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4 Alternativas de navegadores open source que vale a pena utilizar

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sexta-feira, 12 de julho de 2019

Navegador web é quase como um time de futebol, cada um tem sua torcida organizada (😁😁😁). O intuito dessa postagem não é inflamar os comentários, ou dizer que um é superior ao outro. Apenas irei demonstrar que existem ótimas alternativas de código aberto, ficando ao seu encargo testar e ver qual melhor se adapta ao seu cotidiano. Sem mais delongas vamos para “listinha”:

navegador-web-browser-open-source-linux

Alguns browsers contidos nesta lista são de conhecimento da maioria dos usuários, estou falando de você Firefox! (😋😋😋) No entanto, alguns usuários poderão se surpreender e conhecer novos navegadores. O intuito é justamente esse, estimular sua curiosidade a testar algo desconhecido. Alguns navegadores estarão disponíveis no formato Snap. Assim sendo, caso queira instalar algum app que faça uso dessa tecnologia, existe a necessidade de ter o Snap configurado em seu sistema. Acesse essa postagem, se ainda não o fez. Lembrando que o Snap no Ubuntu já vem por default. 

Mozilla Firefox


Começo a lista com o tão amado Firefox, a raposa de fogo companheira de muitos que estão lendo essa postagem. Não poderia fazer uma seleção com meus 4 navegadores open source favoritos, sem ao menos mencionar ou listar o Firefox. Inclusive, recentemente sua versão 68 veio repleto de novidades. Acesse a postagem escrita pelo Ricardo (O Cara do TI) e saiba mais. O Mozilla Firefox é distribuído sob a licença MPL 2.0, e você pode acessar o Github da Mozilla e ver todas as tecnologias empregadas no navegador.

navegador-web-browser-open-source-linux-snap-ubuntu-firefox

Você pode instalar o Mozilla Firefox facilmente em sua distribuição pesquisando na loja de sua distro, ou instalando via terminal. No Ubuntu, por exemplo:

sudo apt install firefox

Se usa alguma distribuição que não disponha as últimas versões do Firefox, você pode instalar sua versão em Snap.

sudo snap install firefox

Chromium


Outro conhecido é o Chromium, infelizmente, alguns usuários espalham erroneamente que ele é um vírus. O cúmulo dessa “estória” foi ouvir isso da boca de “técnicos” e diversos tutoriais na internet, ensinando como remover o navegador do Windows. Mal eles sabem que o Chromium é a base do Google Chrome, e diversos outros navegadores, inclusive, o novo Microsoft Edge. O Chromium é distribuído sob a licença BSD (3-Clause). Você pode acessar seu mirror oficial no Github por este link

navegador-web-browser-open-source-linux-snap-ubuntu-chromium

O Chromium está na maioria das distribuições, no Ubuntu você pode instalar pela loja ou via terminal:

sudo apt install chromium-browser

Também existe a possibilidade de instalar o navegador via Snap em sua distribuição.

sudo snap install chromium

Brave


O Brave ganhou popularidade por conta de suas features oferecidas por padrão. Visando uma maior privacidade, o navegador traz embarcado ferramentas que visam bloquear o rastreio indesejado de sites e anúncios. O Brave é distribuído sob a licença MPL 2.0, acesse seu Github por este link. Temos um tutorial demonstrando como instalar o navegador, você pode aprender com essa postagem.

navegador-web-browser-open-source-linux-snap-ubuntu-brave

Você pode instalar o Brave via Snap, no link anterior existem outras maneiras.

sudo snap install brave

Falkon


Incubado pelo Projeto KDE, o Falkon é um navegador desenvolvido em Qt. No passado alguns poderiam conhecer o projeto por outro nome, QupZilla, após apoio da comunidade KDE, o navegador recebeu um novo nome e redesign. Quem sabe num futuro ele se torne o navegador padrão do Plasma, isso só o tempo dirá (😁😁😁). Temos uma postagem falando sobre o Falkon, caso esteja interessado, acesse e saiba mais sobre o navegador. O Falkon é distribuído sob a licença GPL 3.0, caso queira, este é o link para seu Github.

navegador-web-browser-open-source-linux-snap-ubuntu-kde-falkon

O Falkon está na maioria das distribuições, basta pesquisar em sua loja ou instalar via terminal, no Ubuntu basta utilizar esse comando:

sudo apt install falkon

Sua versão em Snap pode ser utilizada em sua distro, e sempre está nas últimas versões.

sudo snap install falkon

Recomendo fortemente o teste das aplicações aqui sugeridas, e caso conheça outras soluções de código aberto que sejam interessantes, não deixe de compartilhar.

Participe de nosso fórum Diolinux Plus, e crie uma postagem com o navegador open source que você conhece. Até o próximo post, SISTEMATICAMENTE! 😎
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Top 3 melhores apps de captura de tela no Linux

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sábado, 6 de julho de 2019

Há quem prefere simplesmente fazer uma captura de tela, entretanto, outros usuários querem mais. Tem horas que uma mera ilustração não resolve, e você terá que “desenhar” para que o outro não fique com dúvidas. Quase soa como aquele ditado “você quer que eu desenhe?”. Nesses momentos, uma ferramenta com mais recursos é uma boa solução.

captura-tela-linux-mac-windows-ksnip-flameshot-deepin-screenshot-foto-monitor-printscreen-captura-janela-appimage-deb-rpm-fedora-ubuntu-mint-arch-manjaro

Antes de apresentar meu top 3, quero deixar claro que não estou colocando em ordem de “o melhor para o pior”. Na realidade as 3 opções se parecem bastante, mesmo mudando sua forma de trabalho, o resultado será praticamente o mesmo.

Flameshot


O Flameshopt esbanja praticidade e facilidade em seu uso, inclusive temos um post dedicado a ele. Você poderá adicionar setas, formas geométricas, texto, ocultar informação, selecionar apenas o desejado, mudar as cores dos objetos inseridos e muito mais. Para instalar o Flameshot em sua distribuição, acesse o post que citei anteriormente. O Flameshot também está na maioria dos repositórios.

captura-tela-linux-mac-windows-ksnip-flameshot-deepin-screenshot-foto-monitor-printscreen-captura-janela-appimage-deb-rpm-fedora-ubuntu-mint-arch-manjaro

Caso esteja no Ubuntu, Mint ou derivado, utilize o comando para instalar:

sudo apt install flameshot

Instalação no Fedora:

sudo dnf install flameshot

Instalação no Manjaro, Arch:

sudo pacman -S flameshot

Ksnip


A vantagem do Ksnip sobre os outros desta lista é ser multiplataforma, assim, não importa se você está usando Linux, Windows ou macOS. Sua lógica de funcionamento é a mais peculiar. Ao invés de aplicar as alterações “em tempo real” durante a captura de tela, o programa primeiro faz a screenshot para depois dar a possibilidade de adições de elementos. Você pode baixar o Ksnip diretamente de seu Github. Para Linux existem 3 opções: DEB (Debian, Ubuntu e derivados), RPM (Fedora, openSUSE, etc) e o pacote em AppImage. Este último com a vantagem da portabilidade, sem a necessidade de instalação, além, de rodar em diversas distribuições. Caso não saiba como executar esse tipo de formato, acesse essa postagem.

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Deepin Screenshot


A próxima aplicação da lista, confesso que depois que passei a usar não consegui ficar sem, é o Deepin Screenshot. Uma ferramenta simples, mas bem completa. Também possui funcionalidades de: adição de formas geométricas, setas, blur, texto, seleção de área específica, etc. O Deepin Screenshot vem nativamente em sua distribuição de origem, como esperado, mas a aplicação encontra-se na maior parte das distribuições Linux. No caso do Ubuntu 18.04 e superior, Linux Mint 19 e superior, Fedora 30 e superior, por exemplo. Pesquise por “Deepin” na loja de seu sistema e verá o programa. 

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Caso esteja no Ubuntu, Mint ou derivado, utilize o comando para instalar:

sudo apt install deepin-screenshot

Instalação no Fedora:

sudo dnf install deepin-screenshot

Instalação no Manjaro, Arch:

sudo pacman -S deepin-screenshot

Curiosamente as 3 aplicações são desenvolvidas em Qt, e fica ao seu critério qual utilizar. O Flameshot destaca-se na quantidade de opções e por adicionar um ícone na bandeja de seu sistema. Já o Ksnip é uma escolha perfeita para quem utiliza mais de um sistema e gostaria da mesma aplicação em ambos. Outro ponto, é sua forma peculiar de funcionamento. Podendo agradar a uns e outros não. Por fim, o Deepin Screenshot preza por simplicidade e tem a comodidade de estar na maioria dos repositórios oficiais. Claro, que com ambas as ferramentas você poderá criar capturas de telas mais elaboradas de forma prática. Os tutoriais que escrevo para o blog Diolinux são com o auxílio do Deepin Screenshot. Em eventuais manutenções ou auxílios, já cheguei utilizar a ferramenta.

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Kdenlive que se cuide? O editor de video Olive vem aí!

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terça-feira, 2 de julho de 2019

No mundo do software livre é pouquíssimo comum de algo assim acontecer, mas sempre que um projeto se destaca um pouco mais dos outros concorrentes, acaba acontecendo uma certa "estagnação", justamente porque o risco de "perder o trono" fica mais distante, talvez este seja um reflexo natural de como o ser humano por trás de cada um desses projetos funciona. Para o bem ou para mal (mas suponho que especialmente para o bem), o projeto Kdenlive tem um projeto que promete concorrência para o título de "melhor editor de vídeo open source".

Olive Editor de vídeo






Para mim o Kdenlive ainda é a melhor opção Open Source para fazer edições e o DaVinci Resolve é a melhor opção grátis, disparado, mas como concorrência é sempre bem-vinda, hoje você conhecerá o Olive!

O projeto é recente, começou a ser desenvolvido e divulgado em Novembro de 2018 e tem grandes ambições, segundo os desenvolvedores:

"Olive é um projeto para entregar edição de vídeo e composição de alta qualidade para todos, de forma gratuita e Open Source. O projeto almeja ser um opção completa para o Adobe Premiere Pro, Apple Final Cut Pro e o Vegas PRO sem comprometimentos. Uma solução poderosa, e ainda assim amigável para novatos, mas especialmente eficiente para as pessoas criativas em todo o mundo."

O projeto começou enquanto o desenvolvedor se dizia "um criador de conteúdo frustrado com o landscaping da cena de softwares de edição, confuso com esquemas de pagamento, falta de aplicativos que fossem multiplataforma, e softwares de baixa qualidade", isso o levou a um antigo interesse de desenvolver um editor de vídeo que combinasse os recursos favoritos dele e excluísse toda a burocracia e com sorte, todos os bugs que ele tinha com os demais editores.

Essa é basicamente a descrição contida no projeto do Patreon do editor e você também pode conferir o código fonte da aplicação no GitHub, onde é possível encontrar versões do software para Windows e macOS, além de Linux.

Quais funcionalidades ele tem?


Olive Editor

Ainda em estágio Alpha de desenvolvimento, o software tem muito a evoluir, o que torna muito interessante o seu feedback. Atualmente ele é simples em recursos, mas já pode servir para alguns trabalhos igualmente simples ou amadores.

O Olive tem suporte para uma ampla gama de codecs e formatos, assim como o Kdenlive, suporte para multitrack com separação automática de áudio dos vídeos e ferramentas de manipulação espacial e movimentação em plano cartesiano. 

Acompanham o editor um gama pequena, porém, útil, de ferramentas para manipulação dos arquivos na timeline. Se você pretende colocar textos e títulos simples no seu vídeo, isso já é possível também, e de uma forma simples e confortável.

O que ele NÃO pode fazer?


Possibilidades do Olive

A lista do que o Olive não consegue fazer é, na verdade, muito grande, mas novamente, trata-se de um software em estágio Alpha, que até pode, mas não deveria ser usado em produção.

Não existe possibilidade de trabalhar com correção de cores, efeitos de áudio são pouquíssimos, trabalhar com multi-câmera também é complicado e as transições são simples. Ainda é um pouco complicado manipular os arquivos na Timeline, no momento em que testei, nem mesmo o conjunto de atalho "CTRL+Z" para desfazer as suas ações estava funcionando, sendo necessário usar um botão na interface. Inclusive, a questão de atalhos de teclado é bem precária no momento também.

A renderização do software me parece "OK", mas nada surpreendente.

O Kdenlive é, sem dúvida, muito superior ainda, então se você busca um software que seja Open Source, ele ainda é a  melhor opção. 

Confira a review completa do editor!



Como baixar o Olive no Linux e testar?


Você pode baixar o Olive diretamente do site oficial, lá você encontra opções para Windows e macOS também.

download editor olive para linux

Talvez a forma mais prática de simplesmente testar a aplicação seja usar os arquivos AppImage que o projeto disponibiliza, no entanto, existem também versões em Flatpak e Snap, além de um PPA e muito mais.

Nos meus testes a versão em Flatpak, do Flathub, foi a escolhida.

No fim das contas, na minha opinião, o Olive está pronto somente para quem quer fazer edições simples, com cortes e junções, talvez um texto, algumas imagens sobrepostas e talvez uma música de fundo e efeitos sonoros, qualquer coisa além disso seria "pedir demais" no momento.

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Depois de testar nos conte o que você achou!

Até a próxima!
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GNOME arrecada mais de 1 milhão de dólares em 2018

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sexta-feira, 28 de junho de 2019

O projeto GNOME é um dos maiores no mundo Linux, engana-se quem pensa que apenas o Gnome-Shell (interface gráfica) é sua única atuação. São diversos projetos que englobam em um vasto e rico ecossistema. Não obstante, empresas e colaboradores investem na Fundação GNOME. Mesmo sendo uma organização sem fins lucrativos, dinheiro “ainda é o que move o mundo” e iniciativas open source, além da contribuição com código, necessita de recursos financeiros.

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O ano fiscal de 2018 da Fundação GNOME viu um aumento substancial em sua renda. Claro, que parte do mérito foi graças a doação de US$ 400.000 da Handshake.org, uma autoridade de certificação descentralizada e serviço DNS “peer-to-peer”. Através de pequenas doações de empresas e usuários, a arrecadação de 2018 teve um crescimento comparado ao ano fiscal anterior. No total foram mais de US$1 milhão, US$ 270 mil a mais que 2017. Os gastos tiveram um tímido acréscimo, registrando pouco mais de US$365.000 (só porque você recebe o software gratuitamente, não significa que ele foi de graça).

Com resultados fiscais positivos o GNOME demonstra que empresas, organizações e indivíduos estão interessados em seu ecossistema. Que mais contribuições possam ser realizadas para seu crescimento, sejam elas doações em dinheiro, tempo, marketing ou desenvolvimento.

Para obter mais detalhes, acesse este link com o relatório completo em PDF. 

Quais projetos você gostaria de ver recebendo mais apoio? Considere auxiliar algum, o pouco que você doa pode se tornar em muito. Fique por dentro das novidades em nosso fórum Diolinux Plus, acesse e não perca mais nada.

Até o próximo post, SISTEMATICAMENTE! 😎

Fonte OMG Ubuntu, GNOME.
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Em dúvida ao escolher um nome para seu app, marca ou projeto?

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quinta-feira, 27 de junho de 2019

A criação de um bom nome e logo/ícone/mascote é um dos passos mais importantes durante o desenvolvimento de um projeto. Tudo isso não é apenas uma forma de “identificação”, mas um passo que transmita uma mensagem, que “fale mais alto” e quando as pessoas se depararem com ele, criem uma “conexão”. 

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Durante o desenvolvimento de meu canal, demorei algumas semanas (senão meses), em busca de algo que refletisse a intenção de meu projeto. Logo após pensar em “candidatos”, outros passos entraram em vigor como, pesquisar se já existia algo semelhante, alguma marca registrada ou empresa, se existia um domínio disponível para o site, testes com pessoas questionando o que elas entendiam e o que achavam ser o projeto, etc. No fim cheguei a um resultado: OSistemático. Depois um mascote que representasse o conceito e logo depois, por necessidade, uma renovação no mesmo (entretanto, mantendo as características e propostas originais).

“Dei muito soco em ponta de faca”. Mesmo não sendo um app, os procedimentos são bem parecidos. Porém, essa experiência não limitou-se apenas na criação do canal. Durante meu curso técnico em informática, meu parceiro (e amigo) Patrick Braz e eu, desenvolvemos um sistema para uma pequena empresa. Houve todo um processo, para chegarmos a uma identidade visual e nome. Confesso que um post, como esse teria nos ajudado bastante. O nome de nosso software acabou sendo: OneBoxx. Um ERP que gerenciava as vendas, usuários, clientes, notas, etc (graças a essa experiência, e um joguinho que desenvolvi para uma matéria da faculdade de minha esposa, criar o nome “OSistemático” foi mais “fácil”). 

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Dicas de ouro para a criação de um nome conciso para seu app


As dicas a seguir, estão contidas em uma postagem no blog oficial do Gnome. Escrito por um dos desenvolvedores do projeto, o Tobias Bernard, as informações são bem interessantes e creio que possa auxiliar muitos desenvolvedores (e outras pessoas, também). 

Orientação Geral


“O nome de um aplicativo é vital. É a primeira vez que os usuários serão expostos e os ajudará a decidir se desejam usar o aplicativo ou não. É uma parte importante da face pública do seu aplicativo.”

Encontrar um bom nome não é fácil, demanda esforço, mas vale a pena. Renomear um aplicativo ou projeto depois de estabelecido é complicado e pode gerar muitos transtornos. E quais características devem conter um bom nome?

  • Deve consistir em 1 ou 2 substantivos simples;
  • Estar relacionado ao domínio do aplicativo (por exemplo, Celluloid para um aplicativo de vídeo);
  • Seja breve (menos de 15 caracteres);
  • Possua fácil pronúncia;
  • Facilite a criação de um bom ícone (por exemplo, referenciando um objeto físico que possa ser usado como ícone);
  • Use um “título” conforme seu conceito (por exemplo, “visualização de ícone” em vez de iconPreview).

Existem elementos que um bom nome deve evitar, que são:

  • Usar marcas registradas ou nomes de outros projetos (por exemplo, GNOME MPV);
  • Ter um prefixo “G” ou “K” (por exemplo, GParted);
  • Nomes e siglas excessivamente complicados (por exemplo, GIMP);
  • Trocadilhos e piadas internas (por exemplo, D-Feet);
  • Pontuação não padrão ou espaço em branco (por exemplo, UberWriter);
  • Palavras inventadas ou combinações de palavras (por exemplo, Inkscape).

Como obter bons candidatos a nomes?


Percebi que alguns dos procedimentos indicados por Tobias Bernard, em seus anos de experiências, foram alguns passos que aprendi durante os pequenos projetos que desenvolvi. Para chegar em candidatos de nomes interessantes, tais passos são indispensáveis.

  • Anote todas as palavras relacionadas ao conceito do aplicativo, na qual você possa pensar;
  • Crie um dicionário de sinônimos e pesquise algumas dessas palavras para encontrar outras relacionadas;
  • Atente-se a pronúncia dos nomes, observe se ela é fácil, se possui alguma conotação negativa ou não intencional;
  • Selecione os melhores, e depois deixe apenas os favoritos;
  • Entre os que foram descartados, escolha o seu favorito (digamos que uma “repescagem”. O nome “OSistemático” e “Oneboxx” vieram de algo assim 😁😁😁).

Obviamente que em projetos como o Gnome e KDE, os programas recebem nomes mais “genéricos” que representam e descrevem a sua função (por exemplo, visualizador de fontes, música, etc). O intuito deste tutorial é abordar aplicativos de terceiros, com nomes próprios e que remetem aos apps em questão (lembrando que isso serve marcas, projetos, canais no Youtube, etc).

Exemplo prático, o famoso “Brainstorming” 


Nada melhor que um exemplo prático. Feito por um profissional? Melhor ainda. Há alguns meses Tobias esteve envolvido em renomear um aplicativo de rádio para internet. Na época, chamava-se “Gradio”, que segundo Tobias, era um nome ruim por muitas razões mencionadas acima. Quando reescreveram o app, surgiu uma nova oportunidade para mudar tal nome. Afinal o Gradio estava sendo “descontinuado” e dando lugar a uma nova versão.

Qual nome vem imediatamente à mente, quando se pensa em rádio na internet? (Não esqueça o contexto da língua do desenvolvedor. Talvez uma dica bônus seja aliar algo que soe bem tanto para nós brasileiros, como o restante do mundo).

  • Radio (Rádio);
  • Transmission (Transmissão);
  • Stations (Estações).

Os 3 nomes eram bem genéricos, entretanto, como na maioria das tecnologias digitais, é difícil encontrar boas metáforas. Algo interessante é “sair da caixa” e expandir as ideias. Nesse ponto, Tobias foi além e pensou na tecnologia antecessora. O rádio analógio. E quais objetos físicos estariam relacionados a ele?

  • Receiver (Receptor);
  • Headphones (Fones de ouvido);
  • Antenna (Antena).

Quem sabe algo relacionado à tecnologia de rádio analógico?

  • Transistor (Transistor);
  • Frequencies (Frequências).

E os nomes de pessoas que trabalharam na tecnologia?

  • Marconi (Guglielmo Marconi, físico e inventor italiano);
  • Hertz (Heinrich Hertz, físico e inventor alemão).

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Criando um dicionário de sinônimos


Agora que temos algumas palavras para começar, podemos conectá-las a um dicionário de sinônimos e ver possíveis palavras relacionadas. Essa etapa pode ser um tremendo sucesso ou fracasso, pois, algumas palavras não terão sentido algum e nem irão se encaixar com um possível domínio para seu programa (se está pensando em criar uma página no Gitlab ou Github) ou sua proposta. No entanto, depois de algumas buscas, nomes que sequer vieram a mente começarão a aparecer. Você pode fazer uso de algum dicionário ou site, para descobrir esses sinônimos. Eis algumas palavras obtidas através do método:

  • Transmission (Transmissão);
  • Shortwave (“Onda Curta”);
  • Wireless (“Sem Fio”);
  • Decibel.

Neste caso em particular, também houve participação de outras pessoas da comunidade, que sugeriram alguns nomes:

  • Longwave (“Onda Longa”);
  • Shortrange (“Curto Alcance”);
  • Hzzzzz;
  • Spectrum (Espectro);
  • Waves (Ondas).

Escolha as melhores palavras


A quantidade de palavras obtidas e variadas, garantem um início para a busca do nome. “Não muito científico”, este passo exige um pouco de noção e intuição. Além de muita imaginação. Afinal, a sua missão é idealizar essas palavras como sendo o nome do seu programa/projeto. Atente-se ao tamanho, fonema (se é de simples pronúncia e se soa legal). Os favoritos pelo Tobias foram:

  • Transistor (Transistor);
  • Hertz
  • Spectrum (Espectro);
  • Shortwave (“Onda Curta”).

Tente não estender muito a lista, se possível mantenha o mínimo possível de alternativas, isso facilitará o processo.

No contexto e no idioma do Tobias, todas essas palavras são relativamente curtas, de fácil pronúncia e soam como nome de aplicativos. Finalmente acabou? Ainda não!

Verifique se os nomes estão disponíveis 


Pesquise no Github, Gitlab, em outros projetos FOSS. Caso não encontre nada procure em outros lugares como, Google, Duckduckgo (ou seu buscador favorito). Para facilitar a busca termos como, “app” ou “open source”, podem ser aplicados. Falando especificamente sobre outros tipos de projetos, você pode pesquisar conforme o caso e avaliar (por exemplo, se for um canal do Youtube, procure na plataforma). Outra dica é pesquisar se domínios de sites estão em uso, com essa palavra.

Em muitos casos você encontrará algum lugar utilizando esse nome. Isso não é necessariamente um problema se esse aplicativo/projeto possuir um domínio e proposta diferente, mas é bom evitar grandes projetos e empresas. Pois, conflitos podem aparecer no futuro. Por exemplo, o meu canal “OSistemático” tem um nome muito parecido com outro no Youtube. Entretanto, ele não era um grande canal e seu tema e propósito eram totalmente distintos. Não ocasionando problemas vindouros.

Tobias também teve alguns contratempos com projetos que já utilizavam os nomes cotados como favoritos. “Transistor” já era um aplicativo de rádio para Android, e por ser algo muito semelhante ele foi descartado.

nome-projeto-app-aplicativo-nomear-marca-criar-identidade-diferencial-guia-pesquisa-web-github-gitlab-sites-youtube

Hertz” é o nome de de um serviço de aluguel de carros. Por ser uma empresa grande, a melhor decisão era descartá-lo também.

Spectrum” já é nome de um programa de fórum, mesmo com propósitos distintos (entre esse programa e o de rádio), o projeto é relativamente grande. Possuindo mais de 6000 “estrelas” no Github, então, mais uma opção descartada.

Shortwave” é usado por um aplicativo de bookmarkting, e existem resultados em buscadores com um software de rádio analógico real, mas nada que pareça grande ou problemático. Parece que “achamos o eleito”. 

Escolha um vencedor ou volte a “prancheta de testes”


“Nesta altura do campeonato”, você provavelmente encontrou a melhor opção. “Faça acontecer”, torne oficial. Em nosso exemplo, “Shortwave” venceu porque era curto, com som distinto, relacionado a proposta/conceito/função do programa. Uma palavra inglesa de fácil pronúncia (mais uma vez, no contexto do Tobias), e não adotada por grandes projetos ou empresas. Gosta de rádio web? Acesse a postagem sobre o ShortWave.

nome-projeto-app-aplicativo-nomear-marca-criar-identidade-diferencial-guia-app-shortware

Não desanime caso não encontre o nome no primeiro momento. Volte aos passos iniciais e faça mais um brainstorming. Se preciso for resgate palavras que foram descartadas. O nome perfeito para o seu projeto ou aplicativo está disponível e você encontrará! OSistemático não foi minha primeira opção. A palavra que mais gostei estava sendo usada por uma grande empresa, e em primeiro momento, fiquei bem frustrado. Hoje percebi que não poderia encontrar melhor nome para o meu projeto, e não imagino algo que não seja OSistemático (Uma curiosidade! OSistemático tem as duas letras iniciais maiúsculas e unidas propositalmente. É um trocadilho com OS, “Operating System”, no bom e velho português sistema operacional. Então, nada de escrever separado, é tudo junto mesmo. Fico “puto”, quando escrevem diferente 😁😁😁 e ainda existem outros easter eggs no nome). 

nome-projeto-app-aplicativo-nomear-marca-criar-identidade-diferencial-guia-osistematico

Bônus: bons exemplos de nomes para apps 


Existem programas de terceiros bem conhecidos no ecossistema do Gnome, com nomes excelentes, talvez possam servir como inspiração.

Fragments


Um aplicativo torrent que remete a uma das características fundamentais da tecnologia BitTorrent. A fragmentação de um arquivo em diversas partes, que são enviadas em ordem aleatória (post sobre o Fragments).

Peek


Famoso gravador de tela, que gera um GIF. O nome se encaixa perfeitamente na proposta do app, que faz curtas gravações transformando-as em GIFs. Temos uma postagem sobre o Peek, caso esteja interessado, acesse este link.

Teleport


Envia arquivos pela rede local. A ideia do programa é enviar arquivos por rede local de maneira simples e descomplicada. Comparado a outros métodos, o programa “parece teleportar” os arquivos de uma máquina à outra. Teleport é uma metáfora sci-fi muito inteligente e que faz muito sentido.

Escolher um bom nome não é uma tarefa tão simples, entretanto, com esforço e dedicação os resultados podem ser surpreendentes. Com essas dicas as probabilidades de se encontrar um ótimo nome, são enormes. Um bom conceito, design e nome, podem levar uma marca/projeto/programa longe. Ficou interessado pelo programa? Acesse a postagem dedicada a ele.

Participe de nosso fórum Diolinux Plus, e fique por dentro das novidades. Faça bom proveito dessas dicas e “escolha o nome perfeito”.

Até o próximo post, como sempre, SISTEMATICAMENTE! 😎

Fonte: Gnome.
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Minuet, uma ferramenta incrível para educação musical

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terça-feira, 25 de junho de 2019

Música é uma das maravilhas da existência, e se tem algo que concordo com Nietzsche, é que sem ela a vida seria um erro. No início do ano escrevi uma postagem falando de uma ferramenta muito interessante, para apaixonados por astronomia, o Kstars. Hoje apresento mais um programa com foco educacional oferecido pela Comunidade KDE.

educação-musical-minuet-kde-linux-musica-software-educacional

Com o Minuet o aluno poderá executar diversos exercícios musicais que afloram seu domínio musical. São diversos exercícios para treinar seu ouvido em relação a intervalos, acordes, escalas e muito mais. Veja um breve vídeo demonstrativo:


Minuet visa apoiar estudantes e professores em variados aspectos como, treinamento auditivo, leitura de primeira vista, solfa, escalas, ritmo, harmonia e improvisação.

Como instalar o Minuet em sua distribuição Linux


Disponível na maior parte das distros Linux, o Minuet pode ser facilmente baixado de qualquer central de software. Claro, que em algumas ocasiões sua versão não será a última oferecida pelo projeto. Você pode simplesmente pesquisar na loja de sua distribuição por “Minuet” e instalar o programa.

educação-musical-minuet-kde-linux-musica-software-educacional-loja-ubuntu

Outra opção é instalar via terminal, no caso do Ubuntu e derivados:

sudo apt install minuet

Para remover o Minuet, instalado via terminal:

sudo apt remove minuet

educação-musical-minuet-kde-linux-musica-software-educacional-exercício

Para quem utiliza Ubuntu, ou tem o Snap configurado, esse novo formato é uma alternativa. Caso ainda não possua o Snap configurado em seu sistema, essa postagem demonstra como é simples esse passo. Se a loja da sua distribuição possuir integração com o Snap, como é o caso do Ubuntu, basta pesquisar por ela e efetuar a instalação do Snap do Minuet.

Se preferir, utilize o comando e instale o Snap via terminal:

sudo snap install minuet

Para remover o Minuet via Snap:

sudo snap remove minuet

A versão em Snap possui o “selinho de oficial” concedido pelo projeto KDE, se julga tal com importante eis a informação. No Ubuntu 18.04, onde efetuei os testes, a versão contida no repositório era a 17.12.3. Já a do repositório Snap, estava na versão 19.04.0.

educação-musical-minuet-kde-linux-musica-software-educacional-snap-snapcraft-ubuntu

No passado existia um app distribuído direto na Google Play, e no site da aplicação existe a opção. Porém, a mesma não se encontra mais na loja do Android e ao clicar no link do Minuet a página do app não existe. Pesquisei no F-Droid atrás do app e também não encontrei. Se pesquisar na internet você até encontra o APK, não indiquei por desconhecer a procedência deste site (melhor não arriscar 😁😁😁).

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Até o próximo post, SISTEMATICAMENTE! 😎
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Libra, criptomoeda do Facebook, promete revolucionar a forma com que você paga suas contas

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sexta-feira, 21 de junho de 2019

O Facebook anunciou nesta Terça-feira (18) detalhes de como irá funcionar a sua criptomoeda, chamada de Libra, que poderá ser usada dentro dos serviços oferecidos pela Rede Social (como WhatsApp e Messenger), além dos serviços e varejistas que serão certificados para usá-la.

Libra, criptomoeda do Facebook, promete revolucionar a forma com que você paga suas contas






Em sua apresentação, a empresa descreve o Libra como “uma moeda global simples e uma infraestrutura financeira que dá poder a bilhões de pessoas.”. Complementando com:

“O advento da internet e da banda larga móvel permitiu que bilhões de pessoas, globalmente, tivessem acesso a conhecimento e informações do mundo, comunicações com alta fidelidade e uma ampla variedade de serviços mais convenientes e de menor custo. Esses serviços agora podem ser acessados usando um smartphone de 40 dólares praticamente em qualquer lugar no mundo. Essa conectividade impulsionou o fortalecimento econômico, permitindo que mais pessoas acessem o ecossistema financeiro. Trabalhando em conjunto, as empresas de tecnologia e as instituições financeiras também encontraram soluções para ajudar a aumentar o fortalecimento econômico em todo o mundo. Apesar deste progresso, grandes faixas da população mundial ainda são deixadas para trás — 1,7 bilhão de adultos em todo o mundo permanecem fora do sistema financeiro, sem acesso a um banco tradicional, apesar de um bilhão deles ter um celular e cerca de meio bilhão ter acesso à internet.”

             

Considerando aspectos técnicos, o Libra contará com uma blockchain, chamada de “Blockchain Libra”, que será construída em código aberto, assim facilitando a implementação junto com os serviços financeiros. Para fazer a governança do projeto, foi criada a Associação Libra, que ficará sediada em Genebra - Suíça.



Essa associação não vai estar 100% controlada pelo Facebook, e sim dividindo o controle com mais os 100 “Membros Fundadores”, conforme afirmam no site:

“Assim que a rede Libra for lançada, o Facebook e suas afiliadas terão os mesmos compromissos, privilégios e obrigações financeiras que os outros Membros Fundadores. Como um membro entre muitos, o papel do Facebook na governança da associação será igual ao de seus pares.” 

Com um complemento sobre a importância  de como a associação irá funcionar:

“A Associação Libra é uma organização de membros independente e sem fins lucrativos com sede em Genebra, na Suíça. O objetivo da associação é coordenar e fornecer uma estrutura de governança para a rede e a reserva, e liderar a concessão de subsídios de impacto social em apoio à inclusão financeira. Este informe técnico é uma reflexão de sua missão, visão e alcance. Os membros da associação são formados por uma rede de nós validadores que operam o Blockchain Libra.

Os Membros da Associação Libra consistirão de instituições acadêmicas, organizações internacionais e sem fins lucrativos, e empresas de diversos setores, distribuídas geograficamente. O grupo inicial de organizações que trabalharão juntas para completar o quadro da associação, tornando-se "Membros Fundadores."


Até o momento, essas foram as empresas que se juntaram ao projeto Libra:

Pagamentos: Mastercard, PayPal, PayU (Naspers’ fintech arm), Stripe, Visa

Tecnologia e mercados: Booking Holdings, eBay, Facebook/Calibra, Farfetch, Lyft, Mercado Pago, Spotify AB, Uber Technologies, Inc.

Telecomunicações: Iliad, Vodafone Group

Blockchain: Anchorage, Bison Trails, Coinbase, Inc., Xapo Holdings Limited

Capital de risco: Andreessen Horowitz, Breakthrough Initiatives, Ribbit Capital, Thrive Capital, Union Square Ventures

Organizações internacionais e sem fins lucrativos, e instituições acadêmicas: Creative Destruction Lab, Kiva, Mercy Corps, Women’s World Banking

Eles ainda esperam que completem os 100 membros da associação até o lançamento da criptomoeda, que está prevista para o primeiro semestre de 2020.

A Calibra será a carteira para gerenciar as transações feitas com o Libra, e para garantir que o seu dinheiro e informações estejam seguros, serão usados os mesmos processos de verificação e antifraudes que bancos e cartões de crédito utilizam, tendo ainda um sistema automatizado que irá detectar e prevenir comportamentos fraudulentos.

Sobre a privacidade, a Calibra não dividirá informações de conta e/ou dados financeiros com o Facebook Inc ou qualquer outro terceiro, a menos que tenha consentimento do cliente. No comunicado eles mencionam as hipóteses onde isso pode acontecer, como Prevenção a fraudes e atividades criminosas; Conformidade com a lei e Processamento de pagamento e prestadores de serviços, são só alguns dos exemplos citados. Para conferir na íntegra, basta acessar este link.

Para conferir todas as novidades referentes, recomendo acessar os links do Libra, aqui, aqui e aqui. A carteira Calibra tem previsão de chegar para as plataformas do Facebook (WhatsApp e Messenger), além de um app independente para  iOS e Android

Este artigo não acaba aqui, continue trocando uma ideia lá no nosso fórum.

Espero você até a próxima, um forte abraço.

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Jogue títulos do Playstation 3 no Linux com o RPCS3

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terça-feira, 18 de junho de 2019

O Playstation 3 é um dos consoles mais aclamados da Sony, claro que o Playstation 2 está em posições mais altas na lista dos “sonystas” (que lista é essa? 😁😁😁). Lançado em 11 de Novembro de 2006, no Japão, o “Play 3” (para os mais íntimos), só chegou em terras tupiniquins em 2007. Com continuações de títulos aclamados como, God of War e novos jogos sensacionais (The Last of Us é um deles), o Playstation 3 conquistou uma legião de gamers.

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Particularmente sempre fui mais do lado dos “consoles de mesa e portáteis”, jogando esporadicamente no PC. Há alguns anos que venho me aprofundando mais por essas bandas de “games no desktop”. Para quem tem jogos favoritos no Playstation 3 e por algum motivo não tem mais acesso ao hardware da Sony. Não consigo parar de pensar em meu PSP que recentemente “morreu” (😭😭😭), jogar no computador pode ser uma alternativa. Claro, que nem todos os jogos funcionarão na solução que irei demonstrar. Porém, quem sabe não “mate a saudade”.

RPCS3 o emulador de Playstation 3 


O RPCS3 é um emulador de Playstation 3, open source, que está em constante desenvolvimento. Com uma compatibilidade de games interessante, cerca de mais de 40% dos games classificados como jogáveis, o emulador pode ser uma ótima alternativa. Com versões para Linux e Windows, existe a possibilidade de se divertir com clássicos do PS3.


Requisitos mínimos (o funcionamento pode não ser como o esperado)


  • CPU: Qualquer processador compatível com 64 bits;
  • GPU: OpenGL 4.3 ou superior;
  • RAM: Mínimo 2 GB;
  • SO: Windows 7/8/10 64 bits / Linux 64 bits / BSD 64 bits.

Requisitos recomendado (para funcionamento satisfatório dos games)


  • CPU: Intel Quad-core ou superior com TSX-NI (Haswell ou superior);
  • CPU: AMD Hexa-core ou superior (Ryzen);
  • GPU: Placa AMD ou NVIDIA compatível com Vulkan;
  • RAM: 8 GB ou mais;
  • SO: Windows 7/8/10 64 bits / Linux 64 bits / BSD 64 bits.

Para usuários do Windows, é necessário a última versão do Microsoft DirectX instalado no sistema e o Microsoft Visual C ++ 2017. Outro requisito para o funcionamento do emulador é a firmware do Playstation 3. Por razões legais o mesmo não pode acompanhar tal arquivo. Entretanto, você pode efetuar o download do arquivo de atualização de sistema do PS3 (PS3UPDATA.PUP) no site oficial da Sony por este link. Com o “PS3UPDATA.PUP” não será obrigatório o “dump” da firmware de seu console.

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A versão do RPCS3 para Linux encontra-se no formato AppImage. Acesse este link e efetue o download do emulador

Configurando o RPCS3 em sua distribuição


Após baixar o programa, em um local de sua escolha, dê as devidas permissões para a execução do AppImage (não sabe como proceder? Acesse este post e veja como é simples).

Execute o RPCS3, no menu acesse “File >> Install Firmware”. Selecione o arquivo “PS3UPDATA.PUP”, que você fez o download previamente, e clique no botão “Open”.

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Em seguida, se tudo deu certo, está mensagem aparecerá. Aperte em “ok”.

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Os módulos PPU começarão a serem compilados. Dependendo da velocidade do seu processador, este processo poderá ser mais rápido ou lento.

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Performance e ajustes no RPCS3


Algumas configurações estão disponíveis no RPCS3, com elas podemos tornar as gameplays mais fluidas. Recomendo sempre pesquisar previamente sobre o jogo específico que está tentando emular. Existem dicas muito valiosas no Youtube, demonstrando todo procedimento. Para um aspecto geral, podemos efetuar da seguinte maneira:

No menu do emulador, contido no painel superior, acesse “Configuration” ou “Config”. Iremos começar com a categoria “CPU”.

  • Na seção “PPU Decoder”, deixe marcado “LLVM Recompiler (fastest)”; 
  • Na seção “SPU Decoder”, deixe marcado “ASMJIT Recompiler (faster)”, entretanto, recomendo testar a função em desenvolvimento “LLVM Recompiler (experimental)”;
  • Em “Firmware Settings” deixe “Automatically load required libraries”. Em jogos específicos poderá ser necessário mudar para opção “Manually load selected libraries”;
  • Firmware Libraries” é quando você selecionou para marcar manualmente as bibliotecas, em alguns jogos esse processo é muito importante para seu funcionamento;
  • Additional Settings” possui configurações com foco em processadores com, Ryzen e i5, i7 e alguns i3. Caso possua um Ryzen, marque todas as opções, menos “Accurate xfloat”. No caso dos Intel, não marque nem a “Enable thread scheduler” ou “Accurate xfloat”;
  • Preferred SPU Threads”, selecione o máximo de Threads conforme seu processador (o máximo até o momento são 6 threads); 
  • SPU Block Size”, deixe como “Safe”.

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Na segunda aba, “GPU”, configurações como, resolução nos jogos, framelimit (a quantos FPS eles irão rodar), filtro anisotrópico, anti-aliasing, etc. Poderão ser configurados. Neste quesito é bem subjetivo, pois, você não poderá selecionar 60 na opção “Framelimit” em algum jogo que funcione em 30 fps. Na realidade até poderá, entretanto, seu funcionamento não será como o esperado. Sempre pesquise se o jogo em questão suporta 60 fps ou teste, e caso ocorra algum problema, mude para 30 fps novamente. Uma opção importante e que deve ser mencionada é na seção “Render”. Alguns games funcionarão melhor sobre OpenGL (utilizando apenas seu processador) e outros via Vulkan (com uso da sua GPU). Como sempre, eis a importância do teste. 

  • Em “Additional Settings” deixe marcado “Write Color Buffers”.

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Na aba “Audio” pouquíssimas configurações são necessárias. Então, configure apenas as que demonstrarei.

  • Em “Audio Out” você pode selecionar “PulseAudio”;
  • Na seção “Audio Settigns” , marque a opção “Downmix to Stereo”. Caso perceba algum problema na reprodução do áudio, volte na seção “Audio Out” e selecione “ALSA”.

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A seção “I/O” não exige configurações, na próxima, “System” você pode configurar o tamanho máximo de cache em disco, região do console, língua e homebrew.

  • Console Language” deixe em “Portuguese (BR)”;
  • Em “Enter Button Assignment”, deixe “Enter with cross”;
  • Deixe selecionado “Enable /host_root/” em “Homebrew”.

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Alguns jogos necessitam de conexão com a internet, não foi o caso dos que testei, mas como já reforcei, pesquise caso haja esse requerimento por parte do game. Para habilitar internet acesse a aba “Network” e mude o status da conexão para “Connecting”.

Outra aba que não costumo modificar nada é “Emulator”, apenas troco o tema do RPCS3 na aba “GUI”.

Assim na seção “UI Stylesheets” deixe no tema que mais lhe agrada. Como tenho preferência por uma interface mais escura, utilizo o “Kuroi (Dark by Ani)”.

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Salve todas as modificações que fizemos, clicando em “Save”.

Clicando com o botão direito do mouse sobre os jogos, já instalados, você pode configurar cada um indiferente do outro. Isso é bem útil e resolve configurações especificas de um determinado game. Além de outras informações como, compatibilidade, possibilidade de remover o jogo, ir até a localização de seus arquivos, entre outras coisas.

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Configurando seu joystick no RPCS3


A configuração de joysticks é muito simples no RPCS3. Suportando o DualShock 3 e 4, você poderá ter uma experiência confortável utilizando o controle da Sony. Também existe a possibilidade de utilizar um teclado, e joystick de Xbox 360. Infelizmente não consegui utilizar controles genéricos no emulador (se não me engano um que possuía, genérico do Xbox 360, “compatível com o console”. Não posso confirmar, pois, o mesmo deu defeito). para configurar o joystick vá em “Pads” (um símbolo bem sugestivo de joystick 😁😁😁). Após setar todos os botões, conforme seu joystick, clique em “Add Profile” se quiser criar um customizado ou salve, no botão “save”.

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Gerenciamento de usuários, sistema de arquivos, saves e dados


O RPCS3 pode ser multi-usuário, ao criar novas contas e separar os saves e progressos de cada um. Isso torna o emulador interessante para mais de um utilizador ou quem deseja criar saves distintos para cada momento. Confesso que pouco explorei essa opção e outra chamada “Thropies”. Algo “semelhante as conquistas da Steam”, na qual alguns games possuem. Para não me alongar muito, e caso tenha interesse nas opções de gerenciamento do RPCS3, acesse esta página oficial do projeto. No windows os saves dos games estão contidos em “\dev_hdd0\home\00000001\savedata\”. Já na versão Linux esse diretório com os saves encontra-se em “~/.config/rpcs3/”. Faça sempre backup desses arquivos antes de formatar seu sistema.

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Instalando games de Playstation 3 no RPCS3


A instalação dos jogos no RPCS3 é bem simples, obviamente que será necessário ter efetuado o download do game em questão, e por motivos legais não podemos distribuir jogos do Playstation 3, esse procedimento fica ao seu encargo. O arquivo de instalação dos jogos é no formato “.PKG” e alguns jogos necessitam de extensão “.RAP”.

Para instalar um jogo em “.PKG”, vá no menu, na barra superior. Depois em “File >> Install .pkg”. Certos jogos necessitam de um arquivo extra, o já comentado, “.RAP”. Se o game em questão ter esse arquivo complementar, adicione o mesmo manualmente na pasta localizada em “home/SEU-USUÁRIO/.config/rpcs3/dev_hdd0/home/00000001/exdata” (ou simplesmente você poderá arrastá-los e soltá-los na janela principal do emulador, vale o teste). 

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Os arquivos de jogos instalados via “.PKG” ficam localizados no diretório “home/SEU-USUÁRIO/.config/rpcs3/dev_hdd0/game”.

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Depois de finalizar a instalação, execute o jogo. Vários módulos PPU começarão a serem compilados, não se assuste com algumas mensagens de erro no “terminal do emulador”, isso é absolutamente normal. O tempo de espera até o início do game é variável. Seja por conta de seu hardware ou “peso do jogo”, então, “muita hora nessa calma” (acho que troquei as bolas 😁😁😁).

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Executando jogos de PS3 no formato ISO ou mídias físicas 


Outra maneira de executar os jogos do “Play 3” no RPCS3 é utilizando uma mídia física ou arquivo ISO. Como não possuo um leitor Blu-ray, e somente alguns leitores são compatíveis para execução das mídias físicas do Playstation 3 (indo no final da página contida neste link, existe uma breve lista de leitores compatíveis), um arquivo ISO pode ser uma forma de contornar essa limitação. Você pode tanto extrair os arquivos de suas próprias mídias físicas, ou baixá-los da internet. Pelo que percebi é bem comum eles virem “prontos para o uso”. Todavia, caso o jogo esteja em “.ISO”, monte em uma unidade virtual e copie os arquivos para um diretório com seus games.

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Dentro dos arquivos, existirá uma estrutura de pastas semelhante em todos os games. Por exemplo, extraí os arquivos do game “Soulcalibur IV”. O arquivo que você irá selecionar com o emulador RPCS3 é o “EBOOT.BIN”. Localizado em “NOME-DO-SEU JOGO/PS3_GAME/USRDIR/EBOOT.BIN”.

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No RPCS3 vá em “File >> Boot SELF/ELF”.

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Navegue até o arquivo “EBOOT.BIN” do seu jogo e clique em “Open”. Assim como os “.PKG”, o game aparecerá na Game List do emulador (Não apague ou mude a localização destes arquivos).

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E pronto! Execute o seu jogo… Lembre-se de sempre verificar a lista de compatibilidade dos jogos e pesquisar na internet por eventuais configurações do jogo em questão. 

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Gosto bastante de acompanhar a evolução desses emuladores, e o RPCS3 sem dúvidas é um dos que sempre estou de olho (😜😜😜). Participe de nosso fórum Diolinux Plus, se você curte um game ou tem alguma dúvida, o pessoal sempre se une para auxiliar o próximo. 

Até o próximo post, que esse deu trabalhão (😵😵😵), SISTEMATICAMENTE! 😎
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