Diolinux - O modo Linux e Open Source de ver o Mundo

Responsive Ad Slot

Mostrando postagens com marcador gtk. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador gtk. Mostrar todas as postagens

GTK 4 recebe melhor compatibilidade com Vulkan

Nenhum comentário

terça-feira, 8 de outubro de 2019

O GTK é um toolkit multiplataforma para criação de interfaces gráficas. Caso você utilize a versão principal do Ubuntu, ou distros como Fedora, Linux Mint, Elementary OS, Endless OS e Pop1_OS em suas principais versões. É o GTK que compõe as interfaces gráficas destes sistemas. Ao contrário do que muitos pensam, apps para outras plataformas, por exemplo, o Windows, podem ser escritos em GTK. Atualmente a versão suportada na maioria dos sistemas é o GTK 3.

gtk4-vulcan-mutter-gnome-apps-linux-open-source-software-livre-api-graphics-opengl

Quando o assunto é GTK, lançamentos frequentes não são comuns, e sempre existe aquela velha rixa com o Qt. Esse também utilizado para desenhar interfaces gráficas. Deepin e KDE são ótimos exemplos. Não quero entrar no mérito de quem é melhor ou pior, o mais importante é que os softwares construídos com essas tecnologias cumpram seus objetivos. 

No início do ano escrevi uma postagem sobre o GTK 4, e que seu lançamento pode estar cada vez mais próximo. Caso queira ver algumas das mudanças do atual GTK 3 para o GTK 4, acesse a postagem mencionada acima e veja as vantagens dessa nova versão.

Aprimorado o uso do Vulkan no GTK4


Se você é do meio gamer, já deve conhecer o Vulkan. Essa API gráfica vem demonstrando melhoras significativas na performance dos jogos no Linux, e até mesmo no Windows. Atualmente o GTK 4 além de suportar o OpenGL, também suporta Vulkan.

Fazendo o uso de uma API como o Vulkan ou OpenGL, as aplicações podem ter melhor performance. Pois, podem aliviar o uso das GPUs ao processar gráficos. Utilizar uma GPU dedicada para trabalhar, dá maior autonomia ao processador. Afinal, ao invés de se preocupar com tarefas gráficas, o mesmo pode focar em processos mais importantes.

Quando você abre uma aplicação em seu sistema, uma quantidade assombrosa de pixels desenham em tela tudo que você está vendo. Para fins comparativos, um monitor full hd tem 2 milhões de pixels em tela. Obviamente que as GPUs modernas podem dar conta dessa quantidade de informação, entretanto cada vez que um simples detalhe é modificado durante o uso da aplicação, por exemplo, clicar em um pequeno botão, é necessário redesenhar tudo novamente.

Imagine esse processo sendo feito a cada momento, o tempo todo em que você faz uso de algo no sistema. Para contornar isso, os compositores de janelas usam uma técnica inteligentíssima: apenas redesenhar a parte que realmente teve algum detalhe modificado.

Assim o GTK rastreia quais partes da janela mudou, envia essas informações ao compositor de janelas, para que o próprio compositor possa redesenhar apenas o novo conteúdo. Ao utilizar o EGL (uma interface entre as APIs de renderização, OpenGL, OpenGL ES ou OpenVG), tudo já era bem otimizado, contudo com o Vulkan problemas ocorriam.

gtk4-vulcan-mutter-gnome-apps-linux-open-source-software-livre-api-graphics-opengl

Você pode perceber na imagem acima que o resultado não foi o dos melhores. Georges Stavracas, desenvolvedor do Gnome, após efetuar muitas pesquisas e testes conseguiu solucionar o problema. Para quem desconhece, Georges é um desenvolvedor brasileiro e vem desempenhando um trabalho primoroso no GNOME. Graças a ele, a função de arrastar e soltar os ícones para agrupá-los no menu do GNOME Shell tornou-se realidade (sem o uso de extensões de terceiros).

A descoberta do problema foi durante o desenvolvimento do GNOME To Do, programa que o brasileiro vem mantendo, e pasmem os senhores, já faz uso do GTK 4. Por padrão o renderizador do Vulkan no GTK 4 sempre envia toda janela para o compositor. A GPU é a encarregada por todo processo, mas não deixa de ser uma solução deselegante. Todavia através de uma função do Vulkan, “VK_KHR_incremental_present”, a renderização pode ser otimizada e apenas os detalhes que forem novos serão redesenhados na janela.

gtk4-vulcan-mutter-gnome-apps-linux-open-source-software-livre-api-graphics-opengl

Tudo indica que o GTK 4 de fato está bem próximo, com melhor desempenho e fazendo uso de tecnologias, como o Vulkan, a tecnologia promete dar um salto em comparação ao GTK 2 e GTK 3. Somando o Wayland na equação, e quem sabe sua compatibilidade com drivers proprietários NVIDIA (tendo em vista que os drivers abertos da AMD já possuem um desempenho bem interessante com o Wayland) a performance seja ainda superior. Claro, que a compatibilidade dos drivers proprietários da NVIDIA não é de responsabilidade da comunidade. Afinal, como implementar algo sem a ciência de seu real funcionamento? Engenharia reversa é algo extremamente complexo e seria bem mais simples a NVIDIA cooperar com o projeto.

Ansioso para o GTK 4? Sei que muitos estão torcendo para que ele dê um up na performance de aplicações e do GNOME Shell. Será que em 2020 veremos o GTK 4, enfim, sendo utilizado em larga escala?

Participe de nosso fórum Diolinux Plus. Assim você sempre fica por dentro das novidades.

Até o próximo post, te espero aqui no blog Diolinux, SISTEMATICAMENTE! 😎

_____________________________________________________________________________
Viu algum erro ou gostaria de adicionar alguma sugestão a essa matéria? Colabore, clique aqui.


GNOME e sua estratégia de UX Design

Nenhum comentário

sexta-feira, 27 de setembro de 2019

Recentemente postei aqui no blog Diolinux minha visão quanto ao tema “design no Linux”, seja nas distros ou aplicativos. Hoje trago um resumo e considerações de uma série de postagens de um dos principais designers do time de desenvolvimento GNOME.

gnome-ux-design-app-software-shell-de-aparência-visual-experiência-usuário-user-experience

Saber onde almeja chegar é um passo importante para qualquer projeto. Afinal, se você não sabe onde é seu destino, qualquer lugar serve. Isso pode ser bom em alguns casos, porém na maioria esmagadora o resultado não é dos melhores. Design é passível de interpretação e pode ser considerado como arte. Obra-prima para uns, lixo para outros. Todavia, não podemos negar que exista uma lógica e um design por trás de projetos, como GNOME, KDE, Deepin, Elementary OS, entre outros. Não falo apenas de beleza, mas da experiência em que a pessoa terá ao interagir com o ambiente gráfico e seus programas. Simplificando grosseiramente, isso é UX Design. Não basta ser bonito, tem que ser o mais intuitivo e funcional possível. Se um software é mal construído, seus usuários irão ter uma péssima experiência de uso. Você gostando ou não, o GNOME possui uma lógica de funcionamento.

Membro da equipe de designers para desktop da Red Hat, um dos principais designers do GNOME, Allan Day, fez uma série de artigos informando os rumos e diretrizes de design em que a equipe do projeto quer tomar. Após a GUADEC (Conferência Europeia do Usuário e Desenvolvedor do GNOME) na Grécia, Allan decidiu criar as postagens explicando mais algumas experiências adquiridas e caminhos almejados pelo GNOME. Recomendo a leitura da primeira postagem, abordando seu aprendizado com a troca de experiências com outras pessoas na conferência.

Estratégia de UX para o GNOME


O contato com os mais diversos usuários e membros do GNOME possibilitou a criação de estratégias que potencialmente farão parte do GNOME UX. Esses objetivos são uma resposta a pesquisa analisada e que pode apontar o caminho do sucesso no mercado de desktops. Tudo isso subdividido em metas:

Sempre entregar qualidade 


Essa é a meta número 1, oferecer qualidade em todo ecossistema GNOME, incluindo a aparência e design do software e sem esquecer sua usabilidade e experiência do usuário. Melhor desempenho e solução de bugs, também são considerados como aspectos da UX. 

GNOME e a Nuvem


Aplicações em nuvem, a exemplos de apps em Electron e Progressive Web Apps. Poderão ser incluídos no sistema, junto a funcionalidades que integrem, quando possível, o GNOME com serviços já existentes.

Crescimento do ecossistema de apps GNOME


Um dos principais objetivos de uma plataforma como o GNOME é executar aplicativos, portanto, é lógico que o número e a qualidade dos apps oferecidos é crucial. O Flatpak permitiu a distribuição facilitada de muitos softwares, contudo há muito trabalho a ser feito em torno da plataforma de desenvolvimento de programas do GNOME.

Suporte a hardware moderno


Atualmente grande parte deste trabalho é feito pelas distribuições, entretanto outros aspectos, como suporte a alta definição, telas sensíveis ao toque, e muito mais estão sob responsabilidade do GNOME. Este trabalho é importante, pois segundo Allan em sua pesquisa, a escolha entre SO e hardware normalmente estão entrelaçados. Assim o GNOME precisa sempre suportar os mais recentes hardwares do mercado.

Priorizar e obter maior impacto 


Os recursos do GNOME são limitados, então priorizar e saber direcionar os recursos para seus devidos lugares é essencial para potencializar e impactar o máximo possível. Priorizar recursos utilizados em maior escala pelos usuários, em detrimento de funções pouco utilizadas, é a forma mais inteligente de aprimorar as features mais importantes para os usuários. Investimento no kit de ferramentas é uma questão que pode beneficiar todo um conjunto de apps que valem do GTK. Ao mesmo tempo, existe a necessidade de conversas e decisões que impactem um menor número possível de pessoas, dando maior atenção aos mais usados e em alguns casos, diminuindo a quantidade de software em detrimento da primeira meta, manter sempre a qualidade. Obviamente, que esse tipo de assunto deve ser tratado com delicadeza. Afinal, os recursos não são substituíveis em um projeto upstream como o GNOME, e os colaboradores podem e devem ser livres para trabalhar no que desejam.

Podemos observar que priorizar os recursos utilizados, na maior parte do tempo pelos usuários, e visar a qualidade é uma das diretrizes mais consolidadas nessa estratégia. Mas o que especificamente isso quer dizer? A seguir irei demonstrar alguns conceitos em que Allan disponibilizou, acreditando que o polimento de recursos básicos e essenciais é a chave para potencializar a melhora de experiência do usuário final.

Desbloquear e fazer login


Começando pela tela de desbloqueio/login que é no caso de muitos, o primeiro contato com o sistema. Muitas pessoas utilizam esse recurso o tempo todo, então podemos dizer que ele é o exemplo perfeito de feature a receber enorme atenção pelos designers do GNOME. A equipe vem desenvolvendo o UX, veja abaixo um mockup do recurso.

gnome-ux-design-app-software-shell-de-aparência-visual-experiência-usuário-user-experience

Notificações


Outro ponto importantíssimo é a área de notificações do sistema, diariamente interajo com os diversos programas em meu sistema e receber e poder visualizar facilmente/intuitivamente as notificações, potencializa a utilização no dia a dia.

Segundo Allan Day, “A equipe de design tem revisado sistematicamente quase todas as partes do sistema principal do GNOME, com o objetivo de polir e refiná-las. Parte deste trabalho já chegou ao GNOME 3.34, onde você verá uma coleção de melhorias no estilo visual”.

gnome-ux-design-app-software-shell-de-aparência-visual-experiência-usuário-user-experience

Menu e elementos da interface


Com projetos de um menu do sistema atualizado, que se destina e resolver problemas conhecidos de longa data. A equipe vem trabalhando em vários aspectos, por exemplo, as caixas de diálogo do sistema e muito mais. O menu do sistema também receberá novidades e melhorias de UX, “já fizemos algum trabalho experimental nessa área e estamos planejando desenvolver o trabalho de arrastar e soltar que Georges Stavracas realizou no GNOME 3.34”, diz Allan Day. Inclusive fizemos recentemente uma postagem com algumas novidades da versão 3.34 do GNOME.

Apps


Atualmente a equipe de design já dedica muito tempo em aplicativos essenciais, como Configurações, GNOME Software e o Nautilus. Seguindo este conceito de priorização, outros apps de uso básico, também foram analisados. Dois exemplos que Allan menciona, são: o visualizador de documentos e imagens. 

Segundo ele, “hoje, os visualizadores de documentos e imagens fazem seu trabalho razoavelmente bem, mas eles não têm refinamento em algumas áreas e nem sempre aparentam pertencer ao restante do sistema. Eles também carecem de alguns recursos críticos.”

Veja abaixo o mockup do visualizador de documentos.

gnome-ux-design-app-software-shell-de-aparência-visual-experiência-usuário-user-experience

E um mockup do visualizador de imagens.

gnome-ux-design-app-software-shell-de-aparência-visual-experiência-usuário-user-experience

Por este motivo foram criados designs atualizados usando os mesmos padrões visuais para esses softwares, para que pareçam pertencer um ao outro. Alguns recursos foram adicionados, a edição simples de imagem é um deles, algo que os usuários mencionaram. Existe a intenção de estender os planos para outros aplicativos básicos mais utilizados do GNOME, o editor de texto Gedit e o reprodutor de vídeos podem ser aprimorados.

Muitos outros aplicativos e partes do sistema estão sendo reestruturados, quando o assunto é UX Design, todavia Allan Day deixou claro que o foco da equipe são os mais utilizados e não faz sentido ele compartilhar outros sem esse nível de prioridade.

Plataforma de desenvolvimento 


Facilitar a vida do desenvolvedor GNOME é um ponto importante. Priorizar a plataforma de desenvolvimento faz com que cada aplicativo pareça ter uma melhor consistência visual, portanto, pode ser uma maneira extremamente eficaz de melhorar o GNOME UX. 

Novamente, essa é uma área em que a equipe de design vem realizando um grande esforço nos últimos tempos, principalmente em torno dos ícones do sistema. Além dos ícones outros aspectos do GTK estão sendo trabalhados, pois nem todos os widgets respeitam um mesmo padrão de design, dificultando em muitos casos a implementação de projetos de aplicativos GNOME, resultando em uma qualidade em que os designers não gostariam. Por tal motivo os designs do GNOME estão revisando cada um dos padrões de design do projeto, de modo a manter a melhor qualidade possível e que seja totalmente suportado.

“Queremos que cada padrão tenha uma ótima aparência, funcione muito bem e seja fácil para os desenvolvedores de aplicativos usarem. Até o momento, temos novos designs de menus, listas suspensas, caixas de listagem e notificações no aplicativo, e há mais por vir. Essa iniciativa está em andamento e precisamos da ajuda de desenvolvedores de plataformas e kits de ferramentas para concluí-la”, diz Allan Day.

gnome-ux-design-app-software-shell-de-aparência-visual-experiência-usuário-user-experience

Recomendo a leitura da série de postagens do Allan Day, muita coisa esclarecedora pode ser obtida nessas matérias. Algumas declarações do mesmo em que gostaria de destacar são:

“O UX é mais que a interface do usuário: é tudo o que compõe a experiência do usuário. Como tal, o que apresentei aqui representa apenas uma fração do que seria necessário incluir em uma estratégia abrangente de UX”.

“Como um projeto aberto e upstream, o GNOME não tem controle direto sobre quem trabalha em quê. No entanto, é capaz de influenciar informalmente onde os recursos vão, seja por prioridades de publicidade, incentivando contribuições em áreas específicas ou acompanhando o progresso em direção às metas”.

Você pode ler a parte 1, parte 2 e parte 3 diretamente no blog do GNOME, caso queira maiores detalhes.

Gosto de ver toda essa movimentação e vai bem ao encontro da postagem que escrevi recentemente, toda essa estratégia só tende a beneficiar os usuários e aumentar a competitividade do desktop Linux no mercado. Obviamente que nem tudo são flores, e alguns encalços podem aparecer em meio ao caminho. Algo que poderia ser melhorado é a interação entre os usuários e desenvolvedores do GNOME, dando mais ouvidos aos utilizadores e quem sabe incorporando as extensões mais utilizadas no Shell nativamente.

Faça parte de nosso fórum Diolinux Plus, e compartilhe nosso conteúdo, SISTEMATICAMENTE! 😎

Fonte: GNOME.
_____________________________________________________________________________
Viu algum erro ou gostaria de adicionar alguma sugestão a essa matéria? Colabore, clique aqui.


KDE Plasma 5.12.9 LTS lançado

Nenhum comentário

segunda-feira, 16 de setembro de 2019

Usuários da versão 5.12 LTS (Long Term Support) do KDE Plasma tiveram uma boa notícia no último dia 10 de setembro, com o lançamento da nona versão de manutenção do desktop environment. Com um total de 24 correções de erros e atualizações de tradução, a versão 5.12.9 deve ser o último update antes do lançamento da próxima LTS.

kde-plasma-5.12.9-lancado

Lançada em fevereiro de 2018, a versão 5.12 é a atual versão de longo suporte do KDE Plasma. A versão recém lançada, a 5.12.9, deve ser a última atualização de manutenção agendada para a atual LTS. Segundo os mantenedores do projeto KDE, novas versões de correção deverão ser lançadas apenas se houver a necessidade de corrigir vulnerabilidades críticas de segurança ou erros que possam causar instabilidade no uso do Plasma Desktop.

Essa nova versão conta com seis meses de correções de erros e traduções da comunidade KDE. As correções são consideradas relativamente pequenas, mas importantes. Entre elas, podemos destacar as seguintes:

Mudança no ‘applet’ da Lixeira para que utilize as mesmas configurações de sombras dos ícones da área de trabalho.

applet-lixeira-kde-plasma

Melhoria na nitidez dos nomes de pastas e arquivos.

modificação-nomes-pastas-arquivos kde-plasma

Correção na tradução dos controles multimídia na tela de bloqueio.

Correção de um bug no dicionário do ‘Krunner’ que fazia com que o mesmo não mostrasse nenhuma definição para a palavra pesquisada.

Se você quiser ver a lista completa com todas as correções, acesse o registro de mudanças da versão.

A próxima LTS do KDE Plasma deverá ser a versão 5.18, e está agendada para meados de fevereiro de 2020.

Se você estiver utilizando o KDE Plasma na versão 5.12.8, é recomendado que fique atento às atualizações da sua distro, para que assim que esteja disponível você o atualize para a atual 5.12.9.

À mim parece que os ‘desktop environments’ do mundo Linux vem crescendo em um ritmo bastante acelerado nos últimos tempos, o que acho ótimo. As melhorias no KDE Plasma nos últimos lançamentos foram incríveis, o que você pode ver por este, e este posts. Já no “lado GTK da força”, a versão 3.32 do GNOME veio “com tudo”, e a 3.34 já chegou com muitas melhorias. O XFCE, além das melhorias excelentes na versão 4.14 também prometeu um intervalo de tempo mais curto até o lançamento da próxima versão.

Na verdade, todo o “mundo Linux” para desktop vem crescendo de forma cada vez mais rápida, e há muito para se falar sobre isso. Mas isso já é assunto para outro post. 😁

Você gosta de Linux e tecnologia? Tem alguma dúvida ou problema que não consegue resolver? Venha fazer parte da nossa comunidade no Diolinux Plus

Por hoje é tudo pessoal! 😉

_____________________________________________________________________________

Viu algum erro ou gostaria de adicionar alguma sugestão a essa matéria? Colabore, clique aqui.


GNOME 3.34 lançado, confira as novidades

Nenhum comentário

sexta-feira, 13 de setembro de 2019

Depois de muito empenho ao desenvolver o GNOME 3.34, cerca de 6 meses, a nova versão de codinome “Thessaloniki” é anunciada. Para quem achou estranho o codinome, saiba que a cidade foi sede do evento GUADEC (Conferência Europeia do Usuário e Desenvolvedor do GNOME). Também conhecida por “Tessalônica”, é a segunda maior cidade da Grécia, sendo homenageada neste lançamento.

gnome-apps-shell-thessaloniki-linux-flatpak-flathub-interface-open-source-software-livre-comunidade

Novos recursos, melhorias de performance, atualizações visuais para vários aplicativos e correções de bugs, são as novidades do GNOME 3.34, alguns destaques são:

Novo design nas configurações de “Plano de Fundo”, facilitando a seleção de wallpapers personalizados.

gnome-apps-shell-thessaloniki-linux-flatpak-flathub-interface-open-source-software-livre-comunidade-wallpaper-personalizado

O recurso tão aguardado e já abordado por nós, com um post detalhando tudo, é a possibilidade de criar pastas nativamente no menu do GNOME Shell. Agora basta arrastar o ícone de um aplicativo e soltar em cima de outro, para criar uma pasta. 

gnome-apps-shell-thessaloniki-linux-flatpak-flathub-interface-open-source-software-livre-comunidade-app-pasta-folder-menu

Houve um aprimoramento na navegação web, o navegador do GNOME passa a manter processos em sandbox, com a capacidade de fixar guias e um recurso que permite bloquear anúncios através de filtros de conteúdo do WebKit. 

gnome-apps-shell-thessaloniki-linux-flatpak-flathub-interface-open-source-software-livre-comunidade-webkit-browser-navegador-sandbox

O GNOME Boxes passa a suportar a inicialização de VMs a partir de imagens de CD/DVD anexadas. 

gnome-boxes-apps-shell-thessaloniki-linux-flatpak-flathub-interface-open-source-software-livre-comunidade-vm-maquina-virtual

Já o GNOME Jogos recebeu suporte para salvar múltiplos save states dos jogos. 

gnome-apps-shell-thessaloniki-linux-flatpak-flathub-interface-open-source-software-livre-comunidade-jogos

Sua aplicação de música, o GNOME Músicas, enfim atualiza automaticamente a biblioteca de músicas. Além de receber o recurso Gapless playback (reprodução sem intervalos), compatível com um número massivo de formatos.

gnome-apps-shell-thessaloniki-linux-flatpak-flathub-interface-open-source-software-livre-comunidade-musica

Os programas GNOME Photos (Fotos), GNOME To Do (Tarefas) e Totem (Vídeos), receberam um redesign em seus ícones. O gerenciador de arquivos do GNOME, Nautilus (Arquivos), agora avisa ao usuário quando o mesmo tentar mover algum arquivo em um diretório protegido contra gravação. Quem não curte o atalho atividades, pode desativá-lo sem o auxílio de uma extensão de terceiros.

Essa versão está recheada de novidades, seja para o usuário comum ou desenvolvedor. Por exemplo, o Mutter passa a ter integração com o Sysprof. Mais fontes de dados foram adicionadas, facilitando a criação de perfis de desempenho em um aplicativo e diversas melhorias no Builder, incluindo um inspetor D-Bus integrado. Um prato cheio para desenvolvedores GNOME.

gnome-apps-shell-thessaloniki-linux-flatpak-flathub-interface-open-source-software-livre-comunidade-sysprof-d-bus-mutter

Pessoalmente fiquei animado com várias coisas nessa versão 3.34 (algumas dispensarão o uso de extensões que sempre adiciono 😁️😁️😁️) e nosso querido desenvolvedor brasileiro do GNOME, Georges Stavracas, pontuou o que mais gostou com esse lançamento.

“Como usuário GNOME, o que está me deixando mais animado é o gapless playback no GNOME Músicas. Seguido do GNOME Jogos.

Como desenvolvedor, o que me deixa mais maluco é a integração do Mutter com o Sysprof. Está abrindo portas para todo tipo de melhoria, e isso porque só começamos”.

Veja abaixo o vídeo de lançamento do GNOME 3.34, um trabalho primoroso e muito bonito. Detalhe, feito com software livre, segundo informado pelo Georges em uma de suas lives desenvolvendo o GNOME em seu canal pessoal no Youtube.


A versão 3.34 pode ser obtida diretamente nos repositórios das distros (isso depende do sistema, nem todos irão receber essa versão), se preferir os programas podem ser instalados via Flatpak, basta pesquisar no Flathub. Outra alternativa é compilar o GNOME direto do repositório oficial do projeto, nada recomendado para novos usuários.


Participe de nosso fórum Diolinux Plus. Assim você sempre fica por dentro das novidades.

Até o próximo post, te espero aqui no blog Diolinux, SISTEMATICAMENTE! 😎

Fonte: GNOME.
_____________________________________________________________________________
Viu algum erro ou gostaria de adicionar alguma sugestão a essa matéria? Colabore, clique aqui.


GTK e Qt, do que se trata?

Nenhum comentário

terça-feira, 3 de setembro de 2019

O mundo Linux é cheio de nomenclaturas diferentes que fazem parte do vocabulário dos usuários, dentre elas estão as palavras ou siglas "GTK" e "Qt". Vamos entender um pouco melhor do que se trata.

GTK e Qt





Temos um quadro no canal Diolinux chamada "DTL", o "Dicionário de Termos Linux", onde explicamos o significado de palavras que fazem parte desse universo, que todo mundo comenta no dia a dia, mas nem sempre sabe o significado.

O episódio dessa semana nos oferece a explicação sobre o tema "GTK" e "Qt":


O que é GTK e Qt?


Vamos começar definindo o que eles ambos são, GTK e Qt  são Widget Toolkits, que são bibliotecas de software utilizadas para criar interfaces gráficas para programas de computador.

Elas permitem que os desenvolvedores de softwares criem a interface dos programas, onde o usuário final vai interagir, clicando, deslizando interruptores, selecionando opções, etc.

No mundo Linux é muito comum o software rodar em modo texto também, e uma interface é construída para dar fácil acesso às ferramentas, o que permite que existam várias interfaces diferentes para um mesmo tipo de aplicação.

GTK


O GTK é exatamente um desses Widget Toolkits, que é completamente de código aberto e multiplataforma, apesar de ser menos comum, o GTK pode ser usado para fazer aplicações para Windows e macOS também.

O GNOME é o principal projeto que utiliza essa tecnologia e o GTK é responsável então pelo visual das aplicações do GNOME e de outros projetos que também usam ele, como MATE, Cinnamon, XFCE, Budgie, entre outros.

Opções de ambientes GTK


Apesar de o GTK não possuir exatamente um sistema com suporte para temas, como ele é de código aberto,  pode ser configurado para que os Widgets sejam exibidos de forma diferente e mudei o seu visual. 

É dessa forma que as distros que usam GNOME e/ou GTK criam seus visuais personalizados, é dessa mesma forma que, o que a gente convencionou a chamar de temas, são criados.

Que aplicativos são criados com GTK?

Todo o core de aplicações GNOME é GTK, mas existem outros softwares, como o GIMP, GNU Emacs, Ardour, AbiWord, Pidgin, o antigo Unity 7 do Ubuntu, entre muitos outros.

Qt


Assim como o GTK, o Qt também é um Widget Toolkit, multiplataforma e de código aberto, porém, ao contrário do GTK, que é geralmente usando em meio Linux a projetos com ligações ao GNOME, o Qt é amplamente usado em outros sistemas, incluindo o Linux, sendo popular também em aplicações que rodam no Windows, macOS, Android e sistemas embarcados.

Qt Creator


Atualmente o Qt é mantido pela ‘The Qt Company”, e pelo “Qt Project” de forma open source, o que envolve tanto desenvolvedores individuais e comunidades, quanto empresas e organizações comerciais.

Da mesma forma que o GTK, o Qt também é usado para dar o visual que as aplicações terão, e por ser usado de formas variadas, não só no mundo Linux, ele acaba tendo várias integrações com outros produtos do mercado.

Dentre os projetos famosos que usam o Qt, estão o KDE Plasma, a DDE, interface atual do Deepin, que migrou de GTK também, o LXQt, o Unity 8, projeto da Canonical com interface conversível, o Blackbarry 10, O SailfishOS, o Tesla Model S, o webOS, o MeeGO, entre outras.

Entre as empresas e projetos que usam o Qt, seja em software aberto ou proprietário, estão alguns elementos do Adobe Photoshop, alguns projetos da Autodesk, Bitcoin Core, CryEngine, DaVinci Resolve, Google Earth, VLC, OBS Studio, Telegram, Teamviewer, Virtualbox, WPS Office, entre outros.

Existe também um longa lista de empresas que usa Qt, que vão desde empresas reconhecidas por software, como  Adobe e Valve, passando por empresas de hardware, como AMD, até empresas de indústrias diferentes, como a Disney.

Você já sabia do que se tratavam essas palavras? Você tem alguma preferência? Compartilhe as suas opiniões no nosso fórum.

Até a próxima!
_____________________________________________________________________________
Viu algum erro ou gostaria de adicionar alguma sugestão a essa matéria? Colabore, clique aqui.


Assista gameplays na TwitchTV com o GNOME Twitch

Nenhum comentário
A Twitch.tv é uma plataforma repleta de jogadores, muitos até profissionais, e acompanhar as jogatinas, pode ser algo divertido e relaxante. Caso não acompanhe o nosso trabalho na Twitch, considere interagir conosco. Temos lives de segunda a sexta, às 20h. Venha comprovar que Linux é um sistema viável para gamers. Vire SUB do canal

linux-ubuntu-mint-gnome-twitch-games-live-streamer-stream-gtk-snap-flatpak

Não é difícil ver usuários alegando que não conseguem assistir a Twitch, sei muito bem como é passar por essa situação, há um tempo sofria com esse mal. Um paliativo que aliviou os constantes engasgos ao acompanhar uma transmissão, foi justamente o app que irei apresentar. Longe de ser o “Santo Graal”, mas proporcionou a, minha e de alguns que recomendei, possibilidade de assistir e interagir na Twicth. Atualmente minha conexão é um pouco melhor, mas em dias de instabilidades, confesso que ainda recorro ao programa (😁️😁️😁️). 

linux-ubuntu-mint-gnome-twitch-games-live-streamer-stream-gtk-snap-flatpak

GNOME Twitch


O GNOME Twitch é um cliente/player focado na plataforma de streaming TwitchTV, o programa possui recursos interessantes, como: aceleração por hardware, com 4 back-end disponíveis, bate-papo integrado, escolha da qualidade da transmissão, tema dark, modo fullscreen, etc. Em constante desenvolvimento, a aplicação é distribuída em vários formatos, conforme mostra seu site oficial. Hoje irei apresentar duas formas, via Snap e Flatpak. Assim, não importa a distribuição que esteja utilizando, estes formatos cobrem boa parte das distros Linux.

linux-ubuntu-mint-gnome-twitch-games-live-streamer-stream-gtk-snap-flatpak

GNOME Twitch via Snap


O formato Snap pode ser habilitado nos principais sistemas baseados em Linux, no Ubuntu o mesmo já vem por padrão. Para usuários de outros sistemas, acesse essa postagem e configure o Snap. Nem toda loja possui a integração com esse tipo de pacote, caso a sua não tenha tal recurso, a instalação via terminal pode ser a solução. No Ubuntu é opcional, caso queira instalar via interface gráfica, abra a loja e pesquise por: “Gnome Twitch”.

linux-ubuntu-mint-gnome-twitch-games-live-streamer-stream-gtk-snap-snapcraft

Efetuar a instalação via terminal é bem simples, após ter configurado o Snap em seu sistema, digite os comandos a seguir.

Instalando o GNOME Twitch Snap via terminal:

sudo snap install gnome-twitch

Removendo o GNOME Twitch Snap via terminal:

sudo snap remove gnome-twitch

GNOME Twitch via Flatpak


O repositório Flathub também possui o programa. Para quem deseja esse formato, como o Snap, ele pode ser configurado nas principais distribuições e algumas já vem com ele habilitado. O Linux Mint é um exemplo. Aos usuários de Ubuntu, demonstramos todo passo a passo para configurar o Flatpak e adicionar o repositório Flathub no sistema. Acesse essa postagem e configure seu Ubuntu. Após os procedimentos, pesquise normalmente na loja por: “Gnome Twitch Flatpak

linux-ubuntu-mint-gnome-twitch-games-live-streamer-stream-gtk-flathub-flatpak

Outras distribuições podem configurar o Flatpak, por este link. A adição do repositório Flathub, pode ser diretamente no setup oficial. O uso do terminal, como a alternativa em Snap, também é uma opção.

Adicionando o repositório Flathub via terminal:

flatpak remote-add --if-not-exists flathub https://flathub.org/repo/flathub.flatpakrepo

Instalando o GNOME Twitch Flatpak via terminal:

flatpak install flathub com.vinszent.GnomeTwitch

Removendo o GNOME Twitch Flatpak via terminal:

flatpak remove com.vinszent.GnomeTwitch

Configurando o Back-end do GNOME Twitch


Se você instalou o GNOME Twitch e “na hora H” apareceu uma mensagem do gênero: “Sem reprodutor carregador!”. Não se preocupe, acesse no local indicado pelo app “Clique aqui para carregar um”.

linux-ubuntu-mint-gnome-twitch-games-live-streamer-stream-gtk-snap-flatpak

Outra maneira é com a janela do GNOME Twitch em foco ir “Definições”, em seu menu, que no caso do Ubuntu você pode acessar essa opção clicando na barra superior. Detalhe, basta ir na primeira opção, se quiser logar com sua conta da Twitch.

linux-ubuntu-mint-gnome-twitch-games-live-streamer-stream-gtk-snap-flatpak

Na aba “Reprodutores”, selecione o que mais lhe agradar. Sempre utilizo o “GStreamer OpenGL player backend”, efetue os testes da melhor alternativa para sua situação. Pode ocorrer de apenas o áudio da stream ser reproduzida, ao mudar de backend também, mas ao reiniciar o programa as mudanças serão aplicadas.

linux-ubuntu-mint-gnome-twitch-games-live-streamer-stream-gtk-snap-flatpak

O GNOME Twitch me ajuda bastante, e caso tenha problemas de instabilidades ao ver transmissões da TwichTV, recomendo experimentar a aplicação. Explore suas opções, em “Definições” >> “Geral” existem algumas que podem auxiliar quem tem uma conexão ruim. Essas são as duas formas que indico a utilização do GNOME Twitch, obviamente, que existem outras e você pode até instalar sem recorrer ao Snap ou Flatpak. No entanto, as versões podem não ser as mais recentes. A decisão é sua.

Faça parte de nosso fórum Diolinux Plus, e acompanhe nossas lives na Twitch, com essa dica é bem capaz de não ter mais complicações com instabilidades.

Até o próximo post, te espero aqui no blog Diolinux, SISTEMATICAMENTE! 😎
_____________________________________________________________________________
Viu algum erro ou gostaria de adicionar alguma sugestão a essa matéria? Colabore, clique aqui.

Lollypop um player de música completo

Nenhum comentário

quarta-feira, 14 de agosto de 2019

Lollypop é um poderoso player de música desenvolvido em GTK, software livre e muito famoso no meio GNOME. No entanto, sua usabilidade não se limita ao ecossistema GNOME, podendo ser utilizado em diversos ambientes e até outros sistemas. Afinal, o player também está disponível para FreeBSD.

player-música-gnome-gtk-lollypop-ppa-flatpak-ubuntu-mint

Durante este ano de 2019 venho mais do que nunca utilizando diversos players de música. Há muito tempo substitui meus “momentos sonoros” pelo streaming via Spotify, e quando offline utilizava o VLC player. Infelizmente meu player favorito foi “abandonado pela Canonical”, era o Music, uma das aplicações do Unity 8 com convergência conforme o redimensionamento da janela. Obviamente que sou movido tanto pela praticidade, funcionalidades, como visual. Veja o visual logo abaixo do Music.

music-ubuntu-unity8-canonical

Contudo, se existe algo em que o Lollypop não peca (e não estou falando do Android 😁😁😁), é em seu visual e quantidade de recursos. O player chama a atenção com seu visual minimalista e elegante. Além, de também possuir uma certa convergência ao se adaptar conforme redimensione sua janela.

player-música-gnome-gtk-lollypop-ppa-flatpak-ubuntu-mint

Uma curiosidade é que o Lollypop é o player de música padrão do smartphone com Linux da Purism, o Librem 5. Algumas características deste belo player, que posso destacar são:

  • Tema dark;
  • Reprodução dos principais formatos de áudio, por exemplo: MP3, MP4, OGG, FLAC, entre outros (até hoje não tive problema com formatos);
  • Navegação de suas músicas por: gênero, artista, capa;
  • Pesquisa rápida e eficiente;
  • Integração com atalhos de teclado;
  • Suporte a lista de reprodução (podendo importar playlists);
  • Visualização em modo tela cheia;
  • Sincronização MTP;
  • Suporte a telas de alta intensidade (HiDPI);
  • Suporte a TuneIn;
  • Integração com a web, podendo buscar informações de canções diretamente em serviços, como o Last.fm;
  • Download das capas dos albúns e dos artistas (o legal que o player não te força esse recurso, sendo totalmente opcional);
  • Suporte a rádio;
  • Visualização do artista por contexto;
  • Equalizador de áudio;
  • Sistema de favoritos, você pode dar notas as suas músicas com estrelas (podendo ouvir as prediletas ou pesquisar e montar suas playlists “mais acaloradas”);
  • Adição de vários diretórios em locais diferentes com suas músicas;
  • Possibilidade de ouvir música via streaming (por incompatibilidades com algumas APIs proprietárias, esse recurso pode nem sempre funcionar perfeitamente);
  • Opções como: transição suave entre as músicas, repetição, separação por categorias, redimensionamento das miniaturas de seus álbuns, e muito mais. 

player-música-gnome-gtk-lollypop-ppa-flatpak-ubuntu-mint

Existem várias formas de se obter o Lollypop nas distribuições, como Arch Linux, Fedora e OpenSUSE. Basta pesquisar normalmente no repositório, seja via terminal ou pela loja. No Ubuntu e derivados existe a possibilidade da adição de um PPA ou via Flatpak (forma que também pode ser utilizada em outras distros).

Lollypop via PPA


A instalação via PPA é um meio de se obter o Lollypop, entretanto, caso seja iniciante recomendo a segunda opção. Particularmente não creio que atualmente o uso de PPAs seja a melhor forma de se obter softwares no Ubuntu, salvo poucas exceções.

Adicionando o PPA via terminal:

sudo add-apt-repository ppa:gnumdk/lollypop

Atualizando a lista de pacotes:

sudo apt update

Instalando o Lollypop do PPA via terminal:

sudo apt install lollypop

Removendo o PPA:

sudo apt-get install ppa-purge && sudo ppa-purge ppa:gnumdk/lollypop

Lollypop via Flatpak


O Lollypop encontra-se no repositório Flathub, antes de tudo, para instalar o Lollypop desta maneira será necessário ter o Flatpak configurado em seu sistema. Para usuários de outras distros que não sejam o Ubuntu ou Mint, acesse essa postagem (o repositório do Flathub deve ser adicionado, conforme irei abordar ao demonstrar o processo via terminal). No Ubuntu, você pode acompanhar todo passo a passo deste post, e além de configurar o Flatpak, configurar a GNOME Software (loja do Ubuntu) para efetuar suas instalações via interface gráfica. Após ter tudo pronto, pesquise por: “Lollypop” e instale a aplicação (no Linux Mint, basta pesquisar, não sendo preciso nenhuma configuração prévia).

player-música-gnome-gtk-lollypop-flathub-flatpak-ubuntu-mint

O processo pode ser igualmente feito via terminal, caso tenha preferência ou sua distribuição não possua uma loja que suporte este tipo de pacote.

Adicionando o repositório Flathub via terminal:

flatpak remote-add --if-not-exists flathub https://flathub.org/repo/flathub.flatpakrepo

Instalando o Lollypop Flatpak via terminal:

flatpak install flathub org.gnome.Lollypop

Removendo o Lollypop Flatpak via terminal:

flatpak remove org.gnome.Lollypop

Conclusão


O Lollypop é uma alternativa muito interessante, funcional e bonita. Ao que parece o mesmo permanecerá em meu sistema por muito tempo. O player passou a ser um de meus favoritos, seja por sua beleza ou eficiência. No entanto, existem muitas soluções atuais em que eu e meu colega de trabalho, Ricardo (O Cara do TI), abordamos durante este ano de 2019. Recomendo que experimente e descubra qual o melhor player de música para você. Segue a lista: Olivia Player, Elisa Player, Museeks, Tauon Music Box e o Strawberry para os mais saudosistas. 

Faça parte de nosso fórum Diolinux Plus, existem muitos audiófilos por lá também (😁😁😁).

Agora vou ouvir algumas músicas no Lollypop, enquanto vou criando a capa deste post, SISTEMATICAMENTE! 😎


Fonte: GNOME.
_____________________________________________________________________________
Viu algum erro ou gostaria de adicionar alguma sugestão a essa matéria? Colabore, clique aqui.

Atualização no tema Yaru do Ubuntu 19.10 recebe elogios do time do GNOME

Nenhum comentário

terça-feira, 13 de agosto de 2019

Constante lapidação é um modus operandi muito interessante de seguir no mundo de desenvolvimento de software. A Canonical anunciou mudanças que devem chegar ao novo tema do Ubuntu, o Yaru, que recebeu elogios até mesmo da comunidade GNOME pela postura de desenvolvimento.

Yaru theme Ubuntu 19.10






O tema Yaru foi responsável pela modernizada no visual do Ubuntu que tivemos com a versão 19.04, ele é realmente muito belo e amigável aos olhos, algo que o Ubuntu precisava muito, depois de anos usando o Ambiance sem maiores modificações.

O trabalho com o Yaru, no entanto, não está completamente finalizado, e imagens vazadas onde alguns novos detalhes podem ser percebidos:

Tema Yaru novo

Como podemos ver, o novo Yaru parece respeitar mais o tema padrão do GNOME, o Adwaita, desde o formato dos switches na interface, até mesmo espaçamento e posicionamento dos elementos.

Em 25 de Maio deste ano, alguns desenvolvedores GNOME comentaram, de forma aberta, que gostariam que as distros parassem de estilizar os seus aplicativos por contra própria, apontando vários problemas e bugs que só aconteciam nos softwares por conta dessas modificações, onde as distros que criavam o problema, não arcavam com a solução dele, ao mesmo tempo que não tentavam criar uma temificação que ajudasse a não quebrar os aplicativos, mesmo sem perder a identidade visual que se propõem a carregar.

É sabido que isso acontecia, muitas vezes, sem que as distros tivessem consciência do problema. Ao modifcar as fontes, o espaçamento, o posicionamento e o CSS do temas GTK para dar "a cara" que gostariam, as distros acabavam criando alguns aplicativos bugados, com ícones sem contraste, ou simplesmente visuais quebrados, quando os reports de bugs eram feitos por conta desses problemas, eles iam diretamente para o desenvolvedor original do App, que nada tinha a ver com a modificação que causou o mesmo.

Ainda que o tema Yaru não fosse um grande problema neste sentido, há sempre coisas que podem melhorar em relação ao que você pode fazer de forma colaborativa, e mais uma vez a Canonical acatou o feedback da comunidade em relação a isso, dessa vez a comunidade de desenvolvedores GNOME, e está trabalhando nesse polimento do Yaru para que não existam estes conflitos.

O perfil do GNOME Twitter parabenizou o Ubuntu pela atitude:

GNOME cumprimenta Ubuntu

Em uma tradução livre:

"Nós apreciamentos o tempo dedicado pelo Ubuntu para nos ajudar a evitar a fragmentação de temas, permacendo próximo das escolhas de design dos designers do GNOME e de seus desenvolvedores. Isso é realmente uma decisão 'de classe' de um grande grupo de pessoas. Estamos entusiasmados para ver o produto final".

No fórum do Ubuntu podemos ver mais alguns screenshots do projeto, que tem o objetivo de ser lançado com o Ubuntu 19.10, caso haja tempo suficiente para fazer a adição. Apesar de parecer simples, o visual do sistema é algo muito importante e quando feito de forma profissional, requer vários testes para ver se ele não quebra o visual das aplicações pré-instaladas e, no mínimo, as mais comuns utilizadas pelas pessoas.

Outra característica que está sendo considerada é adicionar, nas configurações do sistema, uma opção para ativar o tema dark sem a necessidade de instalar o GNOME Tweaks, o que não muda muito as coisas na prática, mas é um toque legal, que o Pop!_OS por exemplo, possui.

O que você achou do novo visual? Compartilhe suas ideias no nosso fórum.

Até a próxima!
_____________________________________________________________________________
Viu algum erro ou gostaria de adicionar alguma sugestão a essa matéria? Colabore, clique aqui.


XFCE 4.14 enfim lançado! Saiba quais são as novidades

Nenhum comentário
O XFCE é conhecido por ser relativamente leve e bem conservador. Não é difícil ver alguns usuários chamando ele de “rocha”, pois, sua fama é de prezar pela estabilidade e nem sempre acompanhar as últimas novidades (ao contrário de um KDE Plasma da vida). No entanto, essa característica não é um defeito, apenas um modo de se trabalhar.

xfce-gtk3-linux-interface-leve-customizável

A nova versão do “Ratinho mais querido entre os pinguins”, vem repleto de novidades e polimentos, eis logo a seguir alguns destes principais destaques:

  • Porte dos principais componentes de GTK2 para GTK3, do D-Bus GLib para GDBus; 
  • Área de trabalho com suporte a função do monitor principal RandR;
  • O gerenciador de janelas do XFCE agora possui suporte a VSync, HiDPI, aprimoramento do GLX com drivers proprietários NVidia ou XInput2;
  • Refinamento no plugin que permitia o agrupamento de janelas em listas;
  • Sincronização entre os wallpapers do usuário com Contas e Serviço;
  • Possibilidade de escalonamento das janelas GTK na caixa de diálogo de aparência e uso da fonte mono espaçada (a visualização por tópicos foi abandonada);
  • O mecanismo para pesquisa de aplicativos pode ser aberto como uma janela única, ou de forma tradicional. Sua navegação via terminal foi aprimorada.

A mudança não ficou apenas nos painéis ou componentes que “desenham e formam” a interface. As aplicações receberam muitas novidades. Podemos dizer que essa versão 4.14 do XFCE foi uma das que mais trouxeram mudanças. Por vários anos o XFCE permaneceu apenas com correções de desempenho e falhas, sem novidades ou adições que mudassem o comportamento, ou algum de seus elementos. Como mencionado anteriormente, essa característica mais conservadora do projeto, é um dos pilares que reforçam essa sensação de robustez e confiança do XFCE. Obviamente que outros aspectos, como leveza e um alto nível de personalização, são chamarizes para novos usuários.

  • O Thunar recebeu várias funcionalidades e correções, que vão de aspectos visuais à experiência do usuário. Por exemplo, sua barra de caminho recebeu uma revisão completa, suporte a miniaturas maiores e para ícones como miniatura (ou até mesmo arquivos de música, com álbuns em suas miniaturas). Melhor navegação via teclado e suporte a Blu-ray, pelo gerenciador de volume do Thunar;
  • Parole Media Play passou a possuir um “modo mini”, melhor integração com transmissões de rede e podcasts. O mesmo passou a inibir protetores de tela ou até mesmo configurações de energia que desligassem a tela, durante a reprodução de conteúdo;
  • O gerenciador de bateria foi refinado, permitindo suporte ao botão XF86Battery e o novo protetor de tela xfce4. Além, de correções de bugs e ajustes de recursos já existentes;
  • O add-on do painel ganhou novas funções, como: poder exibir o tempo ou percentual de baterias e dependerá do ícone padrão do UPower para trabalhar com temas de ícones. Afinal, com o LXDE migrando para base QT, o complemento do painel que responsável por isso foi removido.
  • O serviço de notificação recebeu um modo não perturbe e suporte a persistência;
  • Ristretto obteve melhoras em seu design e passa a poder configurar o plano de fundo da área de trabalho;
  • O gerenciador de área de transferência, através do GtkApplication, passa a ter maior compatibilidade com atalhos do teclado.
  • Melhorias no add-on do painel pulseaudio, proporcionando o controle de players de mídia remotamente;
  • A captura de tela com mais liberdade, sendo que o usuário pode mover a largura e altura da seleção de captura, entre outros detalhes;
  • E muito mais novidades.

Para maiores detalhes acesse o comunicado oficial do lançamento do XFCE 4.14. Lembrando que as Daily Builds do Xubuntu 19.10 estão com a versão de teste do XFCE 4.14, sendo questão de tempo para usarem a final.

Participe de nosso fórum Diolinux Plus e fique por dentro das novidades, até o próximo post, SISTEMATICAMENTE! 😎

Fonte: XFCE.
_____________________________________________________________________________
Viu algum erro ou gostaria de adicionar alguma sugestão a essa matéria? Colabore, clique aqui.

Blog Diolinux © all rights reserved
made with by templateszoo