudar também.

Para rodar o GIMP instalado via Flatpak no Ubuntu você deve usar este comando:
flatpak run org.gimp.GIMP
No Linux Mint, que já possui integração com o FlatHub, basta procurar pela versão do GIMP em Flatpak na loja de aplicativos ou, alternativamente, usar o PPA.

Uma coisa que vale observar é que o GIMP é um App muito comum dentro do repositório das distros, então em mais ou menos tempo ele também deverá ficar disponível para todos desta forma, geralmente distros rolling release trazem a versão antes das demais, como o Arch, Manjaro e o Fedora, que mesmo não sendo Rolling, costuma ser bem atualizado.

Um "problema" com o GIMP


O GIMP é um software excelente, que se fosse pago, seria com certeza muito caro! Não sei se você já parou para pensar nisso, mas um software da robustez do GIMP é entregue para você gratuitamente e ainda com o código fonte aberto. Incrível, não?

Estou falando sobre isso porque em meio às notas de lançamento desta nova versão do GIMP eu encontrei um dado muito curioso.

Colaboradores do GIMP

O GIMP é um projeto feito de forma completamente comunitária. Desde 1997, segundo o site, apenas em um mês (Agosto de 2003) é que o GIMP teve mais de 20 colaboradores simultâneos, 21 para ser mais exato.

Olhando a Timeline podemos ver que em vários momentos tivemos apenas 3 pessoas (em todo o mundo) ativas no desenvolvimento do GIMP, a informação mais recente é de Fevereiro de 2018, com 12 pessoas ativas.

E isso diz muito respeito a toda demora para lançar uma grande atualização como esta que temos o prazer de anunciar hoje. Uma equipe reduzida e não assalariada como esta, eu diria que o que vemos é praticamente um milagre de esforço, boa vontade e competência técnica.

Levanto este tópico porque acho pertinente a discussão em torno do assunto. Já vi muitas pessoas reclamarem do GIMP pelos mais diversos motivos, mas será que estas mesmas viram esta situação? Geralmente as pessoas comparam o Photoshop com o GIMP, mesmo com a Adobe tendo um time inteiro e muito bem pago para incrementar o Photoshop ano a ano, o pessoal do GIMP continua fazendo um bom trabalho, que para muitos usuários até ultrapassa ou no mínimo equivale ao produzido pela Adobe, e não esqueça, o programa é de graça para você, disponível nas três principais plataformas e ainda te dão o código fonte. Repito, é incrível.

Talvez com isso as críticas ao GIMP sejam mais brandas de agora em diante, porém, há outro viés que vale a pena ser comentado. Existem alguns softwares que nasceram no Linux para serem utilizados por artistas e produtores de conteúdo em todas as plataformas que encontraram seu caminho ao se organizarem de uma forma diferente.

O Blender, o Krita e até mesmo o Kdenlive são ótimos exemplos. Será que não seria importante haver uma modificação na forma com que o GIMP é trabalhado para que ele gere alguma renda para podermos ter vários desenvolvedores fixos no projeto? 

Criar uma fundação como o Blender e o Krita fizeram acabou ajudando os dois a se destacarem até fora do "mundo Linux". Se este é o caminho eu não tenho certeza, mas o GIMP merece mais atenção e depender apenas de doação e boa vontade pode até funcionar, mas leva muito mais tempo, como vimos neste lançamento que demorou 6 anos para acontecer.

Algo que nem todos pensam, mas se você gosta do GIMP e adoraria incrementar funções nele, nada impede que você trabalhe no software e crie uma empresa para prestar suporte para o mesmo, assim como muitas fazem com uma distro Linux qualquer ou outros softwares como o LibreOffice, por que não com o GIMP?

Que tal patrocinar o projeto? Quem tem realmente condição e tira proveito do GIMP poderia bancar um desenvolvedor. O GIMP poderia criar uma campanha do tipo "adote um desenvolvedor" e entregar benefícios a estes colaboradores, como suporte e criação de ferramentas para atender a necessidades dos mesmos antes. 

Talvez isso ajudasse no desenvolvimento, uma empresa como a Collabora, que trabalha com o LibreOffice, só que com o GIMP. O que você acha da ideia?

Até a próxima!

* "Varinha mágica" é nome da ferramenta de função semelhante do Adobe Photoshop, geralmente as pessoas entendem melhor do que se trata através da expressão.
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Stacer - Otimizador para Linux recebe novas funcionalidades

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terça-feira, 20 de março de 2018

Existem vários utilitários para distros Linux que te ajudam a otimizar, organizar a fazer manutenções no seu sistema operacional. O Stacer é certamente uma das opções com funcionalidades mais completas aliadas a um visual atraente.

Stacer - Otimizador para Linux






Não é a primeira vez que o Stacer aparece aqui no blog, nós temos inclusive um vídeo para mostrar para você como ele funciona:


A versão nova do Stacer chega com um redesenho para a interface da aplicação e acrescenta novas funcionalidades.

Destaques da nova versão

Stacer - Otimizador para Linux
A nova versão possui temas claros e escuros

Ao abrir a nova versão do Stacer as mudanças são muito óbvias, chamando a nossa atenção, especialmente se comparado à versão anterior. Temos agora nas configurações a opção de usar a aplicação com um tema claro e um escuro.

Todas as sessões de monitoramento e ajustes estão agrupadas em uma coluna na parte esquerda da aplicação. Sendo que o Dashboard principal (esse da imagem acima) mostra uma espécie de "resumo" do sistema operacional e dos consumos de hardware do computador.

Outras funcionalidades do Stacer incluem um utilitário para configurar aplicações que iniciam junto com o sistema:

Stacer Linux

Ferramenta para limpar resíduos de pacotes antigos no sistema e liberar espaço em disco:

Stacer Linux

Gerenciador de serviços que iniciam junto com o sistema:

Stacer Linux

Monitor de processos que permite que você encerre os que não quiser que estejam em execução:

Stacer Linux

Monitor de pacotes de software que te mostra a quantidade instalada no sistema e permite que você os remova selecionando-os em uma lista simples:

Stacer Linux

Monitor de consumo de hardware do sistema, incluindo uso do processador, memória RAM e rede:

Stacer Linux

Gerenciador de repositórios, que além de listá-los e permitir a ativação e desativação, também permite a edição dos mesmos e a adição também.

Stacer Linux

A última aba do software te mostra algumas opções de configuração do Stacer, como em qual aba você quer que ele inicie e se você quer que ele inicie juntamente com o sistema. Além disso, é possível criar alertas para quando o uso de processador ou memória ultrapassar um determinado valor que você pode definir:

Stacer Linux

Agora, além da aplicação em si, o Stacer é capaz de criar um ícone na área de notificação, facilitando o seu acesso por parte do usuário.

Gostou da aplicação e quer testar? Basta acessar esta página e fazer o download para a sua distro. Ele tem pacotes em .deb e .rpm, além da versão em AppImage, compatíveis com sistemas de 64 bits.

Até a próxima!
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gLinux - Google lança distro Linux para uso interno baseada no Debian Testing

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quinta-feira, 18 de janeiro de 2018

A Google anunciou uma nova distribuição Linux para uso em desenvolvimento interno chamada gLinux, que será baseada no Debian, essa distro vai substituir o Goobuntu, que é usado atualmente e é baseado no Ubuntu, como o nome sugere.

gLinux distro do Google






A Google vem usando o Goobuntu por mais de cinco anos, uma distribuição Linux baseada no Ubuntu 14.04 LTS e modificada pelo empresa para se adaptar melhor às suas necessidades de desenvolvimento, no entanto, isso deverá mudar pois a empresa decidiu substituir o Goobuntu pelo que está sendo chamado de gLinux, uma nova distro baseada no Debian Testing. 

Essa notícia havia sido anunciada no Debconf17, em Agosto do ano passado, no entanto, só agora a mudança realmente chamou a atenção. Inclusive, você pode conferir a apresentação logo abaixo:


A transição de base do Ubuntu 14.04 LTS para o Debian Testing será gerenciada completamente pela Google graças a uma ferramenta criada pela empresa pra que seja possível "transformar um sistema no outro", sem precisar ficar reinstalando todas as estações do zero.

A Google não vai colocar o gLinux para download, mas prometeu contribuir fortemente com o projeto Debian, enviando todas as mudanças e código de melhorias que forem feitas diretamente para o projeto, para que assim ele seja distribuído para todos, evitando assim que as ferramentas proprietárias que serão incluídas na distro para uso interno sejam vazadas ou alguma informação sigilosa seja compartilhada "por engano".

Você pode ver as informações sobre o projeto gLinux direto da conferência do Debian por volta dos 12 minutos no vídeo acima. Margarita Monterola comenta que a escolha pelo Debian se deve ao formato Rolling Release da versão Testing especialmente, apesar do projeto ainda estar sendo testado, a funcionária da Google mencionou que eles só pretendem lançar o sistema para todos os funcionários da empresa quando ele estiver "pronto."

Até a próxima!

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Debian 9.3 está disponível para download

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quinta-feira, 14 de dezembro de 2017

Nesta semana nós tivemos o lançamento do Debian 9.3, este que deve ser o último  grande lançamento do mundo Linux em 2017.

Debian 9.3 Download






O Debian 9.3 marca a terceira grande atualização para o sistema operacional, essa nova versão inclui correções para problemas de segurança, atualizações de pacotes e interfaces, mantendo o suporte de longo prazo que ainda vai durar mais 5 anos.

Leia também: Entrevista do blog Diolinux com o líder do projeto Debian, Chris Lamb.

Quem utiliza qualquer versão do Debian 9 só precisar atualizar o sistema para receber todos os aprimoramentos da versão 9.3.


Atualizações incluem o Kernel Linux 4.9 LTS; GNOME 3.22, KDE Plasma 5.8 LTS, Cinnamon 3.2, MATE 1.16 e Xfce 4.12, entre outras atualizações.

Saiba mais e faça o download no site oficial.

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Instalando o básico para programar em Python no Linux (Ubuntu, Mint e Debian)

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segunda-feira, 16 de outubro de 2017

Dando continuidade a uma pequena série de artigos que vai te ensinar a criar ambientes básicos de programação em linguagens variadas que começou com este artigo falando de Java, hoje vamos mostrar como criar um ambiente bacana para você desenvolver Python no Ubuntu, Linux Mint, Debian e seus derivados, o que inclui Deepin, elementary OS, entre outros.

Montando ambiente para programar em Python





Este artigo foi desenvolvido em parceria com Tiago Funk, ele vai te ajudar a entender melhor como criar uma ambiente ideal para começar a programar em Python em algumas das distribuições Linux mais famosas.

Começando


Se você está com dúvidas sobre o que é necessário para poder programar em Python na sua distro Linux, este artigo tem a pretensão de lhe instruir em seus primeiros passos. Antes de tudo, é importante dizer que o Python é uma linguagem interpretada, ou seja, todas as instruções que você for programar nela são, na verdade, instruções que um outro software seguirá.

O mais legal nessa história é que distros Linux utilizam Python para muitas coisas, assim esse interpretador já vem instalado na sua distribuição, mas há um porém, em geral as distros utilizam uma versão antiga do Python, a 2.7, enquanto que hoje existe a 3.5 (Essa versão também já vem instalada em alguns casos). Para ver testar o Python, abra o terminal e digite python3.5 e note que o cursor do terminal vai mudar.

Testando Python

Nesse console que se abriu podemos digitar comandos em Python para que ele os execute. Ao digitar  apenas python  o terminal, ele vai usar a versão 2.7 ai invés da mais recente.

É importante definir qual a versão do Python que você quer trabalhar, pois existem diferenças na sintaxe entre as versões, ou seja, para fazer a mesma ação, existem comandos diferentes em cada versão.

Instalando uma IDE


Para poder programar em Python, em teoria, você já teria o suficiente só com o que vem pré-instalado, entretanto, para ganharmos tempo, vamos instalar um IDE, que é um software que vai automatizar muito dos processos que você teria que fazer para poder executar o programa que você acabou de escrever.

Talvez a melhor opção para Python seja o PyCharm, é muito completo, leve, e bastante bonito. 


No site de download escolha a versão da comunidade, que é gratuita, porém mais básica, para o nosso propósito, vai servir perfeitamente. Se não me engano há um pacote Snap para Ubuntu (e qualquer distro) dele, se você usa o Deepin, ele está na Deepin AppStore.

Site do PyCharm

Após o finalizado o download, você terá uma arquivo .tar.gz, descompacte-o, entre na pasta que foi criada e entre na pasta bin.

Instalando o PyCharm

Dentro dessa pasta existe um arquivo chamado pycharm.sh, esse arquivo é o instalador, para executa-lo, abra o terminal, navegue até a  pasta do arquivo e digite ./pycharm.sh, e a instalação vai iniciar.

Instalando o PyCharm

A primeira janela que vai se abrir é a janela que pergunta se você vai querer restaurar dados de instalações passadas, no nosso caso não vamos fazer isso, depois aceitamos o termos de utilização e por último, uma janela aonde podemos personalizar a interface vai se abrir, podemos deixa-la no padrão.

O próximo passo é criar um projeto, escolhendo o local onde serão guardados os nossos arquivos Python.

Configuração do PyCharm

Não esqueça de escolher a versão do Python com que você quer trabalhar. Agora, vamos criar um novo arquivo.
Novo arquivo no PyCharm

Clique em file (no menu superior) e depois em new…, vai-se abrir uma pequena janela, selecione Python file, nomeie-o e escreva o seguinte:
print(“Olá para todos !!”)

PyCharm Indexando

Talvez você tenha que esperar um pouco se esta for a sua primeira vez abrindo o PyCharm, é necessário esperar um pouco. Como na imagem acima, o Pycharm estará indexando alguns arquivos, assim, é bom esperar um pouco e deixar que isso ocorra.

Para executar o seu código, vá até o menu Run e clique em Run novamente, a execução será semelhante a isso:

Rodando o programa no PyCharm

Finalizando


Basicamente está tudo pronto e funcionando, mas temos mais duas dicas para você:

1 - Para escolher a versão do Python do seu projeto vá em: File (no menu superior), default settings, e na janela que se abrir selecione project interpreter e  então selecione a versão desejada.

Configurando o Interpretador no PyCharm

2 - Se você é do tipo que gosta de usar atalhos, vá em help (menu superior), keymap references e vai se abrir um PDF como todos os atalhos da IDE. Dê uma estudada nele, pois eles podem ajudar a agilizar o seu trabalho.

Agradecemos ao Tiago pela contribuição, agora você já tem o básico para começar os seus trabalhos e estudos.


Até a próxima!


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Entrevistamos Chris Lamb, atual líder do projeto Debian

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sábado, 8 de julho de 2017

Atendendo aos pedidos de vocês na entrevista com Hualet Wang, líder do Deepin, vamos continuar falando com os líderes dos projetos e distribuições Linux mundo à fora. Hoje temos nada mais, nada menos, do que líder do projeto Debian, uma das maiores e mais importantes distribuições Linux da história, Chris Lamb, que aceitou o meu pedido e falou sobre coisas muito interessantes à respeito da distro lendária.

Chris Lamb




Temos o prazer de apresentar uma entrevista exclusiva do atual líder do Debian ao blog Diolinux, muitas perguntas foram inspiradas em questões levantadas pelos próprios usuários do Debian no Brasil, vamos ao bate-papo.

Diolinux: Qual o seu nome e qual a sua função dentro do projeto Debian?

Chris: Meu nome é Chris Lamb e eu sou o atual líder do projeto Debian (DPL) e também o atual representante oficial do Debian. Sou conhecido por "lamby" no IRC e @lolamby no Twitter.

O DPL (Debian Project Leader) tem duas funções principais, uma interna e outra externa.  A função externa é relativamente simples de entender, eu represento o Debian pelos outros integrantes, como nesta entrevista onde falo em nome do projeto. Isso também envolve dar palestras e fazer apresentações sobre o Debian em conferências, bem como criar relacionamentos com outras organizações e empresas.

Internamente o líder gerencia o projeto em si e define a sua visão sobre todas as questões em algum grau. O líder deve conversar com os outros desenvolvedores do Debian para ver como eles pode colaborar entre si, removendo qualquer bloqueio potencial para que isso aconteça, para que assim o Debian seja produzido. Umas das tarefas principais do líder do Debian envolve, portanto, a coordenação e comunicação. "Herding cats", como dizem.

Diolinux: Desde quando você atua nesta função?

Chris: Após um período de campanha e de votação de 6 semanas, fui eleito no dia 17 de abril deste ano.

Diolinux: O que fez você querer fazer parte da comunidade Debian?

Chris: Minha primeira experiência com o Debian foi um "acidente feliz". Eu tinha recebido um conjunto de CDs da Red Hat de um serviço chamado "The Linux Emporium", uma empresa do Reino Unido que enviava CDs de distribuições GNU/Linux como um serviço prestado antes de termos a internet mais rápida para fazer downloads. No entanto eu acabei descobrindo que eu não tinha os 12 MB de RAM necessários para executar o instalador do Red Hat. Irritado eu peguei um CD do Debian "Potato" que estava incluído no kit que eu havia recebido (livre de encargos) no meu pedido, uma versão que já está muito desatualizada atualmente, e assim eu conheci o Debian, que funcionou no meu computador.

Avançando alguns anos, minha primeira contribuição para a comunidade foi trivial (um patch para o software de edição musical chamado Lilypond). Eu era um colaborador entusiasmado do Debian e fui infectado pelo vírus da colaboratividade, o que me levou a contribuir mais e mais com outros pacotes, fazendo com que eu passasse de um simples estudante do Google Summer Code para um desenvolvedor oficial do Debian em 2008. Participei da minha primeira DebConf (conferência anual do Debian) em Edimburgo, na Escócia.

Diolinux: Como você definiria o projeto Debian para as pessoas que já usam Linux, mas não o Debian?

Chris: No momento em que escrevo este texto mais de 10% da internet é alimentada pelo Debian. Quantos sites você poderia hoje sem o Debian? Debian é o sistema operacional de escolha de vários projetos, é o prjeto de escolha da estação espacial internacional (ISS), de inúmeras universidades ao redor do mundo, empresas, órgãos governamentais, todos eles confiam no Debian para prestar seus serviços à milhões de usuários em todo o mundo e além dele (literalmente). O Debian é um grande sucesso.

Penso que seria adequado dizer que o Debian tem a reputação de ser uma distro Linux para especialistas, no entanto, isso é um pouco enganador e injusto também, enquanto existem muitas distribuições que estendem o Debian para melhorar a sua interface e interação com os usuários em várias direções (como Ubuntu, Mint, etc), o núcleo subjacente do Debian não deve ser temido.

Nossos esforços são geralmente focados em liberar uma versão estável do Debian a cada 18 meses (ou mais), entretanto, o Debian também mantém uma distribuição para testes (Debian Testing), que talvez possa ser melhor entendido como a "área de testes" para a próxima versão. Há também a versão "instável", que (apesar do nome enganador!) é completamente utilizável como um sistema do dia a dia. É semelhante as distros Rolling Release.

Diolinux: Todos sabemos que os principais objetivos do Debian são dois: Ter um sistema tão estável quanto possível e ser multiplataforma, incluindo o suporte a diferentes tipos de Kernel que não o Linux. Existe alguma outra meta ou objetivo do Debian que foge desta dualidade amplamente difundida? Existe alguma outra meta que você estão trabalhando para cumprir?

Chris: Você tem razão ao salientar que o Debian suporta também outros Kernels não-Linux, especificamente o kernel kfreebsd e você pode estar ciente também de que é possível ter também o (ainda muito experimental) kernel Hurd do projeto GNU.

A diversidade técnica do Debian se estende para além dos kernels, essa variedade significa que nós podemos disponibilizar o sistema para todo o tipo de equipamento, de pequenos dispositivos a grandes, notavelmente temos o Debian como base do Raspian, um dos principais sistemas operacionais para o Raspberry Pi, além de suportar sistemas gigantescos também, com mais de 100 GB de RAM, versatilidade realmente é um ponto forte do Debian.

Outro objetivo além da escalabilidade é oferecer uma múltipla gama de opções de desktop enviroments que você pode optar na hora da instalação, isso não requer que você baixe um sistema para cada uma delas, ou tenha que fazer uma mudança manual posterior (a menos que você queira, claro), tudo isso o Debian já te oferece.

Para todos que se importam com coisas como esta... é perfeitamente possível usar o Debian sem o systemd...  *g* 

Diolinux: Recentemente nós tivemos a informação de que houveram vários problemas e bugs nas ISOs live do Debian, o que é algo realmente incomum, aos poucos os problemas estão sendo solucionados, entretanto, observando as listas de e-mail do Debian nós podemos observar que a problema destas falhas estava muito relacionado a falta de testadores para estas ISOs. Eu gostaria de saber, como o público pode ajudar a debugar o Debian e fazê-lo melhor?

Chris: Claramente o problema com as ISOs live mostra que existem algumas lacunas no nosso processo de desenvolvimento, no entanto, a equipe está introduzindo novas métricas de desenvolvimento, tanto técnicas, quanto não-técnicas, para que isso não aconteça novamente.

Em termos de como a comunidade pode ajudar; testar novas versões betas das ISOS, dos instaladores, é algo que nós sempre apreciamos. Enquanto a atenção para o funcionamento do ambiente de usuário do Debian acaba recebendo muita atenção, eventualmente o instalador tem menos "globos oculares" sobre ele.

Diolinux: Você utiliza apenas Debian ou utiliza outras distribuições e sistemas operacionais? Qual o seu ponto de vista sobre sistemas proprietários?

Chris: Atualmente não uso apenas sistemas operacionais de software livre, mas todos rodam Debian!

Diolinux: Ouvindo os nossos leitores, alguns comentaram que não existe um forma de "fácil acesso" ao desenvolvedores do Debian, não existe um canal claro entre o Debian e o dito "usuário final", isso pode se dever ao fato de realmente isso não existir ou a pura falta de divulgação e informação destes meios. Qual é a melhor forma de se envolver com o projeto? Que tipo de profissionais e entusiastas podem fazer parte da comunidade de desenvolvedores do Debian?

Chris: Existem várias formas para o público começar a participar. Para usuários comuns, existe a página de "Welcome" da Wiki: https://wiki.debian.org/Welcome/Users

Para pessoas interessadas em contribuir a nível de código, basta dar uma olhada aqui: https://www.debian.org/devel/

Mas também é possível observar a nova página de "Guia para mantenedores": https://www.debian.org/doc/manuals/maint-guide/

Diolinux: Como você imagina que o Debian será daqui a 10 anos?

Chris: Primeiramente eu gostaria de me imaginar ainda como um contribuidor ativo do projeto Debian, não necessariamente líder, claro, acredito também que muitos dos desenvolvedores atuais do projeto continuarão nele neste período.

Em termos da "distribuição Debian", acredito que o projeto sempre teve uma tradição bem moldada pela demanda dos usuários e desenvolvedores, bem como pelos esforços gerais e padronização na comunidade de software livre.  Nunca há uma imposição "vinda de cima" em um projeto como o Debian, acredito inclusive que esta é uma das principais razões para as pessoas escolherem o Debian para começar.

Não há razão para pensar que seria algo muito diferente disso em uma década, porém, mudanças sempre podem acontecer e é muito difícil de prever.

Diolinux: Deixe uma mensagem final para os nossos leitores e fãs do Debian no Brasil.

Chris: Eu apenas gostaria de agradecer a todos pela leitura da entrevista.

Finalizando


Eu gostaria de aproveitar a oportunidade para agradecer ao Chris pelo tempo dispensado na entrevista, ela foi toda feita por e-mail em inglês, então eu tive que fazer a tradução e adaptar alguns sentenças, contudo, gostaria de deixar claro que uma das respostas do senhor Lamb acabou ficando um pouco ambígua para mim, pois apensar de entender o que ele disse, não consegui interpretar ela completamente, por isso vou colocar aqui a resposta em inglês da pergunta "Você utiliza apenas Debian ou utiliza outras distribuições e sistemas operacionais? Qual o seu ponto de vista sobre sistemas proprietários?":


"Currently, I not only exclusively use free software operating systems, they are all running Debian!"

Acho que poderia ser interpretado de diversas formas, você pode colocar como você entendeu a questão. No meu entendimento, a resposta pode dizer que ele não usa apenas Linux, mas Windows ou macOS também, mas que quando usa software livre é sempre Debian, ou que ele usa sempre Debian mas não apenas software livre. Se você tiver uma interpretação diferente, compartilhe nos comentários.

Edit: Troquei mais alguns e-mails com o Chris para entender melhor o que ele quis dizer. Ele me falou que quis dizer que "todos os seus computadores e servidores rodam Debian, ainda que não sejam 100% software livre", devido a drivers e programas proprietários que ele usa, ou seja, fica mais pela minha segunda interpretação.

Gostaria de informar que já entrei em contato com Daniel Foré, desenvolvedor do elementary OS, estou aguardando a resposta dele também, pois até o momento ele não respondeu meu e-mail, se vocês puderem importuná-lo no Twitter para que ele responda eu agradeço. 😅

Deixem também sugestões para entrevistas, prometo sempre fazer o possível para conseguir o contato com as pessoas indicadas.

Até a próxima!
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