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Em dúvida ao escolher um nome para seu app, marca ou projeto?

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quinta-feira, 27 de junho de 2019

A criação de um bom nome e logo/ícone/mascote é um dos passos mais importantes durante o desenvolvimento de um projeto. Tudo isso não é apenas uma forma de “identificação”, mas um passo que transmita uma mensagem, que “fale mais alto” e quando as pessoas se depararem com ele, criem uma “conexão”. 

nome-projeto-app-aplicativo-nomear-marca-criar-identidade-diferencial-guia

Durante o desenvolvimento de meu canal, demorei algumas semanas (senão meses), em busca de algo que refletisse a intenção de meu projeto. Logo após pensar em “candidatos”, outros passos entraram em vigor como, pesquisar se já existia algo semelhante, alguma marca registrada ou empresa, se existia um domínio disponível para o site, testes com pessoas questionando o que elas entendiam e o que achavam ser o projeto, etc. No fim cheguei a um resultado: OSistemático. Depois um mascote que representasse o conceito e logo depois, por necessidade, uma renovação no mesmo (entretanto, mantendo as características e propostas originais).

“Dei muito soco em ponta de faca”. Mesmo não sendo um app, os procedimentos são bem parecidos. Porém, essa experiência não limitou-se apenas na criação do canal. Durante meu curso técnico em informática, meu parceiro (e amigo) Patrick Braz e eu, desenvolvemos um sistema para uma pequena empresa. Houve todo um processo, para chegarmos a uma identidade visual e nome. Confesso que um post, como esse teria nos ajudado bastante. O nome de nosso software acabou sendo: OneBoxx. Um ERP que gerenciava as vendas, usuários, clientes, notas, etc (graças a essa experiência, e um joguinho que desenvolvi para uma matéria da faculdade de minha esposa, criar o nome “OSistemático” foi mais “fácil”). 

nome-projeto-app-aplicativo-nomear-marca-criar-identidade-diferencial-guia-patrick-braz-henrique-ad-senac-oneboxx

Dicas de ouro para a criação de um nome conciso para seu app


As dicas a seguir, estão contidas em uma postagem no blog oficial do Gnome. Escrito por um dos desenvolvedores do projeto, o Tobias Bernard, as informações são bem interessantes e creio que possa auxiliar muitos desenvolvedores (e outras pessoas, também). 

Orientação Geral


“O nome de um aplicativo é vital. É a primeira vez que os usuários serão expostos e os ajudará a decidir se desejam usar o aplicativo ou não. É uma parte importante da face pública do seu aplicativo.”

Encontrar um bom nome não é fácil, demanda esforço, mas vale a pena. Renomear um aplicativo ou projeto depois de estabelecido é complicado e pode gerar muitos transtornos. E quais características devem conter um bom nome?

  • Deve consistir em 1 ou 2 substantivos simples;
  • Estar relacionado ao domínio do aplicativo (por exemplo, Celluloid para um aplicativo de vídeo);
  • Seja breve (menos de 15 caracteres);
  • Possua fácil pronúncia;
  • Facilite a criação de um bom ícone (por exemplo, referenciando um objeto físico que possa ser usado como ícone);
  • Use um “título” conforme seu conceito (por exemplo, “visualização de ícone” em vez de iconPreview).

Existem elementos que um bom nome deve evitar, que são:

  • Usar marcas registradas ou nomes de outros projetos (por exemplo, GNOME MPV);
  • Ter um prefixo “G” ou “K” (por exemplo, GParted);
  • Nomes e siglas excessivamente complicados (por exemplo, GIMP);
  • Trocadilhos e piadas internas (por exemplo, D-Feet);
  • Pontuação não padrão ou espaço em branco (por exemplo, UberWriter);
  • Palavras inventadas ou combinações de palavras (por exemplo, Inkscape).

Como obter bons candidatos a nomes?


Percebi que alguns dos procedimentos indicados por Tobias Bernard, em seus anos de experiências, foram alguns passos que aprendi durante os pequenos projetos que desenvolvi. Para chegar em candidatos de nomes interessantes, tais passos são indispensáveis.

  • Anote todas as palavras relacionadas ao conceito do aplicativo, na qual você possa pensar;
  • Crie um dicionário de sinônimos e pesquise algumas dessas palavras para encontrar outras relacionadas;
  • Atente-se a pronúncia dos nomes, observe se ela é fácil, se possui alguma conotação negativa ou não intencional;
  • Selecione os melhores, e depois deixe apenas os favoritos;
  • Entre os que foram descartados, escolha o seu favorito (digamos que uma “repescagem”. O nome “OSistemático” e “Oneboxx” vieram de algo assim 😁😁😁).

Obviamente que em projetos como o Gnome e KDE, os programas recebem nomes mais “genéricos” que representam e descrevem a sua função (por exemplo, visualizador de fontes, música, etc). O intuito deste tutorial é abordar aplicativos de terceiros, com nomes próprios e que remetem aos apps em questão (lembrando que isso serve marcas, projetos, canais no Youtube, etc).

Exemplo prático, o famoso “Brainstorming” 


Nada melhor que um exemplo prático. Feito por um profissional? Melhor ainda. Há alguns meses Tobias esteve envolvido em renomear um aplicativo de rádio para internet. Na época, chamava-se “Gradio”, que segundo Tobias, era um nome ruim por muitas razões mencionadas acima. Quando reescreveram o app, surgiu uma nova oportunidade para mudar tal nome. Afinal o Gradio estava sendo “descontinuado” e dando lugar a uma nova versão.

Qual nome vem imediatamente à mente, quando se pensa em rádio na internet? (Não esqueça o contexto da língua do desenvolvedor. Talvez uma dica bônus seja aliar algo que soe bem tanto para nós brasileiros, como o restante do mundo).

  • Radio (Rádio);
  • Transmission (Transmissão);
  • Stations (Estações).

Os 3 nomes eram bem genéricos, entretanto, como na maioria das tecnologias digitais, é difícil encontrar boas metáforas. Algo interessante é “sair da caixa” e expandir as ideias. Nesse ponto, Tobias foi além e pensou na tecnologia antecessora. O rádio analógio. E quais objetos físicos estariam relacionados a ele?

  • Receiver (Receptor);
  • Headphones (Fones de ouvido);
  • Antenna (Antena).

Quem sabe algo relacionado à tecnologia de rádio analógico?

  • Transistor (Transistor);
  • Frequencies (Frequências).

E os nomes de pessoas que trabalharam na tecnologia?

  • Marconi (Guglielmo Marconi, físico e inventor italiano);
  • Hertz (Heinrich Hertz, físico e inventor alemão).

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Criando um dicionário de sinônimos


Agora que temos algumas palavras para começar, podemos conectá-las a um dicionário de sinônimos e ver possíveis palavras relacionadas. Essa etapa pode ser um tremendo sucesso ou fracasso, pois, algumas palavras não terão sentido algum e nem irão se encaixar com um possível domínio para seu programa (se está pensando em criar uma página no Gitlab ou Github) ou sua proposta. No entanto, depois de algumas buscas, nomes que sequer vieram a mente começarão a aparecer. Você pode fazer uso de algum dicionário ou site, para descobrir esses sinônimos. Eis algumas palavras obtidas através do método:

  • Transmission (Transmissão);
  • Shortwave (“Onda Curta”);
  • Wireless (“Sem Fio”);
  • Decibel.

Neste caso em particular, também houve participação de outras pessoas da comunidade, que sugeriram alguns nomes:

  • Longwave (“Onda Longa”);
  • Shortrange (“Curto Alcance”);
  • Hzzzzz;
  • Spectrum (Espectro);
  • Waves (Ondas).

Escolha as melhores palavras


A quantidade de palavras obtidas e variadas, garantem um início para a busca do nome. “Não muito científico”, este passo exige um pouco de noção e intuição. Além de muita imaginação. Afinal, a sua missão é idealizar essas palavras como sendo o nome do seu programa/projeto. Atente-se ao tamanho, fonema (se é de simples pronúncia e se soa legal). Os favoritos pelo Tobias foram:

  • Transistor (Transistor);
  • Hertz
  • Spectrum (Espectro);
  • Shortwave (“Onda Curta”).

Tente não estender muito a lista, se possível mantenha o mínimo possível de alternativas, isso facilitará o processo.

No contexto e no idioma do Tobias, todas essas palavras são relativamente curtas, de fácil pronúncia e soam como nome de aplicativos. Finalmente acabou? Ainda não!

Verifique se os nomes estão disponíveis 


Pesquise no Github, Gitlab, em outros projetos FOSS. Caso não encontre nada procure em outros lugares como, Google, Duckduckgo (ou seu buscador favorito). Para facilitar a busca termos como, “app” ou “open source”, podem ser aplicados. Falando especificamente sobre outros tipos de projetos, você pode pesquisar conforme o caso e avaliar (por exemplo, se for um canal do Youtube, procure na plataforma). Outra dica é pesquisar se domínios de sites estão em uso, com essa palavra.

Em muitos casos você encontrará algum lugar utilizando esse nome. Isso não é necessariamente um problema se esse aplicativo/projeto possuir um domínio e proposta diferente, mas é bom evitar grandes projetos e empresas. Pois, conflitos podem aparecer no futuro. Por exemplo, o meu canal “OSistemático” tem um nome muito parecido com outro no Youtube. Entretanto, ele não era um grande canal e seu tema e propósito eram totalmente distintos. Não ocasionando problemas vindouros.

Tobias também teve alguns contratempos com projetos que já utilizavam os nomes cotados como favoritos. “Transistor” já era um aplicativo de rádio para Android, e por ser algo muito semelhante ele foi descartado.

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Hertz” é o nome de de um serviço de aluguel de carros. Por ser uma empresa grande, a melhor decisão era descartá-lo também.

Spectrum” já é nome de um programa de fórum, mesmo com propósitos distintos (entre esse programa e o de rádio), o projeto é relativamente grande. Possuindo mais de 6000 “estrelas” no Github, então, mais uma opção descartada.

Shortwave” é usado por um aplicativo de bookmarkting, e existem resultados em buscadores com um software de rádio analógico real, mas nada que pareça grande ou problemático. Parece que “achamos o eleito”. 

Escolha um vencedor ou volte a “prancheta de testes”


“Nesta altura do campeonato”, você provavelmente encontrou a melhor opção. “Faça acontecer”, torne oficial. Em nosso exemplo, “Shortwave” venceu porque era curto, com som distinto, relacionado a proposta/conceito/função do programa. Uma palavra inglesa de fácil pronúncia (mais uma vez, no contexto do Tobias), e não adotada por grandes projetos ou empresas. Gosta de rádio web? Acesse a postagem sobre o ShortWave.

nome-projeto-app-aplicativo-nomear-marca-criar-identidade-diferencial-guia-app-shortware

Não desanime caso não encontre o nome no primeiro momento. Volte aos passos iniciais e faça mais um brainstorming. Se preciso for resgate palavras que foram descartadas. O nome perfeito para o seu projeto ou aplicativo está disponível e você encontrará! OSistemático não foi minha primeira opção. A palavra que mais gostei estava sendo usada por uma grande empresa, e em primeiro momento, fiquei bem frustrado. Hoje percebi que não poderia encontrar melhor nome para o meu projeto, e não imagino algo que não seja OSistemático (Uma curiosidade! OSistemático tem as duas letras iniciais maiúsculas e unidas propositalmente. É um trocadilho com OS, “Operating System”, no bom e velho português sistema operacional. Então, nada de escrever separado, é tudo junto mesmo. Fico “puto”, quando escrevem diferente 😁😁😁 e ainda existem outros easter eggs no nome). 

nome-projeto-app-aplicativo-nomear-marca-criar-identidade-diferencial-guia-osistematico

Bônus: bons exemplos de nomes para apps 


Existem programas de terceiros bem conhecidos no ecossistema do Gnome, com nomes excelentes, talvez possam servir como inspiração.

Fragments


Um aplicativo torrent que remete a uma das características fundamentais da tecnologia BitTorrent. A fragmentação de um arquivo em diversas partes, que são enviadas em ordem aleatória (post sobre o Fragments).

Peek


Famoso gravador de tela, que gera um GIF. O nome se encaixa perfeitamente na proposta do app, que faz curtas gravações transformando-as em GIFs. Temos uma postagem sobre o Peek, caso esteja interessado, acesse este link.

Teleport


Envia arquivos pela rede local. A ideia do programa é enviar arquivos por rede local de maneira simples e descomplicada. Comparado a outros métodos, o programa “parece teleportar” os arquivos de uma máquina à outra. Teleport é uma metáfora sci-fi muito inteligente e que faz muito sentido.

Escolher um bom nome não é uma tarefa tão simples, entretanto, com esforço e dedicação os resultados podem ser surpreendentes. Com essas dicas as probabilidades de se encontrar um ótimo nome, são enormes. Um bom conceito, design e nome, podem levar uma marca/projeto/programa longe. Ficou interessado pelo programa? Acesse a postagem dedicada a ele.

Participe de nosso fórum Diolinux Plus, e fique por dentro das novidades. Faça bom proveito dessas dicas e “escolha o nome perfeito”.

Até o próximo post, como sempre, SISTEMATICAMENTE! 😎

Fonte: Gnome.
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Redream um ótimo emulador de Dreamcast para PC e Android

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quinta-feira, 23 de maio de 2019

O Dreamcast foi lançado no Brasil em 10 de Outubro de 1999. Desenvolvido em uma parceria entre a Sega e Microsoft, o console possuía aspectos interessantíssimos como: Sua arquitetura baseada nos computadores, facilitando a vida dos desenvolvedores ao portarem games de pc ao console. Um sistema inteiramente baseado no Windows CE, que pasmem rodava semelhante a uma distro linux em “live cd”. Além de poder executar funções de computadores da época, como digitar textos, navegar na internet, ver vídeos e ouvir músicas. Pena não ter “emplacado” mundo afora, no entanto sendo extremamente popular no Japão.

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O Dreamcast teve um lugar importante em minha adolescência, onde passei bons momentos com seus vários títulos. Eis a oportunidade de desfrutar de seus games de Dreamcast, seja no Linux, Windows, macOS ou Android. 

Redream, bonito, simples e eficiente 


Quem é familiarizado no mundo da emulação talvez já tenha pensado no clássico emulador de Dreamcast, o Reicast, mas iremos falar de outra alternativa. O Redream é um emulador de Dreamcast que possui uma interface clean, organizada e bonita. Sua compatibilidade atual é de aproximadamente 80% dos títulos do console, então as chances de não executar aquele seu jogo favorito são pequenas. 

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O emulador possui duas versões, uma “Lite” e outra “Premium”, sendo a primeira opção gratuita e a segunda custando US$5 (dólares). A única diferença de uma versão para a outra é a possibilidade de, na Premium, contar com a opção de renderização em alta definição. Algo que particularmente não me fez tanta falta, entretanto fique a vontade para adquirir a alternativa paga.

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Um emulador “direto ao ponto”


O Redream é dotado de uma interface simplista e elegante, sem distrações ou configurações complexas. Dividido em 5 categorias (“abas”), sendo elas: Games, Library, Input, Video e System. O programa é de fácil compreensão.

Em “Games”, ficam todos seus jogos adicionados anteriormente na biblioteca do emulador. Um detalhe curioso, é a atenção de seus desenvolvedores pelo design da aplicação, pois ao adicionar um game na biblioteca o emulador automaticamente efetua o download de sua capa original.

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“Library” é onde você indicará o caminho de seus jogos do Dreamcast, basta clicar no botão “Add Directory” e caminhar até a localização de seus games.

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Na categoria “Input”, existirá a possibilidade de configurar 4 jogadores no emulador. Para configurar as teclas ou botões (caso possua um joystick), basta clicar na opção conforme o número do jogador, depois “Customize binds” e atribuir as teclas/botões correspondentes. Como citei anteriormente, os detalhes visuais e facilidades de uso é uma vantagem gigantesca do emulador. Um simples gesto de oferecer visualmente o modelo do joystick original do console, auxilia muito no ato da configuração. Algo que não me recordo ver em outros emuladores.

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Agora na opção “Video”, as configurações básicas podem ser realizadas, como alterar a resolução, execução em modo janela, aspecto da janela do emulador etc.

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Por último “System”, com opções de região do console, linguagem da interface do emulador e muito mais. No presente momento que escrevo este post, não existe a opção ”Português” no emulador, entretanto não será nada que dificulte sua utilização.

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Baixando a versão desktop do Redream


Efetue o download do emulador no seguinte link. Escolha entre a versão “Lite” ou “Premium”, logo após, você será encaminhado para uma nova página. Fica ao seu critério baixar a versão “Stable”, com recursos estáveis ou a versão “Developmement” que recebe novas features e é a versão “não tão estável”. Depois selecione seu sistema operacional, no meu caso irei clicar no botão com o pinguim, indicativo de Linux.

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Extraia o “arquivo tar.gz” e verifique se o executável, denominado “redream”, possui a permissão para execução. No Ubuntu basta clicar com o botão direito do mouse, ir em “Propriedades” >> aba “Permissões” e averiguar se a caixa de seleção está marcada (Permitir execução do arquivo como um programa).

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Execute dando 2 cliques ou clicando com o botão direito do mouse indo na opção “Executar”.

Veja logo abaixo um vídeo que fiz no OSistemático, nele demonstro o download, explicação e utilização do emulador Redream.


Versão Android do Redream


Recentemente o Redream recebeu uma versão Android, sua interface é idêntica a desktop. Assim sendo tanto no PC como no Smartphone sua utilização será semelhante (ao menos no aspecto do design do emulador). Para desfrutar dos games do Dreamcast no Android, basta possuir um smartphone com processador Snapdragon 630. Creio que a experiência será satisfatória, evidente que quanto maior a capacidade de processamento de seu gadget, melhor será a jogatina.

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E você jogava muito no Dreamcast? Já gastei horas e horas jogando Marvel vs Capcom, entre outros games.

Continue esse bate-papo em nosso fórum Diolinux Plus, a galera lá também curte uma jogatina.

Até o próximo post, SISTEMATICAMENTE! 😎
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Muitas novidades na versão beta do KDE Plasma 5.16

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sexta-feira, 17 de maio de 2019

Se existe um projeto que posso "tirar o chapéu" a cada novo lançamento é o KDE, não menosprezando os demais, entretanto os caras do KDE sempre estão implementando coisas novas. Ok! Às vezes me perco em meio a tanta configuração, mas é bem interessante ver essa gama de possibilidades e ferramental oferecido.

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Em sua nova versão beta, o KDE Plasma 5.16, várias modificações e recursos foram adicionados ao Desktop Plasma 5. Muitos aspectos foram polidos e reescritos.

Como exemplo podemos citar o novo sistema de notificação, totalmente reescrito, o mesmo tem agregado funcionalidades bem úteis como: Modo não perturbe, histórico inteligente com agrupamento, notificações críticas de apps em tela cheia, aprimoramento na notificação de ações como transferências de arquivos, e muito mais.

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Outra novidade está nos widgets do Plasma, que foram refinados e agora trabalham com o código pensado em portabilidade, graças ao framework do Kirigami e Qt. Visando melhor experiência na utilização da interface para usuários.

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Além do widget de rede que passou a atualizar redes Wi-Fi de forma rápida e confiável, e ao clicar em qualquer rede a opção "Configurar" estará disponível.

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A tela de login está bem mais atraente, ponto para os designers da interface.

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Não foi apenas o login que recebeu uma atenção visual. A aparência da "página" dos "Esquemas de cores", teve todo um redesign, contando com uma visualização de grades. E não ficou apenas nisso, agora é possível filtrar por cores claras ou escuras nos temas, arrastar e soltar para instalar os temas etc.

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Também foi adicionado o suporte inicial para o uso do Wayland com drivers proprietários Nvidia. Utilizando o Qt 5.13, vários problemas de uso com o Wayland foram removidos, como distorções nos gráficos ao desligar o computador. As janelas GTK aplicam corretamente o esquema de cores ativo e inativo, na nova versão. E o KWin traz um aprimoramento no Blur, sendo mais natural ao olhos humanos.

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Claro que o Discover, software para instalação de pacotes do KDE, não ficaria de fora. Foi adicionado melhor suporte para AppImages, um indicador de conclusão de tarefas, opção de forçar a saída durante os processos de instalação e atualização, o menu de fontes apresenta o versionamento de cada aplicativo de fonte diferente e em "Downloads" os pacotes têm seções distintas ("download" e "instalação"). Quando o item for instalado ele deixará de ser listado na exibição.

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Crie e envie seu wallpaper para ser o padrão do Plasma 5.16


Pela primeira vez, o papel de parede padrão do Plasma será decidido pela comunidade. Na verdade existirá um concurso na qual o vencedor terá esse mérito, além de receber um computador Slimbook One V2 (processador I5 + 8Gb de RAM). Interessados acessem a página da competição.

Quer saber como está o KDE Plasma 5.16? Então efetue o download da versão de testes do KDE Neon. O lançamento final será no dia 11 de Junho, e essa versão contará com 5 atualizações de manutenções até Setembro de 2019.

Caso queira ver todas as novidades contidas no KDE Plasma 5.16 beta, acesse a página oficial do projeto.

E você, utiliza KDE Plasma como interface principal? Que tal continuar esse assunto em nosso fórum.

Até o próximo post, SISTEMATICAMENTE! 😎
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Dark Mode chega no Google Chrome para Android

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quinta-feira, 28 de fevereiro de 2019

Recentemente a Google disponibilizou alguns temas para seu navegador Google Chrome, a novidade foi apenas para a versão desktop, porém, rumores indicam que a “gigante de Mountain View” está trabalhando num modo noturno para o desktop, não apenas os PCs convencionais ganharão o recurso, também contemplando sua versão mobile.

dark-mode-google-chrome-android-app

O modo escuro do Google Chrome Android ainda não foi lançado, mas através da sua versão canary, podemos ter uma breve noção de como está ficando, e para conferir o resultado desta opção é bem simples.

Conferindo o modo escuro do Google Chrome Android


A última versão do browser Google Chrome Canary para Android implementou timidamente o modo escuro, porém, para ativá-lo será necessário habilitar algumas flags, por se tratar de um recurso experimental, a Google não o usa ativo por padrão, entretanto, é apenas uma questão de tempo para que o recurso amadureça e chegue à versão estável do navegador. 

Pesquise na Google Play por google chrome canary e instale o App, tenha em mente que é uma versão instável do navegador, e eventuais erros podem acontecer com o app.

dark-mode-google-chrome-android-app-canary-instalar

Após baixar e instalar o app, abra-o e na barra de buscas e digite a seguinte flag:

chrome://flags

dark-mode-google-chrome-android-app-flags

Isso possibilitará o acesso às funções “escondidas” do aplicativo, agora no campo de buscas digite:

#enable-android-web-contents-dark-mode

dark-mode-google-chrome-android-app

Clique em cima da opção, mude o sinalizador que por padrão vem como “Default”, que atualmente desativa a função, para “Enabled”, clique em “Relaunch Now” e espere o aplicativo reiniciar.
dark-mode-google-chrome-android-app

Com o modo dark ativo, as páginas mudam sua coloração de branco para preto, particularmente senti que a cor era muito forte, talvez uma tonalidade escura sem necessariamente ser o “preto massivo” fique mais atraente, todavia, perceba que é algo experimental e quando ele for implementado na versão para o usuário final a equipe de design e desenvolvimento da Google lapidará esse recurso, juntamente com seu visual.

resultado-dark-mode-google-chrome-android-app

E você o que acha de modos escuros em aplicações? Em meu cotidiano sempre utilizo essa funcionalidade.

Você gostaria de um modo dark no Chrome? Ou quem sabe outro navegador como Firefox?

Nos vemos no próximo post, aqui no blog Diolinux, te aguardo, SISTEMATICAMENTE! 😎

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Ícones Yaru do Ubuntu podem receber um "leve redesign"

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quarta-feira, 27 de fevereiro de 2019

Parece que o Ubuntu ainda está revendo seu design atual, com um pack de ícones “controverso”, que tenta propor um design novo, porém ao mesmo tempo sem descaracterizar os ícones de terceiros, o tema de ícones Yaru vem “lutando” entre manter os ícones num estilo meio quadrado/arredondado e usar os ícones oficiais de apps de terceiros.

redesign-novos-icones-yaru-ubuntu-suru

Recentemente a equipe de designers da Canonical estava desenvolvendo uma solução para tal paradigma, até noticiamos sobre a mesma, num post bem interessante, entretanto ao que parece, a investida de criar um script que automatiza a padronização dos ícones de terceiros sem agredir sua identidade visual, talvez não seja a melhor solução.

É notório o desagrado de alguns usuários sobre esse novo rumo e design dos ícones Yaru, um ícone mais quadrado mantendo todos apps num padrão visual, é condizente com as aplicações nativas ao sistema, o “desfalque” começa quando instalamos vários softwares de terceiros, descaracterizando uma harmonia visual com ícones quadrados e alguns fora do padrão. Se por um lado mudar os ícones dos softwares como Firefox, Spotify, Skype, Discord etc; Pode matar a identidade visual proposta por seu fabricante, manter todos os ícones do sistema num padrão e outros sem, parece algo contraditório, e a equipe do Yaru vem tendo grandes dificuldades com o desfecho desta questão.

Ícones Yaru junto a softwares de terceiros (Atual)


icones-yaru-ubuntu-suru-atual

E qual a solução, afinal? Não existe algo finalizado. Os designers, ao que tudo indica, estão começando a desistir desta ideia de “ícones quadrados”, e começaram a experimentar outras formas de desenhos, misturando objetos quadrados, retangulares e circulares no mesmo tema. Um fork do Yaru foi criado, e testes estão sendo feitos, com tais experimentações de formatos diversificados, contudo, sem perder a premissa de identidade visual e consistência dos ícones originais de aplicações de terceiros.

Ícones Yaru junto a softwares de terceiros (Em testes)


icones-yaru-ubuntu-suru-teste

Ainda em fase de testes


Por ser algo relativamente novo, os ícones obviamente não estão todos prontos, e nem a ideia foi tomada como decisão final, a discussão ainda continua: Qual a melhor decisão a ser tomada? Ao que parece, “pelo andar da carruagem”, este será o caminho tomado pela equipe do Yaru.

Se você é um apressadinho (ou curioso 😂😂😂), e gostaria testar os ícones com esse novo redesign, basta instalar via snap, ou substituir, caso tenha ele instalado.

Instalando os ícones, caso não tenha a versão estável

snap install communitheme --channel=edge/yaru-pr1209

Substituindo os ícones pelo “redesign”

snap refresh communitheme --channel=edge/yaru-pr1209

Voltando para versão estável

snap refresh communitheme --stable

Para remover basta substituir o parâmetro “install/refresh” pôr “remove”.

Torne como padrão o tema de ícones Yaru através da aplicação “gnome-tweak-tool”, você pode instalá-lo via terminal com o seguinte comando:

sudo apt install gnome-tweak-tool

Ou via interface gráfica, para isso abra a loja e pesquise por “ajustes do GNOME” e instale o app.

gnome-ajustes-ubuntu-temas-icones-loja

Execute o mesmo pesquisando no menu do Ubuntu por “ajustes do GNOME”, abra o programa e na aba “Aparência”, selecione na opção’ Ícones” o tema Yaru, que estará com o nome “Communitheme”.

gnome-ajustes-ubuntu-temas-icones-configurando

Conforme os designers forem atualizando o pack de ícones, você também receberá as modificações normalmente por atualizações do sistema.

E você, curtiu esse “redesign” no tema de ícones Yaru? Particularmente uso uma customização que fiz mesclando o Suru + Yaru, e agora com essa nova opção, estou pensando em dar um upgrade e substituir os ícones que não achei legal. 

Deixe nos comentários o que achou deste caminho traçado pela equipe de arte do Ubuntu, ou se prefere os ícones padrões do Gnome etc.

Até o próximo post, te aguardo aqui no blog Diolinux, SISTEMATICAMENTE! 😎

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Fedora está planejando um novo logo

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domingo, 20 de janeiro de 2019

O logo é uma das partes mais sensíveis de qualquer marca, ele representa a identidade de um projeto, serviço ou produto,  alterá-lo pode fazer com que as pessoas percam a suas referências ao se deparar com uma nova versão do mesmo, porém, de tempos em tempos, é preciso revitalizar o logotipo para acompanhar os novos padrões de design e também deixá-lo mais coeso e preparado para a realidade atual de aplicação, como aplicativos por exemplo.


Nova logo do projeto Fedora






Um logo atual deve ser pensando para poder ser utilizado em diversos cenários diferentes, pensado desde de tamanhos, até a sua aplicação em fundos monocromáticos, como preto e branco. 
Aparentemente a logo do Fedora não cumpria todos os requisitos atuais de design, ao menos é o que a designer profissional, Máirín Duffy, designer sênior da Red Hat e membra da comunidade Fedora, pensa e por conta das inconsistências visuais da versão atual da logo da famosa distro do chapéu azul, as quais Máirín detalha com alto teor técnico em seu blog pessoal, ela desenvolveu uma série de candidatos para o novo logo do sistema.

Um dos pontos principais abordados em seu novo design é fazer com que no logo do Fedora, o "F" especialmente, se pareça menos com o "F" que foi popularizado pelo Facebook na era dos aplicativos, e que pode causar algumas confusões, especialmente para pessoas que ainda não conhecem o projeto Fedora. Outro ponto importante é fazer com que o logo seja reconhecido, então alterações drásticas demais podem não ser uma boa pedida, mas ainda assim o logo tem que ser funcional quando for aplicado com outras cores e sobre outras cores, como uma versão totalmente branca do logo sobre o fundo preto e vice-e-versa, o que facilitaria até mesmo em coisas simples, como a confecção de material oficial do projeto, como camisetas, panfletos e coisas que são utilizadas em eventos.

Logos do Fedora
Acima temos apenas alguns dos esboços de Máirín Duffy

A intenção da designer com a postagem era colher feedbacks da comunidade sobre quais opções dais quais ela apresentou seriam mais coerentes, no fim das contas, parece que a conversa vem se encaminhando para um logo que seria mais ou menos assim:

Novos logos para o Fedora
Imagem publicada por Duffy em seu blog

Não existe, até um momento, uma versão definitiva do novo logo do Fedora, nenhuma votação foi feita, os candidatos estão ainda em fase de experimento e feedback, você pode, inclusive, acessar o site da Máirín para deixar o seu comentário também, além de conferir alguns outros designs que ela fez.

O que você achou da proposta? Você acha que o logo atual do Fedora precisa de uma alteração?

Conte pra gente a sua opinião nos comentários, até a próxima!
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Akira, a nova ferramenta para design no Linux

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quinta-feira, 17 de janeiro de 2019

Uma ferramenta muito interessante para designers no Linux está com financiamento coletivo aberto, seu nome é “Akira”. Um programa que visa fazer frente aos concorrentes proprietários, feito por designers e pensado para designers.

akira-design-vetorial-linux

Parafraseando Alessandro Castellani, desenvolvedor líder do Akira, ‘‘[...] o status atual do Linux no Desktop, não permite que designers sejam produtivos e competitivos, num mundo tão acelerado [...]”. “[...] E o único propósito do Akira é mudar drasticamente isso”.

Eu sei que parece um pouco audacioso, mas em tempos que profissionais estão cada vez mais dependentes de ferramentas proprietárias. Uma nova alternativa Open Source, pode proporcionar portas que por algum motivo, aplicações como: GIMP, Inkscape, Krita, Gravit Designer ou qualquer outro software, não trouxeram, seja por dificuldade de adaptação do usuário, interface ou alguma funcionalidade inexistente. Uma nova ferramenta pode ser um novo ponto de partida.

O financiamento coletivo da aplicação, está sendo feita através do KickStarter. Na categoria “Tudo ou nada”, na qual o projeto só irá adiante caso alcance seu objetivo até 4 de Março.

Tecnologias no desenvolvimento do Akira


Quem afirma que aplicações em GTK são inferiores as alternativas em QT, por conter limitações de funcionalidades no desenvolvimento, vai se surpreender com a escolha dos desenvolvedores do Akira. Que decidiram escrever inteiramente a base do software em Vala e GTK + 3. O sistema de criação de projetos, Meson, será utilizado em seu desenvolvimento. 

A aplicação visa ser uma alternativa viável aos grandes softwares do mercado, e totalmente nativa para sistemas baseados em Linux. Informações sobre o suporte a outras plataformas, não foram dadas pelos responsáveis do projeto. 

mockup-interface-akira

Formas de distribuição


Inicialmente com proposta de ser distribuído na loja de apps do ElementaryOS, e em Flatpak. Os desenvolvedores do Akira, mostraram-se abertos a outras formas de empacotamento, como: Snap e AppImage, mas nestes casos, contando com a ajuda de colaboradores da comunidade.

Um PPA com as Daily Builds, com a evolução do projeto, também está nos planos.

Lista de recursos para primeira versão


Temas adaptáveis e uma interface altamente customizável, o Akira visa trazer maior liberdade no manuseio visual da aplicação, seja com o modo dark ou janelas com rótulos ou sem rótulos, não importa. A intenção é que o designer tenha o controle.

modo-dark-akira-janelas-temas

Um projeto dentro do projeto


A equipe do Akira pretende construir uma nova biblioteca para lidar com as telas da aplicação, algo baseado em vetores SVG, dando maior escalabilidade ao software. Esta biblioteca será independente da aplicação, podendo ser incorporada em outros projetos.

Mais funcionalidades


Terá como todo software de imagens vetoriais, formas geometricas para uso variado. Painel de camadas, para organização das layers do projeto. Gerenciador de fontes, mas em primeiro momento o nativo do padrão GTK, com planos futuros para algo desenvolvido por eles.

painel-camadas-akira-layers


Formatos suportados pela aplicação


Um novo formato será utilizado para o projeto “.akira”, escrito em JSON, ele trará todas as informações necessárias, como: cores, fontes, símbolos etc. Com a possibilidade de um controle de versionamento dentro do arquivo.

Já os formatos de exportação, serão: SVG, PNG, JPG e PDF, sem suporte inicial para formatos proprietários.

Um pouco sobre a equipe de desenvolvimento


Com uma equipe de 4 pessoas em seu desenvolvimento, 2 deles sendo membros da Gnome Foundation e 1 do Elementary OS. O projeto Akira visa, em 4 meses, lançar a primeira versão do software. Um prazo muitíssimo curto, diga-se de passagem.

Nesse contexto fica evidente a escolha de algumas tecnologias em torno de seu desenvolvimento. Mas isso, de forma alguma, desqualifica tais tecnologias, pelo contrário, se desenvolvedores experientes estão dispostos a utilizá-las em uma empreitada tão ambiciosa, isso só demonstra sua capacidade e viabilidade técnica no projeto.

Colabore, quanto mais boas alternativas, melhor!


As colaborações para desenvolvimento da aplicação Akira, podem ser feitas em sua página do KickStarter, com mais informações e funcionalidades do app.

E aí, curtiu a possibilidade de um novo software para design no Linux? O que achou da proposta do Akira? Deixe nos comentários, quais softwares você utiliza para criar seus trabalhos. Eu utilizo muito, o GIMP em conjunto ao Inkscape.

Te vejo no próximo post, até lá, SISTEMATICAMENTE! 😎

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Google lança sua versão do “Paint”

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domingo, 6 de janeiro de 2019

Com diversos aplicativos, a Google vem cada vez mais adicionando novos programas a sua coleção, e dando maiores possibilidades aos usuários de ChromeOS. Como já noticiado aqui no Diolinux, recentemente o sistema da gigante das buscas passou a suportar aplicações em outros formatos, DEB e Flatpak. Agora traz uma novidade que poderá acarretar lembranças de quem “é das antigas”, e já usou o Paint.

canvas-google-chrome-apps-paint



Desenhar é algo simples, mas divertido


Muitos artistas antes de dominarem ferramentas consagradas de edição de imagens ou desenho digital, começaram por hobbie ou por simples inocência, ao rabiscar, quando mais jovens, em programas como o Paint. Aplicativos dessa natureza transparecem simplicidade para alguns usuários, mas podem ser a porta de entrada, e quem sabe o começo de um novo artista, é sabido que crianças ou o público mais jovem gosta de passar um tempinho desenhando na frente do computador.

Canvas, o “Paint” da Google


Chamado por muitos sites de “O Paint da Google”, o Canvas veio para facilitar usuários de ChromeOS, e usuários num geral, de outras plataformas, com uma ferramenta que possibilite desenhos simples, rabiscos rápidos e anotações. Então não espere recursos elaborados como os existentes no Krita ou programas do gênero.

(Observe que sou um artista nato, com traços inigualáveis... 😂😂😂 )

canvas-desenho-web-app-chrome

O Canvas traz a praticidade de uma web aplicação, não exigindo ser instalado no sistema e sendo multiplataforma, podendo ser executado em distribuições Linux, Windows, Mac, Android etc. Bastando ter um navegador com suporte a tecnologia “WebAssembly”, ou Google Chrome.

Se interessou pelo Canvas? Acesse o site da aplicação e desperte o artista que existe dentro de ti.


Deixe nos comentários se em sua infância utilizava Apps como o Paint, ou se atualmente utiliza programas profissionais como o Krita.
Espero você até o próximo post, SISTEMATICAMENTE! 😎
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Programas Adobe no Linux, será que eles são tão necessários?

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segunda-feira, 23 de julho de 2018

Quando se fala em migração, muitas vezes um dos motivos citados como um empecilho, principalmente para quem trabalha na área de design é a questão das ferramentas disponibilizadas pela Adobe, esse assunto já deu muito pano pra manga aqui no blog e no canal, e hoje vamos discutir um pouco mais sobre ele.






Sem dúvida nenhuma, a história do Linux e Adobe já é algo bem antigo, apesar da Adobe ter aplicações compatíveis com Linux, ainda existem alguns programas que não estão disponíveis para o pinguim, como o Photoshop e Lightroom por exemplo.

Sem dúvida, muitas pessoas que começam a aprender sobre design gráfico, começam a aprender através do Photoshop ou aprendem a criar vídeos para a internet através do Premiere ou After effects. Então, quando migramos para algumas distros Linux, acabamos sentindo falta desses programas, ou até deixando de migrar pela ausência deles.

Como já falamos algumas vezes aqui no blog e até mesmo no canal, muitas vezes achamos atrelando o resultado final desejado com determinado programa utilizado sendo que não é exatamente o programa que te trará esse resultado, e sim as funcionalidades encontradas nele. Isso quer dizer que devemos procurar as funcionalidades quando migramos e não os nomes. Você pode utilizar programas como o GIMP no lugar do Photoshop, o Inkscape no lugar do Illustrator, o Kdenlive no lugar do Premiere, assim como o Blender no lugar do After Effects, sendo que com todos eles podem lhe trazer o mesmo resultado que os produtos da Adobe, você só precisa aprender a utilizá-los.

Muitas pessoas acabam deixando de migrar por causa das ferramentas, pois já estão acostumadas a utilizá-las e o processo acaba se tornando mais rápido. Mas será que esse tempo que você economiza vale o investimento das licenças para utilizar o serviço? Independentemente de sua resposta ter sido sim ou não, aqui não há certo ou errado para nenhuma das respostas, pois cada um escolhe qual o momento certo de aprender algo novo.

No vídeo abaixo, discutimos um pouco sobre a influência dos programas Adobe na migração de usuários para o Linux. A Adobe vem trabalhando com a Google para transformar o Photoshop em um sistema de streaming. Futuramente pode ser que o Photoshop chegue ao Linux através do cloud computing, mas provavelmente a forma de trabalho seria um pouco diferente do que conhecemos hoje.



Se você ainda está na dúvida de que isso é possível, confira também a história Designer Nangil Rodrigues que já atuou em várias grandes empresas e utiliza somente softwares que rodam em cima de Linux para desenvolver as suas atividades.



Apesar da popularidade dos programas da Adobe, de fato, em alto nível de produção, como o Cinema por exemplo, eles não são o "padrão da indústria", dando espaço para softwares como Nuke, DaVinci Resolve e Fusion, Avid MC, Maya, que são softwares, que em sua maioria rodam no Linux. 

O softwares da Adobe já foram utilizados em cenários do tipo, mas eles são realmente mais populares em filmakers mais modestos, youtubers e agências.

Neste universo onde Blender e Krita crescem cada vez mais, Kdenlive se mostra uma alternativa interessante ao lado de LightWorks e DaVinci Resolve, mesmo em suas versões grátis, aliando-se a um mercado que precisa sempre economizar o máximo possível e ao mesmo tempo manter ou aumentar o desempenho, não se pode descartar a utilização de Linux, Hollywood é um ótimo exemplo disso.

Conte pra gente se você acha que os softwares da Adobe são indispensáveis para você e o porquê. 

Espero que esse post tenha lhe ajudado e até mais! :)
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Adobe usa Ubuntu para mostrar sua nova ferramenta "Scribbler"

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sábado, 28 de outubro de 2017

A Adobe costuma mostrar muitos projetos e tecnologias que eventualmente (mais cedo ou mais tarde) acabam incorporando a Creative Suite, com programas famosos, como o Photoshop. Na Adobe MAX 2017 a empresa mostrou o Scribbler, uma ferramenta incrível que consegue colorir imagens automaticamente usando inteligência artificial.

Adobe Project Scribller





A nova ferramenta da Adobe tem uma funcionalidade incrível e possivelmente integrará em breve o Adobe Photoshop ou talvez saia como um plugin ou ferramenta Standalone, inclusive rodando através do navegador, ainda não sabemos exatamente como ela será implementada, mas um fato curioso no entorno da apresentação é a utilização de Linux como plataforma para a demonstração do Scribller.


Dá para perceber em vários momentos a presença do Ubuntu com a interface Unity, provavelmente o Ubuntu 16.04 LTS, rodando o projeto através do Google Chrome, temos também um terminal aberto. 

Isso me faz supor que o Scribbler é de fato um projeto feito para rodar acessando um servidor, talvez a demonstração estivesse rodando em um servidor local (por isso do terminal aberto e do Linux também), e o conteúdo sendo acessado através do Google Chrome. É só um palpite.

Project Scribbler

O Scribbler faz uma análise à partir de várias fotos pré-selecionadas pelos desenvolvedores para palpitar qual seriam as melhores cores para as imagens. Ele é capaz de color pinturas antigas, fotos em P&B e até mesmo desenhos. Na apresentação também foi-nos informado que a ferramenta ainda vai receber ajustes que permitirão que as pessoas façam também pequenas modificações no resultado final, como a alteração do tom de pele. Outra coisa interessante que vale a pena pontuar é que é possível inserir texturas de amostra para que o software cubra a imagens baseadas na sua sugestão ativa, como foi demonstração com a imagem da bolsa no vídeo anterior.


É interessante ver como o Linux funciona nos bastidores de muitas tecnologias, muitas vezes ficando em segundo plano para o público, mas garantindo a infraestrutura de projetos muito interessantes, tais como o Scribbler. A Red Hat por exemplo é uma das grandes parceiras da Adobe para a manutenção de suas estruturas.

Interessante, não? Claro que é inevitável tocar no assunto da suíte da Adobe nativa para Linux, nos próprios comentários deste vídeo vemos várias pessoas mencionando o assunto e fazendo este pedido. Conforme a forma com que os softwares são distribuídos mudam, trabalhando cada vez mais diretamente com a nuvem, talvez nos aproximemos desta compatibilidade, pacotes Flatpak, Snap e afins também devem ajudar. Nunca se sabe.

Até a próxima!
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