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Kisak PPA: Uma ótima opção para o Mesa Driver no Ubuntu

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sexta-feira, 17 de janeiro de 2020

Conheça o “kisak-mesa”, um PPA do Mesa Driver mantido por um desenvolvedor afiliado à Valve que pode ser uma excelente alternativa aos velhos conhecidos Padoka e Oibaf.

kisak-ppa-alternativa-ao-mesa-driver-no-ubuntu-debian-e-derivados

Recentemente fizemos um artigo apresentando a vocês opções de PPAs para o Mesa Driver, e como utilizá-los no Ubuntu e seus derivados. Foi na sessão de comentários do referido artigo recebemos uma sugestão do nosso amigo Esdras sobre o Kisak PPA, que após ter testado, cheguei a conclusão de que é uma opção tão boa quanto, ou talvez até melhor que os PPAs Padoka e Oibaf.

As Diferenças


As diferenças entre o Padoka Stable, Padoka Unstable e Oibaf já foram abordadas no artigo anterior, por isso neste artigo me limitarei a falar sobre o diferencial do Kisak PPA.

Tratando-se do Mesa Driver, bem como da grande maioria dos softwares, o melhor é sempre utilizar uma versão do mesmo que não seja muito antiga, mas também que não seja muito nova. Versões muito recentes dos softwares, também conhecidas como “bleeding edge” ou “unstable” tem o lado positivo de trazerem sempre as últimas atualizações e recursos dos mesmos, mas tem também o lado negativo de não terem sido muito testadas e tendem a apresentar mais bugs.

Padoka e Oibaf


Dito isso, no momento em que estou escrevendo este artigo o Padoka Stable traz a versão 19.2 do Mesa Driver, que não chega a ser uma versão velha, é a mesma que está presente por padrão no Ubuntu 19.10 e Fedora 31. O Mesa 19.2 é uma versão estável, mas não traz algumas novidades importantes como o compilador de shaders ACO, e o Vulkan Overlay Layer. Isso faz com que o Padoka Stable seja uma excelente opção para usuários de distros com pacotes um pouco mais antigos, como o Ubuntu 18.04 LTS que não buscam por essas novas funcionalidades, não fazendo sentido utilizá-lo em distros com pacotes mais atuais, como o Fedora 31 ou Ubuntu 19.10.

Tanto o Padoka Unstable quanto o Oibaf encontram-se com o Mesa na versão 20.0, que é justamente a versão mais atual do software. É a versão que traz todas as novidades, mas também é aquela que mais tem chances de apresentar algum bug. Sendo assim, eu diria que é uma boa escolha para se utilizar para fins de testes, em máquinas que não são utilizadas para produção, e em casos nos quais o usuário não irá ser muito prejudicado caso alguma coisa “quebre”.

Kisak PPA


Por fim temos o kisak-mesa, que é mantido por um desenvolvedor afiliado à Valve, e moderador do Github da mesma. O Kisak PPA traz o Mesa Driver na versão 19.3, que traz várias melhorias que não estão presentes no 19.2, ao mesmo tempo não sendo tão “bleeding edge” quanto a versão 20.0. Sendo assim uma excelente opção para usuários de qualquer distro atual, já que é capaz de fornecer uma versão mais atual do Mesa Driver, ao mesmo tempo não sendo tão “bleeding edge”.

Atualmente o Kisak PPA suporta o Ubuntu nas versões 18.04.3 LTS, 19.04 e 19.10.

Como instalar?


O procedimento de utilização do Kisak PPA é o mesmo de qualquer outro PPA. Caso você não conheça esse procedimento, temos um artigo que lhes mostra como instalar PPAs no Ubuntu sem o uso do terminal.

Para instalar o Kisak PPA simplesmente copie e cole o comando abaixo no seu terminal.

Ubuntu e derivados:

sudo apt-add-repository ppa:kisak/kisak-mesa -y && sudo apt update && sudo apt upgrade -y

KDE Neon:

sudo apt-add-repository ppa:kisak/kisak-mesa -y && pkcon update

Agora é recomendável que você reinicie o seu sistema, e pronto!

Para checar qual é a versão do Mesa Driver que você está utilizando no momento, copie e cole o comando abaixo, e observe conforme na imagem a seguir:

glxinfo | grep OpenGL

Descobrindo a versão em uso do Mesa Driver utilizando o comando "glxinfo | grep OpenGL".
Obs.: PPAs são repositórios que podem ser criados e mantidos por qualquer pessoa que tenha o conhecimento necessário para fazê-lo. Nós do Diolinux não garantimos o funcionamento de qualquer PPA. Use por sua conta e risco!

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Instale a última versão do Mesa Driver no Fedora, Ubuntu e derivados

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terça-feira, 24 de dezembro de 2019

Manter o Mesa Driver em uma versão mais atualizada pode dar ao usuário acesso a novas funcionalidades, melhor compatibilidade, e em alguns casos até melhorias de desempenho em jogos e aplicações 3D, o que pode ser um excelente negócio, especialmente para usuários de GPUs AMD, e APUs Intel.


Por possuírem lançamentos fixos (point release) e um grande foco em estabilidade, distribuições como o Linux Mint, as versões LTS do Ubuntu, e outras distros que são baseadas nela, com o tempo acabam ficando com certos softwares em versões relativamente antigas. Para contornar tal característica nessas distros é bastante comum utilizarmos os PPAs (Personal Packages Archives), que como o próprio nome já diz são repositórios pessoais nos quais qualquer usuário com o devido conhecimento pode manter e distribuir pacotes próprios ou de terceiros.

A versão mais atual do Ubuntu, a 19.10, bem como o Fedora 31 fazem uso do Mesa Driver na versão 19.2. Já a versão 18.04 LTS do Ubuntu está utilizando o Mesa 18.0, e o Linux Mint 19.3 utiliza o Mesa Driver 19.0. Todavia, a versão estável mais recente do Mesa atualmente é a 19.3, que não está presente em nenhuma dessas distros, e pode ser uma versão muito interessante para usuários de chips gráficos Intel e AMD.

O Mesa Driver 19.3 trouxe melhorias de compatibilidade importantes para proprietários de GPUs Navi da AMD, e CPUs Intel da microarquitetura “Tiger Lake”. Essa também é a primeira versão a trazer por padrão o compilador de shaders ACO, desenvolvido pela Valve, e também o software de monitoramento de hardware em jogos, o Mesa Vulkan Overlay. Já cobrimos todas essas novidades e várias outras no post de lançamento do Mesa Driver 19.3.

Agora mostrarei a vocês como manter os drivers atualizados no Ubuntu, derivados do Ubuntu e Fedora. Para o Ubuntu e derivados temos três PPAs diferentes que podemos utilizar. São eles o Padoka nas versões de teste e estável, e também o Oibaf PPA. Já para o Fedora 31 utilizaremos um repositório copr, que de forma simplificada, são como os PPAs, só que para o Fedora.

Como instalar no Ubuntu e derivados?


Caso você esteja utilizando o Elementary OS, antes de adicionar qualquer PPA será necessário instalar o pacote “software-properties-common”, o que pode ser feito com o comando abaixo:

sudo apt install software-properties-common

Padoka Stable


A versão estável do PPA do Padoka, que atualmente conta com o mesa na versão 19.0, é uma excelente escolha especialmente para usuários da versão LTS do Ubuntu que não querem se arriscar em instalar uma versão de testes. O “Padoka Stable” também é o PPA recomendado pela Valve na Wiki oficial do Proton. Para instalar o “Padoka Stable” simplesmente copie e cole o comando abaixo no seu terminal:

sudo apt-add-repository ppa:paulo-miguel-dias/pkppa -y && sudo apt update && sudo apt upgrade -y

Para o KDE Neon o comando é o seguinte:

sudo apt-add-repository ppa:paulo-miguel-dias/pkppa -y && pkcon update

Padoka Unstable


A versão “Unstable” do PPA do Padoka conta com o Mesa na versão 20.0, e é compatível com as versões 18.04 LTS e 19.10 do Ubuntu, bem como com as distros derivadas dessas versões. Essa é a versão mais atualizada do Mesa Driver disponível atualmente, e conta com todas as mais recentes novidades implementadas pelos desenvolvedores. Todavia, essa também é uma versão de testes, e não é recomendado o seu uso caso você esteja procurando por estabilidade. É perfeitamente possível que você jamais tenha qualquer problema ao utilizar tal versão, que inclusive é a que eu utilizo. Mas como o próprio nome já diz, é uma versão “Unstable”. Então use por sua conta e risco.

Para instalar o “Padoka Unstable” simplesmente copie e cole o comando abaixo no seu terminal:

sudo apt-add-repository ppa:paulo-miguel-dias/mesa -y && sudo apt update && sudo apt upgrade -y

Para o KDE Neon o comando é o seguinte:

sudo apt-add-repository ppa:paulo-miguel-dias/mesa -y && pkcon update

Oibaf PPA


O Oibaf PPA é o repositório no qual o “Padoka Unstable” é baseado, e também traz a versão mais recente do Mesa Driver, que atualmente é a 20.0. Por ser uma versão “unstable”, todas os avisos citados anteriormente sobre o “Padoka Unstable” também se aplicam ao Oibaf PPA. Como diferencial, o Oibaf é compatível com um número maior de versões do Ubuntu, sendo elas a 18.04, 18.10, 19.04 e 19.10.

Para instalar o “Oibaf PPA” simplesmente copie e cole o comando abaixo no seu terminal:

sudo apt-add-repository ppa:oibaf/graphics-drivers -y && sudo apt update && sudo apt upgrade -y

Para o KDE Neon o comando é o seguinte:

sudo apt-add-repository ppa:oibaf/graphics-drivers -y && pkcon update

Como instalar no Fedora 31?


No Fedora 31 utilizaremos o repositório “che/mesa”, que também conta com o Mesa Driver na versão 20.0. Sendo assim, todas os avisos citados anteriormente sobre o “Padoka Unstable” e o “Oibaf PPA” também se aplicam ao “che/mesa”.

Para atualizar o Mesa Driver para a versão 20.0 através do “che/mesa”, primeiro abra o editor de texto da sua preferência em modo de superusuário. Para fazê-lo, abra o terminal e digite “sudo NomeDoEditorDeTexto”. Por exemplo, se você estiver utilizando o GNOME Shell, o editor de texto padrão é o Gedit. Nesse caso, o comando é “sudo gedit”.

Feito isso, acesse a página oficial do repositório che/mesa, e conforme mostrado na imagem abaixo copie o conteúdo da primeira caixa de texto, cole dentro do editor de texto que você abriu como “root”, e salve o arquivo no diretório “/etc/yum.repos.d/” com o nome de “che-llvm.repo”.

Por fim, novamente abra o editor de texto em modo “root”, cole dentro dele o conteúdo da segunda caixa de texto, e salve no mesmo diretório “/etc/yum.repos.d/” com o nome de “che-mesa.repo".

Agora é só atualizar o seu sistema através da loja de aplicativos, ou com o comando abaixo:

sudo dnf update -y

Pronto! Após ter atualizado o Mesa Driver através do procedimento de sua preferência, é só reiniciar o sistema e aproveitar as novas funcionalidades. Mas lembre-se: se você não está tendo problemas, e não está precisando de nenhuma das novas funcionalidades, a melhor escolha é sempre manter a versão que está instalada no seu sistema por padrão. Como diz o ditado: “Em time que está ganhando não se mexe”.

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Isso é tudo, e FELIZ NATAL! 🎄🎅😃


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Veja como atualizar o seu Linux Mint 19.1 e 19.2 para o 19.3

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quarta-feira, 18 de dezembro de 2019

Hoje (18) foi o lançamento oficial do Linux Mint 19.3, e como prometido foi antes do Natal. A cobertura completa você pode conferir aqui.


 Veja como atualizar o seu Linux Mint 19.1 e 19.2 para o 19.3





Se você estiver utilizando as versões 19.1 e 19.2, poderá fazer o update para a nova versão , bastando seguir alguns passos para que tudo ocorra da melhor forma possível. Os procedimentos são do blog oficial do Linux Mint, que você pode conferir ele aqui.

Primeiro eles recomendam que você crie um snapshot com o Timeshift, ferramenta essa que serve para fazer um backup do seu sistema, caso algo de errado.

Depois recomendam que você desative o protetor de tela e se você instalou algum “complemento” ao Cinnamon (applets, desklets, extensões, temas), faça o upgrade na Configuração do Sistema.

Com esses passos feitos à atualização para a versão 19.3 é relativamente fácil. Na barra inferior, vá até o “Gerenciador de Atualizações” e o abra.




Com o Gerenciador aberto, você vai até em Editar e clica em “Atualizar para o Linux Mint 19.3 Tricia” e seguir as instruções na tela.




Se for perguntado se quer manter ou substituir os arquivos de configuração, escolha a opção de substituí-los.

Os aplicativos Celluloid, gnote, drawing e neofetch foram adicionados na versão 19.3 do Linux Mint, se na hora do upgrade de versão eles não forem instalados, você pode fazer via terminal com um único comando, que é:

sudo apt install celluloid gnote drawing neofetch

Depois disso, é só aproveitar a nova versão do Linux Mint 😊😀.

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Linux Mint 19.3 é lançado oficialmente

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Como prometido, o Mint 19.3 chega antes do Natal e trazendo todas as novidades que foram apresentadas no beta.


 Linux Mint 19.3 é lançado oficialmente






Em nossa cobertura, que você pode conferir aqui, mostramos algumas coisas que poderiam chegar e que seria muito bem-vindas para melhorar a distro. Algumas foram:

● Ferramenta  “Relatório do Sistema”;

● Configurações de linguagem;

● Suporte para HiDPI;

● 3 apps foram substituídos, que foram: Celluloid no lugar do Xplayer, Gnote substitui o Tomboy e o Drawing no lugar do GIMP. 

● Novo logo;

● Splash screen renovado;

Para ver todas as novidades bem detalhadas, você pode conferir neste post.

O Linux Mint 19.3 é baseado no Ubuntu 18.04.3 LTS, com 3 versões do Kernel: 4.15.0-72 (LTS) / 5.0.0-37 (Suporte até fev/2020) e o 5.3.0-24 (Suporte até ago/2020). Os drivers da NVIDIA estão nas versões 390.x / 430.x e 435.x (se precisar de mais versões, pode-se usar o ppa). O Mesa Driver se encontra na versão 19.0.8 mas também pode-se usar o ppa para “subir” de versão.



Sistema requerido:

1 GB RAM (2 GB recomendado para um uso confortável);
15 GB de espaço em disco (20 GB recomendado);
1024×768 resolução (em resoluções inferiores, pressione ALT para arrastar as janelas com o mouse, se elas não couberem na tela);

Para baixar o Linux Mint 19.3, escolha a opção de interface que mais lhe agradar abaixo:

● Cinnamon : 32 bits e 64 bits;

● MATE : 32 bits e 64 bits;

● Xfce : 32 bits e 64 bits.

Para atualizar das versões 19.1 e 19.2 para a versão 19.3, temos esse post para lhe ajudar.

Nos conte aí nos comentários se você já estava usando o beta e atualizou normalmente ou se migrou do 19.2 para o 19.3.

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Ubuntu Cinnamon Remix quer ser o concorrente do Linux Mint

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segunda-feira, 9 de dezembro de 2019

Recentemente tivemos o anúncio do Ubuntu Cinnamon Remix, uma distribuição que usa o Ubuntu como base (19.10), mas traz o ambiente gráfico Cinnamon (o mesmo do Linux Mint) para os usuários, vamos conhecer um pouco melhor o projeto?

ubuntu-cinnamon-remix-logo

A distribuição/remasterização é origem de um projeto de ItzSwirlz, que realmente não é uma pessoa muito fácil de achar informações na internet. Posso estar enganado, mas pela pesquisa que pude fazer, me parece ser um jovem entusiasta de tecnologia.

O Ubuntu Cinnamon Remix


Esta é uma versão NÃO OFICIAL do Ubuntu, e não faz parte, atualmente, do conjunto de flavors apoiadas diretamente pela Canonical, se trata de um projeto comunitário, com algumas poucas pessoas envolvidas até o momento.

Ubuntu Cinnamon Remix Menu

A distribuição é construída com uma série de ferramentas e recursos desenvolvidos por terceiros, caracterizando "a clássica" remasterização. Temos como base o Ubuntu 19.10 Eon Ermine, que traz consigo o Kernel 5.3, e utilizando o repositório backports ativo (o que não é a melhor das ideias), a distro nos traz o Cinnamon Desktop 4.0.x. O problema de usar o backports em prol de um pacote, é que durante as atualizações, outros pacotes também podem receber upgrades instáveis.

A versão mais recente do Cinnamon é a 4.4.x, e será disponibilizada juntamente com o Linux Mint 19.3, o Linux Mint 19.2, ainda usa o 4.2, que mesmo assim é mais recente.

Várias aplicações desenvolvidas pela equipe do Linux Mint para o Cinnamon não fazem parte do Ubuntu Cinnamon Remix, como os XApps, o gerenciador de atualizações, gerenciador de drivers, gerenciadores de repositórios, loja de aplicativos, entre outros, sendo substituídos por contrapartes equivalentes, como o "Atril" para documentos e o "Pluma", para arquivos de texto, (que curiosamente também são desenvolvidos em parte pela equipe do Mint, para o ambiente MATE), com a GNOME Software como loja de aplicativos e o software "Programas e atualizações", tradicional do Ubuntu, fazendo o papel de gerenciador de repositórios e drivers.

Confira o vídeo do canal com mais detalhes sobre a distro:


Poucos elementos do Ubuntu Cinnamon Remix são empacotados pelo(s) desenvolvedor(es), o sistema possui um repositório PPA próprio, onde podemos encontrar os seguintes pacotes:

- blueberry
- calamares-settings-ubuntu
- kimmo-gtk-theme
- kimmo-icon-theme
- ubuntucinnamon-environment
- ubuntucinnamon-meta
- ubuntucinnamon-wallpapers


A maior parte do tempo ciclo parece ter sido gasto na mudança do tema e adição de papéis de parede (eu sei o que você está pensando 😎), no entanto existem promessas para a versão 20.04 LTS, que não me parecem tão promissoras, nesta nota de lançamento no Google Docs.

Atualmente o site da distro ainda está sob construção, possuindo apenas um grupo no Telegram para discussões.

Será que é um projeto com futuro?


Quem me conhece sabe que eu não gosto de desdenhar de projetos de código aberto, só porque eles não são como EU imagino que deveriam ser, especialmente quando as pessoas estão apenas começando e aprendendo a fazer muitas coisas, criando boas práticas. Dito isso, é possível que essa distribuição evolua e se torne uma flavor oficial do Ubuntu, assim como aconteceu com o "Ubuntu Budgie Remix", outrora uma derivação não oficial, que agora se tornou canônica, sendo chamada apenas de "Ubuntu Budgie", no entanto, a primeira impressão que tive com o sistema não foi positiva.

Sinta-se à vontade para compartilhar os seus pensamentos. Do meu ponto de vista, é basicamente uma montagem de um ambiente gráfico sobre uma base, com um gosto duvidoso para design,  ícones diferentes e papéis de parede, entretanto, de forma geral, as principais distros baseadas no Ubuntu, acabam tendo esse viés, elas são o Ubuntu, com uma interface gráfica diferente por cima, então, por que não um Ubuntu Cinnamon?

De fato, esse é um bom ponto, mas o Linux Mint não é exatamente isso? Os desenvolvedores do Linux Mint são os principais responsáveis pelo desenvolvimento do Cinnamon, a integração com outras ferramentas, em muitos casos superiores do que as contrapartes do Ubuntu, não o tornaria mais atrativo do que o Cinnamon Remix?

Ao contrário do Ubuntu Budgie, que não tinha nenhuma outra distro com o Budgie Desktop base Ubuntu como concorrente, o Ubuntu Cinnamon Remix tem uma das mais populares distribuições Linux da atualidade (Linux Mint) como seu comparativo direto inevitável. 

Reparei que alguns nomes conhecidos da Canonical se aproximaram do projeto, como o líder atual da divisão Desktop, Martin Wimpress, e Alan Pope, reconhecido pelos Snaps especialmente, na intenção de dar dicas e apontar algumas direções para tornar o sistema digno de fazer parte das flavors oficiais em algum momento no futuro, o que deve levar ainda alguns ciclos ao menos, creio eu.

Atualmente você pode "fabricar" o seu Ubuntu Cinnamon Remix facilmente, abra o terminal do seu Ubuntu 19.10 GNOME e rode estes comandos:
sudo apt install cinnamon-desktop nemo
Na tela de login, no ícone de engrenagem, você pode trocar a sua interface. O Ubuntu Cinnamon Remix vem também com uma seleção de software ligeiramente diferente do Ubuntu com GNOME, então pode pode instalar os softwares que desejar, e remover os indesejados, se quiser usar o tema do Cinnamon Remix, basta baixar aqui.

Existem alguns outros pequenos ajustes que poderiam ser feitos, como instalar o LightDM, mas a grosso modo, o Ubuntu Cinnamon Remix é apenas isso.

Eu usaria o Ubuntu Cinnamon Remix?


No momento de desenvolvimento atual, eu não vejo o menor sentido em usar esta distribuição, ela não entregada nada que o Linux Mint não entregue, e na minha opinião, ainda fica devendo coisas. 

Apesar dessa posição, confesso que acho interessante que exista uma flavor do Ubuntu com Cinnamon, talvez dessa forma mais pessoas se envolvam com o projeto e tenhamos mais apoio ao desenvolvimento dessa interface que eu acho tão bacana.  Neste momento, aliás, eu acho que as únicas pessoas que deveriam utilizar de fato a distro são os que querem ajudar ativamente em seu desenvolvimento, reportar bugs e coisas do tipo; não é uma distro recomendada para ser usada em produção.

O Cinnamon tem esse potencial de ser fácil de utilizar para pessoas que vem do Windows, o que é uma coisa sempre interessante, e no mundo open source não tem muito essa de "não é útil para muita gente, então não faça", porque no fim das contas, basta ser útil, divertido ou interessante, para quem está fazendo, e mais ninguém. 

Lembra quando o seu computador servia para fazer o que você queria? Então... :)

Ainda assim, a menos que algo super interessante e revolucionário seja apresentado, não vejo as pessoas deixando o Linux Mint pelo Ubuntu Cinnamon Remix, especialmente sem ele se tornar uma flavor oficial, talvez com o tempo e amadurecimento do projeto, e dos desenvolvedores, as coisas mudem. Possivelmente existam pessoas que queiram usar o Cinnamon com base Ubuntu, sem ser no Linux Mint, e serão estes os possíveis usuários desta distro, só não creio que seja uma grande massa de usuários.

Quais são as suas apostas?


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Linux Mint 19.3 Beta já está disponível para download

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terça-feira, 3 de dezembro de 2019

O Linux Mint é um dos sistemas operacionais mais queridos pelos brasileiros, e hoje foi liberado o beta da nova versão, 19.3 Tricia, com uma série de novidades, principalmente nas versões Cinnamon e Xfce.

versao-19.3-beta-disponivel

Relatório do sistema


Uma das novidades do Mint 19.3 é uma ferramenta chamada “Relatório do Sistema”, que estará presente na bandeja do sistema e avisará toda vez que houver uma novidade ou algum possível problema no sistema, como a falta de um pacote de linguagem, um codec, um novo driver ou até mesmo uma nova versão do sistema.

relatorio-do-sistema

Configurações de linguagem


Além da possibilidade de alterar a linguagem de região, agora também será possível alterar o formato do horário.

configuracoes-de-linguagem

Suporte para HiDPI


O suporte para HiDPI está quase completo, das aplicações disponibilizadas nativamente, apenas para o Hexchat e Qt5Settings ainda continua indisponível. O suporte para HiDPI está disponível para as 3 versões do Mint.

As bandeiras na tela de Configurações de Linguagem não estão mais borradas e por conta do XappStatusIcon, agora os ícones da bandeja também estão mais nítidos. Na versão Cinnamon, o suporte para HiDPI também foi corrigido no descanso de tema e nas prévias de temas.

Substituição de aplicativos


Nesta versão, 3 aplicativos nativos foram substituídos:

O Celluloid entra no lugar do Xplayer como reprodutor de mídias padrão. O Xplayer só pode renderizar os vídeos utilizando o processador, fazendo com que a bateria esgote rapidamente, deixando o computador cada vez mais quente. Já o Celluloid utiliza o backend do MPV, que possui uma performance superior, conseguindo reproduzir vídeos em resoluções muito mais altas com o mesmo hardware.

celluloid-media-player

O Gnote substitui o Tomboy como o aplicativo principal para criação de notas. Assim como no caso do reprodutor de mídias, a substituição foi realizada por motivos de desempenho: O Gnote é desenvolvido utilizando tecnologias mais novas, entregando um desempenho superior.

gnote-anotacoes

O GIMP não é mais o editor de imagens padrão do Linux Mint, dando lugar ao Drawing. Neste caso, o motivo não é desempenho, e sim a facilidade de utilização pelos usuários novatos. Por conta do GIMP ser um aplicativo voltado para edições profissionais, ele pode ser muito intimidador para usuários que buscam por funcionalidades mais simples, como um corte ou desenhar algumas formas geométricas. O Drawing possui uma interface bem mais simplista.

drawing

Cinnamon


O Cinnamon é a interface padrão do Linux Mint, e a nova versão 4.4 conta com algumas melhorias:

  • Cada zona do painel pode ter um tamanho de fonte e ícones diferentes;
  • O Cinnamon pode ser reiniciado sem carregar extensões de terceiros;
  • Agora é possível alterar quais ações ficarão visíveis no menu de contexto do Nemo;
  • Melhoria na animação de login;
  • Otimizações de velocidade no applet de menu, configurações de temas e de extensões;
  • Suporte para notificações silenciosas;
  • Configurações de janela simplificadas;
  • O menu e configurações de painel foram refeitos;
  • As configurações de HiDPI agora estão localizadas no módulo de display;
  • É possível organizar extensões de acordo com atualizações disponíveis;
  • O botão de atualizar a lista de redes foi removido, e agora a atualização é realizada a cada vez que o applet é executado;
  • As extensões agora podem ser recarregadas através do menu na janela de configurações;

Xfce


O Linux Mint também conta com uma opção utilizando a interface gráfica Xfce, e nesta atualização será atualizada para a versão 4.14 com diversas novidades:

  • O gerenciador de janelas agora suporta VSync, reduzindo ou removendo o screen tearing;
  • Melhor suporte para drivers Nvidia;
  • Adição de uma nova tela de configuração para perfis de cores;
  • Na tela de configuração de tela é possível salvar e restaurar configurações completas de múltiplos monitores;
  • Foi adicionada uma nova opção nas configurações de Aparência para habilitar escala de janela GTK;
  • Adição de funcionalidades no Thunar como suporte para miniaturas maiores, a possibilidade do arquivo “folder.jpg” alterar o ícone da pasta (muito utilizado em pastas de músicas) e melhorias na navegação por teclado;
  • Correções de bugs no Tumbler, serviço de criação de miniaturas;
  • Melhorias no aplicativo de captura de tela, como a possibilidade de redimensionar a área tanto horizontalmente quanto verticalmente ao mesmo tempo;

Melhorias nos XApps


A versão 1.6 do libxapp conta com uma solução chamada XAppStatusIcon, que conta com diversas melhorias, como suporte para HiDPI, temas escuros, ícones simbólicos, elimina problemas de renderização, corte e tamanhos errados, e não possui dependências obsoletas. As três versões do Linux Mint possuem suporte ao XAppStatusIcon.

O widget XAppIconChooser recebeu melhorias, e agora conta com suporte à ícones padrão e categorias customizáveis de ícones.

xappiconchooser

O gerenciador de dispositivos bluetooth Blueberry também ganhou um redesign, como mostra a imagem abaixo. Além disso, agora ele conta com uma melhor detecção de dispositivos, melhor relatório de erros e suporta mais dispositivos bluetooth.

blueberry-bluetooth

Logo


O logo do Linux Mint foi simplificado, facilitando na hora de utilizar versões simbólicas e dando mais liberdade para os artistas de utilizarem o logo para produção de artes.

linux-mint-logo

A tela inicial do sistema (também conhecida como Plymouth Splash Screen) possui um novo efeito, que foi apelidado pela equipe do Mint como “a máquina de lavar”:

plymouth-splash-screen

O menu de boot também foi repaginado, com um tema muito mais moderno, exibindo ícones dos sistemas instalados.

grub

Outras novidades


  • Agora é possível desabilitar o touchpad quando um mouse for identificado;
  • Correções no Dbus e PulseAudio;
  • Configurações de data e hora foram reescritos em Python;
  • Xed: Agora é possível abrir links com o botão direito;
  • Xreader: foram adicionados novos botões de anotação;
  • Xviewer: foi adicionado um comando para resetar o nível de zoom;
  • Configurações de LightDM: Agora é possível selecionar um tema de cursor para a tela de login;

Todos as versões do Linux Mint 19.3 são baseadas no Ubuntu 18.04 e contam com o kernel 5.0. Você pode baixar clicando no botão abaixo.


Gostaram das novidades da nova versão do Linux Mint? Deixem suas opiniões nos comentários!

Se você tiver alguma dúvida sobre tecnologia, ou quiser compartilhar conhecimento com a comunidade, o Diolinux Plus é o espaço ideal para isso. Vem fazer parte da nossa comunidade!

Até a próxima!


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Linux Mint 19.3 já tem data e codinome revelados

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sexta-feira, 1 de novembro de 2019

Em mais um report mensal o líder do projeto Mint, Clement Lefebvre, fez alguns comentários sobre o projeto e também sobre a “batalha” entre o GNOME vs Trolls de patentes.

Linux Mint 19.3 já tem data e codinome revelados






Ele começou comentando sobre essa “batalha” entre o GNOME vs Trolls de patentes, falando que o projeto do Mint está em “ombros de gigantes”, o Ubuntu e o GNOME sendo mencionados. Falou ainda que se o Ubuntu “acabasse” ou qualquer coisa do tipo, o Mint seria a versão LMDE (Linux Mint Debian Edition), mas sem o GNOME, muitas ferramentas do Mint não seriam possíveis, como por exemplo: Xapp. Xed, Xplayer, Xreader, Pix, Xviewer que dependem de bibliotecas do GNOME. Para ver a nota completa, você pode acessar ela aqui

Agora comentando sobre as novidades que virão na versão 19.3, algumas coisas foram apresentadas, como o formato da data, o XAppStatusIcon, o novo logotipo, o codinome da versão e data de lançamento.

No formato da data, agora nesta versão, tanto no Cinnamon quanto no MATE, o sistema seguirá o código de idiomas LC_TIME, sendo possível a configuração em “Configurações de Idioma”.

Já os ícones do Linux Mint serão mais nítidos em todas as interfaces gráficas, Cinnamon/XFCE/MATE. A API XAppStatusIcon está concluída e terá suporte também para a tecnologia HiDPI.

Outra novidade é referente ao logo e ao splash screens para o GRUB e quando o sistemas está inicializando.



Alguns apps foram substituídos, como o Xplayer e o VLC pelo Celluloid 0.17.



O Tomboy será substituído pelo Gnote 3.34, mantendo o ícone que fica na barra. O Gnote terá as mesmas funcionalidades do Tomboy, mas com tecnologias mais modernas e também a compatibilidade com o HiDPI.

Na versão do Linux Mint com XFCE, terá o update da interface gráfica para a versão 4.14 já baseado no GTK3 e suporte inicial ao HIDPI.


Para ter uma compatibilidade com os hardwares mais modernos, o Mint 19.3 usará o conjunto HWE, assim trazendo o Kernel 5.0 e o Xorg 1.20.

Por fim, foi anunciado o codinome da versão 19.3, que será "Tricia". O lançamento deve acontecer antes do Natal. Eu chuto que será na véspera do feriado.


Essa versão promete, principalmente na parte de “perfumaria”, pois é isso que atrai usuários novos, vide o caso do Deepin. Creio também que esse update no Kernel e no Xorg, vai facilitar a vida de quem usa hardwares mais novos, o que é muito bom. Perguntamos também sobre o suporte para os laptops híbridos (Intel+NVIDIA), foi informado para nós, que já tinha integração ao optimus, mas como a equipe não tinha nenhum equipamento com essa configuração, eles não deram a devida atenção, mas que agora vão começar a implementar as novidades da NVIDIA. Tomara, será bem interessante em testar essas novidades no Mint 😊😁.

Este artigo não acaba aqui, continue trocando uma ideia lá no nosso fórum. Espero você até a próxima, um forte abraço.



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Vulnerabilidade afeta o Sudo no Ubuntu e derivados, atualize agora!

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segunda-feira, 14 de outubro de 2019

Nenhum sistema operacional está livre de eventuais vulnerabilidades ou erros, porém nesses momentos a transparência e agilidade em que os problemas são resolvidos podem ser considerados como uma qualidade intrínseca.

sudo-ubuntu-atualização-vulnerabilidade-bug-erro-falha-segurança-linux-terminal-root-admin

Se você está familiarizado com termos técnicos e características do Linux, sabe que o Sudo é um comando utilizado nos sistemas operacionais Unix que permite momentaneamente dar aos usuários privilégios de outro usuário, geralmente o super usuário, para executar tarefas dentro do sistema de maneira segura e controlável pelo administrador. 

Como diz o tio Ben: “Com grandes poderes vem grandes responsabilidades!”, e a Canonical, empresa responsável pelo Ubuntu, acaba de identificar uma falha no Sudo.

A vulnerabilidade (USN-4154-1) afeta todas as versões do Ubuntu mantidas atualmente, sendo o 12.04 ESM, 14.04 ESM, 16.04 LTS, 18.04 LTS e 19.04.

Joe Vennix (engenheiro da Apple, a falha também afetou o macOS), descobriu que o Sudo manipulava incorretamente determinados IDs de usuário, abrindo uma brecha para um possível invasor. Com essa falha códigos mal-intencionados poderiam ser executados. A Canonical recomenda que seu sistema seja atualizado imediatamente.

Você pode utilizar a aplicação “Atualizador de Programas” e efetuar a atualização de seu Ubuntu. 

sudo-ubuntu-atualização-vulnerabilidade-bug-erro-falha-segurança-linux-terminal-root-admin

Se preferir utilizar o terminal, eis o comando:

sudo apt update && sudo apt dist-upgrade


O comando para verificar a versão instalada em seu sistema do Sudo é:

sudo --version

sudo-ubuntu-atualização-vulnerabilidade-bug-erro-falha-segurança-linux-terminal-root-admin

Pode-se observar que a versão é equivalente a do site da Canonical, lembrando que para cada versão do Ubuntu essa numeração será diferenciada. Após ter atualizado o sistema, a comparação poderá ser feita através do link acima.

Distribuições que usam o Ubuntu como base, a exemplo do Linux Mint, também são afetadas. Contudo, caso a atualização ainda não esteja disponível, aguarde, pois os responsáveis pela distro irão disponibilizar a correção o mais breve possível. 

Ufa! Segurança em primeiro lugar!

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Fonte: Ubuntu.


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Linux Mint revela novo logo e traz novidades em Setembro

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terça-feira, 1 de outubro de 2019

Mais um mês começa e como de praxe, o pessoal do Linux Mint solta uma release das novidades que virão no sistema.


 Linux Mint revela novo logo e traz novidades em Setembro





Nesta release, Clement Lefebvre, retribuiu aos doadores e apoiadores do projeto. Ele também agradeceu ao pessoal que ajudou a solucionar o bug do ícone do Update Manager que ficava na barra de tarefas, pois eles não estavam conseguindo reproduzi-lo.

O anúncio começa sobre a ferramenta de idiomas, que ia permitir a escolha do formato da data conforme a localidade da pessoa. Conforme o relato de alguns usuários, isso não seria suficiente. Depois de algumas análises, o pessoal do Linux Mint identificou uma falha no design de como o formato de data padrão era localizado. Os dias e meses estavam procurando pela variável de ambiente LC_TIME, o Mint estava usando o gettext de acordo com o idioma do desktop. Isso será corrigido no Mint 19.3 nas versões Cinnamon e MATE.

Em seguida é comentado sobre o XAppStatusIcon, que teve um polimento e com uma nova API para quem quiser desenvolver applets. No momento, os Applets estão disponíveis para Cinnamon e MATE, com uma versão de um plugin para o XFCE 4.14. Na versão 19.3 do Mint, a libAppIndicator será corrigida para usar o XAppStatus como fallback.

Uma novidade de “peso”, foi a reformulação do Relatório do Sistema (System Reports), que agora vai ter mais funções e alertas para o usuário.


As funcionalidades que ele terá são:

● Se uma nova versão do Linux Mint estiver disponível;
● Se a sua versão do Linux Mint estiver se aproximando do EOL;
● Se a sua configuração do Timeshift está configurada (o Update Manager não será mais responsável com isso);
● Se houver drivers disponíveis;
● Se estiver faltando pacotes de idiomas;
● Se estiver faltando codecs de multimídia;

Agora a grande novidade foi a divulgação do novo logo do Linux Mint. Como noticiamos anteriormente, uma nova identidade visual tanto para o logo quanto para o site. Parece que o primeiro foi dado, que no caso é o logo.


Com isso, segundo as palavras do projeto, vai ser possível criar designs mais modernos e explorar uma grande variedade  de cores e ícones. O logo agora usará como base as letras L e M.

Para ver as outras novidades, você pode conferir o post completo aqui.

Gostei das novidades e espero que venham mais, principalmente para quem usa notebooks híbridos (😁😅🙏), com a integração das variáveis de ambiente, driver e afins. Essa reformulação é muito bem vinda, pois mostra que o projeto está querendo se modernizar e “abocanhar” novos usuários.

Mas agora nós conte aí nos comentários, o que você espera da versão 19.3 que deve chegar mais ou menos no natal de 2019.

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Como importar as configurações e temas do OhMyZsh para o usuário “root”

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terça-feira, 24 de setembro de 2019

Os usuários de computadores e tecnologia em geral podem ser divididos em dois grupos. Aqueles que gostam das coisas apenas funcionais, sem se importar com a estética. E aqueles (como eu), que além das coisas funcionais também gostam delas “bonitinhas”. Sim, gostamos de uma boa “perfumaria”. 😃

como-importar-as-configuracoes-e-temas-do-ohmyzsh-para-o-usuario-root

O artigo de hoje é um complemento à outro artigo, que você pode encontrar aqui. E também aos dois vídeos abaixo. Caso você não saiba o que é “ZSH” ou “OhMyZsh”, é essencial que, para o completo entendimento deste artigo, você assista a estes dois vídeos.



Bom, agora que você já sabe do que se trata, vamos ao assunto.

No artigo, e nos vídeos citados acima, vocês aprenderam a como instalar o ZSH e utilizá-lo como o shell padrão, no lugar do bash. Também aprenderam à customizar a aparência do ZSH através do OhMyZsh, podendo escolher entre muitos temas para deixar o terminal com “a sua cara”.

Porém, um pequeno detalhe não foi abordado nos posts anteriores: como fazer com que as configurações e temas do OhMyZsh também sejam aplicadas quando utilizamos o terminal em modo “root”.

Após ter instalado ambos, ZSH e OhMyZsh, e configurado o tema desejado (no meu caso, o tema Agnoster), conforme explicado nos posts linkados acima. Você terá o seu terminal com uma aparência semelhante a imagem abaixo:

ohmyzsh-com-tema-agnoster-antes-do-procedimento

Porém, como você pode ver na imagem, ao entrar em modo “root”, as configurações não se mantém e voltam ao padrão do ZSH.

O quê vamos fazer agora é configurar para que todas as configurações referentes ao OhMyZsh, sejam aplicadas também ao usuário “root”.

Como realizar o procedimento?


O tutorial abaixo será dividido em duas partes, cada uma com um método diferente para a realização do mesmo procedimento. Independente de qual método você escolha, o resultado será o mesmo.

O primeiro método (1), é mais indicado para quem prefere executar o procedimento via interface gráfica, através de um script que fará todo o passo a passo de forma automática. E o segundo (2), para quem quiser fazer manualmente, através do próprio terminal.

1) Executando o procedimento via interface gráfica.


Faça o download do script clicando aqui. Para acessar a página do repositório no Github, clique aqui.

Nas preferências do seu gerenciador de arquivos, na aba “Comportamento”, na seção “Arquivos de texto executáveis”, selecione a opção “Perguntar o que fazer”. Isso permitirá que você execute o script sem a necessidade de abrir o terminal.

Obs.: Todos os gerenciadores de arquivos mais populares possuem esta opção. Porém, ela pode estar em outro lugar, ou possuir um nome um pouco diferente, caso você esteja utilizando um outro gerenciador de arquivos que não o “Nautilus”.

preferencias-do-nautilus

Clique com o botão direito do mouse sobre o script que você baixou, vá em “Propriedades”. Na aba “Permissões” marque a caixa de seleção “Permitir a execução do arquivo como um programa”.

propriedades-do-script-zshroot.sh

Agora dê dois cliques sobre o script, clique em “Executar no terminal”, digite a sua senha e pressione “Enter”.

executando-script-duplo-clique

• Após poucos segundos será exibida a mensagem “Operação concluída.”. 

script-finalizado

Pronto! Agora é só abrir o seu terminal e ver como ficou.

2) Executando o procedimento manualmente, via terminal.


Execute os comandos abaixo na seguinte ordem:

Copie o arquivo “.zshrc” para o diretório “/root”.

sudo cp /home/$USER/.zshrc /root

Copie a pasta “.oh-my-zsh” para o diretório “/root”:

sudo cp -r /home/$USER/.oh-my-zsh /root

Edite o arquivo “.zshrc” que está no diretório “/root”:

sudo nano /root/.zshrc

Cole a linha abaixo dentro do arquivo “.zshrc”, de forma que fique igual a imagem abaixo:

export ZSH="/root/.oh-my-zsh"


• Pressione “Control + O” seguido de “Enter” para salvar, e em seguida “Control + X” para fechar o editor de texto.

Reinicie o terminal, e pronto!

O quê você acha dessas “perfumarias”? Você, assim como eu, pensa que o aspecto visual é sim muito importante, ou acredita que o importante é apenas ser funcional? Diga-nos a sua opinião nos comentários.

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Por hoje é tudo pessoal! 😉

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Como instalar o Warsaw para acessar o seu Internet Banking no Linux

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sexta-feira, 20 de setembro de 2019

Internet Banking hoje em dia é muito mais do que uma mera comodidade. Vivemos uma época onde tudo acontece cada vez mais rápido. Quanto mais agilidade tivermos em realizar as nossas tarefas, mais conseguiremos produzir em um menor tempo. Em contrapartida, os nossos dias e prazos estão cada vez mais curtos. Parece que estamos correndo em uma esteira, e toda a agilidade e tempo do mundo jamais serão o suficiente.

como-instalar-o-warsaw-para-acessar-o-seu-internet-banking-no-linux-

Quando o Internet Banking começou a surgir, muitas pessoas passaram a utilizar o serviço por mera comodidade. Simplesmente por não precisar sair do conforto das suas casas para enfrentar filas em bancos. Porém, as correrias da vida, fizeram com que, ao passar do tempo, esse tipo de serviço se tornasse algo indispensável e de extrema necessidade. Tornando-se uma engrenagem vital para o bom funcionamento do cotidiano empresarial, até mesmo o doméstico.

Muitas das distribuições Linux tem como principal foco o usuário comum, sendo o “porto seguro” no quesito “sistema operacional”, para que as pessoas possam tanto se divertir quanto trabalhar através do sistema. Para atingir tal objetivo, permitir que as pessoas tenham acesso a um serviço tão importante como o Internet Banking é imprescindível.

Todavia, como já comentamos muitas vezes aqui neste blog, se tem algo que a grande maioria das distribuições Linux ainda não conseguem fazer com sucesso, é marketing e divulgação. Como consequência disso, muitas vezes as pessoas têm muita dificuldade até mesmo em saber se determinada distro suporta tal funcionalidade. Ou como fazer para executar determinada tarefa.

Um grande exemplo disso é o nosso tópico principal de hoje, o Internet Banking. Muitas das principais distros suportam o serviço, e é necessário apenas algum procedimento simples para fazer uso do mesmo. Porém, por mais simples que seja esse procedimento, o usuário jamais poderá realizá-lo se não o conhecer.

Vamos agora ensinar a você como instalar o Warsaw. Um software de segurança bancário, multiplataforma, que é a “porta” que te impede ou permite acessar o Internet Banking de vários bancos.

Nesse tutorial iremos instalar o Warsaw para a Caixa Econômica Federal, que é o banco que eu utilizo. É importante deixar claro que os tutoriais abaixo foram testados apenas com o Internet Banking da Caixa. Porém, segundo relatos de usuários, este procedimento também possibilita o acesso ao Internet Banking de vários outros bancos. Então, por que não tentar? Não é?

O procedimento é um pouco diferente dependendo de qual distribuição Linux você utilize, por isso dividiremos esse tutorial em duas partes. Sendo a primeira para a “família .deb”, e a segunda para a “família .rpm”.

1) Instalação no Debian, Ubuntu, Linux Mint e derivados:


(Apenas Caixa Econômica Federal)


Acesse a página do internet banking da Caixa, digite o seu nome de usuário e clique em “Acessar”.

• Na tela seguinte, aguarde alguns segundos, e após o “loading”, clique em “Concordo”. Ao fazê-lo, iniciará o download de um arquivo “.deb”.

pagina-inicial-do-internet-banking-caixa

pagina-de-download-do-warsaw-no-site-da-caixa

Agora tudo o que você tem que fazer é fechar o navegador e instalar o arquivo “.deb”.

Para instalar arquivos no formato “.deb”, geralmente tudo o que você precisa fazer é clicar duas vezes sobre ele, e então clicar em ‘Instalar’. Caso não funcione, ou você prefira, sempre poderá efetuar a instalação via terminal, através de um procedimento igualmente simples. Veja:

 Feche todos os seus navegadores, acesse a pasta na qual você baixou o arquivo “.deb”, clique com o botão direito do mouse na área vazia do seu gestor de arquivos, e clique em “Abrir no Terminal”. No terminal que você acabou de abrir rode o seguinte comando (Lembre-se de substituir “nomedoarquivo” pelo nome do arquivo que você baixou.):

sudo dpkg -i nomedoarquivo.deb

Caso ocorra algum erro de dependências, rode o comando abaixo, e então volte a executar o comando de instalação.

sudo apt install -f

Digite a sua senha, aguarde a instalação, e pronto!

2) Instalação no OpenSUSE, Fedora, Debian, Ubuntu e derivados:


(Bancos Diversos)


Acesse o site de download do Warsaw, selecione o seu banco (no meu caso selecionei a Caixa), e clique em “Continuar

pagina-de-selecao-de-banco-para-download-do-warsaw

Agora selecione uma das distribuições Linux da lista, e aguarde o download do arquivo “.deb” ou “.rpm”.

pagina-de-download-do-warsaw
Abra a pasta na qual se encontra o arquivo que você acabou de baixar, clique com o botão direito do mouse na área vazia do seu gestor de arquivos, e clique em “Abrir no terminal”. Dentro do terminal que você acabou de abrir digite o seguinte comando de acordo com a sua distro:

OpenSUSE:

sudo zypper install nomedoarquivo.rpm

Durante a instalação poderá aparecer uma mensagem de erro, sendo solicitadas as opções: tentar novamente, cancelar ou ignorar. Escolha ignorar. Para fazê-lo, apenas pressione a tecla “i” seguida de “Enter”.

Fedora:

sudo dnf localinstall nomedoarquivo.rpm

Debian, Ubuntu, Linux Mint e derivados:

sudo dpkg -i nomedoarquivo.deb

Caso ocorra algum erro de dependências, rode o comando abaixo, e então volte a executar o comando de instalação.

sudo apt install -f

Falta apenas mais um passo! Agora, independente de qual seja o seu sistema, continue com a instalação seguindo os passos abaixo:

Reinicie o seu computador, e acesse o site de download do Warsaw novamente. Clique aonde está escrito “Clique Aqui”, conforme indicado na imagem abaixo:

pagina-de-configuracao-do-warsaw

Após alguns segundos, deverá aparecer uma mensagem como a indicada abaixo:

pagina-de-configuracao-do-warsaw-concluida

E a instalação estará completa!

À partir de agora você pode simplesmente acessar o seu Internet Banking quando quiser.

Gostaria de agradecer aos usuários do Diolinux Plusfabriciojardim” e “Xterminator” pelas dicas sobre a instalação do Warsaw no Fedora.

Você utiliza Internet Banking? Já sabia que era possível utilizá-lo em tantas distribuições Linux? Quão importante é para você ter acesso a este tipo de serviço? Conte-nos nos comentários. 😁

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