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Emulador de Nintendo 3DS, Citra em Snap

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quinta-feira, 5 de setembro de 2019

No início do ano escrevi meu primeiro artigo no blog Diolinux, curiosamente o primeiro assunto que abordei foi justamente o emulador de Nintendo 3DS Citra. Caso queira mais informações sobre o emulador, recomendo fortemente essa postagem, acesse o link e saiba mais sobre o Citra e veja outras formas de se obter o software.

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Creio que não seja novidade para os leitores que acompanham meu trabalho, que sou apaixonado por emuladores e consoles. Mesmo possuindo meu New Nintendo 2DS XL, gosto de usufruir das vantagens que o Citra oferece. Na postagem anterior que indiquei, informo o processo de instalação do emulador via Flatpak e TAR.GZ. Hoje mais uma opção está disponível, por meio do formato de empacotamento da Canonical, o Snap.

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Emulador de N3DS Citra via Snap


Usuários do Ubuntu podem simplesmente pesquisar na loja por: “Citra” e instalar o aplicativo. Caso esteja utilizando outra distribuição Linux, segue esse tutorial ensinando a configurar o Snap em seu sistema.

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Sua instalação via terminal é bem simples, basta ter configurado previamente seu sistema (conforme mencionei anteriormente).

Instalando o Citra Snap via terminal:

sudo snap install citra-mts --edge

Removendo o Citra Snap via terminal:

sudo snap remove citra-mts

Vale ressaltar que a forma de instalação demonstrada no site do emulador é via Flatpak, porém, a construção do pacote Snap é feita diretamente do repositório Github do projeto. Se preferir via Flatpak, eis o link.

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Emulador de Nintendo Wii e GameCube, Dolphin Emu no Linux

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segunda-feira, 26 de agosto de 2019

A comunidade de gamers no Linux vem crescendo a cada ano, sejam games via Steam, Wine ou quaisquer que sejam os meios. O cenário “retro gamer” é bem presente e forte na plataforma do pinguim. Existem até distribuições com foco em emulação de consoles antigos. Hoje apresento um dos melhores emuladores disponíveis no Linux, o Dolphin Emu.

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O Dolphin Emu é capaz de emular duas gerações distintas de consoles, o Nintendo GameCube e o Nintendo Wii. Não confunda o Dolphin Emu com o gerenciador de arquivos do projeto KDE, já vi algumas pessoas se confundirem por conta disso.

O emulador é software livre e sempre está em constante desenvolvimento, sendo que a cada nova versão sua performance melhora drasticamente. Os games podem ter sua resolução escalonada (em até 5K), melhorando muito seu visual. A compatibilidade com diversos joysticks é um ponto a se destacar e em todos os anos que venho utilizando o Dolphin Emu, nunca vi um que não tenha sido reconhecido. Outras características interessantes, como: contador de fps, modo multiplayer online e local, presets de joysticks, suporte aos joysticks originais de cada console, resolução Full HD (indo além da resolução original dos jogos), e muito mais.

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Caso esteja interessado, o emulador é multiplataforma e existem versões para Linux, Windows, macOS e Android (para plataformas mobiles). Acesse seu site oficial, para mais detalhes.

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Dolphin Emu diretamente do repositório oficial (da distro)


Você pode encontrar o emulador diretamente da loja de sua distribuição, no Ubuntu o programa encontra-se na versão 5.0 e pode ser instalado tanto pela interface gráfica ou terminal. Essa opção não é a mais atual, caso não se importe com versionamento ou possíveis melhorias de performance dos mais recentes lançamentos, basta pesquisar por: “Dolphin Emu” e instalar pelo Ubuntu Software (Gnome Software) ou loja de sua distro.

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No terminal é muito simples também.

Instale o Dolphin Emu via terminal:

sudo apt install dolphin-emu

Removendo o Dolphin Emu:

sudo apt remove dolphin-emu

Dolphin Emu via PPA


Existem várias formas de se obter o Dolphin Emu em sua distribuição Linux, o emulador encontra-se na maioria dos repositórios, porém, nem sempre a versão será a mais recente. Alguns preferem compilar diretamente do GitHub (não tão prático para um iniciante), enquanto outros via PPA.

Para instalar o Dolphin Emu no Ubuntu, Mint ou derivados. Segue abaixo todos os comandos necessários.

Adicione o PPA do Dolphin Emu:

sudo add-apt-repository ppa:dolphin-emu/ppa

Atualize a lista de pacotes:

sudo apt update

Instale o Dolphin Emu via PPA:

sudo apt install dolphin-emu

Agora se deseja remover de seu sistema, prossiga desta maneira.

Removendo o Dolphin Emu:

sudo apt remove dolphin-emu

Removendo o PPA do seu sistema:

sudo add-apt-repository -r ppa:dolphin-emu/ppa

Não se preocupe com todos estes comandos de terminal, seu intuito é ser bem simples e direto ao ponto. No entanto, você poderá fazer todo esse procedimento sem abrir o terminal. Ensinamos como instalar programas via PPA por interface gráfica nesta postagem, acesse e faça sem digitar uma linha na famigerada telinha preta (se é o que deseja).

Mesmo o PPA sendo mantido pela equipe do Dolphin Emu, suas atualizações não são tão constantes, como a terceira opção que irei demonstrar. Particularmente não creio que a adição de um PPA seja necessário em pleno 2019, salve poucos casos, ficando a seu cargo. Curiosamente, mesmo tendo um dos membros do projeto Dolphin Emu mantendo o PPA e no site oficial existir a indicação do mesmo. No Launchepad do Ubuntu, é descrito que as builds não são oficiais (vai entender 😵😵😵).

Dolphin Emu via Flatpak


O Dolphin Emu está disponível no repositório Flathub, curiosamente, sua versão em Flatapk recebe mais atualizações e na maioria das vezes está em versões superiores a do PPA (sempre venho observando, até o momento nunca vi a versão do PPA na frente ou equiparada com os lançamentos do Dolphin Emu Flatpak). O motivo disso? “Mistérios da meia noite” (😁️😁️😁️).

Antes será necessário adicionar o suporte a Flatpak em seu Ubuntu, por sorte essa postagem demonstra todo procedimento.

Outras distros podem ser configuradas conforme descrevemos aqui (o repositório Flathub deve ser adicionado ao sistema, logo abaixo demonstrarei). Com tudo pronto, pesquise na loja por: “Dolphin Emu” e escolha a opção em Flatpak (usuários de Linux Mint não precisam configurar nada previamente).

dolphinemu-dolphin-emulador-nintendo-gamecube-wii-linux-mint-ubuntu-ppa-flatpak-flathub

Obviamente que o procedimento pode ser feito com auxílio do terminal.

Adicionando o repositório Flathub via terminal:

flatpak remote-add --if-not-exists flathub https://flathub.org/repo/flathub.flatpakrepo

Instalando o Dolphin Emu Flatpak via terminal:

flatpak install flathub org.DolphinEmu.dolphin-emu

Removendo o Dolphin Emu Flatpak via terminal:

flatpak remove org.DolphinEmu.dolphin-emu

Instalando o Dolphin Emu, você poderá jogar seus títulos do Nintendo Wii e GameCube com vantagens e facilidades que só a versão emulada traz. Outro ponto interessante é que instalando o emulador via PPA ou Flatpak, a opção gráfica de utilizar o Vulkan, além do OpenGL estará disponível. Algo não presente no emulador instalado diretamente do repositório do Ubuntu.

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Emulador de Nintendo Wii U no Linux

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quinta-feira, 22 de agosto de 2019

O Nintendo Wii U não foi um super campeão de vendas da Nintendo, não caindo nas graças do povão. No entanto, a plataforma possui jogos incríveis, e você dono de um Wii U sabe muito bem de quais games estou falando (😋️😋️😋️). Se por algum motivo você quer se divertir jogando os títulos de Wii U em seu computador, especificamente no Linux, eis como proceder.

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Atualmente existem dois emuladores de Nintendo Wii U, o Decaf-emu e o Cemu. Sendo o primeiro software livre e o segundo proprietário. No momento apenas o Decaf-emu possui versão nativa para Linux, porém, o Cemu pode ser executado facilmente no sistema do pinguim. Vamos demonstrar a instalação deste emulador no Linux.

Alguns podem fazer a seguinte pergunta: “Porque não indicar o Decaf-emu?”. O Decaf-emu parece ser promissor, mas sua performance ainda não é comparável a do Cemu e o emulador sofre de alguns problemas. Uma curiosidade é que alguns desenvolvedores do Cemu “trocam figurinhas” com o pessoal do Decaf-emu, de modo a amadurecer o projeto e auxiliar em seu desenvolvimento. Outro ponto interessante é a adoção do Vulkan que está há algum tempo sendo implementada e testada no Decaf-emu, algo que acabou refletindo no Cemu. 

Os desenvolvedores do Cemu passaram a estudar a implementação do Vulkan, e já foi lançada uma versão exclusiva para apoiadores do projeto, que contribuem com 5 dólares via Patreon, com o desenvolvimento inicial utilizando a API. Um passo importantíssimo para usuários de GPU AMD no Windows (que não possuem uma performance equivalente, comparado à GPUs NVidia no sistema da Microsoft), e quem sabe acabe refletindo para os usuários Linux. Os desenvolvedores do Cemu já demonstraram interesse para disponibilizarem seu emulador para Linux, porém, afirmavam que o projeto ainda não estava maduro suficientemente para tal empreitada. Com a implementação do Vulkan, sendo uma alternativa ao OpenGL, quem sabe os testes para Linux estejam se aproximando (não custa nada sonhar 😁️😁️😁️). Enquanto isso, irei demonstrar a instalação da versão para Windows.

Cemu via Lutris


Existem diversas maneiras de se utilizar o Cemu no Linux, uma das mais práticas é via Lutris. Obviamente, por ser uma aplicação destinada ao Windows, teremos que instalar o Wine (responsável por executar programas desenvolvidos para o sistema da MS).


Com tudo configurado, e com o Lutris instalado, abra o Lutris e em sua caixa de pesquisa digite: “Cemu” e clique em “Search Lutris.net” (para pesquisar no site da aplicação). Não se assuste se o resultado não for de imediato, aguarde alguns segundinhos.

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Selecione o Cemu, depois clique no botão “Install” e aguarde todo processo.

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Outro modo, é abrindo diretamente em seu navegador o site do Lutris, pesquisar pelo Cemu ou acessar diretamente por este link, e clicar no botão “Install”.

nintendo-wiiu-emulador-decaf-cemu-windows-linux-wine-pol-playonlinux-lutris-ubuntu-mint

Uma janela abrirá, perguntando se quer executar aquela requisição via Lutris, clique em “Abrir Link” e no Lutris instale o emulador.

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Agora o Cemu já estará instalado em seu sistema e com o adicional do Cemu Hook, um complemento que auxilia na execução dos jogos. Mas, nem sempre o script de instalação do Lutris acompanha as últimas versões do emulador, entretanto, não se preocupe. Podemos contornar esse “probleminha”, facilmente. Conforme você pode observar no link da página do Cemu no Lutris, que deixei logo acima, perceberá que existem duas versões disponíveis do emulador (Cemu 1.15.8 e Cemu 1.15.11). Indo no site do Cemu, a última versão para download é a 15.11.12b (16/08//2019).

O que fazer? Baixe a última versão do site, descompacte o arquivo. Copie o conteúdo e substitua pelo emulador do Lutris. Para acessar os arquivos do Cemu via Lutris, clique sobre o ícone do Cemu no Lutris com o botão direito do mouse e vá à opção “Browse files”. O diretório será aberto em gerenciador de arquivos. Substitua os arquivos pelos que baixou do site do Lutris. A cada nova versão, repita o procedimento.

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Lembrando que devido à instalação do Cemu via Lutris, o Cemu Hook continuará habilitado. Não precisa renomear os diretórios ou algo do tipo.

Em meu canal (OSistemático) demonstrei como efetuar a instalação do Cemu + Cemu Hook via PlayOnLinux. No entanto, a forma demonstrada via Lutris é muito prática e economiza diversos passos. Se por algum motivo prefere via POL, veja o vídeo abaixo (também demonstro as configurações do Cemu).


O Cemu é um emulador fantástico, mas os jogos de Wii U exigem um hardware voltado a jogos. Claro, que você poderá testar em sua máquina. A critério de comparativo, o Super Smash Bros é executado em 60fps (com pequenas quedas) em uma APU AMD A10 7890k no Ubuntu 18.04 (GNOME), sem placa de vídeo dedicada. Alguns ajustes podem ser feitos para melhor performance de cada título em particular, na internet existem inúmeros vídeos demonstrando o passo a passo.

Conforme os requisitos do site do Cemu, a utilização de uma placa de vídeo AMD ou NVidia é um dos requisitos e em alguns casos, as APUs AMD conseguem executar determinados jogos. Se possui uma máquina modesta, vale o teste, mas não espere muito.

Você poderá utilizar o Cemu via POL, Lutris ou diretamente no Wine. O intuito deste tutorial é auxiliar os iniciantes e demonstrar que o procedimento pode ser feito via interface gráfica e de forma bem simples.

Até o próximo post, e tenha uma boa jogatina, SISTEMATICAMENTE! 😎

Fonte: Lutris, Cemu, Decaf.
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Conheça o emulador de Nintendo DS, melonDS

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terça-feira, 6 de agosto de 2019

Não vou negar que sou um apaixonado por portáteis e já tive a oportunidade de possuir a maioria deles. No entanto, nem todos os meus consoles estão em perfeito estado (ou ainda “vivos”). É aí que entra outra paixão que possuo, os emuladores.

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melonDS é um emulador de Nintendo DS, um dos portáteis mais importantes da indústria dos games. Desculpe a minha empolgação, mas falar do DS me remete a minha adolescência, época em que corria atrás para comprar meus consoles e games (servente de pedreiro, várias gambiarras, vendas e até mesmo o meu início em TI).

Muitos leitores irão citar o DeSmuME como uma alternativa aos seus jogos de Nintendo DS. Concordo que o emulador é muito bom, entretanto, desde 2015 não é lançada uma nova versão em seu site. Atualmente gosto de utilizar o DeSmuME modificado (poderei criar uma postagem sobre) e o melonDS.

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Comparado ao DeSmuME, o melonDS é um novato, porém o emulador é promissor e vem recebendo dia após dia novas funcionalidades. Além da performance e recursos gráficos em torno de sua emulação. Atualmente utiliza como renderizador gráfico o OpenGL, mas com o desenvolvimento acelerado do programa, não duvido que o Vulkan se torne uma nova opção. Alguns recursos do emulador, de forma bem resumida, são:

  • Núcleo quase completo (CPU, vídeo, áudio, …);
  • Renderizador OpenGL, upscaling 3D (permitindo escalar a resolução nativa do DS, aumentando em até 8x); 
  • Simula partes do hardware, como o RTC (relógio interno do DS), microfone, tampa fechada / aberta; 
  • Suporte a joystick;
  • Savestates;
  • Vários modos de posicionamento / dimensionamento / rotação de exibição da tela do jogo; 
  • (WIP) Wifi: multiplayer local, conectividade on-line (requer a “libpcap”, para seu funcionamento); 
  • Versão Windows e Linux;
  • Software livre sob licença GPL3 (acesse o github do melonDS);
  • E muito mais está planejado. 

Recursos que serão implementados no futuro:


  • Emulação do Nintendo DSi;
  • Gráficos 3D com pixels perfeitos;
  • Aprimoramento da libui e a interface do emulador;
  • Suporte para renderizar telas separadamente;
  • Emulação de addons;
  • Entre outras funcionalidades (depurador, visualizadores de gráficos, cheat crapo, etc).

Recursos que também estão planejados, mas em segundo plano:


  • Melhorias no wifi;
  • Emular flashcarts ou outro hardware sofisticado;
  • Compatibilidade big-endian (Wii, etc);
  • Tempo de atualização do LCD (usado por alguns jogos para mesclagem de efeitos);
  • Recursos relevantes sugeridos pelos usuários do melonDS.

Novidades, aprimoramentos e mais informações sempre estão disponíveis no site oficial do melonDS. Seu desenvolvimento e lançamentos constantes, são características que me animam neste projeto. Afinal, se algo continua em desenvolvimento, significa que cada vez o emulador se tornará mais maduro e completo, enquanto, algo estagnado não oferece possíveis melhorias.

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Como baixar o melonDS


Para obter as últimas versões do melonDS, basta efetuar o download diretamente de seu site oficial. Tanto a versão Windows, como Linux são executáveis. Não é necessário instalar a aplicação em seu sistema. Todavia, para seu funcionamento alguns arquivos são exigidos.

O melonDS requer cópias da BIOS / firmware de um DS. Arquivos necessários:

  • bios7.bin, 16 KB: BIOS ARM7
  • bios9.bin, 4KB: BIOS ARM9
  • firmware.bin, 128/256 / 512KB: firmware

Para utilizar o emulador será necessário esses 3 arquivos, vindouros de um DS original ou DS Lite. Por motivos óbvios não podemos disponibilizar os arquivos aqui no blog Diolinux. Adicione os arquivos junto ao executável do melonDS e o emulador funcionará normalmente.

Lembrando que no Linux você tem que dar a permissão de execução do melonDS. Clique com o botão direito do seu mouse sobre o executável do melonDS. Vá em “Propriedades” >> “Permissões” e marque o checkbox.

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Mesmo com a interface em inglês o emulador é intuitivo e em poucos minutos você aprende todas as configurações do programa. Caso só tenha utilizado o DeSmuME, recomendo experimentar o melonDS.

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Emulador PPSSPP no Linux via Flatpak

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quarta-feira, 31 de julho de 2019

O PSP é um dos portáteis que marcaram minha vida, e olha que sou aficionado por esses “pequenos monstrinhos”. Recentemente tive o desprazer de não poder desfrutar de meus jogos neste console, entretanto, ainda posso matar a saudade jogando diretamente em meu Ubuntu.

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A equipe de desenvolvimento do emulador PPSSPP sempre está implementando novas funcionalidades e recursos no programa. O emulador é bem famoso e possui até mesmo uma versão Android, além de suas versões GOLD com recursos premium. Caso tenha se interessado, em seu site oficial encontra-se todos os links e mais informações dessas opções.

Instalando o PPSSPP em sua distro Linux


Existem algumas maneiras de se obter o PPSSPP no Linux, através de pacotes DEB ou até mesmo um PPA para Ubuntu. Temos uma postagem abordando como efetuar a instalação do emulador via PPA. No entanto, as coisas são mais lentas por este meio. Não falo especificamente do emulador, e sim da demora em novas atualizações serem disponibilizadas. Alguns podem pensar que isso não é tão importante para softwares com foco em emulação, entretanto, te garanto que as melhorias de performances podem praticamente diferenciar o mesmo programa, apenas por conter uma versão superior. Convenhamos, que para computadores mais modestos, quanto mais performance e ajustes finos melhor.

Uma solução que venho adotando a bastante tempo, e que superou minhas expectativas, foi o PPSSPP diretamente do Flathub. Além de sempre estar alinhado com as últimas versões estáveis do PPSSPP, o emulador tem se mostrado muito estável e sempre com desempenho acima que a versão anterior. Obviamente, que isso é graças aos desenvolvedores do aplicativo que sempre disponibilizam uma versão melhor e superior a cada lançamento (estão de parabéns).

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Para prosseguir com a instalação do emulador, será necessário ter o Flatpak configurado em seu sistema e o repositório do Flathub. Calma, que é muito simples e essa postagem ensina o passo a passo para o Ubuntu (se já não tem configurado). Outras distribuições que não possuem o Flatpak habilitado, poderão configurar o recurso por esse post (acesse o link anterior, do Ubuntu, lá existe um passo para adicionar o repositório do Flathub). Caso utilize Linux Mint ou Fedora, o Flatpak já vem habilitado por padrão. No caso do Fedora, será necessário apenas adicionar o repositório do Flathub.

Instale no Ubuntu, Mint, Fedora ou qualquer outra distribuição que tenha uma loja com suporte a Flatpak, pesquisando por: “PPSSPP flatpak”.

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O processo pode ser feito via terminal, para quem desejar.

Adicionando o repositório do Flathub via terminal:

flatpak remote-add --if-not-exists flathub https://flathub.org/repo/flathub.flatpakrepo

Instalação do PPSSPP Flatpak via terminal:

flatpak install flathub org.ppsspp.PPSSPP

Remoção do PPSSPP Flatpak via terminal:

flatpak remove org.ppsspp.PPSSPP/x86_64/stable

Dica extra (se possuir HD externo com seus jogos armazenados):

flatpak override --filesystem=/caminho_do_seu_hd org.ppsspp.PPSSPP

Exemplo do comando acima (costumo montar meus HDs em “media”):

flatpak override --filesystem=/media org.ppsspp.PPSSPP

Assim o PPSSPP em Flatpak poderá ler todos os meus arquivos, vindouros do ponto de montagem “media”, em meus outros HDs (esse comando pode ser adaptado para qualquer Flatpak, inclusive o da Steam).

Sem sombra de dúvidas o PPSSPP é um dos melhores emuladores, o interessante que você pode executar games sobre OpenGL ou Vulkan. Pelos meus testes, alguns títulos ganham mais potência em Vulkan, enquanto, outros são afetados por bugs. Vale o teste e ficar atento ao funcionamento do jogo. A resolução pode ser escalonada, entre outras configurações que são auto explicativas.

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Instale o emulador de Mega Drive no Ubuntu, Mint e Deepin

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quarta-feira, 17 de julho de 2019

Na década de 90 “só se falava em dois consoles”, sendo o próprio Mega Drive e seu concorrente o Super Nintendo. Sempre fui mais do “lado Nintendo”, por possuir diversos consoles da marca, entretanto, o Mega Drive tem um lugar exclusivo no meu peito. Afinal, o primeiro jogo que tenho recordações é o Sonic. Isso já faz muito tempo, quando era apenas uma garotinho de 3 anos (👶👶👶).

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As distribuições Linux são uma ótima escolha para os retro-gamers. Durante este ano, venho demonstrando diversas alternativas que farão sua memória recordar os bons tempos de jogatina. Hoje apresento-lhes o emulador Mednafen (Mednaffe). Obviamente que existem outras opções (sempre tem os que falam: “Uso RetroArch”, falando nele, acesse este post com as últimas novidades do projeto).

Instalando o Emulador de Mega Drive no Linux


O Mednafen é um emulador via linha de comando, mas calma! Existe uma interface gráfica, chamada Mednaffe. Basta procurar na sua distribuição pelo emulador, você pode acessar a loja de seu sistema e pesquisar diretamente pela interface do emulador: “Mednaffe”.

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Assim poderá desfrutar de seus clássicos do Mega Drive. Outra possibilidade é instalar via um gerenciador de pacotes, como o Synaptic ou terminal. Caso considere mais prático instalar da última forma, eis os comandos:

Instala o emulador Mednafen:

sudo apt install mednafen

Instala a interface gráfica do emulador:

sudo apt install mednaffe

Se preferir em único comando:

sudo apt install mednafen mednaffe -y

Os comandos acima são para distribuições baseadas em Debian e Ubuntu/Mint. Vale mencionar que além de Mega Drive o Mednafen emula outros consoles. Particularmente só uso para emular jogos do “Mega”, mas você pode jogar títulos de Playstation One, diretamente do programa.

Solucionando erro no áudio, caso ocorra


Dependendo da distribuição, pode ocorrer do áudio dos games emulados não ficarem perfeitos. A correção do erro é muito simples e se foi afetado pelo problema, aqui está a possível solução:

No seu gestor de arquivos navegue até as configurações do emulador. Sua localização está oculta, sendo necessário visualizar os arquivos neste estado. No Nautilus, por exemplo (gestor de arquivos do Ubuntu). Utilize as combinações de teclas Ctrl “+” H. Isso vale para o Nemo do Mint e o gestor de arquivos do Deepin.

Vá até o seguinte diretório:

SUA-PASTA-PESSOAL/.mednafen

Abra o arquivo de configuração do emulador com um editor de texto, no meu caso “mednafeen-09x.cfg”, e pesquise por “sound.device”. No editor de texto do Ubuntu, basta pressionar a combinação de teclas Ctrl “+” F. O mesmo vale para o Mint e Deepin.

Substitua o parâmetro default por este (é aconselhável manter o emulador fechado durante o procedimento):

sexyal-literal-default

Salve e feche o arquivo. Pronto! Agora provavelmente o áudio estará ok.

mega-drive-mednafen-mednaffe-linux-emulador-ubuntu-deepin-mint-debian-sonic

Para maiores detalhes da utilização do emulador, instalação, resolução do bug no áudio. Demonstro todo passo-a-passo em meu canal OSistemático.


Espero que possa desfrutar de toda sua biblioteca de clássicos do Mega Drive, participe de nosso fórum Diolinux Plus, e compartilhe com seus amigos.

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Jogue títulos do Playstation 3 no Linux com o RPCS3

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terça-feira, 18 de junho de 2019

O Playstation 3 é um dos consoles mais aclamados da Sony, claro que o Playstation 2 está em posições mais altas na lista dos “sonystas” (que lista é essa? 😁😁😁). Lançado em 11 de Novembro de 2006, no Japão, o “Play 3” (para os mais íntimos), só chegou em terras tupiniquins em 2007. Com continuações de títulos aclamados como, God of War e novos jogos sensacionais (The Last of Us é um deles), o Playstation 3 conquistou uma legião de gamers.

RPCS3-emulador-playstation3-sony-play3-sp3-linux-appimage-windows-games-configuração-guia-dualshock

Particularmente sempre fui mais do lado dos “consoles de mesa e portáteis”, jogando esporadicamente no PC. Há alguns anos que venho me aprofundando mais por essas bandas de “games no desktop”. Para quem tem jogos favoritos no Playstation 3 e por algum motivo não tem mais acesso ao hardware da Sony. Não consigo parar de pensar em meu PSP que recentemente “morreu” (😭😭😭), jogar no computador pode ser uma alternativa. Claro, que nem todos os jogos funcionarão na solução que irei demonstrar. Porém, quem sabe não “mate a saudade”.

RPCS3 o emulador de Playstation 3 


O RPCS3 é um emulador de Playstation 3, open source, que está em constante desenvolvimento. Com uma compatibilidade de games interessante, cerca de mais de 40% dos games classificados como jogáveis, o emulador pode ser uma ótima alternativa. Com versões para Linux e Windows, existe a possibilidade de se divertir com clássicos do PS3.


Requisitos mínimos (o funcionamento pode não ser como o esperado)


  • CPU: Qualquer processador compatível com 64 bits;
  • GPU: OpenGL 4.3 ou superior;
  • RAM: Mínimo 2 GB;
  • SO: Windows 7/8/10 64 bits / Linux 64 bits / BSD 64 bits.

Requisitos recomendado (para funcionamento satisfatório dos games)


  • CPU: Intel Quad-core ou superior com TSX-NI (Haswell ou superior);
  • CPU: AMD Hexa-core ou superior (Ryzen);
  • GPU: Placa AMD ou NVIDIA compatível com Vulkan;
  • RAM: 8 GB ou mais;
  • SO: Windows 7/8/10 64 bits / Linux 64 bits / BSD 64 bits.

Para usuários do Windows, é necessário a última versão do Microsoft DirectX instalado no sistema e o Microsoft Visual C ++ 2017. Outro requisito para o funcionamento do emulador é a firmware do Playstation 3. Por razões legais o mesmo não pode acompanhar tal arquivo. Entretanto, você pode efetuar o download do arquivo de atualização de sistema do PS3 (PS3UPDATA.PUP) no site oficial da Sony por este link. Com o “PS3UPDATA.PUP” não será obrigatório o “dump” da firmware de seu console.

RPCS3-emulador-playstation3-sony-play3-sp3-linux-appimage-windows-games-configuração-guia-dualshock-firmware

A versão do RPCS3 para Linux encontra-se no formato AppImage. Acesse este link e efetue o download do emulador

Configurando o RPCS3 em sua distribuição


Após baixar o programa, em um local de sua escolha, dê as devidas permissões para a execução do AppImage (não sabe como proceder? Acesse este post e veja como é simples).

Execute o RPCS3, no menu acesse “File >> Install Firmware”. Selecione o arquivo “PS3UPDATA.PUP”, que você fez o download previamente, e clique no botão “Open”.

RPCS3-emulador-playstation3-sony-play3-sp3-linux-appimage-windows-games-configuração-guia-dualshock

Em seguida, se tudo deu certo, está mensagem aparecerá. Aperte em “ok”.

RPCS3-emulador-playstation3-sony-play3-sp3-linux-appimage-windows-games-configuração-guia-dualshock

Os módulos PPU começarão a serem compilados. Dependendo da velocidade do seu processador, este processo poderá ser mais rápido ou lento.

RPCS3-emulador-playstation3-sony-play3-sp3-linux-appimage-windows-games-configuração-guia-dualshock

Performance e ajustes no RPCS3


Algumas configurações estão disponíveis no RPCS3, com elas podemos tornar as gameplays mais fluidas. Recomendo sempre pesquisar previamente sobre o jogo específico que está tentando emular. Existem dicas muito valiosas no Youtube, demonstrando todo procedimento. Para um aspecto geral, podemos efetuar da seguinte maneira:

No menu do emulador, contido no painel superior, acesse “Configuration” ou “Config”. Iremos começar com a categoria “CPU”.

  • Na seção “PPU Decoder”, deixe marcado “LLVM Recompiler (fastest)”; 
  • Na seção “SPU Decoder”, deixe marcado “ASMJIT Recompiler (faster)”, entretanto, recomendo testar a função em desenvolvimento “LLVM Recompiler (experimental)”;
  • Em “Firmware Settings” deixe “Automatically load required libraries”. Em jogos específicos poderá ser necessário mudar para opção “Manually load selected libraries”;
  • Firmware Libraries” é quando você selecionou para marcar manualmente as bibliotecas, em alguns jogos esse processo é muito importante para seu funcionamento;
  • Additional Settings” possui configurações com foco em processadores com, Ryzen e i5, i7 e alguns i3. Caso possua um Ryzen, marque todas as opções, menos “Accurate xfloat”. No caso dos Intel, não marque nem a “Enable thread scheduler” ou “Accurate xfloat”;
  • Preferred SPU Threads”, selecione o máximo de Threads conforme seu processador (o máximo até o momento são 6 threads); 
  • SPU Block Size”, deixe como “Safe”.

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Na segunda aba, “GPU”, configurações como, resolução nos jogos, framelimit (a quantos FPS eles irão rodar), filtro anisotrópico, anti-aliasing, etc. Poderão ser configurados. Neste quesito é bem subjetivo, pois, você não poderá selecionar 60 na opção “Framelimit” em algum jogo que funcione em 30 fps. Na realidade até poderá, entretanto, seu funcionamento não será como o esperado. Sempre pesquise se o jogo em questão suporta 60 fps ou teste, e caso ocorra algum problema, mude para 30 fps novamente. Uma opção importante e que deve ser mencionada é na seção “Render”. Alguns games funcionarão melhor sobre OpenGL (utilizando apenas seu processador) e outros via Vulkan (com uso da sua GPU). Como sempre, eis a importância do teste. 

  • Em “Additional Settings” deixe marcado “Write Color Buffers”.

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Na aba “Audio” pouquíssimas configurações são necessárias. Então, configure apenas as que demonstrarei.

  • Em “Audio Out” você pode selecionar “PulseAudio”;
  • Na seção “Audio Settigns” , marque a opção “Downmix to Stereo”. Caso perceba algum problema na reprodução do áudio, volte na seção “Audio Out” e selecione “ALSA”.

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A seção “I/O” não exige configurações, na próxima, “System” você pode configurar o tamanho máximo de cache em disco, região do console, língua e homebrew.

  • Console Language” deixe em “Portuguese (BR)”;
  • Em “Enter Button Assignment”, deixe “Enter with cross”;
  • Deixe selecionado “Enable /host_root/” em “Homebrew”.

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Alguns jogos necessitam de conexão com a internet, não foi o caso dos que testei, mas como já reforcei, pesquise caso haja esse requerimento por parte do game. Para habilitar internet acesse a aba “Network” e mude o status da conexão para “Connecting”.

Outra aba que não costumo modificar nada é “Emulator”, apenas troco o tema do RPCS3 na aba “GUI”.

Assim na seção “UI Stylesheets” deixe no tema que mais lhe agrada. Como tenho preferência por uma interface mais escura, utilizo o “Kuroi (Dark by Ani)”.

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Salve todas as modificações que fizemos, clicando em “Save”.

Clicando com o botão direito do mouse sobre os jogos, já instalados, você pode configurar cada um indiferente do outro. Isso é bem útil e resolve configurações especificas de um determinado game. Além de outras informações como, compatibilidade, possibilidade de remover o jogo, ir até a localização de seus arquivos, entre outras coisas.

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Configurando seu joystick no RPCS3


A configuração de joysticks é muito simples no RPCS3. Suportando o DualShock 3 e 4, você poderá ter uma experiência confortável utilizando o controle da Sony. Também existe a possibilidade de utilizar um teclado, e joystick de Xbox 360. Infelizmente não consegui utilizar controles genéricos no emulador (se não me engano um que possuía, genérico do Xbox 360, “compatível com o console”. Não posso confirmar, pois, o mesmo deu defeito). para configurar o joystick vá em “Pads” (um símbolo bem sugestivo de joystick 😁😁😁). Após setar todos os botões, conforme seu joystick, clique em “Add Profile” se quiser criar um customizado ou salve, no botão “save”.

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Gerenciamento de usuários, sistema de arquivos, saves e dados


O RPCS3 pode ser multi-usuário, ao criar novas contas e separar os saves e progressos de cada um. Isso torna o emulador interessante para mais de um utilizador ou quem deseja criar saves distintos para cada momento. Confesso que pouco explorei essa opção e outra chamada “Thropies”. Algo “semelhante as conquistas da Steam”, na qual alguns games possuem. Para não me alongar muito, e caso tenha interesse nas opções de gerenciamento do RPCS3, acesse esta página oficial do projeto. No windows os saves dos games estão contidos em “\dev_hdd0\home\00000001\savedata\”. Já na versão Linux esse diretório com os saves encontra-se em “~/.config/rpcs3/”. Faça sempre backup desses arquivos antes de formatar seu sistema.

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Instalando games de Playstation 3 no RPCS3


A instalação dos jogos no RPCS3 é bem simples, obviamente que será necessário ter efetuado o download do game em questão, e por motivos legais não podemos distribuir jogos do Playstation 3, esse procedimento fica ao seu encargo. O arquivo de instalação dos jogos é no formato “.PKG” e alguns jogos necessitam de extensão “.RAP”.

Para instalar um jogo em “.PKG”, vá no menu, na barra superior. Depois em “File >> Install .pkg”. Certos jogos necessitam de um arquivo extra, o já comentado, “.RAP”. Se o game em questão ter esse arquivo complementar, adicione o mesmo manualmente na pasta localizada em “home/SEU-USUÁRIO/.config/rpcs3/dev_hdd0/home/00000001/exdata” (ou simplesmente você poderá arrastá-los e soltá-los na janela principal do emulador, vale o teste). 

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Os arquivos de jogos instalados via “.PKG” ficam localizados no diretório “home/SEU-USUÁRIO/.config/rpcs3/dev_hdd0/game”.

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Depois de finalizar a instalação, execute o jogo. Vários módulos PPU começarão a serem compilados, não se assuste com algumas mensagens de erro no “terminal do emulador”, isso é absolutamente normal. O tempo de espera até o início do game é variável. Seja por conta de seu hardware ou “peso do jogo”, então, “muita hora nessa calma” (acho que troquei as bolas 😁😁😁).

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Executando jogos de PS3 no formato ISO ou mídias físicas 


Outra maneira de executar os jogos do “Play 3” no RPCS3 é utilizando uma mídia física ou arquivo ISO. Como não possuo um leitor Blu-ray, e somente alguns leitores são compatíveis para execução das mídias físicas do Playstation 3 (indo no final da página contida neste link, existe uma breve lista de leitores compatíveis), um arquivo ISO pode ser uma forma de contornar essa limitação. Você pode tanto extrair os arquivos de suas próprias mídias físicas, ou baixá-los da internet. Pelo que percebi é bem comum eles virem “prontos para o uso”. Todavia, caso o jogo esteja em “.ISO”, monte em uma unidade virtual e copie os arquivos para um diretório com seus games.

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Dentro dos arquivos, existirá uma estrutura de pastas semelhante em todos os games. Por exemplo, extraí os arquivos do game “Soulcalibur IV”. O arquivo que você irá selecionar com o emulador RPCS3 é o “EBOOT.BIN”. Localizado em “NOME-DO-SEU JOGO/PS3_GAME/USRDIR/EBOOT.BIN”.

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No RPCS3 vá em “File >> Boot SELF/ELF”.

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Navegue até o arquivo “EBOOT.BIN” do seu jogo e clique em “Open”. Assim como os “.PKG”, o game aparecerá na Game List do emulador (Não apague ou mude a localização destes arquivos).

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E pronto! Execute o seu jogo… Lembre-se de sempre verificar a lista de compatibilidade dos jogos e pesquisar na internet por eventuais configurações do jogo em questão. 

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Gosto bastante de acompanhar a evolução desses emuladores, e o RPCS3 sem dúvidas é um dos que sempre estou de olho (😜😜😜). Participe de nosso fórum Diolinux Plus, se você curte um game ou tem alguma dúvida, o pessoal sempre se une para auxiliar o próximo. 

Até o próximo post, que esse deu trabalhão (😵😵😵), SISTEMATICAMENTE! 😎
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Redream um ótimo emulador de Dreamcast para PC e Android

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quinta-feira, 23 de maio de 2019

O Dreamcast foi lançado no Brasil em 10 de Outubro de 1999. Desenvolvido em uma parceria entre a Sega e Microsoft, o console possuía aspectos interessantíssimos como: Sua arquitetura baseada nos computadores, facilitando a vida dos desenvolvedores ao portarem games de pc ao console. Um sistema inteiramente baseado no Windows CE, que pasmem rodava semelhante a uma distro linux em “live cd”. Além de poder executar funções de computadores da época, como digitar textos, navegar na internet, ver vídeos e ouvir músicas. Pena não ter “emplacado” mundo afora, no entanto sendo extremamente popular no Japão.

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O Dreamcast teve um lugar importante em minha adolescência, onde passei bons momentos com seus vários títulos. Eis a oportunidade de desfrutar de seus games de Dreamcast, seja no Linux, Windows, macOS ou Android. 

Redream, bonito, simples e eficiente 


Quem é familiarizado no mundo da emulação talvez já tenha pensado no clássico emulador de Dreamcast, o Reicast, mas iremos falar de outra alternativa. O Redream é um emulador de Dreamcast que possui uma interface clean, organizada e bonita. Sua compatibilidade atual é de aproximadamente 80% dos títulos do console, então as chances de não executar aquele seu jogo favorito são pequenas. 

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O emulador possui duas versões, uma “Lite” e outra “Premium”, sendo a primeira opção gratuita e a segunda custando US$5 (dólares). A única diferença de uma versão para a outra é a possibilidade de, na Premium, contar com a opção de renderização em alta definição. Algo que particularmente não me fez tanta falta, entretanto fique a vontade para adquirir a alternativa paga.

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Um emulador “direto ao ponto”


O Redream é dotado de uma interface simplista e elegante, sem distrações ou configurações complexas. Dividido em 5 categorias (“abas”), sendo elas: Games, Library, Input, Video e System. O programa é de fácil compreensão.

Em “Games”, ficam todos seus jogos adicionados anteriormente na biblioteca do emulador. Um detalhe curioso, é a atenção de seus desenvolvedores pelo design da aplicação, pois ao adicionar um game na biblioteca o emulador automaticamente efetua o download de sua capa original.

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“Library” é onde você indicará o caminho de seus jogos do Dreamcast, basta clicar no botão “Add Directory” e caminhar até a localização de seus games.

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Na categoria “Input”, existirá a possibilidade de configurar 4 jogadores no emulador. Para configurar as teclas ou botões (caso possua um joystick), basta clicar na opção conforme o número do jogador, depois “Customize binds” e atribuir as teclas/botões correspondentes. Como citei anteriormente, os detalhes visuais e facilidades de uso é uma vantagem gigantesca do emulador. Um simples gesto de oferecer visualmente o modelo do joystick original do console, auxilia muito no ato da configuração. Algo que não me recordo ver em outros emuladores.

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Agora na opção “Video”, as configurações básicas podem ser realizadas, como alterar a resolução, execução em modo janela, aspecto da janela do emulador etc.

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Por último “System”, com opções de região do console, linguagem da interface do emulador e muito mais. No presente momento que escrevo este post, não existe a opção ”Português” no emulador, entretanto não será nada que dificulte sua utilização.

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Baixando a versão desktop do Redream


Efetue o download do emulador no seguinte link. Escolha entre a versão “Lite” ou “Premium”, logo após, você será encaminhado para uma nova página. Fica ao seu critério baixar a versão “Stable”, com recursos estáveis ou a versão “Developmement” que recebe novas features e é a versão “não tão estável”. Depois selecione seu sistema operacional, no meu caso irei clicar no botão com o pinguim, indicativo de Linux.

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Extraia o “arquivo tar.gz” e verifique se o executável, denominado “redream”, possui a permissão para execução. No Ubuntu basta clicar com o botão direito do mouse, ir em “Propriedades” >> aba “Permissões” e averiguar se a caixa de seleção está marcada (Permitir execução do arquivo como um programa).

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Execute dando 2 cliques ou clicando com o botão direito do mouse indo na opção “Executar”.

Veja logo abaixo um vídeo que fiz no OSistemático, nele demonstro o download, explicação e utilização do emulador Redream.


Versão Android do Redream


Recentemente o Redream recebeu uma versão Android, sua interface é idêntica a desktop. Assim sendo tanto no PC como no Smartphone sua utilização será semelhante (ao menos no aspecto do design do emulador). Para desfrutar dos games do Dreamcast no Android, basta possuir um smartphone com processador Snapdragon 630. Creio que a experiência será satisfatória, evidente que quanto maior a capacidade de processamento de seu gadget, melhor será a jogatina.

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E você jogava muito no Dreamcast? Já gastei horas e horas jogando Marvel vs Capcom, entre outros games.

Continue esse bate-papo em nosso fórum Diolinux Plus, a galera lá também curte uma jogatina.

Até o próximo post, SISTEMATICAMENTE! 😎
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