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Habilite o modo dark do Yaru no Ubuntu - aplicações e GNOME shell

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quinta-feira, 31 de outubro de 2019

Veja como habilitar o modo dark do tema do Ubuntu, Yaru, tanto nos programas quanto no GNOME Shell (englobando seus menus, painéis e afins).

tema-dark-modo-escuro-noite-apps-shell-theme-ubuntu-gnome-yaru

O Ubuntu 19.10 Eoan Ermine veio cheio de novidades e melhorias, comparado aos seus antecessores. Fizemos uma cobertura em torno deste novo lançamento do sistema. Aliás, confira logo abaixo a nossa review detalhando cada aspecto desta nova fase do sistema da Canonical.


Após verem o vídeo, alguns podem se questionar se vale ou não deixar o Ubuntu 18.04 LTS e migrar para nova versão. Criamos um artigo sobre este tema e recomendo a leitura, para efetuar o download do Ubuntu 19.10, acesse esta outra postagem. Não se preocupe quanto ao pós-instalação do sistema, ou até mesmo a atualização do Ubuntu 19.04 para o 19.10, você pode seguir nossa matéria e saber o que fazer depois de instalar o sistema.

Requisitos 


Antes de demonstrar os passos necessários para compor as mudanças, alguns requisitos são necessários. Obviamente que o primeiro deles é estar utilizando o Ubuntu 19.10 com o GNOME 3.34. A Canonical modificou seu tema, logo após a versão 19.04 do Ubuntu para harmonizar ainda mais com o tema padrão do GNOME, além de evitar eventuais problemas em aplicações e bugs relacionados a temas. Neste período até foi cogitado a possibilidade de entregar o Ubuntu com uma variação “clara/branca” do Yaru. Em seguida desistiram da ideia e mantiveram o mais próximo do visual da versão 19.04 de seu sistema. Contudo, algumas modificações ainda permaneceram, e elementos do shell foram entregues com essa premissa de ser algo mais branco (eis o motivo da criação desta matéria). No entanto, o que muitos não sabem é que existe sim a variante dark do Yaru, não apenas para os apps, e o GNOME Shell também pode ficar com um visual mais sombrio e noturno. Essa modificação não chegou à tempo do lançamento do Ubuntu 19.10, mas é bem provável que na próxima LTS a mesma esteja disponível.

tema-dark-modo-escuro-noite-apps-shell-theme-ubuntu-gnome-yaru

Sabemos que por padrão o GNOME não contém formas para trocar os temas de suas aplicações e shell, sendo assim passos extras são requisitados. Mais saiba que o uso de extensões no GNOME é por sua conta e risco, nunca tive problemas com as mencionadas neste artigo, porém fica o aviso.

Se você não sabe como adicionar extensões ao GNOME Shell, aprenda seguindo esse link, também recomendo a instalação da ferramenta GNOME Tweaks ou “Ajustes”. Ela será a forma em que selecionaremos o Yaru-Dark. Segue artigo de como instalar a aplicação.

Ok! Você já sabe como instalar temas no GNOME, já tem o GNOME Tweaks no sistema, o próximo passo é adicionar a extensão “User Themes” para podermos trocar o shell padrão pela variante dark. Existem várias formas de se obter este resultado, como bem viu no artigo que demonstra a instalação de temas no GNOME, fique a vontade e escolha o seu favorito. Pode tanto pesquisar diretamente na GNOME Software (Software Ubuntu, a loja) ou pelo site GNOME Extensions.

Instalando o tema Yaru-Dark para aplicativos e shell


Mencionei anteriormente que o tema Yaru escuro para o shell não foi entregue a tempo do lançamento do Ubuntu 19.10, pois bem! Vamos utilizar a última versão disponibilizada em seu repositório no Github.

Vamos enfim instalar o tema, porém recomendo abrir o GNOME Tweaks (Ajustes) e trocar o tema do shell e das aplicações por outro qualquer que não seja da família Yaru. Na seção “Aparência”, mude as opções “Aplicativos” e “Shell” por outro que não seja Yaru ou equivalentes.

tema-dark-modo-escuro-noite-apps-shell-theme-ubuntu-gnome-yaru-tweak-ajustes

Antes de todo passo a passo, certifique-se que na pasta “.themes” em sua “home” não contenha o tema Yaru. Claro, se essa pasta existir, na realidade esse passo é uma precaução (provavelmente não existirá, se acabou de efetuar uma instalação limpa). Com o gerenciador de arquivos do Ubuntu aberto, Nautilus, ao utilizar a combinação de teclas “Ctrl+H”, pastas e arquivos ocultos tornam-se visíveis ou retornam ao seu estado anterior. 

tema-dark-modo-escuro-noite-apps-shell-theme-ubuntu-gnome-yaru-tweak-ajustes

Caso nunca tenha “clonado” um repositório do Github, ou compilado algum programa utilizando ele, algumas libs serão obrigatórias. Mas podemos instalar tudo em apenas um comando:

sudo apt install git meson sassc libglib2.0-dev libxml2-utils

O segundo passo é clonar o repositório do tema Yaru, sendo mais simples e direto, isso nada mais é que efetuar o download do mesmo. Tenha ciência do repositório que está localizado ao abrir o terminal, por padrão é sua pasta pessoal (home). Abra o terminal pressionando a combinação de teclas “Ctrl+Alt+T” ou execute pressionando sobre seu ícone. Então, digite o comando e espere pacientemente até o fim do processo.

git clone https://github.com/ubuntu/yaru

Entre na pasta do Yaru, via terminal mesmo, conforme o exemplo abaixo:

cd yaru

Vamos construir o tema Yaru, se percebeu, dentro do repositório que acabamos de clonar para nosso computador, existem diversos arquivos.

meson build

O processo pode levar algum tempinho, aguarde pacientemente e depois entre na pasta que foi criada.

cd build

Agora iremos instalar o tema ao nosso sistema, entretanto, ele não será aplicado. Este passo será realizado através da ferramenta Ajustes (GNOME Tweaks).

sudo ninja install
Reinicie o computador ou saia da sessão atual, assim o tema será visível no sistema. Abra novamente o GNOME Tweaks, se já estava aberto feche-o, e procure na seção “Aparência” o Yaru-dark, nas opções “Aplicativos” e “Shell” escolha o Yaru-dark. Obviamente que, se preferir, apenas o shell pode ser o alvo do “modo dark”. Pessoalmente utilizo todo o sistema com esta modificação.

tema-dark-modo-escuro-noite-apps-shell-theme-ubuntu-gnome-yaru-tweak-ajustes

O resultado é bem agradável aos meus olhos, utilizar uma variante escura é quase que um requisito para meu cotidiano em frente ao PC.

tema-dark-modo-escuro-noite-apps-shell-theme-ubuntu-gnome-yaru-tweak-ajustes

No final do procedimento o repositório clonado também pode ser removido sem problema algum, nada disso impactará no tema, pois já está nos devidos diretórios do sistema.

sudo rm -r ~/.themes/yaru

Se por algum motivo não curtiu e queira remover o tema instalado via repositório do Github, basta excluir as pastas do Yaru no caminho “/usr/share/themes”, e reinstalar o tema Yaru padrão que acompanha a versão 19.10.

Para remover, utilize o comando:

sudo rm -r /usr/share/themes/{Yaru,Yaru-dark,Yaru-light}

A reinstalação do tema, para deixar o tema default, proceda assim:

sudo apt install --reinstall yaru-theme-gnome-shell yaru-theme-gtk

Lembrando que antes de remover o tema, você deve trocá-lo por outro lá no GNOME Tweaks. Tentar apagá-lo enquanto ainda em uso poderá resultar em bugs.

O Ubuntu 19.10 veio com muitas coisas boas, entretanto, não ter uma opção semelhante ao Pop_OS! 19.10 para trocar entre diferentes variações de seu tema é uma característica que faz muita falta. Essa crítica também se aplica ao projeto GNOME, pois ambos possuem temas escuros, mas para acessá-los apenas através de softwares de terceiros. Que ao menos na próxima LTS do Ubuntu o tema escuro seja adicionado, e quem sabe a opção de trocar facilmente entre as variações do Yaru (tanto para apps, quanto para o shell). 

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Fonte: Ubuntu.


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GNOME 3.36 “Gresik” entra em fase de desenvolvimento

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quarta-feira, 30 de outubro de 2019

O GNOME 3.34 veio com muitas melhorias de desempenho, e quanto ao GNOME 3.36, o que podemos esperar para próximo lançamento?

gnome-apps-shell-linux-distro-fedora-ubuntu-arch-performance-novidade-desktop

Durante muito tempo o GNOME vem passando por uma situação nada agradável, entregar um ambiente gráfico que não performa satisfatoriamente na maioria dos hardwares. Não é incomum, pessoas afirmarem coisas relacionadas ao GNOME Shell, e muitas exageradas, contudo nos últimos lançamentos houve uma melhora considerável. A versão 3.28 é notavelmente inferior à 3.32, com a atual 3.34 não é diferente. Após um trabalho e esforço empenhado em solucionar leeks de memórias, bugs com as animações do shell, performance e gerenciamento do sistema o ambiente gráfico entregue pela GNOME Foundation vem se aperfeiçoando. Não apenas os desenvolvedores do GNOME merecem ser parabenizados pelas mudanças, a Canonical também empregou bastante tempo com tais implementações e correções de desempenho.

Podemos notar justamente essa evolução no Ubuntu 19.10, que conta com a versão 3.34 do shell e ganha de lavada do Ubuntu 18.04, quando o assunto é performance do GNOME Shell. 


O GNOME 3.36 será o próximo grande lançamento do ecossistema GNOME, ele substituirá a atual versão 3.34 e é esperado que o Ubuntu 20.04 LTS venha com ele embarcado. O codinome já foi revelado e remete a cidade sede da conferência GNOME Asia Summit 2019. Apelidado de “Gresik”, cidade localizada na Indonésia, seu ciclo de desenvolvimento passou por um atraso, sendo anunciado apenas semana passada. Isso, devido a atrasos com algumas instabilidades em sua versão intermediária GNOME 3.35.1, que já está disponível para downloads por entusiastas deste ambiente desktop. O GNOME 3.35.2 tem lançamento programado para 23 de novembro e o 3.35.3 para o início de janeiro.

Em um de nossos Diolinux Friday Show, Georges Stavracas desenvolvedor do GNOME, informou que novidades grandiosas estão a caminho do GNOME 3.36, entretanto ainda não estava autorizado a nos informar. Considerando o cronograma dos desenvolvedores da Canonical em relação ao GNOME no Ubuntu 20.04 e 20.10, podemos ter um vislumbre. Live essa que discutimos sobre a reivindicação de possível quebra de patentes em um dos softwares do GNOME.

Daniel Van Vugt, descreveu no blog do Ubuntu diversos planos para os próximos lançamentos do sistema, e focou exclusivamente no GNOME. Ele demonstrou humildemente os erros e acertos no desenvolvimento do shell, e enfatizou as metas futuras. Inclusive, é planejado ao Ubuntu 20.04 LTS ter alto desempenho com o GNOME em máquinas relativamente modernas, e em sua próxima versão, 20.10, o objetivo serão as máquinas mais antigas. No entanto, não entenda máquina antiga como algo defasado. Estamos falando de computadores da atualidade, não pense que o GNOME será performático comparado ao LXQT/XFCE em um hardware limitado com um processador muito antigo e pouquíssima RAM. Perceba que para os padrões atuais, uma máquina com 4GB de RAM, processador quad-core (podendo ser dois núcleos físicos e dois lógicos) são considerados computadores fracos. 

Recomendo a leitura do vasto e detalhado material disponibilizado no blog do Ubuntu, assim você poderá ter um aspecto geral do GNOME em suas últimas versões não tão lapidadas e o futuro que o aguarda.

O lançamento do GNOME 3.36 está previsto para o dia 11 de março de 2020.

Já testou alguma distro com o GNOME 3.34? A melhoria na performance foi perceptível aqui até via Virtual Box. Fiquei surpreso com o Fedora 31 e Ubuntu 19.10.

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Fonte: Softpedia, Ubuntu.


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Dash to dock chega na versão 67, com recursos parecidos ao do Unity

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quarta-feira, 9 de outubro de 2019

Algumas distros que utilizam o Gnome Shell como ambiente gráfico, em alguns casos, fazem alguns ajustes com extensões, como é o caso do Ubuntu com a extensão “Ubuntu Dock”, que é derivada de outra extensão popular, a “Dash to Dock”, que recebeu uma nova versão recentemente.

Dash to dock chega na versão 67, com recursos parecidos ao do Unity






A versão 67 do Dash to Dock, agora traz suporte ao Gnome Shell 3.34, onde fizemos uma cobertura bem completa nessa matéria aqui.

Para trazer o suporte ao Gnome 3.34, o desenvolvedor Michele G, precisou “modernizar” o código da extensão, assim deixando de suportar às versões anteriores do Gnome. Mas sem “pânico”, pois às versões até à v66 funcionarão normalmente.

As duas novidades que estarão presentes nesta versão do Dash to Dock, são a inclusão do ícone da lixeira e do ícone para os dispositivos removíveis (como pendrive, hd externos e afins). Esse recurso já estava nos planos, como noticiamos aqui, que poderia chegar no Ubuntu Dock também. Para instalar a extensão, basta acessar aqui e habilitá-la.



Para conferir o post de lançamento, você pode acessar aqui.

Este artigo não acaba aqui, continue trocando uma ideia lá no nosso fórum.

Espero você até a próxima, um forte abraço.
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ArcMenu 33 chega com suporte ao GNOME 3.34 e várias outras novidades

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No último dia 5/10, o ArcMenu - uma extensão para o GNOME Shell que provê um menu de aplicativos e atalhos no painel - lançou a sua versão de número 33. Com suporte ao GNOME Shell 3.34, e a adição de várias funcionalidades.


Para um grande número de usuários, o uso de extensões no GNOME Shell é algo indispensável. Por mais que não sejam mantidas pelo próprio projeto, as mesmas fornecem funcionalidades que, para muitos (como eu), são o que faltava para o GNOME Shell se tornar o ambiente gráfico ideal.

Não sabe o que é, ou como instalar e gerenciar as extensões no GNOME Shell? Temos um post aqui no blog que irá tirar todas, ou ao menos a grande maioria das suas dúvidas.

Se você está “antenado” com as mais recentes novidades relacionadas ao GNOME, então você sabe que nas últimas versões ele recebeu uma variedade muito boa de polimentos e novas funcionalidades, bem como melhorias “absurdas” no desempenho. Acompanhando o ritmo, os desenvolvedores que mantém várias das extensões tem feito o mesmo. E o pessoal do ArcMenu não ficou para trás. Como você pode conferir à seguir.

Então, o quê há de novo?


Agora o ArcMenu disponibiliza uma seleção de vários layouts diferentes, incluindo alguns mais ao estilo “Menu Iniciar” do Windows, “Cinnamon Menu” do Linux Mint, Whisker Menu do XFCE, entre outros.


Selecionar entre vários temas pré definidos, ou criar o seu próprio;
Importar e exportar temas;
Suporte ao GNOME 3.34;
Opção para esconder o botão de desligar o sistema;
Aumentar o tamanho dos ícones das aplicações;
Editar ícones e nomes dos atalhos de aplicações;
Novo logo do ArcMenu;
Aprimoramentos de performance;
Integração com a extensão DashToPanel, que permitirá “arrastar e soltar” atalhos de aplicativos, entre o ArcMenu e o painel na DashToPanel;
Abrir arquivos localizados dentro de pastas diretamente do mecanismo de busca.

Várias outras melhorias que você pode conferir na página de lançamento do ArcMenu, no Gitlab. Instale o ArcMenu a partir da GNOME Shell Extensions.

Eu tenho utilizado o GNOME Shell como a minha interface gráfica padrão há pouco mais de um mês, e desde então nunca utilizei menus ao estilo do ArcMenu. Utilizo o GNOME Shell em seu layout padrão. Porém, após ler e ver as novas funcionalidades do ArcMenu fiquei bastante tentado a testar. Você utiliza o ArcMenu, ou alguma outra extensão semelhante? O quê achou das novas funcionalidades? Conte-nos nos comentários.

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GTK 4 recebe melhor compatibilidade com Vulkan

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terça-feira, 8 de outubro de 2019

O GTK é um toolkit multiplataforma para criação de interfaces gráficas. Caso você utilize a versão principal do Ubuntu, ou distros como Fedora, Linux Mint, Elementary OS, Endless OS e Pop1_OS em suas principais versões. É o GTK que compõe as interfaces gráficas destes sistemas. Ao contrário do que muitos pensam, apps para outras plataformas, por exemplo, o Windows, podem ser escritos em GTK. Atualmente a versão suportada na maioria dos sistemas é o GTK 3.

gtk4-vulcan-mutter-gnome-apps-linux-open-source-software-livre-api-graphics-opengl

Quando o assunto é GTK, lançamentos frequentes não são comuns, e sempre existe aquela velha rixa com o Qt. Esse também utilizado para desenhar interfaces gráficas. Deepin e KDE são ótimos exemplos. Não quero entrar no mérito de quem é melhor ou pior, o mais importante é que os softwares construídos com essas tecnologias cumpram seus objetivos. 

No início do ano escrevi uma postagem sobre o GTK 4, e que seu lançamento pode estar cada vez mais próximo. Caso queira ver algumas das mudanças do atual GTK 3 para o GTK 4, acesse a postagem mencionada acima e veja as vantagens dessa nova versão.

Aprimorado o uso do Vulkan no GTK4


Se você é do meio gamer, já deve conhecer o Vulkan. Essa API gráfica vem demonstrando melhoras significativas na performance dos jogos no Linux, e até mesmo no Windows. Atualmente o GTK 4 além de suportar o OpenGL, também suporta Vulkan.

Fazendo o uso de uma API como o Vulkan ou OpenGL, as aplicações podem ter melhor performance. Pois, podem aliviar o uso das GPUs ao processar gráficos. Utilizar uma GPU dedicada para trabalhar, dá maior autonomia ao processador. Afinal, ao invés de se preocupar com tarefas gráficas, o mesmo pode focar em processos mais importantes.

Quando você abre uma aplicação em seu sistema, uma quantidade assombrosa de pixels desenham em tela tudo que você está vendo. Para fins comparativos, um monitor full hd tem 2 milhões de pixels em tela. Obviamente que as GPUs modernas podem dar conta dessa quantidade de informação, entretanto cada vez que um simples detalhe é modificado durante o uso da aplicação, por exemplo, clicar em um pequeno botão, é necessário redesenhar tudo novamente.

Imagine esse processo sendo feito a cada momento, o tempo todo em que você faz uso de algo no sistema. Para contornar isso, os compositores de janelas usam uma técnica inteligentíssima: apenas redesenhar a parte que realmente teve algum detalhe modificado.

Assim o GTK rastreia quais partes da janela mudou, envia essas informações ao compositor de janelas, para que o próprio compositor possa redesenhar apenas o novo conteúdo. Ao utilizar o EGL (uma interface entre as APIs de renderização, OpenGL, OpenGL ES ou OpenVG), tudo já era bem otimizado, contudo com o Vulkan problemas ocorriam.

gtk4-vulcan-mutter-gnome-apps-linux-open-source-software-livre-api-graphics-opengl

Você pode perceber na imagem acima que o resultado não foi o dos melhores. Georges Stavracas, desenvolvedor do Gnome, após efetuar muitas pesquisas e testes conseguiu solucionar o problema. Para quem desconhece, Georges é um desenvolvedor brasileiro e vem desempenhando um trabalho primoroso no GNOME. Graças a ele, a função de arrastar e soltar os ícones para agrupá-los no menu do GNOME Shell tornou-se realidade (sem o uso de extensões de terceiros).

A descoberta do problema foi durante o desenvolvimento do GNOME To Do, programa que o brasileiro vem mantendo, e pasmem os senhores, já faz uso do GTK 4. Por padrão o renderizador do Vulkan no GTK 4 sempre envia toda janela para o compositor. A GPU é a encarregada por todo processo, mas não deixa de ser uma solução deselegante. Todavia através de uma função do Vulkan, “VK_KHR_incremental_present”, a renderização pode ser otimizada e apenas os detalhes que forem novos serão redesenhados na janela.

gtk4-vulcan-mutter-gnome-apps-linux-open-source-software-livre-api-graphics-opengl

Tudo indica que o GTK 4 de fato está bem próximo, com melhor desempenho e fazendo uso de tecnologias, como o Vulkan, a tecnologia promete dar um salto em comparação ao GTK 2 e GTK 3. Somando o Wayland na equação, e quem sabe sua compatibilidade com drivers proprietários NVIDIA (tendo em vista que os drivers abertos da AMD já possuem um desempenho bem interessante com o Wayland) a performance seja ainda superior. Claro, que a compatibilidade dos drivers proprietários da NVIDIA não é de responsabilidade da comunidade. Afinal, como implementar algo sem a ciência de seu real funcionamento? Engenharia reversa é algo extremamente complexo e seria bem mais simples a NVIDIA cooperar com o projeto.

Ansioso para o GTK 4? Sei que muitos estão torcendo para que ele dê um up na performance de aplicações e do GNOME Shell. Será que em 2020 veremos o GTK 4, enfim, sendo utilizado em larga escala?

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Conheça alguns atalhos de teclado muito úteis no Ubuntu

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sexta-feira, 4 de outubro de 2019

Por mais prático que seja utilizar o mouse, certas tarefas se tornam muito mais práticas e rápidas quando fazemos uso dos atalhos de teclado. Hoje iremos conferir vários dos muitos atalhos de teclado disponíveis no Ubuntu, que podem facilitar muito as nossas tarefas e aumentar a produtividade.

atalhos-de-teclado-muito-uteis-no-ubuntu

Este artigo será focado no Ubuntu, porém, todas as principais distros e interfaces possuem funcionalidades semelhantes. Muitas vezes os atalhos podem ser diferentes em outras distros, bem como a forma de configurá-los. Todavia, essa funcionalidade possui fácil configuração, e costuma estar disponível nas configurações do sistema.

• Abrir o terminal:


O terminal é uma ferramenta que nem todos utilizam, e muitos realmente nem precisam utilizá-la. Mas é sem dúvidas um facilitador e um economizador de tempo. E para economizar tempo, melhor ainda é abrí-lo com uma simples combinação de teclas.

Control + Alt + T

• Minimizar todas as janelas:


Este é um recurso que eu sempre utilizei em todas as distros e interfaces. Porém, não através de atalhos no teclado, e sim clicando no tradicional ícone “Exibir a área de trabalho” disponível na maioria das interfaces gráficas. O Ubuntu também possuía essa função quando utilizava o Unity, porém, no GNOME Shell este ícone não existe e, por padrão, não pode ser ativado. É aí que entra o atalho:

Super + D

Obs.: A tecla “Super” é a mesma que comumente vem com a logo do Windows. Também chamada de “tecla do Windows”.

• Encerrar a sessão:


Não é uma tarefa que exige muitos passos em qualquer interface gráfica, mas quando se trata de produtividade, cada segundo conta. Trata-se de um atalho de teclado muito comum no Windows, que entre outras coisas, também serve para encerrar a sessão.

Control + Alt + Delete

• Tirar print de uma área determinada da tela:


Ao pressionar a combinação de teclas abaixo, o cursor do seu mouse mudará para um formato de “cruz”. Nesse momento você precisa apenas selecionar na tela a área que deseja tirar o print, e a imagem será criada instantaneamente na sua pasta “Imagens”.

Shift + Print Screen

• Controlar o posicionamento das janelas na tela:


Super + ⇒” - Dimensiona e posiciona a janela atual na metade direita da tela.

Super + ⇐” - Dimensiona e posiciona a janela atual na metade esquerda da tela.

Super + ⇓” - Restaura o tamanho que a janela atual possuía antes de ter sido maximizada.

Super + ⇑” - Maximiza a janela atual.

Super + H” - Minimiza a janela atual.

• Abrir um prompt de entrada para comandos:


Este atalho abre um prompt, similar ao “Executar” no Windows, que pode ser útil para tarefas simples e rápidas, como “matar” uma aplicação que não esteja respondendo, ou abrir uma nova. Um bom exemplo é, se o seu Firefox estiver travado e não respondendo, você pode simplesmente pressionar o atalho, digitar “killall firefox” e pressionar “Enter” para encerrar a aplicação. Também pode utilizar a combinação, caso o GNOME Shell trave. Neste caso digitando dentro da caixa de diálogo "r".

Alt + F2

• Gravar a tela sem precisar de programas de terceiros:


Isso mesmo! O GNOME Shell, e também o Cinnamon, possuem de forma nativa uma funcionalidade que permite gravar a tela por até 30 segundos sem que seja necessário instalar quaisquer aplicativos extras. Uma funcionalidade muito útil para criar tutoriais rápidos para postar como resposta em fóruns, ou ensinar algum amigo a executar determinada tarefa.

Shift-Control-Alt-R

• Abrir aplicativos fixados na barra lateral:


Os primeiros dez aplicativos, contando de cima para baixo, que você tiver fixados na barra lateral do seu Ubuntu, sejam eles quais forem, podem ser abertos instantaneamente com um simples atalho no teclado. Considerando que o primeiro aplicativo é o número um (1), e o décimo é o número zero (0). Utilize o comando da seguinte forma:

Super + 1” (Substituindo o “1” pelo número do aplicativo desejado.)

• Alternar entre workspaces:


Eu nunca fiz uso da funcionalidade de múltiplas áreas de trabalho em sistema nenhum. Mas muitas pessoas utilizam essa funcionalidade, e os atalhos abaixo podem ser uma forma muito mais prática de alternar entre esses workspaces.

Super + PageUp

Super + PageDown

O vídeo a seguir te ensina a como criar novos atalhos, e também mostra todos os atalhos citados deste artigo sendo executados.


Você utiliza outros atalhos de teclado além dos clássicos “Ctrl + C”, “Ctrl + V”, “Ctrl + Z”, e etc? Já conhecia os mencionados acima? Ou assim como eu, aprendeu muitos novos com este artigo? 😌

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Chrome solicitando senha ao iniciar, como resolver?

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segunda-feira, 30 de setembro de 2019

Os gerenciadores de chaveiros do sistema, como o GNOME Keyring e o KDE Wallet. São aplicações responsáveis por gerenciar e armazenar credenciais de segurança, como nomes de usuário, senhas e chaves. Estes gerenciadores, geralmente são softwares muito bons e seguros, porém, em certas situações a forma com que funcionam pode ser um tanto irritante.

como-resolver-chrome-solicitando-senha-ao-iniciar

Em várias distribuições Linux, já presenciei um comportamento um tanto intrigante quanto ao funcionamento dos gerenciadores de chaveiros do sistema. Ao iniciarmos o sistema operacional, quando digitamos a senha na tela de login, também estamos autorizando o desbloqueio do chaveiro do sistema. Permitindo assim ao usuário acessar programas por ele protegidos, como por exemplo, o Google Chrome.

Porém, com a função “autologin” ativada, não precisamos digitar a senha para inicializar o sistema. Logo, em alguns casos, o chaveiro não é desbloqueado na inicialização. Desta forma, toda vez após o sistema ter sido inicializado, na primeira vez que formos iniciar um desses aplicativos protegidos, será necessário digitar a senha para desbloqueio do chaveiro. Que, para o chaveiro padrão, é a mesma senha de usuário que você criou durante a instalação do sistema.

Por esse motivo, em vários sistemas e interfaces gráficas diferentes, precisamos digitar a senha toda vez que iniciarmos o Google Chrome pela primeira vez, após a inicialização do sistema. Esse comportamento pode ser o mesmo para o Chromium, e outros aplicativos que estiverem sendo protegidos pelo chaveiro do sistema.

Todavia, esse não é um comportamento que ocorre em todos os casos. Algumas distribuições, como por exemplo, o OpenSUSE. Não tem esse “problema”. Nem todas as distros utilizam os mesmos gerenciadores de chaveiros, ou vem configuradas da mesma forma. Sendo assim, esse comportamento acontece apenas em alguns casos.

Após alguma pesquisa, consegui encontrar uma maneira de contornar esse funcionamento “chato”, e fazer com que, mesmo com o “autologin” ativado, o sistema não solicite mais que o usuário digite a senha ao iniciar estes aplicativos pela primeira vez após o boot.

Procedimento em distros que utilizem o GNOME Keyring


Na maioria das distros com interface GTK, como GNOME Shell, XFCE, e Cinnamon. O gerenciador de chaveiros utilizado é o GNOME Keyring. Nestas distros realizaremos o procedimento através de um utilitário chamado Seahorse.

• O Seahorse pode ser instalado via interface gráfica através da loja de aplicativos da maioria das distros.

gnome-software-fedora

Se preferir instalar via terminal, rode o comando abaixo de acordo com a sua distro:

Fedora:

sudo dnf install seahorse

Linux Mint, Ubuntu e derivados:

sudo apt install seahorse

Manjaro, Arch Linux e derivados:

sudo pacman -S seahorse

OpenSUSE:

sudo zypper install seahorse

Após a instalação, o ícone do Seahorse estará disponível no seu menu de aplicativos. Abra-o. No canto superior esquerdo, na sessão “senhas”, você verá um “chaveiro” chamado “Login”.

Clicando sobre ele, à direita você verá quais são os programas que estão sendo protegidos por este chaveiro. Clique com o botão direito do mouse sobre o chaveiro, selecione “Alterar senha”. 

senha-do-chaveiro-seahorse

• Digite a senha atual, e quando for solicitado a nova senha, apenas deixe ambos os campos em branco.

caixas-de-dialogo-alteracao-senhas-seahorse


• Pressione “Continuar”, e pronto! A senha do seu sistema continua sendo a mesma, porém a senha do chaveiro não mais existe. Desta forma, este será aberto automaticamente durante a inicialização.

Realizando o procedimento no KDE Plasma


Abra o menu e pesquise por “Wallet”. Clique em “Carteira do KDE”.

busca-wallet-menu-kde-plasma

Na janela que abrir, desmarque a caixa de seleção “Habilitar o subsistema de carteiras do KDE”, e clique em “OK”.

configuracoes-carteira-kde

Se você estiver logado no sistema de sync do Chrome/Chromium com a sua conta Google, a alteração que você acabou de fazer fará com que o login fique pausado. Para resolver esse problema: abra o Chrome/Chromium. Na barra de endereços cole a linha abaixo e pressione “Enter”.

chrome://flags/

No campo de busca, dentro da página que você acabou de abrir, cole a linha abaixo e pressione “Enter”.

Identity consistency between browser and cookie jar

configuracoes-recursos-experimentais-chrome-chromium

Conforme indicado na imagem acima, selecione “Disabled”, depois clique em “Relaunch Now”.

Pronto! A sua senha de usuário continua sendo a mesma, e ela jamais será solicitada ao iniciar o navegador novamente.

Você já teve esse problema e conseguiu solucionar com este método? Ou talvez você conheça uma solução melhor? Dê o seu feedback nos comentários.

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