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Conheça o provável design do Deepin 20 [UPDATE]

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quinta-feira, 7 de novembro de 2019

O Deepin é considerado uma das distribuições mais bonitas do mundo Linux, mas você já viu sua nova proposta de design para versão 20? Parece que a cada lançamento a distro traz um visual apelativo e que chama a atenção do usuário comum.

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Creio que não seja segredo para ninguém, ao menos para quem conhece um pouco sobre meu trabalho, o relacionamento que tenho com o Deepin. Curiosamente o canal OSistemático foi por muito tempo um dos responsáveis por impulsionar o sistema aqui no Brasil. Não falo para me vangloriar ou algo assim, apenas para enfatizar o envolvimento que tive ao produzir material sobre o sistema. É provável que, você usuário de Deepin já tenha se deparado com algum vídeo de minha autoria. Seja em algum grupo no Telegram, aqui no blog Diolinux ou até mesmo em meu canal (até eu mesmo já me deparei e pessoas nem sabiam que estavam falando com o próprio criador do vídeo em questão 🤣️🤣️🤣️).

Abaixo você pode ver um vídeo do OSistemático, relatando um pouco mais sobre a usabilidade do Deepin 15.10. Perceba que sou sincero e dou minha opinião. Todavia, a versão atual do Deepin é a 15.11 (em que escrevo essa matéria).


O curioso é que nessa história toda, há quem acredite que sou fanboy de Deepin e outros que sou hater. É engraçado pensar nisso, pois sou categorizado como extremista até hoje, seja de um lado ou de outro. Contudo, algumas pessoas ainda não entenderam que quando elogiei o Deepin foi por conta de meus vários anos utilizando o sistema, e quando critiquei ou mencionei algo, não foi para descaracterizar ou simplesmente ofender usuários. Toda essa transparência é o que de fato passei e passo com o sistema, meus relatos e usabilidade com o Deepin. “Se tá ruim digo, se tá bom também”, não é tão difícil compreender isso, é?

Pense, se sou hater de Deepin, porque teorizar que a Huawei utilizaria o sistema, e o Linux poderia ser mais conhecido graças a distro chinesa? Não sabe sobre o que estou falando? Acesse a postagem na qual inicialmente abordei esse tema. E não é que depois as coisas começaram a desenrolar, e de fato a Huawei passou a vender computadores com Deepin.

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Visual apelativo, isso o Deepin “tem para dar e vender”


Quando o assunto é beleza, o design do Deepin é impecável. Seu UX Design é bem inteligente e não confunde o usuário leigo, possibilitando inclusive um uso que lembra o Windows, ou até mesmo o macOS. Ao passar dos anos a distribuição chinesa passou por um verdadeiro “banho de loja” e ganhou diversos recursos visuais, como uma melhor consistência de seu ecossistema.

Deepin em 2013

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Deepin em 2015

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Deepin em 2019

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Não obstante, mesmo ao utilizar outro sistema, termino instalando vários aplicativos da distro.


O futuro do Deepin é promissor


Recentemente o canal oficial do Deepin lançou um vídeo com o próximo visual de seu launcher. A interface gráfica DDE (Deepin Desktop Environment) poderá passar por uma nova transformação. Muita coisa ainda pode ser mudada, e o vídeo a seguir é um conceito de como as coisas poderão ficar na versão 20 do sistema.


Podemos observar que esse conceito se aproxima bastante da interface da Apple, o iOS, utilizada nos iPads. A barra também é semelhante a do Chrome OS, que inclusive recebeu uma nova versão essa semana. Tudo parece estar mais arredondado e com o clássico “blur” das últimas versões do Deepin. Quando o menu está maximizado, é praticamente idêntico o do macOS.


E as mudanças estão à todo vapor, agora a tela de login recebeu um redesign e ao que tudo indica a versão 20 será bem diferente que a atual, em vários aspectos da interface gráfica. Apps estão sendo reformulados,  ao que tudo indica, podemos ver no vídeo a seguir o player de música com uma cara nova.


Lembrando que as versões de lançamento do Deepin agora são referenciadas conforme o ano inicial de seu lançamento (2015 == Deepin 15, 2020 == Deepin 20). Por isso haverá um salto da versão 15.11 para 20, visto que ele sairá como estável em 2020. Mas existem indícios que em novembro, possa ser disponibilizado uma versão beta do próximo Deepin 20. Essa versão também pode ser baseada no Debian 10.

Até lá muita coisa pode mudar, pois, os desenvolvedores ainda estão trabalhando em seu visual. Esse empenho vem ocorrendo durante este ano de 2019, e talvez o refinamento com o DDE-Kwin possa aumentar a performance do novo launcher.

Você usa o Deepin ou quem sabe o DDE em outra distro? Deixe nos comentários o que achou do novo visual em construção. Particularmente foi de meu agrado, principalmente o menu quando maximizado (que é a forma que utilizo).

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Fonte: Deepin, Forbes.


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GNOME e sua estratégia de UX Design

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sexta-feira, 27 de setembro de 2019

Recentemente postei aqui no blog Diolinux minha visão quanto ao tema “design no Linux”, seja nas distros ou aplicativos. Hoje trago um resumo e considerações de uma série de postagens de um dos principais designers do time de desenvolvimento GNOME.

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Saber onde almeja chegar é um passo importante para qualquer projeto. Afinal, se você não sabe onde é seu destino, qualquer lugar serve. Isso pode ser bom em alguns casos, porém na maioria esmagadora o resultado não é dos melhores. Design é passível de interpretação e pode ser considerado como arte. Obra-prima para uns, lixo para outros. Todavia, não podemos negar que exista uma lógica e um design por trás de projetos, como GNOME, KDE, Deepin, Elementary OS, entre outros. Não falo apenas de beleza, mas da experiência em que a pessoa terá ao interagir com o ambiente gráfico e seus programas. Simplificando grosseiramente, isso é UX Design. Não basta ser bonito, tem que ser o mais intuitivo e funcional possível. Se um software é mal construído, seus usuários irão ter uma péssima experiência de uso. Você gostando ou não, o GNOME possui uma lógica de funcionamento.

Membro da equipe de designers para desktop da Red Hat, um dos principais designers do GNOME, Allan Day, fez uma série de artigos informando os rumos e diretrizes de design em que a equipe do projeto quer tomar. Após a GUADEC (Conferência Europeia do Usuário e Desenvolvedor do GNOME) na Grécia, Allan decidiu criar as postagens explicando mais algumas experiências adquiridas e caminhos almejados pelo GNOME. Recomendo a leitura da primeira postagem, abordando seu aprendizado com a troca de experiências com outras pessoas na conferência.

Estratégia de UX para o GNOME


O contato com os mais diversos usuários e membros do GNOME possibilitou a criação de estratégias que potencialmente farão parte do GNOME UX. Esses objetivos são uma resposta a pesquisa analisada e que pode apontar o caminho do sucesso no mercado de desktops. Tudo isso subdividido em metas:

Sempre entregar qualidade 


Essa é a meta número 1, oferecer qualidade em todo ecossistema GNOME, incluindo a aparência e design do software e sem esquecer sua usabilidade e experiência do usuário. Melhor desempenho e solução de bugs, também são considerados como aspectos da UX. 

GNOME e a Nuvem


Aplicações em nuvem, a exemplos de apps em Electron e Progressive Web Apps. Poderão ser incluídos no sistema, junto a funcionalidades que integrem, quando possível, o GNOME com serviços já existentes.

Crescimento do ecossistema de apps GNOME


Um dos principais objetivos de uma plataforma como o GNOME é executar aplicativos, portanto, é lógico que o número e a qualidade dos apps oferecidos é crucial. O Flatpak permitiu a distribuição facilitada de muitos softwares, contudo há muito trabalho a ser feito em torno da plataforma de desenvolvimento de programas do GNOME.

Suporte a hardware moderno


Atualmente grande parte deste trabalho é feito pelas distribuições, entretanto outros aspectos, como suporte a alta definição, telas sensíveis ao toque, e muito mais estão sob responsabilidade do GNOME. Este trabalho é importante, pois segundo Allan em sua pesquisa, a escolha entre SO e hardware normalmente estão entrelaçados. Assim o GNOME precisa sempre suportar os mais recentes hardwares do mercado.

Priorizar e obter maior impacto 


Os recursos do GNOME são limitados, então priorizar e saber direcionar os recursos para seus devidos lugares é essencial para potencializar e impactar o máximo possível. Priorizar recursos utilizados em maior escala pelos usuários, em detrimento de funções pouco utilizadas, é a forma mais inteligente de aprimorar as features mais importantes para os usuários. Investimento no kit de ferramentas é uma questão que pode beneficiar todo um conjunto de apps que valem do GTK. Ao mesmo tempo, existe a necessidade de conversas e decisões que impactem um menor número possível de pessoas, dando maior atenção aos mais usados e em alguns casos, diminuindo a quantidade de software em detrimento da primeira meta, manter sempre a qualidade. Obviamente, que esse tipo de assunto deve ser tratado com delicadeza. Afinal, os recursos não são substituíveis em um projeto upstream como o GNOME, e os colaboradores podem e devem ser livres para trabalhar no que desejam.

Podemos observar que priorizar os recursos utilizados, na maior parte do tempo pelos usuários, e visar a qualidade é uma das diretrizes mais consolidadas nessa estratégia. Mas o que especificamente isso quer dizer? A seguir irei demonstrar alguns conceitos em que Allan disponibilizou, acreditando que o polimento de recursos básicos e essenciais é a chave para potencializar a melhora de experiência do usuário final.

Desbloquear e fazer login


Começando pela tela de desbloqueio/login que é no caso de muitos, o primeiro contato com o sistema. Muitas pessoas utilizam esse recurso o tempo todo, então podemos dizer que ele é o exemplo perfeito de feature a receber enorme atenção pelos designers do GNOME. A equipe vem desenvolvendo o UX, veja abaixo um mockup do recurso.

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Notificações


Outro ponto importantíssimo é a área de notificações do sistema, diariamente interajo com os diversos programas em meu sistema e receber e poder visualizar facilmente/intuitivamente as notificações, potencializa a utilização no dia a dia.

Segundo Allan Day, “A equipe de design tem revisado sistematicamente quase todas as partes do sistema principal do GNOME, com o objetivo de polir e refiná-las. Parte deste trabalho já chegou ao GNOME 3.34, onde você verá uma coleção de melhorias no estilo visual”.

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Menu e elementos da interface


Com projetos de um menu do sistema atualizado, que se destina e resolver problemas conhecidos de longa data. A equipe vem trabalhando em vários aspectos, por exemplo, as caixas de diálogo do sistema e muito mais. O menu do sistema também receberá novidades e melhorias de UX, “já fizemos algum trabalho experimental nessa área e estamos planejando desenvolver o trabalho de arrastar e soltar que Georges Stavracas realizou no GNOME 3.34”, diz Allan Day. Inclusive fizemos recentemente uma postagem com algumas novidades da versão 3.34 do GNOME.

Apps


Atualmente a equipe de design já dedica muito tempo em aplicativos essenciais, como Configurações, GNOME Software e o Nautilus. Seguindo este conceito de priorização, outros apps de uso básico, também foram analisados. Dois exemplos que Allan menciona, são: o visualizador de documentos e imagens. 

Segundo ele, “hoje, os visualizadores de documentos e imagens fazem seu trabalho razoavelmente bem, mas eles não têm refinamento em algumas áreas e nem sempre aparentam pertencer ao restante do sistema. Eles também carecem de alguns recursos críticos.”

Veja abaixo o mockup do visualizador de documentos.

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E um mockup do visualizador de imagens.

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Por este motivo foram criados designs atualizados usando os mesmos padrões visuais para esses softwares, para que pareçam pertencer um ao outro. Alguns recursos foram adicionados, a edição simples de imagem é um deles, algo que os usuários mencionaram. Existe a intenção de estender os planos para outros aplicativos básicos mais utilizados do GNOME, o editor de texto Gedit e o reprodutor de vídeos podem ser aprimorados.

Muitos outros aplicativos e partes do sistema estão sendo reestruturados, quando o assunto é UX Design, todavia Allan Day deixou claro que o foco da equipe são os mais utilizados e não faz sentido ele compartilhar outros sem esse nível de prioridade.

Plataforma de desenvolvimento 


Facilitar a vida do desenvolvedor GNOME é um ponto importante. Priorizar a plataforma de desenvolvimento faz com que cada aplicativo pareça ter uma melhor consistência visual, portanto, pode ser uma maneira extremamente eficaz de melhorar o GNOME UX. 

Novamente, essa é uma área em que a equipe de design vem realizando um grande esforço nos últimos tempos, principalmente em torno dos ícones do sistema. Além dos ícones outros aspectos do GTK estão sendo trabalhados, pois nem todos os widgets respeitam um mesmo padrão de design, dificultando em muitos casos a implementação de projetos de aplicativos GNOME, resultando em uma qualidade em que os designers não gostariam. Por tal motivo os designs do GNOME estão revisando cada um dos padrões de design do projeto, de modo a manter a melhor qualidade possível e que seja totalmente suportado.

“Queremos que cada padrão tenha uma ótima aparência, funcione muito bem e seja fácil para os desenvolvedores de aplicativos usarem. Até o momento, temos novos designs de menus, listas suspensas, caixas de listagem e notificações no aplicativo, e há mais por vir. Essa iniciativa está em andamento e precisamos da ajuda de desenvolvedores de plataformas e kits de ferramentas para concluí-la”, diz Allan Day.

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Recomendo a leitura da série de postagens do Allan Day, muita coisa esclarecedora pode ser obtida nessas matérias. Algumas declarações do mesmo em que gostaria de destacar são:

“O UX é mais que a interface do usuário: é tudo o que compõe a experiência do usuário. Como tal, o que apresentei aqui representa apenas uma fração do que seria necessário incluir em uma estratégia abrangente de UX”.

“Como um projeto aberto e upstream, o GNOME não tem controle direto sobre quem trabalha em quê. No entanto, é capaz de influenciar informalmente onde os recursos vão, seja por prioridades de publicidade, incentivando contribuições em áreas específicas ou acompanhando o progresso em direção às metas”.

Você pode ler a parte 1, parte 2 e parte 3 diretamente no blog do GNOME, caso queira maiores detalhes.

Gosto de ver toda essa movimentação e vai bem ao encontro da postagem que escrevi recentemente, toda essa estratégia só tende a beneficiar os usuários e aumentar a competitividade do desktop Linux no mercado. Obviamente que nem tudo são flores, e alguns encalços podem aparecer em meio ao caminho. Algo que poderia ser melhorado é a interação entre os usuários e desenvolvedores do GNOME, dando mais ouvidos aos utilizadores e quem sabe incorporando as extensões mais utilizadas no Shell nativamente.

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Fonte: GNOME.
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Revelados os wallpapers ganhadores do concurso do Ubuntu

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terça-feira, 24 de setembro de 2019

Não faz muito tempo em que anunciamos o início do concurso que escolheria os wallpapers da próxima versão do Ubuntu. Uma oportunidade e tanto para designers experientes ou até mesmo novatos, uma forma de poder demonstrar um pouco de seu trabalho, contribuir, quem sabe receber olhares e potenciais clientes.

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Os trabalhos foram enviados através do fórum do Ubuntu, por lá foram avaliados e votados, de modo a encontrar os vencedores. No total foram 9 felizardos, que passam a integrar a galeria de wallpapers do Ubuntu 19.10 Eoan Ermine.

Você pode acessar essa página e ver todos os concorrentes, em minha opinião, vários wallpapers de ótima qualidade poderiam substituir alguns dos selecionados, a safra estava espetacular com alternativas interessantes. Sejam imagens minimalistas e abstratas ou de paisagens, tinha de tudo um pouco. No entanto, apenas 9 foram selecionados, estes são:

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Lembrando que você não é obrigado a utilizar as opções oferecidas pelo Ubuntu, se as imagens não forem de seu agrado, basta baixar ou usar as suas prediletas. Contudo, é interessante notar que durante anos o Ubuntu vem mantendo essa cultura e dando a oportunidade de profissionais participarem do projeto, de modo que também proporcione um belo visual ao sistema. 

As imagens estão em uma qualidade bem alta, 3840x2160, não distorcendo nas diversas resoluções dos monitores e também estão licenciadas sob Creative Commons. Uma curiosidade, que acho válido citar, é que aparentemente a próxima LTS do sistema, o Ubuntu 20.04, não terá um concurso de wallpapers deste mesmo modo. Haverá uma seleção entre os melhores wallpapers entre o Ubuntu 19.04 e o 19.10.

Você pode efetuar o download dos wallpapers selecionados para versão Eoan Ermine, por este link.

Gostou dos papéis de parede do Ubuntu 19.10? Alguns, principalmente os dois com a “Doninha”, curti muito.

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Huawei começa a vender computadores com Deepin

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quinta-feira, 12 de setembro de 2019

A situação entre os EUA e a Huawei não é a das melhores, ocasionando até na aceleração do desenvolvimento de sua possível alternativa ao Android, o misterioso HarmonyOS. Recentemente cogitei a possibilidade da empresa vender seus computadores com a distribuição Linux chinesa Deepin. E não é que acertei? (acho que meu colega de trabalho, Ricardo “O Cara do TI”, acaba de ter um “adversário” nas previsões… Que vença o melhor 🤣️🤣️🤣️).

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A Huawei é uma das maiores empresas do mundo, e na China seu poder é ainda maior. Com eventuais problemas com a Microsoft, que não chegaram a se concretizar, a empresa ficaria na clássica “sinuca de bico”. Sugeri que uma maneira para contornar essa problemática seria adotando uma distribuição Linux em seus produtos. Ao menos que timidamente, sem abandonar o Windows. Obviamente, que o HarmonyOS poderia ser uma alternativa, entretanto o sistema não parece ser maduro o suficiente.

Huawei e Deepin podem impulsionar o Linux”, esse foi o artigo que escrevi detalhando a minha visão sobre o assunto. Um tiro às cegas que acabou acertando bem no alvo. 

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Huawei começa a vender laptops com Deepin


Através da sua loja oficial VMall.com, a Huawei vem disponibilizando alguns modelos com o sistema operacional Deepin. Até mesmo modificações, simples para muitos, foram feitas nos aparelhos. As teclas que continham a logo do Windows, que chamamos de “Super”, passaram a ter no lugar da logo do sistema da Microsoft, a palavra “Start”. Um detalhe insignificante para muitos, mas que demonstra um capricho por parte da empresa. Ao todo são 3 modelos com Deepin, o Huawei MateBook X Pro, Huawei MateBook 13 e Huawei MateBook 14. Contudo, qualquer distribuição Linux pode ser instalada posteriormente pelo cliente, mesmo com Deepin de fábrica isso não significa que apenas o sistema em questão funcionará no equipamento.

A título de curiosidade o Huawei MateBook X Pro com Linux, possui um processador Intel Core i5-86265U quad core, SSD M.2 de 512 GB para armazenamento, 8GB de RAM, GPU NVIDIA GeForce MX250, tela de 13,9 polegadas de resolução 3K (260 PPI) e com um acabamento refinado e imponente.

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Seu valor é de 8699 CNY (R$ 4.987,80 em conversão direta para o real).

Infelizmente os modelos com Linux pré-instalados estão disponíveis apenas na China. Não sabemos se essa estratégia é para ver a aceitação do público chinês por outro SO que não seja o Windows, para quem sabe no futuro gradualmente introduzir o HarmonyOS, ou o Deepin será maciçamente adotado e levado para outros países.

O sistema da Wuhan Deepin Technology, possui características interessantíssimas para Huawei. Sendo Open Source, a empresa poderá modificar o Deepin conforme suas necessidades e embarcar soluções proprietárias. Outro ponto é o visual que encanta os olhos dos usuários, com modos de uso indo a um estilo semelhante ao macOS ou o próprio Windows. Um recurso que pode ter chamado a atenção da Huawei, além do design da distro, é o Cloud Sync, que permite sincronizar várias configurações do sistema em nuvem. Adicionado no Deepin 15.11, através dele é fácil salvar modificações e perfis de uso do sistema. Definitivamente algo útil ao instalar o sistema do zero em outra máquina, sem a necessidade de sair atrás de programas ou configurações/personalizações utilizadas. Talvez a Huawei implemente novos recursos relacionados a seus produtos nessa feature do Deepin. 

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Agora o tempo dirá se essa empreitada com o Linux dará certo para Huawei, e se o Deepin será a porta de entrada para o mundo Linux. Quem diria hein!

Você compraria um computador com Deepin? Atualmente no mercado brasileiro temos algumas opções, como a Dell com Ubuntu instalado de fábrica. Inclusive começando a facilitar a descoberta destes equipamentos com Linux em seu site oficial.

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Até o próximo post, SISTEMATICAMENTE! 😎

Fonte: Huawei, Forbes.
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Chega de sobremesas! Google resolve mudar diversos conceitos do novo Android

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sexta-feira, 23 de agosto de 2019

A cada nova versão do Android seus usuários tentam adivinhar seu próximo nome, conforme nomes de guloseimas famosas. As sobremesas sempre estiveram nestes longos anos, e algumas famosas entre o público brasileiro, como o chocolate KitKat.

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Quebrando o ciclo de 10 anos de lançamentos nomeando suas versões do Android com sobremesas, a Google resolveu abandonar essa maneira de identificar seu sistema mobile. Uma tremenda surpresa para os entusiastas de plantão, afinal a nova letra era a “Q” e nomes já estavam sendo cogitados. Nunca fui bom em acertar as versões do robozinho verde, apenas a letra “L” tive esse prazer (Lollipop, o momento em que o Android me chamou visualmente a atenção).

Nada de doces, tudo será mais simples em diante. O Android apenas receberá uma numeração, indicando seu versionamento. Assim, a nova versão passa a se chamar Android 10. O abandono desta tradição não se limitou a forma de chamar seu sistema, conceitos do design foram renovados.

A marca Android recebeu um novo estilo de fonte, como a própria logo teve cores e formatos levemente alterados. Segundo Aude Gandon, diretor mundial de marcas para Android, diz que a marca está “mais moderna”. Com um novo tom de verde e um close na cara do mascote do Android, as mudanças podem parecer sutis para alguns, entretanto, os mais apaixonados pela marca, poderão levar um certo tempo para se acostumarem.

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Antes que muitos reclamem da mudança de nomes de doces para apenas números, existe uma lógica nisso. Por ser uma empresa com alcance mundial, algumas línguas ao redor do mundo não identificavam a ordem através dos codinomes. Tenhamos em mente que nem sempre as letras têm uma pronúncia distinguível e obedecem à ordem alfabética em que os nomes eram escolhidos. A própria Google informa que ouviu diversos feedbacks ao longo dos anos e este novo passo tem por objetivo simplificar as coisas e evitar esses problemas.

Resumidamente, a brincadeira e o mistério em torno de cada lançamento era divertido e fomentava a ansiedade pelo nome da nova versão. Por outro lado, acabava introduzindo alguns aspectos negativos com a identificação de suas versões em alguns países.

Recebendo esse “upgrade de marca” o Android passa a ser chamado de Android 10, Android 11 e daí por diante.

Veja o vídeo “A próxima evolução do Android”, apresentando essa mudança visual de um jeito que só a Google sabe fazer (🤩️🤩️🤩️).


Gostou da novidade ou preferia o conceito anterior?

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3 alternativas para desenhos simples, estilo "Microsoft Paint"

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quinta-feira, 18 de julho de 2019

O Microsoft Paint é um programa muito popular entre usuários do Windows, na qual provavelmente você quando mais jovem, já tenha “perdido” algumas horas em frente ao PC. A criançada adora rabiscar e pôr a imaginação em ação. Se busca por uma ferramenta similar, irei apresentar 3 alternativas. Indo da mais simples para a mais completa em recursos.

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Essa postagem não tem como objetivo indicar softwares para edição ou desenhos elaborados, soluções como: GIMP, Krita, Inkscape, entre outros são os indicados. Afinal, programas assim podem ser bem complexos para crianças e o objetivo é apenas rabiscar e se divertir, quem sabe despertar um Leonardo da Vinci ou Van Gogh (sem suas excentricidades, claro 😕😕😕).

Google Canvas


O Google Canvas vem sendo chamado por muitos sites, como o “Paint” da Google. Inclusive noticiamos na época de seu lançamento, no início do ano. A solução é online e sendo bem simples o seu funcionamento. Se busca por algo rápido e que não exija instalação, ele pode ser uma alternativa a se considerar. Mesmo possuindo pouquíssimas ferramentas, dependendo do perfil de quem for utilizar o programa, o Canvas é mais que suficiente.

alternativa-linux-ms-microsoft-paint-google-canvas-web

Por ser online, conexão com a internet será requisito e uma conta Google. Acesse o Google Canvas por este link. Se ficou alguma dúvida, considere ler nossa postagem sobre o serviço.

Drawing


Pensado para ambiente o GNOME (mas pode ser utilizado nos demais), o Drawing possui alguns recursos à mais que o Google Canvas. Digamos que ele é o intermediário da nossa lista. O número de ferramentas e opções dão um pouco mais de autonomia, entretanto, nada tão complexo. Além de desenhar com a ferramenta, pequenas edições podem ser realizadas. O Drawing suporta imagens no formato PNG, JPEG e BMP.

alternativa-linux-ms-microsoft-paint-app-drawing-gnome-kde-gtk-ubuntu-flatpak

O Drawing está disponível oficialmente via Flatpak no Flathub. Caso não tenha configurado em seu sistema o Flatpak, essa postagem tem todo procedimento. Se utiliza Ubuntu, este post ensina como habilitar o suporte a esse tipo de pacote na loja da distribuição (Software Ubuntu/Gnome Software), permitindo instalação do Drawing via interface gráfica (depois de adicionar o suporte, pesquise por “Drawing”, encontre a aplicação e efetue a instalação). No Linux Mint, basta pesquisar na loja pelo programa. Caso queira instalar via terminal, proceda assim:

Habilite o repositório do Flathub (se não tem configurado)

flatpak remote-add --if-not-exists flathub https://flathub.org/repo/flathub.flatpakrepo

Instale o Drawing Flatpak via terminal:

flatpak install flathub com.github.maoschanz.drawing

Para desinstalar via terminal:

flatpak remove com.github.maoschanz.drawing/x86_64/stable

Kolourpaint


A última aplicação da lista é o Kolourpaint, talvez o mais completo do gênero. Possuindo até mais ferramentas que o próprio Microsoft Paint. Se quer mais opções e uma familiaridade com o app da Microsoft, o Kolourpaint é a opção certa. Para se ter uma noção, o programa suporta vários tipos de arquivos, como o formato do Adobe Photoshop (PSD) e do GIMP (XCF).

alternativa-linux-ms-microsoft-paint-app-kolourpaint-kde-gtk-qt-ubuntu-flatpak-snap

Você pode obter o Kolourpaint de várias formas. Pesquise normalmente na loja de sua distribuição e instale diretamente do repositório, ou via Flatpak ou Snap. Digamos que queira utilizar no formato Snap. Configure primeiramente o Snap em sua distribuição, conforme este artigo, lembrando que no Ubuntu não é necessário configurar e você encontrará normalmente na loja. Utilize estes comandos se a loja de sua distribuição não possui integração com os Snaps.

A versão Snap pode ser instalado por esse comando:

sudo snap install kolourpaint

Para remover o Kolourpaint Snap:

sudo snap remove kolourpaint

Outra opção é via Flatpak. Relembrando que será necessário ter o Flatpak configurado e o repositório do Flathub também. Além, de poder instalar via interface gráfica na Gnome Software. Caso não tenha configurado, na parte que abordei sobre o Drawing, demonstrei como proceder.

Instalação via Flatpak:

flatpak install flathub org.kde.kolourpaint

Remoção da aplicação Flatpak:

flatpak remove org.kde.kolourpaint/x86_64/stable

Essas são as 3 alternativas ao Microsoft Paint, se conhece alguma interessante compartilhe nos comentários ou em nosso fórum Diolinux Plus

Particularmente não me dou bem com esse tipo de aplicativo, acho que deu para notar nas imagens (😂😂😂). No entanto, quando instalei o Kolourpaint no pc de um usuário (com esse perfil, uma criança e tal...) o resultado foi super positivo. Já se você precisa criar artes mais elaboradas, utilize algum dos softwares que citei no início do artigo.

Acho que irei continuar no Inkscape + GIMP (😋😋😋), mas se alguém sentir a falta do Microsoft Paint, opção é o que não falta. Até o próximo post, SISTEMATICAMENTE! 😎
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Em dúvida ao escolher um nome para seu app, marca ou projeto?

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quinta-feira, 27 de junho de 2019

A criação de um bom nome e logo/ícone/mascote é um dos passos mais importantes durante o desenvolvimento de um projeto. Tudo isso não é apenas uma forma de “identificação”, mas um passo que transmita uma mensagem, que “fale mais alto” e quando as pessoas se depararem com ele, criem uma “conexão”. 

nome-projeto-app-aplicativo-nomear-marca-criar-identidade-diferencial-guia

Durante o desenvolvimento de meu canal, demorei algumas semanas (senão meses), em busca de algo que refletisse a intenção de meu projeto. Logo após pensar em “candidatos”, outros passos entraram em vigor como, pesquisar se já existia algo semelhante, alguma marca registrada ou empresa, se existia um domínio disponível para o site, testes com pessoas questionando o que elas entendiam e o que achavam ser o projeto, etc. No fim cheguei a um resultado: OSistemático. Depois um mascote que representasse o conceito e logo depois, por necessidade, uma renovação no mesmo (entretanto, mantendo as características e propostas originais).

“Dei muito soco em ponta de faca”. Mesmo não sendo um app, os procedimentos são bem parecidos. Porém, essa experiência não limitou-se apenas na criação do canal. Durante meu curso técnico em informática, meu parceiro (e amigo) Patrick Braz e eu, desenvolvemos um sistema para uma pequena empresa. Houve todo um processo, para chegarmos a uma identidade visual e nome. Confesso que um post, como esse teria nos ajudado bastante. O nome de nosso software acabou sendo: OneBoxx. Um ERP que gerenciava as vendas, usuários, clientes, notas, etc (graças a essa experiência, e um joguinho que desenvolvi para uma matéria da faculdade de minha esposa, criar o nome “OSistemático” foi mais “fácil”). 

nome-projeto-app-aplicativo-nomear-marca-criar-identidade-diferencial-guia-patrick-braz-henrique-ad-senac-oneboxx

Dicas de ouro para a criação de um nome conciso para seu app


As dicas a seguir, estão contidas em uma postagem no blog oficial do Gnome. Escrito por um dos desenvolvedores do projeto, o Tobias Bernard, as informações são bem interessantes e creio que possa auxiliar muitos desenvolvedores (e outras pessoas, também). 

Orientação Geral


“O nome de um aplicativo é vital. É a primeira vez que os usuários serão expostos e os ajudará a decidir se desejam usar o aplicativo ou não. É uma parte importante da face pública do seu aplicativo.”

Encontrar um bom nome não é fácil, demanda esforço, mas vale a pena. Renomear um aplicativo ou projeto depois de estabelecido é complicado e pode gerar muitos transtornos. E quais características devem conter um bom nome?

  • Deve consistir em 1 ou 2 substantivos simples;
  • Estar relacionado ao domínio do aplicativo (por exemplo, Celluloid para um aplicativo de vídeo);
  • Seja breve (menos de 15 caracteres);
  • Possua fácil pronúncia;
  • Facilite a criação de um bom ícone (por exemplo, referenciando um objeto físico que possa ser usado como ícone);
  • Use um “título” conforme seu conceito (por exemplo, “visualização de ícone” em vez de iconPreview).

Existem elementos que um bom nome deve evitar, que são:

  • Usar marcas registradas ou nomes de outros projetos (por exemplo, GNOME MPV);
  • Ter um prefixo “G” ou “K” (por exemplo, GParted);
  • Nomes e siglas excessivamente complicados (por exemplo, GIMP);
  • Trocadilhos e piadas internas (por exemplo, D-Feet);
  • Pontuação não padrão ou espaço em branco (por exemplo, UberWriter);
  • Palavras inventadas ou combinações de palavras (por exemplo, Inkscape).

Como obter bons candidatos a nomes?


Percebi que alguns dos procedimentos indicados por Tobias Bernard, em seus anos de experiências, foram alguns passos que aprendi durante os pequenos projetos que desenvolvi. Para chegar em candidatos de nomes interessantes, tais passos são indispensáveis.

  • Anote todas as palavras relacionadas ao conceito do aplicativo, na qual você possa pensar;
  • Crie um dicionário de sinônimos e pesquise algumas dessas palavras para encontrar outras relacionadas;
  • Atente-se a pronúncia dos nomes, observe se ela é fácil, se possui alguma conotação negativa ou não intencional;
  • Selecione os melhores, e depois deixe apenas os favoritos;
  • Entre os que foram descartados, escolha o seu favorito (digamos que uma “repescagem”. O nome “OSistemático” e “Oneboxx” vieram de algo assim 😁😁😁).

Obviamente que em projetos como o Gnome e KDE, os programas recebem nomes mais “genéricos” que representam e descrevem a sua função (por exemplo, visualizador de fontes, música, etc). O intuito deste tutorial é abordar aplicativos de terceiros, com nomes próprios e que remetem aos apps em questão (lembrando que isso serve marcas, projetos, canais no Youtube, etc).

Exemplo prático, o famoso “Brainstorming” 


Nada melhor que um exemplo prático. Feito por um profissional? Melhor ainda. Há alguns meses Tobias esteve envolvido em renomear um aplicativo de rádio para internet. Na época, chamava-se “Gradio”, que segundo Tobias, era um nome ruim por muitas razões mencionadas acima. Quando reescreveram o app, surgiu uma nova oportunidade para mudar tal nome. Afinal o Gradio estava sendo “descontinuado” e dando lugar a uma nova versão.

Qual nome vem imediatamente à mente, quando se pensa em rádio na internet? (Não esqueça o contexto da língua do desenvolvedor. Talvez uma dica bônus seja aliar algo que soe bem tanto para nós brasileiros, como o restante do mundo).

  • Radio (Rádio);
  • Transmission (Transmissão);
  • Stations (Estações).

Os 3 nomes eram bem genéricos, entretanto, como na maioria das tecnologias digitais, é difícil encontrar boas metáforas. Algo interessante é “sair da caixa” e expandir as ideias. Nesse ponto, Tobias foi além e pensou na tecnologia antecessora. O rádio analógio. E quais objetos físicos estariam relacionados a ele?

  • Receiver (Receptor);
  • Headphones (Fones de ouvido);
  • Antenna (Antena).

Quem sabe algo relacionado à tecnologia de rádio analógico?

  • Transistor (Transistor);
  • Frequencies (Frequências).

E os nomes de pessoas que trabalharam na tecnologia?

  • Marconi (Guglielmo Marconi, físico e inventor italiano);
  • Hertz (Heinrich Hertz, físico e inventor alemão).

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Criando um dicionário de sinônimos


Agora que temos algumas palavras para começar, podemos conectá-las a um dicionário de sinônimos e ver possíveis palavras relacionadas. Essa etapa pode ser um tremendo sucesso ou fracasso, pois, algumas palavras não terão sentido algum e nem irão se encaixar com um possível domínio para seu programa (se está pensando em criar uma página no Gitlab ou Github) ou sua proposta. No entanto, depois de algumas buscas, nomes que sequer vieram a mente começarão a aparecer. Você pode fazer uso de algum dicionário ou site, para descobrir esses sinônimos. Eis algumas palavras obtidas através do método:

  • Transmission (Transmissão);
  • Shortwave (“Onda Curta”);
  • Wireless (“Sem Fio”);
  • Decibel.

Neste caso em particular, também houve participação de outras pessoas da comunidade, que sugeriram alguns nomes:

  • Longwave (“Onda Longa”);
  • Shortrange (“Curto Alcance”);
  • Hzzzzz;
  • Spectrum (Espectro);
  • Waves (Ondas).

Escolha as melhores palavras


A quantidade de palavras obtidas e variadas, garantem um início para a busca do nome. “Não muito científico”, este passo exige um pouco de noção e intuição. Além de muita imaginação. Afinal, a sua missão é idealizar essas palavras como sendo o nome do seu programa/projeto. Atente-se ao tamanho, fonema (se é de simples pronúncia e se soa legal). Os favoritos pelo Tobias foram:

  • Transistor (Transistor);
  • Hertz
  • Spectrum (Espectro);
  • Shortwave (“Onda Curta”).

Tente não estender muito a lista, se possível mantenha o mínimo possível de alternativas, isso facilitará o processo.

No contexto e no idioma do Tobias, todas essas palavras são relativamente curtas, de fácil pronúncia e soam como nome de aplicativos. Finalmente acabou? Ainda não!

Verifique se os nomes estão disponíveis 


Pesquise no Github, Gitlab, em outros projetos FOSS. Caso não encontre nada procure em outros lugares como, Google, Duckduckgo (ou seu buscador favorito). Para facilitar a busca termos como, “app” ou “open source”, podem ser aplicados. Falando especificamente sobre outros tipos de projetos, você pode pesquisar conforme o caso e avaliar (por exemplo, se for um canal do Youtube, procure na plataforma). Outra dica é pesquisar se domínios de sites estão em uso, com essa palavra.

Em muitos casos você encontrará algum lugar utilizando esse nome. Isso não é necessariamente um problema se esse aplicativo/projeto possuir um domínio e proposta diferente, mas é bom evitar grandes projetos e empresas. Pois, conflitos podem aparecer no futuro. Por exemplo, o meu canal “OSistemático” tem um nome muito parecido com outro no Youtube. Entretanto, ele não era um grande canal e seu tema e propósito eram totalmente distintos. Não ocasionando problemas vindouros.

Tobias também teve alguns contratempos com projetos que já utilizavam os nomes cotados como favoritos. “Transistor” já era um aplicativo de rádio para Android, e por ser algo muito semelhante ele foi descartado.

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Hertz” é o nome de de um serviço de aluguel de carros. Por ser uma empresa grande, a melhor decisão era descartá-lo também.

Spectrum” já é nome de um programa de fórum, mesmo com propósitos distintos (entre esse programa e o de rádio), o projeto é relativamente grande. Possuindo mais de 6000 “estrelas” no Github, então, mais uma opção descartada.

Shortwave” é usado por um aplicativo de bookmarkting, e existem resultados em buscadores com um software de rádio analógico real, mas nada que pareça grande ou problemático. Parece que “achamos o eleito”. 

Escolha um vencedor ou volte a “prancheta de testes”


“Nesta altura do campeonato”, você provavelmente encontrou a melhor opção. “Faça acontecer”, torne oficial. Em nosso exemplo, “Shortwave” venceu porque era curto, com som distinto, relacionado a proposta/conceito/função do programa. Uma palavra inglesa de fácil pronúncia (mais uma vez, no contexto do Tobias), e não adotada por grandes projetos ou empresas. Gosta de rádio web? Acesse a postagem sobre o ShortWave.

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Não desanime caso não encontre o nome no primeiro momento. Volte aos passos iniciais e faça mais um brainstorming. Se preciso for resgate palavras que foram descartadas. O nome perfeito para o seu projeto ou aplicativo está disponível e você encontrará! OSistemático não foi minha primeira opção. A palavra que mais gostei estava sendo usada por uma grande empresa, e em primeiro momento, fiquei bem frustrado. Hoje percebi que não poderia encontrar melhor nome para o meu projeto, e não imagino algo que não seja OSistemático (Uma curiosidade! OSistemático tem as duas letras iniciais maiúsculas e unidas propositalmente. É um trocadilho com OS, “Operating System”, no bom e velho português sistema operacional. Então, nada de escrever separado, é tudo junto mesmo. Fico “puto”, quando escrevem diferente 😁😁😁 e ainda existem outros easter eggs no nome). 

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Bônus: bons exemplos de nomes para apps 


Existem programas de terceiros bem conhecidos no ecossistema do Gnome, com nomes excelentes, talvez possam servir como inspiração.

Fragments


Um aplicativo torrent que remete a uma das características fundamentais da tecnologia BitTorrent. A fragmentação de um arquivo em diversas partes, que são enviadas em ordem aleatória (post sobre o Fragments).

Peek


Famoso gravador de tela, que gera um GIF. O nome se encaixa perfeitamente na proposta do app, que faz curtas gravações transformando-as em GIFs. Temos uma postagem sobre o Peek, caso esteja interessado, acesse este link.

Teleport


Envia arquivos pela rede local. A ideia do programa é enviar arquivos por rede local de maneira simples e descomplicada. Comparado a outros métodos, o programa “parece teleportar” os arquivos de uma máquina à outra. Teleport é uma metáfora sci-fi muito inteligente e que faz muito sentido.

Escolher um bom nome não é uma tarefa tão simples, entretanto, com esforço e dedicação os resultados podem ser surpreendentes. Com essas dicas as probabilidades de se encontrar um ótimo nome, são enormes. Um bom conceito, design e nome, podem levar uma marca/projeto/programa longe. Ficou interessado pelo programa? Acesse a postagem dedicada a ele.

Participe de nosso fórum Diolinux Plus, e fique por dentro das novidades. Faça bom proveito dessas dicas e “escolha o nome perfeito”.

Até o próximo post, como sempre, SISTEMATICAMENTE! 😎

Fonte: Gnome.
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Redream um ótimo emulador de Dreamcast para PC e Android

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quinta-feira, 23 de maio de 2019

O Dreamcast foi lançado no Brasil em 10 de Outubro de 1999. Desenvolvido em uma parceria entre a Sega e Microsoft, o console possuía aspectos interessantíssimos como: Sua arquitetura baseada nos computadores, facilitando a vida dos desenvolvedores ao portarem games de pc ao console. Um sistema inteiramente baseado no Windows CE, que pasmem rodava semelhante a uma distro linux em “live cd”. Além de poder executar funções de computadores da época, como digitar textos, navegar na internet, ver vídeos e ouvir músicas. Pena não ter “emplacado” mundo afora, no entanto sendo extremamente popular no Japão.

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O Dreamcast teve um lugar importante em minha adolescência, onde passei bons momentos com seus vários títulos. Eis a oportunidade de desfrutar de seus games de Dreamcast, seja no Linux, Windows, macOS ou Android. 

Redream, bonito, simples e eficiente 


Quem é familiarizado no mundo da emulação talvez já tenha pensado no clássico emulador de Dreamcast, o Reicast, mas iremos falar de outra alternativa. O Redream é um emulador de Dreamcast que possui uma interface clean, organizada e bonita. Sua compatibilidade atual é de aproximadamente 80% dos títulos do console, então as chances de não executar aquele seu jogo favorito são pequenas. 

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O emulador possui duas versões, uma “Lite” e outra “Premium”, sendo a primeira opção gratuita e a segunda custando US$5 (dólares). A única diferença de uma versão para a outra é a possibilidade de, na Premium, contar com a opção de renderização em alta definição. Algo que particularmente não me fez tanta falta, entretanto fique a vontade para adquirir a alternativa paga.

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Um emulador “direto ao ponto”


O Redream é dotado de uma interface simplista e elegante, sem distrações ou configurações complexas. Dividido em 5 categorias (“abas”), sendo elas: Games, Library, Input, Video e System. O programa é de fácil compreensão.

Em “Games”, ficam todos seus jogos adicionados anteriormente na biblioteca do emulador. Um detalhe curioso, é a atenção de seus desenvolvedores pelo design da aplicação, pois ao adicionar um game na biblioteca o emulador automaticamente efetua o download de sua capa original.

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“Library” é onde você indicará o caminho de seus jogos do Dreamcast, basta clicar no botão “Add Directory” e caminhar até a localização de seus games.

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Na categoria “Input”, existirá a possibilidade de configurar 4 jogadores no emulador. Para configurar as teclas ou botões (caso possua um joystick), basta clicar na opção conforme o número do jogador, depois “Customize binds” e atribuir as teclas/botões correspondentes. Como citei anteriormente, os detalhes visuais e facilidades de uso é uma vantagem gigantesca do emulador. Um simples gesto de oferecer visualmente o modelo do joystick original do console, auxilia muito no ato da configuração. Algo que não me recordo ver em outros emuladores.

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Agora na opção “Video”, as configurações básicas podem ser realizadas, como alterar a resolução, execução em modo janela, aspecto da janela do emulador etc.

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Por último “System”, com opções de região do console, linguagem da interface do emulador e muito mais. No presente momento que escrevo este post, não existe a opção ”Português” no emulador, entretanto não será nada que dificulte sua utilização.

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Baixando a versão desktop do Redream


Efetue o download do emulador no seguinte link. Escolha entre a versão “Lite” ou “Premium”, logo após, você será encaminhado para uma nova página. Fica ao seu critério baixar a versão “Stable”, com recursos estáveis ou a versão “Developmement” que recebe novas features e é a versão “não tão estável”. Depois selecione seu sistema operacional, no meu caso irei clicar no botão com o pinguim, indicativo de Linux.

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Extraia o “arquivo tar.gz” e verifique se o executável, denominado “redream”, possui a permissão para execução. No Ubuntu basta clicar com o botão direito do mouse, ir em “Propriedades” >> aba “Permissões” e averiguar se a caixa de seleção está marcada (Permitir execução do arquivo como um programa).

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Execute dando 2 cliques ou clicando com o botão direito do mouse indo na opção “Executar”.

Veja logo abaixo um vídeo que fiz no OSistemático, nele demonstro o download, explicação e utilização do emulador Redream.


Versão Android do Redream


Recentemente o Redream recebeu uma versão Android, sua interface é idêntica a desktop. Assim sendo tanto no PC como no Smartphone sua utilização será semelhante (ao menos no aspecto do design do emulador). Para desfrutar dos games do Dreamcast no Android, basta possuir um smartphone com processador Snapdragon 630. Creio que a experiência será satisfatória, evidente que quanto maior a capacidade de processamento de seu gadget, melhor será a jogatina.

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E você jogava muito no Dreamcast? Já gastei horas e horas jogando Marvel vs Capcom, entre outros games.

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Até o próximo post, SISTEMATICAMENTE! 😎
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