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SUSE expande educação em software open source em todo o mundo

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quinta-feira, 1 de novembro de 2018

A SUSE® está expandindo seu apoio para a próxima geração de desenvolvedores de software open source, por meio do crescimento global do Programa Acadêmico SUSE.

 SUSE expande educação em software open source em todo o mundo






O programa está preparando desenvolvedores em indústrias de todos os setores para atender às novas demandas da economia digital, fornecendo conhecimento em open source, materiais de treinamento e um projeto de compras de soluções de ensino com baixo custo para a comunidade educacional.

Fundado em maio de 2017, o Programa Acadêmico SUSE tem crescido vertiginosamente e já inclui mais de 400 universidades, escolas, bibliotecas e outras instituições acadêmicas. O programa também aumentou seus recursos e pretende dobrar seu número de participantes nos próximos seis meses.

"A SUSE tem sido uma defensora da educação em open source, e nossos links existentes com o meio acadêmico nos permitiram trabalhar com um grande número de escolas em um curto período de tempo", afirma Sander Huyts, vice-presidente da SUSE e líder do Academic Program.

"Estamos comprometidos com o desenvolvimento de habilidades e educação em open source no nível acadêmico, porque os consideramos críticos para a saúde a longo prazo da nossa indústria. São elementos fundamentais para a tecnologia moderna. Continuaremos a aumentar os recursos e o suporte para garantir que o open source continue a prosperar”, complementa.

A demanda por habilidades em open source está em alta e aumenta a cada ano. De acordo com o Open Source Jobs Report (em uma tradução livre, o Relatório de Empregos em Open Source de 2018), realizado pela Linux Foundation, a contratação de talentos em open source é uma prioridade para 83% dos gerentes de contratação, o que representa um crescimento de 76% em relação a 2017.

O Programa Acadêmico SUSE oferece uma variedade de serviços para atender a demanda por talentos e o conhecimento avançado de open source. Isso inclui treinamento para obter o certificado em Linux e outros cursos, materiais curriculares dos estudantes para professores e funcionários, produtos SUSE gratuitos para uso educacional ou de laboratório, um programa especial de compras da SUSE para instituições educacionais, ferramentas de desenvolvimento e acesso à base de conhecimento, fóruns e suporte técnico.

Participantes do Programa Acadêmico SUSE


O programa da SUSE está impactando positivamente as vidas de educadores e estudantes em todo o mundo, inclusive nas Universidades de Oxford, Cambridge, Czech Technical, Estadual de San Diego, British Columbia, além da Faculdade de Tecnologia de Nova Iorque.

"Nossa universidade tem utilizado o programa para vários alunos como parte do currículo para especialistas em sistemas, para fins internos de ensino e aprendizagem", relata Werner Degenhardt, diretor acadêmico e CIO da Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação na Universidade Ludwig Maximilian de Munique.

"Nós amamos o programa. É muito fácil aplicá-lo e ele já nos trouxe excelentes resultados".

"Os materiais fornecidos no Programa Acadêmico são muito impressionantes. Estou usando o programa para desenvolver um laboratório para os estudantes instalarem uma pequena nuvem e incorporarem o SUSE OpenStack Cloud em nossa disciplina de teoria do sistema operacional" , comenta Philip Chee, tecnólogo em ciência da computação e professor da Faculdade Fleming em Peterborough, Ontário, Canadá.

Para mais informações sobre o Programa Acadêmico SUSE, clique aqui.
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Você adora Python? Reúna-se com outros programadores no PyCaxias 2018!

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quarta-feira, 24 de outubro de 2018

Alguns amigos programadores afirmam que um dos melhores lugares para criar network e conhecer outras pessoas que trabalham com as mesmas ferramentas,  compartilhar ideias e soluções, são em eventos focados em um tema. Conheça hoje o Pycaxias 2018!







O PyCaxias é um ambiente convidativo, rodeado de palestras e tutoriais incríveis, onde o público pode participar de momentos descontraídos, além de fazer um network fantástico com muitas pessoas e algumas empresas que atuam em setores similares.

Caxias do Sul tem tradição com a comunidade Python, já sediou uma Python Brasil em 2009 e a primeira Python Sul em 2017, tendo o objetivo de aumentar a cada ano o seu envolvimento com esse evento, que já é esperado por muitos da comunidade.

Este ano o PyCaxias acontece no dia 10 de Novembro na Uniftec. A quarta edição do PyCaxias contará com diversas palestras e workshops.

"Esse ano o evento aumentou de tamanho e terá um Sábado todo de interações e muito conhecimento. Estamos diversificando, não serão palestras somente sobre python, vamos ter palestras sobre empreendedorismo, comunidade, carreira, serão diversos temas abordados", afirma Perceu Bertoletti um dos organizadores do evento.

A participação no evento é gratuita, porém os participantes são incentivados a levar 2Kg de alimentos não perecíveis (exceto sal), que serão doados a uma instituição beneficente. As inscrições podem ser feitas pelo meetup do Rede Neural

Você pode conferir a programação do evento aqui.

Aproveite a oportunidade para fazer novos amigos e aprender coisas novas! :)
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Microsoft entra para a Open Invention Network e libera 60 mil patentes para Linux

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quinta-feira, 11 de outubro de 2018

E esse ano de 2018, hein?!? Surpreendente em vários sentidos, especialmente na relação da Microsoft com a comunidade Open Source. Antes de te contar "a mais nova novidade do bairro", vamos fazer uma breve recapitulação de coisas que aconteceram neste ano.


Microsoft Loves Linux





Ainda hoje, toda movimentação que a Microsoft faz em prol do Open Source (ao menos aparentemente) ainda levanta suspeitas, naturalmente isso vem de décadas passadas onde a empresa se posicionou de forma contrária a esse tipo de iniciativa, não julgo quem pensa dessa forma, e digo mais, entendo perfeitamente.


Na verdade, até mesmo a Microsoft entende essa preocupação de parte da comunidade Open Source, no anúncio recente da adesão à OIN (Open Invention Network)Erich Andersen, Vice-Presidente Corporativo, Conselheiro Geral Adjunto da Microsoft, comenta:


"We know Microsoft’s decision to join OIN may be viewed as surprising to some; it is no secret that there has been friction in the past between Microsoft and the open source community over the issue of patents. For others who have followed our evolution, we hope this announcement will be viewed as the next logical step for a company that is listening to customers and developers and is firmly committed to Linux and other open source programs. "

Vamos voltar no tempo?


O que você estava fazendo no início do ano? Pode não parecer, mas 2018 já está em seu final e muita coisa interessante aconteceu nesse "embolado" da Microsoft com a cultura Open Source.

Skype em Snap

Em 3 de Fevereiro de 2018 nós estávamos anunciando a disponibilidade do Skype em formato Snap, compatível com a nova loja de aplicativos da Canonical, empresa que desenvolve o Ubuntu.

Essa medida iguala o software Skype às versões disponíveis para Windows e macOS, dando aos usuários de Linux basicamente a mesma experiência em qualquer plataforma. Como os pacotes Snap são "universais" e podem ser usados em qualquer distribuição Linux, isso leva  o Skype para qualquer lugar.

Azure Sphere OS - A distro Linux da Microsoft

Pouco tempo depois, em Abril, uma nova notícia surpreendente. Está claro que o principal interesse da Microsoft em usar tecnologias abertas (no momento) é deixar a sua plataforma de infraestrutura e serviços em nuvem mais robusta e segura, no entanto, outro segmento importante para o futuro é o IoT (Internet of Things) e foi assim que nasceu o Sphere OS.

Um sistema operacional da Microsoft, baseado em Linux, para ser usado em "Internet das Coisas".

Compra do GitHub

Em Junho a Microsoft demonstrou o seu interesse,  não só em fazer parte da comunidade Open Source, mas também de ser "a estrutura" para o desenvolvimento dela. 

A compra do GitHub, como era de se esperar, gerou muitos debates sobre a "benevolência" da Microsoft e fez com que muitas pessoas passassem a usar alternativas, como o GitLab. Passando alguns meses, o GitHub continua firme e forte e as pessoas passaram a ter mais opções.

SUSE e Microsoft de "mãos dadas"

Outra grande empresa do mundo Open Source é a SUSE, que agora com maior autonomia, trabalhou, em conjunto com a Microsoft, para oferecer o primeiro Kernel Linux Enterprise otimizado para o Azure.

O que nos leva a última novidade até o momento, a união ao OIN, porém, muitas outras coisas aconteceram, algumas maiores e mais chamativas, outras menores, mas igualmente importantes, ao longo dos últimos dois anos especialmente. Para saber mais das aventuras da Microsoft no mundo Open Source visite essa categoria aqui do blog.

Adesão ao Open Invention Network

OIN - Open Invention Network

Antes de mais nada, do que se trata a OIN?

A OIN, ou "Open Invention Network", é uma organização ou comunidade que agrupa várias empresas do mundo em um acordo de não usar suas patentes em "agressão" ao movimento Open Source, especialmente o Linux.

De forma geral, as empresas que fazem parte da OIN acordam em não viabilizar o famoso "Embrace, Extend and Extinguish", popularizado pela própria Microsoft nos anos 90, onde a utilização de uma tecnologia em conjunto com a de outra empresa acontecia e então uma delas acabava inviabilizando o negócio por conta de patentes.

Esse grupo é formato por milhares de instituições que querem usar as suas tecnologias em conjunto com o Linux, mas não querem que as patentes de suas tecnologias interfiram na adoção das mesmas, fazem parte do grupo empresas como Google, SpaceX, Canonical, Red Hat, Samsung, Canon, Philips, IBM e muitas outras.

A Microsoft, e todas as demais empresas participantes, sabem que ninguém confiará em desenvolver uma tecnologia baseada em Linux com a inclusão de tecnologia alheia caso, ou mesclando coisas, se existir o perigo de haver uma reviravolta legal no futuro, e no mundo de cloud computing, confiança é tudo, afinal, seus serviços e os seus dados (e dos seus clientes) estarão rodando ali.

Outro ponto é que para distribuir software de forma integrada ao Linux não se pode ferir o licenciamento do Kernel, que impede que algo seja redistribuído caso uma de suas patentes entrem em conflito. Ou seja, uma vez aberto o código, fechar não é tão simples.

A entrada da Microsoft e a liberação de 60 mil patentes pertencentes a ela para ION deixa de onerar o desenvolvimento de certas tecnologias, incluindo o próprio Android, para outras empresas que também compartilham desse tipo de tecnologia, como a Samsung e a Google. Esse tipo de medida, permite que outras empresas utilizem tecnologias da Microsoft em conjunto com o Linux sem entrar em conflito com outras licenças, como a própria GPL, garantindo que uma vez algo integrado, a empresa não possa simplesmente "cobrar por isso".

A estratégia de faturamento da Microsoft parece ter mudado drasticamente, abrir mão de tantas patentes que geram bilhões em receitas anuais só vem pela crença de que ao fazer isso, no futuro muitos outros bilhões virão, sem dúvida, e não há problemas com isso do meu ponto de vista.

Diferente de softwares proprietários, onde, geralmente, uma única empresa o detém, um software como o Linux é mantido e usado por inúmeras companhias ao redor do mundo e simplesmente não pode ser fechado ou inviabilizado graças ao Copyleft. A verdade é que a Microsoft chegou atrasada nesse mundo de Cloud, assim como chegou com os Smartphones no "boom" da era mobile, e certamente eles não querem que aconteça o mesmo que aconteceu com o Windows Phone.

A empresa parece ter entendido que conquistar esse mercado está mais ligado a trabalhar de forma colaborativa, aliando tecnologias que as pessoas já conhecem e confiam e desenvolvendo no topo delas, do que tentar forçar os usuários a aceitarem os seus padrões e serviços. 

Um bom exemplo disso é Azure, empurrar o Windows como a única solução para Cloud oferecida por eles simplesmente faria o segmento desmoronar, a tecnologia Open Source sempre esteve ali para ser usada e eles finalmente entenderam que podem usá-la como todos os seus concorrentes e oferecem essas soluções para seus clientes. Basta passear um pouco pelas soluções apresentadas no Azure para ver que muito pouca coisa lá oferecida funcionaria sem tecnologia Open Source.

Sempre haverão as pessoas que olharão com ceticismo, e elas estão no direito delas, é plenamente compreensível como já mencionei anteriormente, mas software livre é para todos, certo? Inclusive a Microsoft.

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18 cursos de tecnologia em Inglês com legendas em Português que vale a pena conhecer

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quarta-feira, 12 de setembro de 2018

Muitas vezes nos deparamos uma grande barreira em nosso aprendizado, por mais que tenhamos boa vontade e dedicação ao estudo, muitos assuntos e materiais de aprendizado são disponibilizados apenas em outros idiomas, principalmente o inglês e se ele não for o seu forte, você pode acabar tendo problemas. Por conta disso, no artigo de hoje você vai conhecer 18 cursos excelentes que são na língua inglesa, mas que possuem legendas em Português para te ajudar a entender tudo direitinho.

Cursos em Inglês legendados em Português






Os nossos amigos da Udemy estão trabalhando em nova sessão de cursos de tecnologia voltada para o público brasileiro, buscando fazer versões legendadas de alguns dos mais famosos cursos de tecnologia da Udemy dos EUA. Se você tem alguma dificuldade em aprender somente ouvindo em inglês, essa pode ser uma grande ferramenta de acessibilidade ao conhecimento, ainda mais pelos preços dos cursos da Udemy, confira as opções:

Vue JS 2 - The Complete Guide (incl. Vue Router & Vuex) http://bit.ly/2xaCwyU
Vue JS 2 - The Complete Guide (incl. Vue Router & Vuex) http://bit.ly/2MpEOiY
Data Science A-ZTM: Real-Life Data Science Exercises Included http://bit.ly/2xaMO1R
The Ultimate Hands-On Hadoop - Tame your Big Data! http://bit.ly/2MmBc1f
iOS 11 & Swift 4 - The Complete iOS App Development Bootcamp http://bit.ly/2MprH1t
Become a SuperLearnerTM 2: Learn Speed Reading & Boost Memory http://bit.ly/2MpEKzK
Docker Mastery: The Complete Toolset From a Docker Captain http://bit.ly/2Mp2rse
AWS Certified Solutions Architect http://bit.ly/2x7DiN3
Neuroplasticity: How To Rewire Your Brai http://bit.ly/2xaucz9
Complete Guitar System - Beginner to Advanced http://bit.ly/2MpEQY8
Blockchain A-ZTM: Learn How To Build Your First Blockchain http://bit.ly/2xaI1NN
Blockchain and Bitcoin Fundamentals http://bit.ly/2x8mRjn
AWS Serverless APIs & Apps - A Complete Introduction http://bit.ly/2MpEK2I
Digital Painting Master Class : Beginner to Advance http://bit.ly/2MmBbud
Flutter & Dart - The Complete Flutter App Development Course http://bit.ly/2MrD4Ga

Se você estiver procurando por cursos em Português sobre Linux e softwares open source, confira a nossa página de curadoria na Udemy, caso você precise especificamente de um curso de inglês para não depender mais de cursos legendados, conheça o curso de inglês criado pelo nosso amigo Giorgi Bastos, é um curso focado em profissionais de T.I, usando termos e linguagens do meio para deixar você mais preparado e confiante para os desafios profissionais.

Até a próxima, aproveite as promoções!
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NVIDIA está trabalhando para melhorar o suporte do NVIDIA Optimus no Linux

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sexta-feira, 17 de agosto de 2018

Quem usa notebooks com placas de vídeo (GPU) híbridas com Intel + Nvidia esbarra com umas coisas bem chatas, onde na maioria das vezes a “culpa” é da fabricante da GPU, que não entrega pleno suporte. 


NVIDIA está trabalhando para melhorar o suporte do NVIDIA Optimus no Linux






No caso da Nvidia, ela disponibiliza uma ferramenta chamada de NVIDIA Optimus para o Windows, onde você pode desabilitar a placa de vídeo da Nvidia e só ativar quando precisar, como por exemplo quando for jogar, renderizar um vídeo ou algo que precise do poderio de processamento da GPU dedicada. E assim deixando a GPU integrada da Intel funcionando a maioria do tempo, assim poupando a bateria e assim economizando a mesma.

Mas para Linux não temos uma solução definitiva. Temos até o momento duas soluções recomendadas pela NVIDIA para amenizar esse problema, mas não tendo eficácia em 100%.

Temos também a solução usando drivers Open Source (Nouveau) que funciona exatamente como deveria, porém, o desempenho não é excelente.

A primeira solução “oficial” é a utilização do  Bumblebee para se tentar fazer o mesmo procedimento do Optimus, em que possa desabilitar a NVIDIA e só habilitar quando for usar. Mas essa solução não se mostra aplicável para GPU híbridas mais novas, pois o projeto encontra-se “abandonado”, digo isso porque os últimos updates no github do projeto foram a mais de 5 anos.

Algumas distros, como o Pop!_OS da System76, procuraram desenvolver uma forma de contornar este problema, mas a integração, ainda que funcional, não é perfeita, obrigando o usuário a reiniciar o computador para alternar entre as placas. 

A outra solução e que é instalada automaticamente quando se instala os drivers proprietários da Nvidia, é a utilização do PRIME, mas ele tem um problema. Você só vai poder usar uma placa de cada vez, por exemplo ou você usa a GPU integrada da Intel ou usa a GPU dedicada da Nvidia, e quando precisar fazer esse procedimento ter que fazer logoff. Um transtorno desnecessário.

Mas nas últimas horas, uns dos responsáveis pela área de drivers para Linux da Nvidia, Aaron Plattner, comentou em um post no fórum da Nvidia que estava aberto desde 2016, dando um parecer sobre a vinda da tecnologia para Linux, dizendo o seguinte:

“Hi folks,

Yes, it's still being worked on. Kyle laid the groundwork with the server-side vendor-neutral dispatch code that's in X.Org xserver 1.20. There's still some more work to be done there and support for it needs to be wired up inside our driver, but basic support for loading NVIDIA's GLX as a vendor in the server is in place. Kyle is putting together a proposal for the next steps. “


Tradução:

“ Olá pessoal,

Sim, ainda estamos trabalhando nele. Kyle lançou as bases com o server-side vendor-neutral e o código está sendo enviando para o X.Org xserver 1.20. Ainda tem muito trabalho para ser feito por lá e o suporte precisa ser conectado dentro do nosso driver, mas o suporte básico para carregar o NVIDIA GLX já está no pronto. Kyle está montando propostas para as próximas etapas.” 
 
Isso é muito bom e animador, pelo menos para mim, pois tende a melhorar o suporte de GPU híbridas Intel + Nvidia no Linux e ainda trazendo recursos que hoje não se tem em relação ao que se tem para as soluções em Desktops.
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Hollywood junta-se a Linux Foundation para criar a Academy Software Foundation

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quinta-feira, 16 de agosto de 2018

No último final de semana o site de entretenimento Variety noticiou algo espetacular para o mundo do open source, relatando a entrada da "Academia de Artes e Ciências Cinematográficas" para a Linux Foundation, com a finalidade de promover o uso de software open source no cinema e além dele.







Nessa junção foi criada a Academy Software Foundation, que vai estar encarregada de promover o open source. 

Os membros fundadores são: Animal Logic, Autodesk, Blue Sky Studios, Cisco, DNEG, DreamWorks, Epic Games, Foundry, Google Cloud, Intel, SideFX, Walt Disney Studios and Weta Digital. A criação da ASF tem o propósito ajudar novos estúdios através de suporte para o uso de software Open Source, além, é claro, de promover a utilização.

A cooperação entre a Academia e a Linux Foundation começou há pouco mais de 2 anos, quando o conselho de Ciência e Tecnologia da Academia começou a investigar quanto o código aberto era utilizado por Hollywood.

Segundo a investigação, mais de 80% de Hollywood usa software de código aberto de forma direta ou indiretamente.

Segundo o diretor executivo da Linux Foundation, Jim Zemlim, esse “movimento” pode ser transformador para Hollywood, ele comentou o seguinte:

“Eu já vi esse filme antes em outras indústrias", e complementando  que o mesmo movimento aconteceu na indústria automotiva, que obteve grandes benefícios ao trabalharem juntos com os projetos de código aberto. Ele ainda falou que os defensores do código aberto e os estúdios de Hollywood ainda não tinham tido a oportunidade de estarem frente a frente para resolver questões como o gerenciamento de direitos digitais.

Outro diretor que se manifestou foi Andy Maltz, que faz parte do Conselho de Ciência e Tecnologia da Academia, falando que foi a primeira vez que a Academia “empresta” o seu nome para uma entidade que não esteja sob o seu controle e complementou:

“ Este é realmente um grande negócio para nós”.

Maltz ainda explicou que o nome “Academy Software Foundation” foi escolhido para ser inclusivo e também para atrair os desenvolvedores para games e outras formas de mídia.

“Há um mundo inteiro de outras formas de arte” - disse ele.

A Academy Software Foundation terá uma espécie de divulgação pública no Siggraph, onde Bredow falará sobre isso durante seu discurso na Segunda-feira.

Isso é um bom sinal que uma indústria tão forte como Hollywood esteja apostando em software livre.

Conte-nos aí nos comentários o que você dessa junção. =) 

Até uma próxima e forte abraço.
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Google se torna membro Platinum da The Linux Foundation

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sábado, 7 de julho de 2018

A "The Linux Foundation" é uma organização sem fins lucrativos, que promove inovações tecnológicas em massa através do código aberto e conta com o apoio de empresas de software, telecom, industria da tecnologia e entre outros. Por isso o interesse dessas empresas em apoiar a organização.


Google se tornar membro Platinum da The Linux Foundation





Nisso a gigante  da tecnologia de Mountain View até a data do anuncio, era membro "Silver" (Prata), com doações anuais de US$100.000,00, mas agora se torna um membro "Platinum" as doações anuais saltam para US$500.000,00 e agora junta-se à um seleto grupo onde estão: AT&T, Cisco, Fujitsu, Hitachi, Huawei, IBM, Intel, Microsoft (sim meus amigos, ela mesmo rs), NEC, Oracle, Qualcomm, Samsung e a VMware.

Com isso a Google aumenta a sua participação no Conselho de Diretores da "The Linux Foundation", assim tendo "amplo conhecimento e experiencia da fundação em tópicos de governança de código aberto, legais e técnico."

Vale ressaltar também, que o Google lançou e contribuiu com mais de 10.000 projetos de código aberto, como: Cloud Foundry, Node.js, Cloud Native Computing Foundation e o Open API Initiative.

o Diretor executivo da "The Linux Foundation", Jim Zemlin, deu a seguinte declaração:

"O Google é um dos maiores colaboradores e defensores do código no mundo, e estamos entusiasmados por terem decidido aumentar seu envolvimento na "The Linux Foundation". Estamos honrados que Sarah Novotny, um das principais figuras da comunidade de código aberto, participe do nosso conselho - ela será um grande trunfo."
Sarah Novotny, Diretora da área de estratégica que cuida do open-source do Google Cloud Platform e que agora será a representante da empresa na organização, deu a seguinte declaração:

 "Open source é uma parte essencial da cultura do Google e há muito tempo reconhecemos o potencial dos ecossistemas abertos para crescer rapidamente, ser mais resilientes e adaptáveis diante das mudanças e criar softwares melhores. A Linux Foundation é um elemento fixo na comunidade de código aberto. Ao trabalhar de perto com a organização, podemos nos envolver melhor com a comunidade como um todo e continuar a construir um ecossistema mais inclusivo, onde todos possam se beneficiar.."

Com isso a "The Linux Foundation" conta hoje com mais de 800 membros em todos os níveis da sua organização colaborando, com códigos e financeiramente.

Espero que tenha gostado, aguardo você até uma próxima oportunidade, forte abraço.
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SUSE apoia o setor financeiro com infraestrutura definida por software Open Source

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terça-feira, 19 de junho de 2018

O setor financeiro vivencia o momento de transformação digital, com organizações mais automatizadas, sistemas interligados e clientes mais exigentes, visando novos modelos de gestão financeira mais confiáveis e escaláveis.  A SUSE, pioneira em software open source, atende às necessidades das instituições do segmento por meio de uma infraestrutura definida por software de código aberto, o que é possível devido às plataformas disponibilizadas pela empresa.

SUSE Linux






Desde 1992, quando a SUSE lançou sua primeira distribuição Linux - posteriormente nomeada como SUSE Linux Enterprise Server -, a empresa tem auxiliado a aumentar o nível de suporte de seus clientes com constantes melhorias realizadas no produto e em seus serviços. Este sistema operacional é um servidor open source seguro e de nível mundial. 

O SUSE Linux Enterprise Server ajuda na inovação para adaptar mais rapidamente às novas tecnologias, no aumento da confiabilidade do sistema e atende aos requisitos de segurança. Além disso, possibilita criar uma infraestrutura de TI ágil.

Junto com uma infraestrutura moderna, é necessário permitir o gerenciamento de dados – cada vez maiores das empresas – de forma a reduzir a complexidade e recuperar o controle. Por isso, uma das soluções recomendadas para o setor financeiro é o SUSE Manager, desenvolvido para Linux, que reduz o custo de gerenciamento de infraestrutura de TI, além de facilitar a adoção do DevOps. Esta solução única e centralizada ainda permite amplo gerenciamento dos sistemas Linux em qualquer plataforma, sejam contêineres, máquinas virtuais, físicas, em nuvem pública ou IoT.

Essas duas soluções permitem que a infraestrutura definida por software open source esteja de acordo com os requisitos de segurança de dados internos e externos, cada vez mais rígidas. Além de possibilitar a ampliação da base de clientes e a introdução de novos canais digitais, por meio da plataforma em nuvem.

Transformação digital na prática
Essas e outras soluções para a transformação digital da infraestrutura de TI apoiam o setor financeiro em uma solução inteligente de gerenciamento e armazenamento definida por software open source. Assim, as organizações conseguem se adaptar às demandas de dados, negócios em expansão e em constante mudança, de maneira escalável e resiliente, utilizando servidores comuns e unidades de disco tradicionais.

Na busca por manter altos padrões de serviço para seus clientes, o Sistema de Cooperativas de Crédito do Brasil (SICOOB) - maior sistema financeiro cooperativo do Brasil - escolheu a SUSE como um dos parceiros estratégicos para modernizar a sua infraestrutura. O SICOOB buscava ampliar e otimizar seus serviços financeiros, levando com rapidez e segurança aos seus mais de 4 milhões de cooperados, os produtos oferecidos pelos grandes bancos de varejo do país.

“Em virtude da expansão dos negócios do SICOOB no território nacional, precisávamos adotar soluções robustas e escaláveis que propiciasse esse crescimento”, afirma o Diretor de Tecnologia da Informação, Antônio Vilaça Júnior, do Sicoob. À época, para expandir a capacidade de processamento da instituição, sempre era necessário o acréscimo de novos servidores físicos.

Esta expansão física aumentava a complexidade do gerenciamento e os requisitos de capacidade e resfriamento do data center – o que foi revertido com auxílio da implementação da infraestrutura definida por software disponibilizada pela SUSE.

Por exemplo, grande parte dos fluxos de trabalho é gerenciada pelo SUSE Manager, que oferece uma visão 360 graus e reduz consideravelmente o tempo e a complexidade da gestão de servidores e serviços. “A solução proporciona uma melhoria no índice de disponibilidade e automação, tornando o ambiente mais ágil e confiável, além de auxiliar na convergência tecnológica que o negócio necessita”, relata o Superintendente de Infraestrutura e Operações de TI, Dênio Rodrigues, do SICOOB.
As soluções da plataforma da SUSE são implementadas de modo simples e ágil, o que facilita a transformação do data center. E, o mais importante, os consultores da SUSE trabalham em conjunto com as equipes da empresa que contratou o serviço para que consigam conduzir as operações com as habilidades necessárias. Todas as soluções do portfólio da SUSE para a transformação digital das instituições financeiras serão apresentadas no congresso de tecnologia da informação para o setor, o CIAB Febraban 2018.

Fonte: SUSE Release de Imprensa.
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Compilação de código fonte torna programas realmente mais rápidos?

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sexta-feira, 4 de maio de 2018

Durante a live de comemoração dos sete anos do blog Diolinux, debatemos a questão do ganho de desempenho do Gentoo através da compilação de programas. Será que isso é real mesmo?






Gentoo Linux é conhecido pelo seu desempenho baseado na estratégia de compilação de código fonte diretamente na máquia que será utilizada. A lógica é o seguinte:
Como os programas dos repositórios das distribuições são compilados em máquinas que possuem processadores diferentes da sua (algo que é incerto de se saber), isso pode acarretar em certa perda de desempenho. Portanto compilando os programas na mesma máquina que irá utilizá-lo acaba acarretando no melhor aproveitamento do desempenho.
Mas esse conceito em certo aspecto é teórico, em outro não; as próprias ferramentas de desenvolvimento do Android são disponibilizadas em forma de código fonte para poder extrair o melhor proveito do hardware após compila-la.

Somente o fato de compilar programas diretamente na máquina não é garantia melhor aproveitamento de desempenho do hardware, especialmente se o usuário não souber como fazer isso. Pode ser, na verdade, que a situação piore ao invés de melhorar. Existem mais fatores a serem considerado antes de concluirmos e julgarmos que a compilação do código fonte é o fator chave desse conceito.

Eu já havia até mesmo feito um vídeo no meu canal debatendo o assunto quando me disseram que o FreeBSD utilizando o UFS ou ZFS possuía melhor desempenho do que do Linux e expliquei em detalhes. Confiram o vídeo:


Da mesma forma que um filesystem não é a única característica que influencia no ganho de desempenho de um sistema operacional,  compilar código fonte diretamente na máquina também não. Alguns fatores que influenciam para isso são:
  • Configuração especifica para o hardware (exemplo disso é o kernel que deve ser configurado para a família correta do seu processador e não a versão genérica. Utilizar microcódigos do processador também ajuda;
  • Makefile personalizado (as comunidades Gentoo e Funtoo fazem isso muito bem);
  • Patches de correções desenvolvidos pelas próprias comunidades Gentoo e Funtoo (esse é um ponto importantíssimo que as comunidades Gentoo/Funtoo fazem adicionando seus patches para melhorar o desempenho);
  • Fazer uso de compiladores e bibliotecas corretas;
  • Filesystem
  • init system (inclusive a comunidade Gentoo criou o Openrc exatamente com esse propósito. O systemd vem apresentando melhor desempenho até mesmo que o Openrc).
Querem prova que até mesmo pacotes binários podem proporcionar bom desempenho? A própria distribuição Clear Linux é prova de fogo disso, que vem aprimorando o desempenho do Linux mesmo tendo pacotes binários, inclusive trabalhando para tornar o Steam em um programa 64 bits nativo.

 Alguns dos seus resultados podem ser conferidos no próprio Phoronix:

Teste de Benchmark Linux

Teste de Benchmark Linux

Teste de Benchmark Linux


Outros dois grandes exemplos disso são as distribuições Alpine Linux por adotar o musl ao invés da Glibc e o LLVM no lugar do GCC.

A distribuição Debian que vem ganhando melhoria de desempenho de uma versão para a outra, um dos fatores para esse sucesso também foi por estar adotando o LLVM no lugar do GCC e há planos de migrar da Glibc para a musl.

Muitas vezes distribuições source based não serão a melhor solução para o ganho de desempenho; na verdade ela pode até mesmo se tornar uma dor de cabeça ao invés de uma solução e você se frustrar. O que deve ser analisado para adoção de uma distribuição source based é a sua necessidade (quando adotar ou não) assim como o Google fez no caso do ChromeOS e a Apple vem fazendo com o iOS.

Um debate legal. É isso aí, um abraço e falou :)
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Nova versão de ONLYOFFICE Online Editors com índice e mecanismo de fontes melhorado

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segunda-feira, 16 de abril de 2018

Os desenvolvedores do ONLYOFFICE, uma suíte de escritório de código aberto, lançaram a nova versão dos seus editores online. O ONLYOFFICE permite criar, editar e colaborar em documentos de texto, planilhas e apresentações. A nova versão tem inovações em todos os três editores.

Nova versão do OnlyOffice







A atualização do software traz várias novidades para os usuários, permitindo maior produtividade e eficiência.

Índice


Um dos recursos mais esperados, o índice, finalmente chegou. Você pode criá-lo da maneira tradicional - marcando os títulos que deseja exibir no conteúdo, usando os estilos de cabeçalho.

Não mais há caracteres indefinidos


O mecanismo de fontes foi aprimorado, agora ONLYOFFICE pode substituir caracteres 'quadrados'/indefinidos de fonte não suportados por caracteres da fonte mais semelhante disponível. Falando em fonte, mais opções foram adicionadas. É muito conveniente quando você esta trabalhando com, por exemplo, caracteres chineses. 


Novos plugins


Plugins são extensões para expandir a funcionalidade dos editores. Na nova versão um plugin para Macros foi adicionado, permitindo a automatização de tarefas repetitivas. A realização de macros no ONLYOFFICE está baseado em JavaScript. 

Os editores agora tem o plugin "EasyBib" para criar bibliografias automatizadas e "WordPress" para adicionar documentos à um site diretamente do editor. 


Inovações nos editores de planilhas e apresentações


Há novas funções para trabalhar mais efetivamente.

ꔷ No editor de planilhas:

   - 8 novas fórmulas;
   - Novas ferramentas de edição para Tabelas Dinâmicas;
   - 3 novos formatos de data (aa/m/d, aa /mm/dd, aaaa/m/d);
   - Novos presets regionais para a Suíça, México, Holanda e Eslovênia.

ꔷ No editor de apresentações:

   - Colar especial com preservação dos estilos iniciais;
   - Comentários no nível de apresentação, não apenas para slides separados.

Todas as funções estão disponíveis nos editores online, no serviço na nuvem, portais pessoais, versão comercial para servidor próprio, ONLYOFFICE Enterprise Edition (baixe do site oficial) e a versão para servidor livre, que é a ONLYOFFICE Community Edition (baixe aqui).

Em breve elas estarão disponíveis nos editores desktop, fique de olho no site.

Até a próxima!

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Que tal um software Open Source para contabilidade?

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terça-feira, 10 de abril de 2018

Trabalhar com contabilidade pode ser complicado, as altas burocracias costumam afastar os meros entusiastas, por isso da necessidade de desenvolvimento de ferramentas que auxiliem as pessoas nessas tarefas. Hoje você vai conhecer um projeto Open Source focado em dar suporte a sistemas Linux neste segmento.

contabilidade-com-linux




















Em uma entrevista com Clodoaldo Bragato Lopes, que pretende trabalhar em um projeto de desenvolvimento de um software focado em contabilidade para Linux.

Softwares para escritórios de contabilidade é mais um campo que carece no Linux atualmente e pensando nisso que o desenvolvedor do projeto decidiu tomar uma iniciativa para solucionar este problema.

Tudo começa em uma conversa sobre a possibilidade da existência de algum software específico do ramo para Linux; pois os custos com licenças, não somente do Windows e de Office, mas outros programas que são utilizados na área de contabilidade, acabam sufocando a todos e aperto o orçamento. A ideia é manter exatamente tal software disponível gratuitamente, conforme você pode conferir no vídeo da entrevista logo abaixo:


No vídeo acima são informados os detalhes técnicos do projeto e as dúvidas mais comuns, além de apresentar planos futuros caso o projeto atinja sua meta, visto que uma versão alfa já está disponível.

Para que o projeto ganhe vida, o Clodoaldo necessita de apoio financeiro, para tal, ele criou uma campanha no site "Kickante" em busca de patrocinadores para criar esta solução para o mercado contábil.

O valor arrecadado servirá para arcar com as despesas de desenvolvimento envolvendo até mesmo uma eventual equipe. Vamos torcer para que o Linux venha ocupar mais uma área que até o momento para nós era desconhecida.
Para ficar por dentro de mais novidades, continue ligado no blog e no canal Toca do Tux.

Até a próxima!
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Aprenda os segredos de construir um negócio com software Open Source com John Mark Walker

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segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018

Se você estiver construindo um novo produto ou serviço, certamente os softwares Open Source desempenharão uma papel na sua empresa em algum momento, seja com menor ou maior envolvimento. Muitos empresários e gerentes de produto ainda lutam e debatem sobre a forma de se construir um negócio bem sucedido usando software Open Source.

Open Source Business





Segundo John Mark Walker (Open Source Ecosystems Manager on the Open Source and Standards team at Red Hat), o grande segredo de um negócio Open Source bem-sucedido é "ir muito além do código". "Para conseguir um produto certificado, previsível e gerenciável que 'apenas funciona' é preciso de muito mais esforço do que apenas escrever um bom código", comenta.

Criar um negócio Open Source exige uma sólida compreensão dos modelos de negócios de código aberto e das habilidades de gerenciamento, aliada a expertise para aproveitar o desenvolvimento dos produtos de forma aberta.

Em um e-book chamado "Building a Business on Open Souce", lançado pela Linux Foundation em associação com Walker, você poderá aprender o que é necessário para aprender a criar e gerenciar um produto ou serviço baseado em Linux ou softwares de código aberto.

O valor do modelo Open Source


À medida que o modelo Open Source se tornou mais prevalente, ele mudou a forma com que os produtos são desenvolvidos. Walker descreve os desafios únicos que existem ao desenvolver um produto assim, levantando questões importantes a serem consideradas na adoção de software Open Source, incluindo questões de sustentabilidade, responsabilidade e monetização.

Walker comenta que a Red Hat continua a ser a única empresa que tem sido bem-sucedida com um modelo comercial baseado puramente em software Open Source. Muitas empresas atualmente trabalham e perseguem um modelo similar onde o software Open Source se torna o meio comercial, mas existem outros modelos em torno "do Open Source", incluindo um modelo onde o núcleo do serviço é de código aberto, mas as ferramentas satélites não são. Esse é o chamado modelo de serviço  híbrido (e obviamente sustentável) que mistura o código fonte aberto com componentes proprietários, incluindo o suporte.

Mesmo com várias iniciativas potencialmente "dando certo", ainda pode-se discutir a diferença entre os modelos de negócios  abertos e híbridos, no entanto, segundo Walker, ambos ainda  possui um problema em comum: Muitas vezes (em ambos os casos) as empresas assumem que não há valor intrínseco na própria plataforma, quando há.

"Se você começar com a premissa de que as plataformas de código aberto têm um ótimo valor e você vende esse valor sob a forma de um produto de software certificado, isso é apenas um ponto de partida. A chave é que você está vendendo uma versão certificada de uma plataforma de código aberto e, a partir daí, depende de você como estruturar sua abordagem de produto ", comenta Walker.

O que está emergindo agora é um "novo modelo de plataforma aberta", no qual a própria plataforma de código aberto é vendida sob a forma de um produto certificado. Pode-se incluir complementos proprietários, mas deriva a maior parte do seu valor a partir da plataforma original.

É preciso pensar o processo de venda de forma diferente


Criar um negócio puramente em torno de uma plataforma Open Source requer um novo pensando e um novo processo de venda. É difícil transformar o código que está disponível para todos (geralmente gratuitamente) em um produto que funciona e pode ser usado em escala de negócio.

Sistema baseados em Linux e softwares Open Source são distribuídos gratuitamente normalmente, o que faz com as empresas melhorem seus serviços e ofereçam ecossistemas mais completos e complexos para conseguir clientes, melhorando os produtos por consequência. "Pelo mesmo preço da maçã, você pode ganhar uma maçã e uma faca para descascar a maçã".



Pode parecer fácil pegar algum código fonte gratuito, empacotá-lo e criar um produto à partir dele. Mas, na realidade, é um trabalho muito desafiador, no entanto, se você fizer isso direito, uma abordagem de código aberto oferece imensos benefícios incomparáveis.

Recomendo baixar o e-book da Linux Foundation e do Walker. as metodologias e processos detalhados ajudarão empresas, gerentes de negócio e desenvolvedores a adotar melhores práticas para criar valiosos produtos de código aberto.

Até a próxima!

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Computação Gráfica 3D com Software Livre Aplicada às Ciências da Saúde

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quarta-feira, 24 de janeiro de 2018

Hoje eu vou compartilhar com vocês um conteúdo extremamente rico produzido pelo meu grande amigo Cícero Moraes, um dos maiores referências mundiais em reconstrução facial utilizando softwares 3D de código aberto, como o Blender. Confira agora a história que o Cícero tem pra te contar:

OrtogOnBlender






Sempre gostei de aprender coisas novas e também de compartilhar os conhecimentos adquiridos. Desde 1996 quando fiz meu primeiro curso envolvendo informática (operador de microcomputador) eu sabia que a computação gráfica iria revolucionar com as suas inúmeras possibilidades.


No final dos anos da década de 1990 não haviam muitas possibilidades didáticas. A internet não era tão ampla como agora, ainda mais na cidade em que eu vivo, então sites como o Youtube e outros que ajudam na compreensão de qualquer tema estavam fora de cogitação. Era necessário aprender pelos manuais, estes escritos em inglês, um idioma que eu não compreendia e claro, a outra opção era por tentativa e erro.

Neste cenário, os programas que se destacavam eram os mais acessíveis e fáceis. Me lembro que conheci um tal de Floorplan Plus 3D, que cabia em um disquete e permitia que modelássemos uma casa em 2D e ao mesmo tempo ela era convertida em uma cena tridimensional. Era fantástico, mas as pessoas queriam mais, não bastava um 3D com aspecto de desenho, a clientela desejava sombras, brilhos e reflexões.

Diante disso estendi os estudos e cheguei até o Corel Dream 3D. Com ele eu pude criar cenas com sombra e textura, o que causou grande espanto na época e me proporcionou os primeiros ganhos com computação gráfica 3D.

Depois disto estudei o 3D Studio Max e outras ferramentas, mas conforme o tempo ia passando, mais claro ficava o fato de que eu não poderia participar de tudo aquilo, ao menos da forma que eu desejava.

No início dos anos 2000 tomei conhecimento do Linux e fiquei maravilhado. A minha primeira experiência não foi das melhores, posto que mal consegui mexer no sistema, mas não desisti e em 2005 passei a usar apenas ele nos meus computadores.

Sou muito grato a área de arquitetura, afinal foi o meu ganha pão durante muitos anos. No entanto eu queria mais desafios, passei para a área de publicidade e finalmente em 2011, depois de um episódio traumático onde reagi a um assalto e tomei um tiro de raspão na cabeça, decidi me dedicar ao campo de reconstrução facial forense, este me abriu muitas portas em projetos ligados a arqueologia e pavimentou a estrada rumo às ciências da saúde.

Em 2014 conheci o Dr. Everton da Rosa, um cirurgião bucomaxilo que me procurou para aprender a trabalhar com o Blender e utilizá-lo no planejamento de cirurgias ortognáticas, procedimentos que corrigem deformações faciais em adultos.

Essa parceria foi evoluindo e conforme postavamos os nossos progressos, muitos colegas do Dr. Everton começaram a pedir por cursos. Assim o fizemos e criamos o primeiro Curso Prático de Computação Gráfica Aplicada às Ciências da Saúde.

Os problemas


Tudo correu muito bem com o curso, mas percebemos que o pessoal da área da saúde sofria um pouco para absorver o conteúdo. Não que lhes faltasse capacidade, pelo contrário, o problema estava muito mais atrelado a falta de tempo. Todo mundo que já estudou computação gráfica, sabe que dedicação e convivência com os programas são necessários para o seu domínio.

O que vemos, ao menos no Brasil, é um quadro onde os especialistas da área da saúde precisam trabalhar em vários empregos e também cuidar dos seus consultórios. Sobra pouco tempo para se dedicarem a uma ferramenta nova e diga-se de passagem, o mercado de tecnologia muda muito rapidamente e é impossível acompanhar todas as possibilidades que ele apresenta.

Para resolver essa questão comecei a criar uma série de arquivos pré configurados para o curso. Isso eu fazia desde 2001, quando comecei a ministrar cursos de informática. Mas apenas fornecer esses arquivos não resolvia o problema da absorção de conhecimento.

Vou explanar melhor. Imagine que um especialista pretenda fazer um planejamento de cirurgia facial. Ele vai precisar primeiramente, converter uma tomografia computadorizada em uma superfície 3D correspondente a anatomia desejada, por exemplo, pele e ossos.

A maioria das tomografias digitais são arquivos DICOM, uma sequência de imagens em escala de cinza que contém fatias de áreas determinadas do corpo. Neste caso, o especialista recebe a tomo (tomografia) da cabeça do seu paciente. Essa tomo nada mais é do que uma matriz tridimensional composta por uma série de imagens “empilhadas” conhecida como voxel data. Grosso modo, as partes mais duras como os ossos são claras, as partes mais vazias ou menos duras tendem a ser mais escuras. Então, escolhendo uma área de interesse, levando em conta essa intensidade, é possível filtrar uma parte específica da anatomia.

A primeira coisa que o especialista precisará fazer é abrir essa tomo em um software de visualização e reconstrução 3D. Em seguida ele seleciona a área de interesse, segmenta esta área e finalmente gera o 3D dela. Depois ele precisa exportar este arquivo e importar dentro do Blender para proceder com as osteotomias, que nada mais são do que cortes nos ossos.

Até aí tudo bem, difícil mas não impossível. O problema é que estamos falando de malhas 3D orgânicas advindas de reconstrução tomográfica… elas são pesadíssimas e os cálculos de corte que são efetuados através de booleanas não funcionam com as ferramentas nativas do Blender, que foram projetadas para gráficos menos complexos.

Como resolver isso? Simples, buscando uma alternativa externa. Neste caso através do programa standalone de cálculos booleanos chamado Cork. Trata-se de um programa acessado por linha de comando que procede com booleanas complexas e realmente dá conta do recado. O problema mora justamente na parte da linha de comando, ensinar isto a profissionais da saúde que nunca haviam trabalhado com 3D é desgastante tanto para eles quando para o professor.

Você, caro leitor, está compreendendo o tamanho do problema? Pois é, nós não apenas compreendemos ele, mas o vivemos na pele.

Uma atividade que era para ser rápida, como importar uma tomo e começar a trabalhar com ela se convertia em uma atividade sem fim e olha que isto não se tratava nem do começo do procedimento total, que ainda envolvia a movimentação destas partes e a gravação da dinâmica para o estudo da abordagem cirúrgica, bem como a criação de guias que auxiliariam os profissionais a saberem exatamente onde deveriam cortar nos ossos.

O primeiro addon a gente nunca esquece


Eu sempre gostei de programação. Nunca havia me envolvido seriamente com ela, mas não deixava de ler acerca desta tecnologia, familiarizando-me com os conceitos abordados.

Um belo dia, depois do nosso primeiro curso de 3D voltado às ciências da saúde, resolvi tentar empilhar os comandos mais utilizados em um canto da interface do Blender. Após anos e anos ministrando cursos eu sabia muito bem das dificuldades do alunos e o objetivo era colocar em um espaço quase tudo o que eles precisavam.

Assisti a uma série de vídeo tutoriais, li bastante sobre o assunto e fui montando aos trancos e barrancos essa pequena interface. Os dias foram passando e percebi que poderia estender as capacidades do nosso humilde addon. Mais do que simplesmentes empilhar botões, comecei a agrupar funções em um único botão.

Por exemplo, a maioria dos profissionais de saúde pretender imprimir o resultado dos seus trabalhos para estudá-los melhor. Muita gente acha que basta pegar qualquer volume 3D e enviá-lo para uma impressora e esta o materializará diretamente, mas as coisas não funcionam assim. O arquivo precisa passar por um tratamento que basicamente limpa qualquer incongruência da superfície a “fecha todos os buracos” para então sim, seguir para a impressão.

No Blender é possível limpar uma malha por via de um modificador chamado Remesh. Com ele a superfície é convertida em uma série de planos de 4 lados, as partes que estão separadas podem ser apagadas e o objeto fica pronto para ser impresso.

O que fiz no addon foi criar um botão que atribui ao objeto selecionado o comando Remesh já com todas as configurações necessárias para permitir uma boa impressão.

Agora, vamos imaginar a solução para o problema proposto mais acima, quando discutimos as dificuldades de se importar uma tomo e se proceder com as osteotomias. Além de podermos agrupar uma série de comandos em um botão, também podemos criar sequências de comandos que inclusive, chamam programas externos.

Isso é possível por que o Python, que é a linguagem de scripts do Blender, conta com uma série de bibliotecas para os mais diversos fins. Um deles é a possibilidade de executar aplicativos externos já com os argumentos necessários, como se fosse diretamente pela linha de comando, ou seja, podemos criar um botão que “faz coisas que o Blender não faz” como importar arquivos DICOM diretamente em 3D e também proceder com cortes complexos utilizando um algoritmo robusto de boolean!

Foi justamente o que fizemos no addon OrtogOnBlender.

O OrtogOnBlender


O OrtogOnBlender funciona como uma lista composta com a sequência de passos a ser seguida pelo especialista. Ele está em constante evolução e por conta disto, decidimos focar a documentação em arquivos editáveis e centralizados, de modo que o usuário sempre terá ao seu alcance informações atualizadas acerca do addon.



Para baixá-lo, acesse esse link: https://github.com/cogitas3d/OrtogOnBlender

Para instalar no Windows, há um passo a passo que também pode ser seguido pelos usuários do Linux: https://goo.gl/hZvakD

Abaixo, segue uma descrição inédita acerca das seções do addon.

Importa Tomo


Como abordado acima, antes de iniciarmos o planejamento cirúrgico é necessários reconstruirmos as peças de interesse a partir de uma tomografia computadorizada.

Há tempos atrás essa tarefa era composta de muitas etapas, o que se mostrava bastante cansativo para aqueles que estavam iniciando com os estudos. Depois de muita pesquisas e testes, encontramos o Dicom2Mesh, uma aplicação que reconstrói um STL (formato de arquivo 3D) a partir de uma sequência de arquivos DICOM. Parece mágica! Mas claro, é pura tecnologia. Com uma linha de comando você informa onde está o diretório dos arquivos DICOM, qual a área de interesse desejada e qual será o arquivo de saída.
Importa Tomo

ꔷ Reconstrução da Tomografia
   ꖴ O que fizemos foi criar uma sequência de comandos que geram o 3D a partir do Dicom2Mesh, importam para o Blender e ainda parenteiam a pele ao ossos, assim, quando o usuário move o crânio a pele o acompanha, ainda que esta seja um objeto independente.

ꔷ Referências Gráficas
  ꖴ Trata-se de um conjunto de linhas que, apesar de parecer simples para um usuário contumaz de programas de modelagem 3D, é complicado de se configurar por parte de um iniciante, ao passo que se torna indispensável para o mesmo no tocante a alinhar o crânio a um plano conhecido.

Importa Tomo 3D/Moldes


Há casos em que o usuário do addon ou prefere reconstruir a malha em um programa externo como o Slicer 3D a afins, ou já conta com esta malha reconstruída. Ele pode então importar o arquivo que quase sempre se trata de um STL.


Mais do que isso, esta seção também serve para importar moldes das arcadas superior e inferior. No planejamento de Ortognática isto muitas vezes é necessário, posto que os dentes reconstruídos através da tomografia podem apresentar distorções causadas por restaurações ou aparelhos dentários.

Zoom Cena


Uma das primeiras coisas que um usuário de programas de modelagem 3D aprendem é justamente as ferramentas de zoom a visualização de cena.


No entanto, nem sempre os sistemas operacionais permitem o uso do mouse ou teclas de atalho como deveriam. Soma-se isso ao fato de alguns teclados não contarem com o teclado numérico lateral, que é essencial para os comandos de zoom e visualização.

A interface do Blender permite que movamos as seções para cima e para baixo, isso possibilita ao usuário manter as ferramentas de visualização sempre próximas a etapa de trabalho atual.

Cria Fotogrametria


Trata-se de outro destaque do OrtogOnBlender. Basta setar o diretório onde se encontram as fotografias da face e clicar no algoritmo desejado que a digitalização por fotogrametria acontece automaticamente.

O addon então importa o arquivo resultante e ainda centraliza o zoom na peça escaneada.


ꔷ Iniciar Fotogrametria
   ꖴ Ao clicar neste botão os cálculos de fotogrametria são feitos por uma solução conjunta entre o OpenMVG e o OpenMVS.

ꔷSMVS+ Meshlab
   ꖴ Ao clicar neste botão os cálculos de fotogrametria são feitos por uma solução conjunta entre o MVE/SMVS e o Meshlab.

Por que oferecer estas duas opções e não apenas uma?

Por que nem sempre uma ferramenta funciona em todas as situações. Oferecer duas opções permite ao usuário um número maior de chance de sucesso. Por exemplo, para digitalizar faces o SMVS oferece melhores resultados na maioria das vezes. Quando falamos em digitalização de objetos como moldes e crânios, o OpenMVG+OpenMVS tem se saído melhor.

Para ilustrar melhor seguem dois experimentos envolvendo as ferramentas fornecidas pelo addon comparadas a aplicações fechadas.

ꔷ Protocolo Geral para Digitalização de Faces Voltado ao Planejamento de Cirurgia Ortognática e Rinoplastia - Comparação entre Ferramentas


ꔷ Poderia a fotogrametria aberta ser uma alternativa para a Ortodontia 3D?

Alinha Faces


As ferramentas de fotogrametria livre fornecem excelentes resultados, no entanto elas são deficientes no quesito alinhamento e redimensionamento. Pensando justamente em como resolver o problema é que essa seção foi criada.




ꔷ Alinhamento e Redimensionamento
           ꔷ É dividido em três passos. O usuário entra em modo de edição e seleciona três pontos da face. Os dois primeiros são de uma medida conhecida, como a distância entre os limites dos olhos, por exemplo.
                   ꔷ Alinha com a câmera: Ao clicar no botão o triângulo criado pelos três pontos é alinhado com a câmera, então sabemos que esse objeto é o parâmetro de alinhamento.
                   ꔷ Medida Real: Aqui o usuário coloca a medida real da distância em mm.
                ꔷ  Alinha e redimensiona: Sabendo o parâmetro de alinhamento e o de escala, o objeto é finalmente alinhado em relação a origem global (0,0,0) e redimensionado para a escala real.
ꔷ Alinha por Pontos
       ꔷ Aqui o usuário alinha a face escaneada por fotogrametria com a face reconstruída da tomografia computadorizada.

Por que alinhar uma estrutura que já existe? Simples, a estrutura advinda da tomografia não contém textura. Já o modelo digitalizado por fotogrametria contém a textura da face do paciente. Mesmo que se trate do mesmo rosto, a ausência de textura causa estranheza posto que faltam informações acerca da estrutura facial do paciente. É como comparar um rosto real com uma estátua monocromática. Em outros programas o usuário pode projetar uma foto na tomografia, mas isso implica em possíveis problemas, o principal deles é que uma foto frontal não contém informações da laterais e algumas regiões podem “escorrer” causando estranheza também. Além do mais, a fotogrametria é tão simples e a textura fica tão boa, que torna a projeção de imagens algo desnecessário.

Importar Fotogrametria


O addon oferece a opção do usuário importar uma fotogrametria, ou mesmo digitalização efetuada em software externo.


Além disso, depois de gerada ou importada a digitalização, é necessário selecionar a região de interesse. A forma mais fácil é criar um círculo lateral que servirá de parâmetro para um corte.

O addon não apenas secciona a malha facial, como automaticamente apaga os excessos e o círculo criado.

Importar Cefalometria



No planejamento de cirurgia ortognática não há um consenso sobre o melhor método de alinhamento da cabeça. Em face disto, colocamos à disposição do usuário a possibilidade deste importar uma imagem da cefalometria digital, de modo que a utilize como parâmetro de alinhamento.

Osteotomia


Esta seção contém as ferramentas de osteotomias ou cortes nos ossos. É através destes cortes que os especialistas poderão reconfigurar a face do paciente de modo a solucionar problemas respiratórios e estruturais.


A primeira parte agrupa uma série de botões que criam planos de cortes pré-definidos. O usuário também poderá proceder com os cálculos booleanos e ainda separar as osteotomias automaticamente.

A segunda parte é composta pelas ferramentas de configuração das osteotomias. O usuário não apenas nomeia e pigmenta cada uma delas, mas já as atrela a dinâmica do mole.

Dinâmica do Mole


Esta é uma das menores seções, mas que curiosamente contém o maior trecho de código.


Isto se explica por que botão “Configura Dinâmica Mole” agrupa uma sequência complexa de comandos que criam áreas de influência e deformação na face tomando como referência o volume das osteotomias.

É fascinante atestar que anos de estudo puderam se resumir em apenas um clique.

Criação do Splint


A referência que o cirurgião tem para fazer os cortes e fixar as osteotomias no mundo real são os chamados splints. Eles funcionam como guias cirúrgicos tendo como parâmetro de encaixe a ponta dos dentes.




O OrtogOnBlender permite que o especialista controle o tempo e os deslocamento das osteotomias. Ao trabalhar estes conceitos o especialista pode criar um splint baseado tanto na movimentação da maxila quando da mandíbula.

Os desafios na implementação do OrtogOnBlender


Apesar de todo o trabalho dedicado ao addon ele apresenta uma série de desafios e pontos que precisam ser melhorados.

ꔷ Instalação

- Problema: Mesmo com todas as facilidades presentes, é um árduo trabalho para um usuário iniciantes instalar o OrtogOnBlender. As implementações completas estão disponíveis para o Linux e o Windows já compiladas, no entanto ainda não portadas para o MacOSX forçando os usuários deste sistema a compilarem uma série de aplicativos através do Homebrew.

- Solução: O interessado no uso do OrtogOnBlender poderá baixar ou adquirir o Linux 3DCS, uma distribuição instalada diretamente em um pendrive bootável.

ꔷ Dinâmica do mole atrelada aos bones

- Problema: A movimentação das osteotomias são feitas através de bones. Isso pode ser um desafio para usuários iniciantes.

- Solução: Já estamos implementando um sistema baseado na movimentação direta das osteotomias. Veja o funcionamento prévio aqui: https://youtu.be/rFCZL0xeOI4

ꔷ Alinhamento automático das osteotomias e captura de pontos conhecidos

- Desafio: Alguns aplicativos de planejamento de cirurgia ortognática oferecem a possibilidade de alinhar automaticamente as osteotomias, bem como capturam uma série de pontos (colocados pelo usuários), informando qual foi o deslocamento destes objetos.

- Solução: Ainda que o Blender ofereça os dados de movimentação e rotação de um objeto, estamos implementando um sistema que captura estes dados em pontos específicos. Esta implementação também funcionará para alinhar ou pré-alinhar algumas peças se assim for necessário. Veja o funcionamento prévio no seguinte link: https://youtu.be/an5XXhqu8Xw


Linux 3DCS, uma solução simples e robusta


Como abordado logo acima, um dos grandes problemas relacionados a instalação do OrtogOnBlender mora na necessidade de configurar outros addons e instalar ou mesmo compilar uma série de aplicativos.

Instalar o que está disponível é uma tarefa aceitável até para um usuário iniciantes, mas pedir para este usuário compilar um programa já é um pouco demais. Então, como podemos resolver a vida daqueles que gostariam apenas de testar o addon, sem ter que perder uma tarde inteira configurando-o? Muito simples.

Uso o Blender desde 2005, com já comentei aqui. Uma das grandes vantagens deste sistema é a sua flexibilidade. Isso implica dizer que podemos adaptá-lo a muitas e inusitadas situações. É possível, por exemplo, instalar o Linux em um pendrive como se esse fosse um HD e isso abre as portas para muitas possibilidades.

O projeto Linux 3DCS nasceu da necessidade dos nossos alunos terem em suas mãos um sistema completo e a disposição, baseado em software livre, sem que para isso tivessem que baixar uma série de programas.

Começamos o projeto como um teste e agora estamos distribuindo aos novos alunos, pendrives com o sistema instalado. Basta configurar a BIOS rapidamente que eles podem começar a usufruir de um workflow totalmente configurado, com todos os programas necessários e contentes pelo fato de não terem que investir o seu precioso tempo na configuração de tudo aquilo.

Mas, e os usuários que não são nossos alunos e que desejarem usar o Linux 3DCS? Bem, eles podem:

ꔷ Baixar uma imagem disponível para download e clonar em um pendrive;

ꔷ Baixar a imagem e rodar em uma máquina virtual;

ꔷ Pedir para a nossa equipe gravar um pendrive e pagar pelo serviço;

ꔷ Fazer um dos nossos cursos presenciais :)

Para aqueles que se interessaram neste projeto, o link para mais informações e download está aqui: https://github.com/cogitas3d/Linux3DCS

Conclusão


Ainda estamos engatinhando nesta onda de desenvolvimento de software e distro Linux, as nossas alternativas não são aquelas padronizadas pelo mercado ou menos pela comunidade, mas acima de tudo, estamos entregando duas coisas:

1) Projetos que são abertos e disponíveis para download;

2) Documentação necessária para a instalação e compreensão das ferramentas envolvidas.

Esperamos manter essa animação e o foco necessário para resolvermos os problemas um a um e poder fornecer ferramentas que sejam úteis para a sociedade e que realmente façam a diferença.

Grato pela leitura.

Cicero Moraes 3D Designer

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