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VirtualBox 6.1 traz suporte ao Kernel Linux 5.4, e muito mais

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sexta-feira, 29 de novembro de 2019

A versão 6.1 do VirtualBox possuirá compatibilidade com o Kernel Linux 5.4, melhorias no gerenciamento de periféricos, na interface de usuário, e já está disponível para download na sua versão de testes.

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Não faz muito tempo, divulgamos aqui no blog as novidades que havia chegado nas versões 6.0.10 e 6.0.14 do VirtualBox. As novidades que estão chegando com a versão 6.1, que atualmente encontra-se em fase de testes, prometem ser ainda mais numerosas e importantes, quando comparada aos lançamentos anteriores.

Caso você seja um usuário básico, acostumado a utilizar navegadores, players de mídia, alguns jogos, e não possua um grande conhecimento sobre ferramentas um pouco mais avançadas, talvez você não saiba exatamente o que é, e como funcionam os virtualizadores de sistemas como o VirtualBox. Nesse caso, é extremamente importante que você assista ao vídeo abaixo, para que possa adquirir conhecimento, e tirar melhor proveito do conteúdo deste artigo.


A lista de melhorias que estão sendo implementadas na versão 6.1 do software é relativamente grande, por isso selecionei para este artigo todas as que julguei mais relevantes, que você confere a seguir:

• Adicionado suporte ao Kernel Linux 5.4 para sistemas hospedeiros e convidados;
• Suporte experimental para transferência de arquivos entre máquinas virtuais rodando Windows em sistemas hospedeiros Linux;
• Corrigidos bugs relacionados a integração do mouse e teclado com as VM’s;
• Adicionado suporte a texturas YUV2 em sistemas hospedeiros Linux e MacOS, o que promete melhorar o desempenho de vídeos e aplicações em 3D, utilizando os adaptadores gráficos VBoxSVGA e VMSVGA, fazendo com que o sistema convidado possa utilizar mais recursos da GPU do sistema hospedeiro, e melhorando o desempenho de softwares que utilizam o OpenGL;
• Melhorado o suporte para virtualização de hardware em CPUs Intel;
• Corrigido bug que afetava a escala/tamanho do ponteiro do mouse;
• Aumentado o número de sistemas convidados suportados;
• Melhorias para implementação de controladoras USB EHCI
• Implementação de filtro que torna possível identificar uma porta USB no sistema, bem como especificar um caminho para a mesma;
• Incluído um novo tipo de adaptador de rede, o PCnet-ISA;
• Implementado suporte para importar uma VM da infraestrutura da Oracle Cloud;
• Adicionado suporte estendido para a Oracle Cloud, permitindo a criação de múltiplas máquinas virtuais sem a necessidade de fazer um novo upload para cada uma;
• Adicionadas teclas multimídia ao teclado virtual;

A lista completa com todas as melhorias podem ser encontrada na nota de lançamento oficial.

De todas as melhorias citadas acima, as que mais me animaram, foram aquelas relacionadas aos adaptadores gráficos VBoxSVGA e VMSVGA. Acredito que, é só uma questão de tempo até que chegue o dia em que possamos utilizar VM’s até para tarefas mais pesadas, como jogar e editar vídeos. 

Assim como eu, você também acredita que isso será possível em um futuro a médio prazo? Diga nos comentários! 😁

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Versão 5.4 do Kernel Linux chega recheada de novidades

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terça-feira, 26 de novembro de 2019

A versão 5.4 do Kernel Linux acaba de ser lançada, com uma “feature” um tanto polêmica, aprimoramentos para o driver AMDGPU, uma lista de dispositivos periféricos que devem funcionar de forma “plug and play”, e muito mais.

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A mais nova versão do Kernel Linux acaba de sair do forno, e com ela saiu também a amada e odiada “feature” chamada” Lockdown. Para aquelas pessoas que estão preocupadas com a função Lockdown estar potencialmente ferindo a sua liberdade, a boa notícia é que a mesma não estará ativada por padrão nesta versão do kernel. Todavia, isso não necessariamente significa que a função não estará ativada em todas as distribuições, já que cada distro poderá decidir entre ativá-la, não ativá-la, ou até mesmo removê-la.

Você não sabe o que é esse tal de Lockdown? Então dê uma olhada no artigo que fizemos assim que a notícia veio a público!

Deixando as polêmicas um pouco de lado, a nova versão do kernel também trará várias melhorias referentes as GPUs AMD. A partir desta versão, o driver AMDGPU passou a suportar as famílias de GPUs Navi 12, Navi 14, Arcturus, e as famílias de APUs Dali e Ryzen 4000 que serão lançadas em 2020.

As principais melhorias para GPUs AMD geralmente são lançadas tendo como foco principal os hardwares mais recentes, que fazem uso do driver AMDGPU. Caso você possua uma GPU mais antiga, ou não sabe qual é o driver que você está utilizando (e não estou falando sobre o Mesa Driver), confiram os nossos artigos sobre os drivers AMD no Linux, e sobre como utilizar a melhor opção de driver para a sua GPU AMD antiga.

Partindo para a área dos processadores, o Kernel 5.4 está trazendo suporte para os CPUs Intel da família “Tiger Lake”, e aprimoramentos para o sistema de “color management” para dispositivos utilizando o driver de código aberto da Nvidia, o Noveau.

Máquinas equipadas com hardwares que utilizam a arquitetura ARM, como por exemplo alguns modelos de laptops da Asus, HP e Lenovo, também não foram deixados de lado. Agora o Kernel Linux possui suporte para os processadores Qualcomm Snapdragon 835 SoC, e 850 SoC. Também foi adicionado suporte a alguns processadores utilizados em dispositivos móveis, como por exemplo o Snapdragon 410, que está embarcado em modelos como os Samsung Galaxy A3 e A5. O quê pode ser uma boa notícia para os desenvolvedores do Plasma Mobile e Ubuntu Touch.

Além do que foi abordado acima, várias outras melhorias também foram feitas neste lançamento. Dentre elas, podemos destacar:

• Adicionado relatório de temperatura para processadores AMD Ryzen da série 3000;
• Sistema de arquivos para máquinas virtuais VirtIO-FS foi aprimorado, o que deve melhorar o compartilhamento de pastas entre a máquina real e as virtuais;
• Versões atualizadas dos drivers do sistema de arquivos exFAT;
• O sistema de arquivos XFS agora permite modificações de diretório maiores, e o faz de forma mais rápida;
• Adicionado suporte para dispositivos de rede RTL8125;
• Melhoria no gerenciamento de energia Intel TCC.

Vários dispositivos periféricos foram compatibilizados, e assim entraram para a enorme lista daqueles que funcionam de forma “plug and play” nas distros Linux. Confira a seguir quais são estes dispositivos:

• MobileStudio Pro 13;
• Mouse Logitech G700;
• Mouse/teclado Logitech Lightspeed;
• Receptores Creative SB0540;
• Painel touchscreen Smart Tech;
• Sintonizador de TV Mygica T230C.

Cada nova versão do Kernel Linux sempre traz um número enorme de correções de bugs e novas funcionalidades, desta forma, cobrimos o que julgamos ser mais relevante. Todavia, se você tem interesse em mergulhar mais a fundo no mar de informações disponíveis sobre a nova versão do Kernel do Pinguim, você pode acessar a documentação oficial do Kernel Linux.

Se você for um usuário recém chegado ao mundo Linux, talvez esteja se perguntando se vale a pena atualizar o Kernel da sua distro, a fim de poder tirar proveito de todas as novidades. Não precisa ficar “quebrando a cabeça, jovem gafanhoto”. O vídeo a seguir, apesar de ser do tempo em que o Dionatan ainda tinha mais cabelo na cabeça do que na cara um pouco antigo 😁, ainda é extremamente atual quando o assunto é atualização de Kernel.


Caso você queira se aprofundar ainda mais no assunto, ou simplesmente você é uma pessoa que prefere ler a assistir vídeos, este artigo sobre atualização e versões do Kernel Linux é certamente um ótimo complemento ao vídeo acima.

Sempre fico fascinado em ver o quão longe, e quão rapidamente projetos livres e de código aberto podem crescer. E as proporções colossais que chegam a atingir. É com esse pensamento que estou acabando de escrever este artigo, por isso gostaria que vocês, caros leitores, me dessem a sua opinião sobre o seguinte:

Quais razões vocês acreditam serem as responsáveis por alguns projetos, que inicialmente não possuem grandes equipes ou investimentos financeiros, conseguirem chegar tão longe, e literalmente mudar para melhor as vidas de tantas pessoas?

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AMD OverDrive será compatível com GPUs Navi no Kernel 5.5

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sexta-feira, 22 de novembro de 2019

A versão do driver AMDGPU que estará presente no Kernel Linux 5.5 contará com a compatibilidade do assistente de monitoramento e overclock de GPU, o AMD OverDrive, com a série de GPUs “RX 5000 Navi”.

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AMD OverDrive no Linux?


Overclock de placas de vídeo não é algo tão presente no mundo Linux, ao menos não tanto quanto ocorre entre os usuários de Windows.Talvez a razão para isso seja que por falta de meios intuitivos para tais ajustes, os usuários Linux acabam não se interessando muito por esse tipo de coisa ou se desanimando no meio do processo. Acredito que o real motivo seja que não temos um software semelhante a, por exemplo, o MSI Afterburner.

Na verdade, tenho certeza que muitas das pessoas que estão lendo esse artigo agora estão surpresas por terem acabado de descobrir a existência do AMD OverDrive para Linux, não é? Então sim, essa funcionalidade está disponível para GPUs que utilizam o driver AMDGPU.

Se você não sabe qual driver a sua GPU está utilizando, ou se você não sabe nada sobre os drivers da AMD no Linux, este artigo irá tirar todas, ou quase todas as suas dúvidas sobre o assunto.

Porém, calma lá, dê uma segurada nessa euforia! O AMD OverDrive no Linux ainda não funciona da mesma forma que no Windows, e não existe uma interface gráfica na qual você pode simplesmente dar alguns cliques e fazer toda a “mágica”. O processo de utilização do OverDrive no Linux, no presente momento, funciona apenas via linha de comando, e é um procedimento relativamente complexo.

Inclusive, diga nos comentários se você quer saber mais sobre como utilizar essa tecnologia no Linux, e quem sabe possamos fazer um artigo sobre o assunto. :)

Implementações no AMDGPU para GPUs Navi


Além do suporte as GPUs Navi por parte do OverDrive, nessa nova versão do AMDGPU também estarão presentes correções no gerenciamento de tensão para hardwares SMU7 com tabelas de tensão personalizadas, bem como correções de manipulação de limites de tensão para hardwares SMU11, entre outros.

É importante deixar claro que a implementação do OverDrive para as GPUs Navi não tem nenhuma relação direta com a AMD, pois foi feita pela comunidade. Mais especificamente, foi o desenvolvedor Matt Coffin, que fez sozinho todo o trabalho, no que aparentemente foi a sua primeira contribuição para o AMDGPU.

Conclusão


Considerando que overclock em GPUs é algo bastante utilizado por usuários Windows, acredito que o desenvolvimento de uma interface gráfica para gerenciar o uso de tal funcionalidade no Linux, oficialmente suportada pela AMD, seja apenas questão de tempo. Acredito que usuários Linux tenham tanto interesse em utilizar tal funcionalidade quanto usuários Windows, porém, a grande maioria não tem o conhecimento, tempo livre, ou disposição para aprender a utilizar tal funcionalidade via linha de comando.

Aliás, já passou o tempo em que usuários Linux precisam ser “power users” para poderem utilizar as distros. Hoje em dia, é perfeitamente possível instalar, configurar e utilizar uma distro Linux sem utilizar o terminal, como você pode conferir no vídeo logo abaixo.


Dito isso, já passou da hora de a AMD dar aquela “forcinha”, e desenvolver, ou ao menos contribuir com o desenvolvimento de uma interface gráfica para o OverDrive.

Por fim, como tudo tem um lado positivo e outro negativo, na minha opinião o fato de a AMD ter aberto o código dos seus drivers, ao contrário da Nvidia, acaba diminuindo a responsabilidade que a mesma teria em desenvolver essas soluções, uma vez que a comunidade está empenhada em realizar tais tarefas. O quê pode acabar não sendo nada bom para nós, usuários.

Você costuma fazer overclock em GPU? Sente falta de uma forma facilitada de executar tais tarefas no Linux? Caso a resposta seja “sim”, recomendo fortemente que entrem em contado com a AMD, e dêem esse feedback. Quem sabe se muitos clientes solicitarem, eles atendam ao pedido. 😁

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Fonte: Phoronix


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Quem é Linus Torvalds no desenvolvimento do Kernel Linux hoje em dia?

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quinta-feira, 31 de outubro de 2019

Todos sabemos que, apesar de ser o grande nome por de trás da Microsoft, não é mais o Bill Gates que conduz a empresa. Obviamente Linus Torvalds é o grande nome por de trás do Linux, mas será que ele é quem ainda realmente mantém toda essa “máquina” funcionando?

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Todos nós usuários, entusiastas, simpatizantes que estamos de alguma forma envolvidos no mundo Linux, com certeza já ouvimos muito falar do Linus Torvalds. E não é à toa, afinal, ele é “nada menos” que quem o criou o Kernel Linux. Sem ele, provavelmente tudo o que conhecemos hoje em dia, como Linux não existisse, ao menos, não da mesma forma que conhecemos.

Antes de continuar, é muito importante que você saiba o que é Linux. E não, não é simplesmente um sistema operacional assim como o Windows. Os vídeos abaixo com certeza irão tirar todas, ou boa parte das suas dúvidas sobre o que realmente é Linux, de forma que você terá um entendimento muito melhor sobre a continuação deste artigo.



Na última terça-feira (29), Linus Torvalds concedeu uma entrevista para Dirk Hohndel (chefe da equipe open source da VMware), no palco da The Open Source Summit, em Lyon, na França. Que você confere, de forma comentada e em tradução livre, a seguir.

O aumento da complexidade do código e brechas de segurança


Primeiramente Linus foi questionado sobre o nível de complexidade cada vez mais alto que o Kernel Linux vem atingindo e, como essa alta complexidade vem tornando o software cada vez mais difícil de ser “debugado”. Poderia esse alto nível de complexidade tornar o Kernel cada vez mais problemático e inseguro?

Linus diz que, embora o Kernel de fato esteja se tornando cada dia maior e mais complexo, a infraestrutura disponível para rastrear e resolver bugs e problemas de segurança em geral, também está cada dia mais eficaz. Tanto o Kernel quanto qualquer sistema operacional, é sempre algo muito complexo e, esses softwares são utilizados por centenas de milhares de pessoas diferentes, a grande maioria delas sem experiência ou conhecimento sobre o assunto. E por qualquer motivo que seja, essas pessoas acabam fazendo coisas com o sistema que nenhum desenvolvedor em sã consciência pensaria ser lógico ou até mesmo possível.

Com isso, para corrigir tais bugs, muitas vezes são necessárias mudanças e implementações que acabam por tornar o código mais extenso e complexo. Um código mais extenso e complexo, em tese, poderia gerar novos bugs, assim abrindo brechas de segurança. Todavia, como já dito anteriormente, as técnicas e ferramentas utilizadas para prevenir e corrigir falhas de segurança e funcionamento básico continuam a avançar e se aprimorar a cada dia. Desta forma, como disse Linus: 

Eu não acho que estejamos piorando. De muitas formas, o desenvolvimento do Kernel se tornou muito mais fácil. Sim, é maior e muito mais complicado, mas por outro lado, nós também temos ferramentas muito melhores, muito mais comunicação e uma comunidade muito maior. Anteriormente, talvez você não tivesse o hardware correto, porque o Kernel funcionava apenas em um seleto grupo de hardwares. Isso já não é mais um problema”.

Essa afirmação corrobora com as implementações visando automatização de testes no kernel Linux, conforme detalhamos na matéria sobre a ferramenta KernnelCI.

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Dirk Hohndel (direita), e Linus Torvalds (esquerda). Entrevista na The Open Source Summit.
Além de tudo o que foi dito anteriormente, o Kernel geralmente não sai diretamente do primeiro grupo de desenvolvedores e chega nas mãos dos usuários finais. Segundo as palavras do próprio Linus: “Existem vários níveis de filtro”. Linus Torvalds é responsável por manter a versão em desenvolvimento do Kernel Linux, já a versão estável é responsabilidade de outra pessoa, que atualmente é Greg Khroa-Hartman. Após isso, cada pessoa, distribuição ou empresa que utiliza o Kernel, geralmente faz os seus próprios testes e modificações. Tendo assim, cada um a sua própria versão estável do mesmo. Somente após isso é que os usuários finais têm a chance de instalar um sistema utilizando aquele Kernel nas suas máquinas.

A única preocupação que Linus parece ter nesse aspecto é quanto a quem ainda utiliza versões muito antigas do Kernel.

As pessoas continuam trabalhando com Kerneis tão antigos, que são de épocas em que ainda não tínhamos os mesmos procedimentos de segurança que temos atualmente. Alguns sistemas com um suporte realmente longo ainda estão utilizando Kerneis que são realmente inferiores.”, disse Linus.

Afinal, qual é o trabalho de Linus Torvalds nos dias de hoje?


Muitas pessoas acreditam que Linus Torvalds passa dias inteiros sentado criando linhas de código e fazendo correções de bugs no Kernel Linux, mas será isso mesmo? Ao ser questionado sobre qual é o trabalho do mantenedor chefe do Kernel Linux, Linus respondeu:

Eu leio e escrevo emails. Eu definitivamente não crio mais linhas de código. Muito do que eu escrevo, o faço apenas dentro do meu gerenciador de emails. No final das contas, o meu trabalho é basicamente dizer “Não!”. Alguém tem que ser capaz de dizer “não”. Os outros desenvolvedores sabem que se eles fizerem algo que não é legal, eu direi “Não!”, e então eles serão mais cuidadosos da próxima vez. Porém, para poder dizer “não”, eu tenho que saber tudo o que está acontecendo, na superfície, e abaixo dela. Apenas assim eu poderei fazer o meu trabalho. Eu passo a maior parte do meu dia basicamente lendo e-mails sobre no que as pessoas estão trabalhando.

O meu primeiro objetivo é ser realmente responsivo com mantenedores que me enviam patches ou solicitações de correção. Eu procuro sempre dar uma resposta, seja ela “sim” ou “não”, dentro de no máximo um dia ou dois. Muitas vezes a minha semana acaba sendo prolongada em um dia ou dois, mas eu quero estar lá o tempo todo. Como mantenedor, acredito que essa seja uma das principais coisas que eu queira fazer”.

linus-torvalds

Com essa resposta podemos perceber que ser o Mantenedor Chefe não é simplesmente ser o cara que dá as ordens. É também ser responsável e eficaz o suficiente para tomar as decisões difíceis e sempre estar lá pela sua equipe. E assim ser capaz de manter “a máquina” funcionando.

Torvalds também comentou sobre os valores da documentação, e também “bug reports”:

Reports de bugs vindos de usuários e desenvolvedores, para mim, são tão ou mais importantes que as mudanças no código propriamente ditas. Algumas vezes a mudança no código é tão óbvia que nenhum report é necessário. Mas isso é algo extremamente raro… Em um software bem documentado, o desenvolvedor não está apenas apresentando o código, mas também o está explicando para que qualquer outra pessoa possa entender”.

Já fazem 28 anos desde que Linus Torvalds criou o Kernel Linux, e desde então vem sendo o seu mantenedor chefe. Dito isso, Linus foi questionado sobre possíveis planos para novos projetos:

Não. Eu parei por aqui.

Em Setembro de 2018 Linus largou temporariamente o seu cargo de mantenedor chefe do Kernel Linux. Teria sido isso um sinal de que o fim da “era Linus” comandando o desenvolvimento do Linux estaria chegando? Ao ser questionado sobre possíveis planos para abandonar o cargo de forma definitiva, Linus respondeu:

Eu talvez passe a maior parte do meu tempo lendo e-mails, mas o motivo para isso, é que eu ficaria realmente entediado se não o fizesse.

Conclusão


Após essa resposta, acredito que possamos ficar tranquilos quanto a quem continuará sendo o mantenedor chefe do Kernel Linux. Com tudo o que foi dito pelo Linus a respeito do seu trabalho, posso concluir que para se manter um projeto massivo como este em pleno funcionamento e evoluindo da forma com que o Linux está, não basta ser um excelente desenvolvedor ou ter todo o conhecimento do mundo sobre o assunto. Também é preciso ter a capacidade de manter muitas pessoas trabalhando juntas, tendo o mesmo objetivo e sempre impulsionando-as. É preciso ser um líder.

Todavia, ninguém dura para sempre. É certo que, mais cedo ou mais tarde, Linus Torvalds não estará mais no comando desse grande projeto. O que você acha que irá acontecer, e quais você acha que serão os riscos quando este líder carismático e extremamente competente precisar ser substituído? Diga-nos o que você pensa, nos comentários.

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Fonte: The Register

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Novidades nos testes do kernel Linux

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terça-feira, 29 de outubro de 2019

Em recente reunião do Linux Kernel Plumbers, que ocorreu em Lisboa, Portugal, o tópico “automação de testes para o kernel Linux” foi discutido. Os principais desenvolvedores do Linux uniram-se com o objetivo de empregar esforços em uma estrutura de testes sólidos: o KernelCI. Agora na Open Source Summit Europe, em Lyon, França, o KernelCI passa a ser um projeto da The Linux Foundation e receberá os investimentos e recursos necessários.

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Antes de tudo, você realmente sabe o que é Linux, se ele é apenas um kernel? Confira logo abaixo o vídeo do Gabriel do canal Toca do Tux, abordando o assunto.


Aprofundando mais neste assunto, verá à definição oficial da The Linux Foundation. Aposto que muita coisa será desmistificada, vindo da própria fundação que mantém o Linux, confira o artigo clicando aqui

O Desenvolvimento do kernel Linux


Atualmente o kernel Linux é desenvolvido por uma gigantesca comunidade, composta por pessoas físicas, organizações sem fins lucrativos, diversas empresas e eventuais colaboradores. O método utilizado para organização do projeto, é através da LKML (Linux Kernel Mailing List). Digamos que seja uma enorme lista de e-mails, na qual os desenvolvedores interagem entre si e sugerem mudanças e implementações no código. Contudo, esta forma nem sempre é uma das melhores para as diversas tarefas, questões relacionadas aos patches são um bom exemplo dado por Russel Currey, um dos desenvolvedores do kernel Linux, explicando:

“[Ao contrário de um projeto baseado exclusivamente no GitHub ou GitLab], em que uma solicitação ‘pull’ contém todas as informações necessárias para mesclar um grupo de alterações; um e-mail contendo, digamos, o patch 7/10, não possui esse contexto. É quase impossível saber de uma mensagem do e-mail, se uma série de patches foi mesclada, rejeitada ou substituída. Em geral, as listas de discussão simplesmente não possuem o mesmo nível de metadados que os sites de hospedagem de projetos contemporâneos e isso dificulta ainda mais o problema de CI [Integração Contínua]”.

Nesse contexto surge o KernelCI, projetado inicialmente para auxiliar o teste do Linux em uma gama de hardwares muito ampla. Pois, os testes eram realizados em um número bem limitado e específico de hardwares. Basicamente os desenvolvedores efetuavam testes em seus próprios equipamentos. Assim a certeza de um bom funcionamento era garantida para os hardwares mais comuns e populares no mercado, caso contrário, era bem provável que teste algum tenha sido realizado em equipamentos “específicos”.

Greg Kroah-Hartman, mantenedor da versão estável do Linux, explica:

“O Linux roda em todos os lugares e em tantos hardwares diferentes, mas os testes neles foram mínimos. A maioria das pessoas, estavam apenas testando as poucas coisas com as quais se importava. Então, queremos testá-lo com o mesmo hardware que nós. Poderia garantir que realmente oferecemos suporte a todo o hardware que afirmamos oferecer suporte “.

Os planos para utilização do KernelCI vão mais além do que implementar testes automáticos em hardwares. Como bem explicou, Kevin Hilman, seu co-fundador e engenheiro sênior da BayLibre em uma palestra na Open Source Summit Europe:

“Nós nos reunimos no Linux Plumbers. Um dos grandes problemas que temos agora é que temos seis ou sete projetos diferentes para teste de código que enviavam relatórios aos desenvolvedores e mantenedores do kernel. Isso estava ficando realmente irritante, então nos reunimos e dissemos: 'escolha um para usarmos como uma estrutura ', portanto, concordamos com o KernelCI, então todos trabalharemos juntos, para não duplicar nossos esforços e resultados”

Após consolidar efetivamente o novo KernelCI, não somente os testes em diferentes hardwares serão realizados. Como, seu objetivo passa a unificar os diferentes tipos de testes no kernel Linux. A atual deficiência do modelo de discussão através dos e-mails, para lidar com patches, será solucionada com um único local para armazenar, visualizar, comparar e acompanhar os resultados do inúmeros testes.

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Imagem - Davide Boscolo

Segundo o vice-presidente para desenvolvimento de negócios e consultoria open source e colaborador do KernelCI Collabora, Guy Lunardi, “Desde que o Linux tenha se tornado crucial para a sociedade, é essencial obter uma cobertura abrangente de testes do Kernel Linux. Ao aplicar a filosofia de código aberto ao teste, a arquitetura distribuída pelo KernelCI, permite que toda a comunidade do kernel colabore em torno de um único sistema de IC [Integração Contínua] upstream”.

O Linux tornou-se tão relevante e essencial para o cenário atual da tecnologia, que esforços para potencializar suas qualidades e sanar seus defeitos são desenvolvidos e implementados corriqueiramente. Não obstante, sua utilização transcende barreiras e sua atuação engloba uma infinidade de soluções no mercado. Agora com esse sistema de automatização, o KernelCI, versões de longo tempo de suporte (LTS) passarão a englobar um maior número de equipamentos e problemas já conhecidos. Problemas de mal funcionamento de hardware deixarão de existir, ou diminuirão drasticamente. Isso irá melhorar a qualidade, estabilidade e manutenção do kernel Linux. No final, toda uma comunidade será beneficiada.

O que você espera com tais mudanças? Você têm algum hardware que não funciona plenamente no Linux?

Participe de nossa comunidade Diolinux Plus, fique por dentro das novidades e compartilhe suas opiniões.

Até o próximo post, te espero aqui no blog Diolinux, SISTEMATICAMENTE! 😎

Fonte: KernelCI, ZDnet.


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Linux 5.4 trará importante implementação de segurança

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quarta-feira, 2 de outubro de 2019

O que já era bom, se tornou ainda melhor. Obviamente os softwares não são isentos de falhas, mas os sistemas operacionais baseados no kernel Linux são conhecidos pela sua segurança de alto nível. Esta última versão do Linux, a 5.4, entre outras coisas, virá com uma importante implementação de segurança. Estamos falando do “Lockdown”.

linux-5.4-trara-importante-implementacao-de-seguranca

Praticamente todos os usuários Linux sabem o que é, ao menos superficialmente, o usuário “root”. Sabemos que existe o usuário comum, criado por nós durante a instalação, que só tem permissão para fazer mudanças em determinadas partes não vitais do sistema. E o usuário “root”, que é “o dono do pedaço”, tendo autorização para modificar tudo no sistema, inclusive deletar a si mesmo.

Como acabamos de ver, existe uma “barreira” que impede o usuário comum de fazer o que apenas o usuário “root” pode. A ideia por trás do “Lockdown” é: deveria também existir uma barreira entre o usuário “root” e os arquivos do Kernel? 

Sugerida por um desenvolvedor da Google em 2010, a função “Lockdown”, em termos leigos, irá “isolar” as partes mais sensíveis do Kernel do resto do sistema. Separando-as das partes acessíveis aos usuários. Com esta função ativada, mesmo o usuário “root” não terá permissão para modificar certos arquivos do núcleo do sistema. Assim protegendo o mesmo de ser afetado por uma conta de usuário “root” comprometida.

O “Lockdown” pode ser utilizado em dois modos diferentes:

Integridade: Neste modo, os usuários não terão permissão para fazer qualquer tipo de modificação nos arquivos mais sensíveis do Kernel. Porém, terão permissão de leitura dos mesmos.

Confidencialidade: Neste modo, os usuários não terão permissão de modificação ou leitura destes arquivos do Kernel.

O “Lockdown” estará incluso na versão 5.4 do Kernel Linux, porém, por estar em fase experimental, virá desativada por padrão. Podendo ser ativada através dos parâmetros: lockdown=integrity ou lockdown=confidentiality.

Mas é claro que, como sempre, “nem tudo são flores”.

O “Lockdown” seguramente elevará o nível da segurança de tudo o que faz uso do Kernel Linux, mas também trará algumas limitações. Com este modo ativado, não será possível utilizar a função “Hibernar”. O quê para alguns usuários pode não fazer a menor diferença, mas para outros pode ser algo bastante importante. Outro ponto abordado por algumas pessoas nos comentários de matérias feitas a respeito desse assunto, é que o “Lockdown” tirará a liberdade do usuário fazer o que quiser com o sistema, assim ferindo a filosofia do software livre.

Na minha opinião, é uma funcionalidade muito bem vinda, que só tende a aprimorar o que já é um destaque nos sistemas Linux. A segurança. Não acho que o “Lockdown” tirará qualquer possibilidade do usuário comum. Usuários comuns, ou mesmo intermediários, não tem a necessidade de acessar arquivos sensíveis do Kernel. Por outro lado, se você for um usuário avançado, tenho plena certeza de que você será capaz de desabilitar o “Lockdown” no seu próprio sistema e fazer as modificações que desejar. Desta forma, os únicos “prejudicados” pela implementação desta função, são os criadores de códigos maliciosos.

Você acha que o “Lockdown” irá prejudicar os usuários e ferir a sua liberdade? Ou você concorda que os benefícios trazidos por essa funcionalidade são muito maiores do que as limitações? Independente de qual seja a sua opinião, conte-nos nos comentários. 😁

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Três vulnerabilidades encontradas no Kernel do Ubuntu, atualize agora!

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quarta-feira, 18 de setembro de 2019

Usar Linux não significa estar imune às falhas de segurança, porém, geralmente as atualizações são rápidas. Mantenha sempre seu sistema em dia, para evitar possíveis brechas e eventuais transtornos. Caso utilize Ubuntu e derivados, como o Linux Mint, atualize imediatamente seu sistema.

kernle-linux-falha-vulnerabilidade-bug-ubuntu-correção-canonical-update-atualizar

Hoje dois relatórios foram publicados pela Canonical, empresa responsável pelo Ubuntu, mostrando a descoberta de vulnerabilidades que atingem todas as versões suportadas do sistema. O primeiro relatório, USN-4135-1, declara que tanto o Ubuntu 16.04 LTS, 18.04 LTS, como o 19.04 são atingidos pelas falhas. Já o segundo, USN-4135-2, menciona praticamente o mesmo, entretanto para as versões com suporte estendido “ESM” (Extended Security Maintenance). Sendo o Ubuntu 12.04 e 14.04. Outro detalhe, é que ainda não houve confirmação se as falhas afetam o Ubuntu 19.10.

Vulnerabilidades corrigidas com o novo kernel 


  • CVE-2019-14835 : um “estouro” de buffer foi descoberto na implementação de back-end (vhost_net) da rede virtio, no kernel do Linux. Um invasor pode usar isso para causar uma negação de serviço (bloqueando o sistema operacional host) ou provavelmente executar código arbitrário no sistema operacional do host (alta prioridade);
  • CVE-2019-15030 : o kernel Linux nas arquiteturas PowerPC não tratava adequadamente as exceções de recursos não disponíveis em algumas situações. Um invasor local pode usar isso para expor informações confidenciais (prioridade média);
  • CVE-2019-15031 : o kernel Linux em arquiteturas PowerPC não tratava adequadamente as exceções nas interrupções em algumas situações. Possibilitando o uso de informações pessoais por um invasor local.

Você pode utilizar a aplicação “Atualizador de Programas” e efetuar a atualização do seu Ubuntu. Se preferir utilizar o terminal, eis o comando:

sudo apt update && sudo apt dist-upgrade

Depois do procedimento, reinicie seu computador.

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Até o próximo post, atualize seu sistema, SISTEMATICAMENTE! 😎

Fonte: Ubuntu.
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Ubuntu 19.10 poderá iniciar até 7x mais rápido

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quarta-feira, 11 de setembro de 2019

Não é segredo para ninguém que a Canonical, empresa responsável pelo Ubuntu, vem trabalhando em melhorias no boot do sistema. Queixas de inúmeros usuários relatando uma demora no início do sistema, graças aos aplicativos no formato Snap. Digamos que as coisas ainda não são perfeitas, mas houve uma melhora perceptível neste aspecto. Agora eis chegada a hora de melhorar o boot, relacionando ao Kernel Linux do Ubuntu.

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A equipe do kernel Linux no Ubuntu decidiu efetuar testes comparativos, com o formato de compactação do mesmo, após diversos experimentos chegaram a um veredito. A partir do Ubuntu 19.10 Eoan Ermine, as imagens do kernel Linux no Ubuntu serão compactadas em LZ4. Segundo os engenheiros do Ubuntu, a melhora no início do sistema é notória, até mesmo em hardwares mais modestos. O resultado foi tão positivo que em alguns casos o ganho foi em até 7 vezes, comparado às versões atuais do Ubuntu.

Colin Ian King, um dos engenheiros da Canonical e participante da equipe responsável pelo Kernel no Ubuntu, explica:

“Para o tamanho de compactação, o GZIP apresenta o menor tamanho compactado do Kernel, seguido por LZO (~ 16% maior) e LZ4 (~ 25% maior). Com o tempo de descompressão, o LZ4 é 7 vezes mais rápido que o GZIP e o LZO é ~ 1,25 vezes mais rápido que o GZIP em x86 ... Mesmo com uma mídia de rotação lenta (um HD de 5400RPM, por exemplo) e uma CPU lenta, o tempo de carregamento mais longo do Kernel excede em muito o tempo de descompressão mais rápido. À medida que a mídia fica mais rápida, a diferença no tempo de carregamento entre GZIP, LZ4 e LZO diminui e a velocidade para descompressão se torna o fator dominante , com o LZ4 como o vencedor”.

Para mais informações sobre os testes efetuados, acesse a postagem de Ian King e saiba mais detalhes.

Agora é esperar o lançamento da nova versão do Ubuntu e comparar o tempo de boot. Estou ansioso pelo Ubuntu 20.04, sinceramente creio que será uma das melhores versões já lançadas do sistema. Vendo seus antecessores com cada vez mais melhorias, sejam no design, software, etc. Parece que a Canonical vem retomando o Ubuntu ao seu antigo “status”. 

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A espera acabou! Linux Mint 19.2 “Tina” é lançado!

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sexta-feira, 2 de agosto de 2019

A espera acabou. Linux Mint 19.2 “Tina” finalmente é lançada de forma oficial e você já pode baixar a distro.

A espera acabou! Linux Mint 19.2 “Tina” é lançado!






Nesta Sexta-feira (2), foram liberadas para download as imagens ISO do Linux Mint, para que você possa baixar e instalar no seu PC. A nova edição focou em lapidar ainda mais as aplicações e recursos, isso traz para os usuários algumas novas facilidades e alguns softwares atualizado e otimizados.

Principais novidades


●Kernel Linux 4.15.0-54 com suporte até 2023, com suporte para atualização para o 5.x via Gerenciador de atualizações; 

● Cinnamon 4.2, XFCE na 4.12 e MATE na 1.22;

● Wine na versão 4.0 por default;

● Boot-Repair incluso na ISO do sistema;

● Possibilidade de “Pinar” pastas no Gerenciador de Arquivos Nemo;

● Documentos recentes estão agora habilitados por padrão no Menu do Cinnamon.

● Nemo tem condições para executar ações, como um script ou comando externo quando o usuário clica com o botão direito do mouse sobre um arquivo;
● Agora no Menu, haverá diferenciação dos programas, além de informar em qual formato está instalado, como por exemplo, se o programa for em Flatpak ou não;

E quem tem placa híbrida?


Um ponto que vale salientar nessa versão, é a preocupação do pessoal do Mint em entregar a melhor experiência para quem tem Placas da NVIDIA, em especial os notebooks híbridos ou Optimus Card. A equipe do Mint demonstra alguns parâmetros se o método do "nomodeset"  não funcionar. Antes de tentar esses parâmetros, eles recomendam que na hora da instalação do sistema, você instale o driver proprietário da NVIDIA e que no reboot, informando que não será necessário se preocupar com “mais nada”. Depois do reboot, um ícone aparecerá na barra de tarefas, podendo assim trocar de GPU ali mesmo.

Se você não conseguir “subir” o sistema, os parâmetros que eles recomendam são:

"nouveau.noaccel=1" no lugar do "nomodeset".

ou  "noapic noacpi nosplash irqpoll" no lugar do "quiet splash".

Outra possibilidade é usar o  "Compatibility mode" (modo de compatibilidade na hora de dar o boot e instalar o Mint).

Depois da instalação, usar o "Advanced Options" -> "Recovery mode"  no menu de boot e escolher a opção de “resume”. 

Requisitos mínimos e download



Os requisitos mínimos para rodar o Linux Mint Beta 19.2 são:

● 1GB de memória RAM ou 2GB para uma experiência mais confortável;

● 15GB de espaço em disco ou 20GB para ter uma “folga”;

● Resolução mínima da tela de 1024x768

Fizemos um artigo no momento do último Beta do Linux Mint contendo todas as novidades do sistema, clique aqui para conferir.


Se você estiver utilizando a versão BETA do Linux Mint 19.2, basta utilizar o Gerenciador de Atualizações e aplicar os updates ali presente. Em breve a equipe do Mint vai disponibilizar o procedimento de como migrar das versões 19 e 19.1, então fique de olho no blog.

Para baixar a nova versão do Linux Mint, basta acessar este link e escolher a sua interface preferida.

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Espero você até a próxima, um forte abraço.

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Atualize o Ubuntu agora, para corrigir falha no Kernel

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terça-feira, 23 de julho de 2019

Alguns bugs que afetavam o kernel Linux no Ubuntu foram corrigidos hoje pela Canonical. Caso utilize o Ubuntu ou derivados é de extrema importância manter seu sistema em dia, com essas atualizações, problemas podem ser evitados.

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As falhas atingem tanto o Ubuntu 19.04, como suas LTS (Ubuntu 16.04/18.04). A correção dos problemas foi lançada hoje e são elas:

  • CVE-2019-11487: Vazamento de números inteiros no kernel Linux ao referir-se a paginação, ocasionando possíveis problemas ao liberar memória. Essa falha pode ocasionar brechas para um invasor localmente, executar códigos maliciosos ou um DoS Attack (ataque de negação de serviço). Essa falha não afeta as versões LTS;
  • CVE-2019-11599: Um invasor localmente poderia ocasionar um DoS Attack ou expor informações pessoais. Outra falha que não afeta as versões LTS;
  • CVE-2019-11833: A implementação do sistema de arquivos ext4 no kernel Linux em alguns momentos, não encerrava corretamente o processo de memória. Um invasor local poderia ter acesso às informações confidenciais por meio deste processo de memória no kernel;
  • CVE-2019-11884: A implementação do HIDP (Bluetooth Human Interface Device Protocol) em algumas ocasiões, não verificava corretamente as requisições terminadas em NULL (vazias). Com isso um invasor localmente poderia usar essa falha para expor informações privadas (da memória do kernel);
  • CVE-2019-11085: O driver gráfico da Intel i915 no kernel em alguns momentos, não restringia corretamente os intervalos mmap. Um invasor local poderia por meio desta falha, lançar um DoS Attack e desligar abruptamente a máquina, como executar códigos arbitrários. Essa falha não afetava o Ubuntu 19.04, mas sim as LTS;
  • CVE-2019-11815: Foi descoberto que a implementação do protocolo RDS (Reliable Datagram Sockets), que por padrão vem desabilitado no Ubuntu, caso ativo poderia dar a um invasor local a possibilidade de efetuar um DoS Attack ou possivelmente executar um código malicioso. Essa falha também afeta as LTS 16.04/18.04, o Ubuntu 19.04 não é afetado.

Lembrando que é altamente perigoso continuar utilizando o Ubuntu 18.10, pois, o mesmo perdeu suporte. Acesse essa postagem e saiba mais.

Para usuários do Ubuntu 16.04/18.04 e 19.04 é de extrema importância atualizar o sistema. Mesmo as falhas sendo consideradas medianas, por “obrigatoriamente” limitar o invasor a estar localmente durante os ataques, não é indicado tardar as atualizações de segurança em hipótese alguma.

Você pode utilizar a aplicação “Atualizador de Programas” e efetuar a instalação de seu Ubuntu. Se preferir utilizar o terminal, eis o comando:

sudo apt update && sudo apt dist-upgrade

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Fonte: Ubuntu.
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Linux 5.2 chega com quase 600 mil novas linhas de código

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terça-feira, 9 de julho de 2019

No Domingo (7), Linus Torvalds lançou mais uma versão do Kernel Linux, contando com cerca de 596.000 novas linhas de códigos submetidas, ou seja, temos muitas coisas nova nessa nova versão do Kernel Linux.

Kernel 5.2 é oficialmente lançado






A primeira grande novidade é referente a Logitech, que ajudou a melhorar os drivers dos seus receptores wireless, como o Logitech Bluetooth “dongle” usado no teclado MX5500 e no receptor Logitech Unifying. Outro ponto, é que agora qualquer periférico da marca que trabalhe na frequência de 2,4 GHz (mouse, teclado, etc), vão poder retransmitir o status da bateria (quando disponível) para as GUIs dos desktops.

Uma adição que vai beneficiar muitos usuários, é o novo driver Wi-Fi da Realtek (mac80211) que tem suporte para os chips de rede wifi Realtek 802.11ac. O rtw88 agora suporta os firmwares RTL8822BE e RTL8822CE, contando com suporte também para modelos USB e SDIO futuramente.

Houve também um acréscimo no suporte para os computadores single-board da  linha Orange, com versões baseadas no  Allwiner (Orange Pi 3), Rockchip (Orange Pi RK3399) e também a  Nvidia Jetson Nano.

Também estão introduzindo a primeira “feature” do Sound Open Firmware (SOF), projeto encabeçado por Intel e Google, criando uma plataforma de código aberto para a criação de firmwares para processadores de áudio.

Outras melhorias e adições no Kernel 5.2 foram:

⏺ GeForce GTX 1650 recebeu suporte para o Nouveau;

⏺ Várias melhorias em laptops com  AMD Ryzen;

⏺ Otimização em dispositivos ARM;

⏺ Suporte para Intel Comet Lake;

⏺ Preparação para as novas AMD EPYC CPUs;

⏺ Suporte para hibernação sendo reativado no Intel Baytrail & Cherrytrail

Para mais detalhes técnicos, você pode consultar aqui e aqui.

Se você quiser experimentar essa versão do Kernel, pode utilizar a ferramenta UKTools, caso use Ubuntu ou algum derivado, ou baixar os pacotes manualmente, tais procedimentos são recomendados apenas para usuários avançados. Se você usa outras distros, como Fedora e Manjaro, provavelmente as atualizações estarão disponíveis em breve.

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Microsoft traz um kernel Linux completo para o Windows 10

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sexta-feira, 10 de maio de 2019

A conferência voltada para devs da Microsoft, a Build 2019, foi recheada de novidades, como a possível chegada do Edge para Linux, do novo WSL e do Kernel Linux completo no Windows 10.

 Microsoft traz um kernel Linux completo para o Windows 10






Parecia que esse dia nunca chegaria, mas sim meus amigos e amigas, ele chegou. Estamos vendo Linux e Windows na mesma frase e o contexto não é  alguma “Guerra Infinita”. 😁😂

Quando anunciaram o WSL 2, também falaram que iam mandar junto um Kernel Linux completo, assim facilitando a VM que é criada via Hyper-V, consumindo menos recursos do computador, pois não vai precisar mais emular as APIs do kernel Linux no kernel NT, com isso o WSL 2 vai rodar um kernel Linux completo em uma VM muito leve.



Como o Kernel Linux é sobre a licença GNU GPL (General Public License), toda modificação feita pela Gigante de Redmond, terá que ser publicada, e assim ela se comprometeu a fazer, disponibilizando via GitHub.

Ainda teve as seguintes declarações:

“Esta não é a primeira vez que a Microsoft envia um kernel Linux, já que já lançamos um em 2018 quando anunciamos o Azure Sphere. No entanto, esta será a primeira vez que um kernel Linux é lançado com o Windows, o que é um verdadeiro testemunho do quanto a Microsoft adora o Linux!”, e complementou como vai funcionar na parte de segurança:

“Para manter o Kernel sempre atualizado com os mais novos recursos e correções na última versão estável do Linux. Para garantir a procedência de nossas fontes, espelhamos repositórios localmente. Estamos monitorando continuamente as listas de e-mail de segurança do Linux e fazendo parcerias com várias empresas de banco de dados CVE para ajudar a garantir que nosso kernel tenha as correções e mitigações mais recentes.”

Como dito no artigo sobre o WSL 2, é muito cedo dizer que a Microsoft vai migrar 100% do Kernel NT para o Kernel Linux. É impossível??? Não, só creio que se for acontecer não vai ser algo tão pra agora e sim daqui alguns anos, pois envolve muita grana e afeta quem constrói o seu app ou jogo, que em grande parte é voltado pensando como o “Windows pensa”, mas tudo pode acontecer e daqui 2 anos termos uma versão do Windows 10 com Kernel Linux, porque não?? 

Para conferir os anúncios oficiais no blog da MS, basta acessar aqui e aqui.

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Fedora 30 é lançado com as aguardadas mudanças prometidas pela equipe

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quarta-feira, 1 de maio de 2019

A tão aguardada versão final do Fedora 30 está no meio de nós, trazendo consigo as novidades que foram apresentadas na versão beta que foi lançada no mês passado.


 Fedora 30 é lançado com as aguardadas mudanças prometidas pela equipe





Fizemos este artigo comentando das novidades que viriam com a versão final do Fedora 30, e realmente essas novidades vieram, como:

As novidades que foram “ventiladas” no Beta e que foram confirmadas na versão final são: 

- A possibilidade de se instalar as interfaces desktops do Deepin (DDE) e a Pantheon (do ElementaryOS).

- A compressão dos metadados dos repositórios com o zchunk;

- GNOME 3.32 e o Kernel 5.0.6

- GCC 9, Bash 5.0, e PHP 7.3.

Para ver a nota de lançamento, basta acessar o link do blog oficial do projeto.

Caso deseje  baixar o Fedora 30, você pode fazer acessando este link.

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Ubuntu 19.04 é lançado com otimizações de desempenho e Kernel Linux 5

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quinta-feira, 18 de abril de 2019

Muitos que chegaram no mundo Linux ou que tiveram contato com o mesmo, foi através do Ubuntu, tirando a “velha guarda” dos usuários e os mais “fuçadores”, ele foi e ainda é a porta de entrada para o mundo Linux tanto para usuários comuns, como para empresas.


 Ubuntu 19.04 é lançado com otimizações de desempenho e Kernel Linux 5






Nos últimos anos, o Ubuntu foi a “cara” do Linux, com a interface Unity e suas cores, que como diz a música, “Entre tapas e beijos, é ódio é desejo…”, foi conquistando usuários ao redor do mundo. Quem não lembra dos CDs e DVDs que a Canonical mandava via correspondência para as nossas casas? 😁

E quando foi anunciado o “fim” do Unity pela Canonical, muitos se perguntavam qual interface iria ser utilizada, e a escolha foi o GNOME, pois o Unity era um fork do mesmo e assim a transição seria menos “traumática”, vamos assim dizer. Will Cooke, principal líder do time de desenvolvimento do Ubuntu, nos conta como foi essa transição em uma entrevista exclusiva.

Novidades do Ubuntu 19.04 Disco Dingo


Na data de hoje (18/04/2019), o Ubuntu chega na sua versão 19.04, sendo aguardada por muitos, pois várias melhorias no Kernel, GNOME, Drivers, Apps e afins, vão estar disponíveis para utilização dos usuários.

As principais novidades que chegaram ao Ubuntu 19.04 são:

- GNOME 3.32 ;
- Kernel 5.0;
- Driver de vídeo da NVIDIA na versão 418.56;
- Driver de vídeo para AMD e Intel, o Mesa Driver na versão 19.0.2;
- LibreOffice 6.2.2;
- Mozilla Firefox 66.0;

Quem tem placas de vídeo da Nvidia em notebooks pode comemorar também um melhor suporte. a hora que você for instalar, poderá escolher o “Safe Graphics Mode”, que vai habilitar o NOMODESET, possibilitando “subir” o sistema e instalar o driver proprietário da NVIDIA já na tela de formatação. Ainda falta a implementação da troca de GPUs sem precisar reiniciar a sessão ou a máquina, mas já é um começo. Podemos ouvir um “Amém”????

Download da versão atualizada


Para conferir todas as novidades, tanto da versão desktop quanto a de servidores, você pode acessar este link. Lembrando que o Ubuntu 19.04 não é uma versão LTS (suporte de 5 anos) e que o suporte desta versão só terá 9 meses.

Para baixar o novo Ubuntu 19.04, você pode conferir este link.

Você também pode baixar as flavors do Ubuntu (Xubuntu, Kubuntu, Ubuntu MATE, Lubuntu, Ubuntu Kylin, etc.) neste endereço.

Atualização para a nova versão


Se você usa o Ubuntu 18.04 LTS ou o 18.10 (especialmente), é possível fazer a atualização pelo gerenciador de atualizações do seu Ubuntu, caso você tenha baixado a versão Beta do 19.04, basta manter o sistema atualizado e você estará utilizando a versão final.

A atualização é recomendada apenas se você realmente não precisa do suporte a longo prazo que a LTS te proporciona, tirando esta questão e o suporte ao sistema de Live patching da Canonical, o Ubuntu 19.04 Disco Dingo é um upgrade muito interessante em relação ao 18.10 e ao 18.04 LTS.

Em breve publicaremos vídeos sobre essa nova versão do Ubuntu, por hora, você pode conferir a preview logo abaixo:

                 

Você já baixou o Ubuntu 19.04? O que achou da nova versão?

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