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NVIDIA se junta à Blender Foundation Development

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quinta-feira, 10 de outubro de 2019

O Blender é umas das mais famosas ferramentas para modelagem em 3D, tanto que é usada por Hollywood em alguns dos seus filmes, além de dar base também em alguns jogos que utilizam ela, como da Ubisoft , Epic Games e Valve por exemplo. Agora receberá mais uma gigante, à NVIDIA.

NVIDIA se junta à Blender Foundation Development






O anúncio foi feito no Twitter oficial  do Blender, comentando que a entrada da NVIDIA, possibilitaria à adição de mais dois devs no projeto.

“A NVIDIA se juntou ao Blender Foundation Development com o nível Patron. Isso permitirá que mais dois desenvolvedores trabalhem no desenvolvimento principal do Blender e mantenham a tecnologia de GPU da NVIDIA bem suportada por nossos usuários. Obrigado à NVIDIA pela confiança em nosso trabalho!”





O nível Patron (Patrono ou Patrão), significa que a NVIDIA estará destinando pelo menos €120 mil (na conversão atual, algo em torno de R$540 mil) por ano.

Também rendeu um comentário do Presidente da Blender Foundation, Ton Roosendaal, no tweet de anúncio, dizendo o seguinte:


“Nós trabalhamos muito bem com a equipe da NVIDIA ao longo dos anos. Estou muito feliz em ver que isso agora, está consolidado com a sua associação como membro no Fundo de Desenvolvimento. Bem-vindos à comunidade!”. 

Isso é muito bom de se ver, grandes empresas focando e dando suporte para projetos open sources, como o Blender. Esses tipos de aportes financeiros são de suma importância, pois assim os projetos podem continuar “vivos”, vamos assim dizer. Creio que outros projetos populares poderiam seguir o mesmo caminho e assim evoluir ainda mais os seus “produtos”.

Este artigo não acaba aqui, continue trocando uma ideia lá no nosso fórum.


Espero você até a próxima, um forte abraço.
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Ubuntu 19.10 Beta é lançado de forma oficial

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sexta-feira, 27 de setembro de 2019

Seguindo o cronograma de desenvolvimento, o “freeze” Beta do Ubuntu 19.10 é lançado com as novidades prometidas que  podem ser testadas pelos usuários.

Ubuntu 19.10 Beta é lançado de forma oficial






Como relatamos em alguns artigos referentes ao Ubuntu 19.10, ele viria com muitas novidades e que elas iam pavimentar muitas coisas que chegariam na próxima LTS do Ubuntu, a versão 20.04.


Às novidades que chegam são:

● GNOME 3.34;
● Kernel 5.3;
● Novo tema Yaru, agora tendo nos modos light e dark;
● Inicialização mais rápida, com o ZFS;
● Driver da NVIDIA já na versão 435.21 
● Mesa Driver 19.1.6, podendo ter update para a versão 19.2; 



Sobre os drivers da NVIDIA, como já havíamos comentado nos Diolinux Friday Show e em alguns artigos, o Ubuntu e as suas flavours vão trazer os driver proprietários na própria ISO do sistema, assim facilitando a vida do pessoal que usa GPUs da empresa. Para o pessoal das híbridas (como eu 😁😂) a opção On-Demand, que faria mais ou menos a mesma função do "finado" Bumblebee, está habilitada. Se você instalar o MATE Optimus, já vai vir com as variáveis offload-glx e offload-vulkan habilitadas, assim possibilitando a utilização da GPU dedicada somente nos casos que for necessário, como por exemplo jogar na Steam. Outra novidade sobre os drivers da NVIDIA, é que eles receberam updates diretamente dos repositórios oficiais do Ubuntu, assim não precisando mais da adição de PPA. Eles serão “assinados” pela própria NVIDIA, assim assegurando que se você quiser usar com o UEFI e Boot Secure, não terá problemas.

             

Para baixar a ISO do Ubuntu 19.10 beta, basta clicar aqui.

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Nova versão do plugin Mate Optimus ganha suporte ao driver 435

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terça-feira, 10 de setembro de 2019

Muitos dos leitores do blog Diolinux, vem acompanhando a “saga” do Linux em notebooks híbridos (Intel+NVIDIA), onde já produzimos artigos de como instalar o Ubuntu/Mint até a notícia mais esperada, a compatibilização completa no Linux, que finalmente saiu e você pode conferir aqui.

Nova versão do plugin Mate Optimus ganha suporte ao driver 435






Dentro desses artigos, teve também artigos falando que a NVIDIA estava disposta a trabalhar o Optimus no Linux, como também os anúncios da Canonical, através do Ubuntu, incluindo os drivers da NVIDIA já na ISO.

Por incrível que pareça, a primeira flavour do Ubuntu a se movimentar e começar o processo de suporte, foi o Ubuntu MATE, através do desenvolvedor principal, Martin Wimpress. Tanto que tem um artigo falando sobre o Ubuntu MATE 19.04 e as suas facilidades com as híbridas.

E como não seria surpresa para ninguém, eis que o Ubuntu MATE surge novamente como “pioneiro”  no mundo das híbridas, vamos assim dizer 😁.

Em seu Twitter, Martin fez um anúncio muito positivo e gerou uma expectativa muito boa na comunidade. Ele anunciou uma nova versão do plugin mate-optimus para a versão 19.10 (a mesma do Ubuntu 19.10) e assim compatibilizando-o com as novidades trazidas pela NVIDIA no driver 435, em especial para as híbridas (Nvidia Optimus).



Como demonstra a imagem, agora podemos escolher qual modo utilizar (Power Saving, Performance Mode ou On-Demand).

É ali na opção On-Demand, que “reside a mágica” da Nvidia para as híbridas. No primeiro anúncio, Martin tinha informado que ainda seria necessário fazer o logoff para a troca. Aí perguntei a ele se pretendia compatibilizar a "não necessidade" dessa etapa, e ele disse que ia arrumar. E assim fez.

Também perguntei se essa ferramenta poderia ser usada em outras interfaces ou se ele teria alguma informação sobre. Ele confirmou que sim, e que as interfaces suportadas serão: MATE, XFCE, Budgie, Cinnamon, GNOME, KDE e LXQt. Para conferir a thread completa, acesse o link.

Ele também me falou, que se a pessoa quiser testar fora do Ubuntu 19.10, bastasse clonar o repositório do GitHub e rodar os binários em usr/bin. Se você quiser testar, o GitHub dele é esse aqui.

Isso era questão de tempo, das distros e interfaces gráficas a compatibilizar a solução da NVIDIA e assim ir “quebrando” esse tabu no Linux, que na minha visão, será totalmente derrubado no Ubuntu 20.04 LTS, assim fazendo com que as outras distros e flavours também irão seguir.

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Espero você até a próxima, um forte abraço.

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Nvidia traz melhorias no PRIME, será o fim dos problemas com placas híbridas no Linux?

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quarta-feira, 14 de agosto de 2019

Parece que a NVIDIA tirou um tempinho para “brincar” com as emoções do usuários Linux nos últimos dias 😁. Primeiro foi o lançamento de três (3) drivers ao mesmo tempo e depois lançando a documentação das suas GPUs, assim ajudando o driver open source Nouveau. Agora chegou a vez do pessoal das híbridas (eu incluso 😄), e finalmente o nosso “calvário” está chegando ao fim.


Nvidia traz melhorias no PRIME, será o fim dos problemas com placas híbridas no Linux?





Nesta Terça (13), a Nvidia veio com uma notícia “bombástica” para quem usa GPUs híbridas (Intel+Nvidia), com o seu novo driver Beta, o 435.17, onde ela traz ao Prime, finalmente, o Optimus, funcionalidade que permite a “switch” (troca) rápido entre as GPUs (entre a Intel e Nvidia). Em um exemplo prático, você usa a GPU integrada ao processador para as tarefas triviais do dia a dia, como navegar na internet, ouvir música, ver vídeos, editar documentos e etc. Mas se você quiser jogar, renderizar algum vídeo ou qualquer outra tarefa que precise de mais poder de processamento, aí você escolheria a GPU da Nvidia para isso. Com isso, você consegue uma eficiência maior da bateria.

O primeiro indício que essa função estaria chegando, foi percebida pelo pessoal do Phoronix em Abril deste ano (2019), na qual foi relatado que a Nvidia estaria trabalhando em uma nova extensão GLX, a GLX_EXT_server_vendor_select, que permitiria essa troca. Kyle Brenneman, dev da Nvidia para Linux, explicou melhor neste link.
Agora parece que isso está mudando, graças a outro dev da Nvidia para Linux,  Aaron Plattner, estamos chegando perto da solução. 

Em um anúncio no blog oficial de desenvolvedores da Nvidia, ele lista as melhorias do driver beta 435.17, constando as implementações iniciais do GLX. Para poder usar essa novidade é preciso ter uma versão bem atualizada do Xorg com algumas implementações feitas pela Nvidia, a empresa disponibilizou as novidades via PPA, que por hora só está disponível para a Base Ubuntu (nas versões 19.04 e 18.04). Com esse Xorg ”novo” e com o driver Beta, será possível fazer o “switch” das GPUs.

Também foi adicionado o suporte para Vulkan e OpenGL+GLX no PRIME. Está sendo incluído também o runtime de gerenciamento de energia D3 (RTD3), que vai ajudar e muito na economia de energia nos notebooks. O comunicado por completo você confere aqui. As novidades foram:

● Adicionado suporte experimental para a runtime D3 (RTD3) para o gerenciamento de energia em notebook com GPUs Turing;
● nvidia-bug-report.sh aprimorado para coletar informações do runtime D3 (RTD3);
● nvidia-bug-report.sh aprimorado para coletar tabelas ACPI quando a ferramenta acpidump estiver disponível;
● Adicionado suporte do Vulkan e OpenGL+GLX ao PRIME. 

Mais detalhes aqui.

Se você quiser baixar o driver e experimentar, basta acessar aqui e seguir as instruções de instalação. Se não, espere chegar no PPA.

Agora é só “sentar e aguardar” a chegada do driver nas distros e também observar o movimento da DEs, no sentido da criação de soluções como “abra a Steam com a sua placa de vídeo NVIDIA”. Quem disse que esse dia não chegaria, não é meus amigos? Depois que o suporte oficial chegar, faremos um artigo contando as primeiras impressões.

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Ubuntu 18.04.3 LTS lançado com Kernel 5.0 e várias melhorias

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quinta-feira, 8 de agosto de 2019

A Canonical lançou um Point Release da versão LTS do Ubuntu 18.04, agora chegando na versão 18.04.3 LTS e contando com algumas novidades bem interessantes.

Ubuntu 18.04.3 LTS lançado com Kernel 5.0 e várias melhorias





Essas Point Releases do Ubuntu, são imagens ISO novas, contendo as correções de bugs, patches de segurança, além de updates dos principais aplicativos ali presentes. Com essa nova ISO, é esperado uma economia de tempo em relação aos updates, pois os mesmos não precisam ser baixados e instalados posteriormente.

Algumas correções importantes foram feitas no Gnome-Shell, na Gnome Software, no Mutter, o MESA Driver foi atualizado, entre outras correções que você pode conferir aqui.

Essas melhorias só foram possíveis, pois essa nova versão do Ubuntu “puxa” algumas coisas do HWE (hardware enablement stack ou conjunto de ativação de hardware) do Ubuntu 19.04. Isso quer dizer que as melhorias e novidades contidas no 19.04 estão agora presentes no 18.04 LTS, permitindo que o usuário se mantenha em uma versão de longo tempo de suporte,  mesclando com as novidades lançadas em versões mais recentes do Ubuntu

Dentro destas novidades, estão as novas versões do Kernel, Mesa Driver e o Driver da NVIDIA.

● Kernel passou da versão 4.18.0-25.26 para a versão 5.0.0-23.24; 

● Mesa Driver 18.2.x series para a série 19.0.2 (com suporte para Vulkan)


●Drivers da Nvidia inclusos : versões 390, 418 e uma versão mais recente da série 430 (mais precisamente há 430.26).



Sobre os drivers da Nvidia, é interessante eles já disponibilizarem as últimas versões pelo repositório. Isto mostra que eles estão dispostos a facilitar a vida de quem tem GPUs do “lado verde da força”, como mostramos em reportagens recentes, que você pode conferir aqui e aqui.

Atualizando


Se você instalou a versão 18.04 LTS (Abril de 2018), e fez todos os updates desde então, teoricamente já está com boa parte dessas melhorias, só não tendo o novo Kernel e os drivers de vídeo. Vai ser preciso habilitar o HWE para isso. O procedimento é bem simples e é feito pelo terminal. Depois de aberta a aplicação, basta digitar ou copiar/colar o seguinte comando:

sudo apt-get install --install-recommends linux-generic-hwe-18.04 xserver-xorg-hwe-18.04

Se você instalou o Ubuntu 18.04.2 LTS e fez os updates, você deverá receber essas atualizações normalmente através do gerenciador de atualizações em modo gráfico.

Se você preferir fazer uma instalação limpa, sem problemas, basta baixar a ISO novamente através deste link.

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NVIDIA lança documentação das suas GPUs e ajuda NOUVEAU

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O mundo do open source recebeu uma notícia bombástica, para dizer no mínimo. A NVIDIA passou a ajudar desenvolvedores dos drivers de código aberto para Linux. NOUVEAU ouviu um amém?

NVIDIA lança documentação das suas GPUs e ajuda NOUVEAU






Sem que ninguém esperasse, a NVIDIA lançou uma documentação no GitHub, disponibilizando informações como às suas tabelas de BIOS, bloco de controle dos dispositivos, inicialização dos dispositivos, segurança em torno da Falcon Engine, ajustes no clock das memórias, programa de shader headers, estados de energia, entre outras “cositas”. Isso já vinha sendo discutido desde 2013, na lista de discussão do NOUVEAU.

Isso é uma grande novidade e vai ajudar muito o pessoal do NOUVEAU a lidar comas GPUs de gerações como Maxwell, Pascal, Volta, e Kepler, o que pode melhorar o desempenho do driver open source.

No entanto, há um “porém”,, essas novidades ainda não poderão ser sentidas nas versões mais novas, como as GPUs GTX 900 series ou mais novas, ainda não tendo o re-clocking / signed firmware dessas séries. Não duvido que isso seja questão de tempo para que elas também sejam “incluídas”.

Quem noticiou essa novidade, foi o pessoal do Phoronix, e em email respondido pela NVIDIA, o trabalho de disponibilizar a documentação ainda está no estágio inicial e em constante progresso. Pode parecer um passo pequeno agora, mas é um passo ao menos, de forma semelhante ao que a AMD fez no passado.

Se você quiser acessar a documentação de forma oficial, basta acessar o GitHub da NVIDIA aqui. Ela usa a licença MIT.

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NVIDIA lança de uma só vez, três versões de drivers para Linux

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quarta-feira, 31 de julho de 2019

A NVIDIA lançou nesta Segunda-feira (29), três novas versões dos seus drivers para Linux, para as linha 430 e 418, sendo essas últimas versões BETA com VULKAN e OpenGL.

NVIDIA lança de uma só vez, três versões de drivers para Linux





O primeiro driver a receber o update, foi da linha 430, agora chegando com driver stable de “Long Lived” na versão 430.40, com às seguintes melhorias e novidades:

● Adicionado suporte para as seguintes GPUs: GeForce RTX 2080 SUPER e Quadro RTX 3000 com Max-Q Design;

●Corrigido uma falha na instalação do driver nas configurações do kernel Linux com CONFIG_HOTPLUG_CPU;

●  Atualizado nvidia-bug-report.sh  para procurar o systemd journal pelos logs do gdm-x-session;

●  Adicionado suporte ao nvidia-installer para sistemas que fornecem bibliotecas ncurses suportando apenas as ncurses widechar ABI.

Já na parte dos drivers BETA da linha 418, tivemos novidades tanto no VULKAN, quanto no OpenGL. Começando pela versão com VULKAN, que chega na numeração 418.52.18, foram adicionadas duas extensões do  Vulkan 1.1.117 e uma do Vulkan 1.1.116. Nesta versão eles testam às novidades do VULKAN. Às extensões são:




Neste BETA, também foi lançado a versão do driver com as implementações para OpenGL, que seguem o “Vulkan-style subgroups extensions” ou “Estilo de Extensões em Subgrupos do Vulkan”. As primeiras extensões foram:



A princípio pode parecer estranho ter a mesma versão do BETA tanto para VULKAN, quanto para o OpenGL, mas o pessoal do GamingOnLinux questionou um dos devs da NVIDIA no Twitter sobre isso, e ele falou que no momento vão ser juntas, mas que no futuro elas serão em “datas diferentes”. O Tweet você pode conferir aqui.

Essas novas versões ainda não estão disponíveis nos repositórios das distros (pelo PPA já esta disponível), mas que podem ser atualizadas em breve.

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Você não precisa mais de PPA para ter os drivers mais recentes da Nvidia no Ubuntu!

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sexta-feira, 12 de julho de 2019

Os desenvolvedores da Canonical liberaram uma excelente atualização para os usuários de Ubuntu, incluindo a versão LTS atual, 18.04.2. Os drivers Nvidia mais recentes, que antes eram conseguidos através de um PPA, agora podem ser instalados diretamente do repositório da distro.

Nvidia Drivers Ubuntu






Um dos artigos mais acessados aqui do blog é o nosso guia de instalação de drivers Nvidia para Ubuntu, que acaba servindo também de base para outras distros derivadas, como Linux Mint, elementary OS, Pop!_OS, Zorin OS e por aí vai. Por conta das novidades de hoje, talvez tenhamos que refazer esse material e criar um novo "guia oficial" de como fazer esse processo, pois, felizmente ele acabou de ficar muito mais simples.


Nosso vídeo agora está desatualizado também, mas te mostra o modo que era usado até então. :)

Com mudança oferecida pelos desenvolvedores da Canonical, agora o repositório de pacotes do Ubuntu carrega, não só a versão mais recente e estável, como também a mais recente em Beta também, tornado tudo mais acessível.

Para  usar a nova ferramenta no Ubuntu 18.04.2 LTS, basta garantir que o seu sistema esteja atualizado. Os drivers Nvidia vão aparecer no mesmo local de sempre: No aplicativo "Programas e atualizações", na aba "Drivers Adicionais".

Ou claro, pelo terminal:


Uma observação importante a se fazer. 

Na aba "Opções para Desenvolvedores" existe a opção de "Atualizações de Pré-lançamento", que são pacotes que estão prestes a cair para a versão estável do sistema, mas que ainda não passaram totalmente pelo processo de controle de qualidade da Canonical, marcando essa opção, você tem drivers ainda mais recentes, muitas vezes em estado Beta, o que pode ser eventualmente interessante, no entanto, habilitar esse repositório também te traz uma série de atualizações para outros pacotes, não somente drivers, o que pode deixar o seu sistema menos estável, mas é uma escolha que você pode fazer.


Habilitando essa opção, você terá os mesmos drivers que até então eram entregues somente via PPA. Aliando essa questão a intenção de adicionar Drivers Nvidia diretamente na ISO do sistema para o próximo lançamento do Ubuntu (19.10) e permitir a instalação Offline do Ubuntu com drivers recentes, a Canonical parece minimizar ao máximo possível o atrito que existe entre instalar um sistema Linux e usá-lo com todo o seu potencial, incluindo o "calvário" que às vezes pode ser habilitar uma placa de vídeo híbrida (Intel+Nvidia).

Essa manobra, que visa melhorar o Ubuntu e torná-lo mais prático, acaba ajudando diretamente a comunidade Linux que se baseia no sistema (Linux Mint, elementary OS, etc) que poderão se beneficiar das mesmas ferramentas e repositórios, sem precisar desenvolver ferramentas extras e nem mexer "um palito" sequer.


Até a próxima!
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Linux 5.2 chega com quase 600 mil novas linhas de código

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terça-feira, 9 de julho de 2019

No Domingo (7), Linus Torvalds lançou mais uma versão do Kernel Linux, contando com cerca de 596.000 novas linhas de códigos submetidas, ou seja, temos muitas coisas nova nessa nova versão do Kernel Linux.

Kernel 5.2 é oficialmente lançado






A primeira grande novidade é referente a Logitech, que ajudou a melhorar os drivers dos seus receptores wireless, como o Logitech Bluetooth “dongle” usado no teclado MX5500 e no receptor Logitech Unifying. Outro ponto, é que agora qualquer periférico da marca que trabalhe na frequência de 2,4 GHz (mouse, teclado, etc), vão poder retransmitir o status da bateria (quando disponível) para as GUIs dos desktops.

Uma adição que vai beneficiar muitos usuários, é o novo driver Wi-Fi da Realtek (mac80211) que tem suporte para os chips de rede wifi Realtek 802.11ac. O rtw88 agora suporta os firmwares RTL8822BE e RTL8822CE, contando com suporte também para modelos USB e SDIO futuramente.

Houve também um acréscimo no suporte para os computadores single-board da  linha Orange, com versões baseadas no  Allwiner (Orange Pi 3), Rockchip (Orange Pi RK3399) e também a  Nvidia Jetson Nano.

Também estão introduzindo a primeira “feature” do Sound Open Firmware (SOF), projeto encabeçado por Intel e Google, criando uma plataforma de código aberto para a criação de firmwares para processadores de áudio.

Outras melhorias e adições no Kernel 5.2 foram:

⏺ GeForce GTX 1650 recebeu suporte para o Nouveau;

⏺ Várias melhorias em laptops com  AMD Ryzen;

⏺ Otimização em dispositivos ARM;

⏺ Suporte para Intel Comet Lake;

⏺ Preparação para as novas AMD EPYC CPUs;

⏺ Suporte para hibernação sendo reativado no Intel Baytrail & Cherrytrail

Para mais detalhes técnicos, você pode consultar aqui e aqui.

Se você quiser experimentar essa versão do Kernel, pode utilizar a ferramenta UKTools, caso use Ubuntu ou algum derivado, ou baixar os pacotes manualmente, tais procedimentos são recomendados apenas para usuários avançados. Se você usa outras distros, como Fedora e Manjaro, provavelmente as atualizações estarão disponíveis em breve.

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Novidades que estão chegando no Fedora 31 Workstation

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domingo, 30 de junho de 2019

Quem chega ao mundo do Linux, sempre é apresentado a algumas opções para usar em seu PC, dentro dessas opções está o Fedora. Em resumo, o Fedora é uma versão comunitária do RHEL (Red Hat Enterprise Linux) e apoiada pela própria Red Hat. Geralmente é no Fedora que recursos serão testados e usados no RHEL.

Novidades que estão chegando no Fedora 31 Workstation





Feito essa breve apresentação, vamos comentar das novidades que virão na versão 31 do Fedora Workstation, prevista para chegar no final de outubro deste ano (2019). Algumas novidades que estão chegando, envolve o Wayland, nova versão do Gnome, melhor suporte ao driver da NVIDIA, PipeWire, recursos e suporte expandidos do Flatpak e muito mais.

Primeiro vamos comentar sobre o Wayland, sucessor do Xorg, que segundo o dev do projeto, Christian Schaller, é que seja concluída a transição para o Wayland muito em breve e também removendo a dependência do X Windowing System, significando que o Gnome Shell não precisará rodar o tempo todo o  XWayland. Ele ainda comenta porque demorou tanto:

“Para aqueles que se perguntam por que isso levou tanto tempo, é bem simples; por 20 anos, os desenvolvedores poderiam assumir com segurança onde estamos rodando no atop do X. Então refatorar tudo o que é necessário para remover qualquer código que faça a suposição de que ele está rodando sobre o X.org tem sido um grande esforço. O trabalho é feito principalmente para o shell em si, mas existem alguns itens em relação ao daemon de Configuração do GNOME, onde precisamos expulsar a dependência do X.”

Ele acredita que nas versões 3.34 ou 3.36 do GNOME, a transição já estará concluída. Ainda complementou sobre o XWayland:

“Uma vez que o trabalho esteja concluído, server X (XWayland) só será iniciado se você realmente executar um aplicativo X e quando você fechar o aplicativo no servidor X será encerrado também. Outra mudança em que Hans de Goede está trabalhando no momento é permitir que os aplicativos X sejam executados como root no XWayland. Em geral, executar aplicativos de desktop como root não é considerado aconselhável do ponto de vista da segurança, mas como sempre funcionou com o X, achamos que ele também deveria continuar presente no XWayland. Isso deve corrigir alguns aplicativos “de fora”, que só funciona quando executado como root atualmente.”

Sobre o driver da NVIDIA trabalhar com o Wayland, vou deixar o comentário do dev, que já deve ser o bastante para a situação:

“Finalmente, há a pergunta de suporte ao driver binário da NVIDIA. Então você pode rodar uma sessão Wayland nativa em cima do driver binário e você teve esteve habilitado por muito tempo. Infelizmente, não houve suporte para o driver binário no XWayland e, portanto, os aplicativos X (que são muitos) não receberiam nenhum suporte para aceleração gráfica 3D via hardware. Adam Jackson trabalhou em deixar o XWaylands carregar o driver binário NVidia x.org e agora estamos aguardando que a NVIDIA revise esse trabalho e esperemos que seja capaz de atualizar seu driver para suportá-lo.”, resumindo, só depende da NVIDIA aprovar o trabalho feito pelos devs. Vamos torcer que aprovem o mais rápido possível.

O próximo a ser relatado, é o PipeWire, que para quem não conhece, é um projeto que “visa melhorar muito o manuseio de áudio e vídeo no Linux. O objetivo é oferecer suporte aos casos de uso atualmente controlados pelo PulseAudio e pelo Jack e, ao mesmo tempo, fornecer o mesmo nível de manipulação eficiente de entrada e saída de vídeo. Ele também introduz um modelo de segurança que facilita a interação com dispositivos de áudio e vídeo a partir de aplicativos em contêiner.’, segundo o site do projeto. Os devs do Fedora estão trabalhando para melhorar os principais recursos dele para que assim esteja pronto para substituir o Jack e o PulseAudio para essa finalidade.

Também foi falado sobre o Flatpak, que além das habituais correções de bugs e melhorias, agora estão focando em melhorar a infraestrutura para que se possa construir Flatpaks a partir dos pacotes RPM e assim automatizar o processo o máximo possível. Isso na visão do dev da Red Hat, é um pré-requisito para que eles comecem a enviar alguns aplicativos padrões via Flatpak e futuramente, enviar todos por padrão. 

Sobre o GNOME em si, muito provavelmente o Fedora 31 Workstation virá com a versão 3.34.

Para ler o post detalhado do dev da Red Hat, você pode acessar este link.

Nós diga aí nos comentários, o que você espera desta nova versão do Fedora.

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O que fazer depois de instalar o Deepin 15.10

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quinta-feira, 6 de junho de 2019

O Deepin é uma das distribuições Linux com maior apelo visual, é aquele tipo de design que: “Ou você ama, ou odeia”. Seja pelo “blur”, diversos conceitos de outras interfaces gráficas agregadas, consistência visual ou os aplicativos desenvolvidos para distribuição. Caso você pretenda instalar a nova versão lançada, o Deepin 15.10, este post é justamente demonstrando um pós-instalação “de o que você deve fazer” após instalar o sistema.

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Ainda não viu a nova versão do Deepin? Noticiamos as mudanças em destaque da versão 15.10 neste post. Você também pode conferir o nosso review sobre o sistema. São diversas novidades, comparado às versões anteriores.


“Começando pelo começo”


Antes de qualquer procedimento ao se instalar um novo sistema, é obviamente, atualizar o mesmo. Isso garante maior segurança e correções de eventuais bugs contidos no lançamento. Então, abra o painel de configurações do sistema e vá até à seção “Atualização”. Clique na opção e verifique se contém algum update para o sistema. É comum durante algumas atualizações o Deepin pedir para reiniciar o sistema, então proceda como o informado.

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Antigamente era necessário alterar os servidores ao instalar algum app ou efetuar uma atualização no sistema, nas últimas versões o Deepin consegue de forma inteligente localizar o servidor mais próximo de você. Menos um passo, claro que você pode selecionar manualmente esta opção. Veja o vídeo a seguir com todo passo-a-passo.


Mãos na massa!


Na opção “Contas” você poderá criar um usuário para o sistema, clicando no botão “Criar conta” ou indo em seu usuário, você pode efetuar algumas mudanças, como: trocar o avatar, modificar o nome do usuário, trocar a senha, ativar o login automático (desativado a obrigatoriedade de digitar sua senha ao ligar o computador), assim como a opção de logar sem senha.

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Em “Tela” você poderá ajustar o brilho, escala e caso utilize mais de um monitor (que é o meu caso) escolher o comportamento das telas que mais lhe agrada. 

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O Deepin é uma distribuição muito bela, como comentei anteriormente, mas algumas customizações podem ser realizadas. Na categoria “Personalização”, as fontes do sistema, transparência, temas de ícones e aplicativos, como também a decisão de manter habilitado os efeitos da interface, podem ser realizados.

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Em “Rede”, configurações de DSL, VPN, proxy etc. Poderão ser realizadas. Caso queira trocar o DNS de seu Deepin pelo da Google, por exemplo, você pode proceder como este vídeo “antigo”, porém, não datado do meu canal OSistemático. Só não se esqueça de desmarcar a opção “auto” e deixar em “manual”, assim como eu (😂😂😂).


Configurações de balanço entre o som, volume do sistema, microfone, estão todos em “Som”. Uma das novidades da versão é a possibilidade de desabilitar seletivamente os efeitos sonoros do sistema. Basta clicar no botão “Efeitos sonoros”. Particularmente não gosto de sons ao iniciar o sistema, ou qualquer tarefa que realize. Fica ao seu critério selecionar os efeitos que mais lhe agradam.

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A data e horário do sistema podem ser modificados na seção de mesmo nome, “Data e Hora”, a opção “Sincronizar automaticamente” é bem útil e dispensa configurações (quando conectado a internet o sistema identifica a data e hora).

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Configurações de energia” é a seção ideal para escolher entre as opções de desligamento de tela, quanto tempo o PC será suspenso, necessidade de utilização de senhas ao despertar o pc etc. Em meu desktop gosto de configurar o monitor para nunca “se apagar”. 

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Em “Teclado e Idioma” atalhos poderão ser atribuídos, o teclado numérico habilitado, notificações ao ativar o Caps Lock como, o idioma do sistema e do teclado. Caso o idioma de seu teclado não esteja em português. Clique em “Idioma do Teclado”, pesquise por sua linguagem, marque ela como padrão e se desejar remova a outra.

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Instalando o driver de vídeo no Deepin


No menu do sistema pesquise por “Deepin Graphics Driver Manager”. Abra o gestor de drivers do Deepin, selecione o driver referente ao seu equipamento e prossiga conforme o programa ir indicando. Veja logo abaixo um vídeo demonstrando todo o procedimento em uma NVidia GTX 1060. A lógica com as demais é semelhante. Lembrando que o Deepin não tem uma fama muito boa com placas de vídeo “hibridas”, contidas nos notebooks. E para jogadores mais fervorosos que fazem uso do SteamPlay, por conta do versionamento de seus drivers, o sistema não é o mais indicado para tal prática. Outro passo importante é ter o backup de seus dados, caso o procedimento dê errado.


Atalhos da interface


Outro ponto interessante do Deepin, são seus atalhos. Com  softwares desenvolvidos e pensados para o sistema, alguns "macetes" são desconhecidos por muitos de seus usuários. Veja alguns neste vídeo (o vídeo tem um tempinho, mas vale a pena).


Configurações na usabilidade do sistema


O Deepin possui uma interface que pode mesclar seu comportamento, agregando usabilidades de diversos sistemas. Seja uma dock ou uma barra de tarefas o DDE, Deepin Desktop Environment, tem opção como “cantos quentes” com atalhos para diversas funcionalidades. Customizações estéticas como, a troca de wallpapers etc. Podem ser facilmente realizados no sistema. Para mais detalhes, veja o vídeo com as dicas contidas neste post, e muito mais.


Sendo uma das distribuições que mais chamam a atenção, o Deepin é uma escolha interessante e que vale o teste. Mesmo com algumas limitações, especificamente se você for um gamer assíduo, o sistema pode agradar usuários “menos hardcores”.

Gostou da nova versão do Deepin? Participe de nosso fórum Diolinux Plus, caso tenha algum problema ou dúvida sobre o sistema, existe toda uma comunidade disposta em lhe auxiliar.

Até o próximo post, te espero aqui no blog Diolinux, SISTEMATICAMENTE! 😎
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Ubuntu 19.10 vai trazer driver da Nvidia embutidos na ISO

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quarta-feira, 29 de maio de 2019

Houve um tempo em que instalar drivers de vídeo no Linux era uma verdadeira batalha “homérica”, digna dos “12 trabalhos de Hércules”. Hoje em dia essa tarefa é bem mais simples, visto que a AMD e Intel já disponibilizam os seus drivers no próprio Kernel, só ficando de fora a NVIDIA. Mas isso tende a mudar.

 Ubuntu 19.10 vai trazer driver da Nvidia embutidos na ISO






Em uma thread do Ubuntu no Launchpad, foi reportado um "relatório de erro" com a seguinte descrição:

"No desktop do Ubuntu, sem uma conexão de rede, o usuário pode optar por instalar os drivers de terceiros (que afirma que ele instalará o driver gráfico), mas mesmo que ele selecione essa opção, os drivers proprietários da NVIDIA não serão instalados porque não estão no pool da ISO."

Com isso, a equipe da Canonical (Ubuntu) resolveu acrescentar os drivers 390 e 418 na ISO do Ubuntu, um acréscimo de 114 MB. Deixando a ISO com 2,1 GB. Tal mudança teve o aval da Nvidia.

Tal facilidade em instalar o driver da NVIDIA no Ubuntu tende a melhorar "da água para o vinho" e potencialmente podendo trazer mais usuários novos para o Linux, através do Ubuntu. Isso também inclui o pessoal que gosta de jogar.


O driver proprietário da NVIDIA, por padrão vem desabilitado, mas com essa mudança, eles poderão ser ativados sem a necessidade de conexão com a internet, como ocorre na versão 19.04. O driver de código aberto "nouveau" ainda vai ser o padrão para novas instalações ou no modo "live".


Essa mudança de mentalidade da Canonical, em colocar essa facilidade para quem usa NVIDIA e precisa dos recursos que o driver open source não disponibiliza é muito bem-vinda pois, isso trás o usuário "comum" para perto do Linux e também de "quebra" começa a "consertar", em parte, o problema com as GPUs híbridas, dando o primeiro passo no Ubuntu 19.04. Até a versão 18.04.2 LTS e 18.10, você precisava editar o grub no boot para possibilitar a instalação em notebooks híbridos com placas mais recentes, mas com o Ubuntu 19.04 isso mudou, bastando marcar a opção de instalação dos drivers proprietários, assim começando o download e instalação do driver 418 da NVIDIA.

Com a possibilidade de não precisar de uma conexão com a internet, é mais um passo da Canonical, com o Ubuntu, para se tornar de novo a referência no mercado de desktops domésticos e assim angariar novos usuários.

Falando nas GPUs Híbridas…


A NVIDIA vem trabalhando para aperfeiçoar o PRIME, através do dev Kyle Brenneman, para melhorar o suporte aos múltiplos drivers de GPU, nesse caso Intel+NVIDIA. Isso seria através de uma extensão GLX que controlaria o GLXVND. De uma forma "beeemmm" resumida, seria a possibilidade de usar a GPU integrada ao processador da Intel para as funções mais corriqueiras, e quando precisasse de "mais potência" acionaria a GPU da NVIDIA, sem precisar fazendo logoff ou reiniciar o computador ao invés de escolher entre uma ou outra GPU, como é hoje em dia. Essa implementação está sendo planejada para o Server Xorg 1.21, mas ele não tem data de lançamento, uma pena. Mas já é um grande progresso. Para ver as listas de discussões sobre essa funcionalidade, você pode ver aqui e aqui.

Arrisco a dizer que a versão 20.04 LTS do Ubuntu, teremos tais melhorias, sobretudo, mais na parte de notebooks, e talvez vejamos enfim o fim “do calvário” de usuários, que como eu, poderão usar o seu equipamento em plenas capacidades com menos dor de cabeça para configurações extras.

Deixe a sua opinião aí nos comentários, para sabermos o que você achou da novidade.

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Espero você até a próxima, um forte abraço.

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Ubuntu MATE 19.04, o Ubuntu para notebooks híbridos (Intel+NVIDIA)?

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quarta-feira, 24 de abril de 2019

Como não poderia deixar de faltar, uma das flavours do Ubuntu e que se tornou “queridinha” da comunidade por sua leveza e personalização, o Ubuntu MATE chega também na versão 19.04 com uma grande novidade, suporte facilitado a notebooks híbridos com GPUs Intel+NVIDIA, além de outros updates no projeto. Vamos conferir.


 Ubuntu MATE 19.04, o Ubuntu para notebooks híbridos (Intel+NVIDIA)?






Começaremos com o projeto MATE e as ferramentas ligadas a ele, como o MATE Desktop, Applet MATE Dock, Caja e afins.


O Ubuntu MATE 19.04 vai vir ainda com o MATE Desktop 1.20.4 com as últimas correções fornecidas pela equipe. Eles mencionaram que não estão enviando com a versão 1.22 por causa de estabilidade em novas funcionalidades que ainda precisam de “lapidação”.

Nesta versão do MATE, agora tem suporte a telas com HiDPI, com detecção automática e com escalonamento. Suporte ao Menu Global (presente por muito tempo no Unity7). O gerenciador de arquivos Caja, que encontra-se na versão 1.20 com melhorias no seu código e correções de bugs pontuais. O MATE 1.22 entrará no próximo ciclo de desenvolvimento, que será do Ubuntu MATE 19.10. Para maiores detalhes do MATE 1.20, você pode conferir aqui.

Outro aplicativo do projeto MATE que recebeu um update, foi o Applet MATE Dock, aplicativo esse que “simula” outras interface gráficas, como a do Windows, macOS e do ”finado” Unity 7. Agora ele está na versão 0.88.

Drivers da NVIDIA e notebooks híbridos


Essa novidade do Ubuntu MATE 19.04 me pegou de surpresa. Depois da entrevista do Alexandre Ziebert da NVIDIA, dizendo que a Microsoft tinha “tomado” para si a responsabilidade de fazer a comutação e tudo mais no “mundo das híbridas”, pensei seriamente que algo parecido não chegaria ao Linux, ou que demoraria muito tempo. Ainda bem que eu estava enganado. (emoji de sorriso)

Na entrevista do Will Cooke aqui para o blog, ele disse que a Canonical está de olho neste nicho e que ele carecia de ferramentas melhores na hora da instalação. E não é que veio mesmo…

Ainda que no Ubuntu “normal” você precise ativar depois da instalação (e isso não é um bicho de 8000 milhões de cabeças), o Ubuntu MATE preferiu “cortar caminhos” e assim já ativar na instalação. Quando você estiver instalando o sistema, basta habilitar a seguinte opção “Instalar software de terceiros para gráficos e hardware Wi-Fi”, e o sistema fará o restante.



Logo depois da instalação, se você quiser confirmar se o Driver da NVIDIA está instalado corretamente, basta abrir o terminal e digitar “nvidia-smi”. Além disso, o Ubuntu MATE vai adicionar um applet gráfico, onde você poderá escolher a GPU que quer usar. O nome do applet é MATE Optimus




Sinceramente, isso é muito bom e animador para quem tem notebooks híbridos (Intel+Nvidia) como eu,  que até o momento passava alguns apuros para utilizar o Pinguim, apuros esses que são contornáveis mas que hoje exigem certos ajustes manuais. Sei que muitos vão falar do Bumblebee, primus, bbswitch, optirun e primusrun, mas como podemos ver na imagem abaixo, somente o Bumblebee teve uma “movimentação” recente enquanto os outros projetos (tirando o optirun e primusrun) ainda estão parados, e usá-los em GPUs mais novas é bem problemático. Espero que a Canonical dê este “ponta pé inicial” no Linux, juntando forças com a NVIDIA também, assim trazendo a tecnologia por completo.




Para baixar o Ubuntu 19.04 basta clicar neste link, e o post deles fazendo o anúncio pode ser conferido aqui.

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