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Evernote anuncia versão para Linux em seu update de 2020

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quarta-feira, 15 de janeiro de 2020

O CEO do Evernote, Ian Small, tomou a frente da empresa há cerca de um ano, e prometeu reestruturar o Evernote como um todo. Um dos principais problemas enfrentados era a inconsistência dos aplicativos, visto que cada um tinha um editor diferente.

evernote-vindo-linux-update-2020

Agora, em janeiro de 2020, o próprio CEO lançou uma postagem de update no blog oficial do serviço contando o que já foi feito e o que vem por aí para o aplicativo de anotações.

Um dos planos que o Evernote tinha para o ano de 2019 era o relançamento dos aplicativos para dispositivos móveis e para desktop, porém segundo o Ian eles estão aproximadamente de 4 a 5 meses atrasados neste projeto. Existe uma série chamada “Behind the Scenes” no canal do Evernote no Youtube que mostra alguns dos projetos para os novos aplicativos, como o novo editor, melhoria na busca do Evernote Web, entre outras novidades.


Em dezembro foram iniciados testes com um pequeno grupo de testadores beta tanto de uma nova infraestrutura para o Evernote Web, quanto dos novos aplicativos para iOS e Android. Isso permite o compartilhamento da mesma infraestrutura para todos os clientes do Evernote, o que facilita na criação de novas ferramentas, facilita a manutenção e diminui a quantidade de bugs.

A maior notícia para nós usuários de Linux é que em adição aos novos aplicativos para iOS, Android, Windows e Mac, o Linux ganhará uma versão nativa também! Infelizmente não foi anunciada nenhuma data, mas assim que forem divulgadas mais novidades, traremos por aqui. Você pode conferir o post original do Evernote clicando aqui.

Se você tiver alguma dúvida sobre tecnologia, ou quiser compartilhar conhecimento com a comunidade, o Diolinux Plus é o espaço ideal para isso. Vem fazer parte da nossa comunidade!

Até a próxima!


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Ubuntu Touch cada vez mais compatível e funcional, confira as novidades

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quinta-feira, 28 de novembro de 2019

Segundo o que foi relatado pela equipe do Ubuntu Touch na sua última sessão de perguntas e respostas, o sistema recebeu várias melhorias, entre elas, a compatibilização com mais dois modelos de smartphones, e também foi instalado e rodou com sucesso em um Raspberry Pi 3.

ubuntu-touch

Semanalmente a equipe da UBports, organização responsável pelo desenvolvimento do Ubuntu Touch, faz uma live stream de perguntas e respostas no Youtube, na qual é feita a divulgação do progresso do desenvolvimento do projeto. Nessa live stream, além de responder questionamentos de pessoas de várias partes do mundo, a equipe também relata quais foram as novidades implementadas nos últimos dias.

Na última vez que o evento foi realizado, a equipe relatou mais dois modelos de smartphones que entraram para a lista dos dispositivos oficialmente compatíveis com o Ubuntu Touch, sendo eles o “Pine Phone” e o “Volla Phone”, da PINE64. Além disso, a equipe fez uma demonstração ao vivo do sistema rodando em um Raspberry Pi 3, utilizando a tela LCD de 7” oficial do projeto Raspberry Pi.

Os dispositivos Raspberry Pi estão amadurecendo de forma bastante rápida como plataformas de desenvolvimento, e tornarão o desenvolvimento de aplicações para o Ubuntu Touch mais acessível, para uma base muito maior. Isso faz uma grande diferença, pois pela primeira vez, poderemos criar uma verdadeira plataforma de desenvolvimento para o Ubuntu Touch.” disse a UBports.

Os membros da UBports também relataram que as próximas atualizações também trarão uma melhor compatibilidade com headsets bluetooth, e informaram que o servidor gráfico “Mir”, desenvolvido pela Canonical (empresa responsável pelo desenvolvimento do Ubuntu), poderá agora rodar sobre o Wayland, através do “Wayland protocol”.

Respondendo questionamentos dos inscritos, a equipe disse que por enquanto não existem planos para portar a base do Ubuntu Touch para a próxima LTS do Ubuntu, a versão 20.04, que será lançada em abril de 2020. Considerando a velocidade com que as coisas acontecem no mundo da tecnologia, cinco meses, que é o tempo que falta para o Ubuntu 20.04 ser lançado, é bastante tempo, por enquanto não há necessidade de fazer um upgrade na versão base do Ubuntu Touch. Existem coisas mais urgentes para serem implementadas e corrigidas.

A seguir você confere na íntegra (em inglês) o registro da live stream na qual as novidades foram anunciadas.


A próxima sessão de perguntas e respostas deverá ser realizada pela equipe da UBports no seu canal no YouTube, no próximo sábado (30), às 16:00 horas (horário de Brasília).

Ao ver as novidades semanais anunciadas pela equipe da UBports, fico cada vez mais ansioso para testar o sistema. E com certeza é o que farei, assim que tiver um smartphone sobressalente para instalar o Ubuntu Touch. Além de quê, também temos o Plasma Mobile, que conforme relatamos neste artigo, também está em constante desenvolvimento, e melhor a cada dia.

Ainda não acredito que, tanto o Ubuntu Touch quanto o Plasma Mobile possam se tornar sistemas “mainstream”, e “abocanhar” uma boa fatia do mercado. Mas tenho certeza que poderão ser alternativas viáveis para o Android e iOS, para muitas pessoas, em um prazo curto ou médio. 

O quê você pensa sobre a cena dos sistemas operacionais mobile? Acredita que o Ubuntu Touch, ou até mesmo o Plasma Mobile tem chance de se tornarem boas alternativas? Você pretende testá-los? Conte mais nos comentários! 😁

Confira também o artigo anterior, e bem recente sobre o Ubuntu Touch.

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GRID Autosport portado para Android pela Feral Interactive

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O jogo de corrida GRID Autosport, que mistura elementos arcade e de simulação, acaba de ser lançado para Android. Portado pela Feral Interactive, o game já está disponível na Play Store.


Após ter sido portado para Linux pela própria Feral em dezembro de 2015, e para iOS no final de 2017, chegou a vez do Android receber a sua versão do triplo A, GRID Autosport. Segundo a desenvolvedora, todas as características e gráficos da versão mobile do game são exatamente iguais as que estão presentes nas versões para console.

Todas as DLC’s que foram lançadas para o jogo ao longo do tempo foram portadas e incluídas na versão para Android. Quanto aos controles, o jogador poderá escolher entre: giroscópio, volante, setas direcionais e gamepad. A seguir você confere o trailer oficial do porte para Android, produzido pela Feral Interactive.


Os dispositivos oficialmente suportados pelo jogo são: Samsung Galaxy S8, Samsung Galaxy Note8, Samsung Galaxy S9, Samsung Galaxy Note9, Samsung Galaxy S10, Samsung Galaxy S10+, Samsung Galaxy S10e, Samsung Galaxy Tab S4, Google Pixel 2, Google Pixel 2 XL, Google Pixel 3, Google Pixel 3 XL, Google Pixel 4, e Google Pixel 4 XL, HTC U12+, LG V30+, Motorola Moto Z2 Force, Nokia 8, Razer Phone, Sony Xperia XZ1, Sony Xperia XZ2 Compact, Xiaomi Pocophone F1, Huawei Honor 10, Huawei Mate 20, OnePlus 5T, e OnePlus 6T.

Se o seu dispositivo não está presente nesta lista, isso não necessariamente significa que o mesmo não é compatível com o jogo. Embora apenas os dispositivos citados na lista acima são oficialmente suportados, segundo a Feral, o jogo deve funcionar na grande maioria dos dispositivos equipados com o Android 9 Pie, ou superior. Caso o seu aparelho não seja compatível (como é o meu caso), ao acessar a página do jogo na Play Store você deverá ver uma mensagem como a que apareceu para mim, exemplo logo abaixo.


Agora vamos tocar naquele assunto que, geralmente faz com que as pessoas tirem o sorriso do rosto. Preço. O jogo está saindo por R$ 48,99, o que é um preço um tanto alto, se formos comparar com a média de preços de jogos semelhantes disponíveis para a plataforma. Quanto a qualidade do game, se é realmente superior às suas alternativas mais baratas, só testando para saber.

Eu já possuo o jogo na Steam há algum tempo, e já o joguei por várias horas no Linux. Gostei bastante do jogo, mas particularmente não compraria a versão Android por esse preço. Mas é claro que, isso é questão de gosto, e se você é um grande fã da série GRID, provavelmente valerá o investimento.

Além disso, também existem muitos casos de pessoas que não tem um console, ou um computador bom o suficiente para rodar jogos como este. Nesses casos, é muito provável que comprar o jogo por esse valor possa valer a pena.

Você ficou interessado em adquirir o GRID Autosport para Android? Independente de qual for a sua resposta, nos diga quais são os motivos que definem entre valer ou não a pena adquirir um produto como este, nessa faixa de preço.

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O desenvolvimento do Plasma Mobile está avançando, e cheio de novidades

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segunda-feira, 25 de novembro de 2019

Nas últimas semanas, os desenvolvedores que estão trabalhando no Plasma Mobile fizeram vários posts no blog oficial do projeto divulgando os aprimoramentos mais importantes que estão sendo feitos no software. Neste artigo faremos um apanhado geral sobre os avanços do Plasma Mobile nessas últimas semanas.

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O Plasma Mobile, como o próprio nome sugere, é um sistema operacional para dispositivos móveis, que encontra-se em desenvolvimento pela comunidade KDE. O objetivo do projeto é criar um sistema mobile que seja completo, seguro, e que devolva aos usuários o controle sobre a sua privacidade.

A ideia do Plasma Mobile, é assim como o Ubuntu Touch (sobre o qual já falamos neste artigo), de ser um sistema convergente. Que pode ser utilizado tanto no smartphone quanto no computador. Dito isso, vamos à primeira novidade.

Viabilizando a convergência


Vamos começar falando sobre o projeto “Kirigami”, que proporciona o desenvolvimento de interfaces gráficas tanto no mobile quanto no desktop, podendo possuir comportamentos variados conforme o propósito da aplicação. A ideia é criar um menu lateral que permitirá ao usuário abrir as diferentes páginas existentes dentro de cada aplicativo. No desktop será uma barra lateral, na esquerda, na qual estarão listadas as páginas disponíveis para o aplicativo que está aberto no momento. No smartphone o funcionamento será praticamente o mesmo, porém, ao invés de uma barra lateral, será um menu deslizável.

O vídeo abaixo é uma prévia de como será o comportamento desta funcionalidade.


Tornar o sistema convergente entre smartphone e desktop é um dos principais desafios do Plasma Mobile, e é algo que pode tornar o código do software extremamente extenso e complexo. Grande parte dos esforços estão focados em desenvolver essa convergência com linhas de código mais simples, tornando o sistema menos complexo, e assim economizando tempo e recursos.

Mudanças simples, que geralmente não terão impacto nenhum para os usuários, podem eliminar redundâncias desnecessárias. Uma dessas mudanças foi remover o sistema de configuração de contas de dentro do aplicativo de configurações, para o app “KAccounts”. O que permitirá que o gerenciamento de contas de usuário seja feito através da mesma aplicação, tanto no smartphone quanto no desktop.

Outra mudança que foi feita seguindo essa linha de raciocínio, foi incluir a página de informações do dispositivo no aplicativo de configurações, ao invés de mantê-la como uma aplicação à parte.

O gerenciador de notificações também sofreu mudanças, para que o mesmo software possa ser utilizado tanto no mobile quanto no computador. Apesar de ser exatamente o mesmo software, o mesmo é capaz de detectar quando está sendo executado em um smartphone, para que assim possua um comportamento condizente com dispositivos móveis.

Página de informações do dispositivo.

Melhorias nas aplicações


• O app “Peruse” (Leitor de comic books), sofreu modificações para torná-lo utilizável em monitores HiDPI;
• Modificações foram feitas no Plasma Angelfish (Navegador web) para que o mesmo possua uma melhor integração com o Kirigami;
• Agora o gerenciador de arquivos é capaz de selecionar arquivos múltiplos em vários diretórios diferentes;
• Uma nova funcionalidade permitirá ao usuário obter uma preview com informações básicas de arquivos de texto, imagens, áudio e vídeo, dentro do próprio gerenciador de arquivos;
• O editor de texto “Nota” agora possui a funcionalidade de abrir múltiplos arquivos de texto em abas diferentes;
• O aplicativo de músicas “vvave” sofreu várias melhorias. A barra lateral da playlist principal agora não se sobrepõe a menus e caixas de diálogo, como costumava acontecer anteriormente. Além disso, a aplicação também ganhou um novo visual de grade para exibir os álbuns disponíveis na sua biblioteca. Ainda sobre o player de músicas, agora ao tocar em uma faixa, a mesma é reproduzida imediatamente. Antes dessa modificação, ao tocar em uma faixa, ela era apenas adicionada à fila de reprodução.

Preview de arquivos, editor de texto com várias abas e gerenciador de arquivos com várias seleções.
Capturas de tela to player de música "vvave".

Melhorias no Shell


O “shell” é basicamente a interface com a qual o usuário interage enquanto está utilizando um sistema. O vídeo a seguir lhe dará uma visão mais clara sobre o que é o shell, e como ele funciona.


Continuando com as melhorias no shell, modificações foram feitas na “grade” de aplicativos, fazendo com que os nomes dos mesmos sejam exibidos em linha única, e com uma fonte menor. O painel superior também sofreu um “redesign”, e algumas correções de bugs. Ao redesenhar o painel superior, os desenvolvedores também alteraram o esquema de cores para a versão clara, ao invés do tom escuro utilizado inicialmente.

Grade de aplicativos e painel superior.
Citamos aqui várias melhorias, e muitas outras mais técnicas podem ser encontradas nos posts originais (em inglês), feitos pela equipe de desenvolvimento do Plasma Mobile.

Fico realmente feliz em ver todo o empenho que está sendo posto no desenvolvimento do Plasma Mobile, e também todos os excelentes resultados que estão sendo obtidos. Todavia, assim como no caso do Ubuntu Touch, penso que as possibilidades do Plasma Mobile ser utilizado em grande escala são mínimas. As razões para isso são várias, como por exemplo, a baixa disponibilidade de apps quando comparado com o Android. Também existe o medo da mudança por parte dos usuários, e todo um esforço para reaprendizagem, que acredito ser uma característica da maioria das pessoas.

Mesmo assim torço pelo progresso e desenvolvimento do sistema, e assim que tiver um smartphone sobressalente, irei testar o software.

Você já conhecia o projeto do Plasma Mobile? O que você pensa sobre o futuro de projetos como este, e também o Ubuntu Touch? Conte-nos a sua opinião nos comentários.😁

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Ubuntu Touch ganha versão 64-bits ARM, entre outras novidades

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terça-feira, 12 de novembro de 2019

A UBports, fundação que tomou a responsabilidade em manter o Ubuntu Touch, após o mesmo ter sido descontinuado pela Canonical, recentemente anunciou a disponibilidade para download das imagens de 64 bits do sistema.
ubuntu-touch-ganha-versao-arm-64-bits-entre-outras-novidades

O Ubuntu Touch é um sistema operacional convergente, para smartphones e tablets. Desenvolvido e inicialmente mantido pela Canonical (empresa responsável por criar e manter o Ubuntu), o Ubuntu Touch desde a sua origem, sempre foi um projeto ambicioso e inovador. Conforme mencionado anteriormente, a ideia era que o sistema fosse convergente, sendo assim um sistema operacional para dispositivos móveis, que também poderia ser utilizado com mouse e teclado ao ser conectado em um monitor de computador.

A proposta inicial do Ubuntu Touch era ser o sistema operacional padrão dos Ubuntu Phones, porém, pelos motivos que você pode conferir neste artigo, o mesmo foi descontinuado pela Canonical na mesma ocasião em que a empresa também abandonou o projeto Unity.

Porém, tratando-se de Open Source, quando um software é descontinuado não necessariamente significa que este ficará esquecido, perdido no tempo. Como bem sabemos, por ter o seu código aberto, qualquer pessoa ou equipe com o conhecimento necessário pode “tomar as rédeas” do projeto para si, e dar continuidade ao mesmo da forma que bem entender.

Dessa forma foi criada a UBports. Uma fundação sem fins lucrativos, criada por Marius Gripsgard, Ricardo Mendonza, Jan Sprinz, Florian Leeber e Ewald Pierre com o objetivo inicial de dar continuidade ao projeto do Ubuntu Touch. Sem abrir mão da ideia de futuramente também abraçar ou até mesmo criar outros projetos.

A UBports vem mantendo o Ubuntu Touch desde então, que já pode ser instalado em vários modelos de dispositivos oficialmente suportados. Todavia, até pouco tempo atrás, o sistema estava disponível apenas na sua versão de 32 bits. Realidade essa que acaba de mudar.

O vídeo abaixo é o registro de uma live stream (em inglês) feita por três dos desenvolvedores do projeto, na qual é oficialmente anunciada a disponibilidade das imagens ARM 64.


Para aquelas pessoas com a agenda cheia, que não tem tempo para assistir o anúncio oficial, ou para aqueles que não tem um bom entendimento da língua inglesa, veja a seguir um resumo do que foi anunciado. Segundo a UBports:

Dispositivos ARM 64-bits já estão no mercado há relativamente bastante tempo, porém, desde que o Ubuntu Touch foi criado, sempre funcionou apenas em 32 bits. Recentemente percebemos que ter uma versão ARM de 64 bits é muito mais útil do que pensado anteriormente. E não apenas quando se trata de dispositivos com mais de 4GB de RAM.

A UBports também lançou a versão nativa para Ubuntu Phone dos apps TELEports 0.6.0, e Telegram. Foi anunciado também que a interface de usuário Unity 8, bem como o servidor de exibição Mir 1.x, já estão disponíveis na versão de desenvolvimento do Ubuntu Touch. Muito provavelmente, que chegará na versão estável ainda este ano.

Embora seja algo óbvio, é sempre bom ressaltar que testar a versão em desenvolvimento do Ubuntu Touch, bem como de qualquer outro software, é indicado apenas para usuários que estejam dispostos a ajudar no desenvolvimento reportando bugs, e não esperam grande estabilidade do sistema.

Por fim, penso que o Ubuntu Touch, a cada update, vem cada vez mais se tornando um excelente sistema operacional. Porém, por vários motivos, sendo o principal deles a baixa disponibilidade de apps, não acho que o Ubuntu Touch chegará a ser popular. Ao menos nos próximos anos.

Mesmo assim pretendo testá-lo assim que possível, quando tiver um smartphone extra, pois realmente não pretendo instalá-lo no meu smartphone principal, ao menos por hora.

Você já testou, ou tem curiosidade em testar o Ubuntu Touch? O quê você pensa sobre as novidades, e o caminho que o projeto vem tomando? Conte-nos nos comentários!

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Malware espião encontrado na Google play

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quinta-feira, 29 de agosto de 2019

Recentemente a empresa de segurança ESET, anunciou ter descoberto uma aplicação na Google Play que burlou as medidas de segurança. A Google estipula um conjunto de regras para aceitar um app na loja do Android. Além de um processo automático de segurança para identificar possíveis irregularidades.

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Nem tudo é perfeito, mesmo com toda segurança que uma plataforma possa garantir, ter um app da Google Play não é sinal de estar livre de desenvolvedores mal-intencionados. O aplicativo de nome Radio Balouch, conhecido por RB Music, funcionava como um tipo de transmissor de rádio.

Com todos os seus recursos funcionais, o app continha uma funcionalidade oculta que visava roubar os dados pessoais de seus usuários. A ESET observou que na loja existiam duas versões do app, ambos com mais de 100 instalações e com o spyware embutido. Um número relativamente pequeno, ao se considerar a base gigantesca de usuários do robozinho verde, mas que não deixa de ser preocupante.

A empresa alertou a Google e rapidamente o aplicativo foi removido da loja.

Outro caso curioso ocorreu há pouco tempo. Um app com uma nova técnica que burlava as restrições do uso de permissões de SMS e registro de chamadas, imposta pela Google em Março deste ano, e roubava dados pessoais dos usuários enganando os mecanismos de autenticação de dois fatores baseados em SMS. 

A ESET também notificou a Google que tomou as devidas ações. 

Embora a recomendação para baixar aplicativos de fontes oficiais seja mantida, isso também não garante total segurança. Portanto, é recomendável que os usuários analisem cada aplicativo que pretendem instalar em seus dispositivos e não concedam permissões ou funções desnecessárias. Além disso, sempre use uma solução de segurança para o celular”, afirma Camilo Gutierrez, chefe do Laboratório de Pesquisa do ESET América Latina.

Assim, ao instalar uma app em seu Android, além de preferir apps da loja da Google, verifique e pesquise um pouco sobre aquele desenvolvedor. Tenha em mente que aplicações com alto índice de avaliações, somados a milhares de downloads, pode ser uma característica interessante na hora da decisão (entre uma alternativa não tão popular). Obviamente, que isso não garante total segurança, mas já é um plus. Se uma empresa com toda infraestrutura da Google, não é imune a trapaças, imagine aquele APK baixado no “submundo da internet” (😁️😁️😁️).

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Até o próximo post, e cuidado com essa Android, SISTEMATICAMENTE! 😎

Fonte: ESET, Discovery.
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Chega de sobremesas! Google resolve mudar diversos conceitos do novo Android

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sexta-feira, 23 de agosto de 2019

A cada nova versão do Android seus usuários tentam adivinhar seu próximo nome, conforme nomes de guloseimas famosas. As sobremesas sempre estiveram nestes longos anos, e algumas famosas entre o público brasileiro, como o chocolate KitKat.

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Quebrando o ciclo de 10 anos de lançamentos nomeando suas versões do Android com sobremesas, a Google resolveu abandonar essa maneira de identificar seu sistema mobile. Uma tremenda surpresa para os entusiastas de plantão, afinal a nova letra era a “Q” e nomes já estavam sendo cogitados. Nunca fui bom em acertar as versões do robozinho verde, apenas a letra “L” tive esse prazer (Lollipop, o momento em que o Android me chamou visualmente a atenção).

Nada de doces, tudo será mais simples em diante. O Android apenas receberá uma numeração, indicando seu versionamento. Assim, a nova versão passa a se chamar Android 10. O abandono desta tradição não se limitou a forma de chamar seu sistema, conceitos do design foram renovados.

A marca Android recebeu um novo estilo de fonte, como a própria logo teve cores e formatos levemente alterados. Segundo Aude Gandon, diretor mundial de marcas para Android, diz que a marca está “mais moderna”. Com um novo tom de verde e um close na cara do mascote do Android, as mudanças podem parecer sutis para alguns, entretanto, os mais apaixonados pela marca, poderão levar um certo tempo para se acostumarem.

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Antes que muitos reclamem da mudança de nomes de doces para apenas números, existe uma lógica nisso. Por ser uma empresa com alcance mundial, algumas línguas ao redor do mundo não identificavam a ordem através dos codinomes. Tenhamos em mente que nem sempre as letras têm uma pronúncia distinguível e obedecem à ordem alfabética em que os nomes eram escolhidos. A própria Google informa que ouviu diversos feedbacks ao longo dos anos e este novo passo tem por objetivo simplificar as coisas e evitar esses problemas.

Resumidamente, a brincadeira e o mistério em torno de cada lançamento era divertido e fomentava a ansiedade pelo nome da nova versão. Por outro lado, acabava introduzindo alguns aspectos negativos com a identificação de suas versões em alguns países.

Recebendo esse “upgrade de marca” o Android passa a ser chamado de Android 10, Android 11 e daí por diante.

Veja o vídeo “A próxima evolução do Android”, apresentando essa mudança visual de um jeito que só a Google sabe fazer (🤩️🤩️🤩️).


Gostou da novidade ou preferia o conceito anterior?

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Até o próximo post, SISTEMATICAMENTE! 😎

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Wonder OS o novo hub de jogos Android e PC

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terça-feira, 28 de maio de 2019

A enigmática startup de tecnologia Wonder, vem desenvolvendo há a cerca de 2 anos um sistema focado em oferecer uma experiência de alto nível nos jogos, e isso tudo através do smartphone.

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A ideia inicial da empresa era desenvolver seu próprio hardware e embarcar seu sistema operacional Wonder OS, entretanto, ao que parece a mesma mudou de posicionamento, ao menos por hora, agora o alvo é englobar smartphones de diversas fabricantes. O Wonder OS é basicamente uma “skin” do Android, porém, refinado para agregar e ter como foco os jogos. Se inicialmente os planos eram embutir o sistema em smartphones da própria Wonder, agora o mesmo será distribuído como software para os demais devices.

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Indo além, não um simples launcher Android, um hub de jogos! 


A Wonder tem pensamentos ambiciosos quanto ao seu produto, propondo uma forma inusitada de experimentar os jogos no smartphone. Seu sistema Wonder OS possibilitará agregar jogos para Android e games para pc. No caso dos jogos de pc, o Wonder OS utilizará o sistema de stream de jogos, denominado WonderClound (Humm! Acho que já vi algo assim com um tal de Google Stadia 😁😁😁). Além da possibilidade dos títulos de pc e Android, haverá integração com a Twitch e serviços para streaming de suas jogatinas, toda uma comunidade, com grupos e amigos (como um “Discord + Steam”). Existirá a possibilidade de adquirir títulos diretamente do Wonder OS. Quanto aos emuladores, nada foi informado. 

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“Wonder OS estilo Nintendo Switch”


Outra característica interessante do Wonder OS é a capacidade de utilizar outras telas durante a gameplay. Com um conceito semelhante ao console híbrido da Nintendo, a Wonder desenvolveu acessórios que podem agregar ao uso de seu software. Embora pareça que a Wonder no momento não esteja interessada em vender seus próprios smartphones, ela venderá hardwares que possam ser conectados a telefones com o Wonder OS instalado. Isso inclui o Wonder Dock, possibilitando o uso em telas maiores como TVs, aproximando-se a experiência de um console tradicional. Há também o Wonder Gamepad, fazendo o papel de um “pro controller”, mais uma vez tornando o uso comparado ao de um console de mesa.

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Claramente podemos observar o quão ambicioso é o projeto da Wonder, sendo uma empresa principiante e relativamente pequena no mundo dos jogos, é de se temer quanto ao destino do Wonder OS. A concorrência está acirrada neste espaço, o Google e a Microsoft, por exemplo pretendem lançar seus serviços de streaming de jogos (Stadia e Xcloud, respectivamente). Existe o Nintendo Switch com uma experiência que une os 2 conceitos (portabilidade e “console de mesa”). Quem sabe na E3 2019 a empresa apresente mais informações sobre o Wonder OS, estamos na expectativa e torcendo para mais uma boa opção no mercado, afinal, quem sai ganhando somos nós consumidores.

Se interessou pelo Wonder OS? Você poderá tornar-se um beta tester gratuitamente, quer saber mais sobre, acesse o FAQ da Wonder.

E você o que achou do Wonder OS? Acesse nosso fórum Diolinux Plus e continue esse bate-papo bacana.

Te espero no próximo post do blog, SISTEMATICAMENTE! 😎

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Huawei e Deepin podem impulsionar o Linux

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quarta-feira, 22 de maio de 2019

Por um breve período a Huawei foi posta em uma lista negra, e o governo Trump chegou a aconselhar que empresas americanas cortassem relações comerciais com a empresa chinesa. Google, Intel, Qualcomm, Broadcom entre outras gigantes do mundo tecnológico foram ao encontro do conselho do atual governo

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Porém por decisão do Departamento de Comércio dos EUA, uma licença provisória foi concedida à empresa. Licença essa que tem validade até o dia 18 de Agosto. Não ficou claro se haverá prorrogação ou se a Huawei entrará na "lista branca". Entretanto após as declarações da Google impedindo o uso da licença do Android para a fabricante chinesa e caso no futuro a Huawei perca em definitivo esta licença, a mesma teria que bolar soluções que contornam a decisão americana. Para entender toda essa situação, fizemos uma matéria detalhando o caso.

Huawei sem Android, como seria?


A Huawei vem desenvolvendo sua própria solução móvel, chamado de HongMeng OS, não é de conhecimento geral o estado de desenvolvimento de seu sistema. Ou se o substituto do robozinho verde seria baseado no próprio Android, mas sem as tecnologias proprietárias da Google.

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É quase certo que a gigante da China já tinha em seus planos, possíveis situações como a atual, afinal a relação entre Estados Unidos e China nunca foram as melhores. Todavia algumas características importantes deveriam ser adotadas em seu novo sistema. Por isso creio que o mesmo seja baseada ou tenha compatibilidade total com aplicações e games do Android, claro sem a necessidade de uma Google Play Store. Essa estratégia poderia manter a empresa firme no mercado, mesmo que fora dos Estados Unidos ou países que fossem influenciados pela decisão do governo americano.

O consumidor "comum não quer saber" se o sistema é X ou Y. O que na realidade importa para as massas são os apps. E caso o HongMeng OS, sistema em desenvolvimento da Huawei, atenda esses requisitos a empresa continuará "no jogo". Caso contrário, já temos alguns exemplos como o Windows Phone e Ubuntu Phone que demonstram os possíveis destinos.

Huawei sem Windows, como seria?


Outra possibilidade é a exclusão da Huawei no hall de parceiros da Microsoft. A gigante de Redmond poderia seguir os mesmos passos da Google, e caso a licença não seja renovado após 18 de Agosto, a Huawei seria impossibilitada de embutir o Windows em seus notebooks e equipamentos (o laptop da Huawei a MS já retirou de sua store, sobre o Windows ainda continua um mistério). Obviamente que a chinesa poderia utilizar-se de outro parceiro, todavia o custo de seus equipamentos seria muito mais elevado, ocasionando consequências em sua posição no mercado. E qual outra solução? (Sei que está esperando isso, desde quando começou a ler 😁😋😇). Provavelmente o mesmo plano que a empresa planeja ao Android, uma outra alternativa (claro que a Huawei poderia embarcar seus computadores com o HongMeng OS, unificando toda plataforma, mas perceba que ficariam limitados quando o assunto é “software e games para desktop”).

Ao se falar de alternativas ao Windows, não seria cabível imaginar que a Huawei conseguiria desenvolver um sistema desktop, compatível com diversos softwares do mercado em poucos anos. Na realidade é loucura e muita ingenuidade acreditar que um sistema operacional é desenvolvido de um dia para o outro. Então, não seria de se espantar a empresa começar a investir em um sistema baseado no kernel Linux. Talvez seja até isso um dos pontapés iniciais para a popularização do Linux nos desktops. Uma realidade não tão distante e que com o marketing certo a empresa poderia contornar a situação, sem necessariamente depender do Windows. Indo além, sua autonomia poderia ser maior ao não depender de outras empresas e quem sabe desenvolver sua própria distribuição. 

Uma tarefa não tão simples e que poderia custar muito mais que pagar licenças de “redistribuidores” do Windows. No entanto existe outra maneira, uma parceria com outra empresa chinesa a Wuhan Deepin Technology.

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Linux promovido através do Deepin


Aqui no Diolinux sempre "batemos na mesma tecla", falta marketing no Linux. Não falamos no aspecto de servidores e internet das coisas (IoT), e sim desktop, games e no uso do cotidiano. A Dell é uma grande empresa que oferece o Linux, através do Ubuntu como alternativa. Todavia, o seu foco continua sendo o Windows e na realidade não existe nenhuma empresa que possua um alcance mundial impulsionando massivamente o Linux nos desktops.

Talvez a Huawei poderia ser essa empresa, com seu domínio em diversas áreas e um mercado relativamente abrangente com seus notebooks, o Linux pode ser conhecido e usado por mais pessoas. Desenvolver um sistema não é algo barato e rápido, logo uma parceira chinesa poderia ser uma poderosa aliada, e a empresa por trás do Deepin pode ser a resposta. Com todo esse transtorno com o governo americano, é plausível pensar que uma das melhores escolhas seria uma empresa de seu próprio país. A Wuhan Deepin Technology, empresa responsável pela distribuição Deepin, tem alguns anos no mercado, um software atraente e funcional, podendo chamar atenção da gigante Huawei.

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Com uma empresa que possua experiência no desenvolvimento de sistemas Linux, a Huawei possivelmente firmaria algum acordo e disponibilizaria o Deepin em seus equipamentos, ou quem sabe compraria a Wuhan Deepin Technology. Convenhamos que a distribuição chinesa atrai os olhos e consumidores são fisgados "pela luxúria" em primeiro momento. E quanto aos problemas existentes no Deepin? Nada que uma boa grana injetada não possa resolver (ou amenizar) e isso não é empecilho para empresa.

Será que o Deepin tornará o Linux popular nos desktops? Afinal o mercado chinês é um dos maiores e que mais cresce no mundo. Muitos esperam do Ubuntu ou ChromeOS tal façanha, talvez o “pequenino” chinês faça história, você gostando ou não. Se ele seria adotado maciçamente em outros países, aí já é outra história. Talvez ele impulsione o Linux nos desktops, retirando o preconceito da cabeça de muitos consumidores ou mostrando que existem outras alternativas. 

E você o que pensa sobre esse assunto? Que tal continuá-lo em nosso fórum Diolinux Plus, a galera por lá é bem educada. E creio que você também é (aqui nos comentários).

Até o próximo post, que o assunto hoje rendeu (😁😁😁), seja complacente com a opinião alheia e como sempre te espero aqui no blog Diolinux, SISTEMATICAMENTE! 😎
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PureOS resgata o conceito de convergência entre desktop e mobile

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segunda-feira, 11 de março de 2019

Um sistema convergente é cobiçado por várias empresas, ter diversos dispositivos e apenas um sistema, seria um novo passo na forma de como usamos os computadores. Há quem diga que os smartphones vão “matar” os desktops e laptops, entretanto ao que tudo indica o mesmo sistema operacional rodará em ambos, e investidas de empresas como Microsoft, Samsung, Canonical e Google, são exemplos deste possível futuro.

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Com uma grande ideia ambiciosa (não me entenda mal, pensar alto nem sempre é ruim) a Purism, responsável pelo Smartphone Librem 5 e os notebooks Librem, anunciou que seu sistema PureOS estabeleceu bases para que todos os aplicativos futuros fossem convergentes, possibilitando o funcionamento do mesmo sistema operativo em seus laptops e smartphones.

A convergência é algo simples?


Definitivamente criar aplicações convergentes não é uma tarefa tão fácil, tanto o desktop como o mobile geralmente possuem arquiteturas diferentes, isso significa que uma mesma aplicação deve ser compilada visando o tipo de CPU, e para verdadeiramente ter uma aplicação convergente, o hardware deve ser planejado desde o início com esse objetivo.

Um sistema que engloba ambas plataformas, teria outro ponto para considerar, suas aplicações, pois os desenvolvedores haveriam de adaptar os apps ou criá-los com tal versatilidade em mente.

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PureOS um sistema convergente


A Purism não é a primeira e nem a última, em que luta por um sistema convergente. A Canonical, empresa responsável pelo Ubuntu, alguns anos atrás tentou emplacar tal tecnologia, desenvolvendo uma distribuição Linux que visava unir ambos os mundo, desktop e mobile, através do Ubuntu Phone, que ao conectar-se numa tela maior comportava-se como um desktop.


A Purism declara em sua postagem oficial, que o caminho certo para iniciar essa empreitada foi escolher um “sistema operacional universal”, uma clara alusão ao Debian, e por funcionar em tantas arquiteturas diferentes de CPUs, esse seria um enorme benefício. Outro fator, é que eles consideram a base do PureOS sólida o suficiente para embarcar em diferentes tipos de processadores e arquiteturas, portanto problemas de desempenho e execução não são barreiras para o bom funcionamento do SO.

Apenas o funcionamento de uma aplicação em diferentes plataformas não seria o bastante, para isso é necessário um design inteligente, que se adapte conforme o equipamento e tamanho da tela, comportando-se de maneira distinta em alguns casos. 

Com parcerias com o Projeto Gnome, a Purism vem promovendo formas de criar aplicações atraentes e que se adapte a cada realidade, desenvolvendo e contribuindo ativamente em uma biblioteca chamada libhandy, proporcionando uma apresentação móvel e adaptativa para apps GTK e Gnome.

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Essa forma de desenvolvimento tem total integração com o formato de pacote Flatpak, evidenciando que o projeto está em sintonia com novas tecnologias.

Assim como um site responsivo se adapta ao tamanho de tela e muda alguns aspectos de sua interface, a Purism convida os desenvolvedores a criarem suas aplicações com essa proposta em mente, desta forma os softwares terão melhor funcionamento, sendo assim a comunidade poderá se beneficiar com um ecossistema livre, seguro e que protege sua privacidade.

E você, acredita que sistemas convergentes serão o futuro? Aconselho que acessem o post oficial da Purism, lá existem vídeos que demonstram na prática a responsividade das aplicações.

Te espero no próximo post, aqui no blog Diolinux, SISTEMATICAMENTE! 😎
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Nova atualização do “Ubuntu Touch OTA-8”

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terça-feira, 5 de março de 2019

No dia 5 de Abril de 2017, Mark Shuttleworth fundador da Canonical, anunciou ao mundo o fim do Ubuntu Phone, aparelho responsável por trazer embarcada a versão mobile do Ubuntu. Muitos imaginaram que o Ubuntu Touch teve seu fim decretado, entretanto a comunidade abraçou o projeto e vem desenvolvendo o sistema para smartphones paralelamente desde então.

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Empenhados em manter o projeto vivo, a comunidade UBports vem ativamente lançando versões periódicas do Ubuntu Touch, e ao contrário do que muitos pensam, o sistema se mantém vivo e recebendo novas implementações por parte dessa comunidade. Esse é um dos pontos fortes de alternativas de código aberto, o software nunca morrerá enquanto existir um público interessado e disposto a desenvolvê-lo.

Constante amadurecimento da plataforma


É evidente de que o Ubuntu Touch não tem as mesmas funcionalidades e recursos que sistemas consolidados no mercado como o Android e iOS, contudo a UBports vem lapidando o sistema e corrigindo eventuais bugs, por exemplo, na última atualização que ocorreu no início do ano, foi adicionado o suporte a temas no teclado do sistema, algo simples, mas que demonstra o carinho e apego a plataforma.

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Com a nova atualização “Ubuntu Touch OTA-8”, o Ubuntu Touch recebeu diversas melhorias, seja de correção de bugs ou funcionalidades em seus apps nativos. 

Outra coisa a se observar, é a repentina velocidade no desenvolvimento por parte da UBports, sua última atualização a “Ubuntu Touch OTA-7”, foi há menos de 2 meses, e a anterior em Dezembro. Essa fórmula de “1 mês e meio, 2 meses para cada atualização”, parece estar se tornando rotina, caso esse ritmo continue, podemos ver novidades com mais frequência e quem sabe maior força do sistema. 

O “Ubuntu Touch OTA-8” tem data de lançamento prevista para 6 de Março

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Maior compatibilidade com dispositivos Android


Muitos usuários gostariam de testar o Ubuntu Touch em seus aparelhos Android (me inclua nessa lista 😂😂😂), porém o número de devices compatíveis é bem restrito. Uma notícia que pode agradar aos entusiastas da tecnologia, é que a partir desta versão, o sistema vem com uma atualização do script de pré-inicialização do contêiner Android para halium-boot, modo que permite a conversação entre os drivers do sistema, com os feitos para Android, isso permitiria aos desenvolvedores do UBports portarem o Ubuntu Touch para mais dispositivos Android no futuro.

Animado com a possibilidade de testar o Ubuntu Touch em aparelhos Android? Infelizmente apenas alguns modelos são suportados, mas imagine instalar o Ubuntu num aparelho “comum no Brasil”, como um Moto G. 

Deixe nos comentários sua opinião, e claro, compartilhe o conteúdo do blog Diolinux com mais e mais pessoas.

Até a próxima, SISTEMATICAMENTE! 😎

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Fim do Windows Mobile

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sábado, 19 de janeiro de 2019

Concorrente direto do Android e iOS, o Windows Phone/Mobile, foi uma iniciativa da Microsoft, lançado em 2010, que visava ser uma alternativa ao consumidor final.

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Depois de anos sem uma solução para smartphones e com o reinado do Android em cena, a Microsoft decide entrar no mercado com seu Windows Phone 7. Tentando resgatar o tempo pedido, ela, em Fevereiro de 2011, faz uma parceria com a famosa Nokia, aliando o software com o hardware da Nokia, aclamada por muitos, como um das melhores fabricantes de smartphones até então.

Evolução do sistema


Ao decorrer de sua vida, o Windows phone foi recebendo inúmeras versões e funcionalidades, como fabricantes que passaram adotar o sistema.

Versões como Windows Phone 7.5 “Mango”, “Tango”, foram algumas, até seu substituto, a versão 8 do sistema. Alvo de críticas, o sistema era considerado simplório e sem funcionalidades, que seus concorrentes, Android e iOS, possuíam há tempos.

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Outra reclamação dos usuários era a quantidade de aplicativos na plataforma, e o desinteresse de muitos desenvolvedores em produzir suas versões ao sistema mobile da Microsoft.

Com o tempo, outras atualizações do sistema vieram, o Windows Phone 8.1, considerado um marco pelos usuários da plataforma, por conter funcionalidades aguardadas.

Em 2015 a versão Windows Phone 10 é anunciada, com melhorias visuais e mais funcionalidades. Sendo rebatizada para “Windows 10 Mobile”.

Interface singular


Amada e odiada por muitos, a interface de usuário do sistema para smartphones da “gigante de Redmond” era composta de blocos, “mosaicos dinâmicos”, indo totalmente contra a tendência de ícones na tela. As informações eram visíveis e atualizadas nos “bloquinhos”. Particularmente, gostava desse visual.

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Funcionalidades interessantes


Mesmo conhecido por ser mais limitado, comparado a concorrência, algumas funcionalidades incorporadas como o Microsoft Office, Contatos, que comportava-se como uma mini rede social, integração com serviços Microsoft, e até mesmo com o Xbox, possibilitando a criação e customização de avatares, chamavam muito a atenção. Uma forma de marcar amigos e jogar partidas online. Através do Studio Microsoft e parceiros, contava com jogos exclusivos, que utilizavam bem tais recursos.

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Declínio da plataforma


Algo que um bom empreendedor deve ter é “Timing”, a hora certa de quando proceder, quando parar, quando avançar e quando entrar, ou melhor ainda, criar um mercado. E nessa tarefa o Windows Phone foi o retardatário.

Talvez isso tenha sido a causa de sua ruína, aliado a falta de interesse dos desenvolvedores, mesmo com incentivos financeiros da MS, o Windows Phone foi fadado ao fracasso.

Quer ter esse “Timing” e não perder nenhuma oportunidade? Então acompanhe e inscreva-se no Digital Job, fique por dentro e não “coma mosca”, no mundo do empreendedorismo.

R.I.P Windows Phone


Em 11 de Julho de 2017 os aparelhos com Windows Phone 8.1 perderam suporte, sua versão 10 estava no mercado, mas com pouquíssimos dispositivos, e a maioria dos usuários do 8.1 não podiam migrar numa atualização, pois a nova versão não era suportada em seus aparelhos. Isso deixou muitos indignados e desgostosos com a plataforma, pois anteriormente a MS tinha disponibilizado uma lista de aparelhos compatíveis, e no final acabou voltando atrás. 

A partir de 10 de Dezembro de 2019 os usuários do Windows 10 Mobile perderão as atualizações de segurança e patches de melhorias para o sistema, além disso, em 2020 a MS não vai permitir a criação de backups dos dispositivos.

Microsoft sugere que usuários de Windows 10 Mobile, migrem para Android ou iOS


Em seu site de suporte oficial, a Microsoft aconselha usuários de Windows Mobile a migrarem para outras plataformas, Android ou iOS. Isso demonstra o fim definitivo de seu sistema operativo móvel, sem atualizações de segurança, utilizar um sistema assim é algo arriscado e nada aconselhável.

No fim, a MS agradece a todos que apoiaram o seu sistema móvel, evidenciando a morte do Windows para smartphones.

E você, já teve um smartphone com Windows Mobile? Ou conheceu alguém? Eu tenho dois até hoje, fazendo a função de gravador, lanterna ou despertador… 😂😂😂

Infelizmente com o tempo o aparelho foi se tornando instável e me irritava muito, migrei de vez para o Android e estou muito feliz.

Nos vemos no próximo post, até lá te espero, SISTEMATICAMENTE! 😎

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Purism lança campanha para criar um Smartphone GNU/Linux

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quinta-feira, 31 de agosto de 2017

Atualmente nós temos o Android, que é um dos maiores cases de sucesso do Linux em toda a história, porém, diferente do que convencionalmente se vê nos desktops, o Android é "apenas Linux" e não "GNU/Linux", por não utilizar o ferramental do projeto iniciado por R. Stallman, além é claro, de não se importar com a privacidade plena dos usuários, como o pessoal da Purism se propõem a fazer.

Librem Phone





O grande desafio da empresa Purism, que já é conhecida por criar computadores que rodam apenas software livre, é criar um aparelho funcional com um distribuição que não seja o Android, e sim um verdadeiro GNU/Linux, no caso, o próprio sistema deles, o PureOS.

Para realizar este projeto a Purism está tentando juntar 1,5 milhão de dólares através de um crowdfunding, sendo que caso o projeto realmente decole, teremos os primeiros aparelhos em 2019, custando a quantia estimada de 599 dólares.


A ideia é uma aparelho é trazer um bom hardware para os consumidores, porém, ele ainda não está fechado e pode sofrer alterações ao longo do tempo, a ideia inicial é um hardware mais ou menos assim:

- Tela de 5 polegadas
- CPU i.MX6 ou i.MX8
- GPU Vivante
- 3GB de RAM
- Slot para MicroSD
- Duas câmeras (frontal e traseira)
- Entrada para fone de ouvido p2
- 32 GB de armazenamento
- PureOS como sistema operacional

Até o momento não temos muita informação sobre qual será o mecanismos de funcionamento das aplicações e disponibilidade de aplicativos, porém, imagino que quem almeja um Smartphone deste tipo não pretende usar os Apps populares de hoje em dia.

Outra coisa importante é que o Smartphone terá criptografia ponta-a-ponta em ligações e mensagens, você pode saber mais sobre isso na página do financiamento coletivo.

Até a próxima!
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