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Debian 10 poderá vir com Wayland por padrão

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terça-feira, 14 de maio de 2019

O Debian é sem dúvidas uma das distribuições Linux mais famosas e adoradas pela comunidade. Seja por sua estabilidade monstruosa ou por ser a "mãe" de uma infinidade de distribuições. Conhecido por "ir com calma", o Debian é cauteloso na incorporação de novas tecnologias ao projeto. Entretanto parece que com o Wayland será diferente.

debian-10-buster-wayland-xorg-gnome-shell

Wayland é um compositor de janelas, digamos que graças a ele você consegue ver a interface gráfica. Seu antecessor, Xorg, é amplamente utilizado na maioria das distribuições Linux (Android e Chrome OS estão fora dessa lista), mas parece que o Wayland vem ganhando seu espaço.

Wayland no Debian 10


Ao contrário do sistema de inicialização systemd, o Wayland será adotado "quase que imediatamente" se levarmos em consideração o quão conservador o Debian é. O anúncio foi dado pelo engenheiro de software da Red Hat, Jonathan Michael Thomas, reportado no site JMTD.

A decisão final não foi arbitrária, e sim pautadas em duas questões.

O Debian Buster optou por trazer o Gnome-Shell como ambiente de desktop padrão (estão até reavaliando essa questão na versão Jessie do Debian);

A equipe do Gnome optou oferecer por default o Wayland, assim sendo, a equipe do Debian decidiu ir ao encontro com o posicionamento do Gnome. 

Outro motivo é devido a recursos da tecnologia e código de maior compreensão (e facilidade de manutenção).

Wayland maduro o suficiente?


Muitos afirmam que o Wayland não é estável o suficiente, e lotado de bugs. É evidente que o mesmo possui alguns problemas com softwares como o Synaptic e OBS Studio. Temos que considerar que com o Wayland muita coisa mudou, comparado ao Xorg, e é esperado algumas incompatibilidades. No entanto parece que estão trabalhando para compatibilizar o Wayland, ao invés de impossibilitaram o uso ou até mesmo retirarem dos repositórios (as aplicações incompatíveis que lá estão).

Como toda e qualquer nova tecnologia é necessário um "empurrãozinho" para sua adoção, quem sabe agora que mais sistemas Linux estão trazendo a sessão Wayland como padrão (o Fedora quem o diga 😜), a tecnologia evolua. Ou empresas como a Nvidia, comecem a dar atenção e compatibilizar seus drivers (No momento apenas o Nouveau funciona com Wayland, significando resumidamente: “Nadica de gameplays hardcores”).

E você o que achou sobre o Wayland vindo como padrão do Debian 10?

Que tal continuar esse assunto em nosso fórum Diolinux Plus?

Até o próximo post, te espero aqui no blog Diolinux, SISTEMATICAMENTE! 😎
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Lançamento do GTK 4 está se aproximando cada vez mais!

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sábado, 11 de maio de 2019

Você já pode ter se deparado com termos como Qt, GTK e se for novato no Linux pode estar "boiando" com essas nomenclaturas. Calma que tudo isso é mais simples do que o imaginado.

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Qt e GTK + são kits de ferramentas para criar interfaces gráficas. Falando especificamente do GTK+, ele é o núcleo da plataforma de desenvolvimento do GNOME, mas não limitado a ele apenas. Por exemplo aplicações para outras interfaces como: Cinnamon, XFCE, Deepin Desktop (DDE), KDE etc; Podem ser criadas em GTK+, e indo além, o GTK pode ser usado em outros sistemas operacionais como BSD, Windows e macOS.

O tão aguardado GTK 4


Como a tecnologia tende a evoluir, não seria diferente com o GTK, e desde seu lançamento em 1998 o toolkit do GNOME vem recebendo melhorias e novas implementações. Atualmente em sua versão 3.24 o GTK está prestes a receber uma reformulação com o tão aguardado GTK 4. Novos recursos e refatorações em seu código estão previstas. Isso significa uma nova forma de compor as aplicações desenvolvidas com essa framework.

A demora do GTK 4 é justificável se levarmos em consideração a proposta do mesmo, que visa ser uma API estável e que não obrigue os desenvolvedores a refazer partes dos códigos de suas aplicações há cada atualização, num período curto de 6 meses, que basicamente é o que pode ocorrer com o atual GTK 3. 

Mudanças do GTK 3 para o GTK 4


Além de abandonar alguns widgets e adicionar novos ao GTK 4, a nova versão tem várias propostas como: adição do suporte ao Vulkan e ao OpenGL para melhorar a velocidade de suas aplicações, visto que a GPU "irá desenhar" os elementos visuais na tela. Código mais limpo, refatoração de códigos antigos, desenvolvimento com o Wayland em mente, mas sem perder suporte ao X11.

gtk+-gtk4-gtk3.96-gnome-interface-vullkan-opengl-linux-DE-efeitos-blur

Sabemos que o GTK 4 incluirá o suporte ao tão amado ou odiado "Blur", a possibilidade de animações 3D e efeitos gráficos etc.

A espera pode estar chegando ao fim


Os planos dos desenvolvedores GNOME é oferecer uma API segura e estável, que não precise de mudanças de bases a curto e médio prazo, dando maior conforto a quem desenvolve aplicações em GTK, afinal mesmo com atualizações do toolkit, os developers não precisarão readaptar suas aplicações.

No momento os desenvolvedores podem testar o GTK 4 junto ao GTK 3.96, "a versão na qual será transformado em GTK 4".

Caso queira ver todas as informações técnicas sobre o GTK 3.96 e GTK 4, acesse o anúncio oficial do blog do GTK e veja a fundo suas novidades.

Será que em 2019 iremos ver o lançamento da versão estável do GTK 4? Com tantas notícias "bombásticas" saindo no mundo Linux, já não duvido de mais nada (😊😊😊).

E você ansioso pelas novidades do GTK 4? Continue esse bate-papo lá em nosso fórum Diolinux Plus.

Te espero até o próximo post, SISTEMATICAMENTE! 😎
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Fedora 30 é lançado com as aguardadas mudanças prometidas pela equipe

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quarta-feira, 1 de maio de 2019

A tão aguardada versão final do Fedora 30 está no meio de nós, trazendo consigo as novidades que foram apresentadas na versão beta que foi lançada no mês passado.


 Fedora 30 é lançado com as aguardadas mudanças prometidas pela equipe





Fizemos este artigo comentando das novidades que viriam com a versão final do Fedora 30, e realmente essas novidades vieram, como:

As novidades que foram “ventiladas” no Beta e que foram confirmadas na versão final são: 

- A possibilidade de se instalar as interfaces desktops do Deepin (DDE) e a Pantheon (do ElementaryOS).

- A compressão dos metadados dos repositórios com o zchunk;

- GNOME 3.32 e o Kernel 5.0.6

- GCC 9, Bash 5.0, e PHP 7.3.

Para ver a nota de lançamento, basta acessar o link do blog oficial do projeto.

Caso deseje  baixar o Fedora 30, você pode fazer acessando este link.

Este artigo não acaba aqui, continue trocando uma ideia lá  no nosso fórum.

Espero você até a próxima, um forte abraço.

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Microsoft comemora “dia do Pinguim” com Linux

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sexta-feira, 26 de abril de 2019

Aos longínquos anos 90 e começo dos anos 2000, a Microsoft via o Open Source e o Linux como inimigos a serem “abatidos e eliminados”, de fato, em certa época Steve Ballmer, então CEO, chegou a falar que o Linux era um “câncer” para a MS. Anos depois a empresa mudou bastante neste sentido, especialmente à partir de 2016.


 Microsoft comemora “dia do Pinguim” com Linux





Feito esse parênteses, hoje a Microsoft é mais próxima ao Open Source e do Linux, tanto que tem o Azure, o WSL e alguns apps portados para a plataforma, como o Skype e o Visual Studio Code. E quem sabe o navegador Edge e talvez o Microsoft Office 365, falaremos mais adiante.

Em referência ao #WorldPenguinDay (ao bicho mesmo), a conta de oficial da Microsoft que “cuida” da divulgação Open Source da empresa, fez um Tweet aproveitando a a oportunidade e “chamando” a comunidade a compartilhar quais projetos Open Source as pessoas mais gostavam:



Vários projetos foram mencionados, como o GNOME, KDE, Manjaro, Ubuntu, Pop!_OS, entre outros, como você pode ver na tread do Tweet acima.

Mas um comentário me chamou a atenção e a resposta a ele. O usuário Raywon Teja Kari, perguntou quando veríamos um porte do Microsoft Office 365 para Linux. E a conta da Microsoft respondeu, informando que ele deveria entrar no UserVoice do Office 365 e votar para isso, mais ou menos como aconteceu no caso da Adobe.



Se você quiser votar e ajudar a trazer o Microsoft Office 365 para o Linux, basta acessar aqui.

Um “ponto negativo”, pelo menos para mim, foi a ausência de empresas grandes do setor, como Canonical, IBM/Red Hat e a Suse (até o fechamento desta edição, elas não interagiram com o tweet, somente foram mencionadas)

Mas, tirando isso, acho muito importante essa guinada da Microsoft nesses últimos anos em apoiar o Linux e o OpenSource, isso mostra que o mesmo pode ser mais um aliado do que “um câncer a ser combatido”.

Este artigo não acaba aqui, continue trocando uma ideia lá  no nosso fórum, aproveite e conte pra gente qual o seu projeto Open Source favorito e viva o pinguim!

Espero você até a próxima, um forte abraço.

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Ubuntu 19.04 é lançado com otimizações de desempenho e Kernel Linux 5

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quinta-feira, 18 de abril de 2019

Muitos que chegaram no mundo Linux ou que tiveram contato com o mesmo, foi através do Ubuntu, tirando a “velha guarda” dos usuários e os mais “fuçadores”, ele foi e ainda é a porta de entrada para o mundo Linux tanto para usuários comuns, como para empresas.


 Ubuntu 19.04 é lançado com otimizações de desempenho e Kernel Linux 5






Nos últimos anos, o Ubuntu foi a “cara” do Linux, com a interface Unity e suas cores, que como diz a música, “Entre tapas e beijos, é ódio é desejo…”, foi conquistando usuários ao redor do mundo. Quem não lembra dos CDs e DVDs que a Canonical mandava via correspondência para as nossas casas? 😁

E quando foi anunciado o “fim” do Unity pela Canonical, muitos se perguntavam qual interface iria ser utilizada, e a escolha foi o GNOME, pois o Unity era um fork do mesmo e assim a transição seria menos “traumática”, vamos assim dizer. Will Cooke, principal líder do time de desenvolvimento do Ubuntu, nos conta como foi essa transição em uma entrevista exclusiva.

Novidades do Ubuntu 19.04 Disco Dingo


Na data de hoje (18/04/2019), o Ubuntu chega na sua versão 19.04, sendo aguardada por muitos, pois várias melhorias no Kernel, GNOME, Drivers, Apps e afins, vão estar disponíveis para utilização dos usuários.

As principais novidades que chegaram ao Ubuntu 19.04 são:

- GNOME 3.32 ;
- Kernel 5.0;
- Driver de vídeo da NVIDIA na versão 418.56;
- Driver de vídeo para AMD e Intel, o Mesa Driver na versão 19.0.2;
- LibreOffice 6.2.2;
- Mozilla Firefox 66.0;

Quem tem placas de vídeo da Nvidia em notebooks pode comemorar também um melhor suporte. a hora que você for instalar, poderá escolher o “Safe Graphics Mode”, que vai habilitar o NOMODESET, possibilitando “subir” o sistema e instalar o driver proprietário da NVIDIA já na tela de formatação. Ainda falta a implementação da troca de GPUs sem precisar reiniciar a sessão ou a máquina, mas já é um começo. Podemos ouvir um “Amém”????

Download da versão atualizada


Para conferir todas as novidades, tanto da versão desktop quanto a de servidores, você pode acessar este link. Lembrando que o Ubuntu 19.04 não é uma versão LTS (suporte de 5 anos) e que o suporte desta versão só terá 9 meses.

Para baixar o novo Ubuntu 19.04, você pode conferir este link.

Você também pode baixar as flavors do Ubuntu (Xubuntu, Kubuntu, Ubuntu MATE, Lubuntu, Ubuntu Kylin, etc.) neste endereço.

Atualização para a nova versão


Se você usa o Ubuntu 18.04 LTS ou o 18.10 (especialmente), é possível fazer a atualização pelo gerenciador de atualizações do seu Ubuntu, caso você tenha baixado a versão Beta do 19.04, basta manter o sistema atualizado e você estará utilizando a versão final.

A atualização é recomendada apenas se você realmente não precisa do suporte a longo prazo que a LTS te proporciona, tirando esta questão e o suporte ao sistema de Live patching da Canonical, o Ubuntu 19.04 Disco Dingo é um upgrade muito interessante em relação ao 18.10 e ao 18.04 LTS.

Em breve publicaremos vídeos sobre essa nova versão do Ubuntu, por hora, você pode conferir a preview logo abaixo:

                 

Você já baixou o Ubuntu 19.04? O que achou da nova versão?

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Espero você até a próxima, um forte abraço.

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Unity 2019.1 lançado, com a versão para Linux saindo da fase Experimental

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A Unity é uma game engine muito famosa e utilizada em grandes games do mercado e em outros projetos também, como animações, aplicações para Arquitetura/Engenharia e Construção, Mobile entre outros. Agora quem quiser abranger essas áreas e utilizar Linux para isso, poderá de forma mais tranquila.


 Unity 2019.1 lançado, com a versão para Linux saindo da fase Experimental






Até nesta versão do Unity, o editor para Linux era tratado como Experimental pelo pessoal do Unity Technologies, e tendo algum “delay” de lançamento em relação as versões para Windows e macOS, mas agora não mais. Conforme anúncio feito no blog oficial, agora a versão para Linux está como Preview e assim receberá os updates junto com as outras plataformas.



Para eles chegarem neste resultado para Linux, tiveram que dar algumas prioridades de configurações na plataforma e que são bem interessantes, como:

- Sistemas Operacionais suportados oficialmente inicialmente são o Ubuntu 16.04, 18.04 e CentOS 7 com  arquitetura x86-64;

- Ambiente de desktop GNOME rodando em cima do X11;

- Driver de vídeo proprietário da Nvidia e o Mesa Driver para AMD (por hora nada de Intel para GPUs.);

- High-Definition Render Pipeline com melhorias e com menos ajustes (mas alguns problemas ainda permanecem, porém menores), com melhorias no suporte para Vulkan no Linux;

- Correção da mensagem "o jogo não está respondendo" em desktops com GNOME.

A lista de melhorias, correções de bugs e funções novas é enorme, tornando a leitura muito massiva e cansativa. Mas se você quer conferir todas elas, pode conferir o post lá no blog oficial do Unity.

Muito bom ver que uma ferramenta importante para desenvolvimento de games e outros projetos, está agora disponível de forma não experimental para Linux, assim abrindo o leque de opções para os devs poderem usar qualquer sistema operacional. E também poder ver alguns erros em jogos que utilizam Unity serem corrigidos também.

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Fedora 30 beta é lançado com novidades

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sexta-feira, 5 de abril de 2019

No último dia 2 de Abril (Terça-Feira), foi anunciado o Beta do tão aguardado  Fedora 30, que vai contar com o GNOME 3.32 e o Kernel 5.0.6. A versão final do Fedora 30 está prevista para o dia 07/05/2019, segundo o cronograma do projeto.


 Fedora 30 beta é lançado com novidades





Uma primeira novidade que será incluída nesta versão, será a possibilidade de mais duas opções de ambiente desktop, que serão o DeepinDE e o Pantheon Desktop (interface do elementary OS). Essas vão se unir as já tradicionais opções, como: GNOME, KDE Plasma, XFCE, Cinnamon entre outros.

A outra melhoria é referente ao desempenho do DNF, que alguns usuários do Fedora reclamam. Agora os metadados do repositório do DNF no Fedora 30 Beta, serão compactados com o formato zchunk, além dos já tradicionais xz e gzip. Esse novo formato permite que os metadados sejam mais eficientes, pois o dnf vai fazer o download da diferença entre a versão antiga com a nova, assim economizando tempo nos updates.

O Beta vai vir com o GNOME 3.32, a versão mais atual e na qual já fizemos uma matéria falando das novidades e melhorias, que você pode conferir neste link.

Quem deve aparecer nesta versão também é o Kernel 5, com a versão 5.0.6 até o momento. O changelog do Kernel você pode conferir aqui.

Vários outros pacotes (packages) foram atualizados, alguns como: GNU Bash 5.0, Glibc 2.29, Ruby 2.6, Golang 1.12, PHP 7.3, Vagrant 2.2, OpenJDK 12, LXQt 0.14 entre outros.

A wiki completa com todas as alterações que estão presentes no Fedora 30 Beta, você pode conferir neste link oficial.

Se você quiser baixar o Fedora 30 Beta, basta acessar este link.

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Fonte
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Cliente de E-mail Geary é atualizado para a versão 3.32, a mesma do Gnome

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quinta-feira, 21 de março de 2019

Não faz muito tempo que o Geary ganhou uma atualização importante, chegando na versão 0.13 com várias melhorias no código e correções de bugs. Essa versão chegou no começo de Março de 2019. No Entanto parece que o dev principal teria mais novidades para o aplicativo. O release de lançado nesta versão você pode conferir aqui.


 Cliente de E-mail Geary é atualizado para a versão 3.32, a mesma do Gnome





Como dito, o dev principal do Geary, Micheal Gratton, achou melhor fazer algumas mudanças no calendário de lançamento do Geary e também na numeração que ele usa. Agora o Geary vai acompanhar os lançamentos do Gnome (chamado de Upstream Alignment), sendo lançado à cada 6 meses. Então agora o Geary muda do 0.13 para o 3.32. Micheal deu a seguinte declaração:

“De agora em diante, nós vamos procurar lançar as novidades de recursos a cada seis meses, junto com o GNOME, incluindo os lançamentos instáveis que tem a numeração ímpar, e acompanhando os lançamentos com pontos de correção de bugs.”

As mudanças visuais da versão 0.13 para a 3.32 são muito sutis, como a adequação ao novo esquema de cores e ícones do Gnome, deixando-o mais harmônico com o restante da interface.

Mas a principal novidade mesmo, é a mudança de como o Geary vai ser distribuído para os usuários de Linux. Antes ou era via empacotamento da sua distribuição (Ubuntu, Mint, Fedora, openSUSE, Debian e afins) ou via PPA oficial do projeto. Se você utiliza este último método, não se preocupe, ele ainda vai continuar recebendo updates de segurança e correções de bugs.

Agora ele vai ser distribuído via Flatpak. Isso mesmo, agora o Geary poderá ser baixado e instalado por esse empacotamento. Se você usa Mint ou qualquer outra distro que tenha o Flatpak integrado, é só ir na loja da sua distro e instalar. Se a sua distro não tem o Flatpak habilitado, sem stress e pânico (rs), temos um artigo muito bacana ensinando como fazer isso. 😉




Ele funciona muito bem com contas do Outlook, Yahoo e contas que usam IMAP. No caso de quem precisa usar Gmail, o processo é um pouco diferente, mas nada difícil. Para quem usa Gnome e interfaces derivadas, basta acessar o “Contas Online” e cadastrar a sua conta do Gmail ali, e seguir as instruções que aparecem na janela. Depois disto, o Geary “Puxa” o Gmail automaticamente.

Como consta no Ajuda do Geary, ele ainda está em desenvolvimento e por isso pode ser que alguns recursos estejam faltando, como por exemplo não ter um “minimizar ao fechar” ou ainda usar desconectado, nada que não possa vir em futuras versões.

Para baixar e instalar o Geary via Flathub, você pode acessar através deste link.

Espero você até a próxima, um forte abraço.

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PureOS resgata o conceito de convergência entre desktop e mobile

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segunda-feira, 11 de março de 2019

Um sistema convergente é cobiçado por várias empresas, ter diversos dispositivos e apenas um sistema, seria um novo passo na forma de como usamos os computadores. Há quem diga que os smartphones vão “matar” os desktops e laptops, entretanto ao que tudo indica o mesmo sistema operacional rodará em ambos, e investidas de empresas como Microsoft, Samsung, Canonical e Google, são exemplos deste possível futuro.

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Com uma grande ideia ambiciosa (não me entenda mal, pensar alto nem sempre é ruim) a Purism, responsável pelo Smartphone Librem 5 e os notebooks Librem, anunciou que seu sistema PureOS estabeleceu bases para que todos os aplicativos futuros fossem convergentes, possibilitando o funcionamento do mesmo sistema operativo em seus laptops e smartphones.

A convergência é algo simples?


Definitivamente criar aplicações convergentes não é uma tarefa tão fácil, tanto o desktop como o mobile geralmente possuem arquiteturas diferentes, isso significa que uma mesma aplicação deve ser compilada visando o tipo de CPU, e para verdadeiramente ter uma aplicação convergente, o hardware deve ser planejado desde o início com esse objetivo.

Um sistema que engloba ambas plataformas, teria outro ponto para considerar, suas aplicações, pois os desenvolvedores haveriam de adaptar os apps ou criá-los com tal versatilidade em mente.

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PureOS um sistema convergente


A Purism não é a primeira e nem a última, em que luta por um sistema convergente. A Canonical, empresa responsável pelo Ubuntu, alguns anos atrás tentou emplacar tal tecnologia, desenvolvendo uma distribuição Linux que visava unir ambos os mundo, desktop e mobile, através do Ubuntu Phone, que ao conectar-se numa tela maior comportava-se como um desktop.


A Purism declara em sua postagem oficial, que o caminho certo para iniciar essa empreitada foi escolher um “sistema operacional universal”, uma clara alusão ao Debian, e por funcionar em tantas arquiteturas diferentes de CPUs, esse seria um enorme benefício. Outro fator, é que eles consideram a base do PureOS sólida o suficiente para embarcar em diferentes tipos de processadores e arquiteturas, portanto problemas de desempenho e execução não são barreiras para o bom funcionamento do SO.

Apenas o funcionamento de uma aplicação em diferentes plataformas não seria o bastante, para isso é necessário um design inteligente, que se adapte conforme o equipamento e tamanho da tela, comportando-se de maneira distinta em alguns casos. 

Com parcerias com o Projeto Gnome, a Purism vem promovendo formas de criar aplicações atraentes e que se adapte a cada realidade, desenvolvendo e contribuindo ativamente em uma biblioteca chamada libhandy, proporcionando uma apresentação móvel e adaptativa para apps GTK e Gnome.

purism-pureos-convergente-linux-apps-mobile-desktop

Essa forma de desenvolvimento tem total integração com o formato de pacote Flatpak, evidenciando que o projeto está em sintonia com novas tecnologias.

Assim como um site responsivo se adapta ao tamanho de tela e muda alguns aspectos de sua interface, a Purism convida os desenvolvedores a criarem suas aplicações com essa proposta em mente, desta forma os softwares terão melhor funcionamento, sendo assim a comunidade poderá se beneficiar com um ecossistema livre, seguro e que protege sua privacidade.

E você, acredita que sistemas convergentes serão o futuro? Aconselho que acessem o post oficial da Purism, lá existem vídeos que demonstram na prática a responsividade das aplicações.

Te espero no próximo post, aqui no blog Diolinux, SISTEMATICAMENTE! 😎
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Ubuntu 18.04.2 LTS está no meio de nós, baixe agora mesmo!!!

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sexta-feira, 15 de fevereiro de 2019

A primeira atualização grande no Ubuntu 18.04 LTS, veio em 26 de Julho  do ano passado (2018), trazendo correções de bugs, melhorias, novidades e aperfeiçoamentos na interface do sistema. Como noticiamos semana passada, a segunda grande atualização chegaria no dia 14 de Fevereiro. Confira.








Essa atualização trouxe algumas mudanças no sistema, e as principais foram:
● Nautilus 3.26.4
● GNOME Shell 3.28.3
● Kernel Linux 4.18.0-15

Podemos ver que algumas mudanças que achamos que iriam vir, realmente vieram, como uma versão nova do Kernel e uma versão atualizada do GNOME, não sendo a 3.30 como esperávamos, mas nada que updates futuros não façam isso.

Outras melhorias foram:

● Correções dos erros de instalação;
● Correções de bugs;
● Correções referentes ao Desktop, como Xorg, GNOME, Nautilus e etc;
● Melhorias de suporte do Kernel a Hardwares mais recentes;
● Fim do suporte a arquitetura de 32 bits.

Se você quiser ver todas as melhorias implementadas no Ubuntu 18.04.2 LTS, você pode acessar esse link e conferir.

Baixar a ISO do novo Ubuntu, basta clicar na imagem abaixo


Espero você no próximo post, forte abraço.

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Firefox 66 virá com melhor integração com GNOME e novidades

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terça-feira, 5 de fevereiro de 2019

Como noticiamos recentemente, a equipe da Mozilla trouxe muitas novidades e melhorias na versão 65 do Firefox, que você pode conferir a matéria  completa aqui.


 Firefox 66 virá com  melhor integração com GNOME e novidades






Passado o lançamento da versão 65, agora a equipe do Firefox começa a concentrar as suas energias para a versão 66, com correções de bugs, melhorias na navegação e implementação de novas funções.

Uma das novidades, é  que o Firefox 66 virá com a barra de título oculta, assim tornando a integração com o GNOME mais “natural”, conforme a HIG (Diretrizes/Orientações de Interface Humana) do ambiente desktop GNOME, que é usado no Ubuntu, o que apesar de focar no GNOME, não impede que essa integração acabe melhorando também em outras interfaces.

   
Borda de Títulos Oculta
Outra melhoria que o pessoal está trazendo, é a melhora de como a rolagem das páginas se comporta, com a “ancoragem de rolagem”, isso quer dizer que essa nova melhoria vai impedir que o conteúdo das páginas em que estamos navegando deem aqueles “pulos” enquanto estão sendo carregadas.

Nesta versão nova do Firefox também foi adicionada a capacidade de pesquisar pelas abas abertas pelo menu flutuante.

Outra funcionalidade que será implementada no Firefox 66 é a não reprodução automática de vídeos e áudios nos sites, como por exemplo o YouTube, se você quiser habilitar, terá de fazer isso manualmente no site que você escolher.




Se você quiser ver todas as novidades que a equipe do Firefox vai trazer, basta acessar este link.

A expectativa da equipe é lançar essas novidades junto com o lançamento global do Firefox, que está previsto para 19 de Março de 2019, comentou Chris Pearce, um dos devs do Firefox, no blog da Mozilla, o Hacks. Lá ele dá maiores detalhes técnicos das implementações que estão por vir na versão 66 do Firefox. Você pode conferir o post do blog neste link.

Espero você no próximo post, forte abraço.

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Como ter os ícones dos indicadores no elementary OS 5.0 Juno

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terça-feira, 8 de janeiro de 2019

O lançamento do elementaryOS Juno 5.0 trouxe algumas novidades, correções de bugs, atualizações dos programas, mas também trouxe alguns “probleminhas”, como a falta dos ícones de algumas coisas, como Steam, Discord, e outros ícones indicadores que aparecem regularmente na tray do sistema.

 Como ter os ícones dos indicadores no elementaryOS 5.0 Juno






Isso ocorre porque os desenvolvedores do elementary OS escolheram remover o suporte antigo que havia na distro através do “wing panel indicator ayatana”, gerando um problema semelhante com o que ocorre no GNOME Shell sem extensões.. Vamos mostrar como contornar esse problema com uma solução simples.

Contextualizando


Em Outubro de 2018, um usuário reportou que estava sem os ícones que mencionamos e até mandou uma screenshot mostrando que mesmo com a Steam e Discord abertos, eles não apareciam na “tray” do elementaryOS Juno, informando também ele tinha recém instalado a nova versão do sistema, vindo da versão anterior, Loki 0.4.1, onde esse tipo de coisa funcionava normalmente.



Outro usuário respondeu que o sistema de tray do Loki era o Ayatana Indicators e que ficou obsoleto e assim foi tirado da versão Juno, mas que ele tinha uma possível solução (podendo ser paliativa) e que tinha sido testada no PC dele. A solução seria fazer com que o indicator-application reconheça o Pantheon, com a seguinte sequência de comandos:



1 - Primeiro se cria o diretório de inicialização, copiando o “indicator-application.desktop’ da pasta “autostart” que fica dentro do diretório /etc/xdg para a pasta indicada na home do usuário tradicional, depois habilitando a funcionalidade de exibição.

mkdir -p ~/.config/autostart
cp /etc/xdg/autostart/indicator-application.desktop ~/.config/autostart/

sed -i 's/^OnlyShowIn.*/OnlyShowIn=Unity;GNOME;Pantheon;/' ~/.config/autostart/indicator-application.desktop

2 - O próximo passo é baixar a última versão disponível do wingpanel-indicator-ayatana:

wget http://ppa.launchpad.net/elementary-os/stable/ubuntu/pool/main/w/wingpanel-indicator-ayatana/wingpanel-indicator-ayatana_2.0.3+r27+pkg17~ubuntu0.4.1.1_amd64.deb


3 - Instalando o pacote

Você pode fazer de duas formas, depois de baixá-lo e deixar ele em uma pasta de fácil acesso, você pode dar dois cliques nele e dar o famoso “senha - next - finish”, caso você tenha o gestor de .debs instalado no seu elementary OS (o Eddy, você consegue ele na loja do sistema) ou via terminal com o seguinte comando:

sudo dpkg -i wingpanel-indicator-ayatana_2.0.3+r27+pkg17~ubuntu0.4.1.1_amd64.deb

4 - Por último, para garantir o bom funcionamento, encerre a sessão e se logue novamente para ativar o novo recurso, é possível que esse passo não seja necessário, mas você pode fazer por via das dúvidas.




Agora você já tem os ícones indicadores de volta no seu elementary OS, a grande questão é: Até quando?

Conte aí nos comentários se você usando elementaryOS Juno 5.0 teve esse problema e se essa dica lhe ajudou. =) ( depois ponho o emoticon hehe)

Espero você até o próximo post, forte abraço.
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Gere códigos aleatórios para autenticação de 2 fatores no Linux com o Authenticator

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Se você está procurando um aplicativo para ter a autenticação em 2 fatores no Linux, o Authenticator veio para isso. Com ele você vai poder gerar códigos aleatoriamente para várias contas que disponibilizam esse recurso, como Google, Twitch, Amazon, Blizzard entre outros.


 Gere códigos aleatórios para autenticação de 2 fatores no Linux com o Authenticator






O projeto é mantido pelo desenvolver belga, Bilal Elmoussaoui, que mantém outros projetos como Nautilus Folder Icons, o Audio Cutter,entre outros projetos que você pode conferir no GitHub dele.

Mas afinal, o que é autenticação de dois fatores?


Autenticação em dois fatores (ou 2FA em inglês) é altamente recomendado para proteger as suas contas onlines. A Google popularizou muito o mecanismo em suas contas nos últimos anos, possuindo ela própria um aplicativo similar, o Google Authenticator, compatível com Android.

Imagine que você tem uma casa ou apartamento e quer proteger ela além da tradicional chave (senha) que você usa. E para dar uma proteção a mais na sua casa, você instala uma fechadura biométrica, fazendo com que  além de você usar a sua chave, tenha que usar a sua digital para confirmar que é você mesmo (autenticação de 2 fatores). Isso muito provavelmente aumentará a segurança da sua casa (conta online) enquanto você não estiver por perto para ficar de olho. 

A autenticação em dois fatores pode ser feita de diversas formas, mas o interessante de aplicativos assim, que 2FA com conjuntos de números aleatórios e que ficam se renovando constantemente, é que mesmo que alguém, em algum momento descubra esses números, poucos segundos depois eles já não existem mais.

Mas aí você me pergunta, é preciso ter um autenticador desses para desktop??


Tecnicamente não, mas isso é mais como uma conveniência do que uma “necessidade” mesmo. Ele pode ser útil caso você não queira depender do seu Smartphone.

Como instalar o Authenticator?


O aplicativo foi criado para o ambiente GNOME, Budgie e MATE mas como ele é distribuído via flatpak, provavelmente funcione em outros ambientes gráficos. O prints que você vai ver foram retirados usando o Cinnamon com o Mint.

Ele tem um interface muito simples e intuitiva que facilita a adição dos serviços e que em alguns casos pode exibir um QR CODE para a criação deste duplo fator de autenticação.

O Authenticator tem suporte para mais de 290 sites e aplicativos, dentre eles: Amazon,Apple,Dropbox, Facebook,OneDrive,Google,YouTube,Twitch, entre outros.

Para instalá-lo, você vai precisar do suporte ao flatpak instalado na sua distro, além do repositório flathub adicionado,, como é o caso do Linux Mint, Fedora por exemplo. Se você usa o Ubuntu ou alguma distro que não tem suporte ao Flatpak nativamente temos esse tutorial no blog ensinando a instalar.

Depois de instalado o suporte, você tem duas possibilidades de instalação. A primeira é ir na loja de aplicativos da sua distro que já tem o suporte nativo ao flatpak e procurar por “Authenticator” e mandar instalar, esperar a instalação terminar e executar o programa.

Se você preferir instalar via terminal ou se a distro não tem suporte a flatpak em sua loja, você pode instalar com esse seguinte comando:

flatpak install flathub com.github.bilelmoussaoui.Authenticator 


Aí é só esperar a instalação e procurar no menu da sua distro por “Authenticator”.

A primeira tela que você vai ser apresentado é essa abaixo.



Para adicionar um serviço você vai clicar no sinal de “+” no canto superior esquerdo



Por último você vai escolher qual serviço quer ter a autenticação em 2 fatores, colocar o seu “usuário” e o “token de segurança” que eles oferecem para esse tipo de aplicativo.





Depois disso é só aproveitar o aplicativo. =D

Aplicativos de segurança pode ser muito úteis e sem dúvidas são muito importantes, se quiser uma proteção extra, use também o gerenciador de senhas, como o KeePassX ou o Lastpass.

Espero você até o próximo post, forte abraço.

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Estilo Long Shadow - Novo tema de ícones para Linux

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sexta-feira, 14 de dezembro de 2018

Se você estiver procurando uma opção bacana de tema de ícones para a sua distro Linux e pretende colocar um tema bem estilizado e com um conceito um tanto diferente, especialmente se você curtir as famosas “long shadows”, você vai adorar o tema “Shadow”.

 Estilo Long Shadow - Novo tema de ícones para Linux










O Shadow é um tema flat para GNOME 3.10+ e interfaces “filhas” Na versão 4 contém mais de 980 ícones de apps e mais de 2200 ícones para o sistema e afins.




Instalando o tema Shadow


Baixe o tema à partir do GitHub ou do "GNOME Look", ele virá em um pacote compactado (zip), basta extrair o tema do arquivo compactado para a pasta .icons (ponto icons) dentro da sua pasta pessoal. Depois é só fazer a alteração do tema pelo software adequado a sua interface gráfica.



No Linux Mint você pode usar as próprias configurações do sistema e no Ubuntu, use o GNOME Tweaks.

Quem deseja fazer o processo de instalação pelo terminal pode seguir os seguintes passos:

git clone https://github.com/rudrab/Shadow.git

mv Shadow-master /home/$USER/.icons/

Se for pelo Gnome-Look, basta baixar e extrair o .tar.xz dentro da pasta “icons” que você criou

Feito isso, agora você pode desfrutar do novo tema para o seu sistema.
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As extensões resolverão a "falta de desktop" no GNOME?

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quarta-feira, 12 de dezembro de 2018

Enquanto ambientes gráficos como KDE Plasma e Cinnamon Desktop estão ampliando cada vez mais as opções voltadas para o desktop, o GNOME vai na contramão desse movimento e abandona esse conceito, ao menos de forma nativa. A promessa é que essas funcionalidades voltem através de uma extensão chamada "Desktop Icons", além de toda uma família de extensões disponíveis que acrescentam funcionalidades, mas será que isso se resolve com uma extensão?

GNOME Desktop Icons






Desde o lançamento da versão 3.0, que trouxe o novo Shell para o GNOME, o comportamento padrão da interface é não possuir um desktop ativo, porém, essa função era "habilitável" através de uma pequena configuração no Nautilus, o gestor de arquivos do projeto. Isso deixou de ser possível recentemente com a versão 3.30 do GNOME, onde as funcionalidades que tornavam o Nautilus capaz de gerenciar a Área de trabalho foram removidas do código da aplicação.

Para contornar esse problema, a comunidade de desenvolvedores do GNOME acabou criando uma extensão que tenta trazer essas mesmas funcionalidades para o desktop GNOME, porém, ela ainda não está completamente finalizada e continua sendo uma extensão, e não uma função nativa do ambiente.


Um problema de filosofia de trabalho?


Recentemente tivemos uma série de entrevistas no canal com um dos desenvolvedores brasileiros do GNOME, onde foram comentadas várias coisas importantes e interessantes sobre o desenvolvimento do projeto, incluindo os motivos para a remoção de alguns componentes, vale a pena conferir. Uma das coisas que me chamou a atenção no discurso foi a retidão da forma de trabalho do GNOME, o que traz coisas boas e ruins ao projeto, discutivelmente.

O GNOME tem como viés um padrão de excelência técnico, optando por deixar de implementar coisas se elas não forem implementadas da forma considerada "correta", como os ícones de indicadores, como Telegram, Dropbox, Skype, Steam, etc. O GNOME também visa ser pioneiro em tecnologia, simplicidade e eficiência, além de criar tendências.

Que o projeto foi inovador, eu não tenho a menor dúvida, o projeto GNOME, ao lado do KDE, é responsável por uma massiva produção de aplicativos para, virtualmente, todas as funcionalidades imagináveis no mundo Linux, sendo um projeto muito maior que do "somente" o GNOME Shell, a interface, ainda que seja justamente ali que todos esses softwares acabem convergindo.

Esse viés de trabalho que parece quase imutável divide muitas opiniões, me arrisco a dizer que ser mais flexível com algumas coisas faria bem para o projeto.

Dividindo opiniões desde o início


As críticas ao GNOME ter mudado drasticamente a forma de se usar o computador para algo muito diferente da "metáfora de desktop" reconhecida por qualquer um que usou um computador na vida , seja Windows, seja macOS, não são recentes, com o tempo as pessoas foram entendendo e se acostumando, mas ainda assim, exemplos de mudanças não faltam.

Ainda assim, mostrar o GNOME pela primeira vez para alguém que nunca o utilizou, ou que só usou Windows vai causar comentários do tipo:

- Nossa, que bonito!
- Onde abre o menu?
- Não tem minimizar?
- Onde desliga?
- Por não consigo criar uma pasta na área de trabalho?

Unity
Unity do Ubuntu 17.04


Antes do GNOME 3 já existiam muitas interfaces diferentes, mas só depois dele é que tantas outras se criaram. 

Não sei a sua idade e nem a quanto tempo você conhece/usa Linux, mas na época do Ubuntu 10.04 LTS nós tínhamos uma "disputa" entre GNOME 2 e KDE 3/4, onde XFCE, LXDE e interfaces baseadas em linha de comando eram menos populares, junto com algumas outras ainda menos populares hoje em dia.

Depois do lançamento do GNOME 3, tivemos o nascimento do Unity, do Cinnamon, do Budgie Desktop, do MATE, do Deepin Desktop, e tivemos uma grande acensão de ambientes como o XFCE, além disso, tivemos várias distros modificando o Desktop GNOME porque a opção padrão simplesmente não agradou, como o Zorin Desktop, o Endless Shell e o próprio Ubuntu recentemente, além disso, ainda temos a crescente popularidade de extensões como Dash to Dock e Dash to Panel, que modificam consideravelmente a forma com que se usa a área de trabalho do computador.

  • Por que as pessoas simplesmente não usam o GNOME como ele foi feito para ser?
  • Por que a maior parte dos projetos que tem como público alvo o usuário DESKTOP não usa o GNOME PURO?
  • Qual é o perfil de utilizador das distros que usam o GNOME puro?
  • O GNOME é feito para agradar a quem?
São perguntas que eu gostaria que você respondesse no seus comentários logo abaixo.

Muitas interfaces forkeadas ou iniciadas do GNOME


Essa grande criação, com certeza, não foi uma coincidência. Analisemos:

- Cinnamon: Nasceu depois da equipe do Mint tentar usar o GNOME com um pacote de modificações chamado MGSE (Mint Gnome Shell Extensions), que tentava manter o viés Desktop tradicional;

- Unity: Nasceu por parte do desagrado do GNOME 3 pela Canonical, parte pela intenção da empresa em colocar o Ubuntu em dispositivos diferentes;

- Budgie Desktop: É uma reimaginação do GNOME 3 "como ele deveria ter sido", criado pelo projeto Solus para ser uma interface com base GNOME, mas diferenciada;

- Deepin Desktop: Originalmente o Deepin usava customizações do GNOME também, mas depois  desistiu e decidiu fazer usa própria interface baseando suas aplicações em Qt, não GTK.

- Zorin Desktop e Endless Shell: Continuam usando o GNOME como motor, mas criaram um Shell diferente que usa os mesmos elementos organizados de forma diferente, procurando respeitar mais o modo mais tradicional de desktop.

- MATE: A saudade do GNOME 2 foi tanta, que eles decidiram continuar da onde a equipe GNOME, que passou a focar do GNOME 3, parou.

De certa forma foi todas as mudanças foram positivas, pois temos mais opções atualmente, ao mesmo tempo que muitos talentos foram dispersados entre vários projetos diferentes, fazendo o projeto GNOME Vanilla, como a equipe do GNOME o planeja, perder popularidade.

Atualmente as distros que usam o GNOME "puro" são geralmente sistemas onde a interface é secundária, onde focam os serviços na parte "enterprise" e profissional, Red Hat, SUSE, Fedora Workstation, CentOS, Debian, Pop!_OS (esse usa temas diferentes), são alguns exemplos.

Todas as distros que tem foco em serem acessíveis ao Desktop e ao usuário comum mudam o GNOME consideravelmente, incluindo o próprio Endless OS e seu Endless Shell, que é um sistema que trabalha de forma bem próxima do time do GNOME.  O Endless fez um extensa pesquisa sobre os hábitos dos usuários e familiaridade, intuitividade com o sistema, será que o GNOME não pode tirar boas ideias dali?

Distros atuais que são populares em desktops e estão em evidência incluem: Ubuntu, Linux Mint, elementary OS, Deepin e Manjaro, onde ou elas não usam o GNOME, ou usam ele modificado.

Resolvendo com extensões


Tornou-se comum, até uma piada praticamente, que "tudo no GNOME" precisa de extensões, o que tem até um pequeno fundo de verdade. 

Não tenho dúvidas de que existem pessoas que usam o GNOME puro, sem extensões, mas elas provavelmente não são um grande número e principalmente, elas fazem parte de um nicho de usuários que é, ou próximo do desenvolvimento do GNOME, ou um núcleo de usuários avançados, mais purista. 

Gnome Desktop Icons
"Oh que legal, agora  o GNOME removeu a função de 'não ter ícones no desktop' ;) Bom trabalho Carlos!"


O que eu mais vejo "na várzea" são pessoas mudando muito o GNOME para atender às suas necessidades, até pouco tempo atrás existia uma extensão até para atualizar automaticamente a lista de redes Wi-Fi, coisa que mudou nas versões mais recentes do ambiente felizmente.

A filosofia do projeto é estreita e direta, mas ela não precisa ser imutável!

Uma decisão que seria muito acertada, do meu ponto de vista, seria observar quais extensões as pessoas mais utilizam para entender quais as funcionalidades as pessoas buscam e então adicioná-las ao sistema como um recurso nativo, planejado e integrado.

Se as pessoas usam muito o Dash to Dock ou o Dash to Panel, isso é um claro indicativo de que as pessoas acham menos produtivo manter os ícones escondidos, para citar um exemplo.

O GNOME pode tentar forçar o mercado a aceitar os seus padrões, mas será que essa força realmente faz diferença? Qual foi a última vez que você viu alguém desenvolver alguma aplicação (de fora do mundo Open Source) pensando em GTK ou GNOME? Talvez existam casos, mas eu não consegui pensar em exemplos.

Quando você faz parte de um nicho, você não dita tendências geralmente, você se adapta a elas. Mesmo que você tenha personalidade para fazer diferente e influenciar um pouco, o quanto isso trará de benefício efetivo para quem usa o software? É uma reflexão a se fazer.

Utopia do GNOME?


O objetivo do GNOME é utópico, mas isso não é necessariamente um problema. Fazer com que os desenvolvedores implementem as funções como eles gostariam e planejaram essas implementações seria o ideal, mas ele será possíve?

Toda vez que eu vejo alguém falando que algo é ruim porque é uma suposta "utopia', eu não consigo ver com bons olhos. 

Utopias são boas.

A utopia serve para nos apontar uma direção, algumas pessoas se esforçam para viver a utopia antes do momento de todos as condições estarem favoráveis, geralmente fazendo esforço e eventualmente sacrifícios para tal.

Eu penso de forma mais prática, afinal, existem vários níveis diferentes de adoção de uma ideia até que ela se torne padrão. 

A paz mundial é um utopia, mas nem por isso é uma ideia descartável (por ser uma utopia) e que deva deixar de ser perseguida, porém, existirão sempre "meios termos" até esse objetivo final e utópico, muitos deles não são tão ruins assim.

Eu aposto que você gostaria da paz mundial, ou da extinção da fome, mas se você tivesse que escolher entre: Ou você tem zero de fome ou você tem a situação atual e uma situação onde você tem pelo menos 90% a menos de fome do que agora, qual você preferiria?

Para exemplificar com o suporte a indicadores do GNOME, por exemplo, a situação atual é exatamente essa: Ou os devs implementam como o GNOME gostaria ou não faz parte do projeto.

Quem fica sem a função, no fim das contas, é quem só queria usar o software, será que não existe um meio termo? Será que não seria possível oferecer e melhorar essa função até que a solução ideal aparecesse?

É como a ideia de software livre. Algumas pessoas defendem a ideia de que tudo no mundo dos programas de computador deveria ser aberto, livre, open source, como quiser chamar, e eu tenho certeza de que se tudo fosse viável, esse seria um mundo ideal muito interessante de se viver, porém, para caminharmos para isso, é preciso que parte dos usuários use software livre, depois uma maior parte, depois uma maior parte ainda, assim até ir caminhando cada vez mais para essa "utopia livre", querer cortar o caminho e viver esse momento agora vai requerer sacrifícios que nem todos querem ou podem fazer, usando a lógica de que, ou é livre ou eu não uso, não me parece conquistar muitas pessoas.

Fazer transições graduais é um processo menos traumático e que facilita a aceitação, em alguma momento será preciso dar passo maiores, mas se tudo estiver bem fundamentado, até esses passos mais largos serão melhores aceitos.

Desktop Icons


A tentativa é válida, e como você viu no vídeo do início do artigo, a extensão já tem vários bons recursos, ainda que alguns estejam faltantes, mas ainda assim é uma extensão. É algo que você terá de esperar a distro implementar por conta própria, como é o caso do Ubuntu, ou como algo que você, como usuário terá de buscar.

Extensões, assim como em navegadores, servem para ampliar as funcionalidades básicas do software, mas no GNOME, as extensões servem, em alguns casos, para trazer justamente funções básicas que, apenas na minha, estrita e individual opinião, deveriam fazer parte do ambiente de forma nativa, permitindo que a equipe de desenvolvedores e tradutores atue de forma mais direta, sem necessidade de haver de prestar atenção com a compatibilidade da extensão com a versão do Shell.

O GNOME continua sendo um dos meus projetos favoritos, é por isso que eu falo sobre ele, endosso, incentivo o uso e elogio, por esse mesmo motivo é que eu critico quanto acho que tenho que criticar, lamento que eu simplesmente não consiga ser produtivo no GNOME Shell padrão, o próprio layout da interface ignora completamente tudo o que qualquer um que usou um computador não Linux anteriormente tenha aprendido, algumas pessoas gostarão dessa novidades, outras nunca mais voltarão.

A solução para o Desktop virá com essa extensão? É cedo para dizer, mas provavelmente se não for dessa forma, provavelmente não será de nenhuma outra.

O que você acha?
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