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Kernel Linux 5.0 lançado, mas você realmente precisa atualizar?

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quinta-feira, 7 de março de 2019

Linus Torvalds lançou no dia 3 de Março deste ano (2019) mais uma versão do Kernel Linux, chegando na numeração 5.0 e assim trazendo algumas correções de bugs, melhorias e otimizações pontuais no código do Kernel, além da melhor compatibilização com alguns dispositivos e trazendo o FreeSync da AMD embutido no Kernel.

 Kernel Linux 5.0 lançado, mas você realmente precisa atualizar?






Com o lançamento do Kernel Linux 5.0, veio algumas novidades que já estavam sendo preparadas e que agora chegaram em seu mainline dele. Algumas novidades trazidas foram:

● Suporte para o AMD Radeon FreeSync;
● Suporte para a nova VegaM;
● Suporte para o NVIDIA Xavier
● Melhoramento nos gráficos do Intel Icelake Gen11
● Suporte inicial para os SoCs NXP i.MX8;
● Suporte para Allwinner T3, Qualcomm QCS404 e NXP Layerscape LX2160A;
● Intel VT-d Scalable Mode com suporte para o Scalable I/O Virtualization;
● Novos drivers Intel Stratix 10 FPGA;
● Correções para F2FS, EXT4 e XFS;
● Btrfs file-system com suporte de restauração dos arquivos de swap;
● AgFscrypt Adiantum da Google agora é suportado com ajuda a criptografia rápida de dados em hardware low-end. Isso substitui o algoritmo Speck pela NSA;
● Melhorias no driver Realtek R8169;
● Suporte de alta resolução para rolagens da Logitech;
● Driver para tela sensível ao toque de Raspberry Pi;
● Melhoria aos drivers de notebooks com arquitetura x86;
● Aprimoramento de segurança para o Thunderbolt;
● Suporte para a placa Chameleon96 Intel FPGA;
● Melhor gerenciamento de energia;

No comunicado, Linus Torvalds disse que está contente com o lançamento e que a próxima janela de desenvolvimento está aberta, para a versão 5.1, e que já tem várias solicitações chegando para analisar e processar.  Mas o que chamou a atenção, foi essa declaração no final do comunicado na lista de discussão do projeto, em que ele diz o seguinte:

As mudanças gerais para todas as versões do “5.0” são muito maiores. Mas eu gostaria de ressaltar (mais uma vez) que não fazemos lançamentos baseados em recursos, e que o "5.0" não significa nada mais do que isso. Os números para a série 4.x estavam ficando grandes o suficiente para que eu ficasse sem dedos na mão e dos pés para contar.”.

Caso queira ver um compilado técnico mais completinho, o pessoal do Phoronix fez esse trabalho árduo. Agora se você deseja ver a lista de discussão em que Linus Torvalds fez o anúncio, você pode conferir neste link.

Aí você me pergunta: “ Será que devo atualizar o Kernel do meu sistema?”, e então lhe respondo: “Depende meu caro Padwan, depende.”, e vou tentar explicar o porque do “Depende”. Usando como base um dos mantenedores e membro da Linux Foundation, Greg Kroah-Hartman.

Vou dar uma breve descrição de cada “versão” do Kernel que são lançadas e assim tirar algumas dúvidas que sempre aparecem aqui no blog, no canal do YouTube e no Diolinux Plus.

Versão Mainline do Kernel


Essa versão é o que falamos que “acabou de sair do forno”, na qual você pode instalar em sua distro. Mas tome cuidado, pois essa versão não tem as correções, melhorias e patchs da distro que você usa, podendo ocorrer instabilidades no sistema. Ela é recomendada para entusiastas ou quem quer testar novas funcionalidades ou compatibilidades de hardware “hiper novos”. Se você é um desses, fizemos um artigo de como fazer a troca, usando o programa UKUU (Ubuntu Kernel Update Utility). Também temos um artigo de como instalar os pacotes .deb, no caso do Ubuntu, e para acessar o mainline dele, basta acessar este link.

Última versão estável (Stable)


Quando o Kernel é lançado como “Stable” (Estável), quer dizer que é o mais recente em que a comunidade de desenvolvedores declaram como tal. Isso acontece a cada 3 (três) meses, em que um versão stable é lançada, contendo as últimas correções de bugs e suporte aos hardwares mais recentes. Essa versão é comumente usada na maioria das grandes distribuições, como Ubuntu, Fedora, openSUSE entre outras. Além de ter sido testado pelos 4.000 desenvolvedores do projeto.

Último lançamento da versão LTS (Long-term support)


Se você tem um hardware que precisa de implementações que não venham diretamente do mainline do Kernel Linux, como por exemplo os equipamentos de IoT, a última versão lançada do Kernel LTS é uma boa escolha. A sigla LTS, que quer dizer Long-term support ou Suporte a longo prazo, contém as últimas correções de bugs no Kernel, mas não tem nenhum novo recurso adicionado, sem suporte a novos hardwares implementados e também não obtém as mais recentes melhorias de desempenho do Kernel. Esse tipo de Kernel LTS “novo” é utilizado por usuários que gostam de não se preocupar com os upgrades constantes das versões Stables, que ocorrem a cada 3 meses, já as versões LTS “novas” são atualizadas pelo menos uma vez por ano. Ainda segundo Greg, quem escolhe esse tipo de Kernel, tem que estar bem ciente que o suporte pode ser difícil por parte dos devs, pois os mesmos usam como base a versão Stable. E se você reportou um problema/bug, o dev perguntará “a última versão estável tem esse problema?”. Então tem que ter essa noção.

Versões mais antigas do LTS


Essa versão do Kernel tem um suporte de pelo menos de 2 anos, entretanto às vezes pode se estender por conta de grandes distribuições Linux tem maior suporte, como o caso do Debian ou as SLES.

Empresas como a Google e que fazem parte da Linaro, investiram para que esses kernels perdurem ainda mais, de uma forma “beeemmm resumida”, os chips SoC são desenvolvidos com base em Kernels com mais de 2 anos de suporte e eventualmentetem mais de 2 milhões de linhas adicionadas ao longo do tempo para mantê-los funcionando de forma segura. Se esses LTS forem interrompidos após 2 anos, o suporte da comunidade também vai cessar e com isso não terão mais correções sendo feitas, ocasionando em milhões de dispositivos sem a segurança necessária e estando por aí “flutuando”, e as empresas não querem isso para si e para seus clientes, obviamente.

E na data desta publicação, as versões do Kernel são:

Só para ilustrar melhor, o meu Asus Zenfone 4 Selfie usa o Kernel 3.18.71 com correções feitas e mantidas pela Asus, agora imagina se isso acaba “da noite para o dia”, seria bem complicado.

Então, na hora que você for mudar de Kernel em sua distro, pense muito bem antes de sair trocando “ a torto e direita”, pois pode ser que o problema que você esteja enfrentando não seja do Kernel, e sim de uma instalação mal feita do driver de vídeo, de um programa ou a simples curiosidade de mexer no Linux. 😜

Espero você no próximo post, forte abraço.

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YACReader, o seu leitor de HQs no Linux

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quinta-feira, 31 de janeiro de 2019

Se você é um aficionado por HQs, tem algumas delas baixadas no seu Ubuntu,Linux Mint ou outra distro Linux, e precisa de algum leitor pensado para essa função, o YACReader veio para lhe ajudar.

 YACReader, o seu leitor de HQs no Linux






Muitos que vem chegando no mundo Linux estão procurando programas para facilitar o seu dia a dia com tarefas triviais, como ler quadrinhos. O YACReader foi uma grata surpresa ao procurar por programas para essa tarefa.

Algumas características do YACReader




O YACReader é escrito em C++ e tem código aberto, com ele você pode ler arquivos nos seguintes formatos: rar, zip, cbr, cbz, tar, pdf, 7z and cb7,jpeg ,gif ,png , tiff e bmp.

Outras características interessantes:
  • Transições bonitas, personalizáveis ​​e suaves como um “fluxo de HQ”;
  • Leitura de página dupla;
  • Traduções disponíveis para Holandês, Francês, Alemão, Português (brasileiro), Russo e Turco;
  • Opção para usar aceleração de hardware;
  • Suporte multiplataforma para Linux, Windows, macOS e iOS;
  • Suporte a Tags;
  • Modo de navegação rápida;

Para mais informações sobre o YACReader, basta acessar o site deles.




O software é disponibilizado em .deb (Ubuntu, Linux Mint, Debian, Deepin, elementary OS, etc), em .rpm (Fedora, openSUSE, etc) e através do AUR (Arch Linux, Manjaro, Antergos, etc.), de modo que você pode escolher na página de downloads o adequado para a sua distro.

Agora você vai poder ler às suas HQs na sua distro e não perder mais aquela saga que você tanto ama. 😀

Espero você no próximo post, forte abraço.
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Fedora está planejando um novo logo

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domingo, 20 de janeiro de 2019

O logo é uma das partes mais sensíveis de qualquer marca, ele representa a identidade de um projeto, serviço ou produto,  alterá-lo pode fazer com que as pessoas percam a suas referências ao se deparar com uma nova versão do mesmo, porém, de tempos em tempos, é preciso revitalizar o logotipo para acompanhar os novos padrões de design e também deixá-lo mais coeso e preparado para a realidade atual de aplicação, como aplicativos por exemplo.


Nova logo do projeto Fedora






Um logo atual deve ser pensando para poder ser utilizado em diversos cenários diferentes, pensado desde de tamanhos, até a sua aplicação em fundos monocromáticos, como preto e branco. 
Aparentemente a logo do Fedora não cumpria todos os requisitos atuais de design, ao menos é o que a designer profissional, Máirín Duffy, designer sênior da Red Hat e membra da comunidade Fedora, pensa e por conta das inconsistências visuais da versão atual da logo da famosa distro do chapéu azul, as quais Máirín detalha com alto teor técnico em seu blog pessoal, ela desenvolveu uma série de candidatos para o novo logo do sistema.

Um dos pontos principais abordados em seu novo design é fazer com que no logo do Fedora, o "F" especialmente, se pareça menos com o "F" que foi popularizado pelo Facebook na era dos aplicativos, e que pode causar algumas confusões, especialmente para pessoas que ainda não conhecem o projeto Fedora. Outro ponto importante é fazer com que o logo seja reconhecido, então alterações drásticas demais podem não ser uma boa pedida, mas ainda assim o logo tem que ser funcional quando for aplicado com outras cores e sobre outras cores, como uma versão totalmente branca do logo sobre o fundo preto e vice-e-versa, o que facilitaria até mesmo em coisas simples, como a confecção de material oficial do projeto, como camisetas, panfletos e coisas que são utilizadas em eventos.

Logos do Fedora
Acima temos apenas alguns dos esboços de Máirín Duffy

A intenção da designer com a postagem era colher feedbacks da comunidade sobre quais opções dais quais ela apresentou seriam mais coerentes, no fim das contas, parece que a conversa vem se encaminhando para um logo que seria mais ou menos assim:

Novos logos para o Fedora
Imagem publicada por Duffy em seu blog

Não existe, até um momento, uma versão definitiva do novo logo do Fedora, nenhuma votação foi feita, os candidatos estão ainda em fase de experimento e feedback, você pode, inclusive, acessar o site da Máirín para deixar o seu comentário também, além de conferir alguns outros designs que ela fez.

O que você achou da proposta? Você acha que o logo atual do Fedora precisa de uma alteração?

Conte pra gente a sua opinião nos comentários, até a próxima!
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Interface do Deepin deve chegar ao Fedora 30

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quarta-feira, 26 de dezembro de 2018

Em uma postagem recente, o pessoal do site Phoronix, achou uma page no Wiki do Fedora onde mencionava a inclusão do Deepin Desktop Environment (DDE) nos repositórios da distro, visando a facilidade de uso, usabilidade e elegância, atributos que muitas pessoas dão a interface do Deepin.

 Interface do Deepin deve chegar ao Fedora 30






Segundo a page da Wiki, a instalação do DDE não traria alterações em todo o sistema, como dependências, compatibilidade e afins. Assim não dando margem para quebra do Fedora
O Deepin Desktop Environment faz uso do kit de ferramentas Qt5. Como a proposta é somente alterar o desktop e não o sistema todo, possivelmente poderá ser aprovada no Comitê de Engenharia e Direção do Fedora (Fedora Engineering and Steering Committee).

Para instalar, quando lançada essa possibilidade, seriam apenas com alguns comandos (que vamos mostrar a título de curiosidade, então não estão funcionando ainda), que são:

sudo dnf update
sudo dnf install deepin-desktop
sudo dnf install deepin-calendar deepin-calculator deepin-editor deepin-image-viewer deepin-picker deepin-screenshot deepin-system-monitor

Muito possivelmente essa portabilidade levaria a criação (talvez) de uma Spin do Fedora com o DDE.

Se você quiser saber mais, veja a page da Wiki do Fedora.

É surpreendentemente esse interesse das pessoas pelo Deepin e  a sua DE famosa a ponto de portá-la para o Fedora, tornando-o mais atrativo para novos usuários, o que  abre margem para supormos que outras distros podem se beneficiar, como Ubuntu, Mint, openSUSE e por aí vai, já que portar de deb para rpm e vice e versa não costuma ser um trabalho demasiadamente complexo, com raríssimas exceções.

Nos diga nos comentários o que você achou dessa possibilidade do Fedora ter o DDE nos repositórios oficiais. Você usaria o Fedora com a DDE?
Compartilhe conosco o seus pensamentos através dos comentários, até a próxima!
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Fedora 31 poderá deixar de ser produzido

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terça-feira, 27 de novembro de 2018

O projeto Fedora é um dos mais vanguardistas quanto se fala de tecnologia open source e definitivamente não é um projeto que tem medo de se reinventar em busca de aprimoramento. Aparentemente 2019 será um ano muito importante para o Fedora e ele ficará em um certo hiato de lançamentos.

Fedora Linux






O projeto Fedora mudou várias vezes no passado, para exemplificar, até a versão 7, o projeto se chamava "Fedora Core", por conta dos repositórios principais e extras, na versão 21, tivemos a divisão em 3 versões, a Workstation, Server e Atomic e recentemente, tivemos o anúncio do projeto Silverblue.

A versão 29 do Fedora foi lançada há algumas semanas e nós fizemos uma análise das novidades para você conferir:


A versão 30 do Fedora deverá chegar em Maio de 2019 e ela será a única a ser lançada pelo projeto durante um período maior de tempo, talvez um ano inteiro, considerando até mesmo pular a versão 31, já que o Fedora costuma lançar versões mais regulares, de 6 em 6 meses, com possíveis (pequenos) atrasos. 

Ao contrário do que algumas pessoas podem pensar, é bom deixar claro que esse hiato de lançamentos não tem nada a ver com a compra da Red Hat pela IBM, se trata de um processo de remodelação do processo de construção da distro proposto pela própria comunidade e membros do Fedora.

A distro pretende remodelar a forma de fazer a automatização dos testes e melhorar o processo de lançamento dos softwares, assim como melhorar a infraestrutura do projeto em si, para tornar o Fedora mais escalável e melhor à longo prazo.

Apesar de serem poucas as palavras usadas para descrever a mudança, o procedimento é realmente massivo e isso ocupará os desenvolvedores, líderes e gerentes do projeto Fedora que estão a favor de pular o lançamento e o ciclo de desenvolvimento da versão 31 da distro para atingir esses objetivos.

Para garantir que os usuários do Fedora 30 tenha um suporte adequado, está sendo considerado aumentar o suporte da distro até que um próximo lançamento seja disponibilizado. No site do projeto Fedora foram publicadas algumas notas explicando alguns dos desafios e soluções proposta para essa reformulação.

Até a próxima!
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Fedora 29 está finalmente disponível para download!

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quarta-feira, 31 de outubro de 2018

Os desenvolvedores do Fedora anunciaram a disponibilidade da versão 29 da distro comentando que em breve o sistema operacional comemorará 15 anos desde o lançamento do Fedora Core 1, fazendo assim o anúncio das novidades não de um Fedora "core", mas de uma versão Workstation, Server, Atomic Host e uma grande coleção de Spins, como são chamadas as versões comunitárias com focos específicos do Fedora.

Fedora 29





Segundo os próprios desenvolvedores, seria um marco esperar mais uma semana para lançar o Fedora novo exatamente na data de aniversário do Fedora Core 1, mas eles decidiram não fazer a comunidade esperar e acreditam que esta é a melhor versão do Fedora de todos os tempos. A versão GNOME, em especial, na minha opinião realmente traz várias features interessantes, conforme mostramos no vídeo a seguir:


Talvez uma das maiores novidades seja o "Fedora Modularity", um recurso que permite distribuir diferentes versões de pacotes na mesma base do Fedora, leia mais sobre aqui.

Na versão principal, Workstation, temos o GNOME 3.30, com melhorias em vários aspectos, na versão para arquitetura ARM temos agora a função ZRAM ativada, e uma versão Vagrant para o Fedora Scientific.

Meu grande destaque na versão GNOME é a integração com softwares de terceiros, que agora podem ser ativados com um simples clique do mouse, o que disponibiliza a instalação das últimas versões de drivers Nvidia, Google Chrome e Steam no Fedora, eliminando qualquer complicação, além de permitir o gerenciamento de softwares de forma automatizada para aqueles que desejarem, como mencionamos no vídeo acima.

👁 Leia as notas de lançamento do Fedora 29
Faça o download do Fedora 29
Faça o download de uma das Spins do Fedora 29

Se você já usa o Fedora 28, é possível fazer a atualização para a última versão, consulte o tutorial disponibilizado pela equipe do Fedora aqui.

Você já está usando a nova versão do Fedora? Conte pra gente a sua experiência!

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Nova falha de segurança afeta distros Linux e BSD

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sexta-feira, 26 de outubro de 2018

Recentemente o pessoal do ZDNet soltou uma publicação em que alerta para uma nova falha de segurança no Xorg  que afeta distros Linux e BSD.


Nova falha de segurança afeta distros Linux e BSD






A falha encontrada é no X.Org Server e ela permitia (sim, no passado mesmo) que o invasor conseguisse acesso limitado ao sistema que poderia ser via terminal localmente ou em uma sessão SSH remotamente, assim conseguindo mudar as permissões e conseguindo o modo Root.

A vulnerabilidade não está na categoria  de falhas do tipo “as bad-as-it-gets”,  e ela também não preocupa computadores com segurança alta e bem planejada, mas um pequeno deslize pode transformar rapidamente algo não tem preocupante uma invasão terrível, comenta Catalin Cimpanu.

Um consultor de segurança ouvido pela ZDNet,  Narendra Shinde, alertou que tal falha foi apontada no seu relatório de Maio de 2016 e que o pacote do X.Org Server continha essa vulnerabilidade  que poderia dar aos invasores privilégios de root e podendo alterar qualquer tipo de arquivo, até os mais cruciais para o sistema operacional.

Tal vulnerabilidade foi identificada com a “flag” CVE-2018-14665 e nela foi observado o que poderia ter causado tal falha. O manuseio incorreto de duas linhas de código, sendo elas “as -logfile” e “-modulepath”, teria permitindo que os invasores insiram os seus códigos maliciosos. Essa falha é explorada quando o X.Org Server roda com privilégios de root e isso é comum em muitas distros.

Desenvolvedores da X.Org Foundation já estão planejando soltar uma correção para o X.Org 1.20.3 e assim corrigir esses problemas causados por essas duas linhas.

Distribuições como Red Hat Enterprise Linux, Fedora, CentOS, Debian, Ubuntu e OpenBSD já foram confirmadas como impactadas, e outros projetos menores também são afetados.

As atualizações de segurança que contém o pacote corrigem a vulnerabilidade do X.Org Server  devem ser implantadas nas próximas horas e dias. No Linux Mint e no Ubuntu a correção já foi liberada e confirmada pela nossa equipe, basta atualizar o seu sistema, o mesmo, possivelmente pode se dizer das demais, verifique as suas atualizações.

Isso mostra que o Linux e o BSD não estão “salvos” de falhas e “escorregões” como essa, e assim mostrando que esses sistemas operacionais não são “imbatíveis”, mas ainda assim são alternativas robustas e seguras em relação aos sistemas Windows. Problemas como este no X.org demonstram mais uma vez a importância do desenvolvimento ativo de alternativas como o Wayland.

Espero você na próxima, forte abraço.
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Flameshot, mais uma ótima ferramenta de PrintScreen para Linux

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segunda-feira, 3 de setembro de 2018

Quando precisamos “tirar um print” de alguma coisa, pode ser uma foto, vídeo ou mesmo uma página da internet, sempre utilizamos as ferramentas que vem por padrão nas distros e depois para fazer marcações ou anotações nelas precisamos abrir um editor de imagem, como o GIMP ou o Pinta.

Flameshot, mais uma ótima ferramenta de PrintScreen para Linux







Mas o flameshot é uma ferramenta para PrintScreen ou “tirar print” da tela do seu computador de uma forma bem simples e fácil de utilizar.

É possível instalar o Flameshot na sua distro de 4 formas diferentes, , os pacotes .deb para Ubuntu e derivados (Bionic e Xenial) ou para Debian (Jessie e Strech), os .rpm para Fedora 27 e 28 ou ainda escolhendo o formato AppImage, todos com arquitetura x86_x64, que funciona em qualquer distro, alternativamente você pode baixar o código fonte da aplicação, este vídeo que fizemos sobre pacotes tar.gz pode te ajudar com isso.

Para baixar você pode acessar o Github do projeto e escolher a melhor forma para você.

Depois de instalado, você precisa inicializar ele uma primeira vez, basta procurar ele na sua dashboard ou no menu de aplicativos. No caso deste artigo, estamos usando o gnome, mas o ícone é igual nas distros.


Depois de inicializado, ele vai aparecer na sua barra de tarefas. E quando clicamos nele com o botão esquerdo do mouse, ele abre um submenu lhe oferecendo 3 opções: Take Screenshot; Configuration e Information. Para tirar o “print” ou “screenshot”, vamos clicar na primeira opção.


Logo após a captura, sua tela vai ficar levemente escura e com um mensagem no meio explicando o que você pode fazer com a ferramenta. Nela diz que você pode selecionar com o mouse a área que você quer “printar”, que com o botão direito você pode mudar as cores das ferramentas e que pressionando o Enter você salva o “print”.



O formato que ele salva é em .png, mas se você precisar comprimir ele mais um pouco, recomendamos o Converseen, ferramenta que já possui um artigo aqui no blog.

Uma ferramenta muito útil para o nosso dia a dia e para torná-lo mais produtivo. =)

Agora conte-nos aí nos comentários, o que você achou do Flameshot.

Até uma próxima e um forte abraço.

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Como instalar o conversor de imagens Converseen no Linux

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terça-feira, 7 de agosto de 2018

Uma hora ou outra nos deparamos na situação em que precisamos mandar uma imagem para alguém, pode ser via e-mail, Telegram, WhatsApp ou qualquer outro meio que possibilite o envio de imagens.


Como instalar o conversor de imagens Converseen no Linux







Mas como "nem tudo são flores”, esses serviços têm um limite do que podemos anexar neles, quando isso acontece sempre recorremos a outras ferramentas, como sites e softwares.

Hoje vamos mostrar um aplicativo que pode tornar essa rotina um pouco menos trabalhosa.

O aplicativo Converseen é um projeto open source escrito em C++ usando as bibliotecas Qt5. Você consegue converter para mais de 100 tipos de formatos de imagens, dentre eles: DPX, EXR, GIF, JPEG, JPEG-2000, PDF, PhotoCD,PNG, Postscript,SVG e TIFF. Outro ponto positivo é que ele tem tradução para o Português do Brasil.

Como instalar o conversor de imagens Converseen no Linux


Para instalar Converseen, você pode escolher entre duas formas, instalando via repositórios da sua distro preferida ou compilando o código fonte, vamos mostrar as duas formas.

Instalando via repositórios:


Ubuntu: 

sudo apt-get update

sudo apt-get install converseen

Se quiser instalar via repositórios do pessoal do site UbuntuHandbook, segue esse post de como adicionar ppa no Ubuntu e derivados:

O ppa a ser adicionado é o ppa:ubuntuhandbook1/apps e depois rodar os seguintes comandos no terminal:

sudo apt-get update

sudo apt-get install converseen

Se preferir pode instalar via synaptic também, basta procurar por “converseen”.

Fedora:

yum install converseen

openSUSE:

Pode utilizar o 1-Click install ou a linha de comando zypper install converseen

A segunda forma é procurando na loja da sua distro favorita por "Converseen" e instalar.

Para maiores informações de instalação em outras distros, acesse o site oficial neste link

Conte-nos ai nos comentários, o que você achou do programa. =)

Espero até uma próxima e um forte abraço.

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Fizeram um SNAP da Steam do Windows para Linux

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terça-feira, 31 de julho de 2018

No começo desse mês foi lançada uma versão do cliente Steam para Windows empacotado via Snap, rodando em cima do Wine, permitindo que alguns games de Windows da Steam sejam rodados no Linux.


Fizeram um SNAP da Steam do Windows para Linux





O pessoal da Snapcrafters criou um snap com a versão de Windows da Steam rodando na versão 3.10 staging de 32 bits do Wine, configurado para rodar como uma versão do Windows XP.

Antes de instalar esse snap, vamos relembrar como instalar o suporte a pacote Snaps na sua distribuição, para isso temos um post especial aqui no blog Diolinux com o " Manual dos pacotes Snap", lembrando que à partir do Ubuntu 16.04 LTS, Linux Mint 18.2 e Fedora 24 o snapd, ferramenta que permite a compatibilidade com os pacotes snap, já está nos repositórios oficiais, só precisando instalar o daemon para funcionar.

Para instalar o daemon snapd no Ubuntu/Mint/Debian, abra o terminal e digite o seguinte comando:

sudo apt install snapd 

E para instalar o daemon snapd no Fedora e derivados:

sudo dnf install snapd


Agora vamos instalar o SteamForWindows e logo em seguida vamos reiniciar ele com os seguintes comandos:

sudo snap install steamforwindows --edge

snap connect steamforwindows:joystick

sudo snap refresh steamforwindows

Depois do processo anterior se abrirá uma janela onde será baixado e atualizado o cliente da Steam, posteriormente ocorrerá a instalação dele. Esse processo pode demorar um pouco, dependendo da velocidade da sua conexão com a internet e do seu computador.

Vale lembrar que é este programa ainda é considerado um "Beta", de modo que ainda serão feitos vários ajustes, como mudar a versão padrão do Windows, como do XP para o 7 e assim dar suporte para mais jogos. Além de poder dar suporte a versão 64 bits do Wine e do Windows.

Conte-nos aí nos comentários qual game você gostaria de ver portado para Linux.

Um forte abraço, até uma próxima.
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Novo site do Flathub já está disponível

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sábado, 14 de abril de 2018

O novo site do Flathub está no ar com uma nova aparência e ainda mais agradável, contendo algumas novidades, como um campo para buscas de aplicativos e a separação por categorias, assim tornando-o mais organizado e facilitando a navegação no site.

Novo site do Flathub já está disponível






Depois de se tornar um formato de empacotamento de programas muito popular no mundo Linux, o flatpak atraiu o interesse de vários desenvolvedores e aplicativos populares como o Spotify, Steam, Discord, LibreOffice, Skype entre outros, acabaram ganhando versões no formato. Aqui no blog temos várias matérias sobre o flatpak, que você acessa através desse link.

Com essa adesão de grandes nomes do mundo da tecnologia, fazia-se necessário um site aonde as pessoas pudessem buscar os programas favoritos de forma organizada, um lugar onde também os desenvolvedores pudessem hospedar os seus aplicativos para esse tipo de empacotamento.

Quando foi lançado o flathub, site esse que mantem o fácil acesso aos programas no formato flatpak, ele tinha como buscar os programas através de uma barra de pesquisa (um Search comum), mas essa facilidade se perdeu ao longo do tempo e na home (tela inicial) do site só apareciam alguns programas tendo assim que utilizar as centrais de programas das distros, como por exemplo a do  Linux Mint, ou mesmo a GNOME Software. 

Mas na última segunda-feira (9) o site do flathub recebeu uma repaginada e trouxe a facilidade que vemos nas centrais de aplicativos das distros, como: Popular Apps, New & Updated Apps, e a tão aguardada "Categorias".

Novo site do Flathub já está disponível

O site ainda está na versão Beta, mas isso não impede de ter uma navegação no site bem fluída e sem problemas.

Dica:  Se você usa o Ubuntu (acima da versão 17.10) e não utilizou o flatpak no seu sistema, vai precisar instalar algumas coisinhas antes:

Primeiro vamos adicionar o PPA do projeto flatpak ao sistema e depois instala-lo:
sudo add-apt-repository ppa:alexlarsson/flatpak
sudo apt update 
sudo apt install flatpak 
Depois vamos adicionar o plugin do flatpak para que ele possa funcionar na Central de programas do Ubuntu:
sudo apt install gnome-software-plugin-flatpak
E por último vamos habilitar o repositório do flathub:
 flatpak remote-add --if-not-exists flathub https://flathub.org/repo/flathub.flatpakrepo
Feito isso, basta reiniciar a sessão ou o seu computador, para que o flatpak possa ser usado. Na versão mais recente do Ubuntu (a ainda não lançada 18.04 LTS), a adição do suporte a flatpak pode ser feita diretamente pela GNOME Software, como mostramos neste vídeo:


Conte ai nos comentários o que você achou do novo site do flathub, se achou mais fácil e intuitivo de usar, conte-nos. =)

Até uma próxima e um forte abraço!
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Como instalar o tema de ícones Azure no seu Linux via Terminal

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segunda-feira, 9 de abril de 2018

Vamos mostrar hoje como você pode instalar o tema para ícones Azure na sua distro Linux e deixá-lo com um tema de ícones mais moderno e bonitão. Esse é só um dos vários temas para ícones que existem, e se você quiser ver um "TOP 10" montamos uma lista neste artigo.

Como instalar o tema de ícones Azure no seu Linux






O tema de ícones Azure segue a linha de temas flat (ou chapada), que faz muito sucesso nos dispositivos móveis, como celulares e tablets por exemplo, esse tipo de tema vem ganhando fãs a cada dia por serem bonitos e amigáveis.

O tema Azure é baseado no tema Arc, feito pelo usuário horst3180 do github. O Azure é compatível com ambientes gráficos que rodem o GTK 3 e GTK 2, como por exemplo: Gnome, XFCE, MATECinnamon e etc.

Para rodar o tema você vai precisar ter o GTK+ 3.20 ou superior e se você estiver utilizando o GTK 2 vai precisar instalar dois pacotes adicionais, que são o GTK2 engine Murrine 0.98.1.1 ou posterior e o GTK2 pixbuf engine ou o gtk(2)-engine package. Para instalar vamos utilizar o terminal, mas nada que seja complicado, ok? 😉

Para abrir ele (terminal) vamos pressionar as seguintes teclas simultaneamente:  "Ctrl + Alt + T" ou procurar por "terminal" no menu da sua distro.

Depois de ter feito isso, você vai digitar (ou copiar e colar) no terminal essa linha de comando (procure observar o processo na distro que você estiver utilizando):

Fedora/openSuse e derivados:
yum install gtk-murrine-engine gtk2-engines

 Ubuntu/Mint/Debian e derivados:
sudo apt-get install gtk2-engines-murrine  gtk2-engines-pixbuf

ArchLinux:
pacman -S gtk-engine-murrine gtk-engines


Depois de ter feito isso, voce vai baixar o pacote do Azure lá no GitHub.

Como instalar o tema de ícones Azure no seu Linux

Depois de baixado o arquivo, você vai precisar descompactá-lo, o que vai gerar uma pasta com o nome do tema. Feito isso será necessaáio acessar a pasta via terminal e assim instalar o tema.

Estando dentro do diretório, você deve rodar o seguinte comando:
./Install
Se estiver usando o Ubuntu 16.04 (ou uma versão acima) ou o Mint e aparecer o seguinte erro  "XMLLINI not set and xmllint not found in path; skipping xml preprocessing", deverá rodar o seguinte comando para corrigir:
sudo apt install libxml12-utils
E se for no Fedora e derivados o comando é o seguinte:
 sudo dnf install glib2-devel
Feito isso, ainda dentro da pasta que voce descompactou,  é só rodar o seguinte comando para instalar os ícones:
./Install-Paper-Azure
Ai é só aguardar o processo terminar, "reiniciar" o seu computador e depois abrir a sua ferramenta de modificação de ambiente, como o Gnome Tweak ou a equivalente do ambiente da sua distro, procurar a sessão de personalização dos ícones, e ativar o tema Azure.


Como instalar o tema de ícones Azure no seu Linux via Terminal


E nesse passo a passo, você vai ter o Tema de Ícones Azure na sua distro. :)

Conte pra gente nos comentários qual é o seu tema de ícones favorito, espero que tenham gostado, até uma próxima e um forte abraço.

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Intel deixará de produzir o seu instalador de drivers para Linux

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sexta-feira, 30 de março de 2018

A Intel anunciou que está descontinuando o software instalador de drivers da empresas para as distros Linux. O "Linux Graphics Update Tool" está obsoleto e deixará de ser produzido.

Intel aposenta instalador de drivers para Linux






Nós já falamos algumas vezes aqui no blog sobre esta ferramenta da Intel e de fato, ela já foi mais útil. Geralmente a empresa lançada drivers com suporte "oficial" apenas para Ubuntu e Fedora, no entanto, distros derivadas também podiam se beneficiar dela, ainda que necessitasse de alguns ajustes, como o Linux Mint.

Intel Drivers


A Intel anunciou que a ferramenta de atualização de drivers será descontinuada por um simples motivo, as distros Linux atualmente já estão conseguindo trazer a versão mais recente dos drivers da empresa no próprio Kernel Linux, eliminando a necessidade de uma ferramenta como esta.

Vale ressaltar que isso nada tem a ver com os drivers da Intel em si, eles continuam sendo desenvolvidos e otimizados normalmente, o que deixamos de ter a ferramenta de atualização, puramente por praticidade e falta de necessidade.

Em um "mundo ideal" esse tipo de coisa se tornaria mais comum, isso também vem acontecendo nos sistemas que usam o Kernel Linux quando o assunto é Driver AMD, enquanto isso, os drivers Nvidia, que tem um ótimo desempenho, ainda são instalados de outra forma.

Recomendo assistir a nossa entrevista com o Alfredo Heiss, representante da AMD aqui no Brasil, para entender melhor essa relação entre os drivers open source e o Linux:


O "modus operandi" do Linux de forma geral acaba gerando esse tipo de comportamento, ainda assim, alguns hardwares mais específicos ainda pode necessitar de suporte externo, enquanto que a maior parte tem suporte diretamente do Kernel, inclusive de atualizações para versões mais recentes.

Até a próxima!

Fonte
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Confirmado: GNOME Shell realmente sofre "Leaks de RAM'

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sábado, 24 de março de 2018

Um dos ambientes gráficos mais populares do mundo Linux tem um problema sério e que afeta todas as distribuições Linux que o utilizam. Felizmente este problema não afeta a segurança do sistemas, mas pode se tornar muito inconveniente, especialmente em computadores com menos memória RAM disponível.

Problemas de memória RAM





Com o "abraço" do Ubuntu ao GNOME novamente, muito mais olhos passaram a observar o projeto que já contava com o apoio de praticamente todas as principais distros. Quando eu fiz um vídeo sobre o consumo de RAM no GNOME eu estava pensando que era um caso exclusivo do Ubuntu, mas aparentemente eu estava enganado.



O problema na verdade afeta o GNOME em si e está sendo reportado por diversas pessoas ao redor do mundo provindas de comunidades de distros Linux diferentes.

O problema


Um "leak de RAM", ou "vazamento de memória", no sentido de que está sendo relatado como bug no GNOME acontece quando um processo em execução começa a consumir agressivamente memória RAM de forma arbitrária e sem necessidade.

No caso do GNOME o problema é com o GNOME Shell em específico, ou seja, a interface. Nos experimentos realizados o simples fato de ficar abrindo e fechando janelas no Shell ou mudando a forma de visão de "desktop" para "overview" acaba elevando pouco a pouco o consumo de RAM de forma indefinida.

Um usuário de Fedora fez a demonstração para que possamos entender melhor. Observe no vídeo o consumo no "Monitor do Sistema".


Claro, o nosso amigo do vídeo acima está mostrando a versão 3.26 do GNOME Shell em execução, sendo que a versão mais recente (e que virá com o Ubuntu 18.04 LTS) é a versão 3.28. A má notícia é que o problema ainda não foi corrigido e o sistema virá com esse "bug de fábrica" muito provavelmente.

A gambiarra


Bom, visto que o problema ainda não tem solução e foi confirmado pelo nosso amigo Georges Neto, desenvolvedor da Endless e do GNOME que já nos concedeu uma entrevista inclusive, a única solução temporária é fazer um "reset" da interface para que a memória seja liberada de forma manual.

Para isso basta recarregar a interface, pressione "Alt+F2" e na janela que se abrir digite a letra "r", após isso pressionar "enter", isso deverá fazer com que o Shell se reinicie limpando a memória.

Obviamente o problema deverá ser corrigido com o tempo, o caso é que o pessoal do GNOME ainda não conseguiu identificar qual é o problema que está causando esse "leak", então pode demorar um pouco.

Conte pra gente, você está sofrendo com este tipo de problema?

Até a próxima!
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Stacer - Otimizador para Linux recebe novas funcionalidades

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terça-feira, 20 de março de 2018

Existem vários utilitários para distros Linux que te ajudam a otimizar, organizar a fazer manutenções no seu sistema operacional. O Stacer é certamente uma das opções com funcionalidades mais completas aliadas a um visual atraente.

Stacer - Otimizador para Linux






Não é a primeira vez que o Stacer aparece aqui no blog, nós temos inclusive um vídeo para mostrar para você como ele funciona:


A versão nova do Stacer chega com um redesenho para a interface da aplicação e acrescenta novas funcionalidades.

Destaques da nova versão

Stacer - Otimizador para Linux
A nova versão possui temas claros e escuros

Ao abrir a nova versão do Stacer as mudanças são muito óbvias, chamando a nossa atenção, especialmente se comparado à versão anterior. Temos agora nas configurações a opção de usar a aplicação com um tema claro e um escuro.

Todas as sessões de monitoramento e ajustes estão agrupadas em uma coluna na parte esquerda da aplicação. Sendo que o Dashboard principal (esse da imagem acima) mostra uma espécie de "resumo" do sistema operacional e dos consumos de hardware do computador.

Outras funcionalidades do Stacer incluem um utilitário para configurar aplicações que iniciam junto com o sistema:

Stacer Linux

Ferramenta para limpar resíduos de pacotes antigos no sistema e liberar espaço em disco:

Stacer Linux

Gerenciador de serviços que iniciam junto com o sistema:

Stacer Linux

Monitor de processos que permite que você encerre os que não quiser que estejam em execução:

Stacer Linux

Monitor de pacotes de software que te mostra a quantidade instalada no sistema e permite que você os remova selecionando-os em uma lista simples:

Stacer Linux

Monitor de consumo de hardware do sistema, incluindo uso do processador, memória RAM e rede:

Stacer Linux

Gerenciador de repositórios, que além de listá-los e permitir a ativação e desativação, também permite a edição dos mesmos e a adição também.

Stacer Linux

A última aba do software te mostra algumas opções de configuração do Stacer, como em qual aba você quer que ele inicie e se você quer que ele inicie juntamente com o sistema. Além disso, é possível criar alertas para quando o uso de processador ou memória ultrapassar um determinado valor que você pode definir:

Stacer Linux

Agora, além da aplicação em si, o Stacer é capaz de criar um ícone na área de notificação, facilitando o seu acesso por parte do usuário.

Gostou da aplicação e quer testar? Basta acessar esta página e fazer o download para a sua distro. Ele tem pacotes em .deb e .rpm, além da versão em AppImage, compatíveis com sistemas de 64 bits.

Até a próxima!
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