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O Fedora é uma boa escolha para iniciantes?

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quarta-feira, 30 de outubro de 2019

Como saber qual é a melhor opção de distro para um usuário que está chegando agora no mundo Linux? Nomes como Ubuntu, Linux Mint, Deepin e Manjaro estão entre os mais mencionados na hora de indicar um sistema para o usuário iniciante, mas será mesmo que eles são tão mais fáceis que, por exemplo, o Fedora?


Com o recente lançamento do Fedora 31, várias pessoas questionaram sobre o quão viável é para um usuário iniciante utilizar o sistema. É tão fácil quanto Ubuntu ou Linux Mint? Ou é um sistema apenas para usuários experientes? Bem, é exatamente isso que vamos descobrir a seguir.

Primeiramente é importante esclarecermos que usuários iniciantes não são todos iguais, simplesmente por serem iniciantes. Se pudéssemos conversar com todas as pessoas que estão conhecendo uma distribuição Linux pela primeira vez no dia de hoje, veríamos que são pessoas diferentes, com ideias, intenções e backgrounds diferentes.

A segunda coisa que eu gostaria de lembrá-los, é que quando uma pessoa chega pela primeira vez, vinda de outro sistema, independente de em qual distro ela inicie, haverá uma curva de aprendizagem. Se essa pessoa utilizar o Fedora como a sua primeira distro, ela terá que aprender bastante coisa até ter “dominado” o sistema. Mas se ela começar pelo Ubuntu, também terá que aprender muita coisa. Afinal, é um sistema novo com o qual a pessoa em questão não está acostumada.

Dito isso, vamos dividir este artigo em quatro partes, sendo elas: “instalação do sistema”, “pós-instalação”, “estabilidade vs programas mais atualizados”, e “usabilidade no dia a dia e comunidade”. Desta forma poderemos melhor identificar os pontos fortes e fracos do Fedora para cada tipo de usuário iniciante.

Instalação do sistema


Muitos consideram o Anaconda (Software assistente de instalação do Fedora) como um ponto fraco do sistema, outros acreditam que o software seja excelente, melhor até que, por exemplo, os instaladores do Ubuntu e Manjaro. Eu posso dizer à vocês, caros leitores, que ambos estão certos. É tudo uma questão de perspectiva.

Anaconda. O instalador do Fedora.
O processo de instalação do Fedora ocorre 100% através da interface gráfica, então esqueça qualquer tipo de comparação com, por exemplo, Arch Linux ou Gentoo. Mesmo assim, quando comparado às suas alternativas no Ubuntu e Manjaro, o Anaconda é claramente um instalador menos automatizado. Alguns passos a mais são necessários, para fazer o que em algumas das outras distros pode ser feito com apenas um clique.

Conforme já mencionado, por ser mais intuitivo e automatizado, o instalador do Ubuntu permite que o usuário execute o procedimento com relativamente menos dificuldades, o que acaba sendo a melhor opção para muitas pessoas. Porém, se você é um usuário Windows que já formata e reinstala o sistema no seu próprio computador, faz alterações no registro e outros procedimentos avançados, significa que você já não é mais um usuário básico de computador. Sendo assim, por ser mais manual e não te dar a opção de automatizar muitas coisas, a instalação do Fedora pode ser uma melhor opção, pois esta fará com que você aprenda como o sistema funciona, e saiba realmente o que você está fazendo.

Todavia, ao instalar uma distribuição Linux pela primeira vez, sendo ela Ubuntu, Fedora, ou qualquer outra, será necessário que o usuário aprenda do zero a como executar tal processo de instalação. Dito isso, a diferença na dificuldade entre instalar o Ubuntu ou Fedora pela primeira vez, acaba não sendo tão grande. Com apenas alguns minutos a mais de leitura e pesquisa, qualquer usuário capaz de instalar o Ubuntu com certeza também será capaz de instalar o Fedora, sem maiores dificuldades.

Concluindo, para instalar o Fedora você precisará apenas de alguns minutos a mais de leitura para aprender o procedimento, o que acabará sendo compensado com conhecimento sobre o sistema. Porém, se você for um usuário básico do Windows, que não executa tarefas como formatar, instalar o sistema ou modificar o registro, e também não tem interesse em aprender nada disso, acredito que a automatização da instalação do Ubuntu realmente faça com que ele esteja à frente neste quesito.

Pós-Instalação


Uma das maiores diferenças entre Ubuntu e Fedora quando se trata de pós-instalação, é quanto aos drivers de vídeo em GPUs Nvidia. O Fedora não possui, ao menos de forma nativa, um gerenciador de drivers que permita ao usuário selecionar a versão desejada através da interface gráfica, de forma que, o procedimento deve ser feito através do terminal.

Porém, ao contrário do que muitas pessoas pensam, isso não significa que este seja um procedimento mais difícil. Muitos pensam que o terminal é uma ferramenta complicada, utilizada apenas por hackers e usuários avançados, e que tudo é sempre mais fácil através de cliques via interface gráfica. Bem, eu posso afirmar com "100%" de certeza que isso não passa de um mito.

O terminal é sim uma ferramenta avançada, mas também é um facilitador. Ao contrário do que diz este mito que ficou impregnado nas cabeças das pessoas, especialmente daquelas que não utilizaram uma distro Linux por mais de algumas horas ou poucos dias, o terminal facilita a vida dos usuários de uma forma incrível. Algo que, via interface gráfica demanda vários passos, cliques e janelas abertas, pode ser feito com apenas um simples comando de terminal.

É claro que o ideal é que sempre tenhamos ambas as opções, assim como no Ubuntu, de forma que possamos escolher aquela que melhor nos serve. Mas é importante que vocês tenham em mente que ter que instalar os drivers de vídeo via terminal não é um sinônimo de “ser mais difícil”. Porque de fato, não é.

"Terminal Linux. A temível tela preta comedora de usuários novatos!"
Se você for um usuário de GPU AMD, assim como em qualquer uma das principais distros Linux, no Fedora também você não precisa se preocupar com drivers de vídeo. Está tudo instalado e funcionando automaticamente. Este artigo explica detalhadamente quais são e como funcionam os drivers utilizados pelas GPUs AMD nas distribuições Linux.

Quanto a instalação de programas, é tão fácil quanto no Ubuntu. Além do número enorme de programas disponíveis nos repositórios oficiais do sistema, que você pode encontrar na loja de aplicativos, ou utilizando o DNF (sobre o qual você encontra artigos aqui e aqui), também existem milhares de programas empacotados no formato “.rpm” disponíveis internet à fora. Aos desinformados: pacotes “.rpm” estão para o Fedora, assim como pacotes “.deb” estão para o Ubuntu.

Além disso, no Fedora você também poderá utilizar repositórios de terceiros como o RPM Fusion, e também softwares empacotados em Snap e Flatpak. Como se não bastasse, ainda existem os repositórios copr, que são algo semelhante aos PPAs do Ubuntu. Ou seja, programas disponíveis com certeza não vão faltar.

O Renato do blog FastOS escreveu um artigo de pós-instalação no Fedora que com certeza poderá ajudar muita gente que está chegando agora no sistema.

Estabilidade vs Programas mais atualizados


O Fedora, assim como o Ubuntu, é uma distribuição de lançamentos fixos. Duas vezes por ano é lançada uma nova versão do sistema. Isso faz com que o Fedora sempre tenha pacotes bastante atualizados, mas não tanto quanto o Arch Linux, por exemplo. O quê faz com que o sistema consiga um excelente equilíbrio entre estabilidade e versões recentes dos programas.

À primeira vista, dois lançamentos ao ano parece ser muita coisa para quem quer utilizar sempre a última versão do sistema. Mas não se engane, ter duas novas versões a cada ano não significa que você precisará formatar o seu computador e fazer uma instalação limpa do sistema a cada uma dessas vezes.

Em cada novo lançamento, você pode simplesmente atualizar o seu Fedora para a nova versão, em um procedimento relativamente rápido (o que depende da sua velocidade de conexão com a internet), bastante fácil e seguro. Desta forma você sempre obtém as versões mais recentes de todos os pacotes, mantém o seu sistema seguro, e extremamente estável, simplesmente atualizando.

É claro que o Fedora não é um Debian da vida, mas mesmo assim, nesses 6 meses que tenho o utilizado ininterruptamente, o sistema jamais me deixou na mão.

Usabilidade no dia a dia e comunidade


Uma vez que o seu Fedora esteja instalado e configurado, utilizá-lo e mantê-lo é tão simples quanto qualquer outra distro. Tudo o que você deve fazer é manter o seu sistema atualizado. Como já mencionei anteriormente neste artigo, eu tenho utilizado o Fedora como sistema principal nos últimos seis meses, e o utilizo para fazer tudo o que preciso. Jogar através da Steam, Lutris, produzir conteúdo, e etc.


A versão principal do Fedora utiliza o GNOME Shell, assim como o Ubuntu, e da mesma forma o sistema também possui outros “sabores”. Que chamamos de “Spins”. No site Fedora Spins você pode encontrar versões oficiais do Fedora com outras interfaces gráficas, como KDE Plasma, XFCE, LXQT, MATE, Cinnamon, LXDE e SOAS Desktop.

Caso as DEs que mencionei acima não sejam o suficiente, outras também estão disponíveis para instalação nos repositórios oficiais, como por exemplo, a belíssima DDE (Deepin Desktop Environment).

Outro ponto que pode fazer a diferença para o uso diário de algumas pessoas é o suporte da comunidade, e a facilidade em encontrar informações, tutoriais e soluções de problemas para o sistema. O Ubuntu é a distro mais popular do mundo, com isso, é de se esperar que seja aquela com a maior quantidade de informações online.

Vejo essa situação da seguinte forma: se você for um usuário básico, que utiliza o computador apenas para trabalho, acessar a internet, redes sociais e coisas do tipo, é muito provável que você nunca precise procurar soluções para problemas no Fedora. Se você for um usuário um pouco mais avançado, ou que gosta de jogar, quer rodar jogos não nativos de Linux no seu sistema, e coisas do tipo, é realmente muito fácil encontrar suporte e pessoas dispostas a ajudar, tanto em inglês, quanto em português.

O nosso fórum, o Diolinux Plus, é um excelente exemplo de lugar onde você pode encontrar suporte, não só para o Fedora, mas também para qualquer coisa relacionada a Linux e Tecnologia em geral. Mas não para por aí, caso vocês não conheçam, lhes apresento a Comunidade Fedora Brasil. Uma das razões pelas quais comecei a utilizar o Fedora, e estou nele até hoje, é a incrível colaboratividade e vontade de ajudar o próximo, que possuem os membros dessa comunidade. Tanto no fórum, quanto no canal do YouTube ou Telegram, você encontrará várias pessoas sempre dispostas a ajudá-lo a resolver os seus problemas no Fedora. Então podem ter certeza que, conteúdo online para tirar as suas dúvidas é o que não vai faltar.

Nos vídeos abaixo você confere uma entrevista concedida ao Diolinux pelo líder da Comunidade Fedora Brasil, Cristiano Furtado. Em uma entrevista na qual podemos perceber claramente o quanto a comunidade Fedora, ao menos no Brasil, é voltada a ajudar todos os tipos de usuários, com todos os níveis de conhecimento.



Conclusão


O Fedora não é, e nunca foi um sistema focado em atender o público leigo. Todavia, isso não significa que usuários iniciantes não possam utilizá-lo sem maiores problemas. Segundo as palavras do líder do projeto Fedora, Matthew Miller

O Fedora é uma distribuição focada em desenvolvedores de softwares e usuários avançados, mas tendo em mente que usuários avançados são humanos também.

Por fim, após utilizar o Fedora por seis meses pude perceber que qualquer pessoa chegando agora no mundo Linux pode sim utilizar o Fedora sem maiores problemas. O único ponto no qual realmente acho que as pessoas terão uma curva de aprendizagem um pouco maior quando comparado ao Ubuntu, é na instalação do sistema. O quê, como dito anteriormente, dependendo da pessoa pode ser resolvido com alguns minutos de leitura e pesquisa.

Meu intuito com este artigo não é dizer à vocês se o Fedora é ou não uma boa opção para usuários iniciantes, mas sim passar informações para que vocês mesmo possam tirar as suas próprias conclusões sobre o assunto. E decidirem por si próprios se o Fedora é ou não uma boa opção para vocês.

Você já utiliza, ou tem vontade de conhecer o Fedora? Ou você já tentou utilizá-lo, mas não pôde continuar por causa de algum problema? Conte mais nos comentários.

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Isso é tudo pessoal! 😉

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Conky - Overview e instalação

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quarta-feira, 25 de setembro de 2019

A capacidade ilimitada de personalização do sistema é uma das coisas que mais chama a atenção dos usuários para o mundo das distribuições Linux. Quando falamos em personalização, o Conky é uma das primeiras coisas que vem à mente de muitos usuários, principalmente aqueles recém chegados a este mundo.

conky-overview-instalação

O Conky é um monitor de sistema, porém, diferente do usual por vários motivos.

A maior parte das aplicações de monitoramento do sistema, disponíveis para as distribuições Linux, possuem layout e uso bem aos “moldes padrões”. Um ícone disponível no menu/dock/área de trabalho do sistema, que ao ser acessado abre uma janela com informações, como: serviços, aplicativos em execução, quanto dos recursos da sua máquina cada um destes serviços está consumindo, uso de CPU, RAM, disco, etc.

O Conky, por outro lado, possui uma forma bem peculiar de “se apresentar”. Ao invés de uma janela convencional, os dados são exibidos em forma de “HUD”. Janelas, geralmente sem bordas, fixas na área de trabalho, e não interativas. Nativamente, toda e qualquer modificação no Conky deve ser feita manualmente através da edição do script de configurações de cada tema.

O aplicativo é capaz de exibir basicamente qualquer informação na sua área de trabalho. Desde informações sobre o seu hardware até, previsão do tempo, hora e data, emails, players de música, notícias, entre muitas outras. Estas informações podem ser exibidas de inúmeras formas diferentes. Podendo alternar entre estilos de fontes, temas, posição na tela, tamanho, etc.

O Conky não possui uma interface/janela de configurações por padrão. Se você quiser configurá-lo via interface gráfica, terá que instalar um aplicativo à parte, o Conky Manager. Este, porém, só é capaz de gerenciar uma mínima parte de toda a infinidade de opções e configurações que o Conky possui. Caso você queira modificar todas essas configurações não disponíveis no Conky Manager, terá de fazê-lo manualmente, editando o script de configurações do tema desejado.

Com o que foi dito até agora, podemos perceber que o uso do Conky no “mundo Linux” é de certa forma bastante irônico.

Você talvez esteja se perguntando:
Irônico? Como assim?
Ok. Eu explico.

O Conky é, sem sombra de dúvidas, um programa muito bem feito. Atualmente continua sendo mantido, e novas versões são lançadas regularmente. Todavia, este com certeza não é um aplicativo direcionado ao usuário iniciante, tanto que, nativamente não possui sequer uma interface gráfica para configurações. E mesmo aquelas opções de interfaces de gerenciamento não próprias, como o Conky Manager, são extremamente limitadas. Mesmo assim, é justamente o usuário iniciante quem mais demonstra interesse na aplicação.

Eu já utilizei o Conky por algum tempo (E adivinha quando? Quando era iniciante.). Porém, hoje em dia, o aplicativo não me faz a menor falta. Na verdade, nunca o achei necessário, apenas me sentia o “hackudão” por ter todas aquelas informações sobre o sistema sendo exibidas na minha tela. Até gosto de alguns dos temas mais minimalistas do Conky, mas existem outras opções de aplicações mais simples e fáceis de usar, para quem quer apenas exibir um relógio na área de trabalho ou algo do tipo. Sendo assim, não é muito provável que algum dia eu volte a utilizá-lo.

Por fim, não tem a menor importância o que eu ou qualquer pessoa pensa sobre o Conky. Na minha opinião, essa é a verdadeira liberdade no mundo do software. Você é livre para usar o que quiser, quando quiser, pelo motivo que for, e não há nada de errado nisso.

O vídeo abaixo é o primeiro vídeo de um projeto que começou no Instagram e está se expandindo para o YouTube. Trata-se do projeto O Pinguim Criativo, que foi o assunto principal de uma das nossas lives de sexta-feira no Diolinux Friday Show. O vídeo mostra o passo a passo da instalação e configurações básicas do Conky e Conky Manager em diversas distribuições Linux.


O quê você acha sobre o Conky? Já testou? Tem interesse em testar? Conte-nos nos comentários.

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Por hoje é tudo pessoal! :)

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10 Dicas para novos usuários de Linux/Ubuntu

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terça-feira, 23 de julho de 2019

Recentemente fiz um post falando dos motivos que levam novos usuários a desistirem da plataforma, agora trago 10 dicas para os novos usuários. São conselhos simples, mas que podem fazer toda diferença. Para aqueles que estão esperando uma postagem com os motivos que me fizeram utilizar Linux, calma que provavelmente ele está a caminho (😏😏😏).

new-user-usuario-linux-ubuntu-iniciante-dicas

As dicas a seguir podem soar demasiadamente simples para usuários mais experientes no Linux, entretanto, a postagem destina-se aos novatos. Compartilhe com pessoas que queiram adentrar ao mundo do Pinguim, ou com iniciantes. Lembrando que foco no Ubuntu e seus derivados, por compreender que ele é a porta de entrada para muitos. No entanto, as dicas vão além, talvez um ou outro tópico, como PPA’s são exclusivamente para Ubuntu e derivados, mas os demais aplica-se a maioria das distribuições Linux (voltadas aos iniciantes, obviamente).

01 - Permita-se descobrir o sistema


Essa dica é para os novatos de plantão, não que as demais tenham foco em outro usuário. No entanto, essa é a que mais dá prazer ao se descobrir algo. Gaste algum tempo utilizando, aprendendo, “brincando” com o sistema. Se for mais além, evite isso em um computador com dados importantes ou que utilize para produção. Como dizem: “o céu é o limite”. Quando for utilizar o sistema, evite esses testes malucos na máquina de trabalho, e considere as dicas descritas neste poste.

02 - Você não precisa do Wine para tudo


Existem muitas programas no Linux. Você necessariamente não precisa executar aplicações do Windows para tudo. O Wine é uma forma paliativa para casos que não haja outra opção. Não é incomum ver usuários executando programas que existem versões nativas no Linux com o Wine. Pesquise se existe o app que usa na plataforma, e experimente as alternativas. Na realidade indico outra coisa, antes mesmo de migrarem para Linux, entretanto, isso ficará para outra postagem (😁😁😁).

03 - Mantenha seu sistema em dia


Atualizar o sistema garante possíveis correções de bugs e falhas graves. Mantendo o sistema em dia, sua segurança é maior. Alguns usuários não gostam de atualizar por terem que baixar vários gigabytes durante o processo. No entanto, se está utilizando o Ubuntu e instalou apenas o necessário, essa situação não será presente. Alguns sistemas trazem as últimas novidades, consecutivamente mais updates são exigidos. Não existe mal algum nisso, porém, evite tardar as atualizações. Caso seja uma atualização crítica, com alguma correção de vulnerabilidade, a faça imediatamente.

04 - Instale apenas os programas que for utilizar


Essa dica é simples e tem como alvo deixar seu sistema enxuto e por tabela mais seguro. Sem softwares desnecessários ao seu uso, as atualizações serão menores e o risco de vulnerabilidades com bugs também.

05 - Evite programas abandonados


Outra dica interessante é comparar diversas alternativas a um mesmo propósito. Por exemplo, suponhamos que queira um player de música novo. Existem inúmeras opções, cada uma para um gosto diferente. Mas se existe algo a se pensar, além do visual e funcionalidades, é se o pacote ainda vem sendo mantido. Novas atualizações não são apenas uma forma de receber recursos, mas também de correções de bugs e vulnerabilidades. Evite programas abandonados e dê preferência aqueles que estão em pleno desenvolvimento. Claro que nem sempre isso será possível, porém, minimizando ao máximo seu sistema se tornará mais seguro.

06 - PPA só em casos reais de necessidade


PPA é um assunto delicado, uns amam e outros odeiam. Caso não saiba o que são esses repositórios, temos essa matéria explicando sobre. O interessante dos PPA's é a possibilidade de utilizar programas, drivers e bibliotecas que nativamente não estão no repositório do sistema ou encontram-se em versões inferiores. Por muitos anos essa feature era uma necessidade de muitos usuários no Ubuntu, utilizar o mesmo sem PPA era quase impossível. Hoje a história mudou, com o surgimento de novos pacotes, como: AppImage, Flatpak e Snap. Para usuários de Nvidia o Ubuntu passou a adicionar as últimas versões do driver proprietário nos repositórios, então, nada de PPA (😉😉😉). Evite PPA's, use outros meios, reconsidere se é tão importante assim arriscar o sistema com possíveis erros de dependências e outras coisas.

07 - Cuidado com tutoriais “vencidos”


O mundo da tecnologia evolui de forma assombrosa, com o Linux não é diferente. Pelo contrário, parece que nos últimos anos o pinguim vem evoluindo tão rápido que fica até difícil acompanhar seu progresso. Isso tudo para facilitar a utilização por usuários comuns, tornando o sistema cada dia mais simples. Antes de utilizar algum comando pesquise um pouco mais, veja a data do tutorial, se já não existem outros modos ou se a solução seja mais simples no momento. Cuidado com PPA's “sem data de validade”, eles costumam ocasionar em diversos erros de dependências e quebrar o sistema. Pacotes DEB antigos podem fazer um estrago igualmente perigoso. Os novos pacotes (AppImage, Flatpak e Snap) evitam transtornos e não danificam seu sistema.

08 - O conhecimento é uma “chama”


O conhecimento é como um fogo, conforme você o alimenta mais ele cresce e ao compartilhar ele não diminui só se multiplica. Participe de grupos e fóruns, e tenha como máxima uma coisa que sempre ouvi (e creio que você também). Absorva o que é bom e descarte o que for ruim. Aprenda e também transmita adiante o que sabe, assim sua chama só tende a crescer e multiplicar. Crie tópicos, auxilie pessoas, você aprende enquanto ensina.

09 - “Cuidado por onde andas”


Essa dica é complementar a anterior. Absorver o que é bom não significa “manter-se entre os porcos”. Infelizmente na comunidade, assim como outra qualquer, existem pessoas radicais, mesquinhas e que só destroem. Fuja destes grupos e fóruns, evite tais usuários. Obviamente, que mesmo em grupos sensatos alguns “sem noção” vão aparecer. Apenas ignore, trate os outros com gentileza e não deixe sua chama apagar. Para quem tem dúvidas de onde ingressar, recomendo o fórum Diolinux Plus. O pessoal é mente aberta, não importa se você usa, Windows, Linux ou macOS.

10 - Siga, incentive e compartilhe bons conteúdos


É comum pessoas compartilharem notícias que as deixam “#¿$?%!¡ da vida” ou que são fake news. Ao se deparar com conteúdo tóxico, seja sensato. Respire fundo, deixe a raiva ir embora e ignore, mande para o limbo. Compartilhe apenas conteúdos significantes, acompanhe produtores que façam mais pela comunidade ao invés de quem propaga mentiras. Incentive projetos que em algum momento acrescentaram em sua vida. Assim outros poderão ser beneficiados e o projeto não morrerá. Nós produtores de conteúdo precisamos de seu apoio, seja ele financeiro, com engajamento ou compartilhamento. Assim mais e mais pessoas podem descobrir nossos projetos.

Curtiu as 10 dicas? Acrescentaria algo? Considere criar um tópico em nosso fórum Diolinux Plus, lembre-se a chama do conhecimento não se apaga ao compartilhar, só tende a se multiplicar.

Até o próximo post, SISTEMATICAMENTE! 😎
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Linux e suas dificuldades para migrar!

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terça-feira, 10 de julho de 2018

A questão de migração pode ser interpretada de diversas formas, tem pessoas que migram para alguma distribuição Linux por que querem, tem pessoas que usam o Linux e nem sabem (temos o Android por exemplo), assim como existem pessoas que migram para o Linux por conta de trabalho, não necessariamente por uma escolha pessoal. Apesar de hoje em dia o Linux ser a base de diversos projetos, ainda existem muitas dificuldades encontradas pelo usuário final, que prejudicam a migração para esse universo.






Para que o usuário final possa usar tranquilamente Linux, é preciso que saiba como o sistema operacional que está utilizando funciona. Quando falamos em “como funciona”, não é necessariamente saber quais são os processos que estão por trás do sistema operacional, como o kernel controla o acesso a memória, como o sistema operacional é estruturado. O usuário precisa conseguir realizar todas as atividades que são necessárias para ele, como coisas simples do dia a dia e se sentir confortável com isso.

Se você sente a necessidade de conhecer tudo sobre o sistema, como ele realmente funciona, e todas as suas funcionalidades, ótimo! Porém, não podemos negar que muitos usuários não tem o interesse de saber como tudo funciona, desde que possa fazer suas atividades está tudo “OK”, e não há problema nisso. Eu mesma, quando iniciei nesse universo só queria saber se o resultado pretendido, que era fazer as minhas atividades sem problemas, seria satisfeito e aos poucos fui me interessando mais sobre o assunto. 

Nem todas as interfaces são intuitivas ao extremo, especialmente se a pessoa utilizou Windows por muitos anos. No canal já foi abordado algumas vezes o assunto de "a melhor distribuição para quem está começando", e apesar de existirem algumas que são facilmente recomendáveis, não há como negar que existe algo muito interessante na exploração das opções até você encontrar a que mais se adequa às suas necessidades ou ao seu perfil de usuário.



Quando comecei a usar Linux, fui apresentada ao Ubuntu com Unity e gostava muito , pois era muito prático e com um visual que me agravada, tanto que foi difícil me convencer a trocar de interface. Depois comecei a usar Linux Mint, o qual o visual não me agradou muito, mas a experiência acabou sendo tão boa que convenci meu chefe a rodar em vários computadores da empresa em que trabalho.

Nesse processo podemos dizer que algumas coisas acabam afastando os usuários ou prejudicando a sua adaptação. Uma das coisas mais difíceis da migração, na minha opinião, é saber onde as coisas estão posicionadas, como instalar as coisas, onde procurá-las e como procurá-las. Se você é criador de conteúdo, procure sempre pensar em formas de fazer tutoriais e explicar que possam ser utilizados por usuários iniciantes também, ou sinalize caso seu tutorial seja para um usuário intermediário ou avançado para que as pessoas que acessem não vejam aquilo como algo difícil, ou impossível de fazer, e usem isso como uma desculpa para parar de tentar.

Outra dificuldade encontrada são os programas utilizados, às vezes achamos que o que precisamos é exatamente “daquele” programa, mas na verdade o que precisamos é da sua funcionalidade. Levei um tempinho para me acostumar a essa ideia. Mantive dual boot por um ano simplesmente para usar o pacote Office da Microsoft, até me dar conta de que o que procurava eram simplesmente as funcionalidades que encontrava nesses programas. 

Busque as coisas não pelo nome do programa e sim pelas suas funcionalidades, como “editor de texto” ao invés de “Word” por exemplo. Isso com certeza vai de abrir um leque muito maior de oportunidades de encontrar aquilo que você procura, muitas vezes encontrando soluções até melhores do que a que você estava acostumado.

Apesar de ter citados alguns pontos relacionados ao conteúdo produzido e um pouco da minha experiência de usuária, acredito que, grande parte da desistência ocorre pela falta de interesse do usuário em esforçar-se para adquirir um novo conhecimento e optar falar que o produto “não é bom”, do que revelar que não tinha vontade de conhecer e se adaptar há algo novo no momento. Isso também já aconteceu comigo, mas acabei revendo meus conceitos. 

Veja que não há problema em você não estar interessado em aprender algo novo no momento, desde que não justifique essa falta de interesse colocando empecilhos negativos no conteúdo, e isso vale para qualquer coisa na vida que se propor a aprender em sua vida. Enfim, no vídeo abaixo você encontra a opinião do Dionatan sobre os desafios da migração e o que se pode fazer para facilitá-la.





Até a próxima!
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