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5 passos para você iniciar sua jornada na área de Data Science

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sexta-feira, 15 de dezembro de 2017

Você já deve ter ouvido falar sobre Data Science, Big Data e monte de termos aí relacionados com Inteligência Artificial.  Diante disso, cada vez mais pessoas estão interessadas em se tornar profissionais dessas áreas. Mas como começar?

Data Science





Comece com o básico


Se você ainda não conhece nada de Data Science provavelmente vai ficar confuso com tantos termos e conceitos novos.

O ideal é começar se inteirar do assunto para saber por qual caminho seguir. De preferência comece procurando conteúdo português, assim você vai minimizar a curva de aprendizado, uma das boas opções para encontrar conteúdo no nosso idioma é o blog Minerando Dados. Lá você irá encontrar artigos técnicos sobre Machine Learning, Manipulação de Dados, Análise de Dados, Conceitos e tarefas do dia a dia de um Cientista de Dados, é bacana pra quem está começando do zero.

Obviamente você vai encontrar muito material em inglês, isso não deve ser um empecílio

Disciplinas fundamentais


Como tudo que é novo requer estudo para ser feito de forma mais eficaz, estudar disciplinas que são a base para essas tecnologias é fundamental. 

Por exemplo, saber o básico sobre Matemática e Estatística já vai ser muito importante na hora de entender como os algoritmos funcionam. Em seguida, pesquise sobre linguagens de programação mais usadas, quais as melhores ferramentas utilizadas pelos profissionais e principalmente como instalar em sua distribuição Linux predileta, a maior parte desses projetos que podem ter um alto fator de escalonamento roda em Linux.

Linguagens Python ou R


R vs Python

Pesquise quais são as linguagens de programação e plataformas mais utilizadas em projetos nessa área. 

Por exemplo, se você gosta de Python já está um passo a frente, pois, uma grande parcela dos projetos de Data Science utilizam essa linguagem como principal.

O Python além de ser uma linguagem conhecida entre os desenvolvedores, também é muito bem aceita na comunidade acadêmica. Além de robusta e muito amigável, existem diversas bibliotecas prontas para trabalhar com Data Science. Veja aqui um exemplo de manipulação de dados utilizando uma biblioteca poderosa e perceba o poder dessa linguagem.

Essa linguagem por ser bastante difundida, se tornou um sucesso nessa área tanto pela sua capacidade, tanto pela sua simplicidade.

Outra linguagem que de grande peso nessa área é o R. O R é uma linguagem estatística muito usada na comunidade acadêmica, além disso, o R contém muitas bibliotecas e pacotes prontos para utilização. Bibliotecas para cálculos matemáticos, visualização de dados, processamento entre outras.

Por ser uma linguagem muito simples, tem se tornado uma linguagem bastante utilizada em projetos de Data Science. Isso levou o R a não ser mais uma linguagem somente utilizada na academia.

Então qual escolher? Python ou R?

Eu sugiro que você escolha a que mais lhe agradar. Realmente vai depender do projeto. Não tente estudar as duas linguagens de uma vez, você vai acabar perdido com tanta informação.

Recomendo fortemente que você escolha a linguagem que mais lhe interessa e estude ela.

Aprenda Machine Learning


Machine Learning

Não dá pra falar de Data Science sem falar de Machine Learning.

Machine Learning ou "Aprendizado de Máquina" é uma área que vem crescendo muito e está cada vez mais presente no nosso dia a dia. Um exemplo interessante é: 

Como o Google consegue classificar e-mails com “spam” para milhares de contas de e-mail? E vamos combinar que raramente ele erra né ? 

Conhecer sobre Machine learning é fundamental para qualquer Cientista de Dados, mas você não precisa conhecer e saber utilizar todos os algoritmos logo de cara. 

Para começar, escolha alguns algoritmos mais utilizados e procure aprender como eles funcionam e já está de ótimo tamanho.

Abaixo temos exemplos de tarefas que utilizam Machine Learning e que existem diversos artigos, tutoriais e livros disponíveis para você aprender sobre os algoritmos gratuitamente:

- Análise de Sentimentos: Essa tarefa é muito utilizada aplicando Machine Learning em textos, onde se quer que o algoritmo aprenda a classificar em positivo, negativo ou neutros dados de teste.

- Predição de Valores: Essa tarefa normalmente utiliza algoritmos de Machine Learning que utilizam regressão para aprender padrões e predizer valores. Um exemplo muito conhecido seria predizer preços de imóveis de uma região.

- Agrupamento de Dados: Algoritmos que fazem agrupamento de dados utilizam Machine Learning para descobrir informações semelhantes nos dados as quais permitem criar grupos similares. Uma aplicação desse tipo de algoritmo é um banco que quer agrupar clientes em categorias sem ter que definir critérios muito bem estabelecidos para isso.

- Reconhecimento de Imagens: Esta é uma tarefa muito bem utilizada pelo Facebook. A rede social utiliza algoritmos de Machine Learning para identificar rostos das pessoas através das fotos.

Os exemplos mencionados acima são muito utilizados hoje em dia, isso mostra que Machine Learning veio para ficar e a tendência é que teremos cada vez mais soluções utilizando essa tecnologia. 

Colocando a "mão da massa"!


A melhor forma de aprender algo é colocando em prática. Mas como começar ? 

Bom, uma ótima forma de começar a aprender sobre essas tecnologias é buscando bases de dados gratuitas e praticando em projetos pequenos. Um site muito interessante é o Kaggle, neste você pode fazer download de diversas bases de dados gratuitamente e começar a brincar com os dados.

Como mencionei no início, para quem quiser baixar material em português e encontrar bases de dados para download, juntamente com códigos gratuitos, pode encontrar no Minerando Dados.

Além do blog que citei acima, segue outras fontes de estudo para você conferir, aprecie sem moderação :)

  1. Blogs sobre Data Science:
  2. Python: Python Brasil
  3. Estatística: Statitics.org

Espero que esse artigo tenha te ajudado na caminhada para iniciar na área de Data Science!

Agradeço ao Rodrigo Santana Ferreira pela colaboração com o texto.

Até a próxima!

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Confira a minha palestra na íntegra!

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quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

Em Outubro deste ano eu apresentei na Campus Party de Pato Branco-PR e na Latinoware a palestra "Dossiê dioLINUX", nela eu relevei o resultado de uma grande pesquisa feita entre usuários Linux leitores do blog nos últimos dois anos.

Dossiê dioLINUX






A ideia era mostrar alguns dados estatísticos à respeito de curiosidades e "padrões" dentro do "mundo Linux", ou pelo menos, mostrar um pouco das preferências dos nossos leitores.

Na palestra foram abordados temas como: Qual a interface gráfica mais utilizada? Qual a distribuição Linux que as pessoas mais gostam? Onde as pessoas mais usam Linux? Em casa, no trabalho? Em servidores? Dual Boot? 

Prepare as pipocas e confira, e ahh! Não esqueça de se inscrever no canal caso ainda não for inscrito, assim você pode acompanhar os próximos vídeos :)



Gostaria de agradecer aos organizadores do evento, as pessoas que participaram da palestra no dia e claro, as pessoas que participaram da pesquisa! 

Foi muito bom conhecer as pessoas que acompanham o blog e o canal pessoalmente, uma troca de experiências sem descrição, inclusive, eu até fiz um outro evento à respeito das minhas atrações favoritas na Campus Party, você pode ver clicando aqui.

Você pode deixar a sua opinião sobre a palestra e os resultados nos campos de comentários logo abaixo, até a próxima!
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Adobe Creative Cloud no Linux - Um Script "Mágico" que automatiza a instalação no PlayOnLinux

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quinta-feira, 26 de outubro de 2017

Para algumas pessoas a migração para a plataforma Linux ainda é complicada pela falta das ferramentas da Adobe nativas, especialmente para aqueles que trabalham já há muitos anos com elas, qualquer mudança é complicada e isso é compreensível, ainda que em linhas gerais existam ferramentas alternativas e eficientes, você ainda assim pode querer utilizar a suíte da Adobe. Neste caso, ou você utiliza um sistema em Dual Boot (Windows ou macOS) ou apela para virtualização e para o Wine.

Adobe Creative Suite






Caso você opte pelo Wine, existem várias possibilidades, porém, antes de prosseguirmos eu gostaria de deixar clara a minha posição quanto ao Wine: Ele é um paliativo, ou seja, não encare ele como a solução padrão para o seu problema, muitos podem o chamar até de "gambiarra", mas eu vejo o Wine como um projeto de grande valor de engenharia, que quando funciona, pode ser utilizado sem problemas, afinal, no fim das contas é isso que importa, certo?

O ideal, é claro, é sempre usar as ferramentas nativas da plataforma que você for usar, mas em muitos casos o Wine se mostra eficiente o suficiente para você trabalhar. Se você ainda tem uma dependência do Photoshop, por exemplo, mas gostaria de utilizar o GIMP, considere conferir o projeto PhotoGIMP que mantemos aqui no Diolinux, eu utilizo ele diariamente e acaba sendo muito confortável para quem aprendeu a editar imagens com o Adobe Photoshop, ele funciona inclusive no Windows, caso você prefira usar o GIMP no sistema da Microsoft.

Falando nele, se você só tem a intenção de instalar o Photoshop pelo Wine (no caso, pelo PlayOnLinux), temos aqui um vídeo só para isso.




Se você quiser ver um pouco mais sobre o assunto da Adobe e o Linux, este outro vídeo também será interessante.

Um script "milagroso"


Vamos ao tópico do artigo em si. No vídeo anterior eu mostrei como instalar somente o Adobe Photoshop, contudo, a suíte da Adobe é composta de vários outros softwares que podem ser úteis para você. Para realizar este experimento nós vamos utilizar um software chamado PlayOnLinux.

Muita gente pensa que o Wine e o PlayOnLinux (e o CrossOver) são coisas diferentes, mas na verdade os dois últimos são apenas interfaces para o primeiro (para o Wine).

O PlayOnLinux é grátis e é encontrado nos repositórios de todas as distros, possuindo até uma versão para macOS, chamada de PlayOnMac, que permite que os usuários "da maçã" possam rodar jogos e aplicações que só existem no Windows em seus sistemas. A intenção do PlayOnLinux (ou PlayOnMac) tem um propósito único: Fornecer ao usuário uma interface repleta de recursos para trabalhar com o Wine, gerenciar suas versões e, o que vem ao caso agora, utilizar scripts prontos para automatizar a instalação de determinados programas.

Se você quer aprender mais sobre o PlayOnLinux é necessário ter um pouco de paciência, ele é um software com muitas opções de configuração, mas para a sua sorte nós temos um vídeo no canal (bem longo) que detalha praticamente tudo o que é necessário saber sobre essa ferramenta, é grátis, então aproveite:


1 - O primeiro passo para usar este Script que instala a Adobe Creative Suite Manager no Linux é baixar o PlayOnLinux, então faça como preferir, geralmente você o encontra na Central de Aplicativos da sua distribuição.

2 - O segundo passo é baixar o Script que instala a Creative Suite, você pode baixar ele daqui. 

Dica: Acesse a página no GitHub onde o Script está hospedado, pressione Ctrl+S e escolha onde você quer salva-lo.

Depois de baixado o Script, basta rodá-lo através do PlayOnLinux. Com o software aberto, vá até o menu "Ferramentas" e selecione a opção "Executar um Script local".

Rodando o Script

Uma janela vai se abrir para você navegar pelos seus arquivos e escolher o Script que você baixou do GitHub, basta selecionar e avançar. Depois disso teremos uma grande sessão de "Next, Next, Finish", como a maior parte dos programas do Windows.

Rodando o Adobe Script no PlayOnLinux

Adobe Creative Suite Linux

Eventualmente o PlayOnLinux vai pedir a sua permissão para baixar algumas coisas, como o Mono, o Gecko e alguns outros componentes que serão úteis para rodar o Manager da suíte da Adobe. Apenas clique em instalar.

Adobe Creative Suite Linux

Ao finalizar a instalação, uma janela com o gerenciador de softwares da Adobe vai se abrir, você deve se logar com a sua conta da Adobe normalmente, assim como faria no Windows ou no macOS, se você já tem as licenças para usar os softwares compradas para a sua conta, eles vão estar disponíveis automaticamente em suas versões completas.

Adobe Creative Suite Linux

Caso você não tenha os programas comprados, é possível usar a "versão de avaliação" de cada um deles por 30 dias.

Gerenciador da Adobe no Linux

Basta selecionar os softwares que você quer instalar, depois do "Adobe Application Manager" baixar os softwares você poderá iniciá-los.


Ao abrir qualquer um deles, você poderá usar a versão trial ou entrar com os seus dados para usar a versão completa também. As atualizações também funcionam corretamente, eu instalei o Photoshop e atualizei ele para uma versão mais recente pelo próprio aplicativo.


Atualização de programas da Adobe


Photoshop no Linux

Photoshop no Linux

Photoshop no Linux

Adobe Photoshop no Linux

Não cheguei a testar todos os programas, mas dentre os que eu testei tive resultados diferentes. O Photoshop funciona perfeitamente, sem tirar e nem pôr. Já o Illustrator abre e funciona também, mas percebo glitches na interface.

Adobe Illustrator

Repare em como as ferramentas ficam distorcidas do lado esquerdo.  Curiosamente, eu já consegui rodar o Adobe Illustrator sem estes problemas usando o mesmo prefixo do Photoshop que eu mostrei no primeiro vídeo deste artigo, então se você precisa dele, usar aquele método pode ser uma alternativa.

Adobe Ilustrator Linux


O Audition, que foi o outro que eu testei, nem abriu, contudo, é muito possível que com ajustes finos no PlayOnLinux você tenha resultados melhores. Depurando o Audition, percebi que ele precisa de uma DLL chamada "AuUI.dll", talvez instalado ela, funcione.

Outro que funciona perfeitamente é o Fireworks. Já vi muitos desenvolvedores Web reclamarem que recebem imagens do feitas no Adobe Fireworks com várias camadas para templates de páginas e terem dificuldade de lidar com isso no Linux eventualmente.

Fireworks no Linux

Outro "queridão" dos fotógrafos que funciona perfeitamente é o Adobe Lightroom:

No Linux, rodando um software de Windows pra editar o wallpaper do macOS xD 

Uma dica legal é criar atalhos para os programas, assim você pode iniciar eles individualmente sem precisar abrir o programa de gerenciar softwares da Adobe.

Você encontra a opção de criar atalhos na guia "Geral" nas configurações do prefixo do PlayOnLinux, em caso de dúvidas, consulte o vídeo manual que eu coloquei anteriormente no artigo.

Criando atalhos

Minha opinião sobre o Script


Como comentei a principio, isto aqui nada mais é do que um paliativo. Caso funcione, ótimo! Use e seja feliz! Mas não ponha todas as suas esperanças aqui, alguns programas como o Photoshop realmente funcionam muito bem, quase como se fossem nativos, não fosse a não integração com o gestor de arquivos original da distro, usando o do Wine, mas isso é um detalhe pouco relevante para o contexto geral.

Falando do Script, ele promete instalar o gerenciador de softwares da Adobe e da fato, isso ele faz, mas os programas que compõem a suíte não utilizam todos os mesmos recursos do seu computador e do sistema, de modo que alguns ou não funcionaram (pra mim pelo menos), ou funcionaram com bugs, caso do Illustrator, entretanto, felizmente alguns dos mais famosos rodaram sem problemas aparentes.

Trabalhando com alternativas mais viáveis


É bom deixar claro que existem ferramentas que são multiplataforma, ou seja, que você pode usar não somente no Linux, mas no Windows e no macOS também, e que são extremamente poderosas. Se você costuma acompanhar os nosso DioCasts, já deve ter visto a quantidade de convidados que nós já trouxemos que usam Linux para trabalhar com artes gráficas e audiovisuais. Vou deixar alguns episódios como sugestão aqui para você conferir, mas se você der uma vasculhada vai encontrar muitos mais:





Estes 4 episódios acima somados dão cerca de 4 horas de conteúdo relacionado ao tema com vários profissionais de cada uma das áreas, vale a pena conferir se você ainda está relutante e tem dúvidas sobre essas profissões utilizando softwares que rodam no Linux. Você pode simplesmente deixar eles rolando no seu navegador enquanto faz outras atividades e curte o conteúdo, tenho certeza que será muito proveitoso.

Eu vou ficando por aqui, espero que o artigo tenha sido útil e que te ajude de alguma forma! :)

Se você achou o conteúdo bacana, uma forma de você pagar este esforço sem gastar nada é compartilhar nas suas redes sociais, marcar os seus amigos e mostrar este conteúdo para eles também, assim você nos incentiva a continuar criando este tipo de material.

Até a próxima!
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O blog não morreu! (Nota de NÃO falecimento)

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sábado, 7 de outubro de 2017

E aí pessoal, tudo certo?  Fazia um bom tempo que eu não publicava aqui, mas especificamente 10 dias, o que é algo absolutamente incomum e que, sinceramente, não me recordo de ter acontecido em cerca de 6 anos de blog Diolinux, mas aqui vai uma chuva de boas notícias para você e um belo motivo para este hiato.

O blog nao acabou






Sem muita enrolação, o blog está parado por que eu estou extremamente atarefado. Pois é, eu tenho uma montanha de novidades, tutoriais e artigos para publicar aqui no blog, mas acabei me dedicando nos últimos dias a uma produção massiva e incessante de vídeos para o canal, se você acompanha o canal Diolinux com frequência, deve ter visto este vídeo:


Outubro está sendo louco mesmo. Nos últimos 7 dias eu gravei e editei cerca de 16 vídeos, a maioria ainda não foi para o canal e ainda tenho mais uns 10 pelo menos por fazer. Tudo isso está acontecendo devido a vários eventos para os quais o nosso projeto foi convidado. 

Fico muito feliz em fazer parte de todo esse movimento, mas caramba! É mais cansativo do que eu imaginei...

Recentemente estivemos em SP no fórum da Red Hat, onde entrevistamos vários líderes da empresa, incluindo o presidente, o Gabriel foi lá para o evento fazer a cobertura em nome do Diolinux enquanto eu participei de dois eventos Tchelinux, nas cidades de Bento Gonçalves e Erechim, no RS. Teremos vídeos em breve sobre todos eles, assim que eu conseguir editá-los.

Além disso, a correria se deve ao fato de que eu estarei viajando à partir da metade deste mês, indo participar da Campus Party de Pato Branco e logo em seguida da Latinoware, onde ministrarei a minha palestra "Dossiê dioLinux", em Novembro estarei na universidade Ulbra, em Carazinho, no RS, para fazer a mesma apresentação. Por conta da viagem eu vou ter que adiantar um pouco mais de uma dezena de vídeos para manter o canal na ativa.

Pretendo gravar coisas bacanas em todos os eventos que eu for, entrevistas, takes, coisas novas e muita informação, então até mesmo quem não puder comparecer nas ocasiões vai sentir como se estivesse lá, pelo menos, um pouco. :)

Como a viagem é à trabalho, eu espero poder trabalhar no blog nestes dias onde não precisarei editar os vídeos para o canal, dividindo meu tempo com a cobertura dos eventos, então aos poucos as postagens diárias aqui devem voltar também.

Instagram.com/dionatan_simioni


Um dos lugares que eu acabei ficando mais ativo nos últimos dias é o Instagram, você pode me seguir lá, sempre tem fotos e vídeos dos bastidores e das coisas que nós estamos aprontando para vocês, incluindo os spoilers dos futuros vídeos do canal, assim ficamos mais próximos e você sempre vai saber o que está acontecendo. :)

Bom, vou me despedindo aqui e vou voltar para a edição de vídeo, grande abraço e até breve!

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Estatísticas: Dados revelam preferências de usuários Linux, distros, interfaces e plataformas

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quarta-feira, 26 de julho de 2017

Fazer levantamento de dados como estes é algo bem problemático e não há como considerar um N amostral grande demais, mas com os dados que colhemos, é possível ter uma ideia de qual o comportamento dos nossos leitores quanto a utilização das distros Linux no dia a dia e seus gostos. 

Dados de usuários Linux




Uma das coisas que eu acho que toda pesquisa deveria ter logo no seu anúncio é indicar as suas limitações, afinal, não existe pesquisa estatística absoluta, por isso vou dedicar um tempo aqui escrevendo como a pesquisa foi feita e o seu alcance, certo? Quero aproveitar para agradecer a todos que participaram, especialmente ao blog do Edivaldo e ao Linux Descomplicado, que ajudaram no processo de divulgação.

Do que se trata esta pesquisa?


Esta pesquisa levou (literalmente) dois anos para ser feita e compilada e reflete primariamente as opiniões e gostos dos nossos leitores sobre os tópicos questionados. 

A pesquisa coletou dados em duas fases entre 2016 e 2017. Isso aconteceu porque nós queríamos um comparativo do público nestes dois momentos e saber se o público mudou de opinião neste período.

O mundo Linux é muito dinâmico e opiniões podem mudar de um ano para o outro.

Sabendo que a maior parte não reajustaria sua resposta caso mudasse de gosto ao longo do tempo, então refizemos exatamente as mesmas perguntas em dois períodos do ano, cada uma com cerca de 2 meses de tempo para coleta de dados.

Em 2016 tivemos 4.671 participantes, já em 2017 tivemos exatamente 3.300, uma queda na participação da pesquisa, mas que ainda nos permite ter um amostral considerável do público.

Por que esses números são importantes?


Além de ser curioso e nós sempre gostarmos de saber o que a maioria gosta, este tipo de dado ajuda muito os produtores de conteúdo a saber quais são os tópicos mais apreciados pelos leitores do blog, assim o conteúdo pode ser melhor direcionado e é possível identificar padrões de crescimento de interesse em determinados assuntos olhando estes dados.

Por que estes números são relevantes?


Os dados são especialmente importantes para nós que trabalhamos no blog Diolinux e até mesmo para nossos parceiros que ajudaram na divulgação das enquetes, como comentei, mas os dados podem ser considerados relevantes em uma ótica um pouco maior, especialmente nacional.

O Diolinux é acessado por muitos países regularmente, abaixo você pode ver o mapa de acessos global de Junho de 2017, como podemos ver pela densidade, o Brasil é certamente o país que mais acessa o conteúdo, por isso podemos considerar como uma, ainda que pequena, amostra nacional.

Acessos mundiais ao Diolinux em Junho de 2017

Em números isso representa uma grande quantidade de pessoas  de um público engajado com o tipo de conteúdo que é publicado por aqui, abaixo você vê um print dos últimos três meses do Google Analytics do blog no quesito audiência:

Analytics Diolinux

E para entender melhor a relevância em popularidade para os dados exibidos, ainda temos o ranking Alexa do blog que aponta que estamos quase entre os mil sites mais acessados do Brasil no dia de hoje, e entre os 34 mil do mundo.

Diolinux Alexa

Embasada e definida a grandiosidade e pequenez da nossa pesquisa, vamos a ela propriamente dita, tenho certeza que você vai achar interessante:

Como ler a pesquisa?


Os dados numéricos apresentados devem ser lidos em formato percentual, entretanto, como as questões eram de múltipla escolha e mais de uma reposta poderia ser marcada caso o usuário se encaixasse em mais de uma situação, os números nunca fecharão 100%, eles apenas representam quantos por cento dos votantes (lembre, em 2016 tivemos 4.671 e em 2017, foram 3.300 participantes) marcaram determinada opção. Existem pessoas que costumam usar mais de uma distros ou interface por exemplo.

Outro ponto importante para se comentar é sobre a faixa de corte da pesquisa. Existia a opção de cadastrar uma alternativa não presente, isso acabou gerando a inclusão de dezenas de distros e opções, algumas sem fazer tanto sentido até, infelizmente, por isso, qualquer dado abaixo de 1% não será representado, salvo algumas pequenas exceções. Então se determinada distro ou interface não aparecer, é porque provavelmente ela pontuou menos de 1%. Isso também serve para não deixar os gráficos mais longos do que já estão.

Em alguns gráficos você encontra também a estatística de "Outros" que é somatória de todos os % abaixo de 1%, ou uma estimativa próxima.

Resultados da pequisa entre usuários Linux leitores do blog


Vamos começar a ver os dados coletados e compilados em ordem, também acrescentei gráficos para facilitar o entendimento. Lembre que os valores são os percentuais da quantidade total de votos e você pode clicar nas imagens para ver elas em tamanho maior, ou baixá-las para ver no seu computador ou Smartphone.

1 - Qual a sua interface gráfica preferida (independente da distribuição)


Resultado de 2016:

Interfaces Linux mais utilizadas de 2016

Resultado de 2017:

Interfaces Linux de 2017

2 - Em qual distro você utiliza a interface assinalada?


Resultado de 2016:

Distros Linux mais utilizadas entre os leitores em 2016

Resultado de 2017:

Resultado de 2017 para distros mais utilizadas

3 - Como você usa o seu computador?


Resultado de 2016:

Como as pessoas usam Linux

Resultado de 2017:

Como as pessoas usam Linux em 2017

4 -  Onde você costuma usar alguma distro Linux?


Resultado de 2016:

Como as pessoas usam Linux

Resultado de 2017:

Onde as pessoas usam Linux em 2017

Perguntas Extras!


Na pesquisa de 2017, além destas quatro perguntas iguais as de 2016 que você viu, nós incluímos mais duas que são extremamente importantes pra gente e curiosas para vocês, eu suponho.

A pesquisa de 2017 foi feita depois da Canonical anunciar a retirada do Unity como interface padrão do Ubuntu e a volta para o GNOME. É interessante para todos nós termos uma noção do que as pessoas, especialmente as que usam Ubuntu e que são grande parte do público do Diolinux, pretendem fazer em relação a isso. Se pretendem mudar de distro, se pretendem mudar de interface, ou o que mais for. Isso nos ajuda a entender também o impacto que a decisão da empresa causou nos usuários.

Sem o Unity como padrão no Ubuntu, que interface você pretende utilizar?


Sem ser o Unity, o que você pretende utilizar?
Essa pergunta teve 3.128 respostas

Aqui temos algumas obervações interessantes a fazer. Esta era uma pergunta não obrigatória, ou seja, somente as pessoas que usam Ubuntu e pretendem tomar alguma decisão sobre isso é que deveriam responder em tese.

Podemos ver que a maior parte pretende ficar com o que o Ubuntu oferecer por padrão, no caso, o GNOME Shell. Todas as interfaces mostradas depois podem ser obtidas através dos repositórios ou flavors oficiais do Ubuntu, entretanto, algumas pessoas podem ter dado a entender que pretendem mudar de distro.

Para usar o Deepin será necessário, pelo menos atualmente, ou mudar para o Deepin Linux ou para o Manjaro Deepin, para usar o Pantheon, a alternativa principal e praticamente única é o elementary OS, baseado no Ubuntu, mas com interface diferente. 

Temos também o Cinnamon, que pode ser instalado no Ubuntu, mas que não possui uma flavor oficial, e sim uma derivação, o Linux Mint. Por outro lado, tivemos algumas pessoas, 7,2% dos votantes dessa questão, que ainda pretendem ficar com o Unity que estiver no repositório do Ubuntu, instalando por conta própria, pelo menos enquanto não temos uma versão oficial do Ubuntu com Unity.

A outra pergunta afeta diretamente o conteúdo do canal e do blog especialmente, confesso que até fiquei surpreso, de forma positiva, quando vi o resultado. Isso mostra o quanto as pessoas, pelo menos as que frequentam o blog, em geral estão interessadas em conhecimento e não tem preconceitos com sistemas operacionais, pelo menos boa parte. Acho que já é uma evolução, não? :)

Devemos falar sobre Windows no blog?

Cada gráfico e pergunta merece um detalhamento maior, por isso vou fazer um vídeo no canal para poder explicar melhor cada resultado e dar a minha opinião sobre todos estes dados. Fico feliz que depois de dois anos nós temos dados consistentes e embasados no nosso público para poder mostrar, isso também nos ajuda a entender o que o público procura e gosta.

Você agora pode participar através dos comentários do blog e dizer o que você achou da pesquisa, quais dados você achou interessante e que talvez tenham te surpreendido e por que. Participe, depois eu posso colocar os melhores comentários no vídeo com a minha análise.

Aguardem o vídeo e até a próxima!
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Entrevistamos Hualet Wang, o líder de desenvolvimento do Deepin Linux, a famosa distro chinesa

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quinta-feira, 29 de junho de 2017

O Deepin é uma distribuição que eu admiro muito, mas por ela ser chinesa, a diferença da linguagem entre os desenvolvedores principais com a nossa, ou até mesmo com o inglês, acaba sendo um fator que atrapalha, pois tudo precisa ser traduzido e certas coisas ficam obscuras, sendo assim, a única forma de sabermos mais sobre o Deepin e tirarmos as nossas dúvidas e as de vocês, leitores do blog, é perguntando diretamente para quem faz o Deepin acontecer.

Deepin Linux entrevista


Levou um certo tempo pra gente se entender 😆, mas agora, eu posso apresentar para vocês em primeira mão no Brasil (e em boa parte do ocidente, acredito) uma entrevista com um membro da equipe do Deepin. Esta distribuição baseada em Linux (Debian) que chama tanto a nossa atenção pela facilidade de utilização e beleza.
O nosso vídeo no YouTube sobre a versão Beta do Deepin já tem mais de 140 mil acessos e muitas pessoas anseiam por mais informações, levantando várias dúvidas sobre o sistema. Eu elaborei uma seleção de perguntas sobre o Deepin para Hualet Wang, que foi muito atencioso respondendo detalhadamente cada uma. A ideia inicial era fazer essa entrevista em vídeo, porém, nem eu falo chinês e nem o senhor Wang sente-se a vontade para falar em inglês (e nem português), então fizemos em texto mesmo, tentando dialogar em inglês. É claro que eu traduzi tudo para você entender melhor, assim você precisa saber mais do que o nosso bom e velho português.

A entrevista sobre o Deepin


Diolinux: Qual o seu nome e qual o seu papel no projeto Deepin?

Deepin: Olá, me chamo 王耀华, mas meu nome em inglês é Hualet Wang. Eu tenho trabalhado profundamente no Deepin nos últimos 4 anos aproximadamente e agora lidero a equipe do Deepin Desktop Enviroment. Faço a codificação do sistema, trabalho com a comunidade e faço o gerenciamento.

Diolinux: Qual o propósito do Deepin? Qual é o objetivo de vocês?

Deepin: O Deepin é desenvolvido principalmente por fãs de software de código aberto, com o objetivo de ser fácil de utilizar para os usuários chineses especialmente. "Linux" de forma geral infelizmente não é amigável para todos, especialmente para os usuários chineses, o Ubuntu ajudou muito a popularizar as distros por aqui, o que foi muito bom, atualmente existem mais e mais fãs do sistema, não só aqui, mas em todo o mundo. O Deepin é a distro em que estamos trabalhando, visando fazer a melhor distribuição Linux possível, é claro, para usuários de todos os tipos, tornando o mais fácil de se utilizar, esse é o principal foco.

Diolinux: Quem desenvolve o sistema operacional? Quantas pessoas estão oficialmente envolvidas com o projeto?

Deepin: O sistema é desenvolvido principalmente por funcionários da Deepin Corp. Wuhan Technology e com a ajuda da comunidade, como qualquer outra distribuição. Atualmente temos cerca de 120 pessoas trabalhando para a existência do Deepin, incluindo programadores, designers, gerentes de produto, tradutores, pessoas da área de marketing, sendo que 1/4 da equipe são pessoas que trabalham na infraestrutura do projeto.

Diolinux: Qual a representatividade do Deepin dentro e fora da China? Quantos usuários vocês tem aproximadamente?

Deepin: Não temos como afirmar a quantidade de usuários exatamente, pois assim como outras distros, nós não exigimos algum tipo de login na central de software ou rastreamos os usuários através de outros componentes, o que nos impede de precisar este número, entretanto, podemos estimar uma boa quantidade, visto que o Deepin já foi baixado  mais de 80 milhões de vezes desde o início do projeto, então acredito que temos muitos usuários, mas não sabemos dizer o o número exato.

Os usuários chineses normalmente veem o Deepin como um sistema para uso doméstico. Um dos mais destacados para uso doméstico, inclusive. Aceitamos esta honra juntamente com a nossa comunidade de usuários. Os usuários de fora da China tendem a ver o Deepin como inovador e criador de software livre, porém, alguns dos próximo passos que almejamos podem até mesmo dar a entender o oposto disso. Somos uma empresa que precisa suportar a sua própria existência e de mais de 100 pessoas empregadas diretamente, por isso, nem tudo poderá ser feito visando somente o colaboração de software livre, alguns de nossos passos futuros podem não ir de todo pelo caminho que a nossa comunidade deseja, mas esperamos que possam nos dar suporte, tempo e paciência.

Diolinux: Uma das maiores preocupações do público do ocidente com o Deepin, e que acaba gerando uma certa resistência, é que existe uma imagem associada a sistemas chineses com espionagem, sistemas com backdoors, em fim. Há desconfiança quanto a segurança e privacidade. O que vocês tem a dizer sobre isso?

Deepin: O Deepin não é patrocinado pelo governo chinês e tem todo o seu código aberto. Eu não sei porque tantas pessoas ainda insistem em algo como isto. Para todos os que tiverem interesse em examinar, tudo o que produzimos, todo o código, está disponível no GitHub, assim como muitas outras distros. Você pode confiar no Deepin sempre, da mesma forma que confia em outras distribuições e outros softwares de código aberto.

Diolinux: Além de buscar chamar a atenção de usuários de Windows e macOS, o Deepin também acaba atingindo usuários "básicos" de distros Linux, como os usuários de Ubuntu e Linux Mint. Quais são os diferenciais do Deepin em relação aos outros sistemas que você acredita que seriam boas razões para os usuários o utilizarem?

Deepin: Quem já testou o Deepin sabe que ele é muito mais do que "fácil de usar", ele é um sistema com interface "clean", mais elegante e com um refinamento maior do que outras distribuições, falando de forma geral. Outro diferencial que podemos apontar é que uma de nossas grandes e maiores filosofias é ouvir os nossos usuários diretamente.

Nós procuramos corrigir rapidamente os nossos problemas e aprender com os outros também de forma rápida, essa é a melhor forma de apresentar aos usuários cada elemento do sistema da melhor forma possível. Atualmente há vários desenvolvedores que enviam links para responder as questões dos usuários praticamente todo dia, com o nosso aplicativo de feedback, incluído no próprio sistema, nossos usuários podem ter respostas dos desenvolvedores diretamente.

Diolinux: Como os repositórios do Deepin funcionam? Vocês empacotam/reempacotam e revisam todos os softwares contidos nele?

Deepin: O Deepin é atualmente baseado no Debian Sid, nós convergimos o repositório do Debian Sid a cada 1 ou 2 meses, resolvemos os eventuais bugs e lançamos os updates. A maior parte dos pacotes permanecem exatamente os mesmos contidos no repositório do Debian durante este processo, apenas pontos críticos para a integridade do nosso sistema, como pacotes do Kernel, Systemd, LightDM entre alguns outros pormenores são mantidos pelos nossos desenvolvedores. 

Uma grande parte dos pacotes que são refeitos são construídos com Qt5 por nós mesmos, pois precisamos compatibilizar os softwares para que não hajam bugs, ou para que haja uma quantidade mínima, o mesmo vale para outros pacotes que usam uma API muito específica.

Diolinux: Uma das facilidades que o Ubuntu e o Manjaro, por exemplo, entregam é o fácil acesso a softwares de fora do repositório através de PPAs e do AUR, permitindo que possamos ter no sistema versões diferentes do mesmo software de forma acessível. Atualmente não temos algo semelhante no Deepin, quais as suas intenções sobre isso, sobre repositórios da comunidade?

Deepin: PPAs e o AUR são obras da comunidade, o máximo que podemos fazer neste sentido é facilitar que a nossa comunidade trabalhe em torno do sistema. Mas atualmente há basicamente duas maneiras pelas quais estamos planejando trabalhar:

1. Deepin Driver Center
2. Suporte aos PPAs

O Deepin Driver Center é como o atual gerenciador de drivers, mas com recursos muito mais promissores, por exemplo, ele possibilita a instalação de diferentes versões dos drivers, o que vai de encontro ao que você tinha comentado. O problema é que este projeto caiu atualmente em hiato por conta de outros projetos de maior prioridade.

Quanto ao suporte para PPAs, como eu havia mencionado, eles são mantidos pela comunidade e cabe a ela compatibilizá-los. Depois que você comentou sobre isso comigo, eu e minha equipe andamos repensando a situação e acho que devemos ajudar mais este segmento, exportando, pelo menos, algumas informações extras, como por exemplo, como o repositório é alterado e quantos pacotes são afetados em uma fusão de repositório. Um serviço de hospedagem de PPA como o Launchpad da Canonical ainda não está no cronograma.

Diolinux: Como funciona o sistema de atualização do Deepin? Os usuários devem ficar preocupados com a questão de segurança do sistema? Eu percebi alguns atrasos em atualizações importantes há algum tempo.

Deepin: Nossas atualizações são praticamente as mesmas do Debian Sid, respeitando aquele período de fusão de 1-2 meses, como comentado anteriormente. Enviamos atualizações de segurança toda semana, alguns usuários ativos mais antigos reclamaram sobre o atraso das atualizações de segurança anteriormente, e esse é de fato um grande problema que está para ser totalmente resolvido, pois agora somos capazes de entregar as atualizações de segurança mais urgentes para os usuários de forma imediata. Portanto, usuários do Deepin não precisam mais se preocupar com eventuais atrasos das atualizações de segurança.

Diolinux: Como os usuários podem ajudar no desenvolvimento do Deepin?

Deepin: A tradução é a primeira coisa e a mais simples de ser feita também, eu acho. Nossas traduções são hosteadas no Transifex, os usuários que estiverem interessados podem participar e nos ajudar a traduzir o Deepin para todos os idiomas. 


Diolinux: O que podemos esperar do Deepin no futuro? Que tipo de recursos devem ser adicionados no sistema?

Deepin: O sistema está entrando em uma fase de maturação que chamamos de "self healing", onde pequenas correções serão mais rapidamente publicadas com as atualizações, juntamente com novos recursos desenvolvidos nos últimos 3 meses. Isso é necessário porque nós fizemos muitas e grandes reconstruções de softwares e movimentos nos últimos anos, precisamos colocar mais esforços na estabilização do sistema e detalhamento, reflexo do que aprendemos com outros sistemas operacionais. A próxima nova características esperada é o suporte a tela de alta definição hiDPI.

Diolinux: Vocês pretendem criar parcerias com fabricantes de hardware como a Xiaomi para lançar computadores com Deepin de fábrica?

Deepin: Até onde eu sei, existem vários fabricantes na China que estão dispostos a trabalhar conosco, mas até o momento não temos nenhuma mensagem oficial de cooperação. Em parte, nós sabemos o motivo. É preciso um melhor suporte de hardware para estes fornecedores para que finalmente possamos encontrar bons parceiros e oferecer aos usuários uma melhor experiência. É algo que pretendemos, mas não temos nada de concreto para apresentar no momento.

Diolinux: Nós temos conhecimento de que o Deepin tem uma versão para servidores também, contudo, gostaríamos de saber se haverá uma versão do Deepin para Raspberry Pi ou semelhantes.

Deepin: A versão para servidores do Deepin existe por conta de negócios que temos e para o nosso uso próprio, como este motivo não se aplica aos embarcados no caso de nossa empresa, provavelmente você não terá uma versão para Raspberry Pi do Deepin ou correlatos, ainda que nosso repositório com suporte para arquitetura ARM esteja ativo e funcional. Usuários são livres para modificar o sistema para essa finalidade se assim desejarem.

Diolinux: O Deepin possui uma central de aplicativos muita rica e variada, talvez a melhor do mundo Linux neste aspecto, além de ter um design agradável, no entanto, ainda existem muitos aplicativos úteis que não são listados na loja, mesmo que estejam nos repositórios, como o Kdenlive, vocês pretendem corrigir isso?

Deepin: Sobre o Kdenlive e outros Apps, o principal ponto é que não há como informar os mantenedores da loja se existem novas versões, certo? A próxima versão do Deepin AppStore terá um novo recurso que os usuários vão gostar chamado "Ask for a new version", que permitirá que os usuários nos informem que desejam uma versão nova ou diferente da aplicação, assim como atualmente existe a opção de "Solicitar inclusão", onde os usuários podem pedir aplicativos para que eles entrem na Deepin AppStore. Acreditamos que isso aumenta a interatividade entre desenvolvedores e usuários e provavelmente vai eliminar, ou ao menos diminuir, este problema.

Sim, a Deepin AppStore é a mais completa loja de aplicativos do mundo Linux, é o que eu acredito. Acho que isso acontece principalmente porque colocamos um grande esforço em sua manutenção. Como eu lhe disse em minhas respostas anteriores, apesar de termos uma boa gama de pessoas trabalhando no Deepin, nós mesmos ainda temos limitações e precisamos do apoio da nossa comunidade para nos ajudar com o trabalho, desta forma todos temos a ganhar, garantimos que nossos desenvolvedores sempre vão trabalhar para criar e disponibilizar as melhores soluções de softwares possíveis.

Diolinux: Muito obrigado pela sua paciência em responder todo este questionário, pode ter certeza que isso vai aproximar os usuários do Deepin de vocês, especialmente os falantes de língua portuguesa. Gostaria que você deixasse uma mensagem final para os nossos leitores.

Deepin: "We, we change!" Este é o nosso lema, o lema da empresa, e de fato, esta é a cultura do Deepin, não temos medo de mudanças e não temos medo de criar, não temos medo de nos espelhar em projetos que já deram certo. Vamos nos esforçar para criarmos a melhor distribuição Linux possível. 

Agradeço a todos os usuários que confiam no nosso trabalho, nunca tínhamos tido tanto apoio como agora. Obrigado pela oportunidade de falar sobre o Deepin em seu blog, espero que eu tenha conseguido ser claro nas respostas, apesar do nosso problema com a linguagem.

Muito obrigado.

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Muitas das perguntas que eu fiz ao simpático Hualet Wang, foram tiradas de fóruns, dos comentários aqui no blog em posts sobre o Deepin, no YouTube, no Facebook e também coisas que eu acabei percebendo. Espero que vocês façam bom proveito das respostas e que tenham tirado todas as dúvidas sobre o excelente Deepin, agora você pode participar comentando a nossa entrevista e colocando o seu ponto de vista sobre as respostas oferecidas.

Você também pode sugerir outras entrevistas, para que possamos correr atrás de quem faz o Linux acontecer ao redor do mundo. 

Você pode saber mais sobre o Deepin clicando aqui.

Até a próxima!
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