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Aprenda os segredos de construir um negócio com software Open Source com John Mark Walker

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segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018

Se você estiver construindo um novo produto ou serviço, certamente os softwares Open Source desempenharão uma papel na sua empresa em algum momento, seja com menor ou maior envolvimento. Muitos empresários e gerentes de produto ainda lutam e debatem sobre a forma de se construir um negócio bem sucedido usando software Open Source.

Open Source Business





Segundo John Mark Walker (Open Source Ecosystems Manager on the Open Source and Standards team at Red Hat), o grande segredo de um negócio Open Source bem-sucedido é "ir muito além do código". "Para conseguir um produto certificado, previsível e gerenciável que 'apenas funciona' é preciso de muito mais esforço do que apenas escrever um bom código", comenta.

Criar um negócio Open Source exige uma sólida compreensão dos modelos de negócios de código aberto e das habilidades de gerenciamento, aliada a expertise para aproveitar o desenvolvimento dos produtos de forma aberta.

Em um e-book chamado "Building a Business on Open Souce", lançado pela Linux Foundation em associação com Walker, você poderá aprender o que é necessário para aprender a criar e gerenciar um produto ou serviço baseado em Linux ou softwares de código aberto.

O valor do modelo Open Source


À medida que o modelo Open Source se tornou mais prevalente, ele mudou a forma com que os produtos são desenvolvidos. Walker descreve os desafios únicos que existem ao desenvolver um produto assim, levantando questões importantes a serem consideradas na adoção de software Open Source, incluindo questões de sustentabilidade, responsabilidade e monetização.

Walker comenta que a Red Hat continua a ser a única empresa que tem sido bem-sucedida com um modelo comercial baseado puramente em software Open Source. Muitas empresas atualmente trabalham e perseguem um modelo similar onde o software Open Source se torna o meio comercial, mas existem outros modelos em torno "do Open Source", incluindo um modelo onde o núcleo do serviço é de código aberto, mas as ferramentas satélites não são. Esse é o chamado modelo de serviço  híbrido (e obviamente sustentável) que mistura o código fonte aberto com componentes proprietários, incluindo o suporte.

Mesmo com várias iniciativas potencialmente "dando certo", ainda pode-se discutir a diferença entre os modelos de negócios  abertos e híbridos, no entanto, segundo Walker, ambos ainda  possui um problema em comum: Muitas vezes (em ambos os casos) as empresas assumem que não há valor intrínseco na própria plataforma, quando há.

"Se você começar com a premissa de que as plataformas de código aberto têm um ótimo valor e você vende esse valor sob a forma de um produto de software certificado, isso é apenas um ponto de partida. A chave é que você está vendendo uma versão certificada de uma plataforma de código aberto e, a partir daí, depende de você como estruturar sua abordagem de produto ", comenta Walker.

O que está emergindo agora é um "novo modelo de plataforma aberta", no qual a própria plataforma de código aberto é vendida sob a forma de um produto certificado. Pode-se incluir complementos proprietários, mas deriva a maior parte do seu valor a partir da plataforma original.

É preciso pensar o processo de venda de forma diferente


Criar um negócio puramente em torno de uma plataforma Open Source requer um novo pensando e um novo processo de venda. É difícil transformar o código que está disponível para todos (geralmente gratuitamente) em um produto que funciona e pode ser usado em escala de negócio.

Sistema baseados em Linux e softwares Open Source são distribuídos gratuitamente normalmente, o que faz com as empresas melhorem seus serviços e ofereçam ecossistemas mais completos e complexos para conseguir clientes, melhorando os produtos por consequência. "Pelo mesmo preço da maçã, você pode ganhar uma maçã e uma faca para descascar a maçã".



Pode parecer fácil pegar algum código fonte gratuito, empacotá-lo e criar um produto à partir dele. Mas, na realidade, é um trabalho muito desafiador, no entanto, se você fizer isso direito, uma abordagem de código aberto oferece imensos benefícios incomparáveis.

Recomendo baixar o e-book da Linux Foundation e do Walker. as metodologias e processos detalhados ajudarão empresas, gerentes de negócio e desenvolvedores a adotar melhores práticas para criar valiosos produtos de código aberto.

Até a próxima!

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Computação Gráfica 3D com Software Livre Aplicada às Ciências da Saúde

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quarta-feira, 24 de janeiro de 2018

Hoje eu vou compartilhar com vocês um conteúdo extremamente rico produzido pelo meu grande amigo Cícero Moraes, um dos maiores referências mundiais em reconstrução facial utilizando softwares 3D de código aberto, como o Blender. Confira agora a história que o Cícero tem pra te contar:

OrtogOnBlender






Sempre gostei de aprender coisas novas e também de compartilhar os conhecimentos adquiridos. Desde 1996 quando fiz meu primeiro curso envolvendo informática (operador de microcomputador) eu sabia que a computação gráfica iria revolucionar com as suas inúmeras possibilidades.


No final dos anos da década de 1990 não haviam muitas possibilidades didáticas. A internet não era tão ampla como agora, ainda mais na cidade em que eu vivo, então sites como o Youtube e outros que ajudam na compreensão de qualquer tema estavam fora de cogitação. Era necessário aprender pelos manuais, estes escritos em inglês, um idioma que eu não compreendia e claro, a outra opção era por tentativa e erro.

Neste cenário, os programas que se destacavam eram os mais acessíveis e fáceis. Me lembro que conheci um tal de Floorplan Plus 3D, que cabia em um disquete e permitia que modelássemos uma casa em 2D e ao mesmo tempo ela era convertida em uma cena tridimensional. Era fantástico, mas as pessoas queriam mais, não bastava um 3D com aspecto de desenho, a clientela desejava sombras, brilhos e reflexões.

Diante disso estendi os estudos e cheguei até o Corel Dream 3D. Com ele eu pude criar cenas com sombra e textura, o que causou grande espanto na época e me proporcionou os primeiros ganhos com computação gráfica 3D.

Depois disto estudei o 3D Studio Max e outras ferramentas, mas conforme o tempo ia passando, mais claro ficava o fato de que eu não poderia participar de tudo aquilo, ao menos da forma que eu desejava.

No início dos anos 2000 tomei conhecimento do Linux e fiquei maravilhado. A minha primeira experiência não foi das melhores, posto que mal consegui mexer no sistema, mas não desisti e em 2005 passei a usar apenas ele nos meus computadores.

Sou muito grato a área de arquitetura, afinal foi o meu ganha pão durante muitos anos. No entanto eu queria mais desafios, passei para a área de publicidade e finalmente em 2011, depois de um episódio traumático onde reagi a um assalto e tomei um tiro de raspão na cabeça, decidi me dedicar ao campo de reconstrução facial forense, este me abriu muitas portas em projetos ligados a arqueologia e pavimentou a estrada rumo às ciências da saúde.

Em 2014 conheci o Dr. Everton da Rosa, um cirurgião bucomaxilo que me procurou para aprender a trabalhar com o Blender e utilizá-lo no planejamento de cirurgias ortognáticas, procedimentos que corrigem deformações faciais em adultos.

Essa parceria foi evoluindo e conforme postavamos os nossos progressos, muitos colegas do Dr. Everton começaram a pedir por cursos. Assim o fizemos e criamos o primeiro Curso Prático de Computação Gráfica Aplicada às Ciências da Saúde.

Os problemas


Tudo correu muito bem com o curso, mas percebemos que o pessoal da área da saúde sofria um pouco para absorver o conteúdo. Não que lhes faltasse capacidade, pelo contrário, o problema estava muito mais atrelado a falta de tempo. Todo mundo que já estudou computação gráfica, sabe que dedicação e convivência com os programas são necessários para o seu domínio.

O que vemos, ao menos no Brasil, é um quadro onde os especialistas da área da saúde precisam trabalhar em vários empregos e também cuidar dos seus consultórios. Sobra pouco tempo para se dedicarem a uma ferramenta nova e diga-se de passagem, o mercado de tecnologia muda muito rapidamente e é impossível acompanhar todas as possibilidades que ele apresenta.

Para resolver essa questão comecei a criar uma série de arquivos pré configurados para o curso. Isso eu fazia desde 2001, quando comecei a ministrar cursos de informática. Mas apenas fornecer esses arquivos não resolvia o problema da absorção de conhecimento.

Vou explanar melhor. Imagine que um especialista pretenda fazer um planejamento de cirurgia facial. Ele vai precisar primeiramente, converter uma tomografia computadorizada em uma superfície 3D correspondente a anatomia desejada, por exemplo, pele e ossos.

A maioria das tomografias digitais são arquivos DICOM, uma sequência de imagens em escala de cinza que contém fatias de áreas determinadas do corpo. Neste caso, o especialista recebe a tomo (tomografia) da cabeça do seu paciente. Essa tomo nada mais é do que uma matriz tridimensional composta por uma série de imagens “empilhadas” conhecida como voxel data. Grosso modo, as partes mais duras como os ossos são claras, as partes mais vazias ou menos duras tendem a ser mais escuras. Então, escolhendo uma área de interesse, levando em conta essa intensidade, é possível filtrar uma parte específica da anatomia.

A primeira coisa que o especialista precisará fazer é abrir essa tomo em um software de visualização e reconstrução 3D. Em seguida ele seleciona a área de interesse, segmenta esta área e finalmente gera o 3D dela. Depois ele precisa exportar este arquivo e importar dentro do Blender para proceder com as osteotomias, que nada mais são do que cortes nos ossos.

Até aí tudo bem, difícil mas não impossível. O problema é que estamos falando de malhas 3D orgânicas advindas de reconstrução tomográfica… elas são pesadíssimas e os cálculos de corte que são efetuados através de booleanas não funcionam com as ferramentas nativas do Blender, que foram projetadas para gráficos menos complexos.

Como resolver isso? Simples, buscando uma alternativa externa. Neste caso através do programa standalone de cálculos booleanos chamado Cork. Trata-se de um programa acessado por linha de comando que procede com booleanas complexas e realmente dá conta do recado. O problema mora justamente na parte da linha de comando, ensinar isto a profissionais da saúde que nunca haviam trabalhado com 3D é desgastante tanto para eles quando para o professor.

Você, caro leitor, está compreendendo o tamanho do problema? Pois é, nós não apenas compreendemos ele, mas o vivemos na pele.

Uma atividade que era para ser rápida, como importar uma tomo e começar a trabalhar com ela se convertia em uma atividade sem fim e olha que isto não se tratava nem do começo do procedimento total, que ainda envolvia a movimentação destas partes e a gravação da dinâmica para o estudo da abordagem cirúrgica, bem como a criação de guias que auxiliariam os profissionais a saberem exatamente onde deveriam cortar nos ossos.

O primeiro addon a gente nunca esquece


Eu sempre gostei de programação. Nunca havia me envolvido seriamente com ela, mas não deixava de ler acerca desta tecnologia, familiarizando-me com os conceitos abordados.

Um belo dia, depois do nosso primeiro curso de 3D voltado às ciências da saúde, resolvi tentar empilhar os comandos mais utilizados em um canto da interface do Blender. Após anos e anos ministrando cursos eu sabia muito bem das dificuldades do alunos e o objetivo era colocar em um espaço quase tudo o que eles precisavam.

Assisti a uma série de vídeo tutoriais, li bastante sobre o assunto e fui montando aos trancos e barrancos essa pequena interface. Os dias foram passando e percebi que poderia estender as capacidades do nosso humilde addon. Mais do que simplesmentes empilhar botões, comecei a agrupar funções em um único botão.

Por exemplo, a maioria dos profissionais de saúde pretender imprimir o resultado dos seus trabalhos para estudá-los melhor. Muita gente acha que basta pegar qualquer volume 3D e enviá-lo para uma impressora e esta o materializará diretamente, mas as coisas não funcionam assim. O arquivo precisa passar por um tratamento que basicamente limpa qualquer incongruência da superfície a “fecha todos os buracos” para então sim, seguir para a impressão.

No Blender é possível limpar uma malha por via de um modificador chamado Remesh. Com ele a superfície é convertida em uma série de planos de 4 lados, as partes que estão separadas podem ser apagadas e o objeto fica pronto para ser impresso.

O que fiz no addon foi criar um botão que atribui ao objeto selecionado o comando Remesh já com todas as configurações necessárias para permitir uma boa impressão.

Agora, vamos imaginar a solução para o problema proposto mais acima, quando discutimos as dificuldades de se importar uma tomo e se proceder com as osteotomias. Além de podermos agrupar uma série de comandos em um botão, também podemos criar sequências de comandos que inclusive, chamam programas externos.

Isso é possível por que o Python, que é a linguagem de scripts do Blender, conta com uma série de bibliotecas para os mais diversos fins. Um deles é a possibilidade de executar aplicativos externos já com os argumentos necessários, como se fosse diretamente pela linha de comando, ou seja, podemos criar um botão que “faz coisas que o Blender não faz” como importar arquivos DICOM diretamente em 3D e também proceder com cortes complexos utilizando um algoritmo robusto de boolean!

Foi justamente o que fizemos no addon OrtogOnBlender.

O OrtogOnBlender


O OrtogOnBlender funciona como uma lista composta com a sequência de passos a ser seguida pelo especialista. Ele está em constante evolução e por conta disto, decidimos focar a documentação em arquivos editáveis e centralizados, de modo que o usuário sempre terá ao seu alcance informações atualizadas acerca do addon.



Para baixá-lo, acesse esse link: https://github.com/cogitas3d/OrtogOnBlender

Para instalar no Windows, há um passo a passo que também pode ser seguido pelos usuários do Linux: https://goo.gl/hZvakD

Abaixo, segue uma descrição inédita acerca das seções do addon.

Importa Tomo


Como abordado acima, antes de iniciarmos o planejamento cirúrgico é necessários reconstruirmos as peças de interesse a partir de uma tomografia computadorizada.

Há tempos atrás essa tarefa era composta de muitas etapas, o que se mostrava bastante cansativo para aqueles que estavam iniciando com os estudos. Depois de muita pesquisas e testes, encontramos o Dicom2Mesh, uma aplicação que reconstrói um STL (formato de arquivo 3D) a partir de uma sequência de arquivos DICOM. Parece mágica! Mas claro, é pura tecnologia. Com uma linha de comando você informa onde está o diretório dos arquivos DICOM, qual a área de interesse desejada e qual será o arquivo de saída.
Importa Tomo

ꔷ Reconstrução da Tomografia
   ꖴ O que fizemos foi criar uma sequência de comandos que geram o 3D a partir do Dicom2Mesh, importam para o Blender e ainda parenteiam a pele ao ossos, assim, quando o usuário move o crânio a pele o acompanha, ainda que esta seja um objeto independente.

ꔷ Referências Gráficas
  ꖴ Trata-se de um conjunto de linhas que, apesar de parecer simples para um usuário contumaz de programas de modelagem 3D, é complicado de se configurar por parte de um iniciante, ao passo que se torna indispensável para o mesmo no tocante a alinhar o crânio a um plano conhecido.

Importa Tomo 3D/Moldes


Há casos em que o usuário do addon ou prefere reconstruir a malha em um programa externo como o Slicer 3D a afins, ou já conta com esta malha reconstruída. Ele pode então importar o arquivo que quase sempre se trata de um STL.


Mais do que isso, esta seção também serve para importar moldes das arcadas superior e inferior. No planejamento de Ortognática isto muitas vezes é necessário, posto que os dentes reconstruídos através da tomografia podem apresentar distorções causadas por restaurações ou aparelhos dentários.

Zoom Cena


Uma das primeiras coisas que um usuário de programas de modelagem 3D aprendem é justamente as ferramentas de zoom a visualização de cena.


No entanto, nem sempre os sistemas operacionais permitem o uso do mouse ou teclas de atalho como deveriam. Soma-se isso ao fato de alguns teclados não contarem com o teclado numérico lateral, que é essencial para os comandos de zoom e visualização.

A interface do Blender permite que movamos as seções para cima e para baixo, isso possibilita ao usuário manter as ferramentas de visualização sempre próximas a etapa de trabalho atual.

Cria Fotogrametria


Trata-se de outro destaque do OrtogOnBlender. Basta setar o diretório onde se encontram as fotografias da face e clicar no algoritmo desejado que a digitalização por fotogrametria acontece automaticamente.

O addon então importa o arquivo resultante e ainda centraliza o zoom na peça escaneada.


ꔷ Iniciar Fotogrametria
   ꖴ Ao clicar neste botão os cálculos de fotogrametria são feitos por uma solução conjunta entre o OpenMVG e o OpenMVS.

ꔷSMVS+ Meshlab
   ꖴ Ao clicar neste botão os cálculos de fotogrametria são feitos por uma solução conjunta entre o MVE/SMVS e o Meshlab.

Por que oferecer estas duas opções e não apenas uma?

Por que nem sempre uma ferramenta funciona em todas as situações. Oferecer duas opções permite ao usuário um número maior de chance de sucesso. Por exemplo, para digitalizar faces o SMVS oferece melhores resultados na maioria das vezes. Quando falamos em digitalização de objetos como moldes e crânios, o OpenMVG+OpenMVS tem se saído melhor.

Para ilustrar melhor seguem dois experimentos envolvendo as ferramentas fornecidas pelo addon comparadas a aplicações fechadas.

ꔷ Protocolo Geral para Digitalização de Faces Voltado ao Planejamento de Cirurgia Ortognática e Rinoplastia - Comparação entre Ferramentas


ꔷ Poderia a fotogrametria aberta ser uma alternativa para a Ortodontia 3D?

Alinha Faces


As ferramentas de fotogrametria livre fornecem excelentes resultados, no entanto elas são deficientes no quesito alinhamento e redimensionamento. Pensando justamente em como resolver o problema é que essa seção foi criada.




ꔷ Alinhamento e Redimensionamento
           ꔷ É dividido em três passos. O usuário entra em modo de edição e seleciona três pontos da face. Os dois primeiros são de uma medida conhecida, como a distância entre os limites dos olhos, por exemplo.
                   ꔷ Alinha com a câmera: Ao clicar no botão o triângulo criado pelos três pontos é alinhado com a câmera, então sabemos que esse objeto é o parâmetro de alinhamento.
                   ꔷ Medida Real: Aqui o usuário coloca a medida real da distância em mm.
                ꔷ  Alinha e redimensiona: Sabendo o parâmetro de alinhamento e o de escala, o objeto é finalmente alinhado em relação a origem global (0,0,0) e redimensionado para a escala real.
ꔷ Alinha por Pontos
       ꔷ Aqui o usuário alinha a face escaneada por fotogrametria com a face reconstruída da tomografia computadorizada.

Por que alinhar uma estrutura que já existe? Simples, a estrutura advinda da tomografia não contém textura. Já o modelo digitalizado por fotogrametria contém a textura da face do paciente. Mesmo que se trate do mesmo rosto, a ausência de textura causa estranheza posto que faltam informações acerca da estrutura facial do paciente. É como comparar um rosto real com uma estátua monocromática. Em outros programas o usuário pode projetar uma foto na tomografia, mas isso implica em possíveis problemas, o principal deles é que uma foto frontal não contém informações da laterais e algumas regiões podem “escorrer” causando estranheza também. Além do mais, a fotogrametria é tão simples e a textura fica tão boa, que torna a projeção de imagens algo desnecessário.

Importar Fotogrametria


O addon oferece a opção do usuário importar uma fotogrametria, ou mesmo digitalização efetuada em software externo.


Além disso, depois de gerada ou importada a digitalização, é necessário selecionar a região de interesse. A forma mais fácil é criar um círculo lateral que servirá de parâmetro para um corte.

O addon não apenas secciona a malha facial, como automaticamente apaga os excessos e o círculo criado.

Importar Cefalometria



No planejamento de cirurgia ortognática não há um consenso sobre o melhor método de alinhamento da cabeça. Em face disto, colocamos à disposição do usuário a possibilidade deste importar uma imagem da cefalometria digital, de modo que a utilize como parâmetro de alinhamento.

Osteotomia


Esta seção contém as ferramentas de osteotomias ou cortes nos ossos. É através destes cortes que os especialistas poderão reconfigurar a face do paciente de modo a solucionar problemas respiratórios e estruturais.


A primeira parte agrupa uma série de botões que criam planos de cortes pré-definidos. O usuário também poderá proceder com os cálculos booleanos e ainda separar as osteotomias automaticamente.

A segunda parte é composta pelas ferramentas de configuração das osteotomias. O usuário não apenas nomeia e pigmenta cada uma delas, mas já as atrela a dinâmica do mole.

Dinâmica do Mole


Esta é uma das menores seções, mas que curiosamente contém o maior trecho de código.


Isto se explica por que botão “Configura Dinâmica Mole” agrupa uma sequência complexa de comandos que criam áreas de influência e deformação na face tomando como referência o volume das osteotomias.

É fascinante atestar que anos de estudo puderam se resumir em apenas um clique.

Criação do Splint


A referência que o cirurgião tem para fazer os cortes e fixar as osteotomias no mundo real são os chamados splints. Eles funcionam como guias cirúrgicos tendo como parâmetro de encaixe a ponta dos dentes.




O OrtogOnBlender permite que o especialista controle o tempo e os deslocamento das osteotomias. Ao trabalhar estes conceitos o especialista pode criar um splint baseado tanto na movimentação da maxila quando da mandíbula.

Os desafios na implementação do OrtogOnBlender


Apesar de todo o trabalho dedicado ao addon ele apresenta uma série de desafios e pontos que precisam ser melhorados.

ꔷ Instalação

- Problema: Mesmo com todas as facilidades presentes, é um árduo trabalho para um usuário iniciantes instalar o OrtogOnBlender. As implementações completas estão disponíveis para o Linux e o Windows já compiladas, no entanto ainda não portadas para o MacOSX forçando os usuários deste sistema a compilarem uma série de aplicativos através do Homebrew.

- Solução: O interessado no uso do OrtogOnBlender poderá baixar ou adquirir o Linux 3DCS, uma distribuição instalada diretamente em um pendrive bootável.

ꔷ Dinâmica do mole atrelada aos bones

- Problema: A movimentação das osteotomias são feitas através de bones. Isso pode ser um desafio para usuários iniciantes.

- Solução: Já estamos implementando um sistema baseado na movimentação direta das osteotomias. Veja o funcionamento prévio aqui: https://youtu.be/rFCZL0xeOI4

ꔷ Alinhamento automático das osteotomias e captura de pontos conhecidos

- Desafio: Alguns aplicativos de planejamento de cirurgia ortognática oferecem a possibilidade de alinhar automaticamente as osteotomias, bem como capturam uma série de pontos (colocados pelo usuários), informando qual foi o deslocamento destes objetos.

- Solução: Ainda que o Blender ofereça os dados de movimentação e rotação de um objeto, estamos implementando um sistema que captura estes dados em pontos específicos. Esta implementação também funcionará para alinhar ou pré-alinhar algumas peças se assim for necessário. Veja o funcionamento prévio no seguinte link: https://youtu.be/an5XXhqu8Xw


Linux 3DCS, uma solução simples e robusta


Como abordado logo acima, um dos grandes problemas relacionados a instalação do OrtogOnBlender mora na necessidade de configurar outros addons e instalar ou mesmo compilar uma série de aplicativos.

Instalar o que está disponível é uma tarefa aceitável até para um usuário iniciantes, mas pedir para este usuário compilar um programa já é um pouco demais. Então, como podemos resolver a vida daqueles que gostariam apenas de testar o addon, sem ter que perder uma tarde inteira configurando-o? Muito simples.

Uso o Blender desde 2005, com já comentei aqui. Uma das grandes vantagens deste sistema é a sua flexibilidade. Isso implica dizer que podemos adaptá-lo a muitas e inusitadas situações. É possível, por exemplo, instalar o Linux em um pendrive como se esse fosse um HD e isso abre as portas para muitas possibilidades.

O projeto Linux 3DCS nasceu da necessidade dos nossos alunos terem em suas mãos um sistema completo e a disposição, baseado em software livre, sem que para isso tivessem que baixar uma série de programas.

Começamos o projeto como um teste e agora estamos distribuindo aos novos alunos, pendrives com o sistema instalado. Basta configurar a BIOS rapidamente que eles podem começar a usufruir de um workflow totalmente configurado, com todos os programas necessários e contentes pelo fato de não terem que investir o seu precioso tempo na configuração de tudo aquilo.

Mas, e os usuários que não são nossos alunos e que desejarem usar o Linux 3DCS? Bem, eles podem:

ꔷ Baixar uma imagem disponível para download e clonar em um pendrive;

ꔷ Baixar a imagem e rodar em uma máquina virtual;

ꔷ Pedir para a nossa equipe gravar um pendrive e pagar pelo serviço;

ꔷ Fazer um dos nossos cursos presenciais :)

Para aqueles que se interessaram neste projeto, o link para mais informações e download está aqui: https://github.com/cogitas3d/Linux3DCS

Conclusão


Ainda estamos engatinhando nesta onda de desenvolvimento de software e distro Linux, as nossas alternativas não são aquelas padronizadas pelo mercado ou menos pela comunidade, mas acima de tudo, estamos entregando duas coisas:

1) Projetos que são abertos e disponíveis para download;

2) Documentação necessária para a instalação e compreensão das ferramentas envolvidas.

Esperamos manter essa animação e o foco necessário para resolvermos os problemas um a um e poder fornecer ferramentas que sejam úteis para a sociedade e que realmente façam a diferença.

Grato pela leitura.

Cicero Moraes 3D Designer

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Barcelona vai passar a usar Linux e softwares Open Source

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quarta-feira, 17 de janeiro de 2018

A cidade de Barcelona vai adotar o Ubuntu e vários softwares livres como padrão em toda a sua infraestrutura governamental. De acordo com a reportagem do El País a migração será feita em partes e com calma para que não ocorram erros.

Barcelona Open Source






Segundo as informações, a mudança completa deverá ocorrer na Primavera de 2019 em Barcelona, até lá, todas as aplicações serão substituídas aos poucos por aplicativos que são compatíveis com Linux, como o LibreOffice em detrimento ao Microsoft Office, até que reste finalmente só o Windows como software proprietário nas estações, tornando uma migração para o Linux muito mais simples, já que todos os funcionários já saberão utilizar as ferramentas.

Os objetivos da cidade com o Linux e os softwares abertos


Segundo a comissária de Tecnologia e Inovação da Câmara Municipal de Barcelona, Francesca Bria, a cidade tem planos de usar 70% do seu orçamento para T.I. com a estrutura de softwares Open Source. Dentre os objetivos com essa migração estão o apoio a talentos locais no setor de T.I, o suporte poderá ser feito por várias empresas pequenas e médias que existem nos arredores da cidade, aliado a isso, a cidade quer incentivar a criação de empregos para novos desenvolvedores, serão 65 cargos para desenvolvedores locais que ajudaram a criar, adaptar e dar suporte a softwares que precisem atender necessidades específicas.

Para conseguir isso, um dos objetivos do projeto de migração inclui uma espécie de plataforma online, através do qual as pequenas empresas vão poder participar de concursos públicos para atender a cidade com Linux, ampliando e diversificado o mercado de trabalho, incentivando o desenvolvimento de softwares abertos.

Como base para o projeto, a distro escolhida por Barcelona é o Ubuntu. No momento já existem mil máquinas em execução como parte de um projeto piloto, a reportagem também revela que o cliente de E-mail Outlook e o Exchange Server serão substituídos por Open-Xchange e Thunderbird; Firefox e LibreOffice serão usados no lugar do Internet Explorer e do Microsoft Office.

"Dinheiro público, software público"


Este é o lema que está sendo colocando junto com a proposta. A linha de raciocínio é simples: já que a estrutura de softwares que controla e move a cidade é custeada através de dinheiro público, nada mais justo do que fazer com que essa tecnologia seja acessível e volte para os próprios catalães. Essa iniciativa faz parte de um projeto que pretende levar esse lema para a maior parte da Europa.

Outro fator considerado, é claro, é o dinheiro. A mudança do Windows para softwares abertos endossa a ideia de que os programas desenvolvidos podem ser utilizados em outros lugares da Espanha, quanto mais cidades adaptarem o Linux e softwares de código aberto, mais barato se torna o desenvolvimento e manutenção de qualquer coisa, além disso, apesar do número não ser revelado, Bria comenta que essa troca ajudará a economizar muito dinheiro em licenças em softwares que pertencem a uma empresa terceira  que não podem ser modificado de acordo com a necessidade da cidade por conta das limitações de Copyright.

No início do ano tivemos a notícia da cidade de Munique, na Alemanha, voltando para o Windows depois de praticamente 10 anos usando Linux. Houve muita crítica quanto a isso, inclusive dos Alemães, que também gostavam mais da ideia do "dinheiro público, software público" e existem muitas controvérsias quanto ao assunto, fique com o vídeo que eu fiz sobre o tema na ocasião:


O que você acha sobre o assunto? Deixe a sua opinião nos comentários e até a próxima!
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Fuchsia, sistema da Google agora pode rodar no Pixelbook

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quarta-feira, 3 de janeiro de 2018

Já fazia quase um ano que eu não falava mais do Fuchsia aqui no blog, se você não costuma acompanhar os novos projetos da Google de perto, existe uma grande possibilidade de você nunca ter ouvido falar dele, então, vamos dar um pouco de contexto para você.

Pixelbook






O Fuchsia (se fala "Fiúcha") é um sistema operacional que vem sendo construído pela Google que pode (ou deverá) ser aplicado em vários segmentos diferentes, como Internet da Coisas, computadores tradicionais e Smartphones.

Ele é um sistema de código aberto, mas diferente do Chrome OS e do Android, que são os sistemas que empresa trabalha atualmente, ele não é baseado no Linux, utilizando um Kernel chamado Zircon (antigamente chamado de Magenta), que por sua vez deriva do LK.

O Pixelbook foi um dos últimos dispositivos lançados pela "gigante de Montain View" e ele vem de fábrica com o Chrome OS, custando cerca de 990 dólares atualmente, sem a "Pixelbook Pen".

O pessoal do site Chromeunboxed descobriu lendo as novas documentações do Fuchsia que é possível fazer a instalação dele no Pixelbook, apesar de ser bem complicado, pois é preciso de dois computadores na mesma rede para enviar a maior parte do sistema via rede para o computador que roda o Chrome OS originalmente.

ꔷ Ficou curioso para ver algumas imagens do Fuchsia? Aqui temos algumas, mas não se empolgue muito.

O Fuchsia ainda tem muito caminho e muitos anos de desenvolvimento pela frente para se tornar um produto comercial, até lá, somente os entusiastas testarão qualquer build que ocorra provavelmente, neste momento ele não é compatível com processadores ARM, então, provavelmente você não conseguiria instalar em um Smartphone tradicional, limitando o nosso acesso ainda mais.

Muitos apontam o Fuchsia como um "Vaporware", um tipo de software que é anunciando muito antes de estar pronto e acaba nem sendo lançado. 

Alguém aí lembrou do Andromeda OS?

O Andromeda é um projeto da Google que não foi oficialmente descontinuado mas que também não recebeu mais implementações, caindo na nomenclatura de "vaporware". 

O objetivo era criar um sistema que rodasse como o Chrome OS, mas que rodasse também aplicativos de Android; no fim das contas, o Chrome OS atual acabou ganhando essa funcionalidade e a cada dia mais Apps de Android se tornam compatíveis, até o Microsoft Office foi para ele dessa forma.


Talvez o Fuchsia também possa acabar se tornando um laboratório para tecnologias que podem ser implementadas em outro projeto antes de se tornar algo relevante por si só, mas certamente vale a pena ficar de olho.

Até a próxima!
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Participe do Tchelinux de Erechim! Chamada de participação aberta!

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sexta-feira, 1 de setembro de 2017

O Tchelinux é um evento de software livre que acontece no Rio Grande do Sul anualmente em várias cidades do estado. A pedidos do meu grande amigo Ivan Brasil Fuzzer, do site Tecnologia Aberta, estou aqui pra lhe informar e convidar para o evento que acontecerá na cidade de Erechim-RS.

Tchê Linux





Como eu disse, o evento acontece em várias cidades do Rio Grande do Sul, verifique o site e veja qual a cidade mais próxima de você que terá o evento. Neste post eu quero anunciar a chamada para os colaboradores do evento que ocorrerá em Erechim no dia 30 de Outubro na Faculdade Anglicana de Erechim (FAE).  Os interessados em palestrar poderão submeter suas palestras e sugestões até o dia 8 de Setembro de 2017.
Para se cadastrar como palestrante basta acessar este endereço.

A ideia do evento é a agrupar os interessados por tecnologias abertas para a troca de conhecimento e criação de network, além de promover a cultura do software livre e do desenvolvimento open source.

Até a próxima!
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React OS - Um sistema operacional clone do Windows de código aberto

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segunda-feira, 5 de junho de 2017

O React OS é um dos projetos mais interessantes que eu já vi, ainda que por enquanto o sistema não funcione tão bem quanto gostaríamos, a sua premissa é excelente e se o objetivo do projeto for atingido, teremos uma ótima opção para os usuários.

React OS review




O React OS é um projeto que procura criar absolutamente do zero um clone do Windows NT compatível com aplicações Windows atuais, isso significa que programas que são distribuídos no formato .exe por exemplo, podem ser executados no React OS.

O nível de compatibilidade já é muito interessante atualmente, mas ainda assim, programas mais complexos, como jogos muito recentes, certamente terão problemas no sistema. Temos um vídeo aqui para você conhecer melhor o projeto e ver o sistema funcionando para que você entenda melhor.



Se você achou o projeto do React OS e gostaria de testar o sistema, basta acessar o site oficial e fazer o download. Como foi comentado no vídeo, você terá acesso a duas ISOs, uma de boot e a outra no modo live, a de boot serve para você instalar o sistema no seu computador, enquanto que a versão live serve para você testar sem fazer a instalação.
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Fuchsia - Confira as primeiras imagens do novo sistema operacional do Google

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quinta-feira, 11 de maio de 2017

O Google vem trabalhando "secretamente" em um novo sistema operacional há algum tempo, mas até então ninguém tinha visto a aparência dele, se seria parecido com o Android, que conceito visual ele aplicaria, se seria mais parecido com o ChromeOS, em fim. Agora a curiosidade vai abacar!

Fuchsia OS Google Interface




Agora nós já temos mais informações sobre o novo sistema operacional que poderá ser o futuro da Google, há algum tempo atrás eu tinha feito um vídeo para falar sobre ele:



Sabemos atualmente que o "Fuchsia", como é conhecido agora, é provavelmente apenas o codinome do projeto, é possível que quando ele chegar ao mercado ele receba outro nome. O Fuchsia não é baseado em Linux como o Android e o ChromeOS, ele usa um Kernel baseado no LK chamado Magenta, que também é de código aberto.

Não somente a base do sistema será diferente do Android atual, como a interface também, confira algumas imagens da "Armadillo", a nova interface da Google:

Armadillo UI Fuchsia

Armadillo UI Fuchsia

Armadillo UI Fuchsia

Armadillo UI Fuchsia

O Google parece estar utilizando o Flutter SDK para desenvolver a nova interface, um SDK que permite que sejam criados Apps para Android e iOS usando o mesmo código fonte, graças a isso, o pessoal do ARS Technica conseguiu criar um APK para testar o Armadillo Shell no Android, particularmente não consegui fazer ele funcionar.

Teclado do Armadillo


A interface tem um ótimo suporte para telas de tamanhos e resoluções diferentes, o que aponta a sua objetividade de convergência, usar o Flutter pode fazer o Fuchsia compatível com Aplicativos Android também, mediante a uma "simples" nova compilação.

Fique ligado aqui no blog, assim que tivermos mais novidades sobre o sistema você ficará sabendo.

Até a próxima!

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Microsoft anuncia iTunes, Ubuntu, SUSE e Fedora para a Windows Store

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A Microsoft está realizando uma conferência para desenvolvedores chamada MSBuild, essa conferência tem como objetivo dar aos desenvolvedores que utilizam o Windows como plataforma um vislumbre nas novidades e ferramentas que estarão ou que já estão disponíveis no Windows.

MSBuild 2017




A Microsoft anunciou algumas coisas que chamaram muito a atenção da imprensa, uma delas é que a Apple está trazendo o iTunes para a Windows Store, algo que pareceria inimaginável até então, a Apple distribuir software fora de "seus domínios" e a outra, igualmente interessante e surpreendente, é a inclusão de mais distribuições Linux na plataforma.

Ubuntu na Windows Store

Quando a Canonical anunciou o Ubuntu on Windows, muitas pessoas falaram muito mal, na minha opinião por pura desinformação e um orgulho que não faz muito sentido, agora o SUSE Linux e o Fedora também rodarão da mesma forma que o Ubuntu no Windows, com isso os desenvolvedores tem basicamente o Shell dos principais sistemas Linux utilizados no Azure e em desenvolvimento, ou quase isso, temos o Ubuntu, que é até certo ponto equivalente ao Debian, o SUSE e o Fedora, que se assemelha ao CentOS e ao Red Hat.

Utilizar o recurso do Bash dentro do Windows já era possível há alguns meses, mas era um recurso experimental e que necessitava de certos ajustes técnicos para rodar, com a presença do Ubuntu dentro da Windows Store, a utilização fica muito mais simples, bastando instalar como qualquer outra aplicação.

Será que a galera vai fazer campanha de boicote ao SUSE e ao Fedora também como fizeram com o Ubuntu na época? Se a linha de raciocínio mercadológica evoluiu um pouco de lá pra cá, acredito que não. Do meu ponto vista, seja usando diretamente uma distro, ou ela (ou partes dela) dentro do Windows, as pessoas ainda estarão utilizando Linux e tirando do projeto o melhor que a tecnologia poderá lhes prover em situações específicas.

Quem vai achar essa novidade interessante são especialmente os desenvolvedores que usavam Linux por obrigação para trabalhar com determinadas ferramentas, ou os que nunca quiseram utilizar Linux e agora terão essa oportunidade dentro do próprio Windows.

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WikiLab: Comunidade no ABC paulista quer imprimir um laboratório para trabalhar com software livre

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sexta-feira, 28 de abril de 2017

Hoje eu vou apresentar pra você o projeto mais bacana que eu vi durante toda esta semana. Com o avança da tecnologia, existe uma cultura nova com impressoras em 3D e outras ferramentas do tipo, mas você já pensou em extrapolar e imprimir o seu laboratório inteiro?

WikiLab




Eu acho muito importante demonstrar o nosso apoio a um projeto tão bacana quanto este. O pessoal da UFABC, de São Paulo está elaborando um projeto para literalmente IMPRIMIR um laboratório.

O projeto


"O que queremos fazer?

Queremos unir mentes e forças para fabricar e montar o espaço que será a casa doLaboratório de Tecnologias Livres da UFABC e da comunidade hacker do ABC . Desde a criação do projeto, feito digitalmente, até a montagem, todo o processo será feito de forma colaborativa e com fonte aberta, usando tecnologias maker.

Para isso, vamos imprimir um laboratório.

Calma, a gente explica: vamos usar chapas de madeira e uma máquina CNC para cortar e numerar as peças que serão utilizadas para levantarmos nosso laboratório acadêmico. Depois juntaremos quem estiver disposto a ajudar – sem a necessidade de nenhum conhecimento específico – e encaixaremos as peças como em um quebra-cabeças gigante.

O local será utilizado como makerspace, laboratório acadêmico e um espaço aberto para todos que queiram transformar um projeto em realidade, usando tecnologias livres. Será a primeira wikihouse de São Paulo , a segunda do Brasil."

Este pequeno trecho de explicação acima foi retirado do projeto de financiamento coletivo para poder tirar esse sonho do papel. Existe uma campanha no Catarse que pretende juntar R$ 63.000, faltam 37 dias para que a campanha se encerre no momento deste post, e foram arrecadados apenas 30% do valor, como é o tipo de campanha "tudo ou nada" do Catarse, caso a meta não seja atingida, o projeto infelizmente não poderá ser concluído.

Confira o vídeo abaixo para entender melhor como vai funcionar o projeto.


As pessoas que colaborarem receberão recompensas que vão desde de adesivos e camisetas até coisas "mais permanentes", como o seu nome escrito na parede do laboratório.

Falando nisso, você reparou em como ele será montado? Todo o projeto é baseado no conceito da WikiHouse.

WikiHouse


WikiHouse é uma estrutura feita de madeira compensada, cortada com uma máquina CNC – impressora 3d com cortadora a laser. Os planos da estrutura foram criados pela comunidade global da Wikihouse e estão disponíveis para qualquer um na internet. O objetivo é permitir que qualquer pessoa projete, faça o download e imprima casas e componentes que podem ser montados com o mínimo de habilidades formais ou treinamento. O projeto é um alternativa inovadora de habitação de baixo custo que pode ser adaptada e implementada no mundo inteiro. É quase como brincar de lego em tamanho real!

O ambiente será aberto ao público e será um local para incentivar a cultura hacker, de pesquisa e de software de código aberto.

Vale a pena colaborar ou no mínimo compartilhar para que um projeto bacana como este saia do papel!

- Clique aqui para acessar o projeto no Catarse e colaborar com o valor que quiser, qualquer quantia já ajuda.

Compartilhe com seus amigos e até a próxima!
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OpenLara - O primeiro Tomb Raider agora roda através de um navegador

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quinta-feira, 27 de abril de 2017

Procurando reinventar uma engine de código aberto para rodar o clássico Tomb Raider, alguns desenvolvedores criaram o OpenLara, uma versão do game que usa WebGL e roda em qualquer navegador atual.

OpenLara - Tomb Raider WebGL




Este projeto de código aberto foi inspirado no OpenTomb, que tem uma intenção parecida. Você encontra o código do OpenLara no GitHub se você quiser dar uma olhada.

Existe também uma demonstração disponível online para você jogar um pouco o OpenLara, clique aqui para acessar.

OpenLara
A descrição das teclas de controle ficam logo abaixo da tela de jogo, porém, atente-se para o fato de que você deve ter a aceleração de hardware ativada no seu navegador para o jogo funcionar corretamente, no Google Chrome você ativa essa opção, caso não esteja ativada, pelo menu de configurações na sessão de configurações avançadas.

Até a próxima!
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Agricultores querem "fazer root" em tratores da John Deere

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quinta-feira, 20 de abril de 2017

Quem imaginaria que um dia chegaríamos no patamar de ter que desbloquear tratores para trabalhar? Pois esta é a realidade de vários agricultores ucranianos que estão "crackeando" os tratores para evitar gastos extras.

Tratores desbloqueados




Eu vivi toda a minha infância em uma pequena cidade com forte influência rural, de fato, muitos dos meus amigos tinham pais que tiravam o sustento da vida no campo, muitos deles com lavouras. Meu pai trabalha com maquinário agrícola há muitos anos também, então digamos que eu acabei, mesmo que sem querer, conhecendo um pouco deste mundo.

Assim como praticamente qualquer coisa, os tratores que sempre foram "simples", isto é, puramente mecânicos, aos poucos começaram a ganhar computadores de bordo, à ponto de chegar onde estamos agora, onde a máquina praticamente se dirige sozinha. Tempos modernos, hã?

Talvez você se pergunte o por que de estarmos falando de tratores em um blog de tecnologia, na verdade tenho um ótimo motivo, ouça só (ou leia, melhor dizendo)!

Tratores com código fechado


Vocês sabem muito bem que eu não levo a ferro e fogo essa história de programas de código fechado e de código aberto, mas invariavelmente eu acabo me correspondendo melhor a programas que tem desenvolvimento aberto por uma série de motivos já elucidados, tanto aqui no blog, quanto no canal do Diolinux no YouTube, contudo, existem certos casos em que o código ser fechado pode prejudicar as pessoas no sentido prático mesmo, e não apenas filosófico.

computadores de bordo


Alguns agricultores norte americanos, e ouvi relatos de ucranianos também, estão tentando lutar, inclusive na justiça, pelo direito de poder dar manutenção nas suas próprias máquinas.

A história é a seguinte, como os tratores hoje em dia são todos computadorizados, uma mudança de peça precisa ser desbloqueada via software, caso contrário o trator não funciona, é quase como um serial de Windows quando você muda algum componente e tem que reativar.

A briga ficou mais contundente contra a popular produtora de maquinários agrícolas, John Deere, mas também abarca outras marcas. Os agricultores alegam ter que pagar cerca de 230 dólares para uma troca de transmissão, mais 130 dólares por hora para o técnico que irá até o trator, conectará um Notebook e desbloqueará a peça ativando-a no sistema, obviamente o sistema é de código fechado e somente a John Deere, tem autorização legal para mexer nele.

O resultado disso é que existem agricultores que acharam uma forma de "fazer root" no trator para poder desbloquear essas funções, como isso é ilegal (realmente não acredito que estou escrevendo isso 😁), existem pessoas que estão andando com "tratores pirata" ou "crackeados" por aí. Isso aconteceu especialmente na Ucrânia, onde existe, aparentemente, todo um mercado de desbloqueio, nos EUA isso daria cadeia por violação de direitos autorais, por lá nem tanto, ao menos por enquanto.

Pode parecer óbvio de se dizer, mas se o programa que controla os equipamentos fosse open source, provavelmente isso não aconteceria, ou ao menos existiriam (saca só), custom roms para o seu trator, você poderia formatar ele e instalar outro sistema, acrescentar funções etc, mas como isso não é possível, os agricultores que se aventurarem a comprar esse tipo de tecnologia, acabam ficando na mão das empresas ou na mão de "piratas de tratores."

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