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Lutris agora consta nos repositórios do Clear Linux da Intel

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sexta-feira, 12 de julho de 2019

O Clear Linux é a distribuição Linux desenvolvida pelo pessoal da Intel, pensando na otimização para os developers, computação na Nuvem, IoT, desenvolvimento em geral, além de poder ser usada como um desktop “normal”. Além é claro, de ter um sistema otimizado para os seus processadores e também nas suas futuras GPU’s dedicadas.

Lutris agora consta nos repositórios do Clear Linux da Intel





Agora, de forma oficial, o Lutris está incluso nos repositórios oficiais do Clear Linux, juntamente com o pacote WINE.

No Clear Linux, você utiliza o swupd, que em linhas gerais é como se fosse o APT, YUM ou DNF, para saber mais sobre o funcionamento dele de forma profunda, veja o guia. Ele também utiliza para a instalação, o bundle, para facilitar o gerenciamento.

Primeiramente, vamos instalar WINE,  que você pode fazer de duas formas. Como o Clear Linux OS usa o GNOME, você tem a GNOME Software nele, e nela você pode procurar pelo bundle WINE e instalar, ou via terminal, com o seguinte comando:



sudo swupd bundle-add wine

Feito isso, basta esperar a instalação terminar.

Para instalar o Lutris podemos também utilizar a mesma forma de procurar na GNOME Software, mas agora vamos procurar pelo bundle “Games”, ou senão via terminal com o seguinte comando:

sudo swupd bundle-add games

Aí, é só esperar terminar a instalação. No site do Lutris também tem a menção do Clear Linux.

Agora você já tem o conjunto para jogar os games que não são da Steam, visto a mesma pode ser instalada via Flatpak, que já vem instalado no Clear Linux. Se você precisar instalar a Steam, é só seguir esse tutorial.

Vale uma menção aqui. É importante você verificar se a sua GPU da Intel tem suporte ao Vulkan, essa informação pode ser encontrada no site deles. Se ela tiver o suporte incompleto, os games podem rodar de forma instável. Para instalar o Vulkan no Clear Linux, é bem simples, basta instalar o seguinte bundle:

sudo swupd bundle-add developer-gpu

Se você estiver pensando em instalar o Clear Linux  em um PC com GPUs da NVIDIA, você pode tentar seguir a documentação sobre isso, mas a cada update do sistema, será necessário atualizar o driver de  forma manual, ao menos por enquanto.

Muito gratificante ver que um grande projeto como esse do Clear Linux, dando assim mais uma opção de distro Linux para jogos.

Este artigo não acaba aqui, continue trocando uma ideia lá no nosso fórum.

Espero você até a próxima, um forte abraço.

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Editando Apps no menu da sua distro Linux manualmente

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quinta-feira, 11 de julho de 2019

Como já diz o velho ditado: "Tudo no Linux são arquivos", e por esse motivo, tudo pode ser mudado, tudo pode ser configurado, e com o menu do seu sistema não seria diferente.

Configuração de menus do Linux






Hoje vamos tratar de um tipo de arquivo de configuração responsável por mudar a forma com que os aplicativos aparecem no menu da sua distro Linux. Apesar de usarmos GNOME como referência, as dicas realmente servem para, virtualmente, qualquer interface.

Arquivos .desktop


Temos um vídeo preparado para te ajudar a entender como esse processo todo funciona, você pode conferir no nosso canal, ou logo abaixo:


Os arquivos .desktop são responsáveis por "iconificar" os programas que você encontra no menu, mas mais do que isso, eles são responsáveis pela categorização do programa na sua distribuição e por quais palavras chaves o aplicativo será encontrado quando o usuário fizer uma busca.

Existem, de forma geral, dois locais onde você encontra estes arquivos:

/usr/share/applications

/home/user/.local/share/applications

Este tipo de arquivo possui uma série de informações e pode ser aberto com qualquer editor de texto. 

Os arquivos que estão dentro da sua home acabam sobrescrevendo as preferências contidas na pasta "applications" em "/usr/share" para o seu usuário. Pensando dessa forma, se você quiser que alguma alteração seja válida para todos os usuários do sistema, altere direto na raiz, caso queira apenas para seu usuário, você pode alterar somente na home. É o típico caso preferencial.

* Para editar arquivos dentro da raiz e salvar as alterações, é necessário rodar o editor de textos em modo root.

Configurações de arquivos .desktop

Existem muitos tipos de parâmetros que pode ser aplicados aqui, como por exemplo:

Name: Altera o nome da aplicação
Comment: Altera a descrição da aplicação
Exec: Onde está o executável
Terminal: Se a aplicação pode rodar pelo terminal
Categories: Em qual categoria do menu ele vai se encaixar
Keywords: Palavras chave que podem ser digitadas para encontrar a aplicação
Icon: Diz o nome do ícone que deve ser exibido

Entre muitos outras, um parâmetro interessante permite que você oculte um ícone do menu e da pesquisa em caso de necessidade é o "NoDiplay":

NoDisplay=true

NoDisplay=false

A primeira opção oculta a aplicação, a segunda exibe. A ausência  do parâmetro exibe automaticamente a aplicação.

Configurando estes arquivos você pode alterar o comportamento de qualquer aplicação que aparece no menu do seu sistema, confira o vídeo acima para vários exemplos.

Você pode ver a documentação de como o arquivo .desktop deve ser escrito aqui.

Deixe nos comentários sua opinião, e participe de nosso fórum Diolinux Plus. Assim você sempre fica por dentro das novidades e encontra um lugar amistoso para tirar as suas dúvidas.

Até a próxima!
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Plugin do Snap será desabilitado no Fedora 31, e agora?

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Hoje (11) Quinta-feira, Richard Hughes, um dos principais engenheiros de software da Red Hat, anunciou na lista de discussão de desenvolvedores do projeto Fedora que o plugin que integra os pacotes Snap com a Gnome Software, será “desativado” no Fedora 31. Atualmente o mesmo vem desabilitado, podendo ser ativado pelo usuário.

fedora-31-gnome-software-loja-plugin-snap-store-canonical-snapcraft-snapd-

A notícia pode aparentar como assustadora, mas calma! O Fedora continuará a manter suporte ao Snap e usuários que utilizam essa solução, não precisam se preocupar. Outro ponto, é que a Canonical vem desenvolvendo uma nova aplicação (loja) voltada aos Snaps. Caso até o lançamento da próxima versão do Fedora, tal solução não esteja disponível. Existe a possibilidade de utilizar a aplicação em Snap, chamada de Snap Store e instalar graficamente apps neste formato no Fedora e demais distribuições. Lembre-se que o snap continuará nos repositórios do Fedora 31, talvez apenas a primeira instalação de um Snap seja necessário utilizar o terminal, no caso a Snap Store.

A decisão não foi arbitrária, o próprio Richard Hughes explica o motivo:

“O plugin snap existente não está muito bem testado e eu não quero ser o responsável quando ele quebrar. No momento, ativar o plugin snap faz com que a UX (experiência do usuário) do gnome-software seja degradada, já que todas as consultas de pesquisa também são roteadas por meio do snapd, em vez de serem manipuladas no mesmo processo”.

Hughes também descreve que o snapd é o responsável por atualizar as aplicações, e não propriamente a Gnome Software. Em seu texto outros motivos técnicos são abordados. Resumidamente, não existe uma real integração entre o snapd e a loja do Gnome.

“Palma, palma, não priemos cânico”


Com uma nova Snap Store em mente, a Canonical vem empregando esforços para entregar uma melhorada experiência de uso com os Snaps. Hughes revela que: “… os desenvolvedores atualmente designados para trabalhar na Gnome Software foram reatribuídos para trabalhar no Snap Store”. Mesmo com um impacto inicial por não permitir a possibilidade de instalar programas em Snap diretamente de sua loja, impactando um pouco a experiência de alguns usuários que fazem uso do formato da Canonical, o Fedora presa em garantir a integridade de seu projeto, não atribuindo sobre si responsabilidades de terceiros. Do ponto de vista do projeto, tal decisão faz muito sentido, no entanto, é inegável que possa haver um pequeno desconforto por parte de uma parcela de seus usuários, mas nada que mude drasticamente a rotina de um usuário Fedora, afinal, o pacote “gnome-software-plugin-snap” não vinha habilitado por padrão.

O que achou dessa situação? Deixe nos comentários sua opinião, e participe de nosso fórum Diolinux Plus. Assim você sempre fica por dentro das novidades.

Até o próximo post, te espero aqui no blog Diolinux, SISTEMATICAMENTE! 😎

Fonte: Fedora.
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Coloque emblemas em pastas do Nautilus!

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quarta-feira, 10 de julho de 2019

Um recurso muito comum nos "idos do GNOME 2" eram os emblemas em pastas do Nautilus, curiosamente, tal recurso ainda existe nativamente em gerenciadores de arquivos como o Caja, do ambiente MATE (que deu continuidade ao GNOME 2) e no Nemo, do ambiente Cinnamon. Apesar de ter passado por diversas mudanças, o Nautilus ainda tem suporte a essa ferramenta.

Emblemas do Nautilus






Esses "emblemas" servem para você identificar visualmente as pastas no seu gerenciador de arquivos, de acordo com o que você queira.

Emblemas disponíveis

Para adicionar esse recurso ao seu Nautilus, é preciso usar o pacote:
nautilus-emblems
Verifique o gerenciador de pacotes da sua distro Linux por ele e instale, se você usa Debian, Ubuntu ou algum derivado, use este comando:
sudo apt install nautilus-emblems
 Feche o Nautilus e abra novamente, ou encerre a sessão e logue-se novamente.

Como usar a ferramenta?


Usar o "Emblems" é muito simples, basta clicar com o botão direito sobre uma pasta qualquer, ir até o menu "Propriedades" e na janela que se abrir, você encontra a aba "Emblems", basta selecionar o emblema desejado, fechar e abrir o Nautilus e a pasta conterá ele.

GNOME Nautilus Emblems

Aproveite o novo recurso para otimizar a sua organização e participe do nosso fórum.

Até a próxima!
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"Arrastar e Soltar" apps para pastas, pode estar chegando ao Gnome-Shell

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terça-feira, 2 de julho de 2019

O Gnome-Shell não é conhecido por embarcar incontáveis recursos em seu ambiente, essa fama fica com o Plasma do KDE, muitas vezes sua simplicidade demasiada pode não agradar todo tipo de usuário. Seu menu de aplicativos é composto por uma grade de apps, e alguns estão em pastas, porém, o usuário não tem a liberdade de criar novas pastas ou adicionar apps as existentes (ao menos não por padrão).

apps-pasta-folder-gnome-shell-extensão-linux-ubuntu

Parece bobagem dar foco a algo tão “trivial”. Afinal, são apenas pastas na grade de aplicativos. Por mais absurdo que isso pareça, o recurso é esperado há muito tempo. Será que agora vai? Aparentemente graças ao desenvolvedor brasileiro do GNOME, Georges Stavracas, o recurso “Arrastar e Soltar” de apps para pastas já existentes em outras interface, está chegando ao Gnome-Shell. Até o momento o que podemos ver no gitlab do Gnome são algumas funcionalidades planejadas, e outras “funcionando razoavelmente bem”. Veja logo abaixo uma demonstração, do canal baby WOGUE do recurso.


Arrastar e soltar apps em pastas


  • Mover aplicativos da grade para pastas (implementado);
  • Mover aplicativos de pastas para a grade de ícones (implementado);
  • Crie uma nova pasta ao passar o mouse no ícone de um aplicativo (em desenvolvimento).

Animações adicionadas


  • Escala nos ícones movidos para pastas (implementado);
  • Escala e ícone de posição ao passar o mouse (em desenvolvimento).

Infelizmente não é possível criar as pastas nativamente, apenas mover os apps. Provavelmente o recurso chegará ao Gnome-Shell 3.34 de forma oficial. 

Extensão para os “apressadinhos” (utilizo há tempos) 


O recurso ainda não chegou oficialmente ao Gnome-Shell, na real ele “até existe”, mas está bem “escondidinho” e nativamente ainda é bem complicado utilizá-lo. Como no Gnome-Shell as extensões podem “quebrar aquele galho” e caso você queira utilizar essa função, pode instalar a extensão Appfoldes management extension.

apps-pasta-folder-gnome-shell-extensão-linux-ubuntu-apppfoldes-management-extension

Com ela você poderá criar pastas, adicionar e remover aplicativos de forma bem prática (como deveria ser por padrão 😉😉😉). Não sabe como adicionar extensões ao seu Gnome-Shell? Essa postagem é perfeita para você, um ótimo passo-a-passo.

Aprendi a gostar do GNOME, mas confesso que algumas opções seriam válidas. Compreendo a filosofia de minimalismo do projeto, no entanto, algumas coisas deveriam ser reavaliadas. Felizmente o Georges Stavracas vem fazendo um ótimo trabalho dentro da comunidade, e o GNOME aparenta estar mais aberto.

Participe de nossa comunidade, e fique por dentro de todas as novidades através do fórum Diolinux Plus.

Até o próximo post, SISTEMATICAMENTE!

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Como habilitar a transparência dinâmica no Ubuntu 19.04

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segunda-feira, 1 de julho de 2019

Para quem estiver usando o Ubuntu 19.04 com Gnome, provavelmente já percebeu que a transparência dinâmica na barra superior não acontece mais. Hoje vamos mostrar como “trazer ela de volta”.


Como habilitar a transparência dinâmica no Ubuntu 19.04




O pessoal do Gnome desabilitou essa função desde a versão 3.32, falando que tão função tinha problemas de usabilidade e legibilidade. 

No lugar, foi feito um efeito “dinâmico”, mas pero no mucho. Esse que é encontrado hoje em dia, é tornando o painel superior semi-transparente quando nenhuma janela está aberta e maximizada, tornando-se preta a barra quando a janela a toca.


Mas nem tudo são “tempos nublados com trovões” . No Gitlab do GNOME, já tem um tópico aberto para trazer “de volta” essa funcionalidade.

Enquanto essa funcionalidade não volte, podemos usar uma extensão no Gnome para usar ela de novo. A extensão é a “Dynamic Panel Transparency”.

Essa extensão funciona a partir do GNOME 3.22 ou superior, assim trazendo a transparência dinâmica para a barra superior do seu GNOME.

Para instalar ela, é muito simples. Na Gnome Software (Ubuntu Software) e na “lupa” coloque o nome da extensão, “Dynamic Panel Transparency” e depois clicar em instalar. Vai abrir uma janela de confirmação, é só dar sim e esperar a instalação.


Usando a extensão, você pode fazer os seguintes ajustes nela:

● Ajustar a cor e a opacidade do painel usando por base o aplicativo

● Configurar texto e painel para colorir globalmente

● Modifique a sombra do texto

● Ajustar o tempo de transição

Para baixar a extensão diretamente do site do GNOME, basta acessar esse link. Para conhecer o Github acesse este link e o site do projeto.

Este artigo não acaba aqui, continue trocando uma ideia lá no nosso fórum.

Espero você até a próxima, um forte abraço.

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Papéis de parede diferentes em cada monitor no Ubuntu

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domingo, 30 de junho de 2019

Quem utiliza mais de um monitor no Ubuntu talvez já se deparou com a impossibilidade de utilizar papéis de parede distintos em cada desktop. Essa limitação do Gnome-Shell pode ser contornada com um simples programa.

wallpaper-dois-monitores-gnome-ubuntu-hydrapaper

O HydraPaper é um gerenciador de papéis de parede com suporte multi-monitor para o GNOME. Através dele a utilização de diferentes wallpapers em cada monitor será uma realidade. Para ser sincero, o HydraPaper utiliza uma biblioteca Python chamada Pillow e mescla ambas imagens, configurando-as como um único wallpaper com a opção “Estender” habilitada. Parece uma gambiarra que contorna o “problema”, mas sejamos honestos, “o mundo é dos mais espertos” (😁😁😁).

Funcionamento do HydraPaper


No meu caso possuo 2 monitores de resoluções diferentes, e o HydraPaper funciona muito bem em ambos. Ao executar o programa pela primeira vez, você deve adicionar o caminho das pastas que estão seus wallpapers. Basta clicar no primeiro ícone superior à esquerda (uma pasta), logo em seguida no símbolo de “+” e navegar até o local de suas imagens.

wallpaper-dois-monitores-gnome-ubuntu-hydrapaper-linux-fllatppak-flathub

Caso não apareça as imagens, não se desespere, clique novamente no ícone da “pasta” e “marque e desmarque a chave seletora”.

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Clique no ícone que representa o seu monitor, e em seguida na imagem que quer configurar como seu wallpaper. Repita o processo para cada monitor.

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Na segunda aba do programa ficam as imagens selecionadas como favoritas, para adicionar a essa categoria, clique com o botão direito do mouse sobre a imagem e a opção aparecerá.

wallpaper-dois-monitores-gnome-ubuntu-hydrapaper-linux-fllatppak-flathub

O mesmo processo vale para remover dos favoritos.

wallpaper-dois-monitores-gnome-ubuntu-hydrapaper-linux-fllatppak-flathub

Ao escolher as imagens que deseja setar como wallpaper, clique no ícone de “aceitar”.

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Outras configurações estão presentes na aplicação, nada muito customizável, porém, opções, como: setar randomicamente os wallpapers, mudar o atalho padrão para fechamento do HydraPaper, selecionar os papéis de parede com o duplo clique, visualizar os favoritos, apagar todos os favoritos ou o cache, estão presentes.

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Instalando o HydraPaper em seu sistema


A instalação do HydraPaper é feita por meio do Flatpak, então, um dos requisitos é ter o mesmo e o repositório do Flathub configurados em seu sistema. Esse post é um passo-a-passo bem intuitivo (após configurar pesquise por “HydraPaper” diretamente na loja), inclusive ele demonstra até como habilitar a instalação de pacotes Flatpak via loja do Ubuntu. Já para quem prefere a praticidade do terminal, utilize os comandos, mas antes configure o Flatpak em seu sistema:

Adicione o repositório do Flathub:

flatpak remote-add --if-not-exists flathubhttps://flathub.org/repo/flathub.flatpakrepo

Instale o HydraPaper:

flatpak instalar flathub org.gabmus.hydrapaper

Esse comando lhe permite executar o HydraPaper via terminal, não vejo muita necessidade, pois, ele aparecerá junto a suas aplicações:

flatpak run org.gabmus.hydrapaper

A remoção é através deste comando:

flatpak uninstall org.gabmus.hydrapaper/x86_64/stable

Utilizo diariamente o HydraPaper, julgo indispensável para quem possui mais de um monitor e gosta personalizar seu desktop.

Participe de nosso fórum Diolinux Plus e fique por dentro das novidades, a galera gosta de personalizar o sistema.

Até o próximo post, SISTEMATICAMENTE! 😎
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Novidades que estão chegando no Fedora 31 Workstation

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Quem chega ao mundo do Linux, sempre é apresentado a algumas opções para usar em seu PC, dentro dessas opções está o Fedora. Em resumo, o Fedora é uma versão comunitária do RHEL (Red Hat Enterprise Linux) e apoiada pela própria Red Hat. Geralmente é no Fedora que recursos serão testados e usados no RHEL.

Novidades que estão chegando no Fedora 31 Workstation





Feito essa breve apresentação, vamos comentar das novidades que virão na versão 31 do Fedora Workstation, prevista para chegar no final de outubro deste ano (2019). Algumas novidades que estão chegando, envolve o Wayland, nova versão do Gnome, melhor suporte ao driver da NVIDIA, PipeWire, recursos e suporte expandidos do Flatpak e muito mais.

Primeiro vamos comentar sobre o Wayland, sucessor do Xorg, que segundo o dev do projeto, Christian Schaller, é que seja concluída a transição para o Wayland muito em breve e também removendo a dependência do X Windowing System, significando que o Gnome Shell não precisará rodar o tempo todo o  XWayland. Ele ainda comenta porque demorou tanto:

“Para aqueles que se perguntam por que isso levou tanto tempo, é bem simples; por 20 anos, os desenvolvedores poderiam assumir com segurança onde estamos rodando no atop do X. Então refatorar tudo o que é necessário para remover qualquer código que faça a suposição de que ele está rodando sobre o X.org tem sido um grande esforço. O trabalho é feito principalmente para o shell em si, mas existem alguns itens em relação ao daemon de Configuração do GNOME, onde precisamos expulsar a dependência do X.”

Ele acredita que nas versões 3.34 ou 3.36 do GNOME, a transição já estará concluída. Ainda complementou sobre o XWayland:

“Uma vez que o trabalho esteja concluído, server X (XWayland) só será iniciado se você realmente executar um aplicativo X e quando você fechar o aplicativo no servidor X será encerrado também. Outra mudança em que Hans de Goede está trabalhando no momento é permitir que os aplicativos X sejam executados como root no XWayland. Em geral, executar aplicativos de desktop como root não é considerado aconselhável do ponto de vista da segurança, mas como sempre funcionou com o X, achamos que ele também deveria continuar presente no XWayland. Isso deve corrigir alguns aplicativos “de fora”, que só funciona quando executado como root atualmente.”

Sobre o driver da NVIDIA trabalhar com o Wayland, vou deixar o comentário do dev, que já deve ser o bastante para a situação:

“Finalmente, há a pergunta de suporte ao driver binário da NVIDIA. Então você pode rodar uma sessão Wayland nativa em cima do driver binário e você teve esteve habilitado por muito tempo. Infelizmente, não houve suporte para o driver binário no XWayland e, portanto, os aplicativos X (que são muitos) não receberiam nenhum suporte para aceleração gráfica 3D via hardware. Adam Jackson trabalhou em deixar o XWaylands carregar o driver binário NVidia x.org e agora estamos aguardando que a NVIDIA revise esse trabalho e esperemos que seja capaz de atualizar seu driver para suportá-lo.”, resumindo, só depende da NVIDIA aprovar o trabalho feito pelos devs. Vamos torcer que aprovem o mais rápido possível.

O próximo a ser relatado, é o PipeWire, que para quem não conhece, é um projeto que “visa melhorar muito o manuseio de áudio e vídeo no Linux. O objetivo é oferecer suporte aos casos de uso atualmente controlados pelo PulseAudio e pelo Jack e, ao mesmo tempo, fornecer o mesmo nível de manipulação eficiente de entrada e saída de vídeo. Ele também introduz um modelo de segurança que facilita a interação com dispositivos de áudio e vídeo a partir de aplicativos em contêiner.’, segundo o site do projeto. Os devs do Fedora estão trabalhando para melhorar os principais recursos dele para que assim esteja pronto para substituir o Jack e o PulseAudio para essa finalidade.

Também foi falado sobre o Flatpak, que além das habituais correções de bugs e melhorias, agora estão focando em melhorar a infraestrutura para que se possa construir Flatpaks a partir dos pacotes RPM e assim automatizar o processo o máximo possível. Isso na visão do dev da Red Hat, é um pré-requisito para que eles comecem a enviar alguns aplicativos padrões via Flatpak e futuramente, enviar todos por padrão. 

Sobre o GNOME em si, muito provavelmente o Fedora 31 Workstation virá com a versão 3.34.

Para ler o post detalhado do dev da Red Hat, você pode acessar este link.

Nós diga aí nos comentários, o que você espera desta nova versão do Fedora.

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Espero você até a próxima, um forte abraço.

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GNOME arrecada mais de 1 milhão de dólares em 2018

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sexta-feira, 28 de junho de 2019

O projeto GNOME é um dos maiores no mundo Linux, engana-se quem pensa que apenas o Gnome-Shell (interface gráfica) é sua única atuação. São diversos projetos que englobam em um vasto e rico ecossistema. Não obstante, empresas e colaboradores investem na Fundação GNOME. Mesmo sendo uma organização sem fins lucrativos, dinheiro “ainda é o que move o mundo” e iniciativas open source, além da contribuição com código, necessita de recursos financeiros.

gnome-fundation-shell-software-livre-open-source-linux

O ano fiscal de 2018 da Fundação GNOME viu um aumento substancial em sua renda. Claro, que parte do mérito foi graças a doação de US$ 400.000 da Handshake.org, uma autoridade de certificação descentralizada e serviço DNS “peer-to-peer”. Através de pequenas doações de empresas e usuários, a arrecadação de 2018 teve um crescimento comparado ao ano fiscal anterior. No total foram mais de US$1 milhão, US$ 270 mil a mais que 2017. Os gastos tiveram um tímido acréscimo, registrando pouco mais de US$365.000 (só porque você recebe o software gratuitamente, não significa que ele foi de graça).

Com resultados fiscais positivos o GNOME demonstra que empresas, organizações e indivíduos estão interessados em seu ecossistema. Que mais contribuições possam ser realizadas para seu crescimento, sejam elas doações em dinheiro, tempo, marketing ou desenvolvimento.

Para obter mais detalhes, acesse este link com o relatório completo em PDF. 

Quais projetos você gostaria de ver recebendo mais apoio? Considere auxiliar algum, o pouco que você doa pode se tornar em muito. Fique por dentro das novidades em nosso fórum Diolinux Plus, acesse e não perca mais nada.

Até o próximo post, SISTEMATICAMENTE! 😎

Fonte OMG Ubuntu, GNOME.
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Em dúvida ao escolher um nome para seu app, marca ou projeto?

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quinta-feira, 27 de junho de 2019

A criação de um bom nome e logo/ícone/mascote é um dos passos mais importantes durante o desenvolvimento de um projeto. Tudo isso não é apenas uma forma de “identificação”, mas um passo que transmita uma mensagem, que “fale mais alto” e quando as pessoas se depararem com ele, criem uma “conexão”. 

nome-projeto-app-aplicativo-nomear-marca-criar-identidade-diferencial-guia

Durante o desenvolvimento de meu canal, demorei algumas semanas (senão meses), em busca de algo que refletisse a intenção de meu projeto. Logo após pensar em “candidatos”, outros passos entraram em vigor como, pesquisar se já existia algo semelhante, alguma marca registrada ou empresa, se existia um domínio disponível para o site, testes com pessoas questionando o que elas entendiam e o que achavam ser o projeto, etc. No fim cheguei a um resultado: OSistemático. Depois um mascote que representasse o conceito e logo depois, por necessidade, uma renovação no mesmo (entretanto, mantendo as características e propostas originais).

“Dei muito soco em ponta de faca”. Mesmo não sendo um app, os procedimentos são bem parecidos. Porém, essa experiência não limitou-se apenas na criação do canal. Durante meu curso técnico em informática, meu parceiro (e amigo) Patrick Braz e eu, desenvolvemos um sistema para uma pequena empresa. Houve todo um processo, para chegarmos a uma identidade visual e nome. Confesso que um post, como esse teria nos ajudado bastante. O nome de nosso software acabou sendo: OneBoxx. Um ERP que gerenciava as vendas, usuários, clientes, notas, etc (graças a essa experiência, e um joguinho que desenvolvi para uma matéria da faculdade de minha esposa, criar o nome “OSistemático” foi mais “fácil”). 

nome-projeto-app-aplicativo-nomear-marca-criar-identidade-diferencial-guia-patrick-braz-henrique-ad-senac-oneboxx

Dicas de ouro para a criação de um nome conciso para seu app


As dicas a seguir, estão contidas em uma postagem no blog oficial do Gnome. Escrito por um dos desenvolvedores do projeto, o Tobias Bernard, as informações são bem interessantes e creio que possa auxiliar muitos desenvolvedores (e outras pessoas, também). 

Orientação Geral


“O nome de um aplicativo é vital. É a primeira vez que os usuários serão expostos e os ajudará a decidir se desejam usar o aplicativo ou não. É uma parte importante da face pública do seu aplicativo.”

Encontrar um bom nome não é fácil, demanda esforço, mas vale a pena. Renomear um aplicativo ou projeto depois de estabelecido é complicado e pode gerar muitos transtornos. E quais características devem conter um bom nome?

  • Deve consistir em 1 ou 2 substantivos simples;
  • Estar relacionado ao domínio do aplicativo (por exemplo, Celluloid para um aplicativo de vídeo);
  • Seja breve (menos de 15 caracteres);
  • Possua fácil pronúncia;
  • Facilite a criação de um bom ícone (por exemplo, referenciando um objeto físico que possa ser usado como ícone);
  • Use um “título” conforme seu conceito (por exemplo, “visualização de ícone” em vez de iconPreview).

Existem elementos que um bom nome deve evitar, que são:

  • Usar marcas registradas ou nomes de outros projetos (por exemplo, GNOME MPV);
  • Ter um prefixo “G” ou “K” (por exemplo, GParted);
  • Nomes e siglas excessivamente complicados (por exemplo, GIMP);
  • Trocadilhos e piadas internas (por exemplo, D-Feet);
  • Pontuação não padrão ou espaço em branco (por exemplo, UberWriter);
  • Palavras inventadas ou combinações de palavras (por exemplo, Inkscape).

Como obter bons candidatos a nomes?


Percebi que alguns dos procedimentos indicados por Tobias Bernard, em seus anos de experiências, foram alguns passos que aprendi durante os pequenos projetos que desenvolvi. Para chegar em candidatos de nomes interessantes, tais passos são indispensáveis.

  • Anote todas as palavras relacionadas ao conceito do aplicativo, na qual você possa pensar;
  • Crie um dicionário de sinônimos e pesquise algumas dessas palavras para encontrar outras relacionadas;
  • Atente-se a pronúncia dos nomes, observe se ela é fácil, se possui alguma conotação negativa ou não intencional;
  • Selecione os melhores, e depois deixe apenas os favoritos;
  • Entre os que foram descartados, escolha o seu favorito (digamos que uma “repescagem”. O nome “OSistemático” e “Oneboxx” vieram de algo assim 😁😁😁).

Obviamente que em projetos como o Gnome e KDE, os programas recebem nomes mais “genéricos” que representam e descrevem a sua função (por exemplo, visualizador de fontes, música, etc). O intuito deste tutorial é abordar aplicativos de terceiros, com nomes próprios e que remetem aos apps em questão (lembrando que isso serve marcas, projetos, canais no Youtube, etc).

Exemplo prático, o famoso “Brainstorming” 


Nada melhor que um exemplo prático. Feito por um profissional? Melhor ainda. Há alguns meses Tobias esteve envolvido em renomear um aplicativo de rádio para internet. Na época, chamava-se “Gradio”, que segundo Tobias, era um nome ruim por muitas razões mencionadas acima. Quando reescreveram o app, surgiu uma nova oportunidade para mudar tal nome. Afinal o Gradio estava sendo “descontinuado” e dando lugar a uma nova versão.

Qual nome vem imediatamente à mente, quando se pensa em rádio na internet? (Não esqueça o contexto da língua do desenvolvedor. Talvez uma dica bônus seja aliar algo que soe bem tanto para nós brasileiros, como o restante do mundo).

  • Radio (Rádio);
  • Transmission (Transmissão);
  • Stations (Estações).

Os 3 nomes eram bem genéricos, entretanto, como na maioria das tecnologias digitais, é difícil encontrar boas metáforas. Algo interessante é “sair da caixa” e expandir as ideias. Nesse ponto, Tobias foi além e pensou na tecnologia antecessora. O rádio analógio. E quais objetos físicos estariam relacionados a ele?

  • Receiver (Receptor);
  • Headphones (Fones de ouvido);
  • Antenna (Antena).

Quem sabe algo relacionado à tecnologia de rádio analógico?

  • Transistor (Transistor);
  • Frequencies (Frequências).

E os nomes de pessoas que trabalharam na tecnologia?

  • Marconi (Guglielmo Marconi, físico e inventor italiano);
  • Hertz (Heinrich Hertz, físico e inventor alemão).

nome-projeto-app-aplicativo-nomear-marca-criar-identidade-diferencial-guia-pesquisa-dicionário

Criando um dicionário de sinônimos


Agora que temos algumas palavras para começar, podemos conectá-las a um dicionário de sinônimos e ver possíveis palavras relacionadas. Essa etapa pode ser um tremendo sucesso ou fracasso, pois, algumas palavras não terão sentido algum e nem irão se encaixar com um possível domínio para seu programa (se está pensando em criar uma página no Gitlab ou Github) ou sua proposta. No entanto, depois de algumas buscas, nomes que sequer vieram a mente começarão a aparecer. Você pode fazer uso de algum dicionário ou site, para descobrir esses sinônimos. Eis algumas palavras obtidas através do método:

  • Transmission (Transmissão);
  • Shortwave (“Onda Curta”);
  • Wireless (“Sem Fio”);
  • Decibel.

Neste caso em particular, também houve participação de outras pessoas da comunidade, que sugeriram alguns nomes:

  • Longwave (“Onda Longa”);
  • Shortrange (“Curto Alcance”);
  • Hzzzzz;
  • Spectrum (Espectro);
  • Waves (Ondas).

Escolha as melhores palavras


A quantidade de palavras obtidas e variadas, garantem um início para a busca do nome. “Não muito científico”, este passo exige um pouco de noção e intuição. Além de muita imaginação. Afinal, a sua missão é idealizar essas palavras como sendo o nome do seu programa/projeto. Atente-se ao tamanho, fonema (se é de simples pronúncia e se soa legal). Os favoritos pelo Tobias foram:

  • Transistor (Transistor);
  • Hertz
  • Spectrum (Espectro);
  • Shortwave (“Onda Curta”).

Tente não estender muito a lista, se possível mantenha o mínimo possível de alternativas, isso facilitará o processo.

No contexto e no idioma do Tobias, todas essas palavras são relativamente curtas, de fácil pronúncia e soam como nome de aplicativos. Finalmente acabou? Ainda não!

Verifique se os nomes estão disponíveis 


Pesquise no Github, Gitlab, em outros projetos FOSS. Caso não encontre nada procure em outros lugares como, Google, Duckduckgo (ou seu buscador favorito). Para facilitar a busca termos como, “app” ou “open source”, podem ser aplicados. Falando especificamente sobre outros tipos de projetos, você pode pesquisar conforme o caso e avaliar (por exemplo, se for um canal do Youtube, procure na plataforma). Outra dica é pesquisar se domínios de sites estão em uso, com essa palavra.

Em muitos casos você encontrará algum lugar utilizando esse nome. Isso não é necessariamente um problema se esse aplicativo/projeto possuir um domínio e proposta diferente, mas é bom evitar grandes projetos e empresas. Pois, conflitos podem aparecer no futuro. Por exemplo, o meu canal “OSistemático” tem um nome muito parecido com outro no Youtube. Entretanto, ele não era um grande canal e seu tema e propósito eram totalmente distintos. Não ocasionando problemas vindouros.

Tobias também teve alguns contratempos com projetos que já utilizavam os nomes cotados como favoritos. “Transistor” já era um aplicativo de rádio para Android, e por ser algo muito semelhante ele foi descartado.

nome-projeto-app-aplicativo-nomear-marca-criar-identidade-diferencial-guia-pesquisa-web-github-gitlab-sites-youtube

Hertz” é o nome de de um serviço de aluguel de carros. Por ser uma empresa grande, a melhor decisão era descartá-lo também.

Spectrum” já é nome de um programa de fórum, mesmo com propósitos distintos (entre esse programa e o de rádio), o projeto é relativamente grande. Possuindo mais de 6000 “estrelas” no Github, então, mais uma opção descartada.

Shortwave” é usado por um aplicativo de bookmarkting, e existem resultados em buscadores com um software de rádio analógico real, mas nada que pareça grande ou problemático. Parece que “achamos o eleito”. 

Escolha um vencedor ou volte a “prancheta de testes”


“Nesta altura do campeonato”, você provavelmente encontrou a melhor opção. “Faça acontecer”, torne oficial. Em nosso exemplo, “Shortwave” venceu porque era curto, com som distinto, relacionado a proposta/conceito/função do programa. Uma palavra inglesa de fácil pronúncia (mais uma vez, no contexto do Tobias), e não adotada por grandes projetos ou empresas. Gosta de rádio web? Acesse a postagem sobre o ShortWave.

nome-projeto-app-aplicativo-nomear-marca-criar-identidade-diferencial-guia-app-shortware

Não desanime caso não encontre o nome no primeiro momento. Volte aos passos iniciais e faça mais um brainstorming. Se preciso for resgate palavras que foram descartadas. O nome perfeito para o seu projeto ou aplicativo está disponível e você encontrará! OSistemático não foi minha primeira opção. A palavra que mais gostei estava sendo usada por uma grande empresa, e em primeiro momento, fiquei bem frustrado. Hoje percebi que não poderia encontrar melhor nome para o meu projeto, e não imagino algo que não seja OSistemático (Uma curiosidade! OSistemático tem as duas letras iniciais maiúsculas e unidas propositalmente. É um trocadilho com OS, “Operating System”, no bom e velho português sistema operacional. Então, nada de escrever separado, é tudo junto mesmo. Fico “puto”, quando escrevem diferente 😁😁😁 e ainda existem outros easter eggs no nome). 

nome-projeto-app-aplicativo-nomear-marca-criar-identidade-diferencial-guia-osistematico

Bônus: bons exemplos de nomes para apps 


Existem programas de terceiros bem conhecidos no ecossistema do Gnome, com nomes excelentes, talvez possam servir como inspiração.

Fragments


Um aplicativo torrent que remete a uma das características fundamentais da tecnologia BitTorrent. A fragmentação de um arquivo em diversas partes, que são enviadas em ordem aleatória (post sobre o Fragments).

Peek


Famoso gravador de tela, que gera um GIF. O nome se encaixa perfeitamente na proposta do app, que faz curtas gravações transformando-as em GIFs. Temos uma postagem sobre o Peek, caso esteja interessado, acesse este link.

Teleport


Envia arquivos pela rede local. A ideia do programa é enviar arquivos por rede local de maneira simples e descomplicada. Comparado a outros métodos, o programa “parece teleportar” os arquivos de uma máquina à outra. Teleport é uma metáfora sci-fi muito inteligente e que faz muito sentido.

Escolher um bom nome não é uma tarefa tão simples, entretanto, com esforço e dedicação os resultados podem ser surpreendentes. Com essas dicas as probabilidades de se encontrar um ótimo nome, são enormes. Um bom conceito, design e nome, podem levar uma marca/projeto/programa longe. Ficou interessado pelo programa? Acesse a postagem dedicada a ele.

Participe de nosso fórum Diolinux Plus, e fique por dentro das novidades. Faça bom proveito dessas dicas e “escolha o nome perfeito”.

Até o próximo post, como sempre, SISTEMATICAMENTE! 😎

Fonte: Gnome.
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Aprenda como instalar o cliente BitTorrent Fragments

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quarta-feira, 26 de junho de 2019

A tecnologia BitTorrent nos possibilita uma comodidade ao efetuar downloads, que outras não nos oferecem. Quem nunca deixou “aquele torrent” baixando a noite toda e foi dormir? Ou quem sabe, teve que desligar o computador para depois continuar o download. Nessas horas um cliente BitTorrent é indispensável.

cliente-bittorrent-torrent-fragments-download-linux-ubuntu-mint-flatpak-flathub

Fragments é um aplicativo minimalista e direto ao ponto, uma ótima alternativa para quem não quer perder tempo configurando opções ou até mesmo deseja algo mais “clean”. Com uma interface simplista o software executa sua função “sem rodeios”, baixar arquivos distribuídos via torrent.

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O aplicativo funciona semelhantemente a outros do gênero, no Ubuntu, a integração foi como o esperado. Podendo abrir arquivos em torrent, armazenados no sistema.

cliente-bittorrent-torrent-fragments-download-linux-ubuntu-mint-flatpak-flathub

Ao iniciar um download, informações, como: velocidade de download, quantidade baixada, restante e uma estimativa até a conclusão. Também possui um botão para pausa do procedimento.

cliente-bittorrent-torrent-fragments-download-linux-ubuntu-mint-flatpak-flathub

Clicando sobre o download em andamento, novas informações serão visíveis. Quantidade de “seeders” (“pessoas” compartilhando o arquivo), os dados anteriormente já informados e detalhes sobre o upload. Um botão para solicitar mais “peers” (pares) e remover o arquivo, também estão presentes.

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Caso deseje excluir o torrent ou link magnético, uma caixa de diálogo aparecerá. Nela você poderá apenas excluir o torrent, ou os dados do download (se tiver concluído o mesmo).

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No menu “hambúrguer” as preferências do programa poderão ser acessadas, porém, como a proposta é ser minimalista já adianto que o app não é tão customizável.

cliente-bittorrent-torrent-fragments-download-linux-ubuntu-mint-flatpak-flathub

Em “Preferences”, poderão ser ajustadas a quantidade máxima de downloads simultâneos, pasta destino dos arquivos e a utilização de uma variação dark de seu tema atual (se disponível, obviamente). 

cliente-bittorrent-torrent-fragments-download-linux-ubuntu-mint-flatpak-flathub

Instalação do Cliente BitTorrent Fragments


O Fragments é distribuído via Flatpak, para utilizar o programa, sua configuração é necessária. Acesse esse link e configure o Flatpak em sua distribuição Linux. A loja do Ubuntu possui a capacidade de integração com os Flatpaks. Depois de configurá-la, conforme essa matéria, não será necessário utilizar o terminal para instalar aplicativos no formato. O Linux Mint também possui nativamente tal integração, tanto nele como no Ubuntu pesquise por: “Fragments” e instale o programa, se preferir utilize o terminal.

cliente-bittorrent-torrent-fragments-download-linux-ubuntu-mint-flatpak-flathub

Caso tenha optado por instalar via terminal, adicione o repositório do Flathub (se ainda não o possui em seu sistema).

flatpak remote-add --if-not-exists flathub https://flathub.org/repo/flathub.flatpakrepo

Agora iremos instalar o Fragments:

flatpak install flathub de.haeckerfelix.Fragments

Para executar via terminal (não é obrigatório, pois, o app aparecerá no menu de aplicações de seu sistema).

flatpak run de.haeckerfelix.Fragments

A remoção é através deste comando:

flatpak uninstall de.haeckerfelix.Fragments/x86_64/stable

Conhecia o cliente BitTorrent Fragments? Mesmo simples, achei interessante a proposta do programa. Minha aplicação deste segmento favorita é o Transmission, mas confesso que seu visual é um pouco datado. Outro aspecto que me chamou a atenção foi a facilidade de uso do Fragments, uma ótima opção para usuários mais leigos (ou sem paciência para configurações e ajustes). Muitos podem achar o Fragments simples demais, e essa é justamente sua intenção. Seu maior “defeito” também pode ser sua maior “qualidade” (😁😁😁).

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Até o próximo post, SISTEMATICAMENTE! 😎
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Como foi utilizar Ubuntu (Linux) em viagens?

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terça-feira, 28 de maio de 2019

Quem costuma viajar com intenção de trabalhar, geralmente se preocupa com o chamado “computador de viagem”, o que sem dúvida é importante. Você precisa se preocupar com um bom hardware, bateria, peso, etc; mas o sistema operacional também é importante, afinal, é com ele que você vai trabalhar no fim das contas.

Como foi usar Linux para viajar





Eu já fiz alguns vídeos no canal sobre "Como comprar um bom laptop" que vale bastante a pena você conferir, um deles é sobre “como comprar um com notebook para estudos”, o outro é tem um propósito mais geral e tem a intenção de evitar que você caia no chamado “combo da desgraça”, mas como mencionei, a ideia aqui é comentar sobre o comportamento do sistema operacional para viagens, por isso, vamos a algumas informações importantes.

Como o computador foi usado? 


Recentemente eu fiz um viagem relativamente longa, fiquei cerca de 10 dias fora, peguei alguns voos, tive algumas boas horas de espera em aeroportos e tempos de descanso em quartos de hotel e coisas do tipo, tentei trabalhar com o computador sempre que a “internet” me favorecia.

O computador era potente o suficiente para fazer até mesmo edições de vídeo mais básicas, porém, meu uso primário realmente foi navegação na internet, com checagem de e-mails e redes sociais, aplicativos de comunicação como Slack, Messenger e Telegram, além de redação de texto e edição de imagens leve (com o GIMP).

Hardware e sistema operacional 


Para fazer a viagem, eu fiz uma formatação zerada com o Ubuntu 19.04 Disco Dingo, com ambiente gráfico GNOME (versão 3.32), rodando de maneira bem funcional em um laptop Lenovo Yoga 12, o qual já apareceu diversas vezes no canal.

Lenovo Yoga 12


O Ubuntu 19.04 tem uma versão do GNOME extremamente lapidada em relação a versão 18.04 LTS, e roda muito melhor com um Core i5 5200U, que possui uma Intel® HD Graphics 5500 (Broadwell GT2), um SSD de 240GB e 4GB de Memória RAM, além de uma SWAP de 2GB, que raramente é usada. 

O computador tem uma resolução relativamente baixa para os padrões atuais, porém, é o suficiente para fazer o trabalho que espero fazer com ele, 1366x768, em uma tela de 12 polegadas, sensível ao toque.

Modificações no Ubuntu e no GNOME


Apesar de eu testar utilizando o Ubuntu por simplesmente ser a distro mais popular em desktops e ser uma das minhas preferidas também, essas dicas provavelmente se aplicam a qualquer outro sistema que use a mesma versão do GNOME, como o Fedora 30 e o mais recente Manjaro.

Por padrão o Ubuntu 19.04 roda com o X.org, ele é o clássico servidor gráfico das distros Linux, é estável e funciona muito bem, mas, para quem usa drivers open source (caso de placas Intel e AMD especialmente), o Wayland já pode funcionar perfeitamente, salvo um ou outro aplicativo específico que, com sorte, você não precisará utilizar.
Na tela de “login” do Ubuntu é possível selecionar qual deles você prefere utilizar e sugiro que você utilize o Wayland (observe as suas necessidades, preferências e Apps que você utilize), ele consegue ser mais eficiente e deixar o GNOME mais fluido no Ubuntu em muitos casos, ao menos foi o que senti usando um computador como o que descrevi.

Tirando esta questão de uso do Wayland, eu praticamente não fiz modificações no Ubuntu, porém, fiz um ajuste e adicionei uma aplicação.

Aprendendo com quem hoje dá exemplo


Confesso que fiquei na dúvida sobre levar o Ubuntu ou o Pop!_OS como sistema operacional do meu computador de viagem e, apesar de ter ouvido falar muito bem do projeto da System76 e eu mesmo ter comprovado a sua qualidade, a verdade é que eu não tenho muito tempo de uso com ele para confiar 100% (sorry, quem sabe na próxima), então, coloquei o Ubuntu, que sei que nunca tenho problemas e se, eventualmente algo aparecesse (o que não aconteceu), eu saberia resolver facilmente.

Ubuntu vs Pop_OS


Apesar de não ter levado o Pop!_OS para a viagem, uma das características dele é, na verdade, muito interessante para essas circunstâncias. 

Se você viu a review da versão 19.04 do Pop!_OS no nosso canal, talvez lembre que mencionamos sobre um tal “gerenciador de bateria”, pois bem, como era de se esperar, a “vida” do computador fora da tomada é um ponto importante em uma viagem, por isso, achei interessante adicionar um software que mostramos aqui no blog recentemente chamado “Slimbook Battery Manager”, um software que faz a mesma coisa que as configurações do Pop!_OS, porém, é um App à parte e desenvolvido pela empresa Slimbook, responsável pela venda de Laptops com esta marca, especialmente na Europa.

Não vou explicar demasiadamente este App, pois temos um artigo completo sobre ele aqui no blog, como já mencionei, mas para você ter uma idéia, ele atribui perfis de bateria, como “Energy Saving”, “Balanced” e “Maximium Performance”, além de ter um modo avançado bem legal onde você pode configurar alguns detalhes. Colocando o computador no modo de economia de energia com esse software, ele reduz o brilho da sua tela também, o que por si só já ajuda.

Configuração de bateria Ubuntu


Recomendo desligar o brilho automático de tela que o GNOME tem no Ubuntu, você consegue fazer isso facilmente pelo painel de controle. Meu conselho, para poupar bateria neste aspecto é deixar o brilho com o nivel mais baixo possível que seja o suficiente para visualizar as atividades.

Essa configuração me deu mais de 6 horas de bateria, o que é uma coisa muito boa, porém, ela também reduz um pouco o desempenho do computador, por conta do aplicativo de controle de energia, que reduz o clock do CPU e pode desligar algumas outras coisas, como o Bluetooth e o Wi-Fi. Você também pode fazer configurações finas do perfil de energia se quiser, para escolher ligar e desligar o que bem entender.

Coisas de Wi-Fi Público


Um dos problemas de se acessar a internet em aeroportos é justamente o Wi-Fi público. Recomendo fortemente que você use o seu Smartphone para criar um “hotspot” privado com a sua internet móvel, com uma boa senha para acessar a internet. Não podemos esquecer que é bem simples configurar uma VPN no Ubuntu/GNOME, como uma OpenVPN que você tenha, mas penso que esse é um assunto para outro momento.

Internet Wi-Fi Grátis no Aeroporto


Quando você conectar a um Wi-Fi público usando Linux, de forma geral, você já está mais seguro, no entanto, não há Linux que segure um bom ataque de “phishing”. Engenharia social é feita para enganar você, usuário, e não adianta nada um sistema seguro se você mesmo se expor.

Não é tão difícil criar uma página de autenticação falsa com o nome de “Airport free Wi-Fi” ou algo assim como um AP e capturar alguns dados, por isso, preste atenção! 

Essas páginas de autenticação são bem comuns, porém, lembro que uma  fiz viagens com um Linux Mint e com um KDE Neon e a janela que normalmente se abre para que você possa ler os termos de conexão e conectar não aparecia. Lembro que na oportunidade fiquei rastreando o endereço do roteador que me dava esse acesso para poder digitar o IP dele navegador para acessar essa página e autenticar.
 
Tal problema nunca aconteceu comigo em distros GNOME e também no elementary OS, ao conectar em uma rede no tipo, uma janela que puxa o endereço http://nmcheck.gnome.org é aberta, caso você não veja nada na janela, mesmo depois de dar um "F5", é bem provável que você consiga acessar de qualquer navegador o endereço, como um Firefox ou um Google Chrome da vida, assim permitindo que você faça tal “login”.

Uma experiência tranquila


Não posso dizer que tive qualquer problema por estar usando o Ubuntu na viagem em qualquer situação. Levei comigo um sistema que roda todos os Apps dos quais eu preciso, ainda que tenha um hardware mais limitado, uma bateria que vem perdurando muito (até de forma surpreendente), com conexão tranquila com a internet, seja via Hotspot ou via Wi-Fi público. Não da pra dizer que não seja interessante abrir um laptop cheio de adesivos Linux em meio a um monte de macbooks e gerar alguns olhares eventualmente. 😀

Estou finalizando este texto do portão 211, Terminal 2 do Aeroporto de Guarulhos, São Paulo, antes de embarcar para a minha volta para casa, nesse exato laptop e com as configurações que descrevi.

Até a próxima!
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