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ArcMenu 33 chega com suporte ao GNOME 3.34 e várias outras novidades

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quarta-feira, 9 de outubro de 2019


No último dia 5/10, o ArcMenu - uma extensão para o GNOME Shell que provê um menu de aplicativos e atalhos no painel - lançou a sua versão de número 33. Com suporte ao GNOME Shell 3.34, e a adição de várias funcionalidades.


Para um grande número de usuários, o uso de extensões no GNOME Shell é algo indispensável. Por mais que não sejam mantidas pelo próprio projeto, as mesmas fornecem funcionalidades que, para muitos (como eu), são o que faltava para o GNOME Shell se tornar o ambiente gráfico ideal.

Não sabe o que é, ou como instalar e gerenciar as extensões no GNOME Shell? Temos um post aqui no blog que irá tirar todas, ou ao menos a grande maioria das suas dúvidas.

Se você está “antenado” com as mais recentes novidades relacionadas ao GNOME, então você sabe que nas últimas versões ele recebeu uma variedade muito boa de polimentos e novas funcionalidades, bem como melhorias “absurdas” no desempenho. Acompanhando o ritmo, os desenvolvedores que mantém várias das extensões tem feito o mesmo. E o pessoal do ArcMenu não ficou para trás. Como você pode conferir à seguir.

Então, o quê há de novo?


Agora o ArcMenu disponibiliza uma seleção de vários layouts diferentes, incluindo alguns mais ao estilo “Menu Iniciar” do Windows, “Cinnamon Menu” do Linux Mint, Whisker Menu do XFCE, entre outros.


Selecionar entre vários temas pré definidos, ou criar o seu próprio;
Importar e exportar temas;
Suporte ao GNOME 3.34;
Opção para esconder o botão de desligar o sistema;
Aumentar o tamanho dos ícones das aplicações;
Editar ícones e nomes dos atalhos de aplicações;
Novo logo do ArcMenu;
Aprimoramentos de performance;
Integração com a extensão DashToPanel, que permitirá “arrastar e soltar” atalhos de aplicativos, entre o ArcMenu e o painel na DashToPanel;
Abrir arquivos localizados dentro de pastas diretamente do mecanismo de busca.

Várias outras melhorias que você pode conferir na página de lançamento do ArcMenu, no Gitlab. Instale o ArcMenu a partir da GNOME Shell Extensions.

Eu tenho utilizado o GNOME Shell como a minha interface gráfica padrão há pouco mais de um mês, e desde então nunca utilizei menus ao estilo do ArcMenu. Utilizo o GNOME Shell em seu layout padrão. Porém, após ler e ver as novas funcionalidades do ArcMenu fiquei bastante tentado a testar. Você utiliza o ArcMenu, ou alguma outra extensão semelhante? O quê achou das novas funcionalidades? Conte-nos nos comentários.

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GTK 4 recebe melhor compatibilidade com Vulkan

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terça-feira, 8 de outubro de 2019

O GTK é um toolkit multiplataforma para criação de interfaces gráficas. Caso você utilize a versão principal do Ubuntu, ou distros como Fedora, Linux Mint, Elementary OS, Endless OS e Pop1_OS em suas principais versões. É o GTK que compõe as interfaces gráficas destes sistemas. Ao contrário do que muitos pensam, apps para outras plataformas, por exemplo, o Windows, podem ser escritos em GTK. Atualmente a versão suportada na maioria dos sistemas é o GTK 3.

gtk4-vulcan-mutter-gnome-apps-linux-open-source-software-livre-api-graphics-opengl

Quando o assunto é GTK, lançamentos frequentes não são comuns, e sempre existe aquela velha rixa com o Qt. Esse também utilizado para desenhar interfaces gráficas. Deepin e KDE são ótimos exemplos. Não quero entrar no mérito de quem é melhor ou pior, o mais importante é que os softwares construídos com essas tecnologias cumpram seus objetivos. 

No início do ano escrevi uma postagem sobre o GTK 4, e que seu lançamento pode estar cada vez mais próximo. Caso queira ver algumas das mudanças do atual GTK 3 para o GTK 4, acesse a postagem mencionada acima e veja as vantagens dessa nova versão.

Aprimorado o uso do Vulkan no GTK4


Se você é do meio gamer, já deve conhecer o Vulkan. Essa API gráfica vem demonstrando melhoras significativas na performance dos jogos no Linux, e até mesmo no Windows. Atualmente o GTK 4 além de suportar o OpenGL, também suporta Vulkan.

Fazendo o uso de uma API como o Vulkan ou OpenGL, as aplicações podem ter melhor performance. Pois, podem aliviar o uso das GPUs ao processar gráficos. Utilizar uma GPU dedicada para trabalhar, dá maior autonomia ao processador. Afinal, ao invés de se preocupar com tarefas gráficas, o mesmo pode focar em processos mais importantes.

Quando você abre uma aplicação em seu sistema, uma quantidade assombrosa de pixels desenham em tela tudo que você está vendo. Para fins comparativos, um monitor full hd tem 2 milhões de pixels em tela. Obviamente que as GPUs modernas podem dar conta dessa quantidade de informação, entretanto cada vez que um simples detalhe é modificado durante o uso da aplicação, por exemplo, clicar em um pequeno botão, é necessário redesenhar tudo novamente.

Imagine esse processo sendo feito a cada momento, o tempo todo em que você faz uso de algo no sistema. Para contornar isso, os compositores de janelas usam uma técnica inteligentíssima: apenas redesenhar a parte que realmente teve algum detalhe modificado.

Assim o GTK rastreia quais partes da janela mudou, envia essas informações ao compositor de janelas, para que o próprio compositor possa redesenhar apenas o novo conteúdo. Ao utilizar o EGL (uma interface entre as APIs de renderização, OpenGL, OpenGL ES ou OpenVG), tudo já era bem otimizado, contudo com o Vulkan problemas ocorriam.

gtk4-vulcan-mutter-gnome-apps-linux-open-source-software-livre-api-graphics-opengl

Você pode perceber na imagem acima que o resultado não foi o dos melhores. Georges Stavracas, desenvolvedor do Gnome, após efetuar muitas pesquisas e testes conseguiu solucionar o problema. Para quem desconhece, Georges é um desenvolvedor brasileiro e vem desempenhando um trabalho primoroso no GNOME. Graças a ele, a função de arrastar e soltar os ícones para agrupá-los no menu do GNOME Shell tornou-se realidade (sem o uso de extensões de terceiros).

A descoberta do problema foi durante o desenvolvimento do GNOME To Do, programa que o brasileiro vem mantendo, e pasmem os senhores, já faz uso do GTK 4. Por padrão o renderizador do Vulkan no GTK 4 sempre envia toda janela para o compositor. A GPU é a encarregada por todo processo, mas não deixa de ser uma solução deselegante. Todavia através de uma função do Vulkan, “VK_KHR_incremental_present”, a renderização pode ser otimizada e apenas os detalhes que forem novos serão redesenhados na janela.

gtk4-vulcan-mutter-gnome-apps-linux-open-source-software-livre-api-graphics-opengl

Tudo indica que o GTK 4 de fato está bem próximo, com melhor desempenho e fazendo uso de tecnologias, como o Vulkan, a tecnologia promete dar um salto em comparação ao GTK 2 e GTK 3. Somando o Wayland na equação, e quem sabe sua compatibilidade com drivers proprietários NVIDIA (tendo em vista que os drivers abertos da AMD já possuem um desempenho bem interessante com o Wayland) a performance seja ainda superior. Claro, que a compatibilidade dos drivers proprietários da NVIDIA não é de responsabilidade da comunidade. Afinal, como implementar algo sem a ciência de seu real funcionamento? Engenharia reversa é algo extremamente complexo e seria bem mais simples a NVIDIA cooperar com o projeto.

Ansioso para o GTK 4? Sei que muitos estão torcendo para que ele dê um up na performance de aplicações e do GNOME Shell. Será que em 2020 veremos o GTK 4, enfim, sendo utilizado em larga escala?

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Conheça alguns atalhos de teclado muito úteis no Ubuntu

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sexta-feira, 4 de outubro de 2019

Por mais prático que seja utilizar o mouse, certas tarefas se tornam muito mais práticas e rápidas quando fazemos uso dos atalhos de teclado. Hoje iremos conferir vários dos muitos atalhos de teclado disponíveis no Ubuntu, que podem facilitar muito as nossas tarefas e aumentar a produtividade.

atalhos-de-teclado-muito-uteis-no-ubuntu

Este artigo será focado no Ubuntu, porém, todas as principais distros e interfaces possuem funcionalidades semelhantes. Muitas vezes os atalhos podem ser diferentes em outras distros, bem como a forma de configurá-los. Todavia, essa funcionalidade possui fácil configuração, e costuma estar disponível nas configurações do sistema.

• Abrir o terminal:


O terminal é uma ferramenta que nem todos utilizam, e muitos realmente nem precisam utilizá-la. Mas é sem dúvidas um facilitador e um economizador de tempo. E para economizar tempo, melhor ainda é abrí-lo com uma simples combinação de teclas.

Control + Alt + T

• Minimizar todas as janelas:


Este é um recurso que eu sempre utilizei em todas as distros e interfaces. Porém, não através de atalhos no teclado, e sim clicando no tradicional ícone “Exibir a área de trabalho” disponível na maioria das interfaces gráficas. O Ubuntu também possuía essa função quando utilizava o Unity, porém, no GNOME Shell este ícone não existe e, por padrão, não pode ser ativado. É aí que entra o atalho:

Super + D

Obs.: A tecla “Super” é a mesma que comumente vem com a logo do Windows. Também chamada de “tecla do Windows”.

• Encerrar a sessão:


Não é uma tarefa que exige muitos passos em qualquer interface gráfica, mas quando se trata de produtividade, cada segundo conta. Trata-se de um atalho de teclado muito comum no Windows, que entre outras coisas, também serve para encerrar a sessão.

Control + Alt + Delete

• Tirar print de uma área determinada da tela:


Ao pressionar a combinação de teclas abaixo, o cursor do seu mouse mudará para um formato de “cruz”. Nesse momento você precisa apenas selecionar na tela a área que deseja tirar o print, e a imagem será criada instantaneamente na sua pasta “Imagens”.

Shift + Print Screen

• Controlar o posicionamento das janelas na tela:


Super + ⇒” - Dimensiona e posiciona a janela atual na metade direita da tela.

Super + ⇐” - Dimensiona e posiciona a janela atual na metade esquerda da tela.

Super + ⇓” - Restaura o tamanho que a janela atual possuía antes de ter sido maximizada.

Super + ⇑” - Maximiza a janela atual.

Super + H” - Minimiza a janela atual.

• Abrir um prompt de entrada para comandos:


Este atalho abre um prompt, similar ao “Executar” no Windows, que pode ser útil para tarefas simples e rápidas, como “matar” uma aplicação que não esteja respondendo, ou abrir uma nova. Um bom exemplo é, se o seu Firefox estiver travado e não respondendo, você pode simplesmente pressionar o atalho, digitar “killall firefox” e pressionar “Enter” para encerrar a aplicação. Também pode utilizar a combinação, caso o GNOME Shell trave. Neste caso digitando dentro da caixa de diálogo "r".

Alt + F2

• Gravar a tela sem precisar de programas de terceiros:


Isso mesmo! O GNOME Shell, e também o Cinnamon, possuem de forma nativa uma funcionalidade que permite gravar a tela por até 30 segundos sem que seja necessário instalar quaisquer aplicativos extras. Uma funcionalidade muito útil para criar tutoriais rápidos para postar como resposta em fóruns, ou ensinar algum amigo a executar determinada tarefa.

Shift-Control-Alt-R

• Abrir aplicativos fixados na barra lateral:


Os primeiros dez aplicativos, contando de cima para baixo, que você tiver fixados na barra lateral do seu Ubuntu, sejam eles quais forem, podem ser abertos instantaneamente com um simples atalho no teclado. Considerando que o primeiro aplicativo é o número um (1), e o décimo é o número zero (0). Utilize o comando da seguinte forma:

Super + 1” (Substituindo o “1” pelo número do aplicativo desejado.)

• Alternar entre workspaces:


Eu nunca fiz uso da funcionalidade de múltiplas áreas de trabalho em sistema nenhum. Mas muitas pessoas utilizam essa funcionalidade, e os atalhos abaixo podem ser uma forma muito mais prática de alternar entre esses workspaces.

Super + PageUp

Super + PageDown

O vídeo a seguir te ensina a como criar novos atalhos, e também mostra todos os atalhos citados deste artigo sendo executados.


Você utiliza outros atalhos de teclado além dos clássicos “Ctrl + C”, “Ctrl + V”, “Ctrl + Z”, e etc? Já conhecia os mencionados acima? Ou assim como eu, aprendeu muitos novos com este artigo? 😌

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Chrome solicitando senha ao iniciar, como resolver?

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segunda-feira, 30 de setembro de 2019

Os gerenciadores de chaveiros do sistema, como o GNOME Keyring e o KDE Wallet. São aplicações responsáveis por gerenciar e armazenar credenciais de segurança, como nomes de usuário, senhas e chaves. Estes gerenciadores, geralmente são softwares muito bons e seguros, porém, em certas situações a forma com que funcionam pode ser um tanto irritante.

como-resolver-chrome-solicitando-senha-ao-iniciar

Em várias distribuições Linux, já presenciei um comportamento um tanto intrigante quanto ao funcionamento dos gerenciadores de chaveiros do sistema. Ao iniciarmos o sistema operacional, quando digitamos a senha na tela de login, também estamos autorizando o desbloqueio do chaveiro do sistema. Permitindo assim ao usuário acessar programas por ele protegidos, como por exemplo, o Google Chrome.

Porém, com a função “autologin” ativada, não precisamos digitar a senha para inicializar o sistema. Logo, em alguns casos, o chaveiro não é desbloqueado na inicialização. Desta forma, toda vez após o sistema ter sido inicializado, na primeira vez que formos iniciar um desses aplicativos protegidos, será necessário digitar a senha para desbloqueio do chaveiro. Que, para o chaveiro padrão, é a mesma senha de usuário que você criou durante a instalação do sistema.

Por esse motivo, em vários sistemas e interfaces gráficas diferentes, precisamos digitar a senha toda vez que iniciarmos o Google Chrome pela primeira vez, após a inicialização do sistema. Esse comportamento pode ser o mesmo para o Chromium, e outros aplicativos que estiverem sendo protegidos pelo chaveiro do sistema.

Todavia, esse não é um comportamento que ocorre em todos os casos. Algumas distribuições, como por exemplo, o OpenSUSE. Não tem esse “problema”. Nem todas as distros utilizam os mesmos gerenciadores de chaveiros, ou vem configuradas da mesma forma. Sendo assim, esse comportamento acontece apenas em alguns casos.

Após alguma pesquisa, consegui encontrar uma maneira de contornar esse funcionamento “chato”, e fazer com que, mesmo com o “autologin” ativado, o sistema não solicite mais que o usuário digite a senha ao iniciar estes aplicativos pela primeira vez após o boot.

Procedimento em distros que utilizem o GNOME Keyring


Na maioria das distros com interface GTK, como GNOME Shell, XFCE, e Cinnamon. O gerenciador de chaveiros utilizado é o GNOME Keyring. Nestas distros realizaremos o procedimento através de um utilitário chamado Seahorse.

• O Seahorse pode ser instalado via interface gráfica através da loja de aplicativos da maioria das distros.

gnome-software-fedora

Se preferir instalar via terminal, rode o comando abaixo de acordo com a sua distro:

Fedora:

sudo dnf install seahorse

Linux Mint, Ubuntu e derivados:

sudo apt install seahorse

Manjaro, Arch Linux e derivados:

sudo pacman -S seahorse

OpenSUSE:

sudo zypper install seahorse

Após a instalação, o ícone do Seahorse estará disponível no seu menu de aplicativos. Abra-o. No canto superior esquerdo, na sessão “senhas”, você verá um “chaveiro” chamado “Login”.

Clicando sobre ele, à direita você verá quais são os programas que estão sendo protegidos por este chaveiro. Clique com o botão direito do mouse sobre o chaveiro, selecione “Alterar senha”. 

senha-do-chaveiro-seahorse

• Digite a senha atual, e quando for solicitado a nova senha, apenas deixe ambos os campos em branco.

caixas-de-dialogo-alteracao-senhas-seahorse


• Pressione “Continuar”, e pronto! A senha do seu sistema continua sendo a mesma, porém a senha do chaveiro não mais existe. Desta forma, este será aberto automaticamente durante a inicialização.

Realizando o procedimento no KDE Plasma


Abra o menu e pesquise por “Wallet”. Clique em “Carteira do KDE”.

busca-wallet-menu-kde-plasma

Na janela que abrir, desmarque a caixa de seleção “Habilitar o subsistema de carteiras do KDE”, e clique em “OK”.

configuracoes-carteira-kde

Se você estiver logado no sistema de sync do Chrome/Chromium com a sua conta Google, a alteração que você acabou de fazer fará com que o login fique pausado. Para resolver esse problema: abra o Chrome/Chromium. Na barra de endereços cole a linha abaixo e pressione “Enter”.

chrome://flags/

No campo de busca, dentro da página que você acabou de abrir, cole a linha abaixo e pressione “Enter”.

Identity consistency between browser and cookie jar

configuracoes-recursos-experimentais-chrome-chromium

Conforme indicado na imagem acima, selecione “Disabled”, depois clique em “Relaunch Now”.

Pronto! A sua senha de usuário continua sendo a mesma, e ela jamais será solicitada ao iniciar o navegador novamente.

Você já teve esse problema e conseguiu solucionar com este método? Ou talvez você conheça uma solução melhor? Dê o seu feedback nos comentários.

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GNOME e sua estratégia de UX Design

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sexta-feira, 27 de setembro de 2019

Recentemente postei aqui no blog Diolinux minha visão quanto ao tema “design no Linux”, seja nas distros ou aplicativos. Hoje trago um resumo e considerações de uma série de postagens de um dos principais designers do time de desenvolvimento GNOME.

gnome-ux-design-app-software-shell-de-aparência-visual-experiência-usuário-user-experience

Saber onde almeja chegar é um passo importante para qualquer projeto. Afinal, se você não sabe onde é seu destino, qualquer lugar serve. Isso pode ser bom em alguns casos, porém na maioria esmagadora o resultado não é dos melhores. Design é passível de interpretação e pode ser considerado como arte. Obra-prima para uns, lixo para outros. Todavia, não podemos negar que exista uma lógica e um design por trás de projetos, como GNOME, KDE, Deepin, Elementary OS, entre outros. Não falo apenas de beleza, mas da experiência em que a pessoa terá ao interagir com o ambiente gráfico e seus programas. Simplificando grosseiramente, isso é UX Design. Não basta ser bonito, tem que ser o mais intuitivo e funcional possível. Se um software é mal construído, seus usuários irão ter uma péssima experiência de uso. Você gostando ou não, o GNOME possui uma lógica de funcionamento.

Membro da equipe de designers para desktop da Red Hat, um dos principais designers do GNOME, Allan Day, fez uma série de artigos informando os rumos e diretrizes de design em que a equipe do projeto quer tomar. Após a GUADEC (Conferência Europeia do Usuário e Desenvolvedor do GNOME) na Grécia, Allan decidiu criar as postagens explicando mais algumas experiências adquiridas e caminhos almejados pelo GNOME. Recomendo a leitura da primeira postagem, abordando seu aprendizado com a troca de experiências com outras pessoas na conferência.

Estratégia de UX para o GNOME


O contato com os mais diversos usuários e membros do GNOME possibilitou a criação de estratégias que potencialmente farão parte do GNOME UX. Esses objetivos são uma resposta a pesquisa analisada e que pode apontar o caminho do sucesso no mercado de desktops. Tudo isso subdividido em metas:

Sempre entregar qualidade 


Essa é a meta número 1, oferecer qualidade em todo ecossistema GNOME, incluindo a aparência e design do software e sem esquecer sua usabilidade e experiência do usuário. Melhor desempenho e solução de bugs, também são considerados como aspectos da UX. 

GNOME e a Nuvem


Aplicações em nuvem, a exemplos de apps em Electron e Progressive Web Apps. Poderão ser incluídos no sistema, junto a funcionalidades que integrem, quando possível, o GNOME com serviços já existentes.

Crescimento do ecossistema de apps GNOME


Um dos principais objetivos de uma plataforma como o GNOME é executar aplicativos, portanto, é lógico que o número e a qualidade dos apps oferecidos é crucial. O Flatpak permitiu a distribuição facilitada de muitos softwares, contudo há muito trabalho a ser feito em torno da plataforma de desenvolvimento de programas do GNOME.

Suporte a hardware moderno


Atualmente grande parte deste trabalho é feito pelas distribuições, entretanto outros aspectos, como suporte a alta definição, telas sensíveis ao toque, e muito mais estão sob responsabilidade do GNOME. Este trabalho é importante, pois segundo Allan em sua pesquisa, a escolha entre SO e hardware normalmente estão entrelaçados. Assim o GNOME precisa sempre suportar os mais recentes hardwares do mercado.

Priorizar e obter maior impacto 


Os recursos do GNOME são limitados, então priorizar e saber direcionar os recursos para seus devidos lugares é essencial para potencializar e impactar o máximo possível. Priorizar recursos utilizados em maior escala pelos usuários, em detrimento de funções pouco utilizadas, é a forma mais inteligente de aprimorar as features mais importantes para os usuários. Investimento no kit de ferramentas é uma questão que pode beneficiar todo um conjunto de apps que valem do GTK. Ao mesmo tempo, existe a necessidade de conversas e decisões que impactem um menor número possível de pessoas, dando maior atenção aos mais usados e em alguns casos, diminuindo a quantidade de software em detrimento da primeira meta, manter sempre a qualidade. Obviamente, que esse tipo de assunto deve ser tratado com delicadeza. Afinal, os recursos não são substituíveis em um projeto upstream como o GNOME, e os colaboradores podem e devem ser livres para trabalhar no que desejam.

Podemos observar que priorizar os recursos utilizados, na maior parte do tempo pelos usuários, e visar a qualidade é uma das diretrizes mais consolidadas nessa estratégia. Mas o que especificamente isso quer dizer? A seguir irei demonstrar alguns conceitos em que Allan disponibilizou, acreditando que o polimento de recursos básicos e essenciais é a chave para potencializar a melhora de experiência do usuário final.

Desbloquear e fazer login


Começando pela tela de desbloqueio/login que é no caso de muitos, o primeiro contato com o sistema. Muitas pessoas utilizam esse recurso o tempo todo, então podemos dizer que ele é o exemplo perfeito de feature a receber enorme atenção pelos designers do GNOME. A equipe vem desenvolvendo o UX, veja abaixo um mockup do recurso.

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Notificações


Outro ponto importantíssimo é a área de notificações do sistema, diariamente interajo com os diversos programas em meu sistema e receber e poder visualizar facilmente/intuitivamente as notificações, potencializa a utilização no dia a dia.

Segundo Allan Day, “A equipe de design tem revisado sistematicamente quase todas as partes do sistema principal do GNOME, com o objetivo de polir e refiná-las. Parte deste trabalho já chegou ao GNOME 3.34, onde você verá uma coleção de melhorias no estilo visual”.

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Menu e elementos da interface


Com projetos de um menu do sistema atualizado, que se destina e resolver problemas conhecidos de longa data. A equipe vem trabalhando em vários aspectos, por exemplo, as caixas de diálogo do sistema e muito mais. O menu do sistema também receberá novidades e melhorias de UX, “já fizemos algum trabalho experimental nessa área e estamos planejando desenvolver o trabalho de arrastar e soltar que Georges Stavracas realizou no GNOME 3.34”, diz Allan Day. Inclusive fizemos recentemente uma postagem com algumas novidades da versão 3.34 do GNOME.

Apps


Atualmente a equipe de design já dedica muito tempo em aplicativos essenciais, como Configurações, GNOME Software e o Nautilus. Seguindo este conceito de priorização, outros apps de uso básico, também foram analisados. Dois exemplos que Allan menciona, são: o visualizador de documentos e imagens. 

Segundo ele, “hoje, os visualizadores de documentos e imagens fazem seu trabalho razoavelmente bem, mas eles não têm refinamento em algumas áreas e nem sempre aparentam pertencer ao restante do sistema. Eles também carecem de alguns recursos críticos.”

Veja abaixo o mockup do visualizador de documentos.

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E um mockup do visualizador de imagens.

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Por este motivo foram criados designs atualizados usando os mesmos padrões visuais para esses softwares, para que pareçam pertencer um ao outro. Alguns recursos foram adicionados, a edição simples de imagem é um deles, algo que os usuários mencionaram. Existe a intenção de estender os planos para outros aplicativos básicos mais utilizados do GNOME, o editor de texto Gedit e o reprodutor de vídeos podem ser aprimorados.

Muitos outros aplicativos e partes do sistema estão sendo reestruturados, quando o assunto é UX Design, todavia Allan Day deixou claro que o foco da equipe são os mais utilizados e não faz sentido ele compartilhar outros sem esse nível de prioridade.

Plataforma de desenvolvimento 


Facilitar a vida do desenvolvedor GNOME é um ponto importante. Priorizar a plataforma de desenvolvimento faz com que cada aplicativo pareça ter uma melhor consistência visual, portanto, pode ser uma maneira extremamente eficaz de melhorar o GNOME UX. 

Novamente, essa é uma área em que a equipe de design vem realizando um grande esforço nos últimos tempos, principalmente em torno dos ícones do sistema. Além dos ícones outros aspectos do GTK estão sendo trabalhados, pois nem todos os widgets respeitam um mesmo padrão de design, dificultando em muitos casos a implementação de projetos de aplicativos GNOME, resultando em uma qualidade em que os designers não gostariam. Por tal motivo os designs do GNOME estão revisando cada um dos padrões de design do projeto, de modo a manter a melhor qualidade possível e que seja totalmente suportado.

“Queremos que cada padrão tenha uma ótima aparência, funcione muito bem e seja fácil para os desenvolvedores de aplicativos usarem. Até o momento, temos novos designs de menus, listas suspensas, caixas de listagem e notificações no aplicativo, e há mais por vir. Essa iniciativa está em andamento e precisamos da ajuda de desenvolvedores de plataformas e kits de ferramentas para concluí-la”, diz Allan Day.

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Recomendo a leitura da série de postagens do Allan Day, muita coisa esclarecedora pode ser obtida nessas matérias. Algumas declarações do mesmo em que gostaria de destacar são:

“O UX é mais que a interface do usuário: é tudo o que compõe a experiência do usuário. Como tal, o que apresentei aqui representa apenas uma fração do que seria necessário incluir em uma estratégia abrangente de UX”.

“Como um projeto aberto e upstream, o GNOME não tem controle direto sobre quem trabalha em quê. No entanto, é capaz de influenciar informalmente onde os recursos vão, seja por prioridades de publicidade, incentivando contribuições em áreas específicas ou acompanhando o progresso em direção às metas”.

Você pode ler a parte 1, parte 2 e parte 3 diretamente no blog do GNOME, caso queira maiores detalhes.

Gosto de ver toda essa movimentação e vai bem ao encontro da postagem que escrevi recentemente, toda essa estratégia só tende a beneficiar os usuários e aumentar a competitividade do desktop Linux no mercado. Obviamente que nem tudo são flores, e alguns encalços podem aparecer em meio ao caminho. Algo que poderia ser melhorado é a interação entre os usuários e desenvolvedores do GNOME, dando mais ouvidos aos utilizadores e quem sabe incorporando as extensões mais utilizadas no Shell nativamente.

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Fonte: GNOME.
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Mais novidades estão chegando no GNOME 3.34 e Fedora 31

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quinta-feira, 26 de setembro de 2019

Apesar de não ser uma das distros que as pessoas costumam indicar para usuários iniciantes, o Fedora é uma das distribuições Linux mais importantes atualmente. Mantido pela “toda poderosa” Red Hat. O Fedora é a versão focada no usuário comum do tradicional sistema operacional para servidores, o Red Hat Enterprise Linux.

novidades-chegando-no-fedora31-e-gnome3.34

No último dia 17 de Setembro, foi disponibilizada a versão Beta do Fedora 31. Além da tão esperada versão 3.34 do GNOME, a mais nova versão do Fedora, que deverá ser lançada no final de Outubro, está chegando com uma lista de melhorias e novidades “de tirar o chapéu”.

• Aprimoramentos no GameMode


Se você não sabe o que é o GameMode, já postamos dois artigos sobre o assunto aqui no blog. Que você pode conferir aqui e aqui.

Uma das principais melhorias feitas no GameMode nesta versão, está relacionada a como o usuário pode saber se a aplicação está rodando ou não. Atualmente a única forma de saber se o GameMode está rodando é através de comandos no terminal. Considerando que o GameMode é algo pensado para todos os usuários, e não apenas aos mais avançados, isso realmente era um problema.

A saída foi desenvolver uma extensão para o GNOME Shell que indicasse, através de um ícone na bandeja do sistema (O quê é bem curioso, considerando que o GNOME removeu essa funcionalidade por padrão.) se o GameMode está rodando, ou não. Além do ícone na bandeja, aparecerá também uma notificação toda vez que o status do GameMode mudar.

O GameMode já vem instalado por padrão no Fedora. Em outras distribuições, você precisa da aplicação na versão 1.4 ou superior para que a extensão funcione.

extensão-gamemode-gnome

• Implementações no Wayland.


Em conjunto com o GNOME, o Fedora também é a principal distro a entregar o Wayland por padrão. O Fedora 31 trará a possibilidade de utilizar o “XWayland on demand”.

O XWayland é um recurso do Wayland que permite o funcionamento de aplicativos compatíveis apenas com o X.org. Atualmente o XWayland é executado automaticamente ao iniciar a sessão, e permanece continuamente rodando em background. Assim permitindo que uma aplicação compatível apenas com X.org possa ser iniciada a qualquer momento.

O “XWayland on demand”, como o próprio nome já sugere, funcionará sob demanda, e rodará apenas quando uma aplicação que precisa do X11 para funcionar for iniciada.

A funcionalidade estará disponível tanto no Fedora 31, quanto em qualquer outra distro com a versão 3.34 do GNOME. Porém, ainda não virá ativada por padrão em nenhuma delas. O “XWayland on demand” ainda está em fase experimental e possui alguns bugs que precisam ser corrigidos. Como, por exemplo, o PulseAudio acidentalmente iniciando o Xwayland. Mesmo assim, para aqueles que gostam de testar coisas novas e estão dispostos a ajudar a comunidade reportando bugs, o “XWayland on demand” poderá ser ativado no Gnome 3.34 através do comando abaixo:

gsettings set org.gnome.mutter experimental-features "[...,'autostart-xwayland']"

No Fedora 31, o Wayland continuará não sendo a opção padrão para usuários com o driver proprietário da Nvidia instalado. A razão para isso é a incompatibilidade do driver em questão, com a aceleração por hardware via XWayland. Como consequência disso, muitas aplicações que dependem de tal funcionalidade, como jogos, poderão utilizar apenas aceleração por software. Tornando o uso de tais aplicações praticamente impossível.

Solucionar esse problema não é algo que possa ser feito pela comunidade sozinha. A Nvidia também precisa fazer a sua parte, já que se trata do seu driver proprietário e de código fechado. A Nvidia já informou que está trabalhando em compatibilizar o seu driver com o XWayland, todavia ainda não divulgou datas ou prazos.

• Aprimoramentos no QtGNOME.


Foram feitos aprimoramentos para assegurar que aplicações Qt se integrem da melhor forma possível ao ambiente GNOME do Fedora Workstation. As versões em Qt dos temas “Adwaita” foram atualizadas de acordo com as versões originais em GTK. Tendo também a versão dark do Adwaita completamente funcional em aplicações Qt.

Abaixo você vê uma imagem da aplicação “Okular” sem (janela de trás), e com (janela da frente) a utilização do QtGNOME.

okular-no-gnome-com-qtgnome

• Implementações de firmware


Implementações muito importantes estão sendo feitas no LVFS (Gerenciador de instalação e atualização de firmwares. Desenvolvido pelo mantenedor do GNOME, Richard Hughes). Além do “GNOME Firmware”, aplicação sobre a qual falamos recentemente aqui no blog. Vários fabricantes de hardware e periféricos estão se juntando à comunidade. Entre eles, podemos destacar a Acer, que está disposta a compatibilizar mais do seu hardware com o LVFS.

• OpenH264 aprimorado


Uma versão bastante aprimorada do OpenH264 (versão Open Source do formato de compressão de vídeos H.264) estará disponível para os usuários no Fedora 31. Esta nova versão inclui suporte aos mais avançados perfis do H.264, que estão presentes na grande maioria dos vídeos disponíveis na internet e até mesmo naqueles gravados pela grande maioria das câmeras e celulares atualmente.

Dessa forma, não será mais necessária a instalação de repositórios de terceiros para poder utilizar o software, o que é necessário agora. 

• Polimentos no GNOME Classic Mode


O GNOME Classic Mode ainda possui muitos fãs e usuários. E um grupo deles foi consultado sobre quais ajustes poderiam ser feitos a fim de melhorar a experiência de uso. A maior parte das modificações consistiu em remover algumas funcionalidades do GNOME 3 que não condizem com o ambiente do GNOME Classic. Como os “hot corners”, e o modo “overview”. Também foi adicionada a possibilidade de gerenciar a sessão pelo canto inferior esquerdo da tela.

gnomeclassic-no-fedora30
GNOME Classic no Fedora 30

• Melhor suporte para usuários não falantes de Inglês


Nas versões anteriores do GNOME, como no Fedora 30, ao selecionar um idioma durante a instalação, todos os pacotes necessários para a aplicação daquele idioma no sistema eram instalados. Porém, ao selecionar um novo idioma nas configurações do sistema, alguns pacotes precisavam ser instalados via linha de comando. No Fedora 31, se você selecionar um novo idioma no GNOME Control Center, todos os pacotes necessários deverão ser instalados automaticamente.

• Performance aprimorada


Muito trabalho foi feito para que a performance geral do GNOME fosse aprimorada. Equipes do GNOME Shell e da Red Hat têm trabalhado juntos com o mesmo objetivo, porém, em áreas separadas. Enquanto as equipes do GNOME Shell tem trabalhado em resolver os problemas de performance mais urgentes e com menores proporções, os engenheiros da Red Hat tem trabalhado nas mudanças a longo prazo e de maiores proporções.

Veja aqui o post original (em inglês) com a lista completa de melhorias e implementações chegando ao GNOME 3.34 e Fedora 31.

O quê você acha das melhorias que estão chegando no GNOME e Fedora? Você acha que eles realmente estão dando atenção para as coisas mais importantes, ou pensa que algo importante foi deixado de lado? Deixe a sua opinião nos comentários.

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Quem vê cara não vê coração - Design nas distros Linux

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segunda-feira, 23 de setembro de 2019

O post de hoje é um daqueles em que dou minha opinião ou determinado ponto de vista sobre um assunto em específico. Estava criando uma capa para uma matéria aqui do blog, e o fatídico ditado popular veio em minha mente. “Quem vê cara não vê coração”. Mas será que isso pode ser aplicado no Linux e suas diversas distribuições?

design-ux-visual-app-programa-sfotware-livre-open-source-linux-ubuntu-mint-deepin-fedora-endless-manjaro-cinnamon-kde-gnome-dde-xfce-mate-mx

Inevitavelmente o que atrai o peixe para o anzol é a isca, contudo a "pobre vitima" vislumbra de longe a suculenta refeição, e “morre pela boca”. Digamos que, de certa forma o mesmo ocorre com o usuário comum. Sei que Linux tem diversas utilidades e domina setores, como servidores, IoT, etc. Irei focar no uso doméstico, no usuário comum e seu desktop/laptop.

“Buniteza e só isso” (eu sei que a palavra está errada)


Não é de hoje que projetos, como o Diolinux, O Cara do TI e até mesmo OSistemático, pontuam que falta mais marketing no Linux, focado no usuário doméstico. Outro ponto é o cuidado com os detalhes e apelo visual. Atualmente as distribuições Linux mantém uma consistência de design razoável, e algumas encantam à primeira vista. Contudo, outras afastam com seu visual retrógrado e com cara de “Windows 95”. Não me levem a mal, mas sinto muito por quem acha isso bonito.

Sistemas com um visual atraente, mesmo que muitos não sejam de meu agrado, são em primeiro momento a porta de entrada para usuários. Windows 10, macOS, Fedora, Elementary OS, Deepin, Endless OS, entre outros. Possuem características e uma lógica em sua composição visual, coisa que nem todo sistema que pretende ser uma opção viável ao usuário comum tem. No entanto, o aspecto da aparência é importante. Afinal, ele é o que atrai as massas.

Não sei você, mas já passei por situações em que um sistema ou programa era apenas “bonito”, enquanto um “feinho” supria de melhor maneira o que era proposto a fazer. Mesmo no presente, existem muitas distros e programas feios, horrorosos, mas que cumprem sua função. Alguns não são nada intuitivos, entretanto com perseverança “são domáveis”. 

Ser atraente conquista maiores números inicialmente, todavia manter esse público não é garantido. Enquanto, sistemas e programas feios, podem ser subestimados e nunca experimentados pelas massas. Geralmente quem usa uma solução assim, ou já conhecia (quem sabe recebeu uma indicação), ou foi um dos poucos que “topou o desafio”.

“Sou feio, mas entrego o combinado”


Conforme mencionei anteriormente, ser atraente não garante ou fideliza um usuário em questão. Obviamente, que muitos continuarão apenas pelas aparências, confesso que já fiz isso inúmeras vezes (ter TOC não é fácil 😁️😁️😁️), mas até quando?

A um tempo atrás apresentei algumas distribuições para clientes, enfatizei algumas que não tinham um design tão atrativo, porém o visual fala mais alto. Só que sou teimoso, persistia um pouco mais e eles acabavam topando testar o que indiquei fervorosamente. Alguns permaneciam, outros voltavam e testavam a opção mais atraente, entretanto pude perceber que mesmo o “mais feio” entregando o combinado, o bonito na maioria das vezes ganhava.

Inúmeras vezes as soluções eram mais eficazes, mas o design fala mais alto. É curioso acompanhar a reação e ver que de fato, somos uma espécie atraída pelo visual. Utilizar softwares e sistemas “desprovidos de beleza” e um bom conceito de design, não é uma regra, e quanto menos conhecimento ou expertise possui uma pessoa em determinada área, a beleza irá se sobressair, pois “quem vê cara não vê coração”.

Conclusão 


A comunidade é composta por mais programadores do que designers, ótimos softwares existem aos montes, apesar disso seu visual ou planejamento não é pensado na utilização de um completo leigo. Isso diminui o alcance, limitando a um perfil específico, conquanto muitas pessoas poderiam ser atraídas, mas por não chamar essa atenção (seja numa simples logo, ícone ou visual mesmo) perdem a chance de crescerem ainda mais. 

Precisamos de mais designers, mais marketing, mais desenvolvedores focados na simplicidade e eficiência. Fico feliz que vários projetos pensam assim, e criam soluções bonitas e extremamente funcionais. O mundo Linux, depois de muitos anos, enfim tem distribuições e profissionais que além de doar seu tempo e esforço, despertaram que “saber se vender” atrai mais olhares.

Participe de nosso fórum Diolinux Plus, e fique ligado nas novidades.

Diga nos comentários se já passou por alguma experiência semelhante a essa, ou se ficou surpreso com um software, ou sistema (mesmo que ele não seja atraente). Também fale sobre experiências positivas, pois sei que tem muito software bonito e eficiente.

Até o próximo post, que estou feliz da vida por utilizar apps bonitos e funcionais, SISTEMATICAMENTE! 😎
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KDE Plasma 5.12.9 LTS lançado

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segunda-feira, 16 de setembro de 2019

Usuários da versão 5.12 LTS (Long Term Support) do KDE Plasma tiveram uma boa notícia no último dia 10 de setembro, com o lançamento da nona versão de manutenção do desktop environment. Com um total de 24 correções de erros e atualizações de tradução, a versão 5.12.9 deve ser o último update antes do lançamento da próxima LTS.

kde-plasma-5.12.9-lancado

Lançada em fevereiro de 2018, a versão 5.12 é a atual versão de longo suporte do KDE Plasma. A versão recém lançada, a 5.12.9, deve ser a última atualização de manutenção agendada para a atual LTS. Segundo os mantenedores do projeto KDE, novas versões de correção deverão ser lançadas apenas se houver a necessidade de corrigir vulnerabilidades críticas de segurança ou erros que possam causar instabilidade no uso do Plasma Desktop.

Essa nova versão conta com seis meses de correções de erros e traduções da comunidade KDE. As correções são consideradas relativamente pequenas, mas importantes. Entre elas, podemos destacar as seguintes:

Mudança no ‘applet’ da Lixeira para que utilize as mesmas configurações de sombras dos ícones da área de trabalho.

applet-lixeira-kde-plasma

Melhoria na nitidez dos nomes de pastas e arquivos.

modificação-nomes-pastas-arquivos kde-plasma

Correção na tradução dos controles multimídia na tela de bloqueio.

Correção de um bug no dicionário do ‘Krunner’ que fazia com que o mesmo não mostrasse nenhuma definição para a palavra pesquisada.

Se você quiser ver a lista completa com todas as correções, acesse o registro de mudanças da versão.

A próxima LTS do KDE Plasma deverá ser a versão 5.18, e está agendada para meados de fevereiro de 2020.

Se você estiver utilizando o KDE Plasma na versão 5.12.8, é recomendado que fique atento às atualizações da sua distro, para que assim que esteja disponível você o atualize para a atual 5.12.9.

À mim parece que os ‘desktop environments’ do mundo Linux vem crescendo em um ritmo bastante acelerado nos últimos tempos, o que acho ótimo. As melhorias no KDE Plasma nos últimos lançamentos foram incríveis, o que você pode ver por este, e este posts. Já no “lado GTK da força”, a versão 3.32 do GNOME veio “com tudo”, e a 3.34 já chegou com muitas melhorias. O XFCE, além das melhorias excelentes na versão 4.14 também prometeu um intervalo de tempo mais curto até o lançamento da próxima versão.

Na verdade, todo o “mundo Linux” para desktop vem crescendo de forma cada vez mais rápida, e há muito para se falar sobre isso. Mas isso já é assunto para outro post. 😁

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GNOME Firmware 3.34 é lançado oficialmente

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sábado, 14 de setembro de 2019

Há uns 15 dias mais ou menos, fizemos uma postagem comentando o desenvolvimento do Gnome Firmware, que seria lançado em breve para a comunidade poder testar e dar o seu feedback. Eis que o dia chegou.

GNOME Firmware 3.34 é lançado oficialmente





Em seu blog pessoal, Richard Hughsie, fez o anúncio do lançamento, tanto do GNOME Firmware,  quando da nova versão do fwupd, esse chegando na versão 1.3.1 e assim facilitando a criação do gerenciador mencionado.

Ele também comentou, que aproveitou o lançamento do GNOME 3.34 para assim sinalizar que o app está pronto para o uso dos usuários finais.




Ele ainda brincou que os erros de UX são culpa dele 😁, pois não foi desenvolvido pela equipe de design oficial do GNOME. Complementou que ainda precisa aprimorar o GNOME Firmware e adicionar recursos mais recentes para a finalidade do app.

Eu testei ele aqui no meu notebook, um Dell Inspiron 7559, até o momento os botões não ficaram disponíveis, somente cinzas. Isso foi relatado no post e o próprio Richard comentou, que alguns protocolos suportam a verificação e que poderia ser ocultado até que funciona corretamente.



Se você quiser instalar o GNOME Firmware, vai precisar do flatpak instalado no seu sistema, se não tiver, basta seguir o nosso tutorial.

Com o terminal aberto, digite o seguinte comando para adicionar o repositório do Flathub: (Obs.: Se você já tiver adicionado o repositório do Flathub, não precisa adicionar ele de novo.)

flatpak remote-add --if-not-exists flathubhttps://flathub.org/repo/flathub.flatpakrepo

Em seguida, instale a aplicação:

flatpak install flathub org.gnome.Firmware

Não gostou do app ou deu algo de errado? Para remover via terminal, utilize este comando:

flatpak remove org.gnome.Firmware

Para conferir o artigo original completo, basta acessá-lo aqui.

Este artigo não acaba aqui, continue trocando uma ideia lá no nosso fórum.

Espero você até a próxima, um forte abraço.
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GNOME 3.34 lançado, confira as novidades

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sexta-feira, 13 de setembro de 2019

Depois de muito empenho ao desenvolver o GNOME 3.34, cerca de 6 meses, a nova versão de codinome “Thessaloniki” é anunciada. Para quem achou estranho o codinome, saiba que a cidade foi sede do evento GUADEC (Conferência Europeia do Usuário e Desenvolvedor do GNOME). Também conhecida por “Tessalônica”, é a segunda maior cidade da Grécia, sendo homenageada neste lançamento.

gnome-apps-shell-thessaloniki-linux-flatpak-flathub-interface-open-source-software-livre-comunidade

Novos recursos, melhorias de performance, atualizações visuais para vários aplicativos e correções de bugs, são as novidades do GNOME 3.34, alguns destaques são:

Novo design nas configurações de “Plano de Fundo”, facilitando a seleção de wallpapers personalizados.

gnome-apps-shell-thessaloniki-linux-flatpak-flathub-interface-open-source-software-livre-comunidade-wallpaper-personalizado

O recurso tão aguardado e já abordado por nós, com um post detalhando tudo, é a possibilidade de criar pastas nativamente no menu do GNOME Shell. Agora basta arrastar o ícone de um aplicativo e soltar em cima de outro, para criar uma pasta. 

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Houve um aprimoramento na navegação web, o navegador do GNOME passa a manter processos em sandbox, com a capacidade de fixar guias e um recurso que permite bloquear anúncios através de filtros de conteúdo do WebKit. 

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O GNOME Boxes passa a suportar a inicialização de VMs a partir de imagens de CD/DVD anexadas. 

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Já o GNOME Jogos recebeu suporte para salvar múltiplos save states dos jogos. 

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Sua aplicação de música, o GNOME Músicas, enfim atualiza automaticamente a biblioteca de músicas. Além de receber o recurso Gapless playback (reprodução sem intervalos), compatível com um número massivo de formatos.

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Os programas GNOME Photos (Fotos), GNOME To Do (Tarefas) e Totem (Vídeos), receberam um redesign em seus ícones. O gerenciador de arquivos do GNOME, Nautilus (Arquivos), agora avisa ao usuário quando o mesmo tentar mover algum arquivo em um diretório protegido contra gravação. Quem não curte o atalho atividades, pode desativá-lo sem o auxílio de uma extensão de terceiros.

Essa versão está recheada de novidades, seja para o usuário comum ou desenvolvedor. Por exemplo, o Mutter passa a ter integração com o Sysprof. Mais fontes de dados foram adicionadas, facilitando a criação de perfis de desempenho em um aplicativo e diversas melhorias no Builder, incluindo um inspetor D-Bus integrado. Um prato cheio para desenvolvedores GNOME.

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Pessoalmente fiquei animado com várias coisas nessa versão 3.34 (algumas dispensarão o uso de extensões que sempre adiciono 😁️😁️😁️) e nosso querido desenvolvedor brasileiro do GNOME, Georges Stavracas, pontuou o que mais gostou com esse lançamento.

“Como usuário GNOME, o que está me deixando mais animado é o gapless playback no GNOME Músicas. Seguido do GNOME Jogos.

Como desenvolvedor, o que me deixa mais maluco é a integração do Mutter com o Sysprof. Está abrindo portas para todo tipo de melhoria, e isso porque só começamos”.

Veja abaixo o vídeo de lançamento do GNOME 3.34, um trabalho primoroso e muito bonito. Detalhe, feito com software livre, segundo informado pelo Georges em uma de suas lives desenvolvendo o GNOME em seu canal pessoal no Youtube.


A versão 3.34 pode ser obtida diretamente nos repositórios das distros (isso depende do sistema, nem todos irão receber essa versão), se preferir os programas podem ser instalados via Flatpak, basta pesquisar no Flathub. Outra alternativa é compilar o GNOME direto do repositório oficial do projeto, nada recomendado para novos usuários.


Participe de nosso fórum Diolinux Plus. Assim você sempre fica por dentro das novidades.

Até o próximo post, te espero aqui no blog Diolinux, SISTEMATICAMENTE! 😎

Fonte: GNOME.
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