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19 coisas para fazer depois de instalar o Ubuntu 19.04 Disco Dingo

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quinta-feira, 18 de abril de 2019

O Ubuntu 19.04 “acabou de sair do forno” e muitas novidades acompanham essa novíssima versão, caso ainda não tenha visto, acesse nosso post detalhado sobre as novidades do Ubuntu 19.04. Acesse essa outra postagem sobre os “sabores do Ubuntu”, nesta versão 19.04 (Aguarde um “cadiquin” que já já lançamos o post 😁😁😁).

canonical-lançamento-linux-ubuntu-disco-dingo-1904-19-04-gnome-shell-yaru-tema

O Ubuntu 19.04 é uma versão muito aguardada pela comunidade, mesmo não sendo uma LTS (Versão de longo suporte) e possuindo apenas 9 meses de “vida”, recomendo muito seu teste, seja para ver como as coisas estão ficando até a próxima LTS, Ubuntu 20.04, ou para uso pessoal.

E como proceder com o pós-instalação? Pois bem, esse é o lugar ideal para lhe orientar com todo passo-a-passo.

Atualizando do Ubuntu 18.10 sem reinstalar o sistema por uma iso


Caso esteja utilizando o Ubuntu 18.10, atualizar dele para o 19.04 é uma tarefa simples. Porém antes de tudo, efetue o backup de seus dados, afinal “o seguro morreu de velho” (😁😂😅).

Para efetuar o upgrade do 18.10, basta abrir o programa “Software e Atualizações” e executar uma verificação por atualização, a ferramenta irá informar que existe uma nova versão do Ubuntu para download.

Outra forma é via terminal, com o comando:

sudo do-release-upgrade -c

Aguarde todo o procedimento até a nova versão.

Pós-instalação Ubuntu 19.04


Se você acabou de instalar o Ubuntu 19.04, os passos a seguir podem ser efetuados, para melhor experiência de uso e comodidade.

1 - Configuração inicial do Ubuntu


Ao iniciar o sistema pela primeira vez, uma tela de “Bem-vindo ao Ubuntu” aparecerá, nela você poderá fazer algumas configurações iniciais como:

Conectar suas contas on-line, Google, Microsoft etc.

contas-online-canonical-lançamento-linux-ubuntu-disco-dingo-1904-19-04-gnome-shell-yaru-tema

Criar ou logar em sua conta Ubuntu, para utilização de serviços como a possibilidade de comentar na loja do Ubuntu e utilizar o “livepatch”, (entretanto o mesmo parece não estar disponível na versão 19.04), caso não saiba o que é livepatch, temos uma postagem bem detalhada sobre esse poderoso recurso.

conta-canonical-lançamento-linux-ubuntu-disco-dingo-1904-19-04-gnome-shell-yaru-tema

Você também poderá ajudar a melhorar o Ubuntu, permitindo que alguns dados sejam coletados. Fizemos um artigo dedicado a este recurso, explicando quais os tipos de dados serão coletados. No entanto, a opção pode ser desabilitada a qualquer momento, basta acessar o painel de controle do sistema, ir na sessão “Privacidade” e efetuar a alteração.

coleta-dados-canonical-lançamento-linux-ubuntu-disco-dingo-1904-19-04-gnome-shell-yaru-tema

A opção de manter ou não os “Serviços de localização” será apresentada. Com a opção habilitada, aplicativos poderão fazer uso de sua localização geográfica, uma identificação é mostrada quando o recurso está em uso. Algumas aplicações como o Gnome Maps fazem uso deste serviço. Assim como o envio de dados para coleta, na sessão “Privacidade” do painel de controle, este recurso pode ser ativado ou desativado.

serviço-localização-privacidade-canonical-lançamento-linux-ubuntu-disco-dingo-1904-19-04-gnome-shell-yaru-tema

Para finalizar a tela de “Bem-vindo”, o Ubuntu oferece alguns apps em Snap para instalação. Mais adiante tocamos no assunto Snap.

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2 - Atualize o sistema


Mesmo que tenha instalado o sistema logo após seu lançamento, é interessante verificar se existem novas atualizações disponíveis.

Para isso no menu do Ubuntu pesquise por “Atualizador”, é um ícone com um “A” e duas setas circulantes. Se houverem atualizações, basta clicar em “Instalar agora”, confirmar sua senha e aguardar o procedimento.

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Após o término da atualização, o sistema irá lhe sugerir para reiniciar o sistema e caso durante a atualização um kernel novo tenha sido atualizado, recomendo que reinicie de imediato.

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3 - Complete a instalação dos pacotes do sistema


Se você instalou o Ubuntu conectado a internet, provavelmente a instalação dos pacotes de idioma do sistema estará completa. Todavia não custa averiguar e caso tenha instalado sem acesso a internet, também deverá proceder da mesma maneira.

Vá até o painel de controle, localize a sessão “Região & idioma” e clique em “Gerir Idiomas Instalados”.

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O Ubuntu verificará se todos os pacotes referentes ao seu idioma estão instalados, e caso não esteja, ele lhe informará. Basta clicar em “instalar”, confirmar sua senha e aguardar a conclusão do procedimento.

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4 - Instale Codecs multimídia


Nas últimas versões, uma nova categoria passou a fazer parte da Gnome Software (loja do Ubuntu), possibilitando a instalação de Codecs sem a necessidade de outro programa ou terminal. Mesmo existindo o pacote “ubuntu-restricted-extras”, na qual diversos codecs são adicionados ao instalá-los via terminal ou Synaptic (que falaremos logo a frente), a loja do Ubuntu possibilita a instalação de Codecs nativamente.

Com a loja aberta, clique na categoria “Complementos”, e na aba “codecs”, existirão diversas opções. Fica ao seu critério instalá-los, conforme a necessidade, na dúvida é melhor ter vários do que faltar… (😋😋😋).

codec-multimidia-loja-canonical-lançamento-linux-ubuntu-disco-dingo-1904-19-04-gnome-shell-yaru-tema

5 - Instale ferramentas para o gerenciamento de pacotes


Embora a loja do Ubuntu esteja repleta de aplicações, existe um “leve incômodo”, a sua incapacidade de encontrar alguns pacotes sem ícones, por exemplo aplicações para o terminal e pacotes complementares. Então programas como o Synaptic, entram em cena, sendo uma ótima escolha para lidar com pacotes (caso não queira utilizar o terminal).

Não sabe utilizar o Synaptic? Veja o guia em vídeo que preparamos para você.

No menu do Ubuntu pesquise por “Software Ubuntu”, ou até mesmo “Loja”, o programa tem um ícone de uma sacola laranja (bem sugestivo).

Na loja, pesquise por “Synaptic” (no ícone de lupa na barra superior). Será o primeiro programa, efetue sua instalação.

gerenciar-pacotes-synaptic-canonical-lançamento-linux-ubuntu-disco-dingo-1904-19-04-gnome-shell-yaru-tema

Como mencionado anteriormente, o Synaptic poder ser muito útil no gerenciamento de pacotes. Por exemplo, ao invés de instalar os Codecs “um a um” via Software Ubuntu, você pode pesquisar no Synaptic por “ubuntu-restricted-extras”, e Instalar os principais codecs de uma só vez.

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OBS.: Outra opção para instalar pacotes DEB, a própria loja do Ubuntu executa essa função, são: o “Instalador de pacotes GDebi” e o “Deepin Package Manager”, você pode instalar algumas dessas alternativas, apenas pesquisando na loja. 

6 - Instale o OpenJDK para aplicações Java


Caso faça uso de algum aplicativo em Java, será necessário instalar o OpenJDK para seu funcionamento no Ubuntu.

Abra o Synaptic, e pesquise por “default-jdk”, a versão padrão do Ubuntu 19.04 é o OpenJDK 11, porém você pode instalar outras versões como o 12 e 13… Se assim desejar pesquise por “openjdk-12-jdk” (substitua o 12 pela versão desejada).

Marque para instalação e instale o pacote.

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7 - Instalando Drivers Intel


Caso possua um processador Intel, você poderá Instalar seu driver de forma simples. Abra a loja, vá até a categoria “Complementos” e na aba “Drivers de hardware”, selecione a opção “Beignet” e instale o driver.

driver-intel-canonical-lançamento-linux-ubuntu-disco-dingo-1904-19-04-gnome-shell-yaru-tema


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8 - Instale o Mesa Driver mais atual para Intel e AMD


O Mesa Driver é uma implementação do OpenGL que atua entre o driver de vídeo e o hardware, e suas versões mais atuais trazem uma sobrevida nos jogos, ainda mais quando falamos de Vulkan, DXVK, Proton etc.

Então não confunda, o Mesa Driver não é um driver de vídeo, e quem quer uma performance a mais em games, tem “quase como obrigação” mantê-lo em suas versões mais atuais no sistema (vamos ser “modestos” e instalar a versão estável. (😏)

OBS.: No presente momento (18/04/2019) a versão do Mesa no Ubuntu 19.04, está na 19.0.2, enquanto a do PPA do Padoka, está na 19.0.1. Esse procedimento pode ser feito no futuro, quando a versão do Padoka for atualizada.

Para isso vamos adicionar o PPA do Padoka, e sempre quando houver Atualizações, o Ubuntu sempre estará com as últimas versões estáveis no sistema.

Pesquise no menu do Ubuntu por “Programas e atualizações”, Vá na segunda aba “Outros programas” e clique no botão, logo abaixo, “adicionar

E adicione o seguinte conteúdo na caixa de texto de nome “Linha do APT”:

ppa:paulo-miguel-dias/pkppa

ppa-interface-grafica-canonical-lançamento-linux-ubuntu-disco-dingo-1904-19-04-gnome-shell-yaru-tema

Clique no botão “Adicionar Fonte”, digite sua senha, após adicionado, clique no botão “Fechar”. Uma janela aparecerá, indicando que a “informação sobre os aplicativos estão desatualizados”, clique em “Recarregar” e espere todo o processo.

ppa-mesa-canonical-lançamento-linux-ubuntu-disco-dingo-1904-19-04-gnome-shell-yaru-tema

Caso prefira via terminal, adicione o PPA:


sudo add-apt-repository ppa:paulo-miguel-dias/pkppa

Depois atualize o sistema:

sudo apt update && sudo apt dist-upgrade

E pronto! O Mesa Driver está atualizado!

9 - Instale o Driver estável NVidia mais recente 


Para instalar a última versão estável do driver NVidia, preparamos uma postagem bem detalhada e completa, com todo passo-a-passo, seja ele via interface gráfica ou via terminal. Acesse o link do post completo.

10 - Escolhendo o melhor mirror e habilitando os parceiros da Canonical


No menu do Ubuntu pesquise por “Programas e atualizações”, ao abrir o programa você notará que ele é composto por diversas abas.

Na aba “Aplicativos Ubuntu” clique em “Baixar de: Outro…”, uma janela aparecerá. O Ubuntu possui essa ferramenta que escolhe o melhor mirror, servidor para os downloads do sistema. Isso torna as atualizações e instalações de apps dos repositórios oficiais, bem mais rápidos conforme a sua região.

Clique em “Selecionar Melhor Servidor”, aguarde o teste, escolha o que melhor clicando em “Escolher Servidor”.

servidor-mirror-update-canonical-lançamento-linux-ubuntu-disco-dingo-1904-19-04-gnome-shell-yaru-tema

É importante clicar em “Fechar” e caso o sistema solicitar para “Recarregar” proceda desta maneira.

Na segunda aba do programa, existe a opção de habilitar “Parceiros da Canonical”, este repositório é composto de alguns softwares proprietários e seus extras.

Marque a opção “Parceiros da Canonical”, e logo após clique em “Fechar”. Caso o programa solicite para recarregar as informações dos repositórios, assim o faça.

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11 - Configurando o Flatpak


Por padrão o Ubuntu não vem com o Flatpak habilitado, muito menos o repositório Flathub adicionado, como no Linux Mint, porém o procedimento é muito simples.

Veja como proceder e comece a instalar aplicativos neste formato.

A loja do Ubuntu se integra com os Flatpaks, assim você pode instalá-los via interface gráfica, o vídeo abaixo demonstra todo processo.


12 - Instale aplicações em Snap


A Canonical, empresa responsável pelo Ubuntu, cada vez mais encabeça o formato Snap, e existem diversas aplicações neste formato que é interessante experimentar.

Por exemplo utilizo bastante o Discord e Spotify em Snap, para instalar o Spotify e ouvir suas músicas, pesquise pela aplicação na loja e efetue normalmente a instalação.

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13 - Baixe o Google Chrome em DEB


A Google disponibiliza uma versão nativa de seu navegador para Linux. Então efetue o download diretamente do site oficial do Google Chrome. Baixe a versão em DEB.

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Ao finalizar o download, vá aonde o arquivo foi salvo, clique com o botão direito do mouse e escolha a opção “Abrir com Instalação de programa”. (Como anteriormente citado, você pode utilizar uma alternativa como o GDebi ou Deepin Package)

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A loja do Ubuntu abrirá, instale normalmente a aplicação.

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14 - Configurando as opções de Backup


Por se tratar de uma versão sem foco em plena estabilidade, como um LTS, é esperado eventuais bugs, e como é melhor precaver do que remediar (😄😁😎) um gerenciador de backup é bem vindo. E é aí que entra o Déjà Dup. Basta pesquisar por “Backup” no menu do sistema, e utilizar o software, seu uso é bem intuitivo.

backup-canonical-lançamento-linux-ubuntu-disco-dingo-1904-19-04-gnome-shell-yaru-tema

15 - Customizações nativas do sistema


Por padrão o Ubuntu traz em sua interface gráfica, o Gnome-Shell, algumas opções, “não chega a ser nenhum KDE Plasma da vida”, mas dá para fazer algumas customizações.

Abra o aplicativo “Configurações” é nele que vamos adaptar algumas opções do Ubuntu a nossa necessidade. Ele conta com uma interface simplista e amigável, com um painel na esquerda com diversas categorias.

Apenas irei demonstrar algumas opções, caso contrário esse post teria um tamanho gigantesco (😵😵😵).

Em “Plano de fundo”, você poderá escolher a imagem para wallpaper e tela de bloqueio.

imagens-wallpaper-canonical-lançamento-linux-ubuntu-disco-dingo-1904-19-04-gnome-shell-yaru-tema

Em “Doca”, existem algumas configurações na dock do Ubuntu, podendo alterar o tamanho dos ícones, posição e até mesmo ocultar automaticamente a dock, conforme uma janela sobrepõe ela.

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Em “Aplicativos” você pode customizar quais apps terão notificações no sistema, e dependendo do software (como exemplo selecionei o reprodutor de músicas), escolher os tipos de arquivos que ele manipula (Ou executa) por padrão. Isso permite um controle maior sobre os formatos e seus programas padrões 

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Uma coisa que não gosto, é quando a tela do PC apaga sozinha, sei que no caso de notebooks pode economizar bateria, no entanto sempre desativo essa função. Para tal basta acessar a categoria “Energia” e configurar segundo sua vontade.

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Para não forçar seus olhos, na categoria “Dispositivos” e depois “Monitores”, você pode ativar o modo Luz Noturno, que ajusta os tons do monitor conforme o tempo.

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16 - Customizações via Gnome Tweaks


No tópico acima, mostrei algumas das configurações oferecidas nativamente pelo Ubuntu, mas existe uma ferramenta indispensável para quem utiliza Ubuntu ou qualquer outro sistema com a interface Gnome Shell, seu nome é Gnome Tweaks, e para instalá-lo basta pesquisar na loja pelo seu nome ou “Ajustes do Gnome”, uma ferramenta que deveria vir nativamente.

Com ela você poderá habilitar e desabilitar animações do sistema, configurar extensões, temas e ícones e muito mais … Por exemplo o tema dark do Ubuntu acompanha o sistema, porém por não ter uma opção nativa para troca de temas, apenas utilizando essa ferramenta o usuário comum poderá habilitar essa opção.

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17 - Adição de extensões ao Gnome-Shell


Se existe algo que pode tornar mais prático a utilização do Gnome Shell, são suas extensões. Todavia cuidado é preciso, pois tais modificações podem acarretar em algum erro na interface. Por exemplo a última versão da extensão do CPU-Freq está dando erro no Ubuntu 18.04, então todo cuidado é pouco, e backup também… 

Para efetuar o backup de suas extensões, vá até “home/.local/share/gnome-shell/” e salve a pasta “extensions”, assim poderá voltar para versões anteriores, caso alguma extensão bug com alguma atualização.

Você poderá Instalar as extensões tanto pelo site Gnome Extensions como pela loja do Ubuntu. Basta acessar a categoria “Complementos” e ir até a aba “Extensões de Shell”. Logo de cara o Ubuntu informa que a utilização de extensões é por conta e risco do usuário. 

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Algumas que posso recomendar são:

Pixel saver” para economizar espaço em tela, “Gsconnect” caso utilize o app do KdeConnect, não sendo necessário a instalação do programa no Ubuntu e “User themes” para tornar possível a aplicação de temas de terceiros no Ubuntu via Gnome Tweaks.

18 - Customizando a dock do Ubuntu


A dock do Ubuntu “de fábrica” é bastante limitada, no entanto por ser baseada na famosa extensão Dash To Dock, ela esconde funcionalidades que podemos “desvendar com a ajuda de um programa”.

Então precisamos instalar esse app via loja do Ubuntu, abra ela, e pesquise por “Dconf Editor”, e instale normalmente.

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Tenha muito cuidado com o Dconf, ele é uma aplicação que pode fazer mudanças sensíveis no sistema, e qualquer erro pode ocasionar em uma “bagunça na interface”.

Ao abrir o Dconf, clique na lupa e pesquise por “Dash-to-Dock”, então selecione a opção.

A dock do Ubuntu tem diversas funcionalidades escondidas, porém irei citar apenas duas, que julgo ser as mais úteis.

Uma opção que sempre utilizo é a de minimizar a aplicação, ao clicar em seu ícone na dock, por default o Ubuntu não vem com essa opção.

Procure por “click-action”, desmarque a chave seletora “Usar valor padrão”, em “Valor personalizado” mude para “minimize-or-overview”. Não se esqueça de clicar em “Aplicar”, caso contrário, nada ocorrerá.

minimizar-click-dock-canonical-lançamento-linux-ubuntu-disco-dingo-1904-19-04-gnome-shell-yaru-tema

Volte clicando na barra superior em “dash-to-dock”.

A segunda opção é para quem curte o menu na parte superior da dock. Procure por “show-apps-at-top” e mude a chave seletora.

Uma mensagem pedindo para “Recarregar” aparecerá, clique no botão “recarregar”, e assim a mudança estará concluída.

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19 - Visualize informações de seus arquivos no Nautilus


O gerenciador de arquivos do Ubuntu, o Nautilus, é uma ótima aplicação. No entanto um recurso simples, ver informações detalhadas nos arquivos de áudio, vídeo e imagens, não estão presentes. Para contornar isso, iremos adicionar um plugin no Nautilus, que nos possibilitará ver tais informações.

Procure pelo Synaptic no menu do Ubuntu, e ao executar a aplicação, pesquise por “gnome-sushi”, marque e instale o complemento.

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Logo após, iremos reiniciar a interface do Ubuntu. Pressione simultaneamente as teclas, “Alt” + ”F2”, uma pequena caixa de diálogo aparecerá, digite a letra “r” e pressione “ENTER”. Aguarde o Gnome-Shell reiniciar.

Para ver as informações em seus arquivos de áudio, imagem e vídeo, pressione o botão direito do mouse, vá até “propriedades” e na última aba, depois de “Abrir com” aparecerão os detalhes, conforme o tipo de arquivo.

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Gostou das dicas de pós-instalação? Tentei ser o mais abrangente possível, mas seria impossível criar um pós-instalação para todo tipo de usuário. Digamos que este foi uma base.

E aí, vamos aos testes com o Ubuntu 19.04? Acesse nosso fórum Diolinux Plus e deixe sua experiência com essa versão do Ubuntu.

Até o próximo post, te espero aqui no blog Diolinux, SISTEMATICAMENTE! 😎
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Novos dispositivos recebem o Google Assistente no Brasil

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Que tal apenas falar “Ok Google!” e chamar o assistente de voz da Google direto de sua TV, ou até mesmo apagar e acender lâmpadas com comandos de voz?… Esses são alguns dos devices que vão acompanhar o Google Assistente aqui no Brasil.

google-assistente-brasil-devices-dispositivos-tv-caixa-som-lampada

Anunciado segunda-feira (15), durante o evento Casa Conectada, a Google Brasil informou que novos equipamentos irão embarcar a sua assistente pessoal. Entre eles estão TVs e caixas de som. Ao todo são 33 equipamentos provenientes de 10 marcas.

Entre as novidades, estão as caixas de som inteligentes, da conceituada fabricante americana JBL, a Link 10 e a Link 20.

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Agora a Google conta com variados equipamentos em solo brasileiro, embarcados com sua tecnologia, integrando Android TVs de marcas como Sony e TCL, e outros dispositivos como a Hue 2ª geração, lâmpada inteligente da Philips, DCS-8000LH, câmera da D-Link e até mesmo um aspirador de pó robô, o iRobot.

Em breve outras marcas como LG e Samsung também irão disponibilizar suas TVs com o assistente da Google, no mercado brasileiro.

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Com o intuito de aumentar o conforto e praticidade dos brasileiros, a assistente de voz da Google, proporciona maior liberdade em tarefas comuns do dia-a-dia, seja controlando lâmpadas, mudando suas cores, acendendo e apagando-as, lendo mensagens com apenas um comando de voz, ou ouvindo aquela playlist sem ao menos se levantar (e quem sabe, atrapalhar aquele seu cochilo gostoso).

Disponível para Android e iOS, o app Google Home, permite que mais de 10 mil dispositivos conectados possam ser controlados pelo usuário.

A novidade já deve estar nas próximas semanas, em lojas do mercado brasileiro.

E você, gostaria de ter uma casa conectada e mais inteligente? Continue esse bate-papo lá em nosso fórum Diolinux Plus, e exponha seu ponto de vista.

Tive um professor que o sonho dele era criar uma casa inteligente, utilizando Arduino. Pessoalmente gostaria de ter alguns desses devices.

Até o próximo post, SISTEMATICAMENTE! 😎

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Novo Ransomware RobinHood "promete respeitar sua privacidade"

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segunda-feira, 15 de abril de 2019

Os famosos ransomwares são vírus que por variados meios, como downloads de Torrents, sites com conteúdo pornográfico etc. Infectam as máquinas de suas vítimas, criptografando seus dados e pedindo uma quantia em resgate. Digamos que seja “um sequestro virtual”.

ransomware-robinhood-virus-windows-servidor-rede-onion-pagamento-bitcoin-eua

Uma nova praga virtual, chamada de “RobinHood”, está espalhando o terror no Estado da Carolina do Norte, EUA. A maioria dos computadores da cidade foram infectados, ocasionando problemas na prefeitura de Greenville, cidade na qual o vírus sequestrou computadores e servidores.

A situação afetou de modo o cotidiano da cidade, como operações de pagamentos estão sendo feitas apenas com dinheiro “vivo”, e outros afazeres voltaram a ser executados com papel (estamos a mercê da dependência das máquinas, Skynet se aproxima! 😁😜😋).

O curioso que no site dos responsáveis pelo RobinHood, na rede onion, seus desenvolvedores alegam estar preocupados com a privacidade da vítima:

" Sua privacidade é importante para nós, todos os seus registros, incluindo o endereço IP e as chaves de criptografia, serão eliminados após o pagamento " (em bitcoins), diz o comunicado.

Outra “benfeitoria” do “RobinHood” é oferecer “gratuitamente”, a opção da vítima efetuar o upload de 3 arquivos infectados e criptografados de até 10MB, para depois baixá-los livres do vírus e descriptografados.

O FBI já está em andamento nas investigações atrás dos responsáveis, e a cidade de Greenville garante que em breve voltará a normalidade. 

Uma situação um tanto quanto curiosa essa, não? Então fique alerta e tenha cuidado com os arquivos que você anda baixando ou manuseia.

Não foi informado se a praga virtual tem a capacidade de infectar máquinas com Linux, ou se é algo que aproveita de alguma vulnerabilidade ou versão específica do Windows.

Continue essa discussão lá em nosso fórum Diolinux Plus. Você já tinha visto algo parecido? Fiquei surpreso com “a bondade” do RobinHood… “Só faltou roubar dos ricos e dar aos pobres”.  😂😂😂

Até o próximo post, SISTEMATICAMENTE! 😎

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G Suite agora suporta arquivos do Microsoft Office

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sexta-feira, 12 de abril de 2019

Por ser o "padrão do mercado" não é incomum receber documentos no formato da Microsoft, e para os usuários da G Suite uma conversão era necessária, ou fazer uso do Modo de Compatibilidade do Office (OCM), acarretando em algumas limitações.

gsuite-google-docs-sheets-slides-microsoft-office-word-powerpoint-exccel

Esse novo recurso permite uma maior autonomia e liberdade dos usuários do G Suite, não obrigando-os a terem o Microsoft Office ao manipular esses tipos de arquivos em grupo.

Agora o Google Docs, Sheets e Slides podem editar os documentos MS sem a obrigatoriedade de uma conversão ou modo de compatibilidade, suportando inclusive arquivos de versões defasadas do MS Office, como no caso de sua suíte de 2007 (empresas ainda utilizam o MS Office 2007, e já presenciei algumas vezes o 2003).

Um aspecto a ser observado, é que no ato de salvar o documento, o mesmo será compatível apenas com as versões atuais do Microsoft Office, sendo assim a edição de arquivos do Office 2007, 2010 serão plenamente suportados, porém os arquivos salvos provavelmente não vão ser compatíveis com os mesmos. Esse é um dos problemas de formatos proprietários, nem sempre existe uma retrocompatibilidade.

Documentos compatíveis com o Google Docs, Sheets, e Slides


  • Arquivos do Word: .doc, .docx, .dot
  • Arquivos do Excel: .xls, .xlsx, .xlsm (documentos Excel com macros), .xlt
  • Arquivos do Powerpoint: .ppt, .pptx, .pps, .pot

Em primeiro momento apenas um número limitado de assinantes receberão a nova feature, isso ocorrerá nas próximas semanas, e a Google pretende englobar todos os usuários da G Suite, sem custos adicionais, com tal novidade.

gsuite-google-docs-sheets-slides-microsoft-office-word-powerpoint-exccel

Quanto a nós meros mortais, não houve nenhum pronunciamento da Google se em um futuro esta compatibilidade também estará disponível para não assinantes da G Suite, apenas posso especular que em princípio será algo exclusivo para os usuários empresariais, não obstante tal recurso poderá dar as caras na sua suite gratuita.

É interessante ver alternativas ao MS Office, mesmo atualmente sendo algo para usuários corporativos, a possibilidade de utilização do Google Docs por exemplo, com total compatibilidade para pessoas que tenham que manipular tais arquivos, é animador.

O G Suite pode ser testado gratuitamente por 14 dias, acesse o link caso tenha interesse.

E você o que achou deste novo recurso da G Suite? Acredita que essa compatibilidade venha para os usuários “gratuitos”? Lida com formatos proprietários, seja no emprego ou faculdade? Ou nem faz diferença, em seu cotidiano? Continue essa discussão em nosso fórum Diolinux Plus, e diga a sua opinião.

Te espero como de costume aqui no blog Diolinux, até o próximo post, SISTEMATICAMENTE! 😎

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Por que o elementary OS escolheu o Flatpak?

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quinta-feira, 4 de abril de 2019

Amado por muitos e odiado por vários usuários, os novos formatos de empacotamento estão ganhando a cada dia mais espaço, com uma “briga” bem acirrada, tendo como principais “combatentes” o Snap e o Flatpak. Em quanto muitos alegam que um formato padrão seria uma necessidade do Linux, ao ver que existem diversas formas de se instalar um mesmo software, outros alegam que a pluralidade e flexibilidade na escolha é um ponto a favor. No entanto estas distribuições estão optando por trazer esses formatos em destaque, claro que isso não significa o não suporte aos demais tipos, apenas uma afinidade com certo projeto. E o elementary OS optou pelo Flatpak, mas qual o motivo desta escolha?

loja-appcenter-elementary-os-flatpak

Em seu blog oficial o elementary OS, através do desenvolvedor Cassidy James Blaede, manifestou o seu apoio ao Flatpak, informando que o projeto está preparando-se para o futuro, e sua loja de aplicativos a AppCenter terá suporte ao formato.

Não sabe o que são e como funcionam os diversos formatos de pacotes no Linux? Acesse essa matéria super especial e aprenda sobre essas tecnologias.

loja-appcenter-elementary-os-flatpak

Ao que parece, a distro se tornará num futuro em algo semelhante ao Endless OS (ao menos em sua loja, com apps curados, claro), utilizando o formato Flatpak para o gerenciamento de seus aplicativos, o elementary OS pautou que o formato clássico em DEB tem sido eficiente ao decorrer dos anos, porém com a evolução da tecnologia, características na qual eles julgam importantes como: downloads paralelos, atualizações delta, sandbox entre outros recursos, não são foco no desenvolvimento do formato de pacotes Debian (a mudança é valida para os apps curados, os demais continuarão em DEB). 

Por que não Snap ou AppImage?


Se o elementary OS é baseado no Ubuntu, porque não utilizar o Snap? E o AppImage? O elementary OS deixou claro o porquê desta escolha, e não é por motivos de um ser inferior ao outro, apenas algumas conveniências.


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O Snap é acompanhado por alguns anos pelo elementary, e seus desenvolvedores fazem parte do Technical Oversight Board, um conselho técnico de supervisão do formato Snap, que visa criar especificações técnicas e diferentes implementações, conforme a influência de sua comunidade e seus participantes (a exemplo projetos como: AppStream, Arch, Debian, KDE, Ubuntu e Fedora, fazem parte de tal grupo).

Porém o Flatpak enquadra-se melhor na visão do projeto elementary, por estar mais alinhado com o AppStream e o GTK. Por ser desenvolvido sobre tecnologias do projeto Gnome, o elementary tem um maior benefício com o formato, pois suas novas implementações e recursos estão sincronizadas com o Flatpak, que é desenvolvido com o GTK em mente desde seu início.

Esse foco do GTK no Flatpak é sem dúvidas um fator importante para escolha do formato, no entanto outro motivo importante é a descentralização de seus repositórios, ao contrário do Snap, o Flatpak pode ter repositórios individuais, isso proporciona maior controle sobre os pacote pelos desenvolvedores do elementary OS.

Assim o elementary OS garante proporcionar uma infraestrutura que seja construída e mantida com a privacidade do usuário em mente, pois não seria obrigatório utilizar repositórios de terceiros, mantendo um próprio, como alegam estar fazendo com seu repositório Debian atualmente.

Outro aspecto levado em consideração, foi o consenso de seus desenvolvedores, que alegaram ter maior facilidade ao trabalhar com o Flatpak, onde eles tiveram mais experiência.

E o AppImage? Por não trazer por default elementos como sandbox (é possível utilizando o Firejail ), atualização via repositório, rollbacks, entre outros aspectos, fizeram com que o AppImage ao menos tenha sido realmente considerado na implementação da AppCenter. 

Todos os fatores combinados tornam o Flatpak como sua escolha, todavia eles salientam que esta escolha é para sua central de softwares, a AppCenter, e que os usuários são livres para escolherem os formatos que queiram utilizar, embora recomendem o uso de formatos que contenham vantagens e tecnologias como o sandbox.

O que mudará no elementary OS?


Com a adoção do Flatpak, o elementary OS desenvolverá um SDK próprio, e prometeu que por conta disso as aplicações terão tamanhos semelhantes as atuais. Um aspecto a ser observado, é a adesão do Flatpak e não o Flathub, isso significa apenas as aplicações oferecidas na AppCenter que passam pela curadoria do elementary. Outros Flatpaks de repositórios como o Flathub, que não estão sob sua vigilância, não farão parte dos repositórios contidos no AppCenter. 

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Outros recursos como atualização automática dos Flatpaks, que existe nas últimas versões da Gnome Software, não estarão presentes em primeiro momento na AppCenter, não obstante com o tempo, novas funcionalidades, como essa, poderão compor a loja do elementary OS.

No atual momento a AppCenter não suporta o Flatpak, e será necessário todo um desenvolvimento para o funcionamento tanto de Flatpaks como DEBs.

A mudança será gradativa, de modo que não tenha impacto com os usuários do sistema, e nem é garantida em sua versão atual, 5.0 Juno. Para os desenvolvedores que tenham interesse de disponibilizar seus aplicativos na AppCenter, o projeto conta com uma curadoria e passo-a-passo para tal, basta acessar o link de seu Github, e informar-se sobre a publicação de apps na loja do elementary (Mais de 100 aplicações curadas estão na AppCenter).

Flatpak, Snap e AppImage


Parece que os projetos comunitários estão adotando o Flatpak, enquanto empresas indo para o Snap, não que isso seja uma regra. O Mint por exemplo, mesmo baseando-se no Ubuntu escolheu o Flatpak, e agora o elementary faz uma escolha semelhante. Essa maior liberdade sem necessariamente passar por sistema de terceiros, está sendo um ponto a favor do Flatpak.

Já o AppImage, mesmo sendo uma ótima tecnologia não tem recursos, como atualização via repositório, rollbacks etc. Não que isso seja um defeito do formato, apenas o mesmo tem uma proposta diferenciada, sendo largamente utilizado em projetos de softwares, por exemplo o Kdenlive.

E você o que achou desta decisão do elementary OS, em distribuir seus apps curados em Flatpak? Gostaríamos de saber sua opinião em nosso fórum Diolinux Plus, interaja e compartilhe nossa comunidade.

Até o próximo post, aqui no blog Diolinux, SISTEMATICAMENTE! 😎
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Projeto de lei quer proibir jogos violentos no Brasil

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terça-feira, 2 de abril de 2019

Não é de hoje que movimentos contra jogos são levantados por políticos ou algum meio de comunicação. Quem nunca viu uma matéria sensacionalista ou um programa de TV, que adicionasse todas as calamidades e crimes na conta dos jogos? Essa é uma realidade não apenas brasileira, porém, em nosso país é comum ver este tipo de coisa.

projeto-lei-proibir-games-jogos-violencia-crime

Em meio às recentes tragédias, um projeto de lei, deveras questionável, circula a Câmara dos deputados. Proposto no dia 19 de Março pelo deputado Júnior Bozzella do PSL - SP, o projeto de lei PL 1577/2019, pretende criminalizar jogos eletrônicos violentos, não levando em consideração a idade do jogador e indo além, tornando proibido seu desenvolvimento ou comercialização em solo brasileiro. Veja logo abaixo a ementa do projeto:

Ementa

“Criminaliza o desenvolvimento, a importação, a venda, a cessão, o empréstimo, a disponibilização ou o aluguel de aplicativos ou jogos eletrônicos com conteúdo que incite a violência e dá outras providências.”

Para os infratores a pena seria de 3 a 6 meses de prisão, ou multa.

Tais projetos bizarros são pautados em meio a histeria ou valendo-se de crimes com repercussão nacional. Estes casos assumem a ideia que tais situações de violência são ocasionadas pelo impacto dos jogos no desenvolvimento moral e social da criança, no entanto é uma alegação pífia que não considera fatores mais importantes como: estrutura e condição social e familiar, além de aspectos externos que possam impactar o alto índice de violência em nossa sociedade.

Alegar que os jogos estão tornando a sociedade mais violenta, é jogar fora toda a história que demonstra o quão horrenda já foram nossas civilizações (em termos de violência e criminalidade). Seriam os games os causadores de toda violência no Brasil, ou a desigualdade social, falta de educação ou anos de destruição de uma identidade cultural? É mais simplório por na conta dos jogos, logo que é algo imediatista, alias, quem nunca jogou um GTA e depois saiu atropelando idosos na rua? (sarcasmo, ok?! Não leve ao pé da letra… 😁😋😁)

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Jogo violento não é coisa de criança!


Os selos de classificação de jogos são uma métrica, que visa guiar quais títulos seriam indicados para uma determinada faixa etária, tal regulamentação é uma forma de assegurar o consumo, cerceando possíveis situações inadequadas para um certo público. Acesse o link para maiores informações desta classificação.

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O problema de alguns pais brasileiros, é que tal métrica é totalmente ignorada, não sendo incomum se deparar com situações em que pais presenteiam filhos com jogos de extrema violência. Só como comparativo, o game Mortal Kombat X e GTA V, tem uma classificação etária mínima para maiores de 17 anos e crianças de 10 anos jogam tais games. Deixando bem claro, que a classificação é apenas indicativa, ou seja os pais tem a palavra final.

Como responsáveis, os pais devem averiguar o tipo de conteúdo que seus filhos consomem, e uma boa conversa e educação é a chave para essa parceria. Todavia uma parte abalada na sociedade brasileira é justamente essa, a educação dos filhos, na qual nos últimos anos o estado vem tomando essa responsabilidade.

Proibição apenas de jogos violentos, por que não filmes e outras mídias?


Com bastantes controvérsias, essa lei proposta pelo deputado Júnior Bozzella do PSL - SP, visa proteger a sociedade (ao menos é o que honestamente quero acreditar 😁😜😁) contudo a justificativa é fraca e já existe um sistema de classificação. Retirar o direito de toda uma nação não é, nem de longe, a melhor alternativa. Seguindo a mesma lógica, filmes, novelas, músicas, livros e quaisquer meios que transmitam essa mensagem de violência deveriam enquadrar-se em uma lei semelhante.

proibição-violencia-filmes-terror-crime

No documento, a justificação de tal projeto é “...essa banalização da vida e da violência pela população jovem é advinda pelo convívio constante com jogos eletrônicos violentos. Nesse tipo de “diversão”, os adolescentes e as crianças são incitados a atividades que não condizem com seu perfil, conduzindo a formação de cidadãos perturbados e violentos.” Perceba que ele mesmo admite que são atividades não condizentes com o perfil destes jovens e crianças, porém a responsabilidade e o dever é abstraída dos pais e imposta pelo estado. 

Imagine um mundo com apenas classificação Livre, seria ótimo não? Só que estamos num mundo real, e não imaginário. Crianças, jovens e adultos tem um nível diferente de percepção do mundo e um grau de maturidade distinta para absorver e processar a realidade, nem tudo que é bom para um jovem de 18 anos é bom para uma criança de 10.

Não obstante, seria de extrema loucura censurar tudo para haver classificação livre, como abordado anteriormente, a mesma lógica cai sobre outros conteúdos, o que seria mais real: abstermos de tudo que não seja condizente com as capacidades cognitivas de uma criança, ou seus responsáveis imporem limites e regularem seus filhos?

Adicionalmente, existe um tipo de situação que nunca cai em nenhum tipo de estatística, mas seria interessante haver uma pesquisa sobre: Quantas são as pessoas que evitam o uso da violência ou qualquer outro tipo de ato que possa prejudicar o próximo justamente por conta de games? Quantas pessoas descontam suas frustrações em jogos, ao invés de descontar em uma pessoa, de forma física? Esse tipo de dado não existe, mas algo me diz que o números seriam muito interessantes.

Acesse o documento completo do projeto de lei, neste link.

Você pode votar no site da Câmara dos deputados e dar sua opinião, segue o link.

Essa é uma discussão complexa e bem significativa, convido você a dar seu ponto de vista e opinião em nosso fórum Diolinux Plus, criminalizar os jogos violentos, seus desenvolvedores e empresas, seria a melhor maneira de reduzir a criminalidade, ou apenas um atalho?

Deixe sua opinião e participe em nosso fórumSISTEMATICAMENTE! 😎

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