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Minigalaxy, um cliente Linux gratuito e open source para GOG

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segunda-feira, 20 de janeiro de 2020

Uma das mais tradicionais lojas de vendas de games na internet, a GOG, ganhou mais um cliente para gerenciar seus jogos no Linux.


Minigalaxy, um cliente Linux gratuito e open source para GOG





O novo gerenciador é o Minigalaxy, que lembra o GOG Galaxy “versão 1.0”, visto que a GOG planeja uma versão 2.0 totalmente reformulada.










Com a versão do cliente lançada, ela tem as seguintes características:

● Foi adicionado um botão aos jogos instalados, que permitem:
   - Desinstalar um jogo;
   - Abrir o diretório em que o jogo está instalado;

● Adicionado modo offline;

● As instalações feitas pelos sistemas Dosbox e Scummvm terão preferência sobre os já empacotados com os games;

● Detecção de jogo aprimorada para verificar todos os diretórios no caminho da instalação;

● Adicionada a opção de manter os instaladores dos jogos;

● Adicionada a opção de desativar o login;

● O menu de preferências agora usa um seletor de arquivos para definir o caminho da instalação;

● O tempo de inicialização foi reduzido;

● Jogos que não estão instalados agora estão acinzentados.

A tradução para o PT-BR está sendo feito pelo nosso amigo Esdras Tarsis.
Você pode consultar a release no Github através deste link.

Para instalar ele, você pode acessar este link e escolher a distro que você usa e seguir os passos para instalação. Segundo o desenvolvedor, distros Ubuntu 18.04 / Linux Mint 19.3 e openSUSE 15.1 não estão suportadas, porque as mesmas não tem a versão requerida do PyGObject.

Este artigo não acaba aqui, continue trocando uma ideia lá no nosso fórum. Espero você até a próxima, um forte abraço.



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Darktable 3.0 é lançado com grandes mudanças e novos módulos

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sexta-feira, 27 de dezembro de 2019

Para quem trabalha com manipulação de fotografias, ter um aplicativo para editar elas sem “destruí-las” é essencial, e o Darktable se mostra muito eficiente nessa segmento.

Darktable 3.0 é lançado com grandes mudanças e novos módulos






No começo do ano (2019), fizemos uma lista de outros apps para essa função, que você pode conferir aqui.

A nova versão do Darktable, chega com mais de 3000 commits para as ferramentas em relação a versão 2.6 do aplicativo. Teve também uma “reformulação” da interface, que agora é gerenciado pelo GTK CSS. Isso possibilita uma seleção de temas diferentes e alguns já são fornecidos para serem experimentados.


Algumas das novidades desta versão são:

● Novos atalhos para permitir uma "experiência de edição sem bordas";

● Adicionado suporte para desfazer / refazer no lighttable para tags, etiquetas coloridas, classificações,
metadados, histórico de exclusão, histórico de transferência e
estilos aplicados;

● Nova visualização da linha do tempo no lightview;

● Suporte aprimorado para telas 4K e 5K;

● Novos módulos “equalizador de tom”, “básico” e “RGB cinematográfico”;

● Módulo para manipulação de transformações 3D RGB Lut;

● Ajustes de redução de ruído;

● Suporte para exportar para o Google Fotos;

● Agora pode exibir tags hierárquicas em uma “visualização em árvore”;

● As tags podem ser privadas;

● Seletor de cores adicionado a vários módulos;

● Janela de visualização disponível em câmara escura.


Para conferir todas as outras novidades e com mais detalhes, pode conferir aqui ou no Github do projeto. Para instalar o Darktable, você pode seguir o procedimento que o projeto sugere.

Até o momento só no Github essa nova versão está disponível, mas muito provavelmente chegará em breve nos repositórios das distros.

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Fedora não impedirá softwares proprietários de serem exibidos nos banners da GNOME Software

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sexta-feira, 29 de novembro de 2019

A equipe de desenvolvimento do Fedora Workstation recebeu reports sobre o fato da GNOME Software estar fazendo recomendações de softwares proprietários em forma de banners, quando segundo o autor do “issue report”, a mesma deveria fazer tais sugestões apenas quando se tratar de software livre.

fedora-não-impedirá-softwares-proprietarios-de-serem-exibidos-nos-banners-da-gnome-software

Quando se trata de licenças de software, acredito que no mundo Linux existam três tipos de usuários. Têm aqueles que defendem o software livre, os que defendem o software proprietário, e por fim aqueles que não ligam ou nem sabem o que exatamente é uma licença de software.

Caso você seja uma dessas pessoas que não sabe ao certo o que são essas licenças, é muito importante que leiam este artigo sobre o assunto, para que possam tirar um melhor proveito do conteúdo aqui noticiado.

O vídeo abaixo também é uma boa pedida, para que você possa entender melhor as diferenças entre software livre e open source.


Agora que todos estão bem contextualizados sobre softwares e as suas licenças, vamos aos fatos.

Há alguns dias atrás foi aberta uma “issue report” sugerindo aos desenvolvedores do Fedora Workstation que façam modificações na forma como a GNOME Software exibe e trabalha com os softwares de licença proprietária presentes na loja. Confira a seguir (em tradução livre) o trecho da issue report no qual as modificações são sugeridas:

Na minha opinião, nós precisamos de algum tipo de filtro. Mesmo em casos nos quais o usuário tenha ativado o Flathub, ou quaisquer outros repositórios de terceiros que contém softwares proprietários, isso não significa que este usuário tenha tido a intenção de ativar também as recomendações (sejam elas via banner ou através da busca) por software proprietário. Penso que todos os softwares de licença proprietária deveriam ser exibidos em uma categoria à parte na interface da GNOME Software. Não para dificultar o uso de software proprietário por parte dos usuários, mas para deixar claro que eles intencionalmente optaram por utilizá-los.

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Conforme foi observado no conteúdo do “issue report” acima, é importante deixar claro que nenhum software proprietário está incluso nos repositórios ativados por padrão no Fedora Workstation. Para ter acesso a aplicações proprietárias através da GNOME Software nesta distro, é necessário que o usuário ative manualmente os repositórios que contêm este tipo de software. Dito isso, caso nenhum repositório contendo softwares proprietários tenha sido ativado pelo usuário, nenhum destes será exibido nos banners da loja de aplicativos.

Também foi sugerido que o Fedora desenvolvesse o seu próprio filtro que selecionasse quais softwares podem ou não aparecer nos banners da GNOME Software, evitando assim que softwares proprietários pudessem ser promovidos, mesmo que hajam repositórios de terceiros ativados no sistema.

Este “problema”, dito entre aspas, pois não é considerado como tal por muitos usuários, nem tampouco é um mal funcionamento, não está restrito apenas ao Fedora. Softwares proprietários podem ser exibidos em banners dentro da GNOME Software em qualquer outra distribuição que possua repositórios ativados que contendo tais softwares.

Por fim, a equipe de desenvolvimento do Fedora Workstation considerou válido o que foi apresentado pelo autor da “issue”, porém, no momento nenhuma atitude será tomada para modificar o comportamento da GNOME Software em relação ao assunto.

Eu, Jedielson, não tenho nada contra softwares proprietários, inclusive faço uso de vários, mas concordo com a ideia de evitar que tais softwares sejam exibidos como banners dentro das lojas de aplicativos. Softwares proprietários, em sua grande parte pertencem a grandes empresas, que são perfeitamente capazes de fazer uma boa divulgação dos mesmos. Por outro lado, existem muitos softwares livres de excelente qualidade, desenvolvidos por “pessoas comuns” que não ganham nenhum dinheiro através do software, ou de serviços à ele ligados, e precisam muito mais da visibilidade que tais banners proporcionam. Lembrando que essa é a minha opinião pessoal, e não do Diolinux como um todo.

Agora eu quero saber qual é a sua opinião sobre o assunto. Na sua concepção, esses banners deveriam ser reservados apenas para softwares livres, ou é melhor que continue da forma que está, e todo e qualquer software possa ser exibido nos mesmos? Diga-nos a sua opinião nos comentários! 😁

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Ubuntu Touch cada vez mais compatível e funcional, confira as novidades

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quinta-feira, 28 de novembro de 2019

Segundo o que foi relatado pela equipe do Ubuntu Touch na sua última sessão de perguntas e respostas, o sistema recebeu várias melhorias, entre elas, a compatibilização com mais dois modelos de smartphones, e também foi instalado e rodou com sucesso em um Raspberry Pi 3.

ubuntu-touch

Semanalmente a equipe da UBports, organização responsável pelo desenvolvimento do Ubuntu Touch, faz uma live stream de perguntas e respostas no Youtube, na qual é feita a divulgação do progresso do desenvolvimento do projeto. Nessa live stream, além de responder questionamentos de pessoas de várias partes do mundo, a equipe também relata quais foram as novidades implementadas nos últimos dias.

Na última vez que o evento foi realizado, a equipe relatou mais dois modelos de smartphones que entraram para a lista dos dispositivos oficialmente compatíveis com o Ubuntu Touch, sendo eles o “Pine Phone” e o “Volla Phone”, da PINE64. Além disso, a equipe fez uma demonstração ao vivo do sistema rodando em um Raspberry Pi 3, utilizando a tela LCD de 7” oficial do projeto Raspberry Pi.

Os dispositivos Raspberry Pi estão amadurecendo de forma bastante rápida como plataformas de desenvolvimento, e tornarão o desenvolvimento de aplicações para o Ubuntu Touch mais acessível, para uma base muito maior. Isso faz uma grande diferença, pois pela primeira vez, poderemos criar uma verdadeira plataforma de desenvolvimento para o Ubuntu Touch.” disse a UBports.

Os membros da UBports também relataram que as próximas atualizações também trarão uma melhor compatibilidade com headsets bluetooth, e informaram que o servidor gráfico “Mir”, desenvolvido pela Canonical (empresa responsável pelo desenvolvimento do Ubuntu), poderá agora rodar sobre o Wayland, através do “Wayland protocol”.

Respondendo questionamentos dos inscritos, a equipe disse que por enquanto não existem planos para portar a base do Ubuntu Touch para a próxima LTS do Ubuntu, a versão 20.04, que será lançada em abril de 2020. Considerando a velocidade com que as coisas acontecem no mundo da tecnologia, cinco meses, que é o tempo que falta para o Ubuntu 20.04 ser lançado, é bastante tempo, por enquanto não há necessidade de fazer um upgrade na versão base do Ubuntu Touch. Existem coisas mais urgentes para serem implementadas e corrigidas.

A seguir você confere na íntegra (em inglês) o registro da live stream na qual as novidades foram anunciadas.


A próxima sessão de perguntas e respostas deverá ser realizada pela equipe da UBports no seu canal no YouTube, no próximo sábado (30), às 16:00 horas (horário de Brasília).

Ao ver as novidades semanais anunciadas pela equipe da UBports, fico cada vez mais ansioso para testar o sistema. E com certeza é o que farei, assim que tiver um smartphone sobressalente para instalar o Ubuntu Touch. Além de quê, também temos o Plasma Mobile, que conforme relatamos neste artigo, também está em constante desenvolvimento, e melhor a cada dia.

Ainda não acredito que, tanto o Ubuntu Touch quanto o Plasma Mobile possam se tornar sistemas “mainstream”, e “abocanhar” uma boa fatia do mercado. Mas tenho certeza que poderão ser alternativas viáveis para o Android e iOS, para muitas pessoas, em um prazo curto ou médio. 

O quê você pensa sobre a cena dos sistemas operacionais mobile? Acredita que o Ubuntu Touch, ou até mesmo o Plasma Mobile tem chance de se tornarem boas alternativas? Você pretende testá-los? Conte mais nos comentários! 😁

Confira também o artigo anterior, e bem recente sobre o Ubuntu Touch.

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Emuladores que utilizam OpenGL ganham aumento de performance graças ao multithreading

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quarta-feira, 27 de novembro de 2019

Emuladores que utilizam OpenGL agora poderão ter desempenho melhorado, graças a utilização de mais núcleos do processador. A mudança beneficiará jogadores que possuam processadores com vários núcleos e threads.

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Emulação de jogos é uma paixão que nutro por muitos anos, e não é atoa que minha primeira postagem no Diolinux foi justamente sobre um emulador. Além de ter possuído diversos títulos e consoles, vejo na emulação uma forma de manter vivo, clássicos que se assim não fosse, jamais poderiam ser apreciados no momento. Por vezes é mais prático jogar diretamente em meu computador, ao invés de ligar meu console. No entanto, em alguns casos a emulação não entrega uma performance digna ou semelhante ao hardware real na qual o jogo foi pensado.

OpenGL é uma API gráfica livre utilizada por diversos softwares mundo afora, e justamente vários emuladores o utilizam para encarregar-se da parte gráfica do jogo. Obviamente, que soluções alternativas existem no mercado, e por muitas vezes mais de uma API gráfica é utilizada. Posso citar o Vulkan, como uma das que vêm sendo implementadas em diversos programas deste segmento, e proporcionando um ótimo desempenho.

Não é incomum encontrar usuários com computadores poderosos tendo alguma dificuldade no ato da emulação, pois, mesmo possuindo um processador com diversos núcleos e uma GPU dedicada, o emulador não consegue fazer todo proveito deste hardware. O OpenGL era um destes elementos que impossibilitava a extração de máximo poder do processamento durante uma emulação. Há dois anos o suporte a distribuição de múltiplos processos de forma simultânea através de diversos núcleos de CPUs, foi implementado graças ao engenheiro de software Marek Olsák da AMD. Contudo, apenas jogos (nativos e via Wine/Proton e afins) estavam recebendo essa implementação, sendo que emuladores que usavam OpenGL não vinham se beneficiando deste método. Na época da implementação, jogos foram tiveram um ganho considerável em seu desempenho. Alguns, como Alien Isolation, Border Lands 2 e BioShock Infinite tiveram um acréscimo de mais de 50% em performance durante a jogatina.

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Agora os emuladores começam a receber o tão cobiçado recurso multithreading do OpenGL e aumentarem a eficiência durante a emulação utilizando a API livre.

Testes foram realizados com um processador Intel Core i7-8550U de quatro núcleos e quatro threads (núcleos virtuais), com gráficos UHD 620 integrados. Utilizando o driver i965 Mesa que a pouco tempo recebeu suporte ao multiprocessamento.

O Dolphin (emulador de Nintendo GameCube e Wii) obteve um aumento de 17%, passando de 75 para 88 fps no jogo Super Mario Galaxy, já o Citra (emulador de Nintendo 3DS) recebeu um ganho de 12%, passando de 81 para 91 fps no game The Legend of Zelda: A Link Between Worlds. Até emuladores mais novos, como o Yuzu (emulador de Nintendo Switch) teve um maior desempenho, atingindo um aumento de 29%. É claro que o desempenho não é apenas uma responsabilidade do OpenGL ou processador. Existe todo um conjunto para um bom funcionamento, sendo que uma GPU inferior ao processador pode muitas vezes impedir uma jogatina mais satisfatória (o famoso gargalo). 

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Para acessar os dados dos testes, basta clicar neste link.

Você curte jogos? Tem algum título de paixão que jogava no console e também joga via emulador? Deixe nos comentários a sua opinião sobre a melhora no desempenho em emuladores que fazem uso do OpenGL.

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AMD OverDrive será compatível com GPUs Navi no Kernel 5.5

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sexta-feira, 22 de novembro de 2019

A versão do driver AMDGPU que estará presente no Kernel Linux 5.5 contará com a compatibilidade do assistente de monitoramento e overclock de GPU, o AMD OverDrive, com a série de GPUs “RX 5000 Navi”.

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AMD OverDrive no Linux?


Overclock de placas de vídeo não é algo tão presente no mundo Linux, ao menos não tanto quanto ocorre entre os usuários de Windows.Talvez a razão para isso seja que por falta de meios intuitivos para tais ajustes, os usuários Linux acabam não se interessando muito por esse tipo de coisa ou se desanimando no meio do processo. Acredito que o real motivo seja que não temos um software semelhante a, por exemplo, o MSI Afterburner.

Na verdade, tenho certeza que muitas das pessoas que estão lendo esse artigo agora estão surpresas por terem acabado de descobrir a existência do AMD OverDrive para Linux, não é? Então sim, essa funcionalidade está disponível para GPUs que utilizam o driver AMDGPU.

Se você não sabe qual driver a sua GPU está utilizando, ou se você não sabe nada sobre os drivers da AMD no Linux, este artigo irá tirar todas, ou quase todas as suas dúvidas sobre o assunto.

Porém, calma lá, dê uma segurada nessa euforia! O AMD OverDrive no Linux ainda não funciona da mesma forma que no Windows, e não existe uma interface gráfica na qual você pode simplesmente dar alguns cliques e fazer toda a “mágica”. O processo de utilização do OverDrive no Linux, no presente momento, funciona apenas via linha de comando, e é um procedimento relativamente complexo.

Inclusive, diga nos comentários se você quer saber mais sobre como utilizar essa tecnologia no Linux, e quem sabe possamos fazer um artigo sobre o assunto. :)

Implementações no AMDGPU para GPUs Navi


Além do suporte as GPUs Navi por parte do OverDrive, nessa nova versão do AMDGPU também estarão presentes correções no gerenciamento de tensão para hardwares SMU7 com tabelas de tensão personalizadas, bem como correções de manipulação de limites de tensão para hardwares SMU11, entre outros.

É importante deixar claro que a implementação do OverDrive para as GPUs Navi não tem nenhuma relação direta com a AMD, pois foi feita pela comunidade. Mais especificamente, foi o desenvolvedor Matt Coffin, que fez sozinho todo o trabalho, no que aparentemente foi a sua primeira contribuição para o AMDGPU.

Conclusão


Considerando que overclock em GPUs é algo bastante utilizado por usuários Windows, acredito que o desenvolvimento de uma interface gráfica para gerenciar o uso de tal funcionalidade no Linux, oficialmente suportada pela AMD, seja apenas questão de tempo. Acredito que usuários Linux tenham tanto interesse em utilizar tal funcionalidade quanto usuários Windows, porém, a grande maioria não tem o conhecimento, tempo livre, ou disposição para aprender a utilizar tal funcionalidade via linha de comando.

Aliás, já passou o tempo em que usuários Linux precisam ser “power users” para poderem utilizar as distros. Hoje em dia, é perfeitamente possível instalar, configurar e utilizar uma distro Linux sem utilizar o terminal, como você pode conferir no vídeo logo abaixo.


Dito isso, já passou da hora de a AMD dar aquela “forcinha”, e desenvolver, ou ao menos contribuir com o desenvolvimento de uma interface gráfica para o OverDrive.

Por fim, como tudo tem um lado positivo e outro negativo, na minha opinião o fato de a AMD ter aberto o código dos seus drivers, ao contrário da Nvidia, acaba diminuindo a responsabilidade que a mesma teria em desenvolver essas soluções, uma vez que a comunidade está empenhada em realizar tais tarefas. O quê pode acabar não sendo nada bom para nós, usuários.

Você costuma fazer overclock em GPU? Sente falta de uma forma facilitada de executar tais tarefas no Linux? Caso a resposta seja “sim”, recomendo fortemente que entrem em contado com a AMD, e dêem esse feedback. Quem sabe se muitos clientes solicitarem, eles atendam ao pedido. 😁

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Fonte: Phoronix


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Google lança projeto de design de chip, OpenTitan, de código aberto

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quarta-feira, 6 de novembro de 2019

O Google está desenvolvendo um projeto para design de chips em código aberto, que poderá ser implementado por qualquer hardware ou software, seu objetivo é assegurar a integridade com maior transparência e todas as vantagens que o Open Source pode oferecer.

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Recentemente abordamos em uma postagem que a System76 começou a distribuir seus laptops com a alternativa livre ao UEFI e BIOS. Curiosamente os Chromebooks também fazem uso do Coreboot, e agora o Google está adotando um novo projeto Open Source. Não é surpresa para ninguém que gigantes da tecnologia passaram a incorporar projetos de código aberto em suas empreitadas. O modelo aberto não é mais um sonho, passou a ser o padrão em muitos mercados, mesmo que utilizado em conjunto à modelo proprietários. Enfim, a liberdade do Open Source permite isso, então não é um crime, como muitos pintam.

O Google vem utilizando tais soluções em determinados aspectos de seus vários nichos de mercado, inteligência artificial, servidores, mobile, laptops, entre outros. Falando em laptops, você já viu nosso review sobre o Chrome OS?

Confira o vídeo e saiba se vale a pena ou não, utilizar o sistema baseado em Linux do Google:


Maior segurança com OpenTitan


Não é de agora que empresas vêm investindo em soluções mais seguras para seus equipamentos. A Apple, por exemplo, desenvolveu o chip T2 presente nos mais recentes MacBooks visando a segurança dos seus dispositivos. Através dos vários meios que dificultam a vida dos invasores, podendo ser palavras-passe, chaves de encriptação, entre outros. Tais alternativas tentam evitar ataques de hackers mal-intencionados, pondo em risco os dados contidos em tais equipamentos.

No ano passado o Google apresentou ao mundo sua chave de segurança, Titan, contendo um chip customizado pela própria empresa. O gadget da empresa era, literalmente, uma chave na qual o usuário utilizava via USB e também tinha uma variante para uso em smartphones que poderia ser conectado sem fio.

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Em conjunto com diversas universidades e outras entidades, o Google passa a desenvolver um chip focado em segurança e totalmente Open Source. Valendo-se de sua experiência com o Titan, o design do chip denominado de OpenTitan tem agora toda uma comunidade para contribuir com o projeto. Algumas que o Google destaca, são: LowRisc, ETH Zurich, G+D Mobile Security, Nuvoton Technology e a Western Digital.

Vale ressaltar que o OpenTitan poderá ser utilizado para os mais variados fins, e por ser de código aberto, curar todo projeto acabará se tornando bem mais transparente. Em um mundo envolto por escândalos de espionagem entre nações, backdoors sendo implementado por pessoas mal intencionada e tudo mais. Um projeto deste calibre vem para somar e amenizar os estragos envoltos destes ataques contra a segurança.

O projeto será independente de plataforma, garantindo através de criptografia que o chip não seja violado. Toda a base desta tecnologia fornece uma sólida estrutura para o sistema operacional e aplicações em execução sobre o OpenTitan.

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Atualmente o Google faz uso do Titan na infra-estrutura do seus servidores, e sem dúvidas que com a implementação do OpenTitan nos mais diversos equipamentos e com adoção das grandes fabricantes de hardwares, podemos contar com um elemento a mais em nossa segurança. 

Contudo, este não é o primeiro projeto dedicado à criação de designs de chips focados em segurança. O Open Compute Project, fundado pelo Facebook e outras empresas, foi desenvolvido para assegurar servidores e toda a infraestrutura de diversas empresas.

O projeto OpenTitan pode ser conferido em seu repositório no Github. E quem sabe no futuro, computadores possam vir com o chip e até mais componentes de código aberto. 

O que você acha sobre projetos que visam aumentar a segurança? Acredita, assim como eu, que além do software o próximo passo são hardwares Open Source? 

Deixe nos comentários a sua opinião, participe de nossa comunidade no Diolinux Plus e não perca nenhuma novidade.

Até o próximo post, que o futuro seja mais Open Source, SISTEMATICAMENTE! 😎



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Novidades nos testes do kernel Linux

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terça-feira, 29 de outubro de 2019

Em recente reunião do Linux Kernel Plumbers, que ocorreu em Lisboa, Portugal, o tópico “automação de testes para o kernel Linux” foi discutido. Os principais desenvolvedores do Linux uniram-se com o objetivo de empregar esforços em uma estrutura de testes sólidos: o KernelCI. Agora na Open Source Summit Europe, em Lyon, França, o KernelCI passa a ser um projeto da The Linux Foundation e receberá os investimentos e recursos necessários.

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Antes de tudo, você realmente sabe o que é Linux, se ele é apenas um kernel? Confira logo abaixo o vídeo do Gabriel do canal Toca do Tux, abordando o assunto.


Aprofundando mais neste assunto, verá à definição oficial da The Linux Foundation. Aposto que muita coisa será desmistificada, vindo da própria fundação que mantém o Linux, confira o artigo clicando aqui

O Desenvolvimento do kernel Linux


Atualmente o kernel Linux é desenvolvido por uma gigantesca comunidade, composta por pessoas físicas, organizações sem fins lucrativos, diversas empresas e eventuais colaboradores. O método utilizado para organização do projeto, é através da LKML (Linux Kernel Mailing List). Digamos que seja uma enorme lista de e-mails, na qual os desenvolvedores interagem entre si e sugerem mudanças e implementações no código. Contudo, esta forma nem sempre é uma das melhores para as diversas tarefas, questões relacionadas aos patches são um bom exemplo dado por Russel Currey, um dos desenvolvedores do kernel Linux, explicando:

“[Ao contrário de um projeto baseado exclusivamente no GitHub ou GitLab], em que uma solicitação ‘pull’ contém todas as informações necessárias para mesclar um grupo de alterações; um e-mail contendo, digamos, o patch 7/10, não possui esse contexto. É quase impossível saber de uma mensagem do e-mail, se uma série de patches foi mesclada, rejeitada ou substituída. Em geral, as listas de discussão simplesmente não possuem o mesmo nível de metadados que os sites de hospedagem de projetos contemporâneos e isso dificulta ainda mais o problema de CI [Integração Contínua]”.

Nesse contexto surge o KernelCI, projetado inicialmente para auxiliar o teste do Linux em uma gama de hardwares muito ampla. Pois, os testes eram realizados em um número bem limitado e específico de hardwares. Basicamente os desenvolvedores efetuavam testes em seus próprios equipamentos. Assim a certeza de um bom funcionamento era garantida para os hardwares mais comuns e populares no mercado, caso contrário, era bem provável que teste algum tenha sido realizado em equipamentos “específicos”.

Greg Kroah-Hartman, mantenedor da versão estável do Linux, explica:

“O Linux roda em todos os lugares e em tantos hardwares diferentes, mas os testes neles foram mínimos. A maioria das pessoas, estavam apenas testando as poucas coisas com as quais se importava. Então, queremos testá-lo com o mesmo hardware que nós. Poderia garantir que realmente oferecemos suporte a todo o hardware que afirmamos oferecer suporte “.

Os planos para utilização do KernelCI vão mais além do que implementar testes automáticos em hardwares. Como bem explicou, Kevin Hilman, seu co-fundador e engenheiro sênior da BayLibre em uma palestra na Open Source Summit Europe:

“Nós nos reunimos no Linux Plumbers. Um dos grandes problemas que temos agora é que temos seis ou sete projetos diferentes para teste de código que enviavam relatórios aos desenvolvedores e mantenedores do kernel. Isso estava ficando realmente irritante, então nos reunimos e dissemos: 'escolha um para usarmos como uma estrutura ', portanto, concordamos com o KernelCI, então todos trabalharemos juntos, para não duplicar nossos esforços e resultados”

Após consolidar efetivamente o novo KernelCI, não somente os testes em diferentes hardwares serão realizados. Como, seu objetivo passa a unificar os diferentes tipos de testes no kernel Linux. A atual deficiência do modelo de discussão através dos e-mails, para lidar com patches, será solucionada com um único local para armazenar, visualizar, comparar e acompanhar os resultados do inúmeros testes.

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Imagem - Davide Boscolo

Segundo o vice-presidente para desenvolvimento de negócios e consultoria open source e colaborador do KernelCI Collabora, Guy Lunardi, “Desde que o Linux tenha se tornado crucial para a sociedade, é essencial obter uma cobertura abrangente de testes do Kernel Linux. Ao aplicar a filosofia de código aberto ao teste, a arquitetura distribuída pelo KernelCI, permite que toda a comunidade do kernel colabore em torno de um único sistema de IC [Integração Contínua] upstream”.

O Linux tornou-se tão relevante e essencial para o cenário atual da tecnologia, que esforços para potencializar suas qualidades e sanar seus defeitos são desenvolvidos e implementados corriqueiramente. Não obstante, sua utilização transcende barreiras e sua atuação engloba uma infinidade de soluções no mercado. Agora com esse sistema de automatização, o KernelCI, versões de longo tempo de suporte (LTS) passarão a englobar um maior número de equipamentos e problemas já conhecidos. Problemas de mal funcionamento de hardware deixarão de existir, ou diminuirão drasticamente. Isso irá melhorar a qualidade, estabilidade e manutenção do kernel Linux. No final, toda uma comunidade será beneficiada.

O que você espera com tais mudanças? Você têm algum hardware que não funciona plenamente no Linux?

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Até o próximo post, te espero aqui no blog Diolinux, SISTEMATICAMENTE! 😎

Fonte: KernelCI, ZDnet.


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AMD anuncia entrada para o time "Patron" na Blender Foundation Development

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quinta-feira, 24 de outubro de 2019

Nesta quarta-feira (23), mais uma empresa de peso entrou para o time “Patron” da Blender Foundation Development, “engrossando” esse seleto grupo de empresas.


AMD anuncia entrada para o time "Patron" na Blender Foundation Development





Foi anunciado no Twitter oficial da fundação, que a AMD agora faz parte dos “Patron” da fundação, assim se juntando a Epic Games e a NVIDIA, essa última anunciamos a entrada dela nesta matéria bem completa para você conferir.




“Hoje a AMD ingressou ao Fundo de Desenvolvimento da Blender Foundation no nível Patron. Investiremos no desenvolvimento geral, na migração do Vulkan e para manter as tecnologias AMD bem suportadas por nossos usuários. Muito obrigado!”
Logo em seguida, foi a vez do Twitter oficial da AMD, fazer um tweet falando da entrada na fundação.

“A AMD tem orgulho de se juntar ao Fundo de Desenvolvimento da Blender Foundation como “Patron”, contribuindo para o sucesso das excelentes ferramentas de código aberto do Blender e mantendo as tecnologias AMD bem suportadas por todos os usuários.”

O nível Patron (Patrono ou Patrão), significa que a AMD estará destinando pelo menos €120 mil (na conversão atual, algo em torno de R$540 mil) por ano.

Mais uma vez, estamos vendo grandes empresas investindo “rios de dinheiro” em projetos open source, como o Blender, Krita e entre outros. Enfim estão percebendo o grande potencial de tais ferramentas e assim fazendo o famoso “Win-Win”, onde todos ganham e impulsionam o crescimento dos projetos.

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GNOME escolhe lutar legalmente contra alegação por suposta violação de patentes

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GNOME Foundation decide lutar legalmente contra uma alegação de infringir patente em um de seus programas. Após recusar proposta de um possível acordo de licenciamento, a Fundação GNOME responde à reivindicação e chama empresa de “Troll de patentes”.

gnome-foundation-quebra-reivindicação-patente-shotwell-software-livre-open-source-comunidade-gtk-imagem-gerenciador-fotos

Em setembro (25), a Fundação GNOME notificou em seu site que foi informada de um processo da Rothschild Patent Imaging, LLC alegando quebra de patente (9.936.086).

Essa alegação descrevia que a aplicação de código aberto para gerenciamento de fotos, o Shotwell, violava tal patente. Na época do ocorrido, Neil McGovern, o diretor-executivo da GNOME Foundation, declarou: “Contratamos advogados e pretendemos nos defender vigorosamente contra esse processo infundado. Devido ao litígio em andamento, infelizmente não podemos fazer mais comentários sobre o assunto”

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Após, quase um mês, houve um desenrolar desta situação. Mais declarações foram feitas no site do GNOME. Algumas bem alarmantes, que explicam mais sobre o ocorrido.

“É a primeira vez que um projeto de software livre está sendo alvo de algo assim, mas nos preocupamos de que não seja a última. A Rothschild Patent Imaging, LLC ofereceu-se para que nós pagássemos uma quantia alta de cinco dígitos, pela qual eles iam abandonar o caso e nos dariam uma licença para continuar o desenvolvendo do Shotwell”.

Podemos observar em um primeiro momento, a possível real intenção por trás desta ação, obter lucros de forma fácil. Não obstante, mais adiante a Fundação GNOME tem uma mensagem especial para o que eles apelidaram de “trolls de patentes”.

E agora, o que fazer?


Basicamente existiriam duas saídas, aceitar este “acordo”, pagar uma baita grana e subjugar-se e não se opondor. A segunda, e adotada pelo GNOME, é ir adiante e brigar legalmente, demonstrando que tais alegações não têm fundamento. Essa escolha, não é a mais cômoda, porém pode evitar que no futuro outros projetos de código aberto sejam afetados por essa alegação de patente. Quanto aos custos, talvez a primeira opção até seja mais em conta (e olha que eram 5 dígitos), pois todos esses encargos ao recorrer em tribunal podem acabar saindo mais caro; isso financeiramente falando, porém, as consequências para toda uma comunidade seriam catastróficas. 

Então, Neil McGovern instruiu o consultor jurídico da Shearman & Sterling (que representa o GNOME) a apresentar três documentos no tribunal da Califórnia, EUA. Sendo eles:

  • Uma moção para descartar o caso imediatamente. A GNOME Foundation não crê que a patente seja válida ou que um software possa ser patenteado dessa maneira. O objetivo é garantir que essa patente não seja usada contra ninguém, nunca;
  • Uma resposta oficial à reivindicação da RPI. Na concepção do GNOME não existe nenhum caso para o qual eles devem responder e que o uso do Shotwell, ou qualquer software livre em geral, não são afetados por esta patente;
  • E por último, um pedido de contra-reivindicação. Dando a certeza que a Rothschild não descarte a alegação de violação de patente, após perceberem que a Fundação GNOME irá lutar contra isso.

Ao que tudo indica, a RPI terá que pagar as taxas legais envolvidas na moção deste caso. Com essa investida feroz do GNOME, talvez empresas que se valem destes recursos pensem duas ou três vezes antes de usarem tais artifícios. 

Qual é essa patente e o que faz especificamente?


A patente (US 9.936.086) parece ser o mais genérico possível, englobando qualquer “Sistema e método de distribuição de imagem sem fio ou wireless”. Resumidamente nenhum software pode interagir com outro equipamento e trocar imagens via rede sem fio. Esse é justamente um dos recursos do Shotwell, permitir a transferência das imagens de um dispositivo para o computador via wi-fi.

Essa não é a primeira vez que a RPI tenta investir de tal modo contra outras empresas ou organizações. De acordo com a moção apresentada em tribunal pelo GNOME, ela usou esta mesma patente contra cinco outras organizações e seu responsável Leigh Rothschild, só nos cinco últimos anos, já se envolveu em mais de 300 casos de quebra de patentes. 

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Mensagem da GNOME Foundation, sobre o caso


Toda essa situação ainda não findou, mas não parece sensato dizer que a RPI sairá triunfante com isso tudo. Aliás, a GNOME Foundation deixou um recadinho para os “Trolls de patentes”:

“Queremos enviar uma mensagem para todos os trolls de patentes de software por aí — lutaremos contra seu processo, venceremos e teremos sua patente invalidada. Para fazer isso, precisamos de sua ajuda. Ajude a apoiar a Fundação GNOME no envio de uma mensagem de que os trolls de patentes nunca devem ter como alvo o software livre, fazendo uma doação ao Fundo de Defesa de Trolls de Patentes do GNOME. Se não puder, ajude a espalhar a notícia com seus amigos nas mídias sociais”.

Mensagem dada, espero que episódios como esses não venham a ocorrer mais. Sei que essa “indústrias de patentes” geram casos assim nos EUA quase que diariamente.

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Laptops Linux com Coreboot começam a ser distribuídos pela System76

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sexta-feira, 11 de outubro de 2019

O Coreboot, anteriormente conhecido como LinuxBIOS, é um projeto que começou em meados de 1999 no Laboratório Nacional de Los Alamos, Novo México. Visando ser uma alternativa livre aos firmwares proprietários (BIOS ou UEFI) disponíveis na maioria dos computadores. Gigantes como o Google, já deram algum tipo de apoio no projeto ao longo destes anos. Curiosamente os Chromebooks também executam a firmware livre.

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A fabricante de PCs Linux e desenvolvedora do famoso sistema operacional Pop!_OS, passa a oferecer dois modelos de laptops com o Coreboot, no lugar da BIOS/UEFI. No final deste mês a empresa começará a enviar os modelos Galago Pro e Darter Pro com seu firmware de código aberto desenvolvido com Coreboot.

Essa notícia demonstra o compromisso da empresa, em não apenas oferecer sistemas, e até mesmo hardwares abertos, mas sim todo um conjunto. Obviamente que seu hardware lançado no ano passado, um computador chamado Thelio, é “aberto até aonde atualmente é possível”. Caso queira mais informações sobre esse computador, acesse a excelente matéria do Jason Evangelho na Forbes.

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Ok! Mas qual a diferença entre o Coreboot e um firmware proprietário?


Além de todas as vantagens que um software livre pode oferecer, o Coreboot acaba sendo mais enxuto e segundo a System76, ele é capaz de iniciar até 29% mais rápido em comparação aos firmwares proprietários. Isso tudo devido a não possuir recursos desnecessários ou que não estão em execução em segundo plano, resultando em um sistema menos vulnerável e com um processo de boot mais veloz.

“O firmware de código aberto foi a última faísca a impulsionar nossa jornada, no sentido de criar tecnologia totalmente gratuita e aberta. Como o universo, estamos sempre expandindo para um futuro de código aberto, com progresso contínuo em hardware, software e firmware, e estamos animados em ver para onde nossa jornada nos levará”, complementa o porta-voz da System76.

Algumas perguntas relacionadas ao Coreboot foram efetuadas para System76. Don Watkins, do site OpenSource.com, questionou se o Coreboot será lançado em outras máquinas da empresa, na qual obteve a seguinte resposta: “Sim. A longo prazo, a System76 estará trabalhando para tornar aberto todos os aspectos de nosso computador Open. Thelio Io, a placa controladora do Desktop Thelio , é um hardware aberto com firmware aberto. Esta é uma longa jornada, mas estamos ganhando velocidade. Faz menos de um ano que o nosso desktop Thelio de hardware aberto foi lançado e agora estamos produzindo dois laptops com o System76 Open Firmware”.

Em matéria na Forbes, Jason Evangelho, perguntou se os usuários que são donos de equipamentos da marca, poderiam instalar o Coreboot em suas máquinas, a resposta foi: “No momento, o firmware aberto estará disponível apenas nos novos Galago (galp4) e Darter Pro (darp6). A System76 está estudando a capacidade de trazer o firmware aberto para nossos modelos anteriores, mas não sabemos quando ou se isso ocorrerá. Se estiver disponível, os nossos clientes receberão uma atualização de firmware usando nosso gerenciador de firmware”.

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Informações sobre o Darter Pro e Galago Pro


Ambos laptops podem ser equipados com CPUs Intel de 10ª geração (especificamente os modelos i5-10210U e o i7-10510U), ambos têm telas IPS Full HD foscas e anti-reflexivas. 

O Galago Pro é o modelo mais barato, custando a partir de US$ 949,00 (em conversão direta, aproximadamente R$ 3.900,00). Com um chassi de alumínio, diversas opções de conectividade, por exemplo, HDMI, DisplayPort e uma entrada Thunderbolt. O laptop pode ser configurado com até 32 GB de RAM e até 6 TB de armazenamento.

O Darter Pro pode ser adquirido com 32 GB de RAM e até 2TB de armazenamento, além de possuir uma gestão de bateria e usabilidade em torno de 10 horas de trabalho.

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Para mais detalhes, acesse este link

A System76 vem demonstrando extrema competência ao oferecer seus produtos com Linux, é uma pena a empresa não atuar no Brasil.

E você, gostaria de ter a possibilidade de utilizar computadores com uma firmware aberta como o Coreboot? Ou quem sabe uma adoção, pelas fabricantes do mercado.

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Até o próximo post, sucesso a essa empreitada da System76, SISTEMATICAMENTE! 😎

Fonte: System76, Forbes.
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Desenvolvedores do Blender planejam novos recursos para versão 2.81

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segunda-feira, 7 de outubro de 2019

No mês de agosto noticiamos a chegada da nova versão 2.80 do Blender, com inúmeras novidades e uma repaginada no visual e por “debaixo do capô”, agora seus desenvolvedores comentam um pouco mais sobre as possíveis features que serão adicionadas ao Blender 2.81. 

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O Blender é reconhecido por sua competência e completa gama de ferramentas. Um software bem poderoso e mantido pela Blender Foundation, de código aberto, e que segue uma rígida política de desenvolvimento. Contudo, não quero dizer que seu desenvolvimento é rigoroso, no sentido de não receber novas ideias, pelo contrário existe uma organização e tempo para tudo. O Blender divide esses processos em fases de desenvolvimento, como a maioria dos grandes projetos, para entender um pouco sobre as novidades do Blender 2.81, será interessante descobrir um pouco mais sobre esses estágios de desenvolvimento.

Ao todo são 5 ciclos até termos a versão final, sendo eles:

  • Bcon1 (9 semanas): começa com os desenvolvedores aceitando os commits aprovados ou enviando-os para revisão. Neste período todo o esforço é alocado para trabalhar em cima destes commits no código. A comunidade poderá ter uma noção de quais features aparecerão na próxima versão do Blender;
  • Bcon2 (4 semanas): essa fase tem como foco dedicar-se à triagem de bugs, solucionando as falhas de alta prioridade, e tornar estáveis os recursos anteriormente aceitos no “bcon1”. Os desenvolvedores podem se concentrar em fornecer recursos bem polidos, enquanto o restante (os que não foram considerados muito importantes para versão atual) podem ser aprimorados a tempo do próximo bcon1;
  • Bcon3 (4 semanas): é quando as coisas ficam realmente interessantes. Ao mesmo tempo que o bcon3 da versão atual do Blender, o bcon1 da próxima versão é iniciado. Uma nova ramificação de lançamento é criada para deixar a versão do código principal aberta para novos recursos, enquanto os coordenadores de projeto do Blender avaliam se os desenvolvedores precisam trabalhar em algo mais ou apenas focar nos recursos já pré-determinados;
  • Bcon4 (1 semana): fase em que apenas os commits críticos são mesclados, e a comunidade pode testar o que será a nova versão instável e estável do Blender;
  • Bcon5 (1-2 dias): estágio em que as compilações finais são empacotadas para todas as plataformas, ajustes finais nos registros e imagens promocionais, mídias sociais, anúncios em vídeo e a opção final é configurada no blender.org para a exibição do novo lançamento na página de download.

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EMMYS 2018 Motion Graphics - de Allucinari, feito com o Blender 2.80 alpha.

Novidades no Blender 2.81


A versão do Blender 2.81 está na fase bcon2, significando que já foram decididas as possíveis features da nova versão. Lembrando que seria uma irresponsabilidade afirmar que todas essas mudanças estariam presentes no Blender 2.81, afinal durante o desenvolvimento muita coisa pode mudar e recursos problemáticos podem ser abandonados. Todavia, até o momento os desenvolvedores elaboraram essa lista:


Se você gosta de experimentar as novidades do Blender, efetuar o download das nightly builds é uma opção. Caso encontre alguma falha, sinta-se à vontade para contribuir relatando os bugs e auxiliando no desenvolvimento do Blender.

O Blender 2.81 tem bastante novidade a caminho, reforçando que se no final do bcon3 ou até mesmo do bcon2, os coordenadores do projeto decidam abandonar tais recursos ou deixarem para outra versão, assim farão.

Utiliza o Blender em seus projetos? 

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