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Como instalar o driver proprietário de vídeo da Nvidia no Fedora

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terça-feira, 18 de fevereiro de 2020

Para os usuários de placas de vídeo da Nvidia, uma das primeiras coisas a serem feitas ao instalar uma nova distribuição é realizar a instalação do driver de vídeo. O Ubuntu possui alguns drivers disponíveis no repositório e também conta com um PPA, enquanto no Fedora o processo é um pouco diferente, mas tão simples quanto.

driver-nvidia-proprietario-fedora

O primeiro processo a ser feito é a instalação do RPM Fusion. Já explicamos o que é e como faz para instalá-lo no seu sistema aqui no blog, então recomendo que dê uma lida antes de continuar com este tutorial.

Instalado o RPM Fusion, basta inserir um simples comando no terminal:

sudo dnf install akmod-nvidia

instalando-driver-terminal

Feito isso, o Fedora irá buscar no repositório do RPM Fusion o último driver disponível e ao confirmar, ele realizará a instalação. Depois, basta reinicializar o sistema que ele já iniciará utilizando o driver instalado. Para confirmar que o procedimento foi realizado corretamente, basta pesquisar por nvidia no menu da sua interface e abrir o Nvidia X Server Settings. Nele você pode verificar a versão do driver instalado e diversas outras informações.

Toda vez que o RPM Fusion possuir uma versão mais nova do driver de vídeo, ele aparecerá no seu sistema como uma atualização, assim como todos os outros pacotes. Simples, não é?

Lembrando que para notebooks híbridos, não é 100% garantido este procedimento funcionar. Nestes casos, o ideal é utilizar alguma distribuição com base Ubuntu, ou a distro brasileira RegataOS, que é pensada justamente para estes casos.

Se você tiver alguma dúvida sobre tecnologia, ou quiser compartilhar conhecimento com a comunidade, o Diolinux Plus é o espaço ideal para isso. Vem fazer parte da nossa comunidade!

Até a próxima!


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Como utilizar a Plank com zoom nos ícones no Fedora

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sexta-feira, 14 de fevereiro de 2020

Aprenda a instalar no Fedora uma versão da Plank que possua o efeito de zoom ao passar o mouse sobre os ícones, semelhante a como acontece no MacOS.

como-utilizar-a-plank-com-zoom-nos-icones-no-fedora

Por padrão, a versão da dock “Plank” presente nos repositórios oficiais do Fedora não possui a funcionalidade de zoom nos ícones. Tal fato é bem justificado, esse efeito de zoom nos ícones foi desenvolvido e patenteado pela Apple, de forma que incluí-lo nos repositórios oficiais seria potencialmente um grande problema legal para o Fedora.

Já faz algum tempo desde que estamos acompanhando a disputa judicial entre Oracle e Google, e isso nos mostra que realmente não é uma boa ideia brincar com coisas como direitos autorais, propriedade intelectual e patentes.

Mesmo assim a comunidade encontrou uma forma de poder utilizar uma dock com tal funcionalidade no Fedora, utilizando os repositórios COPR. Esses repositórios são mantidos por membros da comunidade, basicamente por quem quiser, e não estão diretamente ligados à Red Hat ou ao Fedora, de forma que a empresa não é responsável pelo conteúdo contido nos mesmos.

Como fazer?


Primeiramente vamos adicionar o COPR “gqman69/plank”, no qual está presente a Plank com a funcionalidade que estamos procurando. Para fazê-lo, simplesmente rode o comando abaixo no seu terminal:

sudo dnf copr enable gqman69/plank

Caso você já tenha instalado a Plank do repositório oficial anteriormente, agora é a hora de removê-la, o quê pode ser feito via interface gráfica através do DNFDragora (como já ensinamos neste artigo), ou com o comando abaixo:

sudo dnf remove plank

Caso você precise instalar o DNFDragora, o comando é o seguinte:

sudo dnf install dnfdragora

Se você já removeu, ou nem mesmo havia instalado a Plank anteriormente, vamos ao próximo passo que é instalar a versão do COPR que acabamos de adicionar. Mais uma vez o procedimento pode ser feito via interface gráfica através do DNFDragora.

Para isso, abra o DNFDragora e pesquise por “plank”. Conforme mostrado na imagem abaixo, certifique-se de que você encontrou o pacote “plank” proveniente do repositório COPR. Uma vez encontrado, instale-o.

plank-dnfdragora-fedora-copr

Caso prefira, você também pode instalar a versão “correta” da Plank via terminal. Segue o comando:

sudo dnf install plank-0.11.4-99.fc31.x86_64

Feito isso, tudo o que precisamos fazer agora é adicionar o pacote “plank” à lista dos pacotes que são ignorados durante as atualizações do sistema. Caso isso não seja feito, toda vez ao atualizar o sistema o Plank será automaticamente atualizado para a versão do repositório oficial, que não possui o efeito de zoom nos ícones.

Já publicamos um artigo no qual ensinamos a executar tal procedimento, então basta seguir o tutorial adicionando o pacote “plank” aos que não serão atualizados.

Obs.: Os repositórios copr assim como os PPAs são repositórios que podem ser criados e mantidos por qualquer pessoa que tenha o conhecimento necessário para fazê-lo. Tanto nós do Diolinux, quanto a equipe do próprio Fedora não podemos garantir a segurança ou o funcionamento de qualquer copr. Use por sua conta e risco!

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Gostaria de deixar agradecimentos especiais ao Leandro Ramos que contribuiu grandemente com a criação deste conteúdo.

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Como impedir um software de ser atualizado no Fedora

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quinta-feira, 13 de fevereiro de 2020

Aprenda como fazer com que um programa fique “congelado” em uma versão, e seja ignorado pelo sistema durante as atualizações no Fedora.

como-nao-atualizar-um-programa-junto-com-o-sistema-no-fedora

A princípio, para alguns, pode parecer um pouco sem sentido. Por que alguém iria querer que um software não fosse atualizado? Mas a verdade é que fazer com que um programa seja ignorado durante as atualizações do sistema pode ser bastante útil em situações específicas para várias pessoas.

Muitas vezes um determinado usuário precisa continuar utilizando uma funcionalidade que está para ser removida nas versões futuras de um determinado programa, ou talvez a versão mais recente desse software esteja apresentando algum bug ou problema de incompatibilidade. Nesses casos, uma solução ao menos temporária seria instalar a versão anterior do software, que ainda funciona muito bem, e sem os tais problemas supostamente apresentados na nova versão.

Todavia, em alguns casos ao atualizar o sistema esses pacotes de versões antigas acabam sendo atualizados, o que acaba sendo inconveniente nessas situações. Para evitar tal comportamento, podemos fazer com que um ou vários pacotes sejam ignorados ao atualizar o sistema, e é este procedimento que aprenderemos a fazer agora.

O Procedimento


Primeiro vamos atualizar o sistema fazendo com que um, ou vários pacotes sejam excluídos apenas durante aquela única atualização, o procedimento deve ser realizado pelo terminal utilizando o comando abaixo.

sudo dnf update --exclude=<pacote>

Lembrando de substituir “<pacote>” pelo nome do pacote que você deseja que seja ignorado. Caso o alvo sejam vários pacotes, apenas escreva os nomes de todos os pacotes separados por uma “,” (vírgula), e sem espaços.

Agora vamos fazer com que um pacote seja permanentemente excluído da lista de atualizações. Para isso, vamos ter que editar um arquivo de texto localizado em um diretório que possui permissões de modificação concedidas apenas ao usuário “root”, por isso precisaremos acessar tal arquivo com um editor de texto aberto em modo “superusuário”.

Este procedimento pode ser feito via interface gráfica utilizando um editor de texto tradicional, como o “Gedit” do GNOME, mas para isso será necessário que você saiba qual é o nome do editor de texto que está usando, e qual o comando para chamá-lo. Se o seu editor de texto for o “Gedit”, tudo o que você precisa fazer é abrir o terminal e rodar o comando abaixo para executá-lo como “root”.

sudo gedit

Substituindo “gedit” pelo comando de inicialização do seu editor de texto, caso seja outro.

Para quem não sabe qual é o seu editor de texto, ou o comando para utilizá-lo, poderá utilizar um editor de texto via terminal chamado “Nano”, que vem pré-instalado em muitas distribuições Linux, e independe de interface gráfica. Mesmo assim, caso o “nano” não esteja instalado no seu Fedora, para instalá-lo é tão simples quanto copiar e colar o comando abaixo.

sudo dnf install nano

Por fim, tudo o que temos que fazer é abrir o terminal e rodar:

sudo nano /etc/dnf/dnf.conf

Na tela que apareceu, conforme a imagem abaixo, adicione uma linha com o conteúdo “exclude=<pacote>” (substituindo “<pacote>” pelo nome do pacote que você deseja ignorar durante as atualizações).

editor-nano-/etc/dnf/dnf.conf-aberto

Agora simplesmente pressione “Ctrl + O” seguido de "Enter" para salvar as modificações, e então pressione “Ctrl + X” para fechar o editor Nano.

Feito isso, o software escolhido já não será mais atualizado junto com o restante do sistema. Para reverter o processo basta excluir a linha “exclude=<pacote>” do arquivo “dnf.conf” localizado em “/etc/dnf/”.

É importante deixar claro que um procedimento como esse deve ser feito apenas em casos de real necessidade, e com softwares que não estejam relacionados com a segurança ou o funcionamento do sistema. Por exemplo, é provável que não tenha nenhum grande problema ao utilizar um player de música desatualizado, mas a situação é bem diferente quando o assunto é um kernel.

A ideia por trás deste artigo é que você saiba que possui essa opção de funcionalidade, mas a mesma deve ser utilizada com responsabilidade. Em caso de dúvidas, antes de realizar o procedimento acesse o nosso fórum, abra um tópico e peça ajuda de outros usuários sobre o seu caso em específico. Não aconselhamos a sair mantendo pacotes desatualizados “à torto e direito”, então se o fizer, faça por sua conta e risco!

Aliás, já que estamos falando em Fedora, uma boa ideia é você continuar a sua jornada de conhecimento aqui no blog lendo um “super artigo” sobre como gerenciar programas e atualizações no Fedora. 😁

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Aprenda a gerenciar programas e atualizações no Fedora

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quarta-feira, 12 de fevereiro de 2020

Aprenda de uma vez por todas a instalar e remover programas, manter o sistema atualizado, e adicionar e remover repositórios de terceiros no Fedora via interface gráfica e linha de comando.

gerenciamento-de-programas-softwares--atualizacoes-no-fedora

Antes de se aventurar nas informações contidas neste artigo, é extremamente importante que você saiba o que são “repositórios” e os “pacotes” no mundo Linux. Para obter tal informação tudo o que você precisa fazer é assistir ao vídeo logo abaixo, e após isso você certamente estará preparado para tirar o melhor proveito possível do conteúdo a seguir.


Manusear pacotes é uma das coisas que mais temos que fazer após instalar uma distro Linux. Seja através de instalações e remoções de programas ou atualizações do sistema. Isso é uma das coisas que mais “assustam” usuários iniciantes que estão pensando em testar uma distro de uma base diferente, pois poderá levar algum tempo até que essa pessoa se acostume com comandos e softwares diferentes para fazer as mesmas coisas. Eu mesmo já “cansei” de tentar rodar um “sudo apt install” no terminal do Fedora. 😁

Muitas vezes esse usuário acabou de chegar, por exemplo, no Ubuntu, vindo de um sistema operacional de fora da base Linux, como o Windows, e já está tendo que aprender um “punhado” de coisas novas. Então ao decidir testar uma distro de uma base diferente, como por exemplo, o Fedora, essa pessoa descobre que terá que reaprender várias coisas que havia acabado de aprender no Ubuntu.

Já presenciei vários usuários que ficaram um pouco infelizes ao descobrir sobre essas diferenças, mas lhes digo, essa é uma transição muito mais simples e fácil do que pode parecer aos olhos de usuários iniciantes.

E é com o intuito de minimizar ainda mais essa transição que decidi escrever este artigo, no qual abordarei os principais métodos de instalação e remoção de programas e atualização do sistema, via interface gráfica e terminal. E para começar, nada melhor que escrever sobre a distro que estou utilizando no momento, e tenho utilizado como sistema principal há cerca de um ano. O Fedora!

Mãos à obra!


Vamos começar falando sobre dois softwares que serão tudo, ou até mais do que você irá precisar para gerenciar pacotes via interface gráfica em qualquer derivação do Fedora. Trata-se do gerenciador de pacotes chamado DNFDragora, e da conhecida loja de aplicativos que muitos de vocês já devem ter utilizado, a GNOME Software.

Muitos dirão que o Discover do projeto KDE seria uma melhor opção para a Spin com o KDE Plasma do Fedora, e de fato o Discover também é uma excelente opção. Todavia, pretendo fazer com que este artigo possa ser utilizado em qualquer uma das spins (“spins” são variações do Fedora com interfaces gráficas diferentes), e a GNOME Software pode ser utilizada da mesma forma em qualquer variação do Fedora, e para que o artigo não fique demasiado longo e cansativo, hoje falarei apenas sobre ela. O que não me impede de escrever sobre o Discover em uma outra ocasião. 😉

Caso você esteja utilizando a versão padrão do Fedora, que utiliza o GNOME Shell, a GNOME Software já vem pré-instalada no sistema. Mas caso você esteja utilizando uma das Spins, basta procurar pela GNOME Software em qualquer loja de aplicativos, ou através do terminal com o seguinte comando:

sudo dnf install gnome-software

Uma vez instalada, a mesma poderá ser encontrada no seu menu de aplicativos sob o nome de “Programas”, conforme pode ser visto na imagem abaixo. O ícone da aplicação pode variar dependendo do tema de ícones que você está utilizando.

gnome-software-programas-fedora

RPM Fusion


Uma vez instalada a GNOME Software, o próximo passo será adicionar os repositórios RPM Fusion. Já fizemos um artigo sobre o RPM Fusion, no qual explicamos do que se trata, e também ensinamos a como instalá-lo. É recomendável que você leia aquele artigo antes de continuar com este.

Snaps


O próximo passo é habilitar o suporte à instalação de pacotes Snap. Caso você não saiba o que é “Snap”, este artigo irá certamente lhe dar um “norte”.

Para habilitar o suporte a aplicações Snap, apenas rode os comandos abaixo no seu terminal, na seguinte ordem:

sudo dnf install snapd

sudo ln -s /var/lib/snapd/snap /snap

Feito isso você já poderá instalar aplicações Snap no seu sistema. Softwares distribuídos em Snap podem ser encontrados na Snap Store, e o processo de instalação é extremamente simples. Após ter encontrado o aplicativo desejado, conforme mostrado na imagem abaixo, simplesmente clique em “Install”, copie o comando e rode-o no terminal. Reiniciar o sistema pode ser necessário a fim de assegurar que o Snap esteja funcionando corretamente.

Mais informações sobre os Snaps podem ser encontradas neste artigo, que mencionei anteriormente.

Flatpaks


O Fedora já vem com o Flatpak instalado por padrão, sendo que tudo o que é aconselhável que você faça agora é habilitar suporte ao repositório Flathub, que contém um vasto catálogo de softwares disponíveis. Para fazê-lo, simplesmente rode o comando abaixo no seu terminal:

flatpak remote-add --if-not-exists flathub https://flathub.org/repo/flathub.flatpakrepo

Pronto, o seu sistema já está preparado para receber pacotes Flatpak do Flathub.

Para mais informações sobre pacotes Flatpak, e sobre como manuseá-los, acesse o artigo que escrevemos sobre o assunto.

Repositórios COPR


Os COPR são repositórios de terceiros nos quais são mantidos softwares que por quaisquer razões não podem estar nos repositórios oficiais do Fedora, algo semelhante ao que os PPAs são para o Ubuntu. Recentemente escrevi um artigo no qual falo sobre o que são os repositórios COPR, e também ensino a utilizá-los, em um artigo que também é um complemento a este.

Pacotes RPM


O “RPM” (extensão: .rpm), inicialmente significando “RedHat Package Manager”, hoje em dia sendo um acrônimo recursivo para “RPM Package Manager”, é o formato de empacotamento utilizado no Fedora.

Para aqueles com maior conhecimento na base Debian/Ubuntu, os “.rpm” estão para o Fedora assim como os “.deb” estão para o Debian, Ubuntu e seus derivados. Um grande número de desenvolvedores disponibilizam seus softwares empacotados em “.rpm”, e um bom exemplo é o Google Chrome, que na sua página oficial encontra-se disponível para download em dois formatos para Linux, sendo eles “.deb” e “.rpm”.

download-google-chrome-rpm-fedora

Pacotes RPM também são encontrados nos repositórios oficiais do Fedora, bem como no RPM Fusion e também nos repositórios COPR. Softwares baixados no formato “.rpm” podem ser instalados via interface gráfica de uma forma extremamente simples, semelhante aos “.deb”. Para fazê-lo basta ter a GNOME Software instalada, dar dois cliques sobre o arquivo, clicar em “Instalar” e digitar a sua senha.

instalacao-google-chrome-rpm-gnome-software

Mas é claro que, como tudo no Linux, a instalação desses pacotes também pode ser feita através do terminal. Para isso, primeiro abra o terminal no diretório em que está localizado o arquivo “.rpm”, e execute o comando abaixo substituindo “<pacote.rpm>” pelo nome do arquivo a ser instalado, incluindo a extensão.

sudo dnf install <pacote.rpm>

GNOME Software


Agora vamos fazer com que todos os softwares em Flatpak, bem como do RPM Fusion apareçam na GNOME Software. Primeiro encerre totalmente a GNOME Software, e então reinicie-a. Isso fará com que a mesma sincronize a lista de softwares disponíveis com os repositórios recém adicionados. Para encerrar a GNOME Software, abra o gerenciador de tarefas/monitor do sistema, encontre o processo “gnome-software”, clique com o botão direito do mouse sobre ele, e então clique em “Matar”. Caso seja da sua preferência, você também pode “matar” o processo da GNOME Software utilizando o comando abaixo:

killall gnome-software

Agora é só abrir a GNOME Software novamente, e aguardar os repositórios serem sincronizados. Feito isso, todos os pacotes do Flathub e RPM Fusion, bem como dos repositórios que já vem pré-ativados no Fedora já estarão disponíveis para serem instalados via interface gráfica através da GNOME Software.

notificacao-atualizacao-do-sistema-gnome-software

Também será possível atualizar o sistema através da GNOME Software, que também mantém atualizadas as aplicações instaladas via Flatpak.

Como pudemos conferir, a GNOME Software é uma “mão na roda”. Através dela podemos gerenciar a instalação e remoção de pacotes dos repositórios oficiais do Fedora, RPM Fusion, Flatpaks, pacotes “.rpm”, e também manter o sistema atualizado. Todavia, a GNOME Software não é capaz de exibir pacotes que não possuam ícones, e é para suprir essa deficiência que utilizaremos o próximo item da nossa lista, o DNF Dragora.

DNF Dragora


O DNF Dragora é um gerenciador de pacotes semelhante ao Synaptic, que funciona totalmente via interface gráfica, porém sem aquele visual moderno e atrativo de uma loja de aplicativos. Possuir um visual mais simplista e menos focado na estética não é necessariamente um defeito, uma vez que muitas pessoas até preferem que seja assim. O DNF Dragora é capaz de exibir pacotes de todos os repositórios oficiais do Fedora, bem como dos COPR e também do RPM Fusion, porém não exibe Snaps e Flatpaks.

dnfdragora

Com o DNF Dragora você pode pesquisar por pacotes utilizando filtros, tais como: “instalados, não instalados e por atualizar”. Além disso, também é possível pesquisar entre apenas nomes ou apenas descrições dos softwares. Na descrição de cada pacote, podemos encontrar uma breve introdução sobre ele, o repositório do qual o mesmo é proveniente, e alguns links relacionados ao software, como por exemplo a sua página no Github.

historico-de-transacoes-do-dnfdragora

O DNF Dragora também exibe um histórico de todas as transações feitas através dele, desde a sua data de instalação. Ao acessar “Preferências do usuário” no menu de “Opções”, e marcar a caixa de diálogo “Mostrar atualizações na próxima inicialização”, toda vez que for aberto o DNF Dragora irá exibir a lista de atualizações disponíveis, que poderão ser aplicadas com literalmente apenas dois cliques.

atualizacao-do-fedora-atraves-do-dnfdragora

Por fim, o DNF Dragora é de longe o meu software preferido para gerenciar pacotes e atualizações via interface gráfica no Fedora. O não suporte a Snaps e Flatpaks acaba não fazendo tanta falta, já que é extremamente fácil pesquisar e instalar apps utilizando tanto a Snap Store quanto o Flathub.

Linha de comando


Depois de ter aprendido a gerenciar pacotes, repositórios e atualizações via interface gráfica, chegou a hora de ligar o modo “hackudão”, para aprendermos a fazer as mesmas coisas via linha de comando.

O software responsável por fazer todo o gerenciamento de pacotes no Fedora é o DNF. Para os recém chegados, o DNF está para o Fedora assim como o APT está para o Ubuntu. Gerenciadores de pacotes via interface gráfica, como o DNF Dragora e a GNOME Software são nada mais que “front ends” para o DNF. Ou seja, ao clicar em “instalar” em um desses softwares, o que está rodando por “debaixo do capô” é na realidade um “dnf install”.

Começando pelo mais básico, o comando abaixo é utilizado para pesquisar por pacotes nos repositórios. Funciona basicamente como os campos de busca do DNF Dragora e GNOME Software, onde você substituirá “<pesquisa>” pelo termo que você deseja pesquisar.

dnf search <pesquisa>

Agora que você já pesquisou pelo pacote que deseja instalar, e já sabe qual é o nome exato do mesmo, para instalá-lo utilize o comando abaixo, substituindo “<pacote>” pelo nome do pacote desejado.

sudo dnf install <pacote>

Suponhamos que você já não queira mais determinado pacote instalado no seu sistema, é extremamente simples removê-lo pelo DNF, veja:

sudo dnf remove <pacote>

Você já dominou a “arte” de pesquisar, instalar e remover pacotes via terminal no Fedora, então agora chegou a hora de atualizar o sistema! Caso você esteja vindo do Ubuntu, deve se lembrar de que lá existem dois comandos para atualizar o sistema, que são o “apt update” e o “apt upgrade”, que servem para respectivamente sincronizar os repositórios e efetuar a atualização.

No Fedora os repositórios são sincronizados toda vez que o DNF é utilizado. Sempre ao executar comandos para pesquisar, instalar ou remover pacotes, é como se o sistema executasse um “apt update” de forma automática, desta forma você sempre estará com os repositórios atualizados ao efetuar qualquer transação.

Tal característica pode tornar o processo alguns segundos mais lento, dependendo da velocidade da sua conexão, mas também o torna, de certa forma mais simples e eficaz. Assim, para atualizar o sistema no Fedora precisamos utilizar apenas um comando, que é o seguinte:

sudo dnf update

Este que falaremos a seguir é um comando muito útil, que por alguma razão não é conhecido por muita gente. Através dele você poderá obter detalhes sobre pacotes, como versão, descrição, tamanho, se está ou não instalado, página no Github ou site oficial, entre outras coisas.

dnf info <pacote>

Uma curiosidade é que também existe um comando equivalente ao “dnf info” no Ubuntu, o qual também não é conhecido por muitas pessoas. Trata-se do “apt show”. 😄

Quando você instala um software, geralmente são instaladas algumas dependências junto com ele. Ou seja, você instala um programa, mas para que ele possa funcionar corretamente outros softwares precisam ser instalados ao lado. Todavia, ao desinstalar esse mesmo programa, nem todas essas dependências são removidas, e é exatamente por essa razão que utilizamos o próximo comando.

O “autoremove” é responsável por remover todos aqueles que são chamados de pacotes “órfãos”, que são nada menos que dependências que foram instaladas, e já não são mais necessárias. Trocando em miúdos, são softwares que estão instalados por nada na sua máquina, apenas ocupando espaço em disco e nada mais. Para resolver esse “problema”, é recomendado de tempos em tempos executar o comando a seguir.

sudo dnf autoremove

Para fins de informação, um comando semelhante também existe no Ubuntu, que é o “sudo apt autoremove”. E também no Arch Linux, que é o “pacman -R $(pacman -Qdtq)” 😊

O comando seguinte é muito útil após ter sido removido algum repositório de terceiros, como por exemplo um COPR. Ao remover um COPR, muitos dos softwares que você havia instalado a partir do mesmo podem continuar instalados no seu sistema. Dessa forma, o que o comando abaixo faz é sincronizar todos os pacotes instalados no seu sistema com os repositórios atualmente ativos. Assim removendo ou fazendo downgrade de softwares provindos de repositórios já removidos.

sudo dnf distro-sync

Notas finais


E com isso chegamos ao fim do nosso tutorial sobre gerenciamento de pacotes e atualizações do sistema no Fedora. Espero que este conteúdo possa tornar mais fácil a vida daquelas pessoas que estão chegando no Fedora, seja vindas de outra distro Linux, ou até mesmo de outro sistema como Windows e MacOS.

É bem possível que eu venha a fazer mais artigos como este, sobre distros diferentes. Mas é claro que farei isso apenas se for interessante à vocês, leitores. Então digam-me se vocês tem interesse em mais artigos sobre outras distribuições seguindo esta linha. E se a resposta for sim, qual distribuição vocês querem que seja a próxima? Sinta-se a vontade para expressar as suas ideias nos comentários abaixo! 😁

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Conheça o Fedora Silverblue

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sábado, 25 de janeiro de 2020

O Fedora Silverblue é um sistema operacional para desktop imutável. A ideia dele é ser um sistema extremamente estável e confiável, ideal para desenvolvedores e usuários que utilizam containers.

conheca-o-fedora-silverblue

Na primeira impressão, o Fedora Silverblue pode parecer igual o Fedora Workstation, a versão “padrão” do sistema, mas o seu funcionamento é bem diferente. Por ser imutável, todas as instalações da mesma versão são exatamente idênticas, e o sistema não se altera conforme o uso, mantendo um sistema muito mais estável e com menos chances de bugs.

Por conta disso, o Fedora Silverblue se torna uma ótima opção para manter apps em containers e desenvolver softwares baseados em containers, mantendo-os separados do sistema operacional, aumentando a confiabilidade do sistema.

Outra vantagem é no processo de atualização do sistema, que torna o procedimento bem mais rápido e basta apenas uma reinicialização para utilizar a nova versão, além de ser possível voltar para a versão anterior sem problemas.

Para isso, o sistema utiliza o rpm-ostree, que é um híbrido do projeto Ostree com o gerenciador de pacotes RPM. 

O Ostree é um projeto que utiliza um modelo parecido do git para atualizar sistemas, permitindo que não haja corrupção, já que se o processo de atualização falhar, ele simplesmente não irá realizar a atualização no sistema operacional.

Para a instalação de programas, existem duas maneiras recomendadas: Flatpak e Toolbox. Já falamos várias vezes por aqui sobre o Flatpak, ele é um formato de empacotamento de software em que o aplicativo roda através de uma sandbox, mantendo-o isolado do resto do sistema.

Já a toolbox é uma ferramenta do Fedora Silverblue para criar containers e instalar aplicativos e ferramentas dentro dele, ideal para desenvolvedores. Uma das vantagens da toolbox é a possibilidade de experimentar o que quiser, e caso algo dê errado, é possível simplesmente deletar a toolbox sem afetar nada no sistema principal.

Você já conhecia o Fedora Silverblue? O que achou deste conceito? Deixe nos comentários!

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O que é o RPM Fusion e como instalá-lo no Fedora

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quarta-feira, 22 de janeiro de 2020

Logo após instalar o Fedora, uma das maiores recomendações é a de se instalar o RPM Fusion. Mas exatamente, o que é o RPM Fusion?

mais-software-para-seu-fedora-rpm-fusion

Segundo o próprio site do projeto, o RPM Fusion é um repositório que distribui softwares que a Red Hat e o Projeto Fedora não querem disponibilizar em seus repositórios próprios, em sua maioria por questões de licença, visto que a Red Hat só disponibiliza softwares open source.

Todos os softwares presentes no RPM Fusion já estão pré-compilados em formato RPM, necessitando apenas pesquisar na loja do sistema, ou digitar um único comando no terminal.

O RPM Fusion nasceu como uma junção de outros 3 repositórios: Dribble, Freshrpms e Livna, na intenção de distribuir a maior quantidade de softwares possíveis em um único local. 

Instalação


Para instalar o RPM Fusion é bem simples. Primeiramente, entre na página de configuração do projeto, e serão exibidos uma série de links. O primeiro, é o repositório RPM Fusion Free, que conta apenas com softwares de código aberto. O segundo, é o repositório RPM Fusion Non-free, que seguindo a lógica, são os aplicativos de código fechado.

pagina-configuracao-rpm-fusion

Caso esteja utilizando a interface Gnome ou KDE, é possível baixar os arquivos .rpm e instalá-los através da própria loja de aplicativos, como qualquer outro software. 

instalacao-rpm-fusion-gnome-software

Como tudo no Linux, caso preferir, também é possível realizar este procedimento através do terminal. Basta inserir o seguinte comando:

sudo dnf install https://download1.rpmfusion.org/free/fedora/rpmfusion-free-release-$(rpm -E %fedora).noarch.rpm https://download1.rpmfusion.org/nonfree/fedora/rpmfusion-nonfree-release-$(rpm -E %fedora).noarch.rpm

Para visualizar os aplicativos do RPM Fusion diretamente da loja, basta inserir o seguinte comando e depois reiniciar o sistema:

sudo dnf groupupdate core 

Pronto! Feito isso, você terá acesso a todos os softwares do RPM Fusion através da loja ou do próprio terminal.

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COPR: Os PPAs do Fedora

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segunda-feira, 20 de janeiro de 2020

Saiba o que são e como utilizar os repositórios copr do Fedora.


Todos, ou ao menos a maioria de vocês que estão lendo esse artigo já devem saber o que é, ou ao menos ter ouvido falar nos PPAs. Aos “desavisados”, os PPAs são repositórios de softwares para o Ubuntu e seus derivados que podem ser criados e mantidos por qualquer pessoa que tenha conhecimento o suficiente para fazê-lo.

Caso você ainda esteja meio que “boiando” no assunto repositórios, o vídeo abaixo com certeza irá deixar bem claro do que se trata.


Agora que você já sabe o que são repositórios, vamos aos copr.

A sigla copr significa “Cool Other Package Repo”, e em termos leigos é uma plataforma na qual qualquer desenvolvedor pode criar repositórios para distribuir os seus softwares para que possam ser instalados de forma facilitada em qualquer máquina com o Fedora instalado.

A associação com os PPAs é inevitável, já que a ideia por trás do serviço é bastante semelhante, mas na prática os repositórios copr são utilizados para objetivos um pouco diferentes do que os PPAs.

É extremamente comum encontrar programas internet afora que dependam de PPAs para serem instalados no Ubuntu e derivados. Já no caso do Fedora, a maior parte dos programas utilizados pela maioria dos usuários estão presentes nos repositórios oficiais ou no RPM Fusion, de forma que podem ser instalados diretamente da loja de aplicativos do sistema. Em outros casos, muitos desenvolvedores optam por disponibilizar os pacotes .rpm, que podem ser instalados de forma semelhante aos .deb da base Debian/Ubuntu ou aos .exe do Windows.

Na maioria dos casos, os repositórios copr são utilizados para fins de testes, disponibilizando versões “bleeding edge”, betas ou até alphas de softwares, como por exemplo o repositório “che-mesa” que contém versões extremamente atualizadas do Mesa Driver, sobre o qual falamos neste artigo.

Como utilizar?


Todos os repositórios copr podem ser encontrados no site oficial do serviço, e a instalação procede da seguinte forma:

No exemplo abaixo estarei ativando o copr do repositório “che-mesa”, utilizando os nomes do usuário e do repositório que podem ser encontrados na página do mesmo, conforme pode ser visto na imagem abaixo.

sudo dnf copr enable che/mesa

Encontrando nome do usuário/repositório no copr.
Pronto! Agora na próxima vez que você atualizar o seu sistema, ou instalar algum software o repositório será sincronizado automaticamente. 

Para remover o repositório, basta utilizar o mesmo comando, substituindo “enable” por “remove”, conforme o exemplo abaixo.

sudo dnf copr remove che/mesa

E por fim, para remover todos os softwares que haviam sido instalados a partir do repositório recém removido, basta rodar o comando a seguir:

sudo dnf distro-sync

Obs.: Os repositórios copr assim como os PPAs são repositórios que podem ser criados e mantidos por qualquer pessoa que tenha o conhecimento necessário para fazê-lo. Tanto nós do Diolinux, quanto a equipe do próprio Fedora não podemos garantir a segurança ou o funcionamento de qualquer copr. Use por sua conta e risco!

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Como instalar as fontes da Microsoft no Fedora

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sexta-feira, 17 de janeiro de 2020

As fontes da Microsoft são bem populares, e inclusive algumas delas como Arial e Times New Roman podem ser necessárias no caso de realização de um TCC. Já ensinamos aqui no blog como instalá-las no Ubuntu, Linux Mint e variados, e hoje iremos te ensinar a instalá-las no Fedora com um simples comando.

instalar-fontes-microsoft-fedora

O Fedora possui a filosofia de apenas ter conteúdo de código aberto em seus repositórios, e por isso as fontes da Microsoft não estão disponíveis por lá, sendo necessário instalar um pacote rpm para utilizá-las. 

Este pacote instala as seguintes fontes:

  • Andale;
  • Arial;
  • Calibri;
  • Cambria;
  • Candara;
  • Consolas;
  • Constantia;
  • Corbel;
  • Comic Sans;
  • Courier New;
  • Georgia;
  • Impact;
  • Times New Roman;
  • Trebuchet;
  • Verdana;
  • Webdings.

Para instalá-las, basta abrir o terminal e inserir o seguinte comando:

sudo dnf install https://downloads.sourceforge.net/project/mscorefonts2/rpms/msttcore-fonts-installer-2.6-1.noarch.rpm

O que este comando faz, basicamente, é realizar o download do pacote de fontes e instalá-lo automaticamente. Simples, não é?

Eu sempre instalo este pacote principalmente pela fonte Arial, que é muito utilizada não só em documentos, mas em websites também. 

Se você tiver alguma dúvida sobre tecnologia, ou quiser compartilhar conhecimento com a comunidade, o Diolinux Plus é o espaço ideal para isso. Vem fazer parte da nossa comunidade!

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Fedora 32 poderá ter uma melhor compatibilidade via Wine através do Mono 6.6

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terça-feira, 14 de janeiro de 2020

O Fedora 32 poderá trazer a versão 6.6 do Mono, software responsável por interpretar comandos que aplicações rodando sobre o Wine fazem para o Microsoft .NET Framework.

fedora-32-tera-melhor-compatibilidade-via-wine-com-o-mono-6.6

O Fedora 32, que deverá ser lançado no dia 21/04/2020 estava programado para sair com a versão 5.5 do Mono, mas segundo os desenvolvedores do projeto há uma grande possibilidade de que seja possível incluir a versão 6.6 do software até a data de lançamento prevista para o Fedora 32.

Trazer o Mono em uma versão mais atualizada tornará possível trazer os últimos recursos do .NET Framework para a distro. A versão 6.6 do Mono foi lançada em Dezembro/2019 e traz um suporte melhorado ao WebAssembly, melhor compatibilidade com o CoreFX, entre outras melhorias.

Considerando que já estamos relativamente próximos à data de lançamento, não é garantido que as implementações necessárias para a inclusão do Mono na versão 6.6 sejam feitas a tempo, mas a equipe não medirá esforços para cumprir o objetivo.

Por que é importante?


Você que já instalou algum jogo ou qualquer outro software no Linux através do Lutris ou PlayOnLinux provavelmente já se deparou com uma caixa de diálogo solicitando permissão para instalar o Mono em meio ao processo de instalação. Isso é porque o Mono trabalha em conjunto com o Wine para fornecer suporte a aplicações que tem como dependência o .NET Framework da Microsoft. 

Sem o Mono simplesmente não seria possível que esse número massivo de softwares fossem funcionais através do Wine. Falando em Wine, é claro que isso também inclui um número enorme de jogos que rodam através da Steam Play/Proton.

A compatibilidade de jogos com as distribuições Linux, sejam nativos ou através de camadas de compatibilidade, tem crescido de forma muito rápida nos últimos anos, e uma simples atualização de softwares como o Wine, Proton, DXVK e até o próprio Mono pode ser o ponto no qual o jogo preferido de alguém passa a funcionar de forma satisfatória na plataforma.

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Fonte: Phoronix

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Instale a última versão do Mesa Driver no Fedora, Ubuntu e derivados

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terça-feira, 24 de dezembro de 2019

Manter o Mesa Driver em uma versão mais atualizada pode dar ao usuário acesso a novas funcionalidades, melhor compatibilidade, e em alguns casos até melhorias de desempenho em jogos e aplicações 3D, o que pode ser um excelente negócio, especialmente para usuários de GPUs AMD, e APUs Intel.


Por possuírem lançamentos fixos (point release) e um grande foco em estabilidade, distribuições como o Linux Mint, as versões LTS do Ubuntu, e outras distros que são baseadas nela, com o tempo acabam ficando com certos softwares em versões relativamente antigas. Para contornar tal característica nessas distros é bastante comum utilizarmos os PPAs (Personal Packages Archives), que como o próprio nome já diz são repositórios pessoais nos quais qualquer usuário com o devido conhecimento pode manter e distribuir pacotes próprios ou de terceiros.

A versão mais atual do Ubuntu, a 19.10, bem como o Fedora 31 fazem uso do Mesa Driver na versão 19.2. Já a versão 18.04 LTS do Ubuntu está utilizando o Mesa 18.0, e o Linux Mint 19.3 utiliza o Mesa Driver 19.0. Todavia, a versão estável mais recente do Mesa atualmente é a 19.3, que não está presente em nenhuma dessas distros, e pode ser uma versão muito interessante para usuários de chips gráficos Intel e AMD.

O Mesa Driver 19.3 trouxe melhorias de compatibilidade importantes para proprietários de GPUs Navi da AMD, e CPUs Intel da microarquitetura “Tiger Lake”. Essa também é a primeira versão a trazer por padrão o compilador de shaders ACO, desenvolvido pela Valve, e também o software de monitoramento de hardware em jogos, o Mesa Vulkan Overlay. Já cobrimos todas essas novidades e várias outras no post de lançamento do Mesa Driver 19.3.

Agora mostrarei a vocês como manter os drivers atualizados no Ubuntu, derivados do Ubuntu e Fedora. Para o Ubuntu e derivados temos três PPAs diferentes que podemos utilizar. São eles o Padoka nas versões de teste e estável, e também o Oibaf PPA. Já para o Fedora 31 utilizaremos um repositório copr, que de forma simplificada, são como os PPAs, só que para o Fedora.

Como instalar no Ubuntu e derivados?


Caso você esteja utilizando o Elementary OS, antes de adicionar qualquer PPA será necessário instalar o pacote “software-properties-common”, o que pode ser feito com o comando abaixo:

sudo apt install software-properties-common

Padoka Stable


A versão estável do PPA do Padoka, que atualmente conta com o mesa na versão 19.0, é uma excelente escolha especialmente para usuários da versão LTS do Ubuntu que não querem se arriscar em instalar uma versão de testes. O “Padoka Stable” também é o PPA recomendado pela Valve na Wiki oficial do Proton. Para instalar o “Padoka Stable” simplesmente copie e cole o comando abaixo no seu terminal:

sudo apt-add-repository ppa:paulo-miguel-dias/pkppa -y && sudo apt update && sudo apt upgrade -y

Para o KDE Neon o comando é o seguinte:

sudo apt-add-repository ppa:paulo-miguel-dias/pkppa -y && pkcon update

Padoka Unstable


A versão “Unstable” do PPA do Padoka conta com o Mesa na versão 20.0, e é compatível com as versões 18.04 LTS e 19.10 do Ubuntu, bem como com as distros derivadas dessas versões. Essa é a versão mais atualizada do Mesa Driver disponível atualmente, e conta com todas as mais recentes novidades implementadas pelos desenvolvedores. Todavia, essa também é uma versão de testes, e não é recomendado o seu uso caso você esteja procurando por estabilidade. É perfeitamente possível que você jamais tenha qualquer problema ao utilizar tal versão, que inclusive é a que eu utilizo. Mas como o próprio nome já diz, é uma versão “Unstable”. Então use por sua conta e risco.

Para instalar o “Padoka Unstable” simplesmente copie e cole o comando abaixo no seu terminal:

sudo apt-add-repository ppa:paulo-miguel-dias/mesa -y && sudo apt update && sudo apt upgrade -y

Para o KDE Neon o comando é o seguinte:

sudo apt-add-repository ppa:paulo-miguel-dias/mesa -y && pkcon update

Oibaf PPA


O Oibaf PPA é o repositório no qual o “Padoka Unstable” é baseado, e também traz a versão mais recente do Mesa Driver, que atualmente é a 20.0. Por ser uma versão “unstable”, todas os avisos citados anteriormente sobre o “Padoka Unstable” também se aplicam ao Oibaf PPA. Como diferencial, o Oibaf é compatível com um número maior de versões do Ubuntu, sendo elas a 18.04, 18.10, 19.04 e 19.10.

Para instalar o “Oibaf PPA” simplesmente copie e cole o comando abaixo no seu terminal:

sudo apt-add-repository ppa:oibaf/graphics-drivers -y && sudo apt update && sudo apt upgrade -y

Para o KDE Neon o comando é o seguinte:

sudo apt-add-repository ppa:oibaf/graphics-drivers -y && pkcon update

Como instalar no Fedora 31?


No Fedora 31 utilizaremos o repositório “che/mesa”, que também conta com o Mesa Driver na versão 20.0. Sendo assim, todas os avisos citados anteriormente sobre o “Padoka Unstable” e o “Oibaf PPA” também se aplicam ao “che/mesa”.

Para atualizar o Mesa Driver para a versão 20.0 através do “che/mesa”, primeiro abra o editor de texto da sua preferência em modo de superusuário. Para fazê-lo, abra o terminal e digite “sudo NomeDoEditorDeTexto”. Por exemplo, se você estiver utilizando o GNOME Shell, o editor de texto padrão é o Gedit. Nesse caso, o comando é “sudo gedit”.

Feito isso, acesse a página oficial do repositório che/mesa, e conforme mostrado na imagem abaixo copie o conteúdo da primeira caixa de texto, cole dentro do editor de texto que você abriu como “root”, e salve o arquivo no diretório “/etc/yum.repos.d/” com o nome de “che-llvm.repo”.

Por fim, novamente abra o editor de texto em modo “root”, cole dentro dele o conteúdo da segunda caixa de texto, e salve no mesmo diretório “/etc/yum.repos.d/” com o nome de “che-mesa.repo".

Agora é só atualizar o seu sistema através da loja de aplicativos, ou com o comando abaixo:

sudo dnf update -y

Pronto! Após ter atualizado o Mesa Driver através do procedimento de sua preferência, é só reiniciar o sistema e aproveitar as novas funcionalidades. Mas lembre-se: se você não está tendo problemas, e não está precisando de nenhuma das novas funcionalidades, a melhor escolha é sempre manter a versão que está instalada no seu sistema por padrão. Como diz o ditado: “Em time que está ganhando não se mexe”.

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Isso é tudo, e FELIZ NATAL! 🎄🎅😃


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GNOME 3.36 vai trazer melhoras na trocas de GPUs em notebooks híbridos

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sábado, 14 de dezembro de 2019

2019 foi realmente um ano bem positivo para os usuários de notebooks híbridos, equipamentos esses que possuem duas placas de vídeo, uma do processador (iGPU) geralmente sendo da Intel e uma dedicada (dGPU) que em sua maioria é da NVIDIA.

GNOME 3.36 vai trazer melhoras na trocas de GPUs em notebooks híbridos






Primeiro começou com a notícia de que o Ubuntu 19.04 lhe daria a possibilidade de instalar o driver da NVIDIA já na formatação, baixando o driver e instalando ele. Depois veio que o Ubuntu 19.10 viria com o driver já incluso na ISO, assim facilitando a instalação offline. Por último, foi o Ubuntu 18.04.3 LTS incluindo os drivers também.

Depois, vimos a NVIDIA disponibilizar uma gama muito grande da sua documentação e assim facilitando a vida dos desenvolvedores do driver open source Nouveau. A matéria completa sobre esse marco, você pode conferir aqui.

Logo em seguida os desenvolvedores da NVIDIA trabalharam em cima do PRIME, tecnologia essa que permite o usuário usar a dGPU NVIDIA somente em alguns casos, como nos jogos, programas de renderização, no OBS Studio e por aí vai. Também fizemos uma cobertura “chuchu beleza” e você pode conferir através deste link.

Há 5 dias, segunda-feira dia 9 de dezembro de 2019, a NVIDIA lançou em seu site, que na GPU Technology Conference 2020 ela vai participar de uma palestra sobre “Open Source, Linux Kernel, and NVIDIA”, apresentada pelo principal engenheiro de software da NVIDIA, John Hubbard. A matéria completa você pode conferir aqui.

Agora, nos 40 minutos do 2º Tempo, mais uma ótima notícia vem para os usuários de notebooks híbridos, e vem do pessoal do Gnome. O desenvolvedor Bastien Nocera fez um post em seu blog, sobre as melhorias e novidades que virão no Gnome 3.36 e no Linux Fedora, para quem precisa fazer o “switching” (troca) entre as GPUs. 

Ele comenta que a possibilidade de clicar com o botão direito em cima de algum programa e mandar rodar com a dGPU já existia mas não funcionava com o driver proprietário da NVIDIA. Isso está prestes a mudar. Segundo Bastien, a solução que existia e feita por ele, tinha muitos erros no código de detecção, o switcheroo-control.




Segundo ele, o erro se dava porque para fazer essa troca, era necessário usar o vga_switcheroo no kernel, e o driver da NVIDIA não tinha. Além disso, o Gnome Shell esperava o conjunto do Mesa OpenGL, aí não conseguia dar certo.

Mas agora ele atualizou o código e vai ser possível usar a dGPU com os drivers proprietários da NVIDIA com todas as variáveis necessárias para que se possa abrir o app com a GPU dedicada.

Para o pessoal do KDE, ele recomenda que usem a API D-Bus para fazer a implementação. O post você pode conferir aqui.

Isso me deixa extremamente animado para o ano de 2020, pois pelos indícios que estamos acompanhando, será um ano muito bom para o pessoal das híbridas (eu estou incluso nisso 😁✌) em que finalmente poderemos sair do calvário 😁😂, e também será interessante para quem quiser jogar, porque além dos drivers, o Ubuntu e mais algumas distros vão começar a entregar o gamemode da Feral Interactive já embutido, vide o caso do ZorinOS 15.1. Isso é muito animador. 

Este artigo não acaba aqui, continue trocando uma ideia lá no nosso fórum. Espero você até a próxima, um forte abraço.



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Fedora não impedirá softwares proprietários de serem exibidos nos banners da GNOME Software

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sexta-feira, 29 de novembro de 2019

A equipe de desenvolvimento do Fedora Workstation recebeu reports sobre o fato da GNOME Software estar fazendo recomendações de softwares proprietários em forma de banners, quando segundo o autor do “issue report”, a mesma deveria fazer tais sugestões apenas quando se tratar de software livre.

fedora-não-impedirá-softwares-proprietarios-de-serem-exibidos-nos-banners-da-gnome-software

Quando se trata de licenças de software, acredito que no mundo Linux existam três tipos de usuários. Têm aqueles que defendem o software livre, os que defendem o software proprietário, e por fim aqueles que não ligam ou nem sabem o que exatamente é uma licença de software.

Caso você seja uma dessas pessoas que não sabe ao certo o que são essas licenças, é muito importante que leiam este artigo sobre o assunto, para que possam tirar um melhor proveito do conteúdo aqui noticiado.

O vídeo abaixo também é uma boa pedida, para que você possa entender melhor as diferenças entre software livre e open source.


Agora que todos estão bem contextualizados sobre softwares e as suas licenças, vamos aos fatos.

Há alguns dias atrás foi aberta uma “issue report” sugerindo aos desenvolvedores do Fedora Workstation que façam modificações na forma como a GNOME Software exibe e trabalha com os softwares de licença proprietária presentes na loja. Confira a seguir (em tradução livre) o trecho da issue report no qual as modificações são sugeridas:

Na minha opinião, nós precisamos de algum tipo de filtro. Mesmo em casos nos quais o usuário tenha ativado o Flathub, ou quaisquer outros repositórios de terceiros que contém softwares proprietários, isso não significa que este usuário tenha tido a intenção de ativar também as recomendações (sejam elas via banner ou através da busca) por software proprietário. Penso que todos os softwares de licença proprietária deveriam ser exibidos em uma categoria à parte na interface da GNOME Software. Não para dificultar o uso de software proprietário por parte dos usuários, mas para deixar claro que eles intencionalmente optaram por utilizá-los.

banner-do-spotify-na-gnome-software

Conforme foi observado no conteúdo do “issue report” acima, é importante deixar claro que nenhum software proprietário está incluso nos repositórios ativados por padrão no Fedora Workstation. Para ter acesso a aplicações proprietárias através da GNOME Software nesta distro, é necessário que o usuário ative manualmente os repositórios que contêm este tipo de software. Dito isso, caso nenhum repositório contendo softwares proprietários tenha sido ativado pelo usuário, nenhum destes será exibido nos banners da loja de aplicativos.

Também foi sugerido que o Fedora desenvolvesse o seu próprio filtro que selecionasse quais softwares podem ou não aparecer nos banners da GNOME Software, evitando assim que softwares proprietários pudessem ser promovidos, mesmo que hajam repositórios de terceiros ativados no sistema.

Este “problema”, dito entre aspas, pois não é considerado como tal por muitos usuários, nem tampouco é um mal funcionamento, não está restrito apenas ao Fedora. Softwares proprietários podem ser exibidos em banners dentro da GNOME Software em qualquer outra distribuição que possua repositórios ativados que contendo tais softwares.

Por fim, a equipe de desenvolvimento do Fedora Workstation considerou válido o que foi apresentado pelo autor da “issue”, porém, no momento nenhuma atitude será tomada para modificar o comportamento da GNOME Software em relação ao assunto.

Eu, Jedielson, não tenho nada contra softwares proprietários, inclusive faço uso de vários, mas concordo com a ideia de evitar que tais softwares sejam exibidos como banners dentro das lojas de aplicativos. Softwares proprietários, em sua grande parte pertencem a grandes empresas, que são perfeitamente capazes de fazer uma boa divulgação dos mesmos. Por outro lado, existem muitos softwares livres de excelente qualidade, desenvolvidos por “pessoas comuns” que não ganham nenhum dinheiro através do software, ou de serviços à ele ligados, e precisam muito mais da visibilidade que tais banners proporcionam. Lembrando que essa é a minha opinião pessoal, e não do Diolinux como um todo.

Agora eu quero saber qual é a sua opinião sobre o assunto. Na sua concepção, esses banners deveriam ser reservados apenas para softwares livres, ou é melhor que continue da forma que está, e todo e qualquer software possa ser exibido nos mesmos? Diga-nos a sua opinião nos comentários! 😁

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