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Aprenda a gerenciar programas e atualizações no Fedora

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quarta-feira, 12 de fevereiro de 2020

Aprenda de uma vez por todas a instalar e remover programas, manter o sistema atualizado, e adicionar e remover repositórios de terceiros no Fedora via interface gráfica e linha de comando.

gerenciamento-de-programas-softwares--atualizacoes-no-fedora

Antes de se aventurar nas informações contidas neste artigo, é extremamente importante que você saiba o que são “repositórios” e os “pacotes” no mundo Linux. Para obter tal informação tudo o que você precisa fazer é assistir ao vídeo logo abaixo, e após isso você certamente estará preparado para tirar o melhor proveito possível do conteúdo a seguir.


Manusear pacotes é uma das coisas que mais temos que fazer após instalar uma distro Linux. Seja através de instalações e remoções de programas ou atualizações do sistema. Isso é uma das coisas que mais “assustam” usuários iniciantes que estão pensando em testar uma distro de uma base diferente, pois poderá levar algum tempo até que essa pessoa se acostume com comandos e softwares diferentes para fazer as mesmas coisas. Eu mesmo já “cansei” de tentar rodar um “sudo apt install” no terminal do Fedora. 😁

Muitas vezes esse usuário acabou de chegar, por exemplo, no Ubuntu, vindo de um sistema operacional de fora da base Linux, como o Windows, e já está tendo que aprender um “punhado” de coisas novas. Então ao decidir testar uma distro de uma base diferente, como por exemplo, o Fedora, essa pessoa descobre que terá que reaprender várias coisas que havia acabado de aprender no Ubuntu.

Já presenciei vários usuários que ficaram um pouco infelizes ao descobrir sobre essas diferenças, mas lhes digo, essa é uma transição muito mais simples e fácil do que pode parecer aos olhos de usuários iniciantes.

E é com o intuito de minimizar ainda mais essa transição que decidi escrever este artigo, no qual abordarei os principais métodos de instalação e remoção de programas e atualização do sistema, via interface gráfica e terminal. E para começar, nada melhor que escrever sobre a distro que estou utilizando no momento, e tenho utilizado como sistema principal há cerca de um ano. O Fedora!

Mãos à obra!


Vamos começar falando sobre dois softwares que serão tudo, ou até mais do que você irá precisar para gerenciar pacotes via interface gráfica em qualquer derivação do Fedora. Trata-se do gerenciador de pacotes chamado DNFDragora, e da conhecida loja de aplicativos que muitos de vocês já devem ter utilizado, a GNOME Software.

Muitos dirão que o Discover do projeto KDE seria uma melhor opção para a Spin com o KDE Plasma do Fedora, e de fato o Discover também é uma excelente opção. Todavia, pretendo fazer com que este artigo possa ser utilizado em qualquer uma das spins (“spins” são variações do Fedora com interfaces gráficas diferentes), e a GNOME Software pode ser utilizada da mesma forma em qualquer variação do Fedora, e para que o artigo não fique demasiado longo e cansativo, hoje falarei apenas sobre ela. O que não me impede de escrever sobre o Discover em uma outra ocasião. 😉

Caso você esteja utilizando a versão padrão do Fedora, que utiliza o GNOME Shell, a GNOME Software já vem pré-instalada no sistema. Mas caso você esteja utilizando uma das Spins, basta procurar pela GNOME Software em qualquer loja de aplicativos, ou através do terminal com o seguinte comando:

sudo dnf install gnome-software

Uma vez instalada, a mesma poderá ser encontrada no seu menu de aplicativos sob o nome de “Programas”, conforme pode ser visto na imagem abaixo. O ícone da aplicação pode variar dependendo do tema de ícones que você está utilizando.

gnome-software-programas-fedora

RPM Fusion


Uma vez instalada a GNOME Software, o próximo passo será adicionar os repositórios RPM Fusion. Já fizemos um artigo sobre o RPM Fusion, no qual explicamos do que se trata, e também ensinamos a como instalá-lo. É recomendável que você leia aquele artigo antes de continuar com este.

Snaps


O próximo passo é habilitar o suporte à instalação de pacotes Snap. Caso você não saiba o que é “Snap”, este artigo irá certamente lhe dar um “norte”.

Para habilitar o suporte a aplicações Snap, apenas rode os comandos abaixo no seu terminal, na seguinte ordem:

sudo dnf install snapd

sudo ln -s /var/lib/snapd/snap /snap

Feito isso você já poderá instalar aplicações Snap no seu sistema. Softwares distribuídos em Snap podem ser encontrados na Snap Store, e o processo de instalação é extremamente simples. Após ter encontrado o aplicativo desejado, conforme mostrado na imagem abaixo, simplesmente clique em “Install”, copie o comando e rode-o no terminal. Reiniciar o sistema pode ser necessário a fim de assegurar que o Snap esteja funcionando corretamente.

Mais informações sobre os Snaps podem ser encontradas neste artigo, que mencionei anteriormente.

Flatpaks


O Fedora já vem com o Flatpak instalado por padrão, sendo que tudo o que é aconselhável que você faça agora é habilitar suporte ao repositório Flathub, que contém um vasto catálogo de softwares disponíveis. Para fazê-lo, simplesmente rode o comando abaixo no seu terminal:

flatpak remote-add --if-not-exists flathub https://flathub.org/repo/flathub.flatpakrepo

Pronto, o seu sistema já está preparado para receber pacotes Flatpak do Flathub.

Para mais informações sobre pacotes Flatpak, e sobre como manuseá-los, acesse o artigo que escrevemos sobre o assunto.

Repositórios COPR


Os COPR são repositórios de terceiros nos quais são mantidos softwares que por quaisquer razões não podem estar nos repositórios oficiais do Fedora, algo semelhante ao que os PPAs são para o Ubuntu. Recentemente escrevi um artigo no qual falo sobre o que são os repositórios COPR, e também ensino a utilizá-los, em um artigo que também é um complemento a este.

Pacotes RPM


O “RPM” (extensão: .rpm), inicialmente significando “RedHat Package Manager”, hoje em dia sendo um acrônimo recursivo para “RPM Package Manager”, é o formato de empacotamento utilizado no Fedora.

Para aqueles com maior conhecimento na base Debian/Ubuntu, os “.rpm” estão para o Fedora assim como os “.deb” estão para o Debian, Ubuntu e seus derivados. Um grande número de desenvolvedores disponibilizam seus softwares empacotados em “.rpm”, e um bom exemplo é o Google Chrome, que na sua página oficial encontra-se disponível para download em dois formatos para Linux, sendo eles “.deb” e “.rpm”.

download-google-chrome-rpm-fedora

Pacotes RPM também são encontrados nos repositórios oficiais do Fedora, bem como no RPM Fusion e também nos repositórios COPR. Softwares baixados no formato “.rpm” podem ser instalados via interface gráfica de uma forma extremamente simples, semelhante aos “.deb”. Para fazê-lo basta ter a GNOME Software instalada, dar dois cliques sobre o arquivo, clicar em “Instalar” e digitar a sua senha.

instalacao-google-chrome-rpm-gnome-software

Mas é claro que, como tudo no Linux, a instalação desses pacotes também pode ser feita através do terminal. Para isso, primeiro abra o terminal no diretório em que está localizado o arquivo “.rpm”, e execute o comando abaixo substituindo “<pacote.rpm>” pelo nome do arquivo a ser instalado, incluindo a extensão.

sudo dnf install <pacote.rpm>

GNOME Software


Agora vamos fazer com que todos os softwares em Flatpak, bem como do RPM Fusion apareçam na GNOME Software. Primeiro encerre totalmente a GNOME Software, e então reinicie-a. Isso fará com que a mesma sincronize a lista de softwares disponíveis com os repositórios recém adicionados. Para encerrar a GNOME Software, abra o gerenciador de tarefas/monitor do sistema, encontre o processo “gnome-software”, clique com o botão direito do mouse sobre ele, e então clique em “Matar”. Caso seja da sua preferência, você também pode “matar” o processo da GNOME Software utilizando o comando abaixo:

killall gnome-software

Agora é só abrir a GNOME Software novamente, e aguardar os repositórios serem sincronizados. Feito isso, todos os pacotes do Flathub e RPM Fusion, bem como dos repositórios que já vem pré-ativados no Fedora já estarão disponíveis para serem instalados via interface gráfica através da GNOME Software.

notificacao-atualizacao-do-sistema-gnome-software

Também será possível atualizar o sistema através da GNOME Software, que também mantém atualizadas as aplicações instaladas via Flatpak.

Como pudemos conferir, a GNOME Software é uma “mão na roda”. Através dela podemos gerenciar a instalação e remoção de pacotes dos repositórios oficiais do Fedora, RPM Fusion, Flatpaks, pacotes “.rpm”, e também manter o sistema atualizado. Todavia, a GNOME Software não é capaz de exibir pacotes que não possuam ícones, e é para suprir essa deficiência que utilizaremos o próximo item da nossa lista, o DNF Dragora.

DNF Dragora


O DNF Dragora é um gerenciador de pacotes semelhante ao Synaptic, que funciona totalmente via interface gráfica, porém sem aquele visual moderno e atrativo de uma loja de aplicativos. Possuir um visual mais simplista e menos focado na estética não é necessariamente um defeito, uma vez que muitas pessoas até preferem que seja assim. O DNF Dragora é capaz de exibir pacotes de todos os repositórios oficiais do Fedora, bem como dos COPR e também do RPM Fusion, porém não exibe Snaps e Flatpaks.

dnfdragora

Com o DNF Dragora você pode pesquisar por pacotes utilizando filtros, tais como: “instalados, não instalados e por atualizar”. Além disso, também é possível pesquisar entre apenas nomes ou apenas descrições dos softwares. Na descrição de cada pacote, podemos encontrar uma breve introdução sobre ele, o repositório do qual o mesmo é proveniente, e alguns links relacionados ao software, como por exemplo a sua página no Github.

historico-de-transacoes-do-dnfdragora

O DNF Dragora também exibe um histórico de todas as transações feitas através dele, desde a sua data de instalação. Ao acessar “Preferências do usuário” no menu de “Opções”, e marcar a caixa de diálogo “Mostrar atualizações na próxima inicialização”, toda vez que for aberto o DNF Dragora irá exibir a lista de atualizações disponíveis, que poderão ser aplicadas com literalmente apenas dois cliques.

atualizacao-do-fedora-atraves-do-dnfdragora

Por fim, o DNF Dragora é de longe o meu software preferido para gerenciar pacotes e atualizações via interface gráfica no Fedora. O não suporte a Snaps e Flatpaks acaba não fazendo tanta falta, já que é extremamente fácil pesquisar e instalar apps utilizando tanto a Snap Store quanto o Flathub.

Linha de comando


Depois de ter aprendido a gerenciar pacotes, repositórios e atualizações via interface gráfica, chegou a hora de ligar o modo “hackudão”, para aprendermos a fazer as mesmas coisas via linha de comando.

O software responsável por fazer todo o gerenciamento de pacotes no Fedora é o DNF. Para os recém chegados, o DNF está para o Fedora assim como o APT está para o Ubuntu. Gerenciadores de pacotes via interface gráfica, como o DNF Dragora e a GNOME Software são nada mais que “front ends” para o DNF. Ou seja, ao clicar em “instalar” em um desses softwares, o que está rodando por “debaixo do capô” é na realidade um “dnf install”.

Começando pelo mais básico, o comando abaixo é utilizado para pesquisar por pacotes nos repositórios. Funciona basicamente como os campos de busca do DNF Dragora e GNOME Software, onde você substituirá “<pesquisa>” pelo termo que você deseja pesquisar.

dnf search <pesquisa>

Agora que você já pesquisou pelo pacote que deseja instalar, e já sabe qual é o nome exato do mesmo, para instalá-lo utilize o comando abaixo, substituindo “<pacote>” pelo nome do pacote desejado.

sudo dnf install <pacote>

Suponhamos que você já não queira mais determinado pacote instalado no seu sistema, é extremamente simples removê-lo pelo DNF, veja:

sudo dnf remove <pacote>

Você já dominou a “arte” de pesquisar, instalar e remover pacotes via terminal no Fedora, então agora chegou a hora de atualizar o sistema! Caso você esteja vindo do Ubuntu, deve se lembrar de que lá existem dois comandos para atualizar o sistema, que são o “apt update” e o “apt upgrade”, que servem para respectivamente sincronizar os repositórios e efetuar a atualização.

No Fedora os repositórios são sincronizados toda vez que o DNF é utilizado. Sempre ao executar comandos para pesquisar, instalar ou remover pacotes, é como se o sistema executasse um “apt update” de forma automática, desta forma você sempre estará com os repositórios atualizados ao efetuar qualquer transação.

Tal característica pode tornar o processo alguns segundos mais lento, dependendo da velocidade da sua conexão, mas também o torna, de certa forma mais simples e eficaz. Assim, para atualizar o sistema no Fedora precisamos utilizar apenas um comando, que é o seguinte:

sudo dnf update

Este que falaremos a seguir é um comando muito útil, que por alguma razão não é conhecido por muita gente. Através dele você poderá obter detalhes sobre pacotes, como versão, descrição, tamanho, se está ou não instalado, página no Github ou site oficial, entre outras coisas.

dnf info <pacote>

Uma curiosidade é que também existe um comando equivalente ao “dnf info” no Ubuntu, o qual também não é conhecido por muitas pessoas. Trata-se do “apt show”. 😄

Quando você instala um software, geralmente são instaladas algumas dependências junto com ele. Ou seja, você instala um programa, mas para que ele possa funcionar corretamente outros softwares precisam ser instalados ao lado. Todavia, ao desinstalar esse mesmo programa, nem todas essas dependências são removidas, e é exatamente por essa razão que utilizamos o próximo comando.

O “autoremove” é responsável por remover todos aqueles que são chamados de pacotes “órfãos”, que são nada menos que dependências que foram instaladas, e já não são mais necessárias. Trocando em miúdos, são softwares que estão instalados por nada na sua máquina, apenas ocupando espaço em disco e nada mais. Para resolver esse “problema”, é recomendado de tempos em tempos executar o comando a seguir.

sudo dnf autoremove

Para fins de informação, um comando semelhante também existe no Ubuntu, que é o “sudo apt autoremove”. E também no Arch Linux, que é o “pacman -R $(pacman -Qdtq)” 😊

O comando seguinte é muito útil após ter sido removido algum repositório de terceiros, como por exemplo um COPR. Ao remover um COPR, muitos dos softwares que você havia instalado a partir do mesmo podem continuar instalados no seu sistema. Dessa forma, o que o comando abaixo faz é sincronizar todos os pacotes instalados no seu sistema com os repositórios atualmente ativos. Assim removendo ou fazendo downgrade de softwares provindos de repositórios já removidos.

sudo dnf distro-sync

Notas finais


E com isso chegamos ao fim do nosso tutorial sobre gerenciamento de pacotes e atualizações do sistema no Fedora. Espero que este conteúdo possa tornar mais fácil a vida daquelas pessoas que estão chegando no Fedora, seja vindas de outra distro Linux, ou até mesmo de outro sistema como Windows e MacOS.

É bem possível que eu venha a fazer mais artigos como este, sobre distros diferentes. Mas é claro que farei isso apenas se for interessante à vocês, leitores. Então digam-me se vocês tem interesse em mais artigos sobre outras distribuições seguindo esta linha. E se a resposta for sim, qual distribuição vocês querem que seja a próxima? Sinta-se a vontade para expressar as suas ideias nos comentários abaixo! 😁

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Como instalar o Wordpress localmente no Linux utilizando o Bitnami

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quarta-feira, 29 de janeiro de 2020

O Wordpress é o CMS (Content Management System, ou em português Sistema de Gerenciamento de Conteúdo) mais utilizado no mundo, presente em mais de 27 milhões de websites pelo mundo, o que representa cerca de 35% de toda a internet.

instalando-wordpress-maneira-simplificada

Um dos maiores projetos open source existentes, pode ser utilizado desde um simples blog até e-commerces e grandes portais como BBC, The Next Web e Mozilla.

Neste post, ensinarei como instalar o Wordpress localmente para testes de uma maneira facilitada, utilizando um serviço chamado Bitnami.

O Bitnami conta com instaladores pros principais sistemas operacionais como Linux, MacOS e Windows e também possui uma opção de máquina virtual, onde é possível fazer o download de um sistema Linux pré-configurado para rodar através do Virtual Box ou VMWare. Neste post, iremos utilizar a instalação para Linux.

Primeiramente, entre no site do Bitnami, e na direita clique no botão “Win / Mac / Linux” dentro da opção “On my computer”.

Logo abaixo será exibida opções para realizar o download para os três sistemas operacionais. Clique em “Download for Linux 64-bit” e o download de um arquivo .run será iniciado.

Para poder executar o arquivo .run, primeiro temos que clicar com o botão direito no arquivo, selecionar Propriedades e permitir a execução do arquivo como um programa. Feito isso, será possível abrir o instalador.

Caso o instalador acuse que a lib “libtinfo.so.5” não está instalada, será necessário abrir o terminal e instalar manualmente.

No Ubuntu e derivados, digite:

sudo apt install libncurses5

Para mais detalhes sobre esta lib, o Bitnami possui uma página de troubleshooting especificamente para esta questão.

Feito isso, basta reabrir o instalador e seguir o procedimento normalmente. Primeiramente, o instalador exibirá as opções para instalação, que são: Varnish, Wordpress e PhpMyAdmin.

O Varnish é um acelerador de aplicações web e o PhpMyAdmin é uma interface gráfica em PHP para gerenciar bancos de dados em MySQL. Mantenha as 3 opções marcadas e clique em avançar.

Na próxima etapa, você deve informar a pasta onde deseja que o Wordpress seja instalado, e clique em avançar. 

Na opção seguinte, o instalador pede para informar um nome, e-mail, login e senha que será utilizado na criação do site Wordpress. Clicando em próximo, será perguntado o nome do site.

Logo após, uma opção de configurar o suporte para e-mail será exibida. No caso de uma instalação local não é obrigatório, mas caso queira realizar testes envolvendo envio de e-mails, esta opção pode ser marcada.

Na opção seguinte, o instalador pergunta se você quer saber mais sobre o serviço de cloud hosting da Bitnami. É possível desmarcar e prosseguir com a instalação.

Feito isso, a instalação será concluída e abrirá em seguida o painel do Bitnami, onde é possível ir para a aplicação Wordpress, abrir o painel do PhpMyAdmin e abrir a pasta onde os arquivos do Wordpress estão armazenados. O painel também conta com uma aba de gerenciamento de servidor, onde é possível parar ou reiniciar serviços específicos, como o MySQL e Apache.

Pronto! Seu servidor local já está instalado e pronto para começar os testes.

Ficou com alguma dúvida? Deixe nos comentários!

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O que é o RPM Fusion e como instalá-lo no Fedora

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quarta-feira, 22 de janeiro de 2020

Logo após instalar o Fedora, uma das maiores recomendações é a de se instalar o RPM Fusion. Mas exatamente, o que é o RPM Fusion?

mais-software-para-seu-fedora-rpm-fusion

Segundo o próprio site do projeto, o RPM Fusion é um repositório que distribui softwares que a Red Hat e o Projeto Fedora não querem disponibilizar em seus repositórios próprios, em sua maioria por questões de licença, visto que a Red Hat só disponibiliza softwares open source.

Todos os softwares presentes no RPM Fusion já estão pré-compilados em formato RPM, necessitando apenas pesquisar na loja do sistema, ou digitar um único comando no terminal.

O RPM Fusion nasceu como uma junção de outros 3 repositórios: Dribble, Freshrpms e Livna, na intenção de distribuir a maior quantidade de softwares possíveis em um único local. 

Instalação


Para instalar o RPM Fusion é bem simples. Primeiramente, entre na página de configuração do projeto, e serão exibidos uma série de links. O primeiro, é o repositório RPM Fusion Free, que conta apenas com softwares de código aberto. O segundo, é o repositório RPM Fusion Non-free, que seguindo a lógica, são os aplicativos de código fechado.

pagina-configuracao-rpm-fusion

Caso esteja utilizando a interface Gnome ou KDE, é possível baixar os arquivos .rpm e instalá-los através da própria loja de aplicativos, como qualquer outro software. 

instalacao-rpm-fusion-gnome-software

Como tudo no Linux, caso preferir, também é possível realizar este procedimento através do terminal. Basta inserir o seguinte comando:

sudo dnf install https://download1.rpmfusion.org/free/fedora/rpmfusion-free-release-$(rpm -E %fedora).noarch.rpm https://download1.rpmfusion.org/nonfree/fedora/rpmfusion-nonfree-release-$(rpm -E %fedora).noarch.rpm

Para visualizar os aplicativos do RPM Fusion diretamente da loja, basta inserir o seguinte comando e depois reiniciar o sistema:

sudo dnf groupupdate core 

Pronto! Feito isso, você terá acesso a todos os softwares do RPM Fusion através da loja ou do próprio terminal.

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Como instalar as fontes da Microsoft no Fedora

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sexta-feira, 17 de janeiro de 2020

As fontes da Microsoft são bem populares, e inclusive algumas delas como Arial e Times New Roman podem ser necessárias no caso de realização de um TCC. Já ensinamos aqui no blog como instalá-las no Ubuntu, Linux Mint e variados, e hoje iremos te ensinar a instalá-las no Fedora com um simples comando.

instalar-fontes-microsoft-fedora

O Fedora possui a filosofia de apenas ter conteúdo de código aberto em seus repositórios, e por isso as fontes da Microsoft não estão disponíveis por lá, sendo necessário instalar um pacote rpm para utilizá-las. 

Este pacote instala as seguintes fontes:

  • Andale;
  • Arial;
  • Calibri;
  • Cambria;
  • Candara;
  • Consolas;
  • Constantia;
  • Corbel;
  • Comic Sans;
  • Courier New;
  • Georgia;
  • Impact;
  • Times New Roman;
  • Trebuchet;
  • Verdana;
  • Webdings.

Para instalá-las, basta abrir o terminal e inserir o seguinte comando:

sudo dnf install https://downloads.sourceforge.net/project/mscorefonts2/rpms/msttcore-fonts-installer-2.6-1.noarch.rpm

O que este comando faz, basicamente, é realizar o download do pacote de fontes e instalá-lo automaticamente. Simples, não é?

Eu sempre instalo este pacote principalmente pela fonte Arial, que é muito utilizada não só em documentos, mas em websites também. 

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Texpander é uma alternativa gratuita e open source ao TextExpander

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segunda-feira, 6 de janeiro de 2020

O Texpander é uma alternativa gratuita e open source ao Textexpander, e está disponível para Linux. Através dele, é possível utilizar uma interface gráfica para colar comandos muito utilizados, tornando alguns processos repetitivos muito mais práticos.

crie-atalhos-e-evite-tarefas-repetitivas

O Texpander depende basicamente de 3 ferramentas: xdotool, zenity e xsel. Para instalá-las, basta procurar na loja da sua distribuição ou rodar o seguinte comando:

No Ubuntu: 

sudo apt install xdotool zenity xsel

No Fedora: 

sudo dnf install xdotool zenity xsel

Feito isso, basta acessar o Github do projeto, realizar o download do arquivo .sh e colocá-lo na pasta da sua preferência. Depois, será necessário criar um atalho de teclado para executar o arquivo. Em cada interface este procedimento pode variar um pouco, mas o conceito segue o mesmo:

No Gnome, basta acessar Configurações, entrar em Dispositivos, Atalhos de teclado e no final da lista haverá um botão + para criar um novo atalho.

criacao-atalho

Em Nome, criei um nome que irá me ajudar a identificar qual é o atalho. Já em Comando, é necessário inserir o local onde o arquivo foi armazenado. Em Atalho, adicione o atalho de sua preferência para “invocar” o Texpander. Eu recomendo o atalho Shift+Ctrl+Espaço, mas fica a seu critério.

Feito isso, basta criar uma pasta dentro da sua home chamada “.texpander” e criar cada atalho em um arquivo de texto diferente. Quando o Texpander for invocado, cada arquivo será exibido como um comando diferente, e ao selecioná-lo, será colado na caixa de texto que estiver ativada.

Você já utilizou uma solução do tipo? O que achou do Texpander? Deixe nos comentários!

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Instale o Jekyll no Ubuntu e Fedora com apenas um comando

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sexta-feira, 3 de janeiro de 2020

O Jekyll é um gerador de conteúdo estático open source, utilizado pelo Github Pages. Um gerador de conteúdo estático nada mais é do que um gerador que transforma arquivos estáticos (geralmente escritos em Markdown) e os transforma em um site, sem a necessidade de banco de dados ou estruturas complexas, deixando o site mais leve e seguro.

instale-com-apenas-um-comando

O próprio site do Jekyll conta com um tutorial de instalação onde se deve instalar primeiramente o Ruby na máquina, realizar uma série de comandos e logo após instalar o Jekyll através do Ruby. Porém, existe uma maneira muito mais simples de instalá-lo no Ubuntu e suas variações e no Fedora, através de um único comando.

No Ubuntu, basta digitar:

sudo apt install jekyll

Já no Fedora, o comando utilizado é o seguinte:

sudo dnf install jekyll

E pronto. Através deste comando será instalado o Ruby, todas as dependências necessárias e já será possível iniciar o desenvolvimento do seu site. Simples, não?

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Instale o Arch Linux rapidamente utilizando o script Archfi

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segunda-feira, 30 de dezembro de 2019

O Arch Linux é uma distribuição Linux com o foco de “faça-você-mesmo”, com isso é necessário instalar cada pacote individualmente, fazendo com que esse processo seja um pouco demorado e massante. Mas existe um script que facilita esta instalação, acelerando consideravelmente o procedimento.

facilite-instalacao-arch-linux

O Archfi nada mais é do que um bash script que exibe uma interface gráfica simplificada que facilita na hora da instalação do Arch Linux. Apesar de possuir uma interface gráfica, ainda é necessário ter um conhecimento mínimo sobre os pacotes do Linux, então não é um procedimento recomendado para usuários iniciantes.

Através da interface é possível instalar os pacotes base do sistema e o bootloader. Após este passo, o script oferece a possibilidade de rodar o Archdi (Arch Desktop Install), onde é possível selecionar outros pacotes, como interface gráfica, softwares como Gimp, Krita e até VS Code, entre diversas outras opções.

Para utilizar o Archfi, basta realizar o boot através do pendrive de instalação do Arch Linux, e depois digitar o comando:
wget archfi.sf.net/archfi
Este comando realizará o download do script. Para executá-lo, basta digitar o comando:
sh archfi
Feito isso, a interface de instalação será exibida onde é possível selecionar a linguagem (existe uma tradução em português disponível) e seguir todos os passos da interface.

Você utiliza Arch Linux? Já utilizou algum script para facilitar a instalação? Deixe nos comentários!

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Tudo o que você precisa saber sobre os drivers AMD no Linux

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quarta-feira, 11 de setembro de 2019

Você é aquele cara que viu a live do Diolinux na Twitch, e através dela ficou sabendo que, sim, Linux roda jogos? Você acabou de instalar a sua primeira distribuição Linux e não vê a hora de rodar seus jogos com a sua GPU AMD, mas qual driver instalar? Como saber qual está instalado? E qual é o melhor?

tudo-o-que-voce-precisa-saber-sobre-os-drivers-amd-no-linux

O gerenciamento dos drivers AMD nos sistemas baseados em Linux é algo muito simples, mas mesmo assim ainda há muita desinformação sobre isso internet a fora. Uma grande parte dos usuários iniciantes acaba aprendendo erroneamente que o driver de vídeo para GPUs AMD no Linux é apenas o Mesa Driver. Quando, na verdade, não é bem assim. Além do Mesa Driver também existem mais três drivers disponíveis para GPUs AMD, sendo eles: ‘Radeon’, ‘Amdgpu’ e ‘Amdgpu-pro’.

Quais são os drivers, e quais as diferenças entre eles?


Mesa Driver: O Mesa Driver ou Mesa3D é uma implementação para APIs gráficas multiplataforma que trabalha com os drivers Open Source dos chips gráficos da AMD, Intel e Nvidia. No Linux o Mesa Driver é responsável por implementar - leia-se: pôr para funcionar - as APIs gráficas OpenGL e Vulkan.

Radeon: Este é o driver de vídeo Open Source legado para GPUs AMD. Sendo assim, é o driver utilizado nos chips mais antigos da marca. Todas as placas de vídeo das séries Radeon HD 2000, 3000, 4000, 5000, 6000, 7000 e 8000, bem como alguns modelos das séries R5, R7 e R9 utilizam este driver por padrão em todas as distribuições Linux. Além de geralmente o driver Radeon possuir um desempenho inferior ao seu sucessor (o Amdgpu), este também não possui suporte a API Vulkan.

AMDGPU: O ‘amdgpu’ é o driver de vídeo Open Source mais recente para AMD, sendo o padrão para todas as placas mais atuais da marca. Possui suporte completo a Vulkan e é o driver que possui o melhor desempenho em jogos.

AMDGPU-PRO: O ‘amdgpu-pro’ está incluso no pacote ‘Radeon Software’, e é aquele driver que pode ser baixado no site da AMD, porém, não vem instalado por padrão em nenhuma das principais distros. O ‘Amdgpu-pro’ pode ser uma boa opção para quem trabalha com softwares de edição de áudio, vídeo, imagens ou modelagem 3D. Porém, se tratando de jogos não possui um desempenho tão bom quanto as suas alternativas, e definitivamente não é recomendado para o usuário “comum”. Justamente por não ser focado neste tipo de usuário, a sua versão atual, 19.03, é compatível apenas com o Ubuntu 18.04.3, Red Hat Enterprise Linux 8.0 e 7.6, CentOS 8.0 e 7.6, e SUSE Enterprise Linux 15. O ‘Amdgpu-pro’ só pode ser instalado em GPUs que sejam compatíveis e estejam rodando ‘Amdgpu’.

Todas as distribuições Linux que são direcionadas ao usuário final - Ubuntu, Linux Mint, Manjaro, Deepin, entre outras... - já possuem os drivers Mesa, Radeon e Amdgpu instalados por padrão. Você simplesmente não precisa instalar nada. 😀

Como saber qual driver estou utilizando?


Independente de qual seja o modelo da sua GPU, ela com certeza faz uso do Mesa Driver, mas como saber se estou utilizando ‘Radeon’ ou ‘Amdgpu’?

É uma consulta muito simples! Abra um terminal e rode os dois comandos abaixo na seguinte ordem:

lspci -k | grep radeon

lspci -k | grep amdgpu

Os comandos retornarão o seguinte:

Kernel driver in use: “Aqui será exibido o nome do driver que você está utilizando, ‘Radeon’ ou ‘Amdgpu’.”

Kernel modules: “Aqui aparecerá com quais drivers o seu chip gráfico é compatível. ‘Radeon’, ‘Amdgpu’ ou em alguns casos ambos.”
driver-amdgpu-no-terminal-linux
Nesse caso o driver em uso e único disponível é o 'Amdgpu'.
Alguns modelos de placas das séries Radeon HD 7000, HD 8000, R5, R7 e R9 são compatíveis com ambos os drivers. Porém, o suporte ao ‘Amdgpu’ nesses modelos é experimental. Sendo assim, o driver ‘Radeon’ é o que vem ativado por padrão.

Como já foi dito, além de o driver ‘Radeon’ possuir um desempenho inferior, este também não roda Vulkan. Sendo assim, se você pretende rodar jogos com Vulkan, bem como obter um melhor desempenho nessas GPUs, será necessário ativar o ‘Amdgpu’ manualmente.

Já publicamos aqui no blog um artigo ensinando a ativar o ‘Amdgpu’ em todos o modelos que suportam ambos os drivers, bem como listando quais modelos são esses.

Devo atualizar meus drivers?


Os drivers ‘Radeon’ e ‘Amdgpu’ estão inclusos no Kernel Linux. Sendo assim, os mesmos são atualizados automaticamente sempre que o Kernel é atualizado. Então talvez você esteja se perguntando: Devo atualizar o meu Kernel à fim de obter os drivers mais recentes? Isso me dará mais desempenho?

Atualizar o Kernel envolve muito mais do que apenas drivers de vídeo. Sabendo disso, já fizemos um artigo completo falando sobre todos os prós, contras, e se realmente vale a pena atualizar o Kernel.

Já o Mesa Driver está instalado por padrão na grande maioria das distribuições Linux, mas não está inserido no Kernel. Sendo assim, ele pode ser atualizado individualmente. O que é recomendado se você utilizar uma distro de lançamento fixo, como o Ubuntu ou Linux Mint.

Para saber como atualizar o Mesa Driver no Ubuntu e Linux Mint veja este artigo.

Instalando o Radeon Software (Amdgpu-pro)


Se após ter lido a introdução sobre o ‘Amdgpu-pro’ neste artigo você percebeu que o mesmo se encaixa no seu perfil de usuário e decidiu instalá-lo, por sua conta e risco, siga as instruções abaixo:

Obs.: O tutorial abaixo foi feito no Ubuntu 18.04.3 LTS. O processo de instalação pode ser ligeiramente diferente nas outras distribuições suportadas.
• Acesse a página de suporte da AMD, selecione o modelo da sua GPU e clique em ‘Enviar’.

pagina-de-suporte-da-amd

• O driver está disponivel para quatro distribuições Linux e geralmente não funciona nas suas derivações. Escolha qual versão você deseja e clique em ‘Download’.

pagina-de-download-de-drivers-da-amd

• Após ter concluído o download, extraia o conteúdo do arquivo com extensão “.tar.xz” que você baixou. Abra a pasta na qual os arquivos foram extraídos. Localize o arquivo ‘amdgpu-pro-install’, clique nele com o botão direito do mouse, vá à aba ‘Permissões’ e marque a caixa de seleção ‘Permitir execução do arquivo como um programa’.

shell-script-amd-linux

• Clique com o botão direito do mouse em qualquer área em branco dentro da pasta em que está localizado o arquivo ‘amdgpu-pro-install’, depois clique em ‘Abrir no terminal’.
instalando-amdgpu-pro-no-linux

Dentro do terminal digite o seguinte:

./amdgpu-pro-install

Pressione ‘Enter’ e aguarde. A instalação poderá levar vários minutos.

Assim que a instalação estiver finalizada, reinicie o seu computador. Pronto, o driver ‘Amdgpu-pro’ já está instalado na sua máquina.

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O que fazer depois de instalar o Deepin 15.10

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quinta-feira, 6 de junho de 2019

O Deepin é uma das distribuições Linux com maior apelo visual, é aquele tipo de design que: “Ou você ama, ou odeia”. Seja pelo “blur”, diversos conceitos de outras interfaces gráficas agregadas, consistência visual ou os aplicativos desenvolvidos para distribuição. Caso você pretenda instalar a nova versão lançada, o Deepin 15.10, este post é justamente demonstrando um pós-instalação “de o que você deve fazer” após instalar o sistema.

deepin-deepin15.10-pos-install-instalação-linux-distro-bonito-dde-kwin-desktop-debian

Ainda não viu a nova versão do Deepin? Noticiamos as mudanças em destaque da versão 15.10 neste post. Você também pode conferir o nosso review sobre o sistema. São diversas novidades, comparado às versões anteriores.


“Começando pelo começo”


Antes de qualquer procedimento ao se instalar um novo sistema, é obviamente, atualizar o mesmo. Isso garante maior segurança e correções de eventuais bugs contidos no lançamento. Então, abra o painel de configurações do sistema e vá até à seção “Atualização”. Clique na opção e verifique se contém algum update para o sistema. É comum durante algumas atualizações o Deepin pedir para reiniciar o sistema, então proceda como o informado.

deepin-deepin15.10-pos-install-instalação-linux-distro-bonito-dde-kwin-desktop-debian-update

Antigamente era necessário alterar os servidores ao instalar algum app ou efetuar uma atualização no sistema, nas últimas versões o Deepin consegue de forma inteligente localizar o servidor mais próximo de você. Menos um passo, claro que você pode selecionar manualmente esta opção. Veja o vídeo a seguir com todo passo-a-passo.


Mãos na massa!


Na opção “Contas” você poderá criar um usuário para o sistema, clicando no botão “Criar conta” ou indo em seu usuário, você pode efetuar algumas mudanças, como: trocar o avatar, modificar o nome do usuário, trocar a senha, ativar o login automático (desativado a obrigatoriedade de digitar sua senha ao ligar o computador), assim como a opção de logar sem senha.

deepin-deepin15.10-pos-install-instalação-linux-distro-bonito-dde-kwin-desktop-debian-user-contas

Em “Tela” você poderá ajustar o brilho, escala e caso utilize mais de um monitor (que é o meu caso) escolher o comportamento das telas que mais lhe agrada. 

deepin-deepin15.10-pos-install-instalação-linux-distro-bonito-dde-kwin-desktop-debian-tela

O Deepin é uma distribuição muito bela, como comentei anteriormente, mas algumas customizações podem ser realizadas. Na categoria “Personalização”, as fontes do sistema, transparência, temas de ícones e aplicativos, como também a decisão de manter habilitado os efeitos da interface, podem ser realizados.

deepin-deepin15.10-pos-install-instalação-linux-distro-bonito-dde-kwin-desktop-debian-personalizar-tema-icones

Em “Rede”, configurações de DSL, VPN, proxy etc. Poderão ser realizadas. Caso queira trocar o DNS de seu Deepin pelo da Google, por exemplo, você pode proceder como este vídeo “antigo”, porém, não datado do meu canal OSistemático. Só não se esqueça de desmarcar a opção “auto” e deixar em “manual”, assim como eu (😂😂😂).


Configurações de balanço entre o som, volume do sistema, microfone, estão todos em “Som”. Uma das novidades da versão é a possibilidade de desabilitar seletivamente os efeitos sonoros do sistema. Basta clicar no botão “Efeitos sonoros”. Particularmente não gosto de sons ao iniciar o sistema, ou qualquer tarefa que realize. Fica ao seu critério selecionar os efeitos que mais lhe agradam.

deepin-deepin15.10-pos-install-instalação-linux-distro-bonito-dde-kwin-desktop-debian-som

A data e horário do sistema podem ser modificados na seção de mesmo nome, “Data e Hora”, a opção “Sincronizar automaticamente” é bem útil e dispensa configurações (quando conectado a internet o sistema identifica a data e hora).

deepin-deepin15.10-pos-install-instalação-linux-distro-bonito-dde-kwin-desktop-debian-data-hora

Configurações de energia” é a seção ideal para escolher entre as opções de desligamento de tela, quanto tempo o PC será suspenso, necessidade de utilização de senhas ao despertar o pc etc. Em meu desktop gosto de configurar o monitor para nunca “se apagar”. 

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Em “Teclado e Idioma” atalhos poderão ser atribuídos, o teclado numérico habilitado, notificações ao ativar o Caps Lock como, o idioma do sistema e do teclado. Caso o idioma de seu teclado não esteja em português. Clique em “Idioma do Teclado”, pesquise por sua linguagem, marque ela como padrão e se desejar remova a outra.

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Instalando o driver de vídeo no Deepin


No menu do sistema pesquise por “Deepin Graphics Driver Manager”. Abra o gestor de drivers do Deepin, selecione o driver referente ao seu equipamento e prossiga conforme o programa ir indicando. Veja logo abaixo um vídeo demonstrando todo o procedimento em uma NVidia GTX 1060. A lógica com as demais é semelhante. Lembrando que o Deepin não tem uma fama muito boa com placas de vídeo “hibridas”, contidas nos notebooks. E para jogadores mais fervorosos que fazem uso do SteamPlay, por conta do versionamento de seus drivers, o sistema não é o mais indicado para tal prática. Outro passo importante é ter o backup de seus dados, caso o procedimento dê errado.


Atalhos da interface


Outro ponto interessante do Deepin, são seus atalhos. Com  softwares desenvolvidos e pensados para o sistema, alguns "macetes" são desconhecidos por muitos de seus usuários. Veja alguns neste vídeo (o vídeo tem um tempinho, mas vale a pena).


Configurações na usabilidade do sistema


O Deepin possui uma interface que pode mesclar seu comportamento, agregando usabilidades de diversos sistemas. Seja uma dock ou uma barra de tarefas o DDE, Deepin Desktop Environment, tem opção como “cantos quentes” com atalhos para diversas funcionalidades. Customizações estéticas como, a troca de wallpapers etc. Podem ser facilmente realizados no sistema. Para mais detalhes, veja o vídeo com as dicas contidas neste post, e muito mais.


Sendo uma das distribuições que mais chamam a atenção, o Deepin é uma escolha interessante e que vale o teste. Mesmo com algumas limitações, especificamente se você for um gamer assíduo, o sistema pode agradar usuários “menos hardcores”.

Gostou da nova versão do Deepin? Participe de nosso fórum Diolinux Plus, caso tenha algum problema ou dúvida sobre o sistema, existe toda uma comunidade disposta em lhe auxiliar.

Até o próximo post, te espero aqui no blog Diolinux, SISTEMATICAMENTE! 😎
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19 coisas para fazer depois de instalar o Ubuntu 19.04 Disco Dingo

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quinta-feira, 18 de abril de 2019

O Ubuntu 19.04 “acabou de sair do forno” e muitas novidades acompanham essa novíssima versão, caso ainda não tenha visto, acesse nosso post detalhado sobre as novidades do Ubuntu 19.04. Acesse essa outra postagem sobre os “sabores do Ubuntu”, nesta versão 19.04 (Aguarde um “cadiquin” que já já lançamos o post 😁😁😁).

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O Ubuntu 19.04 é uma versão muito aguardada pela comunidade, mesmo não sendo uma LTS (Versão de longo suporte) e possuindo apenas 9 meses de “vida”, recomendo muito seu teste, seja para ver como as coisas estão ficando até a próxima LTS, Ubuntu 20.04, ou para uso pessoal.

E como proceder com o pós-instalação? Pois bem, esse é o lugar ideal para lhe orientar com todo passo-a-passo.

Atualizando do Ubuntu 18.10 sem reinstalar o sistema por uma iso


Caso esteja utilizando o Ubuntu 18.10, atualizar dele para o 19.04 é uma tarefa simples. Porém antes de tudo, efetue o backup de seus dados, afinal “o seguro morreu de velho” (😁😂😅).

Para efetuar o upgrade do 18.10, basta abrir o programa “Software e Atualizações” e executar uma verificação por atualização, a ferramenta irá informar que existe uma nova versão do Ubuntu para download.

Outra forma é via terminal, com o comando:

sudo do-release-upgrade -c

Aguarde todo o procedimento até a nova versão.

Pós-instalação Ubuntu 19.04


Se você acabou de instalar o Ubuntu 19.04, os passos a seguir podem ser efetuados, para melhor experiência de uso e comodidade.

1 - Configuração inicial do Ubuntu


Ao iniciar o sistema pela primeira vez, uma tela de “Bem-vindo ao Ubuntu” aparecerá, nela você poderá fazer algumas configurações iniciais como:

Conectar suas contas on-line, Google, Microsoft etc.

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Criar ou logar em sua conta Ubuntu, para utilização de serviços como a possibilidade de comentar na loja do Ubuntu e utilizar o “livepatch”, (entretanto o mesmo parece não estar disponível na versão 19.04), caso não saiba o que é livepatch, temos uma postagem bem detalhada sobre esse poderoso recurso.

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Você também poderá ajudar a melhorar o Ubuntu, permitindo que alguns dados sejam coletados. Fizemos um artigo dedicado a este recurso, explicando quais os tipos de dados serão coletados. No entanto, a opção pode ser desabilitada a qualquer momento, basta acessar o painel de controle do sistema, ir na sessão “Privacidade” e efetuar a alteração.

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A opção de manter ou não os “Serviços de localização” será apresentada. Com a opção habilitada, aplicativos poderão fazer uso de sua localização geográfica, uma identificação é mostrada quando o recurso está em uso. Algumas aplicações como o Gnome Maps fazem uso deste serviço. Assim como o envio de dados para coleta, na sessão “Privacidade” do painel de controle, este recurso pode ser ativado ou desativado.

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Para finalizar a tela de “Bem-vindo”, o Ubuntu oferece alguns apps em Snap para instalação. Mais adiante tocamos no assunto Snap.

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2 - Atualize o sistema


Mesmo que tenha instalado o sistema logo após seu lançamento, é interessante verificar se existem novas atualizações disponíveis.

Para isso no menu do Ubuntu pesquise por “Atualizador”, é um ícone com um “A” e duas setas circulantes. Se houverem atualizações, basta clicar em “Instalar agora”, confirmar sua senha e aguardar o procedimento.

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Após o término da atualização, o sistema irá lhe sugerir para reiniciar o sistema e caso durante a atualização um kernel novo tenha sido atualizado, recomendo que reinicie de imediato.

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3 - Complete a instalação dos pacotes do sistema


Se você instalou o Ubuntu conectado a internet, provavelmente a instalação dos pacotes de idioma do sistema estará completa. Todavia não custa averiguar e caso tenha instalado sem acesso a internet, também deverá proceder da mesma maneira.

Vá até o painel de controle, localize a sessão “Região & idioma” e clique em “Gerir Idiomas Instalados”.

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O Ubuntu verificará se todos os pacotes referentes ao seu idioma estão instalados, e caso não esteja, ele lhe informará. Basta clicar em “instalar”, confirmar sua senha e aguardar a conclusão do procedimento.

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4 - Instale Codecs multimídia


Nas últimas versões, uma nova categoria passou a fazer parte da Gnome Software (loja do Ubuntu), possibilitando a instalação de Codecs sem a necessidade de outro programa ou terminal. Mesmo existindo o pacote “ubuntu-restricted-extras”, na qual diversos codecs são adicionados ao instalá-los via terminal ou Synaptic (que falaremos logo a frente), a loja do Ubuntu possibilita a instalação de Codecs nativamente.

Com a loja aberta, clique na categoria “Complementos”, e na aba “codecs”, existirão diversas opções. Fica ao seu critério instalá-los, conforme a necessidade, na dúvida é melhor ter vários do que faltar… (😋😋😋).

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5 - Instale ferramentas para o gerenciamento de pacotes


Embora a loja do Ubuntu esteja repleta de aplicações, existe um “leve incômodo”, a sua incapacidade de encontrar alguns pacotes sem ícones, por exemplo aplicações para o terminal e pacotes complementares. Então programas como o Synaptic, entram em cena, sendo uma ótima escolha para lidar com pacotes (caso não queira utilizar o terminal).

Não sabe utilizar o Synaptic? Veja o guia em vídeo que preparamos para você.

No menu do Ubuntu pesquise por “Software Ubuntu”, ou até mesmo “Loja”, o programa tem um ícone de uma sacola laranja (bem sugestivo).

Na loja, pesquise por “Synaptic” (no ícone de lupa na barra superior). Será o primeiro programa, efetue sua instalação.

gerenciar-pacotes-synaptic-canonical-lançamento-linux-ubuntu-disco-dingo-1904-19-04-gnome-shell-yaru-tema

Como mencionado anteriormente, o Synaptic poder ser muito útil no gerenciamento de pacotes. Por exemplo, ao invés de instalar os Codecs “um a um” via Software Ubuntu, você pode pesquisar no Synaptic por “ubuntu-restricted-extras”, e Instalar os principais codecs de uma só vez.

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OBS.: Outra opção para instalar pacotes DEB, a própria loja do Ubuntu executa essa função, são: o “Instalador de pacotes GDebi” e o “Deepin Package Manager”, você pode instalar algumas dessas alternativas, apenas pesquisando na loja. 

6 - Instale o OpenJDK para aplicações Java


Caso faça uso de algum aplicativo em Java, será necessário instalar o OpenJDK para seu funcionamento no Ubuntu.

Abra o Synaptic, e pesquise por “default-jdk”, a versão padrão do Ubuntu 19.04 é o OpenJDK 11, porém você pode instalar outras versões como o 12 e 13… Se assim desejar pesquise por “openjdk-12-jdk” (substitua o 12 pela versão desejada).

Marque para instalação e instale o pacote.

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7 - Instalando Drivers Intel


Caso possua um processador Intel, você poderá Instalar seu driver de forma simples. Abra a loja, vá até a categoria “Complementos” e na aba “Drivers de hardware”, selecione a opção “Beignet” e instale o driver.

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8 - Instale o Mesa Driver mais atual para Intel e AMD


O Mesa Driver é uma implementação do OpenGL que atua entre o driver de vídeo e o hardware, e suas versões mais atuais trazem uma sobrevida nos jogos, ainda mais quando falamos de Vulkan, DXVK, Proton etc.

Então não confunda, o Mesa Driver não é um driver de vídeo, e quem quer uma performance a mais em games, tem “quase como obrigação” mantê-lo em suas versões mais atuais no sistema (vamos ser “modestos” e instalar a versão estável. (😏)

OBS.: No presente momento (18/04/2019) a versão do Mesa no Ubuntu 19.04, está na 19.0.2, enquanto a do PPA do Padoka, está na 19.0.1. Esse procedimento pode ser feito no futuro, quando a versão do Padoka for atualizada.

Para isso vamos adicionar o PPA do Padoka, e sempre quando houver Atualizações, o Ubuntu sempre estará com as últimas versões estáveis no sistema.

Pesquise no menu do Ubuntu por “Programas e atualizações”, Vá na segunda aba “Outros programas” e clique no botão, logo abaixo, “adicionar

E adicione o seguinte conteúdo na caixa de texto de nome “Linha do APT”:

ppa:paulo-miguel-dias/pkppa

ppa-interface-grafica-canonical-lançamento-linux-ubuntu-disco-dingo-1904-19-04-gnome-shell-yaru-tema

Clique no botão “Adicionar Fonte”, digite sua senha, após adicionado, clique no botão “Fechar”. Uma janela aparecerá, indicando que a “informação sobre os aplicativos estão desatualizados”, clique em “Recarregar” e espere todo o processo.

ppa-mesa-canonical-lançamento-linux-ubuntu-disco-dingo-1904-19-04-gnome-shell-yaru-tema

Caso prefira via terminal, adicione o PPA:


sudo add-apt-repository ppa:paulo-miguel-dias/pkppa

Depois atualize o sistema:

sudo apt update && sudo apt dist-upgrade

E pronto! O Mesa Driver está atualizado!

9 - Instale o Driver estável NVidia mais recente 


Para instalar a última versão estável do driver NVidia, preparamos uma postagem bem detalhada e completa, com todo passo-a-passo, seja ele via interface gráfica ou via terminal. Acesse o link do post completo.

10 - Escolhendo o melhor mirror e habilitando os parceiros da Canonical


No menu do Ubuntu pesquise por “Programas e atualizações”, ao abrir o programa você notará que ele é composto por diversas abas.

Na aba “Aplicativos Ubuntu” clique em “Baixar de: Outro…”, uma janela aparecerá. O Ubuntu possui essa ferramenta que escolhe o melhor mirror, servidor para os downloads do sistema. Isso torna as atualizações e instalações de apps dos repositórios oficiais, bem mais rápidos conforme a sua região.

Clique em “Selecionar Melhor Servidor”, aguarde o teste, escolha o que melhor clicando em “Escolher Servidor”.

servidor-mirror-update-canonical-lançamento-linux-ubuntu-disco-dingo-1904-19-04-gnome-shell-yaru-tema

É importante clicar em “Fechar” e caso o sistema solicitar para “Recarregar” proceda desta maneira.

Na segunda aba do programa, existe a opção de habilitar “Parceiros da Canonical”, este repositório é composto de alguns softwares proprietários e seus extras.

Marque a opção “Parceiros da Canonical”, e logo após clique em “Fechar”. Caso o programa solicite para recarregar as informações dos repositórios, assim o faça.

parceiros-canonical-lançamento-linux-ubuntu-disco-dingo-1904-19-04-gnome-shell-yaru-tema

11 - Configurando o Flatpak


Por padrão o Ubuntu não vem com o Flatpak habilitado, muito menos o repositório Flathub adicionado, como no Linux Mint, porém o procedimento é muito simples.

Veja como proceder e comece a instalar aplicativos neste formato.

A loja do Ubuntu se integra com os Flatpaks, assim você pode instalá-los via interface gráfica, o vídeo abaixo demonstra todo processo.


12 - Instale aplicações em Snap


A Canonical, empresa responsável pelo Ubuntu, cada vez mais encabeça o formato Snap, e existem diversas aplicações neste formato que é interessante experimentar.

Por exemplo utilizo bastante o Discord e Spotify em Snap, para instalar o Spotify e ouvir suas músicas, pesquise pela aplicação na loja e efetue normalmente a instalação.

spotify-snap-canonical-lançamento-linux-ubuntu-disco-dingo-1904-19-04-gnome-shell-yaru-tema

13 - Baixe o Google Chrome em DEB


A Google disponibiliza uma versão nativa de seu navegador para Linux. Então efetue o download diretamente do site oficial do Google Chrome. Baixe a versão em DEB.

google-chrome-deb-canonical-lançamento-linux-ubuntu-disco-dingo-1904-19-04-gnome-shell-yaru-tema

Ao finalizar o download, vá aonde o arquivo foi salvo, clique com o botão direito do mouse e escolha a opção “Abrir com Instalação de programa”. (Como anteriormente citado, você pode utilizar uma alternativa como o GDebi ou Deepin Package)

deb-canonical-lançamento-linux-ubuntu-disco-dingo-1904-19-04-gnome-shell-yaru-tema

A loja do Ubuntu abrirá, instale normalmente a aplicação.

chrome-canonical-lançamento-linux-ubuntu-disco-dingo-1904-19-04-gnome-shell-yaru-tema

14 - Configurando as opções de Backup


Por se tratar de uma versão sem foco em plena estabilidade, como um LTS, é esperado eventuais bugs, e como é melhor precaver do que remediar (😄😁😎) um gerenciador de backup é bem vindo. E é aí que entra o Déjà Dup. Basta pesquisar por “Backup” no menu do sistema, e utilizar o software, seu uso é bem intuitivo.

backup-canonical-lançamento-linux-ubuntu-disco-dingo-1904-19-04-gnome-shell-yaru-tema

15 - Customizações nativas do sistema


Por padrão o Ubuntu traz em sua interface gráfica, o Gnome-Shell, algumas opções, “não chega a ser nenhum KDE Plasma da vida”, mas dá para fazer algumas customizações.

Abra o aplicativo “Configurações” é nele que vamos adaptar algumas opções do Ubuntu a nossa necessidade. Ele conta com uma interface simplista e amigável, com um painel na esquerda com diversas categorias.

Apenas irei demonstrar algumas opções, caso contrário esse post teria um tamanho gigantesco (😵😵😵).

Em “Plano de fundo”, você poderá escolher a imagem para wallpaper e tela de bloqueio.

imagens-wallpaper-canonical-lançamento-linux-ubuntu-disco-dingo-1904-19-04-gnome-shell-yaru-tema

Em “Doca”, existem algumas configurações na dock do Ubuntu, podendo alterar o tamanho dos ícones, posição e até mesmo ocultar automaticamente a dock, conforme uma janela sobrepõe ela.

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Em “Aplicativos” você pode customizar quais apps terão notificações no sistema, e dependendo do software (como exemplo selecionei o reprodutor de músicas), escolher os tipos de arquivos que ele manipula (Ou executa) por padrão. Isso permite um controle maior sobre os formatos e seus programas padrões 

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Uma coisa que não gosto, é quando a tela do PC apaga sozinha, sei que no caso de notebooks pode economizar bateria, no entanto sempre desativo essa função. Para tal basta acessar a categoria “Energia” e configurar segundo sua vontade.

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Para não forçar seus olhos, na categoria “Dispositivos” e depois “Monitores”, você pode ativar o modo Luz Noturno, que ajusta os tons do monitor conforme o tempo.

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16 - Customizações via Gnome Tweaks


No tópico acima, mostrei algumas das configurações oferecidas nativamente pelo Ubuntu, mas existe uma ferramenta indispensável para quem utiliza Ubuntu ou qualquer outro sistema com a interface Gnome Shell, seu nome é Gnome Tweaks, e para instalá-lo basta pesquisar na loja pelo seu nome ou “Ajustes do Gnome”, uma ferramenta que deveria vir nativamente.

Com ela você poderá habilitar e desabilitar animações do sistema, configurar extensões, temas e ícones e muito mais … Por exemplo o tema dark do Ubuntu acompanha o sistema, porém por não ter uma opção nativa para troca de temas, apenas utilizando essa ferramenta o usuário comum poderá habilitar essa opção.

gnome-ajustes-canonical-lançamento-linux-ubuntu-disco-dingo-1904-19-04-gnome-shell-yaru-tema

17 - Adição de extensões ao Gnome-Shell


Se existe algo que pode tornar mais prático a utilização do Gnome Shell, são suas extensões. Todavia cuidado é preciso, pois tais modificações podem acarretar em algum erro na interface. Por exemplo a última versão da extensão do CPU-Freq está dando erro no Ubuntu 18.04, então todo cuidado é pouco, e backup também… 

Para efetuar o backup de suas extensões, vá até “home/.local/share/gnome-shell/” e salve a pasta “extensions”, assim poderá voltar para versões anteriores, caso alguma extensão bug com alguma atualização.

Você poderá Instalar as extensões tanto pelo site Gnome Extensions como pela loja do Ubuntu. Basta acessar a categoria “Complementos” e ir até a aba “Extensões de Shell”. Logo de cara o Ubuntu informa que a utilização de extensões é por conta e risco do usuário. 

extensoes-canonical-lançamento-linux-ubuntu-disco-dingo-1904-19-04-gnome-shell-yaru-tema

Algumas que posso recomendar são:

Hide Top Bar” para economizar espaço em tela, “Gsconnect” caso utilize o app do KdeConnect, não sendo necessário a instalação do programa no Ubuntu e “User themes” para tornar possível a aplicação de temas de terceiros no Ubuntu via Gnome Tweaks.

18 - Customizando a dock do Ubuntu


A dock do Ubuntu “de fábrica” é bastante limitada, no entanto por ser baseada na famosa extensão Dash To Dock, ela esconde funcionalidades que podemos “desvendar com a ajuda de um programa”.

Então precisamos instalar esse app via loja do Ubuntu, abra ela, e pesquise por “Dconf Editor”, e instale normalmente.

editor-dconf-dock-canonical-lançamento-linux-ubuntu-disco-dingo-1904-19-04-gnome-shell-yaru-tema

Tenha muito cuidado com o Dconf, ele é uma aplicação que pode fazer mudanças sensíveis no sistema, e qualquer erro pode ocasionar em uma “bagunça na interface”.

Ao abrir o Dconf, clique na lupa e pesquise por “Dash-to-Dock”, então selecione a opção.

A dock do Ubuntu tem diversas funcionalidades escondidas, porém irei citar apenas duas, que julgo ser as mais úteis.

Uma opção que sempre utilizo é a de minimizar a aplicação, ao clicar em seu ícone na dock, por default o Ubuntu não vem com essa opção.

Procure por “click-action”, desmarque a chave seletora “Usar valor padrão”, em “Valor personalizado” mude para “minimize-or-overview”. Não se esqueça de clicar em “Aplicar”, caso contrário, nada ocorrerá.

minimizar-click-dock-canonical-lançamento-linux-ubuntu-disco-dingo-1904-19-04-gnome-shell-yaru-tema

Volte clicando na barra superior em “dash-to-dock”.

A segunda opção é para quem curte o menu na parte superior da dock. Procure por “show-apps-at-top” e mude a chave seletora.

Uma mensagem pedindo para “Recarregar” aparecerá, clique no botão “recarregar”, e assim a mudança estará concluída.

menu-superior-dock-canonical-lançamento-linux-ubuntu-disco-dingo-1904-19-04-gnome-shell-yaru-tema

19 - Visualize informações de seus arquivos no Nautilus


O gerenciador de arquivos do Ubuntu, o Nautilus, é uma ótima aplicação. No entanto um recurso simples, ver informações detalhadas nos arquivos de áudio, vídeo e imagens, não estão presentes. Para contornar isso, iremos adicionar um plugin no Nautilus, que nos possibilitará ver tais informações.

Procure pelo Synaptic no menu do Ubuntu, e ao executar a aplicação, pesquise por “gnome-sushi”, marque e instale o complemento.

nautilus-plugin-sushi-canonical-lançamento-linux-ubuntu-disco-dingo-1904-19-04-gnome-shell-yaru-tema

Logo após, iremos reiniciar a interface do Ubuntu. Pressione simultaneamente as teclas, “Alt” + ”F2”, uma pequena caixa de diálogo aparecerá, digite a letra “r” e pressione “ENTER”. Aguarde o Gnome-Shell reiniciar.

Para ver as informações em seus arquivos de áudio, imagem e vídeo, pressione o botão direito do mouse, vá até “propriedades” e na última aba, depois de “Abrir com” aparecerão os detalhes, conforme o tipo de arquivo.

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Gostou das dicas de pós-instalação? Tentei ser o mais abrangente possível, mas seria impossível criar um pós-instalação para todo tipo de usuário. Digamos que este foi uma base.

E aí, vamos aos testes com o Ubuntu 19.04? Acesse nosso fórum Diolinux Plus e deixe sua experiência com essa versão do Ubuntu.

Até o próximo post, te espero aqui no blog Diolinux, SISTEMATICAMENTE! 😎
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