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Fedora está se despedindo da arquitetura de 32 bits

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quinta-feira, 10 de outubro de 2019

Há pouco tempo atrás, um anúncio polêmico da Canonical fez com que usuários se manifestassem contra o não suporte à arquitetura de 32 bits no Ubuntu. Agora chegou a vez do Fedora fazer o mesmo anúncio para às suas próximas versões.


À partir da versão 31, o Fedora não mais suportará o Kernel de 32 bits, consequentemente, também não haverá mais imagens de 32 bits do sistema disponíveis para download. Esta mudança fará com que os pouquíssimos hardwares remanescentes sem suporte a 64 bits deixem de funcionar com o sistema. Todavia, é importante ressaltar que o Fedora continuará mantendo pacotes de 32 bits nos seus repositórios, muitos dos seus softwares i686 continuarão funcionando no sistema.

Desde a versão 27, o suporte a arquitetura de 32 bits no Fedora vem sendo mantido pela comunidade, infelizmente, não existe mais um número suficiente de membros da comunidade dispostos a trabalhar para manter a arquitetura. O quê está resultando na descontinuação do suporte a mesma.

Porém, a não ser que você utilize um hardware muito antigo que não funciona com sistemas de 64 bits, não há muitos motivos para preocupação. O suporte a 32 bits não será abandonado por completo. Apenas o Kernel e as imagens de instalação i686 deixarão de ser mantidas. Muitos pacotes de 32 bits continuarão sendo suportados pelo sistema, o que assegurará o funcionamento de softwares, como por exemplo o Wine e a Steam.

Quem estiver utilizando o Fedora 30 na versão de 32 bits, continuará recebendo updates até Maio ou Junho de 2020. À partir dessa data, se você pretende continuar utilizando o Fedora, terá que reinstalar o sistema na sua versão atual de 64 bits, ou então fazer upgrade para um hardware que suporte 64 bits.

Para aqueles que estiverem utilizando o Fedora em servidores antigos com suporte a apenas 32 bits, o mais indicado é uma atualização de hardware. Geralmente o baixo consumo de energia de hardwares mais novos, acabam compensando pelo valor investido. Caso atualizar o hardware não seja uma opção, o CentOS 7 possui uma imagem de 32 bits com um tempo mais longo de suporte.

Se você pretende continuar utilizando uma versão antiga do Fedora, com suporte a 32 bits, saiba que é algo que o pessoal do Fedora e, nós do Diolinux também, fortemente contra indicamos. Dia e noite existem pessoas mal intencionadas trabalhando em códigos maliciosos a fim de explorar vulnerabilidades em sistemas operacionais. Se você estiver utilizando um sistema novo e atualizado, significa que existem profissionais trabalhando para corrigir possíveis brechas e manter a segurança dos usuários. Por outro lado, usuários em sistemas antigos, que não possuem mais atualizações de segurança são presas fáceis para essas pessoas mal intencionadas. 

Penso que o fim do suporte ao 32 bits é o caminho natural da tecnologia, ainda acho que o Fedora está fazendo isso da maneira correta. O suporte não está sendo abandonado por completo. Dessa forma, o tempo e recursos que antes eram investidos no que está perdendo o suporte, agora poderão ser investidos em coisas mais importantes. Ao mesmo tempo, ao continuar mantendo uma grande parte dos pacotes, como aqueles necessários para o funcionamento do Wine e Steam, os usuários também não ficam “na mão”.

O quê você pensa sobre o rumo que as distros estão tomando em relação ao abandono da arquitetura de 32 bits? E o que você acha sobre a forma com que o Fedora está fazendo isso? Conte-nos nos comentários.

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Mais novidades estão chegando no GNOME 3.34 e Fedora 31

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quinta-feira, 26 de setembro de 2019

Apesar de não ser uma das distros que as pessoas costumam indicar para usuários iniciantes, o Fedora é uma das distribuições Linux mais importantes atualmente. Mantido pela “toda poderosa” Red Hat. O Fedora é a versão focada no usuário comum do tradicional sistema operacional para servidores, o Red Hat Enterprise Linux.

novidades-chegando-no-fedora31-e-gnome3.34

No último dia 17 de Setembro, foi disponibilizada a versão Beta do Fedora 31. Além da tão esperada versão 3.34 do GNOME, a mais nova versão do Fedora, que deverá ser lançada no final de Outubro, está chegando com uma lista de melhorias e novidades “de tirar o chapéu”.

• Aprimoramentos no GameMode


Se você não sabe o que é o GameMode, já postamos dois artigos sobre o assunto aqui no blog. Que você pode conferir aqui e aqui.

Uma das principais melhorias feitas no GameMode nesta versão, está relacionada a como o usuário pode saber se a aplicação está rodando ou não. Atualmente a única forma de saber se o GameMode está rodando é através de comandos no terminal. Considerando que o GameMode é algo pensado para todos os usuários, e não apenas aos mais avançados, isso realmente era um problema.

A saída foi desenvolver uma extensão para o GNOME Shell que indicasse, através de um ícone na bandeja do sistema (O quê é bem curioso, considerando que o GNOME removeu essa funcionalidade por padrão.) se o GameMode está rodando, ou não. Além do ícone na bandeja, aparecerá também uma notificação toda vez que o status do GameMode mudar.

O GameMode já vem instalado por padrão no Fedora. Em outras distribuições, você precisa da aplicação na versão 1.4 ou superior para que a extensão funcione.

extensão-gamemode-gnome

• Implementações no Wayland.


Em conjunto com o GNOME, o Fedora também é a principal distro a entregar o Wayland por padrão. O Fedora 31 trará a possibilidade de utilizar o “XWayland on demand”.

O XWayland é um recurso do Wayland que permite o funcionamento de aplicativos compatíveis apenas com o X.org. Atualmente o XWayland é executado automaticamente ao iniciar a sessão, e permanece continuamente rodando em background. Assim permitindo que uma aplicação compatível apenas com X.org possa ser iniciada a qualquer momento.

O “XWayland on demand”, como o próprio nome já sugere, funcionará sob demanda, e rodará apenas quando uma aplicação que precisa do X11 para funcionar for iniciada.

A funcionalidade estará disponível tanto no Fedora 31, quanto em qualquer outra distro com a versão 3.34 do GNOME. Porém, ainda não virá ativada por padrão em nenhuma delas. O “XWayland on demand” ainda está em fase experimental e possui alguns bugs que precisam ser corrigidos. Como, por exemplo, o PulseAudio acidentalmente iniciando o Xwayland. Mesmo assim, para aqueles que gostam de testar coisas novas e estão dispostos a ajudar a comunidade reportando bugs, o “XWayland on demand” poderá ser ativado no Gnome 3.34 através do comando abaixo:

gsettings set org.gnome.mutter experimental-features "[...,'autostart-xwayland']"

No Fedora 31, o Wayland continuará não sendo a opção padrão para usuários com o driver proprietário da Nvidia instalado. A razão para isso é a incompatibilidade do driver em questão, com a aceleração por hardware via XWayland. Como consequência disso, muitas aplicações que dependem de tal funcionalidade, como jogos, poderão utilizar apenas aceleração por software. Tornando o uso de tais aplicações praticamente impossível.

Solucionar esse problema não é algo que possa ser feito pela comunidade sozinha. A Nvidia também precisa fazer a sua parte, já que se trata do seu driver proprietário e de código fechado. A Nvidia já informou que está trabalhando em compatibilizar o seu driver com o XWayland, todavia ainda não divulgou datas ou prazos.

• Aprimoramentos no QtGNOME.


Foram feitos aprimoramentos para assegurar que aplicações Qt se integrem da melhor forma possível ao ambiente GNOME do Fedora Workstation. As versões em Qt dos temas “Adwaita” foram atualizadas de acordo com as versões originais em GTK. Tendo também a versão dark do Adwaita completamente funcional em aplicações Qt.

Abaixo você vê uma imagem da aplicação “Okular” sem (janela de trás), e com (janela da frente) a utilização do QtGNOME.

okular-no-gnome-com-qtgnome

• Implementações de firmware


Implementações muito importantes estão sendo feitas no LVFS (Gerenciador de instalação e atualização de firmwares. Desenvolvido pelo mantenedor do GNOME, Richard Hughes). Além do “GNOME Firmware”, aplicação sobre a qual falamos recentemente aqui no blog. Vários fabricantes de hardware e periféricos estão se juntando à comunidade. Entre eles, podemos destacar a Acer, que está disposta a compatibilizar mais do seu hardware com o LVFS.

• OpenH264 aprimorado


Uma versão bastante aprimorada do OpenH264 (versão Open Source do formato de compressão de vídeos H.264) estará disponível para os usuários no Fedora 31. Esta nova versão inclui suporte aos mais avançados perfis do H.264, que estão presentes na grande maioria dos vídeos disponíveis na internet e até mesmo naqueles gravados pela grande maioria das câmeras e celulares atualmente.

Dessa forma, não será mais necessária a instalação de repositórios de terceiros para poder utilizar o software, o que é necessário agora. 

• Polimentos no GNOME Classic Mode


O GNOME Classic Mode ainda possui muitos fãs e usuários. E um grupo deles foi consultado sobre quais ajustes poderiam ser feitos a fim de melhorar a experiência de uso. A maior parte das modificações consistiu em remover algumas funcionalidades do GNOME 3 que não condizem com o ambiente do GNOME Classic. Como os “hot corners”, e o modo “overview”. Também foi adicionada a possibilidade de gerenciar a sessão pelo canto inferior esquerdo da tela.

gnomeclassic-no-fedora30
GNOME Classic no Fedora 30

• Melhor suporte para usuários não falantes de Inglês


Nas versões anteriores do GNOME, como no Fedora 30, ao selecionar um idioma durante a instalação, todos os pacotes necessários para a aplicação daquele idioma no sistema eram instalados. Porém, ao selecionar um novo idioma nas configurações do sistema, alguns pacotes precisavam ser instalados via linha de comando. No Fedora 31, se você selecionar um novo idioma no GNOME Control Center, todos os pacotes necessários deverão ser instalados automaticamente.

• Performance aprimorada


Muito trabalho foi feito para que a performance geral do GNOME fosse aprimorada. Equipes do GNOME Shell e da Red Hat têm trabalhado juntos com o mesmo objetivo, porém, em áreas separadas. Enquanto as equipes do GNOME Shell tem trabalhado em resolver os problemas de performance mais urgentes e com menores proporções, os engenheiros da Red Hat tem trabalhado nas mudanças a longo prazo e de maiores proporções.

Veja aqui o post original (em inglês) com a lista completa de melhorias e implementações chegando ao GNOME 3.34 e Fedora 31.

O quê você acha das melhorias que estão chegando no GNOME e Fedora? Você acha que eles realmente estão dando atenção para as coisas mais importantes, ou pensa que algo importante foi deixado de lado? Deixe a sua opinião nos comentários.

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CentOS Stream é o mais novo membro da família Red Hat

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quarta-feira, 25 de setembro de 2019

Há cinco anos, a Red Hat e o Projeto CentOS fecharam uma parceria para o desenvolvimento de inovações Linux de última geração no mercado de TI Corporativo.

CentOS Stream é o mais novo membro da família Red Hat





Nesse meio tempo, o modelo de código aberto veio ganhando terreno e prosperado,  com Linux containers, Kubernetes, microservices, serverless e etc. Com o ritmo acelerado das inovações, a Red Hat e o Projeto CentOS estão introduzido uma nova versão do sistema operacional, o CentOS Stream.

No comunicado no blog oficial da Red Hat, o CTO Chris Wright, comenta que a nova “distro” é voltada para desenvolvedores que queiram ajudar no ecossistema. O CentOS Stream vai ser baseado no CentOS 8. Ainda complementou:

“O projeto CentOS Stream fica entre o Fedora e o RHEL no processo de Desenvolvimento, fornecendo uma "rolling preview" dos futuros kernels e recursos do RHEL. Isso permite que os desenvolvedores fiquem um ou dois passos à frente do que está chegando no RHEL, o que anteriormente não era possível nas versões tradicionais do CentOS. O CentOS Stream se relaciona melhor com o ISV, IHV e outros desenvolvedores de ecossistema para  sistemas operacionais do Projeto Fedora, encurtando assim o ciclo de feedback e facilitando a comunicação com todas as vozes na criação das próximas versões do RHEL.”

Com isso, o Fedora ainda continua sendo o bleeding edge release da Red Hat, que dará base para as futuras versões do RHEL, com o CentOS Stream trabalhando em conjunto, assim desempenhando um importante papel na construção da próxima geração do RHEL. O CentOS “normal” vai continuar normalmente, sendo recomendado se você precisar de um sistema estável e com semelhanças ao RHEL, mas se você precisar de um sistema para desenvolvimento e afins, o CentOS Stream é para você.

Se você se interessou no CentOS Stream, pode baixá-lo acessando aqui.

Este artigo não acaba aqui, continue trocando uma ideia lá no nosso fórum.

Espero você até a próxima, um forte abraço.
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Quem vê cara não vê coração - Design nas distros Linux

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segunda-feira, 23 de setembro de 2019

O post de hoje é um daqueles em que dou minha opinião ou determinado ponto de vista sobre um assunto em específico. Estava criando uma capa para uma matéria aqui do blog, e o fatídico ditado popular veio em minha mente. “Quem vê cara não vê coração”. Mas será que isso pode ser aplicado no Linux e suas diversas distribuições?

design-ux-visual-app-programa-sfotware-livre-open-source-linux-ubuntu-mint-deepin-fedora-endless-manjaro-cinnamon-kde-gnome-dde-xfce-mate-mx

Inevitavelmente o que atrai o peixe para o anzol é a isca, contudo a "pobre vitima" vislumbra de longe a suculenta refeição, e “morre pela boca”. Digamos que, de certa forma o mesmo ocorre com o usuário comum. Sei que Linux tem diversas utilidades e domina setores, como servidores, IoT, etc. Irei focar no uso doméstico, no usuário comum e seu desktop/laptop.

“Buniteza e só isso” (eu sei que a palavra está errada)


Não é de hoje que projetos, como o Diolinux, O Cara do TI e até mesmo OSistemático, pontuam que falta mais marketing no Linux, focado no usuário doméstico. Outro ponto é o cuidado com os detalhes e apelo visual. Atualmente as distribuições Linux mantém uma consistência de design razoável, e algumas encantam à primeira vista. Contudo, outras afastam com seu visual retrógrado e com cara de “Windows 95”. Não me levem a mal, mas sinto muito por quem acha isso bonito.

Sistemas com um visual atraente, mesmo que muitos não sejam de meu agrado, são em primeiro momento a porta de entrada para usuários. Windows 10, macOS, Fedora, Elementary OS, Deepin, Endless OS, entre outros. Possuem características e uma lógica em sua composição visual, coisa que nem todo sistema que pretende ser uma opção viável ao usuário comum tem. No entanto, o aspecto da aparência é importante. Afinal, ele é o que atrai as massas.

Não sei você, mas já passei por situações em que um sistema ou programa era apenas “bonito”, enquanto um “feinho” supria de melhor maneira o que era proposto a fazer. Mesmo no presente, existem muitas distros e programas feios, horrorosos, mas que cumprem sua função. Alguns não são nada intuitivos, entretanto com perseverança “são domáveis”. 

Ser atraente conquista maiores números inicialmente, todavia manter esse público não é garantido. Enquanto, sistemas e programas feios, podem ser subestimados e nunca experimentados pelas massas. Geralmente quem usa uma solução assim, ou já conhecia (quem sabe recebeu uma indicação), ou foi um dos poucos que “topou o desafio”.

“Sou feio, mas entrego o combinado”


Conforme mencionei anteriormente, ser atraente não garante ou fideliza um usuário em questão. Obviamente, que muitos continuarão apenas pelas aparências, confesso que já fiz isso inúmeras vezes (ter TOC não é fácil 😁️😁️😁️), mas até quando?

A um tempo atrás apresentei algumas distribuições para clientes, enfatizei algumas que não tinham um design tão atrativo, porém o visual fala mais alto. Só que sou teimoso, persistia um pouco mais e eles acabavam topando testar o que indiquei fervorosamente. Alguns permaneciam, outros voltavam e testavam a opção mais atraente, entretanto pude perceber que mesmo o “mais feio” entregando o combinado, o bonito na maioria das vezes ganhava.

Inúmeras vezes as soluções eram mais eficazes, mas o design fala mais alto. É curioso acompanhar a reação e ver que de fato, somos uma espécie atraída pelo visual. Utilizar softwares e sistemas “desprovidos de beleza” e um bom conceito de design, não é uma regra, e quanto menos conhecimento ou expertise possui uma pessoa em determinada área, a beleza irá se sobressair, pois “quem vê cara não vê coração”.

Conclusão 


A comunidade é composta por mais programadores do que designers, ótimos softwares existem aos montes, apesar disso seu visual ou planejamento não é pensado na utilização de um completo leigo. Isso diminui o alcance, limitando a um perfil específico, conquanto muitas pessoas poderiam ser atraídas, mas por não chamar essa atenção (seja numa simples logo, ícone ou visual mesmo) perdem a chance de crescerem ainda mais. 

Precisamos de mais designers, mais marketing, mais desenvolvedores focados na simplicidade e eficiência. Fico feliz que vários projetos pensam assim, e criam soluções bonitas e extremamente funcionais. O mundo Linux, depois de muitos anos, enfim tem distribuições e profissionais que além de doar seu tempo e esforço, despertaram que “saber se vender” atrai mais olhares.

Participe de nosso fórum Diolinux Plus, e fique ligado nas novidades.

Diga nos comentários se já passou por alguma experiência semelhante a essa, ou se ficou surpreso com um software, ou sistema (mesmo que ele não seja atraente). Também fale sobre experiências positivas, pois sei que tem muito software bonito e eficiente.

Até o próximo post, que estou feliz da vida por utilizar apps bonitos e funcionais, SISTEMATICAMENTE! 😎
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Como instalar o Warsaw para acessar o seu Internet Banking no Linux

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sexta-feira, 20 de setembro de 2019

Internet Banking hoje em dia é muito mais do que uma mera comodidade. Vivemos uma época onde tudo acontece cada vez mais rápido. Quanto mais agilidade tivermos em realizar as nossas tarefas, mais conseguiremos produzir em um menor tempo. Em contrapartida, os nossos dias e prazos estão cada vez mais curtos. Parece que estamos correndo em uma esteira, e toda a agilidade e tempo do mundo jamais serão o suficiente.

como-instalar-o-warsaw-para-acessar-o-seu-internet-banking-no-linux-

Quando o Internet Banking começou a surgir, muitas pessoas passaram a utilizar o serviço por mera comodidade. Simplesmente por não precisar sair do conforto das suas casas para enfrentar filas em bancos. Porém, as correrias da vida, fizeram com que, ao passar do tempo, esse tipo de serviço se tornasse algo indispensável e de extrema necessidade. Tornando-se uma engrenagem vital para o bom funcionamento do cotidiano empresarial, até mesmo o doméstico.

Muitas das distribuições Linux tem como principal foco o usuário comum, sendo o “porto seguro” no quesito “sistema operacional”, para que as pessoas possam tanto se divertir quanto trabalhar através do sistema. Para atingir tal objetivo, permitir que as pessoas tenham acesso a um serviço tão importante como o Internet Banking é imprescindível.

Todavia, como já comentamos muitas vezes aqui neste blog, se tem algo que a grande maioria das distribuições Linux ainda não conseguem fazer com sucesso, é marketing e divulgação. Como consequência disso, muitas vezes as pessoas têm muita dificuldade até mesmo em saber se determinada distro suporta tal funcionalidade. Ou como fazer para executar determinada tarefa.

Um grande exemplo disso é o nosso tópico principal de hoje, o Internet Banking. Muitas das principais distros suportam o serviço, e é necessário apenas algum procedimento simples para fazer uso do mesmo. Porém, por mais simples que seja esse procedimento, o usuário jamais poderá realizá-lo se não o conhecer.

Vamos agora ensinar a você como instalar o Warsaw. Um software de segurança bancário, multiplataforma, que é a “porta” que te impede ou permite acessar o Internet Banking de vários bancos.

Nesse tutorial iremos instalar o Warsaw para a Caixa Econômica Federal, que é o banco que eu utilizo. É importante deixar claro que os tutoriais abaixo foram testados apenas com o Internet Banking da Caixa. Porém, segundo relatos de usuários, este procedimento também possibilita o acesso ao Internet Banking de vários outros bancos. Então, por que não tentar? Não é?

O procedimento é um pouco diferente dependendo de qual distribuição Linux você utilize, por isso dividiremos esse tutorial em duas partes. Sendo a primeira para a “família .deb”, e a segunda para a “família .rpm”.

1) Instalação no Debian, Ubuntu, Linux Mint e derivados:


(Apenas Caixa Econômica Federal)


Acesse a página do internet banking da Caixa, digite o seu nome de usuário e clique em “Acessar”.

• Na tela seguinte, aguarde alguns segundos, e após o “loading”, clique em “Concordo”. Ao fazê-lo, iniciará o download de um arquivo “.deb”.

pagina-inicial-do-internet-banking-caixa

pagina-de-download-do-warsaw-no-site-da-caixa

Agora tudo o que você tem que fazer é fechar o navegador e instalar o arquivo “.deb”.

Para instalar arquivos no formato “.deb”, geralmente tudo o que você precisa fazer é clicar duas vezes sobre ele, e então clicar em ‘Instalar’. Caso não funcione, ou você prefira, sempre poderá efetuar a instalação via terminal, através de um procedimento igualmente simples. Veja:

 Feche todos os seus navegadores, acesse a pasta na qual você baixou o arquivo “.deb”, clique com o botão direito do mouse na área vazia do seu gestor de arquivos, e clique em “Abrir no Terminal”. No terminal que você acabou de abrir rode o seguinte comando (Lembre-se de substituir “nomedoarquivo” pelo nome do arquivo que você baixou.):

sudo dpkg -i nomedoarquivo.deb

Caso ocorra algum erro de dependências, rode o comando abaixo, e então volte a executar o comando de instalação.

sudo apt install -f

Digite a sua senha, aguarde a instalação, e pronto!

2) Instalação no OpenSUSE, Fedora, Debian, Ubuntu e derivados:


(Bancos Diversos)


Acesse o site de download do Warsaw, selecione o seu banco (no meu caso selecionei a Caixa), e clique em “Continuar

pagina-de-selecao-de-banco-para-download-do-warsaw

Agora selecione uma das distribuições Linux da lista, e aguarde o download do arquivo “.deb” ou “.rpm”.

pagina-de-download-do-warsaw
Abra a pasta na qual se encontra o arquivo que você acabou de baixar, clique com o botão direito do mouse na área vazia do seu gestor de arquivos, e clique em “Abrir no terminal”. Dentro do terminal que você acabou de abrir digite o seguinte comando de acordo com a sua distro:

OpenSUSE:

sudo zypper install nomedoarquivo.rpm

Durante a instalação poderá aparecer uma mensagem de erro, sendo solicitadas as opções: tentar novamente, cancelar ou ignorar. Escolha ignorar. Para fazê-lo, apenas pressione a tecla “i” seguida de “Enter”.

Fedora:

sudo dnf localinstall nomedoarquivo.rpm

Debian, Ubuntu, Linux Mint e derivados:

sudo dpkg -i nomedoarquivo.deb

Caso ocorra algum erro de dependências, rode o comando abaixo, e então volte a executar o comando de instalação.

sudo apt install -f

Falta apenas mais um passo! Agora, independente de qual seja o seu sistema, continue com a instalação seguindo os passos abaixo:

Reinicie o seu computador, e acesse o site de download do Warsaw novamente. Clique aonde está escrito “Clique Aqui”, conforme indicado na imagem abaixo:

pagina-de-configuracao-do-warsaw

Após alguns segundos, deverá aparecer uma mensagem como a indicada abaixo:

pagina-de-configuracao-do-warsaw-concluida

E a instalação estará completa!

À partir de agora você pode simplesmente acessar o seu Internet Banking quando quiser.

Gostaria de agradecer aos usuários do Diolinux Plusfabriciojardim” e “Xterminator” pelas dicas sobre a instalação do Warsaw no Fedora.

Você utiliza Internet Banking? Já sabia que era possível utilizá-lo em tantas distribuições Linux? Quão importante é para você ter acesso a este tipo de serviço? Conte-nos nos comentários. 😁

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Resolvendo o bug dos emojis nos navegadores no Linux

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Emojis, emoticons, carinhas… Eu sinceramente nem sei qual é o nome correto, se é que existe apenas um. Mas o fato é que eles estão por todos os lados desde que a internet é internet. Nos ajudando a expressar emoções, e de vez em quando nos fazendo dar umas boas risadas.

resolvendo-bug-dos-emojis-nos-navegadores-no-linux

Eu sou uma dessas pessoas que “volta e meia” gosta de mandar um emoji ou outro para tornar as conversas pelas redes sociais mais divertidas, informais, e de vez em quando até para sinalizar que certo comentário foi apenas uma brincadeira.

Porém, há algum tempo atrás percebi que na maioria das distros que testei utilizando algum ambiente gráfico GTK existe um bug que faz com que os emojis apareçam de uma forma completamente errada. Ao invés de aparecerem as “carinhas” amarelas, como de costume, aparecem apenas os seus contornos em linhas pretas.

antes-depois-de-resolver-o-bug-dos-emojis

Assim que percebi o problema, a primeira coisa que fiz foi testar em outros navegadores, mas o problema continuou, mesmo no Google Chrome, Chromium e Firefox. Após algum tempo pesquisando consegui encontrar uma solução bastante simples, que agora irei compartilhar com vocês.

Primeiro instale um pacote de fontes da Google. Este é o pacote de fontes que contém os emojis que o seu navegador vai utilizar. Simplesmente copie e cole o comando abaixo no seu terminal, de acordo com a sua distro:

Linux Mint, Ubuntu e derivados:

sudo apt install fonts-noto-color-emoji

Manjaro, Arch Linux e derivados:

sudo pacman -S noto-fonts-emoji

Fedora:

sudo dnf install google-noto-emoji-color-fonts

Open SUSE e derivados:

sudo zypper install noto-coloremoji-fonts

Abra a sua pasta ‘Home’. Pressione a combinação de teclas “Control + H” para exibir os arquivos ocultos. Localize uma pasta chamada ‘.config’, e dentro dela crie outra pasta chamada ‘fontconfig’.

pasta-fontconfig-dentro-da-pasta-.config

Abra o terminal, copie e cole o comando abaixo, e então pressione “Enter”.

Obs.: É um comando longo, então cuidado para não esquecer de nenhum caractere na hora de copiá-lo. :)

echo -e '<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>\n<!DOCTYPE fontconfig SYSTEM "fonts.dtd">\n<fontconfig>\n  <alias>\n    <family>serif</family>\n    <prefer>\n      <family>Noto Color Emoji</family>\n    </prefer>\n  </alias>\n  <alias>\n    <family>sans-serif</family>\n    <prefer>\n      <family>Noto Color Emoji</family>\n    </prefer>\n  </alias>\n  <alias>\n    <family>monospace</family>\n    <prefer>\n      <family>Noto Color Emoji</family>\n    </prefer>\n  </alias>\n</fontconfig>' > /home/"$USER"/.config/fontconfig/fonts.conf

Feito isso, falta apenas atualizar o cache das fontes com o comando abaixo:

sudo fc-cache -f

O quê fizemos até agora já é o suficiente para resolver o problema no Chromium e Google Chrome. Caso os emojis não tenham voltado ao normal no Firefox, será necessário um passo extra.

Para resolver o bug no Firefox, de acordo com a sua distro, copie e cole o seguinte comando no seu terminal:

Linux Mint, Ubuntu e derivados:

sudo rm -r /usr/share/fonts/truetype/dejavu

Manjaro, Arch Linux e derivados:

sudo rm /usr/share/fonts/TTF/Deja*.ttf

Fedora:

sudo rm -r /usr/share/fonts/dejavu

Open SUSE e derivados:

sudo rm /usr/share/fonts/truetype/Deja*.ttf

Pronto! Agora apenas reinicie o seu navegador, e aproveite para usar os seus emojis o quanto quiser!

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Canonical faz lista com os Snaps mais populares

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Não é novidade que a Canonical, empresa responsável pelo Ubuntu, nos últimos tempos vem investindo em seu formato de empacotamento de software, Snap. Agora a empresa fez um balanço demonstrando quais são os Snaps mais populares nas principais distros.

top-list-lista-snap-popular-canonical-ubuntu-debian-centos-arch-linux-fedora-majaro

Com o intuito de observar a utilização por diferentes usuários de programas em Snap, nas mais diversas distribuições Linux. A Canonical analisou alguns números e tomou conhecimento dos cinco principais pacotes para usuários do Ubuntu, Debian, Fedora, CentOS, Arch Linux e Manjaro. Veja a seguir uma simples tabela detalhando as preferências de cada distribuição e seus usuários.

Arch Linux CentOS Debian Fedora Manjaro Ubuntu
spotify wekan spotify spotify spotify vlc
code lxd lxd vlc code spotify
skype microk8s firefox code slack skype
discord spotify nextcloud postman discord chromium
slack helm pycharm-community slack skype canonical-livepatch


Observe a tabela acima, e notará diversos apps em todas as distros analisadas. Alguns em altas posições, outros nem tanto, e casos bem específicos. Com isso a Canonical concluiu que: 

  • Amamos música, pois o Spotify está em todas as listas;
  • Queremos entrar em contato com conhecidos, seja para trabalho ou lazer. Skype ou Slack estão em 4 das 6 listas;
  • Existem distribuições que são mais usadas para trabalho, como o CentOS;
  • Snaps de navegadores web, como Chromium e Firefox, são famosos entre os usuários do formato da Canonical;
  • Usuários do Ubuntu demonstram interesse pelo recurso Livepatch.

Você pode conferir com mais detalhes as conclusões da Canonical, diretamente em seu blog. Acesse este link e confira. Caso queira sugerir algo ou dar seu feedback sobre os Snaps, acesse o fórum do Snapcraft e dê sua opinião. 

Outro detalhe interessante é ver o “ranking” dos usuários de distribuições que mais instalam um determinado pacote Snap. Tirei uma print da Snapcraft, demonstrando o uso do Discord por país e distribuição. Não existe, no momento, a possibilidade de aferir os números (uma pena).

top-list-lista-snap-popular-canonical-ubuntu-debian-centos-arch-linux-fedora-majaro-discord-snapcraft-pais-usuários-distro

Curiosamente alguns dos apps listados na tabela acima, estão instalados em meu Ubuntu. Mesmo não utilizando tantos Snaps, algumas aplicações são bem práticas em obter nesse formato. Contudo, é evidente que muita coisa deve ser aprimorada. A mentalidade de quem empacota alguns programas, também é um ponto a destacar-se. Falo especificamente do Telegram, que não oferece as acentuações comuns em nossa língua portuguesa. Afinal, falantes do inglês não são os únicos a utilizar o Telegram.

Por outro lado, as atualizações no Telegram são automáticas, não ficando para trás da versão distribuída no site. Já apps, como o Mozilla Firefox, chegam a demorar semanas depois de seu lançamento. Enfim, que o formato evolua cada vez mais (e quem mantém os pacotes também 😁️😁️😁️).

Você tem algum dos apps listados, instalados via Snap em seu sistema? Deixe sua opinião e conte sua experiência de uso com o formato.

Faça parte de nosso fórum Diolinux Plus, até o próximo post, SISTEMATICAMENTE! 😎

Fonte: Ubunlog, Canonical.
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Flatpak oficial do Mozilla Firefox pode chegar em breve

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quinta-feira, 12 de setembro de 2019

O navegador Mozilla Firefox é o navegador padrão de quase todas as distros Linux, que já vem instalado por padrão e com repositório próprio. O que pode ocasionar um atraso na hora dos updates de uma versão para outra, mas isso pode estar com os “dias contados”.


Flatpak oficial do Mozilla Firefox pode chegar em breve





Eles podem estar contados, pois um bug que bloqueava a implementação via sandbox, estava relacionado a execução de tarefas do Mozilla Taskcluster. Você pode conferir aqui toda “thread”.

Essa descoberta só foi possível, pois um leitor do site Phoronix, comunicou eles sobre essa correção, assim abrindo caminho para a versão oficial do Mozilla Firefox em flatpak. Isso só foi possível, graças a dois engenheiros de softwares da Mozilla, Peter Moore e Mihai Tabara.

Isso vai beneficiar muitas distros que usam o Flatpak, como o Fedora e o Mint, além de muitas outras.

Atualmente, existe uma versão Flatpak “unofficial” mantida pelo pessoal do Fedora e Red Hat. Você pode ver o processo de instalação dele aqui. Se você precisar instalar o Flatpak na sua distro, basta seguir esse nosso tutorial.

Muito bom ver que uma barreira que impedia essa implementação no Mozilla Firefox, pois a forma que é distribuída hoje em dia, tem uma limitação, ou sendo pelo tempo que uma distro leva para reempacotar ele e disponibilizar nos repositórios ou no formato binário, que pode assustar muitas pessoas. Já sendo distribuído em formatos mais fáceis, como Flatpak e o Snap (versão essa já disponível e feita pelo pessoal da Canonical), ajuda e muito na hora de disseminar o navegador. 

Isso é o que eu penso, agora deixe aí nos comentários, o que você acha dessa possível vinda de uma versão oficial Flatpak.

Este artigo não acaba aqui, continue trocando uma ideia lá no nosso fórum.

Espero você até a próxima, um forte abraço.

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Tudo o que você precisa saber sobre os drivers AMD no Linux

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quarta-feira, 11 de setembro de 2019

Você é aquele cara que viu a live do Diolinux na Twitch, e através dela ficou sabendo que, sim, Linux roda jogos? Você acabou de instalar a sua primeira distribuição Linux e não vê a hora de rodar seus jogos com a sua GPU AMD, mas qual driver instalar? Como saber qual está instalado? E qual é o melhor?

tudo-o-que-voce-precisa-saber-sobre-os-drivers-amd-no-linux

O gerenciamento dos drivers AMD nos sistemas baseados em Linux é algo muito simples, mas mesmo assim ainda há muita desinformação sobre isso internet a fora. Uma grande parte dos usuários iniciantes acaba aprendendo erroneamente que o driver de vídeo para GPUs AMD no Linux é apenas o Mesa Driver. Quando, na verdade, não é bem assim. Além do Mesa Driver também existem mais três drivers disponíveis para GPUs AMD, sendo eles: ‘Radeon’, ‘Amdgpu’ e ‘Amdgpu-pro’.

Quais são os drivers, e quais as diferenças entre eles?


Mesa Driver: O Mesa Driver ou Mesa3D é uma implementação para APIs gráficas multiplataforma que trabalha com os drivers Open Source dos chips gráficos da AMD, Intel e Nvidia. No Linux o Mesa Driver é responsável por implementar - leia-se: pôr para funcionar - as APIs gráficas OpenGL e Vulkan.

Radeon: Este é o driver de vídeo Open Source legado para GPUs AMD. Sendo assim, é o driver utilizado nos chips mais antigos da marca. Todas as placas de vídeo das séries Radeon HD 2000, 3000, 4000, 5000, 6000, 7000 e 8000, bem como alguns modelos das séries R5, R7 e R9 utilizam este driver por padrão em todas as distribuições Linux. Além de geralmente o driver Radeon possuir um desempenho inferior ao seu sucessor (o Amdgpu), este também não possui suporte a API Vulkan.

AMDGPU: O ‘amdgpu’ é o driver de vídeo Open Source mais recente para AMD, sendo o padrão para todas as placas mais atuais da marca. Possui suporte completo a Vulkan e é o driver que possui o melhor desempenho em jogos.

AMDGPU-PRO: O ‘amdgpu-pro’ está incluso no pacote ‘Radeon Software’, e é aquele driver que pode ser baixado no site da AMD, porém, não vem instalado por padrão em nenhuma das principais distros. O ‘Amdgpu-pro’ pode ser uma boa opção para quem trabalha com softwares de edição de áudio, vídeo, imagens ou modelagem 3D. Porém, se tratando de jogos não possui um desempenho tão bom quanto as suas alternativas, e definitivamente não é recomendado para o usuário “comum”. Justamente por não ser focado neste tipo de usuário, a sua versão atual, 19.03, é compatível apenas com o Ubuntu 18.04.3, Red Hat Enterprise Linux 8.0 e 7.6, CentOS 8.0 e 7.6, e SUSE Enterprise Linux 15. O ‘Amdgpu-pro’ só pode ser instalado em GPUs que sejam compatíveis e estejam rodando ‘Amdgpu’.

Todas as distribuições Linux que são direcionadas ao usuário final - Ubuntu, Linux Mint, Manjaro, Deepin, entre outras... - já possuem os drivers Mesa, Radeon e Amdgpu instalados por padrão. Você simplesmente não precisa instalar nada. 😀

Como saber qual driver estou utilizando?


Independente de qual seja o modelo da sua GPU, ela com certeza faz uso do Mesa Driver, mas como saber se estou utilizando ‘Radeon’ ou ‘Amdgpu’?

É uma consulta muito simples! Abra um terminal e rode os dois comandos abaixo na seguinte ordem:

lspci -k | grep radeon

lspci -k | grep amdgpu

Os comandos retornarão o seguinte:

Kernel driver in use: “Aqui será exibido o nome do driver que você está utilizando, ‘Radeon’ ou ‘Amdgpu’.”

Kernel modules: “Aqui aparecerá com quais drivers o seu chip gráfico é compatível. ‘Radeon’, ‘Amdgpu’ ou em alguns casos ambos.”
driver-amdgpu-no-terminal-linux
Nesse caso o driver em uso e único disponível é o 'Amdgpu'.
Alguns modelos de placas das séries Radeon HD 7000, HD 8000, R5, R7 e R9 são compatíveis com ambos os drivers. Porém, o suporte ao ‘Amdgpu’ nesses modelos é experimental. Sendo assim, o driver ‘Radeon’ é o que vem ativado por padrão.

Como já foi dito, além de o driver ‘Radeon’ possuir um desempenho inferior, este também não roda Vulkan. Sendo assim, se você pretende rodar jogos com Vulkan, bem como obter um melhor desempenho nessas GPUs, será necessário ativar o ‘Amdgpu’ manualmente.

Já publicamos aqui no blog um artigo ensinando a ativar o ‘Amdgpu’ em todos o modelos que suportam ambos os drivers, bem como listando quais modelos são esses.

Devo atualizar meus drivers?


Os drivers ‘Radeon’ e ‘Amdgpu’ estão inclusos no Kernel Linux. Sendo assim, os mesmos são atualizados automaticamente sempre que o Kernel é atualizado. Então talvez você esteja se perguntando: Devo atualizar o meu Kernel à fim de obter os drivers mais recentes? Isso me dará mais desempenho?

Atualizar o Kernel envolve muito mais do que apenas drivers de vídeo. Sabendo disso, já fizemos um artigo completo falando sobre todos os prós, contras, e se realmente vale a pena atualizar o Kernel.

Já o Mesa Driver está instalado por padrão na grande maioria das distribuições Linux, mas não está inserido no Kernel. Sendo assim, ele pode ser atualizado individualmente. O que é recomendado se você utilizar uma distro de lançamento fixo, como o Ubuntu ou Linux Mint.

Para saber como atualizar o Mesa Driver no Ubuntu e Linux Mint veja este artigo.

Instalando o Radeon Software (Amdgpu-pro)


Se após ter lido a introdução sobre o ‘Amdgpu-pro’ neste artigo você percebeu que o mesmo se encaixa no seu perfil de usuário e decidiu instalá-lo, por sua conta e risco, siga as instruções abaixo:

Obs.: O tutorial abaixo foi feito no Ubuntu 18.04.3 LTS. O processo de instalação pode ser ligeiramente diferente nas outras distribuições suportadas.
• Acesse a página de suporte da AMD, selecione o modelo da sua GPU e clique em ‘Enviar’.

pagina-de-suporte-da-amd

• O driver está disponivel para quatro distribuições Linux e geralmente não funciona nas suas derivações. Escolha qual versão você deseja e clique em ‘Download’.

pagina-de-download-de-drivers-da-amd

• Após ter concluído o download, extraia o conteúdo do arquivo com extensão “.tar.xz” que você baixou. Abra a pasta na qual os arquivos foram extraídos. Localize o arquivo ‘amdgpu-pro-install’, clique nele com o botão direito do mouse, vá à aba ‘Permissões’ e marque a caixa de seleção ‘Permitir execução do arquivo como um programa’.

shell-script-amd-linux

• Clique com o botão direito do mouse em qualquer área em branco dentro da pasta em que está localizado o arquivo ‘amdgpu-pro-install’, depois clique em ‘Abrir no terminal’.
instalando-amdgpu-pro-no-linux

Dentro do terminal digite o seguinte:

./amdgpu-pro-install

Pressione ‘Enter’ e aguarde. A instalação poderá levar vários minutos.

Assim que a instalação estiver finalizada, reinicie o seu computador. Pronto, o driver ‘Amdgpu-pro’ já está instalado na sua máquina.

Você gosta de Linux e tecnologia? Tem alguma dúvida ou problema que não consegue resolver? Venha fazer parte da nossa comunidade no Diolinux Plus

Por hoje é tudo pessoal! 😉

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Microsoft Teams está chegando para Linux em breve

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terça-feira, 10 de setembro de 2019

Muitos não imaginariam que um dia, a toda poderosa Microsoft, iria se juntar ao Linux e lançar os seus produtos para ele de forma constante e até incorporar o kernel Linux dentro do Windows, com o WSL. Agora é a vez do Microsoft Teams, podendo aterrissar em “terras pinguistiscas” em breve.


Microsoft Teams está chegando para Linux em breve






Bom, os rumores começaram, quando descobriram um tópico no UserVoice, fórum comumente usado pelas empresas para ouvirem sugestões dos usuários. O post é de 2016, do usuário Angela Sze, pedindo uma versão do MS Teams para Linux. Desta data até o dia 6 de Setembro, sempre tinha algum responsável do desenvolvimento respondendo ao tópico. Os votos nesse período subiram de forma exponencial.

Até que recentemente, vários influenciadores “gringos” de Linux, “acharam” esse tópico e assim que ele foi divulgado, o mesmo está chegando em quase 10 mil votos (9.234 até o momento). Diferente do caso da Adobe, com cobertura nossa neste artigo e que não saiu mais do Status de análise, o MS Teams está sendo trabalhado. A confirmação veio através do desenvolvedor Christopher Scott, em Twitter pessoal.


Dando uma olhada no repositório, packages.microsoft.com, podemos observar quais distros seriam suportadas de começo, como Ubuntu, Fedora, openSUSE e Debian por exemplo.





Podemos então ter muito em breve uma versão do Microsoft Teams para Linux e abrangendo boa parte das distros. Arrisco a dizer, em um futuro muito próximo, que o MS Office e o Edge também “chegarão” no Linux.

Se você quiser votar e aumentar mais ainda os números, basta acessar o link da postagem do VoiceUser aqui.

Este artigo não acaba aqui, continue trocando uma ideia lá no nosso fórum.

Espero você até a próxima, um forte abraço.
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Unite - Extensão “Pixel Saver” compatível com Ubuntu 19.04

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sexta-feira, 6 de setembro de 2019

Pixel Saver é uma das extensões que sempre utilizei no GNOME Shell, para quem não conhece, ela é responsável por adicionar os botões das janelas (minimizar, maximizar/restaurar e fechar) na barra superior da interface. Convenhamos, ter duas barras e ocupando espaço em um monitor com baixa resolução é péssimo.

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Nas últimas versões do GNOME a extensão perdeu suporte e deixou de funcionar. No entanto, a dica de hoje é sobre um substituto de peso, que chega ser superior ao Pixel Saver. Estou falando a extensão “Unite”.

Caso esteja achando familiar essa palavra, saiba que justamente este é o intuito da extensão, tornar o comportamento das janelas ao maximizar semelhante à interface gráfica Unity 7. Veja abaixo o GIMP aberto, na esquerda sem a extensão habilitada e na direita com a extensão Unite.

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Algumas aplicações não funcionam perfeitamente em resoluções menores que Full HD, no caso do GIMP, preste atenção na barra de ferramentas. Sem a extensão ela é bem maior, pois se deixar na mesma espessura de quando o Unite está habilitado o programa perde a opção de maximizar.

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O ganho de espaço é nítida na minha resolução de 1366x766, ficar sem um complemento desses é inconcebível (em meu cotidiano). Obviamente, que as aplicações GNOME ou a maioria em GTK, são pensadas para possuir os botões das janelas na mesma barra, assim ao maximizar, não existe uma perda de espaço. Todavia apps que não foram concebidos com esse planejamento, ocuparão mais espaço em tela (ocasionando em duas barras, e quem não tem um monitor Full HD sofre).

Além de sua funcionalidade principal o Unite agrega outros recursos, dispensando outras extensões. Alterar o posicionamento das notificações do sistema e do relógio na barra superior. O comportamento dos botões das janelas na barra superior, como diversos temas para combinar com o que está utilizando nas suas aplicações (destaque ao Yaru, Arc, tema do Pop entre outros). A extensão é muito eficiente e se no passado sofria de eventuais bugs, atualmente não notei nenhum.

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A instalação é da extensão Unite é simples, e ela é totalmente compatível com o Ubuntu 18.04 e 19.04 (que são as versões do Ubuntu disponíveis na data deste post). Segue postagens para auxiliar os novatos, na instalação de extensões no GNOME.




Você pode instalar tanto pelo site ou loja do Ubuntu, conforme o primeiro link demonstra. O gerenciamento pode ser feito pela aplicação GNOME Tweaks (Ajustes), abordado no segundo link, e também pela loja do Ubuntu. No site GNOME Extensions, você pode averiguar a compatibilidade com a versão do GNOME Shell.

Mesmo sendo totalmente estável em meu uso diário, tenho que esclarecer que toda e qualquer extensão adicionada no sistema pelo usuário é de sua responsabilidade. Seja consciente e evite adicionar um “rio de extensões” em seu sistema (😉️😉️😉️).

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