Diolinux - O modo Linux e Open Source de ver o Mundo

Responsive Ad Slot

Mostrando postagens com marcador hardware. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador hardware. Mostrar todas as postagens

Chrome OS 78 chega com novidades e aprimoramento com apps Linux

Nenhum comentário

quinta-feira, 7 de novembro de 2019

Confira as novidades da versão 78 do sistema do Google, e o aprimoramento de aplicações Linux no Chrome OS.

google-chrome-sistema-operacional-chromebook-laptop-apps-linux-web-browser-desktop-virtual-overview

Donos de Chromebooks devem estar alegres com as mais recentes mudanças no Chrome OS 78. O sistema do Google é muito famoso no meio estudantil, chegando a bater de frente com o Microsoft Surface nos EUA. Com as mudanças que estão sendo implementadas, mais usuários poderão ser atraídos. 

Temos uma review do Chrome OS demonstrando o sistema em funcionamento e avaliando se vale ou não apena comprar um Chromebook:


O suporte para as aplicações Linux no Chrome OS não é de hoje. O recurso vem sendo compatibilizado desde 2018, com a possibilidade dos pacotes DEB poderem ser instalados, unindo as facilidades da web, com apps comuns no mundo Linux sendo acessados offline. 

Veja no início desta implementação, aplicativos de Linux rodando no Chrome OS:


Fica bem interessante pensar aonde as coisas chegarão, caso todo esse trabalho continue adiante. No ano de 2019, por exemplo, parece que o foco principal, além das soluções de bugs, é essa compatibilidade com softwares Linux. Cada atualização vêm sendo minuciosamente ajustada para rodar programas do Linux. Inclusive vários modelos de 2019 passaram a vir com o suporte para aplicativos Linux. Muitos poderão se perguntar, mas qual a dificuldade se o Chrome OS também é baseado em Linux? Pois bem! Ser baseado em Linux, não quer dizer necessariamente que as tecnologias serão compatíveis entre si. Além disso, o Chrome OS não compartilha dos mesmos elementos, comumente semelhantes em outras distribuições. Um que posso citar, é o seu servidor de janelas. Nas distros é comum você utilizar ou o Xorg, ou Wayland.

Apps Linux no Chrome OS 78 e muito mais


Agora é possível salvar e restaurar backups dos arquivos e aplicativos Linux localmente, em armazenamento externo ou na nuvem via Google Drive. O suporte a GPU passa a vir ativado por padrão, oferecendo uma experiência decente e tornando tudo mais fluido ao utilizar esses apps.

As configurações foram divididas, tornando tudo ainda mais organizado, como aprimorado o suporte à impressão. A exibição das impressoras, suportadas, é automaticamente reconhecida sem prévia configuração por parte do usuário. Recursos novos no Chrome OS 78, não faltam e features, como Picture in Picture (PiP) no Youtube compõe algumas das novidades. Outras alterações que são interessantes citar são: melhorias visuais no aplicativo Arquivos tornando mais intuitivo as informações de todo o progresso, a capacidade do Chromebook “acordar” ao utilizar a conexão USB para determinados casos de uso, adição do Click-to-Call, facilitando chamadas telefônicas de usuários Android, novos atalhos de teclado e uma das principais mudanças em sua interface gráfica, sendo a criação de desktops virtuais e interações com o Overview.

Com aspectos que lembram ambientes conhecidos no Linux, GNOME Shell, DDE e Pantheon Shell. 

Desktops virtuais no Chrome OS 78:

google-chrome-sistema-operacional-chromebook-laptop-apps-linux-web-browser-desktop-virtual-overview

Overview no Chrome OS 78, e adição de desktops virtuais:

google-chrome-sistema-operacional-chromebook-laptop-apps-linux-web-browser-desktop-virtual-overview

Detalhes mais simples e pontuais foram adicionados, mas creio que sejam mais relevantes aos usuários do sistema e ficaria maçante mencionar um a um.

“Agora você pode criar até 4 desktops virtuais distintos. Os desktops virtuais são para se concentrar em um único projeto ou para alternar rapidamente entre várias janelas”, diz o Google nas notas de versão.

Se você, assim como eu, não tem um Chromebook. Não fique triste, talvez uma solução paliativa seja “fazer seu próprio Chromebook”. Uma forma interessante é através do CloudReady, conforme o vídeo logo abaixo.


Ainda não tive o prazer de pegar um equipamento desses em minhas mãos, sempre estou pesquisando sobre o sistema e confesso que sua interface é uma de minhas favoritas (em quesito beleza). Gostaria de brincar um pouco com um Chromebook, de preferência um que suporte a instalação de apps Linux.

Você possui um Chromebook? Qual sua opinião sobre o sistema do Google? Particularmente penso bem semelhante ao Linus Torvalds, quando o assunto é Chrome OS.

Quer saber a opinião do criador do Linux, sobre o sistema do Google e mais assuntos? Acesse essa postagem e saiba mais.

Faça parte de nosso fórum Diolinux Plus e não perca nenhuma novidade.

Até o próximo post, te espero aqui no blog Diolinux, SISTEMATICAMENTE! 😎

Fonte: Softpedia.


Viu algum erro ou gostaria de adicionar alguma sugestão a essa matéria? Colabore, clique aqui.


Google lança projeto de design de chip, OpenTitan, de código aberto

Nenhum comentário

quarta-feira, 6 de novembro de 2019

O Google está desenvolvendo um projeto para design de chips em código aberto, que poderá ser implementado por qualquer hardware ou software, seu objetivo é assegurar a integridade com maior transparência e todas as vantagens que o Open Source pode oferecer.

opentitan-titan-google-chave-criptografia-segurança-chip-hardware-server-pc-laptop-software-open-source-código-aberto

Recentemente abordamos em uma postagem que a System76 começou a distribuir seus laptops com a alternativa livre ao UEFI e BIOS. Curiosamente os Chromebooks também fazem uso do Coreboot, e agora o Google está adotando um novo projeto Open Source. Não é surpresa para ninguém que gigantes da tecnologia passaram a incorporar projetos de código aberto em suas empreitadas. O modelo aberto não é mais um sonho, passou a ser o padrão em muitos mercados, mesmo que utilizado em conjunto à modelo proprietários. Enfim, a liberdade do Open Source permite isso, então não é um crime, como muitos pintam.

O Google vem utilizando tais soluções em determinados aspectos de seus vários nichos de mercado, inteligência artificial, servidores, mobile, laptops, entre outros. Falando em laptops, você já viu nosso review sobre o Chrome OS?

Confira o vídeo e saiba se vale a pena ou não, utilizar o sistema baseado em Linux do Google:


Maior segurança com OpenTitan


Não é de agora que empresas vêm investindo em soluções mais seguras para seus equipamentos. A Apple, por exemplo, desenvolveu o chip T2 presente nos mais recentes MacBooks visando a segurança dos seus dispositivos. Através dos vários meios que dificultam a vida dos invasores, podendo ser palavras-passe, chaves de encriptação, entre outros. Tais alternativas tentam evitar ataques de hackers mal-intencionados, pondo em risco os dados contidos em tais equipamentos.

No ano passado o Google apresentou ao mundo sua chave de segurança, Titan, contendo um chip customizado pela própria empresa. O gadget da empresa era, literalmente, uma chave na qual o usuário utilizava via USB e também tinha uma variante para uso em smartphones que poderia ser conectado sem fio.

opentitan-titan-google-chave-criptografia-segurança-chip-hardware-server-pc-laptop-software-open-source-código-aberto

Em conjunto com diversas universidades e outras entidades, o Google passa a desenvolver um chip focado em segurança e totalmente Open Source. Valendo-se de sua experiência com o Titan, o design do chip denominado de OpenTitan tem agora toda uma comunidade para contribuir com o projeto. Algumas que o Google destaca, são: LowRisc, ETH Zurich, G+D Mobile Security, Nuvoton Technology e a Western Digital.

Vale ressaltar que o OpenTitan poderá ser utilizado para os mais variados fins, e por ser de código aberto, curar todo projeto acabará se tornando bem mais transparente. Em um mundo envolto por escândalos de espionagem entre nações, backdoors sendo implementado por pessoas mal intencionada e tudo mais. Um projeto deste calibre vem para somar e amenizar os estragos envoltos destes ataques contra a segurança.

O projeto será independente de plataforma, garantindo através de criptografia que o chip não seja violado. Toda a base desta tecnologia fornece uma sólida estrutura para o sistema operacional e aplicações em execução sobre o OpenTitan.

opentitan-titan-google-chave-criptografia-segurança-chip-hardware-server-pc-laptop-software-open-source-código-aberto

Atualmente o Google faz uso do Titan na infra-estrutura do seus servidores, e sem dúvidas que com a implementação do OpenTitan nos mais diversos equipamentos e com adoção das grandes fabricantes de hardwares, podemos contar com um elemento a mais em nossa segurança. 

Contudo, este não é o primeiro projeto dedicado à criação de designs de chips focados em segurança. O Open Compute Project, fundado pelo Facebook e outras empresas, foi desenvolvido para assegurar servidores e toda a infraestrutura de diversas empresas.

O projeto OpenTitan pode ser conferido em seu repositório no Github. E quem sabe no futuro, computadores possam vir com o chip e até mais componentes de código aberto. 

O que você acha sobre projetos que visam aumentar a segurança? Acredita, assim como eu, que além do software o próximo passo são hardwares Open Source? 

Deixe nos comentários a sua opinião, participe de nossa comunidade no Diolinux Plus e não perca nenhuma novidade.

Até o próximo post, que o futuro seja mais Open Source, SISTEMATICAMENTE! 😎



Viu algum erro ou gostaria de adicionar alguma sugestão a essa matéria? Colabore, clique aqui.


Canonical promete oferecer suporte pleno do Ubuntu em todos os Raspberry Pi

Nenhum comentário

segunda-feira, 4 de novembro de 2019

Canonical recentemente informou que os novos modelos das placas Raspberry Pi seriam compatíveis com seu sistema, contudo, um bug da versão do kernel Linux que o Ubuntu 19.10 traz embarcado vem ocasionando problemas e bloqueando o uso das portas USB.

ubuntu-raspberry-pi-arduino-placa-mae-pc-linux-projeto

Os Raspberrys Pi estão populares a cada ano, pois oferecem praticidade e custo benefício para elaborar os mais diversos projetos. Diversas distribuições Linux são utilizadas nestes equipamentos, como o Debian (Raspbian), que sempre está no topo da lista. A Canonical também oferece imagens arm64 do Ubuntu destinadas a donos destes equipamentos.

Temos um vídeo ensinando como instalar sistemas voltados ao Raspberry Pi.


O bug causado pelo kernel Linux 5.3 no Ubuntu 19.10 Eoan Ermine, pode ser contornado temporariamente, enquanto não sai uma correção oficial. Lembrando que até o momento os novos modelos Raspberry Pi 4 SBC com 4 GB de RAM foram impedidos de acessar as portas USB por conta desse bug.

Caso seja dono de um modelo mais recente e venha sofrendo com o bug, a forma atual para contorná-lo é editando o arquivo “boot/firmware/usercfg.txt” e limitar a RAM para 3 GB. Basta adicionar a linha “ total_mem=3072 ” (sem aspas, obviamente), ao arquivo anteriormente mencionado.

ubuntu-core-server-eoan-ermine-lts-raspberry-pi-compatibilidade-canonical-placa-mae-pc-linux-projeto

A dona do Ubuntu também pretende disponibilizar o Ubuntu Server e Ubuntu Core para todos os Raspberry Pi no mercado, incluindo os modelos anteriores, sendo enfim suportados oficialmente nestes equipamentos. A Canonical entende que a plataforma Raspberry Pi vem ganhando mais espaço em meio as mentes inovadoras, criando e desenvolvendo soluções a partir do mesmo. Sendo assim, é natural a disponibilidade das demais versões do Ubuntu para o Raspberry Pi.

“O Raspberry Pi se estabeleceu como a plataforma mais acessível para inovadores no espaço incorporado.. A Canonical se dedica a capacitar inovações com software de código aberto. Consequentemente, a Canonical se esforça para oferecer suporte oficial completo a todas as placas da família Raspberry Pi. Assim, a Canonical disponibilizará o Ubuntu Server e o Ubuntu Core para todas as placas Pi “, diz Galem KAYO, gerente de produtos para o Ubuntu Core.

Muita coisa pode ser criada com esses “pequenos monstrinhos”, aliás você pode conferir logo abaixo um servidor que cabe, literalmente, no bolso.


O Ubuntu pretende ser popular, não somente em meio aos equipamentos “convencionais”, mas também em outras arquiteturas (arm64), como a do Raspberry Pi. Para essa empreitada, seu sistema deverá ser o mais funcional e otimizado possível e para isso a empresa conta com o feedback da comunidade.

Para mais detalhes, acesse a publicação oficial em seu site.

Particularmente gosto bastante do Raspberry e do Arduino, e toda vez que ouço ou falo sobre o assunto, lembro de um professor meu de hardware que tinha o desejo de criar uma casa automatizada com o auxílio deles. Toda aula ele comentava sobre o “Arduino”, curiosamente seu sobrenome era “Arduim”… Então trocávamos (meus colegas e eu), carinhosamente, o sobrenome dele por Arduino (😋️😁️😅️).

Diga nos comentários se possui algum equipamento destes e quais projetos já fez ou pretende fazer.

Faça parte de nosso fórum Diolinux Plus e não perca nenhuma novidade.

Até o próximo post, te espero aqui no blog Diolinux, SISTEMATICAMENTE! 😎

Fonte: Ubuntu, Softpedia.


Viu algum erro ou gostaria de adicionar alguma sugestão a essa matéria? Colabore, clique aqui.


Novidades nos testes do kernel Linux

Nenhum comentário

terça-feira, 29 de outubro de 2019

Em recente reunião do Linux Kernel Plumbers, que ocorreu em Lisboa, Portugal, o tópico “automação de testes para o kernel Linux” foi discutido. Os principais desenvolvedores do Linux uniram-se com o objetivo de empregar esforços em uma estrutura de testes sólidos: o KernelCI. Agora na Open Source Summit Europe, em Lyon, França, o KernelCI passa a ser um projeto da The Linux Foundation e receberá os investimentos e recursos necessários.

kernel-linux-testes-automatização-kernelci-hardware-open-source

Antes de tudo, você realmente sabe o que é Linux, se ele é apenas um kernel? Confira logo abaixo o vídeo do Gabriel do canal Toca do Tux, abordando o assunto.


Aprofundando mais neste assunto, verá à definição oficial da The Linux Foundation. Aposto que muita coisa será desmistificada, vindo da própria fundação que mantém o Linux, confira o artigo clicando aqui

O Desenvolvimento do kernel Linux


Atualmente o kernel Linux é desenvolvido por uma gigantesca comunidade, composta por pessoas físicas, organizações sem fins lucrativos, diversas empresas e eventuais colaboradores. O método utilizado para organização do projeto, é através da LKML (Linux Kernel Mailing List). Digamos que seja uma enorme lista de e-mails, na qual os desenvolvedores interagem entre si e sugerem mudanças e implementações no código. Contudo, esta forma nem sempre é uma das melhores para as diversas tarefas, questões relacionadas aos patches são um bom exemplo dado por Russel Currey, um dos desenvolvedores do kernel Linux, explicando:

“[Ao contrário de um projeto baseado exclusivamente no GitHub ou GitLab], em que uma solicitação ‘pull’ contém todas as informações necessárias para mesclar um grupo de alterações; um e-mail contendo, digamos, o patch 7/10, não possui esse contexto. É quase impossível saber de uma mensagem do e-mail, se uma série de patches foi mesclada, rejeitada ou substituída. Em geral, as listas de discussão simplesmente não possuem o mesmo nível de metadados que os sites de hospedagem de projetos contemporâneos e isso dificulta ainda mais o problema de CI [Integração Contínua]”.

Nesse contexto surge o KernelCI, projetado inicialmente para auxiliar o teste do Linux em uma gama de hardwares muito ampla. Pois, os testes eram realizados em um número bem limitado e específico de hardwares. Basicamente os desenvolvedores efetuavam testes em seus próprios equipamentos. Assim a certeza de um bom funcionamento era garantida para os hardwares mais comuns e populares no mercado, caso contrário, era bem provável que teste algum tenha sido realizado em equipamentos “específicos”.

Greg Kroah-Hartman, mantenedor da versão estável do Linux, explica:

“O Linux roda em todos os lugares e em tantos hardwares diferentes, mas os testes neles foram mínimos. A maioria das pessoas, estavam apenas testando as poucas coisas com as quais se importava. Então, queremos testá-lo com o mesmo hardware que nós. Poderia garantir que realmente oferecemos suporte a todo o hardware que afirmamos oferecer suporte “.

Os planos para utilização do KernelCI vão mais além do que implementar testes automáticos em hardwares. Como bem explicou, Kevin Hilman, seu co-fundador e engenheiro sênior da BayLibre em uma palestra na Open Source Summit Europe:

“Nós nos reunimos no Linux Plumbers. Um dos grandes problemas que temos agora é que temos seis ou sete projetos diferentes para teste de código que enviavam relatórios aos desenvolvedores e mantenedores do kernel. Isso estava ficando realmente irritante, então nos reunimos e dissemos: 'escolha um para usarmos como uma estrutura ', portanto, concordamos com o KernelCI, então todos trabalharemos juntos, para não duplicar nossos esforços e resultados”

Após consolidar efetivamente o novo KernelCI, não somente os testes em diferentes hardwares serão realizados. Como, seu objetivo passa a unificar os diferentes tipos de testes no kernel Linux. A atual deficiência do modelo de discussão através dos e-mails, para lidar com patches, será solucionada com um único local para armazenar, visualizar, comparar e acompanhar os resultados do inúmeros testes.

kernel-linux-testes-automatização-kernelci-hardware-open-source

Imagem - Davide Boscolo

Segundo o vice-presidente para desenvolvimento de negócios e consultoria open source e colaborador do KernelCI Collabora, Guy Lunardi, “Desde que o Linux tenha se tornado crucial para a sociedade, é essencial obter uma cobertura abrangente de testes do Kernel Linux. Ao aplicar a filosofia de código aberto ao teste, a arquitetura distribuída pelo KernelCI, permite que toda a comunidade do kernel colabore em torno de um único sistema de IC [Integração Contínua] upstream”.

O Linux tornou-se tão relevante e essencial para o cenário atual da tecnologia, que esforços para potencializar suas qualidades e sanar seus defeitos são desenvolvidos e implementados corriqueiramente. Não obstante, sua utilização transcende barreiras e sua atuação engloba uma infinidade de soluções no mercado. Agora com esse sistema de automatização, o KernelCI, versões de longo tempo de suporte (LTS) passarão a englobar um maior número de equipamentos e problemas já conhecidos. Problemas de mal funcionamento de hardware deixarão de existir, ou diminuirão drasticamente. Isso irá melhorar a qualidade, estabilidade e manutenção do kernel Linux. No final, toda uma comunidade será beneficiada.

O que você espera com tais mudanças? Você têm algum hardware que não funciona plenamente no Linux?

Participe de nossa comunidade Diolinux Plus, fique por dentro das novidades e compartilhe suas opiniões.

Até o próximo post, te espero aqui no blog Diolinux, SISTEMATICAMENTE! 😎

Fonte: KernelCI, ZDnet.


Viu algum erro ou gostaria de adicionar alguma sugestão a essa matéria? Colabore, clique aqui.


Laptops Linux com Coreboot começam a ser distribuídos pela System76

Nenhum comentário

sexta-feira, 11 de outubro de 2019

O Coreboot, anteriormente conhecido como LinuxBIOS, é um projeto que começou em meados de 1999 no Laboratório Nacional de Los Alamos, Novo México. Visando ser uma alternativa livre aos firmwares proprietários (BIOS ou UEFI) disponíveis na maioria dos computadores. Gigantes como o Google, já deram algum tipo de apoio no projeto ao longo destes anos. Curiosamente os Chromebooks também executam a firmware livre.

laptop-notebook-hardware-softwrare-firmware-bios-uefi-open-source-livre-linuxbios-coreboot-pop-os-system76

A fabricante de PCs Linux e desenvolvedora do famoso sistema operacional Pop!_OS, passa a oferecer dois modelos de laptops com o Coreboot, no lugar da BIOS/UEFI. No final deste mês a empresa começará a enviar os modelos Galago Pro e Darter Pro com seu firmware de código aberto desenvolvido com Coreboot.

Essa notícia demonstra o compromisso da empresa, em não apenas oferecer sistemas, e até mesmo hardwares abertos, mas sim todo um conjunto. Obviamente que seu hardware lançado no ano passado, um computador chamado Thelio, é “aberto até aonde atualmente é possível”. Caso queira mais informações sobre esse computador, acesse a excelente matéria do Jason Evangelho na Forbes.

laptop-notebook-hardware-softwrare-firmware-bios-uefi-open-source-livre-linuxbios-coreboot-pop-os-system76-thelio

Ok! Mas qual a diferença entre o Coreboot e um firmware proprietário?


Além de todas as vantagens que um software livre pode oferecer, o Coreboot acaba sendo mais enxuto e segundo a System76, ele é capaz de iniciar até 29% mais rápido em comparação aos firmwares proprietários. Isso tudo devido a não possuir recursos desnecessários ou que não estão em execução em segundo plano, resultando em um sistema menos vulnerável e com um processo de boot mais veloz.

“O firmware de código aberto foi a última faísca a impulsionar nossa jornada, no sentido de criar tecnologia totalmente gratuita e aberta. Como o universo, estamos sempre expandindo para um futuro de código aberto, com progresso contínuo em hardware, software e firmware, e estamos animados em ver para onde nossa jornada nos levará”, complementa o porta-voz da System76.

Algumas perguntas relacionadas ao Coreboot foram efetuadas para System76. Don Watkins, do site OpenSource.com, questionou se o Coreboot será lançado em outras máquinas da empresa, na qual obteve a seguinte resposta: “Sim. A longo prazo, a System76 estará trabalhando para tornar aberto todos os aspectos de nosso computador Open. Thelio Io, a placa controladora do Desktop Thelio , é um hardware aberto com firmware aberto. Esta é uma longa jornada, mas estamos ganhando velocidade. Faz menos de um ano que o nosso desktop Thelio de hardware aberto foi lançado e agora estamos produzindo dois laptops com o System76 Open Firmware”.

Em matéria na Forbes, Jason Evangelho, perguntou se os usuários que são donos de equipamentos da marca, poderiam instalar o Coreboot em suas máquinas, a resposta foi: “No momento, o firmware aberto estará disponível apenas nos novos Galago (galp4) e Darter Pro (darp6). A System76 está estudando a capacidade de trazer o firmware aberto para nossos modelos anteriores, mas não sabemos quando ou se isso ocorrerá. Se estiver disponível, os nossos clientes receberão uma atualização de firmware usando nosso gerenciador de firmware”.

laptop-notebook-hardware-softwrare-firmware-bios-uefi-open-source-livre-linuxbios-coreboot-pop-os-system76-darter-galago-pro

Informações sobre o Darter Pro e Galago Pro


Ambos laptops podem ser equipados com CPUs Intel de 10ª geração (especificamente os modelos i5-10210U e o i7-10510U), ambos têm telas IPS Full HD foscas e anti-reflexivas. 

O Galago Pro é o modelo mais barato, custando a partir de US$ 949,00 (em conversão direta, aproximadamente R$ 3.900,00). Com um chassi de alumínio, diversas opções de conectividade, por exemplo, HDMI, DisplayPort e uma entrada Thunderbolt. O laptop pode ser configurado com até 32 GB de RAM e até 6 TB de armazenamento.

O Darter Pro pode ser adquirido com 32 GB de RAM e até 2TB de armazenamento, além de possuir uma gestão de bateria e usabilidade em torno de 10 horas de trabalho.

laptop-notebook-hardware-softwrare-firmware-bios-uefi-open-source-livre-linuxbios-coreboot-pop-os-system76

Para mais detalhes, acesse este link

A System76 vem demonstrando extrema competência ao oferecer seus produtos com Linux, é uma pena a empresa não atuar no Brasil.

E você, gostaria de ter a possibilidade de utilizar computadores com uma firmware aberta como o Coreboot? Ou quem sabe uma adoção, pelas fabricantes do mercado.

Participe de nosso fórum Diolinux Plus. Assim você sempre fica por dentro das novidades.

Até o próximo post, sucesso a essa empreitada da System76, SISTEMATICAMENTE! 😎

Fonte: System76, Forbes.
_____________________________________________________________________________
Viu algum erro ou gostaria de adicionar alguma sugestão a essa matéria? Colabore, clique aqui.

Fedora está se despedindo da arquitetura de 32 bits

Nenhum comentário

quinta-feira, 10 de outubro de 2019

Há pouco tempo atrás, um anúncio polêmico da Canonical fez com que usuários se manifestassem contra o não suporte à arquitetura de 32 bits no Ubuntu. Agora chegou a vez do Fedora fazer o mesmo anúncio para às suas próximas versões.


À partir da versão 31, o Fedora não mais suportará o Kernel de 32 bits, consequentemente, também não haverá mais imagens de 32 bits do sistema disponíveis para download. Esta mudança fará com que os pouquíssimos hardwares remanescentes sem suporte a 64 bits deixem de funcionar com o sistema. Todavia, é importante ressaltar que o Fedora continuará mantendo pacotes de 32 bits nos seus repositórios, muitos dos seus softwares i686 continuarão funcionando no sistema.

Desde a versão 27, o suporte a arquitetura de 32 bits no Fedora vem sendo mantido pela comunidade, infelizmente, não existe mais um número suficiente de membros da comunidade dispostos a trabalhar para manter a arquitetura. O quê está resultando na descontinuação do suporte a mesma.

Porém, a não ser que você utilize um hardware muito antigo que não funciona com sistemas de 64 bits, não há muitos motivos para preocupação. O suporte a 32 bits não será abandonado por completo. Apenas o Kernel e as imagens de instalação i686 deixarão de ser mantidas. Muitos pacotes de 32 bits continuarão sendo suportados pelo sistema, o que assegurará o funcionamento de softwares, como por exemplo o Wine e a Steam.

Quem estiver utilizando o Fedora 30 na versão de 32 bits, continuará recebendo updates até Maio ou Junho de 2020. À partir dessa data, se você pretende continuar utilizando o Fedora, terá que reinstalar o sistema na sua versão atual de 64 bits, ou então fazer upgrade para um hardware que suporte 64 bits.

Para aqueles que estiverem utilizando o Fedora em servidores antigos com suporte a apenas 32 bits, o mais indicado é uma atualização de hardware. Geralmente o baixo consumo de energia de hardwares mais novos, acabam compensando pelo valor investido. Caso atualizar o hardware não seja uma opção, o CentOS 7 possui uma imagem de 32 bits com um tempo mais longo de suporte.

Se você pretende continuar utilizando uma versão antiga do Fedora, com suporte a 32 bits, saiba que é algo que o pessoal do Fedora e, nós do Diolinux também, fortemente contra indicamos. Dia e noite existem pessoas mal intencionadas trabalhando em códigos maliciosos a fim de explorar vulnerabilidades em sistemas operacionais. Se você estiver utilizando um sistema novo e atualizado, significa que existem profissionais trabalhando para corrigir possíveis brechas e manter a segurança dos usuários. Por outro lado, usuários em sistemas antigos, que não possuem mais atualizações de segurança são presas fáceis para essas pessoas mal intencionadas. 

Penso que o fim do suporte ao 32 bits é o caminho natural da tecnologia, ainda acho que o Fedora está fazendo isso da maneira correta. O suporte não está sendo abandonado por completo. Dessa forma, o tempo e recursos que antes eram investidos no que está perdendo o suporte, agora poderão ser investidos em coisas mais importantes. Ao mesmo tempo, ao continuar mantendo uma grande parte dos pacotes, como aqueles necessários para o funcionamento do Wine e Steam, os usuários também não ficam “na mão”.

O quê você pensa sobre o rumo que as distros estão tomando em relação ao abandono da arquitetura de 32 bits? E o que você acha sobre a forma com que o Fedora está fazendo isso? Conte-nos nos comentários.

Você gosta de Linux e tecnologia? Tem alguma dúvida ou problema que não consegue resolver? Venha fazer parte da nossa comunidade no Diolinux Plus

Por hoje é tudo pessoal! 😉

_____________________________________________________________________________
Viu algum erro ou gostaria de adicionar alguma sugestão a essa matéria? Colabore, clique aqui.

IBM oferece o novo LinuxONE III com Ubuntu

Nenhum comentário

sexta-feira, 20 de setembro de 2019

A IBM promete inovar o mercado empresarial com o LinuxONE III, uma solução aberta, segura, flexível e resiliente. Unindo o melhor dos dois mundos: a nuvem e a privacidade, assegurando os dados de seus clientes. 

linuxone-ubuntu-linux-ibm-servidor-web-cloud-computador-site-service-kubernetes

Com uma parceria entre IBM e Canonical, munido de um sistema operacional moderno, de código aberto e um hardware poderoso, essa versão pode suportar imensas cargas de processamento. Considerando que normalmente um computador doméstico chega a possuir um processador de 8 núcleos, e em média 8 - 16 GB de RAM. O poderio do LinuxONE III é de cair o queixo, com até 190 núcleos de processamento e 40 TB de memória RAM.

Segundo a postagem no blog oficial do Ubuntu, escrita pela diretora do departamento responsável por Linux da IBM o IBM Z e LinuxONE, Kara Tood, “Hoje, as empresas precisam de um sistema altamente seguro e flexível para apoiar suas iniciativas e para que esse sistema cresça e evolua para o amanhã. O mais recente sistema LinuxONE, foi projetado para apoiar iniciativas de missão crítica e permitir que as empresas sejam inovadoras ao projetar e escalar seu ambiente. O LinuxONE III fornece recursos para proteção e privacidade avançadas de dados, resiliência e escalabilidade da empresa e ativação, e integração na nuvem”.


Projetado para segurança, seja local ou em nuvem (híbrida ou não), possuindo serviços de criptografia Hyper Protect e toda uma base sólida para contêineres com Kubernetes, existe a possibilidade de utilizar diferentes versões do sistema da Canonical. Incluindo, o Ubuntu 18.04 LTS ou para quem deseja as últimas tecnologias e recursos mais recentes no Ubuntu, sua versão 19.04 (talvez com o lançamento do Ubuntu 19.10, o mesmo também faça parte desta lista).

O LinuxONE III também suporta Blockchain, nuvem múltipla híbrida entre outros recursos em que os interessados podem saber mais visitando patners.ubuntu.com ou o site da IBM.

linuxone-ubuntu-linux-ibm-servidor-web-cloud-computador-site-service-kubernetes

Valores não foram informados, porém, tendo em vista o nível do equipamento, presume-se não ser algo para “meros mortais”. Contudo, para donos de médias e grandes empresas, pode ser uma ótima solução.

Participe de nosso fórum Diolinux Plus, até o próximo post, SISTEMATICAMENTE! 😎

Fonte: IBM, Ubuntu.
_____________________________________________________________________________
Viu algum erro ou gostaria de adicionar alguma sugestão a essa matéria? Colabore, clique aqui.


Novo Dell XPS 13 Developer Edition, com Ubuntu

Nenhum comentário

sexta-feira, 23 de agosto de 2019

A Dell é conhecida por oferecer ótimos produtos, e possui uma linha de notebooks conceituadas no mercado. Nestes anos que venho exercendo minha profissão de técnico em informática, já tive diversas oportunidades de ter em minhas mãos muitos modelos da marca. A qualidade de construção sempre tem um capricho em seus produtos e a empresa também é famosa por sua assistência técnica.

dell-xps-developer-edition-ubuntu-canonical-intel

Infelizmente pouquíssimas empresas vendem seus computadores e laptops com Linux embarcado, falo de empresas sérias e não aquelas distribuições “tranqueiras” que são utilizadas apenas para baratear os custos de produção (isso só atrapalha e cria uma falsa sensação de como os sistemas voltados aos usuários comuns são). Especificamente no Brasil os números são menores ainda. No entanto, a Dell oferece alguns dispositivos com o Ubuntu embarcado. Ponto para empresa, que não traz um sistema datado e pouco intuitivo, ao contrário, mantém uma parceria com a Canonical e possibilita a escolha para seus consumidores (mesmo que em muitas vezes ela esteja um pouco escondida 😁️😁️😁️).


Novo modelo top de linha


A Dell é conhecida por segmentar seus modelos conforme o público, entretanto, não significa que um modelo denominado “Developer Edition” não possa ser utilizado por um usuário comum. O nome é claramente uma preferência dos desenvolvedores na escolha do sistema que gostam e costumam trabalhar (algo que teve início com o “Project Sputnik rools on”).

dell-xps-developer-edition-ubuntu-canonical-intel

O novo modelo em questão é o Dell XPS 13 Developer Edition (7390), um poderosíssimo ultrabook com a distribuição Linux Ubuntu embarcada. A máquina não é uma das mais “econômicas”, mas entrega um hardware poderoso e consistente para diversos cenários de produção. Veja logo abaixo algumas de suas especificações:

  • Sistema operacional Ubuntu 18.04.3 LTS;
  • Processador Intel Core i5-10210U de 10ª Geração (4 núcleos) ou processador Intel Core i7-10710U de 10ª Geração (6 núcleos);
  • Tela InfinityEdge, compatível com resolução Full HD e UHD (Ultra resolução HD);
  • Até 16 GB de RAM LPDDR3 com frequência de 2133MHz.
  • Wi-fi Killer AX1650 (2 × 2) baseado no chipset sem fio Intel Wi-Fi 6;
  • Bluetooth 5.0;
  • Duas portas Thunderbolt 3 com DisplayPort e fornecimento de energia;
  • Quatro slots de PCI Express Gen 3.

O modelo estará disponível em países da Europa, no EUA e Canadá durante o mês de Setembro. Estima-se que a partir de Outubro modelos adicionais com outros chips da 10ª Geração da série Core U (voltada para melhor gerenciamento energético) sejam lançados.

Nada foi informado se num futuro o modelo estará disponível no Brasil, creio que não, também não foram ditos preços iniciais em outros países. Apenas o mercado americano possui uma estimativa de preço do modelo mais básico, iniciando na casa dos $ 899,99 Dólares (algo em torno dos R$ 3.700,00).

Aqui no Brasil modelos com a 8ª Geração dos processadores Intel estão disponíveis, mas com Windows 10 e um preço bem salgado.

dell-xps-developer-edition-ubuntu-canonical-intel-preços-brasil

Caso esteja interessado em modelos da empresa com Ubuntu 18.04 e um preço mais em conta, a linha Inspiron é bem interessante, segue o link.

Faça parte de nosso fórum Diolinux Plus, e fique por dentro das novidades.

Até o próximo post, SISTEMATICAMENTE! 😎

_____________________________________________________________________________
Viu algum erro ou gostaria de adicionar alguma sugestão a essa matéria? Colabore, clique aqui.

Intel prepara drivers Linux para Multi-GPU

Nenhum comentário

quinta-feira, 8 de agosto de 2019

Antes de qualquer lançamento de hardware, é importante garantir que os seus clientes terão suporte via software (driver), e isso acaba gerando certos "vazamentos" de informações e gerando expectativas, especialmente quando os drivers são de código aberto e podemos ler especificações.

Intel Drivers Multi-GPU





Até o momento, nenhum dos drivers Intel para Linux possuia especificações para suportar multi-GPUs simultaneamente. Isso é tanto quanto óbvio, porque até então a Intel não possuia nem sequer a possibilidade de que os consumidores sonhassem com placas de vídeo dedicadas por parte da empresa.

Com a chegada da primeira linha Intel Xe GPU, esperada no próximo ano, o driver "i915" do Kernel Linux começou a ser estruturado para o suporte a setups multi-GPU, ou o que provavelmente deve acontecer, é o paralelismo entre os gráficos integrados dos CPUs da Intel, trabalhando em conjunto com a chamada Xe GPU. Não devemos entender isso como suporte para tecnolocias como CrossFire e SLI, estas são de responsabilidade de AMD e Nvidia, respectivamente, e já existem.

Até a primeira ou segunda geração das Xe GPUs, o driver "i915" continuará sendo usado, este driver DRM recebeu implementações no último ano para trabalhar corretamente com o suporte das novas GPUs da Intel, introduzindo o conceito de "device local memory", fazendo com que ele seja capaz de trabalhar em conjunto com gráficos integrados, essa constatação fica evidente analisando alguns patches recentemente introduzidos. 

Não é descartado que o driver sofra reformulação no futuro, ou mesmos seja substituído, entretanto, há indícios de que ele será mesma o driver para, pelo menos, as duas primeiras regações de GPUs dedicada da Intel.

Com melhorias no Vulkan, OpenCL, essas placas deverão estar funcionando de forma eficiente no Linux em pouco tempo, entretanto, não será surpresa se vermos mais novidades relacionadas a essa nova linha de GPUs em produtos lançados em 2020, como o Clear Linux, da própria Intel, e por consequência, outras distros Linux, como o Ubuntu, Fedora, entre outras.

Você gosta de de falar sobre Hardware? Participe do nosso fórum!

Ancioso para testar as novos GPUs da Intel?

Até a próxima!
_____________________________________________________________________________
Viu algum erro ou gostaria de adicionar alguma sugestão a essa matéria? Colabore, clique aqui.

Logitech, uma boa marca de mouses para usar com Linux

Nenhum comentário

sexta-feira, 19 de julho de 2019

Vocês sempre pedem sobre o hardware que eu estou usando, sobre os periféricos, e ainda que eu pretenda fazer um novo vídeo agora que o setup novo do canal ficou pronto, hoje é dia de falar sobre o Logitech G203 em específico, e da minha experiência com hardwares da marca.

Configurações e mouses Logitech no Linux





Eu não sou a pessoa mais exigente do mundo na questão de mouses, mas eu geralmente pesquiso muito antes de colocar o meu dinheiro em algo. Recentemente eu resolvi que queria mudar o meu mouse, porque o modelo antigo que usei por bastante tempo, um mantistek, estava começando a dar alguns problemas de clique.

Existem ótimas marcas disponíveis hoje, o cenário gamer especialmente cresceu demais e isso nos deu várias oportunidades. Mas tudo o que eu queria enquanto buscava por um novo mouse era uma boa pegada, a minha pegada é a "palm” principalmente, um design agradável, boa construção, alguns botões de ação extra, com um bom polling rate e uma regulagem de DPI que não dependesse de software, aliás, ter uma boa taxa de DPI também é importante. Junto com isso, se fosse pedir muito, um design que me agradasse e um preço que não me fizesse gastar demais.

Eu sempre tive boas experiências com os modelos da Logitech, ainda que, até então, eu tenha usado modelos mais básicos, como o clássico mouse G100S, além de um kit de teclado e mouse como este:


Sendo assim, eu decidi ir para a linha gamer da Logitech, a chamada linha G, esse "G" indica o segmento “Gamer” e contempla não só mouses, mas e uma série de outros produtos, como HeadSets, teclados e tudo mais.

Considerando então custos e benefícios, cheguei no modelo G203, que você pode conferir no vídeo abaixo:


Por que é interessante para usuários Linux?


Cada vez mais os dispositivos voltados para jogadores tem recebido softwares que complementam a experiência, permtindo configurações e ajustes adicionais. Estes são softwares que, de forma geral não possuem versões nativas para Linux, o que, felizmente não quer dizer que não sejam manipuláveis, como o caso da Razer, através de projetos como o OpenRazer.

No caso da Logitech, temos um software chamado Piper, utilizando em conjunto com um driver chamado Libratbag, que promove um interface simples e intuitiva que possui tudo o que você vai precisar para configurar um mouse como o G203.

Conte-nos sobre a sua experiência com mouses e teclados específicos no Linux, isso pode ajudar outras pessoas a entenderem melhor suas possíveis experiências ao comprarem certos modelos de produtos. Você pode estender essa discussão para o nosso fórum também.

Até a próxima!
_____________________________________________________________________________
Viu algum erro ou gostaria de adicionar alguma sugestão a essa matéria? Colabore, clique aqui.


Zorin OS faz parceria com fabricante de hardware

Nenhum comentário

sábado, 29 de junho de 2019

O Zorin OS é uma distribuição que, claramente, possui foco em usuários “comuns”. Com uma customização no Gnome-Shell, denominado de Zorin Desktop, sua interface proporciona identificação e facilidade para usuários de outros sistemas. Para quem utiliza o Windows, encontrará no Zorin OS (talvez mais que no Linux Mint) uma lógica de funcionamento e visual que remeta ao Windows 10. Aspectos mais “técnicos”, ou que visam uma usabilidade sem tantas configurações por parte do usuário, acompanham o sistema, como: Flatpak e Snap por padrão (no caso do Flatpak, é necessário adicionar o repositório do Flathub).

zorin-os-notebook-linux-embarcado-fabrica-laptop-computador-distro-distribuição

No dia 21 de Junho, o Zorin Group anunciou uma parceria com a fabricante de hardwares Star Labs. O Zorin OS 15 virá pré-configurado em modelos da fabricante. A empresa é composta por usuários Linux que sempre buscavam “o melhor laptop Linux”, por não encontrarem, investiram em sua própria solução. Sediada no Reino Unido, a Star Labs vende diversos tipos de equipamentos voltados ao público doméstico. Até então, seus computadores acompanhavam versões do Ubuntu ou Linux Mint (seus clientes tinham essas opções). Depois de tal parceria, o Zorin OS compõem entre as opções da empresa.

Laptops da Star Labs, com Zorin OS embarcados


Veja à seguir 2 modelos da empresa com a possibilidade de ser adquirido com o Zorin OS.

Star LabTop


Carro-chefe da linha de laptops da Star Labs, sua proposta é ser elegante, veloz e potente. Em um chassi de alumínio, seu corpo é forte, leve e visa um design minimalista.

zorin-os-notebook-linux-embarcado-fabrica-laptop-computador-distro-distribuição-star-lab-labtop

  • Tela HD de 13,3 polegadas, full HD;
  • Peso de 1,3 kg;
  • Bateria com até 7h de duração;
  • Carregador via porta USB-C;
  • CPU quad-core Intel Core i7;
  • 8 GB de RAM;
  • SSD de 480 GB.

Preço: US $ 849 / € 899 / £ 799, mais informações sobre o modelo.

Star Lite


Construído com o objetivo de portabilidade, sem sacrificar a performance, o Star Lite possui um design refinado e compacto.

zorin-os-notebook-linux-embarcado-fabrica-laptop-computador-distro-distribuição-star-lab-lite

  • Tela HD de 11,6 polegadas, full HD;
  • Peso de 1,1 kg;
  • Bateria com duração de até 7h;
  • Carregador via porta USB-C;
  • CPU Intel Pentium N4200 quad-core;
  • 8 GB de RAM;
  • SSD de 240 GB;

Preço: US $ 419 / € 449 / £ 399, mais detalhes sobre o produto.

Ficou com vontade de adquirir um notebook embarcado com o Zorin OS? Infelizmente a empresa não atua em nosso país, entretanto, você pode instalar gratuitamente o Zorin OS em seu hardware. Veja a nossa review da última versão lançada do sistema:


Participe de nosso fórum Diolinux Plus, e fique por dentro das novidades.

Até o próximo post, como de costume, SISTEMATICAMENTE! 😎

_____________________________________________________________________________
Viu algum erro ou gostaria de adicionar alguma sugestão a essa matéria? Colabore, clique aqui.


GPUs “AMD Radeon” em smartphones

Nenhum comentário

terça-feira, 4 de junho de 2019

Após ter anunciado uma parceria com a Samsung, a empresa norte-americana AMD, teve um crescimento de 7% em suas ações na bolsa de valores (Nasdaq). Então uma grande mudança de mercado poderá acontecer.

amd-samsung-qualcomm-snapdragon-nasdaq-smartphone-radeon-nvidia-nintendo-switch-microsoft-xbox

Em 2009 a AMD vendeu sua divisão Imageon, de processadores para celulares, para a Qualcomm. Agora a empresa faz uma parceria com a sul coreana Samsung, esquentando o mercado mobile e fomentando a concorrência dos processadores Samsung contra os da Qualcomm. Maiores detalhes não foram revelados, porém, sabemos que a AMD licenciará sua propriedade intelectual (IP) de processadores gráficos a Samsung. A utilização será em dispositivos móveis, sendo quaisquer tipos de gadgets inclusos nessa premissa, incluindo obviamente os smartphones da empresa.

“Esta parceria estratégica estenderá o alcance de nossos processadores gráficos Radeon de alto desempenho para o mercado de telefonia móvel, expandindo significativamente a base de usuários e o ecossistema de desenvolvimento Radeon”, afirma Lisa Su, atual presidente-executiva da AMD. 

Com isso a Samsung pagará royalties a AMD ao utilizar sua tecnologia. É interessante citar que nos consoles a AMD é “campeã”, pois, tanto a Sony quanto a Microsoft utilizam soluções gráficas da empresa. Já o Nintendo Switch possui um processador gráfico NVIDIA.

Essa notícia me alegrou bastante, fico muito empolgado com as possibilidades. Conforme uma empresa desenvolve e aperfeiçoa seus produtos, a concorrência é “obrigada” a fazer o mesmo ou ficar para trás. No final da história, somos nós consumidores que saímos beneficiados.

Curtiu a novidade? Faça parte de nosso fórum Diolinux Plus e continue esse assunto.

Até o próximo post, SISTEMATICAMENTE! 😎

Fonte: Reuters.
_____________________________________________________________________________
Viu algum erro ou gostaria de adicionar alguma sugestão a essa matéria? Colabore, clique aqui.


Configure o seu mouse Logitech no Linux com o Piper

Nenhum comentário

terça-feira, 28 de maio de 2019

Recentemente comprei um mouse Logitech G203, em breve devo fazer uma review dele no nosso canal do YouTube, mas posso dizer que, à primeira vista, parece um ótimo custo benefício. Você também pode ver algumas fotos dele no meu Instagram.

Logitech e Linux








O mouse por si só permite as configurações de DPI através de um botão na região central, algo bem tradicional até em modelos desse tipo, mas ele tem algumas funções que podem ser melhor configuradas via software, como a função dos botões e as cores do RGB, além do DPI e o Polling Rate.

No Windows essas configurações são feitas através do Logitech Software e este mesmo software ainda não tem versões para Linux, ainda que o mouse funcione perfeitamente, não sendo, por tanto, o mesmo caso do meu mouse Razer.



Existe um driver chamado "Libratbag" que suporta dispositivos Logitech, Etekcity, GSkill, Roccat e Steelseries, que possui uma interface chamada "Piper" que funciona perfeitamente com o meu novo G203.

Instalando o Piper e o Libratbag


Driver e Interface não são a mesma coisa, como o hábito com o Windows nos força a pensar, prova disso é que podemos usar várias interfaces diferentes para o mesmo driver Razer (openRazer), então, vamos primeiro instalar o nosso driver "libratbag".

As distros oficialmente suportadas são o Ubuntu, Fedora, Arch Linux, openSUSE e Debian (versão 10 em diante) e o procedimento de instalação pode ser visto no github.

No Ubuntu, você pode instalar o driver diretamente do repositório, usando um Software como o Synaptic, procurando pelo pacote: ratbagd

Se preferir usar o terminal, o comando é este:
sudo apt install ratbagd
Depois disso é só instalar a interface Piper, o que pode ser feito via Flatpak, através do Flathub, ou através de um repositório PPA.

- Veja como instalar um PPA no Ubuntu sem usar o terminal

Se preferir fazer pelo terminal, você pode usar estes comandos:
sudo apt-add-repository ppa:libratbag-piper/piper-libratbag-git
sudo apt install piper 
O interessante de usar o PPA é que você também recebe a versão mais recente do driver "libratbag" assim que ele sair.

Funções e configurações do Piper 


As funções disponíveis obviamente aparecem de acordo com o modelo do mouse, no meu caso, temos as seguintes opções:

Controle RGB Mouse Logitech

Podemos configurar o LED RGB que o mouse possui, usando cores sólidas, onde você pode escolher a cor que deseja, você também pode usar o padrão, que é o "Cycle", onde as cores ficam trocando. No App você pode mudar a intensidade da iluminação e o intervalo das trocas, também há a opção "Breathing", que faz com que as cores acendam e apaguem como se o mouse estivesse "respirando", daí o nome, inclusive; também há a opção de desligar as luzes.

Controle de teclas Logitech Linux

Os botões do mouse também podem ser configurados individualmente para fazer coisas diferentes, incluindo alguns macros prontos, ou modelos que você pode criar.

Controle de DPI Linux Mouse

A página inicial permite que você altere o polling rate do mouse, nesse caso entre 500 e 1000 Hz, e também faça modificações no DPI do mouse, que neste caso vai até 8000, podendo fazer ajustes intermediários em cada valor com uma barra deslizante, permitindo qualquer  valor desejado dentro do intervalo, até o máximo.

Não deixa nada a desejar


Você pode até dizer que o Piper não tem a interface mais linda de todas, mas definitivamente ela não é nada ruim e em termos de funcionalidades, não deixa nada a desejar em relação ao aplicativo da própria Logitech, o que o torna uma excelente alternativa de mouse para se usar com Linux. 

Antes de sair instalando o "libratbag" e o Piper para configurar o seu mouse, vale a pena consultar a lista de dispositivos suportados pelos desenvolvedores do driver, você pode fazer isso consultando o GitHub do projeto.

Será que a minha mira vai melhorar agora? Para descobrir, acesse o nosso canal na Twitch, tem live jogando no Linux todo dia por lá! 

Até a próxima!
_____________________________________________________________________________
Viu algum erro ou gostaria de adicionar alguma sugestão a essa matéria? Colabore, clique aqui.


Blog Diolinux © all rights reserved
made with by templateszoo