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Audacity lança versão 2.3.3 com 75 correções de bugs

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quarta-feira, 27 de novembro de 2019

Recentemente foi lançada a versão 2.3.3 do editor de áudio Audacity, que conta com 75 melhorias que tornaram o software ainda mais robusto e confiável do que sempre foi.

audacity-lanca-versao-2.3.3-com-75-correcoes-de-bugs

O Audacity é sem dúvidas um dos softwares para gravação e edição de áudio mais confiáveis e leves disponíveis no mercado. Além de ser um software extremamente completo, o mesmo também é gratuito, open source e multiplataforma, estando disponível para Linux, Windows e MacOS.

O quê há de novo?


Recentemente a equipe responsável por manter o software divulgou a lista de correções de bugs e melhorias que estão presentes na versão 2.3.3 do software. A mais nova versão do Audacity não conta com muitas novas funcionalidades, pois desta vez a equipe direcionou os seus esforços a aprimorar o trabalho já feito, deixando o software ainda mais estável e confiável.

Dentre as 75 melhorias implementadas nesta versão, podemos destacar:

• Corrigido bug que impedia o funcionamento correto do “slider” de seleção de qualidade ao exportar arquivos nos formatos .aac e .m4a;
• Os efeitos de “Reverb”, “Repair” e “Paulstretch” foram aprimorados para que sejam aplicados de forma mais rápida em sistemas Linux;
• Resolvido problema que fazia com que o software fechasse ao tentar redimensionar um arquivo de áudio a fim de alterar o seu tempo;
• Resolvido problema de ruído ao utilizar a ferramenta “Punch & Roll”;
• Quaisquer espaços em branco deixados na linha do tempo serão tratados como silêncio, ao invés de serem removidos ao exportar;
• Agora serão exportadas apenas as faixas e trechos que você consegue ouvir ao reproduzir o preview. Anteriormente, todas as faixas do projeto, mesmo aquelas mutadas, eram exportadas para o arquivo de áudio, o que acabava por tornar os arquivos mais pesados.
• O efeito “Equalizador” agora será separado em dois efeitos diferentes, sendo um deles o “Equalizador gráfico”, e o outro o “Equalizador em Curvas”. Anteriormente ambos os modos de equalização estavam agrupados no mesmo efeito, o que acabava por ocasionar bugs.

Instalação


O Audacity pode ser instalado através da loja de aplicativos da maioria das distros. Além disso, o software também está disponível para instalação através de um PPA, bem como nos formatos Snap e Flatpak.

Snap


Para instalar o software via Snap, simplesmente copie e cole o comando abaixo no seu terminal, ou então acesse a página do aplicativo na Snap Store.

snap install audacity --edge

Caso você não saiba o que é, ou como trabalhar com pacotes Snap, este artigo é tudo o que você precisa. 😊

Flatpak


Para executar a instalação via Flatpak, você pode acessar a página da aplicação no Flathub, ou simplesmente rodar o comando abaixo:

flatpak install flathub org.audacityteam.Audacity

Se você não sabe o que é, ou como trabalhar com Flatpaks, confira o nosso tutorial sobre o assunto. Lembrando que após ter instalado o suporte ao Flatpak, será necessário adicionar o repositório Flathub, que pode ser feito com o comando abaixo:

flatpak remote-add --if-not-exists flathub https://flathub.org/repo/flathub.flatpakrepo

Instalação via PPA no Ubuntu e derivados


Para efetuar a instalação através do PPA no Ubuntu e derivados, rode os comandos abaixo na seguinte ordem:

sudo apt-add-repository ppa:ubuntuhandbook1/audacity

sudo apt update

sudo apt install audacity

O Audacity é um dos softwares que utilizo há mais tempo, mesmo na época em que eu nem conhecia Linux já o utilizava no Windows. É incrível como softwares Open Source e gratuitos podem chegar há um nível de qualidade igual, ou até superior há muitos softwares proprietários produzidos por empresas milionárias. Outro bom exemplo de software gratuito e poderoso, é o Blender, sobre o qual já falamos aqui no blog.

Falando em Blender, em breve teremos um curso sobre ele lá no Diolinux Play. E já temos um sobre o Audacity, bem como cursos de Gimp e Terminal Linux. Além de vários outros conteúdos extras sendo publicados todas as semanas.

Particularmente, não conheço outro programa de edição de áudio que seja tão bom e simples de usar quanto o Audacity, e ao mesmo tempo gratuito. Dito isso, gostaria muito de saber de você, qual é o seu programa de edição de áudio favorito? Conte mais nos comentários! 😁

Você gosta de Linux e tecnologia? Tem alguma dúvida ou problema que não consegue resolver? Venha fazer parte da nossa comunidade no Diolinux Plus

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Flatpak 1.5 lançado com novidades

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quinta-feira, 3 de outubro de 2019

O Flatpak vem evoluindo a cada momento, funcionalidades estão sendo adicionadas e mais programas sendo oferecidos neste formato de empacotamento. Se você está se perguntando: “Mas que raios é esse tal de Flatpak?”. Escrevemos uma postagem explicando um pouco mais sobre essa tecnologia.

flatpak-linux-ubuntu-mint-fedora-ppa-runtime-freeze-pacote

No ano passado o Flatpak chegou em sua versão 1.0, com novos parâmetros e melhorias de performance, daí em diante o processo de lapidação não parou. Avançando um pouco no tempo, chegamos ao início do ano, sendo que em fevereiro a versão 1.2, além de adicionar novos parâmetros, foi repaginado o visual do Flatpak via terminal. Possuindo assim, uma melhor disposição nas informações via CLI. 

O desenvolvimento está tão acelerado que inúmeras versões já foram lançadas este ano. Agora o mais recente lançamento é anunciado com um recurso aguardado por muitos.

Saiba mais sobre o Flatpak


Sabemos que tudo tem seus prós e contras, afinal, nós humanos desenvolvemos a tecnologia atual. Caso esteja na dúvida entre os formatos, acesse nossa postagem detalhando um pouco mais as diferenças entre os “novos concorrentes” de distribuição de softwares no Linux.

Muitos não compreendem as vantagens do Flatpak, ou demais formatos. Outros chegam a acreditar e generalizar que seu uso é inviável, ou até impossível. 

Comparações com a forma de distribuição e funcionamento entre o Windows e Linux, também são alvo de acalorados debates e discussões. Contudo, alguns falam sem conhecer realmente essas diferenças, apenas repetem como papagaios. Para não correr este risco, acesse uma matéria demonstrando os tipos de pacotes e instalações, tanto no Windows, como no Linux. Inclusive indico que vejam o vídeo contido na postagem acima, o mesmo contém muitas informações adicionais.

Flatpak 1.5


Uma das vantagens do Flatpak, é utilizar programas em versões atualizadas sem a preocupação de conflitos de dependências. Ter as últimas versões das aplicações, sem comprometer o sistema é uma característica interessantíssima. No entanto, pense numa hipótese em que o usuário, por algum motivo, deseja “congelar”/fixar o app em determinada versão e evitar downloads automáticos. O recurso que estava sendo aguardado por vários usuários de Flatpak, torna-se realidade com a nova versão.

As mudanças da versão 1.5, são:

  • Novas opções no “flatpak install”, a exemplo, o parâmetro “--or-update”;
  • Um novo comando, o “flatpak mask”, permitindo fixar a versão dos flatpaks evitando downloads automáticos;
  • Suporte a atualizações automáticas e seu monitoramento no portal flatpak;
  • Correções nas atualizações dos serviços exportados com o dbus-broken;
  • Aprimoramento visual ao utilizar via CLI, ocultando colunas na saída do terminal caso todas sejam, iguais;
  • Correções de eventuais erros em que os repositórios remotos não eram removidos adequadamente;
  • O flatpak-session-helper passa a ser vinculado a mais bibliotecas;
  • OCI: agora suporta imagens marcadas (“tagueadas”) com rótulos e anotações;
  • OCI: passa a sempre gerar históricos para imagens;
  • OCI: suporta docker mimetypos em adição aos mimetypos do OCI.
  • A desinstalação agora sempre funciona, mesmo que o repositório remoto tenha sido removido abruptamente (forçado);
  • Novas chaves de configuração dos idiomas default agora permitem a adição na lista do sistema, em vez de uma substituição;
  • Vários pequenos ajustes no comportamento e na saída do CLI foram realizados.

Você pode adicionar o Flatpak em seu sistema, seguindo o nosso tutorial. Todavia, nem sempre as versões contidas nos repositórios das distribuições serão as mais atuais. O Ubuntu é um belo exemplo. Para obter as últimas versões no sistema da Canonical, será necessário a adição do PPA oficial do Flatpak.

sudo add-apt-repository ppa:alexlarsson/flatpak

sudo apt update

sudo apt install flatpak

Obviamente que não é obrigatório utilizar este formato via terminal, pensando nisso, criamos essa matéria ensinando como habilitar o suporte aos Flatpaks na loja do Ubuntu.

Normalmente não indico a utilização de PPAs, cada caso um caso, entretanto muitas correções de bugs apenas estão presentes nas mais atuais. Posso relatar um caso chato que me ocorreu. A versão do Flatpak contida nos repositórios do Ubuntu, simplesmente passou a baixar inúmeras runtimes do meu driver de vídeo NVIDIA, indiferente da versão utilizada. E a cada nova versão, mais e mais novas runtimes eram baixadas ( não estavam em uso). Mesmo removendo-as, eram baixadas novamente. Logo após instalar a versão do PPA, consegui resolver o tal bug (esse caso ocorreu faz um tempo).

Em nosso fórum Diolinux Plus, também notei relatos de usuários que obtiveram algum erro durante a instalação de apps em Flatpak, devido a versão antiga nos repositórios do Ubuntu e outras distros, como o Debian. Então, se por algum motivo tudo funciona corretamente para você, talvez não exista a necessidade de atualizar para as últimas versões através do PPA. Analise e tome suas próprias decisões, por sua conta e risco.

OBS.: Até o momento o Flatpak via PPA ainda não recebeu a versão 1.5, você pode verificar diretamente por este link e confirmar se o mesmo foi atualizado.

Para eventuais dúvidas, utilize o comando: “flatpak --help” para visualizar cada função. Não sabe a versão do Flatpak contida em seu sistema? “flatpak --version” lhe mostra o versionamento.

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Fonte: Flatpak.
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Jogue games da Battle.Net, como Overwatch no Linux via Lutris

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quarta-feira, 2 de outubro de 2019

Battle.Net é um serviço online de jogos da Blizzard, que conta com títulos apreciados pelo mundo gamer, alguns que posso citar são: World of Warcraft, Diablo III, Warcraft III, Overwatch, entre outros. Infelizmente o launcher da Blizzard, não possui uma versão nativa para Linux. Todavia não se preocupe, iremos te mostrar como configurar a Battle.Net em seu Ubuntu, Mint e derivados.

blizzard-launcher-games-jogo-linux-battlenet-battle-net-wine-proton-lutris-script-ppa-ubuntu-mint-gamer-overwatch-diablo-world-warcraft

Há um tempo seria insensatez formar uma frase afirmando que o pinguim é viável para jogos. Contudo, se existe algo que aprendi nestes anos utilizando Linux, é que as coisas evoluem e mudam tão rapidamente no cenário de TI, que a cada dia um projeto bombástico pode ser revelado. Foi assim com o Proton e o Steam Play da Valve, mas existem games fora da loja da Steam e nem por isso você deixará de jogá-los. Caso tenha um game na Battle.Net e queira instalar em sua distro Linux, no meu caso o Overwatch, proceda conforme irei demonstrar.

Preparando o sistema


Mencionei anteriormente que a Blizzard não disponibilizou seu launcher para Linux, entretanto sua instalação é bem simples. Um passo extra será necessário, ao invés de simplesmente baixar o programa e instalá-lo, iremos utilizar “um intermediário”. Afinal, a Battlenet.Net não foi desenvolvida com o Linux em mente, mas através do Wine (que não é um emulador e sim uma camada de compatibilidade, digamos que ele traduz o que o programa para Windows diz para o Linux e vice-versa). Se ainda não configurou seu sistema para jogos, essa postagem pode lhe auxiliar. Se possui um computador com uma placa de vídeo NVidia, instale os drivers como no artigo acima, isso vale para utilizadores de placas AMD ou até mesmo APUs, ou processadores Intel (sem uma GPU offboard), contudo nestes casos a versão do Mesa Driver deve ser a mais atual (prefiro utilizar as últimas versões estáveis, e nada de tentar instalar driver da Nvidia em uma AMD ou processador Intel… Parece besteira, mas já recebi pedidos de ajuda por conta dessas gafes).

O Lutris também é o fiel escudeiro de todo gamer Linux, claro os que jogam títulos disponíveis para Windows. Temos um artigo demonstrando sua instalação.

A mágica do shell script


Que tal automatizar a instalação do Wine, do Vulkan, do Lutris e diversas bibliotecas exigidas para o bom funcionamento da Battle.Net no Linux? Você pode fazer os procedimentos manualmente ou seguindo os artigos que escrevemos no Diolinux. 

Pensando em sua comodidade, disponibilizamos um script para configurar de forma automática o Wine, Lutris, Vulkan e demais libs. Se você já tem o Driver de vídeo configurado, no caso das NVidias e o Mesa Driver para os demais. Basta, executar o script e esperar a mágica acontecer. Depois só nos resta instalar a Battle.Net, diretamente do Lutris.

Este script adiciona o repositório PPA do Lutris e o repositório do Wine, posteriormente instalando não só o Lutris em si, mas também o Wine, com adições de alguns pacotes indicados para rodar games que usem Vulkan, DXVK ou D9VK (libvulkan1 32 e 64 bits), além de adicionar alguns pacotes extras para garantir a compatibilidade com o lançador da Battle.Net.

Baixe o script diretamente do repositório do Diolinux no Github, clicando no botão “Clone or download”.

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Extraia o arquivo ZIP, entre no diretório que será criado de nome “Lutris-Wine-BattleNet-master”. 

Clique com o botão direito do mouse em cima do script, “Lutris+Wine+BattlNet.sh”, acesse a opção “propriedades” e marque a opção que permite a execução do arquivo como um programa na aba “Permissões”. Isso no caso do Ubuntu, utilizando o Nautilus, em outros ambientes gráficos os passos podem ser um pouco diferentes.

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Agora clique dentro do Nautilus, ou seu gestor de arquivos, com o botão direito do mouse (você deve clicar em algum espaço vazio, não em cima dos arquivos) e vá à opção “Abrir no terminal”.

Se você não permitiu a execução do script, conforme mencionei anteriormente um passo extra será exigido. Dar essas permissões.

sudo chmod a+x Lutris+Wine+BattlNet.sh

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Para executar o script utilize o comando abaixo, digite sua senha e espere a mágica acontecer (conexão com a internet é exigida).

./Lutris+Wine+BattlNet.sh
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Instalando a Battle.Net


Já configuramos tudo, só basta instalar o launcher da Blizzard. O Lutris é bem prático neste quesito e também automatiza tudo. Existem duas formas de instalar programas ou jogos no Lutris.

A primeira é acessando diretamente a página do programa em questão no site do Lutris, e clicar em “Install”.

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Um pop-up irá abrir, informando que este link precisa de um programa para ser aberto. Abra o link e ele vai te direcionar ao Lutris instalado em seu sistema.

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Outra forma é pesquisando diretamente no software do Lutris em seu computador por “Battlet.Net”, logo após clicar em “Install”.

blizzard-launcher-games-jogo-linux-battlenet-battle-net-wine-proton-lutris-script-ppa-ubuntu-mint-gamer-overwatch-diablo-world-warcraft

Algumas opções aparecerão, clique novamente em “Install” para versão “Standard”.

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Confirme o local da instalação.

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Caso o Lutris aconselhe a instalação do “Wine Mono”, instale o complemento.

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Aguarde o procedimento findar, isso dependerá de sua conexão com a internet.

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Daí em diante você pode proceder normalmente, como faria no Windows ou macOS, escolhendo seu jogo e efetuando a instalação.

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Você costuma jogar muito? Talvez irá gostar dos tutoriais ensinando a instalar a Epic Games Store ou a Uplay no Linux.


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MusicBrainz Picard 2.2 lançado com player embutido

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terça-feira, 17 de setembro de 2019

Organizar seus álbuns musicais nem sempre é uma tarefa simples, ainda mais quando é necessário pesquisar pelas informações corretas. Pois bem! MusicBrainz Picard pode ser uma ótima solução.

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MusicBrainz Picard é um software open source, multiplataforma e desenvolvido pela Fundação MetaBrainz, a mesma responsável pelo banco de dados MusicBrainz. O Picard pode, com apenas um clique, encontrar diversos álbuns de música em diferentes formatos, como: MP3, FLAC, OGG, M4A, WMA, WAV, entre outros.

Utilizando as impressões digitais de áudio AcoustID, os arquivos são identificados e comparados com as músicas no banco de dados, isso tudo sem que os metadados estejam presentes em seus arquivos ou estejam incompletos. Editar as tags de suas músicas com o programa torna-se bem prático.

Algumas novidades do MusicBrainz Picard 2.2


Diversos bugs foram corrigidos, resolvendo falhas em suas versões, seja para Windows, Linux, macOS, etc.

Outros recursos mais técnicos foram adicionados, caso tenha interesse, acesse este link e veja os detalhes. Uma novidade que posso destacar, entre as demais, é a adição de um player de música embutido. O recurso ainda é beta, mas simplificará o ato de editar as tags e demais configurações. Poupando tempo, ao não obrigar o uso de outro player em conjunto. Algo simples, mas que vem para somar e tornar tudo mais fácil. Ainda é possível escolher por outro player instalado, lembre-se que por se tratar de uma feature em beta, pode ocorrer bugs com essa nova função.

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Instalação do MusicBrainz Picard 2.2


Existem versões do app para muitas plataformas, irei demonstrar para o Ubuntu via PPA, Flatpak e Snap, para englobar o máximo possível de distribuições Linux. Aliás, Flatpak é a maneira que aconselho e utilizo o software no Linux. Outras distribuições podem tanto instalar a versão contida no Flathub, que demonstrarei a seguir, ou acessar o link “Linux” e escolher conforme sua distro no site oficial do Picard (Snap também é uma opção).

Baixe a versão conforme seu sistema operacional:


Picard via PPA


Usuários de Ubuntu e derivados podem instalar o Picard via PPA conforme demonstrarei, entretanto, reforço que o uso do Flatpak e Snap diminui a obrigatoriedade de tal método.

Adicionando o PPA Stable do Picard:

sudo add-apt-repository ppa:musicbrainz-developers/stable

Atualizando a lista de pacotes:

sudo apt update

Instalando o Picard:

sudo apt install picard

Caso queira remover o Picard via PPA, desinstale o programa e depois remova seu PPA.

Removendo o Picard:

sudo apt remove picard

Removendo o PPA:

sudo add-apt-repository -r ppa:musicbrainz-developers/stable

Picard via Flatpak


Outro modo de obter o Picard, é via Flatpak. O programa encontra-se no repositório Flathub, facilitando a instalação nas principais distribuições Linux. Usuários do Linux Mint podem pesquisar diretamente na loja pelo programa, caso esteja utilizando o Ubuntu, não se preocupe, essa postagem demonstra a configuração do Flatpak e adição do Flathub no sistema da Canonical. Assim, basta pesquisar na loja por “Picard flatpak” e instalar o app.

musicbrainz-picard-metabrainz-musica-som-audio-album-cd-meta-tag-info-mp4-m4a-ogg-mp3-flac-editor-ppa-ubuntu-snap-mint-flatpak-flathub-snapcraft

Usuários de outras distros, podem configurar o Flatpak em seus sistemas por esse link. Já o guia oficial do Flatpak, além de demonstrar a configuração, ensina como adicionar o repositório Flathub. Se preferir fazer tudo via terminal, eis os comandos logo abaixo.

Adicionando o repositório Flathub:

flatpak remote-add --if-not-exists flathubhttps://flathub.org/repo/flathub.flatpakrepo

Instalando o Picard Flatpak:

flatpak install flathub org.musicbrainz.Picard

A remoção pode ser desta maneira:

flatpak remove org.musicbrainz.Picard

Picard via Snap


O Picard também está na Snapcraft, vale ressaltar que na presente data em que escrevo este artigo, essa versão está na “2.1” e não encontrei no site do Picard a menção de um pacote Snap. Provavelmente este Snap é empacotado pelo pessoal da Canonical, sem envolvimento da Fundação MetaBrainz.

No Ubuntu basta pesquisar diretamente na loja por: “Picard” e instalar a versão em Snap, outros sistemas baseados em Linux devem adicionar o suporte ao Snap. Acesse este guia e configure seu sistema

Instalando o Picard Snap:

sudo snap install picard

Removendo o Picard Snap:

sudo snap remove picard

O Picard é uma aplicação interessantíssima, ainda mais com sua enorme base de dados, porém, caso queira outras alternativas o “EasyTag” e “Puddletag” são recomendadas e vale o teste.

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Emulador de Nintendo Wii e GameCube, Dolphin Emu no Linux

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segunda-feira, 26 de agosto de 2019

A comunidade de gamers no Linux vem crescendo a cada ano, sejam games via Steam, Wine ou quaisquer que sejam os meios. O cenário “retro gamer” é bem presente e forte na plataforma do pinguim. Existem até distribuições com foco em emulação de consoles antigos. Hoje apresento um dos melhores emuladores disponíveis no Linux, o Dolphin Emu.

dolphinemu-dolphin-emulador-nintendo-gamecube-wii-linux-mint-ubuntu-ppa-flatpak

O Dolphin Emu é capaz de emular duas gerações distintas de consoles, o Nintendo GameCube e o Nintendo Wii. Não confunda o Dolphin Emu com o gerenciador de arquivos do projeto KDE, já vi algumas pessoas se confundirem por conta disso.

O emulador é software livre e sempre está em constante desenvolvimento, sendo que a cada nova versão sua performance melhora drasticamente. Os games podem ter sua resolução escalonada (em até 5K), melhorando muito seu visual. A compatibilidade com diversos joysticks é um ponto a se destacar e em todos os anos que venho utilizando o Dolphin Emu, nunca vi um que não tenha sido reconhecido. Outras características interessantes, como: contador de fps, modo multiplayer online e local, presets de joysticks, suporte aos joysticks originais de cada console, resolução Full HD (indo além da resolução original dos jogos), e muito mais.

dolphinemu-dolphin-emulador-nintendo-gamecube-wii-linux-mint-ubuntu-ppa-flatpak

Caso esteja interessado, o emulador é multiplataforma e existem versões para Linux, Windows, macOS e Android (para plataformas mobiles). Acesse seu site oficial, para mais detalhes.

dolphinemu-dolphin-emulador-nintendo-gamecube-wii-linux-mint-ubuntu-ppa-flatpak

Dolphin Emu diretamente do repositório oficial (da distro)


Você pode encontrar o emulador diretamente da loja de sua distribuição, no Ubuntu o programa encontra-se na versão 5.0 e pode ser instalado tanto pela interface gráfica ou terminal. Essa opção não é a mais atual, caso não se importe com versionamento ou possíveis melhorias de performance dos mais recentes lançamentos, basta pesquisar por: “Dolphin Emu” e instalar pelo Ubuntu Software (Gnome Software) ou loja de sua distro.

dolphinemu-dolphin-emulador-nintendo-gamecube-wii-linux-mint-ubuntu

No terminal é muito simples também.

Instale o Dolphin Emu via terminal:

sudo apt install dolphin-emu

Removendo o Dolphin Emu:

sudo apt remove dolphin-emu

Dolphin Emu via PPA


Existem várias formas de se obter o Dolphin Emu em sua distribuição Linux, o emulador encontra-se na maioria dos repositórios, porém, nem sempre a versão será a mais recente. Alguns preferem compilar diretamente do GitHub (não tão prático para um iniciante), enquanto outros via PPA.

Para instalar o Dolphin Emu no Ubuntu, Mint ou derivados. Segue abaixo todos os comandos necessários.

Adicione o PPA do Dolphin Emu:

sudo add-apt-repository ppa:dolphin-emu/ppa

Atualize a lista de pacotes:

sudo apt update

Instale o Dolphin Emu via PPA:

sudo apt install dolphin-emu

Agora se deseja remover de seu sistema, prossiga desta maneira.

Removendo o Dolphin Emu:

sudo apt remove dolphin-emu

Removendo o PPA do seu sistema:

sudo add-apt-repository -r ppa:dolphin-emu/ppa

Não se preocupe com todos estes comandos de terminal, seu intuito é ser bem simples e direto ao ponto. No entanto, você poderá fazer todo esse procedimento sem abrir o terminal. Ensinamos como instalar programas via PPA por interface gráfica nesta postagem, acesse e faça sem digitar uma linha na famigerada telinha preta (se é o que deseja).

Mesmo o PPA sendo mantido pela equipe do Dolphin Emu, suas atualizações não são tão constantes, como a terceira opção que irei demonstrar. Particularmente não creio que a adição de um PPA seja necessário em pleno 2019, salve poucos casos, ficando a seu cargo. Curiosamente, mesmo tendo um dos membros do projeto Dolphin Emu mantendo o PPA e no site oficial existir a indicação do mesmo. No Launchepad do Ubuntu, é descrito que as builds não são oficiais (vai entender 😵😵😵).

Dolphin Emu via Flatpak


O Dolphin Emu está disponível no repositório Flathub, curiosamente, sua versão em Flatapk recebe mais atualizações e na maioria das vezes está em versões superiores a do PPA (sempre venho observando, até o momento nunca vi a versão do PPA na frente ou equiparada com os lançamentos do Dolphin Emu Flatpak). O motivo disso? “Mistérios da meia noite” (😁️😁️😁️).

Antes será necessário adicionar o suporte a Flatpak em seu Ubuntu, por sorte essa postagem demonstra todo procedimento.

Outras distros podem ser configuradas conforme descrevemos aqui (o repositório Flathub deve ser adicionado ao sistema, logo abaixo demonstrarei). Com tudo pronto, pesquise na loja por: “Dolphin Emu” e escolha a opção em Flatpak (usuários de Linux Mint não precisam configurar nada previamente).

dolphinemu-dolphin-emulador-nintendo-gamecube-wii-linux-mint-ubuntu-ppa-flatpak-flathub

Obviamente que o procedimento pode ser feito com auxílio do terminal.

Adicionando o repositório Flathub via terminal:

flatpak remote-add --if-not-exists flathub https://flathub.org/repo/flathub.flatpakrepo

Instalando o Dolphin Emu Flatpak via terminal:

flatpak install flathub org.DolphinEmu.dolphin-emu

Removendo o Dolphin Emu Flatpak via terminal:

flatpak remove org.DolphinEmu.dolphin-emu

Instalando o Dolphin Emu, você poderá jogar seus títulos do Nintendo Wii e GameCube com vantagens e facilidades que só a versão emulada traz. Outro ponto interessante é que instalando o emulador via PPA ou Flatpak, a opção gráfica de utilizar o Vulkan, além do OpenGL estará disponível. Algo não presente no emulador instalado diretamente do repositório do Ubuntu.

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Até o próximo post, te espero aqui no blog Diolinux, SISTEMATICAMENTE! 😎
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Lollypop um player de música completo

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quarta-feira, 14 de agosto de 2019

Lollypop é um poderoso player de música desenvolvido em GTK, software livre e muito famoso no meio GNOME. No entanto, sua usabilidade não se limita ao ecossistema GNOME, podendo ser utilizado em diversos ambientes e até outros sistemas. Afinal, o player também está disponível para FreeBSD.

player-música-gnome-gtk-lollypop-ppa-flatpak-ubuntu-mint

Durante este ano de 2019 venho mais do que nunca utilizando diversos players de música. Há muito tempo substitui meus “momentos sonoros” pelo streaming via Spotify, e quando offline utilizava o VLC player. Infelizmente meu player favorito foi “abandonado pela Canonical”, era o Music, uma das aplicações do Unity 8 com convergência conforme o redimensionamento da janela. Obviamente que sou movido tanto pela praticidade, funcionalidades, como visual. Veja o visual logo abaixo do Music.

music-ubuntu-unity8-canonical

Contudo, se existe algo em que o Lollypop não peca (e não estou falando do Android 😁😁😁), é em seu visual e quantidade de recursos. O player chama a atenção com seu visual minimalista e elegante. Além, de também possuir uma certa convergência ao se adaptar conforme redimensione sua janela.

player-música-gnome-gtk-lollypop-ppa-flatpak-ubuntu-mint

Uma curiosidade é que o Lollypop é o player de música padrão do smartphone com Linux da Purism, o Librem 5. Algumas características deste belo player, que posso destacar são:

  • Tema dark;
  • Reprodução dos principais formatos de áudio, por exemplo: MP3, MP4, OGG, FLAC, entre outros (até hoje não tive problema com formatos);
  • Navegação de suas músicas por: gênero, artista, capa;
  • Pesquisa rápida e eficiente;
  • Integração com atalhos de teclado;
  • Suporte a lista de reprodução (podendo importar playlists);
  • Visualização em modo tela cheia;
  • Sincronização MTP;
  • Suporte a telas de alta intensidade (HiDPI);
  • Suporte a TuneIn;
  • Integração com a web, podendo buscar informações de canções diretamente em serviços, como o Last.fm;
  • Download das capas dos albúns e dos artistas (o legal que o player não te força esse recurso, sendo totalmente opcional);
  • Suporte a rádio;
  • Visualização do artista por contexto;
  • Equalizador de áudio;
  • Sistema de favoritos, você pode dar notas as suas músicas com estrelas (podendo ouvir as prediletas ou pesquisar e montar suas playlists “mais acaloradas”);
  • Adição de vários diretórios em locais diferentes com suas músicas;
  • Possibilidade de ouvir música via streaming (por incompatibilidades com algumas APIs proprietárias, esse recurso pode nem sempre funcionar perfeitamente);
  • Opções como: transição suave entre as músicas, repetição, separação por categorias, redimensionamento das miniaturas de seus álbuns, e muito mais. 

player-música-gnome-gtk-lollypop-ppa-flatpak-ubuntu-mint

Existem várias formas de se obter o Lollypop nas distribuições, como Arch Linux, Fedora e OpenSUSE. Basta pesquisar normalmente no repositório, seja via terminal ou pela loja. No Ubuntu e derivados existe a possibilidade da adição de um PPA ou via Flatpak (forma que também pode ser utilizada em outras distros).

Lollypop via PPA


A instalação via PPA é um meio de se obter o Lollypop, entretanto, caso seja iniciante recomendo a segunda opção. Particularmente não creio que atualmente o uso de PPAs seja a melhor forma de se obter softwares no Ubuntu, salvo poucas exceções.

Adicionando o PPA via terminal:

sudo add-apt-repository ppa:gnumdk/lollypop

Atualizando a lista de pacotes:

sudo apt update

Instalando o Lollypop do PPA via terminal:

sudo apt install lollypop

Removendo o PPA:

sudo apt-get install ppa-purge && sudo ppa-purge ppa:gnumdk/lollypop

Lollypop via Flatpak


O Lollypop encontra-se no repositório Flathub, antes de tudo, para instalar o Lollypop desta maneira será necessário ter o Flatpak configurado em seu sistema. Para usuários de outras distros que não sejam o Ubuntu ou Mint, acesse essa postagem (o repositório do Flathub deve ser adicionado, conforme irei abordar ao demonstrar o processo via terminal). No Ubuntu, você pode acompanhar todo passo a passo deste post, e além de configurar o Flatpak, configurar a GNOME Software (loja do Ubuntu) para efetuar suas instalações via interface gráfica. Após ter tudo pronto, pesquise por: “Lollypop” e instale a aplicação (no Linux Mint, basta pesquisar, não sendo preciso nenhuma configuração prévia).

player-música-gnome-gtk-lollypop-flathub-flatpak-ubuntu-mint

O processo pode ser igualmente feito via terminal, caso tenha preferência ou sua distribuição não possua uma loja que suporte este tipo de pacote.

Adicionando o repositório Flathub via terminal:

flatpak remote-add --if-not-exists flathub https://flathub.org/repo/flathub.flatpakrepo

Instalando o Lollypop Flatpak via terminal:

flatpak install flathub org.gnome.Lollypop

Removendo o Lollypop Flatpak via terminal:

flatpak remove org.gnome.Lollypop

Conclusão


O Lollypop é uma alternativa muito interessante, funcional e bonita. Ao que parece o mesmo permanecerá em meu sistema por muito tempo. O player passou a ser um de meus favoritos, seja por sua beleza ou eficiência. No entanto, existem muitas soluções atuais em que eu e meu colega de trabalho, Ricardo (O Cara do TI), abordamos durante este ano de 2019. Recomendo que experimente e descubra qual o melhor player de música para você. Segue a lista: Olivia Player, Elisa Player, Museeks, Tauon Music Box e o Strawberry para os mais saudosistas. 

Faça parte de nosso fórum Diolinux Plus, existem muitos audiófilos por lá também (😁😁😁).

Agora vou ouvir algumas músicas no Lollypop, enquanto vou criando a capa deste post, SISTEMATICAMENTE! 😎


Fonte: GNOME.
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Como instalar o LibreOffice no Linux

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sábado, 10 de agosto de 2019

O LibreOffice é uma suíte office muito popular entre usuários do pinguim, mas também com usuários Windows e Mac. Hoje você verá algumas maneiras de se obter essa poderosa suíte office.

libreoffice-office-planilha-documento-apresentação-slide-deb-ppa-snap-flatpak-appimage

No momento em que escrevo esse artigo, estou utilizando o Ubuntu 18.04, porém, a dica é válida para todos derivados e com exceção do passo que demonstrarei a instalação de pacotes DEB e PPA, as principais distribuições poderão fazer uso das demais formas apresentadas. Feitas essas ressalvas, vamos pôr as mãos na massa!

Instalando o LibreOffice diretamente do site


Acesse o site oficial do LibreOffice, e efetue o download da última versão, escolhendo a versão conforme sua distro, no exemplo estou usando Ubuntu (DEB).

libreoffice-office-planilha-documento-apresentação-slide-deb

Ao efetuar o download o site irá sugerir mais 2 pacotes, a interface do usuário e ajuda em português. Baixe ambos.

libreoffice-office-planilha-documento-apresentação-slide-deb

Para maior organização, extraia os arquivos em uma pasta. Comece pelo pacote do LibreOffice, no momento que faço essa postagem o “LibreOffice_6.3.0_Linux_x86-64_deb”, verá que dentro dele existe uma pasta denominada “DEBS” com diversos pacotes dentro.

libreoffice-office-planilha-documento-apresentação-slide-deb

Clique dentro da pasta com o botão direito do mouse, e selecione a opção “Abrir no terminal”.

libreoffice-office-planilha-documento-apresentação-slide-deb

Dentro do terminal, digite o comando para instalar todos os pacotes.

sudo dpkg -i *.deb

libreoffice-office-planilha-documento-apresentação-slide-deb

Espere a conclusão da instalação, e repita o procedimento com os demais arquivos que baixou e extraiu (ajuda e linguagem do usuário em português). Caso tenha alguma dúvida, veja o procedimento neste vídeo.


LibreOffice via PPA


Essa opção é para quem quer ter a instalação via PPA oficial do LibreOffice. Particularmente não vejo a necessidade em instalar por esta maneira, porém, alguns usuários ainda fazem uso deste tipo de instalação.

Adicionando o PPA via terminal:

sudo add-apt-repository ppa:libreoffice/ppa

Atualizando a lista de pacotes:

sudo apt update

Instalando o LibreOffice do PPA via terminal:

sudo apt install libreoffice

Removendo o PPA:

sudo apt-get install ppa-purge && sudo ppa-purge ppa:libreoffice/ppa

LibreOffice via Snap


Outra possibilidade é instalar o LibreOffice no formato Snap. Usuários do Ubuntu podem simplesmente pesquisar na loja por: “LibreOffice”, atente-se para a origem do pacote e veja se o mesmo é o Snap.

libreoffice-office-planilha-documento-apresentação-slide-deb-ppa-snap-snapcraft

Se estiver utilizando outra distribuição, que não seja o Ubuntu, por exemplo o Linux Mint. Acesse essa postagem e habilite o Snap em seu sistema. A instalação também poderá ser feita via terminal, caso sua distribuição não possua uma loja com integração com o Snap ou queira utilizar o terminal.

Instalando o LibreOffice via Snap:

sudo snap install libreoffice

Removendo o LibreOffice via Snap:

sudo snap remove libreoffice

LibreOffice via Flatpak


A suíte mais famosa do mundo Linux também está disponível no Flathub, assim caso queira utilizar o LibreOffice no formato Flatpak sua instalação é bem simples. Usuários do Linux Mint, por exemplo, podem pesquisar por: “LibreOffice flatpak” e instalar sem prévias configurações. No Ubuntu será necessário habilitar o suporte ao Flatpak e adicionar o repositório Flathub, uma tarefa tranquila e com um passo a passo para você. Após configurar o seu Ubuntu, instale diretamente da loja conforme mencionei para o Mint.

libreoffice-office-planilha-documento-apresentação-slide-flathub-flatpak

Outras distribuições que não tenham o Flatpak por padrão, podem utilizar esse post. A adição do repositório do Flathub é um requisito importante, irei demonstrar a seguir aos usuários que decidirem instalar o LibreOffice via terminal.

Adicionando o repositório Flathub:

flatpak remote-add --if-not-exists flathubhttps://flathub.org/repo/flathub.flatpakrepo

Instalando o LibreOffice Flatpak via terminal:

flatpak install flathub org.libreoffice.LibreOffice

Removendo o LibreOffice Flatpak via terminal:

flatpak remove org.libreoffice.LibreOffice

LibreOffice via AppImage


Uma forma bem interessante para utilização do LibreOffice é o AppImage, com ele não será necessária nenhuma instalação e você pode até manter o arquivo salvo em um pendrive. Baixe do site oficial e escolha a versão desejada. São 3: Basic (apenas em inglês), Standard (com outras línguas, incluindo o português) e Full (com todas as línguas suportadas). No exemplo logo abaixo efetuei o download da Standard.

libreoffice-office-planilha-documento-apresentação-slide-appimage

Para executar o arquivo, clique com o botão direito do mouse, vá em “Propriedades” >> “Permissões” e marque “Permitir a execução do arquivo como um programa”. Clique duas vezes sobre o AppImage e “seja feliz”.

libreoffice-office-planilha-documento-apresentação-slide-appimage

Obviamente que existem outras maneiras de instalar o LibreOffice em seu sistema, como via PPA ou até mesmo o pacote contido diretamente do repositório oficial de sua distribuição. No entanto, é bem provável que a versão baixada do site (seja a DEB, RPM ou AppImage) estarão nos últimos lançamentos. As opções em Snap e Flatpak costumam sempre seguir a mesma lógica, todavia, é normal que haja um pequeno atraso (geralmente no máximo uma semana).

Você pode escolher qual forma utilizará o LibreOffice, e o uso do terminal é opcional. Em distribuições com foco no usuário comum, às lojas auxiliam bastante. Particularmente gosto e acho bem prático utilizar o terminal, enfim, a instalação contempla ambos os gostos (😁😁😁).

Participe de nosso fórum Diolinux Plus e fique por dentro das novidades, até o próximo post, SISTEMATICAMENTE! 😎
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10 Dicas para novos usuários de Linux/Ubuntu

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terça-feira, 23 de julho de 2019

Recentemente fiz um post falando dos motivos que levam novos usuários a desistirem da plataforma, agora trago 10 dicas para os novos usuários. São conselhos simples, mas que podem fazer toda diferença. Para aqueles que estão esperando uma postagem com os motivos que me fizeram utilizar Linux, calma que provavelmente ele está a caminho (😏😏😏).

new-user-usuario-linux-ubuntu-iniciante-dicas

As dicas a seguir podem soar demasiadamente simples para usuários mais experientes no Linux, entretanto, a postagem destina-se aos novatos. Compartilhe com pessoas que queiram adentrar ao mundo do Pinguim, ou com iniciantes. Lembrando que foco no Ubuntu e seus derivados, por compreender que ele é a porta de entrada para muitos. No entanto, as dicas vão além, talvez um ou outro tópico, como PPA’s são exclusivamente para Ubuntu e derivados, mas os demais aplica-se a maioria das distribuições Linux (voltadas aos iniciantes, obviamente).

01 - Permita-se descobrir o sistema


Essa dica é para os novatos de plantão, não que as demais tenham foco em outro usuário. No entanto, essa é a que mais dá prazer ao se descobrir algo. Gaste algum tempo utilizando, aprendendo, “brincando” com o sistema. Se for mais além, evite isso em um computador com dados importantes ou que utilize para produção. Como dizem: “o céu é o limite”. Quando for utilizar o sistema, evite esses testes malucos na máquina de trabalho, e considere as dicas descritas neste poste.

02 - Você não precisa do Wine para tudo


Existem muitas programas no Linux. Você necessariamente não precisa executar aplicações do Windows para tudo. O Wine é uma forma paliativa para casos que não haja outra opção. Não é incomum ver usuários executando programas que existem versões nativas no Linux com o Wine. Pesquise se existe o app que usa na plataforma, e experimente as alternativas. Na realidade indico outra coisa, antes mesmo de migrarem para Linux, entretanto, isso ficará para outra postagem (😁😁😁).

03 - Mantenha seu sistema em dia


Atualizar o sistema garante possíveis correções de bugs e falhas graves. Mantendo o sistema em dia, sua segurança é maior. Alguns usuários não gostam de atualizar por terem que baixar vários gigabytes durante o processo. No entanto, se está utilizando o Ubuntu e instalou apenas o necessário, essa situação não será presente. Alguns sistemas trazem as últimas novidades, consecutivamente mais updates são exigidos. Não existe mal algum nisso, porém, evite tardar as atualizações. Caso seja uma atualização crítica, com alguma correção de vulnerabilidade, a faça imediatamente.

04 - Instale apenas os programas que for utilizar


Essa dica é simples e tem como alvo deixar seu sistema enxuto e por tabela mais seguro. Sem softwares desnecessários ao seu uso, as atualizações serão menores e o risco de vulnerabilidades com bugs também.

05 - Evite programas abandonados


Outra dica interessante é comparar diversas alternativas a um mesmo propósito. Por exemplo, suponhamos que queira um player de música novo. Existem inúmeras opções, cada uma para um gosto diferente. Mas se existe algo a se pensar, além do visual e funcionalidades, é se o pacote ainda vem sendo mantido. Novas atualizações não são apenas uma forma de receber recursos, mas também de correções de bugs e vulnerabilidades. Evite programas abandonados e dê preferência aqueles que estão em pleno desenvolvimento. Claro que nem sempre isso será possível, porém, minimizando ao máximo seu sistema se tornará mais seguro.

06 - PPA só em casos reais de necessidade


PPA é um assunto delicado, uns amam e outros odeiam. Caso não saiba o que são esses repositórios, temos essa matéria explicando sobre. O interessante dos PPA's é a possibilidade de utilizar programas, drivers e bibliotecas que nativamente não estão no repositório do sistema ou encontram-se em versões inferiores. Por muitos anos essa feature era uma necessidade de muitos usuários no Ubuntu, utilizar o mesmo sem PPA era quase impossível. Hoje a história mudou, com o surgimento de novos pacotes, como: AppImage, Flatpak e Snap. Para usuários de Nvidia o Ubuntu passou a adicionar as últimas versões do driver proprietário nos repositórios, então, nada de PPA (😉😉😉). Evite PPA's, use outros meios, reconsidere se é tão importante assim arriscar o sistema com possíveis erros de dependências e outras coisas.

07 - Cuidado com tutoriais “vencidos”


O mundo da tecnologia evolui de forma assombrosa, com o Linux não é diferente. Pelo contrário, parece que nos últimos anos o pinguim vem evoluindo tão rápido que fica até difícil acompanhar seu progresso. Isso tudo para facilitar a utilização por usuários comuns, tornando o sistema cada dia mais simples. Antes de utilizar algum comando pesquise um pouco mais, veja a data do tutorial, se já não existem outros modos ou se a solução seja mais simples no momento. Cuidado com PPA's “sem data de validade”, eles costumam ocasionar em diversos erros de dependências e quebrar o sistema. Pacotes DEB antigos podem fazer um estrago igualmente perigoso. Os novos pacotes (AppImage, Flatpak e Snap) evitam transtornos e não danificam seu sistema.

08 - O conhecimento é uma “chama”


O conhecimento é como um fogo, conforme você o alimenta mais ele cresce e ao compartilhar ele não diminui só se multiplica. Participe de grupos e fóruns, e tenha como máxima uma coisa que sempre ouvi (e creio que você também). Absorva o que é bom e descarte o que for ruim. Aprenda e também transmita adiante o que sabe, assim sua chama só tende a crescer e multiplicar. Crie tópicos, auxilie pessoas, você aprende enquanto ensina.

09 - “Cuidado por onde andas”


Essa dica é complementar a anterior. Absorver o que é bom não significa “manter-se entre os porcos”. Infelizmente na comunidade, assim como outra qualquer, existem pessoas radicais, mesquinhas e que só destroem. Fuja destes grupos e fóruns, evite tais usuários. Obviamente, que mesmo em grupos sensatos alguns “sem noção” vão aparecer. Apenas ignore, trate os outros com gentileza e não deixe sua chama apagar. Para quem tem dúvidas de onde ingressar, recomendo o fórum Diolinux Plus. O pessoal é mente aberta, não importa se você usa, Windows, Linux ou macOS.

10 - Siga, incentive e compartilhe bons conteúdos


É comum pessoas compartilharem notícias que as deixam “#¿$?%!¡ da vida” ou que são fake news. Ao se deparar com conteúdo tóxico, seja sensato. Respire fundo, deixe a raiva ir embora e ignore, mande para o limbo. Compartilhe apenas conteúdos significantes, acompanhe produtores que façam mais pela comunidade ao invés de quem propaga mentiras. Incentive projetos que em algum momento acrescentaram em sua vida. Assim outros poderão ser beneficiados e o projeto não morrerá. Nós produtores de conteúdo precisamos de seu apoio, seja ele financeiro, com engajamento ou compartilhamento. Assim mais e mais pessoas podem descobrir nossos projetos.

Curtiu as 10 dicas? Acrescentaria algo? Considere criar um tópico em nosso fórum Diolinux Plus, lembre-se a chama do conhecimento não se apaga ao compartilhar, só tende a se multiplicar.

Até o próximo post, SISTEMATICAMENTE! 😎
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