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Glimpse, fork do GIMP, é lançado

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terça-feira, 26 de novembro de 2019

No meio do ano de 2019, houve uma polêmica envolvendo o GIMP (GNU Image Manipulation Program), exatamente com o seu “nome” ou com o seu acrônimo, que em algumas culturas é uma palavra ofensiva. Tanto que tem uma declaração do pessoal  do GIMP sobre o assunto, dizendo que por hora não vão mudar o nome.

Glimpse, fork do GIMP, é lançado






Feito esse disclaimer, foi anunciado no dia 6 de julho de 2019, um fork do GIMP para se adequar melhor a esta questão de nomenclaturas, podendo ser um impeditivo de uso do programa em algumas culturas. Com isso nasceu o projeto Glimpse Image Editor ou simplesmente Glimpse. Neste link eles explicam melhor a escolha do nome.



Como podemos ver, ele é nesse primeiro momento, o GIMP sem maiores modificações na parte da interface ou com qualquer outra ferramenta ou funcionalidade implementada. A única coisa que foi modificada foi a tela de abertura. Ainda segundo a equipe do Glimpse, todos os updates do GIMP upstream, estarão presente no app deles.

Atualmente, o Glimpse 0.1.0 é baseado no GIMP 2.10.12 ao invés da versão 2.10.14, que é a mais recente. Para ver a nota de lançamento (release note), você pode conferir aqui, e o código-fonte podendo ser consultado aqui.



O Glimpse pode ser instalado tanto em  Windows (a partir do 7) ou no Linux.

No Windows, ele é distribuído no formato .msi, esse formato foi escolhido pelos devs por achar mais fácil a manutenção dele. Para baixar no Windows você acessa este link

Já no Linux, ele é distribuído via flatpak. Se você não tem o flatpak instalado no seu sistema, basta seguir esse tutorial nosso de como fazer isso e partir para a instalação. Se você quiser, pode acessar a página do Glimpse no flathub e baixar por lá ou simplesmente digitar ou copiar/colar esse comando no seu terminal e seguir as instruções nele:

flatpak install flathub org.glimpse_editor.Glimpse

Depois de instalado o Glimpse, basta usufruir o mesmo.

Vale lembrar, que o projeto está no começo e que erros, bugs e coisas do tipo são bem normais de aparecer, por isso, é recomendado reportar-los para os devs, para que eles possam corrigi-los.

Na minha opinião, vale a pena testar o Glimpse por curiosidade por hora, pois agora ele não passa de um GIMP com uma “skin” nova e só, mas quem sabe no futuro não tenha opções e funcionalidades só dele, vamos assim dizer, e se destacar.

Este artigo não acaba aqui, continue trocando uma ideia lá no nosso fórum. Espero você até a próxima, um forte abraço.



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LibreOffice e GIMP são vítimas da “maldição do macOS Catalina”

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sexta-feira, 25 de outubro de 2019

LibreOffice e GIMP estão entre as vítimas da “maldição Catalina”, assim como alguns programas no novo macOS, usuários estão enfrentando problemas.

macos-libreoffice-gimp-segurança-catalina-monaje-mac-apple-mackbook-gatekeeper

O macOS 10.15 Catalina foi lançado recentemente, com algumas novidades em suas aplicações, recursos e visual. Contudo, alguns inconvenientes provindos da nova política da Apple, que visa proteger seus usuários que utilizam softwares de terceiros, aborrecem usuários e desenvolvedores. 

Para mais detalhes do lançamento do macOS Catalina 10.15, assista o vídeo do MacMagazine, especializado em conteúdos voltados ao mundo da maçã.


Antes de adentrar ao assunto desta matéria, confira um vídeo na perspectiva de alguém que usa Linux diariamente ao utilizar o sistema operacional da Apple. É interessante notar as experiências que um usuário habituado ao Linux, possa ter com o sistema da maçã.


“Maldição Catalina”


Apelidado por vários usuários mac, como “maldição Catalina/maldição do Catalina” a forma que a Apple resolveu proteger seu sistema de possíveis ameaças vem ocasionando alguns transtornos para donos de computadores da empresa. Ao menos usuários sem conhecimento de tais mudanças e que estão sendo pegos de surpresa.

No início do mês a Apple lembrou aos desenvolvedores, por meio de nota, que os aplicativos da App Store e de fora, deverão ser autenticados para serem executados por padrão no macOS Catalina. Caso esses softwares não autenticados pela Apple sejam utilizados no sistema, avisos e alguns erros em seu funcionamento, poderão ocorrer.

“Para proteger ainda mais os usuários no macOS Catalina, estamos trabalhando com desenvolvedores para garantir que todos os softwares, distribuídos na App Store ou fora dela, sejam assinados ou autenticados pela Apple. Isso dará aos usuários mais confiança de que o software que eles baixam e executam, independentemente de onde eles o obtêm, foram verificados quanto a problemas de segurança conhecidos”.

Os desenvolvedores então são convidados a autenticarem suas aplicações perante a empresa, assim conseguindo um certificado digital de desenvolvedor, enviando seus aplicativos para avaliação. Após ser atestada a segurança do app, um ticket virtual é adicionado ao executável que o aprova perante o Gatekeeper (o recurso de segurança do macOS que verifica se os programas são seguros para execução).

Contudo, ao tentar executar o LibreOffice no macOS Catalina, uma mensagem com apenas duas opções é apresentada aos usuários, sendo elas: “Mover para lixeira” e “Cancelar”

macos-libreoffice-gimp-segurança-catalina-monaje-mac-apple-mackbook-gatekeeper

A equipe do LibreOffice afirma que “seguiu devidamente as instruções” e que o programa “foi reconhecido pela Apple”. Você pode ver essa alegação diretamente no blog oficial da The Document Foundation, responsável pelo LibreOffice. 

No link acima, a equipe do LibreOffice demonstra como contornar essa situação, enquanto tudo não é resolvido. Se você é usuário de macOS e gosta do LibreOffice, talvez seja interessante proceder conforme eles informam.

Outros softwares vêm enfrentando alguns problemas, devido a esse novo funcionamento do sistema, o programa de edição de imagens GIMP também entra na lista. Especificamente em seu caso, alguns problemas de permissão começam a aparecer ao tentar acessar arquivos em locais, como Área de trabalho e Documentos.

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Uma das hipóteses deste mau funcionamento, é que a devida janela de diálogo não está sendo chamada, ocasionando este bug. Usuários estão contornando esse empecilho, utilizando o GIMP via terminal e acessando seus arquivos desta mesma forma. Para mais detalhes, acesse o tópico de discussão de usuários da Apple.

A “maldição Catalina” não está apenas sob programas de código aberto, pelo contrário, softwares proprietários também estão sendo afetados. Um exemplo que posso citar é quanto ao app de configuração/gestão de mouse e teclados o Logitech Options, que precisa de uma série de passos para funcionar adequadamente no sistema.

Enfim, a medida de segurança é bem interessante, entretanto não parece ter sido implementada satisfatoriamente. Há quem diga que forçar tal segurança é um erro da empresa, e vários amantes da Apple estão aconselhando e atrasando as atualizações de seus sistemas. 

O que você acha sobre esse assunto? Deixe nos comentários a sua opinião.

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Comprimindo imagens para melhorar a navegação no seu blog ou site

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domingo, 13 de outubro de 2019

Donos de sites ou blogs que desejam ter um conteúdo acessível para todos, sempre precisam se preocupar com o peso das suas páginas. Páginas muito pesadas acabam dificultando a vida das pessoas com conexões mais lentas, muitas dessas pessoas acabam deixando de acessar o site em questão. Que por sua vez, pode perder também muitos acessos. É um negócio ruim para todos.


Fizemos uma lista com algumas ferramentas, que podem ajudar você a economizar alguns KB na hora de criar as imagens para o seu site. Que são as seguintes:

tinypng.com


Apesar do nome, o tinypng é capaz de trabalhar com os formatos “.png” e “.jpg”. O serviço utiliza uma técnica de compressão com perdas, o que diminui muito o tamanho das suas imagens, mas também pode ocasionar perda de qualidade.


Nos meus testes, uma imagem com 2,1MB, após o processo de compressão no site, ficou com 700KB. Se a perda de qualidade será ou não perceptível ou aceitável, depende muito da imagem em si. Pode acontecer de uma imagem ficar com uma qualidade bastante ruim após a compressão, enquanto a outra fica idêntica a original. Ou seja, cada caso é um caso.

Você pode acessar o tinypng clicando aqui.

ImCompressor


O ImCompressor é um compactador de imagens sem perdas. Ou seja, ele é capaz de compactar as suas imagens sem causar qualquer perda de qualidade. Mas é claro que isso vem com um preço. A diminuição no tamanho das imagens após serem comprimidas pelo ImCompressor geralmente é muito menor. Pelos meus testes, variando em torno de 2%. 


O ImCompressor é desenvolvido em Python e GTK, e possui um layout totalmente integrado com o GNOME Shell. O seu uso também é um ponto forte, sendo extremamente simples e intuitivo.

O ImCompressor está disponível para instalação no formato Flatpak, e pode ser encontrado no Flathub.

O Linux Mint vem com o suporte a flatpak, e o Flathub habilitados por padrão, então o ImCompressor pode ser instalado diretamente pela loja de aplicativos. Caso você esteja utilizando outra distro, e não sabe como instalar flatpaks, confira o nosso tutorial sobre como o assunto.

Após o Flatpak estar instalado, caso ainda não tenha o feito, adicione o repositório do Flathub com o comando abaixo:

flatpak remote-add --if-not-exists flathub https://flathub.org/repo/flathub.flatpakrepo

GIMP e o formato .webp


Uma das melhores formas para salvar ou converter arquivos de imagem para a internet, que tenham tamanhos pequenos e uma boa qualidade, é através do GIMP, utilizando o formato ".webp". Inclusive, é esse método que utilizo em todas as imagens dos meus posts aqui no blog Diolinux.

Para salvar arquivos no formato .webp usando o GIMP, siga as instruções a seguir:


Conforme indicado na imagem abaixo, crie um grupo de camadas (1), e arraste todas as camadas do seu projeto dentro deste grupo (2). Antes de exportar, certifique-se de que o item selecionado na aba de camadas seja o grupo, e não uma das camadas dentro dele (3).


Clique em “Arquivo”, e em seguida “Exportar como”. Dê um nome para a sua imagem e adicione a extensão “.webp”. Clique em “Exportar”, selecione a qualidade da imagem, clique em “Exportar” novamente, e pronto.


O GIMP pode ser encontrado em Snap, Flatpak, e também nos repositórios de todas as principais distros. Outra excelente ideia, especialmente para aquelas pessoas habituadas com o Photoshop, é utilizar o PhotoGimp.

Se você não conhece, ou não sabe trabalhar com o formato Snap, este tutorial irá tirar todas, ou quase todas as suas dúvidas.

Softwares com o objetivo de comprimir imagens existem aos montes internet a fora, e é óbvio que muitos deles ficariam de fora dessa matéria. Então “passamos a bola” para você nos comentários. Conte-nos se você utiliza algum desses softwares citados, ou conhece outros melhores. Quem sabe a sua sugestão não renda outro artigo relacionado ao assunto no futuro.

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PhotoGIMP agora está disponível em Snap

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sexta-feira, 27 de setembro de 2019

O PhotoGIMP é um patch criado com o intuito de facilitar a migração de pessoas habituadas com o ecossistema da Adobe, porém, que desejam utilizar um software livre e sem atuar na ilegalidade (não é incomum usuários possuírem a versão crackeada do Photoshop).

gimp-photogimp-edição-imagem-foto-adobe-photoshop-snapcraft-snap-ubuntu-canonical-diolinux

Como todo programa de código aberto, o GIMP é plenamente customizável e permite inúmeras modificações em sua interface e comandos internos. O projeto PhotoGIMP é de autoria do Dionatan Simioni, o responsável pelo Diolinux (o “manda chuva” 😁️😁️😁️), mas com o tempo, novos colaboradores se juntaram e contribuíram com o projeto.

Esse é o caso do Felipe Cereda, design e profissional conhecido pelos usuários Linux aqui no Brasil, que criou a arte da Splash Screen (aquela telinha que aparece, quando o programa está iniciando).

gimp-photogimp-edição-imagem-foto-adobe-photoshop-snapcraft-snap-ubuntu-canonical-diolinux

Agora em 2019, graças ao Pedro Marinho, o PhotoGIMP chega à Snapcraft. Anteriormente o PhotoGIMP, que era apenas um patch, tinha que ser aplicado manualmente em uma instalação do GIMP. Caso queira fazer o procedimento manualmente, acesse essa postagem com todo passo a passo.

Algumas novidades da versão em Snap


Não é mais necessário ter uma versão do GIMP pré-instalada no sistema, porém, o PhotoGIMP continua sendo o “GIMP”, mas sendo instalado como um programa. Pedro Marinho passou a ser o responsável por manter o pacote Snap no repositório da Canonical e o código fonte pode ser encontrado diretamente em seu Github.

Incentivamos que todo e qualquer bug encontrado no PhotoGIMP via Snap, seja relatado no Github do Pedro, assim as devidas correções poderão ser lançadas.

Tive o prazer de criar uma logo para o PhotoGIMP, algo que remetesse ao GIMP e que mantivesse a personalidade do projeto. Não sou tão experiente, como o Cereda, mas foi interessante compor o visual do ícone.

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Também modifiquei a tela de Splash Screen, utilizando a criada pelo Cereda, adicionando pequenas alterações sem influenciar tanto em seu trabalho. 

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Obviamente que os atalhos e disposição das ferramentas foram alteradas, em comparação com o GIMP, para facilitar e simplificar ao máximo aos usuários que utilizavam o Photoshop.

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Perceba na imagem acima, que apenas as ferramentas mais usuais na edição de imagem estão presentes por padrão. Elas continuam a existir, todavia a lógica de organização foi pensada para remeter ao software da Adobe.

Outra modificação implementada ocorre nos painéis de configuração, com menos ferramentas visíveis e sem poluir a interface. Tanto o painel de camadas e canais estão localizados na mesma região que é encontrado no Photoshop, como a adição de uma aba para seleção de fontes.

gimp-photogimp-edição-imagem-foto-adobe-photoshop-snapcraft-snap-ubuntu-canonical-diolinux

Lembrando que esses ajustes também estão presentes no patch de modificação, que serve tanto para o GIMP no Linux, como no macOS e Windows. A vantagem do PhotoGIMP via Snap, é manter todas essas modificações à parte de outra instalação do GIMP e a facilidade de instalar sem precisar modificar nada manualmente. Atualizações futuras chegarão automaticamente, ao fazer o update do pacote. Em algumas distribuições, como o Ubuntu, tudo será atualizado automaticamente.

Instalação PhotoGIMP via Snap


O Snap já vem configurado por padrão no Ubuntu, sendo assim, basta pesquisar diretamente na loja por: “PhotoGIMP” e instalar o app. Demais sistemas baseados em Linux podem ser configurados para utilização de programas neste formato, acessando este link.

gimp-photogimp-edição-imagem-foto-adobe-photoshop-snapcraft-snap-ubuntu-canonical-diolinux

Instalar utilizando o terminal também é uma opção. Se prefere assim, use o comando a seguir:

sudo snap install photogimp

Remover via terminal é bem simples.

sudo snap remove photogimp

Por fim, fica meu agradecimento especial ao Dionatan Simioni por possibilitar a minha singela contribuição com o projeto. Reforço que, quando possível, recorram ao mantenedor do pacote Snap, o Pedro Marinho em seu Github (sem ele não existiria o PhotoGIMP via Snap). Todo esse trabalho é empregado em nome do espírito de colaboração Open Source. Acredito que muitas pessoas podem ser auxiliadas com essa iniciativa do Diolinux.

OBS.: Você não precisa instalar ou possuir outra versão do GIMP em seu sistema, caso opte pelo PhotoGIMP via Snap. O pacote já é o programa com o patch aplicado.

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Novo BigLinux é lançado, com base Ubuntu 19.04

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quarta-feira, 28 de agosto de 2019

Para quem acompanha o cenário Linux “tupiniquim”, já ouviu falar da distro BigLinux, que é muito tradicional no meio de TI e que já foi a distro de entrada de muita gente no mundo Linux.

Novo BigLinux é lançado, com base Ubuntu 19.04






Como tudo no mundo da tecnologia, temos evoluções e com o BigLinux não poderia ser diferente. Eis que em 2019, a distro volta com tudo e reformulada. A última versão tinha sido a 7.10 e lançada em 2017.  

A reformulação da distro

Primeira coisa que foi feita pelo pessoal do BigLinux, foi encontrar a base do sistema, e a escolhida foi o Ubuntu 19.04 e pretendem estabilizar no Ubuntu 20.04 LTS. Isso é muito bom, pois “vai pegar” as melhorias que vêm sendo implementadas pelo Ubuntu, como os drivers de vídeos recentes, Kernels e melhorias em geral.

Depois vem a escolha do Desktop Environment (DE), que antes eram usados o Cinnamon e a DE do Deepin. Depois de muitos testes, foi escolhido que seria melhor voltar para o KDE e implementar o LXQT.

Outras novidades apresentadas nesta versão 19.04 do BigLinux são:

● 30 webapps, entre eles Whatsapp, Telegram, Netflix, Spotify, Deezer, Prime Vídeo, Google Maps, Youtube, Twitter, Skype, Waze, TuneIn, Messenger, que ao todo não chegam perto de consumir 1 MB de armazenamento;



● Sistema de Arquivos Btrfs, que já vem configurado para criar pontos de restauração de até 7 dias (snapshots ou backups). Por padrão esse recurso funciona apenas para arquivos do sistema, não mantendo cópias dos arquivos da pasta do seu usuário, ou seja, a pasta /home, mas, se você preferir, pode alterar a opção em “Snapshots e backups”;

● Três (3) temas pré-configurados:  Arc, Adapta e Dark;



● Editor de Imagens GIMP, já com o GMIC e o PhotoGimp (criação Diolinux) instalados por padrão;



● Outra possibilidade, é poder escolher entre o Kernel “normal” (Generic, o mesmo usado pelo Ubuntu, por exemplo) ou o Kernel Xanmod, que conta com algumas melhorias.

Às versões dos principais programas são:

● Kernel Generic 5.0.0-25.26;
● Kernel Xanmod 5.2.8-8;
● KDE Frameworks 5.60.0;
● KDE Plasma 5.16.4;
● LibreOffice 6.3.0;
● GIMP 2.10.8;
● Firefox 68.0.2;
● Chromium 76
● Mesa Driver 19.0.9
● Suporte para Snap e Flatpak na loja de aplicativos.

Configuração mínima
- Processador de 64 bits Intel ou AMD, ou compatível
- 2 GB de memória RAM
- 8 GB de espaço de armazenamento

Configuração recomendada
- Processador de 64 bits Intel ou AMD, ou compatível
- 4 GB ou mais de memória RAM
- 40 GB ou mais de espaço de armazenamento

Para baixar a nova versão do BigLinux, basta acessar este link.

Muito bom ver uma distro tão querida retomando “os trabalhos” com “gás total” e trazendo um produto de qualidade, como o pessoal do BigLinux está fazendo. Espero que continue por muitos anos 😁.

Nós diga aí nos comentários, o que achou dessa versão nova do BigLinux.

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Espero você até a próxima, um forte abraço.
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Glimpse quer ser o novo GIMP, será?

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segunda-feira, 26 de agosto de 2019

No mundo do software livre é muito comum termos a criação de forks de projetos famosos, o próprio Kernel Linux já foi forkeado mais de 27 mil vezes no GitHub. O caso mais recente de um software famoso a receber um projeto fork, é o GNU Image Manipulator Program, conhecido por "GIMP", pela galera aqui da rua.

Glimpse - é a Rebrand do GIMP





Mais curioso do que a criação dos forks, é o motivo de suas criações. Apesar do projeto Glimpse ter algumas ideias de melhorias para trazer ao GIMP, uma das razões principais é pelo nome "GIMP". 

Não entendeu?


Pois é, para falantes de Português realmente não faz muito sentido, mas de fato, a palavra "GIMP" pode significar muitas coisas, como mostra esta sessão de desambiguação a Wikipédia

Dentre as possíveis interpretações, a palavra "gimp" pode ser usada como um gíria para um comentário de mau gosto sobre pessoas com certas deficiências físicas. Confira no dicionário informal de vocabulário em Inglês.

Entre outras atribuições, "gimp" também faz referência um certo tipo de elemento usando por sadomasoquistas, além de também ser um nome de um grupo de dança Nova Iorquino, o "The GIMP Project", o que, eventualmente poderia causar disputas autorais pelo nome (talvez).

Eu passei anos usando o GIMP sem ter conhecimento desse tipo de associação, e apesar de aparentemente isso não ter afetado o projeto de forma muita profunda, especialmente em países onde a língua nativa é diferente do Inglês, algumas pessoas alegam uma certa dificuldade de entrar no mercado por conta do nome, alegando uma certa resistência por causa disso.

Não é a primeira vez que isso acontece


Esses problemas idiomáticos aconteceram outras vezes na história, o próprio uso da expressão "Open Source", foi criado, em parte, para evitar o uso de "Free Software" (Software Livre em Inglês), porque a palavra "Free" também significa "grátis", e acabava passando a ideia errada para o mercado, entre outras coisas.

Apesar de, dentro das comunidades técnicas isso não ser um grande problema, imagine "empurrar" para o mercado leigo sistemas com o nome de "Kubuntu" ou até mesmo "Fedora", que sabemos que faz referência ao chapéu, mas também lembra o nome "Fedor", como já vi pessoas comentando na comunidade.

Percebe como pode realmente ser problemático? Provavelmente a palavra "gimp" para quem fala Inglês, seria como se chamássemos o editor de imagens em Português de "Aleijado", em uma tradução pouco precisa, mas que serve para ilustrar, além das várias outras possíveis associações.

Código aberto é para isso


A discussão pelo nome do GIMP já aconteceu no passado, onde, ao que parece, visto que nada foi alterado neste sentido, o nome foi mantido.

O lado interessante do software livre é que se você não concorda, seja até mesmo com o nome da ferramenta, você pode criar um fork para chamar como quiser e continuar o seu próprio desenvolvimento à partir daí.

Segundo o site do Glimpse, que ainda está muito "cru" e  com poucas informações, no próximo mês teremos o primeiro lançamento da ferramenta, na versão "0.1", que seria apenas uma construção em fork do GIMP, com as primeiras mudanças propostas.

Em 2020 a expectativa é lançar a versão 1.0, já portada para GTK3, com documentação e extras.

Não podemos dizer se o Glimpse será um projeto duradouro, ou se será apenas algo passageiro de algumas pessoas inconformadas com o nome do GIMP. O projeto GIMP carece de desenvolvedores há muito tempo, não sabemos exatamente o porquê, mas acho que a criação de um novo projeto, ou mesmo a organização do GIMP para se tornar uma fundação, de forma semelhante ao que o Krita e o Blender fizeram, pode ser benéfico.

Sei que nós, brasileiros, nunca tivemos problema algum com o nome GIMP, mas se isso for identificado como um fator que impeça o crescimento do projeto em locais falantes de Inglês, assim como aconteceu com a desambiguação de "Free Software" com a sentença "Open Source", não vejo nada de errado em considerar um rebranding. Liberdade é para os que concordam e para os que discordam, não é mesmo?

O que você achou da ideia do projeto? Mesmo nunca tendo feito qualquer conotação negativa com o nome "gimp", confesso que goste de como "Glimpse" soa aos meus ouvidos. E você?

Participe do nosso fórum e continue o debate.

Até a próxima!
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Instale o novo GIMP 2.10.12!

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quinta-feira, 13 de junho de 2019

O GIMP (GNU Image Manipulation Program) é bem famoso e utilizado no mundo open source, fora dele também. Afinal, conheci “esse camaradinha” antes mesmo de saber o que era Linux (😁😁😁). Possuindo versões para Linux, Windows e macOS, o GIMP é uma ótima alternativa gratuita e bem poderosa. No dia 12 de Junho, o programa recebeu uma atualização. Confira as novidades do GIMP 2.10.12.

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Basicamente a versão 2.10.12 veio recheada de correções de bugs. Entretanto, alguns novos recursos foram implementados e outros lapidados.

Melhorias e recursos do GIMP 2.10.12


  • A ferramenta de edição de curvas (Curves) foi aprimorada, proporcionando melhor controle ao manipular os movimentos relativos ao arrastar os pontos, encaixes e foram adicionados tipos de pontos de curva suave ou de canto;


  • TIFF agora possui suporte a camadas, sem a necessidade de mesclá-las ao exportar as imagens;
  • Suporte a fontes instaladas pelos usuários do Windows. Este recurso ainda está em desenvolvimento e não foi totalmente implementado, podendo conter bugs. Com isso outras fontes podem ser adicionadas ao software;
  • Pintura mais rápida, descartando a constante dependência do buffer, resultando em alguns casos em uma pintura mais veloz;
  • Modo incremental na ferramenta “Dodge/Burn”, aplicando efeitos incrementalmente conforme o cursor do mouse;
  • Retorno da seleção preliminar na ferramenta “Free Select”, isso permite a seleção imediata após a região for fechada, contudo, com um controle maior (semelhante à ferramenta “Rectangle Select”);
  • Nova ferramenta de deslocamento, permitindo criar padrões repetitivos ao envolver as bordas e deslocar os pixels;

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  • Capacidade de mover um par de guias em interseção com a ferramenta “Mover”;
  • Melhor suporte a pinturas de simetria;
  • Melhor suporte a exportação de imagens, mantendo as cores do perfil da imagem;
  • Aperfeiçoamento do GEGL e babl, proporcionando uma visível melhora no coeficiente do amostrador cúbico, na interpolação (abrangendo todas as ferramentas de transformação, “Warp Transform”, etc.);
  • Com o aprimoramento do GEGL, o gerenciador de memória obteve resultados superiores. Ainda mais com arquivos grandes que antes tinham uma variante muito alta de memória;
  • Entre outras melhorias.

Diversos bugs solucionados na versão 2.10.12


  • Corrigido bugs relacionados ao gerenciamento de cores;
  • Correção de um bug que ocasionava na alteração indesejada das cores num primeiro e segundo plano, nas predefinições de ferramentas;
  • Correção de bugs no modo pintura de simetria;
  • Solucionado um erro que interrompia a tradução, conforme o idioma do usuário;
  • Corrigido bugs no formato do pincel;
  • E muito mais, cerca de 200 commits em 2 meses.

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Instalando o GIMP 2.10.12


Provavelmente a sua distribuição conta com uma versão do GIMP nos repositórios. Não obstante, é bem provável que a mesma esteja na 2.8 e salve alguns casos o programa estará na 2.10. Pois bem! Existem diversas formas de se obter as últimas releases estáveis do GIMP, porém, irei demonstrar o processo de instalação da versão indicada por eles em seu site oficial, o GIMP em Flatpak.

Para usuários de macOS e Windows, baixe o instalador do GIMP, em seu site oficial.

Antes de tudo configure o Flatpak em seu sistema, saiba mais acessando este post (é muito simples). No caso das últimas versões do Linux Mint, o Flatpak já vem por default.

Você poderá instalar o GIMP 2.10.12, tanto via terminal como interface gráfica (dependendo de seu sistema). Caso queira habilitar a opção para instalação de flatpaks na loja do Ubuntu, acesse esse post (a loja do Mint, já possui tal funcionalidade). Depois de configurar a loja, conforme o post indicado, pesquise por GIMP e instale a versão no formato Flatpak.

gimp-manipulador-edditor-imagens-photoshop-free-gratuito-flatpak-gimp2.10-linux-windows-macos-loja-ubuntu-gnome-software

Já via terminal você pode proceder da seguinte maneira:

Habilite o repositório do Flathub, caso ainda não o tenha.

flatpak remote-add --if-not-exists flathub https://flathub.org/repo/flathub.flatpakrepo

Depois instale o GIMP, utilizando o comando:

flatpak install flathub org.gimp.GIMP

Para executar o programa você pode verificar se o mesmo apareceu junto aos programas do seu sistema, ou rodando o comando:

flatpak run org.gimp.GIMP

A desinstalação pode ser efetuada da seguinte forma:

flatpak uninstall org.gimp.GIMP

Se você já possui o GIMP instalado em Flatpak, e não quer atualizar via interface gráfica, pode atualizar todos os Flatpaks do sistema com um simples “flatpak update” ou especificar a aplicação.

flatpak update org.gimp.GIMP

gimp-manipulador-edditor-imagens-photoshop-free-gratuito-flatpak-gimp2.10-linux-windows-macos


Planos para o futuro


A equipe de desenvolvimento do GIMP informou que mesmo, na atual situação, a versão 3.0 do programa esteja com pouca visibilidade. Eles darão mais novidades em breve. Incentivam o apoio, com donativos ao projeto. Isso vai acelerar todo o processo de desenvolvimento da próxima versão. Acesse a página oficial de contribuições do projeto e ajude o GIMP, basta clicar neste link. Para mais detalhes do lançamento, acesse o site oficial do projeto.

Utiliza o GIMP? Gosto muito deste programa. Que tal acessar nosso fórum Diolinux Plus e sempre ficar por dentro das novidades?

Até o próximo post, te espero aqui no blog Diolinux, SISTEMATICAMENTE! 😎

Fonte: GIMP.org.
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Instalando fontes no Linux para TCC e design gráfico

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quarta-feira, 27 de março de 2019

As normas da ABNT especificam algumas fontes para o desenvolvimento de um documento, sendo elas “Arial” ou “Times New Roman”, acontece que por padrão estas fontes não estão instaladas no sistema (na maioria dos casos), sendo necessário sua adição.

fontes-linux-ubuntu-mint-deepin-times-new-roman-arial-mscorefonts-ttf-otf

Adicionar fontes no Linux é uma tarefa super fácil, algumas estão até disponíveis nos repositórios oficiais do Ubuntu, Mint, Deepin entre outras distribuições. Também existe a possibilidade de efetuar o download de algum site e adicionar manualmente ao sistema, então vamos demonstrar ambas maneiras.

Adicionando as mscorefonts


As mscorefonts, também conhecidas por “Fontes Microsoft”, é o conjunto de fontes utilizadas comumente em especificações como a ABNT, este pacote é composto de tais fontes:

  • Andale Mono
  • Arial Black
  • Arial (Bold, Italic, Bold Italic)
  • Comic Sans MS (Bold)
  • Courier New (Bold, Italic, Bold Italic)
  • Georgia (Bold, Italic, Bold Italic)
  • Impact
  • Times New Roman (Bold, Italic, Bold Italic)
  • Trebuchet (Bold, Italic, Bold Italic)
  • Verdana (Bold, Italic, Bold Italic)
  • Webdings

Via interface gráfica


Para adicionar as fontes Microsoft em seu Ubuntu ou Deepin por exemplo, você poderá utilizar tanto a interface gráfica quanto o terminal. Caso escolha instalar as fontes sem a utilização “da telinha preta”, o programa gerenciador de pacotes Synaptic, deverá ser instalado antes. Pesquise em sua loja por Synaptic e instale o mesmo, logo após, efetue a pesquisa do seguinte termo: “ttf-mscorefonts-installer”, essa são as mscorefonts.

fontes-synaptic-linux-ubuntu-mint-deepin-times-new-roman-arial-mscorefonts-ttf-otf

No caso do Linux Mint, não é necessário instalar o Synaptic, pois sua loja consegue encontrar o pacote de fontes.

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Via terminal


Se você prefere fazer o procedimento acima via terminal, basta executar o comando:

sudo apt install ttf-mscorefonts-installer

Instalando outros tipos de fontes


É certo que fontes como Arial e Times New Roman, são largamente utilizadas em documentos de texto. E para outras situações, como na criação de artes no GIMP, Inkscape etc? Nestes casos podemos efetuar o download de fontes em sites e adicionar ao sistema.

Existem diversas maneiras de se proceder, seja literalmente clicando duas vezes sobre o arquivo, para visualizar e depois instalá-lo, ou criando um diretório em sua home, caso possua várias fontes.

Um ótimo site para conseguir uma gama (quase infinita 😎) de fontes, é o dafont.com, nele você poderá baixar gratuitamente diversos arquivos. Os formatos mais comuns de fontes são: “TTF” e “OTF”, após efetuar o download, clique duas vezes sobre o arquivo de fonte e o visualizador de fontes aparecerá, ou clique com o botão direito do mouse, a primeira opção será o programa para instalar fontes no sistema.

fontes-linux-ubuntu-mint-deepin-times-new-roman-arial-mscorefonts-ttf-otf

Depois de abrir o visualizador de fontes é tudo bem intuitivo, basta clicar em instalar e aguardar o processo.

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O método é bem comodo e pratico, porém ao trabalhar com muitas fontes, fica chato instalar uma a uma, para contornar essa situação, crie uma pasta denominada “.fonts” em sua pasta pessoal, e adicione os arquivos neste diretório.

Para visualizar as pastas ocultas no Ubuntu, Linux Mint e Deepin, clique com a combinação de teclas “CTRL+H” e esses diretórios serão visíveis (no KDE a combinação é “ALT+.”), se a pasta “.fonts” não existir, crie ela.

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O site DaFont é uma ótima opção para downloads de fontes, entretanto há alguns anos disponibilizamos um pack, com acredite se quiser! Mais de 4.500 fontes, baixe esse pacote no seguinte link.

Veja também esse tutorial em formato de vídeo, caso alguma dúvida tenha ocorrido.


O GIMP pode inicialmente não reconhecer as fontes adicionadas na pasta “.fonts”, caso isso ocorra, acesse o post que ensinamos como adicionar fontes no GIMP.

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Espero você até a próxima postagem, aqui no blog Diolinux, SISTEMATICAMENTE! 😎
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