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Microsoft traz um kernel Linux completo para o Windows 10

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sexta-feira, 10 de maio de 2019

A conferência voltada para devs da Microsoft, a Build 2019, foi recheada de novidades, como a possível chegada do Edge para Linux, do novo WSL e do Kernel Linux completo no Windows 10.

 Microsoft traz um kernel Linux completo para o Windows 10






Parecia que esse dia nunca chegaria, mas sim meus amigos e amigas, ele chegou. Estamos vendo Linux e Windows na mesma frase e o contexto não é  alguma “Guerra Infinita”. 😁😂

Quando anunciaram o WSL 2, também falaram que iam mandar junto um Kernel Linux completo, assim facilitando a VM que é criada via Hyper-V, consumindo menos recursos do computador, pois não vai precisar mais emular as APIs do kernel Linux no kernel NT, com isso o WSL 2 vai rodar um kernel Linux completo em uma VM muito leve.



Como o Kernel Linux é sobre a licença GNU GPL (General Public License), toda modificação feita pela Gigante de Redmond, terá que ser publicada, e assim ela se comprometeu a fazer, disponibilizando via GitHub.

Ainda teve as seguintes declarações:

“Esta não é a primeira vez que a Microsoft envia um kernel Linux, já que já lançamos um em 2018 quando anunciamos o Azure Sphere. No entanto, esta será a primeira vez que um kernel Linux é lançado com o Windows, o que é um verdadeiro testemunho do quanto a Microsoft adora o Linux!”, e complementou como vai funcionar na parte de segurança:

“Para manter o Kernel sempre atualizado com os mais novos recursos e correções na última versão estável do Linux. Para garantir a procedência de nossas fontes, espelhamos repositórios localmente. Estamos monitorando continuamente as listas de e-mail de segurança do Linux e fazendo parcerias com várias empresas de banco de dados CVE para ajudar a garantir que nosso kernel tenha as correções e mitigações mais recentes.”

Como dito no artigo sobre o WSL 2, é muito cedo dizer que a Microsoft vai migrar 100% do Kernel NT para o Kernel Linux. É impossível??? Não, só creio que se for acontecer não vai ser algo tão pra agora e sim daqui alguns anos, pois envolve muita grana e afeta quem constrói o seu app ou jogo, que em grande parte é voltado pensando como o “Windows pensa”, mas tudo pode acontecer e daqui 2 anos termos uma versão do Windows 10 com Kernel Linux, porque não?? 

Para conferir os anúncios oficiais no blog da MS, basta acessar aqui e aqui.

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Espero você até a próxima, um forte abraço.

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Fedora 30 é lançado com as aguardadas mudanças prometidas pela equipe

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quarta-feira, 1 de maio de 2019

A tão aguardada versão final do Fedora 30 está no meio de nós, trazendo consigo as novidades que foram apresentadas na versão beta que foi lançada no mês passado.


 Fedora 30 é lançado com as aguardadas mudanças prometidas pela equipe





Fizemos este artigo comentando das novidades que viriam com a versão final do Fedora 30, e realmente essas novidades vieram, como:

As novidades que foram “ventiladas” no Beta e que foram confirmadas na versão final são: 

- A possibilidade de se instalar as interfaces desktops do Deepin (DDE) e a Pantheon (do ElementaryOS).

- A compressão dos metadados dos repositórios com o zchunk;

- GNOME 3.32 e o Kernel 5.0.6

- GCC 9, Bash 5.0, e PHP 7.3.

Para ver a nota de lançamento, basta acessar o link do blog oficial do projeto.

Caso deseje  baixar o Fedora 30, você pode fazer acessando este link.

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Ubuntu 19.04 é lançado com otimizações de desempenho e Kernel Linux 5

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quinta-feira, 18 de abril de 2019

Muitos que chegaram no mundo Linux ou que tiveram contato com o mesmo, foi através do Ubuntu, tirando a “velha guarda” dos usuários e os mais “fuçadores”, ele foi e ainda é a porta de entrada para o mundo Linux tanto para usuários comuns, como para empresas.


 Ubuntu 19.04 é lançado com otimizações de desempenho e Kernel Linux 5






Nos últimos anos, o Ubuntu foi a “cara” do Linux, com a interface Unity e suas cores, que como diz a música, “Entre tapas e beijos, é ódio é desejo…”, foi conquistando usuários ao redor do mundo. Quem não lembra dos CDs e DVDs que a Canonical mandava via correspondência para as nossas casas? 😁

E quando foi anunciado o “fim” do Unity pela Canonical, muitos se perguntavam qual interface iria ser utilizada, e a escolha foi o GNOME, pois o Unity era um fork do mesmo e assim a transição seria menos “traumática”, vamos assim dizer. Will Cooke, principal líder do time de desenvolvimento do Ubuntu, nos conta como foi essa transição em uma entrevista exclusiva.

Novidades do Ubuntu 19.04 Disco Dingo


Na data de hoje (18/04/2019), o Ubuntu chega na sua versão 19.04, sendo aguardada por muitos, pois várias melhorias no Kernel, GNOME, Drivers, Apps e afins, vão estar disponíveis para utilização dos usuários.

As principais novidades que chegaram ao Ubuntu 19.04 são:

- GNOME 3.32 ;
- Kernel 5.0;
- Driver de vídeo da NVIDIA na versão 418.56;
- Driver de vídeo para AMD e Intel, o Mesa Driver na versão 19.0.2;
- LibreOffice 6.2.2;
- Mozilla Firefox 66.0;

Quem tem placas de vídeo da Nvidia em notebooks pode comemorar também um melhor suporte. a hora que você for instalar, poderá escolher o “Safe Graphics Mode”, que vai habilitar o NOMODESET, possibilitando “subir” o sistema e instalar o driver proprietário da NVIDIA já na tela de formatação. Ainda falta a implementação da troca de GPUs sem precisar reiniciar a sessão ou a máquina, mas já é um começo. Podemos ouvir um “Amém”????

Download da versão atualizada


Para conferir todas as novidades, tanto da versão desktop quanto a de servidores, você pode acessar este link. Lembrando que o Ubuntu 19.04 não é uma versão LTS (suporte de 5 anos) e que o suporte desta versão só terá 9 meses.

Para baixar o novo Ubuntu 19.04, você pode conferir este link.

Você também pode baixar as flavors do Ubuntu (Xubuntu, Kubuntu, Ubuntu MATE, Lubuntu, Ubuntu Kylin, etc.) neste endereço.

Atualização para a nova versão


Se você usa o Ubuntu 18.04 LTS ou o 18.10 (especialmente), é possível fazer a atualização pelo gerenciador de atualizações do seu Ubuntu, caso você tenha baixado a versão Beta do 19.04, basta manter o sistema atualizado e você estará utilizando a versão final.

A atualização é recomendada apenas se você realmente não precisa do suporte a longo prazo que a LTS te proporciona, tirando esta questão e o suporte ao sistema de Live patching da Canonical, o Ubuntu 19.04 Disco Dingo é um upgrade muito interessante em relação ao 18.10 e ao 18.04 LTS.

Em breve publicaremos vídeos sobre essa nova versão do Ubuntu, por hora, você pode conferir a preview logo abaixo:

                 

Você já baixou o Ubuntu 19.04? O que achou da nova versão?

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Kernel Linux 5.0 lançado, mas você realmente precisa atualizar?

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quinta-feira, 7 de março de 2019

Linus Torvalds lançou no dia 3 de Março deste ano (2019) mais uma versão do Kernel Linux, chegando na numeração 5.0 e assim trazendo algumas correções de bugs, melhorias e otimizações pontuais no código do Kernel, além da melhor compatibilização com alguns dispositivos e trazendo o FreeSync da AMD embutido no Kernel.

 Kernel Linux 5.0 lançado, mas você realmente precisa atualizar?






Com o lançamento do Kernel Linux 5.0, veio algumas novidades que já estavam sendo preparadas e que agora chegaram em seu mainline dele. Algumas novidades trazidas foram:

● Suporte para o AMD Radeon FreeSync;
● Suporte para a nova VegaM;
● Suporte para o NVIDIA Xavier
● Melhoramento nos gráficos do Intel Icelake Gen11
● Suporte inicial para os SoCs NXP i.MX8;
● Suporte para Allwinner T3, Qualcomm QCS404 e NXP Layerscape LX2160A;
● Intel VT-d Scalable Mode com suporte para o Scalable I/O Virtualization;
● Novos drivers Intel Stratix 10 FPGA;
● Correções para F2FS, EXT4 e XFS;
● Btrfs file-system com suporte de restauração dos arquivos de swap;
● AgFscrypt Adiantum da Google agora é suportado com ajuda a criptografia rápida de dados em hardware low-end. Isso substitui o algoritmo Speck pela NSA;
● Melhorias no driver Realtek R8169;
● Suporte de alta resolução para rolagens da Logitech;
● Driver para tela sensível ao toque de Raspberry Pi;
● Melhoria aos drivers de notebooks com arquitetura x86;
● Aprimoramento de segurança para o Thunderbolt;
● Suporte para a placa Chameleon96 Intel FPGA;
● Melhor gerenciamento de energia;

No comunicado, Linus Torvalds disse que está contente com o lançamento e que a próxima janela de desenvolvimento está aberta, para a versão 5.1, e que já tem várias solicitações chegando para analisar e processar.  Mas o que chamou a atenção, foi essa declaração no final do comunicado na lista de discussão do projeto, em que ele diz o seguinte:

As mudanças gerais para todas as versões do “5.0” são muito maiores. Mas eu gostaria de ressaltar (mais uma vez) que não fazemos lançamentos baseados em recursos, e que o "5.0" não significa nada mais do que isso. Os números para a série 4.x estavam ficando grandes o suficiente para que eu ficasse sem dedos na mão e dos pés para contar.”.

Caso queira ver um compilado técnico mais completinho, o pessoal do Phoronix fez esse trabalho árduo. Agora se você deseja ver a lista de discussão em que Linus Torvalds fez o anúncio, você pode conferir neste link.

Aí você me pergunta: “ Será que devo atualizar o Kernel do meu sistema?”, e então lhe respondo: “Depende meu caro Padwan, depende.”, e vou tentar explicar o porque do “Depende”. Usando como base um dos mantenedores e membro da Linux Foundation, Greg Kroah-Hartman.

Vou dar uma breve descrição de cada “versão” do Kernel que são lançadas e assim tirar algumas dúvidas que sempre aparecem aqui no blog, no canal do YouTube e no Diolinux Plus.

Versão Mainline do Kernel


Essa versão é o que falamos que “acabou de sair do forno”, na qual você pode instalar em sua distro. Mas tome cuidado, pois essa versão não tem as correções, melhorias e patchs da distro que você usa, podendo ocorrer instabilidades no sistema. Ela é recomendada para entusiastas ou quem quer testar novas funcionalidades ou compatibilidades de hardware “hiper novos”. Se você é um desses, fizemos um artigo de como fazer a troca, usando o programa UKUU (Ubuntu Kernel Update Utility). Também temos um artigo de como instalar os pacotes .deb, no caso do Ubuntu, e para acessar o mainline dele, basta acessar este link.

Última versão estável (Stable)


Quando o Kernel é lançado como “Stable” (Estável), quer dizer que é o mais recente em que a comunidade de desenvolvedores declaram como tal. Isso acontece a cada 3 (três) meses, em que um versão stable é lançada, contendo as últimas correções de bugs e suporte aos hardwares mais recentes. Essa versão é comumente usada na maioria das grandes distribuições, como Ubuntu, Fedora, openSUSE entre outras. Além de ter sido testado pelos 4.000 desenvolvedores do projeto.

Último lançamento da versão LTS (Long-term support)


Se você tem um hardware que precisa de implementações que não venham diretamente do mainline do Kernel Linux, como por exemplo os equipamentos de IoT, a última versão lançada do Kernel LTS é uma boa escolha. A sigla LTS, que quer dizer Long-term support ou Suporte a longo prazo, contém as últimas correções de bugs no Kernel, mas não tem nenhum novo recurso adicionado, sem suporte a novos hardwares implementados e também não obtém as mais recentes melhorias de desempenho do Kernel. Esse tipo de Kernel LTS “novo” é utilizado por usuários que gostam de não se preocupar com os upgrades constantes das versões Stables, que ocorrem a cada 3 meses, já as versões LTS “novas” são atualizadas pelo menos uma vez por ano. Ainda segundo Greg, quem escolhe esse tipo de Kernel, tem que estar bem ciente que o suporte pode ser difícil por parte dos devs, pois os mesmos usam como base a versão Stable. E se você reportou um problema/bug, o dev perguntará “a última versão estável tem esse problema?”. Então tem que ter essa noção.

Versões mais antigas do LTS


Essa versão do Kernel tem um suporte de pelo menos de 2 anos, entretanto às vezes pode se estender por conta de grandes distribuições Linux tem maior suporte, como o caso do Debian ou as SLES.

Empresas como a Google e que fazem parte da Linaro, investiram para que esses kernels perdurem ainda mais, de uma forma “beeemmm resumida”, os chips SoC são desenvolvidos com base em Kernels com mais de 2 anos de suporte e eventualmentetem mais de 2 milhões de linhas adicionadas ao longo do tempo para mantê-los funcionando de forma segura. Se esses LTS forem interrompidos após 2 anos, o suporte da comunidade também vai cessar e com isso não terão mais correções sendo feitas, ocasionando em milhões de dispositivos sem a segurança necessária e estando por aí “flutuando”, e as empresas não querem isso para si e para seus clientes, obviamente.

E na data desta publicação, as versões do Kernel são:

Só para ilustrar melhor, o meu Asus Zenfone 4 Selfie usa o Kernel 3.18.71 com correções feitas e mantidas pela Asus, agora imagina se isso acaba “da noite para o dia”, seria bem complicado.

Então, na hora que você for mudar de Kernel em sua distro, pense muito bem antes de sair trocando “ a torto e direita”, pois pode ser que o problema que você esteja enfrentando não seja do Kernel, e sim de uma instalação mal feita do driver de vídeo, de um programa ou a simples curiosidade de mexer no Linux. 😜

Espero você no próximo post, forte abraço.

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Novo Kernel Linux chega com melhorias para GPUs da AMD

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segunda-feira, 14 de janeiro de 2019

Após a AMD começar a distribuir seu driver diretamente no Kernel Linux, donos de hardware da empresa vem recebendo melhorias de performance e novas implementações a cada versão. É notória a evolução do AMDGPU, driver Open Source, comparado a alternativa proprietária e descontinuada Catalyst/fglrx. Parece que a AMD vem dando maior atenção a plataforma Linux.

amd-gpu-freesync-linux-driver

Previsto para meados de Março deste ano, a versão 5.0 do Kernel Linux está repleta de novidades para usuários AMD. 

Uma delas é o suporte ao FreeSync e Adaptive-Sync, na qual auxilia a remoção de atrasos e variações nos framerates, adaptando dinamicamente a taxa de atualização. Resultando em uma gameplay fluida e sem inconvenientes, como: Tearing e “fantasmas”, os rastros de tela, na gameplay.

O FreeSync foi anunciado em 2014, para competir com seu concorrente G-Sync, tecnologia da Nvidia, que basicamente tem a função de sincronização adaptativa, evitando os “rasgos de tela”.

Já o Adaptive-Sync é uma especificação do DisplayPort e HDMI, desenvolvida pela organização internacional VESA, que tem como objetivo padronizar o funcionamento de periféricos de vídeo em computadores.

O FreeSync usa os protocolos do Adaptive-Sync em conjunto com hardware e software para proporcionar mais fluidez, livre de distorções e com baixa latência, em hardwares que o suportam. 

Outras tecnologias da AMD incorporadas ao Kernel 5.0 são: O Adaptive Backlight Management, que reduz o nível da luz de fundo, para economizar energia, aumentando o contraste e luminosidade do pixel para maior legibilidade e qualidade. E o ROCm, que é incumbido na interação entre CPU e GPU, aumentando o desempenho de tarefas computacionais.

O kernel trará suporte ao ROCm para processadores gráficos de entrada, da arquitetura Polaris, em placas de vídeo da série RX 400, e arquitetura Vega 12.

Com isso podemos esperar melhorias para utilizadores de GPUs AMD no Linux, com funcionalidades que antes não existiam no AMDGPU.

E você possui alguma placa de vídeo AMD? Tem ou gostaria de comprar um monitor com FreeSync? Deixe sua opinião nos comentários, queremos saber sua experiência com a plataforma AMD no Linux.

Até o próximo post, e lembre-se: Compartilhe as postagens do Diolinux, SISTEMATICAMENTE! 😎
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Linus Torvalds solta e-mail pedindo desculpas pelos anos de "destempero" e "tira férias" do Linux

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terça-feira, 18 de setembro de 2018

No último Domingo (16), o mundo do open source foi pego de surpresa com um e-mail mandando pelo “pai” do projeto Linux, Linus Torvalds. Ele mandou e-mail falando das correções e melhorias no rc4 da versão 4.19 do Kernel Linux, quando que no meio do e-mail ele solta uma notícia “bombástica” para o mundo open source. Ele vai “tirar umas férias” do projeto.


Linus Torvalds solta e-mail pedindo desculpas pelos anos de "destempero" e "tira férias" do Linux





Nas palavras de Torvalds, ele precisava “se olhar no espelho e ver o que estava errado”. Por muitos anos Linus foi famoso por não ter um temperamento nada tranquilo com outros desenvolvedores do Kernel Linux, como o famoso caso de quando mandou a NVIDIA “pra’quele lugar”, acompanhado de um gesto nada educado e que o marcou para sempre.

No longo e-mail no LKML, ele reconhece que esse comportamento não foi nada profissional e totalmente desnecessário, pedindo desculpas pelos seus atos. O trecho que ele fala sobre o assunto é esse:

“É aqui que entra o momento ‘se olhar no espelho’.
Esta semana as pessoas da nossa comunidade me confrontaram como na minha vida eu não entendia as emoções das pessoas . Meus assustadores ataques em e-mails foram
não profissionais e desnecessários. Especialmente nos momentos em que fiz os comentários de forma pessoal. Na minha busca por um melhor patch, isso fazia sentido para mim.
Eu sei agora que isso não foi “OK” e eu realmente sinto muito.
... é uma maneira dolorosamente longa de análise pessoal para poder chegar e dizer: Hey, eu preciso mudar os meus comportamentos e eu quero pedir desculpas  as pessoas que o meu comportamento pessoal machucou e que possivelmente afastei completamente do desenvolvimento do Kernel.
Vou tirar uma folga e obter alguma ajuda sobre como entender as emoções das pessoas e responder adequadamente.”

Ainda não se tem maiores informações (até o lançamento dessa publicação) o que teria motivado essas “férias” do Linus Torvalds do projeto Kernel Linux. Outro ponto importante a mencionar é troca dos “códigos” interpessoais de conduta. Antes era o “code of conflict” (código de conflito) e um resumo seria que o código do Kernel Linux seria a coisa mais importante e pede que os devs sejam “excelentes” uns com os outros. Já o novo código de conduta vem para estabelecer novos padrões de comportamentos, como a positividade entre os membros, sejam profissionais, acolhedores e inclusivos. Você pode ler o novo código de conduta aqui

Esperamos que o Linus Torvalds possa melhorar e voltar o mais rápido possível e também veremos como o “filho” se sai sem o “Pai” nessa nova fase.

Deixa aí nos comentários o que você achou dessas “férias” do Linus Torvalds.

Até a próxima e um forte abraço.
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SUSE e Microsoft colaboram para o primeiro Kernel Linux Enterprise otimizado para o Azure

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sábado, 15 de setembro de 2018

A SUSE, anunciou nesta quarta-feira (12) a disponibilidade do primeiro kernel Linux enterprise, desenvolvido sob medida para o Microsoft Azure. As instâncias on-demand do SUSE Linux Enterprise Server (SLES) 15 agora são executadas em um kernel personalizado para cargas de trabalho no Microsoft Azure, proporcionando desempenho aprimorado e inicialização mais rápida, além de redução no espaço ocupado na memória.


 SUSE e Microsoft colaboram para o primeiro Kernel Linux Enterprise otimizado para o Azure






O kernel otimizado para o Azure permite acesso mais rápido aos novos e futuros recursos
do Azure, que foram ajustados para os clientes serem mais ágeis. Com objetivo de gerenciar
complexidade, reduzir custos e fornecer serviços essenciais aos negócios que potencializam
a transformação digital dos clientes, a SUSE está trabalhando com a Microsoft e outros
parceiros.


"A colaboração da SUSE com a Microsoft se baseia em atender às necessidades em
constante evolução dos clientes, permitindo inovações e minimizando a interrupção de seus negócios", afirma Gerald Pfeifer, vice-presidente de Produtos e Programas de Tecnologia da SUSE. Os usuários da nuvem pública otimizada do SLES para Azure são um resultado direto da abordagem 'open' do open source da SUSE, que busca resolver os desafios reais do cliente".

Os clientes podem esperar que o SUSE Linux Enterprise Server 15 tenha benefícios de desempenho mensuráveis, incluindo uma rede com um rendimento potencialmente 25% mais rápida e uma redução de 23% na latência média. Por padrão, as instâncias do SLES 15 no Azure serão executadas nesse kernel personalizado, embora os clientes tenham a flexibilidade de alternar facilmente para o kernel padrão usando o gerenciador de pacotes Zypper.

Além do núcleo otimizado, os clientes que utilizam o SLES no Azure se beneficiam de várias ferramentas e recursos para implantação nativas da nuvem, que fazem parte do SUSE Public Cloud Module, como a capacidade de gerenciar recursos do Azure por meio de prompt de comando do Linux.

O SUSE Linux Enterprise Server com o núcleo ajustado do Microsoft Azure já se encontra disponível no Azure Marketplace, com preços e suporte padrão. Para obter mais informações sobre o Azure e a SUSE, visite: www.suse.com/microsoft.

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Linus Torvalds não conhece por completo o Kernel Linux atualmente

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quarta-feira, 12 de setembro de 2018


No final do mês de Agosto aconteceu o Open Source Summit em Vancouver, Canadá, no último dia do evento (31), Linus Torvalds, juntamente com o vice-presidente e diretor executivo da VMWare, Dirk Hohndel, fizeram uma sessão de bate-papo bem descontraída, onde abordaram assuntos como: hardware, computação quântica, manutenção do kernel,entre outros assuntos relacionados ao mundo open source.


Linus Torvalds não conhece por completo o Kernel Linux atualmente






Hoje o Kernel Linux conta com mais de 20 milhões de linhas de código em sua versão mais recente, que passa pelas mãos dos desenvolvedores principais, mantenedores e sub-mantenedores,  assim não “sobrecarregando” Torvalds, que quando indagado por Hohndel se conhecia por completo o Kernel Linux, respondeu que “Não”. Mas completou logo em seguida:


“A única questão que me interessa é o sistema virtual de arquivos . Essa é a única área em que ainda estou muito ativo. Também vejo todos os problemas críticos e ainda um monte de arquitetura x86. Eu costumava me preocupar com o problema, mas eu não faço mais. Eu não me preocupo com problemas técnicos no kernel. ‘Eu me preocupo com eles, mas não estou preocupado com eles.’ O fluxo de trabalho é muito mais importante do que o código. Se um bug acontece, você sabe como lidar com ele. Quando você tem esse nível de complexidade, você não pode gerenciá-la em um ambiente fechado,você precisa ter as pessoas que realmente encontram problemas e dar a elas a capacidade de se envolver e ajudar a consertar. É um mundo complicado, e a único maneira de lidar com a complexidade é a troca aberta de idéias ".


Outro ponto levantado foi como Torvalds faz o gerenciamento do projeto, visto que hoje em dia ele, trabalha mais em gestão do que desenvolvimento ativo, para responder a isso, Torvalds foi enfático:: Mudamos para o modelo de “desenvolvedor em cadeia”, onde os sub-mantenedores e mantenedores devem reportar aos desenvolvedores e assim garantir que os subsistemas desenvolvidos cheguem o mais rápido possível.

Dois outros pontos interessantes levantados por Torvalds foram sobre computação quântica e inteligência artificial (AI em inglês). 

Sobre primeiro tópico ele falou comentou: 

“ Eu sou muito incrédulo e acho que isso não vá acontecer. Mas se eu estiver errado, já vou estar morto quando me provarem que eu estava errado. E eu sou conhecido por estar errado.”

Já sobre AI ele acha que está finalmente a caminho: 

“Rede Neural parece muito interessante. Inicialmente parecia improvável, mas hoje em dia sabemos que elas realmente funciona.”

Para assistir a palestra por completo em inglês, segue abaixo o vídeo dela.

           

Espero você até uma próxima, forte abraço.
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UKTools - Uma nova ferramenta gerenciar as versões do Kernel Linux no Ubuntu e derivados.

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segunda-feira, 20 de agosto de 2018

Hoje você conhecerá uma nova ferramenta para você instalar Kernels no Ubuntu e seus derivados de forma fácil.

Como gerenciar Kernel do Ubuntu






Se você está precisando de uma ferramenta para gerenciar e mudar a versão do Kernel do Ubuntu ou dos seus derivados, apresentamos o UKTools para isso.

Anteriormente aqui no blog, já postamos duas ferramentas o Ukuu e um Script para fazer isso, e agora vamos apresentar mais uma.

Essa ferramenta funciona via terminal, mas não é um bicho de sete cabeças como possa imaginar. =) 

O UKTools tem dois comandos para gerenciamento do kernel, o uktools-upgrade e o uktools-purge.

O primeiro (uktools-upgrade) tem a função de instalar a ultima versao stable lançada no kernel.ubuntu.com 


Já o segundo comando (uktools-purge) tem a função de remover as versões antigas do Kernel.


Para utilizar o UKTools vamos ter que rodar dois comandinhos no terminal, pois o mesmo ainda não está nos repositórios do Ubuntu. 

O software está no GitHub, então vamos baixar utilizando o comando “git” e depois compilar::

sudo apt install git

git clone https://github.com/usbkey9/uktools && cd uktools

make



Para desinstalar o UKTools é bem simples também. Basta deixar a pasta dele no / (raiz), pois assim que você queira rodar ele novamente, só é  preciso navegar até a pasta, ou desinstalar que é o caso aqui. O comando para isso é:

cd ~/uktools/ && make uninstall
O legal do "mundo Linux" é a variedade de ferramentas para fazermos uma determinada tarefa, assim nós podendo escolher a melhor que nos atente.

Até uma próxima, forte abraço.

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Conheça os hardwares suportados pelo novo Kernel Linux 4.18

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quinta-feira, 16 de agosto de 2018

Depois do atraso de uma semana, finalmente Linus Torvalds lançou a versão 4.18 do Kernel Linux no canal Stable, trazendo várias melhorias com relação a drivers de vídeos, suporte para notebooks com arquitetura ARM e várias outras melhorias.


Linux 4.18





Uma primeira melhoria foi enxugar o código do Kernel em mais de 100 mil linhas em relação à versão 4.17, assim fazendo com que o Kernel 4.18 seja mais leve em relação à versão anterior.

Já na parte para drivers para as placas de vídeo, agora foi adicionado suporte para a placa de vídeo a Radeon RX Vega M, da AMD, (que é usada em aparelhos o combo de Intel + AMD). Já para o pessoal da Nvidia, foi adicionado o suporte inicial para a placa Volta GV100.

Outra novidade é o suporte completo para o Raspberry Pi 3B e 3B+. Temos também o suporte para o chip Qualcomm Snapdragon 845, que vai ser o futuro chip usado nos celulares high-end  e em alguns notebooks que vão utilizar processadores ARM.

Quem ganhou suporte também foi o controle da Valve, o Steam Controller, que graças a engenharia reversa não vai ser mais preciso instalar a versão “oficial” do driver, bastando plugar e usar. 

Na parte de chips de som, foi adicionado suporte para os dispositivos Creative Labs CA0132 e para o áudio do notebook da HP, o Spectre x360. Também foram ampliados o suporte para chips da Realtek e da MediaTek.

Outras melhorias implantadas foram:

Melhorias no suporte para  AMDGPU; 

● V3D DRM driver mainlined (beneficiando os novos Raspberry Pi);

● Speck — suporte para encriptação nos sistemas de arquivos;

● Sistema de arquivos Lustre removido; 

● Otimização de performance no CPUfreq;

● Várias melhorias no  USB Type-C, Thunderbolt ;

● Reporte de temperatura para AMD Stoney Ridge/Bristol Ridge APUs;

● Chromebook com driver de chaveamento entre os modos tablet/clamshell (celular); 

● Melhoria no KVM para Microsoft Hyper-V; 

● Kernel com interface de pesquisa para assíncronos  I/O;

● Trabalho contínuo para atacar o problema  “Year 2038”, etc.

Em breve a nova versão do Kernel deverá estar nos repositórios das distribuições, especialmente as Rolling Releases, enquanto distros que possuem versões com longo tempo de suporte, como o Ubuntu 18.04 LTS e Linux Mint 19, deverão aguardar um pouco.

Saiba mais no Kernel.org.

Espero você até uma próxima, forte abraço.
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9base - Mais uma alternativa ao coreutils do GNU

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quinta-feira, 19 de abril de 2018

Já demos uma olhada no toybox e no embutils. Desta vez vamos dar uma olhada no 9base que é mais uma alternativa ao coreutils do GNU9base surgiu como um port de vária ferramentas originadas do sistema operacional Plan 9 para Unix, baseada no plan9port.

9base-para-linux-e-freebsd






Tudo no Linux é uma questão de escolha, você escolhe o que quer utilizar. Escolhe a distribuição, o ambiente gráfico, players e navegadores (até aí tudo certo até mesmo para o Windows), ferramentas de desenvolvimento como compiladores e engines, ferramentas para a administração de sistema, ferramentas para servidores e muito mais. Tem a liberdade até mesmo de utilizar software open source ou proprietário. Isso é liberdade: O direito a escolha.

A escolha reflete melhor o conceito de liberdade do que tudo e não unicamente uma licença. Isso porque Linux é um sistema operacional bem modular e essa flexibilidade é que reflete esta beleza de termos várias alternativas para tudo o que quisermos.

Já tratei do toybox e embutils e desta vez vamos mostrar o 9base, que é mais uma alternativa ao GNU coreutils (apesar que o toybox é um terminal, mas seus comandos são agrupados internamente). 9base é um conjunto de comandos para administração de tarefas que já fazemos frequentemente no sistema operacional. Este pacote foi herdado de outro sistema operacional chamado Plan9 (já mencionei sobre o Plan9 em outro artigo e no vídeo Muito além do GNU - newlib. Por traz do seu desenvolvimento estava dentre eles, Ken Topmpson o criador do Unix). Tanto que essa não é a única opção a respeito de ferramenta do plan9 para o Linux; existe por exemplo o Glendix que é uma distribuição Linux que utiliza ferramentas do Plan9 em seu user space (vai pensando que o Android é a única distribuição sem user space que não roda ferramentas do GNU).



Não fique preso a uma única alternativa, seja livre para utilizar outras, experimenta-as, analisá-las e tirar suas próprias conclusões ainda que não sejam agradáveis (essa mesmo eu detestei); mas ao menos fazendo isso, poderá opinar sobre o assunto. Reclamamos muito do Windows ser engessado mas acabamos cometendo o mesmo erro se não nos proporcionarmos a liberdade de conhecer. Livre é você, a licença serve para garantir a sua liberdade de escolha, é por isso que elas existem ;)

Confiram também sobre o bug que encontrei no Bash mais ou menos dois anos atrás e ali ainda permanece:



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Lançado Beta 2 do Ubuntu 18.04 (Bionic Beaver), baixe agora!

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sexta-feira, 6 de abril de 2018

No dia de hoje (06/04) a Canonical lançou de forma oficial, a versão final do seu segundo Beta do novo Ubuntu 18.04 LTS que vinha ao longo dos últimos meses tendo um polimento em sua interface (o GNOME Shell) e a correção de bugs reportados pelos usuários, também foi liberado esse segundo Beta para os flavours (sabores) do Ubuntu, como KDE, MATE, XFCE, etc.

Lançado Beta 2 do Ubuntu 18.04 (Bionic Beaver)  já pode ser baixado






Na sétima versão LTS do sistema operacional da Canonical, temos algumas novidades com o Gnome 3.28, a última versão do gerenciador de arquivos Nautilus e a instalação "Minimal". Não faz muito tempo em que a equipe da Canonical colocou o novo Ubuntu em fase de "congelamento".

Outras Novidades vindas com o novo Ubuntu


Abaixo vamos listar algumas das principais novidades que virão na nova versão do Ubuntu:

Kernel Linux 4.15 com patches de correção aos problemas de segurança Meltdown e Spectre;

● Xorg como servidor gráfico como padrão;

● Instalação "Minimal";

● Suporte nativo aos emojis coloridos

● Inclusão de atualização de aplicativos populares, como a nova versão do LibreOffice 6;

●  GDM como gerenciador da tela de login do sistema;

●  Facilidade em alternar nas categorias dos aplicativos Snaps no Ubuntu Software;

● GNOME 3.28;

●  Utilitarios do Sistema Operacional, como por exemplo a Calculadora e o Monitor de Sistema, virão no formato Snap.

Dos outros "Flavours" do Ubuntu, os únicos que liberaram junto com a Canonical essa nova versão, foram o pessoal do Ubuntu Bundgie, Ubuntu MATE e o Xubuntu.

A versão final do Ubuntu 18.04 LTS (Bionic Beaver) será lançada no dia 26 de abril de 2018. Para baixar o Beta 2 basta clicar neste link.

E você o que espera da nova versão do Ubuntu? Conte-nos aí nos comentários. =)

 Até uma próxima e um forte abraço.

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Apple está contratando desenvolvedores de Linux? Como assim?

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segunda-feira, 2 de abril de 2018

Se você acha que até hoje que a Microsoft é uma inimiga do Linux (por incrível que pareça tem gente que até hoje acredita nisso), vocês não fazem ideia de como a Apple odeia Linux (ou ao menos odiava até semana passada). 

Apple contratando desenvolvedores Linux








A Apple é famosa por tentar contratar Linus Torvalds para trabalhar no desenvolvimento do macOS e abandonar o desenvolvimento do kernel Linux. Linus não aceitou, mesmo com a insistência de Steve Jobs. Bom, decisão feita, Linus diz que hoje fica muito feliz de ter feito a "escolha correta". 

Me lembro de já ter lido Steve Jobs falando mal do Linux depois deste caso e já li Steve Wozniak (um dos fundadores da Apple) comentando o oposto sobre Linux em seu blog:

"Associar o Macintosh ao Linux pode ser a coisa mais positiva que a Apple poderia fazer para ser mais aceita em todos os lugares."

Agora, depois de quase sete anos após a morte de Steve Jobs, a Apple está contratando desenvolvedores do Kernel Linux. O que será que a Apple está tramando? Migrar para Linux? Mais uma gigante vindo para o pinguim? Melhorar a sua infraestrutura interna de servidores e serviços? Difícil saber, mas é realmente muito curioso.
Outra coisa que me ocorreu, por conta da descrição do cargo, é que a Apple pode estar tentando explorar as possibilidade do Kernel Linux como o Android faz, para assim implementar funcionalidades no iOS. Claro que tudo isso são suposições, também pode ser apenas um ramo de estudos da empresa que não vai se converter em produto de forma imediata.
apple-contratando-desenvolvedores-do-kernel-linux
Só para registrar o momento.

A vaga pode ser conferida no Linkedin. Os candidatos devem ter "sólido conhecimento em Linux", com pelo menos cinco anos de experiencia na parte de Linux em embarcados.

Até a próxima!
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Ubuntu 17.10 está corrompendo BIOS de Notebooks Lenovo

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quarta-feira, 20 de dezembro de 2017

Alguns usuários estão relatando problemas ao utilizar o Ubuntu 17.10 com Notebooks Lenovo, alguns desses problemas acabaram danificando a BIOS dos equipamentos.

Lenovo e Ubuntu 17.10





Hoje alguns usuários relataram que a BIOS de seus computadores foi corrompida depois da instalação do Ubuntu 17.10. Aparentemente, a maior parte dos computadores afetados é da Lenovo, mas surgiram alguns relados de modelos da Acer, Toshiba e Dell. O problema não é generalizado e parece afetar somente modelos específicos, no entanto, o problema é grave demais para ser ignorado.

A Canonical até removeu temporariamente os links para download do Ubuntu 17.10 para evitar esses problemas até que o problema fosse resolvido, felizmente, ele já foi, e o Ubuntu 17.10 já está disponível novamente.


Aparentemente o componente do sistema que estava corrompendo as BIOS é o Driver Intel SPI incorporado ao Kernel Linux 4.13 que o Ubuntu utiliza, por questão de segurança a Canonical desabilitou este recurso.

Apesar de os relatos terem surgido com o Ubuntu 17.10, não está descartado este tipo de problema com outras distros que usem a mesma versão do Kernel, incluindo distribuições derivadas do Ubuntu, muitas vezes a quantidade de relatos está diretamente relacionada a quantidade de usuários que o Ubuntu tem, talvez tenha acontecido em outras distros, porém, não ganharam a mesma repercussão, vale a pena ficar de olho.

Eu mesmo tenho um Notebook Lenovo e felizmente não sofri com este problema com o Ubuntu, para o bem ou para o mal, o desenvolvimento open source foi ágil novamente e corrigiu o problema em poucas horas.

Os computadores que foram afetados, segundo os relatos, são estes modelos:

- Lenovo B40-70
- Lenovo B50-70
- Lenovo B50-80
- Lenovo Flex-3
- Lenovo Flex-10
- Lenovo G40-30
- Lenovo G50-70
- Lenovo G50-80
- Lenovo S20-30
- Lenovo U31-70
- Lenovo Y50-70
- Lenovo Y70-70
- Lenovo Yoga Thinkpad (20C0)
- Lenovo Yoga 2 11 "- 20332
- Lenovo Z50-70
- Lenovo Z51-70
- Lenovo Ideapad 100-15IBY
- Acer Aspire E5-771G.

Até a próxima!

Fonte
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Kernel Linux 5.0 vem chegando em 2018!

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terça-feira, 19 de dezembro de 2017

No recente Open Source Summit Europe, Linus Torvalds comentou sobre o futuro do Kernel Linux e a necessidade de novos colaboradores experientes. 

Linux 5.0 em 2018






Na conferencia que aconteceu em Praga, na República Tcheca, Linus Torvalds falou à respeito do Kernel Linux 5.0 que deve chegar em 2018 e as novidades que deverão ser incluídas nele.

Ao contrário do que alguns possam imaginar, o Kernel Linux 5.0 não deverá trazer nenhuma novidade "super radical", ele será um lançamento "comum". 

Atualmente estamos na versão 4.14.x do Kernel, na iminência do Kernel 4.15 que vem com muito código da AMD para os seus novos hardwares, no entanto, o Kernel 5.0, que deverá chegar no verão Europeu (mais ou menos na metade do ano pra gente, aqui no Brasil), sairá logo depois do Kernel 4.19.

Linus comentou que não gosta da ideia de deixar números muito altos para o controle de versão do Kernel, então sempre que o 19, 20, mais ou menos, se aproximam, a versão deve ser mudada, assim fica mais fácil entender do que se trata, ou seja, é apenas um número, ao invés de 4.20, será 5.0.

Os mantenedores do Linux


Aproveitando a ocasião, Linus Torvalds comentou sobre os mantenedores do Kernel Linux e como existe a necessidade da entrada de novos membros para o seleto "hall" que contribuidores.

Linus Torvalds


O Kernel Linux já tem 26 anos de idade e os atuais mantenedores tem muito mais idade do que isso, segundo Torvalds, isso cria um problema (não necessariamente urgente, mas não deixa de ser um problema), porque embora existam novos colaboradores sempre chegando, as pessoas realmente responsáveis pela revisão do código e comprometidas com o projeto já estão com mais de 40 ou 50 anos de idade. Torvalds admite que parte desse problema é a complexidade da manutenção do Linux e da responsabilidade em lidar com um projeto que afeta grande parte do mundo da tecnologia.

Torvalds complementa, para explicar melhor, que é natural que os mantenedores tenham um pouco mais de idade, pois para entender os patches e a quantidade insana de entrada de informações leva um pouco de tempo, "isso vem com a experiência", diz ele. Aliado a isso, para ser considerado "confiável" como um desenvolvedor do Linux, também leva tempo, então mais uma vez, é natural que o time tenha um pouco mais de idade.

É justamente daí que vem o problema na hora de fazer alguma reposição. Não é fácil encontrar pessoas para preencher a lacuna de um desenvolvedor ativo do Kernel Linux que muitas vezes está nessa posição há décadas. Segundo Linus Torvalds, é complicado entrar logo de cara do fluxo do desenvolvimento da forma com que ele hoje, "não é como lidar com as tarefas de qualquer outro projeto de software regular", diz. Atualmente o Linux é projeto Open Source que possui a maior quantidade de contribuidores da história, entre simples usuários, à empresas gigantes, como Google, Samsung, AMD, Intel, Microsoft, Linaro, IBM e muitas outras.

Apesar de mostrar que existem dificuldades, Linus enfatizou que isso não deve ser um impeditivo para quem quer realmente trabalhar com o Kernel Linux, "você não precisa ficar necessariamente 'velho' para isso", segundo Torvalds, "se você se mostrar confiável, for capaz de lidar com vários commits e você não for sensível ao debater assuntos (para perguntas feitas por e-mail), você está convidado a ser um mantenedor do Kernel."

Aguardo pelo Kernel 5.0 em 2018


Apesar de (por enquanto), não existirem grandes novidades chegando, ainda tem muita coisa para acontecer em mais de 6 meses de desenvolvimento do Kernel Linux. Particularmente não estou ansioso por ele, me parece uma evolução natural, de fato, aliado a isso, não me deram muitos motivos para desejá-lo também. Então espero um bom trabalho com melhorias de desempenho e correções de eventuais bugs, ou seja, o de sempre.

E aí, vai virar um mantenedor do Kernel?

Até a próxima!

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Greg Kroah-Hartman explica qual a melhor versão do Kernel Linux para projetos de grande longevidade

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quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

O termo "LTS", uma singla do inglês para "Long Term Support", é amplamente utilizado no mundo dos softwares. Se você conhece o Ubuntu, talvez já tenha ouvido falar no "Ubuntu 16.04 LTS" ou qualquer outro. Esses softwares recebem esse nome como forma de designação do tempo de suporte que seus mantenedores se propõem a mantê-lo.

Linux LTS





Assim como os sistemas operacionais, o Kernel Linux em si também possui versões LTS, basta observar no próprio site do Linux as versões que tem longo suporte.



Greg Kroah-Hartman, juntamente com Linus Torlvalds, é um dos principais mantenedores do Kernel Linux, recentemente ele comentou sobre as versões de longo tempo de suporte do Kernel. Apesar de existirem várias versões atualmente que são mantidas, elas tem longevidades diferentes, então, caso você queria colocar o Linux em um projeto de longo prazo, como uma versão do Android, dispositivos embarcados e internet das coisas, qual versão escolher para que as atualizações de segurança continuem chegando?

A resposta para isso é a versão 4.4. A versão 4.4 terá um suporte estendido (além do tradicional) e terá atualizações até 2022, tornando essa a versão ideal para projetos que precisam de um Kernel estável, praticamente imutável e que ainda receba correções e melhorias. Isso dará conforto para desenvolvedores Android por exemplo e para as empresas que trabalham com internet das coisas.

Distros Linux que tem o objetivo de se manterem estáveis e pouco mutáveis neste sentido também poderão utilizar o mesmo Kernel se desejarem. Mesmo com a numeração antiga, melhorias implementadas em versões mais recentes do Kernel, como a 4.15, poderão ser incluídas nessa na versão 4.4 se elas forem relevantes e não comprometerem a estabilidade do projeto.

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