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GPK-Application - Um gestor de pacotes para Ubuntu e derivados

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sexta-feira, 19 de julho de 2019

Existem alternativas para se fazer de tudo no mundo Linux, e dentro do mundo Debian e Ubuntu, duas das distros mais populares, não seria diferente. Hoje você vai conhecer o GPK-Application, um gestor de pacotes que pode te permitir maior maleabilidade do que a GNOME Software, que vem por padrão nas instalações padrões do Ubuntu e no Debian com GNOME.

GPK Application





Eu estava explorando um pouco os aplicativos na GNOME Software e me peguei pensando se existiriam outras ferramentas para gerir os pacotes do Ubuntu que não fosse o (excelente) Synaptic, especialmente, que conseguisse pesquisar por pacotes e softwares que não tem ícones, como a loja de aplicativos do Linux Mint consegue fazer, e então lembrei de uma ferramenta que eu tinha visto no Debian, o aplicativo "Pacotes", ou gpk-application.

Gerenciador de pacotes do GNOME

Você  encontra a aplicação da loja de aplicativos (Ubuntu Software/GNOME Software) procurando por "Pacotes do GNOME", ou então, instalando via terminal:
sudo apt install gnome-packagekit
Depois de instalado, você encontra a ferramenta procurando no menu do sistema por "Pacotes", ou, se preferir rodar pelo terminal, você pode chamar a aplicação usando o comando:
gpk-application

Como usar a aplicação? 


A forma de utilização é simples, basta pesquisar pelo pacote desejado, marcar para instalação e aplicar as alterações.

Instalando pacotes no Ubuntu

Existem muitas categorias do lado esquerdo da aplicação que são incomuns nas lojas atuais, talvez seja um "passeio" interessante explorar essas categorias. 😊

Continue o assunto no nosso fórum, o Diolinux Plus.

Até a próxima!
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Editando Apps no menu da sua distro Linux manualmente

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quinta-feira, 11 de julho de 2019

Como já diz o velho ditado: "Tudo no Linux são arquivos", e por esse motivo, tudo pode ser mudado, tudo pode ser configurado, e com o menu do seu sistema não seria diferente.

Configuração de menus do Linux






Hoje vamos tratar de um tipo de arquivo de configuração responsável por mudar a forma com que os aplicativos aparecem no menu da sua distro Linux. Apesar de usarmos GNOME como referência, as dicas realmente servem para, virtualmente, qualquer interface.

Arquivos .desktop


Temos um vídeo preparado para te ajudar a entender como esse processo todo funciona, você pode conferir no nosso canal, ou logo abaixo:


Os arquivos .desktop são responsáveis por "iconificar" os programas que você encontra no menu, mas mais do que isso, eles são responsáveis pela categorização do programa na sua distribuição e por quais palavras chaves o aplicativo será encontrado quando o usuário fizer uma busca.

Existem, de forma geral, dois locais onde você encontra estes arquivos:

/usr/share/applications

/home/user/.local/share/applications

Este tipo de arquivo possui uma série de informações e pode ser aberto com qualquer editor de texto. 

Os arquivos que estão dentro da sua home acabam sobrescrevendo as preferências contidas na pasta "applications" em "/usr/share" para o seu usuário. Pensando dessa forma, se você quiser que alguma alteração seja válida para todos os usuários do sistema, altere direto na raiz, caso queira apenas para seu usuário, você pode alterar somente na home. É o típico caso preferencial.

* Para editar arquivos dentro da raiz e salvar as alterações, é necessário rodar o editor de textos em modo root.

Configurações de arquivos .desktop

Existem muitos tipos de parâmetros que pode ser aplicados aqui, como por exemplo:

Name: Altera o nome da aplicação
Comment: Altera a descrição da aplicação
Exec: Onde está o executável
Terminal: Se a aplicação pode rodar pelo terminal
Categories: Em qual categoria do menu ele vai se encaixar
Keywords: Palavras chave que podem ser digitadas para encontrar a aplicação
Icon: Diz o nome do ícone que deve ser exibido

Entre muitos outras, um parâmetro interessante permite que você oculte um ícone do menu e da pesquisa em caso de necessidade é o "NoDiplay":

NoDisplay=true

NoDisplay=false

A primeira opção oculta a aplicação, a segunda exibe. A ausência  do parâmetro exibe automaticamente a aplicação.

Configurando estes arquivos você pode alterar o comportamento de qualquer aplicação que aparece no menu do seu sistema, confira o vídeo acima para vários exemplos.

Você pode ver a documentação de como o arquivo .desktop deve ser escrito aqui.

Deixe nos comentários sua opinião, e participe de nosso fórum Diolinux Plus. Assim você sempre fica por dentro das novidades e encontra um lugar amistoso para tirar as suas dúvidas.

Até a próxima!
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Coloque emblemas em pastas do Nautilus!

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quarta-feira, 10 de julho de 2019

Um recurso muito comum nos "idos do GNOME 2" eram os emblemas em pastas do Nautilus, curiosamente, tal recurso ainda existe nativamente em gerenciadores de arquivos como o Caja, do ambiente MATE (que deu continuidade ao GNOME 2) e no Nemo, do ambiente Cinnamon. Apesar de ter passado por diversas mudanças, o Nautilus ainda tem suporte a essa ferramenta.

Emblemas do Nautilus






Esses "emblemas" servem para você identificar visualmente as pastas no seu gerenciador de arquivos, de acordo com o que você queira.

Emblemas disponíveis

Para adicionar esse recurso ao seu Nautilus, é preciso usar o pacote:
nautilus-emblems
Verifique o gerenciador de pacotes da sua distro Linux por ele e instale, se você usa Debian, Ubuntu ou algum derivado, use este comando:
sudo apt install nautilus-emblems
 Feche o Nautilus e abra novamente, ou encerre a sessão e logue-se novamente.

Como usar a ferramenta?


Usar o "Emblems" é muito simples, basta clicar com o botão direito sobre uma pasta qualquer, ir até o menu "Propriedades" e na janela que se abrir, você encontra a aba "Emblems", basta selecionar o emblema desejado, fechar e abrir o Nautilus e a pasta conterá ele.

GNOME Nautilus Emblems

Aproveite o novo recurso para otimizar a sua organização e participe do nosso fórum.

Até a próxima!
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Polo - Um gerenciador de arquivos surpreendente para Linux

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segunda-feira, 1 de julho de 2019

Apesar de existirem muitas opções dentro do mundo Linux para gerenciadores de arquivos, como o Nautilus do GNOME e o Dolphin do KDE, além outros usados em ambientes específicos, como o Nemo do Cinnamon e o Thunar do XFCE, pode ser que você queira algo diferente, por isso, hoje você vai conhecer um projeto chamado "Polo".

Polo File Manager





O Polo é um gerenciador de arquivos bem versátil, com vários recursos diferentes. Seu desenvolvedor é "Teejee2008", um produtor de software para Ubuntu de longa data. Apesar do desenvolvedor ter focado muito da sua vida a desenvolver softwares para o Ubuntu, o Polo File Manager não necessariamente precisa ser usado com ele, ou mesmo com a interface GNOME Shell, podendo ser usado em outras distros e interfaces também.

Polo File Manager

Apesar do visual aparentemente simplista, não se engane, os menus e organização do Polo oferecem recursos avançados e variados. Ainda em Beta, você pode encontrar uma descrição completa dos recursos do Polo no site oficial, entrentanto, podemos destacar:

• Múltiplos painéis, podendo-se dividir os espaços verticalmente e horizontalmente, criando assim até 4 espaços separados. Esse modo pode ser ativado pela tecla de atalho F4;

• Existem várias formas diferentes de visualizar os arquivos também, além da navegação em abas, já tradicional. Listas, ícones e até mesmo o modo Media View completam a gama de opções;

• O Polo também incorpora um gerenciador de dispositivos, favoritos e muito mais!

Polo File Manager e seus recursos


Além destes recursos bacanas, mas até certo ponto "comuns", o Polo também tem alguns recursos mais avançados como:

• Ações para manipulação de PDF, como unir e separar arquivos e páginas, adicionar senhas, rotacionar o PDF, etc;

• Opções avançadas para montagens de ISOs, desde a opção de bootar diretamente em um máquina virtual KVM, caso esteja instalada obvivamente, até criar um pen drive bootável com a ISO;

• Existem opções para manipular imagens, como rotacionar, redimencionar, reduzir a qualidade, otimizar imagens em PNG, converter para outros formatos, reduzir cores, etc;

• Checagem de  SHA2-256 e SHA2-512 diretamente do gestor de arquivos, para que você possa verificar a integridade de arquivos que baixe, como ISOs de distros Linux;

• Ferramenta para download automático de vídeos do YouTube, integrando o popular youtube-dl a uma interface mais amigável;

• E integração com serviços de Cloud Storage, como Dropbox e Google Drive via RClone.

Como fazer o download do Polo File Manager?


Talvez você já tenha se empolgado para testar essa nova ferramenta, mas é importante alertar novamente que se trata se um software em estágio Beta de desenvolvimento, ou seja, bugs são esperados. Mais do que isso, o software está todo em Inglês, apesar de isso não ser um grande problema, é o tipo de coisa que pode afastar algumas pessoas.

Na página de download você encontra pacotes .deb em 32 e 64 bits para download, compatível com Ubuntu e derivados, além disso, também estão disponíveis arquivos contendo o código fonte da aplicação e um instalador com a extensão .run, que deve funcionar em outras distribuições também, e que foi testado no Fedora, Arch e Debian.

Dica 1: No caso de baixar o arquivo .deb, basta dar dois cliques e fazer a instalação. Depois de instalado você encontra a aplicação no menu do seu sistema.

Dica 2: Caso você opte pela opção em .run, basta rodar usando este comando:

# 64-bit 
sudo sh ./polo*amd64.run 
# 32-bit
sudo sh ./polo*i386.run

Em seu GitHub, o desenvolvedor do Polo nos mostra também a possibilidade de fazer uma instalação via PPA, usando o terminal:

sudo apt-add-repository -y ppa:teejee2008/ppa
sudo apt-get update
sudo apt-get install polo-file-manager
Ao utilizar o PPA, você recebe atualizaçães automaticamente quando houverem novos lançamentos, juntamente com as atualizações tradicionais do seu sistema. Caso você não goste, ou prefira usa a interface ao invés do Terminal para adicionar o PPA, confira este artigo.

Limitações 


Como todo software Beta, são esperados bugs, e como todo software Open Source, você é incentivado a reportar ao desenvolvedor para que eles sejam corrigidos.

Mesmo conseguindo utilizar o meu tema de ícones (Yaru Dark), o Polo foi desenvolvido com o tema Arc-Dark em mente, de forma que ele não vai respeitar o seu tema GTK completamente. Alguns trechos de texto também podem ficar com problemas, especialmente os que contém caracteres especiais comuns na língua portuguesa, mas incomuns na inglesa, como o "ç" e palavras que possuem acentuação.

Para ajudar o projeto a melhorar, você pode fazer doações para o dev via Paypal, Patreon ou Bitcoin.

Faça parte de nossa comunidade e não perca nenhuma assunto do mundo da tecnologia, acesse o fórum Diolinux Plus, e fique por dentro das novidades.

Lembre de nos contar o que você achou do Polo e até a próxima!

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Curso EXTREMAMENTE AVANÇADO de Shell Script!

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segunda-feira, 24 de junho de 2019

Agora que você já perdeu o medo do terminal Linux chegou a hora de dar um passo a mais e usar todo o potencial que ele te oferece como uma ferramenta para controle, automação e até diversão, por que não?

Cursos avançado de Shell Script







O meu amigo Marcos, do canal Terminal Root, vem desenvolvendo há muito tempo um material extenso e completo sobre o uso de aplicações em modo texto, terminal e shell script e hoje eu tenho o prazer de anunciar a disponibilidade deste material!

O que você vai aprender se fizer o curso?


Absolutamente tudo sobre manuais, processos, animações em ASCII e Unicode. Vai aprender inúmeros comandos de manipulação de dados do Terminfo e Termcap. Também vai descobrir todo raciocínio e lógica utilizada para criação de games, utilizando a raíz da criação. 

Aprenderá a criar um instalador pra o Arch Linux, bem como manipulação de Sistema de Arquivos via linha de comando. Entre diversos outros tópicos para criar programas profissionais e com recursos UX e UI deixando-os mais intuitivos.

No vídeo à seguir o Marcos te mostra a aplicação prática do Script de instalação do Arch.



São 22 vídeos, mais de 2GB de conteúdo que você pode baixar e guardar com você para sempre, 18 apostilas em PDF, 18 Scripts didáticos e ainda vários arquivos, imagens e outros, tudo isso para te ajudar a estudar e virar um ninja especialista no terminal.

Quanto custa?


O curso possui o valor de investimento de R$ 174,90, porém, um requisito importantíssimo é já ter conhecimento básico ao menos em Shell Script, para que assim você possa desenvolver as habilidades propostas no curso de forma mais rápida.

Caso você não satisfaça esse pré-requisito, o Marcos também preparou alguns cursos que vão te dar toda a base necessária para ir para o curso extremamente avançado.

1 - Curso do Iniciante ao Avançado de Shell Script - Onde você aprenderá o essencial, além de manipular banco de dados e usar Shell Script para Web.

Valor: R$ 39,90.
Mais detalhes em: terminalroot.com.br/bash

2 - Curso do Editor Vim - Você aprenderá a customizar o Vim, podendo por exemplo mapear qualquer tecla para responder como deseja.

Valor: R$ 29,90
Mais detalhes em: terminalroot.com.br/vim

3 - Curso Extremamente Avançado em Shell Script Bash - Para criação de animações, instaladores de distros, games e muito mais, como já comentado neste artigo:

Valor: R$ 174,90
Mais informações em: terminalroot.com.br/shell

PORÉM, como aqui não brinca quando o assunto é promoção, agora, em uma parceria entre o Diolinux e o Terminal Root, você pode levar todos os 3 cursos por apenas R$ 179,90!

Um bônus: Além destes cursos mencionados, você também receberá o curso de SED - Editor de fluxo completo.

Como você pode comprar?


Na verdade, de forma muito simples. Todo o material dos cursos será enviado para você por e-mail, então basta fazer a compra aqui.

Depois disso é só aguardar o recebimento do material, se tiver alguma dúvida, entre em contato diretamente com o Marcos em terminalroot.com.br.

Fique ligado no blog e o no canal Diolinux, pois provavelmente sortearemos alguns cursos completos para nossos leitores e inscritos em breve!

Até a próxima!
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5 Dicas PRO para Shell Script

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segunda-feira, 1 de abril de 2019

Dizem que depois que você aprende o Terminal é que você realmente começa a entender Linux profundamente. Seja isso uma verdade ou não, de fato, é verdade que dominar o terminal te dá algumas vantagens em relação ao que você pode fazer com o seu sistema. Hoje você vai conferir 5 dias para quem quer ser um PRO no Shell Script.







1 - Portabilidade dos seus Shell Script



Muitas vezes indicamos automaticamente o caminho da Shebang como #!/bin/bash, no entanto, se o Bash estiver instalado num diretório diferente (como em sistemas como FreeBSD, OpenBSD e algumas distros Linux) provavelmente ela não conseguirá encontrar o interpretador e seu programa/script não funcionará.

Logo, a melhor maneira de você evitar esse tipo de problema é indicar o caminho da env que é padrão em todos os sistemas e a mesma se encarrega de redirecionar pro caminho onde o interpretador está localizado. Então, procure sempre iniciar seus programas/scripts com o seguinte caminho após a Shebang:

#!/usr/bin/env bash

O mesmo vale para outros Shells: ZSH, FISH, etc.

2 - Procure sempre pôr cabeçalho nos seus scripts


Os cabeçalhos são importantes para que a pessoa saiba pra que serve seu programa/script, como lhe contactar em caso de algum problema, qual a forma de utilização e entre diversos outros pontos positivos.

Geralmente num cabeçalho deve haver o "help", "changelog", "TODO", "FIXME",... ou seja, diversas informações necessárias. No entanto, em resumo, algumas informações são fundamentais, tais como: Descrição do script; Autor; Versão e Licença. Veja abaixo um exemplo mínimo e básico de um cabeçalho:

# autor: Nome Sobrenome <site.dominio>
# descrição: O que seu Script/Programa faz 
# version: 1.0
# licença: MIT License

O exemplo acima está em Português, mas é interessante deixá-lo em Inglês, para ficar ainda mais global.

3 - Separe por função


O motivo inicial da Linguagem Orientada à Objetos é a organização. No entanto, linguagens procedurais ou estruturais podem manter a organização separando cada "transformação" em funções . Em Shell Script, você pode declarar uma função em duas formas de sintax, veja abaixo ambas as formas:

USANDO a palavra function
function minha_funcao(){
echo "Minha função"
}
Ou SEM USAR a palavra function
minha_funcao(){
echo "Minha função"
}
Para chamar a função, basta invocar o nome da função no script, ex.: minha_funcao

4 - Deixe seu código com indentação


No Shell Script, como na maioria das linguagens de programação, a indentação não é obrigatória, no entanto, ela é interessante para deixar seu código mais organizado, então procure sempre manter seu código indentado.

Uma dica legal é se você usar o editor Vim , basta você selecionar tudo pressionando a tecla ESC e em seguinda combinando as teclas ggVG , após tudo selecionado, basta agora teclar duas vezes o sinal de igual == e seu código será automáticamente indentado. Mágica! :)

5 - Declare nomes descritivos


Quando criar nomes de variáveis e de funções, procure descrever (não tanto, lógico) e separando com underline **_** , pois ficará mais profissional e menos provável de haver conflito de nomes e situações desagradáveis, alguns exemplos de como descrever: set_name, get_name, display_info_start, etc.
  
Se você ainda não domina Shell Script e o Terminal Linux. Aproveite uma promoção onde você pode adquirir 5 CURSO DO TERMINAL LINUX incluindo Shell Script, Expressões Regulares, Vim e Sed. Clicando nesse link http://bit.ly/Promo5pg para adquirir com o PagSeguro ou nesse link http://bit.ly/5CursosLinux para adquirir com o PayPal. Se quiser mais detalhes da promoção veja essa postagem: 5 Cursos do Terminal Linux para você! .

Esse artigo foi escrito em parceria com a galera do Terminal Root, os quais são os autores dos cursos mencionados acima, até a próxima!
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Teste automaticamente seu computador com o utilitário Hardware Probe

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terça-feira, 26 de março de 2019

No mundo da informática é comum passarmos por problemas envolvendo hardware, seja incompatibilidades, desgaste natural ou quaisquer outros tipos de defeitos. Testar componente por componente atrás de um possível erro, nem sempre é uma tarefa simples. É comum quando alguém está nos ajudando através de um fórum (lá no Diolinux Plus por exemplo) perguntar sobre a versão do kernel, qual o nosso sistema, hardware etc; E nem sempre o usuário sabe prontamente como conseguir tais informações.

utilitario-informação-hardware-probe-info-componentes-pc-linux

O utilitário Hardware Probe é perfeito para tais situações, com ele você poderá conseguir informações de seus componentes e ao mesmo tempo efetuar um breve teste automático, que pode dar uma pista de qual hardware está com mau funcionamento.

Além de verificar a operabilidade do seu computador, você contribui com um banco de dados de hardware no Linux, auxiliando o estudo de Teste de Confiabilidade Real no HDD/SSD e os desenvolvedores Linux

utilitario-informação-hardware-probe-info-componentes-pc-linux

Ao rodar o teste (após a instalação um ícone aparecerá no menu de seu sistema), o terminal se abrirá e uma URL permanente para visualização do probe do computador será gerada, copie e abra em seu navegador favorito. Com diversas informações úteis para diagnósticos de possíveis problemas, esses dados podem ser compartilhados para consultas de componentes (devices), logs e periféricos do hardware em questão, simplificando todo o processo. 

Algo a salientar, é que seus dados pessoais não são capturados pelo Hardware Probe, mantendo o anonimato e coletando apenas informações necessárias, então calma que endereços IPs, MACs, serials, hostname, username, etc; Não serão coletados.

utilitario-URL-informação-hardware-probe-info-componentes-pc-linux

Instalando o utilitário Hardware Probe em seu sistema


O Hardware Probe está disponível oficialmente no seu Github em diversos formatos, RPM, DEB, Snap, AppImage e o pessoal do Flathub também disponibilizou em Flatpak.

No Linux Mint pesquise no Gerenciador de Aplicativos por: “Hardware Probe” e instale a versão em Flatpak que aparecerá na loja.

utilitario-informação-hardware-probe-info-componentes-pc-linux-mint-flatpak

Instalação do Hardware Probe Flatpak via terminal.

flatpak install flathub org.linux_hardware.hw-probe

Caso queira usar a versão em Flatpak no Ubuntu, acesse esse post de como configurar o suporte a esse tipo de empacotamento no sistema da Canonical e seus derivados.

No Ubuntu pesquise no Software Ubuntu por: “Hardware Probe” e instale a versão em Snap.

utilitario-informação-hardware-probe-info-componentes-pc-linux-ubuntu-snap

Instalação do Hardware Probe Snap via terminal.

sudo snap install hw-probe 

Já se deseja a versão Snap no Linux Mint ou outras distros, veja como adicionar o suporte ao seu sistema no seguinte post.

Como informado anteriormente, existem outros formatos como RPM, DEB e AppImage, você pode baixá-los diretamente do Github do projeto por esse link, no entanto testei o software em duas versões diferentes do AppImage e ao menos no Ubuntu o mesmo não funcionou, em Flatpak e Snap seu funcionamento foi perfeito. 

utilitario-informação-hardware-probe-info-componentes-pc-linux

Com esse utilitário será bem simples compartilhar as informações de seu hardware e sistema, então aconselho a sempre quando postar alguma dúvida de algum problema em seu hardware no fórum Diolinux Plus, adicionar juntamente a URL com as infos, assim as pessoas poderão ter uma base na hora de te auxiliar.

E você conhecia o Hardware Probe? Que tal continuar essa discussão sobre esse programa lá em nosso fórum Diolinux Plus

Espero você até a próxima postagem, aqui no blog Diolinux, SISTEMATICAMENTE! 😎

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Como configurar a rede no Ubuntu Server através do Netplan

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quinta-feira, 7 de março de 2019

Há algum tempo o nosso querido Ubuntu Server mudou consideravelmente a sua forma de configuração de rede padrão, se antigamente nós configurávamos as nossas placas de rede em /etc/network/interfaces, à partir do Ubuntu 18.04 LTS (Server ou não) as configurações de rede devem ser feitas através do "netplan". Aprenda a fazer essa configuração.

Configuração de Netplan Ubuntu






Para configurar a rede no Ubuntu Server, atualmente, você deve navegar até o diretório /etc/netplan, onde será possível encontrar um arquivo com a extensão .yaml, é nele que você deve fazer os seus ajustes.

Entendendo a formatação e configuração do arquivo .yaml de rede


Eu sei, "old habits die hard", mas o novo formato permite um único tipo de configuração de rede em todas as versões do Ubuntu disponíveis, do seu desktop até a "internet das coisas", e bom, mesmo que você não goste muito da ideia de mudar, francamente, não há muito que você possa fazer nesse sentido, porém, a configuração atual é, na verdade, extremamente simples.

Dica: Para editar estes arquivos eu vou usar o editor de textos "nano", no meu caso a sintasse para abrir o arquivo de configuração seria:
sudo nano /etc/netplan/50-cloud-init.yaml
Verifique qual o nome do seu arquivo de configuração de rede com:
ls /etc/netplan/
Esta é a imagem de um arquivo de configuração de um dos meus servidores:

Configuração de rede no Ubuntu Server

O arquivo por si só já é identado, então, recomendo tomar esse cuidado na organização, isso vai fazer com que seja realmente simples de entender tudo.

Indicado com a seta, você tem o nome (ID) da sua placa de rede.

Logo abaixo você tem:

- Endereço do IP que você quer para a máquina, seguido de uma máscara de sub-rede, declarada nesse caso com um simples "/24" (255.255.255.0);

- gateway4 para IPV4, se você for usar IPV6, terá de declarar como "gateway6";

- dhcp4 para IPV4, suportando "verdeiro" ou "falso" para DHCP ativo ou não, com as palavras em Inglês "true" e "false", asssim como o gateway, caso você vá utilizar IPV6, ele deve ser declarado como "dhcp6";

- "optional" define se essa placa de rede deve ser aguardada (false) ou não (true) na hora do boot para iniciar o sistema;

- Por último você deve configurar o seu DNS sob "nameservers". Observe a identação, você pode adicionar mais de um DNS na mesma linha, apenas separando-os por vírgula, é bem simples de entender observando o exemplo acima.

Observe, na imagem acima também, como é feita a organização das informações para que tudo saia corretamente. Antes de fazer qualquer alteração nesse arquivo, você pode, é claro, fazer um backup dele.

Configurando DHCP no arquivo de Netplan


A configuração de rede do Ubuntu Server pode ser feita no momento da instalação, se você marcar para ele usar DHCP ou ignorar a configuração de rede, esse será o comportamento padrão do sistema, porém, caso você tenha alterado alguma configuração ou queira fazer algum tipo de teste, o DHCP padrão do Ubuntu Server se configura dessa forma:

Configuração de rede Ubuntu Server

E claro, você pode mesclar as coisas e adicionar configurações extras, como  usar um DNS específico.

Dica: Como descobrir o ID da minha placa de rede?

Como você deve ter percedido, é necessário declarar a sua placa de rede para então fazer as configurações adequadas. Geralmente o próprio Ubuntu adincionará essa identidade ao arquivo por padrão se as placas estiverem no servidor na hora da instalação, mas em caso de dúvida, use o comando:
ip address
Mesmo sem internet no computador você verá um resultado semelhante a esse, observe o local onde a placa de rede é exibida:

Configuração de rede no Ubuntu Server

Se precisar estudar mais o netplan para fazer configurações menos comuns, basta consultar o manual:
man netplan
No site da Canonical você encontra uma versão web desse manual.


Testando e aplicando o "seu plano de rede"


O "Netplan" possui alguns recursos interessantes, como uma ferramenta para testar se a configuração está funcional, antes de você aplicar mudanças:
sudo netplan try
Dessa forma o "Netplan" tentará implementar a suas modificações no sistema, caso algo dê errado, ele vai te avisar. Nesse caso, eu escrevi a palavra "true" errado propositalmente para mostrar o resultado, veja:

Configuração Ubuntu Server

Ajustando esse erro e repetindo o teste:

Configurando o Netplan no Ubuntu

Repare que agora o meu arquivo de configuração foi aprovado como "funcional", eu posso aplicar a modificação ao sistema simplesmente pressionando "enter" novamente, caso contrário, em 2 minutos o arquivo será revertido ao padrão anterior.

Caso você já saiba fazer as modificações e simplesmente queira aplicar direto as suas configurações, basta rodar:
sudo netplan apply
Como você pode ver, especialmente se você era um dos que constumava fazer ajustes em  /etc/network/interfaces, aqui não é necessario reiniciar nenhum serviço ou mesmo o servidor. No entanto, vale a pena observar que caso você edite o seu arquivo (com o nano por exemplo),  o salve, e depois reinicie o seu computador, ele vai usá-lo como "netplan" sem a necessidade do "apply".

Uma forma nova de configurar o seu Ubuntu Server


Apesar de eu ter tratado isso como algo novo, esse método já está disponível para as pessoas que vão usar o Ubuntu Server há praticamente um ano e não é necessariamente mais difícil do que o modo antigo, é apenas diferente. De fato, tirando o nome meio esquisito que o seu "yaml" pode ter, o resto é simples até demais.

Espero que o artigo tenha ajudado, se ele lhe foi útil, não esqueça de compartilhar, até a próxima!

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Como instalar o DaVinci Resolve no Linux

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quinta-feira, 28 de fevereiro de 2019

O DaVinci Resolve é um software da Black Magic Design, uma famosa empresa de equipamentos para filmmakers profissionais, que também é responsável por um dos melhores softwares da atualidade para edição e pós-produção de vídeo. Hoje você vai aprender a instalar o DaVinci Resolve na sua distro Linux.

Como instalar o DaVinci Resolve no Linux






O DaVinci Resolve é um software extremamente completo, capaz de trabalhar com edição de vídeo profissional, composição, edição de áudio e color grading e está disponível para Linux, macOS e Windows em uma versão gratuita e uma versão paga (DaVinci Resolve Studio).


A versão grátis é muito poderosa e pode resolver os problemas da maior parte dos produtores de conteúdo e é essa versão que você vai aprender a instalar no seu Linux.

Temos também a versão em vídeo deste tutorial:


Fazendo o download do DaVinci Resolve para Linux


O primeiro passo é acessar o site do software e rolar (muito) a página até a parte de baixo onde você encontrará as opções de downloads para cada sistema operacional, enquanto observa as várias funcionalidades do software que são exibidas na página.

DaVinci Resolve Download

Nessa região você encontrará a versão grátis e a paga, basta escolher a desejada. Uma curiosidade interessante em relação a versão paga, é que se você comprar qualquer câmera da Black Magic, a versão Studio do DaVinci Resolve vem de brinde, bacana, né?

No nosso caso vamos baixar a versão gratuita (Free), basta clicar no botão referente à versão.

Download DaVinci Resolve Linux

Na próxima tela você verá as opções de download disponíveis, incluindo a versão de Linux, basta clicar no botão referente.

O próximo passo é um pequeno formulário de cadastro que deve ser preenchido, caso você baixe a versão Studio ele não é necessário, porém, na versão grátis, sim. Preencha com as informações requeridas.

Download do DaVinci Resolve no Linux

Depois de fazer o cadastro você efetivamente poderá fazer o download do software.

DaVinci Resolve Download para Linux

O arquivo tem cerca de 900 MB de tamanho e vem compactado no formato .zip.

Instalação do DaVinci Resolve no Linux


*Essa era uma parte consideravelmente complicada até pouco tempo, temos aqui no blog um tutorial completo para a instalação do Resolve no Ubuntu e também um outro tutorial mostrando como transformar o instalador em um .deb, ambos devem ser usados apenas em caso de necessidade.

Atualmente a Black Magic melhorou muito a forma com que o software é distribuído e incluiu todas as dependências e libs diretamente no instalador, fazendo com que a instalação no Linux seja extremamente simples, tanto quanto no Windows ou no macOS.

O primeiro passo é extrair os arquivos do arquivo compactado que você baixou.

Davinci Resolve extração

Com essa extração uma pasta será criada com o nome do programa, você pode entrar nela, onde encontrará dois arquivos, um instalador no formato .run e um pdf com um manual de instruções.

Tudo o que você precisa fazer é dar dois cliques no arquivo .run e o instalador vai se abrir.

*Caso não funcione, verifique o arquivo está com as permissões de execução através do menu "propriedades", clicando com o botão direito sobre ele e observando a aba "permissões.

Instalação do DaVinci Resolve

À partir de agora o instalador é completamente guiado, basta avançar pelas etapas observando as opções disponíveis. Durante a instalação será solicitada a sua senha de Root pelo menos duas vezes para a instalação de alguns arquivos em certos diretórios, basta confirmar digitando a sua senha e aguardar a instalação processeguir até o seu final.

Na dúvida, consulte o manual que vem com o programa.

Quando o procedimento finalizar, o programa já estará instalado, basta procurar pela aplicação no menu do seu sistema.


Configuração do DaVinci Resolve no Linux


Ao abrir o software pela primeira vez você poderá fazer um "setup" inicial, configurando algumas das suas preferências, como local onde deseja armazenar os seus arquivos de mídia, configuração de padrões da teclas de atalho (usar as do Adobe Premiere, FinalCut e Avid Media Composer são algumas opções), além de fazer uma verificação de se o hardware instalado está adequado para o trabalho e a configuração dos padrões dos seus projetos, como a resolução.


Configuração do DaVinci Resolve
Começando a conifguração do DaVinci Resolve

Configuração do DaVinci Resolve
Verificação de compatibilidade

Configuração do DaVinci Resolve
Definição de padrões do projeto

Configuração do DaVinci Resolve
Seleção da pasta adequada para armazenar as suas produções

Todas as configurações aqui feitas poderão ser alteradas posteriormente nas configurações do próprio DaVinci Resolve através do menu de mesmo nome no programa.

Dicas para usuários da versão Free do Resolve no Linux


Configurando DaVinci no Linux

No Linux o DaVinci Resolve não tem decoração nas janelas, talvez isso seja alterado no futuro, talvez não, mas de toda forma, apesar de ser um software que você sempre vai querer trabalhar em tela cheia, é possível manipular a janela segurando a tecla "Alt+Clique do botão esquerdo do mouse" para movimentá-la, ou "Alt+F7", você também pode usar "Alt+F8" para redimencioná-la se quiser.

A versão do Resolve livre de custos possui limitações em relação a codecs, de modo que pode ser necessário capturar as suas mídias em formatos suportados na versão grátis (ver manual do programa), ou então converter os seus arquivos capturados em formatos diferentes.

Convertendo arquivos para o DaVinci Resolve Linux


Para tal, nós preparamos um outro artigo aqui no blog que faz uso do poderoso FFMPEG, através de uma de suas interfaces chamada WINFF (Disponível também para Windows), com um script que converte facilmente qualquer arquivo para um formato que o DaVinci possa trabalhar sem problemas.

Para saber mais sobre essa ferramenta, basta acessar este artigo: "Convertendo vídeos para trabalhar no Davinci Resolve no Linux".

É interessante observar que o DaVinci Resolve requer um bom hardware para funcionar bem, em especial placas de vídeo, porque a maior parte (se não todos) os seus recursos de edição são trabalhados pela GPU, no Linux temos um desempenho (generalizando) melhor com placas da Nvidia atualmente, então tenha certeza de ter os seus drivers instalados corretamente.

Ficou alguma dúvida? Conheça o nosso fórum, você pode ter suporte por lá.

DaVinci Resolve não abre por falta de uma biblioteca


Dependendo da sua instalação, pode ser que uma biblioteica relacionada ao seu driver de vídeo não seja instalada e por conta dela, a versão atual do DaVinci Resolve não consegue ser executada. Eu tivesse problema apenas uma vez, mas acho que vale a pena deixar a dica registrada.

DaVinci Resolve Linux lib

Caso você clique no ícone do DaVinci Resolve e nada aconteça, pode ser que algum componente assim esteja faltando. Para ter certeza de qual componente é esse, rode o seguinte comando no terminal:
/opt/resolve/bin/resolve
E observe o erro que aparecer, no meu caso era a ausência da "libOpenCL", bastando instalar, neste caso pela loja do Mint, o pacote "ocl-icd-libopencl1", que foi encontrado pesquisando simplesmente por "libopencl". Depois da instalação o DaVinci Resolve iniciou normalmente.


Até a próxima!
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Comando DU no Linux - Como ver o tamanho de arquivos e diretórios pelo terminal

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quinta-feira, 24 de janeiro de 2019

Eu pretendo começar uma série de artigos aqui no blog falando sobre comandos úteis no terminal, além de algumas dicas de configurações mais avançadas. Esse tipo de artigo acaba servindo como documentação extra oficial e referência para futuros artigos e vídeos que nós produziremos. Hoje vamos falar sobre o 'du'.

Comando DU Disk Usage no Linux






Imagine que você esteja mexendo no seu servidor e querendo saber quanto de espaço algum arquivo ou pasta está ocupando, o que você faria? Em modo gráfico você pode utilizar alguns softwares como o "Analisador de uso de Disco" que é excelente, olha só:


Mas caso você não tenha modo gráfico ou simplesmente queira fazer a verificação via terminal, existe um utilitário muito legal e poderoso chamado "du", uma abreviação de "disk usage", ou "uso de disco", em Português.

Como utilizar o comando DU


O comando "du" geralmente está presente em todas as distros Linux por padrão, pois faz parte do Core Utils, para saber mais sobre a sua utilização você pode usar o comando:
du --help
du-help-linux
Existem mais opções do que as mostradas nessa imagem...
Através do comando de ajuda (--help) você consegue ver todos os parâmetros comuns que o "du" te oferece, mas vamos para alguns casos práticos e algumas dicas para você utilizar ele.

A funcionalidade do "du" é simples, você usa ele com o diretório ou arquivo que quer analisar, por exemplo:
du /home
Comando du exibindo blocos


Você verá que a saída desse comando será gigantesca, listando todos os diretório acessíveis com a permissão do seu usuário (seja o normal ou o root), o problema é que o comando "du" sem parâmetros mostra os valores de espaço em blocos de disco (f*ck yeah!), o que é um pouco complicado de entender, por isso existe um parâmetro "-h", que está ali para "humanos", ou seja, para você entender os espaços, medindo os valores em GB, MB, KB, etc. Por exemplo:
du -h /home 
comando DU mostrando unidades legíveis

Como você pode ver na imagem acima, podemos ver que os os diretórios agora tem valores mais simples de entender.

Ainda assim, esse comando mostra todos os diretórios de forma individual, o que dá uma saída muito grande realmente, se você quiser exibir apenas o tamanho total, use também o parâmetro "-s" de "summarize". Ele pode ser escrito de diversas formas, veja:
du -h -s /home
du -hs /home
du -sh /home 
Todos eles lhe entregarão o mesmo resultado, mostrando os diretórios onde a leitura não foi possível por questões de permissão de usuário:

Comando Du mostrando apenas o resultado
Como é possível ver, acaba sendo uma saída muito menor
Particularmente eu gosto de escrever "du -hs diretório_ou_arquivo", porque acabei associando com "head shot" do Counter Strike e acabei nunca mais esquecendo! 😁

Como eu já tinha comentado, você também pode usar o "du" para saber o tamanho de um arquivo, a forma de fazer a medição é muito simples, basta indicar o diretório com o nome do arquivo, ou então apontar o o arquivo, caso você já esteja no diretório. Por exemplo:

Eu tenho uma ISO do Fedora na minha pasta "Downloads" dentro da minha pasta "Home", primeiro navego até ela usando o "cd":
cd ~/Downloads/
Posso dar um "ls" para conferir o nome do arquivo e então rodar um comando "du" mais ou menos assim:
du -hs Fedora-Workstation-Live-x86_64-29-1.2.iso
Medindo arquivos com o DU

Como você pode ver, o terminal me retorna que a ISO do Fedora de cerca de "1.8 GB" de tamanho. Simples, não?

Algumas dicas um pouco mais avançadas para o "du"


Até então você viu a utilização básica do "du" para a medição do tamanho de diretórios e arquivos, mas e se eu quiser organizar a saída do "du" para saber quais arquivos estão ocupando mais espaço, ou para saber quais pastas estão mais cheias de arquivos e ocupando mais espaço, como fazer?

Para isso vamos usar o famoso "pipe" para jogar a saída de um comando em outro. Neste caso vamos usar a saída do "du" e jogá-la no "sort", outro comando bem bacana para ordenar as coisas:
du -hs * | sort -h
O comando acima está dizendo para o "du" usar o modo "humano" e simplificado (--hs) para todos os arquivos do diretório (*), e jogar a saída desse comando (|) para o que o "sort" ordene eles por tamanho usando valores "humanos" (-h).

Eu apliquei esse comando em uma pasta cheia que ISOs de sistema que eu tenho no computador, assim eu consigo saber qual delas é que ocupa mais espaço, a saída foi a seguinte:

usando o du para medir o tamanho das ISOs

Se eu quiser saber qual destas ISOs foi a última que eu baixei, posso usar o "du" dessa forma:
du -h --time *
Você também pode usar o "du" para analisar certos arquivos que contenham ou não contenham algum texto, por exemplo, quero saber o tamanho de todo os "buntus" que eu tenho nessa coleção de ISOs:
du -hs * | grep buntu -h
Contando ISOS do Ubuntu

Funciona exatamente como o exemplo anterior, com a diferença de que o "grep" está pegando resultados que tenham o texto "buntu" e me exibindo.

Como você deve imaginar, existem muitas combinações possíveis, então é bom estudar as opções que o "--help" do "du" te mostra, mas por fim, vou deixar uma última dica, se você quiser saber a soma total do diretório, além de fazer a contagem individual, use também o parâmetro "-c", essa forma:
du -hsc diretório_desejado

DU lendo o tamanho total

Repare que no final do comando você consegue ver o total do diretório.

Toda vez que se fala no "du", muita gente fica pensando em como usá-lo para verificar, não quanto espaço está sendo usado, mas quando espaço resta. Essa lição pode ficar para outro artigo, mas para não deixar você sem a resposta, a forma mais simples de verificar isso não é usando o "du" e sim outro utilitário chamado "df", abreviação para "disk filesystem", você pode usá-lo assim para ver como está a utilização das suas partições:
df -h
O resultado será parecido com isso:

Ver utilização de disco via linha de comando

Espero que o artigo tenha te ajudando a entender um pouco mais das ferramentas que estão disponíveis para você utilizar no seu servidor ou mesmo na sua distro de desktop, caso você goste de usar comandos no terminal. Este é só o primeiro artigo de uma série que eu pretendo fazer para mostrar algumas coisas um pouco mais avançadas do mundo Linux, incluindo configurações de arquivos mais sensíveis do sistema, você não perde por esperar! :)

Até a próxima!
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