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Epic Games Store agora roda no Lutris, e projeto ganha convite do Tim Sweeney

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sexta-feira, 19 de abril de 2019

Quando falamos em jogos e Linux na mesma frase, isso causa um certo “rebu” nos comentários onde quer que seja, pode ser em redes sociais, blogs, sites e até no “boteco da esquina do Seu Linus”, mas parece que as coisas estão mudando e a famigerada frase “Linux não tem jogos” está cada vez mais com os “dias contados”. A próxima a ajudar isso pode ser a Epic Games.


Epic Games Store agora roda no Lutris, e projeto ganha convite do Tim Sweeney






Quando ela lançou a sua loja para vendas de jogos, fizemos um artigo abordando de forma mais completa e você pode conferir aqui, de forma resumida podemos pegar a declaração feita na época, que foi:

“Em breve lançaremos a Epic Games Store e vamos começar uma longa jornada para avançar na causa de todos os desenvolvedores. A loja será lançada com um conjunto de jogos, com uma curadoria manual para PC e Mac, depois será aberta de forma mais ampla para outros jogos e para o Android e outras plataformas abertas ao longo de 2019.”

Falando em plataformas abertas de jogos, o pessoal do Lutris estava desenvolvendo um script para a instalação da Epic Games Store, mas desde o lançamento da loja, o mesmo não funcionava de forma correta e assim ocasionando o famoso “pisca-pisca”, com,glitches na interface, quase impossibilitando a utilização, mas parece que isso terminou, ao menos por hora.

Em um anúncio do seu Twitter, o pessoal do Lutris anunciou que agora a loja da Epic Games estava funcionando sem mais esse “pisca-pisca” e que todos poderiam rodar os jogos de lá, tirando óbvio o Fortnite por causa do Easy Anti-Cheat que barra o Wine/Proton.

No tweet em questão, eles marcaram o “manda-chuva” da Epic GamesTim Sweeney, que já declarou algumas vezes que apoia o projeto Open Source, e para surpresa de muitos, ele respondeu ao tweet com um “Great work!” e logo em seguida, para mais surpresa ainda, ele recomenda que o pessoal do Lutris entre para o programa Epic MegaGrants, que de forma bem resumida, é um financiamento da Epic Games para projetos que utilizam a Unreal Engine 4 ou ferramentas de código aberto que aprimoram os recursos do mesmo para beneficiar a comunidade de gráficos 3D e jogos. 

A tread do Tweet você pode conferir abaixo:

Para muitos pode passar despercebido ou até mesmo nem ser muito importante, mas esse comentário vindo do “manda-chuva” da Epic pode sinalizar que eles estão de olho no “Mundo do Pinguim” e que em breve podem virem para ele, como aconteceu com a Stem em 2013 lançando o seu cliente para Linux. Então, para mim, é bem animador esse tipo de coisa e porque não pensar no Fortnite rodando no Linux nativamente em breve?

Este artigo não acaba aqui, continue trocando uma ideia lá  no nosso  fórum

Espero você até a próxima, um forte abraço.

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DXVK 1.0.3 é lançado enquanto o DXVK 1.1 recebe correções

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terça-feira, 16 de abril de 2019

DXVK é uma ferramenta fantástica que chegou ao mundo Linux, mais precisamente para o mundo dos games, onde possibilitou a “jogatina”  de alguns “milhares” de jogos que antes não poderiam ser executados, somente com o WINE. Agora conta com mais melhorias implementadas nesta versão.


 DXVK 1.0.3 é lançado enquanto o DXVK 1.1 recebe correções





Com o crescimento da compatibilidade de mais e mais jogos, a evolução do DXVK também vem crescendo e surpreendendo. Quem poderia imaginar que até o ano passado (2018), o projeto era somente um “hobby” e que poderia ajudar na “migração” de jogos para Linux em um “piscar de olhos”, realmente incrível.

Para essa versão, a 1.0.3, foram acrescentadas as seguintes melhorias e correções:

- DLLs do DXVK agora incluem informações sobre a versão, que alguns jogos podem usar;

- Corrigido o problema em que os shaders de geometria de hashing com metadados de saída de fluxo retornavam resultados indefinidos. Isso pode levar a que os arquivos de cache de estado cresçam indefinidamente;

- Corrigido o problema em que dados indefinidos seriam passados ​​para o driver para constantes de especialização não utilizadas durante a compilação de pipelines. Isso pode ter causado falhas inesperadas no cache do shader;

- Surface loss agora tem uma manipulação bem mais harmoniosa;
- Game Anno 1800 : Corrigido grave problema de desempenho, habilitado com a opção d3d11.allowMapFlagNoWait;

- Games como Dark Souls Remastered e Grim Dawn : Adicionado uma solução alternativa para corrigir problemas de renderização em GPUs da Nvidia;

- Star Citizen : Corregido o shader de geometría inválida, causando o travamento da GPU e falhas no driver;

Mas, e o DXVK 1.1…?


Então, ele foi até lançado mas depois foram relatados vários bugs e travamentos, que o desenvolvedor principal, Philip Rebohle, resolveu tirar ele do ar para arrumar essas pendências e soltar a seguinte nota junto com a versão 1.0.3:

“O lançamento foi levado de volta porque estava causando crashes nos jogos e a GPU travando para alguns usuários. Se você tiver um ambiente de compilação configurado, teste a última ramificação master com o maior número de jogos possível para ajudar a encontrar e solucionar problemas encontrados.”

Se você quiser baixar diretamente o DXVK e implementar manualmente ele ou conferir mais a fundo o código fonte dele, basta acessar seu GitHub oficial.

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Espero você até a próxima, um forte abraço.

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Wine 4.6 é lançado oficialmente com correções de mais 50 bugs

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segunda-feira, 15 de abril de 2019

Na última Sexta-feira (12), o pessoal do WineHQ lançou a versão de desenvolvimento 4.6 do WINE, trazendo algumas melhorias no código, correções de bugs e updates pontuais. Isso para facilitar mais ainda a vida de quem precisa rodar algum programa ou jogo que não tem versão nativa para Linux.



 WINE 4.6 é lançado oficialmente com correções de mais 50 bugs





O WINE é muito importante no mundo Linux, pois através dele podemos rodar uma gama de programas e jogos que não tem uma versão nativa para o Pinguim, assim podendo esses serem desfrutados pelos usuários de Linux.

E nesta nova versão de desenvolvimento do WINE, vieram algumas implementações bem interessantes, como:

  - Início de um backend do Vulkan para o WineD3D;
  - Suporte para carregar bibliotecas Mono a partir de um local compartilhado;
  - Libwine.dll não é mais necessário ao usar DLLs do Wine no Windows;
  - Suporte a estruturas complexas no marshaller typelib;
  - Captura de vídeo portada para Video4Linux versão 2;
  - Versão inicial da DLL do mecanismo de depuração.

Além de trazer correções para os jogos como Warframe (via Steam), Mass Effect 1 , The Sims e entre outros. E o ponto mais “curioso”, foi o Battleye aparecer na lista de “correções” do WINE, com a seguinte linha:

Battleye's BEDaisy.sys requires correct KeGetCurrentThread implementation

Mas, nada referente com o funcionamento do Battleye do Windows no Wine, o que possibilitaria jogos como RainbowSix, PUBG e Fortnite por exemplo. E como a empresa falou ao pessoal do GamingOnLinux, “Que só podem suportar o Linux se o jogo tiver uma versão nativa do sistema.”, parece que o pessoal do WINE terá de criar suas próprias soluções.

Mas é um bom sinal ver o pessoal do WINE, CodeWeavers e da Valve tentarem fazer com que o Battleye funcione, visto que a Valve negocia com a EAC, para que ela possa trazer a compatibilidade do anticheat dela para o Protron.

Se você quiser conferir todas as correções de bugs e melhorias nesta versão do WINE, pode conferir neste link.

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Espero você até a próxima, um forte abraço.

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Vampire: The Masquerade – Bloodlines 2 terá suporte para Linux, segundo SteamDB

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sexta-feira, 29 de março de 2019

Recentemente a Paradox Interactive anunciou a sequência do seu famoso RPG, o Vampire: The Masquerade – Bloodlines que foi lançado em 2004 e fez um sucesso estrondoso na época. O jogo utilizou a mesma engine do Half-Life 2, a Source Engine, que é desenvolvida até hoje pela Valve mas agora sendo a Source Engine 2. Esse primeiro jogo foi feito pela extinta Troika Games e distribuído pela Activision. Você ainda pode comprar ele via Steam. E a sua classificação no ProtonDB está entre Gold e Platinum.


 Vampire: The Masquerade – Bloodlines 2 terá suporte para Linux, segundo SteamDB






A sequência traz o seguinte enredo para o jogo:

“Gerado em um ato de terrorismo vampírico, sua existência alimenta a guerra pelo domínio do comércio de sangue de Seattle. Entre em alianças desconfortáveis com criaturas que controlam a cidade e desmascare a conspiração que mergulhou Seattle em uma sangrenta guerra civil entre facções poderosas de vampiros.
Torne-se um Vampiro Supremo
Mergulhe no Mundo das Trevas e viva sua fantasia vampírica em uma cidade repleta de personagens intrigantes que reagem às suas escolhas. Você e suas disciplinas singulares são uma arma em nosso sistema de combate progressivo, rápido e focado no corpo a corpo. Seu poder crescerá à medida que você avança, mas lembre-se de respeitar a Máscara e proteger sua humanidade... ou encare as consequências.”

E conforme informações do SteamDB (atualizado em 27 deste mês, Março), e também pelo ProtonDB, o jogo vai ter uma versão nativa para Linux, além de ter uma versão para MacOs e Windows. Conforme podemos ver na imagem abaixo.




E no ProtonDB também…




As configurações mínimas e recomendadas ainda não foram disponibilizadas nem pela Hardsuit Labs nem pela Paradox Interactive. O pessoal do site linuxgameconsortium, entrou em contato com as empresas para confirmar o suporte para Linux, mas até o fechamento desta edição não tiveram respostas. 

O game ainda está em pré-venda e por hora só constando para Windows, tudo normal até aí. Ele está custando na média de US$60 ou R$110 na cotação atual. Ele também está previsto para ser lançado em 31 de Março de 2020. Você pode pedir ele via Steam.

              


Agora é esperar e ver se no dia do lançamento, o game vai abranger as 3 plataformas (Linux, MacOs e Windows), além dos consoles, ou se vai ter algum atraso de lançamento em relação ao Windows. Mas isso já é um passo importante para os linux gamers, que já vão ter um grande jogo no lançamento.

Espero você até a próxima, um forte abraço.

Continue a discussão sobre o Vampire: The Masquerade – Bloodlines 2 no nosso fórum

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Proton 4.2 chega ao Steam Play Linux com mais de 2400 problemas corrigidos

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A Valve anunciou nesta semana o lançamento da versão 4.2 do Proton (saindo da versão 3.16), a ferramenta que é capaz de rodar os games de Windows no Linux como se fossem nativos através da Steam.

Proton 4.2 chega ao Linux






Segundo as informações do GitHub da Valve, foram mais de 2400 modificações e problemas corrigidos na versão 4.2, se comparada com a versão 3.16, que era a que estava sendo usada até então, incluindo correções para jogos como Resident Evil 2 e Devil May Cry 5.

Devil May Cry

Foram 166 patches aplicados ao Proton 3.16 que não são mais necessários no na versão mais nova. Entre as novidades temos:

- Atualização do DXVK para versão 1.0.1;
- Atualização do FAudio para a versão 19.03-13-gd07f69f;
- Correções para o comportamento do mouse em Resident Evil 2 e Devil May Cry 5;
- Correções para os games NBA 2K19 e 2k18 e muito mais!

Entre outras coisas, temos também melhorias para Vulkan para games que usam realidade virtual, games que são baseados em GDI e uma série de melhorias de usabilidade, que vai desde fontes, até problemas com alt+tab em jogos.

Com o recente lançamento da versão mais recente do Wine, tivemos uma bela atualização também no CrossOver, que vale a pena conferir.

Está cada vez mais fácil jogar os grandes games no Linux e é bom ver que existe um desenvolvimento constante neste sentido.

Acompanhe-nos em nosso canal de games para conferir as novidades.

Até a próxima!

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Google Stadia promete revolucionar o mundo dos jogos com Linux e Vulkan

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terça-feira, 19 de março de 2019

Em Outubro de 2018 nós publicamos aqui no blog uma matéria sobre o "Project Stream" da Google. Na época foi-nos demonstrado o game "Assassin's Creed: Odissey" rodando através do Google Chrome via Streaming, algo que parecia muito promissor, mas que levantava dúvidas. Hoje, dia 19 de Março de 2019, a empresa anuncia o "Stadia", a evolução do "Stream", um projeto que promete trazer esse tipo de tecnologia para os nossos lares.

Google Stadia






Em San Francisco, EUA, no palco da GDC 2019, Sundar Pichai, atual CEO da Google, afirmou:  “Descobrimos que podemos levar qualquer jogo grande para qualquer dispositivo por meio do Google Chrome”. Uma proposta altamente audaciosa que foi explicada ao longo da apresentação.

O que é o Stadia?


A melhor forma de descrever o projeto é compará-lo com outros serviços de streaming que as pessoas estão mais habituadas, como a Netflix ou o Spotify, com a diferença de que o Stadia é voltado para jogos. Stadia não só é uma nova plataforma de distribuição de jogos, mas o nome que representa toda uma nova tecnologia de streaming de conteúdo com alta densidade de processamento e desempenho, sobretudo e especialmente, jogos, mas possivelmente não só isso. O que abre portas para rodar outras grandes aplicações no futuro com tecnologia similar.

Stadia Google
Stadia será totalmente multiplataforma

Durante a apresentação, várias pessoas passaram pelo palco para contar um pouco mais sobre o projeto e mostrar aspectos técnicos de seu funcionamento e quais problemas que ele pretende resolver, tanto para os jogadores, quanto para os desenvolvedores, extendendo-se aos criadores de conteúdo do YouTube.

The Data Center is your new Platform


A ideia é trazer o poder computacional dos data centers da Google para o mundo dos jogos, inclusive, a frase, "o data center é a sua nova plataforma", foi repetida algumas vezes durante toda a apresentação.

Qualidade


O Stadia promete oferecer conteúdo com resolução até 4K à 60 FPS de forma fluída em uma conexão de 25Mbps, o que não é tanto, considerando a qualidade apresentada. Até o momento, o game demonstração, em parceria com a Ubisoft, é o mesmo que vimos no "Project Stream", "Assassin's Creed: Odissey", que é capaz de rodar com a mesma qualidade em um super PC Gamer da atualidade, e em um Smartphone ou um Chromebook com praticamente nenhuma aceleração de hardware, chegando até a um Chromecast. Incrível.

Google Stadia
Reprodução: Google
A expectativa é que em um futuro próximo seja possível um streaming de 8K à 120 FPS, o que atualmente não é uma realidada para praticamente ninguém no mundo.

Na apresentação, o Google também compara o perfil atual do Stadia, que segundo eles podem crescer indefinidamente ao longo do tempo, com os atuais melhores consoles da atualidade, mostrando que o potencial de processamento do Stadia é maior que os dois somados:

Comparação com PS4 PRO e XBOX One X
Reprodução: Google

Linux, Vulkan e parcerias


O sistema operacional por tráz do Stadia é o Linux, em conjunto a poderosa API gráfica Open Source, Vulkan. O Stadia já conta com o suporte de diversos parceiros importantes do mercado, além da própria Ubisoft e da id Software, desenvolvedora do Doom, que inclusive anunciou que o novo título da franquia estará no Stadia, rodando Linux, em Vulkan, chamado de "Doom: Eternal".

Linux e Vulkan Stadia
Linux e Vulkan são a base do Stadia

Essa combinação de tecnologias permitira que o nível de jogos multiplayer chegue a "outro nível", segundo a empresa. 

Se hoje existem vários empecílhos técnicos que impedem partidas com muitos players com uma grande qualidade, com o Stadia, você poderá jogar Fortnite no seu Chromecast em 4K, 60 FPS com milhares de pessoas ao mesmo tempo em um cenário super otimista.

* Fortnite é só um exemplo, nada foi confirmado, ainda que a Unreal Engine faça parte do projeto.

Parceiros do Stadia
Parceiros do projeto atualmente
No painel de apoiadores atuais do projeto, podemos ver outros nomes muito importantes, como Unity Engine, CryEngine, Havok, Visual Studio e entro vários outros (vide imagem acima), temos a AMD, que foi responsável por construir um processador  especial para este início de projeto.

Com essas combinações de tecnologia e com os gamers fazendo acessos direto ao servidor, acaba-se (praticamente) com qualquer possibilidade de hacking ou cheating, visto que nada será rodado diretamente na máquina dos jogadores.

Stadia Controller, muito mais que um controle próprio


No anúncio, o pessoal da Google comentou que será possível usar os controles que todas as pessoas possuem em casa para rodar tais games, incluindo teclado e mouse, entretanto, a empresa também apresentou o "Stadia Controller", um controle que funciona, literalmente, sem um console.

Controle do Stadia
Stadia Controller
Com um design que parece uma mescla conceitos de Xbox e PlayStation, o Stadia Controller nem sequer precisa se conectar ao seu computador via rede ou BT, ele simplesmente acessa a internet e se conecta ao servidor da Google, permitindo que vocẽ use o mesmo controle para jogar em um Smartphone, numa TV com Chromecast, num TVBox, em um laptop (independente do sistema operacional), etc.

A ideia é que o controle "entenda" onde você está querendo jogar e simplesmente funcione. Parece mágica, tô sabendo... Isso eliminaria, por exemplo, a necessidade de ficar pareando o seu controle com todos os dispositivos que você quer jogar, além disso, o controle também permite que você compartilhe a sua gameplay automaticamente no YouTube através de uma live ou vídeo pelo simples toque de um botão, todo o processamento da live, gravação, etc; seria processado diretamente nos mesmos servidores do YouTube e da Google com baixíssima latência.

O controle também tem um botão com o Google Assistent, que pode ser usado em conjunto com um microfone contido nele para dar comandos aos jogos (quando algum game for programado para tal), ou para simplesmente dar comandos ao seu Android, Chromebook ou Chromecast.

Stadia Gaming & Enterteinment 


Outro ponto interessante é que a Google anunciou uma divisão do Stadia que será responsável por títulos exclusivos da plataforma, o Stadia Gaming & Enterteinment, fazendo com que a empresa também entre no mercado de produção de jogos. Com essa nova atividade, foi chamada para o cargo de CEO da divisão de criação de games, Jade Raymond, ex-EA Games e Ubisoft.

Jade Raymond, Stadia Google
Jade Raymond, Stadia.

Integração com YouTube e outras mídias


A apresentação possuia claramente três públicos alvo, os desenvolvedores de games, os gamers em si, e as pessoas que gostam de assistir a gameplays. Como se trata de um serviço em nuvem, com o Stadia será possível criar links para compartilhar os jogos facilmente.

A internet é a sua loja

O Stadia promete resolver um problema que estamos tão habituados que nem consideramos mais um problema, a demora entre decidir comprar um jogo e efetivamente jogar.

 Tome como exemplo:

Você está interessado por um título qualquer, vê um gameplay dele para ver se o game se parece com o que você gostaria de jogar no YouTube, ou simplesmente vê o trailer do jogo e decide comprá-lo. Você sai do YouTube e vai até um outro site ou loja, compra o game, aguarda o download. Depois de algumas horas, ou com sorte, alguns minutos, você começa a jogar o game na melhor qualidade que o seu computador ou console suportar.

Com o Stadia você poderá sair de um vídeo já com o link para uma demo do game que irá roda diretamente no seu navegador, o que torna a vida dos anunciantes e desenvolvedores mais fácil também.

Se você gosta de fazer lives, como a gente,  jogando com os amigos, uma das possibilidades do Stadia é poder compartilhar um link instatâneo para partidas multiplayer dos games no chat das suas lives no YouTube, permitindo que o seu público se conecte com você quase que instantaneamente.

Para quem é desenvolvedor, isso significa fazer um único game, com um único código e rodá-lo em qualquer plataforma através do Chrome e similares. A Google comenta que é possível que no futuro o serviço suporte outros navegadores também, o que nos faz pensar que a Microsoft ter mudado a base do Edge acaba tornando a vida deles mais fácil em caso de necessidade de compatibilização. 

Google e Open Source


Como podemos observar, a grande base dessa nova tecnologia reside no Open Source. No blog de desenvolvedores do Stadia, Dov Zimring, diretor da plataforma, comentou o seguinte:

" A Google acredita que o Open Source é bom para todos. Ele permite e encoraja a colaboração e o desenvolvimento de tecnologia, resolvendo problemas do mundo real. Isso é especialmente verdade no Stadia, nós acreditamos que uma comunidade de desenvolvedores de games tem uma longa história com colaboratividade, inovação e compartilhamento. Estamos investindo em tecnologia de código aberto para criar a melhor plataforma para os desenvolvedores, em parceria com as pessoas que a usam. Isso começa com as fundações da nossa plataforma, que são o Linux e o Vulkan, e extendem-se até a nossa seleção de GPUs, que possuem drivers e ferramentas open source. Estamos integrando o LLVM e o DirectX Shader Compiler para garantir que grande performance para os nossos compiladores e debuggers. As maiores novidades no ramo de ferramentas gráficas são itens críticos para desenvolvedores de jogos, e nós estamos felizes em contribuir com o RenderDoc, GAPID e com o Radeon GPU Profiler, parte da melhor qualidade dos produtos de código aberto voltados para o meio de gráficos."

Desafios, quando e como?


A pergunta mais natural e inevitável de um serviço tão promissor como este é: Quando estará disponível ao público? 

A Google informa que este projeto vem sendo trabalhado há alguns anos e ele estará em funcionamento ainda em 2019 na Europa, Canadá e Estados Unidos. Não há previsões para o Brasil, como sempre.

Certamente outra questão a ser considerada é a infraestrutura de conexão com a internet. Toda vez que falamos sobre streaming de qualquer coisa, especialmente de games, esbarramos nessa questão.

Definitivamente isso é um ponto chave, mas a Google informa na apresentação a sua presença em centenas de países com data centers de alta qualidade, potência e velocidade para atender tal demanda, sendo algo que "somente eles podem fazer". 

Realmente a sua conexão com a internet será importante, mas é possível que os requisitos finais sejam muito menores que os atuais, especialmente para games single player.

Por outro lado, pense que você que atualmente usa basicamente o PC para games, poderá deixar de gastar muito dinheiro em placas de vídeo e muita RAM para investir  numa boa internet e quem sabe um upgrade de placa de rede. 😁

Naturalmente um serviço como este não vai ter uma adesão incrível em pouquíssimo tempo, mas parece que este é realmente o futuro dos jogos,  começando a ser uma questão de tempo para que isso se torne viável a todos, sejam com serviços da Google ou não. 

A maior diferença que vemos em relação ao Stadia com outras soluções como Steam Link, Nvidia GeForce Now, Parsec e outros, é que a Google não só lança uma nova tecnologia eficiente, como também um amplo plano de negócios, integrado a diversos outros produtos e plataformas, além de várias parcerias com grandes do mercado.

Para os interessados em desenvolver para o Stadia, a Google criou um site para projeto, onde há maiores explicações.

Não houve explicações sobre como o Stadia vai funcionar em relação aos consumidores, se será um serviço pago mensalmente ou se será algo vendido por títulos, como são os games da Google Play por exemplo, mas algo me diz que em breve descobriremos.

E você, acha que o novo projeto de plataforma de jogos da Google decola?

- Contine discutindo o assunto no Diolinux Plus, nosso fórum da comunidade
- Vista o Open Source na DioStore
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Lançada versão 1.0 do DxVK

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terça-feira, 26 de fevereiro de 2019

É pessoal, nem parece que foi no dia 13 de Janeiro de 2018 que o dev alemão, Philip Rebohle, mais conhecido por “doitsujin” na internet, começou um projeto que está transformando a indústria de games para o Linux. Hoje temos o Proton da Valve que se beneficia dele, além do pessoal do Lutris.


 DxVK chega 1.0 é lançado!






No começo do ano passado, começou a “pipocar” no YouTube vídeos mostrando alguns gamers conseguindo rodar jogos, que a princípio só rodavam no Windows, mostrando os mesmo rodando no Linux com algum desempenho satisfatório, como GTA V e The Witcher 3.

Depois que esses vídeos se popularizaram, começou uma verdadeira “corrida pelo ouro” para saber quais jogos estavam rodando com essa nova implementação via DLLs. E o resultado foi surpreendente, até os jogos que tem os “famosos” anticheats, que já fizemos uma matéria muito completa e legal sobre, rodaram por um tempo até serem “pegos”.

A evolução do projeto nos meses seguintes foi muito grande e rápida, pois a cada versão lançada, mais e mais recursos implementados, bugs corrigidos e melhorias no código eram feitas. Até que a Valve anunciou que estava financiando e dando suporte ao projeto, e como falei em um vídeo, isso foi o “Dia D” dos jogos no Linux. Aqui mesmo no blog nós produzimos um artigo super especial e um vídeo super completinho falando sobre. Vale a pena conferir.

Mas, agora depois de 1 ano de projeto “no ar”, ele chega na tão aguardada versão 1.0, com muito amadurecimento do código e várias implementações do Vulkan para ajudar na renderização dos jogos, algumas novidades da versão 1.0 são:

Melhorias


● Adicionado a opção DXVK_HUD=api para mostrar o nível de recurso do D3D usado pelo aplicativo. Ainda não funciona corretamente para o D3D10 no momento.

●  Pequenas melhorias de desempenho no RADV, gerando melhoria no shader code.

● Se disponível, as extensões VK_EXT_memory_priority e VK_EXT_memory_budget agoraserão usadas para melhorar o comportamento de compressão da memória e reportar a VRAM disponível para aplicativos com mais precisão, respectivamente.

Correções de Bugs


● Corrigidos vários pequenos problemas em que certos recursos eram exigidos dos dispositivos onde o Vulkan não estava atuando.
● Corrigido problemas com shaders inválidos do SPIR-V, que faziam os jogos feitos na Unreal Engine 4 ficassem amarelos com drivers proprietário da AMD.

●  Corrigido problemas de renderização do Fay Cry Primal, que ocorreria em alguns sistemas.

Para visualizar todos as implementações  com mais detalhes técnicos, você pode acessar o GitHub do DXVK.

Podemos deixar uma menção aqui, do trabalho do dev da CodeWeavers, Ethan Lee,  com o FAudio que tem relação com os áudios dos jogos e agora faz com que vários games que tinha “flicks” de áudio rodem sem esses problemas.

Espero você no próximo post, forte abraço.

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Emulador de Nintendo 3DS no Linux

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sexta-feira, 4 de janeiro de 2019

Que tal poder jogar numa resolução maior os games do seu console portátil no Linux e ter uma nova experiência. Hoje iremos conhecer o poderoso Citra, emulador de Nintendo 3DS.

citra-emulador-3ds-linux
 O Citra é um emulador de Nintendo 3DS multiplataforma (Linux, Mac e Windows) escrito em C++ que utiliza o framework QT em seu desenvolvimento, de código aberto sobre a licença GPLv2, vem há alguns anos ganhando destaque por suas implementações aceleradas e alta compatibilidade com os títulos de Nintendo 3DS, console este que é campeão de vendas na categoria de portáteis, chegando até desbancar seu concorrente direto, o PS Vita da empresa japonesa Sony.

Durante estes pouquíssimos anos de existência, desde 2014 (comparado a outros emuladores famosos como PPSSPP, Dolphin, PCSX2, ZNES, etc.) o Citra vem amadurecendo com diversas funcionalidades e performance, por exemplo com atrativos que o próprio console não possui como: possibilidade de utilização de resoluções até 10 vezes maiores que a nativa (400x240). 

Funcionalidades que tornam o Citra incrível


Possibilidade de jogar online em servidores não oficiais Nintendo, em salas públicas ou privados, de até 16 players simultâneos (dependendo do jogo).

citra-emulador-3ds-linux-online

Multiplayer local, caso tenha algum outro computador na mesma rede, sendo possível partidas em games como Pokémon Omega Ruby.

citra-emulador-3ds-linux-multiplayer-local

Aceleração de jogos via GPU, caso possua uma  placa de vídeo dedicada a performance melhora drasticamente, dando uma melhor experiência.

citra-emulador-3ds-linux-performance-gpu

Configuração de uma webcam, ou até mesmo a utilização de um arquivo (imagem)  simulando as câmeras do console N3DS, para jogos que façam uso da função (particularmente nunca usei).

citra-emulador-3ds-linux-camera-webcam

Configuração nativa de joysticks, inclusive simulando o toque da tela do portátil da Nintendo (anteriormente esta função era por meio de arquivo de configuração).

citra-emulador-3ds-linux-joystick

Importação de Amiibos, para desbloqueio de funcionalidades ou objetivos em determinados jogos.

citra-emulador-3ds-linux-amiibo

Estilos de visualização de tela durante o game (duas telas, uma apenas ou uma menor e outra maior).

citra-emulador-3ds-linux-screenview

Lista de compatibilidade dos games locais e tema dark.

citra-emulador-3ds-linux-compatibilidade-tema

A compatibilidade de jogos é documentada na Wiki oficial do emulador, nela você  pode ver separado por categorias com cores que representam se o game tem emulação perfeita, jogável, ruim etc.

Baixe o Citra para sua distro Linux


Distribuído oficialmente de duas formas no Linux (ou três se contar a compilação pelo Github deles), executável com versões diárias direto do site e em Flatpak (existia uma opção de um instalador criada por eles, mas parece que foi substituído pelo Flatpak), o emulador possui duas versões, a Nightly, que contém os mais recentes recursos testados e estáveis e a Canary, versão de teste com códigos incompletos para quem gosta de testar. 

Se você quer evitar problemas com dependências ou versão do QT em seu sistema, além de receber atualizações, é recomendável a instalação da versão em Flatpak, caso não saiba o que é Flatpak e como habilitar em seu sistema, temos uma matéria de como proceder (Como Instalar e Gerenciar Flatpaks no Linux).

Você pode simplesmente baixar o arquivo Flatpakref e dar dois cliques caso a central de aplicativos de sua distro tenha tal suporte (segue como habilitar essa função na gnome software, loja do Ubuntu) e instalar.

Versão Nightly (estável)
citra-emulador-3ds-linux-download- estable-nightly


Versão Canary (teste)
citra-emulador-3ds-linux-download-beta-canary

Ou utilizar via terminal os seguintes comandos,  para instalação de respectivas versões.

Versão Nightly (estável):
flatpak --user install https://flatpak.citra-emu.org/citra-nightly.flatpakref

Versão Canary (teste):
flatpak --user install https://flatpak.citra-emu.org/citra-canary.flatpakref

O modo manual de instalar o Citra


Caso queira o download manual da versão “não-flatpak”, basta acessar este link e clicar na opção “Manual Download”, como no exemplo abaixo.

citra-emulador-3ds-linux-download


Depois disso extraia  o arquivo  “.targz”, navegue até o diretório, localize o arquivo citra-qt, e no terminal abra com o comando:
./citra

Lembre-se,desta maneira você terá de baixar toda vez que sair uma versão nova do Citra manualmente e poderá ter problemas com o versionamento do QT em seu sistema. Por experiência, não recomendo esta forma, pois o Citra atualiza com muita frequência (em torno de 15 - 20 versões por semana).

Fazendo backup dos seus Saves


Caso queira fazer backup dos seus saves no Citra, basta navegar até sua pasta pessoal, exiba os arquivos ocultos e navegue até o diretório:
.local/share/citra-emu/sdmc/Nintendo 3DS
Basta copiar o conteúdo da pasta em um local seguro para salvar o conteúdo.

Já a configuração do seu joystick fica na sua home também, na pasta oculta: 
.config/citra-emu
salve o arquivo “qt-config.ini”.

Para eventuais dúvidas acesse a Wiki oficial do Citra e veja a resposta de seus desenvolvedores para assuntos como: “shared fonts” (arquivos necessários  para alguns games funcionarem, como Pokémon). Como obter jogos e Amiibos para funcionamento dentro do emulador e muito mais.

Já conhecia o Citra? Quais seus games favoritos? Deixe nos comentários se já usava o emulador ou se gostou da novidade de ser distribuído em Flatpak.

Te espero no próximo post, SISTEMATICAMENTE! 😎

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TOP 8 Games Clássicos para Linux via Steamplay (2018)

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domingo, 30 de dezembro de 2018

Como fizemos um artigo mostrando alguns jogos Trilpe A rodando no Linux de forma satisfatória, resolvemos trazer mais uma listinha para você e mostrar mais alguns jogos que já estão rodando via Steamplay, mas só que desta vez será alguns games clássicos, fazendo uma lista de jogos antigos e bons (2010 ou anterior) que você pode jogar no Linux (sem contar os nativos). Confira agora o  TOP 8 Games Clássicos para Linux via Steamplay (2018)

 TOP 8 Games Clássicos para Linux via Steamplay (2018)





Como mencionamos no outro artigo, essa lista não coloca os games do melhor para o pior ou qualquer coisa do tipo, nela vamos mostrar que alguns games famosos já rodam no Linux e vamos nos dar ao “luxo” de excluir os que rodam nativamente, como Dota2, CS:GO, Rocket League, Hitman, Tomb Raider, Dirty Rally, entre muitos, muitos outros.

Usamos como base o site protondb.com para escolher alguns dos games que vamos mencionar aqui. Os games que escolhemos para começar essa lista são:

1 - Dead Space (classificado como Gold no protondb): 


Enredo: Uma massiva nave mineradora espacial desaparece após emergir um artefato de um planeta distante. O engenheiro Isaac Clarke embarca na missão de reparo, apenas para descobrir um aterrorizante banho de sangue - a equipe da nave horrivelmente massacrada e infectada por uma praga alienígena. Agora Isaac está isolado, preso e engajado em uma desesperada luta pela sobrevivência.

2 - Mass Effect (classificado como Silver no protondb):


Enredo: Como Comandante Shepard, você lidera um esquadrão de elite em uma aventura heróica repleta de ação em toda a galáxia. Descubra o perigo iminente de uma antiga ameaça e combata o traidor Saren e seu exército mortal para salvar a civilização. O destino de toda a vida depende de suas ações!

3 - F.E.A.R. (classificado como Gold e Silver no protondb):


Enredo: Seja o herói em sua própria cinemática épica de ação, tensão e terror. Uma misteriosa força paramilitar se infiltra em um complexo aeroespacial multibilionário fazendo reféns, mas sem fazer exigências. O governo responde enviando um time das Forças Especiais, que acaba sendo obliterado. Vídeos do massacre mostram uma onda inexplicável de destruição dilacerando os soldados. Sem mais opções, é reunida a equipe de elite F.E.A.R. (First Encounter Assault Recon) para lidar com as circunstâncias extraordinárias. A equipe recebe uma missão simples: Analisar a ameaça e eliminar os intrusos a qualquer preço.

4 - Call of Duty: Modern Warfare 2 (classificado como Silver no protondb):


Enredo: Modern Warfare 2 começa cinco anos depois da conclusão de Call of Duty 4. Apesar dos esforços dos Marines e da SAS, os Ultranacionalistas acabaram conseguindo o controle da Rússia, declarando Imran Zakhaev um herói e mártir, erguendo na Praça Vermelha uma estátua em sua homenagem. Enquanto isso, Vladimir Makarov, um dos antigos tenentes de Zakhaev, começa uma campanha contra a Europa, cometendo vários atos de terrorismo.

5 - Crysis (classificado como Bronze mas mudando para Gold no protondb):


Sim, agora o Linux roda Crysis, então deve ser um sistema “bão” né?? 😅

Enredo: Em 2020, arqueólogos americanos em uma ilha da Coreia do Norte acham algo interessante em suas escavações. Porém, o governo norte-coreano envia soldados imediatamente para o local e você, um soldado exemplar da Força Delta do exército dos Estados Unidos da América, é enviado para investigar o local.

6 - Far Cry (classificado como Silver no protondb):

 TOP 8 Games Clássicos para Linux via Steamplay (2018)

Uns dos primeiros jogos de sobrevivência misturada com ação ala Uncharted, tá agora rodando via Steamplay.

Enredo: Um paraíso tropical fervilha com o mal escondido em Far Cry®, um jogo de ação engenhosamente detalhado que leva os limites do combate a novos níveis chocantes.
O marinheiro freelancer Jack Carver está amaldiçoando o dia em que ele chegou a esta ilha. Uma semana atrás, uma impetuosa repórter chamada Valerie ofereceu-lhe uma quantia incrível de dinheiro para levá-la a esse paraíso intocado. Logo após a atracação, no entanto, o barco de Jack foi recebido por fogo de artilharia de um misterioso grupo de milicianos que se aglomerava na ilha.

7 - Max Payne 2: The Fall of Max Payne (classificado como Silver no protondb): 



Mais um jogo em que marcou muito às jogatinas dos gamers e agora rodando no Linux perfeitamente.

Enredo: Max Payne 2: A Queda de Max Payne é uma história de amor violenta e film-noir. Escuro, trágico e intenso, a história em profundidade é uma emoção de reviravoltas e revelações chocantes.

Sua vida em ruínas, Max Payne encontra-se de volta no NYPD. Durante uma investigação de assassinato de rotina, ele encontra Mona Sax, uma mulher que ele achava morta, um suspeito de assassinato de femme fatale. Ela detém as chaves para as perguntas que o assombram. Mas nada é simples na noite escura e trágica da cidade de Nova York. Um exército de bandidos do submundo fica entre Max e as respostas que ele procura. Sua jornada mais profunda em seu próprio inferno pessoal continua.

8 - Tomb Raider: Anniversary (classificado como  Silver no protondb): 



Mais um clássico rodando de forma perfeito e poder trazer umas boas horas de jogatinas com a Lara Croft

Sobre o jogo: Tomb Raider: Anniversary refaz a aventura original da Lara Croft - aventura de ação em terceira pessoa em busca do lendário artefato Scion. Utilizando um motor de jogo melhorado 'Tomb Raider: Legend', os gráficos, tecnologia e física trazem a aventura de Lara e um artefacto místico conhecido apenas como Scion até aos padrões tecnológicos actuais e oferece aos jogadores uma experiência de jogo completamente nova. Re-imagined, Anniversary oferece uma dinâmica e rápida Lara Croft, ambientes enormes de visuais impressionantes, combate intenso e ritmo de jogo, e uma história original aprimorada e esclarecida.

Esses são alguns games que separamos para mostrar que títulos famosos e que agora são considerados “clássicos”  já estão funcionando no Linux.  Se você quiser saber se o seu jogo está funcionando com o Steam Play ou se quer saber se funciona antes de comprar, recomendo consultar o site ProtonDB, ele é muito útil, lá você pode também dar os seus próprios feedbacks de qualquer game da Steam que você esteja rodando no Linux. Vá na aba “Contribute” e veja o passo a passo, caso você não se dê muito bem com Inglês, use o Google Tradutor e você não deve ter maiores problemas..

Agora monte a sua lista dos TOP 8 dos games clássicos que rodam no Linux e mostre pra gente aí nos comentários. 😃

Espero você, até uma próxima e um forte abraço.

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Como instalar Yu-Gi-Oh! Duel Links (PC) no Linux via Steam Play

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quinta-feira, 27 de dezembro de 2018

Duel links é o atual popular título da Konami da franquia milionária Yu-Gi-Oh! O game vem fazendo muito sucesso, sendo lançado primeiramente para dispositivos móveis, tendo mais de 10 milhões de downloads na Google Play, posteriormente chegando aos PCs pela Steam, onde é gratuito e disponibilizado para Windows originalmente, mas graças ao Proton e ao Steam Play você pode jogar no Linux como se fosse um game nativo.

duel-links-steam-play-proton-linux






O procedimento para fazer a instalação é realmente simples, porém, é necessário fazer um pequeno ajuste para rodar o jogo perfeitamente. Primeiro eu vou te explicar como fazer a instalação, depois eu te explico o porque da instalação precisar ser feita dessa forma.

Como fazer a instalação do Duel Links no Linux


Existe aqui um pequeno passo a passo, sendo que alguns destes passos não são necessários caso você já utilize o Steam Play com o Proton para outros games.

1 - Nas configurações do seu cliente Steam, ative a compatibilidade com o Steam Play

Temos um artigo aqui no blog explicando o passo a passo para habilitar a ferramenta, com dois ou três cliques você consegue ativar a funcionalidade, basta conferir aqui. Se você já tem o Steam Play ativado, esse passo pode ser desconsiderado.

2 - Faça o download do Game

O Duel Links é um game bem pequeno no seu download inicial, mal chegando aos 100 MB de tamanho, ainda que requeira até 4GB de espaço em disco caso você queira baixar as imagens das cartas em alta resolução. Procure pelo game na Steam e instale normalmente, mas não clique em jogar ainda.

Em tese, isso deveria ser o suficiente, ou seja, é o mesmo processo que você faria no Windows, entretanto, o Duel Links necessita do Net Framework 4.5 para rodar, no Windows o game considera que essa dependência já está instalada, pois geralmente está (caso não esteja, mesmo no Windows, você precisará instalar), já no Linux, obviamente ela não está instalada, por se tratar de um componente Windows.

O jogo precisa também do DirectX, do VCrun, entre outras dependências, porém estas são instaladas ao clicar em "jogar" ou "play" pela primeira vez, como a maior parte dos games. Como você deve estar imaginando, a grande questão aqui é instalar o Net Framework 4.5 no Steam Play, no prefixo do Proton do Duel Links.

Eu sei, até soa meio complicado, mas não é, vai por mim.

3 - Instale o Winetricks

Vamos precisar do Winetricks para instalar esse complemento, além de ter o próprio Wine instalado para evitar estes problemas, precisamos dos seguintes pacotes:
  • wine64 
  • wine32-preloader 
  • winetricks
Você pode procurar por eles no seu gerenciador de pacotes ou loja de aplicativos e instalar um por um, no caso do Ubuntu, com a GNOME Software como loja, esse tipo de pacote não é encontrado, então você pode usar o Synaptic para isso, já no Linux Mint, você tem esse recurso através da loja do sistema.

WINE-LINUX-INSTALL
Gerenciador de pacotes do Linux Mint
Caso você use outra distribuição, consulte o gerenciador de pacotes da sua distro e procure pelos pacotes mencionados. Caso você use Ubuntu ou Linux Mint, é possível instalar todos os pacotes com um comando único no terminal:
sudo apt install wine64 wine32-preloader winetricks -y
O próximo passo é instalar, via Winetricks, o pacote dotnet4.5, que referencia o Netframework 4.5.

Para fazer isso, o Winetricks pode ser aberto pelo menu, ele é uma aplicação gráfica, porém, atente-se para escolher o diretório onde o game (Duel Links) está instalado, originalmente no Steam Play ele fica nesse diretório:

home/dionatan/.steam/steam/steamapps/compatdata/601510/pfx

Onde o nome dionatan deve ser substituído pelo nome do seu usuário, selecionando a opção de instalar complementos e adicionando o DotNet4.5, entretanto, eu acho mais fácil rodar outro comando simples que vai fazer todo o processo por você:
WINEPREFIX=/home/$USER/.steam/steam/steamapps/compatdata/601510/pfx winetricks dotnet45
Não sei se você percebeu, mas se você quiser fazer tudo de uma vez pelo terminal, algo quase mágico que o Linux proporciona, você pode instalar os programas necessários e "aplicar o patch" no jogo copiando e colando este único comando no terminal, tudo de uma vez:
sudo apt install wine64 wine32-preloader winetricks -y && WINEPREFIX=/home/$USER/.steam/steam/steamapps/compatdata/601510/pfx winetricks dotnet45
Simples e rápido.

4 - Agora é só jogar! 

Com este pequeno ajuste é possível jogar o game normalmente, basta clicar em "Play" ou "Jogar", aguardar a instalação daqueles componentes que o jogo precisa e logar com a sua conta. O ideal é ter a sua conta atrelada ao perfil da Konami para poder recuperar os seus decks do game que você joga no Smartphone.

Seguem algumas telas do game rodando no Linux Mint 19.1:

Linux Mint Duel Links

Linux Mint Duel Links

Linux Mint Duel Links

Linux Mint Duel Links

Como melhorar a situação?


O game roda perfeitamente bem, sem travamentos, engasgos ou qualquer outra coisa, porém, sabemos que ele não é um primor de porte. Parece que Konami simplesmente jogou o Duel Links dentro do Unity 3D e exportou para PC, e não se preocupou nem em adicionar todas as dependências que o jogo precisa para instalação na primeira "run" do jogo.


Felizmente rodar ele no Linux, apesar do ajuste, hoje em dia é muito simples, mas poderia ser ainda mais, caso esse passo fosse desnecessário, e é aí que você entra. Fale com a Konami no Twitter, mande e-mails e peça pela simples inclusão desse pacote no instalador do jogo, provavelmente até quem joga no Windows vai se beneficiar.

Até a próxima e que o coração das cartas esteja com você!
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