Diolinux - O modo Linux e Open Source de ver o Mundo

Responsive Ad Slot

Mostrando postagens com marcador distro. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador distro. Mostrar todas as postagens

Por que as distros brasileiras não fazem tanto sucesso quanto as estrangeiras?

Nenhum comentário

sexta-feira, 6 de setembro de 2019

Em algum momento você já se perguntou, o porquê das distribuições BR não serem tão populares quanto as de outros países? Muitos fazem esse questionamento, e hoje irei dar meu ponto de vista.

distro-distribuição-linux-brasileiro-brasileira-estrangeira-big-conectiva-alternativas-sucesso-tecnologia-brasil

Parece que “tudo que vem de fora é melhor”, e nossa tecnologia é inferior. Infelizmente uma grande parcela dos brasileiros pensa assim, talvez essa mentalidade seja um reflexo de anos de erros da indústria nacional. Não é comum ver o repúdio de algumas marcas nacionais, do meio de TI, por parte de profissionais ou até consumidores mais instruídos. No entanto, existem produtos de marcas nacionais que entregam boa qualidade.

Se você não entendeu o motivo de começar o assunto falando da preferência dos brasileiros por produtos estrangeiros. Saiba que diversas vezes ao apresentar uma distribuição Linux brasileira para um colega da área de TI, a primeira reação foi do tipo “ih! é brasileira?”.

Creio que o primeiro ponto para uma distro BR não fazer tanto sucesso, quanto as “gringas”, é justamente “por ser brasileira”, de alguma forma é algo cultural. Obviamente que o motivo não se baseia apenas nisso, outros aspectos estão envolvidos.

Mais do mesmo


Já percebeu que em meio a tantas distribuições Linux, muitas são “mais do mesmo”? A liberdade proporciona muitas vantagens, porém, junto a ela alguns aspectos “negativos vem no pacote”. Efetuei o download do Ubuntu, mudei o wallpaper, pronto! Eis OSistemático OS. Isso é ilegal, ou é um erro fazer isso? Não! A liberdade me dá essa opção, entretanto, seria pouco relevante e não agregaria muito. No cenário brasileiro, algumas distribuições são apenas isso, mundo afora também.

Comunidade carente e liderança fraca


Outro problema que pode dificultar o sucesso de um projeto, é sua comunidade. Seja por não ter afeto aos novos usuários, por pensarem “que ainda estão nos anos 90”, ou pela desorganização. Uma distro precisa de uma comunidade organizada e forte liderança, caso contrário com tantos pitacos e palpites o sistema torna-se um Frankenstein, agradando apenas aquela comunidade inicial, sem a possibilidade de expandir para novos públicos.

Boa documentação


O Ubuntu é indicado fortemente aos novos usuários, e possui um extenso material e ótima documentação (oficial ou através de blogs e canais), o que acaba facilitando a vida de um novato. Esse é um tópico indispensável. 

Ideologia em excesso


Não sou do camarada que curte seguir uma ideologia a risca, já passei por essa época. Analisar, criticar, adaptar e evoluir são processos necessários para um projeto sobreviver em meio a tantos outros. Por essência, seguir algo sem chances para uma nova interpretação ou adaptação, acaba limitando possibilidades de crescimento.

Diferencial, a “isca no anzol”


Ser “mais do mesmo” em alguns aspectos pode não ser um grande problema. Observe que muitas distros possuem o mesmo ambiente gráfico. Todavia, o diferencial é o que “legitima” sua existência. Um bom exemplo é o Deepin, mesmo não sendo perfeito, conseguiu atrair olhares ao sistema, graças ao seu visual. O Fedora tem uma comunidade forte e, ao mesmo tempo uma empresa, como a Red Hat auxiliando o projeto. Além de ser referência, quando o assunto é GNOME.

Até no Brasil, projetos, como o Conectiva Linux e Big Linux tinham diferenciais que atraiam novos usuários. Sem uma boa “isca no anzol”, o pescador não pega peixe.

Fortes diretrizes e conceitos de design


Ter fortes diretrizes significa possuir um plano sólido, não pautado apenas em ideologias, mas pensando no futuro do projeto e seu crescimento em escala. Se o diferencial é importante, saber segmentar e visualizar qual tipo de peixe deseja pescar, pode ser mais ainda. Também não adianta ter uma isca deliciosa, se ela não atrai esse peixe. Esperar o usuário testar o sistema e ver suas qualidades, é uma estratégia falha.

“Propaganda é a alma do negócio”


Marketing é uma oportunidade para as distribuições brasileiras serem conhecidas. Existem sistemas incríveis, mas que quase ninguém conhece. Esse aspecto é debilitado no mundo Linux, ainda mais no cenário doméstico. Parece que ele só existe no mercado Enterprise. Falou em servidores, Linux possui uma propaganda atrativa, agora desktop... (é complicado).

Estrutura e mão de obra


Desenvolver um sistema operacional não é nada simples, e imagino o trabalho e estresse gerado. Possuir colaboradores ao projeto e não ser “um exército de um homem só”, é “o calcanhar de aquiles” da maioria das distribuições brasileiras. A infraestrutura necessária é cara, e a isca mencionada anteriormente, deve ser tão atrativa que não apenas usuários venham, mas sim desenvolvedores e colaboradores.

Money, money, money


“Dinheiro é o maior pecado”, na concepção de muitos usuários. Mas, eles não entendem que “amor não enche barriga” e nem sustenta um projeto. O projeto pode se sustentar com boa vontade até um certo momento, mas pergunte a qualquer líder de uma distribuição brasileira se: um bom investimento ajudaria ou não alavancar o projeto.

Uma distribuição, como instituição, não é, e nem pode ser, muito diferente de uma empresa, onde não há retorno financeiro, as coisas não vão funcionar de acordo com a paixão e o tempo livre de quem mantém o projeto, que é obrigado a trabalhar em projetos separados para manter o seu sustento.

Para isso parcerias devem ser estabelecidas, uma renda que não dependa apenas de doações. Nada disso é fácil, transmitir a sensação de importância ou um grande diferencial que chame a atenção de terceiros, que efetuem um aporte financeiro significativo ao projeto, não é de um dia para o outro.

Respondendo à questão inicial


Porque as distros brasileiras não fazem tanto sucesso quanto as estrangeiras? Por não terem todas as características mencionadas acima. Na realidade, isso não é exclusividade do Brasil, contudo, as distribuições estrangeiras possuem maior parte dos tópicos abordados, consequentemente “saem na frente”.

Durante anos utilizei como sistema padrão uma distro BR, e acompanho algumas até hoje de perto. Inclusive uma vem chamando minha atenção, com sua proposta de entregar um novo ambiente gráfico. Outra me despertou novos interesses, ao mudar de base e ir ao encontro das facilidades para um usuário comum (ou gamer).

Temos um artigo no nosso fórum onde as pessoas estão debatendo o assunto, você pode participar também clicando aqui.

Comente, deixe a sua opinião, sempre de forma respeitosa. Lembrando que este artigo é editorial e reflete a minha atual opinião sobre o tema e não propriamente a do blog Diolinux, como instituição.

Até o próximo post, te espero aqui no blog Diolinux, SISTEMATICAMENTE! 😎
_____________________________________________________________________________
Viu algum erro ou gostaria de adicionar alguma sugestão a essa matéria? Colabore, clique aqui.


Slax - Um Linux para carregar no bolso com menos de 300MB!

Nenhum comentário

sexta-feira, 9 de agosto de 2019

Os sistemas baseados em Linux podem ser bem versáteis e podem ser utilizados de diversas formas diferentes. Possivelmente você já ouviu falar que um sistema Linux pode operar "milagres" em uma máquina com mais do que alguns anos, e de fato, dada a maleabilidade das interfaces, é exatamente isso que pode ocorrer. Hoje você vai conhecer uma distro focada em ser tão portátil e leve quanto possível, sem renunciar a um visual agradável, o Slax.

Slax - Uma distro de bolso





O Slax é uma distribuição Linux peculiar por vários motivos. Ela é super compacta, sua ISO tem cerca de 280MB, ela não é projetada para ser instalada em um computador, apesar de isso ser possível e traz uma quantidade mínima de aplicações, que beira o ridículo, mas que é o suficiente para atender necessidades básicas de quem utiliza o computador para navegar na internet e faz outras atividades comuns, como gerenciar seus arquivos.

A ideia é que você use o Slax diretamente de um pen drive, onde as suas modificações deverão ficar salvas, assim como a adição de novos programas. Nesse caso, a quantidade de dados que você pode armazenar está diretamente ligada ao tamanho do seu pen drive.

Aposta na simplicidade


Consumo de RAM do Slax

Apesar de simples, o ambiente Fluxbox que a distro traz é bem customizado e agradável aos olhos, lembrando qualquer edição do Windows vagamente, com uma metáfora de desktop tradicional, consumindo apenas 127MB de RAM uma máquina virtual, de forma que é justo supor que em uma máquina real o Slax consiga ser ainda mais econômico.

Geralmente em reviews de distribuições Linux, comentar quais são os softwares que acompanham a distro é uma tarefa complicada, afinal, um sistema operacional é composto de inúmeras aplicações para todas as finalidades, mas até nisso o Slax se sobressai, estes são todos os programas que acompanham a distro por padrão:

Aplicativos do Slax

Um terminal simples (Xterm), um gestor de arquivos (PCManFM), uma aplicação de calculadora (Qalculate), um editor de textos simples/bloco de notas (Leadpad), um gestor de rede (Wicd), o VLC Media Player, o XArchiver para lidar com arquivos compactados e o gestor de tarefas (LXTask).

Não podemos esquecer, é claro, do navegador Web Chromium, que fecha o set de aplicativos, garantindo que você tenha todo o básico para atividades comuns do dia a dia, especialmente com atividades focadas na internet. A distro possui um painel da parte inferior e desenha as janelas na sua tela com compositor "Compton".

O Slax era baseado no Slackware, mas desde a versão 9 a distro é baseada no Debian, para ser mais específico, baseia-se no Debian Stretch, como podemos ver pela lista de repositórios, ao menos no momento em que este artigo é escrito.

Slack Debian Repos

Como o Slax usa base Debian, naturalmente você pode usar o "apt" via linha de comando para instalar novos aplicativos no sistema e gerenciar as atualizações, dessa forma, não possuindo um gestor gráfico para tal, como uma loja de aplicativos ou algo parecido.

No entanto, nas mãos de quem conhece um pouquinho da base Debian ou Ubuntu, fica fácil fazer a instalação das aplicações mais comuns, inclusive o Google Chrome mesmo, usando ferramentas como o "dpkg". Nada te impede de instalar um software como o Synaptic por exemplo, e assim gerenciar tanto os pacotes, quanto as atualizações através de uma interface.

Gerenciador de arquivos do Slax

Como você pode ver, até mesmo as pastas do gerenciador de arquivos lembram as do Windows, toda a interface Fluxbox também responde a cliques  com o botão direito do mouse na área de trabalho, abrindo um menu de aplicações e configurações, semelhante as configurações nativas que o XFCE possui, mas sendo ainda mais leve do que ele.

Configuração do teclado do Slax

Para poder usar o teclado em Português, caso você queira, basta clicar com o botão direito do mouse, ir até "Keyboard layout... >> Other >> Brasil", ou então selecionar "Portuguese" diretamente, caso você queira usar o Português de Portugal.

Ainda que seja simples, há configurações avançadas para o painel, como a opção de "auto-hide", a função "print screen" tem um software embutido na interface que consegue gerenciar as capturas de tela, você pode ajustar a resolução da tela diretamente pelo menu de contexto na área de trabalho, é possível também usar múltiplos desktops virtuais.

Considerações sobre o Slax


Acho que definitivamente o Slax é um Debian com Fluxbox, não muito mais do que isso, mas não se engane, o arranjo do desktop do Slax para com o Fluxbox é feito de forma primorosa e vai te poupar um grande tempo ajustando as coisas. Você pode instalar o Fluxbox no Debian ou no Ubuntu facilmente com:
sudo apt install fluxbox
Mas o resultado vai ser mais ou menos assim:

Fluxbox no Ubuntu

E olha que eu dei uma customizada para ficar "menos pior". Dessa eu forma, eu aplaudo a equipe do Slax que criou uma variação do Fluxbox que torna amigável a migração para quem vem do Windows e tem um computador extremamente fraco, desde o cuidado com o visual, até as aplicações pré-instaladas, que apesar de poucas, são certeiras.

Coisas para prestar atenção ao usar o Slax e que podem não ser tão boas


Tudo tem prós e contras e naturalmente com o Slax não seria diferente.

Minha sugestão é que você considere o Slax apenas para computadores super fracos, a distro ainda entrega ISOs de 32 bits, então pode ser o caso de usar em máquinas realmente antigas e com baixo desempenho.

Não sei se você percebeu pelas imagens, mas o Slax opera diretamente no modo Root, o que é um risco de segurança desnecessário para se correr, isso faz com que você esteja suscetível as ameaças que não afetariam usuários que utilizam um usuário Linux padrão. Não me entenda mal, você ainda estará com um nível de segurança acima usando Linux, entretanto, nada impede que você crie um novo usuário e utilize o sistema dessa forma, talvez seja até mais seguro.

Como o Slax mira o público que quer uma distro para carregar no bolso, com um pen drive ou algo do tipo, o modo Root pode não ser um grande problema, de fato, mas além disso, esse apelo específico significa que não existe um instalador gráfico, e a tentativa ingênua de instalar o Slax usando um Debian Installer, simplesmente não funciona, entretanto, no site oficial, os desenvolvedores informam uma forma de fazer a instalação, no entanto, provavelmente o particionamento do disco deverá ser feito manualmente, usando um utilitário como o "fdisk", "cfdisk" ou então instalando o GPARTED e fazendo o particionamento por ele.

Com um ambiente super simplificado como o Fluxbox você ganha em algumas coisas, especialmente em responsividade, porém, você também perde coisas que talvez goste em ambientes mais robustos, como indicadores, ferramentas de controle de cor, um painel de controle mais vasto, as coisas passam a ser muito mais manuais do que em outros ambientes, e "menos bonitas", deste o ajuste de volume que é feito diretamente pelo alsamixer no terminal quando você clica no ícone do painel.

 O Fluxbox me parece quase beirar um "tilling window manager", como o i3, com a diferenaça de que ele de fato desenha as janelas de forma flutuante, como outra interface qualquer.

Você pode baixar o Slax pelo site oficial, e se quiser bater um papo sobre distros minimalistas, entre no nosso fórum e engaje-se com a comunidade.

Até a proxima!
_____________________________________________________________________________
Viu algum erro ou gostaria de adicionar alguma sugestão a essa matéria? Colabore, clique aqui.


MX Linux 18.3 é lançado!

Nenhum comentário

quinta-feira, 30 de maio de 2019

O MX Linux é uma distribuição que utiliza os componentes da distribuição antiX e softwares adicionais e empacotados pela comunidade MX, havendo cooperação entre as comunidades do antiX e ex-MEPIS. Mas recentemente, dia 26 de Maio, a distribuição recebeu uma nova atualização.

mx-linux-18.3-linux-debian-stable-distro-xfce

Com um visual “controverso”, creio que esse seja o melhor termo a ser empregado, o MX Linux visa embarcar softwares que facilitem a vida do usuário, entretanto, peca em alguns aspectos muito importantes. Baseado no Debian Stable, a distribuição utiliza como interface principal o bom e velho XFCE, mas com “toques de design” questionáveis. Com uma barra lateral, um tanto quanto “diferente”, o MX Linux parece não obter um visual consistente, a julgar que a primeira questão do seu FAQ é justamente como modificar esse comportamento padrão (Não estou dizendo que a distribuição é ruim, apenas demonstrando um debilidade do projeto, com tais observações a comunidade MX poderá avaliar e refinar o uso de sua distribuição para seus usuários).

mx-linux-18.3-linux-debian-stable-distro-xfce

Novidades do MX Linux 18.3 


A nova versão da distro trouxe algumas atualizações que envolvem mais ajustes “por debaixo dos panos” do que mudanças bruscas. 

  • Agora sua base é o Debian 9.9;
  • Possui o kernel Linux 4.19.37-2 (usuários do sistema podem ter acesso ao atual kernel via a ferramenta MX-PackageInstaller, contida na distro);
  • Patches de segurança para a vulnerabilidade “Zombieland” de processadores Intel;
  • Configuração do sistema, durante a cópia dos arquivos de instalação (no ato da instalação do MX Linux);
  • Aprimoramentos na rotina de inicialização do UEFI;
  • Manual da distribuição atualizado e revisado com imagens e informações atuais do MX;
  • E correções corriqueiras de bugs.

Para maiores detalhes sobre a distribuição, você pode assistir o vídeo logo abaixo com nossa review sobre o MX Linux.


Efetue o download do MX Linux 18.03. Caso utilize a distribuição na versão 18, basta atualizar normalmente que você receberá a nova versão.

Utiliza o MX Linux? Continue esse assunto em nosso fórum Diolinux Plus, e deixe sua experiência com a distro.

Até o próximo post, SISTEMATICAMENTE! 😎

Fonte: MX Linux
_____________________________________________________________________________
Viu algum erro ou gostaria de adicionar alguma sugestão a essa matéria? Colabore, clique aqui.


Qual distro Linux é a mais popular? (sem achismo)

Nenhum comentário

quarta-feira, 8 de maio de 2019

O mundo Linux é repleto de opções, que agradam diversos tipos e níveis de usuários, e sempre existe aquele sistema que por algum motivo temos uma maior afinidade. Às vezes por uma paixão acabamos por ficar presos em uma bolha e não enxergar sua real popularidade.

distro-distribuição-linux-popular-maior-mais-famosa

Como medir a real popularidade de uma distribuição Linux? Eis a questão. Mensurar a quantidade de usuários no Linux não é uma tarefa tão simples, visto que não existe um controle de quantos usuários estão utilizando distro X ou distro Y, e mesmo se tivesse isso seria apenas nichado as distribuições que fizessem esse controle.

"A falsa popularidade do Distrowatch" 


Não é difícil encontrarmos usuários Linux que pautam a popularidade de um sistema baseado em Linux, de forma única e exclusivamente pelo site Distrowatch. E isso é um erro tremendo, sabe o porquê? A resposta é um tanto quanto simples, pois o Distrowatch mede o número de pesquisas dentro do próprio site sobre determinada distribuição. Como medida de popularidade, não podemos nos embasar pelo Distrowatch, afinal as distribuições nas posições altas da plataforma, ali estão por apenas quem conhece o site, e convenhamos nem toda pessoa que ouviu sobre Linux ou usa, vive pesquisando no Distrowatch. Agora um site como o Google, é bem mais provável tirarmos uma base interessante de dados, pois quem não pesquisa nele? (Sei que existem as exceções, mas galera isso é o mínimo do mínimo, as massas utilizam fortemente o buscador da gigante das buscas).

Veja a popularidade de um site com o Alexa


O Alexa é um serviço da Amazon, na qual várias informações relevantes podem ser levantadas, como a posição de um determinado site mundialmente, rank dentro de cada país, países que ele mais tem popularidade e muito mais. Com o auxílio desta ferramenta, dados pertinentes do quão acessado o site da distro é, nos dá indícios de sua popularidade, ao compararmos com outros sites de outros sistemas Linux.

Efetue seus testes com alguns sites oficiais das distros, e veja qual distribuição tem uma maior popularidade, com base no ranking de seu site.

Como exemplo veja os sites das distribuições: Fedora, Ubuntu, Linux Mint e Manjaro. E o comparativo do ranking global de cada um (quanto menor o número, mais alto a posição).

Fedora: posição global em 43,291.

Ubuntu: posição global em 1,893.

Linux Mint: posição global em 3.924.

Manjaro: posição global em 17.680.

Levando como base o ranking mundial, segundo o Alexa, o site do Ubuntu tem maior popularidade entre os demais.

Claro que você não deve apenas se basear em um site, então a ferramenta a seguir é um ótimo complemento.

Compare as pesquisas com o Google Trends


Uma poderosa ferramenta, e julgo eu, ser a melhor para mensurar a popularidade de qualquer sistema (ou o que for) é o Google Trends. Com ele você poderá ver gráficos com os comparativos das pesquisas, sejam elas mundiais ou do nosso país. Filtrar determinadas informações e na prática observar o quão pesquisado, e consequentemente popular, um sistema é. Como o Google é o buscador mais utilizado do planeta, a assertividade dos dados é extremamente alta e ilustra muito bem o tema desta matéria (Além de obter dados de outras fontes como o YouTube).

Utilizando os mesmos sistemas, que acima comparamos, o Fedora, Ubuntu, Linux Mint e Manjaro. Veja o quão popular o Ubuntu é comparado aos demais sistemas.

distro-distribuição-sistema-linux-mais-procurado-pesquisado-google-ubuntu-fedora-mint-manjaro

A diferença de popularidade é gigantesca, assim fica evidente o porquê de em muitos casos, pessoas que são leigas quando o assunto é Linux, acharem que o Ubuntu é sinônimo de Linux.

Mídias sociais e comunidade


Outra forma que pode ser um "plus" ao medir a popularidade de uma distribuição, é ver o engajamento de outras pessoas em comunidades e redes sociais. Ver o número de seguidores nas contas oficiais das distros Linux é uma maneira de observar o quão interessadas estão as pessoas. E num somatório geral, esse é o tipo de dado que não pode ficar de fora.

Popularidade não quer dizer superioridade 


Não me entenda mal, mensurar e demonstrar com dados (e não achismo ou "fanboyzisse") que o Ubuntu é o sistema Linux mais popular, de forma alguma descaracteriza a qualidade e trabalho dos demais sistemas baseados em Linux. Com isso podemos observar que sim! O Ubuntu é a porta para muitos usuários, devido grande parte a sua popularidade. E o porquê de tal popularidade? Não sei dizer especificamente. Talvez tenha sido a sua tática inicial de oferecer CD's de instalação, ou as ferramentas que traziam facilidades ao usuário. O Unity 7 que tornava sua DE diferente dos demais sistemas. Não sei, só podemos testemunhar que os dados são estes.

Que tal um vídeo super completo, e com mais detalhes sobre tais ferramentas e o assunto: "popularidade das distros"? Então assista esse material com diversos comparativos e veja na prática todo o conteúdo deste post (e mais).


Continue esse assunto em nosso fórum Diolinux Plus. Até o próximo post, SISTEMATICAMENTE! 😎

_____________________________________________________________________________
Viu algum erro ou gostaria de adicionar alguma sugestão a essa matéria? Colabore, clique aqui.


Mudanças para o Linux Mint 19 foram anunciadas

Nenhum comentário

segunda-feira, 29 de janeiro de 2018

Os desenvolvedores do Linux Mint fizeram um ótimo post em seu blog oficial para falar sobre as futuras implementações do sistema. Muito se espera do Linux Mint, já que nos últimos anos ele virou sinônimo de equilíbrio entre estabilidade e facilidade de uso. Confira agora as novidades que nos aguardam:

Linux Mint 19






Os desenvolvedores do Linux Mint iniciaram o ano agradecendo a colaboração dos patrocinadores do projeto e dos doadores. segundo eles, o último mês teve um record de novos contribuidores e um record de arrecadação, o que é bom para todos nós, pois dá um "gás" a mais para que o time trabalhe.

Grande parte do foco do Linux Mint, inicialmente, é melhorar o processo de desenvolvimento da distro, tornando-o mais eficiente, com ferramentas que automatizam o processo da caça de bugs em implementações novas de código.

Mudanças no Linux Mint 19


Eu sei que todos estão esperando as grandes atualizações que saltam aos olhos, especialmente uma revitalizada no visual da distro, mas até o momento nada sobre isso foi comentado. Tudo bem o ciclo está apenas no início e o novo Mint, que sairá somente perto da metade de ano sob o codinome de Tara, ainda deve trazer muitas coisas interessantes.

Dentre as coisas que já sabemos que vão começar a fazer parte da nova edição do Linux Mint e estão sendo testadas em imagens alpha que apenas a equipe de desenvolvimento acessa nessa etapa do projeto estão a migração para o GTK 3.22, que é uma versão "antiga" mas muito estável.

Outras novidades impactam diretamente a interface Cinnamon, padrão da distro. 

Agora o ambiente gráfico migrará em definitivo e completamente do Python 2.x para o 3.x, migrará do mozjs38 para o mozjs52 e incluirá também a possibilidade de configurar data e hora via rede através do Systemd.

Caça a bugs no Linux Mint


Outro ponto importante comentado foi a postura de mitigação de bugs no sistema. Segundo os devs, são milhares de problemas relatados e quanto mais o sistema se populariza, mais pessoas utilizam o Mint em circunstâncias diversas e em hardwares diversos também, e maior fica a quantidade de problemas relatados.

No último ciclo, 18.x, do Linux Mint, os desenvolveres teriam coletado cerca de 7.500 bugs, a maior parte reportados pelos próprios usuários, somando GitHub e Launchpad.

Boa parte desses bugs foram considerados "simples de resolver" e a ideia é não deixar nenhum passar, observando, claro, uma hierarquia de urgência.

Para ajudar os usuários a entenderem melhor o sistema, inclusive nas formas possíveis de envolvimento com o projeto, muito esforço está sendo aplicado para melhorar a documentação do Linux Mint, atualizá-la e traduzi-la para outros idiomas, facilitando assim o acesso a uma fonte confiável e completa de informações sobre a distro.


O time do Linux Mint


Sabemos que o Linux Mint passou de um desenvolvimento puramente comunitário para o perfil de uma pequena empresa e uma das parte mais interessantes foi a cotação de quantas pessoas participam de alguns segmentos do projeto.

O time de desenvolvimento do Cinnamon possui 11 pessoas aplicadas, o time dos X-Apps, que são os aplicativos Cross-Interface do Linux Mint (Xapp, Xplayer, Pix, Xed, Xreader, Xviewer, etc) possui 4 desenvolvedores, o restante do time de desenvolvimento que lida com todo o restante tem 6 pessoas envolvidas.

Usando tecnologias quanto estiverem estáveis


Um trecho final da declaração me chamou a atenção, pois nele é revelada um pouco da filosofia de trabalho do Linux Mint, algo que é facilmente deduzível mas que eu nunca tinha visto eles comentarem abertamente, que é: Só usar tecnologias quando elas estiverem prontas.

Claro, neste caso eles estavam falando sobre tecnologias de desenvolvimento, como o Git, ReadTheDocs e outras, mas isso pode ser aplicado ao perfil da distro como resultado final também.

Por exemplo, o Linux Mint nem sequer testou o Wayland ainda como servidor gráfico por não acreditar que ele está pronto para usuários finais, a implementação de Flatpaks no Mint Install ainda é opcional, assim como o versionamento de diversos programas menos críticos e até mesmo o temas GTK.

Aliando isso a base sólida das LTS do Ubuntu com um plano de lançamento que não muda a base de software de forma drástica e a constante caça a bugs, isso garante um Linux Mint mais estável ao longo do tempo.

Dentre os planos futuros, estão também o desenvolvimento de guias e documentação de segurança para o sistema e também um para os desenvolvedores poderem criar aplicações plenamente compatíveis com o Linux Mint.

Essas são as principais novidades sobre o Linux Mint 19 "Tara" até o momento, fique ligado aqui no blog para acompanhar as novidade assim que elas forem sendo lançadas.

Até a próxima!

_____________________________________________________________________________
Viu algum erro ou gostaria de adicionar alguma sugestão a essa matéria? Colabore, clique aqui.


Solus OS 4 vem aí com grandes novidades para usuários finais

Nenhum comentário

segunda-feira, 1 de janeiro de 2018

Fazer uma distribuição absolutamente do zero, sem se basear em nenhuma outra, pode parecer loucura para muitos, mas os desenvolvedores do Solus OS toparam essa "loucura" e estão prestes a lançar a versão 4 do sistema operacional com várias novidades interessantes.

Solus OS 4






O Solus OS ainda se mantém um sistema simples, no melhor sentido da palavra, sendo extremamente direto aos seus objetivos, a distro vem criando ferramentas que facilitam o dia a dia de seus usuários.

A sistema segue o modelo "Rolling Release", o que significa que uma vez que você tenha instalado, basta ir atualizando o sistema indefinidamente para ter as versões mais recentes e melhorias que forem implementadas.


Juntamente com o Solus OS, nós tivemos o lançamento do Budgie Desktop, que para mim, é uma reimaginação do GNOME 3 de uma forma muito interessante, mas com o passar do tempo, a distro passou a oferecer outras interfaces também, como o próprio GNOME 3 e a interface MATE.

A versão 4 do Solus, que deve ser lançada no dia 4 de Janeiro, será muito interessante e importante, ela trará suporte nativo para os pacotes Snap do Ubuntu diretamente em sua Central de Aplicativos e terá uma nova e melhorada detecção de drivers.

Segundo os desenvolvedores da distro, esse recurso de detecção dinâmica de hardware vai extrapolar o que geralmente as distros voltadas para o Desktop costumam oferecer atualmente, que é a instalação de drivers proprietários para placas de vídeo e placas de rede Wi-Fi, oferecendo coisas mais específicas, como drivers para periféricos Razer e modelos de impressoras.

O Solus OS 4 deverá chegar com o Kernel Linux 4.14 LTS e o Mesa 17.3, o que deve ajudar a melhorar o desempenho com drivers open source para placas Intel e AMD. Apesar dos usuários estarem esperando ansiosamente pela versão 11 do Budgie Desktop, o Solus 4 deverá chegar com uma atualização mais modesta para o ambiente gráfico, chegando à versão 10.4.1, no entanto, as atualizações, como qualquer boa distro Rolling Release, devem chegar com o tempo.

Saiba mais no site do Solus.
_____________________________________________________________________________
Viu algum erro ou gostaria de adicionar alguma sugestão a essa matéria? Colabore, clique aqui.



Conheça o Emmi Linux, uma nova distribuição Linux brasileira

Nenhum comentário

sexta-feira, 13 de outubro de 2017

É muito interessante ver o os brasileiros buscando desenvolver projetos relacionados a software livre, recentemente eu anunciei aqui a volta do Big Linux, que volta a fazer parte do "time" de distros nacionais. Além dele, temos o Metamorphose Linux, o DuZeru e o GoboLinux, que já são mais conhecidos, porém, recentemente um novo projeto começou a chamar a nossa atenção. Conheça hoje o projeto Emmi Linux.






O Emmi Linux é uma distribuição baseada no Debian que possui o ambiente gráfico XFCE com várias modificações temáticas e muitos softwares adicionais, vários deles desenvolvidos pela equipe Emmi. Atualmente ele é distribuído gratuitamente de duas formas, ainda que seja possível comprar o CD/DVD de instalação também, uma das versões é a chamada versão mínima, nela você terá somente o básico do sistema com a interface juntamente com o repositório do Debian e do Emmi Linux também. A versão completa é destinada para usuários comuns e vem recheada de softwares úteis para o dia a dia dos usuários, não fazendo distinção entre softwares proprietários e livres.

Os dos softwares interessantes é o Fish Shell que acompanha a distro, segundo os desenvolvedores, este seria uma forma mais interativa e simples para leigos utilizarem o terminal.

A versão atual é a 2.2 de codinome "Sid", fazendo referência à Sidney Weber, e está disponível apenas em ISOs de pouco mais de 2 GB de tamanho para processadores de 64 bits.

Existem vários projetos sendo desenvolvidos para o Emmi Linux, através do site oficial você pode acompanhar o desenvolvimento da distro, recentemente foram publicados novas informações sobre recursos que virão na versão 2.3, que ainda não tem data de lançamento, como novos controladores de áudio e um novo Menu para o XFCE.

Emmi Linux
Preview do novo Menu do Emmi Linux

Este é mais um projeto nacional para ficarmos de olho e acompanharmos a evolução, seria ótimo ver um sistema brasileiro despontando para o mundo, quem sabe não é o Emmi?


Você encontra mais referências sobre a distro aqui:

- Twitter 
- Youtube 

Até a próxima!
_____________________________________________________________________________
Viu algum erro ou gostaria de adicionar alguma sugestão a essa matéria? Colabore, clique aqui.


Enquente: Como seria o sistema operacional ideal?

Nenhum comentário

terça-feira, 18 de julho de 2017

Existem muitos fatores que envolveu a definição de um "sistema operacional ideal" e no fim das contas, talvez ele nem possa existir. Mas nós gostaríamos de saber algumas coisas para um projeto um futuro, então, se tiver um tempo, participe da enquete abaixo.

Como é o sistema operacional ideal?




Existem muitos elementos que compõem um sistema operacional, são tantos que é até complicado de listas, mas existem algumas coisas que são sumariamente importantes.

Gostaríamos de sua colaboração para conhecer melhor o que você, usuário, gostaria de encontrar no seu Sistema Operacional ao ligar o seu computador. O intuito desse trabalho é compreender melhor o que você utiliza em seu dia a dia e quais são os seus gostos sobre alguns assuntos em específico. Para isso decidimos elaborar um pequeno questionário que nos ajudará no desenvolvimento de um Sistema Operacional que tenha em vista o usuário brasileiro.

* Quem somos? Somos desenvolvedores e entusiastas do Software Livre: Paulo Giovanni Pereira, Bruno Gonçalves, Rafael Neri, Dionatan Simioni e outros caras que gastam o seu tempo com prazer no software livre.

O resultado não necessariamente será publicado, mas ele pode fazer parte de um projeto futuro. Agradecemos a todos os participantes voluntários.





_____________________________________________________________________________
Viu algum erro ou gostaria de adicionar alguma sugestão a essa matéria? Colabore, clique aqui.




Fedora 26 - Conheça as principais novidades da versão e veja como baixar

Nenhum comentário

domingo, 16 de julho de 2017

Os desenvolvedores do Fedora anunciaram nesta semana a disponibilidade da mais nova versão do sistema operacional que continua mantendo seu foco em Workstation e trazendo um conjunto de softwares muito atualizado, ainda que a distro não seja Rolling Release, é uma das melhores opções para quem gosta do GNOME Shell, sem dúvida, mas existem outras versões do Fedora interessantes também que você deve conhecer.

Fedora 26




O novo Fedora 26 foi lançado com atualizações de pacotes e correções de bugs, visualmente, como era de se esperar, você não deve encontrar mudanças drásticas, já que a distro não costuma personalizar muito as interfaces que a acompanham. Sim, interfaceS no plural, pois apesar do GNOME Shell ser a principal delas, o Fedora também possui diversas Spins com interfaces diferentes.

Você pode ler as notas de lançamento para conhecer todos os detalhes da versão 26 do Fedora neste endereço.

Confira também o nosso vídeo de apresentação da versão 26:



Um pouco sobre o Fedora


Red Hat Linux

O Fedora é uma distro comunitária, porém, de forma parecida com o que acontece com o openSUSE, temos uma empresa que patrocina o desenvolvimento, neste caso a poderosa Red Hat. Na verdade, o Fedora serve como um "campo de testes" para o desenvolvimento do Red Hat Enterprise Linux, uma das principais distribuições Linux do mundo corporativo.

É curioso pensar no Fedora como um derivado do Red Hat, pois atualmente é quase o caminho contrário, o Red Hat vem dos pacotes primeiramente testados no Fedora, claro, com suas devidas particularidades e exceções, mas sem dúvida é uma relação saudável.

No seu Desktop


O foco principal do Fedora nos últimos anos tem sido o chamado "Worsktation", ou seja, é voltado para desenvolvimento de todos os tipos. Isso não quer dizer que você não possa usar o sistema no Desktop, claro, mas digamos que este não seja o foco.

Por conta disso você não vai encontrar certos "facilitadores" diretamente no sistema, como gestores de drivers e coisas do tipo, mas é claro que essa não é a única forma de você instalar componentes no Fedora.

Entre as principais ferramentas com elas funcionalidade, podemos destacar 3:

- Fedy



Com estes utilitários vai ficar fácil habilitar o repositório RPMFusion, o que permite que você instale vários componentes que não são necessariamente software livre, como drivers, codecs e muitos outros programas que não estão no repositório padrão do Fedora.

Fedora 26

Não esqueça de observar a Central de Aplicativos que acompanha a distro, especialmente na versão GNOME e KDE Plasma, por elas você poderá instalar vários outros aplicativos famosos sem precisar ter noções avançadas sobre o sistema, tudo clicando e instalando.

Ao buscar por softwares na internet para o seu Fedora, observe os que estão disponíveis no formato .rpm, eles não são tecnicamente exatamente como os .debs para Ubuntu/Mint/Debian, mas funcionam de forma muito parecida, bastando instalar dando dois cliques. Esta nova versão do Fedora também inclui suporte nativo aos pacotes Flatpak e você ainda pode habilitar os Snaps.

Outro detalhe importante é que o Fedora (com GNOME pelo menos), utiliza o servidor gráfico Wayland por padrão ao invés do X.org. Isso pode, infelizmente, causar alguns problemas para placas de vídeos que necessitem de drivers proprietários e até mesmo alguns games da Steam, felizmente você pode alterar isso diretamente da tela de login.

O projeto Fedora é mais amplo do que parece


O projeto Fedora possui páginas especiais que te oferecem versões com interfaces diferentes do GNOME, como comentei no início do texto, o Fedora possui as chamadas "Spins".

O Fedora Spins mostra justamente versões do Fedora com outras interfaces por padrão, então se você gosta do KDE Plasma, do XFCE, do Cinnamon ou qualquer outro, você não vai ficar na mão. Outra página interessante é o Fedora Labs, que são ISOs diferentes do sistema destinadas a finalidades específicas, como astronomia, design e até mesmo jogos, cada uma com uma seleção de softwares específicas para cada finalidade.

Além destas versões, ainda temos o Fedora Cloud e o Fedora para arquitetura ARM, com imagens completas ou mínimas, onde você pode instalar cada pacote manualmente, assim como faz com um Debian Netinstall, por exemplo.

Baixe a versão nova ou atualize do Fedora 25


Você pode fazer a atualização de duas (na verdade três) formas. Baixando os sistema do site oficial e formatando o seu computador é uma delas, a mais simples e direta, é o mais recomendado para atualizar de uma versão para outras para evitar qualquer problema no processo. Vale a pena mencionar que você deve ter backup das suas coisas, independente do método.

Se você já tem a versão 25 do Fedora, é possível fazer o Upgrade em modo gráfico ou através de linha de comando. Utilizando a interface GNOME você pode acessar o GNOME Software e buscar por atualizações, você deverá ver uma imagem como esta abaixo, bastando confirmar a atualização:

Atualizando a versão 25 para 26 do Fedora
Imagem: Fedora Magazine

Se você usar outra interface ou preferir fazer pela linha de comando, basta rodar estes comandos de forma sequencial:

sudo dnf upgrade --refresh
sudo dnf install dnf-plugin-system-upgrade
sudo dnf system-upgrade download --releasever=26
sudo dnf system-upgrade reboot
Tome cuidado com possíveis pacotes quebrados e dependências insatisfeitas, caso o terceiro comando mostre algo neste sentido, veja o que você pode fazer para corrigir antes de continuar, ou opte pela instalação limpa.

Até a próxima!
_____________________________________________________________________________
Viu algum erro ou gostaria de adicionar alguma sugestão a essa matéria? Colabore, clique aqui.




Entrevistamos Hualet Wang, o líder de desenvolvimento do Deepin Linux, a famosa distro chinesa

Nenhum comentário

quinta-feira, 29 de junho de 2017

O Deepin é uma distribuição que eu admiro muito, mas por ela ser chinesa, a diferença da linguagem entre os desenvolvedores principais com a nossa, ou até mesmo com o inglês, acaba sendo um fator que atrapalha, pois tudo precisa ser traduzido e certas coisas ficam obscuras, sendo assim, a única forma de sabermos mais sobre o Deepin e tirarmos as nossas dúvidas e as de vocês, leitores do blog, é perguntando diretamente para quem faz o Deepin acontecer.

Deepin Linux entrevista


Levou um certo tempo pra gente se entender 😆, mas agora, eu posso apresentar para vocês em primeira mão no Brasil (e em boa parte do ocidente, acredito) uma entrevista com um membro da equipe do Deepin. Esta distribuição baseada em Linux (Debian) que chama tanto a nossa atenção pela facilidade de utilização e beleza.
O nosso vídeo no YouTube sobre a versão Beta do Deepin já tem mais de 140 mil acessos e muitas pessoas anseiam por mais informações, levantando várias dúvidas sobre o sistema. Eu elaborei uma seleção de perguntas sobre o Deepin para Hualet Wang, que foi muito atencioso respondendo detalhadamente cada uma. A ideia inicial era fazer essa entrevista em vídeo, porém, nem eu falo chinês e nem o senhor Wang sente-se a vontade para falar em inglês (e nem português), então fizemos em texto mesmo, tentando dialogar em inglês. É claro que eu traduzi tudo para você entender melhor, assim você precisa saber mais do que o nosso bom e velho português.

A entrevista sobre o Deepin


Diolinux: Qual o seu nome e qual o seu papel no projeto Deepin?

Deepin: Olá, me chamo 王耀华, mas meu nome em inglês é Hualet Wang. Eu tenho trabalhado profundamente no Deepin nos últimos 4 anos aproximadamente e agora lidero a equipe do Deepin Desktop Enviroment. Faço a codificação do sistema, trabalho com a comunidade e faço o gerenciamento.

Diolinux: Qual o propósito do Deepin? Qual é o objetivo de vocês?

Deepin: O Deepin é desenvolvido principalmente por fãs de software de código aberto, com o objetivo de ser fácil de utilizar para os usuários chineses especialmente. "Linux" de forma geral infelizmente não é amigável para todos, especialmente para os usuários chineses, o Ubuntu ajudou muito a popularizar as distros por aqui, o que foi muito bom, atualmente existem mais e mais fãs do sistema, não só aqui, mas em todo o mundo. O Deepin é a distro em que estamos trabalhando, visando fazer a melhor distribuição Linux possível, é claro, para usuários de todos os tipos, tornando o mais fácil de se utilizar, esse é o principal foco.

Diolinux: Quem desenvolve o sistema operacional? Quantas pessoas estão oficialmente envolvidas com o projeto?

Deepin: O sistema é desenvolvido principalmente por funcionários da Deepin Corp. Wuhan Technology e com a ajuda da comunidade, como qualquer outra distribuição. Atualmente temos cerca de 120 pessoas trabalhando para a existência do Deepin, incluindo programadores, designers, gerentes de produto, tradutores, pessoas da área de marketing, sendo que 1/4 da equipe são pessoas que trabalham na infraestrutura do projeto.

Diolinux: Qual a representatividade do Deepin dentro e fora da China? Quantos usuários vocês tem aproximadamente?

Deepin: Não temos como afirmar a quantidade de usuários exatamente, pois assim como outras distros, nós não exigimos algum tipo de login na central de software ou rastreamos os usuários através de outros componentes, o que nos impede de precisar este número, entretanto, podemos estimar uma boa quantidade, visto que o Deepin já foi baixado  mais de 80 milhões de vezes desde o início do projeto, então acredito que temos muitos usuários, mas não sabemos dizer o o número exato.

Os usuários chineses normalmente veem o Deepin como um sistema para uso doméstico. Um dos mais destacados para uso doméstico, inclusive. Aceitamos esta honra juntamente com a nossa comunidade de usuários. Os usuários de fora da China tendem a ver o Deepin como inovador e criador de software livre, porém, alguns dos próximo passos que almejamos podem até mesmo dar a entender o oposto disso. Somos uma empresa que precisa suportar a sua própria existência e de mais de 100 pessoas empregadas diretamente, por isso, nem tudo poderá ser feito visando somente o colaboração de software livre, alguns de nossos passos futuros podem não ir de todo pelo caminho que a nossa comunidade deseja, mas esperamos que possam nos dar suporte, tempo e paciência.

Diolinux: Uma das maiores preocupações do público do ocidente com o Deepin, e que acaba gerando uma certa resistência, é que existe uma imagem associada a sistemas chineses com espionagem, sistemas com backdoors, em fim. Há desconfiança quanto a segurança e privacidade. O que vocês tem a dizer sobre isso?

Deepin: O Deepin não é patrocinado pelo governo chinês e tem todo o seu código aberto. Eu não sei porque tantas pessoas ainda insistem em algo como isto. Para todos os que tiverem interesse em examinar, tudo o que produzimos, todo o código, está disponível no GitHub, assim como muitas outras distros. Você pode confiar no Deepin sempre, da mesma forma que confia em outras distribuições e outros softwares de código aberto.

Diolinux: Além de buscar chamar a atenção de usuários de Windows e macOS, o Deepin também acaba atingindo usuários "básicos" de distros Linux, como os usuários de Ubuntu e Linux Mint. Quais são os diferenciais do Deepin em relação aos outros sistemas que você acredita que seriam boas razões para os usuários o utilizarem?

Deepin: Quem já testou o Deepin sabe que ele é muito mais do que "fácil de usar", ele é um sistema com interface "clean", mais elegante e com um refinamento maior do que outras distribuições, falando de forma geral. Outro diferencial que podemos apontar é que uma de nossas grandes e maiores filosofias é ouvir os nossos usuários diretamente.

Nós procuramos corrigir rapidamente os nossos problemas e aprender com os outros também de forma rápida, essa é a melhor forma de apresentar aos usuários cada elemento do sistema da melhor forma possível. Atualmente há vários desenvolvedores que enviam links para responder as questões dos usuários praticamente todo dia, com o nosso aplicativo de feedback, incluído no próprio sistema, nossos usuários podem ter respostas dos desenvolvedores diretamente.

Diolinux: Como os repositórios do Deepin funcionam? Vocês empacotam/reempacotam e revisam todos os softwares contidos nele?

Deepin: O Deepin é atualmente baseado no Debian Sid, nós convergimos o repositório do Debian Sid a cada 1 ou 2 meses, resolvemos os eventuais bugs e lançamos os updates. A maior parte dos pacotes permanecem exatamente os mesmos contidos no repositório do Debian durante este processo, apenas pontos críticos para a integridade do nosso sistema, como pacotes do Kernel, Systemd, LightDM entre alguns outros pormenores são mantidos pelos nossos desenvolvedores. 

Uma grande parte dos pacotes que são refeitos são construídos com Qt5 por nós mesmos, pois precisamos compatibilizar os softwares para que não hajam bugs, ou para que haja uma quantidade mínima, o mesmo vale para outros pacotes que usam uma API muito específica.

Diolinux: Uma das facilidades que o Ubuntu e o Manjaro, por exemplo, entregam é o fácil acesso a softwares de fora do repositório através de PPAs e do AUR, permitindo que possamos ter no sistema versões diferentes do mesmo software de forma acessível. Atualmente não temos algo semelhante no Deepin, quais as suas intenções sobre isso, sobre repositórios da comunidade?

Deepin: PPAs e o AUR são obras da comunidade, o máximo que podemos fazer neste sentido é facilitar que a nossa comunidade trabalhe em torno do sistema. Mas atualmente há basicamente duas maneiras pelas quais estamos planejando trabalhar:

1. Deepin Driver Center
2. Suporte aos PPAs

O Deepin Driver Center é como o atual gerenciador de drivers, mas com recursos muito mais promissores, por exemplo, ele possibilita a instalação de diferentes versões dos drivers, o que vai de encontro ao que você tinha comentado. O problema é que este projeto caiu atualmente em hiato por conta de outros projetos de maior prioridade.

Quanto ao suporte para PPAs, como eu havia mencionado, eles são mantidos pela comunidade e cabe a ela compatibilizá-los. Depois que você comentou sobre isso comigo, eu e minha equipe andamos repensando a situação e acho que devemos ajudar mais este segmento, exportando, pelo menos, algumas informações extras, como por exemplo, como o repositório é alterado e quantos pacotes são afetados em uma fusão de repositório. Um serviço de hospedagem de PPA como o Launchpad da Canonical ainda não está no cronograma.

Diolinux: Como funciona o sistema de atualização do Deepin? Os usuários devem ficar preocupados com a questão de segurança do sistema? Eu percebi alguns atrasos em atualizações importantes há algum tempo.

Deepin: Nossas atualizações são praticamente as mesmas do Debian Sid, respeitando aquele período de fusão de 1-2 meses, como comentado anteriormente. Enviamos atualizações de segurança toda semana, alguns usuários ativos mais antigos reclamaram sobre o atraso das atualizações de segurança anteriormente, e esse é de fato um grande problema que está para ser totalmente resolvido, pois agora somos capazes de entregar as atualizações de segurança mais urgentes para os usuários de forma imediata. Portanto, usuários do Deepin não precisam mais se preocupar com eventuais atrasos das atualizações de segurança.

Diolinux: Como os usuários podem ajudar no desenvolvimento do Deepin?

Deepin: A tradução é a primeira coisa e a mais simples de ser feita também, eu acho. Nossas traduções são hosteadas no Transifex, os usuários que estiverem interessados podem participar e nos ajudar a traduzir o Deepin para todos os idiomas. 


Diolinux: O que podemos esperar do Deepin no futuro? Que tipo de recursos devem ser adicionados no sistema?

Deepin: O sistema está entrando em uma fase de maturação que chamamos de "self healing", onde pequenas correções serão mais rapidamente publicadas com as atualizações, juntamente com novos recursos desenvolvidos nos últimos 3 meses. Isso é necessário porque nós fizemos muitas e grandes reconstruções de softwares e movimentos nos últimos anos, precisamos colocar mais esforços na estabilização do sistema e detalhamento, reflexo do que aprendemos com outros sistemas operacionais. A próxima nova características esperada é o suporte a tela de alta definição hiDPI.

Diolinux: Vocês pretendem criar parcerias com fabricantes de hardware como a Xiaomi para lançar computadores com Deepin de fábrica?

Deepin: Até onde eu sei, existem vários fabricantes na China que estão dispostos a trabalhar conosco, mas até o momento não temos nenhuma mensagem oficial de cooperação. Em parte, nós sabemos o motivo. É preciso um melhor suporte de hardware para estes fornecedores para que finalmente possamos encontrar bons parceiros e oferecer aos usuários uma melhor experiência. É algo que pretendemos, mas não temos nada de concreto para apresentar no momento.

Diolinux: Nós temos conhecimento de que o Deepin tem uma versão para servidores também, contudo, gostaríamos de saber se haverá uma versão do Deepin para Raspberry Pi ou semelhantes.

Deepin: A versão para servidores do Deepin existe por conta de negócios que temos e para o nosso uso próprio, como este motivo não se aplica aos embarcados no caso de nossa empresa, provavelmente você não terá uma versão para Raspberry Pi do Deepin ou correlatos, ainda que nosso repositório com suporte para arquitetura ARM esteja ativo e funcional. Usuários são livres para modificar o sistema para essa finalidade se assim desejarem.

Diolinux: O Deepin possui uma central de aplicativos muita rica e variada, talvez a melhor do mundo Linux neste aspecto, além de ter um design agradável, no entanto, ainda existem muitos aplicativos úteis que não são listados na loja, mesmo que estejam nos repositórios, como o Kdenlive, vocês pretendem corrigir isso?

Deepin: Sobre o Kdenlive e outros Apps, o principal ponto é que não há como informar os mantenedores da loja se existem novas versões, certo? A próxima versão do Deepin AppStore terá um novo recurso que os usuários vão gostar chamado "Ask for a new version", que permitirá que os usuários nos informem que desejam uma versão nova ou diferente da aplicação, assim como atualmente existe a opção de "Solicitar inclusão", onde os usuários podem pedir aplicativos para que eles entrem na Deepin AppStore. Acreditamos que isso aumenta a interatividade entre desenvolvedores e usuários e provavelmente vai eliminar, ou ao menos diminuir, este problema.

Sim, a Deepin AppStore é a mais completa loja de aplicativos do mundo Linux, é o que eu acredito. Acho que isso acontece principalmente porque colocamos um grande esforço em sua manutenção. Como eu lhe disse em minhas respostas anteriores, apesar de termos uma boa gama de pessoas trabalhando no Deepin, nós mesmos ainda temos limitações e precisamos do apoio da nossa comunidade para nos ajudar com o trabalho, desta forma todos temos a ganhar, garantimos que nossos desenvolvedores sempre vão trabalhar para criar e disponibilizar as melhores soluções de softwares possíveis.

Diolinux: Muito obrigado pela sua paciência em responder todo este questionário, pode ter certeza que isso vai aproximar os usuários do Deepin de vocês, especialmente os falantes de língua portuguesa. Gostaria que você deixasse uma mensagem final para os nossos leitores.

Deepin: "We, we change!" Este é o nosso lema, o lema da empresa, e de fato, esta é a cultura do Deepin, não temos medo de mudanças e não temos medo de criar, não temos medo de nos espelhar em projetos que já deram certo. Vamos nos esforçar para criarmos a melhor distribuição Linux possível. 

Agradeço a todos os usuários que confiam no nosso trabalho, nunca tínhamos tido tanto apoio como agora. Obrigado pela oportunidade de falar sobre o Deepin em seu blog, espero que eu tenha conseguido ser claro nas respostas, apesar do nosso problema com a linguagem.

Muito obrigado.

----

Muitas das perguntas que eu fiz ao simpático Hualet Wang, foram tiradas de fóruns, dos comentários aqui no blog em posts sobre o Deepin, no YouTube, no Facebook e também coisas que eu acabei percebendo. Espero que vocês façam bom proveito das respostas e que tenham tirado todas as dúvidas sobre o excelente Deepin, agora você pode participar comentando a nossa entrevista e colocando o seu ponto de vista sobre as respostas oferecidas.

Você também pode sugerir outras entrevistas, para que possamos correr atrás de quem faz o Linux acontecer ao redor do mundo. 

Você pode saber mais sobre o Deepin clicando aqui.

Até a próxima!
_____________________________________________________________________________
Viu algum erro ou gostaria de adicionar alguma sugestão a essa matéria? Colabore, clique aqui.





Blog Diolinux © all rights reserved
made with by templateszoo