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COPR: Os PPAs do Fedora

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segunda-feira, 20 de janeiro de 2020

Saiba o que são e como utilizar os repositórios copr do Fedora.


Todos, ou ao menos a maioria de vocês que estão lendo esse artigo já devem saber o que é, ou ao menos ter ouvido falar nos PPAs. Aos “desavisados”, os PPAs são repositórios de softwares para o Ubuntu e seus derivados que podem ser criados e mantidos por qualquer pessoa que tenha conhecimento o suficiente para fazê-lo.

Caso você ainda esteja meio que “boiando” no assunto repositórios, o vídeo abaixo com certeza irá deixar bem claro do que se trata.


Agora que você já sabe o que são repositórios, vamos aos copr.

A sigla copr significa “Cool Other Package Repo”, e em termos leigos é uma plataforma na qual qualquer desenvolvedor pode criar repositórios para distribuir os seus softwares para que possam ser instalados de forma facilitada em qualquer máquina com o Fedora instalado.

A associação com os PPAs é inevitável, já que a ideia por trás do serviço é bastante semelhante, mas na prática os repositórios copr são utilizados para objetivos um pouco diferentes do que os PPAs.

É extremamente comum encontrar programas internet afora que dependam de PPAs para serem instalados no Ubuntu e derivados. Já no caso do Fedora, a maior parte dos programas utilizados pela maioria dos usuários estão presentes nos repositórios oficiais ou no RPM Fusion, de forma que podem ser instalados diretamente da loja de aplicativos do sistema. Em outros casos, muitos desenvolvedores optam por disponibilizar os pacotes .rpm, que podem ser instalados de forma semelhante aos .deb da base Debian/Ubuntu ou aos .exe do Windows.

Na maioria dos casos, os repositórios copr são utilizados para fins de testes, disponibilizando versões “bleeding edge”, betas ou até alphas de softwares, como por exemplo o repositório “che-mesa” que contém versões extremamente atualizadas do Mesa Driver, sobre o qual falamos neste artigo.

Como utilizar?


Todos os repositórios copr podem ser encontrados no site oficial do serviço, e a instalação procede da seguinte forma:

No exemplo abaixo estarei ativando o copr do repositório “che-mesa”, utilizando os nomes do usuário e do repositório que podem ser encontrados na página do mesmo, conforme pode ser visto na imagem abaixo.

sudo dnf copr enable che/mesa

Encontrando nome do usuário/repositório no copr.
Pronto! Agora na próxima vez que você atualizar o seu sistema, ou instalar algum software o repositório será sincronizado automaticamente. 

Para remover o repositório, basta utilizar o mesmo comando, substituindo “enable” por “remove”, conforme o exemplo abaixo.

sudo dnf copr remove che/mesa

E por fim, para remover todos os softwares que haviam sido instalados a partir do repositório recém removido, basta rodar o comando a seguir:

sudo dnf distro-sync

Obs.: Os repositórios copr assim como os PPAs são repositórios que podem ser criados e mantidos por qualquer pessoa que tenha o conhecimento necessário para fazê-lo. Tanto nós do Diolinux, quanto a equipe do próprio Fedora não podemos garantir a segurança ou o funcionamento de qualquer copr. Use por sua conta e risco!

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Kisak PPA: Uma ótima opção para o Mesa Driver no Ubuntu

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sexta-feira, 17 de janeiro de 2020

Conheça o “kisak-mesa”, um PPA do Mesa Driver mantido por um desenvolvedor afiliado à Valve que pode ser uma excelente alternativa aos velhos conhecidos Padoka e Oibaf.

kisak-ppa-alternativa-ao-mesa-driver-no-ubuntu-debian-e-derivados

Recentemente fizemos um artigo apresentando a vocês opções de PPAs para o Mesa Driver, e como utilizá-los no Ubuntu e seus derivados. Foi na sessão de comentários do referido artigo recebemos uma sugestão do nosso amigo Esdras sobre o Kisak PPA, que após ter testado, cheguei a conclusão de que é uma opção tão boa quanto, ou talvez até melhor que os PPAs Padoka e Oibaf.

As Diferenças


As diferenças entre o Padoka Stable, Padoka Unstable e Oibaf já foram abordadas no artigo anterior, por isso neste artigo me limitarei a falar sobre o diferencial do Kisak PPA.

Tratando-se do Mesa Driver, bem como da grande maioria dos softwares, o melhor é sempre utilizar uma versão do mesmo que não seja muito antiga, mas também que não seja muito nova. Versões muito recentes dos softwares, também conhecidas como “bleeding edge” ou “unstable” tem o lado positivo de trazerem sempre as últimas atualizações e recursos dos mesmos, mas tem também o lado negativo de não terem sido muito testadas e tendem a apresentar mais bugs.

Padoka e Oibaf


Dito isso, no momento em que estou escrevendo este artigo o Padoka Stable traz a versão 19.2 do Mesa Driver, que não chega a ser uma versão velha, é a mesma que está presente por padrão no Ubuntu 19.10 e Fedora 31. O Mesa 19.2 é uma versão estável, mas não traz algumas novidades importantes como o compilador de shaders ACO, e o Vulkan Overlay Layer. Isso faz com que o Padoka Stable seja uma excelente opção para usuários de distros com pacotes um pouco mais antigos, como o Ubuntu 18.04 LTS que não buscam por essas novas funcionalidades, não fazendo sentido utilizá-lo em distros com pacotes mais atuais, como o Fedora 31 ou Ubuntu 19.10.

Tanto o Padoka Unstable quanto o Oibaf encontram-se com o Mesa na versão 20.0, que é justamente a versão mais atual do software. É a versão que traz todas as novidades, mas também é aquela que mais tem chances de apresentar algum bug. Sendo assim, eu diria que é uma boa escolha para se utilizar para fins de testes, em máquinas que não são utilizadas para produção, e em casos nos quais o usuário não irá ser muito prejudicado caso alguma coisa “quebre”.

Kisak PPA


Por fim temos o kisak-mesa, que é mantido por um desenvolvedor afiliado à Valve, e moderador do Github da mesma. O Kisak PPA traz o Mesa Driver na versão 19.3, que traz várias melhorias que não estão presentes no 19.2, ao mesmo tempo não sendo tão “bleeding edge” quanto a versão 20.0. Sendo assim uma excelente opção para usuários de qualquer distro atual, já que é capaz de fornecer uma versão mais atual do Mesa Driver, ao mesmo tempo não sendo tão “bleeding edge”.

Atualmente o Kisak PPA suporta o Ubuntu nas versões 18.04.3 LTS, 19.04 e 19.10.

Como instalar?


O procedimento de utilização do Kisak PPA é o mesmo de qualquer outro PPA. Caso você não conheça esse procedimento, temos um artigo que lhes mostra como instalar PPAs no Ubuntu sem o uso do terminal.

Para instalar o Kisak PPA simplesmente copie e cole o comando abaixo no seu terminal.

Ubuntu e derivados:

sudo apt-add-repository ppa:kisak/kisak-mesa -y && sudo apt update && sudo apt upgrade -y

KDE Neon:

sudo apt-add-repository ppa:kisak/kisak-mesa -y && pkcon update

Agora é recomendável que você reinicie o seu sistema, e pronto!

Para checar qual é a versão do Mesa Driver que você está utilizando no momento, copie e cole o comando abaixo, e observe conforme na imagem a seguir:

glxinfo | grep OpenGL

Descobrindo a versão em uso do Mesa Driver utilizando o comando "glxinfo | grep OpenGL".
Obs.: PPAs são repositórios que podem ser criados e mantidos por qualquer pessoa que tenha o conhecimento necessário para fazê-lo. Nós do Diolinux não garantimos o funcionamento de qualquer PPA. Use por sua conta e risco!

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Instale a última versão do Mesa Driver no Fedora, Ubuntu e derivados

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terça-feira, 24 de dezembro de 2019

Manter o Mesa Driver em uma versão mais atualizada pode dar ao usuário acesso a novas funcionalidades, melhor compatibilidade, e em alguns casos até melhorias de desempenho em jogos e aplicações 3D, o que pode ser um excelente negócio, especialmente para usuários de GPUs AMD, e APUs Intel.


Por possuírem lançamentos fixos (point release) e um grande foco em estabilidade, distribuições como o Linux Mint, as versões LTS do Ubuntu, e outras distros que são baseadas nela, com o tempo acabam ficando com certos softwares em versões relativamente antigas. Para contornar tal característica nessas distros é bastante comum utilizarmos os PPAs (Personal Packages Archives), que como o próprio nome já diz são repositórios pessoais nos quais qualquer usuário com o devido conhecimento pode manter e distribuir pacotes próprios ou de terceiros.

A versão mais atual do Ubuntu, a 19.10, bem como o Fedora 31 fazem uso do Mesa Driver na versão 19.2. Já a versão 18.04 LTS do Ubuntu está utilizando o Mesa 18.0, e o Linux Mint 19.3 utiliza o Mesa Driver 19.0. Todavia, a versão estável mais recente do Mesa atualmente é a 19.3, que não está presente em nenhuma dessas distros, e pode ser uma versão muito interessante para usuários de chips gráficos Intel e AMD.

O Mesa Driver 19.3 trouxe melhorias de compatibilidade importantes para proprietários de GPUs Navi da AMD, e CPUs Intel da microarquitetura “Tiger Lake”. Essa também é a primeira versão a trazer por padrão o compilador de shaders ACO, desenvolvido pela Valve, e também o software de monitoramento de hardware em jogos, o Mesa Vulkan Overlay. Já cobrimos todas essas novidades e várias outras no post de lançamento do Mesa Driver 19.3.

Agora mostrarei a vocês como manter os drivers atualizados no Ubuntu, derivados do Ubuntu e Fedora. Para o Ubuntu e derivados temos três PPAs diferentes que podemos utilizar. São eles o Padoka nas versões de teste e estável, e também o Oibaf PPA. Já para o Fedora 31 utilizaremos um repositório copr, que de forma simplificada, são como os PPAs, só que para o Fedora.

Como instalar no Ubuntu e derivados?


Caso você esteja utilizando o Elementary OS, antes de adicionar qualquer PPA será necessário instalar o pacote “software-properties-common”, o que pode ser feito com o comando abaixo:

sudo apt install software-properties-common

Padoka Stable


A versão estável do PPA do Padoka, que atualmente conta com o mesa na versão 19.0, é uma excelente escolha especialmente para usuários da versão LTS do Ubuntu que não querem se arriscar em instalar uma versão de testes. O “Padoka Stable” também é o PPA recomendado pela Valve na Wiki oficial do Proton. Para instalar o “Padoka Stable” simplesmente copie e cole o comando abaixo no seu terminal:

sudo apt-add-repository ppa:paulo-miguel-dias/pkppa -y && sudo apt update && sudo apt upgrade -y

Para o KDE Neon o comando é o seguinte:

sudo apt-add-repository ppa:paulo-miguel-dias/pkppa -y && pkcon update

Padoka Unstable


A versão “Unstable” do PPA do Padoka conta com o Mesa na versão 20.0, e é compatível com as versões 18.04 LTS e 19.10 do Ubuntu, bem como com as distros derivadas dessas versões. Essa é a versão mais atualizada do Mesa Driver disponível atualmente, e conta com todas as mais recentes novidades implementadas pelos desenvolvedores. Todavia, essa também é uma versão de testes, e não é recomendado o seu uso caso você esteja procurando por estabilidade. É perfeitamente possível que você jamais tenha qualquer problema ao utilizar tal versão, que inclusive é a que eu utilizo. Mas como o próprio nome já diz, é uma versão “Unstable”. Então use por sua conta e risco.

Para instalar o “Padoka Unstable” simplesmente copie e cole o comando abaixo no seu terminal:

sudo apt-add-repository ppa:paulo-miguel-dias/mesa -y && sudo apt update && sudo apt upgrade -y

Para o KDE Neon o comando é o seguinte:

sudo apt-add-repository ppa:paulo-miguel-dias/mesa -y && pkcon update

Oibaf PPA


O Oibaf PPA é o repositório no qual o “Padoka Unstable” é baseado, e também traz a versão mais recente do Mesa Driver, que atualmente é a 20.0. Por ser uma versão “unstable”, todas os avisos citados anteriormente sobre o “Padoka Unstable” também se aplicam ao Oibaf PPA. Como diferencial, o Oibaf é compatível com um número maior de versões do Ubuntu, sendo elas a 18.04, 18.10, 19.04 e 19.10.

Para instalar o “Oibaf PPA” simplesmente copie e cole o comando abaixo no seu terminal:

sudo apt-add-repository ppa:oibaf/graphics-drivers -y && sudo apt update && sudo apt upgrade -y

Para o KDE Neon o comando é o seguinte:

sudo apt-add-repository ppa:oibaf/graphics-drivers -y && pkcon update

Como instalar no Fedora 31?


No Fedora 31 utilizaremos o repositório “che/mesa”, que também conta com o Mesa Driver na versão 20.0. Sendo assim, todas os avisos citados anteriormente sobre o “Padoka Unstable” e o “Oibaf PPA” também se aplicam ao “che/mesa”.

Para atualizar o Mesa Driver para a versão 20.0 através do “che/mesa”, primeiro abra o editor de texto da sua preferência em modo de superusuário. Para fazê-lo, abra o terminal e digite “sudo NomeDoEditorDeTexto”. Por exemplo, se você estiver utilizando o GNOME Shell, o editor de texto padrão é o Gedit. Nesse caso, o comando é “sudo gedit”.

Feito isso, acesse a página oficial do repositório che/mesa, e conforme mostrado na imagem abaixo copie o conteúdo da primeira caixa de texto, cole dentro do editor de texto que você abriu como “root”, e salve o arquivo no diretório “/etc/yum.repos.d/” com o nome de “che-llvm.repo”.

Por fim, novamente abra o editor de texto em modo “root”, cole dentro dele o conteúdo da segunda caixa de texto, e salve no mesmo diretório “/etc/yum.repos.d/” com o nome de “che-mesa.repo".

Agora é só atualizar o seu sistema através da loja de aplicativos, ou com o comando abaixo:

sudo dnf update -y

Pronto! Após ter atualizado o Mesa Driver através do procedimento de sua preferência, é só reiniciar o sistema e aproveitar as novas funcionalidades. Mas lembre-se: se você não está tendo problemas, e não está precisando de nenhuma das novas funcionalidades, a melhor escolha é sempre manter a versão que está instalada no seu sistema por padrão. Como diz o ditado: “Em time que está ganhando não se mexe”.

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Audacity lança versão 2.3.3 com 75 correções de bugs

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quarta-feira, 27 de novembro de 2019

Recentemente foi lançada a versão 2.3.3 do editor de áudio Audacity, que conta com 75 melhorias que tornaram o software ainda mais robusto e confiável do que sempre foi.

audacity-lanca-versao-2.3.3-com-75-correcoes-de-bugs

O Audacity é sem dúvidas um dos softwares para gravação e edição de áudio mais confiáveis e leves disponíveis no mercado. Além de ser um software extremamente completo, o mesmo também é gratuito, open source e multiplataforma, estando disponível para Linux, Windows e MacOS.

O quê há de novo?


Recentemente a equipe responsável por manter o software divulgou a lista de correções de bugs e melhorias que estão presentes na versão 2.3.3 do software. A mais nova versão do Audacity não conta com muitas novas funcionalidades, pois desta vez a equipe direcionou os seus esforços a aprimorar o trabalho já feito, deixando o software ainda mais estável e confiável.

Dentre as 75 melhorias implementadas nesta versão, podemos destacar:

• Corrigido bug que impedia o funcionamento correto do “slider” de seleção de qualidade ao exportar arquivos nos formatos .aac e .m4a;
• Os efeitos de “Reverb”, “Repair” e “Paulstretch” foram aprimorados para que sejam aplicados de forma mais rápida em sistemas Linux;
• Resolvido problema que fazia com que o software fechasse ao tentar redimensionar um arquivo de áudio a fim de alterar o seu tempo;
• Resolvido problema de ruído ao utilizar a ferramenta “Punch & Roll”;
• Quaisquer espaços em branco deixados na linha do tempo serão tratados como silêncio, ao invés de serem removidos ao exportar;
• Agora serão exportadas apenas as faixas e trechos que você consegue ouvir ao reproduzir o preview. Anteriormente, todas as faixas do projeto, mesmo aquelas mutadas, eram exportadas para o arquivo de áudio, o que acabava por tornar os arquivos mais pesados.
• O efeito “Equalizador” agora será separado em dois efeitos diferentes, sendo um deles o “Equalizador gráfico”, e o outro o “Equalizador em Curvas”. Anteriormente ambos os modos de equalização estavam agrupados no mesmo efeito, o que acabava por ocasionar bugs.

Instalação


O Audacity pode ser instalado através da loja de aplicativos da maioria das distros. Além disso, o software também está disponível para instalação através de um PPA, bem como nos formatos Snap e Flatpak.

Snap


Para instalar o software via Snap, simplesmente copie e cole o comando abaixo no seu terminal, ou então acesse a página do aplicativo na Snap Store.

snap install audacity --edge

Caso você não saiba o que é, ou como trabalhar com pacotes Snap, este artigo é tudo o que você precisa. 😊

Flatpak


Para executar a instalação via Flatpak, você pode acessar a página da aplicação no Flathub, ou simplesmente rodar o comando abaixo:

flatpak install flathub org.audacityteam.Audacity

Se você não sabe o que é, ou como trabalhar com Flatpaks, confira o nosso tutorial sobre o assunto. Lembrando que após ter instalado o suporte ao Flatpak, será necessário adicionar o repositório Flathub, que pode ser feito com o comando abaixo:

flatpak remote-add --if-not-exists flathub https://flathub.org/repo/flathub.flatpakrepo

Instalação via PPA no Ubuntu e derivados


Para efetuar a instalação através do PPA no Ubuntu e derivados, rode os comandos abaixo na seguinte ordem:

sudo apt-add-repository ppa:ubuntuhandbook1/audacity

sudo apt update

sudo apt install audacity

O Audacity é um dos softwares que utilizo há mais tempo, mesmo na época em que eu nem conhecia Linux já o utilizava no Windows. É incrível como softwares Open Source e gratuitos podem chegar há um nível de qualidade igual, ou até superior há muitos softwares proprietários produzidos por empresas milionárias. Outro bom exemplo de software gratuito e poderoso, é o Blender, sobre o qual já falamos aqui no blog.

Falando em Blender, em breve teremos um curso sobre ele lá no Diolinux Play. E já temos um sobre o Audacity, bem como cursos de Gimp e Terminal Linux. Além de vários outros conteúdos extras sendo publicados todas as semanas.

Particularmente, não conheço outro programa de edição de áudio que seja tão bom e simples de usar quanto o Audacity, e ao mesmo tempo gratuito. Dito isso, gostaria muito de saber de você, qual é o seu programa de edição de áudio favorito? Conte mais nos comentários! 😁

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Flatpak 1.5 lançado com novidades

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quinta-feira, 3 de outubro de 2019

O Flatpak vem evoluindo a cada momento, funcionalidades estão sendo adicionadas e mais programas sendo oferecidos neste formato de empacotamento. Se você está se perguntando: “Mas que raios é esse tal de Flatpak?”. Escrevemos uma postagem explicando um pouco mais sobre essa tecnologia.

flatpak-linux-ubuntu-mint-fedora-ppa-runtime-freeze-pacote

No ano passado o Flatpak chegou em sua versão 1.0, com novos parâmetros e melhorias de performance, daí em diante o processo de lapidação não parou. Avançando um pouco no tempo, chegamos ao início do ano, sendo que em fevereiro a versão 1.2, além de adicionar novos parâmetros, foi repaginado o visual do Flatpak via terminal. Possuindo assim, uma melhor disposição nas informações via CLI. 

O desenvolvimento está tão acelerado que inúmeras versões já foram lançadas este ano. Agora o mais recente lançamento é anunciado com um recurso aguardado por muitos.

Saiba mais sobre o Flatpak


Sabemos que tudo tem seus prós e contras, afinal, nós humanos desenvolvemos a tecnologia atual. Caso esteja na dúvida entre os formatos, acesse nossa postagem detalhando um pouco mais as diferenças entre os “novos concorrentes” de distribuição de softwares no Linux.

Muitos não compreendem as vantagens do Flatpak, ou demais formatos. Outros chegam a acreditar e generalizar que seu uso é inviável, ou até impossível. 

Comparações com a forma de distribuição e funcionamento entre o Windows e Linux, também são alvo de acalorados debates e discussões. Contudo, alguns falam sem conhecer realmente essas diferenças, apenas repetem como papagaios. Para não correr este risco, acesse uma matéria demonstrando os tipos de pacotes e instalações, tanto no Windows, como no Linux. Inclusive indico que vejam o vídeo contido na postagem acima, o mesmo contém muitas informações adicionais.

Flatpak 1.5


Uma das vantagens do Flatpak, é utilizar programas em versões atualizadas sem a preocupação de conflitos de dependências. Ter as últimas versões das aplicações, sem comprometer o sistema é uma característica interessantíssima. No entanto, pense numa hipótese em que o usuário, por algum motivo, deseja “congelar”/fixar o app em determinada versão e evitar downloads automáticos. O recurso que estava sendo aguardado por vários usuários de Flatpak, torna-se realidade com a nova versão.

As mudanças da versão 1.5, são:

  • Novas opções no “flatpak install”, a exemplo, o parâmetro “--or-update”;
  • Um novo comando, o “flatpak mask”, permitindo fixar a versão dos flatpaks evitando downloads automáticos;
  • Suporte a atualizações automáticas e seu monitoramento no portal flatpak;
  • Correções nas atualizações dos serviços exportados com o dbus-broken;
  • Aprimoramento visual ao utilizar via CLI, ocultando colunas na saída do terminal caso todas sejam, iguais;
  • Correções de eventuais erros em que os repositórios remotos não eram removidos adequadamente;
  • O flatpak-session-helper passa a ser vinculado a mais bibliotecas;
  • OCI: agora suporta imagens marcadas (“tagueadas”) com rótulos e anotações;
  • OCI: passa a sempre gerar históricos para imagens;
  • OCI: suporta docker mimetypos em adição aos mimetypos do OCI.
  • A desinstalação agora sempre funciona, mesmo que o repositório remoto tenha sido removido abruptamente (forçado);
  • Novas chaves de configuração dos idiomas default agora permitem a adição na lista do sistema, em vez de uma substituição;
  • Vários pequenos ajustes no comportamento e na saída do CLI foram realizados.

Você pode adicionar o Flatpak em seu sistema, seguindo o nosso tutorial. Todavia, nem sempre as versões contidas nos repositórios das distribuições serão as mais atuais. O Ubuntu é um belo exemplo. Para obter as últimas versões no sistema da Canonical, será necessário a adição do PPA oficial do Flatpak.

sudo add-apt-repository ppa:alexlarsson/flatpak

sudo apt update

sudo apt install flatpak

Obviamente que não é obrigatório utilizar este formato via terminal, pensando nisso, criamos essa matéria ensinando como habilitar o suporte aos Flatpaks na loja do Ubuntu.

Normalmente não indico a utilização de PPAs, cada caso um caso, entretanto muitas correções de bugs apenas estão presentes nas mais atuais. Posso relatar um caso chato que me ocorreu. A versão do Flatpak contida nos repositórios do Ubuntu, simplesmente passou a baixar inúmeras runtimes do meu driver de vídeo NVIDIA, indiferente da versão utilizada. E a cada nova versão, mais e mais novas runtimes eram baixadas ( não estavam em uso). Mesmo removendo-as, eram baixadas novamente. Logo após instalar a versão do PPA, consegui resolver o tal bug (esse caso ocorreu faz um tempo).

Em nosso fórum Diolinux Plus, também notei relatos de usuários que obtiveram algum erro durante a instalação de apps em Flatpak, devido a versão antiga nos repositórios do Ubuntu e outras distros, como o Debian. Então, se por algum motivo tudo funciona corretamente para você, talvez não exista a necessidade de atualizar para as últimas versões através do PPA. Analise e tome suas próprias decisões, por sua conta e risco.

OBS.: Até o momento o Flatpak via PPA ainda não recebeu a versão 1.5, você pode verificar diretamente por este link e confirmar se o mesmo foi atualizado.

Para eventuais dúvidas, utilize o comando: “flatpak --help” para visualizar cada função. Não sabe a versão do Flatpak contida em seu sistema? “flatpak --version” lhe mostra o versionamento.

Faça parte do fórum Diolinux Plus, e compartilhe nosso conteúdo, SISTEMATICAMENTE! 😎

Fonte: Flatpak.
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Jogue games da Battle.Net, como Overwatch no Linux via Lutris

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quarta-feira, 2 de outubro de 2019

Battle.Net é um serviço online de jogos da Blizzard, que conta com títulos apreciados pelo mundo gamer, alguns que posso citar são: World of Warcraft, Diablo III, Warcraft III, Overwatch, entre outros. Infelizmente o launcher da Blizzard, não possui uma versão nativa para Linux. Todavia não se preocupe, iremos te mostrar como configurar a Battle.Net em seu Ubuntu, Mint e derivados.

blizzard-launcher-games-jogo-linux-battlenet-battle-net-wine-proton-lutris-script-ppa-ubuntu-mint-gamer-overwatch-diablo-world-warcraft

Há um tempo seria insensatez formar uma frase afirmando que o pinguim é viável para jogos. Contudo, se existe algo que aprendi nestes anos utilizando Linux, é que as coisas evoluem e mudam tão rapidamente no cenário de TI, que a cada dia um projeto bombástico pode ser revelado. Foi assim com o Proton e o Steam Play da Valve, mas existem games fora da loja da Steam e nem por isso você deixará de jogá-los. Caso tenha um game na Battle.Net e queira instalar em sua distro Linux, no meu caso o Overwatch, proceda conforme irei demonstrar.

Preparando o sistema


Mencionei anteriormente que a Blizzard não disponibilizou seu launcher para Linux, entretanto sua instalação é bem simples. Um passo extra será necessário, ao invés de simplesmente baixar o programa e instalá-lo, iremos utilizar “um intermediário”. Afinal, a Battlenet.Net não foi desenvolvida com o Linux em mente, mas através do Wine (que não é um emulador e sim uma camada de compatibilidade, digamos que ele traduz o que o programa para Windows diz para o Linux e vice-versa). Se ainda não configurou seu sistema para jogos, essa postagem pode lhe auxiliar. Se possui um computador com uma placa de vídeo NVidia, instale os drivers como no artigo acima, isso vale para utilizadores de placas AMD ou até mesmo APUs, ou processadores Intel (sem uma GPU offboard), contudo nestes casos a versão do Mesa Driver deve ser a mais atual (prefiro utilizar as últimas versões estáveis, e nada de tentar instalar driver da Nvidia em uma AMD ou processador Intel… Parece besteira, mas já recebi pedidos de ajuda por conta dessas gafes).

O Lutris também é o fiel escudeiro de todo gamer Linux, claro os que jogam títulos disponíveis para Windows. Temos um artigo demonstrando sua instalação.

A mágica do shell script


Que tal automatizar a instalação do Wine, do Vulkan, do Lutris e diversas bibliotecas exigidas para o bom funcionamento da Battle.Net no Linux? Você pode fazer os procedimentos manualmente ou seguindo os artigos que escrevemos no Diolinux. 

Pensando em sua comodidade, disponibilizamos um script para configurar de forma automática o Wine, Lutris, Vulkan e demais libs. Se você já tem o Driver de vídeo configurado, no caso das NVidias e o Mesa Driver para os demais. Basta, executar o script e esperar a mágica acontecer. Depois só nos resta instalar a Battle.Net, diretamente do Lutris.

Este script adiciona o repositório PPA do Lutris e o repositório do Wine, posteriormente instalando não só o Lutris em si, mas também o Wine, com adições de alguns pacotes indicados para rodar games que usem Vulkan, DXVK ou D9VK (libvulkan1 32 e 64 bits), além de adicionar alguns pacotes extras para garantir a compatibilidade com o lançador da Battle.Net.

Baixe o script diretamente do repositório do Diolinux no Github, clicando no botão “Clone or download”.

blizzard-launcher-games-jogo-linux-battlenet-battle-net-wine-proton-lutris-script-ppa-ubuntu-mint-gamer-overwatch-diablo-world-warcraft-script-github

Extraia o arquivo ZIP, entre no diretório que será criado de nome “Lutris-Wine-BattleNet-master”. 

Clique com o botão direito do mouse em cima do script, “Lutris+Wine+BattlNet.sh”, acesse a opção “propriedades” e marque a opção que permite a execução do arquivo como um programa na aba “Permissões”. Isso no caso do Ubuntu, utilizando o Nautilus, em outros ambientes gráficos os passos podem ser um pouco diferentes.

blizzard-launcher-games-jogo-linux-battlenet-battle-net-wine-proton-lutris-script-ppa-ubuntu-mint-gamer-overwatch-diablo-world-warcraft

Agora clique dentro do Nautilus, ou seu gestor de arquivos, com o botão direito do mouse (você deve clicar em algum espaço vazio, não em cima dos arquivos) e vá à opção “Abrir no terminal”.

Se você não permitiu a execução do script, conforme mencionei anteriormente um passo extra será exigido. Dar essas permissões.

sudo chmod a+x Lutris+Wine+BattlNet.sh

blizzard-launcher-games-jogo-linux-battlenet-battle-net-wine-proton-lutris-script-ppa-ubuntu-mint-gamer-overwatch-diablo-world-warcraft

Para executar o script utilize o comando abaixo, digite sua senha e espere a mágica acontecer (conexão com a internet é exigida).

./Lutris+Wine+BattlNet.sh
blizzard-launcher-games-jogo-linux-battlenet-battle-net-wine-proton-lutris-script-ppa-ubuntu-mint-gamer-overwatch-diablo-world-warcraft

Instalando a Battle.Net


Já configuramos tudo, só basta instalar o launcher da Blizzard. O Lutris é bem prático neste quesito e também automatiza tudo. Existem duas formas de instalar programas ou jogos no Lutris.

A primeira é acessando diretamente a página do programa em questão no site do Lutris, e clicar em “Install”.

blizzard-launcher-games-jogo-linux-battlenet-battle-net-wine-proton-lutris-script-ppa-ubuntu-mint-gamer-overwatch-diablo-world-warcraft

Um pop-up irá abrir, informando que este link precisa de um programa para ser aberto. Abra o link e ele vai te direcionar ao Lutris instalado em seu sistema.

blizzard-launcher-games-jogo-linux-battlenet-battle-net-wine-proton-lutris-script-ppa-ubuntu-mint-gamer-overwatch-diablo-world-warcraft

Outra forma é pesquisando diretamente no software do Lutris em seu computador por “Battlet.Net”, logo após clicar em “Install”.

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Algumas opções aparecerão, clique novamente em “Install” para versão “Standard”.

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Confirme o local da instalação.

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Caso o Lutris aconselhe a instalação do “Wine Mono”, instale o complemento.

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Aguarde o procedimento findar, isso dependerá de sua conexão com a internet.

blizzard-launcher-games-jogo-linux-battlenet-battle-net-wine-proton-lutris-script-ppa-ubuntu-mint-gamer-overwatch-diablo-world-warcraft

Daí em diante você pode proceder normalmente, como faria no Windows ou macOS, escolhendo seu jogo e efetuando a instalação.

blizzard-launcher-games-jogo-linux-battlenet-battle-net-wine-proton-lutris-script-ppa-ubuntu-mint-gamer-overwatch-diablo-world-warcraft

Você costuma jogar muito? Talvez irá gostar dos tutoriais ensinando a instalar a Epic Games Store ou a Uplay no Linux.


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MusicBrainz Picard 2.2 lançado com player embutido

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terça-feira, 17 de setembro de 2019

Organizar seus álbuns musicais nem sempre é uma tarefa simples, ainda mais quando é necessário pesquisar pelas informações corretas. Pois bem! MusicBrainz Picard pode ser uma ótima solução.

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MusicBrainz Picard é um software open source, multiplataforma e desenvolvido pela Fundação MetaBrainz, a mesma responsável pelo banco de dados MusicBrainz. O Picard pode, com apenas um clique, encontrar diversos álbuns de música em diferentes formatos, como: MP3, FLAC, OGG, M4A, WMA, WAV, entre outros.

Utilizando as impressões digitais de áudio AcoustID, os arquivos são identificados e comparados com as músicas no banco de dados, isso tudo sem que os metadados estejam presentes em seus arquivos ou estejam incompletos. Editar as tags de suas músicas com o programa torna-se bem prático.

Algumas novidades do MusicBrainz Picard 2.2


Diversos bugs foram corrigidos, resolvendo falhas em suas versões, seja para Windows, Linux, macOS, etc.

Outros recursos mais técnicos foram adicionados, caso tenha interesse, acesse este link e veja os detalhes. Uma novidade que posso destacar, entre as demais, é a adição de um player de música embutido. O recurso ainda é beta, mas simplificará o ato de editar as tags e demais configurações. Poupando tempo, ao não obrigar o uso de outro player em conjunto. Algo simples, mas que vem para somar e tornar tudo mais fácil. Ainda é possível escolher por outro player instalado, lembre-se que por se tratar de uma feature em beta, pode ocorrer bugs com essa nova função.

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Instalação do MusicBrainz Picard 2.2


Existem versões do app para muitas plataformas, irei demonstrar para o Ubuntu via PPA, Flatpak e Snap, para englobar o máximo possível de distribuições Linux. Aliás, Flatpak é a maneira que aconselho e utilizo o software no Linux. Outras distribuições podem tanto instalar a versão contida no Flathub, que demonstrarei a seguir, ou acessar o link “Linux” e escolher conforme sua distro no site oficial do Picard (Snap também é uma opção).

Baixe a versão conforme seu sistema operacional:


Picard via PPA


Usuários de Ubuntu e derivados podem instalar o Picard via PPA conforme demonstrarei, entretanto, reforço que o uso do Flatpak e Snap diminui a obrigatoriedade de tal método.

Adicionando o PPA Stable do Picard:

sudo add-apt-repository ppa:musicbrainz-developers/stable

Atualizando a lista de pacotes:

sudo apt update

Instalando o Picard:

sudo apt install picard

Caso queira remover o Picard via PPA, desinstale o programa e depois remova seu PPA.

Removendo o Picard:

sudo apt remove picard

Removendo o PPA:

sudo add-apt-repository -r ppa:musicbrainz-developers/stable

Picard via Flatpak


Outro modo de obter o Picard, é via Flatpak. O programa encontra-se no repositório Flathub, facilitando a instalação nas principais distribuições Linux. Usuários do Linux Mint podem pesquisar diretamente na loja pelo programa, caso esteja utilizando o Ubuntu, não se preocupe, essa postagem demonstra a configuração do Flatpak e adição do Flathub no sistema da Canonical. Assim, basta pesquisar na loja por “Picard flatpak” e instalar o app.

musicbrainz-picard-metabrainz-musica-som-audio-album-cd-meta-tag-info-mp4-m4a-ogg-mp3-flac-editor-ppa-ubuntu-snap-mint-flatpak-flathub-snapcraft

Usuários de outras distros, podem configurar o Flatpak em seus sistemas por esse link. Já o guia oficial do Flatpak, além de demonstrar a configuração, ensina como adicionar o repositório Flathub. Se preferir fazer tudo via terminal, eis os comandos logo abaixo.

Adicionando o repositório Flathub:

flatpak remote-add --if-not-exists flathubhttps://flathub.org/repo/flathub.flatpakrepo

Instalando o Picard Flatpak:

flatpak install flathub org.musicbrainz.Picard

A remoção pode ser desta maneira:

flatpak remove org.musicbrainz.Picard

Picard via Snap


O Picard também está na Snapcraft, vale ressaltar que na presente data em que escrevo este artigo, essa versão está na “2.1” e não encontrei no site do Picard a menção de um pacote Snap. Provavelmente este Snap é empacotado pelo pessoal da Canonical, sem envolvimento da Fundação MetaBrainz.

No Ubuntu basta pesquisar diretamente na loja por: “Picard” e instalar a versão em Snap, outros sistemas baseados em Linux devem adicionar o suporte ao Snap. Acesse este guia e configure seu sistema

Instalando o Picard Snap:

sudo snap install picard

Removendo o Picard Snap:

sudo snap remove picard

O Picard é uma aplicação interessantíssima, ainda mais com sua enorme base de dados, porém, caso queira outras alternativas o “EasyTag” e “Puddletag” são recomendadas e vale o teste.

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Emulador de Nintendo Wii e GameCube, Dolphin Emu no Linux

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segunda-feira, 26 de agosto de 2019

A comunidade de gamers no Linux vem crescendo a cada ano, sejam games via Steam, Wine ou quaisquer que sejam os meios. O cenário “retro gamer” é bem presente e forte na plataforma do pinguim. Existem até distribuições com foco em emulação de consoles antigos. Hoje apresento um dos melhores emuladores disponíveis no Linux, o Dolphin Emu.

dolphinemu-dolphin-emulador-nintendo-gamecube-wii-linux-mint-ubuntu-ppa-flatpak

O Dolphin Emu é capaz de emular duas gerações distintas de consoles, o Nintendo GameCube e o Nintendo Wii. Não confunda o Dolphin Emu com o gerenciador de arquivos do projeto KDE, já vi algumas pessoas se confundirem por conta disso.

O emulador é software livre e sempre está em constante desenvolvimento, sendo que a cada nova versão sua performance melhora drasticamente. Os games podem ter sua resolução escalonada (em até 5K), melhorando muito seu visual. A compatibilidade com diversos joysticks é um ponto a se destacar e em todos os anos que venho utilizando o Dolphin Emu, nunca vi um que não tenha sido reconhecido. Outras características interessantes, como: contador de fps, modo multiplayer online e local, presets de joysticks, suporte aos joysticks originais de cada console, resolução Full HD (indo além da resolução original dos jogos), e muito mais.

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Caso esteja interessado, o emulador é multiplataforma e existem versões para Linux, Windows, macOS e Android (para plataformas mobiles). Acesse seu site oficial, para mais detalhes.

dolphinemu-dolphin-emulador-nintendo-gamecube-wii-linux-mint-ubuntu-ppa-flatpak

Dolphin Emu diretamente do repositório oficial (da distro)


Você pode encontrar o emulador diretamente da loja de sua distribuição, no Ubuntu o programa encontra-se na versão 5.0 e pode ser instalado tanto pela interface gráfica ou terminal. Essa opção não é a mais atual, caso não se importe com versionamento ou possíveis melhorias de performance dos mais recentes lançamentos, basta pesquisar por: “Dolphin Emu” e instalar pelo Ubuntu Software (Gnome Software) ou loja de sua distro.

dolphinemu-dolphin-emulador-nintendo-gamecube-wii-linux-mint-ubuntu

No terminal é muito simples também.

Instale o Dolphin Emu via terminal:

sudo apt install dolphin-emu

Removendo o Dolphin Emu:

sudo apt remove dolphin-emu

Dolphin Emu via PPA


Existem várias formas de se obter o Dolphin Emu em sua distribuição Linux, o emulador encontra-se na maioria dos repositórios, porém, nem sempre a versão será a mais recente. Alguns preferem compilar diretamente do GitHub (não tão prático para um iniciante), enquanto outros via PPA.

Para instalar o Dolphin Emu no Ubuntu, Mint ou derivados. Segue abaixo todos os comandos necessários.

Adicione o PPA do Dolphin Emu:

sudo add-apt-repository ppa:dolphin-emu/ppa

Atualize a lista de pacotes:

sudo apt update

Instale o Dolphin Emu via PPA:

sudo apt install dolphin-emu

Agora se deseja remover de seu sistema, prossiga desta maneira.

Removendo o Dolphin Emu:

sudo apt remove dolphin-emu

Removendo o PPA do seu sistema:

sudo add-apt-repository -r ppa:dolphin-emu/ppa

Não se preocupe com todos estes comandos de terminal, seu intuito é ser bem simples e direto ao ponto. No entanto, você poderá fazer todo esse procedimento sem abrir o terminal. Ensinamos como instalar programas via PPA por interface gráfica nesta postagem, acesse e faça sem digitar uma linha na famigerada telinha preta (se é o que deseja).

Mesmo o PPA sendo mantido pela equipe do Dolphin Emu, suas atualizações não são tão constantes, como a terceira opção que irei demonstrar. Particularmente não creio que a adição de um PPA seja necessário em pleno 2019, salve poucos casos, ficando a seu cargo. Curiosamente, mesmo tendo um dos membros do projeto Dolphin Emu mantendo o PPA e no site oficial existir a indicação do mesmo. No Launchepad do Ubuntu, é descrito que as builds não são oficiais (vai entender 😵😵😵).

Dolphin Emu via Flatpak


O Dolphin Emu está disponível no repositório Flathub, curiosamente, sua versão em Flatapk recebe mais atualizações e na maioria das vezes está em versões superiores a do PPA (sempre venho observando, até o momento nunca vi a versão do PPA na frente ou equiparada com os lançamentos do Dolphin Emu Flatpak). O motivo disso? “Mistérios da meia noite” (😁️😁️😁️).

Antes será necessário adicionar o suporte a Flatpak em seu Ubuntu, por sorte essa postagem demonstra todo procedimento.

Outras distros podem ser configuradas conforme descrevemos aqui (o repositório Flathub deve ser adicionado ao sistema, logo abaixo demonstrarei). Com tudo pronto, pesquise na loja por: “Dolphin Emu” e escolha a opção em Flatpak (usuários de Linux Mint não precisam configurar nada previamente).

dolphinemu-dolphin-emulador-nintendo-gamecube-wii-linux-mint-ubuntu-ppa-flatpak-flathub

Obviamente que o procedimento pode ser feito com auxílio do terminal.

Adicionando o repositório Flathub via terminal:

flatpak remote-add --if-not-exists flathub https://flathub.org/repo/flathub.flatpakrepo

Instalando o Dolphin Emu Flatpak via terminal:

flatpak install flathub org.DolphinEmu.dolphin-emu

Removendo o Dolphin Emu Flatpak via terminal:

flatpak remove org.DolphinEmu.dolphin-emu

Instalando o Dolphin Emu, você poderá jogar seus títulos do Nintendo Wii e GameCube com vantagens e facilidades que só a versão emulada traz. Outro ponto interessante é que instalando o emulador via PPA ou Flatpak, a opção gráfica de utilizar o Vulkan, além do OpenGL estará disponível. Algo não presente no emulador instalado diretamente do repositório do Ubuntu.

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Lollypop um player de música completo

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quarta-feira, 14 de agosto de 2019

Lollypop é um poderoso player de música desenvolvido em GTK, software livre e muito famoso no meio GNOME. No entanto, sua usabilidade não se limita ao ecossistema GNOME, podendo ser utilizado em diversos ambientes e até outros sistemas. Afinal, o player também está disponível para FreeBSD.

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Durante este ano de 2019 venho mais do que nunca utilizando diversos players de música. Há muito tempo substitui meus “momentos sonoros” pelo streaming via Spotify, e quando offline utilizava o VLC player. Infelizmente meu player favorito foi “abandonado pela Canonical”, era o Music, uma das aplicações do Unity 8 com convergência conforme o redimensionamento da janela. Obviamente que sou movido tanto pela praticidade, funcionalidades, como visual. Veja o visual logo abaixo do Music.

music-ubuntu-unity8-canonical

Contudo, se existe algo em que o Lollypop não peca (e não estou falando do Android 😁😁😁), é em seu visual e quantidade de recursos. O player chama a atenção com seu visual minimalista e elegante. Além, de também possuir uma certa convergência ao se adaptar conforme redimensione sua janela.

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Uma curiosidade é que o Lollypop é o player de música padrão do smartphone com Linux da Purism, o Librem 5. Algumas características deste belo player, que posso destacar são:

  • Tema dark;
  • Reprodução dos principais formatos de áudio, por exemplo: MP3, MP4, OGG, FLAC, entre outros (até hoje não tive problema com formatos);
  • Navegação de suas músicas por: gênero, artista, capa;
  • Pesquisa rápida e eficiente;
  • Integração com atalhos de teclado;
  • Suporte a lista de reprodução (podendo importar playlists);
  • Visualização em modo tela cheia;
  • Sincronização MTP;
  • Suporte a telas de alta intensidade (HiDPI);
  • Suporte a TuneIn;
  • Integração com a web, podendo buscar informações de canções diretamente em serviços, como o Last.fm;
  • Download das capas dos albúns e dos artistas (o legal que o player não te força esse recurso, sendo totalmente opcional);
  • Suporte a rádio;
  • Visualização do artista por contexto;
  • Equalizador de áudio;
  • Sistema de favoritos, você pode dar notas as suas músicas com estrelas (podendo ouvir as prediletas ou pesquisar e montar suas playlists “mais acaloradas”);
  • Adição de vários diretórios em locais diferentes com suas músicas;
  • Possibilidade de ouvir música via streaming (por incompatibilidades com algumas APIs proprietárias, esse recurso pode nem sempre funcionar perfeitamente);
  • Opções como: transição suave entre as músicas, repetição, separação por categorias, redimensionamento das miniaturas de seus álbuns, e muito mais. 

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Existem várias formas de se obter o Lollypop nas distribuições, como Arch Linux, Fedora e OpenSUSE. Basta pesquisar normalmente no repositório, seja via terminal ou pela loja. No Ubuntu e derivados existe a possibilidade da adição de um PPA ou via Flatpak (forma que também pode ser utilizada em outras distros).

Lollypop via PPA


A instalação via PPA é um meio de se obter o Lollypop, entretanto, caso seja iniciante recomendo a segunda opção. Particularmente não creio que atualmente o uso de PPAs seja a melhor forma de se obter softwares no Ubuntu, salvo poucas exceções.

Adicionando o PPA via terminal:

sudo add-apt-repository ppa:gnumdk/lollypop

Atualizando a lista de pacotes:

sudo apt update

Instalando o Lollypop do PPA via terminal:

sudo apt install lollypop

Removendo o PPA:

sudo apt-get install ppa-purge && sudo ppa-purge ppa:gnumdk/lollypop

Lollypop via Flatpak


O Lollypop encontra-se no repositório Flathub, antes de tudo, para instalar o Lollypop desta maneira será necessário ter o Flatpak configurado em seu sistema. Para usuários de outras distros que não sejam o Ubuntu ou Mint, acesse essa postagem (o repositório do Flathub deve ser adicionado, conforme irei abordar ao demonstrar o processo via terminal). No Ubuntu, você pode acompanhar todo passo a passo deste post, e além de configurar o Flatpak, configurar a GNOME Software (loja do Ubuntu) para efetuar suas instalações via interface gráfica. Após ter tudo pronto, pesquise por: “Lollypop” e instale a aplicação (no Linux Mint, basta pesquisar, não sendo preciso nenhuma configuração prévia).

player-música-gnome-gtk-lollypop-flathub-flatpak-ubuntu-mint

O processo pode ser igualmente feito via terminal, caso tenha preferência ou sua distribuição não possua uma loja que suporte este tipo de pacote.

Adicionando o repositório Flathub via terminal:

flatpak remote-add --if-not-exists flathub https://flathub.org/repo/flathub.flatpakrepo

Instalando o Lollypop Flatpak via terminal:

flatpak install flathub org.gnome.Lollypop

Removendo o Lollypop Flatpak via terminal:

flatpak remove org.gnome.Lollypop

Conclusão


O Lollypop é uma alternativa muito interessante, funcional e bonita. Ao que parece o mesmo permanecerá em meu sistema por muito tempo. O player passou a ser um de meus favoritos, seja por sua beleza ou eficiência. No entanto, existem muitas soluções atuais em que eu e meu colega de trabalho, Ricardo (O Cara do TI), abordamos durante este ano de 2019. Recomendo que experimente e descubra qual o melhor player de música para você. Segue a lista: Olivia Player, Elisa Player, Museeks, Tauon Music Box e o Strawberry para os mais saudosistas. 

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Agora vou ouvir algumas músicas no Lollypop, enquanto vou criando a capa deste post, SISTEMATICAMENTE! 😎


Fonte: GNOME.
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