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Wallpapers animados com o Komorebi

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segunda-feira, 22 de julho de 2019

Personalização é algo muito particular, cada pessoa tem seu estilo e gosto. No cenário Linux Desktop é muito comum ver diversas customizações nos temas, ícones e wallpapers bem bonitos. Caso faça parte deste “grupo seleto” que sempre está enchendo seu sistema com “perfumaria”, o tutorial de hoje é para você.

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O Komorebi é uma aplicação que permite utilizar vídeos como papel de parede, tornando o seu desktop quase vivo. Com um wallpaper animado, seu computador pode ter “mais a sua cara”, seja com um trecho de algum anime, filme ou vídeo que goste, ou animações criadas com esse intuito em mente. Garanto que as pessoas em volta vão “admirar” e perguntar: “como você fez isso?”

Requisitos para um bom funcionamento do Komorebi 


Utilizar um papel de parede “quase vivo” pode ser penoso para alguns hardwares. Obviamente, que você poderá fazer os seus testes e averiguar se em sua configuração o software não fique tão pesado. Minha recomendação pessoal é uma configuração de processador no mínimo dual core, quad core para cima é o mais indicado e começando com 6GB de RAM. Isso policiando-se bastante, o indicado seria acima de 8GB de RAM. Também é interessante desabilitar o recurso ao desempenhar tarefas mais complexas, como: edição de imagens e vídeos, renderização, jogos, etc.

Utilização do Komorebi


O Komorebi possui um funcionamento de simples compreensão. Basta executar a aplicação que um wallpaper animado aparecerá em seu sistema. Clicando com o botão direito do mouse em seu desktop e indo em “Desktop Preferences” uma janela com algumas opções aparecerá. Nela você pode habilitar um relógio, ícones na área de trabalho ou vídeos como wallpapers. Além, de poder escolher qual será o papel de parede.

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Para selecionar o papel de parede no Komorebi, acesse a segunda aba de nome “Wallpapers”. Selecione o tema desejado e clique no botão “Hide”, para esconder a janela com as opções.

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Existe a possibilidade de criar seus próprios temas para o Komorebi. Nativamente a aplicação permite isso com o programa “Wallpaper Creator”. Crie temas com imagens ou vídeos, e faça seus próprios wallpapers animados.

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Um site que recomendo para efetuar o download de diversos temas para o Komorebi, é o Akiba Illusion. Os temas estão no formato DEB. Veja a seguir alguns temas do Akiba.


Download e instalação do Komorebi


O Komorebi é distribuído no formato DEB, você poderá efetuar o download da aplicação por este link. Caso queira mais informações sobre o Komorebi, acesse sua página oficial no Github. Depois de baixar o pacote, instale normalmente com seu gerenciador de pacotes ou loja. Dê dois cliques sobre o arquivo e instale o Komorebi.

Resolução de erro na área de trabalho, ocasionado pelo Komorebi


Caso ocorra um erro, após executar o Komorebi e desabilitar o mesmo. Erro esse que impossibilita utilizar o desktop, mesmo com o Komorebi fechado. Execute o script que fiz, para corrigir tal problema. Você pode baixar o script por este link.

Primeiro dê a permissão para executar o script:

sudo chmod +x Resetar-Desktop-Komorebi.sh

Execute, logo em seguida:

./Resetar-Desktop-Komorebi.sh

Se mesmo assim o erro persiste, tente este comando (referenciando a uma imagem que queira utilizar como wallpaper e corrigir o problema):

gsettings set org.gnome.desktop.background picture-uri /caminho/do-seu/wallpaper

O Komorebi é um programa bem interessante para personalizar o sistema, você pode criar seus temas de forma gráfica ou baixar outros de terceiros. Particularmente gosto de fazer os temas “na unha”, e justamente esse será o próximo post ao abordar novamente o Komorebi (😁😁😁).

Faça parte de nosso fórum Diolinux Plus, até o próximo post, SISTEMATICAMENTE! 😎
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GPK-Application - Um gestor de pacotes para Ubuntu e derivados

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sexta-feira, 19 de julho de 2019

Existem alternativas para se fazer de tudo no mundo Linux, e dentro do mundo Debian e Ubuntu, duas das distros mais populares, não seria diferente. Hoje você vai conhecer o GPK-Application, um gestor de pacotes que pode te permitir maior maleabilidade do que a GNOME Software, que vem por padrão nas instalações padrões do Ubuntu e no Debian com GNOME.

GPK Application





Eu estava explorando um pouco os aplicativos na GNOME Software e me peguei pensando se existiriam outras ferramentas para gerir os pacotes do Ubuntu que não fosse o (excelente) Synaptic, especialmente, que conseguisse pesquisar por pacotes e softwares que não tem ícones, como a loja de aplicativos do Linux Mint consegue fazer, e então lembrei de uma ferramenta que eu tinha visto no Debian, o aplicativo "Pacotes", ou gpk-application.

Gerenciador de pacotes do GNOME

Você  encontra a aplicação da loja de aplicativos (Ubuntu Software/GNOME Software) procurando por "Pacotes do GNOME", ou então, instalando via terminal:
sudo apt install gnome-packagekit
Depois de instalado, você encontra a ferramenta procurando no menu do sistema por "Pacotes", ou, se preferir rodar pelo terminal, você pode chamar a aplicação usando o comando:
gpk-application

Como usar a aplicação? 


A forma de utilização é simples, basta pesquisar pelo pacote desejado, marcar para instalação e aplicar as alterações.

Instalando pacotes no Ubuntu

Existem muitas categorias do lado esquerdo da aplicação que são incomuns nas lojas atuais, talvez seja um "passeio" interessante explorar essas categorias. 😊

Continue o assunto no nosso fórum, o Diolinux Plus.

Até a próxima!
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Linux Mint 19.2 “Tina” Beta está disponível com muitas novidades!

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quarta-feira, 17 de julho de 2019

Nesta Terça-feira (16),  Clement Lefebvre (líder do projeto Linux Mint), soltou uma release do BETA do Linux Mint 19.2,  mostrando o que estará presente na versão final do sistema. Algumas novidades presentes são muito bem vindas, vamos a elas.

Linux Mint 19.2 “Tina” Beta está disponível com muitas novidades!






Demos uma “palinha” na cobertura do relatório mensal  do Mint, onde eles informaram que “dariam uma olhada com mais carinho” para o design e algumas correções importantes, como no SAMBA (para compartilhamento) e o update para o WINE 4 (“puxado” do Wine HQ). Outras melhorias também foram apresentadas, como:

⏺ O protetor de tela agora tem suporte para o teclado onboard, sendo útil para acessibilidade e computadores com touchscreen.

⏺ O Cinnamon agora tem um applet para impressora, quando uma impressora for adicionada ao sistema ele deve aparecer para dar acesso a configurações diretamente do painel.
⏺ Documentos recentes estão agora habilitados por padrão no Menu do Cinnamon.

⏺ A opção de escolher seu leitor de PDF favorito foi adicionada ao "Aplicativos preferidos" no painel de controle.

⏺ O applet para apresentação que permite usar wallpapers em slides, agora pode mostrar o nome do arquivo atual.

⏺ O gerenciador de sessões foi portado para o gdbus.

⏺ Aplicativos que podem inibir o encerramento de sessão, não mais exercem sua autoridade sobre logouts forçados

⏺ O scrolling natural pode ser configurado para mouses (ele só podia ser configurado para touchpads antigamente).

⏺ O efeito de “fade out” quando o protetor de tela aparece foi removido

⏺ Uma nova opção foi adicionada nas Configurações de privacidade para alterar a verificação de conectividade com a Internet.

Agora o Nemo tem condições para executar ações, como um script ou comando externo quando o usuário clica com o botão direito do mouse sobre um arquivo, dando maiores possibilidades para ele, como comentamos no artigo sobre o report mensal.

Mais uma novidade que estará presente na ISO do Linux Mint 19.2, é a ferramenta de reparo de boot (Boot-Repair). Essa ferramenta já salvou a minha pele muitas vezes ao fazer uma instalação de sistema operacional, onde o boot era perdido, como por exemplo, fazer um dual boot com duas distros Linux, usando a segunda em modo BIOS e a primeira estando instalada em modo UEFI. É uma ferramenta de manutenção excelente, é muito interessante que ela esteja presente.


Outra novidade que podemos pontuar, é o esforço da equipe do Mint em ajudar às pessoas que têm dificuldade na instalação do sistema. Há algum tempo eles já fornecem vídeos explicando, como usar parâmetro "nomodeset" na hora do boot, e nessa versão não poderia ser diferente, eles continuam lá, tanto com o modo Legacy quanto no modo UEFI (EFI).

Suporte para placas de vídeo  híbridas no Linux


O ponto que mais me chamou  atenção, foi em relação ao suporte para GPUs da NVIDIA (que é o meu caso e  de muitos) em notebooks híbridos ou Optimus Card. A equipe do Mint demonstra alguns parâmetros se o método do "nomodeset"  não funcionar. Antes de tentar esses parâmetros, eles recomendam que na hora da instalação do sistema, você instale o driver proprietário da NVIDIA e que no reboot, informando que não será necessário se preocupar com “mais nada”. Depois do reboot, um ícone aparecerá na barra de tarefas (muito parecido com o método que o Ubuntu 19.04 MATE fez), podendo assim trocar de GPU ali mesmo.

Se você não conseguir “subir” o sistema, os parâmetros que eles recomendam são:

"nouveau.noaccel=1" no lugar do "nomodeset".

ou  "noapic noacpi nosplash irqpoll" no lugar do "quiet splash".

Outra possibilidade é usar o  "Compatibility mode" (modo de compatibilidade na hora de dar o boot e instalar o Mint).

Depois da instalação, usar o "Advanced Options" -> "Recovery mode"  no menu de boot e escolher a opção de “resume”

Kernel e Drivers


Agora o gerenciador de atualizações do Linux Mint está ainda mais completo, sendo provavelmente a solução mais completa disponível no mundo Linux atualmente.

O gestor de atualizações permite que você configure atualizações automáticas, caso essa opção esteja ativa, agora o sistema impede o desligamento do computador caso alguma atualização esteja em andamento. Além disso, a sessão de mudança de Kernel, agora conta com variações que vão até o kernel 5.x, permitindo que você tenha um Linux Mint super atualizado neste sentido se você quiser.

Recentemente a Canonical anunciou que o Ubuntu 18.04 LTS estaria recebendo em seu repositório os drivers mais recentes da Nvidia, isso se reflete no Linux Mint também, permitindo que todas essas versões estejam disponíveis no gestor de drivers do Linux Mint 19.2.

O Linux Mint 19.2 BETA vai continuar na base  Ubuntu 18.04, entregando por “default” o Kernel 4.15 e as interfaces gráficas nas seguintes versões: Cinnamon 4.2, XFCE na 4.12 e MATE na 1.22. Essa versão terá suporte até 2023.

Os requisitos mínimos para rodar o Linux Mint Beta 19.2 são:

-1GB de memória ram ou 2GB para uma experiência mais confortável;

-15GB de espaço em disco ou 20GB para ter uma “folga”;

-Resolução mínima da tela de 1024x768

Para baixar o BETA, basta clicar neste link e escolher a interface da sua escolha. Ainda não temos informações sobre o lançamento da versão final, mas por experiência, considerando os lançamentos anteriores, geralmente o Linux Mint fica de duas a três semanas em Beta, antes do lançamento final.

Este artigo não acaba aqui, continue trocando uma ideia lá no nosso fórum.

Espero você até a próxima, um forte abraço.

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Linux Mint revela melhorias no ambiente gráfico e novidades

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quarta-feira, 3 de julho de 2019

Quem chega ao mundo Linux, muito provavelmente, se depara com a indicação do Linux Mint para começar a usar o pinguim (muito boa opção por sinal), assim não sentindo tanto a mudança de sistema e atenuando também a curva de aprendizagem. Para quem está habituado com o Mint, já virou tradição esperar os posts mensais com as novidades sobre o sistema.


Linux Mint revela melhorias no ambiente gráfico e novidades






A espera acabou e eis que o tão aguardado post “toma vida” e traz algumas coisas interessantes sobre o sistema.

No começo da nota, Clement Lefebvre (líder do projeto), agradece aos apoiadores e as doações que o projeto recebeu, também comenta com  empolgação sobre a próxima versão BETA do Linux Mint (provavelmente ele esteja falando do Mint 19.2), com as melhorias e recursos que estão sendo implementadas. Complementou que o ciclo de desenvolvimento foi “meio conturbado”, mas que agora está tudo bem.

Novidades vindo no Mint 


A primeira novidade anunciada, é a possibilidade de “pinar” (fixar) itens no Nemo (o gerenciador de arquivos do Mint). Esse novo recurso permite que você destaque pastas ou arquivos para que eles apareçam sempre no topo das listas, facilitando a sua organização. Isso realmente é muito útil para quem sempre tem vários arquivos ou pastas que precisa acessar constantemente, apesar de existirem formas diferentes de fazer isso, a função de "pinagem" parece ajudar.



Outra novidade que chega ao Nemo são as ações condicionais, esse recurso pode ser usado  quando você clica com o botão direito do mouse em um arquivo, onde é possível ver as ações disponíveis para ele, que até hoje eram genéricas. Com o Nemo 4.2, essas ações poderão conter scripts ou comandos externos, e assim dar condições específicas para o arquivo em questão. Um exemplo dado no post é: Se você tem um arquivo de vídeo em .mkv e tem 4GB, e está precisando dividir ele, basta clicar com o botão direito do mouse e clicar em “Dividir”. Como falaram, o “céu é o limite” para essa nova tecnologia que está chegando no Nemo 4.2.

Um recurso muito útil foi adicionado ao Menu do Cinnamon,  a diferenciação dos programas instalados no sistema. Por exemplo, se você instalar o Gedit, ele aparecerá como “Editor de Texto”, assim como o Xed. Na nova atualização, eles terão uma distinção, com o nome na frente.



Isso também vale para os programas instalados via Flatpak. Se um programa já veio por padrão nos repositórios e você instalou uma versão via Flatpak, este terá o nome "Flatpak" entre parênteses.

Como no exemplo do Glade.




Essas mudanças são realmente úteis, pois ajuda na hora de “bater o olho” e identificar os aplicativos.

Outra novidade foi na atualização da MintBox, parceria entre o Linux Mint e a Compulab. A nova versão é a MintBox 3, baseado no Airtop 3, vindo logicamente com o Linux Mint mais atual. São duas configurações “não definitivas”, mas que por hora são:

1. Configuração básica: Com um Core i5 (6 núcleos), 16 GB de RAM, 256 GB EVO 970, módulo Wi-Fi e FM-AT3 FACE.  US$1543 (na cotação atual do dólar, R$3,84, sai aproximadamente R$5.900,00 )

2. High end: Com Core i9, GTX 1660 Ti, 32 GB de RAM, 1 TB EVO 970, WiFi e Módulo FACE FM-AT3. US$2698 (na cotação atual do dólar, R$3,84, temos o valor de R$10.400,00 )

A questão da Canonical e os 32 bits


Os desenvolvedores apontam que a falta de desenvolvimento desse repositório por parte do Ubuntu faria com que o Linux Mint também fosse um sistema de 64 bits apenas em futuros lançamentos, mas mencionaram que pacotes como Wine e Steam são importantes para eles, sendo assim, eles estudariam as possibilidade de continuar a oferecer tais recursos, talvez até mesmo de forma semelhante ao Ubuntu.

Segundo a informação, “até 2020” é considerado um tempo bom o suficiente para pensar nessas questões e definir como será o futuro em relação a isso caso a Canonical decida realmente encerrar o suporte durante esse ciclo que, supostamente, por conta do tempo de suporte da LTS do Ubuntu, duraria até 2025.

Os desenvolvedores também comentaram sobre os pacotes Snap e o estudo para incorporá-los nativamente ao Linux Mint, apontando várias questões de ordem mercadológica que fazem eles preferirem inicialmente o formato Flatpak, você pode ler mais sobre isso no blog oficial do Linux Mint.

Ansioso para a nova versão do Linux Mint? Nós diga aí nos comentários o que espera dele.

Este artigo não acaba aqui, continue trocando uma ideia lá no nosso fórum.

Espero você até a próxima, um forte abraço.

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Kdenlive que se cuide? O editor de video Olive vem aí!

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terça-feira, 2 de julho de 2019

No mundo do software livre é pouquíssimo comum de algo assim acontecer, mas sempre que um projeto se destaca um pouco mais dos outros concorrentes, acaba acontecendo uma certa "estagnação", justamente porque o risco de "perder o trono" fica mais distante, talvez este seja um reflexo natural de como o ser humano por trás de cada um desses projetos funciona. Para o bem ou para mal (mas suponho que especialmente para o bem), o projeto Kdenlive tem um projeto que promete concorrência para o título de "melhor editor de vídeo open source".

Olive Editor de vídeo






Para mim o Kdenlive ainda é a melhor opção Open Source para fazer edições e o DaVinci Resolve é a melhor opção grátis, disparado, mas como concorrência é sempre bem-vinda, hoje você conhecerá o Olive!

O projeto é recente, começou a ser desenvolvido e divulgado em Novembro de 2018 e tem grandes ambições, segundo os desenvolvedores:

"Olive é um projeto para entregar edição de vídeo e composição de alta qualidade para todos, de forma gratuita e Open Source. O projeto almeja ser um opção completa para o Adobe Premiere Pro, Apple Final Cut Pro e o Vegas PRO sem comprometimentos. Uma solução poderosa, e ainda assim amigável para novatos, mas especialmente eficiente para as pessoas criativas em todo o mundo."

O projeto começou enquanto o desenvolvedor se dizia "um criador de conteúdo frustrado com o landscaping da cena de softwares de edição, confuso com esquemas de pagamento, falta de aplicativos que fossem multiplataforma, e softwares de baixa qualidade", isso o levou a um antigo interesse de desenvolver um editor de vídeo que combinasse os recursos favoritos dele e excluísse toda a burocracia e com sorte, todos os bugs que ele tinha com os demais editores.

Essa é basicamente a descrição contida no projeto do Patreon do editor e você também pode conferir o código fonte da aplicação no GitHub, onde é possível encontrar versões do software para Windows e macOS, além de Linux.

Quais funcionalidades ele tem?


Olive Editor

Ainda em estágio Alpha de desenvolvimento, o software tem muito a evoluir, o que torna muito interessante o seu feedback. Atualmente ele é simples em recursos, mas já pode servir para alguns trabalhos igualmente simples ou amadores.

O Olive tem suporte para uma ampla gama de codecs e formatos, assim como o Kdenlive, suporte para multitrack com separação automática de áudio dos vídeos e ferramentas de manipulação espacial e movimentação em plano cartesiano. 

Acompanham o editor um gama pequena, porém, útil, de ferramentas para manipulação dos arquivos na timeline. Se você pretende colocar textos e títulos simples no seu vídeo, isso já é possível também, e de uma forma simples e confortável.

O que ele NÃO pode fazer?


Possibilidades do Olive

A lista do que o Olive não consegue fazer é, na verdade, muito grande, mas novamente, trata-se de um software em estágio Alpha, que até pode, mas não deveria ser usado em produção.

Não existe possibilidade de trabalhar com correção de cores, efeitos de áudio são pouquíssimos, trabalhar com multi-câmera também é complicado e as transições são simples. Ainda é um pouco complicado manipular os arquivos na Timeline, no momento em que testei, nem mesmo o conjunto de atalho "CTRL+Z" para desfazer as suas ações estava funcionando, sendo necessário usar um botão na interface. Inclusive, a questão de atalhos de teclado é bem precária no momento também.

A renderização do software me parece "OK", mas nada surpreendente.

O Kdenlive é, sem dúvida, muito superior ainda, então se você busca um software que seja Open Source, ele ainda é a  melhor opção. 

Confira a review completa do editor!



Como baixar o Olive no Linux e testar?


Você pode baixar o Olive diretamente do site oficial, lá você encontra opções para Windows e macOS também.

download editor olive para linux

Talvez a forma mais prática de simplesmente testar a aplicação seja usar os arquivos AppImage que o projeto disponibiliza, no entanto, existem também versões em Flatpak e Snap, além de um PPA e muito mais.

Nos meus testes a versão em Flatpak, do Flathub, foi a escolhida.

No fim das contas, na minha opinião, o Olive está pronto somente para quem quer fazer edições simples, com cortes e junções, talvez um texto, algumas imagens sobrepostas e talvez uma música de fundo e efeitos sonoros, qualquer coisa além disso seria "pedir demais" no momento.

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Depois de testar nos conte o que você achou!

Até a próxima!
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Polo - Um gerenciador de arquivos surpreendente para Linux

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segunda-feira, 1 de julho de 2019

Apesar de existirem muitas opções dentro do mundo Linux para gerenciadores de arquivos, como o Nautilus do GNOME e o Dolphin do KDE, além outros usados em ambientes específicos, como o Nemo do Cinnamon e o Thunar do XFCE, pode ser que você queira algo diferente, por isso, hoje você vai conhecer um projeto chamado "Polo".

Polo File Manager





O Polo é um gerenciador de arquivos bem versátil, com vários recursos diferentes. Seu desenvolvedor é "Teejee2008", um produtor de software para Ubuntu de longa data. Apesar do desenvolvedor ter focado muito da sua vida a desenvolver softwares para o Ubuntu, o Polo File Manager não necessariamente precisa ser usado com ele, ou mesmo com a interface GNOME Shell, podendo ser usado em outras distros e interfaces também.

Polo File Manager

Apesar do visual aparentemente simplista, não se engane, os menus e organização do Polo oferecem recursos avançados e variados. Ainda em Beta, você pode encontrar uma descrição completa dos recursos do Polo no site oficial, entrentanto, podemos destacar:

• Múltiplos painéis, podendo-se dividir os espaços verticalmente e horizontalmente, criando assim até 4 espaços separados. Esse modo pode ser ativado pela tecla de atalho F4;

• Existem várias formas diferentes de visualizar os arquivos também, além da navegação em abas, já tradicional. Listas, ícones e até mesmo o modo Media View completam a gama de opções;

• O Polo também incorpora um gerenciador de dispositivos, favoritos e muito mais!

Polo File Manager e seus recursos


Além destes recursos bacanas, mas até certo ponto "comuns", o Polo também tem alguns recursos mais avançados como:

• Ações para manipulação de PDF, como unir e separar arquivos e páginas, adicionar senhas, rotacionar o PDF, etc;

• Opções avançadas para montagens de ISOs, desde a opção de bootar diretamente em um máquina virtual KVM, caso esteja instalada obvivamente, até criar um pen drive bootável com a ISO;

• Existem opções para manipular imagens, como rotacionar, redimencionar, reduzir a qualidade, otimizar imagens em PNG, converter para outros formatos, reduzir cores, etc;

• Checagem de  SHA2-256 e SHA2-512 diretamente do gestor de arquivos, para que você possa verificar a integridade de arquivos que baixe, como ISOs de distros Linux;

• Ferramenta para download automático de vídeos do YouTube, integrando o popular youtube-dl a uma interface mais amigável;

• E integração com serviços de Cloud Storage, como Dropbox e Google Drive via RClone.

Como fazer o download do Polo File Manager?


Talvez você já tenha se empolgado para testar essa nova ferramenta, mas é importante alertar novamente que se trata se um software em estágio Beta de desenvolvimento, ou seja, bugs são esperados. Mais do que isso, o software está todo em Inglês, apesar de isso não ser um grande problema, é o tipo de coisa que pode afastar algumas pessoas.

Na página de download você encontra pacotes .deb em 32 e 64 bits para download, compatível com Ubuntu e derivados, além disso, também estão disponíveis arquivos contendo o código fonte da aplicação e um instalador com a extensão .run, que deve funcionar em outras distribuições também, e que foi testado no Fedora, Arch e Debian.

Dica 1: No caso de baixar o arquivo .deb, basta dar dois cliques e fazer a instalação. Depois de instalado você encontra a aplicação no menu do seu sistema.

Dica 2: Caso você opte pela opção em .run, basta rodar usando este comando:

# 64-bit 
sudo sh ./polo*amd64.run 
# 32-bit
sudo sh ./polo*i386.run

Em seu GitHub, o desenvolvedor do Polo nos mostra também a possibilidade de fazer uma instalação via PPA, usando o terminal:

sudo apt-add-repository -y ppa:teejee2008/ppa
sudo apt-get update
sudo apt-get install polo-file-manager
Ao utilizar o PPA, você recebe atualizaçães automaticamente quando houverem novos lançamentos, juntamente com as atualizações tradicionais do seu sistema. Caso você não goste, ou prefira usa a interface ao invés do Terminal para adicionar o PPA, confira este artigo.

Limitações 


Como todo software Beta, são esperados bugs, e como todo software Open Source, você é incentivado a reportar ao desenvolvedor para que eles sejam corrigidos.

Mesmo conseguindo utilizar o meu tema de ícones (Yaru Dark), o Polo foi desenvolvido com o tema Arc-Dark em mente, de forma que ele não vai respeitar o seu tema GTK completamente. Alguns trechos de texto também podem ficar com problemas, especialmente os que contém caracteres especiais comuns na língua portuguesa, mas incomuns na inglesa, como o "ç" e palavras que possuem acentuação.

Para ajudar o projeto a melhorar, você pode fazer doações para o dev via Paypal, Patreon ou Bitcoin.

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Lembre de nos contar o que você achou do Polo e até a próxima!

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Estrutura de diretórios do Linux, como funciona?

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quinta-feira, 27 de junho de 2019

Tudo que é novo tende a parecer complicado, e digo "parecer" porque muitas vezes é apenas uma percepção baseada na sua experiência anterior. Muito provavelmente você iniciou a sua jornada na computação com o sistema operacional Windows, da Microsoft, e por conta disso acabou se adaptando à lógica do "Disco C" e seus "Arquivos de programas", o que pode causar estranheza eu se deparar com uma organização de um Unix-like.

Diretórios do mundo Linux







Windows e Linux evoluíram de formas diferentes, o Linux inclusive é muito mais parecido com qualquer outro sistema com raízes no Unix. Quem já explorou o sistema de arquivos do macOS talvez se deparado com um organização parecida com a do Linux inclusive.

Na verdade, o Windows, considerando a maior parte dos sistemas operacionais existentes, é o que tem uma das organizações mais diferentes, mas por ser tão familiar para as pessoas nos desktops, o “padrão” do restante do mercado é que acaba sendo esquisito. É um simples efeito colateral da popularidade do sistema da Microsoft.

A hierarquia de diretórios do Linux não é mais difícil ou mais fácil, é o tipo de coisa que é simplesmente diferente. Tanto o Disco C do Windows, quanto a "/" do Linux servem para a mesma coisa, mas fazem isso de formas diferentes.


Esse layout que podemos observar, segue, em maior parte, o chamado FHS, "Filesystem Hierarchy Standard", um padrão mantido pela Linux Foundation, que não necessariamente é mantido por todas as distros, mas é encorajado que seja (e geralmente é) para que seja mais simples desenvolver softwares que sejam compatíveis com a maior quantidade de distros.

Para que servem cada uma das pastas dentro da raiz?




/bin

Muitos dos nomes que a gente vai ver aqui são abreviações, bin, nesse caso, faz referência a "binary", ou "binário'. 

Nesse diretório você encontra os executáveis de diversos programas do lista, como o bash, cat, ls, firefox, etc. Aqui dentro também pode existir links simólicos e shell scripts, que são rotinas de comandos que são executadas em sequência.

De certa forma, você pode comparar com a pasta “Disco C:\ Arquivos de Programas” no Windows, com a diferença de que aqui, apenas os executáveis estão presentes e eles não são separados por fabricante ou algo assim, eles apenas aparecem em ordem alfabética.

Seria como se quase todos os .exe dos programas instalados no seu Windows estivessem dentro de uma mesma pasta.

No Windows você tem a separação por pastas e subpastas e quase todos os arquivos dos seus programas estão dentro delas, incluindo imagens e bibliotecas, as DLLs, atualmente em uma instalação de 64 bits do Windows, você ainda tem a pasta de diretório voltada para os programas de 32 bits que estão instalados, separando um pouco as coisas.

Windows directories

Assim como no Windows, onde alguns arquivos vão parar em outras pastas, como dentro da famosa "system32", no Linux, os programas separam seus arquivos em pastas diferentes também. Em suma, aqui em binários, ou /bin, você encontra os programas do seu sistema.

/boot

É uma pasta muito importante, por isso, não mexa aqui se realmente não for necessário. Como o nome sugere, essa é a pasta que contém os arquivos necessários para o seu computador iniciar. Como o seu bootloader, o GRUB, as entradas do Kernel disponíveis para ele e até mesmo o binário do memtest.

/cdrom

Esse diretório é um diretório legado, ele praticamente não tem mais serventia, a menos que você tenha um computador com um drive de CD-DVD, se for esse o caso, provavelmente a imagem do seu disco será montada aqui, quando você inserir o seu CD-ROM, os dados irão aparecer aqui dentro.

/dev

É a abreviação para “devices”, e como eu já falei diversas vezes, "tudo no Linux são arquivos". Então, em outras palavras, dentro dessa pasta você encontrará arquivos que correspondem ao seu hardware, arquivos que podem ser configurados e que podem mudar a forma com que um determinado “device” está funcionando. 

O seu HD, o SSD, são representados por arquivos dentro deste diretório. É por isso que as unidades são chamadas de "/dev/sda algum número", ou "/dev/sdb algum número", o número na verdade só aparece quando houver partições.

/etc

O nome já foi alvo de várias discussões, como a abreviação de “edit do config”, mas reza a lenda que o próprio Dennis Ritchie teria dito que a intenção era que fosse "et cetera", desde a época do Unix.

Independente do nome, a função dessa pasta é manter os arquivos de configuração do sistema “system wide”, ou seja, para todos os usuários do sistema, e não configurações específicas para um usuário. Essas configurações espefícicas para um usuário específico ficam em outro diretório, este próximo que veremos agora.

/home

É uma pasta muito importante, é onde ficam os usuários comuns do sistema, dentro dela você encontra pastas com os nomes dos usuários cadastrados na máquina, muito provavelmente você vai encontrar aqui uma pasta com o nome que você escolheu para o seu usuário na instalação do sistema.

Dentro dessa pasta, por sua vez, você também encontra uma região onde o seu usuário normal tem completo domínio, incluindo pastas que representam o seu desktop, seus documentos, imagens, downloads, etc.

Essa é a pasta que aparece quando você abre o seu gestor de arquivos. Mas ela é muito mais do que parece, porque ela também contém uma série de arquivos ocultos que armazena configurações e preferências de aplicativos que você tenha instalado para o seu próprio usuário, ao contrário do que acontece no /etc, o que é encontrado aqui, em termos de configurações, afeta somente o seu usuário. 

/lib
/lib32
/lib64
/libx32

Todas elas são pastas que contém bibliotecas de software para o sistema operacional e os aplicativos instalados. Um novo programa instalado pode adicionar libs nessas pastas e a palavra "lib", como você deve imaginar, é a abreviação de “library”, biblioteca em inglês.

As libs podem ser comparadas com as DLLs do Windows, são bibliotecas que podem ser usadas pelos binários do sistemas contidos em /bin e /sbin (que a gente ainda não falou sobre) para fazer os seus softwares efetuarem suas funções.

Diferenciando uma das outras, /lib é onde libs multiarquitetura vão parar, /lib32 para as de 32 bits e /lib64 para as de 64 bits, a pasta /libx32 é menos comum de ser usada, mas existem alguns softwares que podem usar um tipo específico de lib, usando x32 ABI, algo que você não realmente precisa saber agora, mas caso exista alguma lib assim, ela vai parar ali.

/media

É a pasta onde serão montados automaticamente as unidades removíveis do seu sistema, como o seu pen drive, HD Externo, ou mesmo, se você tiver um outro disco conectado ao seu computador, é aqui que vai aparecer. Os dispositivos são montados aqui automaticamente pelo sistema operacional, incluindo unidades de rede.

/mnt

É um irmão do /media, é a abreviação de “mount”, e ele é pensado para ser um ponto de montagem de unidades de disco feitas pelo próprio usuário manualmente editando o arquivo de configurações FSTAB que fica dentro de /etc.

Você pode fazer a montagem que você quiser, onde você quiser, mas esse diretório é uma sugestão amigável. 

/opt

O seu nome se refere a palavra “optional”, é nessa pasta que geralmente se encontram softwares instalados por fabricantes que vendem computadores com Linux ou por softwares proprietários, ou que simplesmente querem organizar todas as suas informações principais em um único diretório, afinal, é “opcional”. O Google Chrome fica aqui, o DaVinci Resolve também, etc. 

/proc

É onde você encontra arquivos que contém informações sobre o sistema e processos dele. Ele é um diretório virtual, esses arquivos não realmente existem no seu disco, eles são criados toda vez que você inicia o computador. Cada processo possui um arquivo ou diretório aqui, então digamos que eu queira saber mais sobre o processo do gnome-shell.
Nós podemos olhar no monitor do sistema qual é o ID do processo do gnome-shell, também chamado de “PID”, ou “process Identity” em inglês, repare que temos um número, esse número corresponde a uma pasta ou diretório dentro de /proc, esses arquivos são gerados pelo próprio Kernel Linux.

/root

Se você entendeu a função de do /home, fica bem simples de entender o /root. Ele é como o diretório /home, só que para o usuário Root, ele fica separado do diretório de usuários tradicionais para que ele possa ter permissões especiais de acesso e também como uma medida de segurança, você pode colocar o seu /home em outro disco e se ele falhar, você ainda assim você vai ter o usuário Root para tentar fazer algum reparo. Dentro dele ficam todos os arquivos de configuração de aplicações que o usuário Root utilizar, realmente bem parecido com a /home.

/run 

Esse é outro diretório virtual, ele não existe fisicamente no seu disco, ele é carregado na memória do computador quando você liga a máquina e também é apagado toda vez que você desliga. O nome "run" vem de “runtime”, ele armazena informações sobre o sistema desde o último boot, como usuários logados, daemons que estão rodando, etc. As distros podem usar esse diretório de formas diferentes e ele é relativamente novo nessa árvore, se comparado com muitos outros.

/sbin

Este diretório é como o /bin, ele armazena binários também, e o "S" no nome é para designar “system binaries”, que são programas que só podem ser acessados pelo administrador do sistema, como o comando “useradd” para adicionar novos usuários, que precisa ser rodado com o sudo com como Root.

/snap

É um dos diretórios mais novos, dentro dele você encontra os arquivos para os pacotes Snap que a Canonical vem desenvolvendo nos últimos anos. O suporte a pacotes Snap é padrão no Ubuntu e nas suas flavors e alguns derivados, como Zorin OS, essas distros vão exibir esta mesma pasta. Qualquer distro pode usar Snaps praticamente, mas se o sistema não oferecer eles de fábrica, muito provavelmente este diretório não vai existir.

/srv 

É a abreviação de “services”, no seu desktop ela provavelmente vai estar vazia, mas se você estiver rodando um servidor web ou um servidor FTP, você pode armazenar aqui os arquivos que serão acessíveis para outros usuários. O interessante dessa pasta ser separada nesse caso, é que você pode montar ela a partir de um disco separado também, deixando os seus arquivos isolados, ela também está na raiz do sistema, o que é bom para segurança, permitindo que você monte um sistema de permissões diferente em /var/www por exemplo.

/sys

É a abreviação de “system”, e é um diretório que existe desde sempre praticamente, é uma forma de você interagir diretamente com o Kernel Linux, é onde são armazenados drivers e firmwares por exemplo, ou módulos, como são chamados no Linux. Assim como o /run que a gente viu antes, esse diretório também não mantém arquivos no seu disco, ele é criado toda vez que você liga o computador.

/tmp 

Esse é o diretório de arquivos temporários, onde os programas podem armazenar arquivos que serão usados durante uma sessão. Os arquivos aqui devem ser apagados durante cada reboot, alguns distros implementam o /tmp usando um sistema de arquivos virtual chamado tmpfs, que roda na sua memória RAM. 

A pasta /tmp também pode guardar arquivos de recuperação, por exemplo, eu estive editando um áudio uma vez do Audacity, um software excelente, e uma das poucas, se não a única vez que ele crashou, ele conseguiu repor o projeto buscando por arquivos que estavam nessa pasta.

/usr

Esse é um diretório que mudou bastante ao longo da história do Unix e de seus filhos, como o macOS. USR, de meu conhecimento, pode significar duas coisas, não sei se existe uma certa, mas as duas fazem sentido: Pode significar “User”, como em usuário, ou “Unix System Resources”. 

Antigamente era onde a pasta dos usuários, hoje o /home, ficava. Aqui você encontra arquivos de programas e bibliotecas que são úteis para os usuários mas que não são considerados vitais para o funcionamento básico do sistema. Dentro desse diretório você encontra o diretório “local”, que é onde programas instalados via código fonte geralmente vão parar.

/var

O nome vem do nome “variable”, é um diretório que armazena arquivos que são esperados que aumentem de tamanho, como as runtimes dos pacotes flatpak, uma alternativa bem comum aos Snaps que nós comentamos antes.

Aqui você pode encontrar arquivos de backup, logs, cache de softwares do sistema operacional e não do usuário comum, o cache do usuário comum fica dentro de uma pasta oculta .cache dentro da home de cada um dos usuários em /home.

Não é tão difícil, é?


É curioso pensar nisso, mas como geralmente os usuários comuns não tem necessidade de alterar ou deixar arquivos nas pastas da raiz do Linux, não é incomum encontrar pessoas que usam alguma distro Linux há vários anos mas nunca se deu ao trabalho de aprender para que servem cada uma dessas pastas. 

Até a próxima!
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A Snap Store ganha novas páginas personalizadas de instalação para as Distros [UPDATE]

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sexta-feira, 21 de junho de 2019

A Canonical, dona do Ubuntu, desenvolveu o formato Snap para distribuir programas e assim facilitar a vida de quem quer portar o seu software para o Ubuntu e outras distros Linux. Para isso utilizam o Snapd como “motor” do pacote. Para saber mais sobre ele, basta acessar o novo artigo para habilitar a função em sua distro.


A Snap Store ganha novas páginas personalizadas de instalação para as Distros






Pensando em melhorar a experiência de quem quer usar o formato em outras distros que não sejam o Ubuntu, agora o site da Snap Store tem uma nova página de instalação. Se você usa uma distro que já tem o snapd habilitado por padrão, basta clicar em instalar o programa normalmente. Entretanto,  se você usa alguma distro que não tenha o snapd ainda habilitado, essa novidade vai facilitar a sua vida e de quem queira usar.

No seu navegador de internet, pode ser Mozilla Firefox; Google Chrome; Brave; Vivaldi ou Opera, basta digitar uma simples URL (endereço do site). A sintaxe é a seguinte https://snapcraft.io/install/[nome do programa]/[nome da distro]. Vamos a alguns exemplos.

O primeiro é usando o Skype e o elementaryOS. A sintaxe do endereço é: 

https://snapcraft.io/install/skype/elementary 

Então, aparecerá  a seguinte página (dividimos para ficar mais didático).





O segundo aplicativo e distro a serem usados, é o Spotify e o Linux Mint. Com a sintaxe:

https://snapcraft.io/install/spotify/mint 



        

No terceiro exemplo, vamos utilizar o Fedora e o Telegram (sim, o Telegram tem uma versão oficial em Snap, mas não está no site, fazer o que né 😁). A sintaxe da URL para o Fedora é:

 https://snapcraft.io/install/telegram-desktop/fedora





O último caso que vamos dar como exemplo, é o Slack e o Debian. Para o Debian, a sintaxe da URL é:

 https://snapcraft.io/install/slack/debian






Até o momento, 11 distribuições Linux estão "suportadas", são elas: Arch, CentOS, Debian, elementary OS, Fedora, KDE Neon, Kubuntu, Manjaro, Mint, OpenSUSE e Ubuntu.

[UPDATE]

Teve um update importante na pagina de instalação de cada aplicativo Snap. Agora, no final de cada pagina, aparece a lista das distros, com ícones de cada uma e "linkados" para a sua respectiva pagina de instalação personalizada. No exemplo abaixo, vamos utilizar o Spotify.



Com essa simples facilidade e comodidade na hora de instalar o programa em Snap, a Canonical tenta ampliar a sua participação no mercado e não ficando presa a base Ubuntu. Isso pode também aumentar a oferta de aplicativos, pois, com uma base maior, mais usuários e futuros consumidores poderão ser atingidos pelas empresas que distribuem tais softwares. Ainda assim, tem algumas coisas para serem arrumadas, como a questão dos temas, por exemplo. Creio também que muito em breve a opção de “Compra” ou “Buy” aparecerá,  proporcionando a venda de apps dentro da própria Snap Store, mas isso é só uma “previsão” rsrs.

Mas agora, comente aí para nós, o que achou dessa facilidade do Snap, de ter páginas específicas para as distros.

Este artigo não acaba aqui, continue trocando uma ideia lá  no nosso fórum.

Espero você até a próxima, um forte abraço.

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Adeus 32 Bits - Canonical enterra de vez a arquitetura no Ubuntu 19.10

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quarta-feira, 19 de junho de 2019

A Canonical tomou uma decisão para a versão 19.10 do Ubuntu, esta não terá mais suporte a pacotes e para a arquitetura de 32 bits, ou x86, se preferir. A confirmação foi feita por Will Cooke no fórum do Ubuntu.

Adeus 32 Bits - Canonical enterra de vez a arquitetura no Ubuntu 19.10






Na postagem de Cooke, é mencionado que a equipe de desenvolvimento do Ubuntu já vinha discutindo há mais de um ano o abandono da arquitetura i386, pois para manter a mesma qualidade de suporte, estava tomando muito tempo e recursos dos desenvolvedores,  visto também que o Kernel Linux, toolchains e os navegadores de internet estão deixando de suportar a arquitetura i386 (x86). Além disso, as correções e recursos na área de segurança mais recentes, não estão sendo mais desenvolvidas em tempo hábil para a arquitetura de 32 bits, assim chegando apenas em alguns casos só para 64 bits. Isso também foi discutido em uma lista de emails pública do Ubuntu. De forma resumida, o esforço para manter a versão de 32 bits é tão grande quanto o de manter a versão de 64 bits dos pacotes, mas atualmente poucas pessoas realmente utilizam tais pacotes.

Também foi comentado, que o Ubuntu 18.04 LTS será o último “da sua linha” a ter suporte a arquitetura, e que já na próxima LTS (20.04), não teremos mais suporte. Se você precisar de suporte a algum componente da arquitetura i386, a Canonical recomenda você permanecer nas versões 16.04 LTS ou 18.04 LTS, dando ênfase para a migração para a última LTS mencionada. Vale mencionar que o Ubuntu 18.04 LTS tem suporte até 2023, e o seu ESM (Extended Security Maintenance) vai até 2028 (nesse último caso, é pago).

Para quem desenvolve, a recomendação da Canonical é empacotar os seus aplicativos via snap e usar o “core18” (do Ubuntu 18.04) para ter o suporte de 32 bits.

Partes Polêmicas


Sei que muitos vão perguntar sobre a Steam, WINE, flavours e distros que são derivadas do Ubuntu. Bom, vamos por partes.

Sobre as flavours, Will Cooke foi categórico, todas as flavours vão seguir o mesmo caminho da “distro mãe”, sendo assim, a partir da versão 19.10, elas vão deixar de oferecer suporte a arquitetura i386. Isso acontece porque elas são construídas a partir do mesmo repositório ou pacote de softwares, e como eles vão deixar de dar suporte, aí seguem o mesmo “caminho”. 

As distros derivadas, como Mint, Pop!_OS, Zorin e etc; seguem quase a mesma premissa das flavours, se quiserem manter o suporte para a arquitetura i386, basta ficar na base do Ubuntu 18.04 LTS, ou então, passar a manter seus próprios pacotes de 32 bits por mais algum tempo.

Sobre os jogos via Steam e o Wine, Will dedica um boa parte de sua publicação comentando:

Q. A Steam não usa bibliotecas de 32 bits? Como posso jogar meus jogos?

A própria Steam empacota um runtime contendo as bibliotecas de 32 bits necessárias para executar o cliente Steam. Além disso, cada jogo instalado via Steam pode enviar as suas bibliotecas de 32 bits de que necessitam. Estamos discutindo com a Valve sobre a melhor maneira de fornecer suporte a partir das 19.10.

Pode ser possível executar jogos de 32 bits somente dentro de um contêiner LXD executando uma versão de 32 bits do 18.04 LTS. Você pode usar “pass through” da placa gráfica para o contêiner e executar seus jogos desse ambiente de 32 bits.

P. Como posso executar aplicativos Windows de 32 bits se o WINE de 32 bits não estiver disponível no arquivo?

Tente o WINE de 64 bits primeiro. Muitas aplicações “apenas funcionam”. Se não, deve ser usado métodos similares como para jogos de 32 bits. Isso é, usar uma máquina virtual baseada em 18.04 LTS ou um contêiner LXD que tenha acesso total ao WINE multiarch de 32 bits e às bibliotecas relacionadas.

Para ler a postagem completa e inglês do Will Cooke, você pode acessar através deste link.

Esse tipo de mudança pode afetar em diferentes níveis o suporte a determinados jogos no Ubuntu, mas teremos que ver o que sairá deste acordo entre Valve e Canonical. A situação de criar um container de LXD só se torna viável se for automatizada, se depender do usuário fazer isso, é apenas uma piada de mau gosto do senhor Will Cooke.

Este artigo não acaba aqui, continue trocando uma ideia lá no nosso fórum.

Espero você até a próxima, um forte abraço.

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