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10 Dicas para novos usuários de Linux/Ubuntu

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terça-feira, 23 de julho de 2019

Recentemente fiz um post falando dos motivos que levam novos usuários a desistirem da plataforma, agora trago 10 dicas para os novos usuários. São conselhos simples, mas que podem fazer toda diferença. Para aqueles que estão esperando uma postagem com os motivos que me fizeram utilizar Linux, calma que provavelmente ele está a caminho (😏😏😏).

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As dicas a seguir podem soar demasiadamente simples para usuários mais experientes no Linux, entretanto, a postagem destina-se aos novatos. Compartilhe com pessoas que queiram adentrar ao mundo do Pinguim, ou com iniciantes. Lembrando que foco no Ubuntu e seus derivados, por compreender que ele é a porta de entrada para muitos. No entanto, as dicas vão além, talvez um ou outro tópico, como PPA’s são exclusivamente para Ubuntu e derivados, mas os demais aplica-se a maioria das distribuições Linux (voltadas aos iniciantes, obviamente).

01 - Permita-se descobrir o sistema


Essa dica é para os novatos de plantão, não que as demais tenham foco em outro usuário. No entanto, essa é a que mais dá prazer ao se descobrir algo. Gaste algum tempo utilizando, aprendendo, “brincando” com o sistema. Se for mais além, evite isso em um computador com dados importantes ou que utilize para produção. Como dizem: “o céu é o limite”. Quando for utilizar o sistema, evite esses testes malucos na máquina de trabalho, e considere as dicas descritas neste poste.

02 - Você não precisa do Wine para tudo


Existem muitas programas no Linux. Você necessariamente não precisa executar aplicações do Windows para tudo. O Wine é uma forma paliativa para casos que não haja outra opção. Não é incomum ver usuários executando programas que existem versões nativas no Linux com o Wine. Pesquise se existe o app que usa na plataforma, e experimente as alternativas. Na realidade indico outra coisa, antes mesmo de migrarem para Linux, entretanto, isso ficará para outra postagem (😁😁😁).

03 - Mantenha seu sistema em dia


Atualizar o sistema garante possíveis correções de bugs e falhas graves. Mantendo o sistema em dia, sua segurança é maior. Alguns usuários não gostam de atualizar por terem que baixar vários gigabytes durante o processo. No entanto, se está utilizando o Ubuntu e instalou apenas o necessário, essa situação não será presente. Alguns sistemas trazem as últimas novidades, consecutivamente mais updates são exigidos. Não existe mal algum nisso, porém, evite tardar as atualizações. Caso seja uma atualização crítica, com alguma correção de vulnerabilidade, a faça imediatamente.

04 - Instale apenas os programas que for utilizar


Essa dica é simples e tem como alvo deixar seu sistema enxuto e por tabela mais seguro. Sem softwares desnecessários ao seu uso, as atualizações serão menores e o risco de vulnerabilidades com bugs também.

05 - Evite programas abandonados


Outra dica interessante é comparar diversas alternativas a um mesmo propósito. Por exemplo, suponhamos que queira um player de música novo. Existem inúmeras opções, cada uma para um gosto diferente. Mas se existe algo a se pensar, além do visual e funcionalidades, é se o pacote ainda vem sendo mantido. Novas atualizações não são apenas uma forma de receber recursos, mas também de correções de bugs e vulnerabilidades. Evite programas abandonados e dê preferência aqueles que estão em pleno desenvolvimento. Claro que nem sempre isso será possível, porém, minimizando ao máximo seu sistema se tornará mais seguro.

06 - PPA só em casos reais de necessidade


PPA é um assunto delicado, uns amam e outros odeiam. Caso não saiba o que são esses repositórios, temos essa matéria explicando sobre. O interessante dos PPA's é a possibilidade de utilizar programas, drivers e bibliotecas que nativamente não estão no repositório do sistema ou encontram-se em versões inferiores. Por muitos anos essa feature era uma necessidade de muitos usuários no Ubuntu, utilizar o mesmo sem PPA era quase impossível. Hoje a história mudou, com o surgimento de novos pacotes, como: AppImage, Flatpak e Snap. Para usuários de Nvidia o Ubuntu passou a adicionar as últimas versões do driver proprietário nos repositórios, então, nada de PPA (😉😉😉). Evite PPA's, use outros meios, reconsidere se é tão importante assim arriscar o sistema com possíveis erros de dependências e outras coisas.

07 - Cuidado com tutoriais “vencidos”


O mundo da tecnologia evolui de forma assombrosa, com o Linux não é diferente. Pelo contrário, parece que nos últimos anos o pinguim vem evoluindo tão rápido que fica até difícil acompanhar seu progresso. Isso tudo para facilitar a utilização por usuários comuns, tornando o sistema cada dia mais simples. Antes de utilizar algum comando pesquise um pouco mais, veja a data do tutorial, se já não existem outros modos ou se a solução seja mais simples no momento. Cuidado com PPA's “sem data de validade”, eles costumam ocasionar em diversos erros de dependências e quebrar o sistema. Pacotes DEB antigos podem fazer um estrago igualmente perigoso. Os novos pacotes (AppImage, Flatpak e Snap) evitam transtornos e não danificam seu sistema.

08 - O conhecimento é uma “chama”


O conhecimento é como um fogo, conforme você o alimenta mais ele cresce e ao compartilhar ele não diminui só se multiplica. Participe de grupos e fóruns, e tenha como máxima uma coisa que sempre ouvi (e creio que você também). Absorva o que é bom e descarte o que for ruim. Aprenda e também transmita adiante o que sabe, assim sua chama só tende a crescer e multiplicar. Crie tópicos, auxilie pessoas, você aprende enquanto ensina.

09 - “Cuidado por onde andas”


Essa dica é complementar a anterior. Absorver o que é bom não significa “manter-se entre os porcos”. Infelizmente na comunidade, assim como outra qualquer, existem pessoas radicais, mesquinhas e que só destroem. Fuja destes grupos e fóruns, evite tais usuários. Obviamente, que mesmo em grupos sensatos alguns “sem noção” vão aparecer. Apenas ignore, trate os outros com gentileza e não deixe sua chama apagar. Para quem tem dúvidas de onde ingressar, recomendo o fórum Diolinux Plus. O pessoal é mente aberta, não importa se você usa, Windows, Linux ou macOS.

10 - Siga, incentive e compartilhe bons conteúdos


É comum pessoas compartilharem notícias que as deixam “#¿$?%!¡ da vida” ou que são fake news. Ao se deparar com conteúdo tóxico, seja sensato. Respire fundo, deixe a raiva ir embora e ignore, mande para o limbo. Compartilhe apenas conteúdos significantes, acompanhe produtores que façam mais pela comunidade ao invés de quem propaga mentiras. Incentive projetos que em algum momento acrescentaram em sua vida. Assim outros poderão ser beneficiados e o projeto não morrerá. Nós produtores de conteúdo precisamos de seu apoio, seja ele financeiro, com engajamento ou compartilhamento. Assim mais e mais pessoas podem descobrir nossos projetos.

Curtiu as 10 dicas? Acrescentaria algo? Considere criar um tópico em nosso fórum Diolinux Plus, lembre-se a chama do conhecimento não se apaga ao compartilhar, só tende a se multiplicar.

Até o próximo post, SISTEMATICAMENTE! 😎
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Linux e suas dificuldades para migrar!

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terça-feira, 10 de julho de 2018

A questão de migração pode ser interpretada de diversas formas, tem pessoas que migram para alguma distribuição Linux por que querem, tem pessoas que usam o Linux e nem sabem (temos o Android por exemplo), assim como existem pessoas que migram para o Linux por conta de trabalho, não necessariamente por uma escolha pessoal. Apesar de hoje em dia o Linux ser a base de diversos projetos, ainda existem muitas dificuldades encontradas pelo usuário final, que prejudicam a migração para esse universo.






Para que o usuário final possa usar tranquilamente Linux, é preciso que saiba como o sistema operacional que está utilizando funciona. Quando falamos em “como funciona”, não é necessariamente saber quais são os processos que estão por trás do sistema operacional, como o kernel controla o acesso a memória, como o sistema operacional é estruturado. O usuário precisa conseguir realizar todas as atividades que são necessárias para ele, como coisas simples do dia a dia e se sentir confortável com isso.

Se você sente a necessidade de conhecer tudo sobre o sistema, como ele realmente funciona, e todas as suas funcionalidades, ótimo! Porém, não podemos negar que muitos usuários não tem o interesse de saber como tudo funciona, desde que possa fazer suas atividades está tudo “OK”, e não há problema nisso. Eu mesma, quando iniciei nesse universo só queria saber se o resultado pretendido, que era fazer as minhas atividades sem problemas, seria satisfeito e aos poucos fui me interessando mais sobre o assunto. 

Nem todas as interfaces são intuitivas ao extremo, especialmente se a pessoa utilizou Windows por muitos anos. No canal já foi abordado algumas vezes o assunto de "a melhor distribuição para quem está começando", e apesar de existirem algumas que são facilmente recomendáveis, não há como negar que existe algo muito interessante na exploração das opções até você encontrar a que mais se adequa às suas necessidades ou ao seu perfil de usuário.



Quando comecei a usar Linux, fui apresentada ao Ubuntu com Unity e gostava muito , pois era muito prático e com um visual que me agravada, tanto que foi difícil me convencer a trocar de interface. Depois comecei a usar Linux Mint, o qual o visual não me agradou muito, mas a experiência acabou sendo tão boa que convenci meu chefe a rodar em vários computadores da empresa em que trabalho.

Nesse processo podemos dizer que algumas coisas acabam afastando os usuários ou prejudicando a sua adaptação. Uma das coisas mais difíceis da migração, na minha opinião, é saber onde as coisas estão posicionadas, como instalar as coisas, onde procurá-las e como procurá-las. Se você é criador de conteúdo, procure sempre pensar em formas de fazer tutoriais e explicar que possam ser utilizados por usuários iniciantes também, ou sinalize caso seu tutorial seja para um usuário intermediário ou avançado para que as pessoas que acessem não vejam aquilo como algo difícil, ou impossível de fazer, e usem isso como uma desculpa para parar de tentar.

Outra dificuldade encontrada são os programas utilizados, às vezes achamos que o que precisamos é exatamente “daquele” programa, mas na verdade o que precisamos é da sua funcionalidade. Levei um tempinho para me acostumar a essa ideia. Mantive dual boot por um ano simplesmente para usar o pacote Office da Microsoft, até me dar conta de que o que procurava eram simplesmente as funcionalidades que encontrava nesses programas. 

Busque as coisas não pelo nome do programa e sim pelas suas funcionalidades, como “editor de texto” ao invés de “Word” por exemplo. Isso com certeza vai de abrir um leque muito maior de oportunidades de encontrar aquilo que você procura, muitas vezes encontrando soluções até melhores do que a que você estava acostumado.

Apesar de ter citados alguns pontos relacionados ao conteúdo produzido e um pouco da minha experiência de usuária, acredito que, grande parte da desistência ocorre pela falta de interesse do usuário em esforçar-se para adquirir um novo conhecimento e optar falar que o produto “não é bom”, do que revelar que não tinha vontade de conhecer e se adaptar há algo novo no momento. Isso também já aconteceu comigo, mas acabei revendo meus conceitos. 

Veja que não há problema em você não estar interessado em aprender algo novo no momento, desde que não justifique essa falta de interesse colocando empecilhos negativos no conteúdo, e isso vale para qualquer coisa na vida que se propor a aprender em sua vida. Enfim, no vídeo abaixo você encontra a opinião do Dionatan sobre os desafios da migração e o que se pode fazer para facilitá-la.





Até a próxima!
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