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AppImage, Flatpak ou Snap?

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segunda-feira, 14 de janeiro de 2019

Qual das 3 novas alternativas de empacotamento de software no Linux é a melhor? Quem já utilizou Linux há alguns anos não reconheceria as distribuições em seu estado atual. A evolução foi intensa e numa velocidade assombrosa, nisso novos formatos de empacotamento apareceram no cenário, são eles: AppImage, Flatpak e Snap.

Não sabe o que é um AppImage, Flatpak ou Snap? Aqui no blog temos diversos artigos, explicando sobre essas novas tecnologias e ensinando como utilizá-las em sua distro Linux.

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Se existe algo em que um novo usuário de Linux, quem sabe um antigo que não acompanhou esses anos, vai se deparar, é com as facilidades de se obter programas e instala-los no sistema.

Para especificamente usuários Ubuntu, os PPAs, que antes eram indispensáveis na maioria dos casos, atualmente tornaram-se dispensáveis (em muitos casos). Isso graças a novas formas de distribuição de softwares na plataforma do pinguim.

A dúvida que paira no ar: Qual o melhor entre os 3? Isso é uma questão delicada. Mas traçando um perfil, pode ficar mais fácil qual alternativa indicar, tendo em vista o usuário em questão.

appimage-linux-pacote

AppImage - Vantagens


Se você já utilizou algum software portable no Windows, sabe o quão prático pode ser uma aplicação portátil, sem a necessidade de baixar complementos ou instalar em seu sistema, muitas vezes executando-os direto do seu pendrive. Pois bem, resumidamente essas são algumas vantagens do AppImage.

Outra facilidade é no pós-install, não necessitando o download da aplicação, isso é uma “mão na roda” para quem tem Internet ruim.

AppImage - Contras


Alguns contras são: Não ter downloads automáticos da aplicação, e nem sempre uma maior integração ao sistema, seu tamanho normalmente será maior que um “.DEB/.RPM”.

AppImage - Para quem é:


É uma ótima opção para utilizar softwares, que nem sempre você queira atualizar por algum motivo. No meu caso, uso o Kdenlive neste formato, pois tenho maior controle sobre sua versão, posso testar outras sem impactar meu sistema operacional, além de poder editar algum vídeo caso esteja numa máquina sem acesso a Internet que não tenha o Kdenlive.

flatpak-pacote-linux

Flatpak - Vantagens


Se você quer utilizar os softwares nas versões atuais sem adicionar um repositório instável ao seu sistema, o Flatpak é perfeito nestes casos. 

Com um número relativamente grande de aplicações, o Flatpak tem se tornado o queridinho de projetos Open Source, a comunidade parece estar cada dia abraçando este formato. Por exemplo o Emulador de Nintendo 3DS, Citra. Recentemente adotou o Flatpak como formato de distribuição oficial para o Linux.

Algumas vantagens dos Flatpak são: diversas aplicações neste formato, segurança ao utilizar um app novo, mesmo instável não afetará seu sistema. Não terá problemas com erros de dependências. Melhor integração com o sistema, seja na utilização ou visual. Inclusive é possível instalar diversos temas ao seu sistema em Flatpak.

Flatpak - Contras


Para obter as vantagens de um sistema livre de instabilidades, ou erros de dependências, o Flatpak teve que adotar uma estratégia. Utilizar RUNTIMES, onde as dependências dos softwares são embutidas. Isso evita que cada programa acompanhe bibliotecas junto a eles, como no caso dos AppImage. O “calcanhar de Aquiles” do Flatpak, com o tempo você acaba tendo muitas Runtimes no sistema, pois nem todo app utiliza a mesma, isso depende de sua versão, ou quem e como foi desenvolvido.

Então se você tem uma Internet lenta, ou espaço em disco escasso. Talvez os Flatpaks não sejam a melhor escolha.

Flatpak - Para quem é:


Se você não gosta de ir no site das aplicações procurando por atualizações, quer utilizar aplicativos em versões mais recentes, não ter problemas com dependências quebrando seu sistema, uma integração visual e na utilização do sistema.

Tem espaço suficiente para instalar as aplicações, e uma Internet razoável para efetuar a instalação dos apps. O Flatpak é uma ótima opção.

snap-pacote-linux

Snap - Vantagens


O Snap possui muitas características dos Flatpak, como o fato de ser SANDBOX, e as aplicações não interferirem no seu sistema operativo. Acompanhando todas as vantagens, de poder utilizar o app sem o medo de danificar o sistema, por conta de alguma dependência. E as aplicações em regra não precisarem de bibliotecas adicionais.

Um ponto a se observar, é que o Snap utiliza uma outra forma para suprir as dependências dos programas. Cada aplicação vem com bibliotecas embutidas, e as mais comuns estão no CORE, algo que funciona parecido com as RUNTIMES do Flatpak. Com um diferencial, esse Core será para todas as aplicações.

Snap - Desvantagens


O Snap parece ter uma boa integração com o tema oficial do Ubuntu, já nas diversas distribuições Linux, ele poderá ficar com uma cara de Windows 95. Se você é perfeccionista, isso pode lhe irritar um pouco (risos).

A sua forma de sanar dependências dos programas, pode ser em alguns casos uma vantagem sobre os Flatpaks, e em outras não. Isso dependerá da quantidade, e versão das aplicações que serão utilizadas.

Outra coisa é o arranque inicial das aplicações em Snap, não parecem ser tão ágeis como as demais alternativas, ao menos na versão atual, a Canonical vem trabalhando nessas melhorias e a versão mais recente do snapd, o daemon responsável por lançar os softwares em Snap, está conseguindo lançar as aplicações com maior velocidade e menor tempo de resposta.

Snap - Para quem é:


Se você é perfeccionista, e não suporta a possibilidade de algumas aplicações, com um visual de “Windows 95”. Ou uma Internet ruim, não tem paciência para downloads maiores (isso vale para os Flatpaks também). O Snap não é para você.

Então qual é o melhor?


A real é que não existe o melhor ou pior, cada caso tem um formato, que supre um tipo de demanda, e dependendo do usuário, as 3 formas serão utilizadas. Este é meu caso, utilizo várias aplicações em Flatpak, outras em AppImage e algumas em Snap. Confesso que o arranque um pouco demorado e o visual do Snap, não me deixam utilizar mais aplicações como gostaria.

Mas isso é questão de tempo, pois essas tecnologias estão evoluindo cada vez mais, e daqui algum tempo, essas desvantagens que listei, possam nem existir.

Alguns boatos rondam as comunidades, um deles é que formatos como Flatpak e Snap, são ruins pois quem tem o armazenamento limitado, como um SSD de 120GB, não poderão utilizá-los.

Pois bem, isso é um mito. Por mais que os Flatpaks e Snaps, demandem uma quantia superior a outros pacotes como DEB/RPM, a sua utilização é viável no hardware atual.

Se seu HD tem espaço para o Windows e suas aplicações, não terá dificuldades com os Flatpaks e Snaps...

E aí, qual dos 3 você mais utiliza? Conte-nos nos comentários, o que lhe impede de usar um ou outro, e quais melhorias gostaria de ver nestes novos formatos.

Até a próxima, nos vemos SISTEMATICAMENTE, em outro post.
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TOP 7 Games Open Source que você precisa conhecer

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quarta-feira, 9 de janeiro de 2019

Como fizemos anteriormente, montamos duas listas com games atuais e “clássicos” que rodam via Steamplay, mas nem só de jogos proprietários vive o Linux (quem diria), existem muitos projetos de jogos que tem código aberto e são mantidos por comunidades de desenvolvedores.

 TOP 7 Games Open Source que você precisa conhecer






Essa lista não coloca os games do melhor para o pior ou qualquer coisa do tipo, nela vamos mostrar alguns games open source e vamos nos dar ao “luxo” de excluir os games mais “famosos”, como Dota2, CS:GO, Rocket League, Hitman, Tomb Raider, Dirty Rally, entre muitos, muitos outros.


Se você gosta de jogos baseados em turnos, de estratégia e com temática de fantasia, esse game mantido pela comunidade, esse pode ser uma ótima opção, inclusive, você pode instalá-lo via Steam.

Enredo : Explore o mundo de Wesnoth e participe de suas muitas aventuras! Embarque em uma busca desesperada para recuperar seu legítimo trono ... Fuja para um novo lar através do mar dos Lords Lich ... Mergulhe nas profundezas mais escuras da terra para criar uma jóia do fogo para si ... Defenda seu reino contra a hordas devastadoras de necromantes malucos ... Ou lidere um grupo descontrolado de sobreviventes pelas areias brilhantes para enfrentar um mal invisível.

Para instalar o Wesnotha sua distro favorita, eles tem uma área no site que ensina passo-a-passo como fazer, você pode acessar AQUI. Entretanto, você encontra ele nas lojas de aplicativos das distros Linux também

2 - Alien Arena

Se você gosta dos jogos de tiro no estilo “death match old school” mas quer algo moderno, divertido, colorido e com temática Sci-Fi, o Alien Arena vai lhe proporcionar algumas horas de diversão. O game tem inspirações em um “irmão” famoso, o Quake III. Nele você pode tanto jogar contra os bots, como jogar no modo online com os seus amigos.

 

Para instalar ele você tem 3 formas diferentes. A primeira é através da sua loja de aplicativos, procurando pelo termo “Alienarena” e instalando. A segunda é você baixando o pacote do jogo no site (que tem aproximadamente 900 MB) e compilar,ou então a terceira maneira, que é via Steam, onde o game é pago, o valor fica na casa dos R$ 6,00 aproximadamente, o que é forma legal de você ajudar os desenvolvedores também Para mais detalhes é só consultar o site oficial.

3 - SimuTrans

SimuTrans é um game que simula como seria construir uma companhia de transportes, podendo transportar desde passageiros via trem e chegando até o transporte via avião. O game pode ser jogado tanto singleplayer quanto multiplayer, tem mods, uma comunidade para lhe ajudar, mapa sem limites e os paksets (que são modificações para o jogo). E o melhor de tudo é Open Source 😁.



Para instalar você pode baixar ele direto do site e seguir as orientações para a sua distribuição ou baixar pela Steam. O jogo é Free também.

4 - Assault Cube

Se você estiver procurando um game ao estilo do Counter-Strike, mas não tem um computador forte e quer se divertir, o Assault Cube vai “cair como uma luva” para você. Ele é Free, multiplayer, first-person shooter e é baseado na Engine CUBE. Um game de 2013, mas que vai lhe proporcionar algumas horas de diversão

 

Para instalar ele existem duas formas diferentes. A primeira é através da sua loja de aplicativos, procurando pelo termo “Assaultcube” e instalando. A segunda é você baixando o pacote do jogo no site (que tem aproximadamente 50 MB) e fazer a instalação a partir do código. Para mais detalhes é só consultar o site dele.

5 - Urban Terror

Mais um game que é lembrado pelas pessoas quando pensam em jogos de FPS (First Person Shooter), o Urban Terror é mais um game “filho” do Counter Strike, e é um game muito bom e divertido. Tanto é o sucesso e reconhecimento, que os devs vão dar uma revitalizada nele e portar o game para a Engine da Epic Games, a Unreal Engine 4 (UE4), e pelas primeiras gameplays mostradas o game vai dar um salto e tanto. Você pode conferir essa nova versão nesse vídeo dos devs. Mas por hora a versão atual é a 4.3.4 e ainda não tem a poderosa Engine da Epic Games.



  

Para instalar ele você tem que baixar o pacote do jogo no site e fazer a instalação a partir do código (o game completo tem aproximadamente 1,4GB). Para mais detalhes é só consultar o site dele.

6 - Total Chaos

Se você gosta de jogos na mesma pegada do famoso Doom, o Total Chaos é um mod do Doom 2 e rodando no porte pelo GZDoom. Esse survival horror vai lhe entregar algumas boas horas de aventura, tiros, sustos e adrenalina. Para mais detalhes do game, você confere no site moddb.















Para instalar ele você tem duas formas de baixar o game. A primeira é baixar o pacote do jogo no site e fazer a instalação a partir do código (o game completo tem aproximadamente 1,4GB). E a outra forma é baixar ele via flatpak, se a sua distro já estiver suporte ao formato de pacote é só procurar por “Total Chaos”, mas se a sua distro não tiver, você pode conferir esse artigo onde ensinamos. Feito a instalação do flatpak, basta acessar o site do flathub e clicar em “Install”, bastando esperar o processo de instalação. Se você preferir fazer via terminal, basta rodar esses dois comandos:

Instalação : flatpak install flathub com.moddb.TotalChaos

rodando : flatpak run com.moddb.TotalChaos

7 - 0 A.D.

E não podemos deixar de mencionar o “Age of Empires” de código aberto, o  0 A.D, game que segue a mesma mecânica do seu “irmão” mais famoso mas que não deixa a desejar em nada em relação a ele. O game de estratégia em tempo real (RTS) é mantido atualmente pela Wildfire Games, um conjunto de devs do mundo todo que ajuda o jogo a ficar “nos trinques”.




0.A.D está presente nas lojas de aplicativos de todas as distros, incluindo versões Snap e Flatpak também.

Para instalar na sua distro ; Instalação via Snap e Instalação via Flapak


Lógico que existem muitos e muitos games open source espalhados por aí, pode ser através dos repositórios das distros Linux, bem como em sites também. As possibilidades são muitas e não caberia em um post, então deixe nos comentários qual game faltou e quem sabe ele aparece em uma lista futura aqui no blog. 


Até o próximo post, forte abraço.
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Emulador de Nintendo 3DS no Linux

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sexta-feira, 4 de janeiro de 2019

Que tal poder jogar numa resolução maior os games do seu console portátil no Linux e ter uma nova experiência. Hoje iremos conhecer o poderoso Citra, emulador de Nintendo 3DS.

citra-emulador-3ds-linux
 O Citra é um emulador de Nintendo 3DS multiplataforma (Linux, Mac e Windows) escrito em C++ que utiliza o framework QT em seu desenvolvimento, de código aberto sobre a licença GPLv2, vem há alguns anos ganhando destaque por suas implementações aceleradas e alta compatibilidade com os títulos de Nintendo 3DS, console este que é campeão de vendas na categoria de portáteis, chegando até desbancar seu concorrente direto, o PS Vita da empresa japonesa Sony.

Durante estes pouquíssimos anos de existência, desde 2014 (comparado a outros emuladores famosos como PPSSPP, Dolphin, PCSX2, ZNES, etc.) o Citra vem amadurecendo com diversas funcionalidades e performance, por exemplo com atrativos que o próprio console não possui como: possibilidade de utilização de resoluções até 10 vezes maiores que a nativa (400x240). 

Funcionalidades que tornam o Citra incrível


Possibilidade de jogar online em servidores não oficiais Nintendo, em salas públicas ou privados, de até 16 players simultâneos (dependendo do jogo).

citra-emulador-3ds-linux-online

Multiplayer local, caso tenha algum outro computador na mesma rede, sendo possível partidas em games como Pokémon Omega Ruby.

citra-emulador-3ds-linux-multiplayer-local

Aceleração de jogos via GPU, caso possua uma  placa de vídeo dedicada a performance melhora drasticamente, dando uma melhor experiência.

citra-emulador-3ds-linux-performance-gpu

Configuração de uma webcam, ou até mesmo a utilização de um arquivo (imagem)  simulando as câmeras do console N3DS, para jogos que façam uso da função (particularmente nunca usei).

citra-emulador-3ds-linux-camera-webcam

Configuração nativa de joysticks, inclusive simulando o toque da tela do portátil da Nintendo (anteriormente esta função era por meio de arquivo de configuração).

citra-emulador-3ds-linux-joystick

Importação de Amiibos, para desbloqueio de funcionalidades ou objetivos em determinados jogos.

citra-emulador-3ds-linux-amiibo

Estilos de visualização de tela durante o game (duas telas, uma apenas ou uma menor e outra maior).

citra-emulador-3ds-linux-screenview

Lista de compatibilidade dos games locais e tema dark.

citra-emulador-3ds-linux-compatibilidade-tema

A compatibilidade de jogos é documentada na Wiki oficial do emulador, nela você  pode ver separado por categorias com cores que representam se o game tem emulação perfeita, jogável, ruim etc.

Baixe o Citra para sua distro Linux


Distribuído oficialmente de duas formas no Linux (ou três se contar a compilação pelo Github deles), executável com versões diárias direto do site e em Flatpak (existia uma opção de um instalador criada por eles, mas parece que foi substituído pelo Flatpak), o emulador possui duas versões, a Nightly, que contém os mais recentes recursos testados e estáveis e a Canary, versão de teste com códigos incompletos para quem gosta de testar. 

Se você quer evitar problemas com dependências ou versão do QT em seu sistema, além de receber atualizações, é recomendável a instalação da versão em Flatpak, caso não saiba o que é Flatpak e como habilitar em seu sistema, temos uma matéria de como proceder (Como Instalar e Gerenciar Flatpaks no Linux).

Você pode simplesmente baixar o arquivo Flatpakref e dar dois cliques caso a central de aplicativos de sua distro tenha tal suporte (segue como habilitar essa função na gnome software, loja do Ubuntu) e instalar.

Versão Nightly (estável)
citra-emulador-3ds-linux-download- estable-nightly


Versão Canary (teste)
citra-emulador-3ds-linux-download-beta-canary

Ou utilizar via terminal os seguintes comandos,  para instalação de respectivas versões.

Versão Nightly (estável):
flatpak --user install https://flatpak.citra-emu.org/citra-nightly.flatpakref

Versão Canary (teste):
flatpak --user install https://flatpak.citra-emu.org/citra-canary.flatpakref

O modo manual de instalar o Citra


Caso queira o download manual da versão “não-flatpak”, basta acessar este link e clicar na opção “Manual Download”, como no exemplo abaixo.

citra-emulador-3ds-linux-download


Depois disso extraia  o arquivo  “.targz”, navegue até o diretório, localize o arquivo citra-qt, e no terminal abra com o comando:
./citra

Lembre-se,desta maneira você terá de baixar toda vez que sair uma versão nova do Citra manualmente e poderá ter problemas com o versionamento do QT em seu sistema. Por experiência, não recomendo esta forma, pois o Citra atualiza com muita frequência (em torno de 15 - 20 versões por semana).

Fazendo backup dos seus Saves


Caso queira fazer backup dos seus saves no Citra, basta navegar até sua pasta pessoal, exiba os arquivos ocultos e navegue até o diretório:
.local/share/citra-emu/sdmc/Nintendo 3DS
Basta copiar o conteúdo da pasta em um local seguro para salvar o conteúdo.

Já a configuração do seu joystick fica na sua home também, na pasta oculta: 
.config/citra-emu
salve o arquivo “qt-config.ini”.

Para eventuais dúvidas acesse a Wiki oficial do Citra e veja a resposta de seus desenvolvedores para assuntos como: “shared fonts” (arquivos necessários  para alguns games funcionarem, como Pokémon). Como obter jogos e Amiibos para funcionamento dentro do emulador e muito mais.

Já conhecia o Citra? Quais seus games favoritos? Deixe nos comentários se já usava o emulador ou se gostou da novidade de ser distribuído em Flatpak.

Te espero no próximo post, SISTEMATICAMENTE! 😎

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Veja o que o novo Audacity 2.3 tem a oferecer

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sábado, 6 de outubro de 2018

Se você produz conteúdo de áudio e precisa de um editor poderoso onde você possa fazer tratamentos, edições, recortes e afins, o Audacity vai lhe atender perfeitamente para esse trabalho.

Veja o que o novo Audacity 2.3 tem a oferecer






A nova versão do Audacity chega a numeração 2.3.0, com novidades e a correções de mais de 90 bugs. A última versão disponibilizada pela equipe do Audacity foi em Fevereiro deste ano (2018), que foi a 2.2.2.

CONHEÇA AS 3 PRINCIPAIS NOVIDADES 


1 - Gravação Punch and Roll Record

Esse recurso é muito útil para quem trabalha com gravação de áudio, como dubladores, narradores, produtores de conteúdo para o YouTube em que você pode fazer uma edição no áudio sem precisar de muitos recortes. Nessa feature, você faz o backup do áudio, faz a correção necessária e volta para a gravação. Para ativar o recurso visite o menu: 
Transport > Recording > Punch and Roll Record

Ou então, use a tecla de atalho: SHIFT+D

OBS: Para poder ativar o recurso é necessário estar com um arquivo de áudio aberto no editor.


2 - Playhead & Playback podem ser alterados

Agora você vai poder reposicionar o marcador de onde e quando o áudio vai começar a reproduzir, o recurso também pode ser usado no modo de gravação. Outra novidade é que agora é possível ajustar a velocidade de reprodução durante a reprodução do áudio.


3 - Sistema para Salvar o Projeto melhorado

Segundo a equipe do Audacity, outra novidade é o melhoramento do sistema para salvar os seus projetos, trazendo mais opções de salvamento, como “Save Lossless Copy of Project”, isso permite que você faça um backup do seu projeto com segurança, ao contrário do “Salvar como..”, permitindo que você deixe o seu projeto aberto e possa continuar trabalhando mais tarde.



Outras novidades do novo Audacity


⏺ Macros podem ser configurados em atalhos no teclado;

⏺ Nyquist ganhou comando AUD-DO;

⏺ Nyquist agora tem efeitos traduzidos;

⏺ O ajuda agora tem mais caixas de diálogos;

⏺ Trackname com maior legibilidade;

Para conferir todas as novidades e correções vejam na Wiki do Audacity.

INSTALAÇÃO


Para instalar a versão mais nova do Audacity vamos precisar adicionar o PPA dele. Para adicionar PPAs sem precisar usar o terminal temos esse artigo muito bacana explicando.

Pelo terminal é bem simples também, abra o terminal pesquisando pela aplicação no menu ou pressionando as teclas de atalho Ctrl+Alt+T, o próximo é digitar digitar ou copiar e colar o seguinte comando:

sudo add-apt-repository ppa:ubuntuhandbook1/audacity -y && sudo apt update && sudo apt install audacity -y

Depois disso você já pode usar a nova versão.

Outras forma de fazer é a instalação, é usar as versões em Snap e Flatpak.


Você pode usar a versão via Snap. A versão flatpak ainda não está na última versão (até o fechamento deste artigo), mas você pode instalar e esperar sair o update, acessando a página no FlaHub.



Muito legal ver essa evolução do Audacity, um editor de áudio que é usado por muitas pessoas e empresas ganhando funcionalidades e melhorias.

Conte aí nos comentários se você já usa ele e o que achou das novidades.

Até a próxima e um forte abraço.
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Conheça os novos recursos adicionados ao GNOME 3.30

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sexta-feira, 7 de setembro de 2018

Foi lançado nesta quarta-feira (5) a 35ª versão do GNOME, chegando na versão 3.30 e com o nome de  “Almería”. O lançamento ocorreu após 6 meses da versão 3.28 ter “ganho a luz do dia”.

Conheça os novos recursos adicionados ao GNOME 3.30






A nova versão do GNOME conta com 24.845 alterações no seu código e contou com aproximadamente 801 colaboradores. O nome “Almería” foi uma homenagem para a equipe de organização da GUADEC, que é a principal conferência anual do GNOME e que neste ano aconteceu em Almería - Espanha.

Novas funcionalidades do Gnome 3.30


⏺ Desempenho do desktop melhorado

O pessoal do Gnome focou em melhorar a fluidez e rapidez do GNOME e assim consumindo menos recursos do computador, isso inclui a correção do problema de “vazamento” memória do GNOME Shell que se encontra presente. Isso foi possível, graças aos devs da Canonical e da Red Hat,  juntamente com a comunidade para abordar e corrigir essas questões.

Outra melhoria foi a atualização do GNOME Javascript (GJS) para o SpiderMonkey60, que é a versão mais recente do JavaScript Engine, procurando otimizar o desempenho do ambiente gráfico.

       GNOME 3.30 Desktop


 ⏺ Novo visual do Nautilus

O Nautilus, gerenciador de arquivos do GNOME, teve melhorias também, como o refinamento e simplificação dos principais recursos, como o  comportamento da barra de pesquisa e a melhora da fluidez dos ícones quando são redimensionados.

Outras mudanças são incluem a substituição dos botões na barra onde fica o caminho das pastas e agora tem um visual mais sutil e “clean”. A pesquisa foi integrada também à barra e agora você pode acessar o caminho clicando com o botão direito em cima, exibindo-o em um menu suspenso.

       GNOME 3.30 Features - Nautilus




Melhor gerenciamento dos pacotes Flatpaks

O GNOME Software vai receber melhorias para o gerenciamento dos pacotes Flatpack, além de receber os updates vindos diretamente do flathub, assim recebendo as versões mais recentes e estáveis dos aplicativos,você também poderá escolher se quer receber os updates automaticamente e se quer também receber notificações sobre eles.


       Automatic Flatpak Updates

 ⏺ Programa nativo de Podcasts

O GNOME 3.30 vai trazer um programa nativo para os amantes dos Podcasts. Nele você vai poder gerenciar as suas assinaturas diretamente da área de trabalho, além poder controlar a reprodução, pausando e mudando de faixa Outra funcionalidade presente é a possibilidade de baixar os novos episódios, além de poder importar episódios de outros dispositivos.

      GNOME Podcasts App

 Para maiores informações sobre o GNOME 3.30, você pode acessar os links do projeto aqui e aqui.

O GNOME 3.30 vai ser lançado junto com a nova versão do Ubuntu, a 18.10 em 5 de Setembro de 2018. Conte-nos nos comentários se você usa o GNOME e se está esperando essas melhoras com entusiasmo, qual novidade mais lhe agradou?

Até uma próxima e um forte abraço


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Lançado a versão 1.0 do Flatpak com novidades e melhorias

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quarta-feira, 22 de agosto de 2018

O sistema de empacotamento Flatpak, finalmente chega a sua versão 1.0, considerada estável e um marco para o projeto. Já fizemos um artigo aqui no blog explicando a origem do Flatpak.

Lançado a versão 1.0 do Flatpak com novidades e melhorias






Um primeiro sinal desse amadurecimento do projeto, é a retirada da palavra Beta do site  Flathub, a loja oficial onde ficam os aplicativos empacotados no formato.

Tanto que o desenvolvedor chefe do projeto,  Alexander Larsson, deu a seguinte declaração:

“Muito trabalho foi dedicado ao Flatpak 1.0 e estamos confiantes de que ele está pronto para uso mais amplo. O Flatpak sempre teve como objetivo de revolucionar o ecossistema Linux e este é um passo importante para isso.”

O Flatpak tem uma integração muito boa com  distros como Linux Mint, Fedora e Arch, trazendo aplicativos famosos ao repositório como GIMP, Spotify, Skype, LibreOffice, Firefox, Krita, Kdenlive e entre outros.

Agora nessa nova versão trouxe algumas novidades, como a possibilidade gerenciar as permissões dos aplicativos, assim como acontece nos aplicativos empacotados via Snap, e não na hora que você abre ele. Se o aplicativo precisar de permissões futuras, o Flatpak irá mandar uma notificação pedindo a sua permissão ou não para aquele aplicativo. 

Nos resta esperar a integração com o Gnome Software. Outra novidade é a possibilidade de conceder permissão aos aplicativos via Flatpak acessarem dispositivos Bluetooth.

Outra gigante do mundo open source a se pronunciar sobre a chegada do Flatpak 1.0, foi a “The Document Foundation”, responsável pelo LibreOffice, o desenvolvedor Stephan Bergmann comentou:

“O Flatpak percorreu um longo caminho desde que começamos a usá-lo; hoje em dia podemos digitar um comando trivial para obter o último LibreOffice 6.1 construído e publicado no Flathub automaticamente. O que me impressiona é a abrangência e profundidade dos relatórios de erros que recebemos para a versão do LibreOffice Flatpak. Isso mostra que as pessoas estão usando em todos os tipos de cenários.”

Algumas outras novidades no Flatpak 1.0:

-  Rapidez na instalação e atualização dos aplicativos;

-  Apps agora podem ser marcados como “fim da vida”;

-  Um novo portal agora permite que os aplicativos criem “sandboxes” e reiniciem depois de um update;

-  Uma nova permissão para o X11 concede acesso ao o usuário em uma seção X11 em execução.  

Para quem executa o Flatpak via linha de comando, três novos comandos foram incluídos:

-  uninstall --unused - remove extensões não utilizadas do runtime;

-  repair - escaneia apps com erros, quebrados e remove objetos inválidos;

-  Novas opções do comando info que incluem agora os complementos --show-permissions e  --file-access.

Para maiores detalhes das novidades, você pode acessar o Github do projeto ou o comunicado oficial deles.

Muito legal ver o projeto tomar “corpo” , pois isso mostra que a indústria está de olho nele e vê potencial para trazer mais aplicativos e jogos para o Linux.
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Winepak - A junção dos pacotes Flatpak com o WINE

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terça-feira, 12 de junho de 2018

Os pacotes Flatpak vem se tornando mais populares a cada dia e novos projetos começam a surgir usando as suas tecnologias. Conheça hoje o Winepak.

Winepak Linux Flatpak






Pacotes Flatpak (e Snap) são assuntos recorrentes aqui no blog e no canal também, eu realmente acredito que através deles nós teremos o futuro das aplicações Linux. Muitas pessoas ainda argumentam contra os formatos por eles possuírem maiores tamanhos e ocuparem mais espaço em disco e alguns casos onde visual das aplicações deixa a desejar, no entanto, se formos fazer uma tabela, a coluna de vantagens é maior.

Uma das prerrogativas de um Flatpak é colocar todos os componentes de que o software precisa para rodar dentro de um único pacote, eliminando problemas de dependências, assim como acontece no macOS, nos Snaps ou nos AppImage. Enquanto você compara apenas com outros Apps que são distribuídos de forma tradicional também, como o GIMP, você pode ver menores vantagens, mas isso muda drasticamente com apps de terceiros.

Uma empresa que queira dar suporte para Linux não precisa mais se preocupar em entender como cada distro funciona e trata as aplicações, basta fazer um Flatpak e ele rodará em todos os sistemas.
Atualmente as empresas geralmente escolhem algumas distros apenas para dar suporte por conta disso, como acontece regularmente com o Ubuntu.

Winepak


Estendendo estas possibilidades, surgiu um projeto chamado Winepak, focando em jogos inicialmente, mas que também pode ser usado com outros softwares.

Se você já tentou instalar um game ou software um pouco mais complexo no Linux via Wine, ou seja, um software de Windows, deve ter reparado que invariavelmente existem configurações, pacotes a serem baixados, bibliotecas e mais. 

Me diga, o que você acha de deixar tudo isso para traz e simplesmente baixar o software como se fosse nativo? Sonho?

Bom, é basicamente isso que o projeto Winepak faz. Ele pega uma versão do Wine compatível com o software em questão, adiciona todas as configurações e ajustes e você já pode utilizar.

Fortinite no Linux

Jogos populares como Fortinite, OverWatch, WoW, LoL e até o emulador de Wii U, o CEMU, estão sendo portados via Winepak. Nem todos os projetos estão no repositório atualmente, mas muitos já funcionam.

Veja o LoL instalado via Winepak no meu Linux Mint 18.3.

Linux Mint LoL via Winepak

E é fácil mesmo?


Pior que sim! Na verdade o único passo "difícil" é adicionar os repositórios Flatpak.

No terminal cole os seguintes comandos (necessário ter o flatpak previamente instalado):

flatpak remote-add --if-not-exists flathub https://dl.flathub.org/repo/flathub.flatpakrepo

flatpak remote-add --if-not-exists winepak https://dl.winepak.org/repo/winepak.flatpakrepo

Depois de adicionados os repositórios, você pode adicionar as aplicações usando um comando como:
flatpak install winepak tld.domain.Application
No entanto, no Linux Mint a coisa fica muito interessante graças a nova loja de Aplicativos, ao acessá-la você verá a sessão Flatpak, dentro dela, depois de adicionar o repositório, os pacotes aparecerão disponíveis assim:

Linux Mint Winepak

Basta clicar no App que você quiser instalar e instalar normalmente, clicando no botão "instalar" e digitando a sua senha, se solicitado. 

Como os pacotes de jogos tendem a ser grandes, pode demorar um pouco, então é só esperar pacientemente.

Não cheguei a testar, mas imagino que haja integração com o GNOME Software ou o Discover do KDE Plasma também.

Se este projeto realmente for levado a sério, os problemas de configuração de aplicativos via Wine estão praticamente acabados.

Para saber mais sobre o Winepak consulte o GitHub.

Até a próxima!
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Novo site do Flathub já está disponível

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sábado, 14 de abril de 2018

O novo site do Flathub está no ar com uma nova aparência e ainda mais agradável, contendo algumas novidades, como um campo para buscas de aplicativos e a separação por categorias, assim tornando-o mais organizado e facilitando a navegação no site.

Novo site do Flathub já está disponível






Depois de se tornar um formato de empacotamento de programas muito popular no mundo Linux, o flatpak atraiu o interesse de vários desenvolvedores e aplicativos populares como o Spotify, Steam, Discord, LibreOffice, Skype entre outros, acabaram ganhando versões no formato. Aqui no blog temos várias matérias sobre o flatpak, que você acessa através desse link.

Com essa adesão de grandes nomes do mundo da tecnologia, fazia-se necessário um site aonde as pessoas pudessem buscar os programas favoritos de forma organizada, um lugar onde também os desenvolvedores pudessem hospedar os seus aplicativos para esse tipo de empacotamento.

Quando foi lançado o flathub, site esse que mantem o fácil acesso aos programas no formato flatpak, ele tinha como buscar os programas através de uma barra de pesquisa (um Search comum), mas essa facilidade se perdeu ao longo do tempo e na home (tela inicial) do site só apareciam alguns programas tendo assim que utilizar as centrais de programas das distros, como por exemplo a do  Linux Mint, ou mesmo a GNOME Software. 

Mas na última segunda-feira (9) o site do flathub recebeu uma repaginada e trouxe a facilidade que vemos nas centrais de aplicativos das distros, como: Popular Apps, New & Updated Apps, e a tão aguardada "Categorias".

Novo site do Flathub já está disponível

O site ainda está na versão Beta, mas isso não impede de ter uma navegação no site bem fluída e sem problemas.

Dica:  Se você usa o Ubuntu (acima da versão 17.10) e não utilizou o flatpak no seu sistema, vai precisar instalar algumas coisinhas antes:

Primeiro vamos adicionar o PPA do projeto flatpak ao sistema e depois instala-lo:
sudo add-apt-repository ppa:alexlarsson/flatpak
sudo apt update 
sudo apt install flatpak 
Depois vamos adicionar o plugin do flatpak para que ele possa funcionar na Central de programas do Ubuntu:
sudo apt install gnome-software-plugin-flatpak
E por último vamos habilitar o repositório do flathub:
 flatpak remote-add --if-not-exists flathub https://flathub.org/repo/flathub.flatpakrepo
Feito isso, basta reiniciar a sessão ou o seu computador, para que o flatpak possa ser usado. Na versão mais recente do Ubuntu (a ainda não lançada 18.04 LTS), a adição do suporte a flatpak pode ser feita diretamente pela GNOME Software, como mostramos neste vídeo:


Conte ai nos comentários o que você achou do novo site do flathub, se achou mais fácil e intuitivo de usar, conte-nos. =)

Até uma próxima e um forte abraço!
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Pacotes Snap estão chegando para ser o padrão do Ubuntu 18.04 LTS

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sábado, 2 de dezembro de 2017

Em Abril do próximo ano teremos o lançamento do Ubuntu 18.04 LTS, a próxima versão com longo tempo de suporte fornecido pela Canonical. Os desenvolvedores do Ubuntu estão pensando em trazer todo o "Core" de aplicativos GNOME para o sistema no formato Snap.

Ubuntu 18.04 LTS Snap






O interessante dos pacotes Snap é que eles não dependem de dependências (é redundante, mas é assim mesmo), desta forma o Ubuntu 18.04 LTS poderá usar as aplicações GNOME sempre nas últimas versões, ou nas versões que a Canonical quiser, sem se preocupar com compatibilidade.


É claro, com aplicativos Snap, qualquer aplicativo se encaixa nessa descrição poderá ser utilizado da mesma forma, sem necessidade de se preocupar com versões de bibliotecas e compatibilidade. A intenção dos desenvolvedores é que todos os aplicativos que compõem o núcleo GNOME (que agora é o padrão do Ubuntu) sejam distribuídos em Snap, futuramente até mesmo o Kernel Linux do Ubuntu poderá ser distribuído dessa forma.

Distribuições como o Kubuntu, KDE Neon e Ubuntu MATE também se mostraram favoráveis para usar este tipo de tecnologia em seus programas, o Ubuntu MATE 17.10, inclusive, já está usando um pacote no formato Snap, o servidor de áudio Pulse Audio.

No ano que vem provavelmente teremos as primeiras distros a lançarem softwares no formato Snap e Flatpak, algo que eu acredito que tem o poder de revolucionar a forma que os programas para Linux, de uma forma geral, são distribuídos.

Até a próxima!
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Veja o Steam funcionando via Flatpak

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terça-feira, 20 de junho de 2017

Flatpak é um dos novos e revolucionários formatos de empacotamento para as distribuições Linux, juntamente com o Snap e com o AppImage, além de multidistro, um pacote Flatpak elimina a necessidade de caçar dependências para instalar os softwares, sejam elas instaladas automaticamente ou manualmente.

Steam Flatpak



Aos poucos mais aplicações são empacotadas no formato Flatpak, existe inclusive uma lista de aplicações já consideradas estáveis no site do projeto, entretanto, outras continuam a surgir. Uma interessante que apareceu recentemente foi o Steam da Valve, a plataforma de venda e gerenciamento de games.

O Flatpak do Steam ainda não é considerado estável e requer correção de bugs e ajustes, no entanto já está funcional para uma parte considerável de jogos.


O meu grande amigo Renato, do canal FastOS, fez um teste do Steam via Flatpak e já podemos ter uma noção de até onde estas primeiras construções podem chegar. 

Toda vez que uma nova forma de trabalho (especialmente na tecnologia) é desenvolvida, é necessário adaptá-la e testá-la, então os problemas esperados de uma situação nunca encontrada anteriormente como esta estão realmente acontecendo e certamente serão corrigidos com o tempo.

Existe uma série de vantagens práticas com baixo custo a se "pagar" ao utilizarmos os Flatpaks (ou Snaps e AppImages), uma delas, no caso do Steam, que ainda necessita de muitas bibliotecas de 32 bits, mesmo em sistemas de 64, é justamente eliminar as bibliotecas cruzadas nas distribuições para rodar a aplicação, colocando tudo em um pacote único, a desvantagem é o tamanho do pacote que tende a ser um pouco maior, mas ainda assim, considero, como comentei, um "preço" baixo a se pagar pela comodidade, visto que armazenamento tende a ficar mais barato com o tempo. Entenda melhor os Flatpaks aqui.

Como instalar o suporte a Flatpak na sua distro?


O projeto Flatpak está disponível para todas as distribuições Linux, ou pelo menos, toda as principais. Temos um artigo especial para te ensinar a habilitar o suporte a Flatpak em todas elas, basta clicar aqui para aprender a usar esta nova tecnologia.

Instalando o Steam via Flatpak


Uma vez o suporte a Flatpak habilitado, a instalação é a mesma em todos os sistemas, então para testar esta versão do Steam neste formato, basta usar o terminal e rodar os seguintes comandos:
sudo flatpak remote-add --if-not-exists flathub https://flathub.org/repo/flathub.flatpakrepo
Depois instale: 
sudo flatpak install flathub com.valvesoftware.Steam
Provavelmente o logo da Steam vai aparecer no menu do seu sistema, assim como o Renato mostrou no vídeo.

Os Flatpaks me parecem estar com comandos simplificados para quem for operar via linha de comando, ao menos perto do que tínhamos no início, mas ainda assim tem "muita coisa" para se digitar, por assim dizer, é preciso sempre simplificar, seria bom algo como: sudo flatpak install steam, não? Coisas assim devem ser ajustadas com o tempo, claro, mas em fim, apenas uma observação.

Se você testar o Steam via Flatpak deixe um comentário abaixo informando a sua experiência.

Até a próxima!
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