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Ubuntu Cinnamon Remix quer ser o concorrente do Linux Mint

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segunda-feira, 9 de dezembro de 2019

Recentemente tivemos o anúncio do Ubuntu Cinnamon Remix, uma distribuição que usa o Ubuntu como base (19.10), mas traz o ambiente gráfico Cinnamon (o mesmo do Linux Mint) para os usuários, vamos conhecer um pouco melhor o projeto?

ubuntu-cinnamon-remix-logo

A distribuição/remasterização é origem de um projeto de ItzSwirlz, que realmente não é uma pessoa muito fácil de achar informações na internet. Posso estar enganado, mas pela pesquisa que pude fazer, me parece ser um jovem entusiasta de tecnologia.

O Ubuntu Cinnamon Remix


Esta é uma versão NÃO OFICIAL do Ubuntu, e não faz parte, atualmente, do conjunto de flavors apoiadas diretamente pela Canonical, se trata de um projeto comunitário, com algumas poucas pessoas envolvidas até o momento.

Ubuntu Cinnamon Remix Menu

A distribuição é construída com uma série de ferramentas e recursos desenvolvidos por terceiros, caracterizando "a clássica" remasterização. Temos como base o Ubuntu 19.10 Eon Ermine, que traz consigo o Kernel 5.3, e utilizando o repositório backports ativo (o que não é a melhor das ideias), a distro nos traz o Cinnamon Desktop 4.0.x. O problema de usar o backports em prol de um pacote, é que durante as atualizações, outros pacotes também podem receber upgrades instáveis.

A versão mais recente do Cinnamon é a 4.4.x, e será disponibilizada juntamente com o Linux Mint 19.3, o Linux Mint 19.2, ainda usa o 4.2, que mesmo assim é mais recente.

Várias aplicações desenvolvidas pela equipe do Linux Mint para o Cinnamon não fazem parte do Ubuntu Cinnamon Remix, como os XApps, o gerenciador de atualizações, gerenciador de drivers, gerenciadores de repositórios, loja de aplicativos, entre outros, sendo substituídos por contrapartes equivalentes, como o "Atril" para documentos e o "Pluma", para arquivos de texto, (que curiosamente também são desenvolvidos em parte pela equipe do Mint, para o ambiente MATE), com a GNOME Software como loja de aplicativos e o software "Programas e atualizações", tradicional do Ubuntu, fazendo o papel de gerenciador de repositórios e drivers.

Confira o vídeo do canal com mais detalhes sobre a distro:


Poucos elementos do Ubuntu Cinnamon Remix são empacotados pelo(s) desenvolvedor(es), o sistema possui um repositório PPA próprio, onde podemos encontrar os seguintes pacotes:

- blueberry
- calamares-settings-ubuntu
- kimmo-gtk-theme
- kimmo-icon-theme
- ubuntucinnamon-environment
- ubuntucinnamon-meta
- ubuntucinnamon-wallpapers


A maior parte do tempo ciclo parece ter sido gasto na mudança do tema e adição de papéis de parede (eu sei o que você está pensando 😎), no entanto existem promessas para a versão 20.04 LTS, que não me parecem tão promissoras, nesta nota de lançamento no Google Docs.

Atualmente o site da distro ainda está sob construção, possuindo apenas um grupo no Telegram para discussões.

Será que é um projeto com futuro?


Quem me conhece sabe que eu não gosto de desdenhar de projetos de código aberto, só porque eles não são como EU imagino que deveriam ser, especialmente quando as pessoas estão apenas começando e aprendendo a fazer muitas coisas, criando boas práticas. Dito isso, é possível que essa distribuição evolua e se torne uma flavor oficial do Ubuntu, assim como aconteceu com o "Ubuntu Budgie Remix", outrora uma derivação não oficial, que agora se tornou canônica, sendo chamada apenas de "Ubuntu Budgie", no entanto, a primeira impressão que tive com o sistema não foi positiva.

Sinta-se à vontade para compartilhar os seus pensamentos. Do meu ponto de vista, é basicamente uma montagem de um ambiente gráfico sobre uma base, com um gosto duvidoso para design,  ícones diferentes e papéis de parede, entretanto, de forma geral, as principais distros baseadas no Ubuntu, acabam tendo esse viés, elas são o Ubuntu, com uma interface gráfica diferente por cima, então, por que não um Ubuntu Cinnamon?

De fato, esse é um bom ponto, mas o Linux Mint não é exatamente isso? Os desenvolvedores do Linux Mint são os principais responsáveis pelo desenvolvimento do Cinnamon, a integração com outras ferramentas, em muitos casos superiores do que as contrapartes do Ubuntu, não o tornaria mais atrativo do que o Cinnamon Remix?

Ao contrário do Ubuntu Budgie, que não tinha nenhuma outra distro com o Budgie Desktop base Ubuntu como concorrente, o Ubuntu Cinnamon Remix tem uma das mais populares distribuições Linux da atualidade (Linux Mint) como seu comparativo direto inevitável. 

Reparei que alguns nomes conhecidos da Canonical se aproximaram do projeto, como o líder atual da divisão Desktop, Martin Wimpress, e Alan Pope, reconhecido pelos Snaps especialmente, na intenção de dar dicas e apontar algumas direções para tornar o sistema digno de fazer parte das flavors oficiais em algum momento no futuro, o que deve levar ainda alguns ciclos ao menos, creio eu.

Atualmente você pode "fabricar" o seu Ubuntu Cinnamon Remix facilmente, abra o terminal do seu Ubuntu 19.10 GNOME e rode estes comandos:
sudo apt install cinnamon-desktop nemo
Na tela de login, no ícone de engrenagem, você pode trocar a sua interface. O Ubuntu Cinnamon Remix vem também com uma seleção de software ligeiramente diferente do Ubuntu com GNOME, então pode pode instalar os softwares que desejar, e remover os indesejados, se quiser usar o tema do Cinnamon Remix, basta baixar aqui.

Existem alguns outros pequenos ajustes que poderiam ser feitos, como instalar o LightDM, mas a grosso modo, o Ubuntu Cinnamon Remix é apenas isso.

Eu usaria o Ubuntu Cinnamon Remix?


No momento de desenvolvimento atual, eu não vejo o menor sentido em usar esta distribuição, ela não entregada nada que o Linux Mint não entregue, e na minha opinião, ainda fica devendo coisas. 

Apesar dessa posição, confesso que acho interessante que exista uma flavor do Ubuntu com Cinnamon, talvez dessa forma mais pessoas se envolvam com o projeto e tenhamos mais apoio ao desenvolvimento dessa interface que eu acho tão bacana.  Neste momento, aliás, eu acho que as únicas pessoas que deveriam utilizar de fato a distro são os que querem ajudar ativamente em seu desenvolvimento, reportar bugs e coisas do tipo; não é uma distro recomendada para ser usada em produção.

O Cinnamon tem esse potencial de ser fácil de utilizar para pessoas que vem do Windows, o que é uma coisa sempre interessante, e no mundo open source não tem muito essa de "não é útil para muita gente, então não faça", porque no fim das contas, basta ser útil, divertido ou interessante, para quem está fazendo, e mais ninguém. 

Lembra quando o seu computador servia para fazer o que você queria? Então... :)

Ainda assim, a menos que algo super interessante e revolucionário seja apresentado, não vejo as pessoas deixando o Linux Mint pelo Ubuntu Cinnamon Remix, especialmente sem ele se tornar uma flavor oficial, talvez com o tempo e amadurecimento do projeto, e dos desenvolvedores, as coisas mudem. Possivelmente existam pessoas que queiram usar o Cinnamon com base Ubuntu, sem ser no Linux Mint, e serão estes os possíveis usuários desta distro, só não creio que seja uma grande massa de usuários.

Quais são as suas apostas?


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Linux Mint 19.3 Beta já está disponível para download

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terça-feira, 3 de dezembro de 2019

O Linux Mint é um dos sistemas operacionais mais queridos pelos brasileiros, e hoje foi liberado o beta da nova versão, 19.3 Tricia, com uma série de novidades, principalmente nas versões Cinnamon e Xfce.

versao-19.3-beta-disponivel

Relatório do sistema


Uma das novidades do Mint 19.3 é uma ferramenta chamada “Relatório do Sistema”, que estará presente na bandeja do sistema e avisará toda vez que houver uma novidade ou algum possível problema no sistema, como a falta de um pacote de linguagem, um codec, um novo driver ou até mesmo uma nova versão do sistema.

relatorio-do-sistema

Configurações de linguagem


Além da possibilidade de alterar a linguagem de região, agora também será possível alterar o formato do horário.

configuracoes-de-linguagem

Suporte para HiDPI


O suporte para HiDPI está quase completo, das aplicações disponibilizadas nativamente, apenas para o Hexchat e Qt5Settings ainda continua indisponível. O suporte para HiDPI está disponível para as 3 versões do Mint.

As bandeiras na tela de Configurações de Linguagem não estão mais borradas e por conta do XappStatusIcon, agora os ícones da bandeja também estão mais nítidos. Na versão Cinnamon, o suporte para HiDPI também foi corrigido no descanso de tema e nas prévias de temas.

Substituição de aplicativos


Nesta versão, 3 aplicativos nativos foram substituídos:

O Celluloid entra no lugar do Xplayer como reprodutor de mídias padrão. O Xplayer só pode renderizar os vídeos utilizando o processador, fazendo com que a bateria esgote rapidamente, deixando o computador cada vez mais quente. Já o Celluloid utiliza o backend do MPV, que possui uma performance superior, conseguindo reproduzir vídeos em resoluções muito mais altas com o mesmo hardware.

celluloid-media-player

O Gnote substitui o Tomboy como o aplicativo principal para criação de notas. Assim como no caso do reprodutor de mídias, a substituição foi realizada por motivos de desempenho: O Gnote é desenvolvido utilizando tecnologias mais novas, entregando um desempenho superior.

gnote-anotacoes

O GIMP não é mais o editor de imagens padrão do Linux Mint, dando lugar ao Drawing. Neste caso, o motivo não é desempenho, e sim a facilidade de utilização pelos usuários novatos. Por conta do GIMP ser um aplicativo voltado para edições profissionais, ele pode ser muito intimidador para usuários que buscam por funcionalidades mais simples, como um corte ou desenhar algumas formas geométricas. O Drawing possui uma interface bem mais simplista.

drawing

Cinnamon


O Cinnamon é a interface padrão do Linux Mint, e a nova versão 4.4 conta com algumas melhorias:

  • Cada zona do painel pode ter um tamanho de fonte e ícones diferentes;
  • O Cinnamon pode ser reiniciado sem carregar extensões de terceiros;
  • Agora é possível alterar quais ações ficarão visíveis no menu de contexto do Nemo;
  • Melhoria na animação de login;
  • Otimizações de velocidade no applet de menu, configurações de temas e de extensões;
  • Suporte para notificações silenciosas;
  • Configurações de janela simplificadas;
  • O menu e configurações de painel foram refeitos;
  • As configurações de HiDPI agora estão localizadas no módulo de display;
  • É possível organizar extensões de acordo com atualizações disponíveis;
  • O botão de atualizar a lista de redes foi removido, e agora a atualização é realizada a cada vez que o applet é executado;
  • As extensões agora podem ser recarregadas através do menu na janela de configurações;

Xfce


O Linux Mint também conta com uma opção utilizando a interface gráfica Xfce, e nesta atualização será atualizada para a versão 4.14 com diversas novidades:

  • O gerenciador de janelas agora suporta VSync, reduzindo ou removendo o screen tearing;
  • Melhor suporte para drivers Nvidia;
  • Adição de uma nova tela de configuração para perfis de cores;
  • Na tela de configuração de tela é possível salvar e restaurar configurações completas de múltiplos monitores;
  • Foi adicionada uma nova opção nas configurações de Aparência para habilitar escala de janela GTK;
  • Adição de funcionalidades no Thunar como suporte para miniaturas maiores, a possibilidade do arquivo “folder.jpg” alterar o ícone da pasta (muito utilizado em pastas de músicas) e melhorias na navegação por teclado;
  • Correções de bugs no Tumbler, serviço de criação de miniaturas;
  • Melhorias no aplicativo de captura de tela, como a possibilidade de redimensionar a área tanto horizontalmente quanto verticalmente ao mesmo tempo;

Melhorias nos XApps


A versão 1.6 do libxapp conta com uma solução chamada XAppStatusIcon, que conta com diversas melhorias, como suporte para HiDPI, temas escuros, ícones simbólicos, elimina problemas de renderização, corte e tamanhos errados, e não possui dependências obsoletas. As três versões do Linux Mint possuem suporte ao XAppStatusIcon.

O widget XAppIconChooser recebeu melhorias, e agora conta com suporte à ícones padrão e categorias customizáveis de ícones.

xappiconchooser

O gerenciador de dispositivos bluetooth Blueberry também ganhou um redesign, como mostra a imagem abaixo. Além disso, agora ele conta com uma melhor detecção de dispositivos, melhor relatório de erros e suporta mais dispositivos bluetooth.

blueberry-bluetooth

Logo


O logo do Linux Mint foi simplificado, facilitando na hora de utilizar versões simbólicas e dando mais liberdade para os artistas de utilizarem o logo para produção de artes.

linux-mint-logo

A tela inicial do sistema (também conhecida como Plymouth Splash Screen) possui um novo efeito, que foi apelidado pela equipe do Mint como “a máquina de lavar”:

plymouth-splash-screen

O menu de boot também foi repaginado, com um tema muito mais moderno, exibindo ícones dos sistemas instalados.

grub

Outras novidades


  • Agora é possível desabilitar o touchpad quando um mouse for identificado;
  • Correções no Dbus e PulseAudio;
  • Configurações de data e hora foram reescritos em Python;
  • Xed: Agora é possível abrir links com o botão direito;
  • Xreader: foram adicionados novos botões de anotação;
  • Xviewer: foi adicionado um comando para resetar o nível de zoom;
  • Configurações de LightDM: Agora é possível selecionar um tema de cursor para a tela de login;

Todos as versões do Linux Mint 19.3 são baseadas no Ubuntu 18.04 e contam com o kernel 5.0. Você pode baixar clicando no botão abaixo.


Gostaram das novidades da nova versão do Linux Mint? Deixem suas opiniões nos comentários!

Se você tiver alguma dúvida sobre tecnologia, ou quiser compartilhar conhecimento com a comunidade, o Diolinux Plus é o espaço ideal para isso. Vem fazer parte da nossa comunidade!

Até a próxima!


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Linux Mint 19.3 já tem data e codinome revelados

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sexta-feira, 1 de novembro de 2019

Em mais um report mensal o líder do projeto Mint, Clement Lefebvre, fez alguns comentários sobre o projeto e também sobre a “batalha” entre o GNOME vs Trolls de patentes.

Linux Mint 19.3 já tem data e codinome revelados






Ele começou comentando sobre essa “batalha” entre o GNOME vs Trolls de patentes, falando que o projeto do Mint está em “ombros de gigantes”, o Ubuntu e o GNOME sendo mencionados. Falou ainda que se o Ubuntu “acabasse” ou qualquer coisa do tipo, o Mint seria a versão LMDE (Linux Mint Debian Edition), mas sem o GNOME, muitas ferramentas do Mint não seriam possíveis, como por exemplo: Xapp. Xed, Xplayer, Xreader, Pix, Xviewer que dependem de bibliotecas do GNOME. Para ver a nota completa, você pode acessar ela aqui

Agora comentando sobre as novidades que virão na versão 19.3, algumas coisas foram apresentadas, como o formato da data, o XAppStatusIcon, o novo logotipo, o codinome da versão e data de lançamento.

No formato da data, agora nesta versão, tanto no Cinnamon quanto no MATE, o sistema seguirá o código de idiomas LC_TIME, sendo possível a configuração em “Configurações de Idioma”.

Já os ícones do Linux Mint serão mais nítidos em todas as interfaces gráficas, Cinnamon/XFCE/MATE. A API XAppStatusIcon está concluída e terá suporte também para a tecnologia HiDPI.

Outra novidade é referente ao logo e ao splash screens para o GRUB e quando o sistemas está inicializando.



Alguns apps foram substituídos, como o Xplayer e o VLC pelo Celluloid 0.17.



O Tomboy será substituído pelo Gnote 3.34, mantendo o ícone que fica na barra. O Gnote terá as mesmas funcionalidades do Tomboy, mas com tecnologias mais modernas e também a compatibilidade com o HiDPI.

Na versão do Linux Mint com XFCE, terá o update da interface gráfica para a versão 4.14 já baseado no GTK3 e suporte inicial ao HIDPI.


Para ter uma compatibilidade com os hardwares mais modernos, o Mint 19.3 usará o conjunto HWE, assim trazendo o Kernel 5.0 e o Xorg 1.20.

Por fim, foi anunciado o codinome da versão 19.3, que será "Tricia". O lançamento deve acontecer antes do Natal. Eu chuto que será na véspera do feriado.


Essa versão promete, principalmente na parte de “perfumaria”, pois é isso que atrai usuários novos, vide o caso do Deepin. Creio também que esse update no Kernel e no Xorg, vai facilitar a vida de quem usa hardwares mais novos, o que é muito bom. Perguntamos também sobre o suporte para os laptops híbridos (Intel+NVIDIA), foi informado para nós, que já tinha integração ao optimus, mas como a equipe não tinha nenhum equipamento com essa configuração, eles não deram a devida atenção, mas que agora vão começar a implementar as novidades da NVIDIA. Tomara, será bem interessante em testar essas novidades no Mint 😊😁.

Este artigo não acaba aqui, continue trocando uma ideia lá no nosso fórum. Espero você até a próxima, um forte abraço.



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Vulnerabilidade afeta o Sudo no Ubuntu e derivados, atualize agora!

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segunda-feira, 14 de outubro de 2019

Nenhum sistema operacional está livre de eventuais vulnerabilidades ou erros, porém nesses momentos a transparência e agilidade em que os problemas são resolvidos podem ser considerados como uma qualidade intrínseca.

sudo-ubuntu-atualização-vulnerabilidade-bug-erro-falha-segurança-linux-terminal-root-admin

Se você está familiarizado com termos técnicos e características do Linux, sabe que o Sudo é um comando utilizado nos sistemas operacionais Unix que permite momentaneamente dar aos usuários privilégios de outro usuário, geralmente o super usuário, para executar tarefas dentro do sistema de maneira segura e controlável pelo administrador. 

Como diz o tio Ben: “Com grandes poderes vem grandes responsabilidades!”, e a Canonical, empresa responsável pelo Ubuntu, acaba de identificar uma falha no Sudo.

A vulnerabilidade (USN-4154-1) afeta todas as versões do Ubuntu mantidas atualmente, sendo o 12.04 ESM, 14.04 ESM, 16.04 LTS, 18.04 LTS e 19.04.

Joe Vennix (engenheiro da Apple, a falha também afetou o macOS), descobriu que o Sudo manipulava incorretamente determinados IDs de usuário, abrindo uma brecha para um possível invasor. Com essa falha códigos mal-intencionados poderiam ser executados. A Canonical recomenda que seu sistema seja atualizado imediatamente.

Você pode utilizar a aplicação “Atualizador de Programas” e efetuar a atualização de seu Ubuntu. 

sudo-ubuntu-atualização-vulnerabilidade-bug-erro-falha-segurança-linux-terminal-root-admin

Se preferir utilizar o terminal, eis o comando:

sudo apt update && sudo apt dist-upgrade


O comando para verificar a versão instalada em seu sistema do Sudo é:

sudo --version

sudo-ubuntu-atualização-vulnerabilidade-bug-erro-falha-segurança-linux-terminal-root-admin

Pode-se observar que a versão é equivalente a do site da Canonical, lembrando que para cada versão do Ubuntu essa numeração será diferenciada. Após ter atualizado o sistema, a comparação poderá ser feita através do link acima.

Distribuições que usam o Ubuntu como base, a exemplo do Linux Mint, também são afetadas. Contudo, caso a atualização ainda não esteja disponível, aguarde, pois os responsáveis pela distro irão disponibilizar a correção o mais breve possível. 

Ufa! Segurança em primeiro lugar!

Faça parte de nosso fórum Diolinux Plus, e fique por dentro das novidades, SISTEMATICAMENTE! 😎

Fonte: Ubuntu.


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Linux Mint revela novo logo e traz novidades em Setembro

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terça-feira, 1 de outubro de 2019

Mais um mês começa e como de praxe, o pessoal do Linux Mint solta uma release das novidades que virão no sistema.


 Linux Mint revela novo logo e traz novidades em Setembro





Nesta release, Clement Lefebvre, retribuiu aos doadores e apoiadores do projeto. Ele também agradeceu ao pessoal que ajudou a solucionar o bug do ícone do Update Manager que ficava na barra de tarefas, pois eles não estavam conseguindo reproduzi-lo.

O anúncio começa sobre a ferramenta de idiomas, que ia permitir a escolha do formato da data conforme a localidade da pessoa. Conforme o relato de alguns usuários, isso não seria suficiente. Depois de algumas análises, o pessoal do Linux Mint identificou uma falha no design de como o formato de data padrão era localizado. Os dias e meses estavam procurando pela variável de ambiente LC_TIME, o Mint estava usando o gettext de acordo com o idioma do desktop. Isso será corrigido no Mint 19.3 nas versões Cinnamon e MATE.

Em seguida é comentado sobre o XAppStatusIcon, que teve um polimento e com uma nova API para quem quiser desenvolver applets. No momento, os Applets estão disponíveis para Cinnamon e MATE, com uma versão de um plugin para o XFCE 4.14. Na versão 19.3 do Mint, a libAppIndicator será corrigida para usar o XAppStatus como fallback.

Uma novidade de “peso”, foi a reformulação do Relatório do Sistema (System Reports), que agora vai ter mais funções e alertas para o usuário.


As funcionalidades que ele terá são:

● Se uma nova versão do Linux Mint estiver disponível;
● Se a sua versão do Linux Mint estiver se aproximando do EOL;
● Se a sua configuração do Timeshift está configurada (o Update Manager não será mais responsável com isso);
● Se houver drivers disponíveis;
● Se estiver faltando pacotes de idiomas;
● Se estiver faltando codecs de multimídia;

Agora a grande novidade foi a divulgação do novo logo do Linux Mint. Como noticiamos anteriormente, uma nova identidade visual tanto para o logo quanto para o site. Parece que o primeiro foi dado, que no caso é o logo.


Com isso, segundo as palavras do projeto, vai ser possível criar designs mais modernos e explorar uma grande variedade  de cores e ícones. O logo agora usará como base as letras L e M.

Para ver as outras novidades, você pode conferir o post completo aqui.

Gostei das novidades e espero que venham mais, principalmente para quem usa notebooks híbridos (😁😅🙏), com a integração das variáveis de ambiente, driver e afins. Essa reformulação é muito bem vinda, pois mostra que o projeto está querendo se modernizar e “abocanhar” novos usuários.

Mas agora nós conte aí nos comentários, o que você espera da versão 19.3 que deve chegar mais ou menos no natal de 2019.

Este artigo não acaba aqui, continue trocando uma ideia lá no nosso fórum. Espero você até a próxima, um forte abraço.
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Como importar as configurações e temas do OhMyZsh para o usuário “root”

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terça-feira, 24 de setembro de 2019

Os usuários de computadores e tecnologia em geral podem ser divididos em dois grupos. Aqueles que gostam das coisas apenas funcionais, sem se importar com a estética. E aqueles (como eu), que além das coisas funcionais também gostam delas “bonitinhas”. Sim, gostamos de uma boa “perfumaria”. 😃

como-importar-as-configuracoes-e-temas-do-ohmyzsh-para-o-usuario-root

O artigo de hoje é um complemento à outro artigo, que você pode encontrar aqui. E também aos dois vídeos abaixo. Caso você não saiba o que é “ZSH” ou “OhMyZsh”, é essencial que, para o completo entendimento deste artigo, você assista a estes dois vídeos.



Bom, agora que você já sabe do que se trata, vamos ao assunto.

No artigo, e nos vídeos citados acima, vocês aprenderam a como instalar o ZSH e utilizá-lo como o shell padrão, no lugar do bash. Também aprenderam à customizar a aparência do ZSH através do OhMyZsh, podendo escolher entre muitos temas para deixar o terminal com “a sua cara”.

Porém, um pequeno detalhe não foi abordado nos posts anteriores: como fazer com que as configurações e temas do OhMyZsh também sejam aplicadas quando utilizamos o terminal em modo “root”.

Após ter instalado ambos, ZSH e OhMyZsh, e configurado o tema desejado (no meu caso, o tema Agnoster), conforme explicado nos posts linkados acima. Você terá o seu terminal com uma aparência semelhante a imagem abaixo:

ohmyzsh-com-tema-agnoster-antes-do-procedimento

Porém, como você pode ver na imagem, ao entrar em modo “root”, as configurações não se mantém e voltam ao padrão do ZSH.

O quê vamos fazer agora é configurar para que todas as configurações referentes ao OhMyZsh, sejam aplicadas também ao usuário “root”.

Como realizar o procedimento?


O tutorial abaixo será dividido em duas partes, cada uma com um método diferente para a realização do mesmo procedimento. Independente de qual método você escolha, o resultado será o mesmo.

O primeiro método (1), é mais indicado para quem prefere executar o procedimento via interface gráfica, através de um script que fará todo o passo a passo de forma automática. E o segundo (2), para quem quiser fazer manualmente, através do próprio terminal.

1) Executando o procedimento via interface gráfica.


Faça o download do script clicando aqui. Para acessar a página do repositório no Github, clique aqui.

Nas preferências do seu gerenciador de arquivos, na aba “Comportamento”, na seção “Arquivos de texto executáveis”, selecione a opção “Perguntar o que fazer”. Isso permitirá que você execute o script sem a necessidade de abrir o terminal.

Obs.: Todos os gerenciadores de arquivos mais populares possuem esta opção. Porém, ela pode estar em outro lugar, ou possuir um nome um pouco diferente, caso você esteja utilizando um outro gerenciador de arquivos que não o “Nautilus”.

preferencias-do-nautilus

Clique com o botão direito do mouse sobre o script que você baixou, vá em “Propriedades”. Na aba “Permissões” marque a caixa de seleção “Permitir a execução do arquivo como um programa”.

propriedades-do-script-zshroot.sh

Agora dê dois cliques sobre o script, clique em “Executar no terminal”, digite a sua senha e pressione “Enter”.

executando-script-duplo-clique

• Após poucos segundos será exibida a mensagem “Operação concluída.”. 

script-finalizado

Pronto! Agora é só abrir o seu terminal e ver como ficou.

2) Executando o procedimento manualmente, via terminal.


Execute os comandos abaixo na seguinte ordem:

Copie o arquivo “.zshrc” para o diretório “/root”.

sudo cp /home/$USER/.zshrc /root

Copie a pasta “.oh-my-zsh” para o diretório “/root”:

sudo cp -r /home/$USER/.oh-my-zsh /root

Edite o arquivo “.zshrc” que está no diretório “/root”:

sudo nano /root/.zshrc

Cole a linha abaixo dentro do arquivo “.zshrc”, de forma que fique igual a imagem abaixo:

export ZSH="/root/.oh-my-zsh"


• Pressione “Control + O” seguido de “Enter” para salvar, e em seguida “Control + X” para fechar o editor de texto.

Reinicie o terminal, e pronto!

O quê você acha dessas “perfumarias”? Você, assim como eu, pensa que o aspecto visual é sim muito importante, ou acredita que o importante é apenas ser funcional? Diga-nos a sua opinião nos comentários.

Você gosta de Linux e tecnologia? Tem alguma dúvida ou problema que não consegue resolver? Venha fazer parte da nossa comunidade no Diolinux Plus

Por hoje é tudo pessoal! 😉

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Como instalar o Warsaw para acessar o seu Internet Banking no Linux

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sexta-feira, 20 de setembro de 2019

Internet Banking hoje em dia é muito mais do que uma mera comodidade. Vivemos uma época onde tudo acontece cada vez mais rápido. Quanto mais agilidade tivermos em realizar as nossas tarefas, mais conseguiremos produzir em um menor tempo. Em contrapartida, os nossos dias e prazos estão cada vez mais curtos. Parece que estamos correndo em uma esteira, e toda a agilidade e tempo do mundo jamais serão o suficiente.

como-instalar-o-warsaw-para-acessar-o-seu-internet-banking-no-linux-

Quando o Internet Banking começou a surgir, muitas pessoas passaram a utilizar o serviço por mera comodidade. Simplesmente por não precisar sair do conforto das suas casas para enfrentar filas em bancos. Porém, as correrias da vida, fizeram com que, ao passar do tempo, esse tipo de serviço se tornasse algo indispensável e de extrema necessidade. Tornando-se uma engrenagem vital para o bom funcionamento do cotidiano empresarial, até mesmo o doméstico.

Muitas das distribuições Linux tem como principal foco o usuário comum, sendo o “porto seguro” no quesito “sistema operacional”, para que as pessoas possam tanto se divertir quanto trabalhar através do sistema. Para atingir tal objetivo, permitir que as pessoas tenham acesso a um serviço tão importante como o Internet Banking é imprescindível.

Todavia, como já comentamos muitas vezes aqui neste blog, se tem algo que a grande maioria das distribuições Linux ainda não conseguem fazer com sucesso, é marketing e divulgação. Como consequência disso, muitas vezes as pessoas têm muita dificuldade até mesmo em saber se determinada distro suporta tal funcionalidade. Ou como fazer para executar determinada tarefa.

Um grande exemplo disso é o nosso tópico principal de hoje, o Internet Banking. Muitas das principais distros suportam o serviço, e é necessário apenas algum procedimento simples para fazer uso do mesmo. Porém, por mais simples que seja esse procedimento, o usuário jamais poderá realizá-lo se não o conhecer.

Vamos agora ensinar a você como instalar o Warsaw. Um software de segurança bancário, multiplataforma, que é a “porta” que te impede ou permite acessar o Internet Banking de vários bancos.

Nesse tutorial iremos instalar o Warsaw para a Caixa Econômica Federal, que é o banco que eu utilizo. É importante deixar claro que os tutoriais abaixo foram testados apenas com o Internet Banking da Caixa. Porém, segundo relatos de usuários, este procedimento também possibilita o acesso ao Internet Banking de vários outros bancos. Então, por que não tentar? Não é?

O procedimento é um pouco diferente dependendo de qual distribuição Linux você utilize, por isso dividiremos esse tutorial em duas partes. Sendo a primeira para a “família .deb”, e a segunda para a “família .rpm”.

1) Instalação no Debian, Ubuntu, Linux Mint e derivados:


(Apenas Caixa Econômica Federal)


Acesse a página do internet banking da Caixa, digite o seu nome de usuário e clique em “Acessar”.

• Na tela seguinte, aguarde alguns segundos, e após o “loading”, clique em “Concordo”. Ao fazê-lo, iniciará o download de um arquivo “.deb”.

pagina-inicial-do-internet-banking-caixa

pagina-de-download-do-warsaw-no-site-da-caixa

Agora tudo o que você tem que fazer é fechar o navegador e instalar o arquivo “.deb”.

Para instalar arquivos no formato “.deb”, geralmente tudo o que você precisa fazer é clicar duas vezes sobre ele, e então clicar em ‘Instalar’. Caso não funcione, ou você prefira, sempre poderá efetuar a instalação via terminal, através de um procedimento igualmente simples. Veja:

 Feche todos os seus navegadores, acesse a pasta na qual você baixou o arquivo “.deb”, clique com o botão direito do mouse na área vazia do seu gestor de arquivos, e clique em “Abrir no Terminal”. No terminal que você acabou de abrir rode o seguinte comando (Lembre-se de substituir “nomedoarquivo” pelo nome do arquivo que você baixou.):

sudo dpkg -i nomedoarquivo.deb

Caso ocorra algum erro de dependências, rode o comando abaixo, e então volte a executar o comando de instalação.

sudo apt install -f

Digite a sua senha, aguarde a instalação, e pronto!

2) Instalação no OpenSUSE, Fedora, Debian, Ubuntu e derivados:


(Bancos Diversos)


Acesse o site de download do Warsaw, selecione o seu banco (no meu caso selecionei a Caixa), e clique em “Continuar

pagina-de-selecao-de-banco-para-download-do-warsaw

Agora selecione uma das distribuições Linux da lista, e aguarde o download do arquivo “.deb” ou “.rpm”.

pagina-de-download-do-warsaw
Abra a pasta na qual se encontra o arquivo que você acabou de baixar, clique com o botão direito do mouse na área vazia do seu gestor de arquivos, e clique em “Abrir no terminal”. Dentro do terminal que você acabou de abrir digite o seguinte comando de acordo com a sua distro:

OpenSUSE:

sudo zypper install nomedoarquivo.rpm

Durante a instalação poderá aparecer uma mensagem de erro, sendo solicitadas as opções: tentar novamente, cancelar ou ignorar. Escolha ignorar. Para fazê-lo, apenas pressione a tecla “i” seguida de “Enter”.

Fedora:

sudo dnf localinstall nomedoarquivo.rpm

Debian, Ubuntu, Linux Mint e derivados:

sudo dpkg -i nomedoarquivo.deb

Caso ocorra algum erro de dependências, rode o comando abaixo, e então volte a executar o comando de instalação.

sudo apt install -f

Falta apenas mais um passo! Agora, independente de qual seja o seu sistema, continue com a instalação seguindo os passos abaixo:

Reinicie o seu computador, e acesse o site de download do Warsaw novamente. Clique aonde está escrito “Clique Aqui”, conforme indicado na imagem abaixo:

pagina-de-configuracao-do-warsaw

Após alguns segundos, deverá aparecer uma mensagem como a indicada abaixo:

pagina-de-configuracao-do-warsaw-concluida

E a instalação estará completa!

À partir de agora você pode simplesmente acessar o seu Internet Banking quando quiser.

Gostaria de agradecer aos usuários do Diolinux Plusfabriciojardim” e “Xterminator” pelas dicas sobre a instalação do Warsaw no Fedora.

Você utiliza Internet Banking? Já sabia que era possível utilizá-lo em tantas distribuições Linux? Quão importante é para você ter acesso a este tipo de serviço? Conte-nos nos comentários. 😁

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Por hoje é tudo pessoal! 😉

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Resolvendo o bug dos emojis nos navegadores no Linux

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Emojis, emoticons, carinhas… Eu sinceramente nem sei qual é o nome correto, se é que existe apenas um. Mas o fato é que eles estão por todos os lados desde que a internet é internet. Nos ajudando a expressar emoções, e de vez em quando nos fazendo dar umas boas risadas.

resolvendo-bug-dos-emojis-nos-navegadores-no-linux

Eu sou uma dessas pessoas que “volta e meia” gosta de mandar um emoji ou outro para tornar as conversas pelas redes sociais mais divertidas, informais, e de vez em quando até para sinalizar que certo comentário foi apenas uma brincadeira.

Porém, há algum tempo atrás percebi que na maioria das distros que testei utilizando algum ambiente gráfico GTK existe um bug que faz com que os emojis apareçam de uma forma completamente errada. Ao invés de aparecerem as “carinhas” amarelas, como de costume, aparecem apenas os seus contornos em linhas pretas.

antes-depois-de-resolver-o-bug-dos-emojis

Assim que percebi o problema, a primeira coisa que fiz foi testar em outros navegadores, mas o problema continuou, mesmo no Google Chrome, Chromium e Firefox. Após algum tempo pesquisando consegui encontrar uma solução bastante simples, que agora irei compartilhar com vocês.

Primeiro instale um pacote de fontes da Google. Este é o pacote de fontes que contém os emojis que o seu navegador vai utilizar. Simplesmente copie e cole o comando abaixo no seu terminal, de acordo com a sua distro:

Linux Mint, Ubuntu e derivados:

sudo apt install fonts-noto-color-emoji

Manjaro, Arch Linux e derivados:

sudo pacman -S noto-fonts-emoji

Fedora:

sudo dnf install google-noto-emoji-color-fonts

Open SUSE e derivados:

sudo zypper install noto-coloremoji-fonts

Abra a sua pasta ‘Home’. Pressione a combinação de teclas “Control + H” para exibir os arquivos ocultos. Localize uma pasta chamada ‘.config’, e dentro dela crie outra pasta chamada ‘fontconfig’.

pasta-fontconfig-dentro-da-pasta-.config

Abra o terminal, copie e cole o comando abaixo, e então pressione “Enter”.

Obs.: É um comando longo, então cuidado para não esquecer de nenhum caractere na hora de copiá-lo. :)

echo -e '<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>\n<!DOCTYPE fontconfig SYSTEM "fonts.dtd">\n<fontconfig>\n  <alias>\n    <family>serif</family>\n    <prefer>\n      <family>Noto Color Emoji</family>\n    </prefer>\n  </alias>\n  <alias>\n    <family>sans-serif</family>\n    <prefer>\n      <family>Noto Color Emoji</family>\n    </prefer>\n  </alias>\n  <alias>\n    <family>monospace</family>\n    <prefer>\n      <family>Noto Color Emoji</family>\n    </prefer>\n  </alias>\n</fontconfig>' > /home/"$USER"/.config/fontconfig/fonts.conf

Feito isso, falta apenas atualizar o cache das fontes com o comando abaixo:

sudo fc-cache -f

O quê fizemos até agora já é o suficiente para resolver o problema no Chromium e Google Chrome. Caso os emojis não tenham voltado ao normal no Firefox, será necessário um passo extra.

Para resolver o bug no Firefox, de acordo com a sua distro, copie e cole o seguinte comando no seu terminal:

Linux Mint, Ubuntu e derivados:

sudo rm -r /usr/share/fonts/truetype/dejavu

Manjaro, Arch Linux e derivados:

sudo rm /usr/share/fonts/TTF/Deja*.ttf

Fedora:

sudo rm -r /usr/share/fonts/dejavu

Open SUSE e derivados:

sudo rm /usr/share/fonts/truetype/Deja*.ttf

Pronto! Agora apenas reinicie o seu navegador, e aproveite para usar os seus emojis o quanto quiser!

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Por hoje é tudo pessoal! :)

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Flatpak oficial do Mozilla Firefox pode chegar em breve

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quinta-feira, 12 de setembro de 2019

O navegador Mozilla Firefox é o navegador padrão de quase todas as distros Linux, que já vem instalado por padrão e com repositório próprio. O que pode ocasionar um atraso na hora dos updates de uma versão para outra, mas isso pode estar com os “dias contados”.


Flatpak oficial do Mozilla Firefox pode chegar em breve





Eles podem estar contados, pois um bug que bloqueava a implementação via sandbox, estava relacionado a execução de tarefas do Mozilla Taskcluster. Você pode conferir aqui toda “thread”.

Essa descoberta só foi possível, pois um leitor do site Phoronix, comunicou eles sobre essa correção, assim abrindo caminho para a versão oficial do Mozilla Firefox em flatpak. Isso só foi possível, graças a dois engenheiros de softwares da Mozilla, Peter Moore e Mihai Tabara.

Isso vai beneficiar muitas distros que usam o Flatpak, como o Fedora e o Mint, além de muitas outras.

Atualmente, existe uma versão Flatpak “unofficial” mantida pelo pessoal do Fedora e Red Hat. Você pode ver o processo de instalação dele aqui. Se você precisar instalar o Flatpak na sua distro, basta seguir esse nosso tutorial.

Muito bom ver que uma barreira que impedia essa implementação no Mozilla Firefox, pois a forma que é distribuída hoje em dia, tem uma limitação, ou sendo pelo tempo que uma distro leva para reempacotar ele e disponibilizar nos repositórios ou no formato binário, que pode assustar muitas pessoas. Já sendo distribuído em formatos mais fáceis, como Flatpak e o Snap (versão essa já disponível e feita pelo pessoal da Canonical), ajuda e muito na hora de disseminar o navegador. 

Isso é o que eu penso, agora deixe aí nos comentários, o que você acha dessa possível vinda de uma versão oficial Flatpak.

Este artigo não acaba aqui, continue trocando uma ideia lá no nosso fórum.

Espero você até a próxima, um forte abraço.

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Nova versão do plugin Mate Optimus ganha suporte ao driver 435

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terça-feira, 10 de setembro de 2019

Muitos dos leitores do blog Diolinux, vem acompanhando a “saga” do Linux em notebooks híbridos (Intel+NVIDIA), onde já produzimos artigos de como instalar o Ubuntu/Mint até a notícia mais esperada, a compatibilização completa no Linux, que finalmente saiu e você pode conferir aqui.

Nova versão do plugin Mate Optimus ganha suporte ao driver 435






Dentro desses artigos, teve também artigos falando que a NVIDIA estava disposta a trabalhar o Optimus no Linux, como também os anúncios da Canonical, através do Ubuntu, incluindo os drivers da NVIDIA já na ISO.

Por incrível que pareça, a primeira flavour do Ubuntu a se movimentar e começar o processo de suporte, foi o Ubuntu MATE, através do desenvolvedor principal, Martin Wimpress. Tanto que tem um artigo falando sobre o Ubuntu MATE 19.04 e as suas facilidades com as híbridas.

E como não seria surpresa para ninguém, eis que o Ubuntu MATE surge novamente como “pioneiro”  no mundo das híbridas, vamos assim dizer 😁.

Em seu Twitter, Martin fez um anúncio muito positivo e gerou uma expectativa muito boa na comunidade. Ele anunciou uma nova versão do plugin mate-optimus para a versão 19.10 (a mesma do Ubuntu 19.10) e assim compatibilizando-o com as novidades trazidas pela NVIDIA no driver 435, em especial para as híbridas (Nvidia Optimus).



Como demonstra a imagem, agora podemos escolher qual modo utilizar (Power Saving, Performance Mode ou On-Demand).

É ali na opção On-Demand, que “reside a mágica” da Nvidia para as híbridas. No primeiro anúncio, Martin tinha informado que ainda seria necessário fazer o logoff para a troca. Aí perguntei a ele se pretendia compatibilizar a "não necessidade" dessa etapa, e ele disse que ia arrumar. E assim fez.

Também perguntei se essa ferramenta poderia ser usada em outras interfaces ou se ele teria alguma informação sobre. Ele confirmou que sim, e que as interfaces suportadas serão: MATE, XFCE, Budgie, Cinnamon, GNOME, KDE e LXQt. Para conferir a thread completa, acesse o link.

Ele também me falou, que se a pessoa quiser testar fora do Ubuntu 19.10, bastasse clonar o repositório do GitHub e rodar os binários em usr/bin. Se você quiser testar, o GitHub dele é esse aqui.

Isso era questão de tempo, das distros e interfaces gráficas a compatibilizar a solução da NVIDIA e assim ir “quebrando” esse tabu no Linux, que na minha visão, será totalmente derrubado no Ubuntu 20.04 LTS, assim fazendo com que as outras distros e flavours também irão seguir.

Este artigo não acaba aqui, continue trocando uma ideia lá no nosso fórum.

Espero você até a próxima, um forte abraço.

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