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Mark Shuttleworth: "...A comunidade ficou com raiva de ambos Unity"

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quinta-feira, 16 de maio de 2019

O então CEO da Canonical e criador do Ubuntu, Mark Shuttleworth, através de uma entrevista para o canal “TFiR: Open Source & Emerging Technologies” expôs sua opinião sobre diversos assuntos relacionados ao Ubuntu e consequentemente ao mundo Linux. Então saiba o que pensa Shuttleworth…

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Mark é conhecido por ter opiniões “fortes” e plenas convicções em sua forma de pensar, algo que aprecio, porém pensar “fora da caixinha” ou ser enfático em algo pode gerar situações não tão agradáveis, ainda mais quando lidamos com seres humanos. Logo abaixo você verá as partes que mais me chamaram atenção, da breve entrevista.

Porque o desktop Linux/Ubuntu falhou?


Esse é basicamente um dos questionamentos feitos à Mark e o mesmo fala sobre a dificuldade de enfrentar um público tão exigente, composto em sua maioria por desenvolvedores de software. Mas porque é difícil agradar aos usuários Linux? Parece que isso está relacionado a maleabilidade e poder que o Linux acaba dando aos usuários que é “um público que gosta de mudar as coisas, têm suas próprias opiniões e não quer o mesmo que os outros”, diz ele. Ainda sobre o mesmo assunto, Mark afirma que não adianta argumentar e dizer que por exemplo: “esta é a melhor mesa”, pois a resposta será algo como: “não é a melhor para mim”. Realmente devido a pluralidade de escolhas nós usuários de Linux, acabamos customizando/adaptando o sistema ao nosso uso, entretanto mesmo que sejamos criteriosos não vejo isso como um real impedimento. Afinal, todo usuário consciente tem dentro de si um bom senso do que é bom para um todo. Ao menos eu sou assim e você também pensa assim? (❔❓❔) 

Sobre o Unity, Shuttleworth diz ter aprendido a lição: “Eu achava que estávamos fazendo um trabalho realmente bom, um ótimo trabalho, mas as pessoas não gostavam de ser pressionadas, então agora eu penso em dar suporte ao GNOME, KDE, MATE; e dar aos desenvolvedores a liberdade de escolher o que quiserem”.

Outra descoberta é saber que Shuttleworth gosta bastante do Chrome OS, e acredita que o “não sucesso do Linux nos desktops” foi devido “...não inventamos nada no desktop Linux que foi muito avançado em seu tempo” ao contrário da Google com sua distro Linux. “Eu amo o que os caras do Chrome OS fazem , porque é essencialmente uma visão futurista do desktop como uma extensão da web, e é por isso que eles merecem seu sucesso, porque estavam dispostos a criar algo que não existia em um mundo onde para maioria das pessoas a área de trabalho é algo que se parece com o Windows”. E “Na comunidade de software livre, só nos permitimos falar sobre coisas que se parecem com algo que já existe e estamos nos definindo como uma série de bifurcações e fragmentações ", diz ele. 

O “engraçado” deste último comentário de Mark, é que isso se parece muito com o atual posicionamento da Canonical, dá para perceber que ele ainda sente “um aperto no peito” por ter “abandonado” a ideia de convergência no Ubuntu. Isso evidencia-se num trecho da entrevista, logo após falar que a comunidade não se permite coisas novas: "Foi algo que achei muito difícil com o Unity, porque pensei que articulamos uma visão de convergência ... e creio que acontecerá; E que o iOS e o Mac vão convergir. Estávamos dez anos à frente, mas a comunidade não nos deixou fazer isso, o que é loucura".


Mas o que acho interessante é que a comunidade ficou com raiva de ambos Unity. E não entendo esse comportamento”.

Talvez eu (HenriqueAD) estivesse em uma bolha, porém mesmo ouvindo reclamações sobre o Unity, num aspecto geral sempre o vi como “a cara do Ubuntu”. Sei que fora do mundo Linux, o Unity era algo que chamava a atenção, ele foi justamente um dos motivos de me aproximar do Ubuntu. Outro aspecto é que de fato a comunidade criticava fortemente o projeto do Unity 8, todavia a Canonical “deu alguns motivos”, justamente por adiar várias vezes o seu lançamento, criando uma desconfiança sobre o quão maduro e bom seria a interface. Não esqueçamos que o Unity 8 nos foi “vendido” como algo revolucionário, a tão “endeusada” convergência. 

Entendo que deve ser difícil trabalhar em algo e pessoas criticarem o tempo todo, só que damos tanto peso as críticas que abafamos os elogios. E no meu ponto de vista esse foi o erro de Mark, claro que seus esforços no desenvolvimento do Unity 8 e Ubuntu Phone estavam criando um rombo nos cofres da empresa. Me parece que ele esperava maior engajamento da comunidade e no desenvolvimento, que abraçassem a ideia, talvez isso teria evitado “o rio de dinheiro desperdiçado no projeto”. Alegar que “a comunidade não nos deixou fazer isso” é algo muito forte. Nem sempre ideias boas são abraçadas pelas massas, mas afirmar que a “culpa” foi da comunidade, me soa muito estranho.

Linux e sua fragmentação


Ao ser questionado sobre a fragmentação no desktop Linux, de projetos que são “teoricamente” redundantes, que apenas um seria necessário (Snap, Flatpak e AppImage são exemplos citados), Shuttleworth respondeu: “Creio que uma das grandes coisas no Linux e software livre é que ela atrai pessoas que querem ser diferentes , que querem mudar as coisas. Isso é genial, é um grupo incrivelmente engenhoso, mas torna um pouco difícil conseguir o que você está pedindo, para criar algo que funcione para todos”.

Outra pergunta feita a Mark, foi sobre a imensidão de distribuições Linux, e se apenas uma não seria melhor. O criador do Ubuntu logo respondeu que isso só seria possível se o Linux tivesse sido de código fechado, e não seria de fato Linux. 

Muitas pessoas “não param para refletir” o quanto é caro desenvolver o Linux, que ele só foi possível como é hoje, graças aos milhões de dólares de diversas empresas envolvidas, desenvolvedores e a comunidade. Sem isso até poderia existir algo semelhante, mas não tão gigantesco e dominando diversos setores e mercados como o pinguim. Seu “aparente fracasso” apenas foi no desktop, e como tudo, tendemos a olhar apenas o “lado mais fraco” de determinada coisa ou situação.

Logo abaixo está a entrevista em inglês, com Mark Shuttleworth.


E você o que achou sobre a entrevista? Continue esse assunto em nosso fórum

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Kdenlive 19.04.01 lançado com diversas correções!

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terça-feira, 14 de maio de 2019

O Kdenlive 19.04 foi lançado no dia 18 de Abril, com essa nova versão vieram muitas novidades e mudanças no programa, entretanto um bug bem chato estava atrapalhando a edição de vídeos no software. No dia 11 de Maio, uma nova versão foi lançada, corrigindo este problema.

kdenlive-19.04.01-editor-videos-linux-kde-ubuntu-gratis-gratuito-edição

Edição de vídeo no Linux é repleto de ótimas opções, temos o Davince Resolve, Ligthtworks, ShotCut, Openshot, entre outras ferramentas. Porém um dos queridinhos sempre foi o Kdenlive. Muitos canais no Youtube sobre Linux, são editados ou foram por muitos anos com essa ferramenta, que é o caso do Diolinux. Em meu canal OSistemático, venho produzindo conteúdo desde o início (2016) com essa ferramenta, e mesmo tendo pontos fortes e fracos considero um bom editor de vídeos.

Kdenlive um editor em constante amadurecimento


Durante o início do canal OSistemático, sofria bastante com a versão do Kdenlive contida nos repositórios do Deepin. E durante um bom tempo, foram meses de situações que envolviam o travamento do programa e em alguns casos até a perda do projeto. Então um belo dia resolvi experimentar a versão que é recomendada pelo projeto, o Kdenlive em AppImage, e posso lhe garantir parecia outro programa.

A versão 19.04 veio recheada de mudanças, uma timeline refatorada (feita totalmente do zero), a possibilidade de gravar o áudio diretamente do editor, adição da renderização de vídeos com fundo transparente, melhora no render (ainda não é um ShotCut ou Davince Resolve durante a renderização, mas está bem melhor que as versões antigas). São inúmeras mudanças. E como novas mudanças podem ocasionar novos bugs, assim foi.

kdenlive-19.04.01-editor-videos-linux-kde-ubuntu-gratis-gratuito-edição-timeline

Mais de 40 bugs corrigidos no Kdenlive


  • Foram várias correções, eis alguns bugs solucionados:
  • Falha ao abrir projetos antigos;
  • Erro ao desfazer efeito de ganho/gama;
  • Correção na gravação do áudio;
  • Efeito fade-out quebrado;
  • Miniaturas em alguns clips com falhas;
  • Seleção de clipe bin mais rápido;
  • Efeito de todas as guias com falhas;
  • “Agulha” da timeline se perdia;
  • Imprecisão nos atalhos de corte na timeline;
  • Correções na compilação para Windows; 
  • E muito mais correções…

Veja a lista completa de bugs corrigidos no site oficial do Kdenlive.

Durante esse tempo que editei com a versão 19.04, notei apenas 3 bugs que eram: A agulha que sempre se perdia na timeline, acarretando na imprecisão do corte utilizando atalhos. Por algum motivo o Nvenc não foi reconhecido, impossibilitando a utilização de minha placa de vídeo para render, proxys e previews. E em alguns projetos o vídeo não era exportado com o fundo transparente.

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Utilizei mesmo assim na produção de meus vídeos e o único bug que atrapalhava minha produtividade era “a agulha se perdendo”. Durante nenhum momento o aplicativo fechou ou algo assim.

Kdenlive 19.04.01 em AppImage e Flatpak


Caso utilize o Kdenlive para suas produções, recomendo a dar uma chance para essa nova versão, 19.04.01. Dou preferência pelos AppImages do Kdenlive, por conta de sua estabilidade e praticidade. Entretanto outra solução que venho usando e gostando bastante é o oferecido no Flathub em Flatpak. Esse formato terá a vantagem da atualização, enquanto no AppImage você deverá baixar o editor a cada update.

Para executar o Kdenlive em AppImagem é muito simples, acesse a matéria e proceda como no passo-a-passo. No caso do Kdenlive Flatpak, será necessário configurar algumas coisas, então segue o post completo

O link para download de ambas versões encontram-se no site oficial do Kdenlive, baixe e experimente.

E você edita vídeos com o Kdenlive? Já editei alguns projetos com essa nova versão 19.04.01 e estou gostando muito, migrei totalmente para ela (😁😁😁).

Que tal continuar todo esse bate-papo sobre edição de vídeo em nosso fórum Diolinux Plus?

Até o próximo post, aqui no blog Diolinux, te espero SISTEMATICAMENTE! 😎
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Versão do Telegram no Flathub agora é oficial

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sexta-feira, 10 de maio de 2019

Para os "zapeiros" de plantão desculpe-me, o Telegram é superior! Brincadeiras a parte (não leve tão a sério o início deste post, muita calma nessa hora 😁😇😁), o mensageiro mil e uma utilidades acaba de ter mais um formato de empacotamento "oficializado" no Linux, antes com sua versão em “tar.xz” (binário executável) no site e Snap, agora o Flatpak entra na "brincadeira". Antes de tudo, aprenda como instalar o suporte a o Flatpak em seu sistema.

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Um assunto que sempre vejo em grupos Linux, é a questão do empacotamento dos programas por mantenedores que não sejam os desenvolvedores da aplicação. E se isso torna ou não o pacote/programa "menos oficial".

Muitos podem argumentar que empacotador é uma coisa e desenvolvedor é outra, e até concordo com isso, entretanto algumas pessoas se apegam ao "quesito" aval do desenvolvedor, ou empacotamento pelo próprio. Particularmente estou entre o primeiro grupo, no entanto entendo que ter essa "oficialização" por parte do criador do software é algo que para empresas, e até mesmo vários usuários, dá uma credibilidade a mais (se isso é apenas uma falsa sensação, aí já não sei, mas que faz uma diferença faz 😁😂😋).

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Telegram no Flathub


O Telegram Desktop vinha sendo mantido no repositório Flathub, lugar com diversas aplicações em Flatpak disponibilizado pela comunidade. O responsável até então pelo seu empacotamento era Jan Grulich, desenvolvedor do projeto KDE e engenheiro de software da Red Hat. E mesmo de forma "não oficial" o aplicativo teve mais de 400 mil downloads, algo que chamou a atenção dos desenvolvedores do programa.

E hoje, dia 10 de Maio, o desenvolvedor do Telegram John Preston, passou a manter o repositório no Flathub. Agora no Github da aplicação existe uma área dedicada ao sistemas suportados e formatos de distribuição, e o Flathub está entre eles.

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E você o que acha sobre essa questão, um programa apenas é oficial quando empacotado/ou possui aval de seus desenvolvedores? Deixo essa "bucha para vocês", e claro tenha sempre respeito com o próximo.

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Até o próximo post, e como sempre te espero aqui no Blog Diolinux, SISTEMATICAMENTE! 😎
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Linux App Store, encontre AppImages, Snaps e Flatpaks num só lugar!

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sexta-feira, 3 de maio de 2019

AppImage, Snap ou Flatpak? Eis uma dúvida de muitos usuários Linux, sejam novatos ou não. E caso queira saber um pouco mais sobre cada um e suas diferenças, temos um artigo super especial comparando os 3 formatos. No entanto caso já tenha “passado dessa fase”, e já utiliza aplicativos nesses formatos, o post é especialmente para você.

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Em meu cotidiano faço uso de diversos softwares, sejam para produção do meu canal OSistemático ou até mesmo para escrever os artigos aqui no blog Diolinux (afinal é necessário criar as capas e tudo mais). E aplicações nos formatos AppImage, Snap e Flatpak são recorrentes em minha rotina, e creio que na de muitos usuários também. Entretanto para descobrirmos novos AppImages teremos que acessar o AppImageHub (ou site da aplicação), e pesquisar pelo mesmo. Já para encontrar os Snaps, podemos ir até a Snap Store e os Flatpaks no Flathub. Obviamente que algumas distribuições permitem adição de repositórios destes formatos em suas lojas, tornando o processo mais cômodo. Porém, e nos outros casos? E se existisse um lugar que agregasse a pesquisa dos programas em AppImage, Snap e Flatpak? Eis que lhes apresento à “Linux App Store”.

Encontre 3 formatos de pacotes em um só lugar!


A ideia é simples, aguardada por muitos, e desconhecida pela maioria. O site “linuxappstore.io” tem como proposta principal agregar e centralizar a pesquisa dos pacotes universais para Linux. Denominado de “Linux App Store”, o projeto é recente está ainda na versão 1.0.0, mas muito promissor. Software livre, o código da Linux App Store, está disponível no Github e é desenvolvido sobre as tecnologias JavaScript, Python e C#. 

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“Mal conheço, mas já considero pacas!”


Além de agregar os 3 formatos universais, em um futuro próximo, possivelmente a intenção é oferecer pacotes RPM e DEB, no entanto esse não é o foco principal do projeto. Sua construção é pautada em tecnologias web, para melhor integração indiferente da interface gráfica ou sistema e tem como pretensão centralizar as pesquisas e instalações dos formatos AppImage, Snap e Flatpak. Atuando de forma intermediária ao acesso de tais pacotes, em uma única interface.

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No momento a Linux App Store, não traz recursos essenciais como categorias e modos de filtragem mais elaborados. Todavia já foram reportadas em seu Github, o desejo por essas funções. Sejamos pacientes, com o tempo novas características serão incorporadas ao projeto tornando-o mais eficiente.

Outro aspecto da Linux App Store, é fazer uso de outros sites (AppImageHub, Flatpak e SnapCraft), mesmo que seja possível pesquisar pelos 3 formatos ao mesmo tempo, filtrar escolhendo um ou outro, ainda ao selecionar o programa você será redirecionado ao site referente ao tipo de pacote, algo que não chega a incomodar, entretanto poderia ser feito na própria loja.

Tenha em mente que o projeto não é algo oficial e relacionado aos pacotes, AppImage, Flatpak e Snap, sendo algo comunitário e sem o suporte dos encabeçadores destes formatos.

Se gosta de estar por dentro sobre AppImage, Snap e Flatpak, recomendo o grupo “Flatpak, Snap e AppImage” no Telegram, ele tem como foco esse tipo de assunto. Estou sempre por lá também. 

E você gostou da Linux App Store? Eu curti bastante, e estava contando as horas até alguém por essa ideia em prática.

Continue em nosso fórum Diolinux Plus esse assunto. Até o próximo post, te espero, SISTEMATICAMENTE! 😎

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Por que o elementary OS escolheu o Flatpak?

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quinta-feira, 4 de abril de 2019

Amado por muitos e odiado por vários usuários, os novos formatos de empacotamento estão ganhando a cada dia mais espaço, com uma “briga” bem acirrada, tendo como principais “combatentes” o Snap e o Flatpak. Em quanto muitos alegam que um formato padrão seria uma necessidade do Linux, ao ver que existem diversas formas de se instalar um mesmo software, outros alegam que a pluralidade e flexibilidade na escolha é um ponto a favor. No entanto estas distribuições estão optando por trazer esses formatos em destaque, claro que isso não significa o não suporte aos demais tipos, apenas uma afinidade com certo projeto. E o elementary OS optou pelo Flatpak, mas qual o motivo desta escolha?

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Em seu blog oficial o elementary OS, através do desenvolvedor Cassidy James Blaede, manifestou o seu apoio ao Flatpak, informando que o projeto está preparando-se para o futuro, e sua loja de aplicativos a AppCenter terá suporte ao formato.

Não sabe o que são e como funcionam os diversos formatos de pacotes no Linux? Acesse essa matéria super especial e aprenda sobre essas tecnologias.

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Ao que parece, a distro se tornará num futuro em algo semelhante ao Endless OS (ao menos em sua loja, com apps curados, claro), utilizando o formato Flatpak para o gerenciamento de seus aplicativos, o elementary OS pautou que o formato clássico em DEB tem sido eficiente ao decorrer dos anos, porém com a evolução da tecnologia, características na qual eles julgam importantes como: downloads paralelos, atualizações delta, sandbox entre outros recursos, não são foco no desenvolvimento do formato de pacotes Debian (a mudança é valida para os apps curados, os demais continuarão em DEB). 

Por que não Snap ou AppImage?


Se o elementary OS é baseado no Ubuntu, porque não utilizar o Snap? E o AppImage? O elementary OS deixou claro o porquê desta escolha, e não é por motivos de um ser inferior ao outro, apenas algumas conveniências.


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O Snap é acompanhado por alguns anos pelo elementary, e seus desenvolvedores fazem parte do Technical Oversight Board, um conselho técnico de supervisão do formato Snap, que visa criar especificações técnicas e diferentes implementações, conforme a influência de sua comunidade e seus participantes (a exemplo projetos como: AppStream, Arch, Debian, KDE, Ubuntu e Fedora, fazem parte de tal grupo).

Porém o Flatpak enquadra-se melhor na visão do projeto elementary, por estar mais alinhado com o AppStream e o GTK. Por ser desenvolvido sobre tecnologias do projeto Gnome, o elementary tem um maior benefício com o formato, pois suas novas implementações e recursos estão sincronizadas com o Flatpak, que é desenvolvido com o GTK em mente desde seu início.

Esse foco do GTK no Flatpak é sem dúvidas um fator importante para escolha do formato, no entanto outro motivo importante é a descentralização de seus repositórios, ao contrário do Snap, o Flatpak pode ter repositórios individuais, isso proporciona maior controle sobre os pacote pelos desenvolvedores do elementary OS.

Assim o elementary OS garante proporcionar uma infraestrutura que seja construída e mantida com a privacidade do usuário em mente, pois não seria obrigatório utilizar repositórios de terceiros, mantendo um próprio, como alegam estar fazendo com seu repositório Debian atualmente.

Outro aspecto levado em consideração, foi o consenso de seus desenvolvedores, que alegaram ter maior facilidade ao trabalhar com o Flatpak, onde eles tiveram mais experiência.

E o AppImage? Por não trazer por default elementos como sandbox (é possível utilizando o Firejail ), atualização via repositório, rollbacks, entre outros aspectos, fizeram com que o AppImage ao menos tenha sido realmente considerado na implementação da AppCenter. 

Todos os fatores combinados tornam o Flatpak como sua escolha, todavia eles salientam que esta escolha é para sua central de softwares, a AppCenter, e que os usuários são livres para escolherem os formatos que queiram utilizar, embora recomendem o uso de formatos que contenham vantagens e tecnologias como o sandbox.

O que mudará no elementary OS?


Com a adoção do Flatpak, o elementary OS desenvolverá um SDK próprio, e prometeu que por conta disso as aplicações terão tamanhos semelhantes as atuais. Um aspecto a ser observado, é a adesão do Flatpak e não o Flathub, isso significa apenas as aplicações oferecidas na AppCenter que passam pela curadoria do elementary. Outros Flatpaks de repositórios como o Flathub, que não estão sob sua vigilância, não farão parte dos repositórios contidos no AppCenter. 

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Outros recursos como atualização automática dos Flatpaks, que existe nas últimas versões da Gnome Software, não estarão presentes em primeiro momento na AppCenter, não obstante com o tempo, novas funcionalidades, como essa, poderão compor a loja do elementary OS.

No atual momento a AppCenter não suporta o Flatpak, e será necessário todo um desenvolvimento para o funcionamento tanto de Flatpaks como DEBs.

A mudança será gradativa, de modo que não tenha impacto com os usuários do sistema, e nem é garantida em sua versão atual, 5.0 Juno. Para os desenvolvedores que tenham interesse de disponibilizar seus aplicativos na AppCenter, o projeto conta com uma curadoria e passo-a-passo para tal, basta acessar o link de seu Github, e informar-se sobre a publicação de apps na loja do elementary (Mais de 100 aplicações curadas estão na AppCenter).

Flatpak, Snap e AppImage


Parece que os projetos comunitários estão adotando o Flatpak, enquanto empresas indo para o Snap, não que isso seja uma regra. O Mint por exemplo, mesmo baseando-se no Ubuntu escolheu o Flatpak, e agora o elementary faz uma escolha semelhante. Essa maior liberdade sem necessariamente passar por sistema de terceiros, está sendo um ponto a favor do Flatpak.

Já o AppImage, mesmo sendo uma ótima tecnologia não tem recursos, como atualização via repositório, rollbacks etc. Não que isso seja um defeito do formato, apenas o mesmo tem uma proposta diferenciada, sendo largamente utilizado em projetos de softwares, por exemplo o Kdenlive.

E você o que achou desta decisão do elementary OS, em distribuir seus apps curados em Flatpak? Gostaríamos de saber sua opinião em nosso fórum Diolinux Plus, interaja e compartilhe nossa comunidade.

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Teste automaticamente seu computador com o utilitário Hardware Probe

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terça-feira, 26 de março de 2019

No mundo da informática é comum passarmos por problemas envolvendo hardware, seja incompatibilidades, desgaste natural ou quaisquer outros tipos de defeitos. Testar componente por componente atrás de um possível erro, nem sempre é uma tarefa simples. É comum quando alguém está nos ajudando através de um fórum (lá no Diolinux Plus por exemplo) perguntar sobre a versão do kernel, qual o nosso sistema, hardware etc; E nem sempre o usuário sabe prontamente como conseguir tais informações.

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O utilitário Hardware Probe é perfeito para tais situações, com ele você poderá conseguir informações de seus componentes e ao mesmo tempo efetuar um breve teste automático, que pode dar uma pista de qual hardware está com mau funcionamento.

Além de verificar a operabilidade do seu computador, você contribui com um banco de dados de hardware no Linux, auxiliando o estudo de Teste de Confiabilidade Real no HDD/SSD e os desenvolvedores Linux

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Ao rodar o teste (após a instalação um ícone aparecerá no menu de seu sistema), o terminal se abrirá e uma URL permanente para visualização do probe do computador será gerada, copie e abra em seu navegador favorito. Com diversas informações úteis para diagnósticos de possíveis problemas, esses dados podem ser compartilhados para consultas de componentes (devices), logs e periféricos do hardware em questão, simplificando todo o processo. 

Algo a salientar, é que seus dados pessoais não são capturados pelo Hardware Probe, mantendo o anonimato e coletando apenas informações necessárias, então calma que endereços IPs, MACs, serials, hostname, username, etc; Não serão coletados.

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Instalando o utilitário Hardware Probe em seu sistema


O Hardware Probe está disponível oficialmente no seu Github em diversos formatos, RPM, DEB, Snap, AppImage e o pessoal do Flathub também disponibilizou em Flatpak.

No Linux Mint pesquise no Gerenciador de Aplicativos por: “Hardware Probe” e instale a versão em Flatpak que aparecerá na loja.

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Instalação do Hardware Probe Flatpak via terminal.

flatpak install flathub org.linux_hardware.hw-probe

Caso queira usar a versão em Flatpak no Ubuntu, acesse esse post de como configurar o suporte a esse tipo de empacotamento no sistema da Canonical e seus derivados.

No Ubuntu pesquise no Software Ubuntu por: “Hardware Probe” e instale a versão em Snap.

utilitario-informação-hardware-probe-info-componentes-pc-linux-ubuntu-snap

Instalação do Hardware Probe Snap via terminal.

sudo snap install hw-probe 

Já se deseja a versão Snap no Linux Mint ou outras distros, veja como adicionar o suporte ao seu sistema no seguinte post.

Como informado anteriormente, existem outros formatos como RPM, DEB e AppImage, você pode baixá-los diretamente do Github do projeto por esse link, no entanto testei o software em duas versões diferentes do AppImage e ao menos no Ubuntu o mesmo não funcionou, em Flatpak e Snap seu funcionamento foi perfeito. 

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Com esse utilitário será bem simples compartilhar as informações de seu hardware e sistema, então aconselho a sempre quando postar alguma dúvida de algum problema em seu hardware no fórum Diolinux Plus, adicionar juntamente a URL com as infos, assim as pessoas poderão ter uma base na hora de te auxiliar.

E você conhecia o Hardware Probe? Que tal continuar essa discussão sobre esse programa lá em nosso fórum Diolinux Plus

Espero você até a próxima postagem, aqui no blog Diolinux, SISTEMATICAMENTE! 😎

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Linux Deepin 15.9.2 beta vai mudar a sua base de repositórios para o Debian Stable

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terça-feira, 19 de março de 2019

A novidade veio diretamente do blog oficial deles, com o anúncio de mudança da base dos repositórios, que agora vão ser Debian Base. Segundo a equipe do Deepin, trazendo mais estabilidade e confiabilidade ao sistema.


 Linux Deepin 15.9.2 beta vai mudar a sua base de repositórios para o Debian Stable






Para a nova versão do Deepin, a 15.9.2, os repositórios dos 30 aplicativos nativos que são instalados nele foram para o repositório do Debian Stable, antes eles estavam no Debian Unstable. No comunicado, deram a seguinte declaração sobre a mudança:

Por que migrar para o Debian Stable do Unstable?

A migração para o repositório Stable do Debian é para melhorar a estabilidade e segurança subjacentes. Os softwares que estão no repositório Stable do Debian, foram rigorosamente testados e são relativamente estáveis, com o devido suporte da equipe de segurança do Debian para manter as atualizações de segurança em tempo hábil. Além disso, as atualizações dos pacotes de software no repositório Stable do Debian garante um ambiente seguro e estável. Para os aplicativos que são mais usados, eles serão atualizados e mantidos pela equipe de desenvolvimento do Deepin com o objetivo de acompanhar as atualizações no prazo de uma semana.

Com essa mudança, o pessoal do Deepin quer melhorar a segurança dos apps usados no sistema, melhor estabilidade do Sistema Operacional deles, melhor compatibilidade com apps de terceiros e um melhor suporte comercial para empresas.

Alguns softwares que serão atualizados pela equipe do Deepin seriam: Google Chrome, Mozilla Firefox, LibreOffice entre outros que estão com versões antigas no repositório Stable do Debian.

Para ver o anúncio deles, acesse o post neste link.

Considerações da equipe do Diolinux


Dionatan : “De forma geral a distro pode ficar mais estável, mas isso pode vir com o preço de versões menos atualizadas de certos Apps, entretanto, atualmente a base do desktop do Deepin é feita por eles mesmos, então provavelmente isso não afetará nesse sentido, outro ponto é que a Deepin Store vem recebendo mais e mais flatpaks, o que pode aumentar a disponibilidade de versões mais recentes de softwares como o kdenlive (que pode ser usado como AppImage também), a grande questão é, como ficarão os drivers de vídeo para quem gosta de jogar? se eles permanecerem na mesma versão do Debian Stable isso pode ser um problema (contornável, mas um problema).”

Ricardo: “De um lado teremos a estabilidade e robustez do Debian Stable, onde as implementações, melhoramentos e afins são testadas até a exaustão, assim tentando “limar” uma grande parte de erros e bugs. Mas do outro lado temos um problema com tecnologias novas e drivers de vídeos, no caso da NVIDIA. Primeiro pode ser que alguns programas sejam afetados por falta de libs mais recentes que não estão no repositório Stable, mas que o pessoal do Deepin “garantiu” que vão arrumar isso, só o tempo dirá se vão conseguir. Eles podem contornar isso utilizando os Snaps e Flatpaks na Deepin Store, sendo uma possibilidade. Outra coisa é os drivers para NVIDIA, visto que a última versão lançada é a 418.43 (na data desta publicação) e no Debian Stable está na versão 390.xx, que por exemplo não traz as implementações completas do Vulkan, aí o pessoal do Deepin teria que abrir backports para habilitar a instalação dos drivers novos. Creio que mudar para os repositórios do Debian Stable é uma aposta de 50/50, onde tudo pode certo ou tudo dar errado, mas ao meu ver, eles deveriam voltar para a base Ubuntu e assim garantir uma melhor compatibilidade com programas e drivers. Esperar para ver.”


HenriqueAD: “Como mencionado por meus colegas acima, essa mudança pode ocasionar alguns transtornos referente ao versionamento dos drivers, vejo muitas reclamações de usuários na base atual do Deepin, e fico com um certo receio se tais mudanças de fato vão tornar o sistema mais estável, ou apenas incompatível com diversas libs. No cenário atual alguns apps (disponíveis na loja) contam com tais problemas de dependências, o Discord é um exemplo, e não sei se a equipe do Deepin terá infraestrutura para uma tarefa desse porte, outro contra seria para instalação de pacotes de fora da loja, que seguem em sua maioria os lançamentos do Ubuntu LTS, e não são compatíveis com o Debian Stable, dificultando a experiência do usuário. Apostar em tecnologias como Flatpak, Snap e AppImage é uma ótima forma de contornar possíveis dores de cabeça.”

Você pode contribuir com a sua opinião, lá no nosso fórum, onde comentaram sobre o tema, acesse o tópico aqui

Espero você até a próxima, um forte abraço.
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PureOS resgata o conceito de convergência entre desktop e mobile

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segunda-feira, 11 de março de 2019

Um sistema convergente é cobiçado por várias empresas, ter diversos dispositivos e apenas um sistema, seria um novo passo na forma de como usamos os computadores. Há quem diga que os smartphones vão “matar” os desktops e laptops, entretanto ao que tudo indica o mesmo sistema operacional rodará em ambos, e investidas de empresas como Microsoft, Samsung, Canonical e Google, são exemplos deste possível futuro.

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Com uma grande ideia ambiciosa (não me entenda mal, pensar alto nem sempre é ruim) a Purism, responsável pelo Smartphone Librem 5 e os notebooks Librem, anunciou que seu sistema PureOS estabeleceu bases para que todos os aplicativos futuros fossem convergentes, possibilitando o funcionamento do mesmo sistema operativo em seus laptops e smartphones.

A convergência é algo simples?


Definitivamente criar aplicações convergentes não é uma tarefa tão fácil, tanto o desktop como o mobile geralmente possuem arquiteturas diferentes, isso significa que uma mesma aplicação deve ser compilada visando o tipo de CPU, e para verdadeiramente ter uma aplicação convergente, o hardware deve ser planejado desde o início com esse objetivo.

Um sistema que engloba ambas plataformas, teria outro ponto para considerar, suas aplicações, pois os desenvolvedores haveriam de adaptar os apps ou criá-los com tal versatilidade em mente.

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PureOS um sistema convergente


A Purism não é a primeira e nem a última, em que luta por um sistema convergente. A Canonical, empresa responsável pelo Ubuntu, alguns anos atrás tentou emplacar tal tecnologia, desenvolvendo uma distribuição Linux que visava unir ambos os mundo, desktop e mobile, através do Ubuntu Phone, que ao conectar-se numa tela maior comportava-se como um desktop.


A Purism declara em sua postagem oficial, que o caminho certo para iniciar essa empreitada foi escolher um “sistema operacional universal”, uma clara alusão ao Debian, e por funcionar em tantas arquiteturas diferentes de CPUs, esse seria um enorme benefício. Outro fator, é que eles consideram a base do PureOS sólida o suficiente para embarcar em diferentes tipos de processadores e arquiteturas, portanto problemas de desempenho e execução não são barreiras para o bom funcionamento do SO.

Apenas o funcionamento de uma aplicação em diferentes plataformas não seria o bastante, para isso é necessário um design inteligente, que se adapte conforme o equipamento e tamanho da tela, comportando-se de maneira distinta em alguns casos. 

Com parcerias com o Projeto Gnome, a Purism vem promovendo formas de criar aplicações atraentes e que se adapte a cada realidade, desenvolvendo e contribuindo ativamente em uma biblioteca chamada libhandy, proporcionando uma apresentação móvel e adaptativa para apps GTK e Gnome.

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Essa forma de desenvolvimento tem total integração com o formato de pacote Flatpak, evidenciando que o projeto está em sintonia com novas tecnologias.

Assim como um site responsivo se adapta ao tamanho de tela e muda alguns aspectos de sua interface, a Purism convida os desenvolvedores a criarem suas aplicações com essa proposta em mente, desta forma os softwares terão melhor funcionamento, sendo assim a comunidade poderá se beneficiar com um ecossistema livre, seguro e que protege sua privacidade.

E você, acredita que sistemas convergentes serão o futuro? Aconselho que acessem o post oficial da Purism, lá existem vídeos que demonstram na prática a responsividade das aplicações.

Te espero no próximo post, aqui no blog Diolinux, SISTEMATICAMENTE! 😎
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MSIX, o novo formato da Microsoft que será compatível com o Linux

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sexta-feira, 1 de março de 2019

Em Março do ano passado (2018), a Microsoft anunciou, no Developer Day, o seu mais novo tipo de empacotamento de programas, o MSIX. A princípio esse novo pacote vai ser para facilitar a vida dos devs que querem enviar os seus programas para a Microsoft Store, mas pelo andar da carruagem pode ser que chegue à outras plataformas, como o Linux.

 MSIX, o novo formato da Microsoft que será compatível com o Linux






Segundo a Microsoft, o novo formato vai permitir uma melhor implantação dos recursos como Win32, WPF e WinForm. Uma reclamação recorrente dos desenvolvedores.

O SDK do MSIX já está disponível no GitHub oficial da Microsoft e você pode conferir ele através deste link.






O MSIX funciona com a tecnologia de contêiner, como o Snap e Flatpak, assim ficando isolado do restante do sistema,permitindo o update ou desinstalação dos programas, sem afetar o restante do sistema.



Com o SDK em mãos, os desenvolvedores poderão distribuir o seu app para todas as plataformas e não depender somente da Microsoft Store. Hoje existem 3 (três) principais formatos de arquivos no Windows: EXE, AppX e o MSI. Com a possibilidade de distribuir fora da Store da Microsoft, os devs vão poder compatibilizar seus produtos com iOS, macOS, Android e Linux e até com versões mais antigas do Windows. No vídeo abaixo eles explicam melhor como vai funcionar.

              

Como podemos ver, o processo usa os contêineres, a mesma tecnologia usada nos famosos Snaps e Flatpaks, encabeçados por Canonical (Ubuntu) e IBM/Red Hat (Fedora, Red Hat Enterprise), agora sendo implementados por outra gigante do setor, a Microsoft.

Não podemos descartar que em um futuro muito próximo, produtos da Microsoft cheguem  no “planeta pinguim” utilizando este formato, como o Office por exemplo. Ou até mesmo a nova versão do navegador Edge, já que ele vai vir com o “motor” do Chromium.

O que você achou da novidade? Até a próxima!
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Agora você pode testar aplicações em beta no Flatpak

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sexta-feira, 22 de fevereiro de 2019

Não é de hoje que venho falando que soluções como: AppImage, Snap e Flatpak são o futuro de distribuição de apps no Linux, e a cada momento novas funcionalidade e recursos são implementados nestes formatos de empacotamento. O Flatpak acabou de receber uma funcionalidade muito interessante para entusiastas da tecnologia.

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No dia 19 deste mês, em um comunicado no blog do Gnome, foram anunciados novos recursos do Flathub, em meio às novidades, algumas com foco nos desenvolvedores de softwares, um recurso muito interessante foi adicionado ao repositório, a possibilidade de obter instalações de programas em estágio beta em Flatpak.

O Snap possui algo semelhante, chamado de “canal beta”, dando o poder nas mãos do usuário, de qual versão do software ele está disposto a instalar em seu sistema, uma versão considerada estável ou uma versão “teste”, em que recursos recém implementados ou em desenvolvimento podem fazer parte.

Com essa nova opção, entusiastas poderão testar as versões betas de seus softwares, com a segurança e tranquilidade que uma aplicação em SANDBOX pode oferecer, sem medo de bugs que possam comprometer seu sistema operacional.

Repositório Beta do Flathub


O objetivo deste repositório é possibilitar aos desenvolvedores que usuários comuns testem suas aplicações, para eventuais lançamentos de versões estáveis de suas aplicações.

Para isso o próprio Github da aplicação será utilizado neste repositório beta, descomplicando o procedimento e tendo uma maior velocidade ao oferecer tais apps.

Para adicionar a opção do repositório beta em seu sistema, basta executar o seguinte comando:

flatpak remote-add flathub-beta https://flathub.org/beta-repo/flathub-beta.flatpakrepo

Em seguida instalar a versão beta do aplicativo desejado: (Como exemplo utilizei a Engine de jogos Godot)

flatpak install --user flathub-beta org.godotengine.Godot

Ao instalar uma versão beta e outra estável do mesmo aplicativo, eles serão adicionados em paralelo no sistema. Porém, apenas um será exibido no menu de aplicativos de sua distribuição.

Você pode mudar a exibição de qual versão, sendo na respectiva ordem [01 | 02] em que o primeiro parâmetro será o app a ser exibido.

flatpak make-current org.godotengine.Godot [beta|stable]

Através do terminal existe a opção de escolher qual versão executar, inclusive existem duas formas de executar a versão beta do app:

flatpak run --branch=beta org.godotengine.Godot

ou

flatpak run org.godotengine.Godot//beta

Neste primeiro momento essa alternativa está disponível apenas via terminal, sendo apenas questão de tempo para ter implementações gráficas, seja na loja de apps ou DEs.

O que achou da novidade? Será interessante conferir as versões betas dos programas, e quem sabe descobrir novas funcionalidades, além de contribuir em seu amadurecimento para as versões estáveis. 

Te espero como de costume, aqui no blog Diolinux, SISTEMATICAMENTE, até a próxima! 😎

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Oomox, uma ferramenta para criar temas GTK

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segunda-feira, 11 de fevereiro de 2019

Recentemente disponibilizamos uma personalização do tema Mint-Y, todo customizado “na unha”, e com o processo explicado passo-a-passo num vídeo na Twitch.

O resultado final foi esplêndido, porém trabalhoso, sendo preciso alguns softwares para criar tal customização, o GIMP como sempre presente 😉😁😁, entretanto por ser algo demorado algumas pessoas desistirão no meio do caminho, mas existe uma solução prática e acessível, agradecemos ao nosso leitor Jhonatan Dias pela dica.

temas-gtk-oomox

Caso queira customizar seu sistema, sem ter muito trabalho, a ferramenta Oomox é ideal para você, com ela a criação de temas GTK será rápida e intuitiva.

Instalando a aplicação Oomox


Na página do GitHub do Oomox você verá diversas formas de instalação para cada distribuição Linux. No caso do Ubuntu, Linux Mint e derivados, você pode efetuar o download de um arquivo “.deb” e instalar via interface gráfica, ou instalar a versão em Flatpak, diretamente do Flathub ou loja do seu sistema, caso esteja habilitado.

Não sabe como adicionar suporte ao repositório Flathub no seu Ubuntu? Confira o post e configure o Flatpak em seu sistema (no Linux Mint 19 o Flatpak já vem habilitado por padrão).

Depois de habilitar o repositório Flathub ao seu sistema, basta pesquisar na loja por Oomox, e instalar o programa.

oomox-flatpak-temas-gtk

A interface do Oomox


O software tem sua interface dividida basicamente em 4 elementos, uma barra superior com botões responsáveis por ações como: “Importar esquemas de cores”, “Clonar o tema”, “Salvar o tema”, “Renomear o tema”, “Excluir o tema”, “Exportar o tema”, “Exportar os ícones”, “Exportar os esquemas de cores para o terminal” e um menu hambúrguer com todos os atalhos do programa.

A parte principal da aplicação é subdividida em 3, na esquerda ficam os “‘Presets” e “Plugins”, com variações de temas oferecidas previamente pelo programa, e também ficará os temas customizados e criados pelo usuário.

No centro ficam propriamente todas as opções de customizações dos temas, como o “Theme Style” que lhe permite personalizar e criar temas baseados no momento em 3 temas super conhecidos pela comunidade, que são: o “Numix”, “Material” e “Arc”.

Além das cores dos temas e seus elementos, existe a possibilidade de criar alguns temas de ícones com variações de cores, como esquemas de cores para o terminal.

A última parte do software na direita, fica o preview das modificações em tempo real, muito útil e evitando a aplicação manual do tema para ver os resultados.

oomox-interface-tutorial

Criando seu tema


Existem diversas maneiras de se criar um tema no Oomox, entretanto julgo mais simples proceder da seguinte maneira:

1º Encontre um Preset de um tema que goste e clone o tema.

2º Modifique as cores conforme seu senso crítico de design, afinal o tema é seu.

Para modificar os valores, basta clicar nos quadrados e escolher conforme a paleta de cores, ou digitar o valor hexadecimal da cor.

3º Depois de customizar todas as cores, do preset escolhido e do theme style, salve o tema.

4º Na barra superior clique em “Export Theme”, uma janela aparecerá, marque a opção e dê prosseguimento a ação, aguarde o processo finalizar.

exportar-tema-gtk-oomox-tutorial

Seu tema será exportado para pasta do seu usuário atual, na home, dentro de “.themes”.

oomox-tema-exportado-distribuir

Você poderá distribuir cópias deste seu tema para amigos, e caso queira dos ícones também, basta clicar em “Export Icons”, e eles serão exportados para pasta “.icons” do seu usuário atual.

Para visualizar as pastas ocultas tanto no Mint como no Ubuntu, basta pressionar a combinação de teclas CTRL+H, e as pastas serão visíveis.

Aplicando o tema no Ubuntu (Gnome)


No Ubuntu pesquise na loja por “Ajustes do Gnome” e instale o programa, caso deseje faça via terminal com o comando:

sudo apt install gnome-tweak-tool

baixar-gnome-tweak-tool

Pesquise por “Ajustes” no menu do Ubuntu e abra o programa.

executar-gnome-ajustes

Na aba “Aparência”, selecione o seu tema na opção “Aplicativos”.

setar-tema-oomox

Aplicando o tema no Mint Cinnamon


No Linux Mint pesquise por “Configurações do sistema” no menu, logo em seguida acesse a opção em “Aparência>>Temas”.

temas-linux-mint

Em temas notará diversas alternativas, como “Borda da janela”, “Controles” e “Área de Trabalho”. Selecione o tema que acabou de criar em cada uma destas opções e customize sua distro.

temas-linux-mint-configurar-oomox

Com essa aplicação é muito simples modificar a aparência do sistema e deixá-lo ao seu gosto, recomendo por sua criatividade e “lado artístico” à prova e sair criando numerosos temas GTK.

Gostou da aplicação Oomox? Já conhecia ou utilizava? Deixe nos comentários suas opiniões sobre o programa.

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