Diolinux - O modo Linux e Open Source de ver o Mundo

Responsive Ad Slot

Mostrando postagens com marcador flatpak. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador flatpak. Mostrar todas as postagens

3 alternativas para desenhos simples, estilo "Microsoft Paint"

Nenhum comentário

quinta-feira, 18 de julho de 2019

O Microsoft Paint é um programa muito popular entre usuários do Windows, na qual provavelmente você quando mais jovem, já tenha “perdido” algumas horas em frente ao PC. A criançada adora rabiscar e pôr a imaginação em ação. Se busca por uma ferramenta similar, irei apresentar 3 alternativas. Indo da mais simples para a mais completa em recursos.

alternativa-linux-ms-microsoft-paint-google-canvas-web-app-drawing-kolourpaint-gnome-kde-gtk-qt-ubuntu-flatpak-snap

Essa postagem não tem como objetivo indicar softwares para edição ou desenhos elaborados, soluções como: GIMP, Krita, Inkscape, entre outros são os indicados. Afinal, programas assim podem ser bem complexos para crianças e o objetivo é apenas rabiscar e se divertir, quem sabe despertar um Leonardo da Vinci ou Van Gogh (sem suas excentricidades, claro 😕😕😕).

Google Canvas


O Google Canvas vem sendo chamado por muitos sites, como o “Paint” da Google. Inclusive noticiamos na época de seu lançamento, no início do ano. A solução é online e sendo bem simples o seu funcionamento. Se busca por algo rápido e que não exija instalação, ele pode ser uma alternativa a se considerar. Mesmo possuindo pouquíssimas ferramentas, dependendo do perfil de quem for utilizar o programa, o Canvas é mais que suficiente.

alternativa-linux-ms-microsoft-paint-google-canvas-web

Por ser online, conexão com a internet será requisito e uma conta Google. Acesse o Google Canvas por este link. Se ficou alguma dúvida, considere ler nossa postagem sobre o serviço.

Drawing


Pensado para ambiente o GNOME (mas pode ser utilizado nos demais), o Drawing possui alguns recursos à mais que o Google Canvas. Digamos que ele é o intermediário da nossa lista. O número de ferramentas e opções dão um pouco mais de autonomia, entretanto, nada tão complexo. Além de desenhar com a ferramenta, pequenas edições podem ser realizadas. O Drawing suporta imagens no formato PNG, JPEG e BMP.

alternativa-linux-ms-microsoft-paint-app-drawing-gnome-kde-gtk-ubuntu-flatpak

O Drawing está disponível oficialmente via Flatpak no Flathub. Caso não tenha configurado em seu sistema o Flatpak, essa postagem tem todo procedimento. Se utiliza Ubuntu, este post ensina como habilitar o suporte a esse tipo de pacote na loja da distribuição (Software Ubuntu/Gnome Software), permitindo instalação do Drawing via interface gráfica (depois de adicionar o suporte, pesquise por “Drawing”, encontre a aplicação e efetue a instalação). No Linux Mint, basta pesquisar na loja pelo programa. Caso queira instalar via terminal, proceda assim:

Habilite o repositório do Flathub (se não tem configurado)

flatpak remote-add --if-not-exists flathub https://flathub.org/repo/flathub.flatpakrepo

Instale o Drawing Flatpak via terminal:

flatpak install flathub com.github.maoschanz.drawing

Para desinstalar via terminal:

flatpak remove com.github.maoschanz.drawing/x86_64/stable

Kolourpaint


A última aplicação da lista é o Kolourpaint, talvez o mais completo do gênero. Possuindo até mais ferramentas que o próprio Microsoft Paint. Se quer mais opções e uma familiaridade com o app da Microsoft, o Kolourpaint é a opção certa. Para se ter uma noção, o programa suporta vários tipos de arquivos, como o formato do Adobe Photoshop (PSD) e do GIMP (XCF).

alternativa-linux-ms-microsoft-paint-app-kolourpaint-kde-gtk-qt-ubuntu-flatpak-snap

Você pode obter o Kolourpaint de várias formas. Pesquise normalmente na loja de sua distribuição e instale diretamente do repositório, ou via Flatpak ou Snap. Digamos que queira utilizar no formato Snap. Configure primeiramente o Snap em sua distribuição, conforme este artigo, lembrando que no Ubuntu não é necessário configurar e você encontrará normalmente na loja. Utilize estes comandos se a loja de sua distribuição não possui integração com os Snaps.

A versão Snap pode ser instalado por esse comando:

sudo snap install kolourpaint

Para remover o Kolourpaint Snap:

sudo snap uninstall kolourpaint

Outra opção é via Flatpak. Relembrando que será necessário ter o Flatpak configurado e o repositório do Flathub também. Além, de poder instalar via interface gráfica na Gnome Software. Caso não tenha configurado, na parte que abordei sobre o Drawing, demonstrei como proceder.

Instalação via Flatpak:

flatpak install flathub org.kde.kolourpaint

Remoção da aplicação Flatpak:

flatpak remove org.kde.kolourpaint/x86_64/stable

Essas são as 3 alternativas ao Microsoft Paint, se conhece alguma interessante compartilhe nos comentários ou em nosso fórum Diolinux Plus

Particularmente não me dou bem com esse tipo de aplicativo, acho que deu para notar nas imagens (😂😂😂). No entanto, quando instalei o Kolourpaint no pc de um usuário (com esse perfil, uma criança e tal...) o resultado foi super positivo. Já se você precisa criar artes mais elaboradas, utilize algum dos softwares que citei no início do artigo.

Acho que irei continuar no Inkscape + GIMP (😋😋😋), mas se alguém sentir a falta do Microsoft Paint, opção é o que não falta. Até o próximo post, SISTEMATICAMENTE! 😎
_____________________________________________________________________________
Viu algum erro ou gostaria de adicionar alguma sugestão a essa matéria? Colabore, clique aqui.

O que leva um novo usuário desistir do Linux?

Nenhum comentário

quinta-feira, 11 de julho de 2019

Novos usuários que por algum motivo se aventuram em terras desconhecidas, ou para os mais íntimos, “o mundo do pinguim,”, acabam passando por situações nem sempre agradáveis. Uma parte acaba desistindo e passam a repudiar a plataforma, seja por uma desilusão ou não conseguirem moldar o sistema, como o que usava anteriormente. Hoje irei abordar alguns motivos que levam novos usuários a desistirem do Linux.


Em 2015 o Dionatan Simioni, simplesmente o “mandachuva do Diolinux” (😇😇😇), escreveu uma postagem com tema semelhante. Aconselho que leiam, e de fato algumas coisas também estarão presentes neste. No entanto, irei abordar conforme minha visão dos fatos e espero que você também enriqueça essa postagem comentando e dando seu ponto de vista.

“O início do fim”


O ser humano gosta de conforto e rotina, qualquer coisa que mude esse “modus operandi” irá nos causar aversão. Usar algo novo nos proporcionará um misto de sensações, como: medo, anseio, impotência, alegria, raiva, surpresa, fascínio, recordação, frustração entre outros sentimentos. A forma que canalizamos esses momentos ao descobrir um mundo novo, será um dos aspectos que ditará o fim ou início. Não é difícil identificar usuários que se tornarão amargurados com a experiência de utilizar Linux. Quantas vezes você já não viu alguém procurando uma distribuição Linux igual ao Windows? Não estou dizendo em uma interface que tenha a lógica de funcionamento semelhante, mas sim pessoas que querem um Linux como o Windows. Seja na instalação e seleção de softwares, atualizações, interface, atalhos, comportamento, sistema de arquivos e tudo mais. Usuários que não mudam essa mentalidade, estão fadados a abandonarem o Linux. A premissa é muito simples: “Por que usar Linux, se o que na realidade você quer é utilizar outro sistema?”, no caso o Windows. Talvez por características e vantagens que o Linux possua, porém, nada é só vantagens ou só defeitos. Aventurar-se ao novo requer uma mudança de paradigmas, e isso não é para qualquer um.

Instalação do sistema 


Ao contrário do Windows e macOS o Linux não está presente pré-instalado no ato da compra de um hardware geralmente, claro que existem exceções, mas isso, querendo ou não, acaba dificultando parte do processo. “Obrigatoriamente” um novo usuário, ou terá que solicitar a instalação por meio de terceiros, ou fazer por conta própria. Essa já é uma primeira barreira, instalar uma distribuição “na cara e na coragem”. 

Vejo muitos usuários de Windows usarem isso como o “xeque-mate”, mas lembre-se que o mesmo ocorre com o Windows. A diferença é que qualquer “técnico de esquina” instala uma cópia pirata do sistema da Microsoft, enquanto, outros nem ao menos sabem o que é Ubuntu. Atualmente instalar uma distro como Ubuntu, Linux Mint, Deepin, etc; não é uma tarefa complicada, isso no modo automático. Lembrando que estamos falando de um novato, que não conhece nada de Linux. Procedimentos, como: criar pendrive bootável, desativar secure boot, verificar se está em modo UEFI ou Bios LEGACY, são coisas que exigirão pesquisas e alguns tutorias no Youtube.

Opções, muitas opções, qual sistema escolher?


Uma das características que mais gosto no Linux, é tido como defeito e qualidade: ter muitas opções. Isso possibilita utilizar a distribuição que mais se aproxime ao seu perfil ou confundir os novatos (“uma via de mão dupla”). Um usuário despercebido e que não “manje nada de Linux” pode até ficar confuso com tantas distribuições, todavia, uma se sobressai entre as outras. Claro, que não digo que ela é a melhor, simplesmente é a que quase todo novo usuário inicia. Estou falando do Ubuntu. Seja por sua vasta documentação, blogs, tutoriais, canais no Youtube e tudo mais. O Ubuntu aparecerá logo ao pesquisar por alguma solução para Linux, e provavelmente ele será o primeiro sistema em que os novos usuários ouvirão ou irão se aventurar. No entanto, é inegável que a quantidade assombrosa de sistemas Linux podem tornar a escolha bem difícil para alguns usuários.

Incompatibilidade com hardwares 


Nesses anos que utilizo Linux, não me recordo de ter passado por este problema, mesmo no início em que sempre estive preocupado com incompatibilidades, “nunca fui agraciado” com esse tipo de situação (sempre pesquiso bastante antes de adquirir algum hardware, isso pode contribuir). Talvez um device ou hardware muito datado, ou uma placa wifi muito específica, acabem tirando o sono de algumas pessoas ao tentar instalar uma distro. Diversos fóruns estão com tópicos do tipo: “minha placa wifi não funciona em distro tal”, “impressora y não funciona no Linux”, “não consigo jogar com o driver proprietário de placa x” e por aí vai…

Catálogo de programas indisponíveis para Linux


Outra barreira que acaba desestimulando o uso de Linux, são alguns softwares inexistentes na plataforma. Esse assunto é bem delicado, pois, a “culpa” não é do Linux em si (se é que existem culpados). Algumas empresas julgam sem necessidade um porte ou desenvolvimento de seus programas para outros sistemas. Um exemplo bem expressivo é a Adobe, com sua suite de criação. 

Quando o assunto é Adobe, logo aparecem usuários dizendo: “Você pode utilizar o Gimp” ou “Existe o Kdenlive, Blender, DaVinci Resolve”. Digamos que não é tão simples assim, e dependendo do caso, nem sempre o usuário pode migrar de programa.

Gamers e suas dificuldades no Linux 


Jogar no Linux não é “um bicho de 7 cabeças”. Houve uma tremenda evolução nestes últimos anos, e muitos títulos se fazem presentes no sistema do pinguim. Se há alguns anos era impossível jogar games, como: GTA V, The Witcher 3, Overwatch, Dota 2, Counter Strike entre outros. Atualmente não é mais assim, porém, mesmo com inúmeros games nativos, SteamPlay (que permite executar games do Windows no Linux), nem sempre a tarefa será das mais amigáveis. Alguns jogos não irão funcionar de primeira, sendo preciso alguns ajustes. Sites, como o ProtonDB e tutoriais ensinando alguns parâmetros, podem facilitar o processo, mas isso vai exigir algumas tentativas e erros. 

Para jogos que façam uso de Wine, Proton (SteamPlay), dependendo do hardware a performance pode ser prejudicada e visivelmente afetando a gameplay. Anteriormente abordei o caso de programas que não funcionam no Linux, e com jogos não é diferente. Dependendo do game em questão, a única solução será manter um dualboot, abandonar o jogo ou desistir do Linux (ao menos momentaneamente). O que mais me impressiona nesta história, é a capacidade do Linux rodar jogos do Windows de maneira que parece algo nativo. Obviamente que isso dependerá do seu hardware e do jogo. Um aspecto que atrapalha o funcionamento destes games no Linux são os anti-cheats, na qual já abordamos em outra postagem.

Tipos de pacotes, particularidades do sistema e nomenclaturas 


Talvez esse seja o ponto em que os novatos mais se atrapalham. O que é um Flatpak, Snap, AppImage, apt, dnf, tray, repositório, etc, etc, etc. São tantas novidades que ou das duas uma: “o cara fica doido e sai correndo” (😜😜😜) ou começa a refletir do porquê disso e começa a aprender. Para usuários que querem um Linux igual ao Windows, a jornada acaba aqui. Para quem entende que é algo novo e aceita a realidade, que “não sabemos de tudo”, a jornada apenas começou. Esse passo exige muita humildade, pois, é de nossa natureza, querer ser o melhor. Aceitar que novas situações, experiências, tecnologias nem sempre estarão em nossos plenos domínios, evita frustrações, nos condicionando para o aprendizado. Tudo isso irá depender do usuário, e não do novo sistema. Algo que quero salientar é: que usuário é diferente de administrador de sistema. Não é obrigado a aprender tecnicamente como as coisas funcionam, apenas tirar proveito da tecnologia e utilizar em seu dia-a-dia. Uma coisa que nem sempre acaba acontecendo, os usuários de Linux acabam criando um apreço e mesclando entre serem “usuários e administradores”. Gosto de chamar esse grupo de “usuário intermediário”, que é aquele cara que não chega a ser um administrador pleno, mas que sabe muito e por vezes administra sozinho seu sistema. Se você chegou a este ponto, dificilmente desistirá do Linux.

Comunidade áspera 


Por muito tempo a comunidade Linux recebeu este rótulo, uma comunidade ácida e que espantava os iniciantes e suas “perguntas burras”. O motivo da existência de vários blogs, sites e canais do Youtube, em parte, foi devido a essa conduta repugnante. Sendo sincero, felizmente nunca passei por uma situação humilhante em algum fórum ou grupo. O motivo? Não participava de nenhum, e sempre quando me permitia a navegar por essas águas, observava tais atrocidades. Sempre fui um lobo solitário, buscando resolver meus próprios problemas. Por conta disso, perdi oportunidades de conhecer pessoas que realmente se importavam com os outros. Sei que a acidez de algumas comunidades já afastaram muitos usuários, algumas pessoas não compreendem que começamos do início, por mais estranho que isso possa soar. Enfim, pessoas sensatas estão levantando grupos que realmente fazem a diferença, fóruns que não menosprezam os iniciantes e que na possibilidade de algum “sem noção” ofender alguém, logo ignoram esse indivíduo, e é claro que, isso não se restringe a grupos que falam sobre Linux ou Software Livre e Open Source, é possível ver comportamentos similares em qualquer grupo “rival”, sobretudo no mundo da tecnologia, Intel e AMD, Nvidia e AMD, Xbox e Play Station, Samsung e Apple, etc; etc.

Ideias radicais


Você já ouviu pessoas dizerem a palavra “Ruindows”? Algumas falam em tom de gozação e em círculos com amigos, assim como sempre brinco e falo “Linûx” ou “que Linux não tem jogos”. O problema que algumas realmente pensam assim. Na realidade não tiro o direito de pensarem nesse tipo de coisa, vejo como reprovável quando querem empurrar esse pensamento “goela abaixo”. Muitos usuários nem sequer experimentam Linux, por acreditar que seus usuários são assim. Esse tipo de comportamento também ocorre em outros usuários de sistemas distintos. Não é raro ver alguns usuários do Windows espalhando lorotas de que: “Não tem como ser gamer e usar Linux” ou “Linux é coisa de comunista/fascista”. Muita desinformação ronda a internet.

Minha singela conclusão


Linux é um ecossistema que proporciona muitas vantagens e facilidades de uso, entretanto, “nem tudo são flores”. Existem defeitos, dificuldades e uma provável obrigatoriedade na mudança de sua rotina ou algumas ideias e pensamentos. Longe de ser algo ruim, apenas diferente, não existe certo ou errado nisso. Caso o programa no qual você “ganha seu suado pão” não esteja presente, não é crime algum não migrar ou deixar de utilizar o Windows, por exemplo. Aquele jogo que você mais gosta não está no Linux, ou não existe a possibilidade de jogá-lo. Não há problema em não fazer um dualboot. Sim, existem nomenclaturas e conceitos um pouco confusos, mas é absolutamente comum sentir-se desorientado ao iniciar em algo novo. Aprenda o essencial, minha esposa, por exemplo utiliza Linux e não sabe o que é um Flatpak. Ela simplesmente abre a loja do Linux Mint e instala o que quer. Minha mãe nem sabe o que é Linux, Windows, ou seja lá o que for e usava Ubuntu (😂😂😂). Mesmo criança meu irmãozinho utilizava, agora adolescente passou a vasculhar e fazer coisas sem ao menos me pedir ajuda. Recentemente ele resolveu um problema de um jogo via SteamPlay, descobriu sozinho alguns comandos do winetricks que solucionaram o bug no game e fez algo que tentei por algumas semanas sem resultado.

Os motivos abordados neste post, são os que julgo serem os principais a desmotivarem o uso do Linux para novos usuários. Fique a vontade para expor suas ideias, claro, sendo complacente com a opinião alheia. Não ofenda ou empurre seu ponto de vista, isso só gera brigas e não uma verdadeira e saudável discussão.

Para quem precisa de uma comunidade “mente aberta”, considere participar de nosso fórum Diolinux Plus. Não importa se usa Windows, macOS, iOS, Android, Linux seja o que for. O intuito do Diolinux Plus é auxiliar os usuários e promover debates de ideias de alto nível, sem picuinhas ou brigas de ego.

Até o próximo post, que hoje o assunto rendeu (😁😁😁), compartilhe esta postagem, SISTEMATICAMENTE! 😎
_____________________________________________________________________________
Viu algum erro ou gostaria de adicionar alguma sugestão a essa matéria? Colabore, clique aqui.


Novidades que estão chegando no Fedora 31 Workstation

Nenhum comentário

domingo, 30 de junho de 2019

Quem chega ao mundo do Linux, sempre é apresentado a algumas opções para usar em seu PC, dentro dessas opções está o Fedora. Em resumo, o Fedora é uma versão comunitária do RHEL (Red Hat Enterprise Linux) e apoiada pela própria Red Hat. Geralmente é no Fedora que recursos serão testados e usados no RHEL.

Novidades que estão chegando no Fedora 31 Workstation





Feito essa breve apresentação, vamos comentar das novidades que virão na versão 31 do Fedora Workstation, prevista para chegar no final de outubro deste ano (2019). Algumas novidades que estão chegando, envolve o Wayland, nova versão do Gnome, melhor suporte ao driver da NVIDIA, PipeWire, recursos e suporte expandidos do Flatpak e muito mais.

Primeiro vamos comentar sobre o Wayland, sucessor do Xorg, que segundo o dev do projeto, Christian Schaller, é que seja concluída a transição para o Wayland muito em breve e também removendo a dependência do X Windowing System, significando que o Gnome Shell não precisará rodar o tempo todo o  XWayland. Ele ainda comenta porque demorou tanto:

“Para aqueles que se perguntam por que isso levou tanto tempo, é bem simples; por 20 anos, os desenvolvedores poderiam assumir com segurança onde estamos rodando no atop do X. Então refatorar tudo o que é necessário para remover qualquer código que faça a suposição de que ele está rodando sobre o X.org tem sido um grande esforço. O trabalho é feito principalmente para o shell em si, mas existem alguns itens em relação ao daemon de Configuração do GNOME, onde precisamos expulsar a dependência do X.”

Ele acredita que nas versões 3.34 ou 3.36 do GNOME, a transição já estará concluída. Ainda complementou sobre o XWayland:

“Uma vez que o trabalho esteja concluído, server X (XWayland) só será iniciado se você realmente executar um aplicativo X e quando você fechar o aplicativo no servidor X será encerrado também. Outra mudança em que Hans de Goede está trabalhando no momento é permitir que os aplicativos X sejam executados como root no XWayland. Em geral, executar aplicativos de desktop como root não é considerado aconselhável do ponto de vista da segurança, mas como sempre funcionou com o X, achamos que ele também deveria continuar presente no XWayland. Isso deve corrigir alguns aplicativos “de fora”, que só funciona quando executado como root atualmente.”

Sobre o driver da NVIDIA trabalhar com o Wayland, vou deixar o comentário do dev, que já deve ser o bastante para a situação:

“Finalmente, há a pergunta de suporte ao driver binário da NVIDIA. Então você pode rodar uma sessão Wayland nativa em cima do driver binário e você teve esteve habilitado por muito tempo. Infelizmente, não houve suporte para o driver binário no XWayland e, portanto, os aplicativos X (que são muitos) não receberiam nenhum suporte para aceleração gráfica 3D via hardware. Adam Jackson trabalhou em deixar o XWaylands carregar o driver binário NVidia x.org e agora estamos aguardando que a NVIDIA revise esse trabalho e esperemos que seja capaz de atualizar seu driver para suportá-lo.”, resumindo, só depende da NVIDIA aprovar o trabalho feito pelos devs. Vamos torcer que aprovem o mais rápido possível.

O próximo a ser relatado, é o PipeWire, que para quem não conhece, é um projeto que “visa melhorar muito o manuseio de áudio e vídeo no Linux. O objetivo é oferecer suporte aos casos de uso atualmente controlados pelo PulseAudio e pelo Jack e, ao mesmo tempo, fornecer o mesmo nível de manipulação eficiente de entrada e saída de vídeo. Ele também introduz um modelo de segurança que facilita a interação com dispositivos de áudio e vídeo a partir de aplicativos em contêiner.’, segundo o site do projeto. Os devs do Fedora estão trabalhando para melhorar os principais recursos dele para que assim esteja pronto para substituir o Jack e o PulseAudio para essa finalidade.

Também foi falado sobre o Flatpak, que além das habituais correções de bugs e melhorias, agora estão focando em melhorar a infraestrutura para que se possa construir Flatpaks a partir dos pacotes RPM e assim automatizar o processo o máximo possível. Isso na visão do dev da Red Hat, é um pré-requisito para que eles comecem a enviar alguns aplicativos padrões via Flatpak e futuramente, enviar todos por padrão. 

Sobre o GNOME em si, muito provavelmente o Fedora 31 Workstation virá com a versão 3.34.

Para ler o post detalhado do dev da Red Hat, você pode acessar este link.

Nós diga aí nos comentários, o que você espera desta nova versão do Fedora.

Este artigo não acaba aqui, continue trocando uma ideia lá no nosso fórum.

Espero você até a próxima, um forte abraço.

_____________________________________________________________________________
Viu algum erro ou gostaria de adicionar alguma sugestão a essa matéria? Colabore, clique aqui.

Transferência de arquivos no Linux com o Teleport

Nenhum comentário

sábado, 29 de junho de 2019

Em alguns momentos, é necessário transferir arquivos entre os computadores. Existem diversas formas para isso, entretanto, há momentos que valorizamos pela praticidade, evitando configurações. Resumindo: só queremos transferir um arquivo para outro computador na rede local (😋😋😋).

teleport-envio-transferir-wifi-arquivo-rede-local-linux-flarpak-flathub-snap-snapcraft-ubuntu-mint

O Teleport é uma aplicação voltada para essa situação em específico, ele não conta com diversos ajustes ou configurações de usuário e privacidade. A ideia por trás do software possui uma única premissa, transferir arquivos sem mais complicações (teleportando “literalmente” 😁😁😁).

Entendendo o funcionamento do programa


Como abordado anteriormente, o Teleporte visa ser simples e direto. Ao iniciar o programa, uma tela indicando o nome do seu computador e logo abaixo a possibilidade de escolher entre as máquinas conectadas em sua rede local (que também estejam executando o Teleport).

teleport-envio-transferir-wifi-arquivo-rede-local-linux-flarpak-flathub-snap-snapcraft-ubuntu-mint

Poucas coisas podem ser configuradas no Teleport, como o nome do seu device.

teleport-envio-transferir-wifi-arquivo-rede-local-linux-flarpak-flathub-snap-snapcraft-ubuntu-mint

No menu “hambúrguer” existirá a possibilidade de escolher o local onde os arquivos enviados por outros computadores serão armazenados. Por padrão é o diretório “Downloads”, acabei mudando para outro.

teleport-envio-transferir-wifi-arquivo-rede-local-linux-flarpak-flathub-snap-snapcraft-ubuntu-mint

Para enviar um arquivo é bem fácil. Escolha uma máquina em sua rede local, também executando o app Teleport. Clique em “Send File”, selecione o arquivo e aguarde a transferência. Ao menos quando testei nenhuma mensagem de progresso foi apresentada, esse detalhe é muito importante e não existe.

teleport-envio-transferir-wifi-arquivo-rede-local-linux-flarpak-flathub-snap-snapcraft-ubuntu-mint

Para efetivar a transferência a outra máquina terá que aceitar o envio, clicando em “Save” ou recusando em “Decline”.

teleport-envio-transferir-wifi-arquivo-rede-local-linux-flarpak-flathub-snap-snapcraft-ubuntu-mint

Instalando o Teleport em sua distro Linux


Você pode verificar se a aplicação existe nos repositórios de sua distribuição, no caso do Linux Mint o Teleport pode ser instalado por sua loja de aplicativos. O programa é distribuído via Flatpak, caso não tenha ele configurado acesse essa postagem. A loja do Ubuntu possui a capacidade de integração com os Flatpaks, habilite esse recurso e instale o Teleport graficamente (assim como o Linux Mint).

teleport-envio-transferir-wifi-arquivo-rede-local-linux-flarpak-flathub-snap-snapcraft-ubuntu-mint-loja-gnome-software

Outra forma de adquirir o Teleport é via Snap, no caso do Ubuntu basta pesquisar normalmente na loja. Linux Mint e outras distribuições precisam ter configurado o Snap. Segue o link do post com o passo-a-passo.

Para os amantes do terminal, irei demonstrar via Flatpak e logo em seguida via Snap.

Instalando o Teleport Flatpak via terminal


Adicione o repositório do Flathub:

flatpak remote-add --if-not-exists flathubhttps://flathub.org/repo/flathub.flatpakrepo

Instale o Teleport:

flatpak install flathub com.frac_tion.teleport

Esse comando lhe permite executar o Teleport via terminal, não vejo muita necessidade, pois ele aparecerá junto a suas aplicações:

flatpak run com.frac_tion.teleport

A remoção é através deste comando:

flatpak uninstall com.frac_tion.teleport/x86_64/stable

Instalando o Teleport Snap via terminal


Adicione a versão Snap em seu sistema com o comando:

sudo snap install teleport --edge

Sua execução pode ser com tal comando:

snap run teleport

Para remover:

sudo snap remove teleport

Fica claro que a intenção do Teleport é ser simples, no entanto, essa simplicidade peca em alguns casos. Por exemplo, não é possível enviar arquivos em lotes ou diretórios, limitando-se apenas a arquivos únicos. Essa característica pode ser contornada compactando os arquivos em um só, mas isso pode acabar com a praticidade e proposta de ser algo rápido. Outro ponto que me deixou confuso, foi a ausência de uma barra de progresso evidenciando o fim da transferência do arquivo. Notei que arquivos com espaços em seus nomes recebem uma “singela alteração em sua nomenclatura”. O Teleport é software livre e caso queira reportar bugs ou solicitar novos recursos, acesse o Gitlab do projeto.

teleport-envio-transferir-wifi-arquivo-rede-local-linux-flarpak-flathub-snap-snapcraft-ubuntu-mint

Sua intenção é transferir rapidamente um pequeno arquivo de uma máquina para outra na rede loca? Caso tenha respondido sim, o app é perfeito para sua utilização. Agora se pensa em compartilhar lotes em massa via rede, o Teleport não foi feito para você.

Participe de nosso fórum Diolinux Plus e fique por dentro das novidades.

Até o próximo post, SISTEMATICAMENTE! 😎
_____________________________________________________________________________
Viu algum erro ou gostaria de adicionar alguma sugestão a essa matéria? Colabore, clique aqui.


Aprenda como instalar o cliente BitTorrent Fragments

Nenhum comentário

quarta-feira, 26 de junho de 2019

A tecnologia BitTorrent nos possibilita uma comodidade ao efetuar downloads, que outras não nos oferecem. Quem nunca deixou “aquele torrent” baixando a noite toda e foi dormir? Ou quem sabe, teve que desligar o computador para depois continuar o download. Nessas horas um cliente BitTorrent é indispensável.

cliente-bittorrent-torrent-fragments-download-linux-ubuntu-mint-flatpak-flathub

Fragments é um aplicativo minimalista e direto ao ponto, uma ótima alternativa para quem não quer perder tempo configurando opções ou até mesmo deseja algo mais “clean”. Com uma interface simplista o software executa sua função “sem rodeios”, baixar arquivos distribuídos via torrent.

cliente-bittorrent-torrent-fragments-download-linux-ubuntu-mint-flatpak-flathub

O aplicativo funciona semelhantemente a outros do gênero, no Ubuntu, a integração foi como o esperado. Podendo abrir arquivos em torrent, armazenados no sistema.

cliente-bittorrent-torrent-fragments-download-linux-ubuntu-mint-flatpak-flathub

Ao iniciar um download, informações, como: velocidade de download, quantidade baixada, restante e uma estimativa até a conclusão. Também possui um botão para pausa do procedimento.

cliente-bittorrent-torrent-fragments-download-linux-ubuntu-mint-flatpak-flathub

Clicando sobre o download em andamento, novas informações serão visíveis. Quantidade de “seeders” (“pessoas” compartilhando o arquivo), os dados anteriormente já informados e detalhes sobre o upload. Um botão para solicitar mais “peers” (pares) e remover o arquivo, também estão presentes.

cliente-bittorrent-torrent-fragments-download-linux-ubuntu-mint-flatpak-flathub

Caso deseje excluir o torrent ou link magnético, uma caixa de diálogo aparecerá. Nela você poderá apenas excluir o torrent, ou os dados do download (se tiver concluído o mesmo).

cliente-bittorrent-torrent-fragments-download-linux-ubuntu-mint-flatpak-flathub

No menu “hambúrguer” as preferências do programa poderão ser acessadas, porém, como a proposta é ser minimalista já adianto que o app não é tão customizável.

cliente-bittorrent-torrent-fragments-download-linux-ubuntu-mint-flatpak-flathub

Em “Preferences”, poderão ser ajustadas a quantidade máxima de downloads simultâneos, pasta destino dos arquivos e a utilização de uma variação dark de seu tema atual (se disponível, obviamente). 

cliente-bittorrent-torrent-fragments-download-linux-ubuntu-mint-flatpak-flathub

Instalação do Cliente BitTorrent Fragments


O Fragments é distribuído via Flatpak, para utilizar o programa, sua configuração é necessária. Acesse esse link e configure o Flatpak em sua distribuição Linux. A loja do Ubuntu possui a capacidade de integração com os Flatpaks. Depois de configurá-la, conforme essa matéria, não será necessário utilizar o terminal para instalar aplicativos no formato. O Linux Mint também possui nativamente tal integração, tanto nele como no Ubuntu pesquise por: “Fragments” e instale o programa, se preferir utilize o terminal.

cliente-bittorrent-torrent-fragments-download-linux-ubuntu-mint-flatpak-flathub

Caso tenha optado por instalar via terminal, adicione o repositório do Flathub (se ainda não o possui em seu sistema).

flatpak remote-add --if-not-exists flathub https://flathub.org/repo/flathub.flatpakrepo

Agora iremos instalar o Fragments:

flatpak install flathub de.haeckerfelix.Fragments

Para executar via terminal (não é obrigatório, pois, o app aparecerá no menu de aplicações de seu sistema).

flatpak run de.haeckerfelix.Fragments

A remoção é através deste comando:

flatpak uninstall de.haeckerfelix.Fragments/x86_64/stable

Conhecia o cliente BitTorrent Fragments? Mesmo simples, achei interessante a proposta do programa. Minha aplicação deste segmento favorita é o Transmission, mas confesso que seu visual é um pouco datado. Outro aspecto que me chamou a atenção foi a facilidade de uso do Fragments, uma ótima opção para usuários mais leigos (ou sem paciência para configurações e ajustes). Muitos podem achar o Fragments simples demais, e essa é justamente sua intenção. Seu maior “defeito” também pode ser sua maior “qualidade” (😁😁😁).

Participe de nosso fórum Diolinux Plus e fique por dentro das novidades.

Até o próximo post, SISTEMATICAMENTE! 😎
_____________________________________________________________________________
Viu algum erro ou gostaria de adicionar alguma sugestão a essa matéria? Colabore, clique aqui.


Player de música Elisa, minimalista, bonito e eficiente

Nenhum comentário
A música sem sombras de dúvidas é uma parte essencial do meu ser, seja cantando ou apenas curtindo um bom som, ouvir música é algo que não posso ficar um dia sequer. Entre tantas alternativas de players, sempre testo diversos programas a “procura de um favorito”. Há pouco tempo abordei o Olivia, um player desenvolvido em Qt e hoje apresento-lhes: “Elisa”.

music-player-elisa-kde-música-linux-kubuntu-ubuntu-flatpak

Olivia, agora Elisa, quem será depois? Ofélia? Brincadeiras à parte é curiosa essa predileção por nomes femininos. Talvez sejam homenagens, sinceramente não sei.

Elisa


Elisa é um player de música desenvolvido pela Comunidade KDE, com perfeita integração com seu ecossistema, no entanto, podendo ser utilizado perfeitamente em outros ambientes. Em constante desenvolvimento o “tocador” recebe novas implementações corriqueiramente. Open Source o Elisa segue as diretrizes de design do KDE, e como o Olivia, também é feito em Qt. Seu foco pode ser resumido em alguns tópicos:

  • Ser fácil de configuração (idealmente não sendo necessário prévias configurações para utilizar o player);
  • Ser totalmente utilizável, mesmo offline (ou no modo privado);
  • Foco em satisfazer os objetivos dos seus usuários;
  • Foco em ser um player de música (o gerenciamento da biblioteca não é uma prioridade do desenvolvimento);
  • Ser livre o máximo possível de bugs (a estabilidade tem mais prioridade do que novos recursos);
  • Tem como alvos o ambiente KDE Plasma, outros ambientes Linux, Android e Windows.
  • Alavancar o UPnP e DLNA (padrões que visam normalizar a interoperabilidade de mídia, etc.).

Com um visual intuitivo o Elisa cumpre muito bem o seu objetivo, ser um player de música. Não me entenda mal, no entanto, alguns players incorporam tantas funcionalidades ou poluem sua interface que fica difícil a sua utilização. No Elisa tudo será simples e funcional. 

music-player-elisa-kde-música-linux-kubuntu-ubuntu-flatpak-interface-qtt

Você poderá ver suas músicas categorizadas em Álbuns, Artistas, Faixas, Gêneros ou navegar até os arquivos. Uma característica que prezo num player de música é que o mesmo não fique trocando as artes das capas dos álbuns (algo chato que ocorre no Deepin Music). Infelizmente a versão que estou utilizando, e testando em meu Ubuntu, não apresenta as capas dos artistas, apenas dos álbuns. Entretanto, o visual da aplicação me agrada e muito. Outra característica que me agradou foi a possibilidade de adição de múltiplos diretórios, e como estou organizando minhas faixas, tenho vários arquivos em locais distintos.

music-player-elisa-kde-música-linux-kubuntu-ubuntu-flatpak-reprodução

Instalando o Player de música Elisa


A Wiki da Comunidade do KDE demonstra como compilar o Elisa, no passado até procedia assim, mas você pode fazer de uma forma bem mais cômoda. Para isso será necessário possuir o Flatpak configurado em seu sistema. No Linux Mint o mesmo já vem por padrão, mas se utiliza Ubuntu ou outra distro (que o Flatpak não venha por default) você poderá utilizar esse simples passo-a-passo. Algo bem legal é a integração com a loja do Ubuntu com o Flatpak, isso você poderá configurar aqui. Agora você pode instalar pacotes Flatpaks, como no Linux Mint, via a loja. Pesquise por “Elisa” e instale o player. Para efetuar a instalação via terminal, utilize os comandos a seguir:

Este comando é para quem já tem o Flatpak configurado, porém, não adicionou o Flathub. O Elisa encontra-se neste repositório:

flatpak remote-add --if-not-exists flathub https://flathub.org/repo/flathub.flatpakrepo

Agora iremos instalar o Elisa:

flatpak install flathub org.kde.elisa

Para executar via terminal (não é obrigatório, pois, o app aparecerá no menu de aplicações de seu sistema).

flatpak run org.kde.elisa

A remoção é através deste comando:

flatpak uninstall org.kde.elisa/x86_64/stable 

Conhecia o player de música Elisa? Depois de muitos meses voltei a experimentá-lo, recomendo essa aplicação. Também estou utilizando outro player, e quem sabe em breve apareça mais um post desta “série” (😁😁😁).

Participe de nosso fórum Diolinux Plus e fique por dentro das novidades.

Até o próximo post, SISTEMATICAMENTE! 😎
_____________________________________________________________________________
Viu algum erro ou gostaria de adicionar alguma sugestão a essa matéria? Colabore, clique aqui.


Os incríveis games da Endless Studios

Nenhum comentário

sexta-feira, 14 de junho de 2019

A Endless é uma empresa que tem como foco permitir o acesso à tecnologia para pessoas com conexão limitada e engajamento de novos usuários com o meio tecnológico. Possuindo diversos projetos que vão desde hardwares com Linux embarcado, softwares próprios, seu sistema operacional Endless OS. A empresa também desenvolve games por meio da Endless Studios

jogos-games-educacionais-educação-logica-matemática-endless-studios-linux-flatpak-ubuntu-mint-ensino-infantil-escola

Se existe um projeto que “eu tire o chapéu” é o Endless OS e todo seu ecossistema. Ao contrário de muitos que são “mais do mesmo”, a proposta da Endless é totalmente diferente e agregadora. Seja com seus softwares, ou até mesmo games. Aliás, me surpreendi com a qualidade e criatividade de seus jogos. Para saber dos bastidores deste projeto, temos um Diocast entrevistando o pessoal da Endless, recomendo demais.

Jogos que divertem e aguçam o saber


Por ser um projeto com foco em novos usuários, que em um contexto geral estão mais engajados com tecnologias como smartphones ou nunca tenham tido um contato com um PC. É visível que o Endless faz sucesso entre crianças, estudantes e idosos.


Você pode estar pensando: “Lá vem aqueles joguinhos educacionais bem simples e bobinhos para crianças pequenas”. Eis que é aí que você “cai do cavalo” (hoje estou tão “informal” 😁😁😁). O que me encheu os olhos foram ver jogos que te possibilite aprender e ao mesmo tempo, se divertir. Não apenas focado em crianças, mesmo que a idade mínima recomendada seja mais de 8 anos. O visual, a gameplay, os desafios a diversão e o conhecimento proporcionado é algo que me encantou. Como é bom ver algo bem elaborado. Com um intuito pedagógico? Sim! Entretanto, que possibilite a diversão indiferente da sua idade.

Títulos da Endless Studio


Veja logo abaixo um breve resumo sobre cada game e tire suas próprias conclusões. Um detalhe interessante, todos são gratuitos.

Aqueducts


Toda a água desapareceu da sua aldeia e cabe a você salvar o dia! Vá em uma aventura para conectar os canos de água, e trazê-la novamente para sua aldeia. Resolva quebra-cabeças e abra caminho através de 15 níveis em ilhas divertidas e desafiadoras. Você pode descobrir e aprender algumas coisas ao longo do caminho…


Dragon’s Apprentice


Uma força maligna se espalhou pela terra de Ovun e está ameaçando destruir a pacífica cidade. Seja o herói que Ovun precisa! Desbloqueie os segredos dos Templos do Dragão oculto e desperte Dalfur. Somente com este dragão você derrotará o malvado Shadow Warlord e seus lacaios, os Shadow Fiends.


Frog Squash


Você tem o que é preciso para atravessar essas estradas traiçoeiras? Evite flechas, serras e bolas de fogo para não ser esmagado! Escolha entre oito animais diferentes para atravessar essas estradas perigosas. A chave é a sobrevivência para acumular muitos itens e depois de dominar as estradas, hackear a IA do seu animal e ir mais longe do que nunca!


Tank Warriors


Assuma o controle de seu próprio tanque para batalhar através de arenas multiníveis, derrotar o inimigo e completar objetivos. Atualize seus tanques para serem mais rápidos, mais resistentes e mais poderosos que seus oponentes! Invada a IA do seu tanque para ser mais esperto que o tanque do inimigo e torne-se um absoluto campeão! Construa sua frota de tanques, com código real... Você pode ser mais esperto que a inteligência artificial do jogo?


The Passage


Você desembarcou em um planeta misterioso com uma missão; encontre o mapa secreto para localizar o bunker escondido. Você pode encontrá-lo? Hackeie o mundo para atravessar terras perigosas e os obstáculos à dentro. Jogue para descobrir se consegue ultrapassar “A Passagem”.


Midnightmare Teddy


Você está em um sonho... ou talvez um pesadelo! Todos os brinquedos ganharam vida e estão te perseguindo. Combata-os e corra para sobreviver o máximo que puder. Quer o desafio final? Experimente o Modo Matemático e use suas habilidades numéricas como uma arma para lutar contra os brinquedos do mal!

jogos-games-educacionais-educação-logica-matemática-endless-studios-linux-flatpak-ubuntu-mint-ensino-infantil-escolajogos-games-educacionais-educação-logica-matemática-endless-studios-linux-flatpak-ubuntu-mint-ensino-infantil-escola-midnightmare-teddy

Missile Math


Teste suas manobras aéreas para ser o melhor piloto nos céus. Exploda aviões inimigos e evite o fogo rápido durante o voo. Jogue o Modo Matemático para enganar seus inimigos usando seu raciocínio rápido e habilidades computacionais.

jogos-games-educacionais-educação-logica-matemática-endless-studios-linux-flatpak-ubuntu-mint-ensino-infantil-escola-missile-math

Como baixar e instalar os games da Endless


Todos os games acima são oferecidos de forma gratuita, e estão na própria loja do Endless OS. Para usuários de outras distribuições Linux, existe uma solução. Os games estão disponíveis no Flathub, caso não tenha o Flatpak configurado em seu sistema, confira este post ensinando todo procedimento. A instalação pode ser tanto via interface gráfica, aprenda como habilitar o Flatpak na loja do Ubuntu (No Mint basta pesquisar diretamente em sua loja pelos jogos), ou com o auxílio do terminal.

Acesse este link e instale os jogos que desejar.

jogos-games-educacionais-educação-logica-matemática-endless-studios-linux-flatpak-ubuntu-mint-ensino-infantil-escolajogos-games-educacionais-educação-logica-matemática-endless-studios-linux-flatpak-ubuntu-mint-ensino-infantil-escola-flathub

Por exemplo, irei instalar o game “Aqueducts”. No entanto, a lógica é a mesma para todos.

jogos-games-educacionais-educação-logica-matemática-endless-studios-linux-flatpak-ubuntu-mint-ensino-infantil-escola-aqueducts

Abaixo existirão os comandos necessários para instalar o jogo.

jogos-games-educacionais-educação-logica-matemática-endless-studios-linux-flatpak-install-ubuntu-mint-ensino-infantil-escola

Proceda conforme a imagem acima, obviamente que o Flatpak deve estar configurado em seu sistema (como mencionado anteriormente).

(Comando que instala o jogo em Flatpak).

flatpak install flathub com.endlessnetwork.aqueducts

(Se desejar executar via terminal, mas o jogo aparecerá junto aos programas de seu sistema).

flatpak run com.endlessnetwork.aqueducts

Para mais comandos do Flatpak, existe essa postagem bem interessante com vários exemplos.

Repita o passo-a-passo descrito e você poderá instalar qualquer Flatpak do site Flathub. Escolha o game, na lista dos jogos da Endless.

Parabéns a equipe da Endless por produzir um conteúdo com muita qualidade. Fiquei encantado com esses jogos educacionais.

Veja um pouco mais do Endless OS, com este review e tutorial de instalação.


Conhece outros games com “essa pegada”? Participe de nosso fórum Diolinux Plus, e compartilhe conhecimento.

Até o próximo post, como sempre, SISTEMATICAMENTE! 😎

_____________________________________________________________________________
Viu algum erro ou gostaria de adicionar alguma sugestão a essa matéria? Colabore, clique aqui.


Instale o novo GIMP 2.10.12!

Nenhum comentário

quinta-feira, 13 de junho de 2019

O GIMP (GNU Image Manipulation Program) é bem famoso e utilizado no mundo open source, fora dele também. Afinal, conheci “esse camaradinha” antes mesmo de saber o que era Linux (😁😁😁). Possuindo versões para Linux, Windows e macOS, o GIMP é uma ótima alternativa gratuita e bem poderosa. No dia 12 de Junho, o programa recebeu uma atualização. Confira as novidades do GIMP 2.10.12.

gimp-manipulador-edditor-imagens-photoshop-free-gratuito-flatpak-gimp2.10-linux-windows-macos

Basicamente a versão 2.10.12 veio recheada de correções de bugs. Entretanto, alguns novos recursos foram implementados e outros lapidados.

Melhorias e recursos do GIMP 2.10.12


  • A ferramenta de edição de curvas (Curves) foi aprimorada, proporcionando melhor controle ao manipular os movimentos relativos ao arrastar os pontos, encaixes e foram adicionados tipos de pontos de curva suave ou de canto;


  • TIFF agora possui suporte a camadas, sem a necessidade de mesclá-las ao exportar as imagens;
  • Suporte a fontes instaladas pelos usuários do Windows. Este recurso ainda está em desenvolvimento e não foi totalmente implementado, podendo conter bugs. Com isso outras fontes podem ser adicionadas ao software;
  • Pintura mais rápida, descartando a constante dependência do buffer, resultando em alguns casos em uma pintura mais veloz;
  • Modo incremental na ferramenta “Dodge/Burn”, aplicando efeitos incrementalmente conforme o cursor do mouse;
  • Retorno da seleção preliminar na ferramenta “Free Select”, isso permite a seleção imediata após a região for fechada, contudo, com um controle maior (semelhante à ferramenta “Rectangle Select”);
  • Nova ferramenta de deslocamento, permitindo criar padrões repetitivos ao envolver as bordas e deslocar os pixels;

gimp-manipulador-edditor-imagens-photoshop-free-gratuito-flatpak-gimp2.10-linux-windows-macos


  • Capacidade de mover um par de guias em interseção com a ferramenta “Mover”;
  • Melhor suporte a pinturas de simetria;
  • Melhor suporte a exportação de imagens, mantendo as cores do perfil da imagem;
  • Aperfeiçoamento do GEGL e babl, proporcionando uma visível melhora no coeficiente do amostrador cúbico, na interpolação (abrangendo todas as ferramentas de transformação, “Warp Transform”, etc.);
  • Com o aprimoramento do GEGL, o gerenciador de memória obteve resultados superiores. Ainda mais com arquivos grandes que antes tinham uma variante muito alta de memória;
  • Entre outras melhorias.

Diversos bugs solucionados na versão 2.10.12


  • Corrigido bugs relacionados ao gerenciamento de cores;
  • Correção de um bug que ocasionava na alteração indesejada das cores num primeiro e segundo plano, nas predefinições de ferramentas;
  • Correção de bugs no modo pintura de simetria;
  • Solucionado um erro que interrompia a tradução, conforme o idioma do usuário;
  • Corrigido bugs no formato do pincel;
  • E muito mais, cerca de 200 commits em 2 meses.

gimp-manipulador-edditor-imagens-photoshop-free-gratuito-flatpak-gimp2.10-linux-windows-macos-tirinha-art


Instalando o GIMP 2.10.12


Provavelmente a sua distribuição conta com uma versão do GIMP nos repositórios. Não obstante, é bem provável que a mesma esteja na 2.8 e salve alguns casos o programa estará na 2.10. Pois bem! Existem diversas formas de se obter as últimas releases estáveis do GIMP, porém, irei demonstrar o processo de instalação da versão indicada por eles em seu site oficial, o GIMP em Flatpak.

Para usuários de macOS e Windows, baixe o instalador do GIMP, em seu site oficial.

Antes de tudo configure o Flatpak em seu sistema, saiba mais acessando este post (é muito simples). No caso das últimas versões do Linux Mint, o Flatpak já vem por default.

Você poderá instalar o GIMP 2.10.12, tanto via terminal como interface gráfica (dependendo de seu sistema). Caso queira habilitar a opção para instalação de flatpaks na loja do Ubuntu, acesse esse post (a loja do Mint, já possui tal funcionalidade). Depois de configurar a loja, conforme o post indicado, pesquise por GIMP e instale a versão no formato Flatpak.

gimp-manipulador-edditor-imagens-photoshop-free-gratuito-flatpak-gimp2.10-linux-windows-macos-loja-ubuntu-gnome-software

Já via terminal você pode proceder da seguinte maneira:

Habilite o repositório do Flathub, caso ainda não o tenha.

flatpak remote-add --if-not-exists flathub https://flathub.org/repo/flathub.flatpakrepo

Depois instale o GIMP, utilizando o comando:

flatpak install flathub org.gimp.GIMP

Para executar o programa você pode verificar se o mesmo apareceu junto aos programas do seu sistema, ou rodando o comando:

flatpak run org.gimp.GIMP

A desinstalação pode ser efetuada da seguinte forma:

flatpak uninstall org.gimp.GIMP

Se você já possui o GIMP instalado em Flatpak, e não quer atualizar via interface gráfica, pode atualizar todos os Flatpaks do sistema com um simples “flatpak update” ou especificar a aplicação.

flatpak update org.gimp.GIMP

gimp-manipulador-edditor-imagens-photoshop-free-gratuito-flatpak-gimp2.10-linux-windows-macos


Planos para o futuro


A equipe de desenvolvimento do GIMP informou que mesmo, na atual situação, a versão 3.0 do programa esteja com pouca visibilidade. Eles darão mais novidades em breve. Incentivam o apoio, com donativos ao projeto. Isso vai acelerar todo o processo de desenvolvimento da próxima versão. Acesse a página oficial de contribuições do projeto e ajude o GIMP, basta clicar neste link. Para mais detalhes do lançamento, acesse o site oficial do projeto.

Utiliza o GIMP? Gosto muito deste programa. Que tal acessar nosso fórum Diolinux Plus e sempre ficar por dentro das novidades?

Até o próximo post, te espero aqui no blog Diolinux, SISTEMATICAMENTE! 😎

Fonte: GIMP.org.
_____________________________________________________________________________
Viu algum erro ou gostaria de adicionar alguma sugestão a essa matéria? Colabore, clique aqui.


Blog Diolinux © all rights reserved
made with by templateszoo