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Lançada versão 1.0 do DxVK

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terça-feira, 26 de fevereiro de 2019

É pessoal, nem parece que foi no dia 13 de Janeiro de 2018 que o dev alemão, Philip Rebohle, mais conhecido por “doitsujin” na internet, começou um projeto que está transformando a indústria de games para o Linux. Hoje temos o Proton da Valve que se beneficia dele, além do pessoal do Lutris.


 DxVK chega 1.0 é lançado!






No começo do ano passado, começou a “pipocar” no YouTube vídeos mostrando alguns gamers conseguindo rodar jogos, que a princípio só rodavam no Windows, mostrando os mesmo rodando no Linux com algum desempenho satisfatório, como GTA V e The Witcher 3.

Depois que esses vídeos se popularizaram, começou uma verdadeira “corrida pelo ouro” para saber quais jogos estavam rodando com essa nova implementação via DLLs. E o resultado foi surpreendente, até os jogos que tem os “famosos” anticheats, que já fizemos uma matéria muito completa e legal sobre, rodaram por um tempo até serem “pegos”.

A evolução do projeto nos meses seguintes foi muito grande e rápida, pois a cada versão lançada, mais e mais recursos implementados, bugs corrigidos e melhorias no código eram feitas. Até que a Valve anunciou que estava financiando e dando suporte ao projeto, e como falei em um vídeo, isso foi o “Dia D” dos jogos no Linux. Aqui mesmo no blog nós produzimos um artigo super especial e um vídeo super completinho falando sobre. Vale a pena conferir.

Mas, agora depois de 1 ano de projeto “no ar”, ele chega na tão aguardada versão 1.0, com muito amadurecimento do código e várias implementações do Vulkan para ajudar na renderização dos jogos, algumas novidades da versão 1.0 são:

Melhorias


● Adicionado a opção DXVK_HUD=api para mostrar o nível de recurso do D3D usado pelo aplicativo. Ainda não funciona corretamente para o D3D10 no momento.

●  Pequenas melhorias de desempenho no RADV, gerando melhoria no shader code.

● Se disponível, as extensões VK_EXT_memory_priority e VK_EXT_memory_budget agoraserão usadas para melhorar o comportamento de compressão da memória e reportar a VRAM disponível para aplicativos com mais precisão, respectivamente.

Correções de Bugs


● Corrigidos vários pequenos problemas em que certos recursos eram exigidos dos dispositivos onde o Vulkan não estava atuando.
● Corrigido problemas com shaders inválidos do SPIR-V, que faziam os jogos feitos na Unreal Engine 4 ficassem amarelos com drivers proprietário da AMD.

●  Corrigido problemas de renderização do Fay Cry Primal, que ocorreria em alguns sistemas.

Para visualizar todos as implementações  com mais detalhes técnicos, você pode acessar o GitHub do DXVK.

Podemos deixar uma menção aqui, do trabalho do dev da CodeWeavers, Ethan Lee,  com o FAudio que tem relação com os áudios dos jogos e agora faz com que vários games que tinha “flicks” de áudio rodem sem esses problemas.

Espero você no próximo post, forte abraço.

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Emulador de Nintendo 3DS no Linux

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sexta-feira, 4 de janeiro de 2019

Que tal poder jogar numa resolução maior os games do seu console portátil no Linux e ter uma nova experiência. Hoje iremos conhecer o poderoso Citra, emulador de Nintendo 3DS.

citra-emulador-3ds-linux
 O Citra é um emulador de Nintendo 3DS multiplataforma (Linux, Mac e Windows) escrito em C++ que utiliza o framework QT em seu desenvolvimento, de código aberto sobre a licença GPLv2, vem há alguns anos ganhando destaque por suas implementações aceleradas e alta compatibilidade com os títulos de Nintendo 3DS, console este que é campeão de vendas na categoria de portáteis, chegando até desbancar seu concorrente direto, o PS Vita da empresa japonesa Sony.

Durante estes pouquíssimos anos de existência, desde 2014 (comparado a outros emuladores famosos como PPSSPP, Dolphin, PCSX2, ZNES, etc.) o Citra vem amadurecendo com diversas funcionalidades e performance, por exemplo com atrativos que o próprio console não possui como: possibilidade de utilização de resoluções até 10 vezes maiores que a nativa (400x240). 

Funcionalidades que tornam o Citra incrível


Possibilidade de jogar online em servidores não oficiais Nintendo, em salas públicas ou privados, de até 16 players simultâneos (dependendo do jogo).

citra-emulador-3ds-linux-online

Multiplayer local, caso tenha algum outro computador na mesma rede, sendo possível partidas em games como Pokémon Omega Ruby.

citra-emulador-3ds-linux-multiplayer-local

Aceleração de jogos via GPU, caso possua uma  placa de vídeo dedicada a performance melhora drasticamente, dando uma melhor experiência.

citra-emulador-3ds-linux-performance-gpu

Configuração de uma webcam, ou até mesmo a utilização de um arquivo (imagem)  simulando as câmeras do console N3DS, para jogos que façam uso da função (particularmente nunca usei).

citra-emulador-3ds-linux-camera-webcam

Configuração nativa de joysticks, inclusive simulando o toque da tela do portátil da Nintendo (anteriormente esta função era por meio de arquivo de configuração).

citra-emulador-3ds-linux-joystick

Importação de Amiibos, para desbloqueio de funcionalidades ou objetivos em determinados jogos.

citra-emulador-3ds-linux-amiibo

Estilos de visualização de tela durante o game (duas telas, uma apenas ou uma menor e outra maior).

citra-emulador-3ds-linux-screenview

Lista de compatibilidade dos games locais e tema dark.

citra-emulador-3ds-linux-compatibilidade-tema

A compatibilidade de jogos é documentada na Wiki oficial do emulador, nela você  pode ver separado por categorias com cores que representam se o game tem emulação perfeita, jogável, ruim etc.

Baixe o Citra para sua distro Linux


Distribuído oficialmente de duas formas no Linux (ou três se contar a compilação pelo Github deles), executável com versões diárias direto do site e em Flatpak (existia uma opção de um instalador criada por eles, mas parece que foi substituído pelo Flatpak), o emulador possui duas versões, a Nightly, que contém os mais recentes recursos testados e estáveis e a Canary, versão de teste com códigos incompletos para quem gosta de testar. 

Se você quer evitar problemas com dependências ou versão do QT em seu sistema, além de receber atualizações, é recomendável a instalação da versão em Flatpak, caso não saiba o que é Flatpak e como habilitar em seu sistema, temos uma matéria de como proceder (Como Instalar e Gerenciar Flatpaks no Linux).

Você pode simplesmente baixar o arquivo Flatpakref e dar dois cliques caso a central de aplicativos de sua distro tenha tal suporte (segue como habilitar essa função na gnome software, loja do Ubuntu) e instalar.

Versão Nightly (estável)
citra-emulador-3ds-linux-download- estable-nightly


Versão Canary (teste)
citra-emulador-3ds-linux-download-beta-canary

Ou utilizar via terminal os seguintes comandos,  para instalação de respectivas versões.

Versão Nightly (estável):
flatpak --user install https://flatpak.citra-emu.org/citra-nightly.flatpakref

Versão Canary (teste):
flatpak --user install https://flatpak.citra-emu.org/citra-canary.flatpakref

O modo manual de instalar o Citra


Caso queira o download manual da versão “não-flatpak”, basta acessar este link e clicar na opção “Manual Download”, como no exemplo abaixo.

citra-emulador-3ds-linux-download


Depois disso extraia  o arquivo  “.targz”, navegue até o diretório, localize o arquivo citra-qt, e no terminal abra com o comando:
./citra

Lembre-se,desta maneira você terá de baixar toda vez que sair uma versão nova do Citra manualmente e poderá ter problemas com o versionamento do QT em seu sistema. Por experiência, não recomendo esta forma, pois o Citra atualiza com muita frequência (em torno de 15 - 20 versões por semana).

Fazendo backup dos seus Saves


Caso queira fazer backup dos seus saves no Citra, basta navegar até sua pasta pessoal, exiba os arquivos ocultos e navegue até o diretório:
.local/share/citra-emu/sdmc/Nintendo 3DS
Basta copiar o conteúdo da pasta em um local seguro para salvar o conteúdo.

Já a configuração do seu joystick fica na sua home também, na pasta oculta: 
.config/citra-emu
salve o arquivo “qt-config.ini”.

Para eventuais dúvidas acesse a Wiki oficial do Citra e veja a resposta de seus desenvolvedores para assuntos como: “shared fonts” (arquivos necessários  para alguns games funcionarem, como Pokémon). Como obter jogos e Amiibos para funcionamento dentro do emulador e muito mais.

Já conhecia o Citra? Quais seus games favoritos? Deixe nos comentários se já usava o emulador ou se gostou da novidade de ser distribuído em Flatpak.

Te espero no próximo post, SISTEMATICAMENTE! 😎

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TOP 8 Games Clássicos para Linux via Steamplay (2018)

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domingo, 30 de dezembro de 2018

Como fizemos um artigo mostrando alguns jogos Trilpe A rodando no Linux de forma satisfatória, resolvemos trazer mais uma listinha para você e mostrar mais alguns jogos que já estão rodando via Steamplay, mas só que desta vez será alguns games clássicos, fazendo uma lista de jogos antigos e bons (2010 ou anterior) que você pode jogar no Linux (sem contar os nativos). Confira agora o  TOP 8 Games Clássicos para Linux via Steamplay (2018)

 TOP 8 Games Clássicos para Linux via Steamplay (2018)





Como mencionamos no outro artigo, essa lista não coloca os games do melhor para o pior ou qualquer coisa do tipo, nela vamos mostrar que alguns games famosos já rodam no Linux e vamos nos dar ao “luxo” de excluir os que rodam nativamente, como Dota2, CS:GO, Rocket League, Hitman, Tomb Raider, Dirty Rally, entre muitos, muitos outros.

Usamos como base o site protondb.com para escolher alguns dos games que vamos mencionar aqui. Os games que escolhemos para começar essa lista são:

1 - Dead Space (classificado como Gold no protondb): 


Enredo: Uma massiva nave mineradora espacial desaparece após emergir um artefato de um planeta distante. O engenheiro Isaac Clarke embarca na missão de reparo, apenas para descobrir um aterrorizante banho de sangue - a equipe da nave horrivelmente massacrada e infectada por uma praga alienígena. Agora Isaac está isolado, preso e engajado em uma desesperada luta pela sobrevivência.

2 - Mass Effect (classificado como Silver no protondb):


Enredo: Como Comandante Shepard, você lidera um esquadrão de elite em uma aventura heróica repleta de ação em toda a galáxia. Descubra o perigo iminente de uma antiga ameaça e combata o traidor Saren e seu exército mortal para salvar a civilização. O destino de toda a vida depende de suas ações!

3 - F.E.A.R. (classificado como Gold e Silver no protondb):


Enredo: Seja o herói em sua própria cinemática épica de ação, tensão e terror. Uma misteriosa força paramilitar se infiltra em um complexo aeroespacial multibilionário fazendo reféns, mas sem fazer exigências. O governo responde enviando um time das Forças Especiais, que acaba sendo obliterado. Vídeos do massacre mostram uma onda inexplicável de destruição dilacerando os soldados. Sem mais opções, é reunida a equipe de elite F.E.A.R. (First Encounter Assault Recon) para lidar com as circunstâncias extraordinárias. A equipe recebe uma missão simples: Analisar a ameaça e eliminar os intrusos a qualquer preço.

4 - Call of Duty: Modern Warfare 2 (classificado como Silver no protondb):


Enredo: Modern Warfare 2 começa cinco anos depois da conclusão de Call of Duty 4. Apesar dos esforços dos Marines e da SAS, os Ultranacionalistas acabaram conseguindo o controle da Rússia, declarando Imran Zakhaev um herói e mártir, erguendo na Praça Vermelha uma estátua em sua homenagem. Enquanto isso, Vladimir Makarov, um dos antigos tenentes de Zakhaev, começa uma campanha contra a Europa, cometendo vários atos de terrorismo.

5 - Crysis (classificado como Bronze mas mudando para Gold no protondb):


Sim, agora o Linux roda Crysis, então deve ser um sistema “bão” né?? 😅

Enredo: Em 2020, arqueólogos americanos em uma ilha da Coreia do Norte acham algo interessante em suas escavações. Porém, o governo norte-coreano envia soldados imediatamente para o local e você, um soldado exemplar da Força Delta do exército dos Estados Unidos da América, é enviado para investigar o local.

6 - Far Cry (classificado como Silver no protondb):

 TOP 8 Games Clássicos para Linux via Steamplay (2018)

Uns dos primeiros jogos de sobrevivência misturada com ação ala Uncharted, tá agora rodando via Steamplay.

Enredo: Um paraíso tropical fervilha com o mal escondido em Far Cry®, um jogo de ação engenhosamente detalhado que leva os limites do combate a novos níveis chocantes.
O marinheiro freelancer Jack Carver está amaldiçoando o dia em que ele chegou a esta ilha. Uma semana atrás, uma impetuosa repórter chamada Valerie ofereceu-lhe uma quantia incrível de dinheiro para levá-la a esse paraíso intocado. Logo após a atracação, no entanto, o barco de Jack foi recebido por fogo de artilharia de um misterioso grupo de milicianos que se aglomerava na ilha.

7 - Max Payne 2: The Fall of Max Payne (classificado como Silver no protondb): 



Mais um jogo em que marcou muito às jogatinas dos gamers e agora rodando no Linux perfeitamente.

Enredo: Max Payne 2: A Queda de Max Payne é uma história de amor violenta e film-noir. Escuro, trágico e intenso, a história em profundidade é uma emoção de reviravoltas e revelações chocantes.

Sua vida em ruínas, Max Payne encontra-se de volta no NYPD. Durante uma investigação de assassinato de rotina, ele encontra Mona Sax, uma mulher que ele achava morta, um suspeito de assassinato de femme fatale. Ela detém as chaves para as perguntas que o assombram. Mas nada é simples na noite escura e trágica da cidade de Nova York. Um exército de bandidos do submundo fica entre Max e as respostas que ele procura. Sua jornada mais profunda em seu próprio inferno pessoal continua.

8 - Tomb Raider: Anniversary (classificado como  Silver no protondb): 



Mais um clássico rodando de forma perfeito e poder trazer umas boas horas de jogatinas com a Lara Croft

Sobre o jogo: Tomb Raider: Anniversary refaz a aventura original da Lara Croft - aventura de ação em terceira pessoa em busca do lendário artefato Scion. Utilizando um motor de jogo melhorado 'Tomb Raider: Legend', os gráficos, tecnologia e física trazem a aventura de Lara e um artefacto místico conhecido apenas como Scion até aos padrões tecnológicos actuais e oferece aos jogadores uma experiência de jogo completamente nova. Re-imagined, Anniversary oferece uma dinâmica e rápida Lara Croft, ambientes enormes de visuais impressionantes, combate intenso e ritmo de jogo, e uma história original aprimorada e esclarecida.

Esses são alguns games que separamos para mostrar que títulos famosos e que agora são considerados “clássicos”  já estão funcionando no Linux.  Se você quiser saber se o seu jogo está funcionando com o Steam Play ou se quer saber se funciona antes de comprar, recomendo consultar o site ProtonDB, ele é muito útil, lá você pode também dar os seus próprios feedbacks de qualquer game da Steam que você esteja rodando no Linux. Vá na aba “Contribute” e veja o passo a passo, caso você não se dê muito bem com Inglês, use o Google Tradutor e você não deve ter maiores problemas..

Agora monte a sua lista dos TOP 8 dos games clássicos que rodam no Linux e mostre pra gente aí nos comentários. 😃

Espero você, até uma próxima e um forte abraço.

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Como instalar Yu-Gi-Oh! Duel Links (PC) no Linux via Steam Play

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quinta-feira, 27 de dezembro de 2018

Duel links é o atual popular título da Konami da franquia milionária Yu-Gi-Oh! O game vem fazendo muito sucesso, sendo lançado primeiramente para dispositivos móveis, tendo mais de 10 milhões de downloads na Google Play, posteriormente chegando aos PCs pela Steam, onde é gratuito e disponibilizado para Windows originalmente, mas graças ao Proton e ao Steam Play você pode jogar no Linux como se fosse um game nativo.

duel-links-steam-play-proton-linux






O procedimento para fazer a instalação é realmente simples, porém, é necessário fazer um pequeno ajuste para rodar o jogo perfeitamente. Primeiro eu vou te explicar como fazer a instalação, depois eu te explico o porque da instalação precisar ser feita dessa forma.

Como fazer a instalação do Duel Links no Linux


Existe aqui um pequeno passo a passo, sendo que alguns destes passos não são necessários caso você já utilize o Steam Play com o Proton para outros games.

1 - Nas configurações do seu cliente Steam, ative a compatibilidade com o Steam Play

Temos um artigo aqui no blog explicando o passo a passo para habilitar a ferramenta, com dois ou três cliques você consegue ativar a funcionalidade, basta conferir aqui. Se você já tem o Steam Play ativado, esse passo pode ser desconsiderado.

2 - Faça o download do Game

O Duel Links é um game bem pequeno no seu download inicial, mal chegando aos 100 MB de tamanho, ainda que requeira até 4GB de espaço em disco caso você queira baixar as imagens das cartas em alta resolução. Procure pelo game na Steam e instale normalmente, mas não clique em jogar ainda.

Em tese, isso deveria ser o suficiente, ou seja, é o mesmo processo que você faria no Windows, entretanto, o Duel Links necessita do Net Framework 4.5 para rodar, no Windows o game considera que essa dependência já está instalada, pois geralmente está (caso não esteja, mesmo no Windows, você precisará instalar), já no Linux, obviamente ela não está instalada, por se tratar de um componente Windows.

O jogo precisa também do DirectX, do VCrun, entre outras dependências, porém estas são instaladas ao clicar em "jogar" ou "play" pela primeira vez, como a maior parte dos games. Como você deve estar imaginando, a grande questão aqui é instalar o Net Framework 4.5 no Steam Play, no prefixo do Proton do Duel Links.

Eu sei, até soa meio complicado, mas não é, vai por mim.

3 - Instale o Winetricks

Vamos precisar do Winetricks para instalar esse complemento, além de ter o próprio Wine instalado para evitar estes problemas, precisamos dos seguintes pacotes:
  • wine64 
  • wine32-preloader 
  • winetricks
Você pode procurar por eles no seu gerenciador de pacotes ou loja de aplicativos e instalar um por um, no caso do Ubuntu, com a GNOME Software como loja, esse tipo de pacote não é encontrado, então você pode usar o Synaptic para isso, já no Linux Mint, você tem esse recurso através da loja do sistema.

WINE-LINUX-INSTALL
Gerenciador de pacotes do Linux Mint
Caso você use outra distribuição, consulte o gerenciador de pacotes da sua distro e procure pelos pacotes mencionados. Caso você use Ubuntu ou Linux Mint, é possível instalar todos os pacotes com um comando único no terminal:
sudo apt install wine64 wine32-preloader winetricks -y
O próximo passo é instalar, via Winetricks, o pacote dotnet4.5, que referencia o Netframework 4.5.

Para fazer isso, o Winetricks pode ser aberto pelo menu, ele é uma aplicação gráfica, porém, atente-se para escolher o diretório onde o game (Duel Links) está instalado, originalmente no Steam Play ele fica nesse diretório:

home/dionatan/.steam/steam/steamapps/compatdata/601510/pfx

Onde o nome dionatan deve ser substituído pelo nome do seu usuário, selecionando a opção de instalar complementos e adicionando o DotNet4.5, entretanto, eu acho mais fácil rodar outro comando simples que vai fazer todo o processo por você:
WINEPREFIX=/home/$USER/.steam/steam/steamapps/compatdata/601510/pfx winetricks dotnet45
Não sei se você percebeu, mas se você quiser fazer tudo de uma vez pelo terminal, algo quase mágico que o Linux proporciona, você pode instalar os programas necessários e "aplicar o patch" no jogo copiando e colando este único comando no terminal, tudo de uma vez:
sudo apt install wine64 wine32-preloader winetricks -y && WINEPREFIX=/home/$USER/.steam/steam/steamapps/compatdata/601510/pfx winetricks dotnet45
Simples e rápido.

4 - Agora é só jogar! 

Com este pequeno ajuste é possível jogar o game normalmente, basta clicar em "Play" ou "Jogar", aguardar a instalação daqueles componentes que o jogo precisa e logar com a sua conta. O ideal é ter a sua conta atrelada ao perfil da Konami para poder recuperar os seus decks do game que você joga no Smartphone.

Seguem algumas telas do game rodando no Linux Mint 19.1:

Linux Mint Duel Links

Linux Mint Duel Links

Linux Mint Duel Links

Linux Mint Duel Links

Como melhorar a situação?


O game roda perfeitamente bem, sem travamentos, engasgos ou qualquer outra coisa, porém, sabemos que ele não é um primor de porte. Parece que Konami simplesmente jogou o Duel Links dentro do Unity 3D e exportou para PC, e não se preocupou nem em adicionar todas as dependências que o jogo precisa para instalação na primeira "run" do jogo.


Felizmente rodar ele no Linux, apesar do ajuste, hoje em dia é muito simples, mas poderia ser ainda mais, caso esse passo fosse desnecessário, e é aí que você entra. Fale com a Konami no Twitter, mande e-mails e peça pela simples inclusão desse pacote no instalador do jogo, provavelmente até quem joga no Windows vai se beneficiar.

Até a próxima e que o coração das cartas esteja com você!
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Como o mundo Linux está mudando por conta dos games

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terça-feira, 11 de dezembro de 2018

O setor de jogos é um mercado descomunalmente grande e tem muito mais importância do que aqueles que não curtem tanto jogar acreditam, influenciando direta e indiretamente grandes porções diferentes do mercado. Hoje vamos entender como o Linux está fazendo parte desse universo e como você pode ajudar a impulsionar esse movimento.

Linux Gaming






Há alguns anos o nosso canal no YouTube foi iniciado tendo em mente a proposta de mostrar games disponíveis para Linux. É claro que naquela época, quando a Valve havia recém  lançado o seu cliente Steam, portando apenas alguns de seus games populares para o sistema do pinguim, como o saudoso Left 4 Dead 2, o mundo de jogos no Linux era muito mais restrito do que hoje.

Qualquer dia eu faço uma live dele para matar a saudade. 😊

De lá para cá muita coisa mudou, além da quantidade e variedade de jogos, por isso eu convido você, especialmente se você não curte jogos, a mergulhar comigo em uma análise de como o suporte para mais jogos mudou o modo das distros Linux funcionarem e também o panorama social em relação a adoção do Linux como plataforma nos Desktops.

Games e aprimoramento de drivers


Independentemente de você gostar de jogar ou não, uma coisa que pode fazer uma boa diferença na sua produtividade é o desempenho dos seus drivers, especialmente os drivers de vídeo. O mercado tem uma maneira muito lógica de trabalho, mesmo que eventualmente manipulado, ele continua respeitando ofertas e demandas, e a demanda de drivers para Linux há alguns anos era muito baixa sem os jogos

Linux e Nvidia

Drivers para Linux "sempre" existiram, mas antes da Valve forçar o Linux no mercado de jogos em 2012/2013, a atenção dada para os drivers Linux era concentrada em versões corporativas das placas, usadas em processamento de dados, renderização e até mesmo supercomputação, enquanto o desktop ficava de lado, ao menos parcialmente.

Se temos drivers melhores hoje para usarmos nos nossos computadores que são equivalentes aos do Windows, a plataforma mais tradicional no segmento de desktop, muito devemos aos jogos. Algumas empresas se tornaram open source nesse processo, como a AMD por exemplo, que agora distribui seus drivers diretamente através do Kernel Linux.

Para além dos drivers de vídeo


O interesse de empresas por tecnologias que envolvem jogos é notório hoje em dia, a gamificação de trabalho está muito na moda atualmente, e não é à toa, ela simplesmente aumenta a produtividade e, segundo alguns estudos, até mesmo a felicidade de quem trabalha dessa forma.

O interesse de pessoas por jogos e por Linux (e por jogos no Linux) aumentou incrivelmente nos últimos anos, ainda que alguns possam dizer que no final os números brutos não são gigantescos.

Nesse caso eu lhe digo "tudo bem", eles não chegam a ser relevantes para o ponto atual da história, o número poderia ser até menos ou maior que não faria muita diferença atualmente, afinal, é apenas o começo.

Mas essas buscas mostram que as pessoas não estão atreladas ao Windows necessariamente porque gostam do Windows em si, elas gostam do que a plataforma é capaz de rodar, obviamente, nem todo mundo se encaixa nessa métrica, mas é algo para se pensar: 

As pessoas usam Windows porque gostam do Windows ou porque são obrigadas a usá-lo por conta de algum software ou game? É uma ótima pergunta, sem dúvida.

Quando o mercado começa o olhar para o Linux como uma alternativa viável para jogos, outras pessoas começam a se aproximar, e estes são profissionais de diversas áreas diferentes que também trazem seus conhecimentos para o sistema. 

O ano de 2018 trouxe um dos momentos mais impressionantes no quesito de liberação e produção de aplicativos para Linux, graças a iniciativas como Flatpak, Snap, AppImage e maior acessibilidade de distribuições famosas, como Ubuntu, Fedora, Manjaro, Linux Mint, elementary OS e até mesmo o Deepin, que mostram que para usar Linux você não precisa ser "graduando em física quântica", basta ter um mínimo de curiosidade e vontade de aprender algo novo.

Desenvolvedores sempre irão atrás de usuários e estarão onde eles estão, não basta ser bom, tem de ser conhecido, tem de se ter uma quantidade considerável de usuários, por isso que o crescimento do mercado para "caminhos abertos", no sentido "open source da palavra" trazem-nos bons presságios.

A divisão do mercado


A maior parte das pessoas que compara o Market Share do Linux com o Windows nos Desktops percebe uma grande diferença, mas, desconsiderando o fato de que é impossível ter certeza dos números do Linux no Desktop, afinal não existe geralmente um registro ou algo assim, como há no Windows e no macOS, é notável o quanto mais e mais pessoas vem utilizando a plataforma em seus computadores nos últimos anos.

Pense à curto prazo: Apenas cinco anos atrás muito menos pessoas usavam Linux, o que será que pode acontecer daqui cinco anos? Cinco anos atrás nós tínhamos poucos jogos para Linux, hoje é seguro apostar em 70% da Steam, graças ao Steam Play (Proton), o que será que virá daqui a cinco anos?

Pensando de forma mais pragmática, dificilmente o Linux chegará no Market Share do Windows algum dia, não é impossível, claro, mas talvez eu não esteja mais com todo o pique que eu tenho hoje para escrever esse blog quando (e se) esse dia chegar, a menos que a Microsoft resolva que vai transformar o Windows em um serviço com base Linux, algo que há alguns anos seria inimaginável, e hoje nem tanto, algumas pessoas até torcem por isso.

Ainda assim, acho que não precisamos comparar o Linux (como plataforma Desktop) com o Windows nesse caso, podemos ir diretamente para o segundo colocado, o macOS. O macOS é um sistema operacional fantástico, prático, mas que também tem, como todo sistema, suas próprias limitações.


O preço proibitivo, especialmente no Brasil, dos produtos da Apple acaba dificultando a adoção do macOS por massas da população, ou você realmente acha que se as pessoas pudessem baixar o macOS e instalar facilmente como fazem com o Windows o sistema "da maçã" teria tão poucos usuários? Além disso, por mais que não faça sentido, para muitas pessoas, aparentemente, parte da "graça" está em justamente pagar caro pelos produtos.

Fun Fact: Dizem por aí que um Rim vale cerca de 250 mil Reais no mercado negro, se você vender um rim dá para comprar dois iMac PRO, um para você e outro para sua esposa ou marido e ainda sobra um troco para gastar nos dongles. 🍘



A palavra "poucos", é claro, está no sentido figurado, afinal, alguns milhões de usuários não são poucas pessoas, assim como os milhões de usuários Linux não são, ainda assim, o macOS, ocupando a segunda posição em popularidade de mercado desktop, e aparentemente confortável com isso, tem cerca de 8 a 10% de Market Share, dependendo da fonte que você pesquisar.

Com essa quantidade de usuários o macOS é considerado por muitos uma plataforma importante, é claro que ter a multimilionária, Apple, por trás ajuda muito.

Se o Linux no Desktop está longe do Windows em quantidade, do macOS não é tudo isso...

Para falar a verdade, é pouca a diferença e o Linux tem uma possibilidade de crescimento exponencial da forma com que está se desenvolvendo agora, ainda mais com o Chrome OS, Steam e possivelmente a Epic Games no próximo ano.

Jogos são uma porta de entrada


Junto com os games, muitas tecnologias diferentes podem se aproximar do Linux, o modo Open Source de se trabalhar vem se tornando cada vez mais interessante por ser menos custoso para as empresas e trazer maior qualidade para o software base, esse é certamente um dos motivos da Microsoft ter anunciando que seu navegador agora se baseará no projeto Chromium.

É provavelmente incontável o número de pessoas ainda desinformadas em relação a jogos no Linux ou que estão completamente alheias às facilidades e qualidade de se usar uma distro como o Linux Mint, para citar apenas um exemplo.

Como nosso canal da Twitch.tv vem ajudando a mudar isso


Há algum tempo nós decidimos dar um passo além do YouTube, onde temos, graças a vocês, leitores do blog, o maior canal do mundo em visualizações/inscritos a usar Linux e Open Source como pauta majoritária, o que não é pouco, especialmente considerando o nosso idioma. Os brasileiros são apaixonados por Linux e tecnologias abertas.

Como eu disse no início do artigo, o canal Diolinux no YouTube iniciou com a ideia de mostrar jogos, porém, ao desenvolver o canal foi notório o quanto a comunidade brasileira estava, na época,  carente de informação referente ao uso cotidiano do Linux no desktop e eventualmente de outras tecnologias, por este motivo, o canal acabou recebendo um viés diferente e o conteúdo de jogos ficou em segundo plano ao longo do tempo, apenas aparecendo em vídeos especiais, como este, que inclusive, pretendemos repetir em breve:


O nosso público no YouTube acabou ficando mais segmentado em relação ao Linux, são pessoas mais sérias, profissionais e apaixonados pelas possibilidades que o Linux e a tecnologia podem trazer e claro, muitas dessas são apaixonadas por games também.

Há alguns anos eu fiz um vídeo dizendo que "o Linux me fez ser um gamer novamente", aquele foi o momento em que eu percebi que eu, que tinha me desligado do mundo dos jogos durante um curso técnico especialmente e estava há quase 3 anos sem jogar nada, tinha me aproximado dos jogos novamente graças ao porte da Steam para Linux.


A Twitch.tv é um lugar especial para os gamers. Para você que não conhece, a Twitch é o recanto dos gamers na internet, é onde as pessoas fazem livestreams diárias de vários jogos diferentes e milhões de pessoas às acompanham, é onde as grandes empresas do mundo dos eSports fazem suas transmissões oficiais, é um lugar especial, como eu disse. E é nesse lugar que nós pretendemos divulgar o Linux como plataforma de jogos! :)

Dezembro de 2018 representa o quarto mês em que nós fazemos lives diárias na Twitch jogando SEMPRE jogos de Linux, que rodem no Linux, nativamente, via Wine, emuladores, ou o que for, buscando quebrar o preconceito das pessoas que acham que Linux não pode ser utilizados para jogos e diversão, além de criar uma comunidade de amigos e pessoas especiais que entendem o quanto essa mudança de paradigma ajudará a todos, inclusive quem não joga, e estão sempre nos apoiando e caminhando ao nosso lado nessa jornada que promove uma verdadeira mudança cultural.

A prova de que o nosso projeto da Twitch, que ainda está só começando, está trazendo resultados, é que diversas pessoas que nunca tinham ouvido falar do "Diolinux" chegaram por lá, conheceram o canal e estão tendo contato com Linux pela primeira vez.

Frases como:

"- Nossa, eu não sabia que Linux rodava jogo!" ou "- Nossa, não sabia que tinha esse jogo para Linux" ou ainda "- Nossa! Você joga mal pra caramba!", são muito comuns! 😁

Um caso muito interessante aconteceu nesta última semana, ao fazer a nossa live tradicional no Sábado à tarde, estávamos jogando o novo modo de Battle Royale do CS:GO, Danger Zone, no Linux no nosso canal na Twitch, quando uma pessoa entrou no chat ao vivo e começou a interagir com a galera. Depois de alguns momentos descobrimos que era um menino de apenas 10 anos, que provavelmente estava interessado em apenas jogar o jogo, ou aprender a jogar com a gente, mas que agora está em contato com um novo mundo de tecnologia que, a maioria de nós, ou pelo menos eu, só tive contado depois de adulto.

Tudo isso graças a um jogo!

Quando mais cedo as pessoas entrara em contato de forma adequada com essa tecnologia, mais provável que crescem e se tornem melhores profissionais, que entendam a tecnologia como um todo  e que não fiquem limitado ao que é o "senso comum". E ainda temos um efeito colateral simples, que é o acesso a um sistema operacional mais seguro e gratuito para rodar os games, sem pirataria, sem toolbar, sem ter que pagar.

A sua ação faz diferença, você pode mudar o mundo com o seu clique


A maior parte da comunidade Linux que consome o nosso conteúdo é extremamente engajada, mas ainda assim, talvez não tenha entendido o poder do seu clique.

Recentemente eu vi um vídeo que falava sobre "liberdade e mudar o mundo", o autor sugeria algo que faz muito sentido na minha cabeça, ele dizia: 

- Você quer mudar o mundo?
    
Faça algo.   

- Você não "pode" ou não tem "habilidade" para ajudar diretamente a sua causa?

Ajude que está lutando por você e com você.

- Como assim?

Taca a carteira, divulgue.

Eu não poderia concordar mais, quantas vezes você já colaborou com algum projeto open source financeiramente? Quantas vezes você já divulgou um material relacionado?

Inclusive, quero agradecer imensamente a todos aqueles que acreditam que o nosso trabalho está ajudando a fazer a diferença e nos ajudam através do Padrim, do Clube dos canais e nos mandam Bits e Super Chats nas lives do YouTube e da Twitch!

Aproveito também para anunciar que de hoje em diante, um percentual do lucro da nossa loja, a DioStore, será convertido em doações para projetos Open Source que os nossos clientes poderão escolher.

Porém, dinheiro realmente não é tudo, a sua ação, o seu clique faz a diferença! Você já leu algum artigo útil para você por aqui e não compartilhou? Esse artigo poderia ter ajudado mais pessoas e mais pessoas, se você tivesse "apenas clicado", tendo colocado ainda mais gente em contato com esse tipo de conteúdo.

Ajude-nos a atingir mais pessoas, o seu gesto pode parecer simples mas ele faz total diferença, compartilhe os nossos artigos, compartilhe os nossos vídeos, clique no gostei, compartilhe o nosso canal na Twitch, assista as nossas lives, ajude-nos! Somos muito mais fortes com você, você nos ajuda a ter voz!

Você pode fazer tudo isso com simples cliques do seu mouse e toques na tela do seu celular, fazendo isso você estará ajudando o mundo a conhecer e entender novas possibilidades, em muitos casos, você estará inclusive libertando pessoas que estão insatisfeitas mas que acham que a única forma de fazer as coisas é aquela tradicional, a qual lhes foi ensinada, para ter liberdade de escolha é preciso conhecer todas as opções.

Vai nos ajudar a espalhar esse artigo? :)

Um grande abraço! Nos vemos por aí nas nossas lives e no YouTube também.

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Novo game da Valve, Artifact é lançado oficialmente com versão para Linux

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sexta-feira, 30 de novembro de 2018

A Valve é certamente uma das empresas mais queridas pelos gamers, seja por manter a plataforma Steam, um meio consideravelmente acessível de comprar jogos para computador, seja pelos seus famosos jogos, como Counter Strike, Dota 2, Half Life, entre outros. Acontece que depois de vários anos sem lançar novos títulos, a empresa finalmente lançou o seu novo game de cartas, Artifact, que claramente chega para ser um concorrente do HearthStone, um dos jogos de sucesso da Blizzard.

Game Artifact da Valve






Finalmente a versão final de Artifact chegou à Steam. O game segue a linha do clássico "card game" e teve a contribuição de um dos criadores do famoso game de cartas, Magic, Richard Garfield, com a intenção para torná-lo um pouco mais complexo, seguindo o exemplo do próprio Dota 2 em relação a outros mobas.

Artifact é feito para ser jogado online, player vs player, com batalhas através de 3 campos, chamados de "lanes", assim como em Dota 2, inclusive, essa semelhança não é à toa, o game em si é baseado no universo de Dota 2, jogo também disponível para Linux, gratuitamente, desenvolvido igualmente pela Valve.

A ideia mercadológica do jogo é que os jogadores possam comprar e vender cartas no mercado da Steam. O título foi lançado para Linux, Windows e macOS, porém, há planos para o próximo ano de chegarem versões para Android e iOS também.


Recepção e concorrência


Ainda é cedo para dizer o quão bem sucedido o game está sendo, mas dentre as recepções recentes, vemos muitos usuários se queixando, especialmente por conta do preço, ao mesmo tempo que muitos elogiam a criatividade para renovar um card game, algo que parece tão tradicional. Na Steam as avaliações são consideradas "Neutras" até o momento, coisa que geralmente acontece quando o game divide mutias opiniões.

Particularmente gosto de games de cartas, sou um fã de Yu-Gi-Oh! desde criança e já me aventurei um pouco com HearthStone, que inclusive, tem algumas mecânicas bem similares com as de Artifact, porém, minha crítica inicial se resume ao preço e a forma de comercialização do jogo.

Ao contrário de Dota 2, gratuito, que possui um grande mercado de itens colecionáveis interessantes, mas que não influenciam diretamente no gameplay, ou seja, não é um jogo "pay to win", Artifact ainda requer um pouco de "role play" para termos noção de qual caminho ele seguirá, abrindo possibilidade para um formato que me desagrada bastante, assim como muitos outros jogadores, tenho certeza.

Atualmente o jogo custa mais de R$ 70,00 no Brasil, cerca de USD 20,00 fora do país, o que é um valor consideravelmente alto para um jogo no formato, sem desmerecer card games, que como eu disse, sou muito fã. Além disso, ainda teremos o mercado de cartas, que até o momento não ficou claro para mim se permitirá comprar cartas que deem maior vantagem em relação a outros jogadores e não serão apenas "aparência". 

Se realmente isso acontecer, além de ser pago inicialmente, para se manter competitivo, você ainda terá de pagar mais...

Outros games concorrentes, como HearthStone, também possuem seus próprios mercados, mas são ao menos gratuitos para jogar, dão a chance do jogador testar e ver se realmente se interessa pelo jogo, seguindo um modelo mais tradicional. O próprio Duel Links da Konami, tem também várias formas de você gastar dinheiro em cartas e packs, mas é, ao menos, grátis para você experimentar. Assim como Gwent, da CD Project Red, game de cartas baseado no universo do game "The Witcher".

Quem sou eu para dizer o que a Valve deve fazer, mas cobrar pelo jogo, ainda mais um valor tão alto, vai fazer com que ele fique menos popular certamente, especialmente aqui no Brasil. 20 dólares é um valor tecnicamente acessível nos EUA, mas o valor do jogo precisa de um reajuste para o mercado Brasileiro, outro jogo muito famoso da Valve, CS:GO, sai por menos de R$ 30,00 atualmente, se Artifact chegar perto disso, será mais competitivo, talvez até mais justo. Pode ser que o preço baixe ao longo do tempo, mas se você quiser jogar agora, terá de pagar mais por isso.

A versão para Linux


Artifact foi lançado para Linux no "day 1", assim como as versões de Windows e macOS, para jogar o game no Linux os pré-requisitos mínimos são os seguintes:

  • Sistema operacional: Ubuntu 16.04 ou mais recente
  • Processador: Intel i5, 2.4 Ghz ou melhor
  • Memória: 4 GB de RAM
  • Placa de vídeo: GPU com suporte a Vulkan, Nvidia, AMD ou Intel
  • Rede: Conexão de internet banda larga
  • Armazenamento: 5 GB de espaço disponível
  • Placa de som: OpenAL Compatible Sound Card
Como podemos ver, tirando o requisito do Vulkan, o jogo é relativamente acessível, curiosamente, a versão de Linux tem 2GB a menos de tamanho para Download, comparado a versão de Windows, assim como a de macOS.

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Parâmetros de inicialização úteis para o Proton da Steam (Steam Play)

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quarta-feira, 28 de novembro de 2018

O novo Steam Play, que trouxe o projeto Proton, já mudou drasticamente o cenário de jogos para Linux, fazendo com que alguns milhares de novos títulos funcionassem, entretanto, a compatibilidade perfeita ainda deve levar algum tempo para acontecer, o que não quer dizer que você não possa pegar alguns atalhos para rodar os seus jogos.

Steam Play comomand Startup






A ideia de funcionamento do Steam Play com o Proton é simples: Ao clicar em um game que seria, teoricamente, apenas para Windows, o jogo abrirá no Linux normalmente permitindo que você jogue como faria na plataforma da Microsoft. É claro que isso é uma "super simplificação" do projeto, mas a verdade é que muitos jogos já se comportam exatamente dessa forma, mesmo os fora da Whitelist de compatibilidade da Valve.

A própria comunidade vem testando uma série de jogos e postando os resultados obtidos, você pode conferir o estado  de compatibilidade atual do jogo que você gostaria de jogar consultando este site.

Outros games funcionam também com o "minor tweaking", ou seja, com pequenos ajustes. O projeto Proton está disponível no GitHub e possui uma documentação muito rica, onde existe várias dicas interessantes que você pode usar nos games para fazer com que eles funcionem de forma adequada.

Para tirar provento do material que estamos compartilhando aqui, você precisa estar com o SteamPlay/Proton ativado na sua Steam, caso você não saiba como funciona, clique aqui para entender melhor.

Parâmetros na inicialização


O Steam sempre suportou pequenos ajustes como esses em grande parte dos jogos, inclusive os de Windows, existem vários fóruns de jogos para computador que permitem que você consiga certos comportamentos nos seus games através disso, como fazê-los rodar em tela cheia, modo janela, usar uma API específica, etc. No caso do Steam Play, temos algumas opções que forçam o comportamento do Proton, essas opções podem fazer com que um jogo rode ou não, ou podem otimizar o desempenho em alguns casos.

Como muita gente ficou com dúvida, eu resolvi criar esse material guia completo explicando para servir como referência, assim você pode fazer experimentações antes de reportar qualquer game lá no ProtonDB.

Como usar os parâmetros?


De nada adianta você saber quais são os parâmetros se você não souber onde aplicá-los, certo? Para adicionar um parâmetro de inicialização a qualquer game da Steam, basta clicar com o botão direito do mouse sobre ele na sua biblioteca de jogos e clicar na opção "Propriedades" ou "Properties", caso esteja em Inglês:

Propriedades de um jogo na Steam

Ao fazer isso você abrirá um painel muito útil que praticamente todo jogo da Steam possui, onde você pode fazer uma série de manutenções no jogo, como navegar pelos arquivos do game, verificar a integridade do mesmo para saber se nada está corrompido, acessar versões Beta, mudar o idioma de um jogo, etc.

Uma das opções é a "Set Launch Options..." ou "Definir opções de inicialização...", ao clicar neste botão uma nova janela (menor) vai se abrir permitindo que você coloque os parâmetros.


Como você pode ver pela imagem, é realmente muito simples. Os parâmetros que podem ser usados ali variam de jogo para jogo, porém, os parâmetros do Proton funcionam para qualquer jogo que rode no Linux através do Steam Play.

Uma vez adicionado o parâmetro, basta clicar no botão "OK", fechar a janela e iniciar o jogo normalmente pelo cliente Steam, clicando em "Jogar" ou "Play".

Parâmetros do Proton (Steam Play)


Para entender melhor como o Proton funciona, você pode conferir o vídeo de apresentação que nós fizemos no canal, prepare um bom café, pois se trata de um vídeo longo, mas é provavelmente um dos mais completos que você verá.


Você pode usar parâmetros do Proton para forçar os jogos a usarem uma API ou outra, a converterem os dados do DX9, DX11 ou 12 para o Vulkan ou para o OpenGL e uma série de outras coisas, eu vou  fazer uma lista para você logo mais.

Antes entendamos o contexto da sintaxe do parâmetro:
"PROTON_VARIABLE=1 %command%
As palavras "PROTON_VARIABLE" simplesmente demonstram qual variável você estará alterando, já o valor "=1" indica que a variável está ativa, se você colocar "=0" seria o mesmo que "desligado" ou seja, na prática o efeito seria o mesmo de você não adicionar a variável. A sentença "%command%" basicamente é uma variável que indica o comando desencadeado pelo botão "play" da Steam, ou seja, o executável do jogo ou um launcher, como alguns games usam.

Em outras palavras palavras, é como se você estivesse dizendo "Proton, use (ou não) 'esse recurso' para executar tal jogo". Simples assim.

Na prática os parâmetros são estes logo abaixo, sendo que podem ser adicionados alguns novos no futuro, os padrões atuais são:

1 -  Faça com que o Proton use o OpenGL no lugar no Vulkan para o DirectX 10 e 11

PROTON_USE_WINED3D=1 %command%

2 - Faça o Proton desabilitar o DirectX 11 e rodar em DirectX 9, o que pode ser usado para jogos que possuem suporte à versão antiga do DX da Microsoft e rodarão melhor dessa forma. Alguns jogos mais antigos funcionam melhor dessa forma.

PROTON_NO_D3D11=1 %command%

3 - Você pode ler mais sobre o recurso ESYNC do Wine aqui, este recurso pode ser útil para rodar games que sejam CPU-Bound e exijam mais deste componente do que geralmente acontece, como o game da Rockstar Games, GTA V. Ativar ou desativar essa função em muitos casos não fará muita diferença, mas em outros pode trazer mudanças drásticas.

PROTON_NO_ESYNC=1 %command%

Estes são os parâmetros principais do Proton e são os que mais afetam os jogos, porém, existem outros que podem ser úteis para debugar um jogo ou avaliar a performance do mesmo. Por exemplo, se você quiser ver a taxa de FPS, Frame Times, Versão do Vulkan, driver e a sua placa de vídeo e outros pormenores na tela, basta adicionar esse parâmetro:

DXVK_HUD=devinfo,fps,frametimes %command% 

Claro que você pode remover qualquer uma das palavras para mostrar somente o que você quiser, por exemplo, se você só quiser ver os FPS, basta deixar apenas a palavra "fps" depois de "DXVK_HUD=" e antes de "%command%", o mesmo vale para as demais opções.

Essa função ativada te trará, nos jogos que suportam a função, uma tela como essa do Pro Evolution Soccer 2019, que está rodando no Linux Mint no exemplo:

PES 2019 no Linux

Observe em ambas as imagens o canto superior esquerdo.

PES 2019 no Linux

Existem alguns parâmetros voltados exclusivamente para o Debug, você pode saber mais aqui.

Indo além do óbvio (avançado)


Não podemos esquecer que esses softwares são Open Source, então, você pode alterar o comportamento padrão deles, por conta e risco, é claro. Mas por exemplo, você pode adicionar algum componente faltante em um jogo através do Winetricks.

Exemplo: O desenvolvedor fez o jogo para Windows considerando que certas ferramentas intrínsecas do sistema da Microsoft já estejam instaladas, como o Net Framework 4.5. Geralmente os games da Steam instalam suas próprias dependências (no Linux e no Windows) na primeira vez que o jogo é executado, mas se o desenvolvedor já estava contando com esse componente direto do sistema operacional e não adicionou a função de instalá-lo na primeira vez que o jogo é executado, em se tratando do Proton, isso pode significar um problema, afinal o game precisa de um componente que pode não estar instalado.

Dessa forma você pode usar o Winetricks, um utilitário muito popular para manipulação do Wine para instalar componentes extras para o jogo.

O primeiro passo é ter certos pacotes instalados, para isso rode o comando (Ubuntu, Linux Mint e derivados):
sudo apt install wine64 wine32-preloader winetricks -y
Com isso você pode manipular o prefixo do jogo dentro do Proton, por exemplo, esse comando permite que você instale o DotNet 4.5 no jogo "Yu-Gi-Oh Duel Links":
WINEPREFIX=/home/$USER/.steam/steam/steamapps/compatdata/601510/pfx winetricks dotnet45 
Destacados em amarelo estão alguns itens importantes do comando. O primeiro é número da aplicação. 

Navegue até o diretório "/home/$USER/.steam/steam/steamapps/compatdata/" e você verá uma série de pastas com números que parecem ser aleatórios, mas na verdade representam o ID do jogo dentro da Steam.

* Essas pastas com números só aparecerão se você possuir jogos instalados via Proton, os jogos nativos ficam em outro diretório.

Para descobrir qual jogo corresponde a qual pasta você pode explorar os arquivos dentro do prefixo, onde você provavelmente encontrará os executáveis, mas existe uma forma mais simples de fazer isso, você pode usar o ProtonDB e pesquisar pela numeração, o site vai te trazer o jogo em questão, como no exemplo do game Warframe:

Pesquisando de ID do jogo

Outra forma é usar o próprio site da Steam. Através de um navegador use a URL https://store.steampowered.com/app/601510, onde o número em amarelo é número do jogo (ou nome da pasta do prefixo), nesse caso, seria o jogo "Duel Links" antes mencionado, essa lógica funciona com qualquer game, inclusive os que não precisam do Proton para rodar.

O Winetricks é um programa gráfico também e você encontra ele no menu do seu sistema, originalmente ele busca usar a instalação padrão do Wine no seu computador, e não o Proton, por isso precisamos do comando supracitado para direcioná-lo para trabalhar na pasta correta, no entanto, essa aplicação gráfica pode ser útil para você encontrar o nome do pacote que você quer instalar, que seria o segundo destaque em amarelo no nosso comando, referindo-se ao "dotnet45", o nome do pacote do Net Framework 4.5.

Pesquisando no Winetricks

Como você pode ver, listado na primeira coluna da imagem acima temos o nome dos pacotes, se eu quisesse (por qualquer motivo) instalar as dlls do DirectX 10 em um prefixo do específico de um game via Proton, como o "Duel Links", para usar o mesmo exemplo, pela imagem acima, o nome do pacote que eu devo indicar é "d3dx10", logo, o comando ficaria:

WINEPREFIX=/home/$USER/.steam/steam/steamapps/compatdata/601510/pfx winetricks d3dx10 

Importante para finalizar!


Esse material não é, definitivamente, para quem simplesmente quer "sentar e jogar" apenas, mas para quem quer ir um pouco além com o Proton e explorar as possibilidades da ferramenta. 

Grande parte dos jogos compatíveis com o novo Steam Play simplesmente requerem o download do jogo normalmente e o seu clique no botão de jogar, e nada mais, rodando como se fossem nativos,  porém, existem alguns que com poucas modificações, como um simples parâmetro na inicialização, podem passar a funcionar ou funcionar melhor.

A parte mais avançada, destinada a quem quer testar profundamente e fazer alguns tweaks no próprio sistema da Valve é voltada, definitivamente, a quem quer explorar e ajudar a reportar quais são os problemas encontrados para que determinado título não rode e, com sorte, apontando a solução para o problema.

Estamos vivendo uma era de transição, até essa ferramenta ficar ainda mais madura, alguns ajustes para certos jogos podem ser necessários, e muitas vezes uma simples palavra na inicialização é a diferença entre fazer o jogo funcionar ou não.

Provavelmente, com o tempo, os jogos que forem passando para Whitelist da Valve e que precisem de certos comandos assim, já possuirão essas configurações de fábrica, sejam elas vindas da própria Valve ou do desenvolvedor do jogo.

O Proton além da Steam


O Proton se tornou tão interessante que agora já está fazendo parte de outros projetos como o Lutris, um software destinado para jogadores de Linux que agrega (ou tenta) todos as formas de jogar com o sistema do Pinguin, incluindo emuladores, no entanto, um dos pontos mais fortes do Lutris é a comunidade que cria scripts para facilitar a instalação de jogos como Overwatch e League of Legends, que pode ser instalados com, literalmente, um clique. Agora o Proton faz parte desse projeto também, assim como o DXVK.


Aproveite a jogatina, siga o nosso canal da Twitch pra acompanhar os gameplays usando Proton, e até a próxima!
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