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Novidades nos testes do kernel Linux

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terça-feira, 29 de outubro de 2019

Em recente reunião do Linux Kernel Plumbers, que ocorreu em Lisboa, Portugal, o tópico “automação de testes para o kernel Linux” foi discutido. Os principais desenvolvedores do Linux uniram-se com o objetivo de empregar esforços em uma estrutura de testes sólidos: o KernelCI. Agora na Open Source Summit Europe, em Lyon, França, o KernelCI passa a ser um projeto da The Linux Foundation e receberá os investimentos e recursos necessários.

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Antes de tudo, você realmente sabe o que é Linux, se ele é apenas um kernel? Confira logo abaixo o vídeo do Gabriel do canal Toca do Tux, abordando o assunto.


Aprofundando mais neste assunto, verá à definição oficial da The Linux Foundation. Aposto que muita coisa será desmistificada, vindo da própria fundação que mantém o Linux, confira o artigo clicando aqui

O Desenvolvimento do kernel Linux


Atualmente o kernel Linux é desenvolvido por uma gigantesca comunidade, composta por pessoas físicas, organizações sem fins lucrativos, diversas empresas e eventuais colaboradores. O método utilizado para organização do projeto, é através da LKML (Linux Kernel Mailing List). Digamos que seja uma enorme lista de e-mails, na qual os desenvolvedores interagem entre si e sugerem mudanças e implementações no código. Contudo, esta forma nem sempre é uma das melhores para as diversas tarefas, questões relacionadas aos patches são um bom exemplo dado por Russel Currey, um dos desenvolvedores do kernel Linux, explicando:

“[Ao contrário de um projeto baseado exclusivamente no GitHub ou GitLab], em que uma solicitação ‘pull’ contém todas as informações necessárias para mesclar um grupo de alterações; um e-mail contendo, digamos, o patch 7/10, não possui esse contexto. É quase impossível saber de uma mensagem do e-mail, se uma série de patches foi mesclada, rejeitada ou substituída. Em geral, as listas de discussão simplesmente não possuem o mesmo nível de metadados que os sites de hospedagem de projetos contemporâneos e isso dificulta ainda mais o problema de CI [Integração Contínua]”.

Nesse contexto surge o KernelCI, projetado inicialmente para auxiliar o teste do Linux em uma gama de hardwares muito ampla. Pois, os testes eram realizados em um número bem limitado e específico de hardwares. Basicamente os desenvolvedores efetuavam testes em seus próprios equipamentos. Assim a certeza de um bom funcionamento era garantida para os hardwares mais comuns e populares no mercado, caso contrário, era bem provável que teste algum tenha sido realizado em equipamentos “específicos”.

Greg Kroah-Hartman, mantenedor da versão estável do Linux, explica:

“O Linux roda em todos os lugares e em tantos hardwares diferentes, mas os testes neles foram mínimos. A maioria das pessoas, estavam apenas testando as poucas coisas com as quais se importava. Então, queremos testá-lo com o mesmo hardware que nós. Poderia garantir que realmente oferecemos suporte a todo o hardware que afirmamos oferecer suporte “.

Os planos para utilização do KernelCI vão mais além do que implementar testes automáticos em hardwares. Como bem explicou, Kevin Hilman, seu co-fundador e engenheiro sênior da BayLibre em uma palestra na Open Source Summit Europe:

“Nós nos reunimos no Linux Plumbers. Um dos grandes problemas que temos agora é que temos seis ou sete projetos diferentes para teste de código que enviavam relatórios aos desenvolvedores e mantenedores do kernel. Isso estava ficando realmente irritante, então nos reunimos e dissemos: 'escolha um para usarmos como uma estrutura ', portanto, concordamos com o KernelCI, então todos trabalharemos juntos, para não duplicar nossos esforços e resultados”

Após consolidar efetivamente o novo KernelCI, não somente os testes em diferentes hardwares serão realizados. Como, seu objetivo passa a unificar os diferentes tipos de testes no kernel Linux. A atual deficiência do modelo de discussão através dos e-mails, para lidar com patches, será solucionada com um único local para armazenar, visualizar, comparar e acompanhar os resultados do inúmeros testes.

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Imagem - Davide Boscolo

Segundo o vice-presidente para desenvolvimento de negócios e consultoria open source e colaborador do KernelCI Collabora, Guy Lunardi, “Desde que o Linux tenha se tornado crucial para a sociedade, é essencial obter uma cobertura abrangente de testes do Kernel Linux. Ao aplicar a filosofia de código aberto ao teste, a arquitetura distribuída pelo KernelCI, permite que toda a comunidade do kernel colabore em torno de um único sistema de IC [Integração Contínua] upstream”.

O Linux tornou-se tão relevante e essencial para o cenário atual da tecnologia, que esforços para potencializar suas qualidades e sanar seus defeitos são desenvolvidos e implementados corriqueiramente. Não obstante, sua utilização transcende barreiras e sua atuação engloba uma infinidade de soluções no mercado. Agora com esse sistema de automatização, o KernelCI, versões de longo tempo de suporte (LTS) passarão a englobar um maior número de equipamentos e problemas já conhecidos. Problemas de mal funcionamento de hardware deixarão de existir, ou diminuirão drasticamente. Isso irá melhorar a qualidade, estabilidade e manutenção do kernel Linux. No final, toda uma comunidade será beneficiada.

O que você espera com tais mudanças? Você têm algum hardware que não funciona plenamente no Linux?

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Até o próximo post, te espero aqui no blog Diolinux, SISTEMATICAMENTE! 😎

Fonte: KernelCI, ZDnet.


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Linus fala o que pensa sobre a aproximação da Microsoft ao Linux

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terça-feira, 8 de outubro de 2019

Desde quando o “mundo é mundo”, sempre houve uma “batalha” entre sistemas operacionais, Windows vs macOS vs Linux, com intermináveis horas de debate e nem sempre chegando à algum consenso, em alguns casos, partindo para o lado pessoal, infelizmente.

Linus fala o que pensa sobre a aproximação da Microsoft ao Linux






Isso deve-se muito, principalmente, as décadas de 1980, 1990 e o início dos anos 2000, quando CEOs, como Steve Ballmer, e líderes de projetos como Richard Stallman, alimentavam essa “guerra” com “trocas de farpas” públicas, de um lado chamando o Linux de câncer e do outro chamando de “o grande mal que quer controlar e bisbilhotar o seu usuário”.

Mas essa aparente “guerra”, ganhou um novo capítulo recentemente. O jornalista do site de tecnologia ZDNet,  Steven J. Vaughan-Nichols, conseguiu uma entrevista com Linus Torvalds e vários outros desenvolvedores do Linux na Linux Plumbers Conference de 2019, onde ele conseguiu uma declaração “universal” deles, concordando que a Microsoft quer controlar o Linux, mas eles não estão preocupados. Pois o tipo de licença que rege o projeto, GPL2, não permite isso. Linus comentou:

“Toda essa coisa anti-Microsoft às vezes era como uma piada engraçada, mas não real. Hoje, eles são realmente muito mais amigáveis. Converso com engenheiros da Microsoft em várias conferências e sinto que sim, eles mudaram e são felizes. Estão realmente felizes trabalhando no Linux. Então, eu exclui completamente todas as coisas anti-Microsoft". 

Steve ainda questiona se o “leopardo da Microsoft” não está só esperando o momento certo para dar o “bote” e  Torvalds complementa:

“Eu não acho que seja verdade. Quero dizer, haverá sempre uma tensão. Mas isso é verdade para qualquer empresa que entrar no Linux; elas têm seus próprios objetivos. E querem fazer as coisas do seu jeito, porque têm uma razão para isso. (Portanto, para o Linux), a Microsoft tende a se concentrar principalmente no Azure e fazer todo o possível para que o Linux funcione bem para eles".

A matéria completa do ZDNet com as outras declarações dos devs que estão envolvidos no Kernel Linux, você pode conferir aqui.

O que podemos notar nas falas deles, é que não tem preocupação na aproximação da Microsoft com o Kernel Linux, pois alguns dos principais engenheiros envolvidos no Linux dentro do Windows, vem de empresas que apoiam o sistema do pinguim, como a Novell. Além é claro da distro Linux da Microsoft, no Azure. Além da liberação das mais de 60 mil patentes recentemente. Isso mostra que a “velha Microsoft” do Ballmer está no passado (assim esperamos), e que agora a “nova Microsoft” do  Satya Nadella, seja de mais integração com o open source, tanto que estão para chegar o MS Teams e o MS Edge, quem sabe o MS Office também não aparecerá em breve 😀😁, seria muito bacana de se ver, não é mesmo? O “chefão” do Linux e a Linux Foundation não parecem ver a Microsoft como ameaça, então por que você ou eu deveríamos?

Este artigo não acaba aqui, continue trocando uma ideia lá no nosso fórum.

Espero você até a próxima, um forte abraço.
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Ubuntu 19.10 Beta é lançado de forma oficial

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sexta-feira, 27 de setembro de 2019

Seguindo o cronograma de desenvolvimento, o “freeze” Beta do Ubuntu 19.10 é lançado com as novidades prometidas que  podem ser testadas pelos usuários.

Ubuntu 19.10 Beta é lançado de forma oficial






Como relatamos em alguns artigos referentes ao Ubuntu 19.10, ele viria com muitas novidades e que elas iam pavimentar muitas coisas que chegariam na próxima LTS do Ubuntu, a versão 20.04.


Às novidades que chegam são:

● GNOME 3.34;
● Kernel 5.3;
● Novo tema Yaru, agora tendo nos modos light e dark;
● Inicialização mais rápida, com o ZFS;
● Driver da NVIDIA já na versão 435.21 
● Mesa Driver 19.1.6, podendo ter update para a versão 19.2; 



Sobre os drivers da NVIDIA, como já havíamos comentado nos Diolinux Friday Show e em alguns artigos, o Ubuntu e as suas flavours vão trazer os driver proprietários na própria ISO do sistema, assim facilitando a vida do pessoal que usa GPUs da empresa. Para o pessoal das híbridas (como eu 😁😂) a opção On-Demand, que faria mais ou menos a mesma função do "finado" Bumblebee, está habilitada. Se você instalar o MATE Optimus, já vai vir com as variáveis offload-glx e offload-vulkan habilitadas, assim possibilitando a utilização da GPU dedicada somente nos casos que for necessário, como por exemplo jogar na Steam. Outra novidade sobre os drivers da NVIDIA, é que eles receberam updates diretamente dos repositórios oficiais do Ubuntu, assim não precisando mais da adição de PPA. Eles serão “assinados” pela própria NVIDIA, assim assegurando que se você quiser usar com o UEFI e Boot Secure, não terá problemas.

             

Para baixar a ISO do Ubuntu 19.10 beta, basta clicar aqui.

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Três vulnerabilidades encontradas no Kernel do Ubuntu, atualize agora!

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quarta-feira, 18 de setembro de 2019

Usar Linux não significa estar imune às falhas de segurança, porém, geralmente as atualizações são rápidas. Mantenha sempre seu sistema em dia, para evitar possíveis brechas e eventuais transtornos. Caso utilize Ubuntu e derivados, como o Linux Mint, atualize imediatamente seu sistema.

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Hoje dois relatórios foram publicados pela Canonical, empresa responsável pelo Ubuntu, mostrando a descoberta de vulnerabilidades que atingem todas as versões suportadas do sistema. O primeiro relatório, USN-4135-1, declara que tanto o Ubuntu 16.04 LTS, 18.04 LTS, como o 19.04 são atingidos pelas falhas. Já o segundo, USN-4135-2, menciona praticamente o mesmo, entretanto para as versões com suporte estendido “ESM” (Extended Security Maintenance). Sendo o Ubuntu 12.04 e 14.04. Outro detalhe, é que ainda não houve confirmação se as falhas afetam o Ubuntu 19.10.

Vulnerabilidades corrigidas com o novo kernel 


  • CVE-2019-14835 : um “estouro” de buffer foi descoberto na implementação de back-end (vhost_net) da rede virtio, no kernel do Linux. Um invasor pode usar isso para causar uma negação de serviço (bloqueando o sistema operacional host) ou provavelmente executar código arbitrário no sistema operacional do host (alta prioridade);
  • CVE-2019-15030 : o kernel Linux nas arquiteturas PowerPC não tratava adequadamente as exceções de recursos não disponíveis em algumas situações. Um invasor local pode usar isso para expor informações confidenciais (prioridade média);
  • CVE-2019-15031 : o kernel Linux em arquiteturas PowerPC não tratava adequadamente as exceções nas interrupções em algumas situações. Possibilitando o uso de informações pessoais por um invasor local.

Você pode utilizar a aplicação “Atualizador de Programas” e efetuar a atualização do seu Ubuntu. Se preferir utilizar o terminal, eis o comando:

sudo apt update && sudo apt dist-upgrade

Depois do procedimento, reinicie seu computador.

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Até o próximo post, atualize seu sistema, SISTEMATICAMENTE! 😎

Fonte: Ubuntu.
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Ubuntu 19.10 poderá iniciar até 7x mais rápido

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quarta-feira, 11 de setembro de 2019

Não é segredo para ninguém que a Canonical, empresa responsável pelo Ubuntu, vem trabalhando em melhorias no boot do sistema. Queixas de inúmeros usuários relatando uma demora no início do sistema, graças aos aplicativos no formato Snap. Digamos que as coisas ainda não são perfeitas, mas houve uma melhora perceptível neste aspecto. Agora eis chegada a hora de melhorar o boot, relacionando ao Kernel Linux do Ubuntu.

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A equipe do kernel Linux no Ubuntu decidiu efetuar testes comparativos, com o formato de compactação do mesmo, após diversos experimentos chegaram a um veredito. A partir do Ubuntu 19.10 Eoan Ermine, as imagens do kernel Linux no Ubuntu serão compactadas em LZ4. Segundo os engenheiros do Ubuntu, a melhora no início do sistema é notória, até mesmo em hardwares mais modestos. O resultado foi tão positivo que em alguns casos o ganho foi em até 7 vezes, comparado às versões atuais do Ubuntu.

Colin Ian King, um dos engenheiros da Canonical e participante da equipe responsável pelo Kernel no Ubuntu, explica:

“Para o tamanho de compactação, o GZIP apresenta o menor tamanho compactado do Kernel, seguido por LZO (~ 16% maior) e LZ4 (~ 25% maior). Com o tempo de descompressão, o LZ4 é 7 vezes mais rápido que o GZIP e o LZO é ~ 1,25 vezes mais rápido que o GZIP em x86 ... Mesmo com uma mídia de rotação lenta (um HD de 5400RPM, por exemplo) e uma CPU lenta, o tempo de carregamento mais longo do Kernel excede em muito o tempo de descompressão mais rápido. À medida que a mídia fica mais rápida, a diferença no tempo de carregamento entre GZIP, LZ4 e LZO diminui e a velocidade para descompressão se torna o fator dominante , com o LZ4 como o vencedor”.

Para mais informações sobre os testes efetuados, acesse a postagem de Ian King e saiba mais detalhes.

Agora é esperar o lançamento da nova versão do Ubuntu e comparar o tempo de boot. Estou ansioso pelo Ubuntu 20.04, sinceramente creio que será uma das melhores versões já lançadas do sistema. Vendo seus antecessores com cada vez mais melhorias, sejam no design, software, etc. Parece que a Canonical vem retomando o Ubuntu ao seu antigo “status”. 

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Slackware abre financiamento coletivo para manter a distro "em pé"

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sexta-feira, 23 de agosto de 2019

Umas das mais tradicionais distro Linux, está pedindo ajuda para a comunidade através do Patreon e assim poder dar continuidade ao projeto.

Slackware abre financiamento coletivo para manter a distro "em pé"




Quando se pensa em distros tradicionais no mundo Linux, o Slackware aparece  em várias listas e conversas espalhadas em fóruns e postagens na internet. Aqui no Brasil uns dos influencers é o nosso queridíssimo amigo SlackJeff, do canal SlackJeff, vale muito a pena conferir o conteúdo dele, que é de primeira.

O idealizador do Slackware, Patrick Volkerding, fez um Patreon para que a comunidade possa contribuir a partir de US$1 por mês e assim ajudar ele a manter a estrutura necessária para a distro “ficar em pé”.

Se você quiser conhecer mais o sistema operacional, fizemos esse vídeo com participação do SlackJeff.

            

Caso queira conhecer um pouco mais o Slackware, confira este mini documentário:

             

Para ajudar o projeto no Patreon, basta acessar este link.

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Nvidia traz melhorias no PRIME, será o fim dos problemas com placas híbridas no Linux?

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quarta-feira, 14 de agosto de 2019

Parece que a NVIDIA tirou um tempinho para “brincar” com as emoções do usuários Linux nos últimos dias 😁. Primeiro foi o lançamento de três (3) drivers ao mesmo tempo e depois lançando a documentação das suas GPUs, assim ajudando o driver open source Nouveau. Agora chegou a vez do pessoal das híbridas (eu incluso 😄), e finalmente o nosso “calvário” está chegando ao fim.


Nvidia traz melhorias no PRIME, será o fim dos problemas com placas híbridas no Linux?





Nesta Terça (13), a Nvidia veio com uma notícia “bombástica” para quem usa GPUs híbridas (Intel+Nvidia), com o seu novo driver Beta, o 435.17, onde ela traz ao Prime, finalmente, o Optimus, funcionalidade que permite a “switch” (troca) rápido entre as GPUs (entre a Intel e Nvidia). Em um exemplo prático, você usa a GPU integrada ao processador para as tarefas triviais do dia a dia, como navegar na internet, ouvir música, ver vídeos, editar documentos e etc. Mas se você quiser jogar, renderizar algum vídeo ou qualquer outra tarefa que precise de mais poder de processamento, aí você escolheria a GPU da Nvidia para isso. Com isso, você consegue uma eficiência maior da bateria.

O primeiro indício que essa função estaria chegando, foi percebida pelo pessoal do Phoronix em Abril deste ano (2019), na qual foi relatado que a Nvidia estaria trabalhando em uma nova extensão GLX, a GLX_EXT_server_vendor_select, que permitiria essa troca. Kyle Brenneman, dev da Nvidia para Linux, explicou melhor neste link.
Agora parece que isso está mudando, graças a outro dev da Nvidia para Linux,  Aaron Plattner, estamos chegando perto da solução. 

Em um anúncio no blog oficial de desenvolvedores da Nvidia, ele lista as melhorias do driver beta 435.17, constando as implementações iniciais do GLX. Para poder usar essa novidade é preciso ter uma versão bem atualizada do Xorg com algumas implementações feitas pela Nvidia, a empresa disponibilizou as novidades via PPA, que por hora só está disponível para a Base Ubuntu (nas versões 19.04 e 18.04). Com esse Xorg ”novo” e com o driver Beta, será possível fazer o “switch” das GPUs.

Também foi adicionado o suporte para Vulkan e OpenGL+GLX no PRIME. Está sendo incluído também o runtime de gerenciamento de energia D3 (RTD3), que vai ajudar e muito na economia de energia nos notebooks. O comunicado por completo você confere aqui. As novidades foram:

● Adicionado suporte experimental para a runtime D3 (RTD3) para o gerenciamento de energia em notebook com GPUs Turing;
● nvidia-bug-report.sh aprimorado para coletar informações do runtime D3 (RTD3);
● nvidia-bug-report.sh aprimorado para coletar tabelas ACPI quando a ferramenta acpidump estiver disponível;
● Adicionado suporte do Vulkan e OpenGL+GLX ao PRIME. 

Mais detalhes aqui.

Se você quiser baixar o driver e experimentar, basta acessar aqui e seguir as instruções de instalação. Se não, espere chegar no PPA.

Agora é só “sentar e aguardar” a chegada do driver nas distros e também observar o movimento da DEs, no sentido da criação de soluções como “abra a Steam com a sua placa de vídeo NVIDIA”. Quem disse que esse dia não chegaria, não é meus amigos? Depois que o suporte oficial chegar, faremos um artigo contando as primeiras impressões.

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A espera acabou! Linux Mint 19.2 “Tina” é lançado!

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sexta-feira, 2 de agosto de 2019

A espera acabou. Linux Mint 19.2 “Tina” finalmente é lançada de forma oficial e você já pode baixar a distro.

A espera acabou! Linux Mint 19.2 “Tina” é lançado!






Nesta Sexta-feira (2), foram liberadas para download as imagens ISO do Linux Mint, para que você possa baixar e instalar no seu PC. A nova edição focou em lapidar ainda mais as aplicações e recursos, isso traz para os usuários algumas novas facilidades e alguns softwares atualizado e otimizados.

Principais novidades


●Kernel Linux 4.15.0-54 com suporte até 2023, com suporte para atualização para o 5.x via Gerenciador de atualizações; 

● Cinnamon 4.2, XFCE na 4.12 e MATE na 1.22;

● Wine na versão 4.0 por default;

● Boot-Repair incluso na ISO do sistema;

● Possibilidade de “Pinar” pastas no Gerenciador de Arquivos Nemo;

● Documentos recentes estão agora habilitados por padrão no Menu do Cinnamon.

● Nemo tem condições para executar ações, como um script ou comando externo quando o usuário clica com o botão direito do mouse sobre um arquivo;
● Agora no Menu, haverá diferenciação dos programas, além de informar em qual formato está instalado, como por exemplo, se o programa for em Flatpak ou não;

E quem tem placa híbrida?


Um ponto que vale salientar nessa versão, é a preocupação do pessoal do Mint em entregar a melhor experiência para quem tem Placas da NVIDIA, em especial os notebooks híbridos ou Optimus Card. A equipe do Mint demonstra alguns parâmetros se o método do "nomodeset"  não funcionar. Antes de tentar esses parâmetros, eles recomendam que na hora da instalação do sistema, você instale o driver proprietário da NVIDIA e que no reboot, informando que não será necessário se preocupar com “mais nada”. Depois do reboot, um ícone aparecerá na barra de tarefas, podendo assim trocar de GPU ali mesmo.

Se você não conseguir “subir” o sistema, os parâmetros que eles recomendam são:

"nouveau.noaccel=1" no lugar do "nomodeset".

ou  "noapic noacpi nosplash irqpoll" no lugar do "quiet splash".

Outra possibilidade é usar o  "Compatibility mode" (modo de compatibilidade na hora de dar o boot e instalar o Mint).

Depois da instalação, usar o "Advanced Options" -> "Recovery mode"  no menu de boot e escolher a opção de “resume”. 

Requisitos mínimos e download



Os requisitos mínimos para rodar o Linux Mint Beta 19.2 são:

● 1GB de memória RAM ou 2GB para uma experiência mais confortável;

● 15GB de espaço em disco ou 20GB para ter uma “folga”;

● Resolução mínima da tela de 1024x768

Fizemos um artigo no momento do último Beta do Linux Mint contendo todas as novidades do sistema, clique aqui para conferir.


Se você estiver utilizando a versão BETA do Linux Mint 19.2, basta utilizar o Gerenciador de Atualizações e aplicar os updates ali presente. Em breve a equipe do Mint vai disponibilizar o procedimento de como migrar das versões 19 e 19.1, então fique de olho no blog.

Para baixar a nova versão do Linux Mint, basta acessar este link e escolher a sua interface preferida.

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Linux 5.2 chega com quase 600 mil novas linhas de código

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terça-feira, 9 de julho de 2019

No Domingo (7), Linus Torvalds lançou mais uma versão do Kernel Linux, contando com cerca de 596.000 novas linhas de códigos submetidas, ou seja, temos muitas coisas nova nessa nova versão do Kernel Linux.

Kernel 5.2 é oficialmente lançado






A primeira grande novidade é referente a Logitech, que ajudou a melhorar os drivers dos seus receptores wireless, como o Logitech Bluetooth “dongle” usado no teclado MX5500 e no receptor Logitech Unifying. Outro ponto, é que agora qualquer periférico da marca que trabalhe na frequência de 2,4 GHz (mouse, teclado, etc), vão poder retransmitir o status da bateria (quando disponível) para as GUIs dos desktops.

Uma adição que vai beneficiar muitos usuários, é o novo driver Wi-Fi da Realtek (mac80211) que tem suporte para os chips de rede wifi Realtek 802.11ac. O rtw88 agora suporta os firmwares RTL8822BE e RTL8822CE, contando com suporte também para modelos USB e SDIO futuramente.

Houve também um acréscimo no suporte para os computadores single-board da  linha Orange, com versões baseadas no  Allwiner (Orange Pi 3), Rockchip (Orange Pi RK3399) e também a  Nvidia Jetson Nano.

Também estão introduzindo a primeira “feature” do Sound Open Firmware (SOF), projeto encabeçado por Intel e Google, criando uma plataforma de código aberto para a criação de firmwares para processadores de áudio.

Outras melhorias e adições no Kernel 5.2 foram:

⏺ GeForce GTX 1650 recebeu suporte para o Nouveau;

⏺ Várias melhorias em laptops com  AMD Ryzen;

⏺ Otimização em dispositivos ARM;

⏺ Suporte para Intel Comet Lake;

⏺ Preparação para as novas AMD EPYC CPUs;

⏺ Suporte para hibernação sendo reativado no Intel Baytrail & Cherrytrail

Para mais detalhes técnicos, você pode consultar aqui e aqui.

Se você quiser experimentar essa versão do Kernel, pode utilizar a ferramenta UKTools, caso use Ubuntu ou algum derivado, ou baixar os pacotes manualmente, tais procedimentos são recomendados apenas para usuários avançados. Se você usa outras distros, como Fedora e Manjaro, provavelmente as atualizações estarão disponíveis em breve.

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Adeus 32 Bits - Canonical enterra de vez a arquitetura no Ubuntu 19.10

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quarta-feira, 19 de junho de 2019

A Canonical tomou uma decisão para a versão 19.10 do Ubuntu, esta não terá mais suporte a pacotes e para a arquitetura de 32 bits, ou x86, se preferir. A confirmação foi feita por Will Cooke no fórum do Ubuntu.

Adeus 32 Bits - Canonical enterra de vez a arquitetura no Ubuntu 19.10






Na postagem de Cooke, é mencionado que a equipe de desenvolvimento do Ubuntu já vinha discutindo há mais de um ano o abandono da arquitetura i386, pois para manter a mesma qualidade de suporte, estava tomando muito tempo e recursos dos desenvolvedores,  visto também que o Kernel Linux, toolchains e os navegadores de internet estão deixando de suportar a arquitetura i386 (x86). Além disso, as correções e recursos na área de segurança mais recentes, não estão sendo mais desenvolvidas em tempo hábil para a arquitetura de 32 bits, assim chegando apenas em alguns casos só para 64 bits. Isso também foi discutido em uma lista de emails pública do Ubuntu. De forma resumida, o esforço para manter a versão de 32 bits é tão grande quanto o de manter a versão de 64 bits dos pacotes, mas atualmente poucas pessoas realmente utilizam tais pacotes.

Também foi comentado, que o Ubuntu 18.04 LTS será o último “da sua linha” a ter suporte a arquitetura, e que já na próxima LTS (20.04), não teremos mais suporte. Se você precisar de suporte a algum componente da arquitetura i386, a Canonical recomenda você permanecer nas versões 16.04 LTS ou 18.04 LTS, dando ênfase para a migração para a última LTS mencionada. Vale mencionar que o Ubuntu 18.04 LTS tem suporte até 2023, e o seu ESM (Extended Security Maintenance) vai até 2028 (nesse último caso, é pago).

Para quem desenvolve, a recomendação da Canonical é empacotar os seus aplicativos via snap e usar o “core18” (do Ubuntu 18.04) para ter o suporte de 32 bits.

Partes Polêmicas


Sei que muitos vão perguntar sobre a Steam, WINE, flavours e distros que são derivadas do Ubuntu. Bom, vamos por partes.

Sobre as flavours, Will Cooke foi categórico, todas as flavours vão seguir o mesmo caminho da “distro mãe”, sendo assim, a partir da versão 19.10, elas vão deixar de oferecer suporte a arquitetura i386. Isso acontece porque elas são construídas a partir do mesmo repositório ou pacote de softwares, e como eles vão deixar de dar suporte, aí seguem o mesmo “caminho”. 

As distros derivadas, como Mint, Pop!_OS, Zorin e etc; seguem quase a mesma premissa das flavours, se quiserem manter o suporte para a arquitetura i386, basta ficar na base do Ubuntu 18.04 LTS, ou então, passar a manter seus próprios pacotes de 32 bits por mais algum tempo.

Sobre os jogos via Steam e o Wine, Will dedica um boa parte de sua publicação comentando:

Q. A Steam não usa bibliotecas de 32 bits? Como posso jogar meus jogos?

A própria Steam empacota um runtime contendo as bibliotecas de 32 bits necessárias para executar o cliente Steam. Além disso, cada jogo instalado via Steam pode enviar as suas bibliotecas de 32 bits de que necessitam. Estamos discutindo com a Valve sobre a melhor maneira de fornecer suporte a partir das 19.10.

Pode ser possível executar jogos de 32 bits somente dentro de um contêiner LXD executando uma versão de 32 bits do 18.04 LTS. Você pode usar “pass through” da placa gráfica para o contêiner e executar seus jogos desse ambiente de 32 bits.

P. Como posso executar aplicativos Windows de 32 bits se o WINE de 32 bits não estiver disponível no arquivo?

Tente o WINE de 64 bits primeiro. Muitas aplicações “apenas funcionam”. Se não, deve ser usado métodos similares como para jogos de 32 bits. Isso é, usar uma máquina virtual baseada em 18.04 LTS ou um contêiner LXD que tenha acesso total ao WINE multiarch de 32 bits e às bibliotecas relacionadas.

Para ler a postagem completa e inglês do Will Cooke, você pode acessar através deste link.

Esse tipo de mudança pode afetar em diferentes níveis o suporte a determinados jogos no Ubuntu, mas teremos que ver o que sairá deste acordo entre Valve e Canonical. A situação de criar um container de LXD só se torna viável se for automatizada, se depender do usuário fazer isso, é apenas uma piada de mau gosto do senhor Will Cooke.

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Microsoft traz um kernel Linux completo para o Windows 10

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sexta-feira, 10 de maio de 2019

A conferência voltada para devs da Microsoft, a Build 2019, foi recheada de novidades, como a possível chegada do Edge para Linux, do novo WSL e do Kernel Linux completo no Windows 10.

 Microsoft traz um kernel Linux completo para o Windows 10






Parecia que esse dia nunca chegaria, mas sim meus amigos e amigas, ele chegou. Estamos vendo Linux e Windows na mesma frase e o contexto não é  alguma “Guerra Infinita”. 😁😂

Quando anunciaram o WSL 2, também falaram que iam mandar junto um Kernel Linux completo, assim facilitando a VM que é criada via Hyper-V, consumindo menos recursos do computador, pois não vai precisar mais emular as APIs do kernel Linux no kernel NT, com isso o WSL 2 vai rodar um kernel Linux completo em uma VM muito leve.



Como o Kernel Linux é sobre a licença GNU GPL (General Public License), toda modificação feita pela Gigante de Redmond, terá que ser publicada, e assim ela se comprometeu a fazer, disponibilizando via GitHub.

Ainda teve as seguintes declarações:

“Esta não é a primeira vez que a Microsoft envia um kernel Linux, já que já lançamos um em 2018 quando anunciamos o Azure Sphere. No entanto, esta será a primeira vez que um kernel Linux é lançado com o Windows, o que é um verdadeiro testemunho do quanto a Microsoft adora o Linux!”, e complementou como vai funcionar na parte de segurança:

“Para manter o Kernel sempre atualizado com os mais novos recursos e correções na última versão estável do Linux. Para garantir a procedência de nossas fontes, espelhamos repositórios localmente. Estamos monitorando continuamente as listas de e-mail de segurança do Linux e fazendo parcerias com várias empresas de banco de dados CVE para ajudar a garantir que nosso kernel tenha as correções e mitigações mais recentes.”

Como dito no artigo sobre o WSL 2, é muito cedo dizer que a Microsoft vai migrar 100% do Kernel NT para o Kernel Linux. É impossível??? Não, só creio que se for acontecer não vai ser algo tão pra agora e sim daqui alguns anos, pois envolve muita grana e afeta quem constrói o seu app ou jogo, que em grande parte é voltado pensando como o “Windows pensa”, mas tudo pode acontecer e daqui 2 anos termos uma versão do Windows 10 com Kernel Linux, porque não?? 

Para conferir os anúncios oficiais no blog da MS, basta acessar aqui e aqui.

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Kernel Linux dentro do Windows? Como assim?

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quinta-feira, 9 de maio de 2019

A Microsoft anunciou a segunda versão do Windows Subsystem for Linux (WSL), anúncio esse feito na Build 2019, prometendo desempenho, velocidade e o aumento da gama de aplicativos Linux a serem executados. No mesmo evento a Microsoft anunciou um novo aplicativo de Terminal para Windows, com várias funções interessantes, incluindo a funcionalidade de “conversar” com as distros Linux instaladas via WSL, além do provável lançamento do reformulado Microsoft Edge, agora baseado no Chromium, para Linux.


 Kernel Linux dentro do Windows? Como assim?





As mudanças vieram depois do feedback dado pelos usuários,  assim melhorando a primeira versão, que foi lançada em 2016 e amplamente distribuída em 2018.

Em seu blog para devs, a Microsoft fez a seguinte ponderação sobre a nova versão do WSL:

“O WSL 2 é uma nova versão da arquitetura que alimenta o Windows Subsystem for Linux para executar binários ELF64 Linux no Windows. Essa nova arquitetura altera a forma como esses binários do Linux interagem com o Windows e o hardware de seu computador, mas ainda fornece a mesma experiência do usuário que no WSL 1 (a versão atual, amplamente disponível). 
As distribuições individuais do Linux podem ser executadas como uma distro do WSL 1 ou como uma distro do WSL 2, podendo receber upgrade e downgrades a qualquer momento,  você pode executar distros do WSL 1 e do WSL 2 lado a lado. O WSL 2 utiliza uma arquitetura inteiramente nova e usa um kernel Linux real.” , segundo Craig Loewen, Program Manager, Windows Developer Platform.

O WSL 2 contará com um Kernel Linux integrado e customizado pela Microsoft para ter a compatibilidade total com as chamadas de sistema (sendo adaptado ao funcionamento do Windows), atualizações via Windows Update, utilizando  a versão 4.19 do Linux. Ele ficará disponível para testes até o final de Junho para os usuários inscritos no programa Windows Insider.

O Windows agora roda Linux?


Oficialmente o Windows passa a trazer dois Kernels para o sistema, sendo o Kernel NT tradicional ainda o principal, fazendo toda essa comunicação do Windows com o hardware do computador para a maioria das tarefas, a pergunta inevitável é: Até quando? Será que em algum momento o Kernel Linux será a base única do sistema da Microsoft?

Adivinhar o futuro é difícil, mas dada a junção entre as duas plataformas, não é tão complicado de imaginar algo assim acontecendo num futuro, certamente a Microsoft economizaria alguns milhões de dólares em desenvolvimento em seu próprio Kernel, isto é, se a mudança for tecnicamente possível. 

Vemos também a Microsoft ajudando, ainda que não muito, o projeto Wine através de Drivers do Windows e relacionados, tudo isso pode acabar gerando uma plataforma híbrida bem interessante, muito mais open source do que em qualquer momento no passado, mas ainda Windows.

Continue acompanhando o blog para ficar ligado nas notícias.

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Ubuntu 19.04 é lançado com otimizações de desempenho e Kernel Linux 5

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quinta-feira, 18 de abril de 2019

Muitos que chegaram no mundo Linux ou que tiveram contato com o mesmo, foi através do Ubuntu, tirando a “velha guarda” dos usuários e os mais “fuçadores”, ele foi e ainda é a porta de entrada para o mundo Linux tanto para usuários comuns, como para empresas.


 Ubuntu 19.04 é lançado com otimizações de desempenho e Kernel Linux 5






Nos últimos anos, o Ubuntu foi a “cara” do Linux, com a interface Unity e suas cores, que como diz a música, “Entre tapas e beijos, é ódio é desejo…”, foi conquistando usuários ao redor do mundo. Quem não lembra dos CDs e DVDs que a Canonical mandava via correspondência para as nossas casas? 😁

E quando foi anunciado o “fim” do Unity pela Canonical, muitos se perguntavam qual interface iria ser utilizada, e a escolha foi o GNOME, pois o Unity era um fork do mesmo e assim a transição seria menos “traumática”, vamos assim dizer. Will Cooke, principal líder do time de desenvolvimento do Ubuntu, nos conta como foi essa transição em uma entrevista exclusiva.

Novidades do Ubuntu 19.04 Disco Dingo


Na data de hoje (18/04/2019), o Ubuntu chega na sua versão 19.04, sendo aguardada por muitos, pois várias melhorias no Kernel, GNOME, Drivers, Apps e afins, vão estar disponíveis para utilização dos usuários.

As principais novidades que chegaram ao Ubuntu 19.04 são:

- GNOME 3.32 ;
- Kernel 5.0;
- Driver de vídeo da NVIDIA na versão 418.56;
- Driver de vídeo para AMD e Intel, o Mesa Driver na versão 19.0.2;
- LibreOffice 6.2.2;
- Mozilla Firefox 66.0;

Quem tem placas de vídeo da Nvidia em notebooks pode comemorar também um melhor suporte. a hora que você for instalar, poderá escolher o “Safe Graphics Mode”, que vai habilitar o NOMODESET, possibilitando “subir” o sistema e instalar o driver proprietário da NVIDIA já na tela de formatação. Ainda falta a implementação da troca de GPUs sem precisar reiniciar a sessão ou a máquina, mas já é um começo. Podemos ouvir um “Amém”????

Download da versão atualizada


Para conferir todas as novidades, tanto da versão desktop quanto a de servidores, você pode acessar este link. Lembrando que o Ubuntu 19.04 não é uma versão LTS (suporte de 5 anos) e que o suporte desta versão só terá 9 meses.

Para baixar o novo Ubuntu 19.04, você pode conferir este link.

Você também pode baixar as flavors do Ubuntu (Xubuntu, Kubuntu, Ubuntu MATE, Lubuntu, Ubuntu Kylin, etc.) neste endereço.

Atualização para a nova versão


Se você usa o Ubuntu 18.04 LTS ou o 18.10 (especialmente), é possível fazer a atualização pelo gerenciador de atualizações do seu Ubuntu, caso você tenha baixado a versão Beta do 19.04, basta manter o sistema atualizado e você estará utilizando a versão final.

A atualização é recomendada apenas se você realmente não precisa do suporte a longo prazo que a LTS te proporciona, tirando esta questão e o suporte ao sistema de Live patching da Canonical, o Ubuntu 19.04 Disco Dingo é um upgrade muito interessante em relação ao 18.10 e ao 18.04 LTS.

Em breve publicaremos vídeos sobre essa nova versão do Ubuntu, por hora, você pode conferir a preview logo abaixo:

                 

Você já baixou o Ubuntu 19.04? O que achou da nova versão?

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Fedora 30 beta é lançado com novidades

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sexta-feira, 5 de abril de 2019

No último dia 2 de Abril (Terça-Feira), foi anunciado o Beta do tão aguardado  Fedora 30, que vai contar com o GNOME 3.32 e o Kernel 5.0.6. A versão final do Fedora 30 está prevista para o dia 07/05/2019, segundo o cronograma do projeto.


 Fedora 30 beta é lançado com novidades





Uma primeira novidade que será incluída nesta versão, será a possibilidade de mais duas opções de ambiente desktop, que serão o DeepinDE e o Pantheon Desktop (interface do elementary OS). Essas vão se unir as já tradicionais opções, como: GNOME, KDE Plasma, XFCE, Cinnamon entre outros.

A outra melhoria é referente ao desempenho do DNF, que alguns usuários do Fedora reclamam. Agora os metadados do repositório do DNF no Fedora 30 Beta, serão compactados com o formato zchunk, além dos já tradicionais xz e gzip. Esse novo formato permite que os metadados sejam mais eficientes, pois o dnf vai fazer o download da diferença entre a versão antiga com a nova, assim economizando tempo nos updates.

O Beta vai vir com o GNOME 3.32, a versão mais atual e na qual já fizemos uma matéria falando das novidades e melhorias, que você pode conferir neste link.

Quem deve aparecer nesta versão também é o Kernel 5, com a versão 5.0.6 até o momento. O changelog do Kernel você pode conferir aqui.

Vários outros pacotes (packages) foram atualizados, alguns como: GNU Bash 5.0, Glibc 2.29, Ruby 2.6, Golang 1.12, PHP 7.3, Vagrant 2.2, OpenJDK 12, LXQt 0.14 entre outros.

A wiki completa com todas as alterações que estão presentes no Fedora 30 Beta, você pode conferir neste link oficial.

Se você quiser baixar o Fedora 30 Beta, basta acessar este link.

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Fonte
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Kernel Linux 5.0 lançado, mas você realmente precisa atualizar?

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quinta-feira, 7 de março de 2019

Linus Torvalds lançou no dia 3 de Março deste ano (2019) mais uma versão do Kernel Linux, chegando na numeração 5.0 e assim trazendo algumas correções de bugs, melhorias e otimizações pontuais no código do Kernel, além da melhor compatibilização com alguns dispositivos e trazendo o FreeSync da AMD embutido no Kernel.

 Kernel Linux 5.0 lançado, mas você realmente precisa atualizar?






Com o lançamento do Kernel Linux 5.0, veio algumas novidades que já estavam sendo preparadas e que agora chegaram em seu mainline dele. Algumas novidades trazidas foram:

● Suporte para o AMD Radeon FreeSync;
● Suporte para a nova VegaM;
● Suporte para o NVIDIA Xavier
● Melhoramento nos gráficos do Intel Icelake Gen11
● Suporte inicial para os SoCs NXP i.MX8;
● Suporte para Allwinner T3, Qualcomm QCS404 e NXP Layerscape LX2160A;
● Intel VT-d Scalable Mode com suporte para o Scalable I/O Virtualization;
● Novos drivers Intel Stratix 10 FPGA;
● Correções para F2FS, EXT4 e XFS;
● Btrfs file-system com suporte de restauração dos arquivos de swap;
● AgFscrypt Adiantum da Google agora é suportado com ajuda a criptografia rápida de dados em hardware low-end. Isso substitui o algoritmo Speck pela NSA;
● Melhorias no driver Realtek R8169;
● Suporte de alta resolução para rolagens da Logitech;
● Driver para tela sensível ao toque de Raspberry Pi;
● Melhoria aos drivers de notebooks com arquitetura x86;
● Aprimoramento de segurança para o Thunderbolt;
● Suporte para a placa Chameleon96 Intel FPGA;
● Melhor gerenciamento de energia;

No comunicado, Linus Torvalds disse que está contente com o lançamento e que a próxima janela de desenvolvimento está aberta, para a versão 5.1, e que já tem várias solicitações chegando para analisar e processar.  Mas o que chamou a atenção, foi essa declaração no final do comunicado na lista de discussão do projeto, em que ele diz o seguinte:

As mudanças gerais para todas as versões do “5.0” são muito maiores. Mas eu gostaria de ressaltar (mais uma vez) que não fazemos lançamentos baseados em recursos, e que o "5.0" não significa nada mais do que isso. Os números para a série 4.x estavam ficando grandes o suficiente para que eu ficasse sem dedos na mão e dos pés para contar.”.

Caso queira ver um compilado técnico mais completinho, o pessoal do Phoronix fez esse trabalho árduo. Agora se você deseja ver a lista de discussão em que Linus Torvalds fez o anúncio, você pode conferir neste link.

Aí você me pergunta: “ Será que devo atualizar o Kernel do meu sistema?”, e então lhe respondo: “Depende meu caro Padwan, depende.”, e vou tentar explicar o porque do “Depende”. Usando como base um dos mantenedores e membro da Linux Foundation, Greg Kroah-Hartman.

Vou dar uma breve descrição de cada “versão” do Kernel que são lançadas e assim tirar algumas dúvidas que sempre aparecem aqui no blog, no canal do YouTube e no Diolinux Plus.

Versão Mainline do Kernel


Essa versão é o que falamos que “acabou de sair do forno”, na qual você pode instalar em sua distro. Mas tome cuidado, pois essa versão não tem as correções, melhorias e patchs da distro que você usa, podendo ocorrer instabilidades no sistema. Ela é recomendada para entusiastas ou quem quer testar novas funcionalidades ou compatibilidades de hardware “hiper novos”. Se você é um desses, fizemos um artigo de como fazer a troca, usando o programa UKUU (Ubuntu Kernel Update Utility). Também temos um artigo de como instalar os pacotes .deb, no caso do Ubuntu, e para acessar o mainline dele, basta acessar este link.

Última versão estável (Stable)


Quando o Kernel é lançado como “Stable” (Estável), quer dizer que é o mais recente em que a comunidade de desenvolvedores declaram como tal. Isso acontece a cada 3 (três) meses, em que um versão stable é lançada, contendo as últimas correções de bugs e suporte aos hardwares mais recentes. Essa versão é comumente usada na maioria das grandes distribuições, como Ubuntu, Fedora, openSUSE entre outras. Além de ter sido testado pelos 4.000 desenvolvedores do projeto.

Último lançamento da versão LTS (Long-term support)


Se você tem um hardware que precisa de implementações que não venham diretamente do mainline do Kernel Linux, como por exemplo os equipamentos de IoT, a última versão lançada do Kernel LTS é uma boa escolha. A sigla LTS, que quer dizer Long-term support ou Suporte a longo prazo, contém as últimas correções de bugs no Kernel, mas não tem nenhum novo recurso adicionado, sem suporte a novos hardwares implementados e também não obtém as mais recentes melhorias de desempenho do Kernel. Esse tipo de Kernel LTS “novo” é utilizado por usuários que gostam de não se preocupar com os upgrades constantes das versões Stables, que ocorrem a cada 3 meses, já as versões LTS “novas” são atualizadas pelo menos uma vez por ano. Ainda segundo Greg, quem escolhe esse tipo de Kernel, tem que estar bem ciente que o suporte pode ser difícil por parte dos devs, pois os mesmos usam como base a versão Stable. E se você reportou um problema/bug, o dev perguntará “a última versão estável tem esse problema?”. Então tem que ter essa noção.

Versões mais antigas do LTS


Essa versão do Kernel tem um suporte de pelo menos de 2 anos, entretanto às vezes pode se estender por conta de grandes distribuições Linux tem maior suporte, como o caso do Debian ou as SLES.

Empresas como a Google e que fazem parte da Linaro, investiram para que esses kernels perdurem ainda mais, de uma forma “beeemmm resumida”, os chips SoC são desenvolvidos com base em Kernels com mais de 2 anos de suporte e eventualmentetem mais de 2 milhões de linhas adicionadas ao longo do tempo para mantê-los funcionando de forma segura. Se esses LTS forem interrompidos após 2 anos, o suporte da comunidade também vai cessar e com isso não terão mais correções sendo feitas, ocasionando em milhões de dispositivos sem a segurança necessária e estando por aí “flutuando”, e as empresas não querem isso para si e para seus clientes, obviamente.

E na data desta publicação, as versões do Kernel são:

Só para ilustrar melhor, o meu Asus Zenfone 4 Selfie usa o Kernel 3.18.71 com correções feitas e mantidas pela Asus, agora imagina se isso acaba “da noite para o dia”, seria bem complicado.

Então, na hora que você for mudar de Kernel em sua distro, pense muito bem antes de sair trocando “ a torto e direita”, pois pode ser que o problema que você esteja enfrentando não seja do Kernel, e sim de uma instalação mal feita do driver de vídeo, de um programa ou a simples curiosidade de mexer no Linux. 😜

Espero você no próximo post, forte abraço.

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