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RetroArch está chegando de forma oficial na Steam

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terça-feira, 16 de julho de 2019

Se você é fã dos games “retros” e sempre está procurando uma forma de emular os seus games favoritos de uma forma fácil, o RetroArch na Steam pode facilitar a sua vida.

RetroArch está chegando de forma oficial na Steam






Para quem não está muito acostumado com o termo “RetroArch”, ele é uma GUI para que os usuários possam manipular a API Libretro e assim poderem emular os seus games “Retro”.

Em anúncio feito no blog oficial, por Daniel De Matteis (uns dos principais devs do projeto), comunicou que o RetroArch estaria chegando na Steam e será a princípio no dia 30. Segundo ele, a entrada do RetroArch na Steam, vai ajudar muitos usuários e projetos que executam os jogos, ou via mídias físicas ou emuladores, e que usam os “núcleos Libretro” de alguma forma.



De início, será lançada a versão para Windows em uma primeira fase e as versões de Linux e MacOS posteriormente. Eles escolheram oferecer para Windows primeiramente, para testar se a infraestrutura do projeto está preparada para uma demanda grande e assim garantir que vão conseguir suportar as outras mais tarde. Nada mais lógico “né não”.

Também comentaram que não terá diferença entre as versões do site deles com a disponibilizada na Steam, e que nesse primeiro momento, não terá implementações do Steamworks SDK, mas que não descartam em um futuro próximo.

Vale mencionar que você pode instalar o RetroArch na sua distro sem precisar esperar pela versão da Steam, tem versões oficiais em Flatpak e Snap também. Para conferir o método para a sua distro, basta acessar este link.

Para conferir o post no blog do projeto, basta acessá-lo aqui. E para acessar a página do RetroArch na Steam, você pode conferir clicando aqui.

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Espero você até a próxima, um forte abraço.
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Uma super seleção jogos para Linux nesta Steam Summer Sale

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domingo, 30 de junho de 2019

Como de costume, a Valve (dona da Steam) tem várias Sales (Saldões) ao longo do ano, e um deles é o Steam Summer Sale (Saldão de Verão), onde podemos encontrar jogos como GTA V, PUBG, Assassin’s Creed Odyssey, Devil May Cry 5, Resident Evil 2, Far Cry 5 e Final Fantasy XV por exemplo, com preços contendo descontos de até 80%. 



Uma super seleção jogos para Linux nesta Steam Summer Sale







Nós, da equipe do Diolinux, montamos uma lista de TOP 12 games que achamos interessantes e que poderiam estar na sua biblioteca de jogos da Steam, obviamente, todos compatíveis com Linux, seja via Proton ou não..Primeiro as indicações do Dio, os jogos são:



The Witcher: Wild Hunt é um RPG de mundo aberto de fantasia cheio de escolhas vitais. Em The Witcher, você joga como um caçador de monstros profissional, Geralt de Rívia, em busca da criança da profecia em um vasto mundo aberto, rico em cidades mercantis, ilhas piratas, passagens perigosas nas montanhas e cavernas esquecidas a serem exploradas.




A versão para PC do Grand Theft Auto V e Grand Theft Auto Online apresenta o Modo em Primeira Pessoa, que dá aos jogadores a chance de explorar o mundo incrivelmente detalhado de Los Santos e Blaine County de uma maneira completamente nova. Quando um malandro de rua, um ladrão de bancos aposentado e um psicopata aterrorizante se envolvem com alguns dos criminosos mais assustadores e loucos do submundo, o governo dos EUA e a indústria do entretenimento, eles devem realizar golpes ousados para sobreviver nessa cidade implacável onde não podem confiar em ninguém, nem mesmo um no outro.

ProtonDB : Gold



Em Sekiro: Shadows Die Twice, você é o "lobo de um braço só", um guerreiro desfigurado e caído em desgraça que foi resgatado do abismo da morte. Destinado a proteger um jovem senhor que descende de uma antiga linhagem, você se tornará alvo de muitos inimigos cruéis, incluindo o perigoso clã Ashina. Quando o jovem senhor é capturado, nada irá deter você em uma jornada arriscada para retomar sua honra - nem mesmo a própria morte.





Segue o conto sombrio da jovem Amicia e do seu irmãozinho Hugo, numa viagem pelos momentos mais negros da história. Perseguidos pelos soldados da Inquisição e rodeados por enxames de ratos imparáveis, Amicia e Hugo vão aprender a confiar um no outro. À medida que se debatem para sobreviver contra probabilidades esmagadoras, lutarão para encontrar sentido neste mundo brutal e impiedoso.


Uma bela lista e de respeito !!!


Agora é a lista do meu brother Henrique, do canal OSistemático, e essa é a lista dele:

1 - Bloodstained: Ritual of the Night (porte do jogo pode sair em breve)



Em Bloodstained: Ritual of the Night é a experiência de jogo COMPLETA, um RPG de ação side-scroller focado na exploração que contém todos os melhores recursos que você conheceu e ama do gênero Metroidvania em um único jogo repleto de conteúdo. Jogue como Miriam, uma órfã marcada pela maldição de um alquimista que lentamente cristaliza seu corpo. Para salvar a si mesma e, de fato, toda a humanidade, ela deve lutar por um castelo infestado de demônios convocado por Gebel, sua velha amiga cujo corpo e mente se tornaram mais cristal do que sua carne.

2 - Owlboy (Nativo no Linux)





Owlboy é um jogo de aventura plataforma em narrativa no qual você pode voar e explorar um mundo novinho nas nuvens! Pegue seus amigos e traga com você enquanto explora os céus abertos.  Supere os obstáculos e inimigos maiores em uma das aventuras mais detalhes dessa era.

3 - Hand of Fate (Nativo de Linux)



A composição de baralhos ganha vida em Hand of Fate.

Uma série de missões para jogar quantas vezes quiser — ganhe cartas, componha o seu baralho e tente derrotá-lo! Além dos treze portões, no fim do mundo, está o jogo da vida e da morte. Tire suas cartas, faça a sua mão e descubra o seu destino. Hand of Fate é um jogo que une jogos de RPG estilo ladino com composição de baralho, onde o jogador monta um baralho que será usado para estabelecer os níveis de masmorra nas aventuras que ele terá. Ao entrar em um combate, as cartas que o jogador juntou voam de sua mão, totalmente 3D, e assim o combate começa. Hand of Fate é um jogo que une jogos de RPG com composição de baralho, onde o jogador monta um baralho que será usado para estabelecer os níveis de masmorra nas aventuras que ele terá. Ao entrar em um combate, as cartas que o jogador juntou voam de sua mão, totalmente 3D, e assim o combate começa. Monte o seu baralho, entre no mundo de Hand of Fate e prepare-se para enfrentar o Ás de Caveiras

4 - Dust: An Elysian Tail (Nativo de Linux)




Mergulhe em um lindo mundo pintado à mão em busca de sua verdadeira identidade. Como o misterioso guerreiro, Dust, sua jornada repleta de ação o levará de clareiras pacíficas a montanhas nevadas e além. À sua disposição está a mítica Lâmina de Ahrah, capaz de transformar seu portador em uma força imparável da natureza, e o diminuto guardião da lâmina, Fidget. Combate dúzias de inimigos de uma só vez com um sistema de combate difícil de aprender e fácil de aprender, enfrente uma variedade de missões de aldeões amigáveis, descubra segredos antigos e atualizações poderosas escondidas por todo o mundo aberto e descoberto e descubra a história de uma antiga civilização à beira da extinção enquanto você luta para descobrir seu próprio passado.

Uma bela lista também, “diga-se de passagi” 😂😂

Agora a minha lista dos jogos que acho interessante nessa Sale, vamos a ela:



Mergulhe na experiência de estratégia premiada. A Microsoft Studios traz para você três jogos épicos do Age of Empires III em uma coleção monumental pela primeira vez. Comande poderosas potências européias buscando explorar novas terras no Novo Mundo; ou pular para o leste para a Ásia e determinar o resultado de suas lutas pelo poder.




A floresta de Nibel está morrendo. Após uma grande tempestade colocar em andamento uma série de eventos devastadores, Ori deve viajar em busca da coragem para confrontar um inimigo sombrio e salvar a floresta de Nibel. “Ori and the Blind Forest” conta a história de um jovem órfão destinado ao heroísmo, em um jogo de Ação em Plataformas com visual incrível criado pela Moon Studios. Apresentando artes pintadas à mão, personagens animados meticulosamente, uma trilha sonora totalmente orquestral e dezenas de novos recursos na Definitive Edition, “Ori and the Blind Forest” explora uma história profundamente emocional sobre amor e sacrifício e sobre a esperança que existe em todos nós. 

ProtonDB : Gold

3 - 7 Days to Die (nativo no Linux)




Ambientado em um mundo pós-apocalíptico brutalmente implacável, o 7 Days to Die é um jogo de mundo aberto que é uma combinação única de jogos de tiro em primeira pessoa, terror de sobrevivência, defesa de torre e RPG. Ele apresenta combate, criação, saques, mineração, exploração e crescimento de personagens, de uma forma que tem recebido uma resposta arrebatadora de fãs em todo o mundo. Jogue o RPG definitivo de sobrevivência de zumbis que veio primeiro. Navezgane aguarda!

4 - BATTLETECH (nativo de Linux)



O ano é 3025 e a galáxia está presa em um ciclo de guerra perpétua, travada por casas nobres com enormes veículos de combate mecanizados chamados BattleMechs. Assuma o comando de sua própria equipe mercenária de 'Mechs e os MechWarriors que os pilotam, lutando para se manter à tona enquanto você se vê envolvido em uma brutal guerra civil interestelar. Atualize sua base de operações, negocie contratos de mercenários com senhores feudais, conserte e mantenha seu estável e antigo BattleMechs e execute táticas de combate devastadoras para derrotar seus inimigos no campo de batalha.

E fechamos esse TOP 12 com jogos que vão te dar algumas boas horas de diversão.

“JoG0s n4o roD4m no Linûx”


Quando se fala jogos e Linux na mesma frase, precisamos fazer um belo “curso de retórica” para certos comentários aqui no blog e lá no canal. Tanto que a tirinha do pessoal do HQ NUUX expressou muito bem, aproveitem e confiram o trabalho deles que é show!


Brincadeiras a parte, qual seria a sua lista TOP 12 dessa Steam Sale Summer, diga aí nos comentários.

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FINALMENTE !!! Atari VCS já está disponível para pré-encomenda

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quarta-feira, 12 de junho de 2019

Para aqueles que pensavam que o Atari VCS estava “morto” ou “esquecido”, eis que a Atari Interactive, anuncia a pré-venda do seu produto em seu site, no Walmart e na GameShop.


FINALMENTE !!! Atari VCS já está disponível para pré-encomenda





Depois de muitas indas e vindas, de criação de um financiamento coletivo no IndieGOGO, e muita especulação, o aparelho da Atari vai ganhar a luz do dia. Vão ser três versões diferentes, além da venda dos controles. Todas as versões do ATARI VCS conta com APU e GPU da AMD.

Começando pela versão básica, chamada de ATARI VCS 400 SYSTEM, conta com uma APU AMD Raven Ridge 2, GPU Vega integrada, 4GB DDR4 de memória ram, 32GB de armazenamento (eMMC) e podendo ser expandido via USB, sistema operacional Atari OS (Linux), mas sendo compatível com outras versões de Linux e também sendo compatível com SteamOS, ChromeOS, Windows e  sem controle (tanto o clássico quanto o “moderno”). Essa versão custará US$249.

A segunda versão é o ATARI VCS 800 SYSTEM, vem equipado também com APU AMD Raven Ridge 2, GPU Vega integrada, 8GB DDR4 de memória ram, 32GB de armazenamento (eMMC) e podendo ser expandido via USB, sistema operacional Atari OS (Linux), mas sendo compatível com outras versões de Linux e também sendo compatível com SteamOS, ChromeOS, Windows e sem controle (tanto o clássico quanto o “moderno”). Essa versão custará US$279.

Já a terceira opção, é o ATARI VCS 800 SYSTEM com tudo incluso, com dois controles, custará US$389. Já os controles, tanto o clássico quanto o moderno, serão vendidos por US$49 e US$59 respectivamente. Se quiser comprar a versão completa, basta acessar o GameShop ou o Walmart

Para maiores informações, basta acessar o site da ATARI.

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Google anuncia valores do Stadia, será que você vai poder usar o serviço em breve?

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sexta-feira, 7 de junho de 2019

Há três meses, o Google revelou o nome oficial do seu projeto chamado de “Project Stream”, agora com o batismo de “Google Stadia”, nos moldes de streaming, como o Netflix e Spotify. A cobertura da revelação do nome e tudo mais, você pode conferir neste post do blog.

Google anuncia valores do Stadia, será que você vai poder usar o serviço em breve?






No primeiro Stadia Connect, evento para falar sobre o produto, a Google finalmente revelou detalhes sobre o serviço, como velocidade da conexão, jogos suportados, preços e data de lançamento oficial do serviço.

A primeira coisa revelada foi de qual velocidade de internet você precisará. Para ter uma transmissão de 720p a 60fps e som Estéreo, será necessária uma conexão de 10Mbps (com 1Mbps de upload). Já para uma transmissão em 4k a 60fps e 5.1 Surround, uma conexão de 35Mbps se faz necessária.



A segunda coisa importante revelada, foram os preços e países que irão receber o serviço primeiro. E sim, o Brasil está fora desta primeira rodada, infelizmente. Os países são: Bélgica, Finlândia, Canadá, Dinamarca, França, Alemanha, Irlanda, Itália, Holanda, Noruega, Espanha, Suécia, Reino Unido e Estados Unidos.

Existem também variações nos preços, separados por “perfis’, sendo a “Google Stadia Founder’s Edition “, “Google Stadia Pro” e o “Google Stadia Base”.

Na versão “Google Stadia Founder’s Edition”, quem adquirir vai desembolsar US$129, com direito a um controle Stadia na cor Light Blue, Chromecast Ultra, Três meses do Stadia Pro, ter preferência na escolha de um nome dentro da plataforma e o jogo Destiny 2 completo (base+expansões).

Já a versão “Google Stadia Pro”, você pagaria uma mensalidade de US$9,99 e teria acesso a alguns games grátis por mês, mas ainda teria que comprar jogos dentro da plataforma. O Google ainda comentou que pretende expandir a base de jogos grátis nesta modalidade. Aqui você poderá jogar em 4k, 60fps, HDR e som surround 5.1.

Também há planos de lançar uma versão gratuita do Stadia, denominada de “Google Stadia Base”, onde você só teria acesso à plataforma,  tendo que comprar os jogos separadamente, semelhante ao que acontece com a Steam, mas claro, em nuvem A jogatina rolaria em FullHD, 1080p, 60fps e som estéreo. Essa versão tem previsão para 2020.




Bandai Namco: Dragon Ball Xenoverse 2 ;
Bethesda: Doom Eternal+, Doom (2016), Rage 2, The Elder Scrolls Online, Wolfenstein: Youngblood+ ;
Bungie: Destiny 2 ;
Capcom*
Coatsink: Get Packed+ ;
Codemasters: GRID ;
Deep Silver: Metro Exodus ;
Drool: Thumper ;
Electronic Arts*
Giants Software: Farming Simulator 19 ;
Larian Studios: Baldur’s Gate III+ ;
nWay Games: Power Rangers: Battle for the Grid ;
Rockstar*
Sega: Football Manager ;
SNK: Samurai Shodown+ ;
Square Enix: Final Fantasy XV, Tomb Raider Definitive Edition, Rise of the Tomb Raider, Shadow of the Tomb Raider ;
2K: NBA 2K, Borderlands 3+ ;
Tequila Works: Gylt+ ;
Warner Bros: Mortal Kombat 11 ;
THQ: Darksiders: Genesis+ ;
Ubisoft: Assassin’s Creed Odyssey, Just Dance, Tom Clancy’s Ghost Recon Breakpoint+, Tom Clancy’s The Division 2, Trials Rising, The Crew 2 ;

Mais títulos serão anunciados na E3 deste ano (2019). O Google Stadia tem previsão de lançamento oficial em Novembro deste ano. Para acompanhar mais novidades, siga o Twitter oficial do Stadia.

                 

Vale lembrar que o Google Stadia é construído na plataforma Linux + Vulkan + AMD. Isso pode, em algum momento, cedo ou tarde, facilitar a portabilidade de grandes jogos Triple A para Linux e porque não, trazer outras empresas que não sejam do mundo dos jogos, mas isso é a minha humilde opinião (e porque não previsão?? emoji de risada). Não obstante, a própria existência do Stadia, como plataforma agnóstica de sistema operacional, por rodar através do Google Chrome, traria também vários games para Linux.

Não tão distante de você


Tudo bem, o Stadia ainda vai demorar um pouco para chegar ao Brasil, e em termos de “contras”, o maior fator apontado é a latência, que de fato, pode ser um problema, especialmente nos games multiplayers online.

Tanto o preço inicial do Stadia (ainda sem o valor para o Brasil), quando os requisitos de internet para rodar os jogos são muito acessíveis para a maior parte das pessoas aqui no Brasil, é um serviço que, se funcionar como deve, se torna muito mais barato do que comprar consoles ou fazer upgrades constantes do hardware do seu computador para comportar os novos lançamentos. 

O futuro nos dirá o quanto essa premissa funcionará efetivamente, mas não há como negar que, da forma com que a Google apresenta, o Stadia parece ser um bom serviço.

Nós diga aí nos comentários o que achou dessa primeira leva do Stadia e o que você espera do serviço. 

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Epic Games Store agora roda no Lutris, e projeto ganha convite do Tim Sweeney

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sexta-feira, 19 de abril de 2019

Quando falamos em jogos e Linux na mesma frase, isso causa um certo “rebu” nos comentários onde quer que seja, pode ser em redes sociais, blogs, sites e até no “boteco da esquina do Seu Linus”, mas parece que as coisas estão mudando e a famigerada frase “Linux não tem jogos” está cada vez mais com os “dias contados”. A próxima a ajudar isso pode ser a Epic Games.


Epic Games Store agora roda no Lutris, e projeto ganha convite do Tim Sweeney






Quando ela lançou a sua loja para vendas de jogos, fizemos um artigo abordando de forma mais completa e você pode conferir aqui, de forma resumida podemos pegar a declaração feita na época, que foi:

“Em breve lançaremos a Epic Games Store e vamos começar uma longa jornada para avançar na causa de todos os desenvolvedores. A loja será lançada com um conjunto de jogos, com uma curadoria manual para PC e Mac, depois será aberta de forma mais ampla para outros jogos e para o Android e outras plataformas abertas ao longo de 2019.”

Falando em plataformas abertas de jogos, o pessoal do Lutris estava desenvolvendo um script para a instalação da Epic Games Store, mas desde o lançamento da loja, o mesmo não funcionava de forma correta e assim ocasionando o famoso “pisca-pisca”, com,glitches na interface, quase impossibilitando a utilização, mas parece que isso terminou, ao menos por hora.

Em um anúncio do seu Twitter, o pessoal do Lutris anunciou que agora a loja da Epic Games estava funcionando sem mais esse “pisca-pisca” e que todos poderiam rodar os jogos de lá, tirando óbvio o Fortnite por causa do Easy Anti-Cheat que barra o Wine/Proton.

No tweet em questão, eles marcaram o “manda-chuva” da Epic GamesTim Sweeney, que já declarou algumas vezes que apoia o projeto Open Source, e para surpresa de muitos, ele respondeu ao tweet com um “Great work!” e logo em seguida, para mais surpresa ainda, ele recomenda que o pessoal do Lutris entre para o programa Epic MegaGrants, que de forma bem resumida, é um financiamento da Epic Games para projetos que utilizam a Unreal Engine 4 ou ferramentas de código aberto que aprimoram os recursos do mesmo para beneficiar a comunidade de gráficos 3D e jogos. 

A tread do Tweet você pode conferir abaixo:

Para muitos pode passar despercebido ou até mesmo nem ser muito importante, mas esse comentário vindo do “manda-chuva” da Epic pode sinalizar que eles estão de olho no “Mundo do Pinguim” e que em breve podem virem para ele, como aconteceu com a Stem em 2013 lançando o seu cliente para Linux. Então, para mim, é bem animador esse tipo de coisa e porque não pensar no Fortnite rodando no Linux nativamente em breve?

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DXVK 1.0.3 é lançado enquanto o DXVK 1.1 recebe correções

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terça-feira, 16 de abril de 2019

DXVK é uma ferramenta fantástica que chegou ao mundo Linux, mais precisamente para o mundo dos games, onde possibilitou a “jogatina”  de alguns “milhares” de jogos que antes não poderiam ser executados, somente com o WINE. Agora conta com mais melhorias implementadas nesta versão.


 DXVK 1.0.3 é lançado enquanto o DXVK 1.1 recebe correções





Com o crescimento da compatibilidade de mais e mais jogos, a evolução do DXVK também vem crescendo e surpreendendo. Quem poderia imaginar que até o ano passado (2018), o projeto era somente um “hobby” e que poderia ajudar na “migração” de jogos para Linux em um “piscar de olhos”, realmente incrível.

Para essa versão, a 1.0.3, foram acrescentadas as seguintes melhorias e correções:

- DLLs do DXVK agora incluem informações sobre a versão, que alguns jogos podem usar;

- Corrigido o problema em que os shaders de geometria de hashing com metadados de saída de fluxo retornavam resultados indefinidos. Isso pode levar a que os arquivos de cache de estado cresçam indefinidamente;

- Corrigido o problema em que dados indefinidos seriam passados ​​para o driver para constantes de especialização não utilizadas durante a compilação de pipelines. Isso pode ter causado falhas inesperadas no cache do shader;

- Surface loss agora tem uma manipulação bem mais harmoniosa;
- Game Anno 1800 : Corrigido grave problema de desempenho, habilitado com a opção d3d11.allowMapFlagNoWait;

- Games como Dark Souls Remastered e Grim Dawn : Adicionado uma solução alternativa para corrigir problemas de renderização em GPUs da Nvidia;

- Star Citizen : Corregido o shader de geometría inválida, causando o travamento da GPU e falhas no driver;

Mas, e o DXVK 1.1…?


Então, ele foi até lançado mas depois foram relatados vários bugs e travamentos, que o desenvolvedor principal, Philip Rebohle, resolveu tirar ele do ar para arrumar essas pendências e soltar a seguinte nota junto com a versão 1.0.3:

“O lançamento foi levado de volta porque estava causando crashes nos jogos e a GPU travando para alguns usuários. Se você tiver um ambiente de compilação configurado, teste a última ramificação master com o maior número de jogos possível para ajudar a encontrar e solucionar problemas encontrados.”

Se você quiser baixar diretamente o DXVK e implementar manualmente ele ou conferir mais a fundo o código fonte dele, basta acessar seu GitHub oficial.

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Wine 4.6 é lançado oficialmente com correções de mais 50 bugs

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segunda-feira, 15 de abril de 2019

Na última Sexta-feira (12), o pessoal do WineHQ lançou a versão de desenvolvimento 4.6 do WINE, trazendo algumas melhorias no código, correções de bugs e updates pontuais. Isso para facilitar mais ainda a vida de quem precisa rodar algum programa ou jogo que não tem versão nativa para Linux.



 WINE 4.6 é lançado oficialmente com correções de mais 50 bugs





O WINE é muito importante no mundo Linux, pois através dele podemos rodar uma gama de programas e jogos que não tem uma versão nativa para o Pinguim, assim podendo esses serem desfrutados pelos usuários de Linux.

E nesta nova versão de desenvolvimento do WINE, vieram algumas implementações bem interessantes, como:

  - Início de um backend do Vulkan para o WineD3D;
  - Suporte para carregar bibliotecas Mono a partir de um local compartilhado;
  - Libwine.dll não é mais necessário ao usar DLLs do Wine no Windows;
  - Suporte a estruturas complexas no marshaller typelib;
  - Captura de vídeo portada para Video4Linux versão 2;
  - Versão inicial da DLL do mecanismo de depuração.

Além de trazer correções para os jogos como Warframe (via Steam), Mass Effect 1 , The Sims e entre outros. E o ponto mais “curioso”, foi o Battleye aparecer na lista de “correções” do WINE, com a seguinte linha:

Battleye's BEDaisy.sys requires correct KeGetCurrentThread implementation

Mas, nada referente com o funcionamento do Battleye do Windows no Wine, o que possibilitaria jogos como RainbowSix, PUBG e Fortnite por exemplo. E como a empresa falou ao pessoal do GamingOnLinux, “Que só podem suportar o Linux se o jogo tiver uma versão nativa do sistema.”, parece que o pessoal do WINE terá de criar suas próprias soluções.

Mas é um bom sinal ver o pessoal do WINE, CodeWeavers e da Valve tentarem fazer com que o Battleye funcione, visto que a Valve negocia com a EAC, para que ela possa trazer a compatibilidade do anticheat dela para o Protron.

Se você quiser conferir todas as correções de bugs e melhorias nesta versão do WINE, pode conferir neste link.

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Vampire: The Masquerade – Bloodlines 2 terá suporte para Linux, segundo SteamDB

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sexta-feira, 29 de março de 2019

Recentemente a Paradox Interactive anunciou a sequência do seu famoso RPG, o Vampire: The Masquerade – Bloodlines que foi lançado em 2004 e fez um sucesso estrondoso na época. O jogo utilizou a mesma engine do Half-Life 2, a Source Engine, que é desenvolvida até hoje pela Valve mas agora sendo a Source Engine 2. Esse primeiro jogo foi feito pela extinta Troika Games e distribuído pela Activision. Você ainda pode comprar ele via Steam. E a sua classificação no ProtonDB está entre Gold e Platinum.


 Vampire: The Masquerade – Bloodlines 2 terá suporte para Linux, segundo SteamDB






A sequência traz o seguinte enredo para o jogo:

“Gerado em um ato de terrorismo vampírico, sua existência alimenta a guerra pelo domínio do comércio de sangue de Seattle. Entre em alianças desconfortáveis com criaturas que controlam a cidade e desmascare a conspiração que mergulhou Seattle em uma sangrenta guerra civil entre facções poderosas de vampiros.
Torne-se um Vampiro Supremo
Mergulhe no Mundo das Trevas e viva sua fantasia vampírica em uma cidade repleta de personagens intrigantes que reagem às suas escolhas. Você e suas disciplinas singulares são uma arma em nosso sistema de combate progressivo, rápido e focado no corpo a corpo. Seu poder crescerá à medida que você avança, mas lembre-se de respeitar a Máscara e proteger sua humanidade... ou encare as consequências.”

E conforme informações do SteamDB (atualizado em 27 deste mês, Março), e também pelo ProtonDB, o jogo vai ter uma versão nativa para Linux, além de ter uma versão para MacOs e Windows. Conforme podemos ver na imagem abaixo.




E no ProtonDB também…




As configurações mínimas e recomendadas ainda não foram disponibilizadas nem pela Hardsuit Labs nem pela Paradox Interactive. O pessoal do site linuxgameconsortium, entrou em contato com as empresas para confirmar o suporte para Linux, mas até o fechamento desta edição não tiveram respostas. 

O game ainda está em pré-venda e por hora só constando para Windows, tudo normal até aí. Ele está custando na média de US$60 ou R$110 na cotação atual. Ele também está previsto para ser lançado em 31 de Março de 2020. Você pode pedir ele via Steam.

              


Agora é esperar e ver se no dia do lançamento, o game vai abranger as 3 plataformas (Linux, MacOs e Windows), além dos consoles, ou se vai ter algum atraso de lançamento em relação ao Windows. Mas isso já é um passo importante para os linux gamers, que já vão ter um grande jogo no lançamento.

Espero você até a próxima, um forte abraço.

Continue a discussão sobre o Vampire: The Masquerade – Bloodlines 2 no nosso fórum

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Proton 4.2 chega ao Steam Play Linux com mais de 2400 problemas corrigidos

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A Valve anunciou nesta semana o lançamento da versão 4.2 do Proton (saindo da versão 3.16), a ferramenta que é capaz de rodar os games de Windows no Linux como se fossem nativos através da Steam.

Proton 4.2 chega ao Linux






Segundo as informações do GitHub da Valve, foram mais de 2400 modificações e problemas corrigidos na versão 4.2, se comparada com a versão 3.16, que era a que estava sendo usada até então, incluindo correções para jogos como Resident Evil 2 e Devil May Cry 5.

Devil May Cry

Foram 166 patches aplicados ao Proton 3.16 que não são mais necessários no na versão mais nova. Entre as novidades temos:

- Atualização do DXVK para versão 1.0.1;
- Atualização do FAudio para a versão 19.03-13-gd07f69f;
- Correções para o comportamento do mouse em Resident Evil 2 e Devil May Cry 5;
- Correções para os games NBA 2K19 e 2k18 e muito mais!

Entre outras coisas, temos também melhorias para Vulkan para games que usam realidade virtual, games que são baseados em GDI e uma série de melhorias de usabilidade, que vai desde fontes, até problemas com alt+tab em jogos.

Com o recente lançamento da versão mais recente do Wine, tivemos uma bela atualização também no CrossOver, que vale a pena conferir.

Está cada vez mais fácil jogar os grandes games no Linux e é bom ver que existe um desenvolvimento constante neste sentido.

Acompanhe-nos em nosso canal de games para conferir as novidades.

Até a próxima!

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Google Stadia promete revolucionar o mundo dos jogos com Linux e Vulkan

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terça-feira, 19 de março de 2019

Em Outubro de 2018 nós publicamos aqui no blog uma matéria sobre o "Project Stream" da Google. Na época foi-nos demonstrado o game "Assassin's Creed: Odissey" rodando através do Google Chrome via Streaming, algo que parecia muito promissor, mas que levantava dúvidas. Hoje, dia 19 de Março de 2019, a empresa anuncia o "Stadia", a evolução do "Stream", um projeto que promete trazer esse tipo de tecnologia para os nossos lares.

Google Stadia






Em San Francisco, EUA, no palco da GDC 2019, Sundar Pichai, atual CEO da Google, afirmou:  “Descobrimos que podemos levar qualquer jogo grande para qualquer dispositivo por meio do Google Chrome”. Uma proposta altamente audaciosa que foi explicada ao longo da apresentação.

O que é o Stadia?


A melhor forma de descrever o projeto é compará-lo com outros serviços de streaming que as pessoas estão mais habituadas, como a Netflix ou o Spotify, com a diferença de que o Stadia é voltado para jogos. Stadia não só é uma nova plataforma de distribuição de jogos, mas o nome que representa toda uma nova tecnologia de streaming de conteúdo com alta densidade de processamento e desempenho, sobretudo e especialmente, jogos, mas possivelmente não só isso. O que abre portas para rodar outras grandes aplicações no futuro com tecnologia similar.

Stadia Google
Stadia será totalmente multiplataforma

Durante a apresentação, várias pessoas passaram pelo palco para contar um pouco mais sobre o projeto e mostrar aspectos técnicos de seu funcionamento e quais problemas que ele pretende resolver, tanto para os jogadores, quanto para os desenvolvedores, extendendo-se aos criadores de conteúdo do YouTube.

The Data Center is your new Platform


A ideia é trazer o poder computacional dos data centers da Google para o mundo dos jogos, inclusive, a frase, "o data center é a sua nova plataforma", foi repetida algumas vezes durante toda a apresentação.

Qualidade


O Stadia promete oferecer conteúdo com resolução até 4K à 60 FPS de forma fluída em uma conexão de 25Mbps, o que não é tanto, considerando a qualidade apresentada. Até o momento, o game demonstração, em parceria com a Ubisoft, é o mesmo que vimos no "Project Stream", "Assassin's Creed: Odissey", que é capaz de rodar com a mesma qualidade em um super PC Gamer da atualidade, e em um Smartphone ou um Chromebook com praticamente nenhuma aceleração de hardware, chegando até a um Chromecast. Incrível.

Google Stadia
Reprodução: Google
A expectativa é que em um futuro próximo seja possível um streaming de 8K à 120 FPS, o que atualmente não é uma realidada para praticamente ninguém no mundo.

Na apresentação, o Google também compara o perfil atual do Stadia, que segundo eles podem crescer indefinidamente ao longo do tempo, com os atuais melhores consoles da atualidade, mostrando que o potencial de processamento do Stadia é maior que os dois somados:

Comparação com PS4 PRO e XBOX One X
Reprodução: Google

Linux, Vulkan e parcerias


O sistema operacional por tráz do Stadia é o Linux, em conjunto a poderosa API gráfica Open Source, Vulkan. O Stadia já conta com o suporte de diversos parceiros importantes do mercado, além da própria Ubisoft e da id Software, desenvolvedora do Doom, que inclusive anunciou que o novo título da franquia estará no Stadia, rodando Linux, em Vulkan, chamado de "Doom: Eternal".

Linux e Vulkan Stadia
Linux e Vulkan são a base do Stadia

Essa combinação de tecnologias permitira que o nível de jogos multiplayer chegue a "outro nível", segundo a empresa. 

Se hoje existem vários empecílhos técnicos que impedem partidas com muitos players com uma grande qualidade, com o Stadia, você poderá jogar Fortnite no seu Chromecast em 4K, 60 FPS com milhares de pessoas ao mesmo tempo em um cenário super otimista.

* Fortnite é só um exemplo, nada foi confirmado, ainda que a Unreal Engine faça parte do projeto.

Parceiros do Stadia
Parceiros do projeto atualmente
No painel de apoiadores atuais do projeto, podemos ver outros nomes muito importantes, como Unity Engine, CryEngine, Havok, Visual Studio e entro vários outros (vide imagem acima), temos a AMD, que foi responsável por construir um processador  especial para este início de projeto.

Com essas combinações de tecnologia e com os gamers fazendo acessos direto ao servidor, acaba-se (praticamente) com qualquer possibilidade de hacking ou cheating, visto que nada será rodado diretamente na máquina dos jogadores.

Stadia Controller, muito mais que um controle próprio


No anúncio, o pessoal da Google comentou que será possível usar os controles que todas as pessoas possuem em casa para rodar tais games, incluindo teclado e mouse, entretanto, a empresa também apresentou o "Stadia Controller", um controle que funciona, literalmente, sem um console.

Controle do Stadia
Stadia Controller
Com um design que parece uma mescla conceitos de Xbox e PlayStation, o Stadia Controller nem sequer precisa se conectar ao seu computador via rede ou BT, ele simplesmente acessa a internet e se conecta ao servidor da Google, permitindo que vocẽ use o mesmo controle para jogar em um Smartphone, numa TV com Chromecast, num TVBox, em um laptop (independente do sistema operacional), etc.

A ideia é que o controle "entenda" onde você está querendo jogar e simplesmente funcione. Parece mágica, tô sabendo... Isso eliminaria, por exemplo, a necessidade de ficar pareando o seu controle com todos os dispositivos que você quer jogar, além disso, o controle também permite que você compartilhe a sua gameplay automaticamente no YouTube através de uma live ou vídeo pelo simples toque de um botão, todo o processamento da live, gravação, etc; seria processado diretamente nos mesmos servidores do YouTube e da Google com baixíssima latência.

O controle também tem um botão com o Google Assistent, que pode ser usado em conjunto com um microfone contido nele para dar comandos aos jogos (quando algum game for programado para tal), ou para simplesmente dar comandos ao seu Android, Chromebook ou Chromecast.

Stadia Gaming & Enterteinment 


Outro ponto interessante é que a Google anunciou uma divisão do Stadia que será responsável por títulos exclusivos da plataforma, o Stadia Gaming & Enterteinment, fazendo com que a empresa também entre no mercado de produção de jogos. Com essa nova atividade, foi chamada para o cargo de CEO da divisão de criação de games, Jade Raymond, ex-EA Games e Ubisoft.

Jade Raymond, Stadia Google
Jade Raymond, Stadia.

Integração com YouTube e outras mídias


A apresentação possuia claramente três públicos alvo, os desenvolvedores de games, os gamers em si, e as pessoas que gostam de assistir a gameplays. Como se trata de um serviço em nuvem, com o Stadia será possível criar links para compartilhar os jogos facilmente.

A internet é a sua loja

O Stadia promete resolver um problema que estamos tão habituados que nem consideramos mais um problema, a demora entre decidir comprar um jogo e efetivamente jogar.

 Tome como exemplo:

Você está interessado por um título qualquer, vê um gameplay dele para ver se o game se parece com o que você gostaria de jogar no YouTube, ou simplesmente vê o trailer do jogo e decide comprá-lo. Você sai do YouTube e vai até um outro site ou loja, compra o game, aguarda o download. Depois de algumas horas, ou com sorte, alguns minutos, você começa a jogar o game na melhor qualidade que o seu computador ou console suportar.

Com o Stadia você poderá sair de um vídeo já com o link para uma demo do game que irá roda diretamente no seu navegador, o que torna a vida dos anunciantes e desenvolvedores mais fácil também.

Se você gosta de fazer lives, como a gente,  jogando com os amigos, uma das possibilidades do Stadia é poder compartilhar um link instatâneo para partidas multiplayer dos games no chat das suas lives no YouTube, permitindo que o seu público se conecte com você quase que instantaneamente.

Para quem é desenvolvedor, isso significa fazer um único game, com um único código e rodá-lo em qualquer plataforma através do Chrome e similares. A Google comenta que é possível que no futuro o serviço suporte outros navegadores também, o que nos faz pensar que a Microsoft ter mudado a base do Edge acaba tornando a vida deles mais fácil em caso de necessidade de compatibilização. 

Google e Open Source


Como podemos observar, a grande base dessa nova tecnologia reside no Open Source. No blog de desenvolvedores do Stadia, Dov Zimring, diretor da plataforma, comentou o seguinte:

" A Google acredita que o Open Source é bom para todos. Ele permite e encoraja a colaboração e o desenvolvimento de tecnologia, resolvendo problemas do mundo real. Isso é especialmente verdade no Stadia, nós acreditamos que uma comunidade de desenvolvedores de games tem uma longa história com colaboratividade, inovação e compartilhamento. Estamos investindo em tecnologia de código aberto para criar a melhor plataforma para os desenvolvedores, em parceria com as pessoas que a usam. Isso começa com as fundações da nossa plataforma, que são o Linux e o Vulkan, e extendem-se até a nossa seleção de GPUs, que possuem drivers e ferramentas open source. Estamos integrando o LLVM e o DirectX Shader Compiler para garantir que grande performance para os nossos compiladores e debuggers. As maiores novidades no ramo de ferramentas gráficas são itens críticos para desenvolvedores de jogos, e nós estamos felizes em contribuir com o RenderDoc, GAPID e com o Radeon GPU Profiler, parte da melhor qualidade dos produtos de código aberto voltados para o meio de gráficos."

Desafios, quando e como?


A pergunta mais natural e inevitável de um serviço tão promissor como este é: Quando estará disponível ao público? 

A Google informa que este projeto vem sendo trabalhado há alguns anos e ele estará em funcionamento ainda em 2019 na Europa, Canadá e Estados Unidos. Não há previsões para o Brasil, como sempre.

Certamente outra questão a ser considerada é a infraestrutura de conexão com a internet. Toda vez que falamos sobre streaming de qualquer coisa, especialmente de games, esbarramos nessa questão.

Definitivamente isso é um ponto chave, mas a Google informa na apresentação a sua presença em centenas de países com data centers de alta qualidade, potência e velocidade para atender tal demanda, sendo algo que "somente eles podem fazer". 

Realmente a sua conexão com a internet será importante, mas é possível que os requisitos finais sejam muito menores que os atuais, especialmente para games single player.

Por outro lado, pense que você que atualmente usa basicamente o PC para games, poderá deixar de gastar muito dinheiro em placas de vídeo e muita RAM para investir  numa boa internet e quem sabe um upgrade de placa de rede. 😁

Naturalmente um serviço como este não vai ter uma adesão incrível em pouquíssimo tempo, mas parece que este é realmente o futuro dos jogos,  começando a ser uma questão de tempo para que isso se torne viável a todos, sejam com serviços da Google ou não. 

A maior diferença que vemos em relação ao Stadia com outras soluções como Steam Link, Nvidia GeForce Now, Parsec e outros, é que a Google não só lança uma nova tecnologia eficiente, como também um amplo plano de negócios, integrado a diversos outros produtos e plataformas, além de várias parcerias com grandes do mercado.

Para os interessados em desenvolver para o Stadia, a Google criou um site para projeto, onde há maiores explicações.

Não houve explicações sobre como o Stadia vai funcionar em relação aos consumidores, se será um serviço pago mensalmente ou se será algo vendido por títulos, como são os games da Google Play por exemplo, mas algo me diz que em breve descobriremos.

E você, acha que o novo projeto de plataforma de jogos da Google decola?

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