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NVIDIA lança documentação das suas GPUs e ajuda NOUVEAU

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quinta-feira, 8 de agosto de 2019

O mundo do open source recebeu uma notícia bombástica, para dizer no mínimo. A NVIDIA passou a ajudar desenvolvedores dos drivers de código aberto para Linux. NOUVEAU ouviu um amém?

NVIDIA lança documentação das suas GPUs e ajuda NOUVEAU






Sem que ninguém esperasse, a NVIDIA lançou uma documentação no GitHub, disponibilizando informações como às suas tabelas de BIOS, bloco de controle dos dispositivos, inicialização dos dispositivos, segurança em torno da Falcon Engine, ajustes no clock das memórias, programa de shader headers, estados de energia, entre outras “cositas”. Isso já vinha sendo discutido desde 2013, na lista de discussão do NOUVEAU.

Isso é uma grande novidade e vai ajudar muito o pessoal do NOUVEAU a lidar comas GPUs de gerações como Maxwell, Pascal, Volta, e Kepler, o que pode melhorar o desempenho do driver open source.

No entanto, há um “porém”,, essas novidades ainda não poderão ser sentidas nas versões mais novas, como as GPUs GTX 900 series ou mais novas, ainda não tendo o re-clocking / signed firmware dessas séries. Não duvido que isso seja questão de tempo para que elas também sejam “incluídas”.

Quem noticiou essa novidade, foi o pessoal do Phoronix, e em email respondido pela NVIDIA, o trabalho de disponibilizar a documentação ainda está no estágio inicial e em constante progresso. Pode parecer um passo pequeno agora, mas é um passo ao menos, de forma semelhante ao que a AMD fez no passado.

Se você quiser acessar a documentação de forma oficial, basta acessar o GitHub da NVIDIA aqui. Ela usa a licença MIT.

Este artigo não acaba aqui, continue trocando uma ideia lá no nosso fórum.

Espero você até a próxima, um forte abraço.
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Linux 5.2 chega com quase 600 mil novas linhas de código

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terça-feira, 9 de julho de 2019

No Domingo (7), Linus Torvalds lançou mais uma versão do Kernel Linux, contando com cerca de 596.000 novas linhas de códigos submetidas, ou seja, temos muitas coisas nova nessa nova versão do Kernel Linux.

Kernel 5.2 é oficialmente lançado






A primeira grande novidade é referente a Logitech, que ajudou a melhorar os drivers dos seus receptores wireless, como o Logitech Bluetooth “dongle” usado no teclado MX5500 e no receptor Logitech Unifying. Outro ponto, é que agora qualquer periférico da marca que trabalhe na frequência de 2,4 GHz (mouse, teclado, etc), vão poder retransmitir o status da bateria (quando disponível) para as GUIs dos desktops.

Uma adição que vai beneficiar muitos usuários, é o novo driver Wi-Fi da Realtek (mac80211) que tem suporte para os chips de rede wifi Realtek 802.11ac. O rtw88 agora suporta os firmwares RTL8822BE e RTL8822CE, contando com suporte também para modelos USB e SDIO futuramente.

Houve também um acréscimo no suporte para os computadores single-board da  linha Orange, com versões baseadas no  Allwiner (Orange Pi 3), Rockchip (Orange Pi RK3399) e também a  Nvidia Jetson Nano.

Também estão introduzindo a primeira “feature” do Sound Open Firmware (SOF), projeto encabeçado por Intel e Google, criando uma plataforma de código aberto para a criação de firmwares para processadores de áudio.

Outras melhorias e adições no Kernel 5.2 foram:

⏺ GeForce GTX 1650 recebeu suporte para o Nouveau;

⏺ Várias melhorias em laptops com  AMD Ryzen;

⏺ Otimização em dispositivos ARM;

⏺ Suporte para Intel Comet Lake;

⏺ Preparação para as novas AMD EPYC CPUs;

⏺ Suporte para hibernação sendo reativado no Intel Baytrail & Cherrytrail

Para mais detalhes técnicos, você pode consultar aqui e aqui.

Se você quiser experimentar essa versão do Kernel, pode utilizar a ferramenta UKTools, caso use Ubuntu ou algum derivado, ou baixar os pacotes manualmente, tais procedimentos são recomendados apenas para usuários avançados. Se você usa outras distros, como Fedora e Manjaro, provavelmente as atualizações estarão disponíveis em breve.

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Driver Open Source da Nvidia - Vale a pena usar?

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segunda-feira, 17 de dezembro de 2018


Quem é recém chegado ao mundo Linux e utiliza NVIDIA pode ficar em dúvida sobre qual driver usar no seu equipamento, se o proprietário ou o de código aberto (chamado de Nouveau), e muitos provavelmente em um primeiro contato utilizam o nouveau, por ser o que vem por padrão no Kernel, tendo assim uma experiência nada agradável


Driver Open Source da Nvidia - Vale a pena usar?







Até descobrirem como instalar o driver proprietário de forma correta (que é mamão com açúcar) podem ficar chateados e até “com raiva” do sistema, assim não voltando mais a utilizar ele por causa de pequenos detalhes.


  • Falando em instalar drivers da NVIDIA de forma fácil, recentemente fizemos um post explicando melhor como fazer isso, vale a pena conferir. =)

De uns tempos para cá a solução open source para NVIDIA não vinha trazendo resultados satisfatórios, com perda de rendimento em games, renderização de vídeos e em alguns casos nem subindo o sistema operacional, como acontece nos notebooks com placas híbridas.

Também fizemos duas matérias falando sobre o sistema híbrido, uma comentando as novidades que virão à partir do Xorg 1.20 e o outra sobre como instalar o driver Linux (Ubuntu e Mint).


AMD e Intel


Quem utiliza AMD e Intel geralmente não se aborrece com esses “perrengues”, visto que os drivers de vídeo dessas empresas vêm embutidos diretamente no kernel e se precisar de uma versão mais nova, basta instalar o MESA Driver mais recente e receber os últimos updates. Também fizemos um artigo de como receber as versões do MESA.

Dito isso, sempre se especulou o quanto o driver open source “perdia” em relação ao proprietário, visto que a NVIDIA não facilita a vida dos desenvolvedores do Nouveau, liberando por exemplo o firmware com suporte ao PMU (Power Management Unit ou Unidade de Gerenciamento de Energia) entre outras features.

Testando o driver Open Source da Nvidia

Para tirar essa dúvida a limpo, o pessoal do site Phoronix, resolveu testar algumas placas de vídeo, primeiro com o driver proprietário da NVIDIA na versão 415 e depois com o Nouveau utilizando o Kernel Linux 4.19 e com o MESA 19.0-devel.

No caso do nouveau, eles precisaram fazer um re-clocked 0f em algumas placas para que o teste pudesse ser feito. As placas utilizadas foram: NVIDIA GeForce GTX 680 2GB (1066/3004MHz), NVIDIA GTX 750 Ti 2GB (1019/2700MHz), NVIDIA GTX 780 Ti 3GB (875/3500MHz), NVIDIA GTX 980 4GB (1126/3505MHz) e a NVIDIA GTX 1080 8GB (1607/5005MHz). O teste foi feito no Ubuntu 18.04.

No driver proprietário da NVIDIA, tinha o VULKAN 1.1 + OpenGL 4.6, enquanto que no nouveau só tinha o OpenGL 4.3.


Os jogos utilizados no teste foi limitado para aqueles que tinham suporte  para o OpenGL, visto que o nouveau ainda não tem suporte para VULKAN.

O primeiro jogo a ser testado foi o BioShock Infinite, que quando utilizado as GPUs GTX 680, GTX 780Ti e GTX 750 Ti (tecnologias Kepler e Maxwell1 respectivamente) a média de fps ficava na casa dos 60 fps utilizando o nouveau, mas quando ia para às GTX 980 e GTX 1080 não passavam dos 20 fps (tecnologias Maxwell e Pascal respectivamente).
Já quando foi utilizado o driver proprietário nas GPUs, o mínimo registrado foi de 100 fps com a GTX 750 Ti.



Outro jogo que foi utilizado, foi o popular moba Dota 2. Quando utilizado nouveau nas GPUs mais “antigas” se conseguiu uma média de 30 fps, já nas GPUs mais novas não passou dos 12 fps de média, utilizando o driver proprietário, foi mais que o dobro de ganho de FPS nas GPUs. A diferença fica visível nas GPUs mais novas.



Já nos jogos de código aberto, a situação é um pouco mais confortável para o nouveau, os jogos que ele se saiu bem foram: ET:Legacy v2.75; Xonotic v0.8.2 e The Tesseract v2014-05-12. Nesses games o driver open source ficou “colado”com o driver proprietário, conforme você pode ver nas imagens abaixo, mas ainda assim perdendo.








Para ver os testes completos, veja neste link do Phoronix.

Vai jogar no Linux com Nvidia? Instale o Driver proprietário

Com esses testes, podemos tirar algumas ideias sobre o driver open source, o nouveau. Caso você tenha uma GPU um pouco mais antiga, como as das séries 600 e 700, o desempenho em jogos fica no razoável, ainda que você não tenha suporte ao Vulkan, o que é uma grande perda para jogos mais recentes e para os que rodam via Proton e DXVK. Caso você tenha GPUs mais recentes, das séries 900 e 1000, o desempenho fica perto do injogável. 

Enquanto a NVIDIA não trabalhar junto com o pessoal do Nouveau, infelizmente ele ficará preso a GPUs antigas e tecnologias básicas, uma triste realidade. Ao menos a empresa oferece um driver proprietário que funciona corretamente e entrega um bom desempenho.
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Veja como instalar o Ubuntu e o Mint em um notebook com GPUs hibridas (Intel + NVIDIA)

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terça-feira, 20 de novembro de 2018

Muitos que chegam ao Linux através do Ubuntu ou do Mint usam notebooks com o sistema híbrido de GPUs, em que o notebook tem duas placas de vídeo, uma sendo a integrada da Intel e a outra da NVIDIA na maioria das vezes.


Veja como instalar o Ubuntu e o Mint em um notebook com GPUs hibridas (Intel + NVIDIA)






Muitos notebooks não lidam bem com o driver open source nouveau, driver este mantido pela comunidade e com engenharia reversa em relação ao driver proprietário da NVIDIA. Por causa dessa barreira, muitos desistem em utilizar o Linux (mais específico deste tutorial, o Ubuntu e o Mint) e voltam a utilizar o Windows por causa disso, porém, esse problema é contornável, basta fazer um ajuste na tela de boot, esse ajuste é um parâmetro que faz com que o driver nouveau não seja carregado junto com o kernel e assim podendo subir o sistema e instalando o mesmo.

A tela que devemos fazer esse ajuste, é a tela logo após o boot, como se mostra na imagem abaixo.



Como podem ver, para editar as opções basta pressionar a tecla TAB  e assim ir para a tela seguinte onde vamos por o comando nouveau.modeset=0 splash quiet acpi=off


Depois disso o seu sistema é para subir sem muitos problemas e assim continuar a instalação. Lembrando que logo após a primeira reiniciada do sistema, é recomendado a instalação do driver proprietário da NVIDIA e assim desfrutar de melhor performance e estabilidade, principalmente para jogos e tarefas que exijam mais da sua GPU NVIDIA.

O Canal parceiro, O Cara do TI, fez um vídeo muito bacana mostrando como fazer isso no Mint, mas se aplicando ao Ubuntu também.

            

E se você quiser saber como ter a última versão do driver da NVIDIA, temos um vídeo no canal mostrando como fazer isso, vale muito a pena conferir.

            

Um agradecimento especial ao Cristiano, um dos principais nomes da comunidade Fedora no Brasil e que ajuda a difundir o Linux no Brasil. Foi ele que me ajudou a encontrar essa solução, muito obrigado Cris =) .

Um forte abraço e até uma próxima.
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NVIDIA está trabalhando para melhorar o suporte do NVIDIA Optimus no Linux

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sexta-feira, 17 de agosto de 2018

Quem usa notebooks com placas de vídeo (GPU) híbridas com Intel + Nvidia esbarra com umas coisas bem chatas, onde na maioria das vezes a “culpa” é da fabricante da GPU, que não entrega pleno suporte. 


NVIDIA está trabalhando para melhorar o suporte do NVIDIA Optimus no Linux






No caso da Nvidia, ela disponibiliza uma ferramenta chamada de NVIDIA Optimus para o Windows, onde você pode desabilitar a placa de vídeo da Nvidia e só ativar quando precisar, como por exemplo quando for jogar, renderizar um vídeo ou algo que precise do poderio de processamento da GPU dedicada. E assim deixando a GPU integrada da Intel funcionando a maioria do tempo, assim poupando a bateria e assim economizando a mesma.

Mas para Linux não temos uma solução definitiva. Temos até o momento duas soluções recomendadas pela NVIDIA para amenizar esse problema, mas não tendo eficácia em 100%.

Temos também a solução usando drivers Open Source (Nouveau) que funciona exatamente como deveria, porém, o desempenho não é excelente.

A primeira solução “oficial” é a utilização do  Bumblebee para se tentar fazer o mesmo procedimento do Optimus, em que possa desabilitar a NVIDIA e só habilitar quando for usar. Mas essa solução não se mostra aplicável para GPU híbridas mais novas, pois o projeto encontra-se “abandonado”, digo isso porque os últimos updates no github do projeto foram a mais de 5 anos.

Algumas distros, como o Pop!_OS da System76, procuraram desenvolver uma forma de contornar este problema, mas a integração, ainda que funcional, não é perfeita, obrigando o usuário a reiniciar o computador para alternar entre as placas. 

A outra solução e que é instalada automaticamente quando se instala os drivers proprietários da Nvidia, é a utilização do PRIME, mas ele tem um problema. Você só vai poder usar uma placa de cada vez, por exemplo ou você usa a GPU integrada da Intel ou usa a GPU dedicada da Nvidia, e quando precisar fazer esse procedimento ter que fazer logoff. Um transtorno desnecessário.

Mas nas últimas horas, uns dos responsáveis pela área de drivers para Linux da Nvidia, Aaron Plattner, comentou em um post no fórum da Nvidia que estava aberto desde 2016, dando um parecer sobre a vinda da tecnologia para Linux, dizendo o seguinte:

“Hi folks,

Yes, it's still being worked on. Kyle laid the groundwork with the server-side vendor-neutral dispatch code that's in X.Org xserver 1.20. There's still some more work to be done there and support for it needs to be wired up inside our driver, but basic support for loading NVIDIA's GLX as a vendor in the server is in place. Kyle is putting together a proposal for the next steps. “


Tradução:

“ Olá pessoal,

Sim, ainda estamos trabalhando nele. Kyle lançou as bases com o server-side vendor-neutral e o código está sendo enviando para o X.Org xserver 1.20. Ainda tem muito trabalho para ser feito por lá e o suporte precisa ser conectado dentro do nosso driver, mas o suporte básico para carregar o NVIDIA GLX já está no pronto. Kyle está montando propostas para as próximas etapas.” 
 
Isso é muito bom e animador, pelo menos para mim, pois tende a melhorar o suporte de GPU híbridas Intel + Nvidia no Linux e ainda trazendo recursos que hoje não se tem em relação ao que se tem para as soluções em Desktops.
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