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HandBrake lança versão 1.3.0 com muitas melhorias

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quarta-feira, 20 de novembro de 2019

Recentemente o poderoso conversor de vídeos HandBrake lançou a sua versão 1.3.0, tendo incluído presets para o Discord e várias outras melhorias que você confere a seguir.

handbrake-lanca-versao-1.3.0-com-muitas-melhorias

O HandBrake, sobre o qual já escrevemos aqui no blog, é um conversor de vídeo já tradicional no mundo Linux. Ao lado de softwares semelhantes, como o Curlew e o Selene, este é um dos mais poderosos e completos softwares da categoria, disponíveis para o sistema do Pinguim. Tendo compatibilidade com um amplo número de formatos e ferramentas como: .mp4, .mkv, FFmpeg, x264, x265, entre outros.

Os desenvolvedores recentemente divulgaram o excelente número de melhorias que estão presentes nesta versão do software, das quais podemos destacar:

Versão Linux:


• Adicionadas traduções para os seguintes idiomas: Português, Turco, Croata, Holandês, Basco, Polonês, Línguas Africanas, Romeno, Eslovaco, Sueco e Ucraniano;
• Suporte aprimorado para os idiomas: Tcheco, Chinês, Francês, Alemão, Italiano, Japonês, Coreano, Norueguês, Russo, Espanhol e Tailandês;
• Suporte adicionado ao Intel Quick Sync Video na versão Flatpak;
• Adicionada a possibilidade de editar as configurações das trilhas de áudio através de um duplo clique;
• Adicionadas opções para abrir os registros de codificação e diretórios aos menus de ação, na janela de fila;
• Diversas correções de bugs e aprimoramentos.

Versão Windows:


• Melhorado o layout da janela de preferências;
• Aprimorado o código da caixa de busca de arquivos recentes;
• Adicionado um tema escuro para o software no Windows 10
• Aprimorado o comportamento de nomear automaticamente arquivos exportados, e sobrescrição de arquivos;
• Adicionada a função de testar sons de notificação ao escolhê-los;
• Adicionada a opção para executar uma ação, sem uma contagem regressiva, após o término das conversões;
• Adicionada a opção para desabilitar a imagem de preview na aba “Resumo”;
• Incluída a opção de importar/exportar a fila, que havia sido removida em uma versão anterior;
• Adicionada a opção “hardware-enabled” ao arquivo “portable.ini”;
• Implementadas novas medidas de segurança relacionadas a bateria baixa e pouco espaço em disco, sendo elas: Os trabalhos de conversão são pausados automaticamente ao detectar um nível baixo de carga na bateria, então o modo de suspensão do sistema é permitido, e a conversão resume automaticamente quando o cabo de energia for conectado. A conversão de arquivos também é pausada automaticamente quando for detectado que o espaço disponível em disco está muito baixo;
• Adicionadas traduções para os seguintes idiomas: Francês, Alemão, Chinês, Coreano, Russo, Espanhol e Turco.

Versão MacOS


• O HandBrake agora exige como requisito mínimo para a instalação o MacOS na versão “El Capitan” ou superior;
• O software agora funciona em “sandbox”, e faz uso da runtime “hardened” do MacOS;
• A prioridade de processo do HandBrake foi atualizada para “baixa prioridade”, à fim de evitar travamentos em potencial enquanto os trabalhos de conversão estão em execução;
• Aprimoramentos na tradução para Alemão;
• Adicionadas traduções para os seguintes idiomas: Francês, Italiano e Russo.

Além do que foi mencionado acima, também foram adicionados presets para o Discord e Discord Nitro nas versões de todas as três plataformas.


Destacamos várias das melhorias mais notáveis, mas muitas mais além dessas foram implementadas nesta nova versão do software. Você pode conferir a lista de aprimoramentos, na íntegra, no post de lançamento oficial da versão 1.3.0 no Github.

Instalação


O HandBrake está disponível nos repositórios das principais distros, e também pode ser instalado via Flatpak, acessando a página do software no Flathub, ou através do comando abaixo:

flatpak install flathub fr.handbrake.ghb

Se você não sabe o que é, ou como trabalhar com Flatpaks, confira o nosso tutorial sobre o assunto. Lembrando que após ter instalado o suporte ao Flatpak, será necessário adicionar o repositório Flathub, que pode ser feito com o comando abaixo:

flatpak remote-add --if-not-exists flathub https://flathub.org/repo/flathub.flatpakrepo 

Você já conhece ou utiliza o HandBrake? Ou talvez conheça algum outro conversor de vídeo que esteja disponível para Linux e seja tão bom quanto, ou melhor que o HandBrake? Conte-nos nos comentários!😁

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ONLYOFFICE agora também está disponível em Flatpak

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terça-feira, 19 de novembro de 2019

O ONLYOFFICE, uma das suítes office que mais tem se destacado quando se trata em ser um substituto à altura para o Microsoft Office, recentemente expandiu ainda mais o seu suporte para Linux ao oferecer o software no formato Flatpak.

onlyoffice-agora-tambem-esta-disponivel-em-flatpak

O Flatpak é um formato para empacotamento de softwares que, rapidamente, tem se tornado cada vez mais popular no mundo Linux. Com isso, a cada vez mais, empresas e desenvolvedores vem disponibilizando os seus softwares no formato, tendo como principal característica, a instalação e execução do software em “sandbox”, podendo assim disponibilizar updates e melhorias sem prejudicar o restante do sistema. Recentemente noticiamos a implementação de forma nativa do Flatpak no Elementary OS, e agora chegou a vez da Ascension System SIA disponibilizar o ONLYOFFICE em Flatpak.

Se você não sabe o que é, ou como funciona o formato Flatpak, altamente recomendo a leitura deste artigo, redigido pelo Dionatan Simioni. Caso você prefira assistir a ler, o vídeo abaixo também é uma ótima opção de conteúdo sobre formatos de empacotamento em “sandbox”.

 
A disponibilização do ONLYOFFICE em Flatpak é uma ótima notícia para toda a comunidade Linux, tendo um “gostinho” ainda mais especial para usuários de distros como o Fedora Silverblue e o Endless OS, que tem um foco muito maior nesse formato de empacotamento.
 
Caso não queira utilizar o software em Flatpak, não tem problema. O ONLYOFFICE também está disponível em .deb, .rpm, snap e AppImage. Além de também possuir versões para Windows e MacOS.
 
Talvez algumas pessoas pensem que disponibilizar o software em Flatpak, quando o mesmo já está disponível em outros formatos, principalmente sendo eles Snap e AppImage, é uma redundância desnecessária e trabalho desperdiçado. Eu realmente não penso assim. Pelos mais variados motivos, as pessoas têm preferências diferentes, e muitas vezes o software estar disponível em um formato ou não pode ser a “gota d’água” para o usuário escolher entre um software ou outro.

Instalando o ONLYOFFICE em Flatpak

 
Se você não sabe o que é, ou como trabalhar com Flatpaks, confira o nosso tutorial sobre o assunto. Lembrando que após ter instalado o suporte ao Flatpak, será necessário adicionar o repositório Flathub, que pode ser feito com o comando abaixo:
 
flatpak remote-add --if-not-exists flathub https://flathub.org/repo/flathub.flatpakrepo 
 
Para instalar a versão Flatpak do ONLYOFFICE, basta acessar a página do mesmo no Flathub e seguir as instruções. Ou então, você pode simplesmente copiar e colar o comando abaixo no seu terminal:
 
flatpak install flathub org.onlyoffice.desktopeditors
 
Já publicamos aqui no blog alguns artigos sobre o ONLYOFFICE, incluindo as novidades do lançamento da última versão, e uma entrevista com a Galina Goduhina, uma das desenvolvedoras do projeto.

Você é usuário ou já testou o ONLYOFFICE? Ou tem interesse em testá-lo no futuro? Diga nos comentários o quê você pensa sobre o software, principalmente quando comparado às suas principais alternativas como o LibreOffice, WPS Office, FreeOffice, e é claro, o Microsoft Office.😁

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Kdenlive agora tem versão em Snap de forma oficial

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quinta-feira, 14 de novembro de 2019

Kdenlive é um editor de vídeo não-linear que muitos usuários que começam no Linux usam para editar vídeos, ele apareceu, inclusive, em uma lista que fizemos com várias boas opções para quem quer editar vídeos no Linux.

Kdenlive agora tem versão em Snap de forma oficial





O anúncio foi feito no blog do KDE, pelo dev  Jonathan Riddell, onde comenta que os snaps são um novo formato de pacotes baseados em contêineres e que o projeto KDE tem mais de 50 aplicativos já disponíveis nesse formato, informando que agora é a vez do Kdenlive de juntar-se a “família” snap de forma oficial.



Riddell, comenta sobre o novo formato e a adoção da comunidade KDE deles:

“A maioria dos pacotes Snap do KDE são construídos pelo time do KDE Neon em seus próprios servidores, e visam tornar a construção dos pacotes mais integrada com os repositórios do projeto, garantindo uma construção contínua dos mesmos. Isso significa que estes pacotes são frequentemente atualização e no momento que alguma mudança é feita, você, como usuário, sempre terá as últimas versões dos softwares do KDE, com novos recursos e correções de bugs.”


Com isso, temos agora os 3 (três) formatos novos suportados pelo Kdenlive oficialmente, snap, flatpak e appimage. Fora os outros formatos, que você pode consultar aqui.

Se você quiser experimentar o Kdenlive via snap, primeiramente terá que instalar o suporte a snap no seu sistema. Caso este suporte não existe nativamente, você pode aprender a habilitar este recurso através deste tutorial nosso. Se você usa o Ubuntu e suas flavours, basta procurar na Store por “kdenlive” ou via terminal, com o seguinte comando:

sudo snap install kdenlive

Este artigo não acaba aqui, continue trocando uma ideia lá no nosso fórum. Espero você até a próxima, um forte abraço.



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Loja do elementary OS passa a suportar o Flatpak

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terça-feira, 5 de novembro de 2019

Loja do elementary OS agora possui compatibilidade com pacotes Flatpak, e usuários do sistema poderão instalar apps neste formato de forma descomplicada.

appcenter-elementary-linux-flatpak-loja-pacote-juno-sideload-flathub-de-interface-grafica-programa-app-software-livre-open-source-base-ubuntu

O elementary OS foi cotado durante anos como a distribuição Linux mais bela, dono de uma interface gráfica que é fortemente inspirada na Aqua (macOS), a distro baseada no Ubuntu acaba de dar mais um passo significativo. Para quem não acompanha o elementary OS, saiba que sua pretensão vai além de ser mais uma distro Linux, de forma que foi criado todo um ecossistema/plataforma em torno da distribuição. O vídeo a seguir explana um pouco mais sobre o tema.


Há quem diga que a loja do Deepin seja a mais bonita entre as diversas opiniões do mundo Linux, particularmente gosto da simplicidade da AppCenter (loja do elementary OS). A ideia de oferecer a possibilidade de doações dentro da própria loja é algo que me chama a atenção. Obviamente, que existem muitas deficiências no design da loja e até a ausência de algumas funcionalidades. A AppCenter foi disponibilizada aos usuários da distro no ano de 2017, e pequenas implementações foram adicionadas desde então. Ao menos das vezes que utilizei, nenhuma mudança substancial saltou-me os olhos.


Agora um recurso interessantíssimo passa a compor a loja do elementary OS, noticiamos essa decisão e escrevi uma postagem intitulada “Por que o elementary OS escolheu o Flatpak?”, acesse e saiba mais sobre essa escolha. No último update, a loja passou a suportar a instalação de pacotes neste formato. Como é de se esperar, os responsáveis pelo sistema tem todo um controle de qualidade, e através de sua curadoria de apps, seleciona as aplicações com o “selo elementary”. Inicialmente parece haver pouquíssimos programas no formato Flatpak em sua loja, ao menos não encontrei nenhum ao pesquisar, no entanto, é possível adicionar o repositório Flathub e usufruir de uma gama considerável de aplicações.

appcenter-elementary-linux-flatpak-loja-pacote-juno-sideload-flathub-de-interface-grafica-programa-app-software-livre-open-source-base-ubuntu

Ao contrário do Linux Mint que traz por padrão o repositório do Flathub, o elementary apenas entrou em contato com os responsáveis pela plataforma para integrar facilmente a adicção em sua AppCenter. 

appcenter-elementary-linux-flatpak-loja-pacote-juno-sideload-flathub-de-interface-grafica-programa-app-software-livre-open-source-base-ubuntu

Mesmo não vindo por default no sistema, basta clicar em “Install” na página do programa no Flathub, o download do arquivo “.flatpakref” ocorrerá, então efetue a instalação com o auxílio do app Sideload, e o repositório será adicionado ao sistema (como bem informa a página de configuração do flatpak).

Todavia, na prática, o Sideload ainda não vem instalado por padrão. Baixei o arquivo e após clicar sobre ele, o app de texto que é aberto. Sendo necessário a instalação do pacote: 

sudo apt install io.elementary.sideload

Depois bastou instalar o arquivo utilizando o Sideload (traduzido para “carregamento lateral”), marcar a opção que compreendia que não era um app curado “não confiável” e clicar em “Instalar mesmo assim”.

appcenter-elementary-linux-flatpak-loja-pacote-juno-sideload-flathub-de-interface-grafica-programa-app-software-livre-open-source-base-ubuntu

Inicialmente o programa não apareceu no menu, nem na loja. Reiniciei e o programa estava no menu. Vale salientar que a loja consegue diferenciar quando existe mais de uma aplicação em diferentes formatos e nos repositórios. Outro detalhe, não será obrigatório reiniciar o sistema ou finalizar a sessão a cada novo programa instalado em Flatpak, e nem baixar o arquivo “.flatpakref”. Você pode utilizar a loja para isso, e no futuro são esperados mais recursos voltados ao Flatpak na AppCenter.

Confira na prática esta nova funcionalidade:


A implementação é nova, então é comum o sistema não estar totalmente “redondinho” com essa integração com os Flatpaks. Apenas o Flathub é suportado e não tem, ao menos por agora, como adicionar repositórios de terceiros. O Flathub é famoso por concentrar a maior variedade de programas neste formato, mas não é a única fonte. Desenvolvedores podem oferecer suas aplicações fora dele, um exemplo é o emulador de Nintendo 3DS Citra. O repositório do Citra ainda não é suportado pela AppCenter, para obter o software no elementary OS outros meios, como o terminal, deverão ser utilizados.

Você é usuário do elementary OS? Já pôde conferir o suporte ao Flatpak na AppCenter? Deixe nos comentários suas experiências com este novíssimo recurso.

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Até o próximo post, te espero aqui no blog Diolinux, SISTEMATICAMENTE! 😎

Fonte: elementary OS.


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Fedora 31 lançado, baixe agora!

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terça-feira, 29 de outubro de 2019

O Fedora 31 chegou e você já pode efetuar o download da mais nova versão. Aliás, esse lançamento vem sendo considerado um dos melhores pela comunidade Fedora.

fedora-workstation-download-red-hat-gnome-linux-rpm-flatpak

O Fedora não é conhecido por ser uma distribuição para quem acaba de chegar ao Linux (mas não significa que não seja), e não sou eu quem afirma isso,  o próprio líder do projeto Fedora, Matthew Miller, disse em recente  entrevista ao site TechRepublic: "Particularmente, o [Fedora] tem como alvo desenvolvedores de software e usuários avançados, mas com a ideia de que os desenvolvedores também são humanos".

Com foco em desenvolvedores e mantido por uma parceria entre a comunidade e a gigante Red Hat, o Fedora a cada versão vem oferecendo recursos e comodidades. Me arrisco a dizer que um usuário inexperiente, mas curioso e determinado, consegue utilizar o Fedora 31 facilmente. Na realidade não creio que seja difícil a utilização do sistema, afinal, existem conteúdos e boa documentação internet a fora. Mas não irei me aprofundar sobre essa questão, se o Fedora é ou não recomendado para iniciantes. Deixarei meu companheiro Jedi Fonseca, destrinchar e dar maiores pontos corroborando ou não sobre este questionamento. Estou ansioso por sua visão sobre o tema, quem sabe se você pedir nos comentários, agora com o lançamento da versão 31, ele poste essa matéria (não custa tentar 😁️😋️😁️).

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Muitas novidades se fazem presentes neste novo lançamento do Fedora, anteriormente já abordamos alguns tópicos aqui no blog Diolinux. Como, o melhor suporte ao driver da NVIDIA, PipeWire, Wayland, Xorg e muitos mais. Você pode conferir os detalhes neste post. Contudo, as novidades não pararam por aí. O Fedora 31 passou a ter aprimorado elementos de aplicações Qt no GNOME, implementações de firmware, melhora na versão Open Source do formato de compressão de vídeos H.264, polimentos no GNOME Classic Mode, além dos últimos esforços de otimização no GNOME Shell. Tudo isso, pode ser averiguado com mais detalhes através desta postagem.

Veja um vídeo do canal Oficina do Tux, do Renato (FastOS), detalhando as novidades e suas experiências com a versão Fedora 31 Workstation. Super recomendo o canal, para amantes do Fedora ou quem almeja aprender e se aventurar no sistema.


Mudanças significativas passaram a ocorrer no Fedora 31, o abandono da arquitetura 32 bits é uma delas, porém, entenda ao certo quais as implicações dessa decisão. Recomendo a leitura de dois artigos aqui no blog, este escrito pelo próprio fundador do blog Diolinux, e outro do, já mencionado, Jedi Fonseca.

O Fedora tem uma relação íntima com o projeto Flatpak, mas sabemos que ele não é a única solução de empacotamento de softwares no mercado. AppImage e Snap compoẽ o atual cenário de distribuição de softwares no Linux. Obviamente, que estou me referindo aos novos formatos. No início de julho a possível decisão de desabilitar o plugin do Snap no Fedora 31, pegou alguns de surpresa. Logo soubemos que talvez o suporte seria mantido, conforme indico a conferir acessando o seguinte link. Infelizmente o plugin parece ter sido desabilitado, então para utilizar pacotes Snaps seria via terminal ou com o auxílio da Snap Store (loja de snaps em mesmo formato).

O Fedora é um sistema muito interessante, ainda mais para quem deseja utilizar ou ter uma real noção de como o GNOME “puro” funciona de fato. A distro quase não modifica o shell, uma ou outra extensão é adicionada por padrão, mas nada que altere a lógica de funcionamento do GNOME. Vale ressaltar que as aplicações por default também são do ecossistema GNOME, entretanto você poderá utilizar alternativas com KDE, XFCE e outros ambientes desktops em sua instalação em modo network install. Baixe o Fedora 31 Workstation diretamente de seu site oficial. Outras edições do sistema, podem ser encontradas acessando esse link.

Usa Fedora, ou não conhecia o sistema? Deixe nos comentários a sua opinião, aliás, já testou o Fedora 31?

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Até o próximo post, te espero aqui no blog Diolinux, SISTEMATICAMENTE! 😎

Fonte: Fedora.


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O que fazer depois de instalar o Ubuntu 19.10

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segunda-feira, 21 de outubro de 2019

O Ubuntu 19.10 está sendo elogiado pela maioria dos usuários, com uma versão atualizada do GNOME o sistema vem demonstrando maior performance ao realizar as tarefas. Aprenda quais passos tomar após instalar o Ubuntu 19.10.

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Aguardado por muitos, essa é a última versão até o próximo lançamento de longo suporte, o Ubuntu 20.04 LTS. Caso tenha alguma dúvida com seu pós-instalação, iremos demonstrar quais ações devem ser tomadas com o novo Ubuntu.

Atualizando do Ubuntu 19.04 para o 19.10, sem reinstalar o sistema


Está usando o Ubuntu 19.04 e quer migrar para o 19.10? Talvez uma boa alternativa é atualizar o sistema, sem precisar baixar uma ISO, e fazer todo o trabalho de criar um pendrive bootável ou “queimar” um dvd. 

Antes de tudo, backup é a “nova lei” (😁️😁️😁️). Brincadeiras à parte, faça o backup de seus arquivos, para evitar problemas. Então, abra o programa “Softwares e Atualizações” e execute uma verificação por atualização, caso exista a ferramenta lhe informará.

Outra maneira é via terminal:

sudo do-release-upgrade -c

Configurações iniciais


Ao iniciar o sistema pela primeira vez, aparecerá a tela de “Bem-vindo”, basta ir completando os passos desejados e ignorando outros. Cada escolha é bem particular, como: Conectar ou não às suas contas on-line, ceder dados a equipe do Ubuntu para construir um sistema melhor (apenas informações simples de seu hardware e coisas do tipo, nenhum dado pessoal), habilitar ou não o serviço de localização, e até instalar alguns Snaps antes mesmo de usar o sistema pela primeira vez.

pós-install-instalação-ubuntu-19.10-linux-canonical-gnome-instalar-atualizar-guia

Escolha o melhor servidor e habilite os parceiros da Canonical


Para tornar as atualizações e instalações mais rápidas, podemos escolher algum servidor que esteja mais próximo de nossa localização. Pesquise por: “Programas e atualizações”, selecione a aba “Aplicativos Ubuntu”, clique em “Baixar de: Outro…” e na nova janela em “Selecionar o Melhor Servidor”. Um teste será iniciado testando os espelhos mais próximos e você pode escolher o melhor clicando em “Escolher Servidor”.

pós-install-instalação-ubuntu-19.10-linux-canonical-gnome-instalar-atualizar-guia-serrver-mirror-download

Finalize clicando em “Fechar” e caso o sistema solicite para “Recarregar” proceda desta maneira.

Na segunda aba do programa, existe a opção de habilitar “Parceiros da Canonical”, este repositório é composto de alguns softwares proprietários e seus extras. Marque ela e faça como anteriormente, para finalizar a ação.

pós-install-instalação-ubuntu-19.10-linux-canonical-gnome-instalar-atualizar-guia

Atualize o sistema


Esse passo sempre é importante, antes de tudo ele deve ser o principal a ser feito. Pesquise por “Atualizador de programas” e se houverem atualizações, basta clicar em “Instalar agora”.

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Complete a instalação dos pacotes de idioma


Mesmo instalando o sistema em “portuguê brasil”, ainda é necessário instalar completamente o suporte ao idioma. Uma tarefa bem simples, abra o app “Configurações”, vá até à sessão “Região & idioma” e clique em “Gerir Idiomas Instalados”. O Ubuntu verificará se todos os pacotes já estão instalados, caso não, ele informará.

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Instale codecs multimídia


Abra a “Software Ubuntu”, sua loja de programas, clique na categoria “Complementos” e depois em “Codecs”. Instale quais deseja.

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Instale o Synaptic


A loja do Ubuntu pode ser bem interessante quando o assunto são pacotes Snaps e Flatpaks, entretanto ela tem uma deficiência que pode limitar sua experiência de uso. Mesmo sendo versátil em alguns casos em outros ela deixa a desejar, estou falando especificamente em sua limitação em não oferecer softwares sem ícones. No caso, pacotes, como libs, programas para linha de comando entre outros.

Nesse quesito um software que pode auxiliar, e muito, é o gerenciador de pacotes Synaptic. Com ele será possível fazer vários procedimentos sem a necessariamente do terminal, demonstrando que é possível sim usar Ubuntu sem obrigatoriamente fazer tudo via terminal.

Pesquise na loja do Ubuntu por: “Synaptic” e instale o software. Por exemplo, irei instalar o pacote de codecs “ubuntu-restricted-extras” via Synaptic. Não precisa nem se preocupar com quais codecs, este pacote instala os essenciais.

pós-install-instalação-ubuntu-19.10-linux-canonical-gnome-instalar-atualizar-guia-synaptic

Não sabe como usar o Synaptic, assista o vídeo abaixo e domine essa ferramenta.


Instale o OpenJDK, caso utilize aplicações em Java


Você pode instalar o OpenJDK em seu sistema, basta pesquisar pela versão desejada. Suponhamos que queira a versão 13, instale o pacote “openjdk-13-jdk”. Se preferir, instale apenas a máquina de execução “openjdk-13-jre”. Fica ao seu desejo. Outro pacote existente é a versão “padrão” do OpenJDK no Ubuntu. Essa se chama “default-jdk”.

pós-install-instalação-ubuntu-19.10-linux-canonical-gnome-instalar-atualizar-guia-synaptic-java-openjdk

Instale os drivers Intel


Para quem possui um processador Intel de 3ª à 8ª geração, pode ser interessante proceder da seguinte maneira: abra a loja do Ubuntu, vá em “Complementos” e na aba “Drivers de hardware” selecione “Beignet” e instale esse driver.

pós-install-instalação-ubuntu-19.10-linux-canonical-gnome-instalar-atualizar-guia-synaptic-driver-processador-intel

Instale o driver de vídeo para sua placa de vídeo


Caso possua uma GPU dedicada da AMD, nenhum procedimento é necessário (o driver aberto já vem no próprio Kernel). Isso no caso dos modelos mais recentes, se estiver em dúvida, acesse nossa postagem e veja como instalar o driver correto para sua placa de vídeo AMD. Inclusive até mesmo a versão do Mesa Driver contida no Ubuntu 19.10 é superior à versão estável do PPA do Padoka.

Donos de GPU’s NVIDIA podem pesquisar diretamente no sistema por: “Drivers Adicionais” e instalar o driver para sua placa de vídeo. Lembrando que a adição do PPA da NVIDIA não é mais obrigatória. Você pode acessar nossa matéria demonstrando e explicando um pouco mais sobre os Drivers proprietários NVIDIA no Ubuntu.

Habilite o suporte ao Flatpak e adicione o repositório Flathub


Infelizmente o Ubuntu não vem configurado por padrão com o suporte ao Flatpak, apenas Snap. Contudo, a tarefa é muito simples e rápida. Acesse essa postagem para configurar seu sistema, e comece a usar Flatpaks no Ubuntu. Depois pesquise na loja por apps neste formato.

Instale programas em Snap


Por default o Snap já vem configurado, então basta acessar a loja e instalar apps neste formato. O Spotify é um que sempre utilizo, ouvir músicas enquanto trabalho acaba aguçando minha criatividade (isso ao criar alguma arte ou coisa do gênero).

Baixe e instale programas em DEB


Particularmente utilizo vários programas, em diferentes formatos de empacotamento. Sendo que pacotes DEB estão presentes em meu pós-instalação. Esse ponto é bem particular e cabe a você escolher quais apps baixar. O 4K Vídeo Downloader e Google Chrome “”são de lei”. Para baixar o Navegador Google Chrome, por exemplo, acesse seu site oficial e baixe a opção em DEB.

Finalizado o download, abra com dois cliques ou com o botão direito do mouse e depois “Abrir com Instalação de programa”. Daí basta instalar como qualquer outro programa via loja do Ubuntu.

pós-install-instalação-ubuntu-19.10-linux-canonical-gnome-instalar-atualizar-guia-synaptic

Esse procedimento é semelhante com todos os demais pacotes neste formato.

Preparando o sistema para jogos


Você pode configurar seu sistema para inúmeros tipos de uso, caso queira jogar em seu Ubuntu, criamos um post demonstrando todo o preparo. Algumas partes podem estar obsoletas, como a indicação de um PPA para quem usa Mesa Driver ou PPA NVIDIA. Não aplique essas partes, dê preferencia as demonstradas nesse pós-instalação. As demais, aplique e deixe seu Ubuntu pronto para a jogatina.

Customizando o sistema


Esse passo é muito pessoal, você pode substituir wallpapers, mudar a posição da dock, retirar a função de suspensão de tela por inatividade, entre outras. Acesse o programa “Configurações” e personalize conforme seu uso. Assim como os navegadores de internet, o GNOME Shell pode ser modificado com a adição de extensões. Mas cuidado, adicionar extensões em demasia pode ocasionar instabilidades no sistema. Faça por sua conta e risco.

Temos uma matéria demonstrando algumas extensões interessantes para potencializar seu uso no GNOME Shell, porém não adicione a extensão “Pixel Saver” (a dica número 7 do link acima). Opte por outra suportada e que acaba sendo bem superior, segue a postagem da extensão Unite o “Pixel Saver compatível com o Ubuntu 19.10”

Essas são as dicas de pós-instalação do Ubuntu 19.10, caso queira dicas adicionais acesse outra matéria de pós-instalação que escrevi na época do Ubuntu 19.04. Algumas dicas ainda são válidas, mas tenha como preferência aplicar essas do Ubuntu 19.10 (se houver algum aparente conflito).

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Até o próximo post, e bom uso do Ubuntu 19.10 Eoan Ermine, SISTEMATICAMENTE! 😎


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Instale o emulador de Playstation 2, PCSX2 via Flatpak

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quarta-feira, 16 de outubro de 2019

Muitos questionam-se o porquê, de abordarmos tutoriais com os novos formatos de empacotamento, contudo a praticidade e simplicidade de tais opções é algo que auxilia o usuário leigo e, ao mesmo tempo facilita a distribuição do software para as demais distros. Hoje falarei sobre como utilizar, configurar e instalar o PCSX2 em Flatpak.

emulador-sony-playstation-ps2-play2-linux-ubuntu-mint-debian-deepin-fedora-flathub-flatpak-jogo-game-console

Produzido pela Sony Interactive Entertainment, o PS2 ou Play 2 para os mais íntimos, foi um console que fez muito sucesso aqui no Brasil. O curioso do Playstation 2 é seu sistema operacional, que nada mais é que uma distribuição Linux.

Seu catálogo de jogos foi surreal, foram lançados por volta de mais de 4.000 jogos oficialmente. Particularmente tenho boas lembranças do PS2, na época da sua chegada em terras tupiniquins, era bem difícil consegui-lo por um preço acessível, depois de um tempo o console tornou-se muito popular.

Para animar e, relembrar suas jogatinas (no meu caso, muitas horas de God of War, entre outros games durante a adolescência) irei falar sobre o emulador PCSX2.

Instalando o emulador de Playstation 2 PCSX2


O emulador pode ser instalado de várias formas diferentes, seja diretamente dos repositórios oficiais, PPA’s ou quaisquer maneiras disponíveis. Até pouco tempo utilizava a versão do próprio repositório do Ubuntu, porém após testar a versão em Flatpak notei um ganho de performance e, os bugs que ocorriam em meu uso não existem mais. Se existe um tipo de software que prezo por estar em suas últimas versões, são os emuladores. Quem joga frequentemente e utiliza tais aplicações, sabe que a cada lançamento há uma melhora considerável no desempenho dos jogos.

Usar apps em Flatpak pode ocasionar certos incômodos, mas em meu SSD de 120 GB não tive problemas de espaço, e receber sempre novas versões sem me preocupar em compilações ou procurar por novos lançamentos do software é muito cômodo. Caso utilize o Linux Mint, basta pesquisar na loja por: “PCSX2”, escolher a versão em Flatpak e instalar. Já para usuários do Ubuntu, alguns passos são necessários, isso se o Flatpak não estiver configurado em seu sistema.

Acesse esse passo-a-passo que fizemos demonstrando como habilitar o Flapak no Ubuntu, inclusive possibilitando a instalação dos programas pela loja, sem precisar recorrer ao terminal. Depois pesquise pelo emulador: “PCSX2” e aguarde a instalação.

emulador-sony-playstation-ps2-play2-linux-ubuntu-mint-debian-deepin-fedora-flathub-flatpak-jogo-game-console

Usuários de outras distros, podem configurar o Flatpak em seus sistemas por este link. Já o guia oficial do Flatpak, além de demonstrar a configuração, ensina como adicionar o repositório Flathub. Se preferir fazer tudo via terminal, eis os comandos logo abaixo.

Adicionando o repositório Flathub:

flatpak remote-add --if-not-exists flathub https://flathub.org/repo/flathub.flatpakrepo

Instalando o PCSX2 Flatpak:

flatpak install flathub net.pcsx2.PCSX2

A remoção pode ser desta maneira:

flatpak remove net.pcsx2.PCSX2

Um passo extra que gostaria de demonstrar, é para usuários que tenham as roms em outra partição, um hd de backup, por exemplo. Tenho algumas ISOs que ripei na época que ainda tinha meu console, deixando elas em um hd secundário. Para que o PCSX2 em Flatpak leia outras partições, você terá que dar as permissões de leitura e escrita ao programa. Não se preocupe o processo é muito simples, basta executar o comando logo abaixo:

sudo flatpak override --filesystem=/media net.pcsx2.PCSX2

No exemplo acima, dei permissão de acesso a todas as partições contidas em “media”, entretanto normalmente as partições são montadas em “/run/media” ou “mnt”. Por costume uso o diretório media, mas você pode substituir essa parte do comando por qualquer outro onde seus dispositivos são montados.

OBS.: Na documentação do PCSX2 é informado que a "rum/media" é acessada por padrão, então possivelmente não será nescessário dar essa permissão. Caso necessite, já sabe como proceder.

Configurando o emulador de Playstation 2 PCSX2


Assim como alguns emuladores de consoles necessitam das BIOS dos aparelhos, em que planejam emular, o PCSX2 não é diferente. Sem este arquivo de BIOS o emulador não irá executar os jogos. Em seu site oficial, existem informações de como fazer um dumper da BIOS do seu console. Acesse o link e saiba mais.

Por motivos óbvios não estarei disponibilizando o arquivo junto a essa postagem, mas saiba que os jogos funcionarão conforme a BIOS e região. Simplificando, se a BIOS for americana, apenas jogos americanos funcionarão por conta da trava de região imposta pela Sony.

A versão traduzida do Guia oficial de configuração também pode ser acessada por esse link. A seguir irei demonstrar o que precisei configurar na versão em Flatpak.

Existem muitos ajustes que você pode fazer no emulador, alguns poderão aumentar o desempenho dos jogos e outros a qualidade gráfica. A principal é configurar os arquivos de BIOS no software, para isso abra o emulador vá em “Configuração” >> “Seleção de plugin-in/BIOS”.

Essa seção, podemos assim dizer, é a principal do emulador. Na categoria “Plug-ins” você encontrará vários plugins que são utilizados para o bom funcionamento do PCSX2.

Se por algum motivo seu joystick não estiver funcionando corretamente, mude a configuração localizada em “PAD”, de “libonepad-legacy” para “libonepad”. É bem comum que controles genéricos sejam mal identificados, se isso ocorrer você já sabe aonde ir.

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Na categoria “BIOS”, você encontrará um botão para selecionar a pasta onde estão os arquivos da BIOS em seu computador. Nela também existirá a possibilidade de selecionar a BIOS, como mencionei, conforme o jogo e sua região uma BIOS diferente pode ser exigida. Selecione o local dos arquivos e depois marque a BIOS desejada, não se esqueça de sempre pressionar o botão “Aplicar”, após cada mudança.

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Em “Pastas” estão localizados os caminhos de algumas configurações do emulador, aliás os “memory cards” por padrão ficam na home de seu usuário em um diretório oculto sendo “.var/app/net.pcsx2.PCSX2/config/PCSX2/memcards”. Eles funcionarão de forma semelhante aos saudosos memory cards, e você pode criar vários. 

Se preferir, pode adicionar as BIOS na pasta de mesmo nome, ao invés de outra, contudo creio que é mais prático manter em um mesmo local, indiferente da instalação ou sistema.

Com essas configurações iniciais já seria possível executar seus jogos, o emulador até consegue de forma eficiente identificar os joysticks automaticamente. Todavia, se quiser configurar manualmente, ou certificar que tudo está certo em “Configurações” >> “Comandos (PAD)” >> “Configurações do plug-in” poderá acessar os joysticks.

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Ainda nessa tela de configuração, indo em “Gamepad Configuration”, poderá observar que o emulador identificou meu joystick de Xbox 360. Claro que cada botão poderá ser setado isoladamente, basta clicar em “Set All Buttons”. Não se esqueça de clicar em “Apply/Aplicar”.

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Enfim, para executar os jogos vá em “Sistema”, depois “Carregar (ISO)”. Selecionar o seu game e pronto! No entanto, ainda podemos configurar mais coisas no emulador.

Ajustes finos no PCSX2


Para executar os jogos só é obrigatório adicionar o arquivo da BIOS, ter o jogo, um teclado ou joystick. E para aumentar a resolução de um jogo, ou quem sabe melhorar a performance? Essa parte do tutorial lhe mostrará algumas dessas opções.

Ao acessar “Configurações” >> “Configurações de emulação”, mais opções estarão disponíveis. A princípio você não conseguirá modificar nada, desmarque “Predefinição” (fica localizado na parte de baixo) e poderá customizar. Se fizer algo de errado, não se preocupe, cada aba contém um botão chamado “Restaurar como padrão”.

Basicamente faço o seguinte, na aba “EE/IOP”, marco “Nenhum” em “Modo clamping”.

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Em “VUs”, marco a mesma opção.

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Já em “GS” opções, como limitar os fps, usar o MTGS sincronizado e desativar os saltos de quadros podem ser modificados. A não ser que seu computador esteja com dificuldades para executar os games e com baixíssimos fps (tipo uns 10 - 20 fps), não aconselho a marcar a opção “Desativar a limitação de quadros”.

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Se quiser mudar o comportamento da janela em que o emulador inicia seu jogo, basta mudar a proporção de tela, tamanho, se a mesma vai maximizar ou não com o duplo clique do mouse, etc. Uso a tela panorâmica (16:9), mas fica ao seu gosto.

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Hacks de velocidade” pode dar um boost na performance do jogo em seu computador, se possui um processador com vários núcleos, recomendo ativar “MTVU (Multi-Threaded microVU1)” para fazer uso de mais de um núcleo de processamento. “Taxa de ciclo do EE” e “EE Cycle Skipping”, sempre funcionam melhor em zero. Mesmo com alguns dizendo para usar no máximo, nunca senti melhoras. Pelo contrário, o jogo ficava mais bugado.

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A última opção, “Correções de jogos”, só deve ser habilitada em casos que um determinado jogo listado não esteja funcionando ou apresentado os bugs relatados. Não esqueça de aplicar as mudanças.

Donos de computadores mais parrudos podem se dar o luxo de aumentarem a resolução nativa, modificar as texturas, adicionar anti-aliasing, filtros isotrópicos entre outros ajustes. Para isso vá em “Configuração” >> “Vídeos (GS)” >> “Configurações do plug-in”.

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Sinta-se a vontade para efetuar seus testes, habilitar os filtros, aumentar a resolução e muito mais. Mas saiba que quanto mais você modifica, mais poderá ser exigido do hardware. Donos de GPUs  dedicadas (e APUs) podem averiguar se a opção “OpenGL (Hardware)” está selecionada em “Render”. O resto é a gosto do freguês. 

Memory Cards


Lembra-se que citei a localização dos “Memory Cards Virtuais”, pois bem, acessando “Configuração” >> “Cartões de memória”, você poderá gerenciar esses memory cards e consecutivamente os saves de seus jogos. Será possível duplicar, remover, criar e muito mais. Não é difícil encontrar alguns desses arquivos na internet para download. Por exemplo, meu irmão baixou recentemente o save do Dragon Ball Tenkaichi 3 com tudo desbloqueado. Relembrando horas e horas que jogamos esse game no PS2.

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Você pode fazer o backup de seus cartões de memória e ou adicionar novos na pasta padrão, que fica localizada em sua home e depois num diretório oculto “/.var/app/net.pcsx2.PCSX2/config/PCSX2/memcards”. Não se esqueça que você só conseguirá ver tais diretórios se torná-los visíveis. No meu caso que uso o Ubuntu e Nautilus o atalho é “CTRL +H”. Assim conforme muitas opções do emulador, o local desses arquivos podem ser modificados.

Considerações finais


Fiquei surpreso com o PCSX2 Flatpak, pois não foi preciso configurar nada além dos arquivos de BIOS. Para ser sincero na versão do PCSX2 contida no repositório, eu sempre customizava vários parâmetros e mesmo assim não tinha a performance equiparável ao meu atual hardware. Daí a importância de se obter versões atualizadas dos emuladores. Agora, por default os jogos rodam como o esperado, e na realidade até me surpreendi com a performance. 

Irei demonstrar apenas alguns bugs que sofro ao utilizar a versão do repositório oficial, no exemplo você poderá observar erros gráficos contidos no jogo Yu-Gi-Oh! Capsule Monster Coliseum.

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Perceba que é possível ver os sprites das bocas dos personagens, além de linhas verdes que aparecem em locais da caixa de diálogo.

Na tela seguinte, durante a seleção dos monstros de duelo, linhas roxas estão presentes, somadas as verdes. 

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A performance também ficou superior com a nova versão em Flatpak, se antes em alguns momentos o jogo engasgava (com a resolução nativa do Play 2), agora posso aumentar a resolução tranquilamente para 1080p sem problema algum.

Outro teste que efetuei, em outra máquina mais modesta, foi justamente em relação ao desempenho. O mesmo jogo que citei anteriormente, Dragon Ball Tenkaichi 3, ao menos saia de uma tela preta na versão contida no repositório do Ubuntu 18.04 LTS. Agora ele inicia e é jogável, na resolução nativa ficando com 58 fps e em 720p caindo para 45 fps. Entretanto, outros jogos foram executados a 60fps e em 720p (essa máquina era uma APU da AMD, A10 7890K).

Finalizando, o PCSX2 em Flatpak me surpreendeu positivamente. Agora posso jogar games que fizeram parte de minha infância e gastar mais horas e horas no Yu-Gi-Oh! Capsule Monster Coliseum (agora sem nenhum bug e em full hd 😁️😁️😁️).

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Comprimindo imagens para melhorar a navegação no seu blog ou site

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domingo, 13 de outubro de 2019

Donos de sites ou blogs que desejam ter um conteúdo acessível para todos, sempre precisam se preocupar com o peso das suas páginas. Páginas muito pesadas acabam dificultando a vida das pessoas com conexões mais lentas, muitas dessas pessoas acabam deixando de acessar o site em questão. Que por sua vez, pode perder também muitos acessos. É um negócio ruim para todos.


Fizemos uma lista com algumas ferramentas, que podem ajudar você a economizar alguns KB na hora de criar as imagens para o seu site. Que são as seguintes:

tinypng.com


Apesar do nome, o tinypng é capaz de trabalhar com os formatos “.png” e “.jpg”. O serviço utiliza uma técnica de compressão com perdas, o que diminui muito o tamanho das suas imagens, mas também pode ocasionar perda de qualidade.


Nos meus testes, uma imagem com 2,1MB, após o processo de compressão no site, ficou com 700KB. Se a perda de qualidade será ou não perceptível ou aceitável, depende muito da imagem em si. Pode acontecer de uma imagem ficar com uma qualidade bastante ruim após a compressão, enquanto a outra fica idêntica a original. Ou seja, cada caso é um caso.

Você pode acessar o tinypng clicando aqui.

ImCompressor


O ImCompressor é um compactador de imagens sem perdas. Ou seja, ele é capaz de compactar as suas imagens sem causar qualquer perda de qualidade. Mas é claro que isso vem com um preço. A diminuição no tamanho das imagens após serem comprimidas pelo ImCompressor geralmente é muito menor. Pelos meus testes, variando em torno de 2%. 


O ImCompressor é desenvolvido em Python e GTK, e possui um layout totalmente integrado com o GNOME Shell. O seu uso também é um ponto forte, sendo extremamente simples e intuitivo.

O ImCompressor está disponível para instalação no formato Flatpak, e pode ser encontrado no Flathub.

O Linux Mint vem com o suporte a flatpak, e o Flathub habilitados por padrão, então o ImCompressor pode ser instalado diretamente pela loja de aplicativos. Caso você esteja utilizando outra distro, e não sabe como instalar flatpaks, confira o nosso tutorial sobre como o assunto.

Após o Flatpak estar instalado, caso ainda não tenha o feito, adicione o repositório do Flathub com o comando abaixo:

flatpak remote-add --if-not-exists flathub https://flathub.org/repo/flathub.flatpakrepo

GIMP e o formato .webp


Uma das melhores formas para salvar ou converter arquivos de imagem para a internet, que tenham tamanhos pequenos e uma boa qualidade, é através do GIMP, utilizando o formato ".webp". Inclusive, é esse método que utilizo em todas as imagens dos meus posts aqui no blog Diolinux.

Para salvar arquivos no formato .webp usando o GIMP, siga as instruções a seguir:


Conforme indicado na imagem abaixo, crie um grupo de camadas (1), e arraste todas as camadas do seu projeto dentro deste grupo (2). Antes de exportar, certifique-se de que o item selecionado na aba de camadas seja o grupo, e não uma das camadas dentro dele (3).


Clique em “Arquivo”, e em seguida “Exportar como”. Dê um nome para a sua imagem e adicione a extensão “.webp”. Clique em “Exportar”, selecione a qualidade da imagem, clique em “Exportar” novamente, e pronto.


O GIMP pode ser encontrado em Snap, Flatpak, e também nos repositórios de todas as principais distros. Outra excelente ideia, especialmente para aquelas pessoas habituadas com o Photoshop, é utilizar o PhotoGimp.

Se você não conhece, ou não sabe trabalhar com o formato Snap, este tutorial irá tirar todas, ou quase todas as suas dúvidas.

Softwares com o objetivo de comprimir imagens existem aos montes internet a fora, e é óbvio que muitos deles ficariam de fora dessa matéria. Então “passamos a bola” para você nos comentários. Conte-nos se você utiliza algum desses softwares citados, ou conhece outros melhores. Quem sabe a sua sugestão não renda outro artigo relacionado ao assunto no futuro.

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