Diolinux - O modo Linux e Open Source de ver o Mundo

Responsive Ad Slot

Mostrando postagens com marcador desempenho. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador desempenho. Mostrar todas as postagens

Os drivers Vulkan para AMD no Linux

Nenhum comentário

sexta-feira, 27 de dezembro de 2019

Já fizemos um artigo bem completo sobre os drivers para as GPUs AMD no Linux, assim como também já falamos sobre os drivers Nvidia. Agora chegou a vez de falarmos sobre os drivers para a API gráfica Vulkan que funcionam com as GPUs AMD.

os-drivers-vulkan-para-amd-no-linux

Quando se trata de rodar aplicativos em Vulkan no Linux em hardware AMD, além dos drivers Mesa e AMDGPU, as aplicações também utilizam um driver para o Vulkan, podendo ser o RADV ou o AMDVLK.

Para ter um melhor entendimento desse artigo, é extremamente importante que você tenha um conhecimento ao menos razoável sobre os drivers de vídeo AMD disponíveis para Linux, do contrário, talvez você fique um pouco perdido ao se deparar com alguns nomes como AMDGPU, AMDGU-PRO, Radeon, Mesa e etc. Caso você não saiba o que é cada um desses drivers, primeiro leia o artigo que fizemos sobre os drivers AMD no Linux, e só depois continue a leitura desse artigo. Dessa forma garantimos que você terá a melhor experiência possível ao absorver o conteúdo aqui disponibilizado.

RADV


O driver RADV, que em conjunto com o driver de vídeo e o Mesa é responsável por prover o funcionamento das aplicações em Vulkan no Linux, está incluso no AMDGPU. Portanto é o driver Vulkan utilizado na grande maioria dos sistemas Linux rodando em uma máquina com um chip gráfico da AMD.

O RADV é open source, mantido pela comunidade, e é o driver Vulkan que possui um melhor desempenho em jogos, embora a diferença não seja assim tão grande. O RADV apenas não está presente em sistemas que rodam sobre chips gráficos mais antigos, pois estes utilizam o driver Radeon, que por sua vez não suporta Vulkan.

Mais detalhes sobre o driver Radeon podem ser encontrados no artigo sobre drivers AMD linkado no início deste artigo, e também neste artigo.

AMDVLK


O driver AMDVLK tem a mesma função do RADV, porém este foi desenvolvido e é mantido pela própria AMD. O AMDVLK está integrado ao driver AMDGPU-PRO, e possui um desempenho em jogos um pouco inferior quando comparado ao RADV, embora possa ser uma melhor escolha para quem utiliza o computador para trabalhos como edição de vídeo ou modelagem 3D.

Assim como o AMDGPU-PRO, o AMDVLK possui compatibilidade com um número bem limitado de distribuições, sendo elas o Red Hat Enterprise Linux 7.5, Ubuntu 16.04 e Ubuntu 18.04. Tanto o Fedora quanto as “flavours” do Ubuntu não são suportados oficialmente.

Mais detalhes sobre o AMDGPU-PRO também pode ser encontrados no nosso artigo sobre drivers AMD.

Embora esteja incluso no AMDGPU-PRO, o AMDVLK também pode ser instalado nas distros compatíveis que estejam utilizando o AMDGPU. Para instalar no Ubuntu 16.04 ou 18.04 você pode instalar o arquivo em .deb que pode ser encontrado na página de releases oficial do projeto no Github.

O vídeo abaixo mostra um comparativo realizado pelo Claudio do canal Sr Rob Linux Brasil, comparando o desempenho de jogos e benchmarks sintéticos entre o RADV e o AMDVLK.


Você já sabia da existência desses drivers, ou já testou o AMDVLK? Conte-nos nos comentários.

Você gosta de Linux e tecnologia? Tem alguma dúvida ou problema que não consegue resolver? Venha fazer parte da nossa comunidade no Diolinux Plus

Isso é tudo pessoal! 😃


Viu algum erro ou gostaria de adicionar alguma sugestão a essa matéria? Colabore, clique aqui.


Shadow of the Tomb Raider: Linux vs Windows

Nenhum comentário

sábado, 21 de dezembro de 2019

Um dos fatores mais determinantes quando uma pessoa está escolhendo um sistema operacional, é o seu desempenho em jogos. Tendo isso em mente, decidimos comparar o desempenho de um Triplo A recente, o Shadow of the Tomb Raider, entre o Windows e uma distribuição Linux.


Como diz aquele velho ditado: "Old habits die hard". É difícil perdermos velhos hábitos e matarmos velhos mitos, que há muito tempo já não são mais uma realidade. Infelizmente a crença de que sistemas Linux são difíceis, só para "hackers", e não rodam jogos ainda são uma verdade na cabeça de muitas pessoas, especialmente daquelas que não estão familiarizadas com a realidade atual dos sistemas Linux.

Combater esse tipo de desinformação é uma das "teclas" nas quais mais batemos aqui no Diolinux. Inclusive, essa foi uma das principais razões para termos criado o nosso canal na Twitch há cerca de um ano atrás, e desde então mostramos diariamente como é perfeitamente possível utilizar um sistema Linux para jogos hoje em dia, e em uma grande parte dos casos é algo extremamente fácil de ser feito. 

Antes de continuarmos, é importante deixar claro que toda vez que você ler o termo "o Linux" nesse artigo, estarei me referindo às distribuições Linux para desktop de modo geral.

O jogo que vamos testar hoje relata o terceiro capítulo da história da Lara Croft, foi lançado em setembro de 2018, e teve a sua versão para Linux lançada em outubro deste ano (2019). Quando se trata de tecnologia, é como se o tempo passasse mais rápido, mas mesmo tendo passado cerca de um ano desde o lançamento de Shadow of the Tomb Raider, o mesmo ainda é um jogo atual, com gráficos excelentes, e jogado por muitas pessoas, o que fez dele a escolha perfeita para este comparativo.

O Benchmark


É sabido que gravar a tela sem uma placa de captura causa um efeito negativo no desempenho dos jogos, o que acabaria prejudicando os nossos testes. Por esse motivo, apresentarei os resultados através de texto e prints dos resultados do benchmark.

No lado do Linux temos o KDE Neon na versão 5.17.4, utilizando o driver AMDGPU presente no Kernel Linux 5.0 e o Mesa Driver 20.0 (Padoka PPA). A API gráfica utilizada é o Vulkan. No lado do Windows 10 Home temos a versão 1909 com o driver Radeon Software Adrenaline 2020 edition 19.1, a API gráfica utilizada é o DirectX 12.

O hardware utilizado é um Ryzen 5 2600 3.8Ghz, 2x8 GB DDR4 2666Mhz e uma Radeon RX580 8GB. O jogo foi testado em 1080p, no preset alto e com o VSync desligado.

Nas imagens abaixo você confere os resultados do benchmark próprio do Shadow of the Tomb Raider, bem como as configurações gráficas, e sistema operacional no qual os testes foram realizados.

Vamos aos resultados no Windows 10.




Na versão Windows o benchmark resultou em uma média de 70 FPS, com mínima de 56 e 11039 quadros gerados. Nos testes em gameplay, durante os primeiros dez minutos de jogo (sem contar cutscenes), o jogo apresentou uma média de 70 FPS, com oscilações entre 63 e 88 FPS.

Agora vamos aos resultados dos testes no Linux.




Na versão Linux o benchmark resultou em uma média de 50 FPS, com mínima de 41 e 8027 quadros gerados. Nos testes em gameplay, durante os primeiros dez minutos de jogo (sem contar cutscenes), o jogo apresentou uma média de 50 FPS, com oscilações entre 45 e 65 FPS. Na versão Linux com o vsync desligado ocorreu bastante stuttering, o que não aconteceu na versão Windows.

Sobre os resultados


Ao comparar o desempenho do jogo em ambos os sistemas percebemos uma diferença de cerca de 20 FPS, o que no meu caso acabou não sendo um grande problema, já que mesmo no Linux o jogo continua perfeitamente jogável. Na verdade, só consigo perceber a diferença nos FPS se o contador estiver ligado. Além de que eu poderia diminuir um pouco os gráficos, melhorando a taxa de quadros, e a “perda de qualidade” seria praticamente imperceptível aos olhos.

Felizmente não costumo jogar com contadores de FPS ligados, os utilizo apenas para testes, então a minha experiência de jogo com o Shadow of the Tomb Raider no Linux nunca foi comprometida, uma vez que meus olhos não percebem nenhuma lentidão enquanto estou jogando.

Todavia, 20 FPS ainda é uma diferença realmente grande. No meu caso, com a média caindo de 70 para 50, essa diferença acabou não sendo muito perceptível. Mas imagine uma pessoa com um hardware mais simples, que consegue rodar o jogo há uma média de 40~50 FPS no Windows. Seguindo o resultados deste teste, a média que essa pessoa atingiria no Linux seria de 20~30 FPS. Ou seja, o jogo passaria de jogável para praticamente não jogável. Apesar de serem os mesmos 20 frames de diferença, ao descermos um pouco os números a diferença na experiência de jogo passa a ser extremamente maior.

É importante deixar claro que as diferenças de desempenho dos jogos entre o Linux e o Windows podem variar de acordo com cada jogo, e até com o hardware utilizado. Neste caso, o Shadow of the Tomb Raider teve um desempenho bastante inferior no sistema do Pinguim, mas em outros casos o desempenho pode ser exatamente o mesmo, ou até superior no Linux. É uma questão de saber como os jogos que você gosta rodam na sua máquina, só assim você poderá saber se no seu caso passar a usar apenas Linux é ou não uma boa ideia.

A seguir você confere um benchmark em vídeo, feito pelo Renato do blog e canal FastOS.


Conclusão


Obs.: Para fins de esclarecimento, o trecho a seguir é baseado na minha opinião, e não representa o posicionamento do projeto Diolinux e de seus outros membros sobre o assunto.

No final das contas, podemos dizer que o Linux é uma plataforma para jogos tão boa quanto o Windows?

Bem, em geral, definitivamente não!

Para mim fica bem claro que se tratando de jogos o Windows ainda está bem a frente de qualquer distribuição Linux. Todavia, isso não significa que o Windows necessariamente será uma melhor opção para todos. Ao escolher entre dois ou mais sistemas operacionais devemos analisar tudo o que tais sistemas tem a oferecer, e o quão bem cada um atende as nossas necessidades em todos os aspectos, não apenas em jogos.

Hoje em dia um número muito grande de jogos, incluindo muitos Triplo A e games extremamente populares rodam no Linux com um desempenho muito próximo, igual, e em alguns casos até superior ao Windows. E podem ser instalados sem qualquer tipo de gambiarra, através de procedimentos iguais ou muito semelhantes à instalação dos mesmos no Windows. Portanto se os jogos que você joga fazem parte dessa enorme lista dos que funcionam, então para você o Linux será uma plataforma para jogos tão boa quanto o Windows. Por outro lado, se os jogos que você gosta não rodam ou não possuem um desempenho satisfatório no Linux, a melhor opção no quesito jogos continua sendo o Windows.

Dito isso, afirmar que em geral o Linux não serve para jogos, possui poucos títulos, e só tem jogos desconhecidos é uma completa desinformação! Assim como o Windows ser um sistema que atende um maior número de usuários de uma forma mais completa no quesito jogos, no presente momento ainda é um fato!

A sua vez!


Agora chegou a hora de você dar a sua opinião sobre o assunto! 😁 Qual é a sua experiência com jogos no Linux? E mais importante, essa experiência é de quanto tempo atrás? Se tratando de jogos, a plataforma está evoluindo de maneira bastante rápida, e é bem possível que um jogo que não funcionava há um mês atrás seja completamente funcional hoje em dia. Então relate nos comentários abaixo as suas experiências positivas e negativas com jogos no Linux, e dê a sua opinião de forma educada e sempre respeitando as opiniões contrárias.

Vamos colaborar para que juntos possamos tornar o Linux cada vez melhor. 😀

Você gosta de Linux e tecnologia? Tem alguma dúvida ou problema que não consegue resolver? Venha fazer parte da nossa comunidade no Diolinux Plus

Isso é tudo pessoal! 😉


Viu algum erro ou gostaria de adicionar alguma sugestão a essa matéria? Colabore, clique aqui.


Intel trabalha em nova loja para sua distro Clear Linux Project

Nenhum comentário

quarta-feira, 23 de outubro de 2019

A Intel também é responsável por uma distro Linux, o Clear Linux Project, e parece que seu desenvolvimento está indo além de ajustes em performance e uma nova loja está a caminho. Considerando todo histórico do Clear Linux e seus resultados em benchmarks, podemos esperar um software de altíssima qualidade. 

intel-clear-linux-project-distro-open-source-sistema-developer-contêiner

O Clear Linux Project é um sistema operacional desenvolvido pela Intel e baseado em Linux. Com o intuito de ser uma alternativa segura, customizável, eficiente e performática, seu objetivo é atrair desenvolvedores e tirar proveito de suas características e inclinação para contêineres. Contudo, não significa que apenas developers estão se interessando pela distribuição, ao passar dos anos o sistema vem adicionando aos seus repositórios aplicações, que “não se encaixam necessariamente com esse público alvo”.


Em julho deste ano anunciamos que o Lutris estava disponível nos repositórios do Clear Linux Project, e mesmo sendo voltada para desenvolvedores, computação na Nuvem, IoT e desenvolvimento em geral, era entregue como uma alternativa ao desktop. Naturalmente programas voltados ao lazer ou usos “menos técnicos” estariam à disposição de seus usuários, sendo a Steam e o Lutris exemplos. Outro ponto importante é seu foco no ecossistema Intel. Não é incomum ver matérias de comparativos em jogos, e o Clear Linux Project estar no topo dos testes. O sistema é minuciosamente otimizado para processadores Intel, como suas futuras GPU’s dedicadas

Novidades no Clear Linux


Sua equipe de desenvolvimento está trabalhando em diversos aprimoramentos no sistema, indo de ajustes internos à implementações mais visíveis aos usuários: 

  • Uso do Kernel Linux 5.4 (em sua versão final);
  • Substituição do Python 2 pelo Python 3;
  • Possível implementação do compilador LLVM Clang 9;
  • Desenvolvimento de uma nova loja, alternativa para atual GNOME Software;
  • Aprimoramentos em seu instalador, suportando LVM (Logical Volume Manager), melhorias na instalação de sistemas no-EFI (BIOS legacy), otimizações no desempenho e mais.

Logo abaixo você pode ver as considerações do canal Sir Rob Linux Brasil, quando testou o Clear Linux em maio deste ano.


Para mais informações sobre o Clear Linux Project, o desenvolvimento de sua nova loja e mais, acesse a postagem oficial em seu blog. Para quem deseja ser informado continuamente sobre o sistema, considere seguir o perfil no Twitter da gerente de comunidade do Clear Linux Project, Beatriz Palmero. Inclusive a postagem no blog oficial, com as features que em breve irão chegar ao sistema, foi de sua autoria. 

Faça parte de nosso fórum Diolinux Plus, e fique por dentro das novidades.

Até o próximo post, e compartilhe nosso conteúdo, SISTEMATICAMENTE! 😎



Viu algum erro ou gostaria de adicionar alguma sugestão a essa matéria? Colabore, clique aqui.


Microsoft lança a nova versão de sua plataforma de desenvolvimento Open Source

Nenhum comentário

quinta-feira, 26 de setembro de 2019

O .NET Core é uma plataforma para desenvolvimento de aplicações web, desktop, IoT, mobile e jogos, desenvolvida pela Microsoft. Compatível com Windows, Linux e macOS, é oferecido sob a licença MIT, sendo assim de código aberto e disponível no Github.

dotnet-framework-net-core-microsoft-windows-visual-studio-developer-desenvolvimento-programador

Anunciado em 2014, o .NET Core veio como a solução Open Source do já conhecido .NET Framework, esse sim proprietário.

Com uma semana repleta de anúncios da Microsoft para seus desenvolvedores, sua fonte Cascadia Code é um exemplo. O .NET Core 3.0 vem com diversas melhorias, conforme é apresentado em seu anúncio oficial: 

“Temos o prazer de anunciar o lançamento do .NET Core 3.0. repleto de melhorias, incluindo a adição de Windows Forms e WPF, a adição de novas APIs JSON, suporte ao ARM64 e melhoria do desempenho geral. O C# 8 também faz parte desta versão, que com fluxos anuláveis, assíncronos e mais padrões. O F# 4.7 está incluso e focado em descomplicar a sintaxe utilizada no .NET Standard 2.0”.

O lançamento é compatível com versões anteriores, facilitando a atualização das aplicações. A nova versão promete maior desempenho, suporte às linguagens de programação C# 8 e F# 4.7, APIs JSON, redução no uso de memória com um garbage collection mais eficiente, inclusão padrão de executáveis nos aplicativos, suporte a novos chips ARM, aprimoramento no desempenho do framework via contêineres, entre outras novidades.

Para usuários do Visual Studio, a Microsoft informa que, basta atualizar a IDE para obter automaticamente a última versão do .NET Core.

dotnet-framework-net-core-microsoft-windows-visual-studio-developer-desenvolvimento-programador

Sistemas suportados pela plataforma


O .NET Core 3.0 é suportado nos seguintes sistemas operacionais:

  • Alpine: 3.9+
  • Debian: 9+
  • openSUSE: 42.3+
  • Fedora: 26+
  • Ubuntu: 16.04+
  • RHEL: 6+
  • SLES: 12+
  • macOS: 10.13+
  • Windows: 7, 8.1, 10 (1607+)
  • Windows Server: 2012 R2 SP1 +

Nota: Os aplicativos Windows Forms e WPF funcionam apenas no Windows.

Os chips suportados pela tecnologia são:

  • x64 no Windows, macOS e Linux;
  • x86 no Windows;
  • ARM32 no Windows e Linux;
  • ARM64 no Linux (kernel 4.14+).


Para mais detalhes técnicos, pontuando cada melhoria e novas adições ao framework, acesse o anúncio oficial no blog de desenvolvedores da Microsoft.

Faça parte de nosso fórum Diolinux Plus, até o próximo post, SISTEMATICAMENTE! 😎

Fonte: Microsoft.
_____________________________________________________________________________
Viu algum erro ou gostaria de adicionar alguma sugestão a essa matéria? Colabore, clique aqui.


Novo Dell XPS 13 Developer Edition, com Ubuntu

Nenhum comentário

sexta-feira, 23 de agosto de 2019

A Dell é conhecida por oferecer ótimos produtos, e possui uma linha de notebooks conceituadas no mercado. Nestes anos que venho exercendo minha profissão de técnico em informática, já tive diversas oportunidades de ter em minhas mãos muitos modelos da marca. A qualidade de construção sempre tem um capricho em seus produtos e a empresa também é famosa por sua assistência técnica.

dell-xps-developer-edition-ubuntu-canonical-intel

Infelizmente pouquíssimas empresas vendem seus computadores e laptops com Linux embarcado, falo de empresas sérias e não aquelas distribuições “tranqueiras” que são utilizadas apenas para baratear os custos de produção (isso só atrapalha e cria uma falsa sensação de como os sistemas voltados aos usuários comuns são). Especificamente no Brasil os números são menores ainda. No entanto, a Dell oferece alguns dispositivos com o Ubuntu embarcado. Ponto para empresa, que não traz um sistema datado e pouco intuitivo, ao contrário, mantém uma parceria com a Canonical e possibilita a escolha para seus consumidores (mesmo que em muitas vezes ela esteja um pouco escondida 😁️😁️😁️).


Novo modelo top de linha


A Dell é conhecida por segmentar seus modelos conforme o público, entretanto, não significa que um modelo denominado “Developer Edition” não possa ser utilizado por um usuário comum. O nome é claramente uma preferência dos desenvolvedores na escolha do sistema que gostam e costumam trabalhar (algo que teve início com o “Project Sputnik rools on”).

dell-xps-developer-edition-ubuntu-canonical-intel

O novo modelo em questão é o Dell XPS 13 Developer Edition (7390), um poderosíssimo ultrabook com a distribuição Linux Ubuntu embarcada. A máquina não é uma das mais “econômicas”, mas entrega um hardware poderoso e consistente para diversos cenários de produção. Veja logo abaixo algumas de suas especificações:

  • Sistema operacional Ubuntu 18.04.3 LTS;
  • Processador Intel Core i5-10210U de 10ª Geração (4 núcleos) ou processador Intel Core i7-10710U de 10ª Geração (6 núcleos);
  • Tela InfinityEdge, compatível com resolução Full HD e UHD (Ultra resolução HD);
  • Até 16 GB de RAM LPDDR3 com frequência de 2133MHz.
  • Wi-fi Killer AX1650 (2 × 2) baseado no chipset sem fio Intel Wi-Fi 6;
  • Bluetooth 5.0;
  • Duas portas Thunderbolt 3 com DisplayPort e fornecimento de energia;
  • Quatro slots de PCI Express Gen 3.

O modelo estará disponível em países da Europa, no EUA e Canadá durante o mês de Setembro. Estima-se que a partir de Outubro modelos adicionais com outros chips da 10ª Geração da série Core U (voltada para melhor gerenciamento energético) sejam lançados.

Nada foi informado se num futuro o modelo estará disponível no Brasil, creio que não, também não foram ditos preços iniciais em outros países. Apenas o mercado americano possui uma estimativa de preço do modelo mais básico, iniciando na casa dos $ 899,99 Dólares (algo em torno dos R$ 3.700,00).

Aqui no Brasil modelos com a 8ª Geração dos processadores Intel estão disponíveis, mas com Windows 10 e um preço bem salgado.

dell-xps-developer-edition-ubuntu-canonical-intel-preços-brasil

Caso esteja interessado em modelos da empresa com Ubuntu 18.04 e um preço mais em conta, a linha Inspiron é bem interessante, segue o link.

Faça parte de nosso fórum Diolinux Plus, e fique por dentro das novidades.

Até o próximo post, SISTEMATICAMENTE! 😎

_____________________________________________________________________________
Viu algum erro ou gostaria de adicionar alguma sugestão a essa matéria? Colabore, clique aqui.

Muitas novidades na versão beta do KDE Plasma 5.16

Nenhum comentário

sexta-feira, 17 de maio de 2019

Se existe um projeto que posso "tirar o chapéu" a cada novo lançamento é o KDE, não menosprezando os demais, entretanto os caras do KDE sempre estão implementando coisas novas. Ok! Às vezes me perco em meio a tanta configuração, mas é bem interessante ver essa gama de possibilidades e ferramental oferecido.

kde-plasma-5.16-qt-kirigami-kwin-discover-interface-desktop-linux-DE-blur

Em sua nova versão beta, o KDE Plasma 5.16, várias modificações e recursos foram adicionados ao Desktop Plasma 5. Muitos aspectos foram polidos e reescritos.

Como exemplo podemos citar o novo sistema de notificação, totalmente reescrito, o mesmo tem agregado funcionalidades bem úteis como: Modo não perturbe, histórico inteligente com agrupamento, notificações críticas de apps em tela cheia, aprimoramento na notificação de ações como transferências de arquivos, e muito mais.

kde-plasma-5.16-qt-kirigami-kwin-discover-interface-desktop-linux-DE-blur-notificação

Outra novidade está nos widgets do Plasma, que foram refinados e agora trabalham com o código pensado em portabilidade, graças ao framework do Kirigami e Qt. Visando melhor experiência na utilização da interface para usuários.

kde-plasma-5.16-qt-kirigami-kwin-discover-interface-desktop-linux-DE-blur-widget

Além do widget de rede que passou a atualizar redes Wi-Fi de forma rápida e confiável, e ao clicar em qualquer rede a opção "Configurar" estará disponível.

kde-plasma-5.16-qt-kirigami-kwin-discover-interface-desktop-linux-DE-blur-widget-rede

A tela de login está bem mais atraente, ponto para os designers da interface.

kde-plasma-5.16-qt-kirigami-kwin-discover-interface-desktop-linux-DE-blur-login

Não foi apenas o login que recebeu uma atenção visual. A aparência da "página" dos "Esquemas de cores", teve todo um redesign, contando com uma visualização de grades. E não ficou apenas nisso, agora é possível filtrar por cores claras ou escuras nos temas, arrastar e soltar para instalar os temas etc.

kde-plasma-5.16-qt-kirigami-kwin-discover-interface-desktop-linux-DE-blur

Também foi adicionado o suporte inicial para o uso do Wayland com drivers proprietários Nvidia. Utilizando o Qt 5.13, vários problemas de uso com o Wayland foram removidos, como distorções nos gráficos ao desligar o computador. As janelas GTK aplicam corretamente o esquema de cores ativo e inativo, na nova versão. E o KWin traz um aprimoramento no Blur, sendo mais natural ao olhos humanos.

kde-plasma-5.16-qt-kirigami-kwin-discover-interface-desktop-linux-DE-blur-kwin-wayland-nvidia-driver

Claro que o Discover, software para instalação de pacotes do KDE, não ficaria de fora. Foi adicionado melhor suporte para AppImages, um indicador de conclusão de tarefas, opção de forçar a saída durante os processos de instalação e atualização, o menu de fontes apresenta o versionamento de cada aplicativo de fonte diferente e em "Downloads" os pacotes têm seções distintas ("download" e "instalação"). Quando o item for instalado ele deixará de ser listado na exibição.

kde-plasma-5.16-qt-kirigami-kwin-discover-interface-desktop-linux-DE-blur

Crie e envie seu wallpaper para ser o padrão do Plasma 5.16


Pela primeira vez, o papel de parede padrão do Plasma será decidido pela comunidade. Na verdade existirá um concurso na qual o vencedor terá esse mérito, além de receber um computador Slimbook One V2 (processador I5 + 8Gb de RAM). Interessados acessem a página da competição.

Quer saber como está o KDE Plasma 5.16? Então efetue o download da versão de testes do KDE Neon. O lançamento final será no dia 11 de Junho, e essa versão contará com 5 atualizações de manutenções até Setembro de 2019.

Caso queira ver todas as novidades contidas no KDE Plasma 5.16 beta, acesse a página oficial do projeto.

E você, utiliza KDE Plasma como interface principal? Que tal continuar esse assunto em nosso fórum.

Até o próximo post, SISTEMATICAMENTE! 😎
_____________________________________________________________________________
Viu algum erro ou gostaria de adicionar alguma sugestão a essa matéria? Colabore, clique aqui.


Microsoft torna Open Source seu kit de desenvolvimento de computação quântica

Nenhum comentário

segunda-feira, 6 de maio de 2019

Quem poderia imaginar uma Microsoft tão Open Source, se olharmos para o passado e compararmos "ambas Microsoft" veremos que Satya Nadella, atual CEO da MS, fez uma mudança e tanto de paradigmas na empresa.

open-source-quantum-development-kit-computador-quântico-ms-microsoft-q#

A computação quântica é algo que em muitos casos é relacionado ao futuro, porém já é o presente em super computadores (que fazem previsões meteorológicas etc.), mesmo engatinhando no aspecto "usuário comum/empresarial", é algo que vai mudar nossa forma de lidar com as máquinas.

Não sabe o que é e como funciona um computador quântico? Então veja o vídeo a seguir:


Gosto muito da Lei de Moore, e acredito que a próxima revolução nos computadores será a computação quântica em nossos lares. E empresas como a Microsoft, já se ligaram que esse é o futuro (presente, se você for mais atento). Dona de uma linguagem de programação específica para computadores quânticos, o Q#, a Microsoft acaba de anunciar que disponibilizará seu kit de desenvolvimento para computação quântica no Github. A build 2019 do Quantum Development Kit será de código aberto e proporcionará um amadurecimento na tecnologia e formação de vários profissionais interessados na área.

O compilador e os simuladores quânticos terão seu código aberto, e se você pensa que a MS é pioneira nisso, saiba que outras empresas, como a IBM, também estão investindo na área da computação quântica Open Source.

Acesse o pronunciamento oficial e veja os demais detalhes.


E você acredita que em pouquíssimos anos estaremos com computadores quânticos em nossas casas, quem sabe em nossos bolsos?

Continue esse bate-papo lá no nosso fórum Diolinux Plus. Até o próximo post SISTEMATICAMENTE! 😎
___________________________________________________
Viu algum erro ou gostaria de adicionar alguma sugestão a essa matéria? Colabore, clique aqui.


AMD contrata mais desenvolvedores para seu driver Open Source no Linux

Nenhum comentário

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2019

Recentemente a AMD anunciou que está a procura de novos profissionais para compor sua equipe de desenvolvimento dos drivers Open Source, tal aumento de pessoas pode ocasionar em melhores implementações, e quem sabe novidades à caminho.

amd-driver-gpu-video-linux-opensource

Contribuindo no kernel Linux com o Mesa, o back-end do compilador LLVM e contêineres no Linux, a AMD vem empenhando-se no desenvolvimento de suas soluções e amadurecendo de seu driver de Código Aberto, o AMDGPU

Depois de abandonar seu antigo driver proprietário, o Catalyst, parece que novas atenções estão voltadas a sua alternativa Open Source, o AMDGPU, claro que existe sua solução proprietária, o AMDGPU-PRO, porém, sua necessidade por parte do público Linux não é uma via de regra, dando maior liberdade para quem não sente-se confortável ao utilizar drivers de código fechado, ou quer a facilidade de apenas instalar o sistema operacional e usar, sem sair atrás de drivers.

Segue um vídeo do canal “Sir Rob Linux Brasil”, que visa comparar o desempenho dos drivers abertos da AMD, versus os drivers proprietários da sua concorrente, Nvidia. Podemos perceber que os drivers AMDGPU estão a cada lançamento obtendo melhorias em jogos.


Novidades podem estar chegando aos utilizadores de placas de vídeo AMD, no mês passado funcionalidades exclusivas do driver proprietário foram incorporados no AMDGPU, é possível que novos recursos venham, e com mais desenvolvedores, melhorias de performance e correção de bugs podem ser solucionados com maior agilidade.

Interessado na vaga de desenvolvedor? Acesse a página oficial da AMD e entre em contato com eles.

Tem hardware AMD? Possuo uma Nvidia, entretanto gostaria de adquirir uma placa de vídeo AMD, gosto muito dos hardwares oferecidos pela empresa (sou “xonado” pelo meu Ryzen 😍😍😍).

Deixe nos comentários sua opinião e experiências com placas de vídeo AMD no sistema do pinguim.

Até o próximo post, te aguardo SISTEMATICAMENTE! 😎

_____________________________________________________________________________
Viu algum erro ou gostaria de adicionar alguma sugestão a essa matéria? Colabore, clique aqui.


Gnome Shell recebe melhoria de performance

Nenhum comentário

sábado, 2 de fevereiro de 2019

O Gnome Shell constantemente é criticado por exigir um hardware moderno para seu funcionamento sendo tachado como “pesado”. É notório seu uso de RAM no arranque do sistema e às vezes pequenos engasgos em suas animações. Com vários elementos visuais inspirados em outros sistemas, a DE do Gnome é um caso de ódio ou paixão, parece que não existe um meio termo e se existe, esse é um trabalho para as extensões, que usadas indiscriminadamente podem ocasionar no sobrecarregamento do sistema e mais lentidão.

performance-gnome-shell-de-linux

A equipe de desenvolvimento do Gnome está a cada versão rompendo barreiras e sanando problemas, como o de excesso de consumo de RAM, uso excessivo da CPU entre outras questões, um belo exemplo é a diferença do Ubuntu 18.04 para o 18.10, temos vídeo no canal Diolinux com as opiniões sobre a versão acompanhada no Ubuntu.

Ditar o préstimo do Gnome com o Ubuntu em meu ver não é a coisa mais “certa” a se fazer, julgo que para notar a real diferença de cada versão do Gnome Shell o Fedora é uma ótima opção.

Por manter o Shell mais “puro” como o pessoal do Gnome propõe, o Fedora é um bom sistema para ver a evolução e melhora de performance do Gnome, claro que nada lhe impede de usar um Arch Linux da vida 😂😂😂.

gnome-fedora-desempenho

“Performance performática”


É evidente que a perfeição não é algo possível quando falamos de software e seria redundante afirmar que em “um passe de mágica” o Shell do Gnome começaria a obter resultados de performance incríveis, mas percebendo pequenos indícios ao se testar as novas versões e experimentar as pequenas melhorias, a fama de “pesadão” não parece ser algo que ficará no presente por muito tempo.

Envolvido nas melhorias do Gnome Shell e seu compositor de janela o Mutter, Georges Stavracas Neto, desenvolvedor brasileiro do GNOME, vem trabalhando nesses dois componentes e concentrando-se em desempenho e limpeza de código.

Temos uma entrevista com o Georges sobre performance, consumo de RAM, novas funcionalidades e muito mais envolvendo o projeto Gnome. E um Diocast sobre Wayland, Flatpak etc, confira.

Removendo o que “não serve” e melhorando o código existente 


Com o apoio de programadores da Canonical, por exemplo o desenvolvedor Daniel Van Vugt, Georges vem melhorando o desempenho do Shell e seu compositor, trabalhando no Wayland, substituindo código velho por novo com tecnologias mais recentes e implementando melhorias pequenas que num todo melhoram a experiência do sistema.

Códigos que deixavam as animações mais lentas, aumentavam o tempo de latência entre ação do usuário e sistema, uso ineficiente de cache entre outras coisas, foram só “a ponta do iceberg” das melhorias que estão sendo empregadas.

Bugs também estão sendo resolvidos e com a escrita de código mais eficiente, melhoras, como no carregamento da animação dos ícones e arranque do sistema, são melhorias que poderão ser notadas na versão 3.32 do Gnome, que sai provavelmente no mês de Março.

E você já testou as versões mais recentes do Gnome Shell? Confesso que fico orgulhoso vendo um brasileiro no desenvolvimento de um projeto tão importante. Fica como nota pessoal, os meus parabéns ao Georges e demais colaboradores de projetos que fazem a diferença no cotidiano de muitos e do meu.

Se deseja ver detalhadamente cada melhoria e mais informações, acesse a publicação do Georges.

Nos vemos no próximo post e você já sabe, compartilhe o blog Diolinux, SISTEMATICAMENTE.

_____________________________________________________________________________
Viu algum erro ou gostaria de adicionar alguma sugestão a essa matéria? Colabore, clique aqui.


Confirmado: GNOME Shell realmente sofre "Leaks de RAM'

Nenhum comentário

sábado, 24 de março de 2018

Um dos ambientes gráficos mais populares do mundo Linux tem um problema sério e que afeta todas as distribuições Linux que o utilizam. Felizmente este problema não afeta a segurança do sistemas, mas pode se tornar muito inconveniente, especialmente em computadores com menos memória RAM disponível.

Problemas de memória RAM





Com o "abraço" do Ubuntu ao GNOME novamente, muito mais olhos passaram a observar o projeto que já contava com o apoio de praticamente todas as principais distros. Quando eu fiz um vídeo sobre o consumo de RAM no GNOME eu estava pensando que era um caso exclusivo do Ubuntu, mas aparentemente eu estava enganado.



O problema na verdade afeta o GNOME em si e está sendo reportado por diversas pessoas ao redor do mundo provindas de comunidades de distros Linux diferentes.

O problema


Um "leak de RAM", ou "vazamento de memória", no sentido de que está sendo relatado como bug no GNOME acontece quando um processo em execução começa a consumir agressivamente memória RAM de forma arbitrária e sem necessidade.

No caso do GNOME o problema é com o GNOME Shell em específico, ou seja, a interface. Nos experimentos realizados o simples fato de ficar abrindo e fechando janelas no Shell ou mudando a forma de visão de "desktop" para "overview" acaba elevando pouco a pouco o consumo de RAM de forma indefinida.

Um usuário de Fedora fez a demonstração para que possamos entender melhor. Observe no vídeo o consumo no "Monitor do Sistema".


Claro, o nosso amigo do vídeo acima está mostrando a versão 3.26 do GNOME Shell em execução, sendo que a versão mais recente (e que virá com o Ubuntu 18.04 LTS) é a versão 3.28. A má notícia é que o problema ainda não foi corrigido e o sistema virá com esse "bug de fábrica" muito provavelmente.

A gambiarra


Bom, visto que o problema ainda não tem solução e foi confirmado pelo nosso amigo Georges Neto, desenvolvedor da Endless e do GNOME que já nos concedeu uma entrevista inclusive, a única solução temporária é fazer um "reset" da interface para que a memória seja liberada de forma manual.

Para isso basta recarregar a interface, pressione "Alt+F2" e na janela que se abrir digite a letra "r", após isso pressionar "enter", isso deverá fazer com que o Shell se reinicie limpando a memória.

Obviamente o problema deverá ser corrigido com o tempo, o caso é que o pessoal do GNOME ainda não conseguiu identificar qual é o problema que está causando esse "leak", então pode demorar um pouco.

Conte pra gente, você está sofrendo com este tipo de problema?

Até a próxima!
_____________________________________________________________________________
Viu algum erro ou gostaria de adicionar alguma sugestão a essa matéria? Colabore, clique aqui.


Lançado Kernel Linux 4.3 com 7 novidades importantes

Nenhum comentário

segunda-feira, 2 de novembro de 2015

A cada lançamento, mais melhorias e adição de novos recursos. Nesse lançamento, as melhorias ocorrem fortemente nos drivers de vídeo open source e no desempenho do SMP.


Lançado kernel 4.3


O kernel Linux 4.3 foi lançado em sua versão estável no dia 01/11/2015. Nesse lançamento, o kernel Linux 4.3 trás suporte ao Intel Skylake, retrabalharam no suporte aos drivers de vídeo open source da NVIDIA, e muitas outras mudanças no código, totalizando 20.6 milhões de linhas de código.

Basicamente, as melhorias neste lançamento, foram:

- O Intel Skylake (nona geração) é habilitado por padrão. 

- Suporte inicial a drivers de vídeo open source AMD R9 Fury "Fiji" (apesar que esse suporte inicial não possui gerenciamento de energia / reclock. Então o desempenho ainda é bastante baixo, como já abordamos sobre o assunto no artigo em que colocam os drivers open source a prova.) É necessário estar com o Mesa 11.0+ para uso dos gráficos acelerados AMDGPU. 

- Um grande retrabalho no driver DRM Nouveau para suporte a placas de vídeo da Nvidia. Algumas melhorias feitas também para Reclock, seleção de GPU e dentre outras alterações (apesar de não aparentar nenhuma melhoria em desempenho). 

- Suporte a OpenGL 3.3 no VMware. 

- O suporte ao sistema de arquivos EXT3 foi removido desde que o suporte ao EXT3 pode ser tratado pelo EXT4. 

- Correções no XFS, EXT4, F2FS e melhorias no Btrfs RAID 5/6. 

- Correções no TRIM e outras melhorias menores.

Linus afirma em seu e-mail que já está aberta a temporada de desenvolvimento do kernel 4.4. É esperado para o kernel 4.4 melhorias na parte AMDGPU, ter aceleração 3D no VirGL para o QEMU guest VM, melhorias no Reclocking Nouveau para os GPUs da Nvidia, suporte ao Snapdragon 820 e dentre outras melhorias e adições de recursos.

Para baixar a nova versão do kernel, clique no link abaixo:

 link para o kernel 4.3

_____________________________________________________________________________
Viu algum erro ou gostaria de adicionar alguma sugestão a essa matéria? Colabore, clique aqui.




Linux com um desempenho estupendo em Left 4 Dead 2

Nenhum comentário

quarta-feira, 2 de setembro de 2015

Os games para Linux ainda tem muito o que evoluir mas já podemos observar algumas pérolas no meio de alguns portes "duvidosos" para o sistema do Pinguim, testamos o Left 4 Dead 2 no Ubuntu 15.04 rodando em Hardware Intel+Nvidia, confira o resultado:

Left 4 Dead 2

A Otimização fazendo a diferença


O mercado de games para Linux ainda está em pleno desenvolvimento mas hoje vamos atentar para um detalhe interessante, a otimização dos games para Linux.

As pessoas que consideram o Linux como plataforma de entretenimento em jogos tem algumas reclamações pontuais, drivers melhores, especialmente da AMD, lançamentos e baixo desempenho em alguns títulos, isto é, não que o desempenho seja péssimo mas ele é inferior ao desempenho do mesmo game no Windows eventualmente.

Leia também: Valve diz que Left 4 Dead roda mais rápido no Linux do que no Windows.

Tudo bem que os drivers tem que melhorar, que mais títulos tem que ser lançados mas podemos observar claramente o que um pouco mais de dedicação para o porte ou desenvolvimento  do game para Linux pode fazer total diferença nele.

Left 4 Dead 2 é um game da Valve e como a mesma está investindo pesado nas Steam Machines baseadas em Linux então nada mais natural do que a empresa caprichar no porte, infelizmente não vemos o mesmo em todos os games já lançados para o sistema do pinguim.

Confira o nosso teste de desempenho, se quiser conhecer melhor a máquina usamos para fazer os testes confira este vídeo.


No vídeo eu comentei sobre o vídeo de Rust, pode ser interessante você vê-lo para entender a comparação que foi feita:


Agora que a API Vulkan está chegando muitos destes problemas podem ser resolvidos, a Intel demonstrou que ela é capaz de dobrar os FPS em uma HD Graphics em relação ao OpenGL.

Agora só falta a AMD melhorar a compatibilidade de Drivers e já teremos um grande avanço e claro, os desenvolvedores darem uma boa atenção ao porte ou desenvolvimento que fizerem.
_____________________________________________________________________________
Viu algum erro ou gostaria de adicionar alguma sugestão a essa matéria? Colabore, clique aqui.




Como habilitar o Unity 2D no Ubuntu 14.04 LTS

Nenhum comentário

quarta-feira, 24 de setembro de 2014

Veja como otimizar a performance do Ubuntu em Netbooks e computadores com hardware mais modesto.

Unity-2D-Ubuntu-1404-LTS-netbooks

Veja como retirar as transparências e efeitos do Ubuntu para deixá-lo mais leve


Depois que o meu Notebook quebrou eu fui obrigado a usar o meu Netbook para trabalho mas o coitado apesar de batalhador possui um hardware muito inferior ao que eu normalmente uso para executar as minhas tarefas do dia a dia. 

Para você ter uma ideia ele é um Netbook com processador Centrino da Intel com apenas 1 núcleo de 1.4 Ghz e singelos de 2 GB de RAM.

O pulo do gato #1 - usando uma versão remasterizada


Sem querer puxar a sardinha para o meu lado mas já puxando, o Ubuntu que eu estou utilizando é a versão remasterizada por mim mesmo com uma série de modificações em prol do desempenho do sistema, você pode ler mais sobre ela aqui neste link, como toda boa remasterização, tudo o que foi aplicado nela pode ser feito no sistema original também.

O pulo do gato #2 - Habilitando o Unity 2D


Quem chegou a usar as primeiras versões do Ubuntu com Unity deve se lembrar que existia nativamente a opção 2D do sistema, sendo que a 3D seria está cheia de transparências e firulas que deixam o sistema muito mais bonito mas inevitavelmente mais pesado.

Fazendo mais um suposição aqui, talvez você tenha encontrado um pacote chamado "Unity 2D" na Central de Programas do Ubuntu e se tentou instalar na versão 14.04 deve ter percebido que ele não é compatível, e realmente o que vamos fazer não tem nada a ver com ele.

Ativando o Unity 2D


Não sei se este seria o nome mais adequado mas o resultado obtido é mesmo das versões antigas, remoção de transparência e efeitos, veja como fazer:


1 - Abra o seu terminal
2 - Digite (copie/cole):
gedit .xprofile
3 - Dentro do arquivo que abrir cole:
export UNITY_LOW_GFX_MODE=1
Cole a linha acima e deixa como está na imagem abaixo

4 - Clique em "Salvar" ou "Save"
5 - Reinicie o computador ou encerre a sessão e logue-se novamente.

Mudança no desempenho


Para o meu Netbook o desempenho foi notável, o sistema já estava rodando de maneira satisfatória anteriormente mas agora está muito mais rápido, obviamente que o Unity ficou mais feio (coitado) desta forma mas a sua funcionalidade, que é o que me faz usar o Unity num computador destes ao invés do Lubuntu ou Xubuntu, continua boa como sempre.

Você pode ver um exemplo de como fica a Dash do Unity depois de habilitada esta opção na primeira imagem desta matéria.

E se você quiser otimizar o sistema ainda pode dar uma passada neste artigo aqui onde juntamos um monte de dicas para aprimorar o desempenho do sistema.

E aí curtiu a dica, então compartilhe meu amigo, uma mão lava a outra certo? =D

Até a próxima!

Como deixar o Ubuntu mais rápido para jogos

Nenhum comentário

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Otimizando a performance do Ubuntu para games

É muito chato quando você compra ou baixa um game bacana e ele não roda como deveria por conta da sua placa de vídeo não é verdade? A boa notícia é que você usa Linux e por aqui sempre tem um jeitinho. 

Existem muitas maneiras de otimizar o Ubuntu, e nós preparamos uma coletânia delas para você neste artigo ( clique aqui ), mas hoje vamos abordar uma que vai melhorar a taxa de FPS da sua distro. FPS é a abreviação de "Frames per second" ou seja "quadros por segundo", quando mais Frames melhor o desempenho do jogo.

Pronto para começar?

Este tutorial pode ser um pouco avançado aos olhos de alguns mas nada que um pouco de atenção não dê jeito, e para comprovar a eficácia do processo vamos fazer um teste, deixe tudo fechado e abra o seu terminal e cole o comando:
sudo apt-get install mesa-utils
Com este programa poderemos testar o nosso FPS renderizando objetos 3D, rode o comando
glxgears -fullscreen

glxgears -fullscreen

Com o comando essas engrenagens vão se abrir, deixe elas rodando por uns 5 segundos e depois pressione a tecla "Esc" e veja no terminal o FPS.


Este já seria um bom desempenho, mas ele pode ficar ainda melhor, anote este valor para poder comparar mais tarde.

Agora vamos às modificações

Instale o gerenciador de configurações do Compiz do Ubuntu com o comando:
sudo apt-get install compizconfig-settings-manager
Ou use a Central de Programas:


Depois de instalado vamos fazer algumas modificações nos componentes do Compiz. Abra o gerenciador de configurações do Compiz pelo menu.

Compiz Config Ubuntu 13.04

Agora dentro do Compiz localize a opção "Compozite"



Em seguida marque a opção "Anular redimensionamento de janelas de tela inteira"


Clique na Imagem para Aumentar

Agora vá até a sessão OpenGL

Desmarque a opção "Sincronizar a VBlank", confira na imagem abaixo:
Clique na Imagem para Aumentar
Agora vamos configurar o arquivo bashrc, para fazer isso vamos usar o seguinte comando no terminal:
gedit ~/.bashrc
No arquivo que se abrir adicione a seguinte linha ao final do texto como no exemplo abaixo:
export vblank_mode=0
Veja:

Salve o arquivo e reinicie o computador.

Agora mais uma vez abra o terminal e rode:
glxgears -fullscreen
Da mesma forma que você fez anteriormente, espere alguns segundos e pressione "Esc" e compare a diferença de FPS.


Para mim mais do que dobrou o número de FPS, no game Red Eclipse por exemplo, eu conseguia obter no máximo 60 FPS durante o game, depois dessas modificações o valor subiu para 140 FPS.

Agora você já pode instalar os games da Steam que nós apresentamos aqui.

Gostou da dica, faça o teste e nos conte qual foi o resultado? Conhece mais alguma dica? Então compartilhe com a galera!

Até a próxima!


Quer continuar por dentro de tudo o que acontece por aqui?

Então curta nossa página no FACEBOOK, siga o blog no TWITTER  - Siga também nossos escritores 
@dionatanvs - +Dionatan Simioni - + Elian Medeiros 

Baixe o APP do Diolinux para o seu Smartphone

Se você tiver alguma dúvida procure um de nossos grupos de discussão no Facebook:

Blog Diolinux © all rights reserved
made with by templateszoo