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Tudo o que você precisa saber sobre Sistemas de Arquivos (File Systems)

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terça-feira, 14 de julho de 2015

 Distribuições oferecem suporte a diferentes filesystems até mesmo durante o momento da instalação. Pode ser que você se pergunte: para que tudo isso? Vale a pena realmente saber sobre isso? Confira então este artigo a seguir.

Sistemas de arquivos do Linux


Os sistemas de arquivos mais populares e suas características

Sistema de arquivo é uma das belezas e riquezas que Linux oferece aos seus usuários. A questão é que existem sistemas de arquivos para diversas necessidades (para se ter uma ideia desta abrangência, existe sistema de arquivo voltado somente para cluster).
Mas será que para um usuário comum esse é o tipo de informação que valeria a pena ter o conhecimento?

Não necessariamente conhecer tudo o que Linux tem a oferecer em mínimos detalhes, mas esse assunto poderia se tornar uma peça fundamental para se obter melhor desempenho e obter recursos em seu sistema que favoreçam o seu trabalho (ou ate mesmo evitar dores de cabeça e frustrações futuras).

Como mencionei no vídeo "Filsystem (Vale a Pena Saber?)", para um gamer poderia ser um dos fatores que influenciariam em ganhos de fps.
Confira todos os detalhes no vídeo abaixo:


Vários fatores contribuem para isso: A robustez do sistema, correções de bugs disponibilizadas pela distribuição, um bom hardware, um kernel bem trabalhado especificamente para o seu hardware, drivers aprimorados e até mesmo um sistema de arquivos potente.

Uma prova dessa importância é que um dos fatores que Matt Dillon, desenvolvedor do DragonflyBSD, desenvolveu foi o sistema de arquivo Hammer para assim obter melhor proveito de desempenho no sistema. Outra prova disso foi um artigo que li algum tempo atras onde publicaram a noticia de que o HFS (sistema de arquivo do Mac OS X) possui um bug que os arquivos ficam ilegíveis após estar armazenados por seis anos. Acabamos assim por perder o arquivo.

Então, por mais que pareça uma coisa óbvia ou ilógica, sistema de arquivo é algo de extrema  importancia.

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Como testar a "saúde" do seu HD no Linux com o GSmartControl

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quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

Conheça hoje uma excelente ferramenta gráfica para fazer heath test no seu disco rígido.

GSmartControl no Ubuntu

Verifique a "saúde" do seu HD

Tomei conhecimento de um programa que pode ser muito útil para verificar se o seu HD está funcionando corretamente, o programa se chama GSmartControl e se encontra nos repositórios oficias das principais distribuições Linux.

Para instalar no Ubuntu, basta você procurar na Central de Programas pelo pacote: GSmartControl

Ou se preferir instalar pelo terminal:

sudo apt-get install gsmartcontrol

Depois de instalado procure pelo programa pelo menu do sistema, ele vai listar os seus discos rígidos, para abrir as opções de teste basta dar dois cliques no disco desejado.

Se você procura uma maneira de testar para confirmar a existência de badblocks no seu disco rígido confira este tutorial.

Até a próxima! 


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Verificando BadBlocks no Ubuntu

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segunda-feira, 19 de maio de 2014

Veja como verificar por setores defeituosos no seu disco rígido


Problemas no HD do computador podem acontecer com qualquer pessoa, independente do sistema que use se você desconfiar que seu Disco Rígido está com problemas é muito recomendado fazer a verificação de setores defeituosos.

Verificando Badblocks no Linux

Infelizmente não existe no Linux nenhum programa com interface gráfica ( que eu conheça) para fazer verificação de badblocks, mas o bom e velho terminal é capaz de tudo.

Como procurar por BadBlocks no seu sistema


Antes de usar o programa para verificar os setores do HD é necessário saber qual a partição que você quer testar, para isso você pode usar um comando:

sudo fdisk -l

Esse comando lhe trará uma resposta parecida com esta:

Listagem de partições no Ubuntu

Ou ainda você pode usar o GParted para isso, ele é um programa que deve estar disponível nos repositórios de todas as distribuições Linux, no Ubuntu e no Linux Mint você o encontra na Central de Programas ( O Mint já traz ele instalado).

O GParted também pode ser usado para verificarmos as partições

De uma forma ou de outro você chegará a resultados semelhantes "/dev/sdaX" onde X é o número da partição em questão, a partir de agora vou usar o X no lugar do número para dar os exemplos então fique atento.

Verificando o disco para ver há Badblocks

Abra o terminal e cole o comando abaixo, ele executa o teste por BadBlocks apenas por leitura de informações, é o método mais seguro:
sudo badblocks -sv -c 1024 /dev/sdaX
Este próximo comando testa o HD lendo, escrevendo e também verificando as informações, é um método mais completo e mais lento:

sudo badblocks -nsv -c 10240 /dev/sdaX
O próximo comando requer muita ATENÇÃO, ele usa o método anterior porém ele apaga toda a unidade seleciona, ou seja, ele faz uma formatação na partição do seu HD, só deve ser usado para testar HDs onde não existem arquivos que não podem ser perdidos, normalmente utilizamos este em casos extremos, usado principalmente por quem faz manutenção de computadores profissionalmente:


sudo badblocks -wsv -c 10240 /dev/sdaX
Caso tudo esteja OK com o seu HD o resultado será semelhante a este:

badblocks -s -v -c 10240 /dev/sdaX
Checking blocks 0 to 195360983
Checking for bad blocks (read-only test): done
Pass completed, 0 bad blocks found.
No caso acima foi usada a primeira opção deste tutorial, você deve ter percebido que existem vários parâmetros em cada comando e para você não ficar apenas no Ctrl+C e Ctrl+V, veja abaixo para quem serve cada um deles e mais alguns ainda:

-s = Mostra o avanço do procedimento
-v = verbose mode
-c 10240 = Verifica 10 mil blocos de HD por vez
-n = non-destructive read-write
-w = destructive write-mode

Até a próxima!

Entenda por que você não precisa desfragmentar o seu HD no Linux

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segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Qual o motivo do gerenciamento de disco do Linux ser superior ao do Windows?

Se você perguntar para um usuário Linux vantagens do sistema sobre o concorrente da Microsoft muitos vão apontar o desempenho do sistema, isso se deve muito a gerenciamento de disco do Ubuntu e do Linux de maneira geral.

Gerenciamento de Discos


Recentemente fizemos um artigo explicando porque o gerenciamento de software do Linux é superior ao do Windows, o artigo teve uma boa resposta e está recomendada a leitura.

Para complementar este artigo hoje vamos explicar por que motivos o Ext4 é superior ao NTFS.

O Gerenciamento de disco do Windows e as desfragmentações 


Quem trabalha com o Windows sabe que de tempos e tempos é recomendado desfragmentar o disco rígido para tentar recuperar um pouco da performance do sistema, tanto que o próprio sistema traz consigo um utilitário de disco com essa finalidade.

Tecnicamente funciona assim: Quando vocês copiar/recortar/colar em fim, mover arquivos no computador você estará mexendo com os dados no seu HD, com o tempo os dados (no caso do Windows) vão se espalhando pelo disco, normalmente fragmentados e fora de ordem, o resultado desta bagunça é um computador mais lento e que demora mais tempo para conseguir acessar os arquivos.

Para ficar mais simples de entender vamos associar o seu HD a uma grande prateleira onde os seus arquivos são os livros que você colocará nela.

Prateleira representando o seu HD no Windows

Suponhamos que você tenha algumas coleções de livros, este livros devem ficar agrupados para facilitar o acesso a um conteúdo unificado sempre que você queira, caso contrário você terá que ficar procurando pela prateleira até encontrar todos os volumes da sua coleção.

É exatamente isso que o Windows faz, não importa exatamente a ordem dos arquivos, "o importante é caber", então se em uma coluna acima não couber a sua "coleção" inteira o Windows colocara esses "livros" na parte inferior, se ali houver apenas um espaço, um livro irá ali e o resto irá onde houver mais espaço, deixando eles assim espalhados pela sua estante, dificultando a sua a vida na hora de encontrar todos eles.

"A estante de livros do Linux"


Vamos manter a associação de prateleiras e estantes com livros aqui, ao contrário do que o Windows faz de ir simplesmente "colocando os livros" independentemente da ordem se preocupando apenas com o "alocar o mais rápido possível e não necessariamente em ordem" o Linux aloca os mesmos livros de uma maneira mais inteligente.

Organização de arquivos no Ubuntu


Ao invés de colocar todos os volumes de uma coleção um ao lado do outro, o sistema deixa um grande espaço livre entre cada item. Dessa forma, quando a coleção original aumentar, haverá lugar suficiente para guardar tudo junto em uma sequência.

Com isso o sistema de arquivos do Linux, normalmente o Ext4 mas existem outros, consegue "prever" a expansão de dados e já deixa um espacinho reservado para ela, evitando a fragmentação de uma maneira relativamente simples.

Um adendo...


Mesmo com isso ainda existe a possibilidade de um sistema Linux fragmentar um pouco, primeiro você deve entender um pouco da estrutura dos diretórios do sistema, enquanto no Windows a movimentação de arquivos ocorre livremente e você pode copiar dados para dentro das pastas do núcleo do sistema no Linux isso é mais restrito graças a senha de root.

No Ubuntu por exemplo, a maioria dos dados que o usuário manipula fica dentro da sua pasta pessoal /home/nome-do-usuário  e toda a  movimentação de dados passível de fragmentação ocorreria nesta pasta, que inclusive pode ser em uma partição separada do sistema.

A única maneira de fragmentar algum arquivo no Linux é quando o sistema atinge mais de 90% de sua capacidade de armazenamento, ou seja, quando um suposto HD de  100GB fica com apenas 10GB de espaço livre, de qualquer forma, basta apagar alguns arquivos para evitar a fragmentação, ou copiar os dados para outro lugar ( como um HD externo) limpar a pasta e copiar tudo de volta que o sistema se encarregará de deixar tudo bonito e funcional novamente.

Mesmo com essa possibilidade a fragmentação é mínima para não dizer nula e não interfere no desempenho do sistema operacional, justamente por ocorrer (se ocorrer) em apenas uma pasta.


Indícios de que o seu disco está fragmentado


No caso do Windows é recomendado fazer a desfragmentação regularmente já no Linux existem duas coisas que podem indicar que o seu HD pode estar fragmentando. A primeira coisa é você observar quando espaço livre você nem no seu HD, ensinamos você a fazer isso neste artigo aqui.

Caso o seu HD não esteja lotado não existe a possibilidade de você ter dados fragmentados no Linux, mas se o seu HD estiver cheio repare no tempo que os arquivos demoram para abrir, por exemplo, se você for abrir um vídeo de 700MB e o sistema demorar muito tempo para abrir o player isso pode indicar fragmentação, provavelmente você não terá esse problema.

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Como ver o quanto espaço você tem em seu HD no Ubuntu

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terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Vamos conhecer algumas maneiras de verificar o status do nosso Disco Rígido no Ubuntu

Está uma das coisas que poderiam melhorar no Ubuntu, ou no Nautilus, a verdade é que muitos usuários vindos do Windows não conseguem ver com a mesma facilidade o tamanho de seus HDs no Ubuntu, ou mesmo de Pen Drives ou qualquer outra partição, por isso neste artigo vamos te mostrar o quanto é fácil fazer isso e você verá que não há dificuldade, é apenas diferente.

Como saber quanto eu tenho de HD no Ubuntu?


Usando o Monitor do Sistema

O Monitor do Sistema (Gnome-System-Monitor) é uma ferramente muito útil e que já vem instalada com o Ubuntu e com a maioria das distribuições baseadas em Gnome de alguma forma; através dele podemos verificar os processos que estão em execução, as estatísticas de uso de processador, memória e rede e também, o uso do seu disco rígido.

Para abri-lo basta procurar a aplicação Monitor do Sistema ( ou System Monitor se estiver em inglês ) e dar um clique para abrir, navegue até a terceira aba "Sistemas de Arquivos".

Monitor do Sistema do Ubuntu detalhado

A janela que vai se abrir deve ser semelhante a que você vê na imagem acima, através dessa tela podemos obter informações completas sobre todos os sistemas de arquivos, na parte direita você conseguirá ver claramente quanto espaço livre e ocupado você tem em suas partições acompanhado de um gráfico simples mostrando o percentual de uso.

OBS¹: O Monitor do sistema é capaz de monitorar os seus Pendrives e Cartões de Memória também, quando você "espetar" um deles no computador ele vai aparecer nesta aba também.

OBS²: O Monitor do Sistema só mostrará sistemas de arquivos que estiverem montados, no Windows as partições são montadas automaticamente na inicialização, no Linux você pode configurar para que isso aconteça, mas por questões de segurança isso não é habilitado por padrão, para montar uma partição qualquer basta clicar sobre ela no gerenciador de arquivos do sistema (Nautilus) como é mostrado na imagem abaixo:

Montando Partições no Ubuntu

Quando a partição estiver montada os ícones destacados pelo círculo azul na imagem acima farão essa indicação. Todos os dispositivos que podem ser montados estão debaixo da sessão "Dispositivos" no Nautilus, o dispositivo "Computador" não aparece como montado na imagem acima porque ele é a própria partição que você está agora, é a partição do sistema, ela é montada logo que o sistema inicia.

Vendo o tamanho da partição e o uso do HD através do Nautilus

Ainda usando como exemplo a imagem acima, no Nautilus caso você clique com o botão direito sobre uma das partições e acessar a última opção no menu de contexto você chagara até o menu "Propriedades" e verá uma tela semelhante a esta abaixo:

Propriedades de disco Ubuntu

Como podemos ver agora temos a mesma informação que o Monitor do Sistema nos trazia mas de maneira individual, desse forma podemos ver a capacidade da partição ou disco, espaço livre, espaço ocupado e o sistema de arquivos, acompanhado de um gráfico para demonstrar o uso, da localização da partição no sistema e do número aproximado de arquivos contidos nessa partição; tudo isso clicando apenas com o botão direito do mouse sobre a partição e clicando em "Propriedades", é muito simples.


Utilizando o Analisador de Uso de Disco

Esta é uma das ferramentas que vem com o próprio Ubuntu mas que poucas pessoas utilizam, a verdade é que ele é um utilitário muito interessante, procure por "Analisador de uso de Discos" no menu e abra a aplicação:

Analisador de uso de Discos do Ubuntu

Logo na primeira tela do programa você já terá as informações de uso de discos, mas experimente clicar em uma das partições para ver o que acontece.

Analisador de Uso de Disco

Desse forma você conseguirá ver de forma detalhada e com um gráfico o tamanho de cada pasta e a quantidade de arquivos de cada diretório.

*Seria interessante para o Nautilus mostrar através de um barra sobre os discos o uso do HD, como faz o Nemo, ficaria mais prático, quem sabe nas versões futuras.

Agora você já sabe como ver o seu uso de disco no Ubuntu de maneiras simples e diferente, gostou do artigo? Compartilhe! =)

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HD é coisa do demônio, diz Linus Torvalds

3 comentários

terça-feira, 16 de outubro de 2012

Vai de retro!

Depois do singelo dedo do meio para a Nvidia, Linus Torvalds chama a atenção dizendo que o HDs são coisas do diabo.

O disco rígido onde estão seus dados é de Satanás, na opinião do criador do sistema operacional Linux, Linus Torvalds. Em um chat com internautas no site Slashdot na semana passada, Linus disse que os discos rígidos são "coisa do Diabo" e estão com os dias contados.

linux-torvalds

No bate-papo, ele declarou que usa apenas desktops e laptops que armazenam dados em memória flash, a mesma tecnologia utilizada em smartphones. Uma diferença básica para os usuários entre o HD e o flash é a velocidade de leitura das informações.

"Talvez os discos sejam bons num NAS box (de modo simples, um computador dedicado ao armazenamento) em que você guarda arquivos de mídia. Mas num computador de verdade? Ugh! Pra trás de mim, Satanás", disse Torvalds.

Segundo a revista Wired, é comum entre os desenvolvedores de software a opção pelo flash drive em detrimento do HD. Recentemente, diz a publicação, mesmo data centers têm utilizado o flash, inclusive em grandes empresas com negócios na internet, como Google, Facebook, Microsoft e Amazon.

"O armazenamento em HD está indo para o caminho da extinção", finaliza Torvalds.


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O que é resolução 4k: Entenda porque o padrão Full HD já era

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terça-feira, 11 de setembro de 2012

Você acha que “Full HD” é o máximo em imagem digital? Pois está enganado. A resolução dos sistemas de vídeo atuais ainda está longe do que pode ser obtido com um filme de 35 mm. Para chegar mais próximo à qualidade da película, precisamos de mais pixels. E é aí que entra o próximo passo em vídeo digital, a resolução “4K”.

Os números

Ao aumentar a resolução em uma imagem digital, você aumenta a nitidez e o nível de detalhes. O melhor padrão atualmente em uso oferece uma resolução de 1920 x 1080 pixels, também conhecida como “1080p” ou “FullHD”.
4k_diagrama-360px.jpg


Este diagrama dá uma idéia na diferença no tamanho da imagem entre diferentes padrões


A resolução 4K quadruplica o número de pixels na imagem. O nome vem da largura (em pixels) da imagem, cerca de 4 mil pixels. Note que ao falar de 4K o ponto de referência muda: vídeo em HD é indicado pela resolução vertical (720 ou 1080 pixels), mas 4K é a resolução horizontal. A resolução vertical é de cerca de 2 mil pixels.
Digo “cerca de” porque os detalhes ainda estão sendo definidos. Um proposta mantém a proporção de imagem em 16:9 das TVs HD, com resolução de 3840 x 2160 pixels, chamada Quad Full High Definition (QFHD) ou 2160p. Outro opera a 4096 x 2160 pixels, e usa a proporção das telas de cinema. De qualquer forma o resultado são mais de 8 milhões de pixels, quatro vezes mais que em uma TV Full HD.

Tecnologia de cinema

Pode ser que você já tenha assistido um vídeo em 4K, no cinema. Filmes recentes como O Incrível Homem-Aranha e Prometheus foram filmados com câmeras 4K e exibidos nessa resolução em muitas salas com sistemas de projeção digital.
4k_aranha-360px.jpg


Filmes como "O Incrível Homem-Aranha" já foram produzidos em 4K


Isso porque um vídeo em Full HD pode parecer ótimo em sua sala de estar, mas a nitidez vai embora quando você estica a imagem para cobrir uma tela de 12 metros. O padrão 4K resolve esse problema. Mas se você estiver sentado no fundo de uma sala de cinema com uma tela pequena, pode nem notar diferença na qualidade de imagem.

Em breve em casa

Alguns fabricantes já estão anunciando as primeiras TVs 4K, mas infelizmente há uma falta de conteúdo para estes aparelhos. É como nos primórdios das TVs e Players de Blu-Ray 3D: a escassez de filmes no formato acabou prejudicando sua adoção.
O único vídeo “doméstico” em 4K que eu consegui encontrar é TimeScapes, um documentário que está disponível em um pendrive por US$ 100. Já estão em desenvolvimento discos Blu-ray com quatro camadas e capacidade de armazenamento suficiente para um filme em 4K, entretanto muitos analistas acreditam que, quando os vídeos em 4K se tornarem mais populares, serão distribuídos principalmente via Internet.
Mas a largura de banda pode ser um grande obstáculo na distribuição. Os arquivos são imensos: a versão digital 4K de TimeScapes, que tem 52 minutos de duração, tem 25 GB. Um filme como O Incrível Homem Aranha, com 136 minutos de duração, teria 65 GB. Um absurdo se considermos que muitos planos de banda-larga doméstica no Brasil tem um limite de tráfego de 80 GB em um mês inteiro.
Mesmo que você tenha um arquivo de vídeo em 4K, precisa de um aparelho capaz de exibir imagens nessa resolução. Como dissemos, fabricantes como a LG, Sony e Toshiba já anunciaram TVs 4K, embora o preço seja incrivelmente salgado: US$ 22 mil pelo modelo de 84” da LG, que deve chegar às lojas em Setembro. Um dos poucos aparelhos já nas lojas é um projetor da Sony, o VPL-VW1000ES SXRD 4K, que custa a bagatela de $25,000.
4k_projetor-350px.jpg


Quer um projetor 4K como este, da Sony? Basta desembolsar US$ 25 mil


Mas a indústria do entretenimento doméstico está pronta para a chegada das telas 4K. Novos receivers de áudio e vídeo e players de Blu-ray já oferecem upscaling pra 4K, processando a imagem vinda de fontes em Full HD para que seja exibida corretamente nas novas telas. Não é 4K de verdade, mas é melhor do que exibir uma imagem Full HD sem processamento algum. A mais nova versão do padrão HDMI, a 1.4a, também está pronta para o 4K e é capaz de transmitir sinais nessa resolução, desde que os aparelhos necessários sejam compatíveis.

Vale a pena?

A principal questão é: será que você vai sequer notar a resolução extra? Na maioria dos casos, provavelmente não. Mesmo hoje em dia só é possível notar a diferença entre uma imagem em 720p e uma em 1080p numa TV de 42 polegadas se você não estiver a mais de 1.8 metros de distância da tela. Com o 4K, você precisaria de uma TV de 55 polegadas e ficar ainda mais perto da tela. Se a distância for maior os olhos não conseguem distinguir os detalhes, e a resolução extra é “desperdiçada”.
E antes de pensar em investir suas economias em equipamento 4K, saiba que o passo seguinte já foi dado. Peter Jackson está filmando “O Hobbit”, que será lançado em dezembro deste ano, na resolução de 5K, e 8K já está a caminho. É provável que 4K seja só um “meio termo” no caminho para sistemas com resolução ainda maior.


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