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Como instalar o DaVinci Resolve via .deb com o MakeResolveDeb

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sexta-feira, 4 de janeiro de 2019

Muitos profissionais da área de audiovisual vêm ao longo dos anos migrando os seus trabalhos para a solução da Blackmagic Design, com o DaVinci Resolve, que é multiplataforma (Windows, macOS e Linux). Apesar de excelente, o poderoso DaVinci Resolve para Linux tem um “probleminha”, ele só tem suporte para Red Hat ou CentOS, assim “limitando” as opções de quem quiser usar por exemplo, a base Debian (Ubuntu, Mint e derivados), para contornar esse problema, o o arquiteto de TI, Daniel Tufvesson, está propondo uma solução chamada “MakeResolveDeb”, através do projeto dele, vamos instalar a poderosa ferramenta em sistemas com base Debian, Ubuntu e Mint.


 Como instalar o DaVinci Resolve via .deb com o MakeResolveDeb






O projeto


O intuito do Daniel é facilitar a instalação do Davinci Resolve, visto que, segundo ele, existem muitos tutoriais de como fazer esse processo de instalação, mas são muitos confusos e alguns podem até deixar o sistema instável, aqui no blog você encontra um destes tutoriais, eu não chamaria ele de confuso, mas definitivamente não coisa de iniciante.
O método que o Daniel lançou é o “MakeResolveDeb”, um script que usa o instalador oficial do Resolve e o transforma em um pacote .deb, para que seja possível instalar dando dois cliques

Para cada versão do DaVinci Resolve é feita uma versão nova do ‘MakeResolveDeb”, assim limitando a quantidades de testes necessários antes de cada lançamento, visto que esse processo é feito no “tempo livre” do Daniel.

Baixando o MakeResolveDeb


Você precisa baixar a mesma versão do “MakeResolveDeb” e do DaVinci Resolve, garantindo assim a compatibilidade e funcionalidade do processo, por exemplo, a versão atual é a 15.0 do DaVinci Resolve, então você deverá baixar a versão idêntica ou mais recente, que no caso seria a 15.0-2, do MakeResolveDeb.

Feito isso você tem que deixar os dois pacotes no mesmo diretório ou pasta, para não ocasionar erros e imprevistos.Tanto o Davinci Resolve, quanto o MakeResolveDeb, serão baixados no formato .tar.gz, basta descompactá-los, ao final do processo você deverá ter os seguintes arquivos:

- DaVinci_Resolve_Studio_15.0_Linux.sh
- DaVinci_Resolve_Studio_15.0_Linux.zip
- Linux_Installation_Instructions.pdf
- makeresolvedeb_15.0-2.sh.tar.gz
- makeresolvedeb_15.0-2.sh

Os dois arquivos *.sh são importantes para o processo, então não os exclua.

Executando o MakeResolveDeb


Quando estiver tudo pronto, vamos para a parte onde iremos reempacotar o DaVinci Resolve para o formato .deb usando o script, 

O makeresolvedeb_15.0-2.sh  precisa saber qual versão do DaVinci você está usando, se a “normal” ou a versão “Studio”, a versão grátis ou a paga, em outras palavras, para isso você precisar por o indicador na hora de executar o .sh. Isso pode ser feito de duas formas:

./makeresolvedeb_15.0-2.sh studio  

ou


./makeresolvedeb_15.0-2.sh lite

O procedimento pode demorar alguns minutos dependendo do hardware do seu PC e o quanto você tem de espaço de armazenamento. Se houver algum problema, será informado no terminal, mas se não ocorrido nada de errado, vai aparecer uma última linha dizendo “[DONE]” e número de erros igual a 0.

Instalando o pacote .deb


Depois de tudo ocorrer de forma bem sucedida, o .deb já pode ser instalado no seu sistema baseado no Debian, Ubuntu, Mint ou derivados. A Blackmagic Design não fornece as dependências que você vai precisar, então é preciso verificar se todos os verificar se todos os pacotes necessários estão instalados, eles são requeridos pelo Resolve antes de continuar a instalação. Depois disso você pode instalar o Resolve de duas formas, via terminal ou dando dois cliques. Se for o caso do terminal, você vai usar o utilitário dpkg para fazer a instalação, apenas observe a versão que você está instalando, se é a normal ou a studio.

sudo dpkg -i davinci-resolve-studio_15.0-2_amd64.deb

ou

sudo dpkg -i davinci-resolve_15.0-2_amd64.deb

Uma observação importante, caso a versão ou o nome do pacote mude, você precisa alterar o comando para garantir que ele funcione, os dois comandos acima são exemplos.

Se tudo ocorrer bem, você terá o DaVinci Resolve 15 instalado no seu Debian, Ubuntu, Mint e derivados. Se precisar de suporte adicional ao MakeResolveDeb, você pode entrar no site do Daniel.

O DaVinci Resolve é mais que um editor de vídeos extremamente profissional, hoje ele também é um compositor de gráficos, graças a integração com o Fusion, sem falar em uma das ferramentas pelas quais ele é mais reconhecido, a correção de color com color grading. Ele é um programa muito pesado e é muito interessante ter um computador com 16GB de RAM e placa de vídeo dedicada para roda-lo de forma satisfatória.

Espero você na próxima, forte abraço.

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Como instalar Yu-Gi-Oh! Duel Links (PC) no Linux via Steam Play

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quinta-feira, 27 de dezembro de 2018

Duel links é o atual popular título da Konami da franquia milionária Yu-Gi-Oh! O game vem fazendo muito sucesso, sendo lançado primeiramente para dispositivos móveis, tendo mais de 10 milhões de downloads na Google Play, posteriormente chegando aos PCs pela Steam, onde é gratuito e disponibilizado para Windows originalmente, mas graças ao Proton e ao Steam Play você pode jogar no Linux como se fosse um game nativo.

duel-links-steam-play-proton-linux






O procedimento para fazer a instalação é realmente simples, porém, é necessário fazer um pequeno ajuste para rodar o jogo perfeitamente. Primeiro eu vou te explicar como fazer a instalação, depois eu te explico o porque da instalação precisar ser feita dessa forma.

Como fazer a instalação do Duel Links no Linux


Existe aqui um pequeno passo a passo, sendo que alguns destes passos não são necessários caso você já utilize o Steam Play com o Proton para outros games.

1 - Nas configurações do seu cliente Steam, ative a compatibilidade com o Steam Play

Temos um artigo aqui no blog explicando o passo a passo para habilitar a ferramenta, com dois ou três cliques você consegue ativar a funcionalidade, basta conferir aqui. Se você já tem o Steam Play ativado, esse passo pode ser desconsiderado.

2 - Faça o download do Game

O Duel Links é um game bem pequeno no seu download inicial, mal chegando aos 100 MB de tamanho, ainda que requeira até 4GB de espaço em disco caso você queira baixar as imagens das cartas em alta resolução. Procure pelo game na Steam e instale normalmente, mas não clique em jogar ainda.

Em tese, isso deveria ser o suficiente, ou seja, é o mesmo processo que você faria no Windows, entretanto, o Duel Links necessita do Net Framework 4.5 para rodar, no Windows o game considera que essa dependência já está instalada, pois geralmente está (caso não esteja, mesmo no Windows, você precisará instalar), já no Linux, obviamente ela não está instalada, por se tratar de um componente Windows.

O jogo precisa também do DirectX, do VCrun, entre outras dependências, porém estas são instaladas ao clicar em "jogar" ou "play" pela primeira vez, como a maior parte dos games. Como você deve estar imaginando, a grande questão aqui é instalar o Net Framework 4.5 no Steam Play, no prefixo do Proton do Duel Links.

Eu sei, até soa meio complicado, mas não é, vai por mim.

3 - Instale o Winetricks

Vamos precisar do Winetricks para instalar esse complemento, além de ter o próprio Wine instalado para evitar estes problemas, precisamos dos seguintes pacotes:
  • wine64 
  • wine32-preloader 
  • winetricks
Você pode procurar por eles no seu gerenciador de pacotes ou loja de aplicativos e instalar um por um, no caso do Ubuntu, com a GNOME Software como loja, esse tipo de pacote não é encontrado, então você pode usar o Synaptic para isso, já no Linux Mint, você tem esse recurso através da loja do sistema.

WINE-LINUX-INSTALL
Gerenciador de pacotes do Linux Mint
Caso você use outra distribuição, consulte o gerenciador de pacotes da sua distro e procure pelos pacotes mencionados. Caso você use Ubuntu ou Linux Mint, é possível instalar todos os pacotes com um comando único no terminal:
sudo apt install wine64 wine32-preloader winetricks -y
O próximo passo é instalar, via Winetricks, o pacote dotnet4.5, que referencia o Netframework 4.5.

Para fazer isso, o Winetricks pode ser aberto pelo menu, ele é uma aplicação gráfica, porém, atente-se para escolher o diretório onde o game (Duel Links) está instalado, originalmente no Steam Play ele fica nesse diretório:

home/dionatan/.steam/steam/steamapps/compatdata/601510/pfx

Onde o nome dionatan deve ser substituído pelo nome do seu usuário, selecionando a opção de instalar complementos e adicionando o DotNet4.5, entretanto, eu acho mais fácil rodar outro comando simples que vai fazer todo o processo por você:
WINEPREFIX=/home/$USER/.steam/steam/steamapps/compatdata/601510/pfx winetricks dotnet45
Não sei se você percebeu, mas se você quiser fazer tudo de uma vez pelo terminal, algo quase mágico que o Linux proporciona, você pode instalar os programas necessários e "aplicar o patch" no jogo copiando e colando este único comando no terminal, tudo de uma vez:
sudo apt install wine64 wine32-preloader winetricks -y && WINEPREFIX=/home/$USER/.steam/steam/steamapps/compatdata/601510/pfx winetricks dotnet45
Simples e rápido.

4 - Agora é só jogar! 

Com este pequeno ajuste é possível jogar o game normalmente, basta clicar em "Play" ou "Jogar", aguardar a instalação daqueles componentes que o jogo precisa e logar com a sua conta. O ideal é ter a sua conta atrelada ao perfil da Konami para poder recuperar os seus decks do game que você joga no Smartphone.

Seguem algumas telas do game rodando no Linux Mint 19.1:

Linux Mint Duel Links

Linux Mint Duel Links

Linux Mint Duel Links

Linux Mint Duel Links

Como melhorar a situação?


O game roda perfeitamente bem, sem travamentos, engasgos ou qualquer outra coisa, porém, sabemos que ele não é um primor de porte. Parece que Konami simplesmente jogou o Duel Links dentro do Unity 3D e exportou para PC, e não se preocupou nem em adicionar todas as dependências que o jogo precisa para instalação na primeira "run" do jogo.


Felizmente rodar ele no Linux, apesar do ajuste, hoje em dia é muito simples, mas poderia ser ainda mais, caso esse passo fosse desnecessário, e é aí que você entra. Fale com a Konami no Twitter, mande e-mails e peça pela simples inclusão desse pacote no instalador do jogo, provavelmente até quem joga no Windows vai se beneficiar.

Até a próxima e que o coração das cartas esteja com você!
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Linux Mint 19.1 - Como atualizar da versão 19 sem formatar

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quinta-feira, 20 de dezembro de 2018

Os desenvolvedores do Linux Mint anunciaram a versão 19.1, de codinome "Tessa", recentemente. Hoje, um dia após o lançamento da versão mais recente, as informações sobre a atualização para a última versão do Linux Mint foram divulgadas. Aprenda agora a atualizar para a versão mais recente da distro sem precisar formatar o seu computador.

linux-mint-191-upgrade






Eu fiz a atualização do meu Linux Mint 19 (Cinnamon) para a versão 19.1 esta manhã, estou usando o sistema o dia todo praticamente e não encontrei qualquer problema até então. Vou te ajudar no procedimento, vamos lá?

Como atualizar o seu Linux Mint para a última versão


1 - O primeiro passo é ter certeza de que você está com todas as suas atualizações em dia. Abra o gerenciador de atualizações pelo menu ou pelo ícone na barra de indicadores, clique em "Atualizar" e se houverem atualizações, aplique-as antes de continuar.

Atualização Linux Mint

Por questão de precaução, os desenvolvedores sugerem que você faça um backup/snapshot do sistema através do TimeShift, a ferramenta de backups do Linux Mint que você encontra no menu. O procedimento não deve falhar, mas em todo caso, se você quiser ter uma segurança a mais é uma boa prática.


2 - O próximo passo é no próprio gerenciador de atualizações, clique no menu "Editar" e você deverá encontrar a opção "Atualizar para 'Linux Mint 19.1 Tessa'", clique na opção.


3 - Você será recebido com a tela de boas-vindas da atualização, onde existem notas da versão para você conferir, informações sobre novos recursos e requisitos mínimos para usar a nova versão. Para saber mais sobre as novidades do Linux Mint 19.1, confira o artigo que fizemos sobre o lançamento da versão.

Uma dica importante, caso você use um Notebook, vale ressaltar a importância de deixar o computador na alimentação ou ao menos, ter a bateria bem carregada. O tempo de atualização demora de acordo com a velocidade da sua internet e também a capacidade do seu hardware.


4 - Depois de iniciar a atualização, uma janela com uma barra de progresso será exibida, de forma geral você não precisa interagir com ela, mas no meu caso, como eu uso uma extensão do Nemo para o Dropbox que oferece uma integração extra, foi necessário clicar em "ver mais" e confirmar a adição do pacote, pressionando a letra "y" de "yes", e pressionando "enter".

Aguarde o processo de atualização acontecer.

Mint-upgrade

5 - Quando a atualização finalizar, reinicie o computador para ter certeza de que tudo está carregado normalmente. Caso você tenha temas instalados, applets extras ou extensões no Cinnamon, pode ser necessário reconfigurá-los ou atualizá-los. Caso você tenha um ambiente customizado, o novo layout do Linux Mint, com ícones  na barra, não será carregado por padrão, para isso, procure no menu pelo aplicativo "Tela de Boas Vindas", nele você poderá alterar o layout.

welcome-linux-mint


6 - Seu Linux Mint está pronto para o uso, basta aproveitar o sistema, com Cinnamon 4.x, melhorias de desempenho e velocidade.

linux-mint191-upgrade-finalized

Passos opcionais


Se você quiser deixar o sistema com os pacotes padrões que os desenvolvedores planejaram, outros dois passos podem ser feitos, a instalação de alguns pacotes e remoção de outros, copie e cole estes dois comandos no terminal:

apt install p7zip-full va-driver-all xul-ext-lightning
apt remove --purge xscreensaver-data xscreensaver-data-extra xscreensaver-gl xscreensaver-gl-extra cinnamon-screensaver-webkit-plugin cinnamon-screensaver-x-plugin
Curiosidade: Repare que agora não é mais necessário usar o "sudo" no início do comando, o terminal entende que você está tentando rodar algo que necessita de privilégios de administrador e pede a senha, que agora exibe caracteres, assim como acontece no elementary OS.

Para mais informações sobre a atualização das versões, confira o artigo no blog oficial do Linux Mint.

Até a próxima!
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A sua vez de migrar para Linux - Linux Mint 19.1 é lançado

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quarta-feira, 19 de dezembro de 2018


Depois de uma espera de 3 meses e muita apreensão, eis que o tão aguardado Linux Mint 19.1 saiu da versão BETA e é finalmente lançado como uma versão final disponível para download.


 A sua vez de migrar para Linux  - Linux Mint 19.1 é lançado






No dia 9 de Setembro de 2018 a equipe do Linux Mint soltou uma nota rápida em seu blog anunciando o provável codinome para a nova versão e uma estimativa de quando seria lançado. A primeira parte foi revelada naquele post mesmo,o codinome seria “Tessa”, mas a data precisa de lançamento ainda não, sendo mencionado que seria em meados de Dezembro, antes do Natal.

Leia Mais: Linux Mint 19.1 já tem nome e estimativa de lançamento!
Em 31 de Outubro de 2018, Clement Lefebvre (CEO do Linux Mint) anunciou algumas mudanças que viriam na nova versão do sistema, como a melhoria no tema Mint-Y, acrescentando maior contraste à interface, além de incorporar os  dois  applets famosos, o Icing Task Manager e CobiWindowsList, criando uma versão própria e nativa do Mint, atendendo pedidos da comunidade, o que trouxe um melhor acabamento visual e funcionalidades mais modernas ao sistema, de forma semelhante ao visual do Windows 7 e 10.

Leia Mais: Confiram as novidades do Linux Mint 19.1 que chegam em Dezembro

A versão Beta do sistema estava disponível até hoje (19/12/2018) para que a comunidade e entusiastas pudessem testar e reportar os bugs, problemas e afins para a equipe de desenvolvedores antes do lançamento final. Tanto que fizemos um artigo bem completo sobre essa versão, mesmo estando na versão BETA, e no que ela poderia ajudar na migração dos novos usuários para o Linux. Também fizemos um vídeo bem bacana falando sobre, você pode conferir logo abaixo.

       


A versão Beta do Linux Mint 19.1 já era consideravelmente estável antes mesmo da versão final, porém, desencorajamos o seu uso em produção, visto que ainda se tratava de um estágio do desenvolvimento da distro.

Por fim, foi finalmente lançada hoje a versão final do Linux Mint 19.1 (Cinnamon, MATE e XFCE) para que todos instalem em suas máquinas e desfrutem da nova versão. 

Atualizações para a versão


No comunicado do blog oficial do sistema, os desenvolvedores anunciaram as novidades do sistema, links para download e informações de suporte, além do requerimento mínimo de hardware. Ainda não foi divulgado o processo de upgrade das versões mais antigas para a mais nova, porém, não deverá ser diferente do que vimos em outras versões:

      

Para quem estava usando o Beta, basta manter o sistema atualizado através do gerenciador de atualizações, entretanto, há a recomendação de fazer a adição de um pacote via terminal ou gerenciador de softwares, atualizar o sistema e então reiniciar para garantir que tudo fique de acordo, o comando recomendado é o seguinte:

sudo apt install xul-ext-lightning

Suporte e Download

O Linux Mint 19.1 tem suporte até 2023. O que garante a você muito tempo para usar o sistema em empresas e até mesmo no seu computador particular. A base se mantém, continuando com o Ubuntu 18.04.1 LTS. Confira também “o que fazer depois de instalar o Linux”:

       

O vídeo é de uma versão mais antiga do sistema, mas as informações continuam precisas e valiosas.
Para baixar o Linux Mint e escolher qual flavour (sabor) dele você quer, basta acessar o link e partir para o abraço! 😃

Linux Mint Cinnamon 64 bits - Download
Linux Mint Cinnamon 32 bits - Download
Linux Mint Cinnamon 64 bits - Torrent

Linux Mint MATE 64 bits - Download
Linux Mint MATE 32 bits - Download
Linux Mint MATE 64 bits - Torrent

Linux Mint XFCE 64 bits - Download
Linux Mint XFCE 32 bits - Download
Linux Mint XFCE 64 bits - Torrent

[UPDATE] Hoje foi disponibilizado a opção de atualizar o Linux Mint 19 para o 19.1 via Gerenciador de Atualizações, fizemos um artigo bem completinho mostrando como proceder, confiram.

Você já está usando a nova versão do Linux Mint? O que está achando do desempenho e estabilidade até então? Ficou melhor que a versão anterior?

Compartilhe conosco o seus pensamentos através dos comentários, até a próxima!
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TOP 10 Games para Linux via Steamplay (2018)

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terça-feira, 18 de dezembro de 2018

Até parece que foi outro dia em que se fosse montar uma lista de TOP 10 de games no Linux, provavelmente seria motivo de chacota ou ficaríamos presos aos games que viriam nas distros. Hoje não mais. Confira agora o TOP 10 dos jogos que rodam via Steamplay no Linux.


 TOP 10 Games para Linux via Steamplay (2018)







Essa lista não coloca os games do melhor para o pior ou qualquer coisa do tipo, nela vamos mostrar que alguns games famosos já rodam no Linux e vamos nos dar ao “luxo” de excluir os que rodam nativamente, como Dota2, CS:GO, Rocket League, Hitman, Tomb Raider, Dirty Rally, entre muitos outros.


Usamos como base o site ProtonDB para escolher alguns dos games que vamos mencionar aqui. Os games que escolhemos para começar essa lista são:

- Warframe (classificado como Silver no ProtonDB):
Warframe é um jogo de ação free-to-play online em um mundo de ficção científica. Você pode jogar tanto seguindo uma história quanto ir montando o seu enredo. Além de poder jogar com os amigos online.

          

- The Elder Scrolls V: Skyrim Special Edition (classificado como gold no ProtonDB)

        

Skyrim é um jogo RPG feito pela Bethesda e publicado pela The Elders Scrolls. No jogo você é livre para explorar o mapa da sua maneira. O jogo se passa 200 anos depois dos eventos de Oblivion.

- Age of Empires II HD (classificado como Silver no ProtonDB)

Bom, esse jogo dispensa apresentações né, 😄 . Um clássico dos jogos de estratégia e agora numa versão em HD, AoE II (carinhosamente chamado pelos jogadores) está funcionando no Linux e muito bem obrigado. Que tal conquistar umas vilas hein??

        

- PES 2019 (classificado como Silver no ProtonDB)

Esse é outro jogo que dispensa apresentações. Uma das franquias de sucesso do e-sports dos últimos 20 anos, PES ainda vem arrebatando vários e vários fãs ao redor do mundo, além é claro de ter o FIFA como o seu maior rival. Enquanto o game da Ea Games não fica compatível com o Linux, o game da Konami já roda via Steamplay.

        

- GTA V (classificado como gold no ProtonDB)

Se eu não mencionasse esse jogo na lista, muito provavelmente daria um “rebu danado” nos comentários. GTA V é outro game que dispensa apresentações e é um dos games de mundo aberto mais famoso da atualidade. Lançado em 2013 mas ainda arrastando uma legião de fãs ao redor do mundo.

      

The Witcher III (classificado como gold no protondb)

O Bruxo mais querido do mundo dos games também está rodando no Linux. O game é um RPG de mundo aberto, tipo GTA V, e com histórias desafiadoras para o player. A trilogia inteira roda no Linux, o 1 e 3 rodando via Steamplay/Wine e o 2 rodando de forma nativa.

        

Batman Arkham Origins e City (classificados como gold e silver no ProtonDB respectivamente)

E não poderia faltar nessa lista, o Morcegão mais “brabo” dos games, o Batman. Com esses dois jogos da Trilogia Arkham, podemos ter várias horas de gameplay com o “Maior detective do mundo”. O jogo Arkham Asylum ainda apresenta algumas inconsistências em algumas pcs e configurações, e assim recebendo o selo “Bronze” no ProtonDB

       

       


METAL GEAR SOLID V: THE PHANTOM PAIN (classificado como gold no ProtonDB)

Não podemos esquecer do agente mais furtivo e que adora uma caixa de papelão mais que um gato (#brinks 😂), estamos falando do Solid Snake. Se você gosta da franquia e gostaria de rodar esse último game dela no Linux, você vai poder.

      

Subnautica  (classificado como Silver no ProtonDB) *Obs.: Funciona perfeitamente via Lutris com a instalação da Epic Store Games.

Já se você gosta de explorar o mar com temática futurista e uma pegada Sci-Fi, esse jogo é para você. Depois de um acidente com a sua nave, você cai num planeta totalmente desconhecido e precisando coletar recursos para sobreviver e depois sair o mais rápido possível de lá.


      

DARK SOULS III  (classificado como gold no ProtonDB)

E para fechar essa lista, nada mais nada menos que uns dos jogos de RPG da nova geração mais difícil de se jogar, segundo os jogadores que morrem nele ( 😛 ). Esse jogo vem conquistando a galera e a crítica dando altas notas para ele. E você vai poder jogar no Linux e tentar não morrer “1 zilhão de vezes”. 😂

      

Esses são alguns games que separamos para mostrar que títulos famosos (os chamados Triple A) estão funcionando no Linux.  Se você quiser saber se o seu jogo está funcionando com o steamplay ou se quer saber se funciona antes de comprar, recomendo consultar o site ProtonDB, ele é muito útil, lá você pode também dar os seus próprios feedbacks de qualquer game da Steam que você esteja rodando no Linux,. Vá na aba Contribute e veja o passo a passo, caso você não se dê muito bem com Inglês, use o Google Tradutor e você não deve ter maiores problemas..

Agora monte a sua lista dos TOP 10 dos games que rodam no steamplay e mostre pra gente aí nos comentários. 😀

E acompanhe o nosso canal la na Twitch também, lives de seg a sex sempre jogando algum jogo.

Espero você até uma próxima e um forte abraço.
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Melhor do que a encomenda! - Linux Mint 19.1 Beta

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terça-feira, 11 de dezembro de 2018

Os desenvolvedores do Linux Mint anunciaram que a nova versão do sistema estaria disponível antes do Natal e que belo presente de final de ano para os fãs da distro, não é verdade? Eu estou testando ele há pouco dias, depois do anúncio do Beta, e tenho alguns relatos interessantes para fazer.

Linux Mint 19.1






Difícil dizer o que falta para o Linux Mint se tornar um grande padrão, provavelmente "inteligência de marca" seja uma boa resposta, inclusive, nos especulamos muito em relação a isso é um dos nossos programas no YouTube, um Diolinux Friday Show recente:


Da mesma forma que o Ubuntu se tornou uma marca tão valiosa quanto o Debian para o mundo Linux, será que o Linux Mint chegará ao nível do "seu irmão"?

Há alguns dias tivemos o lançamento da versão Beta do Linux Mint 19.1, de codinome "Tessa" que mantém a base LTS do Ubuntu 18.04.1 e inclui várias melhorias, você pode ver a review completa nesse vídeo do canal:


O que tem de MUITO BOM no Linux Mint 19.1?


Eu gosto muito do Linux Mint, junto com o Ubuntu, certamente são as minhas distros favoritas. Em favor do Mint, eu sempre vi a sensatez, em alguns casos até demasiada, ao adotar novos padrões, ao mudar as coisas tradicionais, etc. Mas a versão 19.1 está dando alguns passos na direção da mudança.

O Linux Mint tem como diretriz não descriminar software de nenhum tipo, independente da licença que ele use, você pode ler mais sobre isso na página de FAQ do sistema, diretamente de seu site oficial e esse é um dos fatores que fazem gostar da forma de trabalho do projeto, porém, no meio dessas diretrizes de trabalho, está uma que consegue me agradar e desagradar ao mesmo tempo, a sua forma conservadora de desenvolver o sistema.

O lado bom

O Linux Mint tem como padrão de comportamento só incorporar tecnologias ao sistema que são super estáveis e popularmente testadas, é por isso que você ainda não vê o Mint com suporte oficial para o Wayland, por exemplo. Dificilmente você verá uma grande quantidade de novidades e modificações implementadas a cada versão, essas mudanças acontecem, mas elas são bem graduais.

O lado bom disso é um tanto quanto óbvio, o sistema se torna mais estável e confiável à longo prazo.

O lado ruim

Suponho que lado ruim seja tão simples de entender quanto o lado bom. Ser mais conservador na inclusão de novidades não deixa os usuários do sistema em contato direto com o que há de mais recente na tecnologia open source pode, até certo ponto, claro. Certos componentes do sistema acabam se atualizando normalmente, como navegadores de internet e correlatos.

Mas as coisas estão mudando

A versão 19.1 Beta está diferente nesse sentido, se comparado a atualizações ocorridas nos últimos anos, ela traz mudanças visuais e de funcionalidade, o que é raro de ser ver no Mint. 

A versão Beta trouxe uma nova forma de usar o Desktop, algo que o Linux Mint carrega desde... bem... sempre! Desde a primeira versão lançada o comportamento padrão do desktop era semelhante ao do Windows XP, organizado em Menu "iniciar", atalhos de aplicações e janelas que abrem ao lado de forma independente, logo depois vinha a área de notificações, calendário, etc.

Visual Linux Mint Windows XP
A semelhança é perceptível (Windows XP em cima, Linux Mint Cinnamon em baixo)

Apesar da diferença enorme na lapidação visual, é fácil perceber que o conceito é o mesmo. E mesmo na versão 19.1 esse painel ainda está disponível para quem quiser utilizar, porém, ele deu lugar para outra versão que agora é o padrão do sistema.

Novo painel do Linux Mint 19.1
Novo painel do Cinnamon - Linux Mint 19.1

Agora os ícones são agrupados e sobrepostos, como acontece no Windows 10, no macOS, no GNOME, como é possível fazer no KDE Plasma também, ou seja, ficou mais de acordo com o padrão atual, o que melhora consideravelmente o aproveitamento de espaço, ainda que eu tenha me adaptado ao Workflow anterior com o passar do tempo, certamente não será difícil de usar o novo padrão.

O lado bom dessa modificação é que a implementação não foi uma "simples troca", se você explorar as configurações desse modo de exibição, clicando com o botão direito em qualquer ícone da barra, indo até preferências>>configurar, você verá os diversos tipos de comportamento possíveis, o que é excelente.

O recurso em si não é totalmente novo no Linux Mint, há alguns anos existem extensões para o Cinnamon Desktop (interface padrão do Linux Mint) que entregavam essa funcionalidade, porém, o lado positivo do recurso fazer parte do sistema é que agora ele está mais próximo dos desenvolvedores principais e nunca irá entrar em conflito com o restante da interface, além de, por se tratar de um parte oficial do sistema, os tradutores também poderão fazer o seu belo trabalho e ter os recursos já em Português, tudo bonitinho.

Falta "aquele" toque


Se eu pudesse apontar o dedo para o projeto do Mint, colocando defeitos, certamente eu apontaria para o design e a paleta de cores. Eu já entendi a relação entre Mint, Cinnamon (Canela) e a cor verde, ainda mais nessa cor de erva cidreira, mas convenhamos que existem cores melhores para associar algo à tecnologia, talvez eles quisessem justamente usar a abordagem de algo calmo, relaxante e confiável, ao contrário do Ubuntu que quer algo mais energético com todo aquele laranja.

Compreensível, mas isso não faz o visual ser mais atrativo.

O logo precisa de uma rejuvenescida, os ícones precisam parar de mudar o design padrão das aplicações (ao menos tanto) e não faria mal dar uma atualizada no site do Mint também.

Analise a versão padrão do Mint e uma modificada por mim:

Linux Mint 19.1 Padrão

Linux Mint 19.1 Mofidicado

Fala aí, qual você sentiria mais vontade de usar?

Para quem ficou curioso, estou usando para personalizar o Cinnamon na segunda imagem:

- Extensão "Transparent Panels"

É claro que só reclamar é fácil demais, por isso, nessa semana enviei um e-mail para o líder do projeto Linux Mint, Clement Lefebvre, me oferecendo para ajudar na parte de marketing da distro e quem sabe, tentar ajustar o visual dela também. Muitas vezes mudar a paleta para um verde azulado pode fazer uma grande diferença. Vamos ver se teremos alguma resposta, fique ligado aqui no blog que eu manterei você atualizado quanto a isso.

A diferença está nos detalhes sem dúvida, o Deepin que o diga.

A versão 19.1 não tem uma data de lançamento fixa, mas está trazendo várias melhorias interessantes e inclusive algumas surpresas para mim, de coisas que eu não esperava ver no projeto, como este novo layout de ícones, na minha modesta opinião está bem melhor que a encomenda, e olha que a encomenda já era boa.

Se quiser testar a versão Beta também, eu encontrei um mirror brasileiro bem rápido para que você possa baixar, mas lembre-se, ainda que esteja consideravelmente estável, ainda é um Beta, então evite usar em produção.

Até a próxima!
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Como instalar o tema de ícones e GTK do Flat-Remix no Ubuntu e Linux Mint

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quinta-feira, 29 de novembro de 2018

Poder personalizar a sua distro Linux da maneira que você bem entender é uma das vantagens do mundo Linux. Hoje vamos mostrar um conjunto de personalização, o Flat-Remix que se baseia no Material Design.


 Como instalar o tema de ícones e GTK do Flat-Remix no Ubuntu e Linux Mint





O Flat-Remix usa o tema Arc como base para a construção do seu tema, ele é feito pelo usuário daniruiz lá no GitHub. O tema tem 4 modos com variações, que são: Dark e Dark-Solid; Darker e Darker-Solid; Darkest e Darkest-Solid e GTK e GTK-Solid.

Instalação


O tema Flat-Remix tem temas tanto para o GTK quanto para ícones, assim podendo ser instalados separados, entretanto, nesse artigo vamos mostrar como instalar eles juntos e assim usá-los em conjunto também, criando um visual homogêneo. Para instalar o tema no Ubuntu/Mint temos duas formas, pode ser tanto da forma manual (criando pastas), quanto instalando via repositório. Vamos mostrar os dois para você:

Modo “Manual”


Primeiro vamos instalar o Flat-Remix para GTK, ele pode ser baixado aqui. Salve ele em um lugar em que você tenha fácil acesso.

Depois de baixado, você tem que conferir se a pasta oculta .themes existe no sistema, se ela não existir basta criar a pasta na sua home com esse nome, mas lembra-se de colocar o “.” ponto antes do nome da pasta, no Linux as pastas que começam com “.” são consideradas pastas ocultas do sistema e é assim que ela tem que ser. Para poder visualizar as pastas ocultas para pressionar a combinação de teclas “CTRL+H”.

Feito isso, basta abrir o arquivo do tema que você baixou com o descompactador de arquivos e extrair o conteúdo dele na pasta “.themes” que você acabou de criar. O próximo passo é ir na ferramenta de customização da sua distro e aplicar o tema Flat-Remix no sistema. No Ubuntu é necessário usar o GNOME Tweaks e no Linux Mint você deve usar as próprias configurações tema no painel de controle do Cinnamon (ambiente gráfico).

Instalando tema via PPA


A outra forma de instalar o tema GTKé via PPA. Para instalar PPA via interface gráfica veja este artigo do blog. Vamos instalar via terminal, que é bem simples com apenas um comando o processo se resolve, basta abrir o terminal, copiar e colar este comando: 

sudo add-apt-repository ppa:daniruiz/flat-remix -y && sudo apt-get update && sudo apt-get install flat-remix-gtk -y

Depois de instalado, basta repetir o procedimento para mudar o tema, como mencionado logo acima.

Instalando o tema de ícones


Agora vamos instalar o tema de ícones do Flat-Remix, para baixar basta acessar este link. O procedimento para instalar manualmente é o mesmo que do tema, basta criar a pasta “.icons” ao invés da “.themes” na sua pasta home. Não esquecendo de usar o ponto antes do nome novamente. O resto do procedimento é exatamente o mesmo mesmo, usando as ferramentas já mencionadas para ativar os temas.

Para instalar via terminal vamos usar o mesmo PPA. Se você já o adicionei antes, agora é só rodar este comando no terminal:

sudo apt-get install flat-remix -y

Se você quiser poupar um pouco de tempo, é possível instalar tudo de uma só vez usando este comando:

sudo add-apt-repository ppa:daniruiz/flat-remix -y && sudo apt-get update && sudo apt-get install flat-remix-gtk -y && sudo apt-get install flat-remix -y

O resultado é esse dos prints do projeto abaixo.


Flat Remix GTK


Flat Remix GTK Darker


Flat Remix GTK Dark


Flat Remix GTK Darkest

Para ver os outro projetos do usuário daniruiz, basta acessar o GitHub dele.

Ter opções de temas nunca é demais né ? =).

Espero você numa próxima, um forte abraço
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Parâmetros de inicialização úteis para o Proton da Steam (Steam Play)

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quarta-feira, 28 de novembro de 2018

O novo Steam Play, que trouxe o projeto Proton, já mudou drasticamente o cenário de jogos para Linux, fazendo com que alguns milhares de novos títulos funcionassem, entretanto, a compatibilidade perfeita ainda deve levar algum tempo para acontecer, o que não quer dizer que você não possa pegar alguns atalhos para rodar os seus jogos.

Steam Play comomand Startup






A ideia de funcionamento do Steam Play com o Proton é simples: Ao clicar em um game que seria, teoricamente, apenas para Windows, o jogo abrirá no Linux normalmente permitindo que você jogue como faria na plataforma da Microsoft. É claro que isso é uma "super simplificação" do projeto, mas a verdade é que muitos jogos já se comportam exatamente dessa forma, mesmo os fora da Whitelist de compatibilidade da Valve.

A própria comunidade vem testando uma série de jogos e postando os resultados obtidos, você pode conferir o estado  de compatibilidade atual do jogo que você gostaria de jogar consultando este site.

Outros games funcionam também com o "minor tweaking", ou seja, com pequenos ajustes. O projeto Proton está disponível no GitHub e possui uma documentação muito rica, onde existe várias dicas interessantes que você pode usar nos games para fazer com que eles funcionem de forma adequada.

Para tirar provento do material que estamos compartilhando aqui, você precisa estar com o SteamPlay/Proton ativado na sua Steam, caso você não saiba como funciona, clique aqui para entender melhor.

Parâmetros na inicialização


O Steam sempre suportou pequenos ajustes como esses em grande parte dos jogos, inclusive os de Windows, existem vários fóruns de jogos para computador que permitem que você consiga certos comportamentos nos seus games através disso, como fazê-los rodar em tela cheia, modo janela, usar uma API específica, etc. No caso do Steam Play, temos algumas opções que forçam o comportamento do Proton, essas opções podem fazer com que um jogo rode ou não, ou podem otimizar o desempenho em alguns casos.

Como muita gente ficou com dúvida, eu resolvi criar esse material guia completo explicando para servir como referência, assim você pode fazer experimentações antes de reportar qualquer game lá no ProtonDB.

Como usar os parâmetros?


De nada adianta você saber quais são os parâmetros se você não souber onde aplicá-los, certo? Para adicionar um parâmetro de inicialização a qualquer game da Steam, basta clicar com o botão direito do mouse sobre ele na sua biblioteca de jogos e clicar na opção "Propriedades" ou "Properties", caso esteja em Inglês:

Propriedades de um jogo na Steam

Ao fazer isso você abrirá um painel muito útil que praticamente todo jogo da Steam possui, onde você pode fazer uma série de manutenções no jogo, como navegar pelos arquivos do game, verificar a integridade do mesmo para saber se nada está corrompido, acessar versões Beta, mudar o idioma de um jogo, etc.

Uma das opções é a "Set Launch Options..." ou "Definir opções de inicialização...", ao clicar neste botão uma nova janela (menor) vai se abrir permitindo que você coloque os parâmetros.


Como você pode ver pela imagem, é realmente muito simples. Os parâmetros que podem ser usados ali variam de jogo para jogo, porém, os parâmetros do Proton funcionam para qualquer jogo que rode no Linux através do Steam Play.

Uma vez adicionado o parâmetro, basta clicar no botão "OK", fechar a janela e iniciar o jogo normalmente pelo cliente Steam, clicando em "Jogar" ou "Play".

Parâmetros do Proton (Steam Play)


Para entender melhor como o Proton funciona, você pode conferir o vídeo de apresentação que nós fizemos no canal, prepare um bom café, pois se trata de um vídeo longo, mas é provavelmente um dos mais completos que você verá.


Você pode usar parâmetros do Proton para forçar os jogos a usarem uma API ou outra, a converterem os dados do DX9, DX11 ou 12 para o Vulkan ou para o OpenGL e uma série de outras coisas, eu vou  fazer uma lista para você logo mais.

Antes entendamos o contexto da sintaxe do parâmetro:
"PROTON_VARIABLE=1 %command%
As palavras "PROTON_VARIABLE" simplesmente demonstram qual variável você estará alterando, já o valor "=1" indica que a variável está ativa, se você colocar "=0" seria o mesmo que "desligado" ou seja, na prática o efeito seria o mesmo de você não adicionar a variável. A sentença "%command%" basicamente é uma variável que indica o comando desencadeado pelo botão "play" da Steam, ou seja, o executável do jogo ou um launcher, como alguns games usam.

Em outras palavras palavras, é como se você estivesse dizendo "Proton, use (ou não) 'esse recurso' para executar tal jogo". Simples assim.

Na prática os parâmetros são estes logo abaixo, sendo que podem ser adicionados alguns novos no futuro, os padrões atuais são:

1 -  Faça com que o Proton use o OpenGL no lugar no Vulkan para o DirectX 10 e 11

PROTON_USE_WINED3D=1 %command%

2 - Faça o Proton desabilitar o DirectX 11 e rodar em DirectX 9, o que pode ser usado para jogos que possuem suporte à versão antiga do DX da Microsoft e rodarão melhor dessa forma. Alguns jogos mais antigos funcionam melhor dessa forma.

PROTON_NO_D3D11=1 %command%

3 - Você pode ler mais sobre o recurso ESYNC do Wine aqui, este recurso pode ser útil para rodar games que sejam CPU-Bound e exijam mais deste componente do que geralmente acontece, como o game da Rockstar Games, GTA V. Ativar ou desativar essa função em muitos casos não fará muita diferença, mas em outros pode trazer mudanças drásticas.

PROTON_NO_ESYNC=1 %command%

Estes são os parâmetros principais do Proton e são os que mais afetam os jogos, porém, existem outros que podem ser úteis para debugar um jogo ou avaliar a performance do mesmo. Por exemplo, se você quiser ver a taxa de FPS, Frame Times, Versão do Vulkan, driver e a sua placa de vídeo e outros pormenores na tela, basta adicionar esse parâmetro:

DXVK_HUD=devinfo,fps,frametimes %command% 

Claro que você pode remover qualquer uma das palavras para mostrar somente o que você quiser, por exemplo, se você só quiser ver os FPS, basta deixar apenas a palavra "fps" depois de "DXVK_HUD=" e antes de "%command%", o mesmo vale para as demais opções.

Essa função ativada te trará, nos jogos que suportam a função, uma tela como essa do Pro Evolution Soccer 2019, que está rodando no Linux Mint no exemplo:

PES 2019 no Linux

Observe em ambas as imagens o canto superior esquerdo.

PES 2019 no Linux

Existem alguns parâmetros voltados exclusivamente para o Debug, você pode saber mais aqui.

Indo além do óbvio (avançado)


Não podemos esquecer que esses softwares são Open Source, então, você pode alterar o comportamento padrão deles, por conta e risco, é claro. Mas por exemplo, você pode adicionar algum componente faltante em um jogo através do Winetricks.

Exemplo: O desenvolvedor fez o jogo para Windows considerando que certas ferramentas intrínsecas do sistema da Microsoft já estejam instaladas, como o Net Framework 4.5. Geralmente os games da Steam instalam suas próprias dependências (no Linux e no Windows) na primeira vez que o jogo é executado, mas se o desenvolvedor já estava contando com esse componente direto do sistema operacional e não adicionou a função de instalá-lo na primeira vez que o jogo é executado, em se tratando do Proton, isso pode significar um problema, afinal o game precisa de um componente que pode não estar instalado.

Dessa forma você pode usar o Winetricks, um utilitário muito popular para manipulação do Wine para instalar componentes extras para o jogo.

O primeiro passo é ter certos pacotes instalados, para isso rode o comando (Ubuntu, Linux Mint e derivados):
sudo apt install wine64 wine32-preloader winetricks -y
Com isso você pode manipular o prefixo do jogo dentro do Proton, por exemplo, esse comando permite que você instale o DotNet 4.5 no jogo "Yu-Gi-Oh Duel Links":
WINEPREFIX=/home/$USER/.steam/steam/steamapps/compatdata/601510/pfx winetricks dotnet45 
Destacados em amarelo estão alguns itens importantes do comando. O primeiro é número da aplicação. 

Navegue até o diretório "/home/$USER/.steam/steam/steamapps/compatdata/" e você verá uma série de pastas com números que parecem ser aleatórios, mas na verdade representam o ID do jogo dentro da Steam.

* Essas pastas com números só aparecerão se você possuir jogos instalados via Proton, os jogos nativos ficam em outro diretório.

Para descobrir qual jogo corresponde a qual pasta você pode explorar os arquivos dentro do prefixo, onde você provavelmente encontrará os executáveis, mas existe uma forma mais simples de fazer isso, você pode usar o ProtonDB e pesquisar pela numeração, o site vai te trazer o jogo em questão, como no exemplo do game Warframe:

Pesquisando de ID do jogo

Outra forma é usar o próprio site da Steam. Através de um navegador use a URL https://store.steampowered.com/app/601510, onde o número em amarelo é número do jogo (ou nome da pasta do prefixo), nesse caso, seria o jogo "Duel Links" antes mencionado, essa lógica funciona com qualquer game, inclusive os que não precisam do Proton para rodar.

O Winetricks é um programa gráfico também e você encontra ele no menu do seu sistema, originalmente ele busca usar a instalação padrão do Wine no seu computador, e não o Proton, por isso precisamos do comando supracitado para direcioná-lo para trabalhar na pasta correta, no entanto, essa aplicação gráfica pode ser útil para você encontrar o nome do pacote que você quer instalar, que seria o segundo destaque em amarelo no nosso comando, referindo-se ao "dotnet45", o nome do pacote do Net Framework 4.5.

Pesquisando no Winetricks

Como você pode ver, listado na primeira coluna da imagem acima temos o nome dos pacotes, se eu quisesse (por qualquer motivo) instalar as dlls do DirectX 10 em um prefixo do específico de um game via Proton, como o "Duel Links", para usar o mesmo exemplo, pela imagem acima, o nome do pacote que eu devo indicar é "d3dx10", logo, o comando ficaria:

WINEPREFIX=/home/$USER/.steam/steam/steamapps/compatdata/601510/pfx winetricks d3dx10 

Importante para finalizar!


Esse material não é, definitivamente, para quem simplesmente quer "sentar e jogar" apenas, mas para quem quer ir um pouco além com o Proton e explorar as possibilidades da ferramenta. 

Grande parte dos jogos compatíveis com o novo Steam Play simplesmente requerem o download do jogo normalmente e o seu clique no botão de jogar, e nada mais, rodando como se fossem nativos,  porém, existem alguns que com poucas modificações, como um simples parâmetro na inicialização, podem passar a funcionar ou funcionar melhor.

A parte mais avançada, destinada a quem quer testar profundamente e fazer alguns tweaks no próprio sistema da Valve é voltada, definitivamente, a quem quer explorar e ajudar a reportar quais são os problemas encontrados para que determinado título não rode e, com sorte, apontando a solução para o problema.

Estamos vivendo uma era de transição, até essa ferramenta ficar ainda mais madura, alguns ajustes para certos jogos podem ser necessários, e muitas vezes uma simples palavra na inicialização é a diferença entre fazer o jogo funcionar ou não.

Provavelmente, com o tempo, os jogos que forem passando para Whitelist da Valve e que precisem de certos comandos assim, já possuirão essas configurações de fábrica, sejam elas vindas da própria Valve ou do desenvolvedor do jogo.

O Proton além da Steam


O Proton se tornou tão interessante que agora já está fazendo parte de outros projetos como o Lutris, um software destinado para jogadores de Linux que agrega (ou tenta) todos as formas de jogar com o sistema do Pinguin, incluindo emuladores, no entanto, um dos pontos mais fortes do Lutris é a comunidade que cria scripts para facilitar a instalação de jogos como Overwatch e League of Legends, que pode ser instalados com, literalmente, um clique. Agora o Proton faz parte desse projeto também, assim como o DXVK.


Aproveite a jogatina, siga o nosso canal da Twitch pra acompanhar os gameplays usando Proton, e até a próxima!
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