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Habilite o modo dark do Yaru no Ubuntu - aplicações e GNOME shell

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quinta-feira, 31 de outubro de 2019

Veja como habilitar o modo dark do tema do Ubuntu, Yaru, tanto nos programas quanto no GNOME Shell (englobando seus menus, painéis e afins).

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O Ubuntu 19.10 Eoan Ermine veio cheio de novidades e melhorias, comparado aos seus antecessores. Fizemos uma cobertura em torno deste novo lançamento do sistema. Aliás, confira logo abaixo a nossa review detalhando cada aspecto desta nova fase do sistema da Canonical.


Após verem o vídeo, alguns podem se questionar se vale ou não deixar o Ubuntu 18.04 LTS e migrar para nova versão. Criamos um artigo sobre este tema e recomendo a leitura, para efetuar o download do Ubuntu 19.10, acesse esta outra postagem. Não se preocupe quanto ao pós-instalação do sistema, ou até mesmo a atualização do Ubuntu 19.04 para o 19.10, você pode seguir nossa matéria e saber o que fazer depois de instalar o sistema.

Requisitos 


Antes de demonstrar os passos necessários para compor as mudanças, alguns requisitos são necessários. Obviamente que o primeiro deles é estar utilizando o Ubuntu 19.10 com o GNOME 3.34. A Canonical modificou seu tema, logo após a versão 19.04 do Ubuntu para harmonizar ainda mais com o tema padrão do GNOME, além de evitar eventuais problemas em aplicações e bugs relacionados a temas. Neste período até foi cogitado a possibilidade de entregar o Ubuntu com uma variação “clara/branca” do Yaru. Em seguida desistiram da ideia e mantiveram o mais próximo do visual da versão 19.04 de seu sistema. Contudo, algumas modificações ainda permaneceram, e elementos do shell foram entregues com essa premissa de ser algo mais branco (eis o motivo da criação desta matéria). No entanto, o que muitos não sabem é que existe sim a variante dark do Yaru, não apenas para os apps, e o GNOME Shell também pode ficar com um visual mais sombrio e noturno. Essa modificação não chegou à tempo do lançamento do Ubuntu 19.10, mas é bem provável que na próxima LTS a mesma esteja disponível.

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Sabemos que por padrão o GNOME não contém formas para trocar os temas de suas aplicações e shell, sendo assim passos extras são requisitados. Mais saiba que o uso de extensões no GNOME é por sua conta e risco, nunca tive problemas com as mencionadas neste artigo, porém fica o aviso.

Se você não sabe como adicionar extensões ao GNOME Shell, aprenda seguindo esse link, também recomendo a instalação da ferramenta GNOME Tweaks ou “Ajustes”. Ela será a forma em que selecionaremos o Yaru-Dark. Segue artigo de como instalar a aplicação.

Ok! Você já sabe como instalar temas no GNOME, já tem o GNOME Tweaks no sistema, o próximo passo é adicionar a extensão “User Themes” para podermos trocar o shell padrão pela variante dark. Existem várias formas de se obter este resultado, como bem viu no artigo que demonstra a instalação de temas no GNOME, fique a vontade e escolha o seu favorito. Pode tanto pesquisar diretamente na GNOME Software (Software Ubuntu, a loja) ou pelo site GNOME Extensions.

Instalando o tema Yaru-Dark para aplicativos e shell


Mencionei anteriormente que o tema Yaru escuro para o shell não foi entregue a tempo do lançamento do Ubuntu 19.10, pois bem! Vamos utilizar a última versão disponibilizada em seu repositório no Github.

Vamos enfim instalar o tema, porém recomendo abrir o GNOME Tweaks (Ajustes) e trocar o tema do shell e das aplicações por outro qualquer que não seja da família Yaru. Na seção “Aparência”, mude as opções “Aplicativos” e “Shell” por outro que não seja Yaru ou equivalentes.

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Antes de todo passo a passo, certifique-se que na pasta “.themes” em sua “home” não contenha o tema Yaru. Claro, se essa pasta existir, na realidade esse passo é uma precaução (provavelmente não existirá, se acabou de efetuar uma instalação limpa). Com o gerenciador de arquivos do Ubuntu aberto, Nautilus, ao utilizar a combinação de teclas “Ctrl+H”, pastas e arquivos ocultos tornam-se visíveis ou retornam ao seu estado anterior. 

tema-dark-modo-escuro-noite-apps-shell-theme-ubuntu-gnome-yaru-tweak-ajustes

Caso nunca tenha “clonado” um repositório do Github, ou compilado algum programa utilizando ele, algumas libs serão obrigatórias. Mas podemos instalar tudo em apenas um comando:

sudo apt install git meson sassc libglib2.0-dev libxml2-utils

O segundo passo é clonar o repositório do tema Yaru, sendo mais simples e direto, isso nada mais é que efetuar o download do mesmo. Tenha ciência do repositório que está localizado ao abrir o terminal, por padrão é sua pasta pessoal (home). Abra o terminal pressionando a combinação de teclas “Ctrl+Alt+T” ou execute pressionando sobre seu ícone. Então, digite o comando e espere pacientemente até o fim do processo.

git clone https://github.com/ubuntu/yaru

Entre na pasta do Yaru, via terminal mesmo, conforme o exemplo abaixo:

cd yaru

Vamos construir o tema Yaru, se percebeu, dentro do repositório que acabamos de clonar para nosso computador, existem diversos arquivos.

meson build

O processo pode levar algum tempinho, aguarde pacientemente e depois entre na pasta que foi criada.

cd build

Agora iremos instalar o tema ao nosso sistema, entretanto, ele não será aplicado. Este passo será realizado através da ferramenta Ajustes (GNOME Tweaks).

sudo ninja install
Reinicie o computador ou saia da sessão atual, assim o tema será visível no sistema. Abra novamente o GNOME Tweaks, se já estava aberto feche-o, e procure na seção “Aparência” o Yaru-dark, nas opções “Aplicativos” e “Shell” escolha o Yaru-dark. Obviamente que, se preferir, apenas o shell pode ser o alvo do “modo dark”. Pessoalmente utilizo todo o sistema com esta modificação.

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O resultado é bem agradável aos meus olhos, utilizar uma variante escura é quase que um requisito para meu cotidiano em frente ao PC.

tema-dark-modo-escuro-noite-apps-shell-theme-ubuntu-gnome-yaru-tweak-ajustes

No final do procedimento o repositório clonado também pode ser removido sem problema algum, nada disso impactará no tema, pois já está nos devidos diretórios do sistema.

sudo rm -r ~/.themes/yaru

Se por algum motivo não curtiu e queira remover o tema instalado via repositório do Github, basta excluir as pastas do Yaru no caminho “/usr/share/themes”, e reinstalar o tema Yaru padrão que acompanha a versão 19.10.

Para remover, utilize o comando:

sudo rm -r /usr/share/themes/{Yaru,Yaru-dark,Yaru-light}

A reinstalação do tema, para deixar o tema default, proceda assim:

sudo apt install --reinstall yaru-theme-gnome-shell yaru-theme-gtk

Lembrando que antes de remover o tema, você deve trocá-lo por outro lá no GNOME Tweaks. Tentar apagá-lo enquanto ainda em uso poderá resultar em bugs.

O Ubuntu 19.10 veio com muitas coisas boas, entretanto, não ter uma opção semelhante ao Pop_OS! 19.10 para trocar entre diferentes variações de seu tema é uma característica que faz muita falta. Essa crítica também se aplica ao projeto GNOME, pois ambos possuem temas escuros, mas para acessá-los apenas através de softwares de terceiros. Que ao menos na próxima LTS do Ubuntu o tema escuro seja adicionado, e quem sabe a opção de trocar facilmente entre as variações do Yaru (tanto para apps, quanto para o shell). 

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Fonte: Ubuntu.


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GNOME 3.36 “Gresik” entra em fase de desenvolvimento

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quarta-feira, 30 de outubro de 2019

O GNOME 3.34 veio com muitas melhorias de desempenho, e quanto ao GNOME 3.36, o que podemos esperar para próximo lançamento?

gnome-apps-shell-linux-distro-fedora-ubuntu-arch-performance-novidade-desktop

Durante muito tempo o GNOME vem passando por uma situação nada agradável, entregar um ambiente gráfico que não performa satisfatoriamente na maioria dos hardwares. Não é incomum, pessoas afirmarem coisas relacionadas ao GNOME Shell, e muitas exageradas, contudo nos últimos lançamentos houve uma melhora considerável. A versão 3.28 é notavelmente inferior à 3.32, com a atual 3.34 não é diferente. Após um trabalho e esforço empenhado em solucionar leeks de memórias, bugs com as animações do shell, performance e gerenciamento do sistema o ambiente gráfico entregue pela GNOME Foundation vem se aperfeiçoando. Não apenas os desenvolvedores do GNOME merecem ser parabenizados pelas mudanças, a Canonical também empregou bastante tempo com tais implementações e correções de desempenho.

Podemos notar justamente essa evolução no Ubuntu 19.10, que conta com a versão 3.34 do shell e ganha de lavada do Ubuntu 18.04, quando o assunto é performance do GNOME Shell. 


O GNOME 3.36 será o próximo grande lançamento do ecossistema GNOME, ele substituirá a atual versão 3.34 e é esperado que o Ubuntu 20.04 LTS venha com ele embarcado. O codinome já foi revelado e remete a cidade sede da conferência GNOME Asia Summit 2019. Apelidado de “Gresik”, cidade localizada na Indonésia, seu ciclo de desenvolvimento passou por um atraso, sendo anunciado apenas semana passada. Isso, devido a atrasos com algumas instabilidades em sua versão intermediária GNOME 3.35.1, que já está disponível para downloads por entusiastas deste ambiente desktop. O GNOME 3.35.2 tem lançamento programado para 23 de novembro e o 3.35.3 para o início de janeiro.

Em um de nossos Diolinux Friday Show, Georges Stavracas desenvolvedor do GNOME, informou que novidades grandiosas estão a caminho do GNOME 3.36, entretanto ainda não estava autorizado a nos informar. Considerando o cronograma dos desenvolvedores da Canonical em relação ao GNOME no Ubuntu 20.04 e 20.10, podemos ter um vislumbre. Live essa que discutimos sobre a reivindicação de possível quebra de patentes em um dos softwares do GNOME.

Daniel Van Vugt, descreveu no blog do Ubuntu diversos planos para os próximos lançamentos do sistema, e focou exclusivamente no GNOME. Ele demonstrou humildemente os erros e acertos no desenvolvimento do shell, e enfatizou as metas futuras. Inclusive, é planejado ao Ubuntu 20.04 LTS ter alto desempenho com o GNOME em máquinas relativamente modernas, e em sua próxima versão, 20.10, o objetivo serão as máquinas mais antigas. No entanto, não entenda máquina antiga como algo defasado. Estamos falando de computadores da atualidade, não pense que o GNOME será performático comparado ao LXQT/XFCE em um hardware limitado com um processador muito antigo e pouquíssima RAM. Perceba que para os padrões atuais, uma máquina com 4GB de RAM, processador quad-core (podendo ser dois núcleos físicos e dois lógicos) são considerados computadores fracos. 

Recomendo a leitura do vasto e detalhado material disponibilizado no blog do Ubuntu, assim você poderá ter um aspecto geral do GNOME em suas últimas versões não tão lapidadas e o futuro que o aguarda.

O lançamento do GNOME 3.36 está previsto para o dia 11 de março de 2020.

Já testou alguma distro com o GNOME 3.34? A melhoria na performance foi perceptível aqui até via Virtual Box. Fiquei surpreso com o Fedora 31 e Ubuntu 19.10.

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Fonte: Softpedia, Ubuntu.


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GNOME escolhe lutar legalmente contra alegação por suposta violação de patentes

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quinta-feira, 24 de outubro de 2019

GNOME Foundation decide lutar legalmente contra uma alegação de infringir patente em um de seus programas. Após recusar proposta de um possível acordo de licenciamento, a Fundação GNOME responde à reivindicação e chama empresa de “Troll de patentes”.

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Em setembro (25), a Fundação GNOME notificou em seu site que foi informada de um processo da Rothschild Patent Imaging, LLC alegando quebra de patente (9.936.086).

Essa alegação descrevia que a aplicação de código aberto para gerenciamento de fotos, o Shotwell, violava tal patente. Na época do ocorrido, Neil McGovern, o diretor-executivo da GNOME Foundation, declarou: “Contratamos advogados e pretendemos nos defender vigorosamente contra esse processo infundado. Devido ao litígio em andamento, infelizmente não podemos fazer mais comentários sobre o assunto”

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Após, quase um mês, houve um desenrolar desta situação. Mais declarações foram feitas no site do GNOME. Algumas bem alarmantes, que explicam mais sobre o ocorrido.

“É a primeira vez que um projeto de software livre está sendo alvo de algo assim, mas nos preocupamos de que não seja a última. A Rothschild Patent Imaging, LLC ofereceu-se para que nós pagássemos uma quantia alta de cinco dígitos, pela qual eles iam abandonar o caso e nos dariam uma licença para continuar o desenvolvendo do Shotwell”.

Podemos observar em um primeiro momento, a possível real intenção por trás desta ação, obter lucros de forma fácil. Não obstante, mais adiante a Fundação GNOME tem uma mensagem especial para o que eles apelidaram de “trolls de patentes”.

E agora, o que fazer?


Basicamente existiriam duas saídas, aceitar este “acordo”, pagar uma baita grana e subjugar-se e não se opondor. A segunda, e adotada pelo GNOME, é ir adiante e brigar legalmente, demonstrando que tais alegações não têm fundamento. Essa escolha, não é a mais cômoda, porém pode evitar que no futuro outros projetos de código aberto sejam afetados por essa alegação de patente. Quanto aos custos, talvez a primeira opção até seja mais em conta (e olha que eram 5 dígitos), pois todos esses encargos ao recorrer em tribunal podem acabar saindo mais caro; isso financeiramente falando, porém, as consequências para toda uma comunidade seriam catastróficas. 

Então, Neil McGovern instruiu o consultor jurídico da Shearman & Sterling (que representa o GNOME) a apresentar três documentos no tribunal da Califórnia, EUA. Sendo eles:

  • Uma moção para descartar o caso imediatamente. A GNOME Foundation não crê que a patente seja válida ou que um software possa ser patenteado dessa maneira. O objetivo é garantir que essa patente não seja usada contra ninguém, nunca;
  • Uma resposta oficial à reivindicação da RPI. Na concepção do GNOME não existe nenhum caso para o qual eles devem responder e que o uso do Shotwell, ou qualquer software livre em geral, não são afetados por esta patente;
  • E por último, um pedido de contra-reivindicação. Dando a certeza que a Rothschild não descarte a alegação de violação de patente, após perceberem que a Fundação GNOME irá lutar contra isso.

Ao que tudo indica, a RPI terá que pagar as taxas legais envolvidas na moção deste caso. Com essa investida feroz do GNOME, talvez empresas que se valem destes recursos pensem duas ou três vezes antes de usarem tais artifícios. 

Qual é essa patente e o que faz especificamente?


A patente (US 9.936.086) parece ser o mais genérico possível, englobando qualquer “Sistema e método de distribuição de imagem sem fio ou wireless”. Resumidamente nenhum software pode interagir com outro equipamento e trocar imagens via rede sem fio. Esse é justamente um dos recursos do Shotwell, permitir a transferência das imagens de um dispositivo para o computador via wi-fi.

Essa não é a primeira vez que a RPI tenta investir de tal modo contra outras empresas ou organizações. De acordo com a moção apresentada em tribunal pelo GNOME, ela usou esta mesma patente contra cinco outras organizações e seu responsável Leigh Rothschild, só nos cinco últimos anos, já se envolveu em mais de 300 casos de quebra de patentes. 

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Mensagem da GNOME Foundation, sobre o caso


Toda essa situação ainda não findou, mas não parece sensato dizer que a RPI sairá triunfante com isso tudo. Aliás, a GNOME Foundation deixou um recadinho para os “Trolls de patentes”:

“Queremos enviar uma mensagem para todos os trolls de patentes de software por aí — lutaremos contra seu processo, venceremos e teremos sua patente invalidada. Para fazer isso, precisamos de sua ajuda. Ajude a apoiar a Fundação GNOME no envio de uma mensagem de que os trolls de patentes nunca devem ter como alvo o software livre, fazendo uma doação ao Fundo de Defesa de Trolls de Patentes do GNOME. Se não puder, ajude a espalhar a notícia com seus amigos nas mídias sociais”.

Mensagem dada, espero que episódios como esses não venham a ocorrer mais. Sei que essa “indústrias de patentes” geram casos assim nos EUA quase que diariamente.

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Intel trabalha em nova loja para sua distro Clear Linux Project

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quarta-feira, 23 de outubro de 2019

A Intel também é responsável por uma distro Linux, o Clear Linux Project, e parece que seu desenvolvimento está indo além de ajustes em performance e uma nova loja está a caminho. Considerando todo histórico do Clear Linux e seus resultados em benchmarks, podemos esperar um software de altíssima qualidade. 

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O Clear Linux Project é um sistema operacional desenvolvido pela Intel e baseado em Linux. Com o intuito de ser uma alternativa segura, customizável, eficiente e performática, seu objetivo é atrair desenvolvedores e tirar proveito de suas características e inclinação para contêineres. Contudo, não significa que apenas developers estão se interessando pela distribuição, ao passar dos anos o sistema vem adicionando aos seus repositórios aplicações, que “não se encaixam necessariamente com esse público alvo”.


Em julho deste ano anunciamos que o Lutris estava disponível nos repositórios do Clear Linux Project, e mesmo sendo voltada para desenvolvedores, computação na Nuvem, IoT e desenvolvimento em geral, era entregue como uma alternativa ao desktop. Naturalmente programas voltados ao lazer ou usos “menos técnicos” estariam à disposição de seus usuários, sendo a Steam e o Lutris exemplos. Outro ponto importante é seu foco no ecossistema Intel. Não é incomum ver matérias de comparativos em jogos, e o Clear Linux Project estar no topo dos testes. O sistema é minuciosamente otimizado para processadores Intel, como suas futuras GPU’s dedicadas

Novidades no Clear Linux


Sua equipe de desenvolvimento está trabalhando em diversos aprimoramentos no sistema, indo de ajustes internos à implementações mais visíveis aos usuários: 

  • Uso do Kernel Linux 5.4 (em sua versão final);
  • Substituição do Python 2 pelo Python 3;
  • Possível implementação do compilador LLVM Clang 9;
  • Desenvolvimento de uma nova loja, alternativa para atual GNOME Software;
  • Aprimoramentos em seu instalador, suportando LVM (Logical Volume Manager), melhorias na instalação de sistemas no-EFI (BIOS legacy), otimizações no desempenho e mais.

Logo abaixo você pode ver as considerações do canal Sir Rob Linux Brasil, quando testou o Clear Linux em maio deste ano.


Para mais informações sobre o Clear Linux Project, o desenvolvimento de sua nova loja e mais, acesse a postagem oficial em seu blog. Para quem deseja ser informado continuamente sobre o sistema, considere seguir o perfil no Twitter da gerente de comunidade do Clear Linux Project, Beatriz Palmero. Inclusive a postagem no blog oficial, com as features que em breve irão chegar ao sistema, foi de sua autoria. 

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O que fazer depois de instalar o Ubuntu 19.10

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segunda-feira, 21 de outubro de 2019

O Ubuntu 19.10 está sendo elogiado pela maioria dos usuários, com uma versão atualizada do GNOME o sistema vem demonstrando maior performance ao realizar as tarefas. Aprenda quais passos tomar após instalar o Ubuntu 19.10.

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Aguardado por muitos, essa é a última versão até o próximo lançamento de longo suporte, o Ubuntu 20.04 LTS. Caso tenha alguma dúvida com seu pós-instalação, iremos demonstrar quais ações devem ser tomadas com o novo Ubuntu.

Atualizando do Ubuntu 19.04 para o 19.10, sem reinstalar o sistema


Está usando o Ubuntu 19.04 e quer migrar para o 19.10? Talvez uma boa alternativa é atualizar o sistema, sem precisar baixar uma ISO, e fazer todo o trabalho de criar um pendrive bootável ou “queimar” um dvd. 

Antes de tudo, backup é a “nova lei” (😁️😁️😁️). Brincadeiras à parte, faça o backup de seus arquivos, para evitar problemas. Então, abra o programa “Softwares e Atualizações” e execute uma verificação por atualização, caso exista a ferramenta lhe informará.

Outra maneira é via terminal:

sudo do-release-upgrade -c

Configurações iniciais


Ao iniciar o sistema pela primeira vez, aparecerá a tela de “Bem-vindo”, basta ir completando os passos desejados e ignorando outros. Cada escolha é bem particular, como: Conectar ou não às suas contas on-line, ceder dados a equipe do Ubuntu para construir um sistema melhor (apenas informações simples de seu hardware e coisas do tipo, nenhum dado pessoal), habilitar ou não o serviço de localização, e até instalar alguns Snaps antes mesmo de usar o sistema pela primeira vez.

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Escolha o melhor servidor e habilite os parceiros da Canonical


Para tornar as atualizações e instalações mais rápidas, podemos escolher algum servidor que esteja mais próximo de nossa localização. Pesquise por: “Programas e atualizações”, selecione a aba “Aplicativos Ubuntu”, clique em “Baixar de: Outro…” e na nova janela em “Selecionar o Melhor Servidor”. Um teste será iniciado testando os espelhos mais próximos e você pode escolher o melhor clicando em “Escolher Servidor”.

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Finalize clicando em “Fechar” e caso o sistema solicite para “Recarregar” proceda desta maneira.

Na segunda aba do programa, existe a opção de habilitar “Parceiros da Canonical”, este repositório é composto de alguns softwares proprietários e seus extras. Marque ela e faça como anteriormente, para finalizar a ação.

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Atualize o sistema


Esse passo sempre é importante, antes de tudo ele deve ser o principal a ser feito. Pesquise por “Atualizador de programas” e se houverem atualizações, basta clicar em “Instalar agora”.

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Complete a instalação dos pacotes de idioma


Mesmo instalando o sistema em “portuguê brasil”, ainda é necessário instalar completamente o suporte ao idioma. Uma tarefa bem simples, abra o app “Configurações”, vá até à sessão “Região & idioma” e clique em “Gerir Idiomas Instalados”. O Ubuntu verificará se todos os pacotes já estão instalados, caso não, ele informará.

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Instale codecs multimídia


Abra a “Software Ubuntu”, sua loja de programas, clique na categoria “Complementos” e depois em “Codecs”. Instale quais deseja.

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Instale o Synaptic


A loja do Ubuntu pode ser bem interessante quando o assunto são pacotes Snaps e Flatpaks, entretanto ela tem uma deficiência que pode limitar sua experiência de uso. Mesmo sendo versátil em alguns casos em outros ela deixa a desejar, estou falando especificamente em sua limitação em não oferecer softwares sem ícones. No caso, pacotes, como libs, programas para linha de comando entre outros.

Nesse quesito um software que pode auxiliar, e muito, é o gerenciador de pacotes Synaptic. Com ele será possível fazer vários procedimentos sem a necessariamente do terminal, demonstrando que é possível sim usar Ubuntu sem obrigatoriamente fazer tudo via terminal.

Pesquise na loja do Ubuntu por: “Synaptic” e instale o software. Por exemplo, irei instalar o pacote de codecs “ubuntu-restricted-extras” via Synaptic. Não precisa nem se preocupar com quais codecs, este pacote instala os essenciais.

pós-install-instalação-ubuntu-19.10-linux-canonical-gnome-instalar-atualizar-guia-synaptic

Não sabe como usar o Synaptic, assista o vídeo abaixo e domine essa ferramenta.


Instale o OpenJDK, caso utilize aplicações em Java


Você pode instalar o OpenJDK em seu sistema, basta pesquisar pela versão desejada. Suponhamos que queira a versão 13, instale o pacote “openjdk-13-jdk”. Se preferir, instale apenas a máquina de execução “openjdk-13-jre”. Fica ao seu desejo. Outro pacote existente é a versão “padrão” do OpenJDK no Ubuntu. Essa se chama “default-jdk”.

pós-install-instalação-ubuntu-19.10-linux-canonical-gnome-instalar-atualizar-guia-synaptic-java-openjdk

Instale os drivers Intel


Para quem possui um processador Intel de 3ª à 8ª geração, pode ser interessante proceder da seguinte maneira: abra a loja do Ubuntu, vá em “Complementos” e na aba “Drivers de hardware” selecione “Beignet” e instale esse driver.

pós-install-instalação-ubuntu-19.10-linux-canonical-gnome-instalar-atualizar-guia-synaptic-driver-processador-intel

Instale o driver de vídeo para sua placa de vídeo


Caso possua uma GPU dedicada da AMD, nenhum procedimento é necessário (o driver aberto já vem no próprio Kernel). Isso no caso dos modelos mais recentes, se estiver em dúvida, acesse nossa postagem e veja como instalar o driver correto para sua placa de vídeo AMD. Inclusive até mesmo a versão do Mesa Driver contida no Ubuntu 19.10 é superior à versão estável do PPA do Padoka.

Donos de GPU’s NVIDIA podem pesquisar diretamente no sistema por: “Drivers Adicionais” e instalar o driver para sua placa de vídeo. Lembrando que a adição do PPA da NVIDIA não é mais obrigatória. Você pode acessar nossa matéria demonstrando e explicando um pouco mais sobre os Drivers proprietários NVIDIA no Ubuntu.

Habilite o suporte ao Flatpak e adicione o repositório Flathub


Infelizmente o Ubuntu não vem configurado por padrão com o suporte ao Flatpak, apenas Snap. Contudo, a tarefa é muito simples e rápida. Acesse essa postagem para configurar seu sistema, e comece a usar Flatpaks no Ubuntu. Depois pesquise na loja por apps neste formato.

Instale programas em Snap


Por default o Snap já vem configurado, então basta acessar a loja e instalar apps neste formato. O Spotify é um que sempre utilizo, ouvir músicas enquanto trabalho acaba aguçando minha criatividade (isso ao criar alguma arte ou coisa do gênero).

Baixe e instale programas em DEB


Particularmente utilizo vários programas, em diferentes formatos de empacotamento. Sendo que pacotes DEB estão presentes em meu pós-instalação. Esse ponto é bem particular e cabe a você escolher quais apps baixar. O 4K Vídeo Downloader e Google Chrome “”são de lei”. Para baixar o Navegador Google Chrome, por exemplo, acesse seu site oficial e baixe a opção em DEB.

Finalizado o download, abra com dois cliques ou com o botão direito do mouse e depois “Abrir com Instalação de programa”. Daí basta instalar como qualquer outro programa via loja do Ubuntu.

pós-install-instalação-ubuntu-19.10-linux-canonical-gnome-instalar-atualizar-guia-synaptic

Esse procedimento é semelhante com todos os demais pacotes neste formato.

Preparando o sistema para jogos


Você pode configurar seu sistema para inúmeros tipos de uso, caso queira jogar em seu Ubuntu, criamos um post demonstrando todo o preparo. Algumas partes podem estar obsoletas, como a indicação de um PPA para quem usa Mesa Driver ou PPA NVIDIA. Não aplique essas partes, dê preferencia as demonstradas nesse pós-instalação. As demais, aplique e deixe seu Ubuntu pronto para a jogatina.

Customizando o sistema


Esse passo é muito pessoal, você pode substituir wallpapers, mudar a posição da dock, retirar a função de suspensão de tela por inatividade, entre outras. Acesse o programa “Configurações” e personalize conforme seu uso. Assim como os navegadores de internet, o GNOME Shell pode ser modificado com a adição de extensões. Mas cuidado, adicionar extensões em demasia pode ocasionar instabilidades no sistema. Faça por sua conta e risco.

Temos uma matéria demonstrando algumas extensões interessantes para potencializar seu uso no GNOME Shell, porém não adicione a extensão “Pixel Saver” (a dica número 7 do link acima). Opte por outra suportada e que acaba sendo bem superior, segue a postagem da extensão Unite o “Pixel Saver compatível com o Ubuntu 19.10”

Essas são as dicas de pós-instalação do Ubuntu 19.10, caso queira dicas adicionais acesse outra matéria de pós-instalação que escrevi na época do Ubuntu 19.04. Algumas dicas ainda são válidas, mas tenha como preferência aplicar essas do Ubuntu 19.10 (se houver algum aparente conflito).

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Até o próximo post, e bom uso do Ubuntu 19.10 Eoan Ermine, SISTEMATICAMENTE! 😎


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Ainda vale a pena usar o Ubuntu 18.04 LTS?

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A Canonical acaba de lançar a última versão não LTS até, seu próximo sistema de longo suporte, o Ubuntu 20.04 LTS. Aliás, já cobrimos o lançamento do Ubuntu 19.10. Mas, a pergunta que não quer calar: ainda vale a pena utilizar o Ubuntu 18.04?

ubuntu-canonical-linux-distro-open-source-livre-software-lts

O Ubuntu 20.04 LTS é aguardado com muito apreço pelos usuários, tendo em vista todas as otimizações e novidades de sua recém lançada versão 19.10 (momento curiosidade: você sabia que o codinome do Ubuntu 20.04 já foi revelado? Saiba mais em nossa matéria). Contudo, o Ubuntu 18.04 é um sistema com um longo período de atualizações. Sabemos que conforme o tempo passa, as versões LTS vão ficando mais maduras e lapidadas. 

Antes de nos aprofundarmos um pouco mais, voltemos alguns anos. Com o fim do Unity 7 (de ser empregado como interface padrão), a Canonical resolveu adotar o GNOME Shell. Uma escolha sensata e já aguardada, não é segredo para ninguém que a empresa utilizava a DE em versões passadas do Ubuntu, e continuou a adotar aplicações do ecossistema GNOME (mesmo após desenvolverem o Unity 7).

Veja logo abaixo um comparativo entre GNOME-Shell e Unity 7:


Chegamos a 2018, após algumas versões do Ubuntu com o GNOME-Shell por padrão, em que a empresa constrói sua LTS. Nessa época já se discutia sobre uma repaginada visual do sistema, entretanto seu novo tema Yaru não foi considerado maduro o suficiente e deixou de ser adotado. Ok! O visual não foi tão lapidado, mas até que fizeram uns ajustes rápidos no tema. Todavia, a interface parecia estar pesada demais, e com sérios problemas de vazamento de memória.


A versão do GNOME no Ubuntu com o tempo recebeu correções de bugs, mas por conta de ser uma LTS ficou estagnada. O GNOME está longe de ser esse monstro pintado por alguns, porém são notórias as melhorias em suas últimas releases.

Vale apena ou não usar o bendito Ubuntu 18.04 LTS?


Estou com o Ubuntu 18.04 LTS instalado em minha máquina, e trabalhando com ele desde seu lançamento (mais ou menos uma semana depois, para ser sincero 😁️😁️😁️). Faço todas as minhas tarefas com ele, trabalho, edito, jogo, estudo e muito mais.

Para ser honesto com vocês, o sistema tem atendido minhas expectativas e não perco tempo resolvendo problemas. Simplesmente faço minhas tarefas do cotidiano, mas já estou me planejando a migrar para às novas versões. Mas o porquê dessa minha decisão?

O Ubuntu 18.04, por ser um sistema focado em estabilidade, entrega uma enorme gama de aplicativos e é compatível com uma maioria esmagadora de apps de terceiros (a exemplo o Insync). Mas peca em entregar uma versão relativamente antiga do GNOME-Shell e um visual antiquado. Não digo que o GNOME esteja inutilizável, como alguns querem pintar. Afinal, estou com ele neste exato momento em meu computador principal. Fiz até testes para desmistificar falácias sobre a interface, demonstrando na prática e não apenas ficando no campo das idéias. 


Não obstante, querer comparar o GNOME 3.28 com o 3.34 é como “por um gavião para competir em voo com uma águia”. A diferença é mais que notória.

Por na balança os seus objetivos, é o segredo, para chegar a conclusão se ele vale ou não manter o Ubuntu 18.04 em seu computador.

Ele está funcionando bem em seu hardware? 

Se não existir aparente motivo para uma troca, melhor deixar como está. A não ser que goste de desbravar e conhecer os novos detalhes. Atualmente o Ubuntu 18.04 encontra-se em minha máquina principal e também de meu irmão caçula. Sendo que ele é mais hard core quando o assunto é jogatina, não tem um dia que ele não esteja jogando. Seja na Steam, via Proton, algum emulador, Wine, etc. O Ubuntu 18.04 está atendendo muito bem ao seu uso diário. Obviamente que algumas customizações são necessárias, pois como mencionado, o visual é bem antiquado. Uma extensão que não conseguimos ficar sem é o “Unite”. Você pode saber mais acessando nossa postagem, se quer economizar espaço em tela ela é perfeita. Caso não saiba instalar extensões no GNOME Shell, recomendo outro post.

A nova versão atende todos os requisitos de seus softwares?

Mudar para outro sistema não é assim tão “vamo que vamo”. Mesmo sendo o Ubuntu, uma versão difere bastante de outra. Com isso, alguns softwares poderão não estrar compatíveis em um primeiro momento, por conta das libs diferentes e coisas do tipo. É comum os PPA’s levarem algum tempinho até serem plenamente compatíveis. A maioria das empresas empacota seus softwares pensando nas versões LTS, entretanto graças aos novos formatos de empacotamento esse encalço pode ser contornado em muitos casos.

Tendo ciência que versões não LTS duram apenas 9 meses, vale mesmo a pena formatar, ou atualizar para a próxima versão?

Essa sempre acaba sendo uma dúvida dos iniciantes, inclusive pessoas acabam confundindo o Ubuntu 19.04 com uma LTS. Por conta de sua numeração terminar com “04”.

Você pode entender todo esse processo de desenvolvimento e releases, com um vídeo bem didático e de fácil compreensão.


Dependo de suas respostas, vale a pena testar algo novo. 

Já para os outros sabores do Ubuntu, não vejo uma mudança significativa para justificar sair da base 18.04 LTS. Não sei quanto a você, mas sempre indico as LTS. Mas sempre tem uma exceção, não é mesmo? Eis que o Ubuntu 18.04 é uma delas.

Não me entenda mal, o sistema está longe de ser ruim. No entanto, em minha concepção, essa foi a pior LTS do Ubuntu. E não culpo a Canonical, a transição nunca é um momento agradável e com grandes frutos imediatos. O resultado demora um pouco, e pelo andar da carruagem podemos dizer que o Ubuntu está rendendo bons frutos com seus recentes lançamentos.

Resumindo


O 18.04 ainda vale a pena, mas caso queira experimentar e se beneficiar das melhorias do GNOME (e também está disposto a não ter a comodidade de uma LTS), recomendo o teste de uma nova versão. Digo “teste”, pois seria imprudência afirmar a mudança sem ao menos tirar suas próprias conclusões.

Usuários de flavours, como o Kubuntu, por exemplo, não vejo vantagens em sair do 18.04. Se deseja um KDE Plasma mais recente, usar o KDE Neon seria uma decisão mais sensata.

Uma mudança de LTS para não LTS, em minha perspectiva, só se torna interessante para usuários da versão principal com GNOME. Obviamente, que você é livre para usar a que bem entender. Longe de mim, cercear a sua liberdade de escolha.

Veja se os PPA's que utiliza são suportados, se as libs das aplicações que usa são atendidas, assim migrar pode ser uma boa pedida. Se for mais precavido, tenha em mente que em “time que tá ganhando, não se mexe”. Não desinstale seu sistema que funciona ao seu agrado, só por “moda”.

No fim, quem usa o sistema é você, e quem julga se vale ou não também é você. Estou pensando seriamente em migrar, só esperando um pouquinho mais e avaliando a situação. Confesso que estou inclinado em mudar de versão nessa minha máquina de trabalho, tudo isso devido aos testes que venho fazendo de sistemas, como o Fedora, Ubuntu 19.04 e Ubuntu 19.10. Volto a mencionar, o sistema tem me atendido e não passo por dificuldades ou me estresso com ele. Já customizei de modo a se encaixar perfeitamente em meu fluxo de trabalho e usabilidade. Uma possível mudança é motivada por experimentar as novidades e sentir um gostinho do Ubuntu 20.04 em meu dia-a-dia.

Você utiliza o Ubuntu 18.04 LTS e pretende migrar para os últimos lançamentos?

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Até o próximo post, que vou fuçar mais numas distros Linûx, SISTEMATICAMENTE! 😎


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ArcMenu 33 chega com suporte ao GNOME 3.34 e várias outras novidades

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quarta-feira, 9 de outubro de 2019


No último dia 5/10, o ArcMenu - uma extensão para o GNOME Shell que provê um menu de aplicativos e atalhos no painel - lançou a sua versão de número 33. Com suporte ao GNOME Shell 3.34, e a adição de várias funcionalidades.


Para um grande número de usuários, o uso de extensões no GNOME Shell é algo indispensável. Por mais que não sejam mantidas pelo próprio projeto, as mesmas fornecem funcionalidades que, para muitos (como eu), são o que faltava para o GNOME Shell se tornar o ambiente gráfico ideal.

Não sabe o que é, ou como instalar e gerenciar as extensões no GNOME Shell? Temos um post aqui no blog que irá tirar todas, ou ao menos a grande maioria das suas dúvidas.

Se você está “antenado” com as mais recentes novidades relacionadas ao GNOME, então você sabe que nas últimas versões ele recebeu uma variedade muito boa de polimentos e novas funcionalidades, bem como melhorias “absurdas” no desempenho. Acompanhando o ritmo, os desenvolvedores que mantém várias das extensões tem feito o mesmo. E o pessoal do ArcMenu não ficou para trás. Como você pode conferir à seguir.

Então, o quê há de novo?


Agora o ArcMenu disponibiliza uma seleção de vários layouts diferentes, incluindo alguns mais ao estilo “Menu Iniciar” do Windows, “Cinnamon Menu” do Linux Mint, Whisker Menu do XFCE, entre outros.


Selecionar entre vários temas pré definidos, ou criar o seu próprio;
Importar e exportar temas;
Suporte ao GNOME 3.34;
Opção para esconder o botão de desligar o sistema;
Aumentar o tamanho dos ícones das aplicações;
Editar ícones e nomes dos atalhos de aplicações;
Novo logo do ArcMenu;
Aprimoramentos de performance;
Integração com a extensão DashToPanel, que permitirá “arrastar e soltar” atalhos de aplicativos, entre o ArcMenu e o painel na DashToPanel;
Abrir arquivos localizados dentro de pastas diretamente do mecanismo de busca.

Várias outras melhorias que você pode conferir na página de lançamento do ArcMenu, no Gitlab. Instale o ArcMenu a partir da GNOME Shell Extensions.

Eu tenho utilizado o GNOME Shell como a minha interface gráfica padrão há pouco mais de um mês, e desde então nunca utilizei menus ao estilo do ArcMenu. Utilizo o GNOME Shell em seu layout padrão. Porém, após ler e ver as novas funcionalidades do ArcMenu fiquei bastante tentado a testar. Você utiliza o ArcMenu, ou alguma outra extensão semelhante? O quê achou das novas funcionalidades? Conte-nos nos comentários.

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GTK 4 recebe melhor compatibilidade com Vulkan

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terça-feira, 8 de outubro de 2019

O GTK é um toolkit multiplataforma para criação de interfaces gráficas. Caso você utilize a versão principal do Ubuntu, ou distros como Fedora, Linux Mint, Elementary OS, Endless OS e Pop1_OS em suas principais versões. É o GTK que compõe as interfaces gráficas destes sistemas. Ao contrário do que muitos pensam, apps para outras plataformas, por exemplo, o Windows, podem ser escritos em GTK. Atualmente a versão suportada na maioria dos sistemas é o GTK 3.

gtk4-vulcan-mutter-gnome-apps-linux-open-source-software-livre-api-graphics-opengl

Quando o assunto é GTK, lançamentos frequentes não são comuns, e sempre existe aquela velha rixa com o Qt. Esse também utilizado para desenhar interfaces gráficas. Deepin e KDE são ótimos exemplos. Não quero entrar no mérito de quem é melhor ou pior, o mais importante é que os softwares construídos com essas tecnologias cumpram seus objetivos. 

No início do ano escrevi uma postagem sobre o GTK 4, e que seu lançamento pode estar cada vez mais próximo. Caso queira ver algumas das mudanças do atual GTK 3 para o GTK 4, acesse a postagem mencionada acima e veja as vantagens dessa nova versão.

Aprimorado o uso do Vulkan no GTK4


Se você é do meio gamer, já deve conhecer o Vulkan. Essa API gráfica vem demonstrando melhoras significativas na performance dos jogos no Linux, e até mesmo no Windows. Atualmente o GTK 4 além de suportar o OpenGL, também suporta Vulkan.

Fazendo o uso de uma API como o Vulkan ou OpenGL, as aplicações podem ter melhor performance. Pois, podem aliviar o uso das GPUs ao processar gráficos. Utilizar uma GPU dedicada para trabalhar, dá maior autonomia ao processador. Afinal, ao invés de se preocupar com tarefas gráficas, o mesmo pode focar em processos mais importantes.

Quando você abre uma aplicação em seu sistema, uma quantidade assombrosa de pixels desenham em tela tudo que você está vendo. Para fins comparativos, um monitor full hd tem 2 milhões de pixels em tela. Obviamente que as GPUs modernas podem dar conta dessa quantidade de informação, entretanto cada vez que um simples detalhe é modificado durante o uso da aplicação, por exemplo, clicar em um pequeno botão, é necessário redesenhar tudo novamente.

Imagine esse processo sendo feito a cada momento, o tempo todo em que você faz uso de algo no sistema. Para contornar isso, os compositores de janelas usam uma técnica inteligentíssima: apenas redesenhar a parte que realmente teve algum detalhe modificado.

Assim o GTK rastreia quais partes da janela mudou, envia essas informações ao compositor de janelas, para que o próprio compositor possa redesenhar apenas o novo conteúdo. Ao utilizar o EGL (uma interface entre as APIs de renderização, OpenGL, OpenGL ES ou OpenVG), tudo já era bem otimizado, contudo com o Vulkan problemas ocorriam.

gtk4-vulcan-mutter-gnome-apps-linux-open-source-software-livre-api-graphics-opengl

Você pode perceber na imagem acima que o resultado não foi o dos melhores. Georges Stavracas, desenvolvedor do Gnome, após efetuar muitas pesquisas e testes conseguiu solucionar o problema. Para quem desconhece, Georges é um desenvolvedor brasileiro e vem desempenhando um trabalho primoroso no GNOME. Graças a ele, a função de arrastar e soltar os ícones para agrupá-los no menu do GNOME Shell tornou-se realidade (sem o uso de extensões de terceiros).

A descoberta do problema foi durante o desenvolvimento do GNOME To Do, programa que o brasileiro vem mantendo, e pasmem os senhores, já faz uso do GTK 4. Por padrão o renderizador do Vulkan no GTK 4 sempre envia toda janela para o compositor. A GPU é a encarregada por todo processo, mas não deixa de ser uma solução deselegante. Todavia através de uma função do Vulkan, “VK_KHR_incremental_present”, a renderização pode ser otimizada e apenas os detalhes que forem novos serão redesenhados na janela.

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Tudo indica que o GTK 4 de fato está bem próximo, com melhor desempenho e fazendo uso de tecnologias, como o Vulkan, a tecnologia promete dar um salto em comparação ao GTK 2 e GTK 3. Somando o Wayland na equação, e quem sabe sua compatibilidade com drivers proprietários NVIDIA (tendo em vista que os drivers abertos da AMD já possuem um desempenho bem interessante com o Wayland) a performance seja ainda superior. Claro, que a compatibilidade dos drivers proprietários da NVIDIA não é de responsabilidade da comunidade. Afinal, como implementar algo sem a ciência de seu real funcionamento? Engenharia reversa é algo extremamente complexo e seria bem mais simples a NVIDIA cooperar com o projeto.

Ansioso para o GTK 4? Sei que muitos estão torcendo para que ele dê um up na performance de aplicações e do GNOME Shell. Será que em 2020 veremos o GTK 4, enfim, sendo utilizado em larga escala?

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Conheça alguns atalhos de teclado muito úteis no Ubuntu

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sexta-feira, 4 de outubro de 2019

Por mais prático que seja utilizar o mouse, certas tarefas se tornam muito mais práticas e rápidas quando fazemos uso dos atalhos de teclado. Hoje iremos conferir vários dos muitos atalhos de teclado disponíveis no Ubuntu, que podem facilitar muito as nossas tarefas e aumentar a produtividade.

atalhos-de-teclado-muito-uteis-no-ubuntu

Este artigo será focado no Ubuntu, porém, todas as principais distros e interfaces possuem funcionalidades semelhantes. Muitas vezes os atalhos podem ser diferentes em outras distros, bem como a forma de configurá-los. Todavia, essa funcionalidade possui fácil configuração, e costuma estar disponível nas configurações do sistema.

• Abrir o terminal:


O terminal é uma ferramenta que nem todos utilizam, e muitos realmente nem precisam utilizá-la. Mas é sem dúvidas um facilitador e um economizador de tempo. E para economizar tempo, melhor ainda é abrí-lo com uma simples combinação de teclas.

Control + Alt + T

• Minimizar todas as janelas:


Este é um recurso que eu sempre utilizei em todas as distros e interfaces. Porém, não através de atalhos no teclado, e sim clicando no tradicional ícone “Exibir a área de trabalho” disponível na maioria das interfaces gráficas. O Ubuntu também possuía essa função quando utilizava o Unity, porém, no GNOME Shell este ícone não existe e, por padrão, não pode ser ativado. É aí que entra o atalho:

Super + D

Obs.: A tecla “Super” é a mesma que comumente vem com a logo do Windows. Também chamada de “tecla do Windows”.

• Encerrar a sessão:


Não é uma tarefa que exige muitos passos em qualquer interface gráfica, mas quando se trata de produtividade, cada segundo conta. Trata-se de um atalho de teclado muito comum no Windows, que entre outras coisas, também serve para encerrar a sessão.

Control + Alt + Delete

• Tirar print de uma área determinada da tela:


Ao pressionar a combinação de teclas abaixo, o cursor do seu mouse mudará para um formato de “cruz”. Nesse momento você precisa apenas selecionar na tela a área que deseja tirar o print, e a imagem será criada instantaneamente na sua pasta “Imagens”.

Shift + Print Screen

• Controlar o posicionamento das janelas na tela:


Super + ⇒” - Dimensiona e posiciona a janela atual na metade direita da tela.

Super + ⇐” - Dimensiona e posiciona a janela atual na metade esquerda da tela.

Super + ⇓” - Restaura o tamanho que a janela atual possuía antes de ter sido maximizada.

Super + ⇑” - Maximiza a janela atual.

Super + H” - Minimiza a janela atual.

• Abrir um prompt de entrada para comandos:


Este atalho abre um prompt, similar ao “Executar” no Windows, que pode ser útil para tarefas simples e rápidas, como “matar” uma aplicação que não esteja respondendo, ou abrir uma nova. Um bom exemplo é, se o seu Firefox estiver travado e não respondendo, você pode simplesmente pressionar o atalho, digitar “killall firefox” e pressionar “Enter” para encerrar a aplicação. Também pode utilizar a combinação, caso o GNOME Shell trave. Neste caso digitando dentro da caixa de diálogo "r".

Alt + F2

• Gravar a tela sem precisar de programas de terceiros:


Isso mesmo! O GNOME Shell, e também o Cinnamon, possuem de forma nativa uma funcionalidade que permite gravar a tela por até 30 segundos sem que seja necessário instalar quaisquer aplicativos extras. Uma funcionalidade muito útil para criar tutoriais rápidos para postar como resposta em fóruns, ou ensinar algum amigo a executar determinada tarefa.

Shift-Control-Alt-R

• Abrir aplicativos fixados na barra lateral:


Os primeiros dez aplicativos, contando de cima para baixo, que você tiver fixados na barra lateral do seu Ubuntu, sejam eles quais forem, podem ser abertos instantaneamente com um simples atalho no teclado. Considerando que o primeiro aplicativo é o número um (1), e o décimo é o número zero (0). Utilize o comando da seguinte forma:

Super + 1” (Substituindo o “1” pelo número do aplicativo desejado.)

• Alternar entre workspaces:


Eu nunca fiz uso da funcionalidade de múltiplas áreas de trabalho em sistema nenhum. Mas muitas pessoas utilizam essa funcionalidade, e os atalhos abaixo podem ser uma forma muito mais prática de alternar entre esses workspaces.

Super + PageUp

Super + PageDown

O vídeo a seguir te ensina a como criar novos atalhos, e também mostra todos os atalhos citados deste artigo sendo executados.


Você utiliza outros atalhos de teclado além dos clássicos “Ctrl + C”, “Ctrl + V”, “Ctrl + Z”, e etc? Já conhecia os mencionados acima? Ou assim como eu, aprendeu muitos novos com este artigo? 😌

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