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EA Games volta a vender seus games na Steam, depois de 8 anos

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quarta-feira, 30 de outubro de 2019

Tem coisas no mundo dos games, que realmente não conseguimos entender plenamente 😅😅. Uma delas é a existência da Origin como loja 😁😂. Brincadeiras à parte, a desenvolvedora de grandes franquias está de volta na Steam.

EA Games volta a vender seus games na Steam, depois de 8 anos





Lá em meados de 2011, a Steam e a Eletronic Arts, meio que “brigaram” por causa das porcentagens nas vendas, fazendo com que a EA Games lançasse a sua própria loja e também launcher .


O anúncio da volta, foi feita no setor de Notícias (News) do site da EA Games, começando com o seguinte parágrafo:

“Electronic Arts e Valve fizeram uma parceria para colocar os jogos da EA nas mãos dos jogadores na Steam. A partir do começo do ano que vem, o EA Access, nosso serviço de assinatura com grandes jogos e vantagens para os assinantes, chegará a Steam. O EA Access é o primeiro e único serviço de assinatura disponível na Steam, e a quarta plataforma a ter uma assinatura da EA.”

Para “re”começar a parceria, o primeiro jogo a ser lançado é o Star Wars™ Jedi: Fallen Order, com lançamento no dia 15 de novembro. Jogos multiplayers, como Apex Legends, FIFA 20 e Battlefield™ V, ficarão disponíveis no ano que vem, e jogadores na Origin™ e na Steam poderão competir um contra o outro.



O vice-presidente sênior para player networks da Ea, Mike Blank, deu  a seguinte declaração ao site Engadget:

“Estamos trabalhando com a Valve e a Steam para conectar as nossas listas de amigos de maneira mais eficaz, para que você possa jogar juntos em jogos multiplayer, independentemente da plataforma em que está escolhendo jogar”.

Blank ainda disse na entrevista, que precisará ter uma conta na EA, para comprar ou acessar os jogos da EA na Steam. Em um primeiro momento, você precisará usar o launcher para configurar a vinculação das contas. Depois poderá inicializar os jogos diretamente pela Steam. Ainda não será possível “importar” os jogos comprados na Origin para a Steam, mas isso pode mudar, conforme a parceria entre Steam/Valve e Origin/EA Games for evoluindo.

Com essa chegada, podemos pensar que muito em breve esses títulos possam funcionar com o Proton na Steam, visto que alguns títulos da EA Games, como Mass Effect e Dead Space já funcionam dentro da Steam Store. Talvez alguns títulos como Battlefield, Fifa, The Sims e afins também possam funcionar, hoje todos os três já rodam através do Lutris. Creio que com essa mudança, a EA Games deixe de se preocupar com a sua Store, assim deixando “para quem entende” e só focando no desenvolvimento dos jogos. Pode ser que ela também faça o mesmo tipo de parceria com a Epic Games, não podemos duvidar. Aposto, que se essa parceria dê certo, a Ubisoft faça o mesmo caminho e a Uplay vire um “validador” também.

Este artigo não acaba aqui, continue trocando uma ideia lá no nosso fórum. Espero você até a próxima, um forte abraço.



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Middle Earth: Shadow of Mordor recebe nova versão do seu porte para Linux

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quarta-feira, 23 de outubro de 2019

Sabe aquela sensação de quando o seu jogo favorito é portado para Linux? É muito boa, não é? Então imagine quando um jogo já portado para o sistema do pinguim ganha uma nova versão, capaz de utilizar tecnologias mais recentes, entregando um melhor desempenho. É para aplaudir em pé! 😁

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Faz algum tempo que a Feral Interactive portou o jogo Middle Earth: Shadow of Mordor para Linux. O jogo foi portado em 2015, o que pode não parecer tanto tempo assim, mas no mundo da tecnologia, 4 anos são gerações. 

Recentemente falamos sobre os anúncios de Shadow of the Tomb Raider e Total War Saga: TROY, que devem chegar no Linux muito em breve.

Os sistemas operacionais baseados em Linux evoluíram de uma forma surpreendente nos últimos anos. Se você testou alguma distribuição pela última vez há quatro anos, ou mesmo há dois anos, é bem provável que os resultados obtidos ao executar os mesmos testes hoje em dia sejam bastante diferentes. E “diferentes”, para melhor.

Na época em que Shadow of Mordor foi portado, tecnologias como a API gráfica Vulkan ainda estavam em um nível de desenvolvimento extremamente abaixo do que temos hoje em dia. Na época, nem mesmo tínhamos o Proton. Com isso, é compreensível a razão pela qual certos portes feitos naquele período não sejam tão otimizados quanto os feitos hoje em dia.


Na última quarta-feira (16), a Feral disponibilizou uma nova versão do porte de Middle Earth: Shadow of Mordor para Linux. O porte original do jogo funcionava utilizando OpenGL, já essa nova versão faz uso da API Vulkan, e promete melhorias significativas no desempenho do game.

A seguir você confere resultados de testes feitos pelo pessoal do site GamingOnLinux, comparando as versões OpenGL (porte original), Vulkan (nova versão do porte), e SteamPlay (versão de Windows do game, rodando no Linux através do Proton). Os testes foram feitos utilizando um processador Intel i7 5930X, e uma GPU Nvidia 2080Ti rodando o driver na versão 430.40. O jogo foi testado com a resolução em 1080p, e 4k. A versão do Proton utilizada foi a 4.11-7.

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Observando os gráficos acima é perceptível como a nova versão do porte, utilizando Vulkan, consegue obter um desempenho superior às demais. A diferença fica ainda mais notável quando o jogo é testado em 4k. Os testes feitos rodando a versão de Windows do game através da SteamPlay, deram resultados relativamente bons, chegando próximo à versão com Vulkan. Já o porte original, feito em 2015 e rodando em OpenGL ficou atrás, e por muito.

Segundo o que foi informado por alguns usuários, a qualidade da Ambient Occlusion das versões do jogo para Linux é inferior à versão de Windows. Com isso, a equipe do GamingOnLinux fez mais alguns testes, agora com a Ambient Occlusion desativada, e também incluindo o Windows 10 na comparação.

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Como você pôde perceber nos gráficos acima., os resultados no Linux, com a Ambient Occlusion desativada, foram um pouco diferentes dos primeiros testes. Nesses casos, tanto em 1080p quanto em 4k, foi a versão do jogo rodando via SteamPlay que ficou ligeiramente à frente da versão com Vulkan. Com a versão OpenGL ficando bastante atrás.

Todavia, a versão rodando no Windows 10 ainda obteve um desempenho razoavelmente superior, mas se você tiver um bom hardware, com certeza não fará a menor diferença. Porém, se o seu hardware for de entrada, essa diferença pode ser a chave entre o game ser ou não jogável.

Como jogar essa nova versão do game


Para ter acesso a essa nova versão do porte, clique com o botão direito do mouse sobre o nome do jogo, clique em “Propriedades”, então na aba: “Betas”, selecione “linux-vulkan-beta”.

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É importante deixar bem claro que essa nova versão do porte de Middle Earth: Shadow of Mordor está em fase Beta, e é bem provável que melhorias sejam implementadas com o passar do tempo. Sendo assim, tenha em mente que os resultados que você vê nos gráficos acima retratam apenas o desempenho do software quando recém lançado. Desempenho esse que pode vir a ser muito superior nos dias, ou meses a seguir.

Por fim, não possuo esse jogo na minha biblioteca, e nunca o joguei, mas acho louvável o fato da Feral estar dando atenção a um jogo, já relativamente antigo, e tornando-o melhor para nós, Linux Gamers, praticamente a troco de nada. Digo isso porque, como bem sabemos, jogos e portes antigos não são, nem de longe, a melhor fonte de lucro da empresa.

Você possui Middle Earth: Shadow of Mordor na sua biblioteca? Gostaríamos que você nos contasse qual é o seu hardware, e qual é o desempenho desse jogo nele. Se possível, conte-nos qual foi a diferença antes e depois do novo porte.

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Remote Play Together: jogue partidas multiplayers locais com seus amigos através da internet

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quinta-feira, 17 de outubro de 2019

O Remote Play Together é uma nova funcionalidade do Steam, que permitirá aos usuários jogar partidas multiplayer locais, mesmo estando em lugares diferentes.

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Hoje em dia é extremamente comum que você possa jogar os seus games com seus amigos através da internet. Jogos multiplayer, ou que possuem este modo, são cada vez mais comuns, são os preferidos nas milhões de bibliotecas dos jogadores no mundo. Contudo, ainda são muitos os jogos que oferecem apenas o bom e velho multiplayer local. Onde, geralmente dois ou três/quatro jogadores precisam estar no mesmo lugar, assim dividindo a tela ou compartilhando a mesma.

O problema óbvio de jogos que possuem apenas multiplayer local, é que para tirar proveito desta funcionalidade é necessário que ambas as pessoas estejam no mesmo lugar, muitas vezes isso acaba não sendo possível por uma série de motivos. Talvez a pessoa com quem você queira jogar more longe demais, ou ambos não possam estar no mesmo lugar, na mesma hora.

O objetivo do Remote Play Together é justamente resolver este tipo de situação, e dar aos jogadores e possibilidade de jogarem um multiplayer local através da internet.

A Valve ainda não divulgou essa nova funcionalidade oficialmente ao público, porém, a informação foi publicada no Steamworks. Um site ao qual apenas os desenvolvedores da empresa tem acesso. Com isso, a informação acabou sendo “vazada” por alguns dos devs da própria Valve, como você pode ver no tweet abaixo:


Em tradução livre:


Hoje a nossa equipe anunciou mais uma nova funcionalidade que será incluída no Steam: Remote Play Together. Isso permitirá que amigos possam jogar partidas multiplayers locais através da internet, como se estivessem juntos no mesmo quarto.

Resumidamente, o que o Remote Play Together fará é transmitir a sua tela para o computador da pessoa com quem você quer jogar, e transmitir os comandos de controles do computador dessa pessoa para o seu. Outro ponto positivo, é que mesmo que apenas uma das pessoas possua o jogo, ambos poderão jogar sem problemas. Visto que o jogo estará instalado apenas na máquina do “host”, e o convidado estará jogando via streaming.

O Remote Play Together será gratuito, e funcionará única e exclusivamente com jogos que possuam multiplayer local com tela compartilhada, ou split-screen. Como pode ser visto no tweet abaixo:


Em tradução livre:


Para fins de esclarecimento: Funcionará apenas com jogos de tela compartilhada ou dividida. A sua tela será compartilhada com o seu amigo, enquanto as entradas dos controles dele serão enviadas de volta para o jogo rodando na sua máquina. Assim, ambos estarão jogando o mesmo jogo, e olhando para a mesma tela.

É claro que, para ter uma boa experiência com a funcionalidade será necessário que ambos os envolvidos possuam boas conexões com a internet, e uma baixa latência, à fim de evitar problemas como atraso na resposta ao jogador convidado dar comandos no seu controle. O Remote Play Together deverá estar disponível na versão Beta da Steam à partir da semana do dia 21 de Outubro.

Fico pensando se isso poderia ser algum tipo de resposta da Steam à concorrência de outros launchers como o Epic Games Store, e o mais novo Rockstar launcher. Afinal, se tem algo que todos estamos “carecas” de saber, é que a concorrência sempre tende a melhorar o serviço ou produto oferecido pelos concorrentes.

O quê você achou do novo serviço? Será realmente útil? Você tem algum jogo no qual poderá utilizar essa nova funcionalidade? Eu não possuo nenhum, no momento. Mas pretendo comprar Cuphead no futuro (só para passar raiva), e aparentemente através desta funcionalidade será possível passar raiva jogá-lo com um amigo. 

Agora o que nos resta é esperar o lançamento oficial, e testar.

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X-Plane 11.40 terá suporte a Vulkan, e muito mais

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quarta-feira, 16 de outubro de 2019


O X-Plane é um dos melhores e mais populares simuladores de vôo para computadores pessoais disponíveis atualmente. Estando disponível para Linux de forma nativa, agora os desenvolvedores do simulador estão implementando a API Vulkan. O que deve melhorar bastante a performance do software.

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A versão 11.40 do X-Plane trará muitas implementações para o software, o que é uma ótima notícia para aqueles usuários Linux apaixonados por aviação (como eu). Dentre todos os aprimoramentos, um dos mais significativos e trabalhosos, será a implementação da API gráfica Vulkan.

Tal implementação deve melhorar tanto a qualidade gráfica, quanto o desempenho do simulador, principalmente nas distribuições Linux, onde o software atualmente utiliza OpenGL.

Todavia, o processo para implementar uma nova API gráfica em um software tão complexo quanto um simulador de vôo (que diga-se de passagem, é muito mais complexo do que um “simples” jogo), não é algo que possa ser feito às pressas e em pouco tempo. Uma grande, se não a maior, parte do trabalho já foi feita e atualmente já existe uma versão beta disponível para um número limitado de usuários.

Geralmente quando um software está em fase Beta, significa que falta pouco para o lançamento da versão final. No caso do X-Plane 11.40, a versão beta durará um período relativamente longo, para que a versão final possa ser bastante polida e entregue com o mínimo possível de bugs.

A seguir você confere uma lista com alguns dos principais aprimoramentos que chegarão na versão 11.40.

A situação de “stall” foi corrigida, e agora você realmente terá que baixar o nariz para ganhar velocidade e sustentação, assim como na vida real;
Aprimoramentos nos controles de ailerons, estabilizador horizontal e leme;
Aviões com estabilizadores horizontais em “T” terão diferença relacionada à eficiência, quando comparados a aviões com estabilizadores horizontais presos na fuselagem;
Aprimorado o comportamento da água e do vento no pouso e decolagem de hidro aviões;
Adicionadas novas situações de simulação de falhas nas superfícies de comando.

Aos interessados, aqui você encontra todas as informações (em inglês) relacionadas aos aprimoramentos que virão na versão 11.40 do X-Plane. O software pode ser encontrado na Steam e no site oficial, e uma versão demo pode ser baixada gratuitamente para que o usuário possa conhecer o software antes de comprar, e também ver se a sua máquina “dá conta do recado”.

Eu sou apaixonado por aviação, e costumo “brincar” com bastante frequência no FlightGear. Um simulador de vôo open source e gratuito sobre o qual trarei um artigo nos próximos dias. Você também curte simuladores de vôo? Já utilizou o X-Plane, e curtiu as novidades? Conte mais nos comentários. 😁

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Mais um Triplo A chegando nos sistemas que “não rodam jogos”

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Ontem, dia 15 de outubro, a Feral Interactive anunciou o lançamento do porte para Linux e MacOS do jogo Shadow of the Tomb Raider. Que estará disponível aos jogadores à partir do dia 5 de novembro.

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Nos últimos tempos, temos visto que cada vez mais títulos Triplo A são lançados para o sistema do Pinguim, e a Feral Interactive é uma das protagonistas quando se trata de portar grandes jogos para Linux. Tendo em seu histórico de portes títulos, como Dirt 4, Life is Strange, Hitman, Deus Ex: Mankind Divided, Rise of the Tomb Raider, Mad Max, Alien Isolation, entre outros. Agora chegou a vez do Shadow of the Tomb Raider entrar para a biblioteca de jogos no Linux.

A versão do jogo que será portada para Linux e MacOS será a Definitive Edition, que contará com 7 DLCs, e mais todas as armas, trajes e habilidades opcionais. O valor ainda não foi divulgado, mas considerando o valor atual da versão padrão do jogo, chega a me dar um aperto no peito (e no bolso) 😂😂😂. Então vamos torcer para que haja uma boa promoção de lançamento, ou então esperar até as promoções de inverno.

O game já é funcional via SteamPlay, mas uma versão nativa geralmente traz várias melhorias, e é sempre bem vinda. A Definitive Edition funcionará no Linux com a API Vulkan. Os requisitos mínimos e recomendados ainda não foram divulgados.

Além do Shadow of the Tomb Raider, a Feral prometeu para esse ano o lançamento de mais dois títulos. Sendo eles Life is Strange 2, e Total War Saga: TROY (sobre o qual já falamos recentemente aqui no blog). À nós gamers, resta esperar que a Feral consiga entregar os portes no prazo, para assim fecharmos o ano com chave de ouro.

Abaixo você pode conferir o trailer oficial do lançamento de Shadow of the Tomb Raider para Linux e MacOS.


Você, assim como eu, está super ansioso para jogar esse e os outros títulos que devem chegar ainda esse ano? O quê você pensa sobre a situação atual das distribuições Linux como plataforma de jogos? Diga nos comentários. 😁

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Instale o emulador de Playstation 2, PCSX2 via Flatpak

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Muitos questionam-se o porquê, de abordarmos tutoriais com os novos formatos de empacotamento, contudo a praticidade e simplicidade de tais opções é algo que auxilia o usuário leigo e, ao mesmo tempo facilita a distribuição do software para as demais distros. Hoje falarei sobre como utilizar, configurar e instalar o PCSX2 em Flatpak.

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Produzido pela Sony Interactive Entertainment, o PS2 ou Play 2 para os mais íntimos, foi um console que fez muito sucesso aqui no Brasil. O curioso do Playstation 2 é seu sistema operacional, que nada mais é que uma distribuição Linux.

Seu catálogo de jogos foi surreal, foram lançados por volta de mais de 4.000 jogos oficialmente. Particularmente tenho boas lembranças do PS2, na época da sua chegada em terras tupiniquins, era bem difícil consegui-lo por um preço acessível, depois de um tempo o console tornou-se muito popular.

Para animar e, relembrar suas jogatinas (no meu caso, muitas horas de God of War, entre outros games durante a adolescência) irei falar sobre o emulador PCSX2.

Instalando o emulador de Playstation 2 PCSX2


O emulador pode ser instalado de várias formas diferentes, seja diretamente dos repositórios oficiais, PPA’s ou quaisquer maneiras disponíveis. Até pouco tempo utilizava a versão do próprio repositório do Ubuntu, porém após testar a versão em Flatpak notei um ganho de performance e, os bugs que ocorriam em meu uso não existem mais. Se existe um tipo de software que prezo por estar em suas últimas versões, são os emuladores. Quem joga frequentemente e utiliza tais aplicações, sabe que a cada lançamento há uma melhora considerável no desempenho dos jogos.

Usar apps em Flatpak pode ocasionar certos incômodos, mas em meu SSD de 120 GB não tive problemas de espaço, e receber sempre novas versões sem me preocupar em compilações ou procurar por novos lançamentos do software é muito cômodo. Caso utilize o Linux Mint, basta pesquisar na loja por: “PCSX2”, escolher a versão em Flatpak e instalar. Já para usuários do Ubuntu, alguns passos são necessários, isso se o Flatpak não estiver configurado em seu sistema.

Acesse esse passo-a-passo que fizemos demonstrando como habilitar o Flapak no Ubuntu, inclusive possibilitando a instalação dos programas pela loja, sem precisar recorrer ao terminal. Depois pesquise pelo emulador: “PCSX2” e aguarde a instalação.

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Usuários de outras distros, podem configurar o Flatpak em seus sistemas por este link. Já o guia oficial do Flatpak, além de demonstrar a configuração, ensina como adicionar o repositório Flathub. Se preferir fazer tudo via terminal, eis os comandos logo abaixo.

Adicionando o repositório Flathub:

flatpak remote-add --if-not-exists flathub https://flathub.org/repo/flathub.flatpakrepo

Instalando o PCSX2 Flatpak:

flatpak install flathub net.pcsx2.PCSX2

A remoção pode ser desta maneira:

flatpak remove net.pcsx2.PCSX2

Um passo extra que gostaria de demonstrar, é para usuários que tenham as roms em outra partição, um hd de backup, por exemplo. Tenho algumas ISOs que ripei na época que ainda tinha meu console, deixando elas em um hd secundário. Para que o PCSX2 em Flatpak leia outras partições, você terá que dar as permissões de leitura e escrita ao programa. Não se preocupe o processo é muito simples, basta executar o comando logo abaixo:

sudo flatpak override --filesystem=/media net.pcsx2.PCSX2

No exemplo acima, dei permissão de acesso a todas as partições contidas em “media”, entretanto normalmente as partições são montadas em “/run/media” ou “mnt”. Por costume uso o diretório media, mas você pode substituir essa parte do comando por qualquer outro onde seus dispositivos são montados.

OBS.: Na documentação do PCSX2 é informado que a "rum/media" é acessada por padrão, então possivelmente não será nescessário dar essa permissão. Caso necessite, já sabe como proceder.

Configurando o emulador de Playstation 2 PCSX2


Assim como alguns emuladores de consoles necessitam das BIOS dos aparelhos, em que planejam emular, o PCSX2 não é diferente. Sem este arquivo de BIOS o emulador não irá executar os jogos. Em seu site oficial, existem informações de como fazer um dumper da BIOS do seu console. Acesse o link e saiba mais.

Por motivos óbvios não estarei disponibilizando o arquivo junto a essa postagem, mas saiba que os jogos funcionarão conforme a BIOS e região. Simplificando, se a BIOS for americana, apenas jogos americanos funcionarão por conta da trava de região imposta pela Sony.

A versão traduzida do Guia oficial de configuração também pode ser acessada por esse link. A seguir irei demonstrar o que precisei configurar na versão em Flatpak.

Existem muitos ajustes que você pode fazer no emulador, alguns poderão aumentar o desempenho dos jogos e outros a qualidade gráfica. A principal é configurar os arquivos de BIOS no software, para isso abra o emulador vá em “Configuração” >> “Seleção de plugin-in/BIOS”.

Essa seção, podemos assim dizer, é a principal do emulador. Na categoria “Plug-ins” você encontrará vários plugins que são utilizados para o bom funcionamento do PCSX2.

Se por algum motivo seu joystick não estiver funcionando corretamente, mude a configuração localizada em “PAD”, de “libonepad-legacy” para “libonepad”. É bem comum que controles genéricos sejam mal identificados, se isso ocorrer você já sabe aonde ir.

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Na categoria “BIOS”, você encontrará um botão para selecionar a pasta onde estão os arquivos da BIOS em seu computador. Nela também existirá a possibilidade de selecionar a BIOS, como mencionei, conforme o jogo e sua região uma BIOS diferente pode ser exigida. Selecione o local dos arquivos e depois marque a BIOS desejada, não se esqueça de sempre pressionar o botão “Aplicar”, após cada mudança.

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Em “Pastas” estão localizados os caminhos de algumas configurações do emulador, aliás os “memory cards” por padrão ficam na home de seu usuário em um diretório oculto sendo “.var/app/net.pcsx2.PCSX2/config/PCSX2/memcards”. Eles funcionarão de forma semelhante aos saudosos memory cards, e você pode criar vários. 

Se preferir, pode adicionar as BIOS na pasta de mesmo nome, ao invés de outra, contudo creio que é mais prático manter em um mesmo local, indiferente da instalação ou sistema.

Com essas configurações iniciais já seria possível executar seus jogos, o emulador até consegue de forma eficiente identificar os joysticks automaticamente. Todavia, se quiser configurar manualmente, ou certificar que tudo está certo em “Configurações” >> “Comandos (PAD)” >> “Configurações do plug-in” poderá acessar os joysticks.

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Ainda nessa tela de configuração, indo em “Gamepad Configuration”, poderá observar que o emulador identificou meu joystick de Xbox 360. Claro que cada botão poderá ser setado isoladamente, basta clicar em “Set All Buttons”. Não se esqueça de clicar em “Apply/Aplicar”.

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Enfim, para executar os jogos vá em “Sistema”, depois “Carregar (ISO)”. Selecionar o seu game e pronto! No entanto, ainda podemos configurar mais coisas no emulador.

Ajustes finos no PCSX2


Para executar os jogos só é obrigatório adicionar o arquivo da BIOS, ter o jogo, um teclado ou joystick. E para aumentar a resolução de um jogo, ou quem sabe melhorar a performance? Essa parte do tutorial lhe mostrará algumas dessas opções.

Ao acessar “Configurações” >> “Configurações de emulação”, mais opções estarão disponíveis. A princípio você não conseguirá modificar nada, desmarque “Predefinição” (fica localizado na parte de baixo) e poderá customizar. Se fizer algo de errado, não se preocupe, cada aba contém um botão chamado “Restaurar como padrão”.

Basicamente faço o seguinte, na aba “EE/IOP”, marco “Nenhum” em “Modo clamping”.

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Em “VUs”, marco a mesma opção.

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Já em “GS” opções, como limitar os fps, usar o MTGS sincronizado e desativar os saltos de quadros podem ser modificados. A não ser que seu computador esteja com dificuldades para executar os games e com baixíssimos fps (tipo uns 10 - 20 fps), não aconselho a marcar a opção “Desativar a limitação de quadros”.

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Se quiser mudar o comportamento da janela em que o emulador inicia seu jogo, basta mudar a proporção de tela, tamanho, se a mesma vai maximizar ou não com o duplo clique do mouse, etc. Uso a tela panorâmica (16:9), mas fica ao seu gosto.

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Hacks de velocidade” pode dar um boost na performance do jogo em seu computador, se possui um processador com vários núcleos, recomendo ativar “MTVU (Multi-Threaded microVU1)” para fazer uso de mais de um núcleo de processamento. “Taxa de ciclo do EE” e “EE Cycle Skipping”, sempre funcionam melhor em zero. Mesmo com alguns dizendo para usar no máximo, nunca senti melhoras. Pelo contrário, o jogo ficava mais bugado.

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A última opção, “Correções de jogos”, só deve ser habilitada em casos que um determinado jogo listado não esteja funcionando ou apresentado os bugs relatados. Não esqueça de aplicar as mudanças.

Donos de computadores mais parrudos podem se dar o luxo de aumentarem a resolução nativa, modificar as texturas, adicionar anti-aliasing, filtros isotrópicos entre outros ajustes. Para isso vá em “Configuração” >> “Vídeos (GS)” >> “Configurações do plug-in”.

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Sinta-se a vontade para efetuar seus testes, habilitar os filtros, aumentar a resolução e muito mais. Mas saiba que quanto mais você modifica, mais poderá ser exigido do hardware. Donos de GPUs  dedicadas (e APUs) podem averiguar se a opção “OpenGL (Hardware)” está selecionada em “Render”. O resto é a gosto do freguês. 

Memory Cards


Lembra-se que citei a localização dos “Memory Cards Virtuais”, pois bem, acessando “Configuração” >> “Cartões de memória”, você poderá gerenciar esses memory cards e consecutivamente os saves de seus jogos. Será possível duplicar, remover, criar e muito mais. Não é difícil encontrar alguns desses arquivos na internet para download. Por exemplo, meu irmão baixou recentemente o save do Dragon Ball Tenkaichi 3 com tudo desbloqueado. Relembrando horas e horas que jogamos esse game no PS2.

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Você pode fazer o backup de seus cartões de memória e ou adicionar novos na pasta padrão, que fica localizada em sua home e depois num diretório oculto “/.var/app/net.pcsx2.PCSX2/config/PCSX2/memcards”. Não se esqueça que você só conseguirá ver tais diretórios se torná-los visíveis. No meu caso que uso o Ubuntu e Nautilus o atalho é “CTRL +H”. Assim conforme muitas opções do emulador, o local desses arquivos podem ser modificados.

Considerações finais


Fiquei surpreso com o PCSX2 Flatpak, pois não foi preciso configurar nada além dos arquivos de BIOS. Para ser sincero na versão do PCSX2 contida no repositório, eu sempre customizava vários parâmetros e mesmo assim não tinha a performance equiparável ao meu atual hardware. Daí a importância de se obter versões atualizadas dos emuladores. Agora, por default os jogos rodam como o esperado, e na realidade até me surpreendi com a performance. 

Irei demonstrar apenas alguns bugs que sofro ao utilizar a versão do repositório oficial, no exemplo você poderá observar erros gráficos contidos no jogo Yu-Gi-Oh! Capsule Monster Coliseum.

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Perceba que é possível ver os sprites das bocas dos personagens, além de linhas verdes que aparecem em locais da caixa de diálogo.

Na tela seguinte, durante a seleção dos monstros de duelo, linhas roxas estão presentes, somadas as verdes. 

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A performance também ficou superior com a nova versão em Flatpak, se antes em alguns momentos o jogo engasgava (com a resolução nativa do Play 2), agora posso aumentar a resolução tranquilamente para 1080p sem problema algum.

Outro teste que efetuei, em outra máquina mais modesta, foi justamente em relação ao desempenho. O mesmo jogo que citei anteriormente, Dragon Ball Tenkaichi 3, ao menos saia de uma tela preta na versão contida no repositório do Ubuntu 18.04 LTS. Agora ele inicia e é jogável, na resolução nativa ficando com 58 fps e em 720p caindo para 45 fps. Entretanto, outros jogos foram executados a 60fps e em 720p (essa máquina era uma APU da AMD, A10 7890K).

Finalizando, o PCSX2 em Flatpak me surpreendeu positivamente. Agora posso jogar games que fizeram parte de minha infância e gastar mais horas e horas no Yu-Gi-Oh! Capsule Monster Coliseum (agora sem nenhum bug e em full hd 😁️😁️😁️).

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Segundo o presidente da Juventus, eSport vem tomando o lugar do futebol

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sexta-feira, 11 de outubro de 2019

Não é segredo para ninguém que o Brasil é considerado o país do futebol, ou já foi, pois os últimos anos estão sendo complicados para seleção brasileira. Mas este esporte também é muito popular ao redor do mundo, e diversos países praticam essa modalidade. No entanto, em pleno século XXI, a conhecida geração Z vem perdendo o interesse no futebol (ao menos em sua “forma tradicional”).

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Durante um evento realizado na Inglaterra o presidente do clube de futebol italiano, Juventus Football Club, fez diversas declarações quanto ao cenário atual do esporte em comparação com a modernidade dos últimos tempos. Segundo Andrea Agnelli, as agremiações precisam “mudar em relação ao comportamento do consumidor, olhando para a Geração Z e notar que os concorrentes do jogo são os eSports e Fortnite”.

Diante de várias presenças esportivas do futebol europeu, Agnelli deixou sua opinião e enfatizou que o mercado deve desempenhar ainda mais maneiras de atrair os jovens ao esporte tradicional. O esporte eletrônico tem crescido cada vez mais e o público mais novo não demonstra o mesmo interesse como no passado, configurando os eSports em uma ameaça ao futebol. 

“Precisamos mudar nosso olhar em relação ao consumidor. Estamos olhando para a Geração Z, os novos nativos digitais e que estão se tornando adultos. Precisamos ver como que esta geração se comporta e pensa, seriamente, que nossos concorrentes não serão clubes vizinhos, mas sim os esportes eletrônicos, League of Legends e Fortnite. O futebol ainda está crescendo em alguns países, mas em outros está perdendo relevância”.


O interessante em toda essa história, é que durante anos a mídia considerou os eSports apenas como “joguinhos de computador/videogames”, porém parece que alguns estão tomando conhecimento do tamanho do público e força dos esportes eletrônicos. 

Essa não foi a primeira declaração de um personagem importante do futebol, em janeiro o diretor-executivo do Liverpool, Peter Moore, em entrevista para revista Arabian Business disse:

“Noventa minutos é tempo demais para um Millennial ficar sentado no sofá. Quando observo a audiência e a quantidade de ingressos vendidos a esse público, me preocupo como CEO de um time de futebol que depende que a próxima geração de fãs nos assista”.

Moore ainda afirma que os clubes precisam evoluir tecnologicamente, e oferecer transmissões de uma forma que atraia os jovens, caso contrário essa parcela de espectadores será perdida.

O mundo vem mudando de forma que adaptações são necessárias, quem assim não proceder, perderá o lugar perante as novas tendências das próximas gerações. Com isso em mente, diversos clubes de futebol estão começando a investir nos eSports. Recentemente a equipe de Counter-Strike: Global Offensive FaZe, tornou-se parceira do Manchester City. Além de muitos outros clubes, inclusive no cenário brasileiro, como o Corinthians e Vasco.


Falando especificamente de alguns clubes de nosso país, o Corinthians ingressou no Free Fire, contratando uma equipe que está na Pro League. Esse não foi o começo do time no mundo dos eSports, mas caracteriza o interesse atual do clube. Já o Vasco, estuda a possibilidade de adentrar no mundo dos eSports via mobile e PES.


Você gosta de games? Jogamos diariamente vários títulos, até mesmo alguns famosos nas competições de eSports. Acesse nosso canal na Twitch.tv e venha participar de nossa comunidade de games no Linux.

Até o próximo post, e vida longa aos eSports, SISTEMATICAMENTE! 😎

Fonte: ESPN.


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Card Crawl um game de cartas que você tem que jogar

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quinta-feira, 10 de outubro de 2019

Se tem um estilo de jogo que eu mais gosto, sem sombra de dúvidas são os card games. Um que jogo desde criança é o Yu-Gi-Oh!, seja com cards físicos, videogames, ou simuladores. Sou tão apaixonado por esse estilo de jogo, que já criei vários cards games e boardgames quando adolescente, e atualmente desenvolvo um.

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Antes de falar sobre o jogo, quero deixar claro que essa postagem não possui nenhum patrocínio ou algo do gênero. Apenas gosto deste app, e depois que passei a utilizá-lo como passa-tempo, indiquei para alguns familiares e agora estou escrevendo tal postagem. Fiquei encantado com a proposta simples, mas, ao mesmo tempo sofisticada. O clássico “simples e complexo”, com mecânicas intuitivas para o jogador e desafiante conforme ganha mais experiência em jogo.

Card Crawl


O jogo constitui-se em você ir contra seu próprio deck (baralho). Seu objetivo é acabar com as cartas do deck e manter ao menos 1 ponto de vida. Por padrão são 54 cards, num misto de monstros, itens e efeitos. Combinando suas ações de forma lógica, sendo necessário em algum momento sacrificar sua própria ganância ou vida. Pois, no final de cada partida, um ranking demonstra sua pontuação e quantidade de moedas coletadas.

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Ao coletar essas moedas de ouro, você poderá desbloquear mais 35 cards de habilidades, permitindo aprimorar suas táticas e melhorar seus recordes.

São vários modos de jogo e com uma duração média de 2 - 3 minutos, algumas partidas mais desafiadoras podem perdurar por até 5 minutos. Um ótimo jogo casual, enquanto você espera em uma fila de banco, em um consultório e coisas do tipo. Alguns modos exigem conexão com a internet, outros não.


Baixe e experimente o Card Crawl


O jogo está disponível para Android, iOS e até possui uma versão para PC na Steam. Contudo, só foi portado para Windows e macOS. Para usuários Linux, que não queiram jogar via Android, o SteamPlay pode ser uma solução, entretanto, não existem reports de outros usuários no site protondb.

Vale mencionar que as versões para iOS e Steam são pagas. No Android o game é oferecido gratuitamente, porém com compras dentro do jogo. Até hoje não precisei gastar um centavo jogando, mas sei que algumas pessoas não gostam dessas microtransações (sou um desses, mas não me senti obrigado a fazer isso durante minhas jogatinas).


Acima estão todos os links para download, caso queira instalar via QR Code, utilize um leitor QR e instale mirando a câmera do seu aparelho Android na imagem a seguir.

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Recomendo o teste! Card Crawl é muito divertido e desafiador, um verdadeiro “agora é só relaxar” no fim do dia.

Saiba mais sobre o game por este link, o blog de seu desenvolvedor possui informações interessantes e eventualmente ele aborda sua relação com o Card Crawl e desenvolvimento.

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Até o próximo post, te espero aqui no blog Diolinux, SISTEMATICAMENTE! 😎
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Monitoramento de hardware em jogos no Linux

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quinta-feira, 3 de outubro de 2019


Softwares para monitoramento de hardware em jogos são ferramentas muito utilizadas entre os gamers de PC. Muitos recém chegados ao mundo dos games no Linux, estavam acostumados a utilizar aplicações como o Fraps ou Afterburner no Windows, e no Linux não fazem idéia de como monitorar o desempenho do seu hardware enquanto jogam.

monitoramento-de-hardware-em-jogos-no-linux

Existem vários softwares para monitoramento de hardware disponíveis nas distribuições Linux. Alguns deles possuem a funcionalidade de exibir as informações em forma de HUD, assim como as suas alternativas de Windows. Atualmente não existe nenhum software para Linux que funcione exatamente da mesma maneira que o Afterburner, ou que seja tão completo quanto ele. Todavia, existem algumas opções que podem ajudar muito nesse aspecto.

Todos os jogos que podemos rodar nas distros Linux utilizam as APIs gráficas OpenGL ou Vulkan. Para monitorar o sistema em jogos que utilizem o OpenGL utilizaremos o Gallium Hud. Em jogos que utilizem Vulkan, temos duas opções: o dxvk_hud, e o Vulkan Overlay Layer.

Gallium Hud


O Gallium Hud é o mais completo de todos os três softwares que falaremos neste artigo. Com ele você pode visualizar informações sobre: FPS, frametimes, uso de CPU, uso de CPU por núcleo, uso de GPU, uso de memória de vídeo, temperatura da CPU, e muito mais.

modos-do-gallium-hud

O Gallium Hud está incluso no Mesa Driver, e já vem instalado por padrão em todas as principais distros. Por estar incluso no Mesa, funcionará apenas com os drivers que fazem uso do mesmo, que são as GPUs da AMD e Intel, bem como as Nvidia que utilizem o driver open source "Noveau". O modo de usar dependerá de como você instalou o jogo. Nos exemplos abaixo, ensinarei a ativar o Gallium Hud para exibir as seguintes informações: fps, frametime, uso de GPU, uso de CPU, e uso de VRAM.

Na Steam:


Clique com o botão direito do mouse sobre o jogo no qual você deseja ativar o HUD, clique em “Propriedades”, clique em “Definir opções de inicialização”, na janela que abrir cole a linha abaixo, e clique em “OK”.

GALLIUM_HUD=simple,fps,frametime,GPU-load,cpu,VRAM-usage %command%

Obs.: Se você quiser que o Gallium Hud exiba também os gráficos, como na imagem acima, apenas apague a palavra “simple” do parâmetro.

No Lutris:


Clique no ícone do Lutris, no canto superior esquerdo da janela. Clique em “Preferences”, no canto inferior direito da aba “System Options” clique em “Add”. No campo “Key”, digite “GALLIUM_HUD”, então pressione “Enter”. No campo “Value” cole “simple,fps,frametime,GPU-load,cpu,VRAM-usage”, depois pressione “Enter”.

acessar-configuracoes-no-lutris

utilizar-galliumhud-no-lutris

Agora é só clicar em “Save”, e pronto! Todos os seus jogos no Lutris que utilizam OpenGL exibirão o HUD.

Outros Jogos:


Para jogos que não estão no Lutris ou na Steam, existem duas opções.

Via terminal, utilize o comando abaixo:

GALLIUM_HUD=simple,fps,frametime,GPU-load,cpu,VRAM-usage ComandoParaOJogo

Ou edite atalho do jogo utilizando um editor de menus.

Se você não sabe o que é, ou como utilizar um editor de menus. Assista ao vídeo abaixo:


DXVK_HUD


O dxvk_hud funciona apenas com jogos de Windows rodando no Linux através do DXVK ou D9VK. Por exemplo, todos os jogos de Windows que rodam através da SteamPlay e utilizam DirectX 10 e 11. Ou jogos feitos sob DirectX 9, que rodam via SteamPlay, com o proton na versão 4.11+, utilizando o D9VK através do parâmetro “PROTON_USE_D9VK=1 %command%”. O dxvk_hud não funciona com jogos nativos de Linux. O dxvk_hud está incluso no DXVK, portanto, não é necessário instalá-lo separadamente.

DXVK_HUD

O dxvk_hud não é tão completo como o gallium_hud. Dentre as informações mais utilizadas pelos gamers, é capaz de exibir apenas FPS, frametimes, uso de memória de vídeo e uso de GPU. Sem opções para uso de CPU, temperaturas, RAM, etc…

Como usar?


O modo de uso do dxvk_hud é exatamente igual ao do gallium_hud. Tanto na Steam, quanto no Lutris. A única diferença é que você utilizará o parâmetro abaixo para ativá-lo com os seguintes ítens: fps, frametimes, uso de memória de vídeo e uso de GPU.

DXVK_HUD=fps,frametimes,memory,gpuload

Obs.: Na Steam adicione “%command%” ao final do parâmetro.

Para mais informações sobre o dxvk_hud: Github

Vulkan Overlay Layer


O Vulkan Overlay Layer é um projeto recente, criado pela Intel e mantido em conjunto com a comunidade. O projeto ainda está em fase experimental. O VOL (Vulkan Overlay Layer) funciona com qualquer jogo que utilize Vulkan. Nativo ou não.

vulkan-overlay-layer

Dentre as informações de hardware mais utilizadas pelos gamers, o VOL exibe apenas FPS e frametimes. Porém, como mencionado anteriormente, está em fase experimental. É bem provável que com o tempo sejam lançadas novas funcionalidades e aprimoramentos ao software.

Como instalar?


O VOL já está incluso no Mesa3D desde a versão 19.1. Porém, por estar em fase experimental, ainda não vem instalado na maioria das distribuições. Porém, você poderá utilizá-lo em qualquer distro através da Steam via Flatpak.

Instalar a Steam em qualquer distro, via Flatpak:

flatpak install flathub com.valvesoftware.Steam

Confira o nosso tutorial sobre como instalar pacotes Flatpak. Lembrando que será necessário adicionar o repositório Flathub, caso tenha adicionado o suporte apenas ao Flatpak em seu sistema.

flatpak remote-add --if-not-exists flathub https://flathub.org/repo/flathub.flatpakrepo

Instalação do VOL no Manjaro, Arch e derivados:

sudo pacman -S vulkan-mesa-layer

A última versão do Debian já conta com o software instalado por padrão.

Baixar e instalar o VOL manualmente em qualquer distro:


O Claudio, do canal Sr Rob Linux Brasil fez um vídeo ensinando a instalar o VOL em todas as principais distros. Confira:


Obs.: A forma de instalação demonstrada no vídeo acima é indicada apenas para testes. Quando instalado dessa forma, o software não receberá updates, e poderá ou não parar de funcionar após alguma atualização. Ao realizar o procedimento do vídeo, você estará acessando arquivos do sistema operacional, então tenha cuidado para não remover ou modificar o que não deve. Faça por sua conta e risco.

Como usar?


O modo de usar o VOL é exatamente o mesmo dos anteriores. Apenas substituindo o parâmetro por:

VK_INSTANCE_LAYERS=VK_LAYER_MESA_overlay

Para mais informações sobre o Mesa Overlay Layer: Gitlab

Você costuma monitorar o desempenho do seu hardware enquanto joga? Já conhecia alguma dessas aplicações, ou conhece alguma outra? Conte-nos nos comentários.

Você gosta de Linux e tecnologia? Tem alguma dúvida ou problema que não consegue resolver? Venha fazer parte da nossa comunidade no Diolinux Plus

Por hoje é tudo pessoal! 😉

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