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Deepin 15.9, conheça as novidades!

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quarta-feira, 16 de janeiro de 2019

O Deepin começa o ano de 2019 com uma atualização significativa, agregando novas funcionalidades a sua interface gráfica, Deepin Desktop Environment (DDE) e corrigindo bugs.

deepin-15.9

Anunciada hoje, (16 de Janeiro), pela empresa chinesa Wuhan Technology, está disponível  a atualização do Deepin para usuários do sistema chinês, com download em seu site oficial. 

Correções de bugs já conhecidos, e melhorias de performance em funcionalidades e aplicações existentes, foram os alvos desta nova versão. Mas não para por aí, funcionalidades extras foram adicionadas.

Quem conhece minha trajetória e acompanha meu singelo projeto OSistemático, sabe que nutro um certo carinho pelo sistema, principalmente pela sua interface gráfica e aplicações singulares.

Novidades para quem possui tela touchscreen


Para dispositivos que possuem tela sensível ao toque, a nova versão 15.9 trará suporte aos múltiplos toques, como: cliques, cliques duplos, pressionamento prolongado para chamar o “menu de contexto”, deslizar para cima e para baixo, em páginas da web e aplicações, entre inúmeras possibilidades.

touchscreen-deepin-tela-toque

Outra funcionalidade que está presente é o teclado virtual, muito útil para utilização da tela com touchscreen, ou até mesmo outras ocasiões, por exemplo uma teclado ausente ou com algum defeito. 

teclado-virtual-acessibilidade-deepin

Gerenciamento inteligente de energia


Com esta funcionalidade o Deepin visa simplificar configurações relacionadas ao gerenciamento de energia, dando maior controle ao suspender o monitor, ou até mesmo na própria gestão de energia, de notebooks e desktops.

deepin-energia-gerenciamento-bateria

Atualizações e instalações de programas, mais veloz


Através do recurso denominado de “Smart Mirror Switch”, o Deepin irá automaticamente identificar o espelho mais rápido, e próximo a localidade do usuário. Isso resultará em menos configurações manuais, e eventuais melhoras no download de aplicações e atualizações do sistema. Este recurso pretende sanar uma dos maiores problemas do Deepin, sua lentidão ao efetuar download de atualizações e instalar apps no sistema.

deepin-download-espelhos-servidor

Correções de vários bugs e aprimoramento no sistema


Muito mais novidades acompanham o sistema, e muitas melhorias de baixo do capô. Nem sempre o usuário nota as modificações e melhorias. Apenas questões visuais, ou recursos adicionais na interface ou software adicionado.

Diversas correções foram realizadas nesta nova versão, seja na interface gráfica DDE, ou aplicações do ecossistema Deepin, alguns exemplos de apps e funcionalidades com bugs solucionados:

Lista de aplicações e funcionalidades com bugs corrigidos, na versão do Deepin 15.9


  • Centro de contro;
  • Launcher;
  • Área de trabalho;
  • Dock;
  • Gerenciador de arquivos do Deepin;
  • Deepin Installer;
  • Deepin Store;
  • Deepin Movie;
  • Deepin Music;
  • Deepin Graphics Driver Manager;
  • Deepin Image Viewer;
  • Deepin Terminal;
  • Deepin Editor;
  • Entre outros.

Se quiser ver a lista completa de aplicações e seus referentes bugs, acesse o site oficial do Deepin com a publicação.

O Deepin é um sistema que vem chamando a atenção de muitas pessoas, tem algumas questões e receios por ser chinês, mas fica evidente que sua interface e aplicações agregam em funcionalidades importantes e parece que seus desenvolvedores vem trabalhando e lapidando a cada dia o seu ecossistema.

Acesse o site oficial do Deepin, e efetue o download desta nova versão.

Já testou a nova versão 15.9 do Deepin? Usa como sistema principal? Diga nos comentários o que acha do Deepin e sua belíssima interface DDE.

Até mais pessoal, nos vemos na próxima, SISTEMATICAMENTE!
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Conheça as novidades do recém lançado Manjaro Linux 18

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quarta-feira, 31 de outubro de 2018

Os desenvolvedores do Manjaro anunciaram o lançamento de uma nova versão do sistema. Apesar de ser Rolling Release, de tempos em tempos os desenvolvedores atualizam a ISO do sistema para compilações específicas, convergindo pacotes que estavam em linhas instáveis de desenvolvimento anteriormente para a versão estável do Manjaro e acrescentando novidades.


Manjaro Linux Illyria






Existem várias novidades interessantes neste lançamento do Manjaro, entretanto, para aqueles que usam a distro regularmente, essa nova atualização parecerá mais uma lapidação do que algo "super novo", porém, se fazia um certo tempo que você não testava o Manjaro, saiba que esta versão está ainda mais completa e fácil de utilizar.

Confira o vídeo abaixo que fizemos para mostrar para você os principais destaques da nova versão do Manjaro em uma de duas versões principais, com a interface XFCE:


Vamos aos destaques da versão 18 do Manjaro, que recebeu o codinome "Illyria". No título eu usei a palavra "recém", mas na verdade, ainda que sejam poucos dias, o Manjaro 18 foi lançado no dia 28 de Outubro, então, estamos um pouco atrasados! Mas ao invés de lamentar, deixe-me mostrar o que novo Manjaro pode lhe oferecer. 😊

Manjaro 18 Illyria


Atualmente, somente as versões principais do Manjaro, com XFCE, KDE Plasma e GNOME Shell estão disponíveis, as versões comunitárias ainda deverão ser lançadas nos próximos dias. Você pode fazer o download da versão 18 do Manjaro através do site oficial

Se você já está usando o Manjaro, basta manter o seu sistema atualizado, o próprio gerenciador de pacotes deverá te orientar para a atualização, porém, você pode fazer a atualização via terminal com o seguinte comando:
sudo pacman -Syyu
Claro, é sempre bom fazer um backup antes de qualquer procedimento como este, just in case.

Manjaro XFCE


Finalmente o XFCE recebeu uma atualização! Não é a toa que o XFCE é uma das mais leves e debugadas interfaces do mundo Linux, há muito tempo ele não recebia grandes upgrades e, para falar a verdade, ele realmente não recebeu nada de exuberante, como era de se esperar, mas temos uma nova versão! XFCE 4.13. Você pode ver um relatório bem completo de todas as novidades do XFCE na página de desenvolvimento do Xubuntu, os mesmos benefícios são esperados no Manjaro.

Nesta nova versão do sistema, os desenvolvedores do Manjaro tentaram melhorar a experiência de uso no desktop, trazendo um novo tema e um novo recurso do "Manjaro Hello", a tela de boas-vindas, onde é possível selecionar, instalar e remover aplicativos populares do sistema.

* Até mesmo aquele detalhe no design dos ícones no menu, que eu havia mencionado no vídeo acima, foi corrigido. Boa Manjaro!

Manjaro Linux 18
Manjaro 18 XFCE usando o tema Adapta-Maia e rodando Kernel 4.19

Um novo recurso interessante provindo do XFCE é o chamado "Display Profiles", ele permite que sejam criados perfis de configuração de monitores, o que torna a vida de quem trabalha com multimonitores eventualmente mais prática. 


Manjaro KDE


Enquanto a versão XFCE continua sólida como uma rocha e com poucas novidades, considerando o KDE, este sim é um mar de novidades a cada lançamento. O Manjaro KDE continua a oferecer uma das melhores experiências com o Plasma nas distros Linux atualmente.
Manjaro KDE Pĺasma


Temos a versão 5.14 do Plasma chegando ao Manjaro e os KDE-Apps na versão 18.08, não existe nada especificamente criado pelo Manjaro para o Plasma, além de suas aplicações tradicionais que são usadas em todas as versões principais, como o supracitado "Manjaro Hello", "MHWD" para configuração de drivers, o aplicativo responsável pela configuração do idioma e por gerenciar as versões do Kernel, etc. Todas fazendo parte do excelente "Manjaro Settings Manager".
No Manjaro KDE, a "Manjaro Hello" não mostra a opção de gerenciar aplicativos, como mostra na versão XFCE e GNOME. As configurações do "Manjaro Settings Manager" são integradas ao painel de controle do KDE e temos uma opção avançada para configurar o SystemD.

SystemD KDE Pĺasma Manjaro

Manjaro GNOME


O Manjaro GNOME é a versão mais  recente a fazer parte da família de versões oficiais do Manjaro, mas não por isso ele é menos importante. O GNOME chega na versão 3.30 para o novo Manjaro, o que traz várias melhorias para o GNOME Shell e aplicações GNOME em si.

GNOME Shell Manjaro


O GNOME do Manjaro é altamente modificado, muito mais do que o do Ubuntu até, com uma série de extensões instaladas adicionadas por padrão e outro "punhado" instaladas, apenas esperando pela sua ativação. Inclusive, existe uma opção no sistema que permite reverter todas as modificações no GNOME implementadas pelo time do Manjaro para que você possa usar a versão "Vanilla" do ambiente, semelhante ao que você encontraria no Fedora.

A versão GNOME do Manjaro também vem com o tema "Adapta-Maia" por padrão, dando um visual mais moderno, com inspiração no Material Design, para a distro. Em termos de consumo de RAM, a versão do GNOME do Manjaro ainda continua um pouco acima do que as demais versões, menos otimizado que o Ubuntu 18.10 neste sentido, mas melhor que o 18.04.

O Kernel do Manjaro e mais novidades


O kernel 4.19 LTS é agora usado como padrão, ainda que você possa instalar outras versões facilmente através do gerenciador de Kernel. 

Temos também um novo Pamac (padrão das versões XFCE e GNOME) capaz de editar os PKGBuild, tornando-se um "ajudante" mais completo para o usuário que deseja trabalhar com o AUR. Todos os arquivos usados em um compilação serão armazenados no diretório "/var/tempo/pamac-build-user", onde "user" é o seu nome de usuário.

Outra novidade legal com o Pamac é que agora ele possui novos comandos que podem ser usados via linha de comando, funcionando de uma forma mais inteligível, como o apt, dnf, zypper, yum, etc. Com comandos simples como:

sudo pamac update, sudo pamac install pacote, sudo pamac remove pacote,sudo pamac upgrade e outros, consulte o manual da ferramenta.

O instalador padrão do Manjaro, o Calamares, agora usado pelo Lubuntu 18.10 também, foi atualizado e recebeu correções de bugs menores. 

Se você gosta de jogar, boas novas também! O Manjaro 18 inclui suporte para a geração mais recente de drivers Nvidia, 410.x e Mesa Driver 18.3, facilmente instaláveis através do gestor de drivers do sistema.

O que mais virá?


O Manjaro me parece no início de um projeto de "comercialização" da distro, fazendo parcerias para lançar a distro com Laptops de fábricas e coisas do tipo, como já acontece com alguns modelos. 

Pisar no terreno onde a resposta do consumidor se dá em compra de um produto é um pouco diferente do que simplesmente "agradar a sua própria comunidade" e isso tem levado ares mais profissionais ao projeto, ao que me parece.

O Manjaro sempre foi uma distro "dirigida pela comunidade", ou como se usa na expressão em inglês, "a community-run distro", porém, o mercado, ainda que muito dele nesse caso seja a própria comunidade Manjaro, exige certos padrões, certos cuidados. Reflexo disso é a melhoria feita nos temas do sistema, lapidando a usabilidade, criando novos recursos que facilitem a vida dos usuários e coisas do tipo.

Ainda assim, existe ainda um grande caminho a ser trilhado, potencial e competência nós sabemos que os profissionais do Manjaro tem, quem sabe o que eles vão fazer no futuro?

O que eu vou escrever agora pode parecer um "sacrilégio" para muitos e pode ir contra ou a favor do que os desenvolvedores do Manjaro desejam, sinceramente eu não sei o posicionamento deles quanto a isso. Mas tomando o pressuposto de recursos são finitos, tanto humanos, quanto tecnológicos, e mesmo tempo; para o Manjaro ficar ainda melhor seria interessante eles terem apenas uma única versão oficial e transformar o restante em versões da comunidade. Focando assim recursos de desenvolvimento em uma distro apenas. Menos é mais geralmente, e o Manjaro é um exemplo de distro com versões com "todas" as interfaces, o que não é necessariamente bom (e nem ruim).

Curiosamente não foi o que eles fizeram ao agrupar a versão GNOME recentemente para o "set" de versões oficiais, o que vai totalmente ao oposto do que eu disse, mas o Manjaro tem, na minha modesta opinião, junto com o KDE Neon, um dos KDE Plasma mais interessantes, atrelado ao AUR e as ferramentas que o Manjaro dispõem, seria um caminho interessante para se seguir, focando a energias em melhorar uma única versão, em um único ambiente.

Fico me perguntando o que aconteceria com a distro, mercadologicamente falando, caso isso acontecesse...

Ainda assim, mesmo com três versões oficiais distintas, e várias edições comunitárias, o Manjaro continua "arrasando corações" por aí. 


O que você acha?

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elementary OS 5.0 Juno lançado! Conheça as novidades e faça o download!

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quarta-feira, 17 de outubro de 2018

Os desenvolvedores do elementary OS anunciaram a mais nova versão do sistema baseado no Ubuntu 18.04 LTS, que chega com melhorias visuais, de performance e recursos da interface.

elementary OS 5.0 Juno






Cassidy James Blaede, um dos principais desenvolvedores do elementary OS, anunciou o lançamento da versão 5.0 (Juno) do sistema através de um post no blog oficial do elementary OS, contando todas as novidades presentes na nova versão da distro.

Uma lapidação do Loki


O nome "Loki" aqui é uma referência ao codinome da versão imediatamente anterior do elementary OS, baseado no Ubuntu 16.04 LTS. Temos uma review dessa versão aqui no blog para você conferir inclusive, mas estrou trazendo o elementary OS Loki à discussão porque se você é o tipo de usuário que só "dá uma olhada" no sistema a cada lançamento, vai acabar vendo na versão atual, Juno, "apenas" uma lapidação  da versão Loki.

Temos poucas modificações visuais que saltam aos olhos, mas não deixe isso te enganar. Realmente o elementary OS 5.0 Juno é uma lapidação do que foi feito na versão anterior, mas existem muitos detalhes de usabilidade, coesão visual e recursos que foram modificados, ainda que não fique tão óbvio à primeira vista.

Mudanças sutis que fazem a diferença 


elementary OS AppCenter

Uma mudança bem sutil mas que causa uma sensação interessante, do ponto de vista de marketing (que é uma área que eu adoro), é a mudança na numeração. O elementary OS Loki respondia pela numeração "0.4.x", o que dava a impressão de que o sistema ainda não tinha chegado a sua maturidade, não chegando ao "1.0" ao menos. Nesta nova versão, para acabar com essa impressão, a nomenclatura ficou "5.0", e não "0.5", o que sem dúvida é algo positivo.

Ainda que o projeto seja sólido e tenha objetivos bem definidos, o elementary OS ainda tem muito chão pela frente para tornar o seu modelo de negócio algo tido como "extremo sucesso", mas sem dúvida, é algo que todos esperamos.

O elementary OS, neste aspecto, me parece ser o tipo de sistema que você pode dizer algo como: "OK, eu não concordo com o rumo que você estão dando, mas ao menos vocês tem certeza do que querem". Particularmente gosto de pessoas que tem objetivos claros e estão preocupados em agradar quem, igualmente, gosta da proposta.

Temos mudanças e refinamentos no painel de configurações do sistema, no WingPanel (Barra superior), um novo tema de ícones para as pastas e ícones remodelados para vários tipos de arquivos, entre muitas outras coisas.

Tivemos melhorias significativas também na loja de aplicativos "pay what you want" que o sistema possui, o que acabou atraindo mais e mais desenvolvedores para o sistema, colocando a distro um passo mais próximo de seu objetivo: tornar-se uma nova plataforma para softwares Open Source.

Conferindo os vídeos abaixo você terá uma noção clara de todas as novidades no sistema:





Além do elementary...


Apesar do elementary OS possuir um vasto ecossistema atualmente, muitas coisas ainda ficam à cargo da base Ubuntu que o sistema carrega. Em momento algum os desenvolvedores escodem isso dos usuários, muito pelo contrário, ao visitar a aba "Sobre" no painel de configurações, você verá a frase "construído sobre o Ubuntu 18.04 LTS".

Por conta disso, o elementary OS possui elementos comuns da versão LTS mais recente do Ubuntu, como o Kernel, a versão dos drivers e o "grosso" dos pacotes contidos em seu repositório. No momento atual, tudo o que você vê na tela do seu elementary OS é de responsabilidade dos desenvolvedores da distro, mas boa parte do que você não vê, vem do Ubuntu.

As versões LTS do Ubuntu são realmente muito sólidas e estáveis, especialmente a base do sistema, geralmente os bugs eventuais ocorrem em implementações de softwares e interfaces sobre e essa base, e não na base do sistema. Com o novo elementary OS você terá o Kernel Linux 4.15.x, drivers Nvidia 390.x e Mesa 18.1 (AMD e Intel), entretanto isso pode ser modificado adicionando-se PPAs , ou ainda, manualmente, o que requer um pouco de conhecimento avançado em Ubuntu para tal.

Falando em repositórios extras, apesar do elementary OS conseguir suportar Snaps, Flatpaks e PPAs, nenhum dos formatos é aceito nativamente, ficando a cargo do usuário fazer as modificações adequadas para ativar o suporte desejado.


Onde baixar a nova versão do elementary OS?


Ficou interessado e gostaria de baixar a nova versão dos sistema para fazer os seus próprios testes? Isso é muito simples, basta ir até o site do elementary OS e efetuar o download. Algo que gera um pouco de dúvida entre os novatos é que o elementary OS é um sistema "pague o que quiser", então na página de download você será convidado a fazer o download através de uma colaboração financeira; colaboração essa que pode ser de qualquer valor, inclusive, nenhum.

elementary OS Download Grátis


Caso queira baixar o elementary OS gratuitamente em um download direto ou por torrent, basta colocar "zero" como valor e baixar sem complicação. 

Por último, mas não menos importante, fica a recomendação para você conferir o artigo "7 coisas para fazer depois de instalar o elementary OS". Ele foi criado para a versão Loki, mas todos os procedimento continuam absolutamente válidos e necessários.

Até a próxima!

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elementary OS Juno (Beta) está disponível para download e testes!

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quarta-feira, 4 de julho de 2018

Daniel Foré, principal desenvolvedor e líder do projeto elementary OS, anunciou no blog oficial da distribuição a disponibilidade da versão Beta do elementary OS 5 Juno.

elementary OS 5 Juno






Depois de muito tempo de espera, finalmente está disponível para testes a nova versão do elementary OS. Esta nova versão do sistema é baseada na nova versão LTS do Ubuntu (18.04) e traz vários polimentos para o Pantheon Shell, a interface do elementary OS.

Os desenvolvedores do elementary informam que a versão Beta do Juno é feito exclusivamente para desenvolvedores e pessoal com habilidades técnicas para contornar eventuais problemas, pois bugs na versão beta são esperados, ou seja, usuários finais não devem cogitar esta versão Beta do elementary OS para produção.

Outro alerta que os desenvolvedores fazem é que a AppCenter, com o sistema "Pay What You Want" está com pouquíssimos aplicativos de terceiros disponíveis no momento, o que deve ser ampliado no lançamento da versão final, visto que há uma retenção proposital.

A versão final do elementary OS Juno até o momento não tem data para ser lançada.


Os desenvolvedores também alertam que o momento do Beta também é importante para a comunidade de tradutores do elementary OS, além disso, aos que desejarem testar o sistema, nas configurações em "Sobre" você encontra um botão para reportar bugs, isso vai ajudar a deixar a versão final do sistema melhor.

Você pode conferir as últimas novidades sobre o elementary OS aqui neste tópico do blog. Para saber sobre as novidades da versão Juno clique aqui.

Você pode baixar a versão Beta do elementary OS em download direto e torrent por aqui.

Até a próxima!
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Ubuntu 18.04 LTS Bionic Beaver lançado, conheça 21 novidades sobre o sistema!

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quinta-feira, 26 de abril de 2018

Depois de uma longa espera, desde o anúncio do fim do Unity, temos a primeira versão LTS do Ubuntu com GNOME Desktop. Confira agora as novidades do Ubuntu 18.04 LTS Bionic Beaver e faça o download.

Ubuntu 18.04 LTS Bionic Beaver Download






A Canonical anunciou a disponibilidade da versão 18.04 LTS do Ubuntu para todos os usuários, esta versão acrescenta muitas novidades desde a última LTS do sistema, o Ubuntu 16.04.

Ser "LTS" significa que esta edição tem suporte de segurança e atualizações pelos próximos 5 anos, ao contrário do Ubuntu 17.10 ou do 18.10, que ainda será lançado no próximo mês Outubro, que possuem apenas 9 meses de suporte, por exemplo.

O que há de novo no Ubuntu 18.04 LTS?


Além do GNOME Shell, que por si só já oferece uma grande diferença visual, especialmente para os usuários vindos no Unity, temos uma nova aplicação figurando no "set" padrão do sistema, que é o GNOME ToDo, um aplicativo para criar e gerenciar tarefas. Mas é claro que essa não é a única novidade.

Outras novidades incluem:

1 - GNOME 3.28;

2 - Nautilus 3.26, a versão anterior foi mantida para preservar a área de trabalho, já que o GNOME "Original" acabou removendo a funcionalidade;

3 - O GNOME Shell do Ubuntu possui duas extensões, a Ubuntu Dock, que cria a barra lateral na esquerda (que pode ser movida para baixo e para a direita) e o Ubuntu indicators, que exibe indicadores perto do menu integrado;

4 - Kernel Linux 4.15, com melhor suporte para hardware AMD e otimizações;

5 - O Ubuntu agora só tem versão de 64 bits;

6 - SWAP agora não precisa ser uma partição, por padrão o Ubuntu cria um arquivo como SWAP;

7 - Driver Nvidia 390.x com disponibilidade do codec NVENC diretamente do seu repositório padrão, o que é muito útil para quem grava vídeos;

8 - Mesa Driver 18.x, ótimo para quem tem placas AMD e Intel;

9 - Suporte nativo para pacotes SNAP que podem ser instalados via GNOME Software, como Spotify e Skype;

10 - Alguns aplicativos nativos do sistema são SNAPs, como o mapa de caracteres;

11 - Sistema de LivePatch da Canonical agora está disponível para usuários comuns através de login na sua conta Ubuntu;

12 - O Ubuntu agora oferece uma "instalação mínima", que permite que você instale no seu computador um sistema mais enxuto, com menos aplicativos;

13 - O Ubuntu agora pode coletar dados do seu computador na pós-instalação e pode coletar informações sobre os apps que você instala via GNOME Software para ajudar na curadoria do repositório, essas funcionalidades podem ser facilmente desabilitadas no menu "privacidade" do GNOME Control Center;

14 - O Ubuntu agora tem uma "tela de boas-vindas" que mostra ao usuário alguns configurações e opções importantes, incluindo a revisão das configurações de privacidade e do livepatch;

15 - O Ubuntu continua usando o tema Ambiance, mas o Nautilus possui um uma visual renovado, além disso temos o novo Communitheme disponível na GNOME Software via Snap;

16 - O Ubuntu agora tem suporte nativo e completo a emojis de todos os tipos;

17 - O X.org é o servidor gráfico padrão, mas na tela de login você ainda pode escolher o Wayland para utilizar;

18 - Temos atualização de todos os softwares padrões, como Firefox, LibreOffice e mais;

19 - Temos um novo conjunto de wallpapers;

20 - Systemd Resolved, é o novo resolvedor de DNS padrão;

21 - Python 3 agora é padrão;

E muitas outras pequenas novidades, você pode conferir a nossa review completa do Ubuntu 18.04 LTS logo abaixo, nela falamos sobre os pontos positivos, negativos, novidades e o bugs encontrados:




As flavors do Ubuntu também estão disponíveis para Download, então se você estava esperando pelo Ubuntu MATE, Ubuntu Budgie, Xubuntu, Lubuntu, Kubuntu, etc, basta acessar aqui e baixar a versão desejada.

Atualização para a nova versão e download do novo Ubuntu 


As pessoas que estavam testando um Beta ou uma Daily Build só precisar atualizar o sistema para chegar até a versão final. Se você usa a outra LTS do Ubuntu (16.04) eu recomendo fortemente que você faça uma instalação limpa, as mudanças são muito drásticas, na minha opinião, para fazer uma atualização direta, ainda que você possa.

Para fazer o download da ISO final do Ubuntu 18.04 LTS Bionic Beaver basta clicar aqui.

O que você está achando da nova versão do Ubuntu? Já instalou?

Até a próxima!
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Ubuntu 18.04 LTS Beta 1 Bionic Beaver está disponível para você testar!

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segunda-feira, 12 de março de 2018

Estamos nos aproximando da época do lançamento da mais nova versão de longo suporte do Ubuntu. O 18.04 LTS, codinome "Bionic Beaver", deverá sair em meados de Abril e agora você já tem uma ISO com uma prévia do que virá para testar.

Ubuntu 18.04 LTS Bionic Beaver Beta 1






Dustin Krysak anunciou (ainda no dia 9) através da lista de e-mails do Ubuntu a disponibilidade do primeiro Beta oficial do Ubuntu 18.04 LTS e de seus flavors, como Xubuntu, Ubuntu MATE, etc.

Você pode baixar o os primeiros betas diretamente do site da daily builds do Ubuntu, atualmente só existe a versão de 64 bits disponível, e provavelmente isso se manterá na versão principal.

Quem gosta de outras variantes do sistema, com outras interfaces, poderá baixar as flavors que aderiram ao Beta 1, já que nem todos participam do processo da mesma forma, você pode fazer o download das ISOs clicando nos links abaixo e não esqueça de checar as notas de lançamento para conhecer as novidades da cada "sabor":


Ubuntu Budgie 18.04 Beta 1;

O próprio Ubuntu em si já entrou em sua fase de congelamento e agora não deve mais receber novos recursos, sendo esta a fase de correção de bugs. Krysak comenta que essas "pre-releases" do Ubuntu não devem ser usadas por pessoas que precisem de um sistema completamente estável, elas são recomendadas para todos os desenvolvedores e usuários que desejam ajudar a reportar os bugs do sistema para que tenhamos uma LTS ainda mais estável para quando a data de lançamento chegar. Pessoas que precisam do Ubuntu para trabalho ainda devem permanecer na LTS anterior (Ubuntu 16.04 LTS).

Tirando algumas dúvidas comuns


Algumas pessoas que andaram testando estes betas me perguntaram "por onde anda" o novo tema do Ubuntu que havia sido prometido. Então... realmente ele ainda não está como padrão e sinceramente eu já começo a ficar em dúvida se ele realmente será o padrão na versão final, no entanto você pode instalá-lo sem problemas através do tutorial deste artigo no blog.

Se você testou alguma daily build anterior, basta ir atualizando e você chegará nos pacotes presentes neste beta, no entanto, não espere grandes novidades, tivemos basicamente a atualização dos pacotes do sistema que já estavam presentes.

A nova versão da GNOME Software está com alguns detalhes novos, como alguns filtros e dá preferência para os pacotes Snap (ao menos do Ubuntu). No painel de controle, na sessão de contas online, também temos agora a opção de login no Ubuntu One para a instalação dos pacotes Snap que requerem autenticação.

Temos alguns outros detalhes que mudaram mas que já foram abordados em outras matérias do blog, como o novo método de instalação mínima e o hardware survey que poderá ser habilitado/desabilitado na instalação do sistema para informar aos desenvolvedores em que hardware o sistema está rodando.

Pra galera que usa placas Nvidia, o driver mais  recente disponível no repositório atual é o 390.x, com suporte para o codec NVENC nativo.

E você, já está testando a nova versão do Ubuntu? O que achou das novidades? Como está sendo a sua experiência? Compartilhe a sua opinião através dos comentários! :)

Até a próxima!
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Agora você pode testar o KDE Plasma Mobile no VirtualBox

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sexta-feira, 2 de fevereiro de 2018

Os desenvolvedores do Plasma Mobile anunciaram que o público pode testar o sistema operacional para dispositivos móveis através de uma simples máquina virtual, assim todos os interessados poderão ter uma noção do que está por vir ao mundo dos Smartphones.

Plasma Mobile VirtualBox






Iniciativas como a do Librem 5, o Smartphone da Purism, podem dar um hardware para sistemas operacionais como o Plasma Mobile, enquanto isso não acontece, acaba ficando complicado de ver como o sistema está e o que ele tem a oferecer, pelo menos até agora.

Para facilitar a vida de quem quer testar e ajudar no desenvolvimento do Plasma Mobile, a comunidade KDE criou uma série de ISOs que podem rodar no VirtualBox, ou outros virtualizadores de sistemas, permitindo que você tenha acesso aos primeiros Alphas da versão para dispositivos móveis do Plasma.

Plasma Mobile

Apesar da experiência no VirtualBox não refletir a experiência que as pessoas poderão ter nos Smartphones, os desenvolvedores pedem para que sejam testadas funções básicas do sistema, como a instalação de aplicativos, configurações, adição de Widgets na Home, entre outras coisas.

Você pode fazer o download das ISOs de teste do Plasma Mobile aqui.

Mais informações e recomendações dos desenvolvedores você encontra aqui. O devs também pedem para que os usuários lembrem que se trata de uma versão experimental, devem haver bugs e não é recomendável usar o Plasma Mobile em produção ainda.

Até a próxima!
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Lançado Ubuntu 17.10 Artful Aardvark, faça o download agora!

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quinta-feira, 19 de outubro de 2017

A versão mais "diferente" do Ubuntu nos últimos anos acabou de sair. Depois de aproximadamente 6 meses de desenvolvimento, o Ubuntu 17.10 Artful Aarvark está disponível para download gratuito, confira as novidades:

Ubuntu 17.10 Download





Essa certamente é uma edição marcante do Ubuntu, assim como foi a 11.04 (uma das primeiras que usei), que trouxe o ambiente Unity pela primeira vez para o sistema, a versão 17.10 marca a volta do ambiente GNOME para o Ubuntu.

Se você acompanha o canal e o blog com frequência deve ter visto que cobrimos as principais novidades da versão, se você não viu e vai baixar o sistema pela primeira vez depois de usar por dois anos o Ubuntu 16.04 LTS, amigo...  (ou amiga), você terá uma grande "surpresa"!


A nova aparência


O GNOME Shell é o mesmo que você encontra em outras distros, como Fedora, Manjaro, Debian, etc., no entanto ele tem um visual um pouco diferente por conta da temática e de algumas extensões.

Ubuntu 17.10

Não entenda mal, continua sendo o GNOME Shell, mas ele tem um "feel" de Unity ainda. Isso deve acontecido devido a pesquisas que a Canonical fez com os usuários para que os mesmos se manifestassem quanto a extensões para o GNOME Shell e características que gostariam de ver no novo Ubuntu.

O resultado disso foi um GNOME Shell que tem uma barra translúcida na esquerda da tela (que pode ser mudada para baixo ou para a direita), que lembra um pouco a aparência do Unity, mas com o lançador na parte inferior, ao invés de em cima, como era na antiga interface padrão. Falando ainda desta barra, ela contém contadores e barras de progresso sob os ícones que indicam que alguma tarefa está em andamento, como uma atualização, um download ou uma movimentação de arquivos.

Na parte superior do painel nós temos um adaptação para que sejam exibidos os indicadores na barra superior, o GNOME Shell por padrão os mostrava no canto esquerdo inferior (lugar estranho!), fazendo com a experiência de uso seja, novamente, mais semelhante ao que tínhamos com o Unity.


Os temas "Ambiance" e "Radiance" foram adaptados para o GNOME Shell (que agora está na versão mais recente atualmente, a 3.26). Entretanto, apesar de ter "ficado com cara de Ubuntu", eu percebi que estes temas não possuem aquela variação escura que o tema Adawaita, padrão do GNOME, possui, o que impede que determinadas aplicações mudem o seu visual. Fora isso, bem, a crítica de muitos anos, o tema precisa ser atualizado. Quer um exemplo que nem precisa de tanto esforço para compreenção?

-  Este é o Ubuntu 17.10 original com o tema GTK "Ambiance" e ícones "Ubuntu Mono Dark".


-  Este é o Ubuntu 17.10 com o tema GTK alternativo de cores mais claras, "Radiance" e ícones "Ubuntu Mono Light".


E que tal se fosse assim?

Tema Ubuntu

Eu sei, bem melhor, né? Este é o tema "United Darker" em conjunto com o tema de ícones "Diolinux Paper Orange", que eu modifiquei à partir do tema Paper. Aliás, se você adicionar a extensão ao GNOME Shell que permite que você carregue temas para o Shell do seu diretório pessoal e colocar o United nele também, ele fica bem parecido com o visual do Unity 8 para tablets, se liga só:

Ubuntu 17.10 tema United

Confira no vídeo mais detalhes sobre o tema do Ubuntu, incluindo a tela de Login:



Mas agora chega de falar dos temas, o Ubuntu 17.10 traz muitas coisas novas também no sistema operacional em si.

Um novo GNOME, com novos recursos


Agora que o Ubuntu voltou a usar um GNOME "mais puro", se comparado ao Unity, os desenvolvedores do Ubuntu GNOME e os da Canonical se juntaram ao time de desenvolvimento do próprio GNOME, criando uma comunidade maior, de modo que os benefícios, modificações e novidades que o projeto GNOME Shell introduzir no GNOME padrão, o que podemos chamar de "GNOME Vanilla", em tese, o Ubuntu deve aproveitar também (assim como todas as distros). 

Antigamente os patches que eram aplicados nos softwares GNOME que rodam no Unity inviabilizavam o sistema de ter as últimas versões desses aplicativos, com um desktop "full GNOME", esse problema não existe mais e o Ubuntu deve se manter sempre atualizado em relação a isso. Uma das novidades que chegaram no GNOME 3.26 (que acompanha a distro) é o novo painel de configurações, confira:


Esse novo visual dividiu opiniões, mas no fim das contas, até o novo KDE Plasma 5.11 aderiu a ele, então... paciência.

Tivemos novas implementações da GNOME Software, ou simplesmente "Programas", como é traduzido em português do Brasil, ou ainda, loja de aplicativos, como todo mundo chama. Nela você encontra os pacotes Snap, que crescem em variedade e qualidade a cada mês, para poder instalar à um clique de distância (literalmente) e que agora não exigem mais login na Snap Store. Ativar suporte aos pacotes FlatkPak é igualmente simples, basta ativar um plugin na própria GNOME Software.

- Saiba mais sobre os Snaps e como eles podem mudar a vida de todas as distros.

- Talvez você se interesse também em ler sobre os pacotes flatpak.

Dentro da GNOME Software eu gostaria de chamar a atenção para uma categoria específica que já existe há algum tempo, mas raramente vejo alguém comentado, a sessão "complementos".

Ubuntu Gnome Software 17.10

Clicando nessa opção você tem uma série de coisas interessantes:

1 - Um local para instalar codecs de áudio e vídeo de forma simples, basta clicar neles e clicar no botão "instalar".


2 - Um gerenciador de drivers (Yeah baby!) que, by the way, me mostrou um driver Intel que eu poderia instalar no meu Ultrabook que nunca tinha mostrado antes. Bacana.


Aqui vale observar também que apesar de ser possível instalar drivers por aqui (aparentemente), o aplicativo tradicional do Ubuntu de gerenciamento de drivers, repositórios, e PPAs em modo gráfico continua no sistema, basta procurar no Dash por "Programas e atualizações", ou clicar em "Programas" na barra superior quando a central de aplicativos estiver aberta e ir para a mesma opção.

3 - Temos também um local para você configurar as extensões do GNOME sem precisar o GNOME Tweak Tool. Esse modo te dá muito menos opções de configurações, então caso você queira "fazer um estrago", é melhor utilizar o GNOME Tweak Tool ainda.

Desta três extensões abaixo, as primeiras duas são nativas do Ubuntu e criam o comportamento da Dock que originalmente fica do lado esquerdo e os ícones indicadores que eu comentei mais acima no artigo.


4 - Você também pode gerenciar fontes por aqui, instalar algumas, remover outras. É um recurso bacana, sem dúvida. Ainda não muito completo, mas é um começo.


Vale mencionar que o aplicativo "fontes" continua vindo com o sistema, então você pode instalar fontes que você baixar da internet por ele como sempre fez.

Aplicativo de fontes do Ubuntu

5 - Temos também uma forma simples de instalar novos métodos de entrada de teclado. Algo que raramente mechemos no dia a dia, pois o sistema tente a ajustar estas funções na própria instalação, mas, aqui está caso você queira brincar com isso.


Debaixo do capô


Depois disso, podemos descer mais ao nível "molecular da coisa". O novo Ubuntu vem com Kernel Linux 4.13.x, Mesa 17.2.x, driver Nvidia 384.x (com outros para placas diferentes, como o 375), Snapd 2.28.x, AMDGPU 1.4 (que acompanha o X.org), driver Intel 1.8.3.x para placas HD Graphics e versão 2:2.99.x para chips mais antigos.

Apesar do driver Nvidia ser relativamente novo, eu utilizo e recomendo o PPA de drivers Nvidia para quem quiser ter sempre acesso a última versão assim que ela for lançada e até mesmo a drivers beta para fazer testes. Minha GTX 1060 agradece.

Outra coisa importante para você saber é que essa versão do Ubuntu já não terá mais suporte para arquiteturas de processadores de 32 bits, ou seja, se você pretende usar o Ubuntu em processadores antigos, o Ubuntu 16.04 LTS continua sendo a sua opção até 2021. No entanto, alguns flavors oficiais do Ubuntu ainda continuarão lançando ISOs de 32 bits, como o Lubuntu, Xubuntu, Kubuntu, Ubuntu MATE e Ubuntu Budgie, o Ubuntu Server já é só 64 bits, mas possui também suporte para arquiteturas ARM64 e PPC64el. 

Esse tipo de mudança é natural, conforme o tempo passa até mesmo os computadores "antigos" serão 64 bits, contudo, algumas distribuições que tem foco em rodar em computadores "realmente antigos" deverão manter o suporte, o Lubuntu, entre outras, é uma forte candidato a isso, e nós sabemos o quão milagroso o Lubuntu pode ser.

Outro demonstrativo legal pra você ver é este da utilização em telas touch screen. Isso mostra o quanto o Kernel do Ubuntu (e o GNOME Shell) estão consideravelmente bem em suportar hardware que não foi especificamente desenvolvido para eles:


Por último, mas não menos importante, agora nós temos o servidor gráfico Wayland no lugar do X.org como padrão, exatamente, como padrão! Mas não se incomode, como mostrei nos vídeos anteriores, você pode facilmente mudar de um para o outro diretamente na tela de login do Ubuntu através de um ícone de engrenagem. 

E por que você mudaria?

 Bom, a verdade é que o Wayland ainda não é maduro o suficiente para lidar com algumas aplicações, que podem simplesmente não abrir, mas acima de tudo, se você precisa de drivers proprietários, como os da Nvidia, há uma grande chance do Wayland não funcionar ainda, pra isso o bom e velho X.org está lá. Aliás, se você instalar um destes drivers o próprio Ubuntu vai remover a sessão Wayland da tela de login para evitar que você tenha problemas.

Outra pergunta inevitável é: Se o Wayland ainda não está plenamente funcional, por que colocar ele na distro? Ainda mais como padrão!

Eu te explico: O Ubuntu 17.10 faz parte do que a gente pode chamar de versões transicionais entre as versões de longo suporte, também conhecidas pelo termo de LTS (Long Term Support), essas versões intermediárias tem suporte reduzido (8 meses) se comparado com as LTS (que tem 5 fucking anos!), nestas versões são normalmente testadas novas tecnologias que podem (ou não) ser implementadas nas futuras LTS.

A próxima LTS do Ubuntu sai em Abril de 2018, o Ubuntu 18.04 LTS ainda não tem um nome, mas ele será a primeira LTS que virá com GNOME Shell e como as mudanças foram muito drásticas, é melhor testar muito. Se  você quer uma LTS mais sólida, ajude a testar o Ubuntu 17.10 e reporte bugs. Pode ser que essa fase intensiva de testes onde muitas pessoas vão tentar utilizar o Wayland ajude ele a evoluir mais rápido, o que é bom para todas as distros, não somente o Ubuntu.

E o Unity?


Ele foi deixado parcialmente de lado. O Unity funciona de uma forma diferente do GNOME Shell, usa outro compositor de janelas, o Compiz, e depende de uma série de ajustes (que não serão feitos provavelmente) para adaptar a interface ao novo GTK do GNOME que a versão padrão agora usa. Isso permite que quem quiser possa instalar o Unity através do repositório, mas também indica que experiência não vai ser tão polida.

Não vejo muito interesse em torno disso, mas daqui a pouco pode ser que exista uma versão "Remix" do Ubuntu com Unity, assim como temos com outras interfaces, como o XFCE, KDE Plasma, etc.

Será que seria o nascimento do "UUbuntu" (bizarro)? :D Provavelmente se tiver vai ser Ubuntu Unity, ou Ubuntu Unity Remix.

Apesar dos pesares, a árvore do projeto Unity tem dois galhos. Um se refere ao Unity 7 que utiliza o Compiz, o outro é o Unity 8, feito pensado na convergência entre dispositivos e praticamente escrito todo com Qt, ao invés de GTK, esse ganhou um apoio mais forte da comunidade por ser utilizável em Smartphones e segue através de um fork/continuação chamado Yunit, então se você tem interesse do Unity 8, fique ligado neste projeto.

Download


Agora que você já sabe tudo que é preciso saber sobre essa nova versão, é hora de baixar o novo Ubuntu 17.10 Artful Aarvark. O download do sistema está disponível apenas para máquinas de 64 bits em download direto ou torrent com todas as novidades comentadas. Aproveite:

Baixe também (32 e 64 bits, download direto e torrent):

- Ubuntu Server 17.10
- ISOs com código fonte do Ubuntu

Mais downloads aqui (incluindo torrent).

Agora é a sua vez de participar!

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Até a próxima e bons downloads.

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