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Google lança projeto de design de chip, OpenTitan, de código aberto

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quarta-feira, 6 de novembro de 2019

O Google está desenvolvendo um projeto para design de chips em código aberto, que poderá ser implementado por qualquer hardware ou software, seu objetivo é assegurar a integridade com maior transparência e todas as vantagens que o Open Source pode oferecer.

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Recentemente abordamos em uma postagem que a System76 começou a distribuir seus laptops com a alternativa livre ao UEFI e BIOS. Curiosamente os Chromebooks também fazem uso do Coreboot, e agora o Google está adotando um novo projeto Open Source. Não é surpresa para ninguém que gigantes da tecnologia passaram a incorporar projetos de código aberto em suas empreitadas. O modelo aberto não é mais um sonho, passou a ser o padrão em muitos mercados, mesmo que utilizado em conjunto à modelo proprietários. Enfim, a liberdade do Open Source permite isso, então não é um crime, como muitos pintam.

O Google vem utilizando tais soluções em determinados aspectos de seus vários nichos de mercado, inteligência artificial, servidores, mobile, laptops, entre outros. Falando em laptops, você já viu nosso review sobre o Chrome OS?

Confira o vídeo e saiba se vale a pena ou não, utilizar o sistema baseado em Linux do Google:


Maior segurança com OpenTitan


Não é de agora que empresas vêm investindo em soluções mais seguras para seus equipamentos. A Apple, por exemplo, desenvolveu o chip T2 presente nos mais recentes MacBooks visando a segurança dos seus dispositivos. Através dos vários meios que dificultam a vida dos invasores, podendo ser palavras-passe, chaves de encriptação, entre outros. Tais alternativas tentam evitar ataques de hackers mal-intencionados, pondo em risco os dados contidos em tais equipamentos.

No ano passado o Google apresentou ao mundo sua chave de segurança, Titan, contendo um chip customizado pela própria empresa. O gadget da empresa era, literalmente, uma chave na qual o usuário utilizava via USB e também tinha uma variante para uso em smartphones que poderia ser conectado sem fio.

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Em conjunto com diversas universidades e outras entidades, o Google passa a desenvolver um chip focado em segurança e totalmente Open Source. Valendo-se de sua experiência com o Titan, o design do chip denominado de OpenTitan tem agora toda uma comunidade para contribuir com o projeto. Algumas que o Google destaca, são: LowRisc, ETH Zurich, G+D Mobile Security, Nuvoton Technology e a Western Digital.

Vale ressaltar que o OpenTitan poderá ser utilizado para os mais variados fins, e por ser de código aberto, curar todo projeto acabará se tornando bem mais transparente. Em um mundo envolto por escândalos de espionagem entre nações, backdoors sendo implementado por pessoas mal intencionada e tudo mais. Um projeto deste calibre vem para somar e amenizar os estragos envoltos destes ataques contra a segurança.

O projeto será independente de plataforma, garantindo através de criptografia que o chip não seja violado. Toda a base desta tecnologia fornece uma sólida estrutura para o sistema operacional e aplicações em execução sobre o OpenTitan.

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Atualmente o Google faz uso do Titan na infra-estrutura do seus servidores, e sem dúvidas que com a implementação do OpenTitan nos mais diversos equipamentos e com adoção das grandes fabricantes de hardwares, podemos contar com um elemento a mais em nossa segurança. 

Contudo, este não é o primeiro projeto dedicado à criação de designs de chips focados em segurança. O Open Compute Project, fundado pelo Facebook e outras empresas, foi desenvolvido para assegurar servidores e toda a infraestrutura de diversas empresas.

O projeto OpenTitan pode ser conferido em seu repositório no Github. E quem sabe no futuro, computadores possam vir com o chip e até mais componentes de código aberto. 

O que você acha sobre projetos que visam aumentar a segurança? Acredita, assim como eu, que além do software o próximo passo são hardwares Open Source? 

Deixe nos comentários a sua opinião, participe de nossa comunidade no Diolinux Plus e não perca nenhuma novidade.

Até o próximo post, que o futuro seja mais Open Source, SISTEMATICAMENTE! 😎



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Novidades nos testes do kernel Linux

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terça-feira, 29 de outubro de 2019

Em recente reunião do Linux Kernel Plumbers, que ocorreu em Lisboa, Portugal, o tópico “automação de testes para o kernel Linux” foi discutido. Os principais desenvolvedores do Linux uniram-se com o objetivo de empregar esforços em uma estrutura de testes sólidos: o KernelCI. Agora na Open Source Summit Europe, em Lyon, França, o KernelCI passa a ser um projeto da The Linux Foundation e receberá os investimentos e recursos necessários.

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Antes de tudo, você realmente sabe o que é Linux, se ele é apenas um kernel? Confira logo abaixo o vídeo do Gabriel do canal Toca do Tux, abordando o assunto.


Aprofundando mais neste assunto, verá à definição oficial da The Linux Foundation. Aposto que muita coisa será desmistificada, vindo da própria fundação que mantém o Linux, confira o artigo clicando aqui

O Desenvolvimento do kernel Linux


Atualmente o kernel Linux é desenvolvido por uma gigantesca comunidade, composta por pessoas físicas, organizações sem fins lucrativos, diversas empresas e eventuais colaboradores. O método utilizado para organização do projeto, é através da LKML (Linux Kernel Mailing List). Digamos que seja uma enorme lista de e-mails, na qual os desenvolvedores interagem entre si e sugerem mudanças e implementações no código. Contudo, esta forma nem sempre é uma das melhores para as diversas tarefas, questões relacionadas aos patches são um bom exemplo dado por Russel Currey, um dos desenvolvedores do kernel Linux, explicando:

“[Ao contrário de um projeto baseado exclusivamente no GitHub ou GitLab], em que uma solicitação ‘pull’ contém todas as informações necessárias para mesclar um grupo de alterações; um e-mail contendo, digamos, o patch 7/10, não possui esse contexto. É quase impossível saber de uma mensagem do e-mail, se uma série de patches foi mesclada, rejeitada ou substituída. Em geral, as listas de discussão simplesmente não possuem o mesmo nível de metadados que os sites de hospedagem de projetos contemporâneos e isso dificulta ainda mais o problema de CI [Integração Contínua]”.

Nesse contexto surge o KernelCI, projetado inicialmente para auxiliar o teste do Linux em uma gama de hardwares muito ampla. Pois, os testes eram realizados em um número bem limitado e específico de hardwares. Basicamente os desenvolvedores efetuavam testes em seus próprios equipamentos. Assim a certeza de um bom funcionamento era garantida para os hardwares mais comuns e populares no mercado, caso contrário, era bem provável que teste algum tenha sido realizado em equipamentos “específicos”.

Greg Kroah-Hartman, mantenedor da versão estável do Linux, explica:

“O Linux roda em todos os lugares e em tantos hardwares diferentes, mas os testes neles foram mínimos. A maioria das pessoas, estavam apenas testando as poucas coisas com as quais se importava. Então, queremos testá-lo com o mesmo hardware que nós. Poderia garantir que realmente oferecemos suporte a todo o hardware que afirmamos oferecer suporte “.

Os planos para utilização do KernelCI vão mais além do que implementar testes automáticos em hardwares. Como bem explicou, Kevin Hilman, seu co-fundador e engenheiro sênior da BayLibre em uma palestra na Open Source Summit Europe:

“Nós nos reunimos no Linux Plumbers. Um dos grandes problemas que temos agora é que temos seis ou sete projetos diferentes para teste de código que enviavam relatórios aos desenvolvedores e mantenedores do kernel. Isso estava ficando realmente irritante, então nos reunimos e dissemos: 'escolha um para usarmos como uma estrutura ', portanto, concordamos com o KernelCI, então todos trabalharemos juntos, para não duplicar nossos esforços e resultados”

Após consolidar efetivamente o novo KernelCI, não somente os testes em diferentes hardwares serão realizados. Como, seu objetivo passa a unificar os diferentes tipos de testes no kernel Linux. A atual deficiência do modelo de discussão através dos e-mails, para lidar com patches, será solucionada com um único local para armazenar, visualizar, comparar e acompanhar os resultados do inúmeros testes.

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Imagem - Davide Boscolo

Segundo o vice-presidente para desenvolvimento de negócios e consultoria open source e colaborador do KernelCI Collabora, Guy Lunardi, “Desde que o Linux tenha se tornado crucial para a sociedade, é essencial obter uma cobertura abrangente de testes do Kernel Linux. Ao aplicar a filosofia de código aberto ao teste, a arquitetura distribuída pelo KernelCI, permite que toda a comunidade do kernel colabore em torno de um único sistema de IC [Integração Contínua] upstream”.

O Linux tornou-se tão relevante e essencial para o cenário atual da tecnologia, que esforços para potencializar suas qualidades e sanar seus defeitos são desenvolvidos e implementados corriqueiramente. Não obstante, sua utilização transcende barreiras e sua atuação engloba uma infinidade de soluções no mercado. Agora com esse sistema de automatização, o KernelCI, versões de longo tempo de suporte (LTS) passarão a englobar um maior número de equipamentos e problemas já conhecidos. Problemas de mal funcionamento de hardware deixarão de existir, ou diminuirão drasticamente. Isso irá melhorar a qualidade, estabilidade e manutenção do kernel Linux. No final, toda uma comunidade será beneficiada.

O que você espera com tais mudanças? Você têm algum hardware que não funciona plenamente no Linux?

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Até o próximo post, te espero aqui no blog Diolinux, SISTEMATICAMENTE! 😎

Fonte: KernelCI, ZDnet.


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AMD anuncia entrada para o time "Patron" na Blender Foundation Development

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quinta-feira, 24 de outubro de 2019

Nesta quarta-feira (23), mais uma empresa de peso entrou para o time “Patron” da Blender Foundation Development, “engrossando” esse seleto grupo de empresas.


AMD anuncia entrada para o time "Patron" na Blender Foundation Development





Foi anunciado no Twitter oficial da fundação, que a AMD agora faz parte dos “Patron” da fundação, assim se juntando a Epic Games e a NVIDIA, essa última anunciamos a entrada dela nesta matéria bem completa para você conferir.




“Hoje a AMD ingressou ao Fundo de Desenvolvimento da Blender Foundation no nível Patron. Investiremos no desenvolvimento geral, na migração do Vulkan e para manter as tecnologias AMD bem suportadas por nossos usuários. Muito obrigado!”
Logo em seguida, foi a vez do Twitter oficial da AMD, fazer um tweet falando da entrada na fundação.

“A AMD tem orgulho de se juntar ao Fundo de Desenvolvimento da Blender Foundation como “Patron”, contribuindo para o sucesso das excelentes ferramentas de código aberto do Blender e mantendo as tecnologias AMD bem suportadas por todos os usuários.”

O nível Patron (Patrono ou Patrão), significa que a AMD estará destinando pelo menos €120 mil (na conversão atual, algo em torno de R$540 mil) por ano.

Mais uma vez, estamos vendo grandes empresas investindo “rios de dinheiro” em projetos open source, como o Blender, Krita e entre outros. Enfim estão percebendo o grande potencial de tais ferramentas e assim fazendo o famoso “Win-Win”, onde todos ganham e impulsionam o crescimento dos projetos.

Este artigo não acaba aqui, continue trocando uma ideia lá no nosso fórum.

Espero você até a próxima, um forte abraço.



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GNOME escolhe lutar legalmente contra alegação por suposta violação de patentes

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GNOME Foundation decide lutar legalmente contra uma alegação de infringir patente em um de seus programas. Após recusar proposta de um possível acordo de licenciamento, a Fundação GNOME responde à reivindicação e chama empresa de “Troll de patentes”.

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Em setembro (25), a Fundação GNOME notificou em seu site que foi informada de um processo da Rothschild Patent Imaging, LLC alegando quebra de patente (9.936.086).

Essa alegação descrevia que a aplicação de código aberto para gerenciamento de fotos, o Shotwell, violava tal patente. Na época do ocorrido, Neil McGovern, o diretor-executivo da GNOME Foundation, declarou: “Contratamos advogados e pretendemos nos defender vigorosamente contra esse processo infundado. Devido ao litígio em andamento, infelizmente não podemos fazer mais comentários sobre o assunto”

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Após, quase um mês, houve um desenrolar desta situação. Mais declarações foram feitas no site do GNOME. Algumas bem alarmantes, que explicam mais sobre o ocorrido.

“É a primeira vez que um projeto de software livre está sendo alvo de algo assim, mas nos preocupamos de que não seja a última. A Rothschild Patent Imaging, LLC ofereceu-se para que nós pagássemos uma quantia alta de cinco dígitos, pela qual eles iam abandonar o caso e nos dariam uma licença para continuar o desenvolvendo do Shotwell”.

Podemos observar em um primeiro momento, a possível real intenção por trás desta ação, obter lucros de forma fácil. Não obstante, mais adiante a Fundação GNOME tem uma mensagem especial para o que eles apelidaram de “trolls de patentes”.

E agora, o que fazer?


Basicamente existiriam duas saídas, aceitar este “acordo”, pagar uma baita grana e subjugar-se e não se opondor. A segunda, e adotada pelo GNOME, é ir adiante e brigar legalmente, demonstrando que tais alegações não têm fundamento. Essa escolha, não é a mais cômoda, porém pode evitar que no futuro outros projetos de código aberto sejam afetados por essa alegação de patente. Quanto aos custos, talvez a primeira opção até seja mais em conta (e olha que eram 5 dígitos), pois todos esses encargos ao recorrer em tribunal podem acabar saindo mais caro; isso financeiramente falando, porém, as consequências para toda uma comunidade seriam catastróficas. 

Então, Neil McGovern instruiu o consultor jurídico da Shearman & Sterling (que representa o GNOME) a apresentar três documentos no tribunal da Califórnia, EUA. Sendo eles:

  • Uma moção para descartar o caso imediatamente. A GNOME Foundation não crê que a patente seja válida ou que um software possa ser patenteado dessa maneira. O objetivo é garantir que essa patente não seja usada contra ninguém, nunca;
  • Uma resposta oficial à reivindicação da RPI. Na concepção do GNOME não existe nenhum caso para o qual eles devem responder e que o uso do Shotwell, ou qualquer software livre em geral, não são afetados por esta patente;
  • E por último, um pedido de contra-reivindicação. Dando a certeza que a Rothschild não descarte a alegação de violação de patente, após perceberem que a Fundação GNOME irá lutar contra isso.

Ao que tudo indica, a RPI terá que pagar as taxas legais envolvidas na moção deste caso. Com essa investida feroz do GNOME, talvez empresas que se valem destes recursos pensem duas ou três vezes antes de usarem tais artifícios. 

Qual é essa patente e o que faz especificamente?


A patente (US 9.936.086) parece ser o mais genérico possível, englobando qualquer “Sistema e método de distribuição de imagem sem fio ou wireless”. Resumidamente nenhum software pode interagir com outro equipamento e trocar imagens via rede sem fio. Esse é justamente um dos recursos do Shotwell, permitir a transferência das imagens de um dispositivo para o computador via wi-fi.

Essa não é a primeira vez que a RPI tenta investir de tal modo contra outras empresas ou organizações. De acordo com a moção apresentada em tribunal pelo GNOME, ela usou esta mesma patente contra cinco outras organizações e seu responsável Leigh Rothschild, só nos cinco últimos anos, já se envolveu em mais de 300 casos de quebra de patentes. 

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Mensagem da GNOME Foundation, sobre o caso


Toda essa situação ainda não findou, mas não parece sensato dizer que a RPI sairá triunfante com isso tudo. Aliás, a GNOME Foundation deixou um recadinho para os “Trolls de patentes”:

“Queremos enviar uma mensagem para todos os trolls de patentes de software por aí — lutaremos contra seu processo, venceremos e teremos sua patente invalidada. Para fazer isso, precisamos de sua ajuda. Ajude a apoiar a Fundação GNOME no envio de uma mensagem de que os trolls de patentes nunca devem ter como alvo o software livre, fazendo uma doação ao Fundo de Defesa de Trolls de Patentes do GNOME. Se não puder, ajude a espalhar a notícia com seus amigos nas mídias sociais”.

Mensagem dada, espero que episódios como esses não venham a ocorrer mais. Sei que essa “indústrias de patentes” geram casos assim nos EUA quase que diariamente.

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Laptops Linux com Coreboot começam a ser distribuídos pela System76

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sexta-feira, 11 de outubro de 2019

O Coreboot, anteriormente conhecido como LinuxBIOS, é um projeto que começou em meados de 1999 no Laboratório Nacional de Los Alamos, Novo México. Visando ser uma alternativa livre aos firmwares proprietários (BIOS ou UEFI) disponíveis na maioria dos computadores. Gigantes como o Google, já deram algum tipo de apoio no projeto ao longo destes anos. Curiosamente os Chromebooks também executam a firmware livre.

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A fabricante de PCs Linux e desenvolvedora do famoso sistema operacional Pop!_OS, passa a oferecer dois modelos de laptops com o Coreboot, no lugar da BIOS/UEFI. No final deste mês a empresa começará a enviar os modelos Galago Pro e Darter Pro com seu firmware de código aberto desenvolvido com Coreboot.

Essa notícia demonstra o compromisso da empresa, em não apenas oferecer sistemas, e até mesmo hardwares abertos, mas sim todo um conjunto. Obviamente que seu hardware lançado no ano passado, um computador chamado Thelio, é “aberto até aonde atualmente é possível”. Caso queira mais informações sobre esse computador, acesse a excelente matéria do Jason Evangelho na Forbes.

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Ok! Mas qual a diferença entre o Coreboot e um firmware proprietário?


Além de todas as vantagens que um software livre pode oferecer, o Coreboot acaba sendo mais enxuto e segundo a System76, ele é capaz de iniciar até 29% mais rápido em comparação aos firmwares proprietários. Isso tudo devido a não possuir recursos desnecessários ou que não estão em execução em segundo plano, resultando em um sistema menos vulnerável e com um processo de boot mais veloz.

“O firmware de código aberto foi a última faísca a impulsionar nossa jornada, no sentido de criar tecnologia totalmente gratuita e aberta. Como o universo, estamos sempre expandindo para um futuro de código aberto, com progresso contínuo em hardware, software e firmware, e estamos animados em ver para onde nossa jornada nos levará”, complementa o porta-voz da System76.

Algumas perguntas relacionadas ao Coreboot foram efetuadas para System76. Don Watkins, do site OpenSource.com, questionou se o Coreboot será lançado em outras máquinas da empresa, na qual obteve a seguinte resposta: “Sim. A longo prazo, a System76 estará trabalhando para tornar aberto todos os aspectos de nosso computador Open. Thelio Io, a placa controladora do Desktop Thelio , é um hardware aberto com firmware aberto. Esta é uma longa jornada, mas estamos ganhando velocidade. Faz menos de um ano que o nosso desktop Thelio de hardware aberto foi lançado e agora estamos produzindo dois laptops com o System76 Open Firmware”.

Em matéria na Forbes, Jason Evangelho, perguntou se os usuários que são donos de equipamentos da marca, poderiam instalar o Coreboot em suas máquinas, a resposta foi: “No momento, o firmware aberto estará disponível apenas nos novos Galago (galp4) e Darter Pro (darp6). A System76 está estudando a capacidade de trazer o firmware aberto para nossos modelos anteriores, mas não sabemos quando ou se isso ocorrerá. Se estiver disponível, os nossos clientes receberão uma atualização de firmware usando nosso gerenciador de firmware”.

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Informações sobre o Darter Pro e Galago Pro


Ambos laptops podem ser equipados com CPUs Intel de 10ª geração (especificamente os modelos i5-10210U e o i7-10510U), ambos têm telas IPS Full HD foscas e anti-reflexivas. 

O Galago Pro é o modelo mais barato, custando a partir de US$ 949,00 (em conversão direta, aproximadamente R$ 3.900,00). Com um chassi de alumínio, diversas opções de conectividade, por exemplo, HDMI, DisplayPort e uma entrada Thunderbolt. O laptop pode ser configurado com até 32 GB de RAM e até 6 TB de armazenamento.

O Darter Pro pode ser adquirido com 32 GB de RAM e até 2TB de armazenamento, além de possuir uma gestão de bateria e usabilidade em torno de 10 horas de trabalho.

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Para mais detalhes, acesse este link

A System76 vem demonstrando extrema competência ao oferecer seus produtos com Linux, é uma pena a empresa não atuar no Brasil.

E você, gostaria de ter a possibilidade de utilizar computadores com uma firmware aberta como o Coreboot? Ou quem sabe uma adoção, pelas fabricantes do mercado.

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Até o próximo post, sucesso a essa empreitada da System76, SISTEMATICAMENTE! 😎

Fonte: System76, Forbes.
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Desenvolvedores do Blender planejam novos recursos para versão 2.81

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segunda-feira, 7 de outubro de 2019

No mês de agosto noticiamos a chegada da nova versão 2.80 do Blender, com inúmeras novidades e uma repaginada no visual e por “debaixo do capô”, agora seus desenvolvedores comentam um pouco mais sobre as possíveis features que serão adicionadas ao Blender 2.81. 

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O Blender é reconhecido por sua competência e completa gama de ferramentas. Um software bem poderoso e mantido pela Blender Foundation, de código aberto, e que segue uma rígida política de desenvolvimento. Contudo, não quero dizer que seu desenvolvimento é rigoroso, no sentido de não receber novas ideias, pelo contrário existe uma organização e tempo para tudo. O Blender divide esses processos em fases de desenvolvimento, como a maioria dos grandes projetos, para entender um pouco sobre as novidades do Blender 2.81, será interessante descobrir um pouco mais sobre esses estágios de desenvolvimento.

Ao todo são 5 ciclos até termos a versão final, sendo eles:

  • Bcon1 (9 semanas): começa com os desenvolvedores aceitando os commits aprovados ou enviando-os para revisão. Neste período todo o esforço é alocado para trabalhar em cima destes commits no código. A comunidade poderá ter uma noção de quais features aparecerão na próxima versão do Blender;
  • Bcon2 (4 semanas): essa fase tem como foco dedicar-se à triagem de bugs, solucionando as falhas de alta prioridade, e tornar estáveis os recursos anteriormente aceitos no “bcon1”. Os desenvolvedores podem se concentrar em fornecer recursos bem polidos, enquanto o restante (os que não foram considerados muito importantes para versão atual) podem ser aprimorados a tempo do próximo bcon1;
  • Bcon3 (4 semanas): é quando as coisas ficam realmente interessantes. Ao mesmo tempo que o bcon3 da versão atual do Blender, o bcon1 da próxima versão é iniciado. Uma nova ramificação de lançamento é criada para deixar a versão do código principal aberta para novos recursos, enquanto os coordenadores de projeto do Blender avaliam se os desenvolvedores precisam trabalhar em algo mais ou apenas focar nos recursos já pré-determinados;
  • Bcon4 (1 semana): fase em que apenas os commits críticos são mesclados, e a comunidade pode testar o que será a nova versão instável e estável do Blender;
  • Bcon5 (1-2 dias): estágio em que as compilações finais são empacotadas para todas as plataformas, ajustes finais nos registros e imagens promocionais, mídias sociais, anúncios em vídeo e a opção final é configurada no blender.org para a exibição do novo lançamento na página de download.

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EMMYS 2018 Motion Graphics - de Allucinari, feito com o Blender 2.80 alpha.

Novidades no Blender 2.81


A versão do Blender 2.81 está na fase bcon2, significando que já foram decididas as possíveis features da nova versão. Lembrando que seria uma irresponsabilidade afirmar que todas essas mudanças estariam presentes no Blender 2.81, afinal durante o desenvolvimento muita coisa pode mudar e recursos problemáticos podem ser abandonados. Todavia, até o momento os desenvolvedores elaboraram essa lista:


Se você gosta de experimentar as novidades do Blender, efetuar o download das nightly builds é uma opção. Caso encontre alguma falha, sinta-se à vontade para contribuir relatando os bugs e auxiliando no desenvolvimento do Blender.

O Blender 2.81 tem bastante novidade a caminho, reforçando que se no final do bcon3 ou até mesmo do bcon2, os coordenadores do projeto decidam abandonar tais recursos ou deixarem para outra versão, assim farão.

Utiliza o Blender em seus projetos? 

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Projeto KDE migra para o GitLab

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quarta-feira, 2 de outubro de 2019

O KDE é uma das maiores comunidades e projeto de código aberto da atualidade, contando com mais de 2600 colaboradores ativos. Com o intuito de oferecer um ambiente gráfico completo, seja com as inúmeras features do KDE Plasma ou as dezenas de aplicações e suas configurações disponíveis. O KDE parece seguir uma linha de pensamento em sempre ouvir seus desenvolvedores e usuários, talvez, daí tenha partido o intuito da migração para o GitLab.

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Alguns aspectos foram analisados antes da decisão, aliás mudar uma gigantesca base de código para outro serviço não deve ser uma tarefa fácil. A mudança não seria ao acaso também, alguns objetivos estavam em mente, este seriam:

  • Infra-estrutura mais acessível para a contribuição ao projeto;
  • Integração com o Git, para revisão do código e demais afazeres;
  • Infraestrutura e ferramentas sólidas e descomplicadas;
  • Um bom canal de comunicação e relacionamento aberto com os responsáveis do GitLab.

Inclusive o próprio GitLab se prontificou à auxiliar o KDE com os principais objetivos e metas para a migração, contudo a decisão passaria antes pela comunidade e o conselho do projeto. Finalmente às duas partes chegaram a um acordo, e durante o mês de setembro o GitLab anunciou a decisão do KDE:

“Hoje, o GitLab, a plataforma DevOps entregue em um único aplicativo, anunciou que o KDE, uma comunidade internacional de tecnologia que cria software de código aberto e gratuito para desktops e laptops, está adotando o GitLab para que seus desenvolvedores aprimorem ainda mais a acessibilidade de infraestrutura e incentivem contribuições”.

“O KDE é uma comunidade de software livre e de código aberto, dedicada a criar uma experiência em informática de forma fácil de usar. Oferece um gráfico avançado em desktop , uma ampla variedade de aplicativos para comunicação, trabalho, educação e entretenimento, além de criar facilmente uma plataforma para novos aplicativos”.

Comentando um pouco mais sobre o ocorrido, David Planella, gerente de relações com a comunidade do GitLab, disse:

“Estamos muito satisfeitos que o GitLab tenha sido escolhido pela comunidade KDE, assim fornecendo aos seus desenvolvedores as ferramentas e recursos adicionais necessários, para a criação de aplicativos mais avançados”.

Acrescentando a sua fala, Planella continua:

“O KDE coloca uma forte ênfase em encontrar soluções inovadoras para problemas antigos e novos em uma atmosfera aberta para experimentos. Esse pensamento está alinhado ao objetivo do GitLab de ajudar as equipes a colaborar melhor no desenvolvimento do software, e esperamos apoiar o KDE enquanto eles continuam criando um ótimo software para milhões de usuários em todo o mundo”.

Lydia Pintscher, então presidente do KDE e.V., conclui:

“Para uma comunidade aberta como o KDE, é essencial ter uma infraestrutura amigável e fácil de usar. Passamos os últimos dois anos reduzindo significativamente as barreiras de entrada em todo o KDE. A mudança para o GitLab é um passo importante nesse processo”.

Por meio deste link você poderá ver com mais detalhes as ferramentas anteriormente utilizadas pelo KDE, e quais o projeto passa a adotar com essa mudança. Se antes o processo era dividido em diversos passos e inúmeras etapas, o GitLab trouxe uma simplicidade que poderá facilitar ainda mais o trabalho dos colaboradores. 

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Conky - Overview e instalação

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quarta-feira, 25 de setembro de 2019

A capacidade ilimitada de personalização do sistema é uma das coisas que mais chama a atenção dos usuários para o mundo das distribuições Linux. Quando falamos em personalização, o Conky é uma das primeiras coisas que vem à mente de muitos usuários, principalmente aqueles recém chegados a este mundo.

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O Conky é um monitor de sistema, porém, diferente do usual por vários motivos.

A maior parte das aplicações de monitoramento do sistema, disponíveis para as distribuições Linux, possuem layout e uso bem aos “moldes padrões”. Um ícone disponível no menu/dock/área de trabalho do sistema, que ao ser acessado abre uma janela com informações, como: serviços, aplicativos em execução, quanto dos recursos da sua máquina cada um destes serviços está consumindo, uso de CPU, RAM, disco, etc.

O Conky, por outro lado, possui uma forma bem peculiar de “se apresentar”. Ao invés de uma janela convencional, os dados são exibidos em forma de “HUD”. Janelas, geralmente sem bordas, fixas na área de trabalho, e não interativas. Nativamente, toda e qualquer modificação no Conky deve ser feita manualmente através da edição do script de configurações de cada tema.

O aplicativo é capaz de exibir basicamente qualquer informação na sua área de trabalho. Desde informações sobre o seu hardware até, previsão do tempo, hora e data, emails, players de música, notícias, entre muitas outras. Estas informações podem ser exibidas de inúmeras formas diferentes. Podendo alternar entre estilos de fontes, temas, posição na tela, tamanho, etc.

O Conky não possui uma interface/janela de configurações por padrão. Se você quiser configurá-lo via interface gráfica, terá que instalar um aplicativo à parte, o Conky Manager. Este, porém, só é capaz de gerenciar uma mínima parte de toda a infinidade de opções e configurações que o Conky possui. Caso você queira modificar todas essas configurações não disponíveis no Conky Manager, terá de fazê-lo manualmente, editando o script de configurações do tema desejado.

Com o que foi dito até agora, podemos perceber que o uso do Conky no “mundo Linux” é de certa forma bastante irônico.

Você talvez esteja se perguntando:
Irônico? Como assim?
Ok. Eu explico.

O Conky é, sem sombra de dúvidas, um programa muito bem feito. Atualmente continua sendo mantido, e novas versões são lançadas regularmente. Todavia, este com certeza não é um aplicativo direcionado ao usuário iniciante, tanto que, nativamente não possui sequer uma interface gráfica para configurações. E mesmo aquelas opções de interfaces de gerenciamento não próprias, como o Conky Manager, são extremamente limitadas. Mesmo assim, é justamente o usuário iniciante quem mais demonstra interesse na aplicação.

Eu já utilizei o Conky por algum tempo (E adivinha quando? Quando era iniciante.). Porém, hoje em dia, o aplicativo não me faz a menor falta. Na verdade, nunca o achei necessário, apenas me sentia o “hackudão” por ter todas aquelas informações sobre o sistema sendo exibidas na minha tela. Até gosto de alguns dos temas mais minimalistas do Conky, mas existem outras opções de aplicações mais simples e fáceis de usar, para quem quer apenas exibir um relógio na área de trabalho ou algo do tipo. Sendo assim, não é muito provável que algum dia eu volte a utilizá-lo.

Por fim, não tem a menor importância o que eu ou qualquer pessoa pensa sobre o Conky. Na minha opinião, essa é a verdadeira liberdade no mundo do software. Você é livre para usar o que quiser, quando quiser, pelo motivo que for, e não há nada de errado nisso.

O vídeo abaixo é o primeiro vídeo de um projeto que começou no Instagram e está se expandindo para o YouTube. Trata-se do projeto O Pinguim Criativo, que foi o assunto principal de uma das nossas lives de sexta-feira no Diolinux Friday Show. O vídeo mostra o passo a passo da instalação e configurações básicas do Conky e Conky Manager em diversas distribuições Linux.


O quê você acha sobre o Conky? Já testou? Tem interesse em testar? Conte-nos nos comentários.

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Por hoje é tudo pessoal! :)

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Lançado nova versão do ReactOS, o "Windows Open Source"

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terça-feira, 24 de setembro de 2019

O ReactOS é um projeto muito interessante, visto que ele não utiliza o Kernel Linux e sim um Kernel NT modificado. Assim podendo rodar alguns binários feitos para o Windows.


Lançado nova versão do ReactOS, o "Windows Open Source"






O projeto agora conta com algumas implementações bem interessantes, como o encaixe das janelas, atalhos necessários para o teclado, renderização correta das fontes, temas Lunar e Mizu adicionados, e suporte para o driver Intel e1000 NIC, usado em VM, o que beneficia quem instala no VMWare e VirtualBox.

As janelas do sistema, ganharam a possibilidade de se encaixar nas bordas da tela, como já acontece com o Ubuntu, por exemplo. Na versão 0.4.11 isso não era possível, já na 0.4.12 sim.


Já as fontes, na versão anterior, tinham problemas de renderização, que as deixavam com falhas. Agora não mais.


Os novos temas chegaram para dar uma “embelezada” no sistema, que até pouco tempo, tinha o visual muito parecido com o Win98 e 2000 😂.

Agora os temas padrões são: Lunar e Mizu. O Primeiro foi projetado para lembrar o Windows XP com os esquemas de cores do ReactOS. Já o segundo, é para quem gosta mais de um “ar mais moderno”, que é encontrado nas versões mais recentes do Windows.


O ReactOS 0.4.12 traz várias melhorias no kernel para tornar os drivers do sistema de arquivos, o gerenciamento de energia dos dispositivos mais confiáveis, melhorado o driver CDFS e corrigido o suporte à inicialização para PXE. A funcionalidade de proteção contra gravação também foi reescrita e aprimorada, com a proteção de execução para melhorar a segurança geral do sistema operacional.

Foram adicionadas fontes de terceiros ao ReactOS, que são:

● Wine-Staging 4.0 por Amine Khaldi;
● btrfs v1.1 por Pierre Schweitzer;
● uniata v0.47 por Thomas Faber;
● ACPICA v20190405 por Thomas Faber;
● libpng v1.6.35 por Thomas Faber;
● mbedtls v2.7.10 por Thomas Faber;
● mpg123 v1.25.10 por Thomas Faber;
● libxml2 v2.9.9 por Thomas Faber;
● libxslt v1.1.33 por Thomas Faber;
● libtiff v4.0.10 por Thomas Faber;

Vale lembrar que o ReactOS é um sistema ainda não acabado e não é recomendado usar na sua máquina de produção e sim em uma de testes. Se você quiser baixar ele e testar, basta acessar o link. Para a nota completa de lançamento, você pode acessar ela aqui.

Este artigo não acaba aqui, continue trocando uma ideia lá no nosso fórum.

Espero você até a próxima, um forte abraço.

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Cascadia Code, a nova fonte da Microsoft

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segunda-feira, 23 de setembro de 2019

A Microsoft vem trazendo novos lançamentos a todo vapor, sejam com funcionalidades extras, para a plataforma Windows ou disponibilizando alguns de seus produtos para o Linux, ou até mesmo auxiliando projetos, como no caso da Linux Foundation. Agora é anunciada uma nova fonte, com um público alvo bem definido.

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Denominada como “Cascadia Code”, a nova fonte da Microsoft foi criada para auxiliar os programadores. A gerente de programas, responsável pelo Windows Terminal, Kayla Cinnamon (favor não confundir com a interface gráfica do Linux Mint, desculpem o trocadilho de mau gosto 😁️😁️😁️) anunciou recentemente no blog de desenvolvedores da Microsoft a nova fonte.

No mês de Maio houve uma votação no Twitter, com o intuito de se obter um nome para esta nova fonte, o vencedor foi “Cascadia Code”.


O foco principal é facilitar a vida dos programadores, pois a fonte foi desenvolvida para soluções que visam esse público, como o Windows Terminal, Visual Studio Code, etc. De certo modo o nome “Cascadia” é uma homenagem ao Windows Terminal, que em seu desenvolvimento mantinha o mesmo codinome. Na realidade, ainda existem códigos dentro do terminal da Microsoft com esse nome.

O Cascadia Code suporta “programming font ligatures”, que é um meio útil de se escrever o código, pois criam novos glifos combinando caracteres. Tornando assim o código mais legível e fácil de se compreender para muitos programadores. 

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Os usuários do Visual Studio Code precisarão habilitar manualmente as “font ligatures” através das configurações do editor, e demais editores que suportarem o uso.

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Cascadia Code é a fonte monoespaçada padrão do Windows Terminal, mas pode ser utilizado em qualquer outro projeto. A Microsoft disponibilizou a fonte sob licença SIL Open Font (OFL), sendo de código aberto, e ao alcance de todos no Github da empresa.

A fonte pode ser utilizada para outros meios, se assim desejar, caso não queira compilar, a Microsoft também disponibilizou a mesma no formato TTF. Você pode baixar por esse link

Mais informações podem ser adquiridas diretamente da publicação da Kayla Cinnamon.

Faça parte de nosso fórum Diolinux Plus, até o próximo post, SISTEMATICAMENTE! 😎
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Quem vê cara não vê coração - Design nas distros Linux

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O post de hoje é um daqueles em que dou minha opinião ou determinado ponto de vista sobre um assunto em específico. Estava criando uma capa para uma matéria aqui do blog, e o fatídico ditado popular veio em minha mente. “Quem vê cara não vê coração”. Mas será que isso pode ser aplicado no Linux e suas diversas distribuições?

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Inevitavelmente o que atrai o peixe para o anzol é a isca, contudo a "pobre vitima" vislumbra de longe a suculenta refeição, e “morre pela boca”. Digamos que, de certa forma o mesmo ocorre com o usuário comum. Sei que Linux tem diversas utilidades e domina setores, como servidores, IoT, etc. Irei focar no uso doméstico, no usuário comum e seu desktop/laptop.

“Buniteza e só isso” (eu sei que a palavra está errada)


Não é de hoje que projetos, como o Diolinux, O Cara do TI e até mesmo OSistemático, pontuam que falta mais marketing no Linux, focado no usuário doméstico. Outro ponto é o cuidado com os detalhes e apelo visual. Atualmente as distribuições Linux mantém uma consistência de design razoável, e algumas encantam à primeira vista. Contudo, outras afastam com seu visual retrógrado e com cara de “Windows 95”. Não me levem a mal, mas sinto muito por quem acha isso bonito.

Sistemas com um visual atraente, mesmo que muitos não sejam de meu agrado, são em primeiro momento a porta de entrada para usuários. Windows 10, macOS, Fedora, Elementary OS, Deepin, Endless OS, entre outros. Possuem características e uma lógica em sua composição visual, coisa que nem todo sistema que pretende ser uma opção viável ao usuário comum tem. No entanto, o aspecto da aparência é importante. Afinal, ele é o que atrai as massas.

Não sei você, mas já passei por situações em que um sistema ou programa era apenas “bonito”, enquanto um “feinho” supria de melhor maneira o que era proposto a fazer. Mesmo no presente, existem muitas distros e programas feios, horrorosos, mas que cumprem sua função. Alguns não são nada intuitivos, entretanto com perseverança “são domáveis”. 

Ser atraente conquista maiores números inicialmente, todavia manter esse público não é garantido. Enquanto, sistemas e programas feios, podem ser subestimados e nunca experimentados pelas massas. Geralmente quem usa uma solução assim, ou já conhecia (quem sabe recebeu uma indicação), ou foi um dos poucos que “topou o desafio”.

“Sou feio, mas entrego o combinado”


Conforme mencionei anteriormente, ser atraente não garante ou fideliza um usuário em questão. Obviamente, que muitos continuarão apenas pelas aparências, confesso que já fiz isso inúmeras vezes (ter TOC não é fácil 😁️😁️😁️), mas até quando?

A um tempo atrás apresentei algumas distribuições para clientes, enfatizei algumas que não tinham um design tão atrativo, porém o visual fala mais alto. Só que sou teimoso, persistia um pouco mais e eles acabavam topando testar o que indiquei fervorosamente. Alguns permaneciam, outros voltavam e testavam a opção mais atraente, entretanto pude perceber que mesmo o “mais feio” entregando o combinado, o bonito na maioria das vezes ganhava.

Inúmeras vezes as soluções eram mais eficazes, mas o design fala mais alto. É curioso acompanhar a reação e ver que de fato, somos uma espécie atraída pelo visual. Utilizar softwares e sistemas “desprovidos de beleza” e um bom conceito de design, não é uma regra, e quanto menos conhecimento ou expertise possui uma pessoa em determinada área, a beleza irá se sobressair, pois “quem vê cara não vê coração”.

Conclusão 


A comunidade é composta por mais programadores do que designers, ótimos softwares existem aos montes, apesar disso seu visual ou planejamento não é pensado na utilização de um completo leigo. Isso diminui o alcance, limitando a um perfil específico, conquanto muitas pessoas poderiam ser atraídas, mas por não chamar essa atenção (seja numa simples logo, ícone ou visual mesmo) perdem a chance de crescerem ainda mais. 

Precisamos de mais designers, mais marketing, mais desenvolvedores focados na simplicidade e eficiência. Fico feliz que vários projetos pensam assim, e criam soluções bonitas e extremamente funcionais. O mundo Linux, depois de muitos anos, enfim tem distribuições e profissionais que além de doar seu tempo e esforço, despertaram que “saber se vender” atrai mais olhares.

Participe de nosso fórum Diolinux Plus, e fique ligado nas novidades.

Diga nos comentários se já passou por alguma experiência semelhante a essa, ou se ficou surpreso com um software, ou sistema (mesmo que ele não seja atraente). Também fale sobre experiências positivas, pois sei que tem muito software bonito e eficiente.

Até o próximo post, que estou feliz da vida por utilizar apps bonitos e funcionais, SISTEMATICAMENTE! 😎
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Manjaro alcança o próximo nível e se torna uma empresa

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sexta-feira, 13 de setembro de 2019

O Manjaro é uma distribuição baseada no Arch Linux, criada e mantida por três pessoas desde 2011. Com o tempo, o trabalho duro dessas três pessoas rendeu excelentes “frutos”, o quê chamou a atenção de toda a comunidade Linux. Como consequência disso o Manjaro passou a ter a sua própria comunidade, que até hoje é, com os três fundadores, o pilar que mantém todo o projeto vivo.

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Mesmo sendo uma das distribuições Linux mais populares da atualidade, como diz o ditado: “Ninguém vive de amor”. Os três fundadores do Manjaro o criaram e vinham mantendo-o como um “hobby”, trabalhando no projeto apenas em seu tempo livre. Apesar da grande ajuda oferecida pela comunidade, o projeto passou a demandar muito mais tempo e trabalho do que eles poderiam oferecer, o que estava tornando o projeto inviável.

Foi nesse momento em que seus fundadores: Philip Müller, Bernhard Landauer e Stefano Capitani precisaram tomar uma atitude para que tudo não fosse “por água abaixo”. A ideia foi buscar uma solução para manter o projeto funcionando nos seus moldes atuais: sendo gratuito, aberto, recebendo sugestões e ajuda da comunidade. Que também permitisse aos seus três principais mantenedores trabalharem no projeto em tempo integral, não mais o levando apenas como um “hobby”. A solução então foi estabelecer uma nova companhia.

Conheçam a Manjaro GmbH & Co. KG!


O estabelecimento de uma companhia permitirá empregar os mantenedores em tempo integral, bem como a exploração de futuras oportunidades e parcerias comerciais. Tal ação está sendo feita em parceria com a Blue Systems, uma empresa Alemã de Tecnologia da Informação cuja função será prestar consultoria à Manjaro GmbH & Co. KG. A Blue Systems também é conhecida por ser uma das maiores apoiadoras do projeto KDE.

Com a recém estabelecida companhia, outra grande mudança na administração do projeto será transferir a posse de todos os fundos e doações para hosts fiscais sem fins lucrativos.

Estes hosts fiscais são a ‘Community Bridge’ e a ‘Open Collective’, que além de assegurar as doações também tornarão o seu uso transparente. Philip Müller diz que essa forma de trabalho permitirá ao Manjaro continuar buscando os mesmos objetivos de sempre - apoiar o seu desenvolvimento colaborativo e uso em grande escala - mantendo a máxima transparência possível o tempo todo. Também afirmam que os fundos jamais serão, sob quaisquer circunstâncias, utilizados pela Manjaro GmbH & Co. KG.

Quais serão os benefícios trazidos por esta mudança?


Essa nova estrutura de trabalho em forma de Companhia permitirá ao Manjaro, chegar a um nível ao qual jamais chegaria, enquanto fosse apenas um projeto de tempo livre, podendo realizar coisas, como:

Permitir que os atuais desenvolvedores possam se dedicar em tempo integral ao Manjaro e projetos relacionados. Futuramente ter até uma base de funcionários assalariados.

Interagir e trocar experiências com outros desenvolvedores em eventos relacionados à Linux.

Proteger a existência do Manjaro como um projeto guiado pela comunidade, bem como proteger a própria marca.

Prover atualizações de segurança de forma mais rápida, bem como reagir de forma mais eficiente às necessidades dos usuários.

Prover os meios para atuar como uma Companhia a um nível profissional.

Obter patrocínio em grandes eventos, e eventos locais da equipe e comunidade do Manjaro.

Os fundos de doações e patrocínios também serão utilizados para coisas, como: 

Despesas da comunidade local relacionadas ao desenvolvimento do sistema, por exemplo: equipamentos de trabalho para a equipe e comunidade do Manjaro.

Viagens (cobertura total ou parcial dos custos de viagem para atender a um evento).

Despesas com hardware e hospedagem.

Segundo Philip, o objetivo a longo prazo é que a Manjaro GmbH & Co. KG possa se tornar uma companhia auto sustentável, criando laços com outras empresas e organizações, tornando-se mais uma das grandes empresas no "Mundo Linux" e assim assegurando a viabilidade de todo o projeto e da comunidade ao seu redor.

A minha opinião sobre o assunto.


Eu realmente penso que o passo que o Manjaro está tomando agora é algo necessário para todo e qualquer projeto que queira alcançar grandes proporções. Julgo que todos nós, envolvidos no mundo Linux ou não, usuários do Manjaro ou não, ou até mesmo usuários de Windows, ou MacOS, só temos a ganhar com o fato de ter mais um “player” crescendo e indo em direção aos gigantes. À final, quanto melhor for a concorrência melhor será o produto oferecido pelos concorrentes.

E você, o quê acha?


Você que é um usuário, fã, membro da comunidade do Manjaro, ou entusiasta de tecnologia em geral, o que acha de tudo isso? Tornar-se uma empresa foi realmente algo pensado visando o bem de todos, ou é apenas uma melhor forma para ganhar dinheiro? Conte-nos a sua opinião sobre tudo isso. 😃

Você gosta de Linux e tecnologia? Tem alguma dúvida ou problema que não consegue resolver? Venha fazer parte da nossa comunidade no Diolinux Plus

Por hoje é tudo pessoal! 😉

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