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Como impedir um software de ser atualizado no Fedora

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quinta-feira, 13 de fevereiro de 2020

Aprenda como fazer com que um programa fique “congelado” em uma versão, e seja ignorado pelo sistema durante as atualizações no Fedora.

como-nao-atualizar-um-programa-junto-com-o-sistema-no-fedora

A princípio, para alguns, pode parecer um pouco sem sentido. Por que alguém iria querer que um software não fosse atualizado? Mas a verdade é que fazer com que um programa seja ignorado durante as atualizações do sistema pode ser bastante útil em situações específicas para várias pessoas.

Muitas vezes um determinado usuário precisa continuar utilizando uma funcionalidade que está para ser removida nas versões futuras de um determinado programa, ou talvez a versão mais recente desse software esteja apresentando algum bug ou problema de incompatibilidade. Nesses casos, uma solução ao menos temporária seria instalar a versão anterior do software, que ainda funciona muito bem, e sem os tais problemas supostamente apresentados na nova versão.

Todavia, em alguns casos ao atualizar o sistema esses pacotes de versões antigas acabam sendo atualizados, o que acaba sendo inconveniente nessas situações. Para evitar tal comportamento, podemos fazer com que um ou vários pacotes sejam ignorados ao atualizar o sistema, e é este procedimento que aprenderemos a fazer agora.

O Procedimento


Primeiro vamos atualizar o sistema fazendo com que um, ou vários pacotes sejam excluídos apenas durante aquela única atualização, o procedimento deve ser realizado pelo terminal utilizando o comando abaixo.

sudo dnf update --exclude=<pacote>

Lembrando de substituir “<pacote>” pelo nome do pacote que você deseja que seja ignorado. Caso o alvo sejam vários pacotes, apenas escreva os nomes de todos os pacotes separados por uma “,” (vírgula), e sem espaços.

Agora vamos fazer com que um pacote seja permanentemente excluído da lista de atualizações. Para isso, vamos ter que editar um arquivo de texto localizado em um diretório que possui permissões de modificação concedidas apenas ao usuário “root”, por isso precisaremos acessar tal arquivo com um editor de texto aberto em modo “superusuário”.

Este procedimento pode ser feito via interface gráfica utilizando um editor de texto tradicional, como o “Gedit” do GNOME, mas para isso será necessário que você saiba qual é o nome do editor de texto que está usando, e qual o comando para chamá-lo. Se o seu editor de texto for o “Gedit”, tudo o que você precisa fazer é abrir o terminal e rodar o comando abaixo para executá-lo como “root”.

sudo gedit

Substituindo “gedit” pelo comando de inicialização do seu editor de texto, caso seja outro.

Para quem não sabe qual é o seu editor de texto, ou o comando para utilizá-lo, poderá utilizar um editor de texto via terminal chamado “Nano”, que vem pré-instalado em muitas distribuições Linux, e independe de interface gráfica. Mesmo assim, caso o “nano” não esteja instalado no seu Fedora, para instalá-lo é tão simples quanto copiar e colar o comando abaixo.

sudo dnf install nano

Por fim, tudo o que temos que fazer é abrir o terminal e rodar:

sudo nano /etc/dnf/dnf.conf

Na tela que apareceu, conforme a imagem abaixo, adicione uma linha com o conteúdo “exclude=<pacote>” (substituindo “<pacote>” pelo nome do pacote que você deseja ignorar durante as atualizações).

editor-nano-/etc/dnf/dnf.conf-aberto

Agora simplesmente pressione “Ctrl + O” seguido de "Enter" para salvar as modificações, e então pressione “Ctrl + X” para fechar o editor Nano.

Feito isso, o software escolhido já não será mais atualizado junto com o restante do sistema. Para reverter o processo basta excluir a linha “exclude=<pacote>” do arquivo “dnf.conf” localizado em “/etc/dnf/”.

É importante deixar claro que um procedimento como esse deve ser feito apenas em casos de real necessidade, e com softwares que não estejam relacionados com a segurança ou o funcionamento do sistema. Por exemplo, é provável que não tenha nenhum grande problema ao utilizar um player de música desatualizado, mas a situação é bem diferente quando o assunto é um kernel.

A ideia por trás deste artigo é que você saiba que possui essa opção de funcionalidade, mas a mesma deve ser utilizada com responsabilidade. Em caso de dúvidas, antes de realizar o procedimento acesse o nosso fórum, abra um tópico e peça ajuda de outros usuários sobre o seu caso em específico. Não aconselhamos a sair mantendo pacotes desatualizados “à torto e direito”, então se o fizer, faça por sua conta e risco!

Aliás, já que estamos falando em Fedora, uma boa ideia é você continuar a sua jornada de conhecimento aqui no blog lendo um “super artigo” sobre como gerenciar programas e atualizações no Fedora. 😁

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Aprenda a gerenciar programas e atualizações no Fedora

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quarta-feira, 12 de fevereiro de 2020

Aprenda de uma vez por todas a instalar e remover programas, manter o sistema atualizado, e adicionar e remover repositórios de terceiros no Fedora via interface gráfica e linha de comando.

gerenciamento-de-programas-softwares--atualizacoes-no-fedora

Antes de se aventurar nas informações contidas neste artigo, é extremamente importante que você saiba o que são “repositórios” e os “pacotes” no mundo Linux. Para obter tal informação tudo o que você precisa fazer é assistir ao vídeo logo abaixo, e após isso você certamente estará preparado para tirar o melhor proveito possível do conteúdo a seguir.


Manusear pacotes é uma das coisas que mais temos que fazer após instalar uma distro Linux. Seja através de instalações e remoções de programas ou atualizações do sistema. Isso é uma das coisas que mais “assustam” usuários iniciantes que estão pensando em testar uma distro de uma base diferente, pois poderá levar algum tempo até que essa pessoa se acostume com comandos e softwares diferentes para fazer as mesmas coisas. Eu mesmo já “cansei” de tentar rodar um “sudo apt install” no terminal do Fedora. 😁

Muitas vezes esse usuário acabou de chegar, por exemplo, no Ubuntu, vindo de um sistema operacional de fora da base Linux, como o Windows, e já está tendo que aprender um “punhado” de coisas novas. Então ao decidir testar uma distro de uma base diferente, como por exemplo, o Fedora, essa pessoa descobre que terá que reaprender várias coisas que havia acabado de aprender no Ubuntu.

Já presenciei vários usuários que ficaram um pouco infelizes ao descobrir sobre essas diferenças, mas lhes digo, essa é uma transição muito mais simples e fácil do que pode parecer aos olhos de usuários iniciantes.

E é com o intuito de minimizar ainda mais essa transição que decidi escrever este artigo, no qual abordarei os principais métodos de instalação e remoção de programas e atualização do sistema, via interface gráfica e terminal. E para começar, nada melhor que escrever sobre a distro que estou utilizando no momento, e tenho utilizado como sistema principal há cerca de um ano. O Fedora!

Mãos à obra!


Vamos começar falando sobre dois softwares que serão tudo, ou até mais do que você irá precisar para gerenciar pacotes via interface gráfica em qualquer derivação do Fedora. Trata-se do gerenciador de pacotes chamado DNFDragora, e da conhecida loja de aplicativos que muitos de vocês já devem ter utilizado, a GNOME Software.

Muitos dirão que o Discover do projeto KDE seria uma melhor opção para a Spin com o KDE Plasma do Fedora, e de fato o Discover também é uma excelente opção. Todavia, pretendo fazer com que este artigo possa ser utilizado em qualquer uma das spins (“spins” são variações do Fedora com interfaces gráficas diferentes), e a GNOME Software pode ser utilizada da mesma forma em qualquer variação do Fedora, e para que o artigo não fique demasiado longo e cansativo, hoje falarei apenas sobre ela. O que não me impede de escrever sobre o Discover em uma outra ocasião. 😉

Caso você esteja utilizando a versão padrão do Fedora, que utiliza o GNOME Shell, a GNOME Software já vem pré-instalada no sistema. Mas caso você esteja utilizando uma das Spins, basta procurar pela GNOME Software em qualquer loja de aplicativos, ou através do terminal com o seguinte comando:

sudo dnf install gnome-software

Uma vez instalada, a mesma poderá ser encontrada no seu menu de aplicativos sob o nome de “Programas”, conforme pode ser visto na imagem abaixo. O ícone da aplicação pode variar dependendo do tema de ícones que você está utilizando.

gnome-software-programas-fedora

RPM Fusion


Uma vez instalada a GNOME Software, o próximo passo será adicionar os repositórios RPM Fusion. Já fizemos um artigo sobre o RPM Fusion, no qual explicamos do que se trata, e também ensinamos a como instalá-lo. É recomendável que você leia aquele artigo antes de continuar com este.

Snaps


O próximo passo é habilitar o suporte à instalação de pacotes Snap. Caso você não saiba o que é “Snap”, este artigo irá certamente lhe dar um “norte”.

Para habilitar o suporte a aplicações Snap, apenas rode os comandos abaixo no seu terminal, na seguinte ordem:

sudo dnf install snapd

sudo ln -s /var/lib/snapd/snap /snap

Feito isso você já poderá instalar aplicações Snap no seu sistema. Softwares distribuídos em Snap podem ser encontrados na Snap Store, e o processo de instalação é extremamente simples. Após ter encontrado o aplicativo desejado, conforme mostrado na imagem abaixo, simplesmente clique em “Install”, copie o comando e rode-o no terminal. Reiniciar o sistema pode ser necessário a fim de assegurar que o Snap esteja funcionando corretamente.

Mais informações sobre os Snaps podem ser encontradas neste artigo, que mencionei anteriormente.

Flatpaks


O Fedora já vem com o Flatpak instalado por padrão, sendo que tudo o que é aconselhável que você faça agora é habilitar suporte ao repositório Flathub, que contém um vasto catálogo de softwares disponíveis. Para fazê-lo, simplesmente rode o comando abaixo no seu terminal:

flatpak remote-add --if-not-exists flathub https://flathub.org/repo/flathub.flatpakrepo

Pronto, o seu sistema já está preparado para receber pacotes Flatpak do Flathub.

Para mais informações sobre pacotes Flatpak, e sobre como manuseá-los, acesse o artigo que escrevemos sobre o assunto.

Repositórios COPR


Os COPR são repositórios de terceiros nos quais são mantidos softwares que por quaisquer razões não podem estar nos repositórios oficiais do Fedora, algo semelhante ao que os PPAs são para o Ubuntu. Recentemente escrevi um artigo no qual falo sobre o que são os repositórios COPR, e também ensino a utilizá-los, em um artigo que também é um complemento a este.

Pacotes RPM


O “RPM” (extensão: .rpm), inicialmente significando “RedHat Package Manager”, hoje em dia sendo um acrônimo recursivo para “RPM Package Manager”, é o formato de empacotamento utilizado no Fedora.

Para aqueles com maior conhecimento na base Debian/Ubuntu, os “.rpm” estão para o Fedora assim como os “.deb” estão para o Debian, Ubuntu e seus derivados. Um grande número de desenvolvedores disponibilizam seus softwares empacotados em “.rpm”, e um bom exemplo é o Google Chrome, que na sua página oficial encontra-se disponível para download em dois formatos para Linux, sendo eles “.deb” e “.rpm”.

download-google-chrome-rpm-fedora

Pacotes RPM também são encontrados nos repositórios oficiais do Fedora, bem como no RPM Fusion e também nos repositórios COPR. Softwares baixados no formato “.rpm” podem ser instalados via interface gráfica de uma forma extremamente simples, semelhante aos “.deb”. Para fazê-lo basta ter a GNOME Software instalada, dar dois cliques sobre o arquivo, clicar em “Instalar” e digitar a sua senha.

instalacao-google-chrome-rpm-gnome-software

Mas é claro que, como tudo no Linux, a instalação desses pacotes também pode ser feita através do terminal. Para isso, primeiro abra o terminal no diretório em que está localizado o arquivo “.rpm”, e execute o comando abaixo substituindo “<pacote.rpm>” pelo nome do arquivo a ser instalado, incluindo a extensão.

sudo dnf install <pacote.rpm>

GNOME Software


Agora vamos fazer com que todos os softwares em Flatpak, bem como do RPM Fusion apareçam na GNOME Software. Primeiro encerre totalmente a GNOME Software, e então reinicie-a. Isso fará com que a mesma sincronize a lista de softwares disponíveis com os repositórios recém adicionados. Para encerrar a GNOME Software, abra o gerenciador de tarefas/monitor do sistema, encontre o processo “gnome-software”, clique com o botão direito do mouse sobre ele, e então clique em “Matar”. Caso seja da sua preferência, você também pode “matar” o processo da GNOME Software utilizando o comando abaixo:

killall gnome-software

Agora é só abrir a GNOME Software novamente, e aguardar os repositórios serem sincronizados. Feito isso, todos os pacotes do Flathub e RPM Fusion, bem como dos repositórios que já vem pré-ativados no Fedora já estarão disponíveis para serem instalados via interface gráfica através da GNOME Software.

notificacao-atualizacao-do-sistema-gnome-software

Também será possível atualizar o sistema através da GNOME Software, que também mantém atualizadas as aplicações instaladas via Flatpak.

Como pudemos conferir, a GNOME Software é uma “mão na roda”. Através dela podemos gerenciar a instalação e remoção de pacotes dos repositórios oficiais do Fedora, RPM Fusion, Flatpaks, pacotes “.rpm”, e também manter o sistema atualizado. Todavia, a GNOME Software não é capaz de exibir pacotes que não possuam ícones, e é para suprir essa deficiência que utilizaremos o próximo item da nossa lista, o DNF Dragora.

DNF Dragora


O DNF Dragora é um gerenciador de pacotes semelhante ao Synaptic, que funciona totalmente via interface gráfica, porém sem aquele visual moderno e atrativo de uma loja de aplicativos. Possuir um visual mais simplista e menos focado na estética não é necessariamente um defeito, uma vez que muitas pessoas até preferem que seja assim. O DNF Dragora é capaz de exibir pacotes de todos os repositórios oficiais do Fedora, bem como dos COPR e também do RPM Fusion, porém não exibe Snaps e Flatpaks.

dnfdragora

Com o DNF Dragora você pode pesquisar por pacotes utilizando filtros, tais como: “instalados, não instalados e por atualizar”. Além disso, também é possível pesquisar entre apenas nomes ou apenas descrições dos softwares. Na descrição de cada pacote, podemos encontrar uma breve introdução sobre ele, o repositório do qual o mesmo é proveniente, e alguns links relacionados ao software, como por exemplo a sua página no Github.

historico-de-transacoes-do-dnfdragora

O DNF Dragora também exibe um histórico de todas as transações feitas através dele, desde a sua data de instalação. Ao acessar “Preferências do usuário” no menu de “Opções”, e marcar a caixa de diálogo “Mostrar atualizações na próxima inicialização”, toda vez que for aberto o DNF Dragora irá exibir a lista de atualizações disponíveis, que poderão ser aplicadas com literalmente apenas dois cliques.

atualizacao-do-fedora-atraves-do-dnfdragora

Por fim, o DNF Dragora é de longe o meu software preferido para gerenciar pacotes e atualizações via interface gráfica no Fedora. O não suporte a Snaps e Flatpaks acaba não fazendo tanta falta, já que é extremamente fácil pesquisar e instalar apps utilizando tanto a Snap Store quanto o Flathub.

Linha de comando


Depois de ter aprendido a gerenciar pacotes, repositórios e atualizações via interface gráfica, chegou a hora de ligar o modo “hackudão”, para aprendermos a fazer as mesmas coisas via linha de comando.

O software responsável por fazer todo o gerenciamento de pacotes no Fedora é o DNF. Para os recém chegados, o DNF está para o Fedora assim como o APT está para o Ubuntu. Gerenciadores de pacotes via interface gráfica, como o DNF Dragora e a GNOME Software são nada mais que “front ends” para o DNF. Ou seja, ao clicar em “instalar” em um desses softwares, o que está rodando por “debaixo do capô” é na realidade um “dnf install”.

Começando pelo mais básico, o comando abaixo é utilizado para pesquisar por pacotes nos repositórios. Funciona basicamente como os campos de busca do DNF Dragora e GNOME Software, onde você substituirá “<pesquisa>” pelo termo que você deseja pesquisar.

dnf search <pesquisa>

Agora que você já pesquisou pelo pacote que deseja instalar, e já sabe qual é o nome exato do mesmo, para instalá-lo utilize o comando abaixo, substituindo “<pacote>” pelo nome do pacote desejado.

sudo dnf install <pacote>

Suponhamos que você já não queira mais determinado pacote instalado no seu sistema, é extremamente simples removê-lo pelo DNF, veja:

sudo dnf remove <pacote>

Você já dominou a “arte” de pesquisar, instalar e remover pacotes via terminal no Fedora, então agora chegou a hora de atualizar o sistema! Caso você esteja vindo do Ubuntu, deve se lembrar de que lá existem dois comandos para atualizar o sistema, que são o “apt update” e o “apt upgrade”, que servem para respectivamente sincronizar os repositórios e efetuar a atualização.

No Fedora os repositórios são sincronizados toda vez que o DNF é utilizado. Sempre ao executar comandos para pesquisar, instalar ou remover pacotes, é como se o sistema executasse um “apt update” de forma automática, desta forma você sempre estará com os repositórios atualizados ao efetuar qualquer transação.

Tal característica pode tornar o processo alguns segundos mais lento, dependendo da velocidade da sua conexão, mas também o torna, de certa forma mais simples e eficaz. Assim, para atualizar o sistema no Fedora precisamos utilizar apenas um comando, que é o seguinte:

sudo dnf update

Este que falaremos a seguir é um comando muito útil, que por alguma razão não é conhecido por muita gente. Através dele você poderá obter detalhes sobre pacotes, como versão, descrição, tamanho, se está ou não instalado, página no Github ou site oficial, entre outras coisas.

dnf info <pacote>

Uma curiosidade é que também existe um comando equivalente ao “dnf info” no Ubuntu, o qual também não é conhecido por muitas pessoas. Trata-se do “apt show”. 😄

Quando você instala um software, geralmente são instaladas algumas dependências junto com ele. Ou seja, você instala um programa, mas para que ele possa funcionar corretamente outros softwares precisam ser instalados ao lado. Todavia, ao desinstalar esse mesmo programa, nem todas essas dependências são removidas, e é exatamente por essa razão que utilizamos o próximo comando.

O “autoremove” é responsável por remover todos aqueles que são chamados de pacotes “órfãos”, que são nada menos que dependências que foram instaladas, e já não são mais necessárias. Trocando em miúdos, são softwares que estão instalados por nada na sua máquina, apenas ocupando espaço em disco e nada mais. Para resolver esse “problema”, é recomendado de tempos em tempos executar o comando a seguir.

sudo dnf autoremove

Para fins de informação, um comando semelhante também existe no Ubuntu, que é o “sudo apt autoremove”. E também no Arch Linux, que é o “pacman -R $(pacman -Qdtq)” 😊

O comando seguinte é muito útil após ter sido removido algum repositório de terceiros, como por exemplo um COPR. Ao remover um COPR, muitos dos softwares que você havia instalado a partir do mesmo podem continuar instalados no seu sistema. Dessa forma, o que o comando abaixo faz é sincronizar todos os pacotes instalados no seu sistema com os repositórios atualmente ativos. Assim removendo ou fazendo downgrade de softwares provindos de repositórios já removidos.

sudo dnf distro-sync

Notas finais


E com isso chegamos ao fim do nosso tutorial sobre gerenciamento de pacotes e atualizações do sistema no Fedora. Espero que este conteúdo possa tornar mais fácil a vida daquelas pessoas que estão chegando no Fedora, seja vindas de outra distro Linux, ou até mesmo de outro sistema como Windows e MacOS.

É bem possível que eu venha a fazer mais artigos como este, sobre distros diferentes. Mas é claro que farei isso apenas se for interessante à vocês, leitores. Então digam-me se vocês tem interesse em mais artigos sobre outras distribuições seguindo esta linha. E se a resposta for sim, qual distribuição vocês querem que seja a próxima? Sinta-se a vontade para expressar as suas ideias nos comentários abaixo! 😁

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COPR: Os PPAs do Fedora

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segunda-feira, 20 de janeiro de 2020

Saiba o que são e como utilizar os repositórios copr do Fedora.


Todos, ou ao menos a maioria de vocês que estão lendo esse artigo já devem saber o que é, ou ao menos ter ouvido falar nos PPAs. Aos “desavisados”, os PPAs são repositórios de softwares para o Ubuntu e seus derivados que podem ser criados e mantidos por qualquer pessoa que tenha conhecimento o suficiente para fazê-lo.

Caso você ainda esteja meio que “boiando” no assunto repositórios, o vídeo abaixo com certeza irá deixar bem claro do que se trata.


Agora que você já sabe o que são repositórios, vamos aos copr.

A sigla copr significa “Cool Other Package Repo”, e em termos leigos é uma plataforma na qual qualquer desenvolvedor pode criar repositórios para distribuir os seus softwares para que possam ser instalados de forma facilitada em qualquer máquina com o Fedora instalado.

A associação com os PPAs é inevitável, já que a ideia por trás do serviço é bastante semelhante, mas na prática os repositórios copr são utilizados para objetivos um pouco diferentes do que os PPAs.

É extremamente comum encontrar programas internet afora que dependam de PPAs para serem instalados no Ubuntu e derivados. Já no caso do Fedora, a maior parte dos programas utilizados pela maioria dos usuários estão presentes nos repositórios oficiais ou no RPM Fusion, de forma que podem ser instalados diretamente da loja de aplicativos do sistema. Em outros casos, muitos desenvolvedores optam por disponibilizar os pacotes .rpm, que podem ser instalados de forma semelhante aos .deb da base Debian/Ubuntu ou aos .exe do Windows.

Na maioria dos casos, os repositórios copr são utilizados para fins de testes, disponibilizando versões “bleeding edge”, betas ou até alphas de softwares, como por exemplo o repositório “che-mesa” que contém versões extremamente atualizadas do Mesa Driver, sobre o qual falamos neste artigo.

Como utilizar?


Todos os repositórios copr podem ser encontrados no site oficial do serviço, e a instalação procede da seguinte forma:

No exemplo abaixo estarei ativando o copr do repositório “che-mesa”, utilizando os nomes do usuário e do repositório que podem ser encontrados na página do mesmo, conforme pode ser visto na imagem abaixo.

sudo dnf copr enable che/mesa

Encontrando nome do usuário/repositório no copr.
Pronto! Agora na próxima vez que você atualizar o seu sistema, ou instalar algum software o repositório será sincronizado automaticamente. 

Para remover o repositório, basta utilizar o mesmo comando, substituindo “enable” por “remove”, conforme o exemplo abaixo.

sudo dnf copr remove che/mesa

E por fim, para remover todos os softwares que haviam sido instalados a partir do repositório recém removido, basta rodar o comando a seguir:

sudo dnf distro-sync

Obs.: Os repositórios copr assim como os PPAs são repositórios que podem ser criados e mantidos por qualquer pessoa que tenha o conhecimento necessário para fazê-lo. Tanto nós do Diolinux, quanto a equipe do próprio Fedora não podemos garantir a segurança ou o funcionamento de qualquer copr. Use por sua conta e risco!

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