Diolinux - O modo Linux e Open Source de ver o Mundo

Responsive Ad Slot

Mostrando postagens com marcador novidades. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador novidades. Mostrar todas as postagens

Versão 19.12.11 do Kdenlive é lançada com muitas melhorias

Nenhum comentário

quarta-feira, 15 de janeiro de 2020

Parece que os desenvolvedores da comunidade Linux começaram o 2020 “com tudo”, já falamos sobre as novidades da Steam e do Arch Linux nesse início de ano, e agora chegou a hora de falarmos sobre a nova versão do Kdenlive que acabou de sair do forno no último dia 10.

nova-versao-do-kdenlive-e-lancada-com-muitas-melhorias

Na verdade não foi apenas a equipe de desenvolvimento do Kdenlive que começou o ano trabalhando duro, mas sim toda a equipe do projeto KDE, que tem trabalhado para facilitar a vida dos usuários do - já sem suporte - Windows 7, e também já tem planos para 2020.

Voltando ao assunto principal deste artigo, no último dia 10 foi lançada a versão 19.12.1 do Kdenlive, com um número realmente grande de melhorias, das quais podemos destacar:

• Grupos de efeitos não suportados não são mais exibidos na interface, evitando “crashes”;
• Pequenos ajustes na utilização da função “fade” na timeline;
• Corrigido bug que fazia com que a duração do clipe na timeline não fosse ajustada após este clipe ser recarregado;
• Alteração no tamanho do widget de título, tornando-o menor e melhor integrado à interface;
• Corrigidos cor e tamanho padrão da fonte ao iniciar o software pela primeira vez;
• Corrigido bug que fazia com que o monitor do clipe pausasse sozinho alguns frames antes do fim;
• Resolvido o problema de congelamento ao alternar entre monitores no Windows;
• Melhorado o tamanho padrão do mixer de áudio;
• Melhorado o layout do software em telas menores;
• Não será mais exibido um monitor de áudio quando for adicionado um clipe sem áudio;

A lista completa com todas as melhorias pode ser encontrada no post oficial de lançamento da versão, no site oficial do Kdenlive.

Editores de vídeo nunca foram um dos softwares mais utilizados por mim, mas desde que estou no “mundo Linux” o Kdenlive tem sido a minha principal escolha para quando tenho que realizar essas tarefas. É realmente muito bom ver o quão competente é a equipe de desenvolvimento, e o grande número de correções e implementações que são feitas a cada nova versão do software.

Você utiliza o Kdenlive? O quê acha do software, e de como ele vem crescendo com o passar do tempo? Conte nos comentários!

Você gosta de Linux e tecnologia? Tem alguma dúvida ou problema que não consegue resolver? Venha fazer parte da nossa comunidade no fórum Diolinux Plus

Isso é tudo pessoal! 😉


Viu algum erro ou gostaria de adicionar alguma sugestão a essa matéria? Colabore, clique aqui.


Arch Linux começa o ano com o Kernel Linux 5.4

Nenhum comentário

terça-feira, 14 de janeiro de 2020

A primeira ISO do Arch Linux lançada em 2020 chegou no primeiro dia do ano trazendo por padrão o Kernel Linux 5.4, e os seus famosos updates de softwares que fazem com que seja uma das, se não a mais atualizada dentre as distros Linux.

arch-linux-comeca-o-ano-com-o-kernel-linux-5.4

O Arch Linux é uma distribuição Linux Rolling Release, o que significa que o usuário faz a instalação apenas uma vez, e continua apenas atualizando o sistema para sempre, sem que haja a necessidade de efetuar uma instalação limpa, ou um grande update a cada nova versão.

Ao contrário de distros “fixed release”, como o Ubuntu, cujo as suas versões atuais são a 18.04 LTS e a 19.10, o Arch Linux não possui versões diferentes, e cada nova ISO do sistema disponibilizada no site oficial é apenas uma imagem mais atualizada do mesmo.

A primeira imagem do Arch Linux publicada no site oficial neste ano de 2020, a 2020.01.01, conta com a versão 5.4 do Kernel Linux (sobre a qual falamos neste artigo), que por sua vez traz um grande número de novidades como a compatibilidade com o sistema de arquivos exFAT da Microsoft, e também a “Lockdown”, uma funcionalidade que gerou certa polêmica entre a comunidade Linux.

Por não ser uma distro focada em usuários “básicos”, e não possuir uma interface gráfica padrão, o Arch Linux é mais como um compilado de vários softwares de terceiros, e ao contrário de distros como o Ubuntu ou Linux Mint, não possui soluções próprias focadas no usuário leigo. Por isso as novidades trazidas a cada “nova versão” do sistema geralmente se limitam as implementações feitas por esses softwares individualmente.

Neste caso, as novidades do Arch Linux 2020.01.01 são todas aquelas trazidas por todos os softwares presentes no seu repositório, como as novidades da nova versão do Kernel Linux que acabamos de mencionar. E cada nova ISO não é exatamente uma nova versão do Arch Linux, e sim apenas uma atualização da imagem em relação ao estado atual do sistema.

Embora o Arch Linux não seja focado nos usuários leigos, isso não significa que não possa ser instalado pelos mesmos. Existem vários scripts criados pela comunidade que tornam a instalação dessa distro muito mais simples, e acessível a um número muito maior de pessoas. Como por exemplo o Archfi, sobre o qual já falamos aqui no blog, e também o Zen Installer, que é o tema do vídeo abaixo.


Caso você queira instalar o Arch Linux da forma convencional, sem scripts facilitadores, nós também temos um vídeo que guiará você por todo esse processo.


Apesar de não ser um dos mais fáceis e intuitivos, o Arch Linux é focado em que cada usuário “monte” o seu próprio sistema, sendo que você provavelmente jamais irá encontrar uma instalação do Arch Linux idêntica a outra. Por essa e outras razões é que certamente o sistema está no meu Top 5 de distros favoritas.

E você, o quê acha do Arch Linux? Conte nos comentários!

Você gosta de Linux e tecnologia? Tem alguma dúvida ou problema que não consegue resolver? Venha fazer parte da nossa comunidade no fórum Diolinux Plus

Isso é tudo pessoal! 😉


Viu algum erro ou gostaria de adicionar alguma sugestão a essa matéria? Colabore, clique aqui.


Linux nos smartphones: Confira mais novidades sobre o Plasma Mobile

Nenhum comentário

segunda-feira, 23 de dezembro de 2019

De tempos em tempos, a equipe de desenvolvimento do Plasma Mobile divulga as novas funcionalidades e correções de bugs que foram implementadas no sistema. Confira agora quais foram as novidades trazidas pelos devs nas últimas semanas.

mais-novidades-sobre-o-plasma-mobile

O Plasma Mobile está longe de ser um concorrente de peso ao Android ou iOS, mas é aos poucos que se constrói algo grande. Conforme você pode conferir neste artigo, os desenvolvedores responsáveis por manter o Plasma Mobile, apesar de não serem muitos, trabalham diariamente para melhorar o sistema, corrigindo bugs e implementando novas funcionalidades.

Vamos começar a abordar as novas atualizações falando sobre o Calindori, aplicativo de calendário e agendador de tarefas, presente no Plasma Mobile. A forma com que são adicionadas novas notas ou tarefas em datas específicas no calendário foi aprimorada. Agora ao selecionar uma data, e abrir a sua janela de contexto (que deslizará a partir do lado esquerdo da tela), a data selecionada é exibida como o título da janela em questão.

kde-mobile-calendar-drawer

A forma com que esta janela de contexto é exibida quando o sistema estiver sendo utilizado em modo desktop também sofreu ajustes. Ao invés de um “drawer”, que deslizará a partir do lado esquerdo da tela, no modo desktop haverá um menu de hambúrguer no canto superior direito, a partir do qual a janela “tarefas” poderá ser acessada.

kde-mobile-calendar-desktop-mode

Ainda sobre o Calindori, agora o mesmo oferece uma visão mais simplista sobre as tarefas agendadas. Nesse formato, ao invés de todo o calendário, é possível visualizarmos apenas uma lista de cards, sendo um card para cada tarefa agendada, organizados por ordem cronológica.

tarefas-agendadas-no-modo-blocos

O aplicativo Kaidan, um cliente de mensagens instantâneas que faz uso do protocolo XMPP, teve implementadas algumas mudanças, das quais podemos destacar:

• Envio de mensagens de voz e vídeo a partir de dentro da aplicação;
• Funcionalidade de câmera que permite tirar fotos de dentro da aplicação;
• Compartilhamento da localização através de uma mensagem;
• Reproduzir arquivos de áudio e vídeo diretamente dentro do chat;
• Adicionada a função de buscar mensagens dentro da conversa.

Spacebar, a aplicação responsável pelo envio de mensagens SMS também recebeu algumas melhorias.

• Agora é possível utilizar emojis no formato unicode;
• Adicionada uma animação de “loading” na página de conversas;
• Corrigida a exibição de números e nomes dos contatos. Antes, em alguns casos, ao invés dos nomes e números era exibido apenas “undefined”.
• Aprimorado o design da página de conversas, melhorando o aproveitamento de espaço, e deixando a página com um aspecto mais “clean”.

Outras atualizações são:

• O assistente de transporte público KTrip agora exibirá notas adicionais referentes a horários e conexões dos transportes monitorados;
• O navegador “Angelfish Web Browser” teve o seu nome alterado para apenas “Angelfish”;
• Agora um avatar padrão é exibido ao lado do nome de contatos que não tenham uma imagem definida;

agenda-telefonica-do-plasma-mobile

Os posts originais de divulgação das melhorias no Plasma Mobile podem ser encontrados no blog oficial do projeto.

Pelo que pude ver nos últimos posts, lançados nos últimos meses, o Plasma Mobile ainda não é um sistema que está pronto o suficiente para ser utilizado no dia a dia, por qualquer pessoa. Algumas coisas muito básicas ainda estão sendo corrigidas e implementadas. Todavia, acredito que de médio a longo prazo, o Plasma Mobile, assim como o Ubuntu Touch (sobre o qual já falamos neste e neste artigos), poderão ser uma boa alternativa ao Android e iOS.

Você já conhecia o Plasma Mobile, ou mesmo o Ubuntu Touch? O que você acha sobre essas versões mobile de interfaces gráficas e distribuições Linux? Será que tem mesmo algum futuro? Diga nos comentários!

Se você deseja contribuir com o desenvolvimento do Plasma Mobile, seja em programação, design ou tradução, acesse aqui e aqui.

Você gosta de Linux e tecnologia? Tem alguma dúvida ou problema que não consegue resolver? Venha fazer parte da nossa comunidade no Diolinux Plus

Isso é tudo pessoal! 😉


Viu algum erro ou gostaria de adicionar alguma sugestão a essa matéria? Colabore, clique aqui.


VirtualBox 6.1 traz suporte ao Kernel Linux 5.4, e muito mais

Nenhum comentário

sexta-feira, 29 de novembro de 2019

A versão 6.1 do VirtualBox possuirá compatibilidade com o Kernel Linux 5.4, melhorias no gerenciamento de periféricos, na interface de usuário, e já está disponível para download na sua versão de testes.

virtualbox-traz-suporte-ao-kernel-linux-4.4-e-muito-mais

Não faz muito tempo, divulgamos aqui no blog as novidades que havia chegado nas versões 6.0.10 e 6.0.14 do VirtualBox. As novidades que estão chegando com a versão 6.1, que atualmente encontra-se em fase de testes, prometem ser ainda mais numerosas e importantes, quando comparada aos lançamentos anteriores.

Caso você seja um usuário básico, acostumado a utilizar navegadores, players de mídia, alguns jogos, e não possua um grande conhecimento sobre ferramentas um pouco mais avançadas, talvez você não saiba exatamente o que é, e como funcionam os virtualizadores de sistemas como o VirtualBox. Nesse caso, é extremamente importante que você assista ao vídeo abaixo, para que possa adquirir conhecimento, e tirar melhor proveito do conteúdo deste artigo.


A lista de melhorias que estão sendo implementadas na versão 6.1 do software é relativamente grande, por isso selecionei para este artigo todas as que julguei mais relevantes, que você confere a seguir:

• Adicionado suporte ao Kernel Linux 5.4 para sistemas hospedeiros e convidados;
• Suporte experimental para transferência de arquivos entre máquinas virtuais rodando Windows em sistemas hospedeiros Linux;
• Corrigidos bugs relacionados a integração do mouse e teclado com as VM’s;
• Adicionado suporte a texturas YUV2 em sistemas hospedeiros Linux e MacOS, o que promete melhorar o desempenho de vídeos e aplicações em 3D, utilizando os adaptadores gráficos VBoxSVGA e VMSVGA, fazendo com que o sistema convidado possa utilizar mais recursos da GPU do sistema hospedeiro, e melhorando o desempenho de softwares que utilizam o OpenGL;
• Melhorado o suporte para virtualização de hardware em CPUs Intel;
• Corrigido bug que afetava a escala/tamanho do ponteiro do mouse;
• Aumentado o número de sistemas convidados suportados;
• Melhorias para implementação de controladoras USB EHCI
• Implementação de filtro que torna possível identificar uma porta USB no sistema, bem como especificar um caminho para a mesma;
• Incluído um novo tipo de adaptador de rede, o PCnet-ISA;
• Implementado suporte para importar uma VM da infraestrutura da Oracle Cloud;
• Adicionado suporte estendido para a Oracle Cloud, permitindo a criação de múltiplas máquinas virtuais sem a necessidade de fazer um novo upload para cada uma;
• Adicionadas teclas multimídia ao teclado virtual;

A lista completa com todas as melhorias podem ser encontrada na nota de lançamento oficial.

De todas as melhorias citadas acima, as que mais me animaram, foram aquelas relacionadas aos adaptadores gráficos VBoxSVGA e VMSVGA. Acredito que, é só uma questão de tempo até que chegue o dia em que possamos utilizar VM’s até para tarefas mais pesadas, como jogar e editar vídeos. 

Assim como eu, você também acredita que isso será possível em um futuro a médio prazo? Diga nos comentários! 😁

Você gosta de Linux e tecnologia? Tem alguma dúvida ou problema que não consegue resolver? Venha fazer parte da nossa comunidade no Diolinux Plus

Isso é tudo pessoal! 😉


Viu algum erro ou gostaria de adicionar alguma sugestão a essa matéria? Colabore, clique aqui.


Audacity lança versão 2.3.3 com 75 correções de bugs

Nenhum comentário

quarta-feira, 27 de novembro de 2019

Recentemente foi lançada a versão 2.3.3 do editor de áudio Audacity, que conta com 75 melhorias que tornaram o software ainda mais robusto e confiável do que sempre foi.

audacity-lanca-versao-2.3.3-com-75-correcoes-de-bugs

O Audacity é sem dúvidas um dos softwares para gravação e edição de áudio mais confiáveis e leves disponíveis no mercado. Além de ser um software extremamente completo, o mesmo também é gratuito, open source e multiplataforma, estando disponível para Linux, Windows e MacOS.

O quê há de novo?


Recentemente a equipe responsável por manter o software divulgou a lista de correções de bugs e melhorias que estão presentes na versão 2.3.3 do software. A mais nova versão do Audacity não conta com muitas novas funcionalidades, pois desta vez a equipe direcionou os seus esforços a aprimorar o trabalho já feito, deixando o software ainda mais estável e confiável.

Dentre as 75 melhorias implementadas nesta versão, podemos destacar:

• Corrigido bug que impedia o funcionamento correto do “slider” de seleção de qualidade ao exportar arquivos nos formatos .aac e .m4a;
• Os efeitos de “Reverb”, “Repair” e “Paulstretch” foram aprimorados para que sejam aplicados de forma mais rápida em sistemas Linux;
• Resolvido problema que fazia com que o software fechasse ao tentar redimensionar um arquivo de áudio a fim de alterar o seu tempo;
• Resolvido problema de ruído ao utilizar a ferramenta “Punch & Roll”;
• Quaisquer espaços em branco deixados na linha do tempo serão tratados como silêncio, ao invés de serem removidos ao exportar;
• Agora serão exportadas apenas as faixas e trechos que você consegue ouvir ao reproduzir o preview. Anteriormente, todas as faixas do projeto, mesmo aquelas mutadas, eram exportadas para o arquivo de áudio, o que acabava por tornar os arquivos mais pesados.
• O efeito “Equalizador” agora será separado em dois efeitos diferentes, sendo um deles o “Equalizador gráfico”, e o outro o “Equalizador em Curvas”. Anteriormente ambos os modos de equalização estavam agrupados no mesmo efeito, o que acabava por ocasionar bugs.

Instalação


O Audacity pode ser instalado através da loja de aplicativos da maioria das distros. Além disso, o software também está disponível para instalação através de um PPA, bem como nos formatos Snap e Flatpak.

Snap


Para instalar o software via Snap, simplesmente copie e cole o comando abaixo no seu terminal, ou então acesse a página do aplicativo na Snap Store.

snap install audacity --edge

Caso você não saiba o que é, ou como trabalhar com pacotes Snap, este artigo é tudo o que você precisa. 😊

Flatpak


Para executar a instalação via Flatpak, você pode acessar a página da aplicação no Flathub, ou simplesmente rodar o comando abaixo:

flatpak install flathub org.audacityteam.Audacity

Se você não sabe o que é, ou como trabalhar com Flatpaks, confira o nosso tutorial sobre o assunto. Lembrando que após ter instalado o suporte ao Flatpak, será necessário adicionar o repositório Flathub, que pode ser feito com o comando abaixo:

flatpak remote-add --if-not-exists flathub https://flathub.org/repo/flathub.flatpakrepo

Instalação via PPA no Ubuntu e derivados


Para efetuar a instalação através do PPA no Ubuntu e derivados, rode os comandos abaixo na seguinte ordem:

sudo apt-add-repository ppa:ubuntuhandbook1/audacity

sudo apt update

sudo apt install audacity

O Audacity é um dos softwares que utilizo há mais tempo, mesmo na época em que eu nem conhecia Linux já o utilizava no Windows. É incrível como softwares Open Source e gratuitos podem chegar há um nível de qualidade igual, ou até superior há muitos softwares proprietários produzidos por empresas milionárias. Outro bom exemplo de software gratuito e poderoso, é o Blender, sobre o qual já falamos aqui no blog.

Falando em Blender, em breve teremos um curso sobre ele lá no Diolinux Play. E já temos um sobre o Audacity, bem como cursos de Gimp e Terminal Linux. Além de vários outros conteúdos extras sendo publicados todas as semanas.

Particularmente, não conheço outro programa de edição de áudio que seja tão bom e simples de usar quanto o Audacity, e ao mesmo tempo gratuito. Dito isso, gostaria muito de saber de você, qual é o seu programa de edição de áudio favorito? Conte mais nos comentários! 😁

Você gosta de Linux e tecnologia? Tem alguma dúvida ou problema que não consegue resolver? Venha fazer parte da nossa comunidade no Diolinux Plus

Isso é tudo pessoal! 😉


Viu algum erro ou gostaria de adicionar alguma sugestão a essa matéria? Colabore, clique aqui.


Versão 5.4 do Kernel Linux chega recheada de novidades

Nenhum comentário

terça-feira, 26 de novembro de 2019

A versão 5.4 do Kernel Linux acaba de ser lançada, com uma “feature” um tanto polêmica, aprimoramentos para o driver AMDGPU, uma lista de dispositivos periféricos que devem funcionar de forma “plug and play”, e muito mais.

versao-5.4-do-kernel-linux-chega-recheada-de-novidades

A mais nova versão do Kernel Linux acaba de sair do forno, e com ela saiu também a amada e odiada “feature” chamada” Lockdown. Para aquelas pessoas que estão preocupadas com a função Lockdown estar potencialmente ferindo a sua liberdade, a boa notícia é que a mesma não estará ativada por padrão nesta versão do kernel. Todavia, isso não necessariamente significa que a função não estará ativada em todas as distribuições, já que cada distro poderá decidir entre ativá-la, não ativá-la, ou até mesmo removê-la.

Você não sabe o que é esse tal de Lockdown? Então dê uma olhada no artigo que fizemos assim que a notícia veio a público!

Deixando as polêmicas um pouco de lado, a nova versão do kernel também trará várias melhorias referentes as GPUs AMD. A partir desta versão, o driver AMDGPU passou a suportar as famílias de GPUs Navi 12, Navi 14, Arcturus, e as famílias de APUs Dali e Ryzen 4000 que serão lançadas em 2020.

As principais melhorias para GPUs AMD geralmente são lançadas tendo como foco principal os hardwares mais recentes, que fazem uso do driver AMDGPU. Caso você possua uma GPU mais antiga, ou não sabe qual é o driver que você está utilizando (e não estou falando sobre o Mesa Driver), confiram os nossos artigos sobre os drivers AMD no Linux, e sobre como utilizar a melhor opção de driver para a sua GPU AMD antiga.

Partindo para a área dos processadores, o Kernel 5.4 está trazendo suporte para os CPUs Intel da família “Tiger Lake”, e aprimoramentos para o sistema de “color management” para dispositivos utilizando o driver de código aberto da Nvidia, o Noveau.

Máquinas equipadas com hardwares que utilizam a arquitetura ARM, como por exemplo alguns modelos de laptops da Asus, HP e Lenovo, também não foram deixados de lado. Agora o Kernel Linux possui suporte para os processadores Qualcomm Snapdragon 835 SoC, e 850 SoC. Também foi adicionado suporte a alguns processadores utilizados em dispositivos móveis, como por exemplo o Snapdragon 410, que está embarcado em modelos como os Samsung Galaxy A3 e A5. O quê pode ser uma boa notícia para os desenvolvedores do Plasma Mobile e Ubuntu Touch.

Além do que foi abordado acima, várias outras melhorias também foram feitas neste lançamento. Dentre elas, podemos destacar:

• Adicionado relatório de temperatura para processadores AMD Ryzen da série 3000;
• Sistema de arquivos para máquinas virtuais VirtIO-FS foi aprimorado, o que deve melhorar o compartilhamento de pastas entre a máquina real e as virtuais;
• Versões atualizadas dos drivers do sistema de arquivos exFAT;
• O sistema de arquivos XFS agora permite modificações de diretório maiores, e o faz de forma mais rápida;
• Adicionado suporte para dispositivos de rede RTL8125;
• Melhoria no gerenciamento de energia Intel TCC.

Vários dispositivos periféricos foram compatibilizados, e assim entraram para a enorme lista daqueles que funcionam de forma “plug and play” nas distros Linux. Confira a seguir quais são estes dispositivos:

• MobileStudio Pro 13;
• Mouse Logitech G700;
• Mouse/teclado Logitech Lightspeed;
• Receptores Creative SB0540;
• Painel touchscreen Smart Tech;
• Sintonizador de TV Mygica T230C.

Cada nova versão do Kernel Linux sempre traz um número enorme de correções de bugs e novas funcionalidades, desta forma, cobrimos o que julgamos ser mais relevante. Todavia, se você tem interesse em mergulhar mais a fundo no mar de informações disponíveis sobre a nova versão do Kernel do Pinguim, você pode acessar a documentação oficial do Kernel Linux.

Se você for um usuário recém chegado ao mundo Linux, talvez esteja se perguntando se vale a pena atualizar o Kernel da sua distro, a fim de poder tirar proveito de todas as novidades. Não precisa ficar “quebrando a cabeça, jovem gafanhoto”. O vídeo a seguir, apesar de ser do tempo em que o Dionatan ainda tinha mais cabelo na cabeça do que na cara um pouco antigo 😁, ainda é extremamente atual quando o assunto é atualização de Kernel.


Caso você queira se aprofundar ainda mais no assunto, ou simplesmente você é uma pessoa que prefere ler a assistir vídeos, este artigo sobre atualização e versões do Kernel Linux é certamente um ótimo complemento ao vídeo acima.

Sempre fico fascinado em ver o quão longe, e quão rapidamente projetos livres e de código aberto podem crescer. E as proporções colossais que chegam a atingir. É com esse pensamento que estou acabando de escrever este artigo, por isso gostaria que vocês, caros leitores, me dessem a sua opinião sobre o seguinte:

Quais razões vocês acreditam serem as responsáveis por alguns projetos, que inicialmente não possuem grandes equipes ou investimentos financeiros, conseguirem chegar tão longe, e literalmente mudar para melhor as vidas de tantas pessoas?

Você gosta de Linux e tecnologia? Tem alguma dúvida ou problema que não consegue resolver? Venha fazer parte da nossa comunidade no Diolinux Plus

Isso é tudo pessoal! 😉


Viu algum erro ou gostaria de adicionar alguma sugestão a essa matéria? Colabore, clique aqui.


Chrome OS 78 chega com novidades e aprimoramento com apps Linux

Nenhum comentário

quinta-feira, 7 de novembro de 2019

Confira as novidades da versão 78 do sistema do Google, e o aprimoramento de aplicações Linux no Chrome OS.

google-chrome-sistema-operacional-chromebook-laptop-apps-linux-web-browser-desktop-virtual-overview

Donos de Chromebooks devem estar alegres com as mais recentes mudanças no Chrome OS 78. O sistema do Google é muito famoso no meio estudantil, chegando a bater de frente com o Microsoft Surface nos EUA. Com as mudanças que estão sendo implementadas, mais usuários poderão ser atraídos. 

Temos uma review do Chrome OS demonstrando o sistema em funcionamento e avaliando se vale ou não apena comprar um Chromebook:


O suporte para as aplicações Linux no Chrome OS não é de hoje. O recurso vem sendo compatibilizado desde 2018, com a possibilidade dos pacotes DEB poderem ser instalados, unindo as facilidades da web, com apps comuns no mundo Linux sendo acessados offline. 

Veja no início desta implementação, aplicativos de Linux rodando no Chrome OS:


Fica bem interessante pensar aonde as coisas chegarão, caso todo esse trabalho continue adiante. No ano de 2019, por exemplo, parece que o foco principal, além das soluções de bugs, é essa compatibilidade com softwares Linux. Cada atualização vêm sendo minuciosamente ajustada para rodar programas do Linux. Inclusive vários modelos de 2019 passaram a vir com o suporte para aplicativos Linux. Muitos poderão se perguntar, mas qual a dificuldade se o Chrome OS também é baseado em Linux? Pois bem! Ser baseado em Linux, não quer dizer necessariamente que as tecnologias serão compatíveis entre si. Além disso, o Chrome OS não compartilha dos mesmos elementos, comumente semelhantes em outras distribuições. Um que posso citar, é o seu servidor de janelas. Nas distros é comum você utilizar ou o Xorg, ou Wayland.

Apps Linux no Chrome OS 78 e muito mais


Agora é possível salvar e restaurar backups dos arquivos e aplicativos Linux localmente, em armazenamento externo ou na nuvem via Google Drive. O suporte a GPU passa a vir ativado por padrão, oferecendo uma experiência decente e tornando tudo mais fluido ao utilizar esses apps.

As configurações foram divididas, tornando tudo ainda mais organizado, como aprimorado o suporte à impressão. A exibição das impressoras, suportadas, é automaticamente reconhecida sem prévia configuração por parte do usuário. Recursos novos no Chrome OS 78, não faltam e features, como Picture in Picture (PiP) no Youtube compõe algumas das novidades. Outras alterações que são interessantes citar são: melhorias visuais no aplicativo Arquivos tornando mais intuitivo as informações de todo o progresso, a capacidade do Chromebook “acordar” ao utilizar a conexão USB para determinados casos de uso, adição do Click-to-Call, facilitando chamadas telefônicas de usuários Android, novos atalhos de teclado e uma das principais mudanças em sua interface gráfica, sendo a criação de desktops virtuais e interações com o Overview.

Com aspectos que lembram ambientes conhecidos no Linux, GNOME Shell, DDE e Pantheon Shell. 

Desktops virtuais no Chrome OS 78:

google-chrome-sistema-operacional-chromebook-laptop-apps-linux-web-browser-desktop-virtual-overview

Overview no Chrome OS 78, e adição de desktops virtuais:

google-chrome-sistema-operacional-chromebook-laptop-apps-linux-web-browser-desktop-virtual-overview

Detalhes mais simples e pontuais foram adicionados, mas creio que sejam mais relevantes aos usuários do sistema e ficaria maçante mencionar um a um.

“Agora você pode criar até 4 desktops virtuais distintos. Os desktops virtuais são para se concentrar em um único projeto ou para alternar rapidamente entre várias janelas”, diz o Google nas notas de versão.

Se você, assim como eu, não tem um Chromebook. Não fique triste, talvez uma solução paliativa seja “fazer seu próprio Chromebook”. Uma forma interessante é através do CloudReady, conforme o vídeo logo abaixo.


Ainda não tive o prazer de pegar um equipamento desses em minhas mãos, sempre estou pesquisando sobre o sistema e confesso que sua interface é uma de minhas favoritas (em quesito beleza). Gostaria de brincar um pouco com um Chromebook, de preferência um que suporte a instalação de apps Linux.

Você possui um Chromebook? Qual sua opinião sobre o sistema do Google? Particularmente penso bem semelhante ao Linus Torvalds, quando o assunto é Chrome OS.

Quer saber a opinião do criador do Linux, sobre o sistema do Google e mais assuntos? Acesse essa postagem e saiba mais.

Faça parte de nosso fórum Diolinux Plus e não perca nenhuma novidade.

Até o próximo post, te espero aqui no blog Diolinux, SISTEMATICAMENTE! 😎

Fonte: Softpedia.


Viu algum erro ou gostaria de adicionar alguma sugestão a essa matéria? Colabore, clique aqui.


Gerenciador de ebooks Calibre ganha nova versão após dois anos

Nenhum comentário

sexta-feira, 11 de outubro de 2019


Dois anos após o lançamento da última versão principal, é lançada a versão 4.0 do gerenciador de ebooks multiplataforma Calibre. 


Calibre é um gerenciador de ebooks, disponível para Linux, Windows e MacOS, capaz de fazer muito mais do que apenas a função de um leitor. Através do Calibre você pode exibir, converter, e ter acesso a ebooks que você já possui em uma grande diversidade de plataformas, como: Amazon Kindle, Google Books, eBooks.com, entre outros.

Segundo o chefe de desenvolvimento Kovid Goyal, o período de tempo de dois anos para este lançamento foi causado, principalmente pela dificuldade em migrar o software de QtWebKit para QtWebEngine. O que foi necessário pelo fato da primeira não ser mais mantida.

Na versão recém lançada, a 4.0, foram apresentadas várias novidades, das quais podemos destacar:

Adicionada a função de copiar imagens dos livros ao clicar com o botão direito do mouse sobre elas;
Possibilidade de escolher entre esconder ou exibir a barra de rolagem;
Melhor integração com temas escuros;
O layout do leitor de ebooks foi completamente reescrito, a fim de remover o excesso de botões e opções exibidas na tela durante a leitura. Assim permitindo ao leitor manter o foco no texto;
Adicionada a função de converter ebooks para todos os formatos suportados pelo Calibre;

Para mais informações sobre o Calibre 4.0, visite a sua página oficial.


Particularmente, não gosto de ler livros em telas. Prefiro lê-los à moda antiga, no formato impresso. Contudo muitas pessoas têm esse hábito, e gostam de aproveitar a praticidade oferecida pelos ebooks. Para essas pessoas, um software como o Calibre é com certeza uma “mão na roda”. Donos de Kindle geralmente usam o software para converter seus ebooks e PDFs no Linux, uma alternativa interessante.

Você já conhece ou utiliza o Calibre? Ou é usuário de algum outro leitor/gerenciador de ebooks? Conte-nos nos comentários.

Você gosta de Linux e tecnologia? Tem alguma dúvida ou problema que não consegue resolver? Venha fazer parte da nossa comunidade no Diolinux Plus

Por hoje é tudo pessoal! 😉

_____________________________________________________________________________
Viu algum erro ou gostaria de adicionar alguma sugestão a essa matéria? Colabore, clique aqui.


Desenvolvedores do Blender planejam novos recursos para versão 2.81

Nenhum comentário

segunda-feira, 7 de outubro de 2019

No mês de agosto noticiamos a chegada da nova versão 2.80 do Blender, com inúmeras novidades e uma repaginada no visual e por “debaixo do capô”, agora seus desenvolvedores comentam um pouco mais sobre as possíveis features que serão adicionadas ao Blender 2.81. 

blener-3d-eevee-render-edição-modelagem-editor-animação-desenho-linux-windows-mac-software-livre-motion-graphics

O Blender é reconhecido por sua competência e completa gama de ferramentas. Um software bem poderoso e mantido pela Blender Foundation, de código aberto, e que segue uma rígida política de desenvolvimento. Contudo, não quero dizer que seu desenvolvimento é rigoroso, no sentido de não receber novas ideias, pelo contrário existe uma organização e tempo para tudo. O Blender divide esses processos em fases de desenvolvimento, como a maioria dos grandes projetos, para entender um pouco sobre as novidades do Blender 2.81, será interessante descobrir um pouco mais sobre esses estágios de desenvolvimento.

Ao todo são 5 ciclos até termos a versão final, sendo eles:

  • Bcon1 (9 semanas): começa com os desenvolvedores aceitando os commits aprovados ou enviando-os para revisão. Neste período todo o esforço é alocado para trabalhar em cima destes commits no código. A comunidade poderá ter uma noção de quais features aparecerão na próxima versão do Blender;
  • Bcon2 (4 semanas): essa fase tem como foco dedicar-se à triagem de bugs, solucionando as falhas de alta prioridade, e tornar estáveis os recursos anteriormente aceitos no “bcon1”. Os desenvolvedores podem se concentrar em fornecer recursos bem polidos, enquanto o restante (os que não foram considerados muito importantes para versão atual) podem ser aprimorados a tempo do próximo bcon1;
  • Bcon3 (4 semanas): é quando as coisas ficam realmente interessantes. Ao mesmo tempo que o bcon3 da versão atual do Blender, o bcon1 da próxima versão é iniciado. Uma nova ramificação de lançamento é criada para deixar a versão do código principal aberta para novos recursos, enquanto os coordenadores de projeto do Blender avaliam se os desenvolvedores precisam trabalhar em algo mais ou apenas focar nos recursos já pré-determinados;
  • Bcon4 (1 semana): fase em que apenas os commits críticos são mesclados, e a comunidade pode testar o que será a nova versão instável e estável do Blender;
  • Bcon5 (1-2 dias): estágio em que as compilações finais são empacotadas para todas as plataformas, ajustes finais nos registros e imagens promocionais, mídias sociais, anúncios em vídeo e a opção final é configurada no blender.org para a exibição do novo lançamento na página de download.

blener-3d-eevee-render-edição-modelagem-editor-animação-desenho-linux-windows-mac-software-livre-motion-graphics
EMMYS 2018 Motion Graphics - de Allucinari, feito com o Blender 2.80 alpha.

Novidades no Blender 2.81


A versão do Blender 2.81 está na fase bcon2, significando que já foram decididas as possíveis features da nova versão. Lembrando que seria uma irresponsabilidade afirmar que todas essas mudanças estariam presentes no Blender 2.81, afinal durante o desenvolvimento muita coisa pode mudar e recursos problemáticos podem ser abandonados. Todavia, até o momento os desenvolvedores elaboraram essa lista:


Se você gosta de experimentar as novidades do Blender, efetuar o download das nightly builds é uma opção. Caso encontre alguma falha, sinta-se à vontade para contribuir relatando os bugs e auxiliando no desenvolvimento do Blender.

O Blender 2.81 tem bastante novidade a caminho, reforçando que se no final do bcon3 ou até mesmo do bcon2, os coordenadores do projeto decidam abandonar tais recursos ou deixarem para outra versão, assim farão.

Utiliza o Blender em seus projetos? 

Em nossa comunidade Diolinux Plus, muitos usuários trabalham com a ferramenta. Participe também de nosso fórum e fique por dentro das novidades.

Até o próximo post, compartilhe nosso conteúdo, SISTEMATICAMENTE! 😎
_____________________________________________________________________________
Viu algum erro ou gostaria de adicionar alguma sugestão a essa matéria? Colabore, clique aqui.


Lançadas novas versões do Wine, DXVK e D9VK

Nenhum comentário

terça-feira, 1 de outubro de 2019


Na última sexta-feira, dia 27, foi lançada a versão 4.17 do Wine com 14 correções de bugs. Em simultâneo, tivemos o lançamento da versão 1.4.1 do DXVK, e da versão 0.22 do D9VK. Vamos conferir agora quais são os aprimoramentos trazidos pelas novas versões destes softwares.
 
lancadas-novas-versoes-do-wine-dxvk-d9vk

Wine 4.17


Normalmente, duas vezes ao mês, a equipe do Wine faz um apanhado geral de todo o progresso dos últimos dias e lança uma nova build. Desta vez, na versão 4.17, além das 14 correções de bugs, também temos algumas novidades, das quais podemos destacar:

Nova versão da engine “Mono”, com várias correções de bugs.

A engine “Mono” é uma implementação do .NET Framework utilizada pelo Wine para rodar aplicações que dependem do “.NET” para funcionar.

Suporte para texturas comprimidas no formato DXTn.
Versão inicial da biblioteca Windows Script Runtime.
Suporte para notificações sobre a mudança de dispositivos XrandR. (Por exemplo: monitores)
Várias correções de bugs.

Veja aqui a nota de lançamento oficial com todas as novidades e correções de bugs.

DXVK 1.4.1


Apenas oito dias após o lançamento da versão 1.4 do DXVK, é lançada a versão 1.4.1. A quantidade de correções e novidades desta versão pode até parecer pequena. Porém, se considerarmos o espaço de tempo desde a versão anterior, fica muito claro como a equipe vem trabalhando duro e rapidamente para aprimorar o software.

Nesta versão mais recente do DXVK podemos destacar o seguinte:

Corrigidos alguns “crashes” em potencial no código do D3D10.
Corrigido bug que fazia o jogo Batman Arkham City “crashar”.
Reportando todas as GPUs como hardware Nvidia para contornar problema com a biblioteca AMDAGS, que passou a ocorrer após a última atualização no jogo Hitman 2.
Implementadas instruções de shader faltantes, a fim de corrigir “crashes” e falhas de renderização no jogo Ni No Kuni Remastered.

A lista completa dos aprimoramentos pode ser encontrada aqui.

D9VK 0.22


Menos de uma semana após o lançamento da versão 0.21, é lançado o D9VK 0.22. Assim como no caso do DXVK, considerando o espaço de tempo desde a versão anterior, não era de se esperar um grande número de correções e novidades.

Dentre as melhorias desta versão, podemos destacar:

Resolvido o problema que fazia com que alguns jogos enviassem notificações de erro, notificando ao usuário estar rodando drivers de vídeo muito antigos.
Corrigido bug de renderização de sombras em The Sims 2.

Uma lista completa dos aprimoramentos pode ser encontrada aqui.

No ritmo em que estamos vendo as coisas progredirem nos últimos tempos, no mundo dos jogos no Linux, não dá pra sentir outra coisa além de alegria e orgulho a respeito de como está a situação. Comparado, por exemplo, a como estava há dois anos. As novidades isoladas destas últimas versões, relatadas neste artigo, podem parecer poucas. Mas se formos olhar tudo o que foi feito nos últimos meses, ou no último ano, é realmente muita coisa.

O quê você acha sobre a forma, e a rapidez com que as distribuições Linux vêm evoluindo como uma plataforma para jogos?

Você gosta de Linux e tecnologia? Tem alguma dúvida ou problema que não consegue resolver? Venha fazer parte da nossa comunidade no Diolinux Plus

Por hoje é tudo pessoal! 😉

_____________________________________________________________________________

Viu algum erro ou gostaria de adicionar alguma sugestão a essa matéria? Colabore, clique aqui.

Mais novidades estão chegando no GNOME 3.34 e Fedora 31

Nenhum comentário

quinta-feira, 26 de setembro de 2019

Apesar de não ser uma das distros que as pessoas costumam indicar para usuários iniciantes, o Fedora é uma das distribuições Linux mais importantes atualmente. Mantido pela “toda poderosa” Red Hat. O Fedora é a versão focada no usuário comum do tradicional sistema operacional para servidores, o Red Hat Enterprise Linux.

novidades-chegando-no-fedora31-e-gnome3.34

No último dia 17 de Setembro, foi disponibilizada a versão Beta do Fedora 31. Além da tão esperada versão 3.34 do GNOME, a mais nova versão do Fedora, que deverá ser lançada no final de Outubro, está chegando com uma lista de melhorias e novidades “de tirar o chapéu”.

• Aprimoramentos no GameMode


Se você não sabe o que é o GameMode, já postamos dois artigos sobre o assunto aqui no blog. Que você pode conferir aqui e aqui.

Uma das principais melhorias feitas no GameMode nesta versão, está relacionada a como o usuário pode saber se a aplicação está rodando ou não. Atualmente a única forma de saber se o GameMode está rodando é através de comandos no terminal. Considerando que o GameMode é algo pensado para todos os usuários, e não apenas aos mais avançados, isso realmente era um problema.

A saída foi desenvolver uma extensão para o GNOME Shell que indicasse, através de um ícone na bandeja do sistema (O quê é bem curioso, considerando que o GNOME removeu essa funcionalidade por padrão.) se o GameMode está rodando, ou não. Além do ícone na bandeja, aparecerá também uma notificação toda vez que o status do GameMode mudar.

O GameMode já vem instalado por padrão no Fedora. Em outras distribuições, você precisa da aplicação na versão 1.4 ou superior para que a extensão funcione.

extensão-gamemode-gnome

• Implementações no Wayland.


Em conjunto com o GNOME, o Fedora também é a principal distro a entregar o Wayland por padrão. O Fedora 31 trará a possibilidade de utilizar o “XWayland on demand”.

O XWayland é um recurso do Wayland que permite o funcionamento de aplicativos compatíveis apenas com o X.org. Atualmente o XWayland é executado automaticamente ao iniciar a sessão, e permanece continuamente rodando em background. Assim permitindo que uma aplicação compatível apenas com X.org possa ser iniciada a qualquer momento.

O “XWayland on demand”, como o próprio nome já sugere, funcionará sob demanda, e rodará apenas quando uma aplicação que precisa do X11 para funcionar for iniciada.

A funcionalidade estará disponível tanto no Fedora 31, quanto em qualquer outra distro com a versão 3.34 do GNOME. Porém, ainda não virá ativada por padrão em nenhuma delas. O “XWayland on demand” ainda está em fase experimental e possui alguns bugs que precisam ser corrigidos. Como, por exemplo, o PulseAudio acidentalmente iniciando o Xwayland. Mesmo assim, para aqueles que gostam de testar coisas novas e estão dispostos a ajudar a comunidade reportando bugs, o “XWayland on demand” poderá ser ativado no Gnome 3.34 através do comando abaixo:

gsettings set org.gnome.mutter experimental-features "[...,'autostart-xwayland']"

No Fedora 31, o Wayland continuará não sendo a opção padrão para usuários com o driver proprietário da Nvidia instalado. A razão para isso é a incompatibilidade do driver em questão, com a aceleração por hardware via XWayland. Como consequência disso, muitas aplicações que dependem de tal funcionalidade, como jogos, poderão utilizar apenas aceleração por software. Tornando o uso de tais aplicações praticamente impossível.

Solucionar esse problema não é algo que possa ser feito pela comunidade sozinha. A Nvidia também precisa fazer a sua parte, já que se trata do seu driver proprietário e de código fechado. A Nvidia já informou que está trabalhando em compatibilizar o seu driver com o XWayland, todavia ainda não divulgou datas ou prazos.

• Aprimoramentos no QtGNOME.


Foram feitos aprimoramentos para assegurar que aplicações Qt se integrem da melhor forma possível ao ambiente GNOME do Fedora Workstation. As versões em Qt dos temas “Adwaita” foram atualizadas de acordo com as versões originais em GTK. Tendo também a versão dark do Adwaita completamente funcional em aplicações Qt.

Abaixo você vê uma imagem da aplicação “Okular” sem (janela de trás), e com (janela da frente) a utilização do QtGNOME.

okular-no-gnome-com-qtgnome

• Implementações de firmware


Implementações muito importantes estão sendo feitas no LVFS (Gerenciador de instalação e atualização de firmwares. Desenvolvido pelo mantenedor do GNOME, Richard Hughes). Além do “GNOME Firmware”, aplicação sobre a qual falamos recentemente aqui no blog. Vários fabricantes de hardware e periféricos estão se juntando à comunidade. Entre eles, podemos destacar a Acer, que está disposta a compatibilizar mais do seu hardware com o LVFS.

• OpenH264 aprimorado


Uma versão bastante aprimorada do OpenH264 (versão Open Source do formato de compressão de vídeos H.264) estará disponível para os usuários no Fedora 31. Esta nova versão inclui suporte aos mais avançados perfis do H.264, que estão presentes na grande maioria dos vídeos disponíveis na internet e até mesmo naqueles gravados pela grande maioria das câmeras e celulares atualmente.

Dessa forma, não será mais necessária a instalação de repositórios de terceiros para poder utilizar o software, o que é necessário agora. 

• Polimentos no GNOME Classic Mode


O GNOME Classic Mode ainda possui muitos fãs e usuários. E um grupo deles foi consultado sobre quais ajustes poderiam ser feitos a fim de melhorar a experiência de uso. A maior parte das modificações consistiu em remover algumas funcionalidades do GNOME 3 que não condizem com o ambiente do GNOME Classic. Como os “hot corners”, e o modo “overview”. Também foi adicionada a possibilidade de gerenciar a sessão pelo canto inferior esquerdo da tela.

gnomeclassic-no-fedora30
GNOME Classic no Fedora 30

• Melhor suporte para usuários não falantes de Inglês


Nas versões anteriores do GNOME, como no Fedora 30, ao selecionar um idioma durante a instalação, todos os pacotes necessários para a aplicação daquele idioma no sistema eram instalados. Porém, ao selecionar um novo idioma nas configurações do sistema, alguns pacotes precisavam ser instalados via linha de comando. No Fedora 31, se você selecionar um novo idioma no GNOME Control Center, todos os pacotes necessários deverão ser instalados automaticamente.

• Performance aprimorada


Muito trabalho foi feito para que a performance geral do GNOME fosse aprimorada. Equipes do GNOME Shell e da Red Hat têm trabalhado juntos com o mesmo objetivo, porém, em áreas separadas. Enquanto as equipes do GNOME Shell tem trabalhado em resolver os problemas de performance mais urgentes e com menores proporções, os engenheiros da Red Hat tem trabalhado nas mudanças a longo prazo e de maiores proporções.

Veja aqui o post original (em inglês) com a lista completa de melhorias e implementações chegando ao GNOME 3.34 e Fedora 31.

O quê você acha das melhorias que estão chegando no GNOME e Fedora? Você acha que eles realmente estão dando atenção para as coisas mais importantes, ou pensa que algo importante foi deixado de lado? Deixe a sua opinião nos comentários.

Você gosta de Linux e tecnologia? Tem alguma dúvida ou problema que não consegue resolver? Venha fazer parte da nossa comunidade no Diolinux Plus

Por hoje é tudo pessoal! 😉

_____________________________________________________________________________

Viu algum erro ou gostaria de adicionar alguma sugestão a essa matéria? Colabore, clique aqui.


Blog Diolinux © all rights reserved
made with by templateszoo