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GNOME 3.36 vai trazer melhoras na trocas de GPUs em notebooks híbridos

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sábado, 14 de dezembro de 2019

2019 foi realmente um ano bem positivo para os usuários de notebooks híbridos, equipamentos esses que possuem duas placas de vídeo, uma do processador (iGPU) geralmente sendo da Intel e uma dedicada (dGPU) que em sua maioria é da NVIDIA.

GNOME 3.36 vai trazer melhoras na trocas de GPUs em notebooks híbridos






Primeiro começou com a notícia de que o Ubuntu 19.04 lhe daria a possibilidade de instalar o driver da NVIDIA já na formatação, baixando o driver e instalando ele. Depois veio que o Ubuntu 19.10 viria com o driver já incluso na ISO, assim facilitando a instalação offline. Por último, foi o Ubuntu 18.04.3 LTS incluindo os drivers também.

Depois, vimos a NVIDIA disponibilizar uma gama muito grande da sua documentação e assim facilitando a vida dos desenvolvedores do driver open source Nouveau. A matéria completa sobre esse marco, você pode conferir aqui.

Logo em seguida os desenvolvedores da NVIDIA trabalharam em cima do PRIME, tecnologia essa que permite o usuário usar a dGPU NVIDIA somente em alguns casos, como nos jogos, programas de renderização, no OBS Studio e por aí vai. Também fizemos uma cobertura “chuchu beleza” e você pode conferir através deste link.

Há 5 dias, segunda-feira dia 9 de dezembro de 2019, a NVIDIA lançou em seu site, que na GPU Technology Conference 2020 ela vai participar de uma palestra sobre “Open Source, Linux Kernel, and NVIDIA”, apresentada pelo principal engenheiro de software da NVIDIA, John Hubbard. A matéria completa você pode conferir aqui.

Agora, nos 40 minutos do 2º Tempo, mais uma ótima notícia vem para os usuários de notebooks híbridos, e vem do pessoal do Gnome. O desenvolvedor Bastien Nocera fez um post em seu blog, sobre as melhorias e novidades que virão no Gnome 3.36 e no Linux Fedora, para quem precisa fazer o “switching” (troca) entre as GPUs. 

Ele comenta que a possibilidade de clicar com o botão direito em cima de algum programa e mandar rodar com a dGPU já existia mas não funcionava com o driver proprietário da NVIDIA. Isso está prestes a mudar. Segundo Bastien, a solução que existia e feita por ele, tinha muitos erros no código de detecção, o switcheroo-control.




Segundo ele, o erro se dava porque para fazer essa troca, era necessário usar o vga_switcheroo no kernel, e o driver da NVIDIA não tinha. Além disso, o Gnome Shell esperava o conjunto do Mesa OpenGL, aí não conseguia dar certo.

Mas agora ele atualizou o código e vai ser possível usar a dGPU com os drivers proprietários da NVIDIA com todas as variáveis necessárias para que se possa abrir o app com a GPU dedicada.

Para o pessoal do KDE, ele recomenda que usem a API D-Bus para fazer a implementação. O post você pode conferir aqui.

Isso me deixa extremamente animado para o ano de 2020, pois pelos indícios que estamos acompanhando, será um ano muito bom para o pessoal das híbridas (eu estou incluso nisso 😁✌) em que finalmente poderemos sair do calvário 😁😂, e também será interessante para quem quiser jogar, porque além dos drivers, o Ubuntu e mais algumas distros vão começar a entregar o gamemode da Feral Interactive já embutido, vide o caso do ZorinOS 15.1. Isso é muito animador. 

Este artigo não acaba aqui, continue trocando uma ideia lá no nosso fórum. Espero você até a próxima, um forte abraço.



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Fedora não impedirá softwares proprietários de serem exibidos nos banners da GNOME Software

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sexta-feira, 29 de novembro de 2019

A equipe de desenvolvimento do Fedora Workstation recebeu reports sobre o fato da GNOME Software estar fazendo recomendações de softwares proprietários em forma de banners, quando segundo o autor do “issue report”, a mesma deveria fazer tais sugestões apenas quando se tratar de software livre.

fedora-não-impedirá-softwares-proprietarios-de-serem-exibidos-nos-banners-da-gnome-software

Quando se trata de licenças de software, acredito que no mundo Linux existam três tipos de usuários. Têm aqueles que defendem o software livre, os que defendem o software proprietário, e por fim aqueles que não ligam ou nem sabem o que exatamente é uma licença de software.

Caso você seja uma dessas pessoas que não sabe ao certo o que são essas licenças, é muito importante que leiam este artigo sobre o assunto, para que possam tirar um melhor proveito do conteúdo aqui noticiado.

O vídeo abaixo também é uma boa pedida, para que você possa entender melhor as diferenças entre software livre e open source.


Agora que todos estão bem contextualizados sobre softwares e as suas licenças, vamos aos fatos.

Há alguns dias atrás foi aberta uma “issue report” sugerindo aos desenvolvedores do Fedora Workstation que façam modificações na forma como a GNOME Software exibe e trabalha com os softwares de licença proprietária presentes na loja. Confira a seguir (em tradução livre) o trecho da issue report no qual as modificações são sugeridas:

Na minha opinião, nós precisamos de algum tipo de filtro. Mesmo em casos nos quais o usuário tenha ativado o Flathub, ou quaisquer outros repositórios de terceiros que contém softwares proprietários, isso não significa que este usuário tenha tido a intenção de ativar também as recomendações (sejam elas via banner ou através da busca) por software proprietário. Penso que todos os softwares de licença proprietária deveriam ser exibidos em uma categoria à parte na interface da GNOME Software. Não para dificultar o uso de software proprietário por parte dos usuários, mas para deixar claro que eles intencionalmente optaram por utilizá-los.

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Conforme foi observado no conteúdo do “issue report” acima, é importante deixar claro que nenhum software proprietário está incluso nos repositórios ativados por padrão no Fedora Workstation. Para ter acesso a aplicações proprietárias através da GNOME Software nesta distro, é necessário que o usuário ative manualmente os repositórios que contêm este tipo de software. Dito isso, caso nenhum repositório contendo softwares proprietários tenha sido ativado pelo usuário, nenhum destes será exibido nos banners da loja de aplicativos.

Também foi sugerido que o Fedora desenvolvesse o seu próprio filtro que selecionasse quais softwares podem ou não aparecer nos banners da GNOME Software, evitando assim que softwares proprietários pudessem ser promovidos, mesmo que hajam repositórios de terceiros ativados no sistema.

Este “problema”, dito entre aspas, pois não é considerado como tal por muitos usuários, nem tampouco é um mal funcionamento, não está restrito apenas ao Fedora. Softwares proprietários podem ser exibidos em banners dentro da GNOME Software em qualquer outra distribuição que possua repositórios ativados que contendo tais softwares.

Por fim, a equipe de desenvolvimento do Fedora Workstation considerou válido o que foi apresentado pelo autor da “issue”, porém, no momento nenhuma atitude será tomada para modificar o comportamento da GNOME Software em relação ao assunto.

Eu, Jedielson, não tenho nada contra softwares proprietários, inclusive faço uso de vários, mas concordo com a ideia de evitar que tais softwares sejam exibidos como banners dentro das lojas de aplicativos. Softwares proprietários, em sua grande parte pertencem a grandes empresas, que são perfeitamente capazes de fazer uma boa divulgação dos mesmos. Por outro lado, existem muitos softwares livres de excelente qualidade, desenvolvidos por “pessoas comuns” que não ganham nenhum dinheiro através do software, ou de serviços à ele ligados, e precisam muito mais da visibilidade que tais banners proporcionam. Lembrando que essa é a minha opinião pessoal, e não do Diolinux como um todo.

Agora eu quero saber qual é a sua opinião sobre o assunto. Na sua concepção, esses banners deveriam ser reservados apenas para softwares livres, ou é melhor que continue da forma que está, e todo e qualquer software possa ser exibido nos mesmos? Diga-nos a sua opinião nos comentários! 😁

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Fedora 32 poderá impedir a criação de usuários com senhas em branco

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Visando aprimorar a segurança do sistema, a versão 32 do Fedora promete extinguir a possibilidade de criar contas de usuário com senhas em branco.

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Qualquer pessoa que já tenha instalado, ou mesmo apenas utilizado, uma distribuição Linux sabe da existências da senha de usuário. Aquela senha que você precisa digitar toda vez antes de atualizar o sistema, instalar novos programas, ou até mesmo removê-los. Os formatos com que essas senhas podem ser criadas variam de distro para distro. Algumas distros permitem que você crie uma senha com qualquer número de caracteres, apenas emitindo um aviso quando a mesma for muito curta. Outras, estabelecem um número mínimo de caracteres para a criação da senha. Algumas, como por exemplo o Fedora, permite que você deixe o campo “senha” em branco. Ou seja, desta forma o seu usuário não ficará protegido por nenhuma senha.

Até o presente momento, o Fedora é uma dessas distribuições que permite que o usuário deixe o campo “senha” em branco, o quê não é nada recomendável para a maioria dos usuários, mas é uma opção muito prática para pessoas que instalam o sistema em máquinas virtuais, ou de testes. Em casos onde a segurança não é um fator assim tão importante. Nesses sistemas de testes, não ter uma senha de usuário pode aumentar em muito a produtividade, caso a pessoa precise executar várias tarefas como instalações e remoções de programas e manusear arquivos do sistema, não ter que digitar uma senha “o tempo todo” realmente faz com que o usuário ganhe alguns segundos preciosos.

Todavia, não ter uma senha também acaba fragilizando a segurança do sistema. Imagine uma situação na qual um usuário recém chegado ao mundo Linux, tendo o Windows como o seu sistema de origem, decide instalar uma distribuição Linux pela primeira vez. No Windows, em um determinado momento da instalação também é solicitado que o usuário crie uma senha, caso o mesmo opte por não utilizar a sua conta da Microsoft, e sim criar um usuário local. Nesse momento, é possível deixar esse campo em branco, e de fato é o que uma grande parte dos usuários fazem ao realizar uma nova instalação do Windows.

Tendo em mente esse “background”, ao instalar uma distro pela primeira vez, caso o sistema permita, é bem provável que esse usuário também opte por deixar em branco o campo “senha”, sem conhecer realmente os riscos que tal escolha pode trazer.

Dito isso, a equipe responsável pelo desenvolvimento do Fedora 32 está avaliando a possibilidade de eliminar a possibilidade de deixar em branco o campo “senha” para a criação de contas locais. A razão para a decisão ainda não ter sido confirmada é que ainda resta a dúvida sobre o custo vs. benefício de tal mudança. Ao mesmo tempo que a segurança seria levemente melhorada, a implementação também prejudicaria muitos usuários que utilizam o Fedora como sistema de testes, e sem senha, para melhorar o seu workflow.

Na sua opinião, a possibilidade de deixar a senha em branco deveria ou não ser removida da próxima versão do Fedora? Responda nos comentários! 😁

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GNOME 3.36 “Gresik” entra em fase de desenvolvimento

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quarta-feira, 30 de outubro de 2019

O GNOME 3.34 veio com muitas melhorias de desempenho, e quanto ao GNOME 3.36, o que podemos esperar para próximo lançamento?

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Durante muito tempo o GNOME vem passando por uma situação nada agradável, entregar um ambiente gráfico que não performa satisfatoriamente na maioria dos hardwares. Não é incomum, pessoas afirmarem coisas relacionadas ao GNOME Shell, e muitas exageradas, contudo nos últimos lançamentos houve uma melhora considerável. A versão 3.28 é notavelmente inferior à 3.32, com a atual 3.34 não é diferente. Após um trabalho e esforço empenhado em solucionar leeks de memórias, bugs com as animações do shell, performance e gerenciamento do sistema o ambiente gráfico entregue pela GNOME Foundation vem se aperfeiçoando. Não apenas os desenvolvedores do GNOME merecem ser parabenizados pelas mudanças, a Canonical também empregou bastante tempo com tais implementações e correções de desempenho.

Podemos notar justamente essa evolução no Ubuntu 19.10, que conta com a versão 3.34 do shell e ganha de lavada do Ubuntu 18.04, quando o assunto é performance do GNOME Shell. 


O GNOME 3.36 será o próximo grande lançamento do ecossistema GNOME, ele substituirá a atual versão 3.34 e é esperado que o Ubuntu 20.04 LTS venha com ele embarcado. O codinome já foi revelado e remete a cidade sede da conferência GNOME Asia Summit 2019. Apelidado de “Gresik”, cidade localizada na Indonésia, seu ciclo de desenvolvimento passou por um atraso, sendo anunciado apenas semana passada. Isso, devido a atrasos com algumas instabilidades em sua versão intermediária GNOME 3.35.1, que já está disponível para downloads por entusiastas deste ambiente desktop. O GNOME 3.35.2 tem lançamento programado para 23 de novembro e o 3.35.3 para o início de janeiro.

Em um de nossos Diolinux Friday Show, Georges Stavracas desenvolvedor do GNOME, informou que novidades grandiosas estão a caminho do GNOME 3.36, entretanto ainda não estava autorizado a nos informar. Considerando o cronograma dos desenvolvedores da Canonical em relação ao GNOME no Ubuntu 20.04 e 20.10, podemos ter um vislumbre. Live essa que discutimos sobre a reivindicação de possível quebra de patentes em um dos softwares do GNOME.

Daniel Van Vugt, descreveu no blog do Ubuntu diversos planos para os próximos lançamentos do sistema, e focou exclusivamente no GNOME. Ele demonstrou humildemente os erros e acertos no desenvolvimento do shell, e enfatizou as metas futuras. Inclusive, é planejado ao Ubuntu 20.04 LTS ter alto desempenho com o GNOME em máquinas relativamente modernas, e em sua próxima versão, 20.10, o objetivo serão as máquinas mais antigas. No entanto, não entenda máquina antiga como algo defasado. Estamos falando de computadores da atualidade, não pense que o GNOME será performático comparado ao LXQT/XFCE em um hardware limitado com um processador muito antigo e pouquíssima RAM. Perceba que para os padrões atuais, uma máquina com 4GB de RAM, processador quad-core (podendo ser dois núcleos físicos e dois lógicos) são considerados computadores fracos. 

Recomendo a leitura do vasto e detalhado material disponibilizado no blog do Ubuntu, assim você poderá ter um aspecto geral do GNOME em suas últimas versões não tão lapidadas e o futuro que o aguarda.

O lançamento do GNOME 3.36 está previsto para o dia 11 de março de 2020.

Já testou alguma distro com o GNOME 3.34? A melhoria na performance foi perceptível aqui até via Virtual Box. Fiquei surpreso com o Fedora 31 e Ubuntu 19.10.

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Até o próximo post, te espero aqui no blog Diolinux, SISTEMATICAMENTE! 😎

Fonte: Softpedia, Ubuntu.


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O Fedora é uma boa escolha para iniciantes?

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Como saber qual é a melhor opção de distro para um usuário que está chegando agora no mundo Linux? Nomes como Ubuntu, Linux Mint, Deepin e Manjaro estão entre os mais mencionados na hora de indicar um sistema para o usuário iniciante, mas será mesmo que eles são tão mais fáceis que, por exemplo, o Fedora?


Com o recente lançamento do Fedora 31, várias pessoas questionaram sobre o quão viável é para um usuário iniciante utilizar o sistema. É tão fácil quanto Ubuntu ou Linux Mint? Ou é um sistema apenas para usuários experientes? Bem, é exatamente isso que vamos descobrir a seguir.

Primeiramente é importante esclarecermos que usuários iniciantes não são todos iguais, simplesmente por serem iniciantes. Se pudéssemos conversar com todas as pessoas que estão conhecendo uma distribuição Linux pela primeira vez no dia de hoje, veríamos que são pessoas diferentes, com ideias, intenções e backgrounds diferentes.

A segunda coisa que eu gostaria de lembrá-los, é que quando uma pessoa chega pela primeira vez, vinda de outro sistema, independente de em qual distro ela inicie, haverá uma curva de aprendizagem. Se essa pessoa utilizar o Fedora como a sua primeira distro, ela terá que aprender bastante coisa até ter “dominado” o sistema. Mas se ela começar pelo Ubuntu, também terá que aprender muita coisa. Afinal, é um sistema novo com o qual a pessoa em questão não está acostumada.

Dito isso, vamos dividir este artigo em quatro partes, sendo elas: “instalação do sistema”, “pós-instalação”, “estabilidade vs programas mais atualizados”, e “usabilidade no dia a dia e comunidade”. Desta forma poderemos melhor identificar os pontos fortes e fracos do Fedora para cada tipo de usuário iniciante.

Instalação do sistema


Muitos consideram o Anaconda (Software assistente de instalação do Fedora) como um ponto fraco do sistema, outros acreditam que o software seja excelente, melhor até que, por exemplo, os instaladores do Ubuntu e Manjaro. Eu posso dizer à vocês, caros leitores, que ambos estão certos. É tudo uma questão de perspectiva.

Anaconda. O instalador do Fedora.
O processo de instalação do Fedora ocorre 100% através da interface gráfica, então esqueça qualquer tipo de comparação com, por exemplo, Arch Linux ou Gentoo. Mesmo assim, quando comparado às suas alternativas no Ubuntu e Manjaro, o Anaconda é claramente um instalador menos automatizado. Alguns passos a mais são necessários, para fazer o que em algumas das outras distros pode ser feito com apenas um clique.

Conforme já mencionado, por ser mais intuitivo e automatizado, o instalador do Ubuntu permite que o usuário execute o procedimento com relativamente menos dificuldades, o que acaba sendo a melhor opção para muitas pessoas. Porém, se você é um usuário Windows que já formata e reinstala o sistema no seu próprio computador, faz alterações no registro e outros procedimentos avançados, significa que você já não é mais um usuário básico de computador. Sendo assim, por ser mais manual e não te dar a opção de automatizar muitas coisas, a instalação do Fedora pode ser uma melhor opção, pois esta fará com que você aprenda como o sistema funciona, e saiba realmente o que você está fazendo.

Todavia, ao instalar uma distribuição Linux pela primeira vez, sendo ela Ubuntu, Fedora, ou qualquer outra, será necessário que o usuário aprenda do zero a como executar tal processo de instalação. Dito isso, a diferença na dificuldade entre instalar o Ubuntu ou Fedora pela primeira vez, acaba não sendo tão grande. Com apenas alguns minutos a mais de leitura e pesquisa, qualquer usuário capaz de instalar o Ubuntu com certeza também será capaz de instalar o Fedora, sem maiores dificuldades.

Concluindo, para instalar o Fedora você precisará apenas de alguns minutos a mais de leitura para aprender o procedimento, o que acabará sendo compensado com conhecimento sobre o sistema. Porém, se você for um usuário básico do Windows, que não executa tarefas como formatar, instalar o sistema ou modificar o registro, e também não tem interesse em aprender nada disso, acredito que a automatização da instalação do Ubuntu realmente faça com que ele esteja à frente neste quesito.

Pós-Instalação


Uma das maiores diferenças entre Ubuntu e Fedora quando se trata de pós-instalação, é quanto aos drivers de vídeo em GPUs Nvidia. O Fedora não possui, ao menos de forma nativa, um gerenciador de drivers que permita ao usuário selecionar a versão desejada através da interface gráfica, de forma que, o procedimento deve ser feito através do terminal.

Porém, ao contrário do que muitas pessoas pensam, isso não significa que este seja um procedimento mais difícil. Muitos pensam que o terminal é uma ferramenta complicada, utilizada apenas por hackers e usuários avançados, e que tudo é sempre mais fácil através de cliques via interface gráfica. Bem, eu posso afirmar com "100%" de certeza que isso não passa de um mito.

O terminal é sim uma ferramenta avançada, mas também é um facilitador. Ao contrário do que diz este mito que ficou impregnado nas cabeças das pessoas, especialmente daquelas que não utilizaram uma distro Linux por mais de algumas horas ou poucos dias, o terminal facilita a vida dos usuários de uma forma incrível. Algo que, via interface gráfica demanda vários passos, cliques e janelas abertas, pode ser feito com apenas um simples comando de terminal.

É claro que o ideal é que sempre tenhamos ambas as opções, assim como no Ubuntu, de forma que possamos escolher aquela que melhor nos serve. Mas é importante que vocês tenham em mente que ter que instalar os drivers de vídeo via terminal não é um sinônimo de “ser mais difícil”. Porque de fato, não é.

"Terminal Linux. A temível tela preta comedora de usuários novatos!"
Se você for um usuário de GPU AMD, assim como em qualquer uma das principais distros Linux, no Fedora também você não precisa se preocupar com drivers de vídeo. Está tudo instalado e funcionando automaticamente. Este artigo explica detalhadamente quais são e como funcionam os drivers utilizados pelas GPUs AMD nas distribuições Linux.

Quanto a instalação de programas, é tão fácil quanto no Ubuntu. Além do número enorme de programas disponíveis nos repositórios oficiais do sistema, que você pode encontrar na loja de aplicativos, ou utilizando o DNF (sobre o qual você encontra artigos aqui e aqui), também existem milhares de programas empacotados no formato “.rpm” disponíveis internet à fora. Aos desinformados: pacotes “.rpm” estão para o Fedora, assim como pacotes “.deb” estão para o Ubuntu.

Além disso, no Fedora você também poderá utilizar repositórios de terceiros como o RPM Fusion, e também softwares empacotados em Snap e Flatpak. Como se não bastasse, ainda existem os repositórios copr, que são algo semelhante aos PPAs do Ubuntu. Ou seja, programas disponíveis com certeza não vão faltar.

O Renato do blog FastOS escreveu um artigo de pós-instalação no Fedora que com certeza poderá ajudar muita gente que está chegando agora no sistema.

Estabilidade vs Programas mais atualizados


O Fedora, assim como o Ubuntu, é uma distribuição de lançamentos fixos. Duas vezes por ano é lançada uma nova versão do sistema. Isso faz com que o Fedora sempre tenha pacotes bastante atualizados, mas não tanto quanto o Arch Linux, por exemplo. O quê faz com que o sistema consiga um excelente equilíbrio entre estabilidade e versões recentes dos programas.

À primeira vista, dois lançamentos ao ano parece ser muita coisa para quem quer utilizar sempre a última versão do sistema. Mas não se engane, ter duas novas versões a cada ano não significa que você precisará formatar o seu computador e fazer uma instalação limpa do sistema a cada uma dessas vezes.

Em cada novo lançamento, você pode simplesmente atualizar o seu Fedora para a nova versão, em um procedimento relativamente rápido (o que depende da sua velocidade de conexão com a internet), bastante fácil e seguro. Desta forma você sempre obtém as versões mais recentes de todos os pacotes, mantém o seu sistema seguro, e extremamente estável, simplesmente atualizando.

É claro que o Fedora não é um Debian da vida, mas mesmo assim, nesses 6 meses que tenho o utilizado ininterruptamente, o sistema jamais me deixou na mão.

Usabilidade no dia a dia e comunidade


Uma vez que o seu Fedora esteja instalado e configurado, utilizá-lo e mantê-lo é tão simples quanto qualquer outra distro. Tudo o que você deve fazer é manter o seu sistema atualizado. Como já mencionei anteriormente neste artigo, eu tenho utilizado o Fedora como sistema principal nos últimos seis meses, e o utilizo para fazer tudo o que preciso. Jogar através da Steam, Lutris, produzir conteúdo, e etc.


A versão principal do Fedora utiliza o GNOME Shell, assim como o Ubuntu, e da mesma forma o sistema também possui outros “sabores”. Que chamamos de “Spins”. No site Fedora Spins você pode encontrar versões oficiais do Fedora com outras interfaces gráficas, como KDE Plasma, XFCE, LXQT, MATE, Cinnamon, LXDE e SOAS Desktop.

Caso as DEs que mencionei acima não sejam o suficiente, outras também estão disponíveis para instalação nos repositórios oficiais, como por exemplo, a belíssima DDE (Deepin Desktop Environment).

Outro ponto que pode fazer a diferença para o uso diário de algumas pessoas é o suporte da comunidade, e a facilidade em encontrar informações, tutoriais e soluções de problemas para o sistema. O Ubuntu é a distro mais popular do mundo, com isso, é de se esperar que seja aquela com a maior quantidade de informações online.

Vejo essa situação da seguinte forma: se você for um usuário básico, que utiliza o computador apenas para trabalho, acessar a internet, redes sociais e coisas do tipo, é muito provável que você nunca precise procurar soluções para problemas no Fedora. Se você for um usuário um pouco mais avançado, ou que gosta de jogar, quer rodar jogos não nativos de Linux no seu sistema, e coisas do tipo, é realmente muito fácil encontrar suporte e pessoas dispostas a ajudar, tanto em inglês, quanto em português.

O nosso fórum, o Diolinux Plus, é um excelente exemplo de lugar onde você pode encontrar suporte, não só para o Fedora, mas também para qualquer coisa relacionada a Linux e Tecnologia em geral. Mas não para por aí, caso vocês não conheçam, lhes apresento a Comunidade Fedora Brasil. Uma das razões pelas quais comecei a utilizar o Fedora, e estou nele até hoje, é a incrível colaboratividade e vontade de ajudar o próximo, que possuem os membros dessa comunidade. Tanto no fórum, quanto no canal do YouTube ou Telegram, você encontrará várias pessoas sempre dispostas a ajudá-lo a resolver os seus problemas no Fedora. Então podem ter certeza que, conteúdo online para tirar as suas dúvidas é o que não vai faltar.

Nos vídeos abaixo você confere uma entrevista concedida ao Diolinux pelo líder da Comunidade Fedora Brasil, Cristiano Furtado. Em uma entrevista na qual podemos perceber claramente o quanto a comunidade Fedora, ao menos no Brasil, é voltada a ajudar todos os tipos de usuários, com todos os níveis de conhecimento.



Conclusão


O Fedora não é, e nunca foi um sistema focado em atender o público leigo. Todavia, isso não significa que usuários iniciantes não possam utilizá-lo sem maiores problemas. Segundo as palavras do líder do projeto Fedora, Matthew Miller

O Fedora é uma distribuição focada em desenvolvedores de softwares e usuários avançados, mas tendo em mente que usuários avançados são humanos também.

Por fim, após utilizar o Fedora por seis meses pude perceber que qualquer pessoa chegando agora no mundo Linux pode sim utilizar o Fedora sem maiores problemas. O único ponto no qual realmente acho que as pessoas terão uma curva de aprendizagem um pouco maior quando comparado ao Ubuntu, é na instalação do sistema. O quê, como dito anteriormente, dependendo da pessoa pode ser resolvido com alguns minutos de leitura e pesquisa.

Meu intuito com este artigo não é dizer à vocês se o Fedora é ou não uma boa opção para usuários iniciantes, mas sim passar informações para que vocês mesmo possam tirar as suas próprias conclusões sobre o assunto. E decidirem por si próprios se o Fedora é ou não uma boa opção para vocês.

Você já utiliza, ou tem vontade de conhecer o Fedora? Ou você já tentou utilizá-lo, mas não pôde continuar por causa de algum problema? Conte mais nos comentários.

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Fedora 31 lançado, baixe agora!

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terça-feira, 29 de outubro de 2019

O Fedora 31 chegou e você já pode efetuar o download da mais nova versão. Aliás, esse lançamento vem sendo considerado um dos melhores pela comunidade Fedora.

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O Fedora não é conhecido por ser uma distribuição para quem acaba de chegar ao Linux (mas não significa que não seja), e não sou eu quem afirma isso,  o próprio líder do projeto Fedora, Matthew Miller, disse em recente  entrevista ao site TechRepublic: "Particularmente, o [Fedora] tem como alvo desenvolvedores de software e usuários avançados, mas com a ideia de que os desenvolvedores também são humanos".

Com foco em desenvolvedores e mantido por uma parceria entre a comunidade e a gigante Red Hat, o Fedora a cada versão vem oferecendo recursos e comodidades. Me arrisco a dizer que um usuário inexperiente, mas curioso e determinado, consegue utilizar o Fedora 31 facilmente. Na realidade não creio que seja difícil a utilização do sistema, afinal, existem conteúdos e boa documentação internet a fora. Mas não irei me aprofundar sobre essa questão, se o Fedora é ou não recomendado para iniciantes. Deixarei meu companheiro Jedi Fonseca, destrinchar e dar maiores pontos corroborando ou não sobre este questionamento. Estou ansioso por sua visão sobre o tema, quem sabe se você pedir nos comentários, agora com o lançamento da versão 31, ele poste essa matéria (não custa tentar 😁️😋️😁️).

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Muitas novidades se fazem presentes neste novo lançamento do Fedora, anteriormente já abordamos alguns tópicos aqui no blog Diolinux. Como, o melhor suporte ao driver da NVIDIA, PipeWire, Wayland, Xorg e muitos mais. Você pode conferir os detalhes neste post. Contudo, as novidades não pararam por aí. O Fedora 31 passou a ter aprimorado elementos de aplicações Qt no GNOME, implementações de firmware, melhora na versão Open Source do formato de compressão de vídeos H.264, polimentos no GNOME Classic Mode, além dos últimos esforços de otimização no GNOME Shell. Tudo isso, pode ser averiguado com mais detalhes através desta postagem.

Veja um vídeo do canal Oficina do Tux, do Renato (FastOS), detalhando as novidades e suas experiências com a versão Fedora 31 Workstation. Super recomendo o canal, para amantes do Fedora ou quem almeja aprender e se aventurar no sistema.


Mudanças significativas passaram a ocorrer no Fedora 31, o abandono da arquitetura 32 bits é uma delas, porém, entenda ao certo quais as implicações dessa decisão. Recomendo a leitura de dois artigos aqui no blog, este escrito pelo próprio fundador do blog Diolinux, e outro do, já mencionado, Jedi Fonseca.

O Fedora tem uma relação íntima com o projeto Flatpak, mas sabemos que ele não é a única solução de empacotamento de softwares no mercado. AppImage e Snap compoẽ o atual cenário de distribuição de softwares no Linux. Obviamente, que estou me referindo aos novos formatos. No início de julho a possível decisão de desabilitar o plugin do Snap no Fedora 31, pegou alguns de surpresa. Logo soubemos que talvez o suporte seria mantido, conforme indico a conferir acessando o seguinte link. Infelizmente o plugin parece ter sido desabilitado, então para utilizar pacotes Snaps seria via terminal ou com o auxílio da Snap Store (loja de snaps em mesmo formato).

O Fedora é um sistema muito interessante, ainda mais para quem deseja utilizar ou ter uma real noção de como o GNOME “puro” funciona de fato. A distro quase não modifica o shell, uma ou outra extensão é adicionada por padrão, mas nada que altere a lógica de funcionamento do GNOME. Vale ressaltar que as aplicações por default também são do ecossistema GNOME, entretanto você poderá utilizar alternativas com KDE, XFCE e outros ambientes desktops em sua instalação em modo network install. Baixe o Fedora 31 Workstation diretamente de seu site oficial. Outras edições do sistema, podem ser encontradas acessando esse link.

Usa Fedora, ou não conhecia o sistema? Deixe nos comentários a sua opinião, aliás, já testou o Fedora 31?

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Até o próximo post, te espero aqui no blog Diolinux, SISTEMATICAMENTE! 😎

Fonte: Fedora.


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Instale o emulador de Playstation 2, PCSX2 via Flatpak

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quarta-feira, 16 de outubro de 2019

Muitos questionam-se o porquê, de abordarmos tutoriais com os novos formatos de empacotamento, contudo a praticidade e simplicidade de tais opções é algo que auxilia o usuário leigo e, ao mesmo tempo facilita a distribuição do software para as demais distros. Hoje falarei sobre como utilizar, configurar e instalar o PCSX2 em Flatpak.

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Produzido pela Sony Interactive Entertainment, o PS2 ou Play 2 para os mais íntimos, foi um console que fez muito sucesso aqui no Brasil. O curioso do Playstation 2 é seu sistema operacional, que nada mais é que uma distribuição Linux.

Seu catálogo de jogos foi surreal, foram lançados por volta de mais de 4.000 jogos oficialmente. Particularmente tenho boas lembranças do PS2, na época da sua chegada em terras tupiniquins, era bem difícil consegui-lo por um preço acessível, depois de um tempo o console tornou-se muito popular.

Para animar e, relembrar suas jogatinas (no meu caso, muitas horas de God of War, entre outros games durante a adolescência) irei falar sobre o emulador PCSX2.

Instalando o emulador de Playstation 2 PCSX2


O emulador pode ser instalado de várias formas diferentes, seja diretamente dos repositórios oficiais, PPA’s ou quaisquer maneiras disponíveis. Até pouco tempo utilizava a versão do próprio repositório do Ubuntu, porém após testar a versão em Flatpak notei um ganho de performance e, os bugs que ocorriam em meu uso não existem mais. Se existe um tipo de software que prezo por estar em suas últimas versões, são os emuladores. Quem joga frequentemente e utiliza tais aplicações, sabe que a cada lançamento há uma melhora considerável no desempenho dos jogos.

Usar apps em Flatpak pode ocasionar certos incômodos, mas em meu SSD de 120 GB não tive problemas de espaço, e receber sempre novas versões sem me preocupar em compilações ou procurar por novos lançamentos do software é muito cômodo. Caso utilize o Linux Mint, basta pesquisar na loja por: “PCSX2”, escolher a versão em Flatpak e instalar. Já para usuários do Ubuntu, alguns passos são necessários, isso se o Flatpak não estiver configurado em seu sistema.

Acesse esse passo-a-passo que fizemos demonstrando como habilitar o Flapak no Ubuntu, inclusive possibilitando a instalação dos programas pela loja, sem precisar recorrer ao terminal. Depois pesquise pelo emulador: “PCSX2” e aguarde a instalação.

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Usuários de outras distros, podem configurar o Flatpak em seus sistemas por este link. Já o guia oficial do Flatpak, além de demonstrar a configuração, ensina como adicionar o repositório Flathub. Se preferir fazer tudo via terminal, eis os comandos logo abaixo.

Adicionando o repositório Flathub:

flatpak remote-add --if-not-exists flathub https://flathub.org/repo/flathub.flatpakrepo

Instalando o PCSX2 Flatpak:

flatpak install flathub net.pcsx2.PCSX2

A remoção pode ser desta maneira:

flatpak remove net.pcsx2.PCSX2

Um passo extra que gostaria de demonstrar, é para usuários que tenham as roms em outra partição, um hd de backup, por exemplo. Tenho algumas ISOs que ripei na época que ainda tinha meu console, deixando elas em um hd secundário. Para que o PCSX2 em Flatpak leia outras partições, você terá que dar as permissões de leitura e escrita ao programa. Não se preocupe o processo é muito simples, basta executar o comando logo abaixo:

sudo flatpak override --filesystem=/media net.pcsx2.PCSX2

No exemplo acima, dei permissão de acesso a todas as partições contidas em “media”, entretanto normalmente as partições são montadas em “/run/media” ou “mnt”. Por costume uso o diretório media, mas você pode substituir essa parte do comando por qualquer outro onde seus dispositivos são montados.

OBS.: Na documentação do PCSX2 é informado que a "rum/media" é acessada por padrão, então possivelmente não será nescessário dar essa permissão. Caso necessite, já sabe como proceder.

Configurando o emulador de Playstation 2 PCSX2


Assim como alguns emuladores de consoles necessitam das BIOS dos aparelhos, em que planejam emular, o PCSX2 não é diferente. Sem este arquivo de BIOS o emulador não irá executar os jogos. Em seu site oficial, existem informações de como fazer um dumper da BIOS do seu console. Acesse o link e saiba mais.

Por motivos óbvios não estarei disponibilizando o arquivo junto a essa postagem, mas saiba que os jogos funcionarão conforme a BIOS e região. Simplificando, se a BIOS for americana, apenas jogos americanos funcionarão por conta da trava de região imposta pela Sony.

A versão traduzida do Guia oficial de configuração também pode ser acessada por esse link. A seguir irei demonstrar o que precisei configurar na versão em Flatpak.

Existem muitos ajustes que você pode fazer no emulador, alguns poderão aumentar o desempenho dos jogos e outros a qualidade gráfica. A principal é configurar os arquivos de BIOS no software, para isso abra o emulador vá em “Configuração” >> “Seleção de plugin-in/BIOS”.

Essa seção, podemos assim dizer, é a principal do emulador. Na categoria “Plug-ins” você encontrará vários plugins que são utilizados para o bom funcionamento do PCSX2.

Se por algum motivo seu joystick não estiver funcionando corretamente, mude a configuração localizada em “PAD”, de “libonepad-legacy” para “libonepad”. É bem comum que controles genéricos sejam mal identificados, se isso ocorrer você já sabe aonde ir.

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Na categoria “BIOS”, você encontrará um botão para selecionar a pasta onde estão os arquivos da BIOS em seu computador. Nela também existirá a possibilidade de selecionar a BIOS, como mencionei, conforme o jogo e sua região uma BIOS diferente pode ser exigida. Selecione o local dos arquivos e depois marque a BIOS desejada, não se esqueça de sempre pressionar o botão “Aplicar”, após cada mudança.

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Em “Pastas” estão localizados os caminhos de algumas configurações do emulador, aliás os “memory cards” por padrão ficam na home de seu usuário em um diretório oculto sendo “.var/app/net.pcsx2.PCSX2/config/PCSX2/memcards”. Eles funcionarão de forma semelhante aos saudosos memory cards, e você pode criar vários. 

Se preferir, pode adicionar as BIOS na pasta de mesmo nome, ao invés de outra, contudo creio que é mais prático manter em um mesmo local, indiferente da instalação ou sistema.

Com essas configurações iniciais já seria possível executar seus jogos, o emulador até consegue de forma eficiente identificar os joysticks automaticamente. Todavia, se quiser configurar manualmente, ou certificar que tudo está certo em “Configurações” >> “Comandos (PAD)” >> “Configurações do plug-in” poderá acessar os joysticks.

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Ainda nessa tela de configuração, indo em “Gamepad Configuration”, poderá observar que o emulador identificou meu joystick de Xbox 360. Claro que cada botão poderá ser setado isoladamente, basta clicar em “Set All Buttons”. Não se esqueça de clicar em “Apply/Aplicar”.

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Enfim, para executar os jogos vá em “Sistema”, depois “Carregar (ISO)”. Selecionar o seu game e pronto! No entanto, ainda podemos configurar mais coisas no emulador.

Ajustes finos no PCSX2


Para executar os jogos só é obrigatório adicionar o arquivo da BIOS, ter o jogo, um teclado ou joystick. E para aumentar a resolução de um jogo, ou quem sabe melhorar a performance? Essa parte do tutorial lhe mostrará algumas dessas opções.

Ao acessar “Configurações” >> “Configurações de emulação”, mais opções estarão disponíveis. A princípio você não conseguirá modificar nada, desmarque “Predefinição” (fica localizado na parte de baixo) e poderá customizar. Se fizer algo de errado, não se preocupe, cada aba contém um botão chamado “Restaurar como padrão”.

Basicamente faço o seguinte, na aba “EE/IOP”, marco “Nenhum” em “Modo clamping”.

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Em “VUs”, marco a mesma opção.

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Já em “GS” opções, como limitar os fps, usar o MTGS sincronizado e desativar os saltos de quadros podem ser modificados. A não ser que seu computador esteja com dificuldades para executar os games e com baixíssimos fps (tipo uns 10 - 20 fps), não aconselho a marcar a opção “Desativar a limitação de quadros”.

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Se quiser mudar o comportamento da janela em que o emulador inicia seu jogo, basta mudar a proporção de tela, tamanho, se a mesma vai maximizar ou não com o duplo clique do mouse, etc. Uso a tela panorâmica (16:9), mas fica ao seu gosto.

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Hacks de velocidade” pode dar um boost na performance do jogo em seu computador, se possui um processador com vários núcleos, recomendo ativar “MTVU (Multi-Threaded microVU1)” para fazer uso de mais de um núcleo de processamento. “Taxa de ciclo do EE” e “EE Cycle Skipping”, sempre funcionam melhor em zero. Mesmo com alguns dizendo para usar no máximo, nunca senti melhoras. Pelo contrário, o jogo ficava mais bugado.

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A última opção, “Correções de jogos”, só deve ser habilitada em casos que um determinado jogo listado não esteja funcionando ou apresentado os bugs relatados. Não esqueça de aplicar as mudanças.

Donos de computadores mais parrudos podem se dar o luxo de aumentarem a resolução nativa, modificar as texturas, adicionar anti-aliasing, filtros isotrópicos entre outros ajustes. Para isso vá em “Configuração” >> “Vídeos (GS)” >> “Configurações do plug-in”.

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Sinta-se a vontade para efetuar seus testes, habilitar os filtros, aumentar a resolução e muito mais. Mas saiba que quanto mais você modifica, mais poderá ser exigido do hardware. Donos de GPUs  dedicadas (e APUs) podem averiguar se a opção “OpenGL (Hardware)” está selecionada em “Render”. O resto é a gosto do freguês. 

Memory Cards


Lembra-se que citei a localização dos “Memory Cards Virtuais”, pois bem, acessando “Configuração” >> “Cartões de memória”, você poderá gerenciar esses memory cards e consecutivamente os saves de seus jogos. Será possível duplicar, remover, criar e muito mais. Não é difícil encontrar alguns desses arquivos na internet para download. Por exemplo, meu irmão baixou recentemente o save do Dragon Ball Tenkaichi 3 com tudo desbloqueado. Relembrando horas e horas que jogamos esse game no PS2.

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Você pode fazer o backup de seus cartões de memória e ou adicionar novos na pasta padrão, que fica localizada em sua home e depois num diretório oculto “/.var/app/net.pcsx2.PCSX2/config/PCSX2/memcards”. Não se esqueça que você só conseguirá ver tais diretórios se torná-los visíveis. No meu caso que uso o Ubuntu e Nautilus o atalho é “CTRL +H”. Assim conforme muitas opções do emulador, o local desses arquivos podem ser modificados.

Considerações finais


Fiquei surpreso com o PCSX2 Flatpak, pois não foi preciso configurar nada além dos arquivos de BIOS. Para ser sincero na versão do PCSX2 contida no repositório, eu sempre customizava vários parâmetros e mesmo assim não tinha a performance equiparável ao meu atual hardware. Daí a importância de se obter versões atualizadas dos emuladores. Agora, por default os jogos rodam como o esperado, e na realidade até me surpreendi com a performance. 

Irei demonstrar apenas alguns bugs que sofro ao utilizar a versão do repositório oficial, no exemplo você poderá observar erros gráficos contidos no jogo Yu-Gi-Oh! Capsule Monster Coliseum.

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Perceba que é possível ver os sprites das bocas dos personagens, além de linhas verdes que aparecem em locais da caixa de diálogo.

Na tela seguinte, durante a seleção dos monstros de duelo, linhas roxas estão presentes, somadas as verdes. 

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A performance também ficou superior com a nova versão em Flatpak, se antes em alguns momentos o jogo engasgava (com a resolução nativa do Play 2), agora posso aumentar a resolução tranquilamente para 1080p sem problema algum.

Outro teste que efetuei, em outra máquina mais modesta, foi justamente em relação ao desempenho. O mesmo jogo que citei anteriormente, Dragon Ball Tenkaichi 3, ao menos saia de uma tela preta na versão contida no repositório do Ubuntu 18.04 LTS. Agora ele inicia e é jogável, na resolução nativa ficando com 58 fps e em 720p caindo para 45 fps. Entretanto, outros jogos foram executados a 60fps e em 720p (essa máquina era uma APU da AMD, A10 7890K).

Finalizando, o PCSX2 em Flatpak me surpreendeu positivamente. Agora posso jogar games que fizeram parte de minha infância e gastar mais horas e horas no Yu-Gi-Oh! Capsule Monster Coliseum (agora sem nenhum bug e em full hd 😁️😁️😁️).

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Fedora está se despedindo da arquitetura de 32 bits

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quinta-feira, 10 de outubro de 2019

Há pouco tempo atrás, um anúncio polêmico da Canonical fez com que usuários se manifestassem contra o não suporte à arquitetura de 32 bits no Ubuntu. Agora chegou a vez do Fedora fazer o mesmo anúncio para às suas próximas versões.


À partir da versão 31, o Fedora não mais suportará o Kernel de 32 bits, consequentemente, também não haverá mais imagens de 32 bits do sistema disponíveis para download. Esta mudança fará com que os pouquíssimos hardwares remanescentes sem suporte a 64 bits deixem de funcionar com o sistema. Todavia, é importante ressaltar que o Fedora continuará mantendo pacotes de 32 bits nos seus repositórios, muitos dos seus softwares i686 continuarão funcionando no sistema.

Desde a versão 27, o suporte a arquitetura de 32 bits no Fedora vem sendo mantido pela comunidade, infelizmente, não existe mais um número suficiente de membros da comunidade dispostos a trabalhar para manter a arquitetura. O quê está resultando na descontinuação do suporte a mesma.

Porém, a não ser que você utilize um hardware muito antigo que não funciona com sistemas de 64 bits, não há muitos motivos para preocupação. O suporte a 32 bits não será abandonado por completo. Apenas o Kernel e as imagens de instalação i686 deixarão de ser mantidas. Muitos pacotes de 32 bits continuarão sendo suportados pelo sistema, o que assegurará o funcionamento de softwares, como por exemplo o Wine e a Steam.

Quem estiver utilizando o Fedora 30 na versão de 32 bits, continuará recebendo updates até Maio ou Junho de 2020. À partir dessa data, se você pretende continuar utilizando o Fedora, terá que reinstalar o sistema na sua versão atual de 64 bits, ou então fazer upgrade para um hardware que suporte 64 bits.

Para aqueles que estiverem utilizando o Fedora em servidores antigos com suporte a apenas 32 bits, o mais indicado é uma atualização de hardware. Geralmente o baixo consumo de energia de hardwares mais novos, acabam compensando pelo valor investido. Caso atualizar o hardware não seja uma opção, o CentOS 7 possui uma imagem de 32 bits com um tempo mais longo de suporte.

Se você pretende continuar utilizando uma versão antiga do Fedora, com suporte a 32 bits, saiba que é algo que o pessoal do Fedora e, nós do Diolinux também, fortemente contra indicamos. Dia e noite existem pessoas mal intencionadas trabalhando em códigos maliciosos a fim de explorar vulnerabilidades em sistemas operacionais. Se você estiver utilizando um sistema novo e atualizado, significa que existem profissionais trabalhando para corrigir possíveis brechas e manter a segurança dos usuários. Por outro lado, usuários em sistemas antigos, que não possuem mais atualizações de segurança são presas fáceis para essas pessoas mal intencionadas. 

Penso que o fim do suporte ao 32 bits é o caminho natural da tecnologia, ainda acho que o Fedora está fazendo isso da maneira correta. O suporte não está sendo abandonado por completo. Dessa forma, o tempo e recursos que antes eram investidos no que está perdendo o suporte, agora poderão ser investidos em coisas mais importantes. Ao mesmo tempo, ao continuar mantendo uma grande parte dos pacotes, como aqueles necessários para o funcionamento do Wine e Steam, os usuários também não ficam “na mão”.

O quê você pensa sobre o rumo que as distros estão tomando em relação ao abandono da arquitetura de 32 bits? E o que você acha sobre a forma com que o Fedora está fazendo isso? Conte-nos nos comentários.

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Mais novidades estão chegando no GNOME 3.34 e Fedora 31

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quinta-feira, 26 de setembro de 2019

Apesar de não ser uma das distros que as pessoas costumam indicar para usuários iniciantes, o Fedora é uma das distribuições Linux mais importantes atualmente. Mantido pela “toda poderosa” Red Hat. O Fedora é a versão focada no usuário comum do tradicional sistema operacional para servidores, o Red Hat Enterprise Linux.

novidades-chegando-no-fedora31-e-gnome3.34

No último dia 17 de Setembro, foi disponibilizada a versão Beta do Fedora 31. Além da tão esperada versão 3.34 do GNOME, a mais nova versão do Fedora, que deverá ser lançada no final de Outubro, está chegando com uma lista de melhorias e novidades “de tirar o chapéu”.

• Aprimoramentos no GameMode


Se você não sabe o que é o GameMode, já postamos dois artigos sobre o assunto aqui no blog. Que você pode conferir aqui e aqui.

Uma das principais melhorias feitas no GameMode nesta versão, está relacionada a como o usuário pode saber se a aplicação está rodando ou não. Atualmente a única forma de saber se o GameMode está rodando é através de comandos no terminal. Considerando que o GameMode é algo pensado para todos os usuários, e não apenas aos mais avançados, isso realmente era um problema.

A saída foi desenvolver uma extensão para o GNOME Shell que indicasse, através de um ícone na bandeja do sistema (O quê é bem curioso, considerando que o GNOME removeu essa funcionalidade por padrão.) se o GameMode está rodando, ou não. Além do ícone na bandeja, aparecerá também uma notificação toda vez que o status do GameMode mudar.

O GameMode já vem instalado por padrão no Fedora. Em outras distribuições, você precisa da aplicação na versão 1.4 ou superior para que a extensão funcione.

extensão-gamemode-gnome

• Implementações no Wayland.


Em conjunto com o GNOME, o Fedora também é a principal distro a entregar o Wayland por padrão. O Fedora 31 trará a possibilidade de utilizar o “XWayland on demand”.

O XWayland é um recurso do Wayland que permite o funcionamento de aplicativos compatíveis apenas com o X.org. Atualmente o XWayland é executado automaticamente ao iniciar a sessão, e permanece continuamente rodando em background. Assim permitindo que uma aplicação compatível apenas com X.org possa ser iniciada a qualquer momento.

O “XWayland on demand”, como o próprio nome já sugere, funcionará sob demanda, e rodará apenas quando uma aplicação que precisa do X11 para funcionar for iniciada.

A funcionalidade estará disponível tanto no Fedora 31, quanto em qualquer outra distro com a versão 3.34 do GNOME. Porém, ainda não virá ativada por padrão em nenhuma delas. O “XWayland on demand” ainda está em fase experimental e possui alguns bugs que precisam ser corrigidos. Como, por exemplo, o PulseAudio acidentalmente iniciando o Xwayland. Mesmo assim, para aqueles que gostam de testar coisas novas e estão dispostos a ajudar a comunidade reportando bugs, o “XWayland on demand” poderá ser ativado no Gnome 3.34 através do comando abaixo:

gsettings set org.gnome.mutter experimental-features "[...,'autostart-xwayland']"

No Fedora 31, o Wayland continuará não sendo a opção padrão para usuários com o driver proprietário da Nvidia instalado. A razão para isso é a incompatibilidade do driver em questão, com a aceleração por hardware via XWayland. Como consequência disso, muitas aplicações que dependem de tal funcionalidade, como jogos, poderão utilizar apenas aceleração por software. Tornando o uso de tais aplicações praticamente impossível.

Solucionar esse problema não é algo que possa ser feito pela comunidade sozinha. A Nvidia também precisa fazer a sua parte, já que se trata do seu driver proprietário e de código fechado. A Nvidia já informou que está trabalhando em compatibilizar o seu driver com o XWayland, todavia ainda não divulgou datas ou prazos.

• Aprimoramentos no QtGNOME.


Foram feitos aprimoramentos para assegurar que aplicações Qt se integrem da melhor forma possível ao ambiente GNOME do Fedora Workstation. As versões em Qt dos temas “Adwaita” foram atualizadas de acordo com as versões originais em GTK. Tendo também a versão dark do Adwaita completamente funcional em aplicações Qt.

Abaixo você vê uma imagem da aplicação “Okular” sem (janela de trás), e com (janela da frente) a utilização do QtGNOME.

okular-no-gnome-com-qtgnome

• Implementações de firmware


Implementações muito importantes estão sendo feitas no LVFS (Gerenciador de instalação e atualização de firmwares. Desenvolvido pelo mantenedor do GNOME, Richard Hughes). Além do “GNOME Firmware”, aplicação sobre a qual falamos recentemente aqui no blog. Vários fabricantes de hardware e periféricos estão se juntando à comunidade. Entre eles, podemos destacar a Acer, que está disposta a compatibilizar mais do seu hardware com o LVFS.

• OpenH264 aprimorado


Uma versão bastante aprimorada do OpenH264 (versão Open Source do formato de compressão de vídeos H.264) estará disponível para os usuários no Fedora 31. Esta nova versão inclui suporte aos mais avançados perfis do H.264, que estão presentes na grande maioria dos vídeos disponíveis na internet e até mesmo naqueles gravados pela grande maioria das câmeras e celulares atualmente.

Dessa forma, não será mais necessária a instalação de repositórios de terceiros para poder utilizar o software, o que é necessário agora. 

• Polimentos no GNOME Classic Mode


O GNOME Classic Mode ainda possui muitos fãs e usuários. E um grupo deles foi consultado sobre quais ajustes poderiam ser feitos a fim de melhorar a experiência de uso. A maior parte das modificações consistiu em remover algumas funcionalidades do GNOME 3 que não condizem com o ambiente do GNOME Classic. Como os “hot corners”, e o modo “overview”. Também foi adicionada a possibilidade de gerenciar a sessão pelo canto inferior esquerdo da tela.

gnomeclassic-no-fedora30
GNOME Classic no Fedora 30

• Melhor suporte para usuários não falantes de Inglês


Nas versões anteriores do GNOME, como no Fedora 30, ao selecionar um idioma durante a instalação, todos os pacotes necessários para a aplicação daquele idioma no sistema eram instalados. Porém, ao selecionar um novo idioma nas configurações do sistema, alguns pacotes precisavam ser instalados via linha de comando. No Fedora 31, se você selecionar um novo idioma no GNOME Control Center, todos os pacotes necessários deverão ser instalados automaticamente.

• Performance aprimorada


Muito trabalho foi feito para que a performance geral do GNOME fosse aprimorada. Equipes do GNOME Shell e da Red Hat têm trabalhado juntos com o mesmo objetivo, porém, em áreas separadas. Enquanto as equipes do GNOME Shell tem trabalhado em resolver os problemas de performance mais urgentes e com menores proporções, os engenheiros da Red Hat tem trabalhado nas mudanças a longo prazo e de maiores proporções.

Veja aqui o post original (em inglês) com a lista completa de melhorias e implementações chegando ao GNOME 3.34 e Fedora 31.

O quê você acha das melhorias que estão chegando no GNOME e Fedora? Você acha que eles realmente estão dando atenção para as coisas mais importantes, ou pensa que algo importante foi deixado de lado? Deixe a sua opinião nos comentários.

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