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Kdenlive 19.04.01 lançado com diversas correções!

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terça-feira, 14 de maio de 2019

O Kdenlive 19.04 foi lançado no dia 18 de Abril, com essa nova versão vieram muitas novidades e mudanças no programa, entretanto um bug bem chato estava atrapalhando a edição de vídeos no software. No dia 11 de Maio, uma nova versão foi lançada, corrigindo este problema.

kdenlive-19.04.01-editor-videos-linux-kde-ubuntu-gratis-gratuito-edição

Edição de vídeo no Linux é repleto de ótimas opções, temos o Davince Resolve, Ligthtworks, ShotCut, Openshot, entre outras ferramentas. Porém um dos queridinhos sempre foi o Kdenlive. Muitos canais no Youtube sobre Linux, são editados ou foram por muitos anos com essa ferramenta, que é o caso do Diolinux. Em meu canal OSistemático, venho produzindo conteúdo desde o início (2016) com essa ferramenta, e mesmo tendo pontos fortes e fracos considero um bom editor de vídeos.

Kdenlive um editor em constante amadurecimento


Durante o início do canal OSistemático, sofria bastante com a versão do Kdenlive contida nos repositórios do Deepin. E durante um bom tempo, foram meses de situações que envolviam o travamento do programa e em alguns casos até a perda do projeto. Então um belo dia resolvi experimentar a versão que é recomendada pelo projeto, o Kdenlive em AppImage, e posso lhe garantir parecia outro programa.

A versão 19.04 veio recheada de mudanças, uma timeline refatorada (feita totalmente do zero), a possibilidade de gravar o áudio diretamente do editor, adição da renderização de vídeos com fundo transparente, melhora no render (ainda não é um ShotCut ou Davince Resolve durante a renderização, mas está bem melhor que as versões antigas). São inúmeras mudanças. E como novas mudanças podem ocasionar novos bugs, assim foi.

kdenlive-19.04.01-editor-videos-linux-kde-ubuntu-gratis-gratuito-edição-timeline

Mais de 40 bugs corrigidos no Kdenlive


  • Foram várias correções, eis alguns bugs solucionados:
  • Falha ao abrir projetos antigos;
  • Erro ao desfazer efeito de ganho/gama;
  • Correção na gravação do áudio;
  • Efeito fade-out quebrado;
  • Miniaturas em alguns clips com falhas;
  • Seleção de clipe bin mais rápido;
  • Efeito de todas as guias com falhas;
  • “Agulha” da timeline se perdia;
  • Imprecisão nos atalhos de corte na timeline;
  • Correções na compilação para Windows; 
  • E muito mais correções…

Veja a lista completa de bugs corrigidos no site oficial do Kdenlive.

Durante esse tempo que editei com a versão 19.04, notei apenas 3 bugs que eram: A agulha que sempre se perdia na timeline, acarretando na imprecisão do corte utilizando atalhos. Por algum motivo o Nvenc não foi reconhecido, impossibilitando a utilização de minha placa de vídeo para render, proxys e previews. E em alguns projetos o vídeo não era exportado com o fundo transparente.

kdenlive-19.04.01-editor-videos-linux-kde-ubuntu-gratis-gratuito-edição-osistematico-canal-youtube-diolinux

Utilizei mesmo assim na produção de meus vídeos e o único bug que atrapalhava minha produtividade era “a agulha se perdendo”. Durante nenhum momento o aplicativo fechou ou algo assim.

Kdenlive 19.04.01 em AppImage e Flatpak


Caso utilize o Kdenlive para suas produções, recomendo a dar uma chance para essa nova versão, 19.04.01. Dou preferência pelos AppImages do Kdenlive, por conta de sua estabilidade e praticidade. Entretanto outra solução que venho usando e gostando bastante é o oferecido no Flathub em Flatpak. Esse formato terá a vantagem da atualização, enquanto no AppImage você deverá baixar o editor a cada update.

Para executar o Kdenlive em AppImagem é muito simples, acesse a matéria e proceda como no passo-a-passo. No caso do Kdenlive Flatpak, será necessário configurar algumas coisas, então segue o post completo

O link para download de ambas versões encontram-se no site oficial do Kdenlive, baixe e experimente.

E você edita vídeos com o Kdenlive? Já editei alguns projetos com essa nova versão 19.04.01 e estou gostando muito, migrei totalmente para ela (😁😁😁).

Que tal continuar todo esse bate-papo sobre edição de vídeo em nosso fórum Diolinux Plus?

Até o próximo post, aqui no blog Diolinux, te espero SISTEMATICAMENTE! 😎
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Versão do Telegram no Flathub agora é oficial

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sexta-feira, 10 de maio de 2019

Para os "zapeiros" de plantão desculpe-me, o Telegram é superior! Brincadeiras a parte (não leve tão a sério o início deste post, muita calma nessa hora 😁😇😁), o mensageiro mil e uma utilidades acaba de ter mais um formato de empacotamento "oficializado" no Linux, antes com sua versão em “tar.xz” (binário executável) no site e Snap, agora o Flatpak entra na "brincadeira". Antes de tudo, aprenda como instalar o suporte a o Flatpak em seu sistema.

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Um assunto que sempre vejo em grupos Linux, é a questão do empacotamento dos programas por mantenedores que não sejam os desenvolvedores da aplicação. E se isso torna ou não o pacote/programa "menos oficial".

Muitos podem argumentar que empacotador é uma coisa e desenvolvedor é outra, e até concordo com isso, entretanto algumas pessoas se apegam ao "quesito" aval do desenvolvedor, ou empacotamento pelo próprio. Particularmente estou entre o primeiro grupo, no entanto entendo que ter essa "oficialização" por parte do criador do software é algo que para empresas, e até mesmo vários usuários, dá uma credibilidade a mais (se isso é apenas uma falsa sensação, aí já não sei, mas que faz uma diferença faz 😁😂😋).

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Telegram no Flathub


O Telegram Desktop vinha sendo mantido no repositório Flathub, lugar com diversas aplicações em Flatpak disponibilizado pela comunidade. O responsável até então pelo seu empacotamento era Jan Grulich, desenvolvedor do projeto KDE e engenheiro de software da Red Hat. E mesmo de forma "não oficial" o aplicativo teve mais de 400 mil downloads, algo que chamou a atenção dos desenvolvedores do programa.

E hoje, dia 10 de Maio, o desenvolvedor do Telegram John Preston, passou a manter o repositório no Flathub. Agora no Github da aplicação existe uma área dedicada ao sistemas suportados e formatos de distribuição, e o Flathub está entre eles.

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E você o que acha sobre essa questão, um programa apenas é oficial quando empacotado/ou possui aval de seus desenvolvedores? Deixo essa "bucha para vocês", e claro tenha sempre respeito com o próximo.

Continue esse assunto em nosso fórum Diolinux Plus.

Até o próximo post, e como sempre te espero aqui no Blog Diolinux, SISTEMATICAMENTE! 😎
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Linux App Store, encontre AppImages, Snaps e Flatpaks num só lugar!

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sexta-feira, 3 de maio de 2019

AppImage, Snap ou Flatpak? Eis uma dúvida de muitos usuários Linux, sejam novatos ou não. E caso queira saber um pouco mais sobre cada um e suas diferenças, temos um artigo super especial comparando os 3 formatos. No entanto caso já tenha “passado dessa fase”, e já utiliza aplicativos nesses formatos, o post é especialmente para você.

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Em meu cotidiano faço uso de diversos softwares, sejam para produção do meu canal OSistemático ou até mesmo para escrever os artigos aqui no blog Diolinux (afinal é necessário criar as capas e tudo mais). E aplicações nos formatos AppImage, Snap e Flatpak são recorrentes em minha rotina, e creio que na de muitos usuários também. Entretanto para descobrirmos novos AppImages teremos que acessar o AppImageHub (ou site da aplicação), e pesquisar pelo mesmo. Já para encontrar os Snaps, podemos ir até a Snap Store e os Flatpaks no Flathub. Obviamente que algumas distribuições permitem adição de repositórios destes formatos em suas lojas, tornando o processo mais cômodo. Porém, e nos outros casos? E se existisse um lugar que agregasse a pesquisa dos programas em AppImage, Snap e Flatpak? Eis que lhes apresento à “Linux App Store”.

Encontre 3 formatos de pacotes em um só lugar!


A ideia é simples, aguardada por muitos, e desconhecida pela maioria. O site “linuxappstore.io” tem como proposta principal agregar e centralizar a pesquisa dos pacotes universais para Linux. Denominado de “Linux App Store”, o projeto é recente está ainda na versão 1.0.0, mas muito promissor. Software livre, o código da Linux App Store, está disponível no Github e é desenvolvido sobre as tecnologias JavaScript, Python e C#. 

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“Mal conheço, mas já considero pacas!”


Além de agregar os 3 formatos universais, em um futuro próximo, possivelmente a intenção é oferecer pacotes RPM e DEB, no entanto esse não é o foco principal do projeto. Sua construção é pautada em tecnologias web, para melhor integração indiferente da interface gráfica ou sistema e tem como pretensão centralizar as pesquisas e instalações dos formatos AppImage, Snap e Flatpak. Atuando de forma intermediária ao acesso de tais pacotes, em uma única interface.

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No momento a Linux App Store, não traz recursos essenciais como categorias e modos de filtragem mais elaborados. Todavia já foram reportadas em seu Github, o desejo por essas funções. Sejamos pacientes, com o tempo novas características serão incorporadas ao projeto tornando-o mais eficiente.

Outro aspecto da Linux App Store, é fazer uso de outros sites (AppImageHub, Flatpak e SnapCraft), mesmo que seja possível pesquisar pelos 3 formatos ao mesmo tempo, filtrar escolhendo um ou outro, ainda ao selecionar o programa você será redirecionado ao site referente ao tipo de pacote, algo que não chega a incomodar, entretanto poderia ser feito na própria loja.

Tenha em mente que o projeto não é algo oficial e relacionado aos pacotes, AppImage, Flatpak e Snap, sendo algo comunitário e sem o suporte dos encabeçadores destes formatos.

Se gosta de estar por dentro sobre AppImage, Snap e Flatpak, recomendo o grupo “Flatpak, Snap e AppImage” no Telegram, ele tem como foco esse tipo de assunto. Estou sempre por lá também. 

E você gostou da Linux App Store? Eu curti bastante, e estava contando as horas até alguém por essa ideia em prática.

Continue em nosso fórum Diolinux Plus esse assunto. Até o próximo post, te espero, SISTEMATICAMENTE! 😎

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Por que o elementary OS escolheu o Flatpak?

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quinta-feira, 4 de abril de 2019

Amado por muitos e odiado por vários usuários, os novos formatos de empacotamento estão ganhando a cada dia mais espaço, com uma “briga” bem acirrada, tendo como principais “combatentes” o Snap e o Flatpak. Em quanto muitos alegam que um formato padrão seria uma necessidade do Linux, ao ver que existem diversas formas de se instalar um mesmo software, outros alegam que a pluralidade e flexibilidade na escolha é um ponto a favor. No entanto estas distribuições estão optando por trazer esses formatos em destaque, claro que isso não significa o não suporte aos demais tipos, apenas uma afinidade com certo projeto. E o elementary OS optou pelo Flatpak, mas qual o motivo desta escolha?

loja-appcenter-elementary-os-flatpak

Em seu blog oficial o elementary OS, através do desenvolvedor Cassidy James Blaede, manifestou o seu apoio ao Flatpak, informando que o projeto está preparando-se para o futuro, e sua loja de aplicativos a AppCenter terá suporte ao formato.

Não sabe o que são e como funcionam os diversos formatos de pacotes no Linux? Acesse essa matéria super especial e aprenda sobre essas tecnologias.

loja-appcenter-elementary-os-flatpak

Ao que parece, a distro se tornará num futuro em algo semelhante ao Endless OS (ao menos em sua loja, com apps curados, claro), utilizando o formato Flatpak para o gerenciamento de seus aplicativos, o elementary OS pautou que o formato clássico em DEB tem sido eficiente ao decorrer dos anos, porém com a evolução da tecnologia, características na qual eles julgam importantes como: downloads paralelos, atualizações delta, sandbox entre outros recursos, não são foco no desenvolvimento do formato de pacotes Debian (a mudança é valida para os apps curados, os demais continuarão em DEB). 

Por que não Snap ou AppImage?


Se o elementary OS é baseado no Ubuntu, porque não utilizar o Snap? E o AppImage? O elementary OS deixou claro o porquê desta escolha, e não é por motivos de um ser inferior ao outro, apenas algumas conveniências.


flatpak-snap-appimage-loja-appcenter-elementary-os

O Snap é acompanhado por alguns anos pelo elementary, e seus desenvolvedores fazem parte do Technical Oversight Board, um conselho técnico de supervisão do formato Snap, que visa criar especificações técnicas e diferentes implementações, conforme a influência de sua comunidade e seus participantes (a exemplo projetos como: AppStream, Arch, Debian, KDE, Ubuntu e Fedora, fazem parte de tal grupo).

Porém o Flatpak enquadra-se melhor na visão do projeto elementary, por estar mais alinhado com o AppStream e o GTK. Por ser desenvolvido sobre tecnologias do projeto Gnome, o elementary tem um maior benefício com o formato, pois suas novas implementações e recursos estão sincronizadas com o Flatpak, que é desenvolvido com o GTK em mente desde seu início.

Esse foco do GTK no Flatpak é sem dúvidas um fator importante para escolha do formato, no entanto outro motivo importante é a descentralização de seus repositórios, ao contrário do Snap, o Flatpak pode ter repositórios individuais, isso proporciona maior controle sobre os pacote pelos desenvolvedores do elementary OS.

Assim o elementary OS garante proporcionar uma infraestrutura que seja construída e mantida com a privacidade do usuário em mente, pois não seria obrigatório utilizar repositórios de terceiros, mantendo um próprio, como alegam estar fazendo com seu repositório Debian atualmente.

Outro aspecto levado em consideração, foi o consenso de seus desenvolvedores, que alegaram ter maior facilidade ao trabalhar com o Flatpak, onde eles tiveram mais experiência.

E o AppImage? Por não trazer por default elementos como sandbox (é possível utilizando o Firejail ), atualização via repositório, rollbacks, entre outros aspectos, fizeram com que o AppImage ao menos tenha sido realmente considerado na implementação da AppCenter. 

Todos os fatores combinados tornam o Flatpak como sua escolha, todavia eles salientam que esta escolha é para sua central de softwares, a AppCenter, e que os usuários são livres para escolherem os formatos que queiram utilizar, embora recomendem o uso de formatos que contenham vantagens e tecnologias como o sandbox.

O que mudará no elementary OS?


Com a adoção do Flatpak, o elementary OS desenvolverá um SDK próprio, e prometeu que por conta disso as aplicações terão tamanhos semelhantes as atuais. Um aspecto a ser observado, é a adesão do Flatpak e não o Flathub, isso significa apenas as aplicações oferecidas na AppCenter que passam pela curadoria do elementary. Outros Flatpaks de repositórios como o Flathub, que não estão sob sua vigilância, não farão parte dos repositórios contidos no AppCenter. 

loja-appcenter-elementary-os-flatpak
 
Outros recursos como atualização automática dos Flatpaks, que existe nas últimas versões da Gnome Software, não estarão presentes em primeiro momento na AppCenter, não obstante com o tempo, novas funcionalidades, como essa, poderão compor a loja do elementary OS.

No atual momento a AppCenter não suporta o Flatpak, e será necessário todo um desenvolvimento para o funcionamento tanto de Flatpaks como DEBs.

A mudança será gradativa, de modo que não tenha impacto com os usuários do sistema, e nem é garantida em sua versão atual, 5.0 Juno. Para os desenvolvedores que tenham interesse de disponibilizar seus aplicativos na AppCenter, o projeto conta com uma curadoria e passo-a-passo para tal, basta acessar o link de seu Github, e informar-se sobre a publicação de apps na loja do elementary (Mais de 100 aplicações curadas estão na AppCenter).

Flatpak, Snap e AppImage


Parece que os projetos comunitários estão adotando o Flatpak, enquanto empresas indo para o Snap, não que isso seja uma regra. O Mint por exemplo, mesmo baseando-se no Ubuntu escolheu o Flatpak, e agora o elementary faz uma escolha semelhante. Essa maior liberdade sem necessariamente passar por sistema de terceiros, está sendo um ponto a favor do Flatpak.

Já o AppImage, mesmo sendo uma ótima tecnologia não tem recursos, como atualização via repositório, rollbacks etc. Não que isso seja um defeito do formato, apenas o mesmo tem uma proposta diferenciada, sendo largamente utilizado em projetos de softwares, por exemplo o Kdenlive.

E você o que achou desta decisão do elementary OS, em distribuir seus apps curados em Flatpak? Gostaríamos de saber sua opinião em nosso fórum Diolinux Plus, interaja e compartilhe nossa comunidade.

Até o próximo post, aqui no blog Diolinux, SISTEMATICAMENTE! 😎
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Agora você pode testar aplicações em beta no Flatpak

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sexta-feira, 22 de fevereiro de 2019

Não é de hoje que venho falando que soluções como: AppImage, Snap e Flatpak são o futuro de distribuição de apps no Linux, e a cada momento novas funcionalidade e recursos são implementados nestes formatos de empacotamento. O Flatpak acabou de receber uma funcionalidade muito interessante para entusiastas da tecnologia.

flathub-flatpak-canal-repositorio-beta-teste

No dia 19 deste mês, em um comunicado no blog do Gnome, foram anunciados novos recursos do Flathub, em meio às novidades, algumas com foco nos desenvolvedores de softwares, um recurso muito interessante foi adicionado ao repositório, a possibilidade de obter instalações de programas em estágio beta em Flatpak.

O Snap possui algo semelhante, chamado de “canal beta”, dando o poder nas mãos do usuário, de qual versão do software ele está disposto a instalar em seu sistema, uma versão considerada estável ou uma versão “teste”, em que recursos recém implementados ou em desenvolvimento podem fazer parte.

Com essa nova opção, entusiastas poderão testar as versões betas de seus softwares, com a segurança e tranquilidade que uma aplicação em SANDBOX pode oferecer, sem medo de bugs que possam comprometer seu sistema operacional.

Repositório Beta do Flathub


O objetivo deste repositório é possibilitar aos desenvolvedores que usuários comuns testem suas aplicações, para eventuais lançamentos de versões estáveis de suas aplicações.

Para isso o próprio Github da aplicação será utilizado neste repositório beta, descomplicando o procedimento e tendo uma maior velocidade ao oferecer tais apps.

Para adicionar a opção do repositório beta em seu sistema, basta executar o seguinte comando:

flatpak remote-add flathub-beta https://flathub.org/beta-repo/flathub-beta.flatpakrepo

Em seguida instalar a versão beta do aplicativo desejado: (Como exemplo utilizei a Engine de jogos Godot)

flatpak install --user flathub-beta org.godotengine.Godot

Ao instalar uma versão beta e outra estável do mesmo aplicativo, eles serão adicionados em paralelo no sistema. Porém, apenas um será exibido no menu de aplicativos de sua distribuição.

Você pode mudar a exibição de qual versão, sendo na respectiva ordem [01 | 02] em que o primeiro parâmetro será o app a ser exibido.

flatpak make-current org.godotengine.Godot [beta|stable]

Através do terminal existe a opção de escolher qual versão executar, inclusive existem duas formas de executar a versão beta do app:

flatpak run --branch=beta org.godotengine.Godot

ou

flatpak run org.godotengine.Godot//beta

Neste primeiro momento essa alternativa está disponível apenas via terminal, sendo apenas questão de tempo para ter implementações gráficas, seja na loja de apps ou DEs.

O que achou da novidade? Será interessante conferir as versões betas dos programas, e quem sabe descobrir novas funcionalidades, além de contribuir em seu amadurecimento para as versões estáveis. 

Te espero como de costume, aqui no blog Diolinux, SISTEMATICAMENTE, até a próxima! 😎

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TOP 7 Games Open Source que você precisa conhecer

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quarta-feira, 9 de janeiro de 2019

Como fizemos anteriormente, montamos duas listas com games atuais e “clássicos” que rodam via Steamplay, mas nem só de jogos proprietários vive o Linux (quem diria), existem muitos projetos de jogos que tem código aberto e são mantidos por comunidades de desenvolvedores.

 TOP 7 Games Open Source que você precisa conhecer






Essa lista não coloca os games do melhor para o pior ou qualquer coisa do tipo, nela vamos mostrar alguns games open source e vamos nos dar ao “luxo” de excluir os games mais “famosos”, como Dota2, CS:GO, Rocket League, Hitman, Tomb Raider, Dirty Rally, entre muitos, muitos outros.


Se você gosta de jogos baseados em turnos, de estratégia e com temática de fantasia, esse game mantido pela comunidade, esse pode ser uma ótima opção, inclusive, você pode instalá-lo via Steam.

Enredo : Explore o mundo de Wesnoth e participe de suas muitas aventuras! Embarque em uma busca desesperada para recuperar seu legítimo trono ... Fuja para um novo lar através do mar dos Lords Lich ... Mergulhe nas profundezas mais escuras da terra para criar uma jóia do fogo para si ... Defenda seu reino contra a hordas devastadoras de necromantes malucos ... Ou lidere um grupo descontrolado de sobreviventes pelas areias brilhantes para enfrentar um mal invisível.

Para instalar o Wesnotha sua distro favorita, eles tem uma área no site que ensina passo-a-passo como fazer, você pode acessar AQUI. Entretanto, você encontra ele nas lojas de aplicativos das distros Linux também

2 - Alien Arena

Se você gosta dos jogos de tiro no estilo “death match old school” mas quer algo moderno, divertido, colorido e com temática Sci-Fi, o Alien Arena vai lhe proporcionar algumas horas de diversão. O game tem inspirações em um “irmão” famoso, o Quake III. Nele você pode tanto jogar contra os bots, como jogar no modo online com os seus amigos.

 

Para instalar ele você tem 3 formas diferentes. A primeira é através da sua loja de aplicativos, procurando pelo termo “Alienarena” e instalando. A segunda é você baixando o pacote do jogo no site (que tem aproximadamente 900 MB) e compilar,ou então a terceira maneira, que é via Steam, onde o game é pago, o valor fica na casa dos R$ 6,00 aproximadamente, o que é forma legal de você ajudar os desenvolvedores também Para mais detalhes é só consultar o site oficial.

3 - SimuTrans

SimuTrans é um game que simula como seria construir uma companhia de transportes, podendo transportar desde passageiros via trem e chegando até o transporte via avião. O game pode ser jogado tanto singleplayer quanto multiplayer, tem mods, uma comunidade para lhe ajudar, mapa sem limites e os paksets (que são modificações para o jogo). E o melhor de tudo é Open Source 😁.



Para instalar você pode baixar ele direto do site e seguir as orientações para a sua distribuição ou baixar pela Steam. O jogo é Free também.

4 - Assault Cube

Se você estiver procurando um game ao estilo do Counter-Strike, mas não tem um computador forte e quer se divertir, o Assault Cube vai “cair como uma luva” para você. Ele é Free, multiplayer, first-person shooter e é baseado na Engine CUBE. Um game de 2013, mas que vai lhe proporcionar algumas horas de diversão

 

Para instalar ele existem duas formas diferentes. A primeira é através da sua loja de aplicativos, procurando pelo termo “Assaultcube” e instalando. A segunda é você baixando o pacote do jogo no site (que tem aproximadamente 50 MB) e fazer a instalação a partir do código. Para mais detalhes é só consultar o site dele.

5 - Urban Terror

Mais um game que é lembrado pelas pessoas quando pensam em jogos de FPS (First Person Shooter), o Urban Terror é mais um game “filho” do Counter Strike, e é um game muito bom e divertido. Tanto é o sucesso e reconhecimento, que os devs vão dar uma revitalizada nele e portar o game para a Engine da Epic Games, a Unreal Engine 4 (UE4), e pelas primeiras gameplays mostradas o game vai dar um salto e tanto. Você pode conferir essa nova versão nesse vídeo dos devs. Mas por hora a versão atual é a 4.3.4 e ainda não tem a poderosa Engine da Epic Games.



  

Para instalar ele você tem que baixar o pacote do jogo no site e fazer a instalação a partir do código (o game completo tem aproximadamente 1,4GB). Para mais detalhes é só consultar o site dele.

6 - Total Chaos

Se você gosta de jogos na mesma pegada do famoso Doom, o Total Chaos é um mod do Doom 2 e rodando no porte pelo GZDoom. Esse survival horror vai lhe entregar algumas boas horas de aventura, tiros, sustos e adrenalina. Para mais detalhes do game, você confere no site moddb.















Para instalar ele você tem duas formas de baixar o game. A primeira é baixar o pacote do jogo no site e fazer a instalação a partir do código (o game completo tem aproximadamente 1,4GB). E a outra forma é baixar ele via flatpak, se a sua distro já estiver suporte ao formato de pacote é só procurar por “Total Chaos”, mas se a sua distro não tiver, você pode conferir esse artigo onde ensinamos. Feito a instalação do flatpak, basta acessar o site do flathub e clicar em “Install”, bastando esperar o processo de instalação. Se você preferir fazer via terminal, basta rodar esses dois comandos:

Instalação : flatpak install flathub com.moddb.TotalChaos

rodando : flatpak run com.moddb.TotalChaos

7 - 0 A.D.

E não podemos deixar de mencionar o “Age of Empires” de código aberto, o  0 A.D, game que segue a mesma mecânica do seu “irmão” mais famoso mas que não deixa a desejar em nada em relação a ele. O game de estratégia em tempo real (RTS) é mantido atualmente pela Wildfire Games, um conjunto de devs do mundo todo que ajuda o jogo a ficar “nos trinques”.




0.A.D está presente nas lojas de aplicativos de todas as distros, incluindo versões Snap e Flatpak também.

Para instalar na sua distro ; Instalação via Snap e Instalação via Flapak


Lógico que existem muitos e muitos games open source espalhados por aí, pode ser através dos repositórios das distros Linux, bem como em sites também. As possibilidades são muitas e não caberia em um post, então deixe nos comentários qual game faltou e quem sabe ele aparece em uma lista futura aqui no blog. 


Até o próximo post, forte abraço.
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Conheça os novos recursos adicionados ao GNOME 3.30

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sexta-feira, 7 de setembro de 2018

Foi lançado nesta quarta-feira (5) a 35ª versão do GNOME, chegando na versão 3.30 e com o nome de  “Almería”. O lançamento ocorreu após 6 meses da versão 3.28 ter “ganho a luz do dia”.

Conheça os novos recursos adicionados ao GNOME 3.30






A nova versão do GNOME conta com 24.845 alterações no seu código e contou com aproximadamente 801 colaboradores. O nome “Almería” foi uma homenagem para a equipe de organização da GUADEC, que é a principal conferência anual do GNOME e que neste ano aconteceu em Almería - Espanha.

Novas funcionalidades do Gnome 3.30


⏺ Desempenho do desktop melhorado

O pessoal do Gnome focou em melhorar a fluidez e rapidez do GNOME e assim consumindo menos recursos do computador, isso inclui a correção do problema de “vazamento” memória do GNOME Shell que se encontra presente. Isso foi possível, graças aos devs da Canonical e da Red Hat,  juntamente com a comunidade para abordar e corrigir essas questões.

Outra melhoria foi a atualização do GNOME Javascript (GJS) para o SpiderMonkey60, que é a versão mais recente do JavaScript Engine, procurando otimizar o desempenho do ambiente gráfico.

       GNOME 3.30 Desktop


 ⏺ Novo visual do Nautilus

O Nautilus, gerenciador de arquivos do GNOME, teve melhorias também, como o refinamento e simplificação dos principais recursos, como o  comportamento da barra de pesquisa e a melhora da fluidez dos ícones quando são redimensionados.

Outras mudanças são incluem a substituição dos botões na barra onde fica o caminho das pastas e agora tem um visual mais sutil e “clean”. A pesquisa foi integrada também à barra e agora você pode acessar o caminho clicando com o botão direito em cima, exibindo-o em um menu suspenso.

       GNOME 3.30 Features - Nautilus




Melhor gerenciamento dos pacotes Flatpaks

O GNOME Software vai receber melhorias para o gerenciamento dos pacotes Flatpack, além de receber os updates vindos diretamente do flathub, assim recebendo as versões mais recentes e estáveis dos aplicativos,você também poderá escolher se quer receber os updates automaticamente e se quer também receber notificações sobre eles.


       Automatic Flatpak Updates

 ⏺ Programa nativo de Podcasts

O GNOME 3.30 vai trazer um programa nativo para os amantes dos Podcasts. Nele você vai poder gerenciar as suas assinaturas diretamente da área de trabalho, além poder controlar a reprodução, pausando e mudando de faixa Outra funcionalidade presente é a possibilidade de baixar os novos episódios, além de poder importar episódios de outros dispositivos.

      GNOME Podcasts App

 Para maiores informações sobre o GNOME 3.30, você pode acessar os links do projeto aqui e aqui.

O GNOME 3.30 vai ser lançado junto com a nova versão do Ubuntu, a 18.10 em 5 de Setembro de 2018. Conte-nos nos comentários se você usa o GNOME e se está esperando essas melhoras com entusiasmo, qual novidade mais lhe agradou?

Até uma próxima e um forte abraço


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Lançado a versão 1.0 do Flatpak com novidades e melhorias

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quarta-feira, 22 de agosto de 2018

O sistema de empacotamento Flatpak, finalmente chega a sua versão 1.0, considerada estável e um marco para o projeto. Já fizemos um artigo aqui no blog explicando a origem do Flatpak.

Lançado a versão 1.0 do Flatpak com novidades e melhorias






Um primeiro sinal desse amadurecimento do projeto, é a retirada da palavra Beta do site  Flathub, a loja oficial onde ficam os aplicativos empacotados no formato.

Tanto que o desenvolvedor chefe do projeto,  Alexander Larsson, deu a seguinte declaração:

“Muito trabalho foi dedicado ao Flatpak 1.0 e estamos confiantes de que ele está pronto para uso mais amplo. O Flatpak sempre teve como objetivo de revolucionar o ecossistema Linux e este é um passo importante para isso.”

O Flatpak tem uma integração muito boa com  distros como Linux Mint, Fedora e Arch, trazendo aplicativos famosos ao repositório como GIMP, Spotify, Skype, LibreOffice, Firefox, Krita, Kdenlive e entre outros.

Agora nessa nova versão trouxe algumas novidades, como a possibilidade gerenciar as permissões dos aplicativos, assim como acontece nos aplicativos empacotados via Snap, e não na hora que você abre ele. Se o aplicativo precisar de permissões futuras, o Flatpak irá mandar uma notificação pedindo a sua permissão ou não para aquele aplicativo. 

Nos resta esperar a integração com o Gnome Software. Outra novidade é a possibilidade de conceder permissão aos aplicativos via Flatpak acessarem dispositivos Bluetooth.

Outra gigante do mundo open source a se pronunciar sobre a chegada do Flatpak 1.0, foi a “The Document Foundation”, responsável pelo LibreOffice, o desenvolvedor Stephan Bergmann comentou:

“O Flatpak percorreu um longo caminho desde que começamos a usá-lo; hoje em dia podemos digitar um comando trivial para obter o último LibreOffice 6.1 construído e publicado no Flathub automaticamente. O que me impressiona é a abrangência e profundidade dos relatórios de erros que recebemos para a versão do LibreOffice Flatpak. Isso mostra que as pessoas estão usando em todos os tipos de cenários.”

Algumas outras novidades no Flatpak 1.0:

-  Rapidez na instalação e atualização dos aplicativos;

-  Apps agora podem ser marcados como “fim da vida”;

-  Um novo portal agora permite que os aplicativos criem “sandboxes” e reiniciem depois de um update;

-  Uma nova permissão para o X11 concede acesso ao o usuário em uma seção X11 em execução.  

Para quem executa o Flatpak via linha de comando, três novos comandos foram incluídos:

-  uninstall --unused - remove extensões não utilizadas do runtime;

-  repair - escaneia apps com erros, quebrados e remove objetos inválidos;

-  Novas opções do comando info que incluem agora os complementos --show-permissions e  --file-access.

Para maiores detalhes das novidades, você pode acessar o Github do projeto ou o comunicado oficial deles.

Muito legal ver o projeto tomar “corpo” , pois isso mostra que a indústria está de olho nele e vê potencial para trazer mais aplicativos e jogos para o Linux.
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