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Hackers invadem e acessam e-mails do Outlook

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terça-feira, 16 de abril de 2019

Nesta sexta-feira (12), a Microsoft enviou alguns e-mails para usuários do Outlook, informando que o serviço sofreu um ataque hacker, contendo dados como: endereços de e-mails, nomes de pastas e linhas de assuntos de mensagens foram acessadas por tais invasores (ou invasor, até o momento a MS desconhece se o ato foi obra de um grupo ou apenas um criminoso).

outlook-ms-microsoft-hacker-email-invadido

No dia 14, domingo, o site Motherboard revelou que a Microsoft enviou outra notificação para cerca de 6% das contas do Outlook.com que foram afetadas. Possivelmente o conteúdo dos e-mails também foram vistos, e a MS depois de minimizar a situação na primeira notificação, só admitiu o real problema, depois da apresentação de evidências desta violação.

Estima-se que os criminosos tiveram acesso não-autorizado a essas contas de e-mails entre 1º de Janeiro de 2018 à Março de 2019.

O porta voz da Microsoft, em um comunicado ao site The Verge, afirmou que essa “alegação de 6 meses é imprecisa”, referindo-se ao tempo dessas contas nas mãos dos cibercriminosos. A Microsoft esclareceu que a maior parte das contas afetadas foram notificadas e instruídas de como proceder.

Algumas vítimas tiveram senhas redefinidas no iCloud ligadas a iPhones roubados. Tudo indica que esse era o real motivo da invasão.

Como isso ocorreu?


Os hackers ou hacker, em primeiro caso, invadiu uma conta do suporte ao cliente da MS, como essa conta tinha altos poderes administrativos, o segundo movimento foi obter acesso a informações relacionadas às contas de e-mails dos clientes.

Minimização dos fatos e admissão do ocorrido


Inicialmente a Microsoft negou o caso, após confirmação por meio de evidências a mesma minimizou alegando que o conteúdo de seus e-mails não poderiam ser visualizados por invasores. Com novas evidências trazidas pelo site Motherboard, a MS tomou medidas cabíveis e notificou pela segunda vez os usuários que foram afetados pelo ocorrido.

Apenas contas de usuários comuns foram afetadas, as corporativas não sofreram por contar com um nível a mais de segurança.

Em um e-mail para os usuários afetados, a MS fez a seguinte observação que:

"Lamenta qualquer inconveniente causado por este problema" e deve ter "a certeza de que a Microsoft leva muito a sério a proteção de dados e envolveu suas equipes internas de segurança e privacidade na investigação e resolução do" problema ", bem como o fortalecimento adicional de sistemas e processos para prevenir tal recorrência".

A Microsoft informou que desativou imediatamente a conta de suporte afetada, ao tomar conhecimento do problema. Uma auditoria de contas de atendimento ao cliente serão realizadas, para garantir que casos como esse não se repitam.

União Europeia e as possíveis consequências


Sem informar o número de pessoas afetadas, é bem plausível que alguns destes usuários estavam na União Europeia, e que embora a violação dos dados seja um problema para a Microsoft, essa violação de dados está dentro do escopo do Regulamento Geral de Proteção de Dados da UE. É provável que uma investigação da UE contra a Microsoft esteja em andamento, averiguando se a “gigante de Redmond” fez o possível para impedir o ataque.

A Microsoft recomenda que você altere suas senhas, e mesmo que não esteja entre os afetados, essa ação é de extrema importância.

Outro ponto que quero salientar, é para além de uma senha forte, com caracteres especiais, números etc. Que ela não seja uma única senha, e um procedimento como o de ativar a verificação de 2 passos (duas etapas), deve sempre estar ativo.

Compreendo que empresas tendem a minimizar o ocorrido, seja para não causar uma “histeria coletiva” ou não “queimar sua imagem”, porém 3 meses é um tempo relativamente significativo, então averigue sua conta (caso possua Outlook/Hotmail) e troque todas suas senhas.

A era da modernidade tem dessas (😁😁😁) deixe suas opiniões em nosso fórum Diolinux Plus, e continue a discussão sobre o tema.

Te espero aqui no blog Diolinux, até o próximo post, SISTEMATICAMENTE! 😎
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G Suite agora suporta arquivos do Microsoft Office

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sexta-feira, 12 de abril de 2019

Por ser o "padrão do mercado" não é incomum receber documentos no formato da Microsoft, e para os usuários da G Suite uma conversão era necessária, ou fazer uso do Modo de Compatibilidade do Office (OCM), acarretando em algumas limitações.

gsuite-google-docs-sheets-slides-microsoft-office-word-powerpoint-exccel

Esse novo recurso permite uma maior autonomia e liberdade dos usuários do G Suite, não obrigando-os a terem o Microsoft Office ao manipular esses tipos de arquivos em grupo.

Agora o Google Docs, Sheets e Slides podem editar os documentos MS sem a obrigatoriedade de uma conversão ou modo de compatibilidade, suportando inclusive arquivos de versões defasadas do MS Office, como no caso de sua suíte de 2007 (empresas ainda utilizam o MS Office 2007, e já presenciei algumas vezes o 2003).

Um aspecto a ser observado, é que no ato de salvar o documento, o mesmo será compatível apenas com as versões atuais do Microsoft Office, sendo assim a edição de arquivos do Office 2007, 2010 serão plenamente suportados, porém os arquivos salvos provavelmente não vão ser compatíveis com os mesmos. Esse é um dos problemas de formatos proprietários, nem sempre existe uma retrocompatibilidade.

Documentos compatíveis com o Google Docs, Sheets, e Slides


  • Arquivos do Word: .doc, .docx, .dot
  • Arquivos do Excel: .xls, .xlsx, .xlsm (documentos Excel com macros), .xlt
  • Arquivos do Powerpoint: .ppt, .pptx, .pps, .pot

Em primeiro momento apenas um número limitado de assinantes receberão a nova feature, isso ocorrerá nas próximas semanas, e a Google pretende englobar todos os usuários da G Suite, sem custos adicionais, com tal novidade.

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Quanto a nós meros mortais, não houve nenhum pronunciamento da Google se em um futuro esta compatibilidade também estará disponível para não assinantes da G Suite, apenas posso especular que em princípio será algo exclusivo para os usuários empresariais, não obstante tal recurso poderá dar as caras na sua suite gratuita.

É interessante ver alternativas ao MS Office, mesmo atualmente sendo algo para usuários corporativos, a possibilidade de utilização do Google Docs por exemplo, com total compatibilidade para pessoas que tenham que manipular tais arquivos, é animador.

O G Suite pode ser testado gratuitamente por 14 dias, acesse o link caso tenha interesse.

E você o que achou deste novo recurso da G Suite? Acredita que essa compatibilidade venha para os usuários “gratuitos”? Lida com formatos proprietários, seja no emprego ou faculdade? Ou nem faz diferença, em seu cotidiano? Continue essa discussão em nosso fórum Diolinux Plus, e diga a sua opinião.

Te espero como de costume aqui no blog Diolinux, até o próximo post, SISTEMATICAMENTE! 😎

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Microsoft lança de forma oficial o Snap do Visual Studio Code

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terça-feira, 9 de abril de 2019

Mais um programa da Microsoft chegou de forma oficial para Linux, através do empacotamento via Snap. No dia 4 de Abril de 2019,  Microsoft e Canonical juntaram esforços para trazer o snap do VS Code oficialmente para o mundo Linux.

 Microsoft lança de forma oficial o Snap do Visual Studio Code






Você deve está se perguntando, “Ué, mas já não existia o programa via Snap lá na lojinha de aplicativos?”. Então “pequeno gafanhoto”, sim… já existia um pacote snap do VS Code, mas ele era mantido de forma independente por um dev da comunidade, mas infelizmente ele não tinha os updates e melhorias vindas oficialmente da Microsoft. Agora não haverá mais esse “perrengue”. 😁



A novidade ganhou destaque no Twitter oficial do aplicativo (e tweet fixo), com o anúncio do novo formato, como você pode ver no print abaixo.

Agora o formato via snap se junta com os outros formatos oficiais que distribuem o VS Code, que são o .deb; .rpm e .tar.gz (tanto 32, quanto 64 bits). O formato via snap só tem versão de 64 bits. Para baixar nos outros formatos, basta acessar este link e procurar pela empacotamento suportado pela sua distro.

Se você preferir instalar via Snap, primeiro vai precisar ter o snap habilitado na sua distro se já não estiver. Se precisar, temos estes dois tutoriais de como fazer isso.

Feita esta preparação do sistema, vamos instalar o snap do VS Code. O procedimento é bem simples e sem complicações.

Se você estiver no Ubuntu, pode instalar diretamente da Loja de Aplicativos, basta procurar por  visual studio code ou vs code e fazer o procedimento de instalação.

Se você não estiver, basta abrir o terminal e digitar ou colar o seguinte comando e esperar o procedimento de instalação terminar:

sudo snap install code --classic

Feito isto, basta procurar por Visual Studio Code no “Menu” da sua distro e começar a usar o programa.
Conte aí nos comentários se você já usa o VS Code e se gostou da novidade ou se esta é a primeira vez usando o editor da Microsoft.

Este artigo não acaba aqui, continue trocando uma ideia lá  no nosso  fórum.

Espero você até a próxima, um forte abraço.

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Instalando fontes no Linux para TCC e design gráfico

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quarta-feira, 27 de março de 2019

As normas da ABNT especificam algumas fontes para o desenvolvimento de um documento, sendo elas “Arial” ou “Times New Roman”, acontece que por padrão estas fontes não estão instaladas no sistema (na maioria dos casos), sendo necessário sua adição.

fontes-linux-ubuntu-mint-deepin-times-new-roman-arial-mscorefonts-ttf-otf

Adicionar fontes no Linux é uma tarefa super fácil, algumas estão até disponíveis nos repositórios oficiais do Ubuntu, Mint, Deepin entre outras distribuições. Também existe a possibilidade de efetuar o download de algum site e adicionar manualmente ao sistema, então vamos demonstrar ambas maneiras.

Adicionando as mscorefonts


As mscorefonts, também conhecidas por “Fontes Microsoft”, é o conjunto de fontes utilizadas comumente em especificações como a ABNT, este pacote é composto de tais fontes:

  • Andale Mono
  • Arial Black
  • Arial (Bold, Italic, Bold Italic)
  • Comic Sans MS (Bold)
  • Courier New (Bold, Italic, Bold Italic)
  • Georgia (Bold, Italic, Bold Italic)
  • Impact
  • Times New Roman (Bold, Italic, Bold Italic)
  • Trebuchet (Bold, Italic, Bold Italic)
  • Verdana (Bold, Italic, Bold Italic)
  • Webdings

Via interface gráfica


Para adicionar as fontes Microsoft em seu Ubuntu ou Deepin por exemplo, você poderá utilizar tanto a interface gráfica quanto o terminal. Caso escolha instalar as fontes sem a utilização “da telinha preta”, o programa gerenciador de pacotes Synaptic, deverá ser instalado antes. Pesquise em sua loja por Synaptic e instale o mesmo, logo após, efetue a pesquisa do seguinte termo: “ttf-mscorefonts-installer”, essa são as mscorefonts.

fontes-synaptic-linux-ubuntu-mint-deepin-times-new-roman-arial-mscorefonts-ttf-otf

No caso do Linux Mint, não é necessário instalar o Synaptic, pois sua loja consegue encontrar o pacote de fontes.

fontes-linux-ubuntu-mint-install-deepin-times-new-roman-arial-mscorefonts-ttf-otf

Via terminal


Se você prefere fazer o procedimento acima via terminal, basta executar o comando:

sudo apt install ttf-mscorefonts-installer

Instalando outros tipos de fontes


É certo que fontes como Arial e Times New Roman, são largamente utilizadas em documentos de texto. E para outras situações, como na criação de artes no GIMP, Inkscape etc? Nestes casos podemos efetuar o download de fontes em sites e adicionar ao sistema.

Existem diversas maneiras de se proceder, seja literalmente clicando duas vezes sobre o arquivo, para visualizar e depois instalá-lo, ou criando um diretório em sua home, caso possua várias fontes.

Um ótimo site para conseguir uma gama (quase infinita 😎) de fontes, é o dafont.com, nele você poderá baixar gratuitamente diversos arquivos. Os formatos mais comuns de fontes são: “TTF” e “OTF”, após efetuar o download, clique duas vezes sobre o arquivo de fonte e o visualizador de fontes aparecerá, ou clique com o botão direito do mouse, a primeira opção será o programa para instalar fontes no sistema.

fontes-linux-ubuntu-mint-deepin-times-new-roman-arial-mscorefonts-ttf-otf

Depois de abrir o visualizador de fontes é tudo bem intuitivo, basta clicar em instalar e aguardar o processo.

fontes-linux-ubuntu-mint-deepin-times-new-roman-arial-mscorefonts-ttf-otf

O método é bem comodo e pratico, porém ao trabalhar com muitas fontes, fica chato instalar uma a uma, para contornar essa situação, crie uma pasta denominada “.fonts” em sua pasta pessoal, e adicione os arquivos neste diretório.

Para visualizar as pastas ocultas no Ubuntu, Linux Mint e Deepin, clique com a combinação de teclas “CTRL+H” e esses diretórios serão visíveis (no KDE a combinação é “ALT+.”), se a pasta “.fonts” não existir, crie ela.

fontes-linux-ubuntu-mint-deepin-times-new-roman-arial-mscorefonts-ttf-otf

O site DaFont é uma ótima opção para downloads de fontes, entretanto há alguns anos disponibilizamos um pack, com acredite se quiser! Mais de 4.500 fontes, baixe esse pacote no seguinte link.

Veja também esse tutorial em formato de vídeo, caso alguma dúvida tenha ocorrido.


O GIMP pode inicialmente não reconhecer as fontes adicionadas na pasta “.fonts”, caso isso ocorra, acesse o post que ensinamos como adicionar fontes no GIMP.

Auxilie os novatos no mundo Linux, compartilhando nossas postagens. Que tal engajar-se em nosso fórum Diolinux Plus?

Espero você até a próxima postagem, aqui no blog Diolinux, SISTEMATICAMENTE! 😎
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Microsoft torna Open Source seu app calculadora

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quinta-feira, 7 de março de 2019

Há quem diga que a Microsoft apenas está preparando o terreno para num futuro próximo “se apropriar” do Linux e do mundo Open Source, ainda existe quem afirma que com o Satya Nadella a postura da empresa mudou e que a MS adaptou-se ao mercado, porém sempre existirá a dúvida pairando na mente, de quem viveu aquela época obscura da empresa.

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Inegavelmente com o passar dos anos, a Microsoft veio disponibilizando cada vez mais o código de seus softwares, em 2014 o Microsoft .NET Framework teve parte do seu código disponibilizado, também teve o motor do JavaScript em seu “finado” browser Edge (em breve a atual versão do Edge, será baseado no Chromium), o Chakra, parece que a empresa está “cedendo” ao padrão de mercado, o “jeito Open de Ser”, e desta vez mais uma aplicação entra na lista, o app de calculadora do Windows 10.

calculadora-app-windows-10-opensource-codigo-aberto-ms-mit

Distribuído sobre a licença de código aberto MIT, o app de calculadora do Windows 10, que é desenvolvido com o XAML, Azure Pipeline e Universal Windows Platform (UWP). Disponível no Github, todo o cronograma de desenvolvimento da aplicação, assim como a possibilidade de sugerir funcionalidades ou implementações, estará ao alcance dos desenvolvedores, e por ser Open Source, seu código pode ser utilizado em outros projetos.

Algo interessante para os novos desenvolvedores que pretendem utilizar de tais tecnologias, é ver como a MS utiliza seus padrões de desenvolvimento, uma forma eficaz de ver todo o processo e familiarizar-se com tais ferramentas.

E você acha que a MS está a cada dia indo em rumo ao Open Source? Será que no futuro o Windows será de código aberto? Algo interessante e que também pode entrar em discussão, ao se pensar numa Microsoft mais aberta, é seu pacote universal de programas, pauta de um Diocast, intitulado “Esse Windows ainda vai virar Linux?”, caso não tenha acompanhado basta ouvir todo esse bate-papo. 

Te espero no próximo post, e lembre-se, seja educado e respeite a opinião alheia, não esqueça de compartilhar o blog Diolinux, SISTEMATICAMENTE! 😎

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MSIX, o novo formato da Microsoft que será compatível com o Linux

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sexta-feira, 1 de março de 2019

Em Março do ano passado (2018), a Microsoft anunciou, no Developer Day, o seu mais novo tipo de empacotamento de programas, o MSIX. A princípio esse novo pacote vai ser para facilitar a vida dos devs que querem enviar os seus programas para a Microsoft Store, mas pelo andar da carruagem pode ser que chegue à outras plataformas, como o Linux.

 MSIX, o novo formato da Microsoft que será compatível com o Linux






Segundo a Microsoft, o novo formato vai permitir uma melhor implantação dos recursos como Win32, WPF e WinForm. Uma reclamação recorrente dos desenvolvedores.

O SDK do MSIX já está disponível no GitHub oficial da Microsoft e você pode conferir ele através deste link.






O MSIX funciona com a tecnologia de contêiner, como o Snap e Flatpak, assim ficando isolado do restante do sistema,permitindo o update ou desinstalação dos programas, sem afetar o restante do sistema.



Com o SDK em mãos, os desenvolvedores poderão distribuir o seu app para todas as plataformas e não depender somente da Microsoft Store. Hoje existem 3 (três) principais formatos de arquivos no Windows: EXE, AppX e o MSI. Com a possibilidade de distribuir fora da Store da Microsoft, os devs vão poder compatibilizar seus produtos com iOS, macOS, Android e Linux e até com versões mais antigas do Windows. No vídeo abaixo eles explicam melhor como vai funcionar.

              

Como podemos ver, o processo usa os contêineres, a mesma tecnologia usada nos famosos Snaps e Flatpaks, encabeçados por Canonical (Ubuntu) e IBM/Red Hat (Fedora, Red Hat Enterprise), agora sendo implementados por outra gigante do setor, a Microsoft.

Não podemos descartar que em um futuro muito próximo, produtos da Microsoft cheguem  no “planeta pinguim” utilizando este formato, como o Office por exemplo. Ou até mesmo a nova versão do navegador Edge, já que ele vai vir com o “motor” do Chromium.

O que você achou da novidade? Até a próxima!
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HP e mais 33 empresas tornam-se membros da Linux Foundation

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quarta-feira, 27 de fevereiro de 2019

No dia 25 de Fevereiro de 2019, a Linux Foundation anunciou em seu site oficial a adição de novos membros, para o incentivo e colaboração de seus projetos Open Source.

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São 29 membros Silver e 5 membros associados, totalizando 34 empresas que comprometem-se a auxiliar na manutenção de projetos tecnológicos de código aberto, por meio de doações e desenvolvimento, isso promove uma maior aceleração de tais tecnologias, na robustez e novas implementações. 

Ao contrário do que o nome sugere, a Linux Foundation não é apenas responsável pelo kernel Linux, e sim outros projetos como Hyperledger, Kubernetes, Node.js e ONAP etc; Uma verdadeira incubadora de novas tecnologias, que agora com novos membros mais projetos poderão se beneficiar.

Gigantes que contribuem para o Linux e tecnologias abertas crescerem 


Fundada no ano 2000, a Linux Foundation vem ganhando a cada dia novos membros, atualmente com mais de 1000 empresas, temos gigantes da tecnologia como: Google, Intel, Qualcomm, Oracle, Dell, Adobe, Faceebook, Toshiba, Toyota, Panasonic, Uber, Ebay, Epic Games, Valve, Globo.com, Lg, Sony, Lenovo, Microsoft e muito mais, fazendo parte desse aglomerado, e o novíssimo membro a fazer parte da família é a HP, famosa por seus periféricos, notebooks e impressoras. 

Parece que a HP demorou um pouco para se tornar membro, levando em consideração que outras empresas que atuam no mesmo ramo já eram membros há algum tempo, porém, a Microsoft, uma das mais famosas empresas do mundo da tecnologia, tornou-se membro apenas em 2016, quando seu CEO, Satya Nadella, estava mudando os paradigmas da empresa, que antes considerava, nas palavras de Steve Ballmer, Linux como “um câncer”, e atualmente vem contribuindo com projetos Open Source, distribuindo versões abertas de seus softwares, como o PowerShell e Visual Studio, além de dizer publicamente que “ama o Linux”, criando até mesmo sua própria distribuição.

Que mais empresas possam abraçar projetos Open Source, e que a tecnologia evolua de forma inteligente e mais aberta.

Quais empresas você gostaria que abraçassem a causa da Linux Foundation? Deixe nos comentários suas previsões para o futuro do mundo Linux.

Até o próximo post, aqui no blog Diolinux, te aguardo SISTEMATICAMENTE! 😎

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Windows 7 com data para morrer, e agora, o que fazer?

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segunda-feira, 21 de janeiro de 2019

O sistema mais popular entre usuários Windows, o “Seven”, para os íntimos. Está com os dias contados. Após inúmeros anúncios de suporte estendido, o tempo está findando, e não haverá prorrogação, seu destino foi decretado. As únicas opções são: Migrar para outra versão mais recente do Windows, ou dar a chance a um novo sistema, e claro, você pode continuar num sistema inseguro, sem atualizações de segurança, mas arque com as consequências de tais decisões.

fim-suporte-windows

Com 36% da base de usuários Microsoft, atualmente o Windows 7 mantém uma porcentagem enorme de utilizadores, mas em 14 de Janeiro de 2020 terá suporte encerrado. 

Para empresas, via suporte pago, poderá ser estendido até Janeiro de 2023. Um gasto adicional, para quem pretende continuar com o sistema. Tendo em vista a situação econômica do Brasil, não julgo ser algo viável para pequenos e médios negócios.

O que devo fazer?


O aconselhável é migrar de sistema o quanto antes, só que algumas barreiras dificultam a vida dos usuários.

Hardware datado é um problema, que em minhas manutenções, observo em demasia. O brasileiro parece não ligar muito para questões técnicas, e tem uma máxima: “Ta funcionando? Então tá bom”. Claro que isso não é uma regra, e nem todas as pessoas são assim. Apenas é um reflexo destes anos com manutenção e clientes que atendi.

Com máquinas mais modestas, é notória a dificuldade do PC, funcionar com versões superiores ao Windows 7. E com o fim do Seven, migrar para o Windows 10, não seria uma das melhores escolhas (nem versões como Windows 8.1).

Manter a versão desatualizada do sistema, também está fora de questão. Vulnerabilidades, portas abertas para cibercriminosos, bugs e outras dores de cabeça, são apenas os pormenores. E convenhamos, o Windows já tem fama de ter problemas com segurança, imagine sem suporte.

Solução inovadora


Se com um PC fraco, migrar para uma versão recente do Windows, não é a possível melhor escolha. O que fazer?

Não me entenda mal, não é por que o blog fala principalmente sobre Tecnologias abertas e Linux, que eu vá indica-lo cegamente, sem pontuar algumas questões. O blog Diolinux tem compromisso com a veracidade dos fatos, quando algo for opinativo, será o mais claro possível.

A solução que a MS recomenda, é adquirir hardware novo e migrar para o Windows 10, mas falar isso é “chover no molhado”, e para nossa realidade (situação econômica brasileira), nem sempre é uma opção.

Nestes casos, recomendo alguns levantamentos: Sua empresa ou você utiliza algum software insubstituível? Você é acomodado e não quer ter o trabalho de aprender algo novo ou dar uma chance quando alguma situação fugir de sua alçada?

Se não teve problemas com as duas respostas acima, lhe indico o Linux. Uma alternativa, segura, moderna, eficiente e com o sistema certo (para iniciantes). Fácil de entender. 

Qual distro devo escolher?


Neste contexto, para usuários que estão migrando do Windows 7, não me vem outro nome na cabeça, além do “Linux Mint”. É um sistema fácil e intuitivo para usuários Windows.

A lógica, do “menu iniciar”, “barra de tarefas”, é algo simples e do cotidiano desses usuários. No Linux Mint, o visual não seria o problema.

linux-mint-cinnamon

Com a nova versão 19.1, muitas mudanças visuais, são familiares a novos usuários, e por basear-se no Ubuntu, a facilidade de drivers, programas, não serão barreiras para leigos. 

Só existe o Linux Mint, para novos usuários?


Sendo curto e grosso, a resposta é: NÃO!

Diversas soluções estão disponíveis, o próprio Ubuntu é uma delas. Com vários “sabores”, você poderá testar as interfaces disponíveis. Provavelmente a versão principal com Gnome, não seja a melhor escolha. Mas existem outras com XFCE, Mate etc.

O número de distribuições Linux para iniciantes é enorme, então aconselho testar, ver qual casa com seu computador, qual é do seu agrado etc. Essa é uma das magias do Linux, ter opções e interfaces. Algo que no Windows é diferente.

Facilidades e diferenças na instalação


Como todo sistema novo, exigirá tempo e paciência. Nesse primeiro momento, é onde muitos desistem. 

Alguns usuários, inflados por seu ego, não aceitam que não sabem, que Linux não é igual ao Windows. É normal ter algumas situações adversas com o tempo, o “bicho de 7 cabeças” será um “gatinho”, gerando momentos e reflexões: “Isso não é difícil”. 

O legal de sistemas como Linux Mint e Ubuntu são suas facilidades e softwares pré-instalados. Economizando um tempo no pós-instalação. E claro, existem diferenças na instalação do Linux e Windows, mas nada tão complicado, que um simples passo a passo não resolva.

Ainda falta algum tempo, vou aproveitar e depois migrar


Você tem todo o direito de esperar e utilizar o sistema que bem entender. Uma dica que dou é ir nesse período substituindo os softwares utilizados, por soluções multiplataforma. Assim o impacto será menor, e não terá dores ao migrar de sistemas.

Existem ótimas alternativas no mercado, por exemplo no lugar do Corel Draw, você pode começar a utilizar o Inkscape, confira essa lista, com outros exemplos de programas open source, que você pode utilizar no Windows.

Eis que o fim está próximo” e ir se planejando é o melhor a se fazer. Então não deixe para última hora, comece a se programar, testar novas alternativas. Aposto que não vai se arrepender. 

É usuário do Windows 7? Conhece alguém que utiliza ele? Deixe nos comentários sua opinião, e compartilhe com seu amigo esta postagem. 

Nos vemos no próximo post, SISTEMATICAMENTE! 😎

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Projeto MU é apresentado pela Microsoft, o UEFI de código aberto

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quinta-feira, 27 de dezembro de 2018

A Microsoft, através doblog do Windows, fez o anúncio do “Projeto MU’, uma adaptação do projeto EDK II TianoCore’s para o UEFI (Unified Extensible Firmware Interface) tornando ele open source, sendo aproveitado pela empresa nos dispositivos ‘Surface” e nas versões mais recentes do Hyper-V. A novidade foi anunciado aos 40 minutos do segundo tempo de 2018, no dia 19 de Dezembro mais precisamente.

 Projeto MU é apresentado pela Microsoft, o UEFI de código aberto






A MS começou a implementar o Project MU com as versões mais recentes do Windows, assim tendo uma escalabilidade melhor para o produto final. Segundo a empresa, a manobra vai beneficiar Servers, IoT, PC ou qualquer um que queria usar o Project MU.

No comunicado ainda é dito que ele não é um projeto paralelo, espelho, clone ou qualquer coisa do tipo, e que ele vai ser usado em produtos de “primeira linha” da Microsoft e será mantido para continuar e permitir o fluxo dos produtos dela.

Eles também colocaram metas primárias para uma primeira fase, que são:

- Compartilhar o código da ferramenta de forma ativa para solicitar feedbacks e atrair parceiro a colaborar, como em qualquer projeto open source;

- Promover, evangelizar e apoiar uma mudança na indústria para um ambiente mais colaborativo, para que todos possamos construir e manter produtos com custos menores e qualidade superior;

Que Microsoft é essa?


Dois pontos interessantes colocados no anúncio, eles querem facilitar e padronizar a implementação para os parceiros e assim derrubar algumas “barreiras”. O que traduziu-se na seguinte declaração:

“O Projeto Mu também tenta abordar as complexas relações comerciais e os desafios legais enfrentados pelos nossos parceiros hoje. Para construir a maioria dos produtos, geralmente são necessários ativos proprietários de código fechado, bem como códigos padrão de código aberto. O sistema de compilação distribuído e o design de vários repositórios permitem que as equipes de produto mantenham o código separado e conectado à sua fonte original, respeitando os limites legais e de negócios.”

E o outro ponto foi:

“Os projetos de código aberto de hoje, embora extremamente valiosos, são muito intensivos em recursos para interagir. Esse atrito pode afastar as grandes empresas do setor, evitando a interação pública, diminuindo assim o valor geral da comunidade. A era moderna de projetos de código aberto incorporou novas ferramentas e procedimentos para diminuir esse atrito e é nosso objetivo alavancar essas ferramentas. O GitHub fornece rastreamento de problemas, solicitações de pull, builds de gateways, revisões de código baseadas na web, rastreadas/requeridas, e CI/CD (builds e testes contínuos). Acreditamos que, ao alavancar e ampliar essa automação e fluxo de trabalho, podemos diminuir o atrito e promover um local seguro para todos os colaboradores trabalharem.”

Além disso, a Microsoft comenta sobre o desejo de trazer o FaaS (Firmware-as-a-Service) para o mundo Open Source e trazer alguns recursos, como os que eles listaram:

-  Uma estrutura de código e processo de desenvolvimento otimizado para Firmware como um serviço;
- Um teclado na tela;
- Gerenciamento seguro de configurações de UEFI;
- Segurança aprimorada removendo código herdado desnecessário, uma prática conhecida como redução de superfície de ataque;
- Inicialização de alto desempenho;
- Exemplos modernos de menu do BIOS;
- Numerosos testes e ferramentas para analisar e otimizar a qualidade da UEFI, etc.




Isso vai ser muito bom para quem tem notebooks ou desktops em que as fabricantes tem o seu boot todo personalizado e por alguns empecilhos de padrão ou compatibilidade com o Linux não o trazem para a plataforma, mas com o Project MU isso poderia ser ajustado e deixar de ser uma barreira para a utilização aberta do sistema que usuário desejar de uma forma mais simples e eficiente, já que estaria padronizado.

Se você quiser saber mais sobre o anúncio e o projeto, pode acessar o blog da Microsoft e o site do Project MU.

Espero você, até uma próxima e um forte abraço.

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2019 no mundo Linux - O que vai a acontecer?

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terça-feira, 18 de dezembro de 2018

O ano de 2018 foi realmente incrível para o Linux, com várias novidades em relação ao Kernel, Steam trazendo o projeto Proton à vida, vários projetos ganhando relevância e apoio, além de uma divulgação maior pela mídia.


 2019 no mundo Linux - O que vai a acontecer?





No post de hoje vamos “brincar” um pouco de “adivinhar o futuro do Linux nos desktops”, pois em outras áreas ele já “reina” de forma bem consolidada e com folga.

 Exemplos como NASA, NASDAQ, Down Jones, Google, Facebook, Twitter, Tesla e entre outras empresas e órgãos públicos usando Linux não faltam. A última empresa a aderir ao Linux nos seus servidores foi a Epic Games, utilizando o Kubernetes para dar o suporte ao Fortnite.

O que eu acho que vai acontecer?


Bom, começou como uma brincadeira pois alguns meses antes do lançamento do Steamplay e do projeto Proton, o editor que vos fala, tinha feito um vídeo falando do projeto DXVK e do Atari (sim, ele mesmo e ainda existe, só não sabemos quando vai sair =) ), e que eles seriam as revelações deste ano e que ajudaria a puxar o Linux para a popularidade nos desktops. O Atari ainda não deu o ar das graças, mas o Steamplay sim e com ele milhares de jogos que estavam só para Windows agora funcionam no Linux.

A última bomba que noticiamos aqui no blog e no canal foi o movimento que a comunidade fez no fórum da Adobe pedindo o porte do Adobe Cloud Creative, temos grandes chances disso acontecer.

Agora as previsões para o Linux em 2019:


- Adobe vindo para o Linux, usando o Ubuntu como base;

- Epic Games vai lançar a Store deles para Linux, nos mesmos moldes da Steam;

- Além do Edge ter uma versão para Linux, aposto que o Office 365 na versão básica (Word, Excel e Outlook);

- Blizzard pode vir para Linux também, trazendo o WoW, o seu carro chefe como desbravador. Visto que os jogos delea ja rodam em sua maioria sem problemas no Wine/Lutris;

- Mais jogos serão compatíveis com o Steamplay, assim ficando “de fora” só os games que ainda usarem anticheats, como Denuvo ou parecidos;

- Aposto que NVIDIA e AMD vão melhorar mais ainda os seus drivers para Linux, além de disponibilizar ferramentas e recursos presentes até o momento no Windows;

- E porque não pensar, Fortnite para Linux (mesmo que seja somente para o Ubuntu), isso já vai ser uma grande vitória.

Bom, essas são as minhas ”previsões” para 2019 no Linux e espero muito que se concretize,você pode dizer até que eu sou super otimista, mas pensar de forma negativa não ajuda em nada também.


Deixa aí nos comentários, qual a sua previsão para o Linux em 2019? O que você acha que pode acontecer?

Espero você na próxima, grande abraço.

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Microsoft vai usar o projeto do Chromium como base para fazer o Edge

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quinta-feira, 6 de dezembro de 2018

Em 2015 a Microsoft lançava o seu mais novo navegador para a internet, o Edge, que viria substituir ou aposentar o já “velho de guerra e combalido” Internet Explorer. Mas desde a sua estreia o novo navegador da Microsoft não vingou e nem agradou a todos. O lançamento dele foi junto com o Windows 10.

Microsoft vai usar o projeto do Chromium como base para fazer o Edge





O novo navegador da MS veio com uma nova tecnologia como engine, o EdgeHTML, que prometia renderizar as páginas da internet de forma mais rápida, além de tornar o navegador mais seguro, rápido e leve. Mas não foi isso que aconteceu, em um curto espaço de tempo ele se mostrou com muitos bugs, falhas e problemas que fizeram os usuários largarem o Edge de lado. Hoje somente 4% das pessoas usam o Edge para acessar a internet, mesmo com todo o esforço de marketing da Microsoft.




No comunicado postado nesta quarta-feira (6), em seu blog a Microsoft comenta o seu aumento na participação na comunidade de software livre (OSS) e assim se tornando um dos maiores apoiadores de projetos (OSS). E teve algumas partes que são interessantes em destacar:

“Os desenvolvedores da Web terão uma plataforma web menos fragmentada para testar seus sites, garantindo que haja menos problemas e maior satisfação para os usuários de seus sites; e como continuaremos a oferecer o entendimento orientado a serviços do Microsoft Edge de sites herdados somente do IE, Corporate IT terão compatibilidade aprimorada para aplicativos da Web antigos e novos no navegador que acompanha o Windows.”

Outro ponto interessante foi:

“Vamos passar para uma plataforma Web compativel com o Chromium para o Microsoft Edge no desktop. Nossa intenção é alinhar o Microsoft Edge com outros navegadores baseados no Chromium e tecnologias suportadas por eles. Isso fornecerá compatibilidade aprimorada para todos e criará uma forma mais simples dos desenvolvedores testarem suas aplicações para a maior parte dos browsers.  O Microsoft Edge agora será entregue e atualizado para todas as versões suportadas do Windows e com maior frequência. Também esperamos que esse trabalho nos permita levar o Microsoft Edge para outras plataformas, como o macOS.”

Para ver o comunicado completo veja o blog oficial deles.

Com isso a Microsoft dá mais um passo em adotar o open source em seu portfólio de produtos, contando com o WLinux, GitHub, Azure, abertura das 60 mil licenças entre outros. 

E com isso podemos pensar quem sabe em um dia poder usar um navegador oficial da Microsoft de forma nativa nas distros Linux, por que não né?? (lol). Visto que eles querem levar o Edge para outras plataformas.

Curioso é o fato de que praticamente todos os navegadores atualmente dividem uma base semelhante, uns mais outros menos, Chrome, Chromium, Vivaldi e Opera, Yandex e muitos outros, incluindo agora o novo projeto da Microsoft, todos tem uma base semelhante em comum, deixando o Safari e o Firefox como os “diferentões” do mercado.

O que você achou da novidade da Microsoft?

Até uma próxima e um forte abraço.
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Microsoft anuncia novos recursos para o WSL e seu “Linux Pago”

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sábado, 10 de novembro de 2018

Na segunda-feira (5), a Microsoft anunciou em seu blog oficial (o MSDN) que traria grandes novidades no update 18277 para o Windows 10, como a correções de bugs, melhorias na interface, implementações com a Cortana junto com a Amazon entre outras. Você pode conferir mais detalhes neste link.


 Microsoft anuncia novos recursos para o WSL e seu “Linux Pago”






Mas o que chamou mais atenção foram as novidades e recursos adicionados pela Microsoft em relação ao Linux, até mesmo uma versão paga dele chamada de WLinux. Mas calma, vamos explicar.

Novidades


As novidades começam pelas distribuições que estão disponíveis na Microsoft Store, que agora contam com o Ubuntu 18.04 LTS, OpenSuse 15 e o SLES 15, além do Wlinux.

Agora o Ubuntu 18.04 em WSL (Windows Subsystem for Linux ou Subsistema Windows para Linux) rodará em um dispositivo ARM para aprendizado ou simplesmente para o uso, assim “capturando” a versão ARM do aplicativo. Essa função é ativada se você baixar o Ubuntu pela loja da Microsoft.

O Bloco de Notas (Notepad) agora vai ter suporte para “final de linha” (Line Endings) do Linux e assim não mais tendo problemas em abrir arquivos vindos do sistema do Pinguim. Exemplo: Abrir um arquivo .sh e não perder a formatação. Para saber mais acesse o link.

Outra novidade é que agora você vai poder abrir um Linux Shell diretamente pelo Explorer do Windows, apenas pressionando  Shift+Botão Direito do Mouse em cima do arquivo que você precisar.



Mais uma novidade é que agora você pode instalar as distros no Window 10 via linha comando com o WSL ativado. Para saber como ativar ele a Microsoft recomenda ver o manual.

Depois de ter feito isso você precisa habilitar o WSL usando os seguintes comandos. No Exemplo foi usado o Ubuntu 18.04.

Invoke-WebRequest -Uri https://aka.ms/wsl-ubuntu-1804 -OutFile ~/Ubuntu.appx -UseBasicParsing

Add-Appx-Package -Path ~/Ubuntu.appx

Aí para instalar o Ubuntu 18.04, usa os seguintes comandos:

RefreshEnv

Ubuntu1804 install --root

Ubuntu1804 run apt update

Ubuntu1804 run apt upgrade -y

Fizemos um vídeo falando sobre o WSL lá no canal, você pode conferir o vídeo logo abaixo.

       

Agora você vai poder usar os comandos Copiar e Colar nos terminais Linux/WSL, basta habilitar essa opção. Para mais detalhes acesse aqui.




E o Linux pago da Microsoft, o WLinux???!!


Bom, segundo o post no blog oficial da Microsoft, o WLinux vai ser a primeira “distribuição” para WSL, com implementações feitas especificamente para serem usadas no WSL, como por exemplo toolchains para desenvolvedores e implementações sem suporte ainda, como o systemd. O WLinux é baseado no Debian, mas diferente do Debian que conhecemos. Esse Debian da Microsoft “transformado” em WLinux é mais voltado para quem é desenvolvedor ou entusiasta, visto que ele é todo construído para ser usado via terminal. Como podemos ver em algumas capturas de telas abaixo. Sendo assim, ele é mais uma das distros disponíveis para o WSL, como as outras que foram comentadas.








O WLinux vai ser comercializado por R$75 em média, mas está em promoção até o dia 13/11/2018 por R$18,95. Você pode acessar a loja da Microsoft para comprar ele.

Você pode acessar o projeto do WLinux e ver quais ferramentas estão sendo utilizadas, através do Github deles.

Muita gente confunde software livre com software grátis, mas a verdade é que uma coisa não tem nada a ver com a outra e se qualquer distro quisesse cobrar por seus serviços, isso seria perfeitamente legal e bem visto, o próprio Stallman fala sobre isso em seus discursos.

A grande questão é: O que de especial esse sistema novo da Microsoft traz para que justifique a sua compra? Tem algo que ele faz que não é possível de fazer com outras distros ou de outra forma? São objeções que o marketing da Microsoft precisará trabalhar, sem dúvida, se quiser vender o produto. Pode ser também que colocar um valor assim seja um teste para ver o quanto as pessoas estão dispostas a pagar por produtos do tipo, nunca se sabe.

Bom, é isso sobre a tão “polêmica” distro Linux paga da Microsoft,  só trazendo compatibilidades entre o Windows e as distros Linux, além dela trazer uma modificação do Debian com as suas implementações para funcionarem com as suas ferramentas e afins.

Isso tudo no final, quem ganha é o Linux, que em um futuro bem próximo pode “respingar” nas distros fora da Microsoft Store.

Se você quiser ver o post original do anúncio, pode acessar o blog. E se quiser ver as notas de lançamento pode acessar ela aqui.

Agora nós conte aí nos comentários o que você acha dessa investida da Microsoft em compatibilizar o Linux dentro do Windows.

Até uma próxima e um forte abraço.
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Microsoft entra para a Open Invention Network e libera 60 mil patentes para Linux

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quinta-feira, 11 de outubro de 2018

E esse ano de 2018, hein?!? Surpreendente em vários sentidos, especialmente na relação da Microsoft com a comunidade Open Source. Antes de te contar "a mais nova novidade do bairro", vamos fazer uma breve recapitulação de coisas que aconteceram neste ano.


Microsoft Loves Linux





Ainda hoje, toda movimentação que a Microsoft faz em prol do Open Source (ao menos aparentemente) ainda levanta suspeitas, naturalmente isso vem de décadas passadas onde a empresa se posicionou de forma contrária a esse tipo de iniciativa, não julgo quem pensa dessa forma, e digo mais, entendo perfeitamente.


Na verdade, até mesmo a Microsoft entende essa preocupação de parte da comunidade Open Source, no anúncio recente da adesão à OIN (Open Invention Network)Erich Andersen, Vice-Presidente Corporativo, Conselheiro Geral Adjunto da Microsoft, comenta:


"We know Microsoft’s decision to join OIN may be viewed as surprising to some; it is no secret that there has been friction in the past between Microsoft and the open source community over the issue of patents. For others who have followed our evolution, we hope this announcement will be viewed as the next logical step for a company that is listening to customers and developers and is firmly committed to Linux and other open source programs. "

Vamos voltar no tempo?


O que você estava fazendo no início do ano? Pode não parecer, mas 2018 já está em seu final e muita coisa interessante aconteceu nesse "embolado" da Microsoft com a cultura Open Source.

Skype em Snap

Em 3 de Fevereiro de 2018 nós estávamos anunciando a disponibilidade do Skype em formato Snap, compatível com a nova loja de aplicativos da Canonical, empresa que desenvolve o Ubuntu.

Essa medida iguala o software Skype às versões disponíveis para Windows e macOS, dando aos usuários de Linux basicamente a mesma experiência em qualquer plataforma. Como os pacotes Snap são "universais" e podem ser usados em qualquer distribuição Linux, isso leva  o Skype para qualquer lugar.

Azure Sphere OS - A distro Linux da Microsoft

Pouco tempo depois, em Abril, uma nova notícia surpreendente. Está claro que o principal interesse da Microsoft em usar tecnologias abertas (no momento) é deixar a sua plataforma de infraestrutura e serviços em nuvem mais robusta e segura, no entanto, outro segmento importante para o futuro é o IoT (Internet of Things) e foi assim que nasceu o Sphere OS.

Um sistema operacional da Microsoft, baseado em Linux, para ser usado em "Internet das Coisas".

Compra do GitHub

Em Junho a Microsoft demonstrou o seu interesse,  não só em fazer parte da comunidade Open Source, mas também de ser "a estrutura" para o desenvolvimento dela. 

A compra do GitHub, como era de se esperar, gerou muitos debates sobre a "benevolência" da Microsoft e fez com que muitas pessoas passassem a usar alternativas, como o GitLab. Passando alguns meses, o GitHub continua firme e forte e as pessoas passaram a ter mais opções.

SUSE e Microsoft de "mãos dadas"

Outra grande empresa do mundo Open Source é a SUSE, que agora com maior autonomia, trabalhou, em conjunto com a Microsoft, para oferecer o primeiro Kernel Linux Enterprise otimizado para o Azure.

O que nos leva a última novidade até o momento, a união ao OIN, porém, muitas outras coisas aconteceram, algumas maiores e mais chamativas, outras menores, mas igualmente importantes, ao longo dos últimos dois anos especialmente. Para saber mais das aventuras da Microsoft no mundo Open Source visite essa categoria aqui do blog.

Adesão ao Open Invention Network

OIN - Open Invention Network

Antes de mais nada, do que se trata a OIN?

A OIN, ou "Open Invention Network", é uma organização ou comunidade que agrupa várias empresas do mundo em um acordo de não usar suas patentes em "agressão" ao movimento Open Source, especialmente o Linux.

De forma geral, as empresas que fazem parte da OIN acordam em não viabilizar o famoso "Embrace, Extend and Extinguish", popularizado pela própria Microsoft nos anos 90, onde a utilização de uma tecnologia em conjunto com a de outra empresa acontecia e então uma delas acabava inviabilizando o negócio por conta de patentes.

Esse grupo é formato por milhares de instituições que querem usar as suas tecnologias em conjunto com o Linux, mas não querem que as patentes de suas tecnologias interfiram na adoção das mesmas, fazem parte do grupo empresas como Google, SpaceX, Canonical, Red Hat, Samsung, Canon, Philips, IBM e muitas outras.

A Microsoft, e todas as demais empresas participantes, sabem que ninguém confiará em desenvolver uma tecnologia baseada em Linux com a inclusão de tecnologia alheia caso, ou mesclando coisas, se existir o perigo de haver uma reviravolta legal no futuro, e no mundo de cloud computing, confiança é tudo, afinal, seus serviços e os seus dados (e dos seus clientes) estarão rodando ali.

Outro ponto é que para distribuir software de forma integrada ao Linux não se pode ferir o licenciamento do Kernel, que impede que algo seja redistribuído caso uma de suas patentes entrem em conflito. Ou seja, uma vez aberto o código, fechar não é tão simples.

A entrada da Microsoft e a liberação de 60 mil patentes pertencentes a ela para ION deixa de onerar o desenvolvimento de certas tecnologias, incluindo o próprio Android, para outras empresas que também compartilham desse tipo de tecnologia, como a Samsung e a Google. Esse tipo de medida, permite que outras empresas utilizem tecnologias da Microsoft em conjunto com o Linux sem entrar em conflito com outras licenças, como a própria GPL, garantindo que uma vez algo integrado, a empresa não possa simplesmente "cobrar por isso".

A estratégia de faturamento da Microsoft parece ter mudado drasticamente, abrir mão de tantas patentes que geram bilhões em receitas anuais só vem pela crença de que ao fazer isso, no futuro muitos outros bilhões virão, sem dúvida, e não há problemas com isso do meu ponto de vista.

Diferente de softwares proprietários, onde, geralmente, uma única empresa o detém, um software como o Linux é mantido e usado por inúmeras companhias ao redor do mundo e simplesmente não pode ser fechado ou inviabilizado graças ao Copyleft. A verdade é que a Microsoft chegou atrasada nesse mundo de Cloud, assim como chegou com os Smartphones no "boom" da era mobile, e certamente eles não querem que aconteça o mesmo que aconteceu com o Windows Phone.

A empresa parece ter entendido que conquistar esse mercado está mais ligado a trabalhar de forma colaborativa, aliando tecnologias que as pessoas já conhecem e confiam e desenvolvendo no topo delas, do que tentar forçar os usuários a aceitarem os seus padrões e serviços. 

Um bom exemplo disso é Azure, empurrar o Windows como a única solução para Cloud oferecida por eles simplesmente faria o segmento desmoronar, a tecnologia Open Source sempre esteve ali para ser usada e eles finalmente entenderam que podem usá-la como todos os seus concorrentes e oferecem essas soluções para seus clientes. Basta passear um pouco pelas soluções apresentadas no Azure para ver que muito pouca coisa lá oferecida funcionaria sem tecnologia Open Source.

Sempre haverão as pessoas que olharão com ceticismo, e elas estão no direito delas, é plenamente compreensível como já mencionei anteriormente, mas software livre é para todos, certo? Inclusive a Microsoft.

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