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O que leva um novo usuário desistir do Linux?

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quinta-feira, 11 de julho de 2019

Novos usuários que por algum motivo se aventuram em terras desconhecidas, ou para os mais íntimos, “o mundo do pinguim,”, acabam passando por situações nem sempre agradáveis. Uma parte acaba desistindo e passam a repudiar a plataforma, seja por uma desilusão ou não conseguirem moldar o sistema, como o que usava anteriormente. Hoje irei abordar alguns motivos que levam novos usuários a desistirem do Linux.


Em 2015 o Dionatan Simioni, simplesmente o “mandachuva do Diolinux” (😇😇😇), escreveu uma postagem com tema semelhante. Aconselho que leiam, e de fato algumas coisas também estarão presentes neste. No entanto, irei abordar conforme minha visão dos fatos e espero que você também enriqueça essa postagem comentando e dando seu ponto de vista.

“O início do fim”


O ser humano gosta de conforto e rotina, qualquer coisa que mude esse “modus operandi” irá nos causar aversão. Usar algo novo nos proporcionará um misto de sensações, como: medo, anseio, impotência, alegria, raiva, surpresa, fascínio, recordação, frustração entre outros sentimentos. A forma que canalizamos esses momentos ao descobrir um mundo novo, será um dos aspectos que ditará o fim ou início. Não é difícil identificar usuários que se tornarão amargurados com a experiência de utilizar Linux. Quantas vezes você já não viu alguém procurando uma distribuição Linux igual ao Windows? Não estou dizendo em uma interface que tenha a lógica de funcionamento semelhante, mas sim pessoas que querem um Linux como o Windows. Seja na instalação e seleção de softwares, atualizações, interface, atalhos, comportamento, sistema de arquivos e tudo mais. Usuários que não mudam essa mentalidade, estão fadados a abandonarem o Linux. A premissa é muito simples: “Por que usar Linux, se o que na realidade você quer é utilizar outro sistema?”, no caso o Windows. Talvez por características e vantagens que o Linux possua, porém, nada é só vantagens ou só defeitos. Aventurar-se ao novo requer uma mudança de paradigmas, e isso não é para qualquer um.

Instalação do sistema 


Ao contrário do Windows e macOS o Linux não está presente pré-instalado no ato da compra de um hardware geralmente, claro que existem exceções, mas isso, querendo ou não, acaba dificultando parte do processo. “Obrigatoriamente” um novo usuário, ou terá que solicitar a instalação por meio de terceiros, ou fazer por conta própria. Essa já é uma primeira barreira, instalar uma distribuição “na cara e na coragem”. 

Vejo muitos usuários de Windows usarem isso como o “xeque-mate”, mas lembre-se que o mesmo ocorre com o Windows. A diferença é que qualquer “técnico de esquina” instala uma cópia pirata do sistema da Microsoft, enquanto, outros nem ao menos sabem o que é Ubuntu. Atualmente instalar uma distro como Ubuntu, Linux Mint, Deepin, etc; não é uma tarefa complicada, isso no modo automático. Lembrando que estamos falando de um novato, que não conhece nada de Linux. Procedimentos, como: criar pendrive bootável, desativar secure boot, verificar se está em modo UEFI ou Bios LEGACY, são coisas que exigirão pesquisas e alguns tutorias no Youtube.

Opções, muitas opções, qual sistema escolher?


Uma das características que mais gosto no Linux, é tido como defeito e qualidade: ter muitas opções. Isso possibilita utilizar a distribuição que mais se aproxime ao seu perfil ou confundir os novatos (“uma via de mão dupla”). Um usuário despercebido e que não “manje nada de Linux” pode até ficar confuso com tantas distribuições, todavia, uma se sobressai entre as outras. Claro, que não digo que ela é a melhor, simplesmente é a que quase todo novo usuário inicia. Estou falando do Ubuntu. Seja por sua vasta documentação, blogs, tutoriais, canais no Youtube e tudo mais. O Ubuntu aparecerá logo ao pesquisar por alguma solução para Linux, e provavelmente ele será o primeiro sistema em que os novos usuários ouvirão ou irão se aventurar. No entanto, é inegável que a quantidade assombrosa de sistemas Linux podem tornar a escolha bem difícil para alguns usuários.

Incompatibilidade com hardwares 


Nesses anos que utilizo Linux, não me recordo de ter passado por este problema, mesmo no início em que sempre estive preocupado com incompatibilidades, “nunca fui agraciado” com esse tipo de situação (sempre pesquiso bastante antes de adquirir algum hardware, isso pode contribuir). Talvez um device ou hardware muito datado, ou uma placa wifi muito específica, acabem tirando o sono de algumas pessoas ao tentar instalar uma distro. Diversos fóruns estão com tópicos do tipo: “minha placa wifi não funciona em distro tal”, “impressora y não funciona no Linux”, “não consigo jogar com o driver proprietário de placa x” e por aí vai…

Catálogo de programas indisponíveis para Linux


Outra barreira que acaba desestimulando o uso de Linux, são alguns softwares inexistentes na plataforma. Esse assunto é bem delicado, pois, a “culpa” não é do Linux em si (se é que existem culpados). Algumas empresas julgam sem necessidade um porte ou desenvolvimento de seus programas para outros sistemas. Um exemplo bem expressivo é a Adobe, com sua suite de criação. 

Quando o assunto é Adobe, logo aparecem usuários dizendo: “Você pode utilizar o Gimp” ou “Existe o Kdenlive, Blender, DaVinci Resolve”. Digamos que não é tão simples assim, e dependendo do caso, nem sempre o usuário pode migrar de programa.

Gamers e suas dificuldades no Linux 


Jogar no Linux não é “um bicho de 7 cabeças”. Houve uma tremenda evolução nestes últimos anos, e muitos títulos se fazem presentes no sistema do pinguim. Se há alguns anos era impossível jogar games, como: GTA V, The Witcher 3, Overwatch, Dota 2, Counter Strike entre outros. Atualmente não é mais assim, porém, mesmo com inúmeros games nativos, SteamPlay (que permite executar games do Windows no Linux), nem sempre a tarefa será das mais amigáveis. Alguns jogos não irão funcionar de primeira, sendo preciso alguns ajustes. Sites, como o ProtonDB e tutoriais ensinando alguns parâmetros, podem facilitar o processo, mas isso vai exigir algumas tentativas e erros. 

Para jogos que façam uso de Wine, Proton (SteamPlay), dependendo do hardware a performance pode ser prejudicada e visivelmente afetando a gameplay. Anteriormente abordei o caso de programas que não funcionam no Linux, e com jogos não é diferente. Dependendo do game em questão, a única solução será manter um dualboot, abandonar o jogo ou desistir do Linux (ao menos momentaneamente). O que mais me impressiona nesta história, é a capacidade do Linux rodar jogos do Windows de maneira que parece algo nativo. Obviamente que isso dependerá do seu hardware e do jogo. Um aspecto que atrapalha o funcionamento destes games no Linux são os anti-cheats, na qual já abordamos em outra postagem.

Tipos de pacotes, particularidades do sistema e nomenclaturas 


Talvez esse seja o ponto em que os novatos mais se atrapalham. O que é um Flatpak, Snap, AppImage, apt, dnf, tray, repositório, etc, etc, etc. São tantas novidades que ou das duas uma: “o cara fica doido e sai correndo” (😜😜😜) ou começa a refletir do porquê disso e começa a aprender. Para usuários que querem um Linux igual ao Windows, a jornada acaba aqui. Para quem entende que é algo novo e aceita a realidade, que “não sabemos de tudo”, a jornada apenas começou. Esse passo exige muita humildade, pois, é de nossa natureza, querer ser o melhor. Aceitar que novas situações, experiências, tecnologias nem sempre estarão em nossos plenos domínios, evita frustrações, nos condicionando para o aprendizado. Tudo isso irá depender do usuário, e não do novo sistema. Algo que quero salientar é: que usuário é diferente de administrador de sistema. Não é obrigado a aprender tecnicamente como as coisas funcionam, apenas tirar proveito da tecnologia e utilizar em seu dia-a-dia. Uma coisa que nem sempre acaba acontecendo, os usuários de Linux acabam criando um apreço e mesclando entre serem “usuários e administradores”. Gosto de chamar esse grupo de “usuário intermediário”, que é aquele cara que não chega a ser um administrador pleno, mas que sabe muito e por vezes administra sozinho seu sistema. Se você chegou a este ponto, dificilmente desistirá do Linux.

Comunidade áspera 


Por muito tempo a comunidade Linux recebeu este rótulo, uma comunidade ácida e que espantava os iniciantes e suas “perguntas burras”. O motivo da existência de vários blogs, sites e canais do Youtube, em parte, foi devido a essa conduta repugnante. Sendo sincero, felizmente nunca passei por uma situação humilhante em algum fórum ou grupo. O motivo? Não participava de nenhum, e sempre quando me permitia a navegar por essas águas, observava tais atrocidades. Sempre fui um lobo solitário, buscando resolver meus próprios problemas. Por conta disso, perdi oportunidades de conhecer pessoas que realmente se importavam com os outros. Sei que a acidez de algumas comunidades já afastaram muitos usuários, algumas pessoas não compreendem que começamos do início, por mais estranho que isso possa soar. Enfim, pessoas sensatas estão levantando grupos que realmente fazem a diferença, fóruns que não menosprezam os iniciantes e que na possibilidade de algum “sem noção” ofender alguém, logo ignoram esse indivíduo, e é claro que, isso não se restringe a grupos que falam sobre Linux ou Software Livre e Open Source, é possível ver comportamentos similares em qualquer grupo “rival”, sobretudo no mundo da tecnologia, Intel e AMD, Nvidia e AMD, Xbox e Play Station, Samsung e Apple, etc; etc.

Ideias radicais


Você já ouviu pessoas dizerem a palavra “Ruindows”? Algumas falam em tom de gozação e em círculos com amigos, assim como sempre brinco e falo “Linûx” ou “que Linux não tem jogos”. O problema que algumas realmente pensam assim. Na realidade não tiro o direito de pensarem nesse tipo de coisa, vejo como reprovável quando querem empurrar esse pensamento “goela abaixo”. Muitos usuários nem sequer experimentam Linux, por acreditar que seus usuários são assim. Esse tipo de comportamento também ocorre em outros usuários de sistemas distintos. Não é raro ver alguns usuários do Windows espalhando lorotas de que: “Não tem como ser gamer e usar Linux” ou “Linux é coisa de comunista/fascista”. Muita desinformação ronda a internet.

Minha singela conclusão


Linux é um ecossistema que proporciona muitas vantagens e facilidades de uso, entretanto, “nem tudo são flores”. Existem defeitos, dificuldades e uma provável obrigatoriedade na mudança de sua rotina ou algumas ideias e pensamentos. Longe de ser algo ruim, apenas diferente, não existe certo ou errado nisso. Caso o programa no qual você “ganha seu suado pão” não esteja presente, não é crime algum não migrar ou deixar de utilizar o Windows, por exemplo. Aquele jogo que você mais gosta não está no Linux, ou não existe a possibilidade de jogá-lo. Não há problema em não fazer um dualboot. Sim, existem nomenclaturas e conceitos um pouco confusos, mas é absolutamente comum sentir-se desorientado ao iniciar em algo novo. Aprenda o essencial, minha esposa, por exemplo utiliza Linux e não sabe o que é um Flatpak. Ela simplesmente abre a loja do Linux Mint e instala o que quer. Minha mãe nem sabe o que é Linux, Windows, ou seja lá o que for e usava Ubuntu (😂😂😂). Mesmo criança meu irmãozinho utilizava, agora adolescente passou a vasculhar e fazer coisas sem ao menos me pedir ajuda. Recentemente ele resolveu um problema de um jogo via SteamPlay, descobriu sozinho alguns comandos do winetricks que solucionaram o bug no game e fez algo que tentei por algumas semanas sem resultado.

Os motivos abordados neste post, são os que julgo serem os principais a desmotivarem o uso do Linux para novos usuários. Fique a vontade para expor suas ideias, claro, sendo complacente com a opinião alheia. Não ofenda ou empurre seu ponto de vista, isso só gera brigas e não uma verdadeira e saudável discussão.

Para quem precisa de uma comunidade “mente aberta”, considere participar de nosso fórum Diolinux Plus. Não importa se usa Windows, macOS, iOS, Android, Linux seja o que for. O intuito do Diolinux Plus é auxiliar os usuários e promover debates de ideias de alto nível, sem picuinhas ou brigas de ego.

Até o próximo post, que hoje o assunto rendeu (😁😁😁), compartilhe esta postagem, SISTEMATICAMENTE! 😎
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Top 3 melhores apps de captura de tela no Linux

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sábado, 6 de julho de 2019

Há quem prefere simplesmente fazer uma captura de tela, entretanto, outros usuários querem mais. Tem horas que uma mera ilustração não resolve, e você terá que “desenhar” para que o outro não fique com dúvidas. Quase soa como aquele ditado “você quer que eu desenhe?”. Nesses momentos, uma ferramenta com mais recursos é uma boa solução.

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Antes de apresentar meu top 3, quero deixar claro que não estou colocando em ordem de “o melhor para o pior”. Na realidade as 3 opções se parecem bastante, mesmo mudando sua forma de trabalho, o resultado será praticamente o mesmo.

Flameshot


O Flameshopt esbanja praticidade e facilidade em seu uso, inclusive temos um post dedicado a ele. Você poderá adicionar setas, formas geométricas, texto, ocultar informação, selecionar apenas o desejado, mudar as cores dos objetos inseridos e muito mais. Para instalar o Flameshot em sua distribuição, acesse o post que citei anteriormente. O Flameshot também está na maioria dos repositórios.

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Caso esteja no Ubuntu, Mint ou derivado, utilize o comando para instalar:

sudo apt install flameshot

Instalação no Fedora:

sudo dnf install flameshot

Instalação no Manjaro, Arch:

sudo pacman -S flameshot

Ksnip


A vantagem do Ksnip sobre os outros desta lista é ser multiplataforma, assim, não importa se você está usando Linux, Windows ou macOS. Sua lógica de funcionamento é a mais peculiar. Ao invés de aplicar as alterações “em tempo real” durante a captura de tela, o programa primeiro faz a screenshot para depois dar a possibilidade de adições de elementos. Você pode baixar o Ksnip diretamente de seu Github. Para Linux existem 3 opções: DEB (Debian, Ubuntu e derivados), RPM (Fedora, openSUSE, etc) e o pacote em AppImage. Este último com a vantagem da portabilidade, sem a necessidade de instalação, além, de rodar em diversas distribuições. Caso não saiba como executar esse tipo de formato, acesse essa postagem.

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Deepin Screenshot


A próxima aplicação da lista, confesso que depois que passei a usar não consegui ficar sem, é o Deepin Screenshot. Uma ferramenta simples, mas bem completa. Também possui funcionalidades de: adição de formas geométricas, setas, blur, texto, seleção de área específica, etc. O Deepin Screenshot vem nativamente em sua distribuição de origem, como esperado, mas a aplicação encontra-se na maior parte das distribuições Linux. No caso do Ubuntu 18.04 e superior, Linux Mint 19 e superior, Fedora 30 e superior, por exemplo. Pesquise por “Deepin” na loja de seu sistema e verá o programa. 

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Caso esteja no Ubuntu, Mint ou derivado, utilize o comando para instalar:

sudo apt install deepin-screenshot

Instalação no Fedora:

sudo dnf install deepin-screenshot

Instalação no Manjaro, Arch:

sudo pacman -S deepin-screenshot

Curiosamente as 3 aplicações são desenvolvidas em Qt, e fica ao seu critério qual utilizar. O Flameshot destaca-se na quantidade de opções e por adicionar um ícone na bandeja de seu sistema. Já o Ksnip é uma escolha perfeita para quem utiliza mais de um sistema e gostaria da mesma aplicação em ambos. Outro ponto, é sua forma peculiar de funcionamento. Podendo agradar a uns e outros não. Por fim, o Deepin Screenshot preza por simplicidade e tem a comodidade de estar na maioria dos repositórios oficiais. Claro, que com ambas as ferramentas você poderá criar capturas de telas mais elaboradas de forma prática. Os tutoriais que escrevo para o blog Diolinux são com o auxílio do Deepin Screenshot. Em eventuais manutenções ou auxílios, já cheguei utilizar a ferramenta.

Faça parte de nosso fórum Diolinux Plus, até o próximo post, SISTEMATICAMENTE! 😎
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Atualização do VLC corrige falha grave de segurança

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domingo, 30 de junho de 2019

O VLC Player, é uns dos mais famosos players de música e vídeo entre as plataformas. Tanto que existem versões dele para Linux, Android, macOS, iOS,  Windows e até além disso, como mostra o site oficial. Reproduzindo quase todos os formatos do mercado, só ficando de fora alguns muitos específicos.

Atualização do VLC corrige falha grave de segurança





Por ser bem popular, ele acaba recebendo ataques corriqueiramente, das mais diversas formas. Com esses ataques, foram descobertas duas vulnerabilidades no aplicativo, que poderiam dar alguma dor de cabeça aos usuários, sendo assim, a atualização é recomendada.

A primeira foi a CVE-2019-5439, que segundo o relatório do NIST ( National Institute of Standards and Technology) informa, existia uma vulnerabilidade que pode “estourar” o buffer no VLC Media Player <3.0.7, causando uma falha que pode se acarretar em uma execução remota de código.

Já a segunda, é a CVE-2019-12874, que segundo o NIST, é “Um problema que foi descoberto em zlib_decompress_extra in modules/demux/mkv/util.cpp no ​​ VLC media player 3.x até 3.0.7. O demuxer Matroska, enquanto analisa um tipo de arquivo MKV mal formado, tem um double free.

Isso rendeu um posto do Jean-Baptiste Kempf, presidente da VideoLAN, em seu blog, falando sobre essas e as outras 31 vulnerabilidades.

Então se possível, atualize o seu VLC o mais breve possível.

Este artigo não acaba aqui, continue trocando uma ideia lá no nosso fórum.

Espero você até a próxima, um forte abraço.
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Conheça o editor de imagens vetoriais Boxy SVG

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segunda-feira, 24 de junho de 2019

O editor de imagens vetoriais Boxy SVG tem como foco, usuários “não técnicos”, bem como designers e desenvolvedores profissionais. Com uma interface inspirada em programas conceituados, Inkscape, Sketch e Adobe Illustrator. O Boxy SVG tem como premissa ser simples, familiar e completo. Sejam trabalhos como, criação de ícones, banners, gráficos ou ilustrações, a ferramenta “quer entrar no páreo entre os atuais gigantes do desenho vetorial”.

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O programa é proprietário e conta com versões para Linux, Chrome OS, macOS, Windows e até um web app. Algumas características do Boxy SVG, são:

  • Interface limpa e intuitiva;
  • Interface inspirada em softwares conceituados no mercado (Inkscape, Sketch e Adobe Illustrator);
  • Compatibilidade total com o formato aberto SVG;
  • Possibilidade em salvar os arquivos em SVG e SVGZ;
  • Exportação em PNG, JPG, WebP, PDF e HTML5;
  • Integração com o site/banco de imagens Pixabay;
  • Integração de fontes do Google;
  • Guias manuais, guias inteligentes e grade;
  • Operações de caminho (unir, cruzar, subtrair, excluir, fechar, inverter, etc.);
  • Operações de organização (alinhar, girar, inverter, ordenar, agrupar, etc.).

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Outro aspecto que podemos observar no Boxy SVG é seu foco em desenvolvedores web, facilitando a criação dos layouts e sites. Para esse público alvo, alguns pontos importantes podem ser evidenciados, como:

  • Mecanismo de renderização baseado em cromo;
  • Inspetor de código SVG e CSS semelhante ao Chrome Dev Tools;
  • Limpeza da saída SVG, preservando as IDs, classes, títulos e outros metadados;
  • Suporte de edição de sprites em SVG.

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Instalando o Boxy SVG


Como anteriormente mencionado, o software é multiplataforma. Acesse o site oficial do Boxy SVG, nele você encontrará os links para cada sistema. A versão Linux está no formato Snap.

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Caso ainda não possua o Snap configurado em seu sistema, essa postagem demonstra como é simples esse passo. Para usuários do Ubuntu, basta pesquisar na loja e efetuar a instalação normalmente.

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Se preferir instalar via terminal ou a loja de sua distribuição não possuir integração com os pacotes Snap, também é muito simples:

Comando para instalar:

sudo snap install boxy-svg

Comando para remover:

sudo snap remove boxy-svg

Utilizei o Boxy SVG e efetuei diversos testes, e mesmo não sendo um artista profissional não encontrei muitas dificuldades com a interface do programa. Claro, que uma adaptação pode ser necessária. No meu caso utilizo o Inkscape para compor as personagens do OSistemático e com o Boxy SVG as coisas não são exatamente iguais ao Inkscape. Isso é bom, mesmo com forte inspiração nele e outros programas vetoriais, o Boxy SVG tem sua própria identidade.

A questão é: você substituiria o programa que usa atualmente pelo Boxy SVG? Vale o teste, porém, a migração no meu caso não (já não sei quanto ao seu 😁😁😁).

Participe de nosso fórum Diolinux Plus, se gosta de desenho vetorial, lá encontrará outros artistas…

Até o próximo post, como sempre, SISTEMATICAMENTE! 😎
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Legendas em tempo real no Google Slides

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terça-feira, 18 de junho de 2019

A suíte office da Google está cada dia ganhando novas funcionalidades. Noticiamos recentemente que o G Suite recebeu suporte aos formatos do Microsoft Office, a opção de pagamento em Real para usuários do Brasil, agora o Google Slides vai receber mais essa nova função (que está em testes desde 2018).

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Conhecida como Closed Caption, o recurso possibilita por meio do microfone do computador detectar a voz e transcrevê-la. Algo semelhante existente no Google Docs. Com essas legendas automáticas, novos usuários poderão tirar maiores proveitos da ferramenta. A acessibilidade do recurso pode auxiliar o desenvolvimento de apresentações por pessoas com algum tipo de deficiência auditiva ou surdez, ou quem tem dificuldades na escrita.


Até o momento o “Closed Captions” só está disponível em inglês, porém, como já sabemos é uma questão de tempo para a Google adicionar o suporte ao português. A empresa inclusive promete que novos idiomas serão adicionados. A ativação do recurso é conforme o demonstrado no vídeo, logo acima. Clique no ícone “CC” na barra de navegação do Google Slides, e comece a ditar. O programa irá automaticamente criar as legendas. Lembrando, que o recurso não está disponível em nossa língua.

O que achou dessa opção? Fará uso quando possuir o idioma português? Participe de nosso fórum Diolinux Plus e fique por dentro das novidades.

Até o próximo post, SISTEMATICAMENTE! 😎

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Conheça o novo Linux Multimedia Studio

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terça-feira, 11 de junho de 2019

O Linux Multimedia Studio, ou como é chamado “LMMS”, é um software ideal para quem gosta de produzir músicas e usa seu computador em suas criações. Software Livre e multiplataforma, o programa possui versões para Linux, macOS e Windows. Uma ótima alternativa para quem não quer piratear programas como o FL Studio, Logic Pro, Cubase ou quer mais liberdade. Pois, ao utilizar uma ferramenta multiplataforma, você não fica preso a um sistema.

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Com o LMMS, tarefas como criar melodias, utilizar um teclado MIDI para batidas, sintetizar áudio, misturar sons, organizar amostras e muito mais, poderão ser feitas com seu vasto ferramental. A nova versão 1.2, veio recheada de novidades e refinamentos. Seu código foi reescrito, tirando melhor proveito do hardware, seja no uso aprimorado de processamento, menor consumo de memória ou suporte a telas com altas densidades de pixels. Por exemplo, além dos sistemas anteriormente citados, o LMMS 1.2 passou a suportar o OpenBSD (sndio) e o Haiku (BeOS). Houve uma melhora na exportação de arquivos WAV, MP3 e OGG.

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Algumas funcionalidades do LMMS


  • Editor de ritmo;
  • Editor de pistas;
  • Editor de teclado (teclado MIDI);
  • Editor/Organizador de músicas;
  • Mixer de efeitos de som, de até 64 canais;
  • Suporte a complementos nos formatos SoundFont2, LADSPA e VST;
  • 16 sintetizadores incorporados;
  • Emuladores OPL2 Roland TB-303;
  • Emulador SID Commodore64;
  • Emulador NES;
  • Emulador Gameboy e Yamaha e incorporadas ao sintetizador ZynAddSubFX;
  • Suporte multisampling, para os formatos SoundFont (SF2), Giga (GIG) e Gravis UltraSound (GUS);
  • Entre outras funcionalidades…

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Principais novidades da versão 1.2


  • Capacidade de salvar música na forma de um loop de som (opções “-l” e “-loop”);
  • Suporte ao formato Apple MIDI;
  • Gravação automática durante a reprodução;
  • Plugins e patches em um diretório separado;
  • Novo backend de som baseado em SDL usado em novas instalações por padrão;
  • Modo único e uma função de limpeza para canais não utilizados para o FX Mixer;
  • Nova ferramenta Gig Player para reproduzir arquivos no formato Giga Sample Banks;
  • Novo plugin do ReverbSC;
  • Novos add-ons do FX: Equalizador, Bitcrush, EQ Crossover e Echo Multitap.

Instalação do LMMS no Linux


Existem várias formas de se instalar o LMMS, ele está nos repositórios da maioria das distribuições. Entretanto, caso queira a versão mais atual, efetue o download da versão em AppImage, recomendado em seu site oficial. 

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Não sabe como rodar um app neste formato? Acesse essa postagem e veja como o processo é muito simples.

Caso prefira o bom e velho terminal, utilize os comandos abaixo:

sudo chmod +x lmms.Appimage

Depois execute com o comando:

./lmms.Appimage

Lembrando que você deve estar no mesmo diretório do seu AppImage (via terminal).

No passado tive meus momentos de “compositor”, e o LMMS pode ser um software muito interessante, seja para você amador ou profissional. Veja a entrevista (uma parte dela) que fizemos com Marcos Garcia do canal Vartroy. Você poderá ver o cenário atual da produção musical com software livre e open source.


Gostou do LMMS? É um programa bem completo, e caso tenha interesse na área, creio que é uma ótima escolha.

Participe de nosso fórum Diolinux Plus, quem sabe você acabe encontrando outros apaixonados por música e tecnologia por lá.

Até o próximo post, te espero aqui no blog Diolinux, SISTEMATICAMENTE! 😎
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Redream um ótimo emulador de Dreamcast para PC e Android

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quinta-feira, 23 de maio de 2019

O Dreamcast foi lançado no Brasil em 10 de Outubro de 1999. Desenvolvido em uma parceria entre a Sega e Microsoft, o console possuía aspectos interessantíssimos como: Sua arquitetura baseada nos computadores, facilitando a vida dos desenvolvedores ao portarem games de pc ao console. Um sistema inteiramente baseado no Windows CE, que pasmem rodava semelhante a uma distro linux em “live cd”. Além de poder executar funções de computadores da época, como digitar textos, navegar na internet, ver vídeos e ouvir músicas. Pena não ter “emplacado” mundo afora, no entanto sendo extremamente popular no Japão.

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O Dreamcast teve um lugar importante em minha adolescência, onde passei bons momentos com seus vários títulos. Eis a oportunidade de desfrutar de seus games de Dreamcast, seja no Linux, Windows, macOS ou Android. 

Redream, bonito, simples e eficiente 


Quem é familiarizado no mundo da emulação talvez já tenha pensado no clássico emulador de Dreamcast, o Reicast, mas iremos falar de outra alternativa. O Redream é um emulador de Dreamcast que possui uma interface clean, organizada e bonita. Sua compatibilidade atual é de aproximadamente 80% dos títulos do console, então as chances de não executar aquele seu jogo favorito são pequenas. 

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O emulador possui duas versões, uma “Lite” e outra “Premium”, sendo a primeira opção gratuita e a segunda custando US$5 (dólares). A única diferença de uma versão para a outra é a possibilidade de, na Premium, contar com a opção de renderização em alta definição. Algo que particularmente não me fez tanta falta, entretanto fique a vontade para adquirir a alternativa paga.

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Um emulador “direto ao ponto”


O Redream é dotado de uma interface simplista e elegante, sem distrações ou configurações complexas. Dividido em 5 categorias (“abas”), sendo elas: Games, Library, Input, Video e System. O programa é de fácil compreensão.

Em “Games”, ficam todos seus jogos adicionados anteriormente na biblioteca do emulador. Um detalhe curioso, é a atenção de seus desenvolvedores pelo design da aplicação, pois ao adicionar um game na biblioteca o emulador automaticamente efetua o download de sua capa original.

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“Library” é onde você indicará o caminho de seus jogos do Dreamcast, basta clicar no botão “Add Directory” e caminhar até a localização de seus games.

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Na categoria “Input”, existirá a possibilidade de configurar 4 jogadores no emulador. Para configurar as teclas ou botões (caso possua um joystick), basta clicar na opção conforme o número do jogador, depois “Customize binds” e atribuir as teclas/botões correspondentes. Como citei anteriormente, os detalhes visuais e facilidades de uso é uma vantagem gigantesca do emulador. Um simples gesto de oferecer visualmente o modelo do joystick original do console, auxilia muito no ato da configuração. Algo que não me recordo ver em outros emuladores.

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Agora na opção “Video”, as configurações básicas podem ser realizadas, como alterar a resolução, execução em modo janela, aspecto da janela do emulador etc.

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Por último “System”, com opções de região do console, linguagem da interface do emulador e muito mais. No presente momento que escrevo este post, não existe a opção ”Português” no emulador, entretanto não será nada que dificulte sua utilização.

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Baixando a versão desktop do Redream


Efetue o download do emulador no seguinte link. Escolha entre a versão “Lite” ou “Premium”, logo após, você será encaminhado para uma nova página. Fica ao seu critério baixar a versão “Stable”, com recursos estáveis ou a versão “Developmement” que recebe novas features e é a versão “não tão estável”. Depois selecione seu sistema operacional, no meu caso irei clicar no botão com o pinguim, indicativo de Linux.

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Extraia o “arquivo tar.gz” e verifique se o executável, denominado “redream”, possui a permissão para execução. No Ubuntu basta clicar com o botão direito do mouse, ir em “Propriedades” >> aba “Permissões” e averiguar se a caixa de seleção está marcada (Permitir execução do arquivo como um programa).

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Execute dando 2 cliques ou clicando com o botão direito do mouse indo na opção “Executar”.

Veja logo abaixo um vídeo que fiz no OSistemático, nele demonstro o download, explicação e utilização do emulador Redream.


Versão Android do Redream


Recentemente o Redream recebeu uma versão Android, sua interface é idêntica a desktop. Assim sendo tanto no PC como no Smartphone sua utilização será semelhante (ao menos no aspecto do design do emulador). Para desfrutar dos games do Dreamcast no Android, basta possuir um smartphone com processador Snapdragon 630. Creio que a experiência será satisfatória, evidente que quanto maior a capacidade de processamento de seu gadget, melhor será a jogatina.

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E você jogava muito no Dreamcast? Já gastei horas e horas jogando Marvel vs Capcom, entre outros games.

Continue esse bate-papo em nosso fórum Diolinux Plus, a galera lá também curte uma jogatina.

Até o próximo post, SISTEMATICAMENTE! 😎
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Linus Torvalds está correto? O motivo da impopularidade do Linux nos Desktops

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sexta-feira, 19 de abril de 2019

Algumas pessoas me mercaram nas redes sociais para que eu comentasse sobre uma matéria publicada no Olhar Digital sobre algumas declarações de Linus Torvalds, vamos discutir sobre isso um pouco?

Linus Torvalds sobre o Linux Desktop






Antes de mais nada, é interessante que você leia o artigo original do Olhar Digital, ele basicamente é uma transliteração de um vídeo de Linus Torvalds, no mesmo bate-papo lendário onde ele manda o dedo do meio para a Nvidia.


Esse vídeo é de 2012 e o artigo do Olhar Digital mistura alguns conceitos atuais com os antigos. No mundo da tecnologia muita coisa muda em 7 anos, no mundo Open Source então, nem se fala, ainda assim, na minha opinião, Torlvads tinha e tem razão.

Desktop é o único lugar que o Linux não tomou conta, segundo Linus Torvalds


O vídeo é muito interessante de fato, quando questionado sobre o Desktop ser ainda o único lugar onde o Linux não domina, Torvalds deixa transparecer um pouco de frustração, afirmando que "O Desktop era a intenção inicial dele ao desenvolver o Linux, e atualmente é o único lugar onde o Linux não obteve maior popularidade".

O motivo disso, segundo ele, é principalmente o fato de distros Linux geralmente não virem pré-instaladas com os computadores e laptops que as pessoas compram. "Ninguém quer ter que baixar e instalar um sistema operacional para usar um computador", comenta.

Ele está certo?


Apesar de muita coisa (mesmo!) ter mudado de 2012 para cá, de fato, as pessoas, de forma geral, não formatam seus computadores e instalam sistemas. Isso geralmente é tarefa dos técnicos e dos usuários que gostam de trabalhar com informática.

Muito da impopularidade do Linux está atrelada a isso, sem sombra de dúvidas. A popularidade também acaba afetando, por tabela, outras tecnologias, softwares e serviços desse entorno.

Quer um exemplo?

Por que softwares de alta qualidade de Hollywood, como Nuke, Lightworks, Maya, Blender e DaVinci Resolve possuem versões para Linux e o Adobe Premiere, After Effects, não?

Porque na indústria de Hollywood, Open Source é um padrão e uma tendência, Linux é utilizado nas produções, nesse meio (que é um nicho), o Linux é um dos padrões, enquanto os softwares da Adobe, ainda que vislumbrem os blockbusters de vez em quando, geralmente são conhecidos por serem usados por estúdios menores e por semi-profissionais, que aprenderem a usar Windows e querem ser atendidos dessa forma, além do macOS, é claro.

Não é certo ou errado, bom ou ruim, é apenas uma constatação de como as coisas são.

O caso do Android

Linus comenta que o sucesso do Linux através do Android se deve ao fato do sistema já vir pré-instalado nos dispositivos, coisa que nunca aconteceu em larga escala no desktops, de fato.

Atualmente é possível trocar ROMs de Android, mas é uma pequena parcela da população que faz isso, sendo que grande parte nem sequer sabe que existe essa possibilidade.

O Chrome OS seria a saída?


Lá em 2012, Torlvalds já comentava sobre os Chromebooks e seu Chrome OS. Este é um projeto da Google, que assim como o Android, também usa o Kernel Linux.

Usando o Google Trends, é possível ver uma crescente de interesse por eles nos EUA, porém, essa crescente existe basicamente por lá. É o tipo de dispositivo que ainda não atingiu todo o seu potencial.

Torvalds já comentou diversas vezes que acredita que provavelmente o meio do Linux conseguir chegar aos lares das pessoas em seus laptops é através da popularização destes dispositivos, ou mesmo de um Android Desktop, e eu acredito que ele esteja correto.

E as outras distros?


Em muitos casos o mundo Linux é movido à paixão. Existem dezenas de projetos para finalidades diferentes, mas nos restringindo ao desktop, vemos os principais jogadores deste tabuleiro focarem em um tipo de usuário desktop, e não em qualquer um.

Ubuntu, Fedora, Pop!_OS, elementary OS, Linux Mint, Manjaro e Solus OS, são bons exemplos disso.

Cada qual tem um foco ligeiramente diferente e procura oferecer ferramentas para facilitar a vida de seus usuários, mas de fato, geralmente tais usuários tem um nível técnico um pouco acima. Você pode até achar que qualquer um consegui instalar um sistema Linux hoje em dia, mas somente o fato de instalar um sistema operacional, como comentou Linus Torvalds, te torna um usuário diferente da maioria.

Dos integrantes dessa a lista, vários deixaram claro que estão focando nos famosos "Creators, Makers, Builders", como em nossa entrevista com o pessoal da Sytem76, fabricante de computadores com Linux e desenvolvedora do Pop!_OS:


Eu acho perfeitamente possível grande parte (e não a maior necessariamente) da população usar Linux sem maiores problemas, provavelmente em um número que nunca passará o Windows, mas com plenas capacidades de superar o macOS.

Eis um gráfico interessante para você ver:

Interesse de pesquisa sobre Linux no mundo

Esse é um gráfico do Google Trends. O Google é local ideal para fazer medições de popularidade, é onde as pessoas, de forma geral e majoritária, vão para buscar informações.

A análise é feita com uma coleta de dados de 2004 em diante, sendo que ela se torna mais confíável, segundo a própria Google, de meados de 2006 à 2008 em diante, onde foram feitos ajustes na sensibilidade do algorítimo de busca.

A linha azul corresponde ao macOS da Apple, da vermelha ao Ubuntu da Canonical, e a amarela ao termo Linux (relacionado a Software) de uma forma geral.

Podemos ver que o interesse em software Linux é maior do que o interesse em macOS, perdendo apenas em algumas regiões do mundo que geralmente falam Inglês, como EUA, Canadá, Austrália, África do Sul, etc. Equando que o Interesse por Linux aparece em larga escala na Europa e no Brasil, assim como o Ubuntu, que não é maior do que o interesse por Linux de forma geral no Brasil, mas é a distro com maior relevância neste sentido.

O termo "Linux" é algo bem genérico para ser considerado, apesar das distros usuarem o Kernel Linux, elas não são o mesmo sistema operacional, ainda que tenham várias coisas em comum. 

Vemos o Ubuntu ser muito popular no Reino Unido por exemplo, que é a sede física da Canonical (ou uma delas), mas não tanto assim nos EUA, por exemplo. 

O Interesse pelo Ubuntu e por Linux ao redor do mundo em comparação com o macOS, mostra que existe sim um mercado disposto a explorar coisas novas, a ponto de mesmo que as pessoas não tenham tantas opções de computadores com Linux pré-instalado, ainda gere dados de interesse o suficiente para criar estes números.

O Windows neste gráfico fica muito acima dos demais sistemas operacionais:

Sistemas operacionais
Windows em Verde

Ainda que, assim como os demais, venha perdendo interesse pelo público por conta da acenção dos Smartphones, muito provavelmente. Basta comparar com o interessante pelo Android e sua acenção nos últimos anos:

Android em Roxo

Então seria um caso perdido para outras distros, que não o Chrome OS?


Bom, depende: Você está correndo para algo? Você realmente precisa que alguma distro Linux se torne o sistema mais popular de todos?

Se perguntasse a mim, eu diria que não, eu não preciso. Mas também diria que sim, seria bom se fosse um pouco mais popular para equilibrar a balança. Nenhum tipo de monopólio é interessante e muitas pessoas poderiam se beneficiar de uma popularidade  maior. Existem muitos casos que as pessoas usam Windows porque precisam, não porquê querem.

Há algum tempo eu precisava trabalhar de terno (algo que eu nunca gostei), eu precisava daquilo por conta do tipo do emprego, mas eu nunca quis aquilo para mim de fato, tanto que acabei saindo do local e esse foi um grande motivo. Eu me sentia desconfortável e ninguém gosta de se sentir obrigado a algo, especialmente quando tem considerações contrárias quanto a isso. Aposto que é o caso de muitas pessoas por aí usando Windows.

A verdade é que as distros de desktop Linux estão cada vez mais amigáveis, e sim, elas tem muito potencial de crescimento e são feitas para agradar quem se agradar por elas basicamente. 

Elas existem para te dar escolhas, para evitar que você fique preso a algo que você eventualmente não goste, por exemplo:


Neste vídeo, intitulado "Para você que está de saco cheio do Windows", eu mostrei que podem, sim, haver alternativas, ainda que não seja para todo mundo, será para muita gente.

O feedback é fantástico, você pode ver pela quantidade de visualizações e pelos comentários.

Eu continuo sendo um fã de tecnologia, gosto do Windows e do macOS e acho eles soluções incríveis para diversos problemas (porque no fim é para isso que serve a tecnologia, te ajudar a resolver problemas), eu só não acho que são irretocáveis e nem únicos e que em muitos casos, Linux pode ser mais eficiente ou uma solução mais confortável por diversos motivos.

Parte do nosso trabalho no Diolinux é ajudar outras pessoas que também gostam de usar Linux e querem ajudar uns aos outros a fazer isso.

Eu continuo usando Linux no meu Desktop para produção de vídeos, edição de imagens e músicas, textos e games (sim, games! Confira o nosso canal na Twitch) simplesmente porque me atende, porque eu gosto, porque prefiro, porque me sinto mais feliz e satisfeito com isso, se nada mudar em alguns anos e o Linux não crescer mais no Desktop, muito provavelmente eu continuarei usando Linux por um único motivo: Porque funciona e permite que eu faça tudo o que eu preciso fazer por ele.

Não tenho motivo para "alergias" a outros sistemas, usar Linux me permitiu ver um mundo mais amplo, além do que eu pensava que era um computador ou sistema operacional, abriu tanto a minha visão a ponto de eu ver que nem o Linux é perfeito, muito pelo contrário, mas que o mundo é feito de mais coisas do que "janelas" e "maçãs", ainda que eu adorece apreciar a vista de uma bela "janela", comendo uma "McIntosh" suculenta.

Até a próxima!

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Mailspring um cliente de e-mail bonito e moderno

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terça-feira, 12 de março de 2019

Seja para trabalhos acadêmicos, profissionais ou até mesmo uso pessoal, ter um e-mail faz parte da nossa rotina, e a cada novo serviço ou aplicação que vamos utilizar, nos é solicitado uma conta de e-mail, e organizar todas as nossas “cartas eletrônicas”, nem sempre é uma tarefa fácil.

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Mailspring é um software multiplataforma “misto”, possuindo sua interface gráfica escrita em TypeScript com Electron e React, e seu mecanismo de sincronização em C++, atualmente apenas sua GUI é de código aberto, entretanto em seu Github é declarado que num futuro, seu mecanismo de sincronização também será open source, portanto trata-se de um software até o momento proprietário. 

Caso note a interface familiar, isso ocorre pois o app é um fork do Nylas N1, outro gerenciador de emails, mantido por um de seus antigos desenvolvedores, na qual garante que o Mailspring é mais rápido, consome metade da RAM e CPU, pois sua base é em C++, ao contrário do Nylas N1, que compunha de um mecanismo de sincronização em JavaScritpt, também dispõe de um compositor totalmente renovado e diversos novos recursos.

Formatos de distribuição do Mailspring


Acesse o site oficial do Mailspring e efetue o download da versão referente ao seu sistema, no caso do Linux existem 3 formatos de pacotes disponíveis, em DEB, RPM e Snap.

mailspring-cliente-email-snap-deb-linux-ubuntu-windows-macos

Para distros baseadas no Fedora e OpenSuse você pode utilizar a opção em RPM, se for Debian, Ubuntu e Linux Mint, em DEB, entretanto recomendo fortemente a opção em Snap, por possuir como diferencial o auto-update, nos outros casos você terá que baixar e instalar novamente a cada nova versão do programa.

Outro aspecto interessante é poder selecionar os canais de software do Snap, e testar a aplicação em diferentes estados de desenvolvimento, experimentando possíveis novas funcionalidades.

Caso não tenha configurado o Snap em seu sistema, veja como proceder como o seguinte post, lembrando que no Ubuntu o Snap já vem habilitado por padrão, porém no Mint não.

Instalando o Mailspring Snap via terminal


Para amantes do terminal, depois de ter configurado o Snap em sua distro, utilize o seguinte comando:

sudo snap install mailspring

Como informei anteriormente, com o Snap você pode testar as outras versões do Mailspring, basta adicionar uma das seguintes flags: “--candidate”, “--beta”, “--edge”, por exemplo suponhamos que você queira testar a versão beta do app, no entanto esteja ciente que versões em desenvolvimento podem conter bugs.

sudo snap install mailspring --beta 

Para desinstalar via terminal é muito fácil.

sudo snap install mailspring

Instalando o Mailspring Snap via loja no Ubuntu

Na loja do Ubuntu você pode encontrar o Mailspring pesquisando por seu nome e instalando facilmente com apenas uns cliques.

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Mailspring um belíssimo cliente de email


Logo após instalar o programa, você verá uma janela de login, para utilização do Mailspring é necessário cadastrar-se no serviço, mas calma que não será preciso pagar, ao menos que você queira os benefícios da conta “PRO”.

Crie sua conta normalmente, logue-se no cliente e uma janela solicitando a conexão de uma conta de email aparecerá.

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Para contas do Gmail, o programa disponibiliza uma URL, para integração com os serviços do Google, siga todo o passo-a-passo proposto pelo app, caso tenha eventuais dúvidas, confira o vídeo demonstrando um pouco das funcionalidades do Mailspring e sua instalação em DEB.


É bem simples e fácil configurar o Mailspring, antigamente sua interface era toda em inglês, em seu estado atual além da interface inteiramente traduzida em nosso língua, conta com corretor ortográfico, assinaturas personalizadas de email, temas para sua GUI, modos de visualização, integração com a tray do sistema e muito mais.

interface-cliente-email-mailspring-tema

E você utiliza algum cliente email? Confesso que em tempos e tempos mudo de aplicação, alternando entre o Thunderbird, Mailspring e o “Gmail Web”, e já me aventurei com o Geary, Evolution entre outros.

Comente logo abaixo sua forma favorita de gerenciar seus emails, ou se atualmente utiliza via navegador. 

Te espero no próximo post, aqui no blog Diolinux, SISTEMATICAMENTE! 😎
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