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Como Vulkan ICD Loader pode te trazer gráficos melhores nos games no Linux

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quarta-feira, 28 de agosto de 2019

Esse é um daqueles experimentos que vale a pena fazer de vez em quando. Vulkan é uma tecnologia nova e sempre temos coisas novas a aprender sobre ele, e muitas vezes pequenos detalhes podem fazer a diferença.

Vulkan





Todas as noites, de Segunda à Sexta, à partir das 20 horas, eu faço lives no canal Diolinux na Twitch, (siga-nos por lá também, inclusive), e costumeiramente jogamos Overwatch no Linux, um game da Blizzard, que não possui uma versão nativa, mas graças ao Wine, ao DXVK e ao Lutris, roda tão bem quanto.

Em algum momento durante uma das lives dessa semana, alguém tinha mencionado sobre ativar uma função nas configurações do Lutris chamada "Vulkan ICD Loader", selecionando o fabricante da minha placa de vídeo para ter "melhor desempenho", ou algo assim.

O que eu aprendi sobre isso?


Eu nunca reclamei do desempenho do Overtwatch no Linux, sempre funcionou muito bem na minha experiência, e a gente que sempre conversa sobre esse tipo de coisa nas lives, mas, como bom nerd/gamer/geek, resolvi testar hoje a opção que foi sugerida e acabei não sentindo diferença alguma no desempenho do Overwatch, mas, a menos que meus olhos tenham me traído, eu vi sim um melhora nas sombras e na iluminação do jogo:

Vulkan ICD Loader

McCree é o meu personagem favorito do game, na imagem acima estamos com ele no campo de treinamento, com o gráfico do Overwatch no Ultra, rodando no Linux à cerca de 200 FPS numa RTX 2060, onde o sistema operacional é o Ubuntu 19.04 e o Driver Nvidia é o 430.x.

É perceptível o quanto a "luz do sol" fica mais natural, assim como os reflexos ficam mais vivos nas partes onde o Vulkan ICD Loader está ligado, contrastando com as faixas onde ele está "OFF".

Com ele ativado, apesar da mudança não ser nada drástica, pois o game já rodava "bonitamente" no Linux sem essa opção ativada, o gráfico ficou um pouco mais próximo do que eu vi as pessoas visualizarem ao jogarem o game da Blizzard em um console, como o PS4.

Curiosamente, vi que algumas pessoas que testaram Linux pela primeira vez porque ficaram sabendo que o Overwatch rodava, comentaram que o gráfico "parecia diferente", de alguma forma, mesmo que não soubessem explicar exatamente do que se tratava, e talvez seja exatamente essa questão, a forma com que a renderização da iluminação via Vulkan (DXVK) seja feita neste caso em específico. 

É no mínimo muito interessante.

E como ativa essa função Vulkan ICD Loader?


Antes de mais nada, do que realmente se trata essa tecnologia?

Você consegue dar uma olhada no código do Vulkan IDC Loader no GitHub, onde podemos aprender que o Vulkan suporta sistemas com várias GPUs, cada qual rodando um driver diferente, ou ICD (Installable Client Driver).

O ICD Loader é uma biblioteca colocada entre uma aplicação Vulkan e qualquer número de drivers de vídeo que o suportem, o loader também gerencia a inserção de camadas de bibliotecas Vulkan, como camadas de validação entre uma aplicação e um driver.

Explicações técnicas à parte, é muito simples ativar isso no Lutris, eu vou demonstrar com o Overwatch, mas supostamente você pode usar o mesmo recurso em qualquer game.

No Lutris, clique no game e depois clique na engrenagem que vai abrir a janela de configurações.


Na janela que se abrir, navegue até a aba "System options", dentre as configurações disponíveis você deverá encontrar o "Vulkan ICD Loader", que geralmente estará em "None (default)".


Altere de acordo com a sua placa de vídeo, Intel, Radeon(AMD) ou Nvidia e salve, clicando no botão "Save", logo abaixo.

Agora basta iniciar o jogo novamente, atente-se para o detalhe de que possivelmente será necessário que os shaders sejam compilados novamente, então nos primeiros instantes o FPS deve ficar baixo, basta "não fazer nada" e esperar que o processo ocorra em background antes de se aventurar em algum game competitivo. O tempo de demora de compilação dos Shaders deve variar de máquina para máquina, dependendo da potência do hardware, geralmente leva cerca de 30 segundos para mim.

Caso queira desfazer a modificação por não ter gostado do resultado ou algo assim, basta voltar nas mesmas opções e alterar para o padrão (default).

Vou começar a jogar na próxima live com essa configuração ativada, então vai ser interessante ver como se comporta e se o público também consegue ver melhorias nos gráficos.

Quer compartilhar também as suas experiências jogando no Linux? Participe do nosso fórum.

Até a próxima!
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Proton 4.11 é lançado com muitas novidades para gamers Linux

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quinta-feira, 1 de agosto de 2019

A semana começou agitada para quem gosta de games e é usuário de Linux. Primeiro foi a NVIDIA lançando versões novas de drivers, agora a Valve trazendo uma nova versão do Proton e uma nova ferramenta de sincronização de objetos nos jogos. 

Proton 4.11 é lançado com muitas novidades  para gamers Linux





A primeira novidade é em relação ao Proton, que chegou com várias melhorias, correções de bugs e um salto na sua versão. Começando com a versão, que antes era a 4.2-9 e agora foi para 4.11, assim seguindo a mesma versão do Wine. Com isso trouxe:

● 3300 melhorias do Wine para o Proton e 154 patches do Proton 4.2 não são mais necessários ou foram para o upstreamed.

DXVK atualizado para a versão 1.3;

FAudio atualizado para a versão 19.07;

● Corrigido o input lag e adicionado suporte a rumble em alguns jogos que utilizam a Engine Unity;

Dentro deste update do Proton, dois se destacam, como a adição do D9VK e a mudança de alguns “módulos’ para Windows PE.

Sobre o D9VK, ele está vindo embutido em modo experimental, tendo que ser ativado manualmente no momento. O D9VK vinha sendo testado desde Junho, de acordo com o dev Joshua Ashton. Agora a Valve vai estar financiando de forma mais direta. Para ativar o D9VK nos jogos e assim experimentá-lo, você vai precisar colocar o seguinte parâmetro no jogo dentro da Steam: PROTON_USE_D9VK=1 %command%

A outra novidade é a mudança de alguns módulos do Wine, que antes eram em libs feitas no Linux e agora estão sendo construídas sobre as libs do Windows PE. Isso pode ajudar na compatibilidade de alguns sistemas de DRM e anti-cheat, conforme vai avançando o trabalho, a compatibilidade vai ficando mais madura e eficiente.

Para mais detalhes sobre essa versão do Proton, pode ser consultada aqui.

Agora a outra grande novidade é o começo dos testes do fsync, para melhorar a sincronização em processos a ser baseado no futex. Quando a Valve começou o desenvolvimento do Proton, encontrou problemas com jogos multi-threaded, assim trabalhou em conjunto com a CodeWeavers e desenvolveu um patchset, o “esync”, para resolver esses problemas. A princípio funcionou, mas precisava de várias configurações e poderiam causar problemas de exaustão nos aplicativos.

Por isso a Valve preferiu trabalhar em uma nova solução, o fsync. Com essa nova funcionalidade, o ganho nos games é esperado, visto que vai ser trabalhado junto ao kernel, tanto que a Valve mandou uma sugestão de mudança, para que ela seja “acomodada” no Kernel Linux.

Se você quiser testar esse kernel modificado pela Valve e testar às melhorias do fsync, eles publicaram um tutorial de como fazer isso.

Este artigo não acaba aqui, continue trocando uma ideia lá no nosso fórum.

Espero você até a próxima, um forte abraço.
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Veja como instalar a Uplay no Linux de forma fácil

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terça-feira, 16 de julho de 2019

Hoje em dia, quando se fala em jogos, temos várias lojas como Origin, da EA Games, Battle.net da Blizzard, GOG Galaxy (GOG), Steam, a Epic Games a Epic Games Store e a Uplay da Ubisoft. Nesse tutorial de hoje vamos te ensinar a instalar ela no Linux.

Veja como instalar a Uplay no Linux de forma fácil





Vamos para a instalação da UPLAY


Para “começo de conversa”, vamos preparar o Linux para rodar jogos, para não nos estendermos demais, recomendo que siga o guia que criamos para isso. Tá bem explicadinho e detalhado.

Depois de preparado o Linux e instalado o Lutris, como ensinado em nosso artigo, você pode instalar a Uplay de duas formas. A primeira é buscar dentro do próprio Lutris por ela, como mostra a Figura abaixo. Depois é só clicar em “Install” (Na imagem abaixo, o botão de instalar apareceria onde está escrito “Play”)



A segundo forma, é utilizando o site do Lutris. Na barra de buscas (Search), procure por “Uplay”, e depois clique no ícone da loja.







Clique em “Install”, o Lutris ou um pop-up irá abrir.

Aguarde a instalação e usufrua dela. Vale lembrar que alguns jogos podem não funcionar, como o Rainbow Six Siege (R6), que por causa do Anti-cheat do jogo, barra o Wine/DXVK. Dos 7 jogos que tenho lá, tirando o R6, alguns rodaram de forma satisfatória. Os jogos que peguei lá foram os oferecidos de graça, como o UNO Demo, Rayman Legends Demo, World in Conflict, e alguns Assassin’s Creed, como o Black Flag, o Unity e o Chronicles China. Já o Watch_Dogs 1, funciona quase que 100%, mas o som não funciona na gameplay, já nos menus sim. 

Pode ser que isso acontece em alguns títulos ( seja necessário alguma configuração extra), mas isso não quer dizer que seja “pra sempre” essa situação.

Se você estava precisando daquela ajudinha para rodar a Uplay, espero que esse tutorial lhe ajude. 😁

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Espero você até a próxima, um forte abraço.

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Canonical se vê “obrigada” a voltar atrás no caso do suporte a 32 bits no Ubuntu 19.10

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terça-feira, 25 de junho de 2019

Recentemente a Canonical, dona do Ubuntu, fez o anúncio do fim ao suporte para pacotes de 32 bits (i386), já no Ubuntu 19.10, assim "matando de vez" a tecnologia. Fizemos um artigo recente abordando o assunto.

Canonical se vê “obrigada” a voltar atrás no caso do suporte a 32 bits no Ubuntu 19.10






Com o fim do suporte a esses pacotes, muitos projetos poderiam "sofrer" para se adaptar, como a Steam, Lutris e o Wine, como os casos mais famosos que poderiam entrar na "dança". E as reações já começaram.

O primeiro a se manifestar, foi o fundador do Lutris, Mathieu Comandon, em seu Twitter, com a seguinte frase:


Tradução: "Se você trabalha na remoção de suporte para jogos antigos em sistemas Linux, eu vou lutar contra você. E eu vou bater em você." , , e complementou também:

Tradução: "O Lutris runtime é totalmente inútil por si só. Contamos com várias bibliotecas críticas para estarem presentes em um sistema. Esses são fornecidos no nível da distribuição."
O segundo a se manifestar sobre a decisão da Canonical, foi Ethan Lee, dev da CodeWeavers (empresa essa que tem parceria com a Valve no Projeto Proton), que deu as seguintes declarações no seu Twitter:
Tradução: ("Puxa, considerando que esse tamanho de amostragem tão pequena, não ficarei surpreso o quanto eles ficarão desapontados com os resultados, quando realmente testarem a ideia já anunciada por um dia inteiro!" 

Por fim, o tweet que gerou toda a repercussão, foi do especialista da Valve, Pierre-Loup Griffais, lançando uma "bomba-relógio" sobre a Canonical, dizendo o seguinte:

Tradução: "Ubuntu 19.10 e  futuras releases não serão oficialmente suportado pela Steam ou recomendado aos nossos usuários. Vamos avaliar maneiras de minimizar essa ruptura para os usuários existentes, mas também mudaremos nosso foco para uma distribuição diferente,  que atualmente ainda não foi decidido (TBD = to be determined)."

Depois da tempestade, será que vem o arco-íris?

Tudo isso aconteceu em um final de semana, onde esse turbilhão “aterrissou” no mundo Linux. Já nesta Segunda-feira (24), vários portais estrangeiros e brasileiros noticiaram a “bomba”, mas não dando ênfase na nota da Canonical em seu blog, algo que pra mim é muito ruim, mas enfim. Dada a repercussão, a Canonical soltou uma nota em seu blog oficial, coisa rara de se ver, especialmente no segmento desktop do blog,, ainda mais para o público gamer e por “tabela” o usuário doméstico. A nota começa com: “Graças a enorme quantidade de feedback deste fim de semana dos gamers, do Ubuntu Studio e da comunidade WINE, vamos mudar nosso plano e construir pacotes de 32 bits (i386) selecionados para o Ubuntu 19.10 e 20.04 LTS. Vamos colocar em prática um processo de comunidade para determinar quais pacotes de 32 bits são necessários para suportar software legado, podendo adicionar a essa lista libs no pós-lançamento se perdermos algo que é necessário. Também trabalharemos com o WINE, o Ubuntu Studio e as comunidades de jogos para usar a tecnologia de contêineres para abordar o fim da vida útil das bibliotecas de 32 bits. Continuará sendo possível rodar aplicativos antigos em versões mais recentes do Ubuntu. O Snaps e o LXD permitem que tenhamos ambientes completos de 32 bits e bibliotecas integradas para resolver esses problemas a longo prazo.” A nota completa em inglês você pode conferir aqui. Tem um vídeo no canal, em que se aborda esse tema também. Você pode conferir ele logo abaixo.


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Espero você até a próxima, um forte abraço.

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DXVK 1.0.3 é lançado enquanto o DXVK 1.1 recebe correções

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terça-feira, 16 de abril de 2019

DXVK é uma ferramenta fantástica que chegou ao mundo Linux, mais precisamente para o mundo dos games, onde possibilitou a “jogatina”  de alguns “milhares” de jogos que antes não poderiam ser executados, somente com o WINE. Agora conta com mais melhorias implementadas nesta versão.


 DXVK 1.0.3 é lançado enquanto o DXVK 1.1 recebe correções





Com o crescimento da compatibilidade de mais e mais jogos, a evolução do DXVK também vem crescendo e surpreendendo. Quem poderia imaginar que até o ano passado (2018), o projeto era somente um “hobby” e que poderia ajudar na “migração” de jogos para Linux em um “piscar de olhos”, realmente incrível.

Para essa versão, a 1.0.3, foram acrescentadas as seguintes melhorias e correções:

- DLLs do DXVK agora incluem informações sobre a versão, que alguns jogos podem usar;

- Corrigido o problema em que os shaders de geometria de hashing com metadados de saída de fluxo retornavam resultados indefinidos. Isso pode levar a que os arquivos de cache de estado cresçam indefinidamente;

- Corrigido o problema em que dados indefinidos seriam passados ​​para o driver para constantes de especialização não utilizadas durante a compilação de pipelines. Isso pode ter causado falhas inesperadas no cache do shader;

- Surface loss agora tem uma manipulação bem mais harmoniosa;
- Game Anno 1800 : Corrigido grave problema de desempenho, habilitado com a opção d3d11.allowMapFlagNoWait;

- Games como Dark Souls Remastered e Grim Dawn : Adicionado uma solução alternativa para corrigir problemas de renderização em GPUs da Nvidia;

- Star Citizen : Corregido o shader de geometría inválida, causando o travamento da GPU e falhas no driver;

Mas, e o DXVK 1.1…?


Então, ele foi até lançado mas depois foram relatados vários bugs e travamentos, que o desenvolvedor principal, Philip Rebohle, resolveu tirar ele do ar para arrumar essas pendências e soltar a seguinte nota junto com a versão 1.0.3:

“O lançamento foi levado de volta porque estava causando crashes nos jogos e a GPU travando para alguns usuários. Se você tiver um ambiente de compilação configurado, teste a última ramificação master com o maior número de jogos possível para ajudar a encontrar e solucionar problemas encontrados.”

Se você quiser baixar diretamente o DXVK e implementar manualmente ele ou conferir mais a fundo o código fonte dele, basta acessar seu GitHub oficial.

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Espero você até a próxima, um forte abraço.

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Proton 4.2 chega ao Steam Play Linux com mais de 2400 problemas corrigidos

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sexta-feira, 29 de março de 2019

A Valve anunciou nesta semana o lançamento da versão 4.2 do Proton (saindo da versão 3.16), a ferramenta que é capaz de rodar os games de Windows no Linux como se fossem nativos através da Steam.

Proton 4.2 chega ao Linux






Segundo as informações do GitHub da Valve, foram mais de 2400 modificações e problemas corrigidos na versão 4.2, se comparada com a versão 3.16, que era a que estava sendo usada até então, incluindo correções para jogos como Resident Evil 2 e Devil May Cry 5.

Devil May Cry

Foram 166 patches aplicados ao Proton 3.16 que não são mais necessários no na versão mais nova. Entre as novidades temos:

- Atualização do DXVK para versão 1.0.1;
- Atualização do FAudio para a versão 19.03-13-gd07f69f;
- Correções para o comportamento do mouse em Resident Evil 2 e Devil May Cry 5;
- Correções para os games NBA 2K19 e 2k18 e muito mais!

Entre outras coisas, temos também melhorias para Vulkan para games que usam realidade virtual, games que são baseados em GDI e uma série de melhorias de usabilidade, que vai desde fontes, até problemas com alt+tab em jogos.

Com o recente lançamento da versão mais recente do Wine, tivemos uma bela atualização também no CrossOver, que vale a pena conferir.

Está cada vez mais fácil jogar os grandes games no Linux e é bom ver que existe um desenvolvimento constante neste sentido.

Acompanhe-nos em nosso canal de games para conferir as novidades.

Até a próxima!

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Lançada versão 1.0 do DxVK

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terça-feira, 26 de fevereiro de 2019

É pessoal, nem parece que foi no dia 13 de Janeiro de 2018 que o dev alemão, Philip Rebohle, mais conhecido por “doitsujin” na internet, começou um projeto que está transformando a indústria de games para o Linux. Hoje temos o Proton da Valve que se beneficia dele, além do pessoal do Lutris.


 DxVK chega 1.0 é lançado!






No começo do ano passado, começou a “pipocar” no YouTube vídeos mostrando alguns gamers conseguindo rodar jogos, que a princípio só rodavam no Windows, mostrando os mesmo rodando no Linux com algum desempenho satisfatório, como GTA V e The Witcher 3.

Depois que esses vídeos se popularizaram, começou uma verdadeira “corrida pelo ouro” para saber quais jogos estavam rodando com essa nova implementação via DLLs. E o resultado foi surpreendente, até os jogos que tem os “famosos” anticheats, que já fizemos uma matéria muito completa e legal sobre, rodaram por um tempo até serem “pegos”.

A evolução do projeto nos meses seguintes foi muito grande e rápida, pois a cada versão lançada, mais e mais recursos implementados, bugs corrigidos e melhorias no código eram feitas. Até que a Valve anunciou que estava financiando e dando suporte ao projeto, e como falei em um vídeo, isso foi o “Dia D” dos jogos no Linux. Aqui mesmo no blog nós produzimos um artigo super especial e um vídeo super completinho falando sobre. Vale a pena conferir.

Mas, agora depois de 1 ano de projeto “no ar”, ele chega na tão aguardada versão 1.0, com muito amadurecimento do código e várias implementações do Vulkan para ajudar na renderização dos jogos, algumas novidades da versão 1.0 são:

Melhorias


● Adicionado a opção DXVK_HUD=api para mostrar o nível de recurso do D3D usado pelo aplicativo. Ainda não funciona corretamente para o D3D10 no momento.

●  Pequenas melhorias de desempenho no RADV, gerando melhoria no shader code.

● Se disponível, as extensões VK_EXT_memory_priority e VK_EXT_memory_budget agoraserão usadas para melhorar o comportamento de compressão da memória e reportar a VRAM disponível para aplicativos com mais precisão, respectivamente.

Correções de Bugs


● Corrigidos vários pequenos problemas em que certos recursos eram exigidos dos dispositivos onde o Vulkan não estava atuando.
● Corrigido problemas com shaders inválidos do SPIR-V, que faziam os jogos feitos na Unreal Engine 4 ficassem amarelos com drivers proprietário da AMD.

●  Corrigido problemas de renderização do Fay Cry Primal, que ocorreria em alguns sistemas.

Para visualizar todos as implementações  com mais detalhes técnicos, você pode acessar o GitHub do DXVK.

Podemos deixar uma menção aqui, do trabalho do dev da CodeWeavers, Ethan Lee,  com o FAudio que tem relação com os áudios dos jogos e agora faz com que vários games que tinha “flicks” de áudio rodem sem esses problemas.

Espero você no próximo post, forte abraço.

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Wine 4.0 tem a sua versão final lançada e traz muitas novidades

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quarta-feira, 23 de janeiro de 2019

A espera finalmente acabou e o WINE 4.0 Stable está no meio de nós, podendo ser utilizado nas mais diversas aplicações, desde a instalação de programas, até os jogos via Lutris e muito em breve também chegará ao projeto Proton da Valve, que se baseia no WINE.

 Wine 4.0 tem a sua versão final lançada e traz muitas novidades






Depois de um ano após o lançamento da versão Stable 3.0, eis que a nova Stable é lançada, e chegando na versão 4.0 traz várias melhorias e ajustes que podem ser utilizados nos mais diversos projetos, como já citamos.

Em comunicado oficial no site, a equipe do Wine faz o seguinte pronunciamento:

“A equipe do Wine tem o orgulho de anunciar que o lançamento do Wine 4.0 Stable
está disponível.

Este lançamento representa um ano de esforços no desenvolvimento e mais de 6.000
mudanças individuais. “

As melhorias e novidades apresentadas foram:

  -  Suporte Vulkan;
  - Suporte inicial para o Direct3D 12, precisando da lib vkd3d e uma GPU com suporte ao Vulkan;
  -  Suporte para joysticks e controles melhorado;.
  -  Suporte a High-DPI no Android;
  -  Multi-Threaded Command Stream habilitado por padrão;
  -  Suporte para texturas 2D e 3D usando o S3TC-compressed;
  -  Mais recursos implementados para o Direct3D 10 e 11.

A lista de implementações é enorme e você pode conferir ela completinha no site oficial do WineHQ. Aqui só listamos algumas das mais importantes.

Com a chegada da versão 4.0, muitos jogos poderão ter a performance melhorada e assim rodarem muito mais fluidos no Linux, assim como fazer com que muitos outros que não rodavam passem a funcionar. A cada versão lançada do WINE o “gargalo” de desempenho vai caindo cada vez mais, além disso, a tão aguardada chegada do Kernel 5.0 pode dar mais um “up” nesse cenário também.

Outro ponto muito positivo é que com a chegada dessas melhorias, não é somente os jogos que  vão se beneficiar, mas também os programas que as pessoas precisam e que não tenham uma versão nativa para Linux (ou para macOS, afinal o Wine roda nele também) ou não tem uma alternativa que substitua para aquela tarefa.

A nova versão do WINE estável deve chegar em breve nas distribuições, mas se você quiser tentar instalar por conta própria, pode seguir o tutorial do pessoal do WineHQ. Só preste muito atenção nos comandos que estiver executando, pois qualquer falta de atenção pode bagunçar o seu sistema. 

Particularmente, prefiro esperar que os projetos adicionem a tecnologia do Wine aos seus projetos, especialmente o Lutris e o Proton ao invés de fazer por conta própria, mas isso é algo pessoal.

Espero você até o próximo post, forte abraço.

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Driver Open Source da Nvidia - Vale a pena usar?

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segunda-feira, 17 de dezembro de 2018


Quem é recém chegado ao mundo Linux e utiliza NVIDIA pode ficar em dúvida sobre qual driver usar no seu equipamento, se o proprietário ou o de código aberto (chamado de Nouveau), e muitos provavelmente em um primeiro contato utilizam o nouveau, por ser o que vem por padrão no Kernel, tendo assim uma experiência nada agradável


Driver Open Source da Nvidia - Vale a pena usar?







Até descobrirem como instalar o driver proprietário de forma correta (que é mamão com açúcar) podem ficar chateados e até “com raiva” do sistema, assim não voltando mais a utilizar ele por causa de pequenos detalhes.


  • Falando em instalar drivers da NVIDIA de forma fácil, recentemente fizemos um post explicando melhor como fazer isso, vale a pena conferir. =)

De uns tempos para cá a solução open source para NVIDIA não vinha trazendo resultados satisfatórios, com perda de rendimento em games, renderização de vídeos e em alguns casos nem subindo o sistema operacional, como acontece nos notebooks com placas híbridas.

Também fizemos duas matérias falando sobre o sistema híbrido, uma comentando as novidades que virão à partir do Xorg 1.20 e o outra sobre como instalar o driver Linux (Ubuntu e Mint).


AMD e Intel


Quem utiliza AMD e Intel geralmente não se aborrece com esses “perrengues”, visto que os drivers de vídeo dessas empresas vêm embutidos diretamente no kernel e se precisar de uma versão mais nova, basta instalar o MESA Driver mais recente e receber os últimos updates. Também fizemos um artigo de como receber as versões do MESA.

Dito isso, sempre se especulou o quanto o driver open source “perdia” em relação ao proprietário, visto que a NVIDIA não facilita a vida dos desenvolvedores do Nouveau, liberando por exemplo o firmware com suporte ao PMU (Power Management Unit ou Unidade de Gerenciamento de Energia) entre outras features.

Testando o driver Open Source da Nvidia

Para tirar essa dúvida a limpo, o pessoal do site Phoronix, resolveu testar algumas placas de vídeo, primeiro com o driver proprietário da NVIDIA na versão 415 e depois com o Nouveau utilizando o Kernel Linux 4.19 e com o MESA 19.0-devel.

No caso do nouveau, eles precisaram fazer um re-clocked 0f em algumas placas para que o teste pudesse ser feito. As placas utilizadas foram: NVIDIA GeForce GTX 680 2GB (1066/3004MHz), NVIDIA GTX 750 Ti 2GB (1019/2700MHz), NVIDIA GTX 780 Ti 3GB (875/3500MHz), NVIDIA GTX 980 4GB (1126/3505MHz) e a NVIDIA GTX 1080 8GB (1607/5005MHz). O teste foi feito no Ubuntu 18.04.

No driver proprietário da NVIDIA, tinha o VULKAN 1.1 + OpenGL 4.6, enquanto que no nouveau só tinha o OpenGL 4.3.


Os jogos utilizados no teste foi limitado para aqueles que tinham suporte  para o OpenGL, visto que o nouveau ainda não tem suporte para VULKAN.

O primeiro jogo a ser testado foi o BioShock Infinite, que quando utilizado as GPUs GTX 680, GTX 780Ti e GTX 750 Ti (tecnologias Kepler e Maxwell1 respectivamente) a média de fps ficava na casa dos 60 fps utilizando o nouveau, mas quando ia para às GTX 980 e GTX 1080 não passavam dos 20 fps (tecnologias Maxwell e Pascal respectivamente).
Já quando foi utilizado o driver proprietário nas GPUs, o mínimo registrado foi de 100 fps com a GTX 750 Ti.



Outro jogo que foi utilizado, foi o popular moba Dota 2. Quando utilizado nouveau nas GPUs mais “antigas” se conseguiu uma média de 30 fps, já nas GPUs mais novas não passou dos 12 fps de média, utilizando o driver proprietário, foi mais que o dobro de ganho de FPS nas GPUs. A diferença fica visível nas GPUs mais novas.



Já nos jogos de código aberto, a situação é um pouco mais confortável para o nouveau, os jogos que ele se saiu bem foram: ET:Legacy v2.75; Xonotic v0.8.2 e The Tesseract v2014-05-12. Nesses games o driver open source ficou “colado”com o driver proprietário, conforme você pode ver nas imagens abaixo, mas ainda assim perdendo.








Para ver os testes completos, veja neste link do Phoronix.

Vai jogar no Linux com Nvidia? Instale o Driver proprietário

Com esses testes, podemos tirar algumas ideias sobre o driver open source, o nouveau. Caso você tenha uma GPU um pouco mais antiga, como as das séries 600 e 700, o desempenho em jogos fica no razoável, ainda que você não tenha suporte ao Vulkan, o que é uma grande perda para jogos mais recentes e para os que rodam via Proton e DXVK. Caso você tenha GPUs mais recentes, das séries 900 e 1000, o desempenho fica perto do injogável. 

Enquanto a NVIDIA não trabalhar junto com o pessoal do Nouveau, infelizmente ele ficará preso a GPUs antigas e tecnologias básicas, uma triste realidade. Ao menos a empresa oferece um driver proprietário que funciona corretamente e entrega um bom desempenho.
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Evoluções dos projetos DXVK, PROTON e WINE depois do apoio da Valve

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terça-feira, 16 de outubro de 2018

Desde o anúncio da Valve com a implementação do Proton, uma parceria feita com a CodeWeavers, várias melhorias vem acontecendo em outros projetos como o DXVK, WINE e o próprio VULKAN.

Evoluções dos projetos DXVK, PROTON e WINE depois do apoio da Valve






No começo do ano de 2018 fomos apresentados ao projeto DXVK, que a princípio faria uma camada de conversão entre a API DirectX 11 para o VULKAN, assim possibilitando que alguns jogos pudessem rodar no Linux, como por exemplo o  GTA V. E até meados de Julho o seu progresso era muito bom e vinha trazendo várias melhorias e correções de bugs que essa implementação acarreta.

Na mesma linha víamos o projeto VULKAN, API gráfica que concorre com a API da Microsoft, ganhando mais linhas de código, melhorias e correções de bugs que vinham melhorando a performance dos jogos que utilizam a API de forma nativa ou através do DXVK.

A outra ferramenta que veio ganhando melhorias aceleradas foi o projeto WINE (Wine is not an emulator), que até 2018, tinha implementações sendo “soltas” de forma pragmática e conservadora, sempre apostando no “jogo seguro” para não cometer erros.

Mas tudo isso mudou de forma rápida e positiva em meados de Julho, quando a Valve fez o anúncio bombástico do projeto Proton, que resumidamente, faria com que jogos feitos somente para Windows rodarem no Linux.

Com o anúncio do projeto Proton todos estes projetos cresceram de forma acelerada surpreendendo a cada lançamento. 

Primeiro foi o projeto VULKAN, que dá uma base sólida para todo o projeto Proton, que vem ganhando a cada lançamento mais e mais melhorias e implementações em seu código, chegando na versão 1.1 e marcando presença nas principais Engines do mercado como a CryEngine, idTech, Unity, Source e Unreal Engine. Com isso, as desenvolvedoras de jogos que optarem por usar VULKAN vão poder portar os seus jogos de forma “suave” para Linux e sem maiores transtornos, mesmo usando o projeto Proton.

Já o segundo que veio ganhando um aprimoramento acelerado foi o DXVK. Se no começo do ano ele dependia de uma equipe reduzida, hoje eles contam com o apoio da gigante da indústria dos Games,  Valve. Quando a Valve anunciou a sua ferramenta de compatibilidade, comentou que já vinha dando apoio para o pessoal do DXVK. Por isso que muitos da comunidade Linux viram o rápido crescimento do projeto. A última versão dele já tem suporte para DX10 e DX11, além de terem iniciado os testes para poder incorporar o DX9 ao projeto DXVK.

Por último e não menos importante, temos o WINE, o nosso “velho guerreiro” que sempre nos ajudou a rodar vários jogos e programas no passado e hoje tem um papel fundamental nessa nova era dos games no Linux. Ele tem papel fundamental pois a CodeWeavers (empresa por trás da versão comercial do Wine, o CrossOver) fechou parceria com a Valve e acelerou a versão do WINE para a Steam , e o projeto original que podemos usar gratuitamente vem se beneficiando diretamente por isso, visto que ultimamente tem saído várias versões do WINE e com um monte de melhorias vindo dos reports da Steam, fora os que a comunidade já reporta no site e fóruns do próprio WINE.

Para usar o VULKAN você vai precisar dos drivers mais recentes para a sua GPU, sendo Intel, AMD e NVIDIA.

Para AMD e Intel você precisa usar o Mesa Driver 18.1 ou posterior. Já para NVIDIA você vai precisar usar o Driver Proprietário nas versões mais recentes, as versões Beta. Até o momento está na versão 396.54.09 ou o 410.57.

Para saber mais sobre o projeto VULKAN, basta acessar o site deles. Para acompanhar o projeto DXVK, é só acompanhar eles no GitHub.

É muito legal ver essa evolução das ferramentas que venham a possibilitar os jogos para Linux e trazendo mais opções para os consumidores. Como falei em um Diolinux Friday Show, creio que a próxima a aderir ao projeto Proton é a Battlenet, dona do Overwatch, World of Warcraft e Diablo pois o catálogo dela é pequeno e mais fácil de administrar.

Mas agora conte aí nos comentários, o que você espera dessa evolução do projeto Proton e tudo aquilo que ele “Puxa” junto.

Um forte abraço e até a próxima.
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