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Quem é Linus Torvalds no desenvolvimento do Kernel Linux hoje em dia?

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quinta-feira, 31 de outubro de 2019

Todos sabemos que, apesar de ser o grande nome por de trás da Microsoft, não é mais o Bill Gates que conduz a empresa. Obviamente Linus Torvalds é o grande nome por de trás do Linux, mas será que ele é quem ainda realmente mantém toda essa “máquina” funcionando?

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Todos nós usuários, entusiastas, simpatizantes que estamos de alguma forma envolvidos no mundo Linux, com certeza já ouvimos muito falar do Linus Torvalds. E não é à toa, afinal, ele é “nada menos” que quem o criou o Kernel Linux. Sem ele, provavelmente tudo o que conhecemos hoje em dia, como Linux não existisse, ao menos, não da mesma forma que conhecemos.

Antes de continuar, é muito importante que você saiba o que é Linux. E não, não é simplesmente um sistema operacional assim como o Windows. Os vídeos abaixo com certeza irão tirar todas, ou boa parte das suas dúvidas sobre o que realmente é Linux, de forma que você terá um entendimento muito melhor sobre a continuação deste artigo.



Na última terça-feira (29), Linus Torvalds concedeu uma entrevista para Dirk Hohndel (chefe da equipe open source da VMware), no palco da The Open Source Summit, em Lyon, na França. Que você confere, de forma comentada e em tradução livre, a seguir.

O aumento da complexidade do código e brechas de segurança


Primeiramente Linus foi questionado sobre o nível de complexidade cada vez mais alto que o Kernel Linux vem atingindo e, como essa alta complexidade vem tornando o software cada vez mais difícil de ser “debugado”. Poderia esse alto nível de complexidade tornar o Kernel cada vez mais problemático e inseguro?

Linus diz que, embora o Kernel de fato esteja se tornando cada dia maior e mais complexo, a infraestrutura disponível para rastrear e resolver bugs e problemas de segurança em geral, também está cada dia mais eficaz. Tanto o Kernel quanto qualquer sistema operacional, é sempre algo muito complexo e, esses softwares são utilizados por centenas de milhares de pessoas diferentes, a grande maioria delas sem experiência ou conhecimento sobre o assunto. E por qualquer motivo que seja, essas pessoas acabam fazendo coisas com o sistema que nenhum desenvolvedor em sã consciência pensaria ser lógico ou até mesmo possível.

Com isso, para corrigir tais bugs, muitas vezes são necessárias mudanças e implementações que acabam por tornar o código mais extenso e complexo. Um código mais extenso e complexo, em tese, poderia gerar novos bugs, assim abrindo brechas de segurança. Todavia, como já dito anteriormente, as técnicas e ferramentas utilizadas para prevenir e corrigir falhas de segurança e funcionamento básico continuam a avançar e se aprimorar a cada dia. Desta forma, como disse Linus: 

Eu não acho que estejamos piorando. De muitas formas, o desenvolvimento do Kernel se tornou muito mais fácil. Sim, é maior e muito mais complicado, mas por outro lado, nós também temos ferramentas muito melhores, muito mais comunicação e uma comunidade muito maior. Anteriormente, talvez você não tivesse o hardware correto, porque o Kernel funcionava apenas em um seleto grupo de hardwares. Isso já não é mais um problema”.

Essa afirmação corrobora com as implementações visando automatização de testes no kernel Linux, conforme detalhamos na matéria sobre a ferramenta KernnelCI.

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Dirk Hohndel (direita), e Linus Torvalds (esquerda). Entrevista na The Open Source Summit.
Além de tudo o que foi dito anteriormente, o Kernel geralmente não sai diretamente do primeiro grupo de desenvolvedores e chega nas mãos dos usuários finais. Segundo as palavras do próprio Linus: “Existem vários níveis de filtro”. Linus Torvalds é responsável por manter a versão em desenvolvimento do Kernel Linux, já a versão estável é responsabilidade de outra pessoa, que atualmente é Greg Khroa-Hartman. Após isso, cada pessoa, distribuição ou empresa que utiliza o Kernel, geralmente faz os seus próprios testes e modificações. Tendo assim, cada um a sua própria versão estável do mesmo. Somente após isso é que os usuários finais têm a chance de instalar um sistema utilizando aquele Kernel nas suas máquinas.

A única preocupação que Linus parece ter nesse aspecto é quanto a quem ainda utiliza versões muito antigas do Kernel.

As pessoas continuam trabalhando com Kerneis tão antigos, que são de épocas em que ainda não tínhamos os mesmos procedimentos de segurança que temos atualmente. Alguns sistemas com um suporte realmente longo ainda estão utilizando Kerneis que são realmente inferiores.”, disse Linus.

Afinal, qual é o trabalho de Linus Torvalds nos dias de hoje?


Muitas pessoas acreditam que Linus Torvalds passa dias inteiros sentado criando linhas de código e fazendo correções de bugs no Kernel Linux, mas será isso mesmo? Ao ser questionado sobre qual é o trabalho do mantenedor chefe do Kernel Linux, Linus respondeu:

Eu leio e escrevo emails. Eu definitivamente não crio mais linhas de código. Muito do que eu escrevo, o faço apenas dentro do meu gerenciador de emails. No final das contas, o meu trabalho é basicamente dizer “Não!”. Alguém tem que ser capaz de dizer “não”. Os outros desenvolvedores sabem que se eles fizerem algo que não é legal, eu direi “Não!”, e então eles serão mais cuidadosos da próxima vez. Porém, para poder dizer “não”, eu tenho que saber tudo o que está acontecendo, na superfície, e abaixo dela. Apenas assim eu poderei fazer o meu trabalho. Eu passo a maior parte do meu dia basicamente lendo e-mails sobre no que as pessoas estão trabalhando.

O meu primeiro objetivo é ser realmente responsivo com mantenedores que me enviam patches ou solicitações de correção. Eu procuro sempre dar uma resposta, seja ela “sim” ou “não”, dentro de no máximo um dia ou dois. Muitas vezes a minha semana acaba sendo prolongada em um dia ou dois, mas eu quero estar lá o tempo todo. Como mantenedor, acredito que essa seja uma das principais coisas que eu queira fazer”.

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Com essa resposta podemos perceber que ser o Mantenedor Chefe não é simplesmente ser o cara que dá as ordens. É também ser responsável e eficaz o suficiente para tomar as decisões difíceis e sempre estar lá pela sua equipe. E assim ser capaz de manter “a máquina” funcionando.

Torvalds também comentou sobre os valores da documentação, e também “bug reports”:

Reports de bugs vindos de usuários e desenvolvedores, para mim, são tão ou mais importantes que as mudanças no código propriamente ditas. Algumas vezes a mudança no código é tão óbvia que nenhum report é necessário. Mas isso é algo extremamente raro… Em um software bem documentado, o desenvolvedor não está apenas apresentando o código, mas também o está explicando para que qualquer outra pessoa possa entender”.

Já fazem 28 anos desde que Linus Torvalds criou o Kernel Linux, e desde então vem sendo o seu mantenedor chefe. Dito isso, Linus foi questionado sobre possíveis planos para novos projetos:

Não. Eu parei por aqui.

Em Setembro de 2018 Linus largou temporariamente o seu cargo de mantenedor chefe do Kernel Linux. Teria sido isso um sinal de que o fim da “era Linus” comandando o desenvolvimento do Linux estaria chegando? Ao ser questionado sobre possíveis planos para abandonar o cargo de forma definitiva, Linus respondeu:

Eu talvez passe a maior parte do meu tempo lendo e-mails, mas o motivo para isso, é que eu ficaria realmente entediado se não o fizesse.

Conclusão


Após essa resposta, acredito que possamos ficar tranquilos quanto a quem continuará sendo o mantenedor chefe do Kernel Linux. Com tudo o que foi dito pelo Linus a respeito do seu trabalho, posso concluir que para se manter um projeto massivo como este em pleno funcionamento e evoluindo da forma com que o Linux está, não basta ser um excelente desenvolvedor ou ter todo o conhecimento do mundo sobre o assunto. Também é preciso ter a capacidade de manter muitas pessoas trabalhando juntas, tendo o mesmo objetivo e sempre impulsionando-as. É preciso ser um líder.

Todavia, ninguém dura para sempre. É certo que, mais cedo ou mais tarde, Linus Torvalds não estará mais no comando desse grande projeto. O que você acha que irá acontecer, e quais você acha que serão os riscos quando este líder carismático e extremamente competente precisar ser substituído? Diga-nos o que você pensa, nos comentários.

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Fonte: The Register

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Novidades nos testes do kernel Linux

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terça-feira, 29 de outubro de 2019

Em recente reunião do Linux Kernel Plumbers, que ocorreu em Lisboa, Portugal, o tópico “automação de testes para o kernel Linux” foi discutido. Os principais desenvolvedores do Linux uniram-se com o objetivo de empregar esforços em uma estrutura de testes sólidos: o KernelCI. Agora na Open Source Summit Europe, em Lyon, França, o KernelCI passa a ser um projeto da The Linux Foundation e receberá os investimentos e recursos necessários.

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Antes de tudo, você realmente sabe o que é Linux, se ele é apenas um kernel? Confira logo abaixo o vídeo do Gabriel do canal Toca do Tux, abordando o assunto.


Aprofundando mais neste assunto, verá à definição oficial da The Linux Foundation. Aposto que muita coisa será desmistificada, vindo da própria fundação que mantém o Linux, confira o artigo clicando aqui

O Desenvolvimento do kernel Linux


Atualmente o kernel Linux é desenvolvido por uma gigantesca comunidade, composta por pessoas físicas, organizações sem fins lucrativos, diversas empresas e eventuais colaboradores. O método utilizado para organização do projeto, é através da LKML (Linux Kernel Mailing List). Digamos que seja uma enorme lista de e-mails, na qual os desenvolvedores interagem entre si e sugerem mudanças e implementações no código. Contudo, esta forma nem sempre é uma das melhores para as diversas tarefas, questões relacionadas aos patches são um bom exemplo dado por Russel Currey, um dos desenvolvedores do kernel Linux, explicando:

“[Ao contrário de um projeto baseado exclusivamente no GitHub ou GitLab], em que uma solicitação ‘pull’ contém todas as informações necessárias para mesclar um grupo de alterações; um e-mail contendo, digamos, o patch 7/10, não possui esse contexto. É quase impossível saber de uma mensagem do e-mail, se uma série de patches foi mesclada, rejeitada ou substituída. Em geral, as listas de discussão simplesmente não possuem o mesmo nível de metadados que os sites de hospedagem de projetos contemporâneos e isso dificulta ainda mais o problema de CI [Integração Contínua]”.

Nesse contexto surge o KernelCI, projetado inicialmente para auxiliar o teste do Linux em uma gama de hardwares muito ampla. Pois, os testes eram realizados em um número bem limitado e específico de hardwares. Basicamente os desenvolvedores efetuavam testes em seus próprios equipamentos. Assim a certeza de um bom funcionamento era garantida para os hardwares mais comuns e populares no mercado, caso contrário, era bem provável que teste algum tenha sido realizado em equipamentos “específicos”.

Greg Kroah-Hartman, mantenedor da versão estável do Linux, explica:

“O Linux roda em todos os lugares e em tantos hardwares diferentes, mas os testes neles foram mínimos. A maioria das pessoas, estavam apenas testando as poucas coisas com as quais se importava. Então, queremos testá-lo com o mesmo hardware que nós. Poderia garantir que realmente oferecemos suporte a todo o hardware que afirmamos oferecer suporte “.

Os planos para utilização do KernelCI vão mais além do que implementar testes automáticos em hardwares. Como bem explicou, Kevin Hilman, seu co-fundador e engenheiro sênior da BayLibre em uma palestra na Open Source Summit Europe:

“Nós nos reunimos no Linux Plumbers. Um dos grandes problemas que temos agora é que temos seis ou sete projetos diferentes para teste de código que enviavam relatórios aos desenvolvedores e mantenedores do kernel. Isso estava ficando realmente irritante, então nos reunimos e dissemos: 'escolha um para usarmos como uma estrutura ', portanto, concordamos com o KernelCI, então todos trabalharemos juntos, para não duplicar nossos esforços e resultados”

Após consolidar efetivamente o novo KernelCI, não somente os testes em diferentes hardwares serão realizados. Como, seu objetivo passa a unificar os diferentes tipos de testes no kernel Linux. A atual deficiência do modelo de discussão através dos e-mails, para lidar com patches, será solucionada com um único local para armazenar, visualizar, comparar e acompanhar os resultados do inúmeros testes.

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Imagem - Davide Boscolo

Segundo o vice-presidente para desenvolvimento de negócios e consultoria open source e colaborador do KernelCI Collabora, Guy Lunardi, “Desde que o Linux tenha se tornado crucial para a sociedade, é essencial obter uma cobertura abrangente de testes do Kernel Linux. Ao aplicar a filosofia de código aberto ao teste, a arquitetura distribuída pelo KernelCI, permite que toda a comunidade do kernel colabore em torno de um único sistema de IC [Integração Contínua] upstream”.

O Linux tornou-se tão relevante e essencial para o cenário atual da tecnologia, que esforços para potencializar suas qualidades e sanar seus defeitos são desenvolvidos e implementados corriqueiramente. Não obstante, sua utilização transcende barreiras e sua atuação engloba uma infinidade de soluções no mercado. Agora com esse sistema de automatização, o KernelCI, versões de longo tempo de suporte (LTS) passarão a englobar um maior número de equipamentos e problemas já conhecidos. Problemas de mal funcionamento de hardware deixarão de existir, ou diminuirão drasticamente. Isso irá melhorar a qualidade, estabilidade e manutenção do kernel Linux. No final, toda uma comunidade será beneficiada.

O que você espera com tais mudanças? Você têm algum hardware que não funciona plenamente no Linux?

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Até o próximo post, te espero aqui no blog Diolinux, SISTEMATICAMENTE! 😎

Fonte: KernelCI, ZDnet.


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Linux 5.4 trará importante implementação de segurança

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quarta-feira, 2 de outubro de 2019

O que já era bom, se tornou ainda melhor. Obviamente os softwares não são isentos de falhas, mas os sistemas operacionais baseados no kernel Linux são conhecidos pela sua segurança de alto nível. Esta última versão do Linux, a 5.4, entre outras coisas, virá com uma importante implementação de segurança. Estamos falando do “Lockdown”.

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Praticamente todos os usuários Linux sabem o que é, ao menos superficialmente, o usuário “root”. Sabemos que existe o usuário comum, criado por nós durante a instalação, que só tem permissão para fazer mudanças em determinadas partes não vitais do sistema. E o usuário “root”, que é “o dono do pedaço”, tendo autorização para modificar tudo no sistema, inclusive deletar a si mesmo.

Como acabamos de ver, existe uma “barreira” que impede o usuário comum de fazer o que apenas o usuário “root” pode. A ideia por trás do “Lockdown” é: deveria também existir uma barreira entre o usuário “root” e os arquivos do Kernel? 

Sugerida por um desenvolvedor da Google em 2010, a função “Lockdown”, em termos leigos, irá “isolar” as partes mais sensíveis do Kernel do resto do sistema. Separando-as das partes acessíveis aos usuários. Com esta função ativada, mesmo o usuário “root” não terá permissão para modificar certos arquivos do núcleo do sistema. Assim protegendo o mesmo de ser afetado por uma conta de usuário “root” comprometida.

O “Lockdown” pode ser utilizado em dois modos diferentes:

Integridade: Neste modo, os usuários não terão permissão para fazer qualquer tipo de modificação nos arquivos mais sensíveis do Kernel. Porém, terão permissão de leitura dos mesmos.

Confidencialidade: Neste modo, os usuários não terão permissão de modificação ou leitura destes arquivos do Kernel.

O “Lockdown” estará incluso na versão 5.4 do Kernel Linux, porém, por estar em fase experimental, virá desativada por padrão. Podendo ser ativada através dos parâmetros: lockdown=integrity ou lockdown=confidentiality.

Mas é claro que, como sempre, “nem tudo são flores”.

O “Lockdown” seguramente elevará o nível da segurança de tudo o que faz uso do Kernel Linux, mas também trará algumas limitações. Com este modo ativado, não será possível utilizar a função “Hibernar”. O quê para alguns usuários pode não fazer a menor diferença, mas para outros pode ser algo bastante importante. Outro ponto abordado por algumas pessoas nos comentários de matérias feitas a respeito desse assunto, é que o “Lockdown” tirará a liberdade do usuário fazer o que quiser com o sistema, assim ferindo a filosofia do software livre.

Na minha opinião, é uma funcionalidade muito bem vinda, que só tende a aprimorar o que já é um destaque nos sistemas Linux. A segurança. Não acho que o “Lockdown” tirará qualquer possibilidade do usuário comum. Usuários comuns, ou mesmo intermediários, não tem a necessidade de acessar arquivos sensíveis do Kernel. Por outro lado, se você for um usuário avançado, tenho plena certeza de que você será capaz de desabilitar o “Lockdown” no seu próprio sistema e fazer as modificações que desejar. Desta forma, os únicos “prejudicados” pela implementação desta função, são os criadores de códigos maliciosos.

Você acha que o “Lockdown” irá prejudicar os usuários e ferir a sua liberdade? Ou você concorda que os benefícios trazidos por essa funcionalidade são muito maiores do que as limitações? Independente de qual seja a sua opinião, conte-nos nos comentários. 😁

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Três vulnerabilidades encontradas no Kernel do Ubuntu, atualize agora!

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quarta-feira, 18 de setembro de 2019

Usar Linux não significa estar imune às falhas de segurança, porém, geralmente as atualizações são rápidas. Mantenha sempre seu sistema em dia, para evitar possíveis brechas e eventuais transtornos. Caso utilize Ubuntu e derivados, como o Linux Mint, atualize imediatamente seu sistema.

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Hoje dois relatórios foram publicados pela Canonical, empresa responsável pelo Ubuntu, mostrando a descoberta de vulnerabilidades que atingem todas as versões suportadas do sistema. O primeiro relatório, USN-4135-1, declara que tanto o Ubuntu 16.04 LTS, 18.04 LTS, como o 19.04 são atingidos pelas falhas. Já o segundo, USN-4135-2, menciona praticamente o mesmo, entretanto para as versões com suporte estendido “ESM” (Extended Security Maintenance). Sendo o Ubuntu 12.04 e 14.04. Outro detalhe, é que ainda não houve confirmação se as falhas afetam o Ubuntu 19.10.

Vulnerabilidades corrigidas com o novo kernel 


  • CVE-2019-14835 : um “estouro” de buffer foi descoberto na implementação de back-end (vhost_net) da rede virtio, no kernel do Linux. Um invasor pode usar isso para causar uma negação de serviço (bloqueando o sistema operacional host) ou provavelmente executar código arbitrário no sistema operacional do host (alta prioridade);
  • CVE-2019-15030 : o kernel Linux nas arquiteturas PowerPC não tratava adequadamente as exceções de recursos não disponíveis em algumas situações. Um invasor local pode usar isso para expor informações confidenciais (prioridade média);
  • CVE-2019-15031 : o kernel Linux em arquiteturas PowerPC não tratava adequadamente as exceções nas interrupções em algumas situações. Possibilitando o uso de informações pessoais por um invasor local.

Você pode utilizar a aplicação “Atualizador de Programas” e efetuar a atualização do seu Ubuntu. Se preferir utilizar o terminal, eis o comando:

sudo apt update && sudo apt dist-upgrade

Depois do procedimento, reinicie seu computador.

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Até o próximo post, atualize seu sistema, SISTEMATICAMENTE! 😎

Fonte: Ubuntu.
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Ubuntu 19.10 poderá iniciar até 7x mais rápido

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quarta-feira, 11 de setembro de 2019

Não é segredo para ninguém que a Canonical, empresa responsável pelo Ubuntu, vem trabalhando em melhorias no boot do sistema. Queixas de inúmeros usuários relatando uma demora no início do sistema, graças aos aplicativos no formato Snap. Digamos que as coisas ainda não são perfeitas, mas houve uma melhora perceptível neste aspecto. Agora eis chegada a hora de melhorar o boot, relacionando ao Kernel Linux do Ubuntu.

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A equipe do kernel Linux no Ubuntu decidiu efetuar testes comparativos, com o formato de compactação do mesmo, após diversos experimentos chegaram a um veredito. A partir do Ubuntu 19.10 Eoan Ermine, as imagens do kernel Linux no Ubuntu serão compactadas em LZ4. Segundo os engenheiros do Ubuntu, a melhora no início do sistema é notória, até mesmo em hardwares mais modestos. O resultado foi tão positivo que em alguns casos o ganho foi em até 7 vezes, comparado às versões atuais do Ubuntu.

Colin Ian King, um dos engenheiros da Canonical e participante da equipe responsável pelo Kernel no Ubuntu, explica:

“Para o tamanho de compactação, o GZIP apresenta o menor tamanho compactado do Kernel, seguido por LZO (~ 16% maior) e LZ4 (~ 25% maior). Com o tempo de descompressão, o LZ4 é 7 vezes mais rápido que o GZIP e o LZO é ~ 1,25 vezes mais rápido que o GZIP em x86 ... Mesmo com uma mídia de rotação lenta (um HD de 5400RPM, por exemplo) e uma CPU lenta, o tempo de carregamento mais longo do Kernel excede em muito o tempo de descompressão mais rápido. À medida que a mídia fica mais rápida, a diferença no tempo de carregamento entre GZIP, LZ4 e LZO diminui e a velocidade para descompressão se torna o fator dominante , com o LZ4 como o vencedor”.

Para mais informações sobre os testes efetuados, acesse a postagem de Ian King e saiba mais detalhes.

Agora é esperar o lançamento da nova versão do Ubuntu e comparar o tempo de boot. Estou ansioso pelo Ubuntu 20.04, sinceramente creio que será uma das melhores versões já lançadas do sistema. Vendo seus antecessores com cada vez mais melhorias, sejam no design, software, etc. Parece que a Canonical vem retomando o Ubuntu ao seu antigo “status”. 

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A espera acabou! Linux Mint 19.2 “Tina” é lançado!

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sexta-feira, 2 de agosto de 2019

A espera acabou. Linux Mint 19.2 “Tina” finalmente é lançada de forma oficial e você já pode baixar a distro.

A espera acabou! Linux Mint 19.2 “Tina” é lançado!






Nesta Sexta-feira (2), foram liberadas para download as imagens ISO do Linux Mint, para que você possa baixar e instalar no seu PC. A nova edição focou em lapidar ainda mais as aplicações e recursos, isso traz para os usuários algumas novas facilidades e alguns softwares atualizado e otimizados.

Principais novidades


●Kernel Linux 4.15.0-54 com suporte até 2023, com suporte para atualização para o 5.x via Gerenciador de atualizações; 

● Cinnamon 4.2, XFCE na 4.12 e MATE na 1.22;

● Wine na versão 4.0 por default;

● Boot-Repair incluso na ISO do sistema;

● Possibilidade de “Pinar” pastas no Gerenciador de Arquivos Nemo;

● Documentos recentes estão agora habilitados por padrão no Menu do Cinnamon.

● Nemo tem condições para executar ações, como um script ou comando externo quando o usuário clica com o botão direito do mouse sobre um arquivo;
● Agora no Menu, haverá diferenciação dos programas, além de informar em qual formato está instalado, como por exemplo, se o programa for em Flatpak ou não;

E quem tem placa híbrida?


Um ponto que vale salientar nessa versão, é a preocupação do pessoal do Mint em entregar a melhor experiência para quem tem Placas da NVIDIA, em especial os notebooks híbridos ou Optimus Card. A equipe do Mint demonstra alguns parâmetros se o método do "nomodeset"  não funcionar. Antes de tentar esses parâmetros, eles recomendam que na hora da instalação do sistema, você instale o driver proprietário da NVIDIA e que no reboot, informando que não será necessário se preocupar com “mais nada”. Depois do reboot, um ícone aparecerá na barra de tarefas, podendo assim trocar de GPU ali mesmo.

Se você não conseguir “subir” o sistema, os parâmetros que eles recomendam são:

"nouveau.noaccel=1" no lugar do "nomodeset".

ou  "noapic noacpi nosplash irqpoll" no lugar do "quiet splash".

Outra possibilidade é usar o  "Compatibility mode" (modo de compatibilidade na hora de dar o boot e instalar o Mint).

Depois da instalação, usar o "Advanced Options" -> "Recovery mode"  no menu de boot e escolher a opção de “resume”. 

Requisitos mínimos e download



Os requisitos mínimos para rodar o Linux Mint Beta 19.2 são:

● 1GB de memória RAM ou 2GB para uma experiência mais confortável;

● 15GB de espaço em disco ou 20GB para ter uma “folga”;

● Resolução mínima da tela de 1024x768

Fizemos um artigo no momento do último Beta do Linux Mint contendo todas as novidades do sistema, clique aqui para conferir.


Se você estiver utilizando a versão BETA do Linux Mint 19.2, basta utilizar o Gerenciador de Atualizações e aplicar os updates ali presente. Em breve a equipe do Mint vai disponibilizar o procedimento de como migrar das versões 19 e 19.1, então fique de olho no blog.

Para baixar a nova versão do Linux Mint, basta acessar este link e escolher a sua interface preferida.

Este artigo não acaba aqui, continue trocando uma ideia lá no nosso fórum.

Espero você até a próxima, um forte abraço.

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Atualize o Ubuntu agora, para corrigir falha no Kernel

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terça-feira, 23 de julho de 2019

Alguns bugs que afetavam o kernel Linux no Ubuntu foram corrigidos hoje pela Canonical. Caso utilize o Ubuntu ou derivados é de extrema importância manter seu sistema em dia, com essas atualizações, problemas podem ser evitados.

updaee-vulnerabilidade-falha-bug-erro-kernel-linux-ubuntu-LTS-16.04-18.04-19.04

As falhas atingem tanto o Ubuntu 19.04, como suas LTS (Ubuntu 16.04/18.04). A correção dos problemas foi lançada hoje e são elas:

  • CVE-2019-11487: Vazamento de números inteiros no kernel Linux ao referir-se a paginação, ocasionando possíveis problemas ao liberar memória. Essa falha pode ocasionar brechas para um invasor localmente, executar códigos maliciosos ou um DoS Attack (ataque de negação de serviço). Essa falha não afeta as versões LTS;
  • CVE-2019-11599: Um invasor localmente poderia ocasionar um DoS Attack ou expor informações pessoais. Outra falha que não afeta as versões LTS;
  • CVE-2019-11833: A implementação do sistema de arquivos ext4 no kernel Linux em alguns momentos, não encerrava corretamente o processo de memória. Um invasor local poderia ter acesso às informações confidenciais por meio deste processo de memória no kernel;
  • CVE-2019-11884: A implementação do HIDP (Bluetooth Human Interface Device Protocol) em algumas ocasiões, não verificava corretamente as requisições terminadas em NULL (vazias). Com isso um invasor localmente poderia usar essa falha para expor informações privadas (da memória do kernel);
  • CVE-2019-11085: O driver gráfico da Intel i915 no kernel em alguns momentos, não restringia corretamente os intervalos mmap. Um invasor local poderia por meio desta falha, lançar um DoS Attack e desligar abruptamente a máquina, como executar códigos arbitrários. Essa falha não afetava o Ubuntu 19.04, mas sim as LTS;
  • CVE-2019-11815: Foi descoberto que a implementação do protocolo RDS (Reliable Datagram Sockets), que por padrão vem desabilitado no Ubuntu, caso ativo poderia dar a um invasor local a possibilidade de efetuar um DoS Attack ou possivelmente executar um código malicioso. Essa falha também afeta as LTS 16.04/18.04, o Ubuntu 19.04 não é afetado.

Lembrando que é altamente perigoso continuar utilizando o Ubuntu 18.10, pois, o mesmo perdeu suporte. Acesse essa postagem e saiba mais.

Para usuários do Ubuntu 16.04/18.04 e 19.04 é de extrema importância atualizar o sistema. Mesmo as falhas sendo consideradas medianas, por “obrigatoriamente” limitar o invasor a estar localmente durante os ataques, não é indicado tardar as atualizações de segurança em hipótese alguma.

Você pode utilizar a aplicação “Atualizador de Programas” e efetuar a instalação de seu Ubuntu. Se preferir utilizar o terminal, eis o comando:

sudo apt update && sudo apt dist-upgrade

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Fonte: Ubuntu.
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Linux 5.2 chega com quase 600 mil novas linhas de código

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terça-feira, 9 de julho de 2019

No Domingo (7), Linus Torvalds lançou mais uma versão do Kernel Linux, contando com cerca de 596.000 novas linhas de códigos submetidas, ou seja, temos muitas coisas nova nessa nova versão do Kernel Linux.

Kernel 5.2 é oficialmente lançado






A primeira grande novidade é referente a Logitech, que ajudou a melhorar os drivers dos seus receptores wireless, como o Logitech Bluetooth “dongle” usado no teclado MX5500 e no receptor Logitech Unifying. Outro ponto, é que agora qualquer periférico da marca que trabalhe na frequência de 2,4 GHz (mouse, teclado, etc), vão poder retransmitir o status da bateria (quando disponível) para as GUIs dos desktops.

Uma adição que vai beneficiar muitos usuários, é o novo driver Wi-Fi da Realtek (mac80211) que tem suporte para os chips de rede wifi Realtek 802.11ac. O rtw88 agora suporta os firmwares RTL8822BE e RTL8822CE, contando com suporte também para modelos USB e SDIO futuramente.

Houve também um acréscimo no suporte para os computadores single-board da  linha Orange, com versões baseadas no  Allwiner (Orange Pi 3), Rockchip (Orange Pi RK3399) e também a  Nvidia Jetson Nano.

Também estão introduzindo a primeira “feature” do Sound Open Firmware (SOF), projeto encabeçado por Intel e Google, criando uma plataforma de código aberto para a criação de firmwares para processadores de áudio.

Outras melhorias e adições no Kernel 5.2 foram:

⏺ GeForce GTX 1650 recebeu suporte para o Nouveau;

⏺ Várias melhorias em laptops com  AMD Ryzen;

⏺ Otimização em dispositivos ARM;

⏺ Suporte para Intel Comet Lake;

⏺ Preparação para as novas AMD EPYC CPUs;

⏺ Suporte para hibernação sendo reativado no Intel Baytrail & Cherrytrail

Para mais detalhes técnicos, você pode consultar aqui e aqui.

Se você quiser experimentar essa versão do Kernel, pode utilizar a ferramenta UKTools, caso use Ubuntu ou algum derivado, ou baixar os pacotes manualmente, tais procedimentos são recomendados apenas para usuários avançados. Se você usa outras distros, como Fedora e Manjaro, provavelmente as atualizações estarão disponíveis em breve.

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Espero você até a próxima, um forte abraço.

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Microsoft traz um kernel Linux completo para o Windows 10

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sexta-feira, 10 de maio de 2019

A conferência voltada para devs da Microsoft, a Build 2019, foi recheada de novidades, como a possível chegada do Edge para Linux, do novo WSL e do Kernel Linux completo no Windows 10.

 Microsoft traz um kernel Linux completo para o Windows 10






Parecia que esse dia nunca chegaria, mas sim meus amigos e amigas, ele chegou. Estamos vendo Linux e Windows na mesma frase e o contexto não é  alguma “Guerra Infinita”. 😁😂

Quando anunciaram o WSL 2, também falaram que iam mandar junto um Kernel Linux completo, assim facilitando a VM que é criada via Hyper-V, consumindo menos recursos do computador, pois não vai precisar mais emular as APIs do kernel Linux no kernel NT, com isso o WSL 2 vai rodar um kernel Linux completo em uma VM muito leve.



Como o Kernel Linux é sobre a licença GNU GPL (General Public License), toda modificação feita pela Gigante de Redmond, terá que ser publicada, e assim ela se comprometeu a fazer, disponibilizando via GitHub.

Ainda teve as seguintes declarações:

“Esta não é a primeira vez que a Microsoft envia um kernel Linux, já que já lançamos um em 2018 quando anunciamos o Azure Sphere. No entanto, esta será a primeira vez que um kernel Linux é lançado com o Windows, o que é um verdadeiro testemunho do quanto a Microsoft adora o Linux!”, e complementou como vai funcionar na parte de segurança:

“Para manter o Kernel sempre atualizado com os mais novos recursos e correções na última versão estável do Linux. Para garantir a procedência de nossas fontes, espelhamos repositórios localmente. Estamos monitorando continuamente as listas de e-mail de segurança do Linux e fazendo parcerias com várias empresas de banco de dados CVE para ajudar a garantir que nosso kernel tenha as correções e mitigações mais recentes.”

Como dito no artigo sobre o WSL 2, é muito cedo dizer que a Microsoft vai migrar 100% do Kernel NT para o Kernel Linux. É impossível??? Não, só creio que se for acontecer não vai ser algo tão pra agora e sim daqui alguns anos, pois envolve muita grana e afeta quem constrói o seu app ou jogo, que em grande parte é voltado pensando como o “Windows pensa”, mas tudo pode acontecer e daqui 2 anos termos uma versão do Windows 10 com Kernel Linux, porque não?? 

Para conferir os anúncios oficiais no blog da MS, basta acessar aqui e aqui.

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Espero você até a próxima, um forte abraço.

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Fedora 30 é lançado com as aguardadas mudanças prometidas pela equipe

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quarta-feira, 1 de maio de 2019

A tão aguardada versão final do Fedora 30 está no meio de nós, trazendo consigo as novidades que foram apresentadas na versão beta que foi lançada no mês passado.


 Fedora 30 é lançado com as aguardadas mudanças prometidas pela equipe





Fizemos este artigo comentando das novidades que viriam com a versão final do Fedora 30, e realmente essas novidades vieram, como:

As novidades que foram “ventiladas” no Beta e que foram confirmadas na versão final são: 

- A possibilidade de se instalar as interfaces desktops do Deepin (DDE) e a Pantheon (do ElementaryOS).

- A compressão dos metadados dos repositórios com o zchunk;

- GNOME 3.32 e o Kernel 5.0.6

- GCC 9, Bash 5.0, e PHP 7.3.

Para ver a nota de lançamento, basta acessar o link do blog oficial do projeto.

Caso deseje  baixar o Fedora 30, você pode fazer acessando este link.

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Ubuntu 19.04 é lançado com otimizações de desempenho e Kernel Linux 5

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quinta-feira, 18 de abril de 2019

Muitos que chegaram no mundo Linux ou que tiveram contato com o mesmo, foi através do Ubuntu, tirando a “velha guarda” dos usuários e os mais “fuçadores”, ele foi e ainda é a porta de entrada para o mundo Linux tanto para usuários comuns, como para empresas.


 Ubuntu 19.04 é lançado com otimizações de desempenho e Kernel Linux 5






Nos últimos anos, o Ubuntu foi a “cara” do Linux, com a interface Unity e suas cores, que como diz a música, “Entre tapas e beijos, é ódio é desejo…”, foi conquistando usuários ao redor do mundo. Quem não lembra dos CDs e DVDs que a Canonical mandava via correspondência para as nossas casas? 😁

E quando foi anunciado o “fim” do Unity pela Canonical, muitos se perguntavam qual interface iria ser utilizada, e a escolha foi o GNOME, pois o Unity era um fork do mesmo e assim a transição seria menos “traumática”, vamos assim dizer. Will Cooke, principal líder do time de desenvolvimento do Ubuntu, nos conta como foi essa transição em uma entrevista exclusiva.

Novidades do Ubuntu 19.04 Disco Dingo


Na data de hoje (18/04/2019), o Ubuntu chega na sua versão 19.04, sendo aguardada por muitos, pois várias melhorias no Kernel, GNOME, Drivers, Apps e afins, vão estar disponíveis para utilização dos usuários.

As principais novidades que chegaram ao Ubuntu 19.04 são:

- GNOME 3.32 ;
- Kernel 5.0;
- Driver de vídeo da NVIDIA na versão 418.56;
- Driver de vídeo para AMD e Intel, o Mesa Driver na versão 19.0.2;
- LibreOffice 6.2.2;
- Mozilla Firefox 66.0;

Quem tem placas de vídeo da Nvidia em notebooks pode comemorar também um melhor suporte. a hora que você for instalar, poderá escolher o “Safe Graphics Mode”, que vai habilitar o NOMODESET, possibilitando “subir” o sistema e instalar o driver proprietário da NVIDIA já na tela de formatação. Ainda falta a implementação da troca de GPUs sem precisar reiniciar a sessão ou a máquina, mas já é um começo. Podemos ouvir um “Amém”????

Download da versão atualizada


Para conferir todas as novidades, tanto da versão desktop quanto a de servidores, você pode acessar este link. Lembrando que o Ubuntu 19.04 não é uma versão LTS (suporte de 5 anos) e que o suporte desta versão só terá 9 meses.

Para baixar o novo Ubuntu 19.04, você pode conferir este link.

Você também pode baixar as flavors do Ubuntu (Xubuntu, Kubuntu, Ubuntu MATE, Lubuntu, Ubuntu Kylin, etc.) neste endereço.

Atualização para a nova versão


Se você usa o Ubuntu 18.04 LTS ou o 18.10 (especialmente), é possível fazer a atualização pelo gerenciador de atualizações do seu Ubuntu, caso você tenha baixado a versão Beta do 19.04, basta manter o sistema atualizado e você estará utilizando a versão final.

A atualização é recomendada apenas se você realmente não precisa do suporte a longo prazo que a LTS te proporciona, tirando esta questão e o suporte ao sistema de Live patching da Canonical, o Ubuntu 19.04 Disco Dingo é um upgrade muito interessante em relação ao 18.10 e ao 18.04 LTS.

Em breve publicaremos vídeos sobre essa nova versão do Ubuntu, por hora, você pode conferir a preview logo abaixo:

                 

Você já baixou o Ubuntu 19.04? O que achou da nova versão?

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Kernel Linux 5.0 lançado, mas você realmente precisa atualizar?

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quinta-feira, 7 de março de 2019

Linus Torvalds lançou no dia 3 de Março deste ano (2019) mais uma versão do Kernel Linux, chegando na numeração 5.0 e assim trazendo algumas correções de bugs, melhorias e otimizações pontuais no código do Kernel, além da melhor compatibilização com alguns dispositivos e trazendo o FreeSync da AMD embutido no Kernel.

 Kernel Linux 5.0 lançado, mas você realmente precisa atualizar?






Com o lançamento do Kernel Linux 5.0, veio algumas novidades que já estavam sendo preparadas e que agora chegaram em seu mainline dele. Algumas novidades trazidas foram:

● Suporte para o AMD Radeon FreeSync;
● Suporte para a nova VegaM;
● Suporte para o NVIDIA Xavier
● Melhoramento nos gráficos do Intel Icelake Gen11
● Suporte inicial para os SoCs NXP i.MX8;
● Suporte para Allwinner T3, Qualcomm QCS404 e NXP Layerscape LX2160A;
● Intel VT-d Scalable Mode com suporte para o Scalable I/O Virtualization;
● Novos drivers Intel Stratix 10 FPGA;
● Correções para F2FS, EXT4 e XFS;
● Btrfs file-system com suporte de restauração dos arquivos de swap;
● AgFscrypt Adiantum da Google agora é suportado com ajuda a criptografia rápida de dados em hardware low-end. Isso substitui o algoritmo Speck pela NSA;
● Melhorias no driver Realtek R8169;
● Suporte de alta resolução para rolagens da Logitech;
● Driver para tela sensível ao toque de Raspberry Pi;
● Melhoria aos drivers de notebooks com arquitetura x86;
● Aprimoramento de segurança para o Thunderbolt;
● Suporte para a placa Chameleon96 Intel FPGA;
● Melhor gerenciamento de energia;

No comunicado, Linus Torvalds disse que está contente com o lançamento e que a próxima janela de desenvolvimento está aberta, para a versão 5.1, e que já tem várias solicitações chegando para analisar e processar.  Mas o que chamou a atenção, foi essa declaração no final do comunicado na lista de discussão do projeto, em que ele diz o seguinte:

As mudanças gerais para todas as versões do “5.0” são muito maiores. Mas eu gostaria de ressaltar (mais uma vez) que não fazemos lançamentos baseados em recursos, e que o "5.0" não significa nada mais do que isso. Os números para a série 4.x estavam ficando grandes o suficiente para que eu ficasse sem dedos na mão e dos pés para contar.”.

Caso queira ver um compilado técnico mais completinho, o pessoal do Phoronix fez esse trabalho árduo. Agora se você deseja ver a lista de discussão em que Linus Torvalds fez o anúncio, você pode conferir neste link.

Aí você me pergunta: “ Será que devo atualizar o Kernel do meu sistema?”, e então lhe respondo: “Depende meu caro Padwan, depende.”, e vou tentar explicar o porque do “Depende”. Usando como base um dos mantenedores e membro da Linux Foundation, Greg Kroah-Hartman.

Vou dar uma breve descrição de cada “versão” do Kernel que são lançadas e assim tirar algumas dúvidas que sempre aparecem aqui no blog, no canal do YouTube e no Diolinux Plus.

Versão Mainline do Kernel


Essa versão é o que falamos que “acabou de sair do forno”, na qual você pode instalar em sua distro. Mas tome cuidado, pois essa versão não tem as correções, melhorias e patchs da distro que você usa, podendo ocorrer instabilidades no sistema. Ela é recomendada para entusiastas ou quem quer testar novas funcionalidades ou compatibilidades de hardware “hiper novos”. Se você é um desses, fizemos um artigo de como fazer a troca, usando o programa UKUU (Ubuntu Kernel Update Utility). Também temos um artigo de como instalar os pacotes .deb, no caso do Ubuntu, e para acessar o mainline dele, basta acessar este link.

Última versão estável (Stable)


Quando o Kernel é lançado como “Stable” (Estável), quer dizer que é o mais recente em que a comunidade de desenvolvedores declaram como tal. Isso acontece a cada 3 (três) meses, em que um versão stable é lançada, contendo as últimas correções de bugs e suporte aos hardwares mais recentes. Essa versão é comumente usada na maioria das grandes distribuições, como Ubuntu, Fedora, openSUSE entre outras. Além de ter sido testado pelos 4.000 desenvolvedores do projeto.

Último lançamento da versão LTS (Long-term support)


Se você tem um hardware que precisa de implementações que não venham diretamente do mainline do Kernel Linux, como por exemplo os equipamentos de IoT, a última versão lançada do Kernel LTS é uma boa escolha. A sigla LTS, que quer dizer Long-term support ou Suporte a longo prazo, contém as últimas correções de bugs no Kernel, mas não tem nenhum novo recurso adicionado, sem suporte a novos hardwares implementados e também não obtém as mais recentes melhorias de desempenho do Kernel. Esse tipo de Kernel LTS “novo” é utilizado por usuários que gostam de não se preocupar com os upgrades constantes das versões Stables, que ocorrem a cada 3 meses, já as versões LTS “novas” são atualizadas pelo menos uma vez por ano. Ainda segundo Greg, quem escolhe esse tipo de Kernel, tem que estar bem ciente que o suporte pode ser difícil por parte dos devs, pois os mesmos usam como base a versão Stable. E se você reportou um problema/bug, o dev perguntará “a última versão estável tem esse problema?”. Então tem que ter essa noção.

Versões mais antigas do LTS


Essa versão do Kernel tem um suporte de pelo menos de 2 anos, entretanto às vezes pode se estender por conta de grandes distribuições Linux tem maior suporte, como o caso do Debian ou as SLES.

Empresas como a Google e que fazem parte da Linaro, investiram para que esses kernels perdurem ainda mais, de uma forma “beeemmm resumida”, os chips SoC são desenvolvidos com base em Kernels com mais de 2 anos de suporte e eventualmentetem mais de 2 milhões de linhas adicionadas ao longo do tempo para mantê-los funcionando de forma segura. Se esses LTS forem interrompidos após 2 anos, o suporte da comunidade também vai cessar e com isso não terão mais correções sendo feitas, ocasionando em milhões de dispositivos sem a segurança necessária e estando por aí “flutuando”, e as empresas não querem isso para si e para seus clientes, obviamente.

E na data desta publicação, as versões do Kernel são:

Só para ilustrar melhor, o meu Asus Zenfone 4 Selfie usa o Kernel 3.18.71 com correções feitas e mantidas pela Asus, agora imagina se isso acaba “da noite para o dia”, seria bem complicado.

Então, na hora que você for mudar de Kernel em sua distro, pense muito bem antes de sair trocando “ a torto e direita”, pois pode ser que o problema que você esteja enfrentando não seja do Kernel, e sim de uma instalação mal feita do driver de vídeo, de um programa ou a simples curiosidade de mexer no Linux. 😜

Espero você no próximo post, forte abraço.

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Novo Kernel Linux chega com melhorias para GPUs da AMD

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segunda-feira, 14 de janeiro de 2019

Após a AMD começar a distribuir seu driver diretamente no Kernel Linux, donos de hardware da empresa vem recebendo melhorias de performance e novas implementações a cada versão. É notória a evolução do AMDGPU, driver Open Source, comparado a alternativa proprietária e descontinuada Catalyst/fglrx. Parece que a AMD vem dando maior atenção a plataforma Linux.

amd-gpu-freesync-linux-driver

Previsto para meados de Março deste ano, a versão 5.0 do Kernel Linux está repleta de novidades para usuários AMD. 

Uma delas é o suporte ao FreeSync e Adaptive-Sync, na qual auxilia a remoção de atrasos e variações nos framerates, adaptando dinamicamente a taxa de atualização. Resultando em uma gameplay fluida e sem inconvenientes, como: Tearing e “fantasmas”, os rastros de tela, na gameplay.

O FreeSync foi anunciado em 2014, para competir com seu concorrente G-Sync, tecnologia da Nvidia, que basicamente tem a função de sincronização adaptativa, evitando os “rasgos de tela”.

Já o Adaptive-Sync é uma especificação do DisplayPort e HDMI, desenvolvida pela organização internacional VESA, que tem como objetivo padronizar o funcionamento de periféricos de vídeo em computadores.

O FreeSync usa os protocolos do Adaptive-Sync em conjunto com hardware e software para proporcionar mais fluidez, livre de distorções e com baixa latência, em hardwares que o suportam. 

Outras tecnologias da AMD incorporadas ao Kernel 5.0 são: O Adaptive Backlight Management, que reduz o nível da luz de fundo, para economizar energia, aumentando o contraste e luminosidade do pixel para maior legibilidade e qualidade. E o ROCm, que é incumbido na interação entre CPU e GPU, aumentando o desempenho de tarefas computacionais.

O kernel trará suporte ao ROCm para processadores gráficos de entrada, da arquitetura Polaris, em placas de vídeo da série RX 400, e arquitetura Vega 12.

Com isso podemos esperar melhorias para utilizadores de GPUs AMD no Linux, com funcionalidades que antes não existiam no AMDGPU.

E você possui alguma placa de vídeo AMD? Tem ou gostaria de comprar um monitor com FreeSync? Deixe sua opinião nos comentários, queremos saber sua experiência com a plataforma AMD no Linux.

Até o próximo post, e lembre-se: Compartilhe as postagens do Diolinux, SISTEMATICAMENTE! 😎
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Linus Torvalds solta e-mail pedindo desculpas pelos anos de "destempero" e "tira férias" do Linux

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terça-feira, 18 de setembro de 2018

No último Domingo (16), o mundo do open source foi pego de surpresa com um e-mail mandando pelo “pai” do projeto Linux, Linus Torvalds. Ele mandou e-mail falando das correções e melhorias no rc4 da versão 4.19 do Kernel Linux, quando que no meio do e-mail ele solta uma notícia “bombástica” para o mundo open source. Ele vai “tirar umas férias” do projeto.


Linus Torvalds solta e-mail pedindo desculpas pelos anos de "destempero" e "tira férias" do Linux





Nas palavras de Torvalds, ele precisava “se olhar no espelho e ver o que estava errado”. Por muitos anos Linus foi famoso por não ter um temperamento nada tranquilo com outros desenvolvedores do Kernel Linux, como o famoso caso de quando mandou a NVIDIA “pra’quele lugar”, acompanhado de um gesto nada educado e que o marcou para sempre.

No longo e-mail no LKML, ele reconhece que esse comportamento não foi nada profissional e totalmente desnecessário, pedindo desculpas pelos seus atos. O trecho que ele fala sobre o assunto é esse:

“É aqui que entra o momento ‘se olhar no espelho’.
Esta semana as pessoas da nossa comunidade me confrontaram como na minha vida eu não entendia as emoções das pessoas . Meus assustadores ataques em e-mails foram
não profissionais e desnecessários. Especialmente nos momentos em que fiz os comentários de forma pessoal. Na minha busca por um melhor patch, isso fazia sentido para mim.
Eu sei agora que isso não foi “OK” e eu realmente sinto muito.
... é uma maneira dolorosamente longa de análise pessoal para poder chegar e dizer: Hey, eu preciso mudar os meus comportamentos e eu quero pedir desculpas  as pessoas que o meu comportamento pessoal machucou e que possivelmente afastei completamente do desenvolvimento do Kernel.
Vou tirar uma folga e obter alguma ajuda sobre como entender as emoções das pessoas e responder adequadamente.”

Ainda não se tem maiores informações (até o lançamento dessa publicação) o que teria motivado essas “férias” do Linus Torvalds do projeto Kernel Linux. Outro ponto importante a mencionar é troca dos “códigos” interpessoais de conduta. Antes era o “code of conflict” (código de conflito) e um resumo seria que o código do Kernel Linux seria a coisa mais importante e pede que os devs sejam “excelentes” uns com os outros. Já o novo código de conduta vem para estabelecer novos padrões de comportamentos, como a positividade entre os membros, sejam profissionais, acolhedores e inclusivos. Você pode ler o novo código de conduta aqui

Esperamos que o Linus Torvalds possa melhorar e voltar o mais rápido possível e também veremos como o “filho” se sai sem o “Pai” nessa nova fase.

Deixa aí nos comentários o que você achou dessas “férias” do Linus Torvalds.

Até a próxima e um forte abraço.
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