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Nova versão do VirtualBox tem suporte ao Kernel Linux 5.3, e várias outras melhorias

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sexta-feira, 18 de outubro de 2019

O VirtualBox é, sem dúvidas, o software de virtualização mais utilizado do mercado. A popularidade não é à toa, já que além de ser um dos melhores, se não o melhor software do segmento, o mesmo é frequentemente atualizado com correções de bugs e adição de novas funcionalidades.

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No último dia 15 foi divulgado em seu site oficial o lançamento da versão de número 6.0.14, que conta com suporte ao Kernel Linux 5.3, e várias outras melhorias para os três sistemas operacionais: Linux, Windows e MacOS.

Se você tem dúvidas sobre o que é, como funciona ou como utilizar o VirtualBox, temos um excelente artigo “sistematicamente” escrito pelo HenriqueAD, que irá tirar muitas, ou todas as suas dúvidas. :)

Correções multiplataforma


Correções foram feitas no “core” de virtualização do software. A nova versão do VirtualBox agora terá um melhor suporte para sistemas com vários processadores. Também foi corrigido um bug que fazia com que, em raras ocasiões, máquinas virtuais salvas em “save state”, e hospedadas em máquinas com CPUs Intel, não iniciassem mais.

Também foi corrigida uma falha em potencial, que fazia com que o sinal de rede fosse interrompido sem motivo aparente em sistemas convidados instalados em UEFI. Continuando com as correções multiplataforma, foi removida uma falha que fazia com que alguns aplicativos fechassem, e a interface “flickasse” (partes da tela piscavam) ao utilizar os adaptadores de vídeo “VBoxSVGA” e “VMSVGA”.

Correções no MacOS e Windows


No MacOS foi corrigido um bug que fazia com que a VM fechasse inesperadamente, principalmente na versão 10.15 Catalina. Já em hospedeiros Windows, a captura de dispositivos USB que antes costumava apresentar falhas em determinadas situações, tornou-se mais confiável.

Correções em sistemas Linux, hospedeiros e convidados


Como mencionado anteriormente, foi adicionado suporte a versão 5.3 do Kernel Linux. Também foi aprimorada a detecção da versão do Python instalada no sistema hospedeiro durante a criação de pacotes RPM, o que deve alterar algumas dependências e assim evitar alguns erros durante a instalação.

Foi corrigido um bug que forçava a desmontagem de pastas compartilhadas entre os sistemas convidado e hospedeiro, e também aprimorada a compatibilidade com sistemas convidados rodando o ALSA com emulação AC’97. Por fim, foi adicionado suporte ao Red Hat Enterprise Linux 7.7 e 8.1 Beta, bem como ao CentOS e Oracle Linux 7.7.

Considerando que a versão anterior foi lançada cerca de um mês antes desta, o número de aprimoramentos apresentado não é de se reclamar. Todavia, mesmo sendo muito popular e poderoso, o VirtualBox não é o único virtualizador disponível internet a fora. Também existem outras excelentes opções.

Dito isso, gostaríamos de saber qual virtualizador você utiliza, e quais você acha que merecem ser testados, e ter um artigo sobre eles aqui no blog. Diga nos comentários, e ajude-nos a divulgar o que é bom.

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FlightGear: um simulador de vôo open source

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Simuladores de vôo são softwares incríveis, extremamente complexos, muito divertidos e educativos, especialmente para entusiastas da aviação. Hoje lhes apresentarei o FlightGear. Um simulador de vôo open source, multiplataforma, e extremamente completo.


Usuários do FlightGear podem usufruir de quase 7500 aeroportos ao redor de todo o planeta, mais de 1200 liveries (pinturas de aeronaves) diferentes, e quase 500 diferentes modelos de aeronaves, incluindo aviões civis de pequeno e grande porte, helicópteros, e jatos militares. Tudo isso completamente de graça.

No launcher próprio do software, antes mesmo de iniciar o simulador em si, você já começa a perceber o nível de completude do FlightGear. A primeira tela exibida mostra qual é a aeronave e aeroporto selecionados no momento, bem como alguns detalhes das configurações.


Explorando um pouco mais, na aba “Aircraft”, você já tem uma lista com centenas de aeronaves disponíveis para download e instalação, o que pode ser feito com apenas um clique.


Dentre todas as aeronaves que já testei, indicarei à vocês três, que são as minhas preferidas. Para aqueles que querem um desafio menor, com um avião menor, uma ótima pedida é o Cessna 172P Skyhawk. Para aqueles que querem voar com grandes aviões, mas ainda estão começando, minha sugestão é o Boeing 777. Já para aqueles que querem um desafio muito maior, e o mais próximo possível da realidade, minha sugestão é o mais realista de todos, Boeing 707.

Lembrando que para que essas aeronaves apareçam na lista, primeiro você deve ativar o repositório oficial do FlightGear na aba “Addons” (assunto que abordaremos mais adiante).


Na aba “Location” pode-se escolher em qual aeroporto, pista ou estacionamento você quer que o simulador inicie, o quê significa praticamente qualquer aeroporto do mundo. Para escolher o aeroporto você pode pesquisar pelo código ICAO, ou nome do mesmo no campo de busca. No exemplo acima, estou pesquisando pelo aeroporto de Guarulhos, que pode ser encontrado pelo código ICAO, que é “SBGR”. Ou simplesmente pesquisando por “Guarulhos”.


Na aba “Envinroment” temos algumas funcionalidades muito interessantes. Aqui podemos escolher a hora do dia em que queremos fazer o nosso vôo, o quê pode ser manhã, tarde, noite, entardecer, amanhecer, ou a hora real do local escolhido. 

Também podemos escolher e estação do ano, verão ou inverno, o que influenciará nas texturas do jogo. Por exemplo, adicionando neve em locais nos quais neva durante o inverno.

A opção “Advanced Weather Modeling” nos dá uma simulação climática mais detalhada baseada no terreno e local. Alterando coisas como direção e velocidade do vento, pressão atmosférica, entre outras.

Selecionando “Real-World Weather” o FlightGear utilizará informações em tempo real de como está o clima no local em que você está.

Além das opções acima, você também pode escolher uma condição climática específica, como: ensolarado, neve, tempestade, chuva pesada, tempestade de raios, e muito mais.


A aba “Settings” nos dá muitas opções de configurações, então falarei apenas daquelas que considero mais importantes.

É possível conectar-se a servidores multiplayer, onde você poderá encontrar e conversar com pessoas do mundo todo voando no FlightGear. Bem como ver qual o tipo de aeronave, velocidade, altitude e plano de vôo da pessoa em questão.

A opção “Download scenery automatically” ativa uma funcionalidade chamada “TerraSync”. Com a TerraSync ativada, o FlightGear faz download automático e em tempo real do local onde você está, para onde está indo e por onde está passando. Desta forma o usuário não precisa se preocupar em baixar todos os cenários e instalá-los manualmente. E é claro que, para a maioria das pessoas também não seria muito bom se todos os mais de 100GB de cenários já estivessem incluídos durante a instalação do software.

Se tratando de configurações gráficas, não temos tantas opções como em jogos normais. Aliás, simuladores de vôo definitivamente não são jogos. No FlightGear podemos selecionar um nível de AntiAliasing em até 4x, e escolher entre três renderizadores diferentes.

O renderizador padrão não possui grandes efeitos visuais, mas é mais leve e garante a compatibilidade com um maior número de hardwares e modelos de aeronaves. O ALS (Atmospheric Light Scaling) possui mais efeitos, é visualmente muito mais bonito, e também aumenta consideravelmente a distância de renderização. Por fim temos o Rembrandt. Este é o mais avançado de todos os três renderizadores, porém, também é o mais pesado.

É muito importante esclarecer que a forma com que simuladores de vôo pesam no seu sistema é bastante diferente da forma com que jogos funcionam. Simuladores de vôo precisam simular uma quantidade enorme de sistemas de vôo, que normalmente funcionam em equipamentos milionários e super poderosos nos aviões reais. É um trabalho realmente pesado, que faz com que simuladores de vôo normalmente exijam muito mais da sua máquina do que jogos. Por isso, ter um PC que rode, por exemplo, GTA V no máximo, não necessariamente significa que você conseguirá rodar um simulador de vôo nas configurações máximas a 60 FPS. Em geral, 30 FPS sem quedas é um valor muito bom para se conseguir em um simulador de vôo em PCs domésticos.


Por fim, temos a aba “Addons”. É aqui que você deve vir para ativar o repositório oficial de aeronaves do FlightGear, para ter disponível as centenas de modelos diferentes que aparecerão na aba “Aircraft”. É também através desta aba que você poderá instalar manualmente cenários, módulos e aeronaves que você baixou.

Além das quase 500 aeronaves disponíveis no repositório oficial do FlightGear, também existem repositórios de terceiros. Chamados de Hangares. Estes hangares, como o próprio nome já diz, são mantidos por terceiros e não pelos desenvolvedores do FlightGear. Por isso não existem garantias quanto ao seu funcionamento.

Cabine do 777-300 no FlihtGear
Uma vez que você já tenha escolhido a sua aeronave, aeroporto, e configurado tudo ao seu gosto, basta clicar em “Fly!” e passar horas e horas como comandante, co-piloto e passageiro dos seus aviões. 😁

Por mais óbvio que possa parecer, é sempre bom esclarecer que voar em um simulador não é a mesma coisa que voar em um jogo como GTA, por exemplo. Para tirar o melhor proveito do que o software tem a oferecer, é necessário que você tenha conhecimentos mínimos sobre aviação, e sobre como um avião funciona. Ou então, que tenha interesse em aprender sobre isso.

Como instalar?


O FlightGear está disponível nos repositórios oficiais de todas as principais distros. Então basta você procurar por ele na loja de apps da sua distro, e clicar em instalar.

Para usuários Windows e MacOS, o FlightGear está disponível para download no site oficial.

Formas de instalar é o que não faltam, e também é possível instalá-lo via Flatpak. Para isso, você pode visitar a página do software no Flathub, ou simplesmente executar o comando abaixo:

flatpak install flathub org.flightgear.FlightGear

Se você não sabe o que é, ou como trabalhar com Flatpaks, confira o nosso tutorial sobre o assunto. Lembrando que após ter instalado o suporte ao Flatpak, será necessário adicionar o repositório Flathub, que pode ser feito com o comando abaixo:

flatpak remote-add --if-not-exists flathub https://flathub.org/repo/flathub.flatpakrepo

Se você tem interesse em mais informações sobre como voar no FlightGear, diga nos comentários. E talvez futuramente eu produza mais algum artigo, ou vídeo mostrando um pouco mais sobre o software, e como utilizá-lo.

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Versão 5.4 do ONLYOFFICE lançada com muitas novidades

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segunda-feira, 14 de outubro de 2019

Independente de qual seja o sistema operacional, as suítes office sem dúvidas estão entre os programas mais usados. Por mais que exista uma grande variedade destas aplicações disponíveis para Linux, a falta de total compatibilidade com o formato do Microsoft Office ainda é algo que impede muita gente de migrar para o sistema do Pinguim.


O ONLYOFFICE é uma suíte office multiplataforma, desenvolvida pela Ascension System SIA, empresa de TI sediada em Riga, capital da Letônia, e conta com uma equipe de 45 mantenedores. Assim como a maioria das suítes office, o ONLYOFFICE conta com editores de texto, planilhas, e apresentações. Além disso, a empresa também oferece para os seus usuários um serviço pago de armazenamento de documentos em nuvem.

Além de suportar Linux, Windows e MacOS, o ONLYOFFICE também possui uma versão para Android.

Recentemente, no dia 3 de outubro, foi lançada a versão 5.4 do software, com a implementação de várias melhorias, das quais podemos destacar:

Mais customização gráfica em todos os editores;
Possibilidade de adicionar marcas d’água no editor de documentos;
Verificador ortográfico e novas fórmulas no editor de tabelas;
Possibilidade de adicionar cabeçalhos e rodapés nos editores de tabelas e apresentações;
Esquema de cores aprimorado;
Mais opções para os espaçamentos de parágrafo;
Possibilidade de selecionar o idioma através do teclado;
Possibilidade de salvar no formato .docx em modo de compatibilidade;
Novas opções de temas pré definidos para o editor de apresentações.

Essas e todas as outras adições e correções você pode conferir na página oficial de lançamento no Github.

Caso queira saber mais sobre o ONLYOFFICE, já publicamos aqui no blog vários artigos sobre o mesmo. Incluindo uma entrevista com uma das desenvolvedoras do projeto, Galina Goduhina.

Qual suíte office você usa, e por quê? Está satisfeito com ela? Já testou, ou pensou em utilizar o ONLYOFFICE? Conte mais nos comentários. =D

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