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AMD OverDrive será compatível com GPUs Navi no Kernel 5.5

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sexta-feira, 22 de novembro de 2019

A versão do driver AMDGPU que estará presente no Kernel Linux 5.5 contará com a compatibilidade do assistente de monitoramento e overclock de GPU, o AMD OverDrive, com a série de GPUs “RX 5000 Navi”.

amd-overdrive-sera-compativel-com-gpu-navi-no-kernel-linux-5.5

AMD OverDrive no Linux?


Overclock de placas de vídeo não é algo tão presente no mundo Linux, ao menos não tanto quanto ocorre entre os usuários de Windows.Talvez a razão para isso seja que por falta de meios intuitivos para tais ajustes, os usuários Linux acabam não se interessando muito por esse tipo de coisa ou se desanimando no meio do processo. Acredito que o real motivo seja que não temos um software semelhante a, por exemplo, o MSI Afterburner.

Na verdade, tenho certeza que muitas das pessoas que estão lendo esse artigo agora estão surpresas por terem acabado de descobrir a existência do AMD OverDrive para Linux, não é? Então sim, essa funcionalidade está disponível para GPUs que utilizam o driver AMDGPU.

Se você não sabe qual driver a sua GPU está utilizando, ou se você não sabe nada sobre os drivers da AMD no Linux, este artigo irá tirar todas, ou quase todas as suas dúvidas sobre o assunto.

Porém, calma lá, dê uma segurada nessa euforia! O AMD OverDrive no Linux ainda não funciona da mesma forma que no Windows, e não existe uma interface gráfica na qual você pode simplesmente dar alguns cliques e fazer toda a “mágica”. O processo de utilização do OverDrive no Linux, no presente momento, funciona apenas via linha de comando, e é um procedimento relativamente complexo.

Inclusive, diga nos comentários se você quer saber mais sobre como utilizar essa tecnologia no Linux, e quem sabe possamos fazer um artigo sobre o assunto. :)

Implementações no AMDGPU para GPUs Navi


Além do suporte as GPUs Navi por parte do OverDrive, nessa nova versão do AMDGPU também estarão presentes correções no gerenciamento de tensão para hardwares SMU7 com tabelas de tensão personalizadas, bem como correções de manipulação de limites de tensão para hardwares SMU11, entre outros.

É importante deixar claro que a implementação do OverDrive para as GPUs Navi não tem nenhuma relação direta com a AMD, pois foi feita pela comunidade. Mais especificamente, foi o desenvolvedor Matt Coffin, que fez sozinho todo o trabalho, no que aparentemente foi a sua primeira contribuição para o AMDGPU.

Conclusão


Considerando que overclock em GPUs é algo bastante utilizado por usuários Windows, acredito que o desenvolvimento de uma interface gráfica para gerenciar o uso de tal funcionalidade no Linux, oficialmente suportada pela AMD, seja apenas questão de tempo. Acredito que usuários Linux tenham tanto interesse em utilizar tal funcionalidade quanto usuários Windows, porém, a grande maioria não tem o conhecimento, tempo livre, ou disposição para aprender a utilizar tal funcionalidade via linha de comando.

Aliás, já passou o tempo em que usuários Linux precisam ser “power users” para poderem utilizar as distros. Hoje em dia, é perfeitamente possível instalar, configurar e utilizar uma distro Linux sem utilizar o terminal, como você pode conferir no vídeo logo abaixo.


Dito isso, já passou da hora de a AMD dar aquela “forcinha”, e desenvolver, ou ao menos contribuir com o desenvolvimento de uma interface gráfica para o OverDrive.

Por fim, como tudo tem um lado positivo e outro negativo, na minha opinião o fato de a AMD ter aberto o código dos seus drivers, ao contrário da Nvidia, acaba diminuindo a responsabilidade que a mesma teria em desenvolver essas soluções, uma vez que a comunidade está empenhada em realizar tais tarefas. O quê pode acabar não sendo nada bom para nós, usuários.

Você costuma fazer overclock em GPU? Sente falta de uma forma facilitada de executar tais tarefas no Linux? Caso a resposta seja “sim”, recomendo fortemente que entrem em contado com a AMD, e dêem esse feedback. Quem sabe se muitos clientes solicitarem, eles atendam ao pedido. 😁

Você gosta de Linux e tecnologia? Tem alguma dúvida ou problema que não consegue resolver? Venha fazer parte da nossa comunidade no Diolinux Plus

Isso é tudo pessoal! 😉

Fonte: Phoronix


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System76 lança ferramenta para gerenciar Firmwares no Linux

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segunda-feira, 19 de agosto de 2019

A System76 continua a produzir coisas interessantes para o Pop!_OS e para a comunidade Linux. A distro, que é basicamente "um Ubuntu com modificações", cada vez mais cria diferenciais para atrair as pessoas que simplesmente querem um sistema para instalar e usar.

Pop!_OS Firmwares








A System76 é uma empresa que eu admiro muito, eles são um dos poucos players do mercado de hardware a levar realmente a sério a venda de computadores com Linux pré-instalado. Dentre os que existem, eu considero os deles, os produtos mais apelativos.

Para complementar a experiência de seus clientes, há algum tempo a empresa desenvolveu seu próprio sistema operacional, o Pop!_OS, que tem essa escrita estilizada.


Para melhorar ainda mais a experiência de seus consumidores, a empresa acabou de anunciar uma nova ferramenta e fará parte do Pop!_OS, integrando-se ao próprio GNOME Control Center.

Configuração e atualização de firmwares

Ao acessar, no painel de controle, na sessão "dispositivos", agora haverá uma nova subseção, chamada de "Firmware", onde será possível atualizar os firmwares dos computadores da System76, mas também de outros dispositivos, como mouses, etc.

Atualizador de Firmware

Atualmente o gerenciamento de firmwares é feito através de servidores próprios da System76, mas a tecnologia, que atualmente tem apenas uma interface GTK, com integração com o GNOME Control Center, pode ser implementada em outras distros e até mesmo usar outra GUI, sendo que o back-end não está amarrado com as interfaces.

Você pode conferir o código fonte aqui.

Você curte o Pop!_OS, ou tem alguma dúvida sobre ele? Participe do nosso fórum.

Até a próxima!
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Falha grave de segurança na Steam, afeta usuários do Windows 10

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quinta-feira, 15 de agosto de 2019

Na última semana, usuários do Windows 10 estão com algumas falhas graves de seguranças, que afetam desde a parte dos drivers, até quem utiliza a Steam para jogar.

Falha grave de segurança no Windows 10, afeta usuários da Steam






A primeira falha encontrada foi na DefCon 2019 (conferência sobre segurança digital), referente ao design da arquitetura dos drivers, fazendo com que hardwares de 20 fabricantes diferentes estivessem sujeito a invasões.

A empresa responsável por descobrir essa brecha, foi a Eclypsium, que através do seu chefe da divisão de pesquisa em segurança, Mickey Shkatov, comentou que o motivo da ocorrência dessas falhas, são algumas más práticas na hora de desenvolver para esses sistemas - sendo mais específico,  o seu kernel - que, ao invés de criar rotinas de execuções específicas, criam códigos flexíveis, podendo assim ser utilizado para diversas aplicações, o que acaba colocando em risco a segurança do programa e do sistema.

A Eclypsium já notificou as principais fornecedoras de hardware, como: ASRock, ASUSTeK Computer, ATI Technologies (AMD), Biostar, EVGA, Getac, GIGABYTE, Huawei, Insyde, Intel, Micro-Star International (MSI), NVIDIA, Phoenix Technologies, Realtek Semiconductor, SuperMicro e
Toshiba. Até o momento, somente Intel e Huawei já lançaram uma correção para a BIOS. E as empresas Phoenix e a Insyde devem lançar nos próximos dias um update também.

Mas e a Steam? ...


Já a falha referente da Steam, foi descoberta pelo pesquisador russo Vasily Kravets, que encontrou uma brecha na hora da instalação do Steam Client Service para o Windows 10. Na hora que vai ser instalado no sistema, o programa se instala com totais privilégios de sistema no Windows, e segundo o pesquisador, um usuário com acesso mínimo poderia ter acesso aos registros e assim “elevar” os seus privilégios no sistema (se tornando o “root”), podendo criar meios para que o PC fosse controlado.

A falha é referente a manipulação de links simbólicos (“atalhos” que apontam para um arquivo ou diretório do sistema) que faz com que o cliente da Steam abra um programa com permissões de administrador, chamado comumente como “escalada de privilégios”.

A falha foi comprovada por Kravets, ao executar o cliente Steam com o Windows Installer (o “Instalador” de programas no Windows) com as  permissões de administrador e instalando um app sem que seu usuário tivesse permissões para isso. Isso poderia ser usado, por exemplo, para instalar malware ou outra ameaça no PC do usuário.

O pesquisador ainda reportou o bug para a Valve no dia 15 de junho deste ano (2019) e no dia seguinte foi rejeitado, com a alegação que “ os ataques exigem a capacidade de baixar os arquivos em locais aleatórios no sistema de arquivos do usuário.”. Ele contestou e reabriu o relatório e foi fechado novamente no dia 20 de julho, pelo mesmo motivo do anterior e ainda com uma mensagem de observação “Ataques que exigem acesso físico ao dispositivo do usuário.”

A falha foi divulgada somente 45 dias depois de reportada via HackerOne, que em média se espera 90 dias para isso, se dando o tempo devido para as empresas poderem corrigir o problema.

Mediante a isso, a Valve lançou dois updates para o cliente Steam, um no dia 9 e outro no dia 13 de agosto, corrigindo essas falhas.


steam_update.png



Para ver o relatório completo do pesquisador, basta acessá-lo aqui.

Muitos dos nossos amigos e leitores utilizam Windows, então fica a dica, mantenham o sistema sempre atualizado para evitar problemas e fiquem de olho nas sugestões de correções dos fabricantes para evitar dores de cabeça.

Este artigo não acaba aqui, continue trocando uma ideia lá no nosso fórum.

Espero você até a próxima, um forte abraço.
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Ubuntu 18.04.3 LTS lançado com Kernel 5.0 e várias melhorias

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quinta-feira, 8 de agosto de 2019

A Canonical lançou um Point Release da versão LTS do Ubuntu 18.04, agora chegando na versão 18.04.3 LTS e contando com algumas novidades bem interessantes.

Ubuntu 18.04.3 LTS lançado com Kernel 5.0 e várias melhorias





Essas Point Releases do Ubuntu, são imagens ISO novas, contendo as correções de bugs, patches de segurança, além de updates dos principais aplicativos ali presentes. Com essa nova ISO, é esperado uma economia de tempo em relação aos updates, pois os mesmos não precisam ser baixados e instalados posteriormente.

Algumas correções importantes foram feitas no Gnome-Shell, na Gnome Software, no Mutter, o MESA Driver foi atualizado, entre outras correções que você pode conferir aqui.

Essas melhorias só foram possíveis, pois essa nova versão do Ubuntu “puxa” algumas coisas do HWE (hardware enablement stack ou conjunto de ativação de hardware) do Ubuntu 19.04. Isso quer dizer que as melhorias e novidades contidas no 19.04 estão agora presentes no 18.04 LTS, permitindo que o usuário se mantenha em uma versão de longo tempo de suporte,  mesclando com as novidades lançadas em versões mais recentes do Ubuntu

Dentro destas novidades, estão as novas versões do Kernel, Mesa Driver e o Driver da NVIDIA.

● Kernel passou da versão 4.18.0-25.26 para a versão 5.0.0-23.24; 

● Mesa Driver 18.2.x series para a série 19.0.2 (com suporte para Vulkan)


●Drivers da Nvidia inclusos : versões 390, 418 e uma versão mais recente da série 430 (mais precisamente há 430.26).



Sobre os drivers da Nvidia, é interessante eles já disponibilizarem as últimas versões pelo repositório. Isto mostra que eles estão dispostos a facilitar a vida de quem tem GPUs do “lado verde da força”, como mostramos em reportagens recentes, que você pode conferir aqui e aqui.

Atualizando


Se você instalou a versão 18.04 LTS (Abril de 2018), e fez todos os updates desde então, teoricamente já está com boa parte dessas melhorias, só não tendo o novo Kernel e os drivers de vídeo. Vai ser preciso habilitar o HWE para isso. O procedimento é bem simples e é feito pelo terminal. Depois de aberta a aplicação, basta digitar ou copiar/colar o seguinte comando:

sudo apt-get install --install-recommends linux-generic-hwe-18.04 xserver-xorg-hwe-18.04

Se você instalou o Ubuntu 18.04.2 LTS e fez os updates, você deverá receber essas atualizações normalmente através do gerenciador de atualizações em modo gráfico.

Se você preferir fazer uma instalação limpa, sem problemas, basta baixar a ISO novamente através deste link.

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Espero você até a próxima, um forte abraço.
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NVIDIA lança documentação das suas GPUs e ajuda NOUVEAU

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O mundo do open source recebeu uma notícia bombástica, para dizer no mínimo. A NVIDIA passou a ajudar desenvolvedores dos drivers de código aberto para Linux. NOUVEAU ouviu um amém?

NVIDIA lança documentação das suas GPUs e ajuda NOUVEAU






Sem que ninguém esperasse, a NVIDIA lançou uma documentação no GitHub, disponibilizando informações como às suas tabelas de BIOS, bloco de controle dos dispositivos, inicialização dos dispositivos, segurança em torno da Falcon Engine, ajustes no clock das memórias, programa de shader headers, estados de energia, entre outras “cositas”. Isso já vinha sendo discutido desde 2013, na lista de discussão do NOUVEAU.

Isso é uma grande novidade e vai ajudar muito o pessoal do NOUVEAU a lidar comas GPUs de gerações como Maxwell, Pascal, Volta, e Kepler, o que pode melhorar o desempenho do driver open source.

No entanto, há um “porém”,, essas novidades ainda não poderão ser sentidas nas versões mais novas, como as GPUs GTX 900 series ou mais novas, ainda não tendo o re-clocking / signed firmware dessas séries. Não duvido que isso seja questão de tempo para que elas também sejam “incluídas”.

Quem noticiou essa novidade, foi o pessoal do Phoronix, e em email respondido pela NVIDIA, o trabalho de disponibilizar a documentação ainda está no estágio inicial e em constante progresso. Pode parecer um passo pequeno agora, mas é um passo ao menos, de forma semelhante ao que a AMD fez no passado.

Se você quiser acessar a documentação de forma oficial, basta acessar o GitHub da NVIDIA aqui. Ela usa a licença MIT.

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Espero você até a próxima, um forte abraço.
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Você não precisa mais de PPA para ter os drivers mais recentes da Nvidia no Ubuntu!

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sexta-feira, 12 de julho de 2019

Os desenvolvedores da Canonical liberaram uma excelente atualização para os usuários de Ubuntu, incluindo a versão LTS atual, 18.04.2. Os drivers Nvidia mais recentes, que antes eram conseguidos através de um PPA, agora podem ser instalados diretamente do repositório da distro.

Nvidia Drivers Ubuntu






Um dos artigos mais acessados aqui do blog é o nosso guia de instalação de drivers Nvidia para Ubuntu, que acaba servindo também de base para outras distros derivadas, como Linux Mint, elementary OS, Pop!_OS, Zorin OS e por aí vai. Por conta das novidades de hoje, talvez tenhamos que refazer esse material e criar um novo "guia oficial" de como fazer esse processo, pois, felizmente ele acabou de ficar muito mais simples.


Nosso vídeo agora está desatualizado também, mas te mostra o modo que era usado até então. :)

Com mudança oferecida pelos desenvolvedores da Canonical, agora o repositório de pacotes do Ubuntu carrega, não só a versão mais recente e estável, como também a mais recente em Beta também, tornado tudo mais acessível.

Para  usar a nova ferramenta no Ubuntu 18.04.2 LTS, basta garantir que o seu sistema esteja atualizado. Os drivers Nvidia vão aparecer no mesmo local de sempre: No aplicativo "Programas e atualizações", na aba "Drivers Adicionais".

Ou claro, pelo terminal:


Uma observação importante a se fazer. 

Na aba "Opções para Desenvolvedores" existe a opção de "Atualizações de Pré-lançamento", que são pacotes que estão prestes a cair para a versão estável do sistema, mas que ainda não passaram totalmente pelo processo de controle de qualidade da Canonical, marcando essa opção, você tem drivers ainda mais recentes, muitas vezes em estado Beta, o que pode ser eventualmente interessante, no entanto, habilitar esse repositório também te traz uma série de atualizações para outros pacotes, não somente drivers, o que pode deixar o seu sistema menos estável, mas é uma escolha que você pode fazer.


Habilitando essa opção, você terá os mesmos drivers que até então eram entregues somente via PPA. Aliando essa questão a intenção de adicionar Drivers Nvidia diretamente na ISO do sistema para o próximo lançamento do Ubuntu (19.10) e permitir a instalação Offline do Ubuntu com drivers recentes, a Canonical parece minimizar ao máximo possível o atrito que existe entre instalar um sistema Linux e usá-lo com todo o seu potencial, incluindo o "calvário" que às vezes pode ser habilitar uma placa de vídeo híbrida (Intel+Nvidia).

Essa manobra, que visa melhorar o Ubuntu e torná-lo mais prático, acaba ajudando diretamente a comunidade Linux que se baseia no sistema (Linux Mint, elementary OS, etc) que poderão se beneficiar das mesmas ferramentas e repositórios, sem precisar desenvolver ferramentas extras e nem mexer "um palito" sequer.


Até a próxima!
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O que fazer depois de instalar o Deepin 15.10

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quinta-feira, 6 de junho de 2019

O Deepin é uma das distribuições Linux com maior apelo visual, é aquele tipo de design que: “Ou você ama, ou odeia”. Seja pelo “blur”, diversos conceitos de outras interfaces gráficas agregadas, consistência visual ou os aplicativos desenvolvidos para distribuição. Caso você pretenda instalar a nova versão lançada, o Deepin 15.10, este post é justamente demonstrando um pós-instalação “de o que você deve fazer” após instalar o sistema.

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Ainda não viu a nova versão do Deepin? Noticiamos as mudanças em destaque da versão 15.10 neste post. Você também pode conferir o nosso review sobre o sistema. São diversas novidades, comparado às versões anteriores.


“Começando pelo começo”


Antes de qualquer procedimento ao se instalar um novo sistema, é obviamente, atualizar o mesmo. Isso garante maior segurança e correções de eventuais bugs contidos no lançamento. Então, abra o painel de configurações do sistema e vá até à seção “Atualização”. Clique na opção e verifique se contém algum update para o sistema. É comum durante algumas atualizações o Deepin pedir para reiniciar o sistema, então proceda como o informado.

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Antigamente era necessário alterar os servidores ao instalar algum app ou efetuar uma atualização no sistema, nas últimas versões o Deepin consegue de forma inteligente localizar o servidor mais próximo de você. Menos um passo, claro que você pode selecionar manualmente esta opção. Veja o vídeo a seguir com todo passo-a-passo.


Mãos na massa!


Na opção “Contas” você poderá criar um usuário para o sistema, clicando no botão “Criar conta” ou indo em seu usuário, você pode efetuar algumas mudanças, como: trocar o avatar, modificar o nome do usuário, trocar a senha, ativar o login automático (desativado a obrigatoriedade de digitar sua senha ao ligar o computador), assim como a opção de logar sem senha.

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Em “Tela” você poderá ajustar o brilho, escala e caso utilize mais de um monitor (que é o meu caso) escolher o comportamento das telas que mais lhe agrada. 

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O Deepin é uma distribuição muito bela, como comentei anteriormente, mas algumas customizações podem ser realizadas. Na categoria “Personalização”, as fontes do sistema, transparência, temas de ícones e aplicativos, como também a decisão de manter habilitado os efeitos da interface, podem ser realizados.

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Em “Rede”, configurações de DSL, VPN, proxy etc. Poderão ser realizadas. Caso queira trocar o DNS de seu Deepin pelo da Google, por exemplo, você pode proceder como este vídeo “antigo”, porém, não datado do meu canal OSistemático. Só não se esqueça de desmarcar a opção “auto” e deixar em “manual”, assim como eu (😂😂😂).


Configurações de balanço entre o som, volume do sistema, microfone, estão todos em “Som”. Uma das novidades da versão é a possibilidade de desabilitar seletivamente os efeitos sonoros do sistema. Basta clicar no botão “Efeitos sonoros”. Particularmente não gosto de sons ao iniciar o sistema, ou qualquer tarefa que realize. Fica ao seu critério selecionar os efeitos que mais lhe agradam.

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A data e horário do sistema podem ser modificados na seção de mesmo nome, “Data e Hora”, a opção “Sincronizar automaticamente” é bem útil e dispensa configurações (quando conectado a internet o sistema identifica a data e hora).

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Configurações de energia” é a seção ideal para escolher entre as opções de desligamento de tela, quanto tempo o PC será suspenso, necessidade de utilização de senhas ao despertar o pc etc. Em meu desktop gosto de configurar o monitor para nunca “se apagar”. 

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Em “Teclado e Idioma” atalhos poderão ser atribuídos, o teclado numérico habilitado, notificações ao ativar o Caps Lock como, o idioma do sistema e do teclado. Caso o idioma de seu teclado não esteja em português. Clique em “Idioma do Teclado”, pesquise por sua linguagem, marque ela como padrão e se desejar remova a outra.

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Instalando o driver de vídeo no Deepin


No menu do sistema pesquise por “Deepin Graphics Driver Manager”. Abra o gestor de drivers do Deepin, selecione o driver referente ao seu equipamento e prossiga conforme o programa ir indicando. Veja logo abaixo um vídeo demonstrando todo o procedimento em uma NVidia GTX 1060. A lógica com as demais é semelhante. Lembrando que o Deepin não tem uma fama muito boa com placas de vídeo “hibridas”, contidas nos notebooks. E para jogadores mais fervorosos que fazem uso do SteamPlay, por conta do versionamento de seus drivers, o sistema não é o mais indicado para tal prática. Outro passo importante é ter o backup de seus dados, caso o procedimento dê errado.


Atalhos da interface


Outro ponto interessante do Deepin, são seus atalhos. Com  softwares desenvolvidos e pensados para o sistema, alguns "macetes" são desconhecidos por muitos de seus usuários. Veja alguns neste vídeo (o vídeo tem um tempinho, mas vale a pena).


Configurações na usabilidade do sistema


O Deepin possui uma interface que pode mesclar seu comportamento, agregando usabilidades de diversos sistemas. Seja uma dock ou uma barra de tarefas o DDE, Deepin Desktop Environment, tem opção como “cantos quentes” com atalhos para diversas funcionalidades. Customizações estéticas como, a troca de wallpapers etc. Podem ser facilmente realizados no sistema. Para mais detalhes, veja o vídeo com as dicas contidas neste post, e muito mais.


Sendo uma das distribuições que mais chamam a atenção, o Deepin é uma escolha interessante e que vale o teste. Mesmo com algumas limitações, especificamente se você for um gamer assíduo, o sistema pode agradar usuários “menos hardcores”.

Gostou da nova versão do Deepin? Participe de nosso fórum Diolinux Plus, caso tenha algum problema ou dúvida sobre o sistema, existe toda uma comunidade disposta em lhe auxiliar.

Até o próximo post, te espero aqui no blog Diolinux, SISTEMATICAMENTE! 😎
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OpenRazer lançou nova versão e conta com mais periféricos suportados

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domingo, 14 de abril de 2019

OpenRazer vem se transformando na melhor forma de proprietários de periféricos Razer e usuários Linux tem para instalar e configurar seus dispositivos. Com a nova versão, mais produtos vão ganhar suporte, como notebooks por exemplo.

 OpenRazer lançou nova versão e conta com mais periféricos suportados







O OpenRazer  um driver open source e trabalha em conjunto com outras ferramentas para fazer o gerenciamento completo dos periféricos, como Polychromatic, RazerGenie e razerCommander. Fizemos um artigo bem completo ensinando como instalar eles junto com o OpenRazer, que você pode conferir neste link.




A versão lançada foi a  2.5.0, trazendo correções de bugs, melhorias no código e mais alguns devices para a lista de compatibilidade, que já é bem “grandinha” por sinal. Foram adicionado os seguintes dispositivos:


⏺ Razer Blade 15 (2018) Mercury 
⏺ Suporte para outra variante do Razer Kraken 7.1
⏺ Razer DeathAdder 2013 
⏺ Razer DeathAdder 3500 
⏺ Razer Blade 2018 Base Model 
⏺ Razer Blade Stealth (2019) 
⏺ Razer Blade 2019 Advanced 
⏺ Razer Abyssus 2000 
⏺ Razer Huntsman Elite 
⏺ Goliathus mouse mats

OpenRazer com o Polychromatic
OpenRazer com o Polychromatic na tray do sistema

Para conferir todas mudanças e correções, acessem o GitHub do projeto. 

Este artigo não acaba aqui, continue trocando uma ideia lá no nosso fórum 

Espero você até a próxima, um forte abraço. 
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Linux Deepin 15.9.2 beta vai mudar a sua base de repositórios para o Debian Stable

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terça-feira, 19 de março de 2019

A novidade veio diretamente do blog oficial deles, com o anúncio de mudança da base dos repositórios, que agora vão ser Debian Base. Segundo a equipe do Deepin, trazendo mais estabilidade e confiabilidade ao sistema.


 Linux Deepin 15.9.2 beta vai mudar a sua base de repositórios para o Debian Stable






Para a nova versão do Deepin, a 15.9.2, os repositórios dos 30 aplicativos nativos que são instalados nele foram para o repositório do Debian Stable, antes eles estavam no Debian Unstable. No comunicado, deram a seguinte declaração sobre a mudança:

Por que migrar para o Debian Stable do Unstable?

A migração para o repositório Stable do Debian é para melhorar a estabilidade e segurança subjacentes. Os softwares que estão no repositório Stable do Debian, foram rigorosamente testados e são relativamente estáveis, com o devido suporte da equipe de segurança do Debian para manter as atualizações de segurança em tempo hábil. Além disso, as atualizações dos pacotes de software no repositório Stable do Debian garante um ambiente seguro e estável. Para os aplicativos que são mais usados, eles serão atualizados e mantidos pela equipe de desenvolvimento do Deepin com o objetivo de acompanhar as atualizações no prazo de uma semana.

Com essa mudança, o pessoal do Deepin quer melhorar a segurança dos apps usados no sistema, melhor estabilidade do Sistema Operacional deles, melhor compatibilidade com apps de terceiros e um melhor suporte comercial para empresas.

Alguns softwares que serão atualizados pela equipe do Deepin seriam: Google Chrome, Mozilla Firefox, LibreOffice entre outros que estão com versões antigas no repositório Stable do Debian.

Para ver o anúncio deles, acesse o post neste link.

Considerações da equipe do Diolinux


Dionatan : “De forma geral a distro pode ficar mais estável, mas isso pode vir com o preço de versões menos atualizadas de certos Apps, entretanto, atualmente a base do desktop do Deepin é feita por eles mesmos, então provavelmente isso não afetará nesse sentido, outro ponto é que a Deepin Store vem recebendo mais e mais flatpaks, o que pode aumentar a disponibilidade de versões mais recentes de softwares como o kdenlive (que pode ser usado como AppImage também), a grande questão é, como ficarão os drivers de vídeo para quem gosta de jogar? se eles permanecerem na mesma versão do Debian Stable isso pode ser um problema (contornável, mas um problema).”

Ricardo: “De um lado teremos a estabilidade e robustez do Debian Stable, onde as implementações, melhoramentos e afins são testadas até a exaustão, assim tentando “limar” uma grande parte de erros e bugs. Mas do outro lado temos um problema com tecnologias novas e drivers de vídeos, no caso da NVIDIA. Primeiro pode ser que alguns programas sejam afetados por falta de libs mais recentes que não estão no repositório Stable, mas que o pessoal do Deepin “garantiu” que vão arrumar isso, só o tempo dirá se vão conseguir. Eles podem contornar isso utilizando os Snaps e Flatpaks na Deepin Store, sendo uma possibilidade. Outra coisa é os drivers para NVIDIA, visto que a última versão lançada é a 418.43 (na data desta publicação) e no Debian Stable está na versão 390.xx, que por exemplo não traz as implementações completas do Vulkan, aí o pessoal do Deepin teria que abrir backports para habilitar a instalação dos drivers novos. Creio que mudar para os repositórios do Debian Stable é uma aposta de 50/50, onde tudo pode certo ou tudo dar errado, mas ao meu ver, eles deveriam voltar para a base Ubuntu e assim garantir uma melhor compatibilidade com programas e drivers. Esperar para ver.”


HenriqueAD: “Como mencionado por meus colegas acima, essa mudança pode ocasionar alguns transtornos referente ao versionamento dos drivers, vejo muitas reclamações de usuários na base atual do Deepin, e fico com um certo receio se tais mudanças de fato vão tornar o sistema mais estável, ou apenas incompatível com diversas libs. No cenário atual alguns apps (disponíveis na loja) contam com tais problemas de dependências, o Discord é um exemplo, e não sei se a equipe do Deepin terá infraestrutura para uma tarefa desse porte, outro contra seria para instalação de pacotes de fora da loja, que seguem em sua maioria os lançamentos do Ubuntu LTS, e não são compatíveis com o Debian Stable, dificultando a experiência do usuário. Apostar em tecnologias como Flatpak, Snap e AppImage é uma ótima forma de contornar possíveis dores de cabeça.”

Você pode contribuir com a sua opinião, lá no nosso fórum, onde comentaram sobre o tema, acesse o tópico aqui

Espero você até a próxima, um forte abraço.
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AMD contrata mais desenvolvedores para seu driver Open Source no Linux

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sexta-feira, 22 de fevereiro de 2019

Recentemente a AMD anunciou que está a procura de novos profissionais para compor sua equipe de desenvolvimento dos drivers Open Source, tal aumento de pessoas pode ocasionar em melhores implementações, e quem sabe novidades à caminho.

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Contribuindo no kernel Linux com o Mesa, o back-end do compilador LLVM e contêineres no Linux, a AMD vem empenhando-se no desenvolvimento de suas soluções e amadurecendo de seu driver de Código Aberto, o AMDGPU

Depois de abandonar seu antigo driver proprietário, o Catalyst, parece que novas atenções estão voltadas a sua alternativa Open Source, o AMDGPU, claro que existe sua solução proprietária, o AMDGPU-PRO, porém, sua necessidade por parte do público Linux não é uma via de regra, dando maior liberdade para quem não sente-se confortável ao utilizar drivers de código fechado, ou quer a facilidade de apenas instalar o sistema operacional e usar, sem sair atrás de drivers.

Segue um vídeo do canal “Sir Rob Linux Brasil”, que visa comparar o desempenho dos drivers abertos da AMD, versus os drivers proprietários da sua concorrente, Nvidia. Podemos perceber que os drivers AMDGPU estão a cada lançamento obtendo melhorias em jogos.


Novidades podem estar chegando aos utilizadores de placas de vídeo AMD, no mês passado funcionalidades exclusivas do driver proprietário foram incorporados no AMDGPU, é possível que novos recursos venham, e com mais desenvolvedores, melhorias de performance e correção de bugs podem ser solucionados com maior agilidade.

Interessado na vaga de desenvolvedor? Acesse a página oficial da AMD e entre em contato com eles.

Tem hardware AMD? Possuo uma Nvidia, entretanto gostaria de adquirir uma placa de vídeo AMD, gosto muito dos hardwares oferecidos pela empresa (sou “xonado” pelo meu Ryzen 😍😍😍).

Deixe nos comentários sua opinião e experiências com placas de vídeo AMD no sistema do pinguim.

Até o próximo post, te aguardo SISTEMATICAMENTE! 😎

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Novo Kernel Linux chega com melhorias para GPUs da AMD

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segunda-feira, 14 de janeiro de 2019

Após a AMD começar a distribuir seu driver diretamente no Kernel Linux, donos de hardware da empresa vem recebendo melhorias de performance e novas implementações a cada versão. É notória a evolução do AMDGPU, driver Open Source, comparado a alternativa proprietária e descontinuada Catalyst/fglrx. Parece que a AMD vem dando maior atenção a plataforma Linux.

amd-gpu-freesync-linux-driver

Previsto para meados de Março deste ano, a versão 5.0 do Kernel Linux está repleta de novidades para usuários AMD. 

Uma delas é o suporte ao FreeSync e Adaptive-Sync, na qual auxilia a remoção de atrasos e variações nos framerates, adaptando dinamicamente a taxa de atualização. Resultando em uma gameplay fluida e sem inconvenientes, como: Tearing e “fantasmas”, os rastros de tela, na gameplay.

O FreeSync foi anunciado em 2014, para competir com seu concorrente G-Sync, tecnologia da Nvidia, que basicamente tem a função de sincronização adaptativa, evitando os “rasgos de tela”.

Já o Adaptive-Sync é uma especificação do DisplayPort e HDMI, desenvolvida pela organização internacional VESA, que tem como objetivo padronizar o funcionamento de periféricos de vídeo em computadores.

O FreeSync usa os protocolos do Adaptive-Sync em conjunto com hardware e software para proporcionar mais fluidez, livre de distorções e com baixa latência, em hardwares que o suportam. 

Outras tecnologias da AMD incorporadas ao Kernel 5.0 são: O Adaptive Backlight Management, que reduz o nível da luz de fundo, para economizar energia, aumentando o contraste e luminosidade do pixel para maior legibilidade e qualidade. E o ROCm, que é incumbido na interação entre CPU e GPU, aumentando o desempenho de tarefas computacionais.

O kernel trará suporte ao ROCm para processadores gráficos de entrada, da arquitetura Polaris, em placas de vídeo da série RX 400, e arquitetura Vega 12.

Com isso podemos esperar melhorias para utilizadores de GPUs AMD no Linux, com funcionalidades que antes não existiam no AMDGPU.

E você possui alguma placa de vídeo AMD? Tem ou gostaria de comprar um monitor com FreeSync? Deixe sua opinião nos comentários, queremos saber sua experiência com a plataforma AMD no Linux.

Até o próximo post, e lembre-se: Compartilhe as postagens do Diolinux, SISTEMATICAMENTE! 😎
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Ubuntu pretende facilitar instalação de drivers para Gamers

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sexta-feira, 11 de janeiro de 2019

A chegada do Steamplay usando o Proton (DXVK+Wine) e trazendo a possibilidade de se poder jogar uma quantidade de jogos que antes só se tinha no Windows, “forçou” as empresas que mantém os drivers para Linux “ a se mexerem” também, como NVIDIA e AMD, e assim trazer as implementações e melhorias que o VULKAN proporciona.


Ubuntu pretende facilitar instalação de drivers para Gamers





Prezando pela estabilidade das suas versões LTS, o Ubuntu não traz às versões mais recentes dos drivers da NVIDIA, AMD e Intel (e sim os “estáveis”), e algumas funcionalidades e tecnologias podem não estar presentes no sistema, como a implementação completa do VULKAN e entre outras.

Para adicionar os drivers de vídeos mais recentes dessas empresas, precisamos recorrer aos PPAs (Personal Package Archive) r e assim desfrutar dessas tecnologias novas. Adicionar não é nenhuma tarefa difícil, tanto que já fizemos alguns posts aqui no blog explicando como proceder e tudo mais, mas sabemos que ainda tem pessoas que podem encontrar alguma dificuldade para tal procedimento. Sendo via terminal ou não.

Vendo isso, o jornalista da Forbes, Jason Evangelho, fez um questionamento em seu Twitter, perguntando o porque que o Ubuntu não tinha feito ainda uma ferramenta gráfica para adicionar os PPAs dos drivers e assim facilitar a vida dos gamers que estão vindo do Windows.

Eis que alguém da Canonical, empresa essa que mantém o Ubuntu, responde. E não foi “qualquer pessoa” que respondeu e sim alguém de “gabarito”. Quem respondeu ao tweet do Jason foi o Will Cooke, Diretor da Canonical responsável pela área de desenvolvimento do desktop. E a resposta foi positiva.

Segundo Cooke, a Canonical tem planos para o próximo ciclo de desenvolvimento (Ubuntu 19.04/19.10???) adicionar algumas GUI (Interfaces gráficas de interação) para tornar a adição desses PPAs mais fáceis, ou como ele disse “pointy-clicky”.

Jason questionou se seria possível selecionar o PPA apropriado para a sua GPU e a resposta do Cooke foi que sim, que eles facilitariam o acesso aos drivers Betas das empresas. Se quiser ver o Tweet original, basta clicar na imagem abaixo.



Esse tipo de facilidade questionada pelo Jason e prontamente respondida por Cooke, mostrando que a Canonical está atenta na guinada em que se deu nos últimos 6 meses, depois da “bomba” chamada Proton (Valve/Steam) e que deu uma “remexida” das boas, fazendo assim as empresas melhorarem os seus produtos no Linux, desde o pessoal do Lutris até em empresas como Canonical, NVIDIA, AMD e Intel. 

Podemos ter bons frutos ao longo de 2019 e não podemos ficar surpresos se o Linux pegar mais corpo e popularidade nos desktops através dessas iniciativas, que para quem já usa Linux possa ser algo “pequeno”, mas pra quem vem de outra plataforma ou que nunca teve um contato agradável com Linux, pode fazer uma grande diferença e fazer com que a pessoa possa se sentir “em casa”.

Espero você até o próximo post, forte abraço.
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Como instalar a última versão do Mesa Driver no Ubuntu e Linux Mint

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sexta-feira, 28 de dezembro de 2018

O Mesa Driver é um driver de vídeo de código aberto que é utilizado em praticamente todas as distribuições Linux, o projeto Mesa libera drivers de código aberto para placas Nvidia, Intel e AMD, e hoje você vai aprender a atualizar os drivers do Ubuntu sem precisar alterar a versão do Kernel.

Mesa Driver



Essa dica pode ajudar muito você que usa Ubuntu ou algum sistema derivado e quer ter os drivers abertos mais recentes para melhorar os FPS dos games, quem sabe até melhorar autonomia da bateria do seu Notebook devido as otimizações.

Este PPA de Mesa Driver é recomendado especialmente para quem usa drivers open source, especialmente quem usa chip Intel ou AMD, quem usa Nvidia pode muito bem usar os proprietários seguindo este outro tutorial e desempenho será melhor.

Alterar componentes gráficos pode ser algo sensível no sistema, então prossiga sabendo que caso algo dê errado, você terá que reverter o processo.

Se você prefere fazer as coisas sem utilizar o terminal, acesse este tutorial.

Recomendo instalar o PPA Purge para remover os pacotes caso haja algum problema.
sudo apt install ppa-purge
Você pode verificar a sua versão do Mesa Driver instalado usando o seguinte comando:
glxinfo | grep "OpenGL version"
Agora vamos adicionar o PPA do Mesa Driver, rode no terminal:
sudo add-apt-repository ppa:paulo-miguel-dias/pkppa
Este comando acima adiciona o repositório dos drivers, agora podemos atualizá-lo e depois atualizar o sistema para receber os novos pacotes:
sudo apt update && sudo apt dist-upgrade
Depois de atualizado, você precisa reiniciar o computador, você pode rodar novamente o comando para verificar a versão do Mesa Driver e ver em qual versão você está. 

Caso algo saia errado ou por qualquer outro motivo você queria remover os drivers e voltar ao normal use:
sudo ppa-purge ppa:paulo-miguel-dias/pkppa
Depois da remoção você deve reiniciar o computador e você estará de volta com os drivers originais do sistema.

Até a próxima!
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Driver Open Source da Nvidia - Vale a pena usar?

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segunda-feira, 17 de dezembro de 2018


Quem é recém chegado ao mundo Linux e utiliza NVIDIA pode ficar em dúvida sobre qual driver usar no seu equipamento, se o proprietário ou o de código aberto (chamado de Nouveau), e muitos provavelmente em um primeiro contato utilizam o nouveau, por ser o que vem por padrão no Kernel, tendo assim uma experiência nada agradável


Driver Open Source da Nvidia - Vale a pena usar?







Até descobrirem como instalar o driver proprietário de forma correta (que é mamão com açúcar) podem ficar chateados e até “com raiva” do sistema, assim não voltando mais a utilizar ele por causa de pequenos detalhes.


  • Falando em instalar drivers da NVIDIA de forma fácil, recentemente fizemos um post explicando melhor como fazer isso, vale a pena conferir. =)

De uns tempos para cá a solução open source para NVIDIA não vinha trazendo resultados satisfatórios, com perda de rendimento em games, renderização de vídeos e em alguns casos nem subindo o sistema operacional, como acontece nos notebooks com placas híbridas.

Também fizemos duas matérias falando sobre o sistema híbrido, uma comentando as novidades que virão à partir do Xorg 1.20 e o outra sobre como instalar o driver Linux (Ubuntu e Mint).


AMD e Intel


Quem utiliza AMD e Intel geralmente não se aborrece com esses “perrengues”, visto que os drivers de vídeo dessas empresas vêm embutidos diretamente no kernel e se precisar de uma versão mais nova, basta instalar o MESA Driver mais recente e receber os últimos updates. Também fizemos um artigo de como receber as versões do MESA.

Dito isso, sempre se especulou o quanto o driver open source “perdia” em relação ao proprietário, visto que a NVIDIA não facilita a vida dos desenvolvedores do Nouveau, liberando por exemplo o firmware com suporte ao PMU (Power Management Unit ou Unidade de Gerenciamento de Energia) entre outras features.

Testando o driver Open Source da Nvidia

Para tirar essa dúvida a limpo, o pessoal do site Phoronix, resolveu testar algumas placas de vídeo, primeiro com o driver proprietário da NVIDIA na versão 415 e depois com o Nouveau utilizando o Kernel Linux 4.19 e com o MESA 19.0-devel.

No caso do nouveau, eles precisaram fazer um re-clocked 0f em algumas placas para que o teste pudesse ser feito. As placas utilizadas foram: NVIDIA GeForce GTX 680 2GB (1066/3004MHz), NVIDIA GTX 750 Ti 2GB (1019/2700MHz), NVIDIA GTX 780 Ti 3GB (875/3500MHz), NVIDIA GTX 980 4GB (1126/3505MHz) e a NVIDIA GTX 1080 8GB (1607/5005MHz). O teste foi feito no Ubuntu 18.04.

No driver proprietário da NVIDIA, tinha o VULKAN 1.1 + OpenGL 4.6, enquanto que no nouveau só tinha o OpenGL 4.3.


Os jogos utilizados no teste foi limitado para aqueles que tinham suporte  para o OpenGL, visto que o nouveau ainda não tem suporte para VULKAN.

O primeiro jogo a ser testado foi o BioShock Infinite, que quando utilizado as GPUs GTX 680, GTX 780Ti e GTX 750 Ti (tecnologias Kepler e Maxwell1 respectivamente) a média de fps ficava na casa dos 60 fps utilizando o nouveau, mas quando ia para às GTX 980 e GTX 1080 não passavam dos 20 fps (tecnologias Maxwell e Pascal respectivamente).
Já quando foi utilizado o driver proprietário nas GPUs, o mínimo registrado foi de 100 fps com a GTX 750 Ti.



Outro jogo que foi utilizado, foi o popular moba Dota 2. Quando utilizado nouveau nas GPUs mais “antigas” se conseguiu uma média de 30 fps, já nas GPUs mais novas não passou dos 12 fps de média, utilizando o driver proprietário, foi mais que o dobro de ganho de FPS nas GPUs. A diferença fica visível nas GPUs mais novas.



Já nos jogos de código aberto, a situação é um pouco mais confortável para o nouveau, os jogos que ele se saiu bem foram: ET:Legacy v2.75; Xonotic v0.8.2 e The Tesseract v2014-05-12. Nesses games o driver open source ficou “colado”com o driver proprietário, conforme você pode ver nas imagens abaixo, mas ainda assim perdendo.








Para ver os testes completos, veja neste link do Phoronix.

Vai jogar no Linux com Nvidia? Instale o Driver proprietário

Com esses testes, podemos tirar algumas ideias sobre o driver open source, o nouveau. Caso você tenha uma GPU um pouco mais antiga, como as das séries 600 e 700, o desempenho em jogos fica no razoável, ainda que você não tenha suporte ao Vulkan, o que é uma grande perda para jogos mais recentes e para os que rodam via Proton e DXVK. Caso você tenha GPUs mais recentes, das séries 900 e 1000, o desempenho fica perto do injogável. 

Enquanto a NVIDIA não trabalhar junto com o pessoal do Nouveau, infelizmente ele ficará preso a GPUs antigas e tecnologias básicas, uma triste realidade. Ao menos a empresa oferece um driver proprietário que funciona corretamente e entrega um bom desempenho.
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